comerciominho_22061875_360.xml
- conteúdo
-
E
NOTICIOSA
NUMERO
300
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n?
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca de
porte.
«=□
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
r<JHMCJL<DA.-S
ES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
rbços
:
Braga,
annol^ÔOU rs.—
Semestre
850
rs.==Prot»n-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1S250
rs.
=~Braztl,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda fraca.=Annuncios
per
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
§0
’/
0
d
’
abatimento.
poderá
impedir
o
mundo
de
se
pôr
de
I
joelhos
diante de
Cezar quando chegue
a
dar
credito
aos espertalhões que
lhe
fal
|
lem
de
sua
divindade. Augusto
e
Tiberio
fasiam-se
rogar para acceitar
a
dedicação
de
alguns
tempos;
mas Nero
e
Domiciano <
fasiam-nos
edificar
para
ahi
serem
ado
rados.
Contra
estas
imminentes
eventualidades
que
se
formaram
hontem nas
Tolherias,
que
se
formam
hoje
nos
clubs,
e
que
nas
cem
e
:enascem
da
temperatura
política
do
mundo
como
o
gelo e
a neve
do
ar
atmosférico,
o
snr.
de
Pressensé
(I)
não
propõe
cou
*
a
alguma
tópica.
Confia
no
valor
das
instituiçõe»
futuras,
na
tribuna,
na
imprensa,
na
boa e
intelligente
natu-
resa
humana,
restaurada
pela
dura
lição
dos
acontecimentos.
Faço
caso
d
’
eslas
cousas
precio>as,
rnas
é
preciso
ter
lam
bem
em
couta
o
peccado,
e
poder
se-hia
diser
—
os
peccados
originaes.
O snr.
David
e
os
outros
lilteratos
do antigo
fundo
do>
Debates,
um
pouco ligeiros,
julgam
que
us
homens, desembaraçados da
lheologia,
são
geralmenie
perfritos.
O
snr.
de Pres
sensé
não
poderia
partilhar
esta
illusão.
Elle não
ignora
que a
influencia
que
lica
depois
depois
dos
peccados originaes exige
um remedio
á
parte,
em
religião
inteira-
mente
sobrenatural,
na
simples moral
mui
tas
veses
heroico,
em
poiitica
um
pouco
sobrehumano;
por falia
do
que
as
con
stituições,
as
instituições,
as
leis,
os cos
tumes,
a
rasão,
o
mesmo interesse,
tudo
póde
terrivelmente
falhar.
As
provas
abun
dam,
antigas,
recentes,
actuaes.
i Nós
possuíamos
completameule
tudo
o
.
que
fortifica
a
esperança
do snr.
de Pres
sensé:
eleições,
tribunas,
cadeiras,
livros,
jornaes,
e
o
resto,
e
a longa experiencia,
e a
intelligencia
humana
inteiramente
re
paradas
por
tonos
os instrumentos lumi
nosos
ou sanguinolentos
da
sciencia
e
da
poiitica.
Apesar
de
tudo
isto,
ou antes
com
o
concurso
de
tudo
isto,
o
império,
(o
cesarismo)
tem
surgido
de
lodos
os
nossos
ensaios.
Tem surgido sob todas
as
fôrmas,
as mais
altas,
as
mais
baixas,
as
mais
brilhantes,
as
mais
atrevidas. Temol-o
lido
príncipe, povo,
populaça,
burguez.
BR1G1-
TERÇA-FEIRA.
«« DE
JUN1Í0
Vista
*
profsBHiias sobre o
cezuris-
■II
O.
O
cezarismo,
confundido
actualmcnle
com
o
liberalismo,
—
podemos
diser
iden
tificado
com
elle
—ameaça-nos
por
todos
os
lados.
E
’
inegável. Basta considerar
o
que
se
passa por
l<>da
a
parte.
E’
por
isso que
grandes
escriptores
catholicos,
como
Ramiere
nos
«Eludes,»
e
Louib
Veuillol
no
seu
«Univers,» se
lem
occupado
em
esludal-o
debaixo
de
lodos
os
seus
aspectos, desmascarando-o
com-
pletamente
para
desengano
do
mundo.
Ha
bem
pouco
que
o
ex."
‘
°
cardeal iManning
se
occupou
na
Inglaterra
do mesmo
as
sumpto
dando
voz
de
ãlerla
com
o
resul
tado
que
todos sabem,
concorrendo
admi
ravelmente
para
a
conversão de
muitos
protestantes de
boa
fé. O eloquente
e
virtuoso
bispo
do
Pará,
victirna
da
ma
çonaria
imperial,
empregou
no
mesmo
sen
tido
a
sua
brilhante peona
escrevendo
um
livro
que
já
conta duas edições
e
que
felizmente
vae
sendo
bastante
conhecido
entre
nós.
Quiséramos
apresentar
aqui,
ou
pelo
menos resumir
as
ideias e
os
argumentos
de
lodos
estes
notabilíssimos
escriptores;
mas
por emquanlo não
uos
é
isso
possí
vel.
Por
hoje apresentaremos
tãosómente
um
artigo
de
L.
de
Vemllot
que
acabamos
de
tradusir
do
«Univers».
Recommendamol-o
sobre
tudo
aos
snrs.
democratas
e
liberaes
sem
Deus.
Vejam
para
onde
caminham,
e
para
onde
arras
tam
a
sociedade.
sendo
bastante
conhecido
as
ideias e
os
argumentos
notabilíssimos
escriptores;
Cezar annuncia-se voluntariamente
re
publicano, conservador e
deista
moderado.
O
seu
fim
é traser
a
moderação
e
garan
tir
a
conservação. Octavio e
Napoleão
eram
conservadores
da
republica,
e
sem
ostentarem
impiedade, mostravam-se
dis
cretos
a
respeito
do
culto
divino.
Se
não
convinha
moleslal-os
nem
em
política
nem
em
religião,
duas cousas,
por mais
que
ae
faça,
sempre
ligadas
estreitamente.
Ora,
trata-se
de
encontrar o
que poderá
impe
dir
Cezar
de supprimir
a
republica
quan
do
pensar
que
ella
o
molesta,
e
o
que
homem
gigantesco,
aventureiro
e
inferior.
Ternol-o
tido
pelo
sofisma,
Uus
leem
n
’urn
bosque,
e
o
império
pela
força,
pela
legalidade,
pelo
safanão.
empolgado
o
poder
como
|
outros
como
n’
um
sacco,
<
_
_
,
tem-se
feito
da
mesma
fór-
i
ma que
se
faz
(2)
um
lenço d’assoar.
Existe
na
Europa
um
partido
que
faz
o
império.
As
graduações
e
os
procedimentos
são
diversos,
o
resultado
é o
mesmo;
isto
é.
os
povos
sào
despojados
da
paliia,
os
indivíduos,
da
propriedade, as
consciên
cias,
de
Deus
e
da
liberdade.
Ora,
deve
notar-se
que
todas
estas
empresas,
uma
vez
coroadas
de
bom
suc
cesso,
leem
rebebido
a
consagração
mo
derna que
se
chama
o
consentimento
po
pular
e
o
fado
consummado.
O
povo
des
pojado
acceila
a
espoliação,
o
direito eu
ropeu
acceita
a
ladroagem.
Cada
um
em
sua
casa,
cada
um
para
si,
disia
o
ce-
zariano
Dtipiu,
que
nada linha
perdido
e
contava
não
perder
cousa
alguma.
E
’
o
grilo do
mundo.
Elle
sufloca
os
lamentos
de
lodo
aquelle
que
lem
perdido
alguma
cousa,
muitas
veses depois
de
a
ter
ga-1
nhado.
Vinga
a justiça
contra
o
egoismo
que
a
tem despresado, e
todavia
conlinúa
a
abandonar
o
direito
aos
bandidos.
Fu
nesta
condição
para
a regeneração
moral
!
Quereria
saber
que
instituições
futuras,
que
regeneração
moral
existente,
que união
d
’
espiritos,
de
consciências
e de
corações,
seja
entre
nós,
seja
na
Europa,
nos
po
dem
pôr ao
abrigo
ou
d
’
um
conquistador,
ou
d
’um
soldado, ou d
’um
assassino,
fe-
lises
em
suas empresas
I
Todavia,
na
presente
condição das
al
mas,
lenho
ainda
a
cruel
convicção de
qoe
o
mundo pertence
á
acção
brutal,
e
que
o
victorioso,
qualquer
que
elle seja,
fará
-
d
’
ellas
o
que
quiser.
5ua
fortuna
lhe
en
tregará
multidões,
de
tal
fôrma
aviltadas
pelo
livre
pensamento,
que
poderá
mesmo
,
impor-lhes
a
pratica
das
virtudes.
Não
se
póde, penso
eu,
dar
uma
ideia
mais
am-
i
pia
da
depravação
universal.
Chega
ate
.
esle
ponto.
i
Não
temeria
mesmo
diser
que
se
verá
i
esle
prodígio.
O victorioso,
qualquer
que
,
elle seja,
imporá
o
respeito,
a obedieacia,
- a
decencia (se
lhe agrada),
a
prudência,
(1)
Ministro
protestante,
deputado
por
Paris.
(2)
Isto
é,
se rapina (frase larapiaj.
a
modéstia
das
opiniões,
a
sobriedade,
o
sacrificio
dos
bens e
da
vida.
Que
tudo
isto
seja
a
«regeneração
moral», não
res
pondo
por
isso
;
eu
nau
o
creio.
Isto será
o
vil
receio, precursor d
’
um
mais
'profundo
abatimento.
No
logar
do
throno
arrancado,
diz
Shakespeare.
se
lórma um
abismo,
e
tudo
que
existia
em
volta,
ahi
se
preci
pita
e
o
enche
de sangue.
Esle
íenumeno
não
se
reproduz
em attenção aos
ihronos
que
se
desfasem. Mas
quando
é
o
altar
que
se
desiroe,
o
abismo
de
opprobrio
é
mais
basto, a consciência
humana
ahi
se
afoga, a
intelligencia
humana
ahi
se
man
cha, o sangue vem
unir-se
á
infamia.
Aqui
ha
sempre
mais
opprobrio e mais
sangue,
e
o
abismo
nunca
se
enche.
Para
o
enlhular,
é
preciso
que
a
clemencia
divina permilta
que
ahi
se
torne
a
edifi
car
o
altar.
LOLIS VEU1LLOT.
Programma.
de
O
dos festejos
com
que a
confraria
S.
João
Baptista
destina
celebrar
este
anuo
o
nascimento
do
seu
padroeiro
é
o
seguinte
:
A
’
s
6
horas da
manhã,
depois
da
ce
lebração
d
’
um
a
missa
solemne
na parochial
egreja
de
S.
João
do
Souto,
uma
giran-
dola
de
foguetes
annunciará
a
sahida
do
carro
representando
o
nascimento
do
Santo
Baptista
com
bailados
de
pastores
e
pasto
ras
entoando
cânticos
allusivos áquella
festividade
e
percorrerá
as
ruas
e
praças
seguintes
:
Largo
de
S.
João,
campo
dos
Reme-
Idios,
rua
de
S.
Marcos,
praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
rua
do
Soulo,
Galleria,
roa
Nova,
praça
d
’Alegria,
rua
de
S.
Mi
guel
o
Anjo,
rua
da
Sé,
Traz
da
Sé
e
rua
de
S.
João.
Outra
girandola
de
foguetes
pelas
8 ho
ras
annunciará
a
sahida
do
rei
David com
toda
a
sua
côrle,
que
percorrerá
o
mesmo
transito
dançando
n
’
aquelles
mesmos
pon
tos
onde
tiverem dançado
os
pastores.
A
’
s
6
horas
da
tarde
novas
girandolas
de
foguetes
e
repiques
de
sinos
anouu-
ciarão
a procissão,
que
percorrerá
as
ruas
e
praças
indicadas que se
acharão
profusa-
3 O
r 0?* <M
curso,
que
vinha
prestar
a
ultima
home
nagem ao santo
religioso
e
ao
homem
de
bem.
Toda
a
população
do
bairro
parecia
commovida e
recolhida.
<
Assistiram
o
Cardeal-Are
*
bispo
de Pa
ris,
o
Núncio,
vários
Prelados
e
dignida
des
do
clero,
a
maioria dos Parochos
de
Paris,
delegações da
sociedade
de
S.
Vi
cente
de
Paulo,
das
diversas
Ordens
re
ligiosas, 1:200
Irmãs
da
Caridade.
O
Ma
rechal
de
Mac-Mahon
prestou
lambem
les-
timunho
de
sua
alta
consideração
pelo
il-
luslre
defuncto,
fazendo-se
representar
em
suas
exequias.»
Os
jornaes
de
Paris
fizeram notar
que
no
concurso
havia
um
grande
numero
de
celebridades
parisienses.
Ao
mesmo
tempo
o
jornalismo
adver
so
guardou geralmenie
um
proceder
res
peitoso.
Agora
requeremos
ao
snr.
Ennes,
que
nos explique,
como
é que
póde
ser
che
fe,
dos
seus
Bergerets,
um
homem
de tão
superior
caracter
e
de tão
alta sciencia
da
vida,
o
qual
vive
assim,
morre
assim,
e
tem
exequias
assim?!...
Vamos,
snr. Ennes da miragem
laza-
risla,
ponha-nos
para
alli
a
explicação
do
fenomeno.
Explique
um
Padre
Etieone
che
fe
de
Bergeret.
Não
é
capaz,
e
estamos
seguros,
de
que
não ousa
vir
defender
a
sua obra
de
infamia
bazeada
em
atrocis-
jsima
caluainia
!...
0S
LAZARISTAS
DO
Drama
Galumnia
E
OS
Lazaristin
*
verdadeiro
*
II
(Continuação)
«
Na
manhã
de 9
de
março,
quando
ainda
a
assistência
esperava,
pediu
com
instancia
os
sacramentos
; a ceremonia
fez-se
com
a
maior
solemnidade
com
o
concurso
de
seus
padres
e seminaristas.
Do
seu
leito
de
morte
o
venerável
supe
rior,
mais
preoccupado
de
seus
filhos,
do
que de
si,
por roais
ele
uma
hora es es
teve
exhortando
e dando
a
todos
os
últi
mos
conselhos
de sua
experiencia, sacro
legado,
que
será
rel
giosamenle
transmil-
lido
a
numerosa
familia,
espalhada
pelo
mundo.
«
Depois
não
pensou
rnais senão
no Ceo
e
recebendo
duas
vezes, quarta
e
quinta-
leira,
pelo
telegrafo,
a bênção
apostóli
ca,
entregou docemente
na
sexta,
13,
a
sua
alma
a
Deus.
«
Na
segunda
fizeram-se-lhe
as
extquias
na
capella
dos
Lazarislas,
demasiado
pe
quena
para
poder
conter
o
immenso con
Nós
crêmos,
que
V.
Mercê,
(cuidamos
dar-lhe
o
Iralamente
mais
do
gosto
de
um
verdadeiro
democrata)
V.
Mercê
não
soube
o
que
fez
porque
em
fim
não
leu,
nem estudou,
nem comparou,
nem
quiz
ser
exacto
;
o
que
lhe
importou
íoi
fazer
obra de combate.
E
’
immoral,
e
mesmo
infame
;
mas
na
atmosfera
viciada, em
que
vive,
V.
Mercê
não
póde
desprender-se
das
absur-
desas,
falsidades e
calumnias, que
a
com
põem.
Falíamos do
superior
que
foi;
diga-
I
mos
lambem
do
superior que
é.
Diz
a
mesma
«Semaine»:
«
Os
delegados
das
diversas
províncias
da
Congregação
da
Missão
reuniram-se
em
Assembleia
Geral,
a
8
de
setembro, na
Casa
mãe
da
ordem,
em
Paris,
para
pro
ceder canonicamente
á
eleição
do
seu
15.°
Superior-geral.
Os
eleitores,
na
maior
par
te nomeados
nas
assembleias provinciaes
dos
Padres
da
Missão,
eram
81,
alguns
vindos
de suas
longínquas
residências,
da
Abyssinia, da
China,
do
Japão. A maio-
iria
dos
votos
recahiu
em
M.
Eugene
Bo-
ré,
Secretario
geral
da
Congregação,
e
o
resultado
foi
solemnemenle
proclamado
sexta-feira,
11 de
setembro.
«O
novo
superior
é
um
ecclesiastico
eminente;
desde
joven
se
deu
a
estudos
fortes
e
profundos,
sobretudo
ás
linguas
orienlaes;
depois
seguiu
a
carreira
diplo
mática
e
foi
cônsul de
França
no
Orien
te.
Encarregado
de
uma
missão
scientiíica,
emprehendeu
em
1839,
em
companhia de
uin
missionário
catholico,
uma
longa
via
gem
pelo
Império Otloinano
e
por
uma
grande
parte
da
Asia
e
publicou
depois
em
dois
volumes
as
curiosas
observações
d
esta
excursão
sob o
titulo
—
Correspon
dências
e
Memórias
de
um
viajante
no
Oriemte.
«Encontram-se
n’
esta
obra
as
qualida
des
de
uai sabio
observador
e
de
um
ex-
cellente
escriptor.
Os
qoe
se
occtipam
da
questão
do Oriente
e
do
estado
do
Ca-
i
tholicismo
ahi,
tirarão
da
sua
leitura
giau-
de
proveito.
M.
E.
Boré
aperfeiçoou-se
uo
estudo
das
línguas
dos
diversos
povos,
que
visitara,
tornando-se
um
distincto
Orientalista
;
dizem-no
sabedur a íunuo
de
umas
quinze
linguas,
que
falia com
a
facilidade
de
um
Mezzofanli:
é
sobre
tudo
um
perfeito
liebraisanle.
«Relacionando-se
coin
os
Lazaristas,
em
Constantinopla
(1)
sentiu-se atlrahido
para
a
Congregação
e
partiu
a
íazer o
seu
noviciado
em
Paris.
|
(Continua)
(1)
Cerlissimamente
os Bergerels
*
de
lá,
segundo
Ennes
da
miragem
mirífi
ca!...
Diga, ande,
snr. Ennes,
como é
que
Bergerets allrahem
Borés
!
Não é
capaz....
mente
embandeiradas
e
guarnecidas
de
colchas
de
damasco.
O
programma
da
procissão
é
o
seguin
te:
Um
piquete
de
cavallaria
abrirá
o
pré
stito, seguindo-se-lhe
uma
filarmónica
com
um
côro
de
pastores
entoando
alegres
can
ções
em
honra
do
Santo
Precursor.
De
pois
seguem
as
confrarias do
Sacramento
e
Apresentação
e
as
irmandades
de
S.
Vi
cente,
de
Nossa
Senhora
a
Branca,
e
da
Senhora
d
’
Ajuda.
A
confraria
do
Baptista
S.
João
con-
dusindo
p
andor
do
mesmo
santo,
ao
lado
do
qual irá
outro
côro
de
pastores entoan
do
como
o
primeiro
hymnos
d
’alegria.
No
centro
das
mencionadas
confrarias
e
irmandades
irão
40
anginhos
primoro-
aamente
vestidos,
condusindo
emblemas
allusivos
á solemnidade
do
dia.
Formando
duas
extensas aLs seguirão
depois
com
tochas
os
collegiaes
de
S. Cae
tano,
e
apôs estes
a
real
irmandade
de
Santa
Cruz,
fechando
o
préstito
alguns
ecclesiaslicos
com
capas
de
asperges
e
o
pallio,
debaixo
do
qual
será
condusido o
Santo
Lenho
pelo
rev.
’110
parocho
da
fre
guesia.
Atraz
do
pallio
irá
a
banda
de
infan-
teria
8
com
a sua
respectiva guarda
de
honra.
REVISTA
ESTEAIGEIBA
Como
não temos
noticias
importantes
sobre
a
guerra
carlista,
damos
hoje,
na
integra, a
participação
oílicial
da
batalha
d
’
Alcora. Por ella
vêem
os
leitores
a
gran
de
victoria qne os
liberaslas
nos
disseram
ter
alli
sido
alcançada
pelos
aflonsistas.
E
xercito
R
eal
no
C
entko
Estado
maior
general
Acção
de
Lucena
Senhor
Hoje
lenho
a
honra
e
a
satisfação
de
dirigir-me
a
V.
M.
para
lhe
dar
conta
da
mais
brilhante
victoria
que
leem
obtido
as
nossas
armas
n’este
districto
do exer
cito
Real
do
Centro.
Incessantemente
me
havia
occupado
da
organisaçào
das.forças do
meu
commaado,
trabalho
que,
por circumstancias
especiaes
que
V.
M.
não
desconhece,
offerecia
diffi-
culdades, immensas.
Pelas
circumstancias
especiaes
em
que
aqui se
fazia
a
campanha
era muilo
pe
rigoso
o comprornetter
n
’
uma
acção
cam
pal,
e por isso
preveni
os cornmandantes
generaes
que
fossem
acostumando
as
suas
forças
a
opporem-se
á marcha das
co-
fumnas
inimigas,
aproveitando
todas as oc-
siões
para
se
opporem
aos
seus
contrá
rios.
Bem
depressa
conseguiu
que
desejava,
pois
a
acção
de
La
Ceoia
obrigou
uma
columna
de
4:000
homens
a
eocerrar-se
em
Vinaroz,
sem ousar
dar
um
passo
an
tes
da
chegada
de
Echague
que com no
merosos
reforços e
a
marchas
forçadas,
acudiu
em
seu
auxilio.
Julgaram,
sem
duvida,
que
ante
tão
numerosas
forças,
não intentaríamos
des-
putar-lhea
passagem;
porém bem
depres
sa
poderam
convencer-se do
engano
e
de
que
o
exercito
real
se
achava
disposto
a
disputar-lhe
o
terreno,
como
os
nossos
va
lentes
irmãos
do No
r
te,
e
viram
os
seus
resultados
na
acção
de Cervera
del
Maes-
tre,
qne
tanto
reanimou
o
espírito
do
paiz,
o
qoe fez
com
que os
nossos
solda
do
*
e
impozessem
complelamenle
aos
af-
fonsinos,
como estes
diziam
em
San
Ma-
teo.
As
divisões
do
Aragão e
Valência ob
tinham
da
sua
pane
iguaes
resultados
obrigando
as
columnas
inimigas ao
vergo
nhoso
estado
de
se
não
atreverem
a dar
um passo
ante
a
imponente altitude
dos
nossos
bizarros
batalhões.
As
força
*
de
Castella
executavam
ex
pedições
arriscadas
espalhando
o
espanto
e
consternação
entre
os
liberaes
de
Castel-
la-a-Nova.
Porém
já me
não
satisfazia
isto;
era
preciso
demonstrar-lhes
que
os
que abri
gamos
a
fé
nos
nossos
corações e só que
remos
o
bem
e
tranquillidade
não inter
rompida
da
nossa
desgraçada
patria,
va
lemos
cem
vezes mais
do
que
esses
in
felizes
soldados
a
quem
duas
dezenas
de
filhos
espúrios
da
Hispanha
fazem
solidá
rios
dos
seus
crimes
e
deshonra
do
solo
que
viu
nascer
nossos paes.
A
força
moral
que
estes
batalhões
ti
nham
conquistado
os
levou
a
provocar
o
inimigo,
ao
qual,
apesar
de ler
mais
for
ças
e
melhor
armamento,
disputaram o
passo
manobrando
com
elles
como
n
’um
campo
de manobras.
Como
resultado
de
quanto
disse
não
cessavam
commissões
e
delegados
affonsi-
nos
de
accudir
a
Madrid
pedindo
nume
rosos
reforços
;
pediam
um
e
outro
<l»a
a
um
grande
numero
de
povos,
que
se
forti
ficassem,
empregando
os
meios
mais
vis
e
reprovados para a
seducção
e
suborno.
Este
sistema
não
deixou de
contribuir
para
a
purificação
das
nossas
fileiras, pois
o
paiz e
o
exercito
que
elles
julgavam
cabrerista,
só
lhes
deu
nos
poucos de
mi
seráveis
que,
por
delictos
cornmuns
ou
cobardia,
estavam
sentenciados
a
penas
af-
flictivas.
A organisaçào
que
estas
forças
adqui
riam
foi
causa de
se
celebrarem
em
Ma
drid
repelidos
conselhos
de
ministros con
cordando
n
’
elles
em
attender com prefe
rencia
ao
exercito
que
aqui
teem,
pro
cedendo
logo
a enviar
numerosos
refor
ços.
No
paiz
e
até no
estrangeiro,
pensa
rão
que
isto
provinha
do
augmenlo
das
nossas
forças
n
’
este
exercito, e
nada
de
monstra
d
’um
modo
tão
claro
a
impotên
cia
e
desmoralisação
dos
revolucionários
como
este
ridículo
alarde
de
força
ante
um
inimigo
que
conta
tão
pequeno
nume
ro
de
combatentes,
logrando só
que
o
espirito e
a
moral das
suas
tropas, con
dições
indispensáveis
para
lodo
o
que
sou
ber
o
que
é
um
soldado,
caia
como snc-
cedeu.
Apesar
d
’essa
ostentação
filha
do
me
do,
trazendo
tão
numerosos
reforços
e
tão
considerável
arlilheria,
não
desisti
do
meu
proposito,
porque
confiava
eegameote
nas
minhas
tropas,
e
decidi
fazer
frente
a
es
se
exercito
sem
religião,
cau
*
a
da
deshon
ra
e
rtnna
da
nossa
patria,
e
defensor
de
quem
lhe oíTerece alguma
recompensa
por
assaltar
o
poder
que
só
quer para
se
enriquecer.
Ardendo
em
desejos de medir
as
nos
sas
armas com
os
aíTonsinos, debalde in
tentei
provocal-os
repelidas
vezes
orde
nando á divisão
do
iMaestrazgo
que
se
di
rigisse
a
La
Plana,
emquanto
eu
o
fazia
em
direcção
a
Vinaroz.
A columna
Mon-
tenegro
eucerron-se em
Castcilon
e
a
de
Chacon
em
Villareal.
Fiz
com
que
o
general
Alvarez vies
se
de Alcora
e
Useras,
com
o
fim
de
que,
julgando
elles
qne
retrocedíamos conti
nuassem
a
sua
marcha;
porém prudentes
até
ao
ridículo
contentaram-se
com
ir a
Alcora
quando
sabiam
que
alli
nada
ha
via,
e
d'uma
maneira
tão
precipitada,
que
morreram
8
soldados
asfixiados
ficando
mais 36
enfermos.
Logo
que
sube
que
estavam
em
Al-
cora
marchei
sobre
elles,
porém
aperce
bendo-se
d
’
isso retiraram-se
precipitada
mente
para
Castellon.
De
novo achando-nos
em
Alcora
no
dia
24,
e
vendo
qoe
se
conservavam
sem
intenção
de atacar
ordenei
que o
com-
mandante
general
do
Maestrazgo
se
diri
gisse
a Onda
destacando
troços
de
ca
vallaria
»té
ás
portas
de
Villareal
para
maior
vergonha
do
ioimigo.
Permaneceram
em
Onda
toda
a
noite
do
dia
24
e
oo
dia
2o
alé ás
trez
da
tarde,
hora
em que
regressaram
a
Alco
ra
onde eu
me
achava.
Chegados
lodos
os
reforços
qoe es
peravam
de
Castellon
e
depois
dos
alar
des ridículos
que
sempre
fazem,
dizendo
nns
que
iam
acabar
com
os
carlistas
n
’
aquelle
dia
e outros
que
não
deixariam
de
os
perseguir
até
os
fazerem repassar
o
Ebro,
decidiram
o
ataque com
12:000
homens,
12
peças
e 400
cavallos.
Ainda
que
as
minhas
forças
fossem
pouco
numerosas,
e
com
armamento
mui
lo
variado
esperei-os
confiando
ern que
receberiam uma
dura
lição, como
succe-
deu.
Para
a
nossa
linha
de
defeza
tinha
es
colhido as
posições
que ha
a
hora
e
meia
de
Lucena
;
porém
fiz
escalonar
as
forças
até
Alcora,
com
o
fim
de
fatigar
o
ini
migo,
desconcertar as
suas
grandes
mas
sas
e
terminar destroçando-o
completa
mente
na
nossa
verdadeira
linha
de
de
fesa
á
qual
não
ousaram
approximar-se.
Ao
amanhecer
do
dia
26
sahiram
as
duas
columnas
inimigas
com
direcção
a
Alcora,
chegando
ás nove ao
dito
ponto
e
começando
desde
logo
o
ataque
das
nos
sas
posições.
As
forças
do
Maestrazgo
siluaram-se do
seguinte
modo:
O
oitavo batalhão
e
trez
companhias
dos quarto
e
quinto,
nos
Cor-
rales,
ás
ordens do
coronel
D.
Manuel
Murli
;
uma
companhia
do
primeiro,
ou
tra
do
oitavo
e
uma
de
guias,
na ermi
da
de San
Cristobal; quatro dos 4?
e
5.°
batalhões,
nas alturas de
Florio,
no
*
Barraconos o
brigadeiro
D.
Pascual
Cuca
la
com
duas
companhias;
outras
duas
no
pontal
do Cosio,
e
na
sahida
de
Ai-
sor
o
chefe
da
brigada
de Castellon,
com
o
terceiro
batalhão
da
mesma,
seis
compa
nhias
do
primeiro
e
quatro
do
de
Guias
O
brigadeiro
Villalain,
com
o
primeiro
de Valência, situou-se
no
alto
dos
Tere-
det,
ficando
em
reserva o
segundo
de
Va
lência,
o
de
guias
do general,
o
esqua
drão
de
guias
de
Centro
e
o
regimento
de
cavallaria do Maestrazgo.
Cora
o
fim
de
abranger
todo o
cam
po de
batalha,
e
ainda
que
estava na
mes
ma
linha
das
primeiras
guerrilhas, situei
o
meu
quartel
general
e
escolta
na
posi
ção
dos
Teredes,
d
’
onde
pude
acudir
sem
pre com rapidez
aos
pontos
onde
julgava
necessária
a
minha
presença.
A
’
s
nove rompeu-se
o
fogo,
«endo
re-
chassadas
duas
vezes
as
prime
!
ras
forças
que
atacaram,
pelas
que
pessoalmente di
rigia o
valente
general Alvarez.
Generalisado
o
ataque,
e vendo
que o
inimigo se obstinava desde
o
principio da
acção em se
apoderar
da posi;ão
de
Ai-
sor,
para
cujo fim
agglornerava
n'aquelle
ponto
quasi
todas
as
suas
reservas,
dis-
puz
que
quatro
companhias
do
2.®
ás
que
seguiram
com
reserva
as
quatro
compa
nhias
do
mesmo,
reforçassem
aquella,
pa
ra
obrigar
os
affonsinos
a estender
todas
as
suas
forças
e
attrahil-as á
posição
aci
ma
cilada.
Vistas
as
repelidas
vezes
qoe
tinham
sido
rechassados
pelos nossos fogos
e
as
brilhantes
cargas
á
baioneta
que
se
deram,
intentou
correr
pelo
barranco
da
nossa
direita,
porém
eram
alli
esperados
pelo
primeiro batalhão
de
Valência,
qoe,
com
o
brigadeiro
Villalain
á
frente,
nao
os dei
xou
avançar
um
passo,
obrigando-os
a
retroceder
em completa debandada.
a
’
s
4
da
tarde,
e
tendo
observado
durante
todo
o
dia
que
retiravam
um
considerável
numero
de
feridos,
tanto
até
Alcora
como em
direcção
a
Reivesalbes,
intentei
obrigal-os
a
avançar
até
ao
ponto
de
antemão
designado,
e
fiz
situar
n'elle
a
maior
parte
das
minhas
forças
ficando
só para
lhes
chamar
a
alltenção
e
os
pro
vocar
ao
primeiro
de
Valência;
porém tu
do
foi
inútil; desde
logo
cessaram
o
fogo
e
contentaram
se
com
situar
as
suas
for
ças á
nossa
vista.
Já
de
noite, tendo
esperado
em
vão
o
seu
ataque
e
»eudo
que retiravam as suas
forças
para
ALora,
dispuz que
o
fizessem
as
da
divisão
do
Maestrazgo para
Luceoa
ponto
d’
onde
tínhamos
sahido,
e
eu,
cora
a
brigada
Villalain
a
este
ponto
para
es
tar na
especlativa
dos movimentos
que
in
tentassem,
e
atacar
o
seu
flanco
esquer
do,
caso
avançasse,
ainda
que estava per
suadido
de
que
a
lição
recebida
os
obri
garia
a
retroceder
para Castellon e Onda,
como
o
eflecluaram
ao
amanhecer
do se
guinte
dia
27.
Para saber
exactamente
as
baixas
do
ioimigo
enviei pessoas imparciaes
a
Alco
ra e
Castellon.
para
obter
informações,
sa
bendo
qoe
só
entre
chefes
e
oíliciaes
li-
liveram
27 mortos, ascendendo
o
nume
ro
d
’estes
na
classe
de
tropa
a
mais
de
80,
e
o
total das
baixas
com
feridos
e
contusos
avaliam-na
todos
alé
os
das
co
lumnas,
n
’
uns
700,
entre
os
quaes
ha
100
feridos muito graves
e
á
hora qoe escre
vo
já
morreram nos
hospilaes
mais
uns
30.
No
campo
queimaram
quasi
todos
os
cadaveres,
e
tomando
as
chaves
do
cemi
terio, derrubaram a
parede
do
lado
con
trario
da
povoação
e
por
alli estiveram
introduzindo
cadaveres
durante
toda
a
noite,
para
lhes dar sepultura
sem
serem
apercebidos
para
a
cooducção
dos
feridos
empregaram
lodos os
carros
que
havia
em
Alcora
e
povos
immediatos
e
mais
42
que
pediram
em
Castellon.
No
reconhecimento
que
fizemos na
noi
te
de
26
do campo de
batalha,
encon
traram-se
ainda
15
cadaveres delles, e
algum
armamento,
munições
e
petrechos
de
guerra.
Pela
nossa
parte temos que
lamentar
a
perda
d
’
um
oílicial
e
sete
indivíduos
de
tropa
mortos,
o
bairro
general
Alvarez,
que
recebeu
uma
ferida
na
perna
direita,
um
chefe,
4
oíliciaes
e
52
indivíduos
de
tropa
feridos,
e
1
chefe,
2
oíliciaes
e
11
indivíduos
de
tropa
contusos.
No
meu quartel
general houve
3
ca
vallos
mortos
e
9
feridos,
entre
elles
um
do
brigadeiro Villalain,
os
2
do
brigadeiro
Oliver,
o
qual
lambem
recebeu
um
bala-
sio na
boina, e
outro
do
coronel Ordonez.
No quartel general
do
Maestrazgo
hou
ve
1
cavallo
morto,
2
feridos e
o
com-
mandante
Zamora
contuso.
Sinto,
senhor,
que
o
pouco
espaço
d
’
esta
participação
não
me
permitta
descrever
mi.
nuciosamente
os
feitos de
heroísmo
qu
e
presenciei
n
’
esta
gloriosa
acção,
em
todos
os
cheles,
oíliciaes
e
voluntários,
$
e
portaram
d
’
uma
maneira
digna
do
maior
elogio,
defendendo
com
bravura
e
denodo
as
posições
que
lhe
confiei.
Só
me
resta
confessar,
resumindo
tudo
o
que
disse,
qoe estou complelamenle
sa
tisfeito
das
forças
que
V.
M. se
dignou
confiar-me.
Rogo
a
Deus
que
conserve
por
longos
annos
a
vida
de
V.
M.
para
que
veja
rea-
lisados
os justos
desejo»
de
todos
os
ver
dadeiros
e
honrados
hispanhoes.—Quartel
general
do
Castello
de Villamalefa
27
de
maio
de
1875.
—
Senhor:
—A.
L.
R.
P.
de V.
M.—Anlonio
Dorregaray.
—
E
’
co
pia—
O brigadeiro
chefe
de
E.
M.
gene
ral
Anlonio Oliver.
LITTERATURA
AVE
1
’
OXTIFEX!
Ao
anniversRgSo do Pontificado
de
S. S. Pio
IX.
Oh!
salve,
Pastor
magnanimo!
A tua
grave
presença
Faz
arraigar mais a
crença
Do
rebanho
em
seu
Pastor
!
Tu,
grande
por
tantos titulos,
Tens
mostrado
á
impiedade,
Que sossobrar jámais ha-de
A
barca
do
Pescador
!
E
’
hoje
dia
de
jubilo
Para
quem
no
peito encerra
As
crenças
no
que
na
terra
Tem
o
poder
de
Jesus
Pois inda
nenhum
Pontifice
Tantos
annos
lem reinado
E
como tu
triumphado
Dos
inimigos
da
Cruz
!
Quem
sabe
porque
o
Altíssimo
Te
vae
alongando
os
annos
?
Descobrir
quem
póde
arcanos
Dependentes
do
Senhor?
Elle
por
certo
reserva-le
Para
gloriosos
feitos,
Talvez
para
ver
subjeitos
Mais
povos ao
[teu
amor.
Tens
visto
cair
no
tumulo
Monarchas e
monarchias,
Deus
tem
poupado
teus
dias
D
’
impios
para
confusão!
Sempre
em
socego
o
teu
animo,
O’ modelo
de virtudes,
Tão
grandes
vicissitudes,
Não
te
prostraram
no
chão.
Quantos
povos,
quantos
príncipes,
Que
a
fé
não
tem
abraçado,
Tem, Pio
nono,
admirado
Teu saber
e
teu
valor?
Quantos
de
grandes
distancias,
Vem
quasi
um
culto
render
te
E
soccorros vem
traser-te
Da
guerra
contra
o
furor?
Se
é
um
heroe
o
que
nas
bellicas
Lides,
escalla muralhas
E,
ouvindo
o
som
das
metralhas,
Lhe
não
treme
o
coração
;
Heroe
quem
arrosta a
furia
Da
horrível
tempestade,
Ouvindo
na
immensidade,
O
ribombar
do
trovão
;
E
’
mais
heroe
quem, impávido,
SofTre
as
iras do
inimigo
Buscando
sómente
abrigo
Na
sã virtude e
na
fé.
Tal
és,
ó grande
Pontifice!
Ante
a
mais
terrivel
guerra.
Que
quer
lançar-te
por
terra,
E’s
qual
rochedo
de
pé
!
Tu
respondes
aos
incrédulos,
Que
dizem
que
a
santa Egreja
Sómente
as
trevas
deseja
Não
quer
do
progresso
a
luz:
—
«Que
quer
progresso
melhodico,
E,
como
ella
não
se
illude,
Quer
progresso
com
virtude.
Quer
progresso
pela
cruz
!
Tu
conquistaste
uma auréola
Que
ninguém
póde
ofTuscar-te,
Que
hade
Grande proclamar-te
Em
todo o
mundo chrislão,
Já
convocando
concílios,
Martyres
canonisando,
Já
Maria
proclamando
Pura
era
sua
Conceição.
0
que
de
puro
catholico
O
bom
nome
ter deseja.
Vendo
assim
soffrer
a
Egreja,
Vendo
preso
o
seu
Pastor,
Não
póde
suster
as
lagrimas,
Filhas
da
crença
mais
pura,
Da
mais
sentida
ternura,
E
do
mais
sentido
amor.
Mas
que
importa
que do
solio,
Fosses
Pio
despojado?
Reinas,
como tens reinado
Sempre,
em
nossos
corações.
Has de
dar
teu
nome
ao
século,
O
’
famoso
Pio
nono.
Ha
de
a
fama
erguer-te
um
throno
Nas
vindouras gerações.
E
se
a
palma
da
victoria
Se
colhe,
finda
a
peleja,
Só
por
ti
a
santa
Egreja
Novas
palmas
colherá.
Tu,
prompto
para
o
mariyrio,
Has
de vel-a
vencedora
E
tão
grande como
fôra
De
novo
a
Egreja aerá.
José
Reynaldo Rangel
de
Quadros
Oudinot.
GAZETILHA
Ainda
sobre a festividade em
Ttbftea.
—
Escrevem-nos
d’aquella
locali
dade :
Na
rectificação
á
local—
Festividade
in
seria
no
n.°
358
do
<C.
do
Minho»,
quer
provavelmente
o
auclor
das
•
«
«
atribuir
ao
reverendo
padre
Thiago
toda
a
iniciativa
do
mez
de
.Maria e
da festa,
e
para
melhor
convencer
os
leitores do
seu
desejo,
usa de
numero
determinado
com designação
das
pessoas
que
foram
á
communhâo,
mos
trando
que
está
ao
alcance
das
coisas
mais
minuciosas.
Não
é
tanto
assim,
ignora
muito,
e
não
seja
eu
quem venha prehencher
cer
tas
lacunas
ou
declarar
factos
que
ainda
mais
louvor tem
ficando
em
silencio.
Por
que
é
que
o anno
passado
o
reverendo
coadjutor
não
fez
o
mez
de
Maria com
o
mesmo
explendor d
’
esteanno?
Seria por
não
haver
devoto
que
lhe pedisse
?
Se
assim
foi,
a
devoção
e
zelo
do
reverendo
cura
só
se
desperta
a pedido
dos
devotos.
E
’
innegavel que
os
serviços
que
elle
alli
presta
são
alguns,
mas
nem
todos
gratui
tamente.
Esle
anno prestou-se
da
melhor
vontade
a
coadjuvar
(note-se)
só
a
coadju
var os
exercícios
religiosos
que alli
tive
ram
logar
em
maio,
não
exigindo
retribui
ção alguma por
o
seu
trabalhos
mesmo
no
dia
da
fésla.
Na
parle
em
que
declara
haver
equi
voco na
local,
quando
se
menciona
o
no
me do
revd.
0
Joaquim
Fernandes
Lopes,
está
em
erro,
e
dá
provas
de
não
com-
prehender
o
que
alli se diz.
Esle
sacerdote
incumbiu-se
de
dirigir
os
meninos
que
adiante
do
andor
iam
in
corporados
em duas
alas.
E
quererá
o
anonymo
contestar
isto?
Entende
que
com a
linguagem
e
expres
são
—porque em
nada
influiu,
deprime
o
merecimento
e
louvor
de
que
se torna
digno
por
tantos
trabalhos
que
leve,
mor-
menle
n
’
esse
proprio
dia,
vencendo
lon
gas
distancias
para
assistir
á
procissão,
sem
interesse
algum,
dominado
só
por
o
zelo
e
dedicação
que
allimenta
por
a
causa
religiosa
?
Qoe
significa
a
innumeração
hyperbo-
lica
£da
longa
serie
de
serviços
que
o
auc-
tor
da
rectificação
allribue(-se
?)
ao
reve
rendo
coadjutor
n'aquella
freguezia
?
Não
se
lembra
que
antes
d
’
elle para
alli
ir,
Ti-
bães
não
era
nenhum
sertão
d
’America,
ou
paiz
de
selvagens
?
As
devoções e
praticas
religiosas
só
começariam
depois
que
alli
chegou
o
coad
jutor
?
Respeitemos,
snr.,
respeitemos
a
mo
déstia.
Teria
algumas
considerações afazer
acer
ta
das
pessoas
a
quem
cabe
justo e
me
recido
louvor
n
’
este
assumpto;
mas
fi
quemos
por aqui.
Não
quero
com
isto
di
zer
que
o
snr.
padre
Thiago
não
prestas
se
serviços,
o
que
não
queremos,
é
que
os
inculquem com
exageração,
offenden-
do
assim
a
sua
pessoa
—
o
reverendo
pa
rocho
d
’
aqiiella
freguezia
e
outras que
n’
es-
ta
occasião
maiores
serviços
prestaram.
F.
Destruição.
—
Consta-nos
que
a
ca
pella
de
S.
Bento
da
cerca
de
Tibães
foi
vendida
ao
snr.
Sebastião
d’
Almeida,
da
cidade
de
Lisboa.
Não
ha
muito
ainda
que
lambem
foi
vendida
a
do
coristado do
mesmo convento
E’
para
lamentar
que
se vão
assim
des
truindo
aquellas
preciosas
antiguidades, bem
dignas
de
melhor
sorte.
Partida.
—
Partem
amanhã
para
Pon
te do Lima
os
celebres bandurristas
Cha-
né
e
filhos.
E
’
d
’
esperar
que
os
distinctos
artistas
tenham
n’aquella
villa
o
acolhimen
to
a
que
lhes dão
direito
os seus
mere
cimentos.
Destribuição
«Teamolas.—E'
ama
nhã,
pelas 6
horas
da
tarte,
nos
claus
tros
dos
Congregados,
a
distribuição
das
esmolas
aos
pobres
da
freguezia
da
Sé.
Es
sas
esmolas
são
provenientes
do
donativo
que
o
chefe
d’eslado
fez
para
tal
fim,
por
occasião da
inauguração
do
caminho
de
ferro.
Conipanhla
gimnastiea
hispa-
nhoia.—
Esta
companhia
deu
no domin
go
o
seu
primeiro
espectaculo,
no
barra
cão
do
Paul
da
Senhora
A
Branca.
Di
zem-nos
que
trabalham
optimamente.
Oanr.
arcebispo primaz D. José.
0
exc.
ni
”
e
revd.mo snr.
arcebispo
coadju
tor
leve
parte
telegráfica
dando-lhe
noticia
da
chegada
do
snr.
D
José
Joaquim
de
Azevedo
e
Moura
á
cidade
d’
Evora,
sem
incommodo
de
saude.
Fallceimento.—
Acabam
de
fallecer
em
Lisboa
dois homens
dos
mais
dislin-
ctos
e
importantes
d’este
paiz. Eram
o
príncipe
dos nossos
poetas
na actualidade,
visconde
de
Castilho,
e visconde
de
Paiva
Manso,
gloria
do
foro
porluguez.
Concurso de bois
gordos. —
Na
quinta
feira
veriíica-se
no local
das
Lati-
nhas,
áquem
da
ponte
de
Guimarães,
su
búrbios
d
’
esla
cidade,
o
concurso
de
bois
gordos,
creado
por
decreto
de
17
de
maio
de
1865.
A
abertura
tem
logar
ás
10 horas
da
manha.
Falleeimento.
—
No
dia
15
do
cor
rente
fdleceu
em
Lisboa,
o
sor.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira,
barão
de
Ouricury,
na
tural
d’esta
cidade
de
Braga,
mas
nalu-
ralisado
brasileiro.
Era
abaetado
capitalista
e
contava 75
annos
de
edade.
Entre
varias
disposições
leslamentarias,
deixou
aos
pobres
do
hospital
de
S
Mar
cos,
d’
esta
cidade,
uma
propriedade
na
comarca
de
Famalicão,
e
o
usnfructo
da
mesma
a
Anna
Maria
da
Assumpção.
Visita.—
O
snr.
admidislrador
do
con
celho
foi,
no
dia
16
do
corrente, visitar
pela
primeira
vez
o
grandioso
templo e
convento
de
Tibães.
8.
exc.
a
ficou
ma
ravilhado
com
a
magestade
d
este
grande
edifício.
AGRADECIMENTO
Profundamente
reconhecido pelas ines
timáveis
provas
de
consideração,
amisade
e
deferencia, que
recebi
durante
a
per
tinaz
e
dolorosa
enfermidade
de
minha
es
posa,
sirvo-me
d’esle
meio
afim
de
por
elle
deixar
indelevelmente
consignado
um
protesto de
gratidão
ás
pessoas
que
tanto
me
honraram
e
distinguiram,
por
essa
oc
casião.
No
gratíssimo
cumprimento d
’
este
de
ver
indeclinável,
trahiria
a
minha
cons
ciência
não
dando
a
primeiro logar
ao
ex.
ino
snr. dr.
Manoel
Gonçalves
d
’
Oli-
veira
Monteiro,
pelo
seu
zelo
e
solicitu
de
extrema,
na
qualidade
de
medico
as
sistente
;
bem
como aos exm.°
s
snrs.
drs.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres
e
Manoel
Joaquim
Rodrigues
Valle.
Do
mesmo
modo
agradeço
a
todas
as
senhoras
e
cavalheiros
que tanto
me
pe
nhoraram,
interessando-se pelo
restabele
cimento
de
minha
esposa
e
oíferecendo-me
os
seus
prestantíssimos
serviços.
A
todos
peço
desculpa
de
não
o
fazer
pessoalmen
te,
como
muito desejava.
Antonio
Dumingues
Alvim.
SECÇÃO
DE C0MMU1ÍICAD0S
Honeárvo,
13 de
junho.
Teve
logar,
hontern, no tribunal
ju
dicial
d
’
esta
villa,
o
julgamento
da ré
Tberesa
de
Jesus,
creada
de
D.
Antonio
d
’
Ascensão
Delgado,
da freguesia
do
Cas-
lêdo,
d
’
esta
comarca,
accusada
do
crime
de
homicídio
posto
em
execução,
na
pes
soa de
Antonio
José de
Carvalho,
da
mesma
freguesia,
com
quem
a
criminosa
teve
relações
illicilas
e
peccamiuosas
!
!
0
crime,
posto
que
aconselhado,
se
gundo
a
ré
diz,
pelo
amo,
que,
vergo
nha
é
dizel-o, pertence
á
classe eccle-
siastica,
achava-se
revestido
de
todas
as
cireumstancias
aggravanles,
a
ponto
de
se
mostrar
até
á
evidencia
a
culpabili
dade
da
ré
e
do
amo,
conselheiro
d’estas
e
quejandas
imprezas,
pelas
quaes
(ha
muito)
ambos
deniam
pisar
as
adustas
pla
gas
Africanas!
0
juri,
que
era composto
de
cavalhei
ros
respeitáveis,
soube
elevar-se
á
altura
em
que
a lei o
collocou, e
no
seu
vere-
dictum,
mostrou
mais
uma vez,
qoe
sabe
respeitar os
direitos
individuaes,
desaggra-
vando
a
sociedade
offendida,
e
livrando-a
d
um
monstro
peior
que
as
próprias
fe
ras:
igual
sorte
devia
ler
o
amo,
man
dante
d’esle
e
d
’outros
crimes,
mas a
justiça
de
Deus
não
dorme
!...
A
accusação,
representada
no
digno
e
honrado
agente
do
M.
P., o
ex.
m
°
An
tonio
Joaquim
Margarido Pacheco,
nunca
se
mostrou
mais
plena,
inergica e
con
veniente.
Cada
argumento
do
novel
mas
erudito
magistrado,
era
uma
barreira
in
vencível
para
a
defesa,
que,
collocada
sem
pre
em
terreno
falso e
escorregadio,
a
cada
passo
se
extorcia nos
tacanhos
ras
gos
da
sua
insufficiencia
!
E
’
que
as
más
e
injustas
causas
trasem
a
sua
condem-
nação comsigo.
Finalmente
o
benemerito
juri
deu
to
dos
os
quesitos
por provados,
sendo
a
ré
condemnada
em
3
annos
de
prisão
maior
celular,
e
em
seguida 10
annos
de
degre
do
para
a
Afiica,
ou,
na
alternativa,
de
gredo
perpetuo.
A
sociedade
ficou
desaggravada.
Hon
ra
ao
tribunal
de
Moncorvo.
AGRADECIMENTOS
Paulino
Evaristo
da
Rocha
e
sua mu
lher
Maria
da Torre,
agradecem
a
lodos
os
ill.
IU
S
e
ex.
11108
snrs.
que
se
dignaram
cumprimentai-os
por
occasião do
falleci-
menlo de
seu
filho,
e
em
especial
áquel-
les
que
assistiram
aos
responsos
no
ce
miterio
publico,
a
todos
protestam
grati
dão.
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
Maria
da
Torre.
J
Anna
Maria
Cerqueira, Antonio
José
Cerqueira
da Silva
Braga
e
irmãs,
agrade
cem
a
lodos
os
ill.mos
snrs.
que
se
digna
ram
obsequial-os
pela
occasião do
falleci-
menlo
de
seu
marido
e
pae,
protestando
a
todos o
seu
reconhecimento
e
gratidão.
Pedem
desculpa
de
cumprimentos.
(2507)
£
Venda
de
casas
Vendem-se juntas
ou
separadamen-
te
dez
moradss
de
casas
com
gran-
de
quinta],
lendo os
n.°
s
72
a
82,
próprias
para
edificação
d’
um
grande
pré
dio
e
sitas
na
rua
da
Cruz de
Pedra
em
frente
á
nova
roa
que
se
vae
abrir
para
a
estação
do
caminho
de
ferro.
Trata-se
na mesma
rua
n.°
100
com
o
snr. Ma
noel
Antonio
Pacheco.
(2511)
AGOAS
MINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio Domingues
Alvim,
ha
deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rios.
das
Caídas
da
Rainha,
Sedlitz,
Verim, Vidago e
Vichy.
(Q
*
)
BANCO
DE
VIANNA
SocieiSatle
anonyma
<3e
responsa
bilidade
Bimitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’es-
le
Banco a
entiarem
com
a
3.
*
prestação
de
20
p. c. ou
205000
reis
por
acção,
nos
dias
1
a
5
do
proximo
mez
de
julho.
Em
Vianna,
na
casa
do Banco.
No
Porto,
na caixa filial do
Banco.
Em
Lisboa,
em
casa
do
snr.
José
Anto
nio,
rua
de
S.
João
dos
Reis.
Em
Braga,
em casa
dos
snrs.
Carva
lhos
&
G.
a
Vianna
do
Gastello,
12
de
junho
de
1875.
Os
Directores,
Antonio
Maria
fíaplisla
Camachq
José
Martins
Barbosa
(2505)
João Abel
d'Oliveira,
Hotel
Real
do
Bom
Jesus
do
Mon
te
na
cidade de
Braga
Franeiseo José
de Sousa Braga (•
Franquetra)
Sinceramente
grato,
pela
freguezia
com
que
seus
amigos e
freguezes
continuam a
honrar esle
estabelecimento,
e
também
pe
las delicadas
maneiras
e
expressões com
qoe
geralmente
louvam
o
aceio, e
bem
temperado
das
iguarias,
que
alli
os
servem»
em
attenção
a
tantos
favores,
conlinúa
a
fazer
os melhoramentos
possíveis
para que
todos
os
seus bons
hospedes
e
freguezes
gozem
o
melhor
comodo
e
modicidade
de
preços,
e
por
isso publica
o
seguinte ie-
gulamenlo
:
Almoço
Bifes,
ovos,
pão,
vinho
verde,
cafe
oa
chá,
e
manteiga.
Jantar
Sopa,
cosido,
arroz,
3
pratos do meto»
pão e
vinho
verde.
Sobre-meaa
Frutas,
queijo,
podim
ou
doce
de
tra
vessa,
e
café.
Cea
Chá,
biscouto,
pão
torrado
e
mantei
ga-
Horário
Almoço
ás
9
horas
da
manhã,
jantar
ás 3
da
tarde, e
cea ás
9
da
noute.
Preços
No
andar
superior,
cada
pessoa,
15500
No
andar
inferior,
>
>
15200
Criada
ou
criado,
5600
No
mesmo estabelecimento se
encontra
toda
a
qualidade
de
bebidas
(2509}
José Antonio
Monteiro,
Joaquim
José
Cerqueira,
ambos
de
Ponte
do
Lima,
e
Joa
quim
Alves Vinagreiro,
da
cidade de Bra
ga,
fazem
publico,
que continuam
com
a
sua
carreira
diaria
de
Braga
a
Ponte
do
Lima
em
direitura
a Vianna
e
vice-versa.
Horário
Sae
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
(arde, chega a
Poote do
Lima
ás
10
da
manhã
e
7
da
tarde,
sae
de
Ponte
do
Lima
para
Vianna
ás
3
horas da
tarde e
chega
ás
6, e
vice-versa
; sae
de
Vianna
ás
4
horas
da
manhã
e
chega
a
Ponte
do
Lima
ás
7;
sae
de
Ponte
do
Lima
para
Bra
ga
ás
7
horas
da
manhã
e
3 da
tarde»
chega
a
Braga
ao meio
dia
e
8
da
tarde.
Preços os
já
annunciados.
Os
mesmos
annunciantes fazem publi
co
que
o
seu
escriptorio,
desde
o
dia
20
inclusivé,
é
na
casa
do
Ribeiro
Braga,
na
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
onde
lem
de
sair
as
diligencias
diarias.
Findou
a
venda
dos
bilhetes
nos
seus
antigos escriptorios
em
casa
dos
sors.
Aranjadinho
e
Loureiro,
da
rua
Nova.
Braga
17
de
junho
de
1875.
0
gerente,
(2510)
Ribeiro
Braga.
Carreiras
diarias
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha,
an
nuncia
ao
publico
que
além dos
carros
que
saem
de
Braga
ás
5 horas
da
manhã
e
2
da
tarde para
Guimarães do
escriptorio
do
snr.
Ribeiro
Braga,
tem
mais
um
car
ro
em
direitura d
’
esla
cidade
de
Braga
a
Vizella
a
principiar
no
dia 20
do corren
te
a sair
de
Braga
ás
4
horas
da
manha
e
chega
a
Guimaiães
ás
7
horas
e
a
Vi
zella
ás
9
e
sae
de
Vizella
á
1
hora
d<
tarde
e
chega
a
Guimarães
ás
2
e
a
Brb-
ga ás
5,
não
tendo
demora
a'guma.
Preço.
,
,
,
O
gerente,
(2506)
Ribeiro
Braga.
Venda
de
Quintas
Vendem-se
as quintas
do Pa
ço
e
Sandarão,
mistas, e
uni
das.
sitas
na
freguezia
de
Se
melhe,
muilo
próxima
a
esta
cidade
de
Braga,
viradas
ao
Nascente e
Meio
Dia, com vista
para
a
estação
da
linha
ferrea
e
d
’esta
para
aquel-
las.
Tratam
se
com
a
exc.
ma
gerencia
do
Banco do Minho.
(2487)
VENDA
DE CASAS
Quem
quizer
comprar
uma
mo
rada de
casas
cita
na
rua dos
Sa
pateiros
n.°
9
póde
dirigir-se
a
Rosa
Maria
de
Oliveira,
moradora
na
mes
ma
casa.
(2456)
Vindos
direclamente
de
New-
York,
os
medicamentos
dos
dou
tores
Radway
k
C?
vendem-se
em
casa
do
Ribeiro
Braga, no
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n
*
29.
Prompto
allivio
—
frasco,
460
reis.
Pilulas reguladoras
—
caixa,
460
reis.
Resolutivo
renovador
—
frasco,
14350
rs.
Também
se
vendem
por
200
reis
os
fo
lhetos
que
contém
a maneira
de
empre
gar
os
tres
medicamentos.
(2499)
MB mim
Balsamico-Prophilatico
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cora
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações, tanto antigas como mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
de
Antonio
D.
Alvim,
á
Porta
Nova
n.°
14,
em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no
Porto
na
pharmacia
Madureira, rua
do
Triumpho,
o.
*
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco. .
.
400
rs.
(O.)
DE ™
DO
ALTO DOURO
DA
CASA DE VILLA POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
•om
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados :
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
»
> > . . .
.
.
190
>
Lagrima.............................
.
200
>
Branco
de meza.
.
.
.
.
210
>
tinto
de meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
*
Malvasia
de
2/.
.
.
.
.
360
>
>
velho........................
.
400
>
Bastardo
.............................
.
500
>
Moscatel
.............................
.
500
>
Malvasia.............................
.
500
>
Roncão.............................
. 700
>
Alvaralhão.......................
.
560
> Velho de 1854.
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza 50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza e
boa
qualidade de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
chymiço.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por cada uma.
(N.J
saskbb
Precisa-se de
um
caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante
d’esta
cidade
uma
legua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fruclos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
xua
Nova
n.
’ 3
—-Braga.
(2435)
Pela
direcção
do
correio
de
Braga
se
faz
publico, que
em
virtude
do
serviço
postal
pela
linha
ferrea
do
Minho, se
acha
em
vigor
desde
u
dia
21
do
corrente
o seguinte
horário
de
recepção
e
distribui
ção
de
correspondências
nesta
repartição:
Distribuição
das correspondências
ANTES
DAS HORAS
ACIMA,
SÓ SE ENTREGAM AS
CORRESPONDÊNCIAS
OFFICIAES E AS
DOS
JORNAES
COMBOYOS
COMEÇO DA
DISTRI
BUIÇÃO
LOCAL
DA
DISTRIBUIÇÃO
(
a
)
11,
40
da
m.
(
b
)
7,
35
da
t.
30
m.
da
t.
8
1
/,
da t.
Nos domicílios
unicamente.
Nas
repartições,
unicamente,
até
ás
10
horas,
concluindo
no
dia
seguintes
de
manhã nos domicilios.
(
a
)
Esle
comboyo
traz a correspondência
dos
Arcos.
Barcellos, Caminha,
Cerveira,
Coimbra,
Esposende,
Famalicão,
Leiria, Lisboa,
Ponte
do
Lima,
Porto,
Po
voa
do
Varzim,
Santarém,
Valença, Vianna,
Villa do
Conde
e
dependencias.
(
b
)
Traz
este
comboyo
a
correspondência
de
Famalicão,
Porto,
terras
d
’
além
Douro
c
dependencias.
N.
B.
Desde
a
hora
da
chegada
das
malas
até
se
começarem
as
distribuições
das
correspondências
dos
dois
combios,
acha-se
fechada a
repartição
por
conveniên
cia
do
serviço.
Recepção
das
correspondências
Caminho
de Ferro
COMBOYOS
PARTIDA
DA
DI
RECÇÃO
HORAS
DA RECEPÇÃO
NAS
CAIXAS
NA
REPARTIÇÃO
(
a
)
1,
40
da
t.
1,
15
da
t.
Até
10 ‘
/j
da
m.
até
15
m.
da
t.
(
b
)
4,
35
da
m.
3,
45
da
m.
i
até
ás
5
h.
no
inverno
í
até
ás
7.
»
>
verão.
> 11
h. da t.
A correspondência
ofiicial
para
o
comboyo da
1,
40
recebe-se
na
repartição
até
il
horas
da
manhã
e
para o
das
4,
35
da
manhã,
até
ao
pôr
do
sol do dia
anterior.
(
a
)
Este
comboyo
leva as
correspondências
de Aveiro,
Barcellos,
Caminha,
Cer
veira,
Coura,
Coimbra.
Esposende,
Famalição,
Leiria,
Lisboa,
Ponte
do
Lima, Porto,
Povoa
do
Varzim,
Santarém,
Valença,
Vianna,
Villa
do
Conde
e
dependencias.
(
b
)
Leva
esle
comboyo
a
correspondência
para
Famalição,
Porlo,
e
terras
d'Além
Dou
ro
e
dependencias.
(
a
)
Ede
correio
conduz
também
as
malas
para
Basto, Cabeceiras,
Fafe,
Mondim
de
Basto,
Taipas,
e
dependencias..
(
b
)
Conduz
lambem
esle
correio
as malas
para
Barca,
Monção,
Melgaço,
Villa- Ver
de
e dependencias.
N. B.
Depois
d
’
estas horas
ainda se
recebem correspondências
na
repartição
até
meia
hora antes
da
expedição das
malas,
pagando-se
a
taxa
da
lei
de
20
reis
por
cada correspondência
ou
expedição,
excepto
para
os
correios
da
noite e
para
0
com-
boyo
das
3,
45
da
manhã, para
os quaes
não
póde
ser
recebida
correspondência
além
da
hora
ordinaria
da
recepção,
marcada
nas
tabellas
acima.
Serviço das malas-postas
CORREIOS
PARTIDA
DA Dl-
IIORAS
DA RECEPÇÃO
RECÇÃO
NAS
CAIXAS
NA
REPARTIÇÃO
(
a
)
Guimarães
(
b
)
Arcos
30
m.
da
t.
8,15
>
>
lO^t
h.
da
m.
í
5
h.
no
inverno
/
7
»
>
verão
11
1
|»
da
m.
mesma
hora
das
caixas
A
correspondência
oíTicial
para
0
correio
de
Guimarães, recebe-se
na
repartição
até
ás
11
horas
da
manhã,
e
para
0
dos
Arcos até
ás
7
da
tarde.
Os
demais
correios
continuam
com
0
mesmo horário
até
hoje
estabelecido.
O
DIRECTOR
João Antonio
d
’Oliveira
Braga.
NOVIDADE
44, Kiia do
Souto, 44
Campos
k Almeida,
acabam
de
rece-
ber
grande
sortido
de
cbapeus
de
feltro
e seda, «ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se fabricam
e
consertam
cha-
peus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
Illuslration
de
la
mode. O
mais
elegante, ncamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por mez
oo formato
dos grandes
jornaes
illustrados
*
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
uma grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni-
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar esta
publicação,
dirija-se
á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e.
cujos
objectos valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal: sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
18
Compram
e
vendem acções
de
todos
os
bancos
e companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(i)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio
Germano
Ferreirinha
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
jombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os.
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
SB.
Rua
de
S.
Marcos n.° 14
Brilhantes
ou
esmaltados,
12
24000
Sobre
papei
albumina
12
I4OOO
Perfeição
e
nitidez
garantidos.
—
Photo-
grapho
do
Porlo.
(2491)
Vende-se
a
propriedade
que
fica
além
da
Ponte
dos
Pelames
que
se
compoem
de
casas,
pomar
e
leiras
de
lavradio
e
arvores
avidadas
con
tíguas
e
circuitadas.
Trata-se
no
escriptorio
d
’
esla redaeção.
AO
JPUBILSCO
A
diligencia
que
conduz
0
correio de
Famalicão
para a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
está
em
contacto
coiu 0 com
boio
que parle de
Braga
á
1
hora
e
40
m.
Ja
larde
e
qoe
chega
a
Famalicão ás
2
e
28
m.,
bem
como
com
0
comboio
qw
sae do
Porlo
ás
9
horas
e
30
m. da
ma
nhã.
Preço
de
Famalicão á
Povoa
e
vice-
versa
400
reis.
(2470)
ALTÂ
NOVIDADE
36,
Bua do Souto, 96
Junto
á'rua
de
Jano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porlo,
ua
ultima
moda»
grande
e
variado
sor*
lido
de
chapeos,
de
se
da
e
de feltro, para
homem,
menino,
6
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
conceba e
põe na
moda,
com
perfeição
qualquer chapeo
que
esteja
na
s
circumstancias.
(2350)
BRAGA : TYPOGRAPHIA
LUSITANA
— 1875 - É o formato de
-
comerciominho_22061875_360.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)