comerciominho_11051875_344.xml
- conteúdo
-
NUMERO
344
$
3.
’
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
Assigna-see
vende-se
no
escrip'orio
do
editor
b
proprietário
José Afaria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas correspondência franci
de
porte.
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
S50
rs.
—
Pro&n-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4^01)0
rs.=Seniestre
1^259
rs.=7?razt/,
anno
4^400
rs.
—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO^OOO
reis
e
Õ&500
reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
#
/e
d
’
abatimento.
BRAGA-TEBÇA-FEIRA. 1 1 »E
MAIO
Londres,
3 «le maio d©
1913.
Tendo
falhado
as
esperanças
que
o
governo
de
Madrid
fundara
primeiro
na
influencia
e
traição
de
Cabrera,
acena
agora
ás
províncias
do
Norte
com
outra
negaça
Paz
y
Fueros,
com
que
julga
cap-
livai-âs. Eng^na-se;
não
logrará
com
isso
mais
do
que
com
seus
outros
artifí
cios
liberangas.
A «Cruzada
Espanola».
excellente
pa
pel
que
se
publica
em
Bayonna.
diz,
em
data
<ie ante-honlem,
em
caria
de Eslella
de
24
de
abril:
—<As
operações
milita-
res
vão
tomar
muito
breve
caracter
muito
mais
activo
que
alé
agora ;
pois
a
entre
vista
que
o
general
Mendiry
acabi
de
ter
com
Sua
Mageslade
em
Lecumbern
parece
que
ha
lido
por
objecto
tratar de
dar
um grande
impulso à
guerra,
já
que
o
inimigo se
mostra
cobarde para
atacar.»
Dá
conta
depois,
que
em
virtude
do
ultimo
chamamento
ás
armas, se
apresen
taram
logo
voluntários
os
primeiros
mil
chamados;
e
outros se
iam
apresentando,
de
que
se
eslava
em
via
de
formar
dois
batalhões
mais
Navarros.
Que
completados
estes,
haverá
12
batalhões, com
perto
de
mil
praças
cada
um,
de
Navarros
Esta
carta,
que não posso
copiar
por
longa,
dá
os
detalhes
mais
interessantes,
de
como
em
Navarra
os
paes
e
a
*
mães
mandam
e
animam
lodos
os
filhos,
mesmo
quando,
lendo
mandado
já alguns,
os
ou
tros eram
isentos
do
serviço,
a
se alis
tar
nos batalhões
e
a
combater
pela
cau
sa
;
o
que
hsem
com
a
maior
alacridade.
Nas
ultimas
noticias
cooíirma-se
lerem
os
carlifttas
recebido
mais
6
peças
de
ar-
tilheria
magnificas,
e
8
mil
armas
de
Re
mington
quaii todas,
400 espada»,
e
ou
tras
tantas
clavinas
para
cavallaria. Que
Dorregaray é summamenle quarido e
res
peitado
pelo
exercito
do
centro.
Que
no
dia
23,
Saballs,
com
só
trrs
batalhões
e
uma
pouca
de
arlilheria e cavallaria, ba
teu.
nos
plainos
de
Breda,
uma
columna
»fiomina
de
4:000
homens.
Qoe o
com
bate
durara
5
horas
e
fóra
mui
rude;
que
os
aflonsinos
tiveram
muito»
mortos,
e
entre
e*
les
ofliciaes
superiores.
O«
aíTon-
>inos foram
obrigados a
refugiar->e
em
Hontalrich.
No
dia
25
le»e
Saballs
outra
acção
com
4:500
affonsinos,
em
Santa
Coloma
e
foi
sua
a
victoria,
mas
os
detalhes
ainda
se
não «abiam
Na
província
de
Huesca, o
general
Casiels
teve
uma
acção
lambem, cm
que
tomou
ao
inimigo
150
cavallos
arreados,
fez
uns 300 prisioneiros,
e
tomou
alguns
mulos.
Acabam de
referir-me
que
em
Madrid,
todo»
oíliciaes
de
arlilheria.
depôs
os
de
infnileria,
e
os
de outras
classes
(caval
laria
e
engenheiros),
foram
successivamen-
te.
por
meio
de
deputações,
declarar
ao
ministro
da
guerra
e
ao
governo,
que
não
serviam
de
modo
algum
em
exercito em
que
entrasse
Cabrera.
e
os
que
com
elle
defeccionaram.
Tal
defecção
valeu
a
D
Carlos
mais
que
uma
grande
victoria.
A.
R. SARAIVA.
A
redacçâo <lo «Comuicrcio
do
Minho >
No
dia
23
d
’
este
abril,
recebi
de
um
imigo
hispanhol,
pessoa de
toda
a
capa
cidade
tanto
por intelligeucia
como
por
honradez
e
posição,
a
seguinte
carta
(que
voa
copiar
em
traducção
fiel),
pela
qual ae
vê
até
que
ponto de
ignominia
cahio
um
homem
a
quem
para
conservar
noina
hiatorico,
dialinelo e honrado,
nào
era
já
preciso
maia
que manter-se
na
potiçâo
mui
vantajosa,
que
tinha
adqui
rido e
de
que
gosava.
Este
homem,
—
já
os
leitores
o
estão
adivinhando—
-era Ca
brera,
cuja
carreira
antiga
e
honrosa
é
bem
conhecida
;
porém hoje,
quanlum
mutalus
ab
illo
?
Imagine
se uma
pessoa
com
um
ren
dimento
seguro acima
de
cento e quarenta
contos
aonuaes.
Uma
propriedade
bellissi-
ma,
que
terá
sem
duvida mais
de
legoa
e
meia
de
eircumferencia,
com
prados,
maltas,
terras
de
cultura,
pomares,
hor
tas,
jardins,
abundancia
de
caça,
gado
vaccum,
e
forragens
para
tudo
isso;
alra-
ve$»oda
e
regada
por abundancia
d
’
agua
corrente.
No
meio, sobre
uma
pequena
elevação,
uma
ca»a
espaçosa,
muito
bem
construída,
com iodas
as commodidades
imagináveis,
muito
bem. até
ricameole,
mobilada.
Casas
em
roda
de abegoaria,
leitaria,
ca»alhariças
varias
e
cocheira»
com
casas para
criados. Nada
menos
de
14
carruagens,
todas
na
melhor
condição,
e
numero
de
cavallos
e
de
preço
para
tudo
bso.
e
competente
casa
de
optiinos
arreios.
No
declive
doce,
e
apenas
per-
ceptivel, da
parle
do sueste
e
meio-dia,
horta
larga e
abundantíssima
das
melho
res
hortaliças.
Uma
série
de 8
ou
10 es
tufas,
onde
havia
em lodo
tempo
fruclas
das
varias
estações:
uvas
que
bastariam
para
faser
meia
pipa
de
vinho,
e
delicio
sas
;
pecegos
optimos,
etc.
Outra
série
de
estofas
produsindo
uma
abundancia
de
ananazes,
etc.
etc.
Uma excellente
casa
em
Londres
mesmo
—
porém
esta
alugada,
visto
que
a
farnilia,
com
tanta
rasão,
pre
ferira
viver
em
Wentworth,
(Ponde,
por
mais
de
uma
linha
ferrovia),
tinha
todçs
as
facilidades
de
vir
a
Londres
quando
queria.
Na
casa
havia, além
d
’
isso,
uma
livraria
excellente,
onde
ou
notei
os
me
lhores
livros
da
litteratma inglesa,
prin
cipalmenle
as
obras
classica»,
das
melho
res
edições
(não
respondo
por
que
fossem
muito
lidas).
Tudo
o
sobredito
possuía
uma
digni
dade,
um
lustre
mui respeitável,
em quan
to
alli
se
consideiava
encastoado n
’isso
um
homem
de
muita
coragem,
de bons
princípios
e
convicções fixas,
de
quem
se
suppunha
continuaria
firme
nos
mesmos
princípios
e
causa
a
quem devia
sua
ce
lebridade
e
fortuna, urn
imitador
dos
hon
rados
cavalheiros
france-es
da nobre di
visa—
Vive
le
Roi
qu-tnd
mêrne. Pela
se
guinte
carta
se
verá
como
tudo
isso
per
deu
seu
principal
valor,
seu
prestigio,
seu
verniz
nobre
e
moral.
—
Sainte
Jean
de
Luz
21
de
abril.
1875.
—
Ao
regressar
de
Bordeos,
onde me
detive
mais
do
que
esperava,
encontro
aqui
va
rias
cartas
suas
de diversas
datas,
que
nào
menciono
por ser desnecessário.
Igual
mente
lenho
era
meu
poder
os
exempla
res
que v.
me
mandou
de
íCabrera
y
sus
Locuras»;
papel
que
faz
ao
escriptor
muita
honra, e
que
hontem
á
noite
era
muito
celebrado
na
terlulia
(serão,
com
panhia
á noite)
de
meus amigos.
Muito
se lem
escripto
contra
esse
traidor,
mas
ninguém
lhe
deu balida
tão
eflectiva,
e
oão
é
esse
papel o
qoe
menos
contribuiu
para
afundil-o
na
lama
do
descrédito
e
JFO
CAB11EBA E SUAS LOUCERAS
APRECIADAS
POR
A.
II.
Saraiva,
«Na
política
um
êrro
é
peior
que
um
crime».—
Talleyrand.
Que diremos
d'ambas as
cou
sas
juntas?
Na
sexta-feira
Santa, 26
do
corrente
mez de
março,
recebi
pelo correio,
com
o
carimbo
de
Bordeos,
dois
exemplares
de
um
impresso,
sem
data,
nem
designação
do logar
onde
fóra
escripto,
mas
com
a
assignalura
impressa
«Ramon
Cabrera»
e
e
dirigido
«Ao
partido
Carlista.»
Durante
o
dia
não
pude
occupar-me
.Tesse
escripto.
e só
á
noite o li;
porque
para
um
catholico,
ha
n
’
um
dia
como es
le,
deveres
religiosos
que
occnpam
muno
tempo.
A
’
uoite
assim
que
vi
o
conteúdo
do
papel,
peguei
<la
penna.
e
no
meu
hispauhoi
de
estrangeiro,
escrevi
o
que
segue,
trabalhando
para
isso
quasi
alé
pela
manhã
de sabbado.
Vamos
a contas
com
o
snr.
Cabrera,
oa
melhor com
o
sofista
que
lhe
escreveu
a
Declaração—ou
o
quer
que
é
—«Ao
par
tido carlista» (que
nos
dão
sem
data
nem
procedência.)
«Devo
e
desejo
explicar ao
meu
par
tido....... >
—
Que
partido?
Nào
é
o
partido
Car-
lista,
ou
legittmista,
que
são
sinonimos
ifesle
caso;
porque
desde
que esle
ge
neral
guerrilheiro
nos
diz
que «levou
a
cabo»
o seu
«acto voluntário espontâneo e
patriótico
reconhecendo a
D. AíTonso
Xli
como
rei de
Hispanha»,
já
nada
tein
com
o
partido
carlista
;
e as
suas explicações
só
podem,
pois,
dirigir-se
aos
afTonsistas,
bismarkistas,
serranistas,
isabellistas,
chris-
tinos,
ou
como
queira
chamai
os.
Este»,
pois,
que
lh
’o
agradeçam
e
apre
ciem.
«Ofienderia
os
meus
amigos
de
siem-
pre,
etc.»
Siempre
inclue
o
passado,
o
presente
e
o futuro; esta
reílexào,
pois,
não
póde
applicar-se
senão
aquelles
amigos
e com
panheiros
que
o
acompanham
ago<a
oa
sua
toma
defecção.
Os demais
nao
sao
amigos
de
sempre,
porque deixaram
de o
ser
lo
go
que
elle,
Cabrera,
se
separou
d
’
elles,
em
princípios,
em
sentimentos,
e
afleições
;
e
os
seus
novos
amigos
aílousinos
também
ò
não
foram
de
sempre,
pois, ainda
ba
dois
ou tres
mezes
o
honravam com
o
nome
de
Tigre
do
Maestrazgo
■
Para
os
poucos
que
o
seguiram
na
sua
defecção
nào
valia
a
pena
fazer-lhes
similhanles
protestos.
Segue
logo
a
prelenção de
desligar
uma
trindade
que,
honrada
e
logicamente, só
tem um sentido.
Com
lauto que
lhe
dei
xem
um
Deus,
e
uma
Patria,
quanto
ao
Rei,
venha
o
Grão
Turco
ou
o
Mooomu-
tapá,
o
snr.
Cabrera
está
prompto
a
reco-
uhecel-o
e a
beijar-ihe
a
mão
!
Vem
então
«a
Religião
e
a
Patria»,
reclamando
a
paz
a
lout
prix
;
e
lugo
apoz
a
Providencia,
que
escreveu
ao
snr.
Cabrera,
communicando-lhe
os
seus desí
gnios
e
determinações
aíTousinas!
A
«con
sequência
eslertl,
em
contraste
com
a
ab
negação
fecunda»
são
impagáveis
I Assim
la
liam
todos
os
homens
stm
princípios,
e
procedem
n
’
essa conformidade.
Segue
então
a
nobre
resolução de ir
pôr
a bandeira
do
direito
aos
pés
do
representante
de facto, isto quer
dizer que
acceila
a
doutrina
infame de
fado
con-
\summado
;
e
portanto,
deve
o
snr.
Ca
brera
approvar
o
fusilamento
de
sua
mãe.
e
ir
abraçar
o
heroico
Nogueras
—
se
é
que
ainda
vive.
E
porque
nào
ha
de
o
menino Aflonso
honral-o
lambem
coofe-
iindo-lhe
solemne
e
olficialmente
o
mes
mo
titulo
dislincto
de
«Tigre
do
Maestraz
go»?
Assim, não
leria
a
Hispanha,
coro
o
seu
coeur
de
Tigre
que invejar á Inghter-
ra
o
seu
coeur
de
Lion.
A
generosidade
qoe
afiecla
o
novo
af-
fonsiuo,
em
nào «formular
capitulo
de
culpa»,
é
precisamente
o
contrario
do
que
na
sua
posição,
um
homem
de
honra
hou
vera
feito.
Um
homem
tal
houvera
deseja
do mostrar
ao
mundo
a
injustiça que
se
lhe
fez—e
lavar
assim
o
seu
caracter de
qualquer
suspeita
de
motivos
menos
no
bres.
«As
mesmas
causas que
em
1832
e
1848
adesli
uiram
os
nossos
esforços,
sur
giram
em
1875 etc.»
Sim,
as
marotadas,
e
a
vilesa
de
ho
mens
que
mancham
o
nome
da
Hispa
nha
e
da
Península
—
que recorreram
ao
estrangeiro
para vir
ajudal-os
a
impor
á
sua
Patria,
á grande maioria
dos
seus
concidadãos, o
resultado
de doutrinas
e
theoria
descabelladas,
—que
arruinaram
os
nossos
paizes,
—
que
dividiram
a
Ibéria
em
partidos
e
campos
hostis, innundando-a
de
sangue,
e
onerando-a com
dividas
enor
mes,
etc.
—sào
lambem essas
as
mesmas
causas
que
hoje
se
oppõeiu
á
Restaura
ção
do
unico
governo
legitimo
e
verdadei-
rameote
constitucional
e
paliiotico
ua
nos
sa
patria
peninsular,
em
as
nossas
duas
nações. Como
antes «patriotas»
similhan-
les
(portuguezes
e
hispanhoes,, vão hoje
os
Martinez
Campos, e outros
reptis
des
tes
—
e
agora
os
cabreras—
pôr-se
a
servi
ço
dos
bismarks,
implorar a
sua
prolec-
ção
e
o
seu apoio, para
que
os
ajude
a
impôr
ao
verdadeiro
povo
hispanhol
os
re
sultados
das theorias descabeladas
d
’
um
bando
de
indivíduos,
pela
maior
parle
im-
moraes,
sem
religião,
sem
honra, sem
ver
gonha,
sem
patriotismo,
e
por isso
prom-
ptos
a
acceitar quantas
baixesas
e
ver
gonhas
queiram
impôr
á
Hispanha,
com
tanto
que
sejam
elles que a
governem
e
desfrnclem
!
«Havemos
de
praticar
os nossos
prin
cípios
sobre
as
ruinas
de
um
povo?»
E
que
outra
cousa
é
o
que
estiveram
fazendo
ha
tantos annos
os
novos
amigos
do
snr.
Cabrera? Porque
recorreram
a
todo
o
mundo
para
vir
ajudal-os
a pôr
a
Hispanha
debaixo dos
seus
pés?
Para
que
se queixou
tão
altaneira
e
ridiculamente
o
snr.
Armijo,
em
França,
por
ella
não
vir
ajudar
os idolos
serranistas
do povo
hispanhol,
incommodados por
meia
dusia
de
carlistas
despresiveis ?
Para
que
loi
o
sor.
Martinez
Campos
a
Lisboa
e
a
Ber
lim,
implorar o
auxilio
estrangeiro
?
Para
que
eslá
o
pobre Aflonsilo
cingindo o
pes
coço
de
Mac-Mahoo e
de
Bismark
com
o
Tosão
de
Ouro,
tão
calva
e
iodecentemen-
te?
Como é
que
não
tem
vergonha
de
taes
baixezas? E
para
que vem
até
fazer
a
côrle
e
pedir
vergonhoso
auxilio
a
Ca
brera?
Não
teem
vergonha
de
ler deixa
do
entrar
D.
Carlos
em
Hispanha,
com
meia
duzia
de
homens
mal
armados, e
em
presença
de lodo
o
exercito
hispanhol,
de
lodos
os
recursos
da
nação
em
mãos
dos
seus
adversanos.
crear
um
exercito
e
um partido,
para
dcbellar,
e
resistir
ao
qual
teem
até
de
vir
corromper
e
recor
rer
a
Wentworth
’
Em
Madrid rojam-se,
ao
mesmo
tempo,
aos
pés
de
Layard,
co
mo
aos
dos
representantes da
Prussia,
de
França,
etc. E
é
em
favor
de
similhan
les
vergonhas
que
o
snr.
Cabrera
con
vida
os
legitimistas
a
curvarem-se,
assi-
gnando
um
documento
ridículo
que
lhe
escrevem
—
porque
ainda
assim
mesmo
uão
era
elle
capaz
de
escrevel-o!
(Concluo
no
proximo
n.°)
da
ignominia
em
que
se
acha
submergido,
«Mal póde v,
imaginar
o
desespero
em
que
se
encontra
esse
barbaro,
pois
«ão
são
ja
sómente
os
carlistas
e
homens
de
centes
dos
outros
partidos
que
o
despr«-
sam.
mas
lambem
os
mesmos
a
quem
entregou
a
sua
honra
;
ist
)
é,
os
que
compõem o
governo do Aflorisito. os quaes
lhe
hão
negado
o
passaporte
para
Madrid,
allegando,
que
será
mui
mal
recebido,
e
produsirá
desordens
no
exercito
a sua
pre
sença.
E
alli
se
acha
o
pobre
diabo
dei
tando
espuma pela bocca, e
sem
saber
o
que
hade
faser;
pois
tem
vergonha
—
se
alguma
lhe
resla—de voltar a
Londres,
a
ser
o
ridículo
dos
que
o
lá
couliecem.
Em Biarritz,
Bayona,
e
toda esla fron
teira
é
odiado
até
das
regaietras,
que
lhe
chamam
coração
negro;
e
a
Hispanha não
o
deixam
ir.
^Que
hade pois
laser?...
«Ha
poucos
dias, veio
aqui,
acompa
nhado
por
seus
sobrinhos
e
pelo
cônsul
de
B«yona
; apeou-se
defronte
da
casi
onde
eu
me
achava
em
occasião
que,
por ser
depois
de
jantar,
eslavamo»
eu
e vários
amigos
no
balção.
Poz-se
a olhar
para
«nim mui
fixo»
(o escriptor
d’
esta
carta
era
conhecido e
grande admirador
de
Ca-
b<era
antes
d
’
esla
deserção
do
homem)
«com
ar
de
arrogancia
;
eu
ri-me,
e
en
tão
os
que
estavam
comigo
proromperam
em
gargalhada
estrepitosa,
a
cuja demon
stração
deu
costas,
indo
ver
o
tumulo
de
Prim,
que
aqui
foi
fabricado
por
artistas
hispanhoes
republicanos,
que
se
riram
d
’
elle
nas
suas
barbas.
Com
essa
demon
stração
e
temor
d’
este
povo,
que
é
todo
carlista furibundo,
partiu
sem
mais de
mora
para
Biarritz
«Quanto
ao
mais,
a
traição
de
Cabrera
foi
mui
favoravel a
D.
Carlos,
produsindo
grande
enlhusiasmí)
nos
carlistas, e
de
monstrando
a
lealdade
de seus
chefes, a
alguns
dos
quaes
se
oílereceram
grandes
soinmas
de
dinheiro,
que
nobremente
despregaram.
«E
já
que
íallo
do
dinheiro,
saiba
v.,
que
<los
16
milhões
de
reales»
(720
cou
tos
de
reis)
«que
trouxeram a
Bayona
para
comprar
os
carlistas,
não
íicou
nem
um
ceitil
;
ao
que
fasem
allusões
os
pa-
(►eis
de
Madrid,
indicando
que
desappare-
ceu tudo
lornando-se
em
agua entre
as
mãos do
cônsul e
meia
dnzia
de
cabre-
Hsias.
Os
liberaes
sao
assim!
«Esquecia-me
ainda
dizer,
que os
oito
oo
dez
que
seguiram a
Cabrera (ou
a
traição
Cabro-Affonsina,
como
por aqui
lhe chamam),
vae o
governo
de
Madrid
mandal-os
para
Cuba
;
já
se
vê,
com
o
caritativo
objecto
de
que
lá
deixem a
pei
te.
Em
fim, d
’
este
assumpto
não
torno
a
fallar
a
v.,
porque é
cousa concluída.
«Hontem
chegou
aqui
o
ajudantte
de
Dorregaray, o
qual
diz,
que
o
exercito
car-
íista
do
Centro
recebera
n’estes
dias
tres
mil
fusi<,
e
que
se
encontra
em
excellen-
te
estado.»
Ora
eis
ahi
uma
carta
de
noticias
po
sitivas
em
que
se
pode
acreditar sem he
sitação,
pois
vem
de
pessoa
de
ioda
pro
bidade
e
senso.
0
que
a
caria
diz
do
m<
u
papel «Cabrera y
sus
Locaras», é
mais
do
que
eu
esperava
ou
merecia;
ha
ven
do-o
escripto
na
Sexta-feira
Santa
á
noi
te,
até
ás
3
da
manhã
de Sabbado
d
’Ale-
luia,
tirando
emão
copia
machioal,
e
eu
proprio indv
logo
deitar
na
caixa
do
cor
reio
e
remelteodo
o
original
ao
mesmo
ami
go
que
me
escreve
a
carta
copiada
aci
ma.
Eu
não
tinha
ideia de
que
se
im
primisse,
e
publicasse,
mas
um
amigo
io-
glez a
quem
li
a
copia,
é
que
propoz e
se
encarregou
de
fazer
a
impressão; sen
do o
proprietário
e
editor
do
«Foreign
Ti
mes»
.
Londres,
29
d’
abril de
1875.
A.
II. SARAIVA.
E
’
com
summo praser
que
recebemos
e
publicamos
o
seguinte
honroso
docu
mento
:
...Snrs.
redactores.
No
desempenho
de um
dever
impre-
terivel,
cabe-me
a
satisfação
de
me diri
gir
a
vv.
em
nome
de
S.
M.
El-Rei
o
Snr.
D.
Carlos
VII,
em virtude
de
uma
communicação,
datada de
Elorrio
em
22
do
mez
findo,
com
a
qual
acabo
de
ser
honrado.
S.
Mageslade,
tendo
na
mais
subida
consideração
os
relevantes serviços,
que
está
prestando
ao
partido
legitimista
a
digna
redacção do Commercio
do
Minho,
eucarrega-me
de
significar
a
vv.
o
muito
apreço em que o
mesmo
Augusto
Seuhor
tem essa
redacção,
e
de
lhe
agradecer
em
Seu
nome
o
modo
como
essa
folha
está
defendendo
o*
sagrados
direitos
de
S.
M.
C.
e o
decoro
da
causa
carlista,
eonba
as
calumnii»
e
perseguições
de
seus
ad
versário».
S.
M.
espera
que essa
redacção
con
tinuará
no
desempenho
da
sua
missão a
merecer
o
seu
reconhecimento.
Faseodo
a
vv. est«
participação,
feli
cito
a
redacção do
Commercóo
do
Minho
pela distincção jue acaba
de
receber.
Deus
Guarde a vv.
Lisboa
5
de
maio
de
1875.
...Snrs.
redactorea
do
Cummercio
do
Minho
BERNAIIDI.NO
JOSÍ
de
SENNA FREITAS.
CoiHiminliía
ao
*
meninos.
No
dia 23
do
corrente
pelas 8
horas
da
manhã,
S.
Ex.a
Rev.
mj
*
o
Snr. Arce
bispo Coadjutor
celebrara missa,
na egre
ja
do
Populo,
e
distribuirá
o
Pão
Eucha-
lislico
aos meninos
e
meninas
que
fre
quentaram
a
catechese,
que
a
Associação
Calbolica
Bracarense
estabeleceu
n
’esta ci
dade,
e
que para isso
se
achem
habilita
dos;
no
dm
lhes
administrará
o
Sacra
mento
da
Confirmação.
Pede-se, por
tanto,
a
todos
os
rev.08
parochos
da
cidade,
mandem
á
dita
egre
ja
todas aquelias
creanças
que
achem
nas
circumslancias
de
chegar
á
Sagrada
Me
sa
Eucharisiica,
devendo,
quando
as
não
acompanhe
(o
que
muito
encarecidamente
se
lhes
roga),
dar-lhes
um
bilhete,
pelo
qual mostrem estarem
habilitados
para
a
Sagrada
Communhão
e
Confirmação.
Por
esla mesma
occasião e
forma
são
convidados lodos os socios
a
assistir
a
es
te
aclo
ião solernne
e
edificante,
teslimu-
nhando
assim
quanto
apreciam
a
grande
honra
que
recebem
do
Ex.,n
*
e
Rev.
me
Sor
Arcebispo.
Pede-se
lambem
a
todos
os
paes de
fa
milia,
cujos
filhos estejam
nas
circumstau-
cias
de
chegarem
pela
primeira vez
á
Sa
grada
Commuahão,
aproveitem
esta
occa
sião
e
honra,
que,
de
tão
boa
vontade,
e
com
tanta
caridade, lhes
faz o
Rev.'
no
Prelado.
E
’
,
pois,
com
a
maior
satisfação,
qoe
damos esta
noticia,
e
fazemos
este
convi
te
; e
em
nome
de
toda
a
Associação
Ca-
tholica
e
como
interprete
dos sentimentos
das
felizes
creanças, agradecemos
ao
Ex.
010
e
Bev.'
no
Sor.
Arcebispo a
honra e favor
que
nos
faz,
protestando
nosso
respeito
e
sincero
reconhecimento
e
amor.
Braga
10 de
maio
de
1875.
0
Director
Espiritual da
Associação
Calho-
lica
Bracarense
P.
e
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
IBistribuição da prémios.
Terá
logar
na
próxima
quinta-feira, 13,
no
templo
do Populo, a distribuição
dos
prémios
ás
creanças
que
mais
se
distin
guiram
nas
catecheses
promovidas
pela
As
sociação
Catholica,
d
*
esla
cidade,
e
que
mais
se
avantajarem
nas
respostas
dadas
ao
interrogatório
que
n
’
aquelle
aclo
lhes
será
feito.
A
Junta
Directora'
da
mesma
Associa
ção
escolheu
esle
dia,
por
ser
o
anniver-
sario
natalício
de S.
Sanclidade,
sendo
por
esse
motivo
celebrada
uma
missa,
que
precederá
aquelle aclo.
Atino
sobre o
Chriamn.
S.
Ex.
a
Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo coad
jutor
recommenda
aos
rev.°
s
parochos
qoe
tenham em
consideração o aununcio
qoe
mandou
publicar
nos
jornaes d
’
esla
cida
de;
pois
que S.
Ex.a
Rev.
ina não
adminis
trará
o
Sacramento
da
Confirmação
senão
aos
fieis
que
se
apresentarem
munidos
com
o
bilhete
de
habilitação,
de
que
faz men
ção
o
mesmo
annuncio, que em
seguida
reprodusimos.
S.
Ex.a Rev.llu administrará
o
Sacra
mento da
Confirmação
no
dia
do
Espi
rito
Santo—
16
do
corrente
mez de maio—
aos
fieis
d
’este arcebispado
que
se
apre
sentarem
para
receber
este
sacramento
nas
condições
seguintes
:
l.
a
Que
tenham
mais
de
cinco
ânuos de
edade.
2.
Que,
sendo
maiores
de
doze,
tenham
*
com
este
lim
recebido
sacramental
mente
a
absolvição do»
seus
peeca-
dos.
3.
a
Que
apresentem
escripto
do
«eu revd.
*
parocho
em
que
«e
declare o nome
do
baptismo
e
o
do
pae
—
sendo
de
menor
edade
—
sendo
porém
de
maior
edade,
bastará
o
nome
por
inteiro
do
clirismanJo
com os
apellidos
de
que
u«a.
4.
a
Que
est
jam
na
Egreja
de Nossa
Senhora
*
do
Populo
ás
d«x horas da
manhã.
0
escripto
pa<sa
ie
pelo
revd.
*
parocho
respectivo será
concebido n
’
e»tes
termo
*
.
’
F. .
.
.
e, sendo
de
menor
edade,
fi
lho
de
F.
.
. .
eslá
habilitado
para
rece
ber
o
Sacramento da
Confirmação.
Fre-
gnezia
d«
..............
de................ de
1875.
—
AsMgnatura
Estes
bilhetes
serão
depois mandados
aos
revd.
08
parochos,
que os
passaram, para
ficarem
registados
no
livro
do«
asvenlos
dos
baptismos
em
conformidade
com
as
Constituições
Synodaes
d
’
e»te
arcebispado.
KEVISTA ESTRANGEIRA
llispunhu.
Nolicias
da
guerra
No
combate
de
Tolba,
onde
foi
com-
pletamenle
batido o general
Dtlalre,
o
exercito affonsino
deixou
em
poder
dos
carlistas
a
artilheria
e
50
prisioneiros,
incluindo
toda
a
musica.
Corre
que
Dela-
tre
morrera.
—Refere
o
«Imparcial»
qoe,
segundo
uma carta
de
Poente
la
Reina
os
carli»tas
deviam
ler
cortado
a
passagem
que
Echar-
ri
vse
a
Eslella,
passando
por
Salinas
de
Oro,
pondo trincheiras
em
Echarri,
Ciri-
za
e
Argtrniriz,
sobre
Belascoain,
e
que
seguem os
mesmos
trabalhos em Ariscor-
be,
Srurgua
Szurdiaga,
e
garganta
da
es
trada
de
Pamplona
a
Alsasua
e
bifurcação
do
caminho
de
Lecumberri.
—
E’
cada
vez
mais
vigoroso
o
bloqueio
de
Morella
(Valência).
—
0
posto
de aduaneiros
perlo
de
Pa-
sages
(Guipuzcoa)
loi surprehendido,
e
apri
sionados lodos
os
guardas.
— Os
miqueletes
e
os
voluntários
de
S.
Sebastião não
recebem
soldo
lia
muilo,
pelo
que
se
negam a
fazer
serviço.
—
A« províncias va<co-navarras estão
indignadas
com
as
concessões
em
dinhei
ro
e
outras,
feitas
pelo
ministério
regên
cia
ao
príncipe <ie
Bismark
pur
causa
da
questão
do
«Gustaves».
—
Lê-se
no
«Imparcial»
de
Ma-lrid
:
<No
dia
23
teve
logar em M-neru
o
acto
de
collocar a
fila
de
S.
Fernando
na
banieira
do
2.°
batalhão
carlista da
Navarra,
pelo
seu procedimento
no
com
bale
de
BtiHZun.
— 0
intitulado
commandante
general
Argonz
alcançou
o
posto
de
tenente
ge
neral,
que
lhe
foi
conferido
pelo
Pre
tendente.»
—0
coronel
Munescau,
do
6.°
d
’
Ala-
va, encarregado
de
observar
os
movimen
tos
das tropas
aflonsistas
de
Miranda
do
Ebro
bateu uma
columna
inimiga de 3.000
infantes
e
170 cavallos.
Os
aflonsistas
re-
íugiaram-se
na
cidade,
deixando no
cam
po
de
batalha
um
grande
numero
de
mor
tos
e feridos,
entre
os
quaes
um
capitão
e um
tenente.
—
Refere
um
jornal
que
de
Tolosa
dão
parte
da
chegada
áquella
villa,
do
franc-iz
Mr.
Laborda,
que
dizem
ler
levado 20:000
duros,
que
obteve
pot
meio
da
colloca-
ção
de
vales
carlistas,
e dos
que fez
en
trega ao
conde del
Pinar,
ministro
da
fazenda
de
D.
Carlos.
COLLABORAÇÃO
Sobre os
aeonteeiiuentoo
de
H
ím
-
panha.
VII
('Continuação
do
n.° 339)
A
revolução
em
Hispanha
eslá
dando
o
seu
ultimo
arranco
de
raiva
e
odio
que
lhe corróe
as
entranhas
de
fera
sob o
pa
ternal
governo
del
nino
Aflonso,
que,
é
um
joguete nas
mãos
d
’ella.
Pobre
crean-
ça
!
Quando
um dia
fóres
cuspido
do thro-
no
para
dares
logar
ao
seu
legitimo
pos
suidor,
e
seguires
o
caminho
do
exilio,
como
tua
mãe
seguiu
precipitadamenle
pa
ra escapar
ao
furor
das
massas,
que
lhe
davam
vaias,
e
a
apedrejavam,
então c».
uhecerás
a
semrasio
com que hoje occu-
pas
o
throno,
e
qual
o
prémio
dos u«nr.
padores
em
todos
os
tempos.
Mas
que
a
revolução está
dando o
«eu
ultimo arranco
de
desespero
em
Hispanha
prova-se
por
um
dos
seus
mais
ancloii.
sados
orgãos
da
imprensa
livre-pensadora,
que
ha
pouco
tempo
propunha
como meios
encgicos
para
acabar com
a
guerra
civil
no
Norte
o
extermínio completo,
e
o
ar-
raumento
total
das cidades
essensialmen.
te
carlistas,
Estelfa,
e
Btiraiigo,
para
co.
nheceiem
áquelles
povos
desgraçados
que
elles
mesmos
haviam
cavado
a
sua
ruína
com a
resistência
obstinada
ás
ordens
ema
nadas
do
governo
revolucionário
de
Ma
drid,
e
4
sua
fidelidade
á
causa
da
legiti-
rnidade hispanhola,
feliirnente
hoje
repre
sentada
no
Snr.
D.
Carlos
VII.
A
revolução e»tá
a
morrer,
mas
ante»
de
morrer,
quer
juncar o
solo
de
Hispa-
nh»
de
cadaveres,
para
entregar
a
Carlos
VII
uma
nação
complelamente
arruinada,
convertida
n
’um escombro
de
destruição:
a
revolução
obra
a»sim
em
todos
os tem
pos
e
em
toda a parte
;
senão haja
vista
ao
que succedeu em
Paris
no
tempo
da
ominosa
revolução
da
Communa,
onde
os
seus
adeptos
se
viram desapparecer,
quaes
génios
iufernaes, no
meio
das
labaiedas
do
incêndio,
e
do
desabar
dos
monumen
tos.
Pois
bem
:
as
províncias
do
Norte
de
Hispanha,
quasi
todas
em
geral
em
mais
ou
menos
escala
são
carlistas,
com
as
ar
mas
empunhadas
pelo«
seus
valentes
filhos
sustentam
a causa
legitima,
verdadeira;
e
a
revolução
vendo
impotentes
os
seus
es
forços
para
debellar
estes
ânimos
valoro
sos,
e
soflrendo
decepções
amargas
no
campo
da
honra,
que
ella
não conhece,
mas,
sim,
só
os
earlhtas,
a
revololução,
digo, pede,
voz
em
grita
o
anniquilameo-
lo
total
d
’
aquellas valentes províncias,
e
qoe
se
passe
o
arado
por
sobre
as
ruínas
das
suas
cidades,
villas e aldeias,
que
tão
valentes
athletas
destacam
para
defleo-
derem
a
santa
causa
da
legitimidade.
Já
este
mesmo
era
o
pensamento
do
gene
ral
Concha,
quando
quiz
tomar
de
assal
to
E-telIa,
onde perdeu
a
vida,
e
a
re
volução
um
dos
seus
mais
formidáveis
cabos de
guerra
;
mas
parece
que foi cas
tigo
de
Deus
pela
soberba
com
que
an-
nunciava áquelles povos a guerra
sem
quartel,
de
extermínio,
a
destruição,
a
desolação
e
o
luclo,
mas
antes
de
poder
cumprir
as
suas
loucas
promessas,
como
tanto
desejava
a
revolução,
e
os
seus
dam-
nados
uiieuios,
uma
baila
o
fez
morder o
pó
<ios combales.
Sm
te
igual
agouramos
áquelles
revolucionários
que
hoje
leem
os
mesmos
perversos
proposilos,
que
teve
Con
cha.
ÇContinúa)
GAZETILRA
Festa
«lo Sagrado
Coração de
JeMiss. —
Do
«Journal de
Florence»,
de
27
do
passado,
transcrevemos
o
seguinte
:
Por
breve
datado
d’
hoje,
o
Sado
Pa
dre
dignou-se
conceder inna
indulgência
plenaria
que
poderá
ser
alcançada
a
13
de
junho,
dia
da
festa
do
Sagrado
Coração
de
Jesus.
O
documento
pontifício
s
-iá
im
presso
em
todas
as
línguas
possiveis,
na
tipografia
polygloita
da
Propaganoa,
pa
ra
ser
transmittido
a
todos os
bispos
do
mundo.
Cabrera e stins loueurna.—Só ho
je
podemos
começar
a
publicar
esle
bello
trabalho do
sabio
escriptor
e
nosso pre
sado
amigo e
correligionário,
o exc.11
*
’’
An
tonio
Ribeiro
de
Saraiva.
Sobre
este
escripto
lemos
no
jornal
«The
Foreign
Times»,
algumas
linhas
que
vamos
traduzir.
E’
escusado
dizer
que
disccordamos
d
’
algumas
proposições
contidas
na
aprecia
ção
do
alludido
jornal.
As
rasões
são
ob
vias
para
os
nossos
leitores.
Segue
a
apreciação;
,
íCabrera
e
suas
loucuras.
Apreciadas
por
A.
R.
Saraiva
Ainda
que
são
dislinctos
os
nossos
prin
cípios
e
difierenies as
nossas
convicções
das
que
impelliram
o
snr.
Saraiva
a
dar
á
luz
o
consciencioso
e
bem
escripto
fo
lheto que
com
o
titulo
que serve de
epí
grafe
a
estas
linhas,
temos
á
vista,
fieis
ao
espirito
de
imparcialidade
que
sempre
nos
ha
servido
e
continuará
servindo
de
norma,
corresponde-nos
consignar
aqui
qo®
fazemos
plena
justiça á
honradez
de
pro-
posilo,
á
boa
fé,
e
á
conseqaeocia de
prin
cípios
que n
’este
folheto
distinguem
o
snr.
Saraiva.
Grande
é
também
o
m«rite
litte-
rario
do
opusculo
;
sendo
tanto
usais
no
tável
o
elegante
e
cooeiso
do
estilo
quanto
que o
snr.
Saraiva
nào é
bispanhol,
pro
priamente
(aliando.
mas
sim filho da
for
mosa
e
pittoresca
Lusitania.
E
*
certo q'ue
os
naturaes
d
’
aqnelh
pe
quena
porém florescente
nação,
verdadei
ra
joia do
extremo
oeeideote,
mãe
de
tan
tos
Ínclitos
varões
notáveis
em
lettras
e
armas,
e
privilegiada
eomo nenhuma
por
seu
solo feraz,
seu
incomparável
ceo
e
as
relevantes
prendas
de
seus íilho
*
.
é
eerto,
dizemos,
que mal
poderão
c«u»iderar-se
•
estes
como
totelmenie
entranho»
ás
glan
des
questões
que
agitam a
vinha
Hispanha.
Íntimos
laços
de
cojiM
’
’g«iH,
dade, se
melhança
de
idiome,
tredieções,
fé •
ana
logia
de
costumes
nos
uneo»
aotn
Portu
gal.
As
rançosas
preocupeçõea,
as
velha»
antipalhias,
os
odios
d’
outro« tempps, não
teem
rasão
de
ser
no
dia
d
hoje,
e
con-
sta-nos
que
vão
desapparecendo cada
vez
mais, perante
o
mutuo
apreço,
estima
e
cordeaes
sentimentos
que deviam
unir
sem
pre
a dois
exforçados
povos irmáoa,
que
teem
corrido
parelha»
assim nas
suas
glo
rias
como
na»
suas calamidades.
Cremos que
o
illustrado
snr.
Saraiva
admiltirá
sem
difitculdade
e
com
a
nobre
franqueza
de,qoe
dá
testimunho
em
seu
eloquente
folheio,
que
Portugal
tem ad
quirido na
aclual
idade, e
apesar
do
go
verno constitucional
que
ruo
tão desacer-
tadameote
o
rege,
um
grande
bem-estar e
prosperidade
muito
invejareis
por
certo.
Porque
pois
não
havia de lograr
outro
tan
to
a
Hispanha
sob
um
regímen
analogo?
Porque
obstinar-se
em crer
que
fóra
do
ab
solutismo
nào
ha
salvação para
os
nações,
quando
a
evidencia
demoo»tra o
contra
rio?
Porque
atribuir
a
vis
motivo»
o
que
na
realidade
é
uiu
acto
de
desprendimen
to,
e
patriotismo
bem
entendido?
Para
que é
uma
lógica
lào
inflexível
e
tão-fer
res,
como
é
a
do
snr.
Saraiva,
quando
as
circumslancias
e
as
vicissitudes
políti
cas,
de
si
altamente
contradiciorias
e
va
riáveis,
obrigam
muitas
vezes
aos
homens
mais
Íntegros
a
modificar
consideravelmen
te
sua
linha
decouducia?
Ninguém
é
mais
-enthusiasta
do
que
nós pelos
fidalgos
e
cava-
lheirosos
princípios
de
que
é
eloquentíssi
mo
apostolo o
digno
snr.
Saraiva;
porém
ao
mesmo tempo que
d
’
elles
somos
ido
latras,
conhecemos
também
a
imperiosa
necessidade
de
não
se
pôr
em
sistemática
e
cega
opposição
á
irresistível
corrente
das
ideias
modernas.
Outrosim,
felicitamos,
litlerariamente
ao
snr.
Saraiva por
seu
brilhante
escripto
cu
ja
leitura
recommendamos
a
nossos
leito
res».
Regre
**
».
—
Já
regressou
a
esta
cida
de
o
sm.
capitão Xavier
Guimarães,
que
havia
si
lo transferido
para
a
Ilha
de
8.
Miguel,
voilandu
para
o
seu
antigo
regi
mento.
Ao
ser
reentegrado
no
cominando
da
sua
companhia, os
seus subalternos
e
pra
ças
da
mesma
receberam-no
com
inequí
vocas
demonstrações de
contentamento,
embandeirando
o
quartel
e
lançando
ao
ar
grande numero
de
foguetes.
Publicações.
—
Recebemos
as
seguin
tes
qne
muito
agradecemos
:
—
Os
Tribunaes
secretos
5.°
fascículo.
—
Cinco
semanas
em
balão,
por
Julio
Ver
nu.
Esta publicação
magnifica
é
feita
pela
empresa Horas
Românticas.
A
ui
versar io natalício <Be Sua
Santidade.
—Como
já
noticiamos,
lerão
logar
quinta
feira,
13,
o*
festejos
com-
inemorando
o 83
0
anniversario
natalício
do
iintnortal
P
ío
IX, promovidos
pelos
estudantes
do
curso
theologico
d
’esta
ci
dade.
Ao
romper
d
’alva e ao
meio
dia
ha
verá
as
salvas
do
estilo
e
uma
banda
de
musica
percorreiá
as ruas
da
cidade,
to
cando
o
himno do
magnanimo
Pontífice.
Pelas 5
hoias da
tarde
haverá
no
R. tem
plo
Santa
Cruz
um
solemne
<Te-Deum».
executado
a
grande
instrumental.
Será
entoado
por s. ex.
a
rev.‘
na
o
snr.
arce
bispo
cuadjcloi,
cuja
presença
muito con
tribuirá
paia
abrilhantar
sobremaneira
aquel-
ia
solemmdade.
O
orador é o
que
annunciamos
em
o
o.® precedente.
Terminado o
«Te-Deum» subirá
ao
ar
um
balao
;
á
noite
achar-se-he
illóminada
a
fachada
do
templo,
sendo
lançadas al
gumas
dúzias
de
vistoso
fogo
e
b.»Iões
mul
ticores,
duraole
o
que locará
uma
banda
de musica.
Pede-se
ao sor.
sineiros
o favor
de
dar
o»
repiques
do
estilo, para
o
que
te
ob
teve
licença
do
8.
ex.a
rev."
14
Julgamos
desnecessário
lembrar
aos ca-
tholicos
da
Roma
portugueza
que
illuminem
as
suas
casas
;
pois
é
bem
sabido
que
não
deixarão
de
manifestar
por
este
meio
a
dedicação
e amor,
que consagram
ao
Vi
gário
de
Jesus
Christo
na
lerra.
BioenfM.
—
Está
gravemente
enferma
a
ex.m‘
esposa
do
honrado
cavalheiro
d’
es-
ta
cidade,
o
iH.
“
®
snr. Anlonio
Domio-
gues
Alvim,
distincto
e
illuslrado
pharma-
ceutieo
Fazemos voto
*
ao
ceo pelo
completo
restabelecimento
d
*
aquella
senhora.
Falleeiment».—
Falleceu
em Lisboa
o
snr.
Domingos
Mariano
Ferreira,
hon
rado
legilimista.
Exame
*
.
—
Começam
no
dia
15
os
exames
dos
candidatos ao
magistério
pri
mar
ie.
Neva jornal.—
Recebemos
o
primei
ro
n.®
d
’um
novo jornal
que
começou
a
publicar-se
em
Coimbra intitulado
<0
Par
tido
Liberal.»
Audioneta
*
geraes.
—
No
dia
7
foi
julgado
o
reu
Constantino
Lopes
da
Silva
Guimarães,
negociante
da
cidade
do
Porto,
accosado
do crime
de
falsificação.
Foi absolvido.
Kvo»fto.
—
Utn
indivíduo
d
’
esta
cidade
que
hontem
foi
julgado
pelo
crime
de
fur
to, e
condemoado
por
isso
em
cinco
me
zes
de
prisão, evadiu-se
ao sair
do
tri
bunal.
na
occasião
em que
era
conduzido
pelos ofiiciaes
de
diligencia
para a cadeia.
Remoção.—
Como
se
deprehende de
um
annuncio
que
vae inserto
no
logar
proprio,
vão ser
removidos
para
o
cerni
terio
publico as
catacumbas
e
ossadas
que
se
acham
no
antigo
cemilerio
dos
Despre-
sos.
Nonfragie.—
Naufragou
na
Mancha
o
vapor
«Schiler»,
morrendo
230
pessoas.
Banho
*
.
—
Já
se
acham abertos
ao
publico os
banhos
que
íicaiu
proximos
de
S.
João
da
P<>nte.
Carta de Pariz.—
Por
falta d’espaço
não
podemos
publicar
n'este
n.°
a
carta
do
nosso
distincto
correspondente
de
Paris.
Irá
no
n.°
seguinte.
Um
livro d’
oiro, ou o Catheeis-
mo de Cwukllois.—
Dentre
os
livros
de
ensino
religioso
não
ha
um
que
seja
tão
rico
de doutrina, tão claro
de
explicação
e
tão
facil
de
comprehender-se
como
o
obr»,
ao
mesmo
tempo
elementar
e
desen
volvida, o
Calholicismo
de
Guillois,
cuja
tradução
fui
editada
pelo snr.
Ernesto
Chardion.
E’ um
livro d'oiro,
onde
todos
podem
encontrar
a
riqueza
do espirito,
apar
<la
illustração
da
intelligencia
e
pureza
do
coração.
a
simples
leitura
d’
esta
obra basta
para
pulverisar
todas
as
duvidas
que
a
in
credulidade,
porventura,
tenha
lançado
no
espirito
dos
fieis.
A
solução dos
mais diíliceis
casos
da
consciência,
uma
eolleeção
de decretos
pontifícios
ácerca
das
questões
sobre
ma
gnetismo,
franc-maçonaiia
e
outras,
dão-
lhe
tão
subido marito
e
aquilatado
realce
que difficilmente
podsmos
presumir
de
scien-
cia
religiosa,
quer
theorica
quer pratica,
sem
possuirmos
esle
livro,
duas
vezes
pre
cioso
pela
sua
erudição
certa
e
methodo
claro
e
facil.
Manancial inexgotavel
de
recursos
ora-
lorios
em
todos
os
generos, especialmen-
le
no
catequetica,
todos
lem
que
apren
der
n
’
esta
obra
admiravel
—
o
parocho,
o
padre
e
o
fiel.
A
sua
importância,
e
alé
necessidade,
sobe
tanto
de
ponto
quanto
o
Gathecismo
de
Guillois conta
dose
edições
em
França,
n
’
esse
paiz
onde
a
instrucção
é
facil,
de
senvolvida,
e
quasi
geralmenle
possuída.
E
se
a approvação
de
tantos
cardeaes,
co
mo
Fornari,
Goussel,
Douceie outros,
e
de
tantos
arcebispos
e
bispos, como.Morlol,
Bou-
vier,
o
arcebispo
de
Chaicedonia,
o
bispo
de
Orleães,
o bispo de
Poitiers
etc.
depois
d’
um
breve
de
S. S.
Pio
IX,
é o
cunho
indelevel
da
pureza
da
doutrina, o
calhe-
cismo
do
parocho
de
Mans
deve
ser
o
nosso
mestre
etn
matérias históricas,
dog
máticas,
moraes,
lilurgicas
e
canónicas.
Todas deviam
ler
á
mão
esta
obra
riquís
sima
di pureza
de
doutrina
e
de
pureza
de linguagem
portugueza.
E
não seja
por
ialta
de recommendaçáo dos nossos
prela
dos
;
porque
alguns
já
ergueram
a
voz
para
auctorisar
e
recommendar
esta
obra,
laes
como
o
bispo
de
Coimbra e
o
bispo
do
Porlo.
SECÇÃO
DE COMMUNICADOS
Ouvindo
lêr
cisualmente,
no
sen
jor
nal
Je
16
do
corrente,
sob
o
n.®
322,
um
montão
de
inépcias
—
exaradas
e
inventadas
por
algum
cigano
ingrato
dos
muitos
que
ha
n
’esla malfadada, mas
digna
de
melhor
sorte,
terras
d
’Amares, com
o
intuito uni
co
e
exclusivo
de
me
deprimir e desconcei-
tuar-me,
como
delegado
do
correto,
pe
rante
a
opinião
publica,
que
muito respei
to,
vejo-me,
snr.
redaetor,
na dura
preci
são
de
repellir
de
mim, com
a
maior
indi
gnação
e
profundo
desprezo,
as
insinua
ções
mal
cabidas
e
ardilezas do
abominá
vel
anonimo
que
a
(auto
se
attreveu.
Aqui,
n
’este
correio,
não
se dão
a
nin
guém respostas
seeeas:
—as
respostas são
claras
e
as
correspondências
são
entregues
com
promptidão,
aos snrs.
d
ist i
na
t
a
rios
que
as
procuram.
Nem
é outro o
meu
dever.
Aqui
não
ha
políticos
podres:
ha, sim,
leitores
illustradus
que
abrem
as
folhas
do
exc.
,n
®
snr.
dr.
Rodrigo,
de
Recobello, do
snr.
João
Machado
de Figueiredo
e
dou
tro»
ainda
com
autoridade d
’
elles.
Políticos
pôdres
são
aquelles
que
não
sabem
ler.
nem
intender
—
legere
et
non
in-
leligere est
negligere—
; que
fezem
o
seu
nome
machinaltoenle
—
servindo
só
para
fins
torpes
e
criminosos;
—
que
conspiram
oas
trevas
da
noite,
e
que
são iodigelados
pe
lo
respeitável
publico,
como
discipulos
de
Cáco
!
.......
Appareça,
sor.
incognilo,
que queremos
cooversar
um
poucochinho.
Amares
14 de abril
de
1875.
0
delegado
(2424)
João
Manoel
Pereira.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
desde
28
de
abril
até
12
do
corrente.
Abrantes.—Rev.®
parocho
do
Valle
de
Prazeres
—Recebido.
Castro
Daire.
—Nicolau
Pereira
de
Men-
donçi
Falcão
—
Idem.
Oliveira
de
Frades.—Rev.®
parocho
de
Valladaies
—
Idem
Ponte
do
Lima.—
D. Anlonio
Teimo
de
Meneses
Monte
Negro
—
Idem.
Bragança.
—Rev.0
conego
Manoel
Aoto-
nio
Pires
—
Idem.
Fafe.—
Manoel da
Silva
Soares
—
Idem.
Villa
Verde.—
Rev.
0
José
Joaquim
Mar
tins
Meirelles
Júnior
—
Idem.
Monsão.
—
Rev.° parocho
de
Cambezes
—
Idem.
Barca.
—
D.
Aiilonia
Angelina Serqueira
—
Idem.
Villar
Formoso.
—
Manoel
Fernandes
Monteiro
—
Idem.
Penedo.
—
Custodio Jo«é Pires
—
Idem.
Guimarães.
—
José
Alves
da
Cunha
—
Idem.
Barceilos.—
Domingos
de Sá
Faria
—
Idem.
Alemquer.—Rev.°
Luiz
Ferreira
Ono
Ire—
Idem.
Arcos
—
Abbade
de
Senhorei
—
Idem.
ÇO.7IJIEBCIO
B
olsa
de
B
raga
7
de
maio de
1875
Eífeet nado
Banco
do
Minho
1214000.
Banco
do Aleiutejo
104500.
Banco
de Coimbra
204050.
BOLSIM
Banco
de
Villa
,
Real
444500.
Obugações
do
caminho
de ferro
do Minho
e Douro
(3.
a
emissão)
124100.
8
de
maio de
1875
EÍTeeluatlo
Banco
de
Villa
Real
444650.
Dilu
dito
44470
u
.
Dito
dito
44475o.
Dito dito 444800.
Banco
da
Regoa
494600.
Banco
Commercial de
Guimarães
144500.
Banco do
Alemtejo
104950.
Dito
dito
114200.
Banco Nacional
Ultramarino
(2.® emissão^
114300.
O
director
Anlonio
Teixeira Barbosa»
BANCO
DO MINHO
Resumo
do activo
e
passivo
em
30
de
abril
de
1875.
Aetlvre
Dinheiro
em
caixa :
metal.
.
260:219493^
Inscripções
e
mais
papeis
de
credito...................................
78:5334494
Acções
de
c.
própria.
.
64:8004000
Hypotbecas
de
raia
.
.
.
85:1744235
Letras protestadas
e
em
litígio.............................. 8:370703
Empréstimo
sobre
penhores.
20:8184795
Leiras
descontadas.
.
.
852:9734302
Letras
a
receber
.
.
,
155:6674723
Caixa
Fihal
no
Porto,
e.
de
capital.......................
146:1364448
Deyedores
no
estrangeiro.
52:3724994
Saques
e
reservas
de
o.
c.
184
8754804
Contas
correntes.
.
.
.
739:8474483
Edilicio do
Banco.
.
. .
13:7934328:
2.663:5844242
Passiva
Capital..............................
Fundo
de reserva.
.
.
Dito
para
prejuízos
eveu
luaes
.........................
Reserva
para
decima.
Notas em
circulação
Depositos
á
ordem
.
.
Caixa
Filial
no
Porto,
c
corrente...................
Saques
e
remessas
das
agen
cas.....................
Dividendo
a
pagar.
Credores
no
paiz.
Depositos
a
praso
Ganhos
e
perdas.
600:0004000
30:0004000
17:4694905
40004000
93:8954000
174
0134532
83:4224078
85:1434523
1:2804616
150
0894416
1.408:1155019
16:2454152
2.663:5814241
Braga
4
de
maio
de
1875.
Os
GERENTES.
Francisco
Casirniro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
ANNUNUIOS
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada
Btaneo
Ciimniereiid de Coimbra
São
convidados
os
snrs.
accionista»
d
’es-
le
Banco
a
entrarem
coma
6.
a
prestação
de
10
p.
c.
ou
04OOO
reis
por
acção na con
formidade
dos
artigos
10
e
11
dos
esta
tuto»,
nos
locaes
abaixo
designados,
des
de
0
dia
11
até
ao
dia 20 do corrente
e
das
11
da manhã
ás
3
horas
da
taide.
Os
agentes
do
Banco
:
no
Porlo
0
snr.
Jose Julio da
Costa,
em
Braga
os
snrs.
Je-
rooymo José Pereira
Pinheiro
&
F.
os,
em
Vianna
o
sor.
Elias
Augusto
Vieira d’
A-
ranjo,
e
em
Lisboa
os
sn<s. Correia
&
C.
a
,
105,
rua dos
Fanqueiro»,
estão
aectorisa-
dos
a
receberem
a
importância d
esta
pres
tação
e
a
rubricarem
0
recibo
nas
acções»
Em
Coimbra,
o
pagamento
fj-se-ha
no
edifício
do
Banco.
Banco
Commercial
de
Coim
b?a,
4
de
maio
de
1875.
Os
gerentes
Manoel
dos
Santos
Júnior
José
Barbosa
Lima
(2419)
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
MUITA
ATTENÇÃO
Ao
Barateiro
de
Braga,
da
rua
de
S.
Vicente
n
°
92
Chegaram
as
íasendas
próprias
da
esta
ção
de
verão,
os
mais
bonitos gosslns, e
a
mais
alta novidade
que
vae
vender,
por
preços
inleiramente
baratos,
sem
compe
tidor.
Fatos
de
casimira
para homem a 14500
reis
0
fato
completo.
Lãs
para
vestidos,
bonitas,
a
100
e
120
reis,
chitas modernas
a
100
reis.
(2418)
e
FOGÃO
DE
COSINHA
Vende-se
um.
no campo de
S. Sebas-
lião
n.
*
3,
de
ferro
batido,
obra
do
Por-
lo.
(24!
6)
COMVÍTÊ
~
A corporação dos officiaes e
officiaes inferiores
do
regimen
to
dlnfanteria n.
*
8,
resolvendo
mandar
celebrar
um
Te-Deum
no
dia 15 do
corrente
mez, pelas
12
horas
do
dia, em acção de
graças,
pelo
restabelecimento do
Ex.“
° Snr. Coronel Commandan
te
do
mesmo, Sebastião da
Mat-
ta Moniz da
Maia, convidam, por
este
meio, todas as pessoas que
desejarem honrar este acto com
sua
presença.
Braga
15
de maio de 1875.
(2428>
Santa
Casa
da Misericórdia
da
cidade
de
Braga.
A
Meza
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d’
esta
cidade,
faz
saber,
que
tem
deliberado
remover
para
o
cerni-
lerio
publico
as
catacumbas e ossadas
que
«e
acham
no
antigo eemiterio dos
Des-
presos
;
convida.
portanto,
os
herdeiros
ou
parentes
dos
fallecidos
que
temporariamen
te
foram
depositados
nas
mesmas
cata
cumbas
a
virem
no praso
de
60
dias,
contados
da
data
d’este
annuncio,
tomar,
quando
queiram,
conta
da
respectiva
os
sada.
sob pena
de
findo
o
referido
praso,
se
proceder
á
competente
demolição e
se
rem
esses
restos
mortaes
envolvidos
na
essada
geral.
Braga
e
secretaria
da
Misericórdia 5
de
Maio
de 1875.
O
Provedor,
{2422) Manoel Juslino
Marques
Murta.
Nova
empreza
de
trens
Faz
publico
que
desde
o dia
13
de
Maio
a
sua
carreira
de
diligencias
diaria
que
tem
entre
esta
cidade
e
a
Egreja
Nova
segue
á
Cruz
de
Real.
Sae
de Braga
ás
3
da tarde,
chega
á
Cruz
de
Beal
ás
7. Sae
da
Cruz de
Real
ás
6
da
manhã,
chega
a
Braga
ás
10.
Tem
demora
no
Pinheiro
1
quarto
de
hora
na
ida,
outro
na
volta.
Preças
Pinheiro
dentro
240
Fóra
200
Egreja
Nova
dentro
400
Fóra
360
Cruz
de
Real
dentro
500
Fóra
440
Oulrosim
Faz
publico
que
desde
o
dia
15
sus
pende
provisoriamente
a
soa
carreira
de
diligencia
diaria
entre esta
cidade
e
a
vil
la
dos
Arcos.
Braga
10
de
Maio
de 1875.
O
Gerente,
(2426)
Eduardo
Pacheco.
APROVEITAR
Na
rua
de S.
Vicente
n.°
22
A,
se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitados
pata
lec-
cionar
francez
e
instrucção
primaria
e
pri
meiras
leiras
a preços
reduzidos, podendo
os
alumnos
aproveitar mais
em seis
me
ies,
do
que
em
outra
parte
um anno.
Também se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
casa
ar.
*
so
Rua de
S.
Vicente
—
Braga
N'esta
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços
reduzidos
e
com
muito
bom trata
mento.
(2382)
£
&
N
Esta
empreza
faz
publico
que
desde o
l.°
de Agosto
até
31
d’Ouluhro,
estabelecerá carreiras
diarias
para
o
seu estabelecimen-
to
de
banhos no
sitio
de
Suavemar,
arrabalde
d
esta
villa,
pelo
preço
de 60
reis,
cada
banhista.
Convida
portanto
o
publico
a
visitar
aquella
praia
e
estabe
lecimento
de
preferencia
a
qualquer
outra,
certa
de
que a
sua
vidade
da
praia,
a
modicidade
nos
preços,
tanto
das casas
de
ha
bitação,
como
de
transporte
e
banho,
permillirá a
empreza
asse
verar
que
soube
conciliar
os
seus
interesses
com
os
dos
banhis
tas.
A
direcção incumbe-se
igualmente
de
promover os
alugue
res
de
casas de
habitação
a
quem
assim
lh
’
o
solicitar.
O
Director,
H
(2421)
uvk
oa soHNva vuvj
vzaudwa
CHARLEVILLE. (FRANÇA)
A
’ Loja
Cachapuz—
acaba
de
chegar,
directamente, d
’<»quella
fabrica,
um
varia
do
sortimeniod
’
objeclos
de
feiro
fundido,
os
quaes,
pela
soa
perfeição de
obra
e
modicida
de
de
preço,
se
tornam
preferíveis
aos
de
outra
qualquer.
Abaixo vae
um catalogo da
maior
parte
dos
que
agora
chegaram
e
se
acham
patentes
na
dita
loja.
Cruzes de lindou feitio
*
par» wepul-
turza.
Coroas
idem
idem.
Imagens
do
Cruciíirado, diversos
tamanhos.
Bombos
d’nupiraoflii ntinua, no
vos
ystema.
Cosinhas
de feitios diversos.
Capaelios paru esetadas ou corredo
res.
Cercaduras
para
jardins.
3.
a
Emissão
das
obrigações
dos
caminhos
de
ferro,
Minho e
Douro.
Por
ordem
superior se
annuncia
que
no dia
11
do
corrente
desde
as
12
hor?s
da
manhã
até
ás 3
da
tarde
serão distri
buídos
na
Repartição
de
Fazenda
d
’
esle
disliicto
aos
indivíduos
que
subscreveram
para
a
Collocação
da
3.
a
serie
das obri
gações
dos
caminhos
de
ferro do
Minho
e
Douro
os
titulos
provisorios
das
referi
das
obrigações,
devendo
os mesmos
en
trar
uo
indicado
dia com
a
quantia
de
50000
reis
por
cada obrigação
que
lhes
compeliram
depois do
rateio,
e
apresen
tar
no
mesmo
acto
as
cautelas
passadas
por
esta
Repartição,
sem
o
que não
po
derá
realisar-se
a
entrega.
Repartição
de
Fazenda
do
dislricto
de
Braga
em
10
de
Maio
de
1875
O
Delegado do
Thesouro,
(2425)
Henrique
Francisco
Bisarro.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d’
a»sentamento
e coupons.
(I)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de S. João n.® 5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho
até mesmo fundido. (860)
S
9
N
B
Á
s
Ksearradores
para saias.
Beseanços
para guarda-chuvas.
Caixas
para phosphoros.
Vasos
para suspender flores.
Pirâmides
para
eseadas ou
va
randas
Raspadores
de calçado.
Cassarolas
de
vários feitios,
etc
Domingos
Clemente
Vieira
Machado,
escri
vão
da
Fazenda
do
concelho
de
Braga,
por
Sua
Magestade
El-Rei
que
Deus
Guarde,
etc..
Faço
saber,
por
ordem
superior,
que
é
prorogada
por
mais
30
dias a
cobrança
voíunlaria
das
contribuições
—
industrial,
renda
de
casas
e
sumptuaria,
do
anno
civil
de
1874,
cujo
praso findará
em
13
de
Junho
proximo.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
e
ninguém
possa
allegar ignoran
cia
se
mandou
publicar
este
edital
pela
imprensa
e
será aílixado
nos
logares
mais
púbicos
d
’
este
concelho.
Repartição
de Fazenda
do
concelho
de
Braga
10
de
Maio
de
1875.
(2427) Domingos
Cie
nente
Vieira
Machado.
BORRACHAS
DE
ENXOFRAR
Manoel Lourenço <l’
Araujo Braga
Rua
do
Campo n.°
22.
Acaba
de
receber
uma
porção
d
’
este
genero,
de
boa
qualidade,
que
vende
por
preços
muito
baratos,
assim como
enxo
fre
de
superior
qualidade.
(2360)
TOOiOS
Compram-se para
edificar,
nos
extremos
da
cidade.
Propostas
á
rua
de
S.
Marcos
o.°
5.
(2354)
ALV1ÇARAS
Desencaminharam-te
os papeis
d
’
um
sacerdote,
deaJe
Salamonde
até
a
esta
ci
dade.
Quem
os
achar
tenha
a bondade
de
os
entregar
n’eata
redacção,
e
receberá
a|.
viçaras.
(2410)
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de Villa Beal
Sotiedade
auamyma
«le responsabilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’eu
te
Banco
a
fazerem
a
entrada
d«
5/
e
ul-
lima
prestação
de
suas
acções, na
rasão
de 20
por
eento ou
100000
reis
por
acção,
desde
o
dia
8
at^odia
16
de
maio
pro
ximo
futuro.
Em
Villa Real,
na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na
casa do
snr. José
Julio.
da Costa.
Em
Braga, em
casa
do
snr.
João
Ma
noel da
Silva
Guimarães.
Villa
Real
26
d’Abril
de
187o.
Os
gerente»,
Joaquim
José
da
Silva
Guimarães
João
Pinto
Ferreira
Agostinhu
Joté
da
Costa.
(2403)
TABACARIA
UNIVERSAL
»O
—
CAMPO
I»r.
(Proximo
ao
Cruzeiro)
SEIZLG-A
Abriu-se
este
estabelecimento
nas
me
lhores
condições de bem
poder
compelir
com
os
<i’esla ordem, recebendo tabacos
das melhores fabricas do
paiz
e
do
estran
geiro,
podendo
servir-se
os
snrs.
consumi
dores,
por
junto
e
a
retalho,
o
melhor
pos
sível
com
toda
a
boa
fé
e
seriedade.
No
mesmo
estabelecimento
se
diz
quem
desconta
recibos
de
todas
as
classes
de
empregados
públicos.
(2394)
NOVO
HORÁRIO.
Manoel
José
Teixeira
e
Antonio
José
Ribeiro
de
Vieira,
participam ao
publico,
que
os
carros
que d
’esta
cidade
saem
pa
ra
a Povoa de
Lanhoso
ás
7
horas
da
inauliã e
2
da
tarde,
e
da
l'ovoa
para
es
ta
cidade
ás
7 boras
da
manhã
e-
3 da
tarde,
principiam
a
sair
desde o
dia
8
do
corrente
inclnsivé,
ás 6
horas
da
manhã
e
3,, da
tarde,
chegando
á
Povoa
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde, e
da
Povoa
para
es
ta
cidade, ás
6 horas
da manhã
e
4
da
tarde, chegando
a
Braga
ás
8
da
manhã
e
6
da
tarde.
Braga
5
de
nuio
de 1875.
O
gerente,
(2413)
Francisco
Pereira
Leite
e Castro.
ALTÃ
NOVIDADE
9G,
Ru» do
Souto, 80
Junto
á'rua
de
tJano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores fabricas
do
Porto,
na
uliima
moda,
grande
e
variado
sor
tido de
chapeos,
de se
da
e
de
feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
coin
perfeição
qualquer
chapeo
que esteja
nas
circumslancias
(2370)
O
professor
em
artes,
letras
e
sciencias,
membros
do
clero
e
magistrados; todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem
dirigir
*
se a
Medicus,
rua do
Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
ràgã
:
typographiá
lusitana
—
1875» - É o formato de
-
comerciominho_11051875_344.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)