comerciominho_16091875_396.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
396
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
toda
a
correspondência franca
de porte.
==•
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
-------------------------- íiMgiTiiBB
m
mi
—
—
PUBUCA-SE
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno l$600
rs.«=Semestre
850
rs.==Prom-
cias,
anno
2^400
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.«=Semestre
1&250
rs.^Braztl,
anno
4&400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles
50
e/0
d
’
abatimento.
BRAGA
—
QUINTA-FEIRA 1« I>®
SETEMBRO
A
innocmcia
da maçonaria.
Tem-se
dito
repeiidissimas
veses
e
até
mostrado
com
factos
que
a
maçonaria
é
ião
anti-social
quanto
anti-religiosa.
Não
obstante
porém
esta insistência
irrespondivel
com
que
os
escriptores
ca-
tbolicos
tem
pretendi,io
desilludir
a
inge
nuidade
de
muitos desgraçados,
altrahidos
ás
sociedades
secretas pelos
embustes
de
falsos
amigos,
uão
faltam
infelises
para o*
quaes a luz
não
brilhou
ainda
em
seu es
pirito.
Para
quantos
a
maçonaria
não
passa
de
uma
associação
de
beueíicencia,
e
filan
tropia ?
Quantos
a
tem
por
innocenle
das
ac-
cusações
que
lhe
dirigem?
Infelises
1
com
os
olhos cerrados á
evidencia
dos
factos,
crentes
apenas
em
apparencias vã?,
nem
ao
menos
procuram
ver na
tumultuosa corrente
que
agita
o
mundo,
e
contra
a
qual
muitos
se
oppo-
riam,
se
podessem,
os
trabalhos mais
ín
timos,
o
segredo
mais
reservado d’essa
seita
maldita,
que
os
alista
debaixo
de
suas bandeiras,
para
mais
tarde
os
faser
manobrar
á
sua
voz.
Nào,
a
maçonaria nào é
uma
sociedade
de beneíiceocia,
como
iraiçoeiramente
se
inculca,
para
angariar
os
incautos.
Bem
longe
d
isso,
os seus
fins
são
muito outros; e
se
permanecem
occultos,
é
só
porque
no
momento
em
que
se
re
velassem,
o
horror
poria
em
fuga muitos
dos
seus
primeifos
adeptos.
Embora
proteste
qoe
a
religião
e
a
politica
estão
de
todo
fóra
de seus
inten
tos,
es
factos
mostram
bem
claramente,
que
a
maçonaria é
essencialmente
politica,
para
mais
á
sua
vontade ser anti-religiosa.
Atre»er-se-ha
ella
por
ventura
eximir-
se
da
responsabilidade
de
tantas
e
tantas
desgraças
produsjdas
no
mundo
social
e
político
pela
sua
influencia
?
Quem
é
responsável pelo
conflicto
re
ligioso,
levantado
no
império do
Brasil,
onde
a
maçonaria
conseguiu
assenhorear-
se
dos
conselhos da coroa, para
a
impel-
lir
a
uma
lucta
com
o
sentimento
mais
nobre e
mais
geral
de
seus
súbditos?
Quem
responde
pelos
crimes
sociaes
e
políticos piaticados
na
Italia,
pela
odiosa
perseguição
ao
catholicismo
na
Aílemanha.
e
pelas
revoluções
sanguinarias
que
o
atheismo
tem
soprado
em
França,
na
His
panha
e
até
entre
nós?
Lave
embora
a
maçonaria
as mãos de
tanto
sangue derramado,
que
os
factos,
e
mais
ainda
os
documentos
provam
até
á
saciedade,
uão
já
uma
conivência
mais
cu
menos
disfarçada,
mas
a
sua
acção
única e
directa
nos
acontecimentos
que
a
historia
vae
registrando
com
horror.
Ahi
vae
alguma coisa mais
em
abono
do
qne
disemos.
E
’
o
trecho
de
uma carta escripta em
o
de
janeiro
de
1846
pelo
pseudónimo
ihccolo-Tigre
a
um
dos
chefes superiores
da
maçonaria,
e
em
que
o
auctor
mani
festa
sem
rebuço
quaes
os
fins
da
seita.
De
um jornal francez
extrahimos
esse
trecho
que
diz
assim
:
«O
esfacelamento dos throncs
já
não
admilte
duvida
alguma
para
mim,
que ve
nho
d
’estudar
em
França,
na
Suissa,
Al-
lemanha e
até
na Rússia os
trabalhos
das
nossas
sociedades.
O assalto que d
’
aqui
a
alguns
annos,
e
póde
ser
até
que
a
al
guns
meses,
hade
ser
dado
aos
príncipes
da
terra,
os
sepultará
sob
os
destroços
de
seus
exercitos
impotentes
e
de
suas
mouarchias
caducas...
Não
se
trata
de
uma
revolução
n
’
um
ou
n
’
outro
paiz,
o
que
se
consegue
sempre
que
se
pretende.
Rara
bater
com
segurança
e
exilo
o
velho
muodo,
julgamos
indispensável
exterminar
o
germeu
calholico
e
christão,
e
vós,
com
a
audacia do
génio,
vos
oflerecestes
para
ferir,
com
a
funda
de
um
novo
David,
a
cabeça do
Goliath
pontifício.
Quando
o
fareis
vós?»
Eis
qual
a
innocencia
da
maçonaria,
posta
bem
em relevo
por
um
dos
seus
fieis
sectários.
Quem,
á
vista
d
’
esies
e
d
’
outros
mui
tos
documentos, que
diariamente
appare-
cem
a
lume,
sem qua
ninguém
se
atreva
a
contestar
a
sua
veracidade,
póde
duvi
dar
um
momento dos bons
oflicios
e
reclas
intenções da
seita
condemoada pela
Egreja ?
A
proposito
<Io easo da Misericór
dia
«le Lisboa.
O
illustre redactor
Ja
Revista
critica,
da
«Correspondência de
Portugal»
escreve
o
seguinte, que
com
a
devida
vénia
tran
screvemos
:
Ninguém
dirá
no meio
d
’
esta
beata
monotonia
que
vivemos
no
tempo e
no
theatro
da
guerra. Debruçados
sobre a
gloriosa esteira
de
Colombo,
pescando
á
canna
os segredos
ecvnomicos
da
emigra
ção,
só
d
’
este
manso deleite
nes
arrebata
de
vez
em
quando
algum
estilhaço
de
bomba
reaccioi.aria qoe
em
fórma
de mi
lagre cae
sobre
os
telhados
da Misericór
dia, ou em
fórma
de
irmã
de
caridade
se
abate sobre a
cidade de Aveiro.
Cautela
com
a hipócrita
filha
de
S.
\icenle,
que
traz peçonha para
envénenjr
as
fontes
do
saber
humano,
e
um
fras-
quinho
de
agua
de
Lourdes
para
incen
diar
o
palacio
da
liberdade!
Cautela
com
este
pelroleo
que
não
queima
o
corpo
mas
queima
o
pensamento,
o
pensamento
que
é
corpo quando
convém
e
espirito
quando
faz
conta
!
Com
o
ensino
sobretudo,
com
o
milho
intelledual
d
*
estas
aguias
implumes
qoe
hão
de
voar
um
dia
para
o
tribunal
de
conlas,
com
esta
melindrosa
alimentação
é
que é
preciso
haver todo
o
cuidado.
Ensine-as o
protestante ou
o
islamita,
o
alheu
ou
o
materialista,
mas
nào
as
en
sine a
egreja,
que
só ensina
o
êrro e
o
peccado.
A
outros
êrros
são
devidas
as
honras da
guerra,
pelejando
contra
elles
a
verdade
na
cadeira,
na
imprensa
e
ua
tribuna,
mas
aos
da egreja,
que
teem
a
energia
toxica
do
acido
prussico, nào
se
permille
sequer
que
se
cheguem
a
for
mular
!
Que
liberalismo
é
este,
que deixa
en
sinar
e
propagar
todas
as
escolas,
com
lodos
os
êrros,
Iodas
as
utopias,
todas
as impiedades,
todas
as
blasfémias,
de
que
estão
regurgitando
tantas
seitas
aber
rantes
da
verdade,
e
que
só
á
egreja,
que
tem
obrigação
porque
tein
missão de
en
sinar,
e
que
é
uma
pessoa
moral
tão
li
vre
como
todas
as
pessoas
moraes,
não
consente
que ensine
o
amor
de
Deus e
o
amor
da
humanidade?
Se
não
ensina
a
liberdade
ou
se
ensina
mesmo
contra
a
liberdade,
o
que solemnernenle
contesto,
qoe
ensine
muito
embora,
como
se
ensi
na
contra
a
familia,
contra
a
proprieda
de,
contra
a
religião
e
contra
Deus,
que
não
valem
menos
do
que
a
liberdade.
E
’ triste
mas
é
certo
que
correm
por
estes
tempos
o
mesmo
fado
a
republica
e
a
liberdade.
Nem
ha
republica
com
re
publicanos
nem
liberdade
com
liberaes.
Com
monarchistas
como
Thiers
e
xMac-
Malion
está
demonstrado
que
póde
haver
republica,
e
republica
ião
illuslrada
e
be-
nemerita como a
que
levantou
a
França
do
abatimento
em
que
a
prostraram
as
armas
da Aílemanha,
e
a
que
ha
pou
cos
dias
assignalou
coin
a
liberdade
do
ensino
a
mais
brilhante
conquista
das
ideias
verdadeiramente
liberaes;
porém
com
republicanos
como
Saimeron e Gon-
zalez
dizem
os
factos que
em
vez
de
re
publica
só
pode
haver
auarchia,
o
que
é
ao mesmo
tempo
a negação
da
demo
cracia
e
da
liberdade.
Liberdade
aos
ami
gos
dava-a
lambem,
e
com
mais
genero
sidade
ainda,
a
monarchia pura
;
aos
ini
migos
é que
a
recusava como
a
recusa
o
chamado
partido
liberal,
qne por
fatal
deslocação
está
militando,
sem
o
saber,
nas
fileiras
do
absolutismo.
Quando
acabará
esla
irrefleclida
pre
venção,
esla
desnaturdnle
animosidade
con
tra
o
padre,
contra
todos os
ministros
da
egreja que
mais
importantes
serviços
tem
prestado
á
humanidade?
«E
’
entre
as
na
ções
catholicas,
diz
um
distinclo
escripior
protestante,
que
os
padres
são
objecto
Testa
obstinada
desconfiança
que tanto faz
padecer
a
religião
chrislã.
Não
é
o
caso
para admirar em
frente da
historia.
Que
as
ambições,
as
paixões, os interesses
tern-
poraes
e
pessoaes
se
alliassem algumas
ve
zes
no
clero
calholico
aos
exercícios
da
íé
e
da
missão religiosa,
que
alguns
ma
les
e
mesmo
abusos
graves se
manifestas
sem
nas
relações
da
egreja
com
o
estado,
dos
padres
com
os
fieis, e
mesmo no
seio
do
clero,
são
factos incontestáveis qoe
de
monstram
o
próprio
teslimunho
dos
mais
illuslres
e santos
varões
da
egreja
catho
lica. Que
estes
fados
provocassem
as
mal
querenças
e
as
investidas de
que
os
pa
dres
tem
sido
pacientes,
é
natural e
ine
vitável.
Hoje
porém, no
estado
actual
da
sociedade,
é
força reconhecer
qoe estes
ataques
sào
injustos,
irracionaes.
inoppor-
liioos,
e
tão
nocivos
ao
estado
como
á
egreja,
á
leberdade
como
á
religião.
E
’
a
injustiça
e
a
ingratidão
contra
as
pessoas
e
contra
as instituições.
Depois
da
queda
do
império
romano,
nos
séculos
mais
tris
tes
e
mais
cruéis
da
historia
moderna,
contra
as
suas
pertenções e
usurpações
egoístas,
o clero
calholico, panado,
epis
copado,
ordens
monásticas,
simples
pres
bíteros,
consumiram
thesouros
de
inteili-
gencia,
de
coragem,
e
de
perseverança
para
óílirmar
e
proteger
os
mais
caros
in
teresses
moraes
da
humanidade
!»
«E’ tanto
mais
revoitaoie
esta injustiça
quanto é evidente
a
sua
inutilidade
e
inop-
portunidade.
Ao
ver
esla
quotidiana
fuzi
laria
contra
o
catholicismo e
os
seus
mi
nistros,
patece
que
está a
chegar
a
in
quisição,
que
a
egreja
está
assaltando
a
loitalesa
das
liberdades
religiosas
e
civis,
que é necessário
levantar
até
á
heroicida
de
a
energia
liberal
para
repellir
a
domi
nação
da»
legiões
do
Papa. Será
possível
mais crassa
ignorância dos fados
e
das
circumslancias
? Não será
evideotemenie
o
espirito da liberdade
que
tem
a
iniciati
va,
o
estorço, o
sceptro
do
mundo?
A
re.'i'iencia
é
a
situação
natural
a
que
as
repetidas
hostilidades
obrigam
a
egreja,
que
sem
ameaçar
nem
alacar
é
lodos
os
dias
ameaçada
e
atacada
pelo
espirito
du
século.
»
Aqui
está
o
que
dizia ha
7
annos
ape
nas
um
escripior
protestante,
que
via
a
historia
antiga,
moderna
e
contemporânea
com
a
lucidez
e
imparcialidade
de
Gui-
zot.
Em
voz
de
se insurgirem contra
o
cie
ro,
porque
tem
havido cerlamenle
alguns
clérigos
qoe
tem
abusado
do
sacerdócio,
como
da
auclotidade
temporal
lem
abusa
do
reis, mimslros,
e
tribunos,
reconhe
çam,
em
homenagem
a
verdade,
que
a
moral
dos
povos,
a
moral que
ainda ho
je
sobrevive
ás
tentativas dissolventes
d
’
es-
te
delírio
contemporâneo,
é só
o
que
se
bebe
nas
puras-
foules
da
religião,
e
fi
quem
certos
qne
se
a
estiagem
do
amor
deixar
um dia saccar
estas
fontes,
nào
haverá
exercitos
para
conter
o
furor dos
povos
que
em
universal
hydrophobia,
ras
gada
a
alma,
se
rasgarão
as
carnes.
Quanto
ao
ensino
é
curioso
ienomeno
que,
aberta
a
praça
para
o
fornecimento
lilterario
da
infancia, se
não
admitiam
a
licitar
os
que
sabem
lêr
e
escrever.
Por
dotação
histórica
dos
tempos
é
a
Egreja,
que
entre
os
repellões
da
tempestade
ain
da
obedece á velleidade
de
lêr
e
medi
tar.
Fóra
da
Egieja e
fóra
de
Portugal
não
se
lê
muito, c em
Portugal
fóra
da
Egreja
uão
se
lê
nada
nem
se
medita
se
não.
como
diariamente
demonstra
o
ther-
mometro,
abaixo
de
zero.
Insulta-se
lodos
os
dias
o
padre
e
a
irmã
da
caridade
purque
é
faial o
exercício
d
’
esia
funeção,
e
tão
fatal
que
dispensando
as
exigências
da
grammaiica.
qualquer
do
povo
a
póde
exercitar;
mas
para encher
a
vacuidade
docente
qoe
deixam
et» retirada
as
pér
fidas
filhas
de
Minerva,
não
se oflerece
como escola nermal
senão
a
grammatica
e
a
invlrucção
da
imprensa
liberal.
Creio
muito
no
saber
da
ala
dos
ati
radores
da
liberdade,
mas
não
creio
tanto
que
me
aventure
a
conferir-lhes
o
mono-
pofio
da
educação.
E’ proverbial
a
sua
destreza
e
sobieludo
a
sua
coragem, va
lor
homérico,
em
atacar
de
freme
a
ba
tina
do
clérigo
e
a
touca
da
irmã
de
caridade;
porém
não
está
infelizmente,
como
estas qualidades
de
coração,
tão
verificada
a
sua
competência
pedagógica.
E’
verdade
que
por
linhas
tonas
escreve
direito
a mão
da
Providencia,
e
qne
mais
vai
o
instincto na
vida
brava da
nature-
sa
que
os
apparelhos scientificos
nos
po
lidos
institutos
da
civilisação.
Póde
além
d
’
isto accresceniar-se
que
mais
encanto
eslbetico
tem
as
formações
toscas
da
ideia
liberal do
que
as
estudadas
lómias
da
perfídia
reaccionaria.
Tudo isto
é verda
de,
mas eu
prefiro,
como
Goetbe,
á
mor
bidez
do estilo
romântico
a
saúde do
es
tilo
clássico.
HET1STA
ESTHÀH&SiaA
Ilispa&iSt».
O
ministério
Cauovas
pediu
a
sua de
missão,
que
foi
acceite,
ficando
o
novo
ministério
consuiuido
da
seguinte
fórma
:
Piesidencia
e
guerra,
Jovçllar.
Estado,
Emilio
Alcaiá
Galiauo.
Graça
e justiça,
Fernando
Calderon
Colhntes.
Marinha,
Duranlira.
Faseuda,
Sallaverria.
Governação’
,
Homero
Robledo.
Fomento,
Martin
Herrera.
Ultramar,
Ayala.
Durauie
a
ausência
de
Alcaiá
Galiauo
e
Galderon
Collantes
despacbarao na
car
teira
d
’eslado
Ayala
e
na da
justiça
xMar-
lin
Herrera.
Tolosa
5
de
selembro.
—
Gomo
já vos
annunciei,
o almiraoie
oííonsisia
Pulo
y
Beruabé,
foi
ferido
gravemeule
n
’um
pé
e
recebeu
duas
fortes
cunlusõei
ua
Ci-
beça. Ao
lado
du
almirante
lambem
fj-
rain
feiidos
outros
oíliciaes.
Os
liberai s
de
S.
Sebastião
que viram
voltar
em
lai estado estes «rulilantes®
oíliciaes
que tinham jurado
aniquilar
as
aldeia»
Ja
çosla, ficaram
constei
nados.
Taiabem
devo
rectificar
com
praser
o
numero
d
’armas
que
ultimamente recebe
mos
:
dez
mil armas,
um
milhão
de
car
tuxos
e
quatro
canhões
Whitworlh
foi
o
que
desembarcou.
Sào
mais dez
mil vo
luntários
que
vamos armar.
Hontem
S. M
Carlos
VII
visitou di
versas
localidades da
costa,
aonde
os
ha
bitantes
receberam
o
seu
soberano
com
grande
enlhusiasmo,
e
provas
extraordiná
rias do
seu
amor
e
fidelidade. D.
Lados
inspeccionou
a bateria
Moliico.
que
deu
a
morte
ao
almirante
Barcaiztegni.
Viu
em
seguida
uma
parte
do
material
de
guerra
que
ullimamente
desembarcou.
O
general
Benavides
e
os
brigadeiros
Cavero
e
Aurich
acompanhavam
S.
M.
Testa
curta
excursão.
A
’
noite
o
rei
íez
a
sua
enltada
em
Durango.
Todas
as
casas
da
cidade
esta
vam
illuminadas
com
profusão.
O
geoeral
Vinalet,
presidente
do
supremo
conselho
de
guerra
e
marinha,
assim
como
as
au-
ctondades
civis
e ecclesiasticas,
foram
logo
recebidas
por
8.
Al.
O
rei,
antes
de
deixar
a
costa,
quiz
vêr o
batalhão
d’
officiaes, gloriosos vetera
nos
que, no
posto do
perigo,
fasem
com
orgulho
o
serviço
do
simples
soldado.
Na
su»
presença,
no
momento
de
se
despe
dir
d
’elles,
S.
M.
teve
um
d
’esles
felises
impulsos
do
coração,
que ȋo
podem
con
ter
as grandes
almas.
Descobriodo-se
diante
d
’elles,
o
rei
pronunciou,
com
uma voz
commovente,
estas
magnificas
palavras
:
«Resto»
gloriosos
da
antiga
Hispanha,
eu
vos
saúdo
e
me
descubro
diaote
de
vós,
porque
me
fazeis
recordar
a
mages
tade
d
’
um
povo de gigantes, a
magesta
de
di nossa
querida
patria
o
Uma
formidável explosão
de
vivas
en-
thusiasias,
de acchmações
deliranies,
cu
jos
éccos
se
perdiam
na
immensidade
do
Oceano,
respondeu
digoamente
a
estas
eloquentes
palavras
do
soberano.
Algumas
nomeações
das quaes
se
as
segura
os
melhores
resultado
*
acabam de
ser
feitas
nas
provincias do
Norte.
O
brigadeiro D.
José
Lerga
y
Do-
namaria
foi nomeado
commandante
gene
ral
do
exercito
de
Navarra.
De
outras
nomeações que,
ainda
que
deíioitivamen-
te
decretadas,
não são
ainda
ollicialmen-
te
conhecidas, por fallarei proximamente.
J.
B.
Por
extracto
:
De
Sainl-Chéron.
Lè-se
no
«Cuartel
Real»:
COMMANDO GERAL DE
N
â
VARRA.
Voluntários:
—
Os
fortes
de
La
Seo
ca
pitularam
depois
de
uma heroica
resistên
cia
feita
por
vossos
irmãos
a
quem
se
tinha
confiado
a
defesa d’elles,
e
vos
de
ram uma
prova
mais
do
que
vai
o
espi
rito
carlista
pois que
se
não
renderam
senão
depois
que
o
ferro
do
inimigo
des
truiu
quasi
completamente
as
muralhas
d’
aquellas
fortalesas,
e ainda
assim,
o
fi
zeram com
uma
capitulação honrosa
corno
é
a
de sair com todas
as
honras da
guerra.
Já
vèles
quão
fraco
é
o
inimigo,
pois
que
para
atacar
aquellas
foi
laiezas
teve de
humilhar-se
a
implorar a
protecção
da
França,
que
se
em
vez
de
a
conceder lh’
a
tivesse
negado,
nunca
teriam
conseguido
o
seu fim,
por
tanto
não ha
que
desa
nimar
por
este incidente, pelo
contrario,
nos
dará
elle
mais
valor para bater
o
inimigo
que
orgulhoso
com uma victoria
que
lào
caro lhe custou,
virá
de
certo
atacar-nos
dentro em
poucos
dias.
Voluntários
! tende
cega
confiança
em
vossos
chefes
e
oíliciaes
pois
são
elles
os
encarregados
de
conduzir-vos ao
comba
te
;
e
ao
magnifico
grilo
de
viva
El-Rei,
Cmsiguireis
outros
louros como
os que
já tertdes
em
outras
occasiões
aicançado.
Assim
o
espera
de
vós o
vosso
capi
tão
geoeral
Saballs.
Lè-se
no
«Cuartel
Real»:
Estella
6,
ás
2 horas da
tarde.
—
Na
parte
de
Alcanadre estão concentradas
forças
inimigas procedentes de
Victoria e
Miranda.
Parte
d
’
ellas
devem
ter
passado
para
Ta
fala.
A
columna
de
Pamplona e
Huarte, em
combinação com
as
lorças
de
Lumbier
e
Saoguesa,
dirigiram-se
a
Aviz.
em
cuja
povoação
entraram,
como era
inevitável,
depois
de
sustentar 4
horas
de
fogo
com
algumas companhias
do
9
°
da
Navarra
e
força
<ia
partida
de
Rosa,
qne
puzerain
ern
brilhante
altura
a honra
das
nossas
àrmãs.
O inimigo
soflreu
muitas
perdas.
Por nossa
parte
3
soldados
mortos
e
2
capitães
e
3
soldados feridos.
O inimigo
tinha
mais
de
700
infantes
com
12
peças
e
muita
cavallaria.
As
nossas
forças
com
batentes,
5
companhias
do
dito
batalhão
com
as
de Rosa.
O general
Dorregaray
peneirou
na
Na
varra
com
algumas
forças.
—
Elizondo,
9
de
setembro.
—A
oílen-
siva
tomada
pelo
nosso
exercito
da
Ca
talunha,
mesmo depois
da
partida
de
Jo-
vellar
acaba
de
ser assignalada
por
uma
v'Cloria.
.
,
O
general
Castells
atacou,
a
31
de
agosto,
a
columna
aífonsista
de Eurile
em
Agramunt.
província
de
Barcelona,
fazen
do-lhe 118
prisioneiros, entre
os
quaes
se
coma
um
coronel
e
ciueo
oíliciaes
per-
Hnci»
nm
monarcha
illostrado
em
um
século
barbaro.
Margarida,
mulher
de
Hen
rique
IV, compoz,
emquanto
esteve
pre
sa
no
Louvre,
uma apologia
muilo
judi-
diosa
da
sua
conducta.
Carlos
I,
rei
de
Inglaterra,
escreveu
emquanto
preso
uma
obra
notável,
intitulada
—
O
retrato
de
um
rei.
Howel
compoz
a
maior
parte
das
»uaa
obras
na
prisão
de
Heet.
Oddi, geo-
metra
italiano
do
século
XVI,
escreveu
na
prisão
os seus
tratados de
mathematica.
Quevedo
e
fr.
Luiz
de
Leão
redigiram
também
notáveis trabalhos emquanlo
es
tiveram
presos.
O
sabio
Selden,
que
tan
to
combateu
o»
abusos
ecclesiaslicos
e
as
prerogativas
da
nobreza,
preparou
as
suas
melhores
obras
durante
o
seo
captiveiro.
O cardeal
Poligoac,
em
iguaes
eircumstan-
cias,
compoz
o
seu
Anli-Luerecio.
J.
B.
Rousseau
escreveu
no
desterro
a
Ode
ao
Conde
de
Luc,
obra
admiravel
no
genero
lyrico.
Vollaire,
emquanto
esteve
encerra
do
na
Bastilha, traçou e
concluiu
em
gran
de
parle
a
Henriada.
José
Basilio
da
Ga
ma,
bem
conhecido
poeta porluguez,
achan
do-se
preso
como suspeito
de
jeiuita, es
creveu
á
filha
do
marquez
de
Pombal
uma
celebre
ode,
que
lhe
valeu
a
liber
dade
e
protecção
do
grande
ministro.
Foi
lambem
na
prisão,
que
José Liberato
Frei
re
de
Carvalho
traduziu
os
Annaes de
Tá
cito.
Ao
«Primeiro
de Janeiro».—
O
actual
encarregado
da
venda,
n
’
esla
cida
de,
do
«Primeiro
de
Janeiro»
recusa-se
a
entregar-nos
o
n.°
que
dos
pertence
pe
la
troca
com
que, desde
o
começo
da
pu
blicação
da
nossa
folha,
fomos
honrados
pela
Direcção
do
«Primeiro
de Janeiro».
Levamos
isto
ao
conhecimento
do
nos
so
esclarecido
collega,
a
fim
de
que
se
dêem
as
providencias
necessárias.
Níntafragio.—
Naufragou
em
uma
das
ilhas
do
archipelago
dos
Açores
o
hiate
«Cabrion»,
propriedade
dos
snrs.
Pereira
Jc
Filhos,
negociantes
d’
estâ
praça.
Perdeu
a
carga
que
era
de
sal.
Foi
porém salva
a
tripulação.
O
hiate
oão
estava
no
seguro,
e
o
sinistro
verificou-se
no
dia
20
de
agos-
t»
ultimo.
—
(<C.
das
Provincias»).
Declarado.
—
Por
uma fatal
inadver
tência
do compaginador
d
’
este
jorna!
foi
encaixada
na
secção
de
noticias
da
nossa
folha
de
terça-feira
uma
tirada
de
matéria,
que
tinha
sido
composta
para
a
«Rege
neração»,
e
que
saiu
n
’aquelle
joroal
cor
respondente
ao
domingo,
12.
Como
os leitores
nào
ignoram, a
«Re
generação» é
impressa
na
mesma
tipogra
fia
onde
o
<C.
do
Minho»
se
imprime.
Apressamo-nos
a
fazer
esla
declaração
para
que
se
oão
duvide
da
nussa
probidade
jornalística,
de
tal
ou
qual modo
compro-
mellida
por
aquella inadvertência,
que
con
tinuamos
a
chamar
latal.
A
nece»8i«la<i© «le
eonsul em
Caiktão.
— («Jornal
de
Macau»).
Dizem-
nos
que
antigaraente os
mandarins
da Ca
sa
Branca,
depois
de
tomarem
posse
do
seu
cargo,
costamavam
vir
a
Macau
para
visitar
o
governador
da
colonia
e
o
procu
rador
dos
negocios
sinicos.
De volta
aos
seus
casebres,
que fazem
as
honras
de
resistências
mandarinicas,
escreviam
pomposos relatórios
ao
vice-rei,
dizendo que
tinham
tomado
posse
das
for
talezas
e
dos
edifícios
publico
*
de
Macau.
Com
esla patranha
se
entretinham
os
mandarins,
e
a
vaidade
do
vice-rei
acaricia
va
este
doce
e
ledo
engano.
As
relações dos
estrangeiros
com
as
auctoridades
superiores
chinezas
andavam
envolvidas
em urna
rede
de
mistificações
d
’
esta
especie,
porque
nenbnm
diabo
estran
geiro
podia ter
a
houra
de
contemplar a
face
do
vice-rei,
d
’
esle
logar-lenenie
do
íiiho
do
ceu.
A
ultima guerra da
China
com
a
Ingla
terra
acabou
por
destruir
estas
antigas
barreiras
de isolação
e
de
exclusivismo,
e
os
cônsules
csirangeiros
estabelecidos
em
Cantão
tiveram
facil
accesso
junto
do
vi
ce rei
dos
dois
Quangs.
Infelizmenle,
porém,
Portugal
uão
pô
de
adquirir
a
mesma
vantagem,
porque
não
tem
tido
alé
agora
em
Cantão
nenhum
côn
sul
reconhecido
oílicialmente
pelo
governo
chinez.
Esta
falta
de
cônsul
em
Cantão
tem
prejudicado
a
cidade
de
Macau
muilo
mais
do
que
se
julga.
A
presença
de
um
côn
sul
na
capital da
província
de
Quaug-tuug
seria
o melhor
apoio
e
protecção
para
o
commercio
de
Macau,
porque
o
facil
ac-
cesso
que esse
cônsul
teria
junto
da
pri
meira
auctoridade
da
província
serviria
de
um
freio
utilíssimo
para
conter
os
abusos
dos
cruzeiros
aduaneiros, de
que o
com
mercio
chincz
tão
constanlemente
se
quei-
x$,
.
e
giuilas
lomadias
se leriam
evitado,
assim
como
muitas
multas
poderiam
ser
tencentés
ás
principie
*
famílias
de
^
Ma
drid.
Os
nossos
inimigos
perderam
mais
116
cavalios,
uns
100
mortos
e numerosos
fe
ridos
Este
telegramma
é
assignado
pelo ge
neral Saballs.
El-rei
Carlos VII
conversou
detidamen-
te
com
o
general
Dorregaray, a
marcha
Jo qual da
Catalunha
para a
Navarra,
foi
tão
notável
e
feliz
com a
do
Centro
para
a
Catalunha.
S.
M.
receberá
em
breve
a
visita
do
general
Lizarraga.
Eeperam-se
grandes
resultados
d
’estas
conversações
e
da
conferencia do
nosso
valoroso
Rei com
as
juntas
das
quatro
provincias
vasco-navarras.
Tolosa
8
de
setembro.
—As
folhas
of-
ficiosas
de
Madrid
desmentem
já
as
pre
tendidas
destituições
dos generaes
Mogro
vejo.
Valdespina,
etc.
Todos os
boatos de
convénio
são
pura
invenção e
simples
manobras
de
bolsa.
O
nosso
exercito
e
as
nossas
popu
lações estão
bem
resolvidas
a
combater
con
tra
a
Revolução.
«La
Epoca»,
<EI
Tiempo»,
e
<EI
Eco»,
atemorisados
pelas
ameaças
cada
dia
mais
lemiveis
dos
republicanos
hispanhoes,
con
juram em
todos
os
tons
o
partido
carlis
ta
a
depór
as
armas.
O
insuccesso
dos
seus
progrnostiaos
prova a
força
e
o
futuro
do
nosso
estan
darte, que
tem
nas
dobras
o
lemma
:
Unidade
Catholica.
—Um
telegramma
d
’
Hendaya,
datado
de 6
de
setembro, annuncia
que
u
gene
ral
Dorregaray
chegou
no
dia
3
a
Ysaba
(Navarra).
O
intrépido
chefe
carlista
en
trou
hontern
de
tarde,
em
Elisondo,
com
dois
batalhões.
A
sua
apparição
produziu
um
grande
enlhusiasmo
nas populações.
Alguns
dos
últimos
telegrammas
do
P.
de
Janeiro.
Madrid 13.
—
Romero
Orliz
é esperado
brevemenle
em
Madrid. Aiiuunciam-se
mui
tas
demissões
de homens
importantes.
Paris
13.
—
Houve grandes inundações
em
Cette
em
resultado
de
uma
furiosa tem
pestade.
O
mar
invadiu a
gare
do
caminho
de ferro, mas
a
circulação
depois de
gran
des
esforços
foi
restabelecida.
—
Desde
quinta-feira,
9,
tem descarre
gado
violentas
trovoadas
sobre
Montpellier.
Em
Sainl
Chiniau
morreram
9
pessoas
e
faliam
60.
Ruma
13.
—
A
reunião
do
consislorio
é
delium
vamente na
quarta-feira
próxima.
Vienna
13.—
Os
delegados
das
potên
cias
continuam
as
tentativas
de
pacifica
ção
junto
dos
insurgentes da
Herzegovioa.
Quaria-leira
reuniram
os
delegados
em
Mostar
paia informarem o
commissario
tur
co
Server Pacbá
do
resultado
da
sua
mis
são.
Londres
14.—
O «Times»
annuncia
que
a
Rússia
propoz uma
conferencia
ás
po
tências
sigoatarias
do tractado
de
Paris
sobre
a
situação
da
Tuiquia.
GAZETILHA
Festividade.
—
Com
missa
cantada,
sermão
de
tarde,
e
Te-Deum,
festeja-se
no
proximo
domingo,
ua
capella de
S.
João
da
1
‘
onte,
a
Imagem
de
N.
Senhora
dos
Desamparados,
que
se
venera
no
logar
da
Ribeira.
No
sabbado
á
noile
haverá
fugo,
illu-
«nmaçào
e
basar
de
prendas,
locando
nos
intervalios
a
«Filarmónica
Bracarense».
A
prisão
«le alguias escripiores.
—
Demoslhenes
enceirou-se
voluntariamen
te
n
’uma
prisão
para
estudar
a
moral.
Gro-
lius
escreveu
duiaule o
seu
capiiveiro
o
Commenlario
sobre
S.
Matheus.
Buchanan
produziu
na
turre
de
um
mosteiro,
que
llie
serviu
de
prisão,
a
sua
excellenle
Paraphrase
dos
Psalmos
de
David.
Jero-
oymo
Maggi,
emquanlo pre
*
o
pelos
turcos
escreveu
em
lalim
dois
livros
muito
apre
ciados.
Pelissqn,
emquanlo
esteve
encar
cerado,
proseguiu
com
ardor
os seus
es
tudos
de
grego,
filosofia
e
de
theologia,
e
concluiu dillereoles
obias.
Cervantes
es
creveu
na
prisão uma grande parle
do
D.
Quixote.
Boecio
compoz duranie
o
seu
capliveiro
a bella
obra
sobre
as
Delicias
da
Philosophia.
Esievão
Zegelun,
duran
te
o
seu
capliveiro
em
Constantinopla,
es
creveu
livros
de
theologia.
Luiz
XII,
quaudo
duque
de Orleans,
permaneceu
muilo
tempo encerrado
na
torre
de
Bour.ges,
e
alli
se
dedicou
a
dif-
fereotes
estudos,
devendo
a
esta
circums-
minoradas,
e
isentadas
por uma interve
ção
judiciosa.
Esta»
vantagens tenderiam
muito
a
chamar
o
commercio para esta
c
’
dade.
Cl
’
Ha
ainda
uma
outra
consideração
fazer,
e
que
se
liga
mais
intimámente
com
a
dignidade
da
nação.
A
falta
de
um
cônsul
portuguez
em
Cantão
tende
a
rebaixar
o
prestigio
governo porluguez,
porque
a
plebe ju|L
que
a
nação
portugueza
sendo
a
mais
an.
liga
nação
europea
que appareceu
na
ChÚ
na,
não
é
ainda
até hoje
digna de
ser
tra
tada
com
egualdade
pelo
governo
chinez
*
que
admilte
cônsules
de
todas
as
ouirag
nações,
com
excepção
da
portugueza.
Além
d’
isso,
sendo
natural que
entre
o
governo
de Macau e
o
de
Cantão
se
sus
citem
de
quando
em
quando
questões, que
com
mais facilidade
se
pódem
decidir
*
com
explicações
verbaes,
do
que
por meio
de
correspondências,
teem
de
ser
empregados
emissários
para
esse
fim,
como
loi o
man-
darim
Pang-yoc
n
’
essa
questão
de
emigra-
ção livre,
a
que
nos referimos
no
nosso
ultimo
numero.
Em
taes
casos
nunca
podemos
chegar
ao
conhecimento
das
representações
ver
dadeiras
ou
falsas
que
esses
emissários
vão
fazer
ao
vice-rei, e
sobre
as
quaes
esse
fuoccionario
baseia
o
seu
juizo
e
con
ceito
ácerca das
auctoridas
de
Macau.
•
Se
na
questão da
emigração
livre
o
mandarim
Pang-yoc
pôde
representar
0
snr.
visconde de S.
Januario
na
posição
humi-
liame
de
oão
só
recebor
a
ameaça
de
vi-
rem
as
canhoneiras
chinezas
a
Macau
pa
ra
destruir
os
barracões,
mas
lambem
de
acceilar
gostoso
a
oíferta
de
tropa
chine-
za
para cohibir
a
tentativa
de
recomeçar
a
emigração; se
n
’
uma
questão
interna
cional
d
’
esta magnitude, póde
haver
simi-
llianle desenfreameuto, lemos
justas
razões
para
suppor
que
as
outras
questões
podiam
ter
sido
egualmente
desfiguradas.
Quem
sabe
quantas
vezes
esses
emis
sários
chinezes teriam
representado
oi
governadores
de
Macau
na
posição
de
sup-
plicar
de
joelhos
a
clemencia
do
filho
do
ceu
?
Similhantes
inconvenientes
não
exis
tiriam
se
huiivesse
um
cônsul
portuguez
em Cantão,
porque
faria
logo
dissipar
qual
quer
illusão
ou
intriga.
Sabemos
que pur
nào
termos um tra
tado com a
China,
existem obstáculos
quasi
insuperáveis
para
alcançar
este
desi
deralum; mas
esforços
continuados e
bem
dirigidos
talvez consigam que
seja
reco
nhecido
o
cônsul
portuguez em
Cantão,
cuja
utilidade
é
de
lodos
sabida.
lloetla
fíuíwa.
—
Lê-se
no
«J.
da
Noi
te»
:
—Em
dezembro passado,
recebeu
o
snr.
governador
civil de
Vizeu
denuncio»
de
que
n’
aquelle
dislricto
se andava
pas
sando
moeda
falsa,
em
grande
quantidade.
Procedeu
desde
logo
a averiguações
aquella
actoridade,
mas
apesar
de
cons
tantes
diligencias, só
agora
pôde achar o
íio
do
trama.
Em
S.
Pedro
do
Sul,
acaba
de
ser
cap
turado o
snr.
Manoel Lopes
Julio,
dono
de
uma
praça de
touros
em
Vizeu,
na
occasião em
que
fazia
um
pagamento de
trinta
libras,
vinte
e
seis
das
quaes
eram
falsas.
Acham-se
indigitados,
como suspeitos,
numerosos indivíduos, muilo conhecidos
no
dislricto
de
Vizeu.
O
snr.
governador
ci
vil
continua
desenvolvendo a
maior
acti-
vidade no
descobrimento
dos
criminosos.
Portuguezes
faUeetdo».—
Fallece-
ram
no
Bio
de Janeiro desde
15
a
22
de
agosto,
os
seguintes
sublilos
portuguezes:
Antonio Joaquim
Gomes, 30 annos, ca
sado
;
Luiz
dos Santos Pereira,
3!
a., sol
teiro
;
Arthur
Caetano
da
Costa
e
5ilva.
19
a.,
s.;
Tbereza
Constança,
74
a.,
c;
Venancio
Guedes
do
Amaral,
66
a-, s,«
Manoel
da
Silveira
Soares
de
Sousa, 42
a.
c.;
Joaquim
Mathias
Alves
Pereira.
48
a.,
s.;
José
da
Cunha
Guimarães,
31
a.,
s.;
Joaquim
da
Costa
Ramos,
37 a., s.;
da
Costa,
29
a.,
s.;
José
Alves,
36
a.,
s-í
José
Francisco
(POliveira,
19
a.;
Antonio
Luiz Simões,
40 a., s.;
Sebastião
José
Gon
çalves,
43
a.,
s.;
José
Machado
Gomes
Por-
tella,
58
a.,
s.;
Antonio
Gonçalves d
’
A-
raujo,
27 a., s.;
Manoel dg
Pinho, 18
a-
*
s.; Maria
do
Amparo
Rebello,
48 a-.
v
*
u
“
*a
;
João
de
Sá
Pereira, 60
a
,
s.; Joaquim
Ribeiro
Leite,
47
a.,
c.;
Joaquim
Gaspar
de
Macedo,
22
a.
s.;
Narciso
Leite
Bastos,
40
a.,
c.;
Manoel
José da
Silva
Carvalho
58 a., s.;
Francisco
Pinto,
22
a.,
s.;
Ca
*
tbarina
Florinda
da
Silveira,
31
a.,
c.;
An
tonio
Silveira,
30
a., s.;
Julio
dos Passos
Fernandes,
36 a., s.; Miguel
da
Sil
*
a,
38
a.,
c.;
Manoel
Jcsé
de
Freites,
40
a.,
c.»
Francisco
Mareei
Soares,
24
a.,
s.;
Caro-
lina
Anna;
50
a.,
s
;
João Manoel
Samp
a’
°»
23
1.,
>•; Autonio Marinho. 41
a.. »*<;• Joâ$
Antonio
Pinheiro
Mattos, 43
a.,
s.; Aolo-
nio
Gonçalves
Branquinho,
32 a.,
s.; • João
da
Costa
Ramos,
38
a., s.
Em
Pernambuco íaJleceram também de
7
a 25 d’agosto, os seguintes:
Anna
Dias
Gaspar,
70
annos,
casada
;
Antonio
José
de Sequeira
62 a.,
c.;
João
Frederico de
Abreu Rego,
72
a.,
c.;
José
Casimiro
da
Silva,
56
a.,
solteiro.
Aa
pérolas.—
Estes
produclos
tão
curiosos
e
de tanto
apreço
sào
formados
de
nacar seggregado
com
a
forma
de
gló
bulos
em
diversas
partes
da
superfície
in
terna
das
valvas
de
certos
molluscos.
As
ostras,
e
especialmente
um
testaceo, a
que
vulgarmeote
se
chama
madre-perola
são
os
animaes
encarregados
d
*
esta
secreção.
As
pérolas
de»em
as
suas bellas quali
dades
ao
nacar,
que
é
uma
substancia
dura,
brilhante, assetinada,
branca
ou
um
tanto
azulada,
e
que
pela
reflexão da
luz
apresenta
as
mais
vivas
e
variadas
côres
do
arco
iris.
Estes
bellos
produclos
das
conchas
são
considerados
como concreções
mórbidas
de
certos
molluscos,
bem como
o
são
no
homem
os
cálculos
da
bexiga
ou
dos
rins.
Da
mesma
fórma
que
n'estes
últimos
se
encontram
muitas vezes
corpos
estranhos
a
servirem
de
núcleos
áquellas
concreções,
um
grão de
areia,
um os»o
de
peixe
ou
de
musculo,
um
animalculo
espherico,
etc.
Os
logares
mais
celebres
da
exploração
das
pérolas, são
as
costas
de
Ceylão,
o
golfo
Pérsico,
o
de
Panamá
e
as
costa
oriental da Califórnia.
No
oriente
dá-se
mais
apreço
ás
pérolas
do
que
aos
dia
mantes.
Na Europa
varia muito
o
valor
d
’este
enfeite,
segundo
o
tempo,
a moda
e os
logares.
As
pérolas
do
oriente
sào
as
mais
estimadas,
e
depois
d’
estas
as
de
Ja-
va
e Sumatra.
Parece que
o
uso
d’esle
enfeite
principiou
em
França
no reinado
de Henrique
111
*
Também
se
conhecem
no
commercio
algumas
especies de pérolas europeias,
menos
limpidas e
brilhantes,
taes
são
as
de
Escossia,
de Roma e
Veneza.
As
pri
meiras
sào
pescadas
nas
agoas de Escos
sia.
As
segundas
são
pequenos
grãos
d’a-
iabaslro
envolvidos
por
uma
massa compa
cta
de
nacar,
de
álcool
e
de
colla
de
peixe;
servem
para
formar
rosários,
collares
e
outros
adornos.
As
terceiras
são
esmaltes
de
diversas
côres, e
de
pequeno valor.
As
antigas
pérolas
do
oriente
eram
an-
ligarneote
de
um
valor
fabuloso.
A
rainha
Cleópatra
bebeu
urna
desfeita
em
vinagre,
avaliada ern mais
de
200
contos
de
reis.
Não
valia
menos
a
pérola,
que
Cesar
uf-
fercceu
a
Servia
;
e
o
Schah
da
Pérsia
comprou
ha dois
séculos
uma
ao
viajante
Taveruier,
avaliada
em
mais
de
400
contos
de
reis
’
CamíBiho «le
ferro
«Ia Mnnclta.
—
OíTerecem
verdadeiro
interesse
os
dados
relativos
ao
projecto
do
caminho
de ferro
que
ha
de
ligar
a
França
e a
Inglaterra
pelo canal
da
Mancha.
Mr.
Kranz que
é
relator
da
commissão
que
a
assembléa
franceza
nomeou para
es
tudar
o
assumpto,
diz:
«A
maior
profundidade
das
aguas
na
linha
do
lunnel
será
de
34
metros
d’
onde
resulta
que
deixando
na
abobada uma es
pessura
suíficienle
para
evitar os
escala
vres,
não
haverá
necessidade
de
descer
em
parle
alguma
a
mais de
127
melros
abai
xo do
nivel
do
mar,
o
que
permitte
o
em
prego
de
declives
acceilaveis.
Estão
previstas
as
difficuldades
d
’
esta
obra
collossal
e
conta-se
com
os
meios
de
as
superar.
A
capa
de
crusta
por
onde ha de
pene
trar
o
caminho
será
compacta
o
homogé
nea
?
Não
apresentará
cortadoras
profundas
occasionadas
pela
passagem
violenta dos
mares,
depois
do
antigo
equilíbrio?
Nào
estará
quebrantada
por
gretas
pro
cedentes
dos
transtornos
successivos
e
que
a
falia
de
plasticidade
da
crusta
impedis
se
se
soldassem
complelamente?
-
Atravez
d’
essacapa,
tão
regular
na
ap-
parencia,
não
se
encontrarão
alguns cumes
de montanhas
anteriores
á
crusta
e
envol
vidos depois
na
sua
massa?
Só
a
geologia
póde
responder
a
esle
grave
interrogatório ; mas
desgraçadainen-
te
não
póde fazel-o
d’
um
modo
inleiramen-
le
tranquillisador
e
tem
de
reconhecer
a
possibilidade
de
todos
estes
accidenles
do
terreno.
Os
estudos
feitos
em ambas
as
costas
da
Mancha,
e
as
sondagens
verificadas
sub-
minislram
os
preciosos
dados,
mas
oífere-
cetn
probabilidades
de
bom
exilo e
nada
mais.
Collocando-se
na
hypothese
de um exi
lo
possiveh a companhia formulou -o
pro
jecto
n’esles termos
:
«No
centro
e
em
26
kilometros
de
extensão,
apresentará
uma
parte
leve
mente
arqueada
que
terá o
seu ponto
culminante
até
meio
do
estreito,
cem me
tros
abaixo do nivel
do
mar,
baixando
alé
ás
costas
por
dois declives
de
0,0038
por metro.
«Das
duas
extremidades
da
parle
cen
tral
se
chegará
ás
costas
franceza
e
in-
gleza
por
declives
de
11
kilometros
de
longitude
que
lerão
respectivamenle
0,0123
e
0,0135
de inclinação
por
metro.
«O
caminho
de
ferro
submarino
enla-
çar-se-ha
na
costa
ingleza
com
as
linhas
de
South
Fartern e
de
Ghatam
em
Dover
e
na
costa
franceza
com
os
rails
da Com
panhia
do
Norte.
«Finalmente,
com a
continuação
da
par
le
central,
duas
galerias
de
pequena
sec
ção, cada
uma
de
4
1(1
kilometros
de
longitude,
conduzirão
as
aguas
das
filtra
ções a poços
d
’
onde se
poderão
tirar
para
fóra por
meio
de grandes machinas.»
As
obrigações
não
poderão
emittir-se
senão
por
uma somma
igual
á
metade
do
capital,
nem
serão
auctorisadas
em
quan
to
essa
metade não
estiver
invertida
em
obras,
em aequisição
de
terrenos
ou
de
maleriaes.
H»laia
de Zuiderzée.—
Ha
dez
an
nos
que
nos
Paizes-Baixos
amadurecera
a
idéa
de
esgotar
o
Zuiderzée,
vastíssima
ba-
hia
quasi
fechada
que
se
encontra
oas
im-
mediações
de
Amsterdam.
O grandioso
da
empreza
não havia per-
miltido
que
se
occupassem
d
’ella
as
com
panhias
particulares,
e o
governo, finalmen
te
convencido
da
grande
utilidade
que
pro
viria
para
a
Hollanda
da
realisacão
de
similhanle projecto,
decidiu-se
a
emprehen-
der
os
trabalhos,
e
as
Camaras,
antes
de
se
encerrarem esle
anno,
votaram
um
cre
dito
de 2:56O0OuO
reis
para
fazer
os
últi
mos
trabalhos
de
sondagem,
e
o
proprio
rei
no
discurso
da
coroa,
fallou
já
n
’
esle
assumpto,
como
em coisa
decidida
a
levar-
se
a
cabo.
Uma
vez
secco
o
Zuiderzée,
ler-se-hão
ganho
para
a
agricultura
276:000
hecta
res de terreno,
que,
em
vista
da
pouca
extensão
d
’
aquelle
paiz,
tem grande
im
portância,
pois
constituirão
uma
província
que não será
a menor
do reino.
O
primeiro
trabalho
que
deverá
em-
prehender-se é
a
conslrucção
de
um
dique
de
40
kilometros
de
comprimento
e
7 de
altura,
acima do
nivel
das
aguas.
As
despezas
calculadas
montam
á
som-
ma
de
1:000
florins
por hectare,
ou
reis
3600000, e
calcula-se
que,
dado
o
preço
que alli
valerá o
terreno,
poderá
vender-
se
por
7200000
reis
cada um
dos
1760000
que
se
destinarão
á agricultura
e
fundação
de casas.
Reservam-se
19:000 hectares para
con
slrucção
de
caminhos
de
ferro,
estradas
e
canaes.
A
profundidade média
do
Zuiderzée
é
de
quatro
melros
e
meio,
e
o
seu
leito
é
composto
de
4[5
de
areia,
mistura
muilo
conveniente
para
a
vegetação.
SapmeiroH ilIuatreM.
—
Linneu,
0
celebre
naturalisia
e
botânico
sueco, foi
aprendiz,
de
sapateiro,
José
Prendell,
co
meçou por sapateiro,
estudou
e
veiu
de
pois a
ser
um
sabio
muilo
dislincto
na
Inglaterra.
David
Parens,
celebre
profes
sor
de
theologia
na
Allemanha,
foi
tam
bém
aprendiz
de
sapateiro.
Benedicto
Bal-
duino,
sabio
dislincto
do século
XVI,
prin
cipiou
pelo
oflicio
de
seu
pae.
Foi
sapa
teiro.
Tiveram
igual
oflicio os
seguintes
:
Gil-
ford,
escriptor
notável do
século
aetual.
Blomfreld,
auclor
de
muitas
obras estima
das.
Winkelman,
sabio
antiquário
alletnão.
João
Branett,
secretario
da
sociedade
dos
antiquários
de
Londres.
Fox,
fundador da
seita
dos
quakers.
Rogério
Sherman,
es
tadista
americano.
Creança
«flueímada.—
Em Poiares
morreu
queimaaa
com
agua
a
ferver
uma
hlhinha
do
snr.
Godinho,
administrador
d
’aquelle
concelho.
Parece
que
uma
tal
desgraça
succedeu
pela
seguinte
fórma:
A
creança
andava
a
brincar
quando
passou
por
junto
d
’
ella
uma
creada
levan
do
na
mão
uma
chaleira
com
agua
a
fer
ver.
A
menina
que
apeius
contava
de
edade
cinco
annos,
começou
a
brincar
com
a
creada,
e
esla pur
fatalidade
deixou
cair
a
chaleira
enlornando-se
a
agua
a
fer
ver
por
cima
da
desdito^
creança.
Lm
pregaram-se
lodos ós
exforços
para
salvar
a infeliz
menina,
mas
foram
em
vão
porque
no
dia
seguinte
succutnbiu.
Venda de navioM de
guerra. —
O
antigo
material
naval
das
differeotes
po
tências
marítimas
vae
sendo
successivamen-
te
vendido;
e
assim se
livram de
grandes
despezas
de
custeio,
totalmente
improducti-
vas,
a
que
a
sua
conservação
as
obrigava.
V Inglaterra
foi
a
primeira
nação
que
adop-
tou
este
expediente,
vendendo
33
navios
durante
o
anno
de
1870,
16
em
1871,
16
em
1872,
10
em
1873,
4
em 1874
e
17
depois
do
começo
do
1875, prefazendo
um
total
de 90
navios vendidos
em
menos
de
cinco
annos
e
meio. O
preço
medio
da
venda foi
de
180000 reis,
proximamente,
por
tonelada,
decima
parte
do
custo
pri
mitivo.
A
maior
parte
destes
navios eram
completamente
inúteis,
mas
alguns
havia
em
bom
estado
e
que
podiam
prestar nleis
serviços
a
quem
d
’elles
carecesse,
especial
mente
como
navios-escolas.
Entre
as
naus
de
linha
vendidas
em
1870,
a
«Renown»,
de
3319
toneladas,
800
cavallos,
edade
de
13 annos, foi
vendida
por
90:0000000
ao
governo
da
Allemanha
do
Norte
;
outras
foram
vendidas
por
me
nor
preço,
sendo
a
mais
barata
40:0000000.
A
Rússia
seguiu logo
o
exemplo da
Inglaterra,
e
riscou
da
lista
da sua
esqua
dra
todas
as
naus
de
linha,
exceplo
uma,
e
esperam
lar
em breve
egual
sorte
mui
tos
outros navios.
Na
Áustria,
os
navios velhos
são
da
dos
em
pagamento
aos
conslruclores
dos
navios
novos.
O parlamento
italiano,
em
fevereiro
de
1875,
auctorisou
o
ministro
da marinha a
vender
grande
parle
do
material
naval pro
veniente
especialmcnte
da
esquadra
napo
litana,
assim
como
os
couraçados
de
mais
antiga
construcção,
e que
não
estão
a
par
dus
recentes
melhoramentos.
Os
Estados-Unidos
que
durante
a
guer
ra
civil
fizeram
aequisição
de
um numero
de
navios
muilo
superior
ás
suas necessi
dades
em
lempo
de
paz,
não
só
pararam
os
trabalhos
de
conslrucção, mas
vende
ram
por
todo
o
preço
os
seus
peiores
na
vios.
Ainda hoje
proseguem
na
venda dos
navios
antigos,
e
acabam
de
ceder
por
65:8800000 réis,
preço
inferior
ao
do fer
ro
velho,
oito
navios
nouraçados,
que
cus-
tarrm
um
total
de
3.956:0000
réis,
deno
minados
Ellah,
Íris,
Klamath,
Umpqua,
Yumna,
Kewaydyn,
Winebago
e
C/iickaw.
Segundo
noticias
de
Berlin,
o
governo
dinarnarquez
resolveu
vender
nove
dos
seus
mais
antigos
navios,
e
applicar
o
producto
d’
esla
venda, que
será
eíTectuada
de
1875
a
1885,
a
compra de
um
material
de
tor
pedos
e de
embarcações
velozes, armadas
de
peças
leves,
destinadas
a
vigiaj
e
pro
teger
as
linhas
de defeza
submarinas.
ANNUNUÍOS
ED1T0S
DE
30 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da
cidade
e
comar
ca
de
Braga, cartorio do commercio,
Frei
tas,
correm
éditos
de
30
dias
a
contarem
de
31
do
passado mez
d’
agoslo do cor
rente
anno,
pelos
quaes
chama e
cita
o
reo
Manoel
Pereira
Lobato
d
Azevedo,
mo
rador
que
foi
n
’
esla
mesma
e
hoje
se
acha
ausente
em
parte
incerta,
a requerimento
do barão
da
Povoa
do
Varzim,
afim
de
íallar
a
uma
acção de
petição
do
libello
commercial
pela
quantia
de
2000000
reis
pois
se
acha justificada
e
julgada
por
sen
tença
a
dita
ausência
a
qual citação
edital
lem de
ser
acusada
na
audiência
do
dito
juiso
no
dia
7
do
futuro mez
d
’
ou(ubro,
pelas
10
horas
da
manhã,
as
quaes
se
costumão
fazer
todas
as
segundas
e
quin
tas
feiras de
cada
semana
não
sendo
dia
santo
ou feriado,
pois
sendo, é
no
imme-
diato,
e no
tribunal
d
’
ellas
largo
de
Santo
Agostinho
da
dita
cidade,
e
n
’
essa
mesma
audiência
se
tem
de
assignar
o
termo
de
5
dias para
comparecer
por
si
ou seu
bas
tante
procurador
e
na
primeira
seguinte
audiência
para
assignar
termo
de
confissão
ou
negação
de
sua
firma
sob
pena de
se
haver
acção
por
confessada
como
dispõe
o
artigo
1086
do
codigo
commercial
como
dispõem
os
mais
artigos
seguintes
com
a
pena
de
ser coodemnado
á sua revelia
e
seguir os
mais
termos.
(2693)
Allenção
e
muita
attençáo
Perdeu-se
na
noite
do
dia
9
do
cor
rente,
um
càosiuho amarello,
com
malhas
brancas no
peito e
que
dá
pelo
nome
de
Lynce.
Quem
o
achasse
e
queira
restituir,
pede-se
o
obséquio de
o
entregar
na
rua
de
Santo
Andre,
casa
n.°
23.
Dão-se
alvi
çaras.
(2688)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita de novo, sita na rua
das
Agoas, n.® 91. Trata-se na rua dos
Chãos
n.° 13.
Póde
vèr-ae
das 10
horas da manhã,
até
á
1
da tarde.
(2694)
PREVENÇÃO
Antonio
Moreira Coelho, morador na
rua
de
D. Pedro
5.®
d’esta cidade, faz pu
blico por
este meio para todos
os efieitos,
que,
se nào responsabilisa de fórma algu
ma por
dividas que em seu nome sejam
contrahidas,
a nào ser
que, elle proprio
seja
quem
as
faça.
(2695)
c
ÕLLÊ
g
ÍÕ
T
llemâõ
U«boa rua do Prior, 49 e 54
EM BUENOS-AYRES
Este
collegio
para educação de meni
nos
e
meninas, acha-se estabelecido em
duas
casas separadas.
O ensino
é confiado
a professores
e
professoras escolhidos, na-
cionaes
e estrangeiros. As
accommodações
para
pensionistas são excellentes.
Para
programmas
e mais
esclarecimen
tos
dirija-se ao
director A.
H. Roeder.
(2696)
CERTIDIÃO
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
cscribão do
Tribunal
do
Commercio
de
primeira
ins
tancia
riesta
cidade
de
Braga
e
seu
dis~
triclo,
por
Sua
Magestade
Èl-Bei
o
Se
nhor
Dom
Luiz,
que
Deus guarde,
etc^
Certifico
que
no
processo
de
fallencia
de João
Anlonio
de
Sousa,
negociante
que
foi
na
Villa
dos Arcos
de
Val-de-Vex,
pre
feriu
o
Tribunal
a
seguinte
Sentença
:
O
tribuoal
attendendo
a
que
o
nego
ciante João
Autonio
de
Sousa,
da
Villa
dos
Arcos
de
Val-de-Vez,
era
devedor
aos
re
querentes
negociantes
d
’
esta cidade
Do
mingos
Pereira
d
’
Azevedo,
da
quantia
de
2720371
rs.
João
Baplista
Lopes,
da
quan
tia dc
4070222
rs.
Jeronimo
José
Pereira
Pinheiro
&
Filhos,
da quantia
de
7280478
rs. importância
de
fazendas
que
levou
a
credito
para
revender,
e
que
sendo-lhe
pedidas
as
quantias
supra,
já
no
mez
de
Maio,
as
nào
pagou,
posto
que
promelteu
pagar,
e
subsequentemente
fizesse
iguaes
promessas,
é manifesto
achar-se
em
falta
de
pagamentos,
e
por
isso
declara
aberta
a
fallencia
do
dito
João
Anlonio
de
Sou
sa,
da
villa
dos
Arcos,
a
contar
desde
o
dia
30
de
julho
do
corrente
anno,
orde
nando
que
se
ponham
os
sellos
em
lodos
os
objectos
do
seu negocio
e
bem
assim
em
todos
os
bens que
lhe
forem
encon
trados,
nos
termos
dos
artigos 1124-1126
e
seguintes
até
1159 do
Codigo
Commer
cial,
e
nomeio para
juiz
commissario
pro-
visorio
ao
jurado
Manoel
Bento de
Carva
lho,
e
curador
fiscal
ao
crédor Jeronimo
José
Pereira
Pinheiro
&
Filhos,
d
esta
ci
dade,
que
é
provisorio,
mandando
que fa
çam as
necessárias
communicações
e
se
cumpra
o disposto
no
artigo
1161
do Cod.
Com.
Braga 7
de
Setembro
de 1875—
O
primeiro
substituto
servindo
de
Presiden
te
do Tribunal do
Commercio
de
primei
ra
instancia,
Anlonio
Roberto
d
’Araujo
Queiroz
—
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
—
Joaquim
José
Golçalves
Salgado
—
Manoel
Bento
de
Carvalho
—
João
Luiz
Pipa.
Eslá
conforme o
original.
Braga
8
de
Setembro
de
1875.
O escrivão
do
Tribunal
do Commercio
(2683) José
Firmino
da
Costa
Freitas.
T&BACABIA
DEPOSITO
BE CIUBUTOS
HÂ.VANOS
Chegou
a esla
casa a
marca
especial
FLOR DO
CIIIADO
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMPRESSOS
Vende-se
na
Tabacaria Bracaren-
hc
.
(2686)
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA
Sociedade anonyma—
responsabi
lidade
limitada
São prevenidos
os snrs.
ac-
wnistas
d’
este
Banco a fim de
entrarem
com
a
8.»
prestação
de
10 p.c.
das suas acções,
desde
o dia 20 a 30 do cor
rente,
das
10 horas
da
manhã
até ás 2 da tarde, em Coimbra,
na
séde
do Banco, no Porto,
Lisboa,
Eraga, Vianna, e Man-
gualde,
nas agencias do mes
mo
Banco.
Coimbra, 10
de
setembro
de
1875.
Os
gerentes,
José Barbosa Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(C.
2687 R.
127)
,
ISCOLAiMmOMaA
Recentememe
chegado
a
esta
cidade,
aonde
pretende
dernorar-?e
algum tempo-
oflirece
os
seus
serviços
ao
respeitável
pu
blico
em
tudo
que
disser
respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
caria
dos,
colloca
dentes
arliíiciaes,
com
per
feição e cura todas
as
aflecções
da
boc
ca
;
especialidade da
escola
moderna.
Con
sultas
e
extiacção
de
dentes aos
pobres,
gralis
das
8 ás
9
horas
da
manhã.
Consultorio,
Campo
de
Sanl
’
Anna
n.°
4
—
B
2
°
andar.
(C.
2644
R.
105)
Francisco
José
da
Cunha
Com
loja de caldeireiro
Rua
de
S.
Vicente, n.°
100
—
Braga
Vende
Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras,
alambiques,
e
mais objeclos
de
cobre,
pertencentes
ao
seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
VENDE-SE
Na
irmandade
das
almas
de
S.
Thiago
da
Cividade,
d’
esta
cidade, ha
para
vender
nm
esquife
de
bastante
trabalho
e
em
muito
bont
estado.
Falla-se
com
a
meza. (2090)
PIANO
Vende-se
um
de
7
oitavas,
pau
preto,
e
d’
acrèdilado
auctor.
Vê-se
e trata-se
com
o
ill."
1"
snr.
Fernandes
Pereira,
Campo de
SanfAnna
em
Braga.
(2681)
O
abaixo
assignado
faz
por
este
modo
sciente
ao
respeitável
publico,
que
não
se
responsabilisa
por
todo
e
qualquer contra
cto,
obrigação
de
divida,
de
qualquer es
pecie
que seja,
a
que
elle
anounciante
não
assista
pessoalmente,
e
com
plena
li
berdade, ou
por
pessoa,
por
elle,
legalmen
te
auclorisada.
Braga
7 de
Setembro
de
1875.
O
P
*
Antonio
José Mendes
Bacalhau.
(2682)
INJECÇÃO
BARN1T
E
’
já
bem
conhecida
a
sua
efiicacia
em
curar
em menos
de s dia»,
ioda
a
qua
lidade
de
purgações,
como
o
póde
alies-
tar a
venda
de
mais
de
2
000
frascos.
Deposito
em
Braga,
na
pharmacia
do
Hospital
de 8.
Marcos.
(2641J
Carreira de
Braga
á
Povoa
do
Varzim
José
Anlonio
Duarte
Pregoeiro k
hmão,
resolveram
para
maior
commodidade
dos
snrs.
passageiros
estabelecer
o
preço
des-,
de o
dia
17
do
corrente
enlre
Braga
e
Povoa
de Varzim
e
vice-versa,
a
500
rs.
dentro,
e
400
rs.
fóra, continuando a
sair
a
carreira
da
noite
ás
10
horas,
e
o
car
ro
que
sai
ás 4
da
manhã,
principia
des
de o dia
17
do
corrente
inclusivé
a sair
de
Braga
ás
5,
chega
a
Barcellos
ás
8,
e
á
Povoa
ás
11
e
meia.
Sae
da
Povoa
ás
5
chega
a
Barcellos
ás
8
e
a
Braga
ás
11
e
meia,
demora em
Barcellos meia hora
tan
to
na
ida
como
na
volla.
(2692)
DILIGENCIAS
DIARIAS
De
Sebastião da
Silva Neve»
Enlre
Braga,
Ponte
do
Lima, Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão,
Tuy,
Vigo,
Ponlevedra
e
S.
Thiago.
Também
se
despacham
bilhetes e
ba
gagens
directamente
de
Braga
para
Lis
boa,
por
caminhos
de
ferro.
Escriplorios
:
em
Braga,
na
casa
aon
de
eslava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima,
na hos
pedaria
da Theodora,
em
\ianna.
no
es
criptorio
do annunciante.
(2611)
Casa
de
CommissÕes
Antonio
Zacharias
da
Silva
Coelho,
com
casa
de
CommissÕes
em
Braga,
rua
de
S. Miguel O Anjo
n.°
16,
ao
campo
das Hortas,
recebe
e
envia
encommendas
para
qualquer
parle
do
reino,
mesmo
in-
depemienles
das
estações,
a
pagar
cm
qual
quer
dos
pontos
pela
commissão
de 49
rs.
por
volume
até
70
kilos.
Também
remette
encommendas
ou mer
cadorias
para
qualquer
parle
do
Brazil
ou
nação.
Encarrega-se
dos despachos na
estação
das
Devezas
ou
de qualquer
alfandega
do
reino abonando todas
as
despesas
até
que
as
mercadorias
cheguem
ao seu
destino,
mediante
uma
commissão
rasoau?!.
(2635)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
&
£•
Rua
do
Souto
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se da
compra e
venda
de
pa
peis de
credito.
Receae dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
uros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta, inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco lem agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(R
*
)
Carvalhos
k C.A
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Germano Ferresxrinlia
NA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas, columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de metal, sinos
e
outros
ob-
jectos
de igual teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
PADRE
SENNA
FREITAS
A
TEADA DE
MESTRE
LLCAS
Romance
religioso original
1
vol.
400,
pelo correio
430
A’ venda na Livraria
Chardrou—
Editor.
AGUAS
MINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim, ha
deposito
de
agoas naturaes das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rios,
das
Caídas
da
Rainha,
Sedlitz,
Verim,
Vidago
a
Vichy.
(Q
*
)
PERFUMARIAS
Vendem-se na pliarmaeia de A. D.
Alvim,
o» seguinte»
preparadosi
Agua
de
triple de
Colonia.
Dita da Sociedade Higiénica.
Dita
de
Príncipes.
Dila
de
Codrait Companhia
e
outros
auctores.
Ditas
Aneterina,
do
dr.
Popp.
Dentorina,
de Rigaud.
Coloriginio.
de
Rigaud,
liquido
regene-
dor
da côr
primitiva
dos Cabellos.
Pós
Rosêe,
preparação
nova,
para
bran
quear
e
amaciar
a pelle,
de
Rigaud.
Oleo
Miranda,
de Rigaud.
Vinagre
de
Toaletle,
de
Bully.
Creme Dentriíico.
de
Rigaud.
Pós
Dentriíico
*
,
do dr.
Pierre.
Tbesouro
da
Bocca,
esta
agua
dentrifi-
cia,
muito
agradavel
ao gosto, é a
mais
eílicicaz
para os cuidados
da bocca,
e
con
servação
dos
dentes.
Pomada
Flexível,
para
conservação
dos
cabellos.
Pó
d
’Arros
d
’
Italia,
para branquear^
refrescar e
amaciar
a
pelle.
Pomada Miranda,
de
Rigaud,
tónica
e
fortificante
do
cabello.
Benzina
perfumada.
Esta
benzina
é
de
todos
os produclos
até
hoje
conhecido
*
,
o
eflicaz
para
tirar
as
nodoas
de
todos
os
corpos
graxos
ou
rezinosos,
dos
tecidos de
séda,
lã,
linho
e algodão,
sem
alterar
a
côr,
nem
atacar
o
tecido,
deixando
depois
do seu uso
um
aroma
agradavel.
Oleo
de
mãe
de vacca,
romatisado
pa
ra
o
cabello.
Sabonetes
de
alcatrão,
muito
uteis
em
diversas
moléstias
de
pelle.
OLEO DA PERCIA
Esle
oleo
cosmético
bem diflerente
a
todos
os
oleos
e
pomadas
usadas
até
ho
je,
amacia,
dá
lustro
e
brilhantismo
no
cabello, melhor
que
qualquer
outro,
sem
deixar
nodoa
alguma na
roupa.
Vende-se
na
pharmacia
de
A.
D.
Alvim.
leite
“
divino
Unico
restaurante
da
bellesa. Vende-se
na pharmacia
de A.
D.
Alvim.
TONIÇO
ORIENTAL
Preservatorio
seguro
contra
a
calvicee
encauecimeoto,
é
a
preparação
mais
deli
ciosa
que
se
ha
descoberto
para
o
cabel
lo.
Vende-se
na
pharmacia—
Alvim.
CIKCASSIAVY
e
FLOniDzl
Vende
se
na
pharmacia
—
Alvim. (2673)
José
Carlos Machado
d
‘
Almeida,
cora
estabelecimento
na
rua
do
Campo,
n.°
16,
tem
para
vender
um surlimeuto
de
cami
solas
de
lã
de
lodos
os
tamanhos,
assim
como
meias e cuturnos,
que
veude
por
preços
comodos.
(2647)
Rua
du
Campo, n.°
22 —
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
que
tem
commodos
para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na
mesma de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
METAES
VELHOS
Na travessa
de
S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
RIO
DE JANEIRO.
A «atair
de Lisboa
Passagens a
preços reduzidos.
Caminho
de
ferro
gralis.
A
barca
<
Lisboa»
de
1:200
to-
nelladas,
com
espaçosa
camara
de ré para
passageiros
de
prôa,
vae
sahir
com
brevidade.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem
apro
veitar
o
ensejo
de
seguir o
’
este
excellente
navio,
queiram
dirigir-se
ao
escriptorio
de
Soares
k
Irmão,
Praça
de
Santa
Tberesa,
n.° 47.—Porlo.
(U
*
)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_16091875_396.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)