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FOLHA COMMERCIAL é.ELiGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
35^-
3/
ANNO
1875
Assigna-see
vende-se
no
escrip.orio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
a
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
O
Arcebispo
Primaz,
lendo
de
reti
rar-se
d
’
esla
cidade
para
a
d
’Evqra
em
rasão
de seus
assás
notorios
padecimentos
de
saude,
os
quaes
não
só
o
obrigaram
a
resignar
o
governo
de
sua
muilo
amada
e
Santa
Egreja
Bracarense,
mas
também,
e
desde
muito
tempo,
o
inhibem
de
agra
decer
pessoalmente
os obséquios
de cum
primemos,
que
tem
—An
C
ar
ma»
auctoridades
e mais
de
e
archidiocese ;
e
Jhe
não
permillem
mente
de
todas
rs
do, aproveita-se
(1
’
este
meio,
que
póde
lançar
mão,
a
todas
todo
0
rev°
clero
do
arcebispado,
significar
seu
muilo
reconhecimento
peh caridade
e
delicada
atlenção,
que
tem
recebido; —
para de todos
se
despedir com
saudade
tão
entranhada,
quanto
é viva
a
alfeição
religiosa,
qne
une
aos
fieis
d
’
esta
me
trópole,—
e
para a
todos
protestar,
que,
fazendo
votos
a
Deus pelas
prosperidades
espiriluaes
e
temporaes
de
cada
um
dos
íilhos
d’
esta
Santa
Egreja
Bracarense.
lhe
será
muito
agradavel
poder
prestar-lhes
qualquer
serviço,
que
caiba
em
suas
for
ças,
a
todos
os
respeitos
muito
debeis.
recebido
das ex.m3s
pessoas
d’
esla
cida-
ainda
n
’esta
occasião
despedir-se
pessoal-
que
o
tem
obsequia-
unico
de
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Cristal
e
no
Chiado ha
de
faser-lhes
per-
]
der
o
amor
aos
seus
cruseiros
e
nichos,
etc.
Esqueceu-se
porém a
«Tribuna»
de
nos
diser
se
por
esses
sitios
haverá
crapulas
e
lupanares,
que
é
para
onde
se
acolhem
os
que
fogem dos templos.
E
como
o
ebrio,
que,
habituado a
as
pirar
unicamente
o
ar
empestado
das or
gias
e bachanaes,
odeia
os
perfumes
mais
agradaveis
e
salutares,
acrescenta
ainda
a
interessante
«Tribuna»:
«Os
habitantes
das cidades liberaes
freqneniaiido
Braga, visitando
em excursão
de
tourisles
fsic)
o
Bom
Jesus,
l.i;
:!:
impregnar
com
as
suas
ideias a
atmosfera
carregada
com
c
____
1
haverá
crapulas
,
hão de
>
suas
ideias
a
atmosfera
io
fumo
dos
thuribulos
e
dos brandões
das
procissões
etc.»
Aqui
a
«Tribuna»
faz
allmão de
certo
aquelles
habitantes
das
laes
cidades
libe
raes,
que
aqui
se
fiseram
representar
na
abertura
antes
na
por
uns
TEWÇA-FE.BBSA S
»E
JUNHO
lesse
a
«Tribuna»
havia
de
per-
talvez,
qoe
Lisboa
e Porto
nào
que
dois
grandes
centros
de
Quem
suadir-se
são
mais
,
materialismo
estúpido;
e
com
todo
a
ver
dade
é
que
a
grande
maioria dos
habi
tantes
das
duas
primeiras
cidades
do
paiz
é
gente
de
são
juiso
e
fé
sincera,
sem
prejuiso
dos
tribunos
—
salvo
seja
—
como
se
costuma
diser n’
esla
reaccionaria Braga.
E
’
certo que
por
lá
abundam
mais
e
são
em
maior
numero
os
sábios de avental
e
trolha,
(pois
ignora alguém
que
lambem
por
cá
os
ternos?)
estes
porém
fasem
ape
nas
uma
excepção
e
pequena,
apesar do
insuportável
berreiro
com
que
sam
de
incommodar
os
ouvidos
soas
de
bem.
Mas
vamos á
historia.
Crê
a
«Tribuna,»
trombeta
bhca
(apesar
dos precedentes monarcbico
*
dos tribunos, que
boje
são
republicanos
com
a
mesma
feição
com que
árnanhà
serão
turcos até
se
de
lá
lhes
soptar
de
geito
;j
crê
ella,
que o novo
caminho
de
ferro
do
Minho,
ligando
o
foco
da reacção
clerical
(Braga)
ao
Porto
e a
Lisboa
e
levando
os
bracarenses
a
espairecer
no Palacio
de
não
das
da
Tffff
ET K
.W
P
reços
: Braga,
anno
1$600
rs.=Semestre
850
rs.^Prorin-
cias,
anno
2$i00
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre
1&250
rs.J=Brazil, anno 4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5S500
reis
moeda
fraca.=Annunciospor
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
20
®/0 d
’
abatimenlo.
rem
vermelhos,
todos de
desejarem
desor-i
dens
interiores
por
eqiirito
de
partido
ou
mesmo
por
amor dos
prussiauos.
Teem-
se
polido
temer
sobre
alguns
pontos
sé-,
rias
agitações,
e
mesmo
crimes
como
o
de
Périgord.
Assim
é
que
a
palavra jac-
querie
chegou
a
ser
pronunciada.
Ainda
lá
não
chegamos ;
mas
é
incon
testável
que
as
excitações
a
que,
desde
ha
tantos <»nnos, as
classes
operarias
estão
sujeitas,
ameaçam
produzir
Quando
auounciamos,
ba
mezes,
estes
resultados,
os
a
que,
desde
do caminho
de
ferro,
e já
pouco
I
primeira
vinjem
d
’experiencia,
r
_.
_ tantos
busurri
vindos
do
Porto,
mas
que longe de
impregnarem
de
ideias
a
atmoífera,
a
deixaram
impregnaria
com
vapores
de
vinho.
Forte
lontice
a da
«Tribuna.»
Habituada
a
julgar
os
outros
pelo
que
lhe
vae
por
casa,
pensa
talvez,
que
os
bracarenses
esquecem
as
suas
mais
glorio
sas
tradições em troca d’
algum
copo
genebra
?
Pois
engana-se redoudamente.
de
ces-
pes-
repu-
A filiílÁ
»A (1ARI9ADE
A
C. DE L. L.
Ningiaeui
íís
faz
«jue
não uw
gi«e.
Um
jornal
liberasta
queixa-se
do
gmento
de
crimes
em
nossa
patria,
quasi
sempre ficam impunes ou
pouco
pa-
au-
que
_
r
.
me
nos
;
de
lhe
haverem
espancado
um
ami
go,
etc.
;
e
ao
mesmo
tempo
dirige
pi
cuinhas
aos
ultramonlanos.
que
também
chama
clericaes,
e
ás
vezes
«catholicos»,
por esquecimento
...
De Papas
e
jesuítas
não
fallemos.
Vae
tudo
raso!..
Ora
isto
faz-nos
lembrar
um
arti
*
osi-
ubo,
escripio
ha
tempos
por
Eugênio Veuil-
loi,
—
irmão
do
grande
ailileta
do «Univers».
Leia
se,
e
ver-se-ha
como
vem a
proposi
to,
apenas mulalis rnutandis:
seus
fructos
apenas
alguns
___
___
,
políticos
e
sá
bios <io
partido
da ordem
sorriram-se.
Agora
inqmelam-se
;
vemos
mesmo,
entre
seus
auxiliares,
os
doutore
*
do
orleanis-
mo
avançado
e
os
pensadores da
republi
ca ordenada.
O
«Siècle»,
«l’
A
*
enir
Natio
nal»,
o
«Teinpps», o
«National» e
a
«Opi-
nion
naliouaie»,
unem-se ao
«Journal
des
Débals.
para
denunciarem
as
violências
com
que
sào
ameaçados
alguns
cidadãos
pacíficos;
pedem que
a
questão
seja
le-1
vada
á
presença
das
camaias,
e
accusariam
de
boa
vontade
o
governo
de
cumplicida
de
nas
cóleras
«elvageos
da
vil
multi
dão.
Estes
legítimos
protestos
vieram
um
pouco
tarde,
e
ficam
incompletos.
Os
jor
naes
orleanistas
e
republicanos
não
sonha
vam
em
protestar
quando
a
propaganda
que
os
inquieta,
propaganda
partida das
lojas
maçónicas,
e
excitada
por certos
se
ctários, parecia
dever prejudicar
unica
mente
»
clero
e
os
iclericaes-
.
Poder-se-hia
mesmo
encontrar
em
columnas
mais d’uma
insinuação,
d
’
uma
asserção,
mais d
’um ar ligo
de
reza
a
fazer
crer
que os
catholicos
vam
do
lado
do
inimigo. Nào
teem
.
dito,
credulidade
publica
podia gerar
o
assassi
nato.
H<>jn,
a
propaganda
maçónica,
mal
com-
prebendida
pelos
aldeãos,
ameaça,
nos
campos,
a
lodo
aquelle
que
passe
por
ini
migo
do
governo.
Alguns democratas, al
guns
liberaes
teem
sido
insultados
e
mes
mo feridos.
O
negocio
toma
aspecto
do
loroso.
Nossos
anti-clericaes
perturbam
se,
indignam-se
e reclamam
Elles
leem,
cei-
tamente,
rasão
de
reclamar,
mas
com
mel-
lem
grande
erro
em
se
esquecerem
de
sua cumplicidade
no
mal,
cojos
eíleilos
experimentam.
Esquecem
também,
que
pro
testando a
pró
<i’
aquelles
qne
lhes
são
ca
ros,
nào
cessam
d
’
aliçar
o
fogo
contra
o
clero
e
os
catholicos.
Continuae
ho
mens
do
progresso:
se
o
fogo
nos
alcan-
ça,
envolver-vos-ha tarnbem.
GAZETILHA
«Em
muitos
departamentos,
grupos,
mais
ou
menos
numerosos,
teem
proferi
do
ameaças
contra
os
nobres
e
os
burgue-
zes,
confundidos
sob
a mesma
denomina
ção
de
inimigos
do
povo.
Uns
eram
ac-
cusados
de
serem
brancos,
outros de
se-
suas
mais
nalu-
esta-
__
__
___
elles
J
‘
..
,
repetido,
sustentado
que
o
Papa
fa
zia
votos
pelos
prttssianos
e
os
felicitava de
seus
bons
successos
?
Não
teem
elles
ac-
crescenlado que
«a
côrle
de
Roma»
era
unanimente
hostil
á França,
e
eosiouado
que
todo
aquelle
que
entre
nós
a
defen
dia, pensava
como
ella
?
Os
desmentidos
ma's
positivos,
os mais
claros,
os
mais
bem estabelecidos,
lhes
leem
sido
dados.
Mas
não
tiveram
ainda
a
consciência
de
os
tomar
em
conta
[mu-
latis
rnutandis
como
em
Portugal!). Es
tes
desmentidos,
de
resto, não
lhes
ensi
navam
cousa
alguma,
porque
elles
sabiam
perfeitamenle
que
os
aclos
e
as
palavras
aiIrtbuiJas
ao
Papa
ou
á
«sua
cone»
eram
infames
invenções.
Todavia
teem-n’as
pro
pagado,
e
implicitamente
sustentado,
mes
mo
depois
que
algumas
sceius
selvagens
lhes
teem
provado
que
esta
exploração
da
lapso tipográfico. —
Em
o
nume
ro
dos
membros
da
comrnissão promotora
dos
festejos
commemorativos
da exaltação
ao
solio
pontifício
do
Venerando
Pio
IX
no
dia
17
de
junho,
em
Villa
do Conde,
esqueceu-nos
de
mencionar o
nome do
rev.mo
padre Luiz
de
Sousa,
nm
dos
mais
dignos
sacerdotes d’
aquella
localida
de.
Este
esquecimento
foi
devido
unica
mente
a
um lapso
do
compositor
na
occasião
da
composição.
Rectilicamos,
|oií,
a
lis
ta
dos
membros
da
comrnissão
alludida,
publicando
novamente todos
os
seus
r.o-
I
mes:
Rev.
0
prior
—
Anlonio
José
Pereira
d’
An-
drade.
Rev.0
Rev.®
sa
Reis.
Rev.
0
Barros.
Bacharel
—
Custodio Velloso
—
Advogado.
Antonio
Maria
Pereira
—artista.
José
Maria de
Castro—
idem.
Manuel Fernandes
Pereira—
idem.
Acrescentamos ainda
ao que
a
este
respeito
já
dissemos,
que
a comrnissão pro
cura
lambem
que
a
move,
chegue
para
cer-se
uma
esmola
<le
Villa do
Conde,
la
época
existentes
villa.
Grande fesiivtdaiie, esea
râes.—
A
Me>a
da irmandade
de
N.
S.
padre—
Luiz
de
Sousa.
pddre
—João
Evangelista
de
Sou-
padre
—
Antonio José
Soares
de
subscripção
que
pro-
n
’
aquelle
dia
oflere-
aos pobres-enirevados
e
aos
presos
o
’
aquel-
na
cadeia
da
mesma
No
século que
atravessamos,
e
em
que
a
impiedade
zomba
sacrilegamente
de
tudo
que
o
cbrislianismo
inspira,
de
tudo
que a
Egreja
abençoa,
século
onde
as
paixões
Correm
desenfreadas
e
os
vícios
minam
os
alicerces
da
sociedade
querendo
desmo-
ronal-a, é
mister
que
baja
quem
ainda
faça
reviver
os
tipos
mais
heroicos
que
nos
primitivos
tempos
do cbrislianismo
deram
ao
mundo
um
exemplo
d
’
abnega-
çào
e
á historia
um
nome por
todos
ve
nerado
; é
urgente
que
se
desmintam
os
que,
infacitiados
de vã
sciencia e
falsa
filosofia,
negam
uusadamente
a
sublime
influencia
da
religião
de Jesus,
e
preten
dem
ridicularisar
os
seus
m^is
zelosos
seguidores.
A
historia, essa
serve-ncs
de
juiz
in
corruptível,
e
profere
sempre
o
verediclum
a
nosso
favor
;
e
porisso,
conservando-a
sempre
inlacta
e
sempre
impolluta, vere
mos
o
quanto
a
humanidade
deve
ás
io
cansaveis
Irmãs
da
Caridade,
vultos
ad-
1
miráveis
e sublimes,
que
tantas
Jagnmas
'
enxugaram
e
tantas
vidas
restituíram
á
fa-
iimlia,
á
patria
e
ao
mundo.
Quem
ha
’
hi
qoe
não
admire
e
respei
te
o
nome
de
Vicente de
Paulo? Quem
1
não
conhece
esie
varão
cuja
patria
era
o
mundo,
cuja
família
era
a
humanidade
?
Por
certo lodos
o
conhecerão;
o
seu
no
me
vive
elernamente
na
memória de
to
dos,
e
em
todos
está gravado
com
cara
cteres
indeleveis;
o
leinpo
que
tudo
des-
troe,
que derriba
monumentos,
que
apaga
inscripções,
que
parte
sceptros
e
que der
ruba
impérios,
uão
póde
ainda
fazer
olvidar
este
apostolo
incansável,
este
obreiro
do
Evangelho.
O
seu
nome,
vinculado
n
’
uma
instituição
santa
e
sublime,
é
invocado
por os
que
gemem,
e
por
os
que choram.
E’
ijue
a virtude
não
morre, e
que a
in
gratidão
não
póde ganhar
prosélitos onde
o
cbrislianismo
existe.
Vicente
de
Paulo
no
seu
acrisolado
amor para
com
a
humanidade
conctbeu
o
projecto de
aggregar
debaixo
da sua
di
i
recção,
quem quizesse
imital-o na sua
vida
de lagrimas,
mas
de
consolações.
,
A
elle
se
juntaram
logo
esses
anjos
de
amor
e
dedicação,
que
«e
chamam
Irmãs
da
Caridade. Que
titulo!
Resume
em
si
uma
epopeia de lagrimas,
significa
o
expo
rem-se
á
chuva
e
ao
frio,
á
inlemperie
das
estações,
á
diversidade
dos climas,
ao
calor
dos
Iropicos
;
quer
dizer
o
abando
narem
familia
e
patria, e
nem
florestas
a
dentro
ou
mar
em
fóra,
soccorrer os que
gemem,
consular
os
que
soffrem, repartir
consolações e
distribuir
alegrias.
Santa
missão
esta! E
ellas,
essas
íilhas
do
ceo,
lá
caminham
demandando
a
choupana
do
infeliz,
o
baratliro
a
cuja
borda
se
acha
va
o
desgraçado,
o
hospital,
a
esse
mun
do
de
pallidez e
dores,
á cadeia,
onde
geme
em
ferros
o
criminoso, ao
campo
de
ba
talha onde
se
pugna
em
defesa da
patria
e
dos
santos
princípios,
emfiiu, onde
se
chora,
onde
existe
a desgraça
alli
ap-|daver
nadando
parece
a
Irmã
da
Caridade.
Oh,
bemdila
sejas,
mil
vezes
bemdita
Quando
te
vêem,
envolta
em
toas
alvas
a
sua vida
:
infame
e
cruel
expõe
nas
portaes
o
Irucio
das
suas
não
lhe
ministra
o
primi-
a
Irmã
da
caridade
subsli-
jos
de
paz
e
d
’
amor, apparecem
tanto
nas
extremidades
do globo,
como
nas
adus
tas
paragem
do
Equador;
nos
campos
da
batalha,
como
na
mais
pacifica
aldeia
;
no
mais
sompluoso
dos
palacios, como
no
mais
misero
albergue;
por
toda
a
parle
se
vêem
;
como a
caridade,
suas
Irmãs
não
teem
lar.
Esbocemos
Se
a
mãe,
praças e
nos
entranhas, se
livo
sustento,
tue
a
mãe
cruel,
e
toma
conta
do
inno-
ceute
a
quem
educa.
Se
ás
bordas
da
estrada,
a
inveja
ou
o
odio
afia
o
punhal
e
o
crava
no
peito
do
viandante,
deixando
por
terra
nm
ca-
’
>
em
sangue
e
insepulto,
ella
ahi
chega
a
dar-lbe
jazida,
e d
sup-
plicar a
Deus
por
sua
alma.
___
’
can,
P°
da
batalha,
onde
tudo
é
roiwagens,
acercam-se
de
li;
beijam-le confusão
e
desespero,
a
Irmã da
caridade
a
fimbra da capa,
e
juncam
com
lagri-
corre
d
’um para
outro
lado sem
receio
mas
de reconhecimento
o
solo
por
onde
de
qne
as
balas a
matem,
a
ministiar
re
medios
e a
espargir consolações;
e
nas
ambulaneias,
então
é
que
ella
é
mais
su
blime
d’
aboegação e d’
amor.
mas
de
reconhecimento
o
solo
por
onde
passas
;
porque as
lagrimas e
os
males
'ão
herança
de
lodos
os
que
passam
n’
ts
te
valle
de
lagiimas;
e
porisso
estes
an
ttíiim
da
Consolação
e
Santos
Passos,
di
cidade
de
Guimarães,
lendo
conseguido
levar
a
effeito
a
compra
de
treze
sinos
atinados
e
a
sua collocação
sem
perigo
nas
lindas
e magnificas
torres
da
sua
egreja,
isto
depois
de
benzidos e
tendo-se
comprido
neste
acto
a
imponente
e
magestosa
ce-
removia
do
baptismo
dos
sinos, desem
penhada
com
toda
a
gravidade
e
pompa,
não faltando
o
apparalo
de
sonoros bino-
nos
marciaes,
pumoroso fogo e
numero
so
concurso
de
povo
atrahido pela
cere-
moríd, nova
para
elle,
e
muito
principal-
metfto
porque
em
seu
coração,
estava
o
desejo
de
possuírem
uma
cou
*
a
tão apre
ciável
e
para
cujo
alcance
grande
parle
linha
concorrido,
resolveu
inaugurar
com
pompa
este acontecimento,
e
isto
do
mo
do
seguinte
:
No sabbado,
5
do
corrente,
subiu
ao
ar algum
fogo
escolhido,
isto
como
au-
nuncio
do
grande
festejo
que
teve
logar
no
dommgo
seguinte.
'
N
’este
dia ao
romper
d’alva,
uma
sal
va
real
annmiciou
ao
povo
de
Guimarães
e
suas
visiuhanças
<jtie
este
dia era
para
todos
de
festa
e
de alegria;
e,
aberto
o
templo,
o
povo
que
o
vhitou
encontrou-o,
assim
como
a
capella
do Senhor,
cober
to
de
galas,
adornado
de
flores,
vestido
de ricos
damascos
e brilhante
pelos
nu
merosos
lustres
e
multiplicados
lumes
qoe
o
allomiavam.
A’s
10
horas
houve
missa
cantada
a
grande
instrumental,
composição
do
insigne
miestro
Mirot,
pela
capella
do «nr.
Lucinio.
E
quando
o
celebrante
entoou
o
hymuo
da
«Gloiia»,
á
sua
voz
grave
qoe
sobe até
os
ceos
a
misturar-
se
com
a
dos
anjos
louvando
a
Deus,
juntou
se
o
alegre e
fc-tivo
som
dos
sinos
pela
primeira
vez
ouvido
em
Guimarães
e
qne
a
todos
deixou surprehendidos
e
satisfeitos.
De
tarde,
pelas
5
horas,
subiu
ao
púl
pito
o
dislinclo orador
sagrado
doutor
An-
lenio
Lopes
de
Figueiredo,
conego
da Sé
Primacial,
cujo
discurso
foi
seguido
de
um
solemne Te
Deum a
musica
vocal
e
iostru-
(ueut.d
em
acção
de
graças
por
se
verem
realisados
os
desejos
de
tanta
gente.
A
’
noite foi
o
frontespicio do templo
profusametile illumiuado, e queimou
se
va
riado
fogo
de
vistas
e
artificio
de
bons
e
escolhidas
artistas,
como
remate
d
’esta
grande
festividade
inaugural.
Gi
*
nn<le
catástrofe—9® pessoas
niGrtns
—
A
Áustria
está
consternada
com
uma
catástrofe
lameatavel
;
no
valle
de
Mur,
na
Siyria,
cerca
de
alguns
500
pe
regrinos
que iam
celebrar
o
jubileu,
qui
seram
passar
a agua
em
barcos.
N
’
um
<j
’
elles
apesar
das
recotnmendações
dos
bar
queiros,
entraram
em
tão
grande
numero,
mais
de
100
que
o
barco
ao
largar
da
praia
começava
já
a
sossobrar.
A
corda
que
segurava
o
barco
partiu
e
a
corrente
arrastou-o.
Algiius
instantes
depois
todos
os passageiros eram engolidos, uns
já
mor
tos
outros
debatendu-se
e
soltando
gritos
lastimosos. Setenta
e
seis
pessoas
morre
ram
afogadas
antes
de
se
poder
dar
soc-
corros
ás
outras.
Encontraram
se
59
ca
dáveres,
qoe
foram
sepultados
n
’
uma
lon
ga
valia
perlo
do
sinistro.
—
(Jornal
da
Noite).
Asilo
«Se
E>. 3
*
edro
V.
— Festejou-
se,
na
sexta-feira
passada na
capellinha
dp
Asilo
d
’
Iufaocia
Desvalida
de
D.
Pedio
V
a
conclusão do
M-z
de
Maria.
Houve
pela
manhã
missa
a
grande
in
strumental,
e
de
tarde
sermão,
prégado
pelo
ex.
mo
dr.
Moreira
Guimarães,
findo
o
qual
se
cantou
a
Ladainha.
Concerto de bandurras.—
Os
afa
mados
baodurristas
da
companhia
da
zar-
ztiela,
da
qual
e
director
o
snr.
1).
João
Molina,
darão
u
’
um
dos
dias
dVsta
sema
na,
no
tbeauo
de
S.
Geraldo, um
varia
do
concerto
de bandurras,
no
quil desem
penharão
as
melhores
peças do
seu
repor-
torio.
O
excelleole
acolhimento,
tanto
do
pu
blico,
como
da
imprensa
de
Lisboa,
Coim
bra
e
Porto,
que estes
artistas
teem
re
cebido,
dão-lhes
o
direito
a
esperarem
toda
a
coadjuvação
dos
bracarenses,
que
sabem
apreciar
o
verdadeiro
mérito.
Fairnseeneia
»3o ittcoJor
(Biario
de Notícias).—
No
dia
2
de
junho,
diz
elle,
fallando
de
«crianças»
:
«Nós
por
nossa parle
somos conciliado
res,
por
isso
dizemos-lhes
apenas:
—Leiam
os
jornaes
e
oiçam
os
padres
para
saberem
um
pouco
de
ludo
o
que vae
pelo
mundo,
e
aprenderem
a
notar
egualmenle
os
bens
e
males
da
imprensa
e
a*
virtudes
e
erros
dos
padres.»
Com
effeito
as
«crianças»
a
«saberem
um
pouco
de
tudo»,
e
a
«notarem»,
isto
é
a
formarem
juizo,
sobre inales
da
im
prensa,
erros
dos
padres», etc.,
é
mesmo
de
eternas
luminárias.
Santa
innocencia
a
d
’este
incolor!
A proposito
:
sobre
quem
deu
conse
lho
a
no»sos
primeiros
paes (que aliás
não
eram
creanças)
para
que
comessem
o
fru-
cto
prohibid.o
afim
de
conhecerem
o
bem
e
o
mal
?
Quer
saiba
quer
não, aprenda
pelo
me-
mos
dos antigos
íilosofos
pagãos, e
até
dos
primos
da
«Suprema
Venda
Secreta»
que
maxima
debelar
puero
reverentia.
Mais
innomtría.—
«Fellecen
o
se
nador
brazileiro
o
snr.
Hsconde
de
Sousa
Franco. O
governador
do bispado
do
Pará
prohibiu que se
(lhe?)
rezassem
missas nas
egrejas
da
sua
diocese»
Se
assim
foi,
ja se
vê
que
o direito
canonico
ainda
vigora
para
o
clero
do
Bra
zil.
Sendo
coisv
poblica
e
sabida (por
elle
mesmo
o
declarar
nas
camaras)
que
o
visconde
de Sousa
Franco
era
franc-ina-
çou,
e
irapio
descarado,
e
não
constando
por
outra
parte
que
se
reconciliasse
com a
Egreja
nem sequer
á
hora
da
morte,
cla
ro e^lá
que
o
governador
do
bispado
cum
priu
o seu
dever.
Já
viu
alguma vez
o
incolor
que
seus
IL
*
.
permitlissem
em
suas
lojas
funeraes
por
algum
profano?
Responda sem rodeios
e
sem
papas
na
lingua,
que
ficamos
á espera...
sentados.
Mas
ainda
que
assim
fosse,
o
argumen
to
não
colhia.
Para
que
são
as
leis?
Não
nos
grilam
por
ahi
todos
os
dias que
são
para
se
cumprirem
?
Pois
a
Egreja
tem
as
suas;
e
sapientíssimas
que
elías
são
!
Grande novidade. —
Diz
um
jornal
maçonico de
Coimbra
que
os
frauc-maçons
d
’alli tratam
de
organisar
uma
associação
para
fabricarem
um
certo numero
de ca
sas.
—
São
pedreiros, não
admira...
—
Admira,
sim
senhor.
E
tanto
que
se
tal
fizessem,
seria a vez
primeira
desde
ba
muitos
annos
(desde
1720)
que
o»
taes ma
çons
ou
pedreiros
exercitariam
o
seu cili
cio.
—
E’
por isso
mesmo
que
nos
custa
a
crer;
e
pomos
a noticia
de
quarentena.
—
(Si
Publ.)
Edgard Bminette
e a imprensa
Siberaista.—
O «Correio
do
Meio-dia»
(e
qojsi
toda
a
imprensa liberasta)
desfize
ram-se
ha
pouco
em
elogios
a
Edgard
Quinei—
o
homem
que
«mentia como
os
oaitros
homens respiravam»,
na
frase
do
energico
L.
Venillol;
e
que
desejava
vero
Catholicismo
«affogado
na
lama»,
segundo
elle
proprio
escreveu,
em
signal
de
sua
«tolerância.»
Qne lhes
preste.
Até
o incolor...
muita christão...
que
publica
vidas
de
Santos!...—
(Idem
.
Perdeu-se
—
Perden-se
ante-hontem.
da
Cruz
de
Pedra
até
ao
Arco
da
Porta
Nova,
uma
pequena medalha
com um
re
trato.
Quem
a
achasse,
e
queira
resti
tuir,
pode
fazel-o
no
e
*
criptorio
da
redac-
çâo
d’
este
jornal.
SECÇÃO
BE COMOiaDOS
Snr.
redactor.
Consumou-se
a
obra
nefanda
de
um
go
verno
çspoliadcr,
e
foi
ci-nsummada
por se
nadores
c
patrícios,
que
chegou a
tocar
a
meia
do
rediculo
o
modo
como foi
levada
a
elleito
I
Faliu
da
venda
dos
passaes
d
’
esta
fre
guezia
de
Villar
d
’
Ossos,
que
foram
postos
em
praça
por
um
governo
que
respeita
as
sim
as
immeosidades
da
Egreja
a
ponto
de
a
e^pesinhar,
deixando
os
seus
ministros
exlreinametile
contristados
por
lhe
arreba
tarem
os
bens
a
que
só
clks
tinham
di
reito.
Ah
!
snr.
redactor,
se
nós
tivéssemos
o
poder de
evocar
os
defuntos
abbades
d
’
esta
e
outra
*
freguezias
expoliadas,
qual
seria
a
sua
admiração
e
assombro,
quando
lhe
disséssemos
que
os
bens
que
tinham
sido
seu
pal'irnor>io
exclusivo,
e
que
como
taes
deviam
passar
aos
seus
successores haviam
sido
presa
de um
governo,
e
os
tinham
indevidamente feito
pa<sar
a
mãos
profanas
!
Oh
!
sim
esses
foram
mais
felizes
que
nós,
porque
viveram
em
melhores
tempos.
E
’
pois
um
facto
a
venda dos
passaes
d’esia
freguezia,
e
a
posse
d
’
elles
pelos
arrematantes
foi
solemnisada
com
brodio
indecente
que
chegaram
a
ter
a
audacia
de
fazer
pirraça com urna missa
que
qui-
zeram
se
cantasse,
mau
grado
do
parocho
e
de
todos
os
paroebianos,
que
paten
tearam
o
maior
pesar
e
sentimento.
E’
que
esta
boa
gente
é
religiosa.
Viram
com
maus
olhos,
não podiam
deixar,
mediJa
tão
ini-
quia.
Vieram
solemnisar
a
posse
dos passaes
a
parentela
dos indivíduos,
a
cujas
rnâos
pasmaram,
e
varios
outros
indivíduos,
qne
se
fazem
muito
amantes
do
clero,
mas
só
quando
lhes
convém para
fins
eleiloraes.
Já
me
não
admira
muno
estes
porque
suas
tendehciàs
anti-clericaes
são
bem
conheci
das
de
lodos
os
que
teem
olhos
para
ver,
porque
de
certo
os
ha
que,
tem
olhos de
ver
e
uão
veem, e ouvidos
e
não
ouvem,
mas
aquelles
dos
parochos qne
vieram,
e
alguns
de
duas
léguas,
n’
um
dia
em
que
o
vento
soprava
com
toda
a
sua
impetuo
sidade,
com
relação
a
esses,
digo,
a minha
admiração
foi
grande,
e
não menor a
in
dignação
que
senti
por um
procedimen
to
inqualificável
que
os
torna
convenien
tes
n’
uma medida a
mais
vexatória
para»
Egreja,
da
qusl
se
pódem
considerar
filhos
desnaturados,
filhos
qoe
ella
nutre
em
seu
seio
e
lhe
vão
minando
as entranhas.
Ali
’
caros
collegas
no ministério que
só
respeitos
humanos vos
movem, e
ne
nhum cuidado,
nem
respeito
tendes
pela
dilecta
esposa
de
Jesus
Christo,
a
Santa
Egreja,
espesiuhada
por
uns, vilipendiada
e
escarnecida
por
outros.
Nós
que
devíamos
ser
o
rochedo
duro
contra
o
qual
não
faz
datnno
a
furibunda
corrente,
somos,
com magoa
o
digo,
a
frá
gil
vergonlea
qoe
as
primeiras
investidas
da
corrente
submergem.
Mau
caminho
tri
lhamos,
e
não
virá
longe
o
tempo,
se
não
estamos
n’
elle.
em
que
havemos
de
ser
viclimas
do
nosso
iudisculpavel
indif-
ferenlismo.
Vede
o
que
se
está passando
na
poderosa
Allemanha,
aonde
cada
mi
nistro
do altar
é
baluarte
firme
contra
o
o
qual
nada
lem'
podido a política
ma-
chiavelica
e
perseguidora
do
Príncipe
de
Ferro.
Vede
como
o
clero
lem
respondi-
do
a
essa
perseguição
infrene
que
estão
soffrendo
com
a
consianeia
mais
iuabala-
vel,
fundada
u
’
esse
imorredouro
non possu-
mus
do
Grande
Pio
IX.
E’ que
sabe comprehender
a
sublime
missão
de
que
está
investido,
e
antes
se
deixa
maltratar,
a
exemplo
dos
primeiros
mártires da
Egreja,
do
que
trair
a
honro
sa
caust
que
deffende. E’
necessário obe
decer;
mas
quando
a
obediência
vae
de
encontro
com
o
que o
homem
tem
de
mais
caro,
indo-o
feiir
no
ponto
de
vista
reli
gioso, a
obediência
então
degenera
em
apos
tasia.
Se entender,
snr. redactor
que
estas
singelas
e
rudes
frases
pódem
ter
cabida
no
seu
acreditado
jornal,
peço
dè
lhes
pu
blicidade,
pelo
que
lhe
ficarei
summamen-
te
grato.
Villar
d
’
Ossos,
1
de
junho
de 1875.
S.
L.
P.
G.
Cfarfaa retidag s>a
direcção «lo
cor
reio
de Braga por
dilTerentes
motivos.
(Falta
de
frnguia)
Junho 4.—
Manoel
Bert.ardioo
Carreio,
Braga,
Porta
do Souto.
Junho
3.
—
Chefe fiscal, Braga,
rua
das
Aguas,
13.
(
Falta
de
direcção)
Junho
4.
—
Joaquina
Funica,
logar
da
Forca
da
Lomba.
Junho
5.
—
José
Maria Pereira
de
An
drade,
Escadinha.
BANCO
DO MINHO
Resumo
do
activo
e passivo
em 31
de
maio
de
1873.
Activo
Dinheiro
em
caixa
:
metal.
.
114:9625747
Notas.............................................. 8:7925500
Inscripções
e mais
papeis
de
credito
........................
75:8295988
Acções
de
c.
propria. .
64:8005000
a
’
cabeceira
do
enfermo,
a
Irmã
da
Caridade
vela,
solicita
e
cuidadosa;
qual
quer
movimento
d’el!e
a
perturba
e
a
in
quieta
;
quando
para
o
doente
se
lhe
an
tolha um
raio
d’
esperaoça,
e
ás
vezes
a
descrença
o
vem
accommetter,
a
zelosa
enfermeira
lhe
desvanece
suas
duvidas,
e
o
anima
com
suas
palavras todas as con
solações.
E
quando
a
morte bate
suas
negras
azas
por
sobre
a
cabeceira do enfermo,
ella lhe recolhe
o
ultimo
suspiro,
lhe
cer
ra
os
olhos,
e de
joelhos,
junto
do
leito
exora
a
Deus
pelo
descanço
de
sua
alma.
Qje.
magnifico
quadro!
E
quern incita
estes
anjos
de
candura
a
exporem-se
(i
’
uia
hospital,
sçm receio
de
que
as
febres
as
contaminem,
ou
a
morte
as
arrebatem?
A
caridade,
essa fi
lha
predilecta
do ceo,
que
transforma
com
seus
sorrisos
um
tugurio
onde
vive
e mi
séria,
n
’um
Eden
onde
existe
a
ventura.
E
haverá
alguém ainda,
qoe
negue
os
benefícios
prestados
por
estas
heroinas á
causa
da
humanidade?
Que
o
digam,
não
os
soberbos
e
poderosos,
porque
esses
entregues
a
todas
as
ociosidades
não
co
nhecem,
ou
pelo
menos
fingem
não
co
nhecer,
as
misérias
que
existem,
mas
os
desgraçados
a
quem tanto bem
fizeram
es-
‘
es
vultos
venerandos
que
a historia
nos
aponta
como modelos
perfeitos
de
carida
de,
amor
e
abnegação.
A
despeito,
porém,
de lodos
os
bene
ficies
prestados
á
humanidade,
a
impie
dade
grita
contra
as
Irmãs
da
caridade,
assacando-lhes
caiumnias,
e firmando
os
seus
argumentos
com
capciosos
princípios;
a
imprensa
pede, se
não
o
seu
extermí
nio,
por
o
menos
a expulsão, e ellas,
sof-
frendo
tudo
com
uma
constância
inimitá
vel,
abandonam
um
paiz, mas
seguem pa
ra
outro, onde
plantam
a
arvore
das
con
solações.
Todos
faliam
contra
esta
utilíssima
in
stituição,
com
um
exforço
e
uma auda
cia,
dignas
de
melhor
causa:
e
todos,
mais
apaixonados que
verdadeiros,
repel-
lem
as
em
nome
d
’
um
principio
e
d'um
direito
que
desconheço.
Quando,
porém,
a
peste,
a
fome
e
a
guerra
levam
a
de-
soluçào
ao
seio
das
famílias,
quando
os
ho
*
pitaes
estão
repletos
d
empestados,
é
então
que
abençoam
as
Irmãs
da
Cari
dade.
Ellas,
porém,
não
precisam
do
agra
decimento
do
hometn;
miram
a
um,
mais
perdurável
e
eterno; a
coroa, que
em
re
compensa
de
sqas virtudes, lhes ornará
a
fronte,
está
na
patria
dos
justos,
e
n’
es-
ia
é
que
especam
repousar das
suas
fadi
gas,
e
das soas
vigílias.
O
m-mo
não
possoe prémio bastante
para
as
recom
pensar.
Citarei
aqui,
e
muito a
proposito,
as
palavras de Catilina, referindo-se
ás
Ir
mãs
da
caridade
:
«Só
no
coração d’ttma
mulher
póde
es
conder-se
tal
thesouro
de
caridade
e
sen
timento.
Ella
que
está
organisada para
compadecer-se
e
sentir, é
a
unica
que
póde
menospresar
as
grandesas
e
os
applau-
sos,
os triunfos
da
formosura
e
os
afagos
da
opulência,
para
occultar-se
no
fundo
sombrio
d
’urn
hospital, como
pérola
de
valor
inapreciável
no
fundo
d’uma
concha
Ella
que
nasceu
para
amar, e
amar
com
pureza,
por
mais
que o
homem
encha de
traições
seu
caminho,
ella
que,
quando
esposa
e
quando
mãe
dulciíica
as
horas
da
vida
no
lar
tranquillo
da
familia,
quan
do
mãe
e irmã
de
lodos
os
que
pade
cem,
dulciíica
e
altenua
os
infortúnios
no
recinto
da
grande
familia,
no
seio da
sociedade.
«Os
que
enuegrecem
por
sistema
ao
sexo a
que
chamam
debil; os
que zom
bam ridiculamente
de todas
as
mulheres,
devolvendo
talvez a todas
a
offensa que
uma
lhes
fez,
lembrem-se
de
sua
propria
mãe,
e
se
uão
tiverem
a
vetiluia
de
co
nhecei-a,
lembrem-se
d’
essas
creaturas
su
blimes
que são
mães
de
todos
os
desgra
çados
e
irmãs da
caridade.»
Sim,
só
a
mulher é
qoe é
capaz
de
tão
sublimes
emprehendimentos
;
a
sua
aluía,
boa
e generosa,
não
consente
ver
as
lagrimas
correrem
ao
desgraçado,
sem
haver
quem
lh’as
enxugue;
o
seu
cora
ção,
terno
e
amavel,
impcllem-a
a
miti
gar
as
dores do
infortúnio;
porisso
ella
é
digna
dos
nossos
respeitos
e
attenções.
Um dia
haverá,
em
que
todos
pro-
fuudamenle
convencidos
dos
immensos
e
incalculáveis
benefícios
que
tam
prodiga
mente
liberalisam
as
Irmãs da
caridade,
lhes
levantarão
um
monumento de
grati
dão
em
seus corações,
e abençoarão
o
no
me
d
’
estas
heroinas,
cuja
vida
é
um
com
pendio
de
martírios.
Perto
—
1875.
F.
J.
P.
|J7B
^*(*y*W*?
rfypothecas
de
raiz
.
•
•
94:0140589
Letras
protestadas e
em
litígio
......
8:3700703
Letras
descontadas.
.
.
899:0290177
Letras
a
receber
.
. .
152:2610821
Empréstimo
sobre
penhores.
20:2330670
Saques e
remessas
de
n.
c.
74:6880107
Saques e
remessas
das
agencias............................
66:3300599
Agencias
no
paiz. .
.
.
122:473-0451
Coutas correntes.
.
.
.
871:4000688
Edifício
do
Banco. •
.
.
14:1070340
2.587:2950380
Passivo
Capital...................................
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Dito
para prejuízos
eren-
tuaes.
.
..................
Reserva para
decima.
Notas
ern
circulação
.
.
Dividendo a
pagar.
.
.
.
Deposites á ordem . -
Dépositos
a
praso .
.
•
Credores
no
estrangeiro.
Credores
no
paiz.
.
.
Ganhos
e
perdas.
600:0000000
30
0000000
17:4690905
4
0000000
93:8050000
9960616
182
9660972
1.379:8830382
8:9920567
244.6400364
24:5400574
2.587:2950380
Braga 3
de
junho
de 1875.
OS. GERENTES.
Francisco
Casimiro
da Cruz
Teixeira.
Domingos
José
Soares.
BANCO
COMMERCIAL
DE
GUIMARÃES.
Resumo
do
aclivo e
passivo em
31 de maio
de
1875.
Os
directores
Aetivo
Caixa,
cx'stencia
em
metal.
38:3460404
Letras
descontadas
.
.
.
49:9120565
Idem a
receber
.
.
.
.
Contas
correntes com
garan-
88:4840385
tia
..........................................
4:9750000
Papeis
de credito.
.
.
.
3 2700000
Empréstimo
sobre
penhores
15:0100000
Devedores e
credores
geraes
1:7390015
Moveis.................................
2490080
Despezas
da
instalação.
.
1:0360422
Accionistas
............................
451:0470500
654:1000000
Passivo
Capital..................................
600:0000000
Depositos
a
praso. .
.
.
43:7950995
Idem
á
ordem......................
5:7300579
Leiras
a
pagar ....
1:5750925
Lucros
e perdas.
.
.
.
2:9970902
654:1000401
J
>sé
Chrysoslomo
da
Silva
fíaslo.
Fortunato
Jorge
Guimarães
Baraleiro.
Joaquim
José
d'Azevedo
Machodo.
BANG0
COMMERCIAL DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31 de
maio de
1875.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber
300:5770500
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
113:1680804
Letras descontadas
e
a
receber
914:8580258
Empréstimo
sobre
penhores.
122:0650952
Contas
correntes
com
garan
tia.
’
...................................
1.031:8190565
Agentes
no
paiz e
estrangeiro.
653:4780313
Títulos
e
papeis
de
credite.
100:1540637
Diversos
devedores.
.
.
.
64.7310971
Despezas
de
installaçâo.
.
5:5350000
Mjveis
e
utensílios.
.
. .
1:8410294
Passivo
3.308:2310291
Capital
.................................
1
000:0000000
Obrigações
a
praso.
.
.
1.405:2180)93
Depositos
á
ordem.
.
.
.
215:9210380
Agentes
no
paiz e
estrangeiro
302:3430179
Diversos
credores.
.
.
.
30:7660729
Letras
em
deposito.
.
.
.
33:8240665
Lcuas
a
pagar
......................
135:0860098
Nitas
eiu
circulação.
.
.
117:1350000
Fundo
de
reserva. . . . 48:0000000
Dividendos a
pagar. .
.
.
:3
130650
Ganhos
e
perdas.
.
.
•
19:6220000
3.308:2310294
Braga
5
de
Junho
de
1875.
Os
Directores
Manuel
José da
Cosia
Guimarães
Luiz
Anlonio
da
Cosia
Braga.
COABJUTOB
Precisa-se
de
um,
na
parochial
egreja
de
S.
Lazaro
d
’
esta
cidade.
Trata-se
com
o
parocho
da
mesma.
(2473)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOSg
C.
Rua
d» Soeeto n.° 30
Esta
agencia
faz
as
seguintes operações
:
Desconta leiras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compia
e
venda
de
pa-
pe«s de
credito.
Becebe dinheiro
á
ordem e a praso
abonando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d’
ottro,
pra
ta,
iircàpções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
8aca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes.
Carvalhos &z
CJ
VOD.4 BE CASA
Vende-se
uma
morada
na
rua
da
Ponte,
com
os
n.
os
69,
69
A
e 69
B.
Quem
a
pertender
dirija-se
ao
cam
po
de
SanCAnna
n.° 48 B.
(2477)
NOVO
HORÁRIO.
Joaquim
José
Cerqueira,
Francisco
José
Cerqueira e
Joaquim
José
Cerqueira
Júnior,
participam
ao
publico
que
os
carros
qoe
d’
esta
cidade
saem
para
Ponte
do
Lima
ás
8
horas
da manhã
e
1
.la
tarde
e
de
Ponte
do
Lima
para
esta
cidade
ás 7
ho
ras
da
manhã
e
meio
dia,
principia
a
sair
desde
o
dia
9
do
corrente
inclusive
ás
5
horas
da
manhã e
4
da
tarde,
chegando
a
Ponte
ás
10
da
manhã
e 9
da
tarde,
e
de
Ponte
para
Braga
ás
6
boras
da
manhã e
3
da
tarde
chegando
a
Braga
ás
11
da ma
nhã e
8
da
tarde.
Braga
7
de
junho
de
1875.
O
gerente,
(2180) Francisco Pereira
Leite
e
Castro.
VENDA
DE
QUINTA
NO
MINHO
Vende-se
a
quinta
do
Vale
no
sitio
de
Moiinenla,
freguezia
de
Cavez,
concelho
de Cabeceiras
de
Ba>lo,
que
consta
de
casas
nobres
com
sua capella
e
agua
de
bica
n
’
um
bom
tan
que
dentro
do
pateo,
casas
para
caseiros,
e
abegoarias
com
as
competentes
arrecada
ções,
sobnbos
lagares
e
armazém
com
tú
neis,
canastro
e
azenha
para
fabricação
d
’
azeitc,
cuja
propriedade
produz
actual-
mente
quarenta
pipas
de
vinho,
quatorze
carros
de
pão,
e
sessenta
almudes
d
’
azeite,
e
susceptivel
de
muilo maior
producção
;
lem grandes montados,
e
bons
lameiros
para
feno,
aonde
se
pódem
sustentar
sete
ou
mais
juotas
de
gado,
e
lem
além
d
’
is-
so
seu
pomar
(f
espinho
e caroço,
e
algu
ma
castanha
e
lande.
Quem
a pertender
póde dirigir-se
ao
snr.
José
Joaquim
Gomes,
professor d
’
en-
sino primário, na
freguezia
de
Cavez,
do
mesmo
concelho,
que
se
acha
auctorisado
para contratar.
(2479)
Quem
quizer
comprar
parte
do
aparelho
de
fazer
chocolate,
torrar
e
moer.café,
ou
ha
bilitar
se
para
o
lazer,
entrando
em
socieda
de
de harmonia
com
as
condições
qoe
se
convencionar, póde
dirigir-se
á
rua
dos
Sa
pateiros
n.° 24,
para
tratar
com
o
annun-
ciante.
O
mau
estado
de
saude
do
proprie
tário
d’
esta
fabrica,
o
tem
impossibilitado
de
dirigir
a fabricação
d
’aquelle genrro
; e
é
por
isso
que faz
o
presente
convite.
(2481)
BOM
EMPitEGO
1>E
VIMIEIRO
Vendem-se
oito
moradas
de
casas
corn
seus
(
lu,nlaes
e
agua,
sitas
na
rua
Nova
de
Santa
Cruz
(entrada
do
13om Jesus do
Jlonte),
tendo
os
u.
os
17,
18.
43, 44,
45
e 46, terreas,
e
n.°
20
A
a
20
C,
com
2
andares,
sendo
todas
construídas
ha
pouco
tempo.
A
quem
convier
folie
na
Praça
do
Ba
rão
de S. Martinho
n.’ 19.
(C.
2478
—R. 83)
MIO
MlMâL
DE
30?
j
OL
Qr
Convidam-se
os
snrs. accionistas
d
’
este
Banco a
entrarem
com
a
2.
a
prestação
de
25
p.
c.
ou
120500 reis
por
acção,
relativa
á 2.
â
emissão, desde
o
dia
15
a
25
dejunhu
proximo.
Os
snrs
accionistas
residentes
no Por
to,
pódem
eílecluai-a
na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco
n’
aquella
cidade.
Braga
13 de
maio
de
1875.
Os
directores,
Luiz
Anlonio
da
Costa
Braga
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
(2439
C.
63
R.)
DE
GUIMARÃES
Sociedade
anonyma
Responsabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’es-
te
Banco
a
fazerem
entrada
da
segunda
prestação
de
20
p.
c.
ou
100000
rs.
por
acção
desde
25
a 30
de
junho.
OUTRO
SSJÍ
O
accionista
que adiantar
algumas
ou
todas
as
entradas
se
lhe
abonará
ou
paga
rá
nas
épocas marcadas
o
juro
de
5
p.
c.
assim
como
os
que
deixarem
de satisfazer
ficam
sujeitos
ao que determina
o
para-
grafo
2
°
do
artigo
12.
Recebe-se em Guimarães
na
casa
do
Banco,
campo
da
Miseiicordia.
No
Porto,
na
Caixa
Filial,
rua
de
Fer
reira
Borges, 48
Euu Braga, nos
agentes
Almeida & Pe
reira.
Guimarães
28
de
maio
de
1875.
Os
directores,
Fortunato
Jorge
Guimarães
Baraleiro
Joaquim
José
de
Azevedo
Machado
José
Chrysoslomo
da Silva
Basto.
(2469)
José
Narcizo
d
’
Araujo,
da
freguezia
de
Ferreiros,
do
concelho d
’A
mares,
laz
cons
tar
que
no
dia
28
do corrente
mez
de
maio,
perdeu
uma letra
com
o
sello
de
quatto
centos reis,
desde
a
cidade
de
Bra
ga
alé
ao
silio
da
Feira
Nova,
seguindo
a
estrada
nova
do
Bico, a
qual
se acha
em
branco,
contendo
só
o
acceile que
di
zia
:
—
Acceito
—
Braga...
de
maio
de
1875
—
José
Narciso
d
’
Araujo
—
O que
assim
laz
publico para
que
ninguém
possa
d
’
ella
fa
zer uzo.
(2471)
CommiMão
aos
snrs. estanqueiros
Fumos 15
por
cento,
Rapé 30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do
Souto n.
* 27,
Esquina
da
rua
do
Jano.
(2353
G. 34
.R)
leiras de
lavradio
e
arvores
avidadas
con
tíguas
e
circuitadas.
Trata-se
no
escriptorio
d
’
esla redacção.
NOVO
HORÁRIO
A
anliga
sociedade
Viação
Bracarense.
que
linha
e
tem
a
carteira
estabelecidi
d
’
esta
cidade
aos
Arcos,
e
dos
Arcos
a
Monção,
e
que partiam
d
’
esta
cida
le ás
6
e
7
horas da manhã e
1
da
tarde,
de
claram
que
desde
o
dia 26
do
corrente
licarn
partindo
os
seus carros de Brag»
para os
Atcos e Monção,
o
primeiro car
ro
partirá
ás
5
horas
da
manhã
e
chega aos
Arcos
ás
10,
e
segue
dos
Arcos
para
Mon
ção
á
1
hora
da
tarde
e
chega a
Monção
ás
5.
O
segundo
Ci>rro
sahirá
de
Braga
as
3
horas
da
tarde
e
chegará
aos Arcos
ás
8,
e
o
terceiro
carro sahirá
de
Braga ás
5
horas
da
tarde
e
chega
aos
Arcos
ás 9»
e
seguem os
passageiros
(faquelle
segun
do
carro
e
d
’este
terceiro
(tara
Monção
ás
10
horas
da
noite
chegando
a
Monção
ás
3
da
manhã.
Ficam
voltando
áquelles
carros
dos
Ar
cos
para
Braga
o
primeiro
ás
5 horas
(ta
manhã,
chegando a
Braga
ás
11,
o
segun
do
lica
saiodo
de
Monção
ás
4
horas
da
manhã
e
chega
aos
Arcos
ás
8
e
segue
para
Braga
á
1
hora
da
tarde
e chega
a
Braga
ás
7 ;
o
terceiro
carro
fica
saindo
de
Monção
para
os Arcos
ás
5
da
tarde
e
chega
aos Arcos
ás
9,
segue
para
Bra
ga
ás
10
e
chega
ás
3
horas
da
manhi
PrcçoM:
De
Braga a
Monção
e
vice-versa,
den
tro,
10000
reis,
e
fóra
800.
De
Braga
aos
Arcos ou
Barca,
dentro
500,
e
fóra
400.
A' ullima
hora
para
o
caminho
Portella, dentro
360,
fóra
320
rs.
Pico,
dentro
300
rs.,
fóra
240.
Villa
Verde,
dentro
200
rs.,
fóra
160.
Esta sociedade
declara
que
em tudo
e
por
tudo
se
compromelte
a
dár
íiel
cum
primento
ao
serviço
que
se
acha
combina
do
com
o
snr.
Sebastião
da
Silva Neves e
irmão
Manoel, desde
Monção
a
Lisboa.
Braga
23
de
Maio
de
1875.
(2460)
José Luiz Ferreira.
José
da
Silva
Fundão
Campo
He
Sant Anni» (lado
de bai
xo)
AI.0 69.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
falo
feito,
casimiras
para
fato muilo
ba
ratas.
côrtes
de
calça a
10500,
20000
e
20500
reis
;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaqnes
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bo-
uets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
todos
os
feitios.
N.
B.
O
attnuncianie
faz
publico,
qoe
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja encommendada,
e
promptifica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do
freguez.
(p«)
Precisa-se
de
um
caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante
d’esta
cidade
uma legua,
sendo
os
cereaes
de
meias e
os
fructos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se a
Antonio Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3—
Braga.
(2435)
VENDA
DE
CASAS
z-.r>
Quem
quizer
comprar
uma
mo-
ra<
^
a
casas
c
>
la
na
,ua
dos
Sa-
.
a
.
íí
A paieiros
n.° 9 póde dirigir-se
a
Rosa Maria
de
Oliveira,
moradora na
mes
ma
casa.
(2456)
NOVA
LOJA AFORTUNADA
DE
li2 —
Rua das
Flores
—
114
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
BOYNE
.
.
13
de Junho
|
MONDEGO
.
29
de
Julho
T1BER
•
•
29
de
>
| NEVA
.
.
13
de
Agosto
DOURO
. .
13 de
Julho
|
MINHO
.
.
29
de
»
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue-
aos-Ayres.
Os preços
gtio muito
rnsoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seu
8
▼apores,
criados
e
cosinheiros porluguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.d
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O transporte do
caminho
de ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n’
esta cidade,
rua do
Souto
n.°
43.
—
Em Braga.
João
Manoel
da
Silva Guimarães. (581
j
C
a
r r e ir a
semanal
A’
s
quartas
feiras
POR
T O
N
’
este
estabelecimento
que,
como
é
sabido,
é,
no seu
genero,
um
dos
roais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios
das
lolerias,
cujas
extracções
geralmente
teem
logar
mais
de tres
vezes por mez.
Salisfaz-se
com
promplidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido premiados,
mesmo que sejam d’o»tros
estabelecimentos.
E final
mente remettem-se
«grátis»,
lindas
as
extracções,
as
respeclivas listas geraes
de
todos
os
numeros premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as menos
abastadas,
se encontra no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes, quartos,
oitavos,
décimos e cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos, de
60000,
30000,
10000
e
400
reis;
e
finalmente,
coliecções
de
50
numeros
diíferenies,
pelos
preços de
20000,
50000,
150000 e 300000 reis.
&
QUOS CWS7IER
Este estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
este
genero
á
coininissão.
Oflerece
para
isso
vantajosas
commissões
; e
dispensa
as
mais apreciáveis vanta
gens
que
em
tal ramo
de
negocio se
podem
gosar,
as
quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar sem rtaco $
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás vesperas
das
extracções
os
pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Rernettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que seja
feita.
O
pagamento,
porém, tem que ser
adiantado
ou
aíliançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta
cidade, em
cujo
caso
póde
ser
feito
no
fim
das extracções. (M.
*)
COMPANHIA
BE
NAVEGAÇÃOA
VAPOR
BO
PACÍFICO
Rio de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, Arica,
Islay e
Callao
CARREIRA
QUINZENAL PARA PERNAMBUCO
É BAMIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
ofíerecido
aos
snrs.
passageiros:
excellentes
conimodo», bom tra
tamento,
bastante
espaço
para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tem
gasto
sómentc
13 dias de
Lisboa ao Rio de
Janeiro,
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do Pvrlo
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3/
CLASSE
2.
*
CAMARA
1.
*
CAMARA
Pernambuco...................................................
40Ô000
81&000
108/000
Bahia
........................................................
40^000
90/000
117/000
Rio
de
Janeiro
..............................................
45&000
90/000
121/500
Montevideo
e
Buenos-Avres.........................
5.Í&000
90/000
157/500
Valparaiso,
Arica, Islay
e
Callao
....
12G&000
189/000
308/500
Até
aos
12
annos meia passagem. Alé
aos 8
annos
a
quarta
parle.
Alé
aos
3
annos grátis,
uma
só
de
cada
farnilia.
Todas
as terças feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
a
classe
teem
Jbeliche
com colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho duas vezes por di
a
AGENTES
EM BRAGA—
Almeida &
Pereria.
Trata a passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
ALTA
NOVIDADE
2G,
Rua
do Souto, 2G
Junto á'rua
de
Jano.
CHAPELARIA ALMEIDA
Actba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima moda,
grande
e
variado
sor
tido de cbapeos,
de
se
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção de
bonets,
que
ludo
vende
mais
barato
que
em
outro es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
pòe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
circumslancias.
(2350)
Balsamico-
Prophilatico
Esta
injecção
é
a unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade de
purgações,
lanto
antigas
como
mo
dernas,
aiuda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na pbarmacia
de
Antonio
D.
Ahim,
á
Porta Nova
n.°
14,
em
Coimbra,
pharmacia
Barata Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na pbarmacia
Madureira, rua
do
Triumpho,
n.°
142,
proximo ao
Palacio
de
Crystal.
Preço de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O«)
Catalogo
d
’
alguns
livros
que se
vendem
na
Livraria
Catholica,
rua
do
Souto,
n.°
10.
Braga.
Elucidário
das
palavras,
termos
e
frases,
que
em
Portugal
anligamenle
se
usáram.
Liboa
1799.
2
vol.
foi.
enc.
3(5600.
Cândido Lusitano.
Diccionario
poé
tico.
1 vol.
em
4.°
enc., 900.
Antoine.
Theologia
Moralis.
4
vol.
em
8
o
enc.,
1$000.
Dietionaire
historique.
4
vol.
em
8.°gr. enc.,
2$400.
Martyrologium
Romanun
(1584)
20250.
Idena,
com
notas
(1620),
10200.
Metbodo
da
Liturgia Elracaren-
«e.
Braga
1837.
1
vol.
em
4
°, 400.
Verdadeiro
metbodo de estudar
(Verney)
3
vol.
em
4.°
enc.,
10500.
Quevedo.
Obras.
5
vol.
em
4.°
enc.
30000.
Mirabilia
Rosnae.
1575.
1
vol.
enc
10200.
Conduite des
confesseurs
1
vol.
400.
Tratado de da confiança na mi
sericórdia de
Deus,
1
vol.
enc.,
300.
Direeteur
si»iritucl.
1
vol. 240.
Elementos.
d Higyene, por
Franciaco
de
Mello
Franco.
1
vol.
400.
Garçílo.
Obras
poéticas.
1
vol.
em
12
°
enc.
300.
I*
. e
Montreuil.
Estabelecimento de
la
Iglesia.
5
vol.
em
4.°
20500.
Azevedo.
Chronologia
dos
Summos
Poniiiices
1
»ol enc.
200.
Monarchia Lusitana,
parle
I,
II,
III,
IV cada
volume.
30000.
Mystica Ciudad de Dios.
3
vol.
em foi.
enc.
40500.
Guevara.
Oralorio
de
Religiosos.
1
vol.
enc. 200.
Justa
acelamaçuo
de
D.
João
IV.
1
vol.
em
foi.
enc.
20250.
Caramuru.
Poema
epico.
1 vol.
enc.
240.
Moreri.
Diccionario
hislorico
(Em
es
panhol)
10
vol.
em
foi.
100000.
Riverius.
De
perfecto
canonico.
2
vol.
em
foi.
20100.
Scarfantoni.
Lucubraliones
Canoni-
cales. 2
vol.
em
foi.
50000.
'
Fleury.
Histoire
Ecclesiastique. 40
vol.
em 8.°
120000.
Além
d’estes
ha
outros
livros,
que
se
vendem
por
preços
commodos.
boio
que
parte
de
Braga
á
1
hora
e
40
in.
da
tarde
e
que
chega
a
Famalicão
ás
2
e
28
m.,
bem como
com
o
comboio
que
sae do
Porto ás
9
horas
e
30
m.
da
ma
nhã.
Preço
de
Famalicão
á
Povoa
e
vice-
versa
400
reis.
(2470)
L’Uluslration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
vwamente
illustrada
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
um
*
grande
folha
de
mo
delos
de
lamanho
natural
e
uma magni
fica
gravura clorida.
Quem quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.—Braga.
A
empreia
oíferuce
aos
seus
assignan-
tes um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um toucador e
cujos
objecios
valem
para
cima
de 20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—Portugal:
sem
o
referido brinde
—
9 fr.
Com
o
brinde
—
•
13
fr.
NOVA FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos, canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros ob-
jectos
de
igual teor etc.,
pelos
preços do
Porto.
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e vende
Acções de
todos os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento e coupons. (581)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.° 18
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes, e
ferro
welho
até
mesmo
fundido.
(860)
VENDE
SE
Um
Phaeton
novo
de
7
logares.
Trata-
se
na
rua
de
S.
Sebastião
n.° 4. (2472)
A
diligencia
que
conduz
o
correio
de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
eslá
em
contacto
com
o
com-
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e companhias,
e
inscripções
d^ssentamento
e
coupons.
(I)
braga
:
typographia
lusitana
—
187o~ - É o formato de
-
comerciominho_08061875_354.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)