comerciominho_06071875_366.xml
- conteúdo
-
3
3
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO 3C6
Assigna-see
vende-se
no
escrip,orio do
editor
bi
proprie
ta
rio
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n. 3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
P
c “
são
pagas
aduladas
;
assám
- correspondo-
cias
de
interesse
particular.
Folha
avuiso
♦
>■
(JIBUCAL-S
BE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 10600
rs.=Semestre
850
rs.==Prottn-
cias,
anno
20400
rs
e
sendo
duas
40000
rs.=Semestre
10250
rs.
=>Brazil,
anno
40400
rs.«=
Semestre
20300
rs.
moeda
forte,
ou
100000
reis
e
50500
reis
moeda fraca.^Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
TO
6
/0
d
’
abalinienlo.
BRAGA-TKKÇ<-lKIB1 G 2BK
JULHO
Ainda
o
aJornal
de
Liaboa» © os
«LazariMt»»»
II
<A
ousadia
dov
reaccionarios
de
Braga,
segundo o
citado
articulista,
foi
tanta
como
a
sua
ignorância,
para
assignarem
e
entregarem
uma
petição
á
aucloridade
superior
<lo
dislricto,
pedindo
a
prohibi-
ção
da
representação do
drama
os Laza-
riòlas.»
De
qual
dos
lados
eslava a
ignorância,
cremos que
já
de
sobejo
o
mostramos
no
nosso numero
passado,
e assim
não
temos
duvida
em
novamente
aflirmar. que
igno
rante
dos
princípios
rudimentares
do
ca-
thecismo
calholico
é
o
articulista
do
«Jor
nal
de
Lisboa,»
e
os
que
com
elle
faser»
côto,
em
similhante
questão,
menos que
os
não
acoberte a
desfaçatez
e
a má
fé.
E
são
estes
os
que aos
outros
chamam
beatos
sem fé
!
Sabe
o
articulista o
que
seja
fé?
Creia
que
se
fôr
avaliado por
o
que
escreve,
fácil
é
de
concluir
de
tão
nogento
aranzel
em
fôrma
d’
arligo,
sua
ignorância
a
tal
respeito.
Possuirá
tão
grandiosa virtude,
possuirá
esse
obséquio
racional,
como
lhe
chama
o
Apostolo,
quem
ignora
o
principio
de
crença,
a
verdade,
que
exige
o
assenso
do
indivíduo
para ser
calholico?
Que
é
ser
calholico
?
Nào
é
crer
e
professar
tudo
quanto
ensina
a Santa
Madre
Egreja?
Estará n’
e>le
caso
o articulista?
Seus
escriptos,
a
au-
dacia
coro
que
impugru
e
persegue
as
in
stituições
religiosas,
que
a
Egreja procla
ma
benemeriías,
e
como
taes
acata,
de
fende
e
sustenta,
mostram
evidentemente.
que
se
em
tempo
lhe
pertenceu,
boje
es
tá contra
ella
revoltado,
e
como
tal, não
possue
a
unidade
de
crença,
condição,
sine
qua
non,
da
fé catholica.
Ainda
aqui
não
pára
a
audacia do tal
snr.;
caminha
muito
mais
além,
ousa
fa
ser
seus
parciaes dois prelados respeitabi
líssimos
da
egreja
bracarense
—fr.
Caetano
Brandão
e
fr.
Bartholomeu
dos
Mártires!
No
excesso
da
hidrofobia
contra
as
ordens
religiosas,
esqueceu-se
que
aquelles
dois
benemeritos
prelado»
foram
frades, e
fra
des
mui
dignos
d
’
este
nome,
em
que
fa-
>iam
consistir
sua
principal
gloria-,
não
duvidando
até
renunciar
á
mitra
para
re
tomar
o
habito!
Tudo
íoi
esquecido,
por
que
insultando-os,
julga loucamente
o
ar
ticulista,
ter encontrado
um
baluarte
inexpu
gnável,
d
’
oude
dirigir
podesse
contra
a
reacção
bracarense
us
mais
certeiros
fo
go.
!
Coitado! enganou-se;
são
misérias
em
que
os
homens caem
!
Como
muitos
de
nossos
leitores
nào
teem
lido,
porceito,
as
aílirmativas
do
tal
snr.,
para
que
não
possa
luver duvidas
a
tal
respeito,
eis
as
palavras
lextuaes
:
—
«Nós
cremos
que
os
seus
auligos
arce
bispos,
fr.
Caetano
Brandão,
e
Ir.
Bar-
iholomeu
dos
Mártires,
applaudiriam
o
dra
ma,
e
podemos
citar
lhe
frases
que
vão
bem
com
as
ideias
d
’
estes
grandes
varões
e
padres
respeilabdissimos.»
Se
assim
é,
porque
não
cila
as
frases
a
que se
refere?
Nào
vê
que
seu
silencio
a
tal
respeito
é
crime
de
traição
á
causa
de
que
se
faz
rio
estrenuo paladino?
Póde,
por
acaso,
merecer bem
d’uma
causa
áquelle
patrono,
que
pretere
as
me
lhores
rasões,
as auctoridades mais
res
peitáveis,
se
é
que as ha
em
seu
favor,
para
vir
á
arena
da
publicidade,
sómenle
com bagalellas,
com
desplantes
e
inépcias?
Vamos, snr.
articulista,
não
tenha
com
paixão
do
*
reaccionarios
de
Baga,
acha
te-os,
dê-lhes,
que
bem
o
merecem; mas
creia
que
não
é
com declamações
vãs,
com
palavras
campanudas,
qne
se
impu
gnam
laclos,
que
se
contradiz o
que
lo
dos
sabem
;
tal
modo
de proceder
foi
sem
pre
tido
pelos
homens
de
senso
corno
a
demonstração
mais
completa
em
favor
dc
lado
opposlo.
Em
quanto
que
não apresenta'
as
taes
frases,
hade peuniltir,
que
nós,
que
por
felicidade
nossa
nào
partilhamos
suas
ideias
calholicas,
nem
tão
pouco
professamos
suas
crenças
religiosas,
digamos
que
é
atten-
tado
inqualificável,
locando
o
requinte
da
demeucia,
ou
da
malvadez
o
assacar
aos
moríos
tão
infames
aleives.
Se
o
mundo,
segundo
aflirma,
se ri
dos
reaccionarios de
Braga,
como
não
hade
chorar
de indignação
e
de
vergonha
ao
ver
até
que
ponto hão
baixado entre nós
os
sentimentos
religiosos,
ao
ver
como
a
mais augusta das instituições,
a
imprensa,
se
ha
posto
ao
serviço
da
mais ruim, da
mais
perversa
das
causas,
cansa
que
tem
por
lema
:
«guerra
ao
catholicismo,
guerra
á
Egreja.»
A
’
vista
pois
do
exposto
póde
;uando
quiser
—grilar
ás
armas
contra
os
fanáti
cos
de
Braga;
póde
pedir
ao
governo
que
tome
providencias
rigorosas
contra
o
par
tido reaccionario
em
Braga,
porque
lhe
não
fica
mal
um tal
grito,
como
um
tal
pedido
é
mais
que
jiPto;
hoje
ninguém
ignora
que
entre
os
déspotas
e
tirannetes
occnpam
um
primeiro
logar
os
que
esla
fam
dia
e
noite
o
nome
á=^liberdade.=
Postoque
um
pouco
tarde,
de
no
*
o
nos
vemos
na
necessidade
de
responder
á
«Na
ção»; desde
já
declaramos,
porém,
que
seiá
pela
ultima
vez,
pois sabemos
quanto
qibslões
d
’esta
oatoresa
escandalisarn
os
fieis,
ao
mesmo
tempo
que
com
ellas
me
dra
a satisfação
dos nossos
inimigos.
E
será
ainda
a
ultima,
porque
desde
qoe
a
polemica
se travou
até hoje,
nào
vemos
que se
adeanlasse
um
só
passo
para lóra
do
terreno
de
aflirmações
vagas
em
que
a principio
se
apresentou a
ques
tão.
Antes
porém
que
entremos
no
objeclo
da
nossa
discussão,
diremos
aõ
illuslre
collega,
que
se
enganou,
quando
nos
sup-
poz
a
intenção
de
lhe
allrahir
o
desfavor
publico.
Respeitamos
muito
a
«Nação»
não
tanto
pelos
annos,
como
pelos
seus longos
e
assignalados
serviços, para
que
podes-
seuio»
nutrir sequer
tal
intento.
Mas
se
o
colle.a
nos
deve este con
ceilo, seja-nos
licito disel
o
francâmeòte,
é
muito
outro
o
que
nos
merecem
os
seus
informadores sobre
o
caso,
e
que,
abusan
do
da
boa
fé que
caracterisa
jornalistas
sérios
e
conscienciosos,
levaram
a
«Nação»
»
que
irreflectidamente
acetinasse
um
ve
nerando
prelado
da
Egreja
Catholica.
E
disemos
irrefleclidamenle
sem
qlie
na
palavra encontremos
motivos
de
despreso
para
o
collega.
Se
todos nos
enganamos
e
as
mais
das
veses
por
uma
falta
de r. flexão,
não
ha
por
certo
oflensa
em
suppór
a
«Nação»
subjeita
á
lei
commurn.
E
por
isso
que
lemos
a
convicção
in
tima
de
que
se enganou,
é
que
insisti
mos
por que
se
prove
a
verdade
da
accu-
sação,
insistência
que
só deve entender-se
feita
á
«Nação»,
se
de
veras assume
n
responsabilidade, que
até
agora
quasi
que
atlribuiarnos
unicamente
aos que
a enga
naram.
Verdade
é
que
não estamos
em
um
tribunal
propriamente
dito
onde
se
tro
cam
os
provarás
dos
libellos
;
mas
se por
um
lado todo
e
qualquer
individuo,
e
muito
principalmenie
um
prelado
lem
di
reito
a
ser bem
conceituado
dos
ouiros,
em quanto
se
lhe
não
provar
o
contrario,
por
outro
estamos
em
frente
da
opinião
publica
perante a
qual
a
«Nação»
accu
*
a
o
ex.'
“
° snr. arcebispo
coadjutor, e a
opinião
publica,
lambem
especie
de
tri
bunal,
precisa
ler
igualmente
sobre
que
baseie
um
juiso
seguro.
A
«Nação»
reconheceu
is>o
mesmo e
lauto
que
no
seu
uliituo
artigo sobre
a
questão subjeita,
depois
de
assumir toda
a
responsabilidade
da
accusação,
acres
centa
:
«S.
ex.
a o
snr.
arcebispo
coadjutor
de
Braga
professa
em
relação
aos passaes
e
bens
da
Egreja.
as
opiniões
qne
já
iele-
rimos, em
um
dos
n.
os
passados,
e
a
pro
va
evidente,
incontestável
d
’isso
é
que
el
le
possue,
por
compra
que
fez,
uma
quin
ta
que
era
propriedade
dos
frades.»
Parece-nos
qne
houve
aqui
um qui prq
quo
,
pois
a
accusação
dizia,
se
bem
nos
recordamos,
que o
snr.
arcebispo havià
enunciado
ou
propalado de
viva
voz
pe
rante certos
ecdesiasiicos
essas
doutrinas;
e
ainda
que
pareça
não
fazer
nada
ao
caso
a dillerença,
todavia
muda
muito
de
figura.
Assim
pois
o
argumento
é
simples,
e
r>03 pedimos
licença
par-a
o
redu
ir.
9
O
JM E"Jr
ttM
(IS LAZUdSTAS
DO
Drama
Galamnia
E
OS
Lazstrisiísw
vernSadeiro®
IV
(
Conlinnaçío)
Ora
eis
a
que
foram
os
Lazarislas
e
as
Irmãs
de
Caridade
no
Oriente,
sob
a
direcção do
Padve
Boré,
ahi
Visitador
Geral
; ora
havendo-o
a
Ordem
escolhi
do
para
seu Superior
geral,
como
é
que
nào
será
por
toda
parle
animado
do
mes
uro
espirito
*
E
com
effe.ito, no
Oriente,
como
em
toda
a
p
rle.
As
mesmas
obras
segundo
a
diversidade
das
necessidades,
e
sempre
o
mesmo espirito.
Só
calumnía
estas
or
dens
benemeritas
a
estultica
e
a
perver
sidade
sectaria,
de
que
foi
rapsodisla
e:.er-
gumeuo
o
snr.
Ennes.
Fechemos
esle
artigo
com algusias
palavras
de
uma
aucloridade
insuspeilis-
srtna,
a
de
Pioudhori
/
Contradictiuns
eco
nomiquesj,
«Confesso,
diz
elle,
que
a
ca
ridade
da
tantas
pessoas
do
sexo
debil,
as
mais
distinctas
por
nascimento,
edu
cação, e
fortuna
e que
se
fazem
hospita
leiras
de
suas
irmãs
em
Jesus
Chrislo,
emquanlo
uma
sociedade
melhor
lhes
não
permitte
serem
lhes
collaboiadoras
e
com
panheiras, penetra-me
o
enterne-me
e
eu
ME FARIA
HORROR
A
MIM
MESMO Se de
minha
penna
escapasse
uma
só palavra,
que
respirasse
ironia
ou
desordem
ao fal
lar
dos
deferes
cumpridos
por
estas
no
bres
almas
com
lauto
amor
e
sem
ne
niitima coacção.
O
’
santas
e
corajosas
mulheres
!
os
vossos corações
foram
além
da
época
e
somos
nós,
práticos
miserá
veis,
falsos
filosofos,
falsos sábios,
os
res
ponsáveis
da
inutilidade
dos
vossos
esfor
ços.
Possaes
um
dia
receber
a
vossa
re
corri
pensa.
»
A
’
parle
o
espirito sectário
do
escri-
plor,
eis
ahi
uma
lição dada
aos
Ennes
que
não
leem
horror
de
si,
depois
dc
seu
horrendo
aitrniado,
que
mais
que uma
palavra
é
um
libello
famoso,
uma
acçào
iromoralissima,
condemnada
pelo
mesmo
Proudbon.
Poderíamos aqui
acrescentar que
a
Comrnuna de Pariz.,
mau
grado
seus
ins-
lindos
sarigeiuarios e
suas
taivas
clero-
phobas,
passou
aos
Lazarislas um
certifi
cado
de
civismo e
com
efleilo
nenhutu
Padre,
nenhuma
Irmã
soflrei).
Poderá
o
snr. Ennes
explicar-nos,
a
nào
ser
pela
evidencia
dos
serviços
da
Ordem
á
po
pulação operaria de
Paris,
este
facto tão
extraordinário
em
homens
nada
bratid »s
com
padre
*
e ainda
mais
com
religiosos?
Quer-nos
parecer
que
se
a
Communa
de
Paris
lá
pilha
o
snr.
Ennes,
cumprimen-
va-o,
como
ao
Arcebispo
de
Paris,
por
ler
a
audacia
repugnante
de
calurnniar
as
servas
dos
pobres.
Agora
oiça
a
palavra
profunda
e
se
vera
de
uma
alta
e serena
inlelligeticia
:
«Nào
disputeis
com
azedume com
a
Religião; não
vos
assustem
as
influencias
religiosas,
as
liberdades
religiosas,
dei
xai-as
liabalhar
e
desenvolver-se
grande
mente,
poderosamenle
:
por
fim
hão
tra
zer-vos
mais
paz,
do
que
lucta,
mais
au
xilio,
do
que
embaraços.»
(Guizol De
la
democralie
en
Europe/.
O
snr.
Ennes
com
os
seus—
Luzaris
las
—
peiteiice
á
eschola
petroleira,
assus
tadiça
e
oppressora,
hoje
muito
em mo
da
: por
isso
despresa
rasão,
justiça,
di
gnidade
e
honra.
V
Entre
milhares
de
exemplos,
que se
pólem
cilar
em
prova,
de
(pie
o
Berge-
ret-ennico
é
uma
invenção
de
uma
in-
telluencia
desvairada
e
corrompida,
cite
mos
alguns
factos.
Em
dois
de
julho
do
anno
passado
M.
Peltereau-Villeneuve,
deputado
na
Assem
bleia de
Versadles
a
esta
Lu
uni
relató
rio
sobre
a
votação de
um
credito
de
I3:14O$OO
’>
rs.
para
a
creação,
na
Alge-
ria de
uma
segunda
aldeia
de
arabes
chns
tàos.
Nada
mais
glorioso para
a
Egreja
do
XIX
século, do
que
esse
documento,
que
põe
em
relevo
a
sua
infatigável
sollicitu-
de
e
soa
immorial
vitalidade,
em que
pe
se
a
lodos os
Ennes
passados,
presentes
e
futuros.
Diz
o
relator
io
:
«Senhores,
vós
conheceis
os
temerosos
desastres
cansados
(na
Algeria)
pela fome
de
1867
a
68.
400,
ou
500:000
Árabes
succutnbiram
ao
terrível
ílagelio,
que
de
vastou
a
Algeria. Milhares
de
creanças
dos
dois
sexos ficaram
sem
abrigo, sem
sus
tento,
sem
proiecção alguma
;
morriam
t»ão só
de
fume,
mas
do
terrível
lypho,
que infundia espanto e
os
fazia
abando
nar.
«Pois
bem,
a
Religião
Catholica,
e
só
ella,
appellou
para
os
corações
christãos,
e
Padres,
Irmãs
e
Irmãos
correram
de
to
dos
os
lados
e
vieram
arrostar
o
perigo
e
a
morte
em
soccorro
dos
pubres
aban
donados.
(Muito
bem! applausos na
di
reita).
«Eis
o
qoe
inspira
o
sentimento chris
lão.
Foram
abrigadas
2:000
creanças-,
das
quaes
800
arrebatou
a
*
o
typho,
restan
do
1:200
collocad-s
em
dois orfanados,
um
de
rapazes,
nào
longe de Alger
na
Casa
quadrada, outro de
raparigas
a
tres
léguas
do
primeiro.
«A
Assembleia
não
foi extraoha
á
bia
obra,
para
a
qual
votou
successivamente
21:600^000,
18
cornos
e
16:2)0:000
â
proporção
da
diminuição
das
creanças.
(Co/lljriúa)
S.
exc.
3
o
snr.' arcebispo,
diz
a
«Na
ção,»
enunciou
doutrinas
más.
como
já
dissemos,
dranie
de
certos
clérigos;
e
a
prova
incontestável
está
em
que
o
accu
sado
comprou
ha
tempos
umi
quinta
que
foi
dos
frades.
Parece-nos
qoe
o
collega
hade ser o
primeiro
a duvidar
da
iucoiite
*
tabilidade
de
um
tal
argumento.
Ultimas
noticias
da guerra.
—
Hendaya 26 de
junho.
—
A
honra
do
successo
de
20
em Caslella
cabe
ao
ge
neral
Cavero.
0
inimigo
foi
obrigado
a
abandonar
as
villas
de
Carrasquada
e
de Medianas,
dei
xando
180
prisioneiros,
400
armas,
mui
tas
roupas
e
outros
objectos.
Esperam-se
novos
encontros
na
Cas-
teila
e
sobre a
linha
de
Victoria.
.Mas
se
se
adftiz
o
facto
da
compra
para
mostrar, que
o
illustre
prelado
ape
nas
nutre
simiihanies ideias,
diremos
ain
da,
que
o
negocio não
é
tão
íacil
de
des
lindar,
como
a
«Nação»
aífirma.
E
bom
fòra,
que
em
vez de
nos
diser
onde
havemos
de ir
buscar orna
certidão
que
nos
não
deixe
duvida
sobre
o
facto
da
compra,
nos
dissesse, como
havermos
uma que
nos
atleste,
haver-se
feito
essa
compra,
nã)
etn
harmonia,
mas
sim
em
oppo^ição com
a
Egreja.
E’
sá
o
que
falta
;
para
qoe do
facto
alludido
pos-a
colher-se
o
que
o
collega
pretende.
Outro
argumento
é
o
do
vade
ad
lheo
logos
que
a
«Nação»
diz
ser
o
despacho
de
s.
exc.
’
em
lodos
os requerimentos
que
se
façam
sobre
a
matéria subjeila.
Todos?
perguntamos nós;
como
sabe
a
«Nação»
que sejam
todos? mas em
lodo
o
caso
dir-se-ha foram
alguns
;
e que
o
fossem?
sabe
a
«Nação»
as
causas
qoe
por
ventura
haveria
para exarar
esse
des
pacho
a
quem
talvez
por
curiosidade,
e
só
por
isso,
o
íisera
?
E
que
ha
n
’
esse
despacho
que
possa
auctousar
a
accusação
da
«Nação?» nada;
remelto
para
os
theologos
; e
para
que
o
argumento
colhesse
era
preciso
que
remet-
tesse...
para
quem?
para
algum
empregado
de fasenda.
Concluindo
lembraremos
á
«Nação,» que
o
respeitabilíssimo
snr.
padre
João
Be-
txllo
declarou
ter
em
seu poder documen
tos
que
destroem
toda
a
accusação
infun
dada
ao
ex.
tn9 prelado,
promellendo
um
dia
trasel-os
a
lume.
Pois
bem;
aguardemos
a
occasiào,
e
alé
lá
ponhamos
ponto
na
questão.
Exigem-no
assim
lodos
os
mais
altos
interesses
da
religião,
que ambos
defen
demos.
Vietor
Manuel
e a maçonaria.
A
proposito do
sermão
que
foi
préga
do
em
Lisboa
a
21
de
junho
na
festa
da
exaltação
do
Santo
Padre
Pio
IX
ao
thro
no
pontifício
escreve-nos
um
amigo, tes-
lirnunha
de
vista,
o
seguinte:
Tereis
lido
nos
jornaes
liberaes d
’
es-
ta
cidade muito
palavrão
e
muita
tolice
contra
o
Rev.® Pancada,
por
cau<a
do
seu
sermão
A
verdade
é
que
condem-
nou
a
maçonaria
em
duas
palavras
; e
in~
de
iras.
Attribuiu-llie
a
invasão
dos
Esta
dos
Pontifícios
e
as
iniquidades que se
tem
commetlido
em
Roma
contra
o
San
to
Padre.
Mas
isso
quem
o
ignora,
se
os
proprios mações
se
tem
gloriado da
façanha? Caslellar,
por
exemplo,
ainda
não ha
muito
que
confessou dever-se
á
maçonaria estar
hoje
Viclor
Manuel
em
Roma,
iodo
para
alli
como
que
arrasta
do,
isto
é
contra
a
sua
vontade.
No
que
o
prégador
disse contra
os
«usurpadores»,
não
nomeando
nenhuma
pessoa,
esteve
mui
longe
de
incitar
a
severidade
com
que
elles
mesmos
laxaram
o
proprio
proceder.
Pois
não aflirmaram
os
ministros de
Vi
clor
Manuel que
o
aiaque
contra
Roma
n’
aquella
occasiào
faltando
á
fé
jurada
e
sem
haver
provocação alguma,
seria
urn
acto que
nem
selvagens
se
atreveriam
a
praclicar
?
’.
—
e
isto
poucos
dias
antes
de
rebentarem
as
bombas
italianissimas
de
Cadorna
e
Cialdini
sobre
o
Vaticano ! 0
que
pois
poderiam
fazer
de
melhor
estes
snrs
era
calarem-se.
Sobre
Carlos
VII
o
orador não
proferiu
uma
unica
palavra.
Mas
se
esta casta
de liberaes
«mente
corno
os
outros
homens
respiram»!...
Deus
lhes
perdoe...
REYISTA
ESTRANGEIRA
Os aflonsislas
foram repellidos
perto
de
Hermani.
Vinte
soliados
foram
«urprehendidos
e
desarmados pelos
carlistas perto
de
Rei-
nosa.
Desmenti
a
tomada
de
Miravet por
Mar-
tinez
Campos.
—Idem
27.
—
E’
falso que
o
general
aflousista
Tello
entrasse
em
Victoria
com
um
grande
comboio de viveres.
Elle
foi repellido
no
dia
22
em
Non-
clares,
com
grandes
perdas, pelos
bata
lhões
alave-es.
E
’
igoalmente falso
que
Cucala tenha
sido
fasilado ou
preso;
este
chefe
faz ho
je parte
do
eslado-maior
de
Derregaray.
As
n»ssas
avançadas
eantabrieas
«ur-
prelienderam
e
desarmaram
20
aíTonsistas
perto
de
Oreinona,
a
16
legoas de
Bur
gos.
Hermani
(Guipuzcoa)
está
estreitamen
to
bloqueada
e
não
communica com
S.
Se
bastião.
Monsenhor
Simeoni
parte
para
Roma.
—
A’
cerca
d
*
uns
boatos que
certos
jor
naes
teem
propalado,
lê
se
no
«Correio
da
Tarde»:
<D
’
esta
vez
quem
disse
meia
verdade
foi
a
Agencia Americana
iransmittindo
pa
ra
Lisboa
um
lelegramma.
do
qual
se
de-
prehende, que
os
affonsisias
soflreram uma
grande
derrota. Esta
é
a
verdade
toda,
vamos
proval-o
com os proprios
lelegram-
mas.
Jovellar
tinha
marchado
sobre Canta
vieja,
no
limite
(oeste)
da
província
de
Casiellon.
Acossado
pelos carlistas
ou
por
se
re-
cciar
de
fazer
qualquer
tentativa
«obre
Cantavieja
retrocedeu
para
Vistabella,
e
quando
d
’
aqui
se
dirigia
para
Casiellon
é
que
se
encontrou
no
desfiladeiro
de
Moul-
lo
com
as
forças
de
Dorrega<ay
qoe
ha
viam
tomado
posições,
e
que
espalharam
o
susto
e
a
confusão
por
espaço de duas
horas
na
forte
columna
que
commandava
Jovellar.
Ota,
porque
é
qne
sendo
o
objeclivo
das
operações
de Jovellar,
atacar Canta
vieja,
elle
retrocedia já para
Casiellon
a
cincoenta
e
tantos
kilomelros
de
Canla-
vieja, quando
foi
atacado pelas forças
de
Dorregaray.
Vistabella
e
Villa
Franca
del
Cid
não
ficam
nos
limites
da
província
de
Teruel,
mas
quasi
no
centro
da
provincia
de
Cas-
tellon, o que
faz
difierença
pois
mostra,
que Jovellar já
se
havia
afTastado, por
qualquer
motivo de Cantavieja,
que
eslá
no limite
da
provincia
de
Teruel.
A Agencia
Havas
que
se
esforça
por
dar
uma
victoria
aos
aflonsistas,
diz
que,
depois
de
um
combale
encarniçado
de
duas
horas os
carlistas retiraram
para
Iglezuela
no
que
está
conforme
com
o que
diz
o
telegiamma
da
Agencia
Americana,
accres-
lando,
porém:
«perseguidos
por
Jovellar»,
e
marchando
para
o
mesmo poulo Mar-
linez
de Campos,
partido
de
Morella afim
de
fazer
juncção
com
Jovellar.
A
acção
foi
entre
Vistabella
e
Villa
Franca
del
Cid,
isto é quando
as
forças
de
Jozellar
iam
quasi
a
dobrar
o
desfi
ladeiro
em
marcha
para
Casiellon, como
poude
então
elle
tornar
a
passar
o
desfi
ladeiro
para perseguir
os
carlistas
alé
Igle-
zuela
siuiada
para além
d
’
elle?
Accrescenta
o
lelegramma, que Mar-
linez
de
Campos
os
devia
ler
atacado
em
Iglezuela.
Para
que? se
iam
perseguidos
por
Jovellar,
depois
de
uma
derrota,
e
n’
esse
caso era
melhor
que
o
heroe
de
Sagunto
tentasse
urn
ataque
a
Cantavieja
que lhe
ficava
a
meio
caminho,
e
escusa
va
de
se
cançar.
Diz
o
«Diário
de
Noticias» que os
le-
legrammas
da
ultima hora
dão
Jovellar
triunfante,
avançando
sobre
Cantavieja,
Dorregaray
ferido,
e
as
forças
carlistas
na
fronteira
gritando
:
Paz
e
viva
D.
Af-
fonso.
Ninguém
o
faz
nem
melhor
nem
mais
depressa
do
que
os
telegrainiuas
e
o «Dia-
rio
de Valência».
Esperem
pelo
resultado
de
tudo
isto,
que
verão
ser
este
um
dos
mais
terríveis
revezes
que
lem
soflrido
as
armas affon-
pistas.
Vistabella
e
mosqueruela
hao
de ficar
assignaladas
nas
festas d’
esla
guerra
de
gigantes,
que
se
chama
guerra
carlista.»
LITTERATURA
O
Coração
de Jesus
(Ao exc.™
snr. José
Rodrigues
CosgaycT)
Como a
lenue
aresta d
’aço
Se
eleva
ao
iman, que a
chami,
Sób
o
podêr
de
uma
flamma
De
magnética
altraeção,
Meu
estro,
d
’
aço
na
crença,
Se
ele»a
ao
iman gigante.
Que
tem
dentro,
fulgurante,
Jesus, o
teu coração.
O
leu
coração,
que
é
balsamo
A
’
s
dôres
fundas
da
vida;
O
teu
coração,
guarida
Do
mais
puro
e
santo
amor,
E
qoe,
bondoso,
nos
mostra,
Pelo
céo,
em
noites
bellas,
Seu
palpitar,
nas estrellas,
E
na
lua,
o
seu
fulgor.
Gerou-se
de
tres
sorrisos,
Com
que
a
Trindade
sagrara
A
face
virgínea
e
clara
De
Maria,
a
ílôr
sem
par.
Deu-lhe
o
Eterno
Padre
a
força,
O Santo
Espirito,
o
anceio,
E
tu.
Deus Filho,
em
leu
seio,
Lhe d’e»le
o
digno
logar.
O
mesmo
foi,
que,
mais
tarde,
Do
Calvario
entre
rochêdos,
Rasgára
o
véo
aos
segrêdos
Da
epopeia
universal,
Epopeia,
cujo
prologo
Cm
presppio
abriu,
a
custo,
E
cujo
epilogo
augusto
Eoi
um
ecúleo,
a
litial
!
Oh
1
n
’esse
instante
supremo
O orbe
inteiro
se
erguia,
E
a
redernpção presenlia
No
coração
do
Senhor
;
Pois
o
alvor,
que
alli
brilhava,
Era
e
alvor
da
eternidade
;
Dava
ao
mundo
a
liberdade,
E
dava
aos
homens o
amor.
Era
uma
esponja,
enchuganJo
As
negras
culpas
alheias,
E,
de
um Deus
tinta
nas
veias,
O
perdão
manando
a
flux
;
Em
vez
do
fel
de
outra
esponja,
Posta
em
seus
lábios bemditos,
Transformava
esta
os delictos
Em
graças,
bênçãos
e
luz.
Sêde,
ó
Coração
dulcíssimo,
Sopro,
que o
inferno
esmague,
Pharol,
que
nunca
se
apague,
No
centro
do
lar
chrislão,
E
qoe
ahi,
continuo,
espalhe
Seus reflexos
reluzentes,
Os
peitos
tendo
dos
crentes
Em
perpetua
combustão.
Portozello.
Sebastião Pereira
da
Cunha.
GAZETILHA
Companhia
dincemlio».
—
AÍTir-
mam-nos
que
o
commandanle
da
Compa
nhia d‘incendios
d
’esta
cidade,
o
snr.
An
tonio
Joaquim de
Moraes, pedira
a de
missão
do cargo
que exerce
na
compa
nhia.
Conhecedor
o
pessoal
da
companhia
dos
desgostos
que
levaram
o
seu
comman-
danle
a
pedir
a
demissão,
resolveu anle-
hontem de
tarde,
u
uma
reunião
que
hou
ve
na
casa
da
alfândega,
pedir igualmen-
lo
a
sua
demissão
á
ex.
mi
camara,
e
la
vrar
um
protesto
contra
um
dos
sargen
tos
da
dita
companhia,
por
ter sido
elle
a
causa
do
desgosto que
de
ha
muito reina
entre
a
companhia
e
seu
commandanle.
Fazemos
votos
para
que a
companhia
de
bombeiros
não
desampare
o seu
posto,
e
que a
ill.
ma
camara
faça
por
serenar
os
descontentes,
levando
em
consideração
a
falta
que
d
’um
momento
a
outro
póde
fazer
a
ausência
d
’
um
numeroso
pessoal,
que
tantos
serviços
lem
prestado
aos
habitantes
d’
esia
cidade.
Theatro.—
Subiu
no
sabbado
á sce-
na
a
opereta
cómica
Narciso
com
dois
pés,
e
Meços
e
velhos,
comedia
finíssima,
que
teve
uma interpretação
magistral.
Na
opereta
referida
ha
trechos
de
musica muito
apreciáveis.
De
resto
tem
algu.n
merecimento... no
titulo.
—
No
domingo
repetiu-se
o
drama A
Rainha
Santa
Isabel,
com
a
mesma
re
gularidade
no
desempenho,
e
grande
con
corrência
d
’
especiadores.
E
’,
na
verdade,
uma
excellente
com
panhia
dramatica essa
que
no
domingo
se despediu
do
publico
bracarense,
que,
ao
contrario
do
que
procuram
propalar
certos espadachins,
sabe
aquilatar
e
pre-
sar
o
verdadeiro
meiilo,
onde
elle
esti
ver.
Ouvimos dizer
que
a
companhia
vol.
tará
brevemente
a
esta
cidade.
Oxalá
que
assim
seja.
Roubo
importante.—
Refere
o
<Co.
nimbricense»:
Em
a
noute
de
segunda
para letça-
feira
praticou-se
n
’
esta
cidade
inn d
og
maiores
roubos
que
ha
muito
tempo
aqui
tem
havido.
Mora
na
rua
da
Moeda
o
snr.
J^
Maria
dos
Santos,
da
Caslanheira
de
Pe.
ra,
concelho
de
Pedrogão Grande,
o
qual
lendo
vindo
do
Brasil,
tinha
na sua
hj.
bitação a
quantia
de
4:098£300
rs.
N
’
aquella
noute,
lendo
saido
com
un>»
«obrinha
a
dar
um
passeio,
ao
voltar
pa.
ra
casa
achou-se
roubado
em
toda a
refe
rida
quantia.
Recaíram
logo
as
suspeitas
em
Manuel
Gomes,
sapateiro
que
costumava
ler
en
trada
n
’aquella
casa
para
ol
jectos
do
«eu
oflicio.
Foi
immediatamcnle
preso
pelo
snr.
administrador
do
concelho,
e
no dia
se
guinte
se
procederam
ás
mais
rigorosas
averiguações.
O
referido Manuel
Gomes,
depois
d«
meiores
instancias,
viu-se
forçado
a
cou-
fessar
que
praticara o loubo; mas
tem
tenazmente
resistido
a
declarar
ondeiem
o
dinheiro.
A
auctoridade administrativa
foi
dar
uma
busca
a
casa
de
um
irmão
d’elle,
e
alli
achou
13 libras
e
5
peças.
Falta,
porém,
saber
onde eslá
uma
bolça
que
continha
4:000£000
rs.
em
li-
bras e
uma carteira com
papeis.
As
auctoridades
eslão procedendo
acti-
vamente
u
’
esle
grave
negocio.
O
roubado ficou
só
com a
quaniiade
120
réis
que
linha comsigo
quando
saiu
de
casa.
Bizarria.
—
O exm.®
snr.
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel,
digno
presidente
da
camara,
que substituiu durante
o
seu
im
pedimento o
snr. administrador
d
’
esle
con
celho,
acaba de
ceder
em
favor
dos
pre
sos
das
cadeias
d
’esla
cidade
os
vencimen
tos
que
lhe pertenceram,
pelo
tempo que
exerceu
aquelle
cargo.
Poesia.
—
E
’ cio Mensageiro
do
Cnra<
cão
de
Jesus,
que
transcrevemos
a
magni
fica
poesia que se lê
na
secção de
«Litte-
ratura».
Como
os leitores
vêem,
é
um
primor,
como
o são todas as
producções
do mimv-
so
bardo
viauneuse,
que
já
hoje
occupi
um
dos primeiros
logares
entre
os nossos
melhores
poetas
contemporâneos.
Muito
folgariam
os
amadores
da
boi
e
sã
lilieratura que
o
dislincto
poela
col-
leccionasse
em
volumes
as formosíssimas
poesias que
tão
justo
renome
lhe
teem
dado.
Festa do SS.
em S. «Bodo do Sou
to.
—
Eis o
programma
da
fesia
do SS.
Sacramento
de S.
João
do
Souto, que terá
logar
nos
dias
10
e
11
do
correnlo
mez:
No
dia
10, ao
romper
da
aurora, um»
girandola
de
foguetes
subirá
ao
ar,
e
uma
banda
de
musica
percorrerá
as
ruas
de
S.
João,
Rocio da
Sé,
rua
da
Sé, largo
de
S.
Miguel
o
Anjo,
Porta
Nova,
rua
Nova,
largo
do
Paço,
rua do Souto,
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
e
roa
de
S.
Marcos—sendo
este
também
o
itinerário
da
procissão.
Ao
meio
dia
terão
logar
iguaes demon
strações,
e
pelas 6
horas
da
tarde
do
mes
mo
dia
cantar-se-ha vesperas
solemnes
a
grande
instrumental,
com
exposição
do
SS.
A’
noite
apparecerá
vistosamente
illumina-
do
o
frontespicio
da
egreja,
e
ahi
a
ban
da
dos
«Artistas»
tocará
lindas
e
escolhi
das
peças
de
musica,
queimando-se
pof
essa
occasiào
algumas
dúzias
de
fogo,
e
subirão
ao
ar
alguns
balões.
No
dia
11,
pelas
11
horas da manha
será
exposto
o
SS
Sacramento
e
em
segui
*
da
cantar-se-ha
missa
solemne
também
»
instrumental,
e
sermão
pelo snr
padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Finalisará
toda
esta
festividade
com
urna
linda
e
magestosa
pro
cissão
composta da
seguite fórma:
Na
frente irá uma
força
de
cavallari»,
e
em
seguida
uma
banda
de
musica
de
pois
da
qual irão
as
confrarias
do
BJ
P
’
lista
e
Senhora da
Apresentação,
Santis
*
sima
Trindade,
Nossa
Senhora
do
Carmo,
Santa
Cruz,
S.
Thomaz
de
Aquino,
com
*
muoidades
de
S.
Pedro
e
S. Caetano,
e
alguns
padres
de
capas.
Conduzirá
o
Sb.
Sacramento
o
revd.
1110
abbade
da
freguezií-
No
centro
da
procissão
erào
50
anjos
cujos
vestidos
são
do sor.
José Pereira
da
Cunha,
que
se
esmerará como
costuma.
No
couce
irá
uma
força
de
150
praças
d
’
infanteria
com
a
respecliva
banda.
Que
bandido»
!
—
A
«Gacela»
de
drid publicou
um
decreto
deteimioand®
severas
penas
contra
todos
aquelles
<lue
*11*
tervindo
a
compra
de
bens
conquistados
3
ao«
carlistas
(
‘
Jiga
roubados).
Manda
ex
pulsar
as
famílias
qoe
tenham
alguns
de
seus
membros nas
facções,
e
prender
cin
co
pessoas
reconhecidas
como
carlistas, por
cada
revolucionário
que
estes
prendam,
e
cumprir
outras
medidas tão torpes
e
iní
quas
como quem
as
ordena.
Que
governo
tão
humanilaris
não
é
o
de
D.
Affonso
12.
’
? Os
communistas
pou
co
mais
adiantarão.
E dizem-se liberaes
esses
déspotas!
ajunta
o
«Direito».
Cura
do
ennero.
—
O
snr.
Scott
participou,
em
uma
reunião
medica em
No-
va-York,
que
descobrira
a
cura
do
cancro,
untando-o
com
pomada
de estramonium
(figueira
do
inferno)
misturada com
sal
com-
mum.
Esta
untura,
repetida
muitas
vezès,
carbonisa
o
cancro,
e
fal-o
cair
aos
pedaços.
As experiencias leem
dado
excellente
resultado.
Desastre
na via ferrea
«I®
Dou
ro.
—
De
Vallongo
participam
ao
«Primei
ro
de Janeiro»
que
no
sitio
de Parada,
a
oito
kilometros
d
’
aquella
villa e
a
cinco
de
Becarei,
abalroaram
doas
machinas
de
ser
viço
no
caminho
de
ferro
do
Douro.
O
imformador
ouviu
dizer
que
ficaram
mor
tas duas
pessoas
e
que
deseseis
de
ram enirada
no
hospital
de
Penaíiel
mais
ou
menos
gravemente
feridas.
A
’ caridade.
—
Imploramos
ás
almas
caridosas
se
lembrem,
com
uma
esmola,
do
infeliz
José
Avelino
Ferreira
dos
San
tos,
que,
vae
em dous
annos,
se
acha
impossibilitado
de
trabalhar,
vivendo
na
maior
miséria
em
companhia de soa
mu
lher
e
5
filhos
de
menor
edade.
Reside
na
rua
da
Ponte,
n.°
5
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
recebidas
na
administração
d'esle
jornal
:
Barcellos.—Rev.0
arcipreste.
Villa
Real
(Andrães).
—
Rev.® reitor.
Penafiel.
—
Rev.®
Bento
Ferreira de
Je
sus.
Arcos.
—Rev.®
reitor
de
Santa
Chrislina.
Fundão.
—
Joaquim
Tristão
Simões.
Ferreira do
Alentejo
—
José
G.
Lança
Sobrinho.
Lisboa.—
Rev.®
prior
de
S.
Julião.
ANNUNCIOS
Pelo juiso
de
direito d
’
esta
comarca
e
cartorio
de Esmeriz,
a
requerimento
de
D.
Anna
Augusta
de
Sousa
Gomes.
d
’
es-
ta
cidade,
corre
e
pende
seus
devidos ter
mos
um
processo
para arrematação
volun
tária de
duas
quintas
e
moinhos,
muilo
bem
situadas
;
produzem
pão
e
vinho,
com
uma
boa
casa
apalaçada,
que tudo
consti-
tue
um
praso
denominado
de
Torneiros,
sito
no
logar
do
mesmo
nome,
da
fregue
zia
de
S.
Vicior,
d’
esta mesma,
as
quaes
sào
de
natureza
de
praso
com
lau
letnio
da
quarentena
e
pagam de
foro annual-
mente
1020500
reis
;
serve
de
base para
a
licitação
a
quantia
de
11:0000000
reis,
reservando-se
para
em
acto
de
praça al
iciar
para
menos
se
assim
convier
á
re
querente
;
cuja
arrematação
hade
ter
hgar
no
dia
1
1
do
corrente,
pelas
9
horas
da
manhã
no
tribunal
d
’
esta dita
cidade.
O solicitador,
(2538)
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
BASIC»
DO
MINBO
A gerencia
do
Banco
do
Minho,
annun
cia
que o
dividendo
do
1,°
semestre
do
corrente
anuo
é
na
razào
de
4
p.
c.
ou
40000 reis por
acção,
e
que
principiará
a
pagar-se
no
dia
7
do
corrente,
continuan
do
em todas
as
sextas,
seguadas
e
quar
tas
feiras, desde
as
10 horas
da
manhã
até
á
1
hora da
tarde.
Braga
5 de
Julho
de
1875.
Os
gerentes
Francisco
Casimirc
da Cruz
Teixeira
Domingos
José
Soares.
Vende-se
uma
morada
de
casas
JiíifL
co,ft
quintal,
no
campo
de
Nossa
Senhora
A
Branca,
com
frente
para
o
nascente,
designada
pelo
n.°
19.
Trata-
se
na
casa
u.®
20,
do
mesmo campo.
(2544)
DO
IVIIIVI
t
IO
AVISO
Para
conhecimento
do
publico
se
Uans
creve
o
artigo
102.®
da tarifa
de transpor
tes por
este
caminho de
ferro,
approvada
por
Portaria
de
15
de abril
do
corrente
anno.
Artigo
102.°
—As
estações
de mercado
rias
abrem
nos rnezes
de
novembro
a
abril,
ás
8
horas da
manbã
e
fecham
ás
5
da
tarde,
e
nos
mezes
de
maio
a outubro
abrem
ás
7
da
manhã
e fecham
ás
6
da
tarde.
Ficam por este
modo
avisados
os
ex
pedidores
e
consignatários de
que
no
ac-
tual
periodo
só
se
recebem
e
entregam
mercadorias
desde
as
7
horas
da
manbã até
ás
6 da
tarde
e
que
toda
a
remessa
apre
sentada
para
ser
expedida
depois
das 6
ho
ras
da
tarde
não
será
recebida
na
estação.
O
chefe
da
exploração
(2541)
Anlonio
M. K.
de
Carvalho
Estação Central
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho
No largo
de S. Fraoaeiee® n.° », na
Nova
Empresa
de Trens
Vendem-se
bilhetes,
facluram-se
baga
gens
e
recobageos
para
todas
as
estações
do
caminho
de
ferro
do
Minho.
Da
mesma
estação parlem
carros
para
o
caminho de
ferro
e
vice-versa.
Horário
Parlem
da
Central
para
o caminho
de
ferro
ás
3
e
45
minutos
da
manhã
e
á
1
da
larde.
Partem da
estação
do caminho
de
fer
ro
para
a
central,
ás
H e
30
minutos
da
manhã
e
ás
7
e 30
da
tarde.
Braga
5 de
Julho
de
1875.
O gerente
(2545)
E.
Pacheco.
AO PUBLICO
No
dia
l.°
de
julho
principia
a
venda
de
bilhetes
para
os
comboios
mixlos
e des
pacho
de
bagagens
em
grande
velocidade
na
Estação
Central
do Caminho
de
Ferro
do
Minho,
sita
no
largo de S. Francisco
n.°
2,
e
breve
terá
logar
os
despachos
em
pequena velocidade.
Braga 28
de junho
de
1875.
O
gerente
da
Nova
Empresa
de
trens
(2533)
E.
P.
da
S.
Pacheco.
Pelo
juiso
de
dire»to
d
’
esla
comarca
de
Braga
e
cartorio
de
Fortuna
corre
e
pen
de
uma
acção
de
separação
de
pessoa
e
bens
em
qoe
é
auctora
Isabel
Lodovina
da
Rocha
Freitas
e
reo
seu
marido
José
<le
Araújo
Barbosa
Braga,
morador
na
rua
da
Estrada
Velha,
da
freguezia
de
Para-
nhos, suburbios
da
cidade do
Porto,
e
isto
pelo
motivo
do
reo
marido,
andar
em
continua
mancebia
com
Maria
Braga
;
po
rem
mais
publica
e
escandalosamente
do
que
antes
de ser
proferida
a
sentença que
a
auctora
obteve
contra
o
dito
reo
seu
ma
rido,
em
22
de
junho
de
1865,
por
tem
po
de
5
annos;
por
isso
que
depois
d
’
el-
la,
levou
a
dita concovioa
com
os
íilhos
adulterinos
para
sua
casa
e
companhia,
aonde
tem
tenda
e
mantenda
no
proprio
dominio
conjugal,
vivendo
assim com
ella
no mais
publico
e
escandaloso
adultério,
desamparando
complelamenle
a
auctora
sua
mulher,
e
os
filhos
legítimos de enlre am
bos,
não
se
importando
mais
nem
d
’estes,
nem
d
’
aquella,
e
menos ainda
de lhes
pres
tar
alguns
alimentos;
cuja
acção
sendo
subtnellida
a
discussão
e
julgamento, a
re
velia
do
dito
reu
marido,
em
audiência
publica
do
primeiro de julho do
corrente
anno,
ahi
o
respeclivo
conselho
de
familia,
depois
de
ouvido
o
Magistrado do
M.
P.
da
sobredita
comarca,
resolveu por
una
nimidade,
que
auctorisava
a
separação
re
querida
em vista
de
se
ter
provado
plena
mente
os
fundamentos
alegados pela
auc
tora,
cuja resolução
foi
homologada
e
con
firmada pelo
respeclivo juiz de
direito
da
sobredita
comarca
na
dita
data
como
cons
ta
da
sentença do
lheor
seguinte
:
Homologo
a
deliberação
do
conselho
de
familia
qoe
se
deverá
cumprir como
n
’
el-
la
se
contém.
Pague
o
requerido
as
cus
tas.
Braga
I.® de
Julho
de
1875.
Ayres
Frederico
de
Castro
e
Solla.
E
para
devidamente
constar
em
cum
primento
do
art.
1225 do
Cod.
Civ.,
se
fez
o
presente
annuncio (2539)
Agencia
do
Banco
de Vianna
CARVALHOS 4C.
’
Rua
do
Souto
n
* 30
.y.'
ax
.
cy
5
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
leiras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se da
compra e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe dinheiro á
ordern
e
a praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias.
Braga,
3
de junho
de
1875.
Os
agentes,
(R
*
)
Carvalhos
à C.
a
Vende-se
ou
aluga-se
as
casas
n.®
e
na
rua
d°
s
Pelarnes,
a
«A&aiÊai
primeira
casa
torre
e
a
segunda
terrea
:
ambas teem quintal
e
poço
mieiro.
Para
tratar
na
pharmacia
Alvim,
Praça
da
Alegria,
n.®
14.
PORCA ACHADA
Achou-se
no
dia
3
do
corrente,
uma
porca, na rua
das
Agoas.
A
quem faltar,
dirija
se
á
mesma
rua,
casa
n.®
30,
que
dando
os
signaes
certos
e
pagando
o
im
porte
d’
esle
annuncio
se
lhe
entregará.
(2540)
Pedra
d
’
alvenaria
Quem
quizer
comprar
uma
porção
de
pedra d
’
alvenaria,
dirija-se
ao
snr.
José
Anlonio
da Fonseca,
no
largo
da
Sé
(2542)
Ofliciaes
de
sapateiro
Contrata-se
um
ou
dous
oíliciaes a
fa
zer solados
com
limpeza na
morada
dos
mesmos,
abonando-se
boa
paga.
2S,
Rua
dos
Chãos,
28
Loja
de aola.
CAIZESIB»
Precisa-se d’
um
rapaz,
proximo
a
ga
nhar
dinheiro,
ou
mesmo
d
’um
caixeiro
de
qualquer
negocio,
que
usem
de
bons
cos
tumes.
28,
Rua
dos
Chãos, 28
(2543)
Loja de «olo.
Companhia
Geral
de
Seguros
LA
UNIÃO, DE
MADRID
Segura
nas
condições
mais
vantajosas
contra
o risco
de
fogo,
e
lambem
contra
os
prejuizos
causados
pela
explosão
de
gaz,
ou
pelo
raio.
Verificam-se
os
seguros
n
’
esta
cidade
de
Braga
no
escriptorio de
Ferreira
Bor
ges &
C.
a
,
Praça
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
26
—
1.®
andar.
(2537)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias, Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
w
llll
!■■■
I
II «
I
ll
l
i
»n
I
TTT
tfTM-
BC®»
Quem
achasse
uma
gargantilha
de
ou
ro,
que
póde
servir
de
pulseira
lambem
,
desde
a
rua
das
Aguas,
rua
de
S.
Marcos,
Senhora
do
Leite,
rua do
Souto,
na
tarde
do
dia
24 d
’esle
mez
de
Junho,
e
a quei
ra
entregar,
pode
fazel-o
na
rua das
Aguas
n.°
15,
que receberá
alviçaras.
(2529)
mio
mwmL
DE
BRAGA.
[Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada]
São
convidados
os
sn
rs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco a entrarem
com
a
2.
a
prestação
de.
20
p.
c.
ou 100000
rs.
per
cada acção
des
de o
dia 25
do
corrente
alé
10
do
cor
rente
Julho,
em
B
aga
na
casa
do
Banco,
e
no
Porto
na
do
seu
agente
os snrs.
João
Evangelista
da
Silva
Mattos
ác C.a
na
Praça
de
D.
Pedro.
Os
snr.
accionistas
qne
não
satisfize
rem
as
suas
entradas
n
’
esle
praso,
ficam
sujeitos
ao
juro
de
3|4
p.
c.
ao
mez
ou
9
p.
c.
ao anno,
e
ao
mais
disposto no
art.
17 e
seus §§ dos
estatutos.
Braga
2
de
Junho
de
1875.
Os
directores,
José Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Costa
Palmeira
(2534)
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
Aviso
ao
commercio
Na
Praça
d
’Alegria,
d’esta
cidade,
o.
*
16, (antigo
Campo
das Ilorlas) acha-se
es
tabelecida
uma
casa
de
commissõe
*
.
Seo
proprietário
loma
conta
de
despachos d
*
mercadorias
de
qualquer
natureza
qne
se
jam,
tanto
d
’
esla
cidade
para
a
do
Porto»
como
do
Porto
a esta.
Promplifica-se
a
tomar
conta
de
todas
as
fazendas
em
casa
dos
snrs.
negociantes,
e
a
entregal-as
na
do destinatário,
(em
que
só
n
’isto
vae
uma
grande
vantagem)
tudo
por
uma
módica
comrnissão
sem
competidor.
Quem precisar
esclarecimentos
póde
dirigir-se á
casa
supra
mencionida
ao
commissario
Anlonio
Zacharias
da
Silva
Coelho.
(2538)
Rua
de
S.
Vicente
em
Braga
Vende-se
n
’
esla
rua
a
casa
n.° 6;
tem
bom
quintal
e
agoa.
Trata-se
na
mesma
casa.
________________
(2512)
FIESTAS
DEL
APOSTOL
[Anq
Santo]
Con
motivo
de
las
fiestas
proyeclada®
el Apostol
en
Santiago, se
ofrece una
ca
sa
particular muy
bien
situada
y
con
ma
gnificas
habitaciones
amuebladas
para
6 n
8
camas
independientes
de
las
salas
y
pie-
ras
con
buenos
lavabos
de
locador.
Ha-
ran
el
servicio
una
cocinera
con
ayudan-
la,
doncella y
criado
con
coche
para
ir
á
los
toros
y
teatro.
La
familia
ó
personas
que
gustem
ocupar
esta
casa,
podrau
co
mer
por
sn
cuenla
si
les
conviene,
en
la
que
hallarán
lodo
el
servicio
de cocina y
de
mesa.
Para
enlerarse
de
la
*
condiciones,
pue-
den
dirigirse
antes
del
15
de
Julio,
á
D.
Manuel
Cabral,
en
Santiago. (2532)
Asphalto
Nacionai da
Mina de
Aseçhe
A
Companhia
de
Lisboa
com
escriplo-
rio no Porto
na
Rua
do Bomjardim
n.®
365,
previne
os seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
conlinúa
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
qne
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como
terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia presla-se
a
ga
rantir
o bom
restiliado
do
seu
trabalho,
sendo
suílicicnte
para
recommendar o
seu
asphalto,
a
perferencia
que lhe
tem
si
do dada
pela
administração
das
obras
pu
dicas
e
o
repelido chamamento
para
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo vindo do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d
’
este
genero,
podem
fazel-at
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n."
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
Venda
de
casas
a
Vendem-se
juntas
ou
separadarnen-,
te
dez
moradas
de
casas
com
gran
de
quintal,
tendo os n.°
s
72 a
82»
próprias
para edificação
d
’
um
grande
pr
dio
e
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
e
frente
á
nova
rua
que
se
vae
abrir
para
a
estação
do
caminho
de
ferro.
Trata-se
na
mesma rua
n.®
100
com
0
snr.
Ma
noel
Antonio
Pacheco,
(2511)
Banco
Agrícola e
Industrial
da
Exlremadura
(Sociedade anonyma
de
responsabilidade limitada)
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
entrarem
com
a
2.
a
prestação
de
20 por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
na
the-
souraria do
mesmo, desde
o
dia
1
a
8
do
proximo
mez
de
julho
na
Praça de Carlos
Alb.erto
n.
*
92,
em
Lisboa
em
casa
do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoei
ros
51
e
em
Braga
em
casa
do
snr.
João
Baplista
Lopes.
Porto
19
de
junho
de
1875.
Os
directores,
Felis
Plácido
de
Sande
Eduardo
Ribeiro
Ilendes
Eduardo
Lyon.
(253
I)
IIlSTKJLrOS
Rua de S.
Marcos
n.° 14
Brilhantes
ou
esmaltados, 12
20000
Sobre papel
albumina
12
10000
Perfeição
e
nitidez garantidos.
—
Photo-
grapho
do
Porto.
(2491)
MU.II
lll(
milli!
D0
ALTO
D0UB0
DA
CASA
DE
VILLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquai
tilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
...
150
»
»
»
.
.
...
190
>
Lagrima
....
...
200
»
Branco
de
meza.
.
...
210
»
tinto
de
meza
fino.
...
270
»
de
prova
secea.
...
300
m
Malvasia
de
2.
a
.
...
360
>
» velho.
...
400
»
Bastardo
....
-
. .
500
>
Moscatel ....
...
500
»
Malvasia ....
...
500
»
Roncão
....
...
700
»
Alvaralbão
. .
...
560
»
Velho de
1854.
...
600
A
RETALHADO
Vinho para meza
50
e
80, o
quar
tilho tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
da
l-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
m
»
mim
Balsamico
*
Prophilatico
Esta
injecção
é
a
unica
e efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas coiuo
mo
dernas,
aioda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na pharmacia de
Autonio
D.
Alvim,
á
Por
la
Nova
n.°
14,
em
Coimbra,
pharmacia Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na pharmacia
Madureira,
rua
do
Triumpho,
n.
*
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de cada
frasco.
.
.
400
rs.
■(
Q)<
NOVA
FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio
Geriuanu
Ferreirinha
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas, conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra de
fundição,
como grades para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
Iectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
J
orto.
mbmí
:
â
TO
01
CA
RRLI
El.l
Q
UI
$
Z
Si
Sí
A
L
Paquetes
a sair de
Lisboa
:
DOURO
.
.
13
de
Julho
|
MINHO
.
.
29
de
Agosto
MONDEGO
. 29
de »
| BOYNE
.
.
13
de
Setembro
NÈVA
.
. 13
de
Agosto
|
TIBER
. .
29
de
>
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O»
preço» »ão muito rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores, criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
todas
a$
classes,
cujo
tratamento
se torna hoje
o
melhor possível. Cada
passageiro
de 3.
d
classe
tem
grátis,
belixe
com colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
alé
Lisboa
é
por
conta da companhia
bem
como outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do agente
n’
esta
cidade,
rua do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimarães.
(581
j
C
a
r r e ir a
semanal
A’s quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAP8B
DO
PACIFICO
'ALTA NOVIDADE
Rio de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, Arica,
Islay e Callao
CARREIRA QUINZENAL PARA PERNAMBUCO E RAH1A
A Companhia
reduziu
os preços,
conservando as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
oíferecido
aos
snrs.
passageiros:
exeeilente»
commodo», bom tra
tamento,
bastante è»paeo
para bagagens e viagens rapida»,
pois
que
OS
Paquetes «lo Paeifieo
tem
gasto SÓinente
13
«lia»
de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Purto
para
Lisboa
Pernambuco
...................................................
Bahia
.............................................................
Rio de
Janeiro
.....
.
.....................
Montevideo
e
Buenos-Ayres.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay"
e Callao
.
. . .
3.
*
CLASSE
2.‘
CAMARA
1/ CAMARA
40^000
81^000
108^000
40^000
9
($000
117^000
45&000
90^000
ISÍ&jOO
54&000
90&000
157^500
126&000
189&000
308^500
Criança» do» passageiro»
Alé
aos
12
annos meia
passagem.
A!.é
aos 8
annos
a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3?
classe
teem
beliche com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho duas vezes por
dia
AGENTES
EM BRAGA
—
Almeida
&
1’ereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
á
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
*
)
SG, Riia
«1 o
Souto, %G
Junto
ó
’
tua
de
Jano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Poito,
na
ultima
moda,
giande
e
variado
sor
tido
de
cbapeos, de
se
da
e
de
feltro,
para
hcmfm,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato que
em outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
circumstancias.
(2350)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
HTO
@ FEITO
José
da
Silva
Fundão
Campo
de Sant Annn (lado de bai
xo) n.°
OS.
Participa
aos seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’
esta cidade
como
das províncias
que
lem
um
bonito
e
variado
soriiment&
de
falo
feito,
casimiras
para
faio
muilo
ba
ratas,
côrtes
de
calça
a
10500,
20000
e
20500
reis;
tudo
lazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de 400
reis
até
800,
de
panoo familiar,
e
meoles,
bo-
oets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as qualidades
de 500
rs.
alé
800;
manias
de
seda de
lodos
os
feitios.
N.
B.
O
aunnnciante faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
promplilica-se
a
ficar
com ellaj quando
não
fique
á von
tade do
freguez.
(Pe)
L
’
Uluslralion
de
la
mode. O
mais
elegante, 'ncamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da moda.
Publica-se em
Pariz
uma
vez
por
mez,.
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo-
delos
de
toiletle,
uma
grande
folha de
mo
delos
de
tamanho
nalmal
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer assignar
esla
publicação,
dirija-se
á
livraria de Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
oíferece aos seus assigoan-
tes
um
magnifico
colresinho
contendo
tu
do
o
que é necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’
assignatura
—
Portugal:
sem o
referido
brinde
—
9
fr. Com
o
brinde —
13
fr.
____
Obras
de
mármore
'
i
■
.-l
r
■
‘
’
Joaquim
Almeida
da
Costa
participa
aos
seus
amigos e
freguezes
que
abriu o
seu
n
’
esta
cidade
de
Braga,
campo
de
Santa
Anna
n.°
44, uma
ofíicina
de
obras
de
mármore,
filial
da
que
tem
no
Porto,
na
rua
dos
Martyres
da
Liberdade
118.
(2519)
BHAGA
Vende-se
uma
morada de
casas
de
3
andares
no
largo do Paço
n.°
9,
trata-se
na
rua
do
Souto
n.°
28
com
o
sor.
Jo
sé
Antooio
da
Silva
Lomar.
(2522)
(;
A
R
T
A
DO
EXC.“
*
REV.- SENHOR BISPO D ORLEANS
AO
EXC.m° SENHOR
MINGHETTI
Ministro
da
fazenda
do
rei
Victor
Manod
AGOAS
MINERAES
Na
pharmacia
de Antonio
Domingues
Alvim, ha
deposito
de
agoas
naturaes
das
Pedras
Salgadas:
Alcalina
de
Moura, En-
tre-Rios.
das
Caídas
da
Rainha,
Sedliiz.
Verim,
Vidago e
Vichy.
iQ
*
)
Vende-se a
propriedade
qoe
fica
além
d»
Ponte
dos
Pelames
que
se
compoem
de
casas,
pomar
e
leiras
de
lavauio e
arvores
avidadas con
tiguas
e
circuitadas.
Trata-se no
escriplorio
d’
esta
redacção-
NOVIDADE
-fi-S, Rua
do
Soíito, 44
Campos
& Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e Silva,
do Porto,
que vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todos
as qualidades.
(2330)
A
respeito da expoliação da Egrej
*
etu
Roma e na Italia
T>
aduzida
da
sexta
edição
franceza
com
n
carta
do
mesma
prelado
ao
jornal
u
França
;e
o
breve
do
Santo
Padre:
Tudo
precedido
de
algumas
palavras
do traduclor
Francisco d
’Azeredo
Teixeira
d
’
Aguilar
Conde
de
Samodães,
par
do
reino,
etc.
(iKAM)E DICCIONARIO
P0RT16WZ
OU
THESOURO
DA
LÍNGUA
PORTUGUEZA
PELO
Dr.
Frei
Domingo» Vieira
Publicação
feita
sobre
o
manuscripl°
original,
inteiramente revisto
e
considera
velmente augmenlado.
A
’
venda
a
caderneta
127
(Ter-Todo)»
A
obra
estará
concluída
em
Março.
braga
:
typographia
lusitana
— - É o formato de
-
comerciominho_06071875_366.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)