comerciominho_19081875_385.xml
- conteúdo
-
3:
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
385
Assigna-see vende-se
no escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua Nova
n.
#
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
A.s
assi-
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
p
<
jbuc
:<-
s
5E
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
=Semestre
850
Provín
cias, anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&090 rs.=Semestre
1S250
rs.=Braztl,
anno
4&400
rs.<=Sem
estre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda fraca.
=Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
2,0
°/0
d
;abatimento.
BRAGA
—QUINTA-FEIRA 1» wE
AGOSTO
Por
falta
d
’
espaço
retiramos o
artigo
d
’esta
secção.
Obras
do real Sanctuario
de No®-
sa
Senhora do
Porto
d’Ave.
D
’
aono
para
anno
apparece
sempre
alguma
novidade,
signal
de
que
não
pára
isso
que
se
chama
progresso,
n
’
aquelle
bello
e
pitloresco local.
Na
romaria
passada
viram os
romei
ros
uma
casa
de estalagem
—
senão
aca
bada,
comtudo
já
em
estado
de
oíTerecer
algumas
commooidades
:
na romaria
d
’
esie
corrente
anno
lerão
de
ver
o
adiantamen
to
que
alli
tem
havido,
e
por consequên
cia
um
tal
ou
qual
augmento
de
commo-
dos
para
quem
d’elles se quizer
ulilisar.
E
’
verdade
que
está
ainda
longe
do
seu
perfeito
acabamento,
mas
o
estado
em
que
ao
presente
se acha, mostra
que
o
digno
capellão
padre
Caetano
José
da
Cruz
Barros,
auxiliado
por
uma
comrnissão,
tem
desenvolvido
o
maior
zelo
em promover
os indispensáveis
meios,
para
que uma tal
obra
vá
sempre
correndo
na
rasão
dos do
nativos
que
lem
podido
conseguir.
E
com
eíTeito
ella
era
tanto
mais
ne
cessária,
quanto
este
anno
deve ser
maior
a
aflluencia
de povo,
em virtude
de
se
achar
a
estrada
já
em modo
de
poderem
vir
as
diligencias
de
Braga
até
o
Sanctua
rio.
E
’
por
isso
muito
louvável
e
digno
de
todo
o
eldgio
o revd.
0
capellão,
por
se
não
ter
esquecido
de
chamar
para
es
ta
e
outras
obras
de
reconhecida
utilidade
e aformoseamento,
a
altenção
d
’um
bom
numero
de
bemfeitores
que
generosamen-
le
lem
contribuído
com
valosos
donativos
para esse
lim.
Entre
estes
merecem especial menção
os
seguintes
cavalheiros
: o
extn.
0 com-
meodador
João
Fernandes
de
Mattos,
natural
da
freguezia
de
Arosa,
aclualmeo-
te
residente
no
império
do
Brazil;
os illm.
08
snrs.
Serafim
José
Gonçalves
Bastos,
ir
mão
do
digno
capellão,
com
sua
exm.a so
gra
D.
Leonor
Maria da
Costa
Cominho
ambos
residentes
na
cidade
de
Rezende
d
’
aquelle
dito
império
;
João
Antonio
de
Mattos,
natural da
freguezia
de
Bronhaes,
Francisco
José
da
Cruz,
da
mesma,
An-
lonio
Joaquim
da
Cruz,
residente
na
fre
guezia
de
Fonl
’
Arcada,
Bernardino
José
da
Cruz,
negociante
da cidade
de
Braga,
e
sua
exm.
a
esposa,
o
exm.°
commendador
Fulgencio
José da
Costa
Guimarães,
da
mesma,
Bernardino
Caetano d
’
Oliveira
,
na
tural
de
Refoios
de
Basto, Anlonio
Beroar-
dino
Pinto de
Madureira,
Gaspar
José da
Cunha,
João Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
Ma
noel
Joaquim
de
Castro
Louieiro,
lodos
estes
da
cidade de
Braga,
Antonio
Joaquim
da
Costa,
assistente
na
sua
quinta
proxi
mo
das
Caídas das
Taipas,
e
finalmenie,
José
Joaquim
Gonçalves,
natural
da
fre
guezia
de
S.
Barlholomeu
da
Esperança,
residente
ua
cidade
do
Porto.
Todos
estes
cavalheiros
se devem
jus
tamente
considerar como
bemfeitores
do
dito
real
Sanctuario,
pelo
empenho
e boa
vontade
com
que
lem
contribuído com
os
seus
donativos
para
que
as
obras
não
te
nham cessado
de
continuar
até
o
presen
te.
Mais
;
além
da
obra da
estalagem,
lem
os
romeiros
que ver
e
admirar
este
anuo
a
nova
capella,
próxima
do
templo,
onde
se
representa o
passo
do
Nascimento
da
SS.
Virgem, com
todo
o
figurado
feito
já
o
anno
passado pelo insigne
esculplor
o sr.
José
Alves
Loroto,
da
cidade
de
Braga,
e
este
anno
primorosamente
pintado
pelo
fa
moso
artista
João
Firtnino
Soares,
da
mes
ma
cidade.
A
este
respeito
não
sei
que
mais
se
deva
admirar,
se
a
belleza
e
perfeição
da
esculptura,
pela
altitude
e
expressão que
o
excelleute artista
soube
dar
a
cada
uma
das figuras,
se
o
primor
da
pintura, pela
delicadeza
do
desenho, composição
e
viva
cidade
das
cores,
e
preciosidade
da
doura
dura
e
encarnação,
que
tanto as
abrilhan
ta.
Em
surnma
o
que,
sem
lisonja, se pó
de
dizer
é
que
ambos
estes
artistas
abun
dam
n
’
uma
rara
disposição
natural
que
os
torna
notáveis
cada
um
na
sua
arte.
E
aqui
uão
posso
deixar
de apontar
os
relevantes
serviços
prestados
pelo jo
ven
ecclesiaslicos
padre
Beuto
José
da
Cruz
Barros,
parente
do
revd.
0
capellão,
visto
que
a
elle,
como
fervoroso
devoto
de
Nos
sa
Senhora,
se
deve
mui
particularmenle
a iniciativa
da
dita
nova
capella,
empre
gando
para
esse
fim
todos
os
meios ao
seu
alcance,
já promovendo
ao longe donati
vos
pelas
pessoas
de
seu
conhecimento
e
amisade,
já
dando-se ao
trabalho,
acom
panhado
(fum
membro
da
comrnissão,
de
andar
pela Ireguezia
de porta
em porta
colhendo
subscripções,
para
que
uma
tal
obra
se
levasse
a
«flito
com
a
maior
bre
vidade.
Ullimamente
afóra
a
renovação
das
fi
guras
da
maior
parle
das
capellas,
feita o
anno
passado pelo
dislincto artista,
o
snr.
Joaquim
do
Nascimento
Borges,
da
cidade
de
Braga;
acresce
este
anno
o
brilho
com
que
se
apresenta
todo o
figurado da
ulti
ma,
chamada
dos
Doutores,
em
que
o
aci
ma
mencionado
artista
o
snr.
João
Firmi-
no
Soares
se
esmerou
em
apropriar-lhe
uma
rica
e
linda
pintura,
filha
do
seu
fecundo
engenho
e
bom
gosto.
N
’
este
ponto
<>ão
devo
passar
a
diante
sem
tecer
novos elogios
ao
famcso
escul-
ptor
o
snr.
José
Alves
Loroto,
pelo
ím
probo trabalho
que
tomou
sobre
si,
de
dar
uma
nova
forma
a
duas
figuras que se
achavam
n’
aquella
capella,
figuras
que.
de
um
estado
grosseiro
e
imperfeito,
soube
levar uma
(a
de
S.
José)
a
um
ta!
grau
de
perfeição
que
ninguém
dirá
ser a
mes
ma
que
lá
eslava.
Quanto
á
outra
(a
de
Nossa Senhora)
apezar
de
tentar
reformal-a,
entendeu
de
sistir
d
’
um
tal
trabalho
por
improfícuo,
deliberando
fazer
obra
de
lodo
nova,
co
mo
fez,
ficando
assim
ambas
as figuras
em
modo de
poderem
ser
vistas
e
admira
das ainda
pelos
melhores
entendedores.
Como
vae
já
sendo
um
pouco
extensa
esta
descripção,
termino-a
com
os
devidos
encomios,
de
que
se
tornam
crédores
to
dos
os
lavradores
e proprietários
d
’
esta
freguezia
de
Thaide
e
circumvisinhas,
pe
la
boa
vontade com
que
se
tem
havido,
oílertando-se
já
com
donativos
de
madei
ras,
já
promptilicando-se
com
seus
bois
e
carro
para
a
cooducção
d
’ellas,
e
da
pedra
necessaóa
;
serviços
que,
ainda
ha
poucos
dias,
acabam
de
prestar
e repelir,
dando
geiierosameole,
a
pedido
do
revd.0
capel-
lào,
com
o
que
não leve
pouco
trabalho,
uma
grande
quantidade
de pinheiros (tal
vez
acima de
trinta)
para a
construcção
d
’uma
ponte provisória,
que
se
está
ulti
mando
no
rio
de
Vides,
enlre
os logares
de
Simães
e
Valbom,
por onde
passa
a
estrada
dislriclal.
Era, pois,
do
meu
de
ver
uão
deixar
em
esquecimento
uns
taes
serviços,
por
assás
valiosos.
Rogo,
snr.
redaclor,
o
obséquio de
dar
cabimento
n
’urn canto |do
seu
acreditado
jorual, a
estas
mal
traçadas
linhas,
com
o
que
muilo
penhorará
ao
De
v. constante
leitor.
F.
PARTE
OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS EGCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral
dos
negocios
de
justiça
1.
a
Repartição.
Em
de
virtude
resolução
superior se
declara
aberto concurso,
na
conformidade
do
artigo
13.°
do
decreto
de
2
de janei
ro
de 1862 (publicado
no
Diário
de
Lis
boa
n.°
4
do
dito
anno),
para provimen
to
das
egrejas parochiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Alferse
(S.
Romão),
concelho
de
Mo-
chique,
diocese
do
Algarve.
Arcos
(S. Jorge),
concelho
de
Arcos
de
Valle
de
Vez,
diocese
de
Braga.
Balugães
(S.
Martinho).
concelho
de
Barcellos,
diocese
de
Braga.
Cavernaes
(Santo
Izidoro),
concelho
de
Vizeu,
diocese
de
Vizeu.
Fornellos
(S.
Martinho),
concelho
de
Siníães,
diocese de
Lamego.
Oliveira
(Santa
Eulalia),
concelho
de
Barcellos,
diocese
de
Braga.
Rio
Torto
(S.
Domingos,
concelho
de
Gouveia,
diocese
da
Guarda.
Rosmaninhal
(Nossa
Senhora
da Con
ceição),
concelho
de
Idanha
a
Nova,
dio
cese
de
Castello Branco.
Villa
Boa
de Quires (Santo
André),
concelho
de
Marco
de
Canavezes,
diocese
do
Porto.
Os presbíteros
qne
pretenderem
ser
apresentados
em
qualquer
das referidas
egrejas
parochiaes
farão
subir
por esta
secretaria
d
’
estado
os
seus
requerimentos
documentados,
em conformidade
com
o
que
se
determina
no artigo
15.'
do
so
bredito
decre'o
de
2
de
janeiro,
dentro
do
praso
de
30
dias,
contados
da
publi
cação do
presente
annuncio
na
folha
ofii-
cial
do
governo,
devendo
requerer separa
damente
para
cada
uma
das
egrejas
que
pretenderem,
e ficando na
inteligência
de
que
os
requerimentos
em que
pedirem mais
de urua
egreja
só
valerão
para
o concur
so
d
’
aquella
pela qual
claramenle
mostra
rem
preferencia,
ou,
não
a
mostrando,
para
o
concurso
da
primeira
que
men
cionarem.
Secretaria
d’
estado
dos negocios
eccle
siaslicos
e
de
justiça,
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiaslicos,
em
14
de
agosto
de
1875.=£uíz
dc
Freitas Branco.
REVISTA ESTRANGEIRA
llispanlta,
—
O
general
Weyler
foi
demetlido
do
commaudo
por
causa
da
sua
derrota
na
po
voação
de
Breda.
O «Rousillon» recebeu
d
’
um
correspon
dente
aflonsisla
a
seguinte
interessante
car
ta
:
Acampamento
afloosista
de
la
Seo
d
’
Ur-
ge!
4
d’
agoslo
de 1875.
Snr. director
do
«Roussillon»,
Li
no vosso
jornal
um
despacho
annun-
ciando
que
os
afionsistas
tinham
tomado
muitas
posições aos carlistas,
Seria
para
nós
cousa satisfatória
se
isto
fosse
verdade, tuas
infelizmente
para nos
so
exercito,
a
noticia é
inleiramenle
fal
sa.
E
’
certo
que
por
tres
vezes
atacamos
o
monte
chamado Cuervo,
aonde
estão
inlrincheirados
os
carlistas
;
mas
fomos
repellidos,
e
na
ultima
vêz tivemos setenta
homens
fóra
Jo
combate.
O forte
de Sol-
.
sonna
também
foi bombardeado e alguns
estragos
se
lhe causou
: nós
alli
teriames
entrado
se
os
carlistas
se não
defendes
sem
como
demonios.
Como
estes
fortes
são
construídos a
prova
de
bomba.
os
car
listas
escondem-se
por
delraz
do
bombar
deamento^
nós
não
fazemos
senão
gastar
inutilmente
as
nossas munições
de guer
ra. No
momento
em
que
menos
o
espe
ramos
recebemos
descargas
que
nes
obri
gam a
retirar
e
nos
matam
muitos
homens.
No
dia
27
de
julho
tinha-se
resolvido
destruir
a
ponte
de
pedra
que
faz
com-
municar
a
cidade
com
os
fortes;
esta
empresa
era
perigosa
e não
teve
o
menor
resultado.
Os
oíliciaes
<lo
genio
encarre
gados d
’
esta
operação
partiram
com
dois
machos
carregados,
um
de dynamile,
e
outros
objectos
;
logo
que
o
posto
avan
çado carlista collocado
do
outro
lado
da
ponte,
os
aviMoti
fez
uma
descargo
qoe
os
obrigou a
retirar-se
;
ires prisioneiros,
dous
mortos
e dous
machos
ficaram
em
seu
poder.
Ha
alguns
dias
uma
columna
carlista
entrou
nos
fortes,
surprehendendo
durante
a
noite
a
seotinella
do
posto
de
Aoserall,
inalando
dous
soldados
e
aprisionando
doze.
Somos
felizes
por
a
França
tolerar
a
passagem
dos
comboyos para
o
nosso
exer
cito,
porque sem
isso
já.
esiariamos
n
’
uma
posição
desesperada.
Assegura
se
qoe
Martinez
Campos que
ria
a
peso d’
ouro
comprar
as
posições que
ambiciona,
mas
os carlistas
repelliratn
ás
suas
propostas,
e
estão
mais
que nunca
resolvidos
a
defender-se.
X.,
Tenente
do exercito aflonsisla.
—
Lê-se
no
mesmo
periodico:
a
A
nnunciou-se
sobre
a
fronteira
de
Hespanha,
ha
dous
dous dias,
que
os
afionsistas
tinham
dado
um
assalto
para
se
apoderar
da
Seo d
’
Urgel,
e
que
tinham
sido
repellidos
com
grandes
perdas
As
operações
do
sitio
estavam
suspensas por
causa
d
’
este
mau
successo».
GAZETILHA
Angínko.—
Deram-se
no domingo
á
sepultura,
no
cemiterio
publico,
os
restos
mortaes
d
um
íilhinho
da
exc
ma
snr.
a
D
Francisca
Margarida
Pedreira
Moura Cou-
tinho
d
’
Eça e
do
snr.
José
Maria
de
Mou
ra Coulinho
Almeida
d’
Eça.
Partida.—
Partiu
honlem para o
Por
to,
onde reside,
o
nosso
especial
amigo,
e
conhecido
escriplor
catholico,
padre
Seuna
Freitas.
Surripiadella d’uni
Buque. — O
n.°
67
do
«Commercio
de
Villa
Real»
in
sere
na secção
do
folhetim,
assignado
por
um
tal
Moraes Neves,
uns
esplendidos
ver
sos
de
qoe
é
aucior
o
nosso
presado
ami
go,
J.
Fonlellas,
intitulados
Edade
d^ouro,
e
que
são
a
piimeira
poesia
do
seu
mag
nifico
livro,
impresso no Porto em 1870.
Não
se
nota
alli
nem
a
mudança
d
’
uma
só
virgula
!
Infamia !
E preciso
um
látego
para
escorraçar
os
surripiadores
estúpidos,
os
gralhas im-
mundos,
como
o
tal
que
nos apparece
nos
baixos
do
«Commercio
de
Villa
Real».
E
’
o
sistema dos
Roques.
Romance.
—
Deve
estar
brevemente
á
venda
o
romance
Na
tenda
de
mestre
Lucas,
devido
á
penna
do
snr.
padre
Senna
Frei
tas.
Novena,
—
Começa hoje
no templo dos
Remedios
a
novena
do
Puríssimo
Coração
de
Maria.
llimno.—
A
banda
dos
Artistas
offe-
ieceu
ao
snr.
conde
de
Bertiandos
um
him-
no,
cuja
letra foi cantada
por
uma
meni-
na,
defronte
da
casa
do
snr.
conde.
precwiida
por
uma
serenata,
entregar
ao
snr.
conde de
Bretiandos
uma
felicitação
peio
seu
triunfo
eleitoral.
A
felicitação,
que
foi
lida
d
’
uma
das
sacadas
do
palacio dos Biscaíuhos, é
con
cebida
nos
seguintes
termos:
<Ao
brado
enlhusiastico
d’ura
povo
inteiro qoe
vos
aclama
como
seu
represen
tante,
e vos
sauda
como seu
protector,
e
vos
abraça
como
seu
amigo
une-se
o
preito
da intelligencia
.
a
homenagem
do
nosso
coração que
em
vós reconhece e
apre
cia
um
amante
das
letras,
um
defensor
da classe
escholastica
bracarense.
Se
todos
encontram
em
vós
coração ge
neroso
e
amigo, inferior
não é
a
nossa
es
perança
de
que
sejaes
o
propugnador
da
nossa causa.
E, ao
mesmo
tempo,
Senhor
que
vos
felicitamos,
no
meio
do
immeoso e
univer
sal
regosijo,
pela
vossa
livre
eleição
a
de
putado d’
esta cidade
augusta,
antiga
e
fiel,
depomos,
reverentes,
em
vossas
mãos
o
cuidado
que
merece,
em
especiaes
melho
ramentos,
a
clas
*
e
escholar.
Deixai,
agora,
Senhor,
que
a esse
hym-
no, desprendido
de
todos
os
que
tem
alma
para evangelisar
o
direito
de
livre
repre
sentação
nacional,
coração
para o
defen
der,
brios
para
morrer
por
elle,
se
ajunte
a
nota
pobre
e
humilde
mas
sincera
e
cordeal
que
não
diz,
e
não
cessará
de
re
pelir,
nos
lábios
da
bdosa
classe e»cho-
lastica
senão
:
Viva
o
nobre
Conde
(ie
Bretiandos.
Viva
o
Depnfado de
Braga
Viva
o Protector
da
Classe escholas-
tica
d
’
esta
cidade».
®
cardeal NKanning.—
(Da
União}
0
arcebispo
Manning,
ha
pouco
nomeado
Cardeal,
é
o
oitavo
inglez
que,
desde a
Reforma,
tem
merecido
semelhante
honra.
Foram
seus
predecessores
n
’
es<ia
dignidade:
o
bispo
Fisher,
qoe nunca
recebeu o
cha-
peo
cardinalício
—
o
cardeal Pole,
o
cardeal
Honward,
o
cardeal
Aliem,
o
cardeal
Weld
e
o
cardeal
Wiseman.
Monsenhor
Manning
é
o
successor do
cardeal
Wiseman
no
ar
cebispado de Weslminster.
Segredo da
confissão.—
Lê-se 00
Uni
ver
s
:
Tudo
é
odioso
na
perseguição
dirigi
da
peh
governo
de
Berlim
contra
a
Igreja;
mas
o
tribunal
superior
de
Berlim
levou
o
odioso
até
o
cinismo.
Um
padre
da
diocese
de
Posen
acaba
de
ser
condemoado
por
esse
tribunal
por
não
ter
querido
violar
o
segredo da
confissão.
A
policia
de
Bismark
pretendia
que
esse
padre
linha
sabido
em
confiis^ão
o
nome
do
delegado
apostolico
na
diocese
de
Posen,
e
queria arrancar-lhe
essa
con
fissão.
Recusou
responder.
Levado
peran
te
o
tribunal
superior, o
padre
foi condem-
nado
por persistir
na
recusa.
Esle
julgamento
é
digno
dos
tribu-
naes.
Eatatla.—
Acha-se
hospedada
em
casa
do
snr.
ba
*
ão
de
S.
Roque,
n
’
esta
cidade,
o
snr.
conselheiro
Adriano
Machado.
Um epiiaodio do
feitio de Seo de
Frgel.-Nào
sem
grandes
fadigas
e
não
sem
ter
arrostado
alguns
perigos
bastan
te
sérios,
diz
a «Palavra», peneirou
re-
centemenle
na
fortaleza
que
domina
Seo
de Urgel
um
correspondente
da «Pall
Mall
Gazette»
e
d*alli
escreveu
a
este
jornal
o
que
viu
e
observou.
Esta
narração
offerece
lodos
os caracteres
de boa
fé
;
desejava-
mos
reproduzil-a
na
sua
integra,
mas
é
demasiado
extensa
e
por
isso limitar-nos
hemos
ao
seguinte
episodio
que
diz
res
peito a uma
entrevista
do correspondente
inglez
com
o general
Lizarraga
:
«0
general
linha
o rosário na
mão,
e
a
guarnição
eslava
formada
em volta
d
’
elle
debaixo
d
’
um
alpendre
baixo
e comprido.
Olhei
em
roda
da
plataforma,
emquanto
escutava
os
cânticos
do
oflicio
divino,
e
contei
dous canhões
Krupp
de
grande
ca
libre
em
excellente
ordem,
mais tres gran
des
canhões
montados,
dous
obuses
e
pa
ra
cima
d
’
uma
duzia
de
peças
pequenas
promplas
para
serem
collocadas.
Durante
a
ceremonia
religiosa,
os
ferreiros
traba
lhavam
energicamente,
os
carpinteiros
de-
bastavam
pranchões
:
o
tumulto
dos pre
parativos
guerreiros
continuou
sem
inler-
vallo.
Nos
bastiões
e
nas
torres
havia
ou
tros
canhões
que
eu
oão
via,
e
cercavam
a
praça
enormes
pilhrs
de
bombas,
balas,
granadas
Creio
que
os
outros
dois
fortes
estão
proporcionalmente
bem
providos.
Os
velhos
canhões
collocados
em
1807
pelos
francezes
parecem-me
em
bom
estado.
0
gaiol
eslá
ao
abrigo
dos
efleitos
da
bomba.
Os
clarins
annuociarain
a
elevação
do
Santíssimo
Sacramento :
todas as
cabeças
se
descobriram
e
o
trabalho
cessou
mo
mentaneamente.
Era quasi
noite,
e
as
nu
vens
espessas
e
a
chuva
que
caia
augmen-
«
Dieionario
Popular®.—
Recebe
mos
o
fascículo
n.°
2,
do
Diccionario
Po
pular,
composto
por
uma
sociedade
d
’
ho-
mens
de
lettra
1
».
No
presente
fascículo
veem
entre
outras
as biografias
do
nosso
sau
doso
amigo
Gomes
dAbreu,
a
qual
trans
crevemos no
penúltimo
n.°,
e
a
do
mar
quez
d’
Abrantes,
0.
José.
Referindo-se
á
biografia
d
*
este
ultimo
o
nosso collega
da
«Nação»
queixa-se
de
que
alli
se
note
al
de
calumnioso
para
a
me
mória
do
honrado
marquez, o
que
dá
a
conhecer
no
escriptor
tal
ou
qual
faccio-
sissimo,
e
menos imparcialidade.
Unimos
o
nosso protesto
ao
da
«Nação»,
e
fazemos
votos
para
que
os
collaborado-
res
de
ião excellente
publicação ponham
de lado o
espirito,
partidário,
qoe
não
é
bom
conselheiro
em assumptos de
histo
ria,
especialmenle
contemporânea.
Santa
Infaneia.—
Teve
logar
no do
mingo,
nos
Remedios.
a
festa
da
simpa-
thica
associação
da
Santa
Infaneia, como
em
tempo
annonciamos.
A
’
noite
effectuou-se
no
salão da
Asso
ciação
Catholica,
a
representação
d
’nm
dra-
masinho,
traduzido
dos
Annaes
da
Santa
Infaneia,
e
desempenhado
por
meninas
per
tencentes
á
mesma.
Para
isso
a
Junta
Directora
da
Asso
ciação
Catholica
do
melhor
grado
cedeu
o
salão a varias famílias,
cujos membros
são
na
sua
maioria
pertencentes á
Santa
Infaneia,
e
ainda
porque,
segundo
os
es
tatutos
d’
aqiiella,
são
alli
prohibidas
as
reuniões
e
sessões em
tempo
de
eleição.
Todas
as
meninas
que
tomaram
parle
no
drama disseram
os
seus papeis
com
muita
graça
e
naturalidade.
Não
sabemos
o
que
elogiar mais,
se
o
excellente
do
de
sempenho,
se
a
paciência
do
ensaiador,
que
foi
o
no
*
so
amigo
snr.
Mattos.
No
fim
do
3.°
acto uma
menina
de
9
annos
recitou
com
muito
mimo
os
seguin
tes
versos,
que foram bisados, dos
quaes
é
auctor
o
snr. A. J.
H.
de
Mattos
:
A
Caridade
E
’
virgem
divinal,
formosa
como
o
sol
Que
risonho fulgura
ás
portas
do
oriente
Seu
rosto
resplandece
a
luz
d'um
arrebol
Que
os
seus
raios
esparge á
despresada
gente.
Era
uma
«irgem
bella
!
esposa
dos cantares
Que
envolta em
veu
de
luz
procura
seu
que
rido,
Descendo
lá
do
throno
até
aos lupunares
Em
busca
do
infeliz
do
seu
redil
perdido
!...
Era
uma
virgem
bella,
qual
filha
de
Judá
Que
jámais
do
peccado
soflrera a
iniquidade
Immensa
como
Deus
em
toda
a
parte
está
Auieolada
de
luz
Seu.
nome,
é—
Caridade!
Caridade
!—
Ser
bemdilo
!
—
Dote
legado
por
Deus!
Deixa
meu peno
contricto
Elevar os
favores
teus.
Tu
és
a
virgem
formosa,
Tão
brilhante
como
a
rosa,
Que
fulgura
no
rosal
I
!
E’
s
um
poro
cherubim...
E
’
s
precioso
rtibim
..
E’s
o
refugio
do
mal.
A
’
lua
sombra,
rainha,
Descansa
o
pobre
mendigo
;
E a
ianocente
criancinha
Em
teu
seio
eocontra
abrigo.
Com
leu
manto
resplendente
Agasalhas
tanta
gente...
Da
rnisena,
és
salvadora
I
Salvé,
ó
mãe da ternura,
Salvé
fonte
da
ventura,
De
infelizes
prolectora.
Tantas
são
tuas
virtudes
Que não póde
haver eguaes
!
Aos
povos de
crenças
rudes.
Nunca
o
bem
lhe
recusaes...
’
Te
aos
pobres
innocentes
A
quem
as
mães
inclementes
Abindonam
ao
nascer,
Vendo tu
tal
Crueldade,
Baixas
logo,
caridade,
Esses
filhos
soccorrer.
Bemdita
sejas,
rainha
Mãe
d
’
eslremada
ternura
Que baixas
do
ceo asinha
A
todos trazer ventura.
Abre o
teu
cofre
de
graças
Affugenta
as
mil
desgraças,
D
’
esses
povos
sem
constaocia!
E
de
vosso
augusto
throno,
Não
deixeis no
abandono,
A
obra
da
Santa
lofancia .
FeiieítaçSo.
—
A
classe académica
bracarense
foi
ante-bonlem
á
noite,
sendo
tavam
a
escuridão.
Lizarraga
com
a
sua
cabeça
encanecida cabeça
descoberta,
e
o
rosto,
bronzeado
pelo
tempo,
radiante
de
urn
enthusiasmo
extático
pronunciou
um
bello
discurso.
«Pobre
hespanhões,
exclamou
elle,
es
tamos
aqui
em
opposição a
lodos
os
ma
ções
da
Europa
e
é
necessário
que
sejamos
martyres
na
causa
de Deus.
Todos
aquel
les
(Centre
nós
que
cairem
feridos
de mor
te
participarão
immedialamente da
gloria
eterna.
Deus
está
comnosco,
e
a
causa
pe
la
qual combatemos é
a
sua
própria
cau
sa.
Estaes
promptos
a
derramer
a
ultima
gota do
vosso
sangue
e
a
sustentar
con
tra
a
Europa
inteira
a
honra
de
nosso
paiz
e o
thesouro
de
sua
religião
e
de
suas
li
berdades
?»
Acrescentou
ainda
outras
pa
lavras,
mas a
nobre lingua
castelhana
é
em
grande
parle
intraduzível.
A
cada
uma
d’
estas
perguntas
respon
diam
os
voluntários
com
grandes clamo
res
de
assentimento.
Soltavam unanimes
estas
vozes
caracterislicas
:
Viva Dios
!
viva
Jesus
!
viva
la
Virgen
!
viva
Santa
Teresa
!
viva
Espana
!
vivan
los
fueros
!
viva
Carlos
selimo
f
E’
este
o
modo
como
se
aílirma o
car
lismo entre
os
companheiros
de Lizarra
ga,
entre estes
homens
que
de
certo
nào
entregarão
a
cidadella
confiada
ao
seu
va
lor.
Logo
que
cessaram
os
applausos, o
general
ergueu
a
mão
e annunciou
que
se
ia
levantar
uma
cruz
no
centro
da
ci
dadella,
para
que
todo
o
soldado
que
caisse
pudesse
contemplal-a
e
receber
d
’
el-
la
o
ultimo
conforto
Fallou
com
o
sa
ber
e
a
eloquência
d
’
um
orador consum-
mado.
s
D
’ahi
a
pouco
elevava-se
uma
gran
de
cruz,
toscamente
formada
de tron
cos
d
’
arvores
descascados,
e
Lizarraga,
em
cujo
rosto
se
desenhava
grande
con
tentamento,
<lirigiu-$e
para
mim
e
informou-
se do
fim
da
minha
visita.
Pediu uma
lanter
na,
examinou
o
meu
passaporte
e
explicou-
me
com
summa
delicadeza
que
apesar
da
soa
vontade
de
corresponder
ao
meu
desejo
de
me
informar
com exactidào,
era-lhe
impossi-
vel
consentir
que um
estrangeiro
soílres-
se
os
perigos d’uma
lucta exclosivamedle
hespanhola,
d
’
umi
lucta
na
qual seus
sol
dados
estavam
resolvidos
ao
martyrio.
Ape«ar
d
’
isso, permittiu-me
que passasse
a
noiie
na
cidade,
se
isso
fosse
da
minha
vontade.
Premetteu-me
que
no
caso
que
eu
voltasse
poderia
apresentar-me
na
ci
dadella,
e
que me seria concedido
alo-
jar-me
m
aldeia
de
Castefciudad,
a
qual
é
sufiicientemeole
protegida
pelos
canhões
dos
fortes,
la
retirar-se
com meu
passa
porte
e por
isso
perguntei
se
lh
’o
devia
deixar.
Elle
estremeceu,
desculpou-se com
um
sorriso
e
disse-me
que
fóra
adistrac-
çào».
Os
seus
olhos
estavam
fitos
na
cruz
que
se
linha
acabado
de
consolidar
»
A
SFJIANA
RELIGIOSA BRACARENSE
Publicou-se
o
n.°
12
d
’esle
semanario
re
ligioso
que
em parle
vem substituir
a
União
Catholica
e Atalaia Catholica
que
por
es
paço
de 19
anqos
se
publicou
n
’
esta
cida
de,
e
o
qual
conterá
:
As
leis,
decretos
e
portarias
do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiasticos.
As
Pastoraes,
Exhortações, Editaes e
outras
medidas
geraes
expedidas
pela
Secre
taria
de S.
Exc.‘‘
Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de concurso,
os
provimen
tos
das egrejas, as
Provisões
d’
Encommen-
dação
e
outros
actos
da Camara
Ecclesias-
tica
do
Arcebispado.
Os
factos mais
notáveis
da
Egreja Catho
lica
com
relação a
Portugal.
Artigos
de
doutrina
religiosa.de
lithurgia
de Historia
Ecclesiaslica
que
digam
respei
to
a
esle
Arcebispado
Primaz
das
Hispanhas.
Apotegmas
ou ditos
sentencionarios
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de
varões illustres
por
sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos á Egreja.
Preço
d
’
assignalura:
por
anno
l$200 —
seis
mezes
600
réis.
—
Com
estampilha
por
anno
l$500
semestre 750
Assigna-se
em
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3.
para
onde
deve
ser
remetti-
da
toda a
correspondência
ao editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
Matérias contidas no
presente
numero
:
Expediente
ecclesiaslico
do
arcebispado
de
Braga.
—
Instrucções
sobre
os exames
para
pregadores.
Secção
religiosa.
—
A
Assumpção
da
SS.
Virgem.
—Os
Seminários
e
os
Ordi-
nandos.
—
Decretos
e
resoluções,
eic.
—
Pastoral
primeira
em
que
D.
Fr.
Caetano
Brandão
saudou
os
seus
sub-ditos
do
Pará.
Noticias
e
fados
diversos
.
Um
nosso
amigo
a
quem
muito
resn
e
;
íamos,
envia-nos
o
seguinte,
cuja
i
ns
er
J
são
nos
pede
:
«Viva o
exc.
m0
snr. conde de
Berii
an
.
dos, para presidente
da
futura
camara dè
Braga
’
M.
J.
F.
P.»
NECROLOGIA
DO
INNOCENTE
ALBIRTO
HÂIIIA
DE
MOURA C0UTINH9
ALMEIDA
D
’
EÇL
NASCEU A 18 DE MARÇO
DE 1873.
FALLECEU
A 15 DAGOSTO
DE 1875.
Delicada
sensitiva
que
no roseiral nasceu ;
era
ainda
madrugada
quando
para
o
chão
pendeu:
—
ao
tocar-lhe
mão
de
gelo
fechou
as
folhas,
morreu.
Dias
Freitas
—
primícias
—
Innocente
!
porque
deixas
o
mundo
ao
madrugar
do
sol
da
vida,
entre
as
nuvens
brancas
do
amor
e
das
caricias
extremas?
!
Andorinha!
porque
buscas
outro
hemispherio,
quando
a
coroa
dos
gelos
hibernaes
ainda
não assenta no
topo
das
nossas montanhas?!
Lyrio
do
valle
! porque
languesces,
quando apenas
os albores
primeiros
do
dia
se
espreguiçam
brandamenle
por
en
tre
o
arvoredo
das
collinas?
!
Anjo!
Porque
le
alas
a
outras
re
giões,
quando
a
vida
te
sorria
bonanço
sa,
ao
ensaiar
as
primeiras
notas
do
psal-
lerio
da
innocencia?
Porventura
uamoraste-te
das
flores,
que irão
plantar
no teu tumulo,
e
re-
gal-as
com
as
lagrimas
da
saudade,
aquelles
que te
amaram
durante
a
tua
curta peregrinação.
Porventura
suspeitaste
a
agudesa
dos
estrepes
que
juncam
o
espinhal
d’este
mundo, e
os
horrores
da tempestade
que ainda
eslanceava
ao
longe
afogada
nas
cavidades
das serras?!...
Dormias,
o
somno
angehco
do
pri
meiro
anno
quando
os teus
irmãos
do
Impirio
desceram
a
acalenlar-te
com
os
accordes
das
suas
harpas
de oiro.
Vis-
te-os
e
acompanhaste-os
no
seu
vòo
á
Patria.
As
rosas
da
vida
emmiircheceram
uma
e
uma no
teu
rosto
pequenino
e
meigo
Similhante
ás
do
Oriente,
irão
reverde
cer
a
murchez nos
vergeis
d
’
além-lu-
mulo.
Deus
quiz
mais
uma
estrella
para
o
seu
manto,
mais
um
florão
para
o
seu
diadema,
e
chamou te para
os
degraus
de
seu
throno.
Agora
que
as
preces
do ministro
do
altar
feneceram
nos
eccos distantes,
e
a
tua alma,
pura
como a
innocencia,
se
espaneja
ao
oiro
da
luz
da
felicidade
sem
lim,
não
cesses
de orar
por
aquelles
que
n
’
este
mundo
ficaram
pranteando
a
tua
separação
dolorosa.
Braga
16
d
’
agosto
de
187o.
o
#
«
A
Direcção
do
Asylo
d
’
lnfancia
Des
valida
de
D. Pedro V,
tendo de
mandar
celebrar
uma
missa
no
dia
23
do
corrente
pelas
8
horas
da
manhã,
na
egreja
dos
Terceiros,
pela
alrna
do
fioado
visconde
de
S.
Lazaro.
Convida por
isso
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
assistir
áquelle
religioso
acto,
a
comparecerem
uo
referido
templo
á hora
indicada.
0
secretario
Manoel
Simões
Braga.
3
Agradecimento
e eonvite.
A
commissão
promotora
do
monumen
to
da
Immaculada
Conceição
no monte
Sa
meiro,
agradece
a
todos
os exm.05
snrs.
e
snr.
as
que
tem
generosamente
concorri
do
com
seus
donativos
para
a
feitura
da
estrada
com direcção
ao
dito
monumento
desde
o
Bom
Jesus
até
á
Mãe
d
’
Agua,
bem
corno
aos
que para esse
íim
cederam gra-
tuitamcnte
seus
terrenos.
Por
esta
occasião
convida
aos
exm.°
s
snrs.
e
snr.as que
ainda
não
realisaram
a
entrega de
seus
donativos,
tenham a
bon
dade
de
verilical-a
ao
thesoureiro
Anlo
nio
José
Vieira
Machado, Praça
Municipal
n.°
17,
o
mais
breve
que
lhes
for
possí
vel,
porque
o
1.°
lanço
arrematado
está
proximo
a
concluir-se
e
á
commissão es
casseiam
meios
para
realisar
o
pagamento
do
preço
ajustado.
AGRADECIMENTOS
PADRE
SENNA
FREITAS
O
abaixo
assignado. correio
dp
gover
no
civil de
Braga,
agradece
profundatnen-
te
penhorado
a
todas as
pessoas que na
tarde do
dia
15
do
corrente
socçorreram
seu
filho
na
occasião
em
que
este
fóra atro
pelado
na
rua
dos Biscainhos por
um
ca
valheiro
que eslouvadamenle
se
dirigia
pa
ra casa do snr.
conde
de
Berliandos
;
merecendo-me
especial
reconhecimento
os
snrs.
dr.
Monteiro
e Antonio
José Ribeiro
Parada
pela
fórma
porque
se
houveram
pa
ra
com
o
dito
meu
filho.
Braga
16-8-75.
José
Lopes.
José
Maria
Vieira
de
Carvalho
Machado,
abbade
de
Donim,
e
Manoel
Jose
Vieira,
parocho
da freguezia
de
Taboaças,
penho
*
rudíssimos
com lodos
os
snrs.
e
especial
mente com
os
reverendíssimos
snrs.
ec-
clesiasticos,
que
se
dignaram
honral-os
com
sua
presença,
e
bons serviços
no
fu
neral
de
seu
chorado
irmão
e
primo João
Francisco
Machado,
cujos
restos
morlaes
se
deram
á
sepultura
no
dia
12
do
cor
rente
na
egreja de Taboaças.
do
concelho
de
Vieira,
não
podendo
agradecer-lhes
pes-
soalmente
a
soa
reconhecida
dedicação,
tributam-lhes
por este
meio
o seu
reco
nhecimento.
(2623)
José
Pereira Villa,
de S.
Jerouymo
de
Real, agradece por
esle
meio,
na
impos
sibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
ás
pes
soas qoe
o
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento e
enterro
de
sua
esposa,
D.
Maria
Thereza da
Silva
Vieira:
a
lo
(2618)
dos
protesta
sua
gratidão
indelevel.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infantaria
8,
faz
publico,
que
a
ar
rematação
do
fornecimento
do
pão
e
for
ragens,
annunciada
para
o
dia
27
do
cor-
teote,
lica transferida
para
o dia
31,
á
mesma
hora
e
no
mesmo
local.
Quartel
em
Braga
15
d
’
agosto
de
1875.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Ozorio,
(2625)
zAileres
d
’infanleria
8.
DINHEIRO
PERDIDO.
Uma
senhora
da
Villa
de
Barcellos,
que
veio
de
passagem
no
comboio
do
cami
nho de
ferro do
Minho,
perdeu
dentro
da
carruagem
de
2.a
classe
em
que
veio do
Porto
até
Nine,
com
uma
senhora de
Bra
ga,
no
dia
13
de
Agosto,
um
portemoné
c°m
5
libras
em
ouro
e
L$000
rs.
em
prata
:
pede
a
quem
o achasse
o
favor de
entregar
ao
snr.
Manoel
Luiz
de
Miranda,
na
dita
villa,
ou
ao
illm.
0
snr. José
Maria
'Torres
Machado,
em
Braga,
que
o
grati
ficará.
(2:622)
José
Antonio
Duarte
Pregoeiro
& Irmão,
de
Braga,
annunciam
ao
publico
que con
tinuam
com a
sua
carreira
diaria
enlre
Braga
e
Povoa
do
Varzim,
ás
4
horas
da
manhã
desde o
dia 16
do
corrente
inclu-
sivé,
estabelece
outra
a sair
de
Braga
ás
10 horas
da
noute,
chega
a
Barcellos
á
1,
demora
meia
hora,
e
á
Povoa
ás
41(2
da manhã ;
sae
da
Povoa
ás
2
da tarde,
chega
a
Barcellos
ás
5,
demora
meia
ho
ra
e
chega
a
Braga
81(2
da
noite.
Preços
: dentro 600
rs.,
fóra
500.
Os
bilhetes
vendem-se
nos seus
anti
gos
escriptorios
:
em
Braga,
em
casa
de
Antonio Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3,
e
na
Povoa
em
casa
de
Joaquim
Peixo
to,
largo do
Rego.
Cada
passageiro
tem
8
kilos
de
baga
gem
grátis, e
paga
20
reis
por
kilo
de
excesso.
O
gerente,
(2614)
Anlonio
Joaquim
Loureiro
OS
IdLSARJSTAS
Pelo
Izasarist» anr. Ennes
Preço
100
—
Pelo
correio
120
Vende-se
em
Braga,
n
’esta
tipografia,
rua
Nova
n.°
3—
na
Livraria Catholica,
rua
do
Souto
e
na
Praça
Municipal,
em
casa
do
snr.
Vieira
Machado.
No
Porto,
Praça
de
D.
Pedro,
na Li
vraria
Central,
de
Mesquita,
para
onde
de
vem
ser
feitas
quaesquer
reclamações.
Preço............................
100
rs.
ÂOAffil IIE
IIIIIIDX
DO
ALTO DOURO
DA
CASA DE
VIIiLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquat
tilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.............................
150
»
>
»............................
190
»
Lagrima........................................200
>
Branco
de
meza............................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca
.............................
300
a
Malvasia
de
2/.............................360
>
»
velho
...................................
400
»
Bastardo
........................................
500
» Moscatel
........................................
500
»
Malvasia........................................
500
»
Roncão........................................
700
»
Alvaralhão
..................................
560
»
Velho
de
1854.........................
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e 120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N’
esles
preços
nãa
fica
incluído o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50 reis
por
cada
uma.
L
’
Illuslration
de
la mode.
O
mais
elegante,
ncamente
illustrado
e
barato
dos jornaes da moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes i11listrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
uma
graude
folha
de mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem quizer
assignar esta publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
tes um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário para
um
toucador
e
cujos objectos
valem
paia cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’assignatura—
Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com o
brinde
—
13
fr.
ACHADO
Quem
perdesse
uma
pulceira
de
ouro
nos
claustros
da
Sé
n
’
uma
das
romarias
passadas, Mie
n’
esta
redacção
typografica
que
se
dirá
aonde
existe.
(2621)
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
a
QUBBI CONVIER
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
eete
genero
á
commissão.
Offerece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que em
tal ramo
de
negocio se
podem
gosar, as quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar sem risco;
porque
se
acceita
de
novo,
em conta,
a
fazenda
que
até
ás vesperas
das
extracções
os
pretendentes não
hajam
podido vender.
Remettem-se as
listas,
partes
telegraphicas em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
attende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação justa
que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou aífiançado por
qualquer
nego
ciante
<i
’
esta
cidade,
em
cujo
caso
póde
ser
feito no
fim
das
extracções.
(M.
*
)
.
IMW®
BDI
MIM
112
—
Rua das
Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento que,
como
é sabido, é,
no
seu genero, um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios
das
loterias, cujas
exlracções
geralmente
teem
logar
maia
de tres
vezes
por mez.
Satisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo acompanhadas
do
seu respectivo importe
em
vales
do
correio, ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes que em outros sorteios hajam
saido
premiados,
mesmo
q»«e sejam d’
outros
estabelecimentos.
E
final
mente remettem-se
«grátis»,
lindas
as
extracções,
as
respectivas
listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito e
vantajoso
jogo
se
ache
ao alcance
de
todas as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes, quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
259,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de
63000,
3$000,
1^000
e
400
reis;
e
finalmente,
collecções de
50
numeros diíferentes,
pelos
preços
de
2^000,
53000,
15-3000
e
303000
reis.
EL
CORRÊO
DE LA
MODE
(Edicção de
Alfaiates)
Cada
numero
contem
figurinos
de
mo
das
illuminadas
em
Paris
e
Berlim,
moldes
cortados,
padrões
etc.
Preço por
anno
4500
réis ,
semestre
2500
réis.
Toda
a
correspondenlia
para asignatu-
ras
a
companhada
da
sua
emporlancia
será
dirigida
a
Manoel
Pinto
Monteiro,
Impren
sa
Nacional, Lisboa.
QUESTÕES
DO
PARA’
POR
D.
A.
GOMES
PERCHEI
RO
(CHEGADO
IIA POUCO DO PARÁ)
Precedidas
d
’
uma
carta
do distinclo
escriptor
Ferreira
Lobo
N
’
este importantíssimo livrro
trala-se
de
esclarecer
a
verdade
sobre
as
occor-
rencias
na
província
do
Pará contra
os
portuguezes
alli
residentes.
Demonstra-se
que
todos
nos
atacam,
0
clero,
os
íunc-
cionarios, os
tribunaes
(ha
lambem
uma
referencia
aos
tribunaes
do
Rio
de
Janeiro),
a
insalubridade
e os
médicos.
Fazem-se
algumas
considerações
sobre
a
maneira
co
mo
os
brazileiros
recebem
os
colonos
agri
cultores
e
lambem
trata
da
emigração.
Esle
livro
de 272
paginas
vende
se
nas
livrarias do
Porto
e
Lisboa,
por
500
réis,
e
por 530
réis
franco.
GRÃ
D1CCWM10 PORTUGUEZ
ou
TIIESOURO
DA
LINGUA
PORTUGUEZA
PELO
Dr.
Frei Domingos Wieira
Publicação
feita
sobre
0
manuscripto
original,
inleifamenle revisto
e
considera
velmente
augmentado.
A
’
venda a caderneta
127
(Ter-Todo).
A
obra
estará
concluída
em
Março
*
VENDA
DE
PROPRIEDADES
Quem
quizer
comprar
as
quintas
cha
madas
de
Candoso
de
baixo
e
de
cima,
próximas
a
cidade
de
Guimarães,
que
produzem
pão,
vinho,
íructa,
laranja,
azei
te,,
lenhas, e
roço: os
fóros
que
paga
á
viuva
que
ficou
de
José
Anlonio
Teixeira
d’
Andrade
Bezerra,
pelos
bens
sitos na
Larangeira, juntos
á Estação
da
linha íer-
rea,
d
’esla
cidade,
e os
foros
que
pagam
Antonio
José
Araújo
e
mulher da
fregue
sia
de
Moure,
comarca
de
Villa
Verde;
os
foros
que
pagam
os
caseiros
da
freguezia
de
S.
Lourenço
do
Maito.
Podem com
parecer
e
fallar
com
0
seu possuidor
0
revd.0
Antonio Joaquim
Nunes
d
’
Abreu,
morador
na
sua
casa
rua
de
S.
João,
n.°
10,
ou com
seu
procurador
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa
ou
seus compadres e
amigos
José
Joaquim Martins,
José de Carvalho
Mattos,
todos
d
’
esta
cidade.
Braga
6
de
Agosto
de
1875.
(2606)
Anlonio
Joaquim Nunes
d'Abreu.
DE
DlUAGFACl.lS DIARIAS
ENTRE
Vinnnn,
Ponte
«lo lAma,
e viee—
versa
Desde 0
dia
12 do
corrente.
Partida
de
Vianna
ás
9 da
noite,
para
alcançar
em
Braga o
comboyo
da
6
ho
ras
da
manhã.
De
B
aga
para
Vianna,
á
chegada
do
comboyo
das
8
horas
45
m.
Estas
diligencias teem
berlina
interior
e
coupé.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda:
—Bra
ga,
na
casa
aonde
esteve
a
«Companhia
Viação»; Ponte
do
Lima,
provisoriamente
na
hospedaria
da
snr.“
Theodora, e
eia
Vianna,
no
escripiorio
da
empreza do
annuciante, Sebastião
da
Silva
Neves.
MODISTA DE
LISBOA
Precisa
costureiras,
e
apredisas. Boas
ordenados. Campo
de
D.
Luiz,
n.°
37.
(2602)
Deposito
de
tanoaria
I^ftrgo
<I
k
Porta
Nova
n.° 1G A
Francisco
da
Silva
Reis,
participa
ao
publico e
a
seus amigos e freguezes,
que
continúa
com
0
seu
estabelecimento
de
tanoaria,
no
qual
lera deposito
de
vasi
lhas
de
todas
as
qualidades
e
tamanhos»
conserta
e
faz
mais
obra
da
sua
arte
no
seu estabelecimento ou vae
fazel-a
aonde
for
chamado.
(2610)
SDEC
Houffli â woa
cA11Bt
ti
■
11A uisz»•:i ll,
Paquetes
MINHO
.
.
29
de
Agosto
BOYNE
.
.
13 de
Setembro
GUADIANA
.
29
de
«
a
sair
de Lisboa
:
|
DOURO
. .
13
de
Outubro
|
MONDEGO
.
29
de
>
ELBE
.
.
13
de
Novembro
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro, Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Os
preços são muito
rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seu
s
vapores,
criados
e
cosinheiros porluguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
ciasses,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de 3.
a
classe
tern
grátis,
belixe
com colchão e
roupa
de
cama, vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O transporte
do
caminho
de
ferro
até Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa do
agente
n’
esta cidade,
rua
do
Souto n.°
43.
—
Em Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimarães.
(581)
tf
H
g
H
I
H
u
a
w
4
RUA
DE S. MARCOS
N.° 1&
Vende-se
queijo
londrino, papel,
fla
mengo
de
superior qualidade.
(2620)
Asphalto
Nacional da
Mina de
Aseche
COMPANHIA DB
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
DO
PACIFCO
Rio
de Janeiro,
Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, Arica,
Islay
e Callao
CARREIRA
QUINZENAL
PARA PERNAMBUCO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando as
mesmas
vantagens
com°
alé aqui tem
oflerecido
aos
snrs.
passageiros:
excellentes
cominados,
bom tra
tamento,
bastante espaço
para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes
do
Pacifico
tem
gasto
SÓmente
13
dias de
Lisboa ao Rio de
Janeiro,
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças dos
passageiros
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A.
’é aos 8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis, uma
só
de
cada
familia.
3.
*
CLASSE
2.
* CAMARA
!.•
CAMARA
Pernambuco
..........................
40&000
810000
1080000
Bahia
...............................
40&000
900000
1170000
Rio
de
Janeiro
....................................
450000
900000
1210500
Montevideo e
Buenos-Avres
....................
540000
900000
1570500
Valparaiso, Arica,
Islay
e
Callao
....
1260000
1890000
3080500
Todas
as
terças
feiras
sahirá de
Lisboa um
paquete,
os passageiros
de
3.
*
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dig
AGENTES
EM BRAGA—
Almeida & Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a prazo com
fiança.
fK
*
)
Banco
Agricola, Commercial e
Industrial
de
Ponte do Lima
Sociedade
anonyma de
responsabi
lidade
limitada
São convidados
os snrs.
accionistas
a
entrarem
com
a
l.
a
prestação
de
5
p.
c.
ou
20500
reis
por
acção,
a
coja
cobran
ça
se
procederá
do
dia
15
a
25
do
pro
ximo
mez
d
’
agosto,
—
no
Porto
em
casa
do
snr.
Pedro
Ferreira
de
Macedo
Basto;
—
em
Braga,
em
casa
do
snr.
Antonio
Jo
sé
Pereira;
—
em fonte do
Lima,
na
séde
do
Banco.
Os
snrs.
accionistas
que
não
satisfize
rem no
referido
praso,
ficam
subjeilos
ás
disposições do
art.
18
dos
Estatutos
e
seus
§§.
A
direcção
d
’
este
Banco,
annuindo
aos
desejos
d'alguns
snrs.
accionistas, declara
que
recebe
desde
já,
qualquer
prestação
antecipada,
abonando
o
juro
de 5
p.
c.
des
de
o
recebimento
até
o
praso
das
chamadas.
Ponte do
Lima 21
de
julho
de
1875.
Os
directores
João
de
Barros
Mimoso
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
p/a-se
toda a
qualidade
de
metaes, e
ferro
velho
até
mesmo
fundido. (860)
João
Manoel
da Silva
Guima
rães.
—
-Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(681)
”
LMEÍDA &
PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
(Tassentamento
e
coupons.
(I)
Objecto
achado
Achou
se
na
rua
de
D. Pedro
V,
n.°
23, um
objecto d
’
ouro. A pessoa
a
quem
elle
falte,
dando os
signaes
certos,
se
lhe
entregará,
mediante
a
satisfação
(Tes
tes
annuncios.
(2613)
A
Companhia
de
Lisboa
com escripto--
rio
no
Porto
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365, previne
os seus
freguezes
e
o
publi
co
^m
geral
que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia
presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resuliado
do seu trabalho,
sendo
sufliciente
para
recornmendar
o seu
asphalto, a
perferencia
que
lhe
tem
si
do
dada pela
administração
das
obras
pu
blicas
e
o
repelido chamamento
paa
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que
precisem qualquer
encommenda
d
’
este
genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.
“ 365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição do
Minho.
(2535)
AGUAS
M1IOAES
Na
pharmacia
de
Anlonio Domingues
Alvim,
ha
deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedias
Salgadas:
Alcalina
de
Moura, En-
ire-Rios. das
Caídas
da
Rainha,
Sedlitz,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
(Q
*
)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antanio Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos e
outros
ob
jectos
de
igual
teor etc., pelos
preços
do
Porto.
ESCOLA
ÃMEKGANA
Recentemente
chegado
a
esta
cidade-
aonde
pretende
demorar-se algum
tempo,
oflerece
os
seus
serviços
ao
respeitável
pu
blico
em
tudo
que
disser
respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes
caria
dos, colloca
dentes
arliliciaes, com per
feição
e
cura
todas
as
aflecções
da
boc-
ca
;
especialidade da
escola
moderna.
Con
sultas
e
extracçào
de
dentes
aos
pobres,
grátis
das 8
ás
9
horas
da
manhã.
Consullorio,
Campo
de
Sanl
’
Anna
n.
1
—
B
2
°
andar.
(C.
2574
R.
105)
_
-
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1^75 - É o formato de
-
comerciominho_19081875_385.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)