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3.
” ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 383
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E, para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca de porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim coroo
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600 rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
4&000 rs.—Semestre 1&250
rs.=/?razt/, anno
4&400
rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
®/0
d
’
abatimento.
■7
a
'nrtrrw
BKAG4-S
ABBABÍ» 14 DE
AGOSTO
Coliereiaeia liberal.
A
deseníreiada
algaravia
liberal
em
eruclações
de
diabólica sanha—
apoda-nos
ahi com
aftisona
grila
—
de
inimigos
da
civilisaçâo
e
do
progresso, de
toupeiras,
retrógrados
e
em
lim
de
quanto
a
vasconça
dialeclica
vespertina
é
capaz, com
o
ob-
jectivo
de
levantar
a
animadeversão
das
massas contra
quem
representando
um
principio
que,
jusiarnente
porque
é
bom
e
contrario
ás
baldas
da
seita—
convém
a
esta
por
tolas
as
fôrmas
guerrear.
E
assim
a
despeito
de
sermos
um
ca-
daver,
de
sermos
um
pai
tido
morto
e
aniquilado,
de
tanto
apregoarem
por
um
lado
a
impossibilidade
da
nossa
rehabili-
lação
e
poder,
por
outro
as
hostilidades
sào
sem tregoas
e
em
pertinaz afinco,
o
que
sendo
uma
contradição,
não prova
menos
a
sinceridade
e
boa
fé
d’
e»tes
his
triões da
revolução
pelo
erro.
O
pó
que
levantam
no
ctrco
onde
exi
bem o repugnante
espectaculo
que
inau
guraram
ha
42
annos
—
póle
ler assombra
do
a
vista
dos
que
peia
cubiça
e
egoís
mo
basbaque
seguem de
perto
a
falange
vespertina
e lhe
applaudem
a
orgia
; mas
uma
grande
parte
dos
espectadoies
teui-se
desenganado
do
que
são
e
valem
os
co
mediantes
e
a
macabra
pantomima.
Pur
tanto,
quem
sejam
os
inimigos
da
civili-
sação,
as toupeiras,
os
retrógrados
e
o
mais
de
vituperioso
com que
os
snrs.
maçons se dignam de
mimosear
nos,
em
bora
sobejamenle
estija
sabido,
nunca
se
perde
por
demasia
demonstral-o
e
estigma-
tisal-o,
em
lauto
se
presta
sempre
um
sa
lutar
serviço
Nós
somos
toupeiras porque
não pla
neamos
no
recondito dos
antros
mãçõnicos
a
reacção
contra
a
barbarie
liberal porque
a
nossa
guerra
é
leal
e
franca,
pelo
es
tigma
nú
e
iinpfubleiuatico
;
pela
discus
são
no
campo
intemerato
da
cisão
e
boa
lógica
sem
o
misticismo
e o
subleltirgio
en>
que
abunda sempre
a
defesa dos
maus
principies.
Vós
não
sois
toupeiras,
mas
á
simi-
Ihança
do
astuto
roedor
que
sob
a
terra
vae
obrando
o
devaste
que
apparece cã
fóra,
fu
j-.des
nas
cavernas
do
maçouism
'
a
obra
nefasta do
Mindeilo,
e
ainda nas
mesmas
cavei
nas e
em cabali-licos
con
gressos planeastes
os
actos do
vosso ser
morai
e
político
com
qoe
á
luz
do
dia
vindes
emporcalhar
os
costumes
e
as
tra
dições
de
um
povo
notável
pela
sua
hon
radez,
abnegação
e
moralidade.
Somos
nós os
inimigos
da
civilisaçâo.
porque
prégamos
a
moral
e
a
civilisaçâo
christã,
ensinamos
a
humildade
e
o
amor
do
proximo,
o
perdão
das oífensas,
o
res
peito, a
veneração
pelos
sacratíssimos
princípios
da
verdade,
do
direito
e da
justiça,
simbolisados
pela
Egreja
Catholica,
e
personificados
no
seu
chefe
visível,
pre
dicados
que fa-iam
d’
este
povo
um
povo
de
heroes.
Queremos a união
da
sociedade
pela
adopção
d’
aquelles
augustos
princi
pio»,
a
un.ão
da
farnilia
pelo» liames
vi
gorosos
e
iudessoluveis
do
sacramento
e
da
saneção
divina.
Queremos
um dique
interposto á luxuria,
ao
regalismo
pagão,
ao
proseguimenlo
ininterrupto
em
que
marcha
o
século
para
a
decomposição
so
cial
pelo
esquecimento
e
abandono
dos
primeiros deveres
que são
os
para
com
Deus.
Vós
então
sois
os
fautores
e
obreiros
do
progresso
e
da
civilisaçâo,
iniciando
e
exercendo o
vosso
torpe
consulado
dando
fóros
de
cidade
á
extorsão,
ao
roubo,
pralicando-o á
priori
com aquelles que
poderiam
com
a
palavra,
com
o
exemplo
e
com
a
pratica
das
boas obras, frustrar
os
planos que
em
torrente
nefasta
ahi
tendes
posto
em
pratica.
Dando
saneção
legislativa á
extineção da farnilia
pela
fa
cilidade
do
divorcio,
pela exclusão de
toda
a
ideia
divina
nas allianças
conjugaes
com
a
sacrílega invenção
do casamento
civil.
Auclorisando
e
legalisando
a
inlroduc-
ção
nas
escolas,
de
livros em
qne
abun
dam
doutrinas
subversivas
da moral, da
religião
e
da
compostura
dos
costumes,
para
que
a
mocidade
imbuida por
tão de-
leleiia educação
retrográda
aos
séculos
do
feroz
paganismo
por
que
suspiraes.
Propagando
emfim
pela
imprensa e
por
todas
as
fótmas
—
a
falsa
filosofia
qne
ten
de
a arrastar
a
sociedade
ao
abismo
do
bruto materialismo.
Somos
nós
os hipócritas
porque
falía
mos
sempre
a
verdade
a
todos
e
porque
a
eterna
verdade nos
inspira
; sligma-
lisamos
o
erro
onde
quer que elle esteja,
não
encobrimos
com
imagens
mais
ou
me
nos
refolhuda»
de
oratoria
mascava
as
nos
sas
asserções
sempre
francas
;
chegamos
sempre
ao
fim
pelos
mesmos meios, por
que
o
vehiculo
conduzindo
a
verdade
não
carece de
occullar-se
por
caminhos
tortuosos.
Vós
então
qoe
sois
os
sinceros,
os
aposlolos
da
verdade,
prégaes
ao
povo
a
melhor
das
fortunas como
feracissimo Du
eto
do
sistema. E
o
sistema
é a
men
tira,
é
a
fraude é
a
anlhitese
do
justo
e
do
botn;
é
a
obra
mais
formalmente re
vestida
de
atlributos
diabólicos,
porque
assenta
no
erro,
deriva
da
escola
maço-
nica
que
ensina
o
alheismo,
o
regalismo,
o
materialismo,
o
despreso
das virtudes,
e
a
guerra
á
moral
e
á
relixiào
veeda-
deira
e
unica
que
é
a
Catholica,
Apos
tólica
Romana.
Sois
os sinceros
porque
zombaes dos
que
vos mantém,
crentes
nas
vossas
fa-
lases
promessas
; e
assim encheis
agora
de
barreiadas
e
de
abjeclas
bajulações o
povo
porque
lhe
quereis
deturpar a
con
sciência
pela
extorsão
do voto
na
gerin
gonça
eleitoral
de execrando
invento, para
logo e
depois
de
servidos
o
espesinhardes
e
lhe
sugardes
o
melhor do
producto
de
seu
suado
trabalho
em
pesadas contribui
ções
e
alcabalas,
com
que encheis
as
burras
de
onde
sáiam
as
beneses
que
fartem
as
insaciáveis
barrigas
vossas
e
dos
vossos apaniguados.
Prégaes
a
liberdade,
a
fraternidade
e
igualdade,
mas
para explorar
a
primeira
era
proveito unico
vosso, obrando
o
avêsso
da
segunda e em
completa
opposição
á
terceira.
Liberdade
para
a
extorsão,
para
a
rapina,
para
a
propagação
de
todo
o
alimento
de
corrupção
e immoralidade.
Fraternidade
só para
comvosco
mesmo.
Igualdade
na
acepção
negativa
do
seu
si
gnificado,
pelo exclusivo
para
vós
dos
re
galos
e
honrarias
com
que
vos
ataviaes
no reinado abjeclo e
do
baixo
império
que
ahi
faseis.
E
eis
a
coherencia
liberal.
E’
sempre
a
mesma
e
em
tudo.
E
ainda
haverão
iu-
caulos
qoe
de
boa
fé
e
sem
partilha
na
orgia se
fascinem
pelas
bellesas
do
siste
ma?
Haverão; mas
os
que
desfavorecidos
da
clara luz
da
rasão
tiveram
a
desgraça
de
ser
imbuídos
pelas falsas
doutrinas
os
coiifeus
da
farisaica
seita
moçonico-liberal.
J. MACHADO
JÚNIOR.
Provisão deelaratorio
do
snr.
bispo
do
Porto.
D.
Américo Ferreira
dos Santos
Silva,
por
mercê
de
Deus,
e
da
Santa
Sè
Apostó
lica,
bispo
do
Por
lo.,
do
conselho
de Sua
Mageslade
Fidelíssima,
par
do
reino,
etc.
Aos
que
esta
nossa
provisão
virem
saude,
paz
e
bênção
em
Jesus
Chrisio,
Nosso
Senhor
e
Salvador.
Com
grande
magoa
nossa
fornos
in
formados
de
que
um
jornal
da
capital,
inculcando
ter
recebido
uma
cai
la
pasto
ral
nossa,
a
qoe
chama
inédita,
da
mesma
fizera
e
publicára uns
pretendidos
exlra-
ctos. em que,
a
titulo
de conselhos
por
nós
dirigidos
ao
reverendo
clero
dVsta
diocese,
no
*
faz
enunciar
doutiina»
erró
neas,
heterodoxas,
e
como
taes
diunH-tral-
menle
oppostas
á
nossas,
que
outras
nào
são
senão as
que
ptofessa
e
ensina
a
Santa
Egreja
Catholica,
Apostólica,
Ro
mana.
Tão
manifesta
era
a
nossos
olhos
a
impossibilidade
de
um
Bispo
em comrnu-
nhào
com
o
supremo
Pastor
da
Egreja,
poder
ser
por
alguém julgado capaz
de
crer,
e
rnuilo
menos de
emitlir,
taes
er
ros,
que
entendemos ser
imprpprio
da
nossa
dignidade,
e
até
injurioso
aos
fieis
e
rev.
0 clero
da
nossa
diocese,
apresen
tarmo-nos
a
premunil-os
contra
um escri-
plo
tão evidentemente
faho
:
e
assim
tí
nhamos
permanecido
em
silencio,
na
es
perança
de
que
nenhum
outro
mal
d
’ahã
provira,
a
não
ser
a
impunidade
de
uma
ofl-nsa pessoal;
o
que
nào
é
desdouro
para
o
nosso caracter,
e
mais
se
coadu
na
com
o
nosso
gemo.
Ao
adoplarioos,
porém,
tal
procedi
mento
não
tivemos
na
devida
conta,
e
ainda
mal,
nem
a
crédula
ingenuidade
com
que
muitos
ju
!
gam
mais
possível
um
Bis
po
aberrar
do
caminho
di
fé,
do
que
a
imprensa
peiiodic»
do da lealdade e pro
bidade;
nem
a
ancio.-a
scflregui
ião
com
qoe
os
inimigos
da
Egreja
acceitam
e
applaudem
qualquer
noticia
da
deserção
de
um
seu
ministro,
e saboreara,
qual
manjar
exquisito.
o
facto,
embora
invero
símil,
de
um
Bispo
apóstata.
Fui,
pois,
com
a
maior
estranheza
e
indignação
que
agora
soubemos,
qne
al
gumas pessoas
de
outra
diocese,
que
não
a
nossa, (cora
ufania
o
dizemos),
reputa
ram
realmente
obra nossa
a
pretendida
pastoral
inédita,
emquanto que
outra
*
íó-
S3iograíli»
«3^» graiscSe vulto
legú-
tiinsHin G
oísbcjs
<l\Abs
*
es2.
(
s)
Abreu
(Anlonio
Joaquim
R
beuo
Go
mes
de;, niedico
e
professor
dislincto.
Na
noticia
que
vamos
dar
d
’
este
nusso
eru
dito
contemporâneo,
notável
por
tantos tí
tulos,
procuramos
aproximar-uos
o
mais
possível
da
verdade,
o
mais
possível
di
zemos
potque
envolvem
tào espessas
nu
vens
o
berçu de
Gomes de
Abreu,
como
se
elle
houvesse
nascido
nos tempos
he
roicos
da
Grécia
legendária. Seguimos pois
a
auctoridade
do
sor.
Innocencto
da
Sil
va,
modificando
porém
as
suas asserções
no
ponto, eui
qtie
estão
desacordo
com
as
do
snr.
Mirabeau,
auclor
da
excellen
te
Memória
histórica
da
faculdade
de
me
dicina,
que
estudou
delidamcute,
e
em
presença
de
dados
authenlicos,
a questão
de
que
se
trata.
Diz
pois o
snr.
Mirabeau
que
á
porta
d
’
uma
pobre
mulher
chamada
Custodia
Tei
xeira,
moradora
no
logar de
Barbosa
da
freguezia de
Moreira
de
Rey, no
Minho,
(«)
Diccionario
Popular.
appareccu
uma
noite
uma
creança
c>w
poucos dias
de
nascida,
e
com
um
pa
pel
era
que
se
dizia
que
nào
fóra
bipti
Sida.
Não
regeiton a
humilde
camponesa
essa inesperada dadiva
da
Providencia,
da
uiva
que lhe
vinha
ser
contudo
grande
mente
onerosa.
O
que
succedeu
depoi-
n.io
sabemos,
mas
o
que
é
certo
é
qne
no
*
registros
da
freguezia
de
S.
Martinho
de
Moreira
de
Rey
apparece
um
assenta
mento
de
baptismo
da
creança
exposta,
declarando-se
que
foi
seu
pKl
inhu
o
pa
dre
José
Novaes
de
Campos,
e
madri
nha a
irmã
do
sacerdote,
Marianna
No
vaes
de
Campos
;
a
creança é
dada
co
mo
filha
de
João
Ribeiro
de
Novaes,
na-
lutai
de
Monlelongo
no
districto
de
Bra
ga,
a diz-se
que
nasceu
no
dia 24
de
fe
vereiro
de
18'2,
mas
alfifina
o
snr.
Mi
rabeau
que
ha
no asseotamenio
visíveis
j
signaes
de
que
o
12
da
data
resulta
de
uma
modificação
introduzida
na
data an
terior
que era 18C9.
Já
veem
pois,
que
reina
um
certo
mistério
n
’
esle
nascimen
to,
que
não
eslá
comtudo muito longe do
nosso tempo.
Nascido
porém em
1809
ou
1812,
o
que
é
certo
é que
só
em
1842
»e
pou-
de
matricular,
já
com a
carta
de
bacha
rel
em
mathematica,
nu
faculdade de
me
dicina,
apparecendo
nos
livros
de
assenta
mento de
matriculas
cotn
um
nume,
que
.
stá
longe
de
ser
o
mesmo
do
que
o
d
’
a
quelle
que
se
diz seu
pae:
Antonio
Joa
quim
Ribeiro
Gomes
de
Abreu.
Em
1848
'
concluiu
o
curso
com
muita
dislineção,
com
tanta que
os
seus
professores
insta
rara cora
elle
para
que
ficasse íazen-
lo
parle
do
corpo docente
da
Universida
de.
Doutor de
capello
em
1852,
era
no
meado substituto extraordinário
na
facul
dade
de
medicina
por
decreto
de
3
de
fevereiro
de
1855.
O snr.
lunocencio
afisla-se
do snr.
Mi
rabeau
nos
primeiros
pontos
da
sua
nar
rativa.
Segundo a
versão
do
auclor
do
Dic
cionario
bibliográfico,
Gomes
d
’
Abreu
apren
deu
com
seu
irmão
José
Maria
Gomes
de
Abreu,
francez e latim,
aperfeiçoou-se
de
pois
u
essas
línguas
com o
professor
José
Furtado,
que
residia
por
essa
epoca
eiu
Fale.
Diz
mais
o
snr. Innoceucio
que.
tendo
estudado
Gomes
d'Abreu
muito
e
muito
conscienciosamenle,.
longe
das
es
coias,
lógica,
rhetorica
etc.,
tencionou
for
mar-se
em
direito na
universidade,
que
foram
os
conselhos do
snr.
dr. Pereira
Caídas
que
o
incitaram
a
applicar-se de
preferencia
ás
sciencias da
natureza,
qne
para
se
formar
e
doutorar
te
ie
de
fazer
grandes
sacrifícios
pecuoiaiios,
e que
pa
ra
proceguir
na
sua
carreira
académica
ío.i
obrigado
a
vender por
set
centos
mil
reis
o
pequeno
pjlrimouio
que
herdara de
seu
pae.
E->ião envoltos,
portanto,
como
se vé,
em
nuvens
os
primeiros
tempos
da
vida
de
Gomes
d
’
A
breu, e
não
ha
só
du
cordancia
entre
os
biegrafos,
ha
lambera
desaccordo
nos
docuo.entos.
Não
diz
com o
nome
Je
farnilia,
que
apparece
no
assentamento
do
baptismo o
nome
que
figura
no
as
sentamento
de
matricula,
O
amiga,
o
com
panheiro
de
Gomes
d
’
Abreu,
a
cuja
aoe-
ioi
idade
o
snr. ínnocencio
recorre,
o
dr.
Pereira
Caidas,
«Ulirma
que
Goraes
d’
A-
breu.
nasceu
em Monlelongo
a
22
de
feve
reiro
de
1809,
os
livros
de
baptismo
dào-
:/o
cc-mo
baptisado
em
1812,
mas
n’
cs»a
data
enc<
nlra
o
snr.
Mirabeau
vestígios
positivos
de
fílsiíicação.
E’
impossível
de
cifrar
este
mistério.
Tomemos Gomes
d
’A
breu
uo momento
cm qu^,
nomeado
substituto
extraordiná
rio
da faculdade de
medicina,
vae
começar
a
reger
a
sua
cadeira,
com
o
brilho que
se
esperava
do
seu
talento.
N
’esla occa-
23^51
W
9
ra d
’
este
reino,
fingindo acredital-a
co
mo tal,
apregoam
pela imprensa
o
nome
do
bi'po
do
Porto
como
de
quebranlador
da
unidade
catholica,
e
á
injuria
da
alei
vosa
acrescentam
o insulto
de seus
elo-
8ios
-
Conhecemos
então
ser
já
mais
que
tem
po
de
protestar,
como
de
facto
protesta
mos,
contra
o
inqualificável
abuso do
nos
so
nome:
declaramos
tal
carta-pastoral
fal
sa
de
lodo
o
pcnto,
quer
nos
extractos
(Fel
la
publicados, quer
na
sua
integra,
se
de
facto
existe
:
regeitanos
como
er
róneas
todas
as
suas
asserções
contrarias
ao
ensino
da
Egreja
e
do seu supremo
Pastor,
o
Summo
Pontífice
:
e
por
ultimo
asseveramos
que
nem
por
nós
foi
escri-
pU
tal
pastoral, nem
jámais
na
mente
tivemos dar
conselho
ao
oosso
reveren
ciem
no
sentido
e
pela
fórma
n
’
eila
ex
pressa.
Da
la
no
Porio
e
Paço Episcopal
sob
□osso
-.ignal
e
sèilo,
aos
6
de
agosio
de
1873.
(Logar
do
sêllo.)
Américo, bispo
do
Porto.
José
Antonio
Correia
da
Siloa,
Secretario.
-----------------
Mim i irrw ■■
------------
O»
lazarista»
CARTA A PANTALEÃO DAS
CHAGAS
Incidi
t
in foveam
quam
fecit.
(Psalm.
VII.)
Meu
Panlaleão das
Chagas.
Não
repareis
nas
palavras
latinas
que
acima
puz.
Bem
sei
que
o
latim já
não
é
moda,
porque
isso
cheira
a
frades
e
padres
qne
são
lodos
uns
brutos,
retró
grados,
obscurantistas,
fanalicos,
jesuitas,
reaccionarios,
e
o
mais
que
vós
quizer-
des.
Mas,
emíim, eu
aprendi
alguma
coi
sa
de
latim,
e
sempre
me
íicou
esla
nosga
<io
passado.
Nào
sei
se
pescaes
algum
coisa
d
’
essa
lingua
jesuítica.
Seja
como fôr, pedi
a
alguém
qne
vol-a
ponha
em
vulgar, por
que
não
estou
agora
para
isso.
Vamos
ao
que
serve.
Li
ha
pouco um
folheto
do
padre
Senna
Freitas
sobre
o
drama
Os
Lazaris-
tas,
qne
ahi
se
representou
com appbu-
so
de
certa
geule
bem
conhecida
pelos
seus
sentimentos
religiosos,
e de
certa
imprensa
que
alina pelo mesmo
tom.
O
corajoso
e
iutelligeuie
escriptor
analisou
com mão de
mestre
aquelle
miserável dra
ma,
demonstrando
com
evidencia
a
sua
improbidade
e
as
suas
inépcias.
Similhan-
te
peça
lheatral
<ó
póde
ser
parto
da
maçonaria,
ou
d
’
uma
cabeça
escandecida
pela
bílis auti-religiosa.
Nào
vos
admi
reis
d
esta
linguagem,
porque
nós só
sa
bemos
chamar
ás
coisas
pelo seu
nome.
Depois
ii
o
vosso folheto
em
fórma
de carta
ao
padre
Senna
Freilas. Sào
qua
torze
paginas
e
meia
que
me
custaram
tres
vinténs.
Nunca
empreguei dinheiro
em
cor-a
mais ridícula 1...
Meu
Panlaleão
das
Chagas,
o
vosso
escripto
é
uma
miséria,
é
ura
perfeito
chaga.
Li-o de fio
a
pavio, como se
cos
tuma
dizer,
e,
chegando ao
fim,
que
en
contrei?
Tres
vezes
nada coisa
nenhuma!
Jesuitismo,
jesuitismo,
jesuitismo,
je
suíta,
e m-iis
jesuita
! reacçào,
reacciona-
rios
!
é a
arma
que
manejaes,
e
com
que
aliraes
aos
impugnadores
do
escandaloso
drama
De
resto,
tres
vezes
nada coisa
nenhuma.
A
pag.
7 do
vosso
folheto
leio
o
se
guinte
:
«Vamos
provar
escolasticamente,
com
todas as
distiucções e subdislineções,
que
os
homens
do
mal
não
são os
represen
tantes
do movimento
litterario
e
scienti-
co,
mas
sim
os
seus sistemáticos impu
gnadores.»
Não
sei
o
que
isto
quer
dizer.
Não
admira
porque
pertenço
á
classe dos
ob
scurantistas,
dos
jesuitas,
etc
, isto
é.
gen
te
que nada entende.
E
continoaes
dizendo:
«Se
não concordas,
aperto-te
imrne-
diatamenle
no
centro
d
’
um
dilemma,
este
terrível
argumento
que
os
aristotelicos
chamavam
pau
de
duas
ponlas,
em
vir
tude
do
adversário
ficar
espetado,
por
qualquer
d
’
ellas, por
onde
se
fosse
a
sa
far.»
Acabei
de
ler
isto,
e
disse
commigo
:
Agora
vae
o
Senna
Freitas
ser
inteira
mente
esmagado
com
o
tal
terrível
argu
mento.
Vaes
triunfar,
Antonio
Ennes.
De
ves
cantar
um
himno
a
Pantaleão
das
Chagas....
Deixemo-nos de
considerações.
Vamos
a
ver
a
força
do
seu
dilemma.
<Ou
a
religião
de
que
vos
afíirmaes
apostolos
é
divina, ou
não;
se
é
divina,
é
immortal,
imperecedoura,
porque
o
di
vino
não
morre
:
se
o
não
é,
baldados
são
todos
os
cuidados
e
empenhos
na
sua
conservação,
porque
o
engano, o
embus
te e
a
rnenlira
nào
permanecem
senão
emquanto
não
chega
a
verdade
com
aquel
le
esplendor
que
já
lhe
reconheceu Pla
tão
:
logo,
infundado
é
o
estranho
afinco
com
que
os
senhores
sacerdotes
da
missão
se esfalfam
em
apologias
pela
causa
pro-
paia,
cobrindo
dhmproperios a
adversa
»
E
então?
Que
tal
acham
o
argumento
de
duas
pontas?
O vosso
argumento,
meu
Chagas,
tra
duzido, quer dizer: se
a
religião
é
di
vina,
não
carece de
delènsa
:
se
não
é
divina,
ella
cairá
apesar
dos
esforços
em
a
defender.
O
argumento,
tende
paciência,
é
um
absurdo,
um
contra-senso,
um
despro
pósito,
e
patenteia
claramente
a vossa
igno
rância
ou
antes
a
vossa
má fé.
Se
elle
fosse
verdadeiro,
mal
fariam
os santos doutores
da
Egreja
que
escre
veram
tantos
apologias
da
religião
chris-
tã,
dirigindo-as
aos
imperadores
do
seu
tempo.
Se
elle
fosse
verdadeiro,
em
vão
se
reuniram
tantos
concílios
para
condemoa-
rem
as
heresias
que
appareceram na sua
época.
Em
vão
tantos
varões
doutos
apararam
a
penna
para
destruir os
êrros
e
morali-
sar
os
povos.
Em
vão os
Prelados
fazem
instrucções
pastoraes.
Aquelle
dito
de Isaias
:
Clama,
ne
cesses,
é
um
absurdo
Quando S.
Paulo
disse: Argue,
abcera
in
omni
palientia
el
doclrina,
insta
opporlune
et
importune,
estava
cerlameale
zombando com Thitno
tbeo...
Vós
é
que
estaes
zombando,
meu
Pan
taleão
das
Chagas.
O
vosso
dilemma
é
uma perfeita
chicana.
Ide
prégar
a
outra
freguezia...
Declaro-vos
que
nem
vi
representar o
drama
Os
Lazarislas,
nem
o
ii. Pelos
elogios que
d’
elie
vi em
certa
imprensa,
conheci
qoe
era
uma
peça
atiti
catholica,
immoral
e
escandalosa
que
nunca
se
de
veria consentir
em
publico
em
um paiz ca
tholico
e
civilisado.
Os seus
panegyrislas,
por
enlre
o
aranzel laudatorio,
bem
dei
xavam
transpirar
o
veneno
que
elle
con
tinha.
Mas,
se
houvesse alguma
duvida, o
vosso
escripto
carta,
meu
Panlaleão, a
ti
raria
de
todo.
Vós
dizeis
ao
padre
Senna
Freilas:
«Os
homens,
que
tu
chamas
do
bem,
fizeram-le
um
graude
mal;
praticaram um
crime;
um
peccado;
assassinaram-te
a
alma,
cortaram-lhe
as
azas
candidas
que
a
exalçariam
ao
ceu
da
perfectibilidade,
para
a
deixar
cair
no
lodo do
tradicio
nal.
<0
Creador
insuíHou
em
nós o lume
do
seu
rosto,
na
frase
do
profeta
inspirado;
deu-le
a
luz
da
razão para
a
ella
te
conduzires
nas
sendas da vida,
sem
eterna
mente
caminhares
nas condições
de
crean-
ça
pela
mão
dos preconceitos;
disse le
:
«Pensa,
exerce
a
tua
razão,
emancipo-te
dos
prejuisos.»
E
que
le
permitliu
ou
occasionou o
ambiente
da
educação?
Que
fez
de
ti
o
lazarismo?
Deu-te
uma vesti
menta
negra,
comprida, de fórma invariá
vel,
um
rosário
de
numero
de
contas
de
terminado,
uos
livros
de
regras
inalterá
veis,
um
corpo
de
sciencia
de
principio
*
inquestionáveis
;
collocou-te no
meio
d’um
circulo
de
ferro
de
que
não serias
capaz
de
sair,
entre
muralhas
de
bronze
fóra
das
quaes
nada
lograsses
vêr:
o
teu
es
pirito
íicou,
pois,
peado,
coagido,
miope,
incapaz de
se
ageitar
a esses
milhões
de
lentes de
grande
alcance,
que
para
ahi
apparecem
quotidiaoamente em
fórma
de
folhas
de
papel
empastadas.
«Dá-se-vos
a
luz,
e...
a
luz
cega-vos.
Não
vêdes
nada fóra
do recinto
favorito.
0
espirito
formado d
’
es
*
e
modo,
satis
faz-se
com
uns
priocipios
tradicionaes.
Edificaes
d
’
este
modo
sobre
a
areia,
e
não vêdes
o
fraco
d
’estes
alicerces.
0
Divino
Mestre cujos discípulos
vos
ufanaes de
ser,
prégou
a
tolerância
;
vós
sois
sistemalivamente
intolerantes.
Nào
ad-
mitlis,
oão
acolheis
nada
que
não
seja
da
vossa
chaocella...
Só
o
que
traz
por
carimbo
o
símbolo
papal,
as
duas chaves
encruzadas,
é
que
é
bom e
legitimo.»
0
periodo
precedente
é
um
pouco
ex
tenso
;
mas
foi-rne
preciso
cilal-o
textual
mente
para
se
conhecer o
homem qoe
se
dirige
a
Senna
Freilas,
o
que
bate
palmas
aos
Lazarislas,
que lhes
chama
producção
opulenta
do
espirito
moderno e
actual, o
impagavel
Pantaleão
das
Cha
gas.
Ora,
meu
Pantaleão,
que
quereis
vós
dizer
n’
esse
longo
aranzel que
fica
tran-
scripto?
T:raudu-lhe
toda
a
poesia,
eis o
que
d
’
ahi
sae
em
porluguez
chão
e
cla
ro:
Tu,
Senna Freitas,
tens
intelligencia.
tens
razão;
mas
a
educação
cortou-te
os
seus
vôos.
E
’
s
Padre,
és
catholico.
0
Ca-
tholicisroo é
uma
velha
crença,
é
uma
an-
ligualha.
Respeitas
o
Papa.
Professas
o
dogma
invariável.
Nada
admittes
fóra
d
’
es-
se
circulo.
E
’
s
um
retrogrado,
e por
is-
so não
admira
que
impugnes
o
drama
Q
s
Lazarislas
que
é
uma
producção
opuleo.
ta
do
espirito moderno
e
actual.
0
espi
rito
moderno
é
a emancipação
d
’
essas
ca-
deias
de
ferro.
Nada
mais
e nada
menos
é
isto
o
que
vós
quereis
dizer.
Sois
livre-pensador,
e
Senna
Freilas
é
catholico.
Como livre-
pensador
applaudis o
drama:
Senna
Frei-
tas
combale
o
como catholico,
como
ca
tholico
também
eu
o
combato,
e
cotno
taes
é
que
lodos
os
catholicos o
coo-
demnam.
Chamae-me
carola,
fanalico, ultramon-
tano,
reaccionario,
jesuíta,
lazarista,
re
trogrado,
obscurantista,
miope e tudo
o
que
quizerdes
:
e^gotae
o
diccionario vol-
taireano,
etc.,
etc.,
etc
Tudo
acceilo:
repelis
o
que
vos ensinou
o
vosso irmão
mais
velho.
Usaes
da
vossa
linguagem,
e
não bebeis outra.
A
quem
quereis
illudir,
meu
Panta
leão
das
Chagas
?
Senna
Freitas,
como
dizeis,
foi
missio
nário,
catechista
de
selvagens
de
langa,
aljava e
arco,
e
trata
agora
de
catechisar
os
selvagens
de
casaca
e luvas;
e
estes
são
mais
indomáveis.
0
que
eu
desejava
saber
era
aonde
se
lê
o
preceito
santo—
conservare
digneris—
de
que
fallaes,
e quando
Christo
prégou
a
tolerância
no
sentido
que
dizeis.
Sabeis
que
mais?
não estou
para
vos
aturar.
Vosso do
coração
POLYDORO
JEREMEEL.
--------------
ww
i —
eu»---------------
Felicitação dirigida ao snr. padre
Senna
Freitas, pelos
catholicos
Bracarense».
Ila tempos,
com
o
coração
repassado
de
desgosto,
os
catholicos
da
augusta
ci
dade
de
Braga
protestaram
solemnemente
contra o
ultrage
feito
ás
suas
crenças,
ul-
trage
e
ainda
poslergação
das
leis
da
sua
patria, com
a
representação
do
drama
im-
pio, calumniador
e incendiario, intitulado
—
Os
Lazarislas,
levado á
scena
em
nosso
thealro
de
S.
Geraldo,
nos
dias
21
e
22
de
junho,
anno
corrente.
Cumpriram
d
’
es-
le
modo
o
seu
dever
de
catholicos
e
por-
tuguezes,
repellindo
com
dignidade
o
par
lo
monstruoso
d
’
tima
imaginação
enfer
miça
e
d’
um coração obcecado.
Esle
drama,
obra
da
propaganda
impia,
foi
escripto,
e
ha
sido
posto
em scena,
com
o
fim
visivel
de desprestigiar, osten-
sivamentej
uma
das
mais
respeitáveis ins
tituições
religiosas,
c
realmente todo o
Ghrislianismo.
A luva,
porém,
arremessada
brusca
mente
á
face
dos
catholicos,
acaba
de
ser
levantada
d
’
um
modo
corajoso,
energico,
solemne.
Cabe essa
invejável
gloria
ao
benemerilo
snr.
padre
Senna Freilas, que
no
seu
precioso
opúsculo
—Os
Lazarislas
pelo
«lazarista»
snr. Ennes,
confuta
bri
lhante
e irrespondivelmente
o
drama-ca-
lumnia,
pondo
bem a
descoberto
as
fal
sidades
repugnantes
e
a
ignorância
atre
vida
que resaltam
no
referido
drama.
Bem
haja
o
ecclesiaslico
exemplar,
o
escriptor
distincto
qne
tão
bem compre
hende
a
missão praeter-sublime
de
que
está
revestido,
e
que tão
nobremeple
soe
desempenhar.
sião porém
veio
um
golpe
fatal
cortar-lhe
a
carreira.
O decreto
de
3
dc
março
de
1836
exigiu
dos
professores
juramento
po
lítico.
Gomes
d
’Abreu,
que tinha
convic
ções ardentemente legitimistas,
obrigado
ou
a
reconhecer
o
governo
constitucional
que
elle
considerava
intruso,
ou
a
cortar em
flor
a
brilhante carreira
cathedralica
que
se
lhe
antolhava
optou
sem
hesitar
por
esta
ultima
decisão,
e
demilliu-se.
Elle
perdia
completamente o seu
futu
ro
e
a
universidade
perdia
um dos
seus
mais
dilectos íiihos,
um
dos
seus
mais
no
táveis
ornamentos.
Procurou-se
um
accor-
do,
uma
irnsigencia. Preslava-se
a
isso
o
governo,
mas não podia revogar
o decre
to.
Desejava
Gomes
d
Abreu
encontrar
um
solução
conciliadora,
mas
não
queria
de
modo
algum
prestar juramento
que
d'el
le
se
exigia.
N
’eslas
condições
a
ruptura
era
inevitável,
e
eíleciivamente,
depois de
alguns
mezes
de
demora,
appareceu
o
de
creto
de
30
de
novembro
de
1836,
accei-
tando
a
demissão
de
Gomes d’
Abreu.
0
distincto
professor
veio
então pãra
Lisboa,
e
foi acolhido
pelos
seus
correli
gionários
políticos
com veneração
enlhu-
Mastica,
pelos
seus
adversários
cora
o
res.
peito
que
sempre se
presta
ás
nobres
con
vicções
e
aos
caracteres
honrados.
Com-
ludo
Gomes d
’
Abreu
luctava
com
circums-
tancias
precarias.
Quando
se
abriu
o
con
curso
na Escola Polylechnica
para
prehen-
chimento de
uma
cadeira
vaga
de
substituto
de
zoologia,
Gomes
d
’
Abreu entrou
na li
ça,
e
fez
um
concurso
brilhantíssimo.
Com-
tudo
o
jury
preferiu-lhe
um
dos
seus
com
petidores, moço
imelligente,
saido das
es
colas havia
pouco
tempo.
Em
1863
o príncipe
D
Miguel
de Bra
gança,
então residente
em
Bronnbach
na
Allemanha,
e
a
cuja
causa
mostrara
Go
mes
d
’
Abreu
tão
generosa
dedicação,
con
vidou-o
para ir
ser
o
preceptor
de seus
íiihos. Acceitou
Gomes
d
’Abreu o
encar
go, e
partiu
para
Broubach
em
agosto
de
1863.
A
sua
saude
delicada
porém,
alterada
sensivelmente
ou
pelos
rigores
do
clima
germânico,
ou por
um
vaga
nostalgia,
saudades da
pairia
que o
maltratára
na
pequena
côrte
do
príncipe
exilado que
o
cercava
de
veneração e
aílecto
—não
re
sistiu por
muilo
tempo
a
essa
mudança,
e
a
15
de
1867,
depois
de
prolongada
doença,
veio
a
morte
prostrai-o.
Esle
tris
te
acontecimento
foi
lamentado
pela
im
prensa
de
todas
as
côres
políticas, e
os
li
beraes
comprehenderam
que
não
era
só
o
partido
legitimisla
que
perdia
em
Gomes
d
’
Abreu
om
dos seus mais
respeitados
che
fes,
que
era
a
patria
que
tinha
a
deplorar
o
fallecimento
de
um
dos
seus
íiihos
mais
prestantes.
Entre
os
artigos
com
que a
imprensa
comiuemorou
o
passamento
de
Gomes
de
Abteu,
distingue-se
uma
carta
senlidissi-
da
dirigida
por
João
de
Lemos aos reda-
ciores
da
«Nação»,
e
que
appareceu
n
’
es-
se jornal
no
dia
5
de julho de
1867.
«Fui
seu
contemporâneo
nos
estudos
académicos,
diz
o
illustre
poeta
seu col
lega
nas
lides
jornalísticas,
seu
cooperador
nos
trabalhos
políticos,
amigo
de
longuis-
bitna
data,
e
tive
a
fortuna
de
viver
com
elle por
longuíssimos
annos,
dia
a
dia,
na
mesma
casa.
Etn
ludo isto
pude
de
mais
perto
ad
mirar
sempre
a
nobreza
de
seus pensa
mentos,
a
pureza
de
seus costumes,
a
re-
ctidão
do
seu espirito,
a
elevação e
regi-
dez
de
seu
caracter, a
suavidade
de seus
sentimentos,
a modéstia
do
seu
variado
saber, o
enlhusiasmo
do
seu
patriotismo,
e
o
proceder christào
da
sua
dmiravel
vir
tude.»
Collaborou Gomes
d’
Abreu
assiduamen
te
no
Jornal da
Sociedade
das
Sciencias
Medicas
de
Lisboa,
na
Missão
Porlugueza,
na
Fé
Catholica, na
Nação,
e
na
ílevisld
Académica,
onde
publicou,
entre
oubos,
um
artigo notável,
intitulado
a
Beligião
chrislã
e
a
filosofia.
0
obra
mais
importante
porém
de
Go
*
ines
d
’Abreu,
é
no
entender
tanto
do
snr.
di.
Pereira
Caídas
como
na
do
snr.
Mi-
rabeau,
o
opúsculo
intitulado
:
A
organi-
sação
dos
estudos
médicos
em
Portugal-
discurso
proferido
na
sociedade
das
scien,
cias
medicas
de
Lisboa pelo socio, etc.,
E
um
folheio
de
142
paginas,
impresso
etn
Lisboa
1852.
A
estima
de
que
rodeiavam
Gomes
de
Abreu os homens
de
todos
os
partidos,
a
veneração
com
qua
as
suas
faculdades
in-
tellectuaes
inspiravam
aos seus
collegas,
apesar
d
’
ellas
nào
lerem
produzido
pela
fatalidade
das
cireumstancias, o
que
se es
perava,
abonam amplamenle
a
nobreza
do
seu
caracter
e
a
elevação
do
seu
talento.
3
0
seu
magnifico
opusculo sobre
os
La
zaristas,
ficará
sendo
um
dos mais
brilhan
tes
florões
da
sua
coroa
d
escriplor
e
de
catholico.
Por
este
motivo,
nós os que
não
nos
envergonhamos
da
Religião
que
temos
a
felicidade
de
professar,
felicitamos
o
pala
dino esforçado
e
victorioso, e
com
esta
felicitação consignamos os votos
que
faze
mos
ao
céo,
para
que
Deus lhe
prolon
gue
os
annos
e o
cubra
de
bênçãos.
Braga
9
d
’
agosto
de
1875
REVISTA
ESTRANGEIBA
Hispanha.
Noticias da
guerra
Azpeilia
3. —
A
victoria
alcançada
em
Vahnaseda
no
dia
27
de
julho
pelo
gene
ral
Carasa,
foi
uma
das mais brilhantes
da
presente
campanha.
Segundo
dados oíliciaes o
inimigo
te
ve
seiscentos
homens
lóra do
combate,
os
nossos
soldados n’urn
reconhecimento do
campo
de
batalha,
de
que
ficaram
senho
res,
acharam 85
cadaveres
do
inimigo
Sabe-se que
existe
nm
grande
numero
d
’elles u
’
um
bosque
ainda privados
de se
pultura.
O
inimigou
soílreu
muito
do
nosso
fogo
de
arlilheria
e
de
fusilaria.
Os
tiros
de
fuzil
eram
disparados
quasi á
queima
roupa.
As cargas
á
baioneta
desanimaram
o
inimigo
e
obrigaram-no
a
fugir.
As
nossas
forças
consistiam
nos bata
lhões
de Guernica,
Durango,
Bilbau,
As-
lurias
e
uma companhia de guias
de Bis
caia.
No meio
do
combale
chegaram
os
batalhões de
Somorrostro
e
Canlabria.
O
ioimigo
atacou
com
10:000
homens,
20
peças e
200
cavallos.
—
Hendaya
5
d
’agosto.
—
O
brigadeiro
Cucala
chegou
ao
quartel
real
em
Azpei
tia. A
conducta
dos nossos
inimigos é
cada
vez
mais
barbara.
Novas
famílias
expulsas
chegaram
do
interior
a
Estella.
Villas
inteiras
estão
queimadas,
todas
as
searas
incendiadas,
as
casas
com
tudo
o
que
ellas
tem
saqueadas.
Sacerdotes
e
muitas famílias estão
pre
sos
em
Alava e
Navarra.
—
Hendaya
6.—
D.
Carlos
VII
percor
reu
a
linha
de
Alava,
acompanhado
do
conde
de
Caserta, e
visitou
a
ruinas de
Villareal.
O
general
Perula chegou
com
refor
ços.
Official
— O
coronel Weyler foi
com
plelamenle
derrotado
perto
de
Breda
(Ge
rona),
por
Savalls
:
o
ioimigo
perdeu mais
de
mil
homens,
mortos,
feridos
e
prisio
neiros;
entre
estes
o
coronel
do
regimen
to
d
’
Almauza
D.
André
Fernandez
e mui
tos oíliciaes.
A
villa
e a
guarnição
de S.
Martinho
de
Malda
(Lerida)
também
cairam
em
nos
so poder com
cinco
oíliciaes, cento
e
cio-
coenta
soldados,
e
muitas
munições.
Quatro
mil homens do
nosso
exercito
do
Centro,
ás
ordens
d
’
alvarez, Adelanta-
do
e
Cucala,
invadiram
o
Arnpurdam.
O
pânico
dos
liberaes
d’
este
rico
districto
é
indescriptivel.
Por toda a
parte
os
nos
sos
chefes
desarmam
os
guardas
naciooaes
e
cobram
grandes contribuições.
A
Catalunha
é
por
tal modo
carlista,
que
um
comboio
de
provisões, que a
Vil
la
de
Vich
mandava
ao
general
Arrondo,
em
S.
Quirico,
foi
jomado por dez
de
nossos
voluntários.
O
no^so
valente
defensor
de
la
Seo
(TLJrgel,
Lizarraga
o
santo
como
lhe cha
mam
os
nossos
combatentes,
acaba
de
collocar
uma cruz formada
de troncos
(farvores,
sobre
o
ponto
mais
elevado
da
cidadella.
Mostrando-a
aos
seus voluntá
rios
depois
de terem resado
o
rosário
pe
la
tarde
lhe disse
:
«Espero
que
dentro
em
pouco
nós
pas
searemos
esta
cruz triunfante
por
toda
a
Hispanha,
porque
Deus está
comnosco.
Mas
se
tivermos
de
succumbir,
o
inimigo
nos
achará
até
ao
ultimo
n
’
este
logar,
d
’
oode
as
nossas
almas
subirão
para
o
ceo.»
—
E
’ fóra
de
duvida
ter
chegado
a
To
losa
o
geneeral
inglez
Kilpalrich,
pondo á
disposição de
Carlos
VII
a
sua
espada.
Não
nos
pareceria
provável
similhante
apresentação
se
a
causa
carlista
estivesse
em
más
circumstancias,
acrescenta
o
<C.
da
Tarde».
—
Os
incêndios das searas
continuam
em
grande
escala.
O
brigadeiro
Cordova
depois
de mandar
queimar as
de
Viana,
passou
a
Sesma
onde
ordenou a
mesma
cousa.
CO
»R ES
P o M DE N CIA
S.
Miguel
de Refojo»
Também
esta
freguezia
deu
no
dia
9,
10 e
11
do
corrente
um
teslinho
da
sua
fé
e
das
suas crenças
tradiccionaes,
fazendo
as
procissões
do
jubileu
do
anno »auto,
segundo
as
determinações
do
exc.
mo
snr.
arcebispo,
com
a
decencia
e
regularidade
devidas
á
grandesa
e
sublimidade
do
acto
e
sua
alta
significação
A
procissão
sahiu,
nos
dias
designados,
da
egreja
Refojos
ás 4
horas
da
tarde,
di-
rijindo-se
em
visita
a
tres
capellas
—de
S.
Sebastião,
S.
Lourenço e
S.
João, orando
ahi,
segunda
a
intenção
da
Egreja,
com
a
religiosidade
e
respeito
que
costumam ins
pirar
aclos
d
’esta
natureza.
O séquito
era
numerosíssimo em
razão
d
’
afluirem
a
esta
manifestação
do
culto ex
terno
um
grande
numero
de
pessoas
não
só
d*
esta
freguezia
mas
também
das
cir-
cunvisinhas,
movidas
todas
pelos
impulsos
da
sua
piedade
e
do
desejo
ardente
d
’
ob-
ler
os
benefícios
e
as
graças
proporciona
das
aos
que tiverem
a
felicidade
d
’alcançar
este
jubileu.
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
e
cartorio
de
Fortuna,
uo
dia
22
do
cor
rente
mez
pelas
9
horas
da
manhã,
á
por
ta
do
tribunal da
justiça,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’esta
cidade,
se
tem
de
arrematar
com
o
abatimento
da
quinta
parle
os
bens
seguintes
:
A
cada
e
eido, sita
no
logar
da
Reiga-
da,
da íreguezia
de
Santa
Lucrecia
d
esta
comarca,
avaliada
com
o
abatimento
da
5.a
parte
na
quantia
de
3325800
reis,
e
tudo penhorado
aos executados Anlonio Jo
sé
Fernandes
e
mulher,
do
dito
logar
e
freguezia,
na
execução
que
lhe
move
a
juiz e
mais
de
mesa
da irmandade
de
Pessoas de
todas
as
classes
e
condições
respondiam uoanimente
n
’
utna
voz
grave
e
mageslosa
as
Ladainhas
que
o
clero
en
toava,
durante
o
circuito da
procissão,
segundo
a
praxe
da Egreja,
manifestando
na
sua
reverencia
e seriedade,
ain
!a
que
algumas
vezes
interrompida
pelas
distrac-
ções
e
que
dá
ensejo
a
aglomeração
de
povo,
o
espirito
religioso,
a
fé
e
as
vir
tudes
christàs
que
obrigam
no
espirito a
despeito
das
doutrinas
perniciosas do
sé
culo.
Lamentamos
por
ultimo
o
procedimen
to
d
’algumas
pessoas,
espíritos
illumina-
dos
pelos
princípios
'nnovadores da
civili
sação
actual
que,
costumados a
ver
as
cousas
santas
pelo
prisma
do
seu
orgulho
e
conveniências,
alcunharam
de
fanatismo
esta
exhibição
imponente
de fé,
d
amor
e
submissão
aos preceitos
da
Egreja
;
porém
o
seu despreso
não
diminuiu
o
fervor
religio
so
dos íieis
em
cousa
alguma,
nem
foi
obstáculo
ao
desenvolvimento
dos affr-ctos
de
piedade
promovidos
por
esta
solemnida
de
religiosa
tão
própria
para
afervorar
os
tíbios
como
acordar os
indifierentes.
P.
GAZETILHA
N.
Senhora A
Branca.—
Fesleja-
se
ámanhà
com
pompa,
na
egreja
«ia Se
nhora
A
Branca,
a
Imagem
desta
invo
cação.
Haverá
exposição,
sermão
de
tarde
e
Ladainha no
íim.
Os
caceteiros.—
Quem
der
inteiro
credito
ás
panes,
que
sobre
caceteiros
etc.
teem
sido expedidas
d
’
esta
cidade
para
varias
folhas do
reiuo,
e
noiar
o
nosso
silencio,
hade
admirar-se
de
que nada te
nhamos
dito.
Somos complelamenle
estranhos
á
lu
ta
eleitoral,
e
promellemos limitar-nos
á nar
ração imparcial dos factos
E
’
verdade que
os
partidários
exaltados
d’
um
e
d
’
outro
campo
teem
commetlido
excessos mais
ou
menos
condemuaveis
;
esses
excessos,
porém,
estão
longe de
mo
tivar
as
queixas
d
’
uns,
e
a
balbúrdia
rt-
terradora
cToutros.
Os
telegrammas
a
que
acima
nos
re
ferimos faliam
em
caceteiros,
em
extremas
agitações,
etc.,
fasem
subir
aquelles
a
um
numero
labuloso: de sorte
que
quem
os
ler
ficará
com poucos
de ejos de
visitar
a
formosa
capital
do
Minho.
Procuramos
informações de pessoas
idóneas
e
consideradas
«1
’
ambos
os
arraiaes,
e
ficamos
convencidos
de
que
ha
alli
gran
de
exaggeração. Referem-nos
qoe
em
a
noite
de
quarta-feira
foram
presos
uns
6
indivíduos,
que
se
achavam
reunidos no
logar
das
Carvalheiras. A opposição
asse
vera
nos
telegrammas
que eram
caceteiros
assalariados
pelos
partidários
do
governo
para
aggredirem
os
amigos
do
sor.
con
de:
por
sua
vez
os
governameotaes
de
claram
que
não
eram
caceteiros,
mas
sim
alguns
homens
de
confiança
a
quem
ti
nham
convidado
para
os
defenderem
das
aggressões
dos
opposicionistas.
Haja
vista
ao
supplemento
publicado
hontem
pela
«Regeneração».
Tanto
credito
nos
merecem
uns
como
os
outros,
e
seja
a
verdade
qual
fôr, lamentamos profundameote
estas
sce-
nas
degradantes,
que
dillicilmente
encon
tram
desculpa
ainda
na
exaltação
parli-
daria.
O
Jubileu
na Rusaia.—
Como
o
governo da
Rússia
prohibiu o Jubileu do
anno
santo
em
lodo o
seu
território,
o
Papa
prescreveu
aos catholicos
russos,
praticas,
ainda
que
menos
lormaes
que as
adoptadas
por
toda
a
parte,
lhes
assegu
rarão
com
tudo
o
beneficio da
absolvição
jubilar.
Podia ser
fatal.—
Na
quinta-feira,
ao
sair da
estação
da
Trofa
o
comboyo
que
d
’esta cidade parle
para
o
Porto
ás
6
horas
da
manhã,
deu-se
um
aconteci
mento
que
milagrosamente
não
teve as
consequências
que
poderia ter.
Por
esque
cimento
d
’
um
empregado,
uma
das
por
tas
d
’
uma
carruagem
ficou
aberta
;
e
por
esse
motivo
caiu
á
linha
uma
creança, que
felizmenle
não
soflreu
muito,
além
do
susto
proprio, e
o
que
causou aos
paes
e
mais
passageiros
que
iam
na
carruagem.
N.
Senhor das Aneias.—
A
’
manhã
festeja-se
com
pompa
a
Imagem
do
Senhor
das
Anciãs,
venerado
na
rua
dTnfias.
Hoje
haverá illuminaçâo, fogo
do
ar
e
do
chão,
e
musica,
e
um
bazar
de prendas.
Tempo
provável em agosto.—
As condições
astronómicas
variarão
pou
co
;
o mez
de
agosto
apresentará
quasi
a
mesma
fisionomia
qoe
o
mez
de
julho,
na
França
e
nos
paizes
visinhos.
Tem
o
mixlo,
parte
bom, parte
agi
tado,
borrascoso,
húmido,
ora
coberto
ou
biumoso.
Borrascas
violentas
até
7,
de
12
a
20, de
24
a
31.
Estes
períodos
correspondem
aos pontos aslronomicos.
Saraiveiros
e aguaceiros.
Alguma
chuva
em
certos
pontos.
Va
riações
bruscas
de
temperatura,
radiações
solares
vivas,
noites
frescas
e
alguns
re
lâmpagos
nas
épocas
criticas,
principal
mente
nas
primeiras
segundas
dezenas e
especialmente
para
o
sul.
Em
summa,
tempo
sempre accidentado,
borrascoso,
funesto
aos
agricultores, que
levem
estar
precavidos
contra
os
sinis
tros.
Depressão
barométrica
com
vento,
chu
va ou
borrascas.
Previnem-se
os
homens
de
mar, qoe o
astronomo
francez
profetisa as
mais for
tes
perturbações
nos dias
6,
13,
16,
19,
24,
27,
29
e
31.
E’
este
o
juiso
do
astronomo
snr.
Nick.
Santificação
do domingo.—
Vae
fructificando
a
boa
semente.
Os
negociantes de
ourivesaria
de
Gui
marães,
lambem
resolveram
não abrir
os
seus estabelecimentos
aos
domingos
e
dias
santificados.
Esta
resolução
não podia deixar de
ser
consoladora
para
o
exc.
mo
arcebispo
D.
João,
que a
approva
e
louva
na
seguinte
portaria,
na
qual
sào
expedidas
as
instruc-
ções
aos
parochos
respectivos
:
Tendo
os
negociantes
dourivesaria da
cidade
de
Guimarães
seguido
muito
louva
velmente
o
exemplo
que
lhes deram os
d
’
esta
cidade de
Braga,
concertando
en
tre
si
não
abrirem
suas
lojas
nos
dias
san-
ctificados
pela
Egreja,
e
sendo convenien
te
que
os
íieis
d
’este
Arcebispado
te
nham
conhecimento
de
tão
acertada
re
solução,
Havemos
por
bem
ordenar,
que
os
rev.
05
parochos
em
occasião opportu-
na da
estação
da
missa
parocliial,
assim
o
façam
constar
a
seus
freguezes, e
que
esta
Nossa
Portaria
seja inserida
na
Se
mana
Religiosa
Bracarense,
para
chegar
ao conhecimento
de
todos
elles.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
24
de
ulho
«le
1875.
J.
Arcebispo
Coadjuctor.
INCENTIVO A’
PINTURA CHRISTÃ
CONCURSO
A
PRÉMIO PARA O ANNO
DE 1875.
1. °
Está
aberto
o
concurso
a
premi,
por
um
Quadro pintado a
oleo
sobre
telao
da
dimensão
de
45
centímetros
de
largura
sobre
60
de
altura,
representando
S.
José
(meio
corpo)
com
Jesus
Menino.
2. °
Os
Quadros
dos
concorrentes
de
vem
chegar,
não
mais
larde
do que a
10
de
Novembro
p.
f.,
franco
de
toda
a
des-
peza,
com
o
seguinte
indereço—
At
Signor
Presidente
delta Socielà
d'incoraggiamento
alia pitlura
crisliana,
Slrada
Maggiore
209,
in
Bologna.
3.
°
Todos
os
Quadros
trarão
no
rever
so
um mole,
em
letra
bem
legivel, e se
rá
acompanhado
do
nome,
sobrenome
e
domicilio
do
pintor
concorrente,
escriptos
claramente
em
uma
carta
fechada e lacra
da,
a
qual
no
exterior
traga
o
mesmo mo
te
que
se
acha
nas
costas do Quadro.
.
Cada carta
não
será
aberta
senão
de
pois
da
adjudicação
do
prémio.
4.
°
Um
juri
de
eximios
artistas
para
este
efleito
convidados,
julgará
com rela
lorio
por
escriplo qual
dos
Quadros
seja
merecedor
do prémio.
5.°
O
prémio
consiste:
(a)
em
uma
medalha
de
ouro
de
grande dimensão,
fb]
em
mil
francos
em
ouro,
[cj
e
em
dose
copias
oleograficas
do
Quadro
premiado,
que
se
entregarão
logo
que
esteja
concluída
a
reproducção.
6
0
O
Quadro
premiado
fica
sendo
de
absoluta propriedade
da
Sociedade
de
in
centivo
á
pintura
chrislã.
7.
6
Os concorrentes
poderão
acrescen
tar
dentro
da
caria
dos
Quadros
respecti
vos
um
outro
escriplo, indicando
o
preço
que
exigiriam
pelo
seu
Quadro,
no
caso
previsto
pelo
artigo
seguinte.
8.
°
Todos os Quadros além
do
premia
do
serão expostos em
publica mostra,
para
facilitar-lhes
a
venda
em
«aniagem
de
seus
auctores,
em
conformidade
de suas
ins-
trucçõis.
9.
°
Depois
d’
esta
exposição, todos
os
Quadros
não
vendidos
serão
reenvidos
aos
respectivos
auctores
com
o
indereço
indi
cado nas cartas.
10.
° Cada
concorrente
pode
transmil-
lir ainda
mais
do
que
um
Quadro
do
mes
mo
objeclo
proposto,
com
lauto
que
ca
da
um
traga
um
mole
diverso, e
já
acom
panhado
da
respectiva carta lacrada, na
conformidade
do
artigo
3.
EXPEDIENTE DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Cartas
recebidas
na
administração
d'esle
jornal
:
Cabeceiras de
Basto
(Ponte
de
Pé)
—
Pedro
Machado
Pereira
Falcão.
Caídas da
Rainha
(Gaeiras).—
D.
Maria
Amalia
Gomes
Pinheiro.
SECÇÃO
DE
COMMONICADOS
Snr.
redaclor
Vendo
no
seu
jornal
n.° 381,
uma
de
claração
do
revd.0
abbade
de
Adaofe,
meu
sobrinho,
com
relação
ao
snr.
conde
de
Bertiandos,
cumpre-me
dizer-lhe
que
não
é
elle
mas
sim
eu,
que confesso e sempre
o
confessarei
pela
amisade
que
me
con
sagravam as exc.ma8
thias
snr.a
D. Maria
Delfina
e
exc.ma
D.
Calharina
Candida
da
Loreto,
e
pelos
benefícios
que
desde
crian
ça
tenbo
recebido
da
nobre
casa
de
Ber
tiandos.
Braga
12
d’
agosto
de 1875.
Thereza
Delfina
de
Jesus.
AGRADECIMENTOS
Joaquim
Fernandes
da
Silva
Campos
agradece
a
todos
os
ill.
m°
s
snrs.
que
lhe
fi
zeram
a
honra
de
o
visitar
e
assistir
aos
oflicios
pela
alma
de
sua
esirernosa
e
ca
rinhosa
esposa
Maria
Julia
Campos,
lhes
pede
desculpa
de
o não
fazer
pessoalmen
te,
e
lhes
oflerece
seus
limitados
serviçcs.
(2617)
José
Pereira
Villa,
de
S.
Jeronymo
de
Real,
agradece
por
este
meio,
na
impos
sibilidade
de
o
fazer pessoalmenle,
ás
pes
soas
que
o cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
sua esposa,.
D.
Maria
Thereza
da
Silva
Vieira
:
a
to
dos
protesta
sua
gratidão
indelevel.
(2618)
ANWNCIOS *
5
Senhora
do
Carmo
d
’
esta
cidade,
e
por
is
so
toda
a
pessoa
que quizer
lançar,
pó
de
comparecer
no
dito
dia
hora
e
local.
(2616)
ACHADO
Quem
perdesse
uma
pulceira
de
ouro
nos
claustros
da
Sé n
’uma
das
romarias
passadas,
Mie n'esta
redacção
typografica
<jue
se dirá
aonde
existe.
(2621)
3?
Emissão
das
Obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
MINHO
E
DOURO
São
prevenidos
os
portadores
de cer
tificados
das
obrigações
dos caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro
3.8
serie,
de
que
no
dia
16
do
corrente
mez
d
’
agosto
se
vence
a
4.
*
prestação
de
20-3000 reis
por
obrigação,
qne
os
mesmos
deverão
salis-
fazer
no
cofre
central
d’
este
districlo no
referido
dia
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
ficando sujeitos,
pela
falta
do
pagaroeoto
na
referida epocha, á
per
d
a
das
prestações já
pagas.
Repartição
de
Fazenda
do
dislricto
de
Braga
em
12
d
’agoslo
de 1875.
O
delegado do
lhesouro
(2619)
Henrique
Francisco
Bizarro
BANCO MERCANTIL DE
BRAGA
A
Direcção
deste
Banco annuncia,
que
nos
dias
16 a 28
do
corrente
se
recebe
n’
este estabelecimento,
rua
Nova de
Sou
sa,
a
3.
a
prestação
das
acções
do
Banco
Evorense, e
bem
assim
se
pagam
os
di
videndos
das
mesmas relativas
ao
1.°
se
mestre,
do
corrente
anno.
(2615)
MA
DE S.
MARCOS X.® 15
Vende-se
queijo
londrino, papel,
fla
mengo
de
superior
qualidade.
(2620)
DE
D1IAGEXCIAS DIARIAS
ENTRE
Tiann», Ponte do Xximc»,
e vice-
versa
Desde
o
dia
12 do
corrente.
Partida
de
Vianna
ás
9
da
noite,
para
alcançar em
Braga
o
comboyo
da
6 ho
ras
da
manhã.
De
B aga
para
Vianna, ás
10
do
dia. Estas
diligencias
teem
berlina
interior
e
coupé.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda:
—Bra
ga,
na
ca^a
aonde
esteve a
«Companhia
Viação»
;
Ponte
do Lima,
provisoriamente
na
hospedaria da
snr.
“
Theodora,
e
em
Vianna,
no escriptoiio
da
empreza
do
anunciante,
Sebastião
da
Silva
Neves.
(26
li)
VENDA DE
PROPRIEDADES
Quem
quizer
comprar
as
quintas
cha
madas
de
Candoso
de
baixo
e
de
cima,
próximas
a
cidade
de
Guimarães,
que
produzem
pão,
vinho,
fructa,
laranja,
azei
te, lenhas,
e
roço:
os
fóros
que
p?ga
á
viuva
que ficou
de
José
Antonio
Teixeira
d
’
Andrade Bezerra,
pelos
bens
sitos
na
Larangeira,
juntos
á
Estação
da
linha
íer-
rea,
d
’
esta
cidade,
e
os furos
que
pagam
Antonio
José
Araújo
e
mulher
da
fregue
sia
de
Moure,
comarca
de
Villa
Verde;
os
foros
qoe
pagam os caseiros
da
freguezia
de
S.
Lourenço dó Matlo.
Podem
com
parecer
e
fallar
com
o
seu
possuidor o
Tevd.°
Anlonio
Joaquim
Nunes
d
’
Abreu,
morador
na
sua
casa
rua
de
S.
João,
n.°
10,
ou
com
seu
procurador
Bernardo
da
Cunha
Pinto Barbosa ou seus
compadres
e
amigos
José
Joaquim Martins,
José de
Carvalho
Mattos,
lodos
d
’
esta
cidade.
Braga
6
de
Agosto
de
1875.
/2606) Antonio
Joaquim
Nunes
d'Abreu.
José
Antonio
Duarte
Pregoeiro
óc
Irmão,
de
Braga, annunciam
ao
publico
qne
con
tinuam
com
a
sua
carreira
diaria enlre
Braga
e
Povoa
do
Varzim,
ás
4
horas da
manhã
desde
o
dia
16
do
corrente
iiiclu-
sivé,
estabelece
outra a
sair
de
Braga
‘
Á-
10
horas
da
noute,
chega
a
Bircellos
á
1,
demora
meia
hora,
e
á
Povoa
ás
4
1|2
da
manhã
;
sae
da
Povoa
ás
2
da
tarde,
chega
a
Barcellos
ás
5.
demora
meia
ho
ra
e
chega
a
Braga 8
1|2
da
noite.
Preços:
dentro
600 rs.,
fóra
500.
Os
bilhetes
vendem-se nos seus
anti
gos
escriptorios
:
em
Braga,
em
crsa de
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3,
e
na
Povoa
em
casa
de
Joaquim
Peixo
to,
largo
do
Rego.
Cada
passageiro
lem
8 kilos
de
baga-
gem
grátis,
e paga 20
reis
por
kilo
de
excesso.
O gerente,
(2614)
Anlonio
Joaquim
Loureiro
Deposito
de
tanoaria
Largo «2» E
*
orta
Hova
n.° A
Francisco
da Silva
Reis,
participa
ao
publico
e
a
seus amigos e
freguezes,
que
continúa
com o
seu
estabelecimento de
tanoaria,
no
qual
lem
deposito
de
vasi
lhas de
todas
as
qualidades
e tamanhos,
conserta
e
faz
mais obra da
sua
arte
no
seu
estabelecimento
ou
vae
fazel
a
aonde
for
chamado.
(2610)
Banco Agrícola,
Commercial
e
Industrial de
Ponte
do
Lima
Soeie<l£i<le
anoaiyma de
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
entrarem
com
a l.
a
prestação
de 5
p.
c.
ou
2^500
reis
por
acção, a
cuja
cobran
ça
se procederá
do
dia
15
a
25
do
pro
ximo
mez
d
’
agosto,
—
no
Porto em
casa
do
snr. Pedro
Ferreira
de
Macedo
Basto;
—
em
Braga,
em
casa
do
snr.
Antonio
Jo
sé
Pereira;
—
em
Ponte
do Lima,
na
séde
do
Banco.
Os
snrs.
accionistas
que
não
satisfize
rem
no reíerido
praso,
ficam
subjeitos
ás
disposições
do
art.
18
dos
Estatutos
e
seus
§§.
A
direcção
d
’
esle
Banco, annuindo
aos
desejos d
’
alguns snrs.
accionistas, declara
que recebe
desde
já,
qualquer
prestação
antecipada,
abonando
o
juro de
5
p.
c.
des
de
o
recebimento
até
o
praso
das
chamadas.
Ponte
do
Lima
21
de
julho
de 1875.
Os
directores
João
de
Barros
Mimoso
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira Lisboa.
(2593)
'T3
Re
centeraei
te
chegado a
esla
cidade-
aonde
pretende
demoiar-»e
algum tempo,
oflVrece
os
seus
serviços ao respeitável pu
blico
cííi
tudo que disser respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta os
dentes caria
dos, colloca
dentes
ailificiaes, com
per
feição
e
cura
todas as aflecções
cia
boc
ca
;
especialidade
da
escola
moderna. Con
sultas
e exu
acção
de
dentes
aos pobres,
grátis
das
8
ás
9
horas
da
manhã.
Consuliorio,
Campo
de
Sant
’Anna n.°
1—B 2 0
andar.
(C.
2574
R.
105)
NÕ
v
ÃFUND^ÍÕ'
DÊT
e
RRÕ
DE
Antoaai® Germano
Ferreiirinilaa
KA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos preços
do
Porto.
COMPANHIA
GERAL
DE
SE
GUROS
1.Í VSIÃO, HE VSSl>:’.lf>
Segura
nas condições
mais
vantajosas
centra o risco
de
fogo,
e
lambem
contra
os
prejuízos
causados
pela
explosão de
gaz
ou
pelo raio.
Verificam-se
os
seguros
n
’esta
cidade
de
Braga
no
escriptorio
de
Ferreira
Bor
ges
&
C.
a
,
praça
do
Barão de S.
Martinho
n.°
26
—
1.°
andar.
(2537)
Agencia do Banco
de Vianna
CARVALHOS & C.‘
Bua
do
Souto
n.°
30
Esla
agencia
faz
as
seguintes
operações?:
Desconta
letras
da
terra e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis de
credito.
Recebe
dinheiro á
ordem e a
praso
abo
nando juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com-
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco lem
agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(B
*
)
Carvalho^
&
C
*
li<i
iínmuwwi
li
!■
mrw MraiiTinm>Mn~~mrrT1^in~liwnnrrn-«tí-ri
*
wmnniw»rfni
t *
~ii
L’Illustration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
Ticamente illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de loilelte,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar esla
publicação,
dirija-se
á
livraria de Eugênio
Chardroo,
largo
de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza offerece
aos seus
assignan-
les
um
magnifico cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um toucador
e
cujos
cbjeetos
valem
para
cima
de
20 fran
cos.
Preços d’
assigoatura
—
Portugal:
semo
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13 fr.
Objecto
achado
Achou
se
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.
’
23,
um
objecto
d
’
ouro.
A pessoa
a
quem
elle
falte,
dando
os
signaes
certos, se
lhe
entregará, mediante
a satisfação
«Tes
tes
annuncios.
(2613)
MÕDI^'Tl)UuSRÕr
Precisa
costureiras,
e
apredisas.
Bons
ordenados.
Campo de
D.
Luiz,
n.°
37.
(2602)
O
professor
em
artes,
leitras
e
scien
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
difi
*
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46, etn Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
du
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Gma-
râes.
—Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e
vende
Acções
de todos os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
M
(581)
ALMEIDA & PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Compram
e
vendera
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripÇÕ
eS
d
’
assentamento
e
coupons.
(
*
)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_14081875_383.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)