comerciominho_29041875_339.xml
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-
3.’
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
339
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte. As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
;
assim
como as correspondên
cias
de interesse particular.
Folha avulso 10
rs.
I
b
UB^1C1
l
-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol$600
rs.=Semestre
850
Provín
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestrp
1&250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
oulOpOO
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
20
b/
0 d
’abatimento.
BKAG1- QUIJÍTA-FEIKA. 99 DE
ABRIL
Por
mais
hábeis
que
sejam os advo
gados
d
’
uma
causa
ruim,
jámais
poderão
faser
com
que
ella
triunfe.
Podem
accumular
sofismas sobre
sofis
mas,
atavial-os
com
as
apparencias
mais
enganadoras,
segredadas
peh argúcia
mais
subida
;
nada
subsistirá
em
face
da
auste
ra
soberania
da
verdade.
Deseuove
séculos
são
volvidos
desde
que
o
Christianismo
faz
radiar
os
seus
raios
vivificadores
sobre
toda a
humani
dade
que
veio
soerguer
do
capliveiro
do
erro
e
da
perdição.
N
’
este
longo
periodo,
todavia,
nunca
o
miserável
orgulho
do
verme
chamado
homem,
lem
descontinuado
a
sua guerra
titanica
á
sacrosanla
instituição
do
Calva-
rio,
já
por
meio
da
tirannia
armipolente,
já
pelos exforços
dos
pseudo-sabios
que
a
si
mesmo
se
dão
as
loucas
aitribuições
de
reformadores
das
sociedades.
Eotre
as
armas
de
que
se
servem
con
tra
o
Chrislianismo
os
seus
adversários,
resahe
o
emprego
abusivo
de
palavras
prestigiosas,
ás
quaes
adulteraram
o
seu
genuino
significado.
Apparece-nos
na vanguarda
da
vistosa
fileira
a
palavra—
progresso—
que
continua-
menle
ouvimos
encrustada
a
esmo
nas
dechmações
hanaes
d'uma
certa
escola
que
em
nossos
dias
lem
um
numeroso
pes
soal docente.
Procuremos,
por
agora,
restituir
a
esse
termo
o
seu verdadeiro sentido,
reservando
para mais
tarde
estabelecer o
parallelismo
entre
elle
e
o
que
lhe
allribuem
os
sá
bios
da
epoca.
—
O homem, e
por
conseguinte
a hu
manidade,
tende
sempre
para
a
perfeição
e
ordem
absolutas,
para
o
bem
em si;
mas
como
essa perfeição
e
essa
ordem
não
sejam
realisaveis n’este
mundo de
provas, como
esse
bem-estar
não
seja
at-
tingivel
n
’
este
verdadeiro
valle
de
lagri
mas
;
—
e
por
outra
parte,
como o
homem,
bem
que
dotado
d
’
um
poder muito
cir-
cumscripto,
seja
infinito
nos
desejos,
gra
vite
incessanteinente
para
Deus, d’ahi
vem
que
qualquer
estado
porque
a
humanidade
passe
é, nem póde
deixar
de
ser,
um
estado
que
a
não
satisfaz,
um
estado
im
perfeito,
de cuja
imperfeição ella fará
por
evaJir-se,
mudando
para
outro
mais
per
feito.
Ora,
a
esle
movimento
continuo,
a
este exforço
permanente
que
os
homens
fasem
para
altingir
a
perfeição,
que
sem
pre
escapa,
éo
que,
na
accepção
genuína,
simples
e
mais
innocente
da
palavra, se
chama progresso.
Já
sé
vê,
portanto,
que
é
com
rasão
que
t>e
diz
que
o
progresso
é
a
lei su
prema
da
humanidade.
Duvidal-o
fôra
desconhecer
a
naluresa
humana,
fôra
duvidar
se
o
homem é
per-
feclivel,
o
que vai
o
mesmo
que
diser
se
o
homem
é
homem.
Mas, porisso
mesmo que a
humanida
de
progride necessariamente,
ella
póde
nem
sempre progredir
bem,
quer
diser —
o
progresso,
que
é
sempre
progresso,
olha
do
em
si,
póde
ser
muitas
veses com
re
lação
aos
seus
effeilos
uma
verdadeira
retrogradação.
E
de
leito,
assim
como
o
homem
sem
um
principio
absoluto,
que
seja
o
movei
legitimo
das
suas
acções
e
sirva
de
regia
universal
da
qualificação
das
mesmas,
é
o
ludibrio
de
instinclos e
paixões,
muitas
veses
conlradictorias,
e
que
o
extraviam
e
que
o
arrojam
cegamente
ao
abismo
do
sepulcro
sem
conhecirneol»
do
seu
desti
no;
assim
as
sociedades
sem
um
princi
pio
absoluto
e
universal
que
lhes
regule
os
movimentos
do progresso
e
mesmo
de
termine
as
suas
revoluções
;
sem uma
ideia
sublime
e
eterna,
cuja
completa
realisação
seja
o
seu
problema capital,
o
alvo
a
que
visem
todas
as
suas
miras,
sem
isso
—
disemos
nós—as
sociedades
mover-se-hão
ao
capricho de
certas
ideias
arbitrarias,
variáveis
e
peculiares
ás
diversas
épocas,
sem
poder
ler
um
progresso
verdadeira
mente
determinado,
verdadeiramente
pro
gresso,
e
alé muitas
veses
recuarão
sé
culos.
A
historia
ahi
está
para
confirmar
o
que
levamos
dicto.
Ora esse
principio
universal
e absoluto
■ào
póde
ser
senão
a
religião,
e
por
con
seguinte
só o
Chrislianismo
póde
aciuar
beneficamente—
e
só
benelcamente,—no
progresso
verdadeiramenle
dicto, em
todas
as
suas
manifestações
e
desenvolvimentos.
Proseguiremos.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Não ha
nenhumas noticias
da
guerra
carlista.
Os
últimos
telegrammas
da
Agencia
Ha
vas
são os
que
seguem
:
Madrid
24.—
A
«Gaceta»
não traz
nada
importante.
Os
insurgentes
cubanos
foram
derrotados
n
’um
recontro
còm
as
tropas,
perdendo
muitos
feridos
e
60
mortos.
Berlim 24. —
O
príncipe
de
Bismark
conti^úa
de
cama em
consequência
de
uma
bronchile
aguda.
As
aulhoridades
de
Posen
brdenaram
a
expulsão
das
religiosas
ursulinas
no
praso
de
dous
mezes.
Des-
mente-se
que
o
governo
tenha
intenção
de
propôr a
convocação
de
um
congresso
europeu.
Paris
24.
—
Bismark
fez advertir
ofli-
ciosameute
o
«Journal
des
Débats»
para
moderar
a
sua
linguagem
com
respeito
á
Allemanha,
e
se
não
que procederá diplo
maticamente.
Gorre
o
boato
de
ter
ha
vido
na
Rússia
um
duello
entre
o
mar
quez
de
Caux, marido
de
Adelina
Palti,
e um
official
do exercito russo.
Pariz
25.
—
Gambeia
no
discurso
que
pronunciou
na
reunião
dos
eleitores
de
Belleville,
fez
a
apologia da
instituição
do
senado,
declarando
que
será
favoravel
á
democracia,
e
aflirmou
os
sentimentos
pacíficos
da
democracia franceza.
Roma
25.
—
Passaram
aqui
esta
manhã,
de
caminho
para
Nápoles,
os
príncipes
impeiiaes
da
Allemanha.
Londres
25.
—
O arcebispo
de
West-
minster,
Manning,
adheriu
á
recente
ex
posição
dos bispos
allemàes.
A
exposição
será
lida
em
todas
as
egrejas
catholicas
de
Inglaterra.
Madrid
25.
—
Diz
a
«Correspondência»
que
a
junta
hispanhola dos
possuidores
de
«coupons»
vencidos
enviou ao
ministro
da
fazenda,
>alaverria, um
protesto
contra
os projectos
da
junta
ingleza.
A
junta
hispanhola
pede
ao
ministro
que
retenha
o
dinheiro
e
os
novos
litulos,
afim
de
serem
entregues
direclamente
aos
interes
sados.
A
«Gaceta»
annuncia
novas
perda
*
graves para
os
carlistas
no
norte,
no
Ara
gão
e
na
Catalunha. (Percebemos).
Nápoles
25.
—
Chegou
a
esla
cidade
o
príncipe
imperial da
Allemanha.
Teve com
o
rei
Victor
Manuel
uma
entrevista
que
durou 1 hora.
O
principe
alojou-se
no
palacio real.
Constantinopla
2o.
—
Foi
■
publicado
um
finnan
do
sultão
destituindo
o
Gran
Vi-
zir.
Paris 26.
—
Passa
como
certo
que o
juiso
arbitrai
de Mac-Mahon
na
contesta
ção
havida entre Portugal e
a
Inglaterra
sobre
a
posse
da
bahia
de
Lourenço Mar
ques é
favoravel
a
Portugal.
Roma
26.—
Julga-se que
Sella
será no
meado
ministro
das
finanças.
Madrid
26.
—
O
representante
da
His
panha
em
Washington
obteve
o
sequestro
de um
navio
fibusteiro
aprestado
para
os
cubanoa.
Cabrer».
[Conlinuaçio]
Pacificamente
pelejou o
partido
carlista
depois
de
separar-se
da
vida
acliva
o
ge
neral
Cabrera,
concorrendo
ás
côrtes
em
1861
e
ás
urnas
em
março
de
1872;
po
rém
se
nas
23
eleições
parciaes a
que
assistiu
em
principio
de
1870
as
violên
cias
e
os
crimes
lhe
tiraram
alguns
triun
fos, expulsando-o
a
tiros
dos
collegios
eleitoraes
de
Segovia,
Calaiayud,
Liria,
Jativa,
onde
era
candidato
o
mesmo
Ca
brera,
não
devem olvidar-se
os
excessos
de
Teruel,
Vich
e
outras
povoações
em
1871,
e
os
inauditos
escândalos
da
elei
ção
de
1872
que serviram quando
menos
de
pretexto á
resolução
de
não
se
apre
sentar
nas côrtes,
onde
uma
maioria,
fi
lha
das violências, lhe
negou
a
justiça,
e
appellou
para
as
armas,
pois
que
lhe
tinham
cerrado
as
portas
da
legalidade.
De
tudo isto,
que
em
parle
consta
dos
«Diários das
sessões
das
cortes»,
de-
prehende-se
que
o
general
Cabrera,
assim
como
seus
successores
nos conselhos
de
D.
Carlos,
teve o
proposito
muito
rasoa-
vel
de
aapellar
primeiro,
para
procurar o
triunfo
de
suas
ideias,
para
os
meios
le-
gaes;
mas
que elle,
como
os outros,
nào
se
descuidava
de
preparar-se para
um
mo
vimento
armado,
coinprehendendo que
á
revolução,
que
é
a
violência e
a
lyrannia,
só
se
vence
no
terreno
da
força,
pois
nunca
segue
lealmente
o
da
lei,
nem
ainda
tendo-a
ella
mesmo
estabelecida
a
seu
gosto.
Das
confissões de Cabrera
de
certos
factos
que
referi
e
da reserva
que
sobre
seus
contractos
guardava
quando
esteve
encarregado
dos
negocios
de
D. Carlos
se
deprehende
lambem
que quiz sempre faser
uma
conspiração
com
elementos
que
lhe
lossem
proprios,
prescindindo
da
maioria
do
mesmo
partido
carlista
e
procurando
manejal-a exclusivamente, o que
parece
indicar o
proposito
de proporcionar o
triunfo,
mas
ficando
elle
senhor
da
situa
ção
para manejal-a
a
seu
bel-praser, tal
vez
com
as
melhores
intenções,
proposi-
tos
que
não eram, segundo
parece, do
gosto
do
que
então considerava
seu
rei.
Seja
como for,
é
certo
que os
homens
imparciaes
sem
distincção
de
opiniões
e
não
poucos
de
seus
fanaticos
amigos
da
vespera,
aos
quaes tenho ouvido,
concor
dam
na
condemnação
de
seu
recente
pro
ceder
e
sobre
tudo dos
meios
de que
intentou
e
ainda
intenta valer-se
para
que
os
que
foram
seus
amigos
deponham as
armas,
e
censuram
principalmeote
o
ha
ver
tractado
com o governo
em
nome do
partido
carlista
que
em
nenhuma
parte
n
’esles
últimos
tempos
lhe
confiou
seus
poderes,
facto
que
qualificam
de
presum-
pçào
e
soberbia,
que
é
precisamente
o
escolho
dos
homens collocados
em grande
altura.
(Contimia)
COLLARORAÇÃO
Sobre os acontecimentos de His-
panho.
V
(Continuação
do
n.° 336)
.
Sóe
objectar-se
por
parte
dos
revolu
cionários
contra
a
causa da legitimidade
hispanhola
o
serem
os
goveruos
da
Eu
ropa
liberaes
e portanto
revolucionários,
e
nào
lhes
convir
a
restauração
da
mo
narchia
tradiccional
e
legilimista
em
His
panha.
Esta
difiiculdade
não
tem peso
algum,
nem faz
afrouxar
o
ardor
e
enlhusiasmo
crescente
das hostes
de
D.
Carlos. Com
efleito,
se
os
goverm.s.
que
se
acham
col
locados
á
frente
das nações da
Europa,
são
revolucionários,
nem
porisso
n
’
essas
nações
deixa
de
existir
um grande
ele
mento
que
representa,
suspira
e
pugna
pela
causa
da
verdadeira
legitimidade.
Os
carlistas
de
Hispanha
não
se
en
contram
isolados
na
santa
causa
que
de
fendem
com
as
armas
na
mão
:
são
acom
panhados,
e
coadjuvados
por
lodos
os
ele
mentos,
que não
são
revolucionários.
Ao
lado de
D.
Carlos
na
Hispanha
está Henrique
V
na
França,
aonde
repre-
la
o
verdadeiro
principio
monarchico, he
rança
inalienável
da
França,
e
ultima
es
perança
de
sua
grandeza
e
liberdades
cí
vicas;
Henrique
V, sim,
o
verdadei
ro
soberano da França,
o
illustre
ne
to
do
grande
Rei S.
Luiz,
o
verdadeiro
Rei
christianissimo
da
nação
franceza.
Portanto
uma
grande
maioria
dos
fran-
cezes é
legilimista,
reconhece
Henrique
V
por seu
legitimo Bei,
e
os
interesses
d’esle
ultimo
estão
inlimamente
ligados
com
os
de
Carlos
VH;
e
basta que
D.
Carlos
se
assente
no
throno
de
S
Fer
nando,
como
de
direito lhe
compete,
pa
ra
no
mundo
político da
Europa
haver
uma
completa
transformação.
Então
cai
rão
por
si
a
coroas
que
a revolução
ha
collocado
nas
cabeças
dos
monarchas eu
ropeus,
e
as
algemas
com
que
a
mesma
revolução
ha
manietado o pae commum
dos fieis,
o
Vigário
de
Jesus
Chrisio
na
lena.
E
que D.
Carlos
se ha
de
assentar
no
throno
de
Hispanha,
são
seguro
penhor
os
grandes
elementos mooarchicos,
que
em
toda
a
parte
o
favorecem, as
victorias,
que
leem
alcançado
sobre
os
seus
inimi
gos,
a
desunião
e
rivalidades d
’
estes,
n’
u-
ma
palavra
tudo se
conspira
pelo
princi
pio
da
legitimidade,
e
é
ella
que
ha
de
salvar
a
Europa do
medonho
cahos
a
que
a
havia arrojado
a
revolução.
Nem
me
fallem
d
’
esse
protestante,
que
hoje
pretende
dispor
a
seu bom
gra
do das
coroas
da
Europa,
e
que
ainda
ha
pouco
fez
sentar
no
throno
de
S.
Fer
nando o
pequeno
Aflonso
X1L
A
revolução
firma
n
’elle
as
suas es
peranças,
bem
como
nós
as
firmamos
em
Deus,
do
qual veem
mediatamenle
para
os
nossos
reis
lodo
o
poder,
mas
não
do povo
como
querem
os
fautores
da
soberania
popular,
que
é
também
uma
lheoria
inventada
pelo
mau
genio
da
re
volução,
bem
como
a
da
não
interven
ção
etc.
Bismark
está
no
ultimo
quartel da
vi
da,
mas
nem
porisso
deixa
de
perseguir
a
religião
e
os
seus
ministros;
mas
Bis
mark ha
de
morrer
talvez
mais
breve
do
qoe
elle
pensa, e
a religião e
os seus
ministros
hão
de
triunfar
aqui n
’este
mon
do,
e
na
patria
celeste,
em
que
BLmark
lá
receberá
lodo
o
seu
prémio
do
anjo
das
trevas
a
quem
serviu
n
*
este
mundo.
Mas
Bismark
não
tem
tanta
força
co
mo
lhe
querem
dar
os
revolucionários.
Força moral
não tem
nenhuma
:
fisica
tem-n
a
apoiada nas
innumeras
baionetas
d
’
um
grande
exercito
e
nos
famosos
ca
nhões
Krupp.
Bismark
tem o
prestigio
perdido
pa
ra
com
todos os
homens
de
caracter
hon
rado
:
só
os
revolucionários
o
engrande
cem
para mais
depressa
o
dementarem;
Quos
Deus
vult
perdere,
prius
dementat.
\
Bismark se
attribue
a
formação d
’esse
grande
collosso,
que
se
pode
comparar
á
estatua
de Nabucho,
que
tinha
a
cabeça
de
ouro
e
os
pés
de
barro
— queremos
fallar
do
império
allemão. Elle
ha
de cair,
porque
foi
fundado sobre elementos
hete-
rogeneos,
e
a
pedra
que o
ha
de
derribar,
quebrando-lhe
os
pés
de
barro,
ha
de des-
prendel-a
da
montanha
de Sião
o
vene
rando
Pio
IX—
o
Papado,
contra
o
qual
investem
com
toda a fúria Bismark,
e
Victor
Manoel
.
Victor
Manoel
,
sim
,
quer
abater
o
pontificado,
dominando
pela
força
das
armas
e
da
prepotência
in
justa
e
ioiqoa a
Cidade
Eterna,
e
os
Es
tados
Pontifícios,—
património
unico
e
ex
clusivo
de
S.
Pedro e seus
successores.
Não
o
ha
de
fazer,
porque
as
portas
do
Inferno
não
prevalecerão
contra
as
do
Ceo—
está
escripto
infallivelmenle.
VI
Havemo-nos
aflastado do
ponto
de
par
tida,
mas
assim
era
mister
para
provar
mos aos
nossos
adversários
que
ao
lado
d
’uma
Europa
revolucionaria
e
descrente
está
uma
Europa
legilimista,
que
clama
pelos seus
legitimo»
tnonarchas,
uma
Eu
ropa
cheia
de
crenças e
amor
pela
Re
ligião
Catholica, e
que
vê com
desagra
do e
profundo
sentimento
o
encarceramen
to
do Papa.
Já
n
’
este
rápido
esboço
não
quisemos
locar
em
Portugal
para
não oflendermos
melindres
e
susceptibilidades
,
que
todos
nós
conhecemos;
mas
pede a
verdade
que
se
diga que
também
n
este
infeliz
reino
ha
grandes
elementos,
que bem
aproveitados
podem
um
dia
trazer-nos
a
desejada
res
tauração
do
throno
legitimo
e
a
felicida
de
da
nossa
patria,
que
poderá vir
a
to
mar o
antigo
esplendor
de
João
2.°
e
Ma
nuel
o
Ditoso.
Agora
todas
as
altenções
dos
verdadeiros
legitimislas
estão
voltad-as
vara a Hispanha,
porque
ião
depressa
lá
triunfe
D.
Carlos,
como
veremos
Henri
que
V
no
throno
da
França,
o
rei
da
Si
cília
de
Nápoles,
o
’
ucna palavra,
todos
os
príncipes
destronados
na
Italia
no
goso
pacifico
dos
seus
tetritorios,
de
que
fo
ram
esbulhados,
não
esquecendo
lambem
o
grande
Pio
IX,
que
bem
depressa
re
cuperará
os
seus
Estados
Pontifícios,
que
sacrilegamente
lhe
foram
usurpados.
E
se
para
este
fim
fôr
preciso
o
concurso
de
todos os fieis,
lodos
nós
aos
devemos
ar
mar,
como
no
tempo
das
Crusadas,
pa
ra
irmos
libertar o
Vigário
de
Christo
na
terra,
e
os
logares
santos
de
Roma
(sacralimina
Apostolorum)
presa
hoje
d
’
u-
roa
nova
especie
de
infiéis
do
Occideme,
verdadeiros barbaros d
’
uma
civilisação
cor
rompida,
destruidores
de
lodos
os monu
mentos religiosos
da
Cidade Eterna,
pois
sabem manejar perfeitamente o
camarlello
demolidor
da
revolução,
juntamente
com
o
facho
incendiario
do petroleo.
Tomemos
a
«Cruz»
dos
antigos
crusados
sobre
o
nosso
peito,
façamos reaviver
a
fé
no»
nossos
corações,
e
caminhemos
armados
seoão
com
as
armas
de
ferro
e
aço,
ao
menos
com
as
armas
da
oração,
e
peça
mos
ao
Todo-Poderoso
confunda os
seus
inimigos
e
os
de
seu
Vigário
na
terra.
Hoje
não
carecemos
de
ir ao
Oriente
procurar
os
inimigos
da
nossa santa
Re
ligião:
lemoi-os
no
coração
da
Europa,
á
porta,
talvez até entre
nós.
Combala-
mol-os.
[ConcZttir-x«-Afl]
CORRES
E’OV0EVCIA
Snr.
redactor.
Deu
se
nào
ha
muito
tempo
um
hor
roroso
crime
desatinado
nas
fileiras
do
exercito,
perpetrado
pelo
soldado
Anlonio
Coelho,
na
pessoa
d’um
joven
e
digno
of-
íicial
o
snr.
alferes
Brito.
Este
lamenlavel acontecimento
produ
ziu
uma
celeuma
na
imprensa liberal,
di
vergindo
esla
sobre a
pena
que
deveria
ser
applicada
ao
criminoso. A
imprensa
ministerial
pronunciou-se
logo
pela
pena
ultima,
e
a
da
opposição
pela
commuta-
ção d
’
esta, na
immediata.
Não
offerece
a
menor
duvida
que
a
estes
pronunciamen
tos
presidiu
um fim
político.
O
ministerio
que
via
pelo seu fino
prisma
a
tendencia
do
exercito,
a
quem
deseja
sempre
agradar
para
lhe
servir de
escudo
ás
suas
arbitrariedades,
prepotên
cias
e
permaneutes
esbanjamentos,
pronun-
ciou-se
pela
pena
capital,
e
a
opposição
não
menos
astuciosa
julgou
por este appa-
ratoso
meio
humanitário
derribar
o
go
verno,
e
subir
ao
poder
que
é
seu
sonho
dourado.
Ora
quem
conhece
esla
boa
gen
te
liberal
dirá
sem
receio
de
ser
contes
tado
que
laes
são
uns
como outros.
Os
seus princípios
de
justiça
e
humanidade
estão
devidamente
comprovados
: lá
está
o
iniquo
decreto
de
19
de
dezembro
de
1834
ainda
em vigor que
exaulorou o Monar
ca
mais
querido
e
idolatrado
do
povo
do
portuguez,
roubando-lhe
todos
os
seus
bens,
e condemnando-o
a
ser fuzilado
se
viesse
a
Portual
;
e
para
barbarisarem
mais o
ne
gro
decreto,
ficaram
sujeitos
á
mesma pe
na
os Reaes
descendentes,
que
ainda não
viam
a
luz
do
dia
!
Não
parou
aqui
a
humanidade
liberal.
Numerosos
bandos
de
cannibaes
sequiosos
do
sangue
humano,
promplamente
se
or-
ganisaram em
todo o
reino,
e
adornados
com
os
emblemas
revolucionários
assassi
naram
em
lodo
o
paiz vil
e
cobardemente
para
mais
de
dezesseis
mil
benemeritos
por
tuguezes pertencentes a
todas
as
classes
da
sociedade,
que
tão assigoalados
servi
ços
tinham
prestado
á mãe
patria,
uns
nas
armas,
e
outros
nas
letras,
sendo
a
maior
parte
destes
victimas,
um
lusido
nu
mero
de
briosos
e
valentes
militares
cicatri-
sados
de ferimentos
soflridos
oa
guerra
pe
ninsular,
e
na
America, e
os
que
por fim
escaparam
ao
punhal
libertador, foram
vo
tados
ao
mais
cruel
ostracismo,
e
quasi
todos
teem
baixado ao
tumulo luclando
com
a
nudez,
fome
e
miséria
!
Com
esle
verdadeiro
sudário
de
feroci
dades
liberaes
lenho
esclarecidamenle
com
provado
a,
sua
mentida justiça, e humani
dade.
Não é
menos
negativo
o
seu
apregoado
patriotismo comparado
ao
meu
ver a
uma
scena
cómica.
Os
seus
pronunciamentos
contra
o
iberismo,
poderam
enganar
e il-
ludir
a geração
nova ;
mas
estão
os
acon
tecimentos
políticos occorridos
no
anuo
de
1826,
que
lhe»
dá um
formai
desmeutido
;
pois
que
sendo
fallecido
naquelle anno
o
senhor
D.
João VI,
o
partido
liberal
por
uma
surpresa,
despresando
o
nosso
direi
to
pátrio,
e
a
vontade
nacional,
acclamou
rei
de Portugal
o
imperaote
d
’
uma
nação
estrangeira,
facto esle
pelo
qual
Portugal
ficava
sujeito
ao império
do
Brazil
:
assim
esteve sujeito
por 60 annos
a
Caslella
no
tempo
dos
Filippes;
era
o
iberismo
com
diílerente
nome.
Não
me
maravilho,
rio-me dos
trabalhos
em
sentido
patriótico
d’
essa
commissão
central
de
Lisboa denominada
1.
*
de
De
zembro,
quando
esta
tem
por seu presiden
te
o
sur.
marquez
de Sá,
um
acérrimo
par
tidário
da
soberania
do
l.°
imperador
do
Brazil
em
Portugal!
!?
Allrilempi,
et
altri
pensieri.
N
’
aquelle
lempo
era
s.
exc.
a
co
nhecido
pelo
seu
nome,
o
snr.
Bernardo
de
Sá
Nogueira,
hoje
é
o
snr.
marquez
de Sá
!
Os honrados
e
dignos
portuguezes
que
sempre
respeitaram
e
seguiram
as
gloiio
*
sas
tradições
dos
nossos
maiores,
nunca
temeram o
dominio
estrangeiro,
nem
em
pregaram
mais
de
simples
apparato
para
fazer reviver
o
patriotismo
no
paiz,
por
que
n
’
aquelle
lempo abençoado,
o
amor
pátrio
eslava
arreigado
no coração
de
lo
dos
os
portuguezes,
que
tinham
por
divi
sa
Deus,
Patria
e
Lei.
Pelo
que
deixo exarado,
é
mais
que
evidente
qoe
o
patriotismo
liberal
não
pas
sa
de
urna
pura
e
verdadeira
especulação
:
tudo
converge
para
o
eslomago.
Algarve
14
de
abril
1875.
A.
GAZETILHA
ílez
de Maria.—
Fa$em-se
ámanhã
os
exercícios
de
preparação
para
o
Mez
de
Maria
nos
templos seguintes:
Senhora
A Branca,
Remedios,
S.
Victor,
Asylo de
D.
Pedro
V,
collegio
de
S.
Caetano,
S.
Miguel-o-Anjo
e
Convertidas.
N
’
esle
ulti
mo
templo
começa esla
piedoso
devoção
ás
6
horas
da
tarde,
havendo antes pra
tica.
A
’
ex.ra* camara.—
Temos
ouvido
a
vários
indivíduos
queixarem-se
da
pouca
exacção
que
se
nota no
peso
da
carne
vendida em
alguns
talhos.
Este
desaforo
deve
acabar
d
’
uma
vez
para
sempre.
Visto
que
para
nada
serve
o
andarem
os
vigias
municipaes
com
as
balanças
na
mão
a
faser
uma
ligeira
ceremonia
á porta dos
marchantes,
lembramos
á
ex.
ma camara
que
nos
parece
mui
acertado
o
restabe-
iecer-se
o
antigo
costume
do
repeso,
com
o que
se
obstará
a
enganos,
nimiamente
calvos.
Rebate
falso.—
Na
segunda-feira
á
noite
deram algumas
torres signal
d
’
incen-
dio
Averiguado
o
caso,
conheceu-se
que
tinha dado
origem
a
isto
uma
fogueira
que
haviam
accendido
no
campo
dos
Re
medios,
por ser
vespera
da
festividade
de
S.
Marcos.
Antes
assim.
Companhia
dramatiea.—
Chegou
aote-hontem
a esta
cidade
a
companhia
dramatiea
do
theatro
da
Trindade,
do
Por
to.
Debuta
hoje
com a
opera
cómica
em
3
actos
O Diabrete.
E
*
de
esperar que
haja grande
enchen
te,
não
só
pelo mérito dos
actores,
.
al
guns
dos
quaes
já
são
conhecidos e
jus-
tamente
apreciados pelo
publico
bracaren
se,
como
lambem
pela
escolha
de
espe-
ctaculos,
que
nos
dizem
ser
excellente.
Empréstimo.—
Consta
a
um nosso
collega
d’
esta
cidade que o
snr.
governa
dor civil
do
districto
tenciona
propor
á
junta
geral
um
empréstimo
de
cem
con
tos,
com applicação
a
obras
nas
estradas
districtaes.
Rua
formosa.
— Já
começaram os
trabalhos
para
a
illuminação
d
’esta
rua,
que
da
Praça
da
Alegria segue
até
á
estação
do
caminho
de
ferro.
Sermões. —
Recebemos
um
volume
contendo
dois
sermões,
de
que
é
audor
o
profundo
e
elegante
escriptor
e
orador
catholico,
padre Senna
Freitas.
No
primeiro
occupa-se
o
dislincto
ora
dor
da
profanação
do
domingo,
e
o
se
gundo
foi
pronunciado
perante
o
alaúde
do
Salvador,
em
Sexta-feira
Santa.
Todos
os
trabalhos
d
’
esie
notável
ec-
clesiastico,
gloria do clero
portuguez,
dis
pensam
encarecimentos.
A republies d»s letiva».
—
^Rece
bemos
e
muilo agradecemos
o
n.°
1.
d
es
ta excellente
publicação
litteraria.
E
seu
director, o
snr
João
Penha,
e
administra
dor
o
snr.
Alfredo
Campos,
cavalheiros
vanlajosamente
conhecidos
como
lilleratos
dislinctos.
Assigna-se,
n
’
esia
cidade,
na
livraria
do
snr.
Chardron,
e
na
Casa
Havaoeza,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho.
Caminho
de ferro do Minho. —
A
labella
dos
preços
das
passagens que
deverá
vigorar
ua
linha
ferrea
do
Porto
a
Braga, é
a
seguinte:
Do
Porto
a
Rio
Tinto,
1.
classe
1-0
reis,
2.
*
90,
3?
70;
a
Ermezinde,
1.a
classe
180,
2.
’ 140,
3.
3 100;
a
S.
Ro
mão,
1.
*
classe
310,
2.
a
240.
3.
Trofa,
l.
a
classe
440,
2.
a
340,
3.
2->0,
a
Famalicão,
l.
a
classe
610,
2.'
480,
3.
#
340-
a
Nine,
l.
a
classe
740.2
580,3.
410;
a
Tadim,
1.
a
classe
910,
2.
a
710,
3.
a
510;
a
B
aga,
I
a
classe
15030,
2.
800
3.
a 570.
be
Braga
a
Tadim,
Velasse
120,
2.a
90,
3.
’
60;
a
Nine
1.
a classe 290,
2.
220
3
a
160;
a
Famalicão,
l.a
classe
420
*
2.a
320,
3.
a 230;
á
Trofa
l.
a
classe
590
’
2.a 460, 3/
320;
a
S
Romao
1.
classe
720,
2/ 560,
3.
a
400;
a
Ermezin-
de
Ia
classe
850,
2.
a
660,
3.
470;
a
Rio Tinto, l.
a
classe 910,
2.a
710,
3.
500;
ao
Porto, 1.
a
classe
15030,
2/
800,
3.3 570.
O
preço,
portanto, entre
as
diversas
estações
do
Porto
a
Braga
e
vice-versa,
virá a
ser o
seguinte
:
Do
Porto
a
Rio
Tinto,
1.
classe
1-0
reis,
2.a
90,
3.
’
70;
de Rio
Tinto
a
Er-
mezinde,
l.
a classe 60,
2.a
50,
3.
“
30;
de
Ermezinde
a
S.
Romão, l.a
classe
130,
2
a
100 3.
a
70;
<ie S.
Romão
á
Trofa,
1/
classe
130,
2
a
100,
3.
a
80; da
Trofa
a
Famalicão,
l.
a
classe
170,
2.
a
140
3.
90;
de
Famalicão
a
Nine,
l.
a
cla»»e
130.,
2
a
100
3.
3
70;
de
Nine
a
Tadim,
1.
ciasse
170.
2.
’
130,!
3
“
100;
de
Tadim
a
Braga,
1.
*
classe
120, 2.
‘
90.
3.
bO.
a Preparativo».—
Eslão-se
já
fazendo
os prepaialivos nos
paços
do
concelho,
para
receber
o
chefe
d
estado,
que nos
dizem
virá a
esla
cidade
por
occasião
da
inauguração
solemne
do
caminho
de
ferro.
EHtcstistirA.—
A
«Gaceta
universal da
Alleroanha
do
Norte»
publica uma estatís
tica dos
altos
feitos
do
seu
governo
na
província
de
Posen contra
a
Religião
Ca-
tholica.
Como
esla lista é
um novo
titu
lo
de
gloria para a
Egreja
e
um
ferrete
para
seus
adversários,
damo-nos
pressa
em
reproduzil-a,
diz
a
«Palavra».
Só
na
archidiocese
de
Gnesen-l
osen,
teem
sido presos
ou
expulsos
79
padres,
desde
a
piomulgação
das leis
<1/
1873
até
ao fim
de
março
de
187a.
cm-
ue
estes
contam-se
4
ecclesiasticos
su
periores,
29
deões,
3
priores
e
33
vigá
rios.
Os
4
dignitários
são:
o
arcebispo
Ledochowski,
actualmenle
na
prisões
de
Ostrowo;
o
bispo
suffraganeo
Mnr.
Jams-
zeuski, o qual,
de
haver
passado
alguns
mezes
na
prisão
de
kosmo,
loi
expulso
dav
províncias
da
Posnama,
na
prossia
Occidental,
da
Silesia
e
do
dislri-
cto
de
Francfort
sobie
o
Oder
;
o
cone-
go
Korylkowski,
de
Gnesen,
primeiro
en
carcerado
e
depois
exilado;
o
conego Woy-
iciechowski,
encarcerado.
(E
’
necessário
acrescentar
o
conego líoimian, que,
ha
pouco lempo,
foi
igualmente
recolhido
ao
cárcere).
Por
haverem
recusado
o
seu
tes-
limunfio
sobre
o
assumpto
do
Legado
aposlolico
secreto,
foram
presos
29
deões,
dos quaes
só
foram
restituídos
á
liberda
de
por
motivo
de
doença.
Tres
priore»
—falia
ainda
a
«Gazela
da
Allemanha do
Norte
—soffrem
a
pena
de
prisão
por
cri-
me
de lesa-mageslade e
outros
delidos
(!!);
33
vigários
foram
presos ou expulsos.
Além
d
’
isso foram
expulsos
:
os
PP.
jesuítas
do
eonvento
de
Schrimm
;
as
do
nas
do
Sagrado
Coração
de
Posen
;
as
franciscanas
de
Gnesen,
e
doze carmeli
tas,
todes
estrangeiras,
de Posen.
Estas
numerosas
victimas
não
conse
guiram
applacar
a
a
furia
dos
persegui-
dares,
que
continuam
cada
vez
com
mais
ardor a montaria aos padres e
ás reli
giosas,
dando novos confessores
e
novos
mártires
á
Egreja.
E
’
este
o mais
bri
lhante
triunfo
moral
que
lhe
podem
pro
porcionar
seus
adversários,
e é
também
o
penhor
certo
da
victoria
material,
que
nào
se
fará
esperar
muito
lempo.
Monte-pio
«le
S. José,
— Reuniu-
se no
domingo
a
assembleia
geral do
Mon
te-pio
de
S.
José,
para
se
proceder
á
elei
ção
da
nova
direcção
e
da
mesa da assem
bleia
geral
do
mesmo.
.
Sai
rato
eleitos
os
seguintes
snrs.:
Direcção
Anlonio
de
Faria Braga.
Manuel
José de
Sousa.
José
Anlonio
de
Carvalho.
Manuel
José
Silverio.
Antonio
Francisco
d
’
Oliveira.
Substitutos
Anlonio
Joaquim
Ferreira da
Costa.
Manoel
Joaquim
da Costa.
José
Feroandes
Braga.
José
Antonio
Alves.
Fraacisco
José de
Paiva.
Thesoureiro
José
Vicente
da
Costa Basto.
Mesa da
Assembleia
Geral
Presidente.
—
Sebastião
Maria
Antunes
da
Silva
Monteiro.
Vice-presidente.
—
Jacinto
Sucena
Ri
beiro.
1.
°
secretario.
—
José
Antonio
Peixoto
Braga.
2.
®
secretario.
—
Caetano
Barbosa
da
Costa.
Conselho
fiscal
Antonio Martins
Cerqueira.
José da
Silva Pereira
de
Vasconceiios.
Luiz
Pinto
Martins.
Exéquias.
—
Tiveram anle-hontem
lo
gar no
templo
do
collegio,
e
na
forma
co
mo
noticiamos,
as
exequias, para suflragar
a
alma
do
finado
padre
Marlinho A.
Perei
ra da
Silva
Foi
um
acto
de
gratidão
e
reconhe
cimento,
prestados
á
memória
do
illustre
finado
por
alguns aggregados á Devoção
ao
Coração
Agonisante
de
Jesus,
pelo
facto
de
ter
sido
elle
presidente
da
commissão
que
promoveu
o
estabelecimento
da
mes
ma
Devoção
n’
esla
cidade.
Sirva
ido
de
estimulo para os
zelosos
obreiros
da
vinha
do
Senhor.
Pftríiàla.—
Ante-hontem pelas
11
ho
ras
manhã
seguiu
para
o
Porto
o
snr.
ministro
das
obras
publicas
Cardoso
Ave
lino.
Foi
acompanhado
até
á
estação
do
caminho
de
ferro
pelas
auctoridades
e
vá
rios
particulares.
Falleeimento.
—
Fallecen
em
Lisboa
o
benemerito
cavalheiro
Fradesso da
Sil
veira,
director
do
observatorio
Metereolo-
gico do infante D.
Luiz.
Manual
doregistante de hypothe-
ea direito e encargos prediaes.—Re
cebemos
um exemplar
d'esla
obra,
cuja
im
portância
está
indicada no
titulo.
E
’
seu
audor
o
snr.
Joaquim
Carneiro
Leão
Quei
roz,
bacoarel formado
em
direito
pela
uni
versidade
de
Coimbra,
administrador
do
conselho
de
Paços
de
Ferreira
e
advogado
no
mesmo
concelho.
O
annnncio d’
esla
publicação
vae
no
logar
proprio.
Conioreio.
—
No
sabbado
24
do
cor
rente,
casou-se
no
Bom
Jesus
do
Monte
o
exc.
ni
®
commendador
Francisco
Fernao-
des
Duarte
da
villa
Barcellos,
com
a
exc.
ma
snr.
*
D.
Maria
das
Dores
Ferreira
da
Silva, filha
do
ill.
mo snr.
Manoel
José
Ferreira
da
Silva,
de
S.
Jeronimo
e
ir
mã
do
meu
particular
amigo o
ill.
m
®
snr.
José
Maria
Ferreira
da
Silva.
Houve um
explendido jantar
no botei
Franqueira, ao
qual assistiram
grande
nu
mero
de
amigos,
entre
os
quaes o
exc.
mt
administrador
do
concelho
de
Barcellos,
e
abbade
de
S.
Jeronimo.
Todos
os
convidados
acompanharam
os
noivos
á villa
de
Barcelios.
•
•
•
Resposta
de
Judas Cabrera a
carta de
Judas, •
Iseariotes.
Meu
caro.
Não me
surprehendeu
a
lua
carta,
por
tne
trazeres á
lembrança
a traição,
que
acabo
de
praticar
em
favor
dos propnos
assassinos
de minha
mãe;
pois, quando
entrei
na
maçonaria,
fiquei
habilitado
para
tudo
quanto
é
vil,
e
infame,
ainda
mesmo
que
fosse
eu
o
destinado
a
dar a
morte,
a
quem
nove
meses me
trouxe
em
seu
ventre.
Nasci
de
paes
catholicos,
e
com
sen
timentos
d
’
honra tomei
as armas
a
favor
dos
reis
legítimos,
que por
meus
servi
ços
me fizeram
general
e
conde,
sendo
eu
apenas
um
estudante
ordinário.
Porém
terminadas
essas
luclas,
meu
coração or
gulhoso,
como
maçon,
e
protestante
pelo
meu
casamento,
electrisou-me
de
tal sorte
o
juiso,
que
me
persuadi,
devia ser ado
rado
por
D.
Carlos
VII,
o
qual sendo
verdadeiro
catholico,
e
dotado
d
’uma
sa
bedoria não
vulgar,
conheceu
meu
interior
logo
qoe
mostrei
desejos pela
liberdade
de
cultos;
mas
conservou
um
admiravel
silencio
só
para
não
desgostar
meus
par
tidários.
Quando
dei
o
meu
manifesto
de
ter
reconhecido D.
Affonso
rei
de
Hispanha,
pensei
ser
eu
um
grande
personagem,
que
atemorisava
os carlistas
fasendo-os
agru
par
em
volta
de
mim,
como
salvador
da
patria.
Porém
oão
aconteceu
assim,
por
que
lodos
odiaram
a
traição,
e
querem
atiçoar
o
traidor.
Eu,
amigo
Judas,
fui
tão
asno,
que
no
dito
manifesto
declarei,
que
o
partido
carlista
não
podia
levar
a
effeilo
sua
pre-
tenção,
de
sorte
que mostrei
ser
carlista
e liberal
ao
mesmo
tempo;
por
isso
mi
nha
vida
não
póde
ser
duradoura,
porque
grila-se no
campo
liberal
contra
o
tigre,
no
carlista
contra
o
Judas.
Conto com
a
lua
sorte,
amigo
Judas,
e espero
me
reserves
um
logar
junto
de
ti,
porque
o
inferno
deve
ter
quatro
co-
lumnas
fortes,
que
ficam
sendo
Caim, e
tu,
Maroto,
e
eu.
Todos nós
somos
peio-
res
que
o
diabo,
e
decerto
ainda
imos
ter
nossas
guerras
uns
com
os
outros.
Prepara
tu
a sacca
com
lições,
que
eu
a
minha levo-a
cheia
de
maldições.
Ainda
mais
merece o
Teu amigo
Judas
Cabrera.
SECÇÃO BE COMMUNICADOS
Villar
da Veiga
91 d’abrl
Se
houve
tempo
em
que
a
viação
pu
blica
havia
mister
de
ser
evangelisada
pe
rante
a
contumácia
dos
idolatras
do
pas
sado,
também
hoje,
em
consequência
da
falta
de
melhoramentos
públicos que
ain
da
observamos
n
’
este
canto
do
paiz,
é
pre
ciso
evangelisar
perante
os poderes
pú
blicos
a
necessidade
da
sua
acquisição.
Mas
infelizmente
lemos
um
governo,
que,
tal
vez
dominado
pela
influencia
eleitoral
dal
guns
de
seus
amigos, tern aclivado
sobre
maneira
a
prosperidade da
viação
publica
em
alguns
sítios
do
paiz, ao
passo
que
deixa
de promover
a construcção
d
’
alguns
melhoramentos
públicos,
cuja
necessidade
é
muito mais reconhecida.
Pois
quem
ti
ver
conhecimento d’
alguns melhoramentos
ha
pouco
tempo
decretados
para
engran
decimento
d
’
algumas povoações
do
centro
do paiz
não deixará
d
’
estranhar
o
errado
procedimento
d
’
um
governo
que
se
apres
sou
a
promover
a
inauguração
d
’
alguns
caminhos
de ferro entre
povoações que já
tinham
entre
si
excellentes
vias
de com-
municação;
ao
passo
que
lemos
ainda
mui
tas
outras,
e
aliás
importantissimas,
que,
por
falta
de
melhoramentos
públicos, es
tão
em
manifesta decadência.
N’este
caso
está
o
famoso
estabeleci
mento das
caídas
do
Gerez,
que
protegi
do
com
especial
cuidado
pelo
nosso
mag
nânimo
rei,
o
senhor
D.
João
V,
ainda
cm
principios
do
presente
século
era
um
dos
mais
florescentes no
seu
genero;
po
rém
a
destruição d
’algumas
pontes
e
a
falta
de
bons
caminhos
públicos
enfra
queceram
notavelmente
a
concorrência dos
banhistas
que
se
vinham
aqui
utilisar
de
suas aguas
medicinaes.
O illustre
representante
d’
este
circulo
o
ex.
m
*
snr.
Guilherme
Augusto
Pereira
de
Carvalho e
Abreu,
tem
sido
o
mais
solicito
proteclor
d’
esle
famoso
estabelecimento;
e
a instancias
de sua
ex.
a
já
se
eíTectou
o
estudo
preliminar
dos
trabalhos
de
cons
trucção
d
’
um
lanço
d
’
estrada
macadami-
sada,
e
d
’
uma
ponte
sobre
as
ruinas
dou
tra,
que,
segundo
a
tradição,
havia
sido
edificada durante
o
glorioso
reinado
do
senhor
D.
João
V,
entre
as freguezias
de
Riocaldo
e Ventosa.
O
nobre
deputado,
que
tão
sobejas
pro
vas
tem dado
de
sua
muita
illustraçào
e
probidade;
é
um
verdadeiro
proteclor
dos
povos
que
dignamente
tem
representado
repetidas
vezes
no
seio
da
representação
nacional,
portanto
esperamos
que
s.
ex.
a
redobrará
os
seus
luuvaveis
esforços
para
conseguir
que
o governo
mais
bem infor
mado
ácerca
do péssimo
estado da
via
ção
publica
entre
nós,
se
decida
a
promo
ver
alguns
melhoramentos públicos
mais
indispensáveis.
A
reconstrucção
da
citada
ponte de
Riocaldo
lambem
é
um dos melhoramen
tos
públicos
mais
essenciaes,
não
só
por
que
facilitaria
sobremaneira
o
trajecto
das
caídas
do
Gerez,
mas
ainda,
e muito
mais
por
diversos
motivos
que
em
seguida
pas
samos
a
expor.
As
margens
do
Cavado,
nas
immedia-
ções
da
serra
do Gerez,
são muito
popu
losas,
ferteis
e
liudissimas,
e
teem
mui
tas
freguezias consideráveis
pela
sua
po
pulação
e
abundancia
de
fructos
naturaes,
sendo
entre
estas
mais
notavais
as
de
Rio
caldo
e
do
Villar
da
Veiga;
a
primeira
pe
la
abundantíssima
colheita
d
excellente
vi
nho.
e
não
menos
pelo magnifico
sanc
tuario
de
S.
Bento
da
Porta-Aberta,
cujo
mosteiro,
começado
ha
pouco
tempo,
é de
maravilhosa
architeclura
;
a
segunda
pelos
banhos
públicos
das
thermas
do
Gerez,
e
pela
exlracção
dos
productos
vegelaes
da
mesma
serra
—e
arnbas pela sua
numero
sa
população
e
vida
laboriosa
de seus
ha
bitadores.
Acertadissima foi portanto a escolha
que
os antigos
fizeram
d
’
esle
sitio
para
edificação
da
primeira
ponte,
e
com
eífeilo
ainda
hoje
o
seria,
e
muito
mais;
não
só
pelas
cireumstancias,
que
deixamos
expen
didas,
mas
lambem
por muitas
outras,
cuja
narração
seria
assaz
extensa.
Não
deixaremos comludo
de
relatar
mais
al
gumas
que
são
dignas
de
particular
men
ção.
Desde a
denominada
ponte
do
Porto
até
á
villa
de
MonfAlegre,
que
ba
uma
distancia
de
50
kilometros, não
ha
uma
ponte
de
cantaria
nem
um
barco
de
pas
sagem
para
conservação
permanente
da
communicação d
’um para outro
lado!
pelo
que
as
camaras
municipaes
de Terras
de
Bouro
e
Vieira
mandaram
construir
uma
pequena
ponte
de
madeira
sobre
as
ruinas
da
primeira
ponte
;
porém,
com©
não
tem
comprimento
nem
altura
sufficientes,
per-
milte
que
a
passagem seja
interrompida
no
inverno;
e
n
’
este
>caso
é
objecto
das
mais
sensíveis
preocupações,
porque
se
tem
afogado gente
n’
esle
sitio
por
diver
sas
vezes
Além
d
’
isso
a
falta
d
’
uma
ponte
mais
segura
n
’
este sitio paralisa
sobremaneira
o
movimento
commercial
dos
mercados
de
Covas,
Penedo
e Vieira;
e
não
pre
judica
menos
a eífectuação regular
do ser
viço
aduaneiro;
porque
os empregados
da
5.
a
secção
do districlo
da
alfamíega
de
Valença,
estacionados
em S. João do Cam
po
e
no
Villar da Veiga,
não
teem
outra
ponte
nem
um
barco
de
passagem
que
satisfaça
plenamente
ás
necessidades d
’
es-
te
ramo
importante
de
serviço publico:
e
portanto
não pódem
reagir d
’
um
modo
assaz
conveniente á
inlroducção
dos
con-
trabandosnem
tão
powco
de
descarregar
um
golpe
decisivo
sobre
a exportação
dos
ge-
neros
sem
despacho,
salvo
se
se
estabe
lecer
mais um
ponto
fiscal
na
margem
esquerda
do
Cavado.
Finalmente
as
cireumstancias que
dei
xamos
expendidas
deveriam
ser
talvez
mais
de que
sufficientes
para
que
o
governo
despertasse
da sua
perniciosa
lelhargia
e
olhasse
com
attenção
pelos
interesses
d
’
es-
te
canto
do
paiz.
Antonio
Jouquim
d
’
Araújo
Martins.
SUBSCRIPÇÃO
A
subscripção
para
0
jasigo
que se
ten
ciona
erigir
no cemiterio
ao
fallecido
pa
dre
Martinho
A.
Pereira
da
Silva,
e
pa
ra
uma
memória
que
se
pretende
levan
tar-lhe
no
Sameiro,
junto
do monumento
da
Immaculada
Conceição
a
elle
devido,
acha-se
aberta na
livraria
Catholica,
rua
do
Souto, em
casa do
snr. Domingos
Jo
sé
Vieira
Machado, oa Praça
municipal,
n.°
17,
e
no
escriptorio
d’
esta
redacção.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Cartas e
avisos
recebidos
em
28
de
abril
Bragança.—
Reitor
de
Vimioso
—
Rece
bido.
Chaves.—
P.
Cândido Lourenço
Perei
ra
de Carvalho
—
Recebido.
Castro
Daire.—
Nicolau
Pereira
de
Men
donça
Falcão
—
Sciente.
Trancoso
Penedono.—
João
Cesar
Mar
tins
—
Sciente.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
26
de
abril
de
1875
EíTeetuado
Banco
de
Villa Real 446500.
Banco
do
Douro
875800.
Banco da
Covilhã
815200.
Banco
Commercial
de
Guimarães 45OOO.
BOLSIM
Banco
do
Douro
885000.
Banco
Commercial
de
Guimarães
45000.
27
de
abril
de
1875
EíTeetuado
I
Obrigações
do
caminho
de
ferro
do Minho
e
Douro
(3.a
emissão)
115900.
Banco
Commercial
de
Guimarães
45OOO.
Banco Commercial
de
Vianna
106100
Banco
Mercantil
de
Braga
105600.
BOLSIM
Banco
de Ponte
do
Lima 900.
Banco Mercantil
de
Vianna
165500.
Banco
do
Minho
1215500.
Obrigações
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro
(3.a
emissão)
6^900
O director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
ESPECÍACOLOS
THEATRO DE
S.
GERALDO.
Companhia
da Trindade
do Porto
v
Quinta-feira 29
d'abril
A
primeira
representação
da
opera
có
mica
em
3
actos,
letra
de
Manoel
Maria
Rodrigues e
musica de
Alves
Rente
O
DIABRETE
Principia
ás
8 horas
e
meia.
Preços
os
da
casa.
AGRADECIMENTOS
D.
Maria José
Moreira
e
Silva,
Miguel
Gomes
da
Cunha Braga,
D.
Isabel
Rita
Pe
reira
Gomes,
José
Antonio
Pereiia,
D.
Luiza
Maria da
Conceição
Pereira
e
José
Maria
Gomes Bello,
não
podendo,
como
desejavam,
agraJecer pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que se
dignaram
assistir
no
dia
19
do corrente,
á
missa
qne
por al
ma
de
seu sempre chorado
marido,
genro,
irmão
e cunhado
Antonio
Joaquim
Perei
ra
da
Silva, mandou celebrar
oa
capella
da
Ordem
Terceira a
Direcção
da
Assem
bleia
Bracarense,
a
lodos
protestam
sua
eterna
gratidão
e
profundo
reconhecimento.
Em
especial
0
fazem
para
com
os
ex.
raos
snrs.
Visconde
de
Pindella,
presidente
da
Assembleia,
e
mais directores
e
socios,
que
não
se
esqueceram
depois
de
morto,
de
quem
durante
a
vida
havia
sido
seu
coosocio
e collega
na
Direcção.
(2386)
Antonio
José
Pereira,
não
lhe
sendo
possivel,
pelos
seus
numerosos
affazeres,
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
os
e
exm.oS
snrs.
que
se dignaram
honral-o
assistindo
aos
responsos
de
sepultura
que
tiveram
logar
na
Egreja
dos
Congregados
por
alma
de
seu
muito presado
amigo
o
illm.
0
Antonio
José
d
’
Arantes,
vem
por
este meio
protestar
a
todos
0
seu
profun
do
agradecimento
e
indelevel
reconheci
mento
de
gratidão.
ANNUNCI0S
Quem quizer
comprar
um
casal
de pa
vões,
dirija-se
ao
revd?
abbade de S.
João
das Caídas
de
Visella.
(2395)
A
Nova
Empreza
de
Trens,
faz
publico
que
desde
o
dia
30
do
corrente
mez
em
diante
termina
com as
suas carreiras
de
diligencias entre
esta
cidade
e
a
do
Porto.
Braga 22
de
Abril
de
1875.
O
gerente,
(2393)
Eduardo
Pacheco.
TABACARIA
UNIVERSAL
Campo
de
SanVAnna
n.%
39,
proximo
ao
Cruzeiro—Braga
Abriu-se
este
estabelecimento
nas
me
lhores
condições
de
bem
poder
compelir
com
os (festa
ordem,
recebendo
tabacos
das
melhores
fabricas
do
paiz
e
do
estran
geiro,
podendo
servir-se
os
snrs.
consumi
dores,
por
junto
e
a
retalho,
0
melhor
pos
sivel
com
toda a boa
fé
e
seriedade.
(2394)
FATO ® FEITO
José
da
Silva
Fundão
Campo
«>e SnnÍ Annn (lado
de
bat-
xo) n.° «9.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem
um
bonito e
variado
sortimento
de
fato
feito,
casimiras
para fato
muito
ba
ratas,
córles
de
calça a
16500,
2^000
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até 800, de
panoo
familiar,
e
meoles,
bo-
oels
de gorgurão
de seda e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de 500 rs.
até
800;
manias
de
seda
de
lodos
os feitios.
*
N.
B.
O annunciante fiz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encominendada,
e
promplifica-se
a
ficar
com ella quando
nãe
fique á
von
tade
do
freguez.
(P
#)í
MANUAL
DO
Registante
de
hypothecas, direitos
e
encargos
prediaes
Pelo
bacharel Joaquim Carneiro Leão
Queiroz.
Obra
do maior
interesse
e utilida
de
para
todas
as
pessoas,
que
nas
respec-
livas conservatórias
tenham
de
promover o
registo
de
hypothecas,
direitos
e
encargos
prediaes,
porque n’
ella
encontram
compi
ladas
todas
as disposições
legaes,
que
para
tal fim lhes
interessa
saber,
e
além
disso
um
abundante
formulário
para
a
promoção
do
mesmo registo.
Acaba
de
sair
á
luz esle interessante
livro,
e á
venda
nas
principaes
livrarias
e
na
do
editor
Jacinto
Antonio
Pinto
da
Sil
va,
rua
do
Almada
n?
136
—
Porto.
Preço.
... 500
reis.
Será
remeltido
pelo
correio
a
quem
en
viar
ao
editor
500
reis
em
estampilhas
de
25.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferra
velho até mesmo
fundido.
(860)
BANCO AGRÍCOLA
E
INDUSTKIAL
DA
BSTMIADDKA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capital
í .SOO:OOO^OOO rei«=AeçSe« 30:000 de SO4OOO rei
*
.
São
convidados
os snrs.
subscriptores
da primeira
série
d
’este
banco,
a
en
trarem
com
quinze
por
cento
ou
sete
mil
e
quinhentos reis
por
acção
nos
dias
3
a
8
de
maio proximo,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
;
que
juntos
aos
cinco
por
cento
de
ratificação
prefaz
vinte
por cento
do
valor
nominal
de
cada
acção,
de
que
lhe
serão
entregues
titulos
provisorios
em
troco
dos
recibos
passa
dos
no acto
da ratificação.
No
Porto,
na
casa
do
banco,
Praça
de
Carlos
Alberto,
92.
Lisboa,
em
casa
do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51.
Braga,
em
casa
do
snr.
João
Baptista
Lopes.
Porto
20
de
abril
de 1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
Eduardo
Lyon.
BANCO
AGRÍCOLA
E
I^nCSTKlAffu
DA
ESTREMA»UDA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
C
apital
1.500:0004000
reis
—
A
cções
30.000
de
504Ò00
R
eis
CORSBAU
FRBRBS
EM
CHARLEVILLE.
FRANÇA)
A
’
Loja Caehnpuz—
acaba
de
chegar,
directamenle,
d
’
aquella fabrica,
um
varia
do
sortimentod
’
objeclos
de
ferro
fundido,
os
quaes, pela
sua perfeição
de
obra e
modicida
de
de
preço,
se
tornam preferíveis aos de
outra
qualquer. Abaixo
vae
um
catalogo da
maior parte
dos
que
agora
chegaram
e
se
acham patentes
na
dita
loja.
Cruze
*
de
lindo
*
feitio
*
para
«epul-
tnraa.
Coroa
*
idena
idem.
Imagem
do
Crucificado,
diverso
*
tamanho
*
.
Romba
*
d’a
*
piração
continua, no
vo
*
y
*
tema.
Coainha
*
de feitio
*
diver»
**
.
Capacho
*
para escadas ou corredo
res.
Cercadura
*
para jardin
*
.
A direeção
d’e
*
te
bnneo preei
*
a
de correspondente
*
em
toda
*
a
*
localidade
*
vinhateira
*
do
paiz,
para a compra e fabrico de aguar
dente de vinho; quem
«c achar no ea
*
o
e lhe
convenha fará a «ua
proposta por eoeripto
á
direeção.
Porto
90 de
abril
de ISIS.
Os
directores,
AO
NOVO
ESTABELECIMENTO
DE
DE
PIMTO
dg
TECLES
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
_________________
Eduardo Lyon.
BANCO AGRÍCOLA
E
IBDUSTfilÊL
DA
ESHEflÁDURA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Capital 1.500:0004000 rei
*
— Aeçõe
*
30:000
de SO40OO rei
*
.
Esle
banco
dá
principio
ás
suas
operações
no
dia
3
de
niaio
proximo
futuro.
Fará
operações, commerciaes,
agrícolas e
industriaes
próprias
de estabelecimentos
«Festa
ordem
e
entre
ellas
as
seguintes:
Compra
e
venda
de
terrenos,
prédios
em
bom ou
mau
estado
em
qualquer
par
te
que
lhe
convenha,
construirá
casas
de
conta
própria
para
vemier a
prazos
por
meio
de
mensalidades
ou
annuidades,
e
lambem
edificará
de
coma
alheia qualquer
prédio
ou
edifício
para
fabrica,
ou outro qualquer estabelecimento
dentro
ou
fóra
da
cidade.
Auxiliará
por
lodos
os
meios
ao
seu
alcance tanto
os
pequenos
como
os
grandes
industriaes
e
agricultores,
encarrega-se
da compra
de
machioismo
no
estrangeiro
e
montagem
de
qualquer
estabelecimento
industrial
em
pequena ou grande
escala.
Auxiliará
qualquer
indivíduo
que
por
falta
de
meius
não
possa
pôr
em
pratica
qualquer
descoberta
ou
negocio
vantajoso.
Auxiliará
a
fundação
de
qualquer
empresa
de
reconhecida
vantagem.
Garantirá a
fiança
que
qualquer
indivíduo
tenha
de
prestar
para
a
sua
collocação
em
algum
logar de responsabilidade,
mediante
uma
percentagem
convencionada.
Recebe
dinheiro
em
deposito
á ordem
e
a
praso fixo
abonando
juros.
Guardará
titulo»
e
objectos
de
valor mediante
uma
cononaissâo
convencionada.
Receberá
generos
á
consignação
paia
vender
por conta
de
terceiros;
fará
adianta
mentos
por conta
dos
mesmos
mediante juro
rasoavel.
Comprará
e venderá aguardente
unicamente de vinho a dinheiro
• a praso.
Emprestará
dinheiro sobre generos
armazenados
na
alfandega
ou
em
alguma es-
lação
do-
caminho
«le
ferro.
Emprestará
dinheiro
sobre
navios
já
construídos
ou
em
coustrucção,
ouro
ou
prata
e
pedras
preciosas.
Descontará
leiras
de
cambio
e
da terra,
bem
como quaesquer papeis
endossáveis
com
vencimento
certo.
Descontará
recibos de
todas
as
classes
de
empregados
públicos.
Fará
empréstimos
ao
governo
ou camaras
municipaes.
Abrirá
contas
correntes,
com
caução
de
letnas,
acções
de
bancos,
companhias
e
titulos
da divida
publica
ou outro
qualquer
penhor
mércaniil.
Adiantará
aos lavradores
dinheiro
por
conta
de
aguardente
a
entregar
em
épocas
diflerentes
mediante
contrato
especial,
com
ou
sem preço
feito,
sugeito
ao
do
corren
te
uos
mercados
do Porto
ou
Lisboa
no
acto
da
entrega
do
genero.
Adiantará
dinheiro
sobre
qualquer
genero
não
susceplivel de
deterioração que
es
teja
debeixo
da
sua guarda.
Gratificará
convementemente
qualquer
indivíduo
que
faça á
direeção
qualquer
reve
lação
de
vantagem
para
0
banco,
dando-lhe
parte
no
lucro
que
possa
haver
quando
n
’isso
se
concorde,
ou
uma gralifição por
uma
só
vez.
Tem
uma
caixa
economica ua
qual
recebe
toda
a
quantia
superior
a
1$000
rs.
fi
cando
á
ordem
do
depositante.
Fará
transferencias de
fundos
para
todas
as
terras
do
reino
e
para
0
estrangeiro
onde
houver
agencias
d
’
este
banco.
Rua
dos
Capellislas
n.os
20,
20
A
e2G
B
Acaba
de
chegar
um
grande
e
variado
sortido de
fazendas de
lã, linho
*
e
alpacas
para
vestidos,
de
todas
as
qualida
des
e
córes;
bordado
*
e
feehus
de
lindíssimos
gostose
alta
novidade;
guar-
dasolinhos
para
senhora,
de
gosto
moder
no;
gravata
*
e
meias
de seda
de
bonitas
côres
e
padrões;
chambre
*
,
eamiza
*
e
tiras bordadas
em
França
e
na
Ilha;
grande eolleeção
de indes-
pensaveis,
leques
e
cintos
para
senhora,
babeiros bordados, chapelinhos, toucas
de
seda
e
vestidos
de fustão
para
crianças;
merinos
de
superior
qualidade
e
breta
nhas de
finíssimo
linho;
pano
*
velu
dos
failes, selins
e lorquases
de
todas
as
côres;
magnifico
sortido de
flores
francezas
e
plumas
para
chapéus;
gran
de
eolleeção
de lenços
de
malha,
de
seda
e
de
linho
em aprimoradas
caixas;
capas
e saias
guarda-lamas,
saias
bran
cas
bordadas;
cretones
para
cobertas
e
reposteiros, precales
para
camisas,
tapetes
e
alcatifas
cobertas
;
para
camae-rnesa,
de
magníficos
padrões;
lem >empre
um
bom
sortido
de
morins,
pannos
famosos,
pan-
nos familia e pannos
crús.
Um grande
sortido
de
casimiras
mo
dernas,
francezas^
inglezas e
allemães
em cortes
e
facto
compleclo;
pannos fran-
cezes
e
inglezes
de
todas
as
cures
e
qualidades;
lem lambem
guarnições
para
vestido,
chá
e
grande
sortimento
de
per
fumarias
e
tudo
0
mais
que
é
proprio
do
mesmo
estabelecimento,
que
seus
proprie
tários
vendem
por
os
preços
mais
redu
zidos,
esperando
por
isso
que os
seus
fregue
zes
e
amigos
continuem
a
honral-os
com
a
sua
confiança
e
o
publico em geral
a
visitar
0
seu
estabelecimento,
aonde
será
tratado
com
a
maxima
franqueza
e con-
cideração.
(2370)
Esearradere
*
para sala
*
.
Beseanço
*
para
guarda-chuva
*
,
Caixa
*
para
phasphero
*
.
Vaso
*
para
*
u
*
p«nder
flare
*
.
Pirâmide
*
para
escada
*
ou
va
randa
*
Haspadore
*
de calçado.
Ca
**
arola
*
de
vario
*
feitios,
etc.
Outro
sim
são
prevenidos os
snrs.
con
tribuintes
que
as
reclamações
são
indivu
duaes,
escriptas
em
papel
sellado
de
60
reis,
e
devem
juntar
documento
com
que
provem
o
que
aliegarero
E
para
que
chegue
ao conhecimento
de
lodos
os
interessados, se faz
publico pe
lo
presente edital,
e
mais
do
mesmo
theor,
afíixados
nos
logares
mais
públicos
e
do
costume.
Bn.ga
26
d
’abril
de
1874.
0
administrador
do
concelho
—
prisidente
João
de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
(2390)
Banco
Agrícola,
Commercial
e
Industrial
DE
PONTE
DO
LIMA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Séde
em Ponte do Lima
Porto
20
de
abril de
1875.
edital
A
junta «lo
*
repartidores da con
tribuição
industrial do eonbelho
de Braga,
etc.
Faz
saber, que
na
repartição
de fazenda
d
’
esie
concelho, estará
em
reclamação
por
espaço
de 5 dias
successivos
a
contar
des
de
0
dia 1
a 5
do
proximo
mez
d^
maio,
a
matriz da contribuição
industrial
res
peitante
ao anno
proximo findo
de 1874.
As
reclamações
lerão
por
objecio
0
se
guinte,
a
saber
:
1. °
Sobre
qualquer
erro na
passagem
da
sua
collecta
para a matriz.
2.
°
Sobre
erro
dé
calculo
no
imposto
ad-
dicional
para
viação.
3.
°
Sobre
a
sua
collecta
annual,
por ter
deixado d’
exercer
a
industria
em al
gum
trimestre
do
anno findo
de 1874.
São
convidados
os
snrs.
subscriptores
d’
esle
Banco
a
fazerem
a
ractificação
das
acções
com
que
assignaram
na
terça
e
quarta
feira,
dias
4,
e
5
do
proximo
mez
de
maio,
dando
réis
14500
por
acção,
que
com
os
14000
réis
já
depositados
no
acto
(Fassigoalura,
prefazem
a
de 24500
por
acção,
e
constituem
os
5
p. c.
exi
gidos
pela
lei
para
a
constituição
do Banco.
Ratifica-se
em
casa
de
João da Cu
nha
Nogueira
e
Manoel
Gomes
Cardoso,
em
Ponte do
Lima:
José
Julio
da Cos
ta
e
Pedro Ferreira
de
Macedo
Basto, 00
Porto:
e
Banco Mercantil
de Braga
e
Almeida
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima, 16
de
abril
de
1875.
OS
INSTALADORES
Anlonio Pereira
da Silva de
Sousa
de
Me
nezes
Antonio
José
da
Silva
Machado
Anlonio de
Magalhães
Barros
de
Araújo
Queiroz
Anlonio
Manoel
Gonçalves
João
de
Abreu
May
a
João
de
Barros
Mimoso
João
Bernardo
Gomes da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira
d
’
Araújo Coelho
João
Roberto de
Araújo
Queiroz
Joaquim Gerardo
Alvares
Vieira Lisboa
Joaquim
Per
estreito
Marinho
Pereira
dê
Araújo
Josè
Maria
Torres
Machado
Manoel
Joaquim
Rodrigues
dos Santos
Narciso
Alves
da
Cunha
Thomaz Mendes
Norton.
(2375)
Precisa-se
saber
da
familia
de
Manoel
José
de
Mattos Braga,
que
foi
degradado
para
Angola.
(2388)
I
................... UI
..■■■■■■!■■ ■■■■
.. ..............
«g
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de Sande
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Eduardo Lyon.
(2385) - É o formato de
-
comerciominho_29041875_339.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)