comerciominho_03081875_378.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no escrip.orio
do
editor
e
proprietário
José
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^60(1
rs.=Semestre
8Õ0
rs
=Pro’un-
ctas,
anno
2&40U
rs e sendo
duas
Í&000
rs.=Semestre
rs.^Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2^300
rs
moeda
fortp
ou
10^000
reis e
S&iOO
reis moeda fraca.í
AnntfncXor
Hnhí
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes 20
»/0
d
’
abatimenlo.
BRIGA
—
TERÇA-FEIRA » »«
AGOSTO
Um
busto
e
um» posta <Ie
earne.
KequigiçSo.
O
«Conimbriceose»
não
nos
lembra já
por
quantas
veses,
mas
por
bastantes,
lem-se
mostrado
escandahsado,
publicando
e
republicando
um
documento d’
onde con
sta que
alguns
homens mal
avisades
pu
seram uma
vez
n’
um
altar
o
busto
de
outro
homem
ainda
não
canonisado,
o
busto porém
de
um
rei
pitdoso
e
amigo
da
Egreja,
diseudo-se
depois
n
’esse
altar
uma
missa
pela felicidade
do
mesmo
rei.
Mas o
mesmíssimo
«Cooimbncense»
não
diz
nada,
não
tuge
nem
muge, não
se
escandalisa
(o
innocente
!),
se
outros
homens (muitos
mais
homens)
collocam,
não
o
busto
de
outro
homem, de outro
rei
(e
que
dillerente
rei!)
porém
sim
uma
posta
de
carne
d
’
esse
outro
rei,
inimigo
figadal
da
Egreja,
expoliader
da
mesma,
repleto
de
excomrnunhòes
alé
á
ponla
dos
cabellos,
sobre
outro
altar,
e
se
ahi
lhe
mandam
diser,
não
uma
só, mas
inuume-
raveis missas,
continuando o
sacrílego
es
cândalo por
annos
e
airnos, com
periódi
cos sermões panegíricos,
etc.,
como
se
faz
no
Porto.
Nào
conhecemos
no
mundo peior
nem
mais
injusta
parcialidade
que
a imparciali
dade
aílectada
do
«Conimbricense» e d
’ou-
tres
que
taes
sectários
da
sua
escola.
O
«Conimbricense»
lambem
não
póde
ouvir
diser
que
o
tribunal
da
inquisição
(não
da
inquisição
regalisia,
mas
da
in
quisição
catholica-romana)
é um
«santo
e
pio tribunal,»
que
jámais
derramou
uma
gota
de
sangue
na
própria
Roma,
onde
nunca
deixou
de
existir
em
pleno
reinado
do
calholicismo,
e onde
existe
aioda
hoje
(horror!)
com grande
utilidade
das almas
e
da
puresa
da
fé.
iMas se
isto
é
a
ver
dade puo,
porque hade
ter
repognancia
em
ouvil-a
o
jornal caiholico-liberal
(?)
de
Coimbra
?
Se
lhe
disern
que o tribunal
da
in
quisição,
mesmo
o
regalisia
em
países
catholicos,
foi
o mais
moderado
no
em
prego de
torturas,
etc.,
e
o
menos
severo
do
seu lempo (embora
isso pareça
impos
sível
aos
ignorantes
da
historia),
vae
pe
los
ares.
Mas
porque
nào
refuta
os es-
criptores,
muitos
d
’
elies
teslimonhas
de
vista
e
insuspeitos,
por
serem
protestan
tes,
hereges,
livres-pensadores,
etc.,
que
isso
afíirmam,
apresentando
provas
de
fa
cto
—
argumentos
os
mais
valiosos
que
se
conhecem
?
E
depois,
porque
só
aborrece
a
inqui
sição
dos
catholicos
e
não
abre
bico
sobre
a
inquisição
muito
mais
terrível
dos
pro
testantes
?!
Isto
para
nós
é
um
mistério...
O
snr.
Carvalho
do
«Conimbricense»
—
oão
ha
que
duvidal-o—é
um
homem-emgma,
corno
outros
muitos
que já conhecemos em
Por
tugal.
Por
hoje
vamos
concluir,
reeommeo-
dando-lhe
uma
pagina
a proposito
de
in
quisição
protestante,
—
pagina
que
acabi-
mos
de
ler
no
erudito
e
curioso
livro
do
snr.
Graça
Barreto
—
A
Quedão
do
Fausto
pela
ultima
vez—
impresso
no
Porto
ha
bem
poucos meses.
Eil-a:
<0
protestantismo,
século e
meio mais
tarde,
ainda trilha a
mesma
senda de
su
perstição
e
de
calumnia;
só
pelo
facto
da
sua
conversão
accumulam se
sobre
a
cabeça
de
Palma-Gayet
as
tradicções
mais
ridículas
(1).
Pois
a
Reforma,
ainda de
pois
d
’
esla
obra,
pela
bocca
de
Bierliog,
em
1724,
insulta a Egreja
(2),
e
quasi
60
annos
depois,
em
1783,
ainda
queima
uma
desgraçada
na
comrnuna de
Glaris
(3)!
«As
asserções
propaladas
contra
os
jesuítas
(de
feiticeiros,
etc.)
irriiam-no>
tanto
mais quando
se
considera
que
na
Allemanha foi
uma
denodada
campanha
(Paquelles homens
contra
a
superstição
e
a
crueldade;
porque
nào
houve
em
toda
a
Europa
paiz
em
que o rigor
e
a
fero
cidade
se
manifestassem
em opprobrios mais
medonhos
que
na
Allemanha
protestante.
Em
Roma
o
feiticeiro
abjurava
as
practi-
cas da
necromancia,
e
resgatava-se:
o
castigo
em
Bolonha
era
a prisão
e
o
açou
te
:
a
Allemauha
porém continuou
sempre
queimando
por
lodo
o
século XV11
e parte
ainda
do
XV11L.
Os jesuítas
foram
uns
«enviados» entre
áquelles
horrores,
e a
inviolabilidade
humana leve
u’
elles uns
apostulos
tào
decididos,
como conquista
alguma
das
modernas
viu
ainda
depois.
Valentes
homens,
Taoner,
Loos
e
Spée
!
Elles
seguiram sempre
luctando,
sem
ha
ver
consideração
que
os
letivesse,
nem
poder
que
os
intimidasse:
onde crescia
a
diíiicnldade, o
seu
empenho
era
maior;
a
consciência
da
sua
missão não enfraque
ceu
nunca,
aiuda
na
certesa
de
que
a
sua
voz
ficaria
abafada.
Valentes
homens
!
verdadeiros
enviados,
tiles
teimavam
sem
pre. Eram
poderosos,
muilo
poderosos
os
inimigos
:
um
d’
elles
era
nem menos
que
a
jurisprudência
germanica.
Um
dos
seus
representantes
mais
coo.Mderados,
um
dos
Carpzou,
de
Lei;
sig, insta
não
só
porque
se puna
a
feitiçaria,
porém
até
a
nagação
da
possibilidade dos
pactos! Pois
Spée
escreverá
a
Caulio Criminalis,
livro
ad
magistralus Germanioe hoc
tempore
neces
sários,
aos quaes
elle
o consagra,
se
bem
tenha
a lirma
certesa,
conforme
expõe
na dedicatória,
que
nunca
o
lerão.
Que
lucta
tào
irrisória,
a
de um
padre des-
presivel
contra
quanto tinha a
Allemanha
de
grande
nas
letlras,
nas
tciencias
e
em
posição: esse
homem comludo
tinha
re
cebido
o
extremo
suspiro
de
muitos
i«fe-
lises,
e a
sua
palavra
escarnecida
e
tal
vez calumniada
tinha
um
dia
de
fructifi-
car
em
messes
de bênção,
como
a
semente
da
parabola;
foi
por
sua
influencia
que
O
eleitor
de
Moguucia,
João
Schiuborn,
impoz
um
termo
a
esses processos
nos
seus
Estados,
no
que foi secundado
por
outros príncipes
catholicos
(4).
«E
’
fundado
n
’estes
factos,
e
nas
dou
trinas
que
elles
representam
que
não
po
demos
acompanhar
Lindner
nem
Vascot.-
cellos
quer
n
’algumas
opiniões
scbre
a
cunfecção
da
lenda,
quer
geralmenle
nas
suas
opiniões
sobre
a
Reforma
e
a
acção
progressiva
do
protestantismo.
Esta
ulti
ma
podia
ser
contestada
por
uma
infini
dade
de
provas.
Limiiando-nos
no
ponto
que
observamos,
lembraremos
apenas a
Vasconcellos
que
Menzel
aífirma
que
du
rante
século
e
meio
a
Allemanha
quei-
I
mou
numero
maior
de
feiticeiros
que
a
Hispanha
queimou de hereges; e que
o
dr.
Ritter,
na
própria
camara
dos
depu
tados
de
Berlim,
não
duvidou
afiançar
que
não
foram
os
lheologos,
mas
os
ju-
ridas
quem
na
Allemanha
accendeu
as
fogueiras
contra
a
feitiçaria:
n’i<to
o
pro
testantismo
era
logico,
porque
o
seu mes
tre,
Luthero,
pedia
o
fogo,
e
requeria
a
morte
como
pena
immediata n
’
esles
de
licio
*
(o,
1 *
2
3
4
*
*
*
*
*
*
*
*
.®
(1)
«...
Nào
se
esqueça
que na
5.
a
edição
do
seu
diccionario, Bayle
ou
Des-
maiseaus, vol.
li,
depois
de vários
lesti-
muuhos,
rompe
n
’estas
palavras:
—Je
me
crois
obligé
de
dire
que
je
ri
ai
vieu
trou-
vé
sur
ces
élranges
el
abominables
accusa-
tions
dans
les
écrivains
calholiques.»
(2)
«Infiro
a
doutrina
pelas
Atlas
eru-
dilorum,
n.°
XI
de
novembro
de
1724,
onde
se
mostram
no
artigo
critico
sobre
a
obra de
Bieríiug
estas
palavras:
—
al
doclrinam
de
vero
et
expresso
pado
cum
salana
originem
suam debere
tenebris
Pa-
pce
superioris
cevi
ignoranlite
(p.
490).»
(3)
Apud
Gama,
na
«Encjclopedia
Theo-
lógica.
(4)
A
Allemanha
protestante
paga
hoje
este
serviço,
exhibindo
Mephislo
na
opera
de
Spohr,
debaixo
da
figura
de
um
jesoila.
Lè-se
no
«Souvenir
d
’
Allemagne,»
de
Ge-
rard
de
Nerval,
pag.
67:
<iToul
la
sale
eclala de rire.
Qriesl
ce
donc
?
Cesl
le
diable qui
vienl
d'enlrer
avec
un
costume
de jesuil
; la vtlle
protestante
de
Franc/orl
se
permet
celle
allusion
irrévérenle.»
(Questão
do
Fausto,
de
p.
44
e
41.)
O
que dirão
a
tudo isto
os
qne
só
sab?rn
griíar
contra
a
inquisição
regalista
ou
não
regalisia
nos
países cathdicos?
O
que
dirão!
Caiam-se
minto
fiem
ca
lados.
qoe
é
o
mais vulgar
—a
conspira
ção
do
silencio—, ou
proferem
destempe-
ros,
embrulhando
tudo
e
fugindo á
ques
tão.
T<iste
sina!
Depois,
viva
a
liberdade
de imprensa,
e
viva
a
discussão;
da
discussão é
que
brota
a
luz
!
Valha-nos
Deus
!
(o)
Vej.
«Propos
de
Table,»
pag.
33
Felicitação ao
ill.mo e rev.my snr.
padre Senna Freitas.
ILL.'110
E REV.
1,10
SNR.
De
*
de
as
principaes
cidades
de
Portu
gal
alé
ás
mais
obscuras
aldeias,
todos
os
homens
de
bem despediram
um
bra
do energico de indignação e
protesto
con
tra
esse
diatna
intitulado
Os
Lazarislas,
parlo
monstruoso
da
imaginação
d
’
um ho
mem
«que
fui
esmolar
á
iníamia a
au
reola
da
sua
gloria».
As
maldições
de
lodos os
homens
de
hem
não
podiam
deixar
de
cair
logo
so
bre
esse
drama
vil
e infame,
escripto
mais
ainda
com
a
mira
superior
em con-
tribmr
para riscar do
coração
do
povo
portuguez o inviolável depudto
das
cren
ças
religiosas do que
em
deslustrar
e
de
negrir
a
reputação
immaculada duma ins
tilu
’
ção
religiosa, que
u
dramaturgo
tào
criminosameuie
sacrifica
a
servir-lhe
de
parapeito,
de
victima para
melhor
con
seguir
seu
fim
satanico. Mas a
desafron
ta
ainda
nào
eslava
completa.
O
crime
foi revestido
das
circomstancias
mais ag-
gravanles,
entre
ellas
o
haver
sido
perpe
trado de modo
a
attrahir
os
applausos
d
uma
multidão
infiene
e
leviana;
e
além
d'isso,
era
da
mais lesa-verdade.
E
a
Providencia
jámais
deixou
de
vingar
so
lemnement.e a
inuocencia
ultrajada
e
op-
primida
e a
Religião sacrosanta de
um
povo,
quando
escarnecida
e
vilipendiada
Es
ses
ataques
lerem
primeiro
ao
Deus
de
verdade do
que
aos
homens.
Porém
ás
castas
Susanas, que
presam mais
a
hon
ra
do
qne
a
vida,
nunca
lhes
faltou
com
um
Daniel.
Aos
povos
oppressos,
cnja
exisiencia,
religião
e costumes correm
gra
víssimo
risco
envia-yies
sempre
um
Mar-
docheu
e
uma
Esther.
No
seio
d
’
um
povo,
sitiado
e
reduzi
do
á
fome
por
um
tiranno,
para,
depois
de
o
aprisionar,
o
passar
ao
fio
da
es
pada,
a Providencia
a
cujos
ouvidos
che
garam
as
orações,
prantos
e
gemidos
d’es
se
povo
opprimido
inspira
uma
valorosa
Judilh,
qoe
corte
a
cabe;a
ao
verdugo.
Todas
as
vezes
que
o
perverso
e
siste-
temalico
calnmniador,
com
a
penna
em
bebida
em
fel,
contando
com
a
ignorân
cia
e
leviandade
(1
’
uma multidão
slulta,
procura
attrahir
o
odioso
sobre
uma
ins
tituição
religiosa
que
só
merece
amor,
ve
neração
e
respeito
e
aggredir
estouvada
e
brutalmente
o
sagrado
lhesouro
da
reli^iàu
dos
povos,
eulão
Deus
nunca deixa
de
inspirar
um
homem
para o
confundir e
ar-
anancar-lhe
a
hedionda
mascara,
da
hi
pocrisia
e
da
requintada
malícia
que o
co
bre.
Assim
a
Providenca
vos
escolheu
a
*ós.
ill.
m°
e
rev.!Ilt
snr.,
paia
stigmatisar,
confundir
e
puherbar, d
’um ncdoadmi
ravel,
surprehendente
e
victorioso.
a
pro-
ducçào
infame,
vil.
e
impia
d’
esse
ho
mem
«que
proscreveu
do coração
as
cren
ças piedosas,
essas
crenças
celestes
de
vida,
paz
e
amor,
que
^ua
mãe
lhe
ino
culara nos dias
ditosos
da
innocencia
ccm
o
proprio
leite que
suga
r
a,
e
qne foi rp-
negal-as deploravelmeme
aos
pés
da
Me
gera
sinistra da
revolução
anti-calliolica.
fazendo da penna
de
dislincto escriptor
um
dardo
traiçoeiro
para
ferir
o
seio
da
própria religião
em que
nasceu».
Em
veruade,
ill.
IU0
e
rev.
in°
snr.,
o
vosso opúsculo,
tão
impacientemente
es
perado
por
tudos
os
homens
de
bem
a
quem
as
trevas
da
revolução,
ou o
ouro
da
infamia
nunca empanaram
a
luz
do
entendimento,
uem
amorteceram
>s
eri
n-
çub,
é
um
biado
possante,
energ.ro
,
vigo
roso,
triunfante
coo
Ira
esse
drama-calum-
nia
e
impiedade.
Nào sabemos
qual
admirar
mais,
se
a
sublimidade <ío
pensamento,
se o
aqui
latado
da frase
ou
a
elevação
do
estilo,
se
a
felicidade
da
ideia,
se
a
sinceridade
e
frauquesa das
vossas
palavtas.
Todas
estas
tão
apreciáveis
qualidades
se
exhalam
d
’
e>sas
bellas paginas
<l'uuro
e
ao
mesmo
lempo
que
nos
attestam
uma
intelligencia piivilegiada, revelam
allamen-
le um
ardente
e
sublime
defensor
da
ver
dade,
um
homem
de
profundo
saber
e
experiencia,
uma
alma
candida e
pura.
A vossa
esplendida
producção
é a pró
pria
verdade
ollendida,
espesinhada.
mise
rável,
rude
e
traiçueirameiite,
desprenden
do-se
do seo
logar,
arremessando-se
me
donha
e
terrível contra
o
homem
que le
ve
a
inaudita
ousadia
de lançar
a
sua la
ma
ás
faces
d
’tlla
e
«pie ainda
julgou
po
der tripudiar
impunemente
depois da
per-
petração
do
crime.
Senhor,
nós
nos
ânimos
de
coração
e
alma
á
brilhante
deíensa
da
verdade,
que
tomastes
sobre
vossos homhros
:
adherimos
plenamenle
ao
protejo
que
lavrastes
con
tra
a
tljgranle
violação
(consentida
e
até
ordenada
pelas
auctoridades)
das leis
fun-
damentaes
qoe,
sendo
do
paiz.
nos
não
regem;
e em
tudo
fazemos nossas
as
vos
sas
palavras
desde
o a
até
ao
y.
Dignae-vos
pois
acceilar
os
nossos
mais
sinceros
e
profundos
parabéns, e
ardentes
votos
porque
vos
cubram as
bênçãos
do
Senhor
até
ao
ultimo
de
vossos
dias.
Pidre
José Joaquim
Gomes, Padre
An
lonio
José de
Freitas,
Padre
José
Maria
da
Costa
Dias,
João Anlonio
Dias
da
Cos
ta,
Manuel
J.
de
Sousa,
José
de
Freitas
e Oliveira,
Francisco
da
Costa
e
Silva
Gui
marães,
José
Francisco
da
Silva,
Manuel
Ahes
da Cunha
Júnior,
Autonio
Gomes
Ferreira
Gazal,
Antonio
Monteiro
Oso»io,
Lioo
Machado
do
Valle, D.
Guilhermio-a
Rosa
Alves
Momão,
D.
Serafina Augusta
Mourào do Valle, D.
Cicilia Rosa
da
Sil
va
Pereira, D. Ehira
Honoria
Pereira
de
Freitas,
D.
Emilia
Rosa
Pereira
de
Frei
tas,
D.
Alzira
Floia
Pereira
de
Freitas,
D.
Ezilda
Oucfre
Pereira
de
Freitas,
An-
tonio
dos
Santos Claro,
Padre
Joaquim
Teixeira
Ribeiro,
José
Paulino
da Silva
e
Sousa.
Paulino
José
da
Silva e
Sousa,
Luiz
Paulino
da
Silva
e
Sousa,
Padre
Do
mingos
Jo^é
Pedrosa,
Luiz Antunes
Pe
reira,
Joaquim
Anlonio
Caídas,
Guilber-
mino
Gomes de Azevedo,
Antonio
Ahes
da
Cunha
Caídas,
Antonio
José
de
Bar
ros, Avelino
Anlonio
Callado,
Narciso
Ma
chado d’Abreu
dos
Reis,
Anlonio
da
Cos
ta,
Domingos
da
Custa,
Domingos
Gomes
Pedrosa,
João
da
Cunha Fortunato,
Do
mingos
Ferreira,
Manuel
Gomes
da
Cunha,
Joaquim
Anlonio
Callado,
José
Pereira
de
Lima,
Francisco
Leopoldo
Botelho
de
Magalhães,
D.
Emilia
Monteiro Soares,
Se
rafim Pereira Ribeiro de
Sousa,
Manuel
José Ferreira,
o
Abbade
Luiz
Antvnto
Soares
Piuheiio,
Antonio
des
Santos
Fi-
•3
1
gudrelo, Padre
Antonio
Ju?é
Gonçalves
<la
Silva,
o
Reitor
Alexmdre
Mrrtius
de
Freitas
e
D.
Maria Emilia
Pereira.
----- - -
W»gx>-g'’
——
11....................
A EiaiMsão «le
Carli»» VII
VII
[Continuação;
Demais,
se
assim
procedesse,
haveria
outro
grandíssimo
inconveniente.
As
re
voluções
fazem-se
sempre
por
via de
pro
nunciamentos
e
sedicçÕHS
militares.
Estas
revoluções
nunca
são
obra do
povo, mas
dos
soldados,
ou
antes
dos
seus orgulhosos
e
turbulentos
capitães.
A
historia
das
revoluções
de
Hispanha
desde
o
principio
do
reinado
de
Isabel
II,
até
á
proclamação
do
seu
íilho
Affonso. é
uma
historia
de
rebelliões
militares.
Antes
de
mais
nada,
é
pois
necessá
rio,
para
ahi
consolidar
um
governo,
des
pedaçar
esla
ignominiosa
cadea
de
revol
tas
soldadescas,
e
impedir
que
jámais se
organisem. E
isto
laz
e
fará
Carlos
VII,
constituindo
uma
monarchia
toda
histori
camente
nacional e livre
dos
vínculos
dos
partidos
; uma monarchia
que
não
abra
a
porta á
insensata
ctibiça
de todo
o
aven
tureiro;
uma
monarchia
que
não
offereça
por
si
mesma
aos
inimigos do
publico re
pouso
os
incentivos
e
os
instrumentos
da
revolta;
uma
momarchia
em
summa que
retenha
todo
o
ambicioso
no
seu
posto,
e
saiba e
queira
relêl-o
ahi
por
força,
se
não
quizer conservar-se
por
amor.
Grande
fortuna
foi
para
D.
Carlos
aquillo
que
outros
lem
julgado
uma
des
ventura,
isto
é que nenhum
corpo
de
Iro-
pas
regulares
se
tenha
declarado
ou
pro
nunciado
em
seu favor,
e
que
nenhum
dos
liberaes
mais eminentes a
elle se te
nha
avisinhado.
Assim
todo
o
seu
exer
cito
se lem
tornado
de
um só
espirito
e
de
uma
só cor, e
o
seu
governo
todo
de
um
pensamento.
Quando
elle
entrar
em
Ma
drid
e
empunhar
o
sceplro
de
seus
avós,
ahi
entrará
com
um
exercito
seu, com
homens
seus
;
conduzido
pelo
affecto
dos
povos
alislados
sob
a
sua
bandeira,
e
não
levando
sobre
os
escudos
de
vis
mercená
rios,
sempre
disposl
s
a
proclamarem
que
quem
melhor
lhes paga
e
mais
astu
tamente
os
illude.
Então
ter-se-lia
que
brado
a
cadea
dos
pronunciamentos
quan
do no
throno
de
S.
Fernando
reinar
um
Principe
que,
depois
de
Deus
e
do
seu
di
reito,
deverá
tudo
aos
povos
e
nada
aos
partidos. Esle será
o
verdadeiro
rei
dos
liispanhoes.
Mas
onde
encontrar
um
tal
rei
fóra
de Carlos
VII?
—
sEu
nào
quere
ria,.
disse
elle
um
dia,
o
triunfo
mais
esplendido
sob
a
condição
de
ter
um
mi
nistro
que
delle me
tirasse
o
mérito,
e
se
interpusesse
entre
mim
e
o
povo.»
E,
fal-
lando
dos
nobres
que
quizessem
abusar
contra
sua
monarchia da
própria
auclo-
ridade.
accrescenlou
:
«Chegado
que
seja
a
Madrid
darei,
quinze
dias
aos
grandes
de
Hispanha
para
que
me
venham
beijar
a
mão
(isto
é,
reconhecer-me
por
seu
Rei)
:
passado esle
lempo,
seus
nomes
serão
ris
cados
do
livro da
nobreza,
e
seus
titulos
voltarão
á
corôa,
e
serão
conferidos
a
cam-
ponezes
que
os
tenham
merecido
por
sua
heroicidade
no
fragor
dos
combates.»
(1)
Este em verdade
não é
um
Rei
quo
te
nha a
temer
os
caprichos
dos
subornado
res
de pretorianos!
VIII
Com
isto
tem-se
respondido
lambem
a
uma
outra
pergunta,
—
se
Carlos
VII
dei
xe
esperar
o
possuir
animo,
juízo,
peito
e
mão
que
bastem
para
ter
sujeitos
os
his-
panhoes.
Um
homem
que
na
idade
aimla
juvenil
tem
operado
o
que
sabemos,
e
lem
dado
provas
de uma
perspicácia e
de
uma
tenacidade
de
espirito
que o
mundo
ad
mira,
muito
bem
most
*
a
que
lerá
ainda
a
força
de
conservar
o
que
houver
con
quistado.
Tanto
mais
que,
na
Hispanha,
entre
o
povo
e
a
revolução,
corre
a
mes
ma
differença
que
vemos
correr
nos
outros
paizes
por
esta
tirannisados.
Alli,
como
na
ilalia,
como
na
Allemanha,
e
como
n
’
ou-
tras
partes,
o
povoe
a
multidão
que
cho
ra
e
brame debaixo
dos
calcanhares
de
uma
oligarchia
que o
esmaga.
«Eu
não
me
engano,
escrevia
D.
Carlos
na
carta
já
cilada,
sustentando
que
a
Hispanha
tem fo
me e
sede
de
justiça: qne
experimenta
a
necessidade
grande,
urgente
de
um
gover
no
honrado,
digno,
vigoroso, e
sobre
lu-
Vej.—
D.
Carlos,
pelo
visconde
de...
—
Bolonha
tipogr.
Felriuea,
1874,
pag.
23
e
26.
do
justo:
que
aspira
com
anciedade ao
reinado
absoluto
da
lei.
a
que
deve
sub-
melter-se
lodos,
grandes
e
pequenos.»
Fa
ça-se
que Carlos VII
estabeleça
um
tal
reinado,
e
o
defenda
com
aquella
sua
po
derosa
espada
que
está
sendo o
terror
das
seitas,
e
não se
duvide
que
o
verdadeiro
povo
se
julgará
feliz
de
lhe
estar
submis
so
e
de
o
acclamar
por
seu
Rei.
Um
Principe
qual
é
D.
Cario
*
,
que
nas
primeiras
filas
tem dado
exemplo
de
va
lor
aos
seus voluntários, combattendo e
apontando os canhões no meio
da
chuva
das
bailas
inimigas,
em
Ibero,
em
Estella,
em
Dicastillo,
em Viana,
em
Montejurra
e
em
Somorroslro,
oh !
por
certo que
tem
mão e
peito
aptos para
conter
em
respeito
ou
fazer
entrar
na
ordem
os
desordeiros
que
ousassem
com
as
armas rebellar-se
contra o
seu
sceptro
’ Reinando
D.
Car
los
não se repelirão nem
as revoltas
de
Cadiz,
nem as
batalhas
de Alcolea.
Um
Principe
que
ao
começar
com
trinta
ho
mens
a
gloriosa
campanha em
que está
empenhado
desde ha tres
annos,
exclamou:
«Que
Deus
me
conceda
a
victoria
ou
não,
eu
quero
que
esta
guerra seja
assumpto
de
um
poema»;
traz em
si
o signal
se
guro
de
que
ninguém
facilmente
lhe
ar
rancará
da
mão
a
palma
que
houver
con
quistado.
Carlos
VII
sobre
o
throno
da
Hispanha,
poderá
dizer
da
sua Coroa, com
bem
mais verdade
do
qoe o
1.°
Bonapar
te :
—
Deus
vna deu;
ai!
de
quem
lhe lo
car
!
(
Concluiremos
no
seguinte
n.°l
-------
_
Tlmição
1
de
Agosto de 1875
(Do
nosso correspoudtnte!.
Espinhosa
e
diflicil
é
a
tareia d
’
aquel-
le
que
toma
a
s*
-us
h
ombros
a
missão
de
correspondente.
Narrar
factos é fácil; ap-
plicar-lhe.
porem,
o
escalpello
da critica,
mas d
’
uma
critica
commerciosa
e
míse
ra,
nào
é
trevial.
Não
agrada
a
todos
a
verdade,
a
muitos
faz-lhes
melhor
paladar
a
lisonja
;
estes
não encontrarão nas mi
nhas
correspondências
o
fumo
do
incenso
queimado
nas asas
do
seu amor
proprio
;
não
sou,
nunca fui
adulador,
e
por
isso
não
prostituirei
a
penna
em
louvores
fe
mentidos
Constou
aqui
ha
dias
que
o
juiz
d’
es-
la
comarca,
Silveira
fóra transferido para
Angra
do
Heroísmo.
Foram
momentos
de enthusiasmo para
esle
povo
que
do
coração
deseja
anciosa-
mente
a
transferencia
do
homem
que
des
conhece
e
desdoira
a
nobre
posição
que
occtipa
na
sociedade.•
Pobre
povo!
pouco
lempo
durou
a lua
doce
illusão
!
mau gra
do
leu,
a
transferencia
dizia
respeito ao
juiz
de
Valença.
Soffre,
pois,
mais
algum
tempo
o
homem
que
le
faz
almejar
o
rei
nado de
D.
Miguel.
Então
havia
uma
alçada
que
envesliga-
va
dos
actos
do
juiz,
e ai
d
’elle
se
a
lei
era
espesinhada.
Hoje
ha....
uma
conde
coração
talvez
que
galardoe os
que
op-
piimem e
lyranmsam
os
povos
A
que
ter
ra
chegaste ó
terra
de
Pedro
1.°!
Festejou-se
ha
dias
na
freguezia
de Cam-
bezes
com
toda
a
solemnidade
a
imagem
do
glorioso
martyr S.
Sebastião. Foram
oradores,
de
manhã
o
alumno
do 3.°
anno
do
curso
lheologico
ifcsse
seminário.
Ri
beiro
de Castro, e
de
tarde
o
abbade
de
Trute.
Não
houve
nada
a
desejar.
Hoje
feslejou-se
lambem
n
’
csta
praça,
a
imagem
do
mesmo
Santo. Orou
de
ma
nhã
e
de
larde
o
mesmo dislinclo
orador
abbade
de
Trute,
que
mais uma vez
nos
mostrou
os
excellenles
dotes
oralorios
que
lodo
lhe
conhecemos.
E
’
grande
a
devo
ção
que
este
nosso
povo
tem a S.
Sebas
tião,
a
qual
recresce
nos
calamitosos
tem
pos
porque
estamos
atravessando.
Já
se
acha
entre
nós
o
estimável
e
ta
lentoso
mancebo
Eleilerio
Augusto
Rebcl-
lo
Monteiro,
digno professor
de
latim n’
es-
la
villa, e
uma
d.
*
s
glorias
d
’
esla terra.
Folgamos
com
a
sua
presença
sempre
agra-
davel.
Ficaremos hoje
por
aqui.
REVISTA ESTRANGEIRA
lítagmnlm.
Noticias da
guerra
Do
«C.
da
Tarde
*
:
«Affiaoça-nos pessoa que
nos merece
inteiro
credito,
que
se
recebeu
um
tele-
gramma
á
ultima
hora,
anuunciando
ura
a
grande
vicloria dos
carlistas
sobre
Marti-
nez
de
Cimpos e
Arando,
que
estavam
em
frente
de
Seo
de
Urgel.»
Por
informações
que
nos
chegam
hoje
de
boa
fonte,
confirma-se
esta
importan
tíssima
noticia.
Somos
avesso
*
a
dar
noticias,
por
sim-
plices
informações
de
pessoas
que
não
es
tejam
no
caso
de
as
dar.
Esta,
porém, está
revestida
de
todas
as
ciicumslancias,
que
a
tornam
crivei.
—Hendaya
24.
—
A
esquadra
aflonsista
bombardeou
os portos
cantibricos.
O general
Perula
provocou por tres
ve-
ze«
o
exercito inimigo
que
recusou
acei
tar
batalha.
500
pessoas
expulsas
de S.
Sebastião
são
hoje
esperadas
em
Tolosa.
—S.
Sebastião
24
—A
fragata
Victo
ria
continua
o
bombardeameto
dos
portos
carlistas.
Crê-se
que
a
fragata
«Saragoça»
virá
proximamente reforçar
a
esquadrilha dos
piratas.
Os
carlistas
estabeleceram
em Berun-
zameudi
uma
nova
bateria
que
ameaça
Hernani.
As
guarnições
dos
fortes
foram
augmentadas.
As
expulsões
dos
carlislas
continuam.
Desde
ha
cinco horas
que
se
houve
uma
forte
fuzilaria
sobre
a
estrada
de
Her-
mani.
—
Hendaya
24.
—
A
situação
de
Midi-
nez
Campos, atraído
a
Poygcerdâ por Sa-
balls,
parece
critica.
O
seo
exercito
está
ameaçado
por
Saballs
e
por
Dorregaray.
O
exercito
aflonsista está
hoje
na
mes
ma
posição
que
esteve o
nosso
dó
Centro
a
3
do
corrente,
em
face
dos
dous exér
citos
inimigos.
A
chegada
de
Jovellar
em
seu
soc
corro
é
duvidosa,
porque
nào
abandona
o
Ebro,
temendo
a
volta
de
Dorregaray.
O
fortim
chamado
Paisac,
perlo
de
Hennani,
foi
lomado
e
deslruido
pelos
batalhões
carlistas.
Os
affonsistas
temem
cada vez mais
por
Vicloria,
e
por
isso
a
fortificam soli-
damenie.
As
juntas
das
provincias
vasco-navar-
ras
mandaram
os
seus
delegados
a
Tolo-
sa,
para, submeller
ao
Rei
a
queslao
ur
gente
das represálias.
A
toierancia
religiosa,
votada
pela
com-
misaão
dos 39
cavou
um
abismo
entre
as
fraeções
progressistas
e
moderadas dos
af
fonsistas.
—
Tolosa
21.
—
O
Rei
presidiu
hoje
a
uma
reunião
das
deputações
das
quatro
província
a
qual
leve
logar em
Villafran-
ca,
a
fim
de
tomar
medidas
para
deter
o
inimigo
no
caminho
da
barbaridade.
Cen
to e
ctncoenta
famílias
desterradas
das
ci
dades
de
Gnipnzcoa
que
eslão
dominadas
pelos
affonsistas,
chegaram
a
Pollaga e
Aodoain.
O
conde
de
Belascoin mandou
preparar
um
trem
pelo
qoai eslas
infeli
zes
familias
fossem
conduzidas
a
Tolosa
e
alli
entrarão ámauhã
de
manhã.
Elias se
rão alojadas nas
casas
dos
liberaes.
Os
rigores
do governo
de
Madrid
teem
chegado
ao ridículo.
Poderei
citar-vos
o
lacto
d
’
um
menino
de
cinco
annos
des
terrado
por
carlista,
e
um
defuncto
exi
lado
igualmente.
A
condessa
de Borcios
viu
a sua
casa invadida
pela
policia.
Vae-
se
orgamsar uma
repartição
de
embargos
e
de
deportações
nas
casas
da
condessa.
O governador
de
Madrid
leve
a
extrema
bondade
de
conceder
um
quarto
á
condes
sa
de
Borcios
em
sua
propiia
casa.
Ho
je chegaram
entre
outras
pessoas de im
portância
de
Madrid
o
snr.
Galiodo
de
Vera, da
Academia.
Desde
o
dia
30
de
junho
a
14
de
ju
lho corrente
o
snr.
Cavosniga de
Madrid
expediu
500
confiscações
e
281
deporta
ções,
do
dia
14
a
lo
de
julho
1:913
con-
li-cações
e
expulsões
do
termorio.
De
fôrma
que no
dia
lo
de
julho
o
total
das
confiscações
era
de
2:413
e
das
expulsões
2:188.
Para
se
formar
uma
ideia
da
prompti-
dão
e
da
effiçacidade
d
’
eslas
saudaveis
medidas,
accrescenta
o
«Diário»,
bastará
dizer
que
tres
trens de
carlislas
furara
dirigidos
sobre
Pamplona,
e
irumediata-
mente depois
elles
foram
conduzidos
a
Puente
de
la
Reina,
e
depois
mandados
para
Estella.
CORRES
1
*
0^
DESCIA
Snr.
redaclor
0
povo
portuguez é
proíundamenle
re
ligioso;
amante
de
ledo
o
que
ouir
’
ora
o
fizera
grande,
uão
póde
esquecer que fô-
Ereamsisaile A3 de jaíSíi?»
«Be
ra
o
christianismo
que
contribuirá
gr3n
demente
para
a
sua grandesa,
gloria
e
pro
S
*
peridade.
0
povo
portuguez é religioso
per
con.
vicção
e
tradicçào
;
embora
a
impiedadê
procure
por
lodos
os
meios introduzir
seu
seio
a
descrença e
o
indifferentismo
como
uma
das
condições
do
progresso’
Praza a Deus
que
elle
um
dia,
sentindo
’
se
ferido
no
amago
do
seu coraçào
se
não
erga
furioso,
em
justo
desforço, contra
quem
sacrilegamente
lenta
ronbar-lhe
a
melhor
das
suas
pérolas
—
a
crença
religj
0
.
sa
—
á
qual
andam
estreitamente
vincula,
das
as
suas
glorias
pitrias.
0
povo
portuguez,
oim,
o
povo
por.
luguez,
ama
acrisoladameole
a
religião
de
seus
maiores,
prestando
um
verdadeiro
culto
de preito
e
homenagem ao
seu
Deus
tutelar,'e
honrando
cora
singular
affecto
e
devoção
os
gloriosos
mártires
da
fé.
Freamunde
presenceon
no
dia
11
de
julho
uma
d’
estas
provas
d
’
afiecto
e
de
voção
popular,
uma
d’
estas
grandiosas
fes-
las, que a
dedicação de
um
povo
fiel
con-
sagra
á
gloria
d
’aqoelles
santos,
que
lhe
merecem
especial devoção,
como
ao
glo
rioso
mártir S.
Sebastião,
que
gostosa-
mente trocára
as
debeias
e
gran
lesas
da
côrle
de
Diocleciano
pelos
horrores
do
martírio,
que
o
paganismo
preparava
aos
confessores
da
fé
christã.
Honra
e
louvor
a
quem se
não
pou-
pára
aos
mais insanos
trabalhos, quem
não
recuára
as
grandes
despesas,
quem
oão
trepidára ante
as
grandes (lifficulda-
des
e
embaraços,
que-tem
a
vencer,
quem,
n
’
uma
aldeia,
quizer
levar a
effeito
nau
tão
brilhante,
como
p
mposa
festividade,
E
’
(permilta-nos a sua
modéstia)
ao
ill.®®
snr.
Anlonio
Ferreira
Leão
de
Moura,
man
cebo
que
sabe
grangear
as
simpalhias
de
quantos
o
conhecem,
coadjuvado
por al
guns
cavalheiros
a
quem
cabem
lodos
os
louvores,
por conseguir,
á
custa
dos
maio
res
sacrifícios,
attendeudo á
polires»
e des-
provimento
das
aldeias,
fazer
uma festi
vidade,
como
até agora aqui se não
fez,
nem
talvez jámais
se
fará.
No
dia
10
á
nonle.
vespera de
tão
solemne
dia.
houve
uma
brilhantíssima
il-.
luminação
desde
a
egreja
matriz
até o
cru
zeiro,
que
se
achava
adornado
com
murta
e
flores,
e
ao pé
se
erguia
magestoso
um
arco
decorado
com
uma
boa
armação. 4
estrada
que segue da egreja,
atravessando
o
largo
da
Feba,
até
ao
crtizeito,
en
bordada por
duas
alas
de bandeiras
com
festões
de murta
e
flores,
d
’
onde
pendiam
os
copos
da
illurninaçào.
A
casa
do
snr.
Leão achava-se
explendidamenle
adornada
com
bandeiras e illuminada
com
lindíssi
mos balões
venezianas;
assim
como
as
da
maior
parte
dos
habitantes
d
’esta
terra,
qoe
a
despique
illnminaram
suas
casas.
No largo da
Feiia
queimou
se um
varia
díssimo fogo
d
’
arlificio
do
ar
e
p-eso,
to
cando
de
e
*
passo
a
espasso
a
filarmónica
d
’esta
povoação
escolhidas
e
variadas
pe
ças de
musica.
A
concorrência
foi
espan
tosa.
No dia II de manhã,
as
salvas
de
mur
teiros,
o
estrondear
dos
foguetes e
o
ale
gre
repicar
dos
sinos
em sons feslivaes
annnnciavam
as
povoações
visinhas
um
dia
de
festa.
A
’s
11
da
manhã
principiou
a
missa
a
grande
instrumental.
A
egreja
estava
esplendida
e
admiravelmente
adornada
com
muilo
gosto
e
profusão.
A
peispectra
que
apresentava aquelle
templo tão
ricamente
armado,
olhado
da
poita
principal, infun
dia
respeito
e
magestade.
Cinco
magnífi
cos
arcos
sustentados
por
ricas
columnas;
tres
grandes lustres, dous
dos
quaes
fi
cavam
em
frente
des
altares
ialeraes,
e
um
no centro
da
capeila-mór
;
um
n
,a
'
gnifico
docel
por
sobre
o
altar-niór,
ten
do
estampadas
as
armas
portugoeza#,
in
do
produzia
um
tffeilo
encantador.
Ao
meio
da
missa
subiu
á
sagrada
tri
buna
o
joven
orador o
rev.
1110
snr.
Abel
Pinto de Vasconcellos,
que
em
frase
cor-
recta
e
eloquente
fez
o panegírico do
san
to
com
geral
agrado
e
publica
satisfa
ção.
A’
s
4
horas
da
tarde
subiu
lambem
ao
púlpito
o
rev.
mo
snr. abbade
de
Vdla
Fria,
qne
tam'bem
agradou
sofve
manei
ra;
tm seguida
saiu
uma
meguifiea
Pr0
“
cissão.
que
percorreu
o
itinerário
do
cos
tume.
Levava
tres
riquíssimos
andores,
principalnienle
um,
que
não
poderá
já
mais ser
igualado
em
diméfições, riquesa
e
profissão
d
’
adornos. Entre os
andores
e
o
palio
iam
28
anginhos
e
figuras
alie
*
gorícas a
quadres
da
Escriptura,
cami
nha
*
do
tudo
tom
a
rrelhor
ordem.
Recolhida
a
procissão
queimaram-se
n°
largo
da
Feira
algumas
figuras de
l°ê0’
3
ogi-les.
e
subiram
ao
ar
alguns
balões:
assim
terminou
tào
fausto
dia.
Repetimos:
é
digno
de todo o
elogio
o
snr.
Leão
e
mais
festeiros,
pelo
bom
acerto
e
direcção
de
tão brilhante
festi
vidade.
Sim, é
digno
de
toJo
o
elogio,
porque
n
’
estes
tempos
de uma
tão
gran
de
imlifferença
religiosa,
nascida
em
estra
nho sólo,
mas
que
infelizmente
lambem
por
cá
lavra
com
grande
intensidade,
é
necessário
que
protestemos
bem
alto
pe
los
sentimentos
qoe
sempre
nos
anima
ram,
serilimenlos
de
bons catholicos
e
bons
portuguezes.
Snr. redactor,
muito
me
obsequeia
e
presta
um
grande
serviço
á
Religião,
se
der
cabimento
a
estas
linhas
uo
seu
bom
PARTE
OFFICIAL
MINITERIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLESIAS-
TkOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral
dos
negocios
de
justiça
1.a Repartição.
Para
conhecimento
de todas
as
repar
tições,
tribonaes
e
auctoridades
a
quem
pertencer,
e
das
parles
interessadas, se
faz
publico,
ua
conformidade
da
portaria
d’
es-
te
ministério
de
16
de
julho
de
1869,
publicada
no «Diário
do
governo» n.
*
158,
que
na data
abaixo declarada se
eífectua-
ram
os
seguintes
despachos :
Julho,
22
Bacharel
Anlonio
de
Almeida de Sousa
Novaes.
juiz de direito
de
Villa
Real
—
promovido a juiz
de
2.a
instancia
e
no
meado
para
a
relação dos Açores.
Bacharel
Joaquim
dos Prazeres Soares,
juiz
de
direito
da comarca
de
Extremoz
—
transferido,
como
requereu,
para
a
Villa
Real.
Bacharel
José
Ildefonso
Pereira
de
Car
valho,
dito da
comarca
de
Soure—
promo
vido
á
1.
a
classe
e
nomeado
para
a
co
marca
de Extremoz.
Bacharel
Joaquim
Eduardo
Pereira
da
Silva,
dito
da comarca
de
Santa
Comba-
dào—
promovido
á
2.
a
classe
e
nomeado
para
a comarca
de
Soure.
Bacharel
Sebastião
Carlos
da
Costa Bran
dão
e
Albuquerque,
dito
da
conaici
de
Miranda
do
Douro—
tranferido,
como
re
quereu,
para a
comarca de
Santa
Comba-
dão.
Bacharel
Eduardo
da
Costa
e
Almeida,
delegado
do
procurador
regio
na
comar
ca
de
Eivas
—
uomeado juiz
de
direito
da
comarca
de
Miranda
do
Douro.
Bacharel
Luiz
José
Frade
de
Almeida,
dito
da comarca
de
Alcácer
do
Sal—
trans
ferido para a
de
Eivas.
Bacharel
Maiheus
Teixeira
de
Azevedo
—
nomeado
delegado òo
procurador
regio
para
a
comar.ca
de Alcácer
do
Sal.
Bacharel
João
Rodrigues
da
Cunha
Ara
gão Mascarenhas
,1
juiz
de
direito
da
5.
a
vara
da
comarca
de
Lisboa —
trnsferido,
por
ter
completado
o-
sexennio,
para
a
i.
a
da
mesma
comarca
Bacharel
Eduardo
de
Serpa
Pimentel,
dito da comarca
de
Ponte
do
Liina
—
trans
ferido,
como
requereu,
para
a
o.a
vara da
comarca
de L'sboa.
Bacharel
Alexandre
Marques da
Paixão,
dito
da
comarca de
Silves
— transferido,
como
requerera,
para a
de Ponte
do
Lima.
Bacharel
João
Abel
Correia
Martins,
dito
da
comarca
de Angra do
Heroísmo
—
transferido,
como
requereu,
para a
de
Sil
ves.
Bacharel
Francisco Eduardo
Simões
da
Silveira,
dito
da
comarca
de
Valença
—pro
movido
á
l.
a
classe
e
nomeado
para a
co
marca
de
Angra
do Heroísmo.
Bacharel
Fernando
AILnso
Geraldes,
dito
da
comarca do
Fundão
—
transferido,
por
ter completado
o
sexennio,
para
a de
Valença.
Bacharel
Albano
Rodrigues
Coelho,
di
to
dito
da
comarca
de
Vinhaes—
promovi
do á
2.
a
classe
e
nomeado
para
a
comar
ca
de
Fundão.
Bacharel
Christovão
Pinto
Brochado,
delegado
do
procurador
regio na comarca
de
Armamar
—
nomeado
juiz
de
direito da
comarca de
Vinhaes.
Bacharel
Alfredo
Leal
de
Faria,
dito na
comarca da
ilha
Graciosa
—transferido,
co
mo
requereu,
para
a
de
Armamrr.
Bacharel
Julio
Augusto
de
Sousa
Ban
deira—
nomeado
delegado do
procurador
regio para
a
comarca
da
ilha
Graciosa.
Bacharel
João
Gomes
Relego
Arouca,
juiz
de
direito
da
comarca
da
Ribeira
Gran
de—
promovido á
1.a
classe
e
nomeado
pa
ra a
comarca
da
Horta.
Bacharel
José
da
Cunha Barreto,
dito
da
comarca
de
Baião
—
promovido
á
2.
a
classe
e
nomeado
para a
comarca
da
Ri
beira
Grande.
Bacharel
Miguel
Teixeira
Pinto,
dito
da
comarca
de
Villa
Franca
do Campo
—
transferido,
como
requereu,
para a comar
ca
de
Baião.
Bacharel
Eduardo
de
Sousa
Dantas
da
Gama,
delegado
do
procurador
regio na
comarca
de
Monte-mór
o
Novo
—
nomeado
juiz
de direito
da
comarca
de
Villa
Fran
ca do
Campo.
Bacharel
Manoel
Ferreira
da
Portella,
dito
na comarca
de
Faro
—transferido
para
a
de
Monte-mór o
Novo.
Bacharel
Eduardo
Pereira
Tovar
de Le
mos,
dito
na
comarca
de
Redondo
—
trans
ferido
para
a
de
Faro.
Bacharel
Arlhur
Torres
da Silva
Fe
vereiro-nomeado delegado
do
procurador
regio
para
a
comarca
de
Redondo.
Bacharel
Anlonio Manoel
da
Silva Bar
bosa,
juiz
de
direito da
comarca
de
Sin-
fães—
transferido,
como requereu,
para
a
de
Paredes.
Bacharel
Antonio
Augusto
da
Cunha
Cominho,
dito
da
comarca
de S.
João
da
Pesqueira,
transferido,
por ter
completado
o
sexennio, para a
de
Sinfães.
Bacharel
Diogo
de
Gouveia
Guedes
Cas
tro
e
Carvalho, dito
da
comarca
da
ilha
das
Flores
—transferido,
como
requereu,
para
a
*de S.
João
da
Pesqueira
Bacharel
Fernando
Gonçalves
Lucas
da
Silva
Vicente,
delegado do procurador
re
gio
na
comarca de
Evora
— nomeado
juiz
de
direito
da
comarca
da
ilha
das
Flores.
Bacharel
Augusto da
Costa
Russell
Cor-
tez,
dito
na
comarca
de
Odemira—
transfe
rido
para
a
de Evora.
Bacharel
José
Monteiro
Soares
de
Al
bergaria
—
nomeado
delegado
do
procurador
regio
para a comarca
de
Odemira.
Bacharel
Salvador
Manoel
de
Vilhena,
delegado
do
procurador
regio
na
5.
*
vara
da
comarca
de
Lisboa
—
nomeado
juiz
de
direito
da
aomarca
de
Reguengos
de
Mon-
saraz.
Bacharel João
Lobo de
Moura,
dito
na
comarca
de Torres
Novs—
transferido
para
a
5.
a
vara
da
comarca
de Lisboa.
Bacharel
Francisco
Augusto das Neves
e
Caslto,
dito
na
comarca
de Setúbal
—
transferido
para
a
de
Torres
Novas.
Bacharel
João
Rodiigues
de
Azevedo,
dito na
comarca
de
Abrantes
—
transferido
para a de
Setúbal.
Bacharel
Antonio
Claro
da
Fonseca,
dito
na
comarca
de
Figueiró
dos
Vinhos
—
transferido
para a
de Abrantes.
Bacharel
João
Correia
Esteves
Leal,
dito
na
comarca
da
Villa do
Porto,
na
ilha
de
Santa
Maria—
transferido
para
a
de
Fi
gueiró
dos
Vinhos.
Bacharel
Augusto
Carlos
Xavier—
no
meado
delegado
do
procudor
regio
para
a
a
comarca
da
Villa
do
Porto,
ua
ilha de
Sarna
Maria.
Bacharel
Fausto
da Veiga Campos,
juiz
de
direito
da
comarca
da
ilha
do
Pico
—
transferido,
como
requereu,
para
a
comar
ca
da
villa
da
Praia da
Victoria.
Bacharel
João
Antonio
Fragoso
de
Rho-
des,
procurador
regio
junto
da
relação
dos
Açores
—nomeado
juiz
de
direito
da
comar
ca
da
ilha
do
Pico.
Dr.
Alexandre
Meirelles
de Taaora
do
Canto
e Castro, juiz
de direito
do ultra
mar, onde
completou
seis
annos
de
ser
viço—nomeado
juiz
de
direito
da
comarca
de
Povoa
de Varzim.
Bacharel José
Betlencourt
da
Silveira e
A
vila,
delegado do procurador regio
na
co
marca
da
Horta
—
transferido
para a
da
vil
la
da
Praia
da
Victoria.
Bacharel
José
Maria
de
Moura
Matoso
e
Vasconcellos—
nomeado
delegado
do
pro
curador
regio
para
a
comarca
da
Horta.
Bacharel
Anlonio
de
Castro
Pereira
Cor
te
Real
—
exonerado,
como
requereu,
do
logar
de
delegado
do
procurador
regio
na
comarca
de
Eslarreja.
Bacharel
José
Ramos
Nogueira,
dele
gado
do
procurrdur
regio
na comarca
de
Tondella—
transferido
para
a
de
Eslarreja.
Bacharel
Joaquim de
Mello
Ribeiro
Pin
to,
dito
na
comarca
de
Lagos
—
transfe
rido
para
a
de
Tondella.
Bacharel
Anlonio
da
Costa
Cabral
das
Neves
—
nomeado
delegado
do
procurador
regio
paia
a
comarca
de
Lagos.
Bacharel
Augiíslo
Alves
de
Almeida
Araújo
—
idem
para
a
comarca de Paredes;
Bacharel
Arnaldo
Teixeira
de
Sousa
Leite—
idem
para
a
de
Povoa
de
Varzim.
Bacharel
Platão
Jemmi
Zorai
Cordeiro
do
Amaral
Guerra
—
idem
para a de
Re
guengos.
Bacharel
Cesar
Augusto
Homem
de
Abranches
Brandão
—idem
para
a
de
Vil
la
Franca
do
Campo.
Bacharel João
Cândido Furtado
de
Men
donça
Dantas,
juiz
de
direito
da comarca
de
Povoa
de
Lanhoso
—
transferido,
por
ler completado
o
sexennio,
para
a
de
Moi-
menla
da
Beira.
Bacharel
Antonio
José
da
Costa
San
tos,
dito
da
comarca de
Moimenta
da
Bei
ra
—transferido,
como
requereu,
para
a
de
Povoa
de
Lanhoso.
Bacharel
Francisco
Maria
Gaspar
Mar
tins,
juiz
de direito
da
3.a
vara
da
co
marca
do
Porto
—transferido,
como
reque
reu,
para
a 2.
a
vara
da
mesma
comarca.
Bacharel
Lino
Antonio
de
Sousa
Pin
to,
juiz
de
direito
da
2.
a
vara
da
comarca
do
Porto
—transferido,
por
ter
completado
o
sexennio,
para
a
3/
vara
da
mesma
co
marca.
GAZETILHA
ExoneraçAo
e
nnnira^ào,—
Con
sta-nos
que ha
dias
pedira
a
sua
exone
ração
de primeiro
official
maior
do
gover
no
civil
o
ex.
,no
snr. Antonio
Ignacio
Marques,
que
exercia
aquelle
logar
ha
al
gum
tempo,
e
era
empregado
na
mesma
secretaria
ha
41
annos. Sendo-lhe
acceila
a
exoneração
foi
nomeado
para
o
substi
tuir
o
ex.‘no
snr.
Gaspar Solto-Maior
Pisarro,
bacharel
formado
e
advogado
dis-
tincto
nos
audilorios
d
’
esta
cidade,
onde
já
exerceu,
como
dissemos,
o
cargo de
administrador
do
concelho,
e
qne
actual-
mente o
e
*
tá
exercendo por commissão.
E
’
de
crer
que
seja
confirmada
esta
nomeação,
que,
a
não
ser
feita
por
escal-
la,
não
podia
recair
em
cavalheiro
mais
digno por
lodos
os
litulos.
Despaehoii
Foram
effecluados
por
de
cretos
de
22
de Julho, os
seguintes
des
pachos
:
Declarado
sem
eífeilo,
a
requerimen
to
do
agraciado,
o
decreto
de
22
de
abril
ultimo,
pelo
qual
o
presbytero
Joaquim
Duarte Rosa,
parocho
collado na
egreja
de
S.
Sitnão de
Oiãa,
do
bispado
de
Avei
ro,
fóra
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santo
Adriào
de
Ois
da
Ribeira,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Antonio
Esteves,
apresen
tado na egreja
de
Santa
Maria
de
Passos,
no
eonceiho
de
Melgaço,
do
arcebispado
primaz de
Braga.
O
presbytero
Anlonio
José
Taveira
apre
sentado
na
egreja
de S.
Miguel
de Ruivães,
no
concelho
de Ponte
da Barça, do
arce
bispado
primaz de
Braga.
O
presbytero
Ayres
José Pinto
de
Mi
randa
apresentado
na
egreja
de
Nossa
Se
nhora
da
Graça
de
Outeiro dos
Gatos,
no
concelho
de
Meda,
do bispado
de
Lamego.
O
presbytero
Bento
José
Fernandes,
apresentado
na
egreja de
Santa
Maria
de
Azias,
no
concelho
dos
Arcos
de
Valle de
Vez,
do
arcebispado primaz
de Braga.
O
presbytero
Francisco
de
Castro, pa
rodio
collado
na
egreja
de S. Pedro
da
Arrifana
de
Manique do
Intendente,
do
patriarchado,
apresentado na
egreja
de
San
ta
Eulalia
de
Gondoriz,
no
concelho
dos
Arcos
de
Valle
de
Vez,
do
arcebispado
pri
maz
de Braga.
Aos
presbyteros
Francisco
Ribeiro
Dim-
pano da
Fonseca,
parocho
collado
na
egre
ja
de
Nossa Senhora
da
Esperança
de
Pa-
taias,
da diocese
de
Leiria
;
e
Malhias
Car
reira
Guerra,
parocho collado
na
egreja
de
Nossa Senhora da
Purificação
das
Frci-
xiandas,
da
mesma diocese—
concedida
a
regia
permissão
para
entre
si
permutarem
os
respectivos
benefícios.
O
presbytero
Francisco Rodrigues
dos
Santos
Nazareth,
bacharel
formado
em tbeo-
logia,
apresentado
na
egreja
da
Conceição
das
Febres,
no
concelho
de
Cantanhede,
do
bispado
de
Coimbra.
O
presbytero
Jeronymo Henriques
Dias
de
Azevedo,
apresentado
na egreja
de
Nos
sa
Senhora
da
Conceição
do Zambujal,
no
concelho
de
Condeixa
a
Nova,
do
bispa
do
de
Coimbra.
O
presbytero
João
Ribeiro de
Moraes,
apresentado na
egreja
de
Santa
Cruz
da
Aldeia
Nova
do
Cabo, no
concelho
do
Fun
dão,
do
bispado
da
Guarda.
Aos
presbyteros
Joaquim
Antonio Bar
radas,
bacharel
formado
em theologia,
e
parocho
collado
na
egreja
de Santo
André
de
Extremoz,
da
diocese
de Evora;
e
Joa
quim
Maria
Ribeiro
da
Silva,
parocho
col
lado
na
egreja
de
Santa
Maria
dos Oiivaes,
do
patriarchado,
concedida
a
regia
permis
são
para
entre
si
permutarem
os
respecli-
vos
benefícios.
O
presbytero
Luiz Manuel
Domiogues
Barreiros
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Cosme
e
Damião
de
Podame,
do
arcebis
pado
primaz
de
Braga,
apresentado
na
egre
ja
de
S. Thiaga
do
Penso,
no
coticelbode
Melgaço,
da
mesma diocese.
O presbytero
Manuel
Esteves
Fazen
la,
apresentado
na
egreja
parochial de
Santa
Maria
Magdalena
da
Junça,
no concelho
de
Almeida,
do
bispado
de Pinhel
O
presbytero
Manuel
Vicente
Pereira,
apresentado na egreja
de
Santa
Maria de
Fiães,
no
concelho
de
Melgaço,
do arcebis
pado
primaz
ds
Braga.
C
’
oiieiirnoM.
—
Foi
declarado
aberto
con
curso
para
provimento
das
egrejas
paro-
chiaes constante
da
relação
seguinte
:
Anlas
(S. Miguel),
concelho
de Pene-
dono,
diocese
de
Lamego.
Ervedosinha
(Espirito
Santo),
concelho
de Pinhel,
diocese de
Lamego.
Fonte
Arcada
(Nossa
Senhora
da
As
sumpção),
concelho
de
Sernancelhe,
dio
cese
de
Lamego.
Infesta
(S.
Mamede),
concelho
de Bou
ças,
diocese
do
Porlo.
Lamaçàes
(Santa
Maria),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga
Nagozelo
(Santa
iMaria Magdalena),
con
celho
da
Pesqueira,
diocese
de
Lamego.
Rachoso (Nossa Senhora
da
Assumpção,
concelho da
Guarda.
Seixa
de
Côa
(Santa
Maria
Magdalena),
concelho
de
Sabugal,
diocese
da
Guarda.
SabioM
macaqtteiroH
!—
E
’
CUFÍOSQ
o
seguinte
trecho
que
cortamos
do
«Apos
tolo.» Os
nossos
G.
e
F.
.
hão
de ficar
contentes
«Não
nos
admira
muito
o
facto
de
con
siderar-se
o
snr.
Miranda
descendente
dos
quadrumanos,
quando
o
celeberrimo
lidera-
to
(?)
portuguez
José Palmella,
a
mais
ra
tona
figura
que
tem
subido
á
tribuna
das
prelecções
publicas,
em
uma
conferencia
qtie fez
em
dezembro
do
anno
findo,
leve
o
descoco
de
declarar
que
seria
muito
con
veniente importar
grande
quantidade
de
ourangotangos
aqui para o Rio
de
Janei
ro,
afim
de
qae
elles
substituíssem
os
ser
ventes
domésticos
!
!
Ora,
eis
a
que
nos
reduziram
essas
duas luminárias
da
sciencia:
o
litleralo
luzitano
quer
que
os
macacos
substituam
os nossos
fâmulos
no
serviço
domestico,
e
o
nosso
patrício
deseja
que
nos
mostre
mos
gratos
a
esses
animaes,
sendo que
d
’
elles descendemos
em
linha
recta
!...
Eis os
fructos
das conferencias
popu
lares
!.
..
E
o
Snr.
Miranda Azevedo
ain
da
não
foi
condecorado
!..
.
Parabens
ao
snr.
João
Alfredo,
a
quem
se
deve
esta
tão
util
propagação
de
conhe
cimentos práticos
para
o
povo,
’
sedento
de
inslrucção
e
saber
! .
.
.
Que
terra,
que
tempos,
e
que
ho
mens
!
.. .
Alta moralidade
!
—O
«Diário HIus-
trado», o
jornal
do
«High-life»,
de
25
de
julho
publica,
sem cominentarios,
o
seguio-
te
:
«A
27
de junho
o
capitão
do
navio
«
Jessie-Osborn»,
i>,
navegando
no oceano,
viu-se
obrigado
a
mandar
malar a
tiro
um
marinheiro
qne
endoudecera,
tornando-se
por
vezes furioso.»
Os
turcos e os
proprios
selvagens
nào
consta
que
matem
a
tiro
os
doudos
furio
sos.
Aresar
tfisso
o
«Diário» parece
ap-
provar,
pois
nào
acha
que
dizer.
Pareceu-
lhe
o
assassinato
mais
correclo
e nitural?
Progresso
!...
Mais
:
«Nunca
o
espirito
de
Martins
abateu
diante
de
todas
estas
peripécias
;
e
nun
ca
cessou
de
escrever,
ora
proclamações,
ora
o
«Boletim
de
Santarém»,
em
que
eu
collaburava
;
e
que
consistia
em dar
con
ta
dos
movimentos
das
forças
populares.
«N
’e-tes
boletins
não
poucas noticias
<e
introduziram
para
não
desanimar
os aui-
mos.
«Enteava
em
Santarém
um batalhão
com
cem
praças.
«
—E
’ pouco,
dizia
Martins,
põe
lá
500,
que é
para
elevar
o
espirito
publico.»
(Assignado
P.
Alidosi.)
Os
leitores
que
tirem a
moralidade.
Lemos
também
no mesmo
illuslrado
r
«Não
era
a
curiosidade que
impellia
as
multidões,
qne
as
allrahia
a
tolas
as
praças e
ruas
onde
estava
levantado
um
trofeu
ou
desfraldada
uma
bandeira
(em
Lisboa,
no
dia
2i
de
julho);
era
o
dese
jo
vivíssimo
de
tomar
parte
em
todas
as
manifestações
com
que
se
commem<>rou
a
inauguração
d
’
esta
epoca
liberal
que tão
propicia
lem
sido
ao
nosso
engrandecimen
to.»
(sic.)
«Não
era
a
curiosidade»,
etc.
—
Chama-
se
a
isto ier
no&
corações
!|
f
i)e
mais
a
mais
n
divinho
o
tal
«Diário» correclor
de
namo
rados
(como
ze
vê
na
6
a
col.
da
3.
*
pag.)
!
União
da mocidade
catholica.—
Installou-se
em
Pernambuco
com
assistên
cia
de
muitas
pessoas
gradas,
ioclusivé
os
lentes
que
professam
a
relig>ào
catholica,
sem
vexame,
a
sociedade
União
da
Mocida
de
Catholica. composta
de
estudantes
da
faculdade
de
direito
e
dos
cursos
de
ins-
trocção
secundaria.
Felicitamos
a
briosa
mocidade
acadé
mica
por
este acontecimento
que
uma
ideia
exacta
dos
seus
acontecimentos religiosos
e
muito
a
notabilita
e
recommenda
aos
olhos
do
mundo catholico.
Já
se
fez
a
eleição
da
directoria
dessa
sociedade,
cnjo
resultado
é o
seguinte
:
Presidente.
—
Albino
Gonçahes Meira
de
Vasconcellos.
1.
°
vicepresidenle.
—
José
Joaquim
Sea
bra.
2. °
dito.—
Manoel
de
Carvalho
e Souza
1.
°
secretario.
—
Pedro
Leão
Velloso
Fi
lho.
2.
°
dito.
—
José
Pires
Falcão
Brandão
Júnior.
3. ° dito
—
Tarquinio
Braulio de
Sousa
Amarantho
Júnior.
4,o
dito.—José
de
A
morim
Salgado.
Tkesuureiro.
—Maurício
José
de
Torres
Temporal.
Procurador.—José
Augusto
de
Sousa
Amaraniho
Bibliothecario.
—Julio
Pereira
de
Car
valho.
Orador.
—
Bacharel
Fernandes
Mendes
de
Almeida.
DESPEDIDA
Antonio
Joaquim
Pereira
de
Moraes,
tendo
de
se
retirar
com
brevidade
ines
perada
para
o
Rio
de
Janeiro,
despede-se
por
este
meio
dos
seus amigos, e
pede
desculpa
de
não
o
fazer
pessoalmente.
ANNUNCIOS
CARREIRA DIARIA
Teixeira
&
Mesquita,
com
estabeleci
mento
de trens
na
rua
da
Sé
d
’
esla
cida
de
de
Braga,
participam
ao
respeitável
publico,
que
desde
o
dia
6
de
agosto
do
corrente
anno,
estabelecem
carreiras
dia
rias
para a
Povoa
de Lanhoso,
Povoa
do
Varzim
e vice-versa,
sendo
estas
monta
das
de bons
trens,
gado
e cocheiros,
e
a
que
lem
para
a
Povoa do
Varzim,
prin
cipia
a
sair
desde
o
dito
dia
ás
4
horas.
Harario
da
Povoa
de
Lanhoso
Sae
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã e
3
da
tarde,
chega
á
Povoa
de
Lanhoso
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde,
e
vice-versa
ás mesmas
horas,
tanto
de tarde
como
de manhã e chega
a
Braga
ás
8
da
ma
nhã e
5
da
tarde.
Horário
da
Povoa
do
Varzim
Sae
de
Braga
ás
4
horas
da
manhã
e
chega
a
Barcelios
ás
6
e
meia,
tendo
de
demora
meia
boia,
sae
de
Barcelios
ás
7
horas,
chega
á
Povoa
do
Varzim
ás
10
da
manhã.
Sae
da
Povoa do
Varzim
ás
4
horas
da
manhã,
chega
a
Barcelios
ás
7.
tem
meia
hora
de
demora,
sae
de
Barcel
ios
ás 7
e
meia
e
chega
a
Braga
ás
10
ho
ras
da manhã.
Preços
da
carreira
da
Povoa
de
Lanhoso
Dentro
180,
fóra
160,
para
o
Fojo,
60,
Cancella Vermelha,
80,
Rita, 100,
Pi
nheiro,
120
reis.
Preços
da
carreira
da Povoa de
Varzim
Dentro
600
reis,
fóra 500.
Cada
pas
sageiro
lem
8
kilo
*
de
bagagem e paga 10
por kilo
que
fôr
de
excesso,
para
a
Povoa
de Lanhoso
e
vice-versa,
e
para a
Povoa
do
Varzim 20
reis
por
kilo.
Os
aonuricianles
lem
nas
suas
cochei
ras,
na dita
rua
da
Sé,
caleches,
coupés,
cbarabancs
e diversos
carros
que
alugam
para
qualquer
parte
por preços
comtnodos.
Escriptorios
Em
Braga,
em
casa
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
na
Praça do
Barão
de
S.
Martinho n.°
29,
na
Povoa
de
Lanhoso
em
casa
do
negociante
João
Antonio
de
Araú
jo
e Silva, e na
povoa
do
Varzim
no
seu
antigo
escriptorio
no
largo
do
Rego, es
quina
da
Junqueira.
Braga
28
de
julho
de
1875.
O
gerente,
(2600)
Ribeiro
Braga.
A
requerimento
de
José
Joaquim d’
AI-
meida,
viuvo,
d
’
esla cidade, pelo
cartorio
de
Motta, á
face
do inventario
pur falle-
cimenlo de
sua
mulher
se
tem
d
’hastear
em
praça
voluntária,
e
entregar se
o
pre
ço
convier,
no
dia
8
do
proximo agosto
pelas
9
horas
da
manhã,
no tribunal
da
justiça,
as
quintas
do
Paço,
e
de
Sanda-
tão,
sitas na freguesia
de
Semelhe,
próxi
ma
d
’
esta
cidade,
com
vista para
a
ci
dade
e
estação
da
linha
ferrea
e
d
’esta
pa
ra
aquellas,
a
primeira
descripta
debaixo
da
verba
n.°
332
no
valor
liquido de
8:322^600
reis,
a
segunda
descripta
de
baixo
das
verbas
n.
os
319
a
229
inclusivé
e
331
no
valor
liquido
de
6:6720105
reis
e
ambas
já
no
lance
de
12:500^000
reis
juntas,
mas
que
se
arrematarão
juntas
ou
separadamente,
como
mais
convenha
ao
inventariante
e
todo
na
forma do
seu
re
querimento.
(2570)
Banco
Agrícola,
Commercial
e
Industrial
de
Ponte
do
Lima
Sociedade
anonyma de responsabi
lidade
limitada
São convidados
os
snrs.
accionistas a
entrarem
com
a l.a prestação
de
5
p.
c.
ou
2^500
reis
por
acção, a
cuja
cobran
ça
se
procederá
do
dia
15 a 25
do
pro
ximo
mez
d
’agosto,
—
no
Porto
em
casa
do
snr.
Pedro
Ferreira
de
Macedo
Basto;
—
em
Braga,
em
casa
do
snr.
Antonio
Jo
sé
Pereira;
—em
Ponte
do
Lima,
na
séde
do Banco.
Os
snrs.
accionistas
que
não
satisfize
rem
no
referido
praso,
ficam
snbjeilos
ás
disposições
do
ait.
18
dos
Estatutos
e
seus
§§.
A
direcção d’
esle
Banco,
annuindo
aos
desejos
d
’algnns snrs.
accionistas,
declara
qoe
recebe desde
já,
qualquer
prestação
antecipada,
abonando
o
juro
de
5
p.
c.
des
de
o recebimento
alé
o
praso
das chamadas.
Ponte
do
Lima 21
de
julho
de
1875.
Os
directores
João de
Barros
Mimoso
Joaquim
Gerardo Alvares
Vieira
Lisboa.
(2593)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
& C
“
Bua
do
Souto
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconla
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
comp»a
e
venda de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro, pra
ta,
inscripções,
acções de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
lem agencias.
Braga, 3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(B
*
)
Carvalhos &z
CA
SSFõTlBiim
O
professor
em
artes,
letlras
e
scien-
cias,
membro
do clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
ern
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
das
Agoas,
n.°
91.
Chãos
n.°
13.
Póde
vêr-se
das
alé
á 1
da
tarde.
de
novo,
sita
na
rua
Trata-se
na
rua
do
10
horas
da
manhã,
(2560)
Asphalto
Nacional
da
Mina
de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa com escripto
rio
no
Porto
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o asphalto,
assim
como
terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e nas
ruas
publicas,
ca-
vallieriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia
presta-se a
ga
rantir
o bom
resuliado
do
seu
trabalho,
sendo
suílicienle
para
recommendar o
seu
asphalto,
a
perferencia
que
lhe
tem
si
do
dada pela
administração
das
obras pu
blicas e
o
repelido chamamento
para
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que
precisem qualquer
encommenda
d’
este
genero, podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.u
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
NOVIDADE
44,
Km» do Sowto,
44
Campos
&
Almeida,
acabam de rece
ber
grande
sortido
de chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica dos
snrs. Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e consertam
cha
péus
de
todas
as qualidades. (2330)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
ESCOLA.
AMERICANA
Recentemente
chegado
a
esla
cidade,
aonde
pretende
demoiar->e
algum
lempo^
offerece
os
seus
serviços
ao
respeitável
p
U
*
blico
em
tudo
que
disser
respeito
á
arte.
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes
caria,
dos, colloca
dentes
artificiais,
com
per
feição
e
cura
todas
as
afiecções
da
boc-
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas
e
exiracçâo
de
dentes
aos
pobres,
grátis
das
8 ás
9
horas
da
manhã.
Consultorio,
Praça
do
Barão
de
S.
Mar.
linho
n.° 27—2.°
andar.
(C.
2574
R. 105)
0
lATBliOMO
Sua
lei
natural
e
historia
Sua
importância
íocial
Traducção
do
bacharel
Luiz
Beltrão
da
Fonseca
Pinto
de
Freitas
l.°
volume.—
1.a
parte
—
(á
venda)
500
reis
9.°
volume—
2.a parle—
(no prelo)
500
reis
Vende-se
em
Guimarães,
na
Livraria
Internacional de Teixeira de
Freitas,
Edi
tor,
rua de
S.
Damaso,
91,
e
em
Braga,
na
Livraria
Catholica e
internacional.
ftGOftS
MINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha
deposito
de
agoas
naluraes das
Pedras Salgadas: Alcalina
de
Moura,
En«
tre-Rios.
das Caídas da
Rainha, Sedlitz,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
.(Q
*
)
iSnrõõr"
DO ALTO D0UE0
DA
CASA »E
VILLA
POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as
seguintes qualidades
de
vinhos
engarrafados e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto de
meza.............................
150
»
»
»............................
190
>
Lagrima
.
200
j>
Branco
de meza
............................
210
»
tinto
de meza
fino.
...
270
» de
prova
secca.
.
.
0
. 300
»
Malvasia
de
2.
a
.............................
360
»
»
velho
..................................
400
»
Bastardo
........................................
500
»
Moscatel........................................500
»
Malvasia........................................
500
»
Roncão........................................
700
»
Alvaralhào
..................................
560
»
Velho
de
1854..........................
600
A
RETALHADO
Vinho
part
meza
50
e
80,
o quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a pureza ô
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidcr
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N’
estes
preços
nâa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa
qne o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
_______ ____ __________________
ALMEIDA &
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
nA
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os bancos
e companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(I)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875 - É o formato de
-
comerciominho_03081875_378.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)