comerciominho_08051875_343.xml
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-
3.’ ANNO
1875
FOLHA
COMIflERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
343
Assigna-see
vende-se
no
escrip-orio
do
bditor
b
propribtário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
K,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca de
porta.«As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
; assim como
as correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
19
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
rbços
:
Braga,
annol^GOÔ
rs.«Semestre 850 rs.«Provín
cias,
anno
20400
rs
e
sendo
duas
40000
rs.«Semestre
10259
rs.=/?ran/,
anno
40400
rs.«Semestre 20300
rs.
moeda
forte,
ou
100000
reis
e
50500 reis
moeda
fraca.«Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanle»
20
°/
0
ofabatimento.
BRIGA
—
flABBABO
9 aK
MAIO
A
Europ® aetual.
^ContiiixaçSo <lo
n.° 34-2)
A
Rússia,
concentrad»
silenciosameiite
D
’
uma
politica
de
especlaliva,
observa,
com
cuidado e
afiinco,
as
evoluções
e
tran
smutações
rapidas
e
subilanea
*
do
regí
men dos estados europeus
;
e espera,
com
tenaz
perseverança,
o
momento opportuno
e
propicio
para
lançar
na
balança diplo
mática
a
sua
preponderância toda,
como
alta
e
respeitável
potência,
espreitando
talvez
o
motneoio
de
se
desforrar
da
in-
dillerença
mascarada
e
da desconsideração
occulta
enlre
frases
batiaes.
e
estudadas
e
fingidas
atleuções
com que
a
tratam
outras
graudesas
da
terra
;
sendo
esse
—quem
sabe?!..—
o
motivo
preponderan
te
porque
estendeu
a
mão
de
irmã
e
ami
ga
á
Hispanha
carlisla,
exactamente
quan
do
lodos
manifestavam
considerai-a
com
repulsão
ou
quando
menos
com
pronun
ciada
desconfiança.
O
recente
império
Allemão
é
que
está
sendo
o
Júpiter da
politica
europea.
A
ambição
que
o
domina,
tem
a
sua
con
fiança
na
força
assombrosa
de
seus
exér
citos
sem
conta.
Não
se
contenta
com
as
conquistas
no
lerreno
das
temporalidades
Vae
mais
alto,
altaneiro,
soberbo e
im
pávido,
com
o
sobreceoho
carregado,
o
coração bronzeado,
e
a
espada
scintillan-
le.
Nas
regiões
da
espiritualidade
preten
de
dominar
como
lem
dominado
nos
cam
pos
da
guerra
e
nas
escabrosidades
da
diplomacia. As consciências devem
subju
gar-se
ao
seu
despolico
mandato.
Não
ha
crenças
nem
sacerdotes
que ao
acêno
de
um
seu
capricho
se
não
devam
curvar,
reverentes
e
supplices,
como perante
um
Deus
omnipotente. Pensar,
sentir
e
que
rer
contraria
mente
ao
seu
modo
de
que
rer,
sentir
e
pensar, é
crime
de
lesa-ma-
geslade
e
de
lesa-imperio.
A
prisão
e
o
desterro
são
as
consèqueocias
fataes
<ie
tão
deplorável
facto.
E se
os
encrimina-
dos
em
seu
codigo
de
caprichos
e
prepo-
leucias
se
relugiam
em lerritorio
estia-
ntiò e
hospitaleiro,
não
tarda em
promo
ver, pelo
temor
ou
pela astúcia,
que
lhe
seja
entregue
á
feroz voracidade
a
victima
desgraçada
que
se
escapou
a
tempo
ao
despedaçar
impiedoso
de
sua
garra
impla
cável.
Para
a
Allemanha a
religião
deve
ser
sua
alliada
d->cil
e
moldavel. A
rasão
deve
ser
um
esteio
de
seus
planos
inter
mináveis
e
concepções
ambiciosas.
A
liber
dade
é
um
milho
sobre
que
filosofam
os
loucos que
se
chamam
homens
livres,
e
os uementados
que
se
enfeitam
como
cida
dãos
independentes.
No
mais
elevado
de
tudo
islo
está
a
vontade do
principe-cban-
celler, encarnação
hedionda
da
grandesa
al
terna.
A
Bélgica,
onde
a
liberdade
não é
uma
ficção,
e
onde a
vida
politica não
corre
atrofiada
entre
as
pressões
de
Seus
homens
de estado,
a
BeTgica,
cujo
lerritorio
se
julga
convencionalmente neutralisado
en
tre
as
potências
suas
visinhas,
com
a
prolecção
e
lutella
salutar da
Grã-Breta
«ha,
a
Bélgica
está
sendo
o
alvo das
des-
marcadas
ambições
da
rival
da França,
que pretende
e
quasi está
exigindo
que
se
colloque
sob
sua
potente
egide,
sob
pena
(são
lexluaes
os
lermos)
;
—
«de
que,
se
os belgas continuarem
a
desconhecer
seus
naluraes
interesses, (não
se
aliiançaudo
ao
estado
allemão)
não
ha
de
ser
muito
improvável
que
o
mesmo
século
veja
o
começo e
o
fim
do
estado
belga!»
Deixemos
a
Suissa
debater-se
em
seu
frenesi
protestante
e
anli-calholico,
con-
veneudo-se,
em
nome
de
uma
fementida
e
insuportável
liberdade, iFurn
estado-vam-
piro
que
nem
a propriedade
alheia
sabe
respeitar,
quando
menos,
para
que
lhe
respeitassem
a
sua.
Parêmos
na
H'spanh».
Emquanlo
na
sua
capital
se degladiani
os
«ordidoa
in
teresses
dos
partidos
multíplices
e
des-
medidamente
ambicioaos,
—
emquaoto
o
ex
pediente
vergonhoso se
sucede
ao
expe
diente
ignóbil, e por
mu
latões
maravi
lhosas
vae
fenecendo cada
Vez
mais
o
prestigio
político
d
este
ou
d^qnielle
gru
po
cuja denominação se
transforma
a
cada
hora
com
a
rapidez
com
que
se
transmu
dam
as
ideias
de
seus
improvisados che
fes,
—
emquaoto
n
’
utna
babel
quasi
incon
cebível
aos
espíritos
mais
comprehenrivos
e
fantasioso
*
,
se
debatem
nas convulsões
de
temerosas
e
pereune» agonia»
as
finan
ças
desmanteladas
da
administração
entre
gue
aos homens
desprestigiados
que
acer
cam
a
creança
reinante,
—
emquanlo
tudo
igsp e
muito
mais
se
contempla
na
capi
tal
de
Hispanha,
ouve-se
o
troar
do
ca
nhão
oas
províncias
iusurrectas
á
voz
de
um
grande
homem,
de um
grande
guer
reiro,,
de
um
grande
espirito,
que
as
tra-
diccionae»
leis
da
nação
chamam
ao lh.ro-
no
por
vocação
hereditária.
Cada
ribombo
da
artilheria
é
uma
viçloria
que
se
annun-
cia
para
as armas
dos
exercitos
voluntá
rios. Aquillo
é
um
prodígio e
um
assom
bro.
Um
contra
seis;
e
o
triunfo
é
in
contestável
!
Succedem-se
os
chefes-gene-
raes do
governo
de
Madrid,
preenchetn-se
e
duplicam-se
as
fileiras
disimadas
e
ra
readas
peio canhão
ou
pela
baioneta im
placável
do
r.avarro
oti
do
catalão,
tra
çam-se,
estudam-se,
meditam-se,
scismam-
se
planos
de
campanha
que
aos mais
en
tendidos
parecem de
indubitável
bom
exi
lo;
trava-s-e
a
peleja
rija,
íeroz,
medonha
e
indomável
;
canta-se
victoria
nos
arraiaes
depois de
tomados e retomados,
com es
forço
sobrehumano,
os
reductos
e
as
trin
cheiras ;
coróam-se
as
montanhas;
pouco
falta
para
que
os
hirnnos de
triunfo
se
le
vantem
em
toda
a
linha.
Mas
quan-lo
se
esperava
o
mensageiro
que
annunciasseo
complemento
da
victoria,
não apparece nin
guém
por
mais
que
se
estendam
as
vis-
lãs
para
o
horisvule.
A
demora
é
dema
siada,
tnas
ainda
se
espera,
cmbo'a
não
já
sem
receio
de
extraordinária
nova.
E
com
elleilo,
ao
cabo
de
alguns
minutos
levantam-se
ao
longe
nuvens
de
pó
ergui
do
por
voadores
cavalheiros
São elles.
São
os
núncios
da
famosa
noticia.
São
a
vanguarda das ultimas divisões
triunfantes.
Atraz
d
’
elles
vem outros
e
outros,
todo»
volantes,
apressadíssimose
infatigáveis.
Che
gam
os
primeiros.
Mas
em
ver
dos
es
plendores
radiosos
da
gloria
de-cobre-se-
lhes
a
paliíjez
sepulcral
da
derrota
e
do
medo.
O
pó
e
o
sangue
cobrem-lhes
o
rosto
inteiro
formando
asquerosa
pasta.
Aqu
lie traz
o
hombro
varado
pelas
balas
do
inimigo.
Esle
perdeu
a
mão direita
n
’
oma
carga
terrível
de
baioneta.
Estou
tro traz
diante
de si
o
commandante
mo
ribundo
pelas cutiladas
recebidas
no
fu
ror
da
refrega.
O
quadro
augmenta,
té
trico
e
sinistro.
Não
são
elles
os
almeja
dos
mensageiros
da
victoria
final
:
são
inesperados
núncios
de
um
revez
medonho
que
arrancou
os
trofeus
conquistados na
jornada
d
aquelle
dia.
E
o
inimigo
vem
perseguindo,
indomável
e
furioso.
E’
mis
ter
conter-lhe
o
ímpeto.
Tudo
o
que
é
valoroso
ainda,
e
lem
brios,
tudo
se apresta,
rápido
e
instantâ
neo,
para
suster o
inimigo
na
soa
car
reira
de victorias.
Entra-se
de
novo
em
linha;
espera-se o
embate;
cai
rega-se
pe
la
frente
e
pelo
flanco;
recua-se sitnula-
dametiie
;
envolve-se
por
e
*
trategia
bem
combinada ;
combale
se
com
valor e
deses
pero.
Mas era
tarde.
Todo
o ultimo
esforço
foi
baldado.
A final
a
dispersão
foi
com
pleta.
O
inimigo
deixára
conquistar
louros
no
começo
da
batalha
para
ser
maior
a
sua
gloria
arrancando-os
ao
seu
adversário,
e
humilhando-o
até
ao ultimo
instante.
A
noute
já
cerrada,
cobria
com
seu
negro
manto
aquelies
despojos e Irofeot até
alb
grangeados.
O
que
se
esperava
em
harmo
nias
e
enlhusiasmos,
converteu-se
em
ran
ger
de
dentes,
e
luclos
(Talma.
5ó
de
lá,
da
outra
banda,
dos arraues
contrários,
chegavam
hirnnos
do
delirante
enthusias-
mo
da
victoria.
Ao
clarão
das
fogueiras
divisava-se
ao
looge a alegria
qu«
inunda
va
o» rostos
dos
heroe
*
.
Quem fez
todas
aquelhs
maravilhas?
Quem
operou
todo< aquelles
prodígios
?
Quem
conquistou
todos
aquelles
louros
?
Foi o
estandarte
em
que
se
divisa
o
sa
grado
lemma:
Deus, Patria
e
Hei. O Deus
dos
exercitos
christãos;
a
Patria
de
Pelayo
e
do
Cid
;
e
o
Rei
Carlos
VII.
Portugal.
...
Não
faltemos n
’
este
paiz.
Não
tem,
por
emquanlo,
preponderância
no
congresso
das
nações.
C. V.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hinpanlia.
Noticias
da
guerra
—
Os
carlistas estabeleceram
no
Colla-
do,
de
Alfuenle, perlo de
Chelva
uma
fabrica
de polvora
e
cartuchame,
e
gran
des
armazéns
com
provisões.
—
Estão
rolas
as
negociações para a
troca
de
prisioneiros no
Norte
e
adiada
indefinidameule
esta
troca,
por obstáculos
postos
pelos
carlistas.
Do
currespoudeule
da
«Palavra»:
<Já
não
cabe
duvida
de
que as
forças
catalãs
que
commandava
Caslells.
escol
tando
o
comboyo
dc
armas
para
o
Centro,
conseguiram o seu fim
alcançando
ao
mes
mo
tempo
um
assignalado
triunfo
sobre
a
brigada
Delatre,
cujo
chefe,
apesar
do
seu
reconhecido
valor,
te
*
e
necessaria
mente
de
tugir
do
campo
de
bataiha,
se
guido
só
por
sua
escolta.
Nào
soube
ou
não
quiz
faser
o
que
iiseram
11
carlistas
que
ua
surpresa
de
Cherta
se
encerraram
em
uma
casa,
preferindo
morrer
a
entre
gar-se,
o
que
de
facto
succedeu,
puis
lo
dos succumbiram
pelejando.
Isto
prova
que
o
exercito
aíTonsino
bate-se
como
o
soldado
e
seu
inimigo
como
o
sectário.
Posleriormente
disse-se
que
Caslells
voltou
á
Catalunha
por
lhe
impedirem
as
forças
situadas
no
Aragào
o
continuar
a
percorrel-o,
o
que
nào
passa
de
uma
ri
dícula
mentira,
pois
se
essas forças
não
podem expulsar
d
’aquelle
lerritorio
os
carlistas que
n’
elle
operam,
como
o
de
monstra o
facto
de
sua
exfeteucia,
menos
poderão
bater
a
e»tes e
aos
da
Catalunha
que
por
um
motivo qualquer
se
lhes
reú
nam
em determinado
momento.
Caslells
regressou
eilectivamenle
ao
antigo
prin
cipado,
porque
n
’
elle
commauda
e
é
seu
lhealro
de
operações,
e
porque já
linha
conseguido
o
fim
que
se
propoz
de
faser
chegar
o
cumboyo
d'armas
ao
poder
de
seus
companheiros.
Melhor do que
todas as
milhas
rasões,
filhas
da
imparcialidade
com
que procuro
transmillir
o
occorrido,
prova
o
estado
do
Centro o
lacto
de
ter
sido
necessário
ao
general
Munlenegro
para
conferenciar
com
o chefe
Echague
que
está
em
Cas-
tellou,
embarcar-se
em
Valência,
e
sendo
esta
viagem
mais
molesta
e
apresentando
o
inconveniente
de
revelar que
nào
é
pos
sível
ir
por
terra,
deduz-se
que tudo
con
siste
em
que
ha
comarcas
que
não
podem
já
atravessir-se
sem
ser
preciso pelo me
nos
dar
uma
batalha
que
nem sempre é
possível
admiltir.»
«Na
parte
da
provii.cia
de
Santander
entre
Guenes
e
Gordujuela, onde, como
disse,
depois
de
ires
dias
de
combate
se
situaram
os
carlistas
esperando
o
general
Loma,
luclou-se
mais
<:ois
dias,
sendo
o
resultado
definitivo,
por
confissão
do
pio-
prio
governo,
o
ver-se
este
chefe
na
ne
cessidade
de
retirar-se a
suas posições,
o
que,
no
sentir
dos
carlistas,
prova
qne
não
levou
a
melhor,
lendo
de
desisstir
de
seu
objecto
que era
forçar
a
passagem
até
ás
immediaçues
do
valie
de
Somorros-
iro.»
Lê-se
na «Union»;
Handaya,
27.
—
Nova
victoria
de
Sabalh
na
Catalunha.
Com
ires
batalhões,
uma secção
de
cavalHria,
outro
de
aitilher.ia,
derrotou
complelameute,
no
<ua 25,
em Breda (a
6
legoas
de
Geroiiu)
4
mil aífeusistas,
ape
sar
de
sua aitilheiia
e
cavallaria.
O
campo
de
batalha
ficou coberto
de
morto»
e
feridos.
Fisemos
numerosos
prisippeijos,
toma
mos
armas
e
munições.
Os
inimigos
re-
fugiaram-se
em
Ilartariich,
em
completa
debandada.
Cabrera.
(.ConclusàuJ
Não
rne
occuparci
de
Polo,
cunhado
de
Cabrera,
que
começou
sua
vida
miit-
tar
nas
fileiras
carlistas
durante
a
guerra
dos
sele
annos,
que
acçeitou
o
convénio
co
mo
brigadeiro
em 1848, que se
sublevou
ua
Mancha
por
Carlos
VII
em
1869,
que
foi
feito prisioneiro
e
sentenciado
á
mor
te,
sendo commutada
esta
pena,
segundo
então
se
disse
pelas
iníluencias
de
seu
cunhado
com
Prim
de
quem
parece
era
amigo
pessoal,
na
de desterro
para
as
ilhas
Marianas,
que
desde
a
sua
volta re
sidia
em
França
e
hoje
tornou
a
conven-
ciouar-se
como
marechal
de
campo,
por
que
este facto
tem a
sua
natural
expli
cação,
mas direi
alguma
coisa
sobre
Aguir-
re
e
Diez
de
Rada,
porque
talvez
o
seu
proceder
d
’
hoje
seja
o principio de
impor
tantes
revelações.
O
general
carlisla
Àguirre, que
fez
a
guerra dos
sete
annos, entrou uo
convénio
d
’
enlão,
se
mal
me
nau
recordo,
no pos
to
de commamlante,
e
logo depois
reti
rou-se
do
exercito,
tendo
permanecido
inativo
até
á
revolução
de
I8u8.
N
’
esta
epoca
partiu
para
França
a
apresentar-se
a
D.
Carlos
de
quem
obteve
pelos
servi
ços
que
lhe
prestou
e
pelo
valor
que
lhe
aitribuiam
(conceito
que
não
chegou
a
justificar)
o
cargo
de
brigadeiro,
com
o
qual
entrou
em
Hispanha
em
abril
de
1872,
acompanhando
seu rei
c
assistindo
á
dispersão
de Oroquiela
que
póde
dizer-
se
poz
termo
aquella
tentativa
dc
cam
panha.
D.
Eustachio
Diez
de
Rada,
que
pro
cedeu lambem
da guerra
dos
sele
annos,
entrou
n
áquelle
convénio
como
capitão
e
continuou
no exercito aié
depois
da
re
volução, chegando
ao posto
de brigadeiro.
Sua
historia
é,
segundo,
a
dizem
de
um
militar
que
não carece
de
dotes,
porém
acha-se obscurecida
por
sua
determinada
alleiçào a
conspirações
que
lhe
permillis-
sem
medrar.
Conta-se
que
em
1864,
com-
mandando
em
Madrid
o
regimento
da
Con
stituição
e
sendo
por
diversvs
motivos o
coronel
de
confiança
do
chefe
do dislric-
lo
general
Gassel,
a cuja mesa
assistia
quasi diariamente, conspirava
contra
o
go
verno
d
’
acGordo
com
Prim,
e
devia
se
cundar
em
sua
insurreição
o
regimento
de
Saboya
com
o
qual
eslava
aquartela
do.
ao passo
que
para
desviar
toda
a
sus
peita
assegurava
a
seu
chefe
que
era
o
vigia
de
seus camaradas,
e
não
sabemos
o
que
teria
feito a
não
se
haver
balda
do em
sua
origem
a
projectada insurreiçãs;
porém
dizem
que
seu
proceder
d
’
enlão
foi
sem
duvida como
o
refiro
e
eu
mesmo ou
vi
esta peregrina historia
ao
general
Gas-
Iset.
Ha
motivos
para
desconfiar
que
seja
certo o
referido,
parque triunfando
mais
larde
a
revolução
foi
nomeado
coinman-
dante
general
do
districto
de
Pamplona
e
obteve
o
posto
de
brigadeiro.
O
governo
revolucionário
nomeou-o,de
pois
governador
militar
de
Burgos, d
on
de
foi
d
’
ahi
a
pouco
retirado
por
conspi
rar
a
favor
dos carlistas.
Em
seguida
mandou-o
para
Cuba
c
elle
então
fugiu
para
França,
apresentando
a D.
Carlos.
No
periodico
de
sua
emigração
e
em
agosto
de
1870
preparou
uma
celebre
e
mui
discutida
tentativa
de
inssurreição
de
accordo
com
o
coronel
dos
carabineiros
da
linha
dos
Pyrineus,
Escoda
;
e sobre
este
successo
se
fizeram
muitos
commen-
tarios.
Cruzou
a
fronteira
com
um
grupo
de
chefes
e
de
oíliciaes,
mas teve
tornar
a
passal-a
para
lá,
porque
parece
que
>ea
cutnpl.ce,
segun io
protestava,
se
havia
convertido
em
seu
inimigo.
Sobre
esie in
cidente
publicou-se
então
com
caracler
oflicial
carlista
e
sob
a
firma de
um
co
nhecido
eseriptor
um
folheto
explicando
os
faclos
e
contendo
copia
dos
documen
tos
mediados
enlre
os
dous
conspirado
res
mas
foi
grandesurpreza
para
os
inves
tigadores
revelar
Rada
n
’aquelle«>
papeis
urna
candura,
não
já
imprópria
dos
que
como
elle teem
conspirado
muito,
senão
do
homem mais
vulgar,
e
que
entre
as
petições
de
Escoda
se
tornasse
sempre
saliente
a
que
D.
Carlos
viesse
em
pes
soa
pôr-se
á
frente
do
movimento,
peti
ção
a
que
o príncipe
não
accedeu,
tal
vez
por
felicidade
sua,
seguindo
a opinião
de
seu
conselheiros
*
Não
posso
dizer se
esta
mesma
duvida
que hoje
atravessa
minha
mente,
cruzou
então
pela
do
jornalista a quem
me
re
feri,
e,
ainda que o
conheço,
seria,
a
meu
ver,
inútil
pergunlar-lli
’
o,
pois
sem
pre
disse
que
no
escripto
que
menciono
sô leve
por
fim
manifestar
e
descobrir
a
traição
de
que queriam
fazer
viclimas a
seus
correligionários
e
defendel-os
das
ac-
cusações
que
sobre
elles
poderiam por
este
motivo
vir
a
cair,
tudo
d
’accordo
com
os
conselheiros
de
D.
Carlos,
que
a primeira
necessidade concistia
em
que
o
mundo
conhecesse
os
successos
e
dei
xasse
ao
carlisino
o
logar
que
lhe
compe
te.
Mais
larde
se
preparou
o
movimento
que
teve
logar em abril
de
1872,
e
mys-
teriosas
são
por
certo
as causas
que
pro
duziram
escapar
D.
Carlos
pouco
menos
que
milagrosamente
da
surpresa
e
disper
sar
de
Oroquieta.
E
’
lacto
púbico
que ao
chegar
alli
apenas
com
506
homens
arma
dos
e
4 ou
5
mil sem
armamento
lhe
dis
seram
os chefes
que
o
acompanhavam
que
podia permanecer
tranquilo,
pois
as
tropas
do
governo
se
achavam
a
grande
distancia d’
aquelles
silios
;
é-o egualmen-
te
que
se
lhe
manifestou
que
a
curta dis
tancia
havia
depositos
d'armas
para armar
os
sublevados,
coisa
que
podia
fazer-se
ifaquella noite;
é-o
também
que
Morio-
nes
eslava
tão
certo
do
sitio
em
que
ia
encontrar-se
com
os
carlistas
que
pôde
perguntar
pelo
telegrafo
ao
ministro da
guerra,
que
era
então
o
general Zavala,
se
devia
ou
não
dirigir-se
contra
elles,
pois
lhe
contava
o
estado
em
que
se
acha
vam como referi,
e
que
nào
era espera
do por
elles;
é-o,
finalmente,
que,
pas
sadas
tres
horas
escassas,
depois
que
se
achava
em Oroquieta.
D.
Carlos
se
viu
de
improviso
accommettido
por
forças
nu
merosas, salvando-se,
Deus
sabe
como,
de
cair
nas
mãos
de
seus
inimigos.
Trazem
me
á
memória
estes
successos
a circumstancia
de
qne
Aguirre
e
Rada,
como
chefe
de
estado
maior
aquelle,
e
como
como commandante
general
das
pro
víncias
vascas
este,
acompanhavam
D.
Car
los
n
’
aquella
expedição,
e
esta
recorda
ção
chama
hoje altençâo
de
moita
gente.
Houve
torpe
ardil
ou
alguma
mais
em
tudo
o
occorrido?
Estavam
d
’
accordo
en
tão
os
que
hoje
apparecem justos
pas
sando-se
aos
inimigos
do que
chamavam
seu
rei
? Que
deve
conjeclurar-se
d
’estes
factos?
Qual
a qualificação
qne
mereçem
elles?
Mistérios
sào
estes
gne
como
outros
não
é
possível
dizer
se
algum
dia
accla-
rará
a
historia.
hepresektação
.
No
dia
5
foi
apresentada ao snr.
go
vernador
civil,
que já lhe
deu
o
destino
conveniente,
a
representação
lida
no
meeling
que
no
domingo
ultimo
teve
logar
no
theatro
de
S.
Geraldo,
como
noticiamos.
E
’
concebida
nos
seguintes
termos
:
SENHOR.
Os
abaixo assignados,
Cidadãos
con
tribuintes
da Cidade
e
Concelho de
Braga,
vem
manifestar
perante
Vossa
Mageslade,
com
o
ma
*
or
respeito
•
acatamento,
as
irregularidades
com
que
o
Escrivão
de
Fa-
seiida
«este
Concelho, procedendo
tumul
tuaria e
mysieriosamente, ultimou
o
lan
çamento
das contribuições,
industrial
•
de
renda
de
casas,
em
relação
ao
anno
de
1874;
procurando,
por
tal
modo,
não
só
extorquir
ao
contribuinte
o
que
«lie
justamente
não deve nem a Faseuda pu
blica exige,
mas
ainda
tolher-lhe
todo
o
direito
de
reclamação
e
defesa
que
as leis
concedem
e
recommendam.
E
’
expres
*
o
na
lei
de
9
de
Maio
e«
1872
e
nos
Regulamentos
de
28
•
30
de
Agosto
do mesmo
anno,
que
o
lançamento
destas
contribuições
seja
leito
com
infor
madores, louvados
pspecuea.
nomeadas
annualmente
em cada
Concelho para
tal
serviço.
Esses
luuvados e»peciaea,
porém,
não
foram nomeados. Não ae conheceu da
capacidade
e
estado
das
casa»,
para
se
estimar
o
valor
locativo
de
cada
uma.
Não
se
exceptuaram
os
edifieios
des
tinados
para
estabelecimentos
industriaee.
officina»
e
armaseos, como
a
lei
ordena
para
que
se
não
contribua
dnplieadamente,
pela
industria
que se
professa
e
pelo
edi
fício
em
que
ella
se
exerce.
Não
se pe
diram
aos
contribuintes
as informações,
que
tinham
direito
a
prestar. Nào
se
pro
curou,
emfim, uin
só
dos
elementos
legí
timos
e
necessários
para
a
conlecçào d
’a-
qtielle
serviço.
A
matriz,
portanto,
feita
pelo
Escrivão
de Faseuda,
nào
assenta
sobte
a
base,
que
a
lei
estabeleceu
:
não
póde
exprimir
a
verdade, a
igualdade
e
a
justiça
na
dis
tribuição
do
imposto:
é
um
acto arbitrá
rio,
e
por conseguinte
nullo.
E
nullo,
ainda,
porque
ás
matrizes
organizadas
para
o
lançamento
de
taes
contribuições
não
se
deu a
devida
publi
cidade,
sendo
certo
que
d
’
ellas só
tive
ram
conhecimento
os
contribuintes,
agora
que
acabam de
receber
aviso
para
paga
rem as verbas,
que
lhes
foram
impostas
com manifesta
desproporção
de
suas
ren
das
e interesses.
Não
poderam,
pois,
reclamar
contra
a
injustiça
do
lançamento;
deixando,
as
sim, d
’exercer
um
direito
de
que foram
privados
por
um
meio
tal
desleal,
e
que
accusa
ao
mesmo
tempo,
da
parte
do em
pregado
que o
praticou,
manifesto
des-
preso
pelas
prescripções
do
seu
Regimento.
A
Faseuda
publica,
Senhor,
não
quer
mais
que
os
reddrtos
legilimamente de
cretados:
os
excessos,
pois,
dos
emprega
dos
fiscaes
não
podem
altribuir-se
a
um
verdadeiro
zelu
pelos
interesses
d
’ella. são
apenas
efleito
de
cálculos
pessoaes
que,
longe de
favorecerem,
antes compromellem
a
causa
publica.
E
’,
por
isso,
que
esta
Cidade
inteira,
e
mais
cincoema
freguesias
ruraes
que
lhe
pertencem, altamente
clamam
contra
semelhante
procedimento.
Mas
os
abaixo
assignados,
certos
da
benevoleocia
com
que
Vossa .Mageslade
costuma
ouvir
os
opprimidos,
e
attender
as
suas
queixas,
esperam
coníhdamente,
e
com toda
a
submissão
P.
a
Vossa
Magestade
que
em
vista
do
exposto,
e
da
formal
declaração
dos
infor
madores,
constante
do
do
cumento
junto, se
digne
or
denar
sejam
declaradas
nul-
ías
e
sem
efleito
as
indicadas
malrises
e
consequentemente
os
lançamentos
que
n
’
ellas
se
fundam,
organisando-se
outros
em
conformidade
com
as
disposições
das respeclivas
leis
e
regulamentos;
e
de
harmonia
com
os
direitos
do Fisco e do
contribuinte.
E.
R.
M.
(Seguem-se
as
assignaluras
da
comrnissão.
)
Declaração
Nós
abaixo
assignados,
louvados
e
in
formadores
nomeados para
estabelecer
a
base das
matrizes
das contribuições
indus
trial,
renda
de casas e
sumpluaria
pelo
anno
proximo
findo
de 1874,
vimos
de
clarar
o
seguinte:
Tendo
chegado
ao nos
so conhecimento
os
queixumes geraes
dos
contribuintes
por
motivos
de
manifesto
au-
gmenlo
de
contribuição
e
palpitantes
ini
quidades,
e constando-nos
que
o
act«al
escrivão
de
fazenda
faz
publico
por
toda
a
fórma
que
todo
o
odioso
nos
pertence
por
ler feito
obra
pelas
nossas
informa
ções,
cumprimos
um
rigoroso
dever
de
consciência
perante
o
publico
fazendo-lhe
as
seguintes
declarações:
—
Que
todas
as
exorbitâncias
e
iniquidades
de
que
o
pu
blico tão
justamente
se queixa,
são
obra
exclusiva
de
mesmo
escrivão, não só so
fismando
as
consas
ao
seu
bel-praier
no
acto dos
informes,
como
principalmente
abusando
da nossa
boa fé
colhendo
as nos
sas
assignaluras que
simplemente
serviriam
pro
forma,
reservando-se
fazer
as
altera
ções que
jelgísse
convenientes
para
aeus
fias.
Braga
26
de
abril
de
187 5
(Seguem-se
as
51 assignaturas.)
GAZETILHA
Anuivernario
de
Santidade.
—
O orador
na solemnidade
promovida
pe
la
classe
escholastica
para
cummemorar
o
anniversario
natalício
de
S. Santidade,
é
o
aluinno
do curse
theologico,
snr.
João
Gomes
d’
01iveira
Guimarães.
Featividade.—
E
’
ámunhã
a
festivida
de
de N.
Senhora
da Rosa,
na
Sé.
íloiHaria da Aaeençfto.—
Não obs
tante o
dia
de quma
feira se
apresentar
bastante
carrancudo,
foi
mui
emeorrida
a
romaria
da
Ascensão,
que na quinta
fei
ra
leve logar
no
Bom
Jesus
do
Monte.
Não
nos
consta
que
houvessem
desor
dens.
Fallecimento
—
Entregou
a alma
a
Deus
a
ex.
‘“*
snr.
-
D.
Anna Augusta Gon
çalves
Passos,
irmã
do
snr.
deputado
por
Villa
Verde,
Alves
Passos.
O
cadaver
da
finada
foi
depositado
no
templo
dos
Gongregados,
d’onde,
depois
de pomposos oílicios,
foi
conduzida
para
o
cemiterio
publico,
acompanhada
d
’
um
crescido
numero
de
amigos
do
Snr.
Pas
sos.
Pegaram
ás
toalhas
do
caixão
seis
col-
legas do
mesmo
snr.,
dois deputados, dois
professores
do
lyceu e
dois
médicos;
e
fecliou-o
o
Snr.
governador civil.
A
toda
a familia
da
illustre
finada
damos
os
nossos sinceros
pezames.
Sncpencão de cobrunçw.
—
Está
suspensa
por
30
dias
a
cobrança
de
con
tribuições
industrial,
de
renda
de
casas
e
sumpluaria.
Aovo
udvogndo.—
O
snr.
José
Jor
ge Soares
Russei
abriu
escriplorio
de
ad
vogado, na
rua
de Santo André,
d
’e»la
cidade.
Creança
abandonada.
—
Na
quarta
feira á
noite
foi
encontrada nas escadas
d
’
um
prédio
do campo
da
Alegria
uina
creança
recem-nascida.
Experiência.—
Fizeram-se
na
quarta
feira
experienciâs
nas
pontes do
caminho
de
ferro
sobre
os
rios
Ave
e Este, afim
de
se
conhecer
se
estão
em condições
de
solidez
precisa.
Inaugurado
do caminho de
ferro.—
O
nosso
collega
da
«Regenera
ção»,
que
cremos
bem
informado,
asse
vera
que
será
no
dia
20 a
inauguração
do
caminho
de ferro do
Minho.
Companhia
Eitteraria.—Em o n.°
passado
dissemos
achar-se
n
’
esta
cidade
um
commissario
da
Companhia
Litleraria
que
vem
colher
assignaluras
para
a
obra
com
que
aquella
sociedade
laz
a
sua
estreia.
Esta
obra
é
o celebre
romance de
Cer-
vantes,
intitulado 0
Engenhoso
Fidalgo
D.
Quichoie
de la
Mancha,
cuja
versão
es
tá
confiada
ao
illustre
nacionalisador
do
Fausto,
de Gocte,
e
um
dos vultos
que
sc
estadeia na
primeira
plana
enlre
os
nos
sos
melhores
prosadores
e
poetas,
o
viscon
de
de Castilho.
Será
precedida
d
’
uma
introducção
cri
tica
do
traduclor,
e conterá
rnagnilicos
de
senhos
de
Gustavo Doré,
gravados
por H
Pisan.
A
segunda
obra
que
a
Companhia
Lil-
teraria
se
propõe publicar
é
Os
Luziades,
do
grande
Luiz
de
Camões.
Um
prospecto
que
temos
sobre
a
me
za
explica
assim
a
primasia
dada,
na pu
blicação,-
á
obra prima
de
Miguel
de Cer-
vantes
Saavedra :
«Mesmo
que
fosse
possível
obter
com
promplidão
os
desenhos
e
gravuras
para
o
nosso
poema
immortal,
o
primeiro
logar
de
honra
mandava-o
dar
a
cortezia
ao
il
lustre clássico
hespanhol,
e
assim
mais
honrada
fica
a
memória
do
inspirado
can
tor
d’
essa
pleiade
de
lusos,
que,
tendo
sido,
como
os maiores
heroes
do
Lepanlo,
temíveis
e
indomitos
no
campo
das armas,
nunca
souberam nem
poderam faltar
á
prag-
malica
austera
dos
deveres
do
cavalheiris
mo
e
da
fidalguia sentimental».
Ninguém
deixará
de
coadjuvar esta
em
presa,
cuja
inconlesta
utilidade
está indi
cada
nos
seus intuitos,
que
são
—
publi
car
obras
de
reconhecido
merecimento,
assim
portuguezas,
como
estrangeiras,
além
de
livros
elementares
que
melhor
sirvam
para a
vulgarisação
das
sciencias,
lettras
e
artes,
ou
para o
aperfeiçoamento
dos
methodos
d
’
ensino.
E
’
presidente
da Assembléa
geral o
sor.
visconde
de Macedo
Pinto
;
directo.
res
os
snrs.
visconde
d
’
Azevedo,
dr
A.
A.
C.
Velloso,
e
H.
Guiclurd
; gerente
o
snr.
J.
A.
Castanheira.
Puhlieaffie
*
.
—
Recebemos
assegiun-
tes,
que
muito
agradecemos.
«Carta
ao
meu
amigo Borges na
qual
lhe
demonstro
que as
lettras
e
as
scienci
as
variam
como
as
modas,
e que,
segunda
o
ultimo
figurino,
elle,
eu,
e
tu,
leitor,
descendemos
dos
macacos,
terminando
tudo
por
um
soneto
de
Manoel
Malhias
Tenta
tiva
humonilica
por João
Gorilha,
natural
do Porto.
2.a
edicção.»
Recommendamos
aos leitores este
no
tável
trabalho,
que
se vende
pelo
preço
de
160
reis,
na
livraria
do
editor
Cruz
Coutinho.
no
Porto.
—
«Carta
dn ex.
,n
’
revd
«nr.
Bispo
de
Orleães
ao ex.
,no
snr.
Minghelti,
ministro
da
fazenda
do Rei
vjetor
Manoel
a
respei
to
da
expoliação
da
egreja
em Roma
e
na
Ilalia,
traduzida
da
6.a edicção franceza,
com
a
c.irla
<lo
mesmo prelado
ao jornal
«A
França»
e
do
breve
do
Santo
padre.Tudo
precedido
de
algumas
palavras
do iraduc-
tor
Francisco
d
’
Azeredo
Teixeira
de Agui-
lar,
Conde
de
Samodães,
Par
do Reino
etc.»
O nome
do
auctor
e
do
traduclor
dis
pensam
recommeudações.
iiorn^H.
—
O
snr.
barão
da
Gramosa
acha-se
gravemente
enfermo.
—
Está
lambem
mui doente o
snr.
An
tonio Manoel
Alvares,
professor
jubilado
de
relhorica
no
Ivceu
d’esla
cidade.
Desejamos
a
estes
dois cavalheiros
prom-
pto restabelecimento.
Policia
civil.—
Diz um
nosso
colle-
ga
que
n’
esta
cidade vae
ser
organisado
um
corpo
de
policia
civil.
Oxalá
que seja verdadeira
a
noticia.
Explosão.
—
Houve
unia
explosão
nas
minas
de
carvão
de
Bunkers
Hill
no
nor
te
de
Staflord,
sendo
victimas
25
operá
rios.
louvável resolução. —
Lé-se
no
Primeiro
de
Janeiro,
publicado
no
Porto
no
dia
6
:
AíTirmam-nos
que
os negociantes
de
fazendas e
miudezas
d’
esta
cidade,
seguin
do
o
exemplo
dos
ourives,
projectam
ac-
cordar
enlre
si
no
sentido
de
não
abri
rem
os
seus
estabelecimentos
nos
domin
gos
e
dias
santificados
Para
realisar
e-te
pensamento
e<tí
já
nomeada
uma
comrnissão
composta
dos
snrs
:
André
Avelino
Lopes
Guimarães,
Araú
jo
à
Braga,
Silva
Almeida,
Tliomaz
An
lonio
das
Neves
&
Irmão,
Almeida
&
Maia,
Mattos
&
Serpa Pinto,
José
Antunes
Bra
ga,
Carlos
José
Marinho, Antonio
Gomes
Ferreira.
Francisco
Martins
Lopes
Cardoso,
Freitas &
Azevedo
e
Anlonio
Grilo.
Disem-nos
lambem
que
as principies
casas
commerciaes
foram
consultadas
e
que
aprovaram
goslosamente
o
menciona
do
projecto.
Pode
dar-sc por tanto
como
levado
a
efíeito
o
elevado
pensamento
dos
snrs.
negociantes,
e
brevemente
veremos
como
n
’
esla
cidade religiosa
e
trabalhadora
se
cumpre
á
risca
o
preceito
da
santificação
do
domingo
e
se
satisfaz
a
necessidade
de
dar
ao
corpo
o
descanso
de
que
carece
no
fim
d
’
uma
semana
de
continuo labor.
Erratas.
—
Nos
folhetins
intitulados
Quadros
históricos, publicados em
os
n.
os
340
e
341,
sairam
alguns
erros,
que
pas
samos
a
corrigir
:
Na
col.
2.a
do n.°
340
onde
está
—
gé
nio, leia-se
genro
;c.o\.
4.a
onde
está
-Con
slantino,
leia-se
Constando.
Na
col.
2
a
,
do
n.°
341, onde
está—
co
mo
seu
Deus, leia-se
com
o
seu
Deus
; na
col. 4.
a
onde
está
—mocidade,
leia-se
cida
de;
na
col. 7.4
onde
está
—
grava,
leia-se
gravada.
COM.VIEBCIO
B
olsa
de
B
raga
5
de
maio
de
1875
EíTeetuado
Banco
do
Minho
1210200.
Banco
de
Villa
Real
440600.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro
(3.
a
emissão) 116950.
O director
Antonio Teixeira
Barbosa.
banco
commercial
de
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
30
d
’
abrd
de
1875.
Aellv
*
Acções,
prestações
a
receber
300:8656000
Dinheiro
em
caixa.
. .
.
429:8126912
Letras
descontada
*
e
a
receber
925:9336190
Empréstimo
aebre
penhores.
141:7616952
Conu.
corre»...
.om
Agentes
no
paiz e
estrangeire.
®95-5466840
Titulos
e
papeis
de
credite.
98:1674637
Diversos
devedores.
.
»
•
74.
18960;>~
Despezas
de
installação.
5:5356000
Moveis
e
utensílios. . •
•
1:8416294
3.309:7046202
Pasalve
Capital.
..••••
1
000:0006000
Obrigações
a
praso. • .
1.290:6205525
Depositos
á
ordem.
.
.
.
254:5366965
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
358:8475021
Diversos
credores.
.
.
.
62:05
1£544
Letras
em
deposito. .
.
.
37:2596790
Leiras
a
pagar.......................
109:2196210
Notas
em
circulação
.
.
.
130.6006000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
48:0006000
Dividendos a
pagar.
.
.
.
:3155900
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
18:2535247
3.309:7045202
Braga
5
de
maio
de
1875.
Os Directores
Manuel
José
da Costa
Guimarães
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Resumo
do
activo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
30
de abril
de
1875.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
.............................
Letras
caucionadas .
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Papeis
de
credito .
.
.
Contas
correntes.
.
.
.
Devedores
no
paiz .
.
.
Devedores
no
estrangeiro
.
Operações
de
cambio.
.
.
Efleitos
depositados. . .
Moveis
e
utensílios
.
. .
Despezas
de
installação
Acções, prestações
a
receber
5:2115904
512:6945905
29:4295000
7:5185341
4:6065635
14:5205000
10:6156650
9:7216'73
53:6186441
103:2586262
27:5876906
5:4796225
5646800
1:9005'')
00
168:750-5000
955:4765342
Pasaivo
Capital
do
Banco. .
. .
800:000-51)00
Deposito
á
ordem
12:7765695
Deposito
a
prazo
79:8836502
92:6605197
Leiras
a pagar
....
35.8326921
Diversos credores
....
4006000
Credores d
’effeitos
depositados
5:4795225
Fundo de reserva
....
1:5005000
Dividendos
a
pagar.
. .
.
3755000
■Ganhos
e
perdas.
.
.
.
19:2286999
955:4765342
Banco
de
Villa Real,
3
de
rnaio
de
1875.
r
Os
gerentes,
João
Pinto
Ferreira.
Agostinho
José
da
Costa.
ANNUNCIOS
ALVIÇARAS
Desencaminharam
se
os
papeis d’
um
sscerdote,
desde
Salamonde
eté
a
esta
ci
dade. Quem
os
achar
tenha
a
bondade
de
os
entregar
n
’
esia
redacção,
e
receberá
al-
*
‘
ǻras.
(2410)
IIM
(■llll DE
IBM
Nos
dias
7
e
8
do
corrente
está
aberta a
subscripção
na
agencia
d’este
banco,
em
Braga,
no
Banco
Commercial,
das
10
horas
da
manhã
ás
3 da
tarde
para
com
plemento
do
restante
da
1." Emissão de 15:000 acções de 20$000 réis
i
>
à
COMPANHIA
CONSTRUO
TORA
EM
LISBOA
E
SEUS
SUBURBIOS
Sociedade
uaonyma—responsabilidade limitada
Capital
social
900:0003000
reis
em
3
series de
300:0003000
reis
O
pagamento
das
acções
é
feito
pela
forma
seguinte
:
5
por
cento
no
acto
da
subscripção ou
15000
re«s
por
acção.
O
restante
em
chamadas
eguaes
de
5 por
cento mediante
pelo
menos 30 dias.
OS
FINS
DA
COMPANHIA
SAO :
1.
®
adqnirir
terrenos
para
n’
elles
edificar
prédios
urbanos
de
diflerentes
typos e
dimensões,
para
serem
vendidos
a
prompto
pagamento
ou
em
prestações,
devidamente
garantidas.
2. ®
conservar
em
seu
dominio os
prédios, que
construir
ou
adquirir,
para
alu
gar
em
quanto julgar
conveniente.
3?
adquirir
terrenos
em
Iocaes
frequentados por
banhistas,
para
n
’
elles
edificar
casas,
que
serão
alugadas
ou
vendidas nos
lermos
n.° 1
e
2
d’
esles
artigos.
4.
“
construir
estabelecimentos
para
banhos
em
lacaes
adquados,
sendo
a
sua
exploração
por
conta
da companhia,
ou
por
arrematação.
5. edificar
ou
reedificar
propriedades
alheias
á
companhia,
mediante
a
precisa
e
justa
commissão,
sendo
o
recebimento
d
’esla
e
o
das
despesas
de
construcção
pago
de
prompto ou
em
prestações devidamenle
garantidas.
*
6. ®
vender
quaesquer
terrenos que
possua
e
julgue
conveniente
alienar.
7.
® executar
todos
os trabalhos
de
que
possa
resultar
o
augmento
estimativo das
propriedades
pertencentes
á
companhia,
contanto
que
em
nada
oflendam
previlegios
ou
direitos
d
’
outra
qualquer
companhia
já
existente.
8.
°
proporcionar
ás classes menos
abastadas
um
meio
facil
e
rasoavel
d
’
adqui-
rem,
segundo suas
necessidades
e
conveniências,
casas
próprias
para
habitação,
me
diante maiores ou
menores
entradas
no
acto
do
contracto,
e
prestações
mensaes,
semanaes
ou
como melhor
convier ás
parles
contraçtanles
até
final
pagamento.
Os
principaes fundadores d
’
esta companhia, são os snrs.:
CHARLEVILLE.
TRANÇA)
A
’
Loja Caehapuz—
acaba
de
chegar,
directamenle,
d
’
aqnella
fabrica,
um
varia
do
sortimentod’
objeclos
de
feiro
fundido,
os
quaes.
pela
sua
perfeição
de
obra
e
modicida
de
de
preço,
se
tornam
preferíveis
aos
de
outra
qualquer.
Abaixo
vae
um catalogo
da
maior
parte dos
que
agora chegaram e
se acham
patentes
na
dita loja.
Cruzes
de lindos feitios para sepul
turas.
Coroas
idem
idem.
Imagens
do Crucificado,
diversos
tamanhos.
Bombas
d’aspira o
con tinua, no
vos
ystema.
Cosinhas
de
feitios
diversos.
Capachos
para
escadas
ou corredo
res.
Cercaduras
para jardins.
Joaquim
Bernardes
Branco
D.
Antonio
Ferreira
de
Miranda
Julio
Jlilario
Pereira
Alves
Francisco
Freire
d
*
Andrade
Salasar
d'Eça
Joaquim
José
Pereira
Alves
Antonio
Raphael
Duarte
Nunes
Domingos
dos
Santos
Loureiro
Caetano
Maria
de
Carvalho
e
Mello
Antonio
de
Carvalho
Azevedo
Silverio
da
Silva
Gil
Augusto
Maria Bello.
(2417)
Escarradores
para salas.
Bescanços
para gunrda-ehuvas.
Caixas
para pliosplioros.
Vasos para suspender flores.
Pirâmides para
eseadas ou
va
randas
Raspadores
de calçado.
Cassarolas
de
varios feitios, etc.
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA.
Sociedade
«nsnynia do
responsa
bilidade limitada
Este
banco
deu
principio
ás
suas
ope
rações
no
dia
3
do
corrente
Maio.
Recebe
dinheiro
a
praso
e
á
ordem
abo»
□ando
juro.
Desconta
letras
da
terra
e de cambio.
Empresta
dinheiro sobre
objectos
de
prata
ou
ouro
;
acções
de
bancos e com
panhias,
inscripções,
etc.,
e
faz
todas
as
mais
operações próprias
de
estabelecimen
tos
d
’
esta
ordem,
e
bem
assim
as
que
di
zem respeito
a
operações
de
credito agri-
cola e
industrial
e
de
commercio
de mer
cadorias.
Braga,
5
de Maio
de
1875.
Os
directores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Joaõ
da
Costa
Palmeira. (2412/
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Sociedade
ananyma
de
reuponuabilidwde limitada
São
convidados
os
snrs. accionistas
(Tes
te
Banco
a
fazerem
a
entrada
da
5.4
e
ul
tima prestação
de
suas
acções,
na rasão
de
20
por
cento ou
105000
reis
por
acção,.
desde
o
dia
8
até o
dia
16
de
maio
pro
ximo
futuro.
Era
Villa
Real,
na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na
casa
do
snr.
José
Julio
da
Costa.
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
João
Ma
noel
da
Silva
Guimarães.
Villa
Real
26
d
’Abril
de
1875.
Os gerentes,
Joaquim
José
da
Silva
Guimarães
João
Pinto
Ferreira
Agoslinhu José
da
Costa.
(2403)
VENDA
DE
CASA
V-nde-se
uma
morada
de
casas
de
U(n
andar, com
um
terreiro,
si-
■^-^^tuada
na
rua
do Forno
n.
*
12.
Quem
a
pretender
póde
fallar
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
30.
(2408)
TÃBÃCÃRIÃ
UNIVERSAL
39
—
CAWIPO BE
SAi»T’AXjr
*
—
39
(Proximo
ao
Cruzeiro)
Abriu-se
este
estabelecimento
nas
me
lhores
condições de
bem
poder
competir
com
os
d
’esla
ordem,
recebendo
tabacos
das
melhores
fabricas
do
paiz
e
do
estran
geiro,
podendo
servir-se
os
snrs.
consumi
dores, por
junto
e
a
retalho,
o
melhor
pos
sivel
cotn
toda
a
boa fé
e
seriedade.
No
mesmo
estabelecimento
se
diz
quem
desconta
recibos
de
todas
as
classes
de
empregados
públicos.
(2394)
NOVO
HORÁRIO.
Manoel
José
Teixeira
e Antonio
José
Ribeiro
de
Vieira,
paiticipam
ao publico,
que
os
carros
que d
’
esta
cidade
saem
pa
ra
a Povoa
de
Lanhoso
ás
7
horas da
rnauhã
e
2
da
tarde,
e
da
1
’
ovoa
para
es
ta
cidade
ás
7
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
principiam
a
sair
desde
o
dia
8
do
corrente
inclnsivé,
ás
6
horas
da
manhã
e
3jda
tardr,
chegando
á
Povoa
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde,
e
da
Povoa
para
es
ta
cidade,
ás
6
horas
da
manhã
e
4
da
tarde,
chegando
a
Braga
ás
8
da
manhã e
6
da
tarde.
Braga
5
de
maio
de
1875.
O
gerente,
(2413)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro».
ALMEIDA
& PEREIRA.
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Í8
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(i)
í
tb A
PORTO
NA
QUINTA DE RORIZ
3
PORTO
(iUNTO
À EGREJA
DA MISERICÓRDIA)
COVIPRA
£ VEIBE
JOSE’ I.
FERREIRA
RORIZ
Exlracção
a
14
de
Maio
Inscripções
de
assentamento
S,
Ditas
<le
eoupons
FORNECEDOR
DA CASA REAL
3-RUADASFL0RES-1,
<
4
- RUA DAS FLORES - 3
(JUNTA X
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SORTE
GRANDE
«
è
.
s
5.000$000
Deteria da Santa
Casa da
Nliserlcardia de
Disbea
PRIMEIRA S
A5TIGA
RORIZ
M
DEPOSITO CENTRAL, RUA DAS FLORES, 33 37 E 39
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanhoes internes
0
proprietário
annuucia aos
seu
*
frcguezes,
o
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender, ou
no
Deposito
Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre
o»
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima. Satisfaz-se
com
promptidão qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to
genero,
tanto
d’esta
cidade
como
das províncias
e
se
garante
a
sua
boa qualidade.
Ditos
externos
Coupons dos
ditos já
vencidos.
so-
Sacca, toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos de divida publica
nas
mesmas
praças.
JOSÊ
IGNACIÓ FERREIRA RORIZ g.
AFIANÇADO
NO
GOVERNO CIVIL
DO
PORTO, NA
CONFOR-
MIDADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DR 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
roa
a
5-3OOO
rs. —
Meio» dito»,
a
25600—Qiurtos,
a
15300—
Oitavo»,
a
680
—
Cautellas
do
500,
250
e
130
rs.
Ag
0
mesmo
satisfaz
com
promptidão toda»
e
quaesquer
encomnienda» que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
aití-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio ;
e
no
w
fim
da
exlracção
remette a
lista
do»
prémios
aos
seus
Ireguezes, mas
quando
a
não recebam eiu tempo
coin-
petente
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
*
)
yj
«HO4».
BORRACHAS DE ENXOFRAR
Manoel Lourenço
d’Araujo Braga
Rua
do
Campo
n.
*
22.
Acaba
de
receber
uma
porção
d
’
este
genero,
de
boa
qualidade, que
vende
por
preços
muito
baratos,
assim corno
enxo-
lie
de
superior
qualidade.
(2360)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S,
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
O
professor
em
artes, leiras
e
sciencias,
membros
do
clero
e
magistrados;
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista, que
desejem
obter
o
titulo e
diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem
dirigir-
se
a
Medicus,
rua
do
Rei, 46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
«■ssnsssssHBnnanmMnMnsKMMunHMnMstMMenBMMMssMaaasMauMsuMMMM»
João Manoel
da
Silva Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
(681)
APROVEITAR
Na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22
A,
*
se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitados
pa«a
lec-
cionar
francez
e
instrucção
primaria
e
pri
meiras
letras a preços
reduzidos, podendo
os alumnos aproveitar
mais
em
seis
me
xes, do
qoe
em
outra
parle
um
anno.
Também
se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
.
CASA
».•
80
Rua de
S.
Vicente
—
Braga
N
esta
casa
recebem-se
hospedes
a
pre
ços
reduzidos
e
com
muilo bom
trata
mento.
(2382)
ATTENÇÃO
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
d.is
Aguas
n.°
9,
leva
ao
conheci
mento
do
publico
que
toma
conta
em
sua
casa
de
toda
e
qualquer
encommenda
pa
ra
a
Barca
ou
Arcos,
assim
como
nos
Ar
cos na
sua
estação
á
entrada
da
Ponte,
para
Braga
e
Porto,
pelas
quaes
se
res-
ponsabilisa.
Assim
como
também
em
sua
ca»a
freta
trens
grandes
ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
o
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer porte do
reino
por
preços
muito
rezumidos.
Braga
31
de março de
1874.
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
NOVA
LOJA
AFOUTUNADA
DE
HHâg lâBWSS ©1
112
—
Rua das Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento
que,
como é
sabido, é,
no
seu
genero,
um dos mais
felizes
do
Porto,
encontra-sc
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios das
lolerias,
cujas extraeções
geralmente
leem
logar
mais
de ires
vezes
por mez.
Satisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena ou grande quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
on
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto, os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
mesmo qne sejam
«Focetros estabelecimentos. E
final-
menle
remettem-se «grátis»,
lindas
as
extraeções, as
rcspectivas listas geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas, mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra no mesmo estabelecimento:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes, quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de
65000,
35000,
15000e
400
reis
;
e
finalmente,
collecções
de
50
numeros
diíferentes,
pelos
preços
do
25OOO,
.
53000,
155000 e
305000
reis.
& QUffl CONVIER
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender este
genero á
commissão.
Ofierece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
cm
tal
ramo
de
negocio se
podem
gosar,
as quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar
«em risco;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conla,
a
fazenda
que
até
ás vesperas das
extraeções
os
pretendentes não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e atlende-se
a toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser adiantado
ou afiiançado por
qualquer
nego
ciante d’esta cidade,
em
cujo
caso póde
ser
feito
no
fim
das extraeções.
(M.
*
)
MANUAL
I
DO
Registanle
de hypolhecas,
direitos
e
encargos
prediaes
Pelo
bacharel
Joaquim Carneiro
Leão
Queiroz.
Obra
do
maior
interesse
e
utilida
de
para
todas
as
pessoas,
que
nas
respec-
livas
conservatórias
tenham
de
promover
0
registo de hypolhecas, direitos e
encargos
prediaes,
porque
n
’
ella
encontram
compi
ladas
todas
as
disposições
legaes,
que
pa<a
tal
íim
lhes
interessa saber, e
além
disso
um
abundante formulário
para
a
promoção
do
mesmo
registo.
Acaba
de
sair
á luz
este
interessante
livro,
e
á
venda nas
principaes
livrarias
e
na do editor
Jacinto
Antonio Pinto
da
Sil
va,
rua
do
Almada
n.°
136
—
Porto.
Preço.
.
.
.
500
reis.
Será
remettido
pelo
correio
a
quem
eu-
viar
ao
editor
500
reis
em
estampilhas
de
25.
Compram-se
para
edificar, nos extremos
da
cidade.
Propostas
á
rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
ALTA
MOViOADE
S4J, Rsia <Bo Sont<»,
90
Junto a
rua
de
Jano.
CHAPEEABIA AI>NI£IDA
Acaba
de
receber das
melhores
fabricas
do
Porlo,
na ultima
moda,
grande
e
variado
sor
tido
de
chapeos,
de
se
da
e
de feltro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção
de
bonets,
que
tudo
vende
mais
barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e põe na
moda,
com
perfeição
qualquer chapeo
que
esteja
nas
circumstancias.
(2350)
A
Commissão
Especial
encarregada da
cons-
Irucção
da
estrada
de
Nossa
Senhora
do
Sameiro.
Faz
saber
que
no
dia
15
de
maio
de
1875 pelas 10
horas da
manhã
á
porta
dos
Paços
do
Concelho,
e
perante
a
mes
ma Commissão,
terá
logar
a
arremata
ção por licitação
verbal
das
obras
para
a
feitura
do
l.°
lanço
da
estrada
do Bom
Jesus do
Monte
a
N.
S.
do
Sameiro,
com-
prehendido
entre
os
perfis
1
e
45
»a
ex
tensão
de
583,
ni41—sendo
a
base
de
)/-
citação
a
quantia
de
1.7205000
reis.
Condições para a arrematação
1.
a
Para
ser
admittido a
licitar é
neces
sário
que
cada
um
dos
concorrentes
mos
tre
que
está
no
caso
de
poder
executar
por
sua
conta
as
obras,
e
que
dê
as
pre
cisas
garantias
da
sua
boa
execução,
para
0
que
seião
unicamente
admiltidos
como
licitantes
os
indivíduos
que
apresentarem
documentos
pelos
quaes
se
obriguem
a
um
deposito em
metal
de
5
por
cento
da
quantia por que
lhe
for
adjudicada
a
empreitada,
ou a
apresentar
um
fiador
edoneo
que
0
abone
e também
mostrem
que
estão no
caso
de dirigir
por
si
mes
mos
as
obras.
2.
a
Obrigar-se
a
confiar
a
execução
das
obras
a
pessoas
que
estejam
n
’
essas-
circumslancias,
quando
não
apresente
cer
tificado
que
abone
a sua
capacidade
para
0
fim
acima
indicado.
3.
a
A
fazer
um
deposito provisorio
na
importância
de
275009
reis.
4. a
A
habilitação
para licitar
terá
lo
gar
dentro
de
meia
hora,
contada
da
ho
ra
indicada
para
a
abertura
da
praça
e
esta
estará aberta
por
espado
de
uma
ho
ra,
que
começará
a
correr
quando termi
nar
0
praso
para
a
habilitação.
5.
a
Só
se
admillem
lanços de
1$000
reis ou
de
seus
múltiplos.
6.
a
O
praso
para
a
feitura das
obras
será de
tres
mezes. coutados
desde
0
dia
que 0
empreiteiro
for
intimado
para
dar
principio
aos
trabalhos.
7. a A
dar
comprimento
ao
projecto
approvado
pela
Commissão
Especial
e
ás
Clausulas
e
condições
geraes
para
as
em
preitadas
d
’Obras
Publicas
de
8
de
Mar
ço
de
1861,
que
tudo
estará
patente
pa
ra
ser
examinado
na
casa
do
illm.0 snr.
Antonio
José
Vieira Machado, á
Praça
Municipal,
todos os
dias
não
santificados.
Braga
26
d
’Abril
de
1875.
Pelo
Presidente
da
Commissão
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida-
BRAGA :
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_08051875_343.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)