comerciominho_07091875_393.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUHERO
Assigna-see vende-se
no escrip.orio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova n?
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
Ioda
«
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
corresponden-
c.as de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno l$60ô
rs.=Semesfr
e
;
is.=--
Provín
cias,
anno
S^iOO
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.=-Semestre
rs.=Brazil,
anno
4^400
rs.=Semestre
âè>3ú>
rs. moeda forte,
oulOçÀOCO
reis
e 5&500
reis
moeda
iraca.=ànnuneios
por
imha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
*(f t!/e
d’abatimenio.
TRADIÇÕES DOPffliAKES
POR
B
ÀES
■
I
A
regra
da
maior
ou
menor crença
do
puvo
é
a
antiguidade. Seus
ascenden
tes
sào
seus
uracolos
;
e
olha
com
uma
especie
de
impiedade
nào crer
a
olhos
fechados
o
que
elles
creiam.
Não
cuida
o
povo
de
examinar
que
origem
tem
a
noticia
;
basta
saber que
é
alguma
coisa
antiga
para
veneral-a,
á
semelhança
dus
egypcio*
que
adoravam
o
Nilo,
ignorando
d
’
uude
ou
como
nascia,
e
sem
outro
cu-
iiliecimetilo mais
do
que
o
que
lhes
pro-
viiiiia
dos
seus
atrasados.
Que chimeras,
que
exlravagaucias
uão
se
conservam
en
tre
os
pavos
á
sombra
do
titulo
vão,
mas
osteiiloso
da
tradicçâo
!
Porventura
qual
de
vós,
meus
leitores
e
leitoras,
nào
te
rá
ouvido
n
’esle,
n
’
aqnelle,
ou n
’
aqueli’ou-
lio
paiz
uão
só
a
rústicos,
ou
a
meni
nos,
mas
lambem
a
venerandos
sacerdo-
lef,
que
em
tal ou
tal
parte
ha
uma
moura
encantada,
que
ha
apparecido
por
diflerentes
vezes
em
tempos
periódicos?
Assim
o
ouviram
a
seus
paes,
e
avós,
e
não
é
mister
mais
para
assegurar
a
sua
crença. Se
os
apertarem,
mostrando-lhes
a
•falsidade
de simiitianies
crendices,
allega-
rào
teslimunhas
vivas,
qoe
a
virão,
pois
em
nenhum
paiz
faltam embusteiros,
que
•se
comprazem
em
couíirmar
taes
patra
nhas.
A
esle
proposito,
lembro-me
ter
lido
algures
que
em
certos
logares
do
Cantãu
de
Lucerna,
na
Suissa,
ha
uma
tradic-
edue?çio
de
Rornulo
e
Remo,
e
da
appa
rição
de
Castor
e
Pollux.
Mas
callavam-
se,
occult.iiido
em
seu
coração
o
despre
go
d
aquelhs
pairanhaí,
por
ser
perigoso
contradizer
a
opinião
commum,
de q
;e o
povo
se
vangloriava,
e
muilo
mais
sendo
ella
fundamentada
no
elemento
religioso,
radicado
no
animo
d
’
aqueiie
povo
gros-
M.iro,
o
qual
nào
se
podia
ufiender iuqiu-
nemeuie.
D
’
estes
exemplos
submenisira-
nos
a
historia
romana
mu.los,
começan
do
por
Numa
Pampilio
que
fez
crêr
ao
puvo
que era
inspirado
peia
Nympha
Ege-
i
ia.
Isto
é
o que
sempre
*uccedeu,
e
ha
de
succeder,
e é
o
<jue
laz
eternisar as
tradicçôes
mais
mal
fundadas,
ainda
que
para
alguns
sábios seja
a
sua
falsidade
visível.
Uma
especie
de
tiranuia
inloleiavel
exerce
o
povo
ignorante
sobre
a
pouca
gente
entendida,
qne
ha,
lirannia
esta
qoe
consiste
em
obrigai-a
a
approvar
aquellas
crendices
que
receberam
dus
seus
maio
res.
especialmente
se
locam
em
meteria
de
religião.
E
’
ídolo
do
povo
o
èrro
he
reditário.
Todo
aqueile
que
pretender
der-
ribal-o
do
pedestal,
a
que
o ha
guindado
a
ignorância
popular,
incorre,
além
do
odio
publico,
wa
uota
de
s criiegu.
Assim,
discordando
das mal
tecidas
Lbulas,
que
entre
o
povo
se
conservam
»ob
o
nome
de tradicçôes
antigas,
soe
chamar-se
impiedade
ao
que
é
discrição
e
prudência,
e
crendo
as
piainenle,
chama-
se
religião
o
que
é
necedade.
«Mi
*
T—■
In
e
K
I
«frM
l
-Q
BRAGA—-TEKÇA-FE1KA
t DE
SETEMHKO
Carta
ao
ei,ra" snr. «aiiníiiitro da
justiça, Barjona de Freitas.
Ex.mo
snr.
Permitta-me
que,
na
pessoa
de
v.
exc?, eu me
dirja a
t^do
o
inini
’
ter?o,
que feiizmenle
rege os
destinos
da
nação
portuguesa,
visto
que,
segundo
a
meto-
nimia
poli
uca
da
solidariedade
ministerial,
v.
exc?
—
permitta-me,
digo,
qoe eu agui-
lliôe
(expressão,
a
que
um
dos
vultos
po
líticos do
partido de
v. exc
a
deu
os
fóros
de parlamentar)
o
seu
zelo
a
favor
de
uma, e talvez
da
mais
importante
das
prerogativ<;s
da
corôa,
reeentemente
nie-
nospresada
e
cuncuIçada
pelos
bracarense
*
na
eleição
de
um
deputado,
que
acaba
de
fa»er-se
pelo
circulo
de
Braga.
Todo
o
paiz,
ex.‘nu
snr.,
íicou
cheio
de
assombro
deanté
da
audacia d’aquella
gente,
que
no
proprio
momento,
em
que
v.
exc?,
estribado
nos
i
espeita^eis
tiom-
bros
de
conspícuos
membros
do
poder
judiciai,
acabava
de
alçar
ás
nuvens
o
direito
magestatico
de
ensinar...
o
que
vv.
exc.
as
lá sabem;
no
proprio
momento
em
que
'a
sapientíssima
e
infallivel
im
prensa
liberai,
n
’
urn
accorde
maravilhoso,
provava
até
á
saciedade
(fue
insinuação
é
sinonimo de
eleição,
ou
por
outra,
que
a
segunda
nào
passa
de
uma
ficção,
sen
do
a
primeira a
realidade;
u
’
esla
mesma
cortjuuclina
é
que
os
eleitores
de
Braga,
calcando
aos
pes
o
direito
constitucional,
o
direito
constieludiuario,
o
direiio...
o
direito...
todos os
direiios do
mundo,
ele
gem
denotado
um
homem
simplesmente
da
sua
escolha
(quando
estava
mais
que
pro
vado
por
v.
exc?
e
por
outros
juriscon
sultos
da
mesma
pôlpa, que pai
a
haver
eleição
não
é
mister
que
hoja
escolha],
e
despresam
o
varão
eminente,
qoe lhe
*
fôra
insinuado
superior
mente,
no justíssi
mo
u
*o
de
uma
das
mais
indiscutíveis
pierogalivas do
poder
executivo!
Esle
alternado,
ex.
‘n
°
snr
,
fez
erri-
çar
os
cabellos
a
todos os
que
trasem
deante
dos
olhos
o
lemivel
fantasma
da
reacção
e
do
jesuitismo;
e
eo
não
hesitei
nem
um
momento
cm
dirigir-me
a
v.
exc?
em
nome
de
lodo
o
paiz,
que
acaba
de
acordar
estremunhado,
aos gritos de
viclofia
dos
bracarenses,
d
’
tsse
delicioso
somno,
em
que
o
feliz
governo
de
v.
exc?
e
dos
seu«
collegas
o
linha
adorme
cido. Sim,
em
nome
de
todo
o
paiz
eo
venho
rogar,
e
mesmo
requerer
a
v. exc.
a
que
não
deixe
impune es
*
a
flagrautissitna
infracçào
do
direito
por
v.
exc?
e
pelos
seus
dignos
acolito»
galhardamente
vindi
cado;
e
que
mande
sem
mais
demora
metier
em
procedo,
não
>ó
e snr.
conde
de
Bretiamlos, que
açceilou
a
eleição para
deputado
por
Braga,
mas também
os
que,
ekgendo-o,
se
insurgiram
contra
a
insi
nuação
ministerial,
sob
o
fútil pretexto
de
que
o insinuado
não tem
sentimentos
lá
muito
oilhodoxos,
como
se
essa
mesma
circuinstancia
nau
fosse,
para
v.
exc?
e
para
os
liberaes
genuínos,
mais
um
titula,
que
franqueia
a
qualquer
candidato
as
portas do
parlamento! Ôe
soite
que
aquel
les
díscolos
de
Braga,
nào
só desconhece
ram
a
obediência,
que
deviam
á
preconi
zada
prerogativa
da
insinuação,
mas,
no
furor cego
da
sua
resistência,
regeitaiam
a
candidatura
de
um
varão
prestante,
que
á
conhecida
íirmesa
do
seu caracter
reune
o
predicado de
ser redactor
do
«Jornal
da
Noite»
(especie
de
noilibó) e de
ser
homonimo
de
um
dos
nussos
abalisados
heroes
do
Oriente
!
Enlre os
eleitores
de Braga
deve
ha
ver
muitos,
que
recebam
honorários
pagos
pelo
cofre
do
E
*
tado.
Mande
v.
exc.
a
sus-
pender-lhes iminediaiamente
o
pagamento
dos
seus
vencimentos,
como
fez
aos
cóne
gos
de
Bragança;
e
ponha-os
desde
já
a
pão
e
agua,
que
é
o
melhor
meio
de
os
tornar
dóceis
e
obedientes
á
*
ordens
go-
vernamentaes.
E
não
trepide
v.
cxc.
a
ante
o
e»-er-
gico
procedimento,
que lenho
a
honra
de
aconselhar-lhe.
V.
exc
a
e
os
seus
prova
ram
até
a
saciedade,
que insinuação é
uma
das
mais
legitimas
prerogativa»
d-r
corôa. Poderá
diser
alguém que isso é
sómente
quando se
li
ata
de
vigários ca
pitulares.
Mas
não
ha
tal. A
constituição
e
todas
as
outras
leis
invocadas
pelos ca
nonislas
da
imprensa
liberai
a proposito
do
conflicto
de
Bragança,
são
tão
appli-
caveis
áquelle
caso
como
ao presente
da
eleição ue
Braga.
V.
exc?
mesmo
deve
estar
convencido
d
’
isto
E
senão
vejamos
;
A
Carta
Constitucional,
uo
§
í d<»
art.
7ò,
expressameote
inclue
nas atlii
bnições do poder
executivo
a
nomeação de
todos
os
empregados
civis
e
políticos. Ora
quem
ousará
negar que
um
deputado seja
um
empregado
político,
um
funccionano
publico,
visto
que
o
Estado
lhe
paga
um
Miilo <ie dois
mil
e
tantos reis
diários?
Poderão
contestar-nos
com
o
direito
elei
toral
;
mas a
isso
responderemos,
que
na
auctorisadiSsinii
opinião
do
agente
do
mi
nistério
publico em
Bragança,
a
pag.
12,
linhas
33
da
sua Contra minuta,
ha
elei-
çõe»
que
não passam
de
uma
mera for
malidade;
e
n
’
este
caso está
a
de
deputa
dos
enlre
nós,
como
é
publico e
notorio,
e
exuberantemente
o
prova
o
sur.
bimão
José
da
Luz
Soriano,
nas
suas
Utopias
desmascaradas
d)
Sistema
Librai,
especial
mente
no
capitulo
Ví.
Além
d
’
is»o tem
v.
exc?
ainda
a
seu
favor
o
direilo
consueludinario;
pois
é
innegavel
que
desde
o
estabelecimento
du
governo
representativo em
Portugal
ainda
não
houve
eleição
de
deputados,
em
que
a
prerogativa
da
insinuação
nào
fosse
largamenle
posta
em
pratica.
V. exc
a
ão
ignora decerto
que os
ministros
mais
enér
gicos
(e é
sabido
qoe
em
energia
não
cede
v.
exc? a
nenhum
dos «eus
collegas
pretéritos,
presentes
e
futuros)
não
se
leem
limitado
só
a ii^er
a
insinuação,
mas
tem-na
apoiado
com
os
meios
mni-
lissimo
legacs
uo
caceie,
da
pistola
e
da
bayoneta.
Aqui
temos
pois
sdidanieule
estabele
cido
o
allegadu direito
consuelndinario.
qne
não
julgamos
mister
corroborar
com
alguma
carta
regia
do
marquez
de
Pon
b;?l,
cujo
governo,
pela largucsa
das
suas
vs~
tas
politícas, e
pelo íeu
respeito
per
todas
as
liberdades
p- ica<,
é
digno
dé ser
imitado
por v.
exc?
e
pelos
outros
libe
raes
convictos
do
paiz.
Portanto,
ex.
,n°
snr.,
caia
a
vara Pa
justiça sobre
os
decolo
*
toacaremrs.
que
n
’i'to
vae
iiiterei-sada
a
di.:iid3de
da
cn-
rôa,
e
oão
menos
a
hoiva do miní-te*
1 *
i
io,
(le que
v.
exc?
f
z
parte.
E
se
as
an-
ctoridades
jmhciaes
de
B»:ga í>e
negarem
a
ser
instrumentos
de
tão
justa
'
icgsnç-i,
transfira
v.
exc? para
alli
as
de B-aginça
’
já
bem
provadas
na
obediência
•c.o
menor
aceno do
ministro,
e
imntm-so
ís.um
to
dos
benemeritos
da
pat-ia, e
credores
de
uma das
pag.nas
mais
..
brilhantes
<?»
historia
contrmpuranea,
quando d
a
<6r
esciipta
um
di.i
por
a!g«
m
dos
noilibós
do
«Jornal
da
Noite».
De
v.
exc?
O mais
húmil-le e respeitoso
súbdito
Pantaleão
Felix
Zanaga.
Suajo,
1
de setembro
de
187o.
tg
&
u
&
r
jr
e
ção
entre
o
povo
de
que
todos
os
annos.
em
determinados
dias
se
vè
Pilatos
ves
tido
Ue juiz sob<e
o
cume d’
uma
rix.nta-
nhi
visinha,
mas
os
que
o
vèem,
morrem
dentro
du
anno,
e
para prova
aliegam-se
sempre testimuiihas
da
visão,
que
iallece-
ram
ha
pouco
tempo.
Este
lacto
junto
com
a
trauicção
an
tiquada.
e
o
dai-se vulgarmente
áqimlla
eimueucia
o
nome
de
Montanha
de
Pila
los,
é
que
tarte
para
convencer
espíritos
crédulos.
5em
só
nos
povos barbaros
ou
incul
tos
se
hão
estabelecido taes
dislates
e
de
lírios. N’
esta
matéria,
apenas
ha
povo
a
quem
não
pertença alguma
parcella
de
bar
bárie,
ou
qoe
nã
>
accarreie
rnatenaes
para
o
temido
da
superstição
e
da
luluila,
se
a
tradicçâo
lisougea
sua
vaidade,
ou
se
crê
que appoia
sua
religião.
Nmgtiem
du'ítla
que os
Romanos
em
tempo
de
Plmio
e
Plutarcho
eram a
nação
mais
cullj,
e
racional
uo
mundo.
Pois
n
esse
mesmo
tempo
se
mostrava
em
Roma
uma
figueira,
a
cuja sombra
(segundo
a
opinião
comrnurn) havia uma
loba
alimentado
a
Romulu e
a
Remo.
Estavam
igualmente, os
Romanos
per-
suadidos
que
as
duas
divindades
do
Olym-
po
Castôr
e
Pollux
lhes
haviam
ajudado
a
vencer
a
batalha
do
Lago
de
Regido,
combatendo
ern
seu
ía-òr
a
cavallu,
e
para
coinpr<>va'em
o qne
tão esiultamente
criam,
mostravam
não
só o
templo
eiigi-
do
em
memória d
’
esle
berielicio,
mas
lam
beu»
(
incridibile
dictu 1
]
a
mesma
impres
são
das
palas do
cavalio
de
Castor
em
uma
pedra !
Nao
quero
fazer
aos
Romanos a
ofien-
sa
de
crer
que
todos
acrediiavam
piameo-
le
estas
fabulas,
mas
sim
que
havia
mui
tos
enlre
elles
que
tinham
por
íabulus-»
ludo
quanto
se
dizia
do
uascitueulo e
E
misur
para se
crer
piedo-ameute
que
se
crèa
com
prudência,
porque
é
im
possível
verdadeira
piedade,
assim
comu
qualquer outra
e
*
pecie
de
virtude
sem
*er
acompaohlda
da
prudência.
A
mentira,
que
é
sempre
torpe,
in
itroduxida
em
matérias
sagradas
é
torpis-í
sima,
porque
profana
o
templo
e deshoo-
ra
a
formosíssima
puresa
«Ja
nossa
santa
Religião.
Que
delirio
o
pensar
que a
f.d-ilade
e
o
êrro
póde
ser
obséquio
da
Magestade
Soberana,
que
é
a
Verdade
p.
r
t-ssencia
!
Antes
é
oflensa
soa,
e
tal,
que
toca;.
1o
em
objectos sagrados,
reveste
certa
espt-
cie
de
sacrilégio.
A.-sim
são
digno
*
de
se
vero
castigo
iodes os
que
publicam
mi
lagres
falsos,
reliquLs
falsas,
e
quaesqurr
narrações
ecclesiasticas
idb.ilósas.
O
prejuiso,
que
estos
ficções
occasm-
nam
á religião, é
notorio.
A
narração
de
milagres
falso
*
tem
sido
a
C
’
tis;>
de
fu-
nestissimos
males
á
religião e
á
sociedL-
de.
Senão,
haja
vista
a
ur.i
exemplo,
que
nos
apie-cnla
a
nessa
histori-,
qne nos
relata
com
horror
as
setnas
incríveis
de
morticínio
e
saque,
a
que
no
«'omiugo
da
Pascboela
de
la()7
esteve
I/sboa
emrt-
gue duraute
tres
(H-s
por
causa do
reíb.
xo
do sol, que
ba
’
'?■>
de
chofre
uo
ie.-
plemlor (1’uma i
;-
.em
foi
tomado
por
al
guns
espíritos clesvanados
á
conta
de mi
lagre,
e
quem
se
atreveu
a
mosti&r a
falsidade
do
pretendido mil:
gre
t;
ve
de
ser
viclima do
ilicitamente
de
dous
frades
á
matança
e extermin
o
des
cha
nades
christãos
novos
(judeus
co.cta
e
recente
mente
conversos
ao
catholicismo)
e
do
fmioso
desregiamcnio
do
povo
medulo
cru
demasia,
se
bem
qoe
el-rei
D.
Manujl
man
dou
proceder
rigorosamente
contra
os
er-
beças
da
desordem
;
os dous f
edes
le
iam
castigados
e
punidos
com
a
maior
severidade,
e
a
cidade
de
Lisboa f i
pri
vada
de
alguns
de
reus
foro«
por
não
ter
embaraçado
o
un<tim.
(Faria
e
Sousa
Eu
ropa
tom.
2?
part. 4,
cap.
í.°
n.°
54).
(C-itititiã'!)
E mais
são—protestantes!
Eis aqui, como
o
padre
J.
Gaume
se
exprime
a
respeito
da
Inglaterra
na—
Pro
fanação
do
Domingo.
«Passae
«a
beretica
Inglaterra,
metró
pole
da
actividade
e
do
commercio.
Ve
des
ahi
ao
domingo
um
unico
covado
de
fazenda
na
porta «fuma loja?
Nem
um.
Vòies
ao
menos
as
lojas
abertas?
Nem
isso; apenas as
de
comestíveis;
e
essas
até
ao
meio dia
sómente,
sem
ostentação
alguma
;
e
isso
mesmo
por
uma
simples
tolerância. Circulam
ahi
os
transportes
como
nas
nossas cidades,
que
fazendo tre
mer
as
vidraças das
egrejas
perturbam a
oração
e
tornam
impossível
o
recolhimen
to.
Não,
as
caruagens
de
transporte
não transitam
n
’
esse
dia;
apenas algumas
seges
particulares,
e
em
mui
pequeno
nu
mero se
vêem
durante
as
horas
do
servi
ço
religioso.
As
fabricas,
essas
immensas
fabricas,
cujos productos podem fornecer
o
universo,
trabalham
ellas
?
Não. Na
Es-
cossia
mesmo,
os
caminhos
de
ferro sus
pendem
sua
devoranle
actividade;
o
inte-
leresse,
o
prazer,
tudo pára
religiosamen
te
deante
da
sagrada lei. Os
proprios
correios,
que
levam
a
todas
as
parles
do
globo,
e
devem
trazer
cartas
tão
nume
rosas,
Ião
urgentes
e
importantes
debaixo
de
lodos
os pontos
de
vista,
fazem
elles
serviço?
Tanto
em
Londres
como
na
Es-
cossia,
nem
uma
só carta
é
distribuída
nem
parte
ao
domingo.
Nas outras
cida
des
ha
uma
unica
distribuição
«Mas
esse
tempo
que os
inglezes
ti
ram
ao
trabalho,
empregal-o-hão como
nós,
nos
theatros,
e
nas
tabernas?
Não;
nem uin
só
theairo
se
abre
ao
domingo ;
ne<u
uma
só
taberna
durante
as
horas
do
oíficio.
«A
mesma
severidade
observareis
nos
Estados-Unidos
»
E
mais são
protestantes
'
O
não
saber
a
gente
com
quem trata
faz
que cáiamos
em
erros
indesculpáveis.
Assim
é
que,
com
quanto
aventássemos
com fundamento
a
hipolhese
de
que
o
voluntário
a
que aludimos
em
o
n.°
388
d
’
este
jornal
o
fosse
da rainha
Jacintba
I,
fomos
meuos justo
estigmatisando
a
lin
guagem
d
’elle e
lamentando
o
«Jornal
de
Lisboa»
por
dar-lhe guarida.
E
fomos
menos
justo
porque
ao
contrario
do
que
alli dissemos
devêramos diser:
apoiado,
muilo
bem;
viva
Jaciolha l, o seu
or-
gão e o
organista.
Mas
estando
a
tempo
de
emendar
a
mão,
vimos hoje dar
o
dito
por
não
dito,
visto como se
verificam
casnalmente
as
nos
sas
previsões.
O
voluntário
voltou
á
es
tacada.
I.á
está
de carapinha
encrispada
no
n.°
1283 do
orgão...
«Jornal
de
Lis
boa.»
Injecla
a
«Nação»
de
vaias
de
batu
que
porque,
diz
elle, a
«Nação»
lhe
es
pirrou.
Ora
a
«Nação» bem
sabe
que
a
súbditos
de
Jacintba
1
não
se
espirra
as
sim impuoemeate, senão lá
está
pae
Fran
cisco,
que
vem
disendo-oos agora
a sua
graça.
Lá despeja
a
cêlha
da
bunda
pa-
rohca
e
dá
aa
«Nação»
que
a
deixa
mes
mo
achatada.
E
nós
gostamos,
A
«Nação»
bein sabe
que a
oão
ser
ascomonia,
fava-
rica
e
burié,
e
mesmo
algum
batuque
bem
mechido,
só
ha
a
esperar
da
prelalhada
o
esbravejar
cafrial.
E
depois
desde
que
o
reinado
de Jaciotha
I
lem atingido
o
pcnhelio
do
progresso
havendo
o
seu
or
gão onde
pae
Francisco,
o
voluntário,
al
garavia
a
bunda
lingoagem,
mal
ferida
hade íicar
a
«Nação»
que desconhece
o
calão e
que
pugna
pelas
ideias
do
obscu
rantismo
e
do
ranço.
No
nosso
precedente
artigo
censurava-
mos o «Jornal de
Lisboa,»
agora
censu
ramos
a
«Nação,»
porque se
pae
Fran
cisco
se
irrita
e
indispõe
com os
espir
ros
que
são um
ataque
á balda-certa,
nós
também
lhe
levamos
a
mal
que...
gaste
cera
com
ruins
defuntos.
Um
conselho
por
íim
á
nossa mestra
e
collega:
—
quando
pae
Francisco,
o
vo
luntário,
volte
á
palissada
a
vomitar
im
propérios
e
necedades
como
os
que vemos
no
orgão
—
visto
o
exposto—da
prelalhada,
despeça-lhe
dois
espirros
e diga-lhe:
quem
tem
escarapinha
não
esienha
cá.
J.
MACHADO JÚNIOR.
A easasMara previa
A
censura
previa era uma sabia insti-
tiuiçao
do
ant'go regimen
anterior
a
34.
Ella
linha
por
Gm
impedir
que
circulas
sem
livremente
entre
o
povo
portugoez,
e
se
propagassem
doutrinas
hereticas,
sub
versivas
da
ordem
moral e
social.
Nenhum
escripto
ou
impresso
podia
correr
o
paiz
sem
ser
examinado
e
corri
gido
u’esse
respeitável
conselho
de cen
sura.
Se
esse
tribunal
existisse
hoje
todos
os
jornaes
litterarios
teriam
de
ser
supprimi-
dos,
por
que
todos
são
mais
ou
menos
heréticos,
e
alguns
descaradamenje
atheus,
como
é
o
«Jornal
do
Commercio»
em
Lis
boa.
A
censora
era
a
favor
das
boas doutri
nas
e contra
as
más.
Entre
as boas appa-
recem
em primeira plana
as
crenças
e
instituições
catholicas,
tudo
o
que
favore
ce
a
verdadeira
religião,
que
é
o
calholi
cismo
Romano.
Na
classe
das
más
doutrinas
figuram
as
heresias,
e
tudo
o
que
pode
contribuir
para
abafar
as
crenças
e
aluir
o
ediíicio
da
sociedade.
Os
liberaes
combalem
a
censura
previa
por
que com ella o
liberalismo
não
tem
rasão
de
ser
no
nosso
paiz,
que foi
sem
pre
eminentemenle
catholico.
A
censora
condemnou
todos
os
liberaes
antes
de
34.
Depois
d’
essa
data,
como
tu
do
mudou
de face,
e
todos
os
tribunae,
estão
occupados
por
liberaes
ao
serviço
da
liberdade
;
a
censura
existe só
contra
os
actos
emanados
do
Papa
e
dos
bispos,
sem
exceptuar
padres.
O
Papa
tem
de sujeitar
á censura
do
placet
da
secretaria
de
estado,
lodos
os
breves,
bulias,
constituições
ou
encycli-
cas,
e
os
liberaes
julgam-se
com
direilo
de
dizerem
:
nós
queremos,
nós
não
que
remos ’
A
encyclica
de
1864
foi
mutilada
pelos
liberaes,
e
mandada
aos
prelados
de
Por
tugal
para
a
publicarem
depois
de
soffrer
os
côrtes
e alterações
que
agradou
aos li-
beiaes
governantes.
Os
liberaes
applicam a
censura
aos
bis
pos,
aos
quaes obrigam
a
não
publicarem
pastoral
alguma
sem
o
placet
D’
esle
modo
se
explica
a
mudez
do
episcopado
portugoez ha mais
de
trinta
annos,
perante
a
invas;ão
de heresias de
toda
a
especie,
propagadas
lodos
os
dias
pelos
jornaes
liberaes
ao
serviço
do
go
verno
e
da
maçonaria. Os
bispos teem
visto ceicear
as
suas attribuições
em
leis
passadas
em
côrtes,
e
tendo
assento
na
camara
dos
pares
não
defendem os
direi
tos
da
Egreja,
nem
mesmo
formulam
um
protesto
contra
os
manejos dos
inimigos
do
calholicismo.
Os
padres
não
podem prégar
sem
o
placet. Os liberaes
julgam-se
competentes
para
determinar
os pontos
sobre
que
ha
de
versar
um
sermão ; e
levam
a
ousadia
de
imporem
as
prelado a
censura
canóni
ca, que
este
ha
de
infligir
ao
prégador,
sem
ouvirem
a
opinião do prelado
e
sa
berem
cTelle
se
o
prégador
faltou
aos
de
veres do
seu
sagrado
ministério.
A
ceusura
que
antes
de
1834 existia
contra
os
herejes
e
os
ímpios,
co-irmãos
dos
liberaes
modernos,
passam
aos
libe
raes
que
exercem
contra
os
catholicos,
contra
a
Egreja,
fazendo apregoar
pela
sua
imprensa
que
da
Egreja
é
que vem
o
pe
rigo
para
as
instituições
e
a
liberdade
li
beral.
Contra a
Egreja,
verdadeiroespectro
pa
ra
os
maçons,
é
que os
liberaes
disparam
seus
tiros,
e
sustentam
a
censura
previa
e
póstera,
deixando
em plena
liberdade
todos os
maçons,
lodos os
impios,
todos
os
bêbados,
todos
os
desavergonhados
que
se
lembram
de
insultar
e
calumniar
o
cle
ro e açular a
populaça
contra
os
padres,
representando-os
como
devassos
falsarios,
hypocritas
ambiciosos e
avarentos,
cha
mando
a
todos
lazaristas.
Tudo
isto
corre sem
previa
censora.
Não
consta
mesmo
que o ministério
pu
blico
querelasse
nunca
jornal
ou
impres
so
onde
fosse
atacada
a
religião, ou
por
combater
a
Egreja
calbolica.
O
codigo penal
lem
penas
para
esses
delidos
:
mas
como os
liberaes não
consi
deram
estes
factos
condemnaveis, nunca
lhes
applicaram
as penas
corresponden
tes.
Portanto
haja censura;
mas
empregue-
se
só
contra
os
catholicos
em
vingança
de
terem
os
catholicos
antes
de
34
exercido
a
ceusura
só
contra
os
hereges
liberaes
e
maçons.
Os
maçons
e
liberaes
vivem
em
plena
liberdade.
Folguem
os
liberaes
em quanto
não
fôr
restabelecida
a censura
previa
!
(Do
Catholico}
REVISTA ESTHANGEIBA
GAZETILHA
Hiapanha.
Receiam-se
sublevações
republicanas
em
vários
pontos
do
paiz.
O
throuo
del
nino
começa
a
oscillar.
Hendaya
27
dfagosto.
Dizem
de
Prats
de
Mollo
ao quartel
ge
neral em data de
27
:
O
brigadeiro Vila
de Prats, bateu no
dia
19
a
columna Vallejo em
Viliafranca
de
Panades
; matou-lhe 90
homens,
feriu-
lhe
muitos,
tomou-lhe
170 armas,
tres
cargas
de munições,
alguns
cavallos
e
ou
tros objectos.
Tolosa
27
dfagosto.
Os
aflonsistas
fortificam
Caspe,
com o
com
o
medo
de
que
volte
para
alli
Dor-
regaray
cujos
batalhões
estão
intactos.
—Na
Catalunha
foi
sorprehendida
a
columna
alfonsista
do brigadeiro
Villar pe
los
carlistas.
No
Norte
também
foram
surprehendi-
dos
pelos
carlistas
dois
esquadrões
de ca
vallaria allonsina.
As folhas
francesas que
hoje
recebemos
são atrasadas e
por
isso
ainda
não
trazem
promeuores
respeito
a
Seo
d
’
U'gel.
Na
Catalunha
houveram
ultimamenle
vários
encontros
que não
foram
nada
favo
ráveis
aos
liberaes.
—Uma
columna affonshta,
a
do
coro
nel
Vallejo,
sofíreu
um
serio
revez
ta
Ca
talunha,
e,
segundo
todas
as probabilida
des,
desappareceu
complelamente
ficando
prisioneiros
unicamente
os
que
poderam
salvar
a
vida.
Festividades
«Tamanhã.
—
A
de N.
Senhora
da
Misericórdia,
na
Lapa.
—
A
de
N.
Senhora
d
’Ajuda
em
S.
Sebastião
das
Carvalheiras.—
A
de
N.
Senhora
do
Pilar,
em
Santa
Cruz.—A
de
N. Senhora
do
Socorro,
em
S.
Lazaro.
Hospedes
illustres.
—
Continua
a
ser
grande
a concorrência
ao
pitloresco
lo
cal
do
Bom
Jesus do
Monte.
Acham-se alli,
no
hotel
da
Boa-Vista,
eotre
outras, as
seguintes
pessoas.
—
Dr.
José
Vicente
Barbosa
du
Bocage.
—
Jorge
Satyro
da
Cruz,
e
sua
familia.
—
Visconde
de
Ribeiro da
Silva,
dire
ctor
do
Banco
de
Portugal.
—
Manoel
José
de
Sousa,
e
sua
esposa,
do
Porto.
—Francisco
José
da
Costa,
e
sua
espo
sa,
de
Lisboa.
Feira.
—
E
’
Amanhã
a
feira
que
an-
oualmente
se
costuma
fazer
no
logar
da
freguezia
de
Ferreiros, proximo d’
esta
ci
dade.
Coueorreneia de povo.—
N
*
esles
últimos
dias tem sido
extraordinária
a
concorrência
de
povo,
que
j>e
dirige
pa
ra
a
romaria
de N.
Senhora
do Porto
d
’
Ave,
que,
como
anuunciamos,
amanhã
tem
logar
no seu
mosteiro.
Concerto
no
jardim publico.—
Realisa
se
ároanhã
no
jardim
do campo de
Sanl
’
Anna
um concerto ao
ar
livre, dado
pelos
di-liocios artistas
Anita
Albani,
Ra
fael
Albani
e José
Roussi.
Não
ha
preços
estabelecidos,
mais
do
que
cada
iodividuo
queira
dar.
O
concerto
começa ás
8
boras
da noi
te,
e
constará de
varias
e
lindíssimas
de-
ças de
musica.
N.
Senhora
de Naznreth.—
Feste-
ja-se
hoje
á
noite
a
Imagem
de
N.
Se
nhora
de
Nasareth,
erecta no
arco
da
Por
ta
Nova.
Haverá
iliuminação
e
basar
de
prendas,
durante
o
qual
tocará
a
banda
da
<
Philarmonica
Bracarense».
Portugal
antigo
e moderno.—
Começou
a
publicação
do
6.°
volume
do
diccionario
Portugal
antigo
e
moderno,
do
laboriosissimo
escriptor
Pioho
Leal.
Recebemos
o
fascículo
83.°,
onde
se
torna
notável
a
noticia respeitante
á fre-
guezia
de
S.
Nicolau,
da cidade
do
Porto,
noticia
que
ainda
continúa.
(Não
recebemos
o fascículo 82, bem
como a capa do
vol.
V).
Anginho.—
Deu-se
ante-hontem
á
se
pultura
o
cadaver
d
’
um
íilhinho
do
ill.
”
10
snr.
José Antonio
da
Fonseca.
Teve
no
sabbado
um
pomposo
acompanhamento,
onde
iam
duas
bandas de
mtibica.
Dizem-nos
que
o afllicto
pae,
além
d’
es-
te
golpe,
eslá
prestes
a
soffrer
outro, por
que
tem
outro
íilhinho
sem
esperanças
de
vida.
Lucta
desesperada.—
O
guarda
fio
da
estação telegraphica
de
Beja,
foi ha
dias
visitar,
a
um
monte,
um
irmão.
Como
a
mulher
dVste dissesse
queel-
le
estava
guardando
uma
pastagem,
diri-
giu-se
para
o
sitio
indicado.
Proximo
do
monte
encontrou
um coi-
teiro.
Deram
as
boas
noites,
e
o
guarda
fio,
a
convite
dfaquelle
foi,
em
sua
com
panhia,
em
direcção
ao
Penedo
Gordo.
Sahiram
porém
fóra
da estrada,
e
tan
tas
marchas
e
contra marchas
fizeram
que
o
guarda
fio
perguntou para
onde
sè
dirigiam.
-Para o
Penedo
Gordo,
respondeu
o
coileiro.
Continuaram
a
caminhar,
e
o
guarda
fio
deu o
seu
frasco
ao
companheiro
pa-
ra
que
bebesse o
vinho.
Acceitou,
e
depois
de
beber
entregou
o
frasco
ao
guarda fio.
Quando
este
o
pôz
á
bocca,
o
coileiro
grilou-lhe
:
—
Prepara-te
para
morrer.
E
desfechou a
clavina,
a
qual
errou
fogo.
O
guarda
fio
avançou para
o
coiteiro,
lançou-lhe
mão
da espingarda,
e
na
lucta
disparou-se
o
outro
cano.
Desarmado
o coiteiro,
começou
a
lucta
braço
a
braço.
Foi
desesperada
e
os
dois
contendores
cairarn
de cansaço.
Recuperadas
as
forças,
o
coiteiro
in
vestiu
uovamenle
com
o guarda
fio;
este
recebeu
alguns
ferimentos
na
cabeça e nos
braços,
e
perdeu
alguns
dentes, mas
es
faqueou aquelle.
Como
o
ferido
caísse,
tirou-lhe
a
man
ia, o
chapéu
e
a
espingarda
que
veio apre
sentar
á
justiça,
á
qual
deu
porte
do
sue-
cedido.
O
coileiro foi
conduzido
para
o
hospi
tal
d’
esta
cidade,
e
eslá
muilo
mal,
diz
o
Bejense.
lindeza.—
Nada ha mais triste,
mais
doloroso
para
o
homem
de
sentimento
e
de
pensamento
são
do
qne
o
especlacu-
lo,
tào
vulgar
infelizmente,
da
sujeição
das creanças a uma
creação
aspera,
inin-
lelligenle.
lyrannica,
brutal,
do
que vêr
estas
crealurinhas
frágeis,
inconscientes,
indefezas,
movendo-se
automaticamente,
impulsadas
por
grilos
coléricos,
por
ordens
imperiosas,
por
ameaças
estúpidas,
espan
tosas
;
e tantas
vezes
espancadas
com
bes
tial
ferocidade,
e tantas vezes
abandona
das
com
uma
indilferença
e
com
uma ru
deza
revoltante
ás suas
dores,
aos
seus
soffrimentos, aos
seus
choros,
ás
suas
quedas,
á
sua
fraqueza
physica
e
inlellec-
lual.
Ha
bem
terríveis,
bem
tristes
tragé
dias
na
infancia
'
e
outras
bem
terríveis
também
se
preparam
n
’
ella
I
Nos
fundos
cyclos
da
vida
social,
on
de
o
sol
da
alegria
e
do
amor,
da
paze
da inslrucção
penetra
a custo
e
ás
nesgas,
ê
bem
cruel
e
precaria
a
vida
infantil,
crescem bem
curti
tas
de
dores
e
de
tris
tezas
estas
brandas
plantas
!
Mas
não
é
só lá;
é
lambem
cá em ci
ma,
muito
á
torreira
do
sol
das
pros
peridades
e
das
abastanças
da
vida, que
as
pequeninas existências se
curvam,
es
tiolam
e aleijam
sob
mãos rudes
e
inin-
telligentes,
n
’
uma creação
brutal
e
á
min
gua
de
um
cultivo
amoravel,
suave, pa
ciente
e
sensato.
(D.
de
Noticias.)
Sinistro
auaritimo.
—
Dois
indiví
duos
da
freguezia
de
Carreço,
concelho
de
Vianna
do Castello,
melteram-se
ha
dias
n
’
um
pequeno
bote
e
largaram
para
o
mar
largo,
a
íim
de
pescarem.
O
mar
estava
agitado
e
n
’
um
golpe
mais
forte o
barco
virou-se,
morrendo
afo
gados
os
dois tripulantes.
A
que«cão da
Herzegovina. — A
imprensa
estrangeira
nada
adianta ácerca
da
insurreição
da
Herzegovina.
Informações
pai
ticulares
accentuam
os
trabalhos
dos
servios
a
favor dos
insur
*
gentes.
Numerosos
bandos
procuravam suble
vações
na
Bulgaria
e
nos
Bulkans.
Fallava-se
em
250 homens,
a
maior
parle
italianos,
desembarcados
proximo
de
líleck, que
teriam
atravessado
as
montanhas
para
se
juntarem
aos
insurgentes.
O irmão
do
chefe da
insurreição,
Liou-
brobatich,
fôra
em
missão
para
Pesth.
O
presidente
do
senado
montenegrino
e
um
ajudante
de
campo
do
príncipe
de
Montenegro tinham
ido
a
Ragusa
para
con
ferenciar
com o
cônsul
geral
da
Rússia.
Belgrado,
3
—A
Áustria,
a
Rússia e
a
Allemanha
advertiram
a Servia
e
o
Monte
negro,
pe
que
seriam
invadidos e occupa
*
dos
estes
estados
por
tropas
austríacas,
se
atacassem
a Turquia.
—
E.
(americana./
õaris,
3
—
Os
insurgentes da
Albanta
bateram
os
turcos
da
Ilerzegovina,
toman
do-lhes
quatro
fortins.
—(E.
americana.)
Ragusa,
3
—
Os
turcos Joram
batidos
em
Sutgerco,
perdendo
200
mortos e
mui
tos
feridos.
—(E. americana.)
Constantinopla,
3
—
Continuam
a
partir
tropas
para a
Herzegovina.
Em
Damasco
receia-se
uma
sublevação
dos
drusos
con
tra
os
maronitas.
Sever
pachá
recebeu
m-
strucções
para
publicar
em Moslar
urna
proclamação
assegurando
que
.
o
governo
não
permiltira
actos vexalorios,
e
que
constituirá um
tribunal
especial para
jul
gar
quem
os
commelter,
promettendo
de-
mittir
os
funccionarios
oppressores,
dar
satisfação
ás
victimas
das
illegalidades, cha
mar
aos
seus
lares
os
exilados
injiislamen-
te,
e
expulsar
todos
os
agitadores.
Rei
na
csmpleta
tranquillidade
na
Bulgaria.
—
(
Havas.)
Ragusa,
3
—
Já
partiram
d
’
aqui
para
Mostar os membros
da commissão interna
cional da
Áustria,
da
Allemanha,
da
Fran
ça
e
da
Rússia.
Os
outros
membros
irão
directamente.
—
O
general
Klapka
publicou
uma
carta
recusando
lerminantemente
commandar
os
insurgentes
da
Bosnia,
porque
esla
não
protegeu
os
húngaros
em
1839
e
os ser-
vios
foram
seus
inimigos.—(Havas.)
■EXPEDIENTE DA
ADNINIST11A-
ção
.
Cartas
recebidas na
administração
d'este
jornal
:
Cabanellas.
—
Simão Anlonio Rodrigues
Forte.
Peso
da
Regoa.—Theodoro
Alves
Car
doso.
Resumo
do aclivo
e
passivo
do
Ranco
do
Minho
em
31
de
agosto
de
1875.
Aetivo
Caixa:
exislencia
em
metal.
114:3780856
»
»
em
notas.
18:7020500
Papeis
de credito.
.
.
.
87:0870114
Acções
de
c.
própria.
.
64:8000000
dypothecas
de
raiz
.
.
.
90:4350386
Letras
em liquidação .
.
.
8:3700703
Remessas
em
»
...
21:791^704
Empréstimo
sobre
penhores.
Letras
descontadas.
.
.
Leiras a
receber
.
.
.
Saques
e
remessas
de
n.
c.:
Saques
e
remessas das
agencias
:
..................
Agencias
no
paiz.
.
.
.
Agencias
no
estrangeiro.
.
Contas
correntes
garantidas
Edifício
do
Banco.
.
.
.
19:0180670
850:5100755
27:5830146
163:7680827
122:4000712
221:3640352
105:5560959
805:1930060
14:9400095
2.735:9320839
Passivo
Capital
..............................
Fundo
de
reserva.
.
.
Reserva
para
prejuízos
eveu
luaes........................
D
ta
para
garantia
de
divi
deudos......................
Notas
em circulação
Deposilos
á
ordem
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Deposilos a praso
. .
Credores
no paiz. . .
Agencias
no
estrangeiro.
Saques e
remessas
das
agencias:
....
Leiras
a
pagar
.
.
.
Ganhos
e
perdas.
600:0000000
30:0000000
50:0000000
30:000^000
93:4150000
182
7820081
1:8750616
1.448:5406809
148.8950411
50:4210575
78:4550608
1:4500000
20:0960739
2.735:9320839
Braga,
Banco do
Minho
3
de
selembro
de 1875.
OS
GERENTES.
Manoel
Simões
Braga.
Domsngos
José
Soares."
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Dance
Commercial
de Braga
em
31
de
agosto
de
1875.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber
223:9906000
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
116:6950836
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
.......................................
818:2870398
Empréstimo
sobre
penhores.
138:6200727
Contas
correntes
com
garan
tia
........................................
1.113:9580055
•
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro.
541:6970027
Titulos
e
papeis
de credite. 151:3050637
Diversos
devedores.
.
.
.
55.0070669
Despezas
de
installação.
.
5:7720660
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:8960924
3.167:2310933
Passivo
Capital.................................
1
000:0000000
Obrigações
..........................
1.336:3020711
Depositantes...........................
242:7100540
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
312:2690359
Diversos
credores.
.
.
.
31:7290807
Leiras
em
deposito.
Letras
a
pagar.
.
Notas
em
circulação
Fundo
de
reserva.
Dividendos a
pagar.
Ganhos
e
perdas.
33:7540030
46:6310972
99.6250000
48:0000000
1.1350200
15:0730114
3.167:2310933
Braga
3
de
setembro
de
1875.
Os
Directores
Manoel
José
da
Costa
Guimarãesi
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
ANNUNCIOS
O
conselho administrativo do
regimento
d
infanteria
n.°
8,
faz
publico,
que
no
dia
20
do
corrente
mez, pelas
1
1
horas
da
manhã,
na
salla
das
sessõesdo mesmo
conselho,
hade
proceder
á
arrematação
de
384
marmitas
de
folha
para
nma
praça.
As
condições
e
amostra
serão
paten
tes
no
acto da
arrematação.
Quartel
em
Braga
5
de
setembro
de
1875.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Ozorio,
(2679)
Alferes
d
’
infanleria
8.
A
commissão geral de administração do
collegio
de
S.
Caetano,
da
cidade
de Bra
ga, lendo
de
mandar
construir
um
edificio
com
a
necessária
capacidade
para
estabe
lecimento do
referido
collegio,
4otlinado
á
educação e
instrucção
dos
orfão des
validos
e
expostos, em
harmonia
com
as
prescripções
do
decreto
regulamentar
de
6
de
dezembro
de
1866,
resolveu
abrir
concurso
para
o
projecio
do
indicado edi
fício,
olTerecendo
tres
prémios,
um de
6000
reis
ao
auctor
do
projecto
classificado em
primeiro
logar,
um
de
4000)00
reis
ao
d
’
aquelle
que for
collocado
em
immediato
merecimento,
e
outro
íinalmente
de
2000
reis
ao
que
for
classificado
em
terceiro
logar,
satisfazendo
os
projecto?
a
todas
as
condições
do
progamma,
elaborado
em
data
de
1 de
junho
do corrente
anno,
para servir de
base
ao
respectivo
concurso.
Os
projectos
serão
apreciados
por
um
jury
formado
de
pessoas
edoneas
e
com
petentes,
pelos seus
conhecimentos
espe-
ciaes,
sendo
o praso
para
o
concurso
con
tado
de
15
de
setembro corrente
a
16
de
março
de
1876.
As
pessoas
que
pertenderem
concorrer
poderão dirigir-se:
—
em
Braga,
ao
Direc
tor
do
collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano;
em
Lisboa,
á
secretaria
da associação
dos
Emgenheiros
civis, rua
das Chagas n.°42,
l.°
andar;
e
no
Porto
á Gerencia da
Cai
xa
Filial
do
Banco
do
Minho,
rua
das
Flores,
para
lhes
serem
fornecidos
exem
plares do
programma
e
da planta
topo-
graphica do
terreno, e
mais
esclarecimen
tos.
Braga
6
de
setembro
de
1875.
O
secretario
da
Commissão,
O
conego
Antonio
Francisco
Pereira d'Al
meida
Coulinho.
(2677)
LYCEU
NACIONAL
DE
DRAGA
Pela
reitoria
do
Lyceu
Nacional de
Bra
ga
se
faz publico
que
as
matriculas
para
a
admissão
n
’
este
lyceu,
oo
proximo
anno
lectivo,
começam
no dia
13 e
continuam
lodos
os dias
não
santificados
das
11
ás
12
horas
da
manhã,
até
ao
dia
25
do cor
rente
mez,
nos
lermos
seguintes
:
1.
’
Os
alumnos
que
pretendam
ser
ad
mitidos
á
matricula do
primeiro
anno
dos
cursos
do
lyceu
na
classe
de ordinários,
devem apresentar-se
ao
secretario
com
os
seguintes
documentos
:
(a)
Certidão
por
onde
mostrem ler
dez
annos
completos
de
idade
;
(b)
Certidão
de
lerem
sido
approvados
no
exame
de
admissão
;
(c)
Senha
que
prove
haverem P
a
K°
8
propina
de 960 reis
e os addicion aes
es
tabelecidos
pelas
leis
em
vigor
;
(d)
Sendo militares,
licença
do
comi
T,an
‘
dante
do
corpo
a
que
pertencerem.
2.
°
Os
alumnos
que
desejarem
matrici
’
lar-se
na classe
de
voluntários,
no
1?
an-
no
de
qualquer
disciplina,
são
obrigados
a
apresentar
os documentos
referidos
no
nu
mero
antecedente, exceplo
a
senha de
pa
gamento
de propina.
3.
Os
alumnos
ordinários
e
voluntários
que
pertendam
matricular-se
no
2.°
anno
e
seguintes
de
qualquer
curso
ou
discipli
na
apresentarão
na secretaria
uma
nota
em
que declarem
o
nome,
filiação
paterna
e
naturalidade
(freguezia
e
concelho),
a
clas
se
a
que querem
pertencer,
o
anno
(sen
do
ordinário)
ou
a
disciplina
(sendo voluntá
rio)
que
pretendem
cursar;
acompanhada
de
certidão
authenlica
dos
exames
anterio
res
de
passagem
quando os alumnos
se
acharem
comprehendidos
na
excepção
do
n.®
*
6.
° d’
este
edital.
Nos
últimos
5 dias
do
praso
acima
indicado
se
procederá
á
ma
tricula
d
’estes
alumnos
pela
ordem que
se
rá
aononciada em
aviso
aflixado no
atrio
do
lyceu.
4.
°
Para
a matricula,
como
ordinário,
no 2.®
aooo e
seguintes
dos
cursos do ly
ceu,
o
alurnno deve
ler
sido approvado
em
todas
as
disciplinas do
anno precedente,
e
ter
pago
a
referida propina.
5. °
Para
a
matricula,
como
voluntário,
no
2.®
anno e
seguintes
de
qualquer
dis
ciplina,
deve
o
allumno
ter
sido aprova
do
nas
matérias
do
anno
anterior
da
mesma
disciplina.
6.
°
Os
alumnos
ordinários
e
voluntários
que
pretendam
matricular-se
no 2.° anno
e
seguintes
de
qualquer
curso
ou
disci
plina,
são
dispensados
de
apresentar
cer
tidão
dos
exames
anteriores
de
passegem,
exceplo
se vierem
de
outro lyceu,
onde
tenham
feito
estes
exames.
7.
°
Todos
estes
documentos
devem
vir
reconhecidos
por
tabellião d
’
esta
cidade,
exceplo
os
passados
n
’
esla
secretaria.
Secretaria
do
Lyceu
Nacional
de
Bra
ga
6
de
selembro
de
1875.
Por
ordem
da
reitoria,
João
M.
Moreira,
(2680)
Secretario.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de infanteria n.
6
8,
faz
publico,
que
no
dia
18
do
corrente
mez,
pelas
1
1
ho
ras
da
manhã,
na
salla da» sessões
do
mes
mo
conselho,
hade
proceder
á
arremata
ção
do
fornecimento
das
rações
de
pão e
forragens necessárias
para
as
forças
esta
cionadas,
que
vierem
estacionar,
ou
tran
sitarem
por
esta
localidade,
no
período
que
decorrer
de
1 d
’outubro
do
aclual
anno a
30
de
setembro
de
1876
As
condições,
são
as
exaradas
no
re
gulamento
da
administração
de
fazenda
mi
litar
de
17
de
novembro
de
1864.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Ozorio
Alferes
d
’infanteria
8.
(2676)
PIOMÀRIA8
Veaidena-se
na plsarmneia de A. D.
Alvim,
os
seguintes
preparados:
Agua
de
triple
de
Colonia.
Dita da
Sociedade
Higiénica.
Dita
de
Príncipes.
Dita
de
Godrait
cT
Companhia
e
outros
auctores.
Ditas
Anhh
rina,
do
dr.
Popp.
Dentori^.
de
Rigaud.
Colorigimo,
de
Rigaud, liquido
regene-
dor
da
côr
primitiva
dos
Cabellos.
Pôs
Rosèe,
preparação
nova,
para
bran
quear
e
amaciar
a
pelle, de
Rigaud.
Oleo
Miranda,
de
Rigaud.
Vinagre
de
Toalette, de
Bully.
Creme
Denlrifico,
de
Rigaud.
Pôs
Dentrificos,
do
dr.
Pierre.
Thesouro
da
Bocca,
*
esta
agua
dentriíi-
cia,
muito
agradavel
ao
gosto,
é
a
mais
eflicicaz
para
os
cuidados
da
bocca,
e
con
servação
dos dentes.
Pomada
Flexível,
para
conservação
dos
cabellos.
Pó
d
’
Arros d
’Italia,
para
branquear,
refrescar
e amaciar a
pelle.
Pomada Miranda,
de
Rigaud,
tónica
e
fortificante
do
cabello.
Benzina
perfumada.
Esta
benzina
é
de
lodos
os
productos
até
hoje
conhecidos,
o
efficaz
para
tirar
as
nodoas
de
todos
os
corpos
graxos
ou
rezinosos,
dos
tecidos
de
séda,
là,
linho e
algodão,
sem
alterar
a
côr,
nem
atacar
o
tecido,
deixando
depois
do
seu
uso
um
aroma
agradavel.
Oleo
de
mãe
de
vacca, romatisado pa
ra
o
cabello.
Sabonetes
de
alcatrão,
muito
uleis
em
diversas
moléstias
de
pelle.
OLEO DA PEHCIA
E$t
“
oleo cosmético
bem
differente x
todos
os'
oleos
e
pomadas
usadas
até
ho
je,
amaciL
dá
lustro
e
brilhantismo
no
cabello,
rn
elhor
que
qualquer
outro,
sem
deixar
nodo?
alguma
na
roupa.
Vende-se
na
pharmacia
de
A.
D.
Alvim.
LEITE
DIVINO
Unico
restauraoCe
da
bellesa.
Vende-se
na
pharmacia
de
A-
D.
Alvim.
TONICO
ORIENTAL
Preservatorio segnro
contra
a
calvicee
encaneci
mento,
é
a
prepa/ação
mais
deli
ciosa
que se
ha
descoberto
para
o cabel
lo.
Vende-se
na pharmacia—Alvim.
AGOA
CIKCASSIANA
E
FLORIDA
Vende-se na
pharmacia
—
Alvim.
(2675)
Precisa-se
de
um
empregado
que
este
ja
suflicientemente
habilitado
para
traba
lhar
em
contas correntes
com
juros
recí
procos
ou
sem elles
e
que
tenha
bastante
expediente.
Para
informações dirijam-se
ao Baneo
do
Minho.
Braga
4
de
Selembro
de
1875.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
Domingos
José
Soares.
pM.
Sociedade
anonyma,
de responsa
bilidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
does
te
Banco
a
entrarem
com a
3.
a
prestação
de
200|0 ou
100000
reis
por
acção desde
a
dia
25
a
30
do
corrente,
n
’esta
cidade
na
casa
do Banco
e
no Porto
na
de
seus
agentes
João
Evangelista
da
Silva
Mattos k
C.
*
na praça
de
D. Pedro,
22.
Braga
2
de
selembro
de 1875.
Os
directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da
Costa
Palmeira.
(2678)
José
Anlonio
Rebello da Silva.
JOÃO,
O
ESCOLHIDO
DOCEU
VULGO
Frei
João
d
’
Assumpção
Neiva.
Drama
sacro em 3 netos e S qua
dros
Baseado
na
vida
de
tão
illuslre
varão.
Ornado
de
coros,
canções,
visualidades
,
transformações,
etc.
Edição
de luxo.
Preço
500
rs.
Pagos no
acto
da
en
trega.
Está
no
prelo,
e
logo
que
esteja
con
cluída a
impressão
será
remeltido
aos
snrs
*
assignantes.
Os
snrs.
qoe
queiram
assignar,
de
verão
dirigir
carta
fechada,
designando
a
morada
e
o
numero
de
exemplares,
ao es-
criptorio
do
editor
—
rua
da
Batalha,
n.
*
2
—
Porto,
onde
está
aberta
a
assignalura
até
ao
dia 30
do
corrente.
(2674)
OWM
José
Carlos
Machado
d
’
Almeida,
com
estabelecimento na rua
do Campo,
n.°
16,
lem
para
vender um surlimento
de
cami
solas
de
lã
de
todos
os
tamanhos,
assim
como meias
e
culurnos,
que
vende
por
preços
comodos.
(2647)
Wi»m>x<
w
pnmTirJtnrwirawna^<tr^
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‘‘
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,^
ÍMAkOt
CASA
FLL1Z
0
I>1H&TO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA DE RORIZ
1,
3-ETJE
DAS FLOBES-1,3
PORW
^Jr
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COHPRA K VENDE
JOZE
’
I. FF.WIRÍ RORIZ
Extracção
a
7
do
Corrente
Iraseripçõe® de
assentamento
Dita® de eotipons
FORNECEDOR
DA CASA REAL
liOteria da
Santa Casa da
Misericórdia de
Lisboa
PRIMEIRA
E
ANTIGA
RORIZ *
I
r>'
V
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
«
ê
«
s
5.0QO&000
£
DEPOSITO CEJÍTilAL,
RUÍ
IMS FLORES, 35 37 E 39
HCMewjç»»»
r?
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes, e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidâo
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to genero,
lauto d’
esta
cidade
coino
das
províncias
e
se garante a sua.
boa qualidade.
f
*
M
j
tí
'
%
£
B
t
1
t
í
Dita® de divida
externa
Titulo®
ItiapanEtoe® interno®
Dito®
externo®
Coupon®
do® dito® já
vencidos
so-
©C3
”
Sacca,
loma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e se encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
$
a
JOSÉ IGNACIO FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO
PORTO,
NA CONFOR
MIDADE DO EDITAL
DE 28 DE JULHO DE 1 <S60
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
5^000
rs.
—
Meios ditos,
a
2$600
—
Quartos, a
1$30()
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidâo todas
e
quaesquer
eV
encommendas
que lhe sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seo
importe
em
vales
dos
correio
; e
no
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
nào recebam
em
tempo
com-
pelente
terão
a bondade de a
requisitar.
(G
*
)
.<?,
dív
INJECÇÃO
IJARN1T
E
’
já
beta
conhecida
a
sua
efficacia
em
curar em
menos
de
8 dia®,
to
la
a
qua
lidade
de
purgações
como o
póde
altes-
tar
a
venda
de
mais
de
2
000
frascos.
Deposito
em
Braga,
na
pharmacia
do
Hospital de
S.
Marcos.
(2641J
Tendo
a
Mesa
da
Santa
Casa
da
Mi
sericórdia,
d
’esta
cidade,
dirigido
cartas
a
todos
os
mutuatarios,
tanto
da
Misericór
dia
como
do
Hospital,
para
que
viessem
no
praso
de
60
dias
pagar
os
juros
em
divida,
e
como alguns
devedores
não sa
tisfizessem
ao
que
se
ll.es
prdia,
avisam-
se
por
este meio, que
serão execuiiva-
mente
compellidos
a
pagar
findas
as
fe-
tias
grraes
quando
uão
satisfaçam seus
débitos
por
todo
o
corrente
mez
de
Se
tembro.
Braga 1
de
Setembro
de
1875.
A
Mesa
da
Santa
Casa da
Misericórdia,
(Festa
cidade,
faz
saber,
que
até
ao
dia
15
do
corrente acceila
propostas
em
carta
fechada
para
o
fornecimento
de pão
trigo
e
de
mistura
que tem.
de
se
con
sumir
no
Hospital
de
S.
Marcos,
desde
o
1.°
(FOutubro
do
presente
anno,
até
30
de
Setembro
do
anno
de
1876,
sob as
condições
que
estão
patentes
na
secreta
ria
do
mesmo Hospital.
As
propostas
serão
apresemadas
na
mesma
secretaria
cu
lançadas
na
caixa
da
Misericórdia.
Braga
1
de
Setembro
de
1875.
(C.
2657
R.
122)
Perdeu-se
um
brilhante
(Fum
annel
"esde
a
rua
Nova,
Jardim,
até
á
rua
de
£.
Gonçaio. Quem
o
achar
e
o
queira
,
M
(regar,
depois
de
dados
os
signaes,
fal-
•e na
rua
de
S.
Gonçal-o
n.°
2,
que
será
generosamente
gratificado.
(C.
2631
R.
115)
João
Manoel da
Silva
Guima
rães.
—Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
PADRE
SENNA
FREITAS
A
HMA
liE
LUCAS
Romance
religioso
original
1
vol.
400,
pelo
correio 430
A’
venda
na
Livraria
Chardrou
—
Editor.
NOVIDADE
44,
Elsaw dc»
§o«ato, 44
!
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
ber grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e seda, «ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
tios
snrs.
Maia
e
Silva,
do Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
efia-
peiis
de
to<bs
as
qualidades.
(2330)
Recentemente
chegado a esta
cidade,
aonde
prtte«>de d(
morar-se
algum
lempo-
oífertce
os
seus
serviços ao respeitável pu
blico
em
tudo
que
disser respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes
caria
dos,
colioca
dentes
aitificiaes,
com per
feição
e
cura
todas
as
aíiecções da boc-
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con-
subas
e
extracção
de
deules aos
pobres,
grátis
das
8
ás
9
horas
da
manhã.
Cousultorio,
Campo
de Sant
’Anna
n.°
1
—B
2.°
andar.
(C.
2644
R.
105)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
Rua
do
Suuto
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encairega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recex
*
dinheiro
á
ordem
e
a praso
abo
nando
u.os.
Empreua sobre
penhores
d
’ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com-
pau
h
ias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(B
*
)
Carvalhos
&
C.
a
COMPANHIA
GERAL
DE
SE
GUROS
E
j
A
união
,
de
madded
Segura nas
condições mais vantajosas
contra
o
tiecode
logo,
e
lambem
contra
os
prejuízos
causados
pela
explosão
de
gaz,
ou
pelo raio.
Verificam-se
os
seguros n’
esla
cidade
de
Braga
no
escriptorio
de
Ferreira
Bor
ges
&
C.
a
,
praça
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
26
—
1.°
andar.
(2537)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(í)
Asphalto
Nacional
da
Mina
<le
Aseche
A
Companhia
dc
Lisboa
com escripta-
rio
no
Poilo
na
Rua do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o asphalto,
assim
como
terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas, ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A mesma
Companhia
presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
suflicienle
para
recommendar
o
seu
asphalto, a
perfereucia
que lhe
tem si
do
dada pela
administração
das obras
pu
blicas
e
o
repelido
chamamento
para
subs
tituir asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d
’este genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.
“
365,
e
em
Braga,
na
Fabiica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
NOVA
FUNDIÇÃO
de
ferro
DE
zlratosAio Germano Ferreis-iziiha
NA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pc
*
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
dg
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual teor etc.,
pelos preços
do
Porto.
HIO
DE
JAAEIHO.
A satiír dc
Passagens
a
preços reduzidos.
Caminho
de
ferro
graUs.
A
barça
«Lisboa»
de
1:200
io-
nelladas,
com
espaçosa
camara
de
ré
para
passageiros
de
prôa,
vae
sahir
com
brevidade.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem
apro
veitar
o
ensejo
de seguir
n
’
este
excelle«'te
navio, queiram
dirigir-se
ao
escriptorio
de
Soares
&
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.
—
Porto.
(V»)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_07091875_393.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)