comerciominho_23091875_399.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
yende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.= As
assi-
çiaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BRAGA~Ç®IXTA-FEI»> 88
SETEMBRO
DE
A-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga,
anno
1^600 rs.=Semestre
850
rs.=Protin-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
r$.=Brazil,
anno
4&400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda forte,
ou
10^000
reis
e
5<S500
reis moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/0
d’abxatimenlo.
Seneca
dos
romanos corrompeu
a eloquên
cia
romana,
escrevendo
puramente
latipi.
Escasseam
entre
nós
modelos
de
elo
quência
sagrada
do
genero
sublime,
con
soante
os
últimos
progressos
da
litteralura
e
das
sciencias,
em
modo
a poderem
ser
imitados
pelos
qoe
desejarem
cultivar
a
oratoria
do
púlpito.
De
tantos
trabalhos
malogrados
virgou,
e
excedeu-os
a
lodos,
o
que
ha
p>
uco
vira
a
luz
da
publicidade
com
o
modesto
titulo:
«Ensaios
do
Púlpito».
Não
é um
trabalho
que
sirva
de
es
timulo
a
mais
perfeitos
exercícios
de
ora
toria,
é
antes
um
livro
completo
encontra
elevada
ao
ultimo
apuro
nossa
eloquência
sagrada.
Nào
sào
ensaios
do
púlpito,
delos
do
púlpito.
Aqui
são
tratadas
magistralmente
as
principaes
questões
que abalam
pelos
fun
damentos
a
sociedade.
U
erro
ainda
que
vestido das
mais
seductoras
e capciosas
fôrmas,
é
desvendado,
combatido
e
es-
tigmatisado
pela
verdade
qne
se
irradia
fulgurante
das
paginas
do
Livro
Sagrado,
da
doutrina
dos
Padres
e
das
decisões
da
Egreja.
O
vicio, ainda que
cortejado
dos
ypplausos
dos
insensatos
e
voluptuosas,
é
condemtiado
em
nome da
rasão,
da
o.oral,
da
historia
e
dos
estragos
que
produz
no
indivíduo,
na
farnilia e
na
sociedade.
Hrja
vista
o sermão
ácerca
do
suicí
dio,
e
o
sermão
ácerca
do
jogo.
O
estilo
que
o
auclor
emprega
nem
é
o
da
escola
romaolica,
nem o
da
escola
dcgmalica,
é
a
atliança
intima dos
primo-
.
res da linguagem
que
dispõe
ás
persuações
com
os
argumentos
da
doutrina
que
le
vam á convicção.
Os
«Ensaios
do
Púlpito»
não
são
apo
rias
tuna
colíeção
de
pensamentos
vertidos
da
mais
bella
e
peregrina
linguagem,
mm
tao
pouco uma
serie
ininterrupta
de
ar
gumentos despidos
de
toda
a
fôrma
attra-
tiva
e
deleitosa,
«são
a
exposição metho-
dica,
e
desenvolvimento
regular e
har
monioso de
a*
sumplos
bem
estabelecidos,
divididos
e tratados
em
linguagem, além
de conecta
o
pura,
elegante,
consoante
as
necessidades
da
epoca,
e
a
par do
pro
gresso
dos
conhecimentos
humanos.
Nada ba
ahi
que
suflra o
menor re
paro
;
antes
para
maior
realce apparece
Os
andores
de
eloquência
profana
são
lambem
de
não
pequeno subsidio á
elo
quência
ragrada,
no
que
elles
lem de justo
e
aprimorado.
Podemos
convertel-os
em
riquesa
nossa,
como
dos
lhesouros
Egypi-
cios
fisera
o
povo
de
Deuc
.
Um
grande
mestre da
oraloiia
sagra
da
escreveu,
nào ba
muitos
annos,
o
se
guinte
de
util
ensinamento:
«Conheci
um
homem
de
capacidade
superior
aos
seu
*
annos
e
estudo o qual,
ames
de
entrar
na
vida
do
púlpito,
estudára
assiduamente
Cícero.
Reparei-lhe
que
da
cadeira
evan
gélica
era
estranho
o estudo
de
taes
as
sumptos; ao
que
elle
me
respondeu:
é
verdade,
mas em todas
as
obras
d
’
este
grande
orador romano
encontro
bom
sen
so;
admiro
como
elle prova
sem
replica
uma
verdade,
previne e
desfaz objecções
na
apparencia
irrespondiveis,
desenvolve
argumentos
tendentes
a
convencer,
expõe
doutrinas
do
modo
a
persuadir.
E’
exacla-
mente
isto
o
qu'e
eu
quero
e
procuro
de
preferencia
a
essas
obras
de
balofa
elo
quência
que
por
ahi
apparecem.»
E
’
sobretudo
nos
primeiros
cultores
da
eloquência
sagrada qoe devemos cultivar
a
arte
de
fallar
segundo
os
preceitos
ora-
■
lorios.
E
d
’
entre
estes que
modernameote
são
tantos
e
tão distintos escolher
prin-
i
cipalmente os
qoe
escreveram
em
lingua
gem vernacula,
e
mais proximos
de
nós.
Bastantes
oradores
sagrados
tivemos
que
seguindo
a
esteira
luminosa
dos
gran
des
meslie»
não
poderiam
hoje
ser
gralmenle imitados, sem
fastidiosos,
do
adiantamento
sciencias.
Bastará
faser reparo
n
’
um
dos
é
o
maior,
príncipe
dos
oradores portugueses,
p
que
nos
não
sobre escrupulu
ciosa
escolha.
Falíamos
do
^Qiiem
o
não
admirará
cousummado
ora
dor
já
pela
puresa de
linguagem
e
novi
dade de
pensamento», já
pela
propriedade
de
imagens
e
íilelidade
de
descripções?
E,
uo
entanto
^qoem,
imitando-o em
tudo,
podena
jactar-se
de
'que
elle
colhera
i
propria
substancia
teas
admiráveis
pela
delicadesa do
trabalho, mas de
nenhum
uso
e
préstimo
pela falta de
solidez.
Deve
ser
antes
como
a
abelha
que,'
tirando
de
flores
cheirosas
a matéria
pri
ma,
apresenta
por arte
sua,
obra
admi
rável.
Cicero
é
com
rasão
chamado
o
ptincipc
da eloquência
por
ser
de
todos
os
ora
dores
pagãos
o
que
melhor
seguira
este
methodo, isto
é, o
impirico-racional.
Jun
tou
a
docilidade
dc
Isocratés,
dade
de
Ly»ias,
a
aflluenle
chinês,
e
muitas
veses
a
mosthenes.
E’
na
Escriplura
Santa
sagrado
principalmenle
deve
copia
de
eloquência.
Nos
estylo
sublime,
i'
\
luras.
Isaias
enleva-nos
a
alma,
Jeremias
fe
re-nos o
coração,
Execbiel
esmaga-nos o
espirito,
Daniel
inspira-nos
ternura
e
de
voção.
Os
psalmoa
de
David
estão
cheios
de
sentimentos
piedosos,
os
livros
de
Sa
lomão
de
morai
sublime, a*
epistola
*
de
,
S.
Paulo
de
solido
*
aigumemo
*
,
os
Evan-
;
geihos de
doutrina
celestial
e divina,
onde
.
se
encontra
o Sermão
da Montanha,
mo
delo
de
perfeição christã.
Os
Padres
da
Egreja
são
a
segunda
fonte inexbaurível
de
eloquência
sagrada.
Mas,
ba
aqui
a
notar
com
Bruyere
que
nem
em tudo
se
podem
imitar
estes
orá
culos,
por
viverem alguns
em
tempos
pou
co
polido
*
.
O
mais
eloquente
dos
Padres
Gregos,
S>
João Chrysostomo,
apesar
da
virilidade
de
pensamento,
exaclidão
de
força
de
exhortação,
não
lem
d
’
aS'Gmpto e desenvolvimento,
em
de
nenhum
abelha
que.
uaíH,
pelo
A
el«<iE»4'neía
sagrada
castre
<[E»»aio» <lo
Ayre»
de
íxowtoía, bi»po
do
Algarve.
Óptimas
est
orator
qui
dicendo
unimos
audientium
et
docet,
et
delectat,
et
permovet.
Docere
de
bitam
est:
deleclare
honorarium
:
per
mover
e
necessarium.
(CICEH.
DE OPTI.U.
GENER. ORVT. LIB. 5.°
CP. V.)
Raríssimos
são
os
génios
que
na
arte
oratoria,
quer
sagrada
quer
profana,
dis
pensem
a
imitação
dos
grandes
mestres
que
os
precederam
ou
lhes
sào
coevos.
quantos
se
poderá
applicar o
que
um
grande
Pontífice
dissera
a
um
grande
orador:
«exhauri
as
aguas
da
vossa
pró
pria
cist?
ma
;
bebi
1
nos
rios,
cuja
origem
deriva
de
vós:
lembrae-vos
sómeote
que
deveis
repartil-as pelos
outros,
e
derra-
mal-as
em
utilidade
publica?»
Se
eminentes pintores
rào
muitas
veâes
inspirados
só
pela
naturasa, nào
assim
os
aprendises que nada
faseia
sem
os
mode
los
da
arte.
As
ptoprias
línguas
e
sciencias,
á oi-
milhança
das
artes,
seriam
bem
pouca
coisa
se
no
conhecimento
d-s
quaes
o
ho
mem
despresasse
as lições do
ensino
e
da
experiencia.
Mas,
se
ceilo
da arte
póde
esquivar-se a
osa
o»
padre
eleito
a
sublimi-
dicção
do
Es
força
de De'
onde
0
orador
buscar
a
maior
Prophetas
ha
vivas
imagens,
ricas pin-
onde se
d
’
arte
a
são
n;o-
a
imitação
é
o
primeiro
pre-
a
eloquência
da
cadeira
não
i
esta
lei
commurn.
Dá-se
no
estudo
pioductivo
das
obras
dos
melhores
auciores,
diz
Boileau,
o
que
á
sacerdotisa d’
Ápo1io
quando,
proferia
ora-
nos
por
destoarem
seus
em
qoe vão
ser
inle-
tornarmos
disco
rsos
línguas
e
aconlecia
s
.
ntada
na
tripode
sagrada,
diz-se
qne
celeste vapor
escapado
teua
a
cercara
e
de
inspiração
divioa
enchia
; assim
inspiração que
aproveita
em
thesouro
seu.
O
orador
não deve
ser
empirista,
isto
contentar-se
em
repelir o
que cs ou
tros
disseram, como
a
formiga
que
con
sume
os
viveres
qoe
ajuotára.
Também
não
deve
ser
dogmatisla,
isio
é,
limitar-
se
unicamente
ás
forças
da
sua
inlelli-
gencia,
como
a aranha
que
urde
da
sua
cu
lo
*
:
da
os
a
as
é,
e
ue
inspiração
divioa
das
melhores obras
sae
illustra
e
sublima quem
doutrina,
a
unidade
hoje,
mais
que nunca,
ião
precisa
nossos discursos.
Os
Padres
Latinos,
inferiores
aos
dres
Gregos,
por
terem
vivido
n’
um
riodo
de decadência
lilteraria, lambem
tem a ordem,
methodo
e
precisão
matérias
que
hoje
se
exige
em
discursos
bem
acabados.
x
Na
explicação
da Escriptura,
nas
re
flexões
moraes,
na
pintura
dos
costumes
do seu
lempo,
na
solidez
e
bellesa
dos
pensamentos
ha
ahi
tudo a
aproveitar;
não
assim
emquanto
á
fórma,
disposição
dos assumptos
e
ornamentos
litterarios.
Pa-
pe-
não
nas
e
com
rasão
que
de
to-
cliamado
o
para
em.
mi nu-
padre
Vieira.
podena
jactar-se
de
amanhar
os
fructos
>
no
seu
lempo?
Vieira,
diz
um
grande
mestre
da
nossa
litleratura,
se
não corrompeu
a
lingua portuguesa,
corrompeu
a
eloquência,
assim
como
o
MT
0
13^
M
M
rsr
S
M
T R
A S>
£ Ç
5 E S R3 O F
3
j
A
i
A
R E S
POR
A..
j
S-
II
[Continuação]
Mas
o
Evangelho de
S.
Joào,
como
nenhum
outro, nào
foi escripto
em
vida
do
Salvador, senão
depois
da
sua
morte,
e
subida aos
ceos.
Logo
é
supposta
ou
ajiociifa
a
carta,
porque
ha
n
’ella
uma
citação,
que
só
se
poude
verificar algum
lempo
depois da
ascensão
do
Salvador.
Ainda
mais
algumas rasões
de
con
gruência
qne
oos
fazem persuadir
a
pouca
firmesa
d
’
esta
tradição.
E’
incrível,
que
Chrisio
Senhor
Nosso,
de
quem
consta
por
todos os
quatro
Evan
gelistas
que
accudiu
promplamenle
com
0
remedio
a
lodos
os enfermos,
que
com
Ve
Nadeira
fé
imploravam
a
sua
piedade,
dilatasse
tanto
lempo a
cura
da
enfermi
dade
de
Abgaro, confessando
elle
além
disso
a
sua
Divindade.
Também
igualmenle
é
destituído
de
leda a verosimilhança
o
bflerecimento
ou
convite
de
hospedagem,
e
asilo
que
faz
Abgaro
a
Chrisio
Senhor Nosso.
Se
aquelle
príncipe
cria,
como
mostra
na
carta,
na
Divindade
de
Chrisio,
havia
de
crêr
tatnbem
por
consequência
que
para
nada
precisava
do
asilo
de
Edessa.
Quem
como Senhor
do
Ceo
e
da
terra
podia
impedir
que
os Judeus
lhe
fizessem
outro
mal
senão
o
que
Cbristo
Senhor
Nosso
livremenle
lhes
consentisse
.
’
Com
efleito,
seria
grande
extravagancia
oíferecer
a sua
prolecção
no estreito recinto
d’
uma
cida
de
ao
Senhor
Omnipotente,
Creador do
ceo
e
da
terra.
Todas estas rasões
e
ou
tras
que ominimos,
nos
levam
a
crêr
qoe
é
destituída
de
verdadeiro
fundamento
a
tradição
que impugnamos.
Pése
o
leitor
estas
rasões
que
deixamos
apontadas,
e
diga-nos
o
resultado
da
sua
confrontação,
ou
antes
a
impressão
que
lhes
causaram
no
espirito.
Hl
A
tradição,
que
havemos impugnado
á
face
da
boa
critica,
se
deu
tempos
depois
por
companheira outra,
que faz
um
corpo
de
historia
com
ella.
Conla
se
que
o
mesmo
rei
Abgaro en
viou
a
Chrisio
Senhor
Nosso
um
pintor
para
lhe
tirar
o
retrato,
porém
que
nun
ca
o
poude
conseguir,
porque
o
resplen
dor divino
e
o
brilhantismo
do
rosto
do
Salvador
e
a
auréola
que lhe
circumdava
a
cabeça,
faziam
perturbar
a
vista
ao
pin
tor,
e
errar o
pincel. A
esle
embaraço,
diz
mais a
tradição,
accudiu
milagrosa
mente
a
benignidade
Soberana
do
Redem-
ptor,
porque
applicando
um lenço ao ros
to
sem
mais
diligencia ficaram
gravadas
perleiiamente
n’
el.
’
e
todas
as
suas
feições,
e
este
celestial
retrato
foi
o
que
enviou
ao
devoto
rei
de Edessa.
Esta
tradição
vulgaiisou-se
muito
e es
tendeu-se
por
longe
em viriude
de
appa-
recerem
varias
pinturas
do
rosto
do
Sal
vador.
que
fa
samente se
disiam
traslada
das
d’
aquella
primeira
imagem,
e
era
o
suflicienle para
se
recoromendarem
á
de
voção
da
gente
crédula.
Mas
a
variedade,
ou
discrepaocia
d’eslas
mesmas
cópias
mos
ira
a
falsidade,
ou
pelo
menos
a
incer-
lesa
d
’
esla
tradição.
Ainda
presciodinJo
d
’
este argumento,
o
que
parece
mais concludente
para
mos
trar
a
inanidade
d
’
esta
tradição
é
o
si
lencio
de
Eusebio.
Este
historiador,
que
tanto
alarde
fi
zera
com
a
tradição,
de
que
fallei
antw-
cedenlemenle,
e
qoe
tinha
visto
as
aclas
da
Egreja
de
Edessa,
não
faz menção
d
’
esia
tradição
;
e
lào
fóra
de
toda
a
pro
babilidade
é
que
os
Edessianos não
hou
vessem
apontado
esta
tradição
nas
suas
actas,
no caso de
ler
para
elles
alguns
visos
de verosimilhança,
como
que
Euse
bio
achando-a
exarada
lá
a
oão
publi
casse.
A
historia
da
correspondência
epistolar
entre Jesus
Cbristo
e
Abgaro
traz tão
unida
comsigo
a
circumstancia do retra
to,
e
esta
circumstancia
dá
um
realce
tão
admiravel
áquella historia,
qne
so
de
ve
reputar
moralmente
impossível
tanto
que
ella
deixasse
de estar
apontada
nas
aclas
da
Egreja
de
Edessa,
como
que
Eu
sebio
encontrando-a
lá
exarada
a ueixasse
de
referir,
especiaImenle
quando
conta
com
muita
individualisação
as
consequên
cias
da
embaixada
de
Abgaro,
isto
é,
a
missão
de
Thadeu
a
Edessa,
sua
prega
ção
n
’
aquel!a
cidade,
e a
cura
do
rei,
tu
do
tirado
das
ditas
aclas.
Admilie-se
facilmente
que
os
Edes-
sianos
tinham
e
mostraram
uma preten
dida
Imagem
do
Salvador,
que
diziam
ha
ver
sido
formada pelo modo milagroso,
que
referimos,
e
enviada por
Jesus
Chris-
lo a
Abgaro.
Mas
isto prova
só
que os
habitantes
de
Edessa
depois
que
viram
popularisada
e estendida
felizmente por
longe
a
primeira
tradição
que fica im
pugnada,
de
que
elles
foram
auciores,
como mostramos, por
meio
d
’
umas
aclas
falsas,
ousaram
dar
um
novo
rea ce tem
pos depois
a
esta
tradição
com
a
suppo-
sição
da
Imagem
do
Salvador;
e
lograram
seu
intento,
como
queriam,
pois
ainda
acharam
espirilos
crédulos
que
lhe
deram
titulo de veracidade,
mas
não seremos
nós hoje
do
numero
d
’estes,
pelas
rasões
qoe
ficam
expendidas.
(Cn tinúa')
—
—
Z*?
^22»
em
quasi
lodos a
uncção
evangélica
fa-
zendo-nos
estalar
repeso
o
coração.
Puresa
e
elegancia
na
linguagem
;
vi-
vesa,
ou melhor,
acção
creadora
nos
pro-
duclos
da
imaginação; propriedade
nas
imagens
;
fidelidade
e
bellesa nas descri-
pçÕes
:
imparcialidade
na
historia
;
exacli-
dào
na
doutrina
;
rigorosa
observância
dos
preceitos
oratorios,
são
tudo
primores
de
eloqoencia sagrada
que
elevam
os
sermõts
do snr.
padre
Ayres
de
Gouveia á
altura
de
perfe'tos
moielos
de
arte
que iodos
devem
imitar.
Poderamos
dar
como
prova
do
que
vamos
dizendo
muitíssimos
trechos;
mas
são
de
tal
valor e
quilate
todos
os ser
mões, qoe ficaríamos
pesarosos
pelos não
transcrever,
por
inteiro.
N
’
esta
impossi
bilidade
resta-nos a
ceriesa que
lemos
de
que
o leitor
ao
julga!-os
os
achará
itn-
mensameute
superiores
á
nossa
debil
cri
tica.
Em
nenhoin
outro
sermonario
se
veri
ficam tanto
á
risca
os
preceitos
do prin
cipe
dos
oradores romanos:
<o
melhor
ora
dor
é
o
qne
convence,
deleita
c
persuade».
Os
«Ensaios
do Púlpito»
inauguraram,
cremos,
nina
nova época
em
nossa
ora
tória
ecclesiastica.
Prouvera
que
s.
ex.
a
nos desse
mais
d
’
esses
preciosos e
valio-
sissimos
trabalhos qoe
serão
semente
fe
cunda
de novos alhletas, ao
mesmo
tem
po
que
uma
das
eternas glorias
das
lettras
palrias.
Forcejemos
por
imital-os.
Braga
19
de
setembro
de
187o.
P.
e
Manuel
Ferreira
Marnôco
e
Sousa.
llispimlia.
Começamos
esta
secção
transcrevendo
do
correspondente de
Madiid
para
a
«Pa
lavra»
o
seguinte,
que respeita á
guerra
carlista.
Preferimos
copiar
(ielmente
as
palavras
do
illustre
escriptor, a
resumir
as
noticias
contidas
nas
suas excellentes cartas,
por
que
pela
soa competência e imparcialida
de.
o
consideramos
como
o
primeiro
dos
correspondentes
estrangeiros
para
jornaes
portuguezes.
«No
Norte,
apesar
das
noticias
minis-
teriaes,
sabe-se
de
boa origem
que
os
carlistas
continuam
com
as
operações
do
recrutamento
e
começam
a
armar
e
a
instruir
os novos
conscriptcs,
por
cujo
motivo os
mesmos quu apresentam desa
nimados
os
insurgentes,
pedem em
seus
escriptos
que *e
prosiga
a
Iucta
com ener
gia,
porque
depois
será
tarde.
As
operações
militares
não
passam
to
davia de
ameaças
a
que
os
carlistas
pro
curam
attender
movendo
as
forças
de
que
dispõem
e
cobrindo
suas
linhas
na
medida
que
ellas
os
permiuem
; e
como,
pelo
que
se
tem
visto,
a
inação
não en
tra
em
seus
cálculos,
sabe-se
qno
Peru
la
com
dezesete
batalhões
se
adeantou
so
bre
Lumbier
e Aoiz,
repellindo
depois
de
um
ligeiro
combate as
forças
affonsinas
que
guardavam
estes
pontos
e
bicasiillo
e
estendendo-se
até
Tu
leia
como
se
in
tentasse
forçar
a
passagem
do
Ebro.
Ain
da
que
o
governo
nada
disse
d’
estes
acon
tecimentos.
são
confirmados
por diflerentes
vias
e
revela-o
o
facto de
achar-se
em
Pamplona
o
general
ein
chefe do
exerci
to
tio
Norte
combinando
planos
de
ataque
com
Reina
que
commanda
o
exercito
acantonado
em Esquinza
e
Poente la
Reina.
Entretanto
continuam as
hostilidades
sobre
Hermani,
e
os
movimentos
em
fren
te de Bilbao e
a
linha
de
Valmaseda,
es
tando
suspensas,
como
annunciei,
as ope
rações
da
esquadra.
Na
Catalunha
houve
um
ligeiro
encon
tro
com
a
brigada
Casola,
que
atacou
em
Madrqna
400
cavallos
carlistas,
sem
que
offerecesse
importância
o
resultado,
e
ou
tro
de
mais
transcendência,
do
qual
não
ha
ainda promenores,
etn
S.
Quirce
de
Bassora
com alguns
batalhões
da
Sa
balls.
Desde
hontem
falla-se lambem
de
uma
acção
rauiio
renhida em
Monlesquiu. po
rém
o
governo
guarda
silencio
a
respeito
d
’este
combale, alfirmando
que
carece
de
noticias,
cousa
estranha,
pois
se
apressa
a
publicar,
quando
julga
que lhe
são
fa
voraveis,
aié
as
peqoenas
escaramuças
que
se
dão na margem
do
Ebro
pela
parle
de
Aragão
e
Valência
com
as
partidas
sol
tas
que
alli
leem
apparecido,
como
an
nunciei,
com
o
fim
de
que
a insurreição
tome
novo corpo
no
Centro.
Se
as
rasões
que
deixo expostas
mrs
acima
não
explicassem
a
continuação da
Iucta,
o
proceder
adoptado,
uão
já
com
os
carlistas
em
armas
ou
com
os
que
possam
favorecel-os, mas
até
com
os
que
se
apresentam
a indulto,
bastaria
a
jus
tificai-a.
Em
Cintorres,
povoação do
Maestraz-
go, recordando
velharias
revolucionarias
impróprias
de
uma
era
monarchica
de
or
dem,
plantou-se
a
aivore
da
liberdade
e
determinou-se
que
as mulheres
casadas
com
homens conhecidas
por
suas
alfeições
carlistas
sejam
as
encarregadas
de regil-a,
e
em Chubilla,
da mesma
comarca,
o
commandante militar
da
zona
obrigou
a
municipalidade
a
que percorresse as ruas
principaes
da
cidade
grilando:
abaixo
os
carlistas! (ignorávamos
que estivessem
em
cima)
fundando-se
para
um
acto
tão
li-
rannico
em
que
os
membros
do
municí
pio
professam
aqoella
opinião, o
que
se
coroprehende
sabendo-se
que
ha
em
His
panha moitas
zonas
ruraes onde
sem
el-
tes
não
póde
constituir-se
a
municipali
dade.
Em
ambos
os
pontos
se
obrigou
a
que
formassem
o
cortejo
de
tão
grotescas
ce-
remonias
os
apresentados
a
indulto. O
go
verno
cala-se
a
tudo
isto e
dá por
boas
as
medidas que
a seu
capricho
tomam
os
mais modestos
deleg:
dos
da sua
au
ctoridade.
E
assim
se
quer
restabelecer
a
ordem
e
tranquilisar
os
ânimos
em
um paiz
como
o
no^so
!»
Commandancia
general da
Navarra
ORDEM
GENERAL
Estella 6 de setembro.
Voluntários!
—
Acabo
de
tornar o com-
mando
general da
Navarra,
que
está
aci
ma
de
minhas
forças
e
de
meus
mereci
mentos.
Não
como
para vencer
senão
com
o
soccorro de
Deus e
com
o
vosso
animo
proverbial.
Acceitaudo-o
faço
um
sacrifício
de
obediência;
fazei
vós
também
tudo
o
que
se
vos pedir
para
o
triunfo
da
nossa
santa
causa.
Dirijo-vos
a
palavra
para recommeudar
a
todos,
chefes, oíficiaes
e
soldados,
a
mais
completa
obediência,
e
a
mais
se
vera
disciplina.
Sem
isto
não
poderiam
haver
exercites,
porque
é
isso
a
sua
liga
de
união e
o
fundamento
do
valor col-
lectivo.
Não
esqueçaes
que Deus
occupa
o
primeiro logar
sobre
a
nossa
bandei
ra
e
que
se
formos
bons chrisiãos,
Deus
estará
comnosco.
Todos
vós
me
conheceis,
e
deveis
com-
prehender
quanto
eu
vos
serei dedicado,
e
quanto
serei
inexorável
para
corrigir
os
maus.
O
crime
que
hoje
acho
mais
he
diondo,
mais abominável
é
a
infidelidade,
o
abandono
da nossa
bandeira.
No
mo
mento
em
que
o
inimigo
recorreu,
com
om
refinamento
de
barbaridade,
a
meios
iníquos
para que vós largueis
as
armas
que
tende
*
sustentado
com
tanto
valor
(porque
elle
julga-se
fraco
para
vol-as
ar
rancar
sobre o
campo
de
batalha),
a
de
serção
é
a
maior
fraqueza.
Quando
o
inimigo
assola,
e
incendia
os
nossos
campos,
persegue e
calca aos
pés
os nossos
paes,
as
nossas esposas
e
os
nossos filhos,
lodos
nós
nos
devemos
sen
tir
inflammados
d
’uma justa
indignação,
não
se
compreheoderia
que
existam
seres
tão
cobardes
e
tão
vis,
que
se
fossem
lançar nos
braços
dos
seus algozes.
O
sangue
navarro
não
corre,
nao
póde
cor
rer nas
veias
d
’
aquelles
que
praticam
a
infamia de
ir
beijar a
mão
que os
ílagel-
ía.
Se,
o
que
nào
é
para
acreditar,
hou
vesse
entre
vós algum
que
se
tornasse
culpado
por
u.rn
tal
crime,
denunciae-o e
que elle
seja
castigado
ccm
o rigor
do
codigo
militar.
Esperemos
que
o
ceo
coroará
os nos
sos esforços.
O
vosso
commandante general,
José
Lerga.
HEROICA
RESISTÊNCIA
DE
SEO D’uRGEL
Relalorio
do
general
Lizarraga
[Conclusão]
As
nossas
perdas
em
homens
eram
já
tão
sensíveis
qoe
não
podíamos
esperar
salvação
senão
com soccorros
vindos do
exterior.
Durante
este lempo
procurava
animar
os
nossos
voluntários.
Durante
as noites, apesar
do
bombar
deamento,
fazia
construir
novos trabalhos
de
defeza
e
reparar
os
damnos
causados
durante
o
dia,
pela
artilheria
inimiga.
Man
dava
forças a
Casiell-Ciodad
aíim de
traze
rem
agua de
Balire,
por
causa das
más
condições
em
que
se
achavam
os poços
da
cidadella
e
do
forte,
para
conter
as
aguas,
e
lambem
por
causa
da
excessiva
secca.
No
dia
14
de
manhã
ouvimos, na
dire
ção
de
Adráll,
alguns
tiros;
vimos
correr
n
’
esta direcção
alguns batalhões,
e
com-
prebendemos que
eram
atacados
por for
ças
vindas
do
exterior.
Para
auxiliar
este
movimento
fizemos
fogo
com
algumas
peças
de
qoe podíamos
dispor.
O
inimigo
respondeu
com
a
sua
artilheria
tão
extraordinariamente
superior,
e
incendiou
a
nossa
bateria
da
segunda li
nha
e
causou-nos
alguns
damnos.
O
ataque
não
foi
de
longa
duração,
e
comprehendeuios
que
as
forças
vindas
em
nosso auxilio
tiveram
que retroceder.
No
dia
15 o
tiroteio foi
tão
nutrido
durante
o dia,
e
o
bombardeamento
tão
vi
vo
durante
a
noite, que
um
pequeno
des
tacamento
de iiifanleria
inimiga
quiz
impe
dir-nos
de
tirar
a
agua
em
Balire.
A
16,
antes do
romper
da
alva,
ouvi
mos
um
vivo
tiroteio
do lado de
Navinez,
d
’
onde
uma
das
baterias
affonsistas nos
cau
sava
os
maiores
damnos.
Dirigimos contra
ella
o
fogo
das
nos
sas aíim de
ajudar
os
assaltantes
:
com-
prebendemos
:
que elles
atacavam
com
ím
peto, e chegámos a vêr os
aílonsistas
aban
donar
as
primeiras linhas,
descer
com
a
maior desordem
á
bateria,
e
voltar
con
tra
os
nossos
libertadores
duas
peças
da
bateria,
objecto
do
seu
ataque,
emquanlo
que
continuavam
o
fogo
contra a
cidadel
la
com
o
resto dos
canhões
de
Navinez.
As
forças
de
Seo,
Alias,
Arph,
correram
em
soccorro da
bateria
ameaçada,
e a
su
perioridade
do
numero
obrigou
os assal
tantes
a
bater
em
retirada.
Privados
de
communicação
com
os
nos
sos
soccorros
exteriores,
ignoramos
o
sue-
cedido
até
que
o
mesmo
inimigo
nos
fez
saber
que
com um
punhado
de
homens
s.
ex a
o
general
f).
Juao
de
Gastells
ti
nha
atacado,
com
uma
coragem
e
audacia
dignas
da
admiração, as
suas
posições,
tendo
occupado
duas,
fazendo-o
soffrer
bastantes
perdas
tanto
em mortos
como
em
feridos;
fazendo
prisioneira
uma
com
panhia
e
uão
obtendo
um
successo
mais
importante
por causa
do
grande
numero
das
forças
affonsistas.
Para
se
vingar
d’
este
revez. o
inimigo
fustigou-nos
durante
o
dia
pelas
suas
des-
cargas
de
artilheria,
e de
noite,
segundo
o
costume,
por
um fugo
de
rausquetaria
è
um
bombardeamento
continuo.
Até
então
os
nossos
voluntários
tinham
supportado
os
rigores
do
sitio
com
cora
gem,
e
soffrido
todas
as
fadigas
com uma
nobre resignação;
mas
n’
este
dia
perden
do
toda a
esperança de serem
soccorri-
dos,
alguns começaram
a
fraquejar.
Es
forcei-me
em
reanimar
a
sua
coragem
e
sangue
frio,
viatudes
tão
necessárias
nas
ocoasiões
difficeis.
Nas
dias
seguintes,
o
fogo
de
artilhe-
ria
do
Cuervo
e
a
fusilaria
continuavam
como
nos
dijs
precedentes. As
nossas
ruí
nas
iam
sendo
cada
vez
maiores;
apenas
havia
uma
parte
do
muro
da
cidadella
intacto,
qoe
era
o
alvo
favorito
dos
affori-
sistas.
Tudo
abatia, e os
proprios
edifícios
que
se
julgavam
á
prova
de
bomba
sof-
friam
grandes
damnos.
Só
a
nossa
bateria
Saim
Odan
podia
continuar
um
bombardeamento
eflicaz
;
os
krupps
conservados
afim
de
poderem
ser
transportados
aos
pontos
mais
ameaçados
tinham apenas
munições.
Apesar
da
falta
de
munições
tencio
návamos
repellir
o
assalto
se
o
inimigo
o
tentasse
por
uma
das
brechas
praticá
veis.
Apesar do
fugo
continuo
até
ao
dia
21
de
maio
podemos fornecer-nos
de
agua
sem
difliculdade. A
’
s
7 horas
da
tarde
d
’
esse
dia
um
batalhão
inimigo surprelien-
deu
os
nossos
postos
avançados
obrigan
do
as
duas
companhias
a
abandonar
Cas-
tel-Giudad,
e
a
subir
ao
Gastello.
Crusa-
mos
os
fogos
da
cidadella
e
do
forte
para
desalojar
ao
inimigo
o
inimigo
e
estava-
mos para
fazer
uma
sortida
quando
me
vieram
prevenir
que
á
luz
das
estrellas
se
viam
forças
de
Motilelêrré
promplas
a ten
tarem
o
assalto;
postei
os
voluntários
de
pois
de ter
percorrido
todo
o
recinto,
e
ordenei
que
estivessem
silenciosos e não
rompessem
o
fogo
senão
quando
o
inimi
go
apparecesse
nos
muros.
A’
s
2
horas
da
manhã
collocou
as
es
cadas.
A
nossa
companhia
de
veteranos
rompeu
cm
vivo
fogo
e
lançou granadas
á
mão,
e
os
nossos
artilheiros
lançaram
bombas
de
27
do
alto
das
trincheiras.
Esta
manobra
assustou
de
modo
os
assaltantes
que
retrocederam
prccinit
3
a
mente;
com
grandes
perdas
e
deix
an
J
*
no
campo
da
batalha
5
escadas,
effeit
°
de
guerra,
saccos
de terra
etc.;
seo/
tudo
recolhido
á
cidadella.
Fez-nos
bastante
mal
a
perda
de
Cas
lel-Ciudad
por
nào
lermos
agua; o
f
0
.i'
linha
viveres
apenas
para dois
dias.
0
ef^
feito
moral
foi
grande
e
tomei
meJidcs
energicas
para
impedir as
dtiserçòts.
N
’estas
circunstancias
julguei
ser
ne
cessário
um
grande
esforço
para
desalo
*
jar
da
aldeia
o
inimigo.
Ganhoneei-o
noite
de
22.
3
A
23
dei
ordem
ao
commandante (l0
2.°
dc
Lerida
de
operar
uma
sonida
sobre
Gastel-Giudad
para se
apoderar
das
barri
cadas
que
o
inimigo
tinha
construído
e
acabar
de
incendiar
a
aldeia
para obrrar
a
sahir
d’ella,
a todo o
custo
os
aflunsis-
tas.
O commandante
do
2
o
de
Lerida
cum
priu
corajosamente
a
sua
missão
e
apro
ximou-se
<ia
casa
em
que
estava a van
guarda
inimiga.
O
fogo
terrível
das
suas
baterias obri-
gou os nossos
voluntários
a
recuar,
assim
como
os
do
forte.
No
dia
seguinte ao
meio
dia
vi
que
ameaçava a parlamentar com
o
inimigo,
e
alguns
soldados
que
conver-
savam
com
os
affonsistas.
Constitui
prisioneiro
o
capitão
da
com-
panhia dos
mesmos,
e
que
sem tratar
com-
migo
linha
mandado
parlamentarios
ao
campo inimigo.
Esperava com impaciência
o
resultado dos
passos
de
Caslillo.
Ao
meio dia
apresentou-se-me
um
ajudante de
campo de
campo
dc Martinez
Campos,
portador
de
uma
carta,
que
me
convidava
a
render-me. Participei-lhe
a
minha
re
solução
de
resistir,
pedindo
24
horas
de
tréguas
para
communicar
com
o
forte
e
poder
deliberar.
Goncedeodo-me
isto,
reuni
conselho
de
guerra,
que
decidiu
que nos
rendês
semos.
No
dia
24 participei
a
Martinez
Cam-
pos,
esla
resolução
; e elle
de
accordo
com
Jovellar,
respondeu-nos
que
nos
con
cedia todas
as
honras
da
guerra,
mas
que
ficaríamos
prisioneiros
;
concedeu-nos
mais
24
horas para deliberarmos.
V.
ex.
a
conver-se-ha
ptlo
acto
da
ca
pitulação,
que
o
inimigo
nos
concedeu
as
honras da
guerra
em
consequência
da
nos
sa heroica
defeza.
Confio
em
que
v.
ex.a
,
dando
conhe-
conhecimento
a
8.
M.
d
’este
revez,
sabe
rá
prestar
aos bravos
que
me rodeavam,
durante
este
cêrco,
as
honras
que
mere
cem
pelos
seos
esforços
e
coostaocia.
Deus guarde
a
v.
ex
a por
muitos
an
nos.
Cidadella
de
Soo
de
Urgel,
27 de
agos
to
de
1875.
0 general
AnZonto
Lizarraga.
PA®TF.
ÍWFWML
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos
1.
a
Repartição
Não
tendo
havido
oppositores
no
con
curso
documental
aberto
para
provimento
.da
egreja
parochial
de
S.
Romão de Al-
ferse,
do concelho
de Mohchique, dioce
se
do
Algarve,
o
qual
lindou em
15
do
corrente mez:
manda
Sua
Magestade
El-
Rei que,
nos
lermos
do
arligo
16.°
do
decreto
de
2
de
janeiro
de 1862,
se abra
concurso,
por
provas
publicas,
perante
o
respectivo
prelado
diocesano,
para
provi
mento
da
sobredita
egreja
parochial
ob
servando-se
as
prescripções
do
decreto
de
9
de
dezembro
de
1826.
0
que,
por ordem do
mesmo
augus
to
senhor,
se
participa
ao
vigário
capitu
lar
do
bispado
do
Algarve,
para
sua
intel-
ligencia
e devidos
effeitos.
Paço, em
17
de
setembro de
1875.=
Augusto
Cesar
Barjona
de
Freitas.
Direcção
geral
dos
negocios
de
justiça.
1.
*
repartição
Para
conhecimento
de
todas
as
reparti
ções,
tribunaes e
auctoridades
a
quem
per
tencer.
e
das
partes interessadas,
se
faz
publico,
na
conformidade
da
portaria
d
’
es-
te
ministério
de
16
de
julho
de
1859,
publicada
no «Diário do
governo»
n.°
158,
que
na
data
abaixo declarada
se
efleclua-
ram
os
seguintes
despachos
:
Bacharel
Antonio
Joaquim
Nunes de
Vasconcellos, juiz
de direito da
2
J vara
da
comarca
de Lisboa
—
licença por
qua
renta
dias.
Bacharel
José
Ferreira
da
Silva
Fraga
teiro, dito
da
comarca
do Peso da
Regua
__
auctorisação
para
gosar
de
anterior
li
cença por
trinta
dias.
Secretaria
(Testado
dos
negocios
eccle-
siasticos
e
de
justiça,
em
18
de
setembro
de
1873.=
—
Thomaz
Ribeiro,
director
geral.
CORKESPOADESCIA
A
novn comarca
de Paredes
de
Coura
Ha
deveres
sacratíssimos,
cujo cum
primento
é
bem
se
manifeste sempre
e
por
todas
as
formas.
Possuídos
d
’
esta
ediea que
temos
como
axiomatica,
não
podemos
dei
xar
de
por
esle
meio patentear
ao
bondoso
povo
do
antigo
concelho de Coura
a
nos
sa
satisfação e enviar-lha d aqui
as
mais
sinceras
felicitações
por
o
lacto
de
se
lhe
ter
feito
um
acto
de
plena
jostiça elevando
a
cathegoria
de
comarca
aquelle,
a
todos
os respeitos,
rico concelho.
O encargo
de
alguns
negocios
fez
que
em
lies
annos
com
pequenas intermitên
cias
demorássemos
pelo
concelho
de
Cou
ra
; a
nossa
acanhada
iotelligencia
teve
então
occasião
de
avaliar
o
que
seja
o
influxo
da
religião
catholica
cujos
saluta
res
preceitos
ninguém
como aquelles
po
vos
sabe
seguir,
e
por
isso também
ne
nhum
outro
os
excederá
em
cordura,
bon
dade
e
fidalguia.
O
forasteiro
que
habituado ao
convívio
dos grandes
centros
de
população
trans
puser
os
alcantis
escabrosos
que
parece
isolarem
os
povos
de
Coura dos
do
resto
do
mundo,
chegar
ali
e viver
e tratar
com
tão
bodnoso
povo,
mal
póde conter-
se
na
surpresa
pelo
encontro
de
tão
su
blimes
costumes,
de
lauta
hospitalidade,
de
tão
delicado
tracio
e
sobre
ludo
de
tanta religiosidade,
principio
de
todos
os
demais
attrihutos
magníficos
que
são
ador-
nativos da honrada
população
courense.
Os
poderes
públicos
parece
terem
por
norma
despresar
sempre
um
povo
que
por
sua
mansidão
e
cordura
limita
as
exigên
cias,
ou
nem
mesmo
as
sabe
fazer.
O
povo de
Coura
é
talvez
o
primeiro
do
reino
a
satisfazer qualquer
contribui
ção
qoe
aos
governos
lembra
de
impôr
:
ali nunca
se
reage
comra as
exigências,
mais ou
m^nos
vexatórias
do
fisco:
a
au-
cluridade
judicial
cu
administrativa é
sem
pre
acatada e
respeitada
como
o
uão
é
em parte alguma;
nào
se
carece
ah
de
po
licia
pao manter
a
paz
e ordem,
que
a
tornam
inalterável
os bons
inslinclos
d’
a-
quella
população
laboriosa
e
honrada
;
em
fim
o povo
courense
é
um
modelo
de
cordura
e
civilisaçao.
No
entanto
os
governos
parecendo
es
quecer
ludo
isto
e
que
aquelle
concelho
é
rico
e
florescente
de
producção
agricoa,
teem
descurado
completamente
des
melho
ramentos
màteriaes
a
que
elle tem
incon
testável
direito,
em
quanto
se
favorecem
outros
povos
com
bem
menos
juz
a
isso.
Alli
nào
se
tem
leito
uma
estrada,
e
a
necessidade instante
da
creação d’uma
comarca
ali
senlia-se
de
ha
muito
como
um
lenitivo
á
crueldade
de
um povo
ler
de
percorrer
léguas
de
máo
caminho para
tratar
de
seus
negocios
e
pendências
(Fu
ma
lerra que
a
propria
posição
topográ
fica está
dizendo
estranha.
Cessou
ainda bem,
pata
aquelle
povo
um
grande
vexame,
e
se
as
intenções
do
ministro,
creando
a
nova
comarca
fo
ram
simplesmente
altendiveis
da evidente
conveniência
e
justiça
d
’
aquelle
excellente
povo,
cabe
louvar-lhe
o
acto,
se
bem
que
tardio,
como de
plena
justiça.
As
nossas
felicitações
pois
ao honrado
povo
da
hoje
comarca
de
Coma
por
ser
attendido
na&
suas
mais justas
aspirações.
Porto
20
de
setembro
de
1873.
J. MACHADO JÚNIOR.
GAZETILHA
FestividatBe.
—
-No proximo
domingo,
-6,
festeja-se
na
capella
do
logar
da Naia,
nos
aros
d
’
esta
cidade,
a
milagrosa
Ima
gem
<le
N. Senhor
das
Afliicçóes
;
haven
do
de
manhã missa
cantada,
com
instru
mental,
e
de tarde
sermão,
e arraial
cum
leilão
de
prendas,
tocando
a
espaços
uma
batida
de
musica.
Tromba «I
*
agna.
—
Os
jornaes
fran
cezes
dizem
que
nos
dias
9
e
10
do
cor
rente
mez
caiu
uma
forte
tempestade
no
departamento
de
Herault
(Montpellier)
e
que urna
grande
tromba
de
agua
causou
estragos
enormes
nas
propriedades.
Morreu
uma
pessoa.
Puí!!
—
Noticia o
nosso
collega
do
«Jor
nal
do
Minho»
que
o
rabhcador
das
dú
zias,
M.
Neves,
anda
escrevendo
um ro
mance
(ah
!
ah
1)
em
dois
volumes
(uh
!
uh
!)
que
deverá
ficar
concluído
nos
fios
do
corrente
anno.
Isto não passa
de
encommenda
do
tal
«parasita
da
litteratura»,
que
ha
de
co
meçar
o
romance
quando
vierem
as
ce
bolas
do
Egypto,
e
concluil-o
para a
re-
surreiçào
dos
capuchos.
No
entretanto,
suppoodo que o
creao-
çola
ande
a
fazer
exercícios de
calligra-
íia,
pômos
de
sobre-aviso
os
auctores
de
romances, e...
a
polida.
Senão
haja
vista
á
carta
do
eminente
litterato
J.
Fontellas,
que
transcrevemos
n
’outro
logar
d’
esta
secção.
Prevenimos
igualmente
o
nosso
esti
mável
collega
do
«Jornal
do
Minho», pa
ra
que
um
dia
não
veja
a
sua
proprie
dade litteraria
tratada
como
«roupa
de
francezes».
Pela
nossa
parte, que
também
algu
mas
cascas
de
nozes
temos a vogar pelo
imrnenso mar
da
publicidade,
íicamos
de
atalaia.
E
íicamos
vigilantes
na
supposição
de
que
o
tal
auctor
do
romance
em
projeclo,
na
sua
estupenda
ignorância
prefira
o
joio
ao
trigo.
Amnistia.—
As
noticias
vindas
do Rio
de
Janeiro,
dizem
que
era esperada
den
tro
de
breves
dias a
promulgação
do
de
creto
amnistiando
os
bispos
e governado
res
de
dioceses que
estavam
processados
pelo falso
crime
de
rebeldia
aos
poderes
do
estado.
Para
banhos «Ce mar.—
Partiram
para
as
praias
o snr.
Fernando
Castiço,
sua
ex.
,na
esposa,
e
cunhado
conde
de
S.
Mamede,
e
o
snr.
dr.
Gcmçalo
Aotâo.
15. AíTonso
X.2S 3ivre-pensatlor.
—
O correspondente
de
Madrid
para
o
«Univers»,
diz-lhe
com
data
de
12,
entre
outras
cousas
o
seguinte
:
«Disse-vos
ao
principiar
esta
corres
pondência
que
í).
Aflonso eslava
encurra
lado
nas
suas
ultimas
trincheiras
;
estas
trincheiras
nào
são
senão
ruinas
e
bar
rancos.
Foi
para
alli
qoe
o
levaram as
suas
falsas
ideias, e
priocipalmenle
as
suas
antipalhias
para com
os moderados his
tóricos e
a sua
obstinação
é
tal
que
não
quer
escutar
os
seus
conselhos
:
Eu
sou
livre
pensador,
dizia
elle
hon-
lem
de
manhã
a
uma
pessoa
cujo nome
não
passo
dizer. Eu
era livre pensador an
tes
de
vir
para
Mad>
id.
A
tolerância
não
significa
nada e
não
conduz
a
nada.
Eu
sou
pela liberdade
dos
cultos
e
sou
de
opinião
que
cada
um
peça
a
Deus
como
entender.
Sobre esle
ponto
não
recuarei
um
passo
porque
estou
com
o
progresso
do
dia.
Estes
actos
teem
sido
mui
consequen
tes
com
suas palavras !»
A
ser
isto
verdade,
como
acreditamos,
o
rapaz
está
luzido,
aecresceota
o
«Direi
to».
Quando
foi
visitar
Bismark alguma
cousa
havia de
aprender.
Pois
está
arranjado!
Que
vergonha
para
a
Hispanha
catho
lica
!
<5
Roque
Kl
na
berlintla.
—
Como
já
noticiamos,
appareceram
nos
baixos do
«C.
de
Villa
Real»
um
versos
firmados
por
um
Moraes
Neves (vulgo
—
Roque
II),
copiados
fielmente d’
nm
volume
de
poesias
do
nos
so antigo e
presadissimo
amigo J.
Fontel
las,
poeta distiuctissimo.
Para
que
se
oão
julgue
que
denuncia
mos
injostamenle
o
parasita
miserável,
va
mos
transcrever
uo
jornal
«O
Norte»
a
se
guinte
carta,
—
bonito
feixe de
loiros com
que
presenteamos
o
surripiador
impudente.
Segue
a
carta
:
Com
data
de
16
do corrente
dirigi
á
redacção do
«Commercio
de
Villa
Real»
uma
carta
concebida
pouco
mais
ou
me
nos
nos seguintes
lermos :
«Se
por
entre
os
emmaranhados
ca
minhos
da
vida
é
sempre
lisongeiro
o
apparecimento
de
uma
alma
afinada pelos
sons
da
nossa, que
sente
como
nós
senti
mos,
e
pensa
como
nós
pensamos;
mui
ta
mais
lisongeiro
é,
sem
duvida,
o
en
contro
de
um
sujeito,
que
não
só
pensa
e
sente
comnosco,
mas
falia
pela
nossa
bocca,
e
escreve
com
a
nossa
penna.
sOccorrem-me
estas
reflexões
ao
vêr
o
folhetim do
seu
jornal
de
13
do
corrente,
em
que
o
snr. Moraes
Neves
prova que
é
um
poeta
verdadeiramenle
inspirado,—
que
tem
o raro
condão
de
adivinhar
em
Braga,
no
anno de
1875,
o
que
sahiu
dos
prelos do
Porto
em
1869...
«E’
singular,
pasmoso,
inaudito!
«Não
sei o
que
mais
se
deva
admirar
no
pretendido
auctor do
folhetim
:
—
se
a
ingenuidade
infantil
com que
subscreve
e
perfilha
um
parto
enfezado
e
alheio,
se
a
inexcedivel
modéstia
de
s.
s.
a
,
que,
poden
do pavonear se
bizarramente
com as
galas
que abundam
no
vastíssimo
campo
da
iit-
teratura
patria,
contentou-se
em
casar
os
os
sons
da
sua
lyra
com
os
roufenhos
ae-
cordos
da
minha
Ignorada
bandurra.
«Mal
pensava
eu
que
aquella
innocen-
te
—Edade
de Ouro
—
collacada
á
frente
da
minha
humilde
collecção
de
versos,
de
veria
ser
um
dia
o
objeclo
das
compla
cências
litterarias
de
futuros
Neves
'
«Confesso
qne
me
sinto
desvanecido
com
o
oaso;
e
como
não
tenho
a
honra
de
conhecer
o
poeta,
recorro
a
v.
snr.
redactor,
para
que
se
digne
Irausmitiir-
Ihe
a
expressão da
minha
gratidão,
agra
decendo-lhe
sobre
tudo
a
fidelidade
da
copia,
que
em
verdade
não
discrepa
do
ori
ginal
em
uma
só
virgula.
«Sediellos,
16—
8
—75.
«De
v.
etc.
«J.
Fontellas.»
Serões
(S’
a3<Ieia.—POR
J.
DE LEMOS
—
Como
já
annuticiamos é
assim
que
se
intitula
um
novo
livro
do grande littera
to
J.
de
Lemos.
N
’
um
prospecto
que
te
mos
á
vista,
diz
o
seu
editor,
o
snr.
Er
nesto Chardron
:
«Eis
o
titulo
e
o
auctor
d
’
urn
volume
em
prosa,
qne
me
proponho
publicar,
e
para
o
qual
solicito
assignaluras.
Abrange
a
obra
variados
assumptos
as
sim
moraes
como
religiosos.
Foram
colli-
gidos
n
ella
alguns
artigos
já
publicados
em
diflerentes
épocas,
que
vieram
agora
tomar
o
logar que
lhes
cabia nos
Seroes,
sem
que,
por isso,
boa
parte
destes
deixe
de
ser
completamente inédita. Menciona
rei
a
inscripção
dalguns
capítulos
ou
Se
rões
para
mais
clara
idéa
do
livro
que
ofle-
reço
ao
publico
:
Roma e
a
Caridade
—Injustiça
com
que
são
julgados os Reis—Jornalismo
e sua
in
fluencia
—
Religião
e
Polica
—
Os
pobres
á
sombra
do
Igueja
~Eff
eitos
moraes
do
D.
Quixole
—
Necessidades
da Revelação
—
A
Fé
e
a
Razão
—A
verdade
a
respeito
de
Galli-
leu
—
Considerações
relativas
ao
lheatro
de
hoje
—
Saudade
—A
Igreja
não
mata
a
scien
cia
—
Petrucelli
delia
Gdina—A
influencia
da
Religião
e
a influencia
do
mundo
—
O
poder da
verdade
—
Duas
obras
de
miseri
córdia
—
O
Domingo
—
O
bispo
do
Algarve
D.
Francis
Gomes
do
Avellar—
etc.,
etc.
Já
se
vê
que
não
é
obra
que
possa
agra
dar
aos
leitores
inclinados a
leituras
frivo-
as
;
cuido,
porém,
que
agradará
aos
que
preferem
leituras
graves
e
proveitosas.
O
volume,
nitidamente
impresso,
no
formato
(Teste
prospecto,
terá
250
a
300
paginas; o preço,
para
os
snrs.
assignan
tes,
será
de
500
reis,
pagos
no
acto
da
entrega
d’
elle.»
íÁ» e&bí
'ií
w
•#. A1
?
Na
freguezia
de
Barreiros,
no logar
de
Passos, em casa
de
Antunio
José
iie-
bello, ha
para
vender
46
dúzias
de
taboas
de castanho
muilo
seccas,
e
entram
n
’
es-
le
numero
40
couçoeiras.
(2703)
A Nova
Empreza
de
trens
Faz publico que
desde
o
dia
28
de
setembro,
suspende
provisoriamente
a
sua
carreira
de
diligencias que
tem
enlre
esta
cidade
e
Villa dos
Arcos.
Braga 18
de
setembro
de
1875.
O gerente,
(2701)
Eduardo Pacheco.
GUAHDÁ-GI1UVA
Quem achasse um
guarda-chuva
de
se
da côr
de
castanha
e
armação de baleia,
e
o
queira
restituir,
póde
fazel-o
no
es-
criptoiio
d
’
esta
redacção,
ou
no
Porto,
no
café da
rua
de
Santo Antonio,
a
Francisco
Ribeiro
Palma,
que
receberá
por
isso
alvi-
çaras.
(2707)
UNHEIRO A JURO
Quem
pertender
tomar
a
juro
a
quantia
de
7()0$000
reis
a
juro
de 5
°|0
ao
anno
com escriptura
registrada
e
hypotheça,
fal-
le
com
Felicidade
de
Freitas,
largo de S.
Lazaro
n.°
8.
—
Braga.
(2705)
Precisa
se
de
um
empregado
para
es-
criptoração
commercial.
Quem
estiver
nas
condições,
dirija-se
ao
campo
de
D.
Luiz
l.
e
n.°
5 e
6.
(2706)
NOVO
HORÁRIO
A
antiga
sociedade
Viação
Bracaretse,
leva
ao
conhecimento
do
publico
que
os
seus
carros
que
d'esta
cid ule
sabiam
pa
ra
os
Arcos
e
Monção
ás
5
horas
da
ma
nhã
e 3
e
5
da
tarde,
ficarn
sahindo
des
de
o
dia
1.
*
de
outubro
ei»
diante,
o
1.
*
ás
6 hoias
da
manhã,
chega
aos
Arcos
ás
11,
segue
para Monsão
ás
12
e chega
ás
5
horas
<la
tarde.
O
segundo
sae
á
1
da
tar
de,
chega
aos Arcos
ás
6.
O terceiro
sae
ás
5
horas
da
urde,
chega
aos Arcos ás
10. segue
para
Monsão
ás
II,
e
chega
ás
4
da
manhã
do
dia
seguinte
Volta
Sae de
Monsão
o
primeiro,
ás
6
ho
ras
da
manhã,
chega aos
Arcos
ás
W,
se
gue
para
Braga
ás
11
e cbega
á 5
da
tar
de;
o
segundo
sae
dos
Arcos
á
6
da
ma
nhã
e
chega
a
Braga
as
12; o terceiro
sae
de
Monsão
ás 5
horas da
tarde,
chega
aos
Arcos
ás
9,
segue ás
10
e
chega
a
Bra
ga
ás
4
horas
da
manhã
do
dia
seguinte.
Os
preços,
fora
ou
dentro,
são os já
annunciados;
os
seus
escriptor
os
são
os
antigos:
em
Braga,
cm
casa
do
snr.
A«-
ranjadinho,
Arcos,
em ca-a
do
.-nr.
Diogo,
e
em
Monsão,
em
casa
do
sur.
Marques.
Os
snrs.
passageiros tem
além
da
de
mora
dos
Arcos,
meia hera
no
Pico,
para
comer
ou
descançar,
lodo
este
serviço
é
combinado
para
qoe os
snrs.
passageiros
possam
seguir
para
o Porto
e
Lisboa
em
todos os comboios.
Preços
:
Para
Monsão,
dentro
1$000
reis,
fóra
800. Arcos,
dentro
500
reis, fó
ra
400.
—Braga
22
de
setembro
de 1875.
(2708)
José
Luiz Ferreira.
Teixeira
e Mesquita, da rua
da
Sé d’esta
cidade de Braga,
participam
ao
respeitável publi
co,
que
continuam com as suas
carreiras diarias para
a
Povoa
do Varzim ;
e,
para
mais com-
modiclade dos snrs. passageiros,
resolveram
que o carro que sae
d’esta cidade ás 4 horas da
ma
nhã
fica saindo desde o dia 23
inclusive
do corrente mez
ás
9
horas da manhã. Os preços os
mesmos
já annunciados.
Sae de
Braga
ás 9
horas da
manhã,
chega
a Barcelios ás 11
e
tem uma
hora
de
demora, sae
de
Barcelios ao meio dia, chega
á
Povoa tio
Varzim ás 3 da tar
de. Vice-versa :
sae da Povoa do
Varzim
ás 6
horas da manhã,
chega
a
Barcelios
ás
9, tem uma
hora
de
demora, sae de Barcelios
ás
10,
chega a Braga á
uma da
tarde.
Vendem-se os bilhetes em
Braga
no bem
conhe-cido Ribei
ro
Braga na praça do Barão de
S.
Martinho,
e na Povoa do Var
zim no
seu
antigo escriptorio
no
Rego, quina
da Junqueira.
Braga 20
de
Setembro de 1875.
IV.
íl. Og
aBinvincinntegi retirnnt
ns
Miaas
carrearas «Ea noite
no «lia
31
cl<» corrente.
(9909)
PEDRA
b
’
ALVENAÍ-UA
Quem quizer
comprar uma
porção
de
pedra
(Talvenaria,
dirija
se
ao
snr.
An
tonio
dos
Santos Costa,
tua
da
Sé. (2698)
DILIGENCIAS
DIARIAS
De
Sebastião
da Silva
Nfeves
Entre
Braga,
Ponte do
Lima,
Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão,
Tuy,
Vigo,
Pontevedra
e
S.
Thiago,
E
entre
Villa Nova de Famalicão
e
Povoa do Varzim.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens
directamente
de
Braga
para
Lis
boa,
por
caminhos
de
ferro.
Escriptorios:
em
Braga, na
casa
aon
de
estava
a
Companhia
Viação (esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima,
na
hos
pedaria
da
Theodora,
em
Vianna,
no
es-
criplorio
do
annunciante.
(2611)
Cirande
deposito
de tabaco
*
NACIONAES
E
ESTRANGEIROS
Bua do
Soulo
n.°
27
A, 27
B.
(
esquina
da
rua
de
jano
)
BB
AG A.
Commissão
aos
snrs.
estanqueiros:
Xabregas
—
Tabacos
seccos.
.
.
15
°/
0
»
Rapé..................................
30%
Santa Apulonia — Tabacos
seccos.
15%
»
»
Rapé.
.
.
.
30%
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15%
»
Rapé
............................
35
%
Portuense—
Tabacos
seccos.
.
.
15
%
»
Rapé
................................
40%
Boa-fé
—
Tabacos
seccos.
.
.
.
15
%
»
Rapé..................................
40
°/
0
Liberdade
—
Tabacos
seccos.
.
.
15
%
A.
[Nacional
—
Tabacos
seccos. .
15%
Regalia
»
»
.
.
15
%
Fidelidade
Portuense
—
Tabacos sec
cos
..................................................
12
%
Cumpre-se
qualquer
encommenda para
as províncias.
0
gerente,
Antonio
Joaquim
d'
Ascenção
e
Souza.
'
(2701)
Por
escriptora
publica,
feita
nas
notas
do
tabellião
João
Marcos
d
’A»aujo
Ribeiro,
em
8
do
corrente,
foi
dissolvida a
socieda
de
que
n
’
esla
cidade
girava
sob
aquella
íirma,
ficando o activo
e
passivo a
cargo
do
so-
cio
Miguel
Corrêa
Pinto,
e o
socio
José
Juslino
Telles,
completamente exonerado.
(R.
130
C.
2699)
1NJECÇÃO BAUN1T
E
’
já
bem
conhecida
a
sua
efficacia
em
curar em
menos
de
»
dia
*
,
toda
a
qua
lidade
de purgações como
o
póde
alies-
Ur
a
venda de
mais de
2
000
frascos.
Deposito
em
Braga,
na
pharmacia
do
Hospital de S.
iMarcos.
(2641)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91. Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vèr-ae
das
10
horas
da manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.«
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
Rua
du
Campo,
n.° 22
—
Braga
Alugam-se os altos
da
casa
n.° 22,
qoe lem
commodos
para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na mesrna
de
seu aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
Francisco José
da
Cunha
Com loja de caldeireiro
Bua
de
S.
Vicente,
n.°
100—
Braga
Vende
Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras,
alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre,
pertencentes
ao seu
estabelecimen
to,
por
preços commodos.
(2689)
Janeiro,
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu e Bue-
rua do
João
Manoel
da
Silva
Guimarães
.
(58
os seu
s
todas
a
s
de
3.
a
portu-
é por
f
V
Novembro
«
Dezembro
Paquetes
29
de
Setembro
13
de
Outubro
29
de
»
GUADIANA
.
DOURO
.
.
MONDEGO
.
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete de
29
toca
em
S.
nos-Ayres.
r/Ã
Pernambuco
.........................................
Bahia
........................................
.
.
Rio
de
Janeiro...................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres.
.
.
.
Valparaiso,
Arica,
Islay"'e
Callao
.
.
IBS
a
«Sa
CARREIRA ÇUEVZEXAIa PARA PERNAMBUCO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
com
0
até
aqui
lem
oííerecido
aos
snrs.
passageiros:
exceiiesate*
comonodos, bom trn-
tamento, bastante espaeo para bagagens
e viagens
rapiúas,
pois
que
os
Paquetes «2» Pacifico
tem
gasto
sómente
S3 <lia* de Eisbon
ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porlo
para
Lisboa
CAím
uí
8 EIA CWo^^vAE
a
sair
de
Lisboa:
|
ELBE
. .
13
de
|
MINHO
.
.
29
de
’
|
NEVA
.
. 13
de
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
D
*
preço
*
são muito rasoavei
*
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
vapores,
criados
e
cosinheiros portuguezes
para servirem
os
passageiros
de
classes,
cujo
tratamento
se torna hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
classe
tem
grátis, belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n’
esta
cidade,
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
Carreira
semanal
A’
s quartas
feiras
DO
PACIFICO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica
3?
CLASSE
2/
CAMARA
l.
a
CAMARA
40:5000
81-5000
1085000
40&000
905000
1175000
43^000
905000
1215500
54&000
905000
1575500
126&000
>
1895000
3085500
CrsneíçsBe
<2oa
passageiro
*
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A
*
é
aos 8
annos
a
quarta
parte.
Alé
aos
3
annos
grátis,
urna
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
a
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida a
portugueza
cm
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BB AG
A
—Almeida
&
Pereria.
Traia
a
passagem
a pagar d
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(TC
*
)
DEPOSITO DE
CHARUTOS
IIA VA AOS
Chegou
a
esta
casa
a
marca
especial
FLOR
DO
CHIADO
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMPRESSOS
Vende-se
na
Tabacaria
Dracaren-
(2686)
José
Carlos
Machado
d
’
Almeida,
com
estabelecimento
na
rua
do
Campo,
n.°
16,
lem
para
vender
um
surtimenio
de
cami
solas
de
là
de
todos
os
tamanhos, assim
como
meias
e
cuturnos,
qne
vende
por
preços
comodos.
(2647)
Casa
de
Commissões
Antonio
Zacharias
da
Silva Coelho,
com
ca^a
de
Commissões
em Braga,
rua
de
S.
Miguel
O Anjo
n.°
16,
ao
campo
das
Hortas,
recebe e
envia
encommendas
para
z
qualquer
parte
do
reino,
mesmo
in
dependentes
das estações,
a
pagar
em
qual
quer
dos
pontos
pela
commissão
de
40
rs.
por
volume até
70
kilos.
Também
remette encommendas ou
mer
cadorias
para
qualquer
parte
do
Brazil
ou
nação.
Encarrega-se
dos
despachos na estação
das
Devezas
ou
de
qualquer
alfandega
do
reino
abonando
todas
as
despesas
até que
as
mercadorias cheguem ao seu
destino,
mediante
uma
commissão
rasoa
*
el.
(2635)
AGUAS
fflINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moora,
En-
tre-Rios.
das
Caídas da
Rainha,
Sedlitz,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
(Q«)
-s
$
NOVA FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio CJeirna&xao Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas, columnas
para
gaz, pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades para
sacadas,
obra
de
metal, sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho n.°
18
Compram e
vendem
acções
de
todos
os
bancos e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
eoupons.
(I)
RIO DE
JANEIRO.
A
sahir de Eisboa
Passagens
a
preços
reduzidos.
Caminho
de
ferro
grahs.
A barca
«Lisboa»
de
1:200
to-
nelladas,
com
espaçosa
camara
B
de
ré
para
passageiros
de prôa,
vae
sahir
com
brevidade.
Os
snrs. passageiros
que
qoizerem apro
veitar
o
ensejo
de
seguir
o
’
este
excellente
navio,
queiram
dirigir-se ao
escriptorio
de
Soares &
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.
—
Porto.
(U
*
)
BRAGA :
TYPOGRAPUIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_23091875_399.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)