comerciominho_13041875_332.xml
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3.’ ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
332
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.®
3
E, para
onde
deve
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=•
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como,
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
JPVKtAC.^-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.
—
Provin
das,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre
1$250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5â500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 ®/0
d
’
abatimento.
BRAGA-TERÇA-FEIRA
13 SE
ABIUI»
Sueeeasoa d’Hc»s»anlaa
Faremos
algumas
rapidas considerações
á
carta
quese
attribue
a
Cabrera, e
se
afltr-
ma
que
elle
dirijira
a
Carlos
VII,
arrastado
pela
lei
inexorável
de
sua
lastimosa que
da.
Reprodtisiremts
primeiramente
os
ter
mos
em
que
o
renegado
beroe
falia
ao
príncipe
que
trahiu
:
«Pois
qoe,
livre
de
todo
o
compromis
so,
reconheci
Afionso XII
como
rei
de
Hespanha,
Vossa
Alteza,
sem
consultar
seus
conselheiros,|sem
convocar
juízes
sob
stituindosua
vontade
ájlei,
impôe-me
uma
pena
que, para
ura
militar
é
peior
que
a morte.
Este
acto
de Vossa
Altesa
seria
minha
melhor
justificação
se
eu
tivesse
necessidade d
’
ella.
Os carlistas ainda
hesitantes
poderão
apreciar
a
justiça
e
a
sabedoria de D.
Carlos.
Vossa
Altesa
decre
ta
a
sentença
e
executa-a.
Que
posso eu
responder
?
<
Que
Vossa
Altesa
retome, pois
as
decorações
e
os
titulos
que
adquiri
com
o
meu sangue.
Eu
guardo
as
minhas
feri
das
e
as
recordações
de meus serviços
Que Deus
julgue
entre
a
vossa
conducta
e
a
minha!
Eo
sacrifico
voluntariamente
á
paz
as
honras
que
devo
á
guerra.
E
ago
ra
que
Deus
inspire
Vossa Altesa e
lhe
dicte
a
unica
lesolucção
que
póde
apres
sar
a
regeneração rfHespanha
Ramon
Cabre
ra
—
Biarritz
26
de
{(Março
de
1873.»
Na
verdade,
a
espada
do
joven
conde
de
Morella
valia
mais
do
que
a
penna
do
velho
político
aflonsino.
A
inconsequência
e
a
inconveniência
alliam-se
n
’este
docu
mento
extravagante
e
villào.
Se
Cabrera
reconheceu D.
AÍToasocomo
seu
rei,
quevá a
Madrid,
e
elle
lhe
conce
derá
titulos,
gráus
e
condecorações.
Qoe
importa a
Cabrera
o
decreto
de
Carlos
VII?
No
momento
em
qoe
elle se
incli
na
perante
o
throno
revolucionário
pres
tando-lhe
preito
e
homenagem reconhece
do modo
mais
evidente,
o
throno
legiti
mo.
Oh!
O
protesto
de
Cabrera,
contra
a
condernnação
qoe
lhe
infligiu
Carlos
VII
óo
grito
da
consciência,
é
a
revolta d
’
aquel-
le
coração
que
nascêra
carlista.
Cabiera
pôde
matar
a
soa
gloria,
nus
não
pôde
malar
a
sua
conciencia.
que
freme
sob
a
justa
sentença
de
seu
verdadeiro senhor
e
rei
Não
se
pó
de
ser
impunemente
um
heró
nos
bellos
annos
de
fé,
de
dedicação
leal
,
de
sacrifício
cavalheiresco.
«Eu
guardo
as
minhas
feridas
ea
re
cordação
de
meus
serviços»
diz
Cabrera.
Sim,
elle
guarda
essas
feridas,
essas
no
bres
feridas
qce
lhe
ficam
gravadas
coino
testemunhos
do
passado
gloriosos
protes
tar
contra
o presente
ignóbil.
Suas
recor
dações serão o
seu
castig»,
e
a
expiação
começará,
para
elle,
etn
seu
proprio
cora
ção.
Grande
e
triste
objeclo
de
estudo,
pa
ra
o
psycologo
e
para
o
moralista
é
aquelle valente
que
tombou nos charcos
da
política
doutrinaria
deixando-se
enredar
n
’ella
—
Samson
desprovido
de
sua loiça e
de
sua
virtude
pela
seducção do
rnode-
rantismo
revolucionário—
Hercules
emara
nhado
nos
tramas
preversos
«la
diploma
cia
em que
nem mesmo
uma
mosca
caute
losa
se
prende
—
guerreiro
de
gladio
em
botado
e
torcido
na orgulhosa
enfatua-
ção
da
riquesa
e
da
personalidade
!
Aquelle
grande
soldado
degradado
tem
rasão
quando
exclama
que
<a
sua pena
é
peior
que
a
morte.»,
mas
recorde-se
de
que
foi
elle
que
a
si
mesmo
se
degra
dou
antes
de seu
rei
pronunciar
a
sen
tença. A
bondade,
a
paciência
e
a
ma
gnanimidade
que
teve
sempre
Carlos VII
para-
com
o
antigo
general
de
Carlos V
e
de
Carlos
Vf,
sabera-n-o
Deus
e
os
car
listas.
Cabrera
errou o
passo dirigiuJo-se
a
elles.
Os
exercitos
reaes. as juntas
e a
deputações
provinciaes
já
fallaram
sobre
•
as
sumpto
levantando
unani«te
e
harinonico
concerto
de
enthusiaimo
e
de
fidelidade.
A
victoria
pronunciará
agora a
ultima
pala
vra
!
c. v.
Os
eatliolisQS-liberaes e os frane-
maçôes.
(
ContinHuçMo)
Mais. Bem
como
na
Egreja
de Chrislo
ha
o
povo
christão,
que
é
donde saem
as
recrutas
para
as
ordens
religiosas
ou
ec-
clesiasticas
;
assim
ha
na
contra-egreja
de
Satanaz
o
povo dos
malignanles,
n«
qual
se
recrutam
as
heresias,
as
seita
*
e
ag«ra
especialrnente
a maçonaria.
Bem
como
é
ridículo
b
que
os
maçons
por
ahi dizem,
que
todos
os
bons
são
jesuítas
;
assim é
ridículo
o
que outros
dizem, que todos
os
maus
são maçons.
Uma coisa é
estimar,
amar,
defender
os
jesuítas
e
as
demais or
dens religiosas; outra coisa é
ser
jesuita
ou
religioso
da
companhia,
no
sentido
stiicto.
E
pela
mesma
fôrma,
uma
coisa
é ser
amigo
ou
participante
das
idéas
ma
çónicas,
outra
coisa
é
ser maçou.
Quan
do
muito,
poder
se-á
dizer
que
aquelles
laes
são
ajesuilados
ou
jesuilanles.
Por
isso
dizia
eu
que, a
meu
ver,
catholico
liberal
só
por
si
nada
significa
senão
ca-
tholico
apedreirado,
por
outra
catholico
ma-
çonisanle,
(*)
e
por
outra
poder-se-ia
dizer
ad
inshar
par
ticipanlium.
Guino
é
qoe
se
faz
para
ser
maçoni-
sante?
Basta
admiltir,
defender,
sustentar,
amar
algum
dos
princípios
maçonicos.
E
quaes
são
este
*
princípios.
São
exacta-
mente
os
que
se chamam
princípios
libe
raes.
Estes
quando se
levam
ás
suas
con
sequências ultimas
(que
é
o
fim da
ma
çonaria),
destroem
radicalmente
o
sobre
natural.
Purém mitigados,
temperados,
sub-
ministrados
cm
pílulas
doiradas, destroem
no
a pouco
e
pouco,
como
peçonha
len
ta,
e
quasi
sem
deixar
vestígios
do crime.
Entra
um
italiano
a
pensar
que
impor
ta
ser
catholico
sim,
mas
italiano
lam
bem.
Estamos de
accordo.
Também
os
hotientotes
e
os
habitantes
de
Caprera,
leem
direito
de
dizer
:
«Nós
cá
somos
calholicos
capreiricos,
catholicos
holenlotes.»
Alendo-se
ao
direito
rigoroso,
ninguém
póde
ser
increpado
por
se
chamar a
si
mesmo,
quando
quizer:
«Catholico
italiano
«e morador
em
Descariéga-asnos,
rua
de
«Cavour
(porque
já
é
impossível
que
falte
«uma
rua
de
Cavour
em
qualquer
aldeia
«da
Italia)
numero
1.
segundo
andar á
«esquerda.»
Ninguém
lhe
podia
dizer
na
da
;
mas
o
que
se
assignasse
n’
esta
fôr
ma, tinha
bilhete
para
ficar
na
casa
dos
orales.
Ora
que
siso
especial
arranjariam
alguns
calholicos
por
essa
Italia para
se
assigoateiu
calholicos
italianos? Evidente
mente
leva
isto
agua
no
bico.
Bem
o
sa
be
o
raaçon
cadimo.
O
maçonsinho
ingé
nuo
á
que
não
o
sabe.
A
bons
santos
se
eucommendou
!
Gaba-se de
catholico
ita
liano
:
coitado!
não
sabe
ainda
que
italiano
n
’
esle
caso
não
significa
uma
paina,
mas
urna
doutrina
;
e
uma
doutrina
que não
é
italiana, nem
francesa, nem
portuguesa,
mas
liberal, isto
é
maçónica,
em
quanto
(•) Não
exuauhetn
os
puristas
este
neo
logismo,
que
não
soubemos
traduzir
por
outro
termo
todo
a
força
do
italiano
mas-
soneggianle
;
e
defende-nos a
analogia
com
hebraizanle
(perdoem
os
maçonisanles
:
esta
approximação frisa
tão
bem !)
N. do
traduclor.
suppõe tacitamente
e
até
diz
á
bocca
cheia
que
presentemente
h»
em
Italia
italianos
catholicos
que
não
são,
como elle é. calho-
licos
italianos.
Eu
conheço
a
boa
fé
com
pleta
e
a
«inceridade
puríssima
do catho-
licismo
dos
laes
senhores
que
se
dizem
catholicos
ilaliunos. Mas
eu
não
fali
o
das
pessoas,
fallo
do
aconteciwento
em
si.
To
mei
este
que
é
de
importaocia
minima,
para mostrar
com
que
arte
o» liberaes so-
bredoiram
as
pilulas e
as
vendem assim,
e
cem
que
simplicidade
as
engolem
por
esse
mundo
alguns
bons
homens
muito
de bem.
Com
effeilo,
dado
que
não
haja como
não
póde haver,
opposição
entre
o
ser
al
guém
catholico
e
o
ser
italiano;
para
que
lhe
serve grudar
este
adjecli»o
?
Pois
se
não
podér
haver
tal
opposição,
como
ae
facto
não
póde,
que
vem
cá
fazer
um
adjectivo
que
deixa suppôr,
em
quem
o
traz
pega
do,
a
possibilida
!e de
querer
tawbem
em
cerlos
casos
pespegar-lhe
em
cima
um ad
jectivo
anti-calholico
?
Nem
sequer
por
imaginação
lembra
o
caso
de
um
calho-
lico
nascido etn
Italia
não poder
ser
ita
liano.
Mas
se
o
caso
podesse dar-se
ou
ao
menos
imaginar-se
(como
elles
fazem
lonlamenle
suppôr
com
o
seu
inútil
adjec-
tivo),
dos
dois
adjectivos
a
qual
é
que
se
agarravam? E
não
caem
na
conta
estas
alminhas
que
isso
mesmo
pretende
d
’
elles
o
liberalismo,
ou a
maçonaria,
que
vem
a
dar
oo
mesmo:
sim,
pretende
uma im
plícita e
lacita apostasia,
embora
elles
a
não
intendam nem
subintendain,
apostasia,
quando inais
não
seja,
0
’
aquella
senten
ça
de
Chrislo
:
Qui
diligil
palrem
et ma-
Irem
plus quam
me
non
esl
me
dignus.
«Quem
ama seu
pae
e
sua
mãe
mais
que
a
mim,
não
é
digno
de
mim»
: e
mcis
é
certo
que
ninguém ordena
mais do
que
Jesus Chrislo,
o
Evangelho
e
a
Egreja,
que
se
honre
pae
e
mãe,
e lambem a
palria.
Mas
assim,
como
ninguém
diz
:
«Sou
ca
tholico
parmense»,
nem tão
pouco
«sou
catholico
e
sobrinho de
meu thio»,
por
que
são
coisas
subinlendidas,
que
a
dize
rem-se
explicilainenle
pódem
fazer perce
ber coisa
dillerente
e talvez
mais
do
que
se
quer
dizer; assim
também
nenhum
ho
mem
sisudo, que
comprehende
o
valor
das
palavras,
se
hade gabar,
com diflerença
e preferencia
d
‘
oulrem,
de
ser
catholico
italiano.
Se,
puis,
n
’uma
pouquidade
tal
e
em
coisa
por
certo
tão innocente
na
intenção
dos
que
a
usam,
quem
raciocina um
tanto
sublilmenle descobre o
veneno
liberalen-
go
disfarçado
com
o
oiro
italiano: o
que
havemos de
dizer
d
’
esses
outros
princípios
e
palavrões
maçonicos e liberaes, tolerân
cia,
conciliação,
liberdade
de
cultos,
de
pen
samento,
de
imprensa,
princípios
de
89,
sociedade
moderna,
e
outras
baboseiras
a
este
inodo
equivocas
e
ambíguas
;
que
oo
não
dizem
coisa
nenhuma,
se
são
verda
deiras,
ou
dizem falsidade e
mais
falsida
de
se
valem
alguma
coisa
diflerente
do
que
se
«usinou
sempre
na
Egreja,
e
do
que
se
lia entendido
na
sociedade
moderna
e
an
tiga?
Todas
essas
expressões
e
formulas
de
princípios
modernos estão
armadas
de
ratoeiras
e
esparreilas para
os
morgaohos
e
taralhões,
ou
seja
para
os
maçonsinhos
de
hoje
em
dia,
que
se
lem
por
uns
gran
des
homens
só
por
saberem
ler
e
mesmo
escrever
um
artigo
de
jornal,
sabe
Deus
em
qoe
língua.
Todos
estes
criançolas,
mais
ou
menos calholicos e
italiano
*
,
que
trazem
encasquetada
uma d
’
eslas
ideias
fal
sas
e
equivocas,
fórmam
a
massa dos
que
se
intitulam
calholicos
liberaes
e
que
nao
são
era verdade senão
catholicos
maçonisan
les;
por
outra
são
sachnstas
e
moços
do
coro
d'aquelle
arcipreste do
templo
de
quem
falíamos
(na
correspondência
precedente),
o
qual os
vae
vducando,
sem
elles darem
p«r
isso,
no seu
seminário
para
sairem
capazes de
maiores empreses
e
asneiras
maiores.
A
maçocaria
realmenle
é
um
cul
to e
uma
escola,
que
tem
os
seus
prela
dos
e
professores,
tem assim
mesmo
seus
seminaristas
e
seus
escolares
de
primeiras
leiras,
muitos
dos
quaes
não
receberão
nun
ca
as
ordens,
nem
subirão
á
cadeira
; mas
ficarão
sempre
com
as
ideias
atrapalha
das
e
«esgas,
e
lá
irão
ajudando,
confor
me a
sua
pessoa,
a
egrejóla
liberal.
(Concilie
no
proximo n.°)
Cerresponilencia estrangeira
PARIS,
4
D
’
ABRIL
[Correspondência
particular
do iCommer-
eie
do
Minho»
)
Depois que
a
Assembleia
está
de le
rias,
a
política
interior
é
destituída
de
lodo
o
interesse.
Escasseiam as
noticias,
e
a
tranquillidade
é
completa.
Foi
necessário
que
uma
circular
diri
gida por
M.
Dufaure
aos
procuradores
geraes
viesse
reanimar
um
pouco
os
es
píritos
adormecidos.
Esta
circular
originou
um
incidente
bastante
grave.
Ella
foi
publicada
pelo
«Times» e
pelos
jornaes
republicanos
dois
dias
antes
que
o
«Jornal
OUiciab;
foi,
pois, cornmunicada
a
esses
jornaes
ou
pelo
proprio
Dufaure
ou
por
M.
Bordaux,
sub-secrelario
d
’
Es(ado
do
ministro
da
justiça.
Estas
indiscrições
explicam-se
pela
ori
gem
mesma
da
circular.
Ella é
obru pes
soal
de
M.
Dufaure,
e foi
enviada
rlire-
clamenle
por
elle,
de
sua
plena
auctori
dade,
aos
procuradores
geraes, sem que
o
conselho
de
ministros
fosse
previamente
avisado,
fendo
M.
Buflet
conhecimento
d
ella
por um
exemplar,
não
consentiu
que ella
fosse
para
logo
inseria
no
«Ofti-
cial»,
sem
qne se
lhe íisessem certas
alterações,
depois de
exame
em
conselho;
ao
que
Dufaure
respondeu
que
era
mui
tarde,
porque
já
linha
sido
expedida.
Esle
negocio
levantou
algumas
diffi-
culdades entre
os
ministros,
e, sem du
vida
para
forçar
a
mão a
Bufiel.
M.
Bordeaux,
o
homem
da
esquerda,
com-
inunicou
ao
«limes»
o
proprio
texto
Ja
circular, ao
mesmo
tempo
que
fornecia
uma
analise
aos jornaes republicanos.
Depois
d'estas
indicações não
era
pos
sível,
com
eíleito,
ao
ministro do
interior
impedir
a
inserção
da
circular no «Jornal
Oflicial»,
sem
provocar
uma
crise
minis
terial.
Nenhumas
modificações havia
a
pedir, porque Mr.
Dufaure
não
podia
aeceilal-as
sem
um
grave
abalo
para
o
seu amor-proprio, nem
Bufiel
reclamal-as
sem
tornar
publicas as
dissensões
do
ga
binete.
6
A
circular
appareceu
pois
sem
alte
ração
alguma, mas
desde
então existe
um
grande desaccordo
eulre
os
dois
ministros.
Bufiel
está
descontente com
especiali
dade
por
não
ter
obtido
satisfação
n
um
ponto.
Elle
tinha
insistido
vivamente
pa
ra
que
se
íisessem
certas
alterações
no
concernente
ás
brochuras
e fotografias
bo-
naparlistas,
das quaes
revindicava
o
direito
de
regularisar,
como
uma
atlribuição
ex
clusiva
do
mmistio
do
interior.
Estes
detalhes
dão,
como
os
leitores
vôem,
uma
triste ideia do
nosso
governo.
O incidente
em
questão
nào
fara
mais
que accenluar
a
dissidência
que
existe
en
tre
as
duas
fraeções do
gabinete,
assim
como
as
leis
constitucionaes,
de
que se
esperava
a
união e
a
paz
enire os
parti
dos,
lerão
como
primeiro
eíleito
o
tornar
impossível
a
harmonia,
rnesmu
no
seio
da
governo.
Os
jornaes
radicaes
não
queriam
se
não
uma cousa,
não
trabalhavam
senão
para um
fim,
depois das
ferias
parlamen
tares:
obter
tio
governo
a
revogação
de
lodos
os
íunecionarios,
e
priucipalmente
Idos prefeitos,
cujas
opiniões republicanas
não
fossem
baslantemenle
accentuadas.
M.
BuQet
recusou
satisfaser
uma
tal
exigên
cia.
Appareceu um
movimento
preíeiloral,
é
verdade,
mas
é
pouco
considerável,
e
limita-se
a
algumas
mudanças
sem
impor
tância.
O
ministro
do
interior
pensou,
com
rasão,
que resultariam
graves
consequên
cias
da
exoneração
dos
prefeitos
antes
de
terminada a
sessão
dos
conselhos
geraes.
Ora
a
sessão
abre-se
n’este
momento.
Todos
os
partidos,
especialmente
os
radicaes e
os bonaparlistas
eslão
aperce
bidos
para
a lucta, e a
sua campanha
de
propaganda
tem
sido activamente
come
çada.
Os
novos
funccionarios
não
leriam
tempo
necessário
de se
pór
ao corrente
dos
negocies
dos
seus departamentos
e
os
interesses
particulares
e
públicos po
deriam
ser prejudicados.
Esta
determina
ção
era
boa,
por
isso
ella
não
lem sido
vituperada
senão
pelos
orgãos
radicaes.
O
verdadeiro
movimento só
lerá
logar
passado
um
mez,
e
fará
conhecer en
tão os
verdadeiros
sentimentos de M.
Buflel.
Até
hoje
elle
tem
mostrado querer
seguir
inteiramenle a linha
conservadora
e
não
ser
de
modo
nenhum hostil
aos
mu-
narchicos;
veremos
se
conservará
ou
des
tituirá
os
raros
prefeitos
legilimistas
que
actualmente
se
acham
á
testa
dos
depar
tamentos.
Gomo
lhes
disse
mais
acima
abriu-se
a
sessão
dos conselhos
geraes
na
provín
cia,
por
isso
as
allenções
convergem
agora
para
os
departamentos.
Para
alli
se
diri
giram
M.
M.
Decazes
e
Dufaure.
Espera-
se
com
anciedadè os
discursos
com
que
elles
inaugurarão
a
sessão.
Não
é
diílicil
prever
o
de.
Dufaure;
lera
sido
sempre
republicano,
e
poderá
preconisar
facilmente
os benefícios
da
nova
republica.
Outro
tanto
se
não
póde diser
do
de
Decazes.
Este
affectava
ha
alguns
annos,
ser
monarchico,
e
foi
mesmo
eleito
pre
sidente
do
conselho
geral
da
Gironde
pela
maioria
conservadora
do departamento,
composta
de
legilimistas,
orleaoislas
e
bo-
napartistas.
Que
dirá
elle
agora,
que^
de
sertou
da
sua
antiga
bandeira,
que
se
declara
abertameote
republicano,
aberta
mente
anii-religioso
?
As
suas
palavras
hão
de
ser
curiosas.
Em
lodo
o
caso, el
las
accentuarão
ainda a scisão
de
que
fallo
acima
e
que
existem
uo
seio
do
gabinete,
do
qual uma
parte
se
inclina
para a es
querda
e
é
representada
pelos
dois
mi
nistros
que venho
de
nomear.
A
outra
é
personificada
por
M
Buffet,
cuja
presença
no
gabinete
inspira
vivas
inquietações
ao
partido
republicano,
que
sabe
que o
marechal
Mac-Mahon
pende
para
as
ideia
de
Buffet.
Individualmente
o
ministro
do
interior
está
mui
desanimado
e inquieto
pelo
fu
turo
E
’
ministro
a
seu pesar,
e
não
en
cara seu
receio a
grave
responsabilidade
que
esle cargo faz pesar
sobre
si
em
cir-
cumstaocias
tão
uiíliceis.
Disera
os
seus
amigos
que
elle está triste
e
mesmo
aba
tido;
c
que
não
crê
em
nada
na
eíTicacia
das
leis
constilucionaes
que
leve
a
impru
dência
de
faser
votar.
Podesse
esta
experiencia
desgostar
com-
plelamente
M.
Buflel
da
repubiica
e
fa-
sel-o
inclinar
para
o
lado
dos
legilimistas
que
com
praser
veriam um
homem
tão
notável,
como é
o
ministro
do
interior,
unir-se
a
elles
e
acceilar
as
suas
doctri-
nas.
H.
(Conclne
no n.° de quinta feira)
Lisboa
11
de abril
(Do
aesso correspondente).
Poucas
são as
novidades
políticas.
O
governo
vae
ordenar
o
estudo
defi
nitivo
das
linhas
ferreas
da
Beira
e
Al
garve.
Para
aqui
será a
direcção
do
cami
nho
de
ferro
de
sueste a
encarregada
de
laes
estudos;
para
a
Beira,
vae
o
director das
obras
publicas
de
Lisboa,
indo para esle
logar o
que
dirige
o
d»stricto
de
Santa
rém.
O
regulo
de
Quitangonha
adoeceu.
Que-
riam-uo
mandar
para
o
hospital
da
Mari
nha,
mas elle,
logo
que
soube
disto,
deu
parte
de
que
se
não
achava doente,
e
un
tou-se
com
perfumarias
próprias,
isto
pe
lo
receio, diz
elle, que
o
matem.
Assim
não
veiu
para
o
hospital
onde
já
o
espe
rava
uma grande
romaria de
curiosos.
A
imprensa afirma
que o
snr.
conde
de
Casal
Ribeiro
tem
em
Madrid
tratado
de
assumptos
dos caminhos
de
ferro,
bem
co
mo
também
se
diz
que
elle
trata
do casa-
menta
do
infante
D.
Augusjo com a in
fama,
condessa
de
Girgenle.
Hoje
corria
na
praça
que
em
Madrid
havia
grande
pânico
porque
se
tinham
des
coberto
netas
falsas,
correndo
toda
a
gen
te
a
trocal-as.
Estão-se
preparando
os
aquartellamen-
tos
para
a
força
de
eogenheria, que deve
ir
para
o
Alto
do
Duque,
onde
se
lerá
que
construir
um
reducio cobrindo o
rio
de Algés,
esquerda
de
Lisboa.
No
Bom
Successo
eslão
alojados
100
soldados
de
engenheria.
A
commissão de
defeza
fez
uw»
reco-
nbimento
em
toda
a
esquerda
linha,
des
de
o
alto
do
Duque
até
Carnaxide.
Em
breve
tempo começarão
os
traba
lhos
no
monte
de
Cintra,
junto ao
rio
de
Sacavem.
O coronel
de
engenheria,
Schelmick,
veiu
do
estrangeiro
onde
linha
ido, com
li
cença, pois
elle
é
polaco,
e
está
ao
ser
viço
desde
1834.
Trouxa
um
alvião, uma
enchada,
um machado e
machadinha, ins
trumentos usados
pelas tropas
de enge
nheria prubsiana. São magnificos
e
muito
bem manufacturados.
Disse-me
hontem
um
capitão
d
’
arlilhe-
ria
que se o
governo
montar a
machina
de
vapor
na
fabrica
da
polvora
em
Bar-
carene,
ganhará
annualmente
livres,
cer
ca
de
40
contos.
A
’manhã
sae
o
Senhor
aos enfermo»,
da
egreja
da Sé
e
do
Sacramento,
com
a
pompa costumada.
A
subscriqção
para
a
«Caixa
de
Em
préstimos
Lisbonense»
ascendeu
a
cifra
su
perior aos
10 contos,
c
a assembleia
dos
fundadores
decidiu
elevar
o
capital
a
100
contos,
sendo
a
emissão
20
contos.
Ho
je
mesmo
já
ella
está em
quantia
mui
proximo
da
pedida.
A
procura
de
capitaes
tem
sido
gran
de
e
creio
que
chegará
á
cifra.
Continuam
os
trabalhos
para a
«Com
panhia
de
Edificação» com
bom
resultado.
O banco
Lusitano
trata
activamenle
de
ligar
as
instituições
bancarias
para
se
levar
a
efieilo a
constituição
de
uma
com
panhia
que
fará
a
nevegação
para
as
nos
sas
Africas.
O snr. ministro
da
marinha
mandou
comprar
pequenos
vapores,
afim
de
serem
fiscalisados
diversos
rios
da
África,
onde
estrangeiros
fazem
commercie
em
detrimen
to
do uosso
direito.
Nada
mais por
hoje.
REVISTA ESTRANGEIRA
Hispanha.
Espera-se
que
brevemenle
será
ferida
uma
grande
batalha,
na
linha
de
Na»arra.
D
’
um
e
d’
outro
campo
trabalha-se
ac
tivamenle
nas
fortificações. Os
aílonsistas
leem
no
acampamento
do
monte
Esquin-
zal
18
batalhões.
—Teem
adherido
á
causa da
legitimi
dade
muitos
dos
antigos
partidários
de
Cabrera,
os quaes
protestam
energicamente
contra
a
inf-me
traição do velho
cabe
cilha.
—
Vinalel
desmente
as
atoardas
inven
tadas pelos
affonsistas
ácerca
de preten
didas submissões dos
chefes
e
soldados
carlistas.
—A
questão
universitária
lem valido
muitas
anlipalhias
ao governo
madrileno.
No
dia
6
foram
presos
os
lentes
da
Universidade
Central
Salmeron,
ex-pred-
denle
do
conselho,
e
Allycarate
:
áquelle
foi
condusido
para Logo,
e
esle
para
Merida.
Grande
numero
de
estudantes
tem
subscriplo aos
protestos.
Não
ha
mais
novidades.
Cabrera.
Considerações
políticas
determinaram
a
abdicação
dos
direitos, que
Carlos
V
en
tendia
representar,
em
seu
filho
primogé
nito
o
conde
de
Montemolin,
e,
fosse
por
simpatia
para com
o
velho
príncipe
cuja
bandeira
exaltou
sua
fama, fosse
por
que
julgasse
inconvenientes
todas
as
ab
dicações,
como muitos
as
repellem
quan
do
não são
justificadas
por
falta
de saú
de
ou outras
graves
causas,
ou
fosse
por
que,
como
de
seu
proceder
se
deprehen-
deu,
não
linha
em
grande
estima
o
suc
cessor
de
Carlos
V,
o
certo
é
que foi
talvez o
ultimo
em
acatar o
mandato que
fazia
o
seu
rei
ao
conde
de
Montemo-
lio
;
porém,
uma
vez
encarregado
este
da
administração
dos
negocios
de
sua
causa,
poz-se
ás
suas ordens
e
de
commum
ac
cordo
toi
organisado
um
movimento
in-
surreccional
que
devia simultaneamente
verificar-se em
Navarra,
províncias Vas-
congadas,
Catalunha
e
Maestrazgo.
Cabrera
protesta
sempre
que
foi
infe
cunda
aquella
insurreição
porque
seus
companheiros
não
o
auxiliaram; e
não é
de
lodo
justo,
pois
se
bem
que
Eho
não
peneirou em
Navarra, e
esta
é
a
causa
verdadeira
da
inimisade
que
existe desde
então
eolre
ambos os
chefes,
em
troca
o
desgraçado
Alzáa apresenlou-se
cumprin
do
o
seu
compromisso nas
províncias
Vascongadas ende
foi
aprisionado
e
fusi-
lado
;
e
elle
mesmo
não
desceu
ao
Maes
lrazgo
como devia
contentando-se
com
enviar
Forcadell
e
seus
cunhados
Polo
e
Arnau,
e
ficando
em
Catalunha,
o
que
alguns creem que foi
origem
da
deserção
de
Pep del
Olí,
causa
principal
de
que
tivesse
um
triste fim
aquella campa
nha.
Esta
é,
todavia,
no
dizer
dos enten
didos.
a
mais
notável
campanha
militar
de
Cabrera.
Aqui já
não
é
o
guerrilhei
ro
nem
o
partidário
ousado
e
atrevido;
é
o
general
habil
e
estratégico que
com
bina
as
forças
do
seu
commando,
que
as
junta
ou
separa
como por
magia
e
que,
sopprindo
com
o
seu talento
a
escassez
dos
recursos
de
que
dispõe,
alcança
batalhas
sobre
um
inimigo
infinitamente
mais
po
deroso do
que
elle e
zomba
de
todas as
combinações,
obscurecendo
assim a
repu
tação
dos
melhores generaes
(1’
Hispanha
Os
combales de
Pasteral
e
do
passo
de
Ter
e
a
obrigada
entrega
da
divisão
Man-
zano
elevaram
a
grande
altura
a
sua
fa
ma
e, conhecendo
o
governo que
era
im
possível
vencel-o
pela força,
recorreu
aos
meios
de
seducção, obrigando-o ás
deser
ções
de
vários
chefes
e
o
gravíssimo
ris
co
que
correu
por
varias
vezes
de
ser
trahido
a
abandonar
a
Hispanha
e
a
re
fugiar-se
no estrangeiro.
Os 60 000
homens,
que
o
governo
te
ve
durante
muito tempo na Catalwnha,
não
foram
o
sufliciente
para
fazer
desis
tir
do
seu
proposito
um
homem
que
nun
ca
chegou
a
dispor
n’
aquella
época
de
10.000,
sendo
necessário
ao
g«verno
pa
ra
o
subjugar
appellar para
•
ouro
e
pa
ra
distineções
que
concedeu
a
mãos
cheias
aos
chefes
que
pekjavam
debaixo
do
seu
commando.
Foi
por
esta
occasião
que
Cabrera
foi
elevado
á
dignidade
de
capitão
general,
gran
de
de
Hispanha
e
marquez
de Ter.
Des
peitado,
abandonou
a
Catalunha,
aflrou-
xando
desde
então,
segnndo
me
disseram
alguns
amigos
que
o
foram
d
’
elle,
as
suas
relações com
o
conde
de
Montemolin,
a
quem
sem rebuço
qualificou
de
inepto;
nenhum
acto
porém
ostensivo
justifica
es
tas
murmurações
qne
não são
de
agora
e
nem
sequer
se
podem
explicar
pela
sua
inaeção
ante
o
movimento de
1855,
pois
póde-se
dizer
que
esta
chamada
insur
reição
não passou
d
’uma
tentativa.
Já
n’
esla
época
havia
tido
logar
o
seu
casamento
com
uma
poderosa
ingle-
za,
pertencente
á
religião
protestante,
a
cuja
influencia
e
conselhos
se
attribue
em
grande
parte
a
sua
actual
altitude,
o
que
não
é
impossível,
attendendo
ao
caracter,
aspirações,
desejos
e
tendências
d
’
aquella
senhora,
nada
conformes
com
o ideal
porque
pugnam os carlistas,
pois
nem
é
parlidaria
da
monarchia
representativa
e
não
parlamentar
que
proclamam
aquelles,
nem
é
unitário
religiosa,
especialmente
em
Hispanha,
d
’
onde
leria
de
ser
excluído
o
culto,
que
ella
professa, nem
gosta
de
D.
Carlos
a
quem
considera
como
idemasiado
rei»
(textual),
nem
é
tão
isetnpla
da ambi
ção
de
esplendor
e
renome
que
a
não
deseje
satisfazer
á custa de
seu
marido,
sem
que porém
este
arrisque
a
vida, que,
como
ingleza
pura,
desejava conservar,
mais
como
quer»
guarda
um
objecto
his
tórico
do
que pelo
desejo
de
ler
junto
de
si
o pae de
seus
filhos.
Estas
suspeitas
que
procedem
d’
algu-
mas
palavras
que
lhe
escaparam
em
con
versações
que
teve com
diflerentes
carlis
tas,
são
agora
corroboradas
pela
altitude
do
general
Cabrera,
da
mesma
forma que
foram
tomando
corpo
por
occasião
dos
acontecimentos
de
1860.
N’
aquella
época,
julgando
o
partido
carlisla
que
havia
chegado
a
hora
do
seu
triunfo
pelo
facto
de contar
com
o
capi
tão general
d’um
districto
e
forças milita
res,
urdiu
uma
conspiração,
conspiração
que
lodos
quantos
conhecem os seus
pro-
menores
são
unanimes
em
dizer
que
foi
a
mais
bem
organisada
de
todas
quantas
se
teem
feito em
Hispanha,
admirando-se
de
não
ter
o
exilo
que os
conspiradores
cal
culavam.
Como
era
natural,
qoiz-se
contar com
Cabrera;
este
porém negou-se
obstinada
mente
a
tomar
parte n
’ella,
desculpando-
se
com
pretextos
frivolos,
não
faltando
entre
os
seus
detraetores
quem
o
accuse
de
haver
denunciado
os
seus
antigos
com
panheiros,
accusação tão
falta
de
provas
como
a
de
haver
sido
a
causa,
no
prin
cipio
da
sua
carreira, do
fusilameulo
do
seu
chefe
Carnicer,
que
foi
aprisionado
por
uma
guarda
de
carabineiros
na
oc
casião
em
que
atravessava
a
ponte
de
Miranda
do
Ebro,
para
se
dirigir ao
acam
pamento de
Carlos
V.
O
movimento
de
1860
frustrou-se
por
um
d
’
esses
accidentes
que
destroem
mui
tas vezes
os
mais bena combinados planos,
caindo
nas
mãos
do
governo,
em
conse
quência
d’
esse
successo,
o
conde
de
Mon-
temoliu,
seu
irmão
D.
Fernando
e
o
ge
neral
Elio ;
porém,
cousa
estranha
!
Ca
brera
que podia
muito e
de
quem
se
diz
sabia
muito
o
risco
que
corria
o
seu
rei,
o
seu
príncipe
e
os
seus
camaradas,
e
a
quem
por
varias
rasÕes
deviam
ser
viços
muitos
dos
homens
que
então
es
tavam
uo
poder, nada
fez
pelos
prisionei
ros
e
deixou-se ficar
socegadamenle
em
sua
casa
lamentando
o
acontecido
que,
segundo
elle
dizia
era
devido
a
não
ha
verem
seguido os
seus
conselhos.
O
que
é
certo
é
que
só
a
rasões
de
Estado,
á
benevoleucia
de
Isabel II
e
a
um
pacto
exigido,
pacto
que
era
nullo
pela
base,
se
deveu
então
a
liberdade
dos
príncipes
e
do
general prisioneiro.
Dizem
os
que
se
julgam
bem
informa
dos
que
Cabrera
se
regosijava
intimamen-
le com
este
revés pois
todas
as suas
sim-
palliias
eram para
o
infante
D.
João,
pae
de
Caries
VII,
que
manifestava
tendên
cias
liberaes,
e
accrescenlam
mais
que o
seu
intimo
desejo
era
que
as
coisas
não
tivessem ido
mais
além,
e D.
João
hou
vesse
ficado
como
unico
representante
do
ramo
proscripto,
concluindo
com terríveis
accusações para
lodos
ácerca
da
tragica
e
misteriosa
morte de
D.
Carlos
e D.
Fernando
de
Bourbon,
successo
obscuro
que
só Deus
sabe
se
a
historia
será
im
potente para
explicar
como
tetn
succedi-
do
com
muitos
outros.
(Continua)
Fallecimento
e enterro «Io
rev<i.°
padre
Nlartinlio Antonio Pe
reira da
Silva.
Tendo-se
esgotado
a
tiragem
do
n.°
em que
noticiávamos o
passamento
do
nosso
especial
e
chorado
amigo,
padre
Martinho, e
sendo ainda
muito
procura
da
a
nossa folha,
vamos, juntamente
com
a
noticia
do
seu
enterro,
reproduzir
par
le
do
que
alli
escrevemos.
Na
noite
de
8
para 9
do
corrente
foi
Deus
servido
chamar
á
sua
presença
o
rev
,no
padre
Martinho
Antonio
. Pereira
da
Silva.
O
finado
achava-se
em
Villa do
Conde,
e
foi
encontrado
morto,
no
leito
onde
pa
recia
estar
dormindo,
pela
serenidade
e
compostura
do
rosto,
na
occasião
em
que
um
seu
amigo,
em
cuja
casa
estava
hos
pedado,
o
ia
chamar
para
seguir
viagem
para
Braga.
Suppõe-seque
a
apoplexia
ful
minante
que
o
finou,
o
atacou
logo
de
pois
que
se
deitara,
porque appareceu
com
uma
mão debaixo
da
face,
e
outra
so
bre
o
relicário
que
trazia
ao
peito,
es
tando
lambem
a
cama
muito
composta,
co
mo
se
se
tivesse
deitado
n’
aquelle
instante.
Nasceu
n
’
esta
cidade
a
8
d
’
outubrode
1812,
filho
de
paes
virtuosos,
artistas,
e
não
muito
favorecidos
da
fortuna.
Este
digno
ecclesiastico,
um
dos
mais
esclarecidos
e prestantes cavalheiros
d
’es-
ta
cidade,
contava
cerca
de
63
annos.
vi
vidos
sempre
no
seio
da
virtude
mais
eo-
cendrada.
Era
examinador
pro-synodal,
calenda-
rista
d
’
esta
archi-diocese e
lente
ha
16 an
nos,
no
Seminário
de
S.
Pedro,
tendo
sido
proprietário
d
’
um»
cadeira
de Moral,
e
ultimamenle
substituto
de
todas
as
do
curso
triennal.
Os innumeros
serviços
prestados
pelo
illustre
finado á
causa
de
Deus,
e
espe
cialmente
á
da
egreja
bracarense,
vivem
na
memória
de lodos,
ainda
que, pode
mos agora
dizel-o
desassombradamente,
nem
sempre
foram
justamenle compensados
por
quem
deveriam
sel-o.
Uma
das
suas mais fervorosas devoções
era
para
com
a
SS.
Virgem
:
foi
o
que
primeiro
encetou
em
Braga
a
devoção
do
mez
de
maio, coordenando
para
esse
fim
3
um
volume
intitulado
Flores
a
Maria,
o
qual já
conta
4
edições
;
erigiu a
archi-
confraria
de
N. Senhora
das
Graças
e
seu
SS.
Coração,
no
convento
dos
Remedios;
foi
o
que tomou
a
iniciativa
da
erecção,
no
monte
do
Sameiro,
do
monumento
consagrado
á
Santissima
e
Immaculada
Conceição,
para
commemorar
a
sua
deli
nição dogmática
pelo nosso
SS. Padre
Pio
IX
;
restaurou a
devoção do
Terço
de
N.
Senhora da
Torre,
á
qual
veneranda
Imagem,
que
é
a
Protectora
da
cidade,
promoveu
a
solemnissima
festividade,
que
na
egreja
do
Collegio
se
fez,
por
occa
sião
da
definição
da
Immaculada
Concei
ção,
e além d’
islo
era
confrade
de todas
as
irmandades
e
confrarias
que tinham
in
vocação
de
N.
Senhora,
erectas n
’esta
ci
dade,
e
de muitas
outras.
Foi
o
promotor
da
festa
em
honra
dos
40
Martyres,
que,
devido
á
dedicação
e
devoção
do
finado, se
tem
celebrado, com
pomposidade,
todos
os
annos
A
elle
se
deve
também
a
festividaJe
do
Centenário
de
S.
Thomaz
d
’
Aquino,
que
no
ann>
passado
se
effectivou
no
templo
do
Populo.
Foi um dos fundadores
e
constante
collaborador
dosjornaes religiosos Atalaia
Catholica,
Revista
Ecclesiaslica, e
União
Catholica;
além
do
já citado
livro
Flores
a
Maria,
escreveu
e
coordenou o
Manual
do
romeiro
ao
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
Compendio
de
orações
e devo
ções,
e em
lithurgia
rezas
e
missas
para
todos
os
santos
accrescidos
desde
1842.
tanto
para
o
rito bracarense,
como
para
o
romano,
e
organison
o
formulário
para
a
sagração
do
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte.
Tanto n’
esla
matéria
corno
em
moral
éra
profundamente
versado
e
lida
a
sua
opinião
como
incontestável
auclo-
ridade.
Era
actualmente
o
decano
dos chefes
da
Associação
da
Propagação
da
Fé,
n’
es-
te
arcebispado,
um
dos
seus
mais zelosos
colleclores,
e
constante
prégador
nas
fes
tividades
da mesma,
tanto n’
esla cidade
como
em
Basto.
O sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
onde
era
mesario.
é-lhe lambem
devedor
de
valiosissimos
serviços.
Votava
entranhado
aííecto
ao
veneran
do
Pio IX,
sendo
o
primeiro
e
constante
promotor
dos
festejos
que
n
’
esta
cidade
se
lhe
leem
feito, e
um dos
poucos
que
d’
aqui foram a
Roma
para gosarem
da
felicidade
de
beijarem
o
pé
ao
grande
Pon
tífice.
Depois das 10 horas
da
noite
chegou
o
carro fnnerario
ao
R.
templo
de
Santa
Cruz,
oude
no
dia
seguinte
o
finado
leve
pomposos
ofiicios,
que
se
Lornarain
noia-
veis pelo
numero
de
pessoas
que
alli
com
pareceram a
tributar-lhe
espontaneamen
te as
ultimas
homenagens
de
respeito
e
consideração
aquelle
varão illustre.
por
lo
dos
os
litulos
respeitável.
Além
de
grande
afiluencia
de
pessoas
de
tolas
as
condições sociaes,
achavam-
se
psalmeando
no
centro
do
templo
cer
ca
de
200
ecclesiaslicos
de
sobreplizes,
o
corpo
docente
e
communidade
do
se
minário
de
S.
Pedro
e alutnnos
do curso
trienal
do
mesmo,
o
que
ao
todo perfa
zia
um numero
oão inferior
a
500.
Ss.
exc.
as
os
snrs.
arcebispos
fizeram-
se
alli
representar,—
o
snr.
D.
José
pelos
seus
fâmulos,
e
o
snr.
D.
João
pelo
seu
secretario,
ordenando
o
mesmo
senhor
que
em
li
ibuto
de
homenagem
para
com
o
fal-
lecido,
não
houvessem
aulas
n
’
aquelle
dia.
Acabada
a
missa, celebrada pelo
rev.
0
conego
Costa, e
os
Responsorios,
tudo a
grande
orchestra
a
que
gratuita
e
vo
luntariamente
se
prestaram os
membros
da
capella dos
snrs.
Luiz
Baplista
e
Pai
vas,
foi
o
cadaver
conduzido
para o
cemi
tério,
precedido por-21
confrarias
e
ir
mandades,
indo
na
de
N.
Senhora
da
Boa
Memória incorporados
os
alumtios
do
cur
so
theologico,
Ordem
Terceira
de S.
Fran
cisco,
communidade
do
seminário
de
S.
Pedro,
irmandade
do
clero
de S.
Pedro
e
S. Thomaz, que
levava
grande
numero
de
ecclesiaslicos,
psalmeando,
cujo prior
fe
chava
o
préstito.
Ia
como
Prestes,
de ca
pa o
rev.
ni
°
conego
honorário
abbade de
S.
João
do
Souto.
Ás
Ijiorlas
do
caixão
pegavam
os
rev."
1'1
snrs.
abbades
de
S.
Maalinho
do Campo
e
Bairro
e
desembargadores
abbades
de
S.
Pedro de Maximinos
e
Fontoura.
Era
considerável
o
numero
de
pessoas
que
se
reuniu
em
vários
pontos
para
ve
rem
o
acompanhamento,
que
na verdade
foi
um
dos
mais
imponentes
que
aqui
se
tem
feito.
Nos
dois dias
dobraram todas
as
tor
res.
Quando
terminou
os
últimos
responsos
no
cemiterio,
eram
duas
horas
da
tarde.
Tão
luctuoso
acontecimento
veio
cons
ternar
profunda
e indelevelmente
toda
es
ta cidade,
que
respeitava
e
acatava
o
il
lustre
finado
como
homem,
como
eccle-
siastico
e
corno
sabio.
Nós
perdemos
um
dos
mais
dedicados
amigos, que o
era
desde
a
infancia,
e
a
quem
sempre
fomos
profundamente affei-
çodos.
Enviamos
sentidos
pesames
ás irmãs
do
nosso
chorado
companheiro,
e
aos
nossos
leitores
pedimos
uma
oração
para
suffragar
a
alma
d
’
aquelle
que
passou
fa
zendo bem.
Que
o Senhor
lhe
dê
o
descanço
eterno.
j.
m
.
d
.
c.
GAZETILHA
co,
encarregada
de
entregar
ao
Soberano
Pontífice
uma felicitação assignada por
todos
os
catholicos d
’
Allemanha.
Parte
telegraphiea.—
O
reitor
do
collegio
americano,
de Roma,
traosmil-
tiu para New-York,
pelo
telegrapho,
a
allocução
do
Papa, pronunciada
ao
dia
15
de
março.
Atransmissãocustou
2:7005000
reis.
Missa pelo Papa.—
Diz e
Direito
que
os
sacerdotes
de
Ilalia
combinaram-
se
entre
si
para
celebrar no
dia
<2
do
corrente
uma
missa,
a
fim
de
obter de
Nosso
Senhor
a
prolongaçào
dos
dias
do
Nosso
Santissimo
Padre
o
Papa Pio
IX.
E’
d
’
esperar
que
muitos
ecclesiaslicos
dou
tros
paizes se
unirão
a
esta
piedosa
liga.
Demissão.—
O
snr.
Augusto
Serra,
sub
chefe
da
policia
n
esta
cidade,
pediu
a sua
demissão,
e
passou
a
ser
emprega
do
no
Banco
Mercantil.
O
logar
de
que o
snr.
Serra
estava
encarregado
é
agora
desempenhado
pelo
snr.
Manoel
da
Costa
Araújo,
•
empregado
na
Fazenda.
Enfermidade.—
O
digno
commaodan-
te
do
regimento d
’
inían'eria
n.°
8,
tem
estado gravemente
enfermo.
Desejamos
a
s.
exc.a
rápido e completo
restabelecimento.
Portugal antigo e moderno.
—
Publicou-se
o
favciculo
70.
Na
palavra
Mindello faz
o
auctor a
se
guinte
recliíicação
:
«Todos
os
papeis
públicos,
dizem que
o
snr.
D.
Pedro
e
o
seu exercilo,
desem
barcaram
na
praia
de
Mindello,
em
8
de
julho
de
1832.
Não
ha
tal. Desembarcaram
em
um
pequeno
porto, ou
varadouro,
cha
mado
praia
dos
Ladrões,
proximo
ao
lo-
cal
de
Arenosa de
Pamplido,
entre
as
fre-
goezias
de
Lavra e
Perafila:
e
tanto
que
a
esle
sil'o
dão
uns
o
nome
de
Pampel-
lido
de
Lavra, outros o
de Pampellido
de
Perafita.
Foiexactamente
o
logar em
que
desembar
cou
o
exercito
liberal,
e
não
em
outro.
Aqui
se
erigiu
ha
poucos
annos
um
pe
queno
monumento,
commemorando
esle
desembarque,
mudando-se-lhe
então
o
no
me
de
praia
dos Ladrões,
para
o
de
Me
mória, que
é
como
hoje
se
lhe
chama.»
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e avisos recebidos
em
12 de
abril
Castro
Daire.
—
Rev.®
Manoel
Pereira
—
Recebido.
Porto.
—Antonio
Xavier
da Cunha Tel-
les
—
Idem.
Extremoz.
—
José
Victorino
Henriques
—
Idem.
Lisboa.—Francisco Manoel
de
Faria
Mello
—
Sciente.
CtmiEKCIO
B
olsa
de
B
raga
9 de
abril
de
1875
EíTeetuado
Banco
do
Minho
1205100.
Banco
do
Douio
875550.
Dito
dito
875700.
Banco
de
Coimbra
205450.
Banco
do
Alemlejo
105600.
Banco
Commercial
de
Guimarães
45250.
Banco
de
Bragança
35150.
BOLSIM
Banco
do
Minho
1205100.
Banco
de
Villa
Real
445450.
Dito
dito
445550.
Dito
dito
446600.
Banco
do
Douro
875500.
Banco da
Regoa 445100.
Dito
dito
445200.
Banco
de
Bragança
35100.
Dito
dito
36150.
Banco de
Guimarães
45100.
Companhia
Commercial
e
Industrial
Por
tuense
105000.
10
de
abril
de
1875
EíTeetuado
Banco
Mercantil
de
Braga, 25950.
Dito
dito
35000.
BOLSIM
Banco
do
Minho
1205500.
Banco de
Villa
Real
445300.
Banco
da
Regoa
49$100.
Dito
dito
495300.
Banco
Mercantil
de Braga
35000.
Companhia
Commercial
e
Industrial
Por
tuense
105000.
Idem
idem
95900.
Companhia
Carris de
Ferro
de
Braga
351
OO
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
aauuij A
lUDUò
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas com
0
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
REVALESCIERE
DU BARRY
de Londres.
97
annos d’invariavel sueeesso
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos e
de
vários
hospilaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
efiicacia
d
’
esta
deliciosa
farinha
de saude
que
cura
as indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arroios,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
piluilas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea
,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração, oppressão.
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas as desordens no
peito,
na
gar
ganta,
do alito, das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
íigado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se a
de
S.
S.
o
Papa,
do duque de
Pluskow, da
ex
1114
sinr.a
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saenz
de
Jejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Gratidão.—
Sendo
esta cidade
deve
dora
ao
revd.
0
padre
Martinho
Antonio
Pereira
da
Silva
de relevantes
serviços
e
desejando
tesiimunhar
este seu
reconhe-
cimenlí
lembrou-se
alguém
de
promo
ver
entre
os numerosos
amigos
do
illus
tre
finado uma subscripção
para
lhe
le
vantar um
modesto
monumento
que
de
verá
ser
collocado
no
cemiterio publico
junto
da
sepultura
do
revd.0
padre
Mes
tre
fr.
José
dos Santos
Machado
também
illustre
por
seu
saber
e
piedade;
para
o
que
se
convidam
lodos
os
amigos
do
sem
pre
chorado e
nunca
esquecido o
revd.
0
padre
Martinho.
Questão
religiosa
na
Pruttia.
—
A
Havas
remelleu
para
Madrid
o
se
guinte
lelegramma
:
Bruxellas
4
de abril.
Avisos de Berlim
faZem
presentir
que
o
resultado
das
conferencias
de
Fulda
pó
de ser
muito
grave.
Os
arcebispos
prussianos
parecem
deci
didos
a
conservarem-se
na
sua
altitude
;
espera-se
que
sejam
todos
demitidos
e
alguns
presos.
Estatística religiosa.—O
Courri
er
de
Bruxelles
publica
o
seguinte:
Um jornal
publicava
utlimamente
a es
tatística
seguinte
da
Egreja
evangélica na
Prussia.
A população protestante
que
na Prus
sia
se
elevava
15,987,927
almas,
fórma
na
Pomerania,
Brandebourg
e
em
Saxe
os
desenove vigessimos
da
sotnma
total,
na
província
da
Prussia
os ires
quartos,
na
Silesia
e Weslphalia
um
pouco
menos
de
metade,
na
Posnaoia
metade,
na
pro
víncia lhenana
um
quarto,
na
província
de
Saxe
os
cisco
sétimos.
A
egreja
protestante
possue
nas
oito
velhas
piovincias 9,412
egrejas
ou
ca-
pellas
(sendo 2,604 em
Saxe,
2,391
cm
Brandebtirg)
servidas por
6,581
pastores,
dos Iquaes
1,674
em
Saxe
e
1,352
em
Brandebourg,
o
que
dá
um
ecclesiaslico
por
1865
protestantes
Em
Berlim
a
porporção
é
muito
me
nor,
porque para
797,000
protestantes
não ha
senão 115
pastores
;,
sendo
um
pa
ra
6,728 almas.
E
’
verdade
que
isto
é
muito
igual
aos
naluraes
de
Berlim
dos
quaes
2
0/
q
sóíiienle visitam
de
tempos
a
tempos
uma
egreja
e
noventa e
oito
por
cento
nunca
lá
vão.
No
outro
dia
foi
declaraado
oflicilmen-
le
á
camara
que na
diocese
protestante
de
Brondeburg,
de
2,081
nascimentos
só
houve
1,403 baplismos
;
de
696
casamentos
só
117
abençoados
pela
egreja.
N'uma
outra
diocese,
de 1,006
casa
mentos, não
houve
senão
158,
i»to
é
15
sétimos
por
cento abençoados
pelo
pas
tor.
Conta-se
que
desde
algum
tempo os
progressos
da
‘
immoralidade
em
Pomerania
arraneam
ás
pessoas
que
se
conservaram
honradas
esta
exclamação
que se ouve
frequentamente
*.
<é
caso
para
se
fazer
ca-
tholico
!>
Vê-se
que
esta
estatística
promelle
uma
certa
popularidade
aos actos
do
snr.
Bismark
contra
a
egreja,
mas nao
pro-
metle bom
futuro
ao
império
d
’Allema-
nha.
Expulsão d’um atheu.—
A
cama
ra
dos representantes
da
Carolina
do
Nor
te,
pronunciou,
sobre
a
proposição d
’
um
deputado
negro,
a
expulsão
de
M.
J.
W.
Thorne,
deputado de
Worrono
por
ter
feito profissão
deatheismo
n
’
utna
brochura.
A
moção
de
expulsão
foi
votada
por
46
deputados
contra
31.
Embaixada.—
Os
catholicos
allemães
decidiram
mandar
a
Roma,
em
logar
da
embaixada supprimida
pelo
governo
de
Berlim,
uma
embaixada
do
povo
catholi
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de manifestar
a
vv.
s.as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
0
seu
chocolate de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos que
padecia
inlensissimas
dores
in
testinas, e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este surprehendente
especifico
ficou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar a consideração com
a
qual 0 distin
gue
0
seu
atienio
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de março
de
1867.
Achando-me
perfeitamente
com
0
uso
que fiz
durante
certo
lapso
de
teinpo
da
Revalesciére,
lenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
effeilos,
em
particular
modo n
’aquelles
que
padeciam
de hydropesia. Tres
d’
êstes
cu
raram
completamente.—A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu instan-
Uneamente
e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e das
moléstias
de estomago,
afas
tando
de qualquer
indivíduo
a
hipocon
dria.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais nutritiva do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0
seu
preço em
remedios.— Preços
fixos
da
venda
por
miudo em toda
a
pe-
ninsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
;
de
i
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kiio, 15400
reis;
de
2
*
/
2
kiios,
35200
reis; de
6
ki-
los,
654OO reis, e de
12
kilo»,
125000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
chocolatada;
ella
res-
titue 0
appettile,
digestão, somno,
energia
as
carnes
duras ás
pessoas,
e ás crianças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
tolha de
latadelO
chavenas,
500
reis;
da 24
chave
nas,
820
reis;
de 48 chavenas,
15400;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU
BARRY A
C.
’
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regeni-Slreet
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello <5c
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo),;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
Parto,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Piato ;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho de Vas-
concellos.;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareello»,
Ramos,
pharm.';
Braga,
Pharmacia
Maia, rua dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto,
Domingos
J.
V. Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«lo Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pliarma.
;
Vianna de Castello4
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
BANCO
AGRÍCOLA
COMMERCIAL
E
INDUSTRIAL
DE
PONTE
1)0 LIMA
Sociedade
anonyma
—
Responsabiliddde
limitada
CAPITAL
1.200:0005000
REIS
Em duas
ou tres seràes.—Cada acção, 3O$OOO
reis.
SÉDE
EM PONTE
DO
HMA
A
subscripção
para a
l.a serie abre-se no dia
IS do corrente, desde
as O h. da
manhã
até ás 3 da tarde. Subscreve-se nas seguintes casas »
BANCO
DE
VIANNA
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada..
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
te
banco
a
fazererem
entrada da primeira
prestação
das
suas
acções,
nos dias
19
e
20
do
corrente,
na
rasão de
5
por
cento
ou
réis
05OOO
por acção.
Em
Vianna,
em
casa do
Banco,
rua
8
de
Maio.
114.
No
Porto,
na
Caixa
Filial do Banco,
rua
de
S. João
97,
escriplorio
dos
snrs.
Antonio
Domingos
d
’
Uliveira
Gama
&
G.
a
Em
Lisboa,
na
casa
do
snr.
Luiz
Ma
noel
da
Costa.
Em
Braga,
no
Banco
do
Minho.
Vianna 8 d
’
Abril
de
1875.
Manoel
Fernandee
Duarte,
agradece
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
que
o
cum
primentaram,
e
lhe
prestaram
seus
servi
ços
tanto
na
enfermidade
como
por
occa
sião
do
failecimento
de
sua
chorada es
posa
D.
Maria
Basilia
Sallasar Duarte, e
assistiram
aos
oíficios
de
sepultura
que
ti
veram
logar
no dia
6
do
corrente, na
ca
pella
do
cemiterio
publico,
d
’
esla
cidade,
pelis
10
horas
da
manha,
a
todos
protes
ta
seu
eterno
reconhecimento
e gratidão.
(2352)
PONTE
DO
LIMA
João
da
Cunha
Nogueira,
e
Manoel
Gomes
Cardoso
PORTO
José
Julio
da Costa, e
Pedro
Ferreira
de Macedo
Basto.
BRAGA
Banco Mercantil de
Braga, e
Almeida
$
Pereira.
Os
directores,
Antonio
Maria
Baptista
Camacho.
José Martins
Barboza.
João
Abel
d
’Oliveira.
(2358)
TABACGS
ÃABREfiAS
Commissão ao» snrs. estanqueiros
Fumos
15
por
cento,
Rapé
30.
ANNUNCIOS
Devendo brevemente
ter logar a troca
dos
certificados
provisorios da
2.a
emis
são
do
empreslimo
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro, pelas
respectivas
obri
gações
de
COUPONS,
são
prevenidos
os
possuidores
dts
mesmos
certificados de
que
devem
enlregal-os
na repariição
de
fasenda
d’
esle
districto
até
o
dia
17
do
corrente.
Repartição
de
fasenda
do districto de
Braga
em
12
d’
abril
de
1875.
O
delegado
do
thesouro
(2361)
Henrique
Francisco
Bizarro.
NOVO
HORÁRIO.
Narciso José
Marques, laz
publico
que
a
sua
diligencia que
sae
d
’
esta
cidade
para
a
de
Guimarães
ás
6
horas
da
ma
nhã
e
vice-versa,
fica
sahindo
desde
o
dia
14
em
diante
ás
5
da
manhã
e
chega
a
Guimarães
ás
8,
e
de
Guimarães
para
Braga
as
mesmas
horas de
saida
e
en
trada.
Preço
240
reis.
Braga 11
d
’
abril
de
1875.
(2359)
Narciso
José
Marques.
Henrique Francisco Bizarro,
De
legado
do
Thesouro
no
Distri-
cto
de
Braga.
Faço
saber,
para
que
chegue
ao
conhe
cimento dos
interessados,
que
pelo
art.
3.
°
da
lei
de
18
de
março
ultimo,
foram
reduzidos
a
metade
ou
50
por
cento
os
foros,
sensos
e
pensões
em
divida,
ven
cidos ao
lempo
da
promulgação
do
codigo
civil,
e permitlido
pelo
art.
4.°
aos deve
dores
a
Fazenda
Nacional,
satisfazerem as
suas
dividas
da
referida
proveniência
em
prestações
annuaes,
que
não
excedam
ao
fôro
d
’
um
anno já
reduzido
a
50
por cen
to
; por
tanto
Lodos os devedores
que
quizerem
aproveitar-se
do
referido
benefi
cio
de
pagarem
em
prestações,
deveião
n’
esse
sentido
fazer
as suas
declarações pe
rante
os
competentes
Escrivães
de
Fazenda
no
praso
de
30
dias,
pela
fôrma
que
pe
los
mesmos
vae
ser
annunciado
;
na
inlel-
ligencia
de
que
lodos
os
que
se
uão
apro
veitarem do
alludido
beneficio,
íicatn
obri
gados a
solver
os
seus
débitos por
uma
só vez,
e
sujeitos á
competente
execução.
Repartição de
Fazenda
do
Districto
de
Braga
10
d
’
abiil
de
1875.
(2357)
Henrique
Francisco
Bizarro.
‘
As
operações
a
que
se
destina
são:
— auxilio
á
criação
e
engorda
de
gados,
por
parceria;
irregação
de
terrenos
dessecação
de
pantanos;
compra
e
venda
de
generos
;
seguro
de
gados
e
mais
objeclos
;
desconto de
letras;
e
as
demais
que são
próprias
de
estabelecimentos
d
’
esta
natureza.
Com
os
vencimentos
do pessoal
haverá a
maior
economia
possível,—
importando
tal
despeza
um
terço menos
do
que
a
dos
mais
Bancos
das
províncias,
em
eguaes
cir-
cumstancias.
Os
gerentes
só
serão
gratificados,
quando fiquem salvos
para
os accionis
tas
7
por
cento
líquidos.
Condições
da
subscripção:
No acto
da
subscripção
pagarão ts
subscriptores
15000 reis
por
cada
uma
das
acções
que
tomarem.
O
estatuto,
elaborado
em
harmonia
com
a
lei
de
22
de
junho
de
1867,
designará
os
indivíduos
que
devem compor a
Gerencia,
Conselho
Fiscal
e
Mesa
da
Assembleia
Geral.
O capital
da
l.a serie
poderá
ser
realisado
no
praso
de
um
anno,
por
chama
das
não
superiores a
20
por
cento.
Ponte do
Lima 6
de
abril
de
1875.
08 INSTALADORES
Antonio
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de
Menezes
Antonio
José
da
Silva
Machado
Antonio
de
Magalhães Barros
de
Araújo
Queiroz
Anlonio
Manoel Gonçalves
João
de
Abreu
May
a
Joã»
de Barros
Mimoso
João
Bernardo
Gomes
da Cunha
Jão
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira d
’Araújo
Coelho
João
Roberto
d'Araújo
Queiroz
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira Lisboa
Joaquim
Bereslrello
Marinho
Pereira
d'Araújo
José
Maria
Torres
Machado
Manoel
Jotquim
Rodrigues
dos
Santos
Narciso
Alves
da Cunha.
Thomaz Mendes
Norton.
(2355)
BANCO BA POVOA DE VAIIZII!
Sociedade
anonyma —
responsabi
lidade
limitada.
São
convidados
os snrs.
accionivtas pa
ra
uma reunião
extraordinária
da
assembleia
geral
que
lerá
logar
no
dia 30
do
corrente
ás
11 horas
da
manhã,
afim
de
resolverem
sobre
0
estabelecimento, do
seguro
contra
incêndios,
e outra proposta,
ambas
ccm-
prehendidas
nos numeros
12
e
15
do
art.
11
dos
Estatutos.
Povoa
de
Varzim,
7
d
’abril
de 1873.
Por
ordem
do
ill.
mo
snr
Presidente
da
Assembleia
Geral,
O
secretario,
José Francisco
da
Silva.
L’
Illuslration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
ncamente
illustrado
e barato dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
era
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numert
contém
dez a
quinze
mo
delos de toilette, uma
grande
folha
de
mo
delos de tamanho
natural
e
uma magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus
assignan
les
um
magnifico cofresiaho
contendo
tu
do
0
que
é
necessário
para um
toucador e
cujos
objeclos
valem
para
cima de 20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal:
sem
0
referido
brinde
—
9
fr.
Com
0
brinde
—
13
fr.
WW
WIMA
Balsamico
-
Proph
ilatico
Esta injecção é
a
unica e
efíicaz
que
cura
etn
seis ou oito
dias
toda
a
quali
dade
de
purgações, tanto
antigas
como mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Veude-se
em
Braga
na
pharmacia
de
Anlonio
D.
Alvim, á
Porta
Nova n.°
14,
em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Diniz,
rua
de
S.
Bartholotneu.
Deposito
principal
no
Porto
na- pharmacia
Madurcira,
rua
do
Triumpho,
n.
#
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
(O.)
Compram-se
para
edificar,
nos
extremos
da
cidade.
Propostas
á
rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
í 5 —
Rua
de S.
Marcos
—
15
Queijo
Londrino,
Papel
e
Flamengo
de
superior
qualidade.
(2356)
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense, rua
do
Souto
n.°
27.
(2353)
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA
Sociedade
anonyma
de responsa
bilidade
limitada
Em
harmonia
com
o
disposto
no
art.
7.°
dos
Estatutos,
são
convidados os snrs.
accionistas
a
fazerem
a
l.
a
entrada
das
suas
acções
na
rasão
de 20
p.
c.
desde
o
dia
20
de
abril
até
o
1.
’
de
maio
:
em
Bra
ga
na
easa
do
Banco
e
no
Porto
na
do
seu agente
o
snr.
João
Evangelista
da
Silva
Mattos
k
C.
a
—
Praça
de
D.
Pedro n.°
22.
Braga
24
de
Março
de
1875.
Os
directores,
Jo
e
è
Joaquim
Lopes
Cardostí
João
da
Costa
Palmeira
(2344)
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
ALTA
NOVIDADE
96,
Rua do Souto, 96
Junto
á
rua
de
Jano.
CIKAFELARIA ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto,
na
ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido de cliapeos,
de se
da e
de
feltro,
para homem, menino,
e
senhora.
Bonita
cbllecção de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
circumstancias.
(2350)
AT1’
EAÇAO
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
d.<s
Agoas
n.°
9,
leva ao
conheci
mento
do
publico
que
toma
conta
em
sua
casa
de
toda
e
qualquer
encommenda
pa
ra
a
Barça
ou
Arcos,
assim
como
nos
Ar
cos
na
sua estação
á
entrada da
Ponte,
para
Braga
e
Porto,
pelas
quaes
se
res-
ponsabilisa.
Assim
come
também
em
sua
ca^a
fieta
trens grandes
ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
o
Bum
Jesus,
ou
outra
qualquer
porte
do
reino
por
preços
muito
rezomidos.
Braga
31
de
março de 1874.
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
ALMEIDA & PEREIRA
Largo
do
Barãe
de
S. Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(I)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_13041875_332.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)