comerciominho_03071875_365.xml
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-
E NOTICIOSA
NUMERO
365
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.e 3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porte.= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assina
corno
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
I
HE
3LICA-S
K2
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol^OOU
rs.=Semestre 8õ0
rs.=Prorrn-
cias anno
2$400
rs
e sendo
duas
4&000
rs.=Seniestre
1&250
rs
L=
Brazil,
anno
4&400
rs.^Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda fraca.=knnuncios por hnha
20
rs
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles 20
d
’
abatimenlo.
BRAG.l-S»
BB
4UO 3 DE
JULHO
Causa,
não
sabemos
se
digamos,
nojo
se
lastima, o
modo
como se
tratam
na
imprensa
certas
questões,
se apreciam
certas
pessoas,
se
avaliam
ainda
as
mau
humanitarias
instituições:
ás
aflirmativas
mais
absurdas,
junlam-se
as
injurias
mais
aviltantes,
pare
endo
haver
só
um e
unico
lira
—a
perversão da
humanidade.
E’
tão
absurdo
promover
a illuslração
ensinando
o
erro,
como
còm
o
insulto
e
com a
calumnia
defender
a moralidade.
A illuslração
promove-se
pelo
ensino
da
verdade,
e
a
moral elíeclua-se pela
pratica
do
bem.
Verdade e
bem
são
os
dois
unico
*
polos
em
que
hade
firmar seu giro
o
pro
gre^so
do
mundo:
o
contrario
é
obscu
rantismo,
é degradação,
é
retrocesso.
bravios,
ensinando
a
arte
dos
campos
fer
ieis.
«As
cercanias
de
Constantinopla
são
em
geral
incultas
;
em
frente
a
cesta
asia-
lica
é
selvagem
;
junto
de sua
mais
alta
montanha
está
a
granja Techdlic-S
-Vi
cente,
onde
os
Lazarislas
dão
o
exem
plo
da
explicação
dos
melhores
processos
agrícolas,
e
formam
babeis
agricultores.
«Voltando
á
casa de
S.
Bento tem
esla.
contíguo o
estabelecimento
de
N.
Se
nhora
da
Providencia,
que
contém
um
orfauado
<ie
200
raparigas
de
raças
e
le-
ligiões
differentes, classes
frequentadas
por
4U0
externos,
na
inaxima
parte
gratuitos,
—
50
orfàos,
—
botica
e
cunsultorio
para
us
pobres.»
O
escriptor
depois
de
fallar
de outros
estabelecimentos
conlinúa
:
«Enumeramos
as
obras
das
filhas
de
S.
Vicente
de Paulo;
mas
nào
dissemo*
lodo.
O
serviço
dos
liospitaes,
a
educa
ção
da mocidade não
são
a parte
mais
meritória
de
sua
dedicação;
ajuntem-lhes
as
visitas
domiciliarias
aos pobres,
a da»
prisões,
penosa
em
lodos
os
paizes, mas
priucipalmenle
em
uma
cidade
onde
os
costumes,
os
prejuízos,
as
aiitipathias,
a
diversidade
de
raças,
de
linguas,
são
ou
tros
íamos
obstáculos,
qoe em
nenhuma
se
encontram
mais
formidáveis.
«Nada
porém as
embaraça,
nem
os
horrores
das galeras,
onde
vão
consolar
1:200 grilhetas :
nem
as
dilliculdades
do
transito
em
ruas
mais
impraticáveis,
que
as
de
uossas aldeias, nem
u
temor
d<
Mal
vae
á
causa
que
para
se
defender
precisam
seus
advogados
e
panegiristas
de
saltar
por cima
de
princípios
Ião
sanlos,
quão
intuitivos.
Se
são
unicamente
essas
as rasões
que
a sustentam,
os
argumentos
que
a
com
provam,
uma
tal
causa
é
ruiui,
é
péssima,
é
iniqua.
N
’
este
caso
e»tá
a
defesa
do
drama
do
snr.
Ennes,
os
Lazarislas.
Por
varias
veses,
e
por
varias
fôrmas
o
tem superabundintemeote
demonstrado
a
imprensa
portuguesa,
que
presa
o
seu
bom
nome
de
catholica,
e
que
nào
insere
em
suas columnas
—correspondências
por
que lhe
pagam
!!
! !
Assim,
pois, hoje
sómente
procurare
mos
levantar
a
luva
que
nos
arremessa
o
«Jurnal
de
Lisboa,»
no
seu
arligo
de
29
de junho,
se
luva
e
nào
lama
vil
e
im-
inouda
se
deve
chamar
o
que em tal
ar
ligo
se
nos
arremessou
; e
onde não
sa
bemos
qual
mais
deva admirar-se
se
a
arrogancia
se
a
impudência
1
E
a
lógica?!
Quem
falia
em
taes
velharias
!
A
lógi
ca,
essa
é
boa para
os
rapases
da
escola;
os
mestres
abalisados
como
o
articulista
<lo
«Jornal
de
Lisboa» nào
se
occupam
de
semelhantes
bagatellas,
muito
embora
n
’el
la
*
vão
envolvido»
o
senso e a
boa
edu
cação.
Basta-lhe
sómenle
o
diser
do alto
da
tripeça
em
que
se acocorou:
<Com
lauta
ignorância
como
ousadia
os
reaccionarios
de
Braga assignaram
uma
petição,
e
én-
tregaram-na
á
auctoridade
superior
do
dis-
tricto
pediodo
a prohibiçao
da
representa
ção
do
drama os
Lazarislas.»
Vamos
lá.
Ern que
está a ignorancta
dos
reaccionarios oe
B<aga,
medre; esiá
em
nao
saberem
quaes as
doutrinas
ca-
ihuhcax,
ou
as
do
drama?!
Se aflirma
a
primeira,
não
fará
favor
de
nos
diser,
se
é
que
lhe
metecemo
*
alguma
consideração
mais do
que
a da
compaixão
pelo
nosso
obscurantismo,
quan
tos
credus
ha
na
Egreja
Catholica?
Nós
até
hoje
ignoramos
qoe haja mais
do
que
um;
pois
que
tão
sabia
mestra
sempre
nos
ensinou
unus
Dominus,
una
fides,
unurn
baptisma,
e
assim o
cremos
e
professamos,
pelo
que lemos o
nome
de
catholicos.
E
só
calholico
póde
ser
o
«éctario
de
tal
crença;
aliás >erá
mouro,
judeu,
protestante,
pagão ou
o
que
quiser
;
mas
calholico, nunca.
Para
sabermos
esta
verdade,
não nos
foi
necessário
cursar
estudos
superiores,
nem
ouvirmos
as
sabias
lições
académicas
dos
Pereiras
Dias
e
Garcias-: foi-nos en
sinada
por
nossa
mãe
e
pelo
professor
d
’insirncçào
primaria,
pois
que
por
felici
dade
nossa a
estudamos
em
urna
aula
par
ticular,
onde aos
sabbados
havia
lição
de
cathecismo
Estudando
o
catliecisnio fica
mos
sabendo
desde
a
mfaocia
que
a
ea-
lurunia
era
peccado
gravíssimo,
e como
tal
ollensa
da
dninrhde.
O
que
nào
aprendemos
foi
a
doutrina
do
articulista
;
por
isso
qne a
gloria
d
’
um
tal profeta eslava reservada
para
o
anuo
da graça
de
1875:
era
n’
esle
anno
que,
visto
o
exposto,
devia
apparecer
rfeste
valle
de lagrimas para
corrigir
a
terrível
reacção
dos
beatos
sem fé,
os
fanalicos de
Draga, sendo
o
tal
apparecirnento
um
lacto
espantoso
nos annaes
da
humani
dade
!
Só
um
mestre
tão
conspicuo
e
abaliza
do
é
que
podia
em
sua alta
sapbncia
des
cobrir
que
o
homem
que inventa um
tipo
hediohdo,
perverso
e
infame,
e
lhe
dá
o
nome
d
’
tima
classe
inteira
para
a
expor
ás
fúrias
da
populaça, apesar
d
’essa
classe
ser
digna
do
rnaior
respeit»» e
veneração,
é
verdadeiramenle illustrado, é
o
homem
que
conhece qual
o
seu
dever
para
tom
Deus e
para com os
homens
!
!
!
l.-to
não
se
commenta:
é
nogento
; á
vilania
junta
a
blasfémia.
Já
vê,
medre, que
os
reaccionarios
de
Braga sabem
melhor
a
cartilha,
que
v.
exc
*
Se
os
reaccionarios
de
Braga
por
este
lado
não
peccaram
por
ignorantes,
aílirme
v.
exc.
4
quanto
quiser,
que
lambem
por
o
outro
succedeu o
mesmo.
Diga-nos,
mestre, quando
os
beatos
sem
fé
representaram
contra
o
drama,
não
li
nha
sido
já
criticado
pela
imprema?
Não
unham
os
jornaes
religiosos
exposlo
su-
perabundauiemenle
ss
calumnia
*
de
que
está repleto? Não
linha
sido
tratada
a
questão
p'ó
e
contra?
Imagina
o
«Jornal
de
Li-boa»
que
só os
jornaes
que
bateram
palmas
«o
si»r.
Ennes
*
ao
os
que
se
lèem
?
Ora,
snr.
ailiculista
nao
ronque
tanto
de
grosso, que
póde
escarnar
a
garganta.
Continuaremos.
—
—
—n.wttSWfWMBu
Ml
-----------------
Uma agradável
noticia
litternria.
E
’
a
que
hoje
vamos
dar
a
nossos
lei
tores,
dizendo-lhes
que
o
sor.
Teixeira
de
Freitas,
livreiro
na
rua
de
S.
Dama>o,
em
Guimarães,
e
benemerilo
editor
das
Duas Obras
de
Misericórdia
(refoiação
dos
Opusculos
do
snr.
Herculano),
do
Matii-
munio,
e
da
Maçonaria Desmascarada,
que
ainda até
hoje
nenlium
filho
da
viuva
sei
atreveu
a refutar,
vae
lambem
ser
editor,
e
muilo
brevemenle,
do
Liberalismo
Des
mascarado
(qne
se
póde
considerar
Cumo
2.°
vol
da
Maçonaria Desmascarado),
e
da
magnifica
«Imlrucção
pastoral
do
snr.
bis
po
de Olinda»,—
o
Alhanasio
brasileiro,
D.
Fr.
Vital
Maria
Gonçalves
de
Oliveira—
,
já
publicada
esle
anno
no Rio
de
Janei
ro
sob
o
titulo
—
A
Maçonaria e
os
Jesuí
tas.
Tudos
os
que
lem
lido
esla
obra,
ver
dadeiro
mouumfento do rêlo
episcopal
no
Império
de
Santa
Cruz,
lhe
tecem
os
mais magníficos
elogios;
e
nós
que lam
bem a
lemos
lido, não
podemos
deixar
de
conlirmal-ns.
Consta-nos
que o
snr. Teixeira
de
Frei
tas
já escreveu
ao
ex.mu
snr.
.Bi«po
ao-
ctor, pedindo-lhe
venia
e
a
devida auclo-
risaçào para reimprimir
o
seu
livro
em
Portugal, que
aliás
sairá
cometo
de vá
rios
êrros
de
iruprensv
que
escaparam
na
primeira
ediçào,
e
enriquecido
com
al
gumas
nol
s.
Empresas
laes
corno a
do
sur.
Tei
xeira
merecem
ser
auxiliadas
pelo
rev.
0
clero,
pelo
mocidade
estudiosa,
por
todos
os
catholicos;
e
esperamos
que
a
sua de
ver s
o
seja. Quem
dera
que
houvesse
mui
tos
editores
—
christào»
e
conscienciosos
—
como
esle
de
Guimarães
!
E»tá
doido!
O
«Jornal
do
Commercio»
de
Lisboa,
assim
o
parece
quando
ameaça os templos
catholicos
de
serem arrasados
no
nosso Por
tugal
!
Ouçamos
as
suas
palavras
estupendas
(ou
estúpidas,
corno
qoizerem):
«Ainda
ha
que
demolir,
e
Deus
sabe
se
o
púlpito,
convertido
hoje
em
tribuna
politica
(<>
que
é
falso,
o
que é
uma
pu
ra calumnia,
segundo
no
*
aflirma
quem
assi»tiu
ao
sermão
a
qne o
Jornal
se
refere)
será
arrasado
fsiclj.
para que
mais
o
não
profanem
os
Seiranos,
os Pau-
8
B?
O
IL.BK
ETMM
OS
LAZAIUSTAS
DO
Drama
Calumnia
E
OS
LaznriMtas
verdadeiro»
III
(
Continuação)
Deveríamos
citar
também
aqui
o
dis
curso
pronunciado
sobre a
sepultura
da
Irmã
Maria,
viclima
da
caridade,
no
Hos
pital
de
Varo»,
pronunciado
pelo dr.
Pe-
gnat
á
freme
da
guarnição,
que foi
pres
tar
as
honras
fúnebres
á
heroica
íilha
de
S.
Vicente
de
i
aulo.
E
’
longo
o discurso e
por
isso o re
sumiremos
n
’
esta palavra
—
A
irmã
Maria
vi»eu
anjo de Ca,idade e morreu
viclima
d
’
esia
virtude!
Acode
a
companhia
Ennes
e grita:
Nós
não
atacamos
as
irmãs
da
Caridade
;
mas
sómente
os hipócritas Lazarislas,
os
Ber-
gerets.
O
sofisma
é
grosseiro
;
se as
ir
mãs
são
comparsas
de Bergerets,
se
são
os
seus
instrumentos
de
intriga e
capta
ção,
entào
equivaler-se-iam
Mas
fallare-
mos
a
este
respeito.
No entretanto
diga
mos mais particular
mente
dos
Lazaris-
las.
IV
Na «Revue
d
’Economie chretienne»
(abril
1863)
ha
um
artigo, do
Conde
A.
de
Mousuer.
sobre—
A
caridade
catholica
em,
Constantinopla
—<
que
contém
factos
es
magadores
da
calumnia
ennica
O
nobre
escriptor,
que
no
*
parece
ser
um
antigo
diplomático,
diz
ahi
que os
Laz>ri
*
tas,
lendo
chamado
os
Irmãos
das
Escholas
Cfiristãs para regerem
as
escliolas
prima
rias
catholicas.
se
reservaram o
ensino
secundário e
fundiram
em
Bebek, local
esplendido, a
urna
légua
de
Copslanlino-
pla.
um
collegio
de
alta
educação,
onde,
apesar
de
ser
essa
catholica, concorreram
jovens
de
iodas
as
seitas,
cujas
famílias
passam
por
cima
de
suas
naturaes repu-
xnancias por
motivo
da
superioridade
do
ensino
dos
Lazarislas.
«Ahi é lambem,
Liz
o
illustre
escriptor,
a
residência de
M.
Boré,
visitador
da or
dem
e
director
elle
tnesrno
do estabele
cimento.
Viajante,
archeologo,
orientalis-
ta
distiricto,
antes
de
ser missionário,
Mr.
Boré
pe?
correra
muitas
ve?es
a
Asia,
des
de
os
confins
da
Pérsia
até
o
Bosphoro,
estudando
a
fundo
os
costumes
e neces
sidades
dos
habitantes
<restãs
vastas
re
giões;
admiravel pieparação aos
trabalhos
aposlolicos,
que
a caridade
lhe
fez
abra
çar.
(1)
«Vimos
padres
catholicos
cultivando
iulelligencias,
vejamol-o
roteando
Miatagae
*
(I)
Vê-se
o
alto
conceito,
que
o Conde
de
Moustier
faz
do
superior
dos
Lazaris
las;
Ennes,
qne nunca viu
nem
quiz
sa
ber,
dá-o
por
chefe
de
Bergerets!..
A
ignorância
é atrevida,
n
’este
caso
muilo
mais
que
atrevidíssima....
dubio acolhimento.
E
’
um
espectaculo
oo-
vo
para
o
Oriente,
o
da
caridade
acliva
e empiehendedora,
buscando, atacando
e
perseguindo
a
miséria
rios
seus
mais
tris
tes
retiros,
até nos calaboiços.
«Theoricamente
uma
tal
caridade
não
deveria
ser comprehenuida
pelos
Turcos,
sempre
concentrados
em
sua
indolente
di
gnidade,
mas
venceu-os
á
vista
de tama
nha
e
tão
interessada
dedicação
«As
nossas
Irmãs
toroaratn-se
objeclo
de
sua
veneração.
«D
’onde
bem
se
vê,
que
ha
prior
que
os
Turcos
do
Oriente,
ha
os Turcos do
Occidtmie,
os
possuídos
da
vaiva-ennica.
Esses,
tão
cegos
como
perversos,
não
só
não
sabem respeitar a
virtude,
senão
que
sómente
sabem
calumnial-a.
«Em
resumo, concluo
M.
de
Mouslicr,
20
Lazarislas,
30
Irmãos
das
Escholas
chrislãs,
50
Irmãs
da
caridade,
150 se
culares,
eis
o
pessoal
que,
em
nome
da
Fé-Calholica,
espalha
a
instrucção,
as
con
solações,
os
snccorros
de
toda sorte
em
meio
de
raças
quasi
sem
nexo de
simpa-
tlua
humana,
e que parece
deverem
es
tar
sempre
separadas
por
antigas e
pro
fundas
divisões.
«Mais
de
1
500
creanças que
se
soc-
cedem
de
anno
a
anno:
milhares
de doen
tes
e
de
infortúnios
recebem,
ha
20
ân
uos, esla
doce
influencia
da
c«ridade
cí.ris-
lã,
preciosas
sementes
lançadas no
seio
das
famílias, que
não
serão
esiereis
e
que,
quando
infrucliltóras
para
a
salvação,
não
deixarão
de
produzir
um estado
mo
rai
satisfatório.»
(Canti
•nía)
cada
*
e
outros
energúmenos
de
sotaina.»
Se
o
facto
se
viesse
a
dar,
se
saisse
certa
a
profecia commercieira-liaboela.
lam
bem
d
’
auui
nos
atreveríamos
a
profetisar
<jue
os
palacios
commercieiros
da
capi
tal
talvez
não
precisassem
do
termo
de ati
no
e
dia
para
terem
a
mesma
sorte
dos
púlpitos...
arrasados. E Deus
sabe
se
os
redaclores
de
certos
jornaes
que
atiçam
a
populaça
contra
os padres
serão
poupa
dos!
Com
cs
jesuitas
victimas
da
Com-
rouna,
iam
doutores
e
jornalistas
liberaes,
ijtn d’elles
do
«Siècle»...
Mas
este
tom semi-profetico
do
colle
ga
de
Lisboa, estes
furores
postiços,
estas
ameaças soeses,
não
será
tudo
isto
uma
historia?
Julgar-se-ha
nor ventura
que
é
mui
grande
o
numero
dos
Benevenlanos,
e
mui
pequeno
o
dos bene lontanos
?
Le
remos
no horisonte
douradas
perspectivas
que
façam
illusão
e
que
obriguem
a
to
mar
um homem
pelo
porto
Pireu,
assim
como
por
Pio
VII
se
toma
Círios VII,
e
por
Napoleào
I o
snr.
D.
Luiz,—êrro
(in
voluntário-?)
em
que
caíram ultimamen-
te
quasi
todos
os
periódicos
liberaes
de
Lisboa?!
Póde ser;
n
’
ede
genero
nada
ha
impossível,
on
de nada
nos
devemos
espantar
nos
tempo
*
que
correm.
.
.. —.. ........
JEntj
«sia-se.
Diz
a
«Revolução
de
Setembro» qne
«alguns fanáticos
tem
feito
grande
barulho
por
se
lerem
celebrado
exequias
publicas
nas
egrejas
pela
alma
do
snr.
duque de
Loulé,
querendo
que
se
lhe
negassem
só
porque
foi
mação».
E
’
como
se
alguém
chamasse
fanáti
cos aos
snrs.
mações
por
se
haverem
ne
gado
a
celebrar
as
ceremonias
e
orações
fúnebres,
segundo
o
rito
dos
tres
ponti
nhos,
em
memoiia de
qualquer
Fuão,
só
porque
foi
profano!
—
E
’
como
se
alguém
injuriasse
os
christãos
da
Corea
ou
da
Conchinchina
por
não
lerem
querido
can-
t#r
o
ofiieio
de
defonctos
ou
aspergir
agua
benta,
resaodo
o Pater
Noster, por
alma
do f.illftcido mandarinele
do
seu
burgo,
só
porque
foi
pagão
!
Mas
engana-se
a
menina
ou
a
matro
na
revolucionaria. Não
foi
por
isso
que
diz,
não
foi
porque
foi
mação
o
falleci-
do dnqtie (a
quem
Deus
lenba
perdoado)
que os
«fanaticos»
fizeram
barulho
(?!).
Foi
por
não
ler
deixado
de
o
ser
; íoi
nor
não
haver
dado
externamente
(de
in-
ternis,
solus Deua)
o
menor
signal
de
con
versão.
Pois
que
!
a
Egreja
cão
é
uma
socie
dade perfeita,
e
não
tem
ella
as
suas
leis?
E
fazem-se
porventura
as
leis para se
não
cumprirem? Só
quem
dcspresa as
leis
que
regem
a
sociedade
a
qne
pertence
é
que
deixa
de
ser
faoalico?
A
«Revolução» que
timbra
de
theologa,
ignora por
acaso
os
terminantes
e
claríssimos
Cânones da Egre
ja
Catholica
sobre
o
assumpto?
Não
ignora
não;
mas
faz-lhe
conta
desmoralisar,
perverter
e
aviltar
os
padres,
a
quem
aborrece
de morte,
—
ainda
mes
mo
os
que
tenham
a
desgraça
de
se
cha
marem
liberaes, como
tantos
outros
que
se
não
envergonhaiarn
de
fazer-lhe
com
panhia
em
qualquer
das
duas
especies
de
hineraes
que
foram
celebradas
pelo
duque
de
Loulé, ou
em
ambas ellas,
quiçá.
Perversa
matrona, bem
te
conhecemos,
quer
venhas arreada com
o
dominó
hipó
crita da
tolerância,
quer
faças
gala
das
rugas
hediondas
que le
sulcam o
rosto.
Aos
fanal
icos,
isto
é
aos
crentes,
já
não
iIludes :
vae
prégar
aos
iníieis,
aos
innocenles
maçonisantes...
BEVISTA ESTBAKGEIBA
que lhes possa
pagar
integralmente
o
seu
soldo,
e
que
muitos
d
’
entre
elles
só
espe
ram
uma occasião
favoravel para
seguir
o
seu
exemplo.
—Na
Navarra
as
deserções
são
cada
vez
mais
numerosas
:
escrevem
de
Estella
que
se
apresentaram
alguns
officiaes
e
sol
dados
que
aproveitam
o
momento
em
que
f*
sem
o
serviço nos
posto»
avançados
para
passar
para
as
fileiras
carlistas.
—
Um
telegramma
de
Hendaya
em
22
diz
:
O
inimigo
foi
repellido das
linhas
de
Castella. As
nossas
forças
avançam.
O ge
neral
Carasa
tomou
15
>
prisioneiros
entre
os
quaes
10
oíliciaes.
As
forças
aflonsistas
tendo
atacado
as
alturas
de
Montevideo,
perto
de
Hernani,
foram repellidas,
perdendo
um
centena
de
d
’homens, entre
elles
dois
chefes, e
apo
derando
se os
carlistas
de
tres
carretas,
armas,
cavalios,
e machos.
—
Desoito
novos
desertores da guarni
ção
de
Victoria
foram engrossar
as
fileiras
carlistas.
—
Um
ouiro
telegramma
de Hendaya,
em
24,
é
assim
concebido
:
O
valle
de
Mena
(província
de
Burgos)
foi
abandonado
pelos
aflonsistas
quo,
nos
últimos
combates,
deixaram
em
nos»o po
der
alero
de
200
prisioneiros,
um
grande
numero
de
cavalios,
machos
e
armas,
Ires
carretas
e
uma
grande
quantidade
de
pro
visões.
O
nosso
exercito do
Norie
ameaça
ao
mesmo
tempo Santander e
Vicloria
;
esla
ultima
cidade
está
mais
estreitamenle cer
cada
que nunca.
No
centro
os
movimentos
estratégicos
de
Dor
rega
uiy
tem desconcertado
o
famoso
plano do
ministro
Jovellar,
que
se
uão
atrele
a
libertar
Teruel
nem avançar
para
Cantavieja.
Na
Catalunha,
Seo
d
’
Urgel
não
está
inteirameme
ameaçada,
e
Saballs responde
ás
medidas
draconicas
de
Martinez
Campos
obrigando
as povoações
fortificadas
as
mais
rigorosas
medidas.
—
Um
bando
carlista
da
província
de
Santander,
commandado
pelo
tenente
Ma-
drazo
surprehendeu
nos
arredores
de
Be-
niosa
20
aduaneiros,
apoderando-se
do seu
armamento e
munições.
Tndo
o
que
se
disse
respeito
á
prisão
e defecção
do
brigadeiro
Cucala é
falso.
Elle continúa
sempre
junto
do
general
Dorregaray,
unido
ao
eslado-maior.
—Do
correspondente
da
«Palavra»:
Como
disse
ao
annunciar
a
occupação
de
Astigarraga pelos
carlistas,
não são
boas
as
communições entre
Irun e
S.
Se
bastião,
como
já
o
estão
provando
os
fa
ctos.
Aproveitou-se
a
occasião
em
que
eram poucas
as
forças
d’
aquelles
situadas
nos
arredores
de
Astigarraga
e
saiu
de
S.
Sebastião
convenientemente
escoltado
uui
comboio para
Irun.
Não
se
arreceia-
ram
os
carlistas
por
se não
sentirem
in
feriores
em
numero,
pois
que
em troca
nada
os
estorvava
para
se
baterem
e
acom-
metteram-no
em
seu
trajecto,
tomando-
lhe
a
passagem,
que
só
ficou
livre
gra
ças
ao
auxilio
Je
uma
parle
da
guarni
ção
de
Irun,
não
sem ficar
em poder
dos
carlistas
metade pouco
mais
ou
menos
dos
viveres e
uns
20
prisioneiros,
além
de um
cento
de
baixas
entre
mortos
e
feridos.
Este
scena,
assim
como
na
passa
gem
de
Miranda a Victoria
repeiiu-se
ao
regresso,
sendo
porém muilo mais
sensí
veis
as
perdas
dos
aflbnsinos,
que
tiveram
de
retirar
em
desordem
para
S.
Sebas
tião,
não
obstante
o
apoio
que
se
lhes
deu
d
’
esia
praça,
sendo
as
suas perdas
o
dobro
das
do
anterior
encontro
e
ele
vando-se
a
um cento
o numero
dos
pri
sioneiros.
Para
este segundo ataque
ti
nham
sido
convenienlemente.
reforçados
os
carlistas.
Onde
se
pelejou
de
um
modo
mais
grave
foi
nas
linhas
de
Valrnaseda. Re
forçadas
convenienlemente
pelos
carlistas
que
parece
procuram
allrahir
alli
de
novo
o
exercilo
do
Norte,
emprehenderam
no
dia 21
um
movimento
oflensivo
em
di
recção
a
Villasana, Villasante
e
Mercadil-
lo
qne
accupava uma
brigada
do
exercito
liberal.
No dia
22,
com forças muito
pou
co
superiores,
atacaram
energicamente es
ta
brigada,
qoe,
apesar
de
baler-se
bem
durante
todo
o
dia, foi
completamente
des
feita
e
obrigada
a
retirar-se
em
completa
desordem
ao
amparo
das
duas
divisões
do
exercilo,
estendidas
d
’aquellas
comarcas,
mas
que
não
poderam concentrar-se e
che
gar
tão
depressa que
evitassem
o
desas
tre,
pois
teem
um
terreno demasiado
ex
tenso
para
guardar
se
querem
pôr
a
co
berto
uma
parte
da
província
de
San
tander
e
sua
linha
ferrea.
O
general Loma,
que
alli
commanda
Ultimas
noticias
da
guerra.
—
Sete cavalleiros,
pertencentes
ao
re
gimento
de
guarnição em
Victoria,
aban
donaram
no
dia
18
o
campo
liberal
para
se
alistar
sob
a
bandeira
de
Carlos
VII;
chegaram
montados,
armados
e
equipados
ao
quartel
general
carlista.
—
Na
manhã
de
19
um
official
de
in-
fanteria
acompanhado
pelo
seu
camarada,
chegou
a
Tolosa,
para
pôr
a
sua
espada
ao
serviço
do
unico
príncipe,
diz
elle,
que
possa
como
rei
d'Hispanha,
assegurar
a
prosperidade
do
paiz
e
a
integridade
do
território.
Este
official
assegura
que
a
des-
moralisação
se
apoderou não
sómente
do
espirito
dos
soldados
aflonsistas,
mas
lam
bem
dbirn
grande
numero
de officiaes ; qoe
muitos
d’
esies
últimos
defendem
o
gover
no
de Madrid, por
falta
d
’
outro
qualquer
em
chefe,
não teve outro
remedio
do
que
concentrar
uma
divisão
e
dirigir-se
em
apoio
de
sua
brigada
em
perigo;
porém
o
movimento
era
naturalmente
esperado,
e
os
carlistas, que
queriam
atirahil
o
a
melhor
terreno,
deixaram
em
Villasana
e
Mercadillo
apenas
dous
batalhões
que
á
vista
do
inimigo
fizeram
a
tirada na
ma
nhã
de
23,
respondendo
ao
fogo
de
seus
contrários
e
concluindo
a
sua
operação
á
1
hora da
tarde, ficando situados
em
ar
de
desafio
nos
pomos
mais
avançados de
sua
linha.
Loma
não
julgou
prudente pas
*
ar
de
Mercadillo
onde
permanecia
hontern á
noite,
reclamando
do
governo
e
do
gene
ral
em
chefe
do
exercito
do
norte
refor
ços
que considera indispensáveis,
porque
a
necessidade
de
conceulrar-se
descobre
por seu
flanco
a passagem
ate
Reinosa
ou
o
faz
correr
o
risco
de
que os carlistas,
superiores
em
numero,
intentem
invohel-o,
no
qual
caso só lhe
resta
o
recurao
de
retirar-se
até
situar
o
seu
quartel
general
em
Bribietca,
que
é
o
coração
da
provin
cia
de
Burgos.
As
perdas
dos carlistas
n
’
estes
comba
tes
não
chegam a
200
homens,
e
as
dos
affonsinos
são
elevadas
a
mais de
600
e
250
prisioneiro
*
.
Não
posso
ficar
pela
cer
teza
d’
estes
ultimo
*
algarismos
que
»ei
por
via
carlista,
porém
são
pouco
inferio
res
os
que
confessam
os
minisleriaes.
—
O
mesmo
consciencioso
correspon
dente
escreve
em
data
de
27,
em
P.
S.
A
’
s
o da
tarde,
hora
em
que
vou
man
dar
esta carta
para
o
correio,
circula
en
tre
liberaes
o
boato
de
que
o
governo
re
cebeu noticias
desagradaveis
do
Centro
e
do
Norie. Se se confirmarem,
avisarei
im-
rnedialamenle
—
Os carlistas
entraram em Molins
de
Rey, cidade situada na
linha
ferrea
de
Tarragona
(Catalunha).
Foi
atacada
pelas
forças
reunidas
de
Saballs,
Mirei, 11
uguel,
Vila
del
Prat,
Mariano
de
la
Coloma, Mu-
xi
Moore
e
Ramonet.
O
aíaque
começou
pelo>
lado
da
serra
e
da
famosa
ponte,
porque
passa
a
estrada
real de Madrid
so
bre
Llobregat.
—
Na
proviucia de
Teruel
procede-se,
por
ordem
de
Dorregaray.
a
uma
nov»
leva
de
recrutas
de 18
a
35
annos.
LITTERATURA
Uma pagina da minha earieira
(A
ella)
Varou-te
bem
profundamente
o
coração
o
despontar
da aurora
do
dia 9
de
junho
de
187...!
Ainda os astros
lusidios
da
maohã es
tavam
involtos
nas franjas doiradas do
oriente,
já
tu, pobre
marlyr,
com
a
alma
dilacerada
por
um
adeus,
para
sempre,
ca
minhavas
resignada
para
o
desterro,
como
»e
este
fosse o
caminho
do
tumulo,
cuja
mudez
é
a
tua
ambição de
hoje
!
Silencioso e
triste
é
o
refugio
da
se
pultura!...
Mas...
almejado e
bello,
quan
do
se
vêem,
como tu
vês,
fanadas
as
flo
res
viçosas
das 17
primaveras!
Que
tri>te
desabrochar
foi o
teu,
po
bre
menina
!
Rápidos
como
o
relampago
correram
os
teus
dias
d’
innocencia,
sem
que,
no
florir
da
tua
mocidade,
encon
trasses
uma
só rosa
que
não
occullasse
um
basilisco dam
nos
o.
E
foi
sempre,
sempre
debaixo
da
in
fluencia d
’
uma
má estrella,
que
tu
ador
mecias
para
alimentar
os
santos
anhe-
los
da
tua
alma.
Que
despertar
aos
17
annos!
Outr
’
ora
raios
brilhantes como
os
do
arrebol
d’
uma
manhã
d’
abril,
espargiam-
»e, e esmallaodo-te
a
exisiencia
que
te
era
cara,
faziam-le
feliz,
porque
acreditavas
na
realidade
do amor
que
occoltavas
no
co
ração!
Era
a
lua
crença, o
leu
porvir
so
nhado.
A
viração,
essa
doidjante
amiga da
ma
nhã,
buscava lambem
o
mergulhar-se
era
tua
alma,
quando,
opprimida
com
a
incer
teza
dos
teus
amores, buscavas lenitivo nos
perfumes
inebrieotes
que
ella
espargia
por
estes
vastos
horisonles
da
terra,
que
é
tua
patrh
!
E
era
tão
surprehendenie, minha
amiga,
ver
como
tu,
toda
festiva
e
cheia
de
graça,
corrias
no
verde e
matizado ta
pete das
campinas,
á
busca dos
protestos
do
malmequer
do
campo,
como
a
meiga
borboleta
á
procura
da
branca
rosa dos
prados
para
dessedenlar-se
na
sua
fresqui-
dão,
até
que
alfim
se
perde
nos
espaços
!
Tudo te festejara.
Becordas-te,
M...,
do
baloiçar
tranquiilo
das ílorinhas
do teu
quintal,
empcrolalas pelo orvalho
da
ma
nhã,
que
procuravam
aviventar
as
suas
cô-
res
de
festa
para
te
saudarem?
Do
vento
agreste
das
montanhas
que
folgando
com
os
Uras cabellos,
os
impelia
a
ondulações constantes,
para
os
arotnaii-
sar
com
os
perfumes
das
florestas?
E
do
cântico
saudoso
dos
passarinhos
que
sempre
festivos,
se
jubilavam
ao
albôr
da
madrugada
para celebrarem
a
lua
visi
ta
?
Tu
lo
acabado
para ti!
Até
as
menos
risonhas
esperanças,
vês
tombadas
para
o
abismo do
sepulchro
!
Hoje
a
tua
alma,
árida
e triste
de
lau
tas
crenças
doiradas,
e
tanta
illue
ão
bri
lhante,
só
tem
lagrimas
para recordar sau
dosa
os momentos
felizes
que
passaste aqui!
OHtiscaram
os
teus
17 annos
e
despre
ciaram
as
queridas
illusões
de
tua
aluía,
sem
que
tu,
anjo
do
Senhor,
soltasses
um
unico
gemido !
E
foram
sempre
de
dilacerante angus
tia
os
instantes
porque
o
teu
espirito
pas
sou,
quando
le
chamavam á
realidade!
Não
tiveste uma
amiga inlfroa
que
ten
tasse
afastar-te
do
caminho
d
’
abrolhos
pa
ra
seguires o
juncado de
rosas?
Preferirias
porem,
a
uma
senda bo
nançosa
e
curta,
o
trilhares uma
outra,
es
cabrosa
e
longa.
Restam-te
os
espinhos
e
o
remorso.
Bem
sei
que
para
li ludo
acabou
;
mas
eu,
que te conheci
ditosa,
não
quiz
que
de-
posesses a
cruz
sem
contares
com
um
im
pulso
men.
Mais
tarde...
palida
meinoria
envolvera
as
recordações
do
passado
; e
os
queixumes
e
magoas
de
que
me
fizeste
depositário,
occultal-os-hei
no
mesmo
cen
dal
que
a
tua
saudade vae
tecendo.
Penafiel 10
de
junho de
1875.
E.
C.
Pereira
Pinto.
GAZETILHA
IV. Senhora
«3t»
—
Fes-
tsjou-se hontern
na
Misericórdia
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Visitação,
com
missa
cantada
e
sermão,
de manhã.
De
tarde
principiou
a
eleição para
a
Mesa
da
Irmandade
da
Misericórdia.
Exltumação
de
Sonta laahol.__
No
dia
26
de
março
de
1612
foi
aberta
a
sepultura
da
rainha
Santa
Isabel,
mulher
de
el-rei
D.
Diniz,
por
mandado
do
Sum-
mo
Pontífice
Paulo
V, em
ordem
á
cano-
nisação,
a
que
assistiram o
bispo
de Coim
bra D. AíTonso
de
Caslello
Branco,
o
de
Leiria
Martim Affonso
Mexia,
o
padre
mes
tre
Francisco
Soares, lente
de
Prima
n
’
a-
quella
Universidade,
e
outras
pesst as
de
graduação
conhecida.
Foi
achado
o
sagra
do
corpo
inteiro
e
flexível,
respirando
sua
víssima
fragancia,
o
rosto
com adiniravel
vivesa
de
côr,
alegre
e
m»gestoso,
os
ca-
belios
louros,
braços e mãos
como
de
pes
soa
viva. Foi
vista
com
admiravel
ternura
e
admiração
de todos
os que
se
acharam
presentes.
Theatro.-
Foi na
quinta
feira
a
se
gunda
representação
do
drama
sacro
A
rainha
Santa
Isabel.
Como
da
primeira
o
desempenho
foi
bom,
e
a
concorrência
numerosa.
’
Hoje
sobe
á
scena a
opereta
cm
1
ac-
lo,
musica do
maestro
José
Cândido,
Nar
ciso
com
dois pés, e
a
comedia
em
3
actos,
do
snr.
Rangel
de
Lima,
Moços
e
Velhos.
O
Mensageiro <fi© Voração
de
JtesaíM.
—
Boletim
mensal
do
Apostolado
da
oração.
Liga
do
Co>ação de
Jesus,
Sob
a
direção
do
padie
José
Rodrigues
Cosgaya,
doutor
na
sagrada
Theologia.
Recebemos
o
caderno 4.°,
correspon
dente
ao
mez
de julho
corrente.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
ao
padre
José
Rodrigues
Cosgaya
e
Noriega-=»
rua dos
Mártires
da liberdade, n.°
4
=
Porio.
me«9o
I
—
Lê-se na correspondên
cia
de
Lisboa
para o
«P. de Janeiro»
:
«Uma carta
de
Madrid
diz
que
o
gover
no
hispanhol
pede
a intervenção
do
gover
no
francez
para
acabar
a
guerra
carlista
e
que
anda
em
negociações
para
alcaaçar
este
resultado.
A
Hispanha
pede
70
a
80.000
france
ses
na
fronteira.
E
’
provável
que
a
Fran
ça
não annna,
mas a
noticia nem
por
isso
deixa de ser
certa.»
Então
já
se
consideram
impotentes
para
exterminar
o
carlismo
!...
Asylo
de
». IPedro
V.—
No dia
dô
S.
Pedro
esteve
exposto
ao
publico este
humanitário
estabelecimento,
por ser
o
dia
anniversario
da
sua instalação.
Foi cun
*
corrido
por
grande
numero
de pessoas,
que
se
retiraram
satisfeitíssimas
com
o
sceio
e
ordem que
n
’
elle se notavam, pelo que
3
nào
podemos
deixar
de
felicitar
a
snr.
a
D.
Marta
José Soares
Pinto,
sollícita
regente
do
mesmo
A»yllo«
Durante
a
visita
do
publico esteve
alli
locando
uma
filarmónica.
Vuvio
eollo««a>
—
Os
jornaes
de
Mar
selha
dão
noticia
de
ler
sido
lançado á
a
„
ua
o
paquete
da
companhia
Messageries
o°<Equador>,
navio
collossal
de
125 me
lros
de
comprimento.
Foi
lançado
á
agua
no
porto
de
Ciotat, com
a
maior
felicidade
apesar
do
tempo
contrario.
O
«Equador»
fará
o
serviço
do Indo-China.
jVfio é
po«Mivel (pie
toda» a»
re
ligiões
sejam
verdadeiras.—
São
mui
tas
e
varias
as
religiões
que
dominam nos
diflereules pontos
da
lerra
;
seria
possível
que
todas
lossem
verdadeiras
?
O
sim
e
o
não
com
respeito a uma
mesma
cousa,
nào
póde
ser
verdadeiio
ao
mesmo
tempo.
_
Os
judens
dizem
que
o Messias
ainda
nao
veio,
os christâos
afirmam
que
sim:
os
miiMilmanos
respeitam
*
Mafoma
como
in
signe
profeta
;
os
christâos o
consideram
como
insigne
impostor;
os
catholicos
sus
tentam,
com
Ioda
a
evidencia,
que
a
sua
Egreja
e
infallivel
nos
pontos
de
dogma
e
de
moral
;
os
protestantes o
negam
:
a
ver
dade
não póde
estar
por
ambas
as
parles,
uns
ou
outros
se
enganam.
Logo é
um
enorme
absurdo
dizer
que
todas
as
religiões
são
verdadeiras.
Alem
d
’
islo
toda
a
religião
se dir
baixada
do
céo
;
2
que
o
seja,
será
verdadeira,
as
restantes
não
serão outra
cousa que
uma
illusão
ou
jpjpostura.
E
*
po»»ivel que toda»
a»
reii-
giue»
sejam
egualmente
agrada-
vei»
a Deu»?—
E’
possível
que todas
as religiões
»ejam
egualmente
agradaveis
a
Deus,
e
que
se
dá
egualmente
por
sa
tisfeito
com
toda
a
sorte
de
cultos?
Nào.
A
’
Verdade infinita
não
póde
ser
aceito
o
erro,
á verdade
infinita,
não
póde
ser-lhe
agradavel
o
mal;
logo
o
afliriuar
que
to
das
as
religiões
sejam
egualmente
boas,^
que
com
todos
os
cultos
o
homem
cum
pre
bem os
seus
deveres
para
com
Deus,
c
blasfemar
da
verdade e
bondade
do
Crea
dor.
—
(«Cat
holico»)
O
uioníe mais
alto.—
O
capitão
iu-
glez
Lauen
acaba
de
descobrir
em a
No
va
Guiné,
ilha
situada
á
vista
da
Austrá
lia,
uma
montanha
de
altura prodigiosa
a
que
deu
o
nome
de
Monte
de
Hercules.
A
sua altura
é
de
10:929
metros acima
do
uivei
do
mar,
em
quanto
que
o
monte
Everest.
o
cume
inais
elevado
do
monte
Himalay
*
e
do
globo,
mede
apenas 9:667
melros.
O
capitão
Lawen só pôde subir
a
8:435
metros.
A
e
*
ta
altura,
o
sangue
rebenta
va-lhe
pelos
olhos
e
pelos ouvidos,
e
es
teve
ern
riscos
de
morrer
em
consequência
da
rarefdcção
do
ar.
A SEMANA RELIGIOSA BRACARENSE
Publicou-se
o
n.®
6
d
’
este
semanario
re
ligioso que
em
parte
vem
substituir
a
União
Calhplica
e
Atalaia
Catholica
que
por
es
paço
de
19
annos
se
publicou
n
’
esta
cida
de, e o
qual
conterá
:
As
leis,
decretos
e portarias do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiaslicos.
As
Pastoraes,
ExhortaçÕes,
Editaes
e
entras
medidas
geraes
expedidas
pela
Secre
taria
de
S.
Exc.
a
Rev.ina
o
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de concurso,
os
provimen
tos
das
egrejas, as
Provisões d
’
Encommen-
dação e
outros
actos
da
Camara
Ecclesias-
ticado Arcebispado.
Os
fados
mais
notáveis
da
Egreja
Catho
lica
com
relação
a
Portugal.
Artigos
de
doutrina
religiosa,de lilhurgia
de
Historia
Ecclesiaslica
que
digam
respei
to
a
esle
Arcebispado
Primaz
das
Hispanhas.
Apotegmas
ou
ditos
sentencionarios
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de
varões
illustres
por
sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos á Egreja.
Preço
d
’
assi.gnalura:
por
anno
l$200—
seis
mezes
600
réis. —
Com
estampilha
por
anno
l$500
semestre
750.
Assigna-se
em
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3.
para
onde
deve
ser
remetti-
da
toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
Matérias contidas no
presente
numero :
Portarias
de
s.jex.a
revdm.ao
snr.
Ar
cebispo
Coadjutor.
Edital
relativo á admissão
d’
alumnos
po
bres no
Seminário
de
S.
Pedro.
Expediente
ecclesiastico
do arcebis
pado.
Parte
official.
Secção
religiosa.—
A
festa
do
apostolo
S.
Pedro.
Noticias
e
factos
diversos.
ESPEGTACOLOS
THEATRO
DE S. GERALDO
Sabbado
3
de
julho.
Companhia
do theatro
Baquet do
Porto
A
represetação
da
opereta
em
1
acto:
KARC1ZO
COM
DOIS
PÉS.
A representação
da
comedia
em
3
actos:
3IOÇOS E
VELHOS.
Principia
ás 9
horas.
----------- ----------------------
CONVITE
Tendo
de
celebrar-se
no
dia
5
de
ju
lho
ás
10
horas da
manhã
na
egreja
do
Carmo uma
missa
para
suffragar
a
alma
do
snr. Conde
de
Bertiandos, o
juiz
e me-
sarios
da
irmandade
de
Nossa
Senhora
do
Carmo, pedem
aos
parentes
e
amigos
do
finado
e
a toda
a
irmandade que
se
dig
nem
honrar
com a
sua
presença
aquelle
acio
religioso.
ANNUNCIOS
DE
[
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada)
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco a
entrarem
com
a
2.
a
prestação
de
2(1
p.
c. oe
100000
rs.
per
cada acção des
de
o
dia
25
do
corrente alé
10
do
cor
rente
Julho,
em
Baga na
casa
do
Banco,
e
no Porto
na
do
seu
agente
os
snrs
João Evangelista
da
Silva
Maltos
<fc
C.
a
na
Praça
de
D.
Pedro.
Os
snr.
accionistas
que
não
satisfize
rem
as
suas entradas
n
’
este
praso,
ficam
sujeitos
ao
jnro
de
3|4
p.
c.
ao
mez
ou
9
p.
e.
ao
anno,
e
ao
mais disposto
no
art.
*
17
e
seus
§§
dos estatutos.
Braga 2
de
Junho
de 1875.
Os
directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da Costa
Palmeira
(2534)
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
Companhia Geral
de
Seguros
LA
UNIÃO, DE M ADRID
Segura nas condições
mais
vantajosas
contra
o
risco de
fogo, e
lambem
contra
os
prejuízos
causados
pela
explosão
de gaz,
ou
pelo
raio.
Verificam-se
os
seguros
n
’esta
cidade
de
Braga
no
escriptorio
de Ferreira Bor
ges
&
C.
a
,
Praça do Barão
de
S. Martinho
n.®
26
—1.® andar.
(2537)
Aviso
ao
commercio
Na
Praça
d’
Alegria, d’
esta
cidade,
n.°
16,
(antigo Campo
das
Hortas)
acha-se
es
tabelecida uma
casa
de
cominissões.
Seu
proprietário
toma
conta de despachos de
mercadorias
de
qualquer
natureza
que
se
jam,
tanto
(festa
cidade
para
a
do
Porto,
como
do
Porto
a
esta.
Promptiíica-se
a
tomar
conta
de tolas
as
fazendas
em
casa
dos
snrs.
negociantes, e a
entregal-as
na
do
destinatário,
(em
que
só
n
’
islo
vae
uma
grande
vantagem)
tudo
por
uma
módica
commissão
sem
competidor.
Quem precisar
esclarecimentos
póde
dirigir-se á
casa
supra
mencionada ao
commissario
Anlonio
Zacharias
da
Silva
Coelho.
(2538)
Rua
de S.
Vicente em
Braga
Vende-se
n
’
esla rua a
casa
o.°
6;
lem
bom
quintal e
agoa. Trata-se na mesma
casa.
(2512)
AO PUBLICO
No
dia l.°
de
julho
principia
a
venda
de
bilhetes
para
os comboios mixlos e
des
pacho
de
bagagens
em
grande velocidade
na
Estação
Central
do
Caminho
de Ferro
do
Minho,
sita
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
e
breve
lerá
logar
os
despachos
em
pequena
velocidade.
Braga
28
de
junho
de
1875.
O
gerente da
Nova Empresa
de
trens
(2533)
E.
P.
da
S.
Pacheco.
FlESTiS
DEL
APOSTOL
(Ano
Santo)
Con
motivo
de
las
fiestas
proyectadas
el Apostol
en
Santiago,
se
ofrece
una ca
sa
particular
tnuy bien
situada y
con
ma
gnificas
habitaciones
amuebhdas
para 6
u
8
camas
independientes
de
las salas
y
pie-
ras
con
buenos
lavabos
de
tocador.
Ha-
ran
el servieio
una
cocioera
con ayodan-
la,
doncella
y
criado
con
coche para
ir
á
los
toros y
teatro,
f.a
familia
ó
personas
que
gusteni
ocupar
esta
casa,
podrau
co
mer
por
su
cuenla
si
les conviene,
en
la
que hallarán
todo
el
servieio
de
cocina
y
de
mesa.
Para
enterarse
de
las
condiciones,
pue-
den
dirigirse
antes
del
15 de
Julio,
á
D.
Manuel
Cabral,
en
Santiago.
(2532)
Banco
Agrícola e Industrial
da
Exlremddura
(Sociedade anonyma
de «
*
e»|»o3a«ahilidade
lionitada)
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
entrarem
com a
2.a
prestação
de
20
por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
na
the-
souraria
do
mesmo,
desde
o
dia 1
a
8
do
proximo
mez
de
julho
na
Praça
de
Carlos
Alberto
u.°
92,
em Lisboa
em
casa
do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
toados
Bacalhoei
ros 51 e
em
Braga
em
casa
do
snr.
João
Baplista
Lopes.
Porto
19
de
junho
de 1875.
Os
directores,
Felis
Plácido
de
Sande
Eduardo
Ribeiro
Jlendes
Eduardo
Lyon.
(2531)
Asphalto Nacional da
Mina de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa
com
escripto-
rio
no Porto
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
c
o
publi
co
em
geral que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia
presla-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do seu trabalho,
sendo
suíficiente
para
recommendar
o
seti
asphalto,
a
perferencia que
lhe tem
si
do
dada
pela
administração das
obras
pu
blicas e
o
repelido
chamamento
para
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d’
esle
genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Ru^i
do
Bomjardim
n."
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João n.® 5, com-
pra-se
toda
a
qualidade
du
metaes,
e
ferro
velho
até mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.-
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Quem
achasse uma
gargantilha
de
ou
ro,
que
póde servir
de
pulseira
também,
desde
a
rua
das
Aguas,
rua
de
S.
Marcos,
Senhora
do Leite,
rua
do
Souto,
na
tarde
do
dia
24
d’
esle
mez
de
Junho,
e
a
quei
ra
entregar,
pode
fazel-o
na
rua
das
Aguas
o.° 15,
que receberá
alviçaras.
(2529)
Antonio
José
Ribeiro,
Manoel
José
Tei
xeira
e
Joaquim
Alves
Vinagreiro,
partici
pam
ao
publico
que
além
das
carreiras
que
tem
d’
esta
cidade para
a
Povoa
de
Lanhoso
e
vice-versa, lambem
tomam
desde
o
dia
1.®
do
futuro
Julho,
passageiros
nos
mesmos
carros
em
direitura
á
Egreja
Nova
e
Cruz
de
Real,
saliindo
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã,
chega
ao
Pinheiro ás
8
e
segue em
outro
carro
e
chega á
Egreja
Nova,
ás 9
e
á
Cruz,
de
Real
ás
11,
sae
da
Cruz
de
Real
ás
2
horas,
chega
ao
Pi
nheiro
ás
4
e
a
Braga
ás
6
da
tarde.
Preço»
De
Braga
á
Cruz de
Real
e vice-versa,
fóra
440,
dentro
500
rs.
De
Braga
á
Egreja Nova
e
vice-versa
fóra
360,
dentro
400
rs.
Escriptorios d
’
esta
cidade,
são os mes
mos de Lanhoso;
e
na
Egreja
Nova
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Pereira.
(2523)
'
'~ÍT
ê
\7>
a
~:
No
logar
da
Fonte proximo
á
estação
do
caminho
de ferro,
d
’
esta
cidade,
arrenda-se
com
terreno
para
quintal,
ou
sem
elle,
a
casa
denominada
da
Fonte.
Tem
commodos
para
numerosa
familia.
Quem
a
pretender
arrendar
póde
dirigir-se
á mesma
que acha
rá
com
quem
tratar.
(2528)
Bi»
M
WHIMp
Dividendo
do l.° »eme»tre de 187&
Sào
convidados os
snr.
accionistas
does
te Banco
residentes
n
’
esta
cidade,
a
vir
re
ceber
o
dividendo
de
suas
acções na rasãe
de
3
p.
c.
ou
rs.
150000
por titulo
de
5
acções,
desde
o
dia
1
0
do
proximo
mez
Julho
em
diante,
na
thesouraria
do
Ban
co
do
Minho,
das 9
horas
da
manhã
á»
2
e
meia
da
tarde.
Braga
28
de
Julho
de
1875.
Os
gerentes
do Banco
do
Minho.
Francisso
Casimiro
da
Cruz Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(2525)
mmi
iii{ limos
DO
ALTO DOURO
DA
CASA
DE
VILLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO N.e
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este armazém
com
as
segnintes
qualidades
de vinhos
engarrafados
e aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinhc tinto de
meza. . .
.
.
150
»
>
»
. .
.
.
.
190
»
Lagrima
........................
.
.
200
»
Branco
de meza.
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
. .
270
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
ú
Malvasia
de 2/.
.
.
360
»
>
velho.
.
.
.
.
.
400
»
Bastardo
....
.
.
500
»
Moscatel
.......................
.
.
500
»
Malvasia ....
.
.
500
»
Roncão.......................
.
.
700
»
Alvaralhão
.
.
.
.
560
»
Velho
de
1854.
.
.
.
.
600
A RETALHADO
V inho
pzrt
meza
50
e
80, o
quar-
tilho tinto e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N'estes
preços
nãa fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por cada
uma.
____________
Obras
de
mármore
Joaquim
Almeida
da
Costa participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
abriu
o
seu
n
’
esta
cidade
de Braga,
campo
de
Santa
Anna
n.°
44,
uma
officina
de
obras
de
mármore,
filial
da
que
tem
no
Porto,
na
rua
dos
Martyres
da
Liberdade
118.
(2519)
■ÍX
PRIMEIRA
E
ANTIGA
RORIZ £
^SA FELIZ
PORTO
5'
NA
QUINTA DE
ROBIZ
t
PORTO
JOSE
’
I. FERREIRA RORIZ
1 -
RUA
DAS FLORES
-
3
1,
3-KUA
DAS FLORES-1,8
(JUNTO
À
EGREJA
DA MISERICÓRDIA)
COMPRA E VENDE
Inscripções de
assentamento
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GRANDE
«
è
.»
5.0008000
Loteria
da
Santa
Casa da Misericórdia de
Lisboa
Exlracção
a
10
de
Julho
W
FORNECEDOR DA
CASA
REAL
DEPOSITO
CENTRAL, RLL DAS
FLORES, 35 37 E 39
0
proprietário
anouncia
aos seus freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo o
sabão
fabricado
na
soa
fabri
ca, e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer pedido
qne
seja
feito
do
di
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se garante
a
sua
boa qualidade.
Ditas
de eoupons
Ditas
de divida externa
Titulos
liispanlioes internos
Ditos externos
Coupons
dos
ditos já vencidos
so-
^3r
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra e
veuda
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSÉ IGNACIO FERREIRA RORIZ |
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA
CONFOR-
Ml
DA
DE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento bilhetes
intei- h
ros
a
50000
rs.
—
Meios
ditos,
a
20600
—
Quartos,
a$
10300—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
tá
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
qnaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias, ain-
da
que
sejam
em grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio;
e
no
V
íim
da
exlracção
remetle a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam em tempo com-4’
pelente
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
»)
«
MEDALHA
DE UONHA
FERRUGINOSO,
CLARO
E
TRIGUEIRO
»E
CIIEVllIER
Cavalleiro
de Legião
de
Honra. O/fieiai
do
Medjidié e Commendador da ordem
d'lzabet
a Catholica.
O
oleo de Cbevrier
deva o aeu
aroma
a
aubtancia»
balsamieas
que
aindu
augment&o as suas propriedades
thvra
peuticas ao
mesmo
tempo que o tornâ<
«gradavel
ao
tomar-se.
O
senhor Chevrier completou a
fu
><
descuberta
associando o
lodureto de ferro
ao seu
oleo
de fígado de Rncalhao.
Este
oleo de flgado
de baralli»o ferru-
k
I
uono
possue
todas as propriedades do
jleo
e
do ferro, é de facil
digestão e
junca
causa prisão do ventre
Todas
as
celebridades medicas o pre
terem
às
outras
preparações ferrugino
sas. Convém
em todos os casos em que
-o
emprega o
ferro :
TJaic»
pwlmonar.
Rronchitea,
Raehitismo, Eacronilas,
Empigens,
Gola, Kb^unaotisnio,
Dyn-
pepola,
Convalecenelao demoradas «*
Fraqueza
de
eonalituiçAo.
dkpomtcbm
paris
:
Pharm.
CUMV&IEK
£1,
Faubourg
Monlmarlre.
No
Purlo
:
phnrinaria Albtn»
praça dt,
D.
Pedro, 96 em Li»boa :
phaimncia Oli
veira,
rua
d<>e Relroxeiro
*,40
(L ♦)
LIlluslralion
de
la
mode. O
mais
elegante,
ricamenle
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illusirados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
loilette,
inna
grande
folha
de mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
dorida.
Quem
quizer
assignar
esla publicação,
dirija-
*
e
á
livraria
de
Eugênio
Chardron.
largo
de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
oflerece aos seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para um
toucador
e
cujos
objectos
vaiem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assigr>3tura
—Porlogal
:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com o brinde
—
13
fr.
GUARDA-CHUVA
A
pessoa
que
levou
de
casa
do
snr.
Santos
Coelho,
talvez
por
engano,
um
guarda-chuva,
tenha
a
bondade
de
o
en
tregar
na mesma.
(2526)
DINHEIRO
ACHADO
Quem
perdesse
certa
quantia
de
dinhei
ro,
em Braga,
no
dia
de
S
João,
falle
com
Joaquim
Antonio
Gonçalves
Vieira,
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(2524)
•NOVA
LOJA AFORTUNADA
DE
112
—
Rua
das
Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento
que,
como é sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se á venda
um
grande
e
variadissimo
sortimento de
bilhetes
de
todos
os
sorteios das
loterias,
cujas
exlracções
geralmente
teem
logar
maia
de
tre«
wezea
por mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
cm
pagamento
ou
desconto, os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saído
premiados,
meamo que
sejam
d’outros estabelecimento»,
E
filial—
mente
remeltem-se
«grátis»,
findas as exlracções,
as
respeclivas listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas, se
encontra
no
mesmo estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes, quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600, 500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis; dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de
60OOO
S
30000,
10000
e
400
reis;
e
finalmenle,
collecções
de
50
numeros
diíferentes,
petos
preços de
20000,
50000, 150000 e
300000
reis.
a QUEEÍ
Este estabelecimento fornece convenientemente todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
este
genero
á
commissão.
Oflerece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e dispensa as
mais
apreciáveis vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar,
as
quaes se
podem
comprehender
assim
:
Negociar
«em risco ;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das exlracções
os pretendentes
não
hajam
podido
vender. Remetlem-se
as
listas, parles
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e atlende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que seja
feita.
O
pagamento, porém, lem
que
ser adiantado
ou
aíliançado
por
qualquer
nego
ciante
d
’
esta
cidade, em
cujo caso
póde
ser
feito
no
fim
das
exlracções.
(M. «)
Balsamico-Proph
itálico
Esta injecção
é
a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Veude-se
em
Braga
na pharmacia
de
Antonio
D.
Alvim,
á
Porta
Nova
i».°
14,
em
Coimbra,
pharmacia Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
pharmacia
Madureira.
rua
do
Triumpho,
n.#
142,
proximo
ao
Palacio
de
Grystal.
Preço de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
_______________________________ (O
*
)
BRAGA
Vende-se
uma
morada
de casas
de
3
andares
no
largo
do
Paço
n.°
9,
trata-se
na
rua do
Souto n.° 28 com
o
snr.
Jo-i
sé
Antonio
da
Silva
Lomar.
(2522)
NOVA
FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio Germuno Ferrciriulia
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal, sinos e
outros ob
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
NOVIDADE
44, Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de chapéus de
feltro
e
seda, «ultima
moda»,
da acreditada
fa
brica dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
FATO
@ FEITO
José
da
Silva Fundão
Campo
«<e Sant’Anna
(lado debai
xo)
n.° GS.
Participa aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’esta
cidade
como
das
províncias
que
lem
urs
bonito
e
variado sortimento
de
falo
feito,
casimiras
para
faio
muitob-
ratas,
córtes
de
calça
a
10500,”
20(ffl
e
20500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e de
alpaqu»
inglezes,
roupa
branca,
assim
como camitii
de
600
rei»
para
cima,
ceroulas
de
lOOreis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
Im-
nets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de 500
rs.
até
800;
mantas
de
seda de
lodos
os
feitios.
N.
B.
O
annunciante
fdz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer obra
que
lhe
stja
encommendada,
e
promplifici-se
a
ficar
com
ellaj
quando
não fique
á
von
tade
do
freguez.
(P
#
)
Rua de S. Marcos n.° 14
Brilhantes
ou
esmaltados,
12
20000
Sobre
papel
albumina
12
10000
Perfeição
e
nitidez
garantidos.
—Pholth
grapho
do
Porlo.
(2491)
Venda
de
casas
Vendem-se
juntas
ou
separadanica
*
le
dez
moradas
de
casas
com
grao
*
de
quintal,
tendo
os
n.°s
72
a
81
próprias
paia
edificação
d
’
um
grande
dio e
sitas na rua da
Cruz
de
Pedra e®
frente
á
nova
rua
que
se
vae abrir
par»
a
estação
do
caminho
de ferro.
Trata-
54
ua
mesma
rua
n.°
100
com
o
snr.
noel
Antonio
Pacheco.
(2511)
AGOAS
MIHERAES
Na
pharmacia
de
Antonio Doming
“LS
Alvim, ha
deposito
de
agoas
naturaes
o
2
’
Pedias
Salgadas:
Alcalina
de
Moura,
tre-Rios. das
Caídas da Bainha,
Verim, Vidago
e
Vichy.
<Q
*
)
Vende-se
a
propriedade
q
i)e
a
^
,n
d
*
P°
n,e
dos Pelames
se
compoem
de
casas,
P°maJ
leiras
de
lavradio
e arvores avidadas
cC
'
liguas
e
circuitadas.
Trala-se
no
escriptorio
d
’esta
redacça
•
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA
— 10 - É o formato de
-
comerciominho_03071875_365.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)