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-
3.’ ANNO 1375
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
363
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
kditor
e
proprietário
José
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim
como as correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
*■
*
A.-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre850rs.=Provin-
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1ô2o0
rs.^Brazil,
anno
4&400
rs.«=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
OU10&000 reis e
5^500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10 rs.
Para
os
assignanles
20
e/0
d’
abatimento.
BRAGA-TFRÇÂ-FK1RA 9» »E
JUJÍHO
'
Parabéns
á
immoralidade.
O
escandalo
consummou-se
alíim.
Braga,
a
lormosa
rainha
do
Este, nun
ca
tinha
preseoceado
scenas
laes,
como
a
que
para
ahi
se
representou
sob
o
pseu
dónimo
de
—
Os
Lazarislas.
Braga
não
sabia ainda, que
do
theatro
póde
faser-se
livremenle
um
prostíbulo,
do
palco
um alcoice.
A
civilisação
chegou-lhe
finalmente
com
o
seu
numeroso
cortejo
de
impudicos
tra-
buquciros,
para traser-lbe
mais
este
pro
gresso
por
ella
ignorado.
Debalde,
uma
povoação
inteira
com
o
rubor
dos
injuriados
nas
faces,
pedira
a
quem
compelia
o
auxilio
do
poder
em
lavor
da
própria
dignidade
offendida.
O
poder que
se
mostrou
indifiereme
á
voz da
justiça,
não
hesitou
em
proteger
a
affronla.
A
’
prostituta
decretaram-se
honras de
rainha.
E
quando
do
scenario
se
arremessava
o
mais
pungente
uilrage
ás
faces d
’uma
cidade
pundonorosa,
as
baionetas
velavam
para
que a
injuria
não fosse
repellida.
Mas
saiba-se,
que
Braga
não
tomou
parle
na
orgia.
Se lhe
fdllou
a
coragem
para
aílroniar
os
que
vieram
cuspir-lhe
um
insulto den
tro
mesmo
de
suas
portas,
sobejou-lhe
a
dignidade
para
que
se
não
resentisse da
ofíensa.
Braga
viu
passar
essa
carrada de
lixo,
que
a
ralé
das
lellras
transportara
para
deniro de
seus
muros,
e
n’um
movimento
de
indignação
acautelou
as
fímbrias
dos
vestidos,
receosa
de
que
a
mais
pequena
mancha
lh
’
os
enodoasse.
Braga,
zelosa
da
sua
dignidade, afastou
com
repugnância
os
olhos
do
nogeolo
es-
pectaculo
que
lhe
ofiereciam
; e em
seus
brios
de
fidalga
recusou
associar-se
aos
que
festejam
n’
um
farrapo
lilterario,
uma
obra
de
grande
mérito.
Se
perante
a
força
leve
prescindir
dos
seus
direitos
e
liberdade,
a
sua
nobresa
6
FOUIETIM
OS
LAZAlllSTAS
DO
Drama Calumnia
E
OS
Lazaristaa
verdadeiros
III
(
Continuação)
Nào
acabam
aqui
as
lições,
que
temos
a
offerecer ao
snr.
Ennes
e
companhia
;
proseguiremos;
no
entretanto,
diga-nos
elle
mesmo,
se
é
que
lein
a
coragem
de
vir
a
publico
defender,
como
real,
a
obra
de
sua
desvairada
imaginação, a
quem
quer
que
prestemos
assentimento,
á
escriplo-
ra que
viu,
estudou,
viajou,
entrou
nas
escolas,
nos
asilos,
nos hospilaes, nas
prisões,
que
bem
se
póde
dizer
leslimu-
nha
de
vista;
ou
a
elle
teslimunha
for
mada
sobre
narrativas
suspeitas,
ranco
rosas,
fanlasticas,
convencionadas
na
sei
ta,
a
que
pertence? Explique-nos
elle
co
mo
é
que
a
Irmã
dos
seus
—Lazarislas
—
é isso
que
diz,
verdadeira
aberração
do
sentimento
religioso
,
emquanlo
que
a
Ordem,
conservando
por
toda
parle
o
seu
caracler
particular e
proprio,
produz
maravilhas,
a
mil,
de
caridade e
sacrifí
cio
?
Ah!
snr.
Ennes;
calumniar
é
fácil,
sobretudo, quando,
como
aqui,
se
lison-
não
a
deixou transigir
com
o
escandalo.
Póde
o
auctor
dos
Lazarislas
julgar-se
bem
pago
do
seu trabalho
de
calumniar
com
as
encommendadas
ovações,
que Braga
lava
as
mãos
da
responsabilidade,
do
que
possa
locar-lhe.
E
se
ámauhã
virmos
em
quadro
simi-
Ihante
as pessoas
e
instituições
da
ordem
civil
e
politica,
recaia
a
culpa
sobre
aqel
les
que
com o
seu
assentimento
a
este
insulto,
mais
feito
ás
pessoas
e
instituições
religiosas,
fomentaram
o
exemplo.
Para
esses
também
a
responsabilidade
dos
actos de
selvageria
e
brutalidade
pra
ticados
á
luz do
meio
dia,
contra
eccle
siasticos
exemplares
e
virtuosos.
Era
esle
o fructo que o
snr.
Ennes
com o
seu
drama
estúpido
procurava
co
lher,
e
os
seus
desejos
vão
sendo
reali-
sados,
graças
aos
que
podendo
e deven
do,
não
obstaram
a
que
pela
diflusão
da
calumnia
sob
apparencias
dramaticas,
se
aguçassem
os
odios
da
canalha
sem
fé,
e
sem
Deus
contra
o
clero
catholico.
Mas pois
que
não
temos
obrigação
de
nos
conservarmos
de
braços
crusados
an-
le as
provocações
de
nossos
inimigos, pe
dimos
e
recommendamos
a
lodos
os bons
bracarenses
prudência,
união
e
energia.
E
que
ninguém
esqueça
o
insulto
que
o
snr.
Ennes
com
applauso
e
ajuda
de
seus
amigos
n’esta
cidade,
veio
de
pro-
posito
fazer aos
nossos sentimentos,
para
que
em
tempo
opportuno
possamos
mos
trar
a
lodos
quanto
somos
lembrados
do
que nos
fazem.
-
-----
.....
-------------------------------
-
Aniiivergiu-iu da
elevação ao Pon
tificado
do
siinimo Pontífice
Pio
IX.
No
dia
21,
logo
ao
alvorecer, os
si
nos
repicando
festivamente
em
todas
as tor
res
d
’
esla
cidade,
as
muzicas
percorrendo
as
ruas
tocando hymnos
harmoniosos,
an-
nunciavam
a
esta
cidade
a
grande
solem-
nidade
d
’
este dia.
O
troar
de
fogueies
e
morteiros
foi
quasi
constante
em
lodo
es
le
dia,
e
durou
até
ás
11
horas
da
noi
te.
geam
paixões
de
uma
certa
gente,
des
vairada
pelas
correntes satanicas provin
das
da
obra
do
Mindello
E
se
cuida
que, como políticos,
nos faz mossa,
está
perfeilamente
enganado
vossa
mercê, pro-
ducto
genuíno
d’
essa
obra
nefanda,
antes
nos
faz
insigne
favor.
Ha
por
ahi
ainda
tanto
idiota
(n'este
só
ponto)
impossível
de
desenganar,
de
ser
a
obra
radicahnen-
le
contra
Deus,
contra
a
sanctidade
da
vida
christã,
que
vossa
mercê
vem
a
ser
um
bom
cáustico
na
noca
d
’
esses
obceca
dos.
Ha
de
lhes
fazer
bem
á
vista. Hão
de
ver,
que
a
obra
do
Mindello
é
in
compatível
com
tudo
quanto
tenda
para
Deus.
Por
tudo
pois,
obrigadissimos.
Se
nós
poderamos
ler
respoo-abilida-
de
ern
seus
protervos
trabalhos,
prepa
radores
do
pelroleo,
do
punhal
e
do
re-
wolver, contra
o
que é
mais
respeitável,
o
sacrifício
em
vida
pura
e
santa,
certo
que antes
desejaríamos
não
tirar
estas
excellenies
consequências; mas
dados
os
factos
immoraes,
ninguém
nos
póde
re-
prehender
por
d
’
elles
extrahirmos
as
lições
comprobativas
da
repugnância
invencível,
que
ahi ha
entre
a
obra
do
Mindello,
com
iodas
suas
consequências,
e
a
causa
de
Deus,
que
ahi
não
póde
ser
promovida,
em
bem
do
indivíduo
e
da
sociedade,
se
não
pela
governação
christã,
a
que
aspi
ramos.
N
’
esie
sentido,
o
snr.
Eoues
e
as
suas
platêas
insensatas servem, bem contra
vontade,
a boa
causa;
mas
servem-na
fa
talmente. Hoje
é
o
snr. Ennes;
ámauhã
será
oulro
produeto
da
arvore
da liber
dade
!
A
’
s 5
e
f
/s
horas
da
tarde,
teve
logar
o
solemne
Te-Deum
pelo vigésimo
nono
anniversario
do
SS. Padre Pio
IX
na
egre
ja
do
Populo,
a
qual
estava
ornada
com
todo
o
esplendor
e
magnificência.
Primeira
mente
recitou
a
oração
gratulatoria
o
rev.°
vice-reitor
do
Seminário
Archiepiscopal pa
dre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
que
em
breves
e
claros
traços,
mostrou
que
esta
festa,
nada
tendo
de
politica
e
sendo
simplesmente
religiosa,
era
como
um
pro
testo
solemne
contra
as
herezias
em que
abundava
este
século,
que
tinham
todas
um
ponto
commum,
que
era
o odio
irrecon
ciliável
ao
Pontífice
Romano,
e
como
um
acto
de fé que
parecia
obrigar
nas
actuaes
circumstancias
a
todos
os
catholicos
sin
ceros
e
não
hypocritas
;
e
em
segundo logar,
que
esta
festa
devia
ser
para
todos
os calho-
licos
de
summa
alegria, pois
que
o
Pon
tificado
era
um
milagre
constante
e
per
manente
que
atleslava
a
lodos
e
em
lo
dos
os
séculos
a
divindade
de
seu
funda
dor.
Provou
isto
com
argumentos
tirados
da
historia
do
Pontificado
nos
primeiros
séculos
da Egreja,
da
edade
media
e
prin
cipalmente
dos
tempos modernos,
e
mui
par-
licularrnente
do
do
SS.
PadrePio
JX.
A
isto
seguiu-se
o
Te-Deum,
que
foi
solemnemente
entoado
pelo
Exc.nio
e
Rev.
mo
Snr.
Arcebispo
coadjutor
e
futuro
succes-
sor
de
Braga,
que
ía
ricamente
paramen
tado
conjunclamente com
os
rev.
08
cone-
gos
da
Sé
Primacial
e
numeroso
clero.
Assistiram
a
esta
festa, além
do
rev.®
cabido
e numerosíssimo
clero,
collegiaes
do
seminário
archiepiscopal,
do
collegio
de
S.
Caetano
e
do
Espirito
Santo,
todas
as
auctoridades
civis
e
militares,
o
exc.ruo
de
putado por
Barcellos,
e
a
exc.
ma
camara;
os
exc.
mus snrs.
conselheiro
secretario
ge
ral,
servindo
de
governador
civil,
adminis
trador
do
concelho,
juiz
de
direito,
dele
gado do
procurador
regio
com
seus
empre
gados
respectivos,
o
exc.,ao
coronel
com
a
oílicialidade,
os
principaes
fidalgos
e
no
bres.
assim
como
quasi
todas
as
senhoras
principaes
da cidade.
Além
d
’isto
estavam
todos
os
professo
res
do
Lyceu
e
Seminaio, um
grande
nume
*
•0
....
r.-.
-------- r
Ao
testimunho
de Mistress
Jameson.
vem
joniar-se
o de uma
outra dama in
glesa, que
acudindo
ao
chamamento
da
ce
lebre Miss
Nighlingale, escreveu uma
in
teressante obra.
(Eruslen
hospitais and
english
murses)
em
que, bem
que
pro
testante,
depois
de
narrar
a
promptidão,
com
que
as
Irmas da Caridade
organisam
o
serviço
hospitalar,
coniioúa
:
«....
em
meio de
soldados,
ás
vezes
grosseiros, entre
scenas
de
horror
e
de
solação,
as Irmãs
vivem
sem defesa, mas
sem
letuor
;
como
atraz
de
um
escudo,
caminham
ao
abrigo
de
lodo
insulto,
tão
seguras
no
campo
de
batalha,
na
lenda
dos
feridos, na ambulancia,
em
terra
es
trangeira,
como
se
estiveram em
seu con
vento.
Seus
claustros são
as
salas
do
hos
pital,
as
ruas
das
cidades
;
as
suas
cel-
las,
quartos
de
empreslimo,
como
grades
lhes
são
o
temor de
Deus, veio
uma
mo
déstia
santa e
severa. Não
admira
pois
que
os
francezes
tanto
as
honrem
e
res
peitem. (1)
São
mil
vezes
dignas
d’
isso.>
Depois
celebrando
o
conhecimento de
todo,
que
em
Constantinopla
mostrou
urna
das
Irmãs,
guia
das
enfermeiras
protes
tantes e
alludindo
ao
respeito
geral
dos
Turcos e
dos
soldados
fiancezes,
conli-
(I)
Ennes e
C.a
,
firma
negociante
de
calurnnias
petroleiras,
representando-as
co
mo
indignas
e
Lima,
commissario
da
ca
sa,
proclama,
que
as
Irmãs
são
boas
pes
soas,
que
só leem
a
pecha
de
cúmplices
dos
Bergerets!
..
Moral
da Ideia,
ro
d’
esludantes,
o
que
tudo
enchia
li
iterai-
mente o
magestoso
templo.
Podemos
dizer
que
tudo o
que
havia
de
grande
e
de
me
lhor
em
Braga,
alli
se
achava
reunido.
Foi
uma
festa
magestosa,
solemnissima,
e
que
não
póde
descrever-se com
pala
vras.
A
’
noite
illuminou-se
brilhantemenle
a
fachada
do
templo
do
Populo,
em
fren
te
á
qual
tocaram
doas
bandas
de
musica,
e
foi
queimado
muito
fogo.
Illuminaram-
se
também
espontaneamente
todas
as
ca
sas
da
cidade,
e
em
algumas d
’
ellas
se
via
o
retrato
de
Pio
IX
junclo
das
ja-
nellas,
cercado
de
milhares
de
lumes,
e
a
cada
passo
se
ouvia
o
hymno
do
immor-
lal
Pontífice.
As
ruas
achavam-se
cheias
de
gente,
no
maior
socego
e
na
maior
alegria.
Eram
os
filhos
que
se
alegravam
nos
annos
de
seu pae.
Para
nada faltar
a
esla
festa,
o
Exc.
,no
Snr.
Arcebispo
Coadjutor
e
futuro
succès-
sor
de
Braga,
para
commemorar
tão
fausto
acontecimento
havia
mandado
distribuir
avul
tadas
esmolas
pelos
estabelecimentos
pios
d
’
esta cidade,
sendo
entre
estas,
a
de
SO^OOO
réis
ao
hospital
de
S.
Marcos.
Assim teslimunhararn
ao
mundo
intei
ro
os
bracarenses
sua fé,
sua
religião
e
sua
crença.
(Semana religiosa)
REVISTA
ESTRANGEIRA
Ullimas
noticias
da
guerra.
Panera
que
eslava na
Catalunha
é
ac-
tualmenle
o
comiuandaote
militar
de
Tar-
ragona,
onde
já
furmou
um
batalhão
de
50Ó
praças.
—
Confirma-se
a
apresentação
do
bri
gadeiro
Viergol,
noticia
qne
produsiu
gran
de
sensação
no
campo
aflonsista.
— Apertam-
*
e
de cada
vez
mais
os
cercos
de
Bilbau
e
Vicloria.
—Lê
se
na
«Union»:
A
seguinte
proclamação,
diz
o
«Memo-
r;úa:
«Em
meio da
confusão
das
ruas
encontrávamos
muitos
cfiiciaes
e
soldados
Lancetes,
os
quaes
se
arredaram
imme-
diatamente
para
dar
logar
á
Irmã,
tiran
do
os seus
kepis
e
saudando-a,
como
a
dama
de
alta condição:
é
que
sabem,
que, onde
quer que
padeça
um
filho
da
França,
sempre
lhes
apparece
á
cabeceira
uma
figura bem conhecida —
a
Irmã da
Caridade.
«Durante
a
Revolução
franceza
e
mes
mo
sob
o
Terror,
só
ellas
tiveram
o
privilegio
de
serem
respeitadas
por
estes
monstros
com face
humana
»
E
em
Portugal
ha
um
insullador
que
ousa
caricaturar
em
scena
a
Irmã
da
Ca
ridade
e
o
seu
director
o
Lazarista ; e
ha
uma
casa
onde
se
representa
essa orgia
;
e
ha
plalèas
tão
sem
sentimento
de
hon
ra e
de
justiça,
que
vão
vicloriar
aquella
infamia
!
!
!
E
ha
jornaes, que elogiam
a
orgia
pe-
troleiia contra
os
sacerdotes
c
contra
as
religiosas
da
caridade
!
E
até
a
folha
do
snr.
Ministro do
rei
no,
e
até
generaes
titulados
batem
as
pal
mas
!
Ao
meoos ainda
nos
não
consta
que
do
alto da
Ajuda
se
desça
até
o
Gymuasio;
é
só
o
que
falta
á
obra
do
Mindello
em
orgia
scenica.
Ainda
crêmos
no
pudor,
que
impede
certos alternados,
e que
as
sim
são
um
certo
correctivo
da
impru
dência.
(Continua)
‘S
Tlieatro.
—
A
companhia
do
Baquet
levou
á
scena,
no
domingo, 0
drama
O
Livro
Negro.
O
seu
desempenho
foi
irre-
prehensivel,
especialmente
por
parte
de
Soller,
Gama,
Emilia
Eduarda
e
Amélia
Mendes.
Todos
estes
nomes são
já
bem
conhe
cidos
dos
bracarenses.
A
concorrência
ora
regular.
Annuncia-»e para
hoje
0
drama
«acro
4
Bainha
Santa Isabel,
de
que
é
auctor
0
snr.
conego
Soares
Franco.
Linha telegrafiea.—
O
snr. José
Joaquim
Pimentel
Lobo, de
Guimarães,
pediu
a
concessão
do
estabelecimento
de
uma
Imha
telegráfica
entre
aquella
cidade
e
as
Caídas
de
Visella.
Missionário
*
para a China.—
Os
tres
padres
chins,
e
cinco
portugue
ses,
educados
no
collegio
das Missões
Ul
tramarinas,
que
sairam
de
Lisboa
em
19
de
maio,
chegaram
a
29
do mesmo
a
Port-Said,
á
entrada
do
canal
de
Suez,
indo
todos
de
saude
e
com
feliz
viagem,
no
vapor
inglez «Sarpeden». Desgraçada-
tnente
acharam
em
Macau
novos
estragos
e
ruinas,
causadas
pelo
segundo
tufão
em
31
de maio,
do
qual
apenas
ha
resumida
noticia
telegráfica.
Parece
que
esta
cidade
está
sob
0
castigo
de
Deus,
talvez
pelas
muitas
iniquidades
alli
praticadas
00
tra
fico
da
emigração,
ou
antes
escravatura
branca.
O
novo
bispo
de
Macau,
0
snr.
dr.
Manoel
Ennes,
nomeou
para
governar
diocese,
em
quanto
não
vae,
0 deão
da
Sé
de
Macau,
0
snr.
Gouveia,
digniesimo
sacerdote,
qoe
já
tem
exercido
aquelle
cargo,
e 0
de
superior
do seminário
ha
annos
infelizmente
desempenhados
pelo
snr.
conego
Antonio
Luiz
de
Carvalho,
natural
de
Vai
Passos,
e
que
em
ambos
âs
ramos
tem
feito
a
mais
deplorável
ad
ministração,
e
até
vergonhosa.
Innundaçge.
—
Tem
havido grandes
innundações
no
Meio-Dia
da
França.
Ura
telegramma
de
Toulouse
noticia
que
até
ao
dia 25
tinham
sido encontra
dos
215
eadaveres
de
pessoas
viclimas da
innundação.
Polemica.
—
Tendo-se
tornado
uma
questão
meramente
pessoal
a
que
origi
nou
uma
rectificação
á
local
que
publica
mos
sobre
uma
festividade
que
teve
logar
na
egreja
de
Tibães, resolvemos
não
ad-
mittir nas
nossas
columnas
escripto
algum
sobre
0
assumpto
subjeito.
Consta-nos
que
o
auctor
da
rectifica-
ção
responderá
no
«Brado Liberal»
ao
snr.
F.
Avisamos
d
’
islo
0
nosso
amigo.
Suspensão.—
Causou
desagradavel
im
pressão
a
noticia
de
haver
sido
suspenso
0
chefe
da
estação
do
caminho de
ferro,
n’esta
cidade.
Consta
que
informações,
menos
verda
deiras, relativas
ao
serviço
d’
este
empre
gado
no
dia
24,
levaram
0
digno
director
do
caminho
de
ferro
a
suspender
0
snr.
Alves.
Conhecida
porém
a
verdade,
0
snr.
Mattos
levantou
a
suspensão,
fasendo
d’
este
medo
justiça
ao
procedimento
d
’
aquelle
empregado.
Pessoas,
que
n’esse
dia
assistiram
á
partida
e
chegada
dos
comboios,
nos
as
seguram
que
0
chefe da
estação
fôra
in-
cahçavel no
cumprimento
dos
seus
deve
res,
e
que
íisera
todos
os
exforços
para
0
serviço
correr
regularmente
n
’um
dia
em
que 0
numero
de passageiros
era
ex
traordinário.
Folgamos
portanto
que
0
«nr.
Alves
fosse
restituído ao
exercício
do
seu
cargo,
ainda
no
mesmo
dia
da
suspensão,
porque
sabemos
qoe
0 chefe
da
estação
d
’
esta
cidade
reune
ao
exacto cumprimento
das
suas obrigações
a
affabilidade
e
delicadesa,
que
0
tornam
digno
da
estima
das
pes
soas
que
0
conhecem.
Sermões do grande orador Pa
dre ilalhão.—
São
já
quinze
inéditos
os
publicados
pelo
editor
snr.
Mattos
Morei-
reira
3c C.a, de
Lisboa,
no
que
bom
ser
viço
está fazendo
á
Literatura
christã.
Agora
vêmos
outro
dado
á
luz
pela
Livra
ria
Catholica,
do mesmo
insigne
auctor.
recitado
no
púlpito
da
egreja de Nazarélh,
na
festividade
do
cirio
de
Óbidos em
1849;
e
que
nos
parece
um
dos
melho
res,
e que
tem
verdadeiramente
0
cunho
do
estilo
e
grandesa
de
pensamentos que
distinguiam
este
sabio
e
fluente
orador
sagrado,
o
que não
se
observa
em todos
os
sermões
que
lhe
são atribuídos como
inéditos.
A
collecção dos
sermões
publicados
pela
dita
livraria
catholica,
de
Lisboa, é
na verdade
excellenle,
e
já
chega ao n.®
31,
que
é
0
de
que
tratamos
;
todos
ori-
ginaes
e
acommodados
ao
moderno
gosto
oratorio,
havendo
alguns
que
são
feitos
rial
Diplomalique»
,
foi
aflixada
em Byscaia
por
ordem
<le
D.
Carlos:
Eu,
el-rei,
como
lestimunho
do
per
feito
accordo
que
existe
entre
a
monarehia
legitima
que
eu
represento
e
as
franquias,
bons
usos
e
costumes
do
meu
muito
no
bre
e
leal
senhorio
de
Biscaya,
decreto:
As
juntas
geraes
de
Guernica
são con
vocadas
para
o
dia
27 d’
cste
mez,
anni
versario
natalício
do
meu
muito
amado
e
augusto
filho
o
príncipe
das
Asturias.
Dado
no
meu
quartel
general de
Du-
raogo,
a
5 de junho
de
1875.—
Eu,
El-
Rei.
—Da
correspondência
do «C.
do
Porto»:
Parece
que
são
muilo
frias
as
relações
do
governo
com
o
general
Cabrera.
Este
queixa-se
de
que
o
governo
se
envolvesse
nas
negociações
preleminares
de
um
novo
convénio
que
estava tractado.
Até
se
diz
que
o
«Solitário
de
Londres»
se
inclina
a
faser
declarações republicanas.
Não
re
ceberá
parabéns
a
republica,
que decerto
tem
peccados
para
tamanho
castigo.
A
noticia
de
pensar em
republicanisar
se
o
general
Cabrera
não a
obteve
de
fonte
segura.
Correm
boatos de
terem
apparecido
na
Catalunha
4
batalhões
insur^entes
de
re
publicanos,
que
por
cm
quanto carecem
de
confirmação.
—Tem
sido
grande
nos
últimos
dias
o
bombardeamento
d’
Oteiza das
posiçfes
de
Muniain
e
Aberin.
—Está
inimioeme uma
batalha
entre
os
batalhões
comnrmdados
pelo
rei
e
as
tro
pas
aflonsistas
sob
as
ordens
de
Loma.
Esta
batalha
será
seguida
por
outras
decisivas
ca Castclla
e
em
Aragão,
onde
Jovellar,
apesar
dos
seus reforços,
não
ataca
ainda
Dorregaray.
GAZETILHA
9.
J»ão, —
Foi
'extraordinariamente
concorrida
a
festa
do Santo
Precursor,
n
’esla
cidade.
Só
nos
comboios,
vieram
7:000
pessoas,
o
que
deu
um
rendimento
de
5
contos
de
reis.
9.
Marçal.
—
Festeja-se
no
proximo
domingo
na
capella
de Guadelupe
a
Ima
gem
de
S.
Marçal,
festividade
feita
a
ex-
pensas
da
companhia
de
bombeiros.
Consta
de
missa
cantada,
e
de
tarde
sermão
prégado
•
pelo
rev.®
snr. dr. Mo
reira
Guimarães,
e
Te-Deum.
No
sabbado
á
noite
haverá
uma
bri
lhante
illuminação,
e
fogo,
durante
o
que
tocará
uma
banda
de
musica.
Daíbiicações.
—
Recebemos
e
agra
decemos
as
seguintes:
—
Manual
d
’
arbo
ricullura,
ou
traclado
llieorico e
praclico
da cultura e
exploração
das
arvores
fructiferas.
Por
Alexandre
de
Sousa
Figueiredo,
professor
d
’
agricultura
e
agronomo
do
dislricto
de
Faro.
2.
a cader
neta.
—
Guia
do
viajante
em
Braga.
Por
L.
Vaz
de
Freitas.
Mea
Kiaeharistieo.—Os
devotos
que
teem
promovido
a devoção
do
Mez Eucha-
ristico,
na
egreja
do
convento
da
Penha,
tencionam
faser
celebrar
a
expensas
suas,
no
domingo
4
de
julho,
uma missa
so-
lemne,
com
exposição
do
SS.
Sacramento
todo
o
dia e
sermão
de
tarde.
Concurso
<»3e B>ois
gordo
*
.
—
Eis
a
relação
das
juntas
premiadas
no
concurso
de
bois
gordos,
que
teve
logar
n
’
esla
ci
dade no
dia
24.
1.
°
prémio
de 805000
rs. á
junta
n.°
40,
de
5
a
6
annos
de
idade,
castanha
amarella,
de
raça
barrozã,
pertencente ao
snr.
dr.
João
de
Mendonça,
d
’
esla
cida
de,
junta
qne
pesou
1:930
hilogr.
2.
°
dito de 405000
rs.
á
junta
n.’
3,
de
raça
gallega,
de
5
a
6
annos de
ida
de,
qne
pesou
1:760
kilogr.,
pertencente
a
Antonio
José
Fernandes, da
freguezia
de
S.
Paio
de
Merelim,
concelho
de
Braga.
Com
os
quatro
prémios
restantes
de
205000
rs,
cada
um
foratn
considerados
o
singel
n.°
11, que
pesou
1:629
kilogr.,
pertencente
ao
expositor
da
junta
con
templada
com
0
l.°
prémio:
0
singel
n
0
4,
que
pesou
1:605
kilogr.,
pertencente
ao
expositor
da
junta
considerada com
0
2.°
prémio: 0 singel
n.°
2
que
pesou
1:600 kilogr.,
pertencente
a
José
Joaquim
da
Costa
Moreira,
da
freguezia
de
Viato-
dos,
concelho
de
Barcelios:
e
finalmente
O
singel
n.®
7,
que
pesou
1
540
kilogr.,
pertencente
a
Manuel José
de
Sousa
Ri
beiro,
da
freguezia
de
Soutello,
concelho
de
Villa Verde.
As
juntas
não
premiadas
foram em
n.°
de
9.
por
seculares e de
muito
merecimento.
Para os
assignantes
custara 15000
rs.
por
12, e avulsos 200 rs.
cada
um,
porte
franco.
Ao «Diário
de Motiei
**
».
—
Pode
mos
asseverar
ao
estimável collega
que
0
nosso
jornal lhe tem
sido
enviado
regu
larmente.
Transeripção. —
O
nosso
presado
collega
a
«Nação»
copiando
a nossa local
Aggressão,
ajunta as
seguintes
considera
ções
:
«Triste
simptoma
!
a
bengala
arvorada
em
cacete
e
0
caceie
enfeitado
de
laço
azul
e
branco,
descarregado
pelas
mãos
pro-
lecloras
de
algum
anti-reaccionario,
amigo
por
conseguinte
da
liberdade, lá
é
coisa
para
nos fazer
acreditar
que
estamos
em
perspectiva
de
todos
os
benefícios que
0
liberalismo,
se
compraz
em
derramar
«o-
bre
esla terra
portugueza.
Os
períodos
significativos
em
que
0
«Commercio
do
Minho»
dá
a
noticia
de
ler
sido
aggredido
com
uma
bengala
0
snr.
conego
Aguiar,
por
ler
chamado
um
cabo
de
policia
para
acompanhar
á admi
nistração
do
concelho
um
gaiato, que
an
dava
a
vender
umas
caricaturas
indecen
tes,
allusivas
ao
Papa
e
ao Cardeal
An-
tonelli,
provam,
que
a
propaganda
do
Porto
auxiliou, por lodos
os
modos,
0
snr.
Ennes,
e
poz
á
sua
disposição
em
Braga
lodos os
seus
meios
d
’
acção.
Deu-lhe
gente
para
lhe
applaudir
0
drama
no
thealro,
e mandou
distribuir
pelas
ruas
mais
publicas
um
jornal com
essas
infames
caricaturas, com 0
fim
de
tirar,
a
qualquer
movimento de
reacção,
que
se
manifestasse
contra 0
drama
do
snr.
Ennes,
a
expansibilidade
que
podes-
se
ter.
Prova,
em segundo
logar,
que
a
pro
paganda
estava
decidida
a
entregar-se
a
lodos
os
excessos,
uma
vez
que
a con
trariassem
no
máximo
empenho
que
fazia
em
pôr
em
scena
os
Lazarislas
no
mes
mo
dia,
em
que
se
celebrava
a festa
do
Papa.
O
que
vemos é
que
a
propaganda
mos-
tra-se
ousada
e fera,
não
lhe
importando,
para
commelter
as
suas
violências,
se
é
um sacerdote
0
aggredido.
Como
ha de
ella
importar-se
com
is
so,
se
faz
d
’essa»
infames
exposições,
em
que nem 0
venerando Pontífice
escapa
á
sua
raiva
atrabiliaria?
Isto
vae
de
foz
em
fóra
;
mas
ha
males
que
vem
por
bens
Os
mais
pirro-
nicos
hão
de
convencer-se
de
que
0
li
beralismo
não
se
dá
com
a
religião,
nem
esta
pode
viver
á
sombra
daa
instituições,
porque
se
rege
aelualmente
•
paiz.»
Portugueze
*
fallecidos no Rio
de Janeiro.
—
Falleceram
desde 28
de
abril
a
2
de
junho
os
seguintes:
Joaquim
Francisco
Pinto,
20
annos,
solteiro; Manuel
Teixeira,
35
a,
s;
Fran
cisco
J. Gonçalves, 21
a,
s;
Francisco
Martins
de
Lemos,
46
a,
s;
Antonio Pe
reira,
54
a,
s;
Joaquim
Ferreira,
40
a,
viuvo;
Raymundo
Cardoso,
36
a,
v;
João
P.
Vieira,
13
a
;
José F.
Correia
Júnior,
23
a,
casado;
Luiz
Antonio
Bittencourt,
23
a, s;
Manoel José
da
Silva,
35
a, s;
Luisa
Vivalda,
60
a,
s;
Manoel Pinto Du-
rães,
14
a;
Margarida
Juiia,
28
a,
c;
João
Ferreira
Borges,
13
a
;
Gaspar
Al
ves de
Macedo,
20
a,
s; Antonio
Peral
ta,
17
a, s
;
Justiniano Dias, 24
a,
s;
Maouel
Ribeiro,
35
a,
c;
Gerlrudes
Alaria
Reis
dos Santos,
76
a,
v;
Manuel
Anlo-
nio,
38
a, v;
Manuel
Ferreira,
22
a, s;
Miguel
Antonio
Rendeiro,
24
a,
s;
Fran
cisco
Gonçalves, 50 a, c
;
Domingos
Al
ves,
12
a
; Maouel João,
14
a
;
Antonio
Ferreira
Caetano, 18
a,
s
;
Luiz
Secco
Vaz,
31
a,
s;
Antonio
Gomes
de
Sousa.
22
a,
s;
Emilia
Candida,
50
a,
v;
An
tonio
de
Sousa
Martins,
28
a,
s;
João
José
dos
Santos,
55
a,
v-;
Angélica
Fe-
lismina
Leite
Carvalhal,
58
a,
c;
José
Gonçalves Netlo,
65
a, c;
Antonio
José
Martins
Basto,
30
a,
s
; José Gonçalves
dos
Santos
Silva, 53 a,
s;
José
Anto
nio
Fernandes,
36
a,
s
;
Manuel
Marques
Victoriano,
21
a,
s;
Manuel
Rodrigues
Lo
pes, 45
a,
c;
João
Luiz
Fernandes, 46
a,
c.
A
SEMANA RELIGIOSA BRACARENSE
Publicou-se
0
n.°
5
d’
este
semanario
re
ligioso
que
em
parle
vem
substituir
a
União
Catholica
e Atalaia
Catholica que por es
paço
de
19
annos
se
publicou
n
’
esta cida
de,
e
0
qual
conterá
:
As
leis,
decretos
e
portarias
do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiaslicos.
As
Pastoraes,
Exhortações, Editaes
e
outras
medidas
geraes
expedidas
pela
Secre
taria
de
S. Exc.
a
Rev.
raa
0
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de
concurso,
os provimen
tos
das
egrejas,
as
Provisões
d'EncommeuI
dação
e
outros
actos
da Camara Ecclesiast
licado
Arcebispado.
Os
factos
mais
notáveis
da Egreja
Catho
lica
com
relação
a
Portugal.
Artigos
de
doutrina
religiosa,de
lithurgia
de
Historia
Ecclesiaslica
que
digam
respei
to a
este
Arcebispado
Primaz
das
Hispanhas.
Apotegmas
ou
ditos
sentencionarios que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de
varões
illustres
por
sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos
á
Egreja.
Preço
d
’assignatura:
por
anno
seis mezes
600
réis.
—
Com
estampilha
por
anno
l$500
semestre
750.
Assigna-se em
Braga, na rua
Nova
de
Sousa
n.°
3.
para
onde
deve
ser
remelti-
da
toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria
Dias
da Costa.
Matérias
contidas no
presente
numero:
Portaria
de
s.
ex.a
revdm.
ao
snr.
Ar
cebispo
Coadjutor
annunciando
a
ordena
ção
geral
nos
dias 12
e
18
de
setembro.
Instrucções
a
respeito
dos
exames
da
ordenação.
Expediente
ecclesiaslico
do
arcebis
pado.
Parte
ofllcial.
Secção religios.
— O
nascimento
do
Baplista.
A
Educação.
Secção
litterari.—Segur
e os
seus
es-
criplos,
(
Conclusão.)
Conflicto
religioso
na
Allemanha.
Noticias
e
fados
diversos.
SECÇÃO DE
COMMUNICADOS
Os missionários em
Ermello.
Também
raiou
por
aqui
0
sol
da
mis-
são
Evangélica.
Como
na
Quaresma
ao
anno preterilo
nada
se
fizesse
para
instruir
e
moralisar
0
povo,
surgiu
a lembrança
de
promover
alguns
exercícios espirituaes,
mas
não
era
occasião.
Os
obstáculos triunfaram—
omit-
lo,
como
isso
se
passou,
para
não
des
gostar
alguém.
Depois
a
caridade
e
zêlo
de
senhoras
muilo virtuosas
conseguiram
0
desejado
fim,
com
0
auxilio do
snr.
abbade
e
outras
pessoas.
Com effeito,
no
fim
de
janeiro
chegaram
aqui
os
rev.mos
snrs.
padre Agostinho
de
Sousa
Gonçal
ves,
padre
Mar.oel
José
Gonçalves
Couto,
e outio
companheiro
padre Joaquim,
de
morando-se
tres
semanas,
que
emprega
ram
em
exercícios religiosos
com
0
maior
fervor,
do
púlpito
para
0
confissionario,
do
confissionario
para
a
oração,
reservan
do
apenas
0
tempo
indispensável
para
a
economica
refeição,
e
insuflicienls
descan-
ço
; instruindo
a
lodos
com
a
palavra
e
com
0
exemplo.
Conhecia-se
0
desinteresse
d
’
estes
snrs.;
nem
havia
com
que
pagar
taes
serviços;
ainda
assim
na
despedida algum
offereci-
mento
se
lhes
fez,
não
como
paga,
mas
como
presente de
gratidão
;
porém
ludo
foi
repellido
como
uma
offensa.
No principio
de
junho
voltou
aqui
0
padre
Agostinho preparar
as
crianças pa
ra
a
primeira Communhâo,
como
tinha
promctlido;
e
também
n
’islo
foi
incansá
vel
0
seu
zêlo.
Na
sexta-feira,
dia
do
Caração
de
Je
sus,
de
manhã,
fez
0
illustre
missiunario
uma
pratica
de
muita
instrucção, e
ao
meio
dia
um
eloquente
sermão
na
festi
vidade
da Senhora
do
Rosário,
e
no
do
mingo
seguinte oulro
na
festividade
de
S.
Sebastião,
lambem de
muilo
mereci
mento;
não
obstante
0
seu
incommodo
e
falta
de
saude.
O apparato da
Communhâo
dos
meni
nos
foi
edificante
e
foi
0
remate
da fru-
ctifera
missão.
Louvores aos distinctos snrs.
missioná
rios
—
agradecimentos
ás excelleates
senho
ras,
que
trilhando
sempre
0
caminho
do
ceo
procuraram
encaminhar
0
proximo,
e
lambem
agradecimentos
aos
snrs.
ec
clesiaslicos
que
prestaram
serviços
graiui-
lamente,
merecendo
especial
menção 0
di
gníssimo
snr.
abbade
e
0
benemerilo
snr.
vigaria
de
Pardelhas.
Ermello
17
de
junho
de
1875.
José
Bernardino
da
Fonseca.
NECROLOGIA
Uma
lagrima de saudade
á
me
mória d’um innoeente
Da grande arvore
da
humanidade
des-
prendeu-se
mais
uma
mimosa
flor
d
’
onde
mais
tarde
podiam sasonar
fruclos
abun
dantes.
Falleceu
ante-hontem
pelas
3
horas
da
tarde, após dolorosos suffrimentos,
um
in-
noceote
filho
da
exc.
n,a
D.
Maria Theodora
íTAlmeida
Mello,
senhora
d
’
elevadas
quali
dades
e
d’
nm
magnanimo
coração.
Esta
tão
pura
e
viridente
flor
não
ca-
hiu no
abysmo,
mas,
coroada
de
limpida
purpura,
por
entre
coros
d’
anjos.
admira
o
explendor
da
grandesa
celeste!
Anjo!
no
proceloso
oceano
das
misé
rias
humanas
não
sossobraste,
e nós,
as
sim.
veneramos no
céo
tua
alma.
Legae-nos
a
vossa
formosa
figura,
e
nós,
como
penhor
de
gratidão,
ante
o
tumulo
plantamos
perpetuas
com
lagrimas
de
saudades vivificadas.
A
’
família
do
innoeente
finado,
signi
ficamos
aqui
o
nosso
pesar,
pela
acerba
dôr
que
ião
gravemente
a
afflige
n’
estes
momentos
de
suprema
angustia.
Braga
28—6
—
67.
Moraes
Neves.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
•.Carlas
recebidas
na
administração
d
’
esle
jornal:
Famalicão.
—
Padre Antonio
de
Sousa
Macedo.
Santa Manha
de
Bouro.
—Custodio
Ma
noel
Vieira
Parada.
Penafiel.
—
Manoel
Antonio Peixoto
de
Miranda.
Vianna.
—
Rev.
*
abbade
de
Mazarefes.
Lanhoso.
—
Rev.
0
arcipreste.
Famalicão.
—
Domingos
Loureoço
Gomes
da
Cunha.
Vianna
(Cardiellos).
—Padre
João
Anlo
nio
da
Costa.
Murça
(Carvas).
—Fortuoato
José
da
Gosta.
Sobral de
Monte
Agraço.
—Parocho
de
Aranhó.
*
Oliveira
d
’
Azemeis.
—
Padre
Thomaz
Go
mes
Ferreira do
Pinho.
Povoa
do
Varzim.—
Manoel
Lopes
da
Costa.
Arraiolos.—Antonio Severino
Vazella
ESPECTACOLOS
THEATRO
DE S. GERALDO
Terça
e
quinta
feira,
29
de
junho, e 1
de
julho.
Companhia
do
theatro Baqiiet do
Porto
O
drama
sacro:
A
RAINHA
SANTA IZAHIl.
AGRADECIMENTOS
AVISO
AO PUBLICO
Pela
direcção
do correio
de
Braga
se
faz
publico,
que
em
virtude
do
serviço
postal
pela
linha
ferrea
do
Minho,
se
acha
em
vigor
desde
u
dia
21
do
corrente
o seguinte
horário
de
recepção
e
distribui
ção
de correspondências
nesta
repartição
:
Distribuição
das correspondências
ANTES
DAS HORAS ACIMA, SÓ SE ENTREGAM AS CORRESPONDÊNCIAS OFFICIAES E AS
DOS
JORNAES
COMBOYOS
COMEÇO DA
DISTRI
BUIÇÃO
LOCAL
DA
DISTRIBUIÇÃO
(
a
)
H,
40
da
m.
(
b
)
7,
35
da
t.
30
m.
da
t.
8
*
/
2
da
t.
Nos domicílios
unicamente.
Nas repartições,
unicamente,
alé
ás
10
horas,
concluindo
no
dia
seguintes
de
manhã
nos
domicílios.
(
a
)
Este
comboyo
traz
a
correspondência
dos
Arcos,
Barcellos,
Caminha,
Cerveira,
Coimbra,
Esposende,
Famalicão,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima, Porto,
Po
voa
do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e dependencias.
(
b
)
Traz
este
comboyo
a
correspondência
de
Famalicão,
Porto,
terras
d
’
além
Douro
e dependencias.
N.
B.
Desde
a
hora
da
chegada
das malas
alé se
começarem
as
distribuições
das
correspondências dos
dois
combios,
acha-se
fechada
a
repartição
por
conveniên
cia
do
serviço.
Recepção
das correspondências
Cantinho
de Ferro
COMBOYOS
PARTIDA
DA
DI
RECÇÃO
HORAS
DA RECEPÇÃO
.
NAS CAIXAS
NA REPARTIÇÃO
(
a
)
1, 40
da
t.
1, 15
da
t.
Até
10
‘/a
da
m»
até
15
m.
da
t.
(
b
)
4,
35
da
m.
3,
45
da
m.
1
até
ás
5
h. no
inverno
1
alé
ás
7.
»
>
verão.
>
11
h.
da
t.
A
correspondência
official
para
o
comboyo
da
1,
40
recebe-se
na
repartição
até
11
horas
da
manhã
e
para
°
das 4,
35
da
manhã,
até
ao
pôr do
sol do
dia
anterior.
(
a
)
Este
comboyo leva as
correspondências de
Aveiro,
Barcellos,
Caminha,
Cerveira,
Coura,
Coimbra, Esposende,
Famalição,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porto,
Povoa
do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e
dependencias.
(
b
)
Levaesle
comboyo
a
correspondência
para
Famalição, Purto,
e
terras
d'Além
Dou
ro
e
dependencias.
Serviço
das malas-postas
CORREIOS
PARTIDA
DA DI
RECÇÃO
HORAS
DA RECEPÇÃO
NAS CAIXAS
NA
REPARTIÇÃO
(
a
)
Guimarães
30
m.
da t.
10^2
h.
da
m.
11
*
/
2
(
l
a
(
b
)
Arcos
8,15
>
»
(
5
h. no
inverno
7
b
» verão
mesma
hora
das
caixas
GUARDA-CHUVA
A
pessoa
que
levou de
casa
do snr.
Santos
Coelho,
talvez
por
engano,
utn
guarda-chuva,
tenha
a
bondade
de
o
en
tregar
na
mesma.
(2526)
Antonio
José
Riheiro, Manoel
José
Tei
xeira e
Joaquim
Alves
Vinagreiro, partici
pam
ao
publico
que
além
das
carreiras
que
tem
d’esla
cidade
para a
Povoa
de
Lanhoso
e
vice-versa,
lambem
tomam desde
o
dia
1.®
do
futuro
Julho,
passageiros noa
mesmos carros em
direitun
á
Egreja Nova
e
Cruz
de
Real,
sahindo
de
Braga ás 6
horas
da
manhã,
chega
ao
Pinheiro
ás
8
e
segue
em
outro
carro
e
chega
á
Egreja
Nova,
ás
9
e
á Cruz
de
Real
ás
11,
sae
da
Cruz
de
Real
ás
2
horas,
chega
ao
Pi
nheiro
ás
4 e a Braga ás 6 da tarde.
Preços
De
Braga
á Cruz
de Real e
vice-versa,
fóra
440,
dentro
500
rs.
De
Braga
á
Egreja
Nova
e
vice-versa
fóra
360,
dentro
400 rs.
Escriptorios
d’
esta
cidade,
são
os
mes
mos
de
Lanhoso
; e
na
Egreja
Nova
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Pereira.
(2523)
Aviso
importante
ao
publico
Acaba de
chegar
um
negociante italiana
com
uma
collecção
de
objectos
de
arte
de
mármore
de
Florença, (Italia)
copiados
dos melhores
originaes
dos
museus
italia
nos.
Estes
objectos
são
destinados
a
guar
necer
salas, casas
de
jantar,
quartos,
ga
binetes,
jardins,
compoem-se
de
vasos
e
conchas para
flores,
vasos
antigos do
esty-
lo
da
epoca
de
Pompei,
Medieis,
e
Hercu-
lano;
candelabros,
casliçaes,
caixas,
pesos
papeis,
frutas
e
uma multidão
de
objec-
los
para
etagéres,
etc.
etc.
À
exposição
e
a
venda
d
’
estes
objectos
de
arte,
começou
no
dia
27
de
junho
con
tinuando
durante
10
dias
consecutivos.
Os
preços
são
muilo
moderados e van
tajosos.
Rua
de
S.
Marcos
n.°
2
—
Loja
Braga.
DINHEIRO
ACHADO
Quem
perdesse
certa
quantia de
dinhei
ro,
em
Braga,
no
dia
de
S
João,
falle com
Joaquim
Antonio
Gonçalves
Vieira,
rua
Nova
de
Sousa
n.®
9.
(2524)
BRAGA
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
3
andares
no
largo
do
Paço
n.°
9,
trala-se
na
rua do
Sonto n.°
28
com o
snr.
Jo
sé
Anlonio da
Silva Lomar.
(2522)
Preferia
Rosa
Teixeira
d’
Araujo,
e
Ele
ita
Augusta
de
Araújo,
agradecem
a
lo
dosos
ill.
m®
s
snrs. e
exc.
111’
8
snr.as
que
se
dignaram
obsequial-as
pela occasião
do
fal
lecimento
de
seu
marido
e
pae,
protestan
do
a
to
los
o
seu reconhecimento
e
gra
tidão.
Pedem
desculpa
de
cumprimentos.
(2513)
A correspondência
official
para
o
correio
de
Guimarães,
recebe-se
na
repartição
alé
ás
H
horas
da
manhã,
e
para o
dos
Arcos
até
ás
7
da tarde.
Os
demais
correios
continuam com o
mesmo
horário
até
hoje
estabelecido.
(
a
)
E>le
correio
conduz
também
as
malas
para
Basto,
Cabeceiras,
Fafe,
Mondim
de
Basto,
Taipas,
e
dependencias.
(
b
)
Conduz lambem
este
correio
as
malas para
Barca,
Monção,
Melgaço,
Villa-Ver
de
e
dependencias.
ANNUNCIOS
M' POOTffi
IMvidendo
«flo l.°
semestre de ISIS
São
convidados
os
snr.
accionistas d’es-
te
Banco
residentes
n
’
esla
cidade,
a
vir
re
ceber
o
dividendo
de
suas
acções
na
rasão
de
3
p.
c.
ou
rs.
150000
por
titulo
de
5
acções, desde
o
dia
l.°
do
proximo
mez
Julho
em
diante,
na
lhesouraria
do
Ban
co
do
Minho,
das 9
horas
da
manhã
ás
2 e
rnéia da
larde.
Braga
28
de
Julho
de
1875.
Os
gerentes
do
Banco
do
Minho.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
(2525)
ARRENDA-SE
N. B. Depois (Festas
horas ainda se
recebem
correspondências na
repartição até
meia
hora
antes
da
expedição
das
malas,
pagando-se
a
taxa
da
lei
de
20
reis
por
cada
correspondência
ou
expedição,
exceplo
para
os
correios da
noite
e
para
o
com
boyo
das
3,
45
da
manhã,
para
os
quaes
não
póde
ser
recebida
correspondência além
da
hora ordinaria da
recepção,
marcada
nas
tabellas
acima.
No
logar
da
Fonte
proximo
á
estação
do
caminho
de
ferro,
d
’
esta
cidade,
arrenda-se
com
terreno
para
quintal,
ou sem
elle,
a
casa
denominada
da
Fonte.
Tem
commodos
para
numerosa
família.
Quem
a
pretender
arrendar
póde
’ dirigir-se
á
mesma
que
acha-
fá com
quem
tratar.
(2528)
O
DIRECTOR
João
Antonio
d
’
Oliveira Braga.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.®
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
ALVIÇARAS
Dão-se
na
rua
das
Aguas
n.®
15,
a
3uem
achasse
uma
pulseira
d
’
ouro
per-
ida
no
dia
24
de
tarde,
desde
a
mesma
rua
até
á
rua
do
Souto.
(2318)
~PliÃÍA
DÊ ÊSPlNlíÕ
Antonio
de
Pinho
Pinhal, banheiro
na
praia
de
Espinho,
prompliíica-se
a
esco-
her casa
para
qualquer
familia, que
quei
ra
ir
para
aquella
praia,
indicando-lhe
o
tempo
porque
a
querem
e
os
commodos
que
precisam, regulando
os
preços
de
300
a
10200
reis.
E
para
maior
commodidade
podem
os
pretendentes
deixar
por
escri-
pto
n’
esta
cidade
de Braga
em
casa
do
sr
Anlonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°3,
seus
pedidos,
e procure
resposta
dentro
de
6
ou
8
dias.
(2517)
Obras
de
mármore
Joaquim
Almeida
da
Costa
participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
abriu
o
seu
n’esla cidade de
Braga,
campo
de
Santa
Anna
n.°
44,
uma
oíficina
de
obras
de
mármore,
filial
da
que
tem
no
Porlo,
na
rua
dos
Marlyres
da
Liberdade
118.
(2519)
Rua
de
S.
Vicente em Braga
Vende-se
n
*
esta
rua
a
casa
n.°
6;
tem
bom quintal
e
agoa.
Traia-se na
mesma
casa.
(2512)
Venda
de
casas
Vendem-se
juntas
ou
separadamcn-
ltí
dez
moradas
de
casas
com
gran-
JE
mm
de
quintal,
lendo
os n.®3
72
a
82,
próprias para
edificação
d’
um
grande pré
dio
e
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
em
frente
á
nova
rua
que
se
vae
abrir
para
a
estação do
caminho de
ferro.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
100 com
o
snr.
Ma
noel
Anlonio
Pacheco.
(2511)
BANCO DE VIANNA
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada
São convidados
os
snrs.
accionistas
d’es-
te
Banco
a
entrarem
com
a
3.
*
prestação
de 20
p.
c.
ou
200000
reis
por
acção,
nos
dias
1
a
5
do
proximo
mez
de
julho.
Em
Vianna,
na
casa
do
Banco.
No
Porto, na
caixa
filial
do
Banco.
Em
Lisboa, em
casa
do
snr.
José Anto
nio,
rua
de S.
João dos
Beis.
Em
Braga,
em
casa
dos snrs.
Carva
lhos
&
C.
4
Vianna
do
Castello, 12 de
junho
de
1875.
Os
Directores,
Anlonio
Maria
fíaplisla
Camacho
José
Martins
Barbosa
(2505)
João
Abel
d
’
Oliveira.
2W.O
E"
CJEKJÍ^BCO
A
diligencia
que
conduz
o
correio
de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vke-versa,
está
em
contacto
com
o
com
boio
que
parte
de
Braga
á
1
hora
e
40
m.
da
tarde
e
que
chega
a
Famalicão
ás
2
•
28
rn..
bem
como
com
o
comboio
que
sae
do
Porto ás
9
horas
e
30
m.
da
ma-
ibà.
Preço
de
Famalicão
á
Povoa
e vice-
versa
400
reis.
(2470)
1A.IH.LAO
IlIfiWA
Balsamico-Prophilatico
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
«ura
tm
seis ou oiio
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Veude-se
tm
Braga
na
pharmacia
de
Antonio
D.
Alvim,
á
1'oita
Nova
n.°
14,
cm
Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholcmeu.
Deposito
principal no
Porlo
na
pharmacia
Madureira,
rua
do
Triumpho,
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O«)
Vende-se
a
propriedade que
fica
além
da
Ponte
dos
Pelames
que
rr
’* se
compoera
de
casas, pomar
e
leiras
de
lavradio
e
arvores
avida-das
con
tíguas
e
circuitadas.
Ttãta-se
no
escriplorio
d
’
esta
redacção.
0C
CAiuu.iati
ysa-.zs/ví
i.
Paquetes
a sair
de Lisboa
:
TIBER
•
• 29
de
Junho
|
NÈVA
.
.
13
de
Agosto
DOURO
.
.
13
de
Julho
| MINHO
.
.
29
de
>
MONDEGO
.
29
de
>
|
BOYNE
.
.
13
de
Setembro
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca em S.
Vicente,
Rio de
Janeiro,
Montevideu
nos-Ayres.
Os
preços «5o
muito rasoaveis
Janeiro,
e
Bue-
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores, cria'dos
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possivel.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem grátis,
belixe
com colchão
e
roupa
de
cama, vinho
e comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(581)
C
a r r
e ir a
semanal
A
’
s
quartas
feiras
COMPAim
DE
NAVE6AÇA0
A
VAPOB
DOPA®IC0
Rio
de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres,
Valparaiso, Arica,
Islay
e Callao
CARREIRA QUINZENAL PARA PERNAMBUCO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
exçellentes commodos, bom tra
tamento, bastante espaeo
para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes
do Pãeifleo
tem gasto
sómente
13 dias de
Eisboa
ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Purlo para
Lisboa
Crianças
dos passageiros
Alé
aos
12
annos meia
passagem.
Aíé
aos
8
annos
a
quarta
parle.
Aló
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada familia.
3/
CLASSE
2/ CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco
...................................................
40&000
81&000
108&000
Bahia..............................................................
40&000
90^000
117&000
Rio
de
Janeiro..............................................
45^000
90^000
121^500
Montevideo
e
Buenos-Avres
.........................
5U000
90&000
157&500
Valparaiso,
Arica,
Islay e
Callao
....
126&000
189&000
308^500
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.‘
classe
teem
beliche
com
colchão
e roupa,
comida
á
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas vezes por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida & Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista e
a
prazo
com
fiança.
fK
★
)
AIU1AZHLU
DE RW
DO
ALTO D0UE0
DA
CASA
DE VIUEA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza
........................
150
>
»
»
.......................
190
>
Lagrima...................................
200
>
Branco
de
meza.......................
210
>
tinto
de
meza
fino.
.
. .
270
>
de
prova
secca........................
300
»
Malvasia
de
2.a........................
360
>
>
velho
..............................
400
>
Bastardo...................................
500
>
-Moscatel...................................
500
»
Malvasia...................................
500
>
Roncão
........................................
700
»
Alvaralhão..................................
560
»
Velho
de
1854.
....
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
gaiante-se
a pureza
e
boa qualidade
de
lodos
estes
vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chytnico.
N’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da garrafa
que
o
comprador
apre
sentará ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
______________________________
(N.J
NOVIDADE
44, Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida, acabam
de rece
ber
grande
sortido
de chapéus de
feltro
e
seda,
cultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia e Silva,
do
Porlo,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
lod?s
as
qualidades.
(2330)
NOVA
FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinha
«A
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda a obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panei
las á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz, e
toda
a
obra de
fundição,
como
grades
para
sacadas, obra
de
metal, sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços do
Porto.
AGOAS
M1NERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha
deposito
de
agoas
naluraes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En«
tre-Rios,
das
Caídas
da
Rainha,
Sedliu,
Verim,
Vidago
8 Vichy.
(Q
*
)
HETIAATOS
Rua
de
S.
Marcos
n.® 14
Brilhantes
ou
esmaltados,
12
20000
Sobre
papel albumina
12
10000
Perfeição
e
nitidez
garantidos.
—
Photo-
grapho
do
Porlo.
(2491)
L
’Illuslration
de
la
mode.
O
inais
elegante, Ticamente illustrádo
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria de Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A empreza oflerece aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem para cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’
assignatura
—
Portugal:
semo
referido brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde—
13
fr.
MEDALIIl E IIOItiltA
FERRUGINOSO.
CLARO
E TRIGUEIRO
de
ciievhier
Cavalleiro
de
Legião de
Honra, O/ficiai
do
Medjidié eCommendador da ordem
d'lzabel
a
Catholica.
O olee de Chevrier
deve O
seu aroma
■i
subtancias balsarnica» que ainir
urgméntAo
as sua
*
propriedades thrr
*
peuticas
ao
mesmo tempo que o torna
pri-adavel as
tomar se.
O
penhor Cherrier completou a su
ii-.-cuberta associando
o lodnreto de fern
ao seu
oleo de figado de Bacalha i. Estt
rtie»
de
ficada de
bacalhau ferm
possue
todas as propriedades d<
7ieo
e do terro. é de facil digestão (
unca
causa prisão do ventre
Todas
as eelebridadea medicas o pre
ferem
ás outras
preparações ferrugino
sas.
Convém em todos os ca-o- em
qur
e
emprega
o ferro :
Tísica
pttlmosar.
Rrenchitea,
Racbitlsmo, Escrófula-.
Empíreas,
Geta,
Bb -unautismo,
Djs-
pepsia,
Ceavalecenclas demorada» '
i
Fraqueza
de
constitulçAo
ji
sposiTS
km
paris
:
Pharm.
CHEVRIER
i
21.
faubourg
.Wonlmarlre.
No
Porto; pharmacia Albano praça de
D. Pedro,
96 em Lisboa
.- pharmacia Oli
veira,
rua dos Retrozerro»,40
(L
.)
amo
Precisa-se de
um
caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante
cidade
uma legua, sendo os
cereaes
de
meias
e
os
fruclos
de
terço.
Quem preten
*
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.®
3
—
Braga.
(2435)
ALMEIDA &
PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos e
companhias,
e
inscripǰ
eS
d
’
assentamento e
eoupons.
(0
braga
:
typographia
lusitana
— - É o formato de
-
comerciominho_29061875_363.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)