comerciominho_12081875_382.xml
- conteúdo
-
3."
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 382
Àssigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.'
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte.=
Às
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLICAL-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
10600
rs.=Semestre 850
rs.=Proom-
cias,
anuo
204ÓO rs
e
sendo
duas
40000
rs.=Semestre
10250
rs.=Braztl,
anno
40100 rs.=Semestre
20300
rs.
moeda
forte,
ou
100000
reis
e 50500
reis
moeda
fraca.=ÀnnuDcios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
10
®/
0 d
’
abatimento.
BRAGA
—
QUINTA-FEIRA DE
AGOSTO
Revistas
litteraria»
contemporâ
neas, redigidas por vários pa
dres
da Companhia de Jesus.
As
priocipaes
revistas
(em
8.°
grande,
de
160
a
300
paginas,
ás
vezes
cada
b
.°
ou
fascículo,
que
sae
cada
15
dias
ou
cada
mez),
redigidas
por
padres
Jesuítas
de
differenies
províncias
—
França,
Bélgica,
Italia, Hollaoda,
Allemanha e
Inglaterra
—
são
as
seguintes
:
l.a
A
«Civihà
Cattolica»—
em
italiano,
com
26 annos
de existência
;
fundada
por
ordem
e
sub
a
protecção
de
Pio
IX.
Im
primiu-se
durante
alguns annos
em
Ná
poles,
depois
em
Roma
;
e
actuahnente
imprime-se
em
Florença.
E
’
quinzenal
;
tem
muitos
inilheres
de
assignantes,
—
pa
rece qoe
onze
mil,
pelo
menos.
E
’
lida
e
havida como
a
mais
anctorisada
revista
catholica
do
mundo.
Nas
polemicas
que
lem
sustentado
desde
o
seo
começo con
tra
a
iinpia «Revoe
des
deux
Mondes»
e
contra
outros
periódicos
racionalistas
e
li
beraes,
tem'n’os
deixado
sempre
mal
fe
ridos
na
refrega,
de
maneira
que
hoje
todos
os
ímpios
e
revolucionários
ma-
chuchos
fojem
de
se
metter
com
ella
em
sérias
discussões,
temendo
a
derrota.
Das
primeiras
series
tern-se
feito
moitas
edi
ções.
A
eolleeção
completa,
que aclual-
mente
só
se
enc-
ntra
em
segunda
mão,
é
mui
procurada,
e
cara
por conseguinte.
O
ultimo fascículo
recebido
é
o
de
3
de
julho
d
’
este
anno,
e
por
signai
que
traz
magníficos
trabalhos
em
defesa
da
Egreja
e
dos
Cânones, contra
o
Darwiuismo
(trans-
formismo,
macaquismo),
etc.;
assim
co
mo
oo
anterior
eram
mui
notáveis
os
seus
artigos
:
—
Missão
de
Carlos
VII, e
Á
pro-
posilo
da
inlapellação
de
Mancini.
(Estado
aclUdl
da
questão
religiosa
na
Italia,
—que
provavelmente
será
publicado
no
«Echo
de
Roma».)
As
questões
sociaes
religiosas
agitadas
nos
últimos
tempos,
ninguém
as
tratou
até
hoje
com
mais
desenvolvimento
e
pro
fundidade
que
a
«Civilià»,
empregando-se
iôsso
as
bem
aparaihs
pennas
dos
illus-
tres
padres
Taparelli
«TAzeglio,
Galvetti,
Curei,
Liberaloie,
etc.
O
rev.0
Onclair
reuniu
ba
pouco
em
4
vol.
alguns
dos
trabalhos
mais
notáveis
d
’
estes
sábios
re
ligiosos,
sub
o
titulo:
De
la Revolution
et
de
la Reslauralion
des
vrais
príncipes
sociaux
à
l-époque
acluelle.
Já
recimmeo-
damos
esta
obr
,
e
de
novo
a
recommen-
damos.
Em
artigo
romances
(a
«Civiltà»
pu
blica
sempre um
capilub»),
barti
nomear
os
padres
Bresciani
e
Franco.
Em
scien-
cias
naluraes,
Secchi,
a
quem
os
mes
tres,
na Italia, na
França,
e
na
propna
Allemanha
protestante,
chamam «O
Mes
tre».
2.
a
A
revista,
publicada
por
Jesuítas,
inais
conhecida
entre
nós, depois
da
«Ci-
viltà Catholica», é
incontestavelmente
Les
Eludes Rêligieuses, Philosophiques, Ilislo-
riques
et Litleraires,
—par
des
péres de
la
Compagnie
de
Jesus. \:ae no
seu
decimo
nono
anuo
(tomo
8.°
da
V
serie),
e
não
conhecemos
outra
em
francez
que lhe
leve a
palma,
especialmenlê
desde
1872.
Tem
numerosos
assignantes,
qoe
vão
sem
pre augmeolando,
nào
só
na
França,
mas
em
todo
o
mundo,
—
: té
no
Egyplo,
na
índia,
na
China
e
no
Japão.
Oa
redacto-
res
d
’
esta
magnifica
revista
são
actuulmen-
te
os
rev.
os padres Totilemont, Desjardins,
Bonniot,
Regnault,
Pepin,
Desjacques,
Bu-
ker,
Mohr, Marquigny
Longhaye,
Chabin,
Jean,
Lodiel,
Saint-Cy,
Pujol,
Lommer-
vogeí,
Noury,
Dugas,
Verdiere,
Marli-
nou
e
Gagarin
(estes
dous,
russos),
De-
cbevrens,
não
esquecendo o
illustre
Ra-
roière (que
lambem
dirige
uma
outra
re
vista
muito
conhecida,
de
que
não
tra
tamos
aqui
ex-professo, por seu
caracter
exclusivamente
religioso
— «Le
Messager
da
Coeur
de Jesus»—
, revista
que
conta
perto
de
trinta mil
assignantes,
só
para
a
edição
franceza,
havendo
ao
mesmo
tempo
mais
trese
edições
modificadas,
em
doze
diflerenies
linguas,—pois
que
ha
duas
em
inglez,
uma
em
Londres e
outra
em
New-York
(1).)
E
’
esta uma
revista
periódica
sem a
qual
um litterato
religioso
porluguez
mal
póde
passar.
Menos
conhecidas
entre
nós,
mas
não
menos importantes
no
seu
genero
são
as
seguintes
:
3.
a
«Collection
de
précis
historiqnes»;
que
se
publica
na
Bélgica,
e
qne
está
pró
xima
a
concluir o
seu vigésimo
terceiro
anno
de
utilíssima
existência
;
o
que
lhe
prognostica
por
certo bem mais
larga
vida.
No
seu
ramo são
infatigáveis
inves
tigadores
e
críticos
mui
estimáveis
os
pa
dres
que
a
redigem,
seguindo
em
certo
modo
as
gloriosas
tradicções
dos
celebres
Bollandistas
(Jesuítas
encarregados
pela
Santa-Sé
de
escreverem
as
vidas
dos
San
tos).
4. a
«The
Mouth»,—
revista
mensal,
co
mo
o
proprio
nome
declara
—,
que se
pu
blica
em
Londres
desde
ha
dez annos,
e
que
vae
sendo
cada
vez
mais lida
e
procurada
não
só
na
Inglaterra,
e
em
ge
ral
na
Europa,
mas
nos
Estados Unidos,
na
índia,
na Ai^tralia
e em
todas
as
co
lónias
inglezas.
Tem-se tornado
celebre,
sobretudo,
pela
erudita
e
bilhante
pole
mica
que
sustenta
em
defesa
do Catholi-
cismo,
contra
os
Ritualistas
e
os
mais
notáveis
lheologose
homens
de
lettras
pro
testantes
;
e
é
por
elles
mui
respeitida,
apesar
de
suas divergências,
muitas
vez.es
bem
radicaes.
Muitos dos
que
a
tem
com
batido
já
hoje
se
encontram
no
seio
da
Egreja
Catholica,
graças
ao Altíssimo,
ao
Pae
das
luzes,
do
qual
procedem omne
da-
lum
optimum,
el
omne
do
num
perfcclum.
5. a
«Stimmen
aus
Maria
Laach»,
—
sa
bia
revista
alkmã,
que
conta
de
vida
(bem
atribulada,
e
por
isso
mesmo
glo
riosa,
apenas
cinco annos,
mas
que
desde
o
seu
começo
chamou
logo
as
attenções
e
attr
hiu
as
simpathias
de
todos
os ca
lholicos
do
império bismarkiano e
de
mui
tos
estrangeiros
á
grande
palria, bons
avaliadórés
porem
do
verdadeiro
mereci
mento
screntifico
e litteraria
que
se
re-
vellam
em
cada
pagina
do
«Stimmen».
Esteve
suspensa per
algue.)
tempo,
pelos
motivos
que
todos
conhecem ou
advinham
;
mas
agora
continua
a
publicar-se
com
novo
e
crescente
brio,
apesar
de
todos
os
pesares,
nunca
entrando,
como
antes
nunca
havia
entrado,
na
pequena
poiitica,
mas
dizendo
grandes
e
salutares
verda
des
aos
poderosos
da
lerra.
sem o
míni
mo
respeito
humano por qualquer
modo
coudemnaveT.
6.
a «Sludien
op
godsdienstig,
udetens-
chappelyk en
létleikundig
gebied»
—
giatide
e
muito
impoitante
revista
em
língua
bol-
latideza, nada
inferior
ás
que acabamos
de
apontar,
mas
que de
todas
as
oubas
se
distingue
por
tratarem
cada
numero-fas-
(I)
A
edição
portugueza,
principiada
em
abril
de
18/4
publica-se
no
Porto
com
esmero
e,
agora,
com
a
devida
pontua
lidade,
graças
ao cuidado
do seu
zeloso
e
mui
digno
director.
E
’ mensal,
em
fascículo
de
32
paginas.
Custa
por
anno
a
módica
qnantia
de
600
reis,
porte
franco.
A
correspondência
de
ve
ser
dirigida
ao rev.
0
padre
José
Ro
drigues
Cosgaya,
—rua
dos Mártires
da
Li-
iberdade,
n.°
4.
Porlo.
ciculo
(podiamos-lhe
chamar volume)
de
um
só assumpto,
publicando
sobre
elle
um
trabalho
completo,
e
estudando-o
por con
seguinte
debaixo
de
todos
os
seus
pon
tos de
vista, encarando
o
por
lodos
os
lados.
Vae
no seu
oitavo
anno,
crescen
do
sempre
na
estima
em
que
foi
tida
des
de
o principio.
Ainda
que
a
Hollanda
se
ja
protestante
na
sua
maioria,
o
Catbo-
licismo
faz n
’
ella
progressos
consoladores ;
e
não
se
póde
duvidar
qoe
o
«Sturlien»
(Estudos)
bastante
tenha concorrido
e
con
correra
para isso,
não
só
fortalecendo
e
esclarecendo
a
fé
dos
crentes,
mas
lam
bem
combatendo
os
argumentos
da
here
sia.
Eis
os
titulos de
alguns
de
seus
úl
timos
fascículos
:
—
A
situação
critica
da
Europa;—
Os
conhecimentos
sensitivos con
siderados
com
funccões
dos
orgãos ;—
Os
limites
da
experiencia
e
o
darwinDmo
(re-
cominendamol-o
a
certo
folhetinisn
do
«Diário
de Noticias»;)
—
O progresso
do
fa
luro
e
o
futuro
do
progresso
fdiscurso
pro
nunciado
pelo
professor
Kalchas
em
1801) ;
—
O
estado
da questão
do
ensino
;
—
O
Pa
pa
e
o
Estado
As doutrinas dos liberaes
relalivamenle
á
auctoridade ;
—
O
Concilio
do
Vaticano;
—A sciencia
da
Religião
en
tre
os
Calholicos
e
os
atheus
;
—A
inlelli-
gencia
dos
animaes
;
—
A
prosperidade ; —
Os
vel/ios-calholicos,
etc.
Estes
assumptos,
de
verdadeira
aclua-
lidade, são,
em
geral,
tratados
sob
o
pon
to
de
vista
polemico,
com
uma
erudição
e
talento
fora
do
commum
—
hors
ligne
—
para
nos servirmos das
palavras
de
um
adversário.
Partce
que
em
Hispanha
não
tardará
minto
a
apparecer
uma revista
no
geoe-
ro
das
antecedentes,
redigida por
padres
da
Companhia
filhos
d
’aquelía
nação.
Bem
se
precisa;
e
praza a
Deus
que
outro
tanto
aconteça
em
tod<is
os
paizes
em
que
trabalham
os
filhos
de
Santo
Ignacio.
A
época
é
da
imprensa
periódica
:
pois
apro-
veitem-se
d
’
eHa
os
defensores
da
e
não
se
persuadam os
hereges
e
os
ím
pios
que
hão
de
ler
o
monopolio.
Mas
não
julguem
nossos
leitores
que
os
Jesuítas
modernos
se
afifástam
n
isto
do
proceder
de
seus
antecessores,
conhe
cidos sim
como
auetoies
de
muitos
Ir-ros
ern
todos
os
formatos,
até
ao
grande
in
folio,
uão
porém
(de
crescido
numero
de
litteratos)
como
red>ctores
de
periodícus
No
tempo
da
antiga
Companhia, isto
é
antes
da
suppressào,
furam
Jesuítas
os
que
redigiram
o
celebre
perioltco
«Me
lindres
de
Trevoox»,
que
lauto
deli
que
fazer
e
tantas
amarguras
causou
d
Vol
taire
e
aos
encyclopedislas.
Foram
Jesui-
t«s
os
que
redigiram
o
«Supplément
aux
nouvelles-ecclesiastiques»,
que
durou p-.r
bastantes
annos
com
grande
aceitação. Foi
debaixo
da
direeção
uo s-bio
J-sii:ta
pa
dre
Zacearia
que
se
publicou
em
fó
ma
de
revista
periódica
a
«Sl;>fia
litteraria
d
’
íiaiia»,
ainda
hoje
bem
apreciada
pelos
erudiios.
No
tempo da suppressão
da
Ordem,
o
Jesuíta
padre
Barruel
(o
valente
mar-
teilo
da
fratie-maçonaria e do
Uluminis
mo')
publicou
o
«Journal Ecclesiaslique»;
Teiler, o «Journal
Historique et
Litieiai-
re»;
Goldhagen,
o
«Religioos
Journal»,
etc.
Os
Jesuítas
modernos
nào fazem
mais
por
conseguinte
do que
seguii
as
uadic-
ções
de
seus
antepassados,
melhorando
aliás
o
mais
qoe
liie
é
possível
uma ins
tiiwição
capaz
de
prodnsir
grandes
bens,
se
bem
for
empregada
;
e
adaptando
seus
trabalhos
lilterafios
ás necessidades
da
épo
ca
presente,—
poderíamos
talvez
dizer,
ao>
usos
e
costumes,
á
moda
vigeute
oo meio
dos
homens seus
contemporâneos, fazer»
do-se
omnia
omntbus
segundo
o
conselho
do
Apostolo
(2
Cor,
9.
22),
afim
de
pro
curarem
a
salvação
de
todos.
■
Bem
hajam,
e
nunca
as
mãos
lhes
doíam.
E
eis
aqui
como
os
Jesuítas
são
irȒ-
m
igos da
illuslração,
ou
guardam
a
scien-
cia
só
para
si!
Escrevem
livros,
publicam
revistas,
ensinam nos
collegio», caihequi-
sa
m
nas
missões.
Grandes
obscurantistas,
já
se
vê!
Correspondência
estrangeira
PARIS, 3
D
’
AGOSTO
(Correspondência
particular
do
<
Commer
cio
do
Minho»
)
(ConclnsSo
do
n.® antecedente)
Durante
a
sua
dominação efemeia,
a
communa
expediu
aos
departamemos
uma
circular,
na qtial
os radicaes
lyon
-rs
acha
ram
as
bases
rfnrua
associação
que
tomou
o
nome
de Alliança eleitoral republicana.
O
fim
da associação
era
a
defesa
da
republica,
defesa
que
nao
deveria
atlen-
der
á
honestidade
ou não
honestidade
dos
meios que
para
ella
se
empregassem.
A
associação,
que
era
dividida
em
gru
pos
ficou
redusida
a
um
«comité»
de
pro
paganda,
cujo objectivo
era
distribuir
li
vros,
brochuras,
etc.
As
subvenções
para
este
«comité»
eram
dirig
:
das
por
Baradet,
Ordrnaire,
e
Millaud,'
actualmenle
depu
tados
radicaes
do
Rheno.
Em
1871
viu-se
M. Thiers
na
neces
sidade
de
obrar
pela
primeira vez
com
rigor
contra
tantas
ameaças;
então
os
radicaes
capitularam
na
apparencia,
mas
não oa
realidade,
e
cooteularam-se
com
obrar
com mais
algum
mistério.
Desde
os
princípios
d
’
esle
anno,
po
rém,
os
ravlicaes
lyuueses
recoineçaram
a
obrar sem
receio.
Reuniões
particularess,
conferencias,
discursos,
escriptos,
tudo
se
fez
propagar
sem
o
menor
escrupulo
e
a
lei
foi
olhada
como
lettra
moita.
Seria
fastidioso
alongar-me
ácerca
dos
tristes
e
lastimáveis
factos
expostos
pe-
|
râr
te
o
tribunal tie
Lyon.
Passemos
adiante.
—Teve
logar
no
domingo
nas
Tolhe
rias,
a
sessão solemiie
da
abertura
do
congresso
internacranal
das
sciencus
geo
gráficas.
Mac-Mihon snbiu
á
sua
tribuna
acoiDparhido
oo
vice-presidente
do
con
selho
e
<>
ministro
das
obras
publica-;
pouco
ai.tes
do
marechal
linha
chegado
a
,-;raa-dupiesa
Maria
da
RnsMa.
luiii
ti
a
pslavra
em
primt
iro logár
M.
d’H.;nt’
-Siecnhuj'se,
e
declarou
que
a
co
u-
missão
d’
Anvers
entregava
os
seus
pod
res á
commissão
de
Paris.
Tomou assento
na
mesa
M.
o
almirante
da
Roucicre;
ao
seu
lado sentaram
se
os presidentes
das
sociedades
de
geogruíii
de
Londres,
B
i-
lim,
S.
Peteiôbouig,
Genèbro,
Roma,
í
’t:sth,
?iinsterdani
e
do
Cairo.
Depois
ué
Ál.
o almirante da
Ronc
è
e,
os
diver.-os
presidentes
ahudidos
lo-maram
successiva-
mente
a
pilavra,
exprimindo-se
cada
qual
na
sua
língua
materna.
A
sessão
foi uo curio«a,
como inte
ressante,
e
nunca
P^rís
assumiu
um as
pecto
lao a/
imad
,
e
tào
variado.
—
Os leitores
já devem
ler
conhecimento
d
um
incidente
que
causou grande
impres
são etrig
todo
o
partido
legitiaiista
francez.
Quero
tallar-llies
do
acto
pelo
qual
o
nosso
governo
acaba
de
violar
a
neutralidade
que linha
guardado
a
respeito
d
iiispMiha,
auclorisando
sobre
o
nosso
termorio
a
passagem
do
material
de
cerco
destinado
á
tomada
da
fortalesa
de
Seo de
Urgel.
Coino
é
natural,
os
legilimislas
protela
ram
contra
esle
acto
e
durante
muitos
dias
fallou-se
insistenteu/eale
d
’
uma ioter-
pellação que
M.
de
Aboville
deve
ria
dirigir,
em
iiurne
da
extrema diieita,
ao
duque
Decases
Mas
esle projecto
foi
Íabandonado, etn virtude,
assegura(o-ufo,
d
’um
aviso
expresso
do conde
de
Cham-
bord,
que recommeodava
a
moderação
aos
Maria
José,
da
qual
já
alguém
estará
ad
mirado eu
não
ter failado.
Parei
em
Muoich,
um
dia,
para-
vêr
esta interessante
Princesa,
que
vive
em
Possenhofen,
uma
hora
de
caminho
de
ferro
de
Municb.
0
dia
eslava
treste
e
melancholico
; co
mo
acontece
a
miudo em
Allemanha,
mas
quanta
alegria
me
foi,
encontrar
uma
bella
Princesa,
e
neta
de nossos
reis,
já
com
uma
íilha
nos braços,
nos
ricos aposentos
de
um
antigo
castello.
Não
é
necessário
dizer
qoe
a
. visita
d
’um
gortuguez
alegrou
em
extremo
a
Joven
Princesa
qoe,
como
suas
Irmãs, me
perguntou
muitas
coisas
de Portugal,
e
por
muitos
portuguezes
seus conhecidos.
D'esta
maneira
terminaram
as
quatro
visitas
que eu
não
podia deixar
de
fazer,
vindo
a
Allemanha
;
e
de
Munich, para
nào
seguir
o
mesmo
caminho,
tomei
por
Ausgbourg,
para
Wurtember
e
sua
capi
tal,
Stuttgart
onde
escrevo
esla.
Stuttgart
tem
poucas
coisas
que a
tornem
notável,
a
não
ser
o palacio
real,
os
seus
jardins,
e
mais
dependencias,
e
a
estação
do
caminho de
ferro
que
é
uma
das
melhores
que tenho
visto,
ha
lambem
um
pequeno
centro
commercial,
com
seu
café
concerto.
Os
arrabaldes
são
beilos,
e
a
agricul
tura
é
uma
das
mais
desenvolvidas que
tenho visto.
Todo
vosso
Padre
R.
seus
amigos.
Não
obstante
a
«Union»
e
o
«Univers»
teem
feito
justas reclamações,
que lhe
valeram uma nota
do
«Journal
Õtficiel».
O
governo
francez defende-se
de
ter
«uma
politica
contraria
ao
interesse
do
paiz,
e
sustenta
que
elh
lhe
é
dicla-
da
pelos
precedentes
e
pela
apreciação
exacta
dos
seus
deveres
internacionaes».
Não
apreciarei aqui
a
exactidào d’
esta
nota;
quanto
ao
«Univers»,
elle
declara
não poder
julgal-a
como
merece
por
causa
do
estado
de
sitio,
e
a
«Union»
continuará
a
fallar
dos actos do
governo,
como
fal
tava
antes
da
nota
do
«Oíliciel».
Mgr.
Dupanloup
vae ser
elevado
ao
dardinalato,
por
occasião
do
proximo con-
sisiorio
que
Le«á logar
no
dia
8
de
se
tembro,
lesta
da
Natividade da
Virgem.
Pio
IX
quer
d
’
este
modo
recompensar
o
concurso
prestado
pelo
eloquente prelado
para
a
adopção
da
lei
do
ensino
superior.
Já
o
Santo
Padre
testirnuohou
a
sua sa
tisfação
a
Mgr.
Dupanloup
honrando-o
com
um
breve de louvor em
que
o
feli
cita pela
sua
conducta, assirn
como
aquel
les que
tomaram parte
activa
nessa
im
portante
discussão,
que
tão grande
influen
cia
deverá
ter
sobre os
destinos
da
França.
H.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Correspondência
particular da
«Nação»
Slutlgarl,
19
de julbo de
187o.
Depois
d
’
uma excursão
pela
Áustria
e
Hungria,
acho-me
no
reino
de
Wurtem-
ber,
de volta
para
Brounbach,
lendo
o
gosto
de
vos
annunciar
que
encontrei
de
perfeita
saude
o
Sor.
D.
Miguel
e
suas
Augustas
Irmãs
a íofaota de
Hispanha,
a
Archiduquesa
d
’
Austria
e
a
Duquesa
da
Baviera.
Não se
póde
descrever a
emoção
que
sentiram
o
mais
humilde
íilho
da
nossa
terra
e
os
filhos
do
nosso
Bei,
embora
nascidos
em
terra
estranha
e
espalhados
por estas
longínquas
paragens, ao
encon-
trarein-se.
Em
Guns
na Hungria
estive
com
o
Snr.
D.
Miguel
e
assisti,
uma
manhã,
a
um
exercício
de
cavallaria,
commandado
por
elle,
e
muito
me
alegrou
lodo
o
seu
desembaraço
e
garbo militar
;
taobem
sei
que lodos
elogiam
o
joven
militar
portu
guez
pelo
seu
optimo
comportamento,
e
admiráveis
qualidades,
o
que
teem feito
chegar
ao
conhecimento
de
altos
perso
nagens.
Hominem habemos.
Encontrei
em Retcbenau.
residência
do
Arcbiduque
Carlos
Luiz,
o
Snr.
L
fante
D.
Affonso
e
a
nossa
sempre boa
Infan-
ta
a
Snr.a
D.
Maria
das
Neves,
e
por
isso
não
cheguei
a
Gratz
como
levava
na
tenção.
Aquella
illustre
Princesa
que
nós cora
todo
gosto
lemos
na
nossa visinha
Hispa
nha,
e
que
tanto
lem
honrado
Portugal,
era
a
que
eu
mais
desejava
vêr,
n
’
esta
occasião,
respeitador
da
sua
elevaia
po
sição,
admirador
das
suas
óptimas
quali
dades,
uão
podia
nem
devia
deixar de
dar
a
preferencia
á
innocente
viclima
da
calumnia
desbragada,
qoe
se
levantou nos
arraiaes
do
jornalismo
votado
á
causa
de
Satanaz.
Os
trabalhos,
e
fadigas d
’uma
campa-
nhia
longa
quebraram
algum
taato
as
for
ças
da
heroina
Princesa,
mas
ainda
assim
passa
bem, e
seu
coração está
sempre na
península
com o
do
bom
Infante D.
Af
fonso,
seu
marido.
Reichenau
é
uma
linda
casa
de
cam
po
do
Arcbiduque, casado
com
a
Snr.a
D.
Maria
Thereza,
entre
as alcantiladas
montanhas
do
Semmering
entre
Vienna
e
Gratz,
e
a
nossa
Infanla
sentiu
vivo
pra
zer
em
alli
ver
um
portuguez,
e
seu
ma
rido
o
Archuduque,
teve
commigo as
maio
res
attenções,
fazendo-me
a
apresentação
de
seus quatro
filhos,
com
palavras
de
mui
ta
benevoleocia.
Os
dois
dias
que
aili
estive foram real
mente
passados
alegremente.
Depois de
jantar
acompanhei
sempre
os
Ptincipes
e
Princesa
em
grandes
pas
seios
de
carroagem,
sobre as
montanhas
do Semmanng.
Os
snrs.
Infante e
Arcbiduque,
per
guntaram
por
aquelles
Portuguezes,
que
vieram
assistir
ao
seu casameuto,
nomean
do
alguns
pelos
seus
nomes,
e
mandam
para
Lodos
suas lembranças; e
as
Snr.18
D.
Maria
das Neves
e
D. Maria
Thereza,
essas
então
não acham
nunca
expressões
para
encarecer
os seus
affectos
de
bene
volência e
reconhecimento para
com
os
por
tuguezes.
Fallt-me
só dar
noticias
da
Snr.
1
D.
Hispanha.
Noticias da
guerra
—0
«Quartel Real»
publica detalhes
sobre
a
vicloria
dos
carlhlas em
Villa
Real.
0
general
Quesada,
com
16
batalhões
e 700
cavallos,
chegou
a
Villa
Real,
que
está
situada
n’
uma
planície,
mas
não
to
mou
as posições
carlislas.
Incendiou a
villa,
mas foi
obrigado a
bater-se
em retirada
diante
do
heroísmo
dos
alaveses
que
causaram ao
inimigo uma
perda de
200
mortos
e 800
feridos.
Uma
columna
inimiga sahiu
de
Logro
nho
e
queimou
as
searas
em
Viana, Oyon
e
Alonda
em
desforra do
bombardeamento
de
Logronho.
—Em 4 escrevem
de
Hendaya
ao
«Monde»:
As
nossas viclorias de
Valmaseda
(Bis
caia)
e
de
Villa
Real
(Alava)
são
plena
mente confirmadas
pelos relatórios
officiaes
dos
nossos
generaes
Carasa e
Valluerca.
Prulegidos
pelas trincheiras
os
nossos
voluntários
causaram
ao
inimigo
peidas
consideráveis.
Enterramos
perto
de
Valmaseda,
pouco
mais
ou
menos
300
cadaveres
affonsistas,
e
mais
de 200
perto
da
estação
telegrá
fica
de
Villa
Real,
a
qual
já
restabele
cemos.
Os
seos
feridos n
’
estas
duas batalhas,
excedem
a
mil
homens.
Os
incêndios
de
Abarzuza,
que
tanto
indignaram
a Europa,
ficam
muito
atraz
dos
de
Villa
Real.
Quesada,
na
sua
reti
rada,
mostrou
se mais selvagem
que
Con
cha
na
sua:
53
casas
foram
incendiadas
A
nossa
indignação
é
partilhada
por
os
olliciaes
estrangeiros
e
outras
pessoas
que
seguem
os
dois
exercilos.
E
’
Lho
que
os
nossos
voluntários
fos
sem
repellidos
até
aos
Arcos
(Navarra)
Nós
só
Unhamos
em
Viana
dois
bata
lhões,
o quinto
de
Navarra
e
o
primeiro
de
Guipuzcoa.
Atacados
por
forças
supe
riores,
tomaram
posição
em Basa, e Arcos,
não
podendo
pela
falta
de
cavallaria, im
pedir
o
inimigo
de
queimar
as
searas
ain
da
em
pé
em
Viana,
Oyon
e
Monda.
Diante
d
’
estes
actos,
um
boletim
ex
traordinário
foi
publicado
em
Durango,
no
dia 31
de
julho.
Eis
aqui o
seu
re
sumo :
«Não
ha
duvida,
o
inimigo
faz
a
guerra
ao
paiz,
antes
que
aos
nossos heroicos
batalhões.
«Vilh
Real
c
seus
arrebaldes estão
em
cinzas.
«Não
contentes
em roubar
os
nossos
bens,
expatriar
as
nossas
famílias,
estes
vandalos
do
decimo
nono
século, querem
destruir
inleiramente estas
bellas
provín
cias.
«O
seu
terror
não
nos mette
medo.
Mais
que nunca, nós
juramos
combater
sem
tregoa
por
a
oossa
religião, por aos
*
sos
foros
e
por nosso
rei.»
Lê-se
no
«Quartel
Real»:
A
brilhante
victoria
alcançada
pelos
bravos alaveses
em
Villa
Real,
sob
as
or
dens
do
brigadeiro
Valluerca.
causou
em
Madrid
uma profunda
impressão.
Sabemos
por um
despacho
telegráfico
expedido
de
Paris
no
dia
1
que
o
governo
de
Madrid
tinha
recebido
um
lelegramma
em
cifra
annunciando-lhe
que
o
general
em
chefe
do
Norte
tinha
sido
batido
pelos
crdistas.
Esle
facto
fez
baixar
os
fundos 40
c.
Não
nos admira
isto;
esse
exercito
de
vandalos
e
d’
assassinos
incendiou
quasi
toda
a
povoação de
Villa
Real e
seus ar
redores
; mas
pagou
os
seus
crimes
por
torrentes de
sangue.
;
Os
nossos
voluntários
enterraram n’
uma
só
valia,
segundo
uma
teslimunha occular
130
cadaveres
affonsistas.
Outros
muitos
cadaveres
foram
queimados
pelo inimigo.
A
maior
pane
deviam ser
artilheiros.
Os
feridos
excedem a 500.
O
comboio dos
feridos condusidos a
Vi-
ctoria
era
immenso.
—Na
Catalunha
o
intrépido
Saballs
derrotou
a
brigada
aflonsista
Arrando,
fa-
sendo-lhe
800 prisioneiros
e
tomando-lhe
3
peças.
—
O
«Correio
da
Tarde»
publica
em
á
ultima
hora o
seguinte
:
Asseguram-nos
haver-se
recebido
hoje
em
Lisbua
a
noticia
de
Martinez
Campos
ler
sido obrigado a
levantar
o
sitio
de Seo
d
’
Urgel.
Sem
que
possamos
auctorisar
esta
no
ticia,
é
todavia fóra
de
duvida,
que a
po
sição
de
Martinez
de
Campos é
critica.
Isto
o
confessam todos.
Está plenamente
confirmada
a
vicloria
obtida
pelos carlistas
sobre
Weyller.
—
Um
telegramma
de
Azpeitia,
em
3,
é
assim
concebido:
A
vicloria
obtida
na
linha
de
Valma
seda,
a
27
de
julho,
pelo
general
Carasa,
foi
uma
das
mais
brilhantes
da
campa
nha
actual.
Segundo
noticias
officiaes o
inimigo
te
ve
mais
de
600
baixas
Quando
os
nos
sos
soldados
foram
fazer
um
reconheci
mento
ao
campo
de que
se achavam
se
nhores,
encontraram
84
cadaveres
do
ini
migo, aos
quaes
deram
sepultura,
e
sa-
bia-se
que
n
*
um
pequeno
bosque
havia
lambem
um
grande
numero,
ainda
sem
sepultura.
O
inimigo
aoflreu
um
terrível
escar
mento
da
nossa
artilheria
e
fusilaria.
Os
tiros
de
espingarda
chegaram
a
disparar-
se
a
distancia
de
tiro
de rewolver.
As
cargas
de
baioneta acobardaram-no
fazen-
do-o
fugir precipiladamente.
As
nossas forças eram
batalhões
de
Guernica,
Durango,
Bilbau, Aslurias
e
companhia
de
Guias
de
Biscaya.
Quasi
no
meio
da
acção
chegaram
de
reforço
os
batalhões
de
Somorrostro
e Cantabria.
O
inimigo
atacou com
mais
de
10:000
homens,
20
peças
e
200
cavallos.
O
escarmento
foi
terrível.
Os
nossos
batalhões
enthusiasmados
com
a
victoria.
S.
M.
felicitou
estes
brados
e
o
gene
ral
Carasa pelo telegrafo.
MTTE KR
.1^
r
ET
CJJSfi.
2W.
SAUDADES.
Como
a
fragaucia
das
selvas
a
embalsamar o ambiente,
qual
molodia
cadente
sob o docél
do pomar,
quaes
frescos beijos
da
linfa
na
face
amena
do
lago,
ou
ua
espessura,
um
affago
da
aragem que envia
o
mar
;
como
os
fulgores
da
aurora
de
per
’
las
juncando
o monte,
ou nuvens
sobre
o
horisonte,
bordadas
de rubra
côr,
qual
entre a alfombra dos
valles
suave
matiz
das
llorinhas,
qual
pipilar
de
andorinhas
á
larde
em
brincos
de
amor
;
bem como a
luz
na collioa
nas
horas
do
fim
do
dia,
ou
vaga,
elherea
harmonia
d
’
tiarpas
em
som
festival,
assim
é
a
vida que
passa,
quando
a
suavisam
carinhos,
sem
pranto,
ou
dôr,
ou
espinhos,
em
doce
amor
fraternal.
Não
tão
meu
sonho
at
riquezas
que
tem nos
seios
a
terra
:
prazer
mais puro se
encerra
no
labio
doce
de
mãe
!
Do
mundo
os
brilhos
não
turva®
a
placidez
de
minlfalma,
nem
da
gloria
a
verde palma
colher
procuro também!
Mas, ai, ha
’qui
em
meu
seio
anhelo
ardente,
infinito!
Se, entre
saudades
aíflicto
succumbo
ao
peso
da
dôr,
oiço
nas
vozes
da
aragem,
a
suspirar
no
arvoredo,
da
minha
aldeia
um
segredo,
queixas
magoadas
de
amor
!
,
rzi;j,jn,sá.
’
.=
ríç sq
Formoso
berço de
flores,
mago
edeu
da
patria
minha,
poi ti
minha
alma definha,
como
3
ceifada
ceçeui
!
Quem
me déra
que
o
perfume
que enebrtou
minha
iuhncia,
mitigasse
a
iofiuda
ancia
que
lacerar-me
hoje
vem!...
Ai!
meus
tão
ledos
brinquedos
sobre
o
verdor das campinas,
quando
trepava
ás colinas
e
erguia
preces
á
cruz;
quando entre
os beijos das auras
eu
me
embalava
no
rio,
ou
das
auroras,
no estio,
saudava
a
vívida
luz!...
E
se
alta
noite,
entre
os
himnos
do
rouxinol na
balseira,
fitava
a
estrella
fagueira
do
céo
no
manto
a
brilhar,
ao
ver
da
lua
as mil
ondas
a
pratear
a
espessura
que
odor,
que
paz,
que
ventura
vinham meu
seio
inoundar
!
Esplendor
da
minha
aurora,
meus céos
em
trevas
deixaste
!
Serei
pois
qual
partida
haste
sem
ler
du
orvalho o frescor?
Não
mais
a
fronte
sombria,
da
magua
ao
peso
inclinada,
verá
surgir
a
alvorada
d
’
um
dia
ledo
de
amor?!...
Ditoso
é
pois
quem
o
balsamo
ás
dores
da alma
procura,
entre
a
innocencia
e
candura
d’
um
seio
casto
de
irmã
!
De
Deus
a
bênção o
cobre,
qual
do sol a
luz
fulgente
do
prado
a rosa
virente,
no despertar
da
manhã.
Mas
eu
que
existo
no
mundo
sem
ler
de
irmã
um
sorriso,
em
leu
seio
o
paraíso
oh
!
dá
que
eu
gose,
meu Deus!
Teu
benigno
olhar
me
cinja,
qual
madre>ilva
do
prado
enlaça
o
tronco
lascado,
peifumando
a
terra
e
os
céos!
M.
M.
GAZETILHA
Procissão.
—
Saiu
ante-hontem
do
templo
das
Carvalheiras
a
procissão dos
gloriosos
Martyres S.
Lourenço
e S.
Sebas
tião,
a qual,
como
de costume,
rodeou
os
muros
da
antiga cidade.
Era aberta pela
banda
de
musica
dos
«Artistas»,
seguindo-se-lhe varias
confra
rias.
a
irmandade
de
N.
Senhora da
Aju
da
e
a
communidade
dos
orfàos
de
S.
Cae
tano.
Fechava-a
uma
guarda
d’honra
pre
cedida da
banda regimental.
Precedendo,
e
seguindo, o
andor
de S.
Lourenço,
iam
alguns anginhos,
seis
dos
quaes
levavam
rotulos
com
os
seguintes
dísticos,
opti-
mamente escolhidos:
Percutiam
te
et
populum
tuutn
peste,
peribisque
de
terra.
(Exod.
IX,
15(.
Parce,
Domine,
parce
populo
tuo.
(
Joel
II,
17.
Regnun. et
civilalem
istam
circumda,
Domine,
et
angeli
tui
cuslodiant
muros
ejus
:
et
exaudi
populum
tuum
cum
mise
ricórdia
(Brev.
Br.)
Exaudila
est
oratio lua
(Act.
Ap.
X»
31).
Misericórdias
Domini
in
ceternum
can
*
labo
(Psalm.
LXXXVIII,
2).
donde
por
vezes
nos
tem
vindo visitar,
brindando-nos
com
um
dos
mais
bellos
ra-
milhetes
alli
colhidos.
O
qoe
hoje
offerecemos
aos
leitores,
nào
é
inferior
em
mimo
e
suavidade
aos
que
o
teem
precedido.
Ineentivo á pintura ehrlatX.—
De
Bolonha
enviam-nos
o
seguinte:
Rogo a
v.
o
obseqoio
de
inserir
em
seu
apreciado
periodico
o
Aviso
de
Concurso
que
abaixo
vae
;
e
antecipadamente
lhe
agradeço
um
tal
favor. Muito
me
penho
rará
outresim.
se
tiver
a
bondade
de
en
viar-me
o
numero
do
seu
periodico
em
que
for
publicado;
para
ser
conservado
nos
archivos
d
’e«la
Socidade
Com
estima
e
reconhecimento
o
res
peito.
Bolonha,
rua
Moir
n.° 209, 26
de
ju
lho
de 1875.
Jeãp
Acquaderni.
INCENTIVO A
’
PINTURA
CHRISTÃ
CONCURSO A
PRÉMIO
PARA O
ANNO
DE
1875.
1.
®
Está
aberto
o
concurso
a
prémio
por
um
Quadro
pintado a
oleo
sobre
tela,
da
dimensão
de
45
centímetros
de
largura
sobre
60
de
altura, representando
S.
José
(meio
corpo)
com
Jesus
Menino.
2.
®
Os
Quadros
dos
concorrentes
de
vem
chegar, não
mais
tarde
do
que
a
10
de
Novembro p.
f.,
franco
de
toda
a
des-
peza.
com
o
seguinte
indereço—
Al Signor
Presidente
delia Società
d'incoraggiamento
alia
pitlura
crisliana,
Slrada
Maggiore
209,
in
Bologna.
3.
°
Todos
os
Quadros
trarão
no
rever
so
um
mole,
em
letra
bem
legível,
e se
rá
acompanhado
do
nome,
sobrenome
e
domicilio
do
pintor
concorrente, escriptos
claramente
em
uma
carta
fechada
e
lacra
da,
a
qual
no
exterior
traga
o
mesmo
mo
te
que se
acha
nas
costas
do
Quadro.
Cada
caria
não
será
aberta
senão de
pois
da
adjudicação do
prémio.
4.
°
Um
juri de
eximios
artistas
para
esle
efleito
convidados,
julgará
com
rela
tório
por escripto
qual
dos
Quadros seja
merecedor
do
prémio.
5. ° O
prémio
consiste:
(a)
em
uma
medalha
de
ouro de grande dimensão,
(b)
em
mil francos em
ouro,
(c)
e
em
dose
copias
oleograficas
do
Quadro premiado,
que
se entregarão
logo
que
esteja
concluída
a
reproducção.
6
0
O
Quadro
premiado
fica
sendo
de
absoluta
propriedade
da
Sociedade
de
in
centivo
á
pintura
christã.
7.
®
Os
concorrentes
poderão
acrescen
tar
dentro
da
carta
dos
Quadros
respecti-
vos
um
outro
escripto, indicando
o
preço
que
exigiriam
pelo
seo
Quadro,
no
caso
previsto
pelo
artigo
seguinte.
8.
°
Todos
os
Quadros
além do
premia
do serão
expostos
em publica
mostra, para
facilitar-lhes
a
venda
em
vantagem
de
seus
auctores,
em
conformidade
de
suas ins-
trucções.
9.
°
Depois
d
’
esta
exposição,
lodos
os
Quadros
não
vendidos
serão
reenviados
aos
respeclivos
auctores
com o
indereço
indi
cado
nas
cartas.
10.
°
Cada
concorrente
pode
transmit-
lir
ainda
mais
do
que
um
Quadro
do
mes
mo
objecto
proposto, com
tanto
que
ca
da
um
traga
um
mole
diverso,
e
já acom
panhado da
respectivo
carta
lacrada,
na
conformidade
do
artigo
3.
Santa
Infancia.—
No
proximo
do
mingo, dia
15,
hade
ter
logar
na
egreja
do
convento
dos
Remedios
a
«egunda
fes
ta
aonual
da
Obra
da
Santa
Infancia.
Cons
tará
de
Missa
solemne,
que
se
cantará
de
pois
das
91
12
horas,
e
de
uma
pratica
pelas
5
horas
da
tarde.
Convidam-se
os
associados
a
tomarem
parte
n’
esta
festivi
dade.
Que
nojo!—
Acabamos
de
ler
o
pape
lucho
do
tal
Panlaleão
das
Chagas, papelu
cho
intitulado
O Lazarisla Senna
Freitas
—
carta
a
esle senhor
a
proposito
do seu
folh>eto.
Raras
vezes
lemos
visto em
lettra
re
donda
coisada
tão
insulsa,
tão
nojenta.
Comparável
áquelle
papelejo,
só
as
pie
guices
immundas
de
mestre Roque,
o
par-
vonez.
E
’
uma
pasquinada
chuleira, vasada em
verbiagem
Iranduna,
cuja
harmonia
é
tào
grata
ao
ouvido,
como
a
produzida por
uma
manada
de
bois
espinotando
a
loja
<fum
loiceiro,
como
diria
V.
Joly
.
E
quan
do
o
escrevinhador
se
quer
dar
seus
ares
de
espirituoso...
faz
ainda
lembrar
as
par
voíces
de
mestre
Roque,
o
Panlaleão
de
Lagoaça.
Quando acabamos
de
ler
algumas
pa
ginai
do
chaguenlo
papelucho,
pareceu-nos
Sande
SebasUane,
intercede
pro
nos-
Ira
omniumque
salute
(Brev.
Brac.)
A
Imagem
de
S.
Seb»stião
era
con
duzida debaixo do paliio
pelo
revd 1110
ab-
bade de
S.
Thiago
da
Cividade.
Romaria d»
Abbadia.—
Promette
ser
esle
anno
muilo
concorrida
a
roma
ria
de
N.
Senhora
da
Abbadia,
em
Santa
Martha
de
Bouro.
E’
grande
o
numero
dos
romeiros
que
lem passado
por esta
ci
dade em direcção áquella
localidade.
o
Fígaro.—
Esie
nosso
collega
nào
passa
vez
nenhuma por
nós
que
não
nos
jogue
uma
piadila.
«Figaro»
é
um
ratão
de
bom
gosto. Póde
continuar,
pois,
a
assobiar
á
porta
do
nssso
escriptorio,
o
qual
avésa
péssimas
condições
acústicas;
por
isso
não nos incommoda o
brincãosi-
to
do
«Figaro».
NA®
vai rir.—
Elles, os
pachidermes,
vão botar
jornal.
Disem-no
os
proprios
dois
chichisbéus empavesados.
Que
singulares
idiotas
I...
O
que
nós
vemos,
é
de
dia
para
dia
augmentar
a
neeessidade
de
se
installar
n
’
esta
cidade uma
casa
de
orates, para
abrigar
tanto
gamin
de
gravata que
an
da
por ’hi
ílagellando
a
humanidade.
M. Senhora do
Amparo.—
Feste-
ja-se
no
proximo
Domingo
a
Imagem de
N.
Senhora
do
Amparo,
que
se
venera
na
capella
da
Lapa.
Sermão.—
Quando,
em
o
n.°
antece
*
dente,
demos
noticia
da
festividade
de
N.
Senhora
da
Boa
Morte, que
no
domingo
houve
no
Collegio, esqueceu-nos
fallar
no
sermão
que
precedeu
a
procissão.
Foi es
te
prégado
pelo
snr.
padre
Constantino
Ferreira
d’
Almeida,
estudante do
4.°
an
no
jurídico,
e
talento
muito
apreciável.
S.
s.
a
fez
uma
oração
brilhante,
segun
do
nos afiirmam
pessoas
de
provada
ca
pacidade, e o
que
sem
a
menor
diflicul-
de
acreditamos Já d
’ha muito
sabemos
aquilatar
o
quanio
vai
a
inlelligencia
e
os
dotes
oratorios
de
que é
ornado
o
snr.
padre
Cooslaoiino d
Àlmeida,
por
is
o
apraz-
dos
deixar mais
uma
vez
comignado
o
conceito
que
nos
merece
o
joven
eccle-
siaslico.
Pasquins.—
Teem
sido
nos
últimos
dias
espalhados
pela
cidade, e
aflixados
pelas
esquinas
uns
pasquins indecentíssi
mos
e
infames,
onde
são
villãmente
trac-
tados
alguns
cavalheiros,
que
na aetual
campanha
eleitoral
militam
ao
lado
do
governo.
Isto
é
indigno,
é
infame.
Cremos
piamenle que
os
cavalheiros
opposicionistas
se
envergonharam com o
procedimento
inqualificável
dos
andores
da
pasquinada,
que
indignou
a
cidade
intei
ra,
os
quaes
auctores
constituem
certa
mente
a arraia
miuda
que
formiga
em
lo
dos
os
partidos.
F
m
tada e
partida.—
Estiveram
n’
es-
la
cidade,
e
partiram
ante-hontem
para
o
Porto
os
nossos
amigos
e
distinctos
cor
religionários
os
exem
°
s
snrs.
Manoel de
Sarna
Garíias,
padre
Reis,
José
Xavier
Teixeira de
Barros,
João
José
Antunes
Mas-
carenhas Gaivão.
Fleição
pelo
circulo de Braga.
—
Está
a approximar-se
o
dia
em que
se
vae
ferir
uma
das
batalhas
eleitoraes
mais
renhidas
de
que
ha
memória
n’
esle
circu
lo.
D
’
um
e
d'oulro
campo
tem-se
traba
lhado
com
afan
inaudito.
Diz-se
qoe
a
vi
cloria para
qualquer
lado
qne
propender
não
trará
grandes
motivos
de
ufania
aos
vencedores,
nem
grandes
mágoas
aos
ven
cidos.
Assim
será,
a
julgarmos
pelo
que
nos lem
constado.
Falia
se
em
que
se
receia
pela
ordem
n
’algumas
das
assembleias
extra-muros
da
cidade.
Desordem.—
Na
tarde
d
’ante-hontem
houve
uma
grande
desordem,
na
estrada
nova,
proximo
ao
Marmeleiro,
extrema
da
rua
da
Boa-Vista.
O
facto
foi-nos
contado
assim :
Dois
músicos pertencentes
á
banda de
iofaoleria
8,
e qne
pelos modos
trasiam
os
machinhos
um
pouco
carregados,
implicaram
com
uns
dois
lavradores
que
iam
com
uns
carros
pela
mesma
estrada.
Depois
d’
um
breve
dize
tu,\direi
eu,
começaram
os
qua
tro
a
mimosear-se
com
furiosa
bordoada, de
que
resultou
ficarem
os brigantes
em tal
estado
qoe
foram para
logo
recolhidos
os
duis lavradores
ao hospital
de
S.
Marcos,
e
os
outros
dois
ao
hospital militar.
Já
falleeeu.—
Falleceu
na
segunda
feira, no
hospital
de
5.
Marcos, o
infeliz
caixeiro
que
foi
viclima
da
explosão d’
u-
ma barrica
de
polvora,
em
a
noite
de
sab
bado
ultimo,
como
noticiamos.
Poeoia.—
A
poesia
que
hoje publica-
nos
na
Lilleralura,
é
devida
á
penna
de
hm
formoso
talento,
que
bebe
as
soas
inspirações
nas
poéticas
margens
do
Lima,
aquelle
estillo
muito
nosso
conhecido.
Atra
vés
da
transparência
de
certas palavras
empregadas
eslolidamenle,
e
de
certas
Ga
ses com
ligeiras
variantes
aqui
e
alli
en
caixadas
a
mascôlo,
afigurou-se-nos
estar
vendo
um
sugeito muito
pequenino,
que
diz
ter
o
nome
inscripto
na
«lista dos
escre
vinhadores
de tarifa»,
a
quem
chamaremos
o
Jayme
braguez.
E
se
nos
illudirnos,
o
qoe
não estamos resolvidos a
crer,
é,
sem
duvida, a
segunda
edicção
d’
elle,
não sle-
reotipada,
mas
integral
e
íidelissimamenle
fotografada.
Tem
o
alludido
sujeito
o
mau
sestro
de
se
meter
em
cavallarias
altas,
quando
o
ignorante
apenas
sabe
rabiscar
duas
palavras
pantafaçudas
que lhe
ficam
d
*
outiva,
ou
antes
pilhadas
a
dente,
como
se
diz
em
d'alecto
escolástico.
Ainda
n
’
es-
te
particular
se
reproduz fielmente na
pes
soa
de mestre
Roque, o
idiota,
digoo
emu
lo
do
Pantaleão.
Mis
que
pretenderá
o
rabiscador?
Por
ventura
refutar
o
brilhante
opusculo
do
pa
dre
Senna
Freitas?
Paira-nos
ao
canto
da
bocca um
sorriso
de
compaixão,
só por
suspeitarmos
que
o
verme
imperceptivel
tentou arcar com
o
gigante hercúleo.
Se
debaixo
do
pseudónimo
de
Panla
leão
das
Chagas
se
espéssa
o
Jayme
bra
guez,
o
scopo a
que
visou
o
rabiscador
é
dubio,
porque
Jayme
é
fosforicamente
inigmatico.
Falla-se
no papelucho
em
regras aris-
totelicas,
para
provar...
que
o
auctor
ain
da
ha
um
anno
aquecia
os
bancos
escolares,
onde
fez
acqoisição
d
’
uma
superficialidade
estreme,
em
assumptos
scientihcos.
Mas
não
gastemos
inutilmente
espaço,
e
paciência.
No
pasquim
de
que
vimos
fal-
lando
não
se
defende
nada,
oão
se
destroe
nada;
e
nào
se percebe
nada,
a
menos
que
não
seja
o
rumor
do
zangão que
investe
contra
os mais
rudimentares
princípios
grammaticaes,
e
aflerroa
desapiedadamen-
te
o
bom
senso.
Iriamos
jurar
que
andava
alli
loitiço
de
mestre Roque,
se
ignorássemos
que
mestre
Roque
não
sabe
escrever s assigna
de
cruz.
A
Gazeta
eeele8ia«tiea.=Com
es
te
titulo
começou
a
publicar-se
em
Lis
boa
um
novo
jornal
dedicado
exclusiva
mente
a
advogar
os
interesses do
clero
portuguez.
Longa
vida
ao
collega.
VlamiMcriptoM.—
Temos
em
nosso
poder
vario»
aianuscriptos,
que,
por
absoluta
falta
d
’
espaço,
não
podemos
publicar.
Irão
sahindo
a
lume,
consoante
o
permillir
a
abundancia
de
matéria
accumulada em
o
nosso
gabinete.
Mestre
Roque,
o
idiota,
é
que
perde
com
a
exiguidade
do
espaço,
porque
gran
de
parte
d
’
esses
rnanuscriptos
dizem
res
peito
á
sua
parvonica
pessoa.
O
’
parvonez
!
espera
um pouco.
EXPEDIENTE DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Rogamos
aos
nossos
assigoaotes
de
Guimarães
e
suburbios
da
mesma
cidade,
o
obséquio
de
satisfjserem
os débitos
de
suas
assignatuias.
tanto
respeitantes
a
este
jornal
como
ao
«Futuro»,
na
dita
cidade,
ao
nosso
correspondente
o
ill.
1110
snr.
Tei
xeira de
Freitas,
rua de
S.
Damuzo,
o
qual
já
se
acha
munido
dos
competentes
recibos,
para
esle
elfeito
por
nós
devida
mente
assiguados.
Cartas recebidas
na
administração
d'esle
jornal
:
Castro Daire.
—
Antonio
José
Leitão.
Porto
(Relação).
—Antonio
Xavier da
Cunha
Telies.
BANG0
DA
C0V1LHA.
Sociedade anonyma
de
responsa
bilidade limitada.
Balanço em 31 de julho de
1875.
Capital 3.000:0000000.
l.
a
emissão
750
contos
—
7:500
acções
de
100$000
reis.
Aetivo
Accionistas............................
164:10000(10
Leltras
descontadas
e
a rece
ber......................................
423:6510679
Efieitos
depositados.
.
. .
12:0000000
Papeis
de
credito. .
.
.
4:1990530
Caixa.......................................
21:5040741
Devedores e
credores.
.
.
Empréstimos
com
caução.
Ditos
em
c/c
com
caução.
Despezas
d
’
instalação.
.
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
19
318^559
104:09
'0780
121:954^179
2:025^300
1:985^425
874:8320193
Passivo
Capital..................................
750:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
4900961
Dividendo
de junho a
de
zembro
de
1874
.
.
.
1280400
Dito
do l.o
de 1875
.
.
15:0000000
Depositantes..........................
32:6980010
Obrigações
a
pagar.
.
.
.
59:3680161
Credores
de
efteitos
deposi
tados.......................................
12:0000000
Ganhos
e
perdas
....
5:1460664
874:8320193
Os
Directores
Antonio
Baplista
Alves
Leilão
Francisco
Alves.
Joaquim
Navarro
Pereira
d’
Andrade.
Resumo do
aetivo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
31
de
julho
de
1875.
Aetivo
Caixa,
dinheiro existente .
21:1850224
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
..................................
564:9480262
Letras
caucionadas
.
.
.
32:8790900
Obrigações
a
receber.
.
.
4:4170876
Empréstimos
sobre
penhores
9:0860285
Operações
a
longo
prazo
.
14:3000900
Diverscs devedores.
. .
.
5:7520915
Papeis
de
credito
.
.
.
12:3290120
Contas
correntes.
. .
.
7:4210273
Devedores
no
paiz
. .
.
59:6770771
Devedores
no
estrangeiro .
115:2730412
Efieitos
depositados.
.
.
.
5:4790225
Moveis
e
utensilios
.
.
.
5700800
Despezas
de
installação
.
2:7050900
Acções, prestações
a
receber 33:4590000
889:4760163
Passivo
Capital
do
Banco. .
.
.
800:0000000
Deposito
á
ordem 9:7440456
Deposito
a
prazo
47:6890246
57:4330702
Letras
a
pagar
....
6:47501
19
Diversos
credores
....
4Oi»0OOO
Credores
d
’effeitos
depositados
5:4790225
Fundo
de
reserva
....
1:5000000
Dividendos
a
pagar.
... 6 0800700
Ganhos
e
perdas.
.
. .
12:1070417
889:4760163
Villa
Real,
3
de
Agosto
de
1875.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
João
Pinlo
Ferreira.
AGHADECIMEITOS
José
Valentim
Peixoto—o
Verdelhão
—
agradece
a
seis cavalheiros
d
’
esla
cidade»
e
a
todos
os
mais
ill.mos snrs.
bemfeito-
res
que
o
coadjuvaram
com
a
esmola para ir
tomar
banhos
das
Caídas
de
Visei
la.
o
qne
não
deixará
de
rogar
a
Deus
pela
vida
e
saude
de
todos
Joaquim
Antunes
Alves
e
soas
manas
Helena
Maria,
Maria
de
Jesus
viuva
e
suas
filhas
Thereza
de
Jesus, e
Maria
de
Jesus,
summamenle
penhorados
para
com
todas
as pessoas
de
suas
relações
e
amisade,
que
por
qualquer
modo, lhe
dispensaram
por
fallecimento
de
seu
cunhado
e pae
Ma
noel
Alexandre
da
Silva, cujo
sepulta-
mento
teve
logar
em
2
do
corrente
;
pos
suídos
d
’
um
doloroso
dever, servem-se
d
’es-
te
meio
para
por
elle
deixarem
bem
con
tristada
a
sua
gratidão e
reconhecimento,
pedindo
desculpa
de
o
não
fazer
pessoal
mente.
(2605)
José
Maria
da
Silva
e
sua filha
Ca
ro
tina
da
Silva,
agradecem
a
todos
os
ill
“•
*
snrs.
que
se
dignaram
cumprimentai-os
por
occasião do
fallecimento
de
sua
espo
sa
e
mãe
Anna Joaquina
da
Silva,
e a to
dos
protestam
sua
gratidão.
(2609)
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e
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se
os
relatór
ios,
sendo
necessário.
Também
se
acce
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propost
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para
compr
a,
venda
e
traspas
se
de
minas
de
toda
a
es
peci
e.
Toda
a
corr
espondênc
ia
diri
gida
ao
escript
orio
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,
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do
Corp
o
da
Guarda
n.°
26
a
28.
—
Port
o.
(2608
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DE
S.
MARCOS
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(2584
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Parte de Comércio do Minho (O)