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3.° ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
336
Assigna-see
yende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3E,
para
onde
deve
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte,= As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1$60O
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&4Ó0 rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2^300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 ®/0 d’abatimento.
BRAGA-QUINTA-FEIHA
««
ABRIL
Cerrespondeuei» e«ír»Mgei»M
PARIS,
14 D’ABRIL.
íCorrespondência
particular
do
<
Commer
cio
do
Minho»)
Constilue
o
assumpto
de
que
se
occu-
pam
os
círculos
políticos
os
negocios
ex
teriores
da
França.
A Prussia
procura
ha
algum
tempo
levantar
um
novo
debate contra
o
nosso
paiz,
e
afim
de
faser
surgir um
conflicto
prejudicial
aos
nossos
interesses,
segue
absolutamente a
mesma tactica
de
1866
antes
comecar
a
guerra
com a
Áustria.
Recordar-se-hão
os
leitores
que
n’
esla
epo
ca
os
periódicos
allemães
accusavam
a
Áustria
de
preparar
claudestinamenie
a
guerra
e
de
se
organisar
para uma
cam
panha
imminente
contra
a
Prussia.
Ex
probravam aquella
potência
qoe
fasia
ar
mamentos
formidáveis
e
aprestava
milhares
d
’
homens,
para d’
um
para
outro
momento
se
precipitar
contra
os
exexcitos
prussia-
nos,
e
aniquillar
a
potência
allemã.
Hoje
as
folhas
de
Berlim
reprodusem
as
mesmas
accusações contra o
governo
francez.
Bem
que
toda
a
Europa
conhece
que
oão
entra em nossos projeclos
a
declara
ção
de
guerra
á
Prussia,
os
jornaes
alle
mães emprestam-nos
as
intenções
mais
bellicosas e pretendem
ver-nos
dispostos
desde
já
a
retomar
a
Alsacia e a
Lorena.
Ceriamenle
nós
teremos
o
direito, e,
direi
mesmo,
o
dever
de
pensar n
’
um
desaggravo;
mas ainda
não
é
occasião
de
desembainhar
a
espada,
nem
talvez por
estes
dez
annos
estaremos
aptos
para
a
guerra.
Eis
aqui a
verdado:
M.
de
Bismark
teme
que
a
França
se
refaça
de
seus
de
sastres
e
quer,
por
meio
d
’
uma
nova
in
vasão,
mais
funesta
ainda
que
a
primeira,
completar
o
desmembramento
d
’
este
paiz.
Por
outro
hdo o
principe-chanceller
constata
lodos os
dias
que
a França,
ain
da
no
meio
das
suas
desgraças,
fica
sendo
a
patria
commum
dos catholicos
do mun
do inteiro.
E
’
a
ella
que
se
reúnem
todos
os
homens
de
coração
que
querem
subtra-
hir
o
mundo ao
jugo
da
Revolução;
é
ella
que combate na vanguarda
para
de
fender os
direitos
sagrados
da
Santa
Sé,
e
este
motivo
é
sufliciente para
attrair-
nos
o
odio
cego de
M.
de
Bismark.
Aniquillando
a França,
o
principe-
chanceller
espera aniquilar
o
proprio
ca-
tholicismo.
Elle
está
impaciente
de
ulti
mar
esle
emprehendimenlo,
porque
a
en
trevista
de
Yeneza
parec»
ter
sido
princi
palmente
dirigida
contra
elle.
Diz-se,
com
eITeito, e
estes
detalhes
são
considerados
como
certos
em
Paris,
que
os
dois
sobe
ranos
accordaram
assegurar
as
garantias
de
independência
da
Santa
Sé.
Um tal
projeclo
tem
contrariado
vivamenle
M
de
Bismark,
que,
não
podendo
provocar
di-
rectamente
a
Ilalia
e
a
Áustria,
volta
to
das
as
soas
cóleras contra
a
França.
Um
alto
diplomata
disia
ultima
mente
que
o governo
allemão
dirigia
ha
algum
tempo
postulalo incompatíveis
com
a
honra
Assim,
o
povo
francez
que
adivinha
o
perigo,
está profundamente
aflectado
do
do
rumo
que
os acontecimentos
vão
to-
mandu.
Ha
tres
dias
todos
os
valores
teem baixado na
Bolsa,
e
os
espíritos
são
presa
do
mais
vivo
pânico.
Unicamente
os
radicaes
não
parecem
muito
assustados
pela
gravidade
dos
boa
tos
que
teem
circulado
: pretendem
qne
se
elles estivessem
no
poder,
saberiam
impor
silencio
a
Bismark.
Mas
nós
sabe
mos
demasiadamenle
como
estes
desgra
çados
obteriam
o
assentimento
do
chan
celer:
seria
perseguindo
como
elle
a
re
ligião
catholica.
O
sentimento
religioso,
porém,
é
mui
accentuado
entre
nós
para
que
consinta
mos
em
pagar
a
manutenção da
paz
por
este
preço:
antes
a
ruiria
do
que
a
apos
tasia.
Bismark
conhece
perfeitamente
os
nossos sentimentos
a
este
respeito, e
é
porisso
que
elle
prosegue
inexoravelmen
te
os
seus projeclos
de
cenquista. Lan
çou
sobre
o solo
francez
uma
ouvem de
espiões encarregados
de
levantar
plantas,
tomar
a
lista
dos
habitantes
de
cada
fre
guesia,
etc.,
para
irem
depois
contar
o
resultado
de
suas
faioas
ao
grande
estado-
maior
de
M.
o
conde
de
Moltke.
Os nossos
inimigos
não querem,
como
os
leitores
veem,
fazer
a
guerra
senão
depois
de
tomar
todas
as
precauções,
porque
hoje
não
se
procura
triunfar
tão
somente
da
França,
mas
Lambem
suppri-
mir
o
Catholicismo.
Peimitlam-me
ainda
que
lhes
diga
«que
as
auctoridades
milita
res
do
nosso paiz,
não teem
illusões
ácêr-
ca
dos
projeclos
da
Allemanha
e
que
por
consequência
se
vão
apercebendo.
Certa
mente
não
seremos
nós os
mais
fortes
nem
os
melhores
organisados,
mas
Deus
será
comnosco,
e
este
pensamento
é
bas
tante
para nos encorajar.
Na
próxima
campanha
esperamos
ter
a Áustria
com
nosco,
e
o
que
consolida esta
esperança
é
a
carta
que
o
imperador
Francisco
Jo
sé
acaba
de
escrever
ao
Santo
Padre.
Esta
carta
é
concebida
nos
lermos
da
de
dicação mais
filial,
e
o
soberano assegu
ra
a
Pio
IX
o
concurso
mais
dedicado
no
caso
que
a
Allemanha accorameltesse
a
Santa
Sé.
H.
(,CoBcla«
ao
proximo n.
*)
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hispanha.
Não
ha
noticias
de
importância.
Cabrera.
[CoBtiuuaçu»]
Uma
só
diflerença
de
apreciação
houve
n
’
aquellas reuniões:—
a
de
se
a
imprensa
devia
occupar-se
de
Cabrera,
censurando
seu
proceder
e
fasendo
ver
que se
incli
nava
ao
liberalismo,
ou
se
pelo
contrario
era
mais prudente
prescindir
d
’
elle.
A
ul
tima
opinião sustentada
pelo
escriptor a
que
alludo teve
de
triunfar
por
fim,
o
que
explica
o
silencio
da
imprensa
carlista
sobre
aquelles successos.
Esse
escriptor,
a
quem conheço,
affir-
ma
hoje,
como
disse a
muitos
enião,
que
depois
das conferencias,
o
general
Cabrera
lhe havia escripto aconselhando-lhe que
continuasse
sempre
a
defender
os
princí
pios de que
era
campeão,
na
certesa
de
que
se ninyuem
lh’
o
pagasse, Deus
e
a
patria
lh
*o
agradeceriam.
Ora,
esle
escriptor.
como o
fez
decla
rar
pelos
reunidos
na
Suissa, e
como
lho
disse
o
mesmo
D.
Carlos,
em suas
publicações estava
absolutamente
dentro
do
credo
que
professa
o carlismo,
estan
do
lambem
elle
na
mesma
persuasão,
e
d
’
aqui
coaclue
que
ou
n’
aquelle
momento
D.
Ramon
Cabrera
se considerava
na
mes
ma
situação,
ou que,
lendo mudado
de
opiniões,
as
occultava
procurando
enganar
o
amigo;
diletnma
este
cuja exaclidão não
póde
negar-se.
Seja
ludo
isto
como
fôr,
é
de
surpre-
hender
que a
lição
da
Suissa
não
ensi
nasse
o
conde
de
Morella
que
é
impos«i-
vel
fazer
mudar
de
opiniões
um
partido
inteiro
que
professa
doutrinas
fixas,
nem
chamasse
sua
attenção
o
abandono
em
que
se
viu
;
ainda que
não
falta
quem
opine
que
aquelle
acto
só
serviu
de
exa-
cervar
sua
soberba,
o
que.
a
ser certo,
como muitos
querem,
faria
pouca
honra
á
previsão
e
grandeza
de
vistas
d’
um
ho
mem
que
póde
dispor
da
que
é,
a
meu
ver,
a
maior
collectividade
política
de
Hispanha,
mas
que,
se
não fôr
como
ou
tros
sustentam,
a
maior,
é
fóra
de
du
vida
a
mais
energica
e
perseverante
Desde
então
o
general
Cabrera
ficou
retirado
do
qoe
póde
cbamar-se
política
acliva
do
carlismo
;
mas
não
deixou
por
isso
de ser considerado
membro
do
par-
XTO ÍLIIETIM
Oh! como
dilatar-se
aqui
parece
Meu
coração,
e
qual
flor
aos
raios
Da
rociante
manhã,
se
abre
contente!...
COSTA
E SILVA.
Era
na
manhã
de um
formoso
dia
de
verão.
Uma
agradavel
e
fresca
madrugada
me
convidava a dar
um passeio.
O
ar
eslava
fresco e
agradavel,
a
na
tureza
risonha
e
animada,
o
tumultuoso
mundo jazia
submergido em
um
profundo
sonho:
o interesse
linha
suspendido os
seus
cálculos:
o vicio
fatigado
reclinava
a
criminosa
cabeça:
ludo
estava
sereno
e'
socegado
:
a
minha
alma
tranquilla,
os
meus
pensamentos sérios e circumspectos :
o
alegre
cocbixo
deixava
o
seu
ninho,
e
preparava-se para
saudar
o
dia
que
ia
co
meçar
a
nascer:
o
crepúsculo da
manhã
ia
declinando por
graos,
as
suas
côres
de
um
pardo
escuro
se
desvaneciam
e
se
con
fundiam
com os
raios
do
sol
que
en
chiam
o
ceo
e
iam cobrir
a
terra.
Já
o
horisonte
se
illuminava
com
um
brilhante
encarnado;
quando
o
sol
come
çando a
nascer,
principiava
o
seu
curso.
Sahi
de
minha
humilde habitação,
e
deixei
a
aldeia
para
ir
respirar
no
campo
um
ar mais
puro.
Os
ulmos
e
os
tiles,
unindo
os
seus
ramos,
formavam
sobre
a
minha cabeça
uma
abobada
de
sombra
e
de
frescura
:
debaixo
de meus pés estava
um
tapete
de
relva,
de
musgo
e
de
flores, estendi
do
pela
natureza
e
mais
macio
que
o
ve
ludo.
O
jasmim
e
a
madresilva
agradavel
mente
enlaçadas
se
elevavam
;
e
trepan
do
ao
redor
das
arvores
expunham
á
mi
nha
vista
a
sua
natural
belleza,
e
exha-
lavam
os mais
suaves perfumes.
Do
ou
tro
lado
os
ramos, que
formavam
a
abo
bada
das
folhas,
»e
abriam
para
me
ofle-
recer
ao
longe
a
mais
aprazível perspe-
ctiva.
Os
passaros
alegres
preparavam-se
pa
ra
pagar
ao
Creador
um
tributo
de har
monia
por meio
de
melodiosos
concer
tos.
Começava
a
aurora
a
radiar,
e
o
sol
magesloso
a nascer,
quando
ao
longe n’
um
campo
uma
flauta distribuía
no
ar
sons,
que
chegavam aos
meus
ouvidos
íracos,
e
cheios de
suavidade.
Distrahido
com
um
tão
agradavel
mo
do e
n
umas
tão
recreativas
paragens
é
que
o homem
entrelem
a
sua
primeira
vista e
se
deleita
em
considerar
a
sua
magnifica
abobada,
admiravel
thealro,
on
de
os
relâmpagos
espalham
o
seu
clarão,
onde
estalam
os
trovões,
onde
se
arrojam
as
tempestades
para destruir
o
universo,
onde se
involvem
mil
suspendidos
mun
dos.
Vejamos
o
sol
sahir
do
seio
do
orien
te,
á sua
chegada
as espessas
nuvens
se
abrem,
se
desviam,
como
flucluanles
cor
tinas:
com
que
magestade
se
não
adian
ta
elle no
horisonte:
o
seu
movimento
é
altivo
e orgulhoso. Já
a
sua
luz
pene
tra
no
universo.
Uni
todas
as
maravilhas
da
arte
humana,
e
mostrae-me
sobre
a
terra
uma scena,
que
seja
comparável
ao
nascimento
do
sol.
Observo
no
sol
mil
admiráveis
pro-
priedades:
éo
mais
genuino
emblema
do
Creador.
O culto
que lhe
prestaram
os
pagãos,
é
a idolatria
a
mais
digna
de
perdão.
Que
seria
de
lodos
os
reinos
do
mun
do
sem
a
luz?
Que
escuras
prisões!
Em
vão
nossos
olhos
procuram
pene
trar
o
escuro
veo
da
noite.
As
perfeições
da
natureza
se
nos es
condem
:
a
terra
parece-nos
um
horroro
so
deserto,
e
um
confuso
e
horrivel
ca
bos.
Porém
logo
que
as
madrugadoras
ho
ras
abrem
as
portas
do
dia,
a
risonha
prespectiva se
oflerece
a
nossos
olhos
:
o
azul do
ceo
parece
semeado
de
rosas
:
a
delicada
verdura
parece
ornar
e
cobrir
as
planícies:
as
flores
exporem aos nossos
olhos
ricas
e brilhantes
cores:
a
nature
za
parece
adornada
com os
seus
mais
formosos
encantos
:
a
vista sem
cessar
pasma
e
se
admira.
Se
louvarmos a
Divindade por
ter de
lineado
o
circulo,
que
seguem
as
estações,
o
dia,
a
noite,
os
annos,
os séculos,
não
devemos
adoral-a
por
um
tão grande
be
neficio
?
Sem
elle
depois
de
lermos
vagado
de
precipício
em
precipício,
cobertos
com
a
venda
do incrédulo,
ler-nos
hiamos
pre
cipitado
nas
profundidades
do
abismo.
Sem
este
grande
astro,
primeira
causa
da
vida
do universo,
que
seria a
terra?
Uma
massa
informe,
um
montão
de ma
téria
sem
força
e actividade.
As
arvores
não
nos
cobririam
com a
sua
sombra:
as
plantas
sem vigor
não
nos
descobririam
o tenro
botão
proximo
a
abrir-se:
os prados
não serviriam
de
om
delicioso
tapete.
Não
existiriam
searas
nem
fructos.
E
’
o
fogo
d
’
este
vivificante
globo
o
que
dá
á
primavera
as
cores,
e ao
ou
tono
as
riquezas
:
penetra
as
cepas
da
vinha:
o
sueco
fermenta,
a
uva
córa, o
vinho
espuma,
e
salta
na
taça
do
prazer:
o
pomar llorece,
e
curva-se
com
o
peso
de
seus
fructos
:
o
ouro
amadurece, e
se
faz
amarello
no
seio da
terra,
o
diamante
endurece
e
se
enche
de
resplendores
:
em-
fim
não
existe
em
toda
a
natureza
ente
algum,
que
não participe
do
seu
calor,
e
que
lhe
não
seja
devedor
de
bene
fícios.
Tanto
que
este
pae
da
luz
espalha
o
seu
matutino
esplendor,
todas
as
crealu-
ras
se
animam,
milhões
de
inseclos
recu
peram
a
vida, e
a
existência
;
os
passa
ros
despertam, e enchem
o
ar
de
mil
harmoniosos
cânticos;
os
rebanhos
mansa
mente
balando
mostram
as
suas ternas
sensações,
e
os
seus
reconhecimentos
;
o
valle
retumba
com uma
musica
campes
tre;
o
ecco
não
repele
mais
que
sons
de
alegria
e
prazer.
Vê-se
abrirem-se
as
flores e exhalarem
no
ar
mil
deliciosos
perfumes
:
o
campo
oflerece á nossa
vista
infinitas
scenas
va
riáveis
e
encantadoras
;
porém
se
este
as
tro
se
eclipsa
por um
momento
toda
a
natureza
se
enche
de
tristeza
e
melan-
cholia
:
os
ceos
parecem
inquietos
;
os
pa^saros mettem
debaixo
das azas
as suas
afflictas
cabeças
:
o
pastor
mudo
larga
a
sua
flauta,
e
vê
a
sua
pastora
com
me
nos
ternura e alegria
:
a
voz
do prazer
emmudece:
horrorosos
bramidos enchem
os
bosques,
só o
silvestre
mocho
se
ale
gra,
e
parece
sentir
a
chegada
da
noite.
i
* '
José
de
Moraes
Neves
tido
em
que
sempre
havia
militado e
de
protestar
a
seus
amigos, se
não a
quan
tos
lhe
fallavam
n
’
estas
cousas,
sua ad-
hesão
á
causa
representada
por
D.
Carlos,
de
quem
aílirmava
não
estar
separado
se-
oão
por questões
de
direeção
do
mesmo
partido.
Seu
nome
foi
mais d
uma
vez
objeclo
de
esperanças
dos
impacientes
do carlis-
ruo
que
o
consideravam
suflicieute
pa^a
reunir
os
elementos
necessários
ao
triun
fo,
e
a
sua
separação
era
considerada
pelos
rnais
intransigentes
carlistas,
note-
se
bem
isto,
como
consequência de
ha
ver-se admittido
e
dado
logar n’
aquella
parcialidade
a
muitos
homens
que
proce
diam
das
fileiras
liberaes
;
de
sorte
que
D.
Ramon
Cabrera
vinha
a
significar
en
tre
os
seus
o
purilanismo
da
ideia,
a
intransigência
com
tudo
o
que
não
eram
elles, estranha aberração
de
uns
homens
que
por
certo
discorriam
e
obravam com
absoluto
desconhecimento
dos
projectos
e
desejos em
mais
d
’
uma
vez
manifestados
por
aquelle
personagem.
Esta crença
e
a
verdadeira
admiração
que
produzia entre
os
seus velhos
amigos
que
não
consideravam
bem
representados
seus
desejos e
proposilos senão pelo que
elles donominavam
heroe
do
Maeslrazgo
fez
que muitas
vezes se pronunciasse
seu
nome como
esperança de seguro
triunfo,
e algumas
se
tentasse
impôr
a
D.
Car
los
a
direeção
d’
elle;
porém
este
prín
cipe
cooservou-se
sempre n
’
uma
altitude
adversa a
laes intuitos,
dizendo
qoe
o
antigo
general
devia
vir
ter com
elle,
o
rei, e
pedir-lhe
perdão da
falta
que
ha
via
commeltido
;
que
nunca
o
chamaria,
porque
isto
era
o
rebaixamento do
prin
cipio
de
auctoridade
que
estava represen
tando,
e
que,
se
Ínvia
de
cingir
a
corôa
á
custa
de
sua humilhação, estava o’esse
caso
resolvido
a
perdei
a.
Estes
proposilos
de
alguns
de
seus
amigos e
os
dissabores
soffridos
pelo
car-
Jismo
em
1870 e
1872 alimentaram
as
il-
lusões
de
Cabrera,
e
augmentaram seu
orgulho,
consideraudo-se
elle
o
unico
ho
mem
capaz
de
resolver
o
problema
de
seu
partido;
dizendo ao
mesmo
tempo
que
aquelles
contratempos
eram
filhos
da
iuopporlunidade
dos
movimentos
e
d’oo-
tras
causas
bastante
conhecidas,
contradi
zendo,
ao
pensar
assim,
sua
mesma
opi
nião,
de
que, a
não se
apresentarem
cir-
cumslancias
mui
claramente
favoráveis,
os
carlistas
deviam
esperar,
para
emprehen-
der
a
lucta,
que
a republica
losse
procla
mada
em
Hispanha,
acontecimento
que
el
le, como
muitos,
via
chegar.
Entretanto
seu
nome
era
trazido
e
levado
por
jor
naes
anii-carlistas,
especialmenle
pela
«Épo
ca»,
como
o
de
um
personagem
já
addi-
cto
ao
que
deram
em
chamar
ideias
mo
dernas,
e
elle, sem
desmentir
tudo
isto
em
publico
senão d
’uma
maneira obscura,
procurava
apparecer
dentro
de
seu
ami
go
grémio
com
a
declaração
que
em
seu
nome
se
fez
em Paris
perante
o
general
Calhelineau,
presidente da
joncta
central
legilimista
de
França,
declaração
confir-
ruadada
em
carta
pelo
mesmo
Cabrera ;
mostrava-se
ainda
carlisla a
seus
mais
antigos amigos,
e
fazia
por
manifeslar-se
sempre
disposto
a
servir
D.
Cailos,
se
esle
se
resolvesse a
chamal-o, o
que
mos
tra
por
sua parte
que
parecia
ser
ainda
carlisla
e
por
outra
que
já
germinava
em
sua
mente
a
sdopção da
altitude
que
ho
je
tem,
o
que
por
certo
rebaixa
sobre
modo
o
alto conceito
que
no
mundo
ha
via
alçançado.
A instancias
de
seus
amigos inlimos,
doidos
de considerar-se
fóra
de
jogo
na
campanha
que
seus
correligionários
esta
vam
fasendo, sem
o
concurso
do
que
ha
via
sido
seu
primeiro
caudilho,
se
apre
sentou
ha
um
anno
em
Bordéus
a
D.
Margarida
de
Bourbon,
pretextando
dar-
lhe
alguns
conselhos sobre a
causa
repre
sentada
por
seu
esposo,
e
oflerecendo-se
para
encarregar-se
do
commando
do
exer
cito
já
creado,
se
D.
Carlos
o
chamasse,
ao
que
este
respondeu
nos mesmos
ter
mos em
que
o havia feito
antes,
accres-
cenlando
particularmenle
a
sua
esposa,
segundo se
conta, que
duvidava
do
antigo
cabo
de
guerra
de
seu
avô.
A
tudo
isto
a
imprensa
carlisla
cala
va-se,
seguindo
o
proceder
do
posto
em
Vevey
pelo
escriptor
a
que
no decurso
d
’esta
narração ine
hei
reterido,
e
esle
silincio,
esta
mudez
foi,
no
sentir
de
mui
tos,
giande
motivo
para
que
Cabrera
se
visse
na
precisão
de
obrar
como
julgou
conveniente,
sem
ler
pretexto
algum
que
servisse
de
abonar
o
passo
que
deu.
Por
ultimo
li
a mui poucos meses
que
principiou
a
sussurrar a
noticia
de
que
elle
preparava
uma
evolução
para o
campo
affonsino
;
porém
seus
amigos
d
’
esta cida
de
que
se
lhe
dirigiram,
affirmam
que
por
escripto
lhes
negou
o
facto,
e
já
eu
disse
na
minha
ultima
que em
data
de
11 de
fevereiro
o negava
também
a
um
perso
nagem
residente
em
Madrid;
mas
apesar
de
tudo,
no
dia
10 do
corrente assignou
soa
adhesão
e
no
dia
15
se
apresentava
na
embaixada hispanhola
a
jurar
fidelida
de
e
obedieneia a D.
Affonso XII
;
mas
ha
alguma coisa
mais
surprehendente
n
’
esle
acto
que
o
aclo
mesmo, e
é
a
serie
de
condições
com
que
se
realisou.
(Ctnlinua)
COLLABORAÇÃO
Sobre
os acontecimento
*
de Hia-
panha.
fContinuaçXo
de
n.°
335)
Cabrera
ao entrar
em
Hispanha,
deve
ir
offerecer
os
seus
serviços,
e
cumpri
mentar
ao seu
antigo
adversário
da
guer
ra
dos
7 annos,
o
general Esparlero,
que
n'essa
occasião
o
conseguiu
vencer
por
meio
da mais
negra traição,
contra
a
qual
fallou
desapiedadameote,
e
dignamente
ful
minou
o
que
hoje
pela mais
indesculpável
aberração
dos
mais
nobres sentimentos
foi
çair no
mesmo
crime
de
Maroto.
Esparlero
ao
ver
Cabrera
em
sua
pre
sença, ha
de
dizer-lhe
: «bem
vindo
sejas,
tu
que
oulr
’
ora
eras
o
tigre
do
Maes
lrazgo.
<0
partido
affunsista
recebe-te
com
en-
thusiasniQ,,
e
congratula-se
comtig»
por
não
haveres dado
o
passo
que
acabaste
de
dar, ha
mais
tempo,
porque
na
guer
ra
dos
7
annos
tivemos
um
Maroto,
n
’
es-
t
’
outra
temos
utn
Cabrera,
cum
a
diffe-
rença de
que
a
traição
do
primeiro
fez
dispersar
o
partido
carlisla,
e
reliral-o
da
arena
aonde
combalia
em
armas emquanto
que
a toa
negra
traição
não
causou
re
sultado
algum,
antes
parece
que
afervo
rou
mais
o
enthusiasmo
d’
aquelles
faná
ticos.
11
«Mandamos
matar tua
mãe,
confiscar
teus
bens,
e
tu,
nobre
hidalgo,
vens
de-
pôr
a
lua
espada
aos
pés
d’aquelle,
que
representa
o
partido, qne
praticou
taes
crimes;
o
sangue
de
tua
mãe
devia es
padanar
em
jorros
sobre
a
tua
face
para
vêr
se
se
tingia
de
rubôr
e
pejo
por
com-
meiier
taes
acções.
«Quebra
a
espada,
que
que
eu
não
consentirei
que
o
partido,
a
que
eu
per
tenço,
não
se
uiilise d
’elh. Peior
do
que
Maroto,
dizem
os
povos
do
norte
justa
mente
indignados,
e
eu
direi
—
pois
tenha
sorte
igual
á
de
Maroto,
porque
é
mais
criminoso
ainda
: e
na
minha presença
não
quero
ver
o
que
commette
laes
villa-
nias
>
D
’
est
’
arle
deve
fallar
Espartero
no ul
timo
quartel
da
vida
a
Cabrera
lambem
no
ultimo
quartel
da
vida,
e
demais
mor
to moiahneolfc,
um
verdadeiro
cadaver
po
lítico.
Deixemos
por
tanto
em
paz
e
com
remorso
da
sua consciência,
que
deve
ser-
lhe
castigo
tremendo, a
Cabrera,
e
quan
do
soar
a
hora das
justas
punições
e
re
compensas,
ser-lhe-hão
exigidas
sirictas
contas
pelo
crime,
que
acaba
de
praticar,
do
qual
presumia
quiçá
que havia de re
sultar
a
anniquilação
d
’
uma
nobre causa
para
sobresair
a
obra da
iniquidade
e
da
revolução
:
sed iniquitas mentila
est
sibi,
dir
o
Espirito
Santo.
Enlerrou-se
Cabrera
com
o
seu
manifesto,
entoaram-lhe
o
dies
irae
os
aílonsistas
: sepultemol-o
nós
lam
bem
no
olvido,
e resta-nos
a
unica
lem
brança do
seu
crime para
o
detestarmos,
e
do
seu
glorioso
passado,
em
quanto
foi
fie! aos
seus legítimos reis, para o
engran
decermos:
não
quiz
findar
como
Zumala-
carregoi,
antes
preferiu
no
ultimo
quartel
da
vida
a
gloria
q«e
coube
a
Maroto.
Nem
mais
uma
palavra
sobre
este ho
mem,
que
a
historia
deverá
julgar
impar-
cialmente,
e
a
posteridade
fazer-lhe
a
jus
tiça
que
merece.
D.
Carlos
segae impá
vido
o
seu
caminho,
que
o
hade
condu
zir
breve,
temos fé em
Deus,
á
capital
da
Hispanha !
«Vergonha
pois
ao
vil
soldado, que,
vende
a
sua
honra
a
preço
d
’ouro
!
Ver
gonha
eterna
áquellesque
se
ataviam
com
titulos
de
victoria,
obtidos por meios
tão
baixos
e
deshonrosos
b Era
assim
que
Ça-
brera
verberava desapiedadamente a
trai
ção
de
Maroto,
e
é
assim
que
nós
hoje
verberamos
lambem
a
traição
de
Cabrera,
como
merece,
apesar
de
não ser
tão
fu
nesta
como
a
primeira,
peias rasões
que
já
apontamos.
IV
As
guerras
promovidas
por
motivos
re
ligiosos, são
as
mais
funestas
de
todas
;
senão
haja
vista á
historia
de
todos
os
tempos, a
qual
nos
mostra
as
exacções
e
violências
que se
commettem
por
oc
casião
d
’estas
luctas
em
que
domina o
ele
mento
religioso. Os espíritos
fortes
do
nos
so
século,
apregoando
as
ideias
civilisa-
doras
de progresso,
leem
dito
qoe
as
guer
ra»
fanaticas (assim
chamam
ás luctas
sus
citadas
por motivos
religiosos)
acabarão
d
’uma vez para
sempre, pois
que
as
ideias
luminosas
de
civilisação
e
inJifferentism
*
hão
peneirado
todas
a$
camadas
sociaes.
Pois
bem,
a guerra,
que se
fere
na
His-
paaha
entre
os
revolucionários
de
todos
os
matizes,
e
os
legitimistas
ou
carlistas,
é
uma
lucta
mais
religiosa
do
que
política.
E
’ religiosa,
porque
todo
seu
íim
tende
a
desagravar
o
calholicismo
d«s insultos
e
desacatos,
que
lhe
hão
sido feitos
pelos
homens
do
governo
n’
esles
últimos
tem
pos.
insultos
e
desacatos
jí
por
meio
da
imprensa livre-pensadora,
já
por
meio
das
ukases
do
governo,
quando
se
ingere
des
poticamente
nos
negocios
ecclesiasticos,
já
por
meio
da baixa
e
infima
canalha,
que
ia
dançar
o
can-can nas
egrejas
de
Barce
lona,
n
’uma
palavra
de
mil
modos
ha
sido
vilipendiada
a
religião
do
povo
hispanhol
por
quem linha
o
striclo
dever
de
a
fazer
observar
e guardar
em
todos
os
seus
man
damentos
e
leis.
Ao
grilo
de
«viva
a
re
ligião
!
>
se
leem
feito
os
pronunciamentos
populares
a
favor
de D.
Carlos; e
nunca
a
sua
causa
leria
tomado
tanto
incremeo
to
se
o
pov#
não fosse
ferido
pelos
revo
lucionários
no
que
elle
lem de
mais
caro.
A
divisa
que
se
lè no
pendão
carlisla,
que
ondeia
no
Norte
de
Hispanha,
é
— Deus,
Puiria
e
Rei
—
Poitanto
e
uma
guerra
reli
giosa, porque colloca
acima
de
tudo Deus,
a
quem
pretende
desafrontar
dos
vitupé
rios
e
insultos,
que
Lhe
hão
sido
feitos
pelos
revolucionários
hispanhoes.
Cabrera
no
seu
infeliz
manifesto
(de
traição)
cai oo
erro
de
dizer que acima
de
tudo
está
a
pa
ina,
d
’
oude
se
vê
que a
sua fé
já
não
é
viva,
e
ardente
como quando
combalia
va-
lorosamente
pela
causa
da legitimidade
his
panhola.
A
guerra
carlista
é
uma
lucta,
além
de
religiosa,
lambem
patriótica,
por
que
depois de
Deus
e
abaixo de
Deus
col
loca
a
palria,
a
nobre
palria
que
D. Car
los
desejava ver expurgada de
toda
a
cor
rupção
liberal
para
a
levantar
á
altura
de
nação de primeira
ordem,
corno
o
era
no
tempo de
Fernande
V
e
Isabel
a
Catlioli-
ca, e
de
Filippe
II,
apesar
de
ser
chama
do
o
Demonio
do
Meio Dia.
Depois
da
palria,
e
para
bem
a
go
vernar, está o
rei
legitimo,
e
não
o
da
revolução,
o
rei
que
governa segundo
os
ditames
da
sua
consciência
e
não
o
fan
tasmagórico
rei da
revolução,
que,
segun
do
a expressiva
frase
d
’
um
revolucionário,
reina, mas
não
^overua.
Portanto
havemos
explicado
a
divisa
do pendão
carlisla:
mostramos
já,
que é
uma
guerra
religiosa mais
do
que
políti
ca,
porque
D. Carlos
não
quer
subir
ao
throno
de
S.
Fernando
por
ambição
pes
soal,
ou por
fazer
política
par
idariae
de
corrilhos
como
a
que aclualmente
dilacera
as
entranhas
da
nobre
Hispanha.
A
’
perseverança
nas
províncias
do
Nor
te
de
Hispanha
em
sustentar
com
as
ar
mas
na
mão
e
em
lucta accesa
a
causa
de
D.
Carlos ha
correspondido a
perícia
e
a
deslresa
dos
seus
generaes.
Com
effeilo,
se
alguns
triunfos efeme-
ros
ou
decantadas
viclorias teem
alcança
do
os
liberaes
hispanhoes,
é
mais
devido
á
superioridade
numérica
de
que
ás
es
tratégias
dos
generaes, que
todos
hão
sido
batidos
pelos
carlistas,
e
teem
provado
a
tempera do ferro carlisla.
Os
lisberaes
não
teem
vicrorias
a
apontar,
em
quanto
que
os
cariislas pódem
com
orgulho
lembrarem-se
dos
seus
bons
dias
de
Pena-Muro, de
Cas-
lelfollit,
etc.
jornadas
estas em
que teem
leem
experimentar
aos
seus adversários
cruéis
decepções,
e
que lhas
vão
merecer
da
Inglaterra o
reconhecimento
de
belli-
gerenles,
como
ha
poucos
dias
propôz
um
de
deputado
inglez
em
pleno
parlamento.
No
artigo
seguinte
responderemos
áqueHes
que nos
querem fazer ver
a
impossibili
dade
de
vencer
o
carlismo
em
Hispanha
pela razão
dos
gabinetes
europeus
serem
quasi
lodos
liberaes
puros.
[Cond«ír-«e-Aa]
ira
uma
memória
que
se
pretende
levan
tar-lhe
no
Sameiro,
junto
do
monumento,
da
Immacnlada
Conceição
a
elle
devido,
acha-se
aberta
na livraria
Catholica,
rua
do
Souto,
em
casa do
snr.
Domingos
Jo
sé
Vieira Machado,
na
Praça
municipal,
□ 17,
e
no
escriptorio
d’
esta
redacção.
GAZETILHA
SUBSCRIPÇÃO
A
subscripção
para
o
jasigo que
se
ten
ciona
erigir
no
cemilerio ao
fallecido
pa
dre
Martiobo
A.
Pereira
da
Silva,
e
pa
Empréstimo
da eamara
de Bra.
O».—
O
decreto
que
aulhorisa
o
emprés
timo de 130:000^000,
pedido
pela
zelosa
camara
d'esta
cidade,
é
assim
concebido
:
Artigo
l.°
E
’
auctorisada a
camara mu
nicipal
de
Braga
para
levantar
um em
préstimo
de
130:0004000
reis a
juro
que
não
exceda
a
6
por
cento
ao
anno.
Art.
2.°
Dos
130:0004000 reis
serão
applicados
31:0154368
ao pagamento
do
q«e
se
deve
aos
mutuantes
do
empreslimo
auctorisado
pela
lei de
28
de
maio
de
1866;
17:0714990
reis
ás
obras
mencionadas
na
mesma lei ainda
não
feitas
ou
ulti
madas
;
6:0954000
reis
á
reconstrucção
da
rua
dos
Pelames
a
S.
Geraldo;
5:0164900
reis
á
reconstrucção
da rua
da Cruz
de
Pedra
;
3:4854000
reis
á
reconstrucção
do
Campo
das
Carvalheiras
e
largo
de
S.
Miguel;
7:7404000
ao
alargamento
da
rua
Ver
de e
Couto
de
Arvoredo
;
5
8104000
reis
ao
alargamento
da
rua
dos
Sapateiros
;
2:0004000
reis
á
reconstrucção
dos
ar
cos
da
Lapa
;
1:3004000
reis
á
reconstrucção
do lar
go do
mesmo
nome;
5004000
reis
ao
deseccamento
do
jar
dim
de
Sant
’
Anna
;
14:3004000
reis
ao
alargamento
das
ruas
de
S.
Thiago
e
do Poço;
10:6004000
ao
prolongamento
da
rua
do
Raio
;
10:0004000
reis
á
exploração
de
aguas
potáveis
para
0
abastecimento da
cidade;
2:0004000
reis
para
a
aequisição
de
uma
planta
da
cidade;
6:2684000
reis a
obras
avulsas em
diver
sas
ruas
e
praças
da
cidade,
conforme
0
or
çamento apresentado
pelas
anteriores
verea
ções
;
4
8854100
reis
a
obras
avulsas
em
di- -
versas
ruas
e
praças
da
cidade,
conforme
0
orçamento
apresentado
pela
aclual
ve
reação
e finalmente
;
1:9124642
reis
para
diversas
expro
priações
e
indemnisações imprevistas.
Art.
3.®
O
empreslimo
poderá
ser
con-
trahido
com
qualquer estabelecimento
de
credito,
por
acções
ou
por
subscripção
publica,
como
melhor
parecer
á
camara
e
ao
conselho
de
districlo.
§
unico.
U
juro
será
pago
por semes
tres
e
a
amortisação
far-se-ha
no
fim
de
cada
anno.
Se
0
empreslimo
tiver
sido
contratado
por
meio
de subscripção
ou
de
acções,
a
amortisação
será feita
por sor
teio
publico.
Art.
4.°
O
empreslimo
será
levantado
por
series
com
prévia
auctorisação
do
governo,
a
qual
não
será
concedida
sem
que
pelo
respectivo
orçamento
se
prove
a
exisleneia
dos
meios precisos
para
0
cos
teio
dos
encargos
de
cada
serie,
e
sem
que
se
justifique
com
0
progresso
das
obras a
necessidade d’
ella.
§
unico.
Nenhuma
serie
excederá
a
reis
32:0004000.
>
Art.
5.°
Para
garantia
do
empreslimo
e
pagamento
do
juro
e
amortisação
ficam
especialmente
applicados
0
imposto
de
7
1/2
reis
em
cada 500
grammas' de
carnes
verdes ou
seccas
de
qualquer
qualidade,
e
0
de
1
real
em
litro
de
vinho, que
se
venderem
no
concelho.
§
1.°
Pelo
producto
d’estes
impostos
será
primeiro
pago 0
juro
das
quantias
mutuadas,
e
0
resto será
applicado
para
a
amortisação.
§
2.°
Logo
que
comecem
a
cobrar-se
os
impostos
acima
mencionados,
cessará
a
cobrança
dos que
foram
estabelecidos
na
lei
de
25
de
março
de
1868.
Arl.
6.°
As
obras
para
qoe
é
desti
nado
0
empreslimo poderão
ser
feitas
por
meio
de arrematação
em
hasta
pu
blica
ou
por
administração,
segundo
me
lhor
parecer á
camara
e
ao
conselho
de
districto,
ouvida
previamente
a
repartição
dislrictal
de
obras
publicas.
Promoção. —
Foi
promovido
a
lente
cathedratico
da
faculdade
de
theologia
da
universidade
de
Coimbra
0
nosso
dis
tincto
patrício
e
amigo
snr.
dr.
Luiz
Ma
ria
da Silva
Ramos.
Falleeimento
e diepoaiçSee
tee-
tamentarias.—
Falleceu
anle-honlem
na
freguesia
da
Lage,
o
snr.
Antonio José
d
’Arantes,
commerciante
que
foi na
praça
de
Pernambuco,
império
do
Brazil.
Deixou
em seu
testamento,
pela
força
da
terça,
os
seguintes
legados
:
A
sua
creada
Maria
Rosa
da
Costa
a
morada
de
casas
sita
na
Praça
d
’
Alegria
D<
o
8, com
toda
a
mobilia
e
roupas
que
se
acharem
dentro
d
’
ella,
bem
como
sete
contos
de reis
em
inscripções
nominaes.
Deixou
mais
dois
contos
de reis
em
inscripções nominaes
a
Maria
da
Graça,
filha
de
Antonio
da
Costa.
Deixou
mais
dois
contos
de reis
em
inscripções
nominaes
a
Maria
da
Costa,
filha
de
Maria
Bosa
da
Costa.
Deixa
uma
inscripção
de
1000000
reis
a
Maria,
menor,
filha
de
Antonio
da
Costa.
Legou
ma<s
ao
Hospital
de
S.
.Marcos
2000000
reis.
Ao
Asilo de
Entrevades
de
S.
José
de
S.
Lazaro 1000000
reis.
Nomeou
seu
primeiro
testamenteiro
o
snr.
Antonio
José
Pereira,
«ejoeiante na
Pnça
do
Barão de
S.
Martinho,
a
quem
deixou
2000000
reis
;
segundo
testamen
teiro
Estevão
José
Barbosa,
a
quem
dei
xou
o
legado
de
1000000
reis
;
terceiro
testamenteiro.
Bento
José
d
’
Azevedo,
da
freguesia
de
Frossos, a
quem
deixou
igual
legado
de
1000000
reis.
Declarou
que
o
seu
enterro e
funeral
seria
feito á vontade
do seu
primeiro
tes
tamenteiro,
o
snr.
Antonio
José
Pereira.
Desordem.—
Informam-nos
que
por
volta
das
8
horas
da
noite
de
segunda
feira
houve
uma
desordem ahi para
o
cam
po
de
D.
Luiz I,
chegando
os
contendores
a
vias
de fato.
Disem-nos
também
que
houve
gritos
de
soccorro
ao
que
accudiu
a
guarda
do
quartel.
Nào
sabemos,
porém,
se
a lei
foi
cnm-
prida,
e
para
isto
chamamos
a
attenção
do
ex.
mo
administrador
do
concelho.
Companhia.—
Acha-se
n
’
esta
cidade
a
celebre
companhia
gymnasliea,
acroba-
tica e
de
mimica,
dos clowns,
de
que é
director
M.
Whitloyne.
Tenciona dar
tres
espectaculos
no
theatro
de
S.
Geraldo,
sendo árnanhã
o
primeiro.
Esta companhia
vem de funccionar
no
circo
do Palacio
de
Christal,
do
Porto,
onde
te«e
sempre
o
mais
lisongeiro
acolhimento,
tanto
dos es
pectadores como
da
imprensa.
A’
ex.ma camara
—
Os
habitantes
da
rua
da
Boa-Vista
pedem-nos para
que
lembremos
á
ex.ma
carnara
a
necessidade
de
se
concluir
quando
antes os trabalhos
d
’
aquella
rua,
com cuja
demora
estão
soífrendo
os
moradores
e
os
transeuntes.
Portuga!
antigo e moderno. —
Recebemos
o
71
fascículo
d
’
este
diccio
nario.
Todas
as
32 paginas d’
esle
fascí
culo
traclam
da
fieguesia
de
Miragaia,
da
cidade
do Porto
Consorcio.
—
No
dia
19
nniiam-se
pelos
sagrados
laços
do Matrimonio,
na
egreja de S. Viclor,
o
snr. Thomat Au
gusto de Freitas Neves
Duarte, com
a
ex.
m3
snr
a
D. Maria
Filomena
Leite
da
Cunha
e
Vasconcellos,
da
casa
da
Mainha.
Os
jovens
esposos
forani
em
seguida aquel
le
acto
para
o
Bom Jesus
do
Monte,
on
de
leem
permanecido.
Desejamos-ibes to
das
as
felicidades.
Principio
d’incendio.—
Anle-hon-
tem
á
noite
deram
algumas
torres
signal
d’
incendio
que
se
havia manifestado
no
prédio n.° 20 da
Porta
de
S.
Francisco.
Apagou-se
de
prompto,
não
sendo
preciso
trabalharem
as
bornbas.
O
prémio
foi
ganho
pela
bamba
n.°
5.
Feira
«las
Cruzes.—
Nos
primeiros
tres
dias
do
proximo
futuro
mez
de
maio,
far-se-ha
em
Barcellos
a feira
annual de
nominada
das
Cruzes.
Costuma
ser
sem
pre
muito
concorrrida
e animada
esta
im
portantíssima
feira,
fazendo-se
n
’
ella
cres
cido
numero
de
transacçães.
O
gado
bovi
no
e
cavallar
entra alli em
grande
escala
e
affluem
na
mesma
proporção
mercado
rias
de
todas
as
especies.
Além
da
feira
ha
em Barcellos
nos
dias
2
e
3
de
maio
uma
brilhante
festividade
na
egreja
do
Bom
Jesus,
com
arraial,
musicas
e
fogo
preso
e
do
ar,
onde
apparecem
os
alegres
ranchos
de romeires
com
suas
fo
lias
e
descantes,
não
faltando
também tres
magníficos hotéis em que
os
viajantes
en
contram
todas
as commudidades.
Aos
que desejarem
visitar
a
agradavel
villa da apreciável
província
do
Minho,
aconselhamos
que
aproveitem
a
occasiào
da
feira das
Cruzes porque
é
a
melhor.
Estado
do
mercado em SO do
«orrente.—
litros
ou
Alqueire
16,119.
Trigo
50
800
Milho
alvo
34
550
Centeio
26
420
Carta
do
diabo ao ex-general
Cabrera.
Como
vamos
de
saude.
Meu
amigo e
bom
velhote?
Ha
muito,
muito
quem
note,
O
teu
louco proceder
Em
Aflonso
reconhecer.
Teu
velho
am
!
go
Satan
Ficou
assim
ás
aranhas,
Pois
no
tempo
das
castanhas
Inda julgava
serias
Capaz
de
mil
bizarrias.
Hoje
porem,
general,
Parece
perdeste
o
tino
Entregaste
a
el-rei
nino
A
espada
dos
cem
combates,
Quiseste
faser dislates.
Vou
dar-te
pois um
conselho,
Procura
a
pasta
em
Madrid,
Faz promessas a
S.
Guid
P’
ra te
tornar
portentoso
E
livrar-te
do
nervoso.
Pede,
pede que
descubra
Entre
os
amigos
d
’
el
nino,
De tua
màe
o
assassino
E
se
íiseres
tal
achado
Que
seja
condecorado.
Que
seja
teu
ajudante,
Teo
amigo predileclo.
Teu
confidente secreto;
Assim será
mais
honrado
Teu
nome
tão
afamado.
Tu
na
Bretanha
aprendeste
Os segredos
mercantis
Ou antes alicantís
Nada lendo
que faser
Quiseste
a
honra
vender
!
Que
mau
negocio fisesle
!
Melhor
vendesses galinhas
Para
as
taioas
aflonsinhas
Pois
sào
aves
que
tem cristãs
E
também
são realistas.
Lamento
amigo, em
verdade
Manhosa lembrança
tua
;
Merecias
levar
camúa
;
Porém
serás
despresado
De
todo
o
homem
honrado.
Merecias
aquellas honras
Que teve um
tal
general.
Um
teu
parceiro
rival
Sabes quem
é.
meu
amigo?
Espera
que
já
t
’
o
digo.
E
’
aquelle
que
ha
poucos
annos
Maximiliano
vendeu
E
que depois
recebeu
O
prémio
de renegado
Teve
ouro
e
foi
fusilado.
Tal
foi
a
sorte
de
Judas
•
Que
seu
bom
Mestre
vendeu.
Também
cobres
recebeu;
Como
ninguém o
matou
Foi
elle
quem s’
enforcou.
Convido-le, meu
amigo
A
faser
essa
façanha
Que
será
na
Grau
Bretanha
Um leito,
feito
immortal
P’
ra
um
velho
general.
Tu
não
podes, bem conheço
No
mundo
andar
satisfeito.
Roe
o bicho
do
despeito
Teu
coraçào
tão
soberbo,
Que
le
dá
tormento
acerbo.
Apontado
por traidor
Serás
nos
paços
reaes
Os
honrados
generaes
De
ti
sempre
fugirão
P
’ra
le não
darem
a
mão.
Por isso
acho
acertado
Que venhas
cedo
habitar
Milhão
branco
30
480
Dito
amarello
29
470
Cevada
35
560
Feijão
vermelho 50
800
Dito
amarello
45
720
Dito branco
46
740
Dito rajado
40
640
Dito
miudo.
31
500
Batatas
33,5
540
Azeite
181
almude
40300
Vinho
Pipa
180500
VARIE
I»
VIIES
O inferno
e
commandar
N
’
esta grande
região
De
diabos um
milhão.
Terás
cá
bons
companheiros
Em
Maroto
teu
compadre
Nos
que
mataram
tu
madre
E
se
quiseres até
podes
Ser
ajudante
de
Herodes.
Tenho
aqui
mil
regimentos
De vistosa
infanleria
Também
ha
cavallaria
Grossos,
taludos
canhões
E
p
’ro
rancho
os
caldeirões.
Ha cá
trombetas
de
guerra
Como
não
viste
no
mondo
Vem
cedo
ao
reino
profundo.
Não
ouves ahi
na
terra
O
nosso
grito
de
guerra?
Pois
cá
n’estas
regiões
Serás
o
chefe
primeiro
Que
mande
este
grande
império
Na
guerra
que
ao
mundo
íaz
O
velhote
Satanaz.
Também
cá
tenho
medalhas
A
premiar
a
bravura.
São
de
liga
ou
de mistura,
De cobre, prata
e
latão
D
’esta
rica
região.
Ha
cá
livos
de
nobresa;
Anda
ver o logar
onde
Eslá o
teu
nome
de conde
Por
infernaes mãos gravado
Do
Asmodeu
chamuscado.
Avisa-me
se
tentares
Faser
aqui
a
viagem
Não
sei
da
tua
paragem
:
O
mundo
náo
vale
um ávo
Anda,
vem cá
p
’ro
Diabo.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
19
de
abril
de
1875
EflTeetuado
Banco
de
Villa
Real
440500.
Banco
da
Covilhã
610300.
BOLSIM
Banco do
Minho 1200600.
Banco
da
Covilhã
810250.
Banco
Portuguez
(2.
a
emissão; para
liqui
dar
em
30
de
maio
200800.
Obrigações
do
caminho
de
ferro
do Minho
e
Douro
(3.a
emissão)
110800.
Inscripções
d
’
assenlamento
49,50.
20 de
abril
de
1875
EíTeetiaado
Banco
de
Villa
Real
410500.
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga 20700
Banco de
Barcellos
20800.
BOLSIM
Banco
Commercial
de
Guimarães
40000.
Banco de
Bragança
20950.
Banco
de Villa
Real
para
30
d
’abril
440050
Obrigações
do
caminho
de
ferro do Minho
e
Douro
(3.
a
emissão) 110800.
Idem idem
110900.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
ESPECTACULOS
THEATRO
DE
S. GERALDO.
Sexta-feira 23
de abril
Debute
da
Companhia acrobatica, e
de
mimica.
Director
H.
Witloyne.
AGRADECIMENTOS
Os
abaixo
assignados
agradecem
por
esle
meio
a
todos
os
III.mos
e
Ex.
mos
Srs.
que
os
cumprimentaram,
e
prestaram
seus
serviços,
por
occasiào
do
falleeimento de
seu irmão
José
Cerqueira
e particular
mente
ao Revd.
0
Francisco
Gomes
Bar
reiro,
José Francisco
da Silva
Guimarães,
alferes
José
Rodrigues
Ribeiro
Cezar,
Ma
noel
Gomes
Barreiro
e
Antonio
José
Gon
çalves;
a
todos
os
Revd.
os
Snrs.
Ecclesias-
ticos,
que se
dignaram,
não só
assistir
todos
grátis,
ao
Oflicio
do
corpo
presen
te,
que
teve
logar
na egreja
Matriz
da
villa
de
Monsão,
mas acompanhar
além
disso o
cadaver,
com
sobreplizes,
desde
a
egreja
até
ás
portas
da
villa;,
bem como
aos
músi
cos,
que
também
grátis
assistiram ao
dito
oflicio, protestando
a lodos seu indellevel
reconhecimento
e
gratidão.
P.
e Antonio
José Cerqueira.
P.e
João
Luiz
Cerqueira.
(2371)
José
Cândido
Pereira
Pinheiro
e
seu
irmão
João Henrique
Pereira
Pinheiro
agra-
dessem
por
este
meio a
todos
os
ill.m°
s
e
exc.
mos
snrs.
que
lhes fiseram
a
honra
de
o*s
cumprimentar
por
occasiào
do
fat-
lecunenlo de
seu
muito
presado
thio,
o
ill.
mo
snr.
Jose
Joaquim
Pereira
Pinhei
ro,
e a
lodos
protestam
a
sua
eterna
gra
tidão.
(2367)
ANNUNCIOS
<
Quem quizer
comprar
um
porção
de
semente
de
bichos
da
sêda,
falle
na
rua
dos
Pellames
n.°
10.
Vende-se
barata.
(2372)
Banco
Agrícola,
Commercial
e
Industrial
DE
PONTE
1)0 LIMA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Séde em Ponte do Lima
São convidados
os
snrs.
subscriptores
d’
esle
Banco
a
fazerem
a
ractificaçào
das
acções
com
que
assignaram
na
terça e
quarta feira,
dias
4,
e
5
do
proximo
mez
de
maio,
dando
réis
10500
por acção,
que
com
os
10000
réis
já
depositados
no
acto
(1
’assignalura.
prefazem
a
de
20500
por
acção,
e
constituem
os
5
p.
c. exi
gidos
pela
lei
para
a
constituição
do
Banco.
Ratifica-se
em
casa de
João
da
Cu
nha
Nogueira
e
Manoel
Gomes
Cardoso,
em
Ponte do Limai
José
Julio
da
Cos
ta
e
Pedro Ferreira de
Macedo
Basto,
no
Porto:
e Banco
Mercantil
de
Braga
e
Almeida
&
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima,
16
de
abril
de
1875.
OS
INSTALADORES
Antonio
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de
Me
nezes
Anlonio
José
da
Silva
Machado
Anlonio
de Magalhães
Barros
de
Araújo
Queiroz
Anlonio
Manoel
Gonçalves
João
de
Abreu May
a
João
de
Barros
Mimoso
João
Bernardo Gomes
da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira
d
’
Araújo Coelho
João
Buberlo
de
Araújo Queiroz
Joaquim
Gerardo
Alvares Vieira
Lisboa
Joaquim
Pereslrello
Marinho
Pereira
de
Araújo
Josè
Maria
Torres
Machado
Manoel Joaquim
Rodrigues
dos
Santos
Narciso
Alves da
Cunha
Thomaz
Mendes Norton.
(2375)
Caetano
de
Sousa
Pinto
&
Barbedo.
participam
a
lodos
os
seus
amigos
e fre-
guezes
que
abrem
o seu
estabelecimento
de
ourivesaria
na
feira de
S.
Marcos no
dia
23
do corrente
mez
e
finalisa
no
dia
1
de
maio;
no
qual
encontrarão
obra»
modernas
de
boa
qualidade,
e
bom
gosto.
(2377)
José Antonio
Duarte
Pregoeiro,
da
Por
ta
Nova,
leva
ao
conhecimento
do publi
co
que
tem
dous
caleches e
duas
victo-
rias
e um
phaelon
e
bom
gado
para
es
mesmos,
os
quaes
aluga
por
preços
com-
modos,
para
qualquer
ponto. (2376)
NOVO
HORÁRIO.
Antonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
parti
cipa
ao
publico
que
o
carro que
d’
esta
cidade
sae
para
Villa
Verde
ás
3
horas
da
tarde
e
de
Villa
Verde
para
esta
ci
dade
ás
7
horas
da
manhã,
principia
a
sair
desde
o
dia
25
do
corrente
inclusivé
de
Braga ás
4 horas
da
tarde,
chagando
a
Villa
Verde
ás
6
e
de
Villa
Verde
para
Braga
ás
6
da
manhã,
chegando a
Braga
ás
8.
Assim
como
o
carro
que
ás
terças
feiras
sae
d'esta
cidade
para
Villa
Verde
ás
2
horas
da
tarde,
e
de
Villa
Verde
pa
ra
esta cidade
ás
6 horas
da
manhã,
prin
cipia
a
sair
desde
o
dia
27
do
corrente
inclusivé
d’
esta
cidade ás 3
horas
da
lar
de,
chegando
a
Villa
Verde
ás
5,
e
de
Villa
Verde
para
esta
cidade,
ás
5
da
*
ma-
nhà
chegando
a
Braga
ás
7.
Braga
21 de
abril
de
1875.
(2379)
Anlonio
Garcia.
CITAÇÃO
EDITAL
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
e
comarca
de Braga,
e cartorio
do
escrivão
Freitas,
correm
éditos
pelo
praso de
30
dias a contar
desde
7
do
corrente mez
de
abril
em
diante
a
requeriment® de
Bernar
do
da
Cunha Pinto
Barbosa, d
’
esla
cidade,
a citar
D.
Antonio
de
Noronha
de
Mene
zes
Portugal,
residente
que
foi
no
logar
do
Monte de
Burgos,
freguezia de
Ramal-
de
da
comarca
do
Porto,
para
na
2.
’ au
diência
d’
esle
juiso,
findos
que
sejam
os
dius
30
dias,
que
hade
ter
logar
no
dia
13
do
proximo
seguinte
mez
de
maio
por
9
horas
da
manhã
no
tribunal
judicial
co
locado
no
largo
de
Santo
Agostinho
d’
es-
ta
cidade,
ver
assignar-lhe
•
praso
de
10
dias
e
dentro
d
’elles
pagar
o
capital,
juro
e
custas constante
da
execução
que
aquel
le
lhe
move
na
importância
de
3340676
reis,
e
mais
juros
e
custas
que
acresce
rem,
ou
nomear
bens
á
penhora,
sob
pe
na
de
que
não
o
fazendo,
se
de
*
oher
o
direito
de
nomeação
a
favor do
execuen-
te,
e
bem
assim
mais para dentro
do
mesmo
descendio
escolher
dentro
d’
esta
comarca
a
morada
em
que quizer receber
as
mais
citações
e
intimações,
com
a pe
na
de
que
não
o
fazendo, seguir
a
dita
execução
todos
os
mais
termos
até
final
•
real
embolço,
a
sua
revelia com
o
cu
rador
que
se
lhe
nomeou.
(2381)
Monte-pio
de S.
José
Para
dar
cumprimento
ao
disposto
no
art.
41
§
2?
dos estatutos
do
Monte-pio,
são
por
este
meio
convidados
todos
os
socios,
que
estiverem
no
goso
de
seus
di
reitos,
a
se
reunirem
em
assembleia
geral
no
dia
25
do
corrente
pelas
3
horas
da
tarde
no
largo
do
Paço e
sala onde
se
fa
ziam
as
arrematações
judiciarias.
O
1.°
secretario
(2380)
Torquato
Peixoto
de
Barbosa
Arrenda-se
a
casa
n.°42
sita
rua
da
Boa-Vista.
Trata-se
com
João de
Sousa
da
freguezia de S.
Jeronimo de
Real.
No
dia
25
do
corrente
haverá
leilão
de
mobilia
que a
mesma
contém. (2378)
~
APROVEITAR
Na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22
A, se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitados
para
lec-
cionar francez
e
instrucção
primaria
e
pri
meiras
letras
a
preços
reduzidos,
podendo
os
alumnos aproveitar mais
em
seis
me
zes,
do
que
em
outra
parle
um
anno.
Também
se
recebem
alumnos
internos
com todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
CASA
».• SO
Bua
de
S.
Vicente
—
Braga
N
esta
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços reduzidos
e
com
muito
bom
trata
mento.
(2382)
Compram-se
para
edificar,
nos
extremos
da cidade. Propostas
á
rua
de
S.
Marcos
n.° 5.
(2354)
ALVIÇARAS
Dão-se
no
escriptorio desta redacção
a
quem achasse
no
Domingo
18
do
cor
rente
4uas
abainhadeiras
de
machina
des
de
a esquina
da
Carreira
até
a
nova
esta
ção
do
Caminho
de
ferro.
(2374)
Ao
Novo
Estabelecimento
de
Modas
DE
PIVTO TELLES
Bua
dos
Capellistas
n.
os
20,
20
A
e
20
B
Acaba
de
chegar
um grande
e
variado
sortido
de
fazendas
de
lã. linhos e alpacas
para veslidos/de;todas
as
qualidades e
côres;
bordados
e
fechur
de
lindíssimos
gostos
e
alta
novidade
;
guardasolinhos
para
senhora
de
gosto
moderno;
gravatas
e
meias
de
seda
de
bonitas côres e padrões;
chambres,
camizas
e
liras
bordadas
em
França
e
na
Ilha;
grande
collecção
de
indespensaveis,
leques e
cintos
para
se
nhora,
babeiros bordados, chapelinhos,
lou
cas
de seda
e vestidos
de
fuslão
para
crianças;
merinos
de
superior
qualidade
e
bretanhas
de
finissimo
linho;
pannos
velludos,
failes
e
selins
e
torquases
de
todas
as
côres;
magnifico
sortido
de
flo
res
francezas
e
plumas
para
chapéus;
grande
collecção
de
lenços
de
malha,
de
seda e
de linho
em aprimoradas
caixas;
capas
e
saias guarda-lamas
e
saias
bran
cas
bordadas;
cretones
para
cobertas
e
reposteiros,
precales para camisas,
tapetes
e
alcatifas;
cobertas
para
cama
e
mesa
de
magnificos padrões;
tem
sempre
um
bom
sortido
de
morins,
pannos
famosos,
pan
nos
familia e
pannos
crús.
Um
grande
sortido
de
casimiras
mo
dernas,
francezas,
inglezas e
allemães
em
cortes e
facto
compleclo;
pannos
fran-
cezes
e
inglezes
de
todas
as
cores
e
qualidades
;
lem
também
guarnições
para
vestido,
chá
e
grande
sortimento
de
per
fumarias
e
tudo o
mais
que
é
proprio
do
mesmo
estabelecimento,
que
seus proprie
tários
vendem
por
os preços mais
redu
zidos,
esperando
por
isse
os
seus
fregue-
zes
e
amigos continuem
a honral-os
com
a
sua
confiança
e
o
publico
em
geral
a
visitar
o
seu
estabelecimento
aonde
será
tratado
com
a
maxima
franqueza
e
con-
cideração.
______________________________
(2370)
DINHEIRO
A
JURO
Na
irmandade
das
Almas
de
S.
Thia-
go
da
Cividade,
d
’esia
cidade,
ha
a
quan
tia
de
4000000
reis,
para
mutuar
o
juro
legal.
O Secretario
João Ferreira
Torres.
(2373)
BORRACHAS
DE
ENXOFRAR
Manoel
Lourenço d’
Araujo Braga
Bua
do
Campo n.°
22.
Acaba
de
receber
uma
porção d’
este
genero,
de
boa
qualidade,
que
vende
por
preços
muilo
baratos,
assim
como
enxo
fre
de
superior
qualidade.
(2360)
ÕWfâ
III
«TO
O
professor em
artes,
letras e sciencias,
membros do
clero
e
magistrados;
todo
o
medico, cirurgião, dentista
e
artista,
que
desejem
obter o
titulo
e
diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem dingir-
se
a Medicus,
rua
do
Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
NOVA
FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas, conçollas,
columnas
para gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á ingleza
de
todos
os
tamanhos, canos
para agoas
e
gaz,
e toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas, obra
de
metal,
sinos
e
outros ob-
jectos de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Companhia
Edificadora
Indus
trial
Bracarense
De
harmonia
com
o
artigo
6.°
dos
Estatutos,
são
convidados os
accionistas
d
’esta
Companhia
a
fazerem
a
2.a
entra
da
(sendo
considerada
a
ratificação
como
l.
a)
de 5
p.
c.
ou
10250
por
acção,
desde
o
dia
20
a
25
do
corrente
mez d
’
abril,
no
Banco
do
Minho,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde.
Braga
15 de abril
de
1875.
Os
directores
Fernando
Castiço
José
Alves
de
Moura
(2366)
Francisco
da
Silva Araújo.
ALTA NOVIDADE
36, Rua do Souto, 36
Junto
á
rua
de
Jano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
ua
ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido de chapeos,
de se
da
e
de
feltro,
para homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
circumslancias.
(2350)
BANCO
DA
POVOA
DE
VARZIM
Sociedade
anonyma — responsabi
lidade
limitada.
São
convidados
os snrs.
accionistas
pa
ra
uma
reunião
extraordinária
da
assembleia
geral que
lerá
logar
no
dia
30
do
corrente
ás
11
horas
da
manhã,
afim
de
resolverem
sobre
o
estabelecimento,
do
seguro
contra
iucendios,
e
outra
proposta,
ambas
com-
prehendidas
nos
numeros
12
e
15
do
arl.
11 dos
Estatutos.
Povoa
de
Varzim,
7
d’abril de 1873.
Por
ordem
do ill.
mo snr.
Presidente
da
Assembleia Geral,
O
secretario,
(2362)
Jcsé
Francisco
da Silva.
Commiuuão aoa unrs.
estanqueiros
Fumos 15
por
cento,
Bapé
30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do
Souto
n.° 27,
Esquina
da
rua
do
Jano.
(2353)
ATT
íí
AÇAO
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
d.is
Agoas r>.° 9, leva ao
conheci
mento
do
publico
que
toma
conta em
sua
casa
de
toda e qualquer encommenda
pa
ra
a
Barca ou
Arcos,
assim
como
nos
Ar
cos
na
sua
estação
á
entrada
da
Ponte,
para
Braga
e
Perto,
pelas quaes se
res-
ponsabilisa.
Assim
como
também em
sua
cas-a
freta
trens
grandes ou
pequenos,
co
bertos
ou descobertos
para
o
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer
porte
do
reino por preços
muito rezumidos.
Braga
31
de
março
de
1874.
(2334)
José Luiz
Ferreira.
ElUuslralion
de
la
mode.
O
mais
elegante, ncamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes da
moda.
Publica-se
em Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toilelte,
uma
grande
folha
de mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron.
largo
de
S. Francisco.—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário para
um toucador e
cujos
objectos
valem
para
cima de
20
fran
cos.
Preços d’assignatura—
Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9 fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
■
./
’
>
■
METAES
VELHOS
Na travessa
de
S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
3.
’
emissão
das
obrigações
dos
caminhos
de
ferro do
Minho
e
Douro.
Por
ordem
superior
são
prevenidos
os
snrs.
subscriptores
que
o
numero
total
das
obrigações
pedidas foi
de
1.592:166,
com
petindo
a
cada
subscriplor 1,20
por
cenl®
da
somma
porque
subscreveu.
A
’
manhã,
22
do
corrente,
e
dias
seguintes
d
’esde
as
10 horas da
manhã
ás
duas
da
larde
podem os
snrs.
subscrip
tores d’este
districto
receber
no cofre
central
do mesmo
o
excesso
das
sommas
que
respeclivamente
depositaram.
Repartição
de
Fazenda
do
districto
de
Rraga
21
d
’
Abril
de 1875.
O
Delegado do
thesouro
(2383)
Henrique
Francisco
Bizarro.
POR
J DE
LEMOS
Com
este
titulo
vae
publicar-se
breve
*
mente
mais
um
volume
de
versos
do
au
*
ctor
do
Caneioneiro»
De
duas
partes
centará
este
livro :
—
1.°
IJltimos
Refle
xos
?
2.°
Horas
Vagas de
Buareos.
Receiando
o
auctor
de
que,
por
seu
silencio
de
muiles
annos,
o
favor
publico
se
tenha
esquecido
do
seu
nome,
|fez-se
acompanhar,
n
’
este
volume, por
dois
dis-
lindes
e
estimados
nomes
lilterarios,
o
Visconde
de
Jerumenka
e
A.
X.
B.
Cor
deiro.
A
benevolencia,
que
não
poderá
obter
por si,
lh
’
a
grangearão,
de
certo,
estes
dois
nomes,
de
cuja
boa
sombra
se
serve
para desvanecer
o
esquecimento
de
antigos
leitores,
e
alcançar
outros
novos.
Preço
do
volume: 600
reis.
Quem
quizer assignar esta publicação,
dirija-se a Dias
Freitas,
na
redacção
do
«Commercio
do
Minho».
I
4
AflUAZO
VIMIOS
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA
DE
VILLA POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRÃGA.
Acaba
de
ser sortido este
armazém
com as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
»
>
»
.
.
.
.
.
190
»
Lagrima.............................
.
200
»
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
>
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
.
. .
.
300
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
360
>
>
velho........................
.
400
»
Bastardo.............................
.
500
»
.Moscatel
.....
.
500
»
Malvasia.............................
.
500
>
Roncão
.......................
.
700
»
Alvaralhão
.......................
.
560
»
Velho
de
1854.
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por cada uma.
___________
ALMEIDA & PEREIRA
Largo do
Barão
de S. Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções de lodos
os bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assenlamento
e
coupons.
(I)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_22041875_336.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)