comerciominho_20071875_372.xml
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FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
372
3.’
ANNO
1875
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua Nova
n.
*
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.«= As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
■■
ijbi
.
ic
.w-f»
k
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
*
tirana,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Prov»n-
cias
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
4Ô000
rs.=Semestre
1&250
rs
Brazil
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oúlOâOOO
reis
e
o&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
hnha
20
rs
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10 °/
0
d
’
abatimento.
BRAGA-TEI
í
ÇA-FEIRA
90
JUJLlfO
DE
Justiça
liberal.
O sermão prégado
pelo
rev.
0
Pancada na
egreja
--
boa, no
g
.,
do ainda
no
dia
12 do corrente julho
for
necia
matéria
p»ra
um
artigo
de
fundo,
a
um
dos
jornaes
libeiaes,
que
se
disem
sério«
—
ao
«Jornal
do
Porto.»
N
’
e-.se
artigo
diz-se,
que o
rev.°
pré
gador
dirigira affronlas
a
dois
soberanos
e-traogeiros,
e
manifesta-se
o
empenho
de
que
elle
seja
punido
segundo
os
artigos
136.°
e
160.°
do
Codigo Penal qoe se ci
tam
lextualmeme.
Não
procuraremos
demonstrar
qoe
o
padre
Pancada
não
incorrera
nas
penas
comminadas
n
’
aquellcs dois
artigos;
posto
que
seja
isso
para
nós
evidenlissimo,
visto
que
o
orador
não
injuriou
nipguem,
mas
sómente
coodemnou
os
actos
de manifesta
hostilidade
á
Egieja
e
ao
Papado,
prati
cados
por
os
alludidos
soberanos e
seus
governos;
usando
assim
de
um
direito,
que
a
ninguém
póde
ser
contestado,
pois
que
taes
actos
são
do
domínio do
publico,
podendo
cada
qual
aprecial-os como fa
ctos
já
pertencentes
á
historia
contempo
rânea.
O
nosso
fim
é
unicamente faser
sentir
como
é
de
funil a
jurisprudência,
e
mes
mo a
lógica
liberal,
e
como estes
jorna
listas,
com
um
procedimento
verdadeira-
meote
f-irisaico,
contradisem
a
cada
passo
acções
os
princípios,
que
,
padre
:~"\ia
da Encarnação
de
Lis-
dia
17 <Je
junho
proximo
passa-
penas
temporal
reprovado
pehs
leis
do
reino
E
todavia
os
arautos
liberaes,
os
zela
dores
ofliciosos
da
honra
do
imperador
da
Allemanha e
do
rei
de
Iialis,
são
capa-
ses
de
alçar
até
ás
nuvens
o
orador
por
tuense;
e
o
Barjona
de Freitas
não
se
incommodará
por
certo
a dirigir
ao
res
peclivo
prelado uma
nova portaria
cha
mando
a
sua
altenção
sobre
o
abuso,
que
o
liberal
Patrício
foi
faser
do
púlpito
de
Villa
do
Conde,
converlendo-o
em
tribuna
politica,
para
d
’alli proferir,
oão
um
dis
curso
religioso,
mas
uma
verrina
politica,
um
chorrilho
de
injurias, de mentiras,
de
provocações
e
de
asneiras.
Mas
ha
aqui a
notar
uma differença
essencial. O
rev.
0
Pancada
é
um padre
catholico,
um
padre,
qoe
defende
os di
reitos
da
Egreja
e
do
Papado,
um
padre
rcaccionario.
Tápe-se-lhe
pois
a
bocca,
vé-
de se-lhe
a
tribuna
sagrada,
caia
sobre
el
le
em
pêso
o
Codigo
Penal, por
que
dis
se
verdades
amargas
<
*
*
lemão
e
o
Conslancio
contrario
o
Patrício
é
segundo
a
verdadeira
d
’aquelles
sacerdotes,
molde
as
palavras
do
com
as
suas
proclamam.
Assim
é
citando
boje
Penal
contra
não
lembrou
aos
seus
collegas
da
imprensa
libeial,
que
diariamente
estão
di
ff
amando
e injuriando
o
Santo
Padre
! E
o
mais
é
que,
se
nós
revolvermos
a
collecção
do
proprio
pe
riódico,
a
que
nos
estamos
referindo,
tal
vez
ahi
achemos matéria
de
sobejo
para
O julgarmos incurso
nas
mesmas
penas,
que
deseja
ver
applicadas
ao
prégador
de
Lisboa !
I
Se
isto
é
cohente,
&e isto
é
logico,
se
isto
é
justo,
diga-o
o
bom
senso
do
publico;
diga-o a
propria
consciência
do
jornalista,
que arrotando
tolerância
e
li
berdade.
se
serve
contra
os seus
adver
sários
da
propria
lei,
que
o*
os
seus
ami
gos,
e
elle mesmo
leem
transgredido
e
transgridem
ahi
a
cada
momento.
Quando
puis o
articulista
do «Jornal
do Porto»
nega
«que
a
imprensa
liberal
tenha por
dogma
a
plena
liberdade
para
a
exposição
das
suas doutrinas
e
a
com
pleta
reslricçào
para
o.«
contrarias—
con
tradiz
o
seu
proprio facto,
o
facto
dos
seus
collegas
liberaes,
o lacto
do
mesmo
governo porluguez,
que
só
tem
ouvidos
para
ouvir
as
supposlas
injurias
do
pa
dre
Pancada, mas
que
é
completamente
surdo
aos
milhões de
insultos,
de
does
tos
e
de
calumnias,
que
a imprensa
libe
ral
tem
estado
a
vomitar
diariamente
con
tra
as pessoas e objectos
mais sagrados
para um
povo
catholico,
qual
*
é
o
povo
porluguez.
Também,
segundo
o
testimunho
do
nosso
correligionário
e
illustrado escriptor,
o
snr.
Custodio
Velloso,
um
tal
Patrício
(padre
liberal)
acaba
de
injuriar
do
púl
pito
de
Villa
do
Conde
a
memória
de
um
membro
da
familia
real
portuguesa,
de
um
tio
do
actual
chefe
do
Estado, pro
nunciando
uru
discurso
—
descortez
até
o
insulto,
abusivo alé
a
covardia
—
assanhando
antigos
odios
políticos, lançando
assim
a
discórdia
entre
os
cidadãos
da
mesma
pa
tria,
e
incorrendo
por lauto
nas
penas,
que
o
artigo
136 do.Codigo impõe
a
todo
O
ministro
ecclesiaslico,
que
se
servir
das
suas
íuneções
religiosas
para
algum
fim
que o «Jornal
do
Porto»
o
artigo
160.°
do
Codigo
o
rev.0
Pancada,
ainda
se
de
pedir
a
sua
applicação
contra
o
Nero
Al
11
de
Roma.
Pelo
i
um
padre
formado
escola
liberal;
uin
aos
quaes vem de
____
,
i
profeta
Malaquias
:
<Eu
«os
lançarei
em
rosto
o
esterco
das
vossas
solemoidades,
porque
vós
vos
ar
redastes
do
bom caminho,
e
escandalisasles
a
muitos
na
Lei.»
Por isso dè-se
plena
liberdade
a
este
padre para
insultar
desde
o
púlpito
uma
parte
da
nação
porlngue-
za,
para
cu-pir
aflronlas
sobre
o
cadaver
de
um
principe
porluguez,
tio
do
sobera
no
reinante,
para
falsificar
a
historia
adul
terando
odiosamente
os
factos, e
para
ser
o
porta-voz
de
um
partido,
que appelli-
dando-se
catholico,
loma como
uma pro
vocação
e
um
insulto
as
honras
presta
das
ao
Cheíe
do Catholicismo
e
da
Egreja!
Eis
a
lógica,
eis
a
justiça
liberal.
E
ao
mesmo
tempo
eis
as
provas irrefraga-
veis, contra
a
negativa
do
«Jornal
do
Por
to»,
de
que
a imprensa da
sua
facção
ado-
pla
pralicamente
o
ominoso
principio
de
uma
liberdade
amplíssima,
ou
antes
es
candalosa
licença
p:
ra
os
seus,
e
de
uma
reslricçào
completa
para
os
contrários,
para
os
quaes
parece ter
sido
unicamente
feito
o
Codigo
Penal,
na
parle
em
que
pune
as
demasias
da
linguagem
e
as
ma
infestações
abusivas
do pensamento
por
palavras
ou
por
escripto.
D.
M.
S
Meu
caro
redactor
do
D
ireito
:
A
calamitosa
inundação,
que
tem
deso
lado
o
sul
da
França,
parece
um
novo
casligo
com
qne
Deus
quiz ainda
aíTligir
aquelle
previligiado
reino.
Previlegiado
em
tudo.
Nos
crimes;
nas
virtudes;
nos cas
tigos;
nos
milagres.
Mas
se
os
desastres
lem
sido
espantosos,
espantosa
tem
sido
também
a
dedicação
e
a
caridade.
Não
se
sabe
o qne
mais
se
deve
admirar;
se
os
pavorosos
rigores
do céo,
se a
deli-
genca
com
que
os
minora
o
affectuoso
amor
christào.
E
alli é que,
mais uma vez, se
exem
plifica o
que
é
e
o
que
vai
a
influencia
da
Egreja,
e
a
influencia
do
mundo.
Em
Gadanel,
por
exemplo,
depois d’
uina
chu
va
torrencial
de 56
horas,
o
ribeiro
de
Verdan,
engrossado
pehs
neves
da
mon
tanha
derretidas,
lambeu e
arrastou
corn-
sigo
30
casas
do
alto
Verdun,
e
sessen
ta
pessoas
lá
se afogaram
na
corrente
ou
ficaram
debaixo
dos
entulhos.
Onde havia
utn
oiteirinho,
não
ha
oada
agora
;
onde
havia
uma
casa,
só
resta o
logar
d
’
ella
;
rochedos,
arvares,
ludo
levou
diante de
si
a
impetuosidade
das
aguas,
e
o
Pres-
byterio,
ficou
sem
a
sacislia,
que
lhe
fóra
lambem
arrebatada.
A
cheia
elevado
dois
metros
na
egreja
;
cho,
apenas
teve tempo para
salvar
o
va
so
com
as
sagradas
formulas,
e
partir
lo
imba-se
o
paro-
jnnho
excitou
em toda
a
gente
os
mais
vivos
sentimentos
de
admiração
pelo
acer
to,
decisão,
e
valor de
suas ordens
e
tra
balhos
para dominar
o
flagello e
arran
car-lhe
as
viclimas,
que
cobiçava.
Todas
as
Irmãs
da
Caridade seguiram o
seu
no
bre
exemplo
; e,
graças
a
ellas,
ninguém
desanimou.
Os
velhos,
as
mulheres,
as
creanças
esperavam
a
morte
com
o
soce-
go
da
resignação
e
com
a serenidade,
inspirada
pelas
esperanças
eternas.
O
snr.
Terereau,
inspector
dos
estabelecimentos
de beneficências como
conhecedor
do edi
fício,
fez
despejar
todo
um
corpo
d
’elle,
e
indicoo
as
conslrucções,
feitas pela
velha
monarehia,
como
as
únicas
que podiam
re
sistir.
O
snr
Belcoslel
fez
actos
de
he
roísmo
n
’
esta
occasião.
Se
me
uão
enga
no,
é
um
deputado
legiiimisla. Um
po
bre
soldado
do 43
de
linha,
chamado
Du-
bac,
fez
também
prodígios
de
valor.
Já
ferido
no
peno,
lança-se
á
agua
para
lhe
disputar
uma
creança
que
se afogava ;
mas
cae
desmaiado...
acodem-lhe.
e, ao
desa
botoar-lhe
a
farda,
acham
lhe...
um
esca
pulário
da
boa
terra da Bretanha, d
’
onde
era
oriundo
!
Na
aldeia d
’Ondei,
de
que
já
não
existem
senão
a
Egreja
e
a
casa da
camara,
tres
irmãs,
mestras,
da
Ordem
de
S.
José,
morreram
viclimas
de
sua
no
bre
dedicação.
Ahi
íica já
apontado
o
que
n
’
este
acer
bo
lance
se
devem
á
influencia
da
Egreja,
e
da
Religião.
Vejamos
agora
a
influen
cia do
mundo.
O
bairro
de
Tolosa
mais
accommeltido
pela
inundação,
e
onde havia
maior
mon
tão
de
ruinas
e
maior
numero
de
vicli
mas,
ou
que
era
antes
lodo uma
extensa
ruí
ra,
e
d
’
onde
os
cadáveres
sabiam
dos
en
tulhos
ás
dezenas,
lôra
o
bairro
de
S.
Cy-
•
priano.
Quando
a
cheia baixou, a
autho-
ridade, mal
avisada
sem
duvida,
deixou-
se
vencer
pelas
lagrimas
e
supplicas
dos
>
patentes
dos
inundados
e
das
suas
rela
ções, e permittia
a
entrada
no
mesmo
bai«-
•
ro.
Com
esla
permissão
imprudente
pre
cipitou-se
n
’
elle a
multidão
ern
massa,
que-
i
rendo
toda
a
cidade vêr
de
perlo
o
prin
cipal logar
da
caiastrofe.
E
agora
lemos
o
reverso
da
medalha
;
as
acções dos
levianos do mundo.
Gran
de
quantidade
de
curiosos
homens vesti
dos de ponio
em
branco,
senhoras
na
maior
elegancia,
ociosas
de lodo
*
os
fenios,
es
palharam-se,
por
enlre
as
ruinas,
como
quem
ia
vêr
uma
festa
! Pascia
o
escar-
neo
feito
homem
e
mulher, que
alli
ia
do
seio da
felicidade, insultar com atroz
iro
nia aquelle immenso
infortúnio!
E
esle
ran
cho
de
despresiveis
loucos,
em
vêz
de
au
xiliar,
embaraçou
consideravelmente
a
ac
ção
das
pessoas,
que se entregavam
á
obra
christào
de
soccorrer
os
infelizes.
Chegou mesmo
a
ser
impossível,
com
es
la
innumera
tu<ba de
dasalmad/s,
revol-
, ver
bem
os
entulhos
e
procurar lodos
os
mortos e
porventura alguns
desgraçados
que
aio
la estivessem
cum
vida
I Isto,
com
prejuiso hegienico
dos
proprios
que
na
cidade sobreviveram, sem
fallar
no
dever
piedoso
para
com
os morins,
qne,
de
cer
to,
é
linguagem
inintelligivel
para
estes
famintos
de
especlaculos.
Notavam
se.
prin-
cipalmente,
varias
damas
semi
deitadas
em
calechrs,
levando luvas
côr
de
pérola co
mo
em
dia
de
coriidas,
e,
ao
lado
os
competentes
cavallei»os
de
charuto na
boc-
ca,
mellendo
cm
obra
os
cavalios,
como
se
aquillo
fosse
a
diveisão
maus
natural
e
innocenle
deste
inundo
!
Puz
aqui
ago-
<a
um
ponto
de
admiração
e
parece-me
que íiz
uma
lolice. Puis
que
ha aqui
que
admirar?...
Assim como
as Irmãs
da
Ca
ridade,
os
Jesuitas,
o
soldado
do
esca-
, pnlario da
Bretanha oão
podiam
fazer
se-
i
não
o
que
fizeram,
alliimiadvs
pelo
facho
go
a soccorrer
e
consolor
os moribundos,
j
Tinha,
alli
perto,
havido
um
casamento.
1
e
a casa
dos
noivos foi
lambem
na
le-
i
vãda, com
elles
dentro,
e mais cinco
ou
I
seis
convidados.
<
Tolosa
foi
urn
dos
principaes
theatros
i
d*
esla
horrorosa tragédia.
Abisma-se
a
ima
ginação
nas
lastimosas
cores
d’
aquelle
ire-
'
rnendo
quadro
de
dôres,
de
ruinas,
de
i
mortes,
de destruição
de
lodo
genero!
i
Uma
chuva diluviai
de
muitas horas;
os
rios
transbordando
e hzen
lo-se
mares
;
as
ruas
recebendo
e
vomitando
torrentes
cau
dalosas
;
as
casas
desabando
aqui
e
além
;
outras,
levadas
quasi
inteiras
peh
força
da
cheia,
onde vão
boiando
utensílios,
mo
veis
diversos,
ferindo,
enlre
estes,
as
vis
tas
berços com
crianças;
sobre
alguns
le
dos
de
habitações
mais
solidas,
sobre
al
gumas arvores
mais
robustas,
sobre
todas
as
elevações,
pae
*
e
mães,
em
consterna
ção,
levantando
os
filhos
nos
braços;
sce-
nas laceranles
do
Diluvio
por
toda
a
par
te,
e
por
toda a
parte
giilos
d
’angustia
pungentissima...
Eram
os
pavorosos
rigores
do
céo!
Logo,
porém,
que o
descer das
aguas
o
permitlia,
as
carroagens
omnibus
per
corriam
lodos
os
bairros,
parando
a
cada
porta;
ao
som
do
tambor,
foram
convi
dados
os
habitantes
a
acudir
com
ruupas
aos inundados
e
os habitantes
correspon
deram
ao
convite
com
piedosa
generosi
dade.
Dos
campos,
em
volta
da
cidade,
bandos
de
desgraçados,
que
o
flagello
des
pojou
de
tudo,
a
invadiram
em
busca
de
pão
e
asilo,
e
a
cidade
tem repartido com
elles
do
pouco
que
o
mesmo
flagello
lhe
deixara.
As
Irmãs
da
Caridade
de
Sainl-Ser-
min,
recolheram
graode
numero
de
inun
dados;
os
orfãos
do
Hospicio,
foram
re
colhidos
pelos
Padres
Jesuitas
de
Caou
sou
;
o Circulo catholico
de
Sainl
Sermin
recolheu
85
homens,
e
mulheres,
a
quem
deu
vestuário,
comida
e casa.
E
’
o
aíTecluoso
amor
christào—
a
cari
dade
!
A
Egreja
de
S.
Nicolau
foi
invadida
pela
cheia
alé
ao
altar-mór.
O
parocho
tivera
a
feliz
prevenção de
transferir
(de
pois
da procissão,
que
alli
houve pouco
i
antes)
a
reserva do
SS.
Sacramento
pa-
i
ra
a
Eg<eja
da
Dourade.
Uma
parle dos
i
ecclesiaslicos,
da
irmandade,
e
mais
de
i
60
outras
pessoas,
refugiaram-se na
torre
da
mesma
Egreja. Os
prejuisos
d
’esta
e
1
da
fabrica
são
enormes;
os
tabiques
do
i
Presbitério,
destruídos;
o
muro
do
jar-
i
dim
igualmente
derrocado;
ruinas
a
cada
passo.
i
A
communidade
estabelecida
do
con
vento dos
Bernardos,
tanto
Irmãs
como
educandas,
foi
feiizmenle
salva,
depois
de
ler
passado
uma
noite
de indizível
tormen
to.
As
pobres
crianças
tiveram
de
fugir
para o
alto
do
edifício,
e
a
agua
a
su
bir,
a
subir
sempre!
Tudo,
á roda,
es
lallava e
ia
pouco
a
pouco desabando.,
era
uma
anciedade
inexplicável...
!
Por
volta
de uma
hora
da
madrugada
espera
vam
todas,
educadoras
e educandas,
uma
morte
inevitável,
e
passou-se
n’
esse
supre
mo
instante,
uma
scena
solemne.
e
an
gustiosa
que
cominove
e
edifica.
Coofes-
saram-se
todas,
uma
a
uma ao
capellão,
e, em
seguida, commungaiam
..
Tudo
pa
iecia
acabado
para
estas
infelizes,
que
se
sentiam
morrer
a
cada
momento,
que
já
quasi
se
lhes
enleiriçavam
os
delicados
membros com
o
fito
da
agua
devorado-
que
a luz
do
dia
appareceu
e
com
ella
lambem
a
luz da caridade,
qne
as
salvou
a todas!
Pensou-se
em
fazer despejar o
Hospí
cio
de
li
Grave,
de Irmãs
da Caridade,
que
continha
1:800
pessoas.
A
superiora
geral,
cuja firmeza
e
dedicação
parecem da
Religião;
que
podiam,
realmente,
fazer
maravilhosas,
sustentou
com
a
energia
da
L
-----...................................
«
........
sua
fé a
coragem
de suas
ioteressantes
pensionistas;
e na
terrível
noite
de
23
de
ra...
eis
tambem
aquelles
ociosos
de
um
e
oulio
sexo,
nas
trtvas ern
que
vivem
?
Isto, ou
lambem
calumnias
dramali-
sadas,
Bergerets
imaginários,
contra
os
Pdtlres
e
Irmãs
da
Caridade.
Deixal-os.
A
uns e outros dará Deus a
paga
do
seu
serviço.
Quinta d
’
A»ta
6
de
julho
de
1875.
J.
de
Lemos.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hispanha.
Noticias
da
guerra
Lê-se
ua
«Union»:
(Official)—
Hendaya
11.
—
E
’
falso
ter sido Saballs
bilido
por
Arando
na
Junque
a.
—
Apezar
da
des
proporção
das
forças (
“2:500
carlislas
con
tra
6:000
affonsistas'),
os
nossos
inimigos
perderam
400
homens,
mortos,
feridos ou
prisioneiros.
*
A
batalha
de
Trevino
entre
Miranda
e
Vitoria
durou
onze
horas,
durante
as
quaes
o
Rc
Carlos
’
II
fez frente,
só
com
doze
batalhões,
a vinte
e
sete
de Quesa-
da, e doze de
Lo
ma.
E«tes
dois
generaes
declaram
ter
per
dido
muitos
homens,
priocipalmenle
che
fes. Os
uavarros
cnmmandaios
por
Péro
la,
fizeram
prodígios.
No
Centro, as marchas
e contramar-
chas
de Dorregaray desorientam
os
affon
sistas
e atemorisam
allernativamenie
as
guarnições
de
Huesca,
Barbaslro
e
mes
mo
de Saragoça.
Esperam-se
em
Madrid,
acontecimen
tos políticos
de
grande
gravidade.
—
Toluss 11.
—
Ao
ter
noticia
do
nau
frágio
em
Machicbaco
do vapor
«Bayona»,
Sua
Magestade
transmilliu
o
seguinte
le-
legramma
:
Tolosa, 9
de
julho
2
h.
da
tarde.
«O
general
Tristany,
por
ordem do
Rei,
ao
commandante
general
de
mari
nha
:
«Offerecei
a
maior
hospitalidade
«aos
«naufragos
do
vapor «Bayona».
A
Hispanha
«christã
deve
ser
a
digna
irmã
da
Fran-
«ça.
»
Foi
concedida
uma
amnistia
geral
pa
ra
todos
os delidos
políticos
pelo
rei
Carlos
VIL
Sua
Magestade
quiz
inaugu
rar
assim
dignamente
o
Senhorio
da Bis
caya.
GAZETILHA
ProcigMã».—
No
domingo,
em
conse
quência
do
lempo
ameaçar
mais chuva,
não poude te
r
logar a
sahida
da
rica
pro
cissão
de
N.
Senhora
do Carmo.
A
actual
meza
resolveu
que
esta
tenha
logar
na
tarde
de
amanhã, (quarta-feira)
por
5
horas.
Outra.
—
No
domingo,
23.
deve
le<
logar
a
festividade
do
Cor
pus
Chrisli
da
freguezia
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
teodo
de
celebrar-se
coin
toda
a
pompa
e
so-
lemnidade,
precedendo
vesperas
de tarde.
A
’
s
5
horas
e
meia
da
larde de
do
mingo
sairá
etn
procissão
o
SS.,
que
se-,
guirá
pela
rua
das
Aguas, Largo da La
pa, rua
dos
Capeilislas,
Campo
de
D.
Luiz
1,
Largo
de
Santo
Agostinho,
Biscainhos,
rua
Nova,
rua
do Souto,
Largo
do
Ba
rão
de
S. Marlinho,
rua
de
S. Marcos,
Campo
dos
Remedios
e rua
de
S.
Laza
ro ou
Grangiulios.
Como
e
um
iransito
quasi novo, em
virtude
d’
alguma
parte
dos
mesarios
mo
rarem
nas
ruas
indicadas,
percoírerá
estas
uma
banda de
musica,
na
vespera
e
dia
de manhã.
Hospede.—
Achou-se entre
nós
o
ill.
m°
sor.
Francisco
Nogueira
Guimarães,
um
dos
membros
e
instalador
da
Associação
Catholica
do
Funchal.
S.
s.
a
é
natural
de
Guimarães
e
casado com
uma
lilha do
ill.,nu
snr.
José
Fernaodes
Jardim,
d’
aquella
cidade, snr.a
douda
de
excellentes
quali
dades.
S.
s.as
vieram
faser uma
digressão
a
esta e
outras
provincias e
partiram já
para
o
Porlo
Desejamos-lhes
muito
boa
viagem e
todas
as
venturas
de
que
são
dignos.
Falleciasiento. —
Ante-hofltem
de
tar
de
falieceu
o
snr.
Antonio
Fernaodes
Va
lença,
filho
do
snr.
João
Fernandos
Va-
lença,
proprietário
e
honrado
commercian-
le
d’
esla
cidade.
Era
um
joven
de
16
annos
que
foi
arrebatado
a
seus
caros
paes,
a
quem
da
mos o» nossos
sentidos pesames.
Tem
hoje
pomposos
oíficios
fúnebres
no
real
templo
de
Santa
Cruz.
Outro.—
No
dia 4
falieceu
na
sua
casa
em
Ponte
do
Lima
o pae
do
snr.
dr.
Bento
Leão
da
Cunha
Car»alhes,
con
servador
n
’
esla
cidade,
cotn
95
annos
de
idade,
lendo
servido
na
guerra
peninsular
como
alferes
de
2.
’
linha.
Tendo
o
snr.
dr.
Carvalhaes ido
com
Mia
esposa a ex.ina
snr.
a D.
Maria
Eufro-
zina
de Campos
Carvalhaes,
natural
de
Coimbra,
assistir aos oíficios de
seu
pae
e
sogro,
teve o
desgosto
de
perder
sua
cara esposa,
que falieceu
alli
no
dia
15,
ás
7
horas da tarde,
de
uma
pneumonia
aguda.
Acompanhamos
a
s.
exc.
a
na
sua
dôr
e
duplicados
golpes
que acaba
de
soflrer
com
as perdas de
»eu
pae
e
esposa.
Esta
digna
snr.a
, instituiu
por
her
deiro
a
seu
esposo,
deixando
vários
lega
dos, entre
os
quaes
120
reis
diários á
sua
creada
Clementina,
além
de
todas
as
suas roupas
d’
uso ; umas
ricas
pulseiras
á
Rainha Santa
Izabel, de
Coimbra,
e
umas
lembranças d’
ouro a
duas
suas
ami
gas da
mesma cidade.
Exame».
—
Esião
marcados
por
S.
Ex.
a
o
snr. Arcebispo
os
dias
28,
29
e
30
do
corrente
mez
para
os
exames
da
próxima ordenação
que
deve
ler
logar
no
Paço
Archiepiscopal.
(J
«Diano»
o."
158
de
17
do
corren
te
traz
a labella
e relações
de
lodos
os
examinadores
para
o
continente
e
ilhas.
Os
da
3.
4 circnmscr
ipçâo,
que
é
a d’
esle
circulo
não
a
publicamos
n’
este
n.°
por
falta
d’
espaço
o
que
faremos no
seguinte.
E
’
provável
que
em
breves dias
co
mecem
os
exames
no
Lizeu.
Eleiçõe»
tl<9
novat
mezas.
—
No
domingo,
18,
procedeu-se
ás
eleições das
novas
mezas
que
lem
de funccionar no
corrente
anno
de
1875
a
1876;
e
foram
eleitos
e
acceilaram para
jtiizes da
con
fraria do
SS.
Sacramento
da Sé,
o
exm.°
e revm.
0
snr.
D.
João,
Arcebispo
Coad
jutor de Braga,
e
o
exm.°
snr.
Conde
de
Bertiandes.
Em
S. João
do Souto,
para
juiz
o
exm.°
snr.
Joaquim
Augusto
de
Carva
lho
Braga.
Ila
dias
verificou-se
as eleições
dou
tras
corporações,
a
saber :
Na
Misericórdia,
provedor
o
exm.°snr.
conselheiro
Manoel
Juslino
Marques Mur
ta,
com
toda a meza
reconduzida.
Na
real
irmandade
de
Santa
Cruz,
pro
vedor
o
exm.°
snr.
Domingos Manoel
de
Mello
Freite
Barata
Em
S.
Vicente,
juiz
o
exm.°
snr.
dr.
Gaspar
Pizarro
Solto
Maior.
Criae.
—
A
candidatura
anlipalhica
do
snr.
Lopo
Vaz
vae
produzindo os
seus
na-
luraes
efleilos.
Consta-nos
qúe
tres
dos
mais
honrados
caracteres,
que
apoiavam
a
situação
se
desligaram
complelamente d
’el-
la.
São elles,
segundo nos
informam
os
snrs.
Antonio Gaspar
Teixeira
de
Maga
lhães
Carneiro,
drs.
Pinheiro
Torres
e
An
tonio
Brandão
Pereira.
A
’
ultima
hora
assevera-se
que
o
snr.
João
de
Paiva,
digno administrador
d
’
es-
le
concelho
pedira
a
sua
demissão,
e
diz-
se
que
o
snr. Governador
Civil,
desgos
toso
com
isso,
insistira
novamenle
com
o
governo
para
que o substituísse.
Meeting.
—
Teve logar domingo
18, no
theatro
de
S.
Geraldo,
a reunião
promovi
da
pelo
snr.
dr. Ferro.
S. exc.a, interpre
tando
os
sentimentos
de
justa
indignação
dos
inacareoses,
conlia a injuriosa
impo
sição
de um
candidato
estranho
a este
circulo,
convocou
para
aquelle
uma
reu
nião
d’
eleilotes
para
ahi se
resolver
a
es
colha
d
’
um
candidato,
que
Os
cidadãos
li
vremente
elegessem,
respondendo
d’
este
modo á
imposição
governamental.
Foi
numerosa
a
concorrência
de
pes
soas
de todas
as
classes e cores
políticas.
Nomeada
a
meza
para
dirigir
os
trabalhos
d’
esta
reunião,
o
snr.
dr.
Ferro,
na
qua
lidade
de
presidente,
concedeu a
palavra
a
vários
cavalheiros, que mostraram a
ne
cessidade de
combatler a
candidatura
do
snr."
Lopo
Vaz.
como
offeosiva
para
os
brios
d
esta
cidade,
e
prejudicial
aos
jus
tos
interesses,
sendo
calorosamenle
ap-
plaudidos pelos eleitores
presentes.
Demonstradas
estas
verdades,
espon
taneamente
foi
por
todos
acclamado
o
snr.
Conde
de
Bertiandos,
sendo
em
lodos
os
eleitores
manifesta
a
satisfação
por
uma
tào
acertada
escolha.
Em
seguida foi
nomeada
uma
numerosa
commissão,
encarregada de
participer
a
s
exc.
a a
resolução
tomada pela
assembleia.
A
’
uma hora
da
larde
foi
a
grande
com
missão
recebida
pelo exc.
1U0
Conde
de
Bretiandos,
e
leudo-lhe
o
exc.mo
dr.
Fer
ro
participado
a
resolução
tomada
no
mee-
ling,
s. exc.
a,
n
’
utn
brilhante
improviso,
agradeceu
a
honra
que lhe
faziam,
accei-
tíndo
tão
evidente
prova
de
estima
e
con
sideração.
Tendo-se
reunido
ás
8
da
noite
a
com
missão
que no
meeting tinha sido
nomea
da,
foi
tdl
a
concorrência
dos
eleitores,
que
desejaram tomar
parte
nos
trabalhos
eleiloraes,
que
a
assembleia
se
tornou ain
da
mais
numerosa
que
a
da
manha.
Compareceu
o
exm.°
Conde
de
Bertian
dos
que tomou
a
palavra para
novamenle
agradecer
aos
eleitores sendo
recebido
com
uma
prolongada e
euthusiastica
salva
de
palmas,
e
repelidos
e
calorosos
vivas.
Por
vezes,
no
seu
brilhante
discurso,
foi
s
exc.
*
interrompido
com vivos
ap-
plausos,
sendo
oo fim
freneticamente
vic-
loriado.
Fallou
lambem
o
exm.°
Vinconde
de
Pindella
mostrando
a
necessidade
de
empregar
todos
os
esforços
para
esta
ci
dade pos>a
mostrar
ao
paiz
que
sabe
co
nhecer
os
seus
direitos,
e
não
recebe
im-
punemente
a
imposição
de um
candidato
eUranho,
sendo
o
discurso
de s. exc.
a
recebido
com
vivos
applausos.
As
reuniões
do
domingo
foram
na
ver
dade
imponentes.
Indivíduos
de
todas
as
classes,
de
todas
as
côres
políticas,
ma
nifestaram
com
toda
a
iudependeucia
a
sua
jiibta
indignação.
Ao
lado
do
snr.
Conde de
Bertiandos
não
estão
só os
homens
d’esle
ou
d
’
aquel-
le partido
polilico;
estão
de
todos
os
par
tidos
aquelles
que
presam
o
nome
e
a
di
gnidade
d
’
esta
terra,
e
que
desejam
vel-a
bem
representada.
A
escolha
não
podia
ser mais
feliz
:
s.
exc.a
é
um
simpático
mancebo,
estima
do
de
todos que
o
conhecem
e
sabem apre
ciar as
suas
nobres
e
elevadas
qualidades.
Os
seus
sentimentos
religiosos
são
lam
bem
uma
garantia
de
que
s.
exc.a de
fenderá
sempre
as
crenças
com
que foi
educado.
Procedeu-se depois
á
installação
da
commissão
executiva eleitoral
de
Braga,
que
se
compõe dos
seguintes
snrs.
:
Presidente
—
Vinconde
de
Pindella.
1
0
secretario
—
Dr.
Anlonio
Lopes
de
Figueiredo.
2.°
secretario
—
João
Antonio
da
Silva
Pereira.
Dr.
Joaquim
Alves
Malheus.
Dr.
Anlonio
Brandão
Pereira.
Dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’
Araujo
Al
vares.
Dr.
Penha
Fortuna.
Dr.
João
Pereira
Lobato.
Fernando
Castiço.
José
Borges
Pacheco
Pereira.
Corlez
Vieira.
João
d
’
Oliveira
e
Silva.
Bento
Gonçalves
dos Santos.
José
Joaquim
Soares
Russel.
José
Joaquim da Fonseca.
I
oorenço
Gonçalves
Pereira
da
Costa
Bernardes.
José
Rodrigues Braga.
Boaventura
José da
Costa.
Um
bom
livro.—A
União,
excellen
te
jornal calholico
de
Pernambuco,
de que
é
redaclor
principal
o
snr.
dr.
José
So-
riano
de
Sorena,
publica
nas
primeiras
co
lumnas
do seu
numero
de 7 d
’
abril
um
substancioso
arligo
sobre
o
Matrimonio
in
teressante
publicação
editada
ha
pouco
pe
lo
snr. Teixeira de
Freitas,
proprietário
da
Livraria Internacional
de
Guimarães
e
de
que
já
em
tempo
nos
occupamos.
To
mando
como
nosso
o
jtiiso
que
do
l.°
vo
lume do
Matrimonio
faz a
illuslrada
folha
brazileira,
não
podemos
forlarnos ao
de
sejo
de o
transcrever
e
de
dar
os
nos
sos
parabéns
ao
snr.
Teixeira
de Freitas
animando-o
para
que
continue
a
publicar
obras
de
igual
merecimento.
Eis
o
arligo da
União:
«Acaba
de
ser traduzido
em
lingua
portugueza
pelo
snr.
bacharel
Luiz
Bel
trão
da
Fonseca
Pinto
de
Freitas
— <0
Matrimonio»,
preciosa
composição
de
D.
Joaquim
Sanchez
de Toca.
Nos
tempos
que
correm
veio
muito
a
proposito
o
livro
do
illustre
hespanhol.
Quando a
sociedade
corre
perigo
emi
nente
de
dissolução completa, quando
o
genio
de
Maral.
encarnado
nos
inovadores
acluaes,
laz-lhe guerra
de extreminio
ata
cando
a sua
base
fundamental
—
a
familia,
é
preciso
que
lidadores da
força do snr.
Sanchez
empunhem
a
penna,
e
venham
em
seu
auxilio,
e
defendam
os
seus di
reitos.
Investigando
as
verdadeiras
bases do
matrimonio,
mostrando
sua natureza,
as
leis
que
o
regem,
e
o
seu
caracter
divi
no,
pre-tou
aquelle escriptor
um
grande
serviço
á
familia,
porque
o
matrimonio
é
o
fundamento
da
familia,
e
prestou
um
grande
serviço
ao
Estado, porque
o
Es
tado
se
funda na familia, e
prestou
um
grande
serviço
á
humanidade,
porque
a
humanidade
se
compõe
dos
Estados.
Em
muitos
paizes
lem
os
Governos dis-
prestigiado
a
santa
instituição
do
tnatrimo.
nio,
e
em outros, onde elle
conserva
ain-
da
o
seu
caracter
augusto de
sacramento
em
outros,
onde
ainda
o
não
despiram
dè
sua
pompa
religiosa,
onde
náo
o
redusi-
ram
ainda
a
um
simples
contracto
com
mercial,
homens imprudentes
clamam
por
essa
reducção
como
uma necessidade
pu.
blica,
como
uma medida
salvadora.
Ha
homens
a
quem
encommoda
a
idéa
de
Deus,
e
por
isso
querem
vel-o
exclui,
do
de
tudo,
afim
de
expelirem
para
lon
ge,
bem
longe de
si,
essa idéa
impor
tuna.
Começam
por
deslerral-o
da
sociedade,
recusando-lhe
interferencia
nas
relações
ol-
íiciaes.
ensinando
que
o
Estado
não
deve
ler
religião,
que
o
Estado
não
conhece
Deus;
d’
ahi
passam
a
expeilil-o
*
da
fami
lia,
d?s
relações
privadas,
prohibindo
que
os
homens
o invoquem
nos
actos
mais
solemnes
da
sua
vida,
secularisando
o
ma-
Itimonio.
o
ensino,
etc.
;
e acabam
perten-
dendo
lançal-o
fóra
da
consciência
indivi
dual,
ensinando
que o
homem
é
principio,
meio
e
íim
para si
mesmo.
Infelizmenle
são
essas
as
idéas
que
agi
tam
actualmente
a
nossa
sociedade.
Os
demolidores
brazileiros,
depois
de
lerem decretado
a
morte
das
ordens
reli-
giosas, esse grande
esteio
da
ordem
social
;
depois
de lerem
aprisionado,
condemna-
do,
e
desterrado padres
e
bispos
;
depois
de
terem
querido
secularisar
o
culto, de
terminando
as
qualidades
moraes
e
cren
ças
religiosas,
que
devem,
ou
podem
ler
as
irmandades
encarregadas
d’elle,
dirigem
agora
os
seus ataques contra
o
sanclua
rio
da
moralidade,
contra
a
familia,
a
quem
perlendem
aniquilar, affastando
Deus
da
sua
constituição,
isto
é,
disprestigian-
do
o
matrimonio
com a extineção do
ca
samento
religioso
e
estabelecimento
do
ca
samento
civil
Não
é
nosso
proposito
aqui
discutir
os
inconvenientes
do casamento civil
e
nem
leríamos
animo
para
fazei-o
depois
de
ter
mos
lido,
ainda
que ás
pressas,
o
precio
so
livro do
snr.
D
Sanchez,
que
com
tanta
mestria
as discute,
e
do
qual
ape
nas
queremos
dar
noticia.
Leiam-no
os nossos
legisladores
antes
que
Iradusam
em lei
essa
especie
de
febre
de
casamentos
civis
que
os vae
denominando,
E
’
uma
brochura
de
213
paginas,
con
tendo
uma
introducçao,
9
capítulos
e
1
epilogo.
Na introducção,
que
merece
de
ser
lida,
faz
o
autor
em
poucas
palavras
o historico
da sociedade
de^de
o
15.°
século
até
hoje;
mas
antes
de
tudo,
é
sobremodo
phiioso-
phica,
justa,
e
digna
de
ser meditada,
a
apreciação
que elle
faz
das
revoluções
polí
ticas.
Elle
não
comdemna
in
limine
as
revo
luções
políticas,
mas
quereria
que
ellas
fos
sem
precedidas de
uma
revolução
moral
e
religiosa, que
as
encaminhasse,
que
as
dirigisse,
que
lhes
desse
um
influxo
be
neficio
;
revolução
sem
a
qual
aquellas
se
rão
sempre immoraes.
Nos 9
capítulos,
de
que
se
compõe
a
obra,
apresenta
o
auctor,
de um
modo
a
não deixar nada a
desejar,
um
tratado
com
pleto
sobre
o
matrimonio,
sua
importân
cia
na
sociedade,
sua
origem,
seu
funda
mento,
e
suas
leis
;
merecendo especial
allenção
os capítulos
em
que
elle
se
oc-
cupa
da
indissolubilidade
do
laço
conjugal,
da monogamia,
e
do
divorcio.
Eis
o
juizo,
que
da
leitura
rapida,
que
fizemos,
do
livro
do
snr.
D.
Sanchez
po
demos
formar,
e julgamos
não
errar
recom-
mendando-o
aos
nossos
leitores.
Advertimos,
porém,
que apenas é
co
nhecido
o
primeiro
volume d esta
obra o
qual
já
se
acha á
venda
entre
nós na
livraria
economica
do Snr.
Nogueira,
on
de
podem
ir
procural-o.
SECÇÃO
DE
COMMUNICÀDOS
Snr.
redaclor
Satisfazendo
a um dever
de
gratidão
venho
hoje
declarar
no
seu
muito lido
jor
nal, que,
soíbendo
ha
14
annos
a
terrí
vel
moléstia
de
pperto
da
uretra,
que
ultimam
ente
me
pôz
em
risco
de
viJa,
foi
o
ex.m°
snr.
Alfredo
Passos,
de
Bra
ga,
quem
me operou
e
tratou,
e
com
tao-
ta
perícia
e
sollicitude
que
é
sem
duvida
a
isso
que
devo
a
vida e
o
completo
res
tabelecimento
de
minha
saude.
Fique
pois
n’este
logar
consignada a
manifestação
de
meu
agradecimento,
como esle se
acha
ia-
delevelmcote gravado no
mais
intimo
de
minha
alma,
pelo
elevadíssimo
beneficio
que
recebi
de
sua
ex.
a
a
quem
a
illus-
tração,
o
estudo,
a
intelligencia,
o
infa
tigável
zêlo
pelos
seus
doentes,
e
os
do
tes de
coração,
collocam
n
um logar
dis-
tioctissirao
entre
os
da
sua
nobre
classe.
Roga-lhe
a
publicação
d
’
estas
breves
li
nhas
o
Dc
v. etc.
Amares
19
de
julho
de
1875.
José
Joaquim
Barbosa.
Vantagem do emninho de ferro.
Para
desmentir
os
praguentos
que
con
testam
as
vantagens
que
nos
trouxe
o
caminho
de
ferro,
ahi
vae
um
exemplo
que
se
deu
comigo.
E’
pequenino
mas
eloquente
:
Mandei
comprar no
Porto um
espana
dor de
varrer
salas,
que custou
500
reis.
O
caminho
de
ferro levou-me
de
condu
ção 240
reis
I
Os estafetas, que
Deus
haja,
levavam 30
ou
40
reis, mandavam-mo a
casa e
o
portador
levava
o carreio,
sem
mais
incommodo
para rnim.
Deus nos
conserve
os
carreteiros
que
é
um
recurso
para
os
escaldados
em
quanto
as
cousas
do
caminho
de
íerro não melhorarem.
Francisco
da Silva
Araújo.
EXPEDIENTE DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas recebidas na administração
d
’
esle
jornal
:
Abrunhosa
Velha.
—
Padre
Bernardo
de
Almeida
Paiva.
Bragança.—Conego
Manoel
Antonio
Pi
res.
Adeganha
(Villa
Flor).—
Manoel
Anto-
oio
de
Barros.
Regoa
(Asseara).
—
Antonio
Teixeira de
Macedo.
>
AlvaçÕes
do
Tenha.—
Antonio
Carlos
Vaz
Pereira.
Ilha
da
Madeira
—José
Fernandes
Jardim.
Terras
de
Bouro
(Chorense).—Domin
gos
Xavier
Carneiro
d
’
Aguiar.
Barcellos
(Necessidades).—
Padre Ber
nardo
Anlonio
dos
Reis.
Espozende
(S.
Barlholomeu).—
Parocho
João
Martins
Soares.
Villa
Real
de
Sanio
Antonio.
—
José
Soeiro
Costa
Villas
Lobo e
Aguiar.
Cabeceiras
(Cavezj.
—Padre
Francisco
José Gomes.
espectacolos
THEATRO DE S. GERALDO
Quinta-feira
22
de
julho
Beneficio do
actor Sú (Celestino)
l.a
representação
do
drama
em
um
acto
O
escravo
OU
Pae
e filho.
A
actriz
Ehira
Sá. desempenhará a
scena
cómica
com
couplets
ou
a ereada
»em commodo.
1.a representação
da
comedia
em
um
acto
lana velho de ISO annos.
0 beneficiado
recitará
a
poesia
O
devoto de Baeeho.
l.
a
representação
da
comedia
—
calem-
bourg
em um
acto
com
couplets
Um
pár
de mortes
OU
A vida d
’utn
pár.
Principia
ás
9
horas.
itlUMBIUOS
Anlonio
José
Ribeiro
Parada,
em
ex
tremo
penhorado e
profundamente
agrade
cido
para com
todas
as
exc.inas
snr.as
e
cavalheiros,
que
durante
os
seus
longos
soflrimentos
motivados
pela
fractura
d’
uma
perna,
se
dignaram
honral-o
com
as
suas
tisilas
e dispensar-lhe
as
exhuberantet
pro
vas
da
maior consideração
e
estima,
vem
por
este meio
consignar
a
todos
em
geral
um
lestimunho
de
sua
gratidão
c
sincero
reconhecimento,
alé
que pessoalmente
o
possa
fazer,
como
lhe cumpre.
Braga
18
de
julho
de
1875.
Constaolino
Vieira
de
Caslro
e
seu
fi
lho
Custodio
Manoel
Vieira
de
Castro,
agradecem
a
todas
as
pessoas,
não
só
d’
esta cidade, como da
Povoa
de
Lanho-
so, que no dia
14
do
corrente
acompa
nharam,
da
casa
das
Ribas,
da
freguezia
de
S.
Victor
d
’
esta
cidade,
até
á
Senhora
A
Branca,
e
d’ahi
ao
cemiterio,
o
cada-
ver
de
seu
cunhado
e
thio,
Antonio
José
Vieira
de
Lemos
;
bem
como
aos
snrs.
ecclesiasticos
que
gratuitamente
celebraram
missa
por alma
do
finado
e
assistiram
ao
ofiicio
que
leve
logar
no
referido
templo
da
Senhora
A
Branca.
A
todas
protestam
sua
gratidão
e
reconhecimento,
pedindo
des
culpa
de
nào
o
fazerem
pessoalmente.
(2571)
ANNUN0I0S
PADRE SENNA
FREITAS
OS
IiASABISTAS
Pelo
Lasarieta snr. Ennes
Preço
100
|
Pelo
correio
120
Vende-se em
Braga,
n’
esla
tipografia,
rua
Nova
n.
e
3—
na
Livraria
Calholica,
rua
do
Soulo
e
oa Praça
Municipal,
em
casa
do
snr.
Vieira
Machado.
No
Porto,
Praça
de
D.
Pedro,
na Li
vraria
Central, de
Mesquita,
para
onde
de
vem
ser
feitas
quaesquer
reclamações.
Preço
...........................
100
rs.
200000
REIS
D’ALVIÇARAS
Dão
se
200000
reis a
quem achasse e
queira
entregar uma
carteira,
na
roa
dos
Chãos
de
Baixo em casa
do
snr.
José
Dio-
nisio
da
Costa,
ou
na
rua
dos
Biscainhos
xi.
0
20,
perdida
no
dia 17
desde
o
Car
mo
ao
Largo
da Cadeia,
contendo
papeis
de
embarque
e
objectos
de
valor.
(2579)
Diligencias
diarias
entre
Braga,
Guimarães,
Felgueiras
e
o
Al
to
da Lixa
e
vice-versa.
Preço»
d’animar
e bom serviço
Antonio Branco
e
Anlonio
Padeiro &
C.
a
,
previnem
a
todos
os
seus
amigos
e
freguezes
que
principiam
com
uma
nova
carreira entre
Braga,
Guimarães,
Felgoei-
ras
e
Lixa,
saindo
de
Braga
ás 2 horas
da
tarde
chegando
á
Lixa
ás
8.
Os
anounciantes
tem
o
serviço
bem
montado,
e
esperam
o
favor
do
publico.
Preço»i
De
Braga
á
Lixa.................................510
>
»
a
Felgueiras
.... 440
Concedera
7
kilogrammas
de
bagagem
gratuita,
e
o
excesso
será pago
a
30 réis
o
kilo.
Os seus
escriptorios
são
os
seguintes:
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
José
Antonio
Marques
no
largo
do
Barão
de
S.
Marli-
n
ho.
Em
Guimarães,
em casa
do
snr.
Mello
no
campo do
Toural.
Em
Felgueiras,
em
casa
do
snr.
Ber-
nardioo
Pinto
de
Queiroz.
No
Alto
da
Lixa,
na
estalagem do snr.
Dias.
Felgueiras,
16
de
julho
de
1875.
(2576)
Arrenda-se desde
o
S.
Miguel
um
lin
do
2.° andar
d
’uma
casa
nova
na
rua
dos
Sapateiros
n.°
17.
Também
se
cosinha,
se
convier.
Trata-se
na
rua de Santo
Antonio
das
travessas
o.°
16.
N’esta
casa
das
Travessas,
vende-se
uma estante.
(2580)
PARTIDO A CONCURSO
A
camara
municipal
Teste
con
celho
de
Cabeceiras
de
Basto,
etc.
Faz publico
que
se
acha
a
concnrso
por
espaço de
60
dias,
a
contar
da
data
do
presente
annuncio,
o
provimento
do
novo
partido
de
medico
cirúrgico
do
mes
mo concelho, com
o
ordenado
annual
de
2500000
reis,
e
pulso
livre,
com
a
obri
gação
de
residir
na
roa
do
Arco,
e
con
forme
com
as
condições que se
achim
pa
tentes
na
casa
da camara.
Cabeceiras
de
Basto,
10
de
julho
de
1875.
Eu
Manoel
Leite
Araújo,
o
snbscrivi.
O
presidente
da
camara
(2577)
Bernardino
d'Oliveira
Leite.
JUBILEU
DO
ANNO
SANTO
Instrueçõe»
para
a proei««Ao do
jubileu
Approvadas
pelo
exc.mo
ordinário
Contém,
em
eptimo
papel
e
typo
bem
legivel,
todas
as
orações
em
latim
para
uso
dos
parochos e
mai
*
presbyteros
que
acom
panham
a
referida
procissão e
»s
quaes
se
não
acham
colleccionadas
nos
Rituaes
Preço, 400 réis, franco de
porte
Está
á
venda
na
livraria
do editor, Ja
cinto Anlonio Pinto
da Silva,
rua
do
Alma
da,
n.°
136
—
Porto.
(2578)
_____
ESCOLA
AMERICANA
Recentemente
chegado
a
esta
cidade,
aonde
pretende
demorar-se
algum
tempo,
oflerece
os
seus
serviços
ao
respeitável pu
blico
em
tudo
que
disser
respeito á
sua
arte.
Extrai,
cura e
conserta
os
dentes caria
dos,
colloca
dentes
artificiaes,
com
per
feição
e
cura
todas
as
aflecções
da
boc-
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas e
exlracção de
dentes aos
pobres,
grátis
das 8
ás 9
horas
da
manhã.
Coosiillorio,
Praça
do Barão
de
S.
Mar
linho
n.°
27
—2
0
andar.
(2574)
NOVIDADE
44, Rua do Souto, 44
Campos &
Almeida,
acabam
de
rece
ber grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
du
Pono.
que
vendem
pelos preços da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
...
Vende-se
ou
aluga-se
as casas
n.°
21
e
22,
na
roa
dos
Pelames,
a
xíUiâL
primeira
casa torre
e
a
segunda
terrea
;
ambas teem
quintal
e
poço
mieiro.
Para
tratar na
pharmacia
Alvim,
Praça
da
Alegria,
n.°
14.
LANGO
COMMERCIAL DE
COIMBRA
Sociedade
uuonyma —
responsabili
dade
limitada
São
prevenidos
os snrs.
accionistas
d
’
es-
le
Banco
aíim
de
entrarem
com
a
7F
pres
tação
de 10
per
cento
das
suas
acções.
desde
o
dia
16
a
24
do corrente,
das 10
horas
da manhã até
ás 2
da
tarde, em
Coimbra na
séde
do
Banco, no
Porto,
Lis
boa,
Braga
e Vianna,
nas
agencias
do
mesmo
Banco.
Coimbra,
14
de
julho
de
1875.
Os
gerentes
Manoel
dos Santos
Júnior
José Barbosa
Lima
(2573)
J.
Melchiades
Ferreira
dos
Santos.
DE
COXZMEBEt,
A.
Soeiedade annyma
—
responsabili
dade limitada
Desde
o
dia 15
do
corrente
em
dian
te
pagar-se-ha aos
snrs.
accionistas d’este
Banco,
na
séde
do
mesmo,
e
nas
agencias
do
Porlo, Lisboa, Braga
e
Vianna.
o
di
videndo
relativo
ao
primeiro
semestre fia
do
de
900
reis
por
acção,
equivalente a
8
por
cento
ao
anno,
em
relação
ao
tem
po
decorrido
da
entrada
de
cada
uma
das
prestações.
Ficam
prevenidos
os snrs.
ac
cionistas,
de
que
para
o
recebimento do
mesmo
terão
de
apresentar
as
suas
acções
devidamente
averbadas
e
com
a entrada,
paga
da
6/
prestação.
As
relações
impressas
entregam-se
na
sédo
do
Banco
e
nas
agencias acima
in
dicadas.
Coimbra,
10
de
julho
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial
de
Coimbra
Os
gerentes
Manoel
dos
Santos
Júnior
José
Barbosa
Lima
(2572)
J.
Melchiades Ferreira
dos
Santos.
A
requerimento
de
José
Joaquim
d’
Al
meida,
viuvo,
d
’
esla
cidade,
pelo
cartorio
de
Moita,
á
face
do
inventario
por
falle
cimento de
sua
mulher
se tem
d’
hastear
em
praça
voluntária,
e
entregar
se
o
pre
ço
convier,
no dia
8
do proximo agosto
pelas
9
horas
da
manhã,
no
tribunal
da
josliça,
as quintas
do
Paço, e
de
Sanda-
tão,
sitas
na
freguesia
de
Semelhe,
próxi
ma
d
’
esta
cidade,
com vista para
a
ci
dade
e
estação
da
linha
ferrea
e d’esla pa
ra
aquellas,
a
primeira
descripla
debaixo
da
verba
n.°
332
no
valor liquido
de
8:3220600
reis,
a
segunda
descripla
de
baixo das
verbas
n.08
319
a
229
inclusivé
e
331
no
valor
liquido
de
6:6720105
reis
e
ambas
já
no
lance
de
12:5000000
reis
juntas,
mas
que
se
arrematarão
juntas ou
separadamenie,
como
mais
convenha
ao
invéntariante
e
tudo
na
forma do
seu
re
querimento.
(2570)
Venda
de
casas
a
Vendem-se
juntas
ou
separadamen
te
dez
moradas
de
casas
com
gran
de
quintal,
tendo
os
n.°
s 72
a
82
5
próprias para
edificação
d’
um
grande
pré
dio
e
sitas na
rua da
Cruz
de
Pedra
em
frente
á nova
rua
que
se
vae
abrir
para
a
estação
do
caminho
de
ferro.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
100
com
o
snr.
Ma
noel
Antonio
Pacheco.
(2511)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
&
C.
‘
Bua
do
Soulo
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes operações:
Desconta
leiras
da terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
comp-a
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores d
’
ouro,
pra
ta, inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
(IU)
Os
agentes.
Carvalhos
&
CF
NOVA FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Gernsono Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á ingleza
de
todos
os
tamanhos, canos
para
agoas e
gaz,
e toda
a
obra
de fundição,
como
grades para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
g
NA
QUINTA DE RORIZ
E
PORTO
|
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
tf
FORNECEDOR
DA CASA REAL
S
DEPOSITO
CENTRAL, RCA DAS
FLORES, 35 37 E 39
*
-------
giawíWa»
-------
£
O
proprietário
annuncia aos
seus
freguezes,
e
ao
$
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua-
fabri-
Jt
ca,
e que
na
mesma
se
vender,
ou
no
DepoȒto Cen-
tf
tral^
se fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre-
»
ços estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
Ç
com
promptidão qualquer
pedido
que
seja
feito do di-
5
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
e
V
se garante
a
sua boa
qualidade.
PORTO
1,
3-KUA DAS FLORES-1,3
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA E VENDE
Inseripçõe»
de assentamento
Dita»
de coupons
Dita»
de divida externa
Titulo»
hispanhoes internos
Ditos externos
Coupons do» dito» já
vencido».
©CF
Sacca,
toma
letras
e
dá cartas
de
credito
so
bre Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e se encar
rega
de
compra e
venda
de
títulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
PRIMEIRA
E
ANTIGA
*
RORIZ
j
”
CASA
FELIZ
S
PORTO
®
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
«
(
junta
á
egraja
DA
MISERICÓRDIA)
SORTE
GRANDE
rèis
5.000S000 |
Loteria
dn
Santa Casa
da Nliserieordia de
Lisboa
Exlracção
a 20
de
Julho
-----
> o
<------
JOSÉ IGNACIO FERREIRA RORIZ f
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR-
MIDADE DO EDITAL
DE
28 DE
JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
5^000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600—Quartos,
i-Sj
1^300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
m
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo acompa-
nhadas do
seu
importe
em
vales
dos
correio;
e note
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes, mas
quando
a
oão
recebam
em
tempo
com-
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar,
(G
*
)
n'
Aviso
ao
commercio
Na
Praça
d
’
Alegria,
d
’
esta cidade,
n.°
16, (Mitigo
Campo
das
Hortas)
acha-se
es
tabelecida
uma
casa
de
commissões.
Seu
proprietário
loma
conla
de
despachos
de
mercadorias
de
qualquer
natureza que
se
jam, tanto
d
’esta
cidade
para
a
do
Porto,
como
do
Porto
a
esta.
Proropliíica-se a
tomar
conta
de todas
as
fazendas
em
casa
dos
snrs.
negociantes,
e
a
entregai-as
na
do
destinatário, (em
que
só
rfislo
vae
uma
grande
vantagem)
tudo
por
uma
módica
commissão sem
competidor.
Quem
precisar
esclarecimentos
póde
dirigir-se
á
casa
supra
mencionada ao
commissario
Antonio
Zacharias
da
Silva Coelho.
(2536)
BRAGA
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
3
andares
no
largo do
Paço
n.°
9, trata-se
na
rua
do
Souto
n.°
28
com
o
sor. Jo
sé Anlonio
da
Silva
Lomar.
(2522)
Asphalto Nacional da
Mina de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa com
escriplo-
rio
no
Porto
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc
A
mesma
Companhia
presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
suíliciente para
recommendar
o
seu
asphalto,
a
perferencia
que lhe
tem
si
do
dada
pela
administração
das
obras
pu
blicas
e
o
repetido
chamamento
para
subs
tituir
asphalto
qne
se
por
ahi pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que precisem qualquer
encommenda
d
’
este
genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Rua do
Bomjardim
n.
“
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vêr-se
das
10
horas
da
manhã,
alé
á
1
da
tarde.
(2560)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
Na
rua
Nova
de
Sousa n.° 12,
vende-se
umas
estantes
e
balcão.
(2568)
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
BímS
MWB
M
AMEWU
112 —
Rua
das
Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento que,
como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
roais
felizes
do
Porto, encontra-se
á
venda um
grande
e variadíssimo
sortimento
de
bilhetes de
todos
os
sorteios
das
loterias,
cujas
extracções
geralmente
teem
logar
mal»
de tres
vezes
por mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam feitas
das províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
ou
mesmo estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
mesmo qne sejam d’outros estabelecimentos.
E
final
mente
remettem-se
«grátis»,
findas
as
extracções,
as
respeclivas listas
’
geraes
de
todos
os
numeros premiados.
Para que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas, mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra no
mesmo estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros, meios
bilhetes,
quartos,
oitavos, décimos e cautellas
de 600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos, de 6$000,
3$000, 1$000
e
400
reis;
e
íinalmente,
collecções
de
50
numeros
diíferenies,
pelos
preços
de
2$000,
5^000,
15^000
e
30$000
reis.
A
QUBM CONVIER
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
provincias,
queiram
vender este
genero
á
commissão.
Offerece
para
isso
vantajosas
commissões ;
e
dispensa
as mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar, as
quaes se
podem
comprehender
assim
:
JVegoeiar
»em risco
;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
extracções os pretendentes
não
hajam
podido vender.
Remettem-se
as
listas,
parles
telegraphicas em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende
*
se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem que
ser
adiantado
ou
aífiançado
por
qualquer
nego
ciante
d’esta cidade,
em
cujo
caso
póde
ser
feito
no
fim
das
extracções.
(M.
*
)
Ofíiciaes
de sapateiro
GOfflilMS
Contrata-se
nm
ou
dous
oíliciaes a
fa
zer
solados
com
limpeza na
morada
dos
mesmos, abonjndo-se
boa paga.
28,
Rua
dos
Chãos, 28
Loja de sola.
CAIXEIRO
Precisa-se
d
’
om
rapaz,
proximo
a
ga
nhar
dinheiro,
ou
mesmo
d’
um
caixeiro
de
qualquer
negocio,
que
usem
de
bons
cos
tumes.
28,
Rua
dos
Chãos,
28
(2543)
Loja
de
sola.
João Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(681)
Na
séde d’
esle
Banco e
nas
agencias
de
Lisboa,
Porto
e
Braga,
paga-se
ás
se
gundas,
quartas
e
sextas
feiras,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
uma
da
tarde,
o
diviJendo do
l.°
semestre
d
’
este
anno
na
rasão
de
4
p.
c.
ou
3$200
por
acção.
Banco
de Guimarães,
6
de julho
de
1875.
Os
gerentes,
F.
Ribeiro
Martins da
Cosia
Francisco
P-
da Costa
Guimarães.
Agencia
em
Braga,
Campo de
D.
Luiz I
n.°
29.
(2548)
AGOAS
MINERAES
Na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
ha deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedras
Salgadas: Alcalina
de
Moura,
En-
tre-Rios.
das Caídas
da
Rainha,
Sedlitz,
Verim,
Vidago
e
Vichy.
(Q
*
)
m
iMiM
Balsamico-
Prophilatico
Esta
injecção
é
a
unica
e efficaz que
cura
em seis
ou oito
dias toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas
coroo
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
d,
Antonio
D.
Alvim,
á
Porta
Nova
n.° 14
em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
do
Porto
na
pharmacia
Madureira,
rua
do
Triumpho, n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco.
. .
400
rs.
_______________________________
(O)-
PEDRA
DE
ALVENARIA
Quem
precisar
compral-a, vendea
Anto
nio
Alves
dos
Santos,
Costa,
na
rua
da
Sé
d
’
esla
cidade.
(2565)
L
’
Bluslration
de la
mode.
O
mais
elegante,
>
ícamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por mez,
no
formato
dos grandes jornaes illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
toilette,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer assignar esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
les um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
Vende-se
uma
morada de
casas
na
rua
de
S.
Vicente,
n.° 6,
com
jjOin
quintal
e
agoa.
Quem
a
pef'
tender
dirija-se
á
mesma,
onde
encontra
rá
com
quem
tratar.
(2563)
Traspasse
de
negocio
■
Traspassa-se
a
confeitaria
e
restauran
te da
rua
de
S.
iMarcos,
d’
esta
cidade-
Trata-se na mesma,
de
seu
ajuste.
(2563)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do Barão
de
S.
Martinho
n.°
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e companhias,
e
inscripções-
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
BRAGA :
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875 - É o formato de
-
comerciominho_20071875_372.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)