comerciominho_13051875_345.xml
- conteúdo
-
Assigna-see vende-se
no
escripmrio
do
eoitor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
por'e.=
As
asst-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
corao
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
1U
rs.
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
: llraga,
anno
1^
’
600
rs.==Semestre
850
rs.==
Proetf»-
cias,
anno
2/400 rs
e
sendo
duas
4/000
rs.=Semestre 1/250
rs.
=Brazil,
anno
4/409
rs.=Semestre
2/300
rs.
moeda
forte
ou
10/000
reis
e
5/500
reis moeda
fraca.=knnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 °/
0
d
’
abatimento.
13
DE
BRAGA—QUI.VTA-FFIHA
MAIO
ANNIVERSÀRÍO
NÃ TÀLICIO
DE PIO
IX
0
GRANDE.
E
’
este
um
dia
de
jubilo
para
os
ca-
iholicos do
mundo
inteiro.
Pio
IX,
o
Ponliíice
da
Immaculada,
completa
hoje
oitenta e
tres
annos
de
edade.
Pio
IX
!
Quem
ha
’hi
que
se
não
sinta,
ao
pronunciar
este
nome,
tomado
de
con
tentamento,
c piedoso
enthusiasrno
?
Quando
altentamos nas
provações
de
que
os
inimigos
da
Egreja
teem
abebe
rado
o
magnanimo
Ponliíice, o
noaso
coração
de
catholico
se
coufrange,
mas
*
nossa
fé
se
afervora
e
augmenta,
e
as
nossas esperanças
de
crente
se
avigoratn.
E’
que
Deus
o
destinara
para
faser
o
assombro
de
todo um século
a
a
admira
ção de
todo
o
mundo.
Murcha
aos
ventos do
tumulo
a
flor
dos
caudilhos
do
revoluciooaristno
;
os
inimigos
do
Papado
desapparecem
no
tur
bilhão dos
tempos,
deixando
apenas
um
rasto
de execrações,
e
accentuando
a
ri
dícula
impotência
da
impiedade.
E
Pio
IX
Vive ainda
A
Instituição
do
Cordeiro Iinmaculado,
essa
permanece incólume
no
meio de
todos
os
ve
*
da
*
aes
que se
desatam
dos
bulcões
do
erro,
gerado»
pelo
espirito
das trevas.
A
guerra
tem
sido
pertinaz
e
conti
nuada ; a
armipotencia
mundana
tem-se
exforçado
titanicaraenle,
mas
debalde.
Tudo
passa,
só a
palavra
de
Deus
não
passa.
E
’
porisso que
hoje
quatorze
milhões
de
crentes,
alçando
os
olhos
ao
ceo,
agra
decem
ao
Senhor
do» tempos
a
feliz
con
servação
do
Ponliíice
Immorlal,
e
oram
supplices
para
que
o
triunfo
completo
da
Egreja
se
produsa
ainda
em
sua
vida.
A
Europa actual.
('ContinunçZo do n.
*
343)
Aqui
a
desconfiança
.
alli
o
receio,
acolá
a coufu-ào,
além
a
prepotência, e
em
toda
a parte
a
incerlesa
moitiíicadora
do
dia d’ámanhã,
eis,
em
summa,
o
es
tado ethico
dos
espíritos,
na
moderna
Eu
ropa. E
por
sobre
tudo o
iocommensu-
ravt-1
despotismo
allemão
a estender
seu
predomínio
pesado,
atrevido,
soberbo
e
iulransigente
!
Sob
o
critério
político
pelo
qual
afle-
rimos
todas
as
evoluções dos
gabinetes
europeus,
observamos uma
breve
e
apro
ximada
convulsão
geral, manifesto
impre-
terivel
da
indignação
de
lodos os povos,
protesto
eloquente
d»
consciência
univer
sal
repellindo
o
jugo
ferreo
de
um
homem
terrivel
que
almeja
por
faser
curvar,
sob
a omnipotência
de
sua
vontade
unica,
a
vontade,
a
independencia,
a
liberdade,
a
preponderância,
e
sobretudo
a religião
de
lodos
os
povos. A reacção
leligiosa,
po
lítica
e
nacional
de
cada
povo,
será,
por
tanto,
um
facto e um
acontecimento
ne
cessário
e
iníallivel
em
curto
espaço
de
tempo.
A
’
s
grandes
violências
succedem
prestesmeiile
as
grandes
reacções. A
’
maior
compressão segue
logo
a
maior
repulsão.
Póde-se
constranger
e
suffucar
os
impul
sos
legítimos
de
um
povo,
mas
é impos
sível suslel-o
mais
larde
na
correnle
im
petuosa
de
seu
justo
desaggravo.
Esta
é
uma
lei indeclinável
da
histo
ria,
que os
déspotas
olvidam
facilmente
no
meio
do
turbilhão
nubloso
de
suas
ambições lameulaveis e
infrenes.
Frequenlemente
os avisos
salutares
da
Providencia
alcançam
nos ;
mas
a
cegueira
do
seu
orgulho
tolda-lhes
a clarividência
do
espirilo,
e
são
baldados,
para
elles,
os
aunuucios
descidos
ab
alto.
Aos
povos
é
que
estes
aproveitam.
Dotados
de
coração
sensível
ás voses
su
periores,
e
tangíveis
aos
dictames
da
consciência
e
da
justiça,
esperam
o
$
j-
giial
iníallivel
do
resurgimento.
O
dia
da
lucla chega.
A
hera
-bate.
Os
ad.ís da
verdade embiaçam
o
escudo.
Alinham-se
as l;!eira
;
.
Postam-se
os
exér
citos
combatentes.
Sòa
o
clarim
guerreiro.
Palpitam
os
corações
com
nobre
orgulho.
Trava-se a batalha.
Olbae
para a
nobre
terra
de
Hispanha.
E’
a
vanguarda
do geral levantamento-.
No
dia
em
uue
as
Fostes
guerreiras
da
montanha,
abençoadas
pela
Providencia
e
laureadas esplendorcsamenle
com os
tro-
lens
da
vicioria
immarcercivel.
acamparem
nas
praças
e
ruas
de
Madrid, com seu
rei
libertador
e
cavalheiro
á
frente,
esse
será
o
dia gloritso
da
reacção
geral
e
insupperavel.
Nada
imporia
que
a
soberba
Albion
confira
o
malhele
supremo
ao
herdeiro
presumptivo
da sua
coiôa Nada
importa
que
a
maçonaria
universal
se
refaça,
se
aperte
em
seus
vincules,
se
agite
verligi-
nosameule,
se
mostre
aqui arrogante, e
desnudada
dos
postiços
predicados
com
que
presume
illudir
os
incautos
e
os bo-
çaes,
e
além
se enlhronise
e
encarne
no
despotismo
feroz
de
um
imperante.
Nada
importa
que
hoje
sedtisa
um
velho
adepto,
árnanhã
fantasie
mil
contos
romanescos,
e
em seguida
apedreje
e injmie
a
virtude
impolluta
e
o
leal
cavalheirismo,
acoiman
do
o
de hypocrita e
sanguinário.
Nada
importam
os multíplices
e
enredo>os
meios
que
se
empregam
na
obtenção
dos
mais
sacrílegos,
mais
nefandos,
mais
sinistros
e
detestáveis
fins.
Nada
importam.
A
mão
de
Deus
guia
o
Ivaço
dos
povos.
A
sociedade,
creação
de
Deus,
será
CABRERA E SUAS LOUCURAS
APRECIADAS
POR
A.
R. Saraiva.
«Na
polilica
umêrro
épeior
que
um
crime».—
Tallcyrand.
Que
diremos
d
’
ambas
as
cou
sas
juntas?
[Conclt>»ão d» u.
*
ante«ede«te]
«Porque rasão
não
triunfou
a
nos
sa
etc. etc ?»
Se
conhece
os
motivos (outros
e
não
os
que
eu
mesmo
deixo
apontados—e
que
são
os
verdadeiros
e
prineipae»
—
a
influen
cia
estrangeira,
e a baixesa
dos
hi»pa-
nhoes
que
só o
são
no
nome)
porque
não
os
explica
e
os
declara
?
Dá
o
praso
do
abandonar
oa
principio»
que
sempre
de
fendeu
para
salval
os
! e
continuará
ao mes
mo
tempo
defeodendo-os ! e quer
que
o
ajudem
a
defendel-os
no
nobre
terreno
d»
defecção
que é
ao
mesmo
tempo
«gene
roso
e
fecundo»
!....
O
paragrafo
é tão
tonto
e
ridículo, que
o
passo
adianto
por
não
carecer
de
mais
eommenlarios.
Sabe
Cabrera,
que
«o
que
defendem»
os
legitimistas
«são
os
prinsipios
funda-
mentaes
de
toda"
a
sociedade
hoorada»,
—
«
quer
«consagrar o
resto
da
aua
vida o
influir
com
a
energia
própria
do
»ea
ot-
racler»,
não
para
qoe
mín
principio
*
eo-
jam
observados
peio
soberano o
governo
iegitimos
de Hispanha,
mas
«pelo
sobera
no
deseja confiar a nossa cauta.» Não »o
trata
aqui
de
direito,
senão
da vontade a
desejo
do
«nr. Cabrera.
que
se obaliaa
em
chamar
sua
a cansa da qual noa aa-
ntincia
a
sua própria
deserção!
Em
fim
faz
o
snr.
Labrera
(ou
quem isto
lhe
es
creveu)
n
’
este
paragrafo
urna
olla
podrida
lào tonta e
ridícula,
que
verdadeiramente
não
lem
pés nem
cabeça.
Alguma
cousa ha
de
verdade
nos
tres
paragiafotinhos
que
seguem,
mas
nunca
um
homem
sensato
e
de
honra,
especial
mente
nas
circumslaiicia»
de
Cabrera,
de
via
tirar
d
’
islo
a
cunsequencia
que
tira.
Por
sua
honra
e
sua
gloria
(hoje
mar-
chialada).
devia Cabrera,
ser
posto
fóra
da
sua
casa
a
pontapé»,
o
mensageiro,
ou
mensageiros,
que
ousaram
vir
lançar-
lhe a
rede
em
que
tão miseravelmente se
deixou
cair.
Temiam-no
antes
;
hoje
adu
lam-no
eo<»
hipocrisia,
e
despresam-n
’o
—
devia
lembrar-se
du
que
lucrou
Maroto, e
da
consideração
qoe
elle
ficou gosando
no
presente
e
no
futuro.
E
todavia,
Maroto
lem
mais
desculpa, visto
que
nem
linha
alcançado
im
nome
tão
famoso,
nem
ad
quirido
por
meio
da
causa
legitima
uma
fortuna
e
uma
pasição
como
a
que
tiuha
Cabrera.
O
paragrafo
que
segue:
«O sangue
ge
neroso...
etc.»,
é
vegonboso,
baixo,
indi
gno,
despresivel,
meunroso.
«Debalde es
pera
o
paiz
conhecer a
polilica
dos
seus
hornens
da
governo.»
—
Que necessidade
leem
oa
legitimistas
de dar
a
conhecer,
o
que ha
séculos
está
conhecido
só
pelo
seu
proprio
nome,
Legilintislas
?
Não dirá is
to
qu«
a
sua
polilica é
restituir
á
His-
panha
o seu
caracler,
a
sua
vida
natural,
a
sua
grandeta,
a
sua
independensia,
a
sua
gloria,
a sea
verdadeira nacionalida
de,
Hispanhelas,
Peninsulares
?...
O
que
redeaiu
a
Hispanha
(e
Portugal
lambem)
á
sea
ridicula insiguilicaucia
actual,
senão
a
despresivel
mania
dos
seus
modernoe pe-
lilieec,
e pretensos
reformadores,
tão
sn-
perficiees e falsos
como
cheios
de pre-
sompçãe,
qeerendo
por
força
vestir
poli
ticamente
a
peniusula
á
iugleza,
etc.
?
Cem
isso
Hxeram-ae
tào
ridieulos
como,
o
se
ria
nna
inglês
qne
vieste
aqui
prepôr ves
tir
em-se ee
lerds • commune como qual
quer
peralvilho
andaluz,
ou
como
um
xMa-
ragato
ou
como
um Hotenlote.
«Temos
diante
a
Europa
liberal.»
E
então?...
Que
tem
a
Europa
liberal
ou
não
liberal
comnosco,
com
o
nosso
go
verno,
com
tanto
que
a
não
oflendamos?
Não
é
a
Europa
liberal
que é
a
causa
das
nossas loucuras
e
desoidens;
inas
sim
os
hispanhoes
(e
por
luguezes)
degenera
dos e superficiaes,
que
se
extanarn
igno-
ranlsmenle
admiraudu
e
adulando
tudo
que
é
estrangeiro,
porque
não
sabiam
apre
ciar
o
bem
de
sua
própria
casa
ou paiz...
U
forlunalos
nimiurn
sua
si
bona no-
riní
!
A
loucura
de
nos dizer,
que
nem
o
Cheia da
Egreja
abençoou os carlistas,
é
uma
estupidez,
e ao
mesmo
tempo
uma
mentira
hipócrita,
uma
desprezível falsi
dade.
«A
guerra
poderá
proluugar-se
muitos
annos.»
E
porque
eâo
lhe
põem
termo
os af-
fonsinoc,
que foram
tirar
da
escola
o
pobre
rapaz
para
compromettel-o,
e
co
briram-se
elles
com a
sua
influencia ?
Quem
tem a
culpa
do
«montão
de
ruinas?
se
não
elles
e a
Quadrupla
Alliança,
a
obra
iniqua
e
infame
dos
Palmerstons,
Talley-
rands,
dos
Miraflores, que
quizeram
divi
dir
e
arruinar
a
península,
deitando
um
contrapeso falso
na
balança
do
lado
con
trario
dos direitos,
simpalhias
e
interes
ses vurdadeiios
e
nacionaes de
Portugal
e
Hispanha—
para
abater
e
debilitar
a
nos
sa
Patria.
Sim,
quizeram
arruinar
a nos
sa
peniusula,
de cujas
proporções
natu-'
raes
de toda a
especie
sempre se receiam,
se
a
deixassem em paz e
em
mãos
de
homens
de
cabeça
e
de
coração
—
predi
cados
qee
faltam
quasi
complelamenle
á
laailia
que se dii
«liberal»
em
nossos
dois
paizes.
A poienção
do ridieulo documeeto não
desdiz
do resto.
As
circumstancias
apro-
videnciaes» que
trouxeram
D.
Aílonso da
escola
ao
throno
:
o
desejo
da
paz, que
«os
seus
partidários»
(anti-hispanhoes;
«secundaram
etc.,
etc.;» o
empenho
com
que
«quizeiam
terminar
a lucla
com
uma
grande
abnegação
e
com um
grande
es
pirito
de
justiça»,
e
todo
mentira.
Já se
vê,
o
«espirito de jusiiça» consiste em
quererem
ellles
ficar
senhores
do
rapaz
coroado
e
da
Hispanha
;
e
Cabrera,
«que
podia
ler
abandonada
os
que
o
tiveram
no
abandono»,
para os
não
abandonar,
pas-
sar-se
para
o
campo
dos
inimigos,
dan
do-lhes a todos
o
exemplo
com
este
sa
crifício
!!
Julga
Cabrera
que
«depois
de
ouvir
o
que
assim
nos
diz, teremos
a
devida dis
crição
e
respeito
para
julgar o
seu
pro
cedimento.»
Diz,
que
se lem
soflrido
ata
ques
e
eslumnias
com
paciência,
«deve
res
mais
imperiosos
que
os
da
prudência
o
obrigaram
a
fazer
manifestações
que,
para
bem
da
historia,
melhor
é
que
se
per
cam
em
generoso
olvido.»
Para
bem da
historia
convém
qoe
se
não aaibam
os
factos
nem
os
motivos
d
’
el!es!
Isto
é
tonto;
ma»
insinuar
Untas
coisas
horrí
veis
que
ninguém
conhece
senão
elle,
e
que
cada
um
póde
augmeotar
ou
dimi
nuir, ou
imaginar,
á
sua vontade, cem
ve
zes
mais
graves
do
que
sejam
na
reali
dade,
é
uma
prudência
e
uma
caridade
muito
singular
I
O
peior
de
tudo,
porém,
é,
que,
se
os
carlistas
se
obstinarem
em
não
ouvir
a
voz
de
Cabrera
;
se
não
obedecerem
ao
clamor
do
patriotismo,
que
pedo
sobre
tudo
la
paix
à loul
prix,
ficará
rasg»da
a
bandeira carlista, da
qual
os
legitimis-
tas
ficarão
com
«o
Rei»;
e
elle,
Cabrera,
«com
seu
Deus e
Patria
!»
E
que
fará
o
snr.
Cabrera
do
seu
Deus,
da
sua
Patria,
sem
Rei?
virá com
elles
para
Wentworth
?
e
com
quem
ficará
o
Aflonsinho, ou
quem
ficará
com
elle?
Londres,
26
de março
de 1875.
silva
do diluvio
pela
omnipotência
do
seu
Creador.
O
triunfo
final
será
da
liberdade,
da
legitima
liberdade.
da
verdadeira
justiça,
e
da christã
civilisaçáo.
Esmagada
a
revolução
cosmopolita, a
victoria pertence
a
Deus.
Nâd-
se
póde
duvidar,
cm
nome
da
lé.
da
crença,
e
do
bem-estar d;s
nações.
c.
v
CorrcBporaíltóncia ©stftrangeim
PARIS,
3
DE
MAIO.
(Correspondência
particular
do
iCominer
cio
do
Minho»)
dissimular
sua
intenção
de
conservar
as
penalidades
actualmenle em
vigor,
e
ain
da
mesmo
de
as
agravar.
E
’
uma
resolu
ção
salutar,
porque
seria
uma
calamidade
para o
nosso paiz,
se
todos
os jornaes
podessem
irnpunemente
atacar
os
princí
pios
sobre
os
quaes
assenta a
ordem
so
cial.
Para
logo
resurgiriam
os dias
ne
fastos
da
Communa.
Bem
que
muilo
li
beral
em
política,
M.
Dufaure
não
adinitte
replicas
sobre
este
poncto;
por
esle
lado,
pois,
estamos
lotalmeute
seguros.
O
partido radical
acha-se
vivamente
occupado
com as
futuras
eleições
senato-
riaes.
M.
Gambeita
partiu
ha
dia
*
par»
a
província,
arengar
ás
populações meri-
diouaes,
prégando-lhes
o
amor pelas in
stituições
republicanas.
Fez-se
acompanhar
dos
priocipaes
membros
do
partido
repu
blicano,
e
os jornaes
da
Gironde
annun-
ciavam-nos
hontern
que
elle
unha
já
pro
nunciado
um
longo
discurso
em
Bordéus.
N
’
este
discurso,
Gambetia mostrou-se
fiel
ao
programma
pseudo-conservador
que
elle
sustenta
ha
dois
annos.
Exforçou-se por
acalmar
as inquietações
dos
camponeses
qoe
nunca
tiveram
pela
republica
uma
ternura
extrema.
Todavia
a
classe
rural
uão
so
deixa
illudir
por
melaforas,
e re
conhece
muito
bem
no
chefe
da
extrema-
esquerda
o
antigo
diciador
de
1870.
Depois
de
arengar
aos
habitantes
de
Bordéus,
M. Gambetia
seguiu
para Cahors
para
recommendar
a
candidatura
de
M.
Vernbinac de
Saint
Maur, filho
d’um
an
tigo
almirante ministro
de
Cavagnac em
1848.
M. Gambetta
compreheode,
e
começa a
comprehender
seriameute,
que
apoiar-se
e
governar
sobre
dois
ou
tres
milhões
de
radicaes
que
o sustentam,
não
é
ainda
a
obra
grande
e
bella.
A
sua
nobre missão
já
o
desgosta,
e
porisso
combinou
um
novo
plano;
um
programma
de
genero
diverso
Subitamente
Gambetta
tornou-se
um
homem
de
governo,
e
entabolou
con
ferencias
com
os
homens
que mais
seve-
ramente
teero
qualificado
o
seu
procedi
mento.
Recenlemente
no
famoso discurso
pro
nunciado
em
Bellevile.
acabou por
enter
necer
os
cândidos
políticos
do
centro
di
reito
e
do
centro
esquerdo,
e
d
’
esle
mo
do
nasceu
o
projeclo de
reconstituir
a
União
Liberal.
Eis
tudo
o
que
M.
Gatn-
belta
queria.
Já
mesmo
um
certo
numero
de
con
servadores
se
deixam sedusir
a
seu
turno,
e
desgraçadamente
po^so
annunciar
aos
lei
tores
que esle movimento gainbeltisla
prin
cipia
n prodosir-se
em
todos
os
departa
mentos.
Os
conservadores
Lberaes
dao
ás
listas
a
garantia
dos
Seus
nomes,
e
pro-
legidos
por elles,
entrarão
em
o
novo
Parlamento,
livremenle, e
em
grande
nu-
tnero.
Estas
noticias
são
graves
e
tristes;
porque
podemos
prever
que
os
exíorços
dos
legitimistas
serão
fortemente
paralisa
dos
pelas
velhacarias e injustos
procedi
mentos
dos
nossos
adversários.
H
orique
V
continifa a
mostrar
uma
aliilude
digna e
valorosa
;
recebe
lodos
os
seus amigos,
na
Suissa,
e
os instrue
so
bre
o
seu
modo
de
pioceder,
o que
é bem
opposlo
ás
machinaçóes
radicaes
ou
booa-
parirtas.
M.
o
conde
de
Clumbord
não
deses
pera
do
porvir
e
»abe
faser-nos esperar
que,
bem
cedo, talvez,
os
franceses
se
desgostarão
de
vueretu
sem
utu
governo
lixo
e
estável,
e então
veremos
reappare-
cer
a
rnoiiarchia. E
’
apenas
uma
espe
rança
!
Celebrou-se,
ha
alguns
dias,
em
Mar
selha,
cidade
natal
ue
Berryer,
a
inau
guração
d
’
uma
estatua
do grande
e
cele
bre
advogado légitimisla.
Assistiram
a
es
ta
solemntdade
o
general,
o
corpo do
exer
cilo, Mgr.
Place,
bispo
das
Bouches-du-
Rhone,
o
presidente
do
tribunal,
o
mai-
re,
muitos
fuoícióaarios da cidade,
os
nossos
principaes
deputados
legitimistas,
entre
outros
M.
de
la
Roctiefoucauld-
Bisaccia
e
M.
de Roíiez
Benavent e
urna
afllueucia
considerável
que
imprimia a
e&-
lé
acto
o
caracter
d
’uuja
verdadeira
iba-
niféstação
mooarchica.
Pronunciaram-se
quilro
discursos,
porém
nenhum
invofveu
política
;
M.
de
Larcy
ifmitou-se
a
retráçar
a
vida
de llerryer,
prestando
liomena^eío
ao
caracter,
á
eloquência
e aos
princípios
do
grande orador
;
náo
íez
allusão
algu
ma
ás
circuinslancias presentes. iVeste
particular
a
ceremonia
teve
apenas
uni
interessa reiruspcctivo.
E
‘ curioso
vêr
a
insistência
com
que
os
jornaes
revolucionários
do
nusso paiz
se
servem de
Berryer
para combater
o
partido
legitimista.
Teem
mesmo
a
auda-
cta de
atacar
os
princípios d’aquelie qne
Os
nossos
deputados começam
a
re-
gessar
a
Paris,
em
gran
ie
numero,
e
iasem
os seus preparativos
afiro
de
se
aprestarem
para
a
lucta.
que recomeçará
<!<»
dia 11
de
maio. Nio
íáltarn
trabalhos
á
Assembleia,
que
terá
de
oceupar-se
d
’
eHes
immsdiaiamente
á sua abertura;
e
>tre
esses
ha
188
projeclos
de
lei. E'ta
cifra
póde
servir
para
convencer
os lei
tores
de (ju«
a
dissolução
uão
será
effe-
tuadi
cora
tanta
brevidade,
como
o
que
reriam
o;
radicaes
Suppondo
mesmo
que
a
Assembleia
apenas
se
occupará
dos
pro
jeclos
mais
importantes,
legando
os
ou-
tr.is
á
Assembleia
fulo
a,
ser-lhe-ha
ne
cessário
qualro
meses ao
menos.
Muitos
«faquelles
projeclos,
o
da lei
eleitoral,
da
lei
municipal,
da lei
sobre
a
instrucção
primaria,
e
sobre
a
liberdade
d
’ensino
su
perior,
são
mui
importantes
e
lotnarão
necessariamente
muitas
sessões.
Um deputado
com
quem
eu
hontern
conversava
ácerca
da
eventualidade
da dis
solução,
disia-me
que
no
espirito
do
go
verno, a
julgar
por
uma
conversação
qoe
elle
havia tido
com
M
Buflet, as
eleições
geraes
não
poderiam
ler
logar
antes
do
mez
de
maio, ou
de
junho,
do
anno se
guinte.
Afim
de
apressar
o
momento
da
dis
solução,
os
deputados
da
esquerda
se
reúnem
todos
os
dias para escolher
os
únicos projeclos
que
devam
ser
dis
cutidos.
E
’
claro
que entre
as
discussões
es
colhidas
pelos
membros
da
esquerda, não
ti.iuia
a
mais
iipporlante
de
todas,
sob
o
ponto
de
vista catholico—
a
liberdade
d
’
en-
siao
supetiur.
Temos rasões para temer,
que
no
meio
das
preoccnpações
políticas
«ia
votação
das
leis
constilucionaes com
plementares,
depois das
eleições senato-
riaes
e
geraes, esta
lei
não
virá
á
or
dem
do
dia, sendo
legada
a
Assembleia
futura.
No entretanto
os
deputados legitimis-
tis,
sempre
tão
fervorosos
ein
defender
as boas
cansas,
farão
lodos
os
exíorçds
para obter
a
pronopta
discussão
d’
este
im
portante
projecto.
Por
outro
lado o
mi-
nistro
da instrucção
publica
prometteu a
um
deputado influente
propor
a
discussão
aates
da
separação
da
Asseinbfah.
O
governo
concede
a
creação
d
*
íi;»iver-|
sitjades
livres, mas reserva
para
si
o
mo-|
nopolio dos
exames
do
bacherelato,
pre-i
tiitauJo
qoe
o
abandono
d’
esle
prevílegio
mui
proiiucuvo,
em
rasão dos
direitos
mui
elevados
dos
eximes,
privaria
a
Uni
versidade
do
Estado
da
soa
principal
ionte
de
receita.
Âuctorisando
o
estabelecimento
<i’univeisidades
livres,
o
Estado
recusa
conceder-lhes
a collàçáo
dos
graus,
que
é
a
condição
essencial
da
soa
exisiencia,
«
prosperidade;
consente
apenas
a
orga-
uisaçào
ifnin jury
especial,
ao
lado
do
iury
ordinário
dos
profasíores
das Facnl-
cuMades
univebáítarias,
eulre
os
qtnès
os
candidatos
leriara
a
liberdade
de
escolher.
ili
igualraeule
um
outro
projeclo
de
lei
sobre
o
quil ha
algo
is dias
conver
gem
as
álVenções
dos
jornafisias
; é
urri
projecto
de
lei
sobre
a imprensa.
M.
Dufaure
convocou
os
principies
rc-
dactores
dos
periódicos
de
Paris
e
dos
ítepartameutos,
pedindo-lhe
informações
sobre
a
situação
ftspecliva
das
folhas
qúe
elles
dirigem,
e
para
conhecer
os
seus
sentimentos
relalivamente
ao
regime'quê
elles crèera
mais
em
harmonia com
as
necessidades
das
publicações
periódicas.
Os
rclactofes
dos
jurnaes
<'Les
Do-
b.psj,
do «Mouiteur
Ur»
i
versei»,
do
«Siè-
cie»,
tfuma
palavra,
dá
quasi lo
los
os
jornaes
mais
iiripoftm»te>
de
’
Paris,
expo-
serara as
suas opi nóes á cohmíissào
'pre
sidida' por Dofaure, e
lódos
se
piotruu-
ciaram
pela
abolição
das
penas
corporaes
e
pela
completa
liberdade
(PiinpréiiSa.
O
'
ministro
escutou corá aitençâo as
queixas
dos
jofaa.osias;
ims
não
ponde
sempre
até ao
seu
ultimo
suspiro
procla
mou
a
sua
nobre fé religiosa
e política.
Não
respondemos
a
accusações
d
’
este
ge
nero,
completamente
destituídas
de fun
damento
:
a
vida
d
’
(Mo
grande homem,
a
estima
e
o respeito
que
elle
deixa
no
espirito
da maior
parle
de
seus
conci
dadãos, são
o
melhor
elogio
que
se
lhe
possa
fazer.
—
O
governador
de
Paris,
M.
de
Lad-
miraull,
acaba
de
prohibir as
representa
ções do
Cromwell,
no
theatro
Chalelet.
Esta
medida
foi
tomada
em
consequência
dos
tumultos
que
se
deram na
primeira
representação,
provocados
por algumas
frases proferidas
pelo
*
actor
Taillard,
que
pretendeu
representar
o
papel
d
’
tim
verda
deiro
communardo
francez
e
não
o
de
Proteclor
inglez,
cuja
fisionomia
histórica
é
bem
conhecida.
Expectorou
monologo
*
da
sua
lavra,
e
arremedando
M.
Gambet
ia
terminou
orna
das
suas frases
por
es
ta
apostrofe:
<estes
miseráveis
realistas».
A
e*
tas
palavras os
radicaes
desatam
em
apphusos
acintosos, aos
quaes
responde
ram.
protestando,
ruidosos assobios.
Des
de
este
momento
a
salla
do
espectaculo
dividida
em
dois campos recebeu,
cada
um
a
seu
modo,
as
allusões
esvurrnadas
pelo
Cromwell
de
convenção.
Findo
o
es
pectaculo
a
discussão
tomou
.um
cnracler
mais
grave,
liavendo
provocações
e
amea
ças,
que a
policia
veio
sofíocar.
A
me
dida
adoptada
pelo governador
de
Paris
mereceu
a
approvaçâo
de
lodos
os
homens
de
bem.
Ella
é
excellenle
porque
conster
nou
toda
a
imprensa radi
al.
—
No
meio
das
sceuas
d’
escandalo,
de
festas
pouco
rnoraes
qoe
incessamernenle
nos
apresenta
a capitai,
Paris
tem
igual
mente
sua
face
belfa
e
tocante.
N
’
esle
mo
mento,
por
exemplo,
ella
se
agita
sob
o
peso
d
’
uma
viva
commoçào.
E
’
sempre
nas
proximidades
do
mez
de maio
que
teem
logar
as
primeiras
Comrnuohões
c
as
Confirmações
Nunca,
em
os
annos
pre
cedentes,
vimos aproximar-se
da
Mesa
Santa
um
tão grande
numero
de
creanças.
Cada
quarteirão, cada
rua,
cada
casa
pa
rece
ter-se
lallado
para oflerecer um
mem
bro a e«ta
bella
festa
da
Participação
do
Corpo
de Christo.
As
esmolas
feitas
com
esta
intenção
teem
sido
consideráveis
e
quasi
geraes,
e
a-sim
todos,
pobres
ou
ricos,
apresentaram-se
trajando
o
mesmo
vestuário
b<ar.co,—
símbolo
<la innoceocia.
Tori>ou-se
mui
notada
a
filha
do
mare
chal
Mac-Mabon,
commungando,
pela pri
meira
vez,
ao lado
da
filha
d
’
um
sim
ples
operário;
ambas
eram
puras
e
sim
ples
;
e
só
Dens sabe qual
d
’
ellas
era
mais
preciosa
a
seus olhos.
A
impressão
produsida
por e>las
tocan
tes
cerimonias
é
profunda,
e
nos
círcu
los
catholicos
que eu
frequento
coma
se
já
que
300
paes
de
familia
que
ha
an
nos tinham recusado
commuogar,
não
po
deram
ficar
indiflerentes
á solicitação
que
lhes
dirigiam
seus
filhos,
e
uniram-se
a
estes
para
receber
o Sacramento da Eu-
charistia.
Esle
feliz
successo,
faz-nos esperar,
(tara
o
fim do
mez
de
maio,
um
numero
considerável
de
conversões
d
’
este
genero.
e
eu
não
ine
descuidarei
de
informar
ue
tudo
os
leitores,
conhecendo
quão
vivo
e
legitimo
interesse
ligam
a
estes
succedi-
mentos.
II.
betista
EsmNsmá.
Como
não ha
noticias
de importância,
restriogimo-nos
á
transcripção
dos
tele-
grammas
seguintes
:
Bayonna,
1 de
maio. —
D
Carlos
visi
tou
esta
semana
Azpeilia,
Azcoilia, Aya
e
Tolosa.
Dous
novos
batalhões
navarrenses
vão
formar-se.
Dorregaray
recebeu
6
canhões
e
8000
armas.
Casíeils
fez
300
prisioneiros
no
seu
ultimo
encontro.
Os
trens
do
caminho
de ferro, desti
nados
aos
movimentos
de tropas,
vão
cir
cular sobre
o
território
carlista.
—
Hendaya,
4
de
raaio.
—
•
Carlos
VII
recebeu
uma
felicitação
do
Cbili pela
sua
altitude contra
a
revolução.
Reina
a indisciplina
no
exercito de S.
Sebastião.
O.
protesto
de
D.
Izabel
contra
o
de
creto
que
declara
sua
íilíja
herdeio
do
throno,
produziu
uma
grande
impressão
em
Madrid.
O
couselbo
de
ministros de
Madrid,
resolveu
decretar uma
nova
çonscripção.
—
ilenduVa,
4
de maio.—
\
indiscipli
na
do
exercito
afioustsia
do
Notle
vae
crescendo.
Em S.
Sebastião,
o
grande
alarme
causado
pela
revolta
dos
miqueletes,
q
l)e
insultaram
e até esbofetearam
seus
olh.
ciaes,
só
foi
suffocada
quando
lhe
paoj.
ram
ludo
o
que
lhes
deviam
atrazado.
Em
Orio
houveram
as
mesmas scenas
de
revolta, e
as
mesmas
exigências.
Na
Navarra
muitos
batalhões
pedem
a
volta
de
Moriones.
Ora, as negociações
entre
o
ministério
Canovas,
Arobio
e
es
le,
para
lhe
dar
o
comniando
do
exercito
do
Norte,
foram
rolas.
As
acclamaçòes
das
tropas
em
favor
de
Moriones
aterram
o
governo
de
Madrid.
As
auctoridades de
Vitoria
(Alava),
que.
rem
obtigar
os sacerdotes a
pegar
em
ar
mas
contra
os
carlistas. A população
está
escandalisada.
Estella,
3
de
maio.
—
Uma
divisão de
tropas
escolhidas,
commandsdas
pelo ge
neral
Perula,
tendo
ás
suas ordens
os
ge
neraes
de
brigada
Montorza,
Rodrigueze
Calderon,
deixou
ante-honlem
a
nosso
ci-
'
dade
para um
destino
desconhecido.
Cita,
remos
o
3.
”
e 6.
8
de Navarra, antiga
bri
gada
.de
Perula,
chamada
de
resistência
;
I.® e
4°
de Navarra,
tuja
furia é
pro
verbial ;
o
3.
*
e
4.
*
de
Castella,
os
heroes
de
Biurrum,
e
Monte S. Juao,
em
setem-
i
bro
ultimo.
Telegrammas da
Agencia
liavas
Roma
G.
—
A
camara
approvou
hontern
uma
ordem
do <l'a
favorável
ao
governo
por
219
votos
contra
149.
Vienna
8.
—
A
«iNova
Prensa
Livre»
de-
.
monstra
que
a
França
procura
reconstruir-
se
sem
a
precipitação
que
a
perdeu
na
ul-
t
lima
guerra.
Termina
dizendo
a
Prussia
'
não
tem
nenhum
motivo
para
lhe
deefa-
1
rar
guerra.
Bruxellas
8.—
Assegura-se
que a
AHe-
manha
fez
algumas
observações
verbaes
ao
governo
ácerca
d’
uma carta
do bispo
de
Nemur
;
mas
não
lhe
dirigiu
nenhuma
no
ta.
Continuando na camara
dos
deputados
a
discussão áeerca
do
incidente
prusso-hel-
ga,
foi
votada
por
unanimidade
uma
or
dem
do
dia de
Malou
approvando a
con-
ducla
do
governo.
Pariz 9.
—Os
jornaes
desmentem
o
boa
to
de
ler
a
Allemanha
enviado
a
Decases
uma
nota
a respeito do
armamento fran
cez.
Suppõe-se
que a
Allemanha
projectou
a
nota
mas
que a
uão
mandou
até
agora.
A
reunião
da
esquerda
declarou-se
peti
ço
satisfeita
com
Buflet,
mas
não
o
derri
bará.
Quer
modificar
a
situação
pacifica-
menie.
Está
decidida
a
limitar
o
mais
possivel os projeclos
a
discutir
para
dar
logar
á
dissolução
da
assembleia
no
ou-
lornno.
Houve
hoje
uma
festa
de
caridade
em
beneficio
dos feridos
hispanhoes
não
car
listas
como deziam.
O partido
radical
fez uma demonstração
em
Bochoia
a
p-oposito do
centenário
da
annexação
de
Bukowina
á
Áustria.
A
po
pulação tentou
d
*
assalto
o
paço
municipal.
As
tropas
intervieram
e
fizeram
muitas
pri
sões.
Bruxelas
9.—
O
Burgo-mestre
de
Lié-
ge
prohibiu as procissões do
jubileu.
Vienna
9.
=
Um
artigo
inspirado <la
«Re-
vue
du
Luudi»,
combate
as
aprehensões
da
gueira.
Diz
que
o
interesse
da
Prussia
é respeitar
os
tratados
que
lhe
asseguram
as
suas uliimas
conquistas.
Pernambuco
10.
—
Rebentaram desor
dens no
Paraguay.
O governo
toma medidas
energicas
pa
ra
restabelecer
a
ordem.
Hontern
realisou-se
a
abertura das
ca
maras
em
Buenos-Ayres. A mensagem
pre
sidencial propõe
reformas administrativas
e
a
amnistia
política:
Annuncia
uma
polí
tica
de
coucordia para
a
resolução
das dif-
íiculdades
iulernacionacs.
-------------------------------
Pedem-nos
a
publicação
do
seguinte
O conselho administrativo
da
associa
ção
Promotora
da
Industria
Fabril,
lendo
resolvido
promover
uma
subscripção
pu
blica
a
favor
da
viuva
do
conselheiro Joa
quim
Henriques
Fradesso
da
Silveira,
em
attènção aos serviços
prestados
por
tão
be-
nemerito
çidadãó,
em
geral
ao
paiz
e
es
pecialmente
ás
cfa.ssfs
commercial e
indus
trial
;
chama a
attei.çãu publica
para
a
circular
que abaixo
so^ue,
é
espera
que
to
das as
classes,
e
pauiculafíhenié
as
duas
referidas,
se
associem
a esta tributo
de
saudade
e
grali-fão.
Lisboa,
2
de
maio
de
187a,
3
m-nn
ai
m
iiiii
I
i
»
i
urin:--..~i
TrT-.-r
rjiTi
nr
hi
__
Il|.
inf)
snr.
—0
conselho
administrativo
da
Associação
Promotora
da
Industria
Fa
bril,
constituído
em
commissão,
resolveu
promover
uma
subscripção publica
para
com
o
seu produeto
minorar
as
circurns-
tancias
precarias
em
qoe
ficou
a
viuva
do
presidente
do
mesmo concelho,
o
beneme-
rito cidadão Joaquim
Henriques
Fradesso
da
Silveira.
Tão
relevantes
e
assignalados
foram
O'
serviços
que este
incansável
proteclor
da
industria
portuguez
*
prestou
ao
paiz,
e
especialmente
ás
classes
commercial
e
in
dustrial,
que
o
conselho
se
convense
de
que
interpreta
fielmente os
sentimentos ifessas
classes,
honrando
por
aquelle
modo
a
me
mória
saudosa
de
tão
illustre
íinado.
O
conselho
certo
de
qoe
v.
quererá
render
a
Joaquim
Henriques Fradesso
da
Silveira
a
homenagem de
seu
reconheci
mento
e
de
respeito,
e
que
não
se
re-
cuzará
a
annuir
aos
seus
intuitos,
pede
a
v.
se
digoe
subscrever
com
qualquer
donativo.
A
commissão
agradecendo
desde
já a
valiosa
cooperação de
v.
para obra
tão
me
ritória,
tem a
honra
de
se
assignar
De
v.
attentos
veneradores
e
obriga
dos
—
Lisboa, 1
de
maio
de
1875
—
III.
,n
®
snr.—
O
presidente.
Visconde
de
Villa
No
va
da Rainha
—O
thesonreiro,
Joaquim
Moreira
Marques
—
Vogaws.
Antonio
Lopes
Fereira
dos
Anjos
—
Daniel
Cordeiro
Feio
—
Anlonio
Pereira
de
Carvalho—José Ri
beiro
da
Cunha—José
Diogo
da Silva—
Pe
dro
Daupias
(ausente,
tna-
com
auctorisa-
,
ção) —
José
Anlonio
Teixeira
—Manoel
José
Correia
—
O secretario,
Jeronymo da
Silva.
GAZETILHA
SJesêr
ibuiçSo de prémios.
— O
acto
da distribuição
dos
prémios
ás
crean
ças,
o
qual,
como
dissemos
em
o
n.°
precedente,
se
verifica
hoje no
templo
do
Populo,
seguir-se-ha
á
missa celebrada
por
intenção
do
Santo
Padre,
que
começará
ás
8
horas
da
manhã.
Te-Deum.—Os
oíficiaes
e
oíficiaes
in
feriores
do
regimento de
iofauleria
o.°
8
vão
mandar
celebrar
um
«Te-Deum»,
em
acção
de
graças
pelo
restabelecimento
do
digno
commandante
do
mesmo
corpo.
Esta sòlemnidade
terá
logar
no
proxi
mo
sabbado,
no
templo dos Terceiros.
LamentavH desgraça.—
Na
larde
de
segunda
feira
deu-se na
linha
ferrea,
proximo
a
e-ta
cidade,
uma
desgraça
que
consternou
todos
os
que
d
’
ella
tiveram
co
nhecimento.
Na
occasião
*
m
que
a
machina
passa
va
na
freguezia de
Ferreiros, o
ferramen-
teiro
geral
do
assentamento
da
linha
indo
a
saltar
para um wagonete,
perdeu
o equi
líbrio,
e
cainda á
linha
foi
apanhado
pe
la
machina, que
o
deixou instantaneamen
te
mono
e
em
horrível
estado.
Oxalá
que
este
lucluoso
acontecimen
to
sirva
de
espelho
aos
imprudentes.
FaiSecámento.—
Depois
d
’
uma
longa
e
pertinaz
doença, a qoe
não
pederam
obstar
os
esforços
da
medicina
nem
os
desvelos
da
familia,
falleceu
na
sua
casa
de
Balugães,
concelho
de
Barcellos a
ex.Hla
snr.a
D.
Emilia Rosa do
Valle
Amorim
de
Novaes,
irmã do nosso
presado
amigo
o
exc.rn!)
sor.
Manoel
Ignacio
do
Valle
Amo-
Tiiu
de. Novaes.
A
illustre finada
era
dotada
das
mais
extremes
virtudes
;
á
pratici
irreprehen-
sivelmente chnsiã da sua
vida, alliava
em
sublime
grau
o
preceito
da
caridade, dis-
tribuiuifo, a
mãos
pródigas,
aos
desgraça
dos
os
bens
de
fortuna com
que
Deus
a
beneficiara.
A seus
parentes
os
nossos
sentidos
pê
sames;
e
aos
leitores
pedimos
um
P. N.
por
sua aluía.
Outro.
—Já
entregou
o
espirito
a
Deus
o
dr.
Anlonio
Manoel
Alvares,
professor
jubilado"
do
Lyceti, e
que
ha
dias
noticia
mos
âcliar-se
gravémente
enlermo.
No
seu
testamento deixa
entre
outros
os
seguintes legados
:
A
’
Santa
Casa
da
Misericordja 1:300-3
reis
em
inscripções,
com
a obrigação,
de
mandar
reunir,
na catacumba
onde for
depositado, os
restos
mortaes
de
(jeu
irmão
João
da
Silva
Alvares, bem
como
mandar
no
dia
ios Fies
defunclos
pôr
quatro
lu
zes
na
tnesmi,
e
celebrar
doas
missas
ao-
nuâes
n
aquelle dia
ou
immediatos;
2903
reis para .serem
divididos
por
40
fimilias
pobres;
405009
reis
ao
Asylo
de
S.
José;
0O5OOÕ
íeis ao
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Ajente;
3õ05ÓÒO
reis
ao
Hospital
de
8.
Mncos
; ÚOO5'00
e
3
acções
do
Banco
do
Minho
a
sua
créada
Antonia ;
7OO5OOO
reis
e
uma
acção
do Banco
do
Minho
a
outra
sua
creada,
Mathilde
;
1:5005000
rs.
em
inscripções
á
confraria
do
SS.,
da
fre
guezia
d
’
Agrobom,
do
concelho
d
Alfânde
ga
da
Fé,
com
obrigação
de
mandar
ce
lebrar
lodos
os annos orna
missa
cantada
e
sermão
a
Santo
Antonio
no
dia
do
mes
mo
Santo,
e
no dos
Fies
Delonclos
man
dar
resar
sete
responsos sobre
a
sepultu
ra
de
seus
paes.
na
qual
e<tará
uma
ra
sa
de trigo
que
será
levantada pelo parocho
que re«ar
os
ditos
responsos,
e
além dis
so
vestir
dois
pobres
da
f
eguezia.
Deixa
a
sua
livraria
ou
produeto d
’el-
la
vendida
em
leilão,
ao
Estado
Nomeia
por
testamenteiros
aos snrs.
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães,
a
quem
deixa
100-3
reis,
e ao snr.
Jacimho
Fernando
de
Se
queira
Villaça,
a
quem
deixa
4003000
reis
e
0
seu
relogio.
Outro.—
No
dia
10
falleceu
também
0
snr.
barão
da
Gramosa,
Joaquim
José
da
Costa
Rebello,
irmão
do
fallecido bispo
do
Porto,
D.
Jeronymo.
Depois
dos
oíficios
que
tiveram
logar
no
templo
dos
Congregados, foi
0
cada
ver
do
illustre
íinado
cooJusido
para
0
cemilerio
publico.
Fechou
0
caixão 0
snr.
governador
civil.
As
principaes
disposiçõ-s
teslarnenta-
rias
do
snr. barão da
Gramosa são
as
que
seguem:
Deixou
á
irmandade
de N. S.
das
Do
res
dos
Congregados
a
quantia
920-3'300
reis
com
obrigação
d
’uma
rnis
*
a
anntial
(/uma
das
sextas-feiras de
Quaresma, e
de
dar
2:000 a cada
uma
de
7
famílias
pobres
e
honestas; ou
viuvas
pobres
e
ho
nestas. A
’
irmandade
oe
N.
S. das
An
gustias
de
S.
Victor
2003000
para com
pra
d
’
um
andor.
A’
irmandade
de
N.
S.
de
Guadelupe
2003000
reis
para
accrescer
ao
mais
que
para
embelesamento
do
local
da
capella,
lhe
deixou
seu
fallecido
irmão
0
conego
José
Narciso.
A
’
junta de
pa-
rochia
de
S.
Victor
4005000
rs.
para
re-
construcção
da
capella
de
S.
Victor
Ve
lho.
A’
commissão do
monumento do
Sa
meiro
3003000
is.
com
applicação
á
pro-
jectada
estrada.
Ao Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monte
4U0J000
reis,
e
um
con
to
para
fundo
com obrigação
d
’uma
mis-
sa
annual.
Ao
Hospital
de
S.
Marcos
rs.
5095
00
em
dinheiro,
e
tres
contos
em
inscripções
com
obrigação
d’
uma
missa.
Ao
recolhimento
de
S.
Gonçalo 1003000
reis,
e
ao
das
Beatas
de
Santo
Antonio
do
Campo de
D.
Luiz
1.°,
505000
reis,
e
a
cada
uma
das
recolhidas
500
rs.
A
suas afilhadas
Amélia, íilha
de
D.
Maria
das
Dores,
6
acções
do
Banco
Com
mercial
de
Braga,
e
4005000
reis, a outra
íilha
de
D.
Bita
Cunha Reis, 8
acções do
mesmo
banco
e
1505000
reis,
e
a
D. Ma
ria
da
Gloria,
filha
de
D. Rita,
viuva
de
José Fers.andes
Dias,
4
acções
do
mes
mo
banco
e
1503000
reis.
A
D. Julia,
fi
lha
da
Dita D. Maria
das
Dores,
3
acções
do
Banco do
Minho.
A
D. Calharina,
so
brinha
da
sua
parenta
D.
Anna Mendes,
3
acções
do Banco
Commercial
de
Bra
ga.
A
D. Felismiua
Leite
2005000 rs.
Pa
ra
0
monumento
de
D.
Pedro
V
8005000
reis,
que,
com
0
que
deixou
seu
irmão,
perfaz
a quantia
de
2:0003000
reis,
pe
dindo
ao
seu
herdeiro
que de harmonia
com
a
ex.nia
camara
efiectuem
aquelle
pu
blico
monumento
dentro
das forças
d’
a-
quella
quantia,
mas
se
alguma
quantia
mais
lur precisa,
seu
herdeiro
suprirá,
e
dado
0
caso,
o
que
não
espera,
que
de
parle
da
ex.
,na
camara
haja
obstáculo
a
que
se
ellectue
tal obra,
reverterá
o
seu
legado parle para
0
asilo
de
S
José,
e
parle
para
0
Hospital de S.
Marcos.
Aos
seus
errados
Jeronymo
José
da
Costa,
e
seu
irmão
Manuel
a
sua
propriedade
cha
mada da Cheira,
na
freguesia
de
Adaufe,
com
obrigação
de
darem á
sua
creada
Antonia
José
Gomes,
emquanlo viva,
a
pensão
annual
d
’
um
carro
de
pão,
uma
pipa
de
vinho, e
50
alqueires
de
feijão,
e
á
mesma mais
duas
acções
do
Banco
do
Minho.
Aos
seus creados
Maria
503000
reis,
e
João
205Q00
rs.
Aos
seus
amigos
rhòmaz
Wigham
a sua
escrivaninha
de
prata,
que
representa
uma
esfera
;
a
Vi-
ctoriuo
José da
Rocha,
de
Vallença,
uma
salva
de
prata
de
forma
eaconchada ;
á
es
posa
de
Roberto
Woodtiouse
0
seu
jarro
e
bacia
de
piata;
a
seu
primo,
abbade de
S.
Lasaro
1503000.
Ao
seu
procurador
Bernardo
da
Cunha
Barbosa
1503000
reis.
Ao
dr.
Vieira
da
Cruz
W3ODO.
reis,
e
de
sonerado
Je
qualquer
divida
qne
para com
elle
tivesse.
Ao
dr.
Felix Maria
Gomes
7
inscripções
de
IOO5OOO rs.
cada
uma.
A
cada
uma
das
religiosas professas
<!’esta
citlade a
(piem
escaceiam
os
meios
453OO
rs.,
e
ás
meninas
do
coro
do con
vento
dos
Remedios
2-3000
reis
a
cada
uma.
A
’
s Capuchinhas de Guimarães
15000
a
cada
uma.
A
presos
e
presas
120
rs.
A
’
irmandade do
Carmo 1003000
reis,
e
a
N.
Senhora
das
Dores
da
mesma
egreja
1005900
reis,
com
a
obrigação
ambas
de
uma
missa
annual.
A
N. Senhora
da
Con
ceição
de
Villa Viçosa
5005'300 reis
com
obrigação
d'uma
missa
annual.
50$
j
00
rs
dhtribuidos
por
100
pobres
das
freguesias
de
S.
Lizaro
0
S.
João
do
Souto,
seodo
500
reis
a
cada
um.
Nomeou por seu herdeiro
seu
primo
Anlonio
José
Pinto
da
Costa Rebello, e
testamenteiros
visconde
de
Monlariof,
dr.
Felix
Maria
Gomes,
e
conego
Cosia,
dei
xando
a
cada
um
d
’
estes 1005)00
reis
por
anno
durante
0
tempo
da
liquidação
da
herança.
Deixou
ao
Asilo
de D. Pedro
V
1:0003000
reis
com
obrigação
de
não
contrariarem
0
inventario
de
seu
fallecido
irmão
0
conego
José Narciso,
e
neste
caso
passaria
0
legado
para
0
Asilo
de
S.
José,
bem
coino
mais
6
contos
de
reis
da herança
do
mesmo
seu
fallecido
irmão.
Ao
mesmo
Asilo
de
S.
José 2
contos de reis,
sendo
um
para fundo
e
outro
para
obras
da
nova
enfermaria.
Ao
Monte-Pio
dos
A«listas
de S.
José
4003300
reis
em
inscripções.
Ao
recolhimenio
das
Orfás da
Ta
ma
uca 5005000
reis
para
fundo
do
mesmo,
e
duas
acções
do
Banco
do
Minho,
sendo
d’ellas
iisufrocluaria
D.
Frao-
cisca
Romana,
religiosa do convento dos
Remedios.
A
seu
afilhado Joaquim, íilho
do
seu
.herdeiro,
1:0003000
reis.
Mais
ás
suas
afilhados,
uma
filha
de
José
Barroso
1005000
reis
e outra
filha
de
Alberto
Lejle lOO^OOO
reis.
A
D
Ma
ria
das
Dures 2003000
reis.
A
lodos
os
creados
e
creadas
205000
reis a cada
um.
A
sua
prima
D.
Maria Emilia, irmã
do
seu
herdeiro
23000
reis
por
mez. Dos
6OO3OOO
reis
que
lhe devia
Antonio Maria
Campello,
deixa
2003000
reis
a
um
filho
d
’este,
e
409-3000
aos filhos do
seu
amigo
Roberto
Woodouse.
í
S
méito
.
—
Dá-se
hoje
á
sepultura 0
ca
daver
de
D.
Maria
José
Augusta
Correia,
esposa
do
snr.
Narciso
José
Lourenço
Correia,
proprietário
e honrado
cidadão
d’
esta
cidade.
Tem
pomposos
oíficios
na
egreja
dos
Congregados.
Acompanhamos
aquelle
nosso
amigo
na
dòr
que
tão
irremediavelmente
o
acaba
de
ferir.
EXPEDIENTE
DA
ADJUINISTUA-
ÇÃ0.
Carlas
e
avisos
recebidos desde
12
do
cor
rente
até
hoje.
Arcos.—
Encommendado
de
S.
Paio
de
J
0
Ida—Recebido.
Coimbra.
—
Luiz
Gomes
d
’
Abreu
Couto
de
Amorim
Novaes
—Idem.
Porlo.
—
Anlonio
Xavier
da
Silva
Cunha
Telles—
idem.
B
olsa
de
B
raga
10
de
maio
de
1875
EíTectuado
Banco
da
Regoa
495600.
Banco
do
Alemlejo
115900.
Banco
de
Bragança
133000.
Inscripções
d
’
assentamento
50,00.
BOLSIM
Banco
do
Douro
885OOO.
Banco
Commercio
e
Industria
21^,85'3.
Banco do
Alemlejo 115950.
Banco
Portuguez
(2.
a
emissão;
2i$200.
Dilo
dito
215-50.
Obrigações
do
caminho
de
ferro do Minho
e
Douro
2l.
a
emissão)
895800.
Inscripções
d
’
asseulamenlo
50,00.
11
de
maio
de
1875
Banco
do
Alemlejo
11-3030.
Dilo
dito
1
13030.
Banco
Portuguez
215130.
Dito dito
21-3750
Dilo
dito
213890.
Banco
do
Douro
885000.
Banco
Mercantil
de
Braga
113'903.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
AGRADECIMENTOS
D.
Rita de
Cassia
de
Azevedo Cóutinho
e
Moura,
penhoradissima
para
com
todas
as
pessoas que lhe deram
a
immerecida
consideração
de
a
visitar
por occasião
do
lallecirnenlo
de
seu
presadissimo
primo,
o
reverendo
conego João José
de
Azevedo
Coutinho;
e
bem
assim
para com
todos
os
cavalheiros, que
lhe
deram
a
maior
pro
va
de
estima,
assistindo
ao
ofíicio
fúnebre
que
por
alma
do
dito
seu primo
foi
cele
brado
na
Sé, acompanhando
depois
ao
ce
mitério
0
cadaver
do
tinaJo,
veto
por
es
te
meio, agradecer-llies
e
significar-lhes
0
seu
infinito
reconhecimento,
protestan
do
a
todos a
sua
eterna
gratidão.
Braga
8
de
maio
de
1875.
(2431}
ANNUNCIOS
O
jnry
nomeado
para examinar
os
can
didatos
ao
magistério
de
instrucção
prima
ria
(!.°
grau)
n
’
esia
primeira
epocha
do
cor
rente
anno,
annuncia
que
está
lixado
0
dia
15
do corrente
mez
de maio,
para,
pelas
9
horas
da
manhã, começar 0 exame
(bs
provas
escriplas,
n
’
uma
das
salas
do
Ly-
ceu
d
’esta
cidade.
Braga
8
de
maio
de
1875.
O
secretario
do jury,
(2423)
João
Luiz
Correia
Júnior.
Redução
de
preços
O
Café
Vianna
acaba de
receber
uni
grande
sortimento
de
bolachas,
que
vende
por
preços
extremamente
commodos.
por
esse
genero
lhe
vir direclamenle
da fabrica.
No
mesmo
estabelecimelo
estão
á
ven
da:
vinhos
do
Porlo,
Champagne,
Madei
ra,
Xerez,
Bordeaux e
Collares,
todos
de
superior
qualidade.
(2120}
VENDEM
SE
Tres
motadas
de
casas
na
rua
No-
va
de
Santa
Cruz,
com
os
n.os
6.
e
|>
ara
0
seu
3
j
nsle
falla-se
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
72.
(2130)
O
juiz
e
mais
mezarios
da
confraria
de
S,
João
Baptista
desta
cidade,
an-
nunciam
a
venda
d
’
um
frontal
d
’
altar,
dous
anjos
de
madeira
e
dons
andores
doura
dos, lambem
de
madeira,
tudo por
preços
rasoaveis e
em
sufrivel
estado
para
poder
servirem
qualquer
egrejr.
Quem
pretender
comprar
estes
objeclos,
póde
dirigir-se
ao
lhesoureiro
da
confraria
Manoel
Ignacio
da
Silva Braga,
negociante
estabelecido
na
Praça
d
’
Alegria,
casa
n 0
17,
o
qual
para
isso
se
acha
competentemente
auclorisado.
O
secretario
da
confiaria
Manoel.
Bernardino
da
Cunha
e
Silva
(2129)
Convocação
de
credores
Pelo
juiz
commissario da
maça fallida
de
Bernardino
de
Araújo
Carvalho
Reis,
negociante
que foi n’
e?lâ
cidade,
foi
mar
cado
0 dia
26
do
corrente
pelas 9
horas
da
manhã
para
a convocação
ou
reunião
de
credores
do
dilo
fallido,
qne
hade
ler
logar
na
casa
do
tribunal
d
’esía
cidade,
silo
no
largo
de
Santo Agostinho,
alim
de
se
proceder á
verificação
dos
créditos,
con
forme
o
disposto
no
artigo
1181
do
Cod.
Com. Previne-se
os
mesmos
credores
para
que,
se
houvessem de
mandar
pessoa
que
os
represente
com
procuração,
deverá
esta
satisfazer
as
condições préscriplas
e
exigidas
pelo
art.
1201
do
cit.
Cod.
Como
procurador
dos curadores
fiscaes
provisorios
(2132)
Paulino
Evanslo
da Rocha.
Joaquim
José
Pereira Guimarães,
rua
de
S.
Marcos
u.°
29,
par
icipa
a
todos
os
seus Ireguezes
e
amigos,
que
f..z
toda
e
qualquer
ubra
por
medida,
cada
um
fac
to
inteiro
a 3-5OtjO
reis e
d
’
ahi
para
bai
xo
0
menos
qoe
poder,
tmlo
bem
feito e
na
moda.
Rcspuosabilisa-se
por
lodo
o
prejuiso
que possa
haver
em
qualquer
obra.
Braga
11
de
maio de
1875.
(2133)
Catalogo
tf
alguns
livros
que
se
vendem
na
Livraria
Catholica,
rua do
Souto,
n.°
10.
Braga.
Elucidário
das
palavras, termos
e
frases,
que
em
Portugal
anligamente
se
usáram.
Liboa
1799. 2
vol.
foi.
enc.
«30600.
Cândido
l.tiMitaiio.
Diccionario
poé
tico.
1
vol. em
4.®
enc.,
900.
Antoine.
Theologia
Moralis.
4
vol.
em
8
0
eoc., 10000.
Ilictionaire
hintorique.
4
vol.
em
8.
°
gr.
enc.,
20400.
Nlartyrologium Romanun
(1584'
20250
Idem,
com
notas
(1620),
10200.
Methoilo
«Ia Liturgia Bracaren
se.
Braga
1837.
1
vol.
em
4
°,
400.
Verdadeiro methodo de estudar
(Verney)
3 vol.
em
4.®
enc..
10500.
Quevedo.
Obras.
5
vol.
em
4.® enc.
30000.
Nlirabilia llomae.
1575.
1
vol.
et>C
10200.
Conduite de»
confe
**
eur
*
.
Trata
do
de
confiança
na misericórdia
de
Deus.
1
vol.
enc.,
300.
Divecteur
spirituel.
1
vol.
240.
Elementos.
d
’
Higyene,
por
Franciaco
de
Mello Franco.
1
vol.
400.
Farção.
Obras
poéticas.
1
vcl. em 12.°
enc.
300.
i
*
.
c
Jlontreuil,
Estabelecimento
de
la
Iglesia.
5 vol.
em
4.°
20500.
Azevedo.
Chronologia
dos Summos
Pontífices
1
vol
enc.
200.
Mouarchia Lusitana,
parte
I,
II,
III,
IV
cada
volume.
300.
Mystica Citadad de Bio
*
.
3 vol.
em
foi.
enc.
40500.
Guevnra.
Oralorio
de
Religiosos.
1
vol. enc.
200.
«Justa
acclauuação
de
D.
João
IV.
1
vol.
em foi.
enc.
20250.
•
Caraniiiru.
Poema
epico.
1
vol.
enc.
240.
Além
d
’
estes
ha
outros
livros,
que
ven
dem
por
preços commodos.
Moreri,
Diccionario
hislorico
(Em es
panhol)
10
vol.
em
foi.
200000.
Rivrrius.
De
per
fedo
canonico.
2
vol.
em
foi. 20400.
Searfantoni.
Lucubrationes
Canoni-
tales.
2 vol.
em
foi.
50000.
Duereux,
Séculos
Christão.
41
vol.
em
8.°
30300
Fleury.
Ilisloire Ecdesiaslique.
40
vol.
em
8.°
120000.
CONVITE
A corporação dos ofliciaes e
ofliciaes
inferiores
do r
egimen
to
dmfanleria
n.’ 8,
resolvendo
mandar celebrar no dia 15 do
corrente mez, pelas
12
horas
do
dia, no templo dos Tercei
ros,
um
Te-Deum
em acção
de
graças,
pelo restabelecimento
do
Ex.— Snr. Coronel Commandan-
te
do mesmo,
Sebastião da Mat-
ta
Moniz
da
Maia, convidam, por
este
meio, todas as
pessoas que
desejarem
honrar este
acto com
sua presença.
Braga
10
de
maio de 1875.
(2428)
Santa
Casa
da
Misericórdia
da
cidade de
Braga.
A
Meza
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’esla
cidade,
faz
saber,
que
tem
deliberado
remover
para
o
cerni-
lerio
publico
as
catacumbas
e
ossadas que
se
acham
no
antigo
eemiterio
dos Des-
presos
;
convida, portanto, os herdeiros nu
parentes
dos
fallecido»
que
temporariamen
te
foram
depositados nas mesmas
cata
cumbas
a
virem
no
praso
de
60
dias,
contados
da
data
d
’e»le
annuncio,
tomar,
quando
queiram,
conta
da
respecliva
os
sada,
sob
pena
de
findo
o
referido
praso,
se
proceder
á
competente
demolição
e
se
rem
esses
restos
mortaes envolvidos na
ossada
geral.
Braga
e secretaria da
Misericórdia
5
de
Maio
de
1875.
O
Provedor,
i2422)
Manoel
Justino
Marques
Murta.
s
&
8)
0
Esta
empreza
faz
publico
que
desde o
l.° de
Agosto
até
31
(POutobro,
estabelecerá carreiras
diarias
para
o
seu
estabelecimen
to
de
banhos
no
sitio
de
Suavernar,
arrabalde
d’
esta
villa,
pelo
preço
de
60
reis,
cada
banhista.
Convida
portanto o
publico
a
visitar aquella praia
e
estabe
lecimento
de
preferencia
a
qualquer
outra, certa
de
que
a
sua
vidade
da
praia,
a
modicidade
nos
preços, tanto
das
casas
de
ha
bitação,
como
de
transporte e
banho,
permiltirá
a
empreza
asse
verar
que
soube
conciliar
os
seus
interesses
com
os dos banhis
tas.
A
direcção
incumbe-se
igualmente
de
promover
os
alugue
res
de
casas de habitação
a
quem
assim
lh’
o
solicitar.
(2421)
Joúo
José Lopes.
uviv
oa
soHXiva vava vzaadws
f
I
EM
CHARLEVILLE.
(FRANÇA)
A
’ Loja
Caclmpuz—
acaba
de
chegar,
directamenle,
d
’<rquella
fabrica,
um
varia
do
sortimentod’
objectos
de
ferro
fundido,
os quaes, pela
sua
perfeição
<le
obra e
modicida
de
de
preço,
se
tornam
preferíveis
aos
de
outra
qualquer.
Abaixo
vae
um
catalogo da
maior
parte
dos
que
agora
chegaram
e
se
acham
patentes
na
dita
loja.
Cruze»
de
lindo» feitio
*
para sepul
tura».
Coroa» idem
idem.
Imagon» do Crucificado, diverso
*
tamanho».
Bomba
*
d’a » !'>>»• continua, no
vo
*
yntema.
Coainhaade feitio
*
diversos.
Capachos
para escada
*
ou corredo
res.
Cercadura» para jardins.
BANCO
DE
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada
São
convidados os snrs. accionistas d’este Banco a entra
rem
com a
2.
*
prestação
de 10
p. c. ou
1$
reis
por
acção.
nos
dias
20 e 21
do corrente mez.
Em
Vianna,
na casa do Banco.
No Porto,
na
Caixa
Filial
do Banco.
Em Lisboa, em casa do agente o snr. José
Antonio dos
Reis.
Em
Braga,
em casa dos agentes os snrs. Carvalhos & C.‘.
Vianna,
7 de maio de 1875.
OS
DIRKCTORBS,
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João
n?
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho até
mesmo fundido.
(860)
BORRACHAS
DE ENXOFRAR
Manoel
Lourenço d’
Arnujo Braga
Rua
do
Campo n.
*
22.
Acaba
de
receber
uma
porção
d
’
este
genero,
de
boa
qualidade,
que
vende
por
preços
muito
barato»,
assim
como
enxo
fro
de
superior
qualidade.
(2360)
$
&
%
<s
4
$
O
Director,
5
Esearradore
*
para salas.
Bescanço
*
para guarda-chuva
*
.
Caixa
*
para phosphoro
*
.
Vato»
para
suspender
flores.
Pirâmide
*
para escada
*
ou
va
randa
*
Raspadores
de ealçado.
Cassarolas
de vario
*
feitios,
etc
Anlonio
Maria
Baplista
Camacho
José Martins
Barbosa
João
Abel
de Oliveira.
(2434)
\João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.
9
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
ALVIÇAfíAS
DeseBceminluram-se os
papeis
d
’
um
sacerdote,
desde Salamoade
até
a
e»ta
ci
dade.
Qeem
es
tehar
tenha
a
bondade
de
o»
entregar
■'esta
redaeçãe,
•
receberá
al
vitras.
(2410)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Soeiedade
anonyma
de responsabilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas d
’
es-
tc
Banco
a
fazerem
a
entrada
d
*
5.“
e
ul.
tima
prestação
de
suas
acções,
na
rasão
de
20
por cento
ou
100000 reis
por
acção,
desde
o
dia
8
até o dia 16
de
maio
pro
ximo
futuro.
Em
Villa
Real,
na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na
casa do snr. José
Julio
da
Costa.
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
João
Ma
noel
da
Silva
Guimarães.
Villa
Real
26
d’Abril
de 1875.
Os
gerentes,
Joaquim
José
da
Silva
Guimarães
João
Pinto
Ferreira
Agostinho
José
da
Costa.
(2403)
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada
Banco
Commercial
de Coimbra
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
te
Banco
a
entrarem
com
a
6.a
prestação
de
10
p. c.
ou
50000
reis
por
acção na
con
formidade
dos
artigos
10
e 11
dos
esta
tutos,
nos
locaes
abaixo
designados,
des
de
o
dia
11
até
ao
dia
20
do
corrente
>
e
das
11
da
manhã
ás
3
horas
da
tarde.
Os
agentes
do
Banco
:
no
Porto
o snr.
José
Julio da
Gosta,
em
Braga
os
snrs.
Je-
ronymo
José
Pereira
Pinheiro
&
F.
08
,
em
Vianna
o
sur. Elias
Augusto Vieira
d’A-
raujo,
e
em
Lisboa
os
snrs.
Correia
&
C.
a
,
105,
rua
dos
Fanqueiros,
estão
auctorisa-
dos
a
receberem
a
importância
d’
esta
pres
tação
e
a
rubricarem
o
recibo
nas
acções.
Em
Coimbra,
o
pagamento
f.ir-se-ha
no
edifício
do
Banco.
Banco
Commercial
de
Coimbra,
4
de
maio
de 1875.
Os gerentes
Manoel
dos
Santos
Júnior
Jcsé
Barbosa
Lima
(2419)
J.
Melchiades
Ferreira
Santos..
Nova
empreza
fie
trens
Faz
publico
que
desde
o dia
13
de
Maio
a
sua carreira
de diligencias
diaria
que
tem
entre
esta
cidade e
a
Egreja
Nova segue á
Cruz
de
Real.
Sae
de Braga
ás
3
da
tarde,
chega
á
Cruz
de
Real
ás
7.
Sae
da
Cruz
de
Real,
ás 6
da
manhã,
chega
a
Braga
ás
10.
Tem
demora
no
Pinheiro
1
quarto de-
hora
na
ida,
outro
na
volta.
Preço*
Pinheiro
dentro
240
Fóra
200
Egreja
Nova
dentro
400
Fóra
360
Cruz
de
Real
dentro
500
Fóra
440
Outrosim
Fax publico
que
desde
o
dia
15
sus
pende
provisoriamente
a
sua
carreira
de
diligencia
diaria
entre esla
cidade
e
a
vil-
la
dos Arcos.
Braga
10
de
Maio
de 1875.
O
Gerente,
(2426)
Eduardo
Pacheco.
MUITA
ATTENÇÃO
Ao
Baratair»
de
Braga,
da rua
de
S.
Vicente n.
9
92
Chegaram
as
fazendas
próprias
da
esta
ção
do
verão,
es
mais
bonitos
gosstos,
e
»
mais
alta
aovidade
que
vae
vender,
por
preços
inteiramente
baratos,
sem
compe
tidor.
Fatoe
de casimira
para
homem
a
10500
reis
e
fite eernpleto.
Lis
para
vestidos,
bonitas,
a
100
e
120
rei.
ehitos
modernas
a
400
reis.
(2418)
BSÃOA
:
TTPOOBÀPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_13051875_345.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)