comerciominho_24071875_374.xml
- conteúdo
-
3?
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
£ NOTICIOSA
Assigna-see
vende-se
no
escripcorio
do
editor
b
proprietário
José Maria Dias da Costa, rua
Nova
n.
*
3fí,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
S
*
A-S
EE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
BK 1G1- SABBADO
JULHO
OE
Religiõo e polltte».
Quaudo a
escola
racionalista,
figadal
inimiga do
calholicismo,
a
todo
o
custo
subtrahir
a
|..........
„
...
fluência religiosa,
estabelecendo
por
toda
,
a
pane
governos
sem
íé
e
Estados
«em
Deus,
é
enião
que
entre
nós
«e
levantam
alguns
homens,
os
quaes.
de
toda
a
altu
ra
da sua respeitabilidade,
nos
proclamam
corno
um
dogma,
que
a
religião
nada le
n
que
ver
Com
a
politica, nem os que
de
fendem
a
religião devem
importar-se,
com
os sistemas
de
governo!
Sena
absurdo
pensar,
francamente o
declaiamo-,
que
lues
homens
pretendem
quebrar-nos
nas
mãos
as
anuas,
e
facili
tar
assim
o
triunfo
dos
nossos
adversários.
Fasemos inteira
justiça
á
firmesa
e
leal
dade
dos
seus
princípios,
á
rectidão
das
«uas intenções;
e
preferimos
convencei-nos
de
que, illudidos
por
errados
preconceitos,
só
piocuram
empregar
o
meio
da
con-
lemporisação,
de cuja
improficuidade de
veriam
todavia
esiar
convencidos,
e
jul
gando
demasiado
extensa
a
linha
de
ba
talha,
tratam
de
a
restringir
abandonando
ao
inimigo
o
campo
da
politica para
só
pelejarem
no
terreno
religioso,
sem se
lembrarem
de
que
desde
1789
ainda
não
houve
revolução
politica,
que
não visasse
ao fim
de aoniquilar
o
reinado
de
Jesus
Christo
sobre
a
terra.
Comprehendemus
bem
a
difliculdade
em
que
se
acham
estes
homens.
Filiados
po
liticamente
nos arraiaes,
d
’
onde
lem
con-
stantemente
partido
os
aiteotados
contra
os
direitos da
Lgreja, o despreso das
suas
leis,
a
negação
dos
seus
dogmas e
o in
sulto à
sua
moral
e aos
seus ministros,
embaraça-os
tão
incoherente
camaradagem,
e
procuram
tuuquilisar
a
sua
consciência
deseulpar.do-se
por
meio
da
celebre
fór
mula
—
liberaes
em politica,
mas
catholicos
em
leligiào.
—
U<ge-os
de um
lado a
ver
dade,
do
outro
os
respeitos
humanos,
e
para
sahirem
do
apertado
dilemma
apenas
eucontram
o
expedieoto
(faqueila
*1L
das
quintilhas
do
nósgo
Toleolino,
a
a
mais
procura
politica
á
m-
que
os
servidores
de
uma
possam ser
aol
mesmo
tempo
amigos
e
defensores
da
ou
ira.
Também
é
verdade
qne a
Egreja
nãn
fulmina
as
fôrmas
de
gover«o.
Faz
porém
mais;
prescruta-lhes
a
essencia;
e
se ain
descobre um principio upposto
á
sua dou
trina,
conderana
esse
principio, ficando por
conseguinte
coodemn»do
virlualmenie
lo
do
o
sistema,
que
sobre
elle
se
basèa.
Para
melhor nos
explicarmos,
deve
mos
recordar,
ácerca
(festa
questão
de
fôrmas
de
governo, o
que
escieveu um
dos
mais
sábios
publicistas
modernos,
mr.
Guizot,
ver
:
<E
’
cujas
palavras
vamos
transce-
velha
qual
Sabia
com
habil
mão
Unir
em
piolunda
paz
Babylonia
cum
Sião.
E
para
se
justificarem
aos
seus
E
para
se
justificarem
aos
seus
pro-
pnos
olhos
estabelecem
axioraaticamente
os
seguintes
princípios
:
«A
religião
fiada
lem
com a
politica.»
Note
porém
o
leitor
qoe
o
celebre
Proudhun
disia
:
«E
’
cousa su»prehendente
que
no
fundo
da
nossa
politica deparamos
pre
com a
theologia.»
E
o
illustre
Donoso
Cortês
susl<ntava
que:
«Toda a
grande
questão
politica
suppõe
e
inwlve
uma
grande
qutsiàu
lheologica.
>
Ora a
auclori-
d»de
de
Donoso
Cortês
é
alguma cousa
superior aos sofismas
dos
oiiiciosos
con
ciliadores
de
Babylonia
com
Sião.
«Nós
podemos
(continuam
estes)
reco
nhecer livremente
uma
dyuaslia
qualquer,
e
preferir uma
fôrma
de
governu,
porque
a
Egreja
nào
condemna
dynastias, e
para
ella
são
tndiíTerenies
todas
as
fôrmas
de
governo.»
E’
verdade
que
a
Egreja
não
condem-
na
dynastias;
mas Lem
condemnado
muiia
vez
os
reis,
que
trahmdo
a sua
missão
de
maodalarios
de
Deus na
terra
(per
me
reges
regnant),
consentem
que
á
sombra
do
seu
sceiro
seja
perseguida a
Religião,
®
se
espanejem
livremente
a
impiedade
e
a
injustiça.
Póde
haver
tal
dynastia
tão
iniimamenle
ligada
com
o
principio
revo
lucionário,
cuja
mna
é
a
destruição
da
Egreja,
que
e>la,
se
absolutameule
a
nào
Condemna,
lem
pelo
menos
o
direito
de
tfelia
um
inimigo,
de
que
lhe
cumpre
*wutelar-se;
e
mal
se
póde eoroprebender
NUMERO
374
3
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provm-
cias
anno
2^400
rs
e sendo
duas
i&OOO
rs.=Semestre
1&250
rs J^Braztl,
anno
4&400
rs.-»Semestre
2&3Ô0 rs.
moeda
forte,
ou
lOÍOOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.
=Annuncios
por
hnha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes 10
d
’
abatimento.
fundamento
de
toda
a
polilic», e
os lem-íos
seus
irmãos
a
encorporar
se
para
acom-
pos
hodiernos,
em
que
a
politica
já
não
é
panhar
as
ditas
procissões, mas.
para que
•
__
I •
r.
I
a
1
.
•
•
r.nrlneco
nrx
nnrntíDilor
ncfn
simplesmente
a
arte
de
governar
os
po
vos, mas
a
arte
de os governar
sem
Re
ligião.
Este
artigo
porém já vae
longo,
<
(foutro
concluiremos
o
que
se
nos
eflere
ce
dizer
sobre
o
assumpto.
e
D. M.
S.
O
Jubileu do Anno Santo em
Guimarães.
um
methodo
superficial
e
falso
(
aquelle,
que
classifica
os governos segun-
a
•lo
os
seus
caracteres
exteriores:
mimar-
i
chia, governo
de
um
só;
aristocracia,
go-
|
verno
de
muitos
;
democracia,
soberania
do
I
povo,
governo de tmlos E-la classificação, 1
que
se
funda
apenas
sobre
um
facto
es <
pécial,
e
sobre
uma
certa
fóuna
maie-
<
rial
do
poder,
não
penetra
no
fundo
das
'
questões,
ou
para
melhor
dizer,
da
ques
tão.
cuja
solução
decide
da
naturesa
e
da
tendencia
dos
governos.
Essa
questão
eil-a
aqui
:
Qual
é a
origem
do
poder
sobera
no,
e
qual
é
o
seu
limite? D
’
onde
vem
elle
e
aonde
para?—
E
’
na resposta
a
es
te
quesito
que
reside
o
principio
dos
go
vernos,
porque
é este
principio
cuja
in
íbiencia
direcla
mi
indirecta,
visível ou
oc-
culta,
(az a teodencia e
a
sorte
da
socie
dade.
»
Appliqnemos
agora
esta
doutrina
ao
parlainenlarisrno
moderno,
falsamenle
cha
mado
sistema
monarchico-representativo
Onde
põe
elle
a
erigem
do
poder
sobera
no? No
povo,
unicamente
no
povo. A
base
(festa
fôrma
de
governo
e
*
iá
ífaquel-
le
arligo
da
celebre declaração
revolucio
naria
dos
direitos
do
homem,
que
réza
as
sim
:
<0
principio
de
Ioda
a
soberania resi
de
essencialmente
na
nação;
nenhuma
cor
poração,
nenhum
indivíduo
póde
exercer
auctoridade,
que
d’ahi
nào
dimane
expres
samente. »
Esta
é
a
base
das
constituições
e
dos
governes
modernos.
—
E
’
uma
das conquis
tas de 89,
exclamam
una
voce
todos
os
li-
raes
genuínos
e
coherentes.
—
E lambem
podemos
aflirmar,
que
toda
» perseguição
e
oppressão
legal
exercidas
pelos
governos
contra
a
Eg
feja
em
nossos
dias, são
a
consequencii
pratica
d
’
esse
principio
da
soberania
absoluta
do
po
*
o.
Ora
tal principio,
se.
praticamente
fal-
lando,
é
altamenle
infesto
á
liberdade
e
á
própria
exisiencia
da Egieja,
em
thc-
se e diamelralmenle
opposto
á
doutrina
da
mesma
Egieja
e
dos
Livros
Santos,
segundo
a
qual
todo
o
poder vem de Deus,
e
só
em
Dens
existe
essencialmente a so
berania
de
direito
Já
se
\ê
pois
que
nem
a
Egreja
pó
de
approvar
um
sistema
político,
que
con
tradiz
formahwenle
o
seo
ensino,
nem
ra-
soavelmenie
se póde
exigir
que
um
ca
lholico
sincero
seja
indifferente
em
face
d
’
esla
politica,
que
involvendo
a
negação
de
Deus
como
fonte
unica
do
poder,
ele
va
a
vontade
do
povo acima
de
leis
divinas,
e
legalisa
d'esfarte
atteuljdos
contra a
Religião
e
Egreja.
A
constituição
politica
de
um
tholico
deve
ser
necessariamente
nada
ao
principio
religioso,
a
menos que
se
não
queira
sustentar
a
iheoria
do
Es
tado
atheu,
ou
que
se
admitia
na
socie
dade,
que é
a
colleclividade
dos
indiví
duos,
<>
que
se
não
póde racionalmenie
conceder
ao
proprio
indivíduo,
isto
é
o
direito
de viver
sem
religião
alguma.
Pa
rece
incrivel
que
escriptores
catholicos
af-
firmem o
contrario,
e
que
não
vejam
se
quer
na
historia a
diíferença
entre
os tem
pos,
em que
o
sentimento
religioso
era
o
Guimarães
ainda
se não
ar-
brios,
nem
esmoreceram
os
religioso
*
.
Logo
que
uma
prenuncio
de
grau
A
’
vetusta
léfeceram
os
enthiisiasmos
aurora
formosíssima,
des
bens,
afontou
nos
boiLontes
tão
lim-l
pidos,
onde
ia
fulgir
e
rutilar
um
sol
ião|
bello, correu
pressurosa ás
aras
santas
do
Crucificado
a
lavar-se
das
manchas
da
culpa,
para
com
mais
desafogo
e menor
re
ceio
agradecer
ao
Deus
tie
toda
a
crea-
ção
os lit
m
fieios
e
favores
immensos,
que
com
tinta
prodigalidade
lhe
liberalisava.
Foi
ella,
essa
formo-a
cidade,
qne
se
reclina
risonha
na
alfombra sempre
verde
de
suas
colliuas
e
se
espreguiça
donairo-
sa
á
sombra sempre apetecida
de
seus
flo
ridos
arvoredos
;
sim,
foi
ella,
que
sendo
essencialmente
catholica,
soube e
qmz
cor
responder
á
voz
angélica
e
infalhvel
do
Soberano
Pontífice,
o
Immortal
Pio
IX,
e
á
veneranda
Exhorlação
Pastoral
do
seu
illustre
Prelado,
coadjutor.
Por
ollicio
do
districto,
enviado
do
da
insigne
e
se
lhe
designava
o
ex.
IU0
snr.
Arcebispo
todas
as
iodos
os
contra
a
povo
ca-
subordi-
digníssimo
arcipreste
do
ao
rll.n’
° e
rev.
,n
*
cabi-
real
Gollegiada,
no qual
as
egrejas
da
mesma
Lol-
legiada,
Misericórdia, S
Francnco
e
San
tos
Passos
para
n’
estas
kr logar
o
cum
primento
das
visitas
ntcessarias
á conse
cução
do
jubileu
do
Anno
S
m
.
to,
resolveu
o
mesmo
rev.
m
*
cabido
e
deu
se
pressa
a
aproveitar
esta
graça,
e,
por editaes,
aíli-
xados
nas
portas
das
egrejas,
convidou
as
corporações d
’esla
cidade a
acompauhal-o
procissionaImeute
nos
dias
12,
13
e
14
do
corrente
ás
5
horas
da
tarde.
Nào
fez
em
vão
este
convite.
As
di
gnas
mes
s
das
Veneráveis
Urdens Tercei
ras
de
S.
Francisco.
S.
Domingos,
Car
mo,
confraria
do
SS.
Sacramento
da
mes
ma
Collegiada
e
outras
corporações,
nos
dias e
horas
determinadas,
principiaram a
entrar
na
egreja
da
Colkgiada,
que
se
acha
va
já repleta
de fiei
*
.
Deu-se começo
á
procissão,
ob^ervan-
do-se
o
ritual,
e
assim
se
referidas
egrejas.
terminando
por
um
solemne
Te-Deum
a
orgão.
N
’
este
solemne
momento
luzir
no
rosto
(falguns
miihares
de
fieis,
que
com
edificante
devoção
acompanharam
estas
mageslosas
procissões,
a
satisfação
que nasce da
pratica
d’
uma obra
agrada-
vel
a
Deiis.
Oíliciou
nos
tres
dias
o
digníssimo
Chantre,
que,
apesar
dos
seus penosos
Si iírimenlos,
levava
o
Santo
Lenho debai
xo
d
’um
rico
pallio
rôxo
sustentado
por
oito
sacerdotes.
0
rev.
1110
cabid»
esmerou-
se
para
qne
este
acto
fosse
leito com
<>
esplendor com
que
costuma
fazer
os actos
religiosos na sua
egreja.
São
dignas
dos
maiores
elogios
as
be-
nemeritas
corporações,
que.
com
a maior
decencia
e
em
grande
numero
de
irmãos,
conconeram
a
abrilhantar
tão
piedoso
acto.
E’
digno
porém
de
especial
menção
o
i
zêlo christáo
das
duas
Veneráveis
Ordens
i
Terceiras
de
S.
Francisco
e
de
S.
Domia-
’ gos
pela
louvável
iniciativa
e empenho
em
•
que
os
seus
irmãos lucrassem
as
graças
•
(fesle
jubileu.
Por
annuncios
públicos
as
mezas
(fes
tas
duas V.
Ordens, não
só
couvtdaram
inais
facilmente
podessem
aproveitar
este
beneficio,
os
prevenia
de
que
haveria
nas
suas egrejas
confessores.
Iniciativa
feliz
!
Nas manhãs
dos
tres
indicados
dias
os
confissionarios
d
’
estas
egrejas
achavam-se
já
occupados
por
ze
losos
sacerdotes,
que.
supposto
serem
em
grande
numero,
eram
qoa
*
i
insnfficienies
para
omitem
de
confissão
a
multidão
dos
fieis,
irmãos
e
uão
irmãos
(festas
Ordens,
que,
tanto
(ia
circumvisin
has,
consciências
ua
cia.
Na
egreja
na
dos Sanlos
de
o
numero
de
fieis
que o
digno
prior
e
capellàe.s
d’
aquel1ã
e
o
digno
capellão
(fes
ta, auxiliado
por
outro
sacerdote,
coufes-
I
saram.
Em
quasi todas
as
egrejas
d
’
esta
ci
dade
se
viam
os
coníhsioúarios
rodeados
de
fieis.
Póde dizer-se
que
os
milhares
de fieis
que
concorreram
a
estas
edificantes
pro
cissões,
purificaram
suas
consciências
nos
tres
dias
para dighaménte cumprirem as
visitas
prescriptas.
Como
era
magestoso
o
prolongado
pre-
pas
*
ar
desta
massa
compacta
no
maior
recolhimento
e
silencio
religioso,
interrom
pido
apenas
peio pausado entoar
da
La
dainha
!
Que
encantador
aspecto
oflerrcia este
como
jardim
de
variegadas
flores!
Não
era
dillicil
divisar,
aqui
e alli,
fa
mílias
inieiras,
ainda
da
mais
alta nobre-
sa.
que,
de mi-tora com
o
pobre,
davam
a
este
acto
um
realce
sem
igual,
já
peia
compostura
do
porte,
já
pelo
b
ro
exem
plo
e
incitamento
á
pratica (f
obras
laes,
i/este
secolo
que inspira
pejo
á
pratica
do
bem
e
enthusiasmo delirante
á
do
mal.
Parabéns
a
todo».
Louvor
ao
rev.
mo
cabido
e tenemeriias
corporações;
para
béns e
louvores
aos dignos
ecclesiasticos
qu»
*
espontamamente
se
prestaram
a
tão
espinhoso
trabalho,
e
gloria
a
Guimarães,
que
assim
respondeu
mais
uma
vez
aos
ardilosos
esforços e
salanicos
empenhos
da
cidade
como
das
aldeias
afluíram
a
purificar
suas
pksina
salutar
(Pa
peniten-
parochial
de S. Paio
e
Passos
fpi
lambem
gran-
impiedade.
Guimarães
16 de
julho
de
1875.
Um padre
de
Guimarães.
visitarara
as
no
ultimo
dia
canto-chão
e
via-se
trans
O
nosso
presado
amigo e
illustre cor
religionário,
o
ex.
mo
A.
R.
Saraiva, en-
viou-nos
o
seguinte
extraclo d’
uma
cor-
'espondencia
de
Londres
para
o
«Apostolo»,
do
Rio
de
Janeiro:
Temos
tido
por
algumas semanas,
na
Eu
opa,
uma
esptcie
de
tregoa
nos
ter
rores
bismaikinos,
que
nào
fia
muito
pa
reciam
affeclar
todos
os
governos
n
’
e.sla
mais pequena e
mais
buliçosa
das 4
par
tes
do
glubu.
U?
capacetes
bicudos
prus-
sianos
pareciam
a
ponto
de
untar
outro
passeio
aliavez
do
Rliin
;
fervia
o
cal
deirão
e boi
bulhava
de
(naneira
que
pa
recia
prestes
a
liansbordar
novamente,
e
vir
outra
vez
escaldar
a
França;
i
is que
vimos
abater
a fervura,
como
quando
uma
góla
(fagua
fria
faz
a
*
,
aixar
na
cafeteira
e
socegar
a
espumosa
fervura
do
liquido
aromático.
Qual foi a cau-a
do
fenóme
no? com ra>ao
se
attribuiu
á
visita
do
imperador
da
Rússia
a
seu
lio,
na
passa
gem
por
Berlun
para
Em-;
viu-se
qoe
na corte
da
Prussia,
lauto
o
Czar
como
o
seu primeiro ministro,
se empenharam
eiu assegurar
ao
corpo
diplomático,
terem-
se
dispersado
as
nuvens;
e
cessado
o
pe
rigo
da
tempestade
De
que
rasòes e
conselho-
*
o
autocrata
e
o
seu
Garlechak' fl se
serviram
para
abater
a
proa
b.smarkina
em
tal
occasião.
paixão,
e
fóra
de
aperto,
a
conducta da
Áustria,
não
podia
deixar de
julgal-a
eo
mo
eu
a
estou
julgando, e
dissipar-se
as
sim a
especie ds
friesa que linha existido
ante
*
.
Ninguém de
certo, vê
isto
mais clara
mente do que
o
príncipe Gortschkofl,
que,
como
embaixador
que
fôra
em
Vienna du
rante
aquellas
grandes
d
illicu
Ida
des
da
Áustria,
vê
perfeiiamente
que
ella
não
po
dia
proceder
de
outra
maneira
do
que
a
adoptada
então, e
que
elle
proprio,
se
estivesse
n»
logar
do conde
Bnol
Ichaueus-
lein, o
primeiro
ministro d’Anslria, oão
tivera
procedido de
outro modo.
Nada,
pois,
mais
natural, do
que
faser
a Ru«sia
e
o
novo
imperador
hoje
esta
justiça
ao
imperador
d
’
Au
*
tria,
e deseja
rem
renovar
com
estas
relações cordiaes
de
amisade,
no
interesse
dos dois
sobe
ranos
e dos
dois
Estados.
Isto,
parece,
a>éda
o
celebre
correspondente
oráculo de
Berlim ;
e
aséda
sem
duvida também
nâo
pouco
seu
inspirador
Bismark
o
qual
con
tava.
como
dissemos,
com
a
Rússia
para
rnoralmeuie
ajudal-o
a
revolucionar a
Eu-
ropi
mais
ainda do
que
já
o
está,
e
pes
car
assim em
agoa> turvas
os
territórios
allemães
pertencentes
á
Áustria.
Mais
tarde,
com
ajuda
do tunel
do
Saint
Go-
thard,
e
de
algum
outro geitinho,
teríamos
o
império
de
Berlim lavando
os
pés
no
Adrilico,
e
as
duas
mãos
uma
no
oceano
do
Norte
e
outra
no
Báltico.
Tudo
isto,
em
nome
e
por
graça
do
falso
liberalismo
e
constitucionalismo,
de
via,
já
se
entende, ser
muilo
agradavel
á
Rússia,
qoe
não
tardaria a
ser
inoculada
com
o
tal
dissolvente
chamado
eonslitucio-
nalismo
á
inglesa
—
que fóra
d
*
aqui
lem
a
virtude
de
revolucionar,
corromper,
auar-
chisar,
desmoralisar,
individuar,
e
ridicu
larizar
os Estados.
Alexandre,
porém, e
o
seu
Gorbchrkufl
parecem
pouco
inclina
dos
a
promover
semelhante
progresso;
e
talvez
lambem em
vista
mancommunar-se
corn
a
Áustria,
para
elevarem um dique
a
esta inundação
do
liberalismo
tolo,
que
vae
mais
e
mais
inficionando
o
mundo
civilisado,
e
desrnoralisando-o
de
maneira
horrível
sob
os auspícios
da
Maçonaria,
nossa
senhora
(que
o
diabo
guarde—
ou
leve, ad
libitum).
Esta
importante
carta
do
oráculo
de
Berlim
—
a
qual
creio
poderíamos
bem
ap-
plicar
o
nosso
«ralham
as
comadres, des
cobrem-se
as
verdades»
—
revela-nos
ainda
outros
segredos
de
que todo
o
mundo
nào era
bem
sabedor.
Diz-nos em
1868,
Napoleão.
tendo
sempre
na
cabeça
a
guer
ra
com
a
Prussia,
linha
feito
concertos
com
Áustria
para
excitar
levantamento na
Polonia
a
fim
de
que
a
Rússia
tivesse
obra
em
casa,
e
assim
oão
podesse
vir
acudir
á
sua
visinha
de
Berlim;
mas que
quando
estes
concertos
estavam
gizados,
levantou-
se
a
Hispanha
e deitou
fóra a
rainha
Isa
bel.
Veio
então
o
medo
da
republica
sub
stituir,
pelo
momento
os cuidado
*
concer
nentes
á
intencionada
guerra
prussiana,
e
suspeodeu-se tanto
em
França
como
na
Áustria
o
projeclo
concernente á
Polonia
e
á
Prussia, o
«jual
só
tornou a
reviver
depois,
algo
modificado,
em 1870,
quan
do
Bonaparte
viu
que
já
não
havia
que
temer
em
França do
republicanismo
his
panhol.
Qoe
Áustria
desejasse,
sendo
possivel,
o
lestabelecimento
da
Polonia,
ninguém
o
estranhará,
não
obstante
que para
o
mes
mo
ella
leria
de
contribuir
com
o
qui
nhão
que
lhe linha
locado
na
repartição
(1
’
aquelle
antigo
remo
;
mas depois
da
ma
neira
porque
Napoleão
linha deixado
que
a
Prussia
a
esmagasse
em
Sodowa,
e
se
tornasse
desde enião
a
mesma Prussia
ar
bitra
e
senhora
d
’
Alemanha,
esperar
que
a
Áustria
se
exposes«e
a
novos
compro
missos
para
salvar
o
revolucionário
impe
rador
francez,
haverá
sido
singular
ano
malia.
Se
comludo a
guelra
de
1870
nào
tivesse,
logo
de
principio,
manifestado
a
condição
miserável
a
que o
Napoleão
de
contrabando
linha reduzido
a
França
mi
litar,
Ausíria
poderia
ler
aproveitado
a
oc
casião
para
recobrar
o
seu pre.-ligio e
au-
clondade
na
Gennania.
Ao
ver
porém
o
(lasco de
Napoleão
Pequeno,
conservou-se
de
braços ciuzados
em
quanto
a
Prussia
se
apropriava
agora
o
logar
que
pertencera
ao
Império
Aposlolico.
Se
Bismark
e
seu
amo
se
tivessem
con
tentado com
deixar ao
mesmo
império
que
as
loucmas
francesas
lhe
haviam
en
tregado,
seu
amigo
caracter
de
mulua
li
berdade
e
toleraocia
religiosa,
a
Alleina-
nha
pacifica
e
caseira
em
seu
caracter,
hou
vera
socegadamenle acquiescido
á
mudan
ça
de
chefe
e
de
capital;
e
continuaria
pacificamente
entregando-se
a
seus
estudos,
meditações
e
melhoramentos;
contente
de
ter-se
desaggravado,
de
ler
dado
á
vaida
de francesa
uma
severa lição, e
de
apre
sentar
á
Europa
e
ao
mundo
um
respei
tável
espectaculo
de
força ao
mesmo tem
po,
que
de
moderação
e tolerância
— ha
muilo
seu
reconhecido caracter.
Embria
gado
porém
com
suas
victorias,
e crendo-
se d
’
ora-avante
omnipotente
e irresistível,
o
«chanceller
de ferro»
quiz,
ao
mesmo
tempo que imperava
ao material
da
Alle
manha,
dominar
também
o
espiritual
e
as
consciências, imprimir
a
toda
a
população
do
novo
império crença-ou não
crença
—
uniforme,
cumo
a
disciplina
de
seu
exer
cilo
!
Aqui
se
mostrou
o
homem
pequeno,
e
não
á
altura
da
sua
missão,
ou
da
sua
fama,
desde que
o vimos,
como
D.
Qui-
xole,
a
proseguir
chimeras,
a
romper
lan
ças
lisicas
contra
gigantes
moraes,
isto
den
tro
do
seu novo
império. Desejava
eu
saber'
quantos
catholicos
verdadeiros
(os
que
o
uão
são
só
lem
o
nome
falso
ou
a
mas
cara)
ha
elle
convertido
ao
seu
sistema
protestante,
dos doze
milhõea
de
catholicos
que
contém o
novo
império
1
Logo,
o
«Gran
de
Homem»
deu
uma grande
patada
com
sua
politica
de
despotismo
literal;
e
uma
prova
e
consequência
da
mesma
patada,
é
esse
procedimento
do
imperador
da
Rús
sia,
de
se
reconciliar
tanto
com
o
impe
rador
d
’
Au-lria, e
mais
ainda, o
congra-
çar-se
em
boa
parte
—
do
que
parece
já uão
existe
duvida—
como
Sumo
Pontífice
no
Vaticano.
Não
sei
se
os
leitores
do
«Apostolo»
me
desculparão
este
longo
artigo
sobre
as
relações
dos
tres
impérios
;
no
meu
con
ceito
e
convicção
porém,
são ellas
de
tan
ta
importância
e
influencia
nos
interesses
capitae
*
que o mesmo
«Apostolo»
se
em
penha
em
sustentar
e
promover,
que
en
tendo
dever
indicar,
tanto
quanto
em
mim
cabe,
as
esperanças
que
julgo
podemos
conceber
de
iinmiserias taes. Copiarei,
pois,
ainda
porções da notável
carta
de
Berlim,
relacionadas
com
os
grandes
interesses
que
como
catholicos
lemos
tanto
a
peito ;
tan-
lo
mais,
qoe
a
relação
que
o
correspon
dente
nos
dá
é
evideulemenie
derivada
de
fonte
auiheolica,
e
assim accresceuta
ao
interesse
da
narrativa
n
’um
assumpto
em
que
o
publico
só
viu, por
assim
dizer,
o
exterior.
Copio,
pois
:
«O
imperador
Francisco
José,
desejan
do
considerar
o
passado
passado,
estava
ancioso
de
Gzrr
a
paz com
seu
illustre
parente em
Berlim.
Em quaoto
se
prose-
guiam
as
negociações para
um
encontro
dos
dois
na
capital
prussiana,
o
imperador
da
Rússia
exprimiu
o
desejo
de
honrar
a
oc
casião com
a
sua
presença;
foi, já
se
sa
be, bem
vinda tal
visita. Eis
ahi
simples
mente
a
origem
do
que
chamavam a
Li
ga
dos Tres
Soberanos?
A
Rússia,
vendo
que
o
impetio
germânico,
e
o
semi germâ
nico se
davam
a
mão,
quiz
fazer
um
ter
ceiro
na
confraria que
parecia
formar-se
em
suas
fronteiras.
Para
este fim,
teve
de
abrandar
a
sua
hostilidade
para
com
a
Ausíria,
tanto
mais
inclinada
a
ligar
ami
sade com a
Prussia,
quanto
pensava
que
a
Rússia
lhe
era
opposta
a
si:
logo
qoe
descobriu
achar-se
esla
amigavelmente
dis
posta,
recoperou
uma independencia
que
d
’
oulra
sorte
não
tivera sido ganhada.
«Recentes
desenvolvimentos
corrobora
ram
us
vínculos
estabelecido
*
enião
entre
os
imperadores
Alexandre
e
Francisco
José
Com
razão
ou
sem
ella,
a
Allemanha
as
sustou-se,
ha
poucos
mezes,
não
do
que
actualmente
é
o
poder da
França,
mas
do
que ella
póde
ser
d
’
aqui a um
anno.
A
sua
ideia
de
prevenir
um
inimigo
possivel
não
achou
favor
no
palacio
de
Inverno
ou
no
«Ilofbossry»
(na
corte
da
Rússia),
A
Rússia,
bem
que
de
certo
prefira
uma;
Prussia
fone
a
urna
forte Ausíria,
não
tem
particular
inclinação
a
ver
o seu
in
timo
amigo
o
’
uuia
eininencia
qne
não
obs
tante
pôr
fim
a
todo
o
perigo
em perma
nência
uo
Occideote, dá
possibilidade de
operar
para
qualquer
lado
;
ao
passo
qoe
a Ausuia,
desde
que
lem
razão
de
con
tar
com
auxilio da Rnssia,
<em
deixado
recobrar
considerável influencia
ao
seu
ele
mento
anti-prossiano.»
Depois
d'islo.
mostra
o
grande
corres
pondente
a
sua
zanga
de
que a
Áustria se
<>ão
tenha
liga
lo inleiramente
coma
P
us-
sia
(isto
é,
posto-se
ás
ordens d
’
ella)
;
por
que
assim
ficará
em
cireumstancias
de
in
clinar
mais para
tuna
ou
para
outra das
duas,
segundo
lhe
faça
couta.
Já
se
vê.
o
que
a
Prussia
queria,
era
que
a
Ausliia,
depois
de offendida
e
despojada pela
sua
rival, se
posesse, de
mais
a
mais,
á
in
teira
disposição
d
’
esta.
(!)
«No
conceito
dos
allemães
(diz mais
o
correspondente) ao
passo
que
a
Fran
ça
é
desamigavel, a
Ausíria,
por
favor
da
não
fomos,
nem era facil
fossemos, infor
mados
então.
Assim
como,
porém,
a
fu
maça
é indicio
certo
de
que
ha,
ou
de
que
houve,
fogo,
indicações
apparecem
que
mostram
assás
claramente,
não
have
rem
sido
todas
de
mel,
as
dedadas
russas
applicadas
aos
beiços
de
Bismark
e
de
seu
amo, na
passagem
para
as
agoas.
O
celebre
correspondente
prussiaoo
do
«Times,»
que tantas
veses,
nos
ullirnts
annos,
nos
tem
fallado
e advertido,
quasi
em
toin
otlicial,
dos
desígnios
e
determi
nações
do
imperioso
chanceller,
escreveu,
em 29
do
passado, por maneira
que
ma
nifesta
não
se
ter
a
Rússia
encontrado
disposta
a
temperar
a
sua
politica
pelo
diapasão
despotico-liberal
de
Berlim.
«Ami
gos,
amigos,
ne^ocios
á
parte,»
apesar
do
affecto
verdadeiro
e
sincero
do
imperador
Alexanlre
por
seu
lio Guilherme,
não
se
achou
disposto
aquelle a
deixar
que
Bis
mark
se
pusesse
a
dictar
á Europa
as
suas
vontades,
aflectando
ao
mesmo
tem
po
estar-lhe
a
Rússia aquecendo
as
cos
tas,
e
prompta
a
vir
ajudil-o,
caso
co
meçasse
a
desandar
a
roda
de
Ichleswig.
de
Sadowa
e
de
Sédan.
Não
posso
inter
pretar
de
outra
sorte
o
tom
em
que ao
«Times» o
dito
correspondente,
em
sua
longa
caita.
discorre
d
’
esta sorte:
<
Têmpora
mutanlens. Em
sua
jornada
voltando
para
Pelersburgo,
o
imperador
da
Rússia
acaba
de
apartar-se
do
caminho
direito
alguns centos de
milhas,
para
ir
encontrar
o
seu
cunfrade
austríaco.
Esta
entrevista
tendo
logar
immediatamente
de
pois
da recente
interferência
<io
Czar
em
Berlim, não
póde
deixar
de
perceber-se-lhe
o intento.
Se
Berlim
foi
advertido de
não
se
metter
em
guerra
sem o
apoio
de
to
das
as
Russias,
a
Áustria,
o mais
fraco
e
mais pacifico
dos
membros
da
chamada
liga,
convém ser assegurada
do
continuado
interesse
que a
StBsia
lem
na
conserva
ção
da paz. Fallando ás
claras,
a
Rússia
vae
na
estrada
real
para
maior
intimidade
com
a
Áustria
enfraquecendo, por
não
diser
á
custa
d
’
elles,
os
vínculos
que
a
li
gam
a esle
governo
(o
grifo
é
meu).
A
quem
seja
sabedor
da
historia
do
*
últimos
20
annos,
a
mudança
deve
parecer assás
estranha,
para
tornar
desejável
uin
esboço
retropeclivo.»
—Diz
depois,
que
o
impera
dor
Nicolau
da
Rússia foi
supprimir
a
rebellião
na
Hungria
(ein
1849),
porque
não queria
uma
republica
ao
pé
de
seus
Estados,
e
sobre
ludo
perto
da
Polonia;
porém
que,
ao
mesmo
tempo,
elle
prote
gera
os
húngaros (contra o ressentimento
austríaco);
que
isto
oflendeiá
a
Austna,
e
que
por
tal
occasião
o príncipe
de
Schwar-
zemberg
pronunciara aquella
sentença
—
sen
do
elle
então,
como
é
sabido, primeiro
ministro
austríaco
—
que a
Áustria
pasma
ria
o
mo
mio
com
a
sua
ingratidão.
Allu-
de
então
á
conducta
da
Áustria por
oc
casião
da
guerra
da
Crirnea, e
diz, que
o
imperador
Nicolau,
o
qual
contava
com
a
Ausíria
como
alhada
sua
n
’
essa
occa
sião,
sentiu
suas
próprias
operações
grau-
demente
embaraçadas
pela
reunião
de
um
exercilo
austríaco
nas
suas
fronteiras.
Isto
é
verdade,
salvo
que,
na
minha
opinião,
não
foi
laolu
o
receio
que
o
imperador
Nicolau
tivesse
da
hostilidade
austríaca,
como
o
nao
vir a
Áustria
em
seu
soccor-
ro,
quando
a
Inglaterra,
a
França,
a
Tur
quia,
e
o
Piemonte
vieram
atacal-o
na
Criínea.
A
posição
da
An
*
tria
porém
era
summamenle
diílicil
e
perftexa
n
’
esse
tem
po: de um
lado
eslava
a
Rússia,
e
seu
embaixadoí
então
em
Vienna,
Gartschakofl
(o
actual
grande
chanceller),
urgindo,
e
com
alguma
rasão esperando,
a
mesma
Austiia
agma
lhe
retribuísse
o
serviço
ue
suppritnir-llie
antes
a
insurreição
na
Hun
gria.
Ma?,
por
outra
parte, estava
a
Fran
ça,
a
Inglaterra,
a
Turquia
e
o
Piemonte,
que
a olhariam
como inimiga, a
bostili-
sariam, tornariam
a
levantar
e
armar
con
tra
ella
a
Hungria,
atacaiiam
suas
pos
sessões
na
llalia
e
perlo
do
Adriático,
e
daiiam
a
mão
ao
partido
levolucionario
dentro
dos
domínios
austríacos
mesmo—
o
que
seria
a
luina
do
império.
E
a
Prus
sia,
muito
provavelmente,
não
deixaria
de
aproveitar
a
occasião
para
apoderar-se
quanto
podesse da porção
allemã
do
im
peno
dos
Hapsburgos
Parece-me, pois,
que
a
Áustria
não
podia,
sem
grande
risco
de
suicídio,
unir-se
á
Rússia
contra
a
liga
anglo-franco-iurço-piemonteza.
Se,
por
outro
lado,
tomasse
parle
adi-
va
contra
a
mesma Rússia,
além
da
ingra
tidão
que isso
involvera,
havia
de
crear
um
ressentimento
justo
e
implacável
da
parle
da
Rússia, que
levaria
séculos
a
desvanecer-se.
Pelo
contrario,
o procedi
mento
da
Áustria
em
occasião
lào
diflicil,
passada
a
conjunctura
de
então,
e
quando
o governo
russo
podesse
já
ponderar
sem
Ru«sia,
é,
se
não
directa
pelo
menos.
iQ
directamenle
duvidosa.
A
entrevista
cordel
dos
dois
soberanos
na
carruagem
ferro
vial»
(o
imperador
da
Áustria acompanhoò
o
da
Rússia,
na
caruagem
do
caminho
<j
e
ferro,
por
mais
100
milhas)
«servia
de corroborar
aquellas
impressões.
0
di-
zer-se que,
visto
os ministros
não
estarem
presentes,
á
entrevista,
nada
lem
com
p
0
-
litica.
é
allegação
que
se
refuta
a
si
propila
E'
da
côrle. d
’
Áustria,
não
do
gabinete
ac.
lual
austríaco, que
as
intenções
ião
$
Us
.
peitas».
As
ultimas
linhas
em
grifo
deixam
bem
ver
como estes
liberangas,
nào querem
que
os
soberanos
sejam
mais que
meros
autómatos
;
e
ao
mesmo
tempo
mostram
como
o
ministério
Andrafy
possue
ioda
a
confiança
deste
correspondente
bismar-
kino,
e
por
consequência,
o
do
seu
amo
também
!
O
medo
do
tal
corresp
ndente
é, que
os
dois
imperadores
viessem
lalvtz
a
concertar
entre
si
algum
modo
de
as-
semdhar-se
nos
dois
impérios
a
auctorida
de
dos
dois
soberanos.
O estrdo
de
cousas
que
a
carta
d’onde
exlractei
re»ela
é,
no
meu
entender, da mais
alta
importância,
e
por
isso
tanto
me
es
tendi
a
tal
respeito.
E
combinando,
ao
mesmo
tempo,
estes
procedimentos
do
czar
que tanto
parecem
desagradar
em Berlim,
com
as
relações mais
amigaveis
da Rús
sia
com o
Pontífice
e
a
Santa
Sé, couces-
sões
a
respeito
da
egreja
na
Polonia
;
nào
posso
defender-me
—oxalá
que não me en
gane—de
agourar
mudanças notáveis
na
politica
da
Europa,
em
tempo
nào
muito
remoto.
Assim Deus
o
queiia.
Escrevi
na
data
a
carta
acima
para
o
I
«Apostolo»
do
Rio
Janeiro
;
parece-me que
convém
chamar
altenção
ã
sustancia
d
’el-
la,
por
soa
importância,
e
por
isso
en
vio
a
copia
ao
«Commercio do
Minho».
O
correspondente
do
mesmo
«Times»
em
Vienna,
contradiz
positiva
e
ledondamen-
te a
asserção
do
de Berlim,
de
que
a
Áus
tria
linha
qnerido
ajudar
a
levantar a
Po
lonia
contra
a
Rússia.
Londres,
16
de
julbo
de
1875
A.
R.
SARAIVA.
A
miatrôo
de Carloa VII
(1)
III
Que
este
proposito de
D.
Carlos
seja
coisa muito seria
e
não
para se
tornar
era
gracejo,
melhor
que
muitos
catholicos
ti
moratos
bem
o
presentiu
a
revolução
cos
mopolita,
desde
a
vez primeira
que
elle
appareceu
com a
bandeira
desfraldada,
precedido
por
um
pequeníssimo
numero
de
animosos
partidários
no
solo de
Hispa
nha.
O
desencadeamento
das
fúrias
que
sobre
elle
se
lançaram de
todos
os
paizes,
não
é
comparável
senão
áquelle
com
que
a
hydra
maçónica desde
ha
tamos
annosse
assanha contra
o
Papa
Pio IX.
A
seita
om
nipotente
em
quasi
lodos
os Estados,
per
cebem que
assim
como
o
Pontífice
no
seu
Sylabus
tinha
indicado
o
codigo
da
restauração
dos
povos
christãos,
por
ella
arrastados
á
barbarie
moderna
;
assim
D.
Carlos
poderia
bem
ser
o
homem
que,
docil
ao
Vigário de
Christo,
levantasse
o
povo hispanhol á
altura
indicada
por es
te
codigo,
e com
isto
desse
principio a
um
movimento
de
salutar
reacção,
que
libertasse
a
Europa do
jugo de
sua
infa
me
escravidão.
Nem
este furor,
alé
ao
presente,
se
tem
mitigado
;
nos
antes
se
lem
exasperado
ao
passo
que
o
pincipe
tem
multiplicado
suas
victorias.
E
nem
se
deve
dizer
que
a
revolução
tenha
acirrado
contra
elle
sómente a
sua
plebe,
—
isto
é
os
seus
jornalistas
—, e se
tenha contentado
de
fazer
ladrar
contra
el
le
estes
ladradores
mercenários.
Aos
lati
dos
ensurdescentes
das contumelias
e
ca
lumnias
por
e
*
tes
proferidas,
uniram-se
as
mentiras
e
as
imposturas
das
agen
cias
telegralicas
da
Europa;
demais,
os
manejos
de uma
dqilom.cia
dolosa
e
sem
pudor,
além
d’
isso
todas
as
possíveis
trapaças
políticas,
para
fechar
a
D.
Carlos
todas
as
vias
marítimas
e
terrestres
d
’
on-
de
podesse
tirar
soccorros
d
’
armas
e
de
munições;
e
íinalnaente á« mais
cruas
ameaças
e
os actos da
mais
deci
lida
hos
tilidade,
como
se
se
tratasse
de
cercir
e
desarmar um
subversor
da
paz
euro-
pea,
um
publico
inimigo
do
genero
h
u
*
mano.
D:
pois
do
Papa
Pio
IX
não
ha
no
tnun
'
do
outro
homem
que
tfestes
vossos d>as
_____
—
—
(1)
Da
Civillà
Catholica
de 19 de
julho
*
seja
tão
honrado
e
glorificado pelas
iras
e
pelos
vilipêndios
da
revolução
como
Carlos
Vil.
E
é
facto
notável
que
Bismark.
o
homem
que
personifica
em
si
a mais
odio
sa
lirannia
dos
nossos
tempos,
e
que
por
isso
mesmo
é
o
ídolo
mais
adorado
da
maçonaria,
a
ninguém
tanto
persegue
e
aborrece,
depois do romano
Pontífice,
quanto
ao
joven
Rei,
que,
em
nome
da
christã
liberdade
colhe
louros
e
mais
lou
ros
nos
campos
de
batalha
da
Hispanha,
e
de
face
erguida
proclama
que
matará
a
revolução
(e a
matará).
O
homem
do
san
gue
e
do
ferro,
que por
toda
a
parte
es
maga
os
fracos
e
faz
triunfar
o
principio
da
força
prevalescente
sobre
o
direito,
brame
e
raiva
contra
esle
indomável
prín
cipe, que
servindo-se
do
canhão,
quer
de
novo
repôr o
direito
no
seu
logar,
isto
é.
sobre
a
força.
Ora.
se
o
proposilo
de Carlos
VII
fosse
cousa
de burla,
ou
para
rir,
aquelle
so
berbo
inimigo
de
toda
a liberdade
chris
tã
não
o
julgaria
digno
de
uma
guerra
tão
encarniçada
como
o
eslá
sendo
a
guerra
com
que
o
hostilisa.
Os
prepotentes
só
aos
poderosos
te
mem.
IV
Verdade
é
que
ainda
entre
os
que
são
benévolos
para com
Carlos
VII
não
fal
tam
espíritos
ligeiros e
impacientes
que
por,ahi
se
ouvem
ás
vezes
perguntar
:
«Mas
que
fructos
solidos
lem
elle
recolhido
du
rante
estes
annos
em
pró
da
sua
Missão?
O
que
tem
elle
concluído
?
Não
o
vemos
retroceder,
é
verdade
;
mas
lambem
o
não
ternos
ir
para
diante.
Elle
vence,
vence...
mas
está sempre
no
mesmo
ponto.»
Estes
não
pensam
que
D. Carlos
co
meçou
de
nada,
e
que
quanto
n’esles
tres
annos tem
operado,
tudo
é
fruclo
de
sa
crifícios
incríveis,
de ferrea
conslancia,
e
de
fortíssima
vontade. Quando
ainda
este
príncipe,
que
entrado
em
Hispanha
em
companhia
de
trinta
homens
se
encontra
hoje
á
frente
de
um
exercito
de
perto
de
cem
mil
soldados
endurecidos nas
fadigas
e
vencedores
em
cem
batalhas,
não
tives
se
feito
outra
cousa mais
que
conquistar
a
metade
do
lerritorio que
agora occupa,
estabelecendo-se
n’
elle como tem feito,
constituindo
aquelle
prodígio
de
exercito
tão
admiravelmente
organisado,
armado
e
commandado, que
lodos
conhecem,
atlen-
<lendo-se
ás
invencíveis
difliculdades
que
tem
devido
superar,
já
se
deveria
dizer
que
muito
tinha
feito.
Parece-vos
pequena
coisa
o
ler
redusi-
do
a
força de
toda
a
revolução
em
Hispa
nha
a
deixar
todo
o
desígnio
de
oílensiva
contra
elle,
e
a
entreter-se
quasi
só
n
’
u-
ma
limida
deílensiva,
confortada
pelo
fú
til
e ignóbil appoio
de
uma
traição,
qual
foi
a
ordida
por
Cabrera?
Parece-vos
pou
co
ter
creado
de nada,
e
sempre
no
meio
das
balallns,
aquelle
exercito que
é
o
ins
trumento
poderosíssimo
que
deverá
quan
to antes condnzil-o
a
Madrid?
A
não
se
dar
um
grandíssimo
aflecto
dos
povos,
e
um
palpavel auxilio do
céo,
era possível
pôr
em
pé
de
guerra
tantas
forças
e
ad
quirir
tantas
armas,
entre
os
contrastes
com
que
as
potências
europeas,
maxime a
França,
por
ordem
de
Bismark,
por ter
ra e
por
mar lhe
tem
apresentado
como
poderosos
obstáculos?
Mas
elle
tem
feito
ainda
mais.
Desde
que
rompeu
a
guerra
contra
a
revolução
em
Hispanha,
já
tornou
impossível
a
exis
tência
de
tres governos
d’ella
nascidos e
por
ella sustemados,
—
o
de
Amadeu
de
Saboya,
o
de
Castellar
e
o
de
Serrano—
para
não
fallar
do
quarto,
que vacilla
a
estas
horas
e
contra
o
qual
dirige
seus
canhões
vicloriosos.
Demais,
tornou
im
possível
á
revolução ahi
governante
o
re
curso
das
linanças e
a
formação
de
um
poderoso
exercito Finalmente
derrotou
nas
mais
importantes
batalhas
todos
os
melho
res
generaes
que
servem
ou
lem
servido
a
revolução,
—
Moriones,
Loma,
Concha,
La-
serna,
Blanco,
Serrano
; tornando
bem ina-
nilesló
que
não
havia
um
só. por atrevido
que
fosse,
habil
e
experimentado,
que
po-
desse
fazer
frente
aos
seus
batalhões.
Se
Concha
em
meio
do
anno
passado
chegou
a
conslrangel-o
com a
torça
do numero
e
da arlilheria,
a Iveanlar
o
cerco
de
Bilbau,
descontou
aquelle
bom
successo
com
a
terrível
derrota
que
no
seguinte
junho soffreu em
Muro,
junto
a
Castella,
e
com
a
vida.
E se
Laserna, em
de-em-
bro,
o
obrigou a levantar
o
assedio
de
Irun,
descontou essa efemera
vantagem,
em
fevereiro do corrente anno,
com a
me
morável
derrota
de
Lorca.
Não
basta
ainda.
D.
Carlos,
tem além
d
’
isso,
constituído
um
governo nas
pro
víncias
em
que
reina,
—
governo
que
pro
cede
com ordem
admirarei.
O governo car
lista,
na
Navarra,
na
Guipuzcoa, na
Bis
*
caya,
em
Alava
e
em
boa
parte
da Cata
lunha.
recruta
soldados,
recebe
tributos,
administra
a
justiça
e
paga
pontualmente
aos
militares
e
aos empregados
civis.
Também
negoceia
empréstimos
e
en
tende-se
com
as companhias
de
caminhos
de
ferro
;
abre
universidades,
fabrica
ar
mas,
assigna
passaportes,
publica
jornaes,
regula
os
correios.
Qne
mais?
Já
reduziu
o
novo
governo
de
Madrid
a tratar
com
o
seu
governo
de
igual
para
igual
; a
fazer
armistícios,
a
estipular
troca
de
prisionei
ros,
a portar-se
como
as
leis
de boa guer
ra,
querem
que se
porte
um belligeranle
com
outro
belligeranle.
Eis
uma
parle
da
obra
de
Carlos VII,
operada
alé
hoje
no mero
giro
dos factos
e
dos
interesses
maleriaes. Do resto
Pal
iaremos
no seguinte
n.°
(Ctnlintía)
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hispanha.
Noticias
da
guerra
—
Hendaya
13.
—
O
general
Dorregaray,
depois
de
ter
feito uma
marcha
habil
e
feliz
«ie
70 legoas com
23
batalhões e 600
cr»vallos,
é
esperado
oo
Noite,
aonde
es
tão
preparadas
6:000
armas
e
muito
ma
terial
de
guerra
para
o
seu
exercito.
Uma
sahida da
guarnição
de
S. Sebas
tião
para
Hermani
foi
repellida
hontem
pe
los
carlistas,
qoe
causaram
ao
inimigo gran
des
perdas.
Entre
os
mortos
conta se
o
capitão
dos
miqueletes,
Amao.
Desmenti
o
abandono
pelos
carlistas
da
montanha
de
S.
Marcos.
—
Idem
14.
Oílicial
—
Desmenti
a
mar
cha
do
exercito
liberal
para
os desfiladei
ros
das
Amescoas,
e
no valle
de
Borun-
do,
e a retirada
da nossa
arlilheria de
Mendisono e
de
Santiagomendi.
Os quarenta
batalhões
de
Quesada
e
Loma
ainda
não
deixaram
Miranda
e
Vi
toria.
Os
affonsistas
queimaram
todas
as
co
lheitas,
casas
e
bosques
dos arredores d
’
es-
ta
cidade,
o
que
prova
que
não
teem
a
cer
teza
d’alli
se conservarem.
Está
eminente
uma
batalha
em
volta
de
Victoria,
entre
o
nosso
exercito
ás
ordens de D.
Carlos
e
os
liberaes.
O
commando
geral
d
esta
provincia
foi
confiado
ao
augusto
primo do
nos<o
rei, o
conde
de
Caberia,
por
um
decreto
assi-
gnado
em
Tolosa
no
dia
9.
Os
aflonsistas
mudaram
a
soa
guarni
ção da
Navarra
por
causa
das
deserções.
Nos
dois
últimos
dias
passaram-se
para
nós
vinte
soldados
armados
—
Tolosa
13.
—O
general
Lizarraga não
saiu
de
Seo
d
’Urgel.
Nem foi
a
Roma,
nem
a
Vienna,
nem
a
B/uxeflas.
Os
pri
sioneiros
de
Cantavieja
não
excedem a mil,
que
embarcaram
em
Vinaroz
e
desembar
caram
em
Valência,
aonde a tropa os dei
xou
insultar
pela
canalha
afl.rosina,
e
isto
emquanto
o
rei
Carlos
VII
recebe os
ofíi-
ciaes
prisioneiros
e
os naufragos
do
va
por «Bayonna,
com
a
maior
beoevolencia,
deixando
os
primeiros
em
liberdade
sob
a
sua
pahvra
d
honra.
Excepto
Huesca,
Dorregaray
entrou
em
todas
as
cidades
do
alto
Aragão,
requi
sitando
cavallos,
armas,
etc.
—
Hendaya
14.
—
Os
telegrammas
aflon
sistas mentem audaciosaincnia.
Os
carbslas
oão
tendo
atacado
desde
ha
muito
tempo
Guelaria
nem
Irun,
nào
podiam ser
repellidos
d
’
esles
pontos.
O
7/
batalhão
navarrez
não
podia
ser
aprisionado
com
Dorregaray, porque
está
em
Ciouqui Estella.
A
via
ferrea de
Victoria
oão
foi
res
tabelecida,
porque
os
carlistas
a
domi
nam.
Dorregaray
nào
foi
batido; elle está á
frente de
11
0
*
0
homens,
e
as
columnas
que
o
perseguem
uão
contam
mais
que
3:000.
Os
carlistas
continuam
a
fortificar
as
montanhas
de
Zorrotz e
de
Santiagomen-
di;
e
não
pensam, por
fórma
alguma
aban
donai as.
E’
falso
que
os
carlistas
fujam para
as
Amescoa>, pelo
contra-rio as
operações
militares
vão
recomeçar
com
novo
vi
gor.
—
Hendaya
15.
—
O
rei
chegou
ao
quar
tel general
de
Villareal d’
Alava
para
con
tinuar
as
operações.
Viajantes
chegados
de
Huesca,
dizem
que
Dorregaray
aprisionou
a
guarnição
de
Barbaslo,
forte
de
800
homens.
Crê-se
que
o
exercito do
Centro
che
gara
9
Seo
de
Urgel.
—
Hendaya
15.—E
’
falso
que
Dorrega
ray
e
suas tropas
entrassem
em
França.
—
Perpinhào
15.
—
Um
corpo
carlista
bastante
considerável
chegou
a Cerdanha
hispanhola,
e
occupa todas
as
aldeias.
Espera-se
ura
proximo
ataque
a Puig-
cerdá
Bonrg-Madame 15.
—1:500
carlistas
com
4 canhões e
2
obu<es
chegaram
em
fren
te
de Puygcerdá.
Esperam
reforços
para
atacar
esta
noite.
—Madrid
14.
—O
general
Quesada
pu
blicou
uma
proclamação
declarando
ap-
plicavel
á
provincia
d
’
Alava
o
decreto
re
lativo
á
expulsão
dos carlistas e
a
confis
cação
de
seus
bens.
D.
Carlos occupa
as
posições de
Villa
real
com
forças consideráveis.
GAZETILHA
Festividade.
—
No
proximo d
mingo
festeja-se
na
egreja
de
S.
Thiago
da
Ci-
vidade
a
Imagem de
SanCAnna,
com
mis-
sa
cantada,
exposição
do
SS.
todo
o
dia
e
sermão
de
tarde.
E
’
orador o
snr.
pa
dre
João Rebello.
A
m
exequias do
«nr.
duque de
Loulé.
—
Lê-se no
«Bem
Publico»:
Teem
continuado
as exequias do snr.
duque
de
Loulé em
diversas
terras
do
reino,
a
expensas
e
por
os
cuidados
do
partido
hislorico,
que
pertende
por
este
meio
afíirmar se,
resurgido
do
sepulcro
quando
n
’
elle
cahiu o
cadaver
do seu che
fe;
e
aspira
a
conquistar
a
posse
do
po
der
com
o auxilio
das Missas
e
dos
Li
bera Me.
Fazem
assim
da
religião
instru
mento
da
polilica os
mesmos
que altri-
buem
falsamenle
isto
aos
catholicos.
No
Porto,
e
em
Coimbra
foi
onde estas
ceremonias
se
fizeram
com
maior
pompa;
mas
também
se viu
qoe a
illuslre
com
missão
da<>
exequias
de
Lisboa,
e
as
be-
nemerilas
deputações
andaram
a
correr
d
’
aqui
para
alli
com
os
comparças
do
theatro
em
scenas
de
grande
apparato.
Uma
cousa
nos
tem
bastantemente
ma
ravilhado.
Tanto
em
Lisboa,
como
no
Por
to,
e
n’
oulras
terras,
foram
as
exequias
seguidas
de
brodios,
como
se
os
banque
tes
e
as
folias
dos selvagens
nas
exequias
de
seus
chefes
tivessem
tomado
direito
de
cidade
entre
nós.
Será
por
o
selvagismo
que
a
historia
representa?
O
governo da
facçào
histórica,
aqui
em
Lisboa,
votou
como
tinha
feito
o
gr.
*
.
or.\
Un.’.,
um
voto
de
lovor
ao
snr.
Ennes
Cav.
*
.
R.e
.
pelos
Lazarislas
:
não
sabemos
também
se.
como
este,
lhe
votou
25$000
reis
para
as
despezas da
impressão.
Hieeionarí<>
Popular.—
Recebemos
e
agradecemos
o
1.°
fascículo
do
Diccio-
nario
Popular,
hislorico,
geográfico,
rni-
thologico,
biográfico,
artístico,
bibbografi-
co
e
luterano.
E
’
composto
por
uma
So
ciedade
d
’
homens de
leitras,
e
assigna-se
em
Lisboa,
roa
da
Atalaia,
173
Portugal
antigo
e moderno,—
Recebemos
os últimos
fascículos
do
vastis
sirno
diccionario
Portugal
antigo e moder
no,
desde
pag.
437
a
532.
Tem-nos
por
vezes
esquecido
noticiar
a
distribuição
dos
fascículos
—distribuição
sempre
regularissima—
por
motivos
que
não
ha
muito
referimos
em caso
idêntico.
Nas
publicações
periódicas,
onde
ha
um
corpo
regular
de
redacção,
estas
faltas
são me
nos
frequentes,
o
que
não
acontece em
algumas emprezas
jornalísticas
da pro
vincia,
em
que
uão poucas
vezes um
só
indivíduo
tem
de
redigir desde
a
primei
ra
alé
á
ultima
linha
do
jornal.
Quem,
uão
lôr
estranho
á
lufa-
lufa
da
imprensa, não
póde
estranhar
uma
ou
outra
falta
d
’
esta
natureza.
Confiamos,
pois,
em
que o illuslre
e
benemerito
auclor
e
editores
d
’
esla
pu
blicação
monumental
nos desculparão.
Nos
fascículos
a
que
acima
alludimos
encontra-se,
entre
outras
curiosissimas,
a
descripçào
da
quinta de
Monserrate,
a
da
vdla
de
Mont
’
Alegre,
etc.
Subordinada
á
pala vi
a
Montanha
contém uma
labella in
dicativa
das 30 maiores
elevações
do
con
tinente
de
Portugal
;
e
sob
a
de
Monte
descripçôes
cuno.-as
de
sanctuarios, entre
os
quaes
a
do
Bom
Jesus
do
Monte.
Ain
da
sob o
mesmo
termo
acha-se minuciosas
noticias
respeitantes
ás villas
de
Monte-
inór-o-novo
e
Monle-mór-o-velho
etc.
Estamos
dispensados
de
encarecer
o
merecimento
d
’esta
obra,
cuja
importância
ninguém
já
hoje
contesta
ou
desconhece.
CANTIGA
Á VIOLA.
(A
mestre
Roque)
Desde
que uma
certa
imagem
lhe
trouxe
o
anjo
da
Insomnia,
mestre
Roque anda
em
viagem
nas
campinas
da
Parvónia.
Essa
imagem,
que
o
seduz»
cochichou-lhe
muita
vez:
—
será
escriptor
de
truz
mestre
Roque,
o
parvonez.
Gaudencio.
João
Fernandes
Valença,
D.
Maria
José
da
Silva
Rocha
Valença, Anlonio
Peixoto»
Braga,
D.
Joaquina
do Carmo
Ferreira Pei
xoto
Braga
e
D.
Anna
da
Conceição
da
Silva
Rocha,
gratos
ás
provas
de
consi
deração
e
amisade
com
que
as
pessoas
de
suas
relações procuraram
adoçar-lhes
a
sua»
aífliclissima
situação,
causada
pelo
profun
do
golpe que
os
feriu
no
mais
intimo
da
alma, pelo
falleeimento
de
seu
estreme
cido
e nunca assás
pranteado
filho
e
so
brinho,
Antonio
Fernandes
Valença,
cujo
sepultamento
leve
logar
no
dia
20
do cor
rente,
possuídos
da
indeclinabilidade d
’
um
doloroso
dever,
servem-se
d
’este
meio
para
por
elle
deixarem
bem
constatada
a
sita
gratidão e
reconhecimento,
pedindo
descul
pa
de
não
o
fazerem
pessoalmente
Igualmente
agradecem
aos
snrs.
ec-
clesiasticos
que
obsequiosamente
celebra
ram
o
santo
sacrifício da
Missa e
assisti
ram
aos
Oflicios
no
real
templo
de Santa
Cruz.
(C.
2587,
R.
106)
ANNUNCIOS
MONTE-PIO
DE S. JOSE
’
Participa-se
aos
socios
do
Monte-pio
de
S.
José,
que
o facultativo d
’esta
associa
ção
é
o
ill.
mo
snr. João
Baptista
da
Silva
Ramos,
morador na
rua
de S.
Vicente»
n.°
22;
isio
pelo
facultativo
anterior
ter
pedido a
sua
exoneração.
Braga
22
de
julho
de
1875.
O
Presidente
Anlonio
de
Faria
Braga.
(C. 2590,
R.
107)
xModista
de
Lisboa,
de
vestidos,
cha-
peos,
capas,
etc.
Tudo
pelos
figurinos,
e
aor
preços
mouicos.
Campo de D.
Luiz
l.°,
37,
1.°
andar..
Precisa de
costureiras e
aprendisas.
(2586)
Bernardo da Cunha Pinto
Barbosa,
so
licitador
de
causas
n
*
esta
cidade,
mudou
a
sua
resiilencia
da
casa em
que
mora
va
oa
rua
do
Souto, n
0
14,
para
a
sua
nova
casa
que
tem
na
rua
Formosa,
o.®
1,
ao
pé
da
estação
do caminho de fer
ro
;
arrenda
a
dita casa
da
rua
do
Sou
to,
a
qual
se
póde
ver
todos
os
dias
ái
8
horas
da
manhã ou
6
da
tarde.
NOVO
HORÁRIO.
Joaquim
José
Cerqueira,
Francisco
Jo
sé
Cerqueira, Joaquim Cerqueira
Júnior, e
Jose
Anlonio
Cerqueira,
de
Ponte
do
Li
ma,
levam
ao
conhecimento
do
publico
que
estabeleceram
um
novo
horário
para
as
carreiras
qoe
tem
estabelecidas
entre
Braga,
Punle
do
Lima
e
Vianna
do
Cas-
tello,
a
principiar
no
dia
25
do
corrente
inclusivé,
a
saber:
Sae de Braga
do es-
criplorto
do
Arranjadinho
no
largo da
La
pa,
às 6 horas
da
manhã,
chega
a
Ponte
ás
10.
e
sae
de
Ponte
ás
2
da
tarde
e che
ga
a
Vianna
ás
5
Sae
de.
tarde
de
Braga
ás
2
horas,
e
chega
a
Ponte ás
6
e
a
Vianna
ás
9
da
noite.
Volta
—
Sae
de Vianna ás
3
horas
da
manhã,
chega
a
Ponte
ás
6,
e
a
Braga
ás
11
da manhã,
e
de
tarde
sae
de
Pon
te
ás
3
horas
e
chega
a
Braga
ás
8
da
tarde,
tendo
meia
hora
de
demora
em
Freiriz.
Preços
:
De
Braga
a
Vianna
ou
vice-versa,
den
tro
800
reis,
fora 700.
Escriptorios:
em
Vianna,
casa
do
snr.
Fragoso, praça
da Bainha,
e
em
Ponte
do
Lima,
em
casa
do
snr. José
Anlonio Co
queiros,
largo
do Chafariz.
Braga
23
de
Julho
de
187o.
O
gerente
(2389)
Francisco
Pereira
Leile
e
Castro.
José
Anlonio
Monteiro,
e
Joaquim
AI-
wes
Vinagreiro,
fazem
publico
qoe as
suas
diligencias
que
saem diariamente
ás
6
ho
ras
da
manhã
em
direitura
a
Ponte
do
Lima e
Vianna,
do
escriplorio do Ribeiro
Braga, da
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
iica
a
sair desde
o
dia
23
do
corrente
in-
clusivé,
ás
8
horas
da
manhã,
por ser
tnais
conveniente
aos
snrs.
passageiros
que
wm
nas
diligencias
da
manhã,
de
Vizella
e
Guimarães,
para
seguirem
viagem
em
direitura para
Ponte
do
Lima e Vianna
do
Castello.
Preços
os
annunciados.
Braga
20
de
julho
de
1875.
O gerenle
(2583)
Ribeiro Braga.
Diligencias
diarias
entre
Braga,
Guimarães,
Felgueiras
e
o
Al
to
da
Lixa e vice-versa.
Preço
*
d’animar e bom serviço
Antonio
Bianco
e
Anlonio Padeiro
&
ÇA
previnem
a
iodes
os
seus
amigos
e
freguezes
que
principiam com
uma
nova
carreira
entre
Braga,
Guimarães, Felguei-
ras
e
Lixa,
saindo
de
Braga
ás
2
horas
da
tarde
chegando
á
Lixa ás
8.
Os
aniiunciantes tem
o
serviço
bem
montado,
e
esperam
o
favor
do
publico.
Preço»
s
De
Braga
á
Lixa
.................................
510
>
>
a
Felgueiras
....
440
Concedem
7 kilegrammas
de
bagagem
gratuita,
e o
excesso
será
pago
a
30
réis
o
kilo.
Os
seus
escriptorios são
os
seguintes:
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
José Anlonio
Marques
no
largo do
Barão
de
S.
Mani
nho.
Em
Guimarães,
em casa do
snr.
Mello
®o
campo
do
Toural.
Em
Felgueiras,
em
casa
do snr.
Ber-
nardiuo
Pinlo
de
Queiroz.
No
Alto
da
Lixa,
na
estalagem
do
snr.
Dias.
Felgueiras,
16
de
julho
de
1875. (2376)
Precisa-se
d
’
um creado para
cositiha.
(2585J
2O0ÍOOO
HEIS
D’AI,VIÇARAS
Dão
se
200000
reis
a
quem
achasse
e
quena
entregar uma
carteira,
na
rua
dos
Chãos
de
Baixo
em
casa do
snr.
José
Dio-
nisio
da Costa,
ou
na
rua
dos
Biscamhos
n.®
20,
perdida
no
dia
17
desde
o
Car
mo
ao
Largo
da
Cadeia, contendo
papeis
de
embarque
e
objectos de
valor.
(2579)
Traspasse
de
negocio
Traspassa-se
a
confeitaria
e
restauran
te
da roa
de
S.
Marcos,
d
’
esla cidade.
Trata-se
ua
mesma,
de
seu
ajuste.
(2563)
PARTIDO
A CONCURSO
A
camara
municipal
d
’
este
con
celho
de
Cabeceiras
de
Basto,
etc.
Faz
publico que
se
acha
a
concurso
por
espaço
de
60
dias,
a
contar
da
data
do
pre-enle annuncio, o
provimento
do
novo partido
de
medico
cirúrgico do
mes
mo
concelho,
com
o ordenado
aonual
de
2500000
reis, e
pulso
livre,
com
a
obri
gação
de
residir
na
rua do
Arco,
e
con
forme
com
as
condições que se
acham
pa
tentes
na
casa
da
camara.
Cabeceiras
de
Basto,
10
de
julho
de
1875.
Eu
Manoel Leite Araújo,
o
subscrivi.
O
presidente
da
camara
(2577) Bernardino
d
’Oliveira
Leile.
boi
in osm
O
professor
em
artes,
letlras
e
scien-
cias, membro
do
clero
e
magistrados, todo
o
medico,
cirurgião,
dentista e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou bacharel honorário,
podem diri
gir-se
a
MeJicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T«)
Arrenda-se
desde
o
S.
Miguel
um
lin
do
2.° andar
d'uma
casa
nova
na
rua
dos
Sapateiros n.°
17.
Também
se
cosinha,
se
convier.
Trata-se
na
rua de
Santo
Antonio
das
travessas
n.°
16.
N’
esta
casa
das
Travessas,
vende-se
uma
estante.
(2580)
Vende-se
uma morada de
casas
na
rua
d®
8.
Vicente,
n.° 6,
com
b
orn
q
U
i
n
ta]
q
agoa.
Quem
a
per
tender
dirija-se
á
mesma,
onde
encontra
rá
com
quem
tratar.
(2563)
JUBILEU DO ANNO SA iT
In»tr«seções pura » proeisaâo do
jubileu
Appròvadas
pelo
exc.mo
ordinário
Contém,
em
optimo
papel e
typo
bem
legivel,
todas
as
orações
ein
latim
para uso
dos
parochos
e
maii
presbytero»
que
acom
panham
a
referida
procissão
e
»s
quaes
se
não acham
colleccionadas nos
Rituaes
Preço,
400
réis,
franco
de
porte
Eslá á
venda
na
livraria
do
editor.
Ja
cinto
Antonio Pinto
da Silva,
rua do
Alma
da,
n.°
136
—Porto.
(2578)
Venda
de
casas
Vendem-se juntas
ou
separadamen-
KFjgg
d
ex
moradis
de
casas
com
grau-
de
quintal,
tendo
os
n.®®
72
a
82.
próprias
para
edificação
d’
um
grande
pre
dio e sitas na
rua
da
Cruz
de
Pedra
em
frente
á
nova
rua
que
se
vae
abrir
para
a estação
do
caminho
de
ferro.
Trala-se
na
mesma
rua
n.°
100
com
o
snr. Ma
noel
Anlonio
Pacheco.
(2511)
A
requerimento
de
José
Joaquim
d’
Al-
meida,
viuvo,
d
’
esta
cidade,
pelo
cartorio
de
Moita,
á
íace
do
inventario
por
falle-
cimenlo
de
sua
mulher
se tem
d
’
hastear
em
praça
volunlar
a.
e
entregar
se
o
pre
ço
convier,
no
dia
8
do
proximo
agosto
pelas
9
horas
da
manhã,
no tribunal
da
justiça,
as
quintas
do
Paço,
e
de
Sauda
rão,
suas
na freguesia
de
Semelhe,
próxi
ma
d’
esta
cidade,
com
vista
para
a
ci
dade
e
estação
da
linha
ferrea
e
d
’
esla
pa
ra aquellas,
a
primeira
descripta
debaixo
da
verba
n.°
332
no
valor
liquido
de
8:3220600
reis,
a
segunda
descripta de
baixo das
verbas
n.®
8
319
a
229
inclusivé
e
331 no valor liquido de 6:6720405
reis
e
ambas
já
no
lance
de
12:5000000
reis
juntas,
mas
que
se
arrematarão
juntas
ou
separadamenle,
como
mais convenha
ao
inventariante
e
tudo
na
forma
do
seu
re
querimento.
(2570)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde vêr-se
das
10
boras
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2560)
Asphalto
Nacional
da
Mina de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa com
escripto-
rio
no
Porto
na
Rua do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes, eiras, etc
A
mesma
Companhia
presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
sufliciente
para
recommendar
o
seu
asphalto,
a
perferencia
que
lhe
lem
si
do
dada
pela
administração
das
obras pu
blicas
e
o
repelido
chamamento para
subs
tituir
asphalto que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que precisem
qualquer
encommenda
d
’
este
genero, podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.’
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
NOVA
FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio
Germano Eerreirinh»
KA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal, sinos
e
outros
ob
jectos de igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
PADRE
SENNA
FREITAS
OS LA^aBISTAS
Pelo La»Mri»ti
*
snr. Ennes
Preço
100
—Pelo
correio
120
Vende-se pm
Braga.
n
’esla
lipOjirafia
rua
Nova
n.® 3—
na
Libaria
Calbolica,
ru»
do
Souto
e
na
Praça
Municipal,
em
casa
do
snr.
Vieira
Machado.
No
Porto,
Praça
de
D.
Ped »o,
na
Li-
vrifia
Central,
de
Mesquita, pa<a
onde
de
vem
ser
feitas
quaesquer
reclamações.
Preço
............................
100
rs.
Aviso
ao
commercio
Na
Praça
d
’
Alegria,
d
’
esta cidade,
n,®
16,
(antigo
Campo
das
Hortas)
acba-se
es
tabelecida
uma
casa de
commissões.
Seu
proprietário
loma
conta de
despachos
de
mercadorias
de
qualquer
natureza
que
se
jam,
tanto
d
’
esla cidade
para a
do
Porto
como
do Porto
a
esta.
Promplifica-se
a
tomar
conta
de todas
as
fazendas
ern
casa
dos
snrs.
negociantes,
e
a
entregal-as
na
do
destinatário,
(em
que
só
n
’isto
vae
uma
grande
vantagem)
tudo
por
uma tnodica
commissão
sem
competidor.
Quem
precisar
esclarecimentos
póde
dirigir-se
á
casa
supra mencionada
ao
commissario
Anlonio
Zadiarias
da
Silva
Coelho.
(2536)
BÍ5A-U
A
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
3
andares
no largo do
Paço
n.®
9, trata-se
na
rua
do
Souto o.°
28
com
o snr.
Jo
sé
Anlooio
da
Silva
Lomar.
(2522)
PEDRA
DE
ALVENAHIA
Quem
precisar
compral-a,
vendea
Aoto-
nio
Alves
dos
Santos,
Costa,
na
rua da
Sé
d
’esta
cidade.
(2565)
UI
LHO
Chegaram
á
casa
d
’
Alrneida
à Perei
ra,
commercianles d’esta
praça,
200
car
ros
de
milho
das ilhas
portuguezas
da
Hungria
e
de
Marrocos,
para
abasteci
mento
dos
nossos
mercados,
tornando-se
recoinmendavel
pela
sua
boa
qualidade.
Sendo
muilo
dilficil
áquelles snrs. en
contrar
logar
bastante
espaçoso
para
ac-
comodar
uma
tào
grande
quantidade,
re
correram
á bondade
de
que
é dotado
o
exm.°
e
revm.°
snr. D.
João
Cbrysos-
tomo
d
’
Amorim
Pcs-oa, Arcebispo
Coad-
juclor
d’
esta
Diocese, e
depois
de
lhe
fa
zerem
sentir
a
diíliculdade
com
que
luc-
lavam,
da
melhor
vontade
s. ex.
a
revm.a
se
prestou
a
concedor-lhes
as
chaves dos
celleiros
do
Paço.
A
mesma
franqueza
e
boa
vontade
encontraram
no
exm.°sr.
con
selheiro
Manoel
Justiuo
Marques
Murta,
que,
como
Provedor
da
Santa
e
Real
Ca
sa da
Misericurdia,
immediatarnenle
lhes
mandou
íranquear
o
celleiro
daquella San
ta
Casa,
onde
desde
já
se
acha exposto
á
venda
como
se
vê
do
annuncio
que
segue:
i
A
’
casa
d
’
AIrneida
&
Pe
reira, agentes
nesta
cidade,
da
Sociedade
Geral
Agricola
e
Fi
nanceira
de
Portugal, com
sé-
de
em
Lisboa,
acaba de ser
consignado,
pela
mesma Socie
dade,
para
abastecimento
dos
nossos
mercados
duzentos
car
ros
de
milho
superior
das
nos-
sas
ilhas,
de
Marrocos
e
da
Hun
gria,
que
desde
já
se
acha
á
ven
da
nos
vastcs celleiros
do
Paço
Archiepiscopal
e
da
Santa
Ca
sa
da
Misericórdia.
(2591)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875 - É o formato de
-
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Parte de Comércio do Minho (O)