comerciominho_01061875_352.xml
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-
3.°
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E iWTICSOSA
NUMERO
352
Assigna-see
vende-se
no escrip.orio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
FUBÍLftCA-S
3E
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semeslre
850
vs,.=Provín
cias, anno 2&4Ó0
rs e sendo duas
4&000
rs.=Semestre
1S250
rs.
—
Brazil,
anno
4&400
rs.
—
Semestre
2&300
rs.
moeda forte,
ou
10&000
reis
e
5â500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°/
0 d
’
abatimento.
D,
JOÃO
CHRYSOSTOMO D'AMO
RIM
Pessoa por
mer cê
de
Deus
e
da
Santa
Sé
Apostólica, Arcebispo Coadjutor
e
Futuro
Successor
de
Draga,
Douloi
na
Sagrada
Theologia
pela
Universidade
de
Coimbra,
do
Conselho de
Sua
Mageslade
Fidelíssima,
Commenda
lor
da
Ordem
de
Nossa
Senhora da
Conceição
de
Villa
Viçosa,
Grão-CiU:
da
Ordem
Mdilar
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
Par
do
Rei
no,
etc.
Ao
Clero
e
Fieis
da
Archidiocese
Primacial
de
Braga,
saude,
paz e
bênção
em
Jesus
Christo
Nosso
Salva
dor.
No
correr
dos
séculos
dão-se
algumas
vezes
períodos de
uma grande
obscuridade
moral,
que
felizmente
costumam
ser
de
curta duração.
O
homem,
com o
desejo
constante
da
sua
completa
emancipação
afasta-se
impru
dente
do
caminho
seguro,
que
lhe
mostra
a
chamma
brilhante
do
pharol
inextinguí
vel
da crença
sincera
e
humilde
nas
verda
des
eternas, e
perdendo-se
no
labyrinlho
nextricavel
(Pencontradas opiniões,
sem
ru
mo
certo,
sem
ponto
lixo,
baralha
e
confunde
todas
as
relações,
quefórmam
e constituem
a
vida
social
das
nações
civilisadas.
Muitos
á
porfia querem
usar
do
direito
de emitlir
suas
opiniões,
ou
de
dizer
o
que
entendem
ainda mesino
sobre
matérias
que
nào
teem
devidamente
estudado
e
bem
comprehendido
:
e
este
abuso
da
liberdade
do pensamento,
que
aliás é
um
dom
de
Deus feito
ao
homem,
como
condição
essen
cial
da
sua
liberdade,
produz
em
certas
epochas
da vida dospovos,
ainda
os
mais
adiantados
na
civilisação,
uma grande
pertur
bação
de
idéas
que
assusta
com
razão
os
homens prudentes e
verdadeiramente
pensa
dores.
E
quando
a
este
abuso
da
liberdade
de
pensamento
vem
junlarse
as
paixões
políticas,
os
interesses
partidários
eo
pouco
escrupulo de faltar á
própria
consciência
para
dizer
aos
outros
não
a
verdade,
qoe
se
procura
conhecer,
mas
unicamente
o
que
mais
convém aos
fins, que
se
intenta
conse
guir,
quem
poderá
calcular
os
males
que
d
’
esle abuso devem
resultar?
Nenhum
homem de
boa fé,
amados
Fi
lhos
em
Jesus
Christo,
poderá
negar,
que
nos
achamos
aciualmente em
um
d’esses
períodos
de
obscuridade moral,
e
que
deve
haver
justo
e
fundado receio de
sérios
des
astres
na
vida
social dos
povos
chrisiãos.
São
tantas e
tão graves
as
questões
políticas e
religiosas presentemente suscita
das,
sào
tantos
e
lào
diversos
também
os
modos
até
agora
propostos
para
as
resol
ver,
que
a
inlelligencia
mais
robusta
do
homem sinceramente
amante
da
verdade
hesita na
escolha d’algum d’
esses
meios
propostos,
desconfiando
da
elíicacia
de to
dos
elles.
N
’este
estado porém
tão
violento
e
tão
perigoso
da
sociedadec
hristã,
o Ancião
Venerando
que
Deus
collocou e, por
um
prodígio
reconhecido
da
sua
Providencia
adoravel,
conserva
depois
de
tantos
annos
ao
leme
da
Barca de
Pedro,
que
não
porá
ser submergida
no
mar
tempes
tuoso
das
paixões
humanas,
como
unico
e
legitimo
Vigário
de
Jesus
Christo
na terra,
Elle
não
teme
nem
duvida levantar
a
sua
voz
sem
pre
tão
respeitada, e
do
alto
da
Cadeira
Apostólica
indicar
ao mundo
e
ensina
aos
fieis
o
ponto
fixo,
que
se deve attingir,
e
o
rumo
seguro
e
verdadeiro
que
o
homem
chrislão
lem
de
seguir
para
que,
não
se
desviando
dos
caminhos
da
verdade,
da
justiça
e
da
virtude,
evite o
perigo
que
o
ameaça,
e
não
arrisque
o
fim
principal
da
sua
existência
sobre a
terra, que
é sua
salvação
eterna.
E
com
eíTeito,
Amados
Filhos
Nossos,
0
SS.
Padre
Pio
IX,
entre
as
amarguras
Crueis
por
que tem
passado, e
ainda
es
ta
sofirendo
em
seu
coração
magnanimo.
e
todo
cheio
de
amor
e
paternal
benevo
lencia
para
com
os
homens,
não se
tem
esquecido
nem
de
nos
avisar
do
perigo
que
podemos
correr,
afastando-nos
do
cami
nho
que
nos
mostra claramente
o
bri
lhante
pharol
da
nossa
crença
religiosa,
nem
de
nos
oíTerecer
o
meio
mais
faci<
e
prompto
de
applacar
a justiça
de Deus,
que
gravemenle
offendiíla
algumas
vezes
deixa
o
homem
entregue
nas
mãos
do
seu
conselho,
para
que
reconhecendo
a
impossibilidade
de
guiar-se
por si
só
nos
emaranhados
atalhos
da
vida,
procure
hu
milde a
luz da
fé
e
se
converta.
No
meio
de
tantos
e
tão
sérios cui
dados, que
lhe
dão constanlemente
os
negocios importantes da
Egreja
Catholica.
o
Pae
Commum
e
amoroso
dos Fieis
usan
do
da
sua
aucloridade
suprema
abre
larga
mente
as
portas
do
thesouro inexhanrivel
das graças e
das indulgências,
de
que
El
le
é
depositário
:
chama,
convida,
insta
e,
á
força
de querer,
quanto
lhe
é
pos
sível,
tornar
facil
a
sahação
das almas,
qua
si que
impelle (I)
e
obriga
seus
íilhos
a
se
aproveitarem d’
estas
graças e
indulgências,
publicando
o grande
Jubileu
do
anno
san
to,
assim
chamado, porque
dentro
d
’
esle
espaço de
tempo
pódem
os
lieis
lucrar
as
que
no
mesmo Jubileu
são
concedidas.
E
não
era
possível,
Amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
vir
mais a
tempo
nem
mais
a
proposito
a
publicação
d’este
grair
de
Jubileu,
que
se
póde
considerar
como
nm
baptisino
reiterado,
pela
facilidade
com
que
nos são
perdoados
os
nossos
pecca
dos
:
como uma
penitencia
leve
e
suave,
que
nos
permitle
satisfazer
á
justiça
di
vina
sem grande
encommodo nosso: ou
como uma justiça misericordiosa
que
se
contenta
com
a
conversão
sincera
do
pec-
cador,
não
exigindo
d
’
elle
senão
algumas
obras
de
piedade
em
satisfação
dos
seus
peccados.
O
momento
é solenme.
é
temeroso,
vós
o
sabeis,
Amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
e
na
cerração
medonha,
que
op-
prime
e assusta os
homens, que
sincera
e
desapaixonadamente
procuram
a
verdade,
só
a
luz
da
nossa
fé,
qual outra colum-
na de
fogo
guiando
no deserto
os
fi
lhos
dTsrael,
nos
poderá
dirigir e
guiar
com
segurança ao
desejado
porto
de
sal
vação
;
e
para
tornar
mais
brilhante
e
res
plandecente
esta
luz
amortecida pelos
nos
sos peccados, que outro
meio
ha
senão
a
penitencia
do
peccador
arrependido
e
hu
milhado na
presença de
Deus
oftendido?
Nunca—novamente
o
alíirmamos
—
nunca
o
esplendor da
luz
da
Fé
foi
mais
neces
sário
para
nos
mostrar o
caminho seguro
que
devemos seguir,
e
o
grande
Jubileu
do
anno santo veio
mais
a
proposito
para
se
conseguir
este
íim.
A
edade
avançada e
os
graves
pade
cimentos
do
Exc.110
e
Rev.1110
Snr.
D.
José
Joaquim
d
’
Azevedo
e
Moura, nosso
Pielado
venerado
e
tão
digno
de o
ser
por
suas
virtudes
e
longos serviços
feitos
á
Egreja
Catholica, sendo presentes á
Sé
Apostóli
ca
moveram
o
SS.
Padre
Pio
IX
para
de
accordo
com
Sua
Mageslade
Fidelíssima
Nos
nomear
seu Coadjutor c
Futuro
Successor,
pela
Provisão de
Sua
Exc.a
Rev.
“
,a
de
24
de
Marçodo
presente anno
achando-Nos
já
collocado
no
governo
d
’esle
Arcebispado,
o
mais
antigo,
o
mais
vasto,
o
mais
nobre,
o
primeiro
das
Hespanhas;
quanta,
Ama
dos
Filhos em
Jesus
Christo,
não
éa
Nos
sa
consolação por
Deus
Nosso
Senhor
Nos
haver
escolhido
e
reservado
para vos annun-
ciar
em
Nossa
primeira
Exhorlação
Pasto
ra! este
grande
Jubileu
?
Quanto prazer
nào
sentimos
em
Nosso coração
por
havermos
começado a
Nossa
residência
enlre
vósn
’
esle
anno
santo,
em
que
francamente
vos
pode
mos
abrir
as
portas
do
thesouro
riquís
simo e
inexhaurivel
das graças
e
indulgen-
(l)
Exi
in
vias
et
sepes,
et
compelle intrare.
Luc. XIV
‘23.
cias
ida
Egreja
Catholica?
Quantas
acções
de
graças
nào
damos
a
Deus
Nosso
Senhor
na
profunda
humildade
do
Nosso
reconhe
cimento
por
apparecermos
entre
vós
em
tão
feliz
conjunctura ?
Não,
Amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
não
ha
cousa
mais agra-
davel.
diz
S.
Ambrozio,do
que
pregar
o
perdão
dos peccados
e
a
indulgência
aos
peccadores
(2)
Não
vimos
hoje
dizer-vos
como
em
on-
Iro
tempo
o
prophela
Jonas dissera
á
infe
liz
Babylonia. «Esta
vossa
bella
cidade
será
destruída»
1
3);
lemos
antes a
consolação
de
vos annunciar
com
S.
Paulo,
que
é
chegado
o
tempo
propicio,
em
que
podeis
tratar
facilmente
do
negocio
da
vossa sal
vação eterna (4). Não vimos
como
Isaias
annunciar
ao
povo
escohido
as
calamidades,
com
que
o
Senhor
ha de
castigar sua
infi
delidade
temos
a
grande
consolação
de
po
der
congratular-Nos
comvosco
pelas
vanta
gens,
que
os inventos
do
século XIX
de
verão
trazer
a
esta
cidade
—
á rainha
d’
Es-
te
—
e
a
toda
a
fertilíssima
província
(lo
Minho,
verdadeiro
jardim
de
Portugal.
N’
este
século
porém
da
eleclricidade
e
do
vapor ;
n’
esle
século
em
que
tudo
impelle
o
homem
para
o movimento,
e tu
do
excita
fortemente
a
sua
act«vidade,
o
chrislão
não deve esquecer-se das
cousas
do
céo para
só
se
occupar
dos
seus inte
resses
maleriaes
na terra.
Que
importa
ao
homem, dizia o
divino Mestre
a
seus
disci
pulos,
ganhar, ser
senhor
de
todas
as
cou
sas
d’
este
mundo,
se
por
causa
d’
ellas
perder
a
suaalma ?
(5)
Nós
porém,
Amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
lemos
a
mais
lisongeira
esperança,
de
que
vós
no
meio
do
grande
progresso
material
em
perspecliva
ou
já
realisado,
não vos esquecereis
de
cuidar
sériamente
do
negocio
importantíssimo da
vossa salva
ção eterna,
e
firmemente
acreditamos
que
os
novos inventos,
de
que
este
século
tanto
se
ufana,
servirãotambem
para
desenvol
ver
e
aperfeiçoar
o
vosso
sentimento reli
gioso, o mais nobre
dos sentimentos
do
homem
verdadeiramente
chrislão.
Tudo
nos
adverte
e convida. Amados Fi
lhos
Nossos,
a
não
desprezarmos
os
favo
res
do
céo
:
e
á
similhança
do que
se
está
passando
na
França,
na
Inglaterra,
na
Bélgica
e
nos Estados
Unidos
da
America,
os
portu-
guezes,
este
povo
lào
forte,
tão
valoroso,
que
levando
a
cruz
de
Christo
e
a
espa
da
de
seus
soldados
até
aos
confins da
terra,
ensinou
á
Europa espantada
os
caminhos
mais
*
faceis
da
África,
da
Asia, da
Ame
rica e da
Occeania,
os portuguezés,
dize
mos
Nós,
desenvolverão
lambem,
como
não
cessamos
de
rogar
a
Deus
Nosso
Senhor,
esse
espirito
de
solida
e
verdadeirapieda-
de,
que
tanto
ainda
hoje
os
caracterisa
e
eno
brece.
E
Braga,
a
Roma
portugneza,
onde
o
espirito
religioso
em
subido grau se
tem
até
agora
conservado
;
Braga
tão
famosa
por
sua
antiguidade,
etão
illustre
na
Egre
ja
Catholica
por
seus concílios
e por
seus
Prelados,
por
seus
varões
santos
e
monu
mentos
religiosos;
Braga,
n
’
esta
feliz
coin
cidência
da
abertura da
sua
via-ferrea,
com
a
publicação
do grande
Jubileu
do an
uo
santo,
dará
ao
mundo,
Nós
assim
o
esperamos,
uni
exemplo saudavel,
de
que
ella
conhece,
que
o
interesse
e
os
cuidados
pelos bens
da
terra,
para
elles
serem
ver
dadeiramente
proveitosos
ao
homem chris
lão,
devem ser
sempre
subordinados
á
pra
tica
da virtude
e
aoíim
para
que
fomos
(2)
Quid
tam
gratum
tamque
jucundum
quam
peccaloribus
indulgentiam
pradtcare.
S.
A
mbr
.
O
pe
<
a
.
(3)
Adhuc
quadraginta
dies et
Ninive
subve-
rtetur.
J
on
.
III,
4.
(4) Ecce
nunc
tempus
acceptabde
ecce
nunc
dies
salutis.
2.
A
d
C
or
.
VI,
2.
*
(5)
(gaid
enim
prodest
homini
si
mundum
universuin
lucretur,
animee
vero
suoedelrimentwm
patiatur?
M
atu
.
XVI,
2.
creados,
que
é a
salvação
eterna
das
nos
sas
almas.
E
quanto
não
seria também
Ipara
de
sejar
e
digno
do
maior
louvor,
que
vós,
Amados
Filhos
em
Jesus
Christo, apro
veitando-vos
das
graças
concedidas
pelo
pre
sente
Jubileu,
aspirásseis á
bem merecida
primazia
entre
todos
os
porluguezes,
da
dando-lhes
o
exemplo
do
empenho,
do
fer
vor
e miis
santa
devoção
no
cumprimento
das condições postas
pelo Soberano
Pon
tífice, ora lelizinente
reinante
na
Egreja
de
Deus,
e
que
são por
esta
razão indispen
sáveis
para
se
lucrarem
as graças
e
as
indulgências
concedidas
pela
sua
Encycli-
ca
de 24
de Dezembro de 1874
?
Esperamos,
Amados
Filhos
Nossos,
que
não
será
em vão,
que
fazemos
este
appel-
lo
á
vossa
piedade,
e
confiamos
que
esta
Nossa
Exhoi
tação
Pastoral,
produzindo
to
do
o
desejado
eíTeito,
seja
para
vós
ura
testimunho
solenme
e
aulhenlico
dos
sen
timentos
benevolos
que
Nos
animam,
dos
aífectos
paternaes
que
sentimos
para
com-
vosco,
e dos
desejos
ardentes
que
lemos
de
vos
vermos
sempre
accrescenlados
em
bens
tanto
espiriluaes
como lemporaes.
A
Bênção de Deus
Todo
Poderoso
desça
sobre
vós
e
por
largos
annos
vos
conserve
na
sua
divina graça em
Nome
do
Padre
e
do
Filho
e
do
Espirito
Santo.
Assim
seja.
Benediclio
Dei
Omnipotentes
Patris
et
Filii
et
Spirilus
Sancti
descendul
super
vos
et
maneai semper.
Amen.
Os
Rev.os
Parochos
em
tres dias
sancti-
licados successivos
lerão
a
seus
freguezes
esta
Nossa
Exhorlação Pastoral,
juntamente
com
as
inslrucções
necessárias para se
lucrarem
as
graças e
indulgências
concedi
das
pelo
Jubileu,
e
que mandamos publi
car
em separado,
registando
tanto
esta
Nos
sa
Exhorlação
Pastoral, como
as
mencio
nadas
inslrucções
no
livro
competente
da
sua
freguezia.
Dada
e
passada
sob
o
Nosso
signal
e
Sello
das
Nossas Armas,
n’
esla
Residência do Semi
nário
de S.
Pedro
em
Braga,
aos 13dexMaio
de
1875.
2<|
João,
Arcebispo
Coajulor
KKÃGl — TEKÇ1-FK1KA
1 »E
JUJVHO
Hariuonin maçónica.
Escrevem
de
Rorna
á
»Civihà>,
nomeio
de
uma
excellenle
biografia
de
um
tal snr.
Pelroni,
Crão
Mestre (adjunto)
da
Maçonaria,
já
duas
vezes
cotidemnado
em
Roma
e
per
doado
pelo
Papa, em
rasão
de
ter con
fessado
humildernenie sua
culpa
e
fingir-
se
arrependido,
abjurando
a
seita,
per
is-
capure
il martírio
:
«A
discórdia
íoi
a
causa que
fez
dis
solver-se
a
nascente
Venda
(de
que
era
chefe
Petroni),
exactamente
como
agora
acontece na maçonaria
ilalran
,
separada
em
1860
do
Grande
Oriente
de França
porque
queria
elevar
a
seu talento
: far
da
sè
;
e
encontra agora
outros
aqui
na
Italia
qoe
lambem
querem
[ar
da
sè,
e
uesobedecem
aberlamenle,
com
escaudalo
do
Grande Oriente
de Roma. Já
havia
os
Centros
de
Palermo,
de
Nápoles
e
de
Tu
rim,
lodos
schismaticos
e
independentes
de
Roma.
Mas
agora
appareceu
lambem o
Cenlro
de
Ancona,
séde
e
foco
já ouiPora
do
carbonarismo
mais sicário
e
mais bru
tal,
e
presenlemeuie
pedra
de
escandalo
para
a
maçonaria
de
Roma.
Lê-se
com
eíTeito
ua
«Gazella
de
Italia»
de ÍO
de
abril
em
communicudo
ofllcial,
em
fórma
de
carta,
que
diz
assim
:
«
Escrevcm-uos de
Ancona
a
18
de
abril
:
—Os
representantes
dos
5()0
Ur.-,
(carbonários
e
inlemacionaes)
das
provín
cias
Marquejanas
(das
Marcas) reunidos
ha
Idias
n
’
uma
cidade
aqui
visinha,
tomaram
por
unanimidade
a
deliberação
de fundar
u-na
grande
loja
central
das
Marcas,
sob
o
nome
de
Alberigo
G‘
nlile.
Em
tal
con
gresso
maçonico
se
i»anife.'lararn
vivaz
mente
serias
discrepâncias do
Grande
Oriente
de Roma
representado por
Cas-
lellazzi,
Bacci,
Mauro
Macchi
e
Mazzoni.
Foi criticada
asperamente
por todos
os
oradores
a
falta
de
ideias
organicas. de
doutrinas
positivas,
e
de
impulso
vigoro
so
(quasi
o
mesmo
que aconteceu ha pou
co
em
Coimbra
contra o
G
r
atide
Oriente
de
Lisboa, segundo
nos
contaram
os
jor
naes
da
seita
de
Ires
pontinhos,—
decidin
do-se
por
ultimo
promover
associações
li
beraes.
festas
liberaes,
muita
*
coisas
libe
raes,
entendendo-se
por
liberal
o
que
todos
sabem..,).
<Espera-se
que
em
volta
da
nova
Con
federação
Marquejana
se
po
*
sa
reunir
a
maçonaria
italiana,
para
se
afirmar
regu-
larmente
como
instituição não
política mas
religiosa
(tal
qual
como
em
Coimbra
!..),
filantrópica
(á
moda
de
Buenos-Ayres,
etc.),
e
como
organisação
do
racionalismo
chris-
lão
(?!)
contra
a superstição
clerical.
—
Mas
tudo isto não são
mais
qne
palavras,
já
que
a
verdadeira
rasão
da
discrepân
cia,
não
consiste
no
organismo e
nos prin
cípios,
que
são
sempre
os mesmos
em
(Qffos
os
Centros,
mas
no
sacco
da
viuva,
isto
é
nos
cum
quibus
e
nas
taxas
qoe os
marquejanos
querem
attraír ás
Marcas
e
os Romanos
á
Via
delia
Valle,
e
os
Pa-
lermitanos
a
Pafermo,
e
os
Aogherescos
á
Villa
Menzione, junto a
Santo
Elmo,
e ou
tros
a
outras
partes.»
Já
percebemos...
HEVISTA
ESTRANGEIKA
GAZETILHA
IlispaBiha.
Noticias
da guerra
Do correspondente da «Palavra»
e
do
«osso
collega
a «Nação»
fasemos os
se
guintes
extractos
:
O
general Echague que
commaudava
o
exercilo
afionsino
do
Centro
demittiu-se
do
seu
cargo com
pretextos
fúteis.
Os
carlistas.
que
consideram
o
Centro
<>
mais
ameaçado,
empregam
uma
aciivi-
dade febril, e
parece
que
os
do
Norte
se
preparam
a
prolegel-o
promovendo
uma
poderosa
diversão
em
Castella, e
algum
accommellimento
ás
linhas
liberaes,
que
hoje
estão
mais
debeis
por
se
lhes
have
rem
tirado
alguns batalhões.
E
’
já
hoje
conhecido
o
fim
secreto
do
ataque
de
Guelàtia
que
foi
efiectivamente
tomada
pelos
carlistas
e
abandonada
de
pois
de
lhe
destruírem
as
suas
fortifica
ções,
mas
deve
acrescentar-se
que
uma
parle
da guarnição
conseguiu
chegar
á
praia
e
embarcar
com
rumo
a
S.
Sebas
tião.
Esse
fim
era entreter,
como
consegui
ram,
a
esquadra qoe vigia as
costas,
em-
quanto
faziam
em
outro ponto
um
impor
tante
desembarque
de
carabinas,
artilhe-
ria
e
munições.
Vai iam
as
opiniões
quanto
ao numero das
armas
desembarcadas,
po
rém
todos
concordam em
que
foi
o
alija
mento
mais
numeroso
e
importante
qoe
se
tem
feito
na
presente
guerra.
Dizem
que
estes
petrechos se
destinam
ao
Centro,
em
cuja
costa
não
se
atreveram
a
desetn-
barcal-os
com
receio
de
que
caíssem
nas
mãos
do
governo.
Agora
a
diíficuldade
consiste
em leval-os
para
o seu
destino,
o que
oferece
não pequenos
inconvenien
tes.
No
valle
de Lusa,
província
de
San-
lan
ler,
houve um
encontro
entre
uma
brigada
carhsta
e
outra
aflonsina
cujo re
sultado
se
pretende
occullar,
tirando-lhe
a
importância.
Sei
comtudo
por
via
oílicial
que foi mui
desfavorável
para
as
armas
do
governo,
se
bem
qne
não
temos ain
da
promenores
e
é
diílicil
alcançal-os
por
causa
dos
obstáculos que
o
governo
op-
põe
a
que
do
thealro da
guerra
sejam
transmillidas
noticias
que
não
lhe conve
nham.
—As
apresentações
dos soldados
affon-
sistas
angmentam. Apresentaram-se
uns
40
em
Estella.
—
As
hostilidades continuam
em
Cas-
tella
entre as
tropas
de
Villegas
e
as
de
Cavero.
—
Os
carlistas
obleem
successos.
—
Uns
2()
soldados
inimigos apresen
taram-se
ao
general
Cavero.
—Em
Estella
são
frequentes
as
apre
sentações
do
campo inimigo.
Nos
6
últimos dias
passaram-se
do
la
do
d
’Oteiza, 1
tenente,
2
alferes,
1 cor
neia
de
cavallaria
e
14 soldados
de linha.
De
Ciranjui 19.
—Entre
os soldados
d
’Oleisa
e
de
S.
Christobd
noia-se
gran
de
descontentamento,
pela
escassez
de
mantimentos,
e
insalubridade
das
aguas.
—O
«Osservalore
Romano.» que
passa
por
ser o
orgão
olficial
da
Santa
Sé,
tem
provocado
amargas
queixas
á
imprensa de
Madrid,
por
dar
a Carlos
VII
o
titulo
de
rei e
o
tratamento
de
magestade,
e
por
publicar,
como
o
poderá faser
o
«Quartel
Real,
os
seus
decretos
—Diz.
o
«Diário Espanoli:
Actualinente
acham-se em
Pau,
ao la
do
da
snr.a
D. Margarida,
o
pae
de
S.
M.
el-rei
D.
Carlos
VII,
os
duques
de
Parma
e
de
Modena,
a
condessa
de
Ca-
serta
e
dois
príncipes
da
real
casa
de
Áustria.
—«As Cireumstancias
»
de
Rens,
do
dia
20
diz
que,
precedentes
da
província
de
l.erida,
estavam
na
segunda faira
em
Poblet
uns
350
carlistas,
mandados
por
um
tal
Minguelet, das
Borjas
de
Urgel.
ífez
Fueharistieo.
— A
expensas
d
’alguns devotos
lar-seba
esta
piedosa
devoção
na
egreja do
exlincto
convento
da
Penha.
Começa
hoje
pelas
6
e
meia
ho
ras da
tarde,
lendo
havido
hontern os
actos
preparatórios
do
costume.
Consistorio.
—
O
proximo
Coosislo-
rio
está
lixado
para
17
do
corrente,
29.°
anniversario
da
elevação
de
Pio
]X
ao
So-
lio
Pontifício.
Crê-se
que
os
cinco
cardeaes,
reserva
dos
in
peito
no
mez
de
dezembro
ultimo,
serão
proclamados
n
’
elle
Treiena.
—
Começa
hoje
a
trezena
de
Santo
Antonio,
na sua
capella
erecta
na
Praça
Municipal.
Coa»c!«n«Ao
<lo Me» «lo Maria,
iintr
Convertidas. —
Festeja-se
ámanhã
a
conclusão
do
Mez
de
Maria,
no
tem
plo
das
Convertidas.
Tem
de
manhã
missa
solemne,
exposição
e
de
tarde
sermão
pelo
rev,
0
padre
Domingos
Albuquerque,
e
no
fim
Ladainha
e
bênção
do SS.
E
’
digno
de
louvor o
snr.
João
Al
fredo
Pereira
da
Silva,
promotor
d’
esta
devoção.
Recfliffleaçâe.
—A
coroação
de
Nossa
Senhora
das
Graças,
nas
Convertidas,
que
se
eflectivou
no sabbado, e
que
tiníramos
dicto
seria
leita
pelo
sor.
conego
Figuei
redo,
não
o
foi
por
esle cavalheiro,
mas
sim
pelo snr.
arcediago.
Novo
©onde.—
Consta
que
vae ser
agraciado
com
o
titulo de
coode
de
Mar-
garide,
o
snr.
visconde
do
mesmo
titulo.
Thealro.—
Houve
ho
domingo,
no
thealro
de
S
Geraldo,
uma recita dada
pelo
aclor-irnitador Trindade.
A
concorrência
era
diminuta.
Chuva.—
No
passado
domingo
choveu
copiosamenle.
Hontern
choveu
lambem lo
do
o
d'a.
Conclvasáí» d»
Mez
de
Maria.—
Festejou-se
hontern
nos
templos
de
S.
Mi
guel-o-Anjo,
collegio de S. Caetano e
Remedios.
Generoso donativo.—
O Hospital
de
S.
Marcos,
d
’esta
cidade,
acaba
de
ser
contemplado
com
200
lençoes
de
li
nho,
que
generosa
e
espontaneamente
ofiereceu
áquelle
estabelecimento
de
cari
dade
o
ill.
IH°
snr.
João dos
Santos
Mari
nho,
residente
n’esla
cidade.
São
sobremaneira
louváveis
e
dignas
acções
de
tal
uaturesa,
e
revelam
clara
mente
os
elevados
dotes
do
coração
de
tão
filantrópico bemfeilor.
Permitli
Deus
que
as
orações
dos
iufelises
que
correm
a
sbrigar-se
sob
tão
profícuo
e
hospita
leiro
teclo,
façam
prosperar
a
sorte
de
tão
prestimoso
cidadão.
Santa
Maria
MagdaOena. —
Aole-
honlern
foi
condusida
da
sua
capella,
no
monte
da
Falperra.
para
a
egreja
de
S.
Lazaro,
a devota
imagem de
Santa
Maria
Magdalena.
Foi
hontern
levada
procissional-
mente
para
a
Misericórdia,
onde
começa
ram
as
preces ad
pelendam pluviam
Put»aieação.
-O
sr.
Teixeira
de
Frei
tas,
proprietário
da
Livraria Internacional
em
Guimarães,
acaba
de
editar
um
livro
importante.
O
seu
titulo
é
o
segoinie
:
Duas
obras
de
misericórdia
(ensinar
os ignorante
*
e
cagtig.sr
os
que erram)
eu energica
refu
tação
do
opusculo
do
snr.
A.
llerculano
aproposito
da suppressào
das
conferencias
do
Casino,
pelo
snr.
José
Maria
de
Sousa
Monteiro,
redactor principal
do
tilem
Pu
blico».
Com
um
prologo
e
notas
por
um
vimaranense.
E
’
um
volume
de
185
paginas,
im
presso
com
muita
nitidez
n
’
uma
ofiiciiia
tipográfica do
Porto.
Do
mérito
d
’
esta obra,
que
muito
re-
comrnendatnos,
falia
bem
mais
alio
do
que
nós
o
pudéramos
faser,
o
nome
do
snr.
Sonsa
Monteiro,
o
primeiro
conlroversisla
religioso
da
nossa patria, como
justissi-
mamente
lhe
chama
o
andor do
prologo
e
das notas
que
fecham
o
volume.
Agradecemos
o
exemplar
coai
que
fo
mos
brindados.
Festividade snlemne.—
Constitui-se
em
Villa
do
Conde
uma
Commissão
destina
da
a
promover
uma
solemne
festividade
etn
commernoraçào a<>
anniversario
da
exalta
ção
ao
Solio
Pontifício do
Glande
Pio
IX.
no
dia
17
de
Junho.
Essa
commissão
é
formada
dos
seguintes
cavalheiros
d
’aqoel-
la
villa
:
Bevd.
0
prior
Antonio
José
Pereira de
Andrade.
Re
d.0
padre
João
Evangelista
de
Sou
sa
Reis.
Revd.0
padre
Antonio
José
Soares
Bar
ros.
Bacharel
Custodio
Velloso,
advogado.
Antonio
Maria
Pereira,
artista.
Jo
*
é
Maria
de
Castro,
idem
Manoel
Feruandes
Pereira,
idem.
Esla
commissão
lem-se esmerado
em
grsngear
recursos
para
que
a
festividade
que
promoveu
seja
condigna de
seu
mo
tivo
e se
celebic
com
a
maior
pompa
e
solemnidade
que
couberem
rias
forças
da
sub-cHpção
dos particulares
a
cujas
expen-
sas é
feita.
Os
o
r
adores
que
estão
já
convidados
e
acceitaram
tão elevada
missão,
são
os
exc.
11109
snrs.
:
Revd.
0
conego dr.
Alves
Mendes,
pro
fessor
de
Theologia
Pastoral
e
Eloquência
Sagrada
no
seminário
episcopal
do
Porto,
qoe
préga
da
parte
de
tarde.
Revd.
*
dr.
Luiz Maria da
Silva
Ramos,
lente cathedratico da faculdade de
Theolo
gia
na
Universidade
de
Coimbra,
que
préga
da
parle
de
manhã.
■"roeiHaAo do jubileu.—
A
mesa
da
real
irmandade
de
SaUa Cruz
d
’
esta
cida
de,
tendo
em
atteuçào
a exliortaçào
pasto
ral
de
exc.
a rev.l,,a
o
snr.
arcebispo
coa-
djuctor,
de
13
do
corrente mez,
convida
os
confrades
d
’esta
irmandade
que
queiram
aproveitar se
do jubileu
do
Anno
Santo,
a
comparecerem
na
egreja
de
Santa
Cruz
pelas
5
horas
da
tarde
dos
dias
4,
5
e
6
do
proximo
mez
de
junho,
a
fim de
pro-
cissiondineote
visitarem as
egrejas
da
Sé,
do
Collegio,
a
d
’
esla mesma
irmandade
e
a
do Carmo,
na forma
das
instrucções
que
acompanham
a
referida
pastoral.
A
moda dos
penteados. —
E
’
di
gno
de
ler-se
o
que diz um
jornal
estran
geiro
a
respeito
dos
abusos
e
excessos
a
que
tem chegado
os
toucados
das senho
ras.
A
moda
exige,
que
as
mulheres d
’
es-
te
século
illuslrado
mostrem
aos
olhos
do
mundo
uma
quantidade
extraordinária
de
cabello.
A
moda
principiou
com
as
cuias,
verdadeiras
almofadas recheadas
de
chu
maços
de
falso
cabello,
de
algodão,
de
linho,
etc. Vieram
depois
as
transas
e
cabello frisado,
mas
quasi
lodo
falso.
O
penteado
é
hoje
tão exagerado no
volu
me
e
arrebiques,
que
torna a
cabeça
das
senhoras
de
uma
forma
absurda
e
incom
patível com
a elegante
simplicidade
e
ver
dadeira
belleza.
Ha
muito,
que
a
medicina e
a
hygie-
ne
notam
os
perigos
e enconvenientes
(Tes
tes
caprichos
femininos.
LTelizmente,
a
moda
é
uma
rainha
altiva,
cujos
precei
tos
são
leis
irrevogáveis
para
as
senho
ras.
Enumeremos
os
males
que esses an
daimes
de
falso
cabello causam á saude
A
cabeça
deve
conservar-se
fresca
;
mas
os immensos
penteados
que se
usam
não
permitlem
a
irradiação
regular
do
calor,
antes
favorecem
a
sua
accutnulaçâo,
e por
consequência
dores e
padecimentos
que
se tornam
incuráveis,
e
até
congestões
cerebraes.
Outro
defeito
d
’
esla
moda hor
rível
é
o
campo
festihssimo
de
nojentos
insectos,
que
offerece
tão grande quanti
dade
de
cabello.
Além
d
’
esle
inconvenien
te,
um
medico distincto
analisou
muitas
transas
de
cuias,
e
encontrou
immensa
quantidade
de
animais
microscopicos,
que
se
multiplicam
de
modo
prodigioso.
Estes
animalculos
até
penetram
no
interior
do
organismo,
nos
pulmões, no
apparelho
circulatório,
e
no
tecido
de
todos
os or-
gãos,
produzindo
gravíssimas
moléstias.
Calcula
o
mesmo medico, que em uma
sala
de
baile
com
gtl
senhoras
penteadas
á
moda,
podem
desenvoher-se
45 milhões
d
’
esles
animalculos,
susceptiveis
de
infi
nita
multiplicação,
se
as
cireumstancias
continuarem
a
favorecera
sua
propagação.
Por
consequência,
os
penteados
das
se
nhoras
são
verdadeiros ninhos
de
ovos
mi
croscopicos,
que
com
o
calor
produzem
colonias
de
animalculos
que
jrafn
como
poeira,
e
que
<iós
resp^,
no
grave
prejuiso
de
nossa
saude
^
os
les
e
lheairos
devem
ser terriqs
efieitos,
escreve
o
«Conirnbricerise
no
8
r
COfjj
bafa
este
s
Utilidade
dos morangos. «
que
estamos
em
colheita
d’
elles,
q
r
*
mos
d
’
um jornal
francez
a seguinte
r'osa noticia,
diz o
«Paiz»:
Ha
muitas
variedade
*
de
moran
A
melhor
e
a
mais
perfumada é
o
t‘
rango
do
bosque.
(J
morango
contém
um
sueco ligeira
mente
acido,
que faz com
que mate
a
se.
de
e
refresque. E’
um
fruclo
que
coq
.
vém
sobretudo
ás
pes
*
oas
biliosas
e
sjq
.
guiueas.
No
entanto,
as
qne
lem
esioma.
go
delicado não devem
fazer
uso
mofio
frequente d
’
elle ;
porque o
morango
é
frio
para
o
estomago.
Remedeta-se
este
ii>.
conveniente,
temperando-o
com
vinho
e
assucar.
O uso dos
morangos
produz
efieitos
singulares
na
economia.
Gilam-se
curas
inesperadas.
Linueo,
o
celebre
naturalista
sueco,
sofiria
da
gota
O
sofrimento
era
tal,
que
se
viu
obrigado
a
interromper
os
seus ira.
bailios.
Por
conselho
de
um
medico
co
meçou
a
comer
quantidade
de
morangos.
Ao
fim
de
algum
tempo,
achou-se
allivia-
do
Nos
annos
seguintes,
a
gota
reappa-
receu,
mas
menos
intensa,
c
ao
fim
de
qualro
annos
do
mesmo regime, Linneo
achou-se
desembaraça
lo
da sua
enfermi-
dade.
Segundo
Boerhaave,
os
gradulos
de
morango
infusos
no
vinho
branco alliviam
as
pessoas
atacadas
de
alTecção
calculosa
Van
Servielen
afiirma
que
alguns ma
níacos
foram
restituídos
á
rasão
em
me
nos
de
um
mez
pelo
uso
quotidiano
de
morangos.
Os
morangos
esmagados
com
mel
lem
propriedade, segundo
Apuleo,
de
acalmar
certas
dôres.
Finalmente,
os
morangos
são
emprega
dos
com vantagem
nas
doenças inflam-
matoi
ias.
iVaiifragio.
—
Na
tarde
do
dia
26
sub-
mergiti-se em
frente
da
Castanfieira,
no
Pontáo
do Faval,
uma
falua
do
Carrega
do conduzindo
a
seu
bordo
cerca
de
60
pessoaas da
Atalaia,
de
Villa
Chã, do
Carregado, de
Alcobaça,
Peniche,
Óbidos,
Caídas e outras
parles além
de
canas/as
com
froclas,
comestíveis
etc.
O
sinistro foi
produsido por
unia
lu
fada
violenta que
não
deu
tempo
ao
ar-
raes
largar
a
escota,
e
que
desequilibran
do a
resistência
das
velas
tez
abornar
a
falua,
affundiudo-se
immediatamente.
Salvaram-se
vinte
pessoas, doze
das
quaes
graças
ao
prompto
soccorro
do
va
rino do
snr.
José
Maria
Tendeiro,
qoe
vendo
submergir
a
falua
remou
para
ella
com
toda
a
força
e
poude,
ajudado por
um pequeno
companheiro
subil-as
para o
varino
que
lambem
se leria
afundado
se
não
lòra
uma lancha
do snr.
Alado
que
lhe
acudiu,
salvando ainda
mais
quatro
pessoas.
Pelo ministério
da
marinha
foram
en
viados
soccorros,
afim
de
ver
se
é
possi
vel
salvar-se
a carga.
—
(Paiz).
®vati’
o.—
Naufragou
no
dia
2? do
cor
rente, cerca
das
6
horas
da
tarde,
a
lan
cha
de
pesca n.°
262 da
Povoa
do
Var
zim, denominada
«Espirito
Santo»,
de
que
era
dono
e
mestre
João
Femaodes
Casei
ra,
(O Favaes)
a qual
vinha tripulada
por
19
homens
incluindo o
mestre, e
3
ra
pazes.
Em virtude de uma
grande
volta
de
mar
que
apanhou
na
occasião
em
que
entrava
a
barra
do
Porto, o
barco
des
governou.
Das
22
pessoas que
havia
a
bordo, pe
receram
5
homeus
e
um
rapaz,
sendo os
restantes
salvos.
—
12
pelo
barco
saha-vi-
das
e
4
por
dois
bateis
pequenos
oú
cahi-
q
ti
es.
IE®a
«enteraça.
—
Estava moribundo,
diz
o
«Periodico
para todos»
um
celebre
medico,
e
seus
discípulos
deploravam
a
grande perda
quo
a sciencia
ia
a
soflrer.
O enfermo
fez
um
esforço
para
se
le
vantar
e
disse
a
seus carinhosos discípu
los.
—
Nada
perde
a
sciencia
com
a
minha
morte
visto
que
lhe
ficam
os
«trez
mé
dicos
melhores»
que
ha
no
mundo.
—
Quaes são
?
—A
agua,
a
dieta
e
o
exercício.
3
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
ilEVALESCICRE
DU
BARRY
de
Londres.
<97 anno»
dFinvariavel
aueeèsao
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
eílicacia
d’
esta
deliciosa
farinha
de saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
llegma,
arrotos, ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
das
broncbites,
da
bexi
ga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro e <lo
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
8.
o
Papa, do duque
de
Pluskow,
da
ex
w
snr.
a
marqueza de
tírehau,
dos
doutores
Alanoel
Saeuz
de
Jejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc. etc.
Cura
72.448.
Cadiz 3 de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.
a8
os
bellos resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
inlensissimas
dores
in
testinas,
e insomnias
pertinazes ;
graças
a
este
surprehendente
especifico ficou
com-
pletamente
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual o
distin
gue
o
seu
attento venerador —
V
icente
M
oyàno
.
Cura
69.718.
Ticheville (Orne)
20
de
março de
1867.
Achando-me
perfeitamente
com
o
úso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo da
Revalesciére, lenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu inestimáveis
efléitos,
em
particular
modo n'áquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
(Testes
cu
raram
complelamente.
—A
tosse produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados nas
moléstias
da
retenção de
orina
e
das
moléstias de
estomago,
afas
tando
de
qualquer
individuo
a
iiypocon-
dr
ia
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/ 4
kilo,
500
; de
1
/
*
kilo
860
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
‘/,
kilos, 30200
reis;
de 6 ki
los, 60100
reis,
e
de
12
kilos,
120000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O melhor
chocolate
para
a
saúde
é
2
llevaícHCBère
ctwewíiBtaftSK,;
ella
res-
tilue
o
appetlite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne, e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata de
10
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10100
;
de
120 chave-nas, 30200 reis, ou 25
reis cada
chavena.
»
RARRir B>U
BARRY
C.a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77 Regent-Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguislas,
mer-
cieiros, etc., das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central ;
snr.
Sérzedello
&
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
IMsbea,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loteio,
28;
Bar-
tal
&
hmãos.,
rua Áurea, 12.
Fu-rto,
J.
de
Sousa Ferreira á
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
C
wíbsb
P
jb
’
»,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveiro
F. E. da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Ntareello»,
Ramos,
pharm.;
Rraga,
Pharmacia
Maia,
rua dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rui
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal. Figwrisra,
Antonio
Vieira,
pharm.
; UnisMarÃes
A.
.1.
Pereira
Martins,
pharm.
;
1
’
ena-
Miranda, pharm. ;
Fonte
do Lima.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Pe
voa
do
Varzisn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Wiarana
do Caateilo,
Aflooso
e
Barros,
droguislas;
Villa
de
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Manoel
Ignacio Amorim Novaes,
D.
Rosa
Barbara
do
Valle
Amorim
Novaes,
D.
Josefa
Rosa
do
Valle
Amorim
Novaes,
D. Francisca Emilia
Abreu e
Couto
e
Fran
cisco
Xavier
Leite,
agradecem,
por
este
meio,
a
Iodas
as pessoas
que
se
dignaram
obsequ'al-os,
por
occasião
do
fJlecimento
e
funeral
de
sua
presada
irmã
e
cunhada
D.
Emilia
Rosa
do
Valle
Amorim
Novaes,
sepultada
no
dia
7
do
corrente mez
de
maio
no
lemplo
de Nossa
Senhora
Apparecida,
desta
freguezia
de Balugães,
protestando
a
todos
indistinctamenle
o
seu
elerno
reco
nhecimento
e
indelevel
gratidão.
(2459)
O
padre
Francisco
José
Pereira,
e
seu
irmão,
José
Maria
Pereira,
crêem
terem
agradecido
a
tadas
as
pessoas
que
os
vi
sitaram
e
lhes
prestaram
serviços
por
oc
casião
do
fallecimento
de
seu
muilo
pre
sado
pae;
porém
como
possa
haver
alguém
a
quem
por esquecimento
o
não
tenham
fei
to,
servem-se
d
’
e*
te
meio,
protestando
a
lodos
a
sua
gratidão
e
reconhecimento.
(2461)
MIOO)
Quem
perdesse
uma
caixa de rapé,
quei
ra
dirigir-se
á rua
dos
Capellrsias
n.
fl
19,
ao
snr
José
Joaquim
Dias
Pereira,
que,
dando os
signaes
exacios e
pagando
o
pre
sente
annuncio,
lhe será entregue.
(2468)
DE
GUIMARÃES
Sociedade anonyma
Responsabilidade limitada
São
convidados
os snrs.
accionistas
(Pes
te Banco
a
fazerem
entrada
da
segunda
prestação
de
20
p.
c.
ou
10-0000
rs.
por
acção
desde
25
a
30
de
junho.
OUTRO
SIVI
O
accionista
que
adiantar
algumas
ou
Iodas as entradas
se
lhe
abonará
ou
paga
rá
nas
épocas
marcadas
o
juro
de
5
p.
c.
assim
como
os
que
deixarem
de
satisfazer
ficam
sujeitos
ao
que
determina
o
para-
grafo
2
0
do
artigo
12.
Recebe-se
em
Guimarães
na
casa
do
Banco,
campo
da
Misericórdia.
No
Porto,
na
Caixa
Filial,
rua
de
Fer
reira
Borges,
48.-,
Em
Braga,
nos agentes Almeida
&
Pe
reira.
Guimarães
28
de maio
de
1875.
Os
directores,
Fortunato
Jorge
Guimarães Baraleiro
Joaquim
José
de
Azevedo
Machado
José
Chrysoslómo
da Silva
Basto.
(2469)
José
Narcizo
(FAraujo,
da
freguezia
de
Ferreiros,
do
concelho
(fAmares,
laz
cons
tar
que
no
dia
28
do
corrente
mez
de
maio,
perdeu
uma letra com
o
sello
de
qoatio
centos
reis,
de^de
a
cidade
de
Bra
ga
até
ao
sitio
da
Feira
Nova,
seguindo
a
estrada
nova
do
Bico,
a
qual
se
acha
em
branco,
contendo
só
o
acceile
que
di
zia
:
—
Acçeito
—Braga...
de
maio
de
1875
—
José
Narciso d’Aoujo— O
que
assim
laz
publico
para que
ninguém possa
d’ella
fa-
z
r
uzo.
(2471)
^en
^
e
"
se
a propriedade
que fica
além
da
Ponte
dos
Pelames
que
ge
C0n)
p
0em
de
casas,
pomar
e
leiras
de
lavradio
e
arvores
avidadas
con
tíguas
e circuitadas.
Trata-se
no
escriptorio
d’
esta
redacção.
VENDE-SE
Um
Phaeton
novo de
7
Jogares.
Trata-
se
na
rua
de
S.
Sebastião
n.°
4.
(2472)
Nova
empreza
de
trens.
W;Faz
publico
que
continua
com
a
sua
carreira
de
diligencias
entre
esta
cidade
e
Monsão.
Sae de
Braga
á
1
hora
da
tar
de,
chega
aos
Arcos ás
6
e
a
Monsão
ás
It. Sae
de
Monsão
ás
3
horas
da
manhã,
chega
aos
Arcos
ás
8
e
a
Braga ás
12.
Preços de
Braga
a
Monsão
e
vice-
versa,
dentro
10000
reis,
fóra
800.
De
Braga
á Barça,
dentro
ZOO
reis,
fóra
360.
De
Braga
aos
Arcos,
dentro
500
reis,
lóra
400.
De
Monsào
aos Arcos,
dentro
500
reis,
fóra
400.
De
Monsão
á
Barca,
dentro
600
reis,
fóra
500.
Preços
entermediarios
a
15
reis
o
ki-
lometro.
Braga
26
de maio
de
1875.
O gerente
(2467)
Eduardo
Pacheco.
NOVO
HORÁRIO
A
antiga sociedade
Viação
Bracarense
que linha
e
tem
a
carreira
estabelecida
d
’
esta
cidade
aos
Arcos,
e
dos
Arcos
a
Monção,
e
que
partum d
’
esta
cidade
ás
6
e
7
horas da
manhã
e
1 da tarde,
de
claram
que
desde
o
dia
26
do
corrente
ficam
partindo
os
seus
carros
de
Braga
para
os
Atcos
e Monção,
o
primeiro
car
ro
partirá
ás 5
horas
da
manhã
e
chega
aos
Arcos
ás
10,
e
segue
dos Arcos
para
Mon
ção
á
1
hora
da
tarde
e
chega
a
Monção
ás
5.
O
segundo carro
sahirá de
Braga
as
3
horas
da
tarde
e
chegará
aos
Arcos
ás
8,
e
o
terceiro
carro
sahirá
de
Braga
ás
5
horas
da tarde
e
chega
aos
Arcos
ás
9,
e
seguem os passageiros
(fd.quelle
segun
do
carro
e
d’
este
terceiro
para
Monção
ás
10
horas
da
noite
chegando
a Monção ás
3 da
manhã.
Ficam
voltando áquelles
carros
dos
Ar
cos
para
Braga o
primeiro
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
a
Braga
ás
11,
o
segun
do
fica
saindo
de
Monção
ás
4
horas
da
manhã
e
chega aos Arcos
ás
8
e
segue
para
Braga
á
1
hora
da
tarde
e
chega a
Braga
ás
7
;
o
terceiro
carro
fica
saindo
de
Monção
para
os
Arcos
ás
5
da
tarde
e
chega
aos
Arcos
ás
9,
segue
para
Bra
ga
ás 10
e
chega
ás
3
horas
da
manhã
Freçoa
t
De
Braga
a
Monção
e vice-versa, den
tro,
10000
reis,
e
fóra
800.
De
Braga aos
Arcos
ou
Barca,
dentro
500,
e
fóra
400.
A’ ultima
hora
para
o
caminho
Portella,
dentro
360,
fóra 320
rs.
Pico,
dentro
300 rs.,
fóra
240.
Villa Verde,
dentro
200 rs.,
fóra
160.
Esta
sociedade
declara
que
em
tudo
e
por
tudo
se
compromette
a
dár
fiel
cum
primento
ao serviço
que
se
acha
combina
do
com
o
snr.
Sebastião
da
Silva
Neves
e
irmão
Manoel,
desde
Monção
a
Li.-boa.
Braga
23
de
Maio
de
1875.
(2460)
José
Luiz Ferreira.
VENDA
DE
CASAS
Quero
qnizer
comprar
uma
mo-
J5;rada
de
casas cita
na
rua
dos
Sa-
pauiros
n.°
9
póde
dirigir-se a
Rosa
Maria
de
Oliveira,
moradora
na
mes
ma
casa.
(2456)
AHlOVEiiÁií
Na
rua
de S.
Vicente n.°
22
A, se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitados paca
lec-
ciunar
francez
e
inslrucção
primaria
e
pri
meiras
letras a
preços
reduzidos,
podendo
os
alumnos
aproveitar
mais
em
seis
me
zes,
do
que
em
outra
parte
um anuo.
Também
se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
CASA
JN.’
Rua
de
S.
Vicente
—
Braga
N
esta
casa
recebem-se
hospedes a
pre
ços
reduzidos
e
com
muilo
bom
trata
mento.
(2382)
AO
A
diligencia
que
conduz
o correio
de
Famalicão
para
a
Povoa
de
Varzim
e
vice-versa,
está
em
contacto
com o
com
boio
que
parte
de
Braga á
1
hora
e
40
in.
da
tarde
e
que
chega
a
Famalicão ás
2
e
28 rn.,
bem
como
com
o
comboio
que
sae do
Porto
ás 9
horas
e
30
m.
da
ma
nhã.
Preço de
Famalicão
á
Povca
e
vice-
versa
400
reis.
(2470)
Vende-se
uma
morada de
casas
ter-
rpas
^
es
’
K
na
ó
3S
c0,n
os n.
08
27
e
miai,
sitas
em Santa
Tecla,
suburbios
de Braga.
Quem
as
per-
tender
dirija-se
ao
snr.
Anlonio
José
Pe
reira,
morador na
Piaça
do
Barão
de
S.
Martinho
o.
os 18
e
19.
(79
R. 2466
C.)
DE
BBL
A.Gr jflk
*
Convidam-se os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a
entrarem
com a
2.
a
prestação
de
25
p.
c. ou
120500
reis por
acção,
relativa
á
2.
a
emissão, desde
o
dia 15 a 25 de
junho
proximo.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Por^
lo,
pódem
efleclual-a na
Caixa
Filial
da
mesmo
Banco
n’
aquella cidade.
Braga
13
de
maio
de
1875.
Os directores,
Luiz
Antonio
da
Coda
Braga
Manoel
José da
Costa Guimarães.
(2439
C. 63
R.)
ALTA
NOVIDADE
«O, Rua
do Souto,
0G
Junto
áJrua
de
Jano.
CHAPELARIA
AI.JIKIRA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
da
Porto,
oa
ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido
de
chapeos, de
se
da
e
de
feltro,
para
homem, menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo que
esteja
nas
circumslancias.
(2350)
ComiEiiMHtlo ao»
»nr».
estanqueiros
Fumos
15
por
cento,
Rapé 30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do
Souto
n.°
27,
Esquina
da
rua
do
Jano..
(2353
C.
34
.R)
LTduslration
de
la mode.
O
mais
elegante,
Ticamente illustrada
e
barato
dos
jot
naes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez por mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illnstrados»
Cada
numero contém
dez a
quinze
mo
delos
de
toilette,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
naluial e
uma
magni
fica
gravura clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio Chardroo,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
olferece
aos
seus assígnan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
pata
cima
de 20
fran
cos.
Preços
d
’
as«ignatura
—Portugal: sem
o
referido
brinde
—
9 fr. Com
o
brinde
—
13
fr.
NOVIDADE
44,
Rua da Souto,
Campos
&
Almeida, acabam de rece
ber grande
sortido
(le
chapéus de feltro
e
seda,
«ultima
moda>,
da
acreditada
fa
brica dos
snrs.
Maia e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
lodus
as
qualidades.
(2330)
(2396)
DE
CORNBAU
FRBRES
EM
CHARLEVILLE.
(FRANÇA)
A
*
Loja
Caehapuz—
acaba
de
chegar,
directamente,
d
’
aquella
fabrica,
um
varia
do
sortimentod
’
objeclos
de
feiío
fundido,
os
quaes,
pela
sua
perfeição
de
obra
e
modicida
de
de
preço,
se
tornam
preferíveis
aos
de
outra
qualquer.
Abaixo
vae
um
catalogo
da
maior
parte
dos que
agora chegaram
e
se
acham
patentes
na
dita
loja.
Cruze»
de lindo
*
feitio
*
para
sepul
tura
*
.
Coroa»
idem
idem.
Imagen
*
do Crucificado,
diversos
tamanhos.
Romba
*
d’
a
*
piraçâo
continua, no
vo
*
y«tema.
Cosinha» de
feitios diverso
*
.
Capacho
*
para
escada
*
ou
corredo
res.
Cercadura
*
para jardins.
Esearradore
*
para sala
*
.
Deseanço
*
para guarda-chuva
*
.
Caixa
*
para phosphoro
*
.
Vaso
*
para suspender
flores,
Pirâmide
*
para eseadas
ou
va
randa
*
Raspadores
de calçado.
Cassarola
*
de
vario
*
feitios,
etc.
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
HP®
A
WJW
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
MINHO
.
.
29
de
Maio
|
DOURO
.
.
13
de
Julho
BOYNE
. .
13
de
Junho
| MONDEGO
.
29
de
»
TIBER
•
•
29
de »
| NÈVA
.
.
13
de
Agosto
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro, Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Os
preço
*
*
ão
muito ra
*
oavei«
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
ciasses,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor
possível. Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe com colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e comida á portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é por
conta
da companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n’
esta
cidade,
rua do
Souto n.° 43. —
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(581)
112
—
Rua
das
Flores —
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento
que,
como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos os sorteios
das
lolerias, cujas
exlracções
geralmenle
teem
logar
mai
*
de
tre
*
vezes
por mez.
Salislaz-se
com
promptidão
todas
as encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em pequena ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebein-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
menino que
sejam
d’outro
*
estabelecimento
*
.
E
final
mente
remellem-se
«grátis»,
lindas
as
exlracções,
as
respectivas
listas
geraes
de
todos
os
numeros premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo estabelecimento
:
além
de bilhetes in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos e cautellas
de
600,
500,
300,
250,
430,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de 60000,
30000, 10000
e
400
íeis
;
e
finalmente,
collecções
de
50
numeros difierentes, pelos
preços
de
20000,
^000,
150000
e
300000
reis.
A
QUEM CONVIER
Este
estabelecimento fornece convenientemente todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender este
genero
á
commissão.
Olferece
para
isso
vantajosas
commissões ;
e
dispensa as
mais
apreciáveis vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio
se
podem
gosar,
as
quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar
*
em
rí
*
co
;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda que
até
5s vesperas
das exlracções
os
pretendentes
não hajam podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se a toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem que
ser
adiantado
ou
aíliançado por qualquer
nego
ciante
d
’esta
cidade,
em
cujo
caso
póde
ser
feito
no
fim
das
exlracções.
(M.
*)
G
a r r e ir a
semanal
A
’s quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
TAPO»
DO
PACIFICO
Flio
de
Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres,
Valparaiso, Arica,
Islay
e Callao
CARREIRA
QUINZENAL
PARA FERA AJIBICO
E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os preços, conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
oíTerecido
aos
snrs.
passageiros:
exeeiiente
*
eommodo
*
,
bom tra
tamento,
bastante espaço para bagagens e viagens rapi<âa«,
pois
que
OS
Paquete
*
<lo
Paeifieo
tem
gasto
sóinenle
13
dia
*
de
Lã
*
boa
ao
Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
[erro
do
P<-rlo
para
Lisboa
Pernambuco
...................................................
Bahia
.............................................................
Rio
de
Janeiro
..............................................
Montevideo
e Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay'e
Callao
.
.
.
.
3.
‘
CLASSE
2/ CAMARA
1.
*
CAMARA
40^000
81&000
108&000
40^000
90^000
117&000
45&000
90&000
121&500
54&000
90&000
157&500
126&000
189&000
308&500
Criança
*
do
*
passageiros
Alé
aos
12
annos
meia
passagem.
A
’é
aos
8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
*
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa, comida
a
portugueza
em abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
1’ereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K.
★
)
1MEB
ÍIKIEMCA
Balsamico
*
Proph
ilal
ico
Esta
injecção
é
a
unica
e
efíicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas
como
mo
dernas,
a ioda
as
mais
rebeldes.
Veude-se
em
Braga
na
pharmacia
de
Antonio
D.
Alvim,
á
Porta Nova
n.°
14,
em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto na
pharmacia
Madureira,
rua
do
Triumpho,
n.
’
142,
proximo
ao Palacio
de
Crystal.
Preço de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O.)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido. (860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—Rua do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
eoupons.
(581)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo do
Barão de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d’
assentamento
e
eoupons.
(I)
Precisa-se
de
um
caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma quinta
distante
d
’
e$ta
cidade
uma
legua,
sendo os
cereaes
de
meias
e os
fruclos
de
terço.
Quem preten
der
dirija-se a Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3
—
Braga.
(2435)
José
da
Silva
Fundão
Campo
Saní Anna
(lado de
bai
xo) n.° «s.
Participa
aos
seus
amigos e
freguezes,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem
um
bonito
e
variado sortimento
de
fato
feito,
casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córles
de
calça
a
10500,
20000
e
20500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
íeis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até 800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bo-
riets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
todos
os
feitios.
N.
B.
O
aununciante
faz
pubhco,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja
encommendada, e
promplifica-se
a
ficar com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do
freguez.
(P
*
)
CARTA
DO
EXC.
mo
REV.
mo
SENIIOR
BISPO D’
ORLEANS
AO
EXC.
m
“
SENHOR
MINGHETTI
Ministro
da fazenda
do
rei
Victor Manoel
A resgieito da expoiiação da Egreja
em Roma e na Italia
Traduzida
da
sexta edição
franceza
com
a
carta
do
mesma prelado
ao
jornal
a
França
;
e
o
breve
do
Santo
Padre
:
Tudo
precedido de
algumas
palavras
do
traductor
Francisco
d
’
Azeredo
Teixeira
d
’
Aguilar
Conde
de
Samodães,
par
do
reino,
etc.
braga
:
typographia
lusitana
—
4875. - É o formato de
-
comerciominho_01061875_352.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)