comerciominho_24061875_361.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
361
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria Dias da
Costa, rua Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
(1)
Vejam
que
malvado
Bergeret!
Fa
zer
serviços
á
sua
Patria
!
Que Ennico
hor
ror
L...
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annoljjgGOU
rs.=Semestre
850
rs.==Protnn-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.«=Seinestre
1&250
rs.
=>Brazil,
anno
4&400 rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
oul0$000
reis
e 5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes $0
a/
0
d’
abatimento.
BRiGA-QLUTVIEinA
JUNHO
Corre»p<m<l©nc
*
w
e»trangeir»
PABIS,
15
DE
JUNHO.
(Correspondência
particular do
iCommer-
cio
do
Minho»)
Concentram-se
actnalmente
todas
as
at-
tenções
sobre
a
discussão
da
lei d’
eosino
superior
de
qne ha
dias
se
tem
occopado
a
Assembleia. Esla
discussão
era
já
aguar
dada
pelos catholicos ha
meio
século,
o
primeiro
acto dos
quaes,
como partido
político,
foi
a
revindicação
da
liberdade
ÍTensino.
Teremos
íinalinente
a tão
desejada
li
berdade
de
ensino,
ou
teremos
sómente
o
principio
para
começar?
Os
inimigos
da
Egreja conhecem
muilo
bem
que ella
é d
’
um
grande
interesse
catholico
;
por
isso
mostram a
mais
viva
repugnância
por
uma
liberdade,
cujo emprego prevêem
reverterá
contra
elles.
Assim
a
lucta
é
das
mais
ardentes; (Corna
e
outra
patte
envidam-se
grandes exforços
para
conse
guir
a vicloria.
Devo
dizer-lhes
que
alé
hoje
tudo
noj?
faz
esperar que
os catholicos
serão
victo-
riosos;
muitas
emendas
da
mais
alta
im
portância
teem
sido já votadas
em
nos
so
favor. Uma
d
’
ellas, principalmeme,
a
emanada de
M.
Chesnelong,
merece
men-
são
especial
pela
sua
importância.
Esta
emenda
attribue
ás
dioceses,
bem
como
aos
departamentos e
ás
commtinas,
o di
reito
de
abrirem
cursos
e
estabelecimentos
de ensino
superior.
O projecto
de
lei nào
fallava
na<
dioceses.
Ora,
certos
juriscon
sultos
não
reconhecem
nas
dioceses
uma
personalidade
civil
que
não
era
conte>ta-
da
alé
1840,
em
que
o
conselho
de
Es
tado
lhes
oppoz
orna
jurisprudência
nova
;
mas
que
foi
de
novo
proclamado
por
um
relrospeclo
de
conselho
d
’
estado
á
antiga
doutrina.
Era
do
mais alto
interesse
para
o
ensino
superior
catholico
o
constatar
no
proprio
texto
da lei a
personalidade
civil
das
dioceses.
A emenda de
M. Chesne
long
tem
pois
a
vantagem
de
fazer
reco
nhecer
legislativamente
um
direito,
mais
ou
menos
contestado como
principio,
pos-j
loque
na
pratica
não
encontrasse
opposi
ção
e
subjeilo
a
todos os
reviramentos
da
jursprndencia
e
da polilica.
Doravan
te,
a
capacidade
civil
das
dioceses
íica
ioscripta posiiivamente
na
lei.
Discute-se
n
’
e^ie momento
a
questão
da
collação
dos
graus.
inimigos
do
en
sino
superior
queriam
que
este direilo
pertencesse
exclusivamente
ao
estado
em
quanto
que
os catholicos
nainralmente
de
sejam os
beneíicios d
’
esle
dire
to. Mgr
Dupanloup tomou
a
peito
a
defesa
de
nossos
interesses,
e
com
um
tal
campeão
é-nos
impossível íicar
vencidos. Todos
co
nhecem
a
eloquência
de
que
é
dotado
o
prelado;
toda es
*
t
eloqnencia
a
pôz
elle
ao
serviço
da
causa
qne
defende,
e
ha
dous
dias
que
a
sua voz se
faz ouvir
do
alio
da
iribuna.
Os
proprios
radicaes
co
nhecem
a
importância
que a
sua
pala
vra
não
pode
deixar
de ler,
porisso
leein
feito
todos
os
exforços
para impedir
que
a
votação
tivesse
logar
hontem
;
quiseram
deixar
desvanecer-se
a
primeira
impres
são.
Na discussão
que
continuará
hoje
lerá
logar
a
votação
respectiva
á
collação
dos
graus,
e
para
logo
saberemos
a
que
nos
ater
delinitivamente
sobre
esta liberdade de
ensino
tão
cara
a
lodos
os
corações
*
er-
dadeiramente
christàos.
Logo
qoe
terminar
a
segunda
delibe
ração
da lei
sobre
o
ensino
superior,
ne
nhuma
proposta
importante
conterá
a
or
dem
do
dia.
Então
virá
naturalmenle
a
questão da
dissolução.
Volar-se-ha
sem
duvida
a
discu-são
das leis
organicas
e
o
orçamento,
mas
tudo
isso
estará
terminado
antes do
mez
d
’
agosto
e
não
restará gran
de
coisa a
fazer-se.
Tudo
nos
leva,
pois,
a
suppor,
que a
época lixada
para
a
separa
ção
da
assembleia
será
no
íim
de
julho.
Òs
proprios
deputados
o
preseulem,
e
por
isso
fazem
já
grandes
preparativos
para
as
futuras
eleições.
Convocam-se
n
’
este
momento conferencias
mui
aclivas
entre
os
diversos
grupos da direila
e do
cenlro
direilo
para
reconstituir,
em
vista
das elei
ções
senaioriaes,
a
maioria
de
24
de
Maio.
Quer-se
repetir,
para
a
nomeação
dos
75
senadores
que
a
assembleia
deve
escolher,
o
que
n
’
aquelia época
se
fez
para
a
no
meação
do marechal
Mac-Mahon.
A
base
d'esta
empreza
deve necessariamente
ser
um compromisso
enire
os
tres
partidos
da
antiga
maioria
conservadora. Pelo
nu
mero
proporcional
de
senadores as
r.ego-
cioções
levam
a
altnbuir
a
cada
um
(rês-
les partidos, bem
mais
que
sobre a
ideia
mesma do
accordo,
que
nào
encontra
op-
posiçào séria.
Por
uma
primeira
partilha
assaz
geralmenle
approva
ia
a
exlrema
di
reita
contaria
na
lista
oito
a
dez
de
seus
membros,
a direita
moderada
completaria
uma
dezena;
dar-se-ia
4 ou
5
membros
ao
grupo
de
«appello
ao
povo»
e
o
resto
seria
atlnbuido ao
centro
direito.
Além
d
’
isso
alguns
candidatos
sciam
escolhi
dos,
fóra
dos
grupos
parlamentares,
entre
os
grandes dignitários
do
esta
lo,
para
completar
o
numero
de
75
senadores,
cu
ja nomeação
pertence á
assembleia.
Entre
estes
últimos
designa-se
sua
em.111
’
o
car
deal
arcebispo
de
Paris,
o
marechal
Can-
robert,
e
o
general
Ladmirault,
governador
de
Paris.
No
pensar
dos
negociadores,
o
accor
do
estabelecido entre
os
partidos
da
as
sembleia
deveria
eslender-se
a lodo
o
paiz;
elle serviria
de
regra
para os
con
servadores,
nas
eleições.
Eotre
elles for
mariam
em
todos
os
departamentos
uma
vasta linha contra os
republicanos,
se
guindo
o exemplo dado
pelos
diversos
gru
pos
na
camara.
U<n
tal
projecto
parece-ane
diflicilmen-
te
realisavel
;
tanto mais
que
a
extrema
direita
não consentiria
jámais
em
bandear-
se
com
o
cenlro
direito,
para
o
que,
co
mo
os
leitores
sabem,
ha
motivos
mais
que suflieientes.
Se
os
conservadores
começam
agora
a
preparar-se
para
as
eleições,
os
republi
canos
já para
ellas
trabalham desde
ha
muito.
Está-se
operando
em
todas
as
nos
sas
províncias da França
um
recruta
mento,
qne
é
feito
com
um
cuidado
par
ticular.
Existem
actoalmente
200
«comi
tés»
e
1:200
«sub-comités»;
com
commu-
nic
ção
entre
si
por
meio
de
pessoas de
boa
vontade.
O
comité
central
acha-se
em
Paris,
e
lodos
os mezes
veem
á
capital
depu
tações
de
nossos
departamentos
dar
par
te dos
progressos
e
novos
resultados
ob
tidos.
Ante nma
similliante
propaganda
facil
mente
vêem
os
leitores
que
os
nossos
amigos
são
assaz
impotentes e que
a
sua
propaganda
lerá
de
circumscrever-se
a
li
mites
mui
restrictos.
Os republicanos
radicaes
começam
a
abandonar
os
seus
manejos
hipócritas
ácer-
ca do
marechal
Mac-Mahon,
que,
de
resto,
comprehende
que
não
poderá
conservar-se
no
poder
sem o
apoio
da
direita.
O<
nos
sos
jornaes ter-vos-hâo
já
feito
conhecer
as tendências
que
se
manifestam nas es
querdas
para
recomeçar
uma
campanha
direcla
contra
o
poder do
marechal.
Eu
posso
acrescentar
que
essas
tendências
não
teem feilo
mais
do
que
accenluar-se
pro
gressivamente
n’
esles
últimos
dias.
E
’,
mesmo no
presente
possível
indicar aos
leitores
alguns
meios
a
que
se
propõe
recorrer
para
familiarisar
a opinião com
a
ideia
d
’uma
mudança
de
governo.
Es-
plorar-se-ha
adrede
mui
perfidamente
con
tra
o
marechal,
as
concessões qne
nós
entendemos
dever
laser
á
Prussia
para
evi
tar
um conflicto
;
n
’esla
occasião,
porém,
o
governo
aetual
mostrou-se
discreto
e
prudente
aíim
de
nos
livrar
dos
horro
res
d
’
uma
nova
guerra.
Far-se-iião
valer
por
outra
parle
os motivos particulares
de
desconfiança
que
dá
ao
governo
estrangeiro
a
pessoa
do marechal,
seja por
si mes
mo,
seja
por
áquelles
que
o
rodeiam.
Tem-se
mesmo
pretendido
que
o
czar
não
lem
podido
deixar
de ver
n
’
elle
um
dos
vencedores
de
Sebasiopol.
Assegura-se
lambem
que
elle
é
pessoalmeute
antipático
á
côrle
da
Allemanha.
Por
outro
lado
sustenta-se
que
Bismark
não perdoa á
ma-
rechala
os
seus
sentimentos
catholicos.
D
’abi
a allirmar que
o
governo
do
ma
rechal
nos
vai
a
inimisade da Allemanha,
por
suas
aíTcições
ultramontanas,
nào
rhsta
senão
uiu
passo.
Talvez
não
seja
esse
immediatamente
traspassado,
mas
será
o
primeiro
ponto
que
na
imprensa
da
ex
trema
direila se
atacará.
H.
lCourlt4«
no proximo
4
OS
LAZARISTAS
DO
Drama
Calumnia
E
OS
Uazari»ta» verdadeiro»
II
fContinnaçSo)
«Era
1834,
o
Padre Etienne,
Superior
geral, querendo
utilisar
o
grande
conhe
cimento,
que
M
Boré
linha
do
Oriente,
enviou-o
a
Constantinopla, director
dos
con
sideráveis
estabelecimentos, qoe
os Laza-
ristas
haviam fundado
n
’
aquella
cidade.
M.
Boré,
revestido
da
dignidade
de
Vigá
rio Aposlolico,
passou
dez
annos
ern
Cons
tantinopla.
A
posição
oíiicial,
que tivera
antes
de
religioso, as
altas
relações,
que
desde
então
conservara,
collocaram-no
em
posição
prestar
serviços assignalados
ao
Calholicismo
e
á França.
(1)
Voltado
a
Pa
ris
foi
nomeado Secretario geral
da
Con
gregação
e
teve
tempo pâra
aioda
com
por
algumas
obras
de piedade,
como
a
Vida de
Alladel,
assistente
do
Geral,
fal
lecido
com
reputação
de
grande
santida
de.
(2)
«Os Padres Lazarislas não
podiam
es
colher
um
padre
de
mais
mérito
e
mais
em
circumslancias
de
ser
util
á
Congre
gação.
«O
Padre
Boré
lem 65
annos,
mas
a
força
de
sua
constituição
faz esperar,
qoe
possa
dirigir
por
longos
annos
a
dupla
familia
de
S.
Vicente
de
Paulo. Maugra-
do
seu
grande
saber,
o
Padre
Boré
é
de
uma
modéstia
e
de nma
amenidade
per
feitas.»
Ora
ah' lem
o
snr.
Ennes
o
chefe
aetual,
dos
que
em
seus satanicos
pesa
delos
fantasiou
Bergerets.
E
’ um
sabio,
um
homem de
grande
experiencia,
entrado em
religião
já na
rna-
duresa
da
edade e
com
perfeito
conheci
mento
da
Ordem,
deixando
uma
grande
posição realçada
por
urna
alta reputação.
Repelimos pois
ao
snr.
Ennes
qoe uma
sociedade de
Bergerets
não
póde
ser
go
vernada
por
um
Boré.
Ponha nos pois
pa
ra
ahi a explicação
do
caso,
ou a
retra-
clação
do seu atlentade,
sem
o que
de
ve
temer
de
passar
na consciência
de
todo
homem
de
bem
por
um
infame CA-
LUMN1ADOR.
E
com
efleito
quem,
dotado
de senso
(2)
Um
Bergeret?
Mestre
Ennes
não
consente....
commum
e de
rectidão de
juiso
poderá
admittir, que
uma
corporação
de
Berge
rets
tenha
por
cheles
aquellas
grandes
capacidades,
áquelles grandes
homens
de
bem, os
Etienne e
os
Boré?
O
snr.
Ennes
e
os
seus
apologistas
vão
aqui
de
encontro
a
uma impossibili
dade
moral,
que argue de
calumnia per-
versissima a
sua
obra
deshonesta.
Mas
demais
os
Bergerets
do
snr.
En
nes
realisam
a
sua
moral por
meio
das
Irmãs
da
Caridade!
A
irmã
da
Caridade
real
é
a
que
Mis-»
Nightgale e
todo
protestante
respeita
;
é
aquelle
anjo de
caridade,
que
o
snr.
En
nes
não
ousaria
pintar,
como
na
sua
pe
ça,
ante
qualquer
militar
francez,
qoe
a
conhece
do
hospital
e
do
campo
de
bata
lha,
sem
se
atliahir
aquella correcção,
;ue
merece
lodo
o
insullador da
fraqoe-
sa
física
e
do heroísmo
moral.
Outro
loque demonstrativo
da
igno
rância criminosa,
da qual
saíram—Os La-
zaristas
—
é
a
asserção falsissima de
se
an
gariarem
para
Irmãs
da
Caridade
herdei-
ras ou
proprietárias
ricas,
para
lhes
ser
a
Ordem
senhora
dos
bens.
E
’
falso;
os
bens
particulares
das
Irmãs
são adminis
trados
por
ellas
e
gastos
não coou a Or
dem,
mas
em
boas
obras, segundo
sua
vontade
e
por
morte
dispõem
de seus
ha
veres
liberrimamente,
sendo
regra,
quasi
sem
excepção,
nada
receber
a
Ordem
por
esla
via.
Já
se
póde
pois
proclamar,
que—Os
Lazarislas
—
é
uma obra
de
odio
ignaro,
uma
calumnia
torpe,
uma
acção
abjecla.
Certo
que
do
snr.
Ennes
se
póde
dizer
a
divina
prece:
—
Senhor,
perdoae
lhe, que
elle
nào sabe
o
que
faz
—
mas
assim
co
mo
a ignorância
dos
Judeus
era
unia
igno
rância
vencível,
culposa
por tanto,
assim
também
a
do
snr.
Ennes,
que,
se
ignora
o
assumpto
sobre
que escreve, é
porque
deixou
atrofiar
já
o
coração,
nem se»>te
a
perversidade
da
sua
acção,
verdadeira
mente
salanica
nem
percebe
ser
um
dis
tribuidor
inconsciente
de
petroleo,
de
pu-
nhaes
e
venenos.
Quando
estes
forem
ap-
plicados,
ha
de
íicar
muito
admirado
de
lhe
imputarem
a
responsabilidade.
Ao
governo
perguntaríamos
se
é
lici
to
calumniar
assim
as
instituições
reli
giosas
sob
o
regimeo
do
art.
6
0
da
Carta.
Ás
Ordeos
religiosas pertencem
á
Religião
do Estado
;
a
carta
reconhece-as
expres-
samenle
e u
aclo brutal
de
34
apenas
poderá
ser
tomado
como uma
providen
cia
momentânea.
Ah
I
é
verdade
;
esquecíamos, que
a
Car
ta
n>0
passa
de
uma
hipocrisia
liberal!
Honra
por
tanto
aos
Ennes
inconscien
tes
e
aos
Foulés,
seus
proteclores
le-
gaes
’.
Decretem
então
a
liberdade
de cultos
e
acabem
com
essa
hedionda
hipocri
sia....
Mas
o
que
é a
obra
do
Mindeio
seru
hi
pocrisia
?
I...
j
i
?
i,,
‘
(Continua)
Lisboa
«O de
junho.
mv
««
,
-----
r
~
i
lhe
tem
uoticias
do
snr.
Arcebispo
Primaz,
da
sua
sahida
d’
ahi
para
o
Por-
1
eu dar-lh'as,
desde
a
sua
che-
esta
capital,
alé
a
sua entrada em
• «na
irmã,
a
ex.
,na snr.a
D.
Au-
Como
ao
que
parece ninguém
dado
t
*
----------
depois
to, «ou
gada
a
(
casa
de
sua
trma,
-
—
na Fausta de
Moura
Amaral,
em Evora,
onde
s.
ex.
a
rev.
rna
vae
fixar
sua
residên
cia.
0 venerando
prelado
era
aqui
espera
do.
no
comboio
da
noite, terça-feira
pas
sada,
e por
isso
alguns
dos
seus
amigos
e
parentes
se
achavam a
hora
competen
te
esperando-o
na
gare;
mas
foi
de
bal
de,
porque
s.
ex.
a
só
chegou
oa
madru
gada
seguinte,
dando
entrada
no
hoiel
Aí-
fiança, onde
de
ante-mão
lhe
estavam
preparados
condignos
aposentos,
ás
cinco
horas
e
tres
quartos
da
manhã,
semlo
al
li
acompanhado,
além
das
pessoas
de
sua
.comitiva
e
serviço,
por
seu
sobrinho,
fi
lho
da
supradita
sua
mana
D.
Fausta,
e
pelos
snrs.
Conselheiro
Antonio Pedro
No
gueira,
e
Osorio
de
Campos,
antigo
secre
tario
geral
da Sociedade Catholica
(a
an
tiga)
que
o
esperavam
na
gare.
S.
ex.a
rev.
‘
na parecia
bastante
satis
feito,
e
almoçou
com
apetite;
indo
em
seguida
descançar
um
pouco,
para
logo
receber
as
visitas
dos
snrs.
marquez
de
Fronteira,
conselheiro
Alves
do Rio, com-
meiidador
Vianna,
de
um
primo
o
dezem-
bargador
Moura
Cabial, dos snrs. Deão
e
Chantre
da
Sé
Palriarchal,
e
de
mui
tas
outras
pessoas
de
suas
antigas
rela
ções.
No
dia seguinte
sahiu, em
carroagem,
a
fazer
algumas
visita
*
,
inclusivé
á
Secre
taria
da
Justiça,
e
recebeu-as
lambem
de
diversos
cavalheiros,
entre
os
quaes
men
cionarei
só
o
snr.
marquez
d
’
Avila,
por
me
não____
mais.
a
lazer
aigumo»
,
—
taria
da
Justiça,
e
recebeu-as
lambem
de
diversos
cavalheiros,
entre
os
quaes men
cionarei
só
0
snr.
marquez
d
’
Avila,
por
me
não
recordar
agora
dos
nomes
dos
de
mais.
Na
sexta-feira
foi
á
Noociatura,
ao
mesmo
tempo
que
o
sor.
Núncio
o
veio
visitar
ao
hotel,
e
por isso
se
desencon
traram.
Finalmente
no
sabbado,
pelas
cin
co
horas
e
meia
da
manhã
sahio
do
hotel
em
cadeirinha,
de<pedindo-se
de
Lisboa,
parece
que
com
bastante
saudade, e
se
guiu
para
o
vapor,
que
d
’
aqui
conduz os
passageiros
da via
ferrea
do
sul
até
ao
Barreiro,
sendo
alli
acompanhado
pelas
mesmas
pessoas,
que o
receberam
na
sua
chegada,
e
pelo
sor.
visconde
de
Negrel-
Jos.
Sele
horas
depois
chegava
a
Evora,
em
cuja gare o
aguardaram
os
ex.
ni<
”
gover
nadores
do
arcebispado, e
civil;
o
gene
ral
commandante
da
divisão,
e
seus
aju
dantes
;
os snrs.
conego
Faria
e
seus so
brinhos,
promotor da
Justiça Ecclesiasti-
ca,
e
parodio
do
Redondo
;
diversos
ou
tro
*
ecclesiaslicos; o
presidente
da
cama
ra
Municipal,
delegado
do thesouro, viscon
de
da
Esperança,
doutores
Antonio Ma
nuel
Vianna.
e
Pontes,
e
muitos
outros
cavalheiros, que
em
12
carroages
acom
panharam
s.
ex.
a rev.
ína
até
á
casa de
sua
mana,
onde,
como
disse,
vae
lixar
sua
residência,
e
em
cujo
átrio
o
esperavam
muitas
outras
pessoas,
e
tocavam
duas
filarmónicas.
Agora
mesmo,
6
da tarde,
acabo
de
re
ceber
noticia
de
que s. ex.
a
rev.
,ua
está
sem
novidade,
bem
como
os
snrs.
Arce
diago
de
Vermoim,
abhade de
S.
Martinho
do
Campo, e
padre
Pessoa,
que
desde
essa
cidade
o
lem
acompanhado
alé
á
de
Evora.
REVISTA ESTRANGEIRA
Está
já
funccionando
a
linha
ferrea
de
Andoain
e
Tolosa até ás Amescôas,
a
linha
telegráfica
liga
já
a Byscaia,
Ala
va,
Guipuzcòa
com Estella
e Tolosa.
—
Em
Motrico
e
Andorroa
fiseram
os
carlistas
um
desembarque
de 7:000
armas,
caixas
de
munições
e
7
peças
d
’
artilheria
do
sistema
Vavascôr. Transporlara:n-nas
para
Durango
onde
as
distribuíram
con-
venienlemente.
—Foi
destroçada
a
partida
cabrerista
que
eslava aquarielada
em
Irun,
na
an
tiga
fabrica
do
Zaraguela.
O capitão
Mo-
correa
alacou-os
intrepidamente,
incen
diando-se
logo
o edifício,
com
os
rebeldes
que
não
queriam
render-se.
O
inimigo
fez
uma sortida
de
Irun,
e
foi
rechaçado,
tendo
um
coronel gra
vemente
ferido,
tres
soldados
mortos e
bastantes
feridos
que
levaram
para
dentro
da
praça.
No
assalto
ao
quartel
dos
cabreristas
foi
bastante
ferido
o
capitão
Mocorreo.
—
Orduna
16.—Celebrou-se
aqui,
com
grande
«olemnidade, a
consagração
ao
Co
ração
de
Jesus,
com
assistência
de
S.
M.
El-Rei,
de toda
casa
real
e
o corpo
real
de
guardas
a
cavallo.
O
templo estava
cheio
de
fieis,
que
commungaram
depois
da
communhão
do
Rei.
Por
motivo
d
’esta
solemnidade
e
do
29.°
anniversariu
da
exaltação
do
Summo
Pontifice
ao throno
Pontifício,
El-Rei
en
viou-lhe
uma
respeitosa
mensagem.
—
As
forças
que
ch-garaiu
a
Chelva
cem
Dorregaray
calculam-se
em 3:000
ho
mens.
Com
araetade
destes homens
saiu
Dorregaray
na
segunda
feira
para o Pico
del
Remedio,
em
direcção
aos
povos
de
Vera e Alpuenle
ficando
Adelantado
com
os
restantes,
devendo sair
na
mesma
di
recção
pouco
depois.
—
Fronteira
de
Hispanha
13
de
junho.
—
O
Centro
é
hoje
o
eixo
sobre
que
gi
ram
as
operações militares.
O
Centro
prin
cipia
a
causar
medo
ao
governo
de
Ma
drid
;
o
exercito
carlista
do Centro é
aquelle
que
mais
ameaça a
capital
de
His
panha.
Este
exercito,
que
está
agora no
estado
de
organisação,
ainda
tem
falta
de
um
bom armamento e
d
’
artilheria
;
elle
é
o
mais
moderno
e
o
menos mas
é
aquelle
que
marcha
na
frente
e sobre
que
se
fun
dam
as
maiores
esperanças.
Como
o
go
verno
de Madrid
lem
necessidade
de
um
*
victoria
mais
ou
menos
real,
e
como
o
centro
é
o
sitio
que
lhe
parece
mais con
veniente
para a
alcançar,
o
ministro
da
guerra
Jovellar
deixou
o
seu
departamento
decidido
a
exterminar
os
carlistas
do
Aragão,
Valência
e
Maestrazgo
em quinze
dias.
Eis
aqui
o
seu
plano:
Martinez
Campos
partiu
adiante
d
’
elle
para
a
Catalunha.
Logo
que
alli
chegue
deve
trausportar-se
com
forças
suílicientes
para
a
província
de
Tarragona
a
fim
de
guardar
toda
a
huha
do
Ebro.
Só
então
o
ministro
Jovellar
principiara
as
opera
ções
no
Centro.
Propoem-se
collocar-se
com 20
000
homens,
longe
do
Ebro,
e
marchar
sempre
varrendo
os
carlistas
e
levando-os
adiante
de si
até
ao
rio.
Os
carlistas,
oaturalmenie,
procurarão
passar
o
Ebro
para
não
ser
agarrados,
mas
alli
estará
Martinez
Campos
para
lhes impedir
a
passagem.
Deste
modo
não
escapará
um
unico
carlista.
Vós
vedes
que
este
plano é
mais
depressa
um
plano
de
caça
que
um plano
militar.
D
’
estes
planos
tem-se
posto
mui
tos
em
Hispanha
em
execução,
e
sempre
com completo
successo...
paro
os
carlistas.
Quanto
ao
norte,
creio
que os
liberaes
não
tentarão
nada
por
agora,
nem
talvez
por
muito
tempo.
Mas
póde acontecer
que
o»
nossos
amigos
lhes
deem
dentro
em
pouco
linhas
a
torcer,
com
o
íim
de
os
duicau
algum
la
mo
do
seu plano do
Cent
tru,
e
para
desafogar
tanto
quanto
seja
possível
o
general
Dorregaray.
O general
carlista
Mvgrovejo, acha-se,
segundo
di-
mjíu
,
no
Valle
de
Lusa
(Castella)
e
guarda
um
grande
segredo
sobre
os
seus
desí
gnios.
Biibau
será
provavelmente
ameaça
do
d’uai
ataque;
mas
nada
se
sabe
com
Ccilesa.
As
fortificações
d
’
Estella
estão
quasi
terminadas.
Ha
uma viva
irritação
na
Navarra
contra
os
liberaes
que não
po
dendo
vencer-nos
sobre
o
campo de
ba
talha, vingam-se
contra
pessoas
inoflensi-
vas
fasendo lhes
soílrer
os
maiores
rigo
res.
Aqui
vos
mando
uma
ordem
tiraunica
do
chefe
affonsista,
que levantou uma
in
dignação
geral.
Muitas pessoas abandonam
as
villas
dominadas
pelo
inimigo e veem
para
o
nosso
território.
Estas
crueldades
são uma prova mani
festa
da
fraqueja
dos
aflbosislas.
—
Hendaya
15.
—O
quartel
dos
cabre-
ristas,
entre
Irun
e
Behobia,
foi
tomado
de
assalto
na
ultima
nuite
pelos
carlistas
sob
as
ordens
do
capitão
Macorrea.
Em
vista
da
resistência
dos
cabreris-
las
fui
necessário
queimar
o
edifício;
tudo
o
que
lá
eslava dentro
morreu
queimado.
O
capitão
Macorrea
foi
ferido
n
’
uma
coxa.
U
8.°
batalhão
de
Guipuzcòa
protegeu
a
operação.
O
Rei
chegou
a
Orduna
e vae
correr
a
linha
de
Castella.
Falla-se
de
800
prisioneiros
feitos por
Castells
oa
Catalunha.
GAZETILHA
Annivergario da
eortaçâo
de S.
Sanetidade o
Papa Pio IX.—
Veri-
ficou-se
esta
festividade
na
fórma
do
pro
gramma
n
’esta
folha
annunciado.
A respei
to
dalgumas
particularidades
da
mesma,
e
com especialidade
do
sermão
prégado
pelo
muito
digno
padre
João
Rebello,
sa
bemos
que a Semana Religiosa faz d
’
isso
especial
menção,
e
por
isso guardamos
pa
ra
o
n.°
seguinte
a
sua
transcnpção.
Ho
je
só
dizemos
que
s.
ex.a
o
snr.
D.
João
arcebispo
coadjutor,
para
commemorai
o
mesmo anniversario,
mandou
distribuir
as
seguintes esmolas
:
Ao
Hospital
de
S.
Marco.
.
.
.
500000
Aos presos
pobres
da
cadeia .
.
240000
Ao
Collegio
das
Ursulinas
.
. .
400000
Ao
>
da
Tamanca
.
. .
200000
Ao
Recolhimento
de
Santa
Ma
ria Magdalena
das
Converti
das
............................................
200000
Ao
Recolhimento
de
N.
Senho
ra
Refugio dos Peccadores
cha
mado
da
Regeração
moral
.
.
300000
1810000
O«
Lazaristas.—
Foi,
infelizmente,
á
scena
em
o
theatro
d’
esta
cidade,
nas
noites
de 21
e 22,
o
drama,
Os
Laza
ristas,
do
snr.
A.
Ennes. Nada
diremos
sobre
o drama. Aguardamos
anciosamente
a
sua
publicação,
para
fatiarmos
<J
’
elle
convenientemenle.
Em
quanto ás
pessoas que
concorre
ram aos
dois
espectaculos, e
ás
preconi-
sadas ovações,
de
que,
como
por
alii
se
apregua,
foram
objecto
o
auctor e
aclores,
diremos:
l.°,
das
famílias
de Braga
que
concorreram
ao
theatro
e
que
presam
o
seu bom
nome
foi limitadíssimo
o
nume
ro; 2
°,
os bravos
e
os
enthusiasmos
pos
tiços
que
alli
se
fiseram
notar,
foram
to
dos
de
encommenda.
e
prestados
por
in
divíduos
que
expressamente
vieram
do
Porto
para
tão
glorioso
íim.
Achamos
inqualificável
que
se
esco
lhesse
o
dia
21,
em
que
Braga commemora
a
exaltação
ao
Solio
Pontiíicio
do
Immor-
lal
Pio IX,
Vigário
de Christo
na
terra,
e
n
’uma
occasião
em que
o
povo
braca
rense
com
suas
auctoridades
e
clero, ten-
Go á
sua
frente
o
venerando
A
distile
d
’esla
archidiocese,
enviava aos
céos
fer
vorosas
supplicas
;
achamos
inqualificável,
repetimos,
que essa
occasião
fosse
esco
lhida
para
se
ultrajar
perfidamente
no
theatro
os
ministros
da
religião
de
que
é
chefe
aquelle
que
motivara
os
festejos
e
as
supplicas.
Pela
noticia inserta
em o
nosso
colle-
ga
e
«Regeneração»
,
sabemos
que
o
snr.
conselheiro
Marques
Murta
observara a
quem
compelia,
a inoportuoidade
da
re
presentação
n’
aquelle
dia,
afim
de
evitar
eventualidades
desagradaveis.
Vemos,
porem,
que
os
seus
conselhos
não
foram
acceiles.
Os
amigos políticos
do
snr.
Ennes, a
quem
s.
s.
a
consultou,
eram,
parece-nos,
muito
competentes
para
o
dissuadirem
d'um
tal
intento.
Nào
o
quizeram,
e...
que
lhes
preste.
O
povo
de
Braga
protestou, na
sua
maioria,
contra a representação, mostran
do
assim
mais uma
vez
a
sua
religiosida
de,
civilisação
e
cordura.
Em
ambas
as
noites
esteve
o
theatro
guardado
por
piquetes
de
cavallaria
e
uma
numerosa
força
dhnfanteria,
como
se
es
tivessem
guardando
uma
cidadella,
ou
vigiando
uma
sessão
secreta
das
lojas
on
de
é
necessário
que
se
impeça a penetra
ção
dos
profanos.
AggreBííwo. —
Na
terça
feira,
pelo
meio
dia,
foi
infame
e
cobardemenle
ag-
gredido
o
snr.
conego
de
Barcellos,
Fran
cisco
Anlonio
Rodrigues
d’
Aguiar,
pelo
snr.
Antonio
da
Silva
Sampaio,
que
o
in
sultou
de
pahvras,
e
rudissimamente,
des-
carregando-lhe
uma
bengalada que
o
ag-
gredido
aparou
com
a
mão esquerda.
O
motivo
da
aggressào dizem-nos
que
era por o snr.
conego
Aguiar
ler
chama
do
um
cabo
de
policia
para
acompanhar
á
administração
do
concelho
um
gaiato, que
andava
vendendo
um
ascoso
papelucho,
impresso
no
Porto,
intitulado
Parwnia,
e
que
trazia
uma
indecentíssima
caricatu
ra,
allusiva
a
Sua
Santidade
e
ao
Cardeal
Antonelli.
Consta-nos
que o
facto
já
se
acha affe-
clo
á
competente
aucloridade,
e
por
isso
aguardamos
com
ancia
o
resultado
d
’
este
incidente.
Não
podemos
deixa,
comtudo,
de
pe
dir
a s.
exc.
a
o
snr. arcebispo,
para
que
inste
com
os
poderes
públicos
a
fim
de
que
as
auctoridades
ponham
c
<bro
aos
in
sultos qoe conlinuadamente
se
estão
pra
ticando
n
esta
cidade
contra
os
seus
súb
ditos
vestidos
de
hábitos
ecclesiaslicos,
pois sabemos
qoe
ainda na
terça
feira,
á
porta
do hotel
dos
Dois
Amigos,
fóra
por
dois
valdevinos
insultado
um
outro
eccle-
siaslico,
o
qual
esgotada
a
resignação
chris
tã
eueve
para
lhe
applicar
a
segunda ,
quarta
das
obras
de
Misericórdia,
o
elles
evitaram
fugindo
pela
escada acima®
Ainda os «Lazaristas».—
Q
<Tri
*
buno
Popular»
ern
resposta
á
<Nação> rj
as
seguintes
considerações ácerca
do
dramí
do
snr.
Anlonio
Ennes,
intitulado
Os
Tn
zanslas
:
La
'
«Se porém altendermos
ao
pensamento
que
o
domina, então
applaudimos
o
snr’
tones,
porque
o seu
intuito
foi
condem
’
,
nar
com
todas
as
suas
forças
o
padre
in
digno, que,
no
exercício
de sua
nobre
mi8
I
sao,
aproveita d
’
ella
e
do
seu
caracter
sa-
cerdotal
para
zombar
torpemente
da
hon
ra
das famílias;
foi
expor na
sua
hedion-
*
dez o
sacerdote, que
empregando
as
armas
sagradas
do
couííssionario
e
da predica,
vae
levantando
propaganda
pelo
ab-olulLmo
contra
a
liberdade;»
etc.
Não sabemos
as
razões
que
o
«Tribu
no
Popular»
lera
para
estar
ao
facto
d0
pensamento
que
teve em
vista
o
snr.
En
fies na
composição
do seu
drama ;
ô
quê
nós
porém
colhemos
do supradito
drama
nos
que
nem
de
vista conhecemos
o
snr
’
Ennes,
é,
que
o fim
de
s.
s.
a
não
era
ó
que
presume
o
«Tribuno
Popular»,
mas
sim
o de
desacreditar
uma
classe
inteira
creando
para
esse fim um
lypo
fictício
è
ideal,
pura concepção
de
uma imaginação
lertil
e
inventiva.
Ora este
modo
de
aggredir
uma
insti
tuição,
classe ou
corpo
colleclivo
qualquer
é
summamente
desleal;
e
é
inademissível
onde
a
boa fé
e
a
equidade
são
a
nor
ma
por
onde
se
guia
um
caracler
recío
e
justiceiro.
Se
o
snr.
Ennes
pertendia
unicamente
expor
as
funestas
consequências
resultan
tes
da
influencia
nociva
de um
padre
in
digno
no
seio
da
familia
ou
da sociedade,
qual foi
a
razão porque
elle
deu
ao
seu
drama
um
titulo
que
compromete
pela
sua
colíectividade
uma corporação inteira
?
De
duas
uma
;
ou
o
snr.
Ennes
não
ca
culou
as
cOusequencias
do
que
prati
cou,
e
n
esse
case
foi extremamente fevia-
t
no
,
ou
então o seu
fim
era
desacreditar
sem
razão
plausível
uma classe e
uma
ins
tituição
dignas
de
todo
o
respeito
c
con
sideração,
e
n
’este
caso
fez
o
cilicio
de
detractor gratuito.
Se
iníelizmente
na
classe
sacerdotal
hi
membros
indignos,
paguem
esses
individual
mente
as
consequências
dos
seus
delictos
•
mas
tornar
as
culpas
do
indivíduo exten-
sras
á
classe
a
que
pertence,
não
se
jus
tifica
por
modo
algum
e esta
acção
rellec-
te
de
uma
maneira
bem
pouco
airosa
so
bre
quem a
pratica.
Abslrahindo
do
sentimento
da
carida
de
evangélica
que
earacterisa
o
verdadei
ro
christào, o
snr.
Ennes
mostrou-nos
qne
nem
sequer n’
elle existe
um
espirito
li
beral;
e
pena
é
que se
ache
extincto
o
trihunal
do
Santo
Oílicio
porque
s.
s.
a
es
tava
perfeitamente
adequado
para
servir
de
inquisidor,
segundo
a
ideia
qne
d
’
essa qua
lidade
fazem
os
patriotas
dos
nossos dias.
Suppunhamos
que
alguém
escrevesse
um
drama
intilado—Os
negociantes
—e es
colhesse
para
protogonista
ura
tzpo
ima-
ginario commetlendo
toda a
casta
torpe
zas
e iiiíarnias,
ladrão
de
marca,
nego
*
ciante
fallido
de
má
fé, e
pozesse
o
tal
drama
em
scena
com o
declarado
fim
de
desacreditar
o
corpo
commercial?
Que diria a
isto
essa respeitável
clas
se
?
Suppuuhamos
que
outro
aclor
escreves
se
egualmente
um
drama, e
para
protogo-
nista
creasse
um
typo imaginário,
commet-
tendo
roubos, tropelias,
assassinatos,
quei
mando
fazendas, destruindo
propriedades,
enviando
innocentes
ao cárcere, etc.
e
se
lembrasse
de
dar
a
esse drama
o
titulo
de
—Os
liberaes
ou—
Os
veteranos
da
liber
dade ou
qualquer
outro, peio
qual
o
autor
desse
a conhecer
que o
seu
fim
era
ag
gredir
e calumniar
uma
situação
pohiica,
ou
um
partido
que
lhe
fosse
adverso
oa
em
cujas
fileiras
elle
nào
militasse?
Que diriam
a
isto
os
defensores
da
po
lítica,
os
membros
da
classe
ou parciali
dade
social assim aggredida
?
Eis
comtudo o
que
em substancia
pra
ticou
o
sor.
Ennes. Tratou
de
deprimir
urna
classe
inteira,
gratuitamente
;
não
com
a
apresentação
de
factos
que
justificassem
o
seu procedimento,
mas sim
creando
ty-
pos que
nunca
existiram, inventando
sce
*
nas
que
nunca
se
deram, imaginando
ac
ções
que
nunca
se
tiveram logar.
E
é
este
homem
que
se
diz liberal
I
E
é
e
file
o
meio
de
reformar
a
socie
*
dade, ensinando-lhe
a
servir-se
das
armas
da
fabula
de
ficção,
da
calumnia e
da
de-
traeção,
para
em
nome da
liberdade es
magar
a
liberdade
nas
pessoas dos
que
teem
s
a
ousadia
(?)
de
pensar
ferente
!
!
Proh
pudor
!
!
de
um
modo dif-
W.
(Palavra)
agradkcitieato
Profundamenle
reconhecido
pelas
ines
timáveis
provas
de
consideração,
amisade
e
deferencia,
que
recebi
durante
a
per
tinaz
e dolorosa
enfermidade
de
minha
es
posa,
sirvo-me d
’
este
meio
afim
de
por
elle
deixar
indelevelmente
consignado
um
protesto
de
gratidão
ás
pessoas
que
tanto
me
honraram
e
distinguiram,
por
essa
oc
casião.
No
gratíssimo
cumprimento
d
’
este
de
ver
indeclinável,
trahiria
a
minha
cons
ciência não
dando
a
primeiro
logar
ao
ex.'
no snr. dr.
Manoel Gonçalves
^'Oli
veira
Monteiro,
pelo seu zelo e
solicitu
de
extrema, na
qualidade
de
medico
as
sistente
;
bem
como
aos exm.°s
snrs. drs.
Antonio Maria Pinheiro
Torres
e
Manoel
Joaquim
Rodrigues
Valle.
Do
mesmo modo
agradeço
a
todas
as
senhoras
e
cavalheiros
que.
tanto
me
pe
nhoraram, interessando-se
pelo
restabele
cimento de minha
esposa
e
offerecendo-me
os seus
prestantíssimos
serviços. A
todos
peço
desculpa de
não
o
fazer
pessoalmen
te,
como
muito
desejava.
Antonio
Domingues
Alvim.
Pela
direcção
do
correio
de
Braga
se
faz publico, que
em
virtude
do
serviço
postal
pela
linha
ferrea
do
Minho,
se
acha
em
vigor
desde
o
dia
21
do
corrente
o
seguinte
horário
de recepção
e
distribui
ção
de
correspondências
nesta
repartição:
Distribuição
das correspondências
ANTES
DAS
HORAS ACIMA, SÓ SE ENTREGAM AS CORRESPONDÊNCIAS OFFICIAES E AS
DOS JORNAES
COMBOYOS
COMEÇO
DA
DISTRI
BUIÇÃO
LOCAL DA
DISTRIBUIÇÃO
(
a
)
11,
40
da
m.
(
b
)
7,
35
da t.
30
m.
da
t.
872
da
t.
Nos
domicílios
unicamente.
Nas
repartições,
unicamente,
até
ás
10
horas,
concluindo
no
dia
seguintes
de
manhã
nos
domicílios.
Rua
de
S.
Vicente em
Braga
Vende-se
n’esta
rua
a
casa
n.°
6; lem
bom
quintal
e
agoa. Trata-se
na
mesma
casa.
(2512)
Banco Nacional
Ultramarino
Por
ordem
do exc.
m
°
governador
d
’
es-
te
Banco,
são convidados
os snrs
accio
nistas
da
emissão
complementar,
a
fazerem
a
entrada
da
segunda prestação de
104000
reis
por
acção,
até
o
dia 25
do corrente»
O
*
snrs.
subscriptores
que
queiram li
berar
as
suas
acções,
para
terem
direito
ao
segundo
dividendo
de
1875,
lem
que
o
fazer
até
o
dia 30 do
actual.
Braga
22
de
Junho
de 1875.
Pelo
governador
do
Banco
Nacional
UI
*
tramarino
Os
gerentes
do
Banco
do
Minho
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
(2515)
Domingos
José
Soares.
Venda
de
casas
CONVITE
D.
Maria
Julia
da
Costa
Rebello
e
João
Pereira
da
Castro,
participam
a
todas
as
todas
as pessoas das
suas
relações,
que foi
Deus servido
levar
da
vida presente
a
sua
presada
filha e enleada
D.
Adelaide
de
Araújo
Vasconcellos
e
Alvim,
e
pedem às
mesmas
o
obséquio
de
assistirem
ao
ofi
cio, que
por
alma
da
fallecida,
se
ha
de
celebrar na
egreja de Santa
Cruz
no
dia
25
do
corrente
pelas
1!
horas
da manha,
e
acompanhal-a
ao
cemiterio.
(2516)
AGRADECIMENTOS
Antonio
Maria
Ferreira
Sarmento,
e
Anna
Augusta
Mesquita, agradecem a to
das
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
ocasião
do
fallecimeoto
de
seu
inno-
cente
filho
Adelino,
bem como
ás
que
as
sistiram
aos
responsos de
Gloria
que
no
dia
21
tiveram
logar
na
capella do cemi-
teiio.
A
lodos
protestam
reconhecimento
profundo.
Preferia
Rosa
Teixeira
d’Araojo, e Ele-
na
Augusta
de
Araújo,
agradecem
a
lo
dosos
ill.
ín°
s
snrs.
e
exc.mas
snr.
*
’
que
se
dignaram
ubsequial-as
pela
occasião
do
fal-
lecimenlo
de
seu
marido e
pae,
protestan
do a
tolos
o
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
Pedem
desculpa
de
cumprimentos.
(2513)
Anua
Maria
Cerqueira,
Anlonio
José
Cerqueira
da
Silva
B<aga
e
irmãs,
agrade
cem a
todos
os
ill.mos
snrs. que
se
digna
ram
obsequial-os pela
occasião
do
íalleci-
mento
de
seu
marido
e
pae,
protestando
a
todos
o
seu
reconhecimento e gratidão.
Pedem
desculpa
de
cumprimentos.
(2507)
ANNUNCIOS
Pelo
juiso de
direito
d
’
esta
comar
ca
e
cartorio
de
Fortuna,
se
annuncia
que no
dia 27
do
corrente
pelas
9
ho
ras
da
manhã
no
tribunal
d
’
esta
mesma,
se tem
de
arrematar
o
campo
do
Pedra-
gal,
situado
no
logar
do
Coral
da
fregue
sia
de
Soutello,
já
com
o
abitimento
da
quinta
parle
pelo
valor
de
1714200
rs.
o
qual
é faceiro
á
casa
da
Torre
com
o
foro
annual
dos
litros
correspondentes
a
26
rasas;
isto na
execução
que
Antonio
Manoel
Ayres
d’Oliveira
d’
esia
cidade
pro
move
a Vicente
d’Araujo Pimentel
e
mu
lher,
da
dila
freguezia
de
Soutello,
da co
marca
de
Villa-Verde.
O
solicitador
(2514) Paulino Evarislo
da
Rocha.
(
a
)
Este
comboyo
traz
a
correspondência
dos
Arcos.
Barcellos,
Caminha,
Cerveira,
Coimbra,
Esposende. Famalicão,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porlo,
Po
voa
do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e dependencias.
(
b
)
Traz
esle
comboyo
a
correspondência
de Famalicão,
Porlo,
terras
d
’
além
Douro
e
dependencias.
N.
B.
Desde
a
hora
da chegada
das
malas
até se começarem
as
distribuições
das
correspondências dos dois combios,
acha-se
fechada
a
repartição
por
conveniên
cia
do
serviço.
Recepção
das correspondências
Caminho de
Ferro
COMBOYOS
PARTIDA
DA DI
RECÇÃO
HORAS
DA
RECEPÇÃO
NAS
CAIXAS
NA
REPARTIÇÃO
(
a
)
1,
40
da
t.
1, 15
da t.
Até 10
7a
da
m.
até
15
m.
da
t.
(
b
)
4,
35
da
m.
3,
45
da m.
í
até
ás
5 h.
no
inverno
í
até
ás 7.
j
>
verão.
>
11 h.
da
t.
A
correspondência
official
para
o
comboyo da
1,
40
recebe-se
na
repartição
até
11
horas
da
manhã
e para
°
das
4,
35
da
manhã,
até
ao
pôr
do
sol
do
dia
anterior.
(
a
)
Esle
comboyo
leva
as
correspondências de Aveiro,
Barcellos, Caminha, Cerveira,
Coura,
Coimbra. Esposende,
Famalição,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porlo,
Povoa
do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e
dependencias.
(
b
)
Leva
esle
comboyo
a
correspondência
para
Famalição,
Porto,
e terras d
’
Além
Dou
ro
e
dependencias.
Serviço das malas-postas
CORREIOS
PARTIDA
DA
Dl-
HORAS
DA RECEPÇÃO
RECÇÃO
NAS CAIXAS
NA REPARTIÇÃO
(
a
)
Guimarães
(
b
)
Arcos
30
m.
da t.
8,15
>
»
10
4
/
2
h.
da
m.
(
5
h.
no
inverno
)
7
»
j
>
verão
11
*
/2
da
m.
mesma
hora
das
caixas
A
correspondência
official
para
o
correio
de
Guimarães,
recebe-se
na
repartição
até
ás
11
horas
da
manhã,
e
para
o
dos Arcos até
ás 7 da
tarde.
Os
demais
correios continuam com
o
mesmo
horário
até hoje estabelecido.
(
a
)
Ede
correio
conduz
também
as
malas
para
Basto,
Cabeceiras,
Fafe,
Mondim
de
Basto,
Taipas,
e dependencias.
(
b
)
Conduz
lambem
esle
correio
as
malas
para
Barca,
Monção,
Melgaço,
Villa-Ver
de
e
dependencias.
N.
B.
Depois
d
’
estas
horas
ainda se
recebem
correspondências
na
repartição até
meia
hora
antes
da
expedição das
malas,
pagando-se
a
taxa
da
lei
de
20
reis
por
cada
correspondência
ou
expedição,
excepto
para
os correios
da
noite
e
para
o
com
boyo
das
3,
45
da
manhã, para
os
quaes
não
póde
ser recebida
correspondência
além
da
hora
ordinaria
da
recepção,
marcada
nas
tabellas
acima.
O
DIRECTOR
Vendem-se
juntas
ou
separadamen
*
le
dez moradas
de
casas
com
grao-
fuiflft
de
quintal,
lendo
os
n.
9S
72
a
82,
próprias para
edificação
d
’
um
grande
pré
dio
e
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
em
frente
á
nova
rua
que
se
vae
abrir
para
a
estação do
caminho
de
ferro. Trata-sa
na
mesma
rua
n.°
100
com
o
snr.
Ma
noel
Anlonio
Pacheco.
(2511)
AGOAS
MINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha
deposito
de
agoas naturaes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura, En-
tre-Rios,
das
Caídas
da
Rainha,
Sedlilz
v
Verim,
Vidago
e
Vichy.
(Q»)
BANCO
DE
VIANNA
Sociedade anonyma de responsa
bilidade
limitada
São convidados
os
snrs.
accionistas
d'es
*
le
Banco a
entrarem
com a
3.
*
prestação
de
20
p.
c.
ou
204000
reis
por
acção,
nos
dias
1 a 5
do
proximo
mez
de
julho.
Em Vianna, na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na caixa
filial
do
Banco.
Em
Lisboa,
em
casa
do
snr.
José
Anto
nio,
rua
de
S.
loão
dos
Reis.
Em
Braga,
em casa
dos
snrs.
Carva
lhos
&
C.
a
Vianna
do
Castello,
12
de
junho de
1875.
Os
Directores,
(2505)
Anlonio
Maria
Baptista
Camacha
José
Mar
Uns
Barbosa
João
A
bcl
d
’
01
iveira
.
José
Antonio
Monteiro,
Joaquim
José
Cerqueira,
ambos
de Ponte do
Lima,
e
Joa
quim
Alves
Vinagreiro,
da cidade
de
Bra
ga,
fazetn
publico, que
continuam
com
a
sua
carreira
diaria
de
Braga
a
Ponte do
Lima
em
direitura
a
Vianna
e
vice-versa.
Horário
Sae
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
chega
a
Ponte
do
Lima
ás
10
da manhã
e
7
da tarde,
sae
de
Ponte
do
Jma
para Vianna
ás
3
horas
da
larde
e
chega
ás
6,
e
vice-versa
;
sae
de
Vianna
ás
4
horas
da
manhã e
chega a
Ponie
do
Jma
ás
7;
sae
de
Ponie
do
Lima
para
Bra
ga
ás
7 horas
da
manhã e
3
da
larde,
chega
a Braga
ao meio
dia
e
8
da
tarde.
Preços os
já
annunciados.
Os
mesmos
annunciantes
fazem
publi
co que
0
seu
escriptorio,
desde
0
dia 20,
inclusivé,
é
na
casa
do
Ribeiro Braga,
na
Praça
do
Barão
de
S
Maninho,
onde
lem
de
sair
as
diligencias
diarias.
Findou
a
venda
dos
bilhetes nos
seus
antigos
escriplorios
em
casa
dos
snrs.
Aranjadinho
e
Loureiro,
da
rua Nova.
Braga
17
de junho
de
1875.
O
gerente,
(2510)
Ribeiro
Braga.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se toda
a
qualidade de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido. (860)
João
Antonio
d
’
Oliveira
Braga.
SWAIIk
tl
NA
QUINTA DE RORIZ
PORTO
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
PORTO
1,
3-
RUA
DAS FLORES-
1,3
(
junto
ã
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E
VENDE
IngeripçÕeg
de assentamento
CASA
FELIZ
PRIMEIRA
E
ATÍTIGA
I
1
PDHTO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(JUNTA
Á EGIÍAJA
D
a
M1SE1UCOKDIA)
SORTE
GRANDE «*■«
5.0008000
lioteria da Santa Casa da Misericórdia de
liisboa
Js
Exlr acção
a
30
de
Junho
FORNECEDOR DA
CASA REAL
DEPOSITO CENTRAL, RUA DAS FLORES, 35 37 E 39
fc
O
proprietário
annuncia
aos seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
t
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen-
£
trai,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre-
í
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
Ç
com
promptidão qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di-
S
to
genero, tanto d
’
esta
cidade
como
das
provincias
e
se
garante a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de eoupons
Ditas de divida
externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons
dos ditos
já vencidos
50
”
Sacca,
toma
leiras
e
dá
cartas
de
credito
so
bre
Lisboa e
diversas praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra e
venda
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ |
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR-
M1DADE DO
EDITAL DE
28 DE JULHO DE
1860
&
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
5-5000 rs.
—
Meios
ditos,
a
25600—
Quartos,
a
*«•
15300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio ;
e
no
fim
da
extracção
remette
a
lista dos
prémios
aos
seus
freguezes,
roas
quando
a
não
recebam em tempo
com-
peteote
terão
a
bondade
de
a
requisitar. (G
*
)
SV
MW0
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
Hotel
Real
do
Bom
Jesus
do
Mon
te
na
cidade
de
Braga
Fmneiaeo José de
Sousa Braga (o
Franqueira)
Sinceramenle
grato, pela
freguezia
com
que
seus
amigos
e
freguezes
continuam
a
honrar
este
estabelecimento,
e
lambem
pe
las
delicadas
maneiras
e
expressões
com
que
geralmente louvam
0
aceio,
e
bem
temperado das
iguarias,
que
alli
os
servem,
em
attenção
a
tantos
favores,
continúa
a
fazer os melhoramentos possíveis
para
que
todos
os
seus bons hospedes
e
freguezes
gozem
0
melhor comodo
e
modicidade
de
preços,
e por isso
publica
0
seguinte
re
gulamento
:
Almoço
Bifes,
ovos,
pão,
vinho
verde,
cafe
ou
chá,
e
manteiga.
Jantar
DE
ILWMW
fflUMUSS M
MIM
FÀTO
FEITO
Sopa,
cosido,
arroz,
3
pratos
do
meio,
pão
e
vinho
verde.
Sobre-mean
112
—
Rua
das
Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento que,
como é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
roais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes de
todos
os
sorteios
das
lolerias,
cujas
extracções
geralmente
teem
logar
maia de trea
vezes
por mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam feitas
das províncias
(em
pequena
ou grande quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
ou
mesmo estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes que
em
outros
sorteios
hajam
saído
premiados,
mesmo
que sejam d’outros
estabelecimentos.
E
final
mente
remetlem-se
«grátis»,
findas
as
extracções,
as
respectivas listas geraes
de
todos
os
numeros premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas, mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo estabelecimento:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos, de
65000,
35000,
15000e
400
reis;
e
finalmente,
collecções
de
50
numeros
diíferenies, pelos
preços de 25000,
55000,
155000
e
305000
reis.
José
da
Silva
Fundão
Campo
Je Saní’
Anna (lado de bai
xo)
n.° 69.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d’esta
cidade
como
das
provincias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
feito,
casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córles
de
calça a 15500,
25000
e
25500
reis;
tudo
lazendas
uiodernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
íeis
para
cima,
ceroulas de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bo-
oels
de
gorgurão de
seda
e
de
casimira
de
todas
as qualidades
de 500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
todos os feitios.
N. B.
O
annuncianle faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja encommendada,
e
promptiíica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
von?
lade do
freguez.
(P#)
Frutas,
queijo, pudim
ou
doce de
tra
vessa,
e
café.
Cea
Chá,
biscoulo,
pão
torrado
e
mantei-
«>•
liara
ria
Almoço ás
9
horas
da manhã,
jantar
ás
3
da
tarde,
e
cea
ás
9
da
noule
Preço
*
No
andar
superior, cada
pessoa,
<5500
No
andar
inferior,
>
>
I52OO
Criada
ou criado,
5600
No
mesmo
estabelecimento se
encontra
toda
a
qualidade
de
bebidas
(2509)
rUIBJLICO
A
diligencia
que
conduz
0
correio de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
está
em
contacto
com
0
com
boio
que parte de
Braga
á
1 hora
e
40
m.
da
tarde
e
que chega
a
Famalicão
ás
2
e
28
m.,
bem
como
com
0
comboio
que
sae
do
Porto ás
9
horas
e
30
m.
da
ma
nhã.
Preço
de Famalicão
á
Povoa
e
vice-
versa
400
reis.
(2470)
NOVIDADE
4-1,
Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva, do
Porto,
que vendem
pelos preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
&
ÇUEIfô CONVIER
Este
estabelecimento
fornece convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
provincias,
queiram
vender este
genero
á
commissão.
OfTerece
para
isso
vantajosas commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar, as
quaes
se
podem
comprehender
assim
:
iVegoeíar
sem riseo ;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
extracções
os
pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem que
ser adiantado
ou
affiançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta
cidade, em
cujo
caso
póde
ser
feito
no
fim
das
extracções.
(M.
*
)
NOVA
FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinlia
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
paneilas á
iugleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual teor etc.,
pelos
preços do
Porto.
Precisa-se de
um caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante (Festa
cidade uma
légua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fructos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim Loureiro,
rua
Nova
n.®
3
—
Braga.
(2435)
ALTA
NOVIDADE
S®,
Rua
do
Souto, 3G
Junto
á'rua
de
Jano.
CSIAPKLARIA
ALMEIDA
Acaba de receber das
melhores
fabricas
do
Porto,
ua
ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido
de
chapeos,
de se
da e
de
feltro,
para
homem, menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
ludo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica, concerta e põe na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo que
esteja
nas
cireumstancias.
(2350)
a
Vende-se
a
propriedade
qoe
fica
além
da
Ponte
dos Pelames
que
se compoem
de
casas, pomar
e
leiras
de
lavradio
e
arvores
avidadas
con
tíguas
e
circuitadas.
Trata-se
no
escriptorio d’
esla
redacção.
n
IErJr H.ALTOS
Rua de S. Marcos n.° 14
Brilhantes
011
esmaltados,
12
25OOO
Sobre
papel
albumina
12
I5OOO
Perfeição
e
nitidez
garantidos.
—Pholo-
grapho
do
Porto.
(2491)
LUluslration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
Ticamente illustrado
e
barato
dos
jornaes da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze mo
delos de
toilelte,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
naluial
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus assignan
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu?
do
0
qoe
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal:
sem
0
referido
brinde
—
9
fr.
Com 0
brinde
—
13
fr.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(I)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
187^
i - É o formato de
-
comerciominho_24061875_361.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)