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FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
391
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde deve
ser dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
■=■
*
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Prcvtn-
cias,
anno
2&Í00
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1Ô250
rs.^Brazil,
anno
4&400
rs.«=
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO&OOO
reis
e
5&u00
reis
moeda
fraca.=»Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para os
assignanles
S0 °/0 d’
abatirnento.
BH1GI-QUINTA-FEIRA-
X
l>E
SETEMBRO
pilai
por
algum
lempo
entregue
a
si
mes
ma,
na
esperança
de
que
a
falta
total da
força
armada facilitasse
o
desejado
lumul
to;
porém
foi
tudo
baldado.
Não
houve
um
brado
de
jubilo,
não
se
viu
nern ou
viu
um
sigoal de
alegria,
nem
uma
ten
tativa
que
indicasse
desordem
Louvores
sejam
pois
aos
romanos.
«Eulrou
a
tropa
sitiante, e com
a
tro
pa
foi
ao
legitimo governo
substituído
outro.
E
aqui
pergunto
eu
(e
muitíssimos
perguntarão
commigo):
se a
sua
entrada
trouxe
realmenle
a
acção
conservadora?
Respondam
por
mim
os
claustraes
de am
bos
os
sexos expulsos,
os
bens
ecclesias
ticos
usurpados, as
escolas,
e
os
templos
protestantes
abertos,
com
tudo
isso
e
muitíssimo
mais
que
todos
sabem.
E
não
acabou
esse
sistema,
pois
ainda
hoje
an
dam
rabiscando
tudo o
que
escapou
até
agora
á fouce
inexorável
da
revolução.
E
os
romanos?
Os
romanos
lamentam
o
im-
tnenso
damuo,
e
levantam
brados
de
quei
xumes
aos
céos,
e
enchem
as
egrejas
para
implorar
de
Deus
as
muitas
graças, que
nas
tristíssimas
circumstancias
em
que
nos
achamos
possam
dar-nos
alento
e
lorta-
lesa.
«Ao
triste
e
doloroso espectaculo
até
agora
descriplo
opponham-se para
nosso
allivio
todos
os
factos
consoladores
que
n
’
e<les
dias
se
teem
dado
em
Roma,
na
Ilalia,
na
Europa,
no
mundo
catholico.
Apenas
a
Voz
do
Vaticano
se
fez
ouvir,
voz
de
convite á oração, milhões
e mi
lhões
se
poseram
em
movimento
para
cor
responderem
ao
grande
convite
feito por
Deus mediante
o
seu indigno
Vigário
com
o
grande
Jubileu
que
abre os
caminhos
da
penitencia,
e
promelte
o
perdão.
Esta
conformidade
do
pensamento
e
de corações
é
urna condemnação
solemne
da
desunião
dos
legisladores
no
parlamento,
onde,
en
tre
escandalosas
discórdias
se
ouvia
contra
o
governo
que
rege
aclualmeaie
a
Ilalia,
a
accusaçào
de
cumplicidade
com
os
an
dores
ou
executores
dos
mais
execrandos
delicies.
«E
aqui
desejo,
caríssimos,
que
cha
meis
á
reflexão
todos
aquelles,
se
os
ha,
que
estudam
sempre
projectos
de
appro-
ximação,
ou
de
concordia,
asseverando
que
este
esiado
de
inceriesa
se
prolonga
de
masiado,
e
torna
necessário um meio
que
ajude
a
encaminhar
ao
socego
commum.
Mas
disei-lhes
que
caminhar sobre vul
cões,
não
é
coisa
que
tranquilise.
Treme
a
terra
debaixo dos
pés,
e
um
ribombo
espantoso,
qoe
abala
a montanha,
annuu-
cia
novas
erupções. Assim
que
é
preciso
retirar
do
perigoso
caminho,
escolher
ou
tro
menos
exposto
ás chammas.
«O
caminho
vós
com
a maior
parte
dos
romanos
o
encolhestes, e é
o
religioso
e
edificante
qoe
deu
a
magnifica
mostra
de
si
nos
últimos
dias
com
as festivaes
e
devotas
demonstrações
de
piedade.
E
não
só
em
Roma
mas
em
toda
a
Ilalia
se
repetiram
os
actos
de
fervorosa
piedade
que profumaram de
alegria,
e
animaram
as
mais bellas
esperanças
nos
corações
da
maior parle
dos
Italianos.
«A
França
repetiu
o
brado
alegre,
e
a
seus
santuários
acudiram
milhões
de
fieis;
e
a
cidade
de
Paris
apresentou
um
espectaculo ediíi
ante,
quando
se
collocou
a
pedra
fundamental do
templo
qoe
vae
erigir
em
honra
do
Sagrado Coração
de
Jesus. A
iminensa
multidão,
em
que
se
viam
confundidos
respeitáveis
personagens,
o
Nosso
Venerável
Irmão
o
Cardeal
Ar
cebispo
de
Paris,
rodeado
de
outros
pre
lados
dislinctos
e
a
cornmoção geral,
tor
naram
o
espectaculo
altamente
edificante.
«Não
basta.
A
França
lem
trabalhado
para
estabelecer a
liberdade
do
eusino,
o
que
aqui na
Ilalia
se
nega redondamente.
«Em
Vienna
e
no
império
austríaco
os
efleitos
do
Jubileu, em
tantas
parles
diversas
celebrado,
encheu
de
cousolação
todos
os boos.
A
Bélgica, a
Baviera,
e
Diaeurso
de
Pio IX.
No dia anniversario
da
coração
de
Soa
Santidade, com
o
fnn
de
apresentar
ao
Pontifice-Rei
as
suas
cordeaes
felicitações,
a
nobresa
romana em
centenares
de
car
ruagens,
e
algumas
de
gala,
acudiu
ao
Vaticano. Pelo meio-dia
entrou
na
sala
do
throno
Pio
IO
rodeado
da
sua cône,
e
tendo
tomado
assento
no
throno,
sua
exc.
’
o
snr. marquez
Francisco
Capellelli,
senador
de
Roma,
leu
diante de
Sua
San
tidade
uma
uma
mensagem em
que
no
nome
de
todos
felicitava
Sua
Santidade
por
aquelle
anniversario,
exprimindo
a sua
liei
dedicação,
e
ardentes
votos
que
fasiam
pela
sua
conservação,
e
pelo
triunfo da
Santa
Egreja.
A esias
palavras
respondeu
de
pé
o
Santo
Padre com o
seguinte
discurso:
<A
vossa
presença,
filhos
caríssimos,
dá
ao
meu
coração motivo
para
se
alle-
grar,
porque
reconheço
em
vós
uma
nobre
perseverança nos santos princípios,
e
no
amor
a
esta
Santa
Sé.
Esla
vossa
fideli
dade
obriga-me
a
dar
a
Deus
graças
de
me ter
suggeiido,
desde
os
primeiros
dias
de
setembro de
1870,
o
ficar em
Roma.
Entre as
ondas
de
pareceres
mantive
sem
pre
lirme
a
resolução de
ficar
em
Roma
com
os
romanos
e
para
cs romanos.
«E
como
não?
Tinha
já
recebido
d
’
es-
a
população
tantas
provas
de
aíTecto,
tan
tas
demonstrações
de
amor,
que nenhum
rooli'0
me
podia
persuadir
a
separar-me
de
vó
*
.
Não
me
enganei.
<E
aqui deixai
que
brevemenle recor
de
os
acontecimentos
infaustos
d’
aquelle
mez
memorável.
Era
pouco depois
da fes
tividade
do
nascimento
de
Maria
Santís
sima,
quando
se
me
apresentou
um caval-
letro
subalpino, tendo
nas
mãos
uma
carta
de
um
mouarcha
catholico
dirigida a
Mim.
Li
e
notei
que
<ieclarando--se
esse
monar-
cha
«guarda
e
garante,
por
disposição
da
Divina
Providencia,
e
por
vontade
da
na
ção,
dos
destinos
de
todos
os
italianos...
se
julga
no
dever
de
tomar
a
responsa
bilidade
da
manutenção
da
ordem
na
pe
nínsula,
e
da
segurança
da
Santa
Sé...»
Depois
declarava que
para
seguir
o
senti
mento dos romanos,
tinha
dado ordem
ás
suas
tropas
de
avançarem
e
occuparem
o
que faltava, isto
’
c
Roma;
e
isto
para
manter
a
urdem.
Por
íim
accrescentava
que
as suas
forças
limitavam-se
a
uma
acção
conservadora.
«Pouco depois
as tropas do
monarcha
aproximaram-se
das
muralhas de Roma,
e
ain acampando e
fasendo
graude
alarde
de forças,
esperaram
vários
dias
para
ver
as
demoustiações
do
sentimento
dos
ro
manos; mas
debalde.
E
’
certo
porém que
se
fez
tudo
o
que
se
julgou
oppoituuo
para
excitar
esse sentimento
a
manifestar-
se
a
favor
dos aggressores;
e
houve
mui
tos
emissários
que
do
campo
vieram
á
cidade
e
vice-versa,
lendo
o
primeiro
lo
gar
entre
estes
o ministro
de
uma
poleu-
cia
estrangeira
acieditado
junto
d
’
esla
Santa
Sé.
O
qual
ministro,
verdadeiro
Achitopheles dos
nossos
dias,
loquebalur
pacem
cum
proximo
suo,
mala aulem
in
corde
suo.
Verdadeiro
Achitopheles,
que
fatiava
no
Vaticano uma linguagem
diame-
tralmente opp&sia
á
que
empregava
no
campo
inimigo.
«Vista
pois
a
íirmesa
do
povo
romano,
a
tropa
aproximou-se
ás
muralhas
e abriu
a
porta
á
sua
passagem
pela
memoranda
brecha de
20
de
setembro.
Depois d
’
isto
o
pequeno
mas
Gel
exercito
pontifício
foi
feito
prisioneiro,
e
enviado
para a
alta
Ilalia.
Porém
talvez
o
pensamento
Gxo
era
justificar
a
injusta
aggressão
com
o
pretexto
de apasiguar algum
tumulto
que
se
esperava
que
rebentaria
em
Roma.
Pa.
ia
alcançar
esse intento
deixou-se
esta ca.
tantas
outras
partes
da
Europa
tem
se
guido
animosamente
o
mesmo
nobre
e
santo
caminho.
A
America
tem
dado
as
mais
luminosas
provas
de
simpalhia
por
esta
Santa
Sé
’
A
Hispanha,
entre as
difli-
culdades
que
a
cercam,
pede
com
firmesa
e
constância
a
unidade
catholica.
«Deixo
outras
relações
e
volto
a
vós,
filhos
caríssimos,
para
me
alegrar
nova
mente
pela
vossa
constância,
e
vos
diser
com
o Apostolo:
sic
State
in
Domino,
çasissimi.
Conservae-vos
assim
unidos e
sempre
fieis
a
esle
centro
da
verdade,
a
esta
cadeira
da
sã
doutrina
;
e
unidos e
concordes
mais facilmente
alcançaremos
de Deus
o
complemento
dos
communs
de
sejos, isto
é,-o
despacho
da»
innumeraveis
orações
que
de
todo
o
mundo
subiram
como
incenso
cheiroso
até
os
pés
do
thro
no
de
Jesus
Christo.
«Em quanto
a
mim,
uno-me
ás
prece»
do
universo,
e
em
cumprimento
do meu
dever,
e
segurança
dos
direitos
d
’
wla
San
ta
Sé,
repilo
os
protestos
já
feitos
outras
veses
contra
as
usurpações
por lodos
os
modos
já
consumadas;
as
quaes
são
uma
enorme
contradição
com
a
promessa
ex
plicita de manter
a
nosso
respeito uma
acção
conservadora.
«Para
corroborar
a
constância
dos
nos
sos
corações,
deȍa
sobre
nós
a
bênção
de
Deus,
afim
de que
nos conforte a
todos
n
’
esta coostancia,
e
nos
conserve
sempre
fumes
nos
princípios
da
lé
e
da
caridade
christã.
Estae
unidos
nas
famí
lias,
estae
unidos
nas associações,
e
a
união
christã
será
a
que
alcançará
a
vi
ctoria.
Benediclio
Dei,
etc.
de
fallar
em
cousas pouco
boniias.
Ficamos
hoje
por
aqui,
e
até
á pri
meira.
K.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Parece confirmar-se
a
capitulação
de
la
Seo
de Urgel.
Uns
atlributm-na
á
falta
d
’agoa, uutros
a
maebinações
do
traidor
Cabrera.
Esperemos,
porque
o
lempo
nos escla
recerá.
Não
obstante
um
pouco
atrasadas,
fa
zemos
as seguintes
transcripções
:
Na
Catalunha
deu-se
um
pequeno
com
bate
entre
a
divisão
do
general
E-teban
e
dous
batalhões
da
divisão
carlista
dn
Cas-
teils que se retiraram
de S.
Lourtnzo de
Morunys
depois
de pelejarem
decidida men
te
umas
duas
horas,
e
uma
esçaramnça,
que
outro
nome
não merece,
entre
a
bri
gada
cornmandada
por
Acellana e
a
ronda
carlislas
(uns
300
homens)
qoe
dirige
Mariano
de
la
Coloma,
antigo
gueirilheiro,
muito
practico
n
’
estas
luclas.
Em
quanto
a
movimentos,
o
n:e«mo
Esteban marchou
em
direcção
a
la
Seo,
manobrando,
em
combinação
com Jovellar
que
se
dirigiu
a
cobrir
a
linha
de
Poig-
cerdá,
ao
acampamento
affonsino
em
fren
te
d
’
aquella
praça,
e
realisado este
pro
posito
regressou
a
Lerida,
depois
i.e
con
ferenciar
com
Martinez
Campo-,;
emquan
lo
Saballs
com
as
forças
catalãs
continua
va
movendo-se
entre
S.
Quirce,
Terelló
e
Manllen,
observado
por Cbacon e
A
ira
ri
do, e
Castells
e
Dorregaray
dirigiam-se
em
demanda
da citada praça,
seguidos
por
forças
d
’
estas
duas
divisões
aflonsioas.
Tudo
fazia
presumir,
segundo
opiniua-
vam
os
militares,
umv
batalha
de
conse
quências
e
priucipalmente
dependia
de
qtie
um
ou
outro
attrahisse
seu
inimigo ao
terreno
que
houvesse
escolhido, não fal
tando
quem
visse
nas
operações
de
Dor
regaray
o
proposito
de
collocar
seu
adver
sários
na
rectaguarda
para
os
lados
do
rio
Nogueras,
que
ameaça
vadear,
segundo
crêeui,
com
intenção
de
que
tentem
es-
lorvar-lh’o peH
margem
esquerda,
a
Um
de
conseguir
por
esle
meio
seu
indicado
proposito.
Em
vista
de
tudo
isto,
os cailistas,
tão
escarmentados
peLs
reiteradas
traições
de
qoe bâo sido viclimas.
principiam
a
murmurar
<las
operações
d’aquelle
chefe,
julgando que inleroacionalmente
consente
que
se
relaxe
a
disciplina
das
suas
tropas
e
uão
conduza
ao
combate
para
que os
volumtarios encontrem
facil
o
abandona
rem
as
fileiras.
E’ surprehendenle o que snccede com
o
diclo
general
carlista
!
Sempre
que
ha
receios
como agora
snccede,
de
uma gran
de
traição,
seus
correligionários
fixam
os
olhos
n’
elle,
ainda
que
nào
tenha dado mo
tivo algum
palpavel
para
esta
desconfian
ça.
Se
á
injusta
prevenção
de
seus
cor
religionários
ou
admiravel
inslicto
das
mas
sas
a
quem
guia a
convicção
na
defeza
de
sua
ideia?
Talvez
não tardemos
muito
a
sabel-o
porque
me
parece
que
o
partido
carlista
atravessa
n
’esle
momento
uma
la
boriosa
crise.
As
intrigas e manejos
de que
fallei
20
referir-me
ao
Centro
e
que
se
viram
de
terminadas
em
algum
ponto,
ainda
que
seca
conseguir
todo
0
exilo
que
tinham
em
vis
ta,
teem
continuado
oa
Catalunha,
estão-
se
empregando
e
certameme
existem
den
tro
da
praça
de
la
Seo,
como
0
revelaram
os
castigos dados
por
Lizarraga, de
qoe
me
occupei
na
minha
anterior.
Estas in
trigas
manobras
não
foram
para
ningem
um
segredo,
desde
0
mcmenlo
em
que
chegou
a
Bourg-Madame,
immedialo
a
la
Seo. ainda
que
em
teriiiorio
fraecez,
0
ex-general
carlista
Cabrera,
desesperado
VfcKlr»
M
ova
«le
FasMuIieiío
30
de
agoMto «le
1S95
fDo
nosso
correspondente!.
Teve
honlem
logar
n
’
esta
villa
a 3.
*
e
ultima
procissão
do
jubileu
do
Anno
san
to,
cujas
procissões
sahiram
da
egreja
matriz
e
visitaram
as
capellas de
Santo
Anlonio,
S.
Vicente
e Senhora
da
Lapa.
Todas
as
tres
procissões
foram
com
postas
de
seis confrarias
e
quatro cruzes
das
freguezias
mai»
próximas,
bem
como
a
confraria
das
Santas
Chagas,
e
Ordem
Terceira d’esta
villa
;
podendo
dizer-se
que
eutre
todas as
confiarias,
clérigos
e
mais
fieis,
faziam
um
acompanhamento
de
cerca
de
tres
mil
pessoas!—
Prova
eviden
te
qoe
o
nosso bom
povo
ainda
nào es
tá
tão
falto
de
fé
como
alguém quer
sup-
por.
E
nós,
como
verdadeiros
catholicos
muito
nos
regosijamos
quando
vemos os
lieis
acudir
ao
chamamento
da
Mãe com
inam,
a
Santa
Egreja.
O
rev.
0
arcipreste
e
parocho d’
esta
villa,
foi
incansável
a
convidar o
povo
a
acompanhar
as
procissões,
no
fim
das
quaes
fez
ver
qual era
a
utilidade
que
os
fieis
padiam tirar
no
presente
jubileu,
e
a
obri
gação
a cumprir
para
complemento
do
mes
mo.
Sinto
dizer-lhes que a
corporação
da
confraria
da
misericórdia,
d
’
e$ta
villa
quan
do
foi
convidada
para
acompanhar
as
pro
cissões
a
qoe
me
lenho referido,
tratou
logo
de
saber
se
era
ella
ou
a
Ordem
Ter
ceira
que
tinha
a
tomar
o
primeiro
logar;
porém
como
visse
que
esse logar
era
da
do
por
direito
de
antiguidade á
Ordem
Terceira,
não
quiz
a
Misericórdia
acompa
nhar
a
procissão,
visto não
poder
tomar
o
primeiro
logar!!!
Isto
parece
impossí
vel, mas é verdade.
Homens
que só
gostam
de
figurar, nào
devem
occupar aquelle legar de
mesaúos,
porque,
com
estes
procedimentos
e
outros
quejandos,
não
aproveita
nada
a
confraria,
e
uma
instituição
como
esla
é
mau
que
se
estrague
na
base.
Esperamos,
pois,
que
estes
procedi-
l
mentos
se
não
repitam,
para
não termos
pelo
odio
que
inspira
aos
seus
antigos
ami
gos
e
pelo
desdem
que
merece
a
lodos
os
homens
de reclo
juiso,
e
lurioso
por
não
ler
até
agora
podido cumprir as
suas
pro
messas,
o
que
impede
que
o
governo
se
cousidere
na
obrigação
d’
oulhorgar-lhe,
os
graus,
empregos
e
condecorações,
que
li
nha
no
campo carlisla.
Marlinez
Campos,
sem duvida
de
com
binação com
áquelle
ex-chefe
e
de har
monia
com
as
suas
manobras,
continúa
estreitando o
mais
que póde
o
cerco
da
fortaleza
e
o
’
um.energico
ataque
na
noite
de
21
conseguiu
apoderar-se
d’
uma
parte
da
povoação
de
Castell-Crodad,
mas
não
<lo
forte
que
a
domina ; porém
a
22
essa
parte
ocupada
estava
compleleinente
des
truída
pelos
canhões
carlistas
e
a
sua
po
sição dentro
das
minas da
povoação
era
insustentável
por
ser
perigosa.
Segundo
parece,
este movimento
lem
por
objecto
impedir
que
os
sitiados se
premeiam d
’agua
no
rio
Valira,
que
cruza
a
já
citada
povoação,
pois parece
que
al
guns
soldados
que
se
escaparam
da
cida-
delia,
apresentando-se
a
indulto,
disseram
que
nos
fones
se
carecia
do
dito
artigo,
<• icem
necessidade
de
abastecerem-se
no
Ho; mas
os
conhecedores d
’
eslas
coisas
sustentam
que
é
impossível
deixar
d
’
haver
cisternas
na
cidadella
e
castellos
e
que
o
pcior
dos
chefes
militares
abandone
o
de
ver
que
lhes
impõe
a
sua
posição
de
tel-as
sortidas
e
impossível
timbeiu que
no
ca
so
de
lhe
ler
sido
possível
sortir-se
do
rio
immediato
abandonasse
assim
áquelle
precioso
deposito.
Demais,
com
um
mappa
na
mão
e
con
sultando-o
como tenho
ouvido
aos conhe
cedores
do
terreno,
claramenle
se
vê
que
apenas
offerece
perigo
sair
dus íortes
para
abastecerão
d
’
agoa
uo
rio
o
accidenlado
do
terreno
qne
esle
percorre
ao
amparo
dos
fogos
dos
mesmos
e
o
mui
quebrado
d’
aqutdle
em
estes
se
acham.
Discutiam-se
estas cousas
e
lallavamos
com
tal
prepe-
lexidaõe quan
lo
hontem
nos
surprehendeu
ntn
teegramma
publicado em
supplemen-
to
pelo
«Imparcial»
;
noticiando
que a
guarnição
dos
fortes,
excepiuando
os
oífi-
ciaes,
queria
render-se
e
que
o
general
Marlinez
Campos
unha
mandado
entrar r.a
praça,
como parlamenlario,
um dos
seus
ajudantes
para
inteirar-se
das
condições
e
altitude
dos
chefes
e
officiaes.
E>la
noti
cia
produziu
éeusação
e
foi
objecto
de
commentarios,
porqu»
todos
entendiam,
ex-
cepto
os
mui
optimistas,
que,
se
os
sol
dados
rebellando-se,
querem
reader-se,
não
ha
para
que
consultar
os
chefe»,
que fi
cam
abandonados
de
meios
para
o
impe
direm
;
assim
como
é
illogico
que
o
ga-
neial
Marlinez Campos
dig.i,
primeiro
que
ao governo,
ao
correspondente d
’
um
pe
riódico o
objecto
que
tem
em
vista ao
di
rigir
á
fortaleza
sitiada
um parlameotario
;
«nas
iol:is
os
commentarios
ce-savarn
ao
manistar o
governo
á
noite
mesmo
por
me
o
dos
seus
oigàos
qne
as
noticias
que
tiuha
não deixavam
entrever
simiihante
successo.
M>seis
que
o
periódico
hoje
in
siste em
que
tem
e
póde ter telegrammas
antes
<lo ministério
e
que á
hora
em
que
escreve
publica
outro
em
supplememo
no
ticiando que os
sitiados
pedem
para
sair
hvremeote
da praça, incluindo
o
bispo
que
se acha
dentro,
apesar
da
calumnia
dos
perio
licos liberaes
de
que tinha
fugido
pa
ra
a França,
levando grossas
sommas,
e
que
Madinez
Campos
exige
que a
guar
nição
tique
prisioneira
e
o
Prelado
á
dis
posição do
governo
e
assim
voltamos aos
commentarios
apesar
de
não
haver par
tes
officiaes
que
neguem
ou
confirmem
o
facto.
A
’
vista
d
’isto,
coinprehenderão
os
lei
tores
quanto
é
pailido
o
que
se
offerece
para
dizer
sobre
a
guerra.
A
expedição
de
Maldonado
de Vitoria
a
Salvatiira
leve por
unico
objecto
tra
zer
d
’
esle
ponto
algum
grão
e
varias
fa
mílias carlistas
prisioneiras,
ainda
que
se
queira
dizer
outra
coisa.
Ambos os
fins
conseguiu a
meias,
pois
foram
muito
me
nos
os
presos e
os
despojos
do
que
pen
sava.
graças
ao
nutrido
fogo
de
tres
ba
talhões
carlistas
e
uma
bateria
situada
nas
posições
iminediatas
elle,
que
o
obrigaram
a
retirar-se
com
algumas
baixas
por
se
não
atrever,
apesar do
quadruplo
numero
das
suas
forças,
a
ir buscel-os
aonde se
achava.-n
assim
como
também
estes
por
sua
escacez oão quizeram
acommettel-o em
terreno
mais
franco
e desembaraçado
do
que
o
que
tinham.
Em
contraposição
a
esla
manobra,
o
conde
de
Caserta
desceu
até
Quevara
com
uma brigada carlisla,
em
ar
de
desafio ás
forças
que
existem na
linha
de
Victoria
;
mas estas abstiverara-se
de
acceitar
o
re
pto
porque
junto
a
Quevara
se
acham
as
formidáveis
linhas
da
Arlaban
celebres
pe
los
combales
que u
ellas
se
deram
na
cam
panha
passada.
Os
carlistas
continuam
atacando
Herna-
ni
de
Santiagomendt
assim
como
a
posição
de
Montevideu,
que
os
liberaes
occupavam
para
cobrirem, se
poderam,
aquella
praça.
Tumando
a
iniciativa,
algumas
compa
nhias
carlistas,
destacadas
das
forças
que
desde
a
margem
contraria
se
estendem
até
Logroobo,
vadearam
o
Ebro
ha
tres
noit-s.
dingindo-se
a
Muriilo,
onde
apprehenderam
alguns
recursos
e
rezes,
em
vista
do
que
o general
em chtfe destacou uma
brigada
ás
ordens
de
Goyeneche,
para esle se
di-
gir
immediatamente
a
debnder
Logronho.
—
Elizondo, 23
de
agosto
—Grande
vic
toria.
A
di
•
isão
affonsista
Arrando,
foi der
rotada completarnenle.
Officiaes
e
soldados
se
refugiam
em
Puygcerdá.
atravessando
o
lerritorio
francez com
armas
e
bagagens
Apezar
da chegada
de
Jovellar
a
Seo,
Savalls e
Caslells
esperam
obter
novas
victorias.
• ,
-
A
nossa
cidade
e
o
Castillo
ainda
nao
soffreram
avariás.
Não
ha
brecha.
Os
affonsjslas
teem já
5
baterias
:
j.a_Perto
da porta
da
Princeza,
a
1:000
mestres,
6
peças de
12
2.
’
No
Mon
te
Avisa, a
á
1:600
meslros,
4
Krupps e
6
Placencias,
3.
a
No
Monte
de
Monttirrer,
e
7:000
metros, 2
canhões
de
12,
dois
morteiros
de
27;
4.
3
No
Monte
Corp, a
500
metros,
4
peças
de
12:
5?
Sobre
Pia
de
las
Forcas,
a
250
melros, dois
Krupps
e
duas Placencias.
Total,
30
peças.
Apezar
da
superioridade
da sua artilhe
ria,
já lemos
desmontado
por
vezes
estas
baieiias;
e
ella»
nunca
calaram
o
logo
das
nossas.
A
explosão
em
Barcelona,
do
barco
Express
desanimou
muito
os
sitiadores,
qoe
começam
a
achar
a
sua
empresa
mais
dií-
íicil
e
longa
do
que
lhes
tinham
dito.
A
fé
dos
sitiados no
triumpho
e
tnai-
Guérnica
23.—
S.
M.
continúa
aqui.
Parece,
comtudo,
provável
sahir
brevemen-
te,
ainda que se
iguora
o
ponto
onde
pen
sa
dirigir-se.
.
.
.
—
Hontem
uma
columna
inimiga
preten
deu
entrar
em
Sesma
;
porém
fugio
cobar-
demente
ante
as
forças
commandadas
por
Portillo.
.
.
U
brigadeiro
Maleo,
entrou
na noite
de
20
em Lodosa,
e
ainda
que
não poude
supiehender
o
inimigo
como
projectava,
tomou
oo
dito
povo
abundantes
munições
para
as
suas
forças.
Hendaya
24
d
’
agosio
—O general
Que-
s»da
lendo
sahido
de
Victoria
e
tendo
che
gado
a
Salvatierra,
o conde
de
Caserta
lhe
oíTereceu
batalha.
Quedada
oão acceilou
e
retirou-se
em
silencio
durante
a
noite.
—
O
inimigo
quiz
entrar em
Sesma (Na
varra)
e
foi
repellido.
—As força»
carlisla
entraram
na
noite
de 20,
em
Lodosa
e
tomaram
alguns
eííei-
tos
de
guerra.
O
Rei
está
em
Guérnica.
——I
PAHTE OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral
dos
negocios
de
justiça
e
eccle-
siaslicos
1.
a
Repartição
Não
tendo
havido
oppositores
no
con
curso
documental
aberto
para
provimen
to das egrejas
parochiaes
da
diocese de
Beja,
contantes
da
relação
junta:
manda
Sua
Magestade El-Bei
que,
nos
termos
do
arligo
16
°
do
decreto
de
2
de
janeiro
de
1862,
se
abra
concurso
por
provas
publi
cas,
perante
o
respectivo
prelado
diocesa
no,
para
provimento das
sobreditas egre
jas
parochiaes,
observando-se
as
prescrip-
ções
do
decreto
de
9
de
dezembro
de
1862.
O
que
por
ordem
do
mesmo
augusto
senhor,
se
participa
ao
vigário
capitular
do
bispado
de
Beja,
para
soa iotelligeucia
e
devidos effeilos.
Paço
em
23
de
agosto
de
1875.=Augus
to
Cesar Barjona
de
Freitas.
Relação
das
egrejas
parochiaes
da
diosese
de Reja,
a
que
se
refert
a
portaria
di
rigida
nesta
data
ao
vigário
capitular
do
bispado de Beja.
S.
Malhias
(S.
Mathias),
concelho
de
Beja.
Negrilhos
(S.
João),
concelho
de
Aljus-
trel.
OrioHas
(Nossa
Senhora de
Assumpção),
concelho
de Portei.
Nossa
Senhora
do
Rosário
(Nossa
Se
nhora
do
Rosário),
concelho
de
Almodo-
var.
Serra
(S.
Bartholomeu),
concelho de S.
Thiago
do Cacem.
Valle
(Santa
Catharina),
concelho
de
Bej
a
.
Villa
Nova
de
Milfanles (Nossa Senhora
da Graça),
concelho
de
Odemira.
Villa
Kuiva (Nossa
Senhora
da
Concei
ção). concelho
de
Cuba.
Secretaria
d
estado
dos
negocios
eccle-
siasticos
e
de
justiça,
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos, em
25
de
agosto
de 1875.
—
Luiz
de
Freitas
Branco.
GAZETIL9A
Festividade.—
No
proximo
domingo
5
do corrente, lem
de
festejar-se na capel
la
da
sua
invocação
em
S.
Lourenço
da
Ordem,
N.
Senhora
das
Necessidades
e
o
Mártir
S.
Loureuço,
havendo
de
tarde
ar
raial,
durante
o
qual locará
a
«Filarmó
nica
Bracarense».
Fallecimento.
—
Na
tarde
de
ante-
hontem
entregou
a
alma
a
Deus,
a
exc.
ina
sur.’
D.
Mana
do
Patrocínio do
Sousa
Rebello,
cunhada
do
nosso
amigo
o
snr.
Silva
Pereira,
proprietário
do
«Jornal
do
Minho».
A
illuslre
finada
contava
51
annos,
e
era
dotada
d
’
excellentes
qualidades.
Acompanhamos
na
dôr
a
sua familia,
e
pedimos
as
orações
dos
leitores
para
a
sua
alma,
que
Deus
tenha entre
os res
plendores
da
luz eterna.
Anedoetas.
—
Tendo
chegado ceno
cavalheiro
a
uma
terra
da
província,
foi
visital-o
um
antigo
criado
seu.
Feitos
os
comprimentos do
costume, o
criado
des
pediu
se,
pedindo
ao amigo
amo,
que
dis-
pozesse das
suas
iniquidades.
=Um
homem,
cujos negocios
corriam
mal,
dizia
um
dia
para
exprimir
a
cons
tância do
seu infortúnio
;
—sou
por
tal
modo
infeliz,
que
não
set já
o
que
liei
de
fazer
:
aposto que
os
homens
deixam
de
ler
cabeça, se
eu
me
lembrar
de
ser
cha
peleiro
’
.
=0’
José,
dizia
um
amo
a
um
criado;
eutão
tu fostes
deitar
as
cartas
ao
correio,
e
não
viste
que lhes
faltava
o
sobrescrip-
io
?
Eu
julgava,
respondeu
o criado,
que
o
patrão
nào
queria
que
se
soubesse
para
quem eram
=Ha
ires
cousas,
dizia
um
homem
espirituoso, de
que sempre gostei,
e
que
nunca
entendi : a
pintura,
a
musica,
e
as
mulheres.
c=Um
rapaz
pouco
atilado
fazia
a
côrte
a
uma menina,
e
quiz
mandar-lhe
o
retra
to.
Com
este
fim
dirigiu-se
a uin
photo-
grapho,
e
pedm-lhe,
que
tirasse o retra
to,
de
modo
que
a
cara
não
se
parecesse
com
a
t
sua,
porque
o
pae
da
sua
amante
era
muito
desconfiado.
=
Dois
beleguins
sendo
encarregados
de
uma
diligencia,
foram
maltratados
por
palavras
e
obras.
Em desforra
a
este
insul
to,
lavraram
immediatamente
um auto,
(jue
terminava
do
modo
seguinte
:
os quaes
indivíduos
mallratando-nus
e
injuriando-
nos, disseram
que
éramos
tratantes,
maro
tos
e
ladrões,
o
qgeaffirmamos
por
ser
verda
de.
—
Um
marido
perguntava
á
esposa
:
com
quem
queres
que
eu
me
case
em
tu
morrendo?
—
Casa-te
com
o
diabo.
—
Não
pode
ser,
minha
querida;
porque
os
cânones
não
consentem
que
os
genros
casem
com
as
sogras.
—Uma
esposa
indignada
ralhava
com
o
marido embriagado,
dizendo-lhe
:
oão
tens
vergonha
nenhuma
nes»a
cara!
Quando
has
de
tu
perder
esse
maldito vicio?
—
Cala-le mulher,
respondeu-lhe
o
mari
do
:
o
homem a
beber
nunca
ha
de
fazer
tanto
rlamno como
a
mulher
a
comer.
Lem-
bra-le
da
nossa mãe
Eva.
=Um
lavrador,
que
precisava
saber
noticias
de
um
compadre,
que
linha
ido
a
uma terra
distante,
e
por
lá
se
demorava,
dirigiu-se
á
estação
telegraphica,
e
fez
expedir
o
seguinte
telegramma
—Compadre.
Diga-me
se
é
vivo ou
morto,
pois
corre
cá
na
vlila,
que
o
compadre
morreu
de re
pente.
«Conimbricense»
Livre
eultismo.—
(«Consultor
de
los
Párrocos».)O
sor.
Valeriano
Casaneva
pu
blicou
extractos
exactos
de
seus eloquentís
simo
discursos
em
defeza
da
unidade
ca.
tholica.
Como
suas
occupações
não
lhe
permitliram
escrever
e»les
discursos,
não
pôde
publical-os inteiros
; mas
como
nào
disse
senão
o
que
havia
meditado
muito,
es
tá
certo
de que
no
essencial
não
ha
nenhu
ma
differença
enlre o
que dis«e no
sena
do
e
o
que
agora
expõe no
folheto. Este
trabalho
do
snr.
Casanueva
era
necessá
rio
para
evitar
falsas interpretações,
e
é
mui
util
por
conter
dados
importantes
e
observações
da
grande
força contra o livre-
cullismo.
Q snr.
Casanueva
é
homem
de
mui
claro
inteudimento, muita
instrucção,
con
vicções
mui
profundas e
muita honradez.
Isto
faz
que suas palavras
nunca
possam
ser
consideradas como
palavras
d
’
um
ora
dor
qualquer.
Ha
homens cujas ideias
sobem
e
baixam,
segundo
baixam ou
sobem suas
esperanças
de
chegar ao poder. O
snr.
Casanueva
provou já
muitas
vezes
que
não é
dos
que subordinam
suas
crenças
ao
logro
de
sua
ambição.
Mais
de
uma
vez e
em
tempos
mui
remotos
se
negou
a
acceitar altos
cargos
que
lhe
ufíereciam,
por
crêr
que
o
homem
nào
é
grande
quando
desempenha grandes cargos,
senão
quando
os
desempenha
sem
menoscabo
de
sua
dignidade
e
em
harmonia
esm
sua
consciência.
Incêndio.
—
Um
telegramma de
Sala
manca,
diz
a
«Epoca»
de
Madrid,
annun
cia
que
está
ardendo a egreja
de
Penaran-
da
(Paquella
proviocia.
O
incêndio
foi
mo
tivado
por
uma faisca
electrica
e será
im
possível
dominar o
fogo
que
em
verdade
é imponente.
A's
onze horas
e
dez
minutos
da
noi
te de 26
do
correuie,
seguida
de
um
tro
vão
medonho
caiu
uma
faisca
na tone
da
egreja
parochial
de
S. Miguel
Archanjo
de
Penaranda
de Brocainonte.
Immedialamen-
te
mamfestou-sc
um
violento
incêndio
que
devorou
em
pucas
horas
a parte
superior
da
dita
torre,
destruindo
os
diversos
pavimenios,
as
e»cadas,
a maquina
do
relogio
e
a
armadura
dos
sinos
que
cairam
para
o
lado de
dentro.
Não
obstante
a grande
elevação
da
tor
re,
receiava-se
que
o
fogo se
propagasse
ás
casas
próximas
e
a
grande
parte
da
povoa
ção
;
no
entanto
os
exforços
heroicos
dos
mestres
de
obras
D.
José
pediu
e
D. Joa
quim Lopes
Ropero
que
logo
u principio
accudiram
com
as
suas quadrilhas
de
opa-
rarios
e a
bomba
municipal,
conseguiram
localisal o, domioando-o ás quatro da
ma
drugada, oão
sem arrostarem
graves
peri
gos
com
uma
seredade
e
arrojo
impon
deráveis.
«
P.
de
J.
»
AGBADECIMESTOS
José
Maria
Vieira
de
Carvalho
Macha
do,
abbade de
Donim, e
Manoel
José
Viei
ra,
parocho da freguezia de
Taboaças,
pe-
nhoradissimos
com
todos
os
snrs.
e
es
pecialmente
com
os
revd.
mos
snrs.
eccle
siasticos,
que
se
dignaram
honral-os
com
sua
presença
e
bons
serviços
no
funeral
de
seu
chorado
irmão
e
primo
João
Fran
cisco Machado, cujos
restos
mortaes se
deram á
sepultura
no
dia
12
do
corrente
na
egreja
de Taboaças,
do
concelho
de
Vieira,
não
podendo
agradecer-lhes pessoal
mente
a
sua
reconhecida
dedicação,
tri
butam-lhes
por
esle
meio
o
seu
devido
reconhecimento.
Tendo
a
Mesa
da
Santa
Casa
da
Mi
sericórdia,
d
’
esla
cidade,
dirigido
cartas
a
lodos
os
mutuatarios,
tanto
da
Misericór
dia
como
do
Hospital, para
que
viessem
no
praso
de 60
dias
pagar
os
juros
em
divida,
e
como
alguns
devedores
não
sa
tisfizessem
ao
que
se
lhes pedia, avisam-
se
por
esle
meio,
que
se
âo
executiva
mente
compellidos
a
pagar
findas
as
fe
rias
geraes
quando
não
satisfaçam
seus
débitos por lodo
o
corrente
mez
de
Se
tembro.
Braga 1
de
Setembro de
1875.
A
Mesa
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
íaz
saber,
que
até
ao
dia
15 do
corrente
acceila
propostas
em
Carta
fechada
para
o fornecimento
de
pão
trigo
e
de mistura
qne
tem
de se
con
sumir
no
Hospital de
S. Marcos,
desde,
o
l.°
d
’
Oi)tnbro
do
presente
anno,
até
30
dê
Setembro
do
anno de
1876,
sob as
condições
que
estão
patentes
na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
As
propostas
serão
apresentadas
na
mesma
secretaria ou lançadas
na
caixa
da
Misericórdia.
Braga
1 de
Setembro
de
1875. (2657)
Maria
Carolina
da
Silva, viuva,
da
roa
Nova
de
Sousa
d
’esta
cidade,
tendo
feito
uma
prevenção
no
«Bracarense» n.°
2216
de
26
novembro de
1872,
que
nada
mais
devia
a
pes<oa
alguma
além
do 2000000
reis
a
Silverio
Fernandes
Pôças,
da
mes
ma
rua,
declara agora,
que
pagou
ao
mes
mo
a
dita,
quantia,
e
nada
mais
lhe
deve.
(2658)
DO
SANCTURIÔ
Vulgo
Hotel
do
Padre,
ou
Hotel
de
Cima,
aclualmenle
de
Anlonio
José
Antunes
Tabelln geral
Sôpa............................................30
reis
Cosido....................................
120
>
Arroz
......................................
20
»
Assado....................................
140
'
»
Estufado...................................
140
»
Um
frango............................
240
>
Uma
galinha
de
canja. .
.
480
»
Mesa
redonda a toda a liora
Almoço
Bifes,
ovos
estrelados,
vinho,
pão,
café
ou
chá.........................................
300
rs.
Juntar
Sôpa,
cosido,
arroz,
vinho,
3
a
4
pratos
de
meio.
Sobremeza:
fruta
do
tempo
e
do
ce de
prato........................
600
rs.
Meza redonda
Almoço,
jantar,
ceia,
quarto
e
cama,
10000 reis.
Criados
e
criadas,
500
rs.
(2659)
Antonio
José
Ribeiro
da
Povoa
de
Lanho-
so,
e companhia Joa-
quim
AI
ves
Vinagrei
ro,
de
Braga,
levam
ao
conhecimento
do
publico
que
no
dia
30
do
corrente
abrem a
sua
carreira
diaria
entre
Braga
e
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa,
a
sair
de
Braga
ás 10
horas
da
noite,
che
ga
a
Barcellos
á
uma.
demora meia
hora,
sae
de
Barcellos á
urna
meia
e
cbega
á
Povoa
ás
5
da
manhã.
Sae
da
Povoa
á
uma
hora
da
tarda
chega
a
Barcellos
ás
4
e
meia,
demora
meia
hora,
e
chega
a
Bra
ga
ás
8
da
noite.
Preços:
De
Braga
á
Povoa
e
vice-ver
sa,
dentro
600
reis,
fóra
500.
Cada passa
geiro
tem
8
kilos
de bagagem
grátis,
pa
gando
o
excesso
a 20
rs.
por
kilo.
Escriptorios
:
Em
Braga,
em ca<a
de
Domingos
Alves,
esquina
da rua
das
Agoas
e
na Povoa
do
Varzim
em
casa de
Fran
cisco
Alves
dos
Sautos,
largo
de
S.
José
d
.
o
8
e
9.
Braga
28
de
agosto
de
1875.
(2654)
Anlonio
José
Ribeiro.
Visto.
Araújo
Corrêa.
PARA
t’OJl SEUS PAES
Original
de
Th.
—
H.
Barrau.
Traducção
de
João
de
Deus.
Vende-se
em
todas
as
livrarias
do
reino.
Remette-se
a
quero
mandar,
Lanço
de
porte,
a
sua
importância
a
Pacheco
Zt Bar
bosa, Praça
de
D.
Pedro—
Lisboa.
Preço:
brochado,
120
rs.,
cartonado,
200
rs
DINHEIRO
A JURO
Ha
para dar
a juro
de
5
p.
c.
a
quan
tia
de
8000000 reis
sobre
hypolheca
edo-
oea.
No
escriplorio
d
’esta
redacção
se sa
be quem
o
dá.
(2651)
VINHO
VERDE
Quem pretender comprar al
guns
cascos
ou pipas de
vi
nho
verde
superior,
póde
di
rigir
se
a
José
Anlonio
Fer-
nandes,
proprietário
do
hotel
da
Vista
Alegre,
nas
Carvalheiras.
(2653)
Precisa-se
d
’
um criado
para
cosinha de
café;
quem
estiver
habilitado
dirija-se
ao
cafe
Bracarense,
debaixo
da
arcada
da Se
nhora
da
Lapa.
(2648)
DILIGENCIAS DIARIAS
De Sebastião
da Silva Neve
*
Entre
Braga,
Ponte
do
Lima,
Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão,
Tuy,
Vigo,
Ponlevedra
e
S.
Thiago.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens
directamente
de
Braga
para
Lis
boa.
por
caminhos
de
ferro.
Escriptorios:
em
Braga, na
casa
aon
de
estava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Pome
do
Lima,
na
hos
pedaria
da
Theodora,
em Vianna,
no
es-
criptorio
do
annunciante.
(2611)
Banco
Agricola
e Industria!
da
Estremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas,
d’
este
Banco
a
hserem a
3.a
entrada
de
20
p.
c.,
ou
dez
mil
reis
por acção,
desde
o
dia
1
a
8
de setembro
proximo,
Porto,
sede
do
Banco, Praça de
Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros
n.°
51,
casa
David Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
João
Baplista
Lopes.
Em
conformidade
com o
artigo
56
§
unico
dos
Estatutos
d
’
este
Banco,
previ
nem-se
os
snrs.
accionistas,
que
não
fi-
zererem
a
entrada
dentro
do
praso
mar
cado, que
terão a
pagar
mais
1
p.
c.,
por
mez,
pela
demora
da
entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
24 d
’
agosto
de
1875
Eduardo
Bibeiro
Mendes
Felix
Plácido
de
Santos
Eduardo
Lyon.
(2645)
BANCO
DE
BARCELLOS
São
convidados os snrs.
accionistas
d’es-
te banco
a
entrarem
com
a
3.a
prestação
de LI
p
»r °|0
ou
50900
rs.
por acção
des
de
o
dia
1
a
5
de setembro
proximo
fu
turo.
Os
snrs.
accionistas
que se
acharem
em
debito
da
l.
a
prestação,
são
convida
dos a
fazerem
as
suas
entradas
dentro
do
mesmo
praso
para
não
ficarem
incursos
no
que
dispõe
o
art.°
11
dos estatutos.
Em
Barcellos
na
casa
do banco.
No Porto
na
Caixa
Filial.
Em
Braga
em
casa
do agente
o
snr.
Ignacio
José
Ferreira
Torres.
Barcellos,
22
d
’
Agostos de
1875.
Os
gerentes,
Miguel
Pereira
da Silva.
Joaquim
Redondo
Paes
Villas-boas.
Francisco Marques da
Cesta
Freitas.
(2&31)
PARA
O RIO DE JANEIRO
Pretende-se
um
homem e
mulher,
ca
sados, sem
filhos,
para
seguirem
com
bre
vidade,
devendo
o
homem
saber
cosinhar
e
a
mulher
lavar
e
engommar,
pagaudo-
se
bom
ordenado.
Falia
se
n’esla
cidade ao
largo
da
Se
nhora
a
Branca
n.°
22.
•
(2649)
GKANDE
LIQUIDAÇÃO
EE
PllATA
MOLS
Electro
plate ou
christophle
Para
serviço
de
mesa
e
mais
objectos.
Preços
fixos.—
Só
por
seis dias.
Rua
de
S.
Marcos,
n.°
2.
(C.
2616
R.
121)
ASENHA
Vende-se
uma
no
rio
Cavado.
Trata-se
na rua
do
Souto,
n.°
26-B,
em
Braga.
(2628)
José
Carlos Machado d
’
Almeida,
com
estabelecimento
na
rua
do
Campo,
n.°
16,
tem
para
vender
um
surtimeuto de
cami
solas
de
lã
de
lodos os
tamanhos,
assim
couio
meias e
culuroos, que
vende
por
preços
comodos.
(2647)
CARLOS
SELLERS
85—Rua da Reboleira—85
PORTO
Vende
cerveja
de
Bass
&
C
°,
engarra
fada
ou
em
cascos,
cogoac das melhores
marcas.
Crystal
Kumel.
Genebra
Ola
Tom.
Vinhos
do
Porto
e Xerez.
Tudo
por grosso,
e
a
preço
modico.
(2650)
NOVIDADE
44,
Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs. Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
O
professor
em
artes,
lettras
e
«ciên
cias,
membro
do
clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o
titulo e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário, podem
diri
gir-se
a
MeJicus,
rua
do Rei,
46,
em Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
Casa
de
Commissõcs
Antonio Zacharias da
Silva
Coelho,
com casa
de
Commissões
em
Braga,
rua
de
S. Miguel
O
Anjo n.°
16,
ao
campo
das
Hortas,
recebe
e
envia
encommendas
para
qualquer
parte
do
reino,
mesmo
in
dependentes
das
estações, a
pagar
em
qual
quer
dos
pontos
pela
commissão de 49
rs.
por
volume
até
70
kilos.
Também
remette encommendas
ou mer
cadorias
para
qualquer
parte
do
Brazil
ou
nação.
Encarrega-se
dos despachos
na
estação
das
Devezas
ou
de
qualquer
alfandega do
reino
abonando todas
as despesas
alé
que
as
mercadorias
cheguem
ao
seu
destino,
mediante
uma
commissão
rasoavel. (2635)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CflílVALBOS
&
C."
Rua
do
Souto
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e venda
de
pa
peis de
credito.
Receie
dinheiro á
ordem
e
a
praso
abo
nando
uros.
Empreita
sobre
penhores d’ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(R
*
)
Carvalhos
&
C.
a
ALVIÇARAS
Perdeu-se
um
brilhante d
’um
annel
desde
a
rua
Nova,
Jardim,
até
á
rua
de
S.
Gonçalo.
Quem
o
achar
e
o
queira
entregar,
depois
de
dados os
signaes,
fal-
le
na
rua
de
S.
Gonçal-o
n.°
2,
que
será
geuerosamente
gratificado.
(C.
2631
R.
115}
AI11Z8.II
1)8
VIM
DO ALTO DOURO
DA
CASA DE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido este
armazém
com as seguintes qualidades
de
vinhos
engarrafados e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vmho
tinto
de meza. . .
.
.
150
»
>
>
.
. .
.
.
190
>
Lagrima........................
.
.
200
»
Branco de meza. .
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
270
>
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
»
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
.
360
»
>
velho.
.
.
.
. .
400
»
Bastardo.......................
.
.
509
»
Moscatel.......................
.
.
500
»
Malvasia.......................
.
.
500-
»
Roncão.......................
.
.
700
» Alvaralhão
....
.
.
560
»
Velho
de 1854.
. .
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80, o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbyinico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
(N
•)
FATO ® FEITO
José
da
Silva
Fundão
Campo
de
SanfAnna (lad» de bai
xo)
n.°
68,
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’
esta cidade
como das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
falo
feito,
casimiras
para
fato
muilo
ba
ratas,
côrtes
de calça
a
10500.
20000
e
20500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panoo
familiar,
e
meoles,
bo-
nels
de gorgurão
de seda
e
de
casimira
de
todas
as qualidades
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
todos
os
feitios.
N.
B.
O
annunciante
faz publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja
encommendada,
e
promptifica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do freguez.
(P»)
L’
Uluslralion
de
la
mode.
O
mais
elegante, ncamenie illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de toilette,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-«e
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
coícesinho contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de 20
fran
cos.
Preços
(fasMgnatura
—
Portugal
:
sem o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde —
13
fr.
AGUAS
W1INERAES
Na
pbarmacia
de
Anlonio
Domingues
Alvim,
ha deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rios,
das
Caídas
da
Rainha,
Sedliu,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
(Q
*
)
ALUGA-SE
O primeiro
andar
da
casa n.
6
88,
da rua
da Boa-Vista.
<72
vi
JQ
<5^
do
Minho,
pela
fórma
Q
C3
'N
Em consequência
da
mudança
que
houve
no
horário
do caminho de
ferro
a
Nova
Empreza
de
Trens,
sita
no
largo
de
S.
Francisco u.°
2, altera,
abaixo especificada,
o
serviço
das
'
suas
diligencias
e
mallas-postas.
No
seu
escriplo-
riu,
onde
tem
a
Central
do Caminho
de
Ferro
do
Minho, vende bilhetes-e
despacha
bagagens e
mercadorias,
tanto
para
os
comboyos que
partem
pap
o
Porto e
Douro,
como
estações
intermediárias.
■^GIÃO
O
c
o
a
<72
<X> O
C3
C5
<72
<72
CtS
<72
02
N
Horária
do serviço das diligencias e mallas-postas.
Qualidade
de
trens
Ponto
de
par
tida
Horas
de
sahida
Ponto
de
che
gada
Horas
de
chegada
Bagagem
concedida
Demora
Malla-posta
Braga
4
da
manhã
P.
de
Lanhoso
6
da
m.
8
kiios
P
de
Lanhoso 5 da tarde
Braga
71
U dat.
»
>
Braga
</,»
»
Guimarães
3
»
»
>
Guimarães
3da
manhã Braga
6da
manhã
»
>
Braga
9
da
tarde
Arcos
1V
2
>
»
>
Arcos
1
da
m.
Monsão
6
da
»
>
Diligencia
Monsão
7
»
Valença
10
»
>
4
»
Valeaça
2
da
tarde
Monsão
5
da
tarde
»
1
Malla-posta Monsão
6
>
Arcos
10
»
»
Vi
»
Arcos
10</
4
»
Braga
3 da manhã
»
Diligencia
Braga
9
da
manhã
Arcos
2
da
tarde
10
kiios
3/
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»
Arcos
3
da
tarde
Monsão
7V
2
»
»
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Monsão
2 da manhã Arcos
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Arcos
7
»
Braga
da
tarde
»
»
Braga
10
»
P.
do
Lima
2
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»
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'li
»
•
P.
do
Lima
3
da
tarde
Vianna
6
»
»
»
Vianna
5
damanhã
P.
do
Lima
8
da
manhã
»
Vi
»
P.
do
Lima
8
Vz
>
Braga
1 da
tarde
»
»
Braga
12
»
Cruz
de
Real
5
»
»
»
Cruz
de
Real
5
»
Braga
10
da
m.
»
0
ESCOLA
AMERIOAHA,:
Recenlemente
chegado
a
esla
cidade,
aonde
pretende
demorar-s-e
algum
tempo-
olferece
os
seus
serviços
ao
respeitável
pu.
jlice em
tudo que
disser
respeito
á sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
caria,
dos,
colloca
dentes
arlificiats,
com
per
feição e
cura
todas
as
aílecçõe»
da
boc-
ca
;
especialidade
da escola moderna.
Con
sultas
e
extracção de
dentes
aos
pobres,
grátis
das
8
ás
9
horas
da
manhã.
Consultorio,
Campo
de
Sant
’
Anna
n.°
1
—
B 2
«
andar.
(C.
2614
R-
105)
PADRE
SENNA
FREITAS
A
TEADA
DE
MESTRE
LUCAS
Romance
religioso
original
1
vol.
400,
pelo correio 430
A
’
venda
na
Livraria
Chardrou
—
Editor.
<72
O
excesso da
bagagem
da
malla-posta, é
de
30
reis
o
kilo,
da diligencia
20
reis,
e
preço
dos
passageiros
é
o
já
annunciado.
(2604)
X
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.°
22,
qoe
tem
commodos para
numerosa
fami
lia.
Trata-se na
mesma
de
seu aluguel e
póde
ver-se
a toda a
hora
do
dia.
(2626)
rt
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S.E.S
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.—
E
« «
INJECÇÃO
BARN1T
E’
já
bem
conhecida
a
sua
efticacia
em
curar
em
menos
de 8
«lia»,
toda
a
qua
lidade
de
purgações,
como
o
póde altes-
tar
a venda de
mais de 2
000
frascos.
Deposito
em
Braga,
na
pharmacia
do
Hospital
de
S. Marcos.
(2641^
A
direcção
d'esta
companhia
previne
e
pede
aos consumidores
dos
seus gene
ros
que examinem
bem
os
rotulos
dos
volumes que
compram,
porque
ha
quem tenha
procurado imitar
os
da
fabrica
de
Xabregns,
por
forma
tal,
que
nem
escrúpulo
lem
tido
de
lhes
esfampar
as medalhas
de
prémios,
que
esta fabrica
tem
obtido
nas
diversas
exposições,
e
das
quaes, em boa
fé, ninguém
póde usar,
porque
são
propridade
da
Companhia.
O
abuso
tem
chegado
a
tal pcnto,
que
dizendo-se
1
no
rotulo
em letra pequena
preparado
pelo Mystenia
(e em letra
maior)
de
Xabregas,
no
cintado
apenas
poem
com
letras
muito
grandes,
Xabregaei.
Ainda
que
esta
imitação
seja
signal
evidente
de
que
os
tabacos
de
Xnbre-
gas,
pelo
esmero
de seu
preparo,
merecem
a
preferencia
do
publico,
ainda
assim
póde
este
ser
illudido,
comprando
como
de
Xabregna,
tabacos
qne
o
não são ;
e
é~
por
isso
que
aos
referidos
consumidores se
pede que
prestem
toda
a
sua alten
ção
aos
rotulos
dos
volumes
que
quizerem
comprar.
A
direcção
da
Companhia
de
A«hregaH
nunca
veio
á
imprensa
fazer
an-
nnncios
para inculcar
os
seus
generos,
nem para os
vender
tem
procurado
imitar
os
rotulos
das
outras
fabricas,
nem
mesmo
dá,
porque
nào póde dar,
as
commissÕes
que
estas
dão
pela venda
dos
seus generos.
A
direcção
não
quer
por em quanto
proceder
contra
o
abuso
de
tal
imita
ção
qne
envolve
fraude;
e limita-se
a
desejar
que se
proceda
com
a
fabrica
de
Xa-
bregas,
com
a
mesma
lealdade
com
que
ella
procede
para
com as
outras
fabricas.
Em
Braga, os
depositos
dos
tabacos
d’
esta
Companhia, sâo
em
casa
dos
snrs.
João Antonio
d Oliveira
Braga,
rua
do
Souto 38,
e
Malhias
Dias
da
Fonseca,
lar
go
do
Barão
de
5.
Martinho
n.°
7.
(2640)
ALUGA-SE
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam-
de
D.
Luiz
I,
n.° 1
(entrada
po
<
dos
Capellistas.)
da rua
A. RIBEIRO
Campo
de
D.
Luiz
7,
n.°
7.
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
Tem
grande
sortimento
de
fazendas
de
lã
modernas, para
vestidos,
preços
bara
tíssimos, 100,
120,
e
160 rs.
e
de
maior
preço.
Chilas
largas
de
90,
100
e
120
reis,
guarda-solinhos
para
senhora,
desde
1$000
reis
até
3000;
tranças
e
cuias
para
ca
beça
de senhora
;
leques
pretos
e de
cô-
res
dos
mais
modernos para
senhora
;
la
ços
e
fichus
de
seda
para
senhora,
e
mui
tos
artigos proprios
do
seu
estabelecimento.
(2630)
COMPANHIA
GERAL
DE SE
GUROS
14
USlAO,
BE MADRID
Segura
nas
condições
mais
vantajosas
contra
o
risco
de
logo,
e
lambem
contra
os
prejuízos
causados
pela
explosão
de
gaz,
ou
pelo
raio.
Verificam-se
os
seguros
n’
esta cidade
de
Braga
no escriptorio
de
Ferreira
Bor
ges
&
C.a
,
praça
do
Barão
de
S.
.Martinho
n.°
26
—
1.°
andar.
(2537)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João
n.°
5,
com-
pra-se
toda a
qualidade
de
metaes, e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Asphalto
Nacional
da
Mina
de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa
com
escripto
rio
no Porto
na
Rua do
Bomjardim
n.°
365, previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co em
geral que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia
presla-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado do
seu
trabalho,
sendo suíficicnte
para
recommendar
o
seu
asphalto,
a
perferencia
que
lhe
tem
si
do
dada pela
administração
das
obras
pu
blicas
e o
repelido
chamamento
pa»a
subs
tituir
asphalto que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d
’
este
genero, podem fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.“
365,
e
em Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
NOVA FUNDIÇÃO DE
EERRO
DE
Antonio
Geranano
Ferreúrinii»
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas á
ingieza
de
todos
os
tamanhos,
canos para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor etc., pelos preços
do
Porto.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de S.
Martinho
n.° 18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(I)
RIO
DE JANEIRO.
A
snliir de Lisbon
Passagens a
preços
reduzidos.
Caminho
de
ferro
grátis.
A
barca
«Lisboa»
de
1:200
to-
nelladas,
com
espaçosa
canoa™
de
ré
para
passageiros de
prôo,
vae
sahir
com
brevidade.
Os
snrs. passageiros
que
quizerem
apro-
veilar o
ensejo
de
seguir n
’
este
excelleote
navio,
queiram
dirigir-se ao
escriptorio
de
Soares
&
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.
—Porto.
(D
*
)
BRAGA:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — *875. - É o formato de
-
comerciominho_02091875_391.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)