comerciominho_01051875_340.xml
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-
3.
’ ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
340
Assigna-see vende-se
no
escriporio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência franca
de
porte.
=
As
assi-
guaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
'
Braga,
anno
1/600
rs.=Semestre 8*10 rs
=Provin-
ctas,
anno
2/100
rs
e
sendo
duas
4/000
rs.-Semestre
ou
10/000 rei^Vno
00
rs
==S
^
mt
;
s!re
2
^300
rs.
moeda
forte,
ou 100000
reis e
5ôo00
reis
moeda
fraca.
==Xnnuncios
nor
hnhá
J)rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
%
(Tabalimenlo
ISK/LGA —
SABBADO 1
»E
MAIO
Pastoral.
Publicamos
em
seguida
a
bella
pasto
ral
do
digno
Prelado
da
diocese portuen
se,
motivada pela
resolução
tomada
pelos
negociantes
de ourivesaria
e contrastes
en-
saiadores
d
’
ouro e prata,
da
cidade
do
Porto, de
não
abritern ao commercio os
seus
estabelecimentos,
nos
domingos
e
dias
sauctificados.
Oxalá
que
o
louvável
exemplo
dado
por
aquelles
dignos
cavalheiros, seja
se
guido
pelos
seus collegas de
lodos
os
pon
tos
do
reino.
Jà
n
’
este
logar nos occupamos
por
vezes
da
importância
social
e
religiosa
do
descanço do
domingo,
por
isso
limitamo-
nos
agora
a reconimendar
a
leitura
do
do
cumento
que
segue
:
D. Américo
Ferreirn doa
Soutos
Silva,
por
mercê de D eco® e da
Sasicta
Sé
Apimtoliea,
Bispo do
Porto,
do
Cosigelrtio de
Sua Ma-
gestade
Fidelíssima, Far do Rei
no,
ete.
Aos
qoe
esta
Nossa
Provisão virem, Saude,
Paz
e
Bênção
em
Jesus
Christo,
Nosso
Senhor
e
Salvador.
Fazemos
saber
que
os
bçnemeritos
negociantes
de
ourivesaria
e
contrastes
ei>-
saiadores
de
otuo
e
prata
d
’
e»ia
cidade do
Porto,
Nos
communtcaram,
por
uma
de
putação
d
’enlre
si
escolhida, que
em
reu
nião geral
haviam
unainmemenie
concorda
do
em
que
nenhum
dos
seus
estabeleci
mentos
se
conservasse
aberto
ao
commer
cio
nos
domingos e dias
sanclificados;
e
ao
mesmo
tempo Nos manilestaram
o
lou
vável
desejo
de
que
esta
resolução
se
tor
nasse bem
conhecida de
lodos os
Nossos
Diocesanos
por
meio
dos
Reverendos
Pa-
rochos.
Bem
aprasivel é
a annuencia
a
um
pe
dido
quando
o
que
csie
procura
obter
é
niuis obtigação
que
se compre,
do
que fa
vor
que
se conceda
;
e
n
’
tsse
caso
esta
mos
para
com
esta
digna
dasse
dos
ne
gociantes
d
’esta cidade,
cuja
resolução
é
Nosso
rigoroso
dever
não
só applaudir,
mas
muito instantamente recommendar
e
propôr
como exemplo
a
todas
as
outras.
Como
chrislão,
como
Ministro
de
Deus
e
mais
ainda
como
Prelado,
exulta-se-Nos
<le
alegria
o
coração
ao
vêrtnos
Nossas
Diocesanos
sempre
fieis
no
cumprimento
exacto
dos
deveres
da
nossa
Religião
;
e
confessamos
este
sentimento
com
a
cer
teza
de
ser comprehendido
por
lodos
os
habitantes
d
’
uma
cidade,
que,
a
nenhu
ma
cedendo
o
passo em
ouiras
virtudes,
a
todas leva
a
palma
em
manifestação
pu
blica
e
solemne
da
sua
devoção.
Qiuzerainos
Nós
que.
ao
prestar
este
testimunho
de
louvor tão bem
merecido,
nào
Nos
obrigasse o
dever
do desempenho
do
Nosso
cargo,
não
menos
que o da
verdade
e
justiça,
a fazer-lhe
uma
exce-
pçeo
em
matéria
de
lào
elevada impor
tância,
como
é
a
santificação
dos
domin
gos
e dias
de
guarda.
Infelizmenle,
porém,
é
forçoso
confessar
que este
preceile da
nossa
Religião
é
tão manifeslamenle es
quecido,
que,
sem
subterfúgio,
uão póde,
por
fórma
alguma,
ser
negada
a
sua
pu
blica
transgressão.
Ha
muilo
que
não
ignorávamos a
exis
tência
de
tão
lamentável
incúria,
e
cons-
trangia-se-Nos
o
coração
de
dòr
ao
ver
mos
postergado
por
uns
tão
sagrado
de
ver,
e
ao
pensarmos
na
triste
condição
dos
outros
que,
obrigados
a um
trabalho
penoso,
nem
ao
menos
no
dia
do
Senhor
podiam
applicar
a
si a»
Suas consolado
ras
palavras;
—
Nào
é
só
de
pão
que vive
o
homem.
—
Conhecíamos,
porém, igualmen-
te
que
este
mal,
além
de
inveteiado,
pro
vinha
de
uma
d’
aquellas
luctas
de interes
ses temporaes,
em
que,
para
vencerem
os
sãos
princípios,
é
necessário o
accor-
do
de
todos
os
homens
de
boa
vontade
:
e
então,
embora
anciosos,
agnàrdavamos,
confiados
nos
sentiiqentos
religiosos
dos
Nossos
Diocesanos,
o dia
feliz
em que,
unidos
na
mesma
fé
para
com
Deus
e
caridade
para com
o
proximo,
disseram
como
S.
Paulo:
—Não
façamos
nossas vi
das
mais
preciosas
do
que
as
nossas
al-
\mas;
—
e
salvassem
as
suas
almas,
guar
dando
a
lei
do
Domingo.
E
com
efleito,
caros Diocesanos,
ne
nhum
outro
proceilo
se
póle
dizer
que
mais
do
qoe
este, apesar
de
rigorosa
mente
obrigalorio,
stja
universal
e
fácil,
e
mais
<e
coadune com
a
natureza
univer
sal
fisica
e
moral
do
homem.
Instituído
pelo
proprio
Deus
em
segui
da
á
creação
e
para
eterno
testimunho
d’
e!la,
foi
pelo homem
recebido
e
cum
prido
como
vassalagem
de
dependencia,
e
ain
ia
mais
de
gratidão
da
creatura
para
como
seu Creador.
Tianslerido
p
l<»
Egre-
jà.
pelos
proprios
A po.-lolos,
dr»
sabbmlu
•1
’
Israel
para o
domingo dos
chrisiãos em
memória
da
Resorreição
do
Filho de Deus,
todos
os
discipulos
d
’Este
o
guardam
e
santificam,
para
atteslarem
ao
ceo
e
á
terra,
que
assim
como
lodos
somos
íilhos
de
Deus
pela
creação,
lambem
o somos
pela
Redempção,
e
assistindo
ao
sacrifí
cio
da
mesma Redempção n
’
esse
dia, e
repousando
n
’
elle
dos
trabalhos
d
’
esta
vi
da,
protestamos,
com
a
mesma
fé,
que
a
nossa
esperança-é
alcançar
o
repouso
eter
no
em
Deus,
que
a
Redempção
nos
me
receu,
e
para
elle
nos
preparamos.
Sendo,
pois,
a
observância
do
domin
go
uma
profissão
de
fé
em
Deus
n
’
este
mundo,
e de
firme esperança
de salvação
no
outro,
que
muilo
é
para
admirar
que
não só
a
Egreja
d
’
ella
faça
um
preceito
rigoroso,
mas
que
em
toJo o
tempo ja
mais
os
chrisiãos,
por mais
delinquentes
que
fossem
em
outros
deveres,
omiltissem
este
desprezo
?
E
’
que
uns
e
outros sen
tem
em
sua
consciência
o
que
um
Pa
dre
da
Egreja,
já
proclamava
em
qoator-
ze
séculos
:
—
Sem
domingo
nào
ha
chris
lão.
Acaso n
’
esta
cidade o trabalho, que
se
presenceia
ao
domingo,
significará
omis
são
lambem d
’
ãssistencia
ao sacrifício
da
Missa
e
arrenegação
da
nossa
fé?
Embo
ra
algum
estranho
o
queira
ou
possa af
firmar
pelas
apparencias,
Nós
protestamos
mil
vezes
que
nào,
e
tomamos
a
Deus
por
lestimunha
de
quanto
é sincera
a
Nos-
s
z
a
convicção.
Aos
homens
damos
para
prova
a
san
ta
resolução
tornada
por
uma
classe
in
teira
e respeitável
d
’
esla
cidade,
e
dictada
pelo
sentimento
religioso
que,
nunca
ex-
tinclo,
ag>»ra
revive
para
tornar
bem
pal-
pavel
uma
verdade
que
nem
sempre
é
re
conhecida :
que
os
preceitos
da
Religião,
longe
de
contraiiarem,
antes
promovem
ós
legiiimos
interessas
d
’
e"ta
vida.
E
m realidade, só a
cegueira
da
avi
dez não
vè,
qne uão
póde
haver
mais re
voltante
abuso
do
superior
para com
o
inferior,
do
capital
para
com
o
trabalho,
iio
que
violentar
a
consciência
do
operá
rio.
qualquer
que
seja »eu
nome
ou
con
dição,
negar-lhe
o
descanço
ao
dumingo,
sob
pena de
também ilrn
reem-ar
o
sa-
lario á
semana,
assim
qmsi
que
leval-o
a
comprar
o
pão
qualidiano
pelo
preço
d
’uma apostasia !
E
se
o
amor
para com
Deus
não per-
milie
que
algum
lhe roube
o
culto
dos
Seus
filhos,
o
amor
paia
com
o
nosso
proximo
e
o
proprio
interesse
hem
enten
dido,
lambem
chamam
alto
que
lhe
dei
xemos
ao
menos um
dia
para
respirar
das
fadigas
dos
outros
seis de
continuo
lidar,
para enxugar
o
suor do
seu rosto,
e
mais
que
tudo
para
o
pensamento
do
ceo
o
alento
nas
amarguras
da
terra.
Tem
elle
pae
ou
mãe,
irmãos,
lahez
mesmo
mu
lher
e
íilhos;
são
laços
de
Lmilia,
qtie
o
chamam,
e
que
ninguém
tem
o
diiei-
to
de
quebrar,
nos
dias
que
Deus
des
tinou
pura
mais
estreilamente
os
ruir. E
fé é
adolescente,
que
entra
na
vila
g-t-
nhamlo
o
pão
com
o
trabalho,
não
lhe
deixeis
do
dia
do
Senhor
rsqueeecer
ou
transgredir
a
Sua
Lei:
que
é
a
Lei
d
’EI-
le,
e
não
a
de
outrem,,
que
lhe
ensina
o
respeito,
a
obediência
e
o
sacrifício
pelo»
paes e
superiores.
Nào
ignoramos
que
estas
consideraçõ
*
s
são
todas
bem
conhecidas; que
ninguém
ousa negar sua
verdade e
todos queeriani
pela
sua
parte
reconhecel-a
priuicamente,
conformando-se
com
o
preceito
da Reli
gião
; desgraçadameole, puiém,
a
concor
rência
commercial
dos estabelecimentos
impede
a
uns
prescindirem
de
lúcios
iguaes
aos
adqui'idos
pelos
outios.
Puis
bem
:
tis
o
exemplo
dado,
e
com
elle aberto
o
caminho
para que,
s^rn
com
promisso
de
inle»esses
a'gutis,
possam
to
S?
O HL
M
E.
M
liAitôos
insmicos
i
Visão
de Constantino
Mageao.
Ha
mais
de
dois
séculos
que a
palavra
do
Messias
unha
sido
'ouvida
nas
regiões
da
Judea
;
ha
mais
de
dois
séculos
que.
Jeius
tinha i-ellado, no
alto
do
Golgolha,
com
uma
morte
aflrontosa
a
lei
nova
—
a
alliança
entre
a
humanidade
peccadora
e
um
Deus
inlinitamenie
oflendido.
Doze
homens pobres,
desvalido»
e
igno
rantes
são
encarregados
de propagar essa
lei
pelo
mundo;
e
perseguidos
e
insulta
dos
e maltratados
cm toda
a
parte
evan-
gelisatn,
ein
toda
a
parte
convertem.
Qual
o
prémio
dos
seus trabalhos?
uma
morte
medonha
e
ignominiosa.
E
a
herança
que
deixam
a
seus
discipulos?
as
aifrontas,
o
escarneo,
o
despreao,
a
miséria
e
os supplicios.
E o
Christianismo
venceu
!
e
o
mundo
converteu-se!
Desoito
milhões
de
marly-
res
em
tres
séculos
sellatn
com
o
sangue
a
sua
crença
;
e
cada
gotta
é
semente
que fecunda e
produz
centenares
de
chris-
tãos.
Dez
perseguições
violentas
e
fero
císsimas não
podem suflocar
a
religião
nascente.
A
ultima
a mais
terrivel
é
decretada
agora
contra
os
innocentes
sectários
do
Nazareno.
Vêde. Os
circos
rcgorgiiarn
de
chrisiãos
que
servem
de (
asio
ás
feras:
o
fogo
consome
as
suas
carnes;
o
ferro
despedaça
os
seus membros;
e
o mar
engole os
seus
corpos.
Tudo em
balde!
Persegui-os,
persegui-os, loucos
impera
dores.
O
Chrisliáuisuio
é
com
i
a
agua
que
quanto
mais
comprimida
mais
se
escoa
e
se
difiunde:,
e
vós sofirereis
bem
terrivel
o
castigo
das
vossas
loucuras,
das
vossas
crueldades,
das
vossas
infamias!
EsolTreram.
Galerio
morre
em
Sardica
atacado
de uma
horrorosa
podridão
no
corpo,
cujo
cheiro
invade
toda
a
cidade,
afasta
lodos
os
amigos
e
parentes
do
seu
leito
e
o
torna
iiisupportavel
a
si
mesmo.
Maximiano,
torturado pela
ambição,
iles-
presado
pelo proprio filho,
odiado
por
lodos,
frustrados
todos
os
seus
planos,
e
morto por
ordem
do
genio
contra
cuja
vida
attenlára.
Diocleciano,
insultado
alé
no
retiro
a
que
se
acolhera,
morre cus
pindo
a
própria
lingua
que
lhe
havia apo
drecido.
No
relogio
dos
tempos
soava
a
hora,
marcada
pela
Providencia,
da
paz
e
tran-
quillidade
da
Egreja
chrislã;
e
a
decima
perseguição
linha
sido
o
ultimo
arranco
do
paganismo
moribundo.
O
occidente
do
império
era
partilhado
pelos dous
augustos
Constaolino
e
Ma-
xencio;
aquelle
bondoso,
clemente,
magnâ
nimo,
perfeita
imagem de
Constancio
Chluro
:
este
cruel,
devasso,
louco,
co
barde,
digno
successor
do
seu
pae
Ma
ximiano
:
aquelle linha por
escudo
do seu
throno o
amor
dos
vassalos:
este
linha
como
ameaça constante
á
sua curòa o
o<lio
dos súbditos,
acabrunhados
pelas sua
*
exacções,
deshonrados
peias
suas
lubrici
dades
e
desejosos
de
se
libertarem
do
seu
despotismo.
as
Gallias,
Bretanha
e
Hispanha per
tenciam
a
Gonslanliiio :
a lialia
e
a
África
eram
de
Maxeocio.
A
tainha
do
'libre
eslava
sob
o
jugo do
tyraunu.
Os
rivaes,
separados
apenas
peia linha
dos
Alpes,
ardiam por
vir
ás
mãos.
A
morte
de
Maximiano
foi
pretexto
suíliciente
para
Maxencto
declarar
guetra
a
Constan-
lino.
Este,
não
obstante
a
inferioridade
nu
mérica
das
suas
forças
e
os
conselhos
adversos
dos
generaes,
atravessa
os
Alpes
Coltianos,
loma
Suza,
Turim,
Verona
e
cae
ás
portas
de Roma.
Tinha
diante
de
si
a
capital
do
mun
do,
a
patria
dos Scipiões
e
dos
Fabricios,
a
terra
inviolável
e sagrada
para
os
su
persticiosos
pagãos.
Quem
poderia
escalar
essas muralhas
enormes, tomar
essas
altas
fortalesas
que,
cercando
Roma,
a torna
vam
inexpugnável?
Quem
poderia
vencer
190
mil
soldados
addiclos
a Maxeocio
pelas loucas liberali
dades
com
que
este
os
captivava,
com
forças
diiplicadaineote
menores?
Era no
outono
:
o
sol
linha
locado o
meio
da
sua
carreira;
e Conslantino, pas
seando
a
sua
mente
por estes pensamentos
desanimadores,
sentiu
que
carecia
de
um
auxilio
superior,
sobrehumano
para
subju
gar
o
déspota
de
Roma.
Mis
d’
oode
lhe
viria
esse
auxilio?
O
paganismo e
o
Christianismo
retalhavam o
mundo,
d
’a-
quelle
se
tinham
servido
os
comes
para
justificar
as
suas
mais vis paixões,
para
arrastar
ao
supplicio
os
sectários
de
uma
religião innocente e
para
encher
de
san
gue
e
alastrar
de
cadaveres
o
império.
E
em
paga
qne
tinham
recebido dos
deuses
em
que
tinham
confiado
?
Um
reinado
in
feliz,
uma
morte
terrivel
e
aíhontosa
e
as maldições
do
seu
povo
e
da
posteri
dade.
Os
augures
e
arúspices
riam-se
em
segredo
das
fraudes com
que
embaiam
a
credulidade dos
supersticiosos
:
os
sábios
despiesavam
essa
religião
em que
se
ado
ravam
com
reverencia
estatuas
de
pau
e
de
pedra.
O
paganismo
era
uma
falsidade,
os
deuses
uma
mentira.
E
o
Catholicismo
?
Os
seus
sectários
eram
pacíficos, obedientes,
bons
soldados,
bons
cidadãos;
perseguidos
morriam
con
tentes
pela
religião
que
professavam:
ao
suspiro
ultimo
de
cada martyr
que
pere
cia, acudiam
mil outros
promptos
para
o
mesmo
softrimenlo.
Conslantino
Chloro,
seo
pae,
quo
os
linha
protegido
morreu
socegado
uo seu
leito,
uo
meio
das bênçãos dos
súbditos.
Galerio,
Maximiano
e
Diocleciano
perece
ram
amaldiçoados,
padecendo as dôres
mais
horrorosas.
O
Deus
utiico
dos
chrisiãos
era
o
verdadeiro.
ÇConlinúa)
dos
unidos
pôr
termo
a
om
mal,
qoe
até
aqui parecia irremediável. Por
meio
<ie convenções,
cujo
cumprimento fiel
a
lealdade garante,
é
possível
que
todas
as
classes cheguem
a
conquistar
outra
vez,
para
honra
própria
e
para
gloria
de
Deus,
a
liberdade,
que
nossos
maiores nunca
dei
xaram
perder,—
a
Uberdade
do
descanço,
«los
prazeres
domésticos,
e
da
oração
no
templo
do
Senhor.
Permitia
Deus
qoe',
em
pouco
tempo,
o
aspecto d’
esia
cidade
seja
tal,
que o
es
trangeiro
ao
visital-a
pela
primeira
vez.
assim
como
reconhece
sem
hesitar
que
«•ia
população
é
activa.
industriosa,
e
cheia
de
caridade
ao
vèr
no
domingo
o
descanço
sucçeder
ao
trabalho,
e
fecharem
todas
as
casas de
commercio
para só
se
abrirem
as
portas
da
Egreja, possa ainda
com
mais razão
confessar
que a
cida
de
do
Porto
é
lambem
realmenle
reli
giosa.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos,
será esta
provisão hda
pelos
rev.°
s
parochos. na
fórma
do
estilo,
á
es
tação
da
Missa
conventual
do
domingo
immediato
ao
dia em
que
a
receberem.
Dida
no
Porto
e
Piço
Episcopal,
sob
Nosso
sigual
e
sellc,
aos
18 d
*
ahril
de
1875.
(Logar gg
do
sello). —
Américo,
Bispo
do Porto.
José
Antonio
Correia
da Silva.
Secretario.
Arcos
29 «1’abril.
(Do
nosso
correspondente).
Vou-lhes
dar
uma
noticia,
que
para
muitos
dos leitores do
«Commercio
do
Minho», que
lem seguido
com
interesse
as
questões
da
actuahdade,
aqui
nos
Arcos,
deve ser de
interesse.
Foi
anie-hontem
julgado
no
tribunal
d
esta comarca,
o
snr.
Anlonio
Sebastião
da Silva
Lima.
Nunca
na
minha vida
vi,
nem
esta
vil
la
espera
ver
audiência
tão
concorrida
de
espectadores.
As
pessoas de
maior
respeitabilidade
no
concelho,
além de muitíssimo
povo
das
aldeias
e
villa
tudo
concorreu
a
presen-
■cear
este
julgamento,
celebre
tanto
pelas
nniversaes
simpalhias
de
que
o
accusado
jnstamente
gosa, como
p;na
avaliarem
o
peso
e
a
veracidade
das accusaçôes,
que
tão
encarniçada,
quanto
aíero.-amenle
lhe
tinham
sido feitas.
Não
exagero,
se
lhes
di^er qne
exce
deu
muito
o
numero
de
mil
pessoas
as
que
no
tribunal
e
ruas
próximas se
encon
travam.
A final
o
jtiri
deu
por
não provados
lodos
os
quesitos
que
lhe
foram
apresen
tados.
A
accusação
qne
nos
corpos
de
deli
cio
e
summario
se
apresentou
tenebrosa
revelações
importantes, agora
appareceu
iuansa
co
no
um
cordeiro,
►em
nada
sa
ber.
uem
nada
aliirmir.
Mis a
verdade, pela qual com
a
con
sciência
tranquiila
sempre
pugnei,
obriga-
me
a
dizer-lhes,
que
tanto
o
snr.
juiz,
como
o
snr.
delegado
procederam
com
toda a
imparcialidade,
e
rectidáo.
O
snr
Antonio
Sebastião'
foi
julgado
e
absolvido
sem
o
mais
pequeno favor,
uem
o
accusado,
(teuiio
rasões para
alfir-
mal
o)
os
acceilava, se
chegassem
a
ser-
lhe
offerecidos.
No
fim do
julgamento
o
enthusiasmo
atlingiu
o
delírio.
Apesar
dos
exforços
dos
parentes
e
amigos,
para
que o povo
nào
fizesse
ma
nifestações nenhumas, duas
musicas,
vin
das
espontaneamente,
e até uma
de
Pon
te
do
Lima,
fogueies,
vivas,
e abraços
com
que
desde
o
tribunal até
a
sua ca
sa,
o
meu bom
amigo,
se
via
quasi as
fixiado,
insistiram
em
protestar
ao
snr.
Antonio
Sebastião
a
simpathia
e
atnisade
que
lodo
este
povo
lhe
vota,
e
a
geral
indignação
contra
aquelles
que
tendo
em
ião
pouca
conta a reputação
alheia,
co
mo
a
dignidade
e
a
consciência
própria,
pretenderam
manchar
o
bom
nome
de
um
homem
honrado.
Se
ha
compensação
possível
para
os
trabalhos,
dissabores
e
prejuisos
que
lhe
causaram,
o
sor.
Anlonio
Sebastião
deve
eslar
compensado
com
o
grande triunfo
e
ovações,
que
os
seus
inimigos,
agora
confundidos
e enlameados,
ainda que
sem
querer
lhe proporcionaram.
Pela
minha
pane, eu,
que
pela
verda
de com
que
sempre
combali
as
injusti-
Iças
e
calumnias
que
vi
chover
sobre
um
cavalheiro,
eu,
que
por
amigo
dedicado
da
iunocencia
com
que
via
sofirer
o
snr.
Anlonio
Sebastião,
também
sofiri
desgos
tos,
lambem estou justificado
e até
qua-
si
que
podia
dizer
vingado
se
a
vingan
ça
entrasse em
meu
espirito.
Besta-me
um
merecido
elogio
ao
dis-
linclo
advogado
de
Villa
Verde,
0
«nr.
dr.
Sepulveda,
defensor
que
foi
do
accu-
sado.
S.
ex
a
penhorou
e
captivou
o
auditó
rio
pelo
modo
como
uma
a
uma pulverisou
iodas
as
inlamias.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Hispanha.
Não
ha
noticias
d
’importancia.
Para
não
eliminar
completamente
esta
secção,
aproveitamos
as
transcripções
que
seguem
:
Lè-se
n
’
uma correspondência
datada
de
Elizondo
em
20
:
«O
nosso exercito
do centro,
sob
as
ordens
do
illustre
Dorregaray,
completou
a
sua
organisação,
fortificou
Caniavieja,
bloqueou
Morella
e os
seus
corpos
des
tacados
invadem
alternativarneote
as
pro
víncias
de
Murcia, Cuenca
e
Guadalajara
que
está ás
portas
de
Madrid.
O
nosso
exercito
da
Catalunha
entra
doas
vezes na
importante
cidade
de
Mo
ra
do
Ebro,
percorre
sem
um
tiro
as
ricas
povoações
da
costa
ou
as
ferieis
planícies
de
Barcelona,
esperando que o
seu
intrépido
chefe,
o
general
Saballs,
investido
presentemente
do
commando des
tas
quatro
paovincias,
nos
maravilhe
por
um
d’
esles
feitos d’armas
que
lhe
são fa--
miliares.
Emquanto ao nosso
exercito
do
Norte,
commandado
por
S.
M.,
depois
das suas
victorias
de
Lacar,
e
de Guipuzcoa e do
ultimo
successo
do
forte
d
’
Aspe.
por con
fissão
dos
proprios
inimigos, toma uma
vigorosa
oflensiva.
Uns
pensam
que
cer
cará
novamente
Bilbao,
outros
que
ataca
rá
Santander;
estes
veem
na
presença
de
D.
Carlos em
Tolosa
a
queda
de
Herma-
ni
;
o
maior numero
allirma
que
a
nossa
concentração
de
Iroprs
em
Valmaceda é
o
primeiro passo
d
’
uma
expedição
ás
Cas-
tellas
e
ás
Aslurias.-
0
enthusiasmo
é
tão
grande,
o
arma
mento
tão
perfeito
que
o
nosso
exercito
do
Norte
poderia
executar,
senão
todas,
duas
.Testas
operações.
Eis
aqui segundo
os
nossos
inimigos,
os
batalhões
que esperam
n’
esta
cidade
o
signal da
partida.
O
7.°
de
Guipuzcoa,
Ordunha,
Du-
rango.
Ô 5.°
de
Castella
e
Alava.
O 2.°
das
Asturias,
os
dois Cantabros,
Sarrazola,
Euscauriza,
Campo,
Vitores.—
Total
:
onze.
Esperam-se
ainda
mais
nove.
As
folhas
hostis
tinham
desmentido
a
noticia que
tínhamos
dado (1
’
eslas
pró
ximas
expedições;
agora
annunciam-ifas.
e
a
chegada
de
Loma
com
uma
forte
di
visão
a
Burgo
de
Osma
o
confirma.
O
duplo revez
de
D.
Aflonso
em Ma
drid,
de
Cabrera
em
Biarrilz,
desanimou
o
exercito
aflonsist»
e
os
conservadores
hispanhoes,
por
tal
fórma
que
os
nossos
voluntários
expedionarios
serão
por
toda a
parte
saudados como
verdadeiros liberta
dores.»
—
Da
«União»:
«O general
Quesada
enviou a
Madrid
um
oílicial superior
encarregado
d
’
um des
pacho
muito
grave.
Annuncia
ao
ministro
da
guerra
que
não
póde
conservar
uma
liriha
tão
exten
sa
sem
se expor a
urna
surpresa
similhan
le
á
de
que
a
guarnição
de
Bilbao acaba
de
ser
victima.
O exercito
da
Navarra
precisa
reforços
para
conservar a
sua posição
sobre
o
rio
Argo.
Com
effeilo
as
condições,
da
lucta
mu
daram
depois
que Mendiry possue
arti-
Iheria para
ajudar
os
22
batalhões
na-
varros
e
vascos
que
lem
nas
montanhas
de
Eslella.
As más
novas
da
Navarra
foram
ag-
gravadas
por
um
lelegramma
de
Bilbao.
Os carlistas
surprehenderam
um
dos
for
tes
que
dominam
a
Ria
de
Bilbao, e
de
pois
de
lerem
apanhado
á
guarnição
os
canhões
e
as
munições
partiram
nào
dei-
xaudo
senão
uma peça
de
16 centíme
tros.
Incendiaram
o
forte.
A
fraquesa
de
Bilbao
provem
da
mesma
da
Navarra.»
—
O
mesmo
jornal
publica
os
seguin
tes
lelegrammas:
Hendaya
21.
—O rei
acaha
de
percor
rer
as
linhas
de operações
de
Guipuzcoa
;
ante-hontem
visitou
a
ala
direita
em
An-
doain;
hontem
a
esquerda
em Ayo.
Por
toda
a
parte
foi
acclamado
pelos
voluntários
e pelas
povoações. O
rei
feli
citou
os
nossos
chefes pela
solidez das
nossas
trincheiras.
A
excursão,
na
província de
Huesca,
do
9.°
batalhão
navarro
e d
’
utn
esquadrão,
leve
um
grande
successo.
—A
columna de
Lumbier,
apesar
da
sua
superioridade nu
mérica,
foi
completamente
derrotada.
A
nossa entrada
forçada em
Burgo de
Osma
(província
de
Burgos,
-
que
tem
duas
mil
almas)
produsiu
em
Madrid grande
sensação.
Numerosas
adhesões
chegaram
ao
rei,
da»
províncias
de
Valência e
Alicanle.
Depois de uma
expalriaçào
de
tres
an
nos, 300
dos
nossos,
que foram feitos
prisioneiros
em
Oroquieta,
devem
voltar
de
Cuba,
em
cumprimento
do
tratado
as-
signado
entre
os dois exercitos
belligeran-
les
para
a
troca
de
prisioneiros.
Está-se
formando
o
l.°
batalhão
na-
varro-
Por decretos
de
10
e
14
do
corrente,
assignados
em Ve<«ara
pelo
marechal
Elio,
os
chefes
Pulo,
Rada.
Aguirre,
Patero
e
Rosales, os únicos
que seguiram
Cabrera
na
sua
traição,
foram privados
dos
seus
postos,
condecorações,
etc.,
e
serão
»u-
bmettidos
a
um
conselho
de
guerra
para
serem
julgados
segundo
as
leis
militares.
Estamos
auclorisados
para
desmentir
as
delecções
do
duque
de
la
Roca,
mar
quez
de
Santa
Coloina,
general
Lírio,
seu
filho,
etc.,
etc.
Madrid
21.
— Segundo
a
imprensa
o
estado
de
sitio
eslá
cada
dia
mais
rigo
roso.
O
ministério
regencia
lem
suspendido
uns após outros
o
«Eco»,
«Patria»,
«Ibé
ria»,
«Pueblo»
e
a
própria
«Coirespon-
pencia»
da manhã, jornal semi-oflicial.
Em-
quanio
aos
jornaes
carlistas, supprimidos
ha
dois
annos
por
Serrano,
pedem
de
balde
auctorisação
para reapparecerem.
Martinez
Campos
telegrafou
ao
gover
no
que
nem
responde
pela
tranquillidade
de
Barcelona,
nem
pelos
progressos
dos
carlistas
senão
receber
grandes recur
sos.
'
O
thesouro
aflonsista
está
cada
vez
mais
e
goiado. Nem
se
pagam
os
cou
pons
atrasados,
nem
ao
clero,
e
os
em
préstimos,
tantas
vezes
aununciados,
não
se effectuam.
I).
Aflonso
durará
menos
que
D
Ama
deu
; é esta a
convicção
dos
capitalistas
estrangeiros
e
dos
conservadores
hispa
nhoes.
GAZETILHA
Mez
«le Maria
na Senhora A
Branca.
—
Eoi
houlein
a
abertura
da
edi
ficante
devoção
do
mez
de
Maria,
dedicado
ao
Iininaculado
Coração
de
Maria,
na
lin
da
capella
<le
Nossa Senhora
A
Branca.
Depois
do
exercício
feito pelo
revd.
0
padre
José
da
Costa, e
presidido
pelo
muito
dig
no
capellào
Ambrosio
Fernandes
d
’Araujo,
subiu
ao
púlpito
o
revd.
”
Manoel
Marnôco
e
Sousa,
o
qual,
em
breve
conferencia,
mostrou a
utilidade
e
necessidade
do
culto
do
Coração
de
Maria
durante
o
mez
de
maio,
como
consagração
do
verdadeiro
amor
e
como o
mais
eflicaz
remedio
para
sal
var
a
sociedade.
Foi
brilhante esta
festa
pela
concor
rência
dos
fieis
e
gosto com que
estava
decorado
o
altar
da
Virgem.
Promette ser um
mez
de
graças
e
bên
ção.
A
hora
do
exercício e
ás 5
da
ma
nhã.
Festividade.—
Festeja-se
ámanhà na
egreja
do
convento
ilo
Collegio,
a
imagem
de
N.
Senhora
da
Torre.
Livro de S. Cypràano. —
E’
o
titu
lo
de um folheto
de
cem
paginas,
de
papel
e
typo
ordinários,
que
eslá
á
venda
pelo
fabuloso preço
de
t‘
00
reis
!
Se
ao
menos
fosse
um
opusculo
botn,
ou simplesmen
te
soflrivel...
Mas
damo-nos
pressa
de
denunciar
ao
publico,
e
principalmenle
ao
vulgo
sim
ples,
ignaro,
e
sempre
crédulo,
esse
pa-
pelejo
boçal,
immuudo e
ridículo,
a
até
itnpio,
que, sob
o
nome
venerando de
um
santo,
e
de
um
padre
da
Egreja,
ensina
ou
pretende ensinar
ao
povo
as
mais ab
surdas
abusões,
crendices,
e
vãs
observân
cias. Faltava
ainda
á
imprensa
portuense
vomitar
mais
esta escoria!
Chama-se
a
is
to
especular
com
a
bolsa
alheia
dos
sim,
plorios.
Desde
o
titulo
alé á
ultima
pa.
gioa
o pamphleto é
uma
enfiada
intermi-
navel
de
sandices.
Se
não
leia-se
o
fron
tispício:
«Livro
de S.
Cypriauo»,
tirado
de um
raanuscripto
feito
pelo
mesmo santo
que
ensina
a
desencantar
lodos
os
encan
tar
encantos,
feitos pelos mouros
n
’este rei
no
de Portugal.»
Então
por
quem
é
feito? Facto
vir
gem;
tem
dous
p.es!
0<a
agora
leia-se
a
ultima pagina.
O
auclor
da
eminente
pu
blicação lem
os erros
que
na
mesma pos
sam
haver
«de
tão
pouca
monta» que
nem
se
<lá
ao
trabalho
de
os
mandar
para
o
purgatório
das
erraias,
ma«
assim
mesmo
«jura pela
sua
salvação
que
não
foram
vo
luntários.»
Ex
duobus
dfcce
omnes.
Alguma
coisa
sabemos
de
Patrologi»t
e
possuímos
as
obras
completas
de
S.
Cy-
priano
assim
as
que se
leem
provado
se
rem
d’
elle
como
outras
que
com
maior
ou
menor fundamento
se
lhe
attribuem
e
em
nenhuma
d
’
ell;s encontramos
simiUianles
benzeduras,
nem
era
possivel.
O
seu
ver
dadeiro
auctor não
deixou
de
ser
astuto,
declarando
qoe
eram
exlrahidas
de
um
manuscripto
inédito.
Forte
carapelão,
e
fartíssima
audacia
!
Em
lodo
o
caso
eslão
consignados
am
bos
; o
publico
lica
avisado,
e
a
nossa
consciência
tranquilla,
por
lhe
promover-
mos a
economia
d
’
alguns
cobres,
qne
pó
de
dar
de
esmola,
em logar de
os
atirar
a
um
entulho.
—
(«Palavr»)
O
mensageiro «lo Coração
de Je-
Mii».—
Boletim
mensal
do
Apostolado
da
Oração.
—
Distribuiu-se o caderno
corres
pondente
ao
mez
de
maio, d
’esla
publica
ção importante,
dirigida
pelo
illustrado
pa
dre
José
Rodrigues
Cosgaya,
doutor
em
Theologia.
Agradecemos o
exemplar
com que
fo
mos
brindados.
Theatro.
—
A
companhia
dramatica
do
theatro
da
Trindade
deu-nos
anle-hon-
hm
a
primeira
recua
com
a
opera
cómi
ca,
em
3
actos,
O
diabrete.
Tanto
o
libreto,
original
do
bem
co
nhecido
lilleralo
Manoel
Maria
Rodrigues,
como
a
musica,
de
que é
auclor
o
dislin-
cto
maestro
Alves
Rente,
são
de
incontes
tável
merecimento;
por isso
não
podia
deixar
de
ser
applaudida
a
escolha
do
espec-
taculo.
O
desempenho
foi
geralmente
bom,
e
quasi lodos
os
actores
foram
calorosa
mente
victoriados.
O
snr. Alves
Rente
leve
no
fim
uma
chamada
especial,
sendo
então
mui
pal
meado.
Não
podemos
deixar
de
censurar
o
pro
cedimento
dos
(poucos)
indivíduos,
qne,
por
accinte
e
unicamente
por accinte,
in
tenderam
dever
dar
pateada a
orio
e
a
direito,
havendo entre
elles
alguns
que
sabem
tanto
de
theatro
como
nós
sabemos
do
que
n
’este momento
se
passa
no
polo
arctico.
Palcadas d
este
jaez
só
logram
acarre
tar
sobre
quem as dá,
um
ndiculo
enor
me.
ArrcsMutação.—
Vae
no logar
com
petente
utn
-onnuucio
para
a
arrematação
das
obras
para
a
feitura
do
I."
lanço
da
estrada
do
Bom
Jesus
do Monte
a
Nossa
benhora
do iSameiro.
Para
elle
chamamos
a
ailenção
das
pessoas
a
quem
possa
interessar.
Fortuext-H
ffallecidos. —
Fallece-
rarn
no
ILo
de
Janeiro,
nos dias
4
co
d’
a-
bril,
os
seguintes:
Bento
José
Peixoto,
46
annos,
casado;
Manoel José,
28
a.,
c.;
Domin'gos
Anio-
Dio
Pereira, 57
a.,
c.;
Manoel
Alves d
’
A-
zevedo,
23
a.,
s.;
Gregoria
Pinto,
21
a.,
s
;
Anlonio
Ferreira de
Mello,
34
a., s.;
João
Dantas Ferreira.
22
a.,
s.;
José
<i
’
O-
liveira,
26
a.,
s.;
Gentil
da
Saude,
30
a.,
s.;
Maria
da
Piedade,
19
a.,
s.;
José Igna-
cio,
30 a., s.;
Elisa
Delíina
Gomes
de
Oli
veira.
4b a.,
viuva,
Tainel
em projecto.—
Amuico
de
Castro
e
o
engenheiro
Clemente
Tisseraud
tiveram
privilegio
por
33 annos,
que
lhes
concedeu
o
goveruo
brasileiro,
para con-
slrticção
e
serviço de
transito
de
um
tú
nel
no
morro
do
Liviamenlo
e
receberam
auctorisação
para estabelecerem
uma
liuha
de
cains.
SECÇÃO DE COMMUNICADOS
Relação
das
esmolas
que
foram
offerecidas
ao
Bom
Jesus
do Monte,
da
freguezia
de
Santa
Mar
lha
de
Pinho,
no
concelho
de
Boticas,
no
anno de
1S74.
Casimiro
Martins,
do
logar de
Solvei-
ra,
10500
rs.
Isabel
Ferreira,
de
Fiães
do
Tamega,
100
reis.
Anlonio
de
Moura,
de
Calvão,
600
reis.
João
Lage.
de
Arcos,
80
reis.
José
Rodrigues,
da
villa de
Boticas,
240
reis.
O
ill.m®
snr.
Anselmo
José
Martins,
idem,
640
reis.
Muitas
outras
esmolas
foram
oflerecidas
€
depositadas
em
vários
nichos
do
sanc-
toario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
todavia
ignora-se
qnem
foram
os
oífereotes,
tào
sómenle
aqui
relacionamos
aquellas
que
foram
depositadas
na
meza
da
sacristia.
Não
podemos deixar
de
agradecer
a
vá
rios
padres
que assistiram
ás
festas
que
alli
se
íizeraru
e
nào
acceitaram
a
remu
neração
devida
ao
seu
trabalho,
por
co
nhecerem
os
poucos fundos de
que
dis
põe
tal
sanctuario.
Se
não
ternessemos
of-
fender
sua
modéstia, estamparíamos aqui
seus
nomes.
Agora
resta-nos,
como
mesario de
tal
sanctuario,
fazer
novo
appelo
ao
povo;
cha
mar os
bons
christãos
a
que
venham es
le
anno
depositar
suas
oflerendas
ao
Bom
Jesus
do
Monte
de
Santa
Marlha
de
Pinho
por
occasião
das
du.
s
festas
que
alli se
costumam
fazer,
—
no
dia
da
Assenção
de
Nosso Senhor,
e
no
dia
25 do mez
de
julho.
As
muitas
obras
que
alli
se
precisam,
e
os
poucos
fundos
de
que
o
santuário dis
põe,
nos
obrigam
a
fazer
este
novo
appel-
lo.
O
Bom
Jesus
do
Monte
não
deixará
de soccorrer
em
suas
tribulações a
todos
os
fieis
que
a Elle
recorrerem
com
viva fé,
Í
nem
estes
devem deixar de contribuir
com
suas
esmolas
para
a
conclusão
de
suas
obras.
Grande
era
na
verdade a fé
de
nossos
maiores,
que
no
principio
d
’
es(e século,
deram
começo a
tão
grandiosas
obras,
e
bem
pena
será
a
nossa
se
as
deixarmos
ioconclusas.
O
nosso
bom
Deus
costuma
pagar
cento
por um,
n
’
unca
ninguém
pa
gou
tão
bom
juro,
nem
com
tanta
prom
ptidão;
por
tanto
porque
é
que
nós não
corremos
a
depositar
nossas
esmolas
no
cofre
de
tal
sanctuario
?
Santa
Martha
de
Pinho
24
d
’
abril
de
1875.
P.
e
Cândido Lourenço
Pereira
de
Carvalho
B
olsa
de
B
uaga
28 de
abril
de
1875
EíTeetuado
Banco
do
Douro
870950.
Banco Mercamil
de
Braga
30000.
Obrigações
do
caminho
de ferro
do
Minho
e
Douro
(3.
a
emissão)
110900.
BOLSIM
Banco
do
Minho
1210500.
Dito
dito
1210400.
Ba
oco
Mercantil
de
Braga,
30000.
Banco
de
Villa
Real
440600.
Banco
de
Bragança
20900.
Dito
dito
20950.
Companhia
Commercial e Industrial Por
tuense
100000.
Obrigações do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro
(3.a
emissão)
110900.
29
de
abril
de
1875
EíTectuarlo
Banco
do
Alemlejo
100 400.
BOLSIM
Banco
de
Villa
Real
440800.
Banco
Commercial
de
Braga
180000.
Banco
Mercantil
de
Braga
20950.
Banco
Portuguez (2
a emissão;
para
liqui
dar
em
30
de
maio 210000.
Fundos
hispanhoes a
dinheiro
16.
idem
idem
16,12.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
AGRADECIMENTOS
José
Rufino Moniz
da
Maia,
capitão
do
regimento
d'iufanteria
n.° 7, faltaria
a
um
dever
de
gratidão,
se
ao
partir d’esta
ci-
dale
de Braga,
deixasse
de
publicamente
patentear
o
seu
reconhecimento
para
com
os
seus
bons
amigos
os exc.mos
snrs.
drs.
Valle
e Marques
Coelho,
pela
grande
ami-
sade
zello
e
pericia,
com
que
lem
tratado
meu
extremoso
pae
o
exc.
m
°
coronel
de
infanleria
8
durante
a perigosa
doença
de
que
foi
acommetlido
e
de
que
granças
ao
Divino
e
aos
mesmos
senhores,
se
acha
já
convallescente.
Agradece
também
cordealmente
aos
seus
camaradas
e
habitantes
d
’esta
cidade,
qne
com
todo
o
interesse
se lem
dignado
pro
curar
saber
do
seu
estado,
e
a
lodos
of-
ferece
os
seus serviços
em
Lisboa, já
que
pessoalmente
o
não
póde
fazer.
(2402)
Manoel Ferreira
Borges,
aproveita
este
meio
de
manifestar
a
sua
viva
gratidão
para com
todas
as
pessoas
que
lho
fize
ram
a
honra
de
o
visitar,
ou
que d'algum
modo
lhe
deram
leslimunhos
de
amisade
e
benevolencia
durante
a
sua
recente
en
fermidade,
pedindo
desculpa
áquelles
a
quem
deixasse
de procurar
pessoalmente
por
motivo
da
precipitação
de
sua
partida
para
o
Porto, onde
oflerece a
todos
a
sua
boa
vontade
em quanto
lhes poder
prestar.
Braga
28
d’
abril
de 1875.
(2401)
Manoel
Ferreira
Borges
Manoel
José
da
Rocha
Velloso,
Rosa
Amélia
da
Rocha
Velloso e
Marianna
da
Ro
cha
Velloso,
não
podendo
agradecer
pcs-
soalmente
a
todos
os
ill.
,n
®8
snrs.
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
mãe
e
avó,
Rosa
Maria
Velloso,
o
fazem
por
esle
meio.
Da
mesma
forma
agradecem
a
todos
os
ilj.mos
e revd.
11108
snrs.
eclesiásticos
que
se
dignaram
honral-os,
assistindo
ás
exequias
da
mesma
finada,
na
agreja
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Merelim.
(2399)
D.
Maria
José
Moreira
e
Silva,
Miguel
Gomes da
Cunha
Braga,
D.
Isabel
Rita
Pe
reira
Gomes,
José
Antonio
Perena,
D.
Luiza
Maria
da
Conceição
Pereira e
José
Maria
Gomes
Bello,
não
podendo,
como
desejavam, agraJecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
no
dia
19
do
corrente,
á
iiiLsa
qne
por
al
ma
de
seu
sempre
chorado
mando,
genro,
irmão
e cunhado
Anlonio
Joaquim
Perei
ra
da
Silva,
mandou celebrar na
capella
da
Ordem
Terceira
a
Direcção
da
Assem
bleia
Bracarense,
a
lodos
protestam
sua
eterna
gratidao
e
profundo reconhecimento.
Em
especial
o
fazem
para
cotn
os ex.
nitJS
snrs.
Visconde
de
Pmdella,
presidenle
da
Assembleia, e
mais
directores
e
socios.
que
não
se
esqueceram
depois
de
morto,
de
quem durante
a
vida
havia
sido
seu
cor^ocio e
cullega na
Direcção.
(2386)
Anlonio
José
Pereira,
não
lhe
sendo
possível,
pelos
seus
numerosos
aífazeres,
agradecer
pessoalmente
a todos
os illm.
os
e
exm
tS
snrs.
que se dignaram
honral-o
assistindo
aos
responsos
de
sepultura
que
tiveram
logar
na Egreja
dos
Congregados
por
alma
de
seu
muito
presado
amigo
o
illm.
0
Anlonio
José
d
’
Arantes,
vem
por
esle
meio
protestara
todos
o seu
profun
do
agradecimento
e
indelevel reconheci
mento
de
gratidão.
ANNUNCIOS
ZUiVCO
DE
BDÃG.INÇA
Sociedade
anonyma
de responsabilidade
limitada
São
convidados os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te Banco
a
satisfazer,
desde 1
a
5
de
maio
proximo,
a
primeira
prestação
de 25 por
cenlo
sobre
u
nominal
das
acções
coai que
subscreveram
:
Em
Bragança,
casa
do director, Manoel
José
Dias
Mendes Perena,
onde
provisoria
mente
se
acha
estabelecido
o
escriplorio
do
banco
;
No
Porto,
casa
dos
agentes,
Brito
de
Barros
&
C.a
. rua
de
Santo
Antonio,
173;
Em
Braga,
casa
dos agentes,
Ferreira
Borges óc
C.
a,
largo do
Baráo
de
8.
Mani
nho.
26-C.
No acto do
'pagamento
levar-se-ha
em
conta
a
importância
da
ractiticação,
nos
termos
do
arligo
2.°,
§
l.°,
dos estatutos.
Bragança,
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
Manoel
José
Dias
Mendes
Pereira
Henrique
José
Ferreira Lima
(2405)
Joaquim
Guilherme
Cardoso
de
Sá.
ow
Desencaminhou-se
ha
dias
uma
egua
pedres.
Quem
a encontrasse
ou
souber
do
seu
paradoiro
e
queira
dar
noticia
d’ella.
póde
dirigir-se á
rua de
S.
Domingos
n.®
60
—
em
Braga,
que
dar-se-lhe-hão
alvi-
çaras.
(2398)
Ã
rr
Ê
m
Ã
t
Ã
çãõ
Pelo
juiso de
direito d’
esla
comarca
e
cartorio
de
Esmeriz,
no
dia
16
do
pro
ximo
mez
de
maio
pelas 9
horas
da ma
nhã,
á
porta
do
tribunal
juuicial, que
é
sito
no
largo
de
Santo Agostinho,
d
’
esta
mesma,
sitio
aonde se
costumam
fazer
to
das
as
arrematações
se
tem de
arrematar
a
propriedade
seguinte:
Uma
morada
de
casas torre
d>signada
pelo
n.®
9,
sita
na
rua
Verde, d’
esta
ci
dade,
com
suas
pertenças,
foieira
ao
red.®
cabbido da
Sé Primaz,
com
o
foro
de
170
reis
e
uma
e
meia
gallioha,
avaliada
na
quantia
de
1500600
reis, pertencente
ao
casal
do
finado
José
Antonio
da
Fon-
.-eca,
morador
que
foi
n
’
esta
cidade
e
é
arrematada
por
accordo
dos
interessados,
conselho
de
familia,
dr.
Curador Geral dos
orfàos,
como
se
vê
no
inventario
d
’
aquelle
finado.
E
por
isso
toda a
pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dito
dia
liora
e
local
(2397)
AGENCIA
DO
BANCO
DO
ALEMTEJO
Praça
do Barão
de S. martinho
n.° «O C.
(2406)
Joaquim
Alves
Vinagreiro,
faz
publico
que
fica
dissolvida
a
sociedade
que linha
com
José
Martins Fontão
Lage,
na
carrei
ra
d
’
esta
cidade
para
a
Povoa
de
Lanho-
so,
ficando
elle
annunciame
com
a
mes
ma
carreira
a
sair d’
esta cidale para
a
Povoa,
ás
6
horas
da
manhã e
3
da
tarde,
e da
Povoa
para esta
cidade
ás
6
da
manha
e
4 da
tarde,
e
chega
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde
e
á
Povoa
ás
mesmas
horas.
Preços
os
já
annunciados.
(2400)
Antonio
Anaclelo
d
’
Araujo, da
rua
de
Juno n.°
1,
d
’
e»ta
cidade,
sabe
quem tem
um
titulo d
’acções
pertencente
aos
bancos
de
Villa Real
ou
Regua,
com
uma
pres
tação
paga
a
maior
do
que
aquella
de
que
se
fez
menção
no
acto
da
venda.
A
pes
soa
pois
a
quem
pertencer,
póde
dirigir-
se
ao
supra
dito
senhor,
que
dando
os
signaes
certos
será iodemnisado.
(2401)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Sociedade asionyma
de responsabilidade limitada
São
convidados os.sms. accionistas d
’
es-
le
Banco
a
fazerem
a
entrada
d«
5.
d
e ul
tima prestação de suas acções,
na
rasão
de
20
por cenlo
oo
100000
íeis
por
acção,
desde
o
dia
8
até
o
dia
16
de
inaio
pro
ximo
futuro.
Em
Villa
Real,
na
casa
do
Banco.
No
Porto,
na
casa
do
snr.
Jusé
Julio
da
Costa.
Em
Braga,
em
casa
do snr. João Ma
noel
da
Silva
Guimarães.
Villa
Real
26
d’Abril
de
1875.
Os
gerentes
Joaquim
José
da
Siloa
Guimarães
João
Pinto Ferreira
Agostinho
José
da
Costa.
(2403)
Acham-se
á
venda
na
Livraria
Catholica
fi
G,
run Souto, fiO
BRAGA
Um
tratado
de
homeopathia
pelo
Dr.
Sabino
(Pernambuco).
Uma
botica
homeo-
pathica
com 36 medicamentos.
Um
Diccionario
de
Fr.
Domingos
Viei
ra,
com
15
p.
c.
de abatimento.
Suspiros
e
Saudades, por
Magalhães
(Rio
de
Janeiro),
(2387)
A
Commissão
Especial
encarregada
da
cons-
trucção
da
estrada
de
Nossa
Senhora
da
Sameiro.
Faz
saber
que
no dia
15
de maio
de
1875
pelas
10
horas
da
manhã
á
port»
dos Paços
do
Concelho,
e
perante
a mes
ma
Commissão,
lerá lo^ar
a
arremata
ção
por licitação
verbal
das
obras
parx
a
feitura
do
l.°
lanço
da estrada
do
Bom
Jesus
do
Monte
a
N.
S.
do
Sameiro,
com-
prehendido
entre
os
perfis 1
e
45
na ex
tensão
de
583,m
4l—sendo
a
base
de
li
citação
a quantia
de 1.7200000
reis.
Condições
para
a arrematação
1.
®
Para
ser
admiltido a
licitar é
neces
sário
que
cada
um
dos
concorrentes
mos
tre
que
está
no-
caso
de
poder
executar
por
sua
conla
as
obras,
e
que
dê
as
pre
cisas
garantias
da
sua
boa
execução, para,
o
que
serão
unicamente
admiltidos
coma
licitantes
os
indivíduos
que apresentarem
documentos
pelos
quaes
se
obriguem
a
um
deposito
em
metal
de
5
por
cento
da
quantia
por
que
lhe
for
adjudicada
a
empreitada,
ou
a
apresentar
um
fiador
edoneo
que
o
abone
e
lambem
rnoslrem
que
estão
no
caso
de
dirigir por
si
mes
mos
as
obras.
2. a
Obrigar-se
a
confiar
a
execução
das
obras
a
pessoas
que
estejam
n’
essas
circumslancias,
quando
não
apresente
cer
tificado
que
abone
a
sua
capacidade
para,
o
fim
acima indicado.
3. a
A
fazer
um
deposito
provisorio
na
importância
de
270009
reis.
4.
a
A
habilitação
para
licitar
terá
lo
gar
dentro
de
meia
hora,
contada
da
ho
ra
indicada
para
a
abertura da
praça
e
esta
estará
aberta
por
espaço
de
uma
ho
ra,
que
começará
a
correr
quando
termi
nar o
praso
para
a
habilitação.
5. ’
Só
se
admitlem
lanços
de 10000
reis
ou
de
seus
múltiplos.
6.
O
praso
para
a
feitura
das
obras
será
de
ires
mezes.
contados
desde o
dia
que
o
empreiteiro
for
intimado
para dar
principio
ads
trabalhos.
*
7. a A
dar
cumprimento
ao
projecto
approvado
pela
Commissão
Especial
e
ás
Clausulas
e condições
geraes
para
as
em
preitadas
d
’
Obras
Publicas
de
8
de
Mar
ço
de
1861.
que
tudo
estará
patente
pa
ra
ser
examinado
na
casa
do illm.
0
snr.
Anlonio
José Vieira
Machado,
á
Praça
Municipal,
todos
os dias
não
santificados.
Braga
26
d’
Abril
de
1875.
Pelo
Presidente
da
Commissão
João
Evangelista
de S.
Torres e
Almeida.
CommiísMão
aos
snrs. estanqueiros
Fumos
15
por
cenlo,
Bapé
30.
Vende-se
na
Tabacaria
Bracarense, rua
do
Souto
n.°
27,
Esquina
da
rua
do
Jano.
(34)
VENDA
DE CAVALLOS
Quem
pertender
comprar
uma
bonita
parelha
de cavallos
castanhos
de
57
a
58
pollegadas
e bem
amestrados
no
serviço
de
trem,
póde
procurar
etn
Guimarães,
na
rua
de
S.
Torqnato, Gaspar Loureiro
Paul,
que
está encariegado
de
vendel-a.
TABACARIA
UN1VEBSAL
Campo
de
SanVAnna
n.°
39,
proximo
aa
Cruzeiro
—Braga
Abriu-se
esle
estabelecimento
nas
me
lhores
condições
de
bem
poder
competir
com
os
d
’
esla
ordem,
recebendo
tabacos
das
melhores
fabricas
do
paiz
e
do
estran
geiro,
podendo
servir-se
os
snrs.
consumi
dores,
por
junto e
a
retalho,
o
melhor pos
sível com tuda a
boa fé
e
seriedade.
(2394)
José
Anlonio
Duarte
Pregoeiro,
da
Por
ta
Nova,
leva
ao
conhecimento
do
publi
co
que
tem dous
caleches
e duas
viclo-
rias
e
um
phaeton
e bom
gado
para
os
mesmos,
os
quaes
aluga
por
preços
com-
modos, para
qualquer
ponto.
(2376)
BANCO AGRÍCOLA
E
INDUSTRIAL
DA
E8TREMADD3A
SOCIEDADE ANONYMA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capital
1.509:0006000 reis=Acções
30:000
de &©5O®» reis.
São
convidados
os
snrs.
subscriptores
da
primeira série
d
’
esle
banco,
a
en
trarem
com
quinze
por
cento
ou
sete
mil
e
quinhentos
reis
por
acção
nos
dias
3
a
8
de
maio
proximo,
das
10
horas
da
manhã
ás
2 da
tarde
;
que
juntos
aos
cinco
por
cento
de
ratificação
prefaz
vinte
por
cento
do
valor
nominal
de cada
acção,
de
que lhe
serão
entregues
titulos
provisorios
em troco
dos
recibos
passa
dos
no
acto
da
ratificação.
No
Porto,
na
casa do
banco.
Praça de
Carlos
A
Iberto,
92.
Lisboa,
em casa
do snr.
Dnvid
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51.
Braga,
em
casa
do snr. João
Baplista
Lopes.
Porto
20
de abril
de
1875.
Os directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Edu
rdo
Ribeiro
Mendes,
Eduardo Lyon.
BAHCO
AGRÍCOLA
E
IIVDUSTJR1AUL.
SOCÍEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDADE
LIMITADA
C
apital
L500:0006000
reis
=A
cções
30 000
de
506000
R
eis
A
direcção d’?8te banco precisa de correspondentes e»n todas
as
localidades
vinhateiras do paiz, para a compra e fabrico de aguar
dente
de vinho; quem se achar
no
caso e lhe convenha fará a sua
proposta por escripto
á direcção.
Porto
«O
de abril
de 1875.
Os
directores,
Felix
Plácido
de
Sande,
Eduardo
Ribeiro
Mendes,
OOi
1
*
•
Eduardo
Lyon.
BANCO
IHBUSTãlâL
BA
ESTREMADURA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDADE
LIMITADA
Capital 1.509:0®9)5»»©
reis = Acções 3(Í:O®O
de 5O£©OO reis.
Este
banco
dá principio
ás
suas
operações
no
dia
3
de
maio proximo futuro.
Fará
operações,
commerciaes,
agrícolas
e
industriaes
próprias
de estabelecimentos
d'esta
ordem
e
enire
ellas
as
seguintes:
Compra
e
venda
de
terrenos,
prédios em
bom
ou
mau
estado
em
qualquer
par
te
que
lhe
convenha,
construirá
casas
de
conta propria
para
venoer
a
prazos
por
meio
de
mensalidades
ou
annoidades, e também
edificará
de conta
alheia
qualquer
prédio
ou
edifício
para fabrica,
ou outro qualquer
estabelecimento
dentro
ou
fóra
da
cidade.
Auxiliará
por
lodos
os
meios ao seu alcance tanto os
pequenos
como
os
grandes
industriaes
e
agricultores, encarrega-se
da
compra
de machioismo no
estrangeiro
e
moutagem
de
qualquer
estabelecimento
industiial
em
pequena ou
grande
escala.
Auxiliará
qualquer
indivíduo
que
por falta
de
meios
não
possa
pôr
em
pratica
qualquer
descoberta
ou
negocio
vantajoso.
Auxiliará
a
fundação
de
qualquer
empresa
de
reconhecida
vantagem.
Garantirá
a
fiança
que
qualquer
indivíduo
tenha
de
prestar
para
a
sua
collocação
em
algum
logar
de
responsabilidade,
mediante
uma percentagem
convencibuada.
Recebe dinheiro
em
deposito
á
ordem
e
a
praso
fixo
abonando
juros.
Guardará
titulos
e
objectos
de
valor mediante
uma
commissão
convencionada.
Receberá
generos
á
consignação
pata
vender
por
cònta
de
terceiros;
fará
adianta
mentos
por
conta
dos
mesmos
mediante
juro
rasoavel.
Comprará e venderá aguardente unâcanaeaxte de vinho
a dinheiro
«
a
praso.
Emprestará
dinheiro
sobre
generos
armazenados
na
alfaodega
ou
em
alguma
es
tação
do caminho
de
ferro.
Emprestará
dinheiro
sobre
navios
já
construídos
ou
em
construcção,
ouro
ou
prata
e
pedras
preciosas.
.
t
Descontará
letras
de cambio e
da
terra,
bem como
quaesquer
papeis endossáveis
com
vencimento
certo.
Descontará
recibos
de
todas as
classes
de
empregados
públicos.
Fará
empréstimos ao governo
ou camaras
mumcipaes.
Abrirá
contas correntes,
com
caução
de
letlras-,
acções
de
bancos,
companhias
e
titulos
da
divida
publica
ou
outro
qualquer
penhor
mercantil.
Adiantará
aos
lavradores
dinheiro
por
conta
de
aguardente
a
entregar
em
épocas
diflerentes
mediante
contrato
especial,
corn
ou
sem preço
feito,
sugeilo
ao
do corren
te
nos
mercados
do
Porto ou
Lisboa no
acto
da
eutrega
do
genero.
Adiantará
dinheiro
sobre
qualquer
genero
não
susceplivel
de
deterioração
que
es
teja
debeixo
da
sua
guarda.
Gratificará
convementemente qualquer
indivíduo que
faça
á direcção qualquer
reve
lação
de
vantagem
para
o
banco,
dando-lhe
parle
no
lucro que possa
haver
quando
n
’isso
se
concorde,
ou
uiha gratifição
por uma
só
vez.
Tem
uma
caixa
economica
na
qual
recebe
toda
a
quantia
superior
a I^OOO
rs. fi
cando
á
ordem
do
depositante
Fará
transferencias
de
fundos
para
Iodas
as
terras
do
reino
e
para
0
estrangeiro
onde
houver
agencias
d
’
esie
bauco.
Porto
20
de
abril
de
1875.
Os
directores,
'
Felix
Plácido
de
Sande
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Eduardo
Lyon.
(2385)
EM
CHARLEVILLE.
(RANÇA)
A
’
Loja
Cachiqiiiz—
acaba
de chegar,
directamente,
d’
aquella
fabrica,
um
varia-.
do
sortimentod
’
objectos
de
feiro
fundido,
os quaes,
pela
sua
perfeição
de
obra
e
modicida
de
de
preço,
se
tornam preferíveis
aos
de outra
qualquer.
Abaixo
vae
um catalogo
da
maior
parle
dos
que
agora
chegaram
e
se
Cruzes de
lindos
feitios para sepul
turas.
Coroas idem
idem.
Imagens do
Crueiílcado, diversos
tamanhos.
Bombag
d’aspia-ação continua, no
vos
ystema.
Cosinhas
de
feitios
diversos.
Capaehos para
escadas ou
corredo
res.
Cercaduras
para
jardins.
Banco
Agricola,
Commercial
e
Industrial
DE
PONTE
OO LIMA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
acham
patentes
na
dita loja.
Escarriidores
para Malas.
Deseanços
para guarda-chuvas.
Caixas
para
phosphoros.
Vaso»
para suspender flores.
Pirâmides para escadas ou va
randas
Raspadores
de calçado.
Cassarolas
de varios feitios,
etc.
Séde
em
Ponte do
Lima
São convidados
os
snrs.
subscriptores
d’este
Banco
a
fazerem a ractificação
das
acções
com
qoe
assignaram
na
terça e
quarta
feira,
dias
4,
e 5
do
proximo
mez
de
maio, dando
réis
16500
por acção.
que
com
os
16000
réis já
depositados no
acto
d’
assignatura,
preíazem a
de
26500
por
acção,
e constituem os
5
p.
c.
exi
gidos
pela
lei
para
a
constituição
do
Banco.
Raliíica-se
em
casa
de
João da
Cu
nha
Nogueira
e
Manoel
Gornes
Cardoso,
em
Pnnte
do
Lima:
José
Julio
da
Cos
ta
e
Pedro
Ferreira
de
Macedo
Basto,
rio
Porto:
e
Banco
Mercantil
de
Braga
e
Almeida
&
Pereira,
em
Braga.
Ponte
do
Lima, 16
de
abril
de
1875.
OS
INSTALADORES
Antonio
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de
Me
nezes
Antonio
José
da Silva
Machado
Antonio
de
Magalhães
Barros
de
Araújo
Queiroz
Antonio
Manoel Gonçalves
Juão
de
Abreu
May a
João
de Barros
Mimoso
João
Bernardo
Gomes
da
Cunha
João
da
Cunha
Nogueira
João
Pereira
d’Araujo
Coelho
João
Ruberlo
de
Araújo
Queiroz
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa
Joaquim
Pereslrello
Marinho
Pereira
de
Araújo
Josè
Maria Torres
Machado
Manoel
Joaquim Rodrigues
dos
Santos
Narciso
Alves da
Cunha
Thomaz
Mendes
Norton.
(2375)
APROVEITAR
Na rua
de S.
Vicente
n.° 22 A,
se
diz
onde
ha
dois
homens
habilitado
*
para
lec-
cionar
francez
e
inslrucção
primaria e
pri
meiras
leiras
a
preços
reduzidos,
podendo
os alumnos
aproveitar
mais
em
seis
me
zes,
do que
em
outra
parte
um
anno.
Tambein
se
recebem
alumnos
internos
com
todas
as
comodidades
precisas
e
bons
tratamentos.
CASA N.” 80
Rua
de S.
Vicente
—
Braga
N esta
casa recebem-se
hospedes a
pre
ços
reduzidos
e
com
muito
bom
trata
mento.
(2382)
miKãe
Precisa-se
saber da
familia
de
Manoel
José de
Mattos
Braga,
que
foi
degradado
para
Angola.
(2388)
IXIQll
OflK
Balsamico
Prophilalico
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicaz
que
cura
em
seis ou oito dias
toda
a
quali
dade
de
purgações,
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Veude-se
em Braga
na
pharmacia
de
Antonio D.
Alvim,
á
Porta
Nova
n.°
14,
em
Coimbra, pharmacia
Baraia
Diniz,
rua
de
S.
BartholomeiJ.
Deposito
principal
no
Porto
na
pharmacia
iMadureira,
rua
do
Triumpho,
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco.
.
.
400
rs.
-
(QQ
BOHRACHAS
DE
ENXOFRAR
.
Hanoel
Lourenço d’Araujo
Braga
Rua
do
Campo n.°
22.
Acaba
de
receber
uma
porção
d
’este
genero,
de
boa
qualidade, que
vende
por
preços muito
baraios,
assim
como
enxo
fre
de supeiior qualidade.
(23G0)
w®
Quem
quizer comprar
|om
casal
de pa
vões,
dirija-se
ao
revd.0
abbade
de
S.
João
das
Caídas
de
Visella.
(2395)
Compram-se
para
edificar, nos
extremos
da
cidade.
Propostas á
rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
(2354)
ATTENÇÃO
José
Luiz
Ferreira,
hoje
morador
na
ruas
dis
Aguas
n.°
9,
leva
ao conheci
mento do
publico
que
loma
couta
em
sua.
casa
de
toda
e
qualquer
encotumenda
pa
ra a
Barca
ou
Arcos,
assim
como
nos
Ar
cos
ua
sua
estação
á
entrada
da
Ponte,
para Braga
e
Porto,
pelas
quaes
se
res-
ponsabilisa.
Assim
como lambem
em
sua
ca-a
freta
trens
grandes ou
pequenos,
co
bertos
ou
descobertos
para
0
Bom
Jesus,
ou
outra
qualquer porte
do reino por
preços
muito
rezumidos.
Braga
31
de
março
de
1874.
-
(2334)
José
Luiz
Ferreira.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos e
companhias,
e
inscripções
d’
assentamento
e
coupons.
(i) - É o formato de
-
comerciominho_01051875_340.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)