comerciominho_08041875_330.xml
- conteúdo
-
3.°
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
330
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.#
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
=■
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
UIBf.ICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semestre 850
rs.
—
Provin
das,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
4^400
rs.=Senaestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e 5^500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes 30 ®/
e
d
’abatimento.
BRAGA
—QUINTA-FEIRA
»
BE
abril
O
novo Primaz das llispanlaas.
Já
está
de
posse
do
governo
d’
esla
archidiocese
S.
Exc.
’
Rev.
raa
o
Ex.
mo
Snr.
D.
João
Chrisostomo
de
Amoiim
Pessoa,
coadjutor
e
futuro successor
do
Ex.
m
®
e
Rev.in
®
Sor.
D. José Joaquim
d
’
Azevedo
e
Moura, Arcebispo,
Primaz
das
Hispanbas.
Com
o
respeito
que
é dever de
filhos
aíTectuosos,
saudamos
alegres o
novo
Pre
lado
bracarense;
e
cheios d
’
esperanças,
felicitamos,
penetrados
4
de
jubilo,
esta
vasta archidiocese,
confiada
agora
á
sol-
licilude
pastoral
do
antigo
e laureado
Primaz
do Oriente.
De
i
otelligeacia
claríssima,
d
’espiriio
recto, de
coração bondoso,
o
muito
zelo
e
vontade inquebrantável
do
Ex.m
® e
Rev.
“
10
Snr.
D. João Chrisostomo
nu
trem-nos
a
esperança
que
temos de que
a antiga e
renomeada
séde dos
Geraldos
e
dos
Martinhos
verá
renascer
os
dias de
sua
pristina gloria.
O
muito
que
S. Exc.
’
trabalhou
e
fez
no
Oriente,
e
que
só
larde
foi
conhecido
na
metropoie,
é
mais
uma
garantia
do
muito que
hada faser
n’
esla
importantís
sima
archidiocese,
onde
encontrará
por
certo
grandes
difficuldades
a
superar,
mas
onde
lambem
lhe
não
faltarão
novos
lou
ros
a
colher.
A
edade já provecta
do
Ex.m
*
e
Rev.
mo
Snr.
D.
José,
o
seu
braço
já
cançado
com
o
grande
peso
do
báculo
bracarense,
foram cansa
de
que
por entre
esta
messe
fertilíssima
crescesse
e
se
enraizasse
bas
tante joio.
Os
abusos,
alguns
dos quaes
já
vin
dos
de
longas
datas,
medraram
com
a
impossibilidade
em
que por
seu
estado
valetidioario,
estava
o
venerando
Prelado
bracarense
Mas
esse
joio
que
tanto
prejudicava
esta
abundantíssima
seara,
mas
esses
abu
sos que
por
momentos
empanavam
o
bri
lho
d
’
esla
pérola
do
Occidente,
chamada
com justa
rasão
a
Roma
portuguesa, desap-
parecerão
em
breve,
ceifados
pela energia
e
boa
vontade do Ex.mo
Snr.
D.
João
Chrisostomo.
S.
Exc.
’
que
está
agora a
conhecer
o
seu
novo
rebanho,
convencer-se-ha
de
que
não
faltam
aqui elementos
bons,
cuja
eílicacia e
cooperação
muilo
lhe
poderão
aproveitar
no caminho
de
reformas, que
porventura
tiver
a
encetar.
Estes
elementos
que até hoje lem sido
descurados,
precisavam
de
quem,
aprovei
tando-os,
lhes
désse
o
impulso
necessário
para
que
fruclificassem
como deve».
A
perespicaria
e
fino
taclo
do
novo
Prelado,
conhecel-os-ha
eru
breve e
verá
então
quanto
era
perdido!
lambem
não faltarão
sepulchros,
que
se
lhe
apresentarão
caiados,
mas
que
nào
conseguirão
illudir a
grande
penetração
dé que
é
dotado
o
elevado
espirito
de
S.
Exc.
a
Rev.
ma
E
pois que
estamos
n’este
assumpto,
pennitla-nos
8
Exc.’
lhe
façamos em
nome
dos
seus
mais
conspícuos
e
mais
piedosos
íilhos
espiriluaes,
o
pedido
de
uma
visila
á
diocese,
a
qual
nos
consta
estar
já
em
plano
na
mente
do
novo Pas
tor.
Então
verá
S.
Exc.
’
com
seus pro
prios
olhos
as
grandes
ulceras
qoe
por
ahi
ha
e
que tanto
estão
reclamando um
curativo
prompto.
Terá então
logar
de
apreciar
melhor
o
mérito
de
uns
e
castigar
o
escandalo
de outros.
O
servilismo
político
que em
muitos
ecclesiasticos
lhe
lem
rebaixado
a
sua
missão augusta,
levando-os
de
rasto
aos
pés de qualquer
corrilho,
o
egoistno
torpe
<jue
os faz
esquecer
e
despresar
o
seu
Prelado,
para
lhe
preferir
nas
suas
pre-
tenções
a
influencia,
ás
veses
adquirida
por
qne
títulos
1
de
qualquer
galopim
elei
toral,
póde diser-se
que são ós
dois
ví
cios dominantes
hoje
na
diocese.
Estes parochos
que
assim
tem
entrado
para
o
santuario e
outros
mais
que
para
lá
se
dirigem
pelos
mesmos
caminhos,
sem
espirito
nenhum
ecclesiastico
e
só
domi
nados por uma ambição criminosa,
serão
melhor
conhecidos
por
meio
de
tuna
vi
sita
pastoral,
era que
a vara
da
justiça,
inflexível
como é
nas
mãos do
Ex.
“
°
Snr.
D.
João
Chrisostomo,
punirá
com
seve
ridade
os
que
o
merecerem,
assim como
não
deixará
sem
remuneração
os
que
a
ella
tiverem
direito.
Concluímos,
repetindo
a
confiança
que
lemos
em
o
novo
Prelado,
cujas
qualida
des
excelsas,
e
virtudes
sublimes
nos
pro-
meltem
faser
revi»er
os
tempos
gloriosos
dos
Bartholomeos
e
Brandões.
E
animados
como
estamos pela
espe
rança
fasemos
votos
ao
céo
para
que de
lá
baixem
sobre
o
novo
Primaz as
bên
çãos
e
as
luzes
necessárias
para o
bom
pasloreamento
d
’este
rebanho
tão
numeroso
e
tão
cheio
de affeições
pelo
seu
Pastor.
•
Os estlioliess-liberses e
os
franc-
mações.
fCeatiaaaçA
*]
Nunca
os
franc-rnações
sectários
gos
taram
de ser
chamados
pelo
seu
nome.
Até
que
a
maçonaria
foi
uma
sociedade
edificadora, não
se
envergonhou
nenhum
de
ser
appellidado
maçon
ou
pedreiro.
Mas
quando,
pelos
fins
do
século
passa
do,
se
tomou o
nome
de
maçonaria
ho
nesta
ingleza
por veo
e
capa
d
’uma
no
va
seita
anli
chrislã,
logo
esta
começou
a
esconder-se,
como
bem
cônscia
de ser
uma
desalmada.
Ao
principio,
como
era
honesta, traclava
honeslamenle
em
publico
coro
ledos
os
homens
honestos.
Desde
que
se
fez
honesta,
nunca
mais
se
aba
lançou
a
apparecer.
Com
o
século decimo
oitavo começou
o
segredo
maçonico.
Mas
durou
pouco.
Todas
as
bibliothecas, e
ainda
as livrarias
mais
ordinárias,
pos
suem
livros
e
folhetos
dos princípios
do
dito
século,
que
tractam
da
maçonaria
e
maltractam
a
maçonaria
com
as
mesmas
palavras e
os
mesmos
pensamentos
que
se
empregam
hoje
em
dia.
Prova
evidente
é
esta que a
maçonaria
recem-nascida
te
ve
desde
logo
(como
ao
depois sempre
teve,
e
agora
mais
que
nunca tem)
quem
se
divertisse
em assoalhar
todos
os
seus
segredos.
Como
iamos
dizendo,
muitos
li
vros
apparecem
que
faliam
pro
e
contra
a
maçonaria,
impressos
depois
de
1700
até
nossos
dias
;
anteriores
é
que
nin
guém
os
acha.
Já
agora estão vasculha
das
todas
as
bibliothecas
e
todos
os
ar-
chivos
: façam
lavor
de
mostrar
um
do
cumento,
um
papel, um pergamisho
an
terior
ao
século
decimo
oitavo,
que
falle
d
’
outra
maçonaria
ou
pedretragem,
a
não
ser
da
bem
conhecida
e
publica
dos edi
ficadores
de
casas,
que
formavam
sôcie-
dades
de artistas
pedreiros
(como hoje
se di
ria)
ou
fabricadoras.
Todos
os
documen
tos que
por
ahi
citam
os
charlatães
ma
çónicos,
estão queimados.
Resta
sempre
provar
que
laes
documentos
queimados
existiam
antes
do
incêndio
benemerito
e
providencial.
O
mesmo,
com pouca
diffe-
rença,
se
deve responder
a
quem
topou
a
maçonaria
lá
por
entre
os
textos
mais
obscuros
do
Genesis e
do
Apocalypse.
Es
ses
conimeutos
são
velhos
ou
novos?
Se
são
velhos,
onde
se
encontram?
Se
mo
dernos,
como
se
provam.
A
’
fé
que não
com as
revelações
pessoaes.
Se por todo
o
século
decimo
sétimo
não
ha
encontrar,
nem
nos sermões sa
grados,
nem
nos
livros
polémicos dos
apolsgistas,
nos
decretos,
accordãos
ou
sentenças
dos
tribunaes
sagrados
ou
pro
fanos,
nem
n
’
outro
logar
algum
imgina-
vel,
não
ha
encontrar,
digo,
nem
sequer
um
indicio,
uns
visos,
uns
longes
de
pe
dreiros-livres
e
de maçonaria
; se
pelo
contrario uo
século seguiute
se
vê
do
pé
para
a
mão
pollular
um
horror
d’
el-
les
:
aqui
lemos
um
no
*
«
argumento pa
ra
comprovar
a
verdade
histórica,
já
de
monstrada
directamente,
áeerca da
origem
da maçonaria nos
princípios
do
dito
se
culo
decimo
oitavo.
Pois
nà«
se
pode
moralmente
suppôr
que
só n
’essa
época,
logo
d
’
uma
vez
e
quasi
de
cbofre,
se
chegasse
a
conhecer,
condemnar,
coníutar,
zombalear
e divulgar
por
todos
os modos
possíveis
de
publicação
aquillo que
nin
guém
conhecera nos
séculos
idos,
e
nem
ainda no
irnmediatamenle
passado,
que
foi
século
tão
culto,
tão
catholico,
tão
cheio
de
ordeis
religiosas,
de litteratos
e
le
trados, de
príncipes
sagazes, de
policias
matreiras,
de
Papas
zelosissitnss
e
de
in
quisições
mui
vigilantes
; não
obstante
dizerem
os
mações que
a sua
sociedade
existe
desde
os tempos
de
Caim
e
de
Lu
cifer
I
Presupposto
isto,
é que
tudo
se
ex-
explica e declara naturalmente. Assim
co
mo
na Egreja
de
Deus
houve
sempre
o
espirito
de
pobreza,
sciencia
e
zêlo
; ruas
tão
somente
no
século
decimo
terceiro
e
no
decimo
sexto
surgiu
um S.
Francisco,
um
S.
Domingos
e um
Santo Ignacio,
a
formar cada
qual
um
como
exercito
pro
fesso
de
pobreza,
de
sciencia,
de
zêlo;
e
no
mesmo
modo
tantos
outros
fundaram
outras
ordens
de
pelejadores
em
prol
da
da
santa
Egreja
:
assim
lambem
,
ainda
que
sempre
na
egreja de
Satanaz
houve
o
espirito
infernal de
orgulho,
licenciosida
de
e
anarchia,
só
nos princípios
do sé
culo
decimo
oitavo,
e
não antes,
foi
fun
dada
a
sociedade,
a
ordem e
o
instituto
dos pedreiros-livres,
dedicados
especial
mente
a
personificar
ein si
mesmos e
con
duzir
em
ordem
de
batalha os
demais
companheiros
do
diab
*
ás
guerras
contra
a
Egreja de
Jesus
Christo.
E
valha
a
ver
dade,
toda
a
essencia
e
natureza
da
ma
çonaria,
emquanto
se
diversifica
das
ou
tras
seitas
de
impios, consiste precisa
mente
no
peculiar
organismo
sectário
que
lhe
deram
seus
instituidores. Quem
faz
o
mal,
aborrece
a
luz.
Por
isso
os franc-
mações
bqscaram
logo
desde
o
principio
as
trevas.
Como
porém,
para
uma
coisa
se
não
saber, o
unico
meio
seguro
é
não
a
fazer,
aconteceu
que
a
maçonaria
bem
de
pressa
foi
conhecida
;
já
que
é
impossí
vel
mural
mente
haver
segredo entre
mui
tos.
A
franc-maçonaria, com
haver
nasci
do
cerca
do
anuo
de
1720,
já
em
1740
era
muito
conhecida
:
e
é admiravel
o
verem-se
nos
livros
impressos,
pro
e
con
tra
esta sociedade,
em
1740, as
mesmas
coisas quasi
com
os
mesmos lermos
que
se
dizem
agora.
Nào
é
aqui logar
para
citações.
Basta
só a condeumação lavra
da
por
Clemente
XII,
que
já
n
’
outra
car
ta
vos
apontei,
e
que
em
poucos
traços
deixa a
maçonaria
desenhada e
fotogra
fada
tal
qual
ainda
é
aciualmente.
Pois
o
belio
é
que
desde
seus
primeiros annos
já
a
maçonaria
excitava
horror
e
riso,
co
mo
agora
lambem
excita.
Eu
lenho
á
mão
muitos
livros e folhetos
dos
primei
ros
que
saíram
a íallar
da
maçonaria,
os quaes poderia
agora
copiar
impunemen
te,
porque
são
raríssimos
; e tomarmos-iam
por
obras
escriplas
ultimamente
contra
os
pedreiros-livres
de
hoje.
Ora
a
seita anti-christã
e
maçónica,
vendo-se
desCarte descoberta,
execrada,
condemnada,
escarnecida
e
bigodeada,
uão
obstante
o
nome
falso
de maçonaria
com
que se
tinha
embuçado,
trocou
a
mascara,
e
chamou-se
sociedade
de
filosofos. Mas
que
lhe
havia
de
acontecer?
Aconteceu
que
o
nome
de filosofo,
até
alli
respei
tado,
entrou
a ser
sinonimo
de
birbanle
e
maroto
de
marca
maior,
ainda
antes
da
revolução
franceza,
quando
triunfaram
os
filosofos,
isto
é
os
mações.
Foi
então
que
elles,
fiando
loncamente que
seria eterno
seu triunfo,
disseram
(o
que
os
liberaes
dizem
agora
em
Roma):
<Cá
estamos e
cá
ficaremos.»
Persuadidos
dè
que
nunca
mais
haviam
de ser
filados pela
policia,
multiplicaram
suas
lojas e
cafuas,
seus
livros
e
rituaes, de
sorte
qoe muitos
pro
fanos
os
possuem agora
em
exemplares
authenlicos
,
impressos
,
manuscriptos
e
sellados. E
o
’esses
riinaes
entre
outras
coisas
que
se
lê
?
A
proposito,
lê-se
que
os primeiros
graus
maçonicos
chamam-se
simbólicos;
e
os
segundos,
mais
altos, cha
mam-se
filosoficos:
por
onde
todos,
ainda
os
de
alcance
mais
tardo,
já
entendem
a
rasão
de
se
elles chamarem filosofos
no
século
passado e no
principio d»
presente.
No
melhor
da
festa
e
do
triunfo
re-
henta-lhes,
em
1814,
a
chamada
restau
ração,
que
no
começo
e
ainda
até
1821
deu
muito
que
fazer
aos
franc
mações.
Especialmente
na
Italia
alta
entre
Carlos
Felix
de
Sardenha
e
os austríacos
de
Mi
lão,
os
pedreiros-livres,
coitados,
passa
ram dias
bem
aziagos. A
prova
tenho-a
eu
no archivo
inteiro
d
’uma
chafarica
ma
çónica
lá
d’
essas
partes
e
d’
esses
tempos,
o
qual
depois
de muitas
aventuras
e mui
tos
esconderijos
veio
a
cair
em
boas
mãos
com
todos
os
sellos,
manuscriptos pran
chas,
diplomas
e
outras
que
laes pata-
coadas.
Assim
pois
os
pobres
dos
franc-
mações,
querendo
salvar
a
pelle,
viram-
se
obrigados
a
mudar
de
nome,
como
os
fallidos
e
os
malfeitores.
O
nome
de
filo-
solos
estava
desacreditado. Inventaram
o
de
liberaes;
e
liberaes
ficaram. Nos pri
meiros
fascículos da «Civiltà
Catholica»,
vv.
esclareceram
muilo bem
este
poncto
e
esta
origem
de
liberaes: foi
isso
desde
1850,
se
vv.
estão
lembrados.
Lindo
era
o
nome.
Mas,
se
não
lu
fato
tão
tosco
e feio
que
não
fique
bem
a
uiua
pessoa
geitosa,
lambem
uão
ha
vestuário
tão
ri
co
e
guapo qoe
no
corpo
d
’
um
bruto
não
fique
atabalhoado.
Assim
o
nome
de
li
beral
começou-se
logo
a
enxovalhar
e
de
sacreditar;
e
hoje
em
dia não
é
mais
que
um sinonimo
de
franc-mação. Ora
com
isto
quero
talvez
eu
dizer
que
ca-
tholico-liberal
é
sinonimo
de
franc-mação?
Isso
não:
quaudo muito,
poder-se-ia
dizer
que
é
catholico apedreirado.
Agora
me
ex
plico.
Quando
Christo
fundou
a
soa
Egreja,
era
sua
intenção,
e
ha
de
reaiisar-se, for
mar
um
só
Redil subjeito
a
um
só
Pas
tor. Quando
Lucifer
se
alçou
rebelde
con
tra
Deus,
era
sua intenção,
e
ainda
é,
ser
elle
o lobo
d
’
este
Redil.
Quantas
mais
ovelhas
apanha,
mais
contente
fica
o
lo
bo
Lucifer.
Como
quiz
Deus permitiu,
na
ordem
admiravel
da
soa providencia
que este
lobo
Lucifer
onde,
ora
um
pouco
mais
ora
um posco
menos,
desencadeado,
até
ser
acorrentado
finalmeote
para
sem
pre;
segue-se
que
tem havido
sempre
contra
a
Egreja
de
Christo
uma
Contra-
egreja
de Lucifer: e esta,
bem
como
aquella,
tem sofírido
e vae
suffrendo
suas
vicissitudes,
até
raiar
o
dia
em
qoe,
segundo
a
promessa
divina, ha
de
o
Cor
deiro vencer
ao
lobo
definitivarnenie.
Na
Egreja
de
Christo,
postoque,
como
eu
já
disse
e
bem
sabido
é,
houve
sempre
ze
lo,
sanclidade,
sciencia,
penitencia
e
lodos
os dons
da
graça,
todavia
de
tempos
em
quando
nascera»,
surgiram,
combateram,
descaíram
e
até
feneceram
sociedades
es-
peciaes
e
ordens
religiosas
differentes,
que
se
compunham
de
pessoas
empregadas
pa
ra
um fim
especial
;
e
bem
assim o
lo
bo Lucifer
na
sua
contra-egreja repetidas
vezes lem achado
homens
impios,
funda
dores
de
varias seitas,
os quaes,
ora
mais
ora
menos,
e
com
fios
especiaes
diver
sos,
cooperaram
com
elle
em
suas
em-
eHim.'-'.
jauiriai
*
presas
sortindo
variado successo, já
ven
cendo,
já perdendo
singulares
batalhas,
e
mesmo
levando
desbarato# e
derrotas
com
pletas.
Não
é
portanto
coisa
de
pasmar
que
o
demonio,
sendo
não só
lobo,
mas
lambem
macaco, haja
encontrado quem
lhe
fundasse na
contra-egreja
uma
sorte
de
companhia
sua
especial,
bem
archite-
cuda
e
capaz
de
grades fa
ti
farias.
Correm
livros
impressos
que
mostram
a
similhan-
ça
do
plano
e
uma
como
pauta
jesuítica
de
que
os pedreiros
livres
se
serviram,
sivera
esl
fama,
para
traçar
e
fundar
a
nova
seita,
que
pareceu
a muita gente
não
passar
íom arremedo e
d
uma
ca
ricatura e
(Tum
avêsso da
Companhia
de
Jesus.
Esta,
aos
olhos
de
muita
gente
boa,
parece
confundir-se
no
íim
e
nos
meios
com
todas
ou
ao
menos
com
mui
tas
outras
ordens
religiosas
;
bem
'que
ou
no
fim
ou nos
meios
é
que
todas
ellas
se
distinguem
e
diversificam.
E
assim
egualmente
a
maçonaria,
para
quem
re-
flecle
pouco,
póde confundir-se
com
as
outras
seitas
mais
antigas.
Mas
quem
es
tuda
os
factos sem
»e
iwporlar
com
o
que
outrem
sonhou,
vê
que
a
maçonaria
é uma
ordem
moderna,
dedicada,
por
modo
especial
ao
serviço da contra-egre-
ja
diabólica,
assim
como
a
Companhia
de
Jesus
e
as
demais ordens
religiosas
o
es
tão
ao
serviço
da
saneia
Egreja
Calho
lica.
(Continua)
REVISTA
ESTHANGEIHA
O nosso
presadissimo
collega
do
«Di
reito»
publica
a
seguinte
correspondência
com
a
qual damos
principio
a
esta
re
vista.
Em
seguida
daremos
logar
aos
últimos
telegrammas «obre a
guerra de
Hispanha.
Nunca
nos
pesou consagrarmos o
maior
espaço á
secção de
noticias
da
guer
ra,
porque
sabemos
qoe isso
não
é
desa
gradável
aos
nosso
*
leitores.
E
’
por isso
que,
como
hoje
fazemos, muitas
vezes,
pon
do
de
parte
o
sistema de resenha,
trans
crevemos
inlregralmente
o
que
se
nos
afi
gura
interessante
e
de
tal
ou
qual impor
tância.
Segue-se
a
correspondência.
Elizondo
25
de março.
Um
amigo
que
chega de
Biarritz
con
ta-nos
que,
no
dia
18, D.
Ramon
Cabre
ra
viu
ao
seu
acordar
25
cartazes, assim
concebidos:
«
Abaixo
o
traidor
!
Morra
Ca
brera
!».
E
’ 4
’
islo
que tiveram
origem
os boa
tos
de
assassinato
e
de
conspiração
con
tra
elle, que
nunca
existiu,
mas
que
aba
laram
Bayona e
seus
arredores.
Esle
amigo
acrescenta
que
todos
os
antigos
partidários
de
Cabrera
condemnam
altameole
a
sua
traição
com
foria
hispa-
nhola
;
que ninguém
o
sauda,
e
que
mui
tos mercadores
recusaram vender-lhe.
Em
’
ão
elle
cerre
de
manhã
oo
de
tarde
para
arrastar
algumas
adhesões
ao
seu
famoso
convénio;
recusas,
sempre
re
cusas.
Querendo
sem
duvida
por
uma
parte,
provar
que
a
Hispanha
carlisla
não
podia
obedecer
senão
ao
seu
appello;
pela
ou
tra,
justificar
a
sua
submissão
á
monar-
chia
constitucional
de
D.
AlTonso,
teve a
candura
de
dizer
por
toda
a
parte
que
os
nossos
exércitos
não
coutavam
senão 25
mil
homens
dos
quaes
8
mil
sómeote
bem
ai
mados.
D.
Ramon
Cabrera perde
a
memória
e
o
juizo,
Uma
de
duas: ou
os grandes
exercitos
liberaes
se
compõem de
gatos pingados
ou
os
8
mil
carlista
são
gigantes.
Oppnnhamos
ás
asserções
de mister
Ri-
cbards,
como
lhe
chamam
os
nossos
sol
dados,
o
estado
oflicial
de
nossos exer
citos no
mez
de
janeiro
ultimo.
Principiemos
pelo
Norte,
aonde
se
con
ta
:
homens
cavallos
machos
N
este
tslado
não
se
contam
os
feridos
nem
os
doentes.
Na
Catalunha
temos
sob as
ordens
do
tenente
general
D.
Raphael
Tristany,
duas
divisões
compostas
cada
uma de
duas
bri
Navarra
....
10:463
685
115
Biscaya
..............
7:549
111
101
Alava
...............
4:369
108
71
Guipúzcoa
.
. .
5:973
121
66
Diversos
corpos
4.285
696
308
Caslelia
....
4:359
656
74
Cantabria. .
.
.
2
654
254
47
Asturias
....
2:899
291
66
Total
..................
42:552
2:922
888
gadas,
com
o
aome
das
suas
quatro pro
víncias
:
Barcelona,—
Gerona,—
Tarragona,—
Le-
rida.
Esle
exercito
conta vinte e quatro
ba
talhões,
oito esquadrões,
quatro
baterias,
dous
batalhões
do
genio.
Ao
todo
14:340
infantes,
1:385
cavallos,
24
peças.
O
nosso
exercito
do
centro,
sob
as
or
dens
do
general
Dorregaray,
comprehende
seis
brigadas
:
Gandesa- Jaiera—
San
Manleo—
Caslel-
lon
—
Bajo—
Aragon
—
Murcia,
sendo
vinte
e
quatro batalhões,
doze
esquadrões,
duas
baterias,
um
batalhão
do
genio, ao
todo
16200
infantes,
1:530
cavallos,
12
peças.
Resumo
geral
hom.
cavl.
peç.
Exercito
do
Norte. .
.
42
552 2
922
42
>
da
Catalunha.
14:350 1:385
24
>
do
Centro .
.
16:200
1
530
12
Tota
I..............
73:102
5:837
78
E
’
necessário ajuntar
a
estes
numeros:
homens
A
leva
decretada
na
Navarra. .
.
4:0o0
As
reservas
de
Navarra
ou
lercios.
15:000
»
da
Catai,
ou somatens 20:000
Total...............................................
39:000
Quando
se
pensa
que
estes
diversas
exercitos
formados
quasi
sem
recursos,
resistiram
successivameute
ás
tropas
de
Prim,
de
0.
Amadeu,
da
republica,
de
Ser
rano, e
que
bateram
tão completameute
as
de
D.
Afionso
em
Lacar
e
Urnieta,
final
menle
que
elles leem de lutar
sempre
con
tra
as
simpalbias
ofíiciaes
da
Europa,
e
contra
as
influencias
prussiana
e
franceza,
sente-se
transportado
ao
mesmo tempo:
De
reconhecimento
para
com Deus,
De
amor para
com
rei,
De
indignação
contra
Cabrera,
De
altivez
pvr
um
lào grande partido.
Hendaya,
29
de março, 11
h.
55
m. da
manhã.
-
O
capitão
Alogarza
surprehendeu
duas
companhias
affonsinas
nas
alturas
de
Vidarte,
perto
Je
S.
Sebastião.
O
inimigo
teve 24
mortos e 8
prisioneiros.
Também
se
lhe
tomoram
armas
e
munições
de
guer
ra.
•
-
A
apresentação
ao
indulto de
Carasa,
coronel
do
4.°
batalhão de
Navarra
e
de
uma
companhia
carlista,
é
falsa.
—
Quartel
general
d
’
Eslella,
21 de
março.
O
correspondente
da
Guipuzcoa
com-
munica o
seguinte
:
«No
dia
18.
algumas
companhia
*
car
listas,
ás
ordens
do
commandante
general
de
Guipuzcoa,
ganharam
á baioneta
as
trin
cheiras
occupadas
pelos
aílonsinos
nos
ar
redores do
caserio
Amaseo
—
Echeverrie,
situado
perto
da
pequena villa
de
Orio
;
o
inimigo
deixou
sobre
o
campo
de
ba
talha
53
mortos,
um
grande
numero
de
feridos,
e
11
prisioneiros,
e
foi
.forçado
a
relirar-se
precipitadamenle
na
casa
fortifi
cada.
As
noss>s
perdas
compoem-se de
7
mortos, um
oflicial
e
11
feridos
As
deserções
continuam
sempre
no
campo Aflonsino.
Desde
ha
dous
dias
pó-
dern
contar-se
50
homens
chegados
a
Es-
tella,
entre
os
quaes
se
contam
alguns
ofii-
ciaes.
A
guarnição
de Pamplona
sublevou-se
aos grilos:
viva
a republica! E
a
apesar
da
vigilância
que ha nos
postos
avançados,
tiveram
logar
algumas
deserções
Segundo
dizem
estes
desertores,
alguns chefes foram
assassinados
O
rei
foi
para
Vergara a
íim
de
assistir
aos
exames
que alli
vão
ter
logar.
—Estella
24
de março.
As
noticias que
recebo
do
campo
af-
fonsista
annunciam
que
uma
parte
das
for
ças
inimigas
que
se
achavam
aclualmente
na
Navarra,
recebeu
ordem de
se
dirigir
im-
mediatameute
para
o
interior da
Hispanha,
o
que
será
a
confirmação
das
noticias
de
insurreicção
que
circularam estes
últimos
dias.
O general
MenJiri,
acompanhado
por
todo
o
seu
estado
maior,
chegou
hontem
a
Estella
aonde
fixou
o
seu
quartel
gene
ral.
— Hendaya
29 de
março,
9
h. 15
m. da
manhã.—Em
quanto qne,
segundo
as
folhas
affonsislas, o
rei D.
Carlos
teria reunido
no
dia
27
em
Estella (perto
do
Ebro)
as
deputações
pedindo-lhe
recursos
para
con
tinuar
a
guerra,
recursos
que
ellas
dão
espontaneamente,
8.
Magestade
cumpria
em
Durango
(perto
de
Bilbau)
os
seus
deveres
religiosos
com
grande
fervor.
Todos
os
seus generaes
o
seguiram
eo
pé
dt
altar,
como
o
seguem
no
campo
de
batalha.
Os
nossos voluntários
imitaram o
seu
rei
e
os
seus
generaes.
E’
igualmente
falso
que pasquins
te
nham
apparecido
em
Vergara, a
favor
da
paz
e
Cabrera.
As
nossas
povoações
estão
tão
indigna
das
com
os
nossos
voluntários contra
a
traição de
Cabrera
que
gritam á
vista
dos
nossos
batalhões:
Abaixo
Cabrera
!
Morra
o
traidor
!»
E’ falso que
o
general
Carasa
tenha
deixado
as nossas
províncias
e
adberido
ao
convénio
in
parlibus.
E
’
falso
que as
submissões carlistas se
jam numerosas.
Em
Hispanha
não
ha
senão
as
de
Polo,
Casalles, Aguirre
e
Arragonais
Corlese
Borres,
desconteiies
e
nào na
acli-
vidade.
GAZETILHA
O
Senhor D. Miguel «le Bra
gança.
—
Refere
a
«France»
que
o
Senhor
D. Miguel
de
Bragança
fez
no
dia
23
de
março, em Inspruch, os
seus
exames de
ofíicial,
e
que
entrará
como
tenente o
’
um
regimento
de
dragões
austríacos.
Senhor
aos entrevados.—
Sae
no
proximo
domingo
a
procissão
do
Senhor
aos
entrevados
da
freguesia
de
S. Lazaro.
O
SantiMimo Rosto «lo Senhor.
—
Os
devotos
d’
esta
veneranda Efligie,
que
se
venera
uo
seu oratorio,
á
entrada
da
roa
do
Forno,
resolveram faser
esle
anno
a
sua
festividade
na
capella
da
Misericór
dia,
com
missa
cantada
a
grande instru
mental,
exposição,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Deum.
Haverá
também
um
ba
*
ar
de
prendas.
Inauguração
do caminho
de
ferro.
—
Annuncia-se
para
o
meiado <Jo
proximo
mez
de
maio
a
inauguração
do
caminho
de
ferro.
Lêmos
n'um
jornal
da
capital
que o
chefe
d
’
Eslado
tenciona
assistir
a
esta
Solemoidade.
S. Bento.—
No
proximo
domingo
fes
teja-se
na
sua
capella
do
Hospital
a
Ima
gem
de
8.
Benio.
Constará
de
missa can
tada
e
sermão.
«Vlurmurios
d’alnia».—
Com
este
titulo recebemos um
volume
onde
estão
culleccionadas
as
primícias
poéticas
do
snr.
Fernando
de
Vilhena,
d
’
Aveiro.
Conta
o
auctor,
segundo
diz
ua
dedi
catória
do
livro
a
seus
paes,
apenas
16
primaveras.
Postoque, por veses,
se
conheça
n
’
este
trabalho,
o
pulso pouco
firme
de
quem
começa,
a circumslancia
da
tenra
edade
do joven
poeta,
e
o
incontestável
mere
cimento
de
muitas
das
peesias
do
volume
de
que
falíamos, auihorisarn-nos
a
diser
que
muito
e
muito
leem
as
boas
lellras
a
esperar
do
formoso
talento
do
snr.
Fer
nando de
Vilhena.
Nao
podemos
deixar
de
applaudir
o
piedoso
pensamento
que
levou
o
auctor
a
coliocar
sob
a
prolecção
de
Maria
SS.
o
seu
primeiro
trabalho
lilterario.
Ainda
bem,
que
o
snr.
Fernando
de
Vilhena
soube
furiar-se
ás
exigencia
da
eschola
de
certos
escriptores
e poelaslros
que
lasem
consistir
a
sua
estulta
gloriola
em
desdenhar
das
crenças
religiosas,
que
disem
ser
herança
d
’um
psssado
de
ave-
jões
e espectros.
Se
não
concorressem
outros
e
impe
riosos,
esle
motivo
seria
já
suíliciente
para simpaihisarmos
com
o
moço
poeta,
cujos
versos,
não
obstante
ligeiras
imper
feições,
valem
mais, muito
mais,
do
que
as
pachouchadas
de
certos pilriteiros
lil-
lerarios,
que
nos
são
muito
conhecidos.
Procure
o
snr.
Fernando
de
Vilbeua
corrigir-se
dos
leves
descuidos
na
me
trificação,
que
se
notam
n’
e$las suas
pri
mícias,
e brevemente
occupará, acredila-
tnol-o sem
hesitação,
uin dos
logares
mais
dislinctos
entre
os
nossos
lilteraios.
Eneotumendação.—
Foi
despachado
eocommendado
da
parochial egreja
de
Ar
noso,
no
concelho
de
Villa
Nova
de Fa-
malicào, o snr.
Manoel
Pmlo
da
Nobrega,
bacharel
formado em direito e
theologia
pela
Universidade
de Coimbra
e
um
ec
clesiastico
digno
a
lodos
os
respeitos
pe
los
seus
bons
costumes
e
serviços
já
prestados
no
exercício
da
vida
pastoral,
tanto
á
Egreju como
ao
Estado.
Damos os
parabéns
aos
fregueses
de
Arnoso pelo
excedente
pastor
que lhes
mandou o Ex.
“*
e Rev.™
1
Snr.
Arcebispo
coadjuctor,
e
fasemos
votos
para
que
o
novo
parocho
realise,
como
esperamos,
os melhoramentos
de
que
possa
carecer o
serviço
religioso
da
povoação.
Nào
faltam a s.
s.
a
nem
habilitações
litterarias,
nem
pratica das
funcçÕes
pas-
toraes
e
suas
boas
qualidades
e
muita
virtude
nos
são penhor
de
que
se
hade
desempenhar
bem
da honrosa
commissão
de
que
o
encarregára
seu
venerando
Pre
lado.
e
cremos
que
a
muito
mais elevados
cargos o
hão
de
chamar
os
seus
muitos
merecimentos.
Correspondência.—
Recebemos
uma
correspondência
do
snr.
dr.
Anlonio
Ma
ria
Pinheiro
Ferro, na
qual
se
continham
duas cartas,
uma
do
referido
cavalheiro
e
uma
outra,
em
resposta,
do
snr.
Hen
rique
Freire, ácerca
dos acontecimentos
que
tiveram
logar
na
ultima
assembleia
geral
do
iMonle-pio de
S.
José.
Não
vão
hoje
publicadas
em
virtude
d
’
um
equivoco que se
deu
entre
os em
pregados d
’
este
jornal
e os da
Regeneração.
Do
melhor
grado
daremos
publicidade,
no
seguinte
n.°,
ao
referido
escripto,
se
isso
fòr
da
vontade
do snr.
dr.
Pinheiro
Ferro.
Beneficio.
—
Alguns
curiosos
d
’esta
cidade
estão
ensaiando o drama
Os
ho
mens
do
povo,
para com
elle
darem
uma
recita
em
beneficio d
’um
convento
de
re
ligiosas,
cujas
circumstancias
são
mui
pre
cárias.
Acções d
’es(a
ordem
dispensam
enca
recimentos.
Fortugnezes fallecidos. —
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
nos
dias
15
e
16
de
março
findo
os
seguintes
súbditos
por-
luguezes
:
Manoel
Pereira.
23
annos,
solteiro;
Maria
do
Carmcr,
25,
s.
;
Domingos da
Silva,
20.
s.
;
José
Ferreira
de
Araújo,
20,
s.
;
Joaquim
de
Olivera
Brandão,
45,
s.;
Antonio Machado, 43,
casado;
Ma
noel
Cardoso,
40,
c.;
João
Ignacio
da
Costa,
48.
c.
;
José
Luiz
Ribeiro,
22,
s.
;
José
Joaquim
Ribeiro,
24,
s.
; An
lonio
Correia
da
Silva.
23,
s.
;
Arsenio
Joaquim,
22,
s.; Sérgio
da
Costa,
25,
s.
; Jacinlho
Soares
Moreira,
28, s.;
Mi
guel de
Araújo,
31, c.; Francisco Dias
da
Costa,
28, s.;
.Manoel
Fernandos Go
mes, 61, c.
; Domingos
José
Pereira
Gui
marães,
39,
s.;
Damiào
marque
*
,
22,
s.;
Domingos dos
Santos,
44,
s. ;
Antonio
Joaquim
Coelho,
29,
s.
fl
*
r«»tes<o.
—
Noticias
(1’
origem
affon-
sista
aflirmam
que
os
generaes Dorrega
ray,
Mendiri,
Tristany
e
Saballs
assigní-
rarn
um
energico protesto
contra o
cedimenlo
de
D.
Ramon Cabrera.
ICMíwtiitc».—
Recebemos
e
agradece
mos
um
exemplar
dos
«Eslaluios
da
Com
panhia Edificadora
e
Industrial
Bracaren-
se».
Os
fins
d
’
esla companhia
são
os
se
guintes
:
1.°
Adquirir
terrenos,
e n
’
elles
edificar
prédios
urbanos
modestos,
de
diflereutes
tipos
e
tamanhos;
e
dal-os
de
arrenda
mento
ás
classes pobres,
operarias
e
re
mediadas
;
2°
Comprar,
vender
ou
dar
d
’arren-
dainenlo
prédios,
quer
no
estado
em
que
forem adquiridos,
quer
depois
de
concer
tados
;
3.
°
Negociar
em
tnaleriaes
de
cons-
irucção,
principalmenle
madeiras, e
ad
quirir
por compra
ou
arrendamentos
ja-
siges
de
matérias
primas
próprias
dos
inluilos
da
presente
Companhia.
4. °
Montar maquinas
de
moagem,
cer
ração, carpinleria
e
fundiçãp, e
de
fabrico
de
tijolo
e
telha
movidas
por
vapor,
ou
por
agua
;
5°
Construir
e
recooslrnir
edifícios
públicos
ou
particulares em
qualquer
pon
to
do
districto
;
6
0
Administrar
e íiscalisar
—
mediante
convenção
prévia
—
os
que
por
conta
alheia
furem
feitos
n
’
esia
cidade
e
immediações,
assim
como,
mediante
a
mesma
conven
ção,
dar
consullas,
elaborar
planos
e
pro
jecto
,
praticar
e
tomar
a
seu
cargo
to
dos
os
trabalhos de
engenharia
e
archite-
ctura
;
*
7.
°
Proporcionar
ás
classes
laboriosas
um
meio
facil,
moral
e
suave
de
adqui
rirem
segundo
suas
necessidades
e
apti
dões,
uma
casa
própria
de
habitação,
me
diante maiores
ou
mennres
entradas
no
acto
do
contracto,
e mensalidades,
annui-
dades,
ou
prestações
á
vontade
da
par
le
até
preencher
a
somma
estipulada.
8.
°
Iniciar
ou
desenvolver
qualquer
melhoramente
publico,
como
exploração
e
abastecimento
d’
aguas,
saneamento
da
ci
dade, abertura
de
talhos
de
carnes
ver
des,
e
qualquer
outro
ramo
d
’iodustria
conveniente
aos interesses
da
Compa
nhia.
9. °
Crear
e
sustentar,
quando
as
cir
cumstancias
o
permitiam,
uma eschola
nocturna
ti
’
aprendisagem
de
operários.
3
ciaodo
uma
resurreição
!
Esta
crise
dolo
rosa
que
a muitos
se
afiigura
mortal, é a
passagem pára
a
vida
!
<A
luz
irá
seu
caminho
para
o
futuro,
para una futuro esplendido
e
glorioso,
apezar
das
trevas
e
desfallecimentos
do
presente.
«Ruja
a
tormenta
embora;
cerre-se
a
noite
sobre
este
triste
mundo
que
pare
ce
querer
voltar
para
o
paganismo.
«Os
faroes
estão
accesos
;
a
costa
to
da
illuminada
!
«A
doutrina
cotholica se
afiirma,
em
toda
a
sua
força,
em
toda
a
sua
beleza.
«Havemos
de
transmittir
a
todos
esta
luz
de
verdade
que faz
a
felicidade
de
nossa
vida.
A
’
força
de
sofírimenlos,
de
esforços,
de
sacrifícios,
meneando
as
ar
mas
pacificas
da
oração
e da palavra,
conseguiremos
chamar
nossos
irmãos
des
viados,
á
suave
communhão
da
Egreja
de
Jesus
Christo.
«Quanto
a
mim, apesar de
minhas
ca
deias,
sinio-me
feliz de
viver,
de viver
pa
ra
luctar
e
soffrer,
de
viver
para
dar
um
testemunho
da
felicidade
com
qoe
devemos
servir
a
patria da
terra
e
a
patria
do céo.
«Condemnem-me
os
homens
como
um
facínora e
um
rebelde.
Quando
com mão
tremula
elles
tive
rem
lavrado
e
assignado
minha sentença,
firme
na
minha
consciência,'
certo
de
ter
feito
o
meu
dever,
olharei
tranquillo
pa
ra
o
céo
e
direi:
APPELLO
PARA
A
JUSTIÇA
DE DEUS!»
Isto
chama-se
eloquência.
O
Brazil
tem
bispos.—
(«Nação»)
O
carliHino...
«iesanianado.—
Na
in
suspeita
correspondência
de
Madrid,
para
o
«Diário
Popular»
lê-se
o
seguinte:
No
campo
carlista
nota-se
uma activi-
dade febril
qoe
faz presagiar
novos
e
gra
víssimos
acontecimentos.
Foram chamados
ás
armas
na
Navarra
e
nas
Vascongadas
Lodos
os
homens
uteis
de
18
annos
para
cima
;
Berriz
pediu
a
D.
Carlos
o
com-
mando
de
uma
expedição a
Castella;
Mo-
grovejo
apercebe-se
para invadir
as
provín
cias
das Aslurias
e
da
Galliza,
e não
o
tendo
eflectuado
já
por
causa dos
grandes
gelos
e
Irios,
e linalmenie
deu-se
ordem
para
concentrar os
batalhões
biscainhos
com
o íiin de
sitiar
uovamente
Bilbau.
Caminho» de
ferro.—
O
snr.
Eduar
do
Ribeiro
Mendes,
do
Porto,
pediu
licen
ça
para
estabelecer ires
caminhos
de
fer
ro
a
vapor,
de
via
reduzida,
para
passa
geiros
e mercadorias,
em
leito proprio
;
—
sendo
um
entre
Esposende,
Barcelios,
Bra
ga,
Caídas
de
Visella,
e das
Taipas, Guima
rães,
Fale
e
Povoa
de
Lanlioso;
outro
en
tre Eivas,
Villa
Viçosa, Borba,
Allandroal,
Exlremoz
e
Vimieiro
;
e
outro
entre
Car
regado,
Alenquer,
AIdeia-GaIlega,
Torres
Vedras,
Villa
Verde, Cadaval,
Óbidos,
e
Caídas
da
Ramha.
A»
nianifestaçõe» petroleira»
de
Buenos-Ayres,—
Sobre
os
tumultos
de
Buenos-Ayres
escreve
o
«D.
de
Noti
cias»
:
«Sao
horríveis
os
promenoies
dos
tu
multos
que
houve em
Buenos-Ayres
por
causa
dos
jesuitas,
como
hontern
notivia-
mos.
O povo,
em
numero
talvez de
3:000
pessoas,
reuniu-se
pelas praças
e
ao
som
de
musicas e
aos
grilos de
morram
os
jesuitas!
a
Egreja
livre!
saqueou
o
po
ço
archiepiscopal
e
arrojou
á
rua
alguma
insígnias
e
imagens
da
egreja.
A
fúria da
multidão
tornou-se
então
medonha
e
ao
grilo
unisono: Ao
collegio
de
S.
Salvador,
os
populares
dirigiram
se
corno
instigados
por
um
poder
infernal,
ao
estabelecimento
dos
jesuitas,
prati
cando
os
maiores horrores.
O
collegio
foi
saqueado,
e minutos de
pois
caiiarn
mortos
o
reitor
e
mais
alguns
jesuitas
e
diversos indivíduos do
popula
cho,
que
encontrou
resistência,
ainda
que
pequena,
dos
aggredidos.
A
maior
parle
dos
padres
fugiram por
uma
porta
escusa
da
parle
anterior
do
edi
fício,
sem
serem
vistos pelo
populacho
e
assim poderam escapar á
furia
infrene
dos
sanguinários.
A
ladroagem
era feita com
applausos
da
multidão,
que
arremessava
para
as
ruas
imagens
e
tudo
que
alli
encontrava
de
va
lor
artístico
e
religioso.
Instantes
Jepois
o
collegio
era um
mon
tão
de ruinas.
O populacho
largara-lhe
fo
go
e
as
lavaredas
saíam
com
grande
in
tensidade
pelas
cem
janellas
do
famoso
edi
fício.
Depois
de
todos
estes
horrores
foi
que
appareceu
a
tropa
de
linha.
A multidão fugiu
espavorida
e
bastan
tes
viclimas ficaram
no
edifício
e
nas
ruas.
Parece
que
estas
scenas
deploráveis
foram
promovidas
pelos
carbonários,
provacados
por
uma
pastoral
do
arcebispo.
Falleeimento.
—
Falleceu
ante-hon-
tem
a
snr.
D.
Francisca
Amalia
Marques
Dias,
mãe
do snr.
Manoel
Baplista
Mar
ques
Dias
e prima
do
snr.
João
da
Costa
Palmeira.
O
cadaver
da
finada foi
hontern á
noi
te
condusido
para
o
templo
dos
Congre
gados,
onde hoje
tem
ofiicios,
sendo
em
seguida
dado
á
sepultura
no
cemiterio
pu
blico.
Coinletnnação.
—
Foi condemoado
a
tres
mezes
de
prisão,
n’
uma
lortalesa,
pe
lo tribunal
de
Paderborn,
Mgr.
Martin,
por
causa
da
sua
pastoral
de
14
de
mar
ço
de
1874.
Canipanhia
dramatica.—
Consla-
nos
que
a
companhia
dramatica
d®
Ba-
quet,
do
Porto,
tenciona vir
dar
algumas
recitas
no
noss®
lheatro.
Oxalá
que
o
boato
se
realise.
Cavalhada.
—
Na
tapada
da
quinta do
Salgueiral,
junto
á
cidade
de
Guimarães,
e
que
é
propriedade
do
nosso antigo
ami
go
Luiz Martins da Costa,
lio
materno
do
digno
governador ci»il
d’
este
dislricto,
houve
na
tarde
do
passado
domingo
uma
brilhante
cavalhada,
constante
de
dez
ca
valheiros
entre
os
quaes sobresahia o
ex.ni
°
José
Minotes,
mancebo
de
excellentes
qua
lidades
e
que
se
tem dado
ao
estudo
da
nobre
arte
da
cavallaria
com
proíicuos
e
gloriosos
resultados.
A
’
diversão assistiram
cerca
de
qua
tro
mil
pessoas,
entre
as
quaes
algumas
nobres
famílias
(Festa
cidade,
que
alli
fo
ram
em
tal
dia
propositadamenle
para
gosarem
d
’
aquella festa,
que
nos
dizem
fòra
de
todo
o
ponto
interessante
e
mages-
tosa.
Pela
nossa
parte
festejamos
do
coração
os
nobres
mancebos
que,
trazendo
ante
os
olhos
da
geração presente,
o
íolgar
do
valor e da dignidade
dos
antigos
portti-
guezes,
tanto
podem
e
devem concorrer
para
elevar o
espirito
publico,
que
mui
tas
vezes
procura
a
embriaguez dos
sen
tidos
no
goso
de
espectaculos
os
mais
licenciosos.
Parabéns,
pois,
aos
cavalleiros
e
cava
lheiros
de
Guimarães.
Clmva.—
Cessaram os
receios
que
os
lavradores
tinham
por
causa
da
estiagem
que
tem
havido
Desde
a
noite
de
domingo
passado
a
chuva
tem
sido
copiosa,
e
promette
não
nos
deixar com
muita
brevidade.
IlIiiMtre
enferme.—
Acha-so
grave
mente
enfermo,
na
sua
casa
da
Custariça,
o
rev.
mo snr.
Joaquim
José
da
Silva
Ba-
cellar,
tio
do
nosso
presado
amigo
Ma
noel
José
da
Silva
ELiCellar,
distincto
es-
tu
‘
ante
do
curso
theologico.
.
O
illuslre
enfermo
é
um
dos
mais
an
tigos
chefes
de
centúria
da
Associação
da
Propagação
da
Fé,
e
dos
mais
zolosos
coadjuvantes
d’
essa
associação.
Fazemos
votos
ao
ceo
pelo
seu
prom-
pto
e
completo
restabelecimento,
e
para
este
mesmo
íirn
imploramos
as
orações
dos
nossos
leitores.
O ex.'n
°
coadjutor de ».
ex,a
rev
ina
—O ex.
,no e
rev.
m
°
snr.
D.
João
ChrysoslOíno
(FAmorim
Pessoa foi
hontern,
pela
primeira
vez,
ao
Bom
Jesus
do
Mon
te,
onde
celebrou
uma
missa.
Aquarium.—
Está-se
construindo
em
Londres
nos
terrenos
que
defrontam
West-
minsler,
um
immenso «aquarium,»
qoe
se
rá
no
seu
genero o
unico
do
muudo.
No
lago
central
poderão
accommodar-
se
600:000
galões
d
’
agoa.
Haverá
annexos
ao
corpo
principal
do
edifício,
diversas
salas
para
concertos,
reu
niões artísticas,
scientificas,
litterarias
e
uma bibliotheca
para
os subscriptores,
além
de
uma galeria de
pintura
para
a
qual
já
foram offerecidas
algumas
obras
d
’
arte
de
muito
valor.
Liberdade de
egreja,
pedida
por
um
mártir.—
Não
podemos
resistir
á
tentação
de
transcrever
o
seguinte
trecho
do Direito
contra
Direito,
devido,
á
elo
quente
penna
do
Chrysoslomo
brasileiro:
«
solução
da
questão
religiosa
se
resu
me
n
’
uma
só palavra
:
«Liberdade!
Dai
Liberdade
á
egreja
de
Jesus Christo.
Ella
não
vos
invade ella não
não
vos
violenta
;
ueixa-vos
seguir
o
vos
so
regélismo, ou
quesquer doulriaas
ou
seitas
que
queiraes
abraçar.
«Deixai
a
também
livre
de
regular-se
conforme
suas
leis.
.
«Oh
bemaventuradas
cadeias
que darão
de
si
a
liberdade
da
egreja
do Brazil
!
Bem-
aventuradas
oppressões
e
injustiças
que
estão
despertando em
tantas
almas o fer
vor,
que
andava
tão
amortecido,
das
ver
dadeiras crenças
catholicas
!
«O
que
parece
um
pôr
do
sol,
é
uma
aurora
1
<A cruz
nua
do
Calvario está
annun-
EXPEBIE.VTE
DA ADUIMSTRA-
ÇÃO.
Cartas
e
avisos
recebidos
em
7
de
abril
Pesqueira
—
Luiz Clemente
Sequeira
—
Recebido.
Porto.—
Antonio José de
Paiva—
Idem.
Lisboa.
—
Joaquim
José
Coutinho Cas-
tello—
Idem.
Bragança.—Manoel
dos Santos Cordei
ro—Idem.
Coura.—
Miguel
José
Rodrigues
—
Idem.
Vianna.
—
João
Custodio
da
Silva
—
Sciente.
COMJIERCIO
B
olsa
de
B
raga
5
de
abril
de
1875
EíTeetuado
Banco
de
Bragança
35400.
Banco Commercial
de
Braga
(2.
a
emis
são)
195300.
Banco
Commercio
e
Industria
125600.
BOLSIM
Banco
Commercial
de
Braga
585600.
Dito
dito
(2.
a emissão) 195000.
Banco
do
Douro
885OOO.
Banco
de
Villa
Real
455000.
Banco
de
Bragança
35100.
Dito
dito
35150.
Dito
dito
35200.
Dito dito 35300.
Banco de
Vianna
55300.
Companhia Commercial e
Industrial
Por
tuense
105450.
6
de
abril
de
1575
EíTeetuado
Banco de
Bragança
35100.
Companhia
Commercial
e
Industrial
Por
tuense
105150.
Banco Mercantil de
Braga 35200.
Dito
dito
3$f00.
Banco
de
Villa
Real
para 30
dabril
455000
Dito
dito
445950.
BOLSIM
Banco
de
Bragança
35150.
Dito dito
352í>0.
Dito
dito
35250.
Banco
Commercial de
Guimarães
45250.
Banco
de Villa
Real
415700.
Dito dito
415800
Dito
dito
para
liquidar
em
30
de
junho
455300.
Idem
idem
455400.
Banco
Mercantil
de
Braga,
35100.
Banco
Mercantil de
Vianna
165700.
Banco
de Barcelios
25750.
Banco
Commercial
de
Braga
(2.3
emissão)
185950.
Inscripções
d^ssentamento
49,55.
O
director
Antonio
Teixeira Barbosa.
Manoel
Baplista
Marques
Dias, e
João
da Costa
Palmeira,
cumprem
0
doloroso
dever
de
participarem
a
seus
parentes,
amigos
e mais pessoas
de
suas relações,
que
foi
Deus
servido,
ante-honlem pelas
7
horas da
noite,
levar
da
vida
presente
a
sua mãe
e
prima,
a
snr.a
D.
Francisca
Amalia
Marques
Dias,
que se
acha
depo
sitada
na
egreja
dos
Congregados,
d
’
onde,
depois
dos
ofiicios,
hoje
pelas
11
horas
da
manhã,
será
conduzida
ao
cemiterio.
AGKADECIMEHTOS
Alguns
socios
do monle-pio
de
S.
José
d
’
esta
cidade,
lendo
na
mais
alta
con
sideração
®s
benefícios
que
s.
exc.a 0
exc.
m
®
snr.
Henrique
Freire
tem
prestado
á nos
sa
associação
e altendendo
ao
incidente
desagradavel
que
s.
exc.
a
tão
injustamen-
le
presensiou
no
dia
4
do
corrente
mez,
vamos
depositar
toda
a
nossa
confiança
nas
mãos
de
s.
exc.
a
protestando-lhe
a
mais
sincera
gratidão
e
respeito,
pedindo-lhe
com
a
maior
instancia
a
conservação
do
seu
di
gno
posto,
provando mais
uma
‘vez
a
ge
nerosa
acção
de
caridade
que
dispensa
áquelles
que
de coração a
imploram.
Braga
5
d
abril
de
1875.
(2351)
BANCO
MERCANTIL
DE
BBAGA
Sociedade anonyma de responsa
bilidade
limitada
Em
harmonia
com
o
disposto
no
art.
7.°
dos
Estatutos,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
fazerem
a
l.
a
entrada das
suas
acções
na
rasão
de 20
p.
c. desde
o
dia
20
de abril
até
o
1.
*
de maio :
em
Bra
ga
na
casa
do
Banco
e
no
Porto
na
do
seu
agente o
snr.
João
Evangelista
da
Silva
Mattos
C.
a
—
Praça
de
D.
Pedro
n.°
22.
Braga
24
de
Março
de 1875.
Os
directores,
Jo
*
è
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Costa
Palmeira
(2344)
José
Antonio Bebello
da
Silva.
Vendem-se
os
bens
que
ficaram
por
morte
de
Antonio
José
da
Silva e
Maria
Josefa
da
Silva
Ribeiro,
situados
na
fregue
zia
de Dornellas,
do
julgado
d
’Amares,
fi
cando
0
comprador
obrigado
a
pagar a
Manoel
Antonio
Vieira,
da
freguezia
de
Verim,
a
quantia
de
IOO5OOO
réis,
fortes,
metade
sem
juro e
metade
a
juro
de
seis
e
meio
por cento
ao
anno (35250)
da
hypotheça
que
lhe fez
dos
ditos
bens,
Maria
Josefa
da
Silva
Ribeiro,
viuva, por
escriplura
de
10
de
Agosto
de
1873,
la
vrada
nas
notas
do
tabellião
Luiz Avelino
Plácido,
do
julgado de
Amares,
e
registada
na
Conservatória
a
14
de
março
de
1874;
os
bens
hypothecados
são:
campo
de
Pu-
gide,
campo
do Bairro e
leiras da
Eira.
A
casa
e
leiras
da
Batoca
não
estão
su
jeitas
a
hypotheça,
como
consta da
Cer
tidão
o.°
1,
passada a
requerimento
de
Francisco
de
Sousa
Carneiro, na
con
servatória
da
comarca
de
Villa Verde
a
29
de
julho
de
1874.
Estes
bens
foram
avaliados
em 4815100
reis,
valor
real,
moeda
forte,
livre de
pen
sões
;
trata-se
com
os
herdeiros
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro.
Os
senhores
pretendentes
pódem
man
dar
suas propostas
ao
abaixo
assignado,
morador
á
rua
dos
Barbonos
n.°
33 (an
tigo),
com a declaração
de
ser
em
moeda
forte
ou
fraca,
e
indicação
do nome da
pessoa
com
quem
se
póde
tratar
ca
dita
cidade.
Rio
de
Janeiro,
20
de
dezembro
de
1874.
(2348)
José
Antonio
da
Silva.
ALTA
NOVIDADE.
3G,
Rua «lo
Souto, Sfl
Junto á
rua
de
Jano.
CHAPELARIA
ALMEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas do
Porto,
oa
ultima
moda,
grande
e variado
sor
tido
de
chapeos,
de
se
da
e
de
feltro, para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita collecção
de
bonets,
que
tudo
vende mais barato
que
em
outro
es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
Ra
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
cireumstancias.
(2350)
O
professor
em
artes,
letras
e
sciencias,
membros
do
clero e
magistrados;
todo
0
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
0
titulo
e
diploma de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem
dirigir-
se
a
Medicus,
rua
de
Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2107)
tf
A?/
1
4
PRIMEIRA
E
ANTIGA
X
RORIZ
I
CAÍA
FELIZ
NA
QUINTA DE RORIZ
PORTO
JOSE
’
I. FERREIRA RORIZ
PORTO
1,3-
RUA
DAS FLORES-1,
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA E
VENDE
InBcripçS«8 de
assentamento
<£
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
3
(JUNTA
Á
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SORTE
GRANDE «... 5.000$000
Loteria da Santa Casa da Misericórdia de
Lisboa
tf
Exlracção
a
8
de
Abril
FORNECEDOR
DA «ASA REAL
DEPOSITO CENTRAL, RIU DAS FLORES, 3»
37 E 39
«HRMO
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
tral,
se fará o desconto
de
6
por cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que seja feito do di
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como das
províncias
e
se garante a sua
boa
qualidade.
Ditas
de eoupons
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons dos
ditos já
vencidos
so-
Sacca,
toma
leiras e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de compra
e venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas praças.
V
JOSÉ IGNACIO FERREIRA
RORIZ 1
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO
PORTO, NA
CONFOR-
M1DADE DO
EDITAL
DE
28 DE JULHO DE 1860 $
Tem
á
venda
no
seu
evlabelecimemo
bilhetes
intei-
V
ros
a
50000
rs.
—
Meios
ditos,
a
20600
—
Quartos,
a
10300
—
Oitavos,
a 680—Cautellas
de
500,
250
e
130 rs.
O
mesmo salisfaz com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
jjl
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
3
nhadas
do
seu
importe
ein
vales
dos
correio
; e
no
k
fim
da exlracção remetle
a
lista
dos
premio#
aos
seus
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo com- £
pelenie
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
*
)
S
NOVA
ESIPREZA
DE
TRENS
Largo
dos
Terceiros
Braga.
Faz
publico que
desde
o
dia
8
d
’
abril
estabelece
mais
uma
diligencia
diaria
en
tre
esta
cidade
e
a
Villa
dos Arcos.
Sae
de
Braga
á
1 hera
da
tarde
e
chega aos
Arcos ás
6,
sae
dos
Arcos
ás
6
da
manhã,
e
chega
a
Braga ás
11.
Tem
demora
no
Pico
de
quarto
d
’
hora
na
ida
e
outro
na
volta.
Preços
de
Braga
e
vice-versa;
"Villa
Verde,
dentro
200
reis,
fóra
180.
Pico,
dentro
280, lóra
240.
Portelia,
dentro 360.
fóra
300.
Barca,
dentro
440,
fóra
360.
Arcos,
dentro
500,
lóra
400.
Braga 30
d
’
abril
de
1875.
O
gerente,
(2349)
Eduardo
Pacheco.
ATTFXÇÃO
José Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
dus
Aguas
n.°
9,
leva ao
conheci
mento
do
publico
que
toma
conta
em
sua
casa
de toda e
qualquer
encommenda
pa
ra
a
Barca
ou Arcos,
assim
como
nos
Ar
cos
na
sua
estação
á
entrada da
Ponte,
para
Braga
e
Porto,
pelas
quaes
se
res-
ponsabilisa.
Assim
com»
também
em
sua
casa
freta
trens
grandes
ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
o
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer
porte
do
reino
por
preços
muito
rezumidos.
Braga
31 de
março
de
1874.
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
NOVIDADE
44,
Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam cha
péus
de todas
as
qualidades.
(2330)
João Manoel
da
Silva
Guima
rães.—Rua do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Catalogo
d’
alguns
livros
que
se
vendem
na
Livraria Catholica,
rua do
Souto,
Braga.
P.
Antonio Pereira.
Biblia
(ediç.
de
1794,
etc
)
7
vol.
em
foi.
Preço
90000.
Sarmento.
Historia
Biblica,
150000.
Antoine.
Theologia,
10
*100.
Sigillo.
sacramental,
3
vol.
em
4.°
900.
S.
Martinho
Bracarense.
Vida,
Opusculos,
Regras
e
Cânones.
3
vol. em
foi., 50000.
Vida
de
S.
Francisca
Chantal,
em 12.’
240.
Searfantoni.
Lucubraliones
Canoni-
cales. 2
vol.
em
foi.
50000.
Fleury.
Hisloire
Ecclesiastique. 40
vol.
em
8.°
120000.
Diicreiix.
Historia
Ecclesiaslica.
11
vol.
em
8.°
30300
Morerí.
Diccionario
histérico (Em
es
panhol)
10 vol. em
foi.
200000.
La
Cle<l.
Historia
de
Porlngal.
15
vol.
em
8.°
30600.
Memórias para
a vida
de
D.
Fr.
Caeta
no
Brandão
(1.a
ediç.)
10200.
Breviário
Bracarense,
em
2
vol.
30600
Missale
Romanum
(edição
de
1573)
40000.
Breviarium
Bomanum,
n
’
um
vol. só,
em
4.°
800.
Martyrologium
Romanum
(1584)
20250.
Idem,
com
notas
(1620) 10200.
-
Melhodt da
Liturgia
Bracarense.
400.
Sobríno
*
.
Diccionario
Espanol
Fran-
cez,
10600.
Macedo.
Viagem
extatislica,
400.
Elpino Durienae.
Obras.
3
vol.
em
4.°, 10000.
Verdadeiro
melhodo
de
estudar.
3
vol.
em
4.o
10500.
Feijó.
Theatro critico,
cartas,
etc.
14
vol.
em
4
0
60000.
Quevedo.
Obras.
5
vol.
em
4
o
(Em
hispanhol),
30000.
Tratado
hislorico das
Ordens
Monásticas
de S.
Jeronymo.
2
vol.
em
foi.
30000.
Kíveriun.
De
per fedo
canon
ico.
2
vol.
em
foi.
20400.
El
Quijole
del
siglo
XVIH.
4
vol.
em
12
•,
800.
‘
Moraen.
Diccionario
(edição
de
1813),
30000.
Massílon.
Sermões,
traduzidos
era
porloguez
12
vol.
em
8.°,
50000.
Estes
preços
são
os
da
avaluação.
Existem
muilas
mais obras scientificas
e
religiosas
em
muito
bom
uso,
que
se
vendem
por
preços rasoaveis.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do Barão
de
S. Martinho n.°
18
Compram
e
vendem acções
de
todos
os bancos e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
COÍÍOUIAFIÍ FORTUGUEZA
E
DESCKIPÇÃO TOPOGRÁFICA
Do
famoso
reino
de
Portugal,
com
as noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas
e to
gares
que
contém, varões
illuslres,
Genea
logias das famílias nobres,
fundações
de
conventos,
cathalogos
dos
bispos,
antigui
dades, maravilhas da
natureza,
edifícios,
e
outras curiosas
observações
Autor
o P.e Antonio Carvalho da
Costa
Nova
edição copiada
fielmente
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um
index
alfabético
de
todas
as
freguezias
com
a
declaração
dos
nomes
e Oragos,
que actualmente
lem,
nu
mero
de
fogos}
dioceses
e
concelhos
a que
pertencem,
e
correios respeclivos,
o
que
a
torna
mais prelen»cl.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
5,
em
casa
de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(Ires
volumes) 10500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem abatimento.
Rua do
Souto, (esquina da rua de
Jano)
N
’esla
casa encontram
os
snrs.
estan
queiros
da
cidade
e
província,
tabacos
das
seguintes
fabricas
:
Companhia
Nacional
em
Xabregas.
> Lisbouense
em
Santa
Apo-
lonia.
Real
fabrica
Lealdade.
Fabrica
Portuense
de
Miguel
Augusto.
»
Boa-Fé.
>
Liberdade.
»
Fidelidade
Portuense.
Commissões
aos
snrs.
estanqueiros
as
mais
vantajosas,
inclusive
Xabregas, fumos
15
p.
c.
e
rapés
30
p.
c.
(2340)
NOVA
FUNDIÇÃO DE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de fundição, como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de igual
teor
etc., pelos
preços
do
Porto.
SOCOÍS M
TMBI
POR
J DE LEMOS
Com
esle
titulo
vae
publicar-se
breve-
metile
mais
um
volume
de
versos
do
au-
ctor
do
Cuncioneiro.
De
duas
partes
contará
este
livro
:
—
1.°
Últimos Refle
xos
;
2.°
Horas Vagas de Buareos.
Receiando
o
auclor
de
que,
por
seu
silencio
de
muitos
annos, o favor
publico
se
tenha
esquecido do seu
nome,
fez-se
acompanhar,
n’este
volume,
por
dois
dis-
tinctos
e
estimados
nomes
litlerarios,
o
Visconde
de
Jerumenha
e
.4.
X.
R.
Cor
deiro.
A benevolencia,
que
não
poderá
obier
por
si,
lh’a
grangearão,
de
certo,
estes
dois
nomes,
de
cuja
boa
sombra
se
serve
para
desvanecer o
esquecimento de
antigos
leitores, e
alcançar
outros
novos.
Preço
do
volume: 600
reis.
Quem quizer
assignar
esla
publicação,
dirija-se
a
Dias
Freitas,
na
redacção
do
«Commercio
do
Minho».
iõÃmom
D0 ALTO DOURO
DA
CASA
DE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser sortido
este
armazém
com as
seguintes
qualidades
de vinhos
engarrafados
e
aquartilhados :
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
150
>
> »
. . .
.
.
190
»
Lagrima
.......................
.
.
200
» Branco
de
meza.
.
.
.
210
>
tinto
de meza
fino.
.
.
270
>
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
»
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
. 360
>
>
velho.
.
.
.
.
.
400
>
Bastardo.......................
.
.
500
»
Moscatel
.......................
.
.
500
»
Malvasia
.......................
. .
500
»
Roncão
.......................
.
.
700
»
Alvaralhão
....
.
.
560
»
Velho
de
1854.
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
pan
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de todos estes vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymicó.
N
’estes
preços
nãa
fica
incluído o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis por
cada
uma.
■
i
iii
j
BRAGA
: TYPOGRAPHIA
LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_08041875_330.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)