comerciominho_27041875_338.xml
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-
3?
ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
338
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
bditor
s
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.®
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.™
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUIÍ
«2
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1S250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20 ®/0 d
’
abatimento.
o
snr.
Barjona de
Freitas
julgou-se
com'
direito
a
avassallar
a
Egreja.
E
como
aquelles
dois tirannos
em
re
motas
plagas, também
o
ministro
portu-
guez
empregou
o
terror,
a
perseguição,
a
fome
e
até
as
ameaças
do
cárcere.
Não
entramos
na
apreciação moral do
ecclesiastico
que
mereceu
as graças
de s.
exc.
a
rev."
a
,
pois
o
que
nos
importa
sa
ber
é
que
sendo
elle
o
poino
de discórdia,
não
nos
parece
bem
que
se
aproveitasse
como
meio
para uma
reconciliação
em que
a
parte
offendida se
vê
por
isso mesmo
despeitada.
Ainda
mais;
se
esse
ecclesiastico,
co
mo
parocho
distante
da
cabeça
da
diocese,
não
tem
nem
póde
ter
aqui
a
sua
resi
dência,
sem
que
o
dispense,
quem póde,
seria
muito
conforme
com
as
leis
da
Egreja
a
escolha
feita
da
sua pessoa para
representar
o
snr.
bispo
em
Bragança?
Repetimos
1
;
o
primeiro
acto
pelo
qual
o
ex.
mo
snr.
bispo
de
Bragança iniciou
os
trabalhos
do
seu
episcopado,
parece-nos
menos
pensado
e
reflectido.
E
as
simpalhias
que
nos merece
o
au
ctor
illustre
da
Questão
de
Roma
levam-
nos
a
crer,
que
a
sua
vontade
teve
que
obedecer
aqui
a
força maior.
Origem dos
furores
maçonicos
em
Bue
nos-Ayres
é,
entre
outras,
a
que
se
col-
lige
dos
seguintes
Documentos
nfficiaes
:
Chamamos
a
attenção
dos
nossos
lei
tores
para
os
documentos
qoe
abaixo
pu
blicamos
e
que
são
allamente
significati
vos.
E
’
um
exemplo
dado
por
uma
re
publica
aos
nossos
republicanos.
iNicdáo
Ávellaneda,
presidente
da repu
blica
Argentina
a
Sua
Sanctidade
Pio
IX
Pontífice
Máximo-
«Sanctissimo
Padre.
—
Terminou
o
pe
ríodo
administrativo
do
cidadão
D.
Do
mingos
F.
Sarmienle
e
cabe-me
hoje
a
honia
de
communicar a Sua Sanctidade
que
fui
elevado á
puprema
magistratura
da
Republica Argentina
pelo
voto
dos
meus
concidadãos,
tendo
tomado
posse
no
dia
12
do
corrente
ame
o
congresso
dos
representantes da
nação.
«Ao
cumprir
este
alto
dever
me
é
sommamente
grato
manifestar
a
Sua
San-
clidade
que
s<rá
um empenho constante
do
meu
governo
cultivar
e
estreitar
as
amistosas
relações que
ligam a
Republica
Argentina
á
Santa
Sé.
«Rogo-vos,
Sanctissimo
Padre,
accei-
leis
meus
votos
para
que
o
ceo prolongue
vossos
dias
para
maior
prosperidade
da
Egreja.
«Dada
no palacio
do
governo
nacional
no
dia
2
do
mez de
outubro
de
1874.
—
N.
Á
vellaneda
.—
Pedro
A. Pardo.»
BBAGA-TEBÇA-FEIRA
»» 1>E
ABHIE
Mais
uma
vez
foram
illudidas
as
espe
ranças
dos
catholicos
portugueses!
O
novo
bispo
de
Bragança,
cujos
pre
cedentes
tanto
nos
deixaram
entrever
na
apresentação
de
s.
exc.
a
um estrenuo
de
fensor
dos
direitos
sagrados
da
Egreja,
veio surprehender
a nossa
expeclativa,
com
um
acto
qoe
destroe
quasi
comple
tamente
a esperança
que
nutríamos,
des
lustrando
não
pouco
a
soa
vida
apostólica.
Queremos
fallar
da
nomeação
do
seu
representante
em
Bragança,
feita
por
s.
exc.
a
rev.ma
na
pessoa
do ecclesiastico,
que, indigitado
pelo
governo,
para
vigário
capitular,
sede
vacanle,
deu
logar
ao
la
mentável,
não
menos
que
injusto
conffi-
cto
travado
pelo
governo
contra
o
illus
tre
cabido
d’
aquella
diocese.
Como
são
os
homens,
e
o
que são
as
coisas!
O
snr.
bispo
Ferrão,
que, quando co-
nego
da
patriarchal,
voiou
na
eleição do
vigário
capitular contra
o
indivíduo
indi-
getado
pelo governo,
declarando
que
o seu
voto
significava
apenas
um
protesto
con
tra
a
chamada
insinuação
regia,
aparece
agora
condemnando,
ainda
que
tacitamen
te,
o
procedimento
de
um
cabido,
que
para
desempenho dos seus
deveres e
tran-
quillidade
da própria
consciência,
repelliu
a
mesma
insinuação,
contra
a
qual
pro-
testára
aquelle que agora
é
seu
prelado.
E
porque
o
faria
assim?
Que rasões addusirá
o
snr.
Ferrão,
para
desvanecer a
magoa
que
o
seu
pro
cedimento
acaba
de
lançar
nos
corações
catholicos,
e
explicar
esta
inconsequência?
Terá
por
ventura
s.
exc.
a
agora
que
é
bispo
da
Egreja
Catholica,
poder bas
tante
para censurar
assim
os
que
perma
necem
lieis
ás
leis
que regem
a
mesma
Egreja
?
Julgar-se-ha
por
ventura
fóra
do
al
cance
dos
cânones,
para
que
por
tal
fôr
ma
possa
exprobar
aos
que
os
observam
a
sua
obediência
?
Nada
d
’
isto.
O
motivo
unico
que
até hoje
temos
podido
colher
do
passo
dado
por s. exc.
a
rev.ma
é
a
necessidade
de um
accordo
entre
os
dois poderes.
Muito
bem;
não
seremos
nós
que
im
pugnemos
esta
rasão
d
’
estado
;
mas
o
snr.
bispo,
sabe
muito
melhor
do
que
nós.
que
a
este
accordo
nào podem,
nem
de
vem
sacrificar-se
os
direitos da
Egreja
que
são os
direitos
de
Deus.
Se
foi
o
poder
civil quem
rompeu
as
hostilidades
coutra
a
Egreja,
arrcgando-se
sobre Ella
um
poder
que
não
tem,
hade
ser
a
Egreja
obrigada
a
ir
rojar-se
lhe
aos
pés,
pedindo-lhe
a
troco
da
sua
in
dependência
e
dignidade
uma
paz,
que
aprecia,
quando
em
justas
condições,
mas
de
que
não
precisa,
se
ella
é
apenas
um
meio,
para
extorquir-lhe
a
liberdade,
com
que
a
dotou
o
seu
divino
Fundador?
Não;
um
accordo
por
tal
preço, sabe
muito
bera
s.
exc.
a que
o
não
quiseram
nem
Jesus
Chrislo, nem os
Aposlolos,
que
morreram
antes
que
trahir
a
sua
mis
são
celeste.
E
o que
leria
sido
já
da Egreja
se
tal
podesse
ser?
For
uin
accordo
d
’
este
genero
ha
muito
que
trabalham
Bismark
na
Aliemanha,
e
Rio
Branco
no
Brasil.
Mas
um
dever
de
justiça
manda-nos
crer
que,
como
os
egregios
prelados
d’
a*
quelles
dois
paises,
o
snr.
bispo
de
Bra
gança,
se
não
prestaria
a
elle.
Pois
o
que
lá
é
injusto,
não
póde
ser
justo
entre
nós.
O
plano
contra
o
Catholicismo
é
o
mesmo
e até
os meios
de
o
levarem
a
cabo não
diflerem.
Como
Bismark,
e Rio
Branco, lambem
de,
estando
escripto,
bemavenlurado
opo-l
vo
cujo
Senhor é
o
seu
Deus,
nada
po-1
derás
fazer
de
mais
opporluno
para
a
fe
licidade
publica,
do
que
empenhar-te
em
defender
os
direitos da
Religião Catholica,
e
em conservar
tão
intacta
a
liberdade
da
Egreja,
qne
o
poder ecclesiastico e
o
civil
possam obrar
de
commom
accordo
em
promover
a verdadeira
felicidade
do po
vo.
Rogamos
a Deus
que
te
coaceda a
firmeza
e auxilio
necessário
para
levar
isto
a
effeito,
emquanlo
que,
como
pe
nhor
da
sua
graça
e
como
prova da nos
sa
paternal
benevolencia
com
todo
o
afle-
clo
damos
Nossa
Bênção Apostólica
a
li,
querido
filho,
illustre
e
honrado cidadão
e
a
toda
a
Republica que
presides.
«Dado
em
Roma
em
S.
Pedro
no
dia
10
de
dezembro de 1874,
vigésimo
nono
anno
do
nosso
Pontificado.
Pio,
P
apa
IX.
«Ao
nosso
querido
filho
e
honrado cidadão
Nicoláo
Ávellaneda,
presidente
constitu
cional
da
Republica
Argentina.
PIO
PAPA IX.
«Querido filho,
illustre
e
honrado
ci
dadão, Saude
e
Bênção
Apostólica.
«Nós
le
felicitamos amado
filho,
illus
tre
e
honrado cidadão, por
haverdes
re
cebido
uma
sincera
e esplendida
prova de
publica
estima,
sendo
chamado,
pelo
vo
to dos teus concidadãos, á Suprema
Ma
gistratura
da
Confederação Argentina.
Não
duvidamos
que corresponderás
ás
esperan
ças
postas
em
ti,
pois
vemos
que
has
principiado
por
fortalecer
os
vínculos de
amisade
com
as
outras
nações,
principal
mente
com esta Santa
Sé
a
quem
como
á
Mestra da
Religião
Catholica
está
tão
intimamenle unido
esse
povo. Em verda
Iiisbea
#1 «le abril
(Do ■•sio
correspondeste).
(C
odc
I
ub
&
o
J
Vae
organisar-se
mais
um
estabelecimen
to
de
credito
com
500
contos
de
capital.
Está já
subscripla
a
l.
a
serie.
São
fun
dadores
diversos logistas, e
loma
o
nome
de
Banco dos Logistas.
O
fim
principal
é
descontar
letras
dos
pequenos
cominercian-
tes
que
muitas
vezes
nos
bancos
nào
acham
quem lh’
as
desconte,
visto
ali
não
conhece
rem
as
firmas.
Em
relação
á
questão
das
irmãs
hospi
taleiras
de
S.
Francisco,
depois
da
grande
berraria
que
sobre
o
caso
de
ter
havido
em
S.
Patrício
6 morte
*
,
4
lyphos,
1
poL
monile, 1
Menagile
levantou
o
«Jornal
do
Coanmercio», foram
mandadas
para
Palma
para
o
palacio do
snr.
D.
Francisco
d
’AI-
meida,
o
pensionado
por
Alcalena.
O
que
é
mais
celebre
é
que
nenhuma
das
ataca
das teve
trato
com
doente.
-A
accuinula-
ção
era
grande
em
relação
ao edifício;
pois
comportando
este
apenas
umas
30
a
40,
ti
nha 90
irmãs.
Havia
segundo
as
declara
ções
feitas por
ellas
á
policia,
falta
de
rou
pas,
e
os
alimentos eram
abundantes.
Fe-
izmente
o
grilo
da
impiedade
não
póde
di
zer
mal
das
irmãs.
Tal
é
a
força
da
virtude.
O
palacio
de
Palma comporta talvez
umas
120
a 150 e
lem bons
ares.
Agora
o
Ihealro
converleu-se
em
arma
de
combale.
Houve
no'Porlo
os
jesuilas,
aqui
ha
no
Gymnasio
os
lazaristas.
E
dra
ma
do snr.
Ennes
redaclor
do
«Paiz»
Tem
ludoo que
póde
ter
uma
proclamação
ou
um
pampheleto, mas
faltam-lhe
as
condições
do
drama,
pois
é
exageradissimo.
Tenciono
fallar-lhe
mais de
vagar
sobre
esta
peça.
Já
que
as irmãs
se
levam
ás
nuvens,
bom
é
que
nós,
que
defendemos
o
calholicismo,
digamos
a
verdade.
A
questão
belga toma
feição
mais
pa
cifica.
Agora
o
snr. de
Bismark
pede
só
que
se
regule
as
relações
internacio-
naes
dos
estados,
de
modo
que
uns
não
perturbem
o
socego
dos
outros. Vae
ser
reformada a
constituição
Prussiana.
O
arl.
15
refere-se
á
direeção
independente
dos
negocios das communidades
religiosas.
Arl.
16
estabelece
que
as
relações
das
commu
nidades
são
livres
com
seus
superiores,
e
não sujeitas
a
intervenção
extranha. Art.
18
abole
o direito
do
estado
nomear
coras,
mais
o
estado
vigiará
o
estudodos
seminaris
tas.
Tudo
istojá
nós
íizemosem
1834quando
declaravamos
que
eram
abolidos
os
geraes
das
ordens,
e
que
cada
convento
se
reges
se
por
leis suas
e
independentes
uns
dos
outros,
elegendo os
seus
priores.
E
de
pois
seguiu-se
a
exlincção,
que
é
o
que
alli
se
seguirá,
como se
assegura
nos cír
culos
mais
bem
informados.
Em
quanto
ás
ordens
hospitalares,
o
governo
póde
au-
ctorisal-as
ou sospendel-as.
Houve
hontem
as
seguintes
vendas
de
inscripções
d
’
assentamento
49,70
e
exter
na
a
49,89.
Fundos
hispanhoes—
interua
16,22
e
a
pagar
a 30 do
corrente
16,28,
16,30
fica-
ram
a
16,28.
Acções
do
Banco Commercial
23$3OO
reis.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Mi
nho,
89^100
reis,
e
da
3
a
emissão,
64750
a
64800
rs.
Hontem
despachou-se
n
’
alfandega
para
o
consumo
da
cidade,
261
saccas
desse
car,
25
barricas
e
5
caixas;
café,
59
sac
cas,
chá
60
caixas,
arroz
110
saccas,
ge
nebra
40
caixas,
slearina
10
caixas,
cacau
2
saccas,
couros
585
O
«Sagre
Adelina
Palti»
de
Loanda
trouxe
1544
saccas
de
café, 956
de
cocouole,
300
de ginguba,
38
gamellas
de
cera.
15
barricas de
gomma
copal,
4
pipas
de
azeite de palma,
6
pon-
las
de
marfim
e
do
«Ambriz»
4000
saccas
de
coconoie,
700
saccas
de
jinguba
e
6
saccas
de
coco.
A
barca
«Harmonia»
trouxe
de
Pernam
buco
3899
saccas
d
’
assucar,
205
d
’
algodão,
1616
couros
seccos
salgados.
O
patacho
«Marianua»
de
Nova-York
trouxe 2600
aduellas,
500
barris
de
petró
leo,
150
pipas
de
cebo.
100
caixas
de
ex-
tracto
de
campeche,
17 relogios,
e
16
vo
lumes com
medicamentos.
Idem 94
Não
ba
novidades,
na.
política
interna.
Hontem
um
jornal
conigia
severameo-
le o
deputado
por
S. Thomé,
Pereira
Ro
drigues,
por
se
haver
filiado
no
centro
ie-
generador, separando
se
d
’
este
modo
do
grupo
José
Dias
Ferreira.
Entrou
hontem
no
porto
de
Lisboa
a
celebre
bateria
fluctuame—
Devastação.
E
’
navio
que
se
mette
debaixo d
’
agua
fican
do
acima
da
flor
d’agua,
apenas um
cas-
lello armado com uma peça
de
calibre
300.
Tem
ido
grande numero
de
pessoas
visi
tar
este
monstro marítimo.
Ha
grande
concorrência
de
slumnos
ao
l}ceu
de
Lisboa, requerendo
exames.
São
758
do
sexo
masculino,
132
do feminino
Os
exames
começam
no
dia
1
de
'maio.
Reuniu
hontem
a
assembleia
geral
da
^n
ia(
.
a
°
l)Opulur
do
te
dezembro
de
18
>0.
Approvou todos
os actos
da direc-
çao;
elegeu
socios
bunemeritos,
2
socios
e
2 sócias;
aucturisou a
nomeação
de com-
missoes
ÍHiaes
nas
freguezias, e
a
organi-
saçau
de
palestras
no
mez
de
maio
e
ju
nho.
A
Associação
tem
já
inscriptos
nus
seus
registros-400
socios,
e
nas
duas
au
las, que
mantém
da
educação
lia
84
alutn-
nos
de
um
e
outro
sexo.
O
imperador
dò
Brazil
commulou a
a pena
de 4
annos
de
prisão
com
traba
lhos a
que
fura
condemnado
o
conego
Ca-
melio
d
’Andrade,
governador
do
bispado
de
de
Pernambuco,
em
1
anno dtí
desterro
para
fóra
da
diocese.
Hontem
a
esquadra
ingleza
fez
exercí
cio
de
torpedos ao
sul
do Tejo.
Sahiu
hoje
o
vapor
«Rio
Grande
*
qoe
tinha
entrado
lioulem
de
tarde.
Veio
com
destino
ao
Brazil.
As
potências
não
aceitam
a
conferen
cia ou congresso
proposto
pela
Prussia
pa
ra
regular
as
relações
internaciouaes
dos
estados
em
telação
aos
ataques que
forem
feitos
pela
imprensa,
ou
associação.
Emí
lio
Girardin
escreveu um
notável
artigo
ácerca
do
assumpto. A
«
Revolução
de
Se
tembro»
transcreve-o
hoje.
Estão
aprovados
os estatutos
da Fra
ternidade
Operaria
do
Porlo.
E
quando
serão
approvados os de
Lisboa?
Marselha inaugura
ámanhã
uma estatua
a
Benyer,
orador francez.
Um
lelegramma
de
Rouia
de
hoje, da
Agencia
Americana,
diz
que
começaram
2
nas
camaras
italianas
os
debates
sobre
as
caixas
económicas. Alli
dizia-se
que
o
presidente
dos
Estados
Unidos
fizera
sen
tir
a
S.
S.
não lhe
ler
agradado
a
nomea
ção
de
cardeal
do
arcebispo
Mac
Clor-
tky.
De
Berlim
dizem
em
23
qoe
o
bispo
coadjuctor
Cachowski foi condemnado
a
9
mezes
de
prisão
por
ter
consagrado
em
quinta feira
Santa os
Santos
Oleos,
exer
cendo,
segundo
a
jurisprudência
de
Bis-
mark,
dlegalmente
fuocções
episcopaes.
Bismark
continua
doente.
Seria
a
mão
de
Deus
que lhe
tocou
?
Aqui
ha
um
distribuidor
de
jornaes
chamado
Alfama.
republicano
furibundo,
e
chefe
d’
uma
chafarrica
no
alto
do
Va-
rejão. Esle
heroe
teve uma
filha
da
mu
lher
com
que
está.
Escreveu
a
Garibaldi
pedindo-lhe
qoe
fosse
padrinho.
O
coxo
d
’
Aspramonte
accedeu, e então
o
heroe
reuniu
em
casa os companheiros,
fez um
auto
do
dia
em
que
nasceu
a
filha,
dm-
do-lhe
Garibaldi por
padrinho,
e a
crian
ça
teve
o
nome
de
Maria
José
Garibaldi.
O
heroe
diz a
toda
a
gente,
que
não
foi
baplisar a
criança
porque
quer
deixar-lhe
plena
liberdade
para
ella,
chegando a
uso
de
rasão,
seguir
a
religião
que
quizer.
No
domingo
passado
houve
brodio
solemne,
musica
de
solide
—
(cavaquinho,
flauta,
vio
la)
cantando-se
a
marselhesa
em
altos
ber
ros,
e
recilando-se
a
poesia
A canalha,
de
Gomes
Leal.
Realisou-se
na
quinta-feira
22
a
pro
cissão
da
Saude.
Foi
um dia
de
festa em
Lisboa,
embora
as
raiuas
do
«Jornal
do
Commercio».
As
ruas
do
Arco do
Mar
quez
d’
Alegrete,,Magdalena,
e
Travessa de
S.
Domingos, estavam
ornamentadas
com
mastros, bandeiras
e
arcos
de flores.
A
rua
Augusta
toda
embandeirada
e
nos
pri
meiros
andares
vasos
de
flores.
A
’
noite
houve
illuminação
e
locavam filarmónicas
no
paço
de
Borralem
e
rua
Augusta.
Era
immenso
o
concurso
de povo
que
percorreu
as
ruas
até
á meia
noite.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Mis
punha.
Não
ha
noticias
da
guerra.
Cabrera.
O
reconhecimento
de
D.
Aflonso XII
pelo
antigo
chele
carlista
Cabrera,
os es
forços
d
’
este
e
suas
intrigas
para conse
guir
que
seu
*
amigos deponham
as
ar
mas
e
o
sigam
na
evolução
política
que
à
ultima
hora eflertuou, as esperanças
de
paz
que
alguns
concebem
em
consequên
cia d
’
esta
manobra
e
os
receios
que
mui
tos
teem
não
só
de
que continue
a
guer
ra,
mas
de
que
tome
um
aspecto
mais
duro
e
intransigente
do
que o
que
tem
tido alé
agora,
são
o
principal
e
quasi
exclusivo
objecto das
conversações
do dia
e
forçoso é,
para
cumprir a
minha
missão
de correspondente,
occupar-me
ainda
mais
uma
vez
d
’
este
assumpto,
qoe,
depois
de
tndo,
se
presta
sem
esforço
a
ser
tracta
do
com
extensão
pelo
muito
que
a
tal
respeito
se
póie
dizer,
e
sempre
com
o
caracter
de
novidade.
Todos
ou
quasi
lodos são
accordes
em
que
a
recente
altitude
de
Cabrera
é
de
vida
ao
seu
despeito
por
não ter
sido
chamado por
D
Carlos
desde
que
um
pretexto
futil
abandonou
pela
segunda
vez
uo
espaço
de
nove
mezes
a
direc
ção
de
seus
negocios, e
nào
é
mister
grande
critério
para
conhecer
isto
mes
mo, porque
o
proprio
interessado
impli
citamente
o
declara
ao
lameutar-se
nas
primeiras
linhas
do
seu
manifesto
de
que
o
apartassem
da
vida
activa
da commu-
nhão
política
a
que
sempre
pertenceu,
de
que
oão
fossem
ouvidos
os
seus
conse
lhos e
outras
frases
n’
esle
gosto
que
effeclivainente
parecem revelar aquelle
sen
timento.
No
que
nem
todos
concordam
é
em
se
eflectivainenie
D.
Ramon
Cabrera
que
ria
ou
não
uma
acção
armada
para o
triunfo
de
seu
partido,
e
este
ponto me
rece
ser
acclarado,
com
informações
que
possuo e
por cuja
veracidade posso
fi
car.
Ao
encarregar-se
Cabrera
pela
primei
ra
vez
dos
negocios
de
D.
Carlos em abril
de
1869,
não
me
atrevo
a
assegurar
se
pensava
em
appellar
para
a
torça
;
mas
direi
que
nào
se compadece
muito
bem
essa
altitude
paramente
pacifica
de
que
hoje nos querem faltar
com
os compro
missos
militares
que então
procurou
con-
trabir, entre
os
quaes
avulta o
de
certa
praça
forte
de
Catalunha
que,
no
dizer
de
pessoas
bem
informadas,
eslava dis
posta
a
empregar-se-lhe,
nem
com
outras
medidas
e preparativos de
indubitável
ca
rácter
guerreiro
que
n’
aquella
época
fize
ram
seus
agentes.
Existem
os
factos referidos
e
por
mui
to
tempo
estiveram
pendentes
os
com
promissos
a
que alludo,
de
lai
modo
que,
se
não
estou
mal
informado,
e jul
go
não
o
estar,
D
Carlos,
seu»
gene-
raes
Cevallos
e
Trisiany
e
seu
ajudante
o
marquez
de
Vallecerralo
podem
dizer
que
ainda
nos primeiros
dias
de
julho
d’
a-
quelle
anno, na
praça forte
a
que
me
re
feri
se
lhes respondia
qoe
estava
dispo
nível,
porém
só com
a
contrasenha
de
D.
Ramon
Cabrera,
o
que
quasi
revela
que
este
unha
alguns
meios
de
força proprios'
u
talvez
uma
conspiração
exclusivamente
sua,
facto
que
pela
circumslaqcia
de
in-
volver
o
proposito
de
ganhar
para
si
só
o
segredo c|os
compromissos
que
com
elle
se coutrahiram
serviu
para desper
tar
as
primeiras suspeitas
de D.
Cario»,
qoe a ninguém
communicou
clarameule
alé
esta
occasiào,
mas
que
algumas vezes
deixou perceber.
Na
segunda
época
do
seu
encargo,
is
to é
desde outubro de
1869
a
março
de
1870
é
indubitável
que
as primeiras dis
posições
de
Cabrera
foram
que
se
orga-
nisasse
o
partido
dentro
das
condições
concedidas
pela
constituição
então
vigen
te,
que
se
accudisse
ás
urnas
eleitoraes,
que
se
estabelecessem
casinos
e
centros
de reunião
e
que
a
imprensa combatesse
o
existente
com toda a
energia;
poiém
estas
medidas
considerava-as necessárias,
segundo
disse
por
escripto
e
póde
ser
que
o
documento
existar
para
«tirar
ao
partido
carlista
da
especie
de
atonia em
que
eslava,
para animal-o,
para
fazer
com
que
seus
membros
se
conhecessem
e
tra-
ctassem,
para que
comprehendessem
que
eram
muitos,
e
para contal-os
e
ver
de
que
forças activa;,
poderia
dispor-se em
um
momento
dado»,
e
com esle
fim
che
gou
até
a
pedir
que «pretextando
listas
eleitoraes
se
fizessem
por
comarcas
as
listas
dos
homens
uteis addictos á
causa,
que
era
o
primeiro
passo
para
uma
so
lida
e
vigorosa
organisação necessana
pa
ra
os
acios
posteriores.»
Ao
mesmo
tem
po
que
seus agentes
se
entendiam
com
diversos
chefes militares,
communicava á
junta
central
carlista
achar-se restabeleci
do
c
em
«altitude
de
montar
a
cavallo»,
e
outras
medidas
qoe
cenamente
não re
velam
propositos mui
pacíficos.
Por ultimo
uma
junta
creada por elle
na
fronteira
e
composta
exclusivamente
de
militares
linha
a
missão
de
uiganisar
se-
creiamente
o
partido
carlista,
e
se
o
seu
objecto
era
só
a
lucta pacifica,
não se
comprehende
bem
o
objecto
d’
esta
segun
da e
reservada
organisação.
(C
om
tinúa)
SUBSCRIPÇÃO
A
subscripção
para
o
jasigo que
se
ten
ciona
erigir
no
cemiterio ao
fallecido
pa
dre
Martinho
A. Pereira
da
Silva,
e
pa
ra
uma memória
que
se
pretende
levan
tar-lhe
no
Sameiro,
junto
do
monumento
da
Imrnacolada
Conceição
a
elle
devido,
acha-se
aberta
na
livraria
Catholica,
rua
do
Souto,
em
casa do snr.
DomiogosJo-
sé
Vieira Machado,
oa
Praça
municipal,
n.°
17,
e
no
escriptorio
d
’
esta
redacção.
uwupw
MK
HMwiitr
i
ruf
raigMw
mmr
m
■ nn—w
A
GAZETILHA
O
snr.
iíiini»tro dan obras pu
blicas.—
A
’
s
2
horas da tarde
de
hontem
chegou á
estação
do
caminho
de
ferro
d
’esla
cidade
o
ex.
rao
Cardoso
Avelino,
ministro
das
obras
publicas,
vindo do
Porto
u’
um
comboyo expresso.
A
sua
chegada
foi
annunciada
por nu
merosas
girandolas
de
fogueies
Esperavam
s.
exc.
a
as
auctoridades,
*
e
grande
numero
de
particulares
que
en
chiam
as
avenidas
e
recinto
da
estação.
Estava
alli
postada
uma
guarda
d
’
honra
com
a
respectiva banda,
bem
como
a
banda
da
«Philarmonica».
Depois
de
inspeccionnr
os
trabalhos,
o
illustre
ministro
foi
hospedar-se
em
casa
do
snr.
visconde
de
Margaride,
governa
dor
civil d'este
districto.
Theatro.
—
Assistimos aos
tres,
espe-
ctaculos dados
no
theatro
de
S.
Geraldo
pela
companhia
dos
clowns.
Todos os
trabalhos
foram
perfeilamen-
le
executados,
desiingui
‘ndo-se
os
jovens
Bobby
e
Giovanni,
que
os
espectadores
applaudiram
enthusiaslicamente.
E
’
para
sentir
que
a
concorrência
fosse
diminuta.
Trannoripffto.
—
Com muito
prazer
transcrevemos
do
«Apostolo»
as
seguintes
noticias»:
«A
altitude
dos
padres
da
Companhia
de
Jesus
anle
os
seus assassinos.
—Os
dia-
rios
de
Buenos-Ayres declaram
que
é
in
teiramente falso
o
que
se
ha
dito
ácerca
da
resistência
opposta
pelos
padres
jesuilas
indefesos,
quando
foram
barbarameute
ag-
gredidos
no
collegio
do
Salvador.
O
«Mensageiro do
Povo»
já
anterior-
mente
havia
desmentido
aquella aflirma-
ção.
Dizem
mais
os
diários
:
asseguram
que
dos
lábios
dos
padres
aggredidos
só
sa-
hiram
palavras
de
mansidão e
caridade.
Folgamos
de
fazer
constar
estes
testi-
munhos
que
honram
a lealdade
com
que
procedem
os
diários ao
reclificar
os
falsos
acertos
de
que
ao
primeiro
momento
se
fizeram
écco.»
As
familias
de Buenos
Ayres.
—
Diz
«EI
Mensajero
del
Pueblo»:
«Segundo
vemos
nos
diários
da
visinha
capital,
as principaes
famílias de Buenos-
Ayres
se
teem apressado
em
grande
nu
mero,
e com
a
maior
expontaneidade,
a
manifestar
aos
padres
da
Companhia
de
Jesus
seus
sentimentos
de
apreço
e
seu
pezar
pelos alternados de
que
foram vi-
climas.»
Lá
como
aqui.
—
Lê-se
na
correspon
dência
de
Buenos-Ayres
publicada no
«Jor
nal
do
Cominercio»
(brasileiro):
«O dr.
Pardo,
ministro
dos
negocios
estrangeiros, leve
uma
conferencia
com
os
ministros
da
Italia,
França
e
Hispanha
para que estes
influam
no animo
dos
seus representados, aíim
de
que
se abste
nham
de
toda
e
qualquer
manifestação
publica
contra
o
clero.
Continuam
a
afíluir
muitos
estrangei
ros
ao
nosso
consulado,
pedindo
passagem
para
irem estabelecer-se
no
Império.
A
situação
l<»rna-se
cada vez
mais
es
pinhosa:
falta
dinheiíO e
trabalho,
e
hoje
mesmo
o
Nacional, atirandoprincipalmen
le
aos
estrangeiros
a
culpa
dos
successos
horriveis
do
domingo passado,
atuibue
jus-
tamente
á
falta
de
occupaçào
lucrativa o
desvario
do
povo.
Com
que
direito
os
estrangeiros
em
Buenos-Ayres,
como
aqui,
se
intromellem
na
política
do
paiz,
pedindo a
separação
da
Egreja,
o
extermínio
dos jesuilas,
e
quanto
disparate
lhes vem á
cabeça?»
Londres.—
Segundo
os
uhimos
rela
tórios
ofliciaes,
a
superfície
de Londres,
tal
qual
foi
lixada
pela
secção
geodésica,
é
de
70.080
acres
e
122
milhas
quadra
das,
comprehendidos 2:718
acres
para o
Tamisa.
A
população era
nos
meados de
1874,
de
3.400:701
almas,
sendo
1.591:692
do
sexo masculino
e
1.809
009
do
»exo
fe
minino.
O
augmeoto
da
população sobre
o
an
no
precedente
foi
de
41:544
habitantes.
O
numero
de
casas
habitadas
em
1871
oa
vasta
capital
da
Inglaterra
era de
417:767,
contando
7
ou 8
moradores
ca
da
uma.
O
valor
annual
das
propriedades
sujei
tas
ao
imposto respeclivo, era
na
mesma
época,
estimado
em
19.996:786
iibras
es
terlinas.
Que ouvido! —
Acaba
de
chegar
a
Paris
um
homem
que
tenciona
apresen-
lar-se
ás
summidades
medicas
que,
sem
duvida
alguma,
tomarão
u
’
i$so
grande in
teresse.
Esle
homem,
chamado
Frederico
Amot-
ti, é
natural
de
Pisa.
Exerce
a
profissão
de
padeiro.
Offerece a
particularidade
ex
traordinária
de
ler o
ouvido
tão fino,
que,
a
dez
metros
de
distancia,
entende
períeitamenle
o
que
uma
pessoa
diz
íal-
lando
muito
baixo,—quasi
movendo
ape
nas
os
lábios. Conta,
sem
nunca
se
en
ganar,
as
menores vibrações
de
uma
cor
da
de
rebeca,
e
nota, á
primeira
audi
ção
e
de
maneira
exaclissima,
o
latido
dos
cães.
A
quinhentos
melros
de distancia,
quando
ouve
disparar um
tiro,
reconhe
ce pelo
som
a
que
sistema
pertence
a
es
pingarda.
Vae
a
Paris
para
se
submetter
a
to
das
as
experiencias por
que
o
queiram
fazer
passar.
Maravilha» do vapor.—
No
fim
do
século
passado
os
fusos
das fabricas
de
algodão
davam
apenas
50
voltas
por
mi
nuto,
e
hoje por
meio
do
vapor
dão
8:000
voltas
no
mesmo
espaço
de tem
po.
Uma
só
machina
de vapor
põe em
movimento
136:000 fuzos, produzindo
uma
quantidade
incalculável
de
fio
de
algo
dão.
As
machioas de
vapor
que
aclualmen-
le
trabalham
na
Grã-Bretanha
representam
a
força
de 1
milhão e 200
mil
cavallos.
Calculando
que
cada
cavallo faz
de
des-
peza
diaria,
o
minimo,
100
rs.,
o
susten
to
de
todos
elles
importaria
em
120
con
tos
de
reis
por
dia,
e
por
anno
43:800
contos
de reis.
Por
este
simples
calculo
se
podem
avaliar
as
sõmmás
enormes
que
se
poupam
pelo
emprego da
força
motriz
do
vapor.
Está
calculado,
que
a
força
de
cada
cavallo
representa
a
força
de
6
homens,
termo
medio
;
seriam
por
tanto
7
milhões
e 200
mil
operários,
para
substituir
pelo
seu trabalho
as
machioas
de
vapor actual-
mente
empregadas
nas ilhas
britanni-
cas.
Diàcorrendo
a tespeito
de
outros
pai
res,
factos
analogos
attestam o
poder ver
dadeiramente
maravilhoso
das
machioas
de
vapor,
escreve
o
«Conimbricense».
SECÇÃO DE COMMUNICADOS
Rogo
a
v.
se
digne
publicar
no
seu
jornal
a
seguinte
declaração
que
n
’
esta
data
envio
ao
administrador
do
jornal
o
«Primeiro
de Janeiro»,
pelo
qoe
lhe
fi
cará
summamenle
agradecido
quetn
é
Braga,
23
(Fabril
de
1875
De
v.
etc.
Francisco Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vas-
concellos.
Declaração
Vendo
publicada
no seu jornal
intitu
lado o
—
Primeiro
de
Janeiro,
—
n.°
93, de
24
do
corrente,
uma
certidão
do
escrivão
da
Fazenda
d’
esle
concelho
passada
a
re
querimento
de
um
indivíduo
d
’esta
cidade
por
nome
Joaquim
d
’
Almeida,
na qual
vem
mencionados
o
meu
nome
e
o
dos
mais informadores
nomeados
para
infor
marem
ácerca
da
venda
dos
prédios
ur
banos da
freguezia
de
S.
Thiago
da
Civi-
dade,
para
a confecção
da
matriz
da^Con
tribuição pessoal,
respeitante
ao
anno
findo
de
mil
oitocentos
e
setenta e
quatro,
jul
go
do meu
dever,
em
abono
da
verdade
que
muito
preso
e
acato,
e
para
que
o
meu silencio
nào
auctorise
a
atguem,
que
não
me
conhece,
a
fazer
de
mim
um
juiso
menos
favoravel,
declarar, que
ten
do
comparecido
na
administração
do
con
celho
por convite vocal
do ex-adminislra-
dor,
o
ex.
m°
sor.
Augusto Pimentel,
al
li
me
foi
dito
que
o
mesmo
convite
nào
me
havia sido feito
por
sua ex.a
,
mas
sim
pelo escrivão da
Fazenda,
ao
qual
me
dirigi, fazendo-lhe vêr
diante
dos
mais
informadores
que
se
achavam reunidos,
que
não
me
julgava
habilitado
para
si-
milhaote
trabalho, e
que
por isso pedia
a
minha
excusa
;
mas
sendo
instado
por
sua
s.
a
para
dar
a
minha
informação
ácerca
de
alguns
dos
sobreditos
prédio»
de
que
tivesse
conhecimento,
o
fiz
por
mera
de-
ferencia,
prestando
a
final
o
meu
assen
timento
e
assignalura
por
não
se
ter
leito
na
minha presença
diminuição,
nem au-
gmento
sensível,
na
collecta dos mesmos
prédios.
D'esta
forma
creio
ler
dito
o
bastan
te
para mostrar
que
nenhuma
responsabi
lidade
me
cabe
por
qualquer
demazia
ou
elevação
que
porventura
haja
na
dita col-
lécta.
Braga, 25
d
’
abril
de
1875.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vas
concellos.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas e
avisos
recebidos
em
26
de
abril
Alemquer.
—
Padre
Luiz
Ferreira
Ono-
fre,
da
Merceanna—
Recebido.
Barcellos.
—
Domingos
de
Sá
de
Faria
—
Recebido.
Ponte
do
Lima.—
Padre
José
Custodio
Fernandes,
de
Navió
—Sciente.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
23
de
abril
de
1875
Effeetnad®
Banco
do
Douro
870800.
BOLSIM
Banco
de
Villa
Real
440500.
Banco
de
Villa
Real
para
30 d’abril
440600
Bauco
Commercial
de
Guimarães
40100.
24
de abril
de
1875
Effeetuad®
Banco
de
Villa
Real
440500.
Bauco
Commercial
de
Guimarães 40000.
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
20600
BOLSIM
Banco
de Villa
Real
440aOO.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do Minho
e
Douro
(3.
a emissão)
110900.
Idem
idem
110800.
O
director
Anlonio Teixeira
Barbosa.
GRANDE
GALERIA
Continha
aberto
ao
publico,
no
campo
de
SanfAnua
um
grande
panoramma
que
além
de variadas
vistas de
monumentos,
paisagens,
etc.,
apresentará uma
vista
re
presentando
D.
Carlos
passando
revista ás
suas
tropas,
nos
arredores
de
Eslella,
com os
generaes
Dorregaray, Elio, Tristany e
Saballs.
Entrada.......
40
reis.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina
,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESCIERE
DU BARRY de Londres.
'47
annov d’invariaveJI ®ueee®so
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du Barry
que
tor
na a
dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno. Cura
as
indigestões
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
Patos,
amargor
na
hocca,
piiui-
tas,
nauseas,
vomitos, irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
asthma, íalta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do alito,
das
broochites,
da
be
xiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75 000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.ma
snr.®
marqueza
de
Brehan, dos doutores
Manoel
Saens
de
Jejada
da
Universidade de Cordova
etc. etc.
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
1
/
l
kilo,
500
;
de
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/
2
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los, 60400 reis, e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
tiiue
o
appettile,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de 48 chavenas,
10400; de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chíàvena.
BABRY
DU BARRY
C.
a
—
Pla-
ce
Vendòme, 26,
Pariz;
77
Regenl-Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
tieiros, etc.,
Uas
prorincias
devem
diri-
gir
os seus pedidos ao
deposito
Central;
snr.
SérzedeHo
<5c
C.
“
Largo
do
Corpo
Santo
16, Liskaa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
P®rt®,
J.
de Sousa
Ferreira
á Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77; de Sequeira
; J.
Pi
«to ;
Desí-
ré
Rahir;
Câimbra,
V.
Botelho de
Vas-
coRcellos
;
Aveir®.
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareell®®, Ramos, pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Cluimarftes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Paute
do Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
d®
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde, A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGRADECIMENTOS
D.
Maria José
Moreira
e
Silva,
Miguel
Gomes
da
Cunha
Braga,
D.
Isabel
Rita
Pe
reira
Gomes,
José
Antonio
Pereira,
D.
Luiza
Maria
da
Conceição
Pereira e
José
Maria
Gomes
Bello,
não
podendo,
como
desejavam,
agra
Jecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
no
dia
19
do
corrente,
á rnissa
qne
por
al
ma
de
seu
sempre
chorado
marido,
genro,
irmão
e cunhado
Antonio
Joaquim
Perei
ra
da
Silva,
mandou
celebrar
na
capella
da
Ordem
Terceira
a
Direcção
da
Assem
bleia
Bracarense,
a
todos
protestam
sua
eterna
gratidão
e
profundo
reconhecimento.
Em
especial
o
íazem
para
com
os
ex.
mos
snrs.
Visconde
de
Pindella,
presidente
da
Assembleia,
e
mais
directores
e
socios,
que
não
se
esqueceram
depois
de
morto,
de
quem
durante
a
vida
havia sido seu
consocio
e
collega
na
Direcção.
(2386)
Anlonio
José
Pereira,
não
lhe
sendo
possivel, pelos seus
numerosos
aflfazeres,
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
05
e
exm
oS
snrs.
que
se
dignaram
honral-o
assistindo
aos
responsos
de
sepultura
que
tiveram
logar
na
Egreja
dos
Congregados
por
alma
de
seu
muito
presado
amigo
o
illm.
0
Antonio
José
d
’ Arantes,
vem
por
este
meio
protestar
a
todos o
seu profun
do
agradecimento
e indelevel reconheci
mento
de
gratidão.
D.
Maria
dos
Remedios
Pereira
Hen
riques
de Carvalho, D
Miquelina Pereira
Henriques
de Carvalho,
D.
Guilhermina Pe
reira
Henriques
de
Carvalho,
D.
Adelaide
Pereira
Henriques
de
Carvalho, e
Domin
gos
Anlonio
Pinto
do
Reis
Barreto,
não
o
podendo
fazer
pessoalmente,
vêem por
este
meio
agradecer
a
todos
os
ill.
moS
e
ex
ra
°
s snrs.
e
snr.
as
,
que
se
dignaram
comprimcntal-as
e
obzequial-as
por
occasião
do
infausto
fallecimento de
seu
sempre
chorado
e
extremosissimo
irmão e
cunha
do
João
Pereira
Henriques de
Carvalho.
Agradecem
outrosim
aos
ill
moS
e
ex.
in
°
8
cavalheiros
que,
com
a
sua
presença,
tor
naram
mais
solemnes
as
exequias
d
’
aquelle
seu
irmão
;
tributando a
todos,
extrema
mente
penhoradas,
os
seus
sinceros reco
nhecimentos.
(2:392)
BANCO
NACIONAL
ULTRA
MARINO
Emissão
de 16:000
acções de
90$OL)0 réis ao preço de
95$000
réis
FAGAVEIS
COMO SEGUE
No
acto
da
subscripção.
.
100900
réis
Em
maio 10
............................
150000
>
E
os
restantes......................
700000
>
Em 7 prestações mengae® de
junho
a dezembro
inclusivé nos dias
34
de eada mez
As
prestações
pagas
vencem
em
favor
do
subscriptor
6
p.
c.
ao
anno até
31
de
dezembro
de
1875
e
começam
a
partilhar
o
dividendo em 30
de
junho
de
1876
(l.°
semestre
de
1876).
E’
pérmittida
a
anlicipação das
pres
tações
com desconto á
razão
de
5
p.
c.
Os
subscriptores
que
depois
da
adju
dicação
e
rateio
preferirem
ter
parte
no
dividendo
do
2.®
semestre
de
1875
ao
par
dos
accionistas
actuaes
ficarão
n
’
esse
caso
pagando até
30
de junho
a
totalidade
do
capital,
abonando-lhes
n
’
esse
acto
o
juro
de 5
p.
c.
sómente
em
relação
ás
3 pri
meiras
prestações alé
essa
data.
Os
accionistas
leem preferencia
em
me
tade
da
emissão,
que
corresponde
ao
ter
ço
das
acções
que
possuem
aciualmente
uma
vez
que
optem
por
essa
preferencia
no
acto da
subscripção.
Os
accionistas
possuidores
de
acções
ao
portador
terão
de
apresentar
as
acções
no
acto
da
subscripção.
Aos
accionistas
menores
de 3
acções
será
dada
a
preferencia
por
uma
acção.
Não
haverá
minimos.
Metade
do
prémio
das
acções emitiidas será
levada
ao
fundo
de
reserva
(que
é
já de
160:0000000
rs.)
A
subscripção
abre-se
na
séde
do
banco
e
agencias
do
Porto,
Vianna
e
Braga
(Ban
co
do
Minho)
nos
dias
26
e
27
do
cor
rente
mez
de
abril desde
as 10
horas
da
manhã
alé
ás
4
da
tarde.
Lisboa,
24
de
abril
de
1875.
O governador
do
Banco Nacional Ultrama
rino,
F.
de
Oliveira
Chamiço.
(2:391)
A
junta do®
repartidores da
con
tribuição
industrial do eonbeliio
de Braga, etc.
Faz
saber, que
na repartição
de
fazenda
d
’este
concelho,
estará
em
reclamação
por
espaço
de
5
dias
successivos
a
contar
des
de
o
dia 1
a 5
do proximo
mez
de
maio,
a
matriz
da
contribuição
industrial
res
peitante
ao anno
proximo
findo
de
1874.
As
reclamações
terão
por
objecto
o
se
guinte,
a
saber
:
1.
°
Sobre
qualquer
erro
na passagem
da
sua
collecta
para
a
matriz.
2.
°
Sobre
erro
de
c^culo
no
imposto
ad-
dicional para
viação.
3.
°
Sobre
a
sua
collecta
annual,
por
ter
deixado d’
exercer
a
industria
em
aL
gum
trimestre
do
anno
(iodo
de
1874.
Outro
sim são
prevenidos
os
snrs.
con
tribuintes
que
as
reclamações
são
indivi-
duaes,
escriplas
em
papel
sellado
de 60
reis,
e
deveio
juntar
documento
com
que
provem
o
que
aliegarem
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
os
interessados, se
faz
publico
pe
lo
presente
edital,
e mais
do
mesmo
lheor,
aíiixados nos
logares
mais
públicos
e
do
costume.
Braga
26
d
’
abril
de
1874.
O
administrador
do
concelho
—
prisidente
João
de
Paiva
Faria
Leite Brandão.
(2390)
Arrematação
de
bens
immobilia-
rios.
Pelo juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
e
cartorio
do escrivão
do
primeiro
oílicio,
José
Fermino
da
Costa Freitas,
no
diá
9
do
proximo
seguinte
mez
de
maio
por
9
horas da
manhã,
no
tribunal
judiciário
das
audiências que
é no
largo
de
Santo
Agostinho
aonde
se
costumam
fazer
as
ar
rematações
judiciaes,
se
tem
de
proceder
n
’
arremalaçâo
das
propriedades
immobilia-
rias
seguintes
:
0
campo
das Figueiras de
baixo,
de
lavradio,
produz
pão,
e
vinho
qne se
acha
avaliado
na
quantia
de
2700000
rs.
O
campo
das Porqueiras,
de
lavradio
e
vinheA),
avaliado na quantia
de
5900000
reis.
O
campo
das
Infostellas,
de
lavradio
e
vinhedo,
avaliado
na
quantia
de
3700000
reis.
O
campo
das
Courellas,
de
lavradio
e
vinhedo,
avaliado na
quantia
de 2160000
reis.
O
campo
do
Prado
e
Cortinha,
conhe
cido
campo
do
Prado
e
Soutinho,
de
la
vradio
e
vinhedo
avaliado
na
quantia de
2120000
reis.
O
campo do
Fundão,
de
lavradio
e
vinhedo,
avaliado
na
quantia
de
2100000
reis.
O
campo
das
Figueiras de
cima,
ou cam
po
do
Prado,
de
lavradio
e
vinhedo,
ava
liado
na
quantia
de
2500000
reis.
O
campo
do
Agrello,
de
lavradio
e
vi
nhedo,
com um moinho
dentro
em
si,
ava
liado
na
quantia
de
6940000
reis.
A
casa
e horta
da Cancella,
avaliada na
quantia
de
1200000
reis.
O
campo do
Fundão
grande,
de
lavra
dio
e
vinhedo,
avaliado
na
quantia
de
4200000
reis.
O
campo
do
Pateiro,
de
lavradio
e
vi
nhedo,
na
quautia de
3700000
reis.
E
a
bouça da
Granidoura,
que produz
mallo,
que se acha
avaliada na quantia
de
4800000
reis.
Todas
estas
propriedades
são
situadas
na
freguezia
de
Lanhoso, comarca
do
mes
mo
nome,
e
foram
penhoradas
á
executa
da
D.
Maria Leopoldina
Carneiro
Leite,
viuva,
da
mesma,
na
execnçào
hypotheca-
ria
que
lhe
move
José
Maria
Vieira
de
Carvalho,
como pae
e
administrador
de
seu
filho
menor
impúbere
Ernesto
de Car
valho,
d
’
esta
cidade.
O
solicitador
(2389)
João
Baptista
Pereira
da
Silva.
mWo
Precisa-se
saber
da
familia
de
Manoel
José
de
Mattos
Braga,
que
foi
degradado
para Angola.
(2388)
AVISO
Ao® snrs.
contribuinte® do eonee-
Iho
de Braga,
Em
resposta
ao
communicado
inserto
no
Primeiro
de
Janeiro
n.°
93
de
hontem
24
do
corrente,
declaro
aos
srs
contribuintes
d
’
es-
le
concelho,
que,
a
confecção
das
matrizes
das
contribuições industrial, renda
de
casas
e
sumptuaria
respeitantes
ao anno
findo
de 1874,
foi
devidamente
regulada
segun
do
os preceitos
que
me
determinam
as
respeclivas inslrucções
regulamentares,
e
postas
competentemenle
em
reclamação.
E
convicto de
que
o
serviço
está
re
gular
por
se
não
ler
faltado
ás
disposi
ções
da
lei, mas
podendo
acontecer
haver
no
mesmo
alguma
involuntária
irregula
ridade,
aqui
faço
aos
mesmos
o
seguinte
convite
:
—
Os
snrs.
contribuintes
que
na
dita
contribuição
de
renda
de
casas
se
conside
rarem
com
excesso
de collecta,
dignar-se-
hão
comparecer
perante
mim,
que
justifi
cada
que
seja
a
rasão
da
sua
queixa, se
rão
indemnisados
de
promplo
a
expensas
minhas.
Emquanto
porém
á
contribuição
indus
trial, será annunciada
a
devida
reclamação
no
dia
1.°
de
maio
proximo
para
os
fins
consignados no regulamento
de 28
d
’
Agos-
to
de 1872.
D’esta
forma
julgo
ler respondido
ao
referido
communicado,
esperando
dos
snrs.
contribuintes
a
justificação
das
suas quei
xas
para
immediatamente
serem
tornada-
das
em
devida
consideração.
Braga
25
de Abril
de
1875.
Domingos
Clemente
Vieira Machado.
TABACOS
A
â
8
CoBBnmizzão
aos ®ni
*
s.
estanqueiros
Fumos
15
por
cento,
Rapé
30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do
Souto
n.°
27,
Esquina
da
rua
do
Jano.
(3i)
VENDA
DE CAVALLOS
Quem
pertender
comprar
uma
bonita
parelha
de
cavallos castanhos
de
57
a
58
pollegadas
e
bem
amestrados
no
serviço
de trem,
póde
procurar
em
Guimaiães, na
rua
de
S.
Torquato,
Gaspar
Loureiro
Paiíl,
que
está encarregado
de vendel-a.
Compram-se
para
edificar,
nos
extremos
da
cidade.
Propostas
á
rua de
S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
SGCTW M Mfflm
O
professor
em
artes,
leiras
e
sciencias,
membros
do
clero
e
magistrados;
lodo o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem dirigir-
se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46
em
Jersej-
(Inglaterra).
(2107)
BANCO AGRÍCOLA
E
INDUSTRIAL
DA
ESTREMADURA
SOCIEDADE ANONYMA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capital
1.500:0000000
rei«=Aeçõea
30:000 de 500000 reia.
São
convidados
os
snrs.
subscriplores
da
primeira
série
d
’
este
banco,
a
en
trarem
com
quinze
por
cento ou
sete
mil
e
quinhentos reis
por
acção
nos
dias
3
a
8
de
maio proximo,
das
10 horas
da
manhã
ás
2
da tarde;
que
juntos aos
cinco
por
cento de
ratificação
prefaz
vinte
por
cento
do
valor
nominal
de
cada
acção,
de
que lhe
serão
entregues
titulos
provisorios
em
troco
dos
recibos
passa
dos
no
acto da ratificação.
No
Porto,
na
casa
do
banco,
Praça
de
Carlos
Alberto,
92.
Lisboa,
em casa
do
snr.
David
Gonçalves Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros, 51.
Braga,
em
casa do
snr.
João
Baptista
Lopes.
Porto
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo Ribeiro Mendes,
Eduardo
Lyon.
BANCO AGRÍCOLA
E
UWHUSTH1AL
STAk ESTJREMAJDlJRJk
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
C
apital
1.500:0000000
reis
«A
cções
30.000
de
500000
R
eis
A
direcção
d’e«te banco precisa de correspondentes em todas
as
localidades vinhateiras
do paiz,
para a compra e fabrico de aguar
dente de vinho; quem
se achar no caso e lhe convenha
fará a sua
proposta
por
eseripto á
direcção.
Porto «O de abril
de 1995.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
Eduardo Lyon.
ttlMPLMIi
1HEIL
LW
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
MONDEGO
.
29
de
Abril
]
BOYNE
. .
13
de
Junho
NÈVA
. .
13
de
Maio
|
TÍBER
• •
29
de
>
MINHO
.
.
29
de <
|
DOURO
.
.
13
de
Julho
0 paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
0
paquete
de
29
toca
em S. Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue-
nos-Ayres.
O«
preços
são
muito
rs»soáveis
Esta
companhia
para maior vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os seus
vapores, criados
e
cosinheiros
porluguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor possível.
Cada passageiro
de
3.’
classe
tem
grátis,
belixe
com colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em abundancia. 0
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
per
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos prestam-se
em
casa
do
agente
n’
esta
cidade,
rua do
Souto
n.
*
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(581)
BANCO
AGBICOLA
1HDDSTBIAL DA
ESKEBDURA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Capital 1.500:0000000 reis «Acções 30:000 de 500000 reis.
Esle
banco
dá principio
ás
suas
operações
no
dia
3
de
maio
proximo
faturo.
Fará
operações,
commerciaes,
agrícolas
e
industriaes próprias
de
estabelecimentos
d’esia ordem
e entre
ellas
as
seguintes
:
Compra
e
venda
de
terrenos, prédios
em
bom
ou
mau
estado
em
qualquer
par
te
que
lhe
convenha, construirá
casas
de
conta
própria
para
vender
a
prazos
por
meio
de
mensalidades
ou
annuidades,
e
também
edificará
de
conta
alhe»a
qualquer
prédio
ou
edifício
para
fabrica,
ou
outro qualquer
estabelecimento
dentro ou
fóra
da
cidade.
Auxiliará
por
todos
os
meios
ao
seu
alcance tanto
os
pequenos
como
os grandes
iodustriaes
e
agricultores, encarrega-se
da compra
de
machinismo
no
estrangeiro
e
montagem
de
qualquer
estabelecimento
industrial
em
pequena
ou
graode escala.
Auxiliará
qualquer
indivíduo
que
por
falta
de
meius
não
possa
pôr
em
pratica
qualquer
descoberta
ou
negocio
vantajoso.
Auxiliará
a
fundação
de
qualquer
empresa
de
reconhecida vantagem.
Garantirá
a
fiança que
qualquer indivíduo tenha
de
prestar
para
a
sua
collocação
em
algum
logar
de
responsabilidade,
mediante
uma
percentagem
convencionada.
Recebe dinheiro em
deposito
á
ordem
e a
praso
fixo
abonando juros.
Guardará
titulos
e
objectos
de valor
mediante
uma
commissão
convencionada.
Receberá
generos
á
consignação
para
vender
por conta de
terceiros;
fará
adianta
mentos
por
conta
dos
mesmos
mediante
juro
rasoavel.
Comprará e venderá
aguardente
unicamente
de vinho a dinheiro
•
a praso.
Emprestará
dinheiro
sobre
generos
armazenados na
alfandega
ou
em
alguma
es
tação
do caminho
de
ferro.
Emprestará
dinheiro
sobre
navios
já
construídos ou
em
coosiruc;ão,
ouro
ou
prata
e
pedras preciosas.
Descontará
letras
de
cambio e
da
terra,
bem
como
quaesquer papeis
endossáveis
com
vencimento certo.
Descontará
recibos
de todas
as classes
de
empregados
públicos.
Fará
empréstimos
ao
governo
ou
camaras municipaes.
Abrirá contas
correntes,
com
caução
de
letlras,
acções
de
bancos,
companhias
e
títulos da
divida
publica
ou
outro
qualquer
penhor
mercantil.
Adiantará
aos
lavradores
dinheiro
por
conta
de
aguardente
a
entregar
em
épocas
diflerentes
mediante contrato
especial,
com
ou
sem
preço
feito,
sugeito
ao
do
corren
te
nos
mercados
do
Porto
ou
Lisboa
no
acto
da
entrega
do
genero.
Adiantará
dinheiro
sobre
qualquer
genero
não
susceplivel de deterioração
que es
teja
debeixo
da
sua
guarda.
Gratificará
convementemente qualquer
indivíduo
que
faça
á
direcção
qualquer
reve
lação
de
vantagem
para
o
banco,
dando-lhe
parte
no
lucro
que
possa haver
quando
n
’
isso
se
concorde, ou
uma
gratifição
por
uma
só
vez.
Tem
uma caixa
economica na
qual
recebe
toda
a
quantia
superior
a
10000
rs.
fi
cando
á
ordem
do
depositante.
Fará
transferencias de
fundos
para
todas
aa
terras
do
reino
e
para
o
estrangeiro
onde
houver
agencias
d
’
este banco.
Porto
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
Felix
Plácido de Sande
Eduardo
Ribeiro Mendes
Eduardo
Lyon.
(2385)
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A VAPOK
DO PACIFICO
Rio
de Janeiro, Montevideu,
Buenos-Ayres, Valparaiso,r Arica,
Islay e Callao
CARREIRA
QUIWZENAL
PARA PERIÍ AMBICO K BAHIA
A
Companhia
reduziu
os preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até aqui
tem
oíferccido aos
snrs.
passageiros:
exeellentes
commodos, bom tra
tamento, bastante espaeo para
bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes do Paeifieo
tem gasto
sómente
13
dias
de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3.
*
CLASSE
2.
*
CAMARA
1.
*
CAMARA
,
,
___
—
Pernambuco
...................................................
400000
810000
1080000
Bahia..............................................................
400000
900000
1170000
Rio
de
Janeiro..............................................
450000
900000
1210500
Montevideo
e
Buenos-Avres
.........................
540000
900000
1570500
Valparaiso,
Arica,
Islay-e
Callao
....
1260000
1890000
3080500
Até
aos
12
annos meia
passagem. Alé
aos
8
annos
a
quarta parte.
Até
aos
3
annos grátis,
uma
só
de
cada familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá de
Lisboa
um paquete,
os
passageiros de
3.
*
classe
teeo
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida a
portugueza em
abundancia
e vinho
duas vezes
por iiii
AGENTES EM
BRAGA—
A.lmeida &
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
á
vista e
a
prazo
com
fiança.
fK
Banco
Agrícola,
Commercial
e
Industrial
DE
PO.VTE
DO LIHA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Séde
em
Ponte do Lima
São
convidados
os
snrs.
subscriplores
d
’
esle
Banco
a
fazerem
a
racliíicação das
acções
com
que
assignaram
na
terça
e
quarta feira,
dias
4,
e
5
do
proximo
mez
de
maio,
dando
réis
10500
por
acção,
que
com
os
10000 réis já
depositados
oo
acto
d’assignalura,
preíazem
a
de 20500
por
acção, e
constituem
os
5
p.
c. exi
gidos
pela
lei para
a
constituição
do
Banco.
Ratifica-se
em
casa
de
João
da
Cu
nha
Nogueira
e
Manoel
Gomes Cardoso,
em
Ponte do Limei
José
Julio
da
Cos
ta
e
Pedro
Ferreira de Macedo
Basto,
oo
Porto
i
e
Banco
Mercantil
de
Braga
e
Almeida
à
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima,
16 de abril
de
1875.
OS
INSTALADORES
Antonio
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de
Mí-
nezes
Anlonio José
da Silva
Machado
Anlonio
de
Magalhães
Barros
de
Arauj)
Queiroz
Anlonio Manoel
Gonçalves
João de Abreu
Maya
João
de
Barros Mimoso
João
Bernardo
Gomes
da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João Pereira
d
’
Araújo
Coelho
João
Roberto
de
Araújo
Queiroz
Joaquim Gerardo Alvares
Vieira
Lisboa
Joaquim
Pereslrello
Marinho
Pereira
Araújo
José Maria
Torres Machado
Manoel
Joaquim
Rodrigues
dos
Santos
Narciso
Alves
da Cunha
Thomaz
Mendes
Norton.
(2375)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1^ - É o formato de
-
comerciominho_27041875_338.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)