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-
3.
’ ANNO
1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
35 J
Assigna-see
yende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
= As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
‘
Braga,
anno
1^600
rs.«Semestre
850
rs
cias,
anno
20400 rs
e
sendo
duas
4^000
rs. «Semestre
rs.=
*
Brazil,
anno
4&Í00
rs.«Semestre
2&300
rs
moeda
fnrí°
ou
IOÍOOO
reis
e
5â500
reis
moeda
fraca.
«Annunciosnor
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’abátimen
to
PUIi 2W.-S3S
BRAGA-QlLVTA-Ff lKA 31 DK
MAIO
Corrcspwndeneia
estrangeira
PARIS,
17 DE MAIO.
(Correspondência
particular do
<
Commer
cio
do
Minho»
J
[Conclu«ão
<lo
n.°
antecedente]
Sabemos
que
ella
não
tomou
o
menor
partido
relativamente
ás
nomeações
sena-
loriaes que a
Assembleia deve
fazer;
as
instrucções
do
conde
de
Chanbord dão-
lhe
toda
a
latitude
a
este
respeito,
e
quan
do
se
decidissem
por
qualquer
parecer,
se
ria,
por
certo,
o
de
não
se
abster
siste
maticamente.
E’
ámanhã
que
Mr.
Dufaure,
ministro
da
justiça,
irá
apresentar
perante
a
As
sembleia,
os
prnjectos constitucionaes
com
plementares
O
ministro
da
justiça
é
de
opinião
que
se
reenviem
estes
projectos
á
commissão
dos
Trinta,
e
não
a
uma
com-
missão
especial.
Esta
questão
originará
graves
contestações. Os
da
esquerda
de
claram
etn
voz
alia,
que
se
opporào aos
desejos
do
ministro,
porque
lendo-se
tor
nado
senhores da
maioria
nas
diversa»
reuniões,
consideram-se
no
direito
de no
mear
uma
commissão
a
seu
bel-prazer, e
não
querem
perder
o
ensejo de
alcançar
mais
uma
victoria.
Aconteça
o
que acontecer
a
lai
res
peito,
é
fóra
de
duvida
que a questão
da
lei
da
imprensa
seguirá
de
peito
a
das
leis constitucionaes.
A
dar
credito
aos
boatos
que
a
esquerda
lem
feito espalhar,
a
nova
lei
prohibe
d
’
orávante
toda
e
qual
quer
discussão
sobre
a
Constituição,
e
alé
toda
a
polemica sobre
a
revisão
anterior a
1810.
E’
quasi
um
impossível
que
simi-
Ihanle
disposição passe,
sem
sublevar
os
opposicionistas da
antiga
maioria.
Se
a
novas
interiores
não
são
o
que
deviam
ser,
a
julgar
pelas
antecedencias,
podemos lodavia aílirrnar
que
as
que
nos
chegam do exterior
são
um
pouco
mais
satisfatórias.
Esperávamos
com
toda
a
anciedade
o
resultado
da
entrevista
que
acaba de
rea-
lisar-se entre o
imperador
da
Allemanha
e
o
czar
da
Rússia, e esle
resultado
exce
deu
as
nossas
esperanças.
O
czar
fez
saber
ao
nosso
governo,
por
intermédio
do
seu
embaixador
em
Pa
ris,
que
não
havia
perigo
a receiar,
e
qoe
a
paz
não
seria
perturbada.
Da
sua
parte
a
imprensa
allemã
lem
publicado
artigos
extremamenle
pacíficos:
o
jornal
oflicial
de
Mr.
de
Bismark,
que, não ha
muito
ain
da,
desejava
a
guerra,
aflirma
que
não ha
a
menor rasão para
interromper
as
boas
relações
entre
os
dois paizes.
Por tanto
as
coisas caminham
pelo
melhor;
todavia
ha
uma
condição
a
resolver: falla-se
no
de
sarmamenlo
da
França,
e
já.-nais a guerra
está
tão
próxima
como
quando
se fazem
propostas
de
similhante
nalnresa.
No
es
tado
presente,
o
desarmamento da
França
equivale
á
sua
decadeucia,
escravidão
e
morte.
A
Prnssia
está
preparada
para
tudo;
os
seus
exercitos
acham-se
refeitos,
e
os
seus
materiaes
de
guerra
perfeitamente
reorganisados,
á custa
dos
nossos milhões
De
maneira qoe póde
desarmar,
quando
muito
bem
lhe
parecer,
sem
que
com
is
so
se
enfraqueça.
A
nós
não
nos
aconiece
o
mesmo,
porque
não
é a mesma
a
nos
sa
situação, e
os
nossos
exercitos
estão
bem
longe
ainda de se
restabelecerem.
Já
lhes
tenho fallado das
commissões
encarregadas
de
avaliar
a
eleição dos dous
deputados
bonapartislas
;
é
justo dar-vos o
resultado das
decisões
tornadas
por
uma
d’
ellas. A
commissão
encarregada
de
exa
minar
a
validade
de
M.
Caseaux
nos
Al-
los
1
’
yreneus,
declarou
que
esle
ullimt
conservaria
o
seu
titulo
de
deputado.
E'
uma
victoria
alcançada
pelo
partido
bonapartista,
postoque
esta
victoria
não
seja
das
mais
honrosas.
Se
a
eleição
de
M
Caseaux
está valida
é
unicamente
na
falta
de
provas
que
esta
decisão
leve
de
dar.
Os leitores sabem,
com
eíleito,
co
mo
é grande
a
intimidação exercida
em
algumas
de
nossas
aldeias
pelos
booapar-
tislas.
Também
o
receio
de
ver um
dia
a
dinastia
imperial
governar
de
novo
a
Fran
ça,
lem
etnpedido
o
pau,
sem
vir
lesti-
munhar procedimentos
que lem
sido em
pregados
á
sua vista
p»ra
os
forçar
a
votar
em
favor do
candidato
bonaparlista.
A
’
falta
de
teslimunhas
lem-se
pois
visto
furçar
a
valiJade de
M.
Caseaux,
e
o
partido
de appelo
ao
povo conta
um
de
fensor
de
mais.
Esta semana provavel-
le
leremos
a
quem
nos
aler sobie
a
elei
ção de
M.
de
Bourgoing;
poucos
traba
lhos
restam
a
cumprir
á
commissão.
Todo
faz
notar
que
esta
eleição
será
nulla,
por
que
os
feitos
oo
posto
são
numerosos
e
irrecusáveis.
H.
Cominunhão <8o
*
menino
*
.
Teve
logar
no
passado
domingo, no
ma-
gesloso
templo
do
Populo,
esta
imponente
solernnidade.
S.
ex.a
rev.
ma
o snr.
arcebispo
coadju
tor
chegou
ás
7
e
meia
horas
da manhã,
sendo
esperado
á porta
do
templo
pela
Jun
ta
direclora
da
Associação
Catholica e
Me-
sa da Irmandade da
referida
Egreja.
Logo
que
se
apeou
do
carro
um
menino e
uma
menina,
irmã
do snr.
conde de
Berliandes,
foram
entregar-lhe
em
uma
salva
de prata
os
seguintes
versos,
que
lodos
os meninos
e
meninas
iam
cantando,
com
acompanha
mento
de
musica,
até
á capella-rnór
:
A
teus
pés
hoje
chegamos,
Nosso
adorado
Pastor,
Como
ovelhinhas
chamadas
A
’
voz
do
seu
Guardador.
Pastor,
guia-nos
ao
pasto
Da
campina
do
Senhor!
Leva
luas
ovelhinhas
A
’
s fontes
do
Salvador.
E
juntos,
Pastor
e
ovelhas,
Em
redor
do mesmo
altar,
O
Cordeiro
Imrnaculado
Vamos
lodos
adorar.
Alegres
cantemos
—
Bem-vindo
o
Pastor
Que
vem
ministrar-nos
O
pão do Senhor.
Em seguida
o
venerando
prelado
re
vestiu-se para
celebrar
missa,
assistido
pe
lo-
snrs.
deão
e
conegos
Costa
e
Alves
Ma
lhe
us.
A
orchestra
executou
durante
este
ac
to
urna
linda sinfonia
e o Ecce
sacerdos
magnus.
A
’
communhão
s.
ex.
a
revd.
ma
dirigiu
ás
creanças uma
breve
mas
tocante
alo
cução,
em
que
lhes
fez ver
a
gloria
que
iam
receber
com
tão grande
honra,
os
be
nefícios
que
d’ella
podiam tirar,
e
depois de
lhes
perguntar
se
estavam
dispostas
e
sa
biam
avaliar
a grandeza
do
alto
beneficio
que
iam
receber,
ao qne
as crianças
res
ponderam
aílirmativamenle,
exhorlou-as
a
lerem
sempre
na
memória
aquelle
acto
tão
solemne,
etc.
Em
seguida
o
ex.1U0
prelado
abençoou-as
por
tres
vezes, e,
depois
d
’
o
snr.
padre
João
Rebello
ter
entoado
o
Confileor,
dis
tribuiu
o
Pão
da
vida
a
cerca
de
200
Concluído
o Santo
Sacrificio
da
Missa,
s.
ex.
a
paramentou-se para
lhes
adminis
trar
o
Chrisma, bem como
ás
recolhidas
no Asylo
de
D.
Pedro
V.
Todas
recebe
ram
uma
linda
medalha
com a
imagem
da
Virgem,
u
’
uma
fita
que s.
ex.
d
lhes
lan
çou
ao
pescoço.
Findo
esle
acto
o
ex.
mo
prelado
pro
nunciou uma
outra
allocução,
na
qual
lou
vou
a
Associação
Catholica
por
ter
toma
do
a
iniciativa
d
’
esta
solemnidado
e
pro
movido
a
cathequeze.
Em seguida
foi
acompanhado alé
á
porta
do templo
pelas
mesmas
pessoas
que
o
tinham
ido
esperar
e
peias
crean
ças
que
cantavam
os
mesmos
versos
que
acima
publicamos.
O vasto
templo
do
Populo
achava-se
litteralmente
cheio
de
fieis.
Jubileu
do
anno *
anto
Com
data
do
dia
13
d
’este
mez
de
maio,
s.
ex.
a
revm.
a
o
snr.
arcebispo
coadjutor
e
futuro
successor
de Braga,
publicou
em
uma exortação pastoral
o
jubileu
do
anno
santo,
e
n’
essa
exortação
cheia
de sabedoria
e
uneção
se
marcam
as
obras
pias
que
devem
fazer-separa
este
jubileu
se
ganhar,
e
como
tenham
de se
visitar
quatro
egrejas
cá
na
cidade
que
são
:
Sé,
Collegio,
Santa
Cruz
e
Carmo,
determinou
o
mesmo
cxm."
snr.
que
nos
dias
4,
5
e
6
de junho, isto
é
sexta-feira
(dia
do SS.
Coração
de
Je
sus),
sabbado
e
domingo
immedialo,
o
mesmo
ex.mo
snr.
arcebispo
coadjutor
o
rev.
1110
cabido,
os
collegiaes
do
seminário,
e todas
as
irmandades,
corporações
e
pes
soas
que
quizerern acompanhar
depois
das
cinco
horas
da
tarde
em
devota
procissão,
saissem
da
egreja
da
Sé
Primacial
entoan
do,
as
ladainhas
dos
Santos
e
depois
se
dirigissem
á
egreja
do Collegio
de
S.
Pau
lo,
e ahi se
entoasse
a
anliphona
=
Parce
Dumine
—
com
os
versículos,
e
oração =
Preces
noslras
=
correspondentes,
e
depois
exposto
o
SS.
Sacramento,
se
cantará
o
=
Tanlum
ergo
—
com
o
verso
e
oração
respecliva e
com
elle se
dará
a
bênção
no fim
;
logo
em
seguida
continuando as
ladainhas
se
dirigirão
á
egreja
de
Santa
Cruz,
onde
se
observará
o mesmo
que
na
do
Collegio,
e depois
e
pela mesma
fórma
visitarão
a
egreja
do
Carmo,
e
ultimamen-
mente
recolherão
á
Sé
onde observado
o
mesmo,
que
nas
outras
egrejas,
e
com
a
bênção
do
SS.
Sacramento
terminarão
as
visitas
de
cada
um
dos
dias.
Convidam-se pois
todas
as
pessoas
de
votas
a
que
assistam
a
tão
piedoso
acto,
e
se vão
preparando-se
para
ganhar
tão gran
de
jubileu,
tendo
em
vista
que
pelo
me
nos a
ultima
obra
pia
prescripta, deve
ser
feita
em
graça,
aliás
não
se
ganha.
REVISTA
ESTRANGEIRA
—
O
brigadeiro
Cavero baieu
a
colum-
na
aíTonsista
de
Villegas
repellmdo-a
alé
Castro
Abai
to.
Os
aílonsistas deixaram
mais
de
100
mortos
no
campo.
Os
carlistas
perseguiram
o
inimigo
e
ficaram
senhores
de
todas
as
posições
aban
donadas
em
muito
mau
estado.
—
No centro,
diz
o
correspondente
da
«Palavra,»
lemos
acontecimentos
graves,
que
nào
são
combales,
.mas
qoe
tomam
uma
nova
face.
Ha
ires dias
que
em
Sa
ragoça,
capital
do
Aragão,
se
descobriu
uma
conspiração
militar
que
tinha
por
fim
entregar
aos
carlistas
o
castello
de
Aljaferia, chave d
’
aquella
praça,
e
ainda
que o
projecto
falhou
é
um
symptoma
grave
para
quem
conhece
a
índole
do
exer
cito
hispanhol.
Esta,
e
não enfermidade
alguma,
foi a
verdadeira
causa
de
que
o
general
Despujols,
que
estava
operando,
abandonasse
as
forças
que condusia e
se
dirigisse
áquelle
ponto,
onde
exerce
o
cominando
superior
militar.
Foram
presos
alguns
chefes aos qnaes
se accusa
de estarem
comprernetlidos
e
partiram
outros
a
encarregar-se
dos
com-
mandos que
os
processados
exerciam.
Aléin
d’
isso
é
quasi certo
que
o
ministro
da
guerra,
apenas se
restabeleça,
sairá
a
collocar-se
á
frente d
’
esse
exercito
por
cuja
disciplina
se teme,
pois
a
noticia,
ainda
que
pouco
sabida,
produsiu
grande
sensação
por
ser
o
primeiro
acto
d
’
esla
naturesa
t|ue
succede
na
presente
guerra.
Escreve
o
mesmo
sisudo
correspon
dente
:
Ha
muito
poucos
dias
que D.
Carlos
se
dirigiu
ás linhas
que
occupam
seus
parciaes
em
frente
de
Bilbao
e á
entrada
de
Castella
com
o
fim ostensivo
de
dar
posse
do
cominando
d
’
aquellas
forças ao
seu general
Carasa,
homem
de
ptovadas
condições
militares,
cabrerisla
que
não
quiz
seguir
seu amigo
e
chefe;
porém
na
rea
lidade,
segundo
se
crê,
com
o
proposito
de
adoptar
em
pessoa
as
medidas
neces
sárias
para
que
se
estenda
a
sua
linha
de
operações,
começando
a
occupar
co
marcas
castelhanas,
e
assim
o
deve ler
compreheodido
lambem o governo
que
hoje
mesmo
ordenou
se
fortifiquem
as
estações
do
caminho
de
fc.ro
de
Burgos
e
Miranda
do
Ebro,
receioso
sem
dorida
de
uma
invasão
que
torne os
carlistas
senhores
de
qualquer
d
’estas povoações,
de
indubitável importância
estratégica
nes
ta
lucta
se
quem
as
occupar
disposer de
forças
necessárias
para
cobril-as.
Com
data
de
21
refere
o
mesmo
es-
cripior
:
O
ultimo
combale do
Norte
em
frente
de
Guelaria
faz
conceber
sérios
lemoros
depois
de
conhecida a
parte
do general
em
chefe
das
forças novaes. Ainda
que
não
o
diz,
depreheride-se
bem d
’ella
que
a
es
quadra
foi forçada
a
relirar-se
por
lhe
ser
impossível
resistir
ao
certeiro
fogo
das
baterias
carlistas,
assim como
confessa qoe
a
sua arlilheria
de
Wilhwort
é
tão
boa
como
a
melhor e que
os
seus
artilheiro»
são
notáveis atiradores
como
os
bons
en
tre
os seus
contrários.
Para
deixar
de
duzir
esta
consequência,
falia
o
chefe
em
dous
projectis
consecutivos
que
r<cebeu
o
oavio
em
que
ia
como
chefe da
esquadra,
apenas
tomou posição
na
linha
de
com
bate,
devendo
notar-se
que
os
tiros,
ape
sar
da
incerteza
que
offerecem
de cima
para
baixo,
encontravam
o
alvo
a
uma
dislincia
mínima
de
6:000
metro
*
.
São cir-
.umstancias que communico porque
pro
duziram
seu eíleito
e
merecem
ser
conhe
cidas.
Apesar
de que
o
governo
uisse
qne
os
carlistas
tinham
abandonado
a sua
empre
sa
de
Gualaria,
cousa favoravel
pelas
ra-
sões que
dei
na
minha
anterior, assegu
ra-se-me
boje
por
via
que
não
é
carlis
la
e
que
me
merece
cena
confiança,
que
o
governo
recebera
hontem
um
lelegram-
ma
participando-lhe
que Guelaria
tinha
si
do
tomada
d
’
assalto,
ficando prisioneira
de
guerra
a
sua
guarnição
e
em
poder
dos
vencedores
a
arlilheria,
armamento
e
mu
nições
de
guerra,
tendo
começado
em
se
guida
a
demolição
de
seus
foites.
o
que
revela
o
proposito
de
abandonal-a.
Verei
se
é
possível
averiguar
esta
noticia,
pois
o
governo
occulta
tudo.
Nada
valeram
conln
meos
aununcios
as
negativas
semi-ofiiciaes de
que
fosse
possível
aos cailistas
aproveitar
os
cami-
ubos
de
ferro
que
existem
uo
lerriíorio
por
elles
dominado,
pois
hoje sabe-se
qoe
leem
já
em
exploração
o
de
Salvatieira
a
Tolosa, o que revela
que
dominam
a
pla
nície
de
Alava
e
as
tropas
estão
reduzidas
a
Vitoria,
sua
capital.
Também
se
sabe
que
o
motivo
da
ordem
de fortificar
a
rstação
de
Miranda do
Eb;o é
para
res-
I
guardal-a
de
uiu
golpe
de
mão,
pois
os
«C/ã-B ww<
irv^rrjxn-
-
<
retirou-se
com
poucas
tivesse
para
isso, de
sorte
que
fica
do-
uma
parte d
aquella
huha.
consequência
destes
movimentos
carlistas
parece
que
teem
o
proposito
de
apod-rar-se
d
’
ella
e
pôr
em
seguida em
exploração
o
caminho
de
ferro
<le
Bilbao
áquelle
ponto
de-de a
mais
conveniente
das
estações
immediatas á
capital
da
Bis
ca
ya.
xNa
linha
do
Orio
atacaram
ha
tres
dias
os
carlistas
as
posições
Ursubil
na
mar
gem
do
Orue,
afllueute
d’
aquelle
rio,
e
a
brigada
qne
a
aguardava,
depois
de
uma
ligeira
resistência,
perdas
a
Igueldo,
talvez porque
ordem
minada
Em
de
concentração
e
da
retirada
d'algumas
forças
liberaes,
os
chefes
carlistas,
sabe
dores
do
que
isto
significa,
começaram
a
dirigir
uma
parle
das suas
em
reforço
das
que
teem
em
Valtnaseda
ameaçando
os
valles
da
província
de
Santander
e
as
co
marcas
castelhanas,
movimento
que
obri
gou
o
general
Villegas,
que
commandava
aquella
linha a
retirar-se do
Berrou
e si
tuar-se
nas
cordilheiras
que
cobrem
os
mesmos
valles.
Esta
operação corresponde,
segundo
os
i
entendidos
na arte
da
guerra,
a
outra que
se
prepara
no
Centro.
Querendo
o
governo
a
todo
o
transe
um
golpe
de efleito
qoe
reanime
o
seu
aba
tido
credito,
e
vi>to
que
nào póde
alcan-
çal-o
no
Norte,
lembrou-se
de que
o
rni-
uislro
da guerra,
commandando
oin
cor
po
de
doze
a
quatorze
mil
homens
que
fórma
a
toda
a
pressa
e
secretarnenie,
até com
forças
trazidas
do
Norte, se di
rija ao
Centro
e
por
qualquer p<eço
ob
tenha
algumas
vantagens
de
consideração.
O
carlismo conhecendo a
manobra,
debili
ta
já com
menos perigo
as
linhas
de
Es-
tella
e
da direita
do
Orio,
ameaçando
res
ponder
áquella
operação
com
um
movimen
to
energico
qoe
lhe
franqueie as
porias
de
Castela,
o
que
seria
grave
pela força
moral
qoe
lhe
dava.
i
sua
gerencia
no
anno
de
1871,
o
estado
i
da
companhia
é
prospero
como
nunca
•
foi.
e
o
seu
futuro
é
bastante
promel-
i
ledor.
■
A
divida
da
illuminaçâo
publica
por
parte
da
cainara
municipal
de
Lisboa
li-
i
nba
atlingido
no
íim
do
anno
anterior
a
enorme
som ma
de
36:1200321
rs.
i
No
fim
da
ultima
gerencia
a
divida
era
ainda
de
18
7380660
rs.
A
camara
de
Belem
deixou
«Peste
ultimo
anno
atra-
zar
alguns
mezes
no
pagamento
das
soas
dividas.
A
divida
dos
paços
reaes
subiu
em
de
zembro
de
1873
a
5:7750692
rs.
No
íirn
da
ultima
gerencia
a
divida
achava-se
re-
dusida
a
4:2560100
rs.
A
nova
gerencia
promelte
saldar
as
suas
contas
na
época
próxima.
A
illuminaçâo
publica
não tem
dado
logar
a
reclamação
alguma
por parte
das
camaras
<le
Lisboa
e
de Belem. Com
re
lação
á
illuminaçâo
particular
continuou
o
seu
desenvolvimento
progressivo e
mais
intensamente
n
’este
anno,
pois
que
a
som-
ma
total recebida dos
particulares
pelo
consumo
de
gaz
e
aluguel
de
contadores
emquanto
que
havia
sido de
189:1530402
reis
em
1873;
em
1874
foi
de
reis
210:1300360,
isto
é,
mais
20:9760958
reis
O numero
dos
consumidores
n
’
aquel-
le
anno
era
de
6:140,
e
n
’
este
foi
de
•
6:366,
mais 226.
1
;
No
fim
do anno
foram
feitas
umas i
,
propostas
para o
prolongamento
da
illumi- i
•
nação
da
cidade,
dirigindo-se
um
ramal
de
canalisação
ao
norte,
pela
estrada
do
<
Arco
até
ao
Lnmiar. e
das portas
da
cidade
ern
S.
Sebastião,
até
á
quinta
das
Laranjeiras
;
e
a léste,
seguindo
as
portas
de
Santa
Apolonia
até ao
Poço
de
Bispo.
Estas
propostas
mereceram
a
mais
sé
ia
altençào, e
procede-se aos
estudos
para
se
poder
d#r o
ultimalum. A.
lotora
di-
recçào
será
authorisada
para
deliberar
a
*
,
este
respeito.
A
ciualisação
inteiramente
nova,
es
tabelecida
no
decurso
do
anno fiado,
me
diu
1 979
metros,
e
importou
3:Oi3O018O. Gorneçou-se
e
está
bastante
adiantada a
construcção
de
7
fornos,
co
mo
prevenção para
o
caso
de
augmeulo
de consumo.
Nas
ollicinas
de
contadores fabricaram-
se
mais
471,
sendo
300
de
5
luzes; 110
de
5; 24
de
10
;
19
de
20;
_
1_,
6
de
50;
1
de
100;
e
5
de 150 lu
zes.
Os
fundos
empregados,
no
fim
d’aquel-
la
gerencia,
em
notas
promissórias,
ven
cendo modico
juro,
eram
na
somma dc
95:0000000
reis,
sendo
50
contos
do
Ban
co
Lusitano
e 45
do
Banco
Ultramarino.
O lucro
do anuo
foi
de
179:7270081
reis,
ao
qual
juntando 48:0000000
reis
que
ha
via
ficado
do
anno
anterior,
prefaz
a
sooi-
ma de
227:7270081
reis.
O
saldo
para
o
anno
seguinte
é
de
72:0000000
reis,
que
entra
igual
ao
dividendo
do
2.°
semestre
de
1874.
já
recebido.
O
dividendo annual
foi
de
10 p.
c. •
Uaminllto
de
ferro «lo
.Tlitrabo.—
Desde
o
dia
(ia
inauguração
e
em
conse
quência de
ter
havido
«o
Porto
no
dia 23
a
procissão
da Trindade,
lem
sido
tal
a
•
afiloencia
de
povo,
que
foi
necessário,
no
dia
22,
23
e 24,
haver
comboios
extraor
dinários.
1
Consta
ctificados
do
Porto
cidade
ás
nhã,
e
de
da
tarde.
Hoje,
quinta-feira,
para
facilitar
a
viagem
ás
pessoas
qoe
forem
ao
Porto
e
quiserem
ali ver
a ptocissão
do
Corpus-Christi,
have
rá
um comboio extraordinário
que regres
sará
ás
8
horas
da
noute,
chegando
a
Braga
ás
10
e
7
minutos,
como
consta
do
anntincio
que
vae
no
respeclivo
logar.
•
iFrtiaecímesito.
—
No
dia
23
falleceu
em Lisboa
o
snr.
conde
de
Resende,
pre
sidente
da
Associação
Catholica
do
Porto.
O
illustre
finado
era
filho
primogénito
do
lallecido
conde
de
Reseode e
da
snr.
a
condessa,
D.
Maria
Balbina.
Diitro.
—
Succumbiu
em
Lisboa,
no
dia
23,
fulminado
por
uma
apoplexia,
o
snr.
D.
Nuoo
José Severo
de
Mendonça
Rolim
de
Moura
Barreto,
1.°
duque
de
Loulé, 2.°
marqoez
de
Loulé,
9.° conde
de
Valle
de
Reis, 24.
0
senhor
de
Azam-
buja,
12.°
senhor
da
Povoa
e
Meada,
14.°
senhor
do
morgado
da
Quarteira,
par
do
reino,
ministro
de Estado
honorário,
con
selheiro
de Estado
efiectivo,
estribeiro-mór
da
casa
real,
general
de
divisão reforma
do,
gran-cruz da
Tone e
Espada, com-
mendador
Je
Christo, condecorado
com
a
GAZETILHA
Povoa
do
Varzim
Óptimo
pensamento. —
Oi snrs.
José
Rodrigues
Barbosa, José
Lopes Pe
reira,
José
Fetreira
Duque,
Anlonio
Ma
ria
Martins
Rios e
Manuel
Rodrigues
Vieira,
da
Povoa
do
Varzim,
resolveram
promover
(Paquella
villa
um
leilão
de
es
molas,
cujo
producto
liquido
é
destinado
a
ccear
um
lundu
com
o
qnal
se
proje-
cia dar
piincipio
a
uma
capella
ou
egreja
destinada ao
cullo
di
Sagrada
Família
JESUS,
MARIA,
JOSÉ.
E
’
um
pensamento
grandioso,
para
cu
ja realisação
ninguém
deixará
de
concor
rer.
A
sua
importância
sobe de
ponto,
se
attendermos
a
que
a
tem
uma
população
de
quinze
mil almas,
accrescendo
mais
seis
mil
das freguesias
do
concelho,
e
que
a
villa nào
lem egre-
jas
qne
comportem
este
numero.
Além
d
’isso
é
uma
terra
extraordina
riamente
concorrida
na
estação
banhista.
Nào
podemos deixar
de
applaudir
tão
alio
pensamento,
que honra
sobremodo
os
cavalheiros
p<omotores.
Ciir»
«í’«aun doeiate
peia ben^ão
<le
Dão
IX.—
M.
Alexandre
Ranque,
ne
gociante
de
Marselha,
tinha
perdido
dous
de
seus
íilhos,
viclimas do
tifo,
na
idade
de
vinte
annos.
Estava a
ponto
de
perder
o
terceiro
da
mesma
enfermidade,
toda
a
esperança
linha
desapparecido,
a
sciencia
linha
dito
a
sua
ultima
palavra. A’
vista
d'i'lo,
o
medico
que
tratava do
doente,
e que
era
tão
piedoso
como
habil
na
sua
arte,
disse
a
M.
Ranque:
«Aconselho-vos
de
pedir
a Pio
IX
a
sua
beoçio para
vos
so
filho.»
Este
snr.
fez
partir
immedia-
lamente
um
lelegramma para
Roma,
e,
quando
a
resposta
chegou,
o
doente
sen
tiu
uma
sensível
melhora,
poucos
dias
de
pois,
eslava
livre
de
todo
o
perigo.
llorte
d
’
»m
cHeriptor di^tSneio.
—
Em
Versalhes
falleceu,
depois
de
penosa
enfermidade,
o
snr.
A.
de
Fontaues,
um
dos
redóclores
do
«Monde».
Sermões.—
Começam
hoje
os
sermões
da
lesta
do
SS.,
na
Sé.
Antes
da
procis
são,
qóe
sahirá ás 5
horas,
pregará
o
snr.
padre
João Rebelo,
que também
orará no
sabbado.
Os
sermões
(1
’
amanhã
e
de
domingo
se
rão feitos
pelo
snr. padre
Setina
Freitas
o
qual
também
prégará
na
conclusão
do
Mez
de
Maria, nos Remedios, segunda-feira.
Compaioliia de gtiz
de JLigbot».
—
Lê-se
no
«Commercio
do
Porto»:
Segundo o
relalorio
da
direcção
da
Companhia
Lisbonense
de
Illuminaçâo
a
Gaz,
enviado
ao
governo,
com
relação
á
de
6
de
em
reis
30;
que
aos
domingos
e
dias san-
haverá
comboios
extraordinários
para
Braga,
sahiodo
8
horas
e
30
minutos
Braga
ás 6
horas
e
5
(Paquella
da
ma-
minutos
i
medalha
n
0
9
das
campanhas
da
liberda-
i
de,
gran-cruz
de
S.
Maurício e S.
Lazaro
■
de
Italia,
de
Ernesto
Pio
da
Saxouia,
de
Carlos III
de
Hispanha,
de
Leopoldo
da
Bélgica, do Leão
dos Paizes
Baixos, da
Aguia Vermelha
da
Prnssia,
da
Corôa
Vede
da
Saxonia,
da
Aguia
Negra
da
Pntssia,
de
Pio
IX,
do
Danebcrg da
Di
namarca,
cavalheiro
da
Annonctada
de
Ita-
lia,
etc., etc.,
nasceu
a
6
de
novembro de
1804.
Casou
no
dia
1 de
dezembro de
1827
com
a
sereníssima senhora
D.
Anoa
de
Jesus
Maria,
filha
d
’el-rei
D. João
VI.
Er<i
chefe
do
partido
historico.
Proeiaisão da
Trindade no Por
to.—
Fez-se
com
toda
a
pompa
esta im
ponente
procissão,
que
attrahiu
á
cidade
do
Porto
milhares
de espectadores de
diversos
pontos
da província.
A
procissão
sahiu
ás 5
hnras
da larde
e
recolheu
ás
8.
Levava 78 angiohos
e
coros
de meninos
e
meninas
do
liceu
da
ordem da
SS.
Trindade,
cantando
adiante
de
seis
riquíssimos
andores,
que
eram
o
de
S.
Felix
de
Valois,
S.
Miguel
dos
Sautos,
Santa
habel,
rainha
de Portugal,
S.
João
da
Malta,
Nossa
Senhora
dos Re
medios
e
a
Santíssima
Trindade.
No
fim
ia
o
Santo
Lenho,
debaixo
de
um riquíssimo
paleo,
fechando
o
préstito
200
praças d’
infanleria
18
X'i»
ei frngko
t> 4
morten.—
Deu-se
no
dia
23, na barra
d’A»eiro,
um
sinis
tro,
que
produsiu
bem
lamentáveis
con
sequências.
Eram
4
horas e
meia
da
manhã,
quan
do, ao norte
da
barra,
apparecerarn
vele-
i
jando 7
hiates,
com
signal
de
quererem
»
entrar.
Como
a
maré
oflerecesse
ensejo,
>
fiseram-lhe
signal
da
fortalesa,
e
os
na-
.
vios
approxitnaram-se,
migrando
pelo
ca-
i
nal,
sem
novidade,
lies
das
referidas
em
barcações.
Mas
as
horas
iam
passando,
e
quando
a
maré
estava
já
a
repontar
para
o
mar,
aproou
a
barra o hiate «Andrade.» Fise-
ram-lhe
imrnediatamente
da
fortalesa dois
tiros
mas
debalde,
porque
o
navio
eslava
no
banco
e
já
nào
podia
retroceder.
Veio,
por
isso,
avançando,
mas
uma
forte
vaga,
apanhando
o
navio
cm cheio, fal-o
des
governar.
Passou-se
então
uma
(festas
«cenas
difliceis
de descrever. O
hiate,
que vinha
sem
lastro,
e
por
consequência
com
o
casco quasi
todo
ao
cimo
d’
agua,
oscila
nas
onaas,
atravessa-se
na
barra, e
sos-
sobra,
caindo
com
os
pannos
n
’
agua.
Da
tripulação,
que
se
compunha
de
8
'
homens,
morreram
4, um
dos
quaes
viuvo
ha
15
dias,
e
pae
de
7
íilhos.
Salvaram-se
a
nado
o
capitão,
Anlonio
de
Sousa,
qoe
‘
chegou
a
terra
com
um
braço
partido,
e
.
mais
tres
(lo<
seus
companheiros,
lambem
em lamemtavel
estado.
Morreu
um
filho
do
capitão,
de
16
annos
de
idade.
O
«Andrade»
era
um
hiate
novo,
e
disem-nos
que
vioha de
Villa
do
Conde.
A
allandega dirigiu-se
logo
ao
local no
sinistro,
mas
cremos
que
o
navio, a
jul
garmos
pelo
sitio em
que
sossobrou,
está
a
esta
’
hora
complelamenle
desfeito.
AreeiSàivgo
de
Vermoim.—
Acabam
I
<Je
ser
conferidas
ao
exm.°
e
revm
0
snr.
i
dr.
Lucio
Antonio
da
Costa,
abbade
de
>
Soutello,
e
governador
do
arcebispado
du
rante
a
doença
do exm.
’
e
revm.0 snr.
D.
José,
Arcebispo
Primaz,
as
honras
de
arcediago
de Vermoim,
dignidade
vaga.
Damos
os
parabéns
a
sua
ex.
a
por
este
honroso
despacho
o
qnal se
não tem pro
ventos,
dá-lhe
assento
entre
os
capitula
res
qne
vão
ao
sobo,
como
se
vê
pelo
seguinte
:
Decreto.
=~Tomando
em consideração
o
que
Mc
foi
presente
por
parte
do
Reve
rendo
Arcebispo
Primaz
de
Braga
a
res
peito
do
provimento
da
Dignidade
honori
fica
d
’
Arcediago
denominado
de
Vermoim,
que
se
acha
vaga na
Sé
Primacial
de
Bra
ga
;
e
constando
das
informações
do
mes
mo
Reverendo
Prelado
a
respeito
das
re-
commendaveis
circumslancias
que concor
rem
na
pessoa do presbytero Lucio
An
tonio
da
Costa, Bacharel
formado
em
Di
reito,
Parocho
collado
na Egreja
de
S.
Mi
guel
de
Soutello,
e
Juiz
da
Secção
de
Re
curso Pontifício
da
Metropole
Bracarense,
antigo
Arcipreste
do
Districto
de
Braga
e
de
Amares,
e
modernamente
encarregado
do
despacho
e
expediente
ordinário da
Dio
cese
no
impedimento
do
Prelado,
o
qual
por
seu
comportamento,
mérito e
serviços
prestados á
Egreja
e
ao
Estado
no
desem
penho
das
ftincções inherentes aos difleren-
tes
cargos
e
commissões
que
tem servido,
se
torna
muito
digno
de
contemplação
:
Deferindo
ao
requerimento
do referido pres-
bylero
Lucio
Antonio
da
Costa,
Hei
por
bem
Fazer-lhe
MerCê
de
o nomear e
apre
Ao
sentar
na
dita
Dignidade
de
Arcediago
de
Vermoim,
que
se
acha
vaga
por
obito
do
ultimo e
imrnediato
possuidor,
que
d’
ella
foi,
o
presbytero
Joaquim
José
da
Costa
Lobo
;
ficando porém
entendido
que
sen
do
a
mesma
Dignidade meramente honori
fica.
o
agraciado
só tem
direito pela
pre
sente Mercê
Regia a
Iodas
as
distineções
e
prerogativas
lambem
simplesmente
ho
norificas
que
respectivamente
lhe
perten
çam
pelos
antigos
uzos
e
eslylos
da
Calhe-
dral,
e
que
não
involvam
de
modo
algum
aclos
de
jurisdicção
ou
ftincções
que
se-
*
jatn
próprias
e
privativas
das Dignidades
que
leem
a
investidura
ou
instituição
ca
nónica
no
corpo
Capitular
da
mesma
Ca-
thedral.
O
Ministrio
e
Secretario d
’
Estado
dos
Negocios
Ecclesiaslicos
e
de
Justiça
assim
o
tenha entendido
e
faça
executar.
Paço,
em
11
de
Março
de
1875.—
REI.
to
.
----
-----
Augus-
Cesar
Barjona
de
Freitas.
4 SEUm RELIGIOSA BRÃCàRENSE
Em
breves
dias
sairá
a
publico
este
semanario
religioso
que
etn
parte
vem
su
bstituir
a
União
Catholica
e Atalaia
Ca-
lholica
que
por
espaço
de
19 annos se
pu
blicou
n
’
esla
cidade.
Esperamos,
pois, que aquelles
snrs.
que
eram
assignantes
(Pestes
jornaes
o
serão
d
’
este,
o
qual conterá
:
As
leis,
decretos
e
portarias
do
Minis
tério
dos
Negocios
Ecclesiaslicos.
As
Pasloraes,
Exhortações,
Editaes
e
otilras
medidas
g«raes
expedidas
pela
Secre
taria
de
S.
Exc.
4 Rev.
raj
o
Snr. Arcebispx
Os editaes
de
concurso,
os
provimen
tos das egrejas, as
Provisões
(1
’
Encommen-
dação
e
outros
actos
da
Camara
Ecclesias-
ticado Arcebispado.
Os
factos
mais
notáveis
da
Egreja
Catho
lica
com
relação a
Portugal.
Artigos
de
doutrina
religiosa,de
liihurgia
e
de
Historia Ecclesiastica
que
digam
respei
to a este
Arcebispado Primaz
das
Hispanhas.
j
Apotegmas
ou
ditos
senlenciosos
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias
de
varões
illuslres
por
sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos á
Egreja.
Preço
d
’
assignalura:
por
anno
1^200 —
seis
mezes
600
réis.
—
Com
estampilha
por
anno
l$500
semestre
750.
Assigna-se
em Braga, na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3,
para
onde
deve ser remetti-
da
toda a
correspondência ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
VA E2.Q 3£ gj>
e
>
32 SB
meia
pnrtieular
nsnigo Anto-
nio da
Cunha Eloílrigues»
Nào
desproses
estas
linhas
No
estylo
táo
mesquinhas,
Mas
em
fim
as
magoas
minhas
Disem
mais
que
a
gratidão.
(f.
X. DE NOVAES.)
Minha
lyra
é
tão queixosa,
Qoe só
sabe
suspirar:
Falia
com meu
pensamento,
Pranteia
o
meu
penar;
Mas
como
é
unico dote
Que
a
sorte
legou-me
á
vida
Não
importa
que
sentida
Vá
meus
males
relatar.
Vá
meus males
do
Prata,
cantor,
Aqui
nas
plagas
D
’
onde
Dias
foi
A
poesia
se
retraia
Com
mais
bella
e
viva
côr;
Porém eu,
triste
avesinha
Que não
tom
plaga,
nem
corte,
Nos
versos
maldigo
a
sorte
Exhausta
mesmo
de amor.
Uns
são
poetas
das flores,
Risonhos
na mocidade
Vales
mesmo
de
alta
plana,
E
eu sómenle
da
saudade
Exprimo
os
simples
cantares:
A
minha
lyra
é
queixosa,
Minh
’
alma
triste,
saudosa
Só
nutre
a
flor
da amisade.
Sou
bem
moço
;
mas
qual
flor
Qoe
pende ainda
em
botão
Eu
lambam
pendi
a
fronte
Da
descrença
na
soidão ;
Já
não
tenho
no
meu
peito
Nem seqimr
ura
pensamento.
Que
me
affague
o sentimento,
Que
me
legue
uma
illusão.
3
E
assiru
sem
flores,
sem risos
Sem
esperanças
de
amor
O
mesmo
pranto
me
falta
Para
orvalhar minha
dor:
Por
isso
n
’
estas
palavras
Que
nem
sei
como
as
escrevo
pagar
quero
o
que
te
devo,
Por que nem sou
trovador.
Curityba
27
de
abril
de
1875.
Albino
J.
da
Silva.
—..........
———
COMnEBCIO
B
olsa
de
B
raga
24
de
maio
de
1875
EíTeetuado
Banco
de
Villa
Real
44^100.
Obrigações
do
caminho
de
lerro
do
Minho
e
Douro (3.
a
emissão) 12-0300
25
de
maio
de
1875
BOLSIM
Effeetuado
Banco
de
Villa
Real
540200.
Banco
de
Bragança
130000.
Banco
Portuguez
(2.a
emissão)
210400.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
REVALESCIERE
DU
BARRY
de Londres.
09
animo» «Fenvariavei eueeesMO
1
Nenhuma
enfermidade resiste
á
de
liciosa
Reoalescière
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
fle,
•gma,
arroios,
amargor
na
bocca,
piluitas-
nauseas,
vomites,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólica
*
,
tosse, athsma,
fal
ta de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta, do
alito,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do
liga
do,
dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa
e
do sangue.
Mr.
Liviogslone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relalorio
que
lez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres so
bre
a
sua
viagem diz:
«Os
habitantes
da
província
d’Aogola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade, el-
«les
não
precisara
nem médicos
nem
pur-
«ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo a
^Revalesciére
que Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
lisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade
de
eva
cuar,
diarrhea, etc.,
etc.,
são
moléstias
«complelamente
desconhecidas,
como
tam-
«beiu
desconhecem
as
bexigas,
o
ssram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Scans de
De-
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e do
caminho
de
ferio de Merida a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que com
o
uso
da
Reva-
lescicre, obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias gravíssimas
ern
alguns
clientes
residentes
n
’
esta cidade,
lembran
do-me
o de
D.
Filippe
Z
*
ppina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega de
Manila
nas
ilhas
Filippioas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qual
continua
a
melhorar
tom
o
seu
uso;
de D. Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte annos que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito de
muita
gravidade. E
para
fazer
constarem
toda
a
parle, a
assigno
em
Cordova
cm
13
de
outubro
de
1873.
Doulor
Manuel
Saens
de Jejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne
sem
esquentar,
econoraisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de
lata,
de
1
/À kilo,
500
;
de1
/,
kilo 800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/,
kilos,
30200
reis;
de 6 ki-
los,
60100
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoilos
da
Revalesciére
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
?. 800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére cSno©<sIaíada
?
ella
res-
titue
o
appetiite,
digestão,
somno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas, e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne, e que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó em caixas de folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
d«
24
chave-
nat»,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
»U
B1RR1 4í
C.a -
Pia-
ce
Vendòrne,
26,
Páriz
;
77
Regenl-Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguislas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por grosso e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
<fc
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
á
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
bequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz. e
Costa,
pharm.
;
Bareell»»,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Autonio
Vieira,
pbarm.
;
Cuimarfie»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pen»-
Ael,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do Ei ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa
do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pharm
a.
;
Vianna
do
Castello,
Aflouso
e
Barros,
droguislas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
GRANDE
GALERIA
m©UBIÁ«BS®lliMÀ
Continua
aberto
ao
publico, no campo
de
SanCAnna
uru
grande
panoramma
que
além
de
variadas
vistas
de
monumentos,
paisagens, etc.,
apresentará
á
apreciação
do
publico, mais
4
vistas
de grande mé
rito,
representando
:
1.
a
A
batalha
de
Somorrostro,
que
começou
no
dia 25,
prolongando-se
até
27
de
Março
de
de
1874.
2/
Combale
naval
em
frente
de
Carlha-
gena.
3.
a
Fugida
dos
insurgentes
de
Carlha-
gena,
por
entre
a frota
hespanhola,
com
mandada
peio
almirante
Chicarro.
4.
a
Cerco
de
Carlhagena, e o
bombar
deamento.
Estas
vistas
estarão
á exposição
hoje,
25
de Maio,
pela
primeira
vez, desde
as
10
horas
da
manhã
ás
11 da
noite.
Entrada
geral
...
40
reis.
--
—
•
Ql
e
«C5S5SS-
—
--------------
Degpetfida
e agradeeimento
Eduardo
Cândido Pereira
Pinto,
grato
ás
inequívocas
provas
de
consideração
e
amisade
que
recebeu
de
vários
cavalhei
ros
e
senhoras
por occasião da
sua
visi
ta
a
esta cidade,
vem consignar-llies
por
esle
meio
o
seu prolundo
reconhecimento
e
offerecer-lbes
o
seu
limitado
préstimo
na
cidade
de
Penafiel, para
onde
se
retira.
Vianna
23
de
maio
de
1875.
Eduardo
Cândido
Pereira
Pinlo
Segundo
sargento
d
’
infanteria
6.
AGRADECIMENTOS
Bernardo
Joaquim
Fernandes
da
Cruz,
Rita
da
Conceição
Cruz,
Autonio
Joaquim
da Cruz,
e
o
padre
João
JoȎ
Vaz
da
Cos
ta Amorim,
penhorados
para
com
todas
as
pessoas que
os
visitaram
e
obsequia
ram
por
occasião do
lallecnuento
de
sua
muilo
presada
filha,
nela
e
afilhada,
Ma
ria da
Conceição Cruz;
e
bem
assim
para
com
lodos
os
ill.
11108
snrs.
que
lhe
deram
a
sua
maior
prova
de
estima,
assistindo
ao
responso de
gloria
na
real
capella
de San
ta
Cruz,
e no
cemilerio
publico
no
dia
14
do
corrente,
e
em
particular
aos
dignos
membros
da
capella
do
ill.
1110
snr.
Luiz
Baplista,
que
graiuitamente
se
dignaram
prestar-lhes
seus serviços no
dito
responso
de
gloria
:
a
todos
agradecem
por
este
meio
na
mw^ssibilidade
5
-
de
o fareretn
pcssoal-
menteMb)lestando3Kes
seu
sincero
reconhe-
cimentoje
eterna
gratidão.
(2451)
Manoel
Ignacio
Amorim
Novaes,
D.
Rosa
Barbara
do Valle
Amorim
Novaes,
D.
Josefa
Rosa
do
Valle
Amorim
Novaes,
D.
Francisca
Emilia Abreu e
Couto
e
Fran
cisco
Xavier
Leite,
agradecem,
por
esle
meio,
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
obsequ'al-os,
por
occasião do
fallecimento
e
funeral
de
sua
presada irmã e
cunhada
D.
Emilia
Rosa
do
Valle
Amorim Novaes,
sepultada
no
dia
7
do
corrente
mez
de
maio
no
templo
de Nossa
Senhora
Apparecida,
desta
freguezia
de
Balugães,
protestando
a
lodos iudistinctamenle o seu eterno
reco
nhecimento
e
indelevel
gratidão. (2459)
Antonio
José
Pinto
da Costa
Rebello,
e
sua
mulher
D.
Adelaide
Julia
Pinlo
de
Sousa
Rebello,
Visconde
de
Montariol,
conego
Manoel
Antonio
da
Costa
e
Telles
Gomes
d
’Araujo
Alvares,
áquelles
primos
e estes
testamenteiros
do
fallecido
o
ex.
m
°
snr.
Barão
da
Gramosa,
não
lhes
sendo
possivel
agradecer
pessoalmenle
a
todos
os
ill.mos
e
ex.1,108
snrs.
*
?
mais
pessoas
que
os
honraram
com
a
assistência
aos
oflicios
fúnebres qoe se
celebraraoj
na
egreja
dos
Congregidos
d’
esta
cidade
no dia
12do
cor
rente
mez
de
maio,
e
aos
responsos de
sepultura
pela
alma
do mesmo,
lançam
mão
d
’
esle
meio
para
Ifies
testemunhar
seu
eter
no
reconhecimento
e
gratidão.
(2462)
O
padre
Francisco
Jusé
Pereira,
e
seu
irmão, José
Maria
Pereira;
crêem
terem
agradecido
a
tadas
as
pessoas
que
os
vi
sitaram
e
lhes
prestaram
serviços
por
oc
casião
do
fallecimento
de
seu
muilo
pre
sado
pae;
porém
como
possa haver alguém
a
quem
por esquecimento
o
não
tenham fei
to,
servem-se
d
’
e»te
meio,
protestando
a
todos
a
sua
gratidão
e
reconhecimento.
(2461)
Os
abaixo
assignados
testamenteiros
do fallecido
bacharel
Anlonio
Manoel
Al
vares,
professor
jubilado
de
relhorica no
liceu
d
’esta
cidade,
não
o
podendo
faser
pessoalmente
como
era
seu
dever,
do
que
pedem desculpa,
servem-se
d
’
este
meio
para
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
os
obsequiaram e
honraram
o
cadaver
do
seu
finado
amigo,
assistindo
aos
oflicios
fúne
bres
na
egreja
de
S.
João
do Souto,
e
o
acompanharam
ao
cemilerio
publico.
Especialmente
agradecem
ao
ex.
m
°
rei
tor
e
corpo
docente
do
liceu
e á
illiistra-
da
classe
escholaslica os seus valiosos
serviços,
e
a todas
teslimuuham
a
sua
eterna
gratidão.
Braga
21
de
maio de 1875.
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães.
Jucintho
Fernando
Sequeira
Vtllaça.
(2453)
Manoel
Baplista
Marques
Dias,
D.
iMa-
ria
da
Conceição
Soares
Freitas
Marques
Dias
e
João
da
Costa
Palmeira,
agrade
cem
a
todas
as
pessoas
que
lhes
deram
provas
de
dedicação
durante
a
faial
doença
a
que
succumbiu
sua
chorada
mãe,
sogra
e
prima
D.
Francisca
Amalia
Marques
Dias,
bem
como
áquellas
que
assistiram
aos
oflicios
na
egreja
dos
Congregados,
e
a
acompanharam ao
cemilerio;
de
todas
conservarão
perpetua
lembrança
e
profun
do
reconheciinenlo,
assim
como
das
que
iguaes
demonstrações
d’
amisade
lhes de
ram
por occasião
do
duplo
golpe
que
sof-
freram
com
a
perda
de
seu
presadissim-
irmão,
cunhado
e
primo,
Antonio
Baptiso
ta
Marques
Dias.
(2454)
José
Luiz
Arantes,
declara para todos
os
effeilos
que
d
’
oravante
se assignará
José
Luiz
de
Sousa Arantes.
Amares
22
de
maio
de
1875.
CÃ.1ÍIM10
DE FETO
Dd HIOO
QUINTA-FEIRA
27
DE MAIO
DE
1875
Procissão «Se Corpsaa Chrigti
na cidade d<» Porto.
Os
passageiros
qoe
tomarem
logar para o Boi lo nos
comboios
4
e 2, que saem de Braga ás
4-21
m da manhã e 1-40 m da tar
de, teem um
comboio
de regres
so,
depois da
procissão,
partindo
do Porto ás
8 horas da noite e
chegando
a
Braga ás 10-7”.
Pelo
engenheiro
director,
O
engenheiro chefe
de
exploração
(2463)
A.
M.
Kopke
de
Carvalho
NOVO
HORÁRIO
A
antiga
sociedade
Viação Bracarense
que linha
e
tem
a
carreira
estabelecida
d
’
esta
cidade
aos Arcos,
e
dos
Arcos
a
Monção,
e
que partiam d’esia
cidade
ás
6
e 7 horas
da manhã e
1
da
tarde,
de
claram
que
desde
o
dia
26
do
corrente
ficam
partindo
os
seus
carros
de
Braga
para
os
Atcos
e
Monção,
o
primeiro car
ro
partirá
ás
5
horas da
manhã
e
chega
aos
Arcos
ás
10,
e
segue
dos
Arcos
para
Mon
ção
á
1
hora da
tarde
e
chega a Monção
ás
5.
O segundo
c«.rro
sahirá
de
Braga
as
3
horas
da
tarde
e
chegará
aos
Arcos ás
8,
e
o
terceiro
carro
sahirá
de
Braga ás
5
boras
da
tarde
e
chega
aos
Arcos
ás 9
*
e
seguem
os
passageiros
tfaquelle
segua-
do
carro e
d
’este
terceiro
para
Monção
ás
10
horas da
noite
chegando a
Monção
ás
3 da
manhã.
Ficam voltando
áquelles
carros
dos
Ar
cos
para
Braga
o primeiro
ás
5
horas
d»
manhã, chegando a
Braga
ás
10,
o
segun
do
fica
saindo
de
Monção
ás
4
horas
dai
manhã
e
chega
aos
Arcos ás
8
e
segue
para
Braga
á
1
hora
da
tarde
e
chega
a
Braga
ás
7;
o
terceiro carro fica
saindo
de
Monção
para
os Arcos ás
5
da
tarde
e
chega
aos
Arcos
ás
9,
segue
para
Bra
ga
ás
10
e
chega ás
3 boras
da
manha.
Preço»
t
De
Braga
a
Monção
e
vice-versa,
den
tro,
10000
reis,
e
fóra
800.
De
Braga
aos
Arcos ou
Barca,
dentre
500,
e
fóra
400.
A'
ullima
hora
para
o
caminho
Portella,
dentro
360,
fóra
320
rs.
Pico,
dentro
300
rs.,
fóra 240.
Villa
Verde,
dentro
200
rs.,
fóra
169.
Esta
sociedade
declara
que
em
tudo e
por
tudo
se
compromette
a
dár
fiel
cum
primento
ao serviço
que
se
acha
combina
do
com
o
snr.
Sebastião
da
Silva
Neves
e
irmão
Manoel, desde
Monção
a
Lisboa.
Braga
23
de
Maio
de
1875.
(2460)
José Luiz Ferreira.
Pela
repartição
de
fazenda do
dislricto
de
Braga
se
annuncia
que o
praso
lixado
pelo
edital
de
15 do
corrente
mez,
para
a recepção
das
declarações
que
os
con
tribuintes
do
concelho
de
Braga quizerem
apresentar
ao
Visilador nomeado pelo
go
verno,
para
conhecer
das
reclamações dos
mesmos
contribuintes
sobre
as
contribui
ções
industrial
e
de
renda
de
casas
e
sumptuaria,
é
prorogada
pulo
mesmo
Visi
lador
até
ao
dia
10
de
Junho
proximo
futuro.
Repartição
de fazenda do
dislricto
da
Braga,
24
de
Maio
de 1875.
O delegado
do
lhesouro,
Henrique
Francisco
Bizarro.
(C.
2457)
DE
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco a entrarem
com
a
2.a
prestação
de
25
p.
c.
ou 120500
reis
por
acção,
relativa
á
2.a
emissão,
desde
o
dia
15
a
25
de
junho
proximo.
Os snrs.
accionistas
residentes
no
Por
to,
pódem
efleclual-a
na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco
n
’
aquella
cidade.
Braga
13 de
maio
de
1875.
Os
directores,
Luiz
Anlonio
da
Costa Braga
Manoel
José
da
Cosia
GuimarãeK
(2439
C.
63
R.)
A
camara
municipal
do
concelho de
Braga
faz
publico,
que
ficam
espaçadas
para
o
dia
31
do
corrente
as arremata
ções
dos
rendimentos
:
Dos
logares
da
casa
da
Alfandega.
Da
limpeza
da
cidade.
<
casa
da
Praça
Municipal.
«
<
do
mercado
do
Salvador.
Do
quintal
do matadouro.
E
do
resto
dos
terrenos
do
cemiterio
Braga 24
de
Maio
de
1875.
O
Presidente,
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
(C.
2458)
VENDA DE CASAS
.<7^
Q
ue,n
quizer
comprar uma
mo-
JíitiL
ra(
^
a
de casas
cita na rua
dos
Sa-
palejros
n
o
g
póde
dirigir-se
a
Rosa
Maria
de
Oliveira,
moradora
na
mes
ma
casa.
(2456;
NOVO
HORÁRIO.
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
<fc
Ir
mão,
fasem
publico,
que
desde
o
dia
27
do
corrente
inclusive,
mudam
a
carreira
diaria
qne
teem
estabelecida
entre
Braga
e
a
Povoa
do
Varzim
das
6
horas
da
ma
nhã
para
as
4, devendo chegar
á
Povoa
ás
10
da
manhã. Sae
da
Povoa
ás
4
ho
ras
da
manhã
e
chega
a
esla
cidade
ás
áO,
tendo
demora
em
Barcelios
meia hora
tanto
na
ida
como
na
volta.
Braga
24
de maio
de
1875.
0
gerente
A.
Loureiro.
(2455)
Santa
Casa
da
Misericórdia
da
cidade
de
Braga.
A
Meza
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
faz
saber,
<jue
tem
deliberado
remover
para
o
cemi
tério
publico
as
catacumbas
e ossadas que
se
acham
no
antigo
cemiterio
dos
Des-
presos
;
convida,
portanto,
os herdeiros
ou
parentes dos fallecidos
que
temporariamen
te
foram
depositados
nas
mesmas
cata
cumbas
a
virem
no
praso
de
60
dias,
contados
da
data
d
’este
annuncio,
tomar,
quando queiram,
conta
da
respecliva
os
sada,
sob
pena
de
findo
o
referido
praso,
se
proceder
á
competente
demolição
e
se
rem
esses restos
morlaes
envolvidos
na
ossada
geral.
Braga
e
secretaria
da
Misericórdia
5
de
Maio
de
1875.
0
Provedor,
(2422)
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
APROVEITAR
Na
rua
de
S.
Vicente
n.° 22
A,
se diz
onde
ha
dois
homens
habilitados para
lec-
cionar
francez
e
instrucção
primaria
e
pri
meiras letras
a
preços
reduzidos,
podendo
os alumnos
aproveitar
mais
em
seis
me
zes,
do
que em
outra
parle
um
anno.
Também se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades precisas e
bons
tratamentos.
CASA
N.° 80
Rua
de S.
Vicente
—
Braga
N
esta
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços
reduzidos
e
com muito
bom
trata
mento.
(2382)
TABACOS
MO
Comniigaão
aos
snrs. estanqueiros
Fumos
15
por
cento,
Rapé
30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do
Souto n.°
27,
Esquina
da
roa do
Jaoo.
(2353
C. 34
.R)
Rapaz
para negocio
Precisa-se
de
um
de
12
a
14 annos
para
o
Porto.
Falla-se
na
rua
de
D.
Pedro
n.°
24
em
Braga.
(2450)
G
a r r e ir a
semanal
A’
s quartas
feiras
COMPANHIA DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
DO
PACIFICO
Rio
de Janeiro,
Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, Arica,
Islay e
Callao
CAHREIRA
QUINZENAL PARA
PERA AN1BDCO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
com°
até
aqui
tem
oíferecido aos
snrs.
passageiros:
exeeiientes
eommodos, bom tra
tamento, bastante espaeo para
bagagens
e viagens rnpiiãas,
pois
que
OS
Paquetes do
Pueiíleo
tem
gasto sómente
13
dias
de Eisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do Porto
para
Lisboa
Catalogo
d
’
alguns
livros
que
se
vendem
na
Livraria
Calholic^
rua
do
Souto,
n.°
10.
Braga.
Elucidário
das
palavras,
termos
e
frases,
qoe
em Portugal
autigamente
Se
usáram.
Liboa
1799.
2
vol.
foi.
enc.
35600.
Cândido
lusitano.
Diccionario
p
oe.
tico.
1
vol. em
4.°
enc., 900.
Autoine.
Theologia
Moralis. 4
vol,
em 8
0
enc., 15000.
-
Bielionaire historique. 4
vol,
etn
8.°
gr.
enc.,
25400.
Jlartyroiogium Bomanun
(1584)
25250
Idem,
com
notas (1620),
15200.
Hetliodo
da
Eiturgia Bracuren-
se.
Braga
1837.
1
vol.
em
4
°,
400.
Verdadeiro
metliodo de estudar
(Verney)
3
vol.
em
4.°
enc., 15500.
Quevedo.
Ob<as.
5
vol.
em
4.°
enc.
35000.
Nlirabilia
Romae.
1575.
1
vol.
enc.
15200.
Conduite
des
confesseurs
1 vol.
400.
Tratado de da
confiança na mk
sericordia
de
Deus,
1
vol.
enc.,
300.
I
Birecteur
spirituel.
1
vol.
240.
Elementos.
dHigyene,
por
Francia®
de
Mello
Franco.
1
vol.
400.
Garçdo.
Obras
poéticas.
1
vcl.
em
12?
enc.
3<>0.
P.
e
Montreuil,
Estabelecimento de
la
Iglesia.
5
vol.
em
4.°
25500.
Azevedo.
Chronologia
dos
Sutumos
Pontífices
1
*ol
enc.
200.
Nlonarchia Lusitana,
parte
I,
II,
Hl,
IV
cada
volume.
35000.
IBystiea Ciudad
de Dios.
3
vol,
em
foi.
enc.
45500.
Guevara.
Oralorio
de
Religiosos.
I
vol.
enc.
200.
Justa aeelamaçfto
de
D. João
IV.
1
vol.
em
foi.
enc.
25250.
Caramuru.
Poema
epico.
1
vol.
enc.
240.
Nloreri.
Diccionario
hislorico
(Em
es
panhol)
10
vol.
em foi. 105000.
Biverius.
De
per
fedo
canonico.
2
vol.
em
foi.
25400.
Scarfantoni.
Lucubraliones
Canctli-
cales.
2
vol.
em
foi.
55000.
Fleury.
Histoire
Ecclesiaslique.
vol.
em
8.°
125000.
Além
d
estes
ha
outros
livros,
qoe
se
vendem
por
preços
commodos.
NOVA FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio
Germano
Ferreirinba
NA
Travessa
de
S.
João
BMKH A Wi
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
MINHO
.
.
29
dê
Maio
| DOURO
.
.
13
de
Julho
BOYNE
.
. 13
de Junho
|
MONDEGO
.
29
de
>
TIBER
•
•
29
de
>
|
NÊVA
.
.
13
de
Agosto
0 paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
0
paquete
de 29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Os
preços são muito
rasoaveis
Esta companhia para maior vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores, criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo tratamento
se
torna
hoje o
melhor
possivel.
Cada
passageiro
de
3.a
classe
tem grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
guèza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
preslam-se
em
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(581)
Crianças
dos
passageiros
3.
*
CLASSE
2.
‘
CAMARA
1.
*
CAMARA
Pernambuco
.........................................
40&000
81^000
108&000
Bahia....................................
40^000
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro....................
45&000
■
90at)00
lí
101)00
Montevideo
e
Buenos-Avres.
.
54&000
90&000
157^500
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
126^000
189&000
308&500
Até
aos
12
annos meia
passagem.
Até
aos
8
annos a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma só
de
cada familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá de
Lisboa
um
paquete,
os passageiros
de
3.
*
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida a
portugueza
em
abundancia e
vinho duas
vezes
por dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
& Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
á
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K ★)
ALTA
NOVIDADE
Rua
do
Souto, SO
Junto
á'rua
de
Jano.
CHAPELARIA
AE1IEI1IA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima moda,
grande
e
variado
sor
tido
de
chapeos,
de
se
da
e
de
feltro,
para
homem, menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets, que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda, com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
cireumstancias.
(2350)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
NOVIDADE
44,
Rua
do Souto, 44
Campos
à Almeida, acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de chapéus
de
feltro
e seda, «ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(681)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assenlaraento
e
coupons.
(I)
Aonde
faz toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de todos
os
tamanhos, canos para
agoas
e
gaz, e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jeclos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
L
’
Uluslration
de
la
mode. O
mau
elegante,
ncamente
illustrade
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes i11ustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
loilelle,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio Chardron.
largo.de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
oífervce
aos seus
assignan
tes
um
magoifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
qne é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’assignatura
—Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
Precisa-se
de
um
caseiro que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante
d
’esta
cidade
uma
legua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fructos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3
—
Braga.
(2435)
«n
xm
e
yj
i
w
ta
wtiwa»1 m
»
i
r r
hui
—
»
i
n
wrwi
uwe.
—
«
*
^
5
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1873» - É o formato de
-
comerciominho_27051875_350.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)