comerciominho_17041875_334.xml
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3.’ ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
334
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
d«
porte.
=-
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
■MMSe9BB9amHBO»SKaaMeSS9BBSSBEe
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semestre
8o0
rs.=Prot
’
ín-
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestrp
l&âfíQ
xs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2^300 rs. moeda
forte.
oul0$000
reis
e
5&560 reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
e
/0
d
’abatimcnto.
BRAGA —
SABBAIM»
17 »K
ABKIL
A sublevado
de Eueno.-Ayreí.
Chamamos
a
attenção
dos
leitores
para
a
seguinte
correspondência
que
nos
foi
enviada por
um
nosso
amigo:
Buenos-Ayres,
2
de março
de
1875.
A
imprensa
inteira lança
um
grito de
horror,
arrancado
pelos
successos
des
graçados
que
ante-homem
vieram colloea»
Buenos-Ayres
eu»
parallelo
com
Paris
du
rante
os
dias omiaosos da
Communa.
No
domingo
28
de
fevereiro
á 1
hora
da
tarde reuniram-se
no
Thealro
das
Va
riedades
cerca
de
3:000 pessoas,
para
fir
mar
um
protesto
contra
urna
pastoral
do sr.
arcebispo:
á
frente
d
’
esta
reunião
puzera-se o
Club
Universitário.
Pronunciaram-se
varios
discursos,
mostrando
todos
eloqueniemenle
que o
espirito
publico
d
esta
sociedade
e»a
hostil
ao
estabelecimento
definitivo
dos
jesuitas
em Buenos-Ayres.
Leu-se
o
pro
jeclo
do proleslo,
e como
o
numero
de
assistentes
livesse
augmentado tão consi
deravelmente
que
não cabia
mais
no re
cinto
do
thealro,
dirigiram-se
lodos
á
pra
ça
da
Vicloria,
aonde
o meeling
devia
ser
dissolvido.
N
’esta
praça
acha
se
situado
o
palacio
do arcebispo.
Entre
8
ou
10:000
pessoas,
que
eulão
se
achavam reunidas
na
pra
ça,
principiaram
a
ser
repelidos
os
mor-
los
e
as
inscripções das
numerosas
ban
deiras
desfraldadas.
A
Egreja
livre.
—
A
separação da Egreja
do
Estado.
—
Abaixo os
jesuitas !
Os
ânimos iam-se
exacerbando
; a poli
cia
prevendo
algum
acto
hostil
por
par
te
«lo
povo,
acudiu
formando
na frente
do
palacio
episcopal.
O
chefe
de
policia
quiz LI
lar
ao po
vo,
mas uma
chuva
de
pedras
lhe
cortou
a
palavra.
Então a força publica
esten
deu-se
em
linha,
e
o
povo
receiando
o
fogo
dos
Reminglon
refugiou-se
do
ou
tro
lado da
praça.
Entretanto
não
durou
muito
este
mo
vimento
de
hesitação ; com bramido
de
iia
as
ondas
de
povo se
arremessaram
contra
o
palacio
do
arcebispo;
a
tropa
fugiu, e
o
chefe
de
policia
e
varios com-
missarios
tiveram
de
relirar-se
para
o
ul
timo
pateo
do
edifício.
O
povo
arrancou
o
escudo
de
armas
do
palacio,
penetrou
no
recinto,
destroçou tudo
quanto
achou
nos
paieos
e no
pavimento
baixo, ape
sar
da
resistência
do
chefe
de
policia
e
dos
seus
ajudantes, que
foram
desalteudi-
dos
e
maliraciados.
Os
aggressores
furiosos,
vendo
qoe nãu
podiam
peneirar
nos andares
superiores
do
palacio,
e
sabendo,
além
d’
isto,
que
o
arcebispo
não
se
achava no
edifício,
retiraram-se
e
se
dirigiram á
.egreja
de
Santo
Ignacio,
entraram
no
convento,
quebraram
bancos,
janellas.
lampeões,
tu
do
einlim,
quanto
lhes
cahiu
debaixo
das
mãos.
De
repente
ouviu
se
um
grito:
A San
Salvador!
e
dez mil
pessoas,
com
musi
ca
á frente,
com
numerosas
bandeiras
fluctuando,
dirigiram-se
ao
formoso
col
legio que
os
jesuitas
possuíam
na
rua
do
Callao.
Este
collegio
occupava
uma
quadra
in
teira,
elevando-se
em
um
dos
ângulos um
templo
novo,
ainda
não
concluído
;
qua
trocentos alumnos
podiam
ser agasalha
dos
commodamente
n
’
este
edifício;
mas,
como
as
férias
ainda
não
tinham
termi
nado, só
dous
ou
tres
alumnos
se
acha
vam
presentes
em
companhia
de
vinte
e
nove
padres
jesuitas.
Em
todo
o
trajecto
as
massas
desen
freadas
não
encontraram
vestígio
de
resis
tência,
apesar
de se
acharem
na
cidadp
mais
de
dous mil
homens
das
tres
ar
mas.
Chegando ás portas
do
collegio,
ho
mens
de
má
catadura
penetraram na
egreja provisória
do
convento e
princi
piaram
a tirar
do
recinto
sagrado
milha
res
de
objectos
destinados
ao
culto,
e
a
amonloal-os
no
meio
da
rua,
aonde
pou
co
depois
ardia
uma
grande
fogueira.
Outro
grupo,
com
uma
bandeira
á
frente,
penetrou
pela
porta
principal
do
collegio.
Informa
um
oflicial, qae
se
achava
presente,
que
quando
o
portador
da
ban
deira ia
transpor
o
umbral
da
porta,
ap
pareceu
uma
mão armada
de
um
punhal,
e
que
a
arma
se
cravou
no
pescoço
d
’
a-
quelle.
Ao
grilo:
assassinam
o
povo!
immen-
sas
massas
se
arremessaram
contra o
collegio;
mil
mãos
já se
tinham
armado
de
tições
arrancados
á
fogueira;
n
’
um
instante
o
incêndio
esteudeu-se
pelos
cor
redores
do
edifício
;
os
padres
jesuitas eram
arrancados
de
seus
aposentos
e
maltracla-
dos
com
pancadas;
alguns
se
precipita
ram
das janellas,
sofirendo
graves
contu
sões
ou fracttirando
pernas e
braços.
Em
poucos
momentos lodo o
edifício
ardia,
levantavam-se as
labaredas
gigan
tescas
que
o
consumiram
lodo...
Os
objectos de valor,
que
alguns
ti
nham
tirado
do
collegio,
talvez
com
in
tenção
de
roubal-os,
foram
pelo
povo
ar
rojados
ao
fogo
: assim
se
destruiu
toda
a
bibliotheca,
o
dinheiro
que
havia
em
caixa,
vasos
de
ouro e de
prata ..
Euifirn,
quando
nada
mais
havia
que
salvar,
appareceu
a
força
publica,
occu-
pando
diiersos
pontos
perio
da
immensa
fogueira
que
crepitava
horrivelmente
de
baixo
dos
raios do
sol.
Os
confiictos foram
naluralmente
ine
vitáveis;
os
soldados,
aggredidos
com
pe
dradas, fizeram
fogo
sobre
o
povo,
ou
repelliram
os
aggressores
á
ponta de baio
neta.
D
’
enlre
os
padres
jesuitas
quatro
foram
feridos
gravemeole;
um
não
appareceu
mais, suppondo-se
que
pereceu
nas cham-
mas,
e
houve
quem
julgasse
reconhecei-o
n
’
om
dos
dous
cadaveres que
mais
tarde
se
acharam
debaixo das
rumas.
Da
parte
do
povo
houve qualro
mor
tos
e
vinte
e
tantos
feridos.
O
governo,
que
nada
linha
feito
para
poupar
á
capital
o
doloroso
espectaculo de
actos
ião
barbaros,
aproveitou
a
occasião
para
declarar
a
província
de
Buenos-Ay
res
em
estado
de
sitio
por
mais
trinta
dias,
ordenando
a
mvbilisação
de
1:00)
guardas
nacionaes
para
evitar
a
repetição
de
sceuas
como
as
de
domingo.
Estas
medidas
são
completamente
desnecessárias
emquanlo
ao
fim
confessado
pelo governo,
poi«
que. sem
o
estado
de
sitio
e
com a
íorça
que
existia
na
cidade,
se
poderiam
ler
evitado
os
escândalos
praticados
no
pala
cio
episcopal
ou
peio
menos,
o
incêndio
e
os
assassinatos
no
collegio
dos
jesuí
tas.
Assim
opinam
os
jornaes,
que
no
estado
de
sitio
receiam algum
alternado
contra
a
liberdade
da
imprensa.
(h
eatStoliooM-líberae
*
e
os frane-
mações.
(*)
O
auctor
tem
aqui
natuialmciiie
em
vista
a
exigência
dos italianissimos
ein
1816,
que
queriam
á fina
força
que
o
Papa
cx-
commungasse
o
imperador
da
Áustria
;
e
porque
tal
íijo
conseguiram,
inde
ircc.
O
nosso
illustre
collega
A
Regenera
ção
publica
o
seguinte
artigo,
que
com
a
devida venia
passamos
a
transcrever
:
Em
meio
de uma
tristeza
geral
atraves
sava,
ha pouco,
as
ruas
de
Braga
um
lon
go
e
luzido
sahimenlo.
A
cidade vestia
de
lucto.
e repreáenlada
por
tudo
o
que
ella
contém
de mais eminente
nas
letlras,
nos
haveres
e
na
posição
social
cungregára-se
espontaneamente
e
sem
convite
em
derre
dor
do
caixão
mortuário
d
’
um
finado
il-
luslre.
Para
lhe altearmos
o
nome
e
inscul
pirmos
o
elogio,
seria
de
sobejo
dizermos,
que
sómente
a
virtude
do morto
deter
minara esle
preito
dos
vivos.
Era
o padre Martinho
Antonio Pereira
da
Silva
esse
morto,
cujos
restos
transfe
ridos
á
sepultura
em
braços
de pobres
re
ceberam
aqui
em
lào
honrosas
corno
sin
ceras
homenagens
o
publico
e
solemne
testemunho
do
respeito,
que
uma
povoa
ção
inteira
votava
ao
homem,
que
honrou
o
sacerdócio,
e
bem
mereceo
da religião.
Não
encheu
os
lugares
levantados
da
hierarchia,
nem
sutiiti ás
condecoradas
di
gnidades
da
Egreja,
mas
possuiu
o
pre
dicamento
mais
alto
e
a dislincção
mais
insigne
de as
merecer
sem
as
ambicionar.
Sobresaía
muito
á
do
commum
do
clero
a sua
illuslração.
Nas
letlras
sagradas
e
particularmente
na historia
e
na
moral
possuia
copiosos
cabedáes de
conhecimentos,
que
sendo
do
cumento
da
luz do
seu engenho,
e
da sua
perseverança
no
estudo,
eram
conjuncta-
meníe
enlbesourados
com
aquellas
primo
rosas
singelezas
e
sympalhicas
esquivanças
da
modéstia,
que
tanlào
enaltecem
e
real
çam
o
saber humano.
E
a par
d’
isto
era
tão
grave
no
porte,
tão
composto
nos costumes,
tão
austero
na
vida,
e
ao
mesmo tempo
tão
aprasivel
no
trato,
que
os
mais
divorciados
da
virtude
se
sentiam
caplivados
das
poderosas
e sua
ves influencias d’
e!la
ao
visinharem-se
do
bom
e
exemplar
sacerdote.
E
no
sacerdó
cio
não
procurou
elle
nem asylo
de
ocios,
nem
degrao
de
cobiças, senão um ponde-
rososo
encargo
e
uma
santíssima
missão
cujos
deveres
fundamenlaes
se
cifravam
para
elle
no
serviço
de
Deus
e
no
melho
ramento
dos seus
similhantes.
No
altar
e
no
confissiouario,
no
púlpi
to
e
na
cadeira,
na
casa,
onde
se
lastimas
sem pobrezas,
no
leito,
onde agonisavam
doenças,
era
esle
sacerdote
assíduo,
dis-
vellado,
infatigável,
sempre
egual
a
si
mesmo, e
indubitavelmente
superior a lo
dos
nos
fervores
do
zelo,
nos
primores
da
dedicação,
na
continuidade
das canceiras,
c
sobretudo
nos
resplendores
da
cai idade»
Era
sacerdote
no
significado
mais
am
plo,
mais
nubre,
e
mais fecundo d’aquel-
le
honrado
qualificativo.
Nunca
conhecemos
outro, que
mais
se
lhe
avantajasse
no
trabalhoso
e
puríssimo
empenho
de
dar
almas
á
religião, e
de
concentrar
todas
as
faculdades
do seu
es-
(Conclusão)
Em fim
qual
ha-de
ser
a
definição
de
catholico
liberal?
Já
que
liberal
é
synoni-
mo
de
maçon, talvez
se
houvesse
de
co
meçar
por
dizer
que
catholico
liberal
signi
fica
um
catholico
maçon.
Ora
o
catholico
define-se
«membro
da
sociedade que
pro
cessa
a
religião
de
Christo
sob
a
direc-
«ção
do seu
Vigário, o
Summo
Pontífice
«romano,
e
dos outros legilimos
Pastores
«com
elle
unidos,»
em
vi$ta
do
que
o
ma
çon deve-se
definir «membro da
sociedade
«que
professa
a
religião
do
diabo sob
a
«direcção
do
seu
»ice-diabo,
o
gran-mes-
«tre
da
maçonaria,
e
dos
outros
33
*
.•.
e
i
veneráveis
com
elle
unidos.» D
’aqui
vem
que
o
catholico
liberai
dever-se-ia
definir
«membr®
de duas
sociedades
contradicto-
«rias,
o
qual
professa
a
religião
de
Chris-
«lo
e
do diabo,
sob
pastores
contradiclo-
riòs.»
Entendamo-nos
:
isto
é
verdadeiio
somente
em theoria, e
muitas
vezes
na pra
tica
se
verifica
o
diclado
:
«entradas
de
leão,
saídas
de sendeiro»
ou
o
urceus
exit
de
Horacio.
De
ordinario porém estes
cathelicos li
beraes
formam
na
Egreja
o
partido
da
op-
posição,
ou a
esquerda,
faltando
parlamen-
tarmente
; sempre
estão
a
interpellar
e a
rosnar,
descontentes,
azedos, críticos, cáus
ticos
e
mordazes
a
respeito
de
tudo
o
que
a
Egreja
faz,
diz,
aconselha,
propõe e
or
dena
:
quasi
como
se
elles
proprios sen
tissem
que
teem
dois
amos,
e nenhum
dos
quaes
queriam
ás claras
desobedecer,
e
a
nenhum
dos
quaes
pódem
á
risca
obede
cer.
E
eis
aqui donde
vem
que
elles
a
final
se
levantam e
se
constituem
juízes
de
suprema
instancia
para
sentenciarem
até
que
ponto
e
quanto devem
obedecer
já
a
um
senhor
já
ao
outro.
Aqui
é on
de
começa a
diflerença
individual
de ca
da
catholico
liberal.
Nenhum,
por mais
que
queira,
póde
sósinbo
abraçar
todos
os
disparates
que ha
por
esse
mundo
fóra.
Nenhum,
nem
aieda
entre
os
liberaes
es
tremes,
tem
cabeça
de
tal capacidade
:
pois,
se
o
numero
dos
loucos é infinito,
o
nu
mero
dos
erros
e
disparates ainda
é
mais
infinito.
E
não
ha
louco
tão iouco
que
seja
capaz
de
dizel-os
nem
de intendel-o
*
todos.
Assim
que
definir
os
liberaes
e
os
catholicos
liberaes
segundo
a
variedade
dos seus desacerto»,
seria
o
mesmo
que
pôr
se
a
definir,
uma
a
uma,
todas
as
pingas
d’
agua e
ludos os
«vos
de
todas
as
gallinhas.
Ha
liberaes irreprehensi
*
eis
em
tudo,
menos no
ponto
da
infallibilida-
de
do
Papa,
ou
no da necessidade
do
po
der
temporal,
o
assim
por
diante.
0
(após
tata)
padre
Jaciutho diz que
vulta
ámanhã
para
o
convento, se
n
’elle
dao
hospeda
gem
á
sua
—
no
d
zer
d
’
elie
—consorte.
O
arcipieste
calabrez
Angheiá
não vae
por
ahi,
não
quer
saber de mulheres; mas
af-
fecta
o
Papado.
Se
•
fizessem
Papa,
An-
gherá
tornava-se
a
fazer
catholico,
excom-
tnungaria
os frades fugidos
dos
conventos
e
as
suas
mulheres,
pediria
o
auxilio
do
braço
secular
em
defeusa
da sua
propria
11>
I
a I
i i
b
i I
id
a
d
e,
especialmente
nus
importan
tes poulos
de
que
elle
trata,
a
quadratu
ra do
circulo
e
a
trisecção
do
angulo.
Por
mais
liberal
que
um homem seja,
não
deixa
de
ser homem, e vae
conservando
algum
membro
são, á
falta
de
outros o
eslumago.
Mas
lodos
elles padecem
mui
to
da
cabeça.
Ora
vão
lá
vv.
definir
as
doenças de
todas
as
cabeças
!
O
mal
de
cabeça
é
indefinível,
como
o
do
nervos.
E
é
bem
natural
que
lodos os taes
sellreram o
quer
que é
no
miolo.
De ve
ras,
não ha
c«isa
que
tanto
dê
na
cabeça,
como
andar
obecendo
a
dois
senhores.
Pó
de
ser
porem que
seja
maior
quebradeiro
de
cabeça
querer
definir
os
liberaes e os
catholicos
liberaes
segundo
as
tolices
par
ticulares
que
elles
vão
dizendo nas difie-
reutes
occasiões,
conforme
lhes
faz
coma.
Hoje
querem
a
intervenção,
árnanhã
a
não-
imervenção
;
hoje
a
liberdade,
ámanhã
o
capliveiro
;
hoje
a
desobediência,
ámanhã
a
obediência;
consoante
lhes
serve
ou
uào, a
intervenção, a
liberdade
e
a
obe
diência.
—
Póde
o
Papa
excommungar
e
depor
a soberania?
—E’
mister
distinguir.
Se
o
soberano
prejudica
aos
liberaes,
póde
ser
excommungado
(
*)
e deposto
;
se
não,
já
não.
—
Importa
promulgar
leis
excepcionaes
para
a
Siçilia?
—
Vamos
a
distinguir. Se
na
Sicilia
quem
manda é folano, sim ;
mas
se manda
sicrano
ou
bellraoo,
oão.
—
O
Papa é
infallivel
?
—
Se
louva.»se
os
cothelicos liberaes,
sim era;
mas
como os
Jesapprova,
não,
não
é.
Estes
homens
sempre
dão
uma
no
cra
vo
e
outra
na
ferradura. Assim
é
que
se
diflerençam,
accommodando
tudo ao
seu
geito.
Delinil-os pois
pelas
diflerenças
do
seu
matiz,
é
perder
tempo
e
feit'o.
Por
isso
é
que
eu
os
delini
do
modo
acima
dito.
Se
apparecer
definição
melher,
tan
to melhor
!»
pirito
e
todos
os esforços
de
sua
activi-
dade
n’
essa
quotidiana
e abençoada
missão,
de
cujo
exercício
resuita
serem
allumiados
os
entendimentos,
corrigidos
os
erros, pu
rificadas
as consciências,
limpos
os
mani
nhos
do
vicio,
e
accrescenladas
as
semen
teiras de
virtude.
Grangear
almas
para
Deus
é
a
mais
fructuosa
e
sancta
das
cousas.
Não
o
sa
bem
fazer
os
conquistadores
e
os
homens
d
’
Estado.
Realisa-o
todos os
dias
um
po
bre
e
obscuro
padre,
pondo
as
mãos
so
bre
o
seu
coração
para o sequestrar
das
vãs
alegrias
do
mundo, e estendendo-as
purificadas
sobre
o
coração
dos
outros
ho
mens.
Vida,
que
é
facho,
illumina sempre
as
outras
vidas
:
virtude, que
é exemplo
e
espelho,
tem
o
privilegio de procrear vir
tudes
e
de
atrahir
os
maU distanciados
para a elle
se
vêrem
primeiro
e
compô-
rem
depois.
E
tal
foi
a
vida
e
a virtude do
fina
do
sacerdote,
que
fazendo
o
que
dizia,
pre
gava
com
o
exemplo
mais
do
que
com
a
palavra.
Faz
a
modéstia campear
e
luzir
mais
os
méritos,
como
o
esmalte
ao
ouro.
Marlinho
Antonio
Pereira
da
Silva
era
singularisado
na
modéstia,
que no
seu
ca
rácter
revestia
as
feições insinuantes
e
for
mosas
de
uma
humildade
verdadeiramente
christã.
Se
fosse
Bispo,
desceria
com o mesmo
animo
da
cadeira
pontifical
e
deporia
com
iguaTcandura
o
báculo
dourado
para
encaminhar
peccadores
no tribunal
da
pe
nitencia
e
para
doutrinar
creanças
no
al-
phabelo
da
religião,
imitando
assim aquel
les
illustres
varões
apostolicos,
que
não
dedignavam,
antes
em
muito
presavam
aquelles
tão
modestos
e
sublimes
oíficios
pasloraes.
A
piedade,
com
que
o espirito
do
fi
nado
se
subia em
raptos
para
Deus, e
o
seu
coração se
dilatava
em
bemquerenças
pa
ra
a
humanidade,
vinha-lhe
lá
de
dentro
ungida
de
sinceridade
e
d
*
amòr.
Hi«panha.
O
«Imparcial*
publica
uma
carta do
seu
correspondente
de
Oteiza,
com
data
de
7,
na
qual
falia
d
’
um
ataque
geral
de
arti-
Iberia
ás
posições
liberaes,
no
dia
5.
Diz
Essa piedade
era
lidima e entranhada,
não
era
desconversavel
e
feroz, porque
nem
se
refranjava de
ostentações
hypocritas,
e
de
postiços
avéllorios,
nem nas
commu-
nicações
da
intimidade
vibrava
jámais o
látego
ouriçado
de
agras
e
impiedosas
cen
suras
sobre
seus
irmãos, por
mais
disso
nantes,
que
fossem
dos
seus,
os
princípios
e
os
costumes
d
’
ellcs.
Aquelles
lábios
cerrados
agora
com
o
sello da
morte
nunca
se
abriram para sol
tar
vozes
de
extermínio
ou
dictar
sentenças
de
diífamação.
Era
desconhecido
de
sua
generosa
alma
esse
descaridoso
e
rcfalsado
processo
da
piedade
sem lizura
e
sem
en
tranhas, que
erguendo
irritados
e
sanhosos
clamores
contra
as
faltas e
misérias
alheias,
não
tem
por
scópo
e
mira
senão
fazer som
bras
á
volta
de
si,
para
melhor
lhe
con
templarem
a
luz
radiada só
das
apparen-
cias
e
das
côres
da
virtude.
Nunca
o
finado
maculou
a
candidez da
sna
alva
de sacerdote com
o
pó
levanta
do
da
arena,
onde
ardem
e
se
revolvem
as
contenções
políticas.
Se cm
quadras agitadas
e
tempestuosas
o nome
do
fallecido
sacerdote
foi
aponta
do
e
mesmo
maltratado
como
bandeira
de
revoltas
e
como symbolo
de
intolerâncias,
a
arguição
foi
desassistida
de
fóros
de
ver
dade,
e
a calumnia
tom
de
penilenciar-se
agora
perante
o
tumulo
do
íinado,
onde
a
justiça
limpa
de
parcialidades
e
odios pro
nunciou
pela
voz
de
todos
os
habitantes
de
uma
cidade
a
condemnação
dos accusa-
dores
e
o
elogio
do
accusado.
Pa^a
complemento
de
louvores
tão
me
recidos
não
podemos
deixar
em
esqueci
mento,
que o
fallecido
sacerdote
era
dota
do
d’
um
desprendimento
só egual
á
sua
modéstia.
Não
sollicitou mercês, nem
cubiçou
acrescentamentos.
Quando
as
ambições
ajoelham suppli-
canles
para
se
levantarem
satisfeitas, o
padre
Martinho Antonio
Pereira
da
Silva
não
murmurava
das
iniquidades
da fortuna,
e
não sonhava
com
outra
ambição,
que
não
fosse a de
trabalhar
com
disvello
nos
árduos
lavores
do seu
ministério.
Desde
a
sua
iniciação
no
sacerdócio
a
sua
vida
foi
consagrada,
até
aos
derradei
ros
dias,
ao
serviço
aclivo
da
religião.
Des
de que
vestiu
as armas
da
Egreja, com
bateu
sem repouso
e
sempre
com o
con
tentamento,
de
que
só
se logram
as
con
sciências
austeras
e
imraaculadas.
Como
um
illustre
filho
de
França
podia
elle
re
petir
=
Não
sou
senão
um
soldado,
e
não
tenho senão zêlo=.
O soldado
cahiu
na
peleja.
Não
póde
a
Egreja
aproveitar-se já
dos
seus
serviços
;
podemos
e
devemos
nós,
como
filhos
d
’
ella, ter sempre
presentes os
seus
exemplos.
E
não se
apagará
a
memória
do
sacer
dote
tão
extremado em
virtudes
e
opulento
de
méritos.
O
seu
cadaver
desceu
ao
tumulo entre
bênçãos
e
lagrimas
;
o
seu
nome
não
se
apagará
do
livro
d
’
oiro,
onde
se
inscre
vem
as
grandes
acções,
que
foram
prin
cipio
e
germen
de
grandes
exemplos.
Liabea 16
de abril
(Do ■•são correiptadeite).
Occupa-se a
imprensa
com
o
termo
da
guerra
do
Bonga.
O
governador
de
Tete,
o
major
Pedro
Barabona
da
Costa
veio
de
Tete
á
Arin-
ga,
onde
foi
pelo
lemivel
gentio
recebido
nas margens
do
Aroanha.
Elle
detlarou
que
se
resistiu
foi
porque
o governador
de
Te-
le,
então
o
capitão
Gouveia
que era
seu
compadre,
o
atacára
;
que
agora
nào
tinha
oem
uma
cabeça
de
gado,
quando
era
ri
co
antes de
começar
a
guerra.
Obrigou-se
a
entregar
Lodo
o
material
de guerra,
20
peças
dartilheria
e grande
numero
de
ar
mamento.
O
Bonga vinha
fardado
de
ma
jor,
pois
o
governo
nunca
o
exonerou
de
sargento
mór
de
Massangano.
Houve por
consequência
batuques
e
festas,
segundo
o
uso
cafreal.
O
governa
dor
veio
a
Moçambique
onde
foi
recebido
com
muito
agrado
pelo governador
geral,
o conselheiro
Guedes.
O
«Diário
do Gever-
no>
publica
os
oíficios
do
governador
e
o
auto
da
submissão
do Bonga.
E«pera-se
em
Lisboa
o
presidente
da
republica
da
África
Austral,
Traos-VaL
Booers.
Vena
tratar
com o nosso
governo
so
bre
a
concessão
de
um
caminhe
de
ferro
que deve
ligar
a republica
á
nossa
colo-
nia
de
Loureoço
Marques.
Está-se
organisando
um
contingente
de
tropa
para
a
índia,
visto
não
se
poder
for
mar
o
regimento
d
’mfaoteria
do ultramar,
pois
que o
projecto
ficou
na camara
dos
pares.
Findou
a conferencia
do
governador
ci
vil
de Castello
Branco
com
o
snr. minis
tro
do
reino.
Creio
que o
governador
se
rá
demittido,
por
não
querer
guerrear
o
snr.
Vaz
Prelo na
elleição
que
alli
hade
ter
logar.
Já
chegou
a
Lisboa
o
snr. Telles Ma
chado, capitão
do
vapor
«aufragado
Insu
lano
e
o
snr.
Armaud
empregado
d
’
Agen-
cia
que
tinham
ido
a
Inglaterra
para
tratarem
da
compra de
outra
vapor.
Houve
honlem
enterro do coronel
in-
glez
Middliun,
que
linha fallecido
a bor
do
do
vapor
«Douro». Fez-lhe as
honras
fúnebres
uma
força
de
800
soldados
de
marinha
iugleza
e
400
marinheiros.
O
snr.
Maciel,
capitão
tenente,
e
g«-
vernador
de
Sofala
vae
para
Inbambaue.
indo
o
governador
d’esle
districto
gover
nar
Sofala.
Continúa
na
egreja
dos
Martyres e
na
do
Ralo
a
novena
a
S.
José.
O
snr.
arcebispo
de
Mylellene
está
doen
te de
cama,
com
doença
um
pouco seria.
O
snr.
visconde de
S.
Januario
en
tregou
ao
chefe do estado
as
insígnias
da
ordem
Siameza
que
o
rei
de
Sião
ofiere-
cera
ao
de
Portugal.
Falleceu
o
commandante da
artilheria
da
esquadra
ingleza
surta
no
Tejo.
E’
ho
je
o
enterro.
O
governo
vae
decretar
que
o
mUseo
industrial
estabelecido
na
Alfandega
tome
o
nome
de
Museo
Fradesso. O
dislinclo
funccionario
que lhe
dá
o
n»me,
está
em
perigo
de
vida.
Os
alumnos
da
escola
do
exercito
en
tregaram
no
ministério
da
marinha
2095470
rs.
que
foi
o
produclo da subscripção
pa
ra
os espedicionarios
da
Zambezia.
O
go
verno
em
relação
a
estes
ordenou,
que
se
desse
baixa
aos
que
tivessem
boa
saude,
e
os
incapazes
addidos
á
companhia
de re
formados
da
ultramar.
Está
coberta
a
subscripção
da
Caixa de
Empréstimos
Lisbonense
20
contos.
Ha
ra
teio.
REVISTA
ESTRANGEIRA
que
houve
duas
horas
de
fogo
inteusissi-
mo.
Nada
nos
conta,
porém,
do
resultado.
Esta circumstaocia
não
deve
ser
mui
agra-
davel
aos
liberaes.
—
D
’
uma
correspondência
de
Santander
para
a
«Independance Belge»
extractamos
os
seguintes
paragrafos
:
Um
habitante
de
Navarra,
que
veio,
ha
pouco lempo
d'aquella
província,
acaba
de
me
assegurar,
que
Mendiri
estava,
no
dia 2o, em
Navarra.
Os
carlislas estavam
irritadissimos con
tra Cabrera.
e
nada inclinados
á
paz.
As
deputações
de Navarra
e
Alava
de
cretaram
uma
nova
ieva
de
moços
de
18
annos,
e
um
imposto
de vintena.
Dorregaray e
Mendiri
recolhem
todos
os
moços da
leva
prescripta
pelo
governo
de
Madrid,
de modo
que
os
70
mil
ho
mens,
que
elle
decretou,
nào
produsirão
50
0/
q
em
um
terço
da
Hispanha.
—A
«Gazeta
de
Colonia»
aífirma
que
só
a
província
rheoana subscreveu
com
om
milhão
de
francos
para
um
emprésti
mo
emittido
pelos
circulos
amigos
da
cau
sa
carlista.
—
D.
Carlos
VII
recebeu
no
dia
4
uma
felicitação
de
catholicos
alleraães,
coberta
de
numerosas
assignaluras.
—
Correu
em
Bilbau
o
boato
de
que
o
snr. Egana,
commandante
general
d
’
esta
província,
tinha
sido
envenenado,
e
que
por
esse
motivo
tinham
sido
presos vários
chefes.
—O
conde
de
Belascoin,
antigo
amigo
de
Cabrera,
dirigiu
a
D. Carlos
uma
carta
na
qual
protesta
a
sua
inalterável
dedica
ção
á
causa
da
legitimidade
—
Os amigo»
de
Cabrera
estabeleceram
em
Bayonna
uma
officina
de
falsificação
de
lettias
e
rubricas
com
o
fim
de
surpre-
henderem
a
boa-fé
d’algumas
pessoas
com
cartas
falsas
Que
miseráveis!
—
Dorregaray
começou
a
pôr
em
pra
tica
o
projecto
de
crear
om
corpo expe-
cial
de
lanceiros,
para
o
serviço
de
cor
rerias, espionagem e
outros
do
estilo.
—
O
general
affonsin
*»
Echague
man
dando
a
Dorregaray
uma
communicação
sobre
a
troca
de prisioneiros,
envolveu
n
’ella
as
bases
do
convénio
de Cabrera.
Dorregaray
respondeu-lhe,
pouco
mais
ou
menos
o
seguinte,
que
sobremodo
o
eno
brece
:
«Devolvo
a
v.
esse
papel
que
por
epgano
veio
junto
á
sua
comwunição,
por
que
não
posso suppor
que
v.
tivesse
lido
a
intenção
de
insultar
a lealdade
e
res
peito
que eu
professo
ao
meu rei;
e
se
assim
nào fosse
pedir-lhe-ia
uma
repara
ção
tão
grande
quanto a oflensa
o
foi».
—
O
padr»
Santa
Cruz escreveu
uma
carta
na
qual
condemna a
traição de
Ca
brera,
e repelle
energicamente
a
calumnia
que
lhe
assacaram
disendo
que
elle
reco
nhecera
D.
Aííonso.
—
O
«Imparcial»
diz
que
D.
Carlos
recebeu
uma
das
palmas bentas
no
do
mingo de
Ramos
por
S.
Santidade
no
acto
solernue que
por
aquelle
motivo
se verifica
em
S.
Pedro,
em
Roma.
—
As
forças
commandadas
p®r
Cucala
pernoitaram
no
dia
8
em Cuevas.
—
O cabecilha Adelanlado
chegou
no
dia
6
a
Chelva,
com
novos
recursos
adqui
ridos
nos
povos
da
comarca,
consistindo
a
maior
parte
em
gados.
Cabrera.
[Conlinnaçãc]
No
dia
22
de
março
de
1870 chegava
a
Londres,
apreseotando-se
em
seguida
ao
general
Cabrera,
um
misterioso per
sonagem,
filho
da
Catalunha,
agente d’
a-
quelle
em
Hispanha.
portador
de
um
pro
jecto
de
constituição,
que
viu,
ainda
que
desfigurado,
a
luz
publica,
o
qual
parece
que
eslava
assignado
po
62
pessoas,
en
tre
ellas
alguns
capitalistas
e
vários
che
fes
superiores
do
exercito.
A
acceitação
por D.
Carlos
d’
aquefle
projecto,
que
de
via
ser
submettido
depois
de
seu
triunfo
ás
cortes do
reino
para
que
o
approvas-
sem, obrigaria
os
signatários
a decidir-se
pela causa
carlirla,
levando-lhe
uns
suas
fortunas, outros suas
espadas
e
todos
seu
concarso
e
esforços.
«E
’
tarde,
disse Ca
brera ao
seu commissionado,
pois
em
data
de
19
reiterei
minha
demissão
em
condi
ções
laes,
que
não
póde
deixar
de
accei-
lar-se-me;
porém nem tudo está
perdid®,
pois darei
minha
adhesão
a
esse
docu
mento
«om
data
de
16,
e
se
D.
Carlos
lhe prestar
também
sna
acceitação,
ficará
por
esse
mesmo
facto
retirada a
minha
demissão,
podend»
accresceatar-lhe
ao
ser-
lhe
apresentado,
(aflirmava
o
misterioso
agente
que
lhe havia
dito
o
general),
que,
depeis
da
victoria,
para
livrar-nos
do com
promisso
que
involve
nos
basta
faser
que
as
cortes
regeitem
o
projecto».
Munido
do
original,
segundo
se
sus
peita,
um
pouco
incompleto,
e
desde
logo
sem os
nomes dos
compromettidos,
o
que
não
póde
negar-se
qoe
invohia
uma
ofíen-
sa
para
D.
Carlos,
appareceu
logo
na
Suissa
aquelle embaixador
anonimo
que
se
apresentou
ao
principe
tão
torpe
e
in
felizmente
que começou
por
fallar-lhe
das
visões
que
havia
tido,
annunciado
seu
triunfo
das
professias
de
uma
velha
sobre
o
mesmo
assumpto
e
d’outras
extravagân
cias
não menos
ridicnlas.
O
principe
ou
via
laes
parodoxos
com
um
sorriso
entre
lastimoso
e
ironico.
«Quem sois?
disem
que
lhe
perguntou.
—Chamo-me
Paio,
res
pondeu
o
interrogad».
—
Sómente?
—
Não
faz
falta
o
resto
:
este
escripto
(apresen
tava
o
projecto
e accresenlava
o
que
re
feri)
é
minha
credencial
—
Está
bem,
di»se
o
principe;
vollae
dentro
de
duas
horas
e
lereis
resposta».
A
*
hora
indicada voltou
o
misterioso
enviado e a
resposta
de
D. Carlos foi
sem
duvida
terminante
e
digna :
«Podeis
res
ponder
a
Cabrera,
lhe
disse,
que
góslo
pouco
de embaixadores
qoe
«ccultam
»eus
nomes,
elles
lá
saberão porque
;
que
não
posso
acceitar
esse
nem
nenhum
projecto
de
conslilaição,
porque estas
as
fazem
as
côrles,
ou
ao
menos
as
propoem, e
nun
ca
os
reis; que
dei
um
manifesto
no
qual
se
contem
todo
o
meu
programma
de go
verno e
eatou
resolvido
a
cumpril-o;
que
nunca
traclarei com
ninguém
com
a
re
serva
de procurar
ura
subterfúgio
para
illudir
meu
compromisso,
pois
considero
o
primeiro
dever d’uro
principe
a
leal
dade;
e
que
por
ultimo
se
são
muitos,
como
se
me
diz,
os
que
por
esse
ca
minho
hão
de
vir
á
minha causa,
de
ve aconselhar-lhes
que o façam seguros
de
que
hei
ée
dar-lh<‘
S
mais solidas e
verdadeiras garantias
que
todas
essas
con
stituições
cujo valor nos
está
demonstrando
a
experiebcia.»
Quanto
ao
mais,
o
projecto
de
con
stituição
de
que
se
tracta,
que
está
lon
ge de
ser
a nona
maravilha
do
mundo
da
do
que o
Escoriai,
como
dizem seja
a
oitava
havia
sido
redigido
em
Madrid por
um ex-governador
de
província
de
primei
ra
classe
dos últimos
tempos
de
Isabel
II,
e
tem
a
vantagem,
para
não
servir,
de
conter
artigos
para
todos os
gos
tos.
Dous
antigos
oíficiaes
carlistas,
nju
sa
cerdote
e
um escriptor
viram
em
Paris
o
documento
a
que
me
refiro
depois
de
una
jantar
que
o
embaixador
misterioso
lhes
deu
em
sua
casa
da
rua
Sainl
Hono-
ré,
e
se
por
ur»
d
’elles
que
me
merece
inteiro
credito,
não
soubesse
quanto
aca
bo
de
referir,
julgal-«-ia
um
conto ridí
culo^
com prelenções
de
conspiração
de
melodrama.
De
lodos
os
rnodos
é
exlrauho e
sur-
prehendente
e
se
presta muilo
ás descon
fianças que
sobre
as
intenções
de
Cabre
ra
nutriu
sempre
D.
Carlos
easa
misterio
sa
maneira
de
propor-lhe
um
pacto
por
meio
de um
embaixador
anomimo,
oc-
cultando-lhe
quem eram
os
que
lh
’o pe
diam
a
troco
de
sua
adhesão,
e
quanto
podia
valer
esta
para
resolver
o
proble
ma de
Hispanha.
Desde
logo
se
vê
n
’
is-
lo,
pelo
menos,
o
desejo
de
dominar
tu
do, incluido
o
mesmo
D.
Carlos.
O facto da
demissão
produziu
um
mo
vimento
no
partido
carlista
cuja
importân
cia
e
transcendência
julgo
que
não es
perava
nem
suppunha
Cabrera.
D.
Carlos
convidou para
a
Suissa
seus
mais
impor
tantes
partidários
e
amigos
de
todas
as
comarcas
de
Hispanha,
e
não
obstante ha-
vel-os
chamado
nos
primeiros
dias
da
Se
mana
Santa,
os
menos adequados para
uma
viagem de
catholicos,
que
para fa-
zel-a
se
leem
de
privar
de
cumprir
seus
deveres,
ou,
pelo
menos,
suas
devoções
religiosas,
no
primeiro
dia
da
Paschoa
da
Resurreição
se
congregavam
em
Vevey
122
homens
dos
129
que
haviam sido
chamados.
Os
personagens
alli
reunidos
eram
gran
des
e
titulares
do
reino,
generaes,
repre
sentantes
das
juntas de
província,
escri-
ptores
e
deputados.
Deve
notar-se
que
uns
haviam
servido
ás
ordens
de Cabre
ra,
outros
tinham
sido
por
elle
designa
dos
para
os
postos
que
occupavam
: to
dos,
com pouquíssimas
excepções, se
di
ziam
seus
amigos, e, apesar
de
sentirem
t«dos
sua
altitude,
nem
um só
entendeu
dever
separar-se da
commnnhão
politica
em
que
militava
ou
seguir
o general
em
soa
retirada, considerando,
diziam
elles,
que,
como homens
de
partido,
deviam
permanecer
á
sombra
da
bandeira
por
cujo
triunfo
luctavam,
e
que esla
a em
punhava
sempre
o
unico
e genuíno
re
presentante
da
ideia
politica
e
do
princi
*
pio
dinástico
que defendiam,
D.
Car
los.
Atacado
Cabrera
durante
a discessao
em seus
antecedente» históricos
e
em
suas
opiniões
do
momento,
entre
tantos
amigos
só
um
conhecido
escriptor
teve
a
coragem
de
defender sua historia,
sua
-
tentando
que,
segundo
os dados
que pa
ravam
em
seu
poder,
se
evidenciou
aão
haver
elle
mudado
de
critério
político
e
ser
tão
carlista como
os
que
mais
o
eram
entre
os
alli reunidos,
concluindo,
todavia, com a explicita
declaração
de
que
seguia
só
a
D.
Carlos, de
que aquil-
lo
era
sómente
a
prova
de
lealdade
do
amigo
para
com
seu
amigo,
e
de
que
desde
logo
censurava
com toia
a
energia
que
o
súbdito houvesse
negado
uma
con
ferencia
ao
que
chamaVí
seu
rei,
por
que
isto
era,
a
seu
ver,
de caracter
anli-monarchico.
(Cinlinita)
SUBSCRIPÇÃO
A
subscripção para
o
jasigo
que
se
ten
ciona
erigir
no
cemiterie
ao
fallecido
pa
dre
Martinho A.
Pereira
da
Silva,
e
pa
ra
uma
memória
que
se
pretende
levan
tar-lhe
no
Sameiro,
junto
do
monumento
da
Immacolada
Conceição
a
elle
devido,
acha-se
aberta na
livraria
Catholica,
rua
do
Souto,
em
casa
do
snr.
Domingos
Jo
sé
Vieira Machado, na
Praça
municipal,
n.°
17,
e
no
escriplorio
d’
esta
redacção.
GAZETILHA
edição
da
sua
importantíssima
obra
rela
tiva
aos
Sagrados
Corações
de
Jesus
e
Maria
—
De
ralionibus
festi
Sacratissimi
Cordis Jesu,
et...
Purissimi
Cordis
Marie,
—
obra
em
que
se
transcrevem
bastantes
documentos
portuguezes,
e
são
citados
muitos
livros portuguezes;
obra
que
por
outra
parle,
como
bem
diz o
«Messager»,
«reuiie
duas
qualidades
na apparencia in
conciliáveis
—
uma
exactidão verdadeira
mente
scienlifica,
e
uma
terna
piedade.
E
’
um
livro
d’
ouro.»
—
«Esta
obra,
acres-
senla
a
«Civiltá
Catholica»,
é preciosa não
sómente
para os
theolegos
e
canonistas
mas
ainda
para
todos
os
fieis
piedosos.
As
vantagens
de
uma
obra
tão
completa
e
tão methodica,
são
evidentes.
Ella
se
torna como que
um
arseual sortido
de
armas de boa
tempera, a
que
devem
re
correr
d
’ora
em
diante todos aquelles
que
quizerem
escrever ou
fallar
sobre
o
Sagrado
Coração
de
Jesus.»
Também
a
«Revoe
des
Sciences
Ecclesiastiquesj
de
fevereiro
escreveu
a
tal respeito;
«Aobra
do
Dr.
Nilies...
já
era
a
mais
sabia
e
a
mais
completa
sobre
o
assumpto;
a
no
va
edição
é
consideravelmente
augmenta-
da»,
etc.
Reconomendamol-a
sobretudo
ao
nosso
clero
e
ás
pessoas
piedosas,
mas
instrnidas,
por
ser em latim,
ainda
que
facil.
Qual
quer
livreiro
a
póde
mandar
vir
de
França.
Soneto.—
O
<G.
da
Tarde»
publicou
o
seguinte
soneto
:
GARIRALDI EM
ROMA
O
Quixote de
Niza,
mais
audaz,
De
mais
triste
figura
e
mais
lapuz,
Em Roma
deu
comsigo
de
trapuz
Feito
de
agricultores
capataz;
Mas
em vez
de
enxadões,
relhas
e
pás
Tracla de copos
e
apregoa
luz,
Luz
de
pelroleo,
de
canhões
e
obuz,
Ou
dos
lições
cruéis
de
Satanaz.
O
Tibre
pára
á
roncadora
voz,
Os
bobos
correm
a beijar-lhe
os
pés,
Os
trunfos
a
apertar
a
mão atroz;
E
diz
Pasquino
olhando de
travez :
<Guar-te. compadre;
os
que
te
vão
após
Não
tardam
a
correr-te
a
pontapés.»
Publicação.
—
Recebemos o
1.
*
fas
ciculo
do
romance
de
Xavier
de Mente-
pin O
crime de
Rockelaillie,
tradusido
por
Jayme de
Siguier.
Subscripção.
—
Abriu-se
ante-hontem
a
subscripção
publica para
a
collocação
da
3.
3
serie
das
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
d«
Minho
e
Douro.
Passaram-se
para
cima
de
400
cédulas
com
vários
numeros
«Tacções.
Cobrança dos rendimentos do
Estado.
—
Ante-hontem começou a cobran
ça
voluniaria
para
o
pagamento
das
con
tribuições
industrial
e
de
renda de
casas,
correspondente
ao
anno
de
1874.
Desgraça.
—
Refere
a
«Atalaia»,
de
Viseu, que
na
freguesia
de
Treixiando
morreram
carbonisadas
duas
creanças
me
nores
de
12
annos.
Os
paes
estiveram
a
ponto
de serem
presa
das chammas,
mas
afinal
foram
salvos
com
grandes
esforços.
A
pouca
cautella
com
o
lume
deu
azo
a
este
desastroso
acontecimento.
Caminho de ferro.—
Já
fencciona
o
telegrafo
na
estação d
’
esla cidade.
A
machina
locomotora
ehegou
ante-
honlem
a
Ferreiros.
Consta que
o
preço
de
bilhetes
da
I
a
classe
entre
Poito
e
Braga
será
de,
1$020
e
que
entre
as
estações
lambem
haverá
bilhetes
de
ida
e
volta
a
preços
redusidos.
Instalação.
—
Instalou-se
definitiva
mente
e
fuucciona
já
em
Aveiro
a
Compa
nhia
Commercial
e
Vinícola
da
Bairrada.
O acto da
instalação
verificou-se no
dia
4,
assistindo
os
corpos
gerentes
e
mais
de
30 socios
dos
mais
respeitáveis.
Melhoras.
—
Tem
experimentado
con
sideráveis
melhoras o
sur.
Maia,
digno
commandante
do
regimento
d
’
infanleria
8
Obra importante.—
O
rev.°
padre
Ramière,
da
Companhia
de
Jesds, acaba
de
publicar
um
profundo
estudo
sobre
a
questão religiosa
suscit*ada
na
Inglaterra
por
Gladstone.
Appareceu
nos «Etudes
Relig.»
de
fe
vereiro, de
pag.
247
a
280,
e
tem
por
titulo:
<Le
P.
Newman
et
M.
Gladstone»
E
’
mui
digno
de
se
ler.
O
illustre
religioso
francez
não
está
conforme
eiu
lodos
os
pontos com
o
não
menos
illustre
religioso
inglez (o
rev.°
Newman,
do
Oratorio).
Mas o
respeito
e
a
simpathia
que
professam
um
pelo
ou
tro,
são
verdadeiramente
edificantes.
O rev.°
padre
Ramiére
n
’este
seu
ul
timo
trabalho
é
um modelo
de
escripto-
res
calholicos
militantes.
Não
occulta
a
verdade,
mostra
amal-a
roais
que
tudo — Deus
verilas
esl
—
,
por
conseguinte
mais que
ao
seu
amigo,
não
préga
uma falsa
ptv^Pax,
pax,
et
non
trai
pax***
;
mas
ainda mostrando
diver
gência,
e
alé
combatendo,
que
mode
leal
de
combater,
e
que
maneiras cavalheires
cas
e
christàs!
E'
assim
que
te
deve
dis
cutir
entre
calholicos
sinceros,
que
só
procuram
a
verdade
e a
justiça.
Outra.
—
(Jm jesuíta
allemão,
o
reve
rendo padre
Nilies,
professor
de
Direito
Canonico
na
universidade
de
lasbruck
no
Tyrol
austríaco,
está
publicando
a
4.
a
E
’
editoiado
pela
Bibliolheca dos
dois
mundos.
SECÇÃO DE COMUNICADOS
EOUVDZà
UKVIDO AO
MÉRITO
No dia
5
do
corrente, retiraram-se
d’
esla
cidade
as
Excm.as
Snr.
as
D.
Victoria
Guedes Rebello.
e
D.
Amélia
Ermelinda
Pimentel,
mãe
e
esposa
extremosas
do
Snr.
Frederico
Augusto
Pimentel, Engenheiro
que
esteve
ao
serviço
da
Direeção
das
Obras
Publicas
d’
este
Districlo
de
Braga,
indo
estabelecer
a sua
residência
em
Lis
boa,
para
onde aquelle
Snr.
havia
sido
transferido.
Esta
familia,
pela
sua
aprimorada
edu
cação
e
extrema
bondade,
deixou
nas
pessoas
e
famílias,
que
tiveram
a
ventu
ra
de
a
conhecer
de perlo e
ganhar
sua
amizade,
indeleveis
saudades.
As
amigas
de
suas
Exc.
as pranteam a
sua ausência
;
os
amigos
verdadeiros
do
Snr.
Pimentel
sentem
a
falta
d
’
um amigo
honrado
e
prestadio
;
e
o
lugar,
que
elle
deixou,
co
nhece
a
falta
d
’
um
empregado
intelligen-
te
e zeloso
de
seus
deveres.
Perdoe-nos a
modéstia
que
é prover
bial
tfaquelle
Snr.
se
a
qui
traçamos
es
tas
linhas
era
seu
elogio; não
carece
el
le
dos
nossos diplomas
:
mais
valiozos, e
mais
honrozos
lh
’
os
dá
aquelle
que
se
ufana
de
ter
sido
seu chefe, e
de
tribu
tar
ao
merecimento
e
intelligencia
do
que
foi
seu
empregado
os
encomios que
de
justiça
lhe pertencem.
«...
lhe
tribute
os seus
votos
de
«
agradecimento
pela prompta
e
efficaz
«
coadjuvação
;
pela
dedicação e
zelo
que
«
demonstrou
no desempenho
do
serviço
« que
teve
a
seu
cargo, cumprindo
com
«
indeclinável
dever"
de justiça,
significan-
<
do-lhe
o
sentimento
que
o
domina
pe-
<
la
sua
retirada
do
serviço
da
Direeção,
«
onde
fez o
seu
tirocínio
no
largo pe-
<
riodo
de
quinze
annos,
cooperando
com
«
a
sua
intelligencia
e
provada
aptidão
nas
« lides
do
trabalho para
o
progresso
da
«
viação
deste
Districto, dando-lhe
um
« testemunho publico
de
sua
estima
e
<
apreço
em
que
sempre
teve
os seus
bons
«
serviços
e
distincto merecimento.»
Eis-ahi
as
palavras textuaes
com
que
a respeito
do Snr.
Pimentel
se
exprime
o
Snr.
Director
das
Obras
Publicas
n’
este
Districto
de
Braga,
na
Ordem
de
Direeção
n.°
2
de
4
de
Março
ultimo,
na
occasião
de
participar
a
transferencia
d
’aquelle
En
genheiro
para
o
Districto
de
Lisboa.
Um
tal
documento,
por
ser
a
expressão
da
verdade,
e ser
um
dever
de
justiça,
é
hon
roso
para o
Snr.
Pimentel;
mas
não o é
me
nos,
esse
testemunho
publico
que
lhe
de
ram
todos
os
seus
companheiros
de
traba
lho
n
’
aquella
Direeção
com
a
manifestação
escripta
e
por
todos
elles
assignada
em
que
se
notam
as
seguintes textuaes
palavras,
bem
significativas da afTeição
que
lhe con
sagravam
= «
associando-se
expontânea
e
«
cordealmente
ao
sentimento
de
pezar
•
manifestado
pelo
seu
Chefe na
referida
«
Ordem
de
Direeção,
julgam
dever
pa-
«
tentear
eguaes sentimentos,
que
lhes
vão
«
do
fundo
d’
alma,
ao
despedir-se
de
quem
«
por
tantos
annos
foi seu
companheiro
«
nas
lides
incruentas
do trabalho,
hon-
«
rado,
e
amigo
dedicado
e
fiel.
»=■
Se
laes
encomios
honram
e
ennobre-
cem
o
Snr.
Engenheiro
Pimçntel,
não
honram
nem
ennobrecem
menos
a
quem
lh
’
os
consagra,
como
tributo reconhecido
de
justiça
ao
mérito
e
á
intelligencia.
Não
somos
nós,
pois,
lisorigeiros na
demonstração
lambem
publica
do respeito
e
admiração
que
do
coração
consagramos
aquelle
Snr.
:
não
fazemos
mais
do
que
juntar ao
brado
geral,
ao brado
do
seu
chefe
e
companheiros
este
nosso
’
humilde
e
pequenino
pregão.
E
se
o
Snr.
Engenheiro
Pimentel
ca
recesse
de mais
diplomas
de grandeza
;
se
lhe
fosse
precizo
mais
documentar
a
con
sideração
em
que
geralmente
é
tido,
lá
está
o
Exm.°
Snr.
Ministro
das
Obras
Pu
blicas,
e Exm.° Snr.
Director
Geral,
que
evidenlemente
demonstraram
o
apreço
em
que
tinham
os
serviços
d
’
aquelle
distincto
Engenheiro,
e
as
suas
exçellentes
quali
dades,
transferindo-o
da
Repartição das
Obras Publicas
d
’
este
Districlo
de
Braga,
para
a do Districto
de
Lisboa,
onde
ha
immensos
e
variados
trabalhos,
de tanta
ou
mais importância
do
que
em
outros
districlos
do reino
;
e
não
só
o
distingui
ram
recebendo-o
com
toda
a
cordealidade
e
distineção,
quando
elle se lhe apresentou,
mas
encarregando-o
em seguida
de
co
adjuvar
o
distincto
Engenheiro
o
Snr.
Eça,
no
estudo
do projecto
definitivo do
cami
nho
de
ferro
da
Beira
Alta,
proporcionando
assim
ao
Snr.
Pimentel
a
occasião
de
mais
uma vez, e
em
gráo
muito
mais
elevado,
se
tornarem
clara
e
distinctamenle
conhe
cidos
os
elevados
e
profundos
conhecimen
tos que
aquelle
Snr.
possue
em grande
escala.
E
por
certo
que
assim
se
fez
a
de
vida
justiça
ao Snr. Engenheiro
Pimentel.
Habilitado
com
distineção
com
o
curso
da
Escola
Polylechirtca
do
Porto,
e
com
o
largo tirocínio
de
quinze
annos,
n
’este
Districlo
de
Obras
Publicas,
onde
elabo
rou
trabalhos
de merecimento, não
se
con
tentou
com
o honroso
Diploma
concedi
do
por
aquella
Escola do Porto;
com-
prehendeu,
que não
deviam
parar
aqui
os
seus
estudos
scienlificos
;
e
que
além
do
curso
d’engenharia
que possuía,
precisava
continuar
a estudar,
tomando para
si,
co
mo
uma
necessidade
absoluta ser estudio
so
e
applicado ;
e
assim empregou
sempre
lodo
o
tempo
que os seus
trabalhos
ofli-
ciaes
lhe
deixavam
livre,
não em
distrac-
ções e
frivolidades;
mas
sim no
estudo,
especialmente
de
sua
profissão
;
fazendo
até
sacrifícios,
para
alcançar
bons
livros,
não
para
figurarem
apenas na
sua
estante,
mas
para
mais
enrequecer
com.
elles
o
seu
espirito
;e
deste
modo
conseguiu,
com
o seu
porfiado
estudo,
um
curso
d
’
enge-
nharia civil,
pondo-se
ao
facto
e
a
par de
quanto
ha de
novo e
ulil
n
’esta
sciencia.
Supplicamos
novamente
desculpa
á mo
déstia
do Sr.
Engenheiro
Pimentel.
por es
tas
nossas
sinceras
homenagens,
fihas
da
convicção em
que
estamos
a
respeito
de
seu saber
e
mérito,
e
penhorados
das
suas
boas
e
exçellentes qualidades,
que
por
pra
tica
conhecemos;
não
querendo d’
este
Sr.
em
recompensa
d’
este
nosso
publico tes
temunho
mais do
que
a
sua
generosa
ami
zade
com a
qual
muito
nos
honramos.
Concluímos,
felicitando a
Ex.
ma
Fami
lia do
Sr.
Frederico
Augusto
Pimentel,
e
felicitamos
egualmente
este
distincto
En
genheiro,
e
fazemos
votos
pela
sua
pros
peridade
;
e
para
que
os
Poderes
Públicos
concedam
a
este Sr.
o
lugar
que lhe
com
pete
em remuneração
dos
seus relevantes
serviços,
elevado
mérito,
vastos
e
profun
dos
conhecimentos.
Braga
13
d’Abril
de
1875.
João Luiz
Corrêa
Juiiior.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas e
avisos recebidos em
16
de
abril
Ponte do Lima—
Rev?
abbade
da
Cor-
relhã
—
Recebido.
Espozende
— Antonio
Joaquim
Osorio
Cabral—
Idem.
Anadia
—
Manuel
Rodrigues das
Neves
—
Idem.
Villa Flor
—
Rev.
m
*
Arcipreste
—
Idem.
Coura
—
Manuel
d’Azevedo Poço —
Idem.
id
y
,
'
,
-
t
'■
>
!
■
l
,no
••
■■■■
’
-■
«H
g-
111-'
—«
I
l II
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
14
de
abril
de
1875
EfTeetuado
Banco do
Alemlejo
10$500.
Banco
de
Coimbra 20^500.
BOLSIM
Banco
da Covilhã
6M300.
Banco
da
Regoa
49$400.
Banco
de
Bragança 3^000.
Companhia
Geral
Bracarense
14$700.
15
de
abril
de
1875
E
fie et «and o
Banco
do
Douro
87$700.
Banco
Commercial
de
Guimarães
4^100.
BOLSIM
Banco
de Villa
Real
44$500.
Banco
de Bragança
2$950.
Banco da
Regoa
494400.
Banco
da
Covilhã
60^800.
Banco
de
Barcellos
2$550.
Companhia Carris de Ferro
de
Braga 2$700
Inscripções
d
’assentamento
49,45.-
0
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
GRANDE
GALERIA
Abre-se
ámanhã,
domingo,
ao
publico,
no
campo
de
Sant
’
A«'ia
um grande
pa-
ooramma
que além
de
variadas
vistas
de
monumentos,
paisagens,
etc.,
apresentará
uma
vista
representando
D.
Carlos passando revista
ás
suas
tropas,
nos
arredores
de
Estelln, com os
generaes
Dorregaray,
Elio,
Tristany
e
Saballs.
Entrada
.......
40
reis.
CONVITE
Tendo
fallecido na
capital
o
ill.
mo
snr.
Antonio Joaquim Pereira
da
Silva,
a
direc-
ção
da
Assembleia
Bracarense, de
que
elle
era
digno membro,
resolveu
mandar
ce
lebrar
uma
missa
pelo
eterno
descanço
do
fallecido,
na
egreja
da
V.
O.
Terceira
de
S.
Francisco,
no
dia
19
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã.
A
direeção
roga
a
todos
os snrs.
socios,
e
aos
amigos do
finado,
o
obséquio de
comparecerem
n’
este
acto
religioso.
Braga 15
de
abril
de
1875.
O
!.•
secretarie
Jacinto de
Magalhães
B.
d’Araújo
Queiroz.
(2368)
AGRADECIMENTOS
Maria
Carolina
da
Silva
Ramos
Montei
ro,
Antonio
José Monteir©,
suas
filhas
e
Antonio
Joaquim Manso,
agradecem,
em
extremo,
reconhecidos,
a todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
pela
occasiào
do
falleeimento
de
seu
presado
filho,
irmão
e
sobrinho
Antonio
José
Monteiro
da
Silva
Ramos
e
especialmente
a
todos
os
iH.
mos
e
exc.
mM
snrs.
que
se
dignaram assistir
aos
responses
de
sepakura
que
pelo
mesmo
se
resaram
no
dia
9
de março
p.
p. no
cemi
terio
publico,
a
todos
protestam o
seu
re
conhecimento
e
viva
gratidão.
José
Cândido Pereira
Pinheiro
e
seu
irmão
João
Henrique
Pereira
Pinheiro
agra-
dessem
por
este
meio
a
todos
os
ill.n‘
°
s
e
exc.
mos snrs.
que
lhes
fiseram
a honra
de
os
cumprimentar
por occasiào
do
fal-
lec
’mento
de
seu
muito
presado
thio, o
ill.
rao
snr.
Jose
Joaquim
Pereira Pinhei
ro, e
a
todos
protestam
a
sua
eterna
gra
tidão.
(2367)
ANNUNCIOS
Companhia
Edificadora Indus
trial
Bracarense
De
harmonia
com
o
artigo
6.®
dos
Estatutos,
são
convidados
os
accionistas
d'esla
Companhia a
fazerem
a
2.
a
entra
da
(sendo considerada
a
ratificação
como
l.
a)
de
5
p.
c.
ou
10250
por
acção,
desde
o
dia
20
a
25
do
corrente
mez
(fabril,
no
Banco
do
Minho,
das
10 horas
da
manhã
ás
2
da
tarde.
Braga
15 de
abril
de
1875.
B
’
Os
directores
Fernando Castiço
José
Alves
de
Moura
(2366)
Francisco
da
Silva
Araújo.
õãíffimuõ
Pelo
juiso
de
direito
d’esla
comarca
e
cartorio
de
Fieilas,
se
annuncia
que
no
dia
18
do
corrente mez,
pelas
9
horas
da
manhã,
na
rua
de
S.
Viclor,
casa
n.°
71
tem
de
se
arrematar
com
o
abatimen
to
da
quinta
parte
diversas
fazendas per
tencentes
á
massa
fallida
de
Bernardino
4
’Araojo
Carvalho Beis,
cujas
fasendas
são
as
seguintes:
194
kil.
de
bacalháo por
160733
reis,
1039 k. de
arroz
por
520989
reis,
148
k. de
assucar
branco
por
230421
reis,
215
k.
de
assucar
mascave
por
280219
reis,
58
k.
de
assucar
mascavo
ordinário
por
70090
reis,
560
I.
de
sal
por 20100 reis.
O
piocurader
do
Curador
Fiscal
(2365)
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
Anaclelo
José,
declara
que
o
seu
car
ro
que
sae
d
’
esla
cidade
para
a
de
Gui
marães ás
6 horas
da
manhã,
principia a
sair
desde
o
dia
16
do
corrente,
ás
5,
chegando
a
Guimarães
ás
8,
e
de
Guima
rães
para
Briga,
sae e chega
ás
mesmas
horas.
(39)
NOVO
HORÁRIO.
João
Baptista
Fernandes,
da
Portella
de
Vade,
leva
ao
conhecimento
do
publi
co,
que
o
seu
carro
que
da
Portella saia
ás
6
horas
da
manhã, principia
a
sair
desde
o
dia 20
do
corrente
inclosivè
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
a
Braga
ás
8,
e de Braga
para
a
Portella
ás
mesmas
horas
já
annunciadas.
Braga
10 de
abril
de
1875.
(2369)
I
TOuB
€
A KE
€
Hl
4
®
<J
1
%
£
Si
A'
A
L
Paquetes
MONDEGO
.
29
de
Abril
NÉVA
.
.
13
de
Maio
MINHO
.
. 29
de
«
O paquete
de
13
toca
em S.
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
nos-Ayres.
O»
preços
a
sair
de
Lisboa:
|
BOYNE
.
.
13
de
Junho
|
TIBER
• •
29
de
>
| DOURO
.
.
13
de
Julho
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Vicente,
Rio
de Janeiro,
Montevideu
sâo
muito
rauoavei»
Janeiro,
e
Bue-
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de todos
os
seu
s
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para servirem
os
passageiros
de
todas
a
s
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão e
roupa
de
cama,
vinho
e comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.®
43.
—
Em
Braga.
João Manoel da
Silva
Guimarães.
(581
C a r
r e ir a
semanal
A
’s
quartas
feiras
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
Afé
aos
8
annos a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
farnilia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
1
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa, comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES EM BRAGA—
Almeida & Dereria.
Traia
a
passagem a pagar
á
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
*
)
Compram-se
para
edificar,
nos
extremos
da
cidade.
Propostas
á
rua
de S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
COMPANHIA
BE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
BO
PACIFICO
Rio de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, A
rica,
Islay e Callao
CARREIRA
QUINZENAL
PARA PERAAMBLCO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as mesmas
vantagens
como
até
aqui
lem
ofierecido
aos
snrs.
passageiros
:
excefllente© ewmniodos,
bom tra
tamento, bastante espaço para bagagens e
viagens rapidas,
pois
que
os
Paquetes
do Paéiflco
tem
gaslo sómente
13
dias
de
Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3.
*
CLASSE
2.
*
CAMARA
1.
‘
CAMARA
Pernambuco
...................................................
40^000
84000
108^000
Bahia
.............................................................
40&000
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro..............................................
45&000
90&000
124500
Montevideo e
Buenos-Avres
.........................
54000
90&000
157^300
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
126^000
189&000
308^500
BORRACHAS
DE
ENXOFRAR
Manoel
Lourenço d’Arnujo Braga
Rua
do
Campo
n.° 22.
Acaba de
receber uma
porção
(Peste
genero,
de
boa qualidade,
que
vende
por
preços muito
baratos,
assim
como
enxo-
Ire
de
superior
qualidade.
(2360)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.®
5,
com
pra-se
toda a qualidade de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
OTCT® 18
MSOTâ
O
professor
em
artes,
letras
e
sciencias,
membros
do
clero
e
magistrados;
todo o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter o
titulo
e
diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem dirigir-
se
a
Medicus, rua
d© Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
BANCO
MERCANTIL
DE
BBAGA
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada
Em
harmonia com o
disposto
no
art.
7.°
dos
Estatutos, são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
fazerem
a l.
a
entrada
das
suas
acções
na
rasão
de
20
p.
c.
desde
o
dia
20
de
abril
até
o
1/
de maio
:
em
Bra
ga
na
casa
do
Banco e
no
Porto
na
do
seu
agente
o
snr. João
Evangelista
da
Silva
Mattos
<Jc
C.
a
—
Praça
de
D.
Pedro
n.° 22.
Braga
24
de
Março
de
1875.
Os
directores,
Jo
f
è
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Costa
Palmeira
(2344)
José
Antonio Rebello
da
Silva.
15
—
Rua
de S.
Marcos
—
15
Queijo
Londrino,
Papel
e
Flamengo
de superior qualidade.
(2356)
BANCO
DE
VIANNA
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas d’
es-
te
banco
a
fazererem
entrada
da
primeira
prestação
das
suas
acções,
nos
dias
19 e
20
do
corrente,
na
rasão de 5
por
cento
ou
réis
50000
por
acção.
Em
Vianna,
em
casa do
Banco,
rua
8.
de
Maio.
114.
No
Porto,
na Caixa
Filial
do
Banco,
rua
de
S.
João
97,
escriptorio
dos snrs.
Antonio
Domingos
d’
Oliveira
Gama
&
C.
a
Em
Lisboa,
na casa
do
snr.
Luiz
Ma
noel
da Costa.
Em
Braga, no
Banco
do
Minho.
Vianna
8
d
’Abril
de
1875.
Os
directores,
Antonio
Maria
Baptista
Camacho.
José
Martins
Barboza.
João
Abel d’
Oliveira.
(2358)
BANCO DA POVOA DE VABZIM
Sociedade anenyma —
responsabi
lidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
pa
ra
uma
reunião
extraordinária
da
assembleia
geral
que
terá
logar
no
dia
30
do corrente
ás
11
horas
da
manhã,
afim de
resolverem
sobre
o
estabelecimento,
do
seguro
contra
incêndios,
e
outra
proposta,
ambas
com-
prehendidas
nos
numeros
12 e
15
do
arL
11
dos
Estatutos.
Povoa
de
Varzim,
7,
(fabril de
1873.
Por
ordem
do
ill.
mo
snr. Presidente
da
Assembleia
Geral,
O
secretario,
(2362)
José
Francisco
da
Silva.
CommiHKáo ao»
anr«.
estanqueiros
Fumos
15
por
cento,
Rapé
30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense,
rua
do Sout©
n.°
27.
ALTA N0VIDA0E
3®,
Rua
do Souto, SG
Junto
á
rua
de
Jano.
CHAPELARIA ALMEE1IA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido
de
chapeos,
de
se
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica, concerta
e
põe
ua
moda,
com
perfeição
qualquer
chapéu que esteja
nas
circurnslancias.
(23t;0)
ATTEAÇAG
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
d<s
Aguas
n.®
9,
leva ao
conheci
mento
do
publico
que
toma
conla
em
sua
casa
de
toda
e
qualquer
eocommenda pa
ra a
Barca ou Arcos,
assim como
nos
Ar
cos
na
sua
estação
á
entrada
da Ponte,
para
Braga
e
Porto,
pelas
quaes se
res-
ponsabilisa.
Assim com©
também
em
sua
ea>a
freta
trens
grandes
ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
o
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer
porte
do
reino
por
preços
muito
rezumidos.
Braga
31
de
março
de
1874.
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
NOVIDADE
44,
Rua
do
Souto, 44
Campos
dc Almeida,
acabam
de
rece
ber grande
sorlido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva, do
Porto,
que
vendem
pelo»
preços
da
fabrica.
Também se fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2330)
............................. ■■■■■■■ ........................................ ......
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_17041875_334.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)