comerciominho_04051875_341.xml
- conteúdo
-
NUMERO
34 i
Assigna-see
vende-se
no
escripmrio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
h,
para onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.==>
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Foiha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
l$600
rs.=Semestre 850
rs.
—
Provin-
cias,
anno
2&Í00
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestrp 1Ô250
rs.=ffraz»/,
anno
4&400
rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.==.knnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 e
/
0
d
’ahatimento.
BHAGA
—TEHÇA-FEIISA
4 DE
MAIO
Nunca entre nós
o
nivel
da
inslrucção
religiosa
se
encontrou
tão
baixo, como
pre-
seniernente.
E
lambem
nunca,
como
agora,
se
ma
nifestou
tanto
a
necessidade
d
essa
instrnc-
ção,
pelos
grandes
inales
que
a
sua
falta
vae
causando
lodos
os dias.
O
nosso
po»o,
bom,
como
é,
descura
do,
como
ha
sido,
quast
toialinenle
o
pri
meiro
e principal
elemento
da
soa
edu
cação,
tem
ido
perdendo
a
pouco
e
pou
co aquella
nobresa de
sentimentos
e
san-
ctidade
de
coslurnes,
que
em
outros
tem
pos o tornaram
um
povo
modelo
Magoa-se-nos
deveras
a alma
todas
as
veses
^ue
corremos
a
vista
por
sobre
es
ses
negros
sudários
de crimes
que
quoti-
dianamente
enluctam as
colutnnas
da
im
prensa
periódica.
Lamentamos
esse
frenesi
impio
que
parece
devorar
tanta gente
nas
encrusi-
Ihadas
do
vicio
e
da
perdição.
Mas
assusta-nos
ainda
mais
a
indifle-
rença
com
que
é
olhada
a
onda
do
mal
que tanto
vae
crescendo,
e
que
tanto
nos
vem
ameaçando .'
Tem-je
fallado
por
ahi muilo
em
ci-
vilisação,
mas
bem
longe
estão
os actos
de
corresponder
ás
palavras
e
promessas.
Estamos
muito
afastados
do
caminho
que
deve
levar-nos
á
verdadeira
cívilisaçào.
porque
muilo
havemos lambem despresa-
do
a
luz
que
para
ella
deve
guiar-nos o
passo.
Ao
mesmo
tempo
qoe
os sentimentos
religiosos
vão
apagando-se no
animo
do
povo,
mais
e
mais
se lhe
vae
prevertendo
o
coração,
e
as
ruins
tendências,
sem
freio
que
os
contenha,
de
dia
para
dia
mais
se
vão
pronunciando.
Apella-se
para
a
inslrucção,
como
ver
dadeiro
aulidoto
do
veneno
que
se
lem
inoculado
no
espirito
dos
povos.
Mas
a
inslrucção,
secularisada, como
está
sendo,
longe
de
atalhar
o
mal
nos
seus
progressos,
só
fará auxilial-o
mais
em
seu
desenvolvimento.
Que
aproveita
a
sciencia,
se
o
temor
de
Deus
a
não
acompanha?
De
que
serve
que
o
homem
saiba
ler
bem,
se
elle
ignora, ou,
pelo
menos
não
sente,
os
únicos motivos
que
podem
le-
val-o
ao
cumprimento
dos
seus
deveres
sociaes
?
E
’ preciso
não
nos
esquecermos de
que a
escola,
por
si
só,
é
tuna
porta
aberta
tanto
para
o
bem,
como
para
o
mal.
E
no estado
de
licença
em
que
pre-
sentemente
se
encontra
a
imprensa,
quem
póde
duvidar
de
que
os
seus
maus
resul
tados
hão
de
ser
ainda
maiores?
«A
sciencia
sem virtude,
disia um
no
tável
escriptor,
é
uma
curiosidade
vã.»
E
de
feito a experiencia
tem-nos
mostrado
sobejamenle,
quanto
vai,
e
o que
é.
a
sciencia,
quando
desacompanhada
da
re
ligião,
unica
fonte
e
motivo de todas
as
virtudes.
Nào
será pois
a escola,
e
muito
me
nos
no
estado
em
que.
ella
se
pretende,
que hade
levantar
o
povo
d’
este
abati
mento
moral
em
que jaz,
mas
a
inslruc
ção religiosa
que
se
bebe
na
Egreja.
Para
nós
tem
infinitamenle
mais
va
lor
sob o
ponto
de
vista
social,
um
bom
parocho,
<io
que quantas
escolas
a
pre
tendida
civilisação
possa
levantar.
E
é
por
isso
qoe
ao
clero,
principal
mente,
mais
cumpre remover as trevas
da
ignorância religiosa,
causa
unica d
’
esta
degradação
oe
costumes,
que
tanto
lem
aviltado
o
povo
porluguez.
E
’
necessário
que
o
nosso
clero
se
compenetre
bem da
grave
responsabilidade
que
lhe
loca,
para
que
não
descure
um
momento
sequer
esta
grande
e
importan
tíssima
necessidide, que
tanto
prende com
a sua
missào
augusta.
Instrua e muralise
com o exemplo e
com
a
palavra, pois
é
para
isso
que
loi
feito
—
luz
do
mundo.
E
é
e»s;< /tu que póde e deve descer
rar
a
1
*
trevas
da
ignorância
religiosa
em
que
o
povo
se acha
envolvido.
Oxalá
que
lodos
se
compenetrem
tanto
d’
este
dever
como
compenetrados estamos
do
direito
que
nos assiste
a
exigir-lhes
o
seu
cumprimento.
Kectiíicação
Quando,
em
o
nosso
n.°
338,
falíamos
Ja
nomeação
do
snr. Cunha,
frita
pelo
exc.
mi
e
rev-.
1110
snr.
bispo de Bragança
para
seu
re
presentante
n
’
aquella
diocese,
fumos
levados
la
impressão que
em
nos»o
animo
produ
ziu
essa
noticia
que
lemos
em
alguns
jor
naes.
Agora melhor
informados
podemos
asseverar
aos
nossos leitores
que
o
digno
ecclesiastico
que
recebeu
procuraçio bas
tante
para
tomar
posse da
diocese,
junta
mente
provisão
para interinamente
a
go
vernar.
como de fado a
eslá
governando,
é
■>
exc.
n
“
’
e
red.
,n0
dr.
Antonio
Augusto
Rodrigues,
reitor
do
seminário
diocesano
e
que
linha
sido
vigário
geral
do
ultimo
e
fallecido
bispo.
E
’
pois
com
sumrno
praser
que
faze
mos
esla
rcciilicação. em testemunho
da
verdade
;
e
tanto
mais
vimos
ao
conheci
mento
por
este
facto
que
o
exc.rno e
rev.‘
n
°
snr.
bispo
de Bragança, nào
desmen
tirá
as
glorias
precedentes
de
sua
vida
pu
blica
passada, na
qual
se
linha
mostrado
eslrenuo
defensor
dos
sagrados direitos
da
Santa
Egreja.
REVISTA ESTRANGEIRA
Lê-se
na
«Unioo»;
A
agencia
Havas
recebeu
um
telegram-
ina,
datado
de
23
d’
abril,
annunciando-llre
que
o
general
Loma leve uma
lucta
se
ria
com
os carlistas,
perto
de Baltna-
seda.
E
* provável
qoe
d
’
esla
vez
Loma
não
fosse
mais
feliz
do
que na
*
ultimas
lu-
ctas,
porque
a dita
Agencia
nào
<lá
a
co
nhecer
aos
seus
leitores
o
resultado
d
’
el-
la.
Ora,
sabe-se,
por
experiencia,
que
gri
los
de
vicloria
ella
dá
quando
póde
as-
signalar
a
sombra
d
’
uin
successo
favorá
vel
para
os
aflonsistas.
O
que
nos
leva
ainda
a
suppór
que
os
soldados
do
menino
Affonso
foram
mui
to maltratados
pelas tropas
reaes,
é
o
se
guimento
do
lelegramma
a
que alludnnos.
Diz
elle :
«Chegaram reforços e
paitem
para
Usur-
bil
e
Orio.
A
guarda
nacional
de
S.
Sebastião
es
lá
reorgauisada, lará
de
hoje
em
deaute
o
serviço
dos
fortes exteriores.
Trabalha-se
aclivamenle
na
inslrucção
dos
reciutas
que
chegaram.
Hontem
os
carlistas aprisionaram
uma
patrulha de
carabineiros,
perto
das
Passa
gens.
D.
Carlos
cootinda
em
Tulosa.»
Cabrera,
O
seu
segundo
manifesto
publicado
em
Pariz
com
data de
11
do
corrente
e
di
rigido
á
nação,
assim
como
o
anterior
era
dirigido
ao
partido
carlista,
fez um
verda
deiro
fiasco,
porque
é
um
documento
que
uada
contern
na
sua
e
*
sencia
e
que alé
lillerariamente
considerado póde
qualificar-
se
dobia
inleliz.
D>z
que
«vriu
como
a
personificarem
seu
mais alto grau
de
exal
tação
os
sentimentos
proprios
da
guerra
civil»,
o
que
eslá
de
acoulo
com
as
mi
nhas
apieciaçôes
feitas
em
anteriores
car
tas,
que
era
considerado
como
representan
te
do»
elementos
intransigentes
do carlis-
mo.
e
contradiz
absolutamente
o
seu
aetual
proceder
que
o
conMilue
a
elle,
queixoso
de
que
se
aproveitassem
em
primeiro
lo
gar
elementos
do
liberalismo,
o
mais
ge-
nuino
passado a
esse
liberalismo
que
tão
mal
lhe
(parecia: diz
lambem
que
pelejou
(quando
o
fez
contra
Isabel
II)
porque
queria
sustentar
todas
aquellas in
stituições
soculares
que
havia
com
Fernan
do
VII,
considerando
que
arreb^ar-lljas
era
como
expulsal-o de
patria
calbolica,
hispanhola
e
monarchica».
e
nào
repara
em
que
hoje os
carlistas
pelejam por
es
sas
mesmas
instituições,
com
mais
razão
do
qoe
elle
o
fez,
porque
existem
mais
am
plas
as
chamadas
conquistas
revoluciona
rias
e
alé
se
lhes
arrebata
a
unidade
ca-
tholica
que
Isabel
II
lhes
conservou:
;>c-
crescenta
qoe
«ao
voluntário
carlista
ma
goado em
sua
fé e
ferido
na
sua
dignidade
de
hispanhol pelos
exessos
da revolução,
basta-lhe
sentir
porque
se
bate,
mas que
á
nação
llie
importa
saber para
que
e
a
guerra,
e
nào
attenta
em
que
os exces
sos
da
revolução
não
se
corrigiram
ainda
nem se
deram
as
devidas
satisfações
ao
sentimento
religioso
ofleiidtdo;
e
que
para
obter
a
unidade
de
cultos
e
uma
mooar-
chia
calbolica
se
laz
a guerra
:
conlioúa
dizendo
que
«se
ignoram
as
medidas
ou
reformas
da
actualiJade
que
o
cartismo
rea-
lisaria
no
poder,
porque
suas
proclamações
e
manifestos
uada
determinam»,
e aqui,
por
muilo
tjue
o
sinta,
devo accusal-o
de
inconsequente
e
de
que
participe
na
falta
de
que
accusa
seus antigos
amigos;
porque,
esse
mesmo vacuo
devia
existir
quando
FOUIETOl
QUADROS
UISTORICOS
I
Visão
de
Conatantino Magno.
(.CunchisrloJ
E
Constaotioo sentiu
um
raio
de
fé
il-
lumtoar-lhe
as
trevas
da
sua
alma
;
e,
elevando
o
coração
para
esse
Deus,
lhe
pediu
n
*
uma
fervente
snpplica
que o
pro
tegesse
n
’esse
transe
aflliclivo
e por
al
gum signal
o certificasse
do
seu
auxilio.
E
Deus
ouviu-o:
Deus
que
linha
deter
minado
dar
a
paz
á sua
Egreja
depois
de
tres
séculos
de
perseguições
continuadas,
de
tormentos
incríveis
e
de
supplicios
me
donhos
e
inauditos:
Deus
que
sobre
as
ruinas
do
paganismo decaido
edificava
uma
religião
pura,
saneia, regeneradora,
que
só
leria
fim
com
a
consuminação
dos tem
pos.
Uma
cruz esplendida
e
brilhante ap-
parece
de
súbito
no
ceu
allumiada
pelo
sol
que
já
pendia
para
o
occaso;
era
au
reolada
por
estas
palavras
refulgentes:
—
in
hoc
signo
vinces
;
abraçava
coin
o
seu
lulgor
o
espaço
de
quinze
estádios.
Quem
oão
ficaria estupefacto
perante
esta
visão,
este
facto
sobrenatural
e
inaudito?
Cons
tantino licou-o:
o
exercito
muno
mais.
Essa
massa
de
homens,
a
maior
párle
pagãos, embaída
pelas
fraudes
dos
sacer
dotes
da
sua crença
jámais
linha
visto
uma
coisa
ião
estupenda e,
não
a
com-
prehendendo
admirava-a.
Constantino,
que
já
devia
entender
aquella
appariçao como
penhor
seguro
da prolecção
divina íicou
ationito,
espantado:
elle
que
não
conhe
cia
o
Chrisiianismo
senão pela
unidade
do seu
Deus,
pelas
virtudes
dos
seus
se
ctários
e
pelo
soflrimento
<los
seus
már
tires.
Nào
comprebendia
como
por
meio
da
cruz
poderia
levar de
vencida
o
ini
migo
de
Roma:
mil
pensamentos
lhe
acu
diam em
turbilhão
á
mente
agitada
:
mas
a
ideia
do
chrislianismo
como
seu
Deus
unico
e
verdadeiro
que
tinha
invocado
e
de
cujo
auxilio
devia
ser
aquella
cruz
a
prova
mais
evidente,
lhe
vibrava
as
fi
bras
mais
intimas
do
seu
coração,
lhe
fazia
prdibar
os júbilos
da
vicloria
e
a
paz
e
a
felicidade
da
sua
vida, bafejada
pelas
auras propicias
da
protecção
celes
te
Assim,
esteve
embebido
n
’
esles
pensa
mentos
até
chegar a
noite:
e
quando
re
clinado
no
seu
leito
restabelecia
as
forças
físicas
e
moraes,
cançadas
pelo
trabalho
diurno,
appareceu-lhe
o
Chrisio
em
so
nhos
com
o
mesmo signal
que
elle
linha
visto
no
ceo,
explicando-lh
’o
e
ordena»
do-lbe
que
o
gravesse
nos
seus
escudos
e
d
’
elle
usasse
nas
batalhas como
presi
dio
e
soccorro
salutar.
O
imperador
levantando-se
antes
do
despretar
da
aurora
declarou a
visào
no-
cturua
aos
seus amigos;
e,
mandando
vir
os
melhoies
artífices, lhes
explicou
a
in
sígnia
que desejava
feita.
Constava
ella
de
um
longo
pau
em
forma de
lança
crusado
por
uma
vara
da
qual
pendia
um
panno
de
purpura
tecido de
ouro
e carre
gado
de pedrarias. No
alto
da
lança es
lava
uma
corôa
de
ouro
que
encerrava
o
monogramrna
ou
as
duas
leitras
ioiciaes
do
nome de
Chrisio,
escriptas em
cara
cteres
gregos.
Entre
a
coroa e
a
bandeira
via-se
a
imagem
do
imperador
e
dos
seus
dous
filhos.
Era
o
famoso
Labarum;
levado
adean-
le
de
si
por
cincoeola
dos mais
bravos
e
piedosos
gueneiros loi o
glorioso estan
darte
de
que
se
serviu
nas
batalhas
e
que lhe
deu sempre a
vicloria contra
os
inimigos
do
seu
throno
e
do
império.
A
cruz
e
o
monogramma do
nome
de
Chrisio
foram
gravados no capacete
de
Constantino
e
nos
escudos
dos
seus sol
dados : e
os
chnstãos
vendo em
toda
a
parte
estampado
o
símbolo
da sua
fé
exulta
ram
de
novos júbilos,
recuperaram
novo
ardor
e sentiram-se
unidos por
um
afie-
cio
mais intimo a
Constantino.
Esle
desejando
conhecer
os
mistérios
augustos
d
’
essa religião
sacro-sancta
de
cu
ja
veracidade
linha
as
provas
mais
evi
dentes
chamou
para
junto
de
si
alguns
sacerdotes
e
bispos
a
quem
interrogou
a
respeito
de
suas
visões
miraculosas.
«Es
se
Deus
que vos appareceu,
disseram
el-
les,
é
o
Filho
unico
do
Deus unico
e
o
signal
que
vistes
é
o
trofeu
da
victoria
que
elle
ganhou
sobre
a
moile
quando
veio
á
terra».
D
ahi
por
deaute
linha
sempre
comsigo
os
padres
mais
conspícuos
da
religião
nova
e
o
seu
estudo
predileclo
era
o
das
Sagradas
Escripturas.
Entretanto
em
Roma
davam-se
espe-
clacuíos
bem
dissimilhanles.
Maxeucio,
o
feroz
e licencioso
déspota,
comprasia-se
nas
horas
de
enlado cm fazer
assassinar
pelos
pretorianos
grande
multidão
de pes
soas
indefesas
;
senadoies
venerandos
eram,
por
causas fúteis,
arrastados
á
prisão,
ao
supplicio
e á
morte;
o
povo
era reduzido
á
lume
e
á
miséria
pela» exacções
e
ex
torsões
do
imperanle.: as
virgens
eram
sa
crificadas
á
sua
lubricidade
estúpida:
fa
ziam-se
as
ope>ações
magicas
e
os
sacrifí
cios
mais
execráveis:
e
ás próprias mulhe
res
gravidas
era
rasgado
o
ventre
para
se
descobrirem
no feto
os
indícios do bom
ou
mau
successo
da
batalha.
Crueldade,
licença,
loucura
e
superstição
!
Já
o
exercito
de
ConsiantiDo
se
appro-
ximava
de
Roma,
prompto
para
travar
combate
e
invadir
a
mocidade
:
e
Maxeu-
cio
no
meio
dos
seus
prazeres
estúpidos
esteve
á
frente
dos negocios e
essa
era
a
occasião
de
preenchel-o
;
porque
ao
encar
regar-se <t’
elles
a
segunda
vez
em outu
bro de
1870,
estava já
publicado o
ma
nifesto
de
D.
Carlos
que
tem
a
data
de
30
de julho
d
’aquelle
anno,
dia
em que
ainda
se
nào
linha deminido
pela
primei-
r»
vez,
ainda
que
ignoro,
porque
elle
re
sidia
ern
Londres,
se
conheceu
o
docu
mento
antes
d’
e
*
te
ver
a luz;
porque
es
teve
tão
conforme
corn
o
manifesto
citado
e
o
considera
sufliciente
que
em
fevereiro
«le
1870
pediu
a
um escriplor
seu
amigo,
a
quem
conheço
muito
de
perto,
que lhe
redigisse
«um
manifesto
baseado
sobre
o
du
rei
e
em
sua
expressão
mais
trnsigen-
le
chamando o
paiz
ás
armas» (textual)
assim
coino
uma
allocução
ao
exercito,
e
ambos
os escriptos,
consultados
em
Ma
drid
com
seu
principal
agente
e
com
vá
rios
meiubros
da
junta
central
carlisla,
lhe
foram
remeltidos
e
achou
conlormes
com
sens
desejos
e
opiniões,
segundo
disse
em
re
*
posla,
o
que, seja
dito de
passagem,
prova
até
á
evidencia que
n
’
aquella
epo
ca
o
seu
piano
definitivo era a
insurrei
ção
com
que
hoje
quer
dizer
que
nunca
este»e
(Paccordo,
e
a
considerava
inuito
protitna
quando
pedia
os
documentos de
que
fallei.
Nào
examino
o
restante
do
escriplo
a
que
me
rehro
e passo
por alto
a
sua
oefeza
do
delicio
de
traição
que
os
car-
fisias
lhe
atlribuem
por seu
ultimo acto,
porque
só encerra
palavras
mais ou
me
nos
ôca
*
,
e
ao
leitor
tuca
decidir,
conhe
cidos os
factos,
se
é
ou
nào
bem
appli-
cadu
o
epilheto de
traidor
a
quem
u*
a
de
todos
os
meios
para
conseguir
que
os
que
foram seus
correligionirios
deponham
as
armas
e
o
sigam
sem
obter
nenhuma
das
concessões
de
índole moral por
cujo
triun
fo
estão
combatendo, o
que os
collocaria
no
terreno
de
utna confissão
implícita
de
impotência
para
alcançarem
alguma
cousa
do
qoe
pedem,
alguma
cousa
que
com
pense
os
seus
inquestionáveis
sacrifícios.
mentiria muito
que
algum
leitor
julgas
se
que
não
sou
perfeilamente
imparcial
.«o
fallar
como tenho
faltado
nas
minhas
ul
timas
correspondências
a
respeito
de
D
Ramon
Cabrera
e
seus
actos,
e
d
’aqiii
de-
«iuzisse
que
professo
estas
ou
aquellas
opiniões;
mas
»e
assim fosse, devo
dizer
a
es
*
e
leitor
e
a
qualquer
que
seja,
que
talvez
não
haja
um
hispanhol
que
respei
te
mais do
que
eu
a
grande
historia
e
as
altas
qualidades que
adornam o
caudilho
«lo Maestrazgo,
e
que nào
é
minha
a
culpa
se
o
que
digo
se
deduz
dos
fac
tos
e
de
seus
escriptos,
se
me
atenho
á
opinião
do
maior
numero
e
dos
menos
tuleressados
na
contenda
e
se por ultimo
conheço
tanto
accidenle,
tanto
dado e
tan
to
facto em
desabono
d
’aquelle general
pe
las
contradições
que
invohem,
que
me
ve
jo
na
necessidade,
para
ser chranista jus
to,
de
esciever
a sua
censora.
Não
tenho
eu a culpa
de que
o
gene-
•
al, que
em
seus
escriptos protesta
nào
querer
acusar
ninguém,
ainda
que
o
faz
acerbameole
ao
príncipe
a
quem
elle mes
mo
decla<a
seu
íei,
se
volte
em
particu
lar
contra
seus
antigos
companheiros,
cen-
iruraodo-os
por
uáo
terem
vindo
a
Madrid
quando
imperava
a
desordem
republicana,
censura
injusta
porque
então
apenas po
diam
os
carlistas
dispor
no
Norte
de
um
par
de
brigadas
aptas
para
o
combata,
carecendo
de
arlilheria
e
cavallaria
de
que
ainda
hoje mesmo
não
teem
grande
abuu-
dancia,
injustiça
que
elle
mesmo
confessa,
pois
diz
que
ainda
agora
apenas
chegam
a
6:000
homem
os
que
D.
Carlos
tem
cotnpletamente
úteis
para
bater-se
em
cam
po
aberto
;
nem
tampouco
tenho culpa
de
que
dissesse
d
’
este
jjrincipe
que
pactuou
com
os
rebeldes de
Cuba,
e
eu
deva
e
possa
rectilical-o,
phrases
e
conceitos
es
tes
que
teem
publicado
estes
dias
os
pe
riódicos
ministeriaes
que
se
encarregaram
agora
da
tarefa
de
elogial-o.
Em janeiro
ou
fevereiro de
1860
uma
commissão
de
cubanos residentes em
Pa
ris,
entre
os
quaes
ia
Aldama,
que
ainda
não
era
emigrado,
apresentou-se
a
Carlos
pedindo-lhe
tivesse
a
bem manifestar-lhes
que
concessões
faria
á
ilha
de
Cuba
no
caso
de
que
chegasse
a
occupar
o
throno
e
consta-me
que
lhes
respondeu
:
que,
ou
vindo os
proprietários
de
escravos
e
con
ciliando
todos os interesses,
pensava
na
abolição:
que
julgava precedentes
algumas
reformas
civis
e
administrativas,
partindo
sempre
da
base
de nossas
sabias
leis das
índias;
que
linha
como
indispensável
mo-
ralisar
a administração das
Anlinhas
sobre
a
qual
teria
muitas
queixas
e
que
por
ul
timo
proposilo
fazer uma
diminuição
nos
direitos
que pagam
ao
introduzir-se
na
pe-
ninsula
os
fructos
americanos,
para
pro
teger
devidamente
aquellas
colonias
hispa-
Iholas e
seu
honrado
e
aclivo
commercio,
considerando
que
com
estas
reformas
não
havia
pretexto
para
que
alguns
de seus
na-
turaes
continuassem
insurreccionados
con
tra Hispanha.
(Continua)
GAZETILHA
Mez
«le
Maria.
—
Continuam
a
ser
muito concorridos
estes
devotes
exercí
cios.
No
Seminário
Archidiocesano
de
S. Pe
dro
celebram-se
também
ás
6
e
meia
ho
ras
da
tarde,
com
assMencia
do
Ex.
mo
Snr.
D. Joào,
arcebispo
coadjutor,
o
que
tor
na
este
acto
magestoso.
Foi
o
que fez
a
primeira
distribuição
das
sortes
aos
semi
naristas,
com
grande
edificação d
’
estes.
E
’
o
pae
conjuntamenle
com
seus
fi
lhos
que vae
prostrar-se
ante a Nossa
Mãe
do
Ceo,
pedindo-lhe
a
bênção.
E
’
o
Pastor
com
o
seu
rebanho
qoe
ora
e sup-
plica
a
Maria
os
defenda
das
garras
do
lobo
infernal.
E Maria
ha
de
volver
dos
ceos
seus
olhos
de misericórdia
para o
Pastor
e
seu
rebanho e
a
lodos
aben
çoará.
Todos
os
Domingos
ás
Trindades
S.
Ex.
a
Rev.
n,a
também
assiste na
capella do
mesmo
Seminário
á
bênção
com
o
SS.
Sa
cramento, cantando elle proprio com
to
dos
os
seminaristas
o
Tanluni
ergo
acom-
pai.liados
a
orgão.
Deus
e
Maria
abençoe
•
novo
Prelado
que tanta
edificação
está
causando
no
Se
minário,
pois está
ensinando
cora seu
exem
plo
o
que
devem
mais
Urde
lambem
fa
zer aquelles
que
alli
se
estão
creando pa
ra serem
ministros
da
Egreja.
Em
S.
Vicente,
lendo
havido
interru
pção
n
’
estes
dous
últimos annos
por
cau
sa
das
obras, continuam
a
celebrar-se
es
tes
piedosos
exercícios
na
forma
dos
au-
nos
anteriores,
a
expensas
dos
devotos.
Nas
Convertidas
tendo
feito
o rev.®
snr.
padre João
Rebello
a
abertura
dos
exer
cícios,
continuam
estes
com
grande
edifi
cação
ás
5
horas
da
Urde,
havendo
nos
dias
sanctilicados
e
nos
dias
das
dezena
*
,
praticas
feitas pelos
rev.
05 padres
Melli
e
Albuquerque.
Monte-p4o
«le
S.
—
Reuniu-se
no
dia
2
do
corrente,
pelas
tres
horas
da
tarde,
a
direeçãod
’
este
Monle-pio
que fin
dou
a
sua
gerencia,
para fazer
entrega
á
nova
direeção
d
’
esla
etn
25
d'abril
ultimo,
que
lambem
e»tava
presente,
de
lodos
os
haveres d’esta
associação, e,
procedendo-
se
á
*
verificação
e
contagem
de lodos
os
valores,
tornou
pos
*e
a
nova
direeção
do
capital
de
16
4934185
rs.
uas
especies
se
guintes
:
Em
melai
............................
Dito
no B. do Minho
á
ordem
Em
inscripções
.......................
Em
acções
do
B. do
Minho
Em
letras
............................
Em
penhores.......................
Em
escripluras.......................
2784950
1284610
8:1(104900
6004000
4
8104125
3154500
2:2604000
16.4934185
Meetísig.—
No
dia
2,
por
10 horas
da
manhã,
renniram-se
no
theatro
de
S.
Geraldo
e
immediações,
cerca de
duas
mil
pessoas,
em
meeling.
Abriu
a
sessão,
to
mando
a
palavra,
o
snr.
Manoel
Joaquim
Gomes,
expondo
á reunião
que
o
íim
n
’
ella
era
para
saber
se
queriam
representar
ao
governo
de Sua
Magestade
contra
os
exces
sos
commettidos pelo
escrivão de
hsenda
d’
esta
comarca,
na
confecção
das
malrises
para o
lançamento
das
contribuições
indus
trial
e
de renda de
casas,
na
conformida
de de
utn
manifesto
qoe
adrede
se
tinha
espalhado
pela
cidade,
assignado
por
elle,
orador,
e
tnais
18con(ribuiiilrs,
proposta
que
foi unanime
e acaloradamente
approvada
pa
ra
que
tal
representação
se
íisesse.
Foi
lida
mais
uma
declaração
assigoada
por
51
informadores,
incluindo dois
rege
dores, os
quaes
disiam
que
as sua
*
infor
mações
foram
sofismadas,
e
as
suas
assi-
gnaturas
nos
cadernos
dos
lançamentos só
tioham
servido
prê
fôrma.
Seguiu-se
depois
a
leitura da
projecta-
da
representação,
ácerca
da qual, como
não
era
possível
ser
assigeada
por todos
os
cida
dãos
presentes,
foi
proposto
que
se
no
measse
uma
commissão
de
cerca
de 50
a
60
indivíduos,
que
repre>cnia
*
sem
todas
as
classes
dus contribuintes
das
parochias
do
concelho,
afim
de
assignar e
melhor
confeccionar
e
levar
a
eíleito
tal
repre
sentação.
Foi
por
acclamação apoiada
tal
propos
ta,
dando-se
um
voto
de
confiança
á
mesa e
aos
cidadão
*
por
ella
propostos.
Eram
cerca
de
11 horas
quando
se dis
solveu esta
reunião,
ua
qual
se
achavam
cidadãos
de
dillerenles
partidos
e
classes
da
sociedade,
sendo,
comtudo,
a
maioria
de
artistas
e negociantes.
Houve
socego
e
bua
ordem;
nem
outri
coisa
era
de
esperar
da prudência
e dis
crição
dos bracarenses
Anniversario
nretnlieio «le Sun
Santidade.—
Os
alomnos
do
curso
theo-
logico
do
seminário archideocesano.
seguin.
do
0
louvável costume de
seus
predecesso
res.
e
possuídos dos
mesmos
sentimentos
d
’
amor,
veneração
e
respeito
para com
o
Pae
Commum
dos
fieis,
0
immortal
IX,
resolveram
festejar
0
seu
83.°
anni-
versario
natalicio,
no
dia
13 do
corrente
para
0
que
se
acha
formada
uma
commissão,
composta dos seguintes
snrs:
Manoel
Jose
da
Silva
Bacellar — José
Maria da Costa Dias
—
Manoel
Joaquim
da
Costa Machado
Villela
—
Manoel
Moreira
Aranha
Furtado
de Mendonça —
Joaquim
Domingues
Mariz
—
Manoel
José
Dias
—.
Anlonio
Jo.
*
é
Ferreira
—José
Cândido da
Costa
—
Antonio José
Vieira
Continlio.
F.xnme
*
no lyeeu.—
Começaram
no
dia
1.®
us
exames
de
mstrucção
primaria
co
Lyceu.
Entraram 100
examinandos,
dos
quaes
ficaram
80
aprovados
e
20
espera,
dos
em
everipta.
Hontem
entrou igual
nu-
mero.
Amanhã
devem
continuar
os
exames
oraes.
Invenção
da Santa Crwz. —Cele-
brou-se
hontem,
com
a
pompa
costumada,
no
Real
Templo
de
Santa
Cruz, a
festivi
dade
da
invocação
d
’esta egreja,
com
pro
cissão
de
tarde.
Achavam-se
em
muitas
parles,
engrinal
dadas
e
decotadas, diversas
cruzes
que
eslào
ereclas em
vários
pontos da
cidade.
Fallecimento
*
.
-
Na
noite
de
1
para
2
falleceu
0
reverendo João
José
d
’Azeve-
do
Coutinho,
couego
da
Sé,
onde
tem
ho
je
oflicios
fúnebres
de
corpo presente,
de
vendo ser conduzido
para
0
ceinilerio.
E
’
0
quinto
conego
que
para
alli
vae,
e ain
da
fez
cinco
annos
que
se
abriu.
Estava
já
ha
annos
inhabil do
serviço
coral.
Com
a
morte
d'esle
íica
0 cabido
reduzido
a
oito couegos.
—
Também
falleceu,
na
manhã de
2>
0
snr.
Manoel
José Pereira, honrado
e
probo
cidadão
e
proprietário
da
rua
da
Boa-Vis-
la;
0
qual igualmeute
antes
de ser
condu
zido
para
o
cerniterio
por
cercadas 11 ho
ras
de
hoje,
tem
oflicios
fúnebres
ua
R.
egreja
da
Misericórdia.
A
seus
bons
filhos
e
nossos
amigos,
damos
os
devidos
pesames,
acompanhan-
do-os
na
sua
dôr.
—Em
Vianna
do Castello
também
fal
leceu ha
dias,
a
mãe
do
nosso
presado
e
antigo
amigo 0
exc.
‘n
°
e
rev.
111
®
snr.
dr.
/Anlonio
Betnardino
de
Menezes.
S.
exc.
a
ainda
ha
pouco
tempo
tinha
soíírido
a
perda
de
uma
irmã,
quando
novo
golpe
0
veiu
ferir
coma
irreparável
perda
de uma
mãe
carinhosa
;
noticia
esta que
só
agora
é
que
podemos
dar,
testemunhando
áquelle
nosso
amigo
0
quanto
sentimos
sua
magoa.
Fiasco.—
No
dizer
dos
mais bem
in
formados,
Cabrera
attribue
os
escassos
re
sultados
alcançados
pela sua
adbesão a D.
Affonso
e
pelos
seus
manifestos
a
não
le
rem
sido
publicadas
na
folha
oflicial,
isto
é,
na
«Gaceta»,
as
referidas
bases
que,
Lranquillo,
indiflerente
aos
perigos
que
o
cercavam!
Era
no
dia
28
de
setembro
de
312:
as
teopas
romanas saem
da
cidade,
passam
0
Tibre
e
travam
peleja,
ernquan-
to
o
tiranno
assistia
uo cuco
aos
|ogos
públicos que
se
celebravam
em
honra
da
sua
elevação
ao
cesariato.
O
povo
vendo
que
Maxencia se divertia
emquanlo
os
soldados,
arriscando
a
vida, defendiam
no
campo
a
sua
causa,
levanta-se
e
clama
em
altos
gmos
que
0 seu
imperador
é
covarde,
que
abandona
a
republica
e
que
Conslaolioo
é
invencível.
(J tiranno
com-
<novido
por
estas
accusações sediciosas,
vae
consultar
os
livros
das
Svbillas
que
lhe
dizem
que «0
inimigo
dos
romanos havia
de
perecer
miseravelmente».
Intendendo
que
o
oráculo
se
referia
indubitavelmente
a
Constanlino,
sae
e
dirige-se
ao
campo
da
batalha;
dá
novo
ardor
aos
soldados
com
a
sua
presença
;
e
a peleja
renova-
se
terrível
de
ambas
as
partes.
O
nume
ro
dus romanos
não
pode
vencer
as
fortes
muralhas
que
lhe
oppõem os
peitos
dos
adversários
;
lodos
os
seus exíorços são
touieis
;
os
soldados morrem
mas
0
exer
cito
inimigo
não
cede;
avança,
avança.,.,
ti
tudo
é
perdido
!
O
desanimo
entra
nas
tileiras
de
Maxencio;
esle
foge
e
0 exerci
to
imila-o,
procurando
um
refugio
em
Roma.
Mas
então
é
que
se reconheceu
a
im
prudência e
a
falta
de
estratégia
que
ti
nha
presidido
á
escolha
das
posições
pa
ra
o
coubate.
Na
sua
fuga
tinham
os
sol
dados
de
atravessar
0
rio Tibre
que se
e-teodia
caudaloso
a
seus
pés;
sobre
el
le estavam
apenas
lançadas
duas
pontes
;
uma
era a
ponte
Mil via
de
pedra, segura,
(nas
e*
lreita
para
tantos
milhares
de
ho
mens que
se
acotovelavam,
se
comprimiam
>e
alropellavam
procurando
a
salvação
á
morte
: outra,
de
barcos,
frágil,
cons
truída
pouco
antes da
batalha
para
a
even
tualidade
de
uma
derrota,
quasi
impossí
vel
00
juiso
do
tiranno.
Os
soldados
na
vertigem
da
fuga
lançam-se
desesperados
sobre
as
duas
pontes;
mas
a de
barças,
não
podendo
com
o
peso imrnenso
que
a
sobrecarregava,
rornpe-
*
e
e
milhares
de
homens
sào
submergidos
em
massa
nas
aguas,
que os engolem
para os
enviarem
cadaveres
á
superlicie.
Maxencio foi
a
pri
meira
victirna
da
catástrofe horrorosa,
que
veio
terminar
a
furiosa contenda
entre
os
dous
rivaes.
O
resto
do
exercito
ficou
aterrado,
attonilo
e
incapaz
da
resistência
mais
leve.
Assim
tem
Constantino
abertas
deao-
le
de si
as
portas
da
grande
cidade, e
depois
de
atravessar
o
Tibre
entra
com
todas
as
suas
tropas
no
meio
das
accla-
mações
enthusiaslicas
e unanimes
do
po
vo
e
do
senado, «]ue
o
recebem
como
o
libertador
providencial da
mais
estúpida
das
lirannias.
Mas
entre essas
frenéticas
sau
dações,
entre
esse
jubilo
immenso,
não
se
esquece do Deus
unico
a quem
devia
a
victoria
e
recusa
fazer
no
Capitolio
0
costumado
sacrifício a
Júpiter.
De
toda
a
parte
corre
geote
a
Roma
para
ver
e'felicitar
0 vencedor:
e
coroas
e
louros
e
arcos
e
estatuas,
tudo
é
pou
co
para
testiraunhar
as
glorias
de
Coustau-
tino
e
as
alegrias
da
Italia.
Esta
oílerece-
Ihe
um
escudo e
uma
coroa
de
ouro
; Ro
ma
uma
estatua
de
ouro.
O senado
e
0
povo
erigem-lhe no
sopé do monte
Palati
no
um
arco
triunfal
que
ainda
hoje
se
conserva e em
que
foi
g<ava
a
seguinte
inscripção:
«Ao
imperador
Cesar
Flavio
Constantino
máximo,
augusto
0
Senado
e
0
povo romano dedicam este
arco
de
triun
fo,
porque
iinpellido
pela
Divindade
e
por
sua
grandesa
de
alma,
acompanhado
do
seu
exercito,
vingou a
Republica
do liran-
no
e
de
toda
a
sua
facção
pelas justas
armas».
Este arco
era
ornado
de
baixos
relevos
exçellentes
feitos
outr’
ora
em
hon
ra
de
Antonino
o
Pio.
Foi-lhe
lambem erecla uma
estatua
em
cuja
mão
direita
foi
collocada
uma
lança
em
forma
de
cruz
segundo
a
vontade
de
Constantino. N
’
uma
das
faces
do
pedestal
estavam
insculpidas
as
seguinte»
palavras:
«Por
este signal
salutar
verdadeira
no
ta
de coragem
livrei vossa cidade do
jugo
da
liraunia
e
restabeleci
0
senado e
0
po
vo
em
seu
antigo
esplendor».
Constantino
correspondeu
a
estas
demonstrações com
os beneficio
*
tmmensos
que
derramou
a
mãos
largas
sobre
todo
0
seu povo.
—
Depois
da victoria
de
Ponte
Milvia
0
mundo
ia
mudar-se
completamente
;
os
edictos
de
Roma
e
Milão
asseguravam
aos
christãos
a
paz
e
a
protecção
cesariana: e
mortos
Maxunioo e
Licinio começava
0
Christianisrno
a
exercer sem
estorvos
a
sua
obra
de
regeneração
e
progresso
da
humanidade
;
e
0
paganismo morria
mor
te
despiesivel,
depois de
uma
agonia
de
tres
séculos
febricitante,
violenta,
horrí
vel.
O Labarum hasteado
no
alto
do
Ca
pitólio indicava 0 triunío do
Christia-
nismo.
Apesar das objecções de
alguns escri-
ptores
modernos
priucipalmente
protestan
tes
contia
a
veracidade
histórica
da
appa-
rição
da
cruz,
julgamos
este facto incon
cusso,
firmado
como
está
no leslimunbo
de
tantos
escriptores
christãos
e
pagãos
e
na
tradição constante de
tantos
sécu
los.
Factos
assim
comprovados
não
se
abalam
com
objecções
d’
essa
ordem.
Miguel Baptista
cia
Silva.
3
segando
diz
o
antigo
caudilho
faccioso,
ca
recem da
sancção
official,
motivo
porque
miutos
amigos »eus
se
teem
abstido
de
aban
donar
as
fileiras carlistas.
Para
obter
a
publicação
do
convénio na
«Gaceta».
man
dou
a
Madrid
o
seu
sobrinho
e
secreta
rio
Homedes,
qne
saiu
allameiite
descon
tente
das
soas conferencias
com
o
presi
dente
do
conselho
a
quem Cabrera
parece
que
enviou
uma
enérgica
e terminante
re
clamação.
O
governo,
e
mui
especialmente
o
snr.
Cánovas,
que
não cumpriu
a
promessa
fei
ta, em
lempo,
aos
jornaes
de
facilitar-lhes
copia
das
bases
do
convénio para serem
publicadas
com caracter
semi-otfici
*
L
hoje,
ein
presença
da
altitude
dos artilheiro»,
e
do descontentamento
do
exercito,
recusa
absoltitamente
dar
licença
para
a
publica
ção
;
acrescentando-se
qoe
tào
pouco
se
publicará
o
anntinciada
decreto
conferindo
a Cabrera
os
postos
e
honras de
que
foi
privado
pelo
pretendente, em
consequên
cia
das disposições
de vários
generaes, que
-ameaçaram
o
governo
de
renunciar
todos
os
seus
postos
e
honras se
chegasse
a
ap-
parecer
na
«Gaceta» similhante
decreto.
(D.
P.)
Audíeneia» gerwea.
—
Ahriram-se
estas
no
dia
30
d’abril
e
continuam
Iodas
as
qu
irtas,
sextas
e sabbados
de
cada
se
mana
aié o dia
-28
do
corrente.
No
dia
30,
entrou em
julgamento
João
Pereira,
barbeiro,
do
largo
dos
Penedos,
pelo
crime Je
estupro
não
provado:
foi
ab
solvido.
No
dia 1
0
Joaquim
Alves
Rego,
da
freguezia
de
Cabaços, pelo
crime
de
rou
bo;
não
se
provou:
foi
absolvido.
Vinda
de s.
M.
—
Diz
o
Commercio
do
Porlo
que
segundo
informações
que
pode
obter, é já
ponto
resolvido
que
S.
M.
el-rei
D.
Luiz
deve chegar
a
cidade do
Porto
no
dia 15
do
corrente,
deven
do
partir
para
Lisbo
no
dia
22.
No
dia
17
realisar-se-ha
a
inauguração
do
caminho
de
ferro
do
Minho.
Nos
dias
16, 18,
19,
20
e
21
em que
S.
M.
permanecerá
no
Porto,
assistirá
aos
bailes
do
Club
e
da
Assembleia,
a
um
concerto
dado
pela
Sociedade
Phylarmoni-
ca
e
a
uma
récita
no theatro
de S.
João.
No
dia
21
deve
haver jantar
no paço.
A
inauguração
do caminho
de ferro
no
dia
17
tera lugar
ás
10
horas
da
manhã,
voltando
S.
M.
de
Braga
na
tarde
do
mesmo
dia.
Acompanharão
el-rei
a
esta
cidade
os
snrs.
presidentes
do
conselho
e
os
minis
tros
os
snrs.
Andrade
Corvo
e
Cardoso
Avelino.
A
liberdade
de culto» em Bue
nos»
Ayrc».—
A Pastoral
do
Arcebispo
provocou
um meeling
na
praça da Viclo
ria.
A
liberdade
dos cultos é
esla
qne
se
poz
em
pratica.
Falia
um
Arcebispo
acerca
dos
jesuí
tas.
Faz-se um meelinj
e
lavra-se
a
con-
demnação.
Se
se tratasse
de
uma
seita
dos Mor-
mons,
por
exemplo,
niuguem
se
incomno-
daria.
Porém
trata-se
de
uma ordem
religio
sa,
e
então
afoga-se
a
palavra
do
Arce
bispo
com
grilos
na
praça
publica!
Julgava-mos
que
eslavemos
mais
adian
tados
sóbie
liberdades
e
instituições
repu
blicanas.
Porém
é um erro.
Ha
liberdade completa,
absoluta,
para
iodas as
seitas,
para
todos os
erros,
para
tedos
os
cultos,
menos
para
o
calholico.
Esta
é lógica
dos grandes liberaes,
que
pensão,
que
nós
vivemos submergidos no
fanatismo,
com
agua
benta
pela
barba,
sem
ler os
livros
que
elles
lem,
estranhos
ao
movimento
das
idéas,
ao
progresso
das
garantias
consiiiucionaes.
Alguns
sacerdotes
a
quem
se
condem-
na
peio
seu
nome,
sem
apontar-lhes
uma
só
falta,
um
só
crime,
não podem
viver
entre
nós, porém
podem
levantar
os
chins
o
seu
templo,
como
levantaria os
judeus
e
como
o
farão todas
as
religiões
amanhã.
Ha nisto
uma
patente
contradicçào.
Nós
quizeramos
que
a
mesma
liberdade
que
concede
ao
judeu,
se
outorgue
ao
sacer
dote
catholico.
Porém
não,
guerra
contra
o
ultimo,
guer
ra
contra
o
Arcebispo, e
se
não
bastam
as
condemnações
inconsideradas
da impren
sa,
que
venham
os
meelings!
Eis
aqui
a
liberdade
de
que
se
faz
alarde!
Quão
distantes
estamos
dos
Eslados-
Unidos e
de outros povos
civilisados.
A
mesma Inglaterra nos daria
hoje
lições
de
republicanismo
á
nós
altivos
republicanos.
Não
;
essa
não
é
a
liberdade,
essa
é
3
oppressào,
essa
não
altesta
progresso
nas
idéas,
mas
só decadência.
Pelo
menos sêde
equitativos!
Este artigo
foi
publicado
antes
dos
gra
ves acontecimentos que encheram
de
hor
ror
os
pacíficos
habitantes
de
Buenos-Ay
res.—
fEl
Eco de
Cordoba.)
Mai» noticia»
de
Hueno»-Ayre».
—
(Do
«Apostolo»:)
—O
arcebispo D.
Anei-
ros permanece
em
Flôres,
hospedado
na
casa
do
snr.
Juan
José Alsina.
—As
irmãs
do
snr.
dr.
Aneiros
qne
estavam
no
palacio
archiepiscopal
refugia
ram-se
na
cathedral.
—
O
collegio
dos
Padres
Bayoneses
e
o
collegio de
S.
Jose. f
ram
guardados
pela
policia,
afim
de
evitar o
assalto que
iatn
soffrer.
—
A
força
de
linha
cercou
vários
con
ventos,
os
quaes se julgava
que
seriam
assaltados.
—
Actnalmente
se
remove
o
entulho
do
collegio do Salvador, ua
supposjção
de
que
haja
alguns
cadaveres
produsidos
pelo
aba
timento
do
telhado.
—
O
archivo
ecclesiastico
de
S. Salva
dor, foi
salvo,
graças
aos
esforços
de
al
guns
particulares.
—
Os qne
se
pozeram
á
frente
das
tur
bas desenfreadas
foram
Romero
Gimenez
e
Castro
Boedo.
—
Na
noite
de
3
as
forças do governo
guardavam
as
c-isas
do governo provin
cial
e
nacional
e
o
domicilio
do
presiden
te
da
republica.
—
Teve-se conhecimento,
de
que
alguns
carros
de
aguadeiros,
que
acudiram
ao
collegio de
S.
Salvador em
vez
de
agua
levass»em
kerozene.
—
A loja
carbonaria
da
Boca,
apresen
tou-se
presidida
por
dons
indivíduos, cu
jos
nomes
são
José
de
h
Sema
e
Nica-
«or
Pauleti;
estão
occullos
e a policia
de
balde
os procura
por iodas
as
parte.
Até
aqui
as
noticias
extrahidas dos
diários
de
Buenos-Ayres.
Já
vêem
os
nossos leitores
que
a
ma
çonaria
teve
a
parle
principal
nos horro
res
de
que
fui
theatro
a
republica
visi-
nha.
Eis
como
elles entendem
a
liberdade
de
consciência
e
de cultos,
e
como conven
cem o
povo
da
pureza
das
suas intençpes
e do
seu
assás
celebrado
patriotismo.
Mirem-se
n
’
esse espelho
os
que
ainda
confiam
nas
suas
falsas
ideias
e
refinada
hipocrisia.
COM.VIERCIO
B
olsa
de
B
raga
30
de
abril
de
1875
EfTeetuado
Banco
de
Villa-
Real
445600.
Dito
dilo
45^300.
'
BOLSIM
Banco do
Minho
1215100.
Banco do
Alemlejo
1
’5
0).
Dilo
dito
115200.
Obrigações
do
caminho de
ferro do Minho
e
Douro
(3.a
emissão)
115900
Inscripções
d
’
asssntamenio
49,95.
Fundos
hispaohoes
a
dinheiro
16,22
1
de
maio
de
1875
I.íTrel
taado
Banco
da
Regoa 495400.
Banco
de
Bragança
25900.
BOLSIM
Banco
de
Bragança
25900.
Banco
do
Alemlejo
115000.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro
(l.
a
emissão)
895500.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
AGRADECIMENTOS
Manoel
Ferreira
Borges,
aproveita
este
meio
de
manifestar
a
sua
viva
gratidão
para
com
todas as
pessoas
que
lho
fize
ram
a
honra
de 0
visitar,
ou
que d
’algum
modo
lhe
deram
testimuolios
de
amisade
e
beuevolencia
durante
a
sua
recente
en
fermidade,
pedindo
desculpa
áquelles
a
quem
deixasse
de
procurar
pessoalmente
por
motivo
da
precipitação
de
sua
partida
para
0
Porlo,
onde offerece a
todos
a
sua
boa
vontade
em quanto
lhes
poder
prestar.
Braga
28
d
’abril
de 1875.
(2101)
Manoel
Ferreira
Borges
José
Rufino
Moniz
da
Mata,
capitão
do
regimento
d’
infanteria
n.®
7,
faltaria
a
um
dever
de
gratidão,
se ao
partir
d
’esta
ci
dade
de
Braga,
deixasse
de
publicamenle
paleutear
0
seu
reconhecimento
para
com
os
seus
bons
amigos
os
exc.
1,198
snrs.
drs.
Valle e
Marques
Coelho,
pela
grande
ami
sade
zello
e
pericia,
coin
qne
tem
tratado
meu
extremoso pae
0
exc.
in
®
coronel
de
infanleria
8
durante
a
perigosa
doença
de
que
foi
acommettido
e
de
que
graoças
ao
Divino
e
aos
mesmos
senhores,
se
acha
já convallescenle.
Agradece
também
cordealmente
aos
seus
camaradas e habitantes
d
’
esta cidade,
que
com
todo
0
interesse
se
tem
dignado
pro
curar saber
do
seu
estado,
e
a
todos
of
ferece
os
seus
serviços
em
Lisboa,
já
que
pessoalmente
0
não
póde
fazer.
(2402)
Manoel
José
da
Rocha
Velloso, Rosa
Amélia
da
Rocha
Velloso
e
Marianna
da
Ro
cha
Velloso,
não
podendo
agradecer
pes-
soalrnente
a
todos os
ill.
,n
®
s
»iirs.
que
se
dignaram
cuinprimental-os
por
occasião
do
fallecimenlo
de
sua
sempre
chorada
mãe
e avó,
Rosa
Maria
Velloso, 9
fazetn
por
esle
meio.
Da
mesma
forma
agradecem
a
todos
os
ill.mos
e
revd.
1,103
sn<s.
eclesiásticos
que
se
dignaram
honral-os,
assistindo
ás
exeqnias
da
mesma
finada,
na
agreja
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Merelim.
(2399)
O
dr.
Antonio
Bernar-
dino
de Menezes,
penho
rado
em
extremo
pela
demonstração
publica
de
benevolencia
e
amisade,
dada,
00 fallecimrnlo
de
sua
desvelada mãe,
pelos
generosos
habitantes
da
nobre
ci
dade
<le
Vianna,
agradece
do fuodo
d
’
al-
rna,
emquanlo o não faz
pessoalmente, a
todos
os
exc.
0,08
ecclesiaslicos,
cavalheiros
e
populares,
que
tornaram
ião
sentida
par
le
na
sua
dôr.
ANNUNCIOS
ALMEIDA
&
PEREIRA
Agente dn
Companhia
Commercial e
Industrial
Por
tuense,
Estão
auclorisados
a
receberem n’
esla
ci
dade
a
l.
a
entrada
das
acções
da
mesma
Companhia,
uus
dias
3,
4
e
5
do
proximo
mez de maio.
Braga 30
d
’Abril
de
1875.
(2407)
VENDA
DE
CASA
Vende-se
uma morada
de
casas
de
um
andar,
com
um
terreiro,
si
tuada
na
lua
du
Fumo
n.°
12.
Quem
a
pretender
póde
fallar na
rua
de
S.
Marcos
n.°
30.
(2408)
BANCO
DE
BRAGANÇA
Sociedade anosiyanA
«ie responsabiiidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’es-
te
Banco
a
satisfazer,
desde
1
a 5
de
maio
proximo,
a
primeira
prestação
de
25
por
cento
sobre
0
nominal
das acções
com
que
subscreveram
:
Em
Bragança,
casa
do
director, Manoel
José
Dias
Mendes Pereira, onde provisoria
mente
se
acha
estabelecido
0
escriptorio
do
banco ;
No
Porto,
casa
dos
agenles,
Brito
de
Barros
k
C.
a
,
rua de
Santo
Anlunio,
173;
Em
Braga,
casa
dos
agentes,
Ferreira
Borges
&
C.
a
,
largo
do Barão
de
S.
Marli
nho.
26-G.
No
acto
do
pagamento
levar-se-ha
em
couta
a
i ru por la
ncia
da
racti
(icação,
nos
lermos
do
artigo
2.°,
§
l.°,
dos
estatutos.
Bragança,
20
de abril
de
1873.
Os
directores,
Manoel
José
Dias Mendes
Pereira
Henrique
José
Ferreira
Lima
(2405)
Joaquim
Guilherme
Cardoso
de
Sá.
Banco
Agrícola,
Commercial
e
Industrial
DE
PONTE
»O LIMA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Béde
em
Ponte do Atima
São
convidados
os
snrs.
snbscriplores
d
’
este
Banco
a
fazerem
a
ractificação
das
acções com
que assignararn
na
terça
e
quarta
feira,
dias
4,
e 5
do proximo tnes
de
maio,
dando
réis
15500
por acção,.
que
com
os
15000
réis
já
depositados
acto
d
’
assignalura,
prefazem
a
de
25500
por acção,
e
constituem
os
5
p.
c.
exi
gidos
pela
lei para
a
constituição
do
Banco.
Ratifica-se
em
casa
de
João
da
Cu
nha
Nogueira
e
xManoel
Gomes
Cardoso,
em
Ponte do Limat
José
Julio
da
Cos
ta
e
Pedro Ferreira
de
Macedo
Basto,
00
Porto
t
e
Banco
Mercantil
de
Braga
e
Almeida
&
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima,
16
de
abril
de
1875.
OS INSTALADORES
Antonio
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de
Me
nezes
Antonio
José
da
Silva
Machado
Anlonio
de
Magalhães
Barros de Arauja
Queiroz
Anlonio Manoel
Gonçalves
João
de
Abreu Maya
João
de
Barros Mimoso
João Bernardo
Gomes
da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira
d’
Araújo
Coelho
João
Roberto
de
Araújo Queiroz
Joaquim Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa
Joaquim
Perestrello
Marinho
Pereira
de
Araújo
José
Maria
Torres
Machado
Manoel
Joaquim
Rodrigues
dos
Santos
Narciso
Alves da
Cunha
Thomaz
Mendes
Norton.
(2375)
âLWMS
Desencaminhou-se
ha
dias
uma
egua
pedres.
Quem
a
encontrasse
00
souber
do
seu
paradoiro
e
queira
dar
noticia
d
’
ella.
póde
dirigir-se
á rua
de
S.
Domingos
n.
*
60
—
em Boga,
que
dar-se-lhe-hão
alvi-
çaras.
(2398)
AGENCIA
DO
BANCO
DO
ALEMTEJO
Praça
do BarAo de S. Martinlu»
n.° 9G
C.
(2406)
Joaquim
Alves Vinagreiro,
faz
publico
que
fica
dissolvida
a
sociedade
que
linha
com
José
Martins
Fontão Lage,
na
carrei
ra
d’
esta
cidade
para
a
Povoa
de
Lanho-
so,
ficando
elle
annunciante com a
mes
ma
carreira
a
sair
d’
esta
cidade
para
a
Povoa, ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
e da
Povoa
para
esta
cidade
ás 6
da
manha
e
4
da
tarde,
e
chega
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde
e
á Povoa
ás
mesmas
horas.
Preços
os
já
annunciados.
(2400)
Antonio
Anaclelo
d
’
Araujo,
da
rua
de
.lano
n.°
1,
d’esta
cidade,
sabe
quem
tem
um
titulo
d
’acções pertencente
aos
bancos
de
Villa
Real
ou
Regoa,
com
uma
pres
tação
paga
a
maior do
que
aquella
de
que
se
fez
menção
no
acto
da
venda.
A pes
soa
pois
a
quem
pertencer,
póde
dirigir-
se
ao supra
dito
senhor,
que
dando
os
signaes
certos
será
indemnisado.
(2401)
Quem
quizer
comprar
|um
casal
de
pa
vões, dirija-se
ao
revd.®
abbade
de
S.
João
das
Caídas
de
Visella.
(2395)
VENDA
DE CAVALLOS
Quem
perlender
comprar
uma bonita
parelha
de
cavallos
castanhos
de 57
a
58
pollegadas
e
bem
amestrados
no
serviço
de
trem,
póde
procurar
em
Guimarães,
na
rua
de
S.
Torquato,
Gaspar
Loureiro
Paúl,
que
está
encarregado
de
veodel-a.
BANCO
AGRÍCOLA
E
INDUSTRIAL
DA
ESTHEMADUUA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capital 1.500:0000000 reis» Acções 30:000 de 500000 reis.
São convidados
os
snrs.
subscriplores da
primeira
série
d’
esle
banco,
a
en
trarem
com
quinze
por
cento
ou
sete mil e
quinhentos reis
por
acção
nos
dias
3
a
8
de
maio
proximo,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
;
que
juntos aos
cinco
por
cento
de
ratificação prefaz
vinte
por
cenlo
do
valor
nominal
de
cada
acção,
de
que
lhe
serão entregues
titulos
provisorios
em
troco
dos recibos
passa
dos
no
acto
da
ratificação.
No Porto,
na
casa
do
banco.
Praça
de Carlos
Alberto, 92.
Lisboa,
em
casa do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51.
Braga,
em
casa
dõ
snr.
João
Baplisla
Lopes.
EM
CHARLEViLLE.
(FRANÇA)
A
’ Loja Caelaapuz—
acaba
de
chegar,
directamente,
d
*
aquella
fabrica,
ura
varia
do
sortimentod
’objectos
de
fe<
ro
fundido,
os quaes,
pela
sua
perfeição
de
obra
e
modicida
de de
preço,
se
tomam
preferíveis
aos
de
outra
qualquer.
Abaixo
vae
um
catalogo da
maior
parle
dos
que
agora
chegaram
e
se
acham
patentes
na
dita
loja.
Porto
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Edu>rdo
Bibeiro
Mendes,
Eduardo
Lyon.
BANCO
AGRÍCOLA
E
KWnilSTRlAUi
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Cruzes
de liiidoM feitios pnra sepul
turas.
Coroas
idem
idem.
Imagens
do
Crueiíleado, diversos
tainanhos.
Boiubas
<l
*
aspiraçfto
continua, no
vos
ysteína.
CosinltaM
de feitios divernen.
Capacho»
para eaendas ou corredo
res.
Cercadurns
para jardina.
Lsearradorcs
para salas.
Beseanços
para guarda-chuvas,
Caixas para
plaosplaoros.
Vasos
para suspender ílores.
Pirâmides
para eseadas ou va
randas
Raspadores
de ealçado.
Cassarolas de vários
feitios, PlC.
C
apital
1.500:0000000
reis
«A
cções
30.000
de
500000
R
eis
A
direcção d’este banco precisa
de correspondentes em
todas as
localidades vinhateiras
do paiz,
para a compra e fabrico de aguar
dente de vinlao; queu: se achar no
caso
e lhe convenha fará a sua
proposta
por escripto
á direcção.
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Porto 30 de abril
de 1995.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Bibeiro
Mendes,
Eduardo
Lyon.
MTOO
ÁGBICOIâ
E
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Capital
1.500:0000000 reis
= Acções 30:000
de 500000 reis.
Esle
banco
dá
principio ás
suas
operações
no
dia
3 de
maio
proximo
futuro.
Fará
operações,
commerciaes,
agrícolas
e
induslriaes
próprias
de
estabelecimentos
d
’
esta
ordem
e entre
ellas
as
seguintes:
Compra
e
venda
de
terrenos,
prédios
em
bom
ou
mau
e
*
tado
em
qualquer
par
te
que
lhe
convenha,
construirá
casas
de
conta
própria
para
venuer a
pozus
por
meio
de
mensalidades
ou
annuidades,
e
também edificará
de
coma
alheia
qualquer
prédio
ou
edifício
para
fabrica,
ou
outro
qualquer
estabelecimento
dentro ou
fóra
da
cidade.
Auxiliará
por
lodos
os
meios
ao
seu
alcance
tanto
os pequenos
como
os
grandes
induslriaes
e
agricultores,
encarrega-se
da
compra
de
machinismo
uo
estrangeiro
e
montagem
de
qualquer
estabelecimento
industrial
em
pequena ou
grande
escala.
Auxiliará
qualquer
indivíduo
que
por
falta
de
meius
não
possa
pôr
em
pratica
qualquer
de-coberta
ou
negocio
vantajoso.
Auxiliará
a
fundação
de
qualquer
empresa
de
reconhecida
vantagem.
Garantirá a
fiança
que
qualquer
indivíduo tenha
de
prestar
para
a
sua
collocação
em
algum
logar
de
responsabilidade,
mediante
uma
percentagem
convencionada.
Recebe dinheiro em
deposito
á
ordem
e
a
praso
fixo
abonando
juros.
Guardará
titulos
e
objectos
de valor
mediante
uma
commissão
convencionada.
Receberá
generos
á
consignação
para
vender
por
conta de terceiros; fará
adianta
mentos
por
conta
dos
mesmos
mediante
juro
rasoavel.
Comprará
e
venderá aguardente unicamente de vinho
a dinheiro
«
a praso,
Emprestará
dinheiro sobre
generos
armazenados
na
alfandega
ou
em
alguma
es
tação
do
caminho
de
ferro.
Emprestará
dinheiro
sobre
navios já
construídos ou
em
coostruc;ão,
ouro
ou
prata
e
pedras
preciosas.
Descontará
leiras
de
cambio
e da terra,
bem
como quaesquer
papeis endossáveis
com
vencimento
certo.
Descontará
recibos
de
todas
as
classes
de
empregados
públicos.
Fará
empréstimos
ao
governo ou camaras
municipaes.
Abrirá contas
correntes,
com
caução
de
lettras,
acções
de
bancos,
companhias
e
titulos
da
divida
publica
on
outro
qualquer
penhor
mercantil.
Adiantará
aos
lavradores
dinheiro
por
conta
de
aguardente
a
entregar em
épocas
tliflerentes
mediante
contrato especial,
com
ou
sem
preço
feito,
sugeiloao
do
correu-
te
nos
mercados do
Porto ou
Lisboa
no
acto
da
entrega
do
genero.
Adiantará
dinheiro
sobre
qualquer
genero
não
susceplivel
de
deterioração
que
es
teja
debeixo
da
sua
guarda.
Gratificará
convementemente
qualquer
indivíduo
que
faça
á
direcção qualquer
reve
lação
de
vantagem
para
o
banco,
dando-lhe
parte no
lucro
que
possa
haver
quando
«'isso
se
concorde,
ou
uma
gratifição
por
uma
só
vez.
Tem
urna
caixa
economica na
qual
recebe
toda
a
quantia
superior
a
10000
rs.
fi
cando
á
ordem
do
depositante.
Fará transferencias
de
fundos para
todas
as
terras
do
reino
e
para
o
estrangeiro
onde houver
agencias
d
’
este
banco.
Porto
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Eduardo
Lyon.
(2385)
Sociedade
anonyma
cl»
responsabilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas d’
es-
le
Banco
a fazerem
a
entrada
da
5.
4
e
ul
tima prestação de
suas acções,
na
rasão
de 20
por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
desde
o
dia
8
até
o
dia
16
de
maio
pro
ximo
futuro.
Em
Villa Real,
na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na
casa
do
sur.
José
Julio
da
Costa.
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
João
Ma
noel
da
Silva
Guimarães.
Villa
Real
26
d
’
Abril
de
1875.
Os gerentes,
Joaquim
José da
Silva
Guimarães
João
Pin(o
Ferreira
Agostinho
José
da
Costa.
(2403)
Acham-se
á
venda
na
Livraria
Catholica
15),
rna Souto, IO
BRAGA
Um
tratado
de homeopathia
pelo
Dr.
Sabino
(Pernambuco).
Uma
botica
horaco-
palhica
com
36 medicamentos.
Um
Diccionario
de
Fr.
Domingos
Viei
ra,
com
15 p.
c.
de
abatimento.
Suspiros
e
Saudades,
por Magalhães
(Rio
de
Janeiro),
(2387)
TABA
CARLA
usi
VÊlisÃL
Campo
de
SanVAnna
n.°
39,
proximo
ao
Ci
uzeiro
—Braga
Abriu-se
este
estabelecimento
nas
me
lhores
condições de
bem
poder
compelir
com
os
d
’
esla
ordem,
recebendo
tabacos
das
melhores
fabricas
do
paiz
e
do
estran
geiro,
podendo
servir-se os
snrs.
consumi
dores,
por junto
e
a
retalho,
o
melhor
pos
sível
com
toda
a
boa
fé
e
seriedade.
(2394)
BORRACHAS
DE
ENXOFRAR
Manoel
Lourenço d
’Araujo Braga
Rua
do
Campo n.°
22.
Acaba
de
receber
uma
porção
d
*
este
genero,
de
boa
qualidade, que
vende
por
preços
muito baratos,
assim
como
enxo
fre
de
superior
qualidade.
(2360)
«Mi»
Compram-se
para
edificar,
nos
extremos
da
cidade. Propostas
á
rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João n.°
5,
com-
pra-se toda
a
qualidade
de
metaes,
e ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
A
C
ot
.
missão
Especial
encarregada
da
cons-
truçção
da
estrada
de
Aossa
Senhora
do
Sameiro.
Faz
saber
que
no
dia
15
de
maio de
1875 pelas
iO
horas
da
manhã
á
porta
dos
Paços
do
Concelho,
e
perante
a
mes
ma
Commissão, lerá logar
a
arremata
ção
por
licitação
verbal
das
obras para
a
feitura
do
l.°
lanço
da
estrada
do
Bom
Jesus
do
Monte
a
N. S.
do
Sameiro,
com-
prehendido
entre os
perfis
1
c
45
na
ex
tensão
de
583,
m41
—sendo
a
base
de li
citação
a
quantia
de
1.7200000
reis.
Condições
para
a arrematação
1.
a
Para
ser
admittido
a
licitar
é
neces
sário
que
cada
um
dos
concorrentes
mos
tre
que
está
no
caso
de
poder
executar
por
sua
conta
as
obras,
e que
dè
as
pre
cisas
garantias
da
sua boa
execução,
para
o
que
serão
unicamente
admiltidos
como
licitantes
os
indivíduos
que
apresentarem
documentos
pelos
quaes
se
obriguem
a
um
deposito
em
metal
de
5
por
cento
da
qliantia
por
que
lhe
for
adjudicada a
empreitada,
ou
a
apresentar
um fiador
edoneo
que
ò
abone
e
também
mostrem
que estão no
caso de
dirigir
por
si
mes
mos
as
obras.
2.
a
Obrigar-se
a
confiar
a
execução
das
obras
a
pessoas
que
estejam
n
’
essas
circumslancias,
quando
não apresente cer
tificado
que
abone
a
sua
capacidade
para
o
fim
acima
indicado.
3. a
A
fazer
um
deposito
provisorio
na
importância
de
270000
reis.
4.
a
A
habilitação
para
licitar
terá
lo
gar
dentro
de
meia
hora,
contada
da
ho
ra
indicada
para
a
abertura
da
praça
e
esta
estará
aberta
por
espaço
de
uma
ho
ra,
que
começará
a
correr
quando
termi
nar
o
praso
para
a
habilitação.
5.
;l
Só
se
admitlem
lanços
de
10000
reis
ou
de
seus
múltiplos.
6.
a 0
praso
para
a
feitura
das
obras
será de ires
mezes,
contados desde
o
dia
que
o
empreiteiro for
intimado para
dar
principio
aos
trabalhos.
7.
a
A
dar
cumprimento ao
projecio
approvado
pela
Commissão
Especial e
ás
Clausulas
e
condições
geraes
para
as
em
preitadas
d
’
Obras
Publicas
de
8
de
Mar
ço
de
1861,
que
tudo
estará
patente
pa
ra
ser
examinado
na
casa
do
illm.
0
snr.
Antonio José
Vieira
Machado,
á
Praça
Municipal,
lodos
os
dias
não santificados.
Braga 26 d
’Abril
de
1875.
Pelo
Presidente
da
Commissão
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
ALMEIDA
& PEREIRA
~
Largo
do
Barão
de S.
Martinho
n.°
í#
Compram
e
vendem acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_04051875_341.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)