comerciominho_03041875_328.xml
- conteúdo
-
Assignarsee vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Mwia
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
por
te.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
II
. j
i
íí
ii
ffi
ii
i
r- Jn
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Protin-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4$0(K) rs.=Semestre
1^250
t
*
, —
-Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca. =Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
%0
®/
e
d
’
abatimento.
BRAGA — SABBADO 3
BE
ABRIL
.
,
■
:
>___
*
_■
L
<
fl
-l
>
'
Sueeeuos de llí«p»«tfc».
Chamamos
a altenção
de
nossos leito
res
para
a
correspondência
que
em
segui-
<la
b
publicamos,
e
que nos
foi
tèmeliida
pelo
nosso estimado
amigo
o
ex
™°
An-
tonio
Ribeiro
Saraiva,
emigrado em Lon
dres,
e
a
cuja
penna
illuslre,
íirinesa
de
caracler,
e
profícuos
trabalhos
tanto,
deve
a
causa
da
legitimidade
portuguesa
e eu
ropeia, e sobretudo
a
causa
|e
religião
ca
tholica.
O
dislincto
escripior
privava intima-
menle
com
o
lamenlavel D.
Ramon
Ca
brera,
que
renegou
do credo
carlisla
em
toda
a sua
integridade,
para
se
bandear
e
enfileirar
nos
arraiaes
aflonsinos.
E-
um
espírito
esclarecido
que
falia.
E
’
um
coração
recto e inabalavel que
se
surpre-
hende.
E’
uma
alma
nobre
que
desafoga,
em
frases
expressivas,
a
indignação que
lhe inspirou
o
proceder
execrando
de
um
homem,
que
devia
conservar-se
nas
altu
ras
a
que o
guindaram
as
proesas,
a
va
lentia,
o
heroísmo e
a
admiração dos
que
foram
seus
companheiros
d
’armas
e
de
trabalhos
na
sua
terra
da
patria.
Vejam,
como
falia,
um
amigo intimo
que
foi de
Cabrera,
e
a
quem
o
recente
renegado
sube
illudir
até o
momento
pro
ximo da
sua traição
!
E
*
mais
um
testi-
munho
valioso
e incontestável
de
que
Ca
brera
já
havia
perdido
aquella
rigidez
de
caracler,
que
havia
sido um
dos
seus
at
ributos
com
que
grangeára
a
estima
dos
antigos
comparlidarios,
o
temor dos
con
trários,
e
a
admiração
de todos.
A
inflexi
bilidade
politica
perdêra-a
o
velho
general
carlista.
Quando?...
A
historia
não
pode
rá
precisar
esse
momento,
mas
registrará
o
facto
consummado,
como
uma
ignomi
nia que
destruiu
em
um
só
instante
um
passado
esplendido de
maravilhas.
C. V.
Correapondentla
estrangeira
LONDRES 21 DE MARÇO DE 1875.
[A
’
redacção
do tCommercio
do
Minho
*
)
.
e :íí
»?
A condocta»
infame,
não
menos
.que
tola,
de
Cabrera,i
que
se deixou
levar,
por
alliciações
affonsioaS,
a
borrar
elle proprio
por
suas
mãos
os
titulos
que
á
custa
de
sangue
o
valôr
tinha
adquirido
á
estima
do
mundo,
fez
que, no-momento
em»
que
tive
ceriesa
de
tal
infamia
(que
moita
re
cusei
de
crer
até então),
eu
dirigisse
*
a
seguinte
caria
ao
excellente
periodico
é
«Weekly
Register»,
que
hontem
a
publi-»
cou,
acrescentando-lhe
da
sua
parte
a
noia
qne
segue
depois.
•
i
r
i;
i
•
L
t
CCABRERA
«Ao
redactor
do
<
Weekly
Register
and
Calholic
Standard».
«Senhor
redactor,—Cartas
de amigos
meus os
mais
excelleoles
e
respeitáveis,
e
que foram
lambem
como
eu proprio,
amigos
e
sustentadores
de
Cabrera,
já
me
não
deixam
duvida
alguma (alem
das
noticias
nos
papeis
públicos)
do
infame,
não
menos
que
louco,
proceder
do
antigo
general
carlisla.
Tenho direito de
fallar
assim,
pois
que, mui recentemente
ainda,
me
faltou
elle
proprio
de
lai
maneira
que
me
fez
ter
por
absolulamente
impossível
o
vir
jámais.
a
degradar-se
até o
ponto
de emular
—
direi
mais,
de exceder,
em
certo
modo
—
a
gloria
do notorio
Maroto,
famoso
ua
proesa
de
Vergara.
Digo
«ex
ceder
em
certo
modo», porque
Maroto
não linha obtido
pelo
carlismo
—
e
por
ser
aqui
apresentado
ao
duque
de
Ru-
lland,
a
duquesa
de
Inverness, etc.,
pelo
pae
de
Carlos
VII
e
por
sua
mãe
(D.
João
e
a
archiduquesa
irmã do duque
de
Modena)—
casamento
e
fortuna
tão
ma
gníficos,
que lem desfrutado já
por tantos
annos.
Ninguém
lhe
invejará
o
sentimento
e
a
satisfação de
incordialmente
apertar
a
mão
e
abraçar
aos
assassinos
de
sua
mãe;
e
que
©
honravam ainda
ha
pouco
com o titulo
tEl Tygre
del
Maestrazgo
*
.
«Tenho,
sim,
bom direito de
assim
fallar,
pois contribui
consideravelmente
á
sua
fama
n’
este
paiz;
e
se fôr
preciso,
apparecerào
as
provas
d
’
isso.
—Londres^
17
de
março,
1875.
«A.
R. SARAIVA».
(
t..í
.
.
' .J ■■
.'O
redactorda
folha
inglesa,
que
no
|eir
UireCtivo principal verbera
terrivel-
menteTa Gabref-a,'ajunta
á
rriinha
carta
esta
nota
*
»
»
>
f
r
«
(A
triste
satisfação
com que
inserimos
erfi
ifbs&s
crduimnas
a
precedente
denon-
cfiação
dt
Oabrôra
era
pelo
nosso
corres
pondente
bem
comprehéndida
quando
acre-
centamfrs
que
eada
palavra
do nosso
arti
go
intitulado
«Defecção
de Cabrera»,
que
vae
em
nossas 'columoas directivas,
estava
escripto
e já
em
lypo
.
antes
de
receber
mos
a
sua
Cortimunicação).
Bem
concordamos,
pois.
A.
R. SARAIVA.
Vamos chamar
a
altenção
de
nossos
leitores
para
um
trabalho
litterario
que
hoje
começamos
a
puhlicâr
e
que
nos
pa
rece
grandetnente
importante,
sobretudo
<ias
acluaes
circumslancias
em
que
tanto
se
agita
por
toda
a
parle a
questão
do
liberalismo
e do
catholicismo
liberal.
O
trabalho
a
que nos
referimos
é
ex-
trahido
da
sabia
revista
italiana
a
«Civil-
tà
Caiholica»,
publicada,
como
é
sabido
com aoclorisação
e
debaixo
das
vistas
de
Sua
Santidade, o
immortal Pio
IX. O as
sumpto de que
trata
em
linguagem
ame
na
e
chistosa (por
que
emíim,
que se
cor
rijam os
costumes
e
que
se
apostalise
a
verdade
empregando
o
sal
attico
ou o
es
tilo
faceio,
quid
velat?,
como
dizia
ou-
l<
’
ora
o
velho
Horacio),
é
o
mesmo
que
ella
muiltfs vezes
tem
tratado
com uma
solidez
e
seriedade
que
ninguém
lhe
pode
disputar.
Quanto
ao
merecimento
da
traducção,
nada dizemos
;
julguem-n
’
o
os
leitores.
Cremos
que
não
serão
ingratos
e
que ca
berão
dar
a
cada um
o
que
lhe
pertence.
Pela
nossa
parle,
agradecemos
e
admira
mos
o
artigo
e
mais
a
traducção.
O
n
eatliolieoB-liberaea
e
os frane-
maçfiea.
[
Carla
exlrahida
da
«
Civillà
Catloliça»)
(I)
•
Muito
se
falia
agora
e
muito
mal
dos
calholicos-liberaes,
malquistos de
Deus
e
dos
inimigos
de
Deus.
A
Dio
spiacenti
e d.ai
nemicisui.
(
dante
.)
E
só
elles
se
admiram
do fallatorio, co
mo
innocenles
que
são,
destinados
para
o
limbo
dos
meninos
e de
Sér
Soderini (2).
Eu
não
intento
fallar
de
nenhum
d’elles
em
particular,
lendo
presente
o
preceito
de
Virgílio
ao
Dante:
«Nào
pratiquemos
d
’
elles
(Non
ragionam
di
lor).»
Se
fallo
é
do
liberalismo-catholico
em
geral,
emquan-
to é,
ou
parece
que é,
uma escola,
uma
ideia,
uma doutrina.
Quam
acreditada
é
a
escola,
quam clara
a ideia
e
quam
ver
dadeira
a
doutrina,
pode-se
coújecturar
d
um
facto, a saber
:
fallar-se
por
ahi
tan
to
de
catholicismo-liberal
e
ainda
oão
se
lhe achar
a
definição.
Olhem
que, sem
ser
muito
erudito
e
só
com
ler a
Bi
bliografia
da
«Civiltà
Catlolica»,
vê
a gen
te
quantos
e
quantos
se
teem
occupaúo
e
se
occupam a
explicar
que
demo
seja
este
catholicismo-liberal.
Que
é
uma
coisa
feia,
lodos
o
dizem
:
mas
<pie
coisa é,
ninguém
o
sabe ;
ou,
pelo menos, não
se
conhece
quem o
soubesse
dizer
de
modo
tal
que
contentasse
a
todo
*
.
Com eíleilo ainda
es
lão
saindo
e
annuuciam
se
para
sair
á
luz
livros e
mais
livros,
folhetos
e
mais
fo
lhetos de
pessoas
muito
instruídas,
cada
Discurso
<le Nlgr.
Dupanloup so
bre a «liberdade de ensino su
perior», na sessão «le «le 4 de
dezembro, na Assembleia fran
cesa.
Monsenhor
Dupanloup.
—
Li
com
toda
atienção
que
merece
o
projecio
de
lei
e
o
relatorio
que nos foi
apresentado
por
nosso
illuslre
e
honrado
collega
o
snr.
La-
boulaye, e, salvo algumas
reservas,
eu
vo
tarei
por
este
projecto
;
porque
proclama
a
liberdade
do
ensino
superior,
e
esta
li
berdade
é
nectssaria para
restabelecer
nos
so
ensino,
para reparar
suas lacunas
e
seus
vícios
Mas
primeiramente
eu
encontin
aqui
contra
nós
prevenções e
desconfiança»
a
que
devo
responder.
Basta
ler
ouvido
o
snr.
Paulo
Bert para
estar-se
disto
con
vencido.
Foi
elle
que
escreveu
que
urn
partido
político,
com
apparencias
de
reli
gioso
proclama
a
liberdade de
ensioo
na
esperança
de
substituir seu
proprio mono-
polio
ao
da'
universidade.
Ser-me-hia
facil
apptiear-lhes
a
accusa-
ção
;
mas
despreso
as
desconfianças
inju
riosas,
para
ir
direito
aos
factos
Nós nào
pedimos seiijão
umaf cousa
:
dispuiar
aos
nossos
adlterSarios
o A
preço
da
confiança
pabliea,
»jodsr
>a
elevar
p»ela
concorrência
as
forças
intellectuae^da França?
'
Os
paes
de
familia
decidirão
enlre
nós,
e
a
França
com
islo
lucrará
I (
Applausos
á
direita).
Fallando
assim,
somos
fieis
ao
nosso
passado. Quem
creou
as
universi
dades
na
França
e
na
Europa?
Nós
*
nós
sómenle,
a
Egreja.
[Muito bem!
muito
bem!
á
direita).
Nossos
Bispos
e
nossos
Papas
de
con
certo
com os
nossos
reis,
fundaram
não
uma
só
universidade,
mas
vinte
e
ires,
livres,
independentes
umas
das
oulras,
in
dependerdes
do
governo,
e
fazendo,
antes
de
98,
mais
com
os
24
milhões de que
dispunha,
do
que
fazemos
hoje
com
o
nos
so
orçamento
de 39
milhões.
Eis
o
que
fez
a
Egreja.
Ella
mereceu
o
elogio
de
um
ministro
da
iostrucçâo
publica,
o
snr. de
Salvandy,
quando
dizia:
«Durante
muitos
séculos,
o
príncipe
Chris
lão
proveu
e
satisfez
a
tudo.»
(Muito
bem!
muito
bem!
á direita).
Também
fiquei
mui
surpreheudido
por
ler
ouvido
hontem o
snr.
Bert dizer-nos
que,
sob
o
antigo
remimen
nunca
houve
questão
de
liberdade
de
ensino.
Fallou-nos
lambem
da
Allemanha,
e
disse nos
que,
n’
esse
paiz,
a
liberdade
de
ensino
estava
nos
costumes,
senão nos fa
ctos.
E
’
precisamenle
o
que
existia
na
França:
a liberdade
do
ensino
eslava
nos
factos,
no»
costumes.
‘
V
Então,
cada
pae de
familia
podia
es
colher
para
seus
filhos
não
só
os
profes-
sores
icom©
as
cidades universitárias.
E
’
a
partir
de
8.
Luiz,
esle grande
rei
e
graode
santo, que
se
fundam
as
uni
versidades
na
França,
e
que
o
movimen
to
vae
sempre
progredindo
sob
a
inspira
ção da
Egreja.
Surgem
os
professores,
multiplicam-se
o»
discípulos,
e
é
assim
que
se
formam
/
essas vinte
e
tres
uni-
versidaides,
q^ue1
preparam
o
decimo
séti
mo
soculo
,e
<que
serviram de
modelo
ás
universidades
estrangeiras.
Enlre
estas universidades,
brilhava
em
primeiro
logar
a
de
Paris, que
Carlos
V
chamára
a
filha
mais
velha
de
nossos
reis,
íifha
por
vezes
um
tanto
tumultuo
sa,
e
que
dava
logar
a
fallar
se
d
’ella
[Riso),
mas
por fim
obediente,
estudiosa
e
ordeira.
Contava
ITcollegios
florescen
tes
ou
nações,
para
onde
concorriam
dis
cípulos
de
lodos
os
paizes.
Dante
veio
ahi
procurar
o
grau
de
doutor.
Orleans
tinha,
desde
o
XVI
século,
suas
grandes
escolas
que
constituíram
a
ooiver
*
idade
de
Blois. Em 10
annos,
con
taram
alli
13:000
allemães.
Seus
nomes
são
conservados
nos
nossos
archivos,
e
entre
elles
acha-se o
de
Christophe
de
Bismarck,
questor
da
oação
germanica
que
leve
-
uma
celebre
disputa
na
nossa cicia
de.
[Diversos
rumores).
Pretendia
elle
que
os
filhos
da
Dinamarca,
apesar
da
con
formidade
de
origem
deviam
pertencer
não
á
nação
normanda
mas
á
nação
germa
nica.
Tudo
islo
succumbiu
aos
golpes
da
Convenção, da
qual
se
fazia
hontem
a
apologia
em
matéria de
ensino;
da
Con
venção
-que
immolava
Lavoisier,
Chenier,
depois Bailly;
que
desthroiiava
a
academia
frariceza,
e
das
inscripções e
bellas
let-
tras,
a
das
sciencias.
•
Lavoisier
pedia
vinte
e
quatro
horas
paira
acabar a
solução
de
*
-«m
problema,
recusaram-lhe
estas
vinte’
e
horas. [Muito
bem!
inuilo
bem
! á
direita).
André
Ché-
<iier'-dizia
tristementê,
levando
a
mão
á
fronte:
«Enlretaulo
havia alli quer
que
seja
!»
*O
infeliz
moço
-oão
sabia
que
aquelles
que
o
malavaml
’
não
queriam que
hou
vesse
alli
alguma
coisa. [Vivos
applausos
á
direita.
Rumor
á
esquerda).
Daunou,
Chaptal,
Daru,
Portalis,
fa
zem
todos
o
mesmo quadro
da
situação
de
plorável
em
que
eahi.ii a
instrocção
pu
blica
durante
o
periodo
revolucionário.
7
onrcroy.
em
plena
Convenção,
a 25
de
setembro de
1794,
denunciava
uma cons
piração
contra
os progressos
da
sciencia.
Elle
acrescentava
que
se
pretendia
domi
nar
marchando
por
sobre
as
ruinas
dos
couhecimeotos
humanos.
E
’
o
mesmo Foorcruy
que
exclamava
um
dia
:
Nào
se
aprende
mais
a
ler
nem
escrever
em
França.
Eis
qual
íoi
a
obra
.lo
que
chamastes
a grande
Assembleia.
Mostrei-vos
o
que
linha
feito
a
Egre
ja
pele
ensioo.
A
religião
tinha
creado
tu
do
;
a
lirannia
e
a
impiedade
tudo
des
truíram.
O
projecto
aclual
é
um
projecto
reparador,
eis
porque
o
adoptamos.
Ha
só
uma
voz
sobre
a necessidade
de
restaurar
e
oerramar o
ensino superior.
O
ensino
superior
é
o
saber humano na
sua
exptes&ão
a
mais alta;
*
é
o
apice
da
intelligeucia
humana.
Esse
ensino,
os
professores
que
o
dão
são
honrados,
doe-me
dizel-o,
mais nas
nações visinhas que entre
nós
;
o
snr.
de
Candello
ná
Allemanha,
e
ainda
hoje
em
Roma,
o
barão
Viscooti,
preferem
ao
ti
tulo
nobiliário
que
tomaram
na
França,
sem
titulo
de
professor.
O
gosto d
’este
ensino
é
a
honra
de
um
grande
po»o, é
uma
necessidade,
uma
glória
do
espirito
Irancez.
Para
manter
este
gosto
é
indispensável
um
ensioo
superior
bem
organisado;
sem
o
que,
em
lo^ar
dos
génios que
fazem
descobertas
não tereis
mais
que
vulga-
I
risadores. Em logar
de
Christovâo
Co-
•
lombo,
não
tereis
senão
timidos
navegan-
uma
das
quaes
propõe
sua
ideia
«u de
finição
do
calholicismo-liberal.
A
modo
que
estou
ouvindo
já um
d
’
esses Sér
Soderinis,
que
argumenta
e
diz:
«Se
v.
não
sabe
o
que
é catholicismo-
liberal,
para
que
falia?
e
o
que
é
peior,
para
que
falia
mal
d’
elle
?
Nós
ainda
não
fomos
entendidos,
como
escreveu
ha
pou
co um
douto
escriptor:
logo esle
catholi-
cismo
liberal ou
não
existe,
ou
se
existe
não
o
entendem,
não
o
encaram
pelo
seu
ponto.
Portanto,
é
sem rasâo
que
nos
acoi
mam
e condemnam
d
’
uma culpa
que
nin
guém
sabe
definir.»
Forte
argumento,
com
que
se
provaria
lambem que não
houve
homens
antes
de
Arisloteles
achar
a
sua
verdadeira
definição;
e
que,
ainda
hoje,
o
tempo,
o
espaço
e
outras
coisas
co
nhecidas
não
existem,
por
isso que
não
teem ainda uma definição
admiltida por
toda
a
gente.
Uma
coisa é
ver
e
sentir
que
um
ente
ou
um
disparate
existe e
pro
duz
seus effeitos,
queixar-se
ou
folgar
com
isso,
defeudel-e ou
impugnal-o
conforme
os
casos
e
os
gostos
;
outra
coisa
é
sa-
ber-lhe a
verdadeira
definição
scientifica.
Se
até
agora
se
não
achou,
achar-se-ha.
E
já
que
lodos
dizem
a
sua,
lambem
eu
direi
a minha.
Antes
de
mais
nada,
para
se
metler
a
definir
uma
coisa,
cumpre
ver
se ella
é
definível.
Se
me
viessem
diser:
«Defioa
v. o
homem
irracional,
ou
o fogo
fresco,
ou
o
herege
catholico»
eu respondia:
<Isso
é
perguntar-me
a
entidade
d
’
om
não-ente.»
Ora
se
por acaso ealholico-liberal fosse
um
não
ente?
E
se,
por
isso,
o
ente
homem
substantivo,
tomando
estes
dois
adjectivos
como
denolanles
das
suas
ideias
políticas
e
religiosas,
ficasse
ipso
facto um
não-ente
logico
e quasi
homem
irracienal
ou quan
do
menos
não
raciocinaute
em quanto
que
admilte
ideias
cootradiclorias
?
Para
pôr
isto
claro, releva
primeiro
que
tudo,
definir
um
após
outro
os
dois
adjectivos catholico
e
liberal.
Ver-se-ha
de
pois
se
as
duas
definições
se
podem
lo
gicamente
casar
e
appropriar
ao
mesmo
indivíduo.
Sabida
é
a
definição
do calho-
lico.
Homem
catholico
é
o
que
professa
a
religião
de
Chrisio
sob a
direcção
do
Pa
pa,
vigário
de
Chrisio,
e
dos
outros
le
gítimos
Pastores
a
elle
unidos.
Mas a
de
finição
do
liberal
qual
é?
Hoc opus,
hic
labor
est.
Ora
antes
de
suar
o
topete
em
dar a
definição
complexa e
intricada
do
calholico-
liberal,
procuremos
achar,
se
possivel
é,
a
definição
do
liberal.
Se
chegarmos a
descobril-a,
pespegal-a-emos
então
á
defi-
(1)
Vej.
o
fascículo
591
;
fevereiro
6,
de
1875.
(2)
Personagem
mais
palerma
que
mal
vado,
remellido
do
inferno
para
o
limbo,
no
dizer
d
’um
famoso
epigramma
de
Ma-
chiavello.
N. DO
TRADUCTOR.
nição
do
catholico; e ficará
desencantado
o
bicho catholico-liberal.
*
(
Continua)
Lisboa
*
9
de março
(Do
noaao eorreapoadenta').
Passaram
as
festas
da
Semana Santa
e
Paschoa.
Das 38 parochias, as únicas
as
que
não
celebraram
nenhuma
das
festivi
dades,
foram
na
cidade
baixa,
a
Concei-
çãe
Nova,
e
no
bairro
oriental
(Alfamaj
S.
Chrislovão,
S.
Lourenço,
Castello,
S.
Thiago,
freguezias
pequenas
e
pobres.
Nas
mais
houve
lodos
os
ofiicios.
As
matinas
ou
Ofiicios
de
Trevas
lornaram-se
esplen
didos
em
Sanla
Jusla,
S.
Nicolau,
S.
Ju-
lião
e
Sé,
pelo
grande
instrumental
e
vo
zes.
Ao
lado
d
’isto
houve
egrejas
em
que
as
musicas
eram
detestáveis
e
impossíveis
de
se
tolerarem,
isto
porque
as
irmanda
*
des
do
SS.
não
querem attender ás
indi
cações, aliás
sensatas,
dos
revd.
08
paro
chos.
No
Sacramento
foram feitos
a
canto-
chão.
Entre
os
prégadores,
as
orações
mais
notáveis
foram
a dos
revd.
08
priores dos
Mártires, dr.
Garcia
Diniz,
padre
Bello,
coadjuctor
d
’Alcantara, e
Santes
Viegas,
prior
de
Cintra. Não
fallo
no
.padre
Bossa,
não
obstante
o
que delle
dizem
os
jornaes,
o
que
não
é
exacto,
e alguma
cousa
que
apparece,
é
favor
d
’amigos.
A
polilica
toma hoje
corpo
aetivo, e
estes
dias
as
duas
camaras
trabalham
a va
por
afim
de
no
dia
2
estar
tudo
concluído,
e
o
parlamento fechar-se.
Bellezas
do
sis
tema
parlamentar.
O
snr. Fradesso
da
Silveira
pedio
á
camara
municipal,
que
no
novo
edifício
ca-
marario,
se
lhe
dê
uma
sala
para
n
’
ella
es
tabelecer
uma
bibliolbeca
industrial
para
a
qual
possue
já
cerca
de
1000
volumes
de
obras
importantíssimas
n
’este
assum
pto.
A
lufa-lufa
de
trabalho que
as
cama
ras
leem
a
decidir
n
’
estes
dias,
faz
com
que
muitos
projectos
nào
possam
passar.
Assim
ficarão
no
limbo
o
do
observató
rio
d
’
Ajuda,
e
o da
iostrucção
primaria.
Como
são
projectos
de
interesse
para
o
paiz
não
merecem
ser
atlendidos.
Ha
reunião
em
Bellas
por
causa
do
cirio
do
Cabo,
porque
a
freguezia
de
Odi-
vellas
não
o
quer
receber.
Segundo
um
telegramma
da
Agencia
Havas, falleceu
o
escriptor
Edgard Quinei.
Deis
lhe
perdoe
o
mal
que
elle
fez
com
seus
escriptos.
Continuam
as
exposições
das crianças
recem-uascidas.
E
’
prova indentissima
da
má
organisaçào
da
roda
em
Lisboa,
não
obstante
os
gabos
do
relatorio
da
Mise
ricórdia.
O
tempo
continua
bom
e
agradavel.
Tem havido
n’
estes
últimos
dias
suas
desordem
e
facadas,
o
que
não se
dava
d'ha
muito
Falleceu
na quinta-feira
maior, á
1
hora
da
tarde,
o
revd.®
prior
de
S.
Ma-
mede,
o
dr.
Netto
e
Vasconcellos.
Era
frade
Loyolo,
e
muito
bemquisto
na
fie-
guezia.
O
enterro foi
imponente.
Assistiram
as
irmandades
do
SS.
e
N. Senhora
Mãe
dos
Homens
da
freguezia.
e
as
dos
Clérigos,
onde o
fallecido thesoureiro. Enterrou-se
no
sabbado
d
’
Alelluia
depois de
cantada
a
encommendaçâo
pelo
clero
parochial,
e
irmandade
dos
Clérigos.
O
revd.
0
prior
da
Lapa,
desmente
o
boato que
«Jornal
do
Commercio» lhe
as
sacou
de
se
dar
com
elle
um
facto
relati
vo
a uma
confissão
ácerca
de
absolver
ou
não
uma
penitente
por
causa
de
não
ter
bulia.
O
revd.
parocho
tem
levantado
re
sistências,
porque
não
quiz
ser
capacho
de
um
influente
eleitoral
que
alli
quer
go
vernar
tudo.
Do
Boletim
oflicial
do
governo
geral
da província
de
Moçambique,
no titulo
«Informações
dos
districlos», vê-se
que
na
villa
de
Sena
haviam
noutfora
5
egrejas.
Hoje não ha
nenhuma ; as
imagens que
que
ellas
pertenciam
estão
no
armazém
do
Almoxarifado.
Também
não
ha
casa
de
camara,
nem
escola,
nem
casa
tribunal
de
justiça.
E
é
isto
uma
villa
I
Na
ilha
de
Chiolane
a
egreja
é
n
’
u-
mt
casa
do
edifício
do
governo e é padroei
ra
N. Senhora
do
Rosário. O chefe
do
concelho
diz
que
é
conveniente
haver
egre
ja
e
que n’ella
se
poderá
gastar
1:500$
rs.
Não
tem
casa
da
camara,
nem es
cola,
nem
casa
para
tribunal
de
justiça.
O
governador
nomeou uma
commis-
são
para determinar
como
se
hade
estabe-
ler
um
rebocador
para
serviço
da
barra.
De
Tete,
com data
de 8 de
outubro
de
1874,
dizem
que
durante
o
mez
de
se
tembro
se
apresentaram
a
indulto
138
pes
soas;
homens,
muiheres
e
crianças
fugidos
de
Massaogano.
Chizenga,
um
dos mais façaohndos
chefes
do
Bonga fugiu com
toda
a
sua
gente
para
a
Macanga, e
as
forças
de
Biu-
ze,
irmão
do
Bonga, desertaram para
o
regulo
Goba,
havendo
grande
numero
de
apresentações
em
Gougui. Dizem
os
fugi
tivos
que
o
Bonga
eslá
desesperado,
e
que
tem
alli
apenas
110
a
120
facciosos.
Às
embarcações
estão
amarrados
e
vigia
das
pelos
mais
destemidos.
Os
sipaes fu
zilaram parte
dos
que
fogiam,
n
umas
Al-
madias
quando
armados
os
queriam
ata
car.
REVISTA ESTRANGEIRA
Os
jornaes
que
recebemos
occupam-se
ainda
da
questão
de
Cahrera.
A
impirtancia
que
ao principio
alguns
deram á
defecção
vergonhosa
do
solitário
de
Wentworlh,
não
passou
d
’
uma
i
Ilusão,
que
está
desvanecida.
Emquanto
a
noticias
de
interesse,
ne
nhuma
sabemos.
O
«Cuartel
Real»
publica
um telegram
ma
em
que
refere
uma acção
que
teve
lo
gar
na
provincia
de
Burgos.
As
tropas
aflonsistas foram
desalojadas
de
Quincoces
e
perseguidas
até
Cabanas
de
Oteo,
que
lambem tiveram
que
eva
cuar;
e
na
sua precipitada
fuga
abando
naram
armas
e
munições,
deixando
tam
bém
no
campo
mortos
e
feridos.
Um
outro despacho
de
Durango de
22,
confirma a noticia de
outro
movi
mento republicano
em
Andalusia,
e
ac-
crescenta
que
o
governo
de
Madrid
faz
todos
os
esforços
para
evitar
que
elle
se
propague
—
Algumas
partidas
carlistas
atacaram
no
dia
17
um
posto
avançado
no
Carras
cal
fazeido-lhe 14
prisioneiros,
e
toman-
do-lhe
10
caixas
de
munições
e
diversos
objectos
de
guerra.
Entre
os
prisioneiros
estão
mn commandanle e
um
tenente.
—
O
«Quartel
Real»,
de
18,
publica a
parte
«flicial
sobre
a
acção
d
’Arbolancha,
diante
de
Bilbao.
Eis
aqui
alguns
exlraclos
que
o
«Di
reito» nos
fornece:
O
inimigo
decidiu-se
finalmente
a
ata
car-nos
pelas quatro
horas.
Foi
repellido
no
seu movimento,
e
obrigado
a
refugiar-
se
nas
suas
trincheiras.
Os
nossos
sol
dados
chegaram em
sua
perseguição
até
aos
muros
do
forte d
’Abril.
Uma
parle
do
4.° batalhão
de
Bis-
caya
fez
parar
os
inimigos
que
se adian
tavam
para
a erm'da
do
Justo;
quatro
companhias
do
primeiro
foram
em
soc-
corro
do
5.°,
a
quem
se
tinham
acabado
as
munições,
e
lodos correram
á
baio
neta
com
um
animo
admiravel
que
hz
um
heroe
de
cada
biscainho,
caem sobre
os
foraes
(batalhão
de
forças
cidadãos,
que
eram
os mais
obstinados)
os
repellem
e
os
fazem
retirar
com
tanta
bravura que
caminham
por
cima
de
cadaveres
e
for
çam,
com a
baioneta
nos
rins,
os
inimi
gos aturdidos
a
precipitarem-se
nos
pri-
pnos
fossos
do
forte.
Emquanto
que
isto se
passava
na
nos
sa direila, o
inimigo
foi
delido
e
fusila-
do
pelos guias de
Biscaya e
pelos
solda
dos
do 4.°
batalhão
no
centro,
e
pelos
fogos
de
flanco
de
uma sessão
do genio
d
’
uma
guerrilha
do
5.°
de
Caslella.
As
tropas
liberaes
retiraram,
abando
nando
a
posição do Justo,
e
fecharam
se
de
novo
nas
suas
fortalezas,
abaladas
e
em
desordem, deixando ao
exercito
real
a
honra
do
dia.
Telegrammas da
Agencia
Havas
Berlim,
29.
—
A
«Gazeia
de Francforl»,
tes
nas
costas.
(Muito
bem!
muito
bem!
á
direita
i.
A
inesma
instrucção
baixaria
em
to
dos
os
gráos.
Ora,
em
uma
sociedade
com tendências
democráticas,
como
a
nos
sa,
quanto
mais
se
alarga
a
base, mais
é
preciso
que o
apice
não
se
abaixe.
(Nova
approvação).
Onde
estamos
nós,
no
estado
aetual
da
sciencia, o
que
é
feito
de
nossa
antiga
superioridade
scientifica
e
litleraria?
De
baixo
do
ponto de
vista de
organisaçào
e
da
diffusão
do
ensino superior
estamos
em
estado
de
inferioridade;
ouvistes hon
tem
a
confissão
d
’islo.
Eu
não
pretendo
rebaixar
no»sos
sá
bios
professores
e
o
ensino
mesmo
;
é
nossa
organisaçào
que
é
inferior;
ha
n
’
is-
to
uma
deplorável
miséria
que é
preciso
remediar.
Vède
a
Allemanha,
ella
possue 24
uni
versidades
com
numerosos
professores
e
innumeros
estudantes.
Sabeis quanto
flo
rescem
as
innumeraveis
universidades
da
Inglaterra.
Junto
a
nós,
na Bélgica,
ha
4
universidade,
aa
Hispanha
ha
10, na
Italia
12.
Emfim,
os
Estados
Poniificiis,
tão
calutnniados,
contavam 3
universida
des
importantes
e 5 secundarias.
Entre
nós,
a
universidade
é
monopohsada
pelo
Estado.
Eu
creio
que
o
remedio
que
propõe
o
sor.
Paul
Bert
só
faria
aggravar
o
mal,
porque
dão é a
liberdade
que
elle
pede.
Elle
revelou-vos
hontem
um
mal
deplo
rável.
Elle
vos disse
que
por
causa
da
insufliciencia
material
3:000
moços
estão
ás portas
dos
cursos. Isto
é
uma
miséria
profunda.
O
ensino
primário
eslá
em
um
estado
deplorável
em
Paris
e
em
todas
as
grandes
cidades.
Ha
dous annos,
ouvistes
o
snr. Jules
Simon
lamentar
o
mesmo
mal. Foi
elle
quem
disse
que
em
1872 a
França
ti
nha
despendido
83,311
fr.
com
a
iustruc-
ção
superior
!
Não é
isto
uma
irrisão!
e
é
quando
precisaes
de lodos
os
concursos
que
recusaes
o
de
vossos
irmãos
!
Eis
aqui
aonde
estamos.
Onde
pois
es
tá
o
remedio? E’
preciso
pedil-o
á
alma,
á
liberdade,
á
concorrência.
Eu
reconheço
e
proclamo a
dedicação
e
o
saber
dos
professores
da
universidade,
admitto
que
os
tendes
eminentes,
mas
tendes
discípulos
?
Não.
Ah
!
8
para
mim
uma
grande dor.
Passei
minha
vida
a
amar
e
admirar
a
França,
a
amar a
mocidade
estudiosa,
não
a
sediciosa,
e
é cruelmenle amargo,
no
fim
de
minha
vida
ter
que deplorar
esta
grande
miséria.
Sim,
ha
uma
cliamma
que
vós
extinguisteis.
Vozes
á esquerda
:
—
Quem
?
Monsenhor Dupanloup:
—
A revolução!
(Protestações
á
esquerda.
Vivos
applausos
á
direita).
Sim,
a
revolução,
porque
ella
destruiu
as
academias, as
escolas,
as
ca
deiras,
tudo
emlim.
Antes
de
89
havia
mais humanistas,
mais
sábios
com
uma
população
de
24
milhões
que
não
ha
ho
je
com
uma
de
39.
A
chamma
eslá
extincta,
vós
não
a
tornareis
a
accender
senão
com
a
liber
dade.
Uma
voz
á
esquerda:
—
E
o
Instituto?
Monsenhor Dupunloup:
—Fallaes
do
In
stituto,
mas
bem
sabeis
que foi
o
Impe
rador
que o
creou.
O
snr.
Duruy,
um
ministro
a
quem
amastes,
vos disse
que
ecclesiaslicos;
masque
desgraça
haverá
se
elles
ensinarem
bem?
(Muilo
bem! muito
bem
!
á
direila).
Ahi
se
acharão
também
grandes
Chris-
tãos
como
Ozenam, Biot,
Cauchy.
Estes
nomes
não
deshonram
a
sciencia, que
eu
saiba-,
(Muilo
bem
!
muilo
bem
!
á
direila).
O Padre
Secchi
nas
sciencias; o
Car
deal
Mai
descobriu
a
republica
iouoflensi-
va
de
Cicero
(risadas
á
direila),
o
Car
deal
Mezzofanti,
o
grande
pliilologo, e
até
esses
pobres
Missionários
de
Malabar que
nos
trouxeram
os
primeiros
elementos
do
sanscrilo,
lodos esses
nomes
provariam,
se
houvesse
mister,
que
nossos trabalhos
não
tem
sido
sem
proveito
para a
civi-
lisação.
Não,
senhores,
não
rompaes,
antes
re-
novae
a
nobre
e
antiga
alliança
entre
a
religião
e
as
lellras,
entre
o
genio
e
a
fé
!
Entre
nossos contemporâneos,
não
conhe
ço um
só
assás
rico,
assás forte,
assás
poderoso,
para
dispensar
o
soccorro
de
seus
irmãos.
Toda
divisão
me
entristece
profunda
mente,
e
eu quereria
ir
a
cada
um de
vós
tomar em
seu
coração
• que
ha
de
bom,
formar um ramalhete, formar
um
thesou-
ro
que
Deus
abençoaria,
e
que, no
meio
de
nossas
desgraças
seria
ainda
a
resur-
reição
e
a
fortuna
da
França.
(Vivos
e
re
pelidos
applausos
em
grande
numero
de
bancos.
O
orador
descendo da
tribuna
re
cebe
vivas
felicitações).
só
as faculdades
que
preparavam para as
carreiras
lucrativas
eram
frequentadas.
Ha
muitas
cousas
para
esta
deserção
dos
cur
sos,
para
este
abandono
da
alta
cultura,
mas
ha
uma
que
é
geralmente
reconhe
cida,
é
a
cenlralisação,
é
o monopolio.
O
honrado
snr.
Paul
Bert
reclama,
como
eu
a
liberdade,
mas não
é
a
mesma.
O
snr.
Paul
Bert
desconfia
da
que eu
peço, e
eu
não
quero
a
que
elle
pede.
Para
elle
a
liberdade
de
ensino
corc
*
sisle
em
poder
ensinar á mocidade
todas
as
opiniões,
mesmo
as
mais
estranhas e
as mais
ousadas.
Eu
amo
muito
a
mo
cidade,
conheço
muilo
suas
fraquesas,
pa
ra
querer
que
se
a
entregue
a
um
tal
ensino.
Demais o snr.
Paul
Bert
não refutou
a
si
mesmo
quando disse
mui
excellente-
menle
que
o professor
era
o
magistrado
da
verdade
demonstrada
?
As
opiniões
es
tranhas,
ousadas, não
são
evidentemeate
a
demonstração
da
verdade.
(
Applausos
á
direila).
Se
não
sou
da
opinião
do
snr.
Paul
lert
n’
este
ponto,
estou
de
accordo
com
os
espíritos
mais competentes O
snr.
Dumas
escreveu
que
a
liberdade
do
ensino
tal
qual
era
antes
de
1792
era
o
unico
remedio
para
os
males
que
deploramos.
O
snr.
Sainte-Maire-Deville
e
muitos
outros
tem
dito o
mesmo pensamento
e
nos
mes
mos
termos.
E
’
a
liberdade
qae
vos
dará o
dinheiro
que
vos
falta para
vossos estabelecimen
tos,
vossas
bibliothecas,
vossos
laborató
rios.
Pois
que
a
liberdade
é
a
chamma
creadora.
Ella
vos
dará
discípulos,
ella
vos
dará
professores.
Entre
elles,
sem
duvida,
achar-se-hão
3
republicanos,
livres
pensadores
e
inimigos
do
ultramontanismo,
deve
ser
insuspeita
a
opinião de seu homem
ácerca
do
governo
italiano,
que
acaba
de
franquear-lhe o erarto
publico,
ao
passo
que
saqueia
os
conven
tos
da cidade eterna.
Diz
o heroe
á
pag.
120
da
sua
obra
fallando dos
que
dominam
o
seu
paiz:
«Co-
negos ladrões
como
os
que
hoje
dispõe da
sorte
da
Italia.»
Antes
havia
dito:
(São
governanies similhantes
aos
que
existem
hoje
na
Italia,
especulando
com
as
misé
rias da
naçà«,
arruinando-a
para
satisfazer
seus
depravados caprichos,
e
para
engor
dar
(inpinguare)
a
numerosa
caterva
de
satellites
qoe
o
rodeam
>
A’
pag.
49
os
accusa
de
(preparar
bons
pratos
á
custa
dos outros
e
de
tornar
infelizes
as
nações
que
esperavam
de
vós
um
governo
hu
mano
e
reparador.»
Diz mesmo:
<A or
dem
que
vós
quereis
é
o
descanço
que
deseja
o
assassino
para gosar
o
que
rou
bou.»
Poderiamos
continuar
os
extractos,
mas
não
é
preciso.
Ficará
o
mais
para
outra
vez.
—
(Apostolo).
Estattgtiea.—
As
mulheres de
Londres
nào consomem
sem
produzir,
senão
que
até
muitas
d
’
ellas prestam á
industria
um
auxilio
poderoso.
Segundo
o
ultimo
cen
so, ha n’
esta
capital
: 4,879
professoras,
li,191
aias,
5,272
encadernadoras, 4,960
floristas,
58,400
modistas,
14789
costu
reiras
de
roupa
de homem, 26,875
costu
reiras
de
camisas,
4,699
sapateiras,
10.724
occupadas
em
machinas
de
coser,
43,998
lavadeiras
e
engommadeiras,
256,383
cria
das
domesticas,
26,013
sem
profissão
de
terminada.
Resulta
um total
de 468,195
mulheres
que
vivem
do
seu
trabalho.
—
Segundo
as
mais
fidedignas
estatis-
titas,
<i producção
annual
de
relogios
é
a
seguinte
:
Na
Suissa fabricam-se
1.600:000;
em
França
300:000; na
Inglaterra
200,000;
e
nos
Estados-Unidos
100,000.
Sahem,
por
conseguinte,
d’
estes
gran
des
centros
de
fabricas,
2,200:000
relo
gios
cada
anno.
O» cegos em
França.—
No
anno
de
1856
o
numero
de
cegos
em
França,
segundo
cálculos
aproximados,
era
de
105
por cada
100:000 almas,
sendo
mais
fre
quente
nos
paizes de
temperatura exage
rada
;
podendo
dividir
pelas
causas
que
o
hão originado
em
variolica,
ophlalmica,
hy-
drophtalmica,
traumetica,
amaraniica
e
por
cataratas.
A
que dependia
da variola
di-
minue
notavelmente
desde
o
descobrimen
to da
vaccina
:
no
século passado
era
de
35
por
100; em
1800
em
Pariz
de
por
100,
e
em
1859
era só
de
12
por 100,
e
ainda
circunscrevendo o
calculo aos jo
vens
cegos
qne gosavam
dos benefícios
da
vaccina
se havia
reduzido
a
4
por
100
E
’
muito
frequente
a
loucura
nos ce
gos,
vendo-se
em
muitos
casos
também
a
cegueira
hereditária.
Collegio de
Regeneração.—A
pre
sidente
e
mais
senhoras,
que
compõe
a.
direeção
que
actualmente
rege
o
estabele
cimento
de
beneficencia
—Collegio
de Re
generação
—
,
agradecem
cordealmente
ao
generoso
anonymo Y.
o
donativo
de
30$
rs.
que
se
dignou offerecer
ao
nascente
estabelecimento
po<
intervenção
dos
exc.
mos
snrs.
administrador
do
jornal
«Commer-
cio
do
Porto»
;
e
dirigem
a Deus
seus
vo-
los
afim
de
que
encha Je
bens
a
quem
com
tal
mérito,
sabe
cumprir
a
primei
ra
das
virtudes
christãos
—a
caridade.
Desgraça.
—
(Jm
comboyo,
que
no
dia
26
saiu
de
Mogofores,
apanhou
um
pobre
carregador,
que caiu
sobre
a
via.
O
infeliz
ficou
sem
pernas
e
os braços,
e falleceu
pouco
depois.
Portugal
antigo e
moderno.—
Distribuiu-se
o
69.°
fascículo
d
’
este
diccio-
nario,
enja
publicação
continua
a
ser
fei
ta
com
a maior
regularidade.
Vigilatc.
—
A
maçonaria
trata
de
mul
tiplicar
os
orgãos
na
imprensa
para advo
garem
a
sua
cansa.
Coimbra
conta
já
dois
jornaes
maço
nicos, que
se publicam
sob
os
titulos^
«Jornal
do Iniciado»
e
«Reformador».
Acautella te, ó
povo,
e
repelle
sempre
esses
pamphletos
contaminadores,
que
se
meara
a
zizania para
que,
sobre
a auar-
chia da
sociedade
levante
a
maçonaria,
al
to
e
poderoso,
o
seu
throno,
e
exerça
sua
preptnderancia,
de que
lemos exemplos nos
morticínios
e
carnificinas
do
Pará.
Não são
só
hoje
detestáveis e
horroro
sos
feitos
;
a historia,
mestra
da
vida,
de
via
ter
esclarecido
os
que ainda ha,
que
creem
em
philantropicos
e
pios
fins
na
maçonaria.
Desenganemo-nos
;
desde
a
sua
insti
tuição, remota,
o
seu primeiro
empenho
foi
sempre
perseguir
a
Egreja
de
Christo,
tolha
democrática,
publica
um
violento
ar
tigo
contra
a
pretenção
de
Bismark de
im-
pôr
silencio
ao
Papa.
Madrid
28.
(Serviço postal)—O
general
Concha,
ha
pouco
demittido
de
governa
dor
de
Cuba
e
substituído
por
Yalmaseda,
enviou
hontem
ao
rei
uma
exposição
ac-
cusando Jovellar,
actual ministro da
guer
ra,
sobre
seu
proceder
com
respeito á
ilha
de
Cuba,
coiuo
governador
que
foi
da
ilha
e
como
ministro.
N’
esla
exposição
Con
cha
assegura que
Jovellar
foi
o
causador
da
indisciplina
do
exercito
de
Cuba,
e
di
rige-lhe
severíssimas
accusações.
Este
caso
tem
produzido
viva impressão;
mas
a
im
prensa
é
obrigada
a
guardar
silencio.
New-York,
29.—
Recomeçaram
as
suas
excursões
no
Rio
Grande
(província
de
Yncutah)
os salteadores
mexicanos.
Noti
ciam
de
Cuba
a
proclamação do
novo
go
vernador,
o
aqual
diz
que,
em
dois
me
xes,
leem
os
insurgeiites
incendiado
qua
renta plantações,
e
muitos
povoados
; e
termina
pedindo a
união
de
todos
para
sal
var
a
sociedade
ameaçada. *
44
ANNIVERSARIO.—
Perfaz
hoje
44
annos a Senhora I>. Adelaide
Sophia,
Mãe do
Senhor 11. Miguel
de
Bragança.
Daqui
enviamos
as nossas feli
citações
á Real Familia Proserip-
ta.
Folhetim.—
0
discurso
de
Mgr. Du-
panloup,
que
hoje
damos em folhetim,
foi
traduzido
pelo
(Apostolo»,
excellente
dia-
rio
do
Rio de
Janeiro.
Morte
de
homens eelehres.—
São
numerosos
os
exemplos
da morte
fatal e
desgraçada,
de
que
foram victimas
mui
tos
homens celebres
por
seus
talentos
e
virtudes,
diz
o
«Conimbricense».
Menandro afogou-se
no
porlo
de Pireu.
Euripides
e
Heraclito
foram
ambos
despe
daçados
pelos
cães.
Theocrito
pereceu es
trangulado
Empedocles
depenhou-se
na
cratera
do
Etna.
Hetidolo foi
assassinado
por
um
falso
amigo.
Archiloco
e
Ibico
mor
reram ás mãos
de
ladrões.
A celebre
Sa-
pho
precipitou-se
do
alto de um
rochedo
em
Lesbos.
Anacreonte
foi
victirna
da
em
briaguez.
Gratino e Terencio
pereceram
em
naufragio.
Seneca
e
Lucaoo
foram
condem*
nados
á morie
por
um
tyranno,
e
em
quanto corria o
sangue
das
suas
veias re
petiam
rnaximas
admiráveis
e
versos
ele
gantes.
Lucrecio maiou-se
em
um
phrene-
si
de
amor
desesperado. Sócrates
e
Demos-
thenes
foram
envenenados.
Cicero
morreu
de
uma
cutilada que lhe deu um
oflicial
da
guarda
romana.
Punição
antiga das mulheres.
—Antigamenle
na França, ABemanha,
e
outros
paizes do
norte da
Europa,
costu
me
dar
o
seguinte
castigo
ás
mulheres
ca-
lumniadoras,
viciosas,
inlriguistas
e rixo
sas
:
As criminosas
eram condemnadas
a pas
sear
pelas
roas
mais
publicas,
levando
uma
pedra
pendurada
ao pescoço.
Se
a
falia
punida
era
de
mais
gravidade,
as
mulheres
eram
precedidas
por um
pregoeiro,
qoe
publicava
em
alta
voz
o
motivo
da
pena.
Escolhiam-se
sempre
para
a
execução da
sentença
os
dias de
mercado e
os
logares
de
maior
concorrência.
Umas
vezes a
pe
dra
linha
esculpida a cabeça
de
uma
mu
lher
com
a
lingua de fóra, como
um
cão
fatigado
:
esta
ligura
era
o
simbolo das
maldizeules
e
intrigantes.
Oulras
vezes
a
pedra
tepresenlava
a
figura
de
um
cão
e
um gato
brigando,
para
significar
o
cas
tigo
das
bulhentas
e motoras
de
desordens.
Uma
garrafa
designava
as
que
eram
puni
das
pelo
vicio
da
embriaguez. Em um
tri
bunal da
Hungria
ainda
se
conserva pen
dente
da
parede
uma
d
estas
pedras
com
as
figuras de duas
mulheres
brigando;
e
uma
inscripção declara, ter
servido
esta
pedra
pela
ultima
vez
a
13
de
outubro
de
1673,
por
sentença
contra
duas
mulheres,
convencidas
de amotinarem
incessantemen-
te
a
visinhança
com
suas
rixas
e
desor
dens.
—
«Conimbricense»
Publicação.—
Recebemos
e
agrade
cemos
o
caderno
1°
do
tomo
2
°,
corres
pondente
ao
mez d
’
abril,
do
Mensageiro
do
Coração
de
Jesus.
—
Boletim
mensal
do
Apostolado
da Oração.
E
’
seu
director
o
sor.
padre
José
Rodrigues
Cosgaya, dr.
em
Theologio.
Recommendamos
ás
pessoas devotas es
ta
publicação.
Os
que
desejarem assignal-a
devem di
rigir-se
ao
referido
director,
rua
dos
Mar-
tyres da
Liberdade,
o.°
A,
—Porto.
O«
«mil>
de Garlbaldl.—
Para
os
GAZETILHA
e
derramar
pelas
diftereotes
camadas
da
sociedade a
discórdia e
a revolução.
Seja,
pois,
o
primeiro cuidado dos
ca-
tholicos reagir
contra
o
seu
mal,
para
bem
da
sociedade.
Cavele
omnes !
—
(«Atalaia»)
A
’
earidade. —
Peio
diviuo
amor
de
Deus pede-se
ás
almas
caridosas
e
bera
fa
zejas
uma esmola para o
infeliz
José
Ave
lino
Ferreira,
qoe,
ha
quasi
um
anno,
se
aeba
entrevado
com
moléstia da
espinha.
Tem
em sua
companhia
sua
mulher,
e
5
filhos
de
menor
edade,
vivendo
todos
na
maior miséria. Residem
na
rua
da
Ponte
n.°
5.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
em
2
de
abril
Sabrosa.
—Francisco
Pereira
da
Silva
Pinto
(Provesende)
—
Recebido.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
31
de
março de
1875
EfTeetuado
Banco
de
Villa Real
45$000.
Banco
Nacional
6$200.
Banco
Commercial
de
Vianna
5$200.
Banco
do
Douro
89$500.
Banco Commercial
de Braga
(2.
a
emis
são)
19$000.
Banco
Commercial de
Bragança
para
30
d’
abril
3$500.
Dito dito para
31
de
maio
3$600.
BOLSIM
Banco
de
Villa
Real
45$000.
Banco
da
Regoa
45$!00.
Banco
Commercial
de
Braga
(2.9
emissão)
19$000.
Banco
de
Bragança
3$500.
Dito dito 3$450.
Banco Commercial
de
Vianna
5$300
Banco
do
Minho
120$700.
1
de
abril
de
\875
EÍTectuado
Banco
de
Vianna 5$300.
•
Banco
de
Bragança
3$4OO.
Banco
do
Alemtejo
5$900.
Banco
de Villa Real para 30
d
’abril
43$250
Dito
dito
45$000.
Banco
do
Douro 88$500.
BOLSIM
Banco de
Villa
Real
45$000.
Banco
do
Douro 88$500.
Banco
Commercial
de
Guimarães
4$250.
Banco
de
Bragança
3$4OO.
Companhia
Commercial
e
Industrial
Por
tuense
10$500.
Idem
idem
lo$600.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
ÀNNOTCIOS
VILLA
Vendem
se
os
bens
que
ficaram
por
morte
de
Antonio
José
da
Silva
e
Maria
Josefa
da
Silva
Ribeiro,
situados
na
fregue
zia
de
Dornellas,
do
julgado
d
’
Amares,
fi
cando
o
comprador
obrigado a
pagar
a
Manoel
Antonio
Vieira,
da
freguezia
de
Verim,
a
quantia
de
100$000
réis,
fortes,
metade
sem
juro
e
metade
a
juro
de seis
e
meio
por cento
ao
anno
(3$250)
da
hypotheca
que
lhe
fez
dos
ditos
bens,
Maria
Josefa
da
Silva Ribeiro,
viuva,
por
escriplura
de
10
de Agosto
de
1873,
la
vrada
nas
notas
do
labellião
Luiz
Avelino
Plácido,
do
julgado
de
Amares,
e
registada
na
Conservatória
a
14
de
março
de
1874
;
os
bens
hypothecados
são
:
campo
de
Pu-
gide,
campo
do
Bairro
e
leiras
da
Eira.
A
casa
e
leiras
da
Batoca
não
estão su
jeitas
a
hypotheca,
como
consta
da
Cer
tidão
o.°
1, passada a
requerimento do
Francisco
de
Sousa
Carneiro,
na
con
servatória
da
comarca
de
Villa
Verde
a
29
de julho
de
1874.
Estes
bens
foram
avaliados em
481$JOO
reis,
valor real, moeda
forte,
livre
de
pen
sões
.
trata-se
com os
herdeiros
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro.
Os
senhores
pretendentes
pódem
man
dar
saas
propostas
ao
abaixo
assignado,
morador
á
rua
dos
Barbonos
n
*
33 (an
tigo),
com
a declaração
de
ser
em
moeda
forte
ou
fraca,
e indicação
do
nome
da
pessoa
com
quem
se
póde
tratar
ua
dita
cidade.
Rio
de
Janeiro,
20
de
dezembro
de
1874.
(2348)
José Antonio
da
Silva.
NOVÂ EMPREZA DE
ilUAS
Largo
dos
Terceiros
Braga.
Faz
publico
que
desde
o
dia
8
d
’
abril
estabelece
mais uma
diligencia diaria
en
tre
esta cidade
e
a
Villa
dos
Arcos.
Sae
de
Braga
á
1
hora
da
tarde
e
chega
aos
Arcos
ás
6, sae
dos Arcos
ás
6
da
manhã,
e
chega
a
Braga
ás
11.
Tem
demora
no
Pico
de
quarto
d
’
hora
na
ida
e outro
na volta.
Preços
de
Braga
e
vice-versa
:
Villa
Verde,
dentro
200
reis,
fóra
180.
Pico,
dentro
280,
fóra
240.
Portella,
dentro
360,
fóra
300.
Barca, dentro
440,
fóra
360.
Arcos,
dentro
500,
fóra
400.-
Braga
30
d’abril
de
1875.
O
gerente,
(2349)
Eduardo
Pacheco.
ALTA
NOVIDADE
30,
Rua do Souto, 3G
Junlo
á
rua
de
Jano.
CHAPELARIA
ALHEIDA
Acaba
de
receber
das
melhores
fabricas
do
Porto, na
ultima
moda,
grande
e
variado
sor-
lido
de
chapeos, de se
da
e
de
fellro,
para
homem,
menino,
e
senhora.
Bonita
collecção de
bonets,
que
lodo
vende mais
barato
que
em outro es
tabelecimento.
Fabrica,
concerta
e
põe
na
moda,
com
perfeição
qualquer
chapeo
que
esteja
nas
circumstaneias.
(2350)
João Duarte
Pregoeiro,
morador
no
largo da
Praça,
d
’
esla
cidade,
participa
ao
respeitável
publico
qoe
já
possue
um
ca-
lexe e
uma
vitoria. Espera
pois
dos
seus
amigos
e
freguezes,
novos
favores,
em
o
preferirem,
no
que
com satisfação,
os
pó
de
muno
bem
servir
modicamente.
(2347)
ATTE.\'Ç4O
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
d^s
Aguas
n.°
9, leva
ao
conheci
mento
do
publico
que
loma
conta
em
sua
casa
de
toda e
qualquer
encotnmenda
pa
ra
a
Barca
ou
Arcos,
assim
como nos
Ar
cos
na
sua
estação
á
entrada
da
Ponie,
para
Braga
e
Porlo,
pelas
quaes
se
res-
ponsabilisa. Assim
como
também
em
sua
casa
freta
trens
grandes
ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
o
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer
porte
do reino por
preços
muito
rezumidos.
Braga
31
de
março
de
1874.
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.«
5,
com-
pra-se toda
a
qualidade de
metaes, e ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
,
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
com
8raní
^e
l°Í
a
P
ara
armazém.
s
ila
na
rua
c
jas
Agoas,
com
n.
e
91.
Vê-se
das
9
horas
da
manhã
até
meio
dia.
Trata-se
com
Antonio
Silverio de
Pai
va,
da
Ponte.
(2314)
Henrique
Francisco
Bizarro,
delegado
dol
thesouro
no
dislriclo de
Braga,
por
mer
cê
de
S.
Mageslade
El-Bei
a
quem
Deus
guarde
Faz
publico,
para
que
chegue ao
co
nhecimento
de
lodos
os interessados,
que
pelo
art.
5.
da
lei
de
18 do corrente mez
de março,
publicada
no
«Diário do
Go
verno»
n.° 62,
foi
concedido
o
praso
de
3
mezes,
a
contar
do
dia
23
do
mesmo
mez,
para
no
continente
do
reino
poder
reqnerer-se
a
remissão
dos
foros,
censos
e
pensões
na
posse
e
administração
da
fa
zenda.nacional, ou
de
donatários
vitalícios,
ou
na
das corporações
e
estabelecimen
tos
de
que
tratam
as leis
de desamortisa-
ção,
sendo
a
remissão
regulada, quando
se
refira a
direitos
na
posse
da
fazenda
ou
na
de
donatários
vitalicios,
pelas
dis
posições
da
lei
de
13
de
julho
e
seu
re
gulamento
de
12
de
dezembro
de
1863,
e
quando a
direitos
na
posse
das
corpo
rações
e
estabelecimentos
comprehendidos
nas
leis
de
desamortisação,
pelas
dispo
sições
da
lei
de 28
de
agosto e regula
mento
de
25
de
novembro
de 1869,
e
devendo
o
preço
ser
pago,
ou por
uma
só
vez,
no
acto da
remissão,
ou
em
4
prestações
iguaes,
a
primeira
no
praso
de
30
dias,
contados
da
data da remissão,
e
as
tres
restantes
em
letras a
um,
dois,
e
tres
annos,
com
o
juro
annual
de
5
por cento
;
portanto
todos
os
emphyteutas
censuarios
oo
pensionistas,
que quizerem
aproveitar-se
do
beneficio
da
referida
lei,
deverão
dirigir
os
seus
requerimentos
a
S.
Mageslade
El-Rei,
dentro
do
referido
praso,
ou
direçtamente
pela
Direcção
Ge
ral
dos
Proprios
Nacionaes
do
Ministério
da
Fazenda,
ou
por
intervenção
do
admi
nistrador
do
concelho
onde as
proprieda
des
forem
situadas.
Os
requerimentos
quan
do
se refiram
a
direitos
na
posse
da
fa
zenda
ou
de
donatários
vitalicios
devem
declarar:
1.
°
O
quantitativo
do
foro,
censo
ou
pensão
;
2.
° Qual elle
era antes
de reduzido
em
execução
da
lei
de
22
de
junho
de
1846.
3.
°
As propriedades em
que é
imposto;
os
concelhos e freguezias
em
que
forem
situados
;
a
que
indivíduos,
corporações,
commeodas
ou capellas
pertencia
; e quan
do e
porque
titulo a
fazenda
nacional nel-
le
succedeu
;
4. ° Se
a
remissão
pedida
é
em
todo
ou
em
parte,
e
onde
se
hade
verificar;
5.
®
Se
o
pagamento dò
seu
preço
se
hade
fazer
em
prestações
ou
por inteiro,
e
onde se
hade
effecluar.
Quando tratarem
de
direitos
na
pos
se
das
corporações
comprehendidas na
lei
de 28
de
agosto de
1869,
declararão:
1.
°
O
quantitativo
do
foro,
censo, pen
são
ou
quinhão,
de
que se
tratar
;
2.
°
As
propriedades
obrigadas
ao pa
gamento
de
qualquer
d’estes
encargos
e
os
concelhos
e
freguezias
em
que
forem
situadas
;
3.
°
Os
estabelecimentos
ou corpora
ções
a
quem
se
pagarem
os mesmos en
cargos
;
4.
°
A
importância do
laudemio;
5.
°
Se
a
remissão
requerida
é
total
ou
parcial
;
Estes
requerimentos
devem
ser
acom
panhados
dos
documentos
de
que
tratam
os
§§
1.°
a
8.°
do
art.
1.° das
instrucções
de
25
de novembro de
1869.
Repartição
de
Fazenda
do dislriclo
de
Braga,
era
29
de raarço
de
1875.
(2346)
Henrique
Francisco
Bizarro.
MfDKHi
A
W01
CA Kl € t RA QUI
a
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
DOURO
.
.
13
de
Abril
|
MINHO
.
.
29
de
Maio
MONDEGO
.
29
de
<
[
BOYNE
.
.
13
de
Junho
NÈVA
.
.
13
de
Maio
|
TIBER
•
•
29
de
>
O
paquete
de
13
toca
em
S. Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente, Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O
h
preçoH
Hão
muito
ranoavein
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
porluguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
a
s
classes,
cujo
tratamento se
toma
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de 3.
a
classe tem grátis,
belixe com
colchão
e roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.®
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
G a r
r
e ir a
semanal
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA
Sociedade
nnonyma de responsa-
hilidade
limitada
Em
harmonia
cora
o
disposto
no
art.
7.°
dos
Estatutos,
são
convidados
os snrs.
accionistas a
fazerem a
l.
a
entrada das
suas
acções
na
rasào
de 20
p.
c.
desde
o
dia 20
de
abril
até
o
1.
’
de
maio
:
em
Bra
ga
na
casa
do
Banco
e no
Porto na do
seu
agente
o
snr.
João
Evangelista
da
Silva
Mattos <5c C.a
—
Praça
de D.
Pedro
n.°
22.
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
DO
PACIFICO
Rio
de
Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso, A
rica,
Islay e Callao
CARREIRA QUINZENAL PARA PERA AMBICO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando as
mesmas
vantagens
como
at^
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
excellente»
commodo», bom tra
tamento,
bastante espaço
para
bagagens e viagens rapiôas,
pois
que
OS
Paquetes
do Paeifleo
tem
gasto
SÓmente
13
dias
de
Eisboa ao Kio de
Janeiro.
Preços das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do Porio
para
Lisboa
Pernambuco
...................................................
Bahia..............................................................
Rio de
Janeiro..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres. ...'..
Valparaiso,
Arica,
Islay*1
e
Callao
. . . .
3/
CLASSE
2.
*
CAMARA
1/
CAMARA
40^090
81&000
108&000
40^000
90&000
117&000
•
45^000
90^000
121^500
54&000
90^000
157^500
126^000
189&000
308^500
Braga
24
de
Março
de
1875.
Os
direçtores,
'
‘
'
Jo
Qè
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Cosia
Palmeira
(2344)
José
Antonio
Bebello
da
Silva.
Catalogo
dCalguns
livros
que
se
vendem
na
Livraria
Cal/iolica,
rua
do
Souto
n.°
, Braga.
P.
Antonio Pereira.
Biblia
(ediç.
de
1794,
etc
)
7
vol.
em
foi.
Preço
90000.
Sarmento,
Historia
Biblica,
150000.
Antoine.
Theolõgia, 10(
>OO.
Sigillo.
sacramental,
3 vol. em
4.®
900.
S.
Martinho
Hrwcarense.
Vida,
Opusculos,
Begras
e
Cânones
3 vol.
era
foi.,
50000.
Vida
de
S.
Francisca
Chantal,
era 12/
240.
Searfantoní.
Lucubraliones
Canoni-
cales. 2
vol.
era
foi.
50000.
Fleury.
Hisloire Ecclesiastique.
40
vol.
em
8.° 120000.
Duereux.
Historia
Ecclesiaslica. 11
vol. em
8.°
30300
Moreri.
Diccionario
historico
(Em
es
panhol)
10
vol.
em
foi.
200000.
La
cied.
Historia
de
Porlngal. 15
vol.
em
8.®
3^600.
Memórias
para
a vida
de
D. Fr.
Caeta
no Brandão (!.
’
ediç.)
10200.
Breviário
Bracarense,
em
2
vol.
30600
Mi^sale
Bomanum
(edição
de
1573)
40000.
Breviarium
Bomanum,
ii’
um
vol.
só,
em
4.°
800
Mãrtyrologium Bomanum
(1584)
-20-bO.
Idem,
com notas
(1620)
10200.
Melhod»
da
Liturgia
Bracarense.
400.
Sobrino.
Diccionario
Espaiíol
Fran
*
cez,
106dO.
Macedo.
Viagem
extalislica,
400.
Elpino Duriense.
Obras.
3
vol.
etn
4.°,
10000.
Verdadeiro
melhodo
de estudar.
3
vol.
em
4.° 10500.
Feijó.
Theatro critico,
carias,
etc.
14
:
vol.
em
4
0
60000.
Quevedo.
Obras.
5
vol.
em
4
0
(Em
hispanhol),
30000.
Tratado
hislorico
das
Ordens Monásticas
de
S.
Jeronymo.
-2
vol.
em
foi.
30000.
RiveriuH.
De
perfeclo
canonico. 2
vol.
,
em
foi.
20400.
Criançan
dos passageiros
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A
’é
aos
8
annos
a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis, uma
só
de
cada
família.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de Lisboa
um
paquete,
os passageiros
de
3.
* classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
á
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida &
Bereria.
Trata
a
passagem a
pagará,
vista
e
a
prazo
com
fiança.
El
Quijole
clel
siglo XVI11.
4
vol.
em
12.\
800.
Moraes.
Diccionario (edição
de
1813),
30000.
Massilon.
Sermões,
traduzidos em
porluguez
12
vol.
em
8.°,
50000.
Estes
preços
são
os da avaluação.
Existem
muitas
mais
obras
scientificas
e
religiosas
em muito
bom
uso,
que
se
vendera
por
preços
rasoaveis.
Pela
Repartição
de
Fazenda d’
este
dis
lriclo são
convidados
os
possuidores de
inscripções
com
assentamento
na «Junta
do
credito
publico»,
que
pretenderem
receber
os
juros
do
1.®
semestre
de
1875 pelo
co
fre
central
d
’
esle
dislricto
a apresentarem
na
referida
Repartição
de
Fazenda
até
ao
<iia
26
do
corrente, as relações
respecti
■vas,
que
deverão
conter
os
nomes,
ap-
pellidus
e
mais
circumstanci.is designada»
oos
averbamentos
de
seus
litulos,
sendo
uma
por
cada
semestre
em
divida,
e
des-
criplos
os
mesmos títulos pela sua
ordem
numérica
sem
o
que
não serão
acceites.
Os possuidoies
de
«Coupons»
deverão
tambern
apresenial-os
na
mesma
Reparti
ção
para
serem
relacionados
e
seguirem seu
destino.
Repartição
de
Fazenda
do
dislriclo
de
Braga, 1.®
de
abril
de
1875.
O
Delegado
do
Thesouro,
(2345)
Henrique
Francisco
Bizarro.
Praticante
de
pharmacia
Na
Pharmacia de R. S.
Carvalho,
em
Villa
do Conde,
precisa-se
d’um
pratican
te
qoe
esteja
habilitado
a
aviar
foi
mulas,
independente
da
presença do
proprietário,
e
que
seja
de
bons costumes.
A quem
convier
póde
dirigir-se
á
re
ferida
Parmacía.
PHARMACIA
Vende-se
ou arrènda-se
uma
Pharma
cia,
em
Villa do Condç,
em
bom
local
e
acreditada.
Quem
a
pertender
póde
dirigir-se
á
administração
d
’este
jornal
onde
recebe
rá
informações.
\
(2342)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Cojnpram
e
vendem
acções de
lodos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
d
’
asseutamento
e
coupons.
(I)
O
professor
em
artes,
letras
e
sciencias,
membros
do
clero
e
magistrados;
todo o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
dou
tor
ou
bacharel
honorário,
pódem dirigir-
se
a Medicus,
rua
do
Rei,
46
em
Jersey
(Inglaterra).
(2IÓ7)
ALV1ÇARAS
Dão-se
em casa
dos
snrs. Almeida
&z
Pereira
á
pessoa
que
achasse
uma
corren
te
de
relogio
de
ouro,
que
se perdeu
des
de
;o
Largo
do
Barão de
S.
Martinho,
até
á
rua
de
S.
Vicente, e
a queira
en
tregar
em
casa
dos
mesmos
snrs.
(2332)
A
pessoa
que no sabbado
d'Alleluia
le
vou
da
Sé,
por
engano,
um
guardasoli-
nho de
feda
e
o
queira
entregar,
póde
dirigir-se
ao
escriptoriõ
da
administração
d
’este
joinaL
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio
Germano Ferrenrinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal, sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
’
ACÇÕES
João
Manoel
da
Silva
GuimfP
rães.
—Rua do
‘ Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581) - É o formato de
-
comerciominho_03041875_328.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)