comerciominho_26061875_362.xml
- conteúdo
-
3.
“ ANNO
1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
Assigna-se-e
vende-se
no
escrip.orio
do
editou
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
por
e.=As
ass
-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim
como
as
corresponde
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
s.
>
*
<JJSB
ÊS
Para
preencher e>ta
secção
aproveita
mos
as
transcripções
que
seguem
:
Do
correspondente
de
Madrid
para
a
«Palavra»:
•
A’
falta
de
movimentos
militares
fal
tarei
de
medidas
civis
e diplomáticas ado-
ptadas pelo
que
pudera
já chamar-se
go
verno
de
D.
Carlos.
A
’
publicação
de
um
codigo
penal
seguiu-se
um
memorandum
dirigido
aos representantes
ofíiciosos
d
’
a-
quelle
príncipe no
estrangeiro,
documento
bem
pensado
e
escripto
sobre
os
planos
do
governo de Madrid
para dar á
guerra
um
caracter
civilizado,
urna
circular
pro
vando
com
documentos
qoe
só
este
go
verno
é
o
responsável
peta
paralisação
dos
caminhos
de
ferro,
pois
se
negou
a
saoccionar
lodos
os
projectos
de
convénios
que
os
neulralisavam
sob
a
garantia
de
ambos
os
exercitos
e
outras
medidas
de
não
pouca
transcendência.
E
já
que
estou
tallando
do
Norte
e
como
termo
a
esta
carta,
direi
duas
pa
lavras
sobre
o
veterano
general
carlisla
Garcia
Puenle
que
ha
pouco
falleceu.
O
velho
soldado,
que contava
quasi um sé
culo,
era
o
decano
do
exercito
hispanliol,
pois
já
tinha
a
patente de
tenente
de
ar
lilheria
em 1808,
quando rebentou
em
Madrid
o
movimento
contra os
francezes
invasores. Em 1833
abandonou
o exerci
to
liberal apresentando-se
a
D. Carlos,
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
annol^GOO
rs.«==Semeslre
850
rs.=Pro«tn-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.
=Brazil,
anno
4^400
rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
30 %
d
’
abatimento.
BRIGA-
SABBAWO
«« DE
JUNHO
Carreupondeneia e»*
*
tr
*
»
t#9
e*piB
PAB1S,
1a
DE
JUNHO
{Correspondência
particular do <
Commer
cio
do
Minho»)
[CoacluíSo
do
n.° antecedente]
A
commissão dos
Trinta,
nomeada
como os
leitores
sabem
para
examinar
os
projectos de
M.
Dufaure,
tem
quasi
ter
minada
a
sua
missão.
Os
dois
primeiros
projectos
foram
já revistos e
discutidos
;
o
exame
do ultimo,
que
ataca
o
sistema
eleitoral,
começou
hontem
e terminará
dentro
de
poucos
dias.
Acabado
este
exa
me
a
questão
será
levada
ante
a
assem
bleia,
e
tudo faz
crer
que
ella
será
obje-
cto
de discussões
graves
e
sérias,
porque
a
questão
do
escrutínio
suscita
opiniões
bem
diílerentes
e
bem partilhadas. Crê-se,
não
obstante que
ella
se
resolverá
por
um
sistemas
de conciliação.
Não ignoram
os
leitores
que
o
centro
direito
e
a di
reita moderada
se
pronunciaram
pelo
es
crutínio
por
meio
d
’
urna,
e
as
esquerdas
por
meio
de
listas;
mas
a
extrema
di
reita
mostra-se
mais
íavoravel á
opinião
da
esquerda
; ella
objecta
com
rasão
ás
outras
Iracções
da
direita
que
o
escrutí
nio
de
lista
foi
o
unico
que perinilliu
ser
eleitos
os
legitimistas em
1848
e
em
1871, qoe
nas
outras
eleições
o
escrutínio
d
’
urna
lhe
linha
sido
sempre
contrario.
Actualmente
corno
ha
partilha
quasi
igual
de
votos
será
a
extrema
direita
quem
decidirá,
e,
como
lhes
disse a
maior
par
te
dos
seus
membros
é
desfavorável
ao
escrutínio d
’urna.
Adoptar-se-ha,
sem
du
vida,
o
sistema
de
conciliação
em
que
os
dois
modos serão empregados simultanea
mente, afim
de
altrair á
mesma opinião
todas
as
fraeções
conservadoras.
Travou-se
hontem um
debate
iuteres-
sanle
na
commissão encarregada
de
exami
nar
as
operações
eleiloraes, em seguida
ás
quaes
foi
proclamado das
Coles
du
Nord
M.
o
Almirante
de
Kerjegu.
Hon
tem,
pois,
M.
Choiseul,
escolhido
pelos
republicanos
como
muito
hostil
a
Kerjegu
leu
a
nota
que
tinha feito
sobre
este
ob-
jeeto.
N
’
essa
nota
critica
vivamente
M
Faillaud,
então
guarda-selios,
uma
indiscri
ção
censurável
do
qual
revelou
as
ma-
chinações.
Corava-se
de
saber
se
havia
opporttinidade
em
publicar
na
nota
tres
cartas do
procurador
geral
de Reúnes,
a»
quaes
evidenceiam
claramente
todas
essas
manobras.
Travando-se
um
debate.
2<>
votos
contra
17
se
pronunciaram contra
tal
inserção,
e
M.
de
Choiseul
deu
a sua
demissão
de
relactor.
—
Tem
ámanhã, 16,
logar
a
collocação
da
primeira
pedra
da
egreja
do
Sagrado
Coração
em
Moutmatre.
Sabem
os
leito
res que
esta
solemuidade
foi
privada
in-
justamente
do
esplendor
que
deveria
ter;
nào
obstante
será
ainda
muito
bella.
Sem
duvida,
se
todos
os
prelados
e
lodos
os
lieis
que
tomarão
parle
acliva
na
cererno-
nia
não
podem
satisfaser
>eu
piedoso
de
sejo,
uó<,
lodos
os
christãos
unir
oos-he-
mos
d’
iutenção
á
festa,
e
se
a
homena
gem
rendida
ao
Sagrado Coração
é
menos
manifesta,
não
será
porisso menos
íntima
e
menos profunda.
Aproposito
da
collocação
da
piimeira
pedra,
permiltam-me
que
lhes
refira
a
pre
cedência d’
essa
pedra,
que
é
digna
de
ser-lhes
transmittida.
Saiu ella
das
pedreiras
de
Solesmes,
pequena aldeia
da
Sarthe.
O
nome de
Solesmes não
póde
ser
desconhecido
para
os
leitores
:
foi alli
que
o
illustre
e
saudoso
Guérauger,
cuja
perda
lhes
annunciei
ha pouco tempo,
restaurou
o
antigo
mosteiro,
fundando um
segundo
de
monges
:
um
e
outro
d
’
estes
mostei
ros
são
celebres
pelo
seu
ensinamento
tão
seguros
como
elevados, apar da
firmesa
de
seus
princípios
e de
suas doutrinas,
assim
como
pela
bellesa das
ceremoma»
e
do
canto,
todas
repassadas
essencialmen-
te
da
luthurgia,
de
que
o
illustre
abbade
de
Solesmes
fo«
defensor
tão
zeloso. Foi
de
Solesmes,
pois,
que
possue
pedreiras
de
mármore,
as
mais
estimadas da Fran
ça.
que
veio a
primeira
pedra para a
egreja
do Sagrado Coração.
Tudo
o
que
sae
d
’
esta
terra privilegiada
é
íirme
e
in
quebrantável,
e
realmente a
aproximação
é significativa.
H.
BEVISTA
ESTEANGEIEA
avô
do
que
hoje
temos
nas
províncias
do
Norte,
e
emigrou
com
elle
para
o
es
trangeiro
onde
permaneceu
até
que
ha
de
haver
dous
mezes
veio
ao
quartel
real
carlisla,
protestando
que
estava
proximo
o
seu
fim e
que
queria
morrer
no
solo
da
soa palria
e
abrigado
pela
bandeira
que
durante sua
larga vida
defendera
sem
interrupções
e
Deus
concedeu-lhe
a
pedi
da
gnça.
No
meio
da descrença
de uma
época,
aos
homens de coração e
de consciência
que
rendem culto
á
ideia
do
dever,
con
sola
a
firmesa
d’
estes
festos
d
uma gera
ção
que
já
não
existe,
e
que
com
seu
proceder
nos
dão
um
alto
exemplo
de
perseverança
e
lealdade
á
bandeira
jura
da,
seja
ella
qual
fôr,
uma
vez
que
nâo
é immoral,
porque
revela que
a
seguiram
seàipre obedecendo
só
aos
impulsos
de
sua consciência
Garcia
Puenle,
que
por
sua
importân
cia
e
valimento
podia
subir
aos
mais
al
tos
cargos,
morreu
pobre, e
D.
Ca>]òs,
ainda
qoe os
periódicos
minisleriaes
di
gam
o
contrario,
ao
ler
noticia do
suc
cesso montou
acavallo,
percorreu
em
pou
cas horas
quarenta
kilomelros
e
apresen
tou-se
a
presidir
ao enterro,
seguindo
o
feretro
com a
cabeça descoberta
e
man
dando
que
se
prescindisse
de
sua
presen
ça,
pois
a
ordenança
o
prohibe,
para
dis
pensar
as
mais
altas honras
que o
codi
go
militar
concede
aos
chefes
superiores
do
exercito
mortos
com
commando
em
chefe á
frente
do
inimigo
Esta
e
a
verdade
do
occorrido.»
—
Lê-se
na
«Union»:
«Ileodaya,
17
de junho.—
-O
general
Mogrovejo
á
frente
de muitos
batalhões,
com
cavailaria
e artilheria,
e
acompanhado
por
D. João,
pae
de
S.
M.
EI
Rei
D.
Carlos
VII,
pelo
conde
de
Caserta e pelo
duque de Parma foi
recebido
nas
frontei
ras de
Castella
com
grande
enthusiasmo.
Todo
o
nosso
exercito
funda as
maio
res
esperanças
n
este
movimento, estraté
gico,
presentido
pelos
nossos
lelegrammas.
5
FOLHETIM
OS
LAZAIilSTAS
DO
Drama
Galumnia
E
OS
Uazarítstas
verdadeiros
III
(Continuação)
Os
Lazarislas
—do
sor.
Ennes,
applau-
didos
em
toda
a
linha
pela
imprensa
da
obra
do
Mindello, até
pela
folha do snr.
Ministro do
Reino;
Os
Lazarislas
—
feste
jados
por
plateias,
imbuídas
da
supersti
ção
irnpia, que
lem
posto
um
certo
nu
mero
de
cabeças
em
tal
confusão
de
ideias,
e
petvertido
um
certo
numero
de
corações,
a
ponto
de se
correr
a
applau-
dir
a
mentira
e
a
calumnia
;
Os
L^zaris-
tas
—
são
obra
de
rancores
ignorantes
e
de
prevenções
estúpidas.
Não
se
tratou
de
saber
a
verdade,
de
estudar os
fados,
de
inwstigar
o
que
são
em si
os
institutos
calummados,
e cri
minosa e lotalmenle
vilipendiados.
Ora
nós,
em
contraposição
á aucto
ridade
incompetente
de
Ennes,
propagador
de
rancores
sanguinosos
ou
de chammas
petroleiras,
nós
vamos
abrir os
olhos
á
ignorância
dos
sábios
mindelleiros
e
das
plateias,
que
os applaudem.
Já
provámos,
que
a
obra
deshonrosa
—
Os
Lazarislas
—
assentava
sobre
uma
im
possibilidade
moral,
a
de
ser
radicalmen
te
immoral
a
instituição governada
por
homens
de
bem.
Agora vamos
apresentar
ao
snr.
En
nes
e
sequella
os
lestimunhos
insuspei
tos,
qoe
abonam
as
virtudes
heroicas
das
corporações,
que
elle
teve
a
audacicia
de
caiumniar
com
o
desplante
da ignoraucia
e
o-
rancores do fanatismo
sectário.
Menos
de
vinte
annos atraz
havia,
e
nio
sabemos
se
existe
ainda,
uma
dama
itjgieza
protestante,
a
qual,
dotada de
ra
ras
qualidades
de
escriptora
publicou
duas
obras,
resultado
de
seus
estudos e
longas
viagens
de
investigação.
Os
titulos
são
significativos
—
As
Irmãs
da Caridade,
ca-
tkulicas
e
protestantes,
dentro e
fóra
do
paiz.
Londres
1855 —A
communidade
do
trabalho, leitura
sobre
a missão
das
mu
lheres
na sociedade.
Londres 1856.
N
’
e>las
publicações
condensou a
dislin-
cta
escriptora
os
resultados
de
seus
con
scienciosos
estudos,
e
por
tal fôrma,
que
um dos
mais
hábeis
escriptores
sobre os
ramos dos
serviços
públicos,
que
por
qual
quer
modo
se
referem
beneíicencia,
M.
Ed,
Ducpetiaux,
inspeclor
geral das
pri
sões
e estabelecimentos
de
beneíicencia,
iiicançavel
elucidador
de
todas
as
questões
relativas
a
esse
serviço,
como consta
de
suas
cem obras,
memórias
e relatórios,
não
hesitou,
na
sua
obra
notabilíssima
—
La
question
de
Charilé,
1859
—
em
in
serir
ahi
la'gos
extractos
da
escriptora
protestante.
Nós
lambem
os
vamos
apre
sentar
á
ignorância
do
snr.
Ennes e
con
frades.
Não
poderemos alargar-nos
;
mas
se
o
snr.
Ennes
quizer
estudar,
pomos
á
sua
disposição
a
referida
obra.
No
en
tretanto
digamos em
resumo,
com
M.
iDuepeliaux,
que
«a
escriptora
protestante
faz
justiça
brilhantissim
i
ás
associações
religiosas calbolicas, propondo-as
por mo
delos
ás
protestantes»
emquanlo
a
obra
do
Mindello
as
deixa
aqui
torpemeote
ca
iumniar
!
Mas
oiçamos
Mistress
Jameson.
Depois
de
descrever
os
admiráveis
eíTeitos da ca
ridade
de
diversas
congregações, sobre
tudo
na
correcçâo
de
mulheres
deprava
das,
tratando especialmenle
das
Irmãs
da
Caridade,
commemoradas
as
admiráveis
creações
de
obras
de
caridade,
desde
S.
Vicente
de
Paulo
e
os
prodígios
de
de
dicação
ahi
operados,
conlinúa .*
<0
numero
de
Irmãs
de Caridade
pó
de
ser
avaliado em
12:000
(1)
espalha
das
em
toda
a
superfície da
terra,
pare
cendo gosarem
do
dom
da
ubiquidade;
en-
conlrei-as
não
só
em
Paris,
Vienna,
Mi
lão,
Turin,
Génova,
mas
em
Montreal,
em
Quebec,
em
Detroit.
Como
verdadeiras
roleadoras,
encontram-se
alé
nos
confins
da
lerra;
apparecem,
onde quer
que
ha
um
infortúnio
a
consolar,
como
fiseram
na
Irlanda,
luctando
contra
a
fome
e
o
cholera.
«Sempre,
com
o
seu
habito
uniforme,
e
uma
certa
sirnilhaoça de expressão,
do
ce e
placida
na
fisionomia
e
calmo
aspe
cto,
tão
parecidas
são,
que
sempre,
que
as encontrava,
parecia-me
rever
urna
só
e
mesma
pessoa,
multiplicada
até
o
infini
to.
(2)
Em
todas
as
Irmãs,
sem
excep-
(1)
Hoje
é
muito
maior.
(2)
Apontamos
este
traço
aos
Ennes
de
miragem
mentirosa,
para
nos
não
di
zerem,
que
ha
excepções, subterfúgio
des-
honesto
das causas
infames,
advertindo
ção
quasi,
achei
a
mesma mistura
de
energia
(bravery)
e
de ternura (tender-
ness)
resultado,
senão
da
natureza,
pelo
menos
de uma
especie
de
habito
com-
mum,
assim
como
um certo habito
de
tranquiílo
aspecto,
proveniente
não
de
nm
sentimento
de
amor
proprio
ou
de or
gulho,
mas
antes
do
de
abnegação
pessoal,
adoptado
pelas
religiosas
para
regra
de
sua
vida.»
Mitres
Jameson,
confessando-se
simpa-
thica
á revolução
italiana,
ao
mesmo
tem
po
taz
votes
porque
ella
conservasse
as
Irmãs,
que
são
as
melhores
servas
e
go
vernadoras dos
hospitaes,
dos
asylos,
das
escholas
pobres, das
prisões,
allegrando
a
confissão
da
superioridade
d’
ellas
n’esle
ramo de serviço, feita
por
um
ministro
piemontez
á
mesma
dishncta
escriptora.
Mistress
Jameson
allude
lambem
á
ac
ção das
Irmãs na
guerra
da
Crimea
para
deixa:
assentado
coro
todas
aucloridades
a
superioridade
e
esplendor
da
caridade
ca-
lliolica,
das
quaes
são
prova
finai
estes
algarismos.^As
Irmãs
enviadas
ao
Orien
te
foram
179
francezas
e 30 italianas,
das
quaes,
victimas
da
caridade,
morreram
28
francezas
e
2
italianas.
Assim
ellas morrem
por
sacrifiio
;
o
sor.
Ennes
incita a
assassinai as
represen-
tando-as
á
mindelleira,
isto
é hipócritas,
egoístas
e
perversas
!
1!
(Conlinúa)
porém
que
a
intenção da
obra-Ennes
não
é
pintar
uma
excepção,
mas
a generalida
de,
os
Lazarislas
!
iTelegranimts
da
Agencia
Havas
.
Gerona
16
de
junho.
—Dirigiram-se
so
bre
Oloi,
5
000 affonsistas.
O
general Arrando
decretou
o
bloqueio
de
Ripoll,
Olot
e
Besalu
até
Vich
e
Hos-
talrich
Os
carlistas
usando de
represálias blo
queiam
as cidades
fortificada
*
»,
cortam-lhes
as
aguas
e impedem
a
circulação
dos
car
ros.
Festividade.
—
No domingo
27
do
—
A «Gacela» de
Madrid
publica
um
telegramma
do
general Blanco,
annuncian-
do
que
os
carlistas
atacam
vigorosamente
Irun.
—
Escreviam
a
15 de junho
á
«Semaine
de Bayonne,»
relativamente
ao combate
entre
os
partidários
de
Cabrera
e
um
pu
nhado
de
carlistas os
seguintes
promeno-
res
:
Guipuzcoa
15.
—
Sabeis
pelo
telegrafo
o
feliz
resultado
das
operações
tentadas
esla
noite
contra
os
cabreristas.
Sabeis
que
estes calculados
em 500
homens
pela
imprensa
madrilena,
eram
só
50,
mas
se o
seu
pequeno
numero parecia
não
os
tornar
perigosos,
as suis
obras
deviam
ser
vigiadas,
porque
eram
livres
para
prepa
rarem
o
que
quisessem
na
fronteira
fran
cesa,
onde,
em
caso
de
necessidade, acha
vam
um
refugio
e um
apoio. Como alguns
já
tinham
desertado,
ante-honlem,
só
28
é
que se
achavam
em
Azken-Portu.
perlo
de
Behobia,
na graude
fabrica
de
fusfo-
ros
de
Zaragueta.
O
intrépido
Mocorrea
tentou esta noite
um
assalto.
Quando
quiseram
pôr-se
em
estado
de
defesa,
já
este valente chefe
carlisla
tinha
penetrado
na
habitação
com
20
dos
seus.
A
lucla
foi
terrível,
rnas
de
pouca
du
ração.
Quando
terminou, 24
cabreristas
esta
vam
mortos,
4
tinham
fugido,
e
2
tinham
morrido
afogados
no
Bidassoa,
de
sorte
que
só dois
escaparam
para
levar a
noti
cia
a
Olhete
e a
Biarritz.
Terminado
o
combale
incendiaram
a
habitação.
Cabrera,
diz
ainda
o
mesmo
jornal,
deixou
Biarritz
e
dirigiu-se
para
Eaux-
Buunes,
com
o
fim
de
tratar
da
sua
saude.
Ignoramos
se
os
dois agentes
da
po
licia
francesa
e
hispanhola
que
lhe
serviam
em
Biarritz
de
escolta,
o
seguiram na
sua
nova
excursão.
A
sua
presença
tor
na
se
lhe tanto
mais
necessária,
quanto
mais
se
approxima
do
Aragão,
theatro
das
suas
mais
terríveis
empresas.»
Telegramma s
Calcula
21
—Havendo toda a probabi
lidade
do
rei
de
Burmah reconhecer
como
justas
as
reclamações de
Inglaterra,
con
sidera-se
o
incidente
quasi
terminado,
com
plena
satisfação
de
ambas
as
parles.
Vienna
22.—
Corre
que
Andrassy
por
motivos
políticos
não
vê
com
satisfação
a
viagem
do
archiduque
Alberto.
Nenhum
ministro russo
ou
austríaco
assistirá á
entrevista.
Estes
boatos
teem feito
muita
sensação.
Bruxeilas
22.
—
Diz-se
que
o
conde
de
Per.ponchef
remetleu
uma
nova
nota
a
Anpremotit
Lyader,
agradecendo
ao
go
verno
belga
as suas
ultimas
corninunica
*
ções. A nota
será
provavelmente
apresen
tada
na
camara. Este
incidente
couside-
ra-se
completarnenle
terminado.
Berlim,
22.
—O
conselho federal
ficou
adiado
por
2
mezes
proximamente.
Vienna
22.—
O
constructor Krupp es
creveu
uma
carta
ao
imperador
d
’
Auslria,
apresentando
uma
queixa
contra
o
gene
ral
Uchalins,
por
este
se
dizer
inventor
do
novo
canhão
austríaco, sendo
porém
simples
cópia
dos
modelos
Krupp
que
se
acham
garantidos
por
competentes
privi-
iegios.
Versalhes
22.
— Mr.
Buffet
apresentou
na
assembleia uma
declaração
de que
o
governo, apesar
dos
ataques
da
esquerda,
não
muda
a
linha
politica da
sua
con-
ducta
que
continuará
no
sentido
conser
vador.
Dos
grupos
dos
legilimistas
foi
pro
ferido
mu
violento
discurso
contra
o
ma
rechal. A
assembleia
votou
por
grande
maioria
a
primeira
leitura da lei
sobre
po
deres
públicos.
Madrid
23.—Foi
concedido
o
titulo de
marquez
de
Irun
ao
general
Laserna.
Foi
consultado
o
general
Morioues
relalivamen-
te
ao
titulo
que
lhe
seria
conveniente
ac-
ceilar.
GAZETILHA
corrente celebrar-se-ha
com
toda
a
pompa
na egreja
dos
Remedios
a
festividade
do
SS.
Sacramento
em
conclusão
dos
solem
nes
exercício», que
durante
todo
este
mez
se
hão
celehrado
todos
os dias
n
’
aqnella
egreja.
A
festividade
constirâ
de
vesperas
solemnes
no
sabbado
ás 6
horas
da
tarde,
communhão
geral
no
domingo á*
7
horas
da
manhã,
missa
solemne
ás
10
horas,
e
ás
5
da
tarde
sermão e procissão por
dentro
do templo.
Pede-se
a
assistência
dos fieis.
Grande Noleinniilade em honra
de
Pi® IX.—
No
«Correio do
Ave»,
pe
riódico
de
Villa
do
Conde,
correspondente
a
22
do
corrente
lê-se o
seguinte:
«A
festividade
que
teve logar
n
’
esta
vil
la
no
dia
17
do corrente
em
commemora-
ção
do
anniversario
da
exaltação
ao
solio
pontifício
de
S.
Santidade
o
Papa
Pio
IX,
esteve
brilhantíssima
a lodos os respeitos.
Ao
romper
d’
alva os
cainpanarios
de
todas
as
egrejas
e
capellas
d
’
esta
villa,
o
ribombar
de
uma
salva
de
morteiros
e
fo
guetões, de
concerto
com a
excellenle
ban
da de
musica
do
snr.
Cunha,
locando
o
hymno
do
pontífice, annunciava
a
lodos
os
fieis
que
Pio
IX ia entrar
no
30.°
an
no
do
seu tão prolongado, como
notável
pontificado.
A
mesma
banda percorreu
em
seguida
as
ruas
da
povoação,
locando sem
pre
o
hymno
do
pontífice
entremeado
de
escolhidas
peças
de
seu
variado
repertório.
A
’s
10
horas
e
meia
principiou
a
mis
sa cantada
a
grande
instrumental
na
egre
ja
matriz,
celebrando o
revd.0
arcipreste
Antonio
José
Dantas
da
Gama.
O
clero
assistente
era
numeroso,
tanto
o
d
’
esta
vil
la
que
estava
todo, como
o
das aldeias e
freguezias.
da
comarca
e
fóra
d’ella,
e
hem
assim
da
Povoa
de
Varzim
No
côro
acha
va-se
o
revd.
0
abbadè
da
Vitoria
do
Porto,
cuja
maestria
na
arte
musical
é
de
nolo-
ria celebridade
desempenhando
o
papel
de
basso.
Também
vieram do Porto duas
se
nhoras,
que
desempenharam
admiravelmen
te
o
papel
de
soprano
e
contralto.
Foi
ora
dor
o
exm.°
snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
lente
calbedratico
da
faculdade
de
theologia
na
Universidade
de
Coimbra.
A
’
s
4
horas
da
tarde
celebrou-se
um
imponente
«Te-Deum»
precedido
de
uma
oração
gralulaloria recitada
pelo exm.
0
Co-
nego Alves
Mendes,
lente
de
pastoral
e
eloquência
sagrada
no
seminário episcopal
do
Porto.
A
commissão
que
promoveu
esla
festi
vidade
é
digna
de
todo
o
elogio,
por
se
não
ler
poupado
a
esforços
para
que
tu
do se
realisasse
por
um
modo
magnificen-
le.
Musica,
armação,
alfaias,
clero,
cober
to
com
ricas vestimentas,
sermões,
tudo
,
esteve
excellenle
e
nadá
deixou
a
desejar.
Os
sermões
foram
primorosos
e
supe
riores
a
lodo
o
elogio,
tratando
ambos
os
talentosos
oradores
o
seu
objecto
com
tanta
delicadesa,
discrição,
habilidade
e
sciencia,
que
deixaram
o audilorio,
em
que
abunda
vam
pessoas
illustradas, agradavelmente
im
pressionado
e
inleiramenle satisfeito.
A
toda
a
festividade
estiveram
presen
tes
as
aucloridades,
que
para
isso
foram
convidadas
—
os
exm.08
administrador
do
concelho,
presidente
da
camara e
seu es
crivão—juiz de
direito
substituto
em
exer
cício
—
delegado
do
procurador
regio
—
con
servador
—
escrivães
de
direito
—
e
outros
empregados
da
fasenda—e
um
numerosís
simo
concurso
de
senhoras, cavalheiros,
e
povo
d’
esta
villa,
sendo ainda
pequenas
as
amplas
naves
da
egreja
para
conterem
lodos
qnantos
assistiam
e
de
que
regor-
gitava
a
mesma
egreja.
Faltou
o
exm.0
governador
civil, que
aqui
se
acha,
e
que
se
escusou
por
mo
tivo
de
doença.
A
’
noute
illuminou-se
a
fachada
da
egre
ja,
onde se collocou
o
retrato
de
Pio
IX
;
e
a
maior
parle
das
casas
das
ruas
prin-
cipaes
d
’
esta
villa
estavam
brilhantemente
illuminadas,
bem
como
algumas
em
Azo-
rara,
além
do
rio.
O
convento
de
Santa
Clara,
e
os hospício
dos
seus capellães
es
tavam
lambem
illuiniuados.
A
filarmóni
ca
locou
no
adro
da
egreja
e
percorreu
novamente
as
ruas
da
villa
subindo
ao
ar
innumeros
foguetes, concorrendo bastante
povo.
Da
Povoa
de
Varzim
tanto
de
manhã
como
de
tarde
e
á
noute
vieram
muitas
senhorase
cavalheiros
assistir
á
festividade.»
Sabemos
também
que
a
festividade
a
que
allude
o
«Correio
do
Ave»
constou
egualmente
de
um
abundante
jantar
ao
pre
sos
da
cadeia
de
Villa
do
conde,
a
quem
no
fim
distribuíram
também
a
quantia
de
200
reis
a
cada
um;
—e
da
esmola de
500
reis
a
cada
pobre
entrevado
da mesma
villa.
Por
nossa
parte
damos
da
mesma
for
ma
os
nossos
parabéns
a
tão
religiosa
po
voação
pelo modo condigno
com
que sou
be
manifestar
seu
respeito
e
veneração
pelo
Soberano Pontífice.
E
*
bem entendido.—
Consta
que
0
drama
do
snr.
Ennes
-
Os
Lazarislas
—tem
obtido
para
o
autor
um
diploma
de
mem
bro da
Academia
Real
das
Sciencias
que
lhe
será
conferido
pela
primeira
desse,
que,
como já
mostrou
uma
vez,
é
a
mais
competente
para
conhecer
de
trabalhos
d
’
este
genero.
O
nome
do
snr.
Ennes
figurará
pois
ao
lado
do
do
snr. Rosalino Cândido,
pro
posto
pelo
«Paiz»
lambem
para
membro
da
Academia.
A
bon entendenr... —
Lê-se em
um
dos
n.°
*
da
<Lucta»:«Os
jornaes
iiberaes
respeitando
em
toda
a
sua
latlitude
a
re
ligião do
Crucificado,
prestando
toda
a
suai
homenagem
ao
grandíssimo
vulto
de
Chris
to
(sic)
combaltem
os
erros da
padroeira
catholica.»
Lembra-nos
por
esta linguagem
certo
criminoso
que,
para
não
motivar
descon
fianças do
que
era.
dizia
em
publico,
que
a
justiça
era
uma
cousa
boa
;
mas
qne
to
das
as
vezes
que
passasse
só
por
um
ma
gistrado
qualquer
não
podia conter-se
que
não
regougasse contra elle
uma
boa
serie
de
imprecações.
Abula
or
«Lazarista®.—
Em
o
n.°
passado
d
’esle
jornal
referindo-nos
á
in-
opporlunidade
da
representação
dos
La
zarislas,
no
dia
21,
dissemos
que
os
ami
gos
políticos
do snr.
Ennes,
a
quem
s.
s.
a
consultou,
eram
competentes para
o
esclarecerem
sobre
essa
inopportunidade
Como
nos
illinlimos
!
Vejam
os
leitores
o
que
escreveu o
«Paiz»,
orgão
do
partido
a
que
pertence
o
snr.
Ennes,
referindo-se
á
aucloridade
pela
supposla
prohibição
da
representação
do
drama
:
«Se
por
ventura
temia
que
os reac-
cionarios
podessem
perturbar
a
festa
dos
liberraes,
prohibisse
a
d
’
aquclles,
mas nun
ca
a
d’
estes
que
não
podiam
ser
respon
sáveis
pelos
delírios
d’uma
turba
fanalisa-
da.»
E
’
bom que
se
archivem
estas
pala
vras
para que
lodos
saibam
o
que
os
pro
motores
dos festejos
de
S.
Santidade teem
a
esperar
do
partido
hislorico, quando elle
esteja
no
poder.
Theatro.
—
A
companhia
do
Baquel,
do
Porto,
dá
hoje no
nosso theatro um
especlaculo
com
o
drama
em
5
actos
e
6
quadros
O
Livro
Negro.
Asylo
<1©
S>
Pedro V.—
Por ser
dia
anniversario
da
sua
inauguração,
esta
rá
no
dia
29
do
corrente
exposto
ao
pu
blico
o
Asylo
de
D.
Pedro
V.
l>e®tribuíçfto
—
Na
quar
ta
feira,
pelas
6
horas
da
tarde,
fez-se
a
destribuição
d
’esmolas,
que
annunciamos,
a
noventa
e
tantos pobres
da
freguezia
da
Sé.
A
destribuição
foi
feita
pelo
soli
cito
regedor da
mesma
freguezia,
o
snr.
A. D. Alvim,
e
pelo
empregado
Lopes.
FeMtivídade.
—
E
’
ámanhã
a
festivi
dade de
N.
Senhor
da
Verónica,
em
S. La-
zaro.
Hoje
á
noite
ha basar
de
prendas,
fogo
e
illuminação
no
frontispício
do
tem
plo-
> .
Ahnanhan
cantar-se-ha
de
manhã
mis
sa
a
grande
instrumental
e
de
tarde
have
rá
sermão
e «Te-Deum».
Anitiveraario d© Pio IX. —
Para
commemorar
o
29.°
anniversario
da
coroa
ção
do
inaguanimo pontífice
S.
S.
Pio
IX
celebrou-se
na
egreja
do
convento
dos
Remedio
uma
missa
resada
a
que
assis
tiu grande numero
de
fieis
commungando
muitos
d
’
elles
por
essa occasião.
O
®nr.
pudr©
Senna Freita®. —
A
«Palavra»
noticiando os
festejos que
se
fizeram
no
Porto por
occasião
do
An
niversario
da
exaltação
ao
throno ponti
fício
o
N.
S.
P.
o
Papa,
resenhando
os
discursos
da
Accdemia
da
Associação
Ca
tholica,
no
dia
21,
diz
referindo
se
ao
pro
nunciado
pelo
snr.
padre
Senna
Freitas
o
seguinte
:
O
snr.
Padre
Senna
Freitas
tomou
pa
ra
assumpto
do
seu
discurso
o
drama
Os
Lazarislas.
Succinta
analysedaremos
d
elle,
porque
sabemos
de
fonte
certa
que
será
publicado
em
breve.
Começou
por
dizer
que
entendia do seu
dever
proíligar
áquelle
drama em
nome
da
honra, da
justiça,
e
da religião,
e que
ain
da
quando
para fazel-o houvesse
de
exacer
bar os
numerosos inimigos
da
luz
dir-
hes-ia
á
queima-roupa
toda a
verdade.
Estudou
o
drama
emquaoto
á
fôrma
e
emquanlo
á
ideia.
Reconheceu
mérito
na
fórma
ou
no
es-
tylo,
o
que
augmenta
o crime
do
dramatur
go
que
revestiu
de
um
colorido seductor
uma
ideia
impia.
Distinguiu
dous alvos
diversos
nos
La
zarislas
:
o
primeiro
o
stygmatisar
a
con
gregação
inteira
de
S.
Vicente
de
Pau|0
o
segundo
e
principal
ludibriar
as
crenças
catholicas do
povo portuguez.
Desceu á
analyse
do
primeiro
alvo,
e
mostrou que
o
snr.
Ennes
em
primeiro
logar
confundira de proposilo
o instituto
de
S.
Vicente
de
Paulo
com
a
Companhia
de
Jesus,
para
involver
áquelle
no
odio
que
certo
publico
já
ha muito tem
para
com
esta.
Em
segundo
logar que
a
accusaçào feita
contra
os
dignos
filhos
do
grande
sancto
do
século
XVI
é
completamente gratuita
provando
as razões
porque.
Apresentou
em
seguida
o
quadro
impo
nente.
maravilhoso
do
que
são
realmente
os missionários
de
S.
Vicente
de
Poulo,
desenvolvendo-nos
as
obras
magnificas
em
que
se
occupam
na
Europa,
na
A-^ia,
na
África,
na
America
e
na
Oceania.
bem
como
os
trabalhos
e
innumeras
provações
que
se
vêem
obrigados a curtir
no
seu
afano
so
ministério.
Declarou
que
elle
mesmo
fóra leste-
munha
presencial
d
’
esses
trabalhos,
e
infa
tigável
zelo,
porque
por oito
annos fóra
missionário
no Brazil,
nos mesmos
logares
em
que
vivem
esses
homens
;
e
perguntou
a
quem
se
deveria dar
credito
de
prefe
rencia—
a
quem referia
o
que
vira
com
seus
proprios
olhos,
ou
a quem
fizera
da
historia
sesuda
e
imparcial
um romance
de
palco.
Disse
que
o
fim
principal do
snr.
En
nes
fóra
lançar
o
sarcasmo
odioso
sobre
as
próprias crenças
do
catholicismo,
ludi
briando
a
confissão sacramental,
a
sancli-
íicação
do
domingo,
o
voto
de
castidade,
o
Clero
lodo,
o
Syllabus.
etc.,
e
mostrou
a
que
é
que
convinha
o
epithelo
de
faná
tico
que
o
auctor
dava
ao
lazarista,
bem
como
o
de
apóstata,
que
seria,
na
mente
do
mesmo
auctor, um
dos centros
do
dra
ma.
se
relrasse
as
doutrinas
do
credo ma
çónico
em
ques
esiava
filiado,
mas
na
rea
lidade
seria apenas
o
proprio
auctor,
em
ler
renegado
a
crenças
que
sua
mãe
lhe
dera
com
o
leite.
Terminou pedindo
que
todos
se
reunis
sem
a
elle
na
expressão
da
justa
indigna
ção
com
que condemnava o
insulto
gravís
simo e gratuito feito
a
uma
respeitável
ins
tituição
da
Egreja,
e
á
mesma Egreja,
e
soltou
dous vivas
á
Religião Catholica
A-
postolica
Romana,
outro
á
Congregação
vili
pendiada
de
S.
Vicente de
Paulo, o
qual
loi
calorosa
e
enthusiasticamenle
corres
pondido.
Por
muitas
vezes
foi
o orador
inter
rompido
em
seu
discurso,
chegando
os
applausos
até
ao
delirio
.
No
fim
a
assem
bleia
parecia
que
nem
queria
deixar
o
ora
dor
acabar
de
fallar,
e
os
bravos
e
applau
sos prolongarcm-se bastante ainda depois
que
o
orador
desceu.
Os
devotos da Immaculada
Conceição que
se venera na
egreja
do Carmo,
tencionam na
mesma
mandar celebrar na se
gunda
feira
28, por 9
horas da
manhã,
uma missa cantada pa
ra
suffragar a
alma
do exm?
Barão da Gramosa, juiz d’a-
quella
devoção.
Convidam e es
peram a assistência
dos devotos
e
amigos
do
finado.
A
SEMANA
RELIGIOSA
BRACARENSE
Publicou-se
o
n.°
4
d’
estc
semanario
re
ligioso
que
em
parte
vem
substituir
a
União
Catholica
e
Alalaia
Catholica
que
por
es
paço
de
19
annos
se
publicou
n
’
esta
cida
de,
e
o
qual
conterá
:
As
leis, decretos
e
portarias do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiasticos.
Biographias
dc
varões
illustres
por
sua
sciencia, virtude
e
serviços
feitos
á
Egreja.
Preço d
’assignalura: por
anno
1^200
—
seis
rnezes
600 réis.
— Com
estampilha
por
anno
l$500
semestre
750.
Assigna-se
em
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3. para onde
deve
ser
remetti-
da
toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
Matérias
contidas
no
presente numero
:
Arligo
commemorativo
do
dia
17
de
Ju
nho.
Secção
religiosa.
—
Artigo
referente ao
Jubileu
do
anno
sancto.
Noticias
históricas
sobre
o
Jnlyjleu.
Novas
respostas
das
sagradas
peniten
ciaria
e
congregação
das ind.u)g
enc
i
a
s
rela
tivas
ao
Juhileu
do
presente
anno
sancto»
dadas
sobre
duvidas
propostas
por
alguns
prelados,
3
tmMEBggppw^
Secção
litleraria.—
Conflicto
religioso
na
Allemanha
[
Continuação)
Noticias
e fados
diversos.
ESPECTACOLOS
THEATRO
DE S. GERALDO
Coujpanhin do
theatro Baquet do
Porto
Sabbado
26
de
Junho
0
drama
em
5
actos
e
6
quadros
in-
tulado
O
LIVRO NEGRO
Pela direcção
do
correio
de
Braga
se
faz publico,
que
em
virtude
do
serviço
postal
pela
linha
ferrea
do
Minho,
se acha
em
vigor
desde
u
dia
21
do
corrente
o
seguinte
horário
de
recepção
e
distribui
ção
de
correspondências
nesta
repartição
:
Distribuição
das correspondências
PRAIA DE
ESPINHO
Antonio
de
Pinho
Pinhal,
banheiro
na
praia
de
Espinho,
promptifica-se
a
esco
lher
casa
para
qualquer
familia,
que
quei
ra
ir
para
aquella
praia,
indicando-lhe
o
tempo
porque a querem
e os
commodos
que
precisam,
regulando
os
preços
de
300
a
10200
reis. E
para
maior
commodidade
podem
os
pretendentes
deixar
por
escri
pto
n’
esta
cidade
deBraga em
casa
do
sr.
Antonio
Joaquim
Loa
re
iro,
rna
Nova
n.°3,
seus
pedidos,
e
procare
resposta
dentro
de
6
ou
8
dias.
(2317)
Obras
de
mármore
CONVITE
No
dia
28
do
corrente
pelas
8
e
meia
horas da
manhã
se
lem
de
celebrar
na
egreja
dos
Terceiros,
uma
missa
resada
por
alma
do
fallecido Ignacio
José
da
Silva,
bemfeitor
do
Monte
pio
de
S.
José.
Gonvidam-se
os
socios
do
mesmo
es
tabelecimento
a
assistirem
a
este
piedoso
acto.
O
Presidente
da
direcção
do
Monte
pio
(252
1)
Anlonio de
Faria
Braga.
AGRADECIMENTOS
Anlonio
Maria
Ferreira
Sarmento,
e
Anna
Augusta
Mesquita,
agradecem
a
to
das
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
ocasião
do
fallecimento
de
seu
intio-
cente
filho
Adelino,
bem como
ás
que
as
sistiram
aos
responsos de
Gloria
que
no
dia
21
tiveram
logar
na
capella
d<»
cemi
lerio. A
lodos protestam
reconhecimento
profundo.
Preferia
Rosa
Teixeira
d’
Araujo,
e
Ele-
na
Augusta
de
Araújo,
agradecem a
lo
dosos
ill.
in°s
snrs.
e exc.
niâS snr.
as
que
se
dignaram
obsequial-as
pela
occasião
do
fal
lecimento
de
seu
marido
e
pae,
protestan
do
a
tolos
o
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
Pedem
desculpa
de
cumprimentos.
(2513)
ANNUN0I0S
Arrematação
dc
bens
immobi-
liarios
Pelo
juizo
de
direilo
d’
esta
cidade
e
carlorio do
escrivão
Moita
por
nove
ho
ras
da
manhã do
dia
4
do
proximo
mez
de
julho,
á
’
porta
do
tribunal
judiciário
qne
é no
largo
de
Santo
Agostinho,
se
tem
de
proceder á
arrematação
judicial
da
propriedade
da Eira
Velha
que
se com
põe
de
casas eeido
junto,
que
produz
pão,
vinho
e
frucla,
com
soas aguas
e
mais
pertenças,
tanque
e
coberlão que
servia
de
seccar
os
couros
do
estabelecimento
da
fabrica,
qne
tudo
se
acha
avaliado
na
quantia
de
1:5640000
reis;
o
campo
cha
mado
Novo,
que íica para
o
nascente
ca
minho
e
meio, que
produz
pão.
vinho
e
frucla,
com
agua
dentro
e
outra
que
vem
de
fora
que lhe pertence,
e
tem
uma
oliveira,
que
se
acha
avaliada
na
quan
tia
de
6300000
reis
;
tudo situado
na
fie
guezia
de
Nogueiió,
penhorado
a
D.
Nar-
cisa.
Maria
de
Sonsa
Machado,
e
marido
Antonio
Joaquim
de
Sousa
Machado,
da
cidade
do
Porto, na
execução
hypotheca-
ria
que
lhes
move
José
Joaquim'
Fernan-
des
d
’
esta
cidade.
(2520)
J. B.
Pereira
da
Silva.
altojaras
Dão-se
na
rua
das
Aguas
n.°
15,
a
quem
achasse
uma
pulseira
d
’
ouro
per
dida no
dia 24
de
tarde,
desde a
me>ma
rua
aié
á
rua
do
Souto.
(2518)
ANTES
DAS
HORAS ACIMA, SÓ SE ENTREGAM AS CORRESPONDÊNCIAS OFFICIAES E AS
DOS
JORNAES
COMBOYOS
COMEÇO
DA DISTRI
BUIÇÃO
LOCAL
DA DISTRIBUIÇÃO
(
a
)
11, 40
da
m.
(
b
)
7,
35
da
t.
30
m.
da
l.
8
*
/
t
da
t.
Nos domicílios
unicamente.
Nas repartições, unicamente,
até
ás
10
horas,
concluindo
no
dia
seguintes
de
manhã
nos
domicílios.
(
a
)
Este
comboyo
traz
a
correspondência
dos
Arcos.
Barcellos, Caminha,
Cerveira,
Coimbra.
Esposende,
Famalicão,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porto,
Po
voa
do
Varzim, Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e
dependencias.
(
b
)
Traz
esle
comboyo
a
correspondência
de Famalicão,
Porto,
terras
d'além
Douro
e
dependencias.
Joaquim
Almeida
da
Costa
participa
aos
seus
amigos e
freguezes
que
abriu
o seu
tfesla
cidade
de
Braga,, campo
*
de Santa
Anna
n.°
44,
uma
oílisina
de
obras de
mármore,
filia? da
que
tem
no
*
Porto,
na
rua
dos
Martyre»
da
Liberdade
11».
(2519)
Rua
de
S. Vicente
em
Draga
Vende-se
n’
®3ta rua
a
casa
n.®
6
;
lem
bom
quintal
e
agoa.
Trata-se
na
mesma
casa.
(2512)
Venda
de
casas
N. B.
Desde
a
hora da
chegada
das malas
até
se
começarem
as
distribuições
das
correspondências dos
dois
combios,
acha-se
fechada
a
repartição
por
conveniên
cia
do
serviço.
Vendem-se juntas
ou
separadamen-
fâiiÕ
dez
moradas
de
casas
com-gran-
dc
quintal
1
,
lendo
os n.®8 72:
a
82,
próprias para
edificação
d'u:ti
grande
pré
dio
e
sitas
na rua
da
Cruz
de
Pedra
em
frente
á
nova
rua
que
se
vae
abrir
par
*
a
estação do
caminho de ferro.
Traia-se
na
mesma
rua
n.°
100
com
o
snr.
Ma
noel
Anlonio
Pacheco.
(2544)
Recepção
das correspondências
Caminho
<!e Ferro
COMBOYOS
PARTIDA
DA
DI
RECÇÃO
HORAS
DA RECEPÇÃO
NAS
CAIXAS
NA REPARTIÇÃO
(
a
)
1,
40
da
t.
1, 15
da
t.
Até
10
*/ 2
da
m.
alé
15
m. da
l.
(
b
)
4,
35
da
m.
3,
45
da
m.
(
alé
ás
5
h.
no
inverno
1
alé
ás
7. »
>
verão.
>
11
h.
da
t.
A
correspondência
oíiicial
para o
comboyo da
1,40
recebe-se
na
repartição
até
11
horas da
manhã
e
para
°
das
4,
35
da
manhã,
alé
ao pôr do
sol
do dia
anterior.
(
a
)
Este
comboyo
leva
as
correspondências de
Aveiro,
Barcellos.
Caminha,
Cerveira,
Coura,
Coimbra.
Esposende,
Famalição,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porto,
Povoa do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e dependencias.
(
b
)
Leva
esle
comboyo
a
correspondência
para
Famalição,
Porto, e
terras
d'Além
Dou
ro
e dependencias.
Serviço
das malas-postas
CORREIOS
PARTIDA
DA DI
RECÇÃO
HORAS
DA
RECEPÇÃO
NAS
CAIXAS
NA
REPARTIÇÃO
(
a
)
Guimarães
(
b
)
Arcos
30
m.
da t.
8, 15
>
»
IO
1
/,
h.
da
m.
(
5 h.
no
inverno
|
7
o
»
verão
11
i
/
t
da
m.
mesma hora
das
caixas
A
correspondência
oíiicial
para
o
correio
de
Guimarães,
recebe-se
na
repartição
até
ás
11
horas da
manhã,
e
para
o
dos
Arcos
até
ás
7
da
tarde.
Os
demais
correios
continuam
com
o
mesmo
horário até
hoje
estabelecido.
(
a
)
Ede
correio
conduz
lambem
as
malas
para
Basto,
Cabeceiras,
Fafe,
Mondirn
de
Basto,
Taipas,
e
dependencias.
(
b
)
Conduz
lambem
esle
correio
as
malas para Barca, Monção,
Melgaço,
Villa-Ver
de
e
dependencias.
N.
B.
Depois
d’
eslas
horas
ainda se
recebem
correspondências na
repartição
até
meia
hora
antes
da
expedição
das
malas,
pagando-se
a
taxa
da
lei
de
20
reis
por
cada
correspondência ou
expedição,
exceplo
para
os
correios
da
noite
e
para
o
com
boyo
das
3,
43
da
manhã, para
os
quaes
não
póde
ser recebida
correspondência além
da hora
ordinaria
da
recepção,
marcada
nas
tabellas
acima.
O DIRECTOR
João Antonio
d
’
Oliveira Braga.
AGOAS
MiNEMES
Na
pbarmacia
de
Anlonio
Do
mingúes
Alvhn,
ha
deposita
de
agoas
naturaes das
Pedras
Salgadas:
Alcalina de Moura, En-
tre-Rios.
das
Caídas
da
Rainha,
Sediili,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
BANCO
DE VIANNA
Seriedade
anonyma de-
ypgpcmBi»
bilidfMle
liniHs&dc»
São
convidados
os
snrs.
accionistas d’es-
te
Banco
a
entrarem
com
a 3/
prestação
de
20
p.
c. ou
200000
reis por
acção,
nos
dias
1
a
5
do
proximo
mez
de
julho.
Em
Vianna,
na
casa
do Banco.
No
Porto,
na
caixa
filial- do Banco.
Em
Lisboa, em casa
do
snr.
José
Anlo
nio, rua de S. loâo
dos
Reis.
Em
Braga, era
casa dos
snrs.
Carva
lhos
<fc
C.
a
Vianna
do
Castello,
12
de
junho de
1875.
Os
Directores,
Antonio
Maria
Baplista
Camaçh»
José
Marhns
Barbosa
(2505)
JuãO
’
Abel
d
’
Oliveira.
xMETAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.® 5,
com
—
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes, e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e vende
Acções
de
todos
os
Bancos e
Compa&hias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
cowpons.
(581)
Dalsamic
o-
Prophilalico
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicai que
cura
em
seis ou
uito
dias
toda
a
qutli-
d’
ade
de
purgações,
tanto antigas
como mo
dernas,
ainda as mais rebeldes.
Vetide-se
em
Braga
na
pharmacia
de
Anlonio
D.
Alvim,
á
Porta
Nova
n.°
14,
em Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz, rua
de S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
pharmacia
Madureira, rua do
Triumpho, n.
’
142,
proximo ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O
*
)
’
NA
QUINTA DE RORIZ
:
PORTO
í
JOSE
’
I. FERREIRA
RORIZ
p
FORNECEDOR
DA
CASA REAL
S
DEPOSITO CENTRAL, RUA DAS
FLORES, 35 37 E 39
—
—
—-"Wmcn
cm
i
--------------------
h
O
proprietário
anouncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
£
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
t
ca,
e
que na mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen-
£
trai,
se fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre os
pre-
?
ços
estabelecidos,
de
uma caixa
para
cima.
Satisfaz-se
B
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito do di-
3
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
PORTO
1,
3-
RUA
DAS
FLOBES-1,3
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COTIPRA
E
VENDE
In»eripçSe»
de assentacnento
Ditas de coupons
Dita»
de divida
externa
Titulo» hispanhoes
interno»
Ditos
externo»
Coupon»
do» dito» já vencidos.
©d" Sacca,
loma
letras
e
dá
cartas
de
credito
so
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra e
venda
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
poio
|
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
p
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GRANDE
rè
»
5.000S000 |
Loteria da Santa Casa da iHiserieordia de H
Lisboa
Exlracção
a
30
de
Junho
As
------
JOSÊ IGNACIO FERREIRA RORIZ S
afiançado
no
governo
civil
do
PORTO, NA
CONFOR-
S
M1DADE
DO EDITAL DE
28
DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei- Jfâ
ros
a
5£000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600
—
Quarios, a
1$300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão todas
e
quaesquer
<
encommendas
que
lhe sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
qne
sejam
em grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
no
ta
fim
da
extracção remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
$
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
pelente lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
*
)
mwã
Hotel
Real do
Bom
Jesus
do
Mon
te
na
cidade
de
Braga
Vraneiseo
José de Sousa Braga (o
Franqueira)
Sinceramente
grato,
pela
freguezia
com
que seus
amigos
e
freguezes
continuam
a
honrar
este
estabelecimento,
e
também
pe
las
delicadas maneiras
e
expressões
com
qoe
geralmente
louvam o aceio,
e
bem
temperado
das
iguarias,
que
alli os
servem,
em
attençào
a tantos
favores, continua
a
tázer
os
melhoramentos
possíveis
para
que
lodos
os
seus
bons
hospedes
e
freguezes
gozem
o
melhor comodo
e
modicidade
de
preços,
e
por
isso
publica
o
seguinte
re
gulamento
:
Almoço
Bifes,
ovos,
pão,
vinho
verde,
cafe
ou
chá,
e
manteiga.
Jantar
Sopa,
cosido,
arroz, 3
pratos
do
meio,
pão e
vinho
verde.
Sobremesa
Frutas,
queijo,
pudim
ou
doce de
tra
vessa,
e
café.
Cea
Chá,
biscouto,
pâo
torrado
e
mantei
ga.
Horário
Almoço
ás
9
horas
da
manhã,
jantar
ás
3
da
tarde,
e
cea
ás 9
da
noule.
Preço»
No
andar
superior,
cada
pessoa,
1$500
No
andar
inferior,
>
>
l$200
Criada
ou
criado,
£600
No
mesmo
estabelecimento se
encontra
Ioda
a
qualidade
de
bebidas
(2509)
AO
PUB^SCO
A
diligencia
que
conduz
o
correio
de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
eslá
em
contacto
com
o
com
boio
que
parle
de
Braga
á
I hora
e
40
m.
da
tarde e
que chega
a
Famalicão
ás
2
e
28
m.,
bem
como
com
o
comboio
que
sae
do
Porto
ás
9
horas
e
30
m.
da
ma-
ibã.
Preço
de
Famalicão
á
Povoa
e vice-
versa
400
reis.
(2470)
NOVIDADE
44,
Rua tio Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
^e
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da acreditada
fa-;
brica
dos
snrs.
Maia e
Silva, do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330;
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
<
112
—
Rua das
Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento que,
como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
roais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios das
loterias,
cujas
extracções
geralmente
teem
logar
nmi»
<le tre»
weze» por mez.
Satisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou grande quantidade)
vindo acompanhadas
do
seu
respeclivo
importe
em
vales do
correio, ou
mesmo estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto, os
bilhetes que em
outros
sorteios hajam
saido
premiados,
nituno que
sejam <l’outro» estabelecimento». E
final-
mente
remettem-se
«grátis»,
lindas
as
extracções, as
respeclivas listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as menos abastadas, se
encontra no
mesmo estabelecimento:
além
de bilhetes in
teiros,
meios
bilhetes,
quarios,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas de
dez
numeros
seguidos,
de
6£000,
3£000,
l£000
e
400
reis;
e
finalmente,
collecções de
50
numeros diíTerentes,
pelos
preços
de
2£000,
5£000,
15£000
e 30£000
reis.
QUEEI COMVIES
Este estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender este
genero
á
commissão.
Offerece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar,
as quaes
se podem
comprehender
assim
:
Negociar
»em risco ?
porque
se
acceita
de
novo,
em conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
extracções
os
pretendentes
não
hajam
podido vender.
Remeltem-se
as
listas,
partes
telegraphicas em caso
de
conveniência,
e
planos;
e
attende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou
afliançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta cidade,
em
cujo
caso
póde
ser
feito
no fim
das
extracções.
(M.
*
)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de S. João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingléza
de
todos os
tamanhos, canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Precisa-se
de
um caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante d’
esla
cidade uma
legua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fruclos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
•rua
Nova
n.®
3
—
Braga.
(2435)
ALTA
NOVIDADE
8G, Rua
do
Souto, S®
Junto d
*
rua
de
Jano.
CHAFELABIA ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores fabricas
do
Porto,
oa ultima
moda,
gtande
e
variado
sor
tido
de
chapeos,
de
se
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo que
esteja
nas
circumstancias
(2350)
^'
en
^
e
'
se
a
propriedade
que
fica
além
da
Ponte
dos
Pelames
que
se
compoem
de
casas,
pomar
e
leiras
de
lavradio
e
arvores
avidadas
con-
tiguas e circuitadas.
Trala-se
no
escriptorio
d’
esla
redacção.
FATO
® FEITO
José
da
Silva
Fundão
Campo <>e
Sant
Anua (lado de bai
xo) n.° GS.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d’esta cidade como
das províncias
que
tem
nm
bonito
e
variado
sortimento
de
falo
feito, casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córtes
de
calça
a
1$500,
2£000
e
2£500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
íeis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panoo
familiar,
e
meoles,
bo
nets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de
500
rs.
alé
800;
manias
de
seda
de
todos
os feitios.
N.
B.
O
annunciante
faz
publico,
que
se
encarrega de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
promplifica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique á
von
tade
do
freguez.
(P#)
Rua
de S.
Marcos n.®
14
Brilhantes
ou
esmaltados,
12
2£000
Sobre
papel
albumina
12
Perfeição
e
nitidez
garantidos.
—
Photo-
grapho
do
Porto.
(2491)
UUluslration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
Ticamente
illustra^
e
barato
dos
jornaes da
modâ^
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toilelle,
uma
grande folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magm
*
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
dc
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
comendo
tu
do
o
qne
é
necessário
para
um
toucador
t
cujos
dbjectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal:
sem o
referido brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
ALMEIDA & PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Compram
e vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(0
BRAGA: TYPOGRAPHIA
LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_26061875_362.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)