comerciominho_22051875_348.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
348
Assigna-see vende-se
no escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias de
interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
a,
jmg.
-rfivrr
r-rTrrm
—nnrrrTr
ini
u.
i
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annoUÔOO rs.^Semestre
850
^.=Provin-
cias
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4^000 rs.=Semestrp
U2o0
rs
J=Brazil
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis e
5^500
reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles 20
°/
0
d
abatimento.
BRAGA
—
SAKOADO ««
WE
MAIO
Keligiuo
e política.
Não
podem
cooservar-se
absolutamen
te
alheias, aindi
que muitas-vezes conve
nha,
e
stja
alé
necessário
o
distanciarem-
se
uma
da
outra.
Se
a
religião,
pelos
eternos
princípios
de
verdade
e
justiça
que
ein
si
nutre,
de
ve superintender
na
política,
esta
pelos
seus
meios
de
acção
tem
o
dever
de
auxiliar
o
desenvolvimento
da
acção
reli
giosa.
Pretender
que
a
ideia
política
seja
in
teiramente
indiflerenle
no
sentimento
reli
gioso e
vice-versa, é querer
lançar a
so
ciedade
ua
anarchia
de
princípios oppos-
tos.
Não
devemos
confundir
as
hipolheses
com
a
lhese
geral.
Sa
acoulece
que a
religião, para con
servai-se
immaculada,
precisa não
se
inler-
meller nas
cabalas
partidarias,
não
só
pó
de,
mas
até
tem
o
dever de
velar
por
que
a
moralidade
seja
acatada
e
o
direito
respeitado.
A
polilica
que
se
não
influencia
no
sen
timento
religioso, lem
por
norma
a
am
bição
e
o
egoismo,
que,
incarnados
nos
partidos,
são
a
cansa
e origem
de
gran
des
desgraças
publicas.
Não
é
outra
a
rasão
dos
maos
go
vernos.
Que
para
admirar
é,
pois,
que
o
ho
mem,
siucerainenie
religioso,
só porque
o
é,
simpathise
de
preferenciar
com
o
sis
tema
político,
mais
em
harmonia com os
seus
senlimentos
religiosos
?
Quem
póde
estranhar,
que
a
Egreja
mais
ame,
quem
mais
a
favoreça?
Se
a religião
nào
póde
ser
absoluta-
menie
indiflerente
á
polilica,
quem
senle
no
coração o
amor
do
seu
Deus,
ha
de
por
torça
seguir
o
impulso,
que
natural
mente
lhe
vem
da
crença que
professa.
Amar
os
nossos inimigos,
é
um
pre
ceito
da
caridade
christã
;
mas
despresar
os que
nos
amam,
é
um
crime
que
a
mes
ma
gratidão
condemna.
A egreja
ora
pelos
que
a perseguem;
mas
não póde,
sem
revoliame
ingtalidào,
voltar
as costas
aos
que
a
amam
e
lhe
obedecem.
Se
a
religião é
a
unica
norma
verda
deira
de
toda
a
actividade
humana,
por
força
que
a
Egreja
e
com
ella
os
callio-
hcos não
podem
nem
devem
transigir
com
a
polilica
que
toma
o
atheisrno corno
o
seu
principal
ponto
de
partida.
Aquelle
pois qoe,
levado
pelo
senti
mento
religioso,
adhere
a
um
partido
em
cujo programma
não
se
divisam
vislum
bres
de
impiedade,
poderá ser
illudido,
poderá,
mas
o
seu
fim
é
santo
e
justo,
e
cremos
que cumpre
um
dever.
Mas
se
é
unicamente
para
saciar ou
tras
ambições,
menos
nobres,
qoe
da
re
ligião
se
aproveita,
oh
!
então
é
um de
*
-
graçado
cuja
hipocrisia
nem
a
religião
permitte,
nem
Deus
sancciona.
Nào somos
religiosos
por
política,
não
;
mas
somos
políticos
porque
a
religião
que
professamos,
nos
leva
a
sel
o.
Nem
d’
oulra
fórma
procederá
o
ver
dadeiro catholico.
que,
vendo
os templos
profanados, as
casas de
recolhimento
e
«ração exlioctas,
o
clero
roubado,
e
a
Eg<eja
lodos
os
dias
aggredida com
no
vos
ullrages,
espera e confia de
um
par
tido
político
a reparação
dc
tantos
escân
dalos
e
injustiças.
Não
querem
que
a
religião
incommode
a
polilica
?
pois
façam
com
que
a
polilica
cesse
de
hostilisar
a
religião.
Mas
se com
as
suas
declamações
ba-
naes
esperam
conseguir
a
apathia
do
nosso
sentimento religio-o
para
quantas
impie
dades
quiserem
praticar,
enganam-se,
por
que
a
nossa
fé é bastante
viva
para
que
deixe illudir-se.
--------------- 11
ii
i mi
-- --------
O Sagrado Coração de
Jesus
Chamamos
a
mais
especial allenção
de
nossos
leitores
para
os
documentas
se
guintes
que
extrahimos
dos
jornaes
catho-
licos
de
lialia.
•
Decreto
—Todos
os
dias chegam
a
Nos
so
Santíssimo Padre
Pio
IX
muitas
sup-
plicas
de Bispos
e
considerável
numero
de
petições dos
fieis, supplicando
com
instancia
que
se digne
consagrar
o
uni
verso
inteiro
ao
Santíssimo
Coração
de
Jesus
Chrisio,
Nosso
Salvador,
alnn
de
avivar e
de augmenlar
a
piedade para
com
esle
Sagrado
Coração.
Também
Sua
San
tidade
havendo reflectido
madurarneiile
dian
te
de
Deus sobre
a
gravidade
d
este
acto,
a
afim
de
responder
aos
votos
profunda
mente
cheios de
piedade,
approvando
a
or.ição
adjuncla,
a
propõe
para
ser
reci
tada,
em
qualquer
língua
que
seja,
sem
pre
que
a
traducçâo
lór
exacla,
por
lodos
os
que
queiram
consagrar-se
ao
Sagrado
Coração
de
Jesus D
’
este
modo
fieis
e
li
lhos
de
Jesus Chrisio,
ao
cousag
ar-se
ao
Divino
Coração
de
Jesus
Chrisio
por
esta
mesma
furmula de
consagração,
afirmação
mais
claramente
a
unidade
da
Egreja,
acha
rão
n
’este
mesmo
Coração
um
abrigo
se
guro,
um
remedio
contra
os
perigos
que
ameaçam
as almas,
a
paciência
no
meio
das
provas
que
assaltam
hoje a
Egreja
de
Jesus
Christo,
e,
em
fim,
em
todas
as
angustias
uma
confiança
absoluta
e
a
con
solação.
Sua
Santidade
quiz que pelo
pre
sente
decreto,
emanado
da
Sagrada Con
gregação
dos
Ritos, sua
vontade fosse
co
nhecida
dos
Ordinários
de
lodos
os
loga
res,
e que
a
formula
da
Oração,
de
que
acima
se
fali?,
lhes
fosse iransrniltida,
a
fim
de
que,
se
tiles
o
julgarem
bom
dian
te
do
Senhor,
e
ulil
á
salvação
do
reba
nho
que
lhes
foi
confiado tenham
o
cui
dado de publical-a, exortando
os
íisis
a
qne
a
rezem
todos
juntos,
principalmenle
no
dia
16
de
junho do
presente
anno,
que
é
o
segundo
centenário
da
revelação
fei
ta
por
Nosso
Redeinptor
á
Bemavenlurada
Margarida
Maria
Alacoque
para
a
propa
gação
da
devoção
a
seu
Coração.
Sua
Santidade
concede
a todos
os
fieis
que
cumprirem
esle
acto
n‘
aquelle
indi
cado
dia,
indulgência
plenaria
applicada
ás
almas
do
Purgatório,
na
fórma
ordmaria
da
Egreja,
uma
vez
que,
verdadeiramente
arrependidos
e
confessados,
visitem
uma
egreja
ou
oralorio
publico,
e
ahi,
duran
te
algum
tempo,
orem
devotamente
segun
do
a
intenção
de
Sua
Santidade.
Não obs
tante
todas
as
clausulas
contrarias.
22
de
abril de
1875.
Logar
do sello. C.,
Bispo
d'O
st
ia e
de
Vellet>i,
Cardeal Patrizzi,
Pre
feito
da
Sagrada
Congregação.»
Acto
da
consagração
ao
Sagrado
Coração
de
Jesus,
approvado
por
decreto
da
Sa
grada
Congregação
dos
Ritos
de
22
d
’a-
bril
de
1875.
«O’
Jesus
meu
Redemptore
meu
Deus!
apesar
do
grande
amor que tivestes
pelos
homens,
por
cuja
redempção
derramastes
lodo
o
vosso
precioso sangue,
quão
pouco
correspondem
elles
a
este
amor,
e
até
quanto
vos
oflendem e ultrajam, princi
palmente
com
blasphemias e com
a
pro
fanação
dos dias
santificados!
Ah!
assim
eu
poderá dar
a
vosso
divino
Coração
uma
satisfação
qualquer
;
assim
en
pudera re
parar
tanta
ingratidão
e
falta
de
reconhe
cimento
que tendes
de
soílrer
da
maior
parte
dos
homens!
Bem
quizera
poder
mostrar-vos
quanto
desejo amar
e
honrar
esle
Coração
adoravel
e
cheio
de
ternura
em
face de
todo
o
univers»
e
augmenlar
assim
toda
a
gloria.
Bem
quizera
poder
obter
a
conversão
dos
peccadorrs
e
fazer
desapparecer
a
indifferença
de
tantos ou
tros
qoe,
ainda
que
tenham
a
dita
de per
tencer
á
vossa
Egreja,
nao
se
interessam
pela
vossa
gloria
e
pela
da
Egreja, vossa
Esposa.
Bem
quizera
poder
obter
também
que
estes
catholicos',
que
não
deixam de
nios-
trar-se
taes
por suas
muitas
obras
de
ca
ridade,
porém
que,
adherindo em demasia
ás suas
opiniões,
recusam
submelter-se
ás
decisões
da
Santa
Sé
e
professam
sen
timentos
que
eslão
em desaccordo
com
sua
mestra,
mudassem
de
opinião, persua
dindo-se
de
que aquelle
que
nào
houve
a
Egreja
não
ouve a
Deus
que
eslá
com
el
la.
Para
alcançar
estes
fins
Ião
santos,
para
alcançar,
além
d
’
is«o,
o
triunfo
e
a
paz
estável
d
’
esta
Egreja,
Vossa
Espo
sa
Immaculada
, o
bem estar
a e pios-
peridade
de
vosso
Vigário
sobre
a
terra,
para
alcançar
que
elle
veja
cumpridas
suas
santas
intenções,
e
também para
que lo
do
o
Clero
se
santifique
mais
e
mais,
e
se
faça
mais
agradavel
a
Vós,
bem
como
para
outro»
fins que
vós
sabeis,
ó
meu
Jesus,
estar
conf
rines com Vossa
Divma
Vontade,
e
que
contribuam
de
qualquer
modo
para
a
conversão
dos
peccadores
e
para
a
santificação
dos
jusios,
afim
de
que
alcancemos
um
dia a
salvação
eterna
de
nossas almas, e, íinalmenie,
porque
eu
creio,
ó
meu Jesus,
fazer
uma
coisa
agra
davel a
Vosso
dulcíssimo
Coração;
pros-
a
vossos
pés,
em
presença
da
Santíssima
Virgem
Maria
e
de
toda a côrte
celestial,
reconheço
soleinnemenle
que
todos
os
tí
tulos
da
justiça
e
da gratidão
pertencem
total
e
unicamente
a
Vós,
ó
Jesus
meu
Redemptor,
unica origem
de todo o
bem
para
minha
alma
e
para
meu
corpo, e,
unindo-me
ás
intenções
do
Soberano
Pon-
lice,
eu mesmo
me consagro
com tudo
o
que
me
pertence
a
esle
Santíssimo
Co-
FOtiEIETaiU
MeucaroM
A.
d’Almeida JlarbaHa. 1
Por
mais
d
‘
uma
vez
em
conversa ami
gável
me
fallasie d
’
esla Bracara
Augusta.
Por
exemplo,
dizias
lu
:
que
Braga não
cfferecia
as
distrações
das
grandes
cida
des
e
mesmo careceia
d
’
alguns
melhora
mentos
uas
pequenas.
Que
o
viver
de
Braga
é um
pouco caseiro,
um pouco pa-
triarchal,
e
que
a
geule
oão tem
a
mór
parte
das
vezes
em
que
matar
o
tempo.
E
’
verdade,
caro
amigo,
que
nenhuma
Se-
miramis
veio
aqui
construir
os
seus
jar
dins
nem
a
mao
potente
dos
Cesares
da
moderna
civilisação
aqui ergueu
circos
e
ampbiteatros
para divertimento
do
povo.
Não
lem
as
beilezas
de
Foscari, uem
os
encaotos
de Venesa
ergueodo-se
do
mar
em
noite
serena
do
estio
ao
som com
passado
dos
remos
dos
gondoleiros.
Braga
não
é.
nenhuma
Thebas
de
cem
portas,
nenhuma
Passoia,
nenhuma
Bago-
lad.
E
’
uma
boa
terra
de
província
que
sabe
viver
a
seu
modo,
e
prefere
conser
var
costumes
seus
a
adoptar
os
exlranhos,
que
jámais
deviam
obter
entre
nós
cartas
de naluralisação.
Braga
anida
não
converteu
as suas ta
bernas
em lojas
de
bebidas,
os
seus
bo
tequins
em
cafés e
as suas
estalagens
em
hotéis
;
nome
estrangeiro soberana
mente
ridículo
e
tolo. Não
se
diz
aqui
bijuterias,
nem
etujeres,
nem consoles, nem
toillels, só
porque se diz
assim
em uma
nação,
que
nos
lem
prevertido
e ainda
em
cima
nos
escarnece.
Aqui
tudo é
por-
luguez
de
boa
l<i
;
ainda
o
povo
dá
ao
nosso
ch
o
seu
verdadeiro
som,
que
tan
to
apreciamos na língua
italiana
e
que
em
portuguez
tanto
nos
molesta
o
ouvi
do,
talvez
por
desconhecermos as beile
zas
do nosso
proprio
idioma.
Conhecen
do
Braga
que
não
passa
de
uma gralha
humilde
nào
quer
adornar-se
com
as
pen-
nas
do
pavão
que
lhe
não
pertencem.
E
então
os
abençoados
subúrbios,
que nos
ollerecem
noites
tão
agradaveis e
deleito
sas
mais
que os
jardins
d
’
Assuero,
onde
só
havia
uma
Vaslhi
no
meio
de
lautos
convivas,
e
essa
mesma
recusava
appare-
cer,
pelo
que
foi
severamenle
punida?
E
o
grande
rei
tinha
rasão: as
perfeições
e
as
bellesas
nào
se fizeram
para
se
es
conder
entre
quatro paredes,
mas
sim
pa
ra
brilhar
á
luz
do
sol,
ainda que
eu
sou
partidário
da
lua,
e
um
collo
de
ne
ve
e
alabastro
go«to muito
de o contem
plar
ao
pálido
reflexo
de
seus
prateados
ratos.
Gosto
muito
da
prata
por
ser
da
ma
e
aborreço
o
oiro
por ser
macho,
e
muitas
vezes
vil
e
abjeto,
como
lhe
cha
mam
os poetas
e
declamadores.
E
então
o
passeio?...
As
accacias
novas que
o
orlam
não
chegaram
ainda
nem
chegarão
a
transformar
aquelle
sitio
n
’
um
bo»que
de
Bolonha,
onde
haja
amores
e
duellos,
mas
isso mesmo
peifaz
tudo
o
seu
me
recimento.
Vae
meu
amigo
e
espalha
aquel
les
grupos pelo
passeio
da Estrella
em
Lis
boa,
e
dentro
em
pouco
achar-le-has
so-
sinho :
é
a
historia
do
pescador
que
que
ria
a
sua
pequena lagôa
convertida
n
’
um
grande
inar
com
o
fluxo
e
refluxo
das on
das. Os
suburbios
nào
sào
um
passeio,
um
jardim, um
parque
ou outra
qualquer
o
’
esle
genero
;
são um
rasto
salão
sem
teclo,
com as
pleiades,
as
hyades,
cassio-
pea, cephea,
as
ursas,
o
dragão
e
todas
as
outras
coustellações
por candelabros.
Gos
to tanto
das
reuniões ao
ar
livre!!...
Os
mesmos
cães e lobos
uivando
em
volta
da
cidade,
lodo
isto
é
apreciável
e
soberbo.
Ruge
o
leão
e
o
tigre
em
volta
de
Bombain
e
Porto
Natal;
os
escripto-
res
írancezes
descrevem-nos
assim
a
Bre
tanha,
se
bem
que
certo
estou,
não
se
encontraião
alli
mais
lormosas
castellas
Suppõe
que as
procissões
da
casa
da
bom-
ba
até
ao
Seminário
são
as reuniões
no-
cturnas
dos
gálios
;
que
os
pobres
músicos
militares
são
os
baidos
tangendo
os
ins
trumentos
em
direcção ás
pedras
de
Kar-
nac
; vê nas
damas
outras
tantas
druidas
prestes
a
ir
colher o
visgo
sagrado
por
noules
de
boa
nova,
tão
alvas, tão
cân
didas,
como
as
virgens
da
ilha
de
Sen
;
vê
tudo
i»lo
assim
e
verás
que
poesia
tem !
E’
preciso
não
vèr
Braga
pelo emba
ciado
prisma
da
aclualidade.
P.ira mim
cidades
cheirando
a
carvão de
pedra,
al
tas
chaminés vomitando
lufadas
de
vapor,
bruidus
exlranhos, a
que
me
não
costu
mei
na
infancia,
causam-me
mais
desgos
to
que o
uivar
dos
lobos,
imiiado em
pleno
dia
pelos
aguadeiros de
Lisboa,
o
lobo
faminto
da
nossa
capital,
o
homem
que
se
arrasta,
que
geme
que
sua
pelo
mesquinho
pão,
emquauto
o
seu
similhan
le
vae
de
trem
(i
’om a outro
prazer,
d
’
um
a
outro
divertimento.
Braga
é
caritativa
e
nobre
jámais
o
mendigo
de
Soares
Pas
sos
proferirá sobre
ella
a sua
maldição
ao
vel-a
d
’
allo
no
meio
do
clarão
oocturno
das
festas;
jámais
deixou
de
estender
a
mão
ao
que
suflre.
e
se
tu,
bem
bom
ami
go,
não tens
prazeres
puros
na
terra on
de
vives
aconselho-te
que
os
procures
aqui
que
de certo
os
has
de encontrar.
Por
hoje
—disse.
Teu
do
c.
Braga
—
75
José
de
Moraes
Neves.
ração,
com
ioda
a
minha
alma,
com
lodo
o
tneu coração, com todas
as
minhas
for
ças,
cumprindo
melhor vossa
vontade
a
unindo
iodos os
meus
desejos
aos
vossos.
Como
publico
signal
de
minha
consa
gração.
declaro
solemneinenle
a
Vós
mes
mo,
ó
meu
Deus,
qoe
quero
d
’
ora
em
diante
honrar
esle
Sagrado
Coração,
ob
servar
s;
gundo
as
regras
da
Santa
Egreja
as
festas
d’obngaçào
e
fazel-as
observar
por todas
as
pessoas
sobre
quem
tenha
auctoridade
e
influencia.
Bec
Ihendo
em
Vosso Sagrado
Coração
lodos
estes
santos
desejos
e
todas
estas
resoluções
taes
como
vossa
graça
m
’
as
inspirou,
esnern
poder
dar-lhe uma
com
pensação
a
tantas
injurias
que
recebe dos
filhos
ingratos
dos
homens
e
alcançar
pa
ra
minha
alma
e
para
a
de
lodos
os meus
proximos
minha
felicidade
e
a
sua
n
’
esta
vida
e
na
outra.
Amen.»
Este
exemplar
e-tá
conforme
com
o
original
que se
guarda na
secretaria
da
Congregação
dos
Ritos.
Em
fé
do
que
etc.
— Secretaria
da
Congregação
dos
Ritos,
26
(Fabril de
1875.
—
Pelo
R.
P.
D.
Pláci
do Balli. secretario.
—
José
Siccolini,
subs
tituto.
(«A
Palavra»).
REVISTA
ESTBANGEIBA
Na
assembleia
francesa,
escreve o
«C.
da
Tarde» foi
votada
a
proposta de lei
Coor-
celle
para
que
alé
ás
eleições
geraes,
não
houvessem
mais
eleições
parciaes.
E-ta
proposta
foi
combatida por mr.
Raul Dijval
com
o
exemplo
do
qtie
se
passou
em
1849,
ern
que
a assembleia
sus-
pendeu,
é
verdade, as
eleições parciaes,
mas
porque
tinha fixado
os lermos
aos
seus trabalhos.
Que
os
membros
da
assembleia
alli
eram
eram
os
representantes
da
França
e
oão
uma circumscripçào
encarregada
de ad
vogar
seus
interesses
particulares.
Mas ainda
que
assim fosse
a
França
era
interessada
a ler
completa
a
sua
re-
preseuUçào.
Afinai
a
proposta
Coorcelle,
foi
appro-
vada
peio
modo
seguinte:
Numero
de
votantes.
.
.
.
624
Maioria
absoluta
..................
313
A íovor
.................................
34)
Contra
.................................
279
Estes
numeros
sào
a
prova
evidente
de
que
a
maioria
de 23
de
fevereiro
se
vae
fracci
ornando.
=
Eis
a
carta
dirigida
por
D.
Carlos
a
D.
Afkmso
por
occasião
das
desordens
de
Gratz.
Meu
caro
Affonso.
Felicito-vos
e
felicito
mui
cordealmen-
te
Maria
por
a
revolução
vos
achar
lig-
nos
de
seu
odio,
e
por
fazer de
vós
ob-
jeclo
de
suas
selvagens
perseguições.
E
’
esla uma
grande
honra
e
um
dos
gran
des
privilégios
da
santa
causa
qoe
defen
demos.
A revolução
cosmopolita
é
lógica
te-
meodo-uos
e
detestando-nos,
porque
somos
seus
inimigos
irreconciliáveis.
A li,
Aílonso
de
Bourbon,
nunca
ella
perdoará
o
teres
vestido
o
modesto
uni
forme
ue
zuavo
pontifício,
por
ler
s
depoi-
desembainhado
a
espada
em
Hispanha,
como
general
ao
serviço do rei
legitimo,
de
ser
por
lo
la
a
parle
e
sempre
um
campeão
do
direito
e
da
lé
!
O
fanatismo
d’uma
seita
infame
devia
procurar o
manchar
o
teu
nome
;
e
des-
honrar
em
li
a
nossa
historia. Felizmen
te
a
consciência
publica
nào
se lem
rebai-
sido
tanto
na
Europa a
ponio de
ter
po
dido
confundir
n
heroico
vencedor
de
Coen-
ca
com um
criminoso
vulgar,
o
cavallei-
roso
infame
dc
Hispanha
com
um
miserável
bandido.
Confesso-te,
não obstante,
que é com
orna
ver
'■•.
leira
vergonha
que
lenho
sabi
do
do
monstruoso accordo
existente entre
Madrid. Berlim e
Gratz.
Madrid
pede
a vossa
exlracção,
Berlim
concede-a, e
Grrtz
alieota
contra
os
vossos
dias.
Como
se
me
não
cobria
de
rubor,
quando
um
príncipe
que tem
o
teu
no
me, um príncipe
do
nosso
sangue,
se
tor
na
cúmplice
(Fuma
tão
escandalosa
degra
dação
?
Lastimemos
esse
desgraçado!
Filho
da
revolução,
elle quer
sei
o
seu
rei,
e
só
póde ser
seu
escravo.
Elle póle
supportar
essa lyrania;
mas
eu,
que
não a
snpporto
e
não
a
suppor-
tarei
nunca,
se
Deus o permitte,
faço
a
solemne
promessa,
com a
ajuda
de
Deus
e
do
mèu
valente
exercito,
de
responder
aos
vis
3tientados
de
Gratz
com as
glorio
sas
acclamaçôes
que
annunciarão
o
meu
triunfo
definitivo
em
Madrid.
Teu
afkctuoso
irmão.
—
Carlos
—
Lê-se
no
«Quartel
Real»
.-
No
dia
6
chegou
a
Tafalla,
e
encarre
gou-se
do
commando
do
exercito
do
nor
te,
o
general
revolucionário
Loma.
Os
periódicos
de
Madrid
exfranham
muito
a viagem a
Madrid
de Quesada,
que
logo
que chegou, teve
uma
lo«ga
confe
rencia
com
o
ministro
da
guerra.
Acltnl
mente
acham-se em
Madrid, além
do ge
neral
em
clirfe, La
Porlilla
e
Bassols,
que
commandam
corpos do
exercito
aqui
no
Norte.
—
Um
lelegramma
de
Hendaya,
em
11,
é
assim
concebido
:
Com
o
fim
de provocar o
inimigo
que
por
toda
a
parte
recusa
bitalha,
princi
piou-se
hontem,
pela
manhã,
um
ataque
sobre
Guetaria
; o
rei
ass«s;iu
com
os
ge-
neraes
Trislany,
Mogrovejo e
Egauha.
Cioco navios
de guerra
vieram
logo em
Isoccorro
<Ja
cidade.
I
Em lodo
o
dia
o
fogo
de
canhão
não
;
cessou
por
ambos
o
lados. A fabrica
de
polvora
de
Guetaria
foi
pelos
ares.
O
alcance
e
certeza
da
arlilheria car-
lista
são
admiráveis.
Um
canhão
arrebentou em
Guetaria.
Os
navios inimigos, depois
de
ter
re
cuado munas
vezes,
reliraram-se,
bombar
dearam
<»a
sua
retirada
Zumaya
e
Zarauz.
Os príncipes
de
Parma
e
de
Nápoles
distinguiram-se
muito.
O
rei
dormiu
sobre
o
campo
de
bata
lha.
Um
ataque
está
imminente.
—
Cortadas as
aguas
a
Teruel,
forças
carlistas
vigiam
as
immediaçôes
da
cidade,
com
o
fim
de
impedir
a
reconstrucção
dos
encanamentos.
Passados
dias
segundo
refe
re
o
«Diário
Espanhol»,
reinou
grande
alar
ma
na
povoação, por
se
lerem apresenta
do
nas
immediaçôes
do bairro
de
S. Jo-
lian 80 infantes
e
200
ginetes,
que
estiveram
fazendo
fogo.
Sabia-se
lambem
que
n’
aque:-
le
momento
havia no
monte
do
Carrascal,
peruo
de
Campillo,
outras
forças carlistas
mais
numerosas.
Ullimos
lelègrammas
Do
«Primeiro
de
Janeiro»
transcreve
mos
os
seguintes
:
Pariz
19. — A
assembleia
approvou sem
discussão
a
eleição
de
Caseaux
pelos
Al
tos Pyreneos.
Deram a sua demissão
22
membros
da
commissão
dos
trinta
mas
as
minorias
da
esquerda
persistem
em
conser
var
o
mandato
portanto
a
commissão
não
se
dissolve
e
deverá
ser
completada.
Bolsa
de
Londres. —
Consolidados
ingle-
zes
84
5/9,
hispanhol externo,
cambio
so
bre
Pariz
5
17.
Antuérpia.—Portuguez
493/4.
Amester
iam.—49
3
/8.
Berlim
19.
—
O
jornal otbcioso
«Nord
Deutsche
Nachristeo»
pede
ao
governo me
didas
severas
contra
a
organisaçào
das
as
sociações
catholicas
que
servem
para ins
trumentos
dos
seus
chefes.
Bolsa
de
Madrid.—
Hisp.
interna
16,85,
externo
19,1G,
bilhetes
hypothecarios
falta,
bonds
do
lhesouro
47
59,
cambio
sobre
Looures 48,45,
dito
sobre
Pariz
5,04.
GAZETILHA
>’
e«tívidade.—
Fesleja-se
no
domin
go, 23 do
corrente,
a
Imagem
de
Nossa
Senhora
de
Guadelupe,
que
se
venera na
sua capella da
mesma
detrominaçào,
sita
no
alto
do
monte de Santa Margarida.
Haverá
missa
solemne a
instrumental,
ex
posição
do SS. Sacramento lodo o
dia,
e
no
fim
da
tarde
sermão pelo
talentoso
oradur
padre Luiz
Gomes
da
Silva,
fin
dando
com
a
Lidainha de
Nossa
Senhora
Cftesrtí».
—Os devotos
que
frequentam
os
exercícios
do
Mez
de
Maria,
que se
leem
f
ilo
no
templo das Convertidas,
vão
oflerecer
a
N.
Senhora
das Graças,
que
se
venera no
mesmo lemplo,
uma coroa
de
prata. A coroação
será feita
com
to
da
a
solemuidade
no
dia
31.
E
scsaísíj ii ração
«?<♦ cnateisaSao d®
ferro. —
Foi
estrondosameule
festejada
a
abertura
do
caminho
de
lerro.
O
estoirar
de
numerosos
foguetes
em
vários
pontos
da
cidade
e
os
sons
festi-
vosos
de
sete
bandas de
musica,
que
per
correram
diversas
ruas,
saudaram
o
des
pontar
do
dia
20
de
maio,
d
’
oravanle
me
morável
nos aonaes
bracarenses.
Estas
demonstrações
repelirain-se
por
varias
veses durante
o
dia.
Era
innumero
a
multidão
que enchia
as roas e
praças
mais
próximas
do loca!
da
estação.
A
’
1
hora
da
tarde
chegou
á
gare
o
comboio
condusindo ss.
mm., o
qual
foi
saudado
por muitas
girandolas
de
fogue
tes,
ruidosos
vivas
e
pelos
himnos das
bac-
ths
de
musica
qoe
alli se
achavam pos
tadas.
Esperavam
os
augustos
visitantes
:
a
camara
municipal,
auctoridades
civis e mi
litares,
funccionarios
e
muitas
pessoas de
dislincçào.
A
guarda d’
honra e^a feita
pe
lo
regimento
d
’
infa(iteri
j
«S
e
por um
es
quadrão
de
cavallaria.
O
cortrjo
era formado
pelo
seguinte
modo
:
a
2 soldados
de
cavallaria
em
ba
tedores,
seguiatn-se
os
carros
que
condu
ziam
a
camara
municipal,
os
ministros
e
a
comitiva de ss.
mm.
;
em
seguida
ia
a
carruagem
de
ss.
mm.,
seguidas
d
’um
e<qoadrã<»
de
cavallaria,
e
logo
após
o
snr.
governador
civil e varias
pessoas
de dis-
tineção.
O cortejo
dirigiu-se
pela rua
Formosa,
praça da
Alegria, e
rua
Nova
de
Sousa,
para
a
Sé,
onde
foi
cantado
o
Te-Deum,
pelo
ex.
lru
e rev."
10
snr.
Arcebispo
coad-.
jutor,
tiodo
o
<ji)
-1
seguiu pelo largo do
Paço,
rua
do
Souto,
campo
de
SantVxiioa,
rua
dos Gapelhsias,
campo
de 1).
Ltnz
I,
1'urta
de
S.
Francisco
e
Praça
Municipal,
para
os
Paços
do
concelho.
Alli
foi pela
cotnmisíão
dos
festejos
oflerecido
aos
au
gustos visitantes
um
lunc/i de
40
talheres.
O
primeiro
br-nde
foi
levantado
pelo
Snr.
D.
Luiz
1
ao
snr.
visconde de Mar-
garide.
O
snr.
visconde de Margaride
oflere-
ceti
um outro
lunch
de
150
talheres
aos
cavalheiros qoe
do
Porto
acompanharam
ss.
mm.,
o
qual
foi dado
(fuma
barraca,
vinda
para isso
do
Porto,
e
collocada
no
bello
quintal
do
snr.
Cunha Reis,
proxi
mo
á
estação.
Píesidiu
o
snr.
Fomes
Pereira
de
Mello,
o
qual
levantou
o
primeiro brinde,
ao
snr.
visconde
de Margaride.
Pouco
depois
da
chegada
de
ss.
mm
veio
um
outro
comboio
condusindo
do
Porto
vauas
pessoas
e
a
musica
da
Mu
nicipal, que
seguiu
pela
rua
Nova
locan
do
vários
himnos.
Cerca
das
5
horas
da
tarde
partiram
ss.
mm.,
seguindo
pelos
Biscainhos,
e
rua
Formosa,
para
a
estação.
Todas
as
tuas
do
itinerário
ae
achavam
vistosa
mente
embandeiradas.
A
’
noite houve brilhantíssimas
illtsini-
nações
no
jardim
publico,
arcada
do
cam
po
de
Sam
’
Anna,
quartel
d
’
infanleria
8,
arco da Porta
Nova,
estação,
etc.
Em
vários
pomos
<la
cidade
laoçaram-sa
gran
de
numero de
giraudolas
de
foguetes.
Nu
caes
coberto
da
estação
fui
dado
um abundante
jantar
aos
trabalhadores da
via Lrrea,
os
quaes
precedidos
de
duas
filarmónicas percorreram
depois
as
ruas,
dando
entliusiaslicos
vivas
e
queimando
muitos
foguetes.
Para
cotnmemorar
esle
faustuoso
acon
tecimento
os barraqueiros
estabelecidos
na
feira
de S.
Marcos
deram
lambem
um
bodo
a
74 pobres,
que
leve
logar no
recinto
da
mesma
feira,
ás
2
e
meia
ho
ras
da
tarde,
e
constou
de
sopa,
cosido
e
arroz,
assado,
laranjas
e
vinho.
No
fim
loi
destribuido
a
cada
um
uma
esmola
de 100
reis e cigarros
e
charutos,
que
lhes
foi
geuerosamente
oflerecido
pela
Casa
Ha-
vanesa.
O
snr.
commenuauor Evota,
que
assistia,
concorreu
com
um
donativo
para
o
custeio das
despesas.
Durante
este acto
tocou
uma
banda
de
musica
e
queimou
se
algum
logo,
que
aos homados
feirantes
ollereceu o
sor.
vis
conde
de
S.
Lazaro.
Com
satisfação
disemos
que
termina
ram
estes
ruidohos
festejos
sem
que te
nhamos
a
lamentar
o
mais
insignificante
sinistro.
As
impressões
que
em
nós
produsiu
o
dia
20
de
maio
de
1875,
tarde
e
diíli-
cilmente se
apagarão
da
nossa
memória.
Concerta».
—
Houve hontem
na
casa
da
Associação
Commercial
um concerto
de
carito
e
piano
dado
pela
snr.
a D. Jo-
zefa
Femandez, soprano,
e
pelo
snr. Se
bastião
Feixidó,
pianista
disunclo.
O
adiantado
da
hora
a
que
escreve
mos
não
uos
permitte
ser
mais
extensos.
No
proximo
n.°
fallaremos
d^paço.
A.
crise nn Algarve e no
Aiem-
tejo.
—
Lê-se
no
«Diário
de
Noticias»:
A
extraordinária
escassez
de
produclos
agrícolas
que
está
opprimindo e ameaçando
com
os
horrores
da
fome
a
província
do
Algarve
lambem
faz
sentir
os
seus terrí
veis
efleitos
na
província
do
Alemtejo.
As
noticias
que
recebemos
de
alguns pon
tos d
’
esta
região são em
verdade
con-
tristadoras.
Chamamos
a
attençâo
do pu
blico
e do
governo
para
a
seguinte
carta
de
tnn
cavalheiro
respeitabifissimo, que
expõe
com
cruel
simplicidade
o
quadro
do
estado
da
agricultura
n
’
urn
ponto
im
portante
d
’
essa
província,
e
para
um
al
vitre
que n’
essa
carta
se.
indica,
o
qual
uos parece
ser de
muita Justiça
e
conve
niência
para
as
duas
mencionadas
regiões
e
que seria um meio
de,
alé
c
;jrio
ponto,
suavisar
as
consequência
da
crise:
^Meu
caro Eduardo
Coelho
—Não é
só
na
província
do
Algarve
que
as
searas
se
ardiam
qtiasi perdidas
pela
extraordinária
secca
ou
falta
de
chuvas.
As
seara
*
dos
campos
de
Ourique,
Merlola,
Moura, e
com
especialidade
as
das
magnificas
mar
gens
d.i
Ribeira
do
Sado, estão
em
idên
ticas
circnmstancias.
No
anno
passado
muitas
searas
deixaram
aqui
de
se
ceifar,
e
as
que
se
ceifaram
apenas
prodnsirarn
a
semente,
e
quando
muito
(bem
poucas)
duas
sementes.
Este
anno
acha-se
tudo
no
mesmo
es
tado,
e
se
não
chover
por
estes
dias
o
prejuiso
será
maior.
Muitos lavradores
cai
rão
na
desgraça.
Rogo-te
quehas
diser
alguma
coisa
em
nosso
favor.
Poderias
talvez
lembrar
ao
governo
que
não
deve
ria
obrigar-nos a
pagar
as
contribuições
em
janeiro,
e
que
seria
justo dar um
praso grande
fiara esses
pagamentos.
—
Teu
amigo,
etc. — F.
»
Callegia
da
— O
correspondente
(Festa
cidade para
o
«Com
mercio
do
Porto»
diz,
em
data
de
12,
o
seguinte
a
resprito d
’
este util estabeleci
mento
:
Pela administração
do
concelho
de
San
to
Thyrso
foi
communicado
em data
de
ante-hontem
ao
digno
e
incansável
dire
ctor
espiritual do
collegio
da
Degenera
ção
d
’
esta
ci
fade,
o
snr.
padre
João
Pe
dro
Ferreira
Airosa,
qoe fallecera
na
fre
guezia
de
Roriz
em
19
do
mez
passado
o
rev.°
Anlonio
Carneiro
Leão
Queiroz,
legando uma
inscripção
(valor
nominal)
áquelle
tão
util
como
humanitário
estabe
lecimento, com
o
encargo de
uma
missa
cada
anno
por
alma do
leslador
no
dia
do
anniversario
do
seu
fallecimento.
Em
31 do
março
findo
foi averbada
ao
mesmo
collegio
uma
outra
inscripção
no
valor
nominal
de
5000000
reis;
mas
ainda
se
não
sabe
d
’onde proveio
tão im
portante donativo.
Conta
o
collegio
da
Regeneração
cerca
de
6
annos de existên
cia,
lendo
alli
sido
recolhidas desde
a
sua
fundação
até
hoje 143
mulheres,
das
quaes
apenas
duas voltaram ao caminho
do
êrro,
não obstante
os
esforços
empre
gados para
a
sua regeneração.
Como se
vê,
pó’*
,
grandes
e importantíssimos
lem
sido
os
fructus
colhidos do
tão
civilisado-
ra
instituição,
que
tão
proveitosa
se
vae
tornando
á
sociedade,
e
que
tão mesqui-
nhamenle
tem
sido
considerada
pela
cari
dade publica.
U
sj
»
S»i
*
i5e
a favor
-cios carléstas.
—
U
correspondente
do
«Imparcial» em Pa
ris
escreveu-lhe
ha
dias
o
seguinte:
«Fazem-se
reclamações
da
parte
do
em
baixador
de
Hispanha por
causa
do
baile
em
beneficio
dos carlistas
que
vae dar
es
ta
noite a
duqueza
de
Chevreuse.
()
go
verno
francez
diz
que não
póJe
fazer
na
da
n
’
este
particular.
O
bule
faz-se
por
subscripçao
a
20
fraa-
cos
o
bilhete.
Ha
já
1:000
passados.
D.
Margarida,
esposa de
D.
Carlos,
será
recebida
com
honras
regias.
Cincoenta
damas
que
pa
trocinam
esta
festa
entre
as
quaes
figura
uma
marquezi
de
Mac-Maohon,
<pie
stip-
ponbo
ser
parenta
do
marechal,
e
vários
dos
grandes
nomes
da
aristocracia
fran?
ceza
sairão
a
receber
a
esposa
do
pieten-
dente
até
ao
coche.
Fsr-se-ba
uma
collecta
nos
salões, e já
se
anuência
um
concerto
do
mesmo
ge
nero
em casa
da
condessa
de
Fermnays.
>
E’
laorrÉvel!
—
A
Anaiolia
(Azia
me
nor)
é
o
theatro
das
scenas
tétricas
e
commoveotes
da
forne.
Na
aldeia
de
Hassendode
havia,
antes
de
grassar
este llagelh
assurtador,
420
habitantes
divididos por
75 casa
*
.
De todas
estas
só
existiam
40
na
da
ta
das
ultimas
noucias,
porque as
outras
foram
destruídas para
lenha,
que reparas
se o
frio.
Nos
fios
de
dezembro
existiam
apenas
230
pessoas;
130
tinham
morrido
á
fome,
e
60
fugiram.
E
’
uma
calamidade
que anda
dissemi
nada
por
toda
a
Analolia.
Crime
Zafvr-E-iv®Diz o
«Norte»
que
na
povoação de Valle
Salgueiro,
da
comar
ca
de
Miran lella,
f>i
no
dia
21
d
’
Abril
perpetrado
um
infanticídio revestido
das
circumstanciaa
mais
atrozes.
Uma
mulher,
chamada
Mathilde Rosa»
deu
á
luz tiun creaoçi
do
sexo
masculi
no.
E
«penas
está
acabára
de
nascer foi
enterrada
viva
por
soa
mãe
e
por
seu
avô
paterno,
Chamado
Antonio
José
de
Castro
lambem
de
Valle-Salgueiro,
em
uma
cova
aberta
por
este
junto
a
cama
da
molher
desnaturada,
qoe
a
dera
luz.
Depois de
preza
a
mãe
infanticida,
foi
o
cadaver
da
creança
exhumado
pelo
avô
qoe
o
foi
depois sepoltar n
’
um
êrmo.
Aquella
tão
execravel
como
desgraça
da
mulher
confessou
seu
crime.
O
avô
da
creança, que
já
está
preso
também,
confessou só
parte
ainda do
sinistro e
hor
rível
que
desempenhou n’
este
drama
de
sangue
innoceme.
A
desgraçada
nem tem
como attenuau-
te
o
proposito
de occultar
a
sua
deshon-
ra porque
vivia
em
mancebia
com
um fi
lho
d
’
aquelle
infanticida e
exhibira
pobli-
camente
a
sua
gravidez.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas e
avisos
recebidos
desde 17
do
cor
rente
alé
hoje.
Aveiro.
—
Padre
José
Antonio
Morgado
—
Recebido.
Granja
de
Penedono.—
João Cezar
Mar
tins
—
Idem.
ígbadecimehtos
Bernardo
Joaquim
Fernandes
da
Crnz,
Rita
da
Conceição
Cruz, Antonio
Joaquim
da Cruz,
e
o
padre
João
Jo.-é
Vaz da
Cos
ta
Amorim,
penhorados
para
com
todas
as
pessoas
qoe
os
visitaram
e
obsequia
ram
por
occasião
do
fallecimento
de
soa
muito presada
filha,
neta
e
afilhada,
Ma
ria
da
Conceição
Crnz;
e
bem
assim
para
com
todos
os
ill.
m<”
snrs.
que
lhe
deram
a
sua maior
prova de
estima,
assistindo
ao
responso
de gloria
na
real
capella
de
San
ta
Cruz,
e
no
cemiterio
publico
no
dia
14
do
corrente,
e
em
particular
aos
dignos
membros
da
capella
do ill.,n°
snr.
Luiz
Baptista, que
gratuitamente
se
dignaram
prestar-lhes
seus
serviços
no
dito
responso
de
gloria
:
a
lodos
agradecem
por
esie
meio
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoal-
menle,protestando-lhes
seu
sincero
reconhe
cimento
e
eterna
gratidão.
(2451)
A
gratidão de
que
me
sinto possuindo
para com
os
meus
extremosos
amigos,
os
exc
mos
snr. drs
Valle e
Marques Coe
lho,
pelos
assíduos
cuidados
e
carinhosos
disvelos
que empregaram
durante
a
minha
greve enfermidade,
me
levam
a
dar
este
publico
testimunho
do
meu
reconhecimen
to
e
agradecer-lhes
a
sua
dedicad» amisa-
de
da
qual
tive
inesgotáveis
provas. Con-
fesso-me
igualmente
penhoradissimo
e
gra
to
á briosa
corporação d
’inlanltria
n.°
8
assim
como
aos ill.",os e exc.
‘
“
os
cavalhei
ros
d’
esta
cidade
que lauto
interesse
mos
traram
pelo
meu
restabelecimento.
A bre
vidade
Com
que teulio
de
me
retirar
e
o
estado
aioda
melindroso
da
minha
saude
não
me
permitte,
desde já,
cumprimentar
e
agradecer
tantas
finezas
;
promelteodo
no meu
regresso
cumprir
tão
sagrado
de
ver.
Minha
mulher
e
filho
acompanham-
me
no reconhecimento
e
gratidão
que a
todos
consagro.
Sebastião
da
Molla
Moniz
da Maia.
Os
abaixo assignados testamenteiros
do
lallecido
bacharel
Anlonio
Manoel
Al
vares,
professor
jubilado
de
rethorica
uo
liceu
d
’
e>ta
cidade,
não
o
podendo
faser
pessoalmenie
como
era
seu
dever,
do
que
pedem
qesculpa,
servem-se d’
este
meio
para
agradecer a
todas as
pe-soas
qne
os
obsequiaram
e honraram
o
cadaver
do
seu
finado
amigo,
assistindo
aos
oíficios
fúne
bres
na
egreja
de
S.
João
do
Souto,
e
o
acompanharam
ao
cemiterio
publico.
Especiaimeute agradecem
ao
ex
r
“0
rei
tor
e
corpo
docente
do
liceu
e
á
illuslra-
da
classe
escholastica
os
seus
valiosos
serviços,
e
a
todas
leslimuuham
a
sua
eterna
gratidão.
Braga
21 de
maio de 1875.
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães.
Ji.cinlho
Fernando
Sequeira
Vtllaça.
.
.
(2153)
'
Manoel
Bapiista
.Marques
Dias,
D.
Ma-
’
ia
da
Conceição
Soares
Freitas
Marques
lhas e
João
da
Costa
Palmeira,
agrade
cem
a
todas
as pessoas
que
lhes deram
provas
de
dedicação
durante
a
fatal
doença
a
que
succumbiu
sua chorada
mãe,
sogra
e
prima
D.
Francisca
Amalia Marques
Dias,
bem
como
áquellas
que
assistiram
aos
officios
na
egreja dos Congregados,
e
a
acompanharam
ao
cemiterio;
de todas
conservarão
perpetua
lembrança
e
profun
do
reconhecimento,
assim
corno
das
que
iguaes
demonstrações
d’
arnisade
lhes de
ram
por
occasião
do
duplo
golpe
qne
sof-
freram
com
a
perda
de
seu
presadissim-
irmão,
cunhado
e
primo,
Antonio
Baptiso
ta Marques
Dias.
(2154)
Angélica
Rosa
Pereira
da
Silva
e
An-
tonia
Narcisa
Pereira
da
Silva,
tendo
re
cebido
as
mais
inequívocas
provas
de
dedi
cação
e
amisade com
que
por
occasião do
fallecimento
e
enterro de
seu
saudoso ir
mão
padre
Martinho Antonio
Pereira da
Silva,
as
enob eceram
varias
corporações
e
crescido
numero
de
pessoas
tanto
d
’
es-
la
cidade
como
de
fóra
d
’
ella,
das
quaes
tem continuado
a
receber
demonstrações
de
verdadeira
amisade
qne
consagram
ao
fallecido,
e
nào
lhes
sendo
possível
agra
decer
a
lodos
pessoalmenie
como
desejavam,
servem-se
(Peste
meio
para lhes
testemu
nhar
o
seu
profundo
reconhecimento.
Narciso
José
Lourenço
Correia,
na
im
possibilidade de
o poder
fazer
pessoalmen-
te
a lodos os
ill.
,nos
e
exc.'"08
snrs.
que
lhe
fizeram
o
dislincto
obséquio
de o
cum
primentar
por
occasião da
morte
de
sua
chorada esposa D.
.Maria
José
Augusta
Cor
reia,
e
bem
assim
aos
que
assistiram ao
oflicio
de
corpo
presente
que
teve
logar
na
egreja dos
Congregados,
no
dia
13 do
cor
rente,
e
em
particular
aos
que
acempa-
ram
o
corpo
da finada
alé
ao
cemiterio
publico
até
se
dar
á
sepultura
;
não
esque
cendo
os
til.
11,08 e
revd.m°
s
snrs.
sacerdo
tes
que
graluitamente
assistiram
ao
offi-
cio,
e
a
lodos
protesta
o
seu
eterno
re
conhecimento.
(2438)
D.
Rita
de
Cassia de
Azevedo
Couliuho
e
Moura,
penhoradissima
para
com
todas
as
pessoas
que
lhe
deram a
immerecida
consideração
de
a
visitar
por
occasião do
fallecimento
de
seu
presadissimo
primo,
o
reverendo
conego
João
José
de
Azevedo
Couliuho;
e
bem
assim
para com
todos
os
cavalheiros,
que
lhe
deram
a
maior
pro
va
de
estima, assistindo
ao
oflicio
fúnebre
que
por
alma
do
dito
seu
primo
foi
cele
brado
oa
Sé,
acompanhando
depois
ao
ce-
mileiio
o
cadaver
do finado,
vem
por es
te
meio,
agradecer-lhes
e
significar-lhes
o
seu
infinito
reconhecimento, protestan
do
a
lodos a
sua
eterna
gratidão.
Braga
8
de
maio
de
1875.
(2431)
Plácido
José
dos
Santos
Braga,
suas
irmãs. Ihias
e
cunhudo,
summamente
pe
nhorados-,
agradecem aos
ill.
inos snrs.
e
exc.
,nas snr.
as
que
por
occasião
do
falle-
cimento
de
sua
extremosa
mãe,
irmã
e
sogra, lhe
deram
verdadeiras
demonstra
ções
d
’
ainisade,
e
a
todos testemunham
profunda
gratidão.
(2449)
■I
ANNWCIÔS
João
Anlonio
d'Oliveira
Braga.
Por
oídem
superior
se
annuncia que
nu
dia
25
do
corrente
mez
de
maio
pelas
11
horas
da
manhã petame a Repartição
de
Fazenda
do
dislriclo
de
Braga,
se
to
marão
novamente
em
praça
os
lanços
que
forem
offerecidos pelo
rendimento
dos di
reitos
de portagem
das
pontes
de
Celorios,
Barradas
e
Neiva.
siiuadas nos concelhos
de
Barcellos,
Famalicào e
Esposende
d’
es-
te
districto,
debaixo
das
mesmas
condições
já
publicadas
em
edital
de
8
de
abril
ulti
mo.
Repartição
de
Fazenda do
dislriclo
de
Braga
15
de
maio
de
1875.
O
delegado do
thesouro,
(2447)
Henrique
Francisco
Bizarro.
Henrique
Francisco
Bizarro,
Delegado
do
Thesouro
no
Dislriclo
de
Braga,
por
mercê de Sua
Mageslade
El-Rei,
a
quem
Deus
Guarde.
Rapaz
para negocio
Precisa-se
de
um
de
12
a
14
annos
para
o
Porto.
Falla-se
na
rua
de
D. Pedro
5.°
ti.0
24
em
Braga.
(2450)
Pelo
juiso
de
direito
(Festa
comarca
e
cailorio
de
Fortuna,
pendem
uns
autos
de
separação
de
pessoa e
bens
a
icquéri-
mento
de D.
Label
Lodovina
da
liocha
Freitas,
moradora
na
rua
da
Boa-Vista,
d'esta
cidade,
contra
seu
marido
Jo^é
de
Araújo
Barbosa
Biaga,
morador
na
rua
da
Estrada
Velha,
da
cidade
do
Poito,
e
por
viriude
da qual
e
em
satisfação
ao
que or
dena
o
artigo
1225
do Cod.
Civ.
se
faz
o
presente
annuncio
para
lodos
os
efíeitos
legaes.
(2452)
AVISO
AO
PUBLICO
Pela direcção
do
correio
de
Braga
se
faz
publico,
que
desde
o
dia
21
do cor
rente,
principia
o
novo
horário
do
cor
reio (1’esia
citljde,
em
virtude
do
novo
serviço
do
caminho
de
ferro.
Drimeiro
cerrei».
Chega
ás
11
horas e 40
m.
da
manhã,
em
que
se
fecha
a
direcção,
e
só
se
Faço
saber
que
o
Governo de
Sua
Ma
geslade El-Rei,
desejando tomar
conheci
mento
das
queixas
dos
contribuintes do
Concelho
de
Braga contra
o
serviço
e
lan
çamento
das
contribuições
industrial,
e
de!
renda de
casas
e sumpluaria
do
anno de!
1874,
e
attender,
como
fôr
justo,
as
re
clamações
que
os
mesmos contribuintes
elevaram
á
presença
do
mesmo
Augusto
Senhor,
interpretando
mesmo no
sentido
mais
benevolo
a parte
da Lei
que
fôr
du
vidosa
;
nomeou
um
l.°
oílicial
do
Minis
tério
da
Fazenda,
que
acaba de chagar
a
esta
cidade,
para,
na
qualidade
de Visila-
dor,
examinar
os serviços das
ditas
con
tribuições,
e
conhecer
dos
fundamentos
das
referidas
reclamações;
e
por isso
o
mes
mo Vísilador convida
todos
os
contribuin
tes
que
se
julgarem
lesados
nas
indicadas
contribuições a
apresentarem-lhe,
por
es-
criplo,
cm papel commum, no praso de
10
dias,
no
ediilicio
do Governo Civil,
com
os
fundamentos
das
suas
queixas,
para
que
possam
ser
justas
e
convenienlemente
apre
ciadas,
declaração das rendas
que
pagar
ou
consideram
merecerem
as
suas
casas
de
residência,
factos
que teem
sujeitos
á
contribuição
sumpluaria,
e
industrias,
pro-
abre
a
mesma
aos 30
minutos
da
tarde,
em
que sairão os
carteiros
para
faser
a
entrega
pelos
respeclivos
bairros. Antes
da
abertura
do
correio
só
poderão ser
en
tregues
as
correspondências
oíliciaes
e
as
pertencentes
ás
redacções
dos
jornaes.
As
cartas
são
tiradas
das
caixas
par-
ciaes
ás 11
horas
da
manhã,
para serem
expedidas
pelo
primeiro
comboio,
que
marcha
para
o
Porto
á
1
hora
e
15
m.
da
tarde.
As
cartas
para
Guimarães
recebem-se
oa
caixa
geral
do
correio
até
ás
11
e
meia horas,
e
para
o
comboio até
aos
15
minutos
da
larde.
N
’
este
primeiro
comboio,
que
parte
á
I
hora e
15
m.
da
larde,
vão
as
malas
de
Famalicào,
Barcellos.
Esposende,
Vian
na,
Ponte
do Lima,
Caminha,
Cerveira,
Valença,
Coura;
bem como
as
malas
para
as
administrações
do
Porto,
Aveiro,
Coim
bra,
Leiria,
Santarém
e
Lisboa.
Segundo
correio.
Chega
ás
7
horas
e
35
minutos
da
tarde
á
direcção,
que
será
aberta
ao pu
blico
uma
hora
depois
da
sua
chegada,
e
se
conservará
aberta
alé
ás
10
horas
da
noite,
para
ser
entregue a
correspondên
cia
ao
publico
que
a
procurar,
sendo
a
restante
(listribuida pelos
carteiros,
de
manhã
na
fórma
do
costume.
Partirá
para
o
Porto
ás
3
h.
e
45
m.
da
manha,
levando
as
malas
das
difte-
rentes
direcionas
e
delegacias
que
se
corres-
poodem
com
esta
direcção;
bem
como
a
correspondência
d
’
esta cidade
que
fôr
lan
çada
nas
caixas
até
meia
hora
antes
de
pôr
do
sol,
e
as
qne
forem
lançadas na
caixa
d’
esla
direcção até
ás
11
h. da
noite.
Leva
este
comboio
a correspondên
cia
para
Famulicão,
Porto e
terras
d’
Alem-
Douro.
A
correspondência
para
os
Arcos,
parte
ás
8
h.
e
15
m.
da
larde,
levando
as
inalas
para Villa
Verde,
Barca,
Monção
e
Melgaço.
Os
mais
correios
continuam
com
o
mesmo
horário
alé
boje
estabelecido.
Direcção
do
correio
de
Braga,
18
de
maio
de 1875.
fissões,
artes
ou
oíficios que
exercem,
com
especificação
de
todas
as
circomstancias
necessárias
para
aquella
apreciação.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se
publica
o presente
pela
im
prensa e aífixam
idênticos
nos
logares
pú
blicos
do costume.
Repartição
de Fazenda
do
Districto
de
Braga
15 de
Maio
de
1876.
Henrique Francisco
Bizarro.
(2446)
A
camara
municipal
do
concelho
de
Braga,
faz
saber,
que
no
paço (lo
concelho
está
em
reclamação
por
espaço de
10
dias
successivos,
a
contar
desde
o
dia 21
do
corrente
inclusivé,
o
lançamento
da
contri
buição
directa
relativa
ao corrente
anno
econornico.
As
reclamações
só
poderão
ter
por
objecto
:
1. °
Erro
de
calculo
na
fixação
da ver
ba
total
do
lançamento da
contribuição.
2.
°
Erro
da
inscripção
das
pessoas,
ou
das
colleclas
que
serviram
de
base
ao lan
çamento.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos,
e
ninguém
possa
allegar
igno
rância,
se
faz
publico
pelo
presente
editaí,
e mais
do
mesmo
lheor
nos
logares
públi
cos
do
costume,
e
pela imprensa.
Braga
15
de
Maio
de
1873. —
E
en
Anlonio
Manoel
Alves Cosia,
escrivão
da
camara
o
sobscrevi.
O
Presidente,
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
(2443)
DE
A.
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
a
entrarem
com
a
2.a
prestação
de
25
p.
c. ou 120500
reis
por
acção, relativa
á 2.
a
emissão,
desde
o
dia
15 a 25
de junho
proximo.
Os snrs.
accionistas
residentes
no
Por
to, pódem
eflectual-a
na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco
n
’
aquella
cidade.
Braga
13
de
maio de
1875.
Os
directores.
Luiz
Anlonio
da
Costa Braga
Manoel
José
da Cosia
Guimarães.
(2439
C.
63
R.)
ÃiuirÃ
ATTÊNÇÃÕ
Ao
Barateiro
de
Braga,
da
rua
de S.
Vicente
n
0 92
Chegaram
as
íasendas
próprias da
esta
ção
de
verão,
os
mais
bonitos
gostos,
e
a
mais
alta
novidade
que vae
vender,
por
preços
inteiramente
baratos,
sem
compe
tidor.
Fatos
de
casimira
para
homem
a
10500
reis
o
faio
completo.
Lãs
para vestidos,
bonitas,
a
100
e
120
reis,
chitas modernas
a
100
reis.
5:000
lenços
brancos
com
bonitas
barras,
para vender
a
20,
30 e 40 rs.
e
já
abai
nhados,
de bretanha,
em
bonitas
caixas
a
50,
60
e
70
rs.
Sombrinhas
para
senhora,
bonitos
gos
tos
a
280
e
500
rs.
e
de
seda,
muilo
mo
dernas
a
900
e 10200
rs.
Chapéus
de
sol,
Irancezes,
de cores,
a 600
e
700
rs.
e de
seda
o
mais
supe
rior
e
mais
moderno a 10600,
10800,
20000,
20600
e
30000
rs.
Pannos
patentes
superiores,
panno
fa
moso,
pannos
crus
e
morins
a
50
reis
o
metro,
sargelins,
panninhos
franceses
pa
ra
forros,
crioolinas
a
140 e
UO
reis
o
melro,
sapatos
de
trança
e
de pellica,
sinlos
modernos
para
senhora,
lenços
de
seda
e
diversas
quiuquilherias
; e
finàlmenle
fou-
cinhàs
inglezas
todas
de
aço
para
120
e
140 reis,
e
muitas
diversas fazendas
que
vende
por
preços
inleiramente
baratos.
Pede-se
ao
respeitável publico,
para
que
visite
este
novo
estabelecimento
e
que
aproveitem
a
occasião
de
se
vestirem
ba
rato
antes
que
se
acabe.
(2436)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João n.°
5,
com-
pra-se toda
a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Soído
n.°
43.
Compra e
vende
Acções
de
todos os
Bancos
e Companhias,
Inscripções de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
4
EM
CHARLEVILLE.
FRANÇA!
A’ Loja
Caehapuz—
acaba
de
chegar,
directamente,
d’
aquella
fabrica,
um
varia
do
sortimentod’
objectos
de
ferro
fundido,
os
quaes, pela
sua
perfeição
de
obra
e
modicida
de
de preço,
se
tornam
preferíveis aos
de
outra qualquer. Abaixo
vae
um catalogo
da
maior
parle
dos
que
agora
chegaram
e
se
acham patentes
na
dita
loja.
Criizen de lindo
*
feitio
*
para sepul
turas.
Coroa
*
idem
Idem.
Imagens
do
Crucificado, diversos
tamanhos.
EdiJ.i»
<l’i»
*
pír»o
continua, no
vos
ystema,
Cosinhao
de
feitio
*
diversos.
Capaeltos
para esendas ou corredo
res.
Cercaduras
para
jardins.
Esearradores
para sala
*
.
Bewcanço
*
para
guarda-chuvas,
Caixas para
*
phosphoro
*
.
Vaso
*
para suspender flores.
Pirâmides
para
escadas ou va
randa
*
Raspadores
de calçado.
BANCO
Cassarola*
de vario* feitios, etc
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
São
convidados os snrs. accionistas d’este Banco a enlra-
rem
com a
2.
‘ prestação de 10 p. c. ou ld$ reis por acção.
nos dias 20 e 21 do corrente mez.
Em
Vianna,
na casa do Banco.
No
Porto, na Caixa Filial
do Banco.
Em
Lisboa, em casa do agente o snr. José Antonio dos
Reis.
Em
Braga,
em casa dos agentes os snrs. Carvalhos & C.‘
.
O
9
o
Vianna,
7
de maio de 1875.
Os
DIRECTORES,
Antonio
Maria
Baptista
Camacho
José
Martins
Barbosa
João
Abel
de
Oliveira.
(2434)
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
MINHO
.
.
29
de
Maio
]
DOURO
.
.
13
de
Julho
BOYNE
.
.
13
de Junho
| MONDEGO
.
29
de
»
TIBER
•
•
29
de
»
|
NEVA
.
.
13
de
Agosto
O
paquete
de
13
toca em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro
Montevideu
e Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e Bue
nos-Ayres.
Os
preço
*
BÍÁo muito
rasoavei
*
Esta
companhia
para
maior
vantagem, resolveu
ter
a
bordo de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
todas as
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje o melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
’
classe tem
grátis,
belixe com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em abundancia. 0
transporte
do
caminho
de ferro
alé
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em casa do
agente
n’
esta
cidade
rua
do
Souto n.° 43. —
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(58!)
C
a r r e ir a
semanal
A’
s quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOB
DO PACIFICO
Rio
de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, Arica,.
Islay
e Callao
CARREIRA
QLUVZENTAL
PARA PERVANIBICO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
ate
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
exçellentes
eonunodo
*
,
bom tes
tamento,
bastante espaeo para bagagens e
viagens rapitâas,
pois
qufr
OS
Paquete
*
<lo Paeifleo
tem
gasto SÓmente
13
dia
*
de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
0
juiz
e
mais mezarios da
confraria
de S. João
Baptista
d
’
esta cidade,
an-
nunciam
a
venda
d
’
um
frontal
d
’
ailar,
dous
anjos
de
madeira
e
dous
andores
doura
dos,
lambem
de
madeira,
tudo
por
preços
rasoaveis
e
em
sufrivel
estado
para
poder
servirem
qualquer
egreja.
Quem
pretender
comprar
estes
objeclos,
póde dirigir-se
ao
lhesoureiro
da
confraria
Manoel
Ignacio
da
Silva Braga, negociante
estabelecido na
Praça
d’
Alegria,
casa
n.°
47,
o
qual para
isso se
acha
competentemenle
auclorisado.
0
secretario
da
confraria
Manoel
Bernardino
da Cunha e
Silva.
(2429
C. 57
R.)
APROVEITAR
Na
rua de S.
Vicente
n.°
22
A,
se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitados
paia
lec-
cionar
fiancez
e
instrucção
primaria
e
pri
meiras
letras
a
preços
reduzidos,
podendo
os
alumnos
aproveitar
mais
em seis
me
zes,
do
que
em
outra
parte um
anno.
Também
se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
casa
ar.
*
so
Rua
de
S.
Vicente
—
Braga
N'esla
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços
reduzidos
e
com
muito
bom
trata
mento.
(2382)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
eoupons.
(i)
Santa
Casa
da
Misericórdia
da
cidade de
Braga.
A
Meza
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
faz saber,
que tem
deliberado
remover
para
o
cemi
tério
publico
as
catacumbas
e
ossadas
qne
se
acham
no
antigo
cemilerio
dos
Des-
presos
; convida,
portanto,
os herdeiros
ou
parentes
dos
fallecidos
que
lemporariarnen-
te
foram
depositados
nas
mesmas
cata
cumbas
a
virem
no
praso
de
60
dias,
contados da
data
d
’
este
annuncio,
tomar,
quando
queiram, conta da
respectiva
os
sada,
sob
pena
de
findo
o
referido
praso,
se proceder
á
competente
demolição
e
se
rem
esses
restos
morlaes
envolvidos
na
ossada
geral.
Braga
e
secretaria
da
Misericórdia
5
de
Maio
de
1875.
0
Provedor,
(2422) Manoel
Juslino
Marques
Murta.
ALTA
NOVIDADE
3®, Rua do
Souto,
30
Junto
á'rua
decano.
CHAPELARIA ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima moda,
grande
e
variado
sor
tido de
cbapeos, de
se
da
e
de feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita eolleeção
de bonets,
que
tudo
vende
mais
barato que
em outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja nas
circumslancias.
(2350)
Pernambuco
...................................................
Bahia
........................................................
Rio
de
Janeiro..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica, Islay
“
e
Callao
. .
. .
3/
CLASSE
2.
1
CAMARA
!.•
CAMARÁ
40^000
81&000
108^000
40&000
90&000
117&000
4o$000
90&000
121&Í00
54^000
90&000
157&500
12G&000
189^000
308^500
Criança
*
do
*
passageiros
Até
aos 12 annos meia
passagem.
Alé
aos
8
annos
a
quarta
parle.
Alé
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3/
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa, comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida & Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo
com
fiança.
fK ★
)
Por
escriplura
lavrada
na
nota
do
ta-
bellião
Ribeiro,
foi
dissolvida de
conomum
accordo,
no
dia
13
de
fevereiro,
a
socie
dade
que
n
’
esta
praça
girava
com a
firma
de
Joaquim
José Gonçalves
Loureiro
&
C.a
,
no
commercio
de
pregagem
e
Mercearia,
ficando
todo
o
activo
e
passivo
a
cargo
do
segundo
socio
abaixo
assignado.
Braga
18
de
maio
de
1875.
(2444)
José
Antonio
Ferreira
Gomes.
Precisa-se
de
um
caseiro
que
tome
de
arrendamento
uma
quinta
distante
d
’
esla
cidade
uma
legua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fructos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
3—
Braga.
(2435)
VINHO
0
visconde
de
Monlariol
tem
exposto
|á
venda
o
seu
vinho
geouino
e
puro
da
sua
quinta
de
Montariol,
da
colheita
de
1874, na rua
de
D.
Gualdim
na
loja
n?
19.
(2442)
NOVIDADE
44,
Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
*
ber
grande
sortido
de
chapéus de
feltro
e
seda, «ultima
moda»,
da
acreditada fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto»
que
vendem
pelos
preços da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_22051875_348.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)