comerciominho_11091875_394.xml
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-
3.° ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E
MOTICIOSA
NUMERO
394
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Alaria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
L,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas correspondência tranca
de
por.e.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
A.-ss
se
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l^tiOO
rs.=Semeslre
850
rs.=Provtn-
cias,
anno
25400
ps
e
sendo
duas
45000
rs.=Sernestre
15250
rs.=
Brazil,
anno
45400
rs.=Semestre
25300
rs.
moeda
forte,
ou
105000
reis
e
55500 reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignanles 20 °/0
rfabatimento.
Bíl.iGÂ-«ABBABO
i
* E>K
I
SET E.VI
imo
CorrespoBiíSenei»
eat
srastgcúra
PARIS,
i
OE
SETEMBRO;
*
)
(Correspondência
particular
do
iGommer-
cio
do
Alinho»)
As
ferias
parlamentares
cdntribuem
muilo
para, n’
este
momento,
tornar
as
novidades
políticas
ião
nnllas
quanto
in
significantes.
Assim,
todo
0
empenho
das
folhas
radicaes, é
de
redusir
as
discussões
políticas
a
uma
contenda
religiosa.
Nunca
em
tempo
algum 0
clero e
0
calholicismo
foram
tão
vivatneole
alaca-
oos,
como
agora,
pelos
nossos jornaes
anti-
'calholicos
e revolucionários.
O
sistema
seguido
por
estas folhas
é
mui simples:
consiste
em
servir
se
de
declarações
in-
dividuaes
que
se
apresentam como
mani
festações
da Egreja
;
nào
poucas
veses
mesmo
desvirtuam-se
palavras as
mais
inoflensivas,
afim
de
íaseretn
crer
ao
pu
blico
que
os
catholicos
declaram
guerra
á
nossa sociedade civil
e politica,
e
que
rem
estabelecer a
«lheocracia».
O-
republicanos
esperam,
que á
força
de
repetirem
estas
grosseiras
calumnias,
a
opinião se
lhes
inclinará,
e provocará
um
d’
estes
momentos
de
reacção que nós
conhecemos
em
a
nossa
historia.
E'
inútil
diser
aos
leitores
que
a
opinião
francesa
não
favorecerá
os
intuitos
miseráveis dos
radicaes,
porque
vê
claramente
a
paixão
e
a
má
fé
que
inspira os
adversários
do
calholicismo.
Assim
a
grande
preoccupação
de
mo
mento
é
uma decisão
tão
simples quanto
inoffensiva,
e
que
talvez
tivesse
passado
complelamente
dasa perde
bida
senão
fora
a
importância que
lhe
leem
dado lodos
os
nossos
jornaes.
Já
os
leiiorts
devem
saber
que
alguns
peregrinos
allemães
resolveram
atravessar
a França
no
dia
5
de
setembro,
dirigin
do-se
a
Louides,
a
Paray-le-Mooial.
visi
tando
em
Paris
a
egreja de
Nolre
Dame
des
Vicloires.
(«)
Recebemos esta
correspondência,
com
atraso.
O
plano
traçado
para
isso
é
simples
e
innocente,
e
asseguro
aos leitores
que
lendo
eu
examinado
cuidadosamente
os
progratnmas
do
conde
de Slolberg
e
os
artigos
da imprensa
catholica
allernã,
nào
deparei com
uma
só
palavra
que
dê
mar
gem
a
atlribuir
á
peregrinação a
menor
sombra d’uma
ideia politica. Mas
aduite-
iado
e
exagerado
pelo
*
jornaes,
este as
sumpto
assumiu
taes
proporções
que
n
’
este
momento occupa uma
grande
parte da
imprensa
europeia.
O
governo
fraucez tem
sido
tão
for
malmente
provocado
a
este
respeito
qoe
entendeu
preuccupar-se
d’
elle,
mas 0 pu
blico
ainda nào está ao
corrente
das dis
posições
tomadas
pelo
ministério.
Na
Commissão
de
permanência,
que
deve
reu-
uuir-se
átuanhá,
um
membro
conservador
propõe-se
interrogar
M.
Buífel,
ministro
do
interior,
afim
de
conhecer-se
0
que
o
governo
conta
laser,
dado
0
caso que os
peregrinos
allemães
dêem
decididamenle
execução
ao
piojeclo
de
virem
á
França.
Eu
sei
de
íonte
limpa que
já se
toma
ram
medidas
a
este respeito.
A
pedido
do
marechal
de
Mac-Mahon
os
nossos
principaes prefeitos
luiham-se
dirigido
a
seus
collegas
allemães com
0
fim
de
usa
rem
da
sua
influencia para
impedir
que
a
peregrinação
se
eflectuasse
Os
prelado-
allemães
responderam que
tinham
sido
ioírucliferos
os seus
conselhos
e
exhor-
lações,
porque
os
catholicos teem a
pio-
var
que
a
sua
demonstração,
sendo es-
seocialmeote religiosa,
de
modo
nenhum
pó.le
provocar
troca
de
notas entre
os
gabinetes
de
Berlim
e
Paris.
Todavia,
os
jornaes
oíficiaes
da
Alle-
manha
mostram
claramente
que
M.
de
Bismark
sentiria
muilo
que
a peregrina
ção
se
nào
eflectuasse.
Efleclivamente,
tile
espera
achar
occasião
de
se
queixar,
se
nós
deixamos
passar
em
multidão os
seus
vassallos
catholicos,
assim
como
elle
se
queixaria
igualmente
no
caso
em
que
não
recusássemos
passagem
aos
seus
vas
sallos
allemães.
E’
da
parte
do
governo
allemão
que
proveem
as
appreheosões
do
nosso
gabi
nete.
Acabam já
de serem
tomadas
medi
das que
evitem
toda
occasião
de
con-
flicto
eutre
os
viajantes
e
0
povo
fraucez.
Além
d’
isso, a
primeira
estação
projecta-
da,
Nolre
Dame
des
Victoires,
em
Paris,
foi
absolutamente
prohibida.
Já
foram
di
rigidas
instrucções
ao
clero,
e
póde con
tar-se
que a
sabedoria, prudência
e
espi
rito
christão
dos
nossos
padres,
são
garan
tia bastante
de boa
ordem.
Também
para
0
mesmo
dia
5
de
se
tembro
está
projectada uma
grande
reu
nião
do
partido
republicano.
Um
simples
jornalista
de
Troyes
propoz-se convocar
pa»a
Troyes
jornalistas
e
deputados
re
publicanos
da
França
inteira, para
se
ac-
còrdar
na
conducla
que
deve seguir
0
partido
republicano.
Na
vanguarda
dos deputados
esperados
figiua
neces-ariamente M.
Gámbelta,
o
orador
indispensável.
A
demagogia d
’
alli
tenciona
oflerecer
aos
deputados
e
repre
sentantes
da
imprensa
um
banquete
de
100
talheres.
E’
alli
que
M.
Gunbéíla
fará
scinlillar
os
raios
da
sua
eloquência,
ludirectamente
já
ouvi
fallar
do program
ma
qoe
elle conta seguir nos
seus
dis-
cur.Mjs.
Atacar
a
religião
e
a
legitimidade,
—
eis
0
seu
pl^no
principal, porque
são
0
inimigo
mais
perigoso
dos
republicanos.
Mas
que gloria
para
os legilimistas,
para
Henrique
V. ver
que
a
religião
se
une
forçosameole
ao
seu
nome,
porque
os
proprios
inimigos
da
realesa
compre-
hendem
perfeitamente
os
liames
íntimos
que
enlaçam
a
religião
á
realesa !
(Coiiclne
110 proximo n.°)
a--;
eouiadres.
Como
se
empenhados
no
proprio
des-
mascarar-se
os
partidários
da
licença
e
da
immoralidade
soi
disant
liberaes são
os
primeiros
del
dores
das podridões
e mase-
las
moraes
que lhes
mioa
0 ser
poliuco
e
social.
E'
vêr
0
soez
e
desbragado
es-
lillo
com,
que
se
degladiam
na sua
im
prensa
que
tornaram
um
soalheiro
de
re-
gatões.
O
sistema tem
entre
tantas
belesas
mais
esla
de
elevar
ás
honras
de
discurso
a
abjurgatona
piivativa
de
mercado
de
pei
xe:
0
descomedimento
e soltura
de
fiase,
0
apodo
obsceno,
0
insulto,
são,
a
par
de
muitas
artimanhas
e
trapaças,
a
arma com
que
se
disputa
0
ascesso
ás
regiões
do
domínio.
Cada fraeção
das
muitas
em
que a
cobiça e
0
eguismo
fazem
dividir
a
ne
fasta
familia liberal,
não
prima
em qual
quer
atlributo
porque
tende
jus
ã
man
sões
apologéticas,—
dão
se
po’S 0
seu
a
seu
dono quando
no
despeite
pela
estada
por
baixo, se
increpam e
boslilisam
por
ial
fôrma.
—
A
’
parle
0
que
similhante
modo
de
contenda
concorre
com
0
mais de
ne
fasto
a
que
0
sistema
é
azado
para a
cor
rupção
e
immoralidade dos
costumes
po
pulares
qoe
era
mister
recebessem
de
ci
ma
melhor
exemplo,
nào
deixamós
de com
ella
folgar,
porque
se
nós lhe
encarregásse
mos
a
missão do
desmascare elles
a
não
desempenhariam
melhor.
Ou
sejarn
regeneradores,
(do seu
ven
tre
delles)
históricas
(de
trist.>
liístoiia)
lefurmislas
etc.
—
todos
quando p-der re
presentam
os
mesmos
princípios
qne
são
os
do
maçotiismo
simbolisados
pela
mais
lequintada
corrupção
e
immoralidade;
no
entanto fóra do
poder
fingem
esquecer
os
proprios
attributos
assacando
aos
gover
nantes
os
epiibetos
aliás
justos
e
a
to
dos bem
cabidos
de
esbanjadores,
immo-
taes,
sujos
de
maos, amantes
do
pecu
lato
e emíirn
quantas
vaias
o
vocalolario
liberal sabe aventar
na
força
do
despeite
pela
sêde
e
cubiça
do
mando.
Por
seu
turno
os
trombeieiros
assala
riados
dos
governantes
aturdem
a
paciên
cia
publica
com
os
incomios
de
incom-
mtuda
;
e
em
que os
prelos
gemem
ao
imprimir
a
mistificação,
a
mentira
impu
dente
e
alvar,—
os
actos
dos
amos
hão-
de
ser
apregoados
como
os
do
melhor
governo
possível.
Se as
mais acanhadas
noções
de
boa
critica
tem
de
as
c< ndem-
nar
como ciedores
de
siigma
edeslrinôr,
as
fallases
trombetas
se
desempenham
do
ridículo
encargo
de
os
engrandecer e
no
bilitar
em
basbaques
louvaminhas.
E
é
oeste
torpíssimo
jogo
etn
que
0
bolo desputado
é
0 poder
n
’
esse
desastra
do
reinado
do
liberalismo
maçonico, é a
grandesa
á
custa
da
miséria
material
e
moral
do
povo,
que
se
teem
succedido
os
governos
que
ha
42
annos
assolam
este
desventurado
paiz.
Tira
a
maioria
da
nação
de tudo
is-
T»
ADIÇÕES POPUMBKS
POR
[Continuação]
II
Largo
campo
para
exercitar a
critica
é
0
que
se
me
antolha ao
querer
tratar
uma
matéria
cheia
de
espinhos
e
abro
lhos, que
ninguém
ha
pisado
sem
se
fe
rir
muilo,
potque
são
innuroeraveis
as
tra
dições
ou fabulosas 00
apócrifas,
que
rei
nam
em
vanos
povos
do
Christianismo.
Portanto,
sendo
innumeraveis
as
tradi
ções
erróneas,
e
sendo-me
impossível
com-
balel-as
todas,
já
porque
(Pellas
não
tenho
noticia,
já
porque,
se
fosse
a
occupar-me
de
todas,
teria
de
sair
para
fóra
da
orbi
ta maicada
a
um
pequeno
folhetim,
pro
ponho
occupar-me
de
duas
tradições
an
tigas,
que
itnuiortalisaiam
a
conhecida
ci
dade
de
Edessa,
pondo
de
parle
as
res
tantes
e
exclamando
aqui
com
um
sabio
da
antiguidade:
oh!
sacrosanta verdade!
lo
dos
dizem que
te
amam;
mas
quão
pou
cos
são os que te
querem
sustentar
á
custa
de
sacrifícios
ainda
penosos I
!
A
primeira,
e
mais
celebre
tradição
que
uos occorre, é
a
da
Carla
e
Eligie de
Christo
Seahor
Nosso,
enviada
pelo
mes
mo
Senhor
ao
rei de
Edessa,
Abgaro.
Refere-se
0
caso
d’
esle
modo:
Esle
principe
achava-se
encotncuodado
d
’
uma pe
nosa
enfermidade
habitual, (uns
dizem
de
gota,
ouiros
de
lepra)
e
havendo
che
gado
aos
seus
euvidos a
noticia
da
prega
ção
e
milagres
de Christo,
determinou
im
plorar
a
sua piedade
para a cura
do
mal
que
padecia,
fazendo
ao
mesmo
lempo
uma
sincera
confissão
da
sua fé.
Com
este
desigmo dirigiu
a
Jesus
Christo
a
seguinte
carta,
que
aqui
apre
sente
traduzida
em
vernáculo,
extraída
de
Eusebio
de
Cesaréa, escriptor
e>le a
que
uie
reporto em
toda
esla
narração,
bem
como
a
resposta
que
se
diz
que
0
Nosso
Salvador
dirigira
ao
rei de
Edes
sa;
sinceramente
faço
esla
declaração
co
mo
prevenção
á
critica
(íAbgano
rei de Edessa,
a
Jesus
Sal
vador
cheio
de
bondade
que se
manifesta
em
Jerusalém,
saude.
Tenho
ouvido
os
prodígios,
e
curas
admiráveis
que
fazes,
sarando
os
enb
rmos
sem
ervas
nem me
dicinas. Corre
a
notocia
de
que
dás
vista
aos
cegos,
recto movimento aos
cóxos,
qoe
limpas
os
leprosos,
que expelles os
demonios
e
espíritos
maliguos,
que
resta
beleces
a
saude
aos
que
padecem
molés
tias
longas
e
incuráveis,
e
que
íinaimente
chamas
á
vida
os
delunctos.
Ouvindo
es
tas cousas,
eu
creio
que
és
Deus,
que
bas
descido
do
ceo,
ou
que
és
0
Filho
de
Deus,
pois
obras
taes
prodígios.
Por
tanto
resolvi-me a
escrever-te
esla
carta,
e
rogar-te
aflecloosamenle
tenhas
.0
tra
balho
de
vir
a
vêr-me,
e curar-me u
’uina
enfermidade,
que
cruelmente
me
atormen
ta.
Sube
igualmente
que
os
Judeus
te
perseguem,
miirmurarwlo
dos
teus
mila
gres,
e
querem
tirar-te a vida.
Eu
lenho
aqui
uma
cidade
que
é
formosa e coniiiio-
da,
e
ainda
que
pequena, será
sufiiciente
para
todo
0
que
te
seja
necessário.»
A
resposta,
que
se
atlribtie
a
Jesus
Christo
é
2
seguinte:
«Bemaventurado és
Agaro,
porque de
mim
está
escripto,
que
0$
que
me
virem,
nà<>
crèam
em
mim,
para
que
0$
que
me
não
virem,
crèam e consigam
a
vida
Emquanlo
ao
qi\e me
pedes
de
qne
vá
a
vêr-te,
e
necessário,
que eu
cumpra aqui
tudo
aquillo
paru <]ue
fui
enviado,
e
que
depois
volte
para
Aquelle, que
me
enviou.
Quando
voltar,
eu te
enviarei
um
Disci
pulo
meu,
que
te
cure
da
tua
enfermida
de,
e
que
te
dê
a
vida
a
li
e
aos
que
es
tão
contigo.»
Eis
aqui
pois
o
objecto
d’
uma
tradi
ção
antiga,
que
tornou
celebre
a
cidade
de
Edessa
: passo
a
mostrar
em
seguida
algumas
rasões,
pelas
quaes
me
parece
ser
mal
fundada
esta
tradição,
que
não
consta
de
nenhum fundamento
solido.
A
primeira
rasão, que
apresento,
é
qne 0
primeiro
escripto,
que
deu noticia
(Testas
duas
cartas,
foi
Eusebio
de
Cesarêa.
Se
guiram se a
esle
Santo
Epbrem, Evagiio,
J.
João
Eamasceno,
Theodoro
Studita,
e
Cd
reno.
Verdade
é
que
0
numero
e
gravidade
d
’
estes
auctores
póde considerar-se
sufli-
cierite para
fundamentar
qualquer
verdade
histórica.
Mas
a
isto
dtve-se
notar
que
to
dos
elles
não
tiveram
outro fundamento
mais
do
que
certos
annaes
da
mesma
ci
dade
ou
egreja
de
Edessa,
como se
col-
lifie
da
narração de
Eusebio, e
portanto
nào
merecem
estes
historiadores,
que
con
signaram
a
tradição
por escripto,
cutra fé
sobre
0
assumpto
senão
a
que
se
deve
prestar
a esses
mesmos
annaes.
Ora ha graves
fundamentos
que
nos
persuadem
que elles são
indignos
de
fé.
A
segunda
rasão é
que
0
Papa
Gelasio
no
Conciho
Romano
celebrado
no
anno
de
494
condemnou
como
apócrifas
tatuo
a
carta
de
Abgaro
a
Christo
Senhor
Nos
so,
como
a
de
Christo
a
Abgaro.
A
terceira
rasão é que
aquellas
pa
lavras
que
apparecem
na
Carla
de
Christo
—
de
mim
está
escripto
qne
os
que
me
virem,
não
crèam
em
mim,
para
que
os
que
me
não virem,
crèam
e
consigam a
vida—não
se
achando,
nem ainda
por
equivalência
ou
ailusão,
em
livro
algum
do
Antigo
Tes
tamento,
a
meu
vêr,
só
pódem
ser
rela
tivas
áquella sentença
do
Senl]or
ao
Apos
tolo
S. Thomé,
que
vem
no
Evangelho
de
S.
João
;
«Bemavenlurados
os
que
me
não
virem
e
crerem
em
mim».
(Continua)
to
os
verdadeiros
corolários,
e
se
á
pa
ciência
lhe
lem
sido
insentivo
nào tanto
a
cordura
e benhomia
que
caracierisa
o
povo
portuguez
como
o
direito
da
força
que
a
obra
do
mindelo
se
arrogou
apoia
da
na
quadrupla
aliança
de
execrando
e
e
escrohisador expediente,—um
dia
essa
paciência
locará
os
limites,
e
será
então
a
vindicta
ião solemne
e
eloquente
como
justa
e
rasoavel.
Entrementes
a
corruptella
marcha
na
sua
carreira
de
devaste,
e
como se
os
actos
oão
abundassem
para
se
expandir
com
a
horripilancia
e hediondez
qne
lhe
é
relativa, ahi
está a
fallacia infrene
tios
proprios
sectários
do
liberalismo
a com
pletar
a
sua justa
apreciação.
Cabe
pois
applicar
o
proloquio
que
serve
<le
epí
grafe
ao
que
vimos
de
escrever.
J.
MACHADO
JÚNIOR.
GAZETILHA
Festividade.—
Começa
hoje,
no
re
colhimento
de
S.
Domingos
da Tamanca,
a
festividade
de
Nossa
Senhora
das
Dôres.
A
’manbã
de
manhã
tem
missa
canta
da, com
grande
instrumental,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Deum.
Hoje
á
noite ha alli
illumioação,
fogo
do ar
e preso, e
bazar
de
prendas,
to
cando
a
musica nos
intervallos.
«Flores
incultas».—
Com
este
titu
lo
recebemos
um
volume
de poesias
de
que
é
auclor
o
snr.
Joào
Dantas de Sousa.
E’
impresso
com
nitidez
na
otficina
tipográfica
do
snr.
M.
A. da
Silva
Coe
lho, dos
Arcos,
e
consta de
207
paginas,
em
oitavo
francez.
Percorremos
rapidamente todo
o
volu
me,
e
encontramos
poesias
de
muito
me
recimento,
como
eram de esperam
da
pen
na,
que
nós
já
admiramos
d
’
ha
muito,
do
snr. Joào
Dantas.
O
auclor
metrifica
com facilidade,
cor-
recçào
e
mimo.
Por algumas
poesias
que
se
lêem
n
’
este
seu
segundo
volume
de
versos,
escriptas no
genero
Béranger,
conhece-se
que o
estimável poeta tem
accenluada
propensão
para
a
poesia
popular,
e
que
alcançará
um
logar
di-tinclo,
se
a
culti
var «ie
preferencia.
A
exiguidade
do
espaço não nos
per-
mitte
diser
largamente,
como
desejávamos,
ácerca
do
mimoso livro
do
snr.
Joào
Dan
tas,
por
isso
limitamo-nos
a
recommen-
dal-o
aos
apreciadores
da
litteratura
amena.
Hospedes
illustres.—
Teem
estado
n
’
esta
cidade
os
seguintes
cavalheiros
:
—O
ex.
,n:
’
e
rev.
íno snr. arcebispo
de
Goa,
que
chegou
oo
comboio da manhã
do
«fia
7,
e
partiu auie-hontem
para
o
Porto.
8.
exc.
a
veio despedir-se
do
ex.
mo e
rev.
m
°
snr.
arcebispo
coadjutor,
e
foi lam
bem
visitar
o
saoctuario
do Bom
Jesus
«lo
Monte.
—(J
ex.'no conselheiro
Manoel
Jorge
de
Lima,
director
geral
do
ministério
da
marinha
e sua
ex.
llia
esposa.
N. Seoiliora dn Rloa
Memória.
—E’ ámanhà
a
festividade
de
N. Senhora
da
Boa
Memória,
que
se
venera
na
sua
capella
erecta
nos
claustros
da Sé.
Coneerto.—
Em
consequência da
chu
va
loi
pouco
concorrido
o
concerto
que,
como
noticiamos,
teve
logar
no
jardim
publico,
dado
pelos
artistas
Anila
Albani,
R.
Albani
e
J.
Roussi.
O
*
distinctos artistas
tencionam,
se
o
tempo o
permittir,
dar
ámanhà
outro
con
certo canlanle-inusical,
o
qual
se
eífeciua-
rá
nos
intervallos
da
musica
do
regimento.
Facto
repugnante.—
O nosso col
lega
da
«Regeneração»
noticiou
ha
dias
um
facto que
nos
indignou
sobremodo.
Referimo-nos
á
arruaça
de
que
no
ce
mitério fui
alvo
o
probo e
zeloso
vereador,
o
ex.,no
Araújo
Correia,
cavalheiro
por
tantos
lilulos
digno
da
consideração
de
lodos.
Procuramos informações,
e
achamos
exacta
a
narraçãd
do
nosra
collega
;
por
isso
a
reprodusitnos
:
«N
’
um
dos
dias
da
semana
passada
os
pedreiros
que
trabalhavam
no
cemiterio
pediram ao
guarda-mór
licença
para
pas
sarem
os
carros
de
pedra
pela
rua
cen
tral.
O
guarda-mór
concedeu
lh
’
a, indican
do-lhe
previamente
ninas
certas
condições
a
cumprir
afim
de
se
oão
estragar
a
rua,
nem
derribar
arbustos
ou
arruinar
mau
soléus.
Os
pedreiros,
porém,
despresando
as
recommendações
recebidas,
passaram
o
primeiio
carro
que abriu logo
sulcos
pro
fundos,
na
rua
central
e
que
fez
com
que
se
retirasse a
licença
dada.
Dirigiram-se
então
ao
digníssimo
ve
reador
Araújo
Correia, que incançavel
no
desempenho
do
cargo
de
que
a
vontade
popular
o
investiu,
eslava
alli
examinando
pessoalmente
as obras
do
seu
pelouro.
O
snr.
Araújo
Correia,
ignorando
o
que
se
linha
passado,
dirigiu-os
para
o
guarda-
mór,
e
foi
em
seguida
ver
umas
obras
que
se
estavam
fasendo
no
terreno
destinado
ao
cemiterio
da
Misericórdia.
Os
pedreiros
reuniram-se
á porta
do
cemiterio,
e
n
’uma
algazarra
e berreiro
infernal deram
vivas
ao
snr.
conde
de
Ber
tiandos,
e
morras
á
camara
•
municipal.
Reprehendidos
pelo guarda-portão,
des-
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hispanha.
Não
ba
noticias
importantes
da
guerra,
poris<o
transcrevemos do
correspondente
de
Madrid
para
a
«Palavra»
o
seguinte
ácerca
da
rendição
de
Seo
de
Urgel.
«Em
toais
de umt
tle
minhas
cartas
anteriores,
ateodo-me
ás
versões
que cir
culavam
e
ás
mesmas
participações
em
que
se
dizia
que
a
guarnição
de
la
Seo
de
U<gel
se
negara
a
defender-se,
deixei
presumir
que
as intrigas
dos inimigos
do
carlismo,
que
não
são só
os que
o
coin-
tnlem
com
as
armas,
tinham
conseguido
quebrantar
a
fidelidade
de
uma
parle dos
defensores
da
forlalesa,
e
todavia
simi
lhanle
supposição é
de
todo
o
ponto
inexacla.
Quando Lizarraga
allirmava
a
l).
Carlos
com
data
de 9 dCgosto
achar se
rodeado
de
utn
punhado
de
valentes,
dis
se
uma
grande
verdade
justificada
pelos
factos,
è
^praz-me consignal-o,
porque
é
tão
horroroso
cair
vencido
como
triste
ser
vendido.
Dados
seguros
permittem-oos
apreciai
em todas
as
suas
particularidades
a
defe-
za
dos fortes
que
capitularam com
o
ge
neral
Martinez
Campos.
Aquella
cidadella
e
aquelles
castellos,
bons
em
seu
tempo,
são
impotentes
contra
a
arlilheria
moder
na,
cuja
grande
superioridade
de
alcance
sobre
a
antiga faz com
que
seus
fogos
os
dominem
de
cima
de
elevações que
d
’
antes
eram
inúteis
para
um
ataque,
de
sorte
que
a
praça
eslava
á
mercê
inne
gavel
do
siliador
qoe
dispozesse
dos
meios
qoe
a
arte
moderna proporciona.
A
ci
dadella
carece
de
cisternas
porque
ao
construil-a não
se
poude
prever
o
caso
de
que
se
occupasse
a
margem
do
rio
Valira
que
lhe
uca
proximo, e
isto per-
millem-no
hoje
as
armas
de
precisão
que
dão
meios
aos
atiradores
de
se
collocarem
entre as
quebradas
qne
formam a sua mar
gem
e
repellir
com
vantagem
as
sortidas
qoe
os
sitiados
tenham
que
fazer
a
des
coberto.
Quando
estes
sairam
dos fortes a
to
que
de
caixa,
com
bandeiras
desenrola
das
e
foram
recebidos
por
seus
inimigos
em columna
de
honra,
os
siliadores
fica
ram
admirados
por
verem
que
não
che
gavam
a
mil
homens,
uns
ainda
muito
moços,
outros
já
velhos,
e
esta
surpresa
pela
qualidade
dos
defensores
comparada
com
a
energia
da
resistência
que
oppu-
zerain,
fez
com
que
Martinez
Campos
se
adeantasse,
se
descobrisse
para
saudar
Lizarraga
e,
estendendo-lhe
a
mão,
o
se
parasse
do resto
dos
prisioneiros.
Visitada
a forlalesa, viu-se
que
estava
complelameute
destruída
;
(pie
sob
um
ter
rível
fogo
dos
siliadores
se
tinham
feito
obras
provisórias
de
defesa
como
espal-
dões,
vigas
e
sacos
subslituindo
muros
derruídos,
e
outros
meios
que conhece
a
arte
da
guerra
;
que
toda
a
arlilheria, ex-
ceptuindo dous
canhões
Krupps,
assim
co
mo
as
armas
portáteis
dos defensores,
eram
de
sistemas
antigos,
pelo
qoe
fize
ram
apenas
alguns
tiros
de precisão;
que
não
ficára
nem
gota
d’
agua
nos
fortes,
e
que
com tão
'nelfieazes
elementos
se
li
nha
pelejado
quarenta
dias
contra
um
exercito
numeroso,
bem
dirigido e pro
vido
de
quauto
conhece
a
sciencia
mili
tar.
A
defesa,
pois,
foi
o
que as
prescri
pções
da
guerra chamam
heroica,
e
digna
portanto
das considerações
e
honras
dis
pensadas
aos vencidos.»
—
Hendaya
3
—
Uma
bomba carlista fe
riu, em
frente
de
Lequeilio,
o
almirante
Polo,
o
commandanle
da
«Victoria»
Ca-
la/a
e os
oíliciaes
Eliso
e
Rubalcabo.
O
almirante
Polo
tem
duas
feridas na
cabeça
e
uma
no
pé esquerdo.
Pouco
depois, os
carlistas
desembar
caram
em Bermeo
5
canhões
de
aço,
5:000
armas,
e
500:000
cartuchos.
composeram-o,
disendo
que
se
fossem
pre
sos
o
snr.
conde
os
havia
de
soltar.
A
auclotidade
administrativa
tomou
co
nhecimento
do
facto,
e
mandou
levantar
o
competente
auto
de
investigação».
Ánginho—
Falleceu
ante-hontem
um
outro
filhinho do snr. José
Joaquim
da
Fonseca.
Damos
os
nossos
sentimentos
ao
atri
bulado
pae,
a quem
a morte
acaba
de
roubar
dois
innocentes,
no
espaço
de 5
dias
apenas
!
Regresso.—
Regressou
hontem
a es
ta
cidade, vindo
da
Apulia,
o
ex.in®
dr.
Jeronymo
Pimentel,
presidente
da
cama
ra municipal
d
’
esla cidade
e
deputado
por
Barcellos.
Novo
Molicitatior. —
O
snr.
João
Ferreira
Torres, morador
na
rua
de
D.
Gual-
dim
n.°
20,
abre
desde
o
dia
1.°
d’
outu-
bro em diante, escriptorio
de
causas
fo
renses,
para
o
que
se
acha
devidamente
habilitado
com
10
annos
de
pratica
no
acre
ditado
escriptorio
d
’
advocacia
do
exm.°
snr
conselheiro
Francisco
Xavier
de Souza
Torres
e
Almeida,
um
dos
mais
hábeis
ju
risconsultos
d’
esta
provincia.
Volta
ho
paganismo.
—
Para
de
monstrar
o
seu
paganismo
e
no
intuito
de
desacreditar
os
mártires, qne
morre
ram
no
Coliseo,
o
professor
Gori,
con
selheiro
provincial e membro da
Junta
de
Vigilância
dos monumentos
e
archivos
da
provincia
de
Roma,
em
uma
prelecção
ou
conferencia propõe que
o
Coliseo
seja
des
tinado
á
expiação
de
crimes
graves,
e
que
a
execução
seja
feita,
não
por
homens
mas por
feras
(!!)
afim
de
que
seja
mais
profunda
a
impressão
dos
espectadores
I
I !
Gori
nada
vê
de selvagem
n
’
esse
modo
de
execução, nem quanto
elle
tem
de
degra
dante
para
o
espectador.
Vejam
os
nossos
leitores
como
se
vão
realisando ao
pé
da
letra
as
sabias
pre
visões
do
itnmorial
Pio
IX.
Allendam para as
palavras
proféticas
do
grande
Pontífice, exaradas na
sua
Eu-
cyclica
de
<8
de
Dezembro
de
1819.
«A
re
v
olução é inspirada
peio
pro
prio
Salanaz.
Seu
fim
é
destruir comple-
lamente
o
edifício
do
chrislianismo
e
re
construir
sobre ruinas
a
ordem
social
do
paganismo.
O
grande
meio
que
empregam
é
fazer
brilhar
aos
olhos
dos
italianos
as
glorias
de
Roma
pagã,
para
lhes
tornar
odiosa a
Roma
christã,
como
um
obstácu
lo
que
impede
a
Italia
de
adquirir
o
an
tigo
esplendor dos
antigos tempos, isto
é, dos
tempos
pagãos:
Quo
Ilalia
veterum
lemporum,
id
est
Elhnicorum,
splendorem
iterum
aequirere
possit.»
Falleeimento^
em Biienos-Ay-
res.-O
«Dia rio»
publica
as
informações
do
no
so
cônsul
em
Buenos-Ayres
relativas
aos
súbditos
pirtuguezes
alli"
fallecidos.
Entre
ellas
veem
as
que dizem
respei
to ao
seguinte, filho
d
’
esta
cidade:
José
Ferreira,
íallecido em
2
de
novem
bro de
1864,
de profissão
trabalhador,
solteiro,
idade cincoenta
e
tres
annos,
na
tural de
Braga,
filho
de
Antonio
Carvalho
da
Ponte;
deixou
um
recibo
de
deposito
no
banco
de
Londres
e
Rio
da
Prata, no
valor
de
1:280
pesos
forte».
No
caso
dos
paes haverem
fallecido,
e
para
que
o
mes
mo deposito
chegue
ás
mãos
dos legítimos
herdeiros
necessita-se
os
seguintes
docu
mentos
:
1.°
Copia
da
certidão
de
obilo
dos paes.
2
°
Certidão de
bapiistna
de
José
Fer
reira
e
de
seus
irmãos
ou
irmão,
e
em
caso de
algum
d
’estes
haver
fallecido dei
xando
filhos
legítimos,
a
certidão
de
bap-
lismo
d
’
estes,
justificando
a
sua
filiação,
pois
que
os
irmãos
e
sobrinfíos
em
repre
sentação- de
seus
paes
sào
os
herdeiros
le
gítimos, segundo
as
leis
d
’
esta republica;
3.
°
Testimunho
do
juiz ou'
funcciona-
rio
p'ublico de
concelho,
coiir as declara
ções
dos ifjttfessados
acompanhadas
de
testimunhas
qufc
houvessem
conhecido
o
finado
José
Ferreira
é
das
quaes
conste
que aquelles
sào
os
legítimos
e
univer-
saes
herdeiros
;
4.
°
Poder
outorgado
por
todos
os
her
deiros para
serem
representados
na
suc-
cessão,
receber,
pagar,
comparecer
em
jui-
zo e
finalmeule
fazer
lodos
os
actos
que
elles
podessem
verificar;
5.
°
Copia do
allestado
de
matrimonio
dos
paes.
Todos
estes
documentos devem
ser
de-
vidamente
legalisados
pelo
cônsul
argen
tino.
Desastre
no mar.-
Ao
passar
nas
alturas
das
Berlengas
o
vapor
«Propontes»,
vindo
de
Liverpool,
rebentou-lhe
uma
cal
deira
queimando tres homens, dois foguei
ros
e
um
dos
engenheiros.
O vapor
arri
bou
ao
nosso
porto
para
reparar
a avaria,
e
os
feridos
foram
para
o
hospital
inglez,
no
pateo das
Duas
Companhias,
á ^oeda.
O
vapor
seguiu
viagem
para
Odessa.
EXEQUIAS
O Definitorio
da
Venerável
Ordem Ter
ceira
de
S. Francisco
da
cidade
de
Braga
para
suflragar
a
alma do
seu
devoto
bem.
feitor
e
ex-ininislro
o ex.
,uo
visconde
de
S.
Lazaro,
resolveu
fazer-lhe
solemues
exe
quias
na
soa egreja pelas 10
horas
da
manhã do dia
15
«lo corrente,
para
cujo
acto
convida
todos
os
seu
caríssimos ir
mão
da
Ordem,
e
amigos do finado.
Braga
8 de setembro
de
1875. (2684)
A SEHAM
RELIGIOSA
BRACARENSE
Publicou-se
o
n.°
15
d
’
este
semanariore
ligioso
que
em
parte
vem
substituir
a
União
Catholica
e Atalaia
Catholica
que
por
es
paço
de
19
annos
se
publicou
n
’esla
cida
de,
e
o qual
conterá
:
As
leis,
decretos e
portarias
do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiaslicos.
As
Pastoraes, Exhortações,
Editaes e
outras
medidas
geraes expedidas pela
Secre
taria
de
S.
Exc.
a
Rev.
IIla
o
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de
concurso,
os
provimen
tos das egrejas,
as
Provisões
d
Encommen-
dação
e
outros
actos
da Camara Ecclesias-
lica
do
Arcebispado.
Os
factos mais
notáveis
da
Egreja
Catho
lica
com
relação
a
Portugal.
Artigos
de
doutrina
religiosa,de
lithurgia
de Historia
Ecclesiaslica
que
digam
respei
to
a
este
Arcebispado
Primaz
das
Hispanhas.
Apotegmas
ou
ditos
sentencionarios
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de varões
illustres
por sua
sciencia,
virtude e serviços
feitos
á
Egreja.
Preço
d
’
assignalura:
por
anno 1^200
—
seis
mezes
600
réis.
—
Com
estampilha
por
anno
1&500
semestre
750.
Assigna-se
em
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n.° 3, para
onde
deve
ser
remelti-
da
toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
Matérias
contidas
no
presente
numero
:
Parle
official.
Secção
religiosa.
— A
festa
da
Nativi
dade
de
N.
Senhora.
Reflexões sobre
os
1
mysterios
do calbolicismo.
Secção
lilhurgica.
—
Podem
ser
levadas
debaixo
do
palio
imagens de
santos
?
Pastoral
primeira
em
que
D.
Fr.
Cae
tano
Brandão
saudou
os
seus súbditos do
Pará,
(continuação).
Corre8pondencin
retida
na diree-
ção
do correio
de Hraya por
diíTerentes
motivos.
f
Falta
de
sellos)
Agosto
8—
Um
manuscripto para Flo
rindo da
Silva
Maia,
Famalicão.
Setembro
9
—Um
dito
para o
mesmo.
BANCO
MEKCANTII
í
»E BBAGA
SOCIEDADE ANONYMA
DE RESPONSABI
LIDADE
LIMITADA
Desumo
do
Activo
e
Passivo
d
’
esle
Banco,
em 31 de agosto de
1875.
Capital
social
....
1.200:000^000
Capital actual
(l.a
serie
imiltida)
...........................
600:000^000
Capital
realisado
.
.
. .
200.380>j000
ACTIVO
Accionistas.......................
399:743^750
Leiras
descontadas,
tomadas
e
a
receber....................... 86:481^785
Caixa,
existência,
em
metal 16:176^715
Empréstimos
sob
penhor.
5:950^975
Créditos
com
caução
.
.
8f:710->9l7
Empréstimos
com
hypolheca.
6:000^000
Valores ílucluantes. .
.
40:408^920
Effeitos depositados. .
.
17:050^000
Devedores no
paiz e
no
estrangeiro ....
132:605^525
Despezas
de
installação.
.
2:765^930
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
543^955
Despezas geraes .
. .
.
1:417^165
790:855^037
PASSIVO
Capital
..................................
600:000^000
Credores
no paiz e
no
es
trangeiro
.......................
90:462-^026
Credores
d
’
efleitos deposita
dos.
.
.......................
17:050^000
Depositos
a
praso
liso
.
.
37:1465010
Depositos
á
ordem.
.
.
Lucros
e
perdas.
...
°
79O:8oo0637
Braga
e
Baoco
Mercantil
31
de
Agosto
de
1875.
Pelo Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores,
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da
Costa
Palmeira.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em
31
de
agosto
de
1875.
Capital
3.000:»»»5000-
1F
emissão
750
contos—
7:500
acções
de
100$000
reis.
Activo
Accionistas............................
156:6000000
Leltras
descontadas
e
a rece
ber
......................................
423:8020728
Efleitos
depositados.
.
.
.
12:0000000
Papeis
de
credito.
4:1990530
Caixa
.......................................
34.9920683
Devedores
e
credores.
.
.
16
5770693
Empréstimos
com
caução.
105:21
107-sO
Ditos
ein
c/c
com
caução.
120:2930319
Despezas
d
’instalação.
.
.
2:0250
JO0
Moveis
e
utensílios
.
.
.
1:9850425
886:6880458
Passivo
Capital..................................
750:00
'0000
Fundo
de
reserva.
.
. .
4900961
Dividendos
a
pagar
.
.
.
2:4540100
Depositantes
.......................
44:7280758
Obrigações
a
pagar.
.
.
.
68:5180300
Credores
de
efleitos deposi-
tados.................................
.
12:0000000
<lanhos e perdas
....
8:4960039
886:6880458
Covilhã
31 de
agosto
de 187o.
,
Os
Directores
Antonio
Baptista
Alves
Leilão
José
Thomaz Mendes
Megre
Reslier.
Resumo
do
activo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agricola e
Industrial
de
Villa
Real, em
31
de
agosto
de
1875.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
14:0400962
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
.................................
569:7650449
Letras
caucionadas
.
.
.
33:8290000
Obrigações
a
receber.
.
.
5:9930343
Empréstimos
sobre
penhores
8:9380535
Operações
a longo
prazo
.
13:6370884
Diversos
devedores.
.
.
.
2:3410960
Papeis
de
credito
. .
.
12:3290120
Contas
correntes. .
.
.
7:4210273
Devedores
no
paiz
.
.
.
90:9360043
Devedores
no
estrangeiro
.
104:8270960
Efleitos
depositados.
.
.
.
5:4790225
Moveis e
utensílios
.
.
.
5700800
Despezas
de
installação .
2:7050600
Acções,
prestações
a
receber
32:8500000
905:6660554
Passivo
Capital
do Banco.
.
.
.
800:0000000
Deposito
á
ordem 10:7530016
Deposito
a
prazo
52:5410036
63:2970052
Letras
a
pagar
....
12:8610913
Diversos credores
....
2:7000000
Credores
d
’
efleilos
depositados
5:4790225
Fundo
de
reserva
....
1:5000000
Dividendos
a
pagar.
.
. .
3711 0300
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
16:1170064
905:6660554
Villa
Real,
3
de
setembro
de
1875.
,
Os
gerentes,
João Pinto Ferreira.
Agostinho José da Costa.
AGRADECIMENTOS
tí
fc
*
. ts íá Já Já Já Já tó Já iá £á lá
José Antonio da
Cruz
Machado, e sua
mulher
Maria
Thereza
d
Oliveira
Macedo;
Antonio Joaquim
da
Cruz Machado,
Lniza
Maria
da
Cruz
Machado,
Anna
de
Jesus
da
Cruz
Machado
e
Anna
Maria Macha
do
Ramo
*
,
agradecem
por
este meio,
na
impossibilidade
de o
fazerem pessoalmen-
te,
a
lodos
os
ill.™
s
exc
mos
snrs.
e
se
nhoras,
e
muito
rev.
mos
ecclesiasticos
que
os
honraram
com os
seus
cumprimentos
por
occasião
do
passamento
de
seo
inoo-
cente
filho
e sobrinho
Sebastião,
e
assis
tiram
ao
responso
de
gloria
qoe
por
alma
do
mesmo
teve
logar na capella
do cemi
tério
publico
na
latde
de
29
do
corrente;
protestando-lhes
d*
estâ
fôrma
o
seu
eterno
reconhecimento
e
indelevel
gratidão.
(2670)
O
ysf
D.
Anna
Maria
Machado Banjos,
Nar
ciso
Ramos Barros
Pereira,
Maria
Thereza
de
Oliveira
Macedo,
Luiza Maria
da
Cruz
Machado.
Anna
de Jesus
da
Cruz
Macha
do,
José
Antonio
da
Cruz
Machado
e
An
lonio Joaquim
da
Cruz
Machado,
extrema
mente
penhorado para com
lodos
os ill.
mos
e
exc."los snrs.
e
stnhoras
que
os cum
primentaram
por
occasião
da
sentidissi-
ma
morte
de seu
presado
marido,
irmão
e
cunhado
Sebastião
Ramos
Barros
Perei
ra,
e
assistiram
aos
oflicios
fúnebres
qne
para
suíTragar
a
alma
do mesmo tiveram
logar
na
egreja
de
S. Vicente
no
dia
17
de
agosto
ultimo,
veem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem pessoalmeule,
agradecer-lhes
tão
relevantes
obséquios,
e
p
1
otestar-lhes
o
seu profundo
reconhecimen
to
e
g<aiidão.
(2674)
O
abaixo
assigoado
faz por
este
modo
scienle
ao
respeitável
publico,
que
não
se
responsabiliza
por todo
e
qualquer
contra
cto, obrigação
de
divida, de
qualquer
es
pecie
que
seja,
a que
elle
anounciante
nào
assista pessoalmente,
e
com
plena
li
berdade, ou
por
pessoa,
por elle, legalmen-
le
auctorisada.
Braga
7
de
Setembro
de 1875.
O
PF
Anlonio
José
Mendes
Bacalhau.
(2682)
CERT1DIÃ0
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
Commercio
de
primeira
ins
tancia ríesta
cidade de
Braga
e seu dis
tricto,
por
Sua
Mageslade
El-Rei
o
Se
nhor
Dom
Luiz,
que
Deus
guarde,
etc.
Certifico
que
no processo de
fillencia
de
João
Antonio
de
Sousa,
negociante
que
foi
na
Villa
dos Arcos
de
Val-de-Vez,
pre
feriu
o
Tribunal
a
seguinte
Sentença
:
O
tribunal
atlendendo
a
que
o
nego
ciante
João
Anlonio
de
Sousa,
da
Villa
dos
Arcos
de
Val-de-Vez, era
devedor
aos
re
querentes
negociantes
d
’
esta
cidade Do
mingos
Pereira
d’
Azevedo,
da
quantia
de
2720371 rs. João Baptista
Lopes,
da
quan
tia
de
4Ô70222
rs.
Jeronimo
José
Pereira
Pinheiro
&
Filhos,
da
quantia de
7280178
rs. importância
de
fazendas
que
levou
a
credito
para
revender,
e
que
sendo-lhe
pedidas
as
quantias
supra,
já
uo mez de
Maio,
as
não
pagou,
posto
que
prometteu
pagar,
e
subsequentemente
fizesse
iguaes
promessas,
é
manifesto
achar-se
em
falta
de
pagamentos,
e
por
isso
declara
aberta
a
failencia
do
dito
João
Anlonio
de Sou
sa,
da
villa dos
Arcos,
a
contar
desde
o
dia 30
de
julho
do corrente
anno,
orde
nando
que
se
ponham os
sellos
em
lodos
os
objectos
do seu
negocio
e
bem
assim
em
lodos
os
bens
que lhe
forem
encon
trados,
nos
termos
dos artigos
1124-1126
e
seguintes até
1159
do
Codigo
Commer-
cial,
e
nomeio
para
juiz
cotnmissario
pro-
visorio
ao
jurado
Manoel
Bento de
Carva
lho, e
curador
fiscal
ao
crédor
Jeronimo
José
Pereira Pinheiro
&c
Filhos, d
esta
ci
dade,
que
é
provisorio, mandando
que
fa
çam
as
necessárias
communicações
e
se
cumpra
o
disposto
no
artigo
1161
do
Cod.
Com.
Braga
7
de
Setembro
de
1875
—O
primeiro substituto
servindo
de
Presiden
te
do
Tribunal
do
Commercio
de
primei
ra
instancia,
Antonio
Roberto
d'Araujo
Queiroz
—
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
—
Joaquim
José
Golçalves
Salgado
—Manoel
Bento
de
Carvalho
—João
Luiz
Pipa.
Está
conforme
o
original.
Braga
8
de
Setembro de
1875.
O escrivão
do
Tribunal
do
Commercio
(2683) José
Firmino
da
Costa
Freitas.
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
Cerqueira,
participa
ao
publico
qoe
o
seu carro
que
d
’
esta
cidade
sae para
Ponte
do
Lima ás 2
horas da
tarde
e
de
Ponte
do
Lima
para
Braga
ás
3
da
tarde,
principia
a
sahir
desde
o
dia
12
do
corrente inclusivé ás
6
horas da
ma
nhã,
cbegaa Ponte
ás
10,
sae
de
Ponte
ás
7
da
manhã
e
chega
a
Braga
ás
12.
Braga
8
de Setembro
de
1875.
O
gerente,
(2685)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
PIANO
Vende-se
um
de
7
oitavas,
pau
prelo,
e
d
’
acreditado
auctor.
Vê-se e
trata-se
com
o
ill.
1110
snr.
Fernandes
Pereira,
Campo
de
SanCAnna
em
Braga.
(2681)
TABACARIA
DEPOSITO
DE CHARUTOS
IIAVAWOS
Chegou
a
esta
casa
a
marca
especial
FLOR 1)0 CHIADO
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMPRESSOS
Vende-se na
Tabacarit»
Braearen-
ne.
(2686)
A
commissão geral
de
administração
do
collegio de S.
Caetano,
da
cidade
de
Bra
ga,
lendo
de
mandar
construir
um
edifico
com
a
necessana
capacidade
para
estabe
lecimento do
referido
collegio,
destinado
á
educação
e
instrucção
dos
orfão
des
validos
e expOílos,
em
harmonia
cora
as
prescripções
do
decreto
regulamentar
de
6
de
dezembro
de
1866, resolveu abrir
concurso
para o
projecto
do
indicado
edi
fício, otlerecendo
tres
prémios,
um
de
6000
reis
ao
auctor
do
projecto
classificado
em
primeiro
logar,
um
de
4000)00
reis ao
d
’
aqueiie
que for
collocado
em
immediato
merecimento,
e
outro
finalmenle
de 2000
reis ao que
fôr
classificado
em
terceiro
logar,
salisfasendo
os
projectos
a
todas
as
condições
do
programma,
elaborado em
data
de
1
de
junho do
corrente
anno,
para
servir
de base
ao
respectivo
concurso.
Os
projectos
serão
apreciados
por
um
jury
formado de
pessoas
edoneas
e
com
petentes,
pelos
seus
conhecimentos
espe-
ciaes,
sendo
o
praso
para
o
concurso
con
tado
de
15
de
setembro
corrente
a
16
de
março
de 1876.
As
pessoas
que
pertenderem
concorrer
poderão
dirigir-se:
—
em
Braga,
ao
Direc
tor
do
collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano;
em
Lisboa,
á
secretaria
da associação
dos
Eingenheiros
civis,
rua
das
Chagas
n.°
42,
l.°
andar
;
e
no
Porto
á Gerencia
da
Cai
xa
Filial
do
Banco
do
Minho,
rua
das
Flores,
para
lhes
serem
fornecidos
exem
plares do
programma e
da
planta
lopo-
graphica
do terreno,
e
mais
esclarecimen
tos.
Braga
6
de
setembro
de
1875.
O
secretario
da
Commissão,
O
conego
Anlonio
Francisco
Pereira d’
Al
meida
Coulinho.
(2677)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João
n.°
5, com-
pra-se
toda a
qualidade
dô
metaes, e
ferro
velho
até
m'jsmo
fundido,
(860)
MM
Sociedade Anonyma,
de responsa
*
bilidada
limitada.
São
convidados
os snrs. accionistas
d’
es-
te
Banco
a
entrarem
com
a
3.
a
prestação
de
200|0
ou
100000 reis por
acção
desde
o
dia
25
a
30
do
corrente.
nVsla
cidade
na
casa
do
Banco
e
no
Porto
na
de
seus agentes
João
Evangelista
da
Silva
Mattos
k
CF
na
praça
de
D.
Pedro,
22.
Braga
2
de
setembro
de
1875.
Os
directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da
Costa
Palmeira.
(2678)
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
José
Carlos
Machado
d
’
Almeida,
com
estabelecimento na
rua
do
Campo,
n.°
16,
tem
para
vender
um surlimento
de
cami
solas
de
lã
de
todos
os
tamanhos,
assim
como
meias
e culurnos,
que
vende
por
preços
comodos.
(2647)
5
—‘
/H74 AO
TA —5
Em casa
«lo Loureiro
Vende-se
cobre
e
latão velho
para la-
toeiro.
(2672)
AVISO
Banco Agricola e Industrial
da
Eatremadura
São
convidados
os
snrs
accionistas,
d
’
esle
Banco
a
faserem
a 3.
a
enleada
de
20
p. c.,
ou dez
mil
reis
por
acção,
desde
o
dia
1
a 8
de
setembro
proximo,
Porlo.
sede
do Banco, Praça
de
Car
los
Alberto
n.
*
92.
Lisboa, rua
dos
Bicalhoeiros
n.°
51,
casa
David
Gonçalves
Chaves.
B;aga,
casa
João
Baptista
Lopes.
Em
conformidade
com
o
artigo
56
§
unico
dos
Estatutos
d
’este
Banco,
previ-
nem-se os
snrs.
accionistas,
que não
ti-
zererem
a
entrada
dentro
do
praso
mar
cado,
que
terão
a
pagar
mais
1
p.
c.,
por
mez,
pela
demora
da
entrada
ou entradas
em
falta.
Porlo 24
d’
agosto
de
1875
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Felix
Plácido
de
Santos
Eduardo
Lyon.
(2645)
*
DO
SANGTDPJO
Vulgo
Hotel
do
Padre,
ou Hotel
de
Cima,
aclualmenle
de Anlonio
José
Antunes
Tabella
geral
Sôpa............................................
30
reis
Cosido.....................................
420
i>
Arroz
.......................................
20
»
Assado.....................................
140
»
Estufado.................................... 140
»
(Jtn
frango............................
240
»
Uma
galinha
de
canja.
.
.
480
»
NIe
*
a
redonda
a
toila n liora
Almoço
Bifes, ovos
estrelados,
vinho,
pão,
café
ou
chá
.........................................
300
rs.
Jantar
Sôpa,
cosido,
arroz,
vinho,
3
a
4
pratos de
meio.
Sobremeza:
fruta
do
tempo
e
do
ce
de
prato........................
600
rs.
Meza
redonda
Almoço,
jantar,
ceia, quarto
e cama,
10000 reis.
Criados
e
criadas,
500
rs.
(2659)
ALVIÇARAS
Perdeu-se
um brilhante
d
’
um
desde
a
rua
Nova,
Jardim, alé
x
-nnel
S.
Gonçalo.
Quem
o
ac^'
a
rua
de
entregar,
depois
de
d-
.ar e
o
queira
le
na
rua
de
S
J,los
os
signaes,
faf-
geller
oí»
n
-.
nte
gra
“
2^
)0
°.
2
’
«rf
|
ÍC.
2631
R.
115)
DILIGENCIAS DIARIAS
De
Sebastião <!a Silva Neves
Enlre
Braga,
Ponle
do
Lima,
Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão,
Tuy,
Vigo,
Ponlevedra
e
S. Thiago.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens
directamente
de
Braga
para
Lis
boa,
por
caminhos
de
ferro.
Escriptorios:
ern
Braga,
na
casa
aon
de
eslava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima,
na hos
pedaria
<la
Theodora,
em
Vianna,
no es-
criptorio
do
annuociante.
(2611)
Casa
de
Commissões
Antonio
Zacharias
da
Silva
Coelho,
com
ca
*
'a
de
Commissões
em
Braga,
rua
de
S. Miguel
O
Anjo
n.°
16,
ao
campo
das
Hortas,
recebe
e
envia
encommendas
para
qualquer
parle
do
reino,
mesuro
in
dependentes
das estações,
a pagar em
qual
quer
dos
pontos pela
commissão
de
4'1
rs.
por
volume
até
70
kilos.
Também
remelte
encommendas ou
mer
cadorias
para
qualquer
parte
do
Brazil ou
nação.
Encarrega-^e
dos despachos na
estação
das
Devezas
ou
de
qualquer
alfandega
do
reino
abonando
todas
as
despesas
até
que
as
mercadorias
cheguem
ao
seu
destino,
mediante
uma
commissão
rasoavel.
(2635)
Precisa-se
de
um
empregado
que
este
ja
sullicienlemente
habilitado
para
traba
lhar
em
contas
correntes
com
juros
recí
procos
oo
sem
elles e
que
tenha
bastante
expediente.
Para
informações
dirijam-se
ao
Banco
do Minho.
Braga 4
de
Selembro
de
1875.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
Domingos
José
Soares.
JOÃO,
0
ESCOLHIDO
DO GEU
VULGO
Frei
João
d'Assumpção
Neiva.
Brama
sacro em 3 actos e S qua
dros
Baseado
na
vida
de
Ião
illuslre
varão.
Ornado
de
coros,
canções,
visualidades,
transformações,
etc.
Edição
de luxo.
Preço
500
rs.
Pagos no
acio
da
en-?
trega.
Está
no
prelo,
e
logo
que
esteja
con
cluída
a
impressão será
remeliido
aos
snrs.
assignantes.
Os
snrs.
que
queiram
assignar,
de
verão
dirigir
caria
fechada,
designando a
R>O'
*
da
eo
numero
de exemplares, ao
es-
cnptorio
do
elilor—
rua
da
Batalha,
o."
2
—
Porto,
onde
está aberta a
assignalura
aié
ao
dia
30
do
corrente.
(2671)
COMPANHIA GERAL DE
SE
GUROS
B.,1
líí-: mnniD
Segura
nas
condições
mais vantajosas
contra
o
risco
de
logo, e
lambem
conlra
os
prejuízos
causados
pela
explosão
de
gaz,
oo
pelo raio.
Verificam-se os
seguros
n
’
esta
cidade
de
Braga
no
escriplorio
de
Ferreira
Bor
ges
& C.a
, praça
do
Barão
de S.
Martinho
n.°
26
—
1.°
andar.
(2537)
1NJECÇÃO
HARNIT
E
*
já
bem
conhecida
a
sua
efficacia
em
curar
em
menos
de
»
«lia»,
ioda
a
qua
lidade
de
purgações, como
o
póde
altes-
tar
a
venda
de
mais
de
2
000
frascos.
Deposito em
Braga,
na
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(2641)
PADRE
SENNA
FREITAS
A
TENDA DE
MESTRE
LLCAS
Romance
religioso
original
1
vol.
400,
pelo
correio
430
A
’
venda
na
Livraria Chardrou—
Editor.
BB
>2
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
GUADIANA
.
29
de
Setembro
|
ELBE
.
.
13
de
Novembro
DOURO
. .
13
de Outubro
|
MINHO
.
. 29
de
<
MONDEGO
.
29
de »
|
NEVA
.
.
13
de
Dezembro
O paquete
de 13
toca
em
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de 29
loca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Os preços são muito rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seu
s
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
a$
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão e
roupa
de cama,
vinho
e
comida á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do agente rfesta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João Manoel
da
Silva
Guimarães.
(58
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA QUINZENAL
PARA PERNAMBUCO E 15 A Hl A
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
com°
até
aqui lem
olíerecido
aos
snrs.
passageiros:
exceíleeites
commodos,
bom tra
tamento, bastante espaço para bagagens c viagens rapiuas,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tein
gasto
sómente
3
3
dias de
Lisboa
ao ítio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
P‘
>rlo
para
Lisboa
Crianças
des passageiros
3/
CLASSE
2/
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco..............................................
40&000
81&000
108&000
Bahia
.........................................
40&000
90Ó000
117&000
Rio
de
Janeiro...............................
ia^OOO
90^000
121^500
Montevideo
e
Buenos-Avres.
510000
90^000
157^500
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
1260000
189&000
308^500
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A'é
aos
8
annos a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
ceda
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
*
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa, comida
a
portugueza
cm
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES EM
BRAGA—
Almeida
&
1‘
ereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
ã
vista
e
a
prazo
com
fiança. (K
★
)
ALUGA-SE
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz I,
n.°
1
(entrada da
rua
dos
Capellistas.)
rrjri»
A. RIBEIRO
Campo
de
D.
Luiz
I,
n.° 1.
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
Tem
grande sortimento
de
fazendas
de
lã
modernas,
para
vestidos,
preços
bara
tíssimos,
100,
120,
e
160
rs.
e
de
maior
preço.
Chitas
largas
de
90,
100
e
120 reis,
guarda-soliuhos
para senhora,
desde
10000
reis
alé
3000;
tranças
e
cuias
para
ca
beça
de senhora
;
leques
prelos
e
de
cô-
res
dos mais
modernos
para
senhora
;
la
ços
e
íichus de
seda
para
senhora,
e
mui
tos
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento.
(2630)
ISCOLAAMERLCâHA
’
Recentemenie
chegado
a
esla
cidade»
aonde
pretende
d(ir>orar->e
algum
lempo-
offerece cs
seus
seniços
ao
respeitável
pu
blico em tudo
que
disser
respeito
á
sua
arte.
Ex
trai,
cura
e
conseita
os
dentes
caria
dos,
colloca
deutes
arliíiciats,
com
per
feição
e
cura
iodas
as
aflecções
da
boc
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas
e
exlracção
de
deutes
aos
pobres,
grátis
das
8
ás
9
horas
da
manhã.
Consultorio,
Campo
de
SanfAnna
n.°
1—
B
2.®
andar.
(C.
2644
R.
105)
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
que
lem
commodos
para
numerosa
fami
lia.
Trala-se
na
mesn
a
de
seu
aluguel
e
póde
ver
—e
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
Agencia do
Banco de
Vianna
CARVALHOS
& C?
Rua
do
Souto n.°
'30
Esla
agencia
faz
as
seguintes
operações:
Desconta
leiras
da
terra
e
de cambio.
Eucarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Receae dinheiro
á
ordem
e
a
praso abo
nando
u:
os.
Empresta
sobre
penhores
tfouro,
pra
ia,
inscripções,
acções
de bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
*
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
lem agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agenles,
(R
*
)
Carvalhos
&
C.
a
Asphalto
Nacional
da Mina
de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa
com
escripto-
rio
no
Porlo
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os seus freguezes
e
o publi
co
em
geral
que
continúa
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como
terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia
presla-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
sufficienle para
recommendar o
seu
asphalto,
a
pérferencia que
lhe
lem
si
do
dada
pela
administração
das
obras
pu
blicas e o repelido
chamamento
pata
subs
tituir
asphalto
qne
se por ahi
pregoa,
co
mo
vindç
do estrangeiro.
Todos
os snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d’
este
genero, podem
fazel-a
no
Porto
Rua do
Bomjardim
n.°
36o,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
RIO
DE
JANEIRO.
A
isahir de Lisboa
Passagens a preços reduzidos.
Caminho
de
ferro
gralis.
A
barca
cLisboa»
de
1:200
lo-
nelladas,
com
espaçosa
camara
de ré para
passageiros
de
proa,
vae
sahir
com
bresidade.
Os
snrs.
passageiros
que
qoizerem
ap
ro
*
veilar o
ensejo
de seguir
n
’
esle
exuellente
navio,
queiram
dirigir-se
ao
escriplorio oe
Soares
&
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.—Porto.
'
(U»)
BRAGA : TYPOGRAPHIA LUSITANA
— - É o formato de
-
comerciominho_11091875_394.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)