comerciominho_05081875_379.xml
- conteúdo
-
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.' 3
fi, ?
ara onac
aev
.
e
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte =
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim corao
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
B
A.W1-&-E«I2lA S
AGOSTO
DEfinas
faniilias e o'aquelles
mesmos
generos
P
reços
:
Braga,
anno
10600
rs.=Semestre
850
rs.=
Prom-
cias,
anno
20400
rs
e sendo
duas 40000
rs.=Semestre 1.0250
rs.
—
Drazil,
anno
40400
rs.=Semestre
20300
rs.
moeda
forte,
oulO0OOO
reis
e
50500
reis
moeda
fraca.=.\nnunciospor
iinha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
%
cTabatimemo.
Breve
reffwtação d» OarwiniBmo.
A
proposito
do
Darwínismo
ou
tran-
síormismo,
parente
proximo
do
macaquis-
tno
(se
nào
é a
mesma
coisa)
que
se
está
ensinando
em
varias
escolas
superiores
d
’
este
nosso
desgraçado
Portugal
(pagando
os
calholicos
da
sua
algibeira,
mas
con
tra sua
vontade, «s taes
mestres
de
ma
caquice), envia-nos
ura
amigo
as
seguin
tes
considerações,
que
conteem
uma
resn-
u
ida
mas
solida
refutação
de
erro tão
bestial.
Quem
quiser ver
uma
refutação
mais
completa
e desenvolvida,
procure
ler
as
obras espeeiaes,
esciiplas
no sentido
verdadeiramente
catholico
e
scicntifico,
as
sim
coiuo
os
correspondentes
artigos
nas
re
vistas
—«
Ci
vi
I
lá,
»
«Eludes,»
«Les
Mon
des,»
etc.
A
doutrina
do
transformismo
é
uma
iantaslica
hypolhese,
uma
gratuita
conces
são
a
priori,
diz
Agassiz,
destituidi
de
toda
a
prova
de
rasão
e
d'e
lacto
(Vej.
—
Des espéces
et
des classes de
la
Zoologie),
e
cm,ira
a qual
cou-lanteinenle
se
pro
nunciaram os
mais
insignes
naturalistas,
C
uvíít
,
GeoThoy
SMht-Iíillaire,
Cóndolle,
Hutuboldl,
João
Muller,
Bonrdach,
Wagner
BischolT,
e
cem
outros a
que
ajuntamos
a
do
insigne aStionomo e físico
padre
Secchi
que
diz:
«
a
traasíorfoação
da es
pecie,
pela
qual
pode-se
um
oràanismo
fundir-se
em
outro,
não é
mciios
absurda
que
o
mudar-se
um
relogio
por
si
em
uma
rnacnioa
a
vapor.»
Orbigny, o
celebre
naturalista
que fun
dou
em
l
‘
a<is
a
Cadeira
de
paleontologia,
com
o
mais
perseverante
e accurado
ex.rme
dos
diver-cs
slridos
da
lerra
chegou
a
démoustrar
que
as
varias
classes
de
cada
urna
das
quatro
secções
zoologtcas (zoofi-
los,
m‘
óUuscós,
articulados, e
vertebrados)
apparecerom
paralelarnente,
é
não
socces-
sivamente
segu
«do
a
sua
perfeição
relati
va,
e
que
os
auimaes,
longe
de se
irem
aperfeiçoando
pouco
a
pouco,
não
só
fica
ram
estacionários
oa
suèce^ão
das
épocas
geológicas,
mas
até tiào
raras
veses
de-
tertorafaih-se.
O
que coda pela
raiz,
antes
retorque
em
contrario
aquelle
argumento
a
que
apertados
recorreram
os
transformistas,
isto
é,
que a
leclidão
do
processo
evolutivo
é
tal,
que
para
tornar
sensíveis
as mutações
especificas
dos
organismos
se
requer um
lapso
incalculável
de
tempo.
Por
quanto,
se
o* vários straioa geologicos.
d<» mais
antigo
ao
mais recente,
e
em
todas
as
latitudes
do globo, traseíll
o
cunho
da
estabilidade
das
espccies; quanto
mais
longos
se
avaliarem
os
períodos
da
sua
elaboração,
tanto
mais
arbitraria
e
insus
tentável
apparécerá
a
theoria
do
transfur-
mismo,
a
qual
não
acha
tempo nem
es
paço
a
que
possa
applicar-se.
Porventura
a
obra di
selecção
artifi
cial apoiará
a
hipolhese
de
Darwin,
como
esle o
pretende?
Nào,
mil
veses
não.
Tem-se
feito
teu-
lativas,
até
não
mais,
para
crtisar as
es
pecies
mais
affins
assim
uo
reino
animal
como
uo
vegetal,
e
todavia nào
se
lem
obtido senão
modificações
(lestituidas
da
faculdade
de
se
reprodusirem
e
de se
per
petuarem.
Pm
tanto
está
mais
qoe
confir
mada
a
definição
de
BuíTon
:
«A
especie
é
uma
constante
successào
de
indivíduos
semelhantes
que
entre si
se
reproduzem,
e
é
conlradistiocla
por
caracteres essen-
ciaes.
Podein
variar
os
accessorios,
mas
a
transformação
de
utna
especie em
outra
é
impossível.»
A
fauna
e
a
flora
de
todos
os
entes
orgânicos
das
idades
geologi
as
não lem
iudusiilo
a
necessidade
de
imaginar
uma
nova
familia,
neni
se
quer
um
n
>vo ge-
nero.
Cada
animal,
e
cada
planta
redusida
a
fóssil
tem
achado
logar
i/aquellas
mes-
com
que
os
zoologistas e os botânicos
di
videm
todos
os
seres
que
hoje vivem
óos
dois
reinos.
Se a
theoria das
tran.'formações
tivesse
ama
sombra
já
não
disemos
de certesa,
mas
de
probabilidade
>ó,
os
primeiros
stratos
paleoseicos
uáo
deveriam
coopr
outra
cousa
senão os
prolo-erganismos
de
Lamark,
cu os
archetypos
do
Darvvin.
Depois
d
*
estes
se
deveriam
achar or
denadamente
nos
períodos
posteriores
pri
meiiarnenle os
zoopbytos
sós,
começando
pelos
mais
simpks,
e
vindo
aos
mais
com
postos,;
d
ahi
uma a
uma
as
innumeraveis
1'ansições
dos
zoophylos
aos
mollusco
*
.
e
d
’
estes
deveriam
depois
apparecer
sen«e-
Ihaniemente
os
mais
simples
antes
dos
mais compostos.
Depois
as transições
dos
molluscos
aos
articulados,
e
por
ultimo
as
transições
dos
articulados
aos
vertebrados,
os
vertebra
dos
mais
simples
e
os
ve'U
brados
mais
compostos.
Nada
d
’isso,
com
summa
ad
miração dos
transformistas,
morinéttie do
Darvvio
seu
medre,
que
pergunta:
«Por
que cada
formação
geidogica, ou antes
cada
stralo
não
está
cheio
ifestas
fôrmas
de
transição? Como
é
qoe
nas
faunas
fó-séis
não
mènbs
que nas
faunas
moder
nas
as
especies são
geralmenie
tão
defi
nidas
e
tão
disiinclas
?»
Nem
sómente
elle
confessa
que
f>lt<sm
os
factos,
sobre
os
quaés devei
ia
neces
sariamente
apoiar-se
o
seu
sistema, iras
alé
afirmam
que esáes
factos
nunca
se
hão
de
achar,
pois
diz:
E' summamente
improvável
que
se
ache
no
estado
fóssil
alguma
das
series
dai
variedades
intermé
dias
com
que foram
cdligadas
entre
si
duas
especies
bem
dislinctas.
Concede elle que
nisto ha
uma
obje-
cção
gravíssima, mas accre^ceota
«que
esta
tlifliculdade
se
póde, como
elle
entende,
resolver
com
a
insuííiciencia
extrema dos
documentos
geofogicos.»
D’
esla
tuaneiia
defendem
o
seu
sis
tema.
Como
chisto^ameiite diz
a
«Civiltá
Ca
tholica»
-ão
semelhantes
a
um
advogado
que
depois
de
ter
prometlido
ao
cliente
defendel-o
a
poder
de
documentos,
vindo
a
presença
dos
jures
confessasse candi
damente
que
emquaoto
abundam
os
docu
mentos
contrários,
nào Ira
nem
póde
ha
ver
documentos
pró,
e
sustentasse
que
uma
tal
difficuldade acha
solução
na
mes
ma
falta
de
docuiuentos.
O
cliente
ficai
ia
por
certo
indignado;
e
nào só os
juises,
mas
até
os
podeiros
leriam
por
mente
capto
um
tal
defensor.
O
«Apoètolo»
falia d
’
este
modo;
mas
não
faliam
assim
por certo os
nossos ami
gos G e
F.,
que
querem
por força
sei
netos
de
uin
macaco!
Pobres
amigos,
quando
sereis racio
na
es
?
Da
«Nação»
lianscrevetnos
a
seguinte
cor
respondeucia
:
cores,
qne
foi
o
significado
real
e
ver
dadeiro
d
aquella
festa
de
acinte
e
de
pir-
raça
feita
a 8
de
julho.
Mostrar-me
indignado coulra
essas fo
lias,
seria
altribnir-lhes
imporiancia
qoe
ellas
não
teem.
O;
espíritos
sensatos e
irnparciaes sabem avalial-as
e
crilical-as
devidamente
sob o
prisma
dos interesses
nacionaes
;
e
o
povo,
p«»r seu
admiravel
inslincto
patriótico,
lambem
conhece
o
que
ellas
significam,
não
se
lhes associan
do
nem concorrendo
voluntariamente
pa
ra
ellas
com
a
irunima
parcelh.
Indignei-me
sim,
mas
foi
contra
o
sermão
inconvenientíssimo
e
eséándaioso
(b.«
padre Patiicio,
porque
era
um
drscurso
de
tal
ordem,
que
o
proprio
«auctor
o
julgou
corpo
de
delicio
bastante
para
o
levar
do
púlpito
á
cadeia,
como
elle
mesmo
se
ga
bou no
Po:
to
a
quem
lhe
perguutav»
pe
lo
eíleito
da
sua
peça
;
e
sem
apontar
a
geral
indignação,
os mesmos festeiros o
censuraram
e coodeir.naram, conquanto
se
não
atrevam
a
declaral-o
em
publico, tal
vez
pata nào
biliscarem
em
seu
amor
proprio.
Leia
o
snr.
Martins
de
Carva
lho
o
«Correio
do
A'-e»
de
13
do
corren
te,
folha
insuspeita,
cuja
redacção
é
com
posta «le
membros
do
partido
liberal,
a
qual,
depois
de
descrever
a
festa
em
que
l!«mou
parte,
aprecia
o
sermão
desta
maneira
:
«..
Subiu ao
púlpito
o
reverendo
Pa
trício
da
cidade
do
Porto,
o
qual
não
agradou
geralmenie,
muito
principalmen
te
na
parte
em
que
alludiu
aos
partidá
rios
da
poiitica
do
passado,
com
quem
fui
demasiado
veheinenle.
Desejara-se
qne
elle
se limitasse
ao
objecto,
que
ofleiecia
margem
para um brilhante
discurso,
me
nos
apaixonado
como
pedia
o
logar. Ven
do-se
invecti
”
»r
os
que
abusam
do
púlpi
to,
fazendo
d
’
elle arena onde
se
degladiaro
paixões
menos
dignas,
espeiava-se
que
elle fo.'Se
mais
comruedido.
Reparou-se
que
elle
parecesse
alludir
ao
celebre
pa«íre
Pancada
de
Lisboa, reprovando-o,
e
fus-
se
a
linal
ioittal-o
sopposto
não
uo
ores-
mo
sentido.
Nós
gostamos
de
ouvir
pro
testar.
a
quem
as
tem,
as
convicções
ii
beraes,
mas
priucipaltnente n’
uma
egreja.
e
do
alto
d
’
um púlpito,
gostamos
de
ver
respeitar
as
dos outros
que
leem
ideias
políticas
oppostas
E
assim
como
reprovaríamos
o
padre
Pancada
se
o
ouvíramos,
por ser
incon
venientíssimo,
não
damos
lambem
os
pa
rabéns
ao
pad»e
Patrício
por
ser menos
tolerante,
e não
pôr
de
parte,
attendendo
ao
logar,
o
seu
enthusiasmo
político. Di
zernos
o
que
sentimos,
não podendo
nin
guém
acoimar-nos
de
inimigos
da
liber
dade, porque
são
de
ha
muito
bem
co-
nhecides
as
no>sas
ideias
políticas,
como
avançadas.
Mas
porque
somos
liberaes,
sumos tolerantes,
e
ctmo
laes
queremos
o
respeito
para
as opiniões
dos
outros,
e
o
máximo acatamento
por
tudo que
res
peita
as cousas
da
verdadeira
religião.»
Por
aqui já vê
o
snr.
Martins
qoe não
tinha
porque duvidar
de
que
houve
ex
cessos
no
sermão.
Bastava
lhe
ler
um
no
me
mais
ou
menos
conhecido a
aflirmal-o
para
não
hesitar
em
acreditar
na
verdade
do
caso.
Mais
facil
seria
o snr.
M.irtios
manifestar
os
seus
risíveis
enjoos
o
aquel
la
sua
folha
do
que
a
mim
faltar
á
verda
de
em
um
só
ponto
do
que
escrevi na
minha
alludida
carta.
E
se
é
indubitável
que
se
podem
ce
lebrar
festanças
liberaes
sem
se
me
pedir
licença,
lau
bem
é
incontroverso
que
se
podem
commemorar
aaniversarios
pouli
íicios
sem
se
implorar
a
licença
dos
li
beraes.
E
priucipalrnenle
(los
liberaes
dj
estofa do
snr.
Mailins
que,
sem
embrr-
go de
ser
homem
destemido
e de
se pro
clamar
corajoso
para
tudo,
posto
tenha
contra
si todas
as
maçonarias
do
muudo,
Meus
caros amigos
e
cotlegas
Villa
do
Conde
26
de
julho.
Devo
á
dedicada
solicitmle
de
um
ami
go
o conhecimento
do
«ConimhHceuse»
de
17
d
’
esle
mez,
em
cujo
numero
aprouvt
ao
seu redaclor o
snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho dizer
umas cousas
a
tnen
res
peito
depois de ler
a
carta
que vos
remet-
ti
em
9
também
d
’
cste
mez.
Essas coisas
precisam
da
resposta
qne
vou
dar.
E
’
,
falso
que
eu
mostrasse
indignação
pelo
atrevimento
dos
liberaes
em
festeja
rem
aqui
o
dia
8
de
julho.
Estranhei e
lamentei,
esmo
catholico
e
portuguez,
que
urna
festa
puramente religiosa
desse
in
cenlivo
a
uma
festa
puramente poiitica,
e
de
mais
a
mais
poiitica
de
odios
e ran
Or-JOaM.
comfudo
ainda
até h'je
nào
expliccn
eni
publico
o
inolivo
pmqce
lendo
s. s
a
pu
blicado
em
folhetins
ca
sua
gazela c
*
no
mes
profanos
dos
matricoLdos na>
dífle-
reMes
lojas
maçónicas
de
Coimbra,
oão
oo
reproduziu
todus.
absolulamente lodos, ca
sua
obra
Aponl
memos
para
a
Hislúria
contemporânea,
onde
recopilou
aquelles
fo
lhei
ins.
O
epilhelo de
absolutista
que
o
snr.
Martins
me
empresta,
deixo-o de reo
issa
á
espera
<!e
que
s.
a
s.
a
me dencnsirv
qne
ser
affeclo
a
Pio
IX,
promover
uma
solernuidade
simplesmente
religiosa,
stigma-
lisar
o
pri
gador
ver<im
i?o
que
fez
<lo
púl
pito
tribona
de
legaleiras
e
do
templo
assembleia
revolucionaria,
simbulisa
ô
|
es
to
lar
o
absolutismo
Não
sei
se
sob
o governo
do
snr.
D.
Miguel
os
prégado
es
incila\<>m
;,
>as-
siuato
<i<»s
mal/iadus.
<>
sn
r
.
Ma/lus
e
de
masiado
suspeito
para
o
asseverar,
e
>er
acreditado.
O
que
sei
é
que
quando
o
par
tido
liberal
entoava
os seu>
bionos
de
triunfo
sequentemente
ao
termo
da
lucta
civil,
misturava
lhes
caut
cos
em
qne
se
procnaiíiava
que
o
liv e
punhal
voasse
aos
peitos
dos
miguelisla
*
vencidos,
como
se
pó«ie
ler
ua
*
Escavações
poéticas
do snr.
Castilho,
seu
auctor!
E
isso
está
eseriplo.
Não
se
póde
pôr
em
duvida
a
su
i existên
cia.
para
honra
e
gloria dos políticos
li-
berae
*
,
como
o
snr.
Martins,
que
se
re-
gosijam
com
o
sabor
patriolico
(1
’aqtiellas
canções,
e
lambem
se
todos
rjuando
ou
vem
que
o
snr.
D.
Miguel
—
um
proximo
parente
da
dinastia
reinante
—
foi
compa
rado
a
Nero
e
a
Caiigula
I
Com
quem
dqveria
ser
confrontado
o
snr.
D.
Pedro,
na
judiciosa
opinião
d
’
el-
ivs
?
!
Talvez
com
algum
santo oo
archao-
jo
da
córie
celestial, visio
que
tendo
o
coração
depodirdo na
egreja
da
Lapa
do
Porto,
deveria
aUrahir
as
adoiaçòes
dos
seus
sectários,
como
aquelles
caixein.-s
viajantes
que
iam
a
Genebra contemplar
e adorar a
bengala e
o
chioó
de
\ol-
taire
!
Fique,
po:éu>.
certo
o
snr.
Martins
de,
que
a
geração
actual,
ainda
nào
inquinai
da
pela
peste
da
maçonaria,
e
que
sabe
ser
verdadeiramente
liíieral,
e
peus.>r
e
estudar
por
si,
sem
medir
a
sua
I
herda
de
pelos
diplomas
de
Adoniram,
neiu
pau
tar
a
sua
intelligencia
pelas
iospiiaçôes
dos
padrinhos
e
protedores que
se
reçonix
ctuj
pelos
estalinhos
—
essa
nova
geração
detes
ta
lodos
os
eJbrços
envidados
para
se
fazerem resurgir
os
velhos
odios
político
*
de
ha
40
aunes,
e
a
sua
maior
t
me
lhor
aspiração
é
vêr
apigar
com
a
es
ponja
do esqueciiiv
tilo
lo.los
os
vestígios
d
’
essa
guerra
civil
que
terminou
etn
1834,
e
que
só
legou
a
Podugal
rumas e
la
grimas.
U
snr.
Martins
trouxe
pelos
cáh:llo%
para
o
stti
artigo
a
qoe
respondo,
um
extracto
do
jornal
a
<-Civifisaçào» em
qne
se
apreciou o
tribunal
da
Inquisição
co
mo
justo
e
santo, moderado e
indulgen
te.
A
não
serem
borumf
ngas
de
escre-
vinludoí
que
mistura
alhos
com
bugalhos,
não
atum a que
proposito
ve«u
esta
cita
ção,
quando
se
trata
do
sermão
de 8
de
joiho.
falvez
o
snr.
Martms
pretendesse
leforçar
o
quadro,
piovocaodo
o
dt.sfav<>r
publico
contra
mim
denunciando
me
co
mo
defensor
da
Inquisição,
depois
de
me
appeilidar
partidário
do
absolutismo.
Agra-
deço-ll/o.
Quando
se
nos
levantam
em
freme censo
es
o
’
esle
quilate
lia
nu
tivo
da
folga,
ua
'
ha fundamento de
amofina
ção.
Pedradas
djqtielLs
não
desbi-ram,
horiraii),
não
abaletn, exaltam
aquel
e
a
quem
são
despedidas.
Para
se
não
apreciarem
d
’esta
c
orte.
era
mister
que
o
snr.
M-ulips
provasse
o
que
asseveia,
e
não truncasse
de
má
fé aquelle
excetpto da
«Civilisação»,
se
parando-o
de
seus
antecedentes
e
c^use-
quentes,
que
lhe
modificam inteirameute
a
ideia
predominante.
Era
mister
igual-
rneute
provar
que
a
«C«
vilisação»
em 1872
e»a
por
mim
redigida,
o
que lhe
seria
dil-
íicil
atteodendo
a
que
áquelle
periodico,
que
leve
ínnlação
minha e
trazia
estam
pado
o
meu
nome
co-no
seu
proprietário
e
director
desde
o
l.° numero,
deixou de
ser
por
mim
dirigido
desde
o o 0
23
do
l.o
de março
de
1872,
no
qual se
lè:
«
expediente
.
—
Para
satisfação
da
verda
de
temos
a
declarar
que
a
redacção, di-
recçào
e administração
d’
este
jornal
desde
o
o.°
23
publicado
em
I
de
fevereiro (Tes
te anno,
é (Diferente
da
redacção,
direc
ção
e administração,
que
vigora
desde
o
n.
c
I até
esle
2.°
período
de sua
publi
cação.
que
começou
no
citado n.°
23.»
Eu
porém,
nio
rne
envergonharia
de
subscrever os
escr
plos
a
que
o
snr.
Mar
lias
quer
referir-se,
por serem
verdadeiros
na
sua
doutrina,
o
que
s. s.
a
tambein
re
conheceria
se
se
désse
mais
ao
trabalho
de
apreciar os
lactos
históricos
com
es
tudo aturado
e
imparcial,
do
qne
á
la-
cil
tarefa
de
armar
ao
eífeilo,
clamando
em
publico,
sem
o
provar,
que
eu
sou
absolutista
e
defensor
da
Inquisição.
O
escriptor
da
«Ovilisação»
em
suas
Carlas
a
uni
Protestante
que
começou
a
publicar
em
o
n.°
24
d’a
juella
folha,
tra
laudo
de
questões
hodiernas
de
alta im
portância,
estuda
em
primeiro logar, o
que e
a
Inquisição,
e
ahi
assevera
que
quem lêr
a
soa
historia
verdadeira
e
conscienciosa,
verá qoe
o
fim
d
’
aquelle
tribunal
ju-lo
e
santo
era
punir os
cri
mes
religiosos com
referencia
á
manuten
ção
da
oídem
e
paz
publicas.
Abona-se
depois
nos
leslimunhos
de
Guizot,
Ran-
cke
e
outros
para
demonstrar,
como
de
monstra
cabalmente,
que
similhante ins
tituição
era
mais politica
que
religiosa,
sendo
solicitada
a
sua creação
pelos
reis
aos
papas, e
não
pelos
papas
aos reis.
Era
seguida prova que
as
accusações
de
cruamente sangoinaria
e
desbumana-
menle
tormentosa
assacadas
á
Inquisição
eram
injustas
e
calummosas,
porque
rece
bendo
as
instituições
u
cunho
da
soa
época,
a
Inquisição,
nascendo em
um
sé
culo
de
trevas,
resentia-se
da
rudesa d
’
es
ses
tempos,
e
para
esses tempos
a
Inqui
sição era
um
tribunal
indulgente
como
poucos.
Já
se vê
que
o
articulista
discorria
sabiamente
á
luz
da
historia,
e
não
cui
dava
de
esporear
o
sentimentalismo
dos
políticos
da
actualidade,
que
vivem
sob
outras
influencias e
sob
uulra
civilisaçáo.
Parece
que
o
sur.
Martins
de
Carvalho
desconhecia
o
vulgaríssimo
principio
de
que
todas
as
instituições
devem
ser
apre
ciadas
á
luz
das
ideias
que
predominara
na
época
em
qoe
são
organtsadas
;
e
por
isso
veio
então
o
mesmo
jornalista
a ter
reiro declamar
contra
os
redaclores
da
«Civilisação»,
chegando
o
seu
atrevimen
to
a
iosoltal-os
rudemente, pelo
que re
cebeu
o
devido
correctivo.
O
«Bem
Publico»
accudiu
a discutir
com
o
«Coniinbricense»
sobre
a
historia
da
Inquisição,
apoiando e
reforçando
o
que
escreveu a
«Civilisação»;
mas
o
«Conim-
bficense» deixou
o
«Bem
Publico» até
ho
je
á
espera de
resposta
aos
seus
argu
mentos,
e
á
sua
lógica
segura,
cerrada
e
fatal
Não
se
metia,
pois
o
snr.
Martins
n’
estas
questões.
Pensando
prestar
ser
viços ao partido liberal
não
hz
senão
prejudical-o,
já
porque não
se
limita
á
analyse
do
que
íielmenie
escrevi,
já
por
que
me
attribue
sentimentos
que
não
nu
tro,
e
já
porque misturando
e
baralhando
tudo,
trata,
cora
pouco
cuidado a
inge
nuidade,
de trazer
para a
questão
o
que
com ella
não pó
le
relacionar-se
com
pro
priedade,
e
esclarecel-a
com
lucidez.
Acceiiae,
meus
amigos
os
sentimentos
de
maxitna estima
do
Todo vosso
CUS1ODIO
VELLOSO.
-----—
“
-----------
A missão
de Carlas VII
IX
Nós
todavia,
muito
mais
ainda
do
que
n’
outras
egregias
qualidades
e
dotes
do
real
coração
de
1).
Carlos,
pomos a espe
rança
de
que
elle
deva
conduzir
a
prospe
ro
termo
a
sua
missão
n’
aquella ardente
té
e
n’
aquella piedade
catholica
que
elle
succou
juntamente
com
o
leite
de augus
ta
e
religiosa
mãe
;
e
com a
qual
solem-
nemente
se professa
humilde
seguidor
de
Jesus
Chrislo
e
obsequioso
filho
da
sua
Egreja.
Outros
chefes
de
exercitos
e
de
povos
temos
ouvido
em nossos
dias
faze
rem gala,
ou
vangloriarem-se
cm
publico
de
quererem
matar a
revolução
e
salvar
a
sociedade
; mas
estes
hypocritas
ou
ve
lhacos,
non
eranl
de
semine
virorum
illo-
rum.
per
quos est
in Israel
(I). Faltou-
lhes
o
melhor
para
serem
instrumentos
aptos
para tanto, que
é
a
fé
em
Deus
e
o
amor
e
o
zelo
pela
sua
santa
gloria.
Fi
zeram
«secretas»
caricias
a este
truculen
to
monstro
de
Babylonia,
ou
lhe
tiveram
medo.
Por
isso, em
logar
de matal-o, por
elle
foram
mortos;
e
em
vez
de
salvar
de
suas garras a
sociedade,
lh
a
lançaram
em
presa.
Mas
nao
se
póde,
nem se
poderá
(es-
peratnol-o
em
Deus)
dizer
isso
de
D. Car
los.
Elle não
se
deixou
fascinar por suas
vistas
malignantes
(para
as
almas
fracas),
nem
aterrar
por
seus vagidos
pavorosos
(para
os
poltrões
ou
para
os
cúmplices).
Nem
de
perto
nem de
longe
tem
mostra
do
inclinar-se
pactuar
com
elle.
Jámais
lem
sonhado
sequer
conciliações
com
o
monstro,
nem ha titubeado
por utn
ins
tante
que
seja
em
comballel-o galharda
mente.
D.
Carlos
é
calholico
declarado,
sem epithelos
ambíguos
e
sem
reticências
insidiosas;
é
inimigo
jurado
de
toda
a
es-
pecie
de apostasia de
Christo.
Aspira
a
reinar
em
virtude
do direito
que
lhe
foi
conferido
por Deus no nascimento,
e
pela
honra
do
mesmo
Deus
que
diz:
Per
me
reges
regnanl
(2)
Não
quer
ser
Rei,
nem
da
revolução,
nem
pela
revolução
;
ma
*
Rei
do
povo
que
Deus
lhe
confiou,
e
por
Deus,
para
bem
do
mesmo
povo
que
lhe
foi
confiado.
«Nós
filhos
de
Reis,
es
creveu
elle,
lemos
aprendido
que
o
povo
não
pertence
ao
Príncipe,
mas
o
Príncipe
é creado
para
o
povo
;
e
que
um
Rei
(le
ve
gloriar-se
de
ser o
pae
dos
pobres,
o
appoio
dos
fracos,
o
homem
mais
honra
do
de
seu
reino,
(Felle
é
o
primeiro ca
valheiro.»
Elle
reconhece
sobre
si
Christo-
Deus.
Rei
dos reis
e
Senhor
dos senho
res, e e.n seu
logar
na
terra
o
Romano
Pontífice,
a
quem
chama
seu
Rei
espiri
tual.
N
’
uma
palavra.
Carlos
VII
personi
fica
cm
si
a
anlithese
perfeita
da
revolução.
E
por
isso
é
glorificado
pelo
odio
inex
tinguível
da mesma.
Ora.
este
odio,
para
coin
elle,
de
quan
to
ha
de
impio
e
malvado
no
mundo
;
es
le
odio
de que
elle
participa
em
com-
mum com a
Egreja de
Christo
e
com
seu
Chefe
visivel
este
odio
que
elle
tem
allra-
hido sobre
si
e
supportado
constante,
por
que é
e
quer
ser
Rei
calholico;
esle
odio
que
lhe provém
do
odio
salanico
da
revo-
ção contra
Jesus
Chrislo
e
o
seu
nome;
esle
odio
a despeito
do
qual
elle
caminha
de
victoria
em
victoria,
é
para
nós
ar
gumento
manifesto
d.e
que
Deus
está
com
elle
e
lem sobre este
Príncipe
desí
gnios
grandes
e
cheios
de
misericórdia
para
a Hispanha,
e
talvez
para
a
Chris-
landade
inteira.
Quem
sabe se
esle
joven
heroe
não
estará
predestinado
a
renovar
em
nossa
edade
as grandes
façanhas
de
Carlos
Ma
gno
?
Mas
seja
qual
fôr
o
terreno
da admi
ravel
empresa
a
que
generosa
mente
se
dedicou,
não
perca
animo
Carlos
VII.
Os
votos
do
orbe
calholico
o
acompanham.
Milhares e milhares
de
orações lodos
os
dias
se
levantam
por
elle
ao
throno
de
Deus.
A
causa
pela
qual,
com
os
seus
cem
mil
voluntários,
peleja
nos
montes
da
Navarra
e
da
Guipuzcoa,
não
póde
ser
perdida.
Ainda
que
devesse
succumbir,
vi-
ctima
do
seu
zelo
por
Deus
e
do
seu
amor
pela
patria,
o
seu
mesmo
sicrificio
seria
principio
dc
indubitável triunfo
(3).
O
ha
ver
tentado,
a
preço
da
vida, restabelocer
os
direitos de
Chrislo
n
’
uma
bella
porção
da
Chrisiandade,
seria
já
para
elle
um
titulo
de
gloria
invejável
na terra
e
im-
mortal no
ceo.
Mas
confie
em
Deus:
só
d
’
elle
reconheça
e
só
a
elle
refira
lodos
os
bons successos que consegue
e
pode
rá
conseguir
;
e
creia
firmemente
que
lo
do áquelle
que
com
humilde
coração
em
Deus
confia,
jámais
será
confundido.
(1)
Mach.
5,
62.
(2)
Prov. 8,
15.
(3)
Ainda
que
a
assenão praeça
quiça
estranha
a
alguns
leitores,
é
também
esta
a
nossa intima,
antiga
(relativamente
fal-
lando),
e
mui
araigada
convicção.
(N.
do
traductor).
REVISTA
ESTRANGEIRA
II
inpanlia.
D.
Carlos VII
dirigiu
á
brigada
de Gan-
desa, chegada
ás
províncias
do
Norte
a
seguinte allocuçãu
:
Voluntários!
—
Vejo
realisado
um dos
meus maiores
desejos,
porque
tive a
ale
gria
de
saudar em
vós
os
meus
caros
e
valentes
exercitos
do
Centro
da
Catalunha.
O
meu
coração
lera-vos
acompanhado
sempre
nas
vossas
vícioims
,
e
os
meus
mais
ardentes
votos
teeu»
sido
o
ver-vos
um
dia
marchar
para
os
combales
com
os
vossos
camaradas
do
Norte.
Eu
vos
contemplo
perlo
de
mim, ani
mosos
e
contentes
;
esquecestes
todos
os
soflrimentos
passados,
mas
eu
nunca
es
quecerei o
vosso heroismo.
Segui
o
caminho
do
dever. Sede
obe
dientes
a
vossos
chefes
e
fieis
observado
res da disciplina,
e,
quando
voltardes
para
junto
de
vossos irmãos
disei-lhes
que
o
seu
rei
lhes
envia uma lembrança
afie—
ctuosa,
e
que
funda
n
’elles grandes
espe
ranças.
Com
as
armas
qoe
acabaes
de
receber,
convencidos
de
que
nenhum
insuccesso vos
poderá
desanimar,
e
confiados
inabalavel
mente
no
triunfo,
marchareis
com
calma
e
tranquilidade
pelo
caminho
traçado
pelo
dever
a
lodo
o
bom
hispanhol,
a
lodo
o
soldado
honrado.
Este
é
o
caminho
da
gloria.
Por
elle
caminharemos
todo«,
cheios
de
íé
e
de
enlhusiasmo,
e
mostraremos ao
mundo
in
teiro
que
a
perseverança,
a
disciplina e
o
animo
podem
conseguir
salvar
por
mais
uma
vez a Hispanha: nós
ensinaremos
mais
uma
vez
a
sacudir
o jugo
dos
usur
padores.
O
vosso
rei
—
CARLOS.
Eslella
23.—
Elevam-se
a
200
as fa
mílias
que
vieram
desterradas. Estão
nos
povos
do
dislricto
de
Metanteu e
valle
do
Allin,
soccorrídas
nos
seus
domicílios.
Enlre
estas
vêera-se
pessoas de mule
tas,
octoxenarios.
mulheres,
e aié
um
po
bre
ha
pouco
vialicado.
A ex.nia
deputa
ção conta
com
suflicienles
recursos
para
estas
e
mais
necessidades,
que
possam
so
brevir.
Valmaseda
27.—
Hoje
o
inimigo
com
9 ou
10
mil
homens
e bastante
artilhe
ria
atacou
o
general
Carasa
que
se
de
fende
bizarramente
com
*
3 batalhões
e
o
das
Asturias.
O
ataque
começou
do
lado
de
Orrantia.
—
Continua
o
ataque com
grande
vi
gor.
O
general
Carasa defende
as
posições
de
Cúspide com valorosa
tenacidade,
cau
sando
grandes
baixas
ao
inimigo,
que
tem
positivamente
10
mil hornens.
O
general
Carasa
acampa
em
Cúspide
cujas
posições
foram
defendidas
todo o
dia
d
’um
modo
tão
brilhante.
Esperamos
reforços.
Bermeo
27
—A
’
s 3
horas
cessou
o
bom
bardeamento
de
boje. Dispararam
30
bom-
bas.
Não
ha
desgraças
pessoaes
a
lamentar.
—Uma
corveta
inglesa de guerra
anda
percorrendo
a
costa com
pouca
força.
Crê-se
que
vera
inspeccionar
as
ope
rações
da
esquadra
inimiga.
Durango
27.
—
Acaba
de
se cantar
um
Te-Deum peio
segundo
anniversario
da
entrada
das
nossas
tropas
em
Durango.
Viana 26
—
Agora
mesmo
entrou
aqui
o
general Pérula,
sen
lo
recebido com
gran
de
enlhusiasmo.
Estes
povos
que
vêem
as
soas
colhei
tas
queimadas sopplicaiam
ao
general
que
os
vingue
de
tanta
malvadez.
O general
propõe-se
a
castigar
Lo-
grono.
Idem 27.
—
Esta
tarde
ás
5
e
meia, re
solvido
o general
Pérola
a
castigar
dura
mente
os
crimes
do
inimigo
sahiu
em
di
recção
a
Logrono,
levaudo 4
batalhões,
9
peças
e
2
esquadrões.
A
cavallaria
inimiga que
occupava
os
altos
da
Caotabria,
fugiu
a galope
sem
faser
resistência abandonando
as
posições
ás
nossas
tropas.
Assentadas as
peças,
rompeu-se
imme-
dialamente
um
nutrido
fogo
contra
a
pra
ça,
disparando-se 255
granadas.
A
nossa
artilheria disparou
a
grande
altura,
conseguindo
admiráveis
resultados.
O
pânico do
inimigo é
tão
grande
que
apesar
de
pôr
em jogo
todos
os
seus
mor
teiros
e
canhões, não
causou
ás
nossas
forças
nem
uma
só
baixa.
A
guarnição da
praça
não
se
atreveu
nem
a
oppor-se
aos
desígnios
do general.
Os
destroços
causados
pela
nossa
ar-
tilheria
em
Logrono
larão
sentir
ao
ini
migo
toda
a
torça
das
nossas
armas,
e
mostrarão
que
nos sobeja
força
para
não
deixarmos
impunes
os
seus
allenlados
con-
ita
pequenas
povoações
indefesas
;
e
que
uão
se
acham
livres
dos
nossos canhões
nem
as
capitaes
mais
guarnecidas
e
me
lhor
fortificadas.
Valmaseda
28.—O
inimigo
apesar
das
suas numerosas
forças, foi
rechaçado em
toda
a
linha,
fugindo
esta
manhã preci-
pitadamenle.
Soffreu grandes
perdas.
Os
escassos batalhões
coramandados
p
e
.
general
Carasa
obraram
heroicamente,
q
*
seu
enlhusiasmo
é
grande.
GAZETILHA
Festividade
e procissão.—
No
(]
0
_
mingo, 8 do
corrente,
tem de
celebrar-se
com
toda
a
pompa
na egreja
do
Colle«i0
Ursulino
a
festividade
de
Nossa
Senhora
da
Boa-Morte.
Constará
esta
brilhante
solemnidade
de
vesperas
cantadas
a
grande
instrumental
no
sabbado,
pelas
5
horas
da
tarde,
e
nò
domingo
missa
solemne
cóm
o
SS.
Sacra
mento
exposto
e
de
tarde
sermão
pelo
rev.0
Conslanlino
Ferreira
d
’
Almeida,
di
8.
tinclo
alumno
do
4.°
anno
de
Direito,
e
Ladamha.
finda
a
qual
sairá
a
brilhante
procissão
em
que
tomarão
parte,
além
da
irmandade da
Boa-Morte,
a
de Nossa
Se
nhora
da
Torre
e
a
real
irmandade de
Santa
Cmi.
O
transito
seiá
:
rua do Alcaide,
Car-
valheiras,
largo
de
S.
Miguel,
rua Nova,
rua
do
Souto,
largo
do
Barão
de
S.
Mar
tinho,
rua
de S.
Marcos,
rua
do Aujo
e
campo
de
S.
Thiago.
Como
toda
a
festividade
é
feita de
es
mola®,
pede-se ás
pessoas
devotas
alguns
auginhos
para
adornar
a procissão.
Publicação importante.—
O
snr.
E.
Chardron vae
editar
a
importante
obra
allemã
de
Helttnger,
intitulada
Apologia
do
Chrislianismo.
Está
incumbido
da
iraluc-
ção
o
snr.
conde
de
Samodâes,
qoe
obte
ve
do
sabio
auctor
a
permissão
ueccessa-
ria.
A
obra
completa
constará
de
sele
a
oito
grossos
volumes.
E
’
uma
das
melhores
preciosidades
da
litieralura
catholica.
O
illuslrado
traductor
está
prestando
relevantes
serviços
á
causa de
Deus
e
da
Egreja
com
a
sua
brilhante penna.
Cirurgião
dentista.
—
O distinclo
cirurgião
dentista
snr.
J
M.
Pinheiro
mu
dou
o
seu
consultorio para
o
campo
de
SanCAnna
n.®
1-B,
2.°
andar.
S. Sebastião.—
Sae no
dia
10, da
capella
das
Carvalheiras, a
procissão
dos
Martyres S.
Lourenço
e
S.
Sebastião.
Este
anno
seiá
feita
com
grande
pompa.
Transfereneia.
—
Foi
transferido
pa
ra juiz
da
comarca
de
Villa
Verde
o ba
charel
Augusto
Pinieotel,
delegado
na
co
marca
de
Malra.
Julgamento
importante. —
De
Chaves
escrevem ao
«Diário
de
Noticias»,
em
20
:
Occorreu
n
esta
villa
um
acontecimen
to de
que
não
ha
memória
ha
muitos
an
nos
; foi o
processo
crime
a
que respon
deram
os
réos
José
Caetano
Pereira
da
Silva
e
um
seu
servo.
Manoel
Miguel,
ac-
cusados
de
na
noite
de 20 de
agosto
do
anoo
findo
terem
assassinado o
padre
Gil,
na
sua
própria
casa
e já
recolhido
na
ca
ma,
dando-se
por este
funesto
acontecimen
to
no
dia
imoielialo,
pelas
9
horas da
ma
nhã,
em
que
se procedeu,
em
que
se
pro
cedeu
ao
auto
de
corpo
de delicio,
conhe
cendo-se
que
a
morte tinha
sido motiva
da
por
pancadas que
recebera
na
cabeça
e
asphyxia.
Tres dias
durou
a
audiência,
findando
pelas
10
horas
da
noite
de
hontem.
O
tribunal
era
composto do
snr.
dr.
José
Guilherme
da
Costa
Lira,
juiz
de Val
le
Passos;
dr.
delegado,
snr.
Eugênio
Au
gusto
Ribeiro
de
Castro;
defensor,
snr.
con
selheiro
José
Dias
Ferreira
;
escrivão,
snr.
Eduardo
Beuedicto
de
Mrgalhães
Gonçalves.
O
tribunal achavã-se
imponente,
porque,
além
de
estar
cheio,
via-se uma
força de
20
praças
d
’
iufai>letia
u.°
13,
comtnandada
por
uni
sobaltermo.
Foram
inquiridas
muitas
testemunhas,
sendo ao
lodo
99,
poiém
o
snr.
defensor
dispensou
algumas,
e
outras,
como
<iua
s
beatas,
não
depozeram.
porque
o
snr.
de
fensor
mostrou
que
ellas
não
poderiam
ser
admittidas,
por isso
que
da
intimação
não
constava
o
seu
mister.
O
jury deu todos
os
*
quesilos
por
pro
vados,
e
o
meritissimo
juiz
condemnou
os
réos
a
oito
annos
de
prisão
ceilular
e
do
ze
de
trabalhos
públicos,
ou
degredo
per
petuo
para
a
África,
recorrendo
o
defensor
(Festa
sentença
para
a
estação
superior
por
nullidade
no
processo.
O
jury
era
mixto,
compondo-se
(le
ju
rados das caraaras
de
Chaves,
Villa
Pouca,
e
‘
Valle
Passos,
por
is
o
que da
primeira
vez
não
foi
possível
compor
o
jury
n
’esta
comarca,
assim como o
snr.
juiz
Theffludo
ter-se
dado
por
suspeito.
Foram
explendtdas
as
orações
produ
zidas
pelo
snr
dr.
delegado
Eugênio
de
Castro
e
conselheiro
Dias
Ferreira,
assim
como
mui
dislincto
o
relatório
apresenta
do
ao
jury
pelo
snr.
dr.
juiz
de direito.
Errata».
—
No
n.°
376.
do nosso jor
nal, 1.a pag.. linha
*
>
da 3.
*
columna, oude
se
lê: o
corpo da
religião,
deve
lêr-se
:
—
o
corpo
da legislação.
Agrrtdeeiniento
e convite.
A
fcommissão promotora
do
monumen
to
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sa
nteiro,
agradece
a
lodos
os
exm.os
snrs.
e
snr.
as
que
tem
generosamente
concorri
do
com
seus
donativos
para
a
feitura
da
estrada
com
direcção
ao
dito
monumento
desde
o
Bom
Jesus
até
á
Mãe
d
’
Agua,
bem
como
aos
que
para
esse
fim
cederam
gra
tuitamente
seus terrenos.
Por
esla
occasião
convida
aos
exm.°
s
snrs.
e
snr.
as
qne
ainda
não realisaram
a
entrega
de seus donativos,
tenham
a
bon
dade de
veriíical-a
ao
thesoureiio
Anto
nio
José
Vieira
Machado,
Praça
Municipal
n.° 17,
o
mais
breve
que
lhes for
possi
vel,
porque
o
l.°
lanço
arrematado está
proximo a concluir-se e á
commissão
es
casseiam
meios
para
realisar
o
pagamento
do
preço
ajustado.
recibos,
para
este
effeito
por nós
devida
mente
assignados.
Cartas
recebidas
na administração
deste
jornal
:
Para
a
gargalhada.
Vou
apresentar
aos
leitores
um
primor.
E
’
nada
mais
nada
menos
do
que
a
carta-prologo
da
mais
estúpida,
mais
chata
pepineira
que
lem
saido
dos
prelos
portuguezes,
intitulada
Heroísmo
d
*
honra
e
amor,
moxinifada
de
palermices
devida
á
peuna
rio
parvonez mestre Roque, o
idio
ta.
a
qual
pepineira
foi
vendida
a
um
mer
cador
por
um
córte
de
calças (ah I
oh
!
ih
!).
E
’
copiada ad
lilleram.
Espartilhem
as
ilhargas,
e
decidam
se
é,
ou não,
de
impreterivel
necessidade
man
dar
para
Rilhafoles
aquelle palerma:
«M
eu
caro
amigo
.
«São
os
fructos
d
’uma
arvore
de
vin-
«te
annos,
os
que
ouso
ofle»tar-lhe,
fru-
<ctos
biavos,
como
o
são
naluralmenle
os
«primeiros, mas
que
leem
ainda
assim
«algum
merecimento
pelos
muitos
annos,
•
que
foram
gastos
para
a
sua
producção
;
«do
contrario
nào
me
atreveria
a
fazer-lhe
«uma
oflerla, tão pouco aprazível
.................
«Já houve
porém
quem
disse .*
erem
«traduzidos
muitos
trechos
d’
esta
minha
«producção.
mas
o que
me
julgou
capaz
<de praclicar
um
facto
tão
miserável
leu
«provavelmente
esses
trechos
com
os
olhos
«vendados,
porque
n’
elles
não
existem,
se-
«não
uns
breves
exercícios
d
’
uma
philo-
«sophia
aoalylica.
Portanto
estas
supposi-
«ções
de
phgialo
são
ainda assim
de pe-
«quena
honra
para
o
auctor-traduclor.
Mas
«se
esse
alguém
continuar
a
imaginar-me
«plagiario
e
se
mais
alguns
imaginarem
«a
supposição
d
esse
alguém,
emprazo-lhes
<n
’
este
momento
a
sua
honra
perante
o
«tribunal
publico,
para
que
n
’
elle apre-
«sentern
as provas
do
crime,
que
falsa-
«mente
me atribuem...
«Além
d
’
estas
saptisfações,
que
enten-
<di
dar
a
V. Ex.a
,
resta-me
saptisfazer os
«personagens do
nosso drama,
que.
me
«inlei
veem
forlemeote
para
que
lhes
obte-
<nha
de
V.
Ex.a
o
perdão
das
suas
in-
«suflicieticias
;
mas,
enlre
elles
se
ergue
«o
nosso
convertido
Silveira,
sustentando
«sómente
e
da
seguinte
maneira
a
razão
«da
sua
atrevida
vizita
aos
mortos
a
ho-
«ras
tão impróprias:
A
salvação
da
hon-
«ra
de dois Iteroes
deve
ser
preferível
ao
«somno,
o
mais tranqoillo d'uma noile.
«S
eu
amigo
Miguel
Roque
Martins
Tavares.»
Uh !
uh
!
uh
!
uh
!
uh
!
uh
!
uh
!
uh
!
Agapilo.
expediente
administra
ÇÃO.
Rogamos
aos
nossos
assignantes
de
Guimarães
e
subúrbios
da
mesma
cidade,
o
obséquio
de
satisfaserem
os
débitos
de
suas
assignaturas,
tanto
respeitantes
a
este
jornal
como
ao
«Futuro»,
na
dita
cidade,
ao
nosso
correspondente
o
tll.
,ni) snr.
Tei
xeira
de
Freitas,
rua
de
S.
Datnuzo,
o
qual
já
se
acha munido dos
competentes
Penafiel.
—
Rev.°
Antonio
Ferreira
Ca
bral
Paes
do Amaral.
Terras
de
Bouro.
—
Abbade de
Carva
lheira.
Vizeu.
—
[).
Antonio
d
’
Albuquerque
do
Amaral Cardoso.
Villa
Flor.—Antonio
Manoel
Pereira
de
Lemos.
ANNUNCIOS
COMPANHIA
GERAL
DE
SE
GUROS
K.A n.viio,
dk
Hiniiin
Segura
nas
condições
mais
vantajosas
contra
o
risco
de
logo, e
também
contra
os
prejuízos
causados pela
explosão
de gaz,
ou
pelo
raio.
Veriíicam-se
os
seguros
n
’
esta
cidade
de
Braga
no
escriptorio de
Ferreira
Bor
ges
&
C.
a,
praça
do
Barão
de S. Martinho
n.°
26
—1.°
andar.
(2537)
MODISTA
DE
LISBOA
Precisa
costureiras,
e
apredisas.
Bons
ordenados.
Campo
de
D. Luiz,
n.°
37.
(2602)
EDITAL
As
Juntas
de Repartidores
do
Concelho
de
Braga.
Fazem
saber
que
as
matrizes
das
con
tribuições
industrial,
de
renda
de
casas
e
sumpluaria do
anno
de
1874,
estarão
em
reclamação
por espaço
de
IO
dias,
que
teem
de
principiar
em 14
e
findar
em 24 do cor
rente
mez;
por
isso
todos
os
contribuin
tes
as poderão
examinar
nos
indicados
dias
desde as
9
horas
da
manhã
ás
3
da
tar
de
na
repartição
de
fazenda
do
concelho,
e
requererem
o
que
tiverem por
conve
niente
a
bem
de
sua
justiça.
Os
requerimentos
serão recebidos na
dita
repartição dentro
do
referido
praso.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
os
interessados e
nenhum
possa
al
egar
ignorância
se
aflixou
o
presente
e
idênticos
nos
logares
públicos
das
fregue
zias
do
concelho,
além
de
ser
publicado
nos
jornaes
da
terra.
Repartição
de
Fazenda
do
concelho
de
Braga 3
d’
Agoslo de
1875.
—E
eu
Anto
nio
da
Costa
Moraes, Escrivão de fazenda
o
subscrevi.
O
Presidente
Gaspar
de Sá
Solto-Maior Pizarro.
(C.
2603,
R. 111)
A
requerimento
de José
Joaquim
d
’
Al-
meida,
viuvo.
d
’
esla
cidade,
pelo
cartorio
de
Motla,
á
face
do inventario
por
falle-
cimento
de
sua
mulher
se
tem d’hastear
em
praça
voluntária,
e entregar
se
o
pre
ço
convier,
no
dia
8
do
proximo
agosto
pelas
9
horas da manhã,
no
tribunal
da
justiça,
as
quintas
do
Paço,
e
de
Sanda-
ião,
sitas
na
freguesia
de
Semelhe,
próxi
ma
d
’
esta
cidade,
com
vista
para
a
ci
dade e
estação
da
linha
ferrea
e
d
’
esta
pa
ra
aquellas, a primeira
descripta
debaixo
da
verba
n.°
332
uo
valor
liquido
de
8:322^600
reis,
a
segunda
descripta
de
baixo
das
vetbas
n.
os
319
a
229
inclusivé
e
331 no valor
liquido
de
6:672^105
reis
e
ambas
já
no
lance
de 12:500^000
reis
juntas,
mas
que
se
arrematarão
juntas
ou
separadamente,
como
mais
convenha
ao
inventarianle
e
todo
na
forma
do
seu
re
querimento.
(2570)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
do
Chãos
n.°
13.
Póde
vèr-se
das
10
horas
da
manhã,
até á
1
da
latde.
(2560)
BRÁGÁ
Em consequência
da
mudança
que
houve
no
horário do
caminho
de
ferro
do
Minho,
a
Nova
Empreza
de
Trens,
sita
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
altera,
pela
fórma
abaixo
especificada,
o
serviço
das
suas
diligencias
e
mallas-postas.
No
seu
escripto-
rio,
onde
tem
a
Central
do
Caminho
de Ferro
do
Minho,
vende bilhetes e
despacha
bagagens
e
mercadorias,
tanto
para
os
comboyos
que
partem
para
o Porto
e
Douro,
como
estações
intermediárias.
IIorarÍG
«lo
serviço
«las diligencias
e
mallas-postas.
Qualidade
de
trens
Ponto
de
par
tida
Horas
de sahida
Ponto
de
che
gada
Horas
de
chegada
Bagagem
concedida
Demora
Malla-posta Braga
4da
manhã
P.
de
Lanhoso
6
*
/
5
da
m.
8
kiios
»
P
de
Lanhoso 5
da
tarde
Braga
7<|
2
da t.
>
Braga
v»
»
>
Guimarães
3
»
»
Guimarães
3da
manhã
Braga
6da
manhã
»
»
Braga
9
da
tarde
Arcos
l1
/,
»
>
Vz
»
Arcos
1
r
h
da
m.
Monsão
6
da
>
»
Diligencia
Monsão
7
•
.
Valença
10
»
»
4
»
Valença
2
de
tarde
Monsão
5
da
tarde
»
1
Malla-posta
Monsão
6
»
Arcos
10
»
»
»
A rcos
io
*
/
4
»
Braga
3
da
manhã
>
Diligencia
Braga
9
da
manhã Arcos
2
da
tarde
10
kiios
3
/*
»
Arcos
3
da
tarde
Monsão
7
1
/,
»
»
»
Monsão
2
da
manhã
Arcos
6
*
/
2
da
m.
>
»
Arcos
7
»
Braga
*/
2
da
tarde
>
Braga
10
»
P. do
Lima
2‘
/
s
»
»
P.
do
Lima
3
da
tarde
Vianna
6
»
»
>
Vianna
5
da
manhã P.
do
Lima
8
da
manbã
»
»
P.
do
Lima
8V
*
»
Braga
1
da
tarde
B
Braga
12
>
Cruz
de
Real
5
»
B
Cruz
de
Real
5
>
Braga
10
da
m.
»
O
excesso
da
bagagem
da
tnaIla-posta
, é
de
30
reis o
kilo,
da
diligencia 20
reis,
e
o
preço
dos
passageiros
é
o
já
annunciado.
(2604)
CARREIRA
DIARIA
Teixeira
&
Mesquita,
com
estabeleci
mento
de
trens na
rua
da Sé d
’esla
cida
de
de
Braga,
participam
ao
respeitável
publico,
que
desde
o
dia 6
de
agosto
do
corrente
anno,
estabelecem
carreiras
dia
rias
para
a Povoa
de
Lanhoso,
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa,
sendo
e>tas
monta
das
de bons
trens,
gado
e
cocheiros, e
a
que
tem
para
a
Povoa
do
Varzim,
prin
cipia
a
sair
desde
o
dito
dia
ás
4
horas.
Harario
da
Povoa
de
Lanhoso
Sae
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde, cbega
á
Povoa
de
Lanhoso
ás
8
da
manhã
e 5
da
tarde,
e
vice-versa
ás
mesmas horas,
tanto
de
tarde
como
de
manhã
e
chega
a
Braga
ás
8
da
ma
nhã
e
5
da
tarde.
Horário
da Povoa
do
Varzim
Sae
de
Braga
ás
4
horas da
manhã
e
chega
a
Barcelios
ás
6
e
meia,
tendo
de
demora
meia
hora,
sae
de Barcelios
ás
7
horas,
chega
á
Povoa
do
Varzim
ás
10
da
manbã.
Sae
da
Povoa
do
Varzim
ás
4
horas
da
manhã,
chega
a
Barcelios
ás
7.
tem
meia
hora de
demora, sae de
Barcel
ios
ás
7
e
meia
e
chega
a
Braga
ás
10
ho
ras da
manhã.
Preços
da
carreira
da Povoa de
Lanhoso
Dentro
180,
fóra
160,
para
o
Fojo,
60,
Cancella
Vermelha,
80,
Rita,
100, Pi
nheiro,
120
reis.
Preços
da
carreira
da Povoa
de
Varzim
Dentro
600
íeis,
fóra 500.
Cada
pas
sageiro
tem
8
kilo
*
de
bagagem
e
paga
10
por
kilo
que fôr
de
excesso,
para
a
Povoa
de
Lanhoso
e
vice-versa,
e
para a
Povoa
do
Varzim
20
reis
por kilo.
Os
annunciantes
lem
nas
suas
cochei
ras,
na
dita
rua
da Sé,
caleches,
coupés,
charabancs
e diversos
carros
que
alugam
para
qualquer
parle
por
preços
commodos.
Escriplorios
Em Braga,
em
casa
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
na
Praça do
Barão
de S.
Martinho n.°
29,
na
Povoa
de
Lanhoso
em
casa
do
negociante
João
Antonio de
Araú
jo
e
Silva, e
na
povoa
do Varzim
uo
seu
antigo
escriptorio
no
largo
do
Rego, es
quina
da
Junqueira.
Braga 28 de
julho
de
1875.
O
gerente,
(2609)
Ribeiro Braga.
DE
112 —
Rua das
Flores
—
114
POR
T O
IT*>
K?J
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
NÈVA
.
. 13
de Agosto
|
GUADIANA
.
29
de
Setembro
MINHO
.
.
29
de
»
|
DOURO
.
.
13
de
Outubro
BOYNE
.
.
13
de
Setembro
|
MONDEGO
.
29
de
»
O
paquete de
13
toca
em
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S. Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue-
nos-Ayres.
08 preços
são muito raBO«vei«
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu ler
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinbeiros portuguezes para
servirem os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo tratamento
se
torna
hoje
o
melhor possível. Cada
passageiro
de
3.a
classe
tem
grátis,
belixe com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
porlu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do
caminho
de ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n’
esta
cidade, rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva Guimarães.
(581
N
’
este
estabelecimento que,
como é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios
das
loterias,
cujas
extracções
geralmenle
teem
logar
mui»
<j
e
vezeB por
mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam feitas
das
provincias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio, ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido premiados,
me»mo sejam <I’outt
*
o8
estabeleeBmeEEtos.
E
final
mente
remettem-se
«grátis»,
lindas
as
extracções,
as
respeclivas listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas, mes
mo
as
menos abastadas, se
encontra
no
mesmo
estabelecimento:
além
de
bilhetes in
teiros,
meios
bilhetes, quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de
65000, 3$000, l$OGOe40()
reis;
e
finahnenle, collecções
de
50
numeros diflerentes,
pelos
preços
de
2$000
55000,
15$000 e 30^000
reis.
A
QWEí COKVíEa
Este estabelecimento
fornece
convenientemente
todas as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
provincias,
queiram
vender
este
genero
á
commissão.
OíTcrece
para
isso
vantajosas
commissões
;
c
dispensa as
mais
apreciáveis
vanta
gens que
cm
tal
ramo
de
negocio
se
podem
gosar,
as quaes
se
podem comprehender
assim
:
Negociar
sem risco;
porque
se
acccita
dc
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
alé
ás
vesperas
das
extracções os
pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
allende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou
afliançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta
cidade,
em
cujo
caso
póde
ser feito
no
fim
das extracções.
(M.
*
)
Rio
de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, A
rica,
Islay e
Callao
CARREIRA QUINZENAL PARA PERNAMBUCO E 13.■•IIIA
A
Companhia
reduziu
os preços, conservando as mesmas
vantagens
como
até
aqui
lem
olferecido
aos
snrs.
passageiros:
exeelientes
eommoãoa, tra
tamento, bastante espaço para bagtvjens e viagraas
rapiúas,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tem
gasto SÓmcnle fl»
diay
de Lisboa ao Rio de
Janeiro,
Preços
das passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
P
rio
para
Lisboa
Crianças
dos passageiros
3.»
CLASSE
2.
‘
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco
...................................................
40^000
81^000
108&000
Bahia.............................................................
40&000
90^000
117&000
Rio
de
Janeiro
..............................................
45^000
90^000
12U500
Montevideo
e
Buenos-Avres.........................
5U000
90&000
157&500
Valparaiso,
Ariça,
Islay
e
Callao
....
120^0,00
189&000
308&500
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A'é
aos 8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
farnilia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de Lisboa
um
paquete,
os
passageiros de
3.
* classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa, comida
a
portugueza
cm
abundancia
e
.vinho
duas
vezes
por dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
*
)
Banco
Agricola,
Commeicial
e
Industrial
de Ponte
do
Lima
S«»e&e<Stt<le
aaocnyBaaR
de
reggsoitgribi-
BÉdnde
Iinsitadn
São
convidados
os snrs.
accionistas
a
entrarem
com
a
1.a
prestação
dc
5 p.e.
ou
2-5500
reis
por
acção,
a
cuja
cobran
ça se
procederá
do dia
15
a
25
do
pre-
virno
mez
d
’
agosto,
—
no
Porto em
casado
snr.
Pedro
Feneua
de
Macedo Basto;-
em
Braga,
em
casa
do
snr.
Antonio
Jo
sé
Pereira
;
—
em
Ponte
do
Lima,
na
séde
do
Banco.
Os
snrs.
accionistas
que
não
satisfize
rem
no
referido
praso.
ficam
sebjeitosás
disposições
do
art.
18
dos
Estatutos
e
seus
§§
A
direcção
d
’
esle
Bauco,
annuindo
aos
desejos
d
’
algons
snrs.
accionistas. declara
qoe recebe
desde
já, qualquer
prestação
antecipada,
abonando
o
juro
de 5
p. c.
des
de
o
recebimento
até
o
praso
das
chamadas.
Ponte
do
Lima
2!
de
julho
de 1875.
Os
directores
Cí
Vftl-.CS
â
C
Bua
do
Souto
n.°
30
Rrcerleu
e« te
difgtdo
a
tsia
cidadr
aonde
|
Hte»
de
dtn
oj;.r->c
algum
tempo,
ofLrtce
cs
srns
jerviçob ao
respeitável
pu
blico
cm
tudo que
disser respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
caria
dos.
colloca deites
arliíiciats, com
per
feição
e
cura
ledas
as
afiecções
da
boc-
ca
; especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas e
extiacção
de
dentes
aos
pobres,
grátis das 8
ás
9
hotas
da
manhã.
Consullorio,
Praça do
Barão
de S.
Mar-
X
inhe
n.°
27
—
2.°
andar. (C.
2574
R. 105)
Sua
lei
natural
e
historia
Sua
importância social
Traducçu» (to
bacharel
Luiz
Beltrão
da
Fonseca
Pinto
de
Freitas
i.°
vo
I
obsíbc
.
—
l.
a
parte
—
(á
venda)
500
reis
S.°
volume—2.3
parte
—
(no
prelo)
500
«eis
Vende-se
em
Guimarães,
na Livraria
Internacional
de
Teixeira
de
Freitas,
Edi
tor,
rua
de
S. Damaso,
91,
e
em
Braga,
na
Livraria
Catholica
e
Internacional.
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações:
Desconta
letras da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empre-ta
sobre
penhores
d’
coro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias.
Braga,
3
de
junho de
1875.
Os
agentes,
João
de
Barros
Mimoso
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa.
(2593)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
AnSínJlo
FerBreíjfiaiBJií»
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçoilas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos preços
do
Porto.
João
Manoel
da
Silva Guimfr
rães.
—
Rua do Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(S81)
(B*)
Carvalhos
&
CF
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se toda
a
qualidade
dô
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim, ha
deposito
de
agous
naturaes
das
Ped«as
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rios.
das
Caídas
da Rainha, Sedlilz.
Verim,
Vidago e
Vichy.
(Q
*
)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho n.°
-8
Compram
e
vendem
acções de to^08
os
bancos
e
companhias, e
mscripÇoe:>
d
’
assentamento e
coupons.
(0
braga
:
typographia
lusitana
— - É o formato de
-
comerciominho_05081875_379.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)