comerciominho_19051875_347.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
.
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
347
Assigna-see
vende-se
no éscriporio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E, para
onde
deve
ser dirigida todas correspondência
franca
de
porte
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBUCA-SK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1$600
rs.=Semestre
850
rs.==Protnn-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4-5000 rs.=Semestre 1&250
rs.
—
Brazil,
anno
Í&400
rs.=Semcstre
2&300 rs.
moeda
forte
ou
10^000 reis e
5&500 reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
§0 ®/0
d
’abatimento.
BRAGA-yt lKTA
FE1KA
í» I»E
MAIO
Como
está
oíficialmente
annunciado.
Braga
receberá
amanhan
a
visita do
augus
to
chefe
d’
Esla<lo,
que
com a
sua
pre
sença
vem
abrilhantar
a solemnidade
da
abertura
do
caminho
de
ferro.
E’
,
pois,
esle
um
dia
festivoso
para
os
bracarenses,
e
para
todo
o
paiz,
que
nào
pode
desconhecer
a
alta
importância
d
’
um
tal
melhoramento.
Disseram-nos
que
alguns
indivíduos ten
cionam
promover
por
essa
occasião
mani
festações
hostis
ao
aetual
ministério,
idên
ticas
ás
que, segundo
um
telegramma
que
vimos,
se
deram na gare
d
’Aveiro,
e as
quaes,
a nosso ver,
não
leem a
ininima
importância.
Não
cremos
que
este
boato
se
realisc,
porque
isso
redundaria
ern
profundo
des
crédito
para
os
habitantes
desta cidade,
que
justamente
se
préza
de
civilisada.
Num
dia
de tanto jubilo,
como
será o
de
amanhan, devemos
esquecer
todos
os
resentimentos
políticos,
e
cougratularmo-
nos
muluamente
pelos
benefícios
que
esle
melhoramento
nos
vem proporcionar.
O
programma
ofiicial
para
esla
solemni
dade
é
corno
segue
:
Achando-se
concluída
e
em
estado
de
ser
aberta
á
circulação
publica
a
secção
<le
linha
ferrea do
Porto
a
Braga,
e
len
do
Sua
Magestade
Ei-Rei
destinado
o dia
20
do
corrente, para a
ceremonia
da
inau
guração da
dita
linha
ferrea
e
bênção
das
locomotivas,
.Manda o
Mesmo Augusto
Senhor,
pelo
Ministério
das
Obras
Publi
cas,
Commercio
e Industria,
que
n
’
este
acto
se
observe
o
programma
que
faz
parte
da
presente
Portaria,
e
que
com
ella baixa
por
mim
assignado.
Paço,
em
13
de Maio
de
1875.
—
Anlo
nio
Cardoso
Avelino.
Programma
a
que se
refere
a
Portaria
de
hoje
para
a
ceremonia
da
bênção
das
locomotivas
e inauguração
da
explora
ção
da
secção
de
linha
ferrea
do
Porto
a
Braga.
1.
°
—
No
dia
20
do
corrente
mez
de
maio,
ás
10
horas
da
manhã,
estarão
reu
nidas
na
estação
do
caminho
de
lerro
do
Minho,
na
cidade do
Porto,
acamara
muni
cipal
da
mesma
cidade
e
mais
pessoas
que
tiverem
sido
convidadas
para
a
cere
monia
da bênção
das locomotivas,
e
inau
guração
do
mesmo
caminho.
2.
®-S.
S.
M. M.
e Altezas
serão
re
cebidas
pelos Ministros
e
Secretários
de
Estado
elfeclivos,
e
auctoridades
superio
res.
civis
e
militares.
No
recinto
da
estação
estará
colloca-
da
uma
guarda
de
honra.
a
chegada
da
Familia Real
será
annun-
ciada
por
uma
girandola
de
foguetes.
3.
"—O Reverendíssimo
Bispo
da
cida
de
do
Porto,
que
deverá
ler
sido
previa-
mente
convidado
para
assistir
a
esla
solem
nidade,
e
deitar a bênção
ás
locomoti
vas,
será
recebido
á
porta
da
estação
pelos
engenheiros
do
caminho
de
lerro,
e
intro
duzido
no
camarim
que
lhe
houver
sido
destinado.
Os
ecclesiaslicos
que
acompa
nharem
sua
ex.
a
Reverendíssima,
toma
rão
logar
junto
d
’elle.
4.
°
—
Quando
Suas Magestades tiverem
occupado
a
tribuna
que
para
este
fim
hou
ver
sido
preparada
se
encaminhará
o
Re
verendíssimo
Bispo
do
Porto para o
es
trado
fronteiro
á
tribuna
real
e
procede
rá
á
ceremonia
de
benzer
as
locomotivas.
5. °
—
Em
seguida se
dirigirá
o
Ministro
Secretario
de
Estado
dos
Negocios
das
Obras
Publicas
Commercio
e
Industria
a
Sua
Magestade
El-Rei,
e, tendo
recebido
as
ordens
do
mesmo Augusto
Senhor
pa
ra a partida
do
comboio, convidará
Suas
Magestades
a irem
occupar
os seus
loga-
res
na
carruagem
real.
6.
°
—
Logo
após
Suas
Magestades,
entra
rão
os
convidados
para as carruagens
des
tinadas
ás
pessoas
da
real
comitiva,
dis-
t
ri
buindo-se
pelas mesmas, segundo
a
in
dicação
que
encontrarem
nos
bilhetes
de
convite.
7.
°
—
A
partida
do
comboio
será
annun-
ciada por
segunda
girandola
de
fogueies,
e
por
uma
salva
real
de
arlilheria
da
for
taleza
da
Serra
do
Pilar.
8.
°
—
Chegado
(pie
seja
o
comboio
real
á
estação
de
Braga
ahi
serão
recebidas
Suas
Magestades e Altezas
pela
camara
munici
pal
e
pelas
auctoridades
civis
e
militares.
No
recinto d’
esta
estação
estará
collo-
cada
uma
guarda
de
honra.
9. °—
Da
estação
de Braga
se
dirigirão
Suas
Magestades
e
Altezas
á
Sé
Primacial,
e
depois
do
Te-Deum,
aos
Paços do Con
celho
10.
°
—
O
Ministro e
Secretario
d’
Estado
das
Obras
Publicas
receberá
as
ordens
de
Sua
Magestade
El-Rei
para
o
regresso
ao
Porto,
sendo
o
signal
para
a
entrada
nas
carruagens
uma
girandola
de
foguetes,
que
se
repelirá
quando
sair
o
comboio.
11°—
A
chegada
de Suas
Magestades e
Altezas
á
estação
do
Porto
será
annuncia-
da
por
uma girandola
de
foguetes,
e
salva
real
da
fortaleza
da
Serra
do Pilar.
12.
°
—No
dia
da
inauguração
haverá
dois comboios :
O
primeiro
para
conduzir
Suas
Mages-
lades
e
Altezas,
os
Ministros
e
Secretários
d
’Estado
efleclivos,
e
as
pessoas da
comi
tiva real.
Para
acompanharem
Suas
Magestades
n
’
este
comboio
serão
convidados
os
dignos
Pares e
senhores
Deputados presentes
no
Porto;
a
camara
municipal,
e
as
auctori
dades
superiores,
civis
e
militares
da
mes
ma
cidade, e o
presidente
da
associação
commercial
do Porto.
O
segundo
para
conduzir
as
mais
pes
soas
que
forem
convidadas.
13.
°—
Os bilhetes
de
convite
serão
pes-
soaes,
e
indicarão
por
um
numero de
or
dem
a
carruagem
em
que
deverá
entrar
o
portador.
As
pessoas
que
não
poderem
ulilisar-se
do
convite,
deverão
reenviar
os
bilhetes
ao
governo
civil
alé
ao
dia 19.
14.
°—
Ninguém
será
admitlido
no
re
cinto
das
estações
nem
nas carruagens,
sem
apresentar
o
seu
bilhete
de convite,
de
que
(leve
ir
munido.
15.
0
—
Os
militares
e
empregados
chis
deverão
apresentar-se
de
uniforme,
e as
pessoas
a
quem
não
compelir
uniforme,
de
casaca
e
de
gravata
branca.
16.°
—
O governador
civil
do
Porto,
au
xiliado pelo
cornmandante
da
guarda
mu
nicipal e
commissario
geral
de
policia
ci
vil,
ordenará
e
fará
cumprir
as
providen
cias
policiaes
que
forem
necessárias
para
assegurar, no
dia
da
inauguração,
o
tran
sito de
pessoas e a
circulação e
estaciona
mento
das
carruagens.
Analogas
providencias
adoptará
em
Bra
ga
o
governador
civil
do dislricto,
auxi
liado pelocornmandante
da
guarnição
militar.
Paço, em
13 de
maio
de
1875.
— Anlo
nio
Cardoso Avelino.
AVISO
Sua Ex.
a
Rev
ma
o
Snr.
Arcebispo
Coad
jutor
de Braga,
recommeoda aos
Rev.
*
s
Parochos
que
não
passem
bilhetes
de
ha
bilitação
aos
fieis
das
suas freguesias
pa
ra
receberem
o
Sacramento
ria
Confirma
ção
no
proximo
domingo
23
do
corrente,
pois
que
o
mesmo
Ex.
m
®
e
Rev.®
Snr.
não
poderá
administrar
este
Sacramento
<i’aquelle
dia
senão
aos
meninos
que se
acham
habilitados para receberem
a
sua
primeira
communhão,
e
ás
orfàs
de
Asi
lo
de
D.
Pedro
V,
para não
embaraçar
a
FOB.SIETSII
0
AHREPEMIIHEVIO
A
C.
de L. L.
[Concluíão
<lo n.“
anteeedente]
N
’
essa
noite
o
castello
de
Magdalo
ficou
decerto. A
mocidade
elegante,
fre
quentadora
(Paquelles
salões,
permaneceu
á
porta,
aguardando que
a
abrissem.
Debalde
esperaram,
e
debalde
espera
riam; aquellas
portas
haviam-se fechado
para
nào
mais se
abrirem.
Maria
nào
poude
adormecer;
pensati
va,
sempre
pensativa,
parecia
mais
formo
sa
do
que
nunca.
Seus
lougos
cabellos
cahidos
em
desalinho,
davam
a
'eu ros
to
uma
expressão
triste
e
mehncbolica.
Voltou
os
olhos
para
o
passado,
e
le
ve
medo;
recuou
deaute
<la
enormidade
de
seus
crimes,
e
pensou
no
futuro.
Começava
já em
seu
seio
a
nascer
a
bella
flor
da
santidade,
cuja
semente
Je
sus
lhe
lançada
Era
já
o
amor
pela
per
feição
que
principiava
a
desenvolver-se
n
’
a-
quella
mulher,
e
sobretudo
o
arrependi
mento
de
seus
muitos
crimes,
a
passagem
da
vida
da
culpa,
para
a
vida da
graça.
Maria
despede
os
seus
creados.
distri-
bue por os
pobres
as
suas
joias
e
os
seus
vestidos, e
fecha
para
sempre as
porta'
do
seu
palacio.
Em
toda
a
parle nao
se
falia
senão
ifeste
acontecimento;
uns
ap-
plaudem
esta
resolução, outros
condem-
nam-a
:
a
esle numero pertencem
os
seus
admiradores,
porque
viam
fugir-lhes
para
sempre
as
occasiões de
louco
*
passatem
pos.
Maria
procura
avidamente
por
toda
a
parle
a
Jesus;
quer
vel-o,
ouvil-o,
cho
rar
junto
d
’
elle,
fazer
parle
da
sua
comi
tiva. «Onde
posso
encontrar
a
Jesus?»
per
guntava
ella
a
todas
as
pessoas
que
en
contrava
;
a
resposta
oão
era
muilo
sa
tisfatória,
pois
nào podiam
dizer-lhe
ao
certo
o
logar
em
qoe
Jesus
se
achava.
Passaram-se
alguns dias
sem
que
ella
o
podesse
encontrar;
e
que
anciedade
nao
ei
a
a sua
!
Um
rico
proprietário. Simào.
fariseu,
off.-receu
a
Jesus
de
jantar
;
Jesus
accei-
t
u,
porque
esperava
convidar
os
convivas
para
o
banquete
do
ceo.
Achavam-se
no
jantar,
e
um
vulto
entrou
na
sala:
dir-se-
liia
um.
cadaver,
tal
era
a
sua pallidez
Era
Mana,
que
sabendo
achar-se
alli Je
sus,
corria
para
elle,
a
implorar-lhe
a
>ua
beoçao,
e
o
perdão
para
as
suas
cul
pas.
Approximou-se
d
’
elle;
ajoelha-se lhe a
seus
pés,
com
suas
lagrimas
lh
’
os lava,
com
seus
cabellos
lh
’os
enxuga
;
aroma-
tisa-os
com
umas
essencias
que
n
’
uaj
vaso
levava,
e
ahi
fica
muda
e
lacimosa.
E»a
a
figura
do
arrependimento
aos
pés
do
Chrisio;
era
a
ave
acossada
pela
tempes
tade
a
refugiar-se
oo
seu
ninho;
era
o
naufrago,
que
debatendo
?>e
com
a
íuria
dos
elementos,
procurava
abrigo
em
praia
'Cgura.
*
Foi
geral
o
espanto dos
convivas
ao
veiem entrar
Mana
;
conheceram
u
’
ella a
prostituta
do
Magdalo.
Ulhavam-se
com
admiração,
e
esperavam
\er
o qoe
íazia
Jesus
áquella mulher.
Esla,
continuava,
lacrimosa, prostrada
a
suas
plantas,
e
nào
cessava ifimplorar,
com
suas lagrimas,
o
peidão
para
seus
peccados.
—Jesus
con-
lemplava
a,
e
nu
seu
rosto
simpalbico
e
sereno,
denotava-se
uma
santa
alegna
;
e
unha
rasão,
pois
as
suas
palavras
haviam
operado
em
Maria
uma
maravilhosa
trans
formação.
Um
dos
convivas,
homem
de
pouca fé,
segredava
ao
domno da
casa
«se
este
el-
fectivamente
fora
o
filho
de
Deus,
conhe
ceria
que
ella era
uma
infame,
e
repel-
lil-a-hia.»
Estas
palavras, posioque
pronunciadas
de
modo
a
que ninguém
as
ouvisse,
fo
ram
todavia
escutadas
por
o
Mestre,
que
as
refutou, servindo-se
d
’
nma
parabola
na
qual
exprimia
o
arrependimento
d’
aquella
mulher,
e
desfazendo
complelamente
a
ti
biesa
dos
convivas.
E
aproveitando-se
d
’
ella,
volta-se pa
ra
Maria,
e diz-lhe:
«mulher o
arrependi
mento te
salvou—
eslào
perdoados
os
teus
peccaJos».
Quem
é
este
que
perdoa
peccados?
per
guntava
o
mesmo
conviva, possuído
d
’
es-
panto e admiração. A
resposta elle
pro
prio
a
daria
se
supplanlasse
a descrença,
e
desse
ouvidos
á
voz
da
lé.
Levantou-se
Maria,
já
desoprimida
do
enorme peso
de suas
culpas:
tinha ou
vido
o
perdão
da
bocca
do
Redemptor,
eslava
tranquilla
e
socegada.
Sahiu
Jesus de
casa
de
Simão,
para
proseguir
a
pregação
;
na multidão
que
o
acompanhava,
ia
mais
uma
mulher
;
era
Maria.
Mais
tarde,
quando
o
período
marcado
pelas
profecias
estava-
prestes
a
terminar,
quando
no
relogio
da
Bedempção
estava
a
approximar-se
a
hora
do
resgate,
quan
tio
o
mundo
ia
ser
redimido,
urna
sce-
na
espanlosissima
se
presenciava
em
Je
rusalém.
N
’uma
montanha
agreste, escalvada,
tétrica
e sombria, erguia-se
um
madeiro;
n
’
elle
eslava
pregado
um
homem
;
mas
que
isso,
era Deus.
Profundo
silencio
alli
rei
nava,
entrecortado
pelo
gemido
d’a!guma
avesinha
que
passava,
ou
pelo
estrepilo
dos cavallos
que
montavam
os algozes
do
Filho
da
Virgem.
Jesus
estava
no
patíbu
lo
a
expiar
os
crimes
da
humanidade. Er
gueu
om
pouco a
cabeça,
e
uma
palavra
se
lhe
ouviu—Sitio—tenho
sede.
Era
ain
da
a
sede
imensa do amor
para com
os
homens, que
o
abrazava ; a
smis
lábios
lhe
chegaram
uma
esponja
emb
bida
em
fel
e
vinagre.
Mais
uma
angustia,
mais
um
tor
mento.
Áquelles
caoibaes
ainda
nào
esta
vam
satisfeitos
com
os
soíf<iinenlos que
in-
Ungiram
a Jesus,
queriam
mais e
mais
tormentos
para
lhe
appltcarem.
..
.
Maldi
tos
!
Aproximava-se
a
hora da
redetnpção.
Jesus,
depois
de
implorar
de
seu
Pae
o
perdão
para
os
que
o
matavam,
pende
a
cabeça
para
o
peito...
e expira.
A
naturesa
inteira oscillon
em
seus
fundamentos
;
a
estatua
de
Júpiter,
cahiu
do
Capitoliu,
fazendo se
em mil pedaços;
a corôa
e
o
sceptro
dos
Cesares.
esmiga
lharam-se,
e
para
elles
só
existiria
uma
pagina
na
historia,
pagina
de
lucio
e
mal
dição.
Toda a
nauireza
abalou
;
o
mundo
velho
baqueou
e
cahiu,
e
de
suas
rumas
levanlar-se-bia,
cheio
de
vida
e luz
o
mun
do
novo
As
trevas
dissiparam-se,
e
sur
giu,
brilhante e
bella,
a
aurora
do
amor.
Qumdo Jesus
expirou,
um
grito
ter
rível,
lancinante,
angustioso,
retumbou
pe
los
alcantis
do Calvario.
—
Foi
Maria.
Agairou se
á
Cruz,
e
eslreitando-a
con
tra
o
seio,
parecia
querer
arrebatal-a ;
e
não
podendo consummar
o
seu
intento,
ajoelha
junto
d
’ella, e alli
fica
immovel,
servindo
de
licção
para
o
futuro,
imagem
viva
do arrependimento.
Chama-se
Maria
Magdalena
;
é
esta
a
sua
historia.
Porto
—
1875
F.
J. P.
^7»in
TiinÍTr
r-r
m
n
riTrr-i--~
—
--r~
—
—
,
i
festividade
da
SS
Trindade
que
na
egre
ja
de
Nossa
Senhora
do
Populo
lem
lo
gar
n
’
aquelle
dia
23
do
corrente
pelas
1
'
horas
da
manhã.
—
—-------
EDfiTAI
*
Manuel
da
Conceição
da
Cosia
e Silva,
Vi-
gano Geral do
Arcebispado
de
Braga
ele.
Faço
saber
qoe
na
tarde
do dia 27
do
corrente
mez de maio
ha
de
sair
da
Sé
Cathedral
de Braga
a
Procissão
do
Cor
po
de
Deus
Sacramentado,
e
que
em
vir
tude
dos
Sagrados
Cânones,
Concilia
Tri-
deniioo,
Constituições
Synodaes d
este
Ar
cebispado
e
L
‘
’is
civis,
são
obrigados
to
dos
os
Ecclesiaslicos
(festa
cidade e
seus
arrabaldes
a
tomarem
paite
na
mesma
Procissão
para
o
que S.
Ex.a
Rev.
ma
o
Snr.
Aicebispo
Coadjutor determina
:
,1.°
Qoe
os
Muilo
Rev.®s
Desembarga
dores
da
Relação
Meiropolita se
encor
porem
na
procissão
ptla
forma
e
maneira
determinada
na
Const.
2.
a
til.
2 §
2
0
2. °
Que
a
obrigação
de
tomar
parte
na
Procissão
emquanlo
aos
Rev.
os
Parochos
de
fó
r
a
da
cidade
fique
limitada
ás
Egre-
j>s
do
Arciprestado
de
Braga,
e
são
a
x&gdinies
:
S. Thiago
de
Fraiào,
Santa
Maria
de
Lamaçães,
Dadim
e
Nogueíró,
Santa
Eulalia de Tenões, S.
Marlinho
d
’
Es-
pinho,
Santa
Maria
de
Sobreposta,
Salva
dor
de
Pedralva,
S.
Mamede
d
’Este,
S.
Pedro
d
’
E«le,
S.
Migue!
de
Guallar,
S.
Paio
de
Paradi,
Santa
Eulalia
de
Cres
pos,
S.
Lou
euço
de
Navarra,
S. Thiago
<te
Santa Lucrecia, Santa
Maria
d
’Adanfe.
Santa
Maria
de
Palmeiia,
S.
Marlinho
de
Dum",
S.
Jeronimo
de
Real,
S.
Miguel
de
Frossos,
S.
João
Baptista
de
Seme
lhe,
S.
Paio
de
Mendim. S.
Pedro
de
Me-
relim.
Santa
Maria
de
Panvias,
Tibães
e
e
Mire.
Padim
da
Graça,
S.
Miguel
de
Cabreiros,
S.
Julião
de
Passos,
Santa
Ma
ria de
Sequeira,
Santa
Maria d’
Avelleda,
Santa
Cecília
de
Vil'aç4,
Santa
Maria
de
Ferreiros,
S.
Pedro
de
Lomar,
S.
João
BiplHta
de
Nogueira,
S.
Thiago
dispo
rdes,
Salvador de Trandeiras,
S.
Miguel
de
Villa
Co
a
da
Morreira,
Santo
Estevão
de
Penso,
S. Pedro d’
E.
codeiros,
S. Vi
cente
de
Penso,
S.
Miguel
de
Guizande,
Sinta
Maria
de
Limas,
Salvador
de
Fi
gueiredo,
S.
Loureuço de
Çeleirós, Santa
Anua
de
Vimieiro,
S.
Pedro
d
’
Oliveira,
Salvador
de
Tebosa,
S. Thiago
de
Pris
cos,
S.
Barlholomeu
de
Tadim,
S.
Paio
de Ruilhe,
Salvador
d’Arenlim,
S.
Miguel
de
Cunha.
*
*
*
3.
°
Qoe os
Rev.os
Parochos
e
a
sua
cleresia
deverão
ir
na
Procissão com as
cruzes
das
suas
respectivas
egrejas,
co
mo
se
acha
determinado
na
citada
Consti
tuição
§
3
'
4.
°
Que
os Rev.
os
Parochos
que
não
tiverem
ciúz
alçada na Procissão uão
po
derão
usar n
ella
de
estola
porque
n
’
este
caso,
só
representam
a
sua
pessoa
como
ecclesiaslico e nào
como
parocho
d
‘
uma
freguezia.
3?
Qne
todas
as
confrarias
e
irman
dades
assistam
lambem
á
Proci>são
com
suua cruzes
na
forma
que
ordenam
as
Coustiiuições
Syoodaes
d
’
esta
Archidioce-
se
Primacial.
6.
°
Que
nas
cidades
e
villas
d'este
Arcebispado,
onde
houver
Camaras
Muui-
cipaes,
os
Muilo
Rev.os
Vigários
Geiaes
e
Arciptesles
ordenem
a
dila
Procissão
na
Ibniia
das
Constituições
Synodaes.
7.
°
Que
se
algum
Ecclesiastico,
por
doença
ou outra
cansa
grave,
nào
poder
lomar
parle
na
Procissão
requeira
para
ser
dispensado,
provando o
impedimento
que
tem
para
o
cumprimento
exacto
d
’
es-
ta
obrigaçao
rigorosa.
8. °
Que
cs
Rev,os
Parochos,
irmanda
des
e
confrarias terão
na Procissão
o
lo
gar
qne
lhe
compete,
lendo
a
preceden-
cia
entre
as
irmandades
e
confrarias do
SS.
Sacramento,
exceptuando
a
irmandade
chamada
de
S.
Thomaz
;
porque,
sendo
composta
de
ecclesiasticos
tomará
logar
logo
adiante
do
clero
pafochial,
e
a
Or
dem
Terceira
da
Penitencia
que
seguirá
locm
adiante
da
corpouçào
do
Smitiario
Diocesano
—
i qml
por
ser
considerada
em
Direito
Cammico
a
familia
dos
Prela
dos
—
quer
S.
Ex.
a
Rev.ina
que
ella
pre
ceda
todas
as
cohParias
c
irmandades
se
culares.
E'
intenção
do
mesmo
Ex.
,no
e
Rev.
1I1!
>
Sr.
Arcebispo Coadjutor
e
futuro Suc-
cessor
qne
os ecclcsiaslícos
d
*
urdeos
sa
cras,
que no
dia
da
Pro
issão
do
Corpo
dê
Deus
Sacramentado
estiverem
r/esta
cidade
e
uas
freguezias
já
mencionadas
e
não
tornàrcm
parte
na
Procissão,
in
corram
nas
penas
d
’excommunhão
e
sus
pensão
que
d
’
ella
resulta.
Braga
17
de
maio
de
1875.
Manuel da
Conceção
da
Cosia
e
Silva.
REVISTA
ESTBAI&HRi
Lê-se
na
«Uniou»:
O
intrépido
general
Sanlés,
qoe
com-
mandou
com
tanta
distineção a
divisão
de
Valência,
acaba
de
dirigir,
em França,
ao
rei
Carlos
VII,
a
seguinte
carta
:
Senhor
O
abaixo
assignado,
antigo
comman
dante
geral
da
divisão e
da
província
de
Valeoca,
julgaria
fallar
ao
dever
de
bom
carlista,
se
não
se
dirigisse
a
V. M.
para
lhe
oderecer,
de
novo,
os seus
serviços,
e
para
protestar,
com
todas
as
forças
de
sua
alma,
contra
o
procedimento
vil
e
infame de
seu
antigo general,
o
inconse
quente
e
traidor
D.
Ramon
Cabrera
*
Deus guarde
por
muitos
annos
a
pre
ciosa vida
de V M., a de
S.
M. a
Rai
nha, e
a de
todos
os
rnembro-
de
vossa
augusta
e
real
familia,
para
bem
da
nossa
infeliz
Hispanha.
e
castigo
dos
malvados.
8
de
maio
1875.
José
Santés
y
Murgui.
E
’
assim
que
respondem
os antigos
camaradas
de
Cabrera,
ao
seu
apello
de
traidor,
volta»do-lbe as
costas,
acrescenta
o
«Correio da
Tarde
*
.
Que
lição,
e
que
exemplo!
Nos
jornaes
de
Hispanha,
que
alcan
çam
a
13,
só
encontramos
digno de men
ção,
em
relação
ás
operações do norte,
a
parle
ciliciai
de
origem
affonsisla,
que
se
resume
a
isto, escreve
o
mesmo
jor
nal.
Miranda 12.—
Ministro da
guerra—Ge
neral em
chefe.—
Na
minha
sabida
de
Vi
cloria
para
este
ponto,
segundo
disse
a
V.
em
ollicio, tive um
encontro
com
a
facção
no
povo de
Nanclares,
causando-
lhe
um
morto
e
vários
feridos,
e
toman
do-lhe
12
prisioneiros,
entre
elles
o
ca
becilha
Villamor,
intitulado
commandante,
um
tenente,
um
sargento,
ficando
lam
bem
em
nosso
poder
11
cavallos,
armas
e
munições.
Para
se
gastar
tinta
e
papel
a
dar
conla
para
Madrid
d
’
um
tiroteio,
em
que
houve
um
morto,
é
preciso ter
a
con
sciência
de
que
se
anda
ha
muilo
em
maré
baixa.
Mas.... sempre
é
bom
ir
disendo
al
guma
coisa,
porque Madrid
resmunga,
e
rosna já de
certas
coisas que
vê.
Por
exemplo,
o
general
Qoesada
está em
Ma
drid
conferenciando
com
o
ministro
da
guerra,
Marlioez
de
Campos
já nào
da
signaes
de
si
em
marchas
triunfantes,
Despujols não
tom
tempo senão para
fugir.
Nao
é
verdade que
o
exercito
aílon-
sista se
vae
anuullaodo
de
dia
pira
dia?
Onde
isto,
porém,
se
vê
claramente
é
no
centro.
A
província
de
Saragoça
está
seria-
mente
ameaçada,
qavemlo
já
entrado
em
Pina uma
partida carlista.
—
Diz
o
«Imparciais:
No
domingo
faltou a
communicaçào
telegráfica
entre
Zaragoza
e
Hijar,
por
ler destruído
o
aparelho,
cm
Fuenles,
a
partida
Pacho,
No
dia
8
achava-se
em
Lurila,
Ga-
mundi
com
as
suas
forças.
Cucaia,
Alva-
rez,
e
Paucheta
dirigiam
se
para
o
Ebro
pelos
portos
de
Becene.
No
centro
a
posição
dos carlistas
dá
ao
governo
de
Madrid sérios
cuidados.
—Segundo refere
o
«M<rcantil
Valen-
ciano»
sahiram
honlem
de
Madrid,
com
marchas ordinárias,
para
operar na
pro
víncia
de
Cuenca,
dois
batalhões
dos
no
vamente
organisados
e
dois
d
’
esle ponto,
sahirão
para
o
exercito
do
Centro.
—
Dorregaray
com
os
2:000
homens
do
sen
cominando e uma
forte
escolta,
apre
sentou-se,
no
dia
0,
em Villafranca
dt-l
Cid,
cobrando
a
contribuição,
e
a
7
pas
sou a
Giuclorrás
otrde
cobraiá
3.000
rea
tes
A
’
cerca
da
ultima
sortida,
que
(iseram
os
sitiados,
para
fóra
da
praça
de
Morella,
P"!a
seguinte
correspondência
tirada do
«Diário
d
’
Avisos»,
de
origem
insuspeita,
faz-se
ideia
do
que
fui
aquelle
«aturado
fogo»,
que
fiseram
os
carlistas
«parapei-
tados»,
e
emboscados
no
monte:
Em
uma
correspondência de
Alcaniz
ao
«Diaiio de
Avisos»
lê-se
o
seguinte:
Na
minha
anterior fallei
de
leve
do
ultimo
encontro
com
as
facções
do
Maes-
trazgo.
Com
efleito,
depois
de
ter
estado
em
Morella,
onde
foi
recebido
com
enthu-ias-
mo,
o
general
Despujols
com
as
brigadas
Calleja
e
Lasso
foi
pernoitar
em
Monroya
na
sexta
feira
á
noite,
sustentando
algumas
horas
de
fogo
com
as
ficções
de
Cucala
e
Aharez
que
para peitados
e
embo-cados
em
um
dos montes
de
Cogulla,
íiseram
um
fogo
aturado, (pie
foi
coírespo
idido
pelos
batalhões
de
Ceuta
e
Orense,
os
quaes
nào
obstante,
solfreram
dois
mortos e
1
1
feridos,
quando
atravessaram a
estrada
em
frente
de
um desfiladeiro.
Os
carlislas,
comquinto
se
ignore
as
baixas
que
liwraiii,
devem
ter
soílrido
bastantes,
a
julgar
pelo
nutrido fogo
de
artilheria
que
se
lhes
fez,
retirando
aquel
les
para
Peoaroya
ás
9 da
noite.
A
«Liberté»
dá
como
certa,
ás
Castel-
las,
a
expedição
comrnandada
por
Mogro-
vejo.
Diz
a «Union»,
que,
só
no
mez
de
abril,
em consequência
da
ultima
chamada
ás
armas,
pela
deputação de
Navarra,
se
apresentaram
mil
jovens
uavanos.
Está
se
formando
mais
um
batalhão
uavarro.
Em
quanto
i-to
se
pas-a no exercito
de
D.
Cados,
em
Madrid
da
leva
de
70
mil
homens,
que
se
pediram,
;>ó
ha
até
lioje
26
mil!
------------------------------- -
MINISTÉRIO DAS
OBRAS
PUBLICAS
COMMERCIO
E
INDUSTRIA
Repartição
enntral
Soa
Magestade
El-Rei ha
por
bem,
pelo
ministério
das
obras publicas,
commercio
e
industria,
approvar
o
horário
por
que
deve
regular-se o transporte
de
passageiros
e
mercadorias
na
linha
ferrea
do
Porlo
a
Braga, a
começar
no
dia
21
do
corrente
em
diante,
o
qual
horário
faz parle
da
pre
sente
portaria,
e
com
ella
baixa
assignado
pelo
director
geral
das
obias
publicas
e
minas.
Paço,
em 14
de maio
de
1875.
—
An
lonio
Cardoso
Avelino.
Por
falta
de
lempo
não
publicamos
as
labellas
na
integra,
mas
só
o
seguinte
:
Eílorario
d» comboio,
etajos
hps
-
ví
-
ços eooneçacaa no
dia 31 do cor
rente.
Saida
do
Porto para Braga
Correio
—
Comboio
n.°
1,
com
carrua
gens
de
1.a
,
2
a
e
3.
a
classe.
Sae
ás
9
h.
e
3)
m. da
manhã,
che
ga
ás
11
h.
e
21
m.
Mixto
de
mercadorias.
Comboio
n.°
3.
com
í.
a
, 2.
a
e
3.a
classe,
sae
ás
5
h.
da
tarde, chega
ás
7
h.
e
11
m.
Comboio
supplemenlar
de
mercadorias,
n.°
5,
facultativo
e
quando
as
necessida
des
do
serviço
o
exigirem.
Sae
ás
7
h.
da
manhã,
chega
ás
10
h.
47
m.
Saida
de
Braga
para
o
Porlo
Correio
—
Comboio
n.°
2,
com
l.a,
2.
a
e
3.
a
classe.
Sae
á
1
h.
c 40
in.
da
tarde,
chega
ás
3
h.
e
3
)
rn.
Mixto
de mercadorias,
comboio n.°
4,
com l.
a
, 2,
a
e
3.a
classe.
Sae
ás
4
h.
e
20
m.
da
manhã, che
ga
ás
6
h.
e
33
in.
Comboio
supplemenlar
de
mercadorias,
n.°
6,
facultativo.
Sae
ás
11
h.
e
30
m.
da
manhã,
che
ga
ás
2
h.
e
15 ni.
da
larde.
N.
B. Mais
(Pespaço
publicaremos
as
ho
ras
a
que
cliegam
ás
estações enlerme-
diarias.
A direcção quando
o
julgue
convenien
te
para
o
publico
e
serviço
da explora
ção,
ordenará
comboios extraordinários
nos
domingos
e
dias
de romaria,
as
horas de
partida
dos
quaes
serão
annunciadas.
GAZETILHA
IVSelSaoras.—
Tem
experimentado con
sideráveis
melhoras a ex.
“
u
esposa
do snr.
Antonio
Domingues Aivim.
Felicitamos
es
le
cavalheiro.
span-Secaei
a «Se
Eisboii. —
Não
lemos
publicado
correspondeocias
da
capital,
por
se
achar
enfermo
o
nosso
sol-
licito
correspondente,
por
cujo
completo
fcstabelecimenlo
fazemos
votos
ao
ceo.
Curro
virutEo.—
Na
lardf
de
dotnin.
xo
virou-se um carro
qoe do Bom Jes
us
condusia
passageiros
para
e^ta
cidade,
al-
guns
dos
quaes
soflrerarn
leves
co:
lusões
Romaria. —
Foi
extraordinariamente
concorrida
a
romaria
do
Espirito
Santo
no
B'»m
Jesus
do
Monte.
aS5i«ií-Èf»
1
SSsísírsaiStt».—
Agrade,
cemos
ao
collega
a
piadinha
com
que
nos
brindou
u
’
um
dos
últimos
n.
’
s
Gostamos.
Pó
le
continuar.
CacsaiSfio
CwsteSRo
ESs-auneí». — Acha-
se
doente
»m
Coimbra,
onde
esiá
domi-
ciliado,
o
illustre
romancista
Camillo Cas-
tello
Branco.
Fesirjos.
—
Estão
mui
adiantados
os
bri-
Ihaniissimos
festejos
paia
a
inauguração
do
caminho
de
ferro.
CoiSejjto de
S.
Caetano,
—
Entre
os
candidatos
a
exame
preparatório
de
i».
strucçào
primaria no
liceu
d
’
e'ta
cidade
contaritn-se
alguns
alumnos
do
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
Todos,
sem
excepção,
satisfizeram
plena e
irrcprehen-
sivelmente
á prova
tanto
escripta como
oral;
sendo
por
isso
lodos
approvados:
nem outra
cousa
era de
esperar,
se
é
verdadeira
a
fama
da
boa
ordem,
disci
plina
e
regímen interno
qoe
lá
se
adnpta.
Registamos
com
inteiro
jubilo
e
satis-
Ihçào
esle
fado,
porque
elle
dá
a medi-
d«
do
quanto
seus
mestres se
interessam
ptla
instrucção
moral
e
lilteraria
d
’esta
infancia
desvalida,
a
quem
a
morte arre
batou
seus
paes.
Felicitamos por
e-ue
resultado satisfa-
cturio
o
digníssimo
director
d
’
aquelle
es
tabelecimento
de
caridade
e
heneliceucia,
qne
tanto
se
tem
desvelado
em
propor
cionar
uin futuro
auspicioso
a
estas
crean
ças
orfàs
; e
igualmente felicitamos
os
pre-
ceptores
encar»egados
da
instiucção,
por
verem
tão
lartamente
galjfdoados
os
seus
trabalhos
e
coroados
os
s-ms
esforços.
Xovo
Bi araria do
eorreio. —
Vae
n’outro
logar um
antintfCio
respeciivo
ao
novo
horário
do
coi
reio
(festa
cidade.
Acção louvável,
—
Para commemo-
rar
a
visita
de
suas
magestade
*
a
esta
liei
e augusta
cidade
de
Braga,
e
a inau
guração
do
caminho
de
ferro
do
Minho;
resolveram
os
negociantes
estabelecidos na
feira
de
S.
Marcos
dar
um
jantar
e uma
es
mola
a
70
desvalidos, no
dia
20,
pelas
duas
horas
da
tarde, e
o qual terá
logar
no
recinto
da
mesma
feira.
As
senhas
com
que cada
um
deve
ser
ademiltido
serão
solicitados aos
snrs.
re
gedores,
a
quem
foram
distribuídas,
por
especial Dvor
que
aos
meamos
concedeu
o
ex.,u“
administrador
d
’
este
concelho.
Aviso
MtviQitsB
*
.
—
O
«Diário
de
No
ticias»
publica a
seguinte
carta,
cuja
lei
tura
recomniendamos
:
iRio
24
dabril
de 1875.-III.
mtf
snr.
— Visto
tanto pugnar
pelo
bem
geral
dos
portuguezes
no seu
tão
acreditado
jornal,
peço-lhe
em
nome
da
humanidade
avise
os
nossos
compatriotas
a
não virem
ago
ra
ao
Brasil,
por
cansa
da
febre
ama-
relia,
que
ataca
e
mata
quasi
todos
os
recem-chegados,
assim como das outras
na
ções.
Seu
respeito.o
—
Teixeira &
C.
A
—
Bua da
Alfândega,
79
»
Convento <a,;B. 5renR3»a.—
Por
parte
telegraphica recebida
no
dia
15,
sonln
mos
que
loi
resolvido favoravelmente
o
pedido
do
Asylo
de D.
Pedro 5.°
para
lhe
ser
conce
dido
provisoriamente
o
edifício
do
extin-
cto
convento
de
N.
S. da
Penha.
Te-UtaHm.
—
Como
nolicii;mos,
cele
brou
se
no
dia
15
o
Te-Deum
em
acção
de
graças
pelas
melhoras
<io
exm.°
coro
nel
do
Kgimento
de
infanteria
8,
sole
n-
nidade
promovida
pela
official
<1
ide
do
mei-
mo
corpo.
Além
de
toda
a
o
(Ti
cia
lida
de.
assisti
ram
os
snrs.
governador
civil,
secretario
geral,
administrador
do
concelho,
presi
dente
da
camara,
director
das
obras
pu
blicas,
delegado
do
lhesouro,
e
muitos
ca-
valheiros
e
senhoras.
2
í
eçjaíâa
<3e
SS. M.TÍ. ao C
*
«r-
áo.
—O
«Commercio
do Porlo»
descreve
<io seguinte
modo
a
chegada
dos
Augus
tos
Peisouagens
áqoella
cidade:
,A
’s
5
horas
da
tude
chegou
ás
Reve
zas
o
comboyo
expresso
n.°
24,
qne
condu
zia
SS.
MM.
e
comitiva,
sendo a
sua
che
gada
annunciada
per
uma girjndola
de
fo
guetes
c.
por
uma
salva
real n>
fortaleza
da
serra
do
Pilar
e
no
castello
da
Foz.
Ao
apozrem-se
SS.
MM.
a
musica
da
guarda
municipal
tocou
o
hymuo uai.
A
guu-da
de
honra
alli
era
feita
por
mra
força
do
mesmo
corpo
e
pelo
esquadrão
de
cavallaria
6,
sendo
a
policia dentro
e
fóra
da
estação
feita por
uma
força
de
covallaria
da
guarda
municipal,
comman-
dada
por um
alferes.
SS. MM.
entraram
etn
seguida
na
sala,
3
que
pa-a
esse
fim
eslava
convenienlemen-
te
preparada
lendo
por
essa
occasião
o
snr.
presidente
da camara de
Gaya
uma
allocução,
á
qual
el-rei
o
senhor
I) Luiz
respondeu,
sendo
no
final
acclamado
pelas
pessoas presentes.
Depois
d’
esses cumprimentos,
seguiu
o
cortejo
para
a
cidade,
na
ordem
seguinte
:
jSa
frante
vinha
um
piquete
de
caval-
laria 6 e da
guarda
municipal,
segtiindo-
se
-|he
3
camara do
Porto,
representada
por
lodos
os
seus
membros
;
vinham
de
pois
oo primeiro
trem
os
ministros
os
snrs.
Cardoso
Avelino
e
Andrade
Corvo e
uo
segundo os
snrs.
presidente
do
conse
lho
Fontes
Pereira
de
Mello
e
ministro
da
fazenda
Antonio
de
Serpa
;
nas
doas
carruagens
immediatas
seguiam
os
ajudan
tes
e
camaristas
de
el-rei
e
damas
de
S.
M
a
rainha,
precedendo
logo
depois
a
car
ruagem
d.i
familia
real,
dous
ajudantes
do
snr.
general
da divisão.
El-rei
e
a
rainha
occupavam os
logares superiores,
vindo
nos da
frente
os
príncipes.
A
‘
senhora
D.
Maria
Pia
trajava vestido
de
seda
azul
cla
ra
lavrada,
beduina
de
tooquim
branco e
chapéu
branco com eífeites
azues.
El-rei
vestia
a
farda
de
generali-simo
e os
prín
cipes trajavam
de
preto.
A
’
esquerda
do
trein
occupado
por SS.
MM.
ia o
snr.
ge
neral
da
divisão
Vasconcellos, seguindo-se
alraz
o
estado-maior,
o snr.
governador
da
seira
do
Pilar,
e
o
esquadrão
de
cavalla-
ria
6.
Vinham
depois
n
’
um
trem
os
snrs.
go
vernador
civil
e
secretario
geral,
seguin
do-se
nos
restantes,
a
camara
munici
pal
de
Gaya,
delegado
do
lhesouro,
pro
curador
regio
e
ajudante,
presidenle
da
Relação,
administradores
dos
dous
bairros
e
de
Gaya,
commissarios
da
policia
e
com-
mandanle
da
guarda municipal,
deputados
José Guilherme,
lllydio
Ayres
Pereira do
Valie e
Carlos
Vieira
da
Multa,
cônsules
do
Brazil,
Hispanha,
França,
índia,
Ingla
terra,
Suissa,
Rússia
e
de
outras
nações,
directores
da
alfandega,
das
obras
publicas,
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
das
obras
da
barra,
direcçôes da Associação
Com
mercial,
do
Palacio
de
Crystal
e
de
diver
sos
bancos,
directores
da
Escola
Medico-
Cirurgica,
da
Academia
Polytechnica
e
do
instituto
Industrial,
reitor
do
Lyceu,
juiz
do 2
°
dislricto
criminal,
delegados
Xa
vier
de Lima
e
Torres
Carneiro,
director
do
correio,
marquezes de Saldanha
e
Mon-
falim,
viscondes
da Trindade,
de
Fragozol-
|a,
de
Figueiredo
e
da
Ribeira B<ava,
en
genheiros
districtaes,
e
muitas
ouVas pes
soas,
cujos
nomes
não
nos
occorrem.
Desde
a
Ribeira
aié
ao principio
da
rua
das
Flores
estava
formada
a briga
da, de
grande
uoilmme
e
em
ordem
de
marcha,
sendo
aquella
composta do
bata
lhão
de caçadores
9 e
regimento
d
’infan-
fanteria
10
e 18, e
commandada
pelo
sor.
general
Mavçal.
Ao
passar
o
cortejo
por junto
da ser
ra
do
Pilar,
a bateria
alli
collocada deu
ama
salva
de
21
tiros,
que
foi
repetida
no
caslello
da
Foz,
e
durante
o
trajecto
pelas
ruas
da
cidade,
subiram
innumeias
girandolas
de
fogueies.
0 cortejo
seguiu
pela
rua
das
Flores,
S.
Bento,
piaça
de D.
Pedro
e
rua
do
Almada
até á
Lapa,
sendo
S
S.
MM.
re
cebidas
á
porta
do
templo, debaixo
do
pallio,
peb
meza
da
irmandade e
pelo
exm.°
prelado
da
diocese.
SS.
MM.
depois
de
beijarem
a
relíquia
apresentada
por
este,
dirigiram-se
para
o
altar
inór,
onde oraram,
emoaudo em
se
guida
o
exm
0
prelado
o
«Te-Deum»,
que
foi
executado
a
grande
orchestra
pela ca
pella
do
snr. Canedo.
No
a!iar-inór
e
debaixo
de
um
docel
estavam
d<> lado
esquerdo
assentos
para
a
familia
real,
e
acima
outro para o
exm.0
prela
lo.
Esle
era
aeulytado
pelos
reveren
dos
conegos
Foireca
Telles,
João
Bernar
do,
Simões
Gomes
e Filippe
Coelho,
sen
do mestre
de
ceremonias o
reverendo
Car
valho.
Termina
lo
o «Te-Deuin,»,
SS.
MM.
e
Aà.
depois
de
orarem
por
algum
tempo
defronte
’
do mausuléu
que
encerra
o cora
ção
<lo
mi
”
.
D.
Pedro
IV,
*
abiram
do
•
templo, sendo
acompanhados
aié
á
poita
pela
meza
da
irmmdade.
L>carporou-se
depus
no
préstito
o
exm.°
prelado
acompanhado do
seu
secre
tario.
Fazia
a
guarda
de honra uma
força
da
guarda
municipal,
com
a
respectiva
banda
e parte
do
esquadrão
de
cavalleria
do
mesmo
corpo.
0
cortejo
dirigiu-se depois,
pelas
ruas
previamenle
designado
para
o
palacio
real,
achando-se
formada
outra vez
peia rua
do
Rosaiio a
brigada.
Pouco
tempo
depois
de
SS.
MM.
en
trarem
no
paço,
appareceram
á
janella,
sen
do
acclamados
pela multidão, desfilando
em
seguida
em
continência
pela
frente
do
pa
lácio
os Ires
corpos
«la
guarnição
e
o
es
quadrão
de
cavallaria
da
municipal.
A
’
s
9
horas
da
noite foi
servido
o
jan
tar,
ao
qual
assistiram
os
ministros,
o
snr.
governador
civil
e
os
olficiaes
da
guarda,
tocando
durante
elle
no
salão
a
banda
de
infanteria
18.
A
comitiva
que
acompanha
SS.
MM.
e
AA.
compõe-se «ios
seguintes
senhores:
Damas
de
S.
M.
a rainha,
D.
Gabnel-
la
de
Souza Coulinho
e
D.
Maria
There-
za de
Mascarenlias:
precentor
dos
prínci
pes,
Henrique
O’Neill;
camarista
de
servi
ço
a SS.
MM
conde
de
Ficalho;
ajudan
tes
de El-rei
almirante Sérgio
de
Souza
e
visconde
da
Lançada; veador de S.
M.
a
rainha
D. Francisco
de
Almeida; medi
co
da
caza
real dr.
Magalhães Coulinho;
ajudante
do
snr.
presidenle
do
conselho,
Quintino
de
Macedo;
secretario
do
snr.
mi
nistro
das
obras
publicas,
Monta
e
Vas
concellos.
As
ruas
do
transito
estavam
todas
ador
nadas
de bandeiras
e
cobertores
de damasco,
sobresaindo
a
rua
das
Flores
e
Feira
de
S.
Bento,
onde se
via
grande numero
de
mas
tros
com galhardetes,
plinthos
com
vasos
de arbustos
e
outros
adornos.
A
rua
do
AI
tnada achava-se
egualmenie embandeirada
profusamente,
e
na
roa
de
Santo
Antonio
estão
collocados pedestães
com vasos
de
ar
bustos
e
galhardetes
No
largo
de S.
Do
mingos,
Feira
de
S.
Bento,
rua
do Alma
da
e
de
Saneio
Anlonio.
tocaram
durante
a
tarde
e
á
noulo
bandas
marciaes.
Na
praça
de D.
Pedro
também
tocou
á
noite
a
banda da
guarda
municipal, n
’
um
coreto
illuminado
que
ahi
se
collocou,
a-
chandó-se
também
illurninada
a
gaz
a
fron
teira
dos
paços
do
concelho
e
o monu
mento
do snr.
D.
Pedro
IV.
De
tarde,
o
transito
pelas ruas
era im-
menso,
achando-se as
varandas
apinhadas
de
senhoras.
Ao
passar o
cortejo
pela
feira
de
S.
Bento,
um
grupo
de
meninas
acercou-se
da
carruagem
de
SS.
MM.,
offerecendo-lhes
pombas, sendo
lançadas
das
janellas
flores
Todos
os
edifícios
públicos
e
muitos
par
ticulares, bem
como a
ponte
pênsil,
Asso
ciação Commerci.il
,
bancos, consulados,
etc,
estiveram
embandeirados
e
á
noite
illumi-
naram-se,
bem
como
muitas
casas.
SS.
MM. e
AA.
durante o
trajecto
fo
ram
acclamados
pelo
povo
em
diversos
sitios»
DESPEDIDA
0
padre
Manoel
Ma<inho Alves da Sil
va, retiiando-se
rapidamente
para Tentugal.
não lhe foi
possível
despedir-se
de lodosos
seus
amigos
<|ue
lhe
laziam
a
íineza
de
o
procuiar
e
prestar-lhe
seus
serviços,
du
rante
a
sua
estada
nfesia cidade, pelo
mo-
livo
do
fallecimento
de
seu
presado
amigo
Padre
Martinho
Antonio Pereira
da
Silva,
a
todos agradece
cordeahnenle
e
pede
des
culpa
de
o
não
fazer
pessoalmente.
A
gratidão
de
que
me
siulo
possuído
para
com
os
meus
extrenvsos amigos,
ds
exc
mos
snr.
(irs
Valle
e
Mòrqivs
Coe
lho.
pelos
assíduos
cuidados e
carinhosos
ilisveioÉ
que
empregaram
durante
a
minha
g
eve
enfermidade, me
levam
a
dar
esle
publico
testimunho
do
meu
reconhecimen
to
e agradecer-lhes
a
sua
detlicad..
amisa-
de
da
qual
tive
inesgotáveis
provas.
Con-
fesso-me
igualmente
penhôraaissimo
e
gra
to
á
briosa
corpòiaçào
d
’
infanteria
n.°
8
assi'0
como
aos
fl!."
‘os
e
cxc;
m#s
cavalhei
ros
d
’
esta Cidade que
tanto
interesse mos
traram
pelo meu
restabelecimento.
A
bre
vidade
com
que
tenho
de
me
retirar
e
o
e
lado
ainda
melindroso
da
minha
saúde
nã>
me prrmiite,
de-de
já,
cumprimentar
e
agradecer
tintas
íiuezas;
piomeltendo
uo
men regresso
cumprir
tão
sagrado
de
ver.
Minha
mulher
e
fi'ho
acompanhain-
me
uo
reconhecimento
e
gratidão
que
a
todos
consagro.
Sebastião
da
Motla
Moniz
da
Maia.
Domingos
José
da Silva
Mattos, servo
de
Santa
Cruz
d’
esta
cidade,
Anna
Cle-
mqrlina,
Tbereza
de
Jesus
e Rosa
Maria
do
Sacramento,
agradecem
a
todas
as
pessoas
por
este
meio,
não
lhe
sendo pos
sível
fazei
o
pessoalmente
os
obséquios
que
lhe pre latam
por
occasião
do
falle
|
cimento
de
sua
cunhada e
irmã
Maria
Nar-
c«sa e
assistiram
aos
oflicios
fúnebres
que
tiveram
logar
no
dia
10
do
corrente na
egreja
do
Carmo;
egualmente
agradecem
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
acom
panhar
o
cadaver
da
m-sma
não
só
á
dita egreja,
mas ainda
depois
ao cemité
rio
publico,
a
todos
protestam
seu
*
reco
nhecimento
e
gratidão.
(2410)
Angélica Rosa
Pereira
da Silva
e
An-
lonia
Narcisa
Pereira
da
Silva,
tendo
re
cebido
as
mais
inequívocas
provas
de dedi
cação e
amisade
com
que
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
seu
saudoso
ir
mão
padre
Martinho Antonio Pereira da
Silva,
as
enobreceram
varias
corporações
e
crescido
numero
de
pessoas
tanto
d’
es-
la
cidade
como
de
fóra
d
’
elia,
das
quae«
iein continuado
a
receber
demonstrações
de
verdadeira
amisade
que
consagram
ao
fallecido,
e
não
lhes sendo
possivel
agra
decer
a
lodos
pessoalmente
como
desejavam,
ser
*
em-se
d
’este
meio
para
lhes testemu
nhar
o
seu
profundo
reconhecimento.
Narciso
José
Lourenço
Correia,
na
im
possibilidade
de
o poder
fazer
pessoalmen-
te
a
todos
os ill.
iaos
e
exc.lu,)S
snrs.
que
lhe
fizeram
o
distinclo
obséquio
de
o
cum
primentar
por
occasião da
morte
de
sua
chorada
esposa
D.
Maria
José Augusta
Cor
reia,
e
bem
assim
aos
que
assistiram
ao
oílicio
de
corpo presente qne
teve
logar
na
egreja
dos Congregados,
no
dia
13
do
cor
rente,
e
em
particular
aos
que
acampa
ram
o
corpo
da
finada
até
ao eemiterio
publico
até
se
dar
á sepultura
;
não
esque
cendo
os
ill.
,nos
e
revd.nlos snrs.
sacerdo
tes
que gratuitamente
assistiram
ao
ofli
cio, e a lodos
protesta
o
seu
eterno
re
conhecimento.
(2138)
AWUN0I0S
AVISO
AO
PUBLICO
Pela
direcção
do
correio
de
Braga
se
faz publico,
que
desde
o
dia
21 do
cor
rente, principia
o
novo
horário
do
cor
reio
d
’esia
cidade,
em
viitude
do novo
serviço
do
caminho de
feiro.
Primeiro
correio.
Chega
ás
11
horas e 40
m.
da
manhã,
em
que
se
fecha
a
direcção,
e
só
se
abre a
mesma
aos
30
minutos
da
tarde,
em
que
sairão
os carteiros
para
faser
a
entrega
pelos
respeclivos
bairros.
Antes
da
abertura
do
correio
só
poderão ser
en
tregues
as
correspondências
officiaes
e
as
pertencentes ás
ledacçòes
dos
jornaes.
As
cartas
são luadas
das
caixas
par-
ciaes
ás
11
horas
da
manhã,
para
serem
expedidas
peio
primeiro
comboio,
que
marcha
paia o
Porto
á
1
hora
e
15 u<.
da
tarde.
As
cartas
para
Guimarães
recebem-se
ua
caixa geral
do
correio
até
ás
11
e
meia
horas,
e
para
o
comboio até
aos 15
minutos
da
tarde.
N
’
esle
primeiro
comboio,
que parte
á
1
hora e
15
m.
da
tarde,
vão
as
maias
de
Fatnalicao,
Barcellos.
Esposende,
Viao-
ua.
Ponte
do
Lima,
Caminha,
Cerveira,
Valença,
Coura;
bem
como
as
malas
para
as administrações
do
Porto,
Aveiro,
Coim
bra,
Leiria,
aauiarem
e
Lisboa.
«atado
eorreio.
Chega
ás
7
huras
e
35
minutos
da
tarde
a
direcção,
qne
será
aberta
ao
pu
blico
uma
hora
depois
da
sua
chegada,
e
se
conservará
abeita até
ás
10 hoias
da
noite,
para
ser
entiçgue
a
correspondên
cia
ao
publico
que
a
procurar,
sendo
a
restante
distribuída
pelos
carten
os,
de
manha
ua lórma
do
costume.
Pailirá
para
o
Porto ás
3
h.
e
45
ai.
da
manha,
levando
as
malas
das
dillc-
j
rentes ríircclprías
e
delegacias
que
se
corres
pondem
cjid
esta direcção;
bem
como
a
correspondência
d
’eslá
cidade
que
fôr
bn-
'
çada
nas
caixas
até
meia
hora
atiles
de
pôr
do
sul,
e
as
que
ferem lançadas
na
caixa
<l’esla
direcção
até
ás
II
h.
da
noue.
L <a
esle
comboio
a
correspondên
cia
para
Fainalicà
r, Porto
e terras d
’
Alem-
Dôuro.
A
correspondência
para
os
Arcos, parte
ás
8
h.
e
15
m.
da
tarde,
levando
as
malas
para
Villa
Verde,
Barca,
Monção e
Melgaço.
Os
mais correios continuam com
o
mesmo
horário
até
boje
estabelecido.
Direcção
do
correio
de
Braga,
18
de
maio
de
1875.
João
Anlonio
d’
Oliveira
Braga.
José
Antonio
da
Silva
Lomar
Rua
«Io
Souto
ii.0 29 e
29
Acaba
de
receber
uma
linda
collecção
de
lãs,
populines. percales.
cambraias,
li
nhos
para
vestidos,
chitas a
99
e
120
rs.
manias
e
laços,
rufos, gravatas
e
colari
nhos
para
homem,
chapéus
para
senhora
e
criança,
para
passeio,
uma grande
col
lecção
de perfumarias,
e
outros
ariittos
da
moda
que
vende
por
preços
muito
rasua-
veis.
(2441)
0
visconde
de
Monlariol
tem
exposto
á venda
o
seu
vinho
genuíno
e
puro
da
sua
quinta
de Montariol. da
colheita
de
1874,
na
rua
de
D.
Gualdim na
loja
n.
*
19.
(2142)
Por
escriptura
lavrada
na nota
do
ta-
bcllião Ribeiro,
foi
dissolvida
de coromum
accordo,
no
dia
13
de
fevereiro,
a
socie
dade
que
n
’esta
praça
girava
com
a
firma
de
Joaquim
José
Gonçalves Loureiro
&
C.\
oo
commcrcio
de
pregagem
e
Mercearia,
ficando
lodo
o
aclivo
e
passivo
a
cargo
do
segundo
socio
abaixo
assignado.
Braga
18
de
maio
de
1875.
(2444)
José
Antonio Ferreira
Gomes.
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
do
escrivão
Esrnenz,
se
tem
de
arrematar
no
dia 23
do
corrente
por
9
horas
da
manhã
á
porta
do
tribunal
ju-
<
iciario
onde
se
costumam
fazer
as
arre
matações,
diferentes objectos
que
ficaram
por
fjHecimento de Rosa
Maria,
moradora
que
foi
n
’
esta
cidade, e
hoje
representada
pela
F.
N.
0
solicitador
da F.
N.
(2448)
Manoel Joaquim
Antunes.
BÃ.^
OO
Tendo S.
S. Mageslades
EI
Rei
o
Se
nhor
D.
Luiz
I.
a
Rainha
•< Senhora
D.
Maria
Pia,
e
S.S.
Altezas
—
o
Principe
Real
—o
os
Infantes
D.
AftoriSo
e
o
Condesta-
vel
D.
Augusto,
deliberado
honrar
com a
Sua
Presença
a inauguração
do caminha
de ferro do
Minho,
e
certa
a
camara dos
sentimentos
de filelidade,
amor
e respeito
que
o
povo bracarense
tributa
á
AUGUS
TA
DYNASTIA
REINANTE,
convida os
habitantes
d’
esla
Fiel
e
Augusta
Cidade
e
os
chefes
dos
estabelecimentos
<le
qual
quer
natureza
a darem
todas
as
demons
trações
de
jubilo na chegada
de
tão
EX
CELSOS
HOSPEDES,
e
durante
a
sua per
manência
n
’
esta
cidade,
adornando as
fron
teiras
das
suas casas
por
essa
occasião,
e
da
do
transito
de
SUAS
MAGESTADES
E
ALTEZAS,
e
illuminando-as na
noite
d’esse
dia.
Braga
18
de
maio
de
1875.
E
eu
An
tonio
Manoel
Alves
Costa,
Escrivão
da Cs-
mara
o
subscrevi -0
Presidenle
Jerony-
mo
da
Cunha
Pimenlel.
(2445)
Por
ordem
superior
se
annuncia
que
no
dia
25
do
corrente
mez
de tnaio pelas
1! horas
da
manhã
pe-ante
a
Repartição
de
Fazenda
do
dislricto
<ie
Braga,
se to
marão
novamente
em
praça
os lanços
que
lorem
offerécidos pelo
rendimento dos
di
reitos de
portagem
das
pontes
de
Celorios,
BiiTaòas
e
Neiva
’,
situadas
nos
concelhos
de
Barcellos,
Famalicão
e
E;poíende
(Pes
te
dislricto,
debaixo uas
mesmas
condições
já
publicadas
em
edital
de 8 de
abril
ulti
mo.
Repartição
de
Fazenia
do
dislricto
de
Biaga 15 de maio de
1873.
0
delegado
do
lhesouro,
(21-47)
Henrique
Francisco
Bizarro.
Na
rua
dos
Chãos
de CJm?,
n.° 69,
compram-se
acções
do Banco Agrícola In
dustrial
da
Extiemadura.
<8
Henrique
Francisco Bizarro,
Delegado
do
Thesuuro
no
Dislricto
de
Braga,
por
mercê
de
Sua
Magestade
El-fíei,
a
quem
Deus
Guarde.
Faço saber
que
0
Governo
de
Sua
Ma
gestade
El-Rei,
desejando
tomar
conheci
mento
das
queixas
dos
contribuintes
do
Concelho
de Braga
contra
0
serviço
e
lan
çamento
das
contribuições
industrial,
e de
renda
de casas
e
sumptnaria
do anno
de
1874,
e
aliender,
como
fôr
justo,
as
re
clamações
que
os
mesmos
contribuintes
elevaram
á presença
do
mesmo Augusto
Senhor,
interpretando
mesmo
no
sentido
mais
benevolo
a parte
da
Lei
que
fôr
du
vidosa ;
nomeou
um
1.°
oílicial
do
Minis
tério
da Fazenda,
que
acaba
de
chsgar
a
esta
cidade, para,
na
qualidade
de
Visita-
<dor,
examinar
os
serviços
das
ditas
con
tribuições,
e
conhecer
dos fundamentos
das
referidas
reclamações
;
e
por
isso
0
mes
mo
Visilador
convida
todos
os
contribuin
tes
que
se
julgarem lesados
nas
indicadas
contribuições
a
apresentarem-lhe,
por
es-
criplo,
em
papel
commum,
no
praso
de
10
dias, no
edifficio
do
Governo
Civil,
com
os
fundamentos
das
suas
queixas,
para
que
possam
ser
justas
e convenienlemente
apre
ciadas,
declaração
das rendas
que
pagar
ou
consideram
merecerem
as
suas
casas
de
residência,
factos
que teem
sujeitos
á
contribuição
sumptnaria,
e
industrias,
pro
fissões,
artes
ou
oíficios
que exercem,
com
especificação
de
todas as
cireumstancias
necessárias
para
aquella
apreciação.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
se
publica
0
presente
pela
im
prensa
e
aílixam
idênticos
nos
logares pú
blicos
do
costume.
Repartição
de
Fazenda do Dislricto de
Braga
15
de
Maio
de
1876.
Henrique
Francisco
Bizarro.
(2446)
Preci>a-se
de
um
caseiro
que
tome de
arrendamento
urna
quinta
distante d
’
esta
cidade
uma
legua,
sendo
os
cereaes
de
meias
e
os
fructos
de
terço.
Quem
preten
der
dirija-se
a
Antonio
Joaquim Loureiro,
roa Nova
n.°
3
—
Braga.
(24-35)
Ao
MUITA
ATTENÇÂO
Barateiro
de
Braga,
da
rua
de
S.
Vicente
n.°
92
O
professor
em
artes,
leiras
e
sciencias,
membros do
cleio
e
magistrados;
todo
0
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
qoe
desejem
obter
0
titulo
e
diploma
de dou
tor
ou bacharel
honorário, pódem
dirigir-
se
a Medicus,
rua
do
Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
APROVEITAI!
A
camara
municipal
do
concelho
de
Braga,
faz
saber,
que
no
paço
do
concelho
está
em
reclamação
por
espaço de
10
dias
successivos, a
contar
desde
0
dia
21
do
corrente
inclusivè,
0
lançamento
da
contri
buição
directa
relativa
ao
corrente
anno
economico.
As
reclamações
só
poderão
ter
por
objeclo
:
1.
°
Erro
ba
total
do
2.
°
Erro
das
collectas
çamento.
E
para que
chegue
ao
conhecimento
de
todos,
e
ninguém
possa
allegar
igno
rância,
se
faz
publico
pelo presente
edital,
e
mais
do
mesmo
tbeor
nos
logares
públi
cos
do
costume, e
pela
imprensa.
Braga
15
de Maio
de
1875.
—
E
Antonio
Manoel
Alves
Costa,
escrivão
camara 0
sobscrevi.
O
Presidente,
Chegaram
as
íasendas
próprias
da
esta
ção
de
verão,
os mais
bonitos
gostos,
e
a
mais
alta novidade
que
vae
vender,
por
preços
inleiramente
baratos,
sem
compe
tidor.
Fatos
de
casimira
para homem
a
l$500
reis
o
fato
completo.
Lãs
para
vestidos,
bonitas,
a
100
e 120
reis,
chitas
modernas
a
100
reis.
5:000
lenços
brancos
com
bonitas
barras,
para
vender
a
20, 30 e
40 rs. e
já
abai
nhados,
de
bretanha,
em
bonitas
caixas
a
5<»,
60
e
70
rs.
Sombrinhas
para
senhora,
bonitos
gos
tos,
a 280 e
500
rs.
e
de seda,
muilo
mo
dernas
a
900
e
15200
rs.
Chapéus
de
sol.
Irancezes,
de
cores,
a
600
e
700
rs.
e
de
seda o
mais supe
rior
e
mais
moderno
a
15600, l^SOO,
25000, 25600
e
35000
rs.
Pannos patentes
superiores,
psnno fa
moso,
pannos
crus
e
morins
a
50
reis
0
metro,
sargelins,
panninhos
franceses
pa
ra
forros,
crinolinas
a
140
e
160
reis 0
melro,
sapatos
de trança
e
de
peliica, sinlos
modernos
para
senhora,
lenços
de
seda
e
diversas
quioquilherias
;
e
finalmente
fou-
cinhas
ioglezas
todas de
aço.
para
120
e
140
reis,
e
muitas
diversas
fazendas
que
vende
por
preços iuteiramente
baratos.
Pede-se
ao
respeitável
publico,
para
que
visite
este
novo
estabelecimento
e
que
aproveitem
a
occasião
de
se vtstirem
ba
rato
antes que
se
acabe.
(2436)
se diz
Na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22
A,
onde ha
dois
homens
habilitados
pa<a
lec-
cionar
francez
e
instrucção
piimaria
e
pri
meiras leiras
a
preços
tedozidos,
podendo
os
alumnos
aproveitar
mais
em
seis
me
zes,
do
que
em
outra
parle
um
anno.
Também
se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
CASA
NÍ.
*
80
Bua
de S.
Vicente
—
Braga
N
esta
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços
reduzidos
e
com
muito bom
trata
mento.
(2382)
José
da
Silva
Fundão
de
calculo na
fixação
da
ver-
lançamento
da
contribuição,
da
inscripção
das
pessoas, ou
que
serviram
de
base
ao
lan-
Joaquim
José
Pereira
Guimarães,
rua
de
S.
Marcos
n.°
29,
participa
a
todos
os
seus
freguezes
e amigos,
que
faz
toda
e
qualquer
obra
por
medida,
cada
um
fac
to
inteiro a
3601)0 reis e
d
’
ahi para
bai
xo
0
menos
que
poder, tudo
bem
leito
e
na
moda.
Responsabilisa-se
por
todo
0
prejuiso
que
possa
haver
em
qualquer
obra.
Braga
11
de maio
de
1875.
(2433)
eu
da
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
(2443)
Santa Casa
da
Misericórdia
da
cidade
de
Braga.
A
Meza
administradora
da Santa Casa
da
Misericórdia,
d’
esta
cidade,
faz
saber,
que
tem
deliberado
remover
para
0 cemi
tério
publico
as
catacumbas
e
ossadas
que
se
acham
no
antigo
cemiterio
dos
Des-
presos
;
convida,
portanto,
os herdeiros
ou
parentes
dos
fallecidos
que
temporariamen
te
foram
depositados
nas
mesmas
cata
cumbas
a virem
no praso
de
60
dias,
contados
da
data
d
’este
annuncio,
tomar,
quando
queiram, conta da
resptcliva os
sada,
sob
pena
de
findo
0
referido
praso,
se
proceder
á competente demolição
e
se
rem
esses
restos
morlaes
envolvidos
na
ossada
geral.
Braga
e
secretaria
da
Misericórdia
5
de
Maio
de
1875.
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d’
este
Banco
a
entrarem
com
a
2.
a
prestação de
25
p.
c.
ou 126500
reis por
acção,
relativa
á
2.
a
emissão, desde
0
dia 15
a
25
de
junho
proximo.
Os snrs.
accionistas
residentes
no Por
to,
pódem
eflectual-a
na
Caixa
Filial
mesmo
Banco
n
’
aquella
cidade.
Braga
13
de maio
de
1875.
Os
directores,
Luiz
Antonio
da Costa Braga
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
(2439 C.
63
R.)
do
O
juiz
e
mais
mezarios
da
confraria
de
S.
Juão
Baplista
d
’
esla cidade,
an-
nunciam
a venda
d’om
frontal
dfaltar.
dous
anjos
de
madeira
e
dous
andores
doura
dos,
lambem
de
madeira,
ludo
por
preços
rasoaveis
e
em
sufrivel
estado
para
poder
servirem
qualquer egreja.
Quem
pretender
comprar
estes
objectos, póde
dirigir-se
ao
thesoureiro
da
confraria
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
negociante
estabelecido
na
Praça
d
’
Alegria,
casa
n.°
17,
o qual
para
isso se
acha
compelentemenle
auctorisado
O
secretario
da
confraria
Manoel
Bernardino
da Cunha e
Silva.
(2429
C. 57
R.)
(2422)
O
Provedor,
Manoel
Justino
Marques
Murta.
FOGÃO DE
COSIN1IA
Balsamico-
Prophilalico
Esta
injecção
é
a
unica
e
eflicaz que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
quali
dade
de purgações,
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em Braga na
pharmacia
de
Antonio D.
Alvim,
á
Porta
Nova
n.°
14,
em
Coimbra,
pbarrnacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
pharmacia
iMadureira,
rua
do
Triumpho,
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada frasco.
.
.
400
rs.
(OQ
ALTA
NOVIDADE
‘46,
Rua do Souto, SG
Junto
à'rua
deJano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na ultima
moda,
grande
e
variado
sor-
tido
de chapeos, de
se
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino, e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
cireumstancias.
(23L0)
Cnnipo de
Snnt Anna (lado de bai
xo) n.° 68.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’
esla cidade
como
das
províncias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
falo
feito,
casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córles
de
calça
a
15500.
25OOO
e
25500
reis;
todo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até 800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bo
nets
de gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de
500 rs.
até
800;
manias
de
seda
de todos
os
feitios.
N.
B.
O
annunciante faz
publico,
que
se
encarrega
de fazer
qualquer
obra
qne
lhe
st-ja
encommendada,
e
promptiíica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do
freguez.
(P
#)
Vende-se
um,
no
campo
de
S.
Sebas
tião
n.°
3,
de
feno
balido,
obra do
Por
to.
(2416)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
NOVIDADE
44,
R
ua
do
Souto,
44
Campos
&
Almeida, acabam de rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e seda,
«ultima moda»,
da
acreditada
fa-
jrica
dos
snrs.
Maia e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades. (2330)
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA
DE
VILLA POLCA
o
quar-
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRÃGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.............................150
»
>
>
............................
190
>
Lagrima
.......................................
200
>
Branco de meza........................... 210
>
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca
.............................
300
»
Malvasia
de
2.d.............................360
>
»
velho
...................................
400
>
Bastardo
........................................
500
»
Moscatel
.......................................
500
»
Malvasia....................................... 500
>
Roncão....................................... 700
>
Alvaralhão..................................
560
>
Velho
de
1854
.........................
600
VENDEM-SE
-
f/.
Tres
moiadas
de
casas
na
rua
No-
Piír
va
Santa
Cruz,
com
os
n.os
6,
7
e
8.
Para
0
seu
ajuste
falla-se
na
rua
de
D.
Pedro
V, n.°
72.
(2430)
João Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
MEDALH *
HONRA
FERRUGINOSO,
CLAnO
E
TRIGUEIRO
I>K CHEVÍXIER
Cavalleiro
de. Legião de Honra, O/flciai
do
Medjidiê e
Commendador da ordem
d'lzabèl
a Catholica.
O
oleo de Chevrler deve o seu aroma
í
subrancias
balsainicas que ain
>
tuguieniâo
as suas
propriedades
praticas ao
mesmo tempo que 0 torna-
gradavel ao
tomar se.
()
senhor
Cbevrier completou
a su
i^cubertaassoeisndo o lodureto
de ferro
10 s< u oleo
d<- fígado <ie Bacalhau
Esft
<»ieo
de fígado de
bacalhau ferra
-inof.0
posfeue todas as propriedades do
eo
e
do terro, é de tacil digestão e
•
uuca causa
prisão do ventre
Todas
as c-debridades medicas
0 pre
-rem ás outras preparações
ferrugino
sas
Convém em todos os casos em qm
Pinprega
o f rro : Tisica pulmonar.
'
tronchites, Rachitlsnio. Escrófula-,
Hmpigcns,
fíola. Rh-umatismo,
I»ys-
pepsia Convalecer-cia» demoradas
<
pVaqueza de
constituição
ckposito
em
paris
:
Pharm.
CHEVRIEH,
2i,
Faubourg
Monlmartre.
No
Porto
.- pharmacia Albano praça <le
D.
Pedro,
96
em
Lisboa : phaimacia Oli
veira,
rua dos Retrozeiro»,40
(L
*
)
A
RETALHADO
Vinho para
meza
50
e
80
cilho
tinto
e
120
0
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
joa
qualidade
de
lodos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N’
estes
preços
nãa
fica
incluído
0
valor
da
garrafa
que 0
comprador apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
(N
*
J
pureza
e
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
(Passentamento
e
coupons.
(I)
Redução
de
preços
O
Café
Vianna
acaba
de
receber
um
grande
sortimento
de
bolachas,
que
vende
por
preços
exlremamente
commodos,
por
esse
genero
lhe
vir
directamente
da
fabrica.
No
mesmo
estabelecimelo
estão á
ven
da
:
vinhos
do
Porto, Champagne,
Madei
ra,
Xerez, Bordeaux
e Collares,
todos
de
superior
qualidade.
(59)
BRAGA :
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_19051875_347.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)