comerciominho_24041875_337.xml
- conteúdo
-
3?
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
337
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
k
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
ser dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
coroo as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
<J
B L1C
A-SB
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^'600 rs.=Semestre
850
rs.=Protin-
cias, anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre 1^250
rs.=Brazil,
anno
4$400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oul0$000
reis
e 5^500
reis moeda
fraca.=
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles
20
fl/0
d
’abatimenlo.
BRAGA
—SABBADO
94
UK
ABB1I'
Correspondeneia
estrangeira
PARIS,
14 D
’
ABR1L.
(Correspondência
particular
do
«
Commer
cio
do
Minho»)
[Conclusão do
n.
*
antecedente]
A
nossa politica
interior
é
de
nenhu
ma
importância
n
’
este
momento.
Fechou-se
a
sessão dos
conselhos
ge-
raes,
que
ha
alguns
dias
tem
quasi
uni
camente
occupado
a
imprensa.
A
taclica
dos radicaes
que pretendiam
transformar
os
conselhos geraes
em
as
sembleias
políticas,
nào
produsiu
os
resul
tados
desejados.
O
governo
cornprehendeu
a
gravidade
do
perigo
que
se
occuhava
debaixo
d’
essa
taclica,
e
porisso
tomára
as
necessárias medidas.
Assim
não
ha
grandes
desordens a
deplorar,
e
a
lei
foi
quasi
por
toda
a
parle respeitada,
com
grande
descontentamento
dos
amigos de
M.
Gambella.
Uma
outra
decepção,
mais
recente,
veio
desgostar
o*
radicaes,
quando no
do
mingo
se
procedeu
ás
eleições para reno
var
o
conselho
geral
do
Sena.
Ora
os republicanos
tanto
confiavam
nas
precauções
por
elles
tornadas,
na
sua
propaganda
e nos
seus
comités,
que
con
tavam
já
com
uina
vicloria
completa
e
geral
nos
oito
cantões,
onde
o
escrutínio
se
achava
aberto.
Mas
os
conservadores
tinham
igualmente
tomado
as
suas
medi
das,
e
por
isso
aquelles
apenas venceram
em quatro
cantões,
em
vez
dos oito
co
mo
esperavam.
Já
podemos
conhecer
as
opiniões
de
todos
os
ministros
que
compõem
o
novo
gabinete.
Todos, se
acreditaram
forçados
a
aílirmar
bem
alto
as
suas
opiniões
re
publicanas,
como
se
nós
não
as
conhecês
semos
suHicienieinente,
para
assim
ga
nharem
as
simpathias
dos
radicaes
Unicamente
Mr.
Bufiet
tem
até
hoje
resistido
ás
suggestões
d’
estes
últimos, e
está
firinemenle resolvido
a
seguir
a
linha
conservadora,
traçada
no
seu
programma,
N
’
este
ponto,
Qnalmenle,
elle
é
approvado
pelo
marechal
Mac-Mahon
que vê com
desgosto
a
conducla
dos
seus
ministros.
Foi M.
Dufaure,
pela
sua
circular
aos
procuradores
geraes,
começou
a sua
profissão
de
fé
em
favor
da republica.
M.
Vallon,
ministro da
iustrucção
pu
blica,
pronunciou depois
em Sorbonne
um
discurso afiirmando
as
suas
tendências
republicanas.
Veio
em
seguida
M.
de
Meaux,
o
unico
membro
do
gabinete
que
votou contra as
leis
conslitucionaes
e
que
se
suspeitava
que
ainda
se
conservára
fiel
a
suas
antigas
crenças.
Mas
o
ministro
do
commercio
encarregou-se
de
desvanecer
as
nossas il-
lusões. N
’
um
discurso
por
elle
recitado
uo
banquete
que
lhe
foi
offerecido
pelo
cominei
cio
de
Sainl-Etienne,
elle
disse
alto
e
bom
som
que
a
republica
era
o
unico
regimen
capaz
de nos
proporcionar
o
re-
poiso.
Finalmenle
M. de
Cissey,
n
’uioa
cir
cular dirigida
a
lodos
os
generaes
do exer
cito,
declara igualmente
que
espera que
os
oíficiaes
não
manifestarão
por
uma
fôr
ma
reprehensivel,
nem
por palavras,
nem
por
escripto,
nem
por
actos,
as
simpa-
thias
que
possam
professar
pelos
regimes
caidos.
Por outra
parte o
exercito
deverá
abster-se de
tudo
o
que
possa
importar
oílensa á
Constituição
adoplada
pela
As
sembleia
nacional.
Ficam
os
leitores
sufficientemente
illu-
cidados ácerca
da
conducla
dos
nossos
ministros,
e
do
que
levo
dicto
vêem
cla-
ramenle
que
os
nossos amigos
pouco po
dem
contribuir
para
a
realisação
de
seus
mais
ardentes
votos,
o
triunfo de
seu
chefe
Henrique
V.
—
O
grande
movimento
diplomático
de
que
se
fallava
depois
da
morte
de
M.
de
Jarnac
e
a demissão
de
M.
le
Fios,
será
mais
restricta
do
que
se
esperava.
E
’
inexacto
por
outr» lado
que
o
embaixador
da
França na
Rússia
tenha
dado
a
sua
demissão:
pelo
menos
elle
o
deixará
bre-
vemeote.
Os
boatos
referentes á
próxima
no
meação
do
duque
de
Broglie para
embai
xador
em
Londres,
são
igualmente infun
dados. Tudo se
tem
limitado
até
hoje
a
algumas
nomeações
de
secretários
d
’ein-
baixada.
—
Além dos
mares.—
eu
poderia
diser
unicamente
lá—ainda se
pensa
em
Mr.
Thiers.
O
ex-presidenle
da
Republica
recebeu
ha
alguns
dias uma
deputação
de
fran
ceses
residentes
na
ilha
Maurice.
Estes
delegados
eram encarregados
de
apresen
tar
uma
mensagem
e
uma
medalha
com-
memorativa
<ao
libertador
do
território».
O
album
que
lhe
foi
entregue
continha
perto
de
150
assignaluras.
M. Thiers
depois
de
agradecer
aos
commissionados
esla
boa lembrança,
de-
morou-se
com
elles
convetsando sobre a
situação
da
nossa
antiga
colonia.
Elle
de
ve
achar
os
franceses
de
França
muito
ingratos,
porque
ha
muito
lempo
que
M.
Thiers
está
esquecido
por
elles.
—
Tenho
a
satisfação
de
annunciar-lhes
que o
movimento
das
peregrinações
re
começou
esle anno,
e
parece
não será
menos
importante
que
o
dos
annos
pre
cedentes.
Lourdes foi
o
primeiro
sanctua-
rio
visitado.
Recebeu
já
a
edificante
visi
ta
de mais
de
6:000
peregrinos
que
ha
tres
dias alli
se
dirigiram com
grande
fé
e
piedade.
Novas peregrinações
se
annun-
ciam
para
ámauhã,
e
as
visitas
não
des-
coaiinuarão até
ao
proximo
inverno
*
.
El
ias
irarão
certamenie
a felicidade
e
var
rerão
de
sobre
nossas cabeças
as
tempes
tades
que se
vão amontoando
H.
Collegas
e
amigos.
Escrevo-vos ainda sob
a
dolorosissima
impressão
com
que
veio
colher-nos
a
in
fausta nova
da
morte
do nosso
commum
e
para
sempre
lembrado
amigo, o
muilo
rev.°
padre
Mai
linho.
Quer
como discípulo
que
tive
a
honra
de
ser
do
illustre
finado,
quer
na
amisa-
de
com
que pariicularmeote
me
favorecia,
eu
tive
sempre
motivos
para
admirar
a
sua
raríssima
virtude,
não
vulgar
saber,
e
profundíssima
piedade.
Os meus
condiscípulos,
d’
oulro
tempo,
estarão
por
certo
bem
lembrados
ainda
de
quando,
em
consideração
pela
muita
indulgência
e
bondade
com
que
nos tra
tava,
lhe
davamos
o nome
de
santo
.
É
que
santamenle
morreu,
estou
tão
convencido,
como
certo
da
perda,
quasi
irreparável,
que
todos
soflremos
e
espe-
cialmente
a
arcbidiocese
bracarense,
com
o
seu
passamento.
A
modéstia
que lhe
encobria
sempre
os
seus
muitos e
variados
conhecimentos,
fez
com
que lhe
fosse
se
uão
olvidado,
pelo
menos desconhecido
o
seu
mérito
por
aquelles
que
podiam
e
deviam
conhecel-o
para
aproveitar-1
ti
’
o.
Sobre
esle
ponto
direi
apenas,
que
o
rev.®
padre
Martiuho
teve
a
sorle
de tan
tos
que
elevando-se
sobre o
commum, se
vêem
preferidos
pelas
trivialidades
rastei
ras...
Mas
esle
despreso
quasi sistemático
em
que viveu,
se o
não
deixou
sobresair
entre
os
homens,
tel-o-ha
por
sem
duvi
da
engrandecido
mais
perante
Deus;
e
tanto
que
quando parecia
em
vesperas
de
ser-lhe
melhor
galardoado
o
mérito, foi
que
a
misericórdia
divina
o
chamou
ao
céo.
Era um
ecclesiastico
verdadeiramente
digno
e
de
todo
incansável no
serviço
de
Deus
e
da
Egreja.
o
que
lhe
grangeou
as
geraes
simpathias,
respeito
e
amisade
de todas
as
pessoas de
bem.
Aqui linha
elle por verdadeiros
ami
gos
as
pessoas
mais
gradas
d
’esta
terra.
E
tão
devotadas
lhe
eram
algumas
que
sua
alma
lem sido por
aqui muito
suffra-
gada.
Só
nos
dias
13
e
16 do corrente dis
seram-se
na
egreja
da
Misericórdia
20 mis
sas
por sua
alma,
sendo
13
no
primeiro
dia
por
convite da ex.
,na snr.
a
D.
Ma-
rianna
Joaquiwa
de Araújo Brito
Soares,
da casa
da
Ponte,
que
para
esse
fim
es
tabeleceu
na
mesma
egreja
e n
’
esse
dia
missas
geraes,
por
uma
esmola
elevada
;
e 8
no
segundo por
tenção
da
ex.nia
sr.
a
D.
Maria
Guilhermina
d
’
Araujo
Brito
Soa
res,
da
mesma
casa.
Assim
desafogou
esta
piedosa
e
illustre
familia
a
saudade
que lhes deixou
o’al-
ma
a
morte
de
um velho
e
nobre
amigo.
Além d
’
estes
sei
eu também
que
mais
alguns
suffragios
lhe
tem sido feitos por
outras
pessoas,
igualmente
suas
affeiçoa-
das.
Sirvam
pois
estes
teslimunhos,
de
in-
delevel
saudade,
de
consolação
para
os
que
no
mundo
se
nobilitavam
com
a
sua
amisade,
e
que
agoia
no ceo
esperam
e
confiam
na sua
intercessão.
Arcos
de
Vai
de
Vez,
18
d
’
Abril
de
1875.
M.
MARINHO.
O
h
verdadeiros
eulpados
nos van-
dalieos
sacrilégios
de Buenos-
Ayres.
Chamamos
a
attenção
dos nossos
lei
tores
para
o
seguinte
artigo, que nos
é
communicado
por
um amigo.
Revejam-se
aqui
certos escriplores
públicos do
nosso
Portugal...
A
communa em
Buenos-Ayres.
Eis
o
que
escreve
<EI
Mensajero del
Pueblo»:
<A
propaganda
criminosa
e
subversiva
da
imprensa
chamada
liberal
produziu
em
Buenos-Ayres
os
lesuilados
que
se
devia
esperar.
«Pelas
publicações que
hão feito
estes
dias
todos
os
diários
d
esta
capital,
estão
inteirados
os
nossos
leitures
dos
actos
de
selvagem
vandalismo
commettido
em
Buenos-Ayres,
no
ultimo
domingo
: não
obstante
não
podemos
prescindir
de
re-
produsir
essas
publicações.
«Corno se sabe,
ha
algum
lempo a
imprensa-tigre
de
Buenos-Ayres,
propagava
dia
a
dia
as
mais
atrozes
ealumnias
em
artigos
incendiarios
e
virulentos
contra
a
companhia
de
Jesus,
dando por
pretexto
a resolução
tornada pelo
Snr.
Arcebispo
de
pòr
a
cargo d
’
aquelies
padres
a
Egre
ja
de
Santo
Ignacio.
«Essa
propaganda
raivosa
e unanime
dava
a
conhecer
um
plano
de
ataque
contra
as instituições
catholicas
;
porém
nem
pela
mente
passou
ás
pessoas
sen
satas
de Buenos-Ayres
que
esse
plano
ti
vesse
fins
tão
negros
e
criminosos
coiuo
os que
mostrou.
«Da
propaganda sediciosa do periódi
co
e
do
folheio
se
veio
ao
meeling,
d
’es-
te
ao
tumulto,
do
tumulto
ao
atropeilo,
ao
incêndio,
ao
assassinato,
aos
excessos
e
sacrilégios
mais espantosos.
«Ahi
está
o
formoso
collegio
do Sal
vador,
cujas
ruiuas, ainda
fomegantes,
são
o
melhor
testimunho
do
liberalismo,
da
honradez
e
da
moralidade
dcs inimi
gos
dos
Jesuítas. Ahi
está
o
palacio
ar-
chiepiscopal,
os
conventos
e
os
templos
assaltados,
despojados e
incendeados
fal
tando
bem
alto
da
civilisação
e
progresso
que
devemos
esperar dos
que,
em
nome
da
civilisação
e
do
progresso,
commetteui
similhanies
excessos.
«Em nome
da
civilisação se
incendeia
o
collegio em
que
se
educavam
mais
de
duzentos
meninos
e
jovens
pertencentes
ás
principaes
famílias
de Buenos-Ayres.
Em
nome
da
civilisação
se
deslióe
o
col
legio
do
Salvador,
centro
da
verdadeira
civilisação
de
onde
hão
sabido e
sahiriam
no
futuro
jovens
vtrdadeirameuse
illustra-
dos,
jovens
que
mais
de
uma
vez,
nos
exames
da
universidade, obtiveram
o
exito
mais brilhante,
apesar
da
prevenção e
da
hostilidade
qtvi
se
lhes fizera.
«Porém,
não
nos
lembramos
que
era
este o
maior
peccado dos Jesuítas
;
illus-
trar
e
instiuir
perfeiiameute
a
mocidade
argentina.
«Em
nome
do
progresso
se
incendeia
um
dos
edifícios
que,
como
tnonurneino,
fazia
mais
honra
a
Buenos-Ayres.
«Em
nome
da
civilisação,
do
progresso
e
da
liberdade
se
fere,
se
assassina,
se
in
cendeia.
«E
id
nome
da
liberdade
de
consciência
se
incendeiam
depois
de
saqueados
os
templos
catholicos.
•
Em vão
o
«Club
Universitário» de
Bue
nos-Ayres
e
os
demais instigadores
e
pro
motores
da
ruinião das «Variedades»,
pre
tendem
como
Pilatos,
lavar
as
mãos.
Us
incêndios, os
assassinatos,
e
outros
crimes
cometlidos
pelos
que acudindo ao
chama
do
do
«Club»
e
ás
instigações
da
impren
sa,
se
reuniram
domingo
nas
«Varieda
des»,
lançam uma
terrível
e
gravíssima
responsabilidade
sob\
os
promotores
d
’
a-
quella
reunião.
D
’
tssa
responsabilidade
uão
os
livram
seus posteriores
protestos.
«Esses
jovens,
ao
promover
similhan-
te
reunião, ao
excitar
as
massas
com dis
cursos
incendiarios,
ao
firmar
protestos
ainda
mais incendiarios,
senão
tinham
o
nefando
plano
posto
em
praclica
pouco
depois
pelos
petroleiros
e
caibonarios
que
formavam
parte
do
meeling,
deveriam,
comludo,
prever
similhanies
consequências.
Quem
reune
em
torno
de
si
homens
cri
minosos
e
excita
suas brutaes
paixões
não póde
escusai-se
da
participação
que
lhe
cabe
em
taes
aitentados.
«Pelas
noticias
que
tomamos
dos
dia-
rios
parciaes,
dos
diários
que mais
par
ticipação
• tiveram
nas
causas que
produ
ziram
os
sticcessos
de
dumingu,
se
póde
lormar uma
ideia
do
aclo
de
selvageria,
primeiro
no
genero
que se
comtnelle
n’
es-
ta
America.
«Os
que
praticam
estes atlentados
são
os
que
proclamam a liberdade de
consciên
cia,
a
liberdade
dos
cultos
e
a
Egreja
li
vre no
Estado
livre.
«Vejam
os modernos
liberaes
aonde
conduz
a
predica
de
suas
doutrinas.
Ve
jam aonde
conduz
a
omnímoda
liberdade
que
proclamam.
A
licença,
o
desenfreio,
o
incêndio,
o
crime mais
espantoso.»
•
-—
-=^3tfB^M3a^<e3?Wb~
LiHboa
91 de abril
(Do
«osso
correiponclente).
Houve
já
reunião
da
camara parlamen
tar
para estudar
a
questão
da
emigração.
Foi
nomeado
presidente
o
snr.
José
Dias
Ferreira,
vice-presidente
Barros
e
Cunha,
secretario
Anlonio
José d’Avila Juaior.
Vão
ser
pedidos
esclarecimentos
aos ministé
rios
do
reino,
e estrangeiros
em
relação
a
74
a
75.
Em
relação
á inauguração
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
parece
que
será
no
dia
12.
Cre-se
que
sempre
irá
o
snr. D.
Luiz
assistir
a
esle
acto. Agora
o
que se
trata
ú
«J
g
accordo
a
tornar
cotn
a
ctm-
pauhia
do
caminho
de
ferro
de sueste
pa
ra
qne
haja a menor
perda
de
tempo.
Partiu
já
ou
deve
partir
hoje,
o
ad
minislrador
central
do correio
de
Lisboa,
para
o
Porto,
afim
de
estabelecer
o
ser
viço
uniforme
de
modo
qoe
as
malas
si
gam
logo
do
Porto
para
Braga.
Fallava-se
hoje na
nomeação
do
snr.
marquez de
Vallada
para governador
civil
de
Caslello
Branco.
Acentua-se
por
esta
fórma
a
separação
completa
do
grupo
Vaz
Prelo,
do governo.
Tem-se
filiado
que o
grupo
constituin
te
(Dias
Ferreira)
se
distanceara
do
go
verno,
ligando-se ao
grupo
Vaz
Prelo.
Pa-
rece-me
porém
não
ser exacto,
«isto
que
no
sabbado
o
sor.
Dias
Ferreira
eslava
em
casa
do
snr.
presidente
do
conselho
nas
reuniões
que
o
chefe
do
gabinete
dá
n’
esles
dias
aos
seus
amigos
políticos.
Também
é
demittido
o
governador
ci
vil
da
Guarda,
bem
como
lodos
os
admi
nistradores
e
regedores
d
’
aqueiles
dislric-
tos
que derem
provas
de
lealdade política.
Não
sei
se
lhe
disse
que
findou
a
car
reira
Larmanjal
para
Terres
Vedras.
O
engenheiro
Feen
director
d
esta
linha,
tra
ta de
organisar
uma
companhia
para
ca
minho
de
via reduzida a fim
de
se
fazer
o
trajecto
para
Torres, aproveitando os
ac-
tuaes
desvios do Larmanjat,
egualmenle
para
a mesma
villa
e
para a
de
Louri-
nhã.
Pediram licença
ao
governo
o
snr.
An
tonio
Pinheiro
Bayão, Antonio Manoel
de
Magalhães
Burguette,
Bernardo
Antonio
Zagailo
para
esiabelecerem um
caminho
de
ferro
americano
qne ligue
aquelles
dois
grandes
centros
a
Lisboa. Também
hou-
tem
constava,
que
a
camara
de Lisboa
con
cedera
á
um
engenheiro
italiano
o
poder
levar
um
caminho
de ferro
americano,
ao
alio
das
Picoas,
indo
pelas ruas da
Prata,
Gallinheiras,
Santo
Anlão,
e
uma
rua
trans
versal ao
campo
de
SanCAnna,
pegando
aqui
uma
machina
no
carro
até
á
altura
do campo e
seguindo
d’aqui com
o
gado
atrelado
ás
Picoas.
Na
segunda
feira
começa
a
recepção
da ratificação
da
subscripção
da
«Caixa
de
Empréstimos Lisbonense».
Vae
orgamsar-se
uma companhia
para
tratar
da
edificação
do
thealro
da
rua
dos
Condes,
converiendo-o
em
thealro
elegan
te
e
comportável.
Está-se
organisando
o
contingente
para
a
índia,
no
quartel de
Alcantara.
Deve
estar
promplo
a
embarcar
em
junho.
Creio
que
parte
das
praças vieram
de
.Macau
e
algumas
de
Moçambique
de
sejam fazer
parte
do
contingente.
Os
prédios
que
foram á praça,
da
ir
mandade
da
freguezia
do
SS.
Sacramento,
valiam
48:6756000.
e
foram
vendidos
por
82:4855000
rs.
o
que
produzira
cerca de
46459705000
rs.
ein
inscripções
que
a
ju
ro
de
3
p.
c.
dá
uma
importância
total
de
4
9695100
rs.
Falleceu
a
condessa
da
Carreira
D.
Anna
Luiza
Daunernack,
dama allemã.
Hontern
soube-se
nas
obras
publicas
por lellegrammas
d’
ali
recebidos
que
a
abertura
da
exposição
de
Philadelphía
fi
cou
transferi
Ja
para 19 de
abril
de
1876.
(Continua)
REVISTA
ESTRANGEIRA
II
à» paxiim.
Um
lelegramma
de Vergara, ern 12
é
assim
concebido:
Isasi,
coronel do
balaihão
d
’Aratia,
to
mou por
assalto o
forie
d
’
Aspe.
Um tenente
e
quinze
soldados
aílon-
sistas
foram
mortos
;
o
commandante
do
forte,
um
capitão,
dous tenentes, oiten
ta
soldados,
duas
peças
de
sitio
e
abun
dantes
provisões
cahiratn
em
nosso
po
der.
Nós
perdemos
dez
homens
entre
elles
dous
officiaes.
O
rei felicitou
pelo
telegra
fo
Isisi e
seus
valentes por este brilhante
snccesso.
S.
Magestade
estava
em
Durango
no
dia
11.
e
recebe
todos
os
dias
novos
pro
testos
de
fidelidade,
não
sómenie das pro
víncias
de
.Hispauba
carlista,
mas
lambem
das do centro e
sul.
A
província
de
Cueoca
foi
de
novo
invadida
pelo
nosso exercito
do
centro.
O
ge
neral
Adelantado fazia
no
dia
2, a
sua
entrada
em
Minglamila (14 léguas)
á
freme
de
dous
batalhões
e
de dous es
quadrões
períeitamente
fardados e
equi
pados.
Por
toda
a
parle
este
pequeno
corpo expedicionário
recebe
facilmente
as
contribuições
e
requisições
de
cavalios.
—Um
outro
de Hendaya
diz
que
os
prisioneiros
do
forte
d
’
Aspe,
perto
de
Bilbao, chegaram
a
Durango
no
dia 14
de
manhã.
O Rei
entreteve-se
bastante
tempo com
os
officiaes, muito
commovi-
dos
pelo
bom
modo
como
foram recebi
dos.
As
fortiícações
d
’
Aspe
foram
arrasa-
da»,
depois de se lhe
ter
tirado
a
arli-
Iberia,
as
munições e
provisões.
Esle bri
lhante
feito
de
armas
causou
muita
ale
gria
no
paiz.
—Diz
o
«Tiem»:
Serão
chefes
da
expedição
projectada
o
chefe
superior
do
exercito
carlista
da
Biscaya,
que parece
ter
um
plano
que ora
se
não
conhece,
e
o
tenente
general
Mo-
grovejo, com
Velasco,
seu
chefe de
es-
lado-maior
e
Benevides chefe
de
divi
são.
O<
optimistas
do
campo
inimigo
aífir-
mam
que
a
expedição
levará 15:000
ho
mens escolhidos,
com
28
peças
de
sistema
Wilworth
e
750 cavalios.
—
Lè-se no
«Diário
de
Avisos»
de
Sa
ragoça
:
Os
carlistas continuam dominando
es
te
paiz, recolhendo
nos
povos
as
poucas
armas,
cavalios e
arreios
que
ainda
exis
tem.
—
Ha quatro dias
umas
partidas de
cavallaria
de
30, 40 e
até
100
homens,
percorrem
os
povos
da
ribeira
de
Daro-
ca,
campo de Monreal e
rio
Colla,
an
dando
á
vontade por aquelles
arredo
res.
—De
Monreal
del
Campo
levaram
4:000
duros
;
nos
arredores
queimaram um
cor
reio
e
um
carro
que
o
conduzia ha
Ires
dias
e
julga-se
que esta
tarde
fizeram
o
mesmo.
—
Villalain,
Madrazo
e
algum
outro
cabecilha,
com
uns
2:000
homens, estão
estacionados ha
quatro
ou
seis
dias
em
Moscarden
e
outros
povos
do
partido
de
Albarrain
—As facções
Dorregaray,
Cucala
e
ou
tros
contiouaam
em
suas
c
rrerias,
se
gundo
noticias
pelas
províncias
de
Castel-
íon
e
Valência.
—
Diz-se
que
em
Cella
tinham
entrado
uns
200
homens de
cavallo,
que
se
dis
tribuíram
pelos
povos de
Condé
e
Vil-
larquemado,
exigindo
grossas
sommas
de
dinheiro
e
rações,
e
tomando
todas
as
agoas de
marca.
Gamundi
que
se
julgava
iotimamente
unido
com
Cabrera,
publicou
e
fez cir
cular
com profusão
uma
proclamação
im
pressa,
datada
de
27
de
março em
Val-
derrobies,
em
que
se
falia
de
Cabrera
com
grande
aspereza.
Do
correspondente
da
«Palavra»:
Da
Catalunha
nada
ha, porquanto
são
tão
graves,
os
boaios
que
circulam
ha
Ires
dias
ácerca
do
chefe
superior das
forças
do
governo,
o
general
Marlinez
Campos
e
da
divisão
que
conduz
na
soa
marcha
para
a
província
de Gerona, emprehendida
de Olol,
como já
disse,
jue me não
aire
voa
meocional-os
;
porém
é
de
presumir
que
haja
alguma
cousa
desagradavel,
pois
quando
ioda
a
genle
pergunta
que
noti
cias
ha
d’
e*
las
operações
e ninguém
sabe
o
que
occorre,
guarda o
governo
compleio
silencio
Lê-se
no
«Diário
de
S.
Sebastião:
Noticias
da
fronteira
dão
conta da pre
sença
em
Lasiaola
de
dois
batalhões
car
listas,
com
o fim
de protegerem
as
fabri
cas de Vera,
e
construir
algumas obras
de
defesa.
Isto
tem
causado
algum
susto.
Do
«popular»:
Uma
caria
recebida de
Marselha
par
ticipa
que
os
ca>lislas
esperam
a
occasião
de
inlrodusir
um
carregamento
de
armas
pelo
lado de
Gqon
e
Fuenlerrabia.
Cabrera.
[Conliniifçlo]
O
escriptor
e o
correspondente
esiá
obrigado
a
ser
justo
e
imparcial
em
suas
qualificações
e
eu
sinto
qoe
para
sel-o
haja
de
censurar
acremente
um homem
por
quem
confesso
de
novo
que
cheguei
a
professar
vetdadeira
admiração.
Soberbo
ou
louco,
ou
ambas
as
coisas
a
um
tempo,
D.
Ramon Cabrera no
con
vénio
que
assigna
com
um ex-carlista
an
tigo
o
snr.
Merry
eo
rico
banqueiro Man
zanedo,
em
nome
estes
ambos do
governo,
e
garantindo
este
as
condições
metálicas,
ajusta a
pacificação
do
paiz,
depondo
as
armas o carlismo
armado„
mediante a
ou
torga
de seu fóros ás
províncias
vascas
e
o
reconhecimento
dos
graus,
postos
e
condecorações
concedidas
por D.
Carlos,
com
prévia
revisão
d
’
elles
pelo
proprio
Ca
brera;
porém
fazendo
caso omisso
da
ques
tão
de
unidade
religiosa,
a
mais
grave d’
es-
ta
contenda,
e
da
do systema
de
governo
que
não
deixa
de
ser
transcendental.
Ha
uma
particularidade
curiosa
n
’
esta
negociação e
é
que
o
documento
original
foi extrahido
da
embaixada
hispanholla
em
Pariz
e levado
a
D.
Carlos,
que
o
tem
em
seu
poder,
o que
prova
que
os
passos
de
Cabrera
eram
seguidos
em
interesse
da
causa
carlista
por
pessoa
habil.
Soberbo
ou
louco se
chama
no mundo
o
homem
que
presume
poder
fazer
nego
ciações
d
’estas
em
nome
de
um
exercilo
que
não
commanda,
e aquelles
qualifica
tivo
bem
os
merece o
homem
que
se
ca
pacita de
que,
só por
seu
respeito
e
a
maior
parle
d
’
elles
sem
sequer
o
conhecerem,
hão
de depor
e
devem depor
as
armas
muitos
milhares
d
’
homens
que
seguem uma
bandeira,
sendo
que essa
bandeira
é mo-
narchica
e
seu
representante
commanda
o
exercito
qoe
defende;
porém
está
visto,
como
disse
estes
dias
urn notável
escrip-
tor,
que
se
os
loucos
dizem
as
loucuras,
os
grandes homens as
fazem.
Pretendendo
explicar
seu
p-ocedimen-
to
publicou
Cabrera
um
manifesto
que
só
em
extracto,
lomando-o
dos jornaes
es
trangeiros,
viu a
luz,
pois
não
agrada
ao
governo,
que
trata
de
corrigil-o
para
que
hoje
ou
amanhã o
publique
aqui
a
impren
sa.
Mas
aquelle
escripto
tal
como
se
nos
dá
é
tão
absurdo
como
o
proprio
acto
que
o
motiva, apesar
de que
no
fundo
se
lhe
vê
a
ira
e despeito.
Diz
o
antigo
caudilho
que
não
foram
altendidos
seus
conselhos,
e
esquece
qoe
que
os
negou;
accrescenta
que
a
bandei
ra
carlista
está
rota e
não
o
prova, e cpn-
clue
que se
separa
de
D.
Cailos,
porque
sendo
liberal
uão
tem
o
valor
de
confes-
sal-o
como
seu
pae, por cuja razão elle
traz
comsigo
a
velha
divisa
do carlismo,
e,
pelos
modos,
para guardal-a
melhor,
vem
para o
grémio
dos
que
dizem
e
não
só
dizem
mas
que
provam que
são
libe
raes.
Isto
é
simplesmente
ridículo
e
mise
rável.
No
campo
carlista
produziu esle
suc-
cesso
nos
primeiros
momentos
certa
sen
sação
e
tomaram-se
algumas precauções
porque
chegou
a
saber-se
que
alguns
ami
gos
de
Cabrera
haviam tratado
de
com-
promelter
dislmclos
chefes
para
que
imi
tassem
seu
exemplo,
porém
as
ultimas
noticias
de
via
ministerial me
permitlem
dizer
que
ludo
ia
adquirindo
sua
marcha
ordinaria
e
que
ao
pastno,
filho
da
sur
presa,
por
um acontecimento
inesperado
e
fóra de
lodo
o
calculo,
vae
succedendo
a
ira
que
é
sempre
o
que
vem após
a
de-
fecção
de uma pessoa
querida.
A
juiso
de muitos,
e
a
meu ver
tam
bém,
Cabrera
não
conseguirá
outra
coisa
mais
que
ser
acompanhado
por
alguns ami
gos
pessoaes,
e
em
compensação
é
mais
provável
que
muitos
que
acreditavam
n
’
el-
ie
cegamente
e alguns
grupos
do
Maes-
trazgo
e
do
Aragão,
ainda
não
decididos
por esperal-o,
se
resolvam
a
obrar, pro
vando
que
só
o
admiravam
como
caudilho
leal
e
consequente
d
’
uma ideia,
de
modo
que,
passando
o
pasmo
e
sobrepondo-se
D.
Carlos ao successo,
terá
ganhado em
lo
gar
de
perder.
Quem
desde
logo
perdeu,
no
cenlir
da
generalidade,
mesmo
de
grande
parle
d
’
a-
quelles
a
quem
convém
sua
n»va
altitu
de,
foi
o
velho
e
temivel
guerreiro
do
Ara-
gão
que
já não
póde
dizer ao mundo
que
aos
sentimentos da
sua
alma
sacriftcou
o
desejo
de
viver
em
sua
patria,
sua
pes-
*oa
crivada
de
feridas
e
a existeúcià
de
sua
mãe.
pois
hoje
é
um
traosfuga,
e
desde
o
momento
em
que
desce
d
aquelle
alto
pedestal
é
um
homem
tao
commum
como
qualquer
outro,
a
não
se
r
que
o
distinga
só
a
vileza
do
acto
praticado.
Como
os
erros
nunca
andam
sós,
Ca
brera
teve por embaixador para
romper
com
D.
Carlos,
um
D.
Miguel
Losada,
e
tem
hoje
por advogado
que
o
defenda
na
imprensa
a
D. José
Indalecio
Caso.
Quem
sao
estes
senhores?
Voo
uizel-o.
Lozada
foi
ajudante
do
celebre
mexicano
Santa-Aona;
veiu
a
Hispanha
e
fez-se
jor
nalista
;
tem
vivido
ninguém
sabe
como.
Como
escriptor
defendeu,
subvencionado,
a
causa
do
Pertí
contra
a
Hispanha,
durante
nossa
guerra
com aquella
republica,
e
co
me
jornalista
moderado
vendeu
seu
jornal,
«El espirito publico,
á
«Umão liberai»
p©r
uma
subvenção
metalica. Emigrado
por
occasião
da
queda
de
Isabel
II, escreveu
um
folheio
defendendo-a.
folheto
que
lhe
pagou
o
marquez
de
Orovio,
hoje
minis
tro
do
fomeulo,
e
emquanto
o
redigia
en-
lendia-se
com
Cabrera,
dizendo-se
carlista.
Vejam
os
leitores se
póde
haver
firma
mais
safada!
D.
José
Indalecio
Caso
foi
um dos
re-
dacteres
da
«Esperanza»,
de
cujo cargo
se
demiltiu,
como
é
bem
sabido entre
os jor
nalistas
de
Madrid,
uão
por
dissentimen
tos
político,
mas
por
questão
do
honorá
rio
que
se
lhe
dava.
Passando
para
a «União
liberal»
foi
fiscal
da
imprensa
não
mui
feliz;
como
advogado,
fez ahi
muito
ruido
defendendo um quidam que
os
tribunaes
mandaram
a
um
presidio
por
usurpação
do
estado
civil,
pois
queria
fazer-se
pas
sar
por
um
homem
já
fallecido,
para
apo
derar
se
assim d
’
uma grande
fortuna;
mais
tarde
foi
presidente
da
commissão
liquida
dora
da
Peninsular,
companhia
de credito
da
qual
póde
dizer-se
o
que
dizia
Cervan-
tes
: peor
es
um
mallo
;
e
por
ultimo
mos
tra-se-nos
hoje
defensor
dos
últimos
actos
de
Cabrera.
Confessamos
que
já
nã» é
pequena
vi
leza
recorrer
a
homens
d’estes
para
deter
minadas
commissões
Fui
muito extenso;
porém
creio
que
os
leitores
me
agradecerão os dados
que
acabo
de
subministrar-lhe
sobre
um
suc-
cesso
que
oceupa
agora
mesmo
a
altenção
da
Europa,
dados
que
por
sua
exactidão
lhes
permitlem
julgal-o
devidameote.
(Continua)
GAZETILHA
Chriama. —
S.
exc.a
rev.
nia
o
snr.
arcebispo coadjuclor
e
futuro
suceessor
de
Braga,
tem deliberado administrar
o
Sa
cramento
da
Confirmação
no
dia
do
Espi
rito
Santo
—
16
do
proximo
mez
de mato
—
aos
fieis
d
’
esle
arcebispado
que
se
apre
sentarem
para
receber
esle
sacramento
nas
condições
seguintes:
1.
a
Que tenham
mais
de
cinco
anuos de
edade.
2. ’
Qoe,
sendo
maiores
de
doze, tenham
com
este fim
recebido
sacramental
mente
a
absolvição dos
seus
pecca-
dos.
3?
Que
apresentem
escripto
do
seu
revd.0
parocho
em
que se
declaie
o
nome
do
baptismo e
o
do
pae
—
sendo
de
menor
edade
— sendo
porém de
maior
edade,
bastará
o
nome
por
inteiro
do
chrismando
com
os
apellidos
de
que
usa.
4.
a
Que
estejam
na
Egreja
de
Nossa
Senhora
do
Populo
ás dez
horas
da
manhã.
O
escripto
passado
pelo
revd.
0
pawcbo
respeclivo
será concebida
n’
estes termos:
F.
.
.
.
e, sendo
de
menor
edade,
fi
lho
de
F.
.
.
.
está
hab
litado para
rece
ber
o
Sacramento
da
Confirmação.
Fre
guezia
de.............. de................
de
1875.
—
Assignalura
Estes
bilhetes
serão
depois
mandados
aos
rev
d.°
s parochos
que
os
passaram
para
ficarem
registados
no
livro dos
assentos
dos
baplismos
ern
conformidade
com
as
Constituições Synodaes
d
’
este
arcebispado.
Festividade.—
Ha
ámanhã a
festivi
dade
de
Jesus,
Maria
e
José
nos
templos
da
Sé
e
do
Carmo.
N
’
este
ultimo haverá
exposição
e
sermão
de
tarde.
Exe«iuiag. Convite.—
Por
iniciativa
dos
devotos do
Coração
de
Jesus,
coadju
vados
por varias pessoas,
haverá
na
ter
ça-feira
27
do
corrente,
no
templo
do
Col
legio,
missas
geraes
e
uma cantada,
que
começará ás 9
e
meia
heras
da manhã,
para
suflragar
a alma
do
finado
paúre
Martinho Antonio
Pereira
da
Silva.
Convidam-se lodos os amigos
do
fina
do,
bem
como
as
irmandades
do
SS.
Coração
de Jesus,
Senhora
da
Torre e
Boa-Morte,
a
assistirem
a
esle piedoso
acto.
Noticias
«le Roma.—
Roma
13
de
abril.
—
O
Vaticano
foi
hoje
lestimunha
d’
uma grande demonstração
:
em
nome
dos
catholicas
estrangeiros
reunidos
em
Roma,
o
príncipe
Windischgraetz
leu
uma enér
gica
mensagem,
á
qual
o
Papa
respondeu
por um
longo
discurso
A
Cruz
reina
sempre,
disse
o
Papa.
Em
outro
tempo
os
perseguidores
não
eram
christãos, e
os
Jnstinos
e
os
Ter-
lullianos combaliam
por
ella.
Hoje
são
os
christãos
que
se
fazem
os
nossos
per
seguidores.
Eu
não
sou
senão
um pobre
velho,
mas
defendo
as
mesmas
verdades.
O
Papa
accrescentou
outras palavras
com-
moventes,
advertindo
os
reis
que
parem
a’este
caminho,
se
não
querem
atrahir
sobre
os,
seus
povos
as
vinganças
divi
nas.
Elle
terminou
por
uma
oração subli
me,
oo
meio da
commoção
e
das lagri
mas da
assistência.
Falleeimento.
—
Escrevem-nos
de
Coura
:
«Depois
de
prolongada
mas
não do
lorosa doença,
deu-se no
dia
2Ô
á
se
pultura,
na
freguesia
de
S.
Miguel
de
Suppõe-se
que
áquelle desceu,
no
mo
mento
em que
o
navio
locou,
ao
seu ca
marim,
sem
duvida para trazer os
papeis
e
os
valores
que
lá
tinha, e
que
não
lhe
sobrára
tempo
para
tornar
a
subir
ao
con-
vez.
Os
passageiros
e
a
tripulação
poderam
salvar-se.
Jornal
das
Danas.
—
Publicou-se
o
n.° 100
d
’esta
interessante
revista
de
litleratura e
modas,
unico
jornal
dedica
do
ás senhoras
que
em
Portugal
existe,
contendo
uma
longa
e
bem
detalhada
re
vista
de
modas,
na
qual
miudamente se
descrevem
as
mais
elegantes
toilelles
que
se
usam
para
passeio,
visitas,
reunião,
thealro,
baile, etc.,
poesias
e
artigos
de
recreio
acompanhados
de d»is
excedentes
figurinos
gravados
e
illuminados
em
Paris
e
bellos
debuxos
para
bordar
e
moldes
pa
ra
cortar
fato
de
senhora,
lodo
executado
em
França.
A
empresa
offerece
annual
*
mente seis
bellos e
valiosos
brindes,
distri
buídos
á sorte
pela
loteria,
tendo
direito
o
assignante
de
anno
a
receber
grátis
as
tres
seguintes
obras
o
que
torna
a
assig-
natura
quasi
gratuita
:
Manual
das
Damas,
modo de
fazer
flo
res
artiíiciaes.
seguido
de
um
tratado
de
jardinagem,
•
emblema
das
flores, e vários
processos
para
a
melhor
conservação
do
fato
das
senhoras.
Manual
dos
sonhos
e
apparições
noc-
lurnas,
ou
arte
de
adivinhar o
futuro,
com uma
curiosa
introducção,
escripta
em
parte
por
Julio
Ce-ar
Machado.
Manual
do
Conserveiro,
methodo de
fa
bricar
os
mais
saborosos
e
exquisitos
dô-
ces,
compotas,
gelados,
etc.,
obra curiosa
e
de
reconhecida
utilidade.
Com
esle
numero
é distribuído o
segun
do
brinde
oflerecido
esle
anno.
Preço da assignatura
—
Lisboa,
1
anno
20000
rs Provindas,
1
anno
20400
rs.
—
numero
avulso
240
rs. Assigna-se
em
Lis
boa
unicamente
na
livraria
do
editor
Joa
quim
José Bordalo,
rua
Augusta,
24,
26,
no
Porto,
Coimbra
e
Braga
nas
principaes
livrarias,
em
Setúbal na
Capella
Central,
e
em S.
Miguel
n„
livraria
do
snr.
Maria-
no Machado (com o augmenlo
de
25
p. c.,
differença
da
moeda).
Fontura
,
comarca
de
Valença,
o
cadaver
do
snr.
padre
Antonio
Vaz,
irmão
do
rev.m°
snr.
Jo«é
Miguel
Vaz, vigário
ge
ral
d
’
aquella
comarca.
Ao
enterro
assisti
ram,
além
d
’
outras
pessoas,
clérigos
de
Coura,
Valença
e
Villa
Nova
da
Certei
ra,
em
numero de
83.
Officiou como
Prestes,
o
rev.
m
®
abbade de Valença:
houve
responsorios
ó
clemenlissime,
como
prescreve
o
snr.
Bispo-Conde, e
com
as
sistência,
ao
oílicio,
do
diácono e
sub-dia-
cono paramentados,
como
determinam
as
instrucções
do
snr. arcebispo
D.
José
de
Bragança
em
2
d’
agosto
de 1741.
Disem-
me
que alguns
clérigos
estranharam
que
os
padres,
como
ministros
da
Religião,
tenham
estes
responsorios, o
que consta
dos rituaes
do
Porto
e
Lisboa.
O
ex
mo
e
rev.
mo
snr. D.
João
Chry-
sostomo
faria
um
grande
serviço
ao
nos
so
clero estabelecendo
a
uniformidade
nos
oflicios
de
defunclos
e sepultura,
para
evitar
a
inconveniência da
diversidade
de
Rituaes.
O
finado
ecclesiastico
contava
81
an
nos
de edade,
e
era um
cavalheiro
cari
doso
e de
muitas
virtudes.
Damos
sinceros
e
cordeaes
pesames
ao
snr.
Vigário
geral de
Valeqça.
—
P.
M.J.
R.
Conversões.
—
Em
Stratford,
Ingla
terra,
converteram-se
ao
Catholicismo
dois
ministros protestantes,
por
occasião
das
missões
de ires
sacerdotes
da
venerável
Ordem
do
Carmo.
O
cura de S. Sulpieio. —
Lê-se
no
«C.
da
Tardo:
Os
pobres
de
Paris choram
amarga
mente
Mr.
Hamon, o
caritativo
Cura
de
S.
Sulpicio.
Esle
santo
sacerdote
era
a
providencia dos
pobres.
Quando
elle
re
cebeu
as
Ordens
Sacras,
era
muito
rico,
distribuiu
todas
as
suas
riquezas
aos
po
bres
antes
de
celebrar
a
sua
primeira
missa.
Morreu
«obre
um
humilde
leito
de
feno,
com um cobertor remendado;
no
seu
quarto,
não
havia
outra
mobilia
que
duas
cadeiras
de
palha,
um crucifixo, e
uma
grande
estatua
de
gesso
da Virgem
Sandíssima,
e
os
breviários.
Visitava
lodos
os
dias
os enfermos
e
entrevados
; quando
lhe
faltava
os
meios
para
soccorrel
os
nas suas
necessidades,
recorfia
aos
ricos
Era
dotado
d
’
uma
hu
mildade
profunda,
e
muito
compadecido
dos
pobres. O
seu
alimento
quotidiano
era
pão
e
hervas.
Ha
ires
mezes
que
o
criado
que
o
servia,
lhe
disse
em
um
bello
dia
;
«Snr.
Cura,
é
necessário
indispensa-
velmeole
que compreis
camisas,
pois
as
que
tendes
só
estão
boas
para
fios.
—
E
’
necessário
esperar
um
pouco,
respondeu
Mr.
Hamon,
n'este
momento
não
lenho
dinheiro nenhum,
porque n
’
este
mundo não
possuo
nada.»
Algumas
horas
depois,
o
velho
servo
veio
dizer
a seu
amo
que
á
porta
estava
uma
mulher
com
iim
menino
pela
rnão,
e
que
ella
lhe
pedia
uma
esmola
para
comprar
roupa
e
pão.
*
«Dae-lhe
islo,
disse
Mr. Hamon, cheio
d
’
alegria,
tirando
do
bolso
uma
valiosa
moeda.»
No
dia
seguinte,
o
Venerável
Cura
ficou
admirado
de
ver
uma
camisa
no
va.
—
o
seu
velho
criado,
desesperado,
não
leve
remedio
se
não usar
d
’
este
estrata
gema
para
lhe
poder
comprar
camisas.
Kaufragio.
—
A
«Vigia
argelina»
con
ta
nos
termos
seguintes
o
naufragio de
um
yachi
ioglez
de
recreio
o
«Slorm
Finch»;
O
yachi
inglez
de
recreio o «Slorm
Finch»,
procedente
de Tunis, tripulado
por
nove
homens
e
condusindo
a
bordo
o
proprietário do
navio,
acompanhado
de
sua
esposa, de
uma
outra
dama,
sua
pa-
renta,
e
de
seu
sobrinho
chegára
á
en
trada
do
nosso
porto,
quando
enganado
pela
luz
vermelha
que
domina
a
costa
norte,
o
barco
veio bater
nos
rochedos
que ha
entre
a
extremidade
do
molhe
e
a
boia-sino.
Detido
de
repente
na
sua
carreira ra-
pida, o navio
baloiçou-se
por
alguns
se
gundos,
mas
levantado
pela
força
do
ven
to,
enorme
n
’
aquefla
occasião,
foi
arran
cado
de
cima
dos
rochedos
onde
linha
encalhado e
impellido para
o
largo.
Du
rante
este
tempo,
a
tripulação
lançou
a
chalupa
ao
mar,
e
dera-se
pressa
eiu
fa
zer
descer
para
alli
as
duas
senhoras
e
o
sobrinho
do
lord.
Notou-se
então
que
o
proprietário
do
navio
não
apparecia,
e
preparavam-se
pa
ra
procural-o
quando
o
barco
se
submer
giu aos
olhos
da
tripulação
que
havia
em
barcado
na segunda
chalupa.
Todas
as
buscas
foram
inúteis
para
descobrir
o
do-
«o
assim
como
o
cosinheiro de
bordo.
EIS
Carta
do
Tio Simplieio a
seu so
brinho Nicolau.
Já
duas
cartas,
sobrinho,
Recebi
pelo
correio
;
Na
tua
amisade
creio
;
Por
tanto
affeclo
e
cuidado,
Sobrinho,
muito
obrigado
!
Aceita
a
mão
cá do
velho,
Sobrinho
meu,
tão
querido,
Nem eu
tãopouco
esquecido
Posso ser d’
um
bom
parente
Apesar de
mim
ausente.
Meus
filhos
não
’
stão
doentes,
Seja
Deus
sempre
louvado;
Só
sobrinho
ando
zangado
Pela
traição
cavilosa
Do
calouro
de
Tortosa.
Emfim
Cabrera
é
patusco
Como
ha
muitos
ratões,
Pensou
lá
com
seus
botões
Que
na côrte
d’
el-rei
nino
Podia
almoçar
pepino.
Eu
creio
que
na
Bretanha
Mudou
seu
temperamento
Esqueceu
el
juramienlo
Dado
a
el-rei
e
patria
sua,
De
su
madre
a
morte
crua
Foi
causa
d
’
isto
a
conserva
O
cognac,
licor
famoso:
O
homem
está
gotoso
E
p
’
ra mais
poder
viver
Quer
sua
pança
aqueçer.
Outra desculpa,
sobrinho,
Póde
ter
o
bom
velhote.
Terá
usado
o
capote?
Hoje
toda
a
roupa usada
Em
moda
’
slá
ser virada.
Como
aqui, na
Gran
Bretanha
Está
tributado o povo.
Não
ha
para
panno
novo,
E
quem
quiser
figurar
Hade
a
casaca
virar.
O\
quantos
dos
podugueses
Não
temos
4iós
por cá visto
N
’
esta era santa
de
Christo
Ser
hoje
um
fiel
christão
E
protestante
áraanhão?
E’
simples
esta
mudança,
Mudança
apenas
d
’
deia
;
Tendo
bom
jantar
e
ceia
Esquecem-se
em
qualquer
dia
De
Deus
e
Santa
Maria.
Disse
o
meu
visinho
Amaro
Que
á
camara
ordem
veio
De
crear
segundo
creio
Nova
fonte
de
receita
Para o tempo
da colheita.
De
fontes
mil fontes
nascem
;
Já
não
ha
vacca
a
tostão
Subiu
o
preço
do
pão
Geme
o
povo
e
leva
albarda
Em
quanto
não
diz
—
Bernarda!
O
padre
Luiz
Quintâo
Veio
ter
comigo
um
dia,
Sabbado
d
’
Alleluia
E
disse
ler
nos
jornaes
Vão
ser
vendidos
passaes.
Será
verdade,
sobrinho?
Decerto
isto
vae
mau,
Pois
cedo
os
santos
de
pau
Serão
em
hasta
vendidos,
Então
ficaremos
perdidos.
Também
não
falta mais nada
Os
conventos
já
lá
vão;
Stibgeifos
santos
eslão
A
ser
vendidos
e
n
’isto
Terão
a
sorte
de
Christo.
Consta
aqui
que
um
sinorilo
Vem
d
’
encomenda
este
mez
Pedir
a
primeira vez
Da
fiel
Braga
o
mandado
Para
ser
seu
deputado.
Outros
disem
que
balbúrdia
Vae
haver
na
eleição
Qne
qualquer
Manei
João
De
Braga
podem
mandar
Sem
mais
longe
ir
procurar.
Deixemos
sobrinho
querido
Girar
nos
eixos
o
mundo.
Terei
um
pesar
profundo,
Nado
valerás p’ra
mim,
Se
te
liseres
galopim.
Eslava
o
tempo
sequioso;
Mas
Deus
a
chuva mandnu
Que
a
lerra
amaciou.
Podem-se
os
campos
lavnr
E
milho
á
terra
deitar.
Aqui
n
’
aldeia
é
um
encanto
O
tempo
da
PHmavera;
Sempre
assim,
emâo
quisera
Esta
cabana
habitar
Ouvindo
as aves
cantar;
Mas no
inverno
a carvalheira
Geme
do
vento
açoutada
A
galltnha
anda
encrespada
E
eu
só
encontro
calor
Na
lareira
do reitor
;
Mas
agora
o
tempo
é
outro
E
*
a
estação
dos
amoies
Tem viço e
vida
as
flores
E
sinto
até
mais
suave
O
toque
do
sino
d’Ave.
Adens
sobrinho
querido
Por
causa
da
carta
minha
Não
joguei
a hrangioha
O
que
farei
ámanhão
C
’o
padre Luiz
Quialão.
Saudades
ás
pequenas
Da
prima
Latira.
Um
abraço
Para
li;
se
fui madraço
Perdoa,
que
islo é
um
vicio
Do
velho
lio
Simplido.
8—
4
—75.
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
A’ redaeçiio
tio «Comniereio
do
Jliiiho»
Peço
o
favor de
transcrever
no
seu
jornal
a
Declaração
que
foi
publicada
na
«Palavra».
Pelo
que
lhe
ficarei
summamente
grato.
Braga
21
de
abril
de
1875.
Padre Manoel
Ferreira
Marnôco
e
Sousa.
Snr.
redactor
da
<
Palavra»
Peço
o
favor
de
declarar
no
seguinte
numero
do
seu
jornal,
se
sou ou
não o
auctor
das
correspondências
de
Braga,
assignadas
com as iniciaes
M.
S.,
e
até
se
alguma
vez
escrevi
no
seu
jornal,
pe
lo
que
lhe ficarei
summamente
grato.
Braga,
16
d’abril de 1875.
De
v.
etc.,
Padre
Manoel Ferreira
Marnôco
e
Sousa.
A
redacçào
da «Palavra» declara
que
o
rev."
10
snr.
Padre
Marnôco
e
Sousa
não
é
auctor
das
correspondências
a
que
allude
na
carta
antecedente,
e
que
é
egualmen
*
te
verdade
nunca
ter
escriplo
coisa
algu
ma
n
este
jornal.
EXPEDIEXTE
DA ADHIAISTRA-
ÇÃO.
Cartas e
avisos
recebidos em
23
de
abril
Chaves.
—
Rev.0
Anastacio M. M.
Sa
raiva—
Recebido.
Penedo.—
Anlonio
Joaquim
d
’
Araujo
Martins
—
Idem.
Fafe.
—
Rev.
0
parocho
de
Pedraido
—H.
MonCAIegre.
—
Rev.
0
Gervaeio
Gonçal
ves
d
’
AzeAedo
—
Idem.
CDHHERCID
B
olsa
de
B
raga
21
de
abril de 1875
EíTeetuado
Banco
de
Villa Real 440500.
Banco
de
Barcellos
20700.
Bauco
Commercial
de
Guimarães
40000.
BOLSIM
Obrigações
do
caminho de
ferro
do Minho
e
Douro
(3.
a emissão)
110900.
Companhia
Carris de Ferro
de
Braga
20700
Idem
idem
20600.
BOLSIM
22
de
abril
de
1875
KÍTeetuado
Banco
do
Douro
870800.
Banco
Commercial
de
Guimarães
40000.
Banco
de
Barcellos
20800.
Dito
dito
20700.
Obrigações
do caminho
de
ferro do Minho
e
Douro (3.a
emissão)
110900
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
20650.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
"HãScõEãF
TfÍEATRÒ
DE.
S.
GERALDO.
Sabbado
24,
segunda
recita
—
Dada
pela
Companhia acrobata
e
de
mimica.
Domingo
25,
terceira
e
ultima
recita
—
Pela
mesma
companhia.
ÃfiBADECIMElíTOS
Os
abaixo
assignados
agradecem
por
esle
meio a
todos
os
III.
mos
e
Ex.rnos
Srs.
que
os
cumprimentaram,
e
pre
taram
seus
serviços,
pot
occasião
do
fallecimenlo
d-
seu
irmão
José
Cerqueira e
particulare
mente
ao
Revd.
0
Francisco
Gomes
Bar
reiro,
José
Francisco
da
Silva Guimarães,,
alferes
José
Rodrigues
Ribeiro
Cezar,
Ma
noel
Gomes
Barreiro
e
Antonio
José
Gon
çalves; a
todos
os
Revd.
08
Snrs.
Ecclesias-
licos,
que
se
dignaram,
não
só
assistir
lodos
grátis,
ao
Oflicio
do
corpo
presen
te, que
teve
logar
na
egreja Matriz
da
villa
de Monsão.
roas
acompanhar
além
disso
o
cadaver,
com
sobreplizes,
desde
a
egreja
até
ás
portas
da
villa;
bem
como
aos
músi
cos,
que
também
grátis
assistiram ao
dito
oflicio,
protestando
a
lodos
seu
indellevel
reconhecimento
e
gratidão.
P.
e Antonio
José
Cerqueira.
P.e
João
Luiz
Cerqueira.
(2371)
■y
ANNUNCIOS
VENDA
DE
CAVALLOS
BANCO
AGRÍCOLA
E
INDUSTRIAL
M
ESTREMADURA
Quem
pertender comprar
uma
bonita
parelha de
cavallos castanhos de
57
a
58
pollegadas e bem
amestrados
no serviço
de
trem,
póde
procurar
em
Guimarães,
na
rua
de
S.
Torqoalo,
Gaspar
Loureiro
Paíl,
que
está
encarregado
de vendel-a.
11
ià
WWW
11
tf
*
ãffí
A
mesa
da
irmandade
de
S. Torqua-
lo,
erecla
nas
proximidades
de
Guimarães,
previne
os
mestres
pedreiros
e
empreitei
ros,
que
no dia 9
de
maio
pelas
H
ho
ras
da
manhã
na
casa do
despacho
em
S.
Torquato,
hade
ter
logar a
arrematação
d
’
uma
empreitada,
de
fornecimento de ma-
teriaes,
e
mão
d
obra
para
a
con&lrucção
da
parede
lateral
da
nave
alé
á
altura
do
embasamento,
e da
construcção
da
torre
com
suas
escadas, e
patamares
até
á
altu
ra
indicada
ou
eorie
k,
I,
m,
n,
o,
p,
cu
ja
empreitada será
entregue
a
quem
por
menos
se
oílerecer
a
fazel-a.
Preço
por
melro
cubico
De
cantaria. . .
.
150000
reis
De
alvenaria.
.
.
.
30000
>
Condições
para
a
arrematação
1.
a
Para
poder
ser
admiltido
a
licitante,
é
necessário
apresentar
sobre
a
mesa
a
quantia
de 1500000
reis
para
depo
sito
;
2.
Finda
a
arrematação
poderão
os
lici
*
tantes
a
quem
a
obra
não fôr
adju
dicada,
levantar
a
quantia
depositada
;
3.
a
O
deposito
do arrematante dará entra
da
no
cofre
da
irmandade;
4. ®
As
propostas
serão
feitas em
cartas
fe
chadas,
contendo
o
nome
e
residên
cia
do
licitante,
e qual
a
quantia
(por
extenso)
porque
se
offerece
a
fazer
o
metro
cubico;
5. a
A
licitação
deve
versar
unicamente
so
bre
o
preço
do
metro
cubico
de
can
taria.
O
projecto
e
as
condições
esião
paten
tes
todos
os
dias
na
secretaria
da
capei-
la
da
irmandade
de
S.
Torquato.
Casa
do despacho da
irmandade
de
S.
Torquato
22
d’abrii
de
1875.
SOCIEDADE ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capital
1.500:0000000 rei»=Acçõe» 80:000 de 500000 reis.
São
convidados
os
snrs.
subscriptores
da
primeira
série
d
’
esle banco,
a
en
trarem
com
quinze
por
cento
ou
sete
mil
e
quinhentos
reis
por
acção
nos dias
3
a
8
de
maio ptoximo,
das
10
horas
da
manhã ás
2
da
tarde; que
juntos
aos
cinco
por
cento
de
ratificação
prefaz
vinte
por cento
do
valor
nominal
de
cada
acção,
de
que
lhe
serão
entregues
litulos provisorios
em
troco
dos
recibos
passa
dos
no
acto
da
ratificação.
No
Porto,
na
casa
do
banco,
Praça
de
Carlos
Alberto,
92.
Lisboa,
em
casa
do
snr.
David Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros, 51.
Braga,
em
casa
do
snr.
João
Baplista
Lopes.
Porto
20
de
abril
de 1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
Eduardo
Lyon.
BAftCO
AGRÍCOLA
E
•
irVD<JSTRL%JL
ESTIIEIII
l
IIÍJ»
A
SOCIEDADE ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
C
apital
1.500:0000000
reis
=»A
cções
30
000
de
500000
R
eis
A
direcção <l’e»te banco precisa de eorrespon dente» em
todas a»
localidades
vinhateiras do paiz, para a compra e
fabrieo
de aguar
dente
de
vinho;
quem se aelaar no easo e lhe convenha fará
a sua
proposta
por eseripto
á direcção.
Porto «O
de abril de 1S»5.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
Eduardo
Lyon.
BÁSICO
AGRÍCOLA
ISMST8IÁI.
DA
ESiHEaADUHA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Capital 1.500:0000000
reis =» Acções 30:000
de 500000 reis.
Banco
Agricola,
Commercial
e
Industrial
DE
PONTTE
DO I
i
INIA.
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada
Séde
em
Ponte do
Lima
São convidados
os
snrs.
subscriptores
d
’
esle Banco
a
fazerem
a
raclificação
das
acções
com
que
assignaram na
terça
e
quarta
feira,
dias
4,
e
5
do
proximo
mez
de
maio,
dando
réis
10500
por
acção,
que
com
os
10000
réis
já
depositados
no
acto
(1
’
assignalura.
preíazem
a
de 20500
por
acção, e constituem
os
5
p.
c.
exi
gidos
pela
lei
para
a
constituição
do
Banco.
Ratifica-se
em casa
de
João
da
Cu-
í
nba
Nogueira e
Manoel
Gomes
Cardoso,
em
Ponte do
Limas
José
Julio
da
Cos
ta
e
Pedro
Ferreira
de Macedo
Basto,
oo
Portos
e
Banco
Mercantil
de
Braga
e
Almeida
&
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima, 16
de
abril
de
1875.
OS INSTALADORES
0
secretario,
Sebastião Ribeiro
da
Silva
Guimarães.
(2381)
Acham-se
á
venda
na
Livraria
Catholica
IO,
rua
Souto, IO
BRAGA
Um
tratado de homeopathia
pelo
Dr.
Sabioo
(Pernambuco).
Uma
botica
homeo-
palbica
com
36
medicamentos.
Um
Diccionario
de
Fr.
Domingos
Viei
ra,
com 15
p. c. de
abatimento.
Suspiios
e
Saudades,
por
Magalhães
(Rio
de
Janeiro),
(2387)
DINHEIRO A
JUllO
Esle
banco
dá
principio
ás
suas
operações
no
dia
3
de
maio
proximo
futuro.
Fará
operações,
commerciaes,
agrícolas
e
industriaes
próprias
de estabelecimentos
d’
esta
ordem
e
entre
ellas
as
seguintes:
Compra
e
venda de
terrenos,
prédios
em bom
ou
mau
e>tado
em
qualquer
par
te
que
lhe
convenha,
construirá
casas de
conta
própria
para
venuer
a
prazos
por
meio
de
mensalidades
ou
annuidades,
e
também
edificará
de
conta
alheia
qualquer
prédio
ou
edifício para fabrica,
ou
outro
qualquer
estabelecimento
dentro
ou
fóra
da
cidade.
Auxiliará
por
lodos
os
meios
ao
seu
alcance tanto
os
pequenos
como
os
grandes
industriaes
e
agricultores,
encarrega-se
da compra
de
machimsmo
no
estrangeiro
e
montagem de
qualquer
estabelecimento
industrial
etn
pequena ou
grande
escala
Auxiliará
qualquer indivíduo
<|ue
por falta de
meius
não
possa
pôr
em
pratica
qualquer
descoberta
ou
negocio
vantajoso.
Auxiliará a
fundação
de
qualquer empresa de
reconhecida
vantagem.
Garantirá
a
fiança
que
qualquer
indivíduo
tenha
de
prestar
para
a
sua
collocação
em
algum
logar de responsabilidade,
mediante
uma
percentagem
convencionada.
Recebe
dinheiro
em
deposito
á
ordem
e
a
praso fixo abonando juros.
Guardará
litulos
e
objeclos
de valor
mediante
uma
coinmissão convencionada.
Receberá
generos
á
consignação
paia
vender por conta
de
terceiros;
fará
adianta
mentos
por
conta
dos
mesmos
mediante
juro
rasoavel.
Comprará
e
vesxderá aguardente
unicamente
de vinho
a dinheiro
Anlonio
Pereira
da
Silva
de Sousa
de
Me
nezes
Anlonio
José
da Silva Machado
Anlonio
de
Magalhães
Barros
de
Araújo
Queiroz
Anlonio
Manoel
Gonçalves
João
de
Abreu
May
a
João
de Barros
Mimoso
João
Bernardo
Gomes da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira
d’Araújo Coelho
João
Roberto
de
Araújo
Queiroz
Joaquim Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa
Joaquim
Pereslrello
Marinho
Pereira
de
Araújo
Josè
Maria Torres
Machado
Manoel
Joaquim
Rodrigues
dos
Sanlos
Narciso
Alves
da
Cunha
Thomaz
Mendes Norton.
(2375)
Companhia
Edificadora
Indus
trial
B tacar ense
De
harmonia
com
o
artigo
6.°
dos
Estatutos,
são
convidados
os
accionistas
d
’
esla
Companhia
a
fazerem
a
2.
a
entra-
*
!
da
(sendo
considerada
a
ratiíicaçSfô
como
i.
a
)
de
5
p. c.
ou
10250
por acção,
desde
o
dia
20
a
25
do
corrente
mez d
’
abril,
no
Banco
do
Minho,
das 10 horas da manhã
ás
2
da
tarde.
Braga 15 de
abril
de
1875.
Os
directores
Fernando
Castiço
José
Alves de
Moura
(2366)
Francisco
da Silva
Araújo.
José Antonio
Duarte
Pregoeiro,
da
Por
ta Nova,
leva
ao
conhecimento
do publi
co
que
lem
dous
caleches
e
duas
victo-
rias
e
um
phaelon
e
bom
gado
para
es
mesmos,
os
quaes
aluga
por
preços
com-
modos,
para
qualquer
ponto.
(2376)
Na
irmandade
das
Alinas
de
S.
Thia
go da
Cividade,
d’esta
cidade,
ha
a
quan
tia
de
4600000
reis,
para
mutuar
o
juro
legal.
0
Secretario
-
João
Ferreira
Torres.
(2373)
Monle-pio
de
S. José
Para
dar
cumprimento
ao
disposto no
art.
41
§
2.°
dos
estatutos do
Monle-pio,
são
por
este
meio
convidados
lodos
os
socios,
que
estiverem no goso
de seus
di
reitos,
a
se
reunirem
em
assembleia
geral
no
dia
2o
do
corrente
pelas
3
horas
da
tarde
no
largo
do
Paço
e
sala onde
se
fa
ziam
as
arrematações
judiciarias.
0
1.°
secretario
(2380)
Torquato
Peixoto
de
Barbosa
ÃLVÍÇÃRÃS
Dão-se
no
escriptorio
desta
redacção
a
quem
achasse
no Domingo
18 do
cor
rente
duas
abainhadeiras
de
machina
des-
de
a
esquina
da
Carreira
alé a
nova esta
ção
do
Caminho
de
ferro.
(2374)
e
a praso.
Emprestará
dinheiro
sobre generos
armazenados
na alfandega
ou
em
alguma
es
tação
do
caminho
de
ferro.
Emprestará
dinheiro
sobre
navios
já
construídos
ou
em
coostruc;ão,
ouro
ou
prata
e
pedras
preciosas.
Descontará
letras
de
cambio
e
da
terra,
bem
como
quaesquer
papeis
endossáveis
com
vencimento
certo.
Descontará
recibos de todas
as
classes de empregados
públicos.
Fará
empréstimos
ao
governo
ou
camaras
mnnicipaes.
Abrirá
contas
correntes,
com
caução
de lettras,
acções
de
bancos, companhias
e
títulos
da
divida
publica
ou
outro
qualquer
penhor
mercantil.
Adiantará
aos
lavradores
dinheiro
por
conta
de
aguardente
a
entregar
em
épocas
diflerentes
mediante
contrato
especial,
com
ou
sem
preço
feito,
sugeilo
ao
do
corren
te
nos
mercados
do Porto ou Lisboa
no
acto
da
entrega
do
genero.
Adiantará
dinheiro
sobre
qualquer
genero
não
susceplivel
de
deterioração
que
es
teja
debeixo
da
sua guarda.
Gratificará
conven'entemente
qualquer
indivíduo
que
faça
á direcção qualquer
reve
lação
de
vantagem
para
o
banco,
dando-lhe
parte
no
lucro
que
possa
haver
quaiòo
n
’
isso
se
concorde,
ou uma
gratifição
por
uma só
vez.
Tem
uma
caixa
economica
na
qual
recebe
toda a
quantia superior a
10000
rs.
fi
cando á
ordem do
depositante.
Fará
transferencias
de
fundos para
todas
as
terras
do
reino
e
para
o
estrangeiro
onde
houver
agencias
d
’este banco.
Porto
20
de abril
de
1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande
Caetano
de
Sousa
Pinto
&
Barbedo,
participam
a
lodos
os
seus
amigos e fre-
guezes que
abrem
o
seu
estabelecimento
de
ourivesaria
na
feira
de
S.
Marcos
no
dia
23 do
corrente
mez
e
finalisa
no
dia
1
de
maio;
no qual encontrarão
obras
modernas
do
boa
qualidade,
e
bom
gosto.
(2377)
Arrenda-se
acasan.°42
sita
rua
da
j
”
:|L
d
a
Boa-Visla.
Trala-se com
João
de
_
já
freguezia de S.
Jeronimo
de
Real.
No
dia 25
do
corrente haverá leilão
de
mobília
que a
mesma
contém.
(2378)
BORRACHAS
DE
ENXOFRAR
Manoel Lourenço d’A ranjo Brafl»
Rua
do
Campo n.° 22.
Acaba
de
receber
uma porção
d
’este
genero, de
boa
qualidade,
que
vende
pof
preços
muito
baratos,
assim
como
enxo
fre
de
superior
qualidade.
(2360)
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Eduardo
Lyon. (2385)
BRAGA I TYPOGRAPHIA
LUSITANA — 1875.
,
I - É o formato de
-
comerciominho_24041875_337.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)