comerciominho_24081875_387.xml
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FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
387
S.’ ANNO 1875
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova n.
*
3E,
para
onde
deve
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=■
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
(1)
Alcunha
dado aos afionsistas.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga,
annol^bUU
rs.=Semestre
850
rs.=Provtn-
c
ias,
anno
2&ÍÓ0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre 1&250
rs
J=Brazil, anno 4^400
rs.=Semcstre 2&300
rs. moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis moeda íraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°;0
d
’abatimento.
B
raga
—
TERÇA-FEIRA 94 »E
AGOSTO
Retiramos
vários
escriptos,
entre elles
a
carta
do
nosso
estimável
correspondente
de
Paris,
para
dar
logar
á seguinte
im
portantíssima
carta,
dirigida do
campo
carlista
ao
barão
de
Carette.
E
’
digna
de
ser
archivada, cotno
do
cumento
historico
da
guerra
que
se está
ferindo
na
Hispanha.
Villareal
3
d
’
agosto
de
1875.
Meu
caro
amigo.
Tu
pedes-me,
para
ti
e
para
os
nossos!
amigos,
noticias
do
exercito
carlista
;
eu
satisfaço com
tanta
maior
vontade,
quanto
é
necessário
faser
conhecer
a
nova
fase
em que
acaba
de
eotrar
a
guerra
de
His-
panba.
Sem
subir
aos
acontecimentos
ante
riores,
que
deves
saber
pelos
jornaes
mais
ou menos
exactamente,
não
le
contarei
seoão aquelles de
que
fui
lestimunha
ha
alguns
dias.
Ab
uno disce
homnes.
Os
meus
pensamentos
não
são
côr
de
rosa
prin-ipiando
a
minha
carta,
*
—
tentado
a
diser-te
como Ugolino do
Poiche tu
vuoi
ch
’
io
rinovelli
D
is
per ato
d
olor
che
il
cor
mi
preme
Gia por
pensando
prio
che
io
ne parli,
etc.
Estou
em
Villareal ha
uns
15
dias,
com
o
nosso
conhecido
de
Roma,
o
bravo
conde
de
Caserta,
commandaote
general,
interino,
da
proviocia d
’
Alava
*
Villareal
está
a 10
ktlornetros
de
Victoria,
capital
da
dita
proviocia.
E"ta
ultima
cidade está
ein
poder dos
Guiris
(1)
que
a
fortificaram,
e,
desde a
batalha
de Zumelzu,
7
de
julho,
Quesada
d
’
ella fez
o
seu
quartel general,
tendo
á
mão
uns
30:000
homens
na
cidade
e
seus
arredores.
Estias
tropas
extorquem
á
di
reita
e
á
esquerda
contribuições,
amea
çando
por
muitas
veses
os
carlistas
cujos
po'los
avançados
estavam
a
dois kilome-
tros
de
Victoria,
mas
sem
faser
movimen
to
determinado.
No
entretanto,
o
general
em
chefe
(lo
exercito affonsista
f<»sia
executar cruelmente
a
recente
lei
dos
suspeitos.
Em
consequência (Visto,
nó vimos
che
gar
dmante
alguns
dias
intermináveis e
affl
cias
columnas
de
victimas d
’
esta lei
renovada
de
93.
Eram
famílias
carlistas
ou
suspeito-os
d’
entre
ellas,
velhos,
mu
lheres,
meninos,
doentes,
sãos, ricos,
po
bres,
artistas,
cu obreiros,
todos
vinham
quer
em
carro
ipter
a
pé,
procurar um
refugio
na
povoação
carlista
mais
visinha.
Contei
por
centenas
as
famílias
expul-1
sas
de
Victoria.
Um
commissario
de
policia
acompa
nhado
de
soldados
se
apresentava
de
im
previsto
em
casa
d
’uma
familia
ou
(J’
um
indivíduo
accusado
de
carlisrtío,
fasia que
lhe
entregasse
as
chaves
da
casa
e
dos
«rmarios,
depois intimava-lhe
o
desterro
immedialo até
a
emenda
Se
o
grandesa
d
’
alma,
levar
uma
pouca
uma
troxa
que
braço.
Esta
era
a
d
’
islo.
De
malas
dos objectos, assim
como
os
inamoveis, era
reservado
para
o
f
__ ______
‘
-
fasia descer
os
proscriplos
para a
rua
fe
chava
á
chave
a
porta
da
casa
e
lhe:
disia
:
«Partide,
ide
para
onde quiserdes
usas
para
terra carlista
;
e
se
vos
conser
e sou
Danie:
cornrmssario
tinha
de
mostrar
a
permittia
ás
mulheres
de
roupa para
mudar,
podesse
ir
debaixo
do
formula.
Mais
nada
além
não
fallemos.
O
resto
moveis
e
-----
,
governo.
Feitas
as
troxas,
o
amavel
commissario
---
1*
_
íoi
repellido;
elles
mostraram,
por
exce-
pção, muito arrojo.
Parece-me
que
os seus
soldados
estavam
bêbados.
Os
batalhões
carlistas
d
’Alava
íiseram
prova
d
’
esla
calma
e
d
’
esta
solidez que eu
já
tinha
admirado
em
Somorostro.
Baierarn-se
até
á
noite
e
as
cousas
ficaram
alli
por
este
dia.
Os
dois
exercitos
acamparam
em Gente
um
do
outro.
No
dia
seguinte
pela
manhã,
ás
4
ho
ras,
dois
canhões
carlistas,
chegados
de
noite,
recomeçaram
o
fogo,
ao qual
res
pondeu
galhaiddmeiite
o
inimigo.
Nós
pro
curávamos
entrelel-o
para
ganhar
tempo,
porque
esperávamos
reforços
depois
do
meio
dia
:
o
conde
de
Caserla por
um
lado, e
o
brigadeiro Calderon
pelo
outro.
Então o inimigo,
tomado
pelo
seu
flan
co
direito,
[
se
acharia
sua
superioridade numérica.
compreheodeu
o
perigo
e
não
tardou
ern
descrever
o
seu
movimento
de
remada.
Aqui principia
a
vergonha
e
o
horror
d
’
esta
expedição.
Quesada
não tendo
po
dido
conseguir
o
seu
lim,
quiz
vingar-se
pelo
incêndio.
Em
primeiro
mandou
pôr
i
o fogo
a
duas
herdades,
que
estavam nas
.
suas
linhas,
depois ás
searas.
Viam->e
os
,
soldados
faser
de
petroleiros
nos
campos
>
de
trigo
com
as
garrafas
de
petroleo
na
mão.
Um
momento
depois,
longas serras
de
fumo
tesltmnnhavam
que
estes
valentes
guerreiros
tinham
bem
merecido do
seu
príncipe.
Finalmenie
chegnu
a
vez
a
Vil
lareal que desappareceu
bem depressa
de
baixo
d
’
uma
nuvem
de fumo.
A
esta
vista
um grito
de
raiva
e
de
indignação
se
levantou
das lileiras
carlis
tas.
O
brigadeiro Valluerca, que não que
ria apressar
a perseguição,
com
o
medo
d
’
uma volta
offensiva
ou
d
’
urn
embuste,
fui
impotente
para
conter
os
seus
solda
dos,
que
obravam
sob o
império
(rum
sen
timento
que
eu
partilhava
Fui
testemunha em
minha
vida
de bem
tristes
cousas de
guerra,
e
creio
ter
visto
o
apogeu
das
misérias humanas
na retirada
do exercito
de
Este
(le
que
eu
coiriman
dava
a
retaguarda.
Mas
não
me recordo
de
nenhuma impressão
comparável
áquella
que
experimentei
em
entrando
com
o bri
gadeiro
Valluerca
na
principal
rua
de
Vil
lareal
que
ardia
toda.
O
crepitar
das
cham-
mas
cujo
dourado
clarão lutava
contra
o
brilho
d
’(im
sol
ardente,
o
arruido
surdo
das
janellas
e
dos
telhados
que
cahram,
os
grilos
das
mulhe
es
meio
loucas
e dos
me
ninos
que
corriam
descalços,
nús
sobre es
te
vulcão
em
erupção,
a sombria
desespe
ração
dos
velhos
com
os
olhos
enxutos
e
lixos
as
imprecações
dos
sol
lados
carlis
tas
que
saltavam
por
pelotões
na
perse
guição
dos
incendiarios,
o
estrondo
da
fu
zilaria,
tudo
isto
formava
um
especlaculo
■
horrível,
indescriptivel.
Descobri n’
uma
estreita
rua,
enlre
duas
.
casas inflammadas,
uma mulher
doenle
es
tendida
sobre
um
enxergão,
cercada
de
fi-
Ihinhos
meio
nús
que
davam
grilos
pene
trantes.
A almosphera
era
insus
enlavel
;
as
chammas
lambiam
quasi
aquelles
que
passavam,
os
restos
incandescentes
cahiam
quasi por
todos
os
lados,
c
esta
familia
abandonada
no
meio
da
confusão
ia
ser
as
sada
ou
esmagada.
Desci
do
meu cavallo,
que
a
vista e
o
barulho
do
incêndio
tornava
louco
de
terror, cheguei-me
á doente.
Ella
estava
paralytica
;
seu marido,
arrieiro,
eslava
au
sente
;
soldados
a
tinham
levado para
alli
antes
de
pegar
o
fogo
á
sua casa
;
não
lhe
restava
por
toda a
fortuna senão
o
enxer
gão
sobre
que
estava
deitada.
O
calor
era
cada
vez
mais
intenso
;
os
restos
estavam
carmezins
:
os
meninos
lorciain-se
redo-
■
brando
seus
grilos
;
a
pobre
mãe,
olhava
para
elles,
chorava
e
pedia
á
Santíssima
Virgem
por soccorro. Nada
mais
afllictivo
que
este
quadro
no
meio d’
esta
quadra
ide
fogo.
vaes
na
cidade ou
tornaes
a
voltar
ella,
sereis
presos
ou
fusilados.»
Veleres
migrate
coloni
!
para
Abstenho-me de
lodo
o
commentario;
i
não
faço
senão contar
parcamente
o
que
<
tenho
visto.
1
Contando
estas
lúgubres
procissões
de
desgraçados
meio
loucos e
famintos
que
me
recordavam
as
populações
francesas
fugindo dos huianos,
esperava
que Quesada
não
excederia
por
novas
infamias,
a
es-
feia
dos
meios
d
’
ataque e
de
defesa
admit-
tidos
enlre
gentes
civili>adas.
Enganei-me.
Tudo
isto
nao era mais
que
um
ligeiro
preludio.
O
novo
Sylla
affonsista,
depois
de
ter
posto
a
sua
alma
em
paz
com
as
proscri-
pções,
decidiu-se
em íim
a obrar.
Elle
devia esperar
que
as
searas
amadureces
sem, retardadas
este
anno
peio
mau
tem
po.
Tu
verás
porque.
A
26
de
julho
urna
columna inimiga
foile
de
10:000
homens,
sahiu
de
Victo-
ria
para
ir,
pelo
caminho
de
Murguia,
atacar
Orduna
e
penetrar
na
Biscaya,
por
Valmaseda. Esta
praça
eslava
defendida
lào
sómenle
por tres
batiiliiões
de
Biscaya.
No
dia
27,
pelas
10
horas
da noite, S.
A.
o
conde
de Caserta,
partiu
com
dois
batalhões,
qualio
peças
de
montanha
e
um
meio
esquadrão de
cavallaria
para ir
em
soccorro do
general
Carasa a
Orduna;
o
que
redusiu os
defensores
das
linhas
de
Villareal
a
quatro
pequenos
batalhões,
2
i
peças
de montanha e uns 60
cavallos.
I
Ao
lodo
2:000
combatentes.
O
príncipe
linha
deixado
o
cominando j
de
Villareal
ao
brigadeiro
Valluerca, e
eu
i
tiquei
com
este
ultimo.
O
ataque
de
Or
duna
foi
repellido.
No
dia
29
pela
manhã, assignalou-se
um
movimento
do
restante da guarnição
de
Victoria
na
direcção
de
Villareal.
O
ataque
sobre
este
ponto
tornou-se
mani
festo
pelas
10
horas,
e
ao
meio
dia
o
inimigo
commandado
pessoalmente
por
Quesada
eslava
á
vista.
Adiaulava-se
em
boa
ordem,
coroando
as
cristãs
das
collinas
que
estavam
diante
de
nós
e
sobre
as
quaes
collucou
alguns
canhões
em
bateria.
O
golpe
de
vista
era
esplendido e
o
campo
de batalha admiravelmente
escolhi-
|do
segundo
a
arte.
Os
canhões
inimigos
romperam
c
fogo
em
quanto
que
as
massas
da
>ua
infanie-
ria,
precedidas
de
linhas
de
atiiadores
e
lendo
a
cavallaria
sobre as
alas,
desciam
as vertentes
das
collinas
para
franquear
o
fundo do
valle
que
nos
separava.
Tudo
isto
parecia muito
bem.
O
inimigo
ataoou
por
tres
columnas
e
o
seu
piincipal
esforço
era subie
a
nossa
direita. U
seu objectivo era evi
dente
forçar
os dois
caminhos
que,
par
tindo
de Villareal,
condusem
a
Durango.
Devo
diser
que
nem
um
tiro
de
fusil
*
e
disparou
do
interior
da
villa
contra os
assaltantes.
Avalio
a
sua
força
em
15
000
homens.
Os
2;000
carlistas
nào podiam
pensar
|
em
defender
a entrada
de
Villareal,
que
<
é
dominada
e aberta
por
lodos
os
lados;
;
leliraram-se
para
as
collinas
visinhas,
i
guardando
os
desfiladeiros
dos
caminhos
de
Biscaya
sobre os
quaes
se
tinham
feito
trabalhos
de
defesa.
Uccupavam
pouco
mais
ou
menos
as
mesmas
posições que
Soult
e
Massena,
occupavam depois
da
batalha
de
Victoria
conlia
Wellington
em
1814.
Dentro
em pouco se
empenhou a fusi-
laria e
se
tornou
formidável
em
toda
a
fusilaria
e
se
tornou
formidável
em
toda
a
linha.
Poupar-te-ei o
genero
descriplivo. To
das
as batalhas
grandes
ou
pequenas
se
.
assimilham.
Os
Guiris
occuparam
Villareal
sem
dar
ium
tiro;
o
seu
ataque
ás
nossas
posições
pelo
esquerdo
e
pela frente,
rnuilo
embaraçado,
apesar
da
Mas
Quesada
abysrno
inson-
o
res-
Depois
de
ler mandado
transportar
a
desgraçada
para
um
logar
seguro,
inter
roguei
a
doenle
:
—
Como ha,
lhe
disse eu,
soldados hes-
panhoes
tão
desnaturados
para
não respei
tar
a
casa
d’
uma
pobre doente
cujo
ma
rido
nada
tem
com
o
exercito carlista
?
—
Não
accuseis
os
chicos,
me
respondeu
ella
;
elles recuavam
diante
d
’
este crime,
e
foram
os
seus
oíliciaes
que
os
constran
geram
a pegar
o
fogo.
Assim
está
averiguado,
mais
uma
vez
são
os
chefes
que
levam
os
soldados
aos
excessos.
A julgar
pela aclitude
da
desesperação
dos
jovens e mesmo dos
meninos,
tudo
o
que
não foi
queimado foi
manchado.
Não
achas
tu.
caro amigo,
que o go
verno
de
Madrid
prepara
um
lindo
exerci
to
para o
futuro
de Hespanha, e que o
rei
menino
está
em
caminho
de abrir
uma
singular
reputação
no paiz
sobre
o
qual
pretende
reinar
!
Se este
pobre
príncipe
julga
suffocara
guerra
pela
proscripção,
o
sequestro,
a pi
lhagem,
e
o
incêndio,
engana-se,
ou
pa
ra
melhor
dizer,
elle
está
complelamenle
enganado.
Este
genero
de intimidação
não
se
dá
com
o
coiacier
hespanliol,
que
é
o
mais
tenaz do
mundo.
Elle
só fará
cavar
um
davel
enlre
as
povoações
carlistas
e
tanie
de
Hespanha
e
criar
fontes
ines
gotáveis
de
odio
e
de
vingança.
Vi
mulhe
res
fazer
scbre
a
cabeça
de
seus
íilhos
juramentos terríveis
de represálias,
e
ra
parigas
pedir
armas.
Todos os
homens nos
dizem :
«Hoje
rȋo
é
posivel
nenhuma
paz;
moite
e
vingança
contra
estes
bár
baros
»
Eu
creio
que se D.
Cailos
fosse
cons
trangido
a
largar
as
armas,
a
guerra
regu
lar
seria
substituída
por
uma
guerra
de
guerrilhas
terrivel,
que
seria
mui
diílicii
de
repnmir.
Em
toda
a guerra,
ha
sem
duvida
ex
cessos,
infracções
ao
jus
genlium
e
recri
minações
reciprocas,
mas
estes excessos
nunca
são
obrigados
pela
aucloridade,
a
qual fecha os
olhos
uu
castiga.
Em
todos
os
exercitos
civilisados,
o
codigo
penal
cas
tiga
com
penas exemplares os aclos
cri
minosos sahindo
do
simples
direito
d
’
ata-
que
e
de defesa.
Aqui,
pelo
contrario.
Em
pleno
século
XIX, o
governo
decreta, não
pelas
cortes
ou
representantes
do
povo, mas
pelo
seo
chefe,
uma
lei
obrigando
o
exercito
a
commelter
o
maior
numero
de
crimes
pos
sível
contra
todo
o
indivíduo
de
opinião
carlista,
c notavelíreole
o
destruir
pelo
ferro
e
h'go,
luto
aquillo
que
estiver
em
pé
n
’
este
cauto
de Hispanha
o
mais
inte
ressante
por
suas
instituições
políticas
e
pela
soa
historia
;
o
único
que
repelliu
a
invasão
dos
rnourus
e
que serviu
de
ba
luarte
á Euicpa
contra
os
islamismo.
Todos
os
humanitários
Irancezes
se
recreavam,
e
com razão,
com
o incêndio
rnulil
de
Bazeilles,
e
invocavam
o
direito
das
gentes.
Hoje estão
mudos,
porque
sào
os
clericaes
que
o
queimaram.
Seria
este o caso
para
as
potências
signataúas
(lo
protocolo
do
congresso
in
ternacional
de Bruxellas,
reunião
por
ini
ciativa
do
imperador da
Rússia,
de
per-
>
guntar
ao
governo de
Madrid de
qne
ma-
•
iieira
elle respeita
o
modus
vivendi
ad-
i
mitlido
em
tempo
de
guerra.
Ora,
qual
é
este
governo
que
faz
as
sim
uso
de
tão
paternaes
decretos?
Eu
não
me
occuparei
do eterno the-
ma
do
testamento
de
Fernando
VII,
isto
é, da
questão
da
legitimidade
de D.
Car
los
e
do
joven
Affonso, questão
que
não
é
uma,
nem
para
mim nem
para
ti,
nem
mesmo
para a
grande
maioria
dos bispa
*
uhoes.
Mas
comparemos.
Qual
é
a
origem
do
governo actual?
Um pronunciamento,
um
golpe
d’
Eslado,
am
preloriano cheio
de
ambições
e
alre-
ErcnsVMVTO?
vido;
um
Martinez
Campos,
que,
ferido
de
que
uma
sociedade
anonyma
fazia
secre-
lamente
uma
operação
montpensiari
*
ta
sem
lhe
offerecer
nenhuma
acção
no
negocio,
emprehendeu
como
commandita, por
sua
própria conla,
uma contra
operação
affon-
sisia.
Ella
foi
dirigida
sagazmente
e
vingsu.
Custou
ao
emprehendedur
60,000
reales
de
que
ninguém
o
quer
embolçar
agora.
Os
ministros, segutos
de
terem
suas
carteiras
e
o
seu
joven
rei nas redes,
des-
presam o
clerico
Campos,
e
isto
lorna-o
furioso.
E
’
a
historia
de
tirar
as
casta
nhas
do lume
para
outros.
Tres partidos,
os
aílousistas,
os monl-
pensiarislas,
e
os
serranistas
foram
igual-
mente
surprehendido»
pelo feliz
golpe
de
Martinez
Campos
;
mas
não
igualmente
contentes.
Quinze
dias depois,
estaria
Montpen-
sier
em
logar
de
L).
Affouso.
Agora,
aquelle
espera este,
Serrano
es
pera
aquelle.
Os
coinmunistas,
pelo
seo
lado,
esperam
este
e
aquelle
para
engul-
lir
todo.
Uma
digressão
rapida
sobre
o
que
se
chama
o
carlismo.
.Muitas
pessoas
se
en
gajam
sobre
o
verdadeiro
sentido
d’
esta
iaterpelhçào.
Em
Hispaoha,
se
entende
por
carlistas
os adherenles
não
á
pessoa
de I).
Carlos,
mas
á
doutrina
que
elle sustenta,
isto é
unidade
religiosa,
submissão
ao
Soberano
Pontífice,
alliança
francesa,
liberdades po
líticas
e
restauração
da realesa
legitima
hereditária.
E’
como
quem
diria o
partido
legiti-
mista
em
França.
Carlos
VII
representa
pois
um grande
partido
muito
vivaz
em
toda
a
Hispanha,
mas
qtie
não
tem
podido
organisar-se militar-
ííiefHè
seuão
em
certas
provincias.
Esle
pkliílo
’
)
não
é
aquelle
dos
vadios,
e
dos
ociosos,
mas o
do
povo
trabalhador.
Elle
taoC-ão
«Cidade,
a
fé,
a
energia
e
a
per-
sev^fànça-
e
acabará
por
triunfar.
Tu
co-
nhíOesl
’
'o
provérbio italiano:
Chi
dura
oihAgoira
que é
o
qoe
tem
feito a
situa
ção
{ã;í
qual
a
vemos hoje?
Um levantamento
popular
contra
urn
pribclpe
italiano
que
Bismark
linha collo-
cado
sobre
o
throno
hispanhol
contra
a
Fcança.
Qual
é
o
mais rtcommendavel
d
’
estes
dons
movimentos,
o
de
Martinez
Campos
ou o
dos
carlistas?
As
populações
das
provincias vascas,
cuja intelligencia é
conhecida
de
todo
o
mondo,
a
boa
fé
e
a aptidão
para
o
tra
balho,
não
obraram
á
ligeira
emprehenden-
do
a
grande
obra
da
crusada
catholica
e
da
regeneração
de
Hispanha.
Ellas
sabiam
quaes
eram
os
sacrifícios d’homens
e
de
dinheiro que
as
esperavam,
e
lodo
isto
foi
tnaduramenle
debatido
nos
conselhos
do paiz.
Eis
ahi
um
pequeno
povo
que
diz
aos
governos
que
se
succedem
desde
ha tres
annos
na
lanterna
magica
de
Madrid:
«£
’
vus
livre de
escamotear
successi-
vamente
o
podei,
de
impor
os
vossos
ca
prichos
aos
re>tante
de
Hispanha,
que
ar-
roinaes,
e
de fazer do
paiz
uma
sucursal
do
Kultnrkampf
bismaikioo.
«Também é
livre
aos
hispanhoes
o
ser
bastante fracos
e
cobardes
para
soflrcr
os
votos
actos.
«Quanto
a
nós.
não aceitamos
nada
do
que
vem
de
intrusos
como vós.
«A
vossa
origem
e
os
vossos
actos
são
revolucionários
e
nós
nada queremos
de
vós.
Vós
não
sois os nossos
homens.
«Aquelle
qoe
é
o nosso
homem
é
D.
Carlos
de
Bourbon,
descendente
legitimo,
por
a
antiga
lei
salica. dos
Pelagio,
dos
Fer
nando
e
dos
Filippe
V.
Nós
fomos
bus-
cal-o
á
Suissa,
para
que
elle
viesse
por
se
á
nossa
freme,
e nós
o
reconhecemos, se
gundo
a
antiga
formula
de
nossos
foros,
como
senhor e
protector
de
nossas liber
dades
políticas e
religiosas.
«Nós foimamos
em
^olta
da
bandeira
de
Deus,
Patria
e
Rei,
que
é
também
a
do
exercito
catholico,
porque
nós
lemos
a
convicção,
e
vossos
actos
o
provam,
que
se
íicaes
os
senhores,
opprimireis
a
nos
sa
religião,
e
não
respeitareis
os
nossos
lorus.
«Nós
temos
igualmente
a
cerlesa
que
a
unica
maneira
de
salvar
a
Hispanha
e
sua
*
colonias e
d
’
ahi
estabelecer
uma paz
duradoura,
é
a
restauração da realesa
le
gitima
hereditária.
«Nós
combatemos
pois,
por
nossas
crenças
religiosas
e
*
pela
patria.
«Nós
seiupre
fomos
livres,
independen
tes,
administrando-nos
a nós
mesmos.
Nun
ca
sofffemos
o jugo
de
nenhum
conquis
tador.
Se
temos
reconhecido
a suzeram-
<iade
dos
antigos
reis
de
Hispanha,
é
cora
certas
condições
bem
determinadas, e
por
que
era
nossa
vontade.
«Vós
não
sois
nossos
irmãos,
vós
sois
bandidos
Nós
responderemos á
vossa
guer
ra de extermínio
como
convém
a
homens
livres
e
altivos. Sabemos
que somos
sós
no
mundo,
e
que
vós
tendes
por
vós
os
poderes
da
epoca.
Pouco
nos importa.
En
tre
nós
a
força
não
vence o
direito.
Vós
suis
barbaros
e
nós resistiremos
assim
co
mo
temos
resistido,
isolados
como
hoje,
aos
barbaros
d'Arica
durante oito
séculos.»
E
’
isto
o
que
dizein
as
populações dos
Estades
dos
foros,
e
são
gentes
de pala
vra.
E’
certo que
vamos
entrar n’um
perio
do
de
represálias,
que
eu deploro
pela
minha parte; porque, segundo
penso,
as
represálias
nào
representam
nada
e
são
mui
tas vezes
perigosas.
Mas
comenho que
nem
sempre se
pódem
evitar.
P>»r
exem
plo,
n
’
este
momento
setia
diflicil
ao
rei
recusar
toda
a
satisfação
á
vendida
pu
blica
do
povo e
do
exercito.
Em
lodo
o
caso
a
responsabilidade
re-
cahirá
sobre
aquelles
que
as
provocaram,
sobre
o
governo
de
Madrid,
e
sobre
os
generaes
bem
pouco cuidadosos de sua hon
ra
militar
e
de
soa
consciência
para
con
sentirem
serem
os
executores
da
lei
dos cri
mes.
Uma
reflexão
se
apresenta
naturalmen-
te
ao
espirito
de
todas
as
pessoas.
O
exer
cito aíToosisla é,
como
sabes,
quatro
vezes
mais
numeroso que
todas
hs
forças
reuni
das
de
D.
Carlos.
Elle
tem
forialesas,
ar-
senaes,
theseuro,
vias
ferrea»,
telegrafo,
esquadra, o
reCoohecimento
oílicial
de
lo
dos
os governos e
o
apoio
eílicaz
de
dous
ou
ires. Gomo
é
que
cora
tssa
preponde
rância
de
meios
de
acção
o
governo
af-
fonsista
esteja
reduzido aos
expedientes
cobardes
e
selvagens
de
qne
se
traia
?
Visto
que tenho
fallado
dos
Estados
dos
tóro»,
terminarei a
minha
carta
por
um
bosquejo a
titulo
de
estudo,
sobre
fi
delidade
d\sle
paiz aos
seus
antigos
usos.
Tesiituunba
ullirnamente
da
reunião
ge
ral
dos
foros
e
da
prestação
do
juramen
to
feito
pelo
rei,
ue
guardar para
ser
guardado. Eu
tinha,
diante
dos
olhos,
ce
remonias,
jogos
e
costumes
dezesets
ve
zes
seculares. ÍTido
isto
era
grande,
sim
ples
e
original.
O
espectador
estrangeiro
tinha
pesar
em
só
representar
o
papel de
frio observador;
sentia-se
arrastado
apesar
de si
mesmo
e cheio
de
simpalhia
por
es
ta
brava
gente,
lavradores
pela
maior
par
te,
tão
simples
e
tão
terríveis
no
com-
baie.
Qoe
humildade
diante
de
Deus e
que
altivez
diante
dos
homens
.
’
Que
delicadas
precauções
contra
as
faltas
•
possíveis
do
rei
ao
mesmo
tempo,
que
dedicação
pela
sua
pessoa
e
que
pressa
em
pôr
á
sua
dis
posição os mancebos
e
os
recursos
do
paiz.
Entre
os
costumes
que
marcam
a
reu
nião
gqral
dos
foros, ha
um
assaz
bizarro
que
sobe, dizem, .ao decimo
qo>rto
sécu
lo
;
é
o
sorcico:
a
dansa
dos
deputados
no
meio
da
praça
publica.
Estes senho
res saem
da
casa
consislorial,
logar
de
suas
cessões,
de
Daque,
gravata
branca
e
cha-
peu
chato,
tendo-se
pela
mão,
precedidos
(Pi
mu.-iea
dos
foros,
dous
pij-hanos
e
dous
tamboriles
A
fila
choiugrafica
f»z
em
pri
meiro
o
rodeio
da
praça
de crevendo
cer
tos
rodeios,
depois
aquelle
que
a
conduz,
com
o
chapéu
na mão
executa
uma
dan
ça
de
caracteres
os
mais
complicado-.
En
tão
quatro
do
*
dançadores
se
destacam
e
vão,
com
a
cabeça descoberta,
convidai
uma
senhorita
pertencente
a
alguma
famí
lia
notável do
paiz.
Esta não
procura
re
cusar-se
e
se
apresenta
escoltada
pelos
quatro
convidantes
sobre
a
[raça
em
que
recebe
as
homenagens
d»
fileira
que
se
forma
ern
arco
de circulo;
is
homens tra
duzem-se
por
um
solo
de
dança
executado
pelo dançador
que
está
á
frente
Depois
a
senhorita
tira
o
seu lenço qtn
que estende
ao
dançador,
e
entra nas
fi
leiras,
á
qual
se
liga
por
outro
lenço
que
lhe
apresenta o
seu visinho
da
esquerda.
A
respeitosa
galanleria
dp sorcico
uão
per-
miile
qtie
se
tenham
as
dançarinas
pela
mão.
Esta
dança
tem uma
significação;
é
uma
manifestação
da
popularidade dos
deputados
para
com
os
seus
eleitores,
e
é
por
ella
que
principiam
os
divertimentos
públicos
de
circumstancia.
Olhando
o
sorcico
eu
sentia
que
esle
uso
se
não desse
em
França.
Com
isto
eu
te aperto
aflectuosamente
a
mão.
S.
de
Caslella,
general.
----------------
aUMiejl
l
S
ff Qi
---------------------
REVISTA ESTRANGEIRA
lligpanlia.
Noticía-se
o
levantamento
do
cerco
de
la
Seo
de
Urgel.
Por
emquanto
ainda
não
é
oílicial.
—
O
conselho
de generaes
de
D.
Car
los
decidiu
que
fosse
dado
a
Trtstany
o
commando
em
chefe
das forças
da
Cata
lunha.
Não
ha
noticias
d
’
importancia.
jEBS.^rjr
A
C.
•••
E
’
noite
de
plenilúnio.
Enleiado
n
’
um
quebranto
eu
vou
erguer
o
meu
canto
á
meiga
luz
do
luar
;
e
á
tua
singella
estância
seu
amorlido concento,
vôe nas
azas
do vento,
meu
suspiro
suspirar.
*Tu
que
és
alma
da
minh
’alma,
sol
dos
meus
dias
passados,
to,
que
és
hoje
os
meus
cuidados,
meu
conforto,
e
minha
dor;
se
soubesses
o
que
eu sonho
n
’
um anhelo puro
e
santo...
ai
filha! quero-te
tanto...
é
tão
profundo
esle
amor...
Quizera
dar-te
mi!
beijos
na
lua
face
mimosa,
—
a
viração
beija
a
rosa,
a
lua
beija
o
rosal,
o
doce
cantor
dos
bosques
oscula
os
ramos
da faia,
as
ondas
beijam a
praia,
os
rios
beijam
o
vali’.
Quando o
sol, ao
fim
da tarde,
entre
nuvens purpuradas
descendo
as
róseas
escadas
vae
mergulhar-se
no
mar,
‘
vejo-te
no
raio
extremo
que
esvoaça
no
horisonle
e vem a cristã
do monte
pallidamente
doirar.
Quando
no
ceo as estrellas
desmaiam,
ao
vir do
dia,
quando
trina
a
cotovia
além,
no
prado
loução,
vejo-te,
perla
d
’
orvalho,
a
rebrilhar
entre
flores
aos matutinos
albores,
e
aos hymnos
d’
anle-manhan.
Se
a
lua
vae
relralar-se
no
liso
espelho
da
fonte,
e transpondo
monte
e
monte
desce
alé
ao
meu
jardim
;
deixo
os
meus
livros queridos
e
vou
revelar
ás flores
segredos
dos
meus
amores,
que
vivem
perto
de
mim.
Virgem
!.
eu
lenho
uma
sina
bem fatal.
Hei
de
cumpril-a.
N’
uoca
minlfalma
iranquilia
succumbiu
a
algum
pesar.
Que
me
importa
o agudo
anathema
que
na
tninlia fronte
lè-se
?
se
fosse um outro... não
esse...
me
obrigaria
a
córar.
Assim
cumpro o
meu
fadario,
—
sempre,
sempre
conformado
—
n
’
este
deserto
habitado
em
que
vivemos,
amor
!
Embora
o
mundo
insciente
de nós
se
ria,
que
importa?
á
flor
d
’
esperança
morta
trouxeste
alento
e
viçor.
Releva
os
paliidos
versos
que
eu
te
consagro,
querida,
ati,
que
és
a minha
vida,
minha
esp
’rança,
meu
altar.
Bem
sei
que
são mui
singelos
meus
pobres
cantos.
N
’oulrora
fui
poeta,
mas
agora
mal
sei
a lyra
empunhar.
* »
•
GAZETILHA
Te-Dtmh.—
No
domingo,
22,
eífec-
luou-se
nos
paços
do concelho
o
apura
mento
geral dos
votos
das
oito
assem
bleias
eleitoraes
de
que
se
compõe
o
cir
culo
d
’esta
cidade,
apuramento
de que
re
sultou
ser
proclamado
deputado
da
nação
o
exm.°
conde
de
Bertiandos
pela
maioria
de
1:021
votos, e
não
de
932
como menos
avi.
sadamente
dissemos.
Na
conformidade
com
as
prescripções
da
lei
canta-se
na
calhedral
um
Te-Deum
a
que
concorrem
os
portadores
das actas
o
deputado
eleito,
se
está
na
terra,
e
a|l
guns
amigos
d
’
elle.
Esta
solemnidade
ofli.
ciai verificou-se
hontern
depois
da
missa
coral.
Querendo,
porém,
os
amigos
do
snr.
conde
dar-lhe
mais
uma
publica demon-
tração
de
quanto
estimaram
a
sua
eleição
mandaram,
a
expensas
suas,
celebrar
no
domingo
um solemne
Te-Deum,
a
grande
instrumental,
o
qual
foi
cantado pelo
snr.
conego
Costa. Para
(ornar
mais
pompo
so
esle
acto,
achava-se
o
vasto templo
da
Sé
decorado
com damascos
e
bandei
ras,
e
profusamenle
illuminado.
Assistiram
o
snr.
conde,
muitos
ou
tros
cavalheiros,
os
membros
das
commis-
sões
eleitoraes
de
varias
freguezias
e
gran
de
numero de senhoras.
O
templo
estava
repleto
de
pessoas,
calculando-se
em
mais
de
tres
mil.
Antes e depois
do
Te-Deum
tocou
uma
banda
de musica
á
porta
da
Sé,
e
levan
taram-se
enthusiaslicos
vivas.
A
’
noite repetiram-se
defronte
do pa
lácio
dos
Biscainhos
as
demonstrações
de
jubilo
d
’
oulras
noites
anteriores,
Hospedes
illsiatrea.
—
Tem
sido
muito
concorrido
o
pitoresco
local
do
Bom
Jesus
do
Monte, especiamente aos domin
gos.
Entre
outras
famílias, acham-se
alli
ac-
lualmente
no
hotel
da
Boa
Vista,
as
se
guintes
:
O
snr.
conselheiro
Ayres
de
Sá
No
gueira,
sua
exm.
a
esposa
e
filho,
de
Lisboa.
O
snr.
Joaquim
Caircs
e
sua exm.
*
esposa.
Os
snrs.
Moreiras,
abastados
negocian
tes
do Porto.
A
exm.
a
D.
Maria
de
Magalhães
Pi
nheiro
e
seu
filho.
A
exm.a D.
Maria
Firmina
Marques
e
seu
filho,
de
Lisboa.
A
tenda
«le
mestre
Lucas. —
Acaba
de
ser
publicado
o
romance reli
gioso
intitulado
A tenda
de
mestre
Lucas,
devido
á
penna
inspirada
do
nosso
espe
cial
amigo
padre
Senna
Freitas.
No
proximo
n.°
diremos
d’
espaço
so-
hre este
bello
trabalho
Faiieeimcnio.
—
No
dia 18
do
cor
rente
falleceu
n’
esta
cidade,
em
casa
de
seu
filho,
o
illm.0
snr.
Gabriel
Luiz
de
Paiva,
esposo
da
snr?
D.
Anua
Emilia
do
Couto
Sampaio.
Teve
responsos
de
se
pultura
na
capella
do
cemiterio.
Novo
livro.—
Com
o
titulo
de Serões
da
aldeia,
o
snr. Ernesto
Cliardron
vae
editar
um novo liv»o,
em
prosa,
devido
á
brilhante
penna
de
João
de
Lemos.
Além
de
vários artigos
sobre
assumptos
moraes
e
religiosos,
já
pub
icados em
difleremes
épocas,
contém
lambem
grande
numero
de
escriptos
inéditos.
Progresso.—
Tem
adiantado
tanto
o
progresso
que
já ha
na
Europa
petrolei
ros
coroados
ainda
que seja
com
coroa
de
talco.
Nos
tempos
do
obscurantismo
estabele
ciam-se
leis
contra
os
incendiarios, con
tra
os
ladrões
;
agora
qoe
estamos
no
sé
culo
das
luzes ha
um
governo
na
Europa,
que
levou
á
approvação
do
seu
rei
um
decreto
que
elle
assignou
e
que
manda:
Expatriar
as famílias e
indivíduos ;
Sequestrar-lhe todos os
seus bens e
ha
veres
de
ioda
a
especie
;
incendiar-lhe
as
casss
;
Queimar-lhe as
searas ;
Arrancar-lhe
o
milho
;
Inulilisar-lhe
as uvas e
ledos
os
fructos
da
terra
;
Bombardear-lhe
as
p
voa^ões
da
beira-
mar
;
Roubar-lhe
os
gados;
N’
uma
palavra
reduzir
as
povoações
a
om
monião
de
ruinas
empregando
para
isso
o
ferro
e
o
fogo,
deixando
as
famílias
sem
casa,
sem
pão e
sem roupas
com
que cubram
a
sua
nudez.
E
dizem
que
o
rei
que
assignar
um
de
creto
tão
barbaro e
tão
impio
ainda é
meni
no
;
que
não
aconteceria
se
elle
já
tivesse
barbas
!
Nos
tempos antigos
em
que
os reis
rei
navam pela
graça
de Dtus
não
acontecia
d
’
is-
to
;
agora
que
alguns
reinam
pela
graça
do
diabo
veem-se
d’
esta
*
cousas.
E
esse
rei
e
esse
governo
dizem-se
libe
raes,
e
querem
a
liberdade de
cultos,
isto
é
não
querem
religião
nenhuma,
e as
suas
obras
be
ii
o
mostram
—Tudo
é
progresso.
«Direito»
Darregaray.
—
Este
valente general
do
exercito
calholico,
que
os
sabujos
do
pelroleo
tanto
procuram morder,
foi
agra
ciado pelo
Rei
com
terceiro
galão.
Navio
iíieemliado.—
Refere
um
te-
legramma da
Agencia
Havas
que
o navio
mercante
expresso pertencente
á
casa
hes-
panhola
Pujol
eCastilia, carregado
de
car
tuxos, bornbas
cónicas e
polvora, destinado
ás
tropas
liberaes
que
operam
em
Urgel,
foi
pelos
ares
no
porto
de
Barcelona
á»
5
horas
da
tarde
do
dia
17,
havendo 12
mortos
e
20
feridos
inulilisados
O
fogo
comrnnnicou-se
a
outra
barca
carregada
de munições
que
também
fez
explo-ão.
O
*
outros
navios
não soffreram
avarias.
Igno
ra-se
como o
fogo
pegou.
Novo
Iiorario
do caminho de
ferro.
—
U
novo
horaúo
do
caminho
de
ferro
do
Minho
é
o
seguinte
:
♦
Comboyo
n
0
1—
sae
do
Porto
ás 6
horas
e
42
m.
da
manhã,
e
chega
a
Bra
ga
ás
8 e
4o.
Comboyo
o.®
3
—
-correio
—
sae
do Por
to
ás
9
h.
e
30
in.
da
manhã,
e
chega
a
Braga
ás
1
1
e
21.
Comboyo
u.°
5
—
sae
do Porto
ás 5 h
e
44.
m.
da
tarde,
e
chega
a
Braga
às
7
e
49.
Comboyo
n
0
2
—
sae
de
Braga
ás 6
h.
e
24 rn.
da
manhã,
e
chega
ao
Porto
ás
8
e 24.
Comboyo
n.® 4
—
correio
—
sae
de
Bra
ga
á
1
li.
e 40
m.
da
tarde,
e
chega
ao
Porto
ás
3
e
30.
Comboyo
n.®
6—
sae
de
Braga
ás
6
h.
e
7
m.
da
tarde,
e
chega
ao
Porio
ás
8
e
10.
Vão
em
lodos
os
comboyos,
de
Braga
ao
Porto
e
do
Porto
a
Braga,
carruagens
de
1.
“,
2.a
,
e
3.\
classe.
—
Além d
’
elles,
ha
dois
supplementares
ainda
de
mercado
rias
.
um,
parle
do
Porto
ás
7
h.
da
ma
nhã,
e
chega
a Braga
ás 11
e 9
m.
;
e
o
outro
sae
de
Braga
ás
11
e
30
rn.
da
ma
nhã,
e
chega ao
Porto
ás
9
e
la
m.
da
Urde.
Fdade
legal.
—
Por
um
acto
do par
lamento,
de 1874,
o
governo
inglez
en
carregou
os
seus
representantes no estran
geiro
de reunir
informações sobre a
edade
legal, em que, nos diversos
estados
do
continente,
se
póde contrair
matrimonio.
Segundo
esse
inquérito
se
vê
que
ex
istem
sensíveis
dillerenças.
Na
Áustria
a
edade
minima,
para
am
bos
os
sexos,
é
de
14
annos
completos.
Na
Hungria,
cm
que
as
leis
sobre o
matrimonio
sào
essencialmente
religiosas,
os
homens
podem
casar
aos
14
e as
mu
lheres
aos 12 annos
completos.
A
egreja
grega
orthodoxa
segue
a
mes
ma
regra.
Entre
os
protestantes os
homens
não
casam
antes
dos
18 e
as
raparigas
antes
dos
15
annos.
Na
Rússia
a
edade
legal
é
aos 18
para
os
homens
e
aos
16
para
as
fêmeas.
A
Turquia
nào tem rei nem
roque
a
respeito
dc
consorcio
;
cada
qual
casa
quando
quer
ou quando
póde.
Na
llalia
a
edade
legal
é
a
de
18
an
nos
para
os
indivíduos
do
sexo
masculino
e
a
de
15
para
os
do
femenino.
Na
Prussia
uma
lei
de
1872 preceitua
que
o
homem
não
póde
casar-se
antes
dos
18, nem
as
raparigas
antes
dos
14
annos.
Em
França
a
edade legal
é
aos
18
annos
para
os
homens e
aos
15
para
as
mulheres.
O
codigo
porém
admilte
dis
pensa
da
edade.
D
’
antes
os mancebos
po
diam
casar-se aos
1
í e
as
meninas
aos
12,
seguindo
o
direito
canonico.
O
codigo
da
Bélgica,
n
’
este
ponto,
é
egual
ao
da
França.
Na
Grécia
podem
os
rapazes
casar
aos
14,
e as
raparigas aos 12.
Em
líespanha,
uma lei
de
4870
fixou
a edade legal
aos 14
para
os
homens,
e
aos
12 para
as
mulheres.
Em Portugal,
como
é
sabido,
a
edade
para
poder casar
é
de
14
annos
para
os
homens, e
de 12
para
as
mulheres.
Mas,
pelo
arligo
1
:<)58.°
do
codigo
civil,
os
menores
de
21
annos
não
podem casar
sem
licença
de
seus
paes
;
havendo diver
gência
enlre
os
paes sobre
a concessão,
prevalece a
opinião
do
pae.
Na
Saxonia a
edade
legal
conla-se
aos
18
annos
para
os
homens e
aos
16
para
as
mulheres.
Na
confederação
helvetica
as
leis
so
bre o
matrimonio
apresentam
muita
di
versidade
em quanto
á
edade legal
em
<]ue
póde
ser contratado.
N
’
alguns
cantões
fixaram a edade
de
20 annos
para os
homens
e
a
de
17
para
as
mulheres ; n
’oulros
a
de
14
para os
rapaz.es
e
a
de
12
para
as
mulheres.
Em
lodos
os
cantões
se
exige
o
con
sentimento
paterno,
e
nos cantões
de
Uri,
Sciaffura,
Appenzello,
Ticino
e
Genebra,
tal
consentimento
é
indespuniuel
etnquan-
to os
nubentes
não
tenham
completado
25
annos
de edade.
Novo caminho de
ferro. —
FeZ-
se
domingo
uma
experiencia
ao
caminho
de ferro,
de
via
estreita,
em
construcção,
do
Porto
á
Povoa
de
Varzim,
a
qoe
as
sistiu o
snr.
ministro das
obras
publicas.
O
combyo
saiu
da
estação
da
Boa-
Vista
ás 4
e
10
da
tarde, chegando
a
Villa
do
Conde
ás
5
e
10,
incluindo
a
demora
de
5
minutos
que
teve
na
estação
de
Pedras
Ruivas.
Em
Villa
do
Conde
foram
examinados
os trabalhos
da magnifica
ponte,
em con-
slrucção
soçre
o
rio
Ave,
os
quaes
se
acham
muito
adiantados,
esperando-se
que
estejam
concluídos
no
proximo
mez
de
setembro.
Além
d
’
esta
ponte,
que é
muito
ex
tensa
e
toda de ferro,
ha
uma
outra
de
menores dimensões
e
também
de
ferro
que
foi
acabada
ha
4
dias,
e
a
qual
atra
vessa
o
rio
Lcça.
As
viagens
de ida
e
volta
fizeram-se
sem
o
menor
incidente,
vendo-se
que a
linha está
solidamente construida.
O
comboyo compunha-se de
tres car-
roagens
de primeira classe
e
um
fourgon.
A
companhia
além
de
grande
numero
de
carroagens
de
1.
a
,
2.
a
e
3.a classes
e
de
carros de
mercadorias,
possue
já
seis
machinas, sendo
duas
do systema
Fairlie.
A
inauguração
de toda
a linha
reali-
sar-se-ha
brevemenle.
DESPEDIDA
Antonio de
Padua de
Freitas
e
Lima,
reliraodo
se
temporareamente
para
Lisboa,
e
não
podendo
con.o
desejava
despedir-se
pessoalmente de
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
dispensar-lhe
a soa
amisade,
o
vem
por este meio fazer,
oílerecendo-lhes
o
seu limitado
préstimo
n
’
aquella
cidade.
Braga
20
d
*
agosto
de 1875. (2639)
CONVITE
A
Meza
do Real Sanctua
rio
do
Bom Jesus do
Monte,
de
liberou
mandar
rezar
uma
mis
sa
pelas 8 horas
da
manhã
de
quarta
feira
25
do
corrente
na
egreja
dos
Terceiros
de
S.
Fran
cisco,
para
sulfragar
a
alma
do
exm.
0
snr.
visconde
de
S.
La
zaro.
Convida
por
isso
todas
as
pessoas
que
queiram
assistir
a
este
religioso
acto.
O
AGRADECIMENTOS
Manoel
Teixeira
de
Sousa
Lage,
agra
dece
por
este
rneio
a
todas
a«>
pessoas
qoe
se
dignaram
cumprimenial-o por oc
casião
de
seus encomtnodos
de
sande
e
lhe
dispensaram
obséquios,
a
todos
pro
testa
soa
gratidão.
(2636)
D.
Gabriella
Raio, D.
Adelaide
Raio
de
Paiva,
D.
Anua
d
’
01iveira
Raio,
D.
Maria
Ferreira
Raio, D.
Candida
Raio
Viei
ra,
Manoel
José
Raio,
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão,
e
Antonio Vieira
de
Araújo, não
lhes sendo
possível
agradecer
pessoalmente,
como
desejavam, a
todas
as
pessoas,
que
tiveram a
bondade
de
os
pro
curar
por
occasião
do
fallecimento
da
seu
chorado
pae,
irmão,
sôgro
e
thio
o
snr.
visconde
de
S.
Lazaro,
o
fazem
por
esle
meio
protestando
a
todos
o
seu
entranha
do
e indelevel
reconhecimento;
e beru
as
sim
a
todos
os cavalheiros,
que
nào
só
honraram
com
a
sua
presença
os
oflicios
fúnebres
celebrados
por
alma
do
mesmo,
mas
lambem
se
dignaram
d
’
acooipanhar
seu
cadaver
ao
eemiterio.
Braga
21
d
’
agosto de
1875.
(G.
2633 R.
f16)
José
Maria
Vieira
de
Carvalho
Machado,
abbade
de
Donim, e
Manoel
José
Vieira,
parocho
da freguezia de
Taboaças,
penho
radissitnos
com
todos
os
snrs.
e
especial
mente
com
os
reverendíssimos
snrs.
ec-
clesiasticos,
que
se
dignaram
honral-os
com
sua
presença,
e
bons
serviços
no
fu
neral
de
seu
chorado
irmão
e
primo
João
Francisco
Machado,
cujos restos
morlaes
se
deram
á
sepultura
no
dia 12
do
cor
rente
na
egreja de
Taboaças,
do concelho
de
Vieira,
não podendo
agradecer-lhes
pes
soalmente
a
soa
reconhecida
dedicação,
tributam-lhes
por
este meio
o
seu
reco
nhecimento.
(2623)
ANNUNCIOS
1NJECÇÃO
BAHN1T
E’
já
bem
conhecida a
sua
eílicacia
em
curar
em
menos
de
tf
dia«,
toda
a
qua
lidade
de
purgações,
como
o
póde
alies-
tar
a
venda
de
mais
de
2
009
frascos.
Deposito
em
Braga, na pharmacia do
Hospital
de
S.
Marcos.
(284!)
DILIGENCIAS
DIARIAS
De
SebasliAo
da Silva
Neves
Enlre
Braga,
Ponte
do
Lima,
Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão, Tuy,
Vigo,
Ponlevedra
e
S.
Thiago.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens directamenle
de
Braga
para
Lis
boa,
por caminhos
de
ferro.
Escriplorios
:
em Bfaga,
na
casa aon
de
eslava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima,
na
hos
pedaria
da
Theodora,
em
Vianna,
oo
es-
criplorio
do
annuociante.
(2611)
Casa
de
Commissões
Antonio
Zacharias
da Silva Coelho,
com
casa de
Commissões
em
Braga,
rua
de
S.
Miguel
O Anjo
n.°
16,
ao
campo
das
Hortas,
recebe
e
envia
encommendas
para qualquer
parte
do reino,
mesmo
in
dependentes
das
estações,
a
pagar em
qual
quer
dos pontos pela
commissão
de
49
rs.
por
volume
até
70
kilos.
Também
remette encommendas
ou mer
cadorias
para
qualquer
parle
do
Brazil
ou
nação.
Encarrega
se
dos
despachos
na
estação
das
Devezas
ou
de
qualquer
alfandega do
reino abonando todas
as
despesas até
que
as
mercadorias
cheguem
ao
seu
destino,
mediante uma
commissão
rasoarel.
(2635)
Repartição
de
Fazenda
do
dis-
trwto
de
Braga.
Venda de moveis c livros
Perante
o
exc.m()
governador civil
do
dis
lricto,
pelas 12
horas
do
dia
30
e
se
guintes
no
edifício
do
exlinclo
convénio
de
Nossa
Senhora
da
Penha
de
França.
Pela
referida
repartição se
annuncia
que
nos
dias
e
local
acima
designados
se
hade
proceder
á
venda, a
quem
mais
der
de
vários moveis, livros, vinho, trigo
e
outros
generos, que pertenciam
ao
mes
mo
extinclo
convento,
e
cujo
producto
tem
de
ser
applicado
á
manutenção
dou
tros
estabelecimentos
de
piedade
ou
ins
trucção
e
á
sustentação
do culto
e
clero
nos
termos
da
caria
de
lei
de
4
d
’
abril
de
1861.
Repartição
de Fasenda
do
Districto
de
Braga,
em 18
d’
agosto
de
1875.
O
delegado
do lhesouro
(2638) Henrique
Francisco
Bizarro
BANCO DE
BARCELLOS
São
convidados
os snrs.
accionistas
d
’es-
te
banco
a
entrarem
com
a 3.
a
prestação
de 10
par
°|
0
ou 53000
rs.
por
acção
des
de o
dia
1
a
5
de
setembro
proximo
fu
turo.
Os
snrs.
accionistas
que
se
acharem
em
debito
da
l.
a
prestação,
são
convida
dos a
fazerem
as
suas
entradas
dentro
do
mesmo
praso
para
não
ficarem
incursos
no
que
dispõe
o
art.®
1!
dos
estatutos.
Em
Barcellos
na
casa
do
banco.
No
Porto
na
Caixa Filial.
Em Braga
em
casa do
agente
o
snr.
Ignacio
José
Ferreira
Torres.
Barcellos,
22
d
’Agostos
de 1875.
Os
gerentes,
Miguel
Pereira
da Silva.
Joaquim
Redundo
Paes Villas-boas.
Francisco
Marques
da
Costa
Freitas-
(2637)
Narciso
José
Marques
faz publico
que
no
dia
27
de
Agosto
principia
com a
car
reira
diaria
de
Braga
para
a
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa,
sae
de
Braga ás 10
horas da
noite
chega
a
Barcellos
á
4,
demora
meia
hora,
sae
de
Barcellos á
1
e
meia
e
chega
á
Povoa
ás
5
da
manhã.
Sae
da
Povoa ás
3
da
tarde
chega a
Bar
cellos ás
6, demora
meia hora,
sae
de
Bar
cellos
ás 6
e
meia
e
chega
a Braga
ás
D
e
meia
da
noite.
Preços
de
Braga
á
Povoa
e
vice-ver
sa
deniro
600
fora 500 reis.
Cada
passa
geiro
lem
8
kilos de
bagagem gratuita»
pagando
de
excesso
a 20
reis.
Escriplorio
em
Braga,
sua
casa
rua
de
S.
Marcos n.° 8,
e
na
Povoa no
larga
da
Ariosa
n
0
13.
Braga
24
de
Agosto
de
1875.
(2639)
Carreira
de
noite
e
dia
Teixeira
k
Mesquita
com
estabeleci
mento de
trens,
na rua
da
Sé
d
’esta ci
dade
de Braga,
que
teem
já
estabelecida
uma
carreira
de diligencias diarias
para
a
Povoa
do
Varzim,
a
sair
d
’
esta
cidade
ás
4
horas
da
manhã
e
da
Povoa do
Var
zim
ás
mesmas
horas,
resolveram
para
mais
cotnmodidade
do
publico
estabelecer
outra
carreira
para
a
dita
Povoa
do
Var
zim
a
principiar
no
dia
22
do
corrente
mez
de
agosto
com
o
horário
seguinte:
Sae
de
Braga
ás
10
horas
da
noite,
chega
a
Barcellos
ás
12
e
meia,
lendo
ahi
meia
hora de demora,
sae
de
Barcel
los
á
1
hora
e
chega
á
Povoa
ás
4
da
manhã.
Sae
da
Povoa
do
Varzim
ás
2
ho
ras
da
tarde,
chega
a
Barcellos
ás
5
ten
do
meia
hora
de
demora
e
chega
a
Bra
ga
ás
8
da
noite.
5
*r<?çí»M
?
Dentro
600 reis, lóra
500
reis.
Cada
passageiro
tem
8
kilos
de
bagagem
e
paga
de
excesso
20
reis
por kilo.
/
Kseri|»<orio
:
Em
Braga
em
casa
do
bem
conhecida
Ribeiro
Braga
morador
na
praça
do
Barão
de
S.
Martinho
c
na
Povoa
do
Varzim no
seu
antigo
escriplorio no
largo
do
Rego
esquina
da rua
da
Junqueira. Estas
car
reiras
teem
communicação
com as da Po
voa
de
Lanhoso
para onde
os annunciantes
teem
carreiras
de
diligencias
diarias
de
ma
nhã
e
de tarde e
vice-versa.
Braga
18
de
Agosto
de
1875.
A
rogo dos
annuncian-
les
—
Ribeiro
Braga. (C.
2633
R. 114}
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de D.
Luiz
1,
n.°
1
(enirada da
rua
dos
CapelILlas.)
A. niDFIKO
Campo
de
D.
Luiz I,
n.°
1. (Entrada
da
Mia
dos Capellisias.)
Tem
grande
sortimento de
fazemlas
de
lã
modernas,
para
vestidos,
preços bara
tíssimos,
100,
120,
e
160
rs.
e
de
maior
preço.
Chilas
largas
de
90,
100
e
120
reis,
guarda
solinhos
para
senhora,
desde
1$000
reis
até
3000;
tranças
e
cuias
para
ca
beça
de
senhora
;
leques
prelos
e de
cô-
res
dos mais
modernos
para
senhora
;
la
ços
e
íichus
de
seda
para senhora, e mui
tos
artigos
proprios
do
seu estabelecimento»
(2630)
Anaclelo
José,
de Braga,
leva
ao
conhe
cimento
do
publico,
que
no
dia
25 do
cor
rente
abre a
sua carreira
diaria entre
Bra
ga e
a
Povoa
do Varzim
e
vice-versa,
a
sair
de
Braga
ás
10
horas
da
noite
che
ga
a
Barcellos
á
1,
demora
meia hora,
sae
de
Barcellos á
1
e
meia chega
á
Povoa
ás
5
da
manhã,
sae
da
Povoa
á
1
hora
da
tarde chega
a
Barcellos
ás
4
e
meia,
demora
meia
hora
cbega
a
Braga
ás
8
da
noite.
Preços
:
Braga
á
Povoa ou
vice-versa,
deniro
600
reis,
fóra
500.
Cada
passageiro tem
8
kilos
de
bagagem gralis, pagando de
ex
cesso
a
20
reis
por
kilo.
Escriptorio
:
Braga
em
casa
do
snr.
Cerqueira
&
Gonçalves,
e
na
Povoa
em
casa
do
snr.
Pedro
da Silva
Tavares, Largo
de
S.
José.
Braga
20
d
’
agosto
de
1875.
(2642)
Anaclelo José.
Me V
í
II
h
Nova
«le
Famalicão
á Po
voa
do Varzim.
Os
passageiros
que
d’
<sta
ciiiade tive
rem
de
ir
para
a
Povoa,
deverão
seguir
no
comboio da
manhã,
e
logo
que
este
seja
chegado
a
Villa
Nova
de
Famalicão
seguirão
imrnediatamente
para
a
Povoa.
Da
Povoa
para
Villa
Nova sairá
ás
21
12
da
tarde, para
chegar a
tempo
de
pode
rem
os
passageiros
seguir
no
comboio
da
tarde.
Escriplorios: em
Braga,
á
esquina
dos
Biscainhos,
n.°
13
:
na
Povoa em
casa do
snr.
Francisco
dos
Santos
—
Passeio
Alegre
(defronte
da
capella
de
S.
José).
Esta
carreira
começará
no
dia
25.
Preços:
de
Villa Nova
á
Povoa,
e
vi
ce-versa,
300 rs.
Garante-se
o
bom
serviço
e
bom
ga
do.
Antonio
Ferreira
(o
Barracão
de
Villa
Nova).
(2629)
Francisco
José
de
Sousa
Braga, (Fran-
queira)
José
Luiz
Ferreira,
(Ferrador).
Jo
sé
Matlins
Fontão
Lage
e
José
Morgado
& C.
a
,
levam
ao
conhecimento
do
publico
qne
no
dia 24
d'agosto,
abrem
as
suas
car
reiras
diarias
entre
Braga
e
Povoa
do
Var
zim e
vice-versa,
saindo
de
B
*
aga
ás 10
horas da
noite,
cbega
a
Barcellos
á
1,
demora
meia
hora,
sae
de
Barcellos
á
1
1/2
e
chega
á
Povoa
ás
5 da
manhã.
Sae da
Povea
ás
3
horas
da
tarde,
chega
a
Bar
cellos
ás
6
demora
meia
hora,
sae
de
Bar
cellos
ás 6
e
meia
e
cbega
a
Braga
as
9
e
meia
da
noite.
Preços
:
de
Braga
á
Povoa
e
vice-ver
sa,
dentro
COO,
fóra
5(0.
Cada
passageiro
lem
8
kilos
de
baga
gem
gratuita,
pagando
de
excesso
a
2u
rs.
por
kilo.
Escriplorios:
em
Braga
em casa
de
Leite
e
Castro
(o Ananjadinlio)
e
em
casa
de
Sousa
Braga
(•>
Franqueira) e
na
Povoa
em
casa
de
David
e
Caiios
Maneta.
Braga
20
d’
agoslo de 1885
(2634)
COMPANHIA GERAL
DE
SE
GUROS
'd
IG9Õ 'Di
■opEoyiivj/j
Qluamvsojaoas
çjjs
aub
0*u o
|Rôuof)
$
ap
una
eu
O|
|ej
‘
bucuiois
so
sopep
sp
siodap
‘
jeSdJtoa
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4
p
aiunqiijq
um
osnapj0a*
SVKVÒIATV
—
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,.
nCTi
i
.Twi.g
>M
L
xx
..
A
SEMI A
Vende-se
uma
no rio Cavado. Trata-se
na
rua do
Souto,
n.°
26-B,
em Braga.
(2628)
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugara-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
qoe tem
commodos
para
numerosa
famí
lia.
Trala-se
na
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver->e
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
I.A
UNIÃO, »E JI.IDRIO
Seguta
nas
condições
mais
vantajosas
contra o
risco
de
fogo,
e
lambem
contra
os
prejuízos
causados
pela
explosão
de
gaz,
ou
pelo
raio.
Verificam-se
os
seguros
n
’
esta
cidade
de
Braga no
escriptorio
de
Ferreira
Bor
ges
k
C.
a
,
praça
do
Barão
de
S.
Martinho
u.°
26
—
1?
andar.
(2537)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
da
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
ALUG^-SíS
Uma
casa
feita
de
novo
sita
na
rua
das
Aguas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
o.
*
13.
Póde
ver-se
das
10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde
BÔttW
P
àBWffiâ
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obier
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
ESGQLAAMERJGAMA.
Recentemente
chegado
a
esta
cidade,
aonde
pretende
demorar-se
algum
tempo-
offtrece
cs
seos
serviços
ao
respeitável
pu
blico
em
ludo que disser respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
caria
dos,
colloca
dentes
arlificiaes,
com
per
feição
e
cura
todas
as
afiecções
da
boc
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas
e exuacção
de
dentes
aos
pobres,
gralis
das
8
ás
9 horas
da
manhã.
Consultorio,
Campo
de
Sanl
’Anna
n.°
1—
B
2.°
andar.
(C.
2574
R.
105)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CA3VÀLH0S &C"
Rua
do
Souto
n.°
'30
ALUGA-SE
O
primeiro
andar
da
casa
n.c
88,
da
rua
da
Boa-Vista.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
jombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz, e toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de igual teor
etc.,
pelos preços
do
Porto.
L
Illtislration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
Ticamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por rnez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illusirados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze mo
delos
de
toilelle,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esla
publicação,
dirija-se
á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
oflerece
aos
seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
comendo
tu
do
o
que é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objeclos
valem
para
cima
de 20
fran
cos.
Preços
d’
assignatura
—
Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
ffilfflll
K
llllll®
DO
ALTO DOURO
Esta agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compa e
venda
de
pa
peis de
credito.
Receae
dinheiro
á
ordem e a
praso
abo
nando
UÍO8.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos e
com
panhias.
Saca
sobre
praças do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem agencias.
Braga,
3
de junho
de
1875-
Os
agentes,
DA
CASA
DE
VILLA
POUCA
RUA
DO SOUTO N.°
BRIGA.
15
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as
seguintes
qualidades
engarrafados e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
de
vinhos
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
150
»
»
» .
.
.
.
.
190
» Lagrima
.......................
.
.
200
» Branco
de
meza.
.
.
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
o
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
360
»
»
velho. .
.
.
. .
400
»
Bastardo.......................
.
.
500
»
Moscatel
.......................
.
.
500
»
Malvasia
.......................
.
.
500
»
Roncão.......................
.
.
700
»
Alvaralhão ....
. .
560
»
Velho
de
1854.
.
.
A
RETALHADO
. .
600
Vinho
pam
meza
50
e
80, o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
(fU)
Carvalhos
k
C.A
Asphalto
Nacional
da
Mina
de
Aseche
A Companhia
de
Lisboa
com
escripto
rio
no
Porto na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
continua
a
encarregar-
se
de qualquer
obra
a
que
seja applicavel
o
asphalto,
assim
como
terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo sulliciente para
recommendar o
seu
asphalto,
a perfercncia
que
lhe
tem
si
do
dada
pela
administração
das
obras
pu
blicas
e
o
repelido
chamamento
para
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do estrangeiro.
Todos
os snrs. que
precisem qualquer
encommenda
d
’este
genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.“
365,
e
em
Braga, na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo chymico.
N’estes
preços
nãa
fica
incluído o
valor
da
garrafa
qne
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50 reis
por
cada
uma.
(N
*)
~~ÃGÕÃS
MINEEUES
'
Na pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha deposito
de agoas
naturaes
das
Pedias
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rius.
das
Caídas
da
Rainha,
Seliitz,
Verim,
Vidago e
Vichy.
(
Q
*
)
KUA
DE S. MARCOS N.° 15
Vende-se
queijo londrino,
papel,
fla
mengo de
superior
qualidade.
(2620)
ALMEIDA”
& PEREIRA-”
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
1$
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(I)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875
. - É o formato de
-
comerciominho_24081875_387.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)