comerciominho_12061875_356.xml
- conteúdo
-
3.
’ ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E HOTICIOSA
«
Assigna-see
vende-se
no
escrip-orio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3E,
Para
on(
|
e
^
ev
.e
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca deporte. As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
annol/6UU
rs.=Semestre
850
rs.=Prorm-
cias,
anno
2/400
rs
e
sendo
duas
4/000
rs.=Semestre 1/250
rs.=/?ra2»/, anno
4/400
rs.=Semcslre 2/300
rs.
moeda
forte,
ou
10/000
reis e
5/500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para os
assignantes
S0
®/0 d’abatimento.
BRAGA —
19 ME
JUNHO
Uoisas
o loisas maçónicas
em Coim
bra © em Lisboa.
Os
mações de
Coimbra
não
sabendo
que
responder
á
Maçonaria
desmascarada
e
outras
obras
que ullimamenie
se
tem
publicado contra a
maldita
seita,
vingam-
se
em
corromper
a
juventude
(sabemol
o
de
fonte
segura),
fazendo
a
entrar
por
meio
de
trapaças
indignas,
umas vezes,
outras
vezes
quasi
á
viva
força
(incutin-
do-lbe medos)
nas suas
lojas...
Diz o
«Co-
nimbricense» que estas
eslão repletas,
e
que
alguma
trata
de
se
desdobrar (Lio é
de
se
dividir, estabelecendo
novas
cbaíari-
cas
filiaes).
Com eíleito,
a
franc-maçonaria
lem ti
do
ullimamenie
um incremento
assás
no
tável
em
Coimbra.
De
quem
será
a
cul
pa?
sel-o-ha
tào
sómeule
dos senhores
mações
?
Parece-nos que
uão.
Uma
parle,
e
não
pequena,
toca
aos
liberaes
mode
rados
—
até
mesmo aos catholicos
que
se
presam
d’esse
titulo, mas
que
são
por
fim
de
contas
verdadeiros «maçonisantes»,
como
lhes
chama
o
correspondente
roma
no
da
«Civiltà», e
com
rasão.
Se
os
maus,
exemplos,
de
inércia
e de
despreso
pela
doutrina,
pela
disciplina
e
pelos
cânones
da
Egreja parlem
de
cima!...
Morra
por
ahi
um
mação
publico,
conhecido
cumo
tal,
e
verão
como
se
lhe
fazem
gran
des
funeraes,
eolerrando-o
em
sagra
do,
etc.,
etc.
No
Pará
ainda apparece
por
fortuna
quem
torne
a
sério
e
faça
cumprir
os câ
nones,
isto
é
as
leis
da Egreja.
Mas
os
senhores
mações
enraivecem.
Elles,
que
durante
a,
vida dizem e
fazem...
o que
todos
sabemos,
contra
o
Papa
e
os
pa
dres, contra
as
instituições
e
o
culto
ca-
iholico,
contra
o
Evangelho
e
alé
contra
a
divina
pessoa
de
Chrisio
Senhor
nosso,
querem
á
tina
força
que
depois
de
mor
tos. ainda
sem
lerem
dado
o
menor
si-
gnal
de
arrependimento,
os
tenhamos
co
mo catholicos
apostolicos
romanos
e
lhes
vamos
deitar
agua
benta
na
sepultura
e
lhes
digamos
missa?
pe!a
alma em
nome
de
uma
Egreja de
que voluntariamente
deixaram
de
ser membros
1,
—
elles
que
de
uma
e
dé outra
coisa
tantas
e
tantas
ve
xes
se
riram !,—elles
que
sempre despre
garam
estas
ceremonias
profanas
!,—
elles
que
tarnbem
praciicara em
templos
de
Sa
lomão
seus
piedosos
funeraes ao
som
de
martelinhos
(se
nós
lh’
os
exigíssemos
pe-
los
nossos
defunclos?),
—elles
cujo
timbre
é
guerrear
por
toda
a
parte
a
superstição
papisla
!!
Mas
isto
não
pode,
mas isto
não
de
ve
continuar
!
Ou
uma
coisa
ou outra
;
ou
com
Deus
ou
com
Baal
;
ou
catholi
co
ou
franc-mação;
ou
funeraes
sagrados,
segundo
o
rito...
escocez,
por
exemplo,
ao
gosto de
Adhonirào,
ou funeraes
profa
nos,
segundo
o
rito
clerical—
ultramonla-
no
—
palavra
a
mais
aborrecivel,
a
mais
ingrata
ao
ouvido
de
um
bom
filho
da
viuva.
—
To
be
or
not
ta
be, como ha
tem
pos nos
dizia
o
Ir.
*
.
Luciano Cordeiro,
o
da
carta
cougratulatoria
aos
llr.
’
.
brasíli
cos
perseguidos
(e
presos em
varias
for
talezas?)
pelos
bispos
de
Olinda e
do
Pa
rá.
Já
se
esqueceu?
Scripla
manenl.
Tolerância,
tolerância !
dizem.
Mas
ha
verá
coisa
mais
intolerante
do
que
exigir
que
a
Egreja
calque
aos
pés
suas pró
prias
leis,
só
para
agradar
aos
inimigos
da
mesma, e dar-lhes
occasiào
a
commet-
lerem
mais
alguns
sacrilégios
e
a profe
rirem
entre
mofas e escarneos
mais
al
gumas
blasfémias?
Ihverá
maior
intolerância
do
que
exi
gir
de
catholicos
ceitos
actos
que
são ou
devem
ser contra
a
soa
consciência,
que
escandalisam
os
lieis,
que tiram ou
fazem
diminuir
notavelmente
o
horror
ao
pec-
cado,
e
que
por isso
'poderão ser
a
cau
sa
da
perda
de
muitas
almas?
Haverá maior
intelerancia
do
que
ex
por
o
cadaver
de
um
mação
convicto
a
ser
objecto
e
testirnunha
forçada
de
profana
ções
supersticiosas,
na
linguagem da
seita
a
que
pertenceu
em
vida
e
da qual
oão
mostrou
querer-se
aflastar
nem
sequer
na
ho'a
da
morte?
Haverá
maior
intolerância
do
que
pre
tender
que
alguém
tenha
o
mesmo
pé
em
dous
campos,
afastados
por
um
abismo;
sirva
ao
mesmo
tempo a
dous
senhores
que
ordenam
sempre
coisas oppbstas?
Haverá
íinaimente
maior
intolerância
do
que
exigir,
pretender
ou
forçar quem
quer
que
seja
á
realisação
de
um
absurdo?!
Não e
não
!
Bem
o
sabem
os
snrs.
doutores
nos
tres
pontinhos,
muitos
dos quaes,
lá
por
lóra,
sobretudo—na
França,
na
lialia,
na
Alleinanha e
nos
Estados-Unidos
—
assim
o
lem
declarado.
Pois
a
maçonaria
não
é
a
mesma
em
toda
a
parte,
como
os
llr.
’
.
nos afiirmam
continuamente
?
Mas
deixemos
isto
e
passemos a
outro
ponto.
Caso raro!
Tivemos
ha
dias
a
fortuna
de encontrar
e de
ter
aberto
sobre
nossa
mesa de
estudo
o
Boletim
Official do
Gran
de
Oriente
de
Lisboa, etc.,
corresponden
te
ao
mez
de abril
de
1875
(era
profana].
Déramos alguma
coisa
para
que
tal
favor
nos
fosse
concedido
mais
a
miudo.
Mas
não
ha
que
esperal-o.
N
’
esse
folheto,
inqualificável entre ho
mens
sérios,
como
tudo o
que
é
maçó
nico,
lêmos
logo
no
principio:
•
A
luz
da verdade
brilha...
A
maço
naria
se
cccupará
em
render
cuho
ao
ar
tífice dos mundos
o
supremo
archile-
clo...»,
etc.
Quem
diz
isto é
o
orgào
de
uma
seita
occulta,
secreta,
que
emprega
todos
os
seus cuidados
em
raelter
a
luz
debaixo
do
alqueirre !
Quem
diz
isto
é
o
orgão
de uma
sei
ta
naturalista,
pantheisia,
athea,
descara-
damenle
athea
!
!
Qoe
esta
seita
é
secreta,
essencialmen
te
secreta
;
que
não
é
deista
sequer
no
sentido
religioso
e
íilosolico
da
palavra,
eslá
provado
até
á
evidencia
nas
obras
de
gantrélel,
de
Gyr,
na
Maçonaria desmas
carada,
nas notabilíssimas pasioraes
dos
grandes
bispos
do
Pará
e
de
Olinda, pre
sos
actudraente
pela
fé.
(Citamos tão
só
mente
o
que
se
acha
tradusido
ou
pu
blicado
em
portuguez.
Pudéramos
citar
muitos
outros
livros,
e
com
especialida
de
o
ultimo
do
ex.
mo
snr.
Dupanloup,
bispo
de
Orleães).
Continuemos.
O
Boletim
diz
em
seguida
:
«O
Ir.
’.
Grande
Secretario
(Antonio
Ma
noel
da
Cunha
Belem.— Tudo é
«grande»
n
’
esie
Boletim)
chamou
a
altençào
da
gran
de
loja
(notem)
para
o
importante
serviço
prestado á
causa
da
liberdade
(maçónica?)
pelo
nosso
Irmão Ennes
(Olé
!
olá
!
—
Bem
nos
parecia;
e
sem
sermos
profetas...)
«Propôz
(o
dito
Grande-Sect.'.)
que
oa acta
se
consignasse
um
voto
de
lou
vor
áquelle
Irmão
(muito bem
!),
...
e que
fosse
nomeada
uma commissão
de
cinco
membros»
—
commissão
que
«foi
composta
dos snrs.
(Ur.
*
.)
visconde
de
Faro
Grande
Conservador;
Miguel
Baptista
Maciel
Gran
de
Vigilante;
Joaquim
Viegas
do
O
’, Gran
de
Esperto;
Manoel
Ferreira
de
Novaes,
2.°
Grande
Esperto
(o
l.°
naturalmenle
deve
ser
grandíssimo...),»
etc.,—
tudo
gran
des
ou
grandíssimos
como
se
vê,
e
gra
ças
á
igualdade
maçónica
—
«para
ir,
acto
continuo,
cumprimentar
o
dito
Irmão En
nes»,
como
foi
eífectivamente
ao
proprio
theatro
em
que
se
representava
a
peça—
Calumnia
intitulada
os Lazaiislas!
Qui
polest
capere,
capial...
O
que
é
certo
é
que
habe.mus
confi-
tentem reuin, e
que
foram
apanhados
mes
mo
com a bocca na botija,
como
lá
se
cos
tuma
dizer.
Neguem
agora
se são capazes!
Também
lêmos
no
tal
Boletim,
um
ar
tigo
intitulado
—
Bulelln pour
Cetranger
—
,
duas
linhas
que
se
nao
devem
perder.
Depois
de dar
couta
com
muitos
applau-
sos
de
ter
sido
eleito por
unanimidade
Grão
Mestre
da
Maçonaria
do
rito
esco
cez
em
Portugal
o
snr.
conde
de
Paraty
(o
mesmo
que por
ahi
vèmos
muitas
ve
zes
por
Lisboa com
grande
devoção
(?), de
balamlrau
envergado
e
de
tocha
na
mão,
acompanhando
na
fila
procissões
calholi-
cas
!).
accrescenla
:
«Le
devouement
et
le
zele
muçonique
du
frère
conte
de
Paraty
est
le
plus
fort
sautieu
(que tal!) de Tordre en
Portugal
(os ingratos
maçõesinhos
de
Coimbra,
se
gundo
aflirma
o
«Conimbricense»,
que
de
vemos
suppôr
n
’
esle
ponto
bem
informa
do, e que
tem
voto na
matéria,
dizem
exactamenle
o
contrario.
Mas
por fim de
contas
votaram
no
dito
snr.
conde,
por
unanimidade, para
Gião
Mestre!—
Moral e
co/tsciencia maçónicas,
não
admira)...:
il
est
infatigable
au
Service
maçonique...»
Será
por
isso
que..
?
íamos
ser
iodis-
cretos
.
’
Ahi mesmo
no
tal
Buleltm
repetem-se
grandes
elogios
au
frère
Ennes
pour
le
bon
resultai
du
drame les
Lazarisles,
—
energique
prolestaliou
conlre
les
travaux
de
la reacction,
conlre
le
deplorable
influence
du
lazarisme au sein
des
familles
(pag.
12).
Como
devem
ficar
gratos
os
mações
francezes
a
esta
noticia
patriótica !... Pe
na que
se
lhes não
desse
conta,
igual
mente,
da
perniciosa
influencia
das
suas
«Irmãs da
Caridade»,
por exemplo, ou das
«Irmãs
dos
pobres»
nos «seios
das
famí
lias»;—
d
’
essas
Irmãs
fanalicas,
ambiciosas
e
avarentas, que
quando
se
lhes
ollerece,
por
exemplo,
milhão e
meio
de esmola, res
pondem
:
«Não!»,—embora
fsssem
instadas
e
houvesse pleno
consentimento
dos
pa
rentes
do doador—
,
porque
d
’
e-se
modo
não
ficariam
sendo
as
irmãsinhas
dos po
bres,
como
entre
«applausos
estrondosos»
na
Assembleia
de
Versailles,
nos contou
que
ellas
disseram
o
snr.
bispo
de
Or-
leães
(Disc.
na
sessão
de 20
«le
março de
1873.—
Vej: o
«Echo
de
Roma»,
vol.
V,
P
a
g- G8
)-
vui
Ah
!
que
se
tal ofierta
se
fizesse
a
ho
mens
ennicos e
á
virtuosa
claque
dos La-
zaristas
—
drama—
tudo
gente
desinteressa
da,
amiga
dos
pobres e
da
santa po-
bresa
!
Resta-nos
ainda
uma
noticia
maçónica,
e
esta
chic,
para
concluir,
por
hoje
Segundo
acabamos
de
ler
no
«Tribuno
Popular,»
de
Coimbra
(jornal
da
seita
in
contestavelmente),
na
loja
Perseverança
(1
’
aquella
cidade fiseram-se
exequiàs
so-
lemnes,
segundo o
rito,
pelo
Ir.-.
ex-Grão
Meslre
o
snr.
duque
de
Loulé.
«Depois
da
bateria
fúnebre.
.»,
diz
o
jornal,
e
depois
de
outras
exquisilices
e
galimanhas
truanescas
com
que
a
maçona
ria
macaquea
as
graves
ceremonias
da
Egreja,
como
Belzabut costuma
macaquear
algumas
obras
de Deus, liansformando-se
em
anjo de
luz,
para illudir
os
incautos,
recitaram-se
as
orações
(?)
do
«ritual»
dos
tres
pontos,
etc.
Cunsla
que em muitas
outras
lojas
do
reino
se
fará
o
mesmo.
A
proposito
:
na
magnifica
pastoral
do
snr.
bispo
de Olinda
datada de 28
de
março
de
1875,
lendo
por
titulo:
A
Ma
çonaria
e
os
Jesuilas,
a
pag.
30,
lemos
o
seguinte:
«A
seita
maçónica
não
só sustenta esta
impia
doutrina
(qoe
acaba
de
referir, ci
tando
auctores
maçcnicos)
ácerca
dos Sa
cramentos,
como
até
lhes
substilue
sacrí
legas
momices,
que
não
descrevemos
aqui
por
amor
da brevidade.
(Veja-se
a
His
toria
da
Maçonaria
por
Dubreuit, tomo
2.°).
«Basta
diser-vos que
á maçonaria,
ver
dadeira
synagoga
de
Satanaz, como
admi
ravelmente
a
caracterisou
o
incomparável
Pio
IX,
applica-se
perfeitamenle
o
que
do
demnnio disia
Tertuliano:
«Nas
sombrias
cavernas
de
seus
templos
imita
ella as
ceremonias
dos
nossos
Sacramentos
divi
nos;
baplisa
os
que
crêem
em
sua
dou
trina;
prometie-lhes
a
remissão
dos
pec-
cados; conlere-lhes
foneções
sacerdolaes
;
imprime-lhes
na
fronte
o
signai
da
con
firmação; celebra a
oblação
do
pão;
e
co
mo
Pontífice
Supremo
administra-lhes
o
matrimonio:—
Dtabulus
ipsas
quoque
res
divinorum
sacramenlorum
in
idolorum
mys-
teriis
cemidatur: lingit
et
ipse
quordam
ulique
credenles.
Expialionem
de
liclsrun
repromillil,
et
sic
adhuc inilial... Signat
illic in
frontibus
milites suos
:
celebrai
panis
oblalionem...
Quidquid
et
Summum
Pontificem
in
unis
nupciis
slaluit
(De
Proescript.,
cap.
40).
Não
se
precisam
commentarios.
E
em
presença de
tudo
isto
aos
ca
tholicos,
e
aos
ecclesiaslicos
sobre tudo,
não
diremos
nada
?
Para
que,
se
elles
já
sabem ou já
advinharam
tudo
o
que lhes
poderíamos
diser?
Basta,
portanto.
Basta e
sobra!
REVISTA ESTRANGEIRA
Sobre
a
acção
d’
Alcora
lê-se
uma car
ta
enviada
da
fronteira
ao «Únivers»:
Já
vos
disse,
que
este
governo
fdel
nino)
queria
esmagar o
exercito
carlista
do
Gentro, e
particularmente
o
general
Dorregaray.
Era
este
o
íim
do
ministé
rio.
Teve esla satisfação,
mas
uão
gosou
por
muito
tempo
d
ella.
Cartas
particula
res
chegadas
de
Valência,
desmentem
to
das
as
noticias
que
com
ardor
propaga
vam
os
aílonsinos.
Pela sua
pa'te
os
carlistas
consideram
como
um grande
successo
o
ler
podido
conservar
as posições
d
’
Alcora,
e
de
se
terem
conservado
sobre
as
alturas
d
’
Aroya
durante
quatorze
horas
de
fogo.
Visto
elles
tem
toda
a
rasão.
Ao
querer
forçar
as suas
alturas,
Monlenegro
perdeu
mui
ta
gente,
e
afinal
retrocedeu sobre Cas-
tellon,
emquanto
que
Chacon,
ferido, se
retirava sobre
Onda com
os
restos
da
»ua
brigada,
cheios
de
cançaço
e
devorados
pela
Jome
e
sêde.
Por
mais
de
dez
ho
ras,
*esta
pobre
brigada
combateu
a
peno
descoberto
atravez
de
logares escarpados
que
se
estendem de
Ribesalves
a
Luce-
na.
e
isto
sem
receber
nenhuma
distri
buição
de
viveres.
O
batalhão
de Baeza
e
os
caçadores de
Figueras soíírerain grandes
perdas.
O
che
fe
da
reserva
de
Baeza
foi
morto,
con
duzindo
a
sua
gente
á
carga.
Em
Valência íez-se mais
justiça
aos
car
listas
do
que
em Madrid.
A
batalha
de
Alcora
colloca
desde hoje
era
diante
o
exercito
do
Centro
a
par
dp
do
Norte.
Depois
d
’
um
combale
ião
disputado,
se
ria
injusto
o
não
considerar
os
soldados
de
Dorregaray,
e
tratd-os
como
hordas
irregulares.
Admirou-se
sobretudo
a
pre
cisão
de
suas
manobras,
e
uma
meia
con
versão
á
direita
executada
debaixo
do
fo
go
dos
aflonsinos,
no
momento da
sua
maior
vivacidade.
Não
é
verdade
que
n
’
esla
acção
de
2G
de
maio,
o
general
Dorregaray
fosse
fe
rido.
Foi
o
seu
segundo, o
general
Al-
varez.
que
recebeu
uma ferida,
mas
ape
sar d’
essa
ferida elle
conservou-se
a ca-
▼alio
até
ao
fim.
Cucala
teve
o
cavallo
uaorto
debiixo
d
’elle.
En
summa,
os carlistas
defenderam
com
muito
valor as
soas
posições,
qoe
conservaram
e
conservam
ainda.
Dorregaray
está
em
Castillo
de
Villa-
mijo, Cucala em
Lucena
e
Paucheta
em
Al-
cora.
Quanto
a
Monlenegro,
que
os
aflonsis-
!as
representam
como
um
vietorioso,
es
tá
em Oade,
curando
suas feridas
e
recom
pondo
a
soa
divisão.
400
feridos
dos
mais
graves
estão
em
Villareal. Os
ou
tros
foram
evacuados
sobre
Nulles,
Cas-
tellon
e
Valência.
Alguns
oíliciaes
feridos
foram
para
Madrid.
A
reiirada
dos afionsinos
operou-se
com
muita
difliculdade.
Para
a
proteger
foi
necessário
fazer
sair
de Valência
al
gumas
centenas
de
recrutas
apoiados pe
los
batalhões
de
Granada.
O
ataque
foi
feito
em
condições
de
ploráveis
para a
vida
do
soldado,
e
com
grande
despreso
do
seu adversário.
Este
não
dispunha
senão
de
5:000
homens
de
infanleria
e
300
cavallos, sem
nenhum
canhão;
emquanto
que
Monlenegro dis
punha
de
4
divisões de 3:000
homens
cada
uma,
de
600
cavallos
e
d
’
um
arma
mento
sem
comparação
com
o
do
exer
cito
carlista,
cujos
soldados ainda
estão
longe
da
uniformidade
que nós
lhe
de
sejamos.
—
Da
«Nação»:
Em
Lequeitio, aflirma
o
«Noticiero
Bil-
baino»,
mesmo
no
cabo
de
Santa
Cata-
lina
collocaram
os
carlistas
uma
peça de
arlilheria,
para hostilisar
os
navios da
ar
mada,
que
alli
se
aproximarem,
e que,
por aquelle
porto,
entraram,
ha
dias,
urnas
poucas
de
lanchas francezas,
con
signadas
a
Barlolo C
rreras,
e
carregadas
de
mantimentos
para
os
carlistas.
Por
outro
lado da fronteira
diz um
correspondente
ao
mesmo
jornal,
que
se
estão
introdusindo
grande
quantidade
de
barras
de
prata
para
se
cunhar
moeda
com
o
busto
de
D.
Carlos.
Na
*
Eucartações
diz
o
«Popular»
que
ha
doze
batalhões
carlistas.
Do
centro
não
ha
nenhuma
noticia
da
guerra.
Dorregaray,
segundo as
«Províncias»
de Valência, está
fazendo ahi,
o
que
os
carlistas
fizeram
no
norte,
fortifica-se
e
organisa-se.
D
entro
em
pouco
Lucena
estará
uma
outra
Estella.
O
«Irnrac-bal»
dá
conta
de
se
haver
feito
novo
desembarque d
armas
em
Ber-
meo,
no
dia
seguinte
áquelle,
em
que
se
effectuou
o
do
vapor
«London».
Constava
de
quatro
peças
d
’artiIfieria
e
muitas
cai
xas
com
armas.
—
Contioúa
o
bloqueio de
Alcaniz.
O
general
do Aragão ordenou
que
to
dos
os
dias
se apresentem
oito
homens
a
trabalhar
para
cortar
a
estrada, afim de
pôr
incommunicavel
aquella
praça.
Por
ordem
do
mesmo
está-se
reedifi
cando
o
castello
de
Miravete,
(Graodesa)
que
foi celebre
na
passada
guerra civil,
pelo
heroísmo
com
que
os
nossos
volun
tários
o
defenderam
varias vezes
que
fo
ram
atacados.
—Um
despacho
de Durango,
em
1
de
junho,
é
assim
concebido
:
Desembarcaram
hoje
2:000 espingardas
de
agulha,
400:000 cartuchos,
2:000
sa
bres,
4
peços
de
arlilheria
e
outros
mui
tos
artigos
de
guerra.
GAZETILHA .
Seíjutitio centenário
«lo
eulto
publico ao
SS. Coração de
Jeaus.
—
Teve logar
no
dia
4,
na
egreja
do
Col-
legio,
como
annuuciamos,
a
solemne
fes
tividade ao
SS.
Coração de Jesus.
A
comrnissão
oa
devoção
ao
Coração
Agonisante
cumpriu
literalmente o seu
programina,
e
só
temos
a
acrescentar
qoe
cerca de
400
pessoas
se
approximaram
da
Sagrada
Mesa
por
occasião
da
Cornmunhão
geral.
De tarde,
depois
do Te-Deum,
esteve
exposto
o
SS.
Sacramento
alé
ao
fim
da
visita
do
Jubileu
do Anno
Santo,
que
o
ex.
mo
snr.
arcebispo
coadjutor
determinou
começar
n’
esse
dia.
Como
remate
dos
cultos
prestados por
esta
cidade,
n
’
este
anno
ao
SS.
Coração,
resolveu
a
comrnissão,
com
auctonsação
de
s.
exc.
a
rev.
,na
o
snr.
arcebispo
coadju
tor, faser
no
dia
16
a
solemne Consa
gração
do
modo seguinte
:
A
’
s
5
horas
da
tarde
do
indicado
dia,
reunidos
os
fieis
na
egreja
do
real
Colle
gio
Ursulino, se
exporá
no
throno
o
SS.
Sacramento.
|Em
seguida,
depois do Tan-
lum
Ergo,
se cantará
o
Veni
Creator
Spi-
rilus.
Subirá
á
cadeira
sagrada,
pela
pri
meira
vez
ifesta
cidade,
o
talentoso
ora
dor
padre
Martins
Capella,
parocho
da
Carvalheira,
recitar-se-ha,
findo
o
sermão,
o
Aclo
de
Consagração,
que será repetido
em
voz
baixa
pelos
assistentes,
e
termi
nará
esta
tocante
ceremouia
com
um so
lemne
Te-Deum
em
acção
de
graças.
Para
preparar
condignamente
os
fieis
para
estai
duas
grandes
festividades,
tinha
a
comrnissão
promovido
d
’antemão
o
The
souro
do
Sagrado Coração,
obra
devida
ao
incatiçavel
zelo
do
rev.®
Director
do
Apostolado da
Oração etn
França,
cujo
producto não
desmereceu
em
nada
aos co
lhidos
n
’
aqoella
nação.
Nos
meses
de
março
e
abril apurou-
se
a
seguinte
soturna
d
’
obras
espirituaes
:
5:167
communhões,
130
terços,
429
co-
rôas,
366
visitas
ao SS Sacramento,
107
dias
d’
oraçào
mental,
92
rozarios,
77
via-
sacras,
urna
hora
de
silencio,
279
missas,
9
950 obras
de
penitencia, 156 jejuns,
785
mortificações
e
2
disciplinas.
Que
o
SS.
Coração
se
digne
abendi-
çoar
os
trabalhos
da
comrnissão
e
satis-
íaser
áos
seus
piedosos desejos,
é o
qoe
do
coração
desejamos.
Santo Antonio.—
Este
milagroso
Santo
é
ámanhà
festejado
na
sua capella
da
Praça
Municipal,
na
das
Beatas, e na
dos
Esquecido
*
,
junto
a S.
João
do
Souto.
Raio.
—
Uma
mulher,
moradora
em
uma
casa
da
mina
de
S.
Domingos,
foi
morta,
no
dia
28
do passado,
por
uma
faisca electrica
gque
lhe
fez
doas
grandes
fendas,
uma nas
costas
e
outra
no peito,
e
lhe
queimou
todo
o
fato.
Uma
filha
que
estava
doente de
cama,
ficou
com
os
pé
*
queimados.
Estatua. —
Inaugurou-se,
no
dia
10,
em
Flavtgny
(França)
uma
estatua
ao
padre
Lacordaire,
o
distinclo
pregador
de Nossa
senhora
de Paris, e
restaurador
das
ordens
religiosas
em
França.
Tufão.
—
Macau
soflreu os
estragos
d
’
um novo tufão, que
destruiu
a
cidade
em
parte.
Concerto
de
bandurras.—
Recom-
mendamos
a
todos
os que
soem
presar
o
mérito
dos
bons
artistas
e
que
os
sabem
auxiliar
na
sua espinhosa
carreira,
o
con
certo
que
ámanhà
tem
logar
no
theatro
de
S.
Geraldo.
O
snr.
Chané dá
este
concerto
com
o
íim
de
auferir
os
meios
para
transportar
a
sua numerosa
familia
para
a
Hispanha,
seu
paiz.
e
livrar
o seu
filho
mais
velho
do
recrutamento.
Se
os
méritos
artísticos
do snr.
Chané
e
filhos
não
bastassem,
0
que
deixamos
dicto
seria
suíficiente
para
que
lodos
os
amadores
de theatros
não
deixassem
per
der
esta
occasião
de
mais
oma vez
mos
trarem
os
seus
sentimentos
de generosida
de,
que
nunca
foram
desmentidos.
Fentrjon
du Rainha Santa.—
Pre
param-se
em
Coimbra
brilhantes
festejos
para
a
solemuidade da
Rainha
Santa,
pa
droeira
d
’
aquella
cidade.
Partida.
-r-Na
próxima
segunda
feira
parte
para
Évora
o
ex.
,no
snr.
arcebispo
Primaz,
D. José.
Consta-nos
que
seguirá
para
o
Porto
no
comboyo
da
tarde.
Impresaoa
—Espalharain-se
hontem
com
profusão
uns
impressos,
onde
a
classe
académica bracarense
se
desaíTronta
das
oflensas
que
lhe foram
feitas
n
’
uma
inde-
licadissima
local, publicada
n’
mn
jornal
d
’esla
cidade,
referente
ás
pateadas
dos
dias
5
e
6,
no
theatro
de
S. Geraldo.
Entendemos que o
nosso collega andou
mal,
servindo-se
de
expressões
menos
pró
prias d’
um
jornal
cioso
da
sua dignidade.
A
correcção
é
forte,
mas
justa.
Dcaordem,
—
Hontem,
á
chegada
do
comboio da
manhã,
travou-se
grande
desor
dem
entre
os
cocheiros
da
Nova
empresa
de
trens,
e
os
dos
outros
carros,
no
local
da
estação
do
caminho
de
ferro.
Tres
dos
implicados
na
desordem
foram
presos
e
recolhidos
á
cadeia.
Um
soldado
que
estava de guarda,
fi
cou
com
uma
das mãos
bastante
maltra
tada,
em
resultado
d
uma
pedrada
que
lhe
jogaram.
Conversões.
—
Uma carta particular
do
rev.0
padre
Ambroisse,
missionário
apostolico
da Ordem
dos
Carmelitas
des
calços,
refere
que
só
na
missão
de
Ma-
labar-Qitilou,
mais
de
800 indígenas
se
converteram
á
religião
chrislã,
e
receberam
o
baptismo
do
começo
do
Anno
Santo.
O
piedoso missionário
attribue
estas conso
ladoras noticias
da
nossa
santa
religião,
ás
graças
especiaes
concedidas
durante
o
Ju
bileu
A
mesma
carta
diz
que
na
dita
missão
mais
de 800
catacúmenos
se
pre
param para
receber
a
regeneração
baptis-
mal.
Amor
eanino.—
Quando um incên
dio
devorava
ha
dias umas casas
em
Mon
de,
ao
sul
da
França, saiam
d
’
uma d
’ellas
gemidos
aíFlictivo». Era
uma
cadella
de
caça, que
tentava
salvar
dois
cachorros
que
amamentava.
Agarron-a
um
homem
para
a
salvar,
mas
ella resistiu.
Deixaram-
n
’
a,
porque
as
chammas iam
invadindo
tudo,
até
que
um
homem
corajoso,
Gam-
bert,
tentou
ainda livral-a. A
cadella
re
sistiu
ainda,
e
foi-se
deitar
ao pé
dos fi
lhos,
já
cercados
de
chammas.
Gambert
comprrhendeu-a,
pegou
nos
cachorros,
e
o
pobre
animal
acompanhou
docilmente o
salvador de
seus
íilhos.
Portuguezes
fallecidos.
—
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro desde
14
a
16
de
maio
ultimo
os
seguintes
súbditos
por-
tuguezes
;
Adriano
Fernandes
Ramos
55
annos
ca
sado;
Miguel
Monteiro de Oliveira, 55
a.,
c.
;
Manuel Marques Pinto, 24
a.,
c.;
Álvaro
Rodrigues
de
Carvalho,
31
a.,
sol
teiro;
Anlonio
Rodrigues,
23
a.,
s.;
Fran
cisco Pereira Leal,
21
a.,
s.
;
João
José
Alves
40 a.,
c.;
Joaquim
José
de
Olivei
ra,
69
a.,
s.
;
João
Ferreira
Bastos,
38
a.,
s.;
Manuel
Gonçalves Pereira, 19 a.,
s.
;
Balbina
Ferreira
Machado,
45
a.,
viuva;
Maria
de
Nazareth,
37
a.,
v.;
Ma
nucl
Ferreira
Sopbia,
48
a.,
c.
A
SEMANA
RELIGIOSA BRACARENSE
Publicou-se
o
n.°
2
d’
estc
semanario
re
ligioso
que
em
parle
vem
substituir
a
União
Catholica
e
Atalaia
Catholica
que
por es
paço
de
19
annos se
publicou
n
’
esta cida
de,
e
o
qual
conterá
:
As
leis,
decretos
e
portarias
do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiaslicos.
As
Pastoraes,
Exhortações, Editaes
e
outras
medidas
geraes
expedidas
pela
Secre
taria
de
S. Exc/ Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de
concurso,
os
provimen
tos
das
egrejas,
as Provisões
d
Encommen-
dação
e outros
actos da Camara
Ecclesias-
ticado
Arcebispado.
Os
factos
mais
notáveis
da
Egreja
Catho
lica
com
relação
a
Portugal.
Artigos
de
doutrina religiosa,de
lithurgia
e
de Historia
Ecclesiastica
que
digam
respei
to
a
este
Arcebispado
Primaz das
Hispanhas.
Apotegmas
ou
ditos
sentenciosos
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de
varões
illuslres
por sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos á
Egreja.
Preço
d’
assignalwra:
por
anno
l$200
—
seis mezes
600
réis.
— Com estampilha
por
anno
l$500
semestre
750.
Assigna-se
em
Braga,
na
rua
Nova de
Sousa
n.°
3,
para
onde
deve
ser
remetti-
da toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria Dias da
Costa.
Matérias
contidas
no presente
numero
:
Carla
encyclica
do Summo
Ponliíice,
publicando
o
jubileu
do
anno
santo.
Circular obrigando
os
ordenandos
da
diocese
Bracarense
a usarem
dos
respecli-
vos
hábitos quer
nas
aulas,
quer
na
egre
ja,
especialmente
assistindo
aos oíficios
religiosos
etc.,
e
prohibindo
o
uso
de
trages
de
côres
deshonestas.
Concursos
mandados
abrir
pelo
minis
tério dos
negocios
ecclesiaslicos
e
de jus
tiça.
Secção
religiosa contendo
dois
impor
tantes
artigos
sobre
a
origem
e
utilidade
da
festa
do Sagrado
Coração
de
Jesus.
Noticias
e
fados
diversos.
NECROLOGIA
Deu-se
hoje á
sepultura
na
egreja
da
Venerável Ordem
Terceira
de
S.
Domingos,
d’
esla
cidade,
da
qual
Ordem
havia
sido
sub-prior,
o
ill.
ino
snr.
José
Joaquim
de
Oliveira,
o
qual
tendo a
saude muilo ar
ruinada
e
parecendo
caminhar
para
uma
cacbexia,
ainda
assim dava
esperanças
de
durar,
se
uma
pneumonia
lhe
não
viesse
cortar
os
lios
da
vida.
Tinha
apenas, e
ainda
não
completos,
64
annos
de
idade, tendo nascido
em
no
vembro
de
1811.
Foi
escrivão
intelligenlissimo
e
probo
n
’
esta
comarca,
e
tinha
vae
em
2
annos
passado
o
olficio
a
seu
filho,
não
menos
intelligente
e
honrado,
o
ill,rao
snr.
João
(1
’Oliveira.
Era
devotíssimo
do
SS.
Sacra
mento
e
da
Virgem
Mãe,
cuja
visita
dia
ria, a
não haver
absoluta
impossibilidade,
nunca
deixou
de faser,
indo
as
veses por
debaixo de chuva
torrencial
á
egreja
das
Capuchinhas,
onde
se
venera
a
devota
ima
gem
da
Madre
de
Deus e
de
seu
casto
Esposo
S.
José.
Recitava
lodos
os
dias
o
officio
parvo
de
Nossa
Senhora,
e-
coitk
mungava
freqoenlemente,
não
deixando
jj.
mais
de
o
faser
nas
festividades
da
mes
ma.
Era
muito
caritativo,
fasendo
moitas,
e
largas
esmolas,
e
tendo
sempre
uberta
a
bolsa,
quando
se tratasse
de
qualquer
obra
pia.
Para
o
diser d’
uma
vez:
era
um
catholico
modelo.
Amigo
mui
particular do
illustre
fina,
do,
avalio
pela
minha
a
saudade
e
a
dôr
de
seus
bons filhos;
porém
devem
conso.
lar-se
na
recordação
de
suas
virtudes,
as
quaes
dão fundada
esperança
de
que
elle
passou
a
melhor
vida,
e
que
do
céo
bade
continuar
a
vigial-os
e
a
dirigil
os.
A
todos, e
especialmenle
aos
associa,
dos
da Propagação
da
Fé,
pedimos
ura
P.
N.
e
A.
M.
pela
alma
d
’
elle,
o
qual
era
coilector
d
’uma
decuria.
Guimarães
9
de
junho
de
1875.
J.
A.
comhehcio
B
olsa
de
B
raga
.
9
de
junho
de 1875
EflTeetuado
Banco do
Alemtejo
100100.
Banco
de
Bragança
130000.
Banco
da
Kegoa
540000.
Banco
de Villa Real
540200.
Banco
de
Portugal
(2.a
emissão)
200900.
10
de
junho
de
1875
Eífeetuado
Banco
de Villa
Real
540000.
Banco da Regoa
530900.
Banco
do
Minho
1210600.
Banco
de
Vianna
200150.
Banco
Alliança
650300.
Banco
de
Bragança
130000.
Banco
do
Alemtejo
150000.
Dito dito
100000.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
BANCO DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em 31
de
maio de
1875.
Capital
3.000:0000009.
l.
a
emissão
750
contos
—7:500
acções
de
100&000 reis.
Actiwo
Accionistas
............................
165:5200000
Lettras
descontadas
e
a
rece
ber......................................
412:303096/
Efleilos
depositados.
.
.
.
12:01)00000
Papeis
de
credito.
.
.
.
1:3090530
Agencias no
paiz.
.
.
.
35:9200385
Ditas
no estrangeiro.
.
.
16.4190935
Devedores
e
credores.
.
.
5300396
Caixa.......................................
26:8560176
Empréstimos
com
caução.
102:9680000
Ditos
em
c/c
com
caução.
85:0010219
.Moveis
e
utensílios
.
.
.
1:5120190
Despezas
d
’instalaçao.
.
.
1:2550260
861:6000052
Passivo
Capital
...................
750:0090000
Fundo
de
reserva.
.
. .
4900961
Dividendo
..............
1780800
Depositantes
............
47:0880506
Obrigações a
pagar.
.
.
.
39:8260976
Credores
de efleilos
deposi-
lados.............................
12:0000000
Ganhos
e
perdas
....
12:0140809
861:6000052
Os
Directores
Antonio
Baptista
Alves
Leilão
José
d’
Amorim
Vaz de
Carvalho.
(2493)
3
ANNUNCIOS
B4NCO
COMMERCIAL
DE
GUIMARÃES.
Sociedade anonyma — responsabi
lidade
limitada.
Por
ordem
do
Ex.
Sor.
Presidente
da
Assembleia
Geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d'esle
Banco
a
reunirem-se
era
sessão
extraordinária,
no
editicio
do
mes
mo,
no
domingo,
20
do
corrente,
pelas
4
horas
da
tarde,
afim
de
deliberarem
so
bre
a
compra da
casa
onde foncciona
o
banco,
e
lambem
resolver
sobre
o
que
determina
o
artigo
28
dos
estatutos.
Guimarães, 9
de
junho de
187o.
0
secretario,
(2194)
Manuel
Antonio
de Almeida.
The
Minho
District
Railway
Com-
panh.
Limited.
.
Por
ordem
da
direcção, (em Londres)
d
’
esta
companhia,
e
para
conhecimento
dos interessados
faz-se
publico:
4.
°
que
no
dia
!.•
de
julho,
(e
dias
seguintes
uteis)
das 1
1
horas
até
á
1
da
tarde,
se effectuará no escriptorio da
com
panhia
n’
esta cidade,
o
pagamento
dos
juros,
a
rasão
de
6
por
cento,
(a cargo
da
empreitada
da
via ferrea
de
Guima
rães
por
Santo
Tbyrso
e Visella), sobre
as
acções
aqui
registradas.
2. ®
a
apresentação
dos
certificados
é
indispensável
;
e os
snrs.
accionistas
que
preferirem
receber
seus
juros
em
Lisboa,
Braga,
ou
Guimarães,
d
’
isso
avisarão
o
secretario
da
companhia.
3.
° os
snrs.
accionistas.
qoe
ainda não
tenham
trocado
os
seus
recibos
provisorios
pelos certificados,
terão
a
bondade
de
o
fazer
sem
perla
de
tempo.
4.
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
entrarem com
a
segunda
prestação de
nove
mil
reis por
acção
até
o
dia
25
do
corrente
no Banco
Ludtano, ou
sua
Cai
xa
filial
n’
esta
cidade,
no de
Braga
ou
no
de
Guimarães;
e á
face
dos
respecti-
vos
recibos,
ser-lhes-ha
dada quitação
nos
certificados
apresentados para esse
fim
no
escriptorio
da
companhia.
*
Porto
9
de junho
de
1875.
(2495)
E.
Moser.
Sociedade
Democrática
Recrea
tiva.
Por
ordem
do
Ex.'n#
Presidente
d
’
As-
sembleia
Geral
são
convidados
lodos
os
socios,
da
sociedade Democrática
Recrea
tiva, a
comparecer
na
segunda-feira
14 do
corrente,
pelas
8
horas
da
tarde, na
ca
sa
da mesma
Sociedade,
afim
de
se
reuni
rem
em Assembleia
Geral,
para lhes
ser
apresentado
0
Relalorio
da Direcção,
e
para
se
proceder á
eleição
dos
diflerentes
cargos
da
dita
Sociedade, d
’
accordo
com
0
que
determinam
os
artigos
16
e 23
§
6.°
dos
estatutos.
Braga
11
de
junho
de
1875.
0
Secretario da
Mesa
d
’
Assembleia
Geral,
Antonio
Adelino
de
Magalhães Moutinho.
(2496)
3
a
Emissão
das obrigações
dos
caminhos
de ferro
do Minho
e
Douro.
Pelo
presente
são
prevenidos
os
por
tadores
de
certificados
da
3.
a
serie
de
que
no dia
15
do
corrente mez
de
Junho
se
vence
a
terceira
prestação
de
205000
rs.
por
obrigação
que
os
mesmos
deverão
sa
tisfazer
no
cofre
central d
’
esle
dislricto no
referido
dia,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
ficando
sujeitos
á
per-
da das
prestações
já
pagas
pela
falta
do
pagamento
no
indicado
dia.
Repartição
de
fazenda
do
districto
de
Braga
em
10
de
Junho
de
1875.
O
delegado
do
lhesouro,
(2197)
Henrique
Francisco
Bizarro.
iimamtíii.
Ficou
transferida
para
domingo,
13 do
corrente,
a
arrematação
dos
tapetes,
cor
tinas
e
mais objectos,
que
devia
ter logar
na casa
da
camara
no
dia 6
proximo
pas
sado.
(2488)
Manuel
Antonio
de
Castro
Teixeira,
com
estabelecimento
de
trens
na
rua da
Sé
d’esta cidade
de
Braga,
e
antigo
esta
fete
de
encommendas
d
’esta
cidade
para
o
Porto
e
vice-versa,
terminou no
dia
21
de
maio
com
a
dita
estaletaria
em
virtu
de
do
caminho
de
ferro;
e achando-se
em
seu
poder
varias
encommendas
e
volumes
que
o
supplicante
não
sabe
para
quem
são, por
oão trazerem
rua
nem
nomes
das
pessoas
a
quem são dirigidas,
parti
cipa
ao
respeitável
publico
d’esla
cidade
e
do
Porto
a
quem
faltar
alguma
das
ditas
encommendas,
se
dirijam a casa
do
sup-
plicante, que
dando
signaes
serão
en
tregues.
Braga
7
de
junho
de
1875.
Manuel Antonio
do Castro
Teixeira.
(2483;
Companhia
Alliança
Edificadora
Portuense
Soeiednde
anonyma responsabili
dade
limitada
Capital
500.0000000
em
acções
de
50$000
reis
Esta
companhia
lem
por
fim
principal
facilitar
aos
operários
e
famílias
pobres
a
acquisição
e
habitação
de
casas,
mas
póde
também dedicar-se
a
outros
fins
que
sejam
convenientes,
e
que
lhes
forem
facultados
pelos
estatutos
que
em
breves
dias
serão
distribuídos
aos snrs.
subscriptores.
A
subscripção
para
esta companhia achar-
se-ha
aberta n
’
esta
cidade
nos
dias
10,
11
e
12
do
corrente
no
Banco
Commercial
de
Braga,
e
no
acto
da
inscripção
haverá
0
deposito
mil
reis
por
cada
acção
subs-
cripta.
Braga
7
de
junho
de
1875.
Os
instaladores
Alberto
Borges
de
Castro
—
João
Joaquim
Paes
—
Alfredo Praça
de
Vasconcellos
—
João
do
Pio
Júnior—Antonio
Joaquim
Borges
de
Castro
—
Joaquim
José
Alves de Souza
—Ba
rão
de
Massarellos
—
Joaquim
Lopes
da
Sil
va—
Francisco Antonio
de
Lima
—José
Al
ves
Carneiro
—
Jeronimo
Pinto
d'Almeida
Brandão
—
Thomaz
Joaquim
Dias.
(2486)
Banco
da
Povoa
de
Varzim
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
mandarem
a esle
banco
os seus
titulos
provisorios
para
serem
trocados
pelas
ac
ções
effeclivas.
Tendo-
*
e
desencaminhado
0
titulo
n.°
74,
representando
10
acções pertencentes
ao
snr.
dr.
José
de
Freitas
Costa,
previ-
ne-se
a
quem
possa
interessar
a
fim
de
fazer
as
suas
reclamações
no
praso
de
30
dias,
findos
os
quaes
serão
as
ditas
acções
passadas
a
favor
d’aquelle
snr.,
ficando
0
referido
titulo
de
nenhum
effeito.
Povoa
de
Varzim, 22
de
maio
de 1875.
O
*
directores
J.
Gomes
Moreira
(2482)
A.
R.
da Silva Vieira.
Precisa-se
d
’um
rapasioho
para
nego
cio, na
Senhoia
A
Branca
n.°
4.
(2484)
Qtiem
quizer
comprar
parle
do
aparelho
de
fazer
chocolate,
torrar
e
moer
café,
ou
ha
bilitar-se
para
0
lazer,
entrando
em
socieda
de
de
harmonia
com
as
condições
que se
convencionar,
póde dirigir-se
á
rua
dos
Sa
pateiros
n.° 24, para
tratar
com
0
annun-
ciante.
O
mau
estado
de
saude
do
proprie
tário
d
’
esta
fabrica, 0 lem
impossibilitado
de
dirigir
a
fabricação
d
’
aquelle
genero; e
é
por isso
que
faz
0
presente
convite.
(2481)
Venda
de
Quintas
Vendem-se
as quintas do
Pa
ço
e
Sandarão,
mistas, e
uni
das,
sitas
na freguezia
de
Se
melhe,
muito
próxima
a
esta
cidade
de
Braga,
viradas
ao
Nascente
e
Meio
Dia,
com
vista
para
a
estação
da
linha
ferrea
e
d
*
esta
para
aquel-
Jas.
Tratam
se
com
a
exc.
m
*
gerencia do
Banco
do
Minho.
(2487)
RBTRâkTOS
Rua de S. Marcos n.° 14
Brilhantes
ou
esmaltados, 12
25000
Sobre
papel
albumina
12
15000
Perfeição
e
nitidez garantidos.
—
Pholo-
grapho
do
Porto.
(2491)
TALHO
NA RUA
NOVA
João
Antonio
Fernandes,
faz
publico
que
de
hoje
em
diante
no seu talho
a
car
ne
que
até
hoje
vendia
por
120
reis
cada
500
gram.
venderá
por
110 reis,
e
vilella
140
reis
0
mesmo
peso, achando-se
0
ta
lho
aberto
desde
as 4
horas
e
meia
da
ma
nhã
até
ás
6
da
tarde.
(2492)
Lauriano
Evangelista Pereira
Rui» da
Ponte n.
*
99
Tem
para
vender
12
portadas
com
vi
dros
e
algumas
ferragens,
tudo
em
bom
estado,
tendo
as
ditas
de
alto
2,
m80
e
de
largo
l,"
*
30.
(2489)
BOM
EMPREGO
DE
DIAI1E1R0
Vendem-se
oito
moradas
de
casas
J
íàí
M
l
com seus
<i
uintaes
e
a
oua
»
sitas na
rua
Nova
de
Santa
Cruz
(estrada
do
Bom
Jfesut do Monte),
tendo
OS
n.
os
17,
18.
43,
44,
45
e
46,
terreas,
e
n.° 20
A
a
20
C, com
2
andares,
sendo
todas
construídas
ha
pouco
tempo.
A
quem
convier folie
na
Praça
do
Ba
rão
de S.
Martinho
n/
19.
(C.
2478—
R.
83)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
& C.‘
Rua
do
Souto n.° 30
Esla
agencia
faz
as
seguintes
operações :
Desconta
letras da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compta e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abonando
juros.
Empresta
sobre penhores
d’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
0
Banco
lem
agencias.
Braga,
3 de
junho
de
1875.
Os
agentes.
Carvalhos
&z
CA
Convidam-se
os
snrs.
accionistas d
’
este
Banco
a
entrarem cora
a
2.a
prestação
de
25
p.
c.
ou
125500
reis
por
acção,
relativa
á
2.
a
emissão,
desde
0
dia
15
a
25
de
junho
proximo.
Os
sors.
accionistas
residentes
no
Por
to,
pódern
efíectual-a na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco
n’
aquella
cidade.
Braga
13
de
maio de
1875.
Os
directores,
Luiz
Antonio
da
Costa Braga
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
(2439
C.
63
R.)
AO PUBLICO
A
diligencia
que
conduz
0
correio
de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
está
em
contacto
com
o
com
boio
que parte
de
Braga
á
1
hora
e
40
m.
da
tarde
e
que
chega
a
Famalicão
ás 2
e
28
m.,
bem
como
com
0
comboio
que
sae
do
Porto
ás
9
horas
e 30
m.
da
ma
nhã.
Preço
de
Famalicão
á Povoa e
vice-
versa 400
reis.
(2470)
VENDA
DE
QUINTA NO
MINHO
Vende-se
a
quinta
do
Vale
no
sitio
de
Moimenta,
freguezia de
Cavez,
concelho
de Cabeceiras
de
Basto, que consta
de
casas
nobres com
sua
capella
e
agua
de
bica
n’
um
bom
tan
que dentro
do
pateo,
casas
para
caseiros,
e
ebegoarias
com
as
competentes
arrecada
ções,
soberbos
lagares
e
armazém
com
la
nei»,
canastro
e azenha
para
fabricação
d
’
azeitc,
cuja
propriedade
produz actual-
mente
quarenta
pipas
de
vinho,
quatorze
carros de
pão,
e sessenta
almudes
d
’
azeite,
e
susceptivel
de
muito
maior
producção
;
tem grandes
moniados,
e
bons
lameiros
para
feno,
aonde
se
pódem
sustentar
sete
ou
mais
juntas
de
gado,
e
tem
além
d
’is-
so
seu
pomar
d
’
espinho
e
caroço,
e
algu
ma
castanha
e
lande.
Quem
a pertender
póde
dirigir-se
ao
snr. José
Joaquim
Gomes,
professor
d
’
en-
sino
primário,
na
freguezia
de
Cavez,
do
mesmo
concelho, que se acha
auctorisado
para
contratar.
(2479)
DE
GUIMARÃES
Sociedade
aMonyma
RespoMeabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas d'es
te
Banco
a
fazerem
entrada
da
segunda
prestação
de
20
p.
c.
ou
105000
rs.
por
acção
desde
25
a
30
de
junho.
OUTRO SIM
O
accionista que adiantar
algumas
ou
todas
as entradas
se
lhe
abonará ou
paga
rá nas
épocas
marcadas
0
juro
de
5
p.
c.
assim
como
os
que
deixarem
de
satisfazer
ficam
sujeitos
ao
que
determiua
0
para-
grafo 2
°
do
artigo
12.
Recebe-se
em
Guimarães
na
casa do
Banco,
campo
da
Misericórdia.
No
Porto,
na
Caixa
Filial,
rua
de
Fer
reira
Borges,
48.
Em
Braga,
nos
ageotes
Almeida & Pe
reira.
Guimarães 28
de
maio
de
1875.
Os
directores,
Fortunalo
Jorge
Guimarães Baraleiro
Joaquim
José
de
Azevedo
Machado
José
Chrysostomo
da
Silva
Basto. (2469)
NOVO
HORÁRIO.
Joaquim
José
Cerqueira,
Francisco
José
Cerqueira e
Joaquim
José
Cerqueira
Júnior,
participam
ao
publico
que
os
carros
que
d
’
esla
cidade
saem
para
Ponte
do
Lima
ás
8
horas
da
manhã e
1
Ja
tarde
e
de
Ponte
do
Lima
para
esta
cidade ás
7
ho
ras
da
manhã
e
meio
dia,
principia
a
sair
desde
0
dia
9
do
corrente
inclusivé
ás
5
horas
da
manhã
e
4
da
tarde,
chegando
a
Ponte
ás 10
da
manhã e 9
da
tarde,
e
de
Ponte
para
Braga
ás
6
horas da
manhã
e
3
da
tarde
chegando
a
Braga
ás 11
da
ma
nhã
e
8
da
tarde.
Braga
7
de
junho
de 1875.
O
gerente,
(2180)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio
Germano
Ferreirinha
NA
Travessa de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra, assim como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e toda
a
obra
de
fundição,
como grades para
sacadas, obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos preços do
Porto.
VENDA
DE
CASAS
Quem
quizer
comprar
uma
mo-
rada
de
casas
cila
na
rua
dos
Sa-
pateiros
n.° 9
póde
dirigir-se a
Rosa
Maria
de
Oliveira,
moradora
na
mes
ma
casa.
(2456;
4
E
I
a
S.IBOARh
&
PRIMEIRA
E
ANTIGA
I
RORIZ
I
JÍK
Vi
’
?»
CASA
FELIZ
8
NA
QUINTA DE RORIZ
PORTO
PORTO
1,
3-
KUA
DAS FLORES-1,
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
F1HITO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
«
è
«
s
5.000$000
8
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
COMPRA
E VENDE
Inscripções de assentamento
Loteria da Santa
Casa
da misericórdia de
Lisboa
Exlracção
a
10
de
Junho
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPOSITO
CENTRAL, RUA DAS FLORES, 35 37 E 39
O
proprietário
annuncia
aos seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado na
sua
fabri
ca,
e
que
na mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas de coupons
Ditas
de divida
externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons dos ditos j» vencidos.
so-
©O
*
Sacca,
toma
leiras
e dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas praças estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSE IGNACIO FERREIRA RORIZ g
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL
DO PORTO,
NA
CONFOR-
M1DADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE
1860
W
Tem
á
venda no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
50000
rs.
—
Meios
ditos,
a
20600—
Quartos,
a
10300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas de
500,
250 e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz com
promptidão
todas
e
quaesquer
S
k
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-^
nhadas
do seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
no
%
fim da
exlracção
remetle a
lista
dos
prémios
aos
seus
$
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
pelente
Terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G *
)
&
ALTA
NOVIDADE
2G,
Rua
do Souto, 2tt
Junto
á'rua
de
Jano.
CHAPELARIA.
ALMEIDA
gg|
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima
moda,
grande
e
variado
sor- i
tido
de
chapeos,
de
se-
‘
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecçâo
de
bonets,
que
ludo
vende
mais barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica, concerta
e põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
cbapeo
que
esteja
nas
circumslancias.
(23£0)
MB HfiWA
Balsamico
*
Proph
ilaiico
Esta
injecção
é
a
unica
e
eíTicaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se em
Braga
na
pharmacia
de
Antonio
D.
Alvim,
á
ror
la
Nova
n.°
14,
em Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no
Porto
na
pharmacia
Madureira,
rua
do
Triumpho,
n.
#
142,
proximo
ao
Palacio de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O.)
VENDA
DE CASA
Vende-se
uma
morada
na
rua
da
Ponte, com
os
n.
08
69,
69
A
e
69
B.
Quem
a
pertender
dirija-se
ao
cam
po
de
SanCAnna
n.°
48
B.
(2177)
Lllluslration
de
la
mode.
O
mais
e[egante,
ricamente illuslrado
e
barato
dos
jornaes
da moda.
Publica-se
em Pariz
uma
vez
por
mez,
no formato
dos
grandes
jornaes
illostrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
toiletle,
uma
grande
folha
de mo
delos
de
tamanho natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignalura
—
Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9 fr.
Com
o
brinde
—
13 fr.
|
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
wtóO
WWW
M
112
—
Rua das
Flores
—
114
PORTO
N
’este
estabelecimento
que,
como é
sabido,
é,
no
seu genero,
um
dos
roais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á venda
um grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios das
iolerias,
cujas
exlracções
geralmente
leem
logar
mais de tre®
vezes
por
mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo acompanhadas do
seu
respectivo
importe
em
vales do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
me®jn
*
o
que
sejam <l’
outro®/estabelecimentos.
E
final-
menle
remetlem-se
«grátis»,
findas
as
exlracções,
as
respectivas listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas, mes
mo
as
menos
abastadas, se
encontra
no
mesmo estabelecimento
:
além
de bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes, quartos, oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e 40
reis; dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de 6^000,
3$000,
1$000
e
400
reis;
e
finalmente,
collecções
de
50
numeros
diflerentes,
pelos
preços
de
2á000,
5^000,
15^000
e
30^000
reis.
Este
estabelecimento
fornece convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
este
genero
á
commissão.
Offerece
para isso vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar,
as
quaes se podem
comprehender
assim
:
JVegoeiar
sem risco
$
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
exlracções
os
pretendentes não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
attende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem que
ser
adiantado
ou
afiiançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta
cidade,
em cujo caso
póde
ser
feito no
fim
das
exlracções.
(M.
*)
Catalogo
d’
alguns
livros
que
se
vendem
na.
Livraria
Cal
botica,
rua
do
Souto,
n.
9
10.
Braga.
Elucidário
das
palavras,
termos
e
frases,
que
em
Portugal
atiligamenle
se
usáram. Liboa 1799.
2
vol.
foi.
enc. 3£600.
Cândido Lusitano.
Diccionario
poe-
tico.
1
vol.
em 4.° enc., 900.
Antoine.
Theologia
Moralis.
4
vol.
em
8
o
enc.,
1$000.
Dietionaire historique.
4
vol.
em
8.°gr.
enc.,
2$400.
Nlartyrologium
Komanun
(1584)
2^250
Idem,
com
notas
(1620),
1^200.
i NletBiodo
da
Liturgia Braearen-
se.
Braga
1837.
1
vol.
em
4
°,
400.
Verdadeiro methodo de estudar
(Verney)
3
vol.
em
4.°
enc.,
l£500.
Quevedo.
Obras.
5
vol.
em
4.°
enc.
3^000.
Nlirabilia
Elomao.
1575.
1
vol.
enc
10200.
Conduite
des confesseurs
1
vol.
400.
Tratado
de da confiança na mi
sericórdia
de
Deus,
1
vol.
enc.,
300.
Direeteur
spirituel.
1 vol. 240.
Elementos.
dTligyene, por
Franciaco
de
Mello
Franco.
1
vol.
400.
Garção.
Obras
poéticas. 1
vol.
em 12.°
enc.
300.
P.
e Nlontreuil.
Estabelecimento
de
la
Iglesia.
5
vol.
em
4.°
20500.
Azevedo.'
Chronologia
dos
Summos
Pontífices.
1
vol
enc.
200.
Nlonarchia
Lusitana,
parte
I,
II,
III,
IV
cada
volume.
30000.
Mystica Ciudad de Di«®.
3
vol.
em
foi.
enc.
40500.
Guevara.
Oratorio
de
Religiosos.
1
vol.
enc.
200.
Justa
acelamação
de
D.
João
IV.
1
vol.
em
foi.
enc.
20250.
Caramuru.
Poema
epico. 1
vol.
enc.
240.
Moreri.
Diccionario
hislorico
(Em
es
panhol)
10
vol.
em
foi.
100000.
i&iverius.
De
perfeclo
canonico. 2 vol.
em
foi.
20400.
Scarfantoni.
Lucubrationes
Canoni
cales.
2
vol.
em
foi.
50000.
Eleury.
Hisloire
Ecclesiaslique.
40
vol.
em
8.°
120000.
Além
d’
estes
ha
outros
livros,
que
te
vendem
por
preços
commodos.
I®
@ FEITO
José da
Silva
Fundão
Campo
de Sant’Anna
(lado
de b»F
xo)
n.°
G8.
Participa aos
seus
amigos e
freguezes,
tanto
d’
esta
cidade
como
das províncias
que
lem
nr»
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
feito, casimiras para
fato
muito
ba
ratas, córtes
de calça
a 10500,
20000
e
20500
reis;
tudo
lazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bo
nets
de
gorgurão
de
seda e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de 500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
lodos
os
feitios.
N.
B.
O
annunciante faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja
encommendada,
e
promptifica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do fregoez.
(P
*
)
COADJOTOK
Precisa-se de
um,
na
parochial
egreja
de
S.
Lazaro
d
’
esta
cidade.
Trala-se
com
o
parocho
da
mesma.
(2473)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções de As
sentamento
e
coupons.
(581)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Compram
e
vendem
acções de
todo
5
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
crassentamento e
coupons.
(I)
Vende-se
a
propriedade
que
íi
câ
Ponte
dos
Pelames
<l
ue
se
compoem
de
casas, pomar
®
leiras
de
lavradio
e
arvores
avidadas
coD
'
tiguas e
circuitadas.
Trala-se
no
escriptorio
d
’
esta
redacç
30,
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
BRAGA : TYPOGRAPHIA LUSITANA —
l8'* - É o formato de
-
comerciominho_12061875_356.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)