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3.’ ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
325
Assuma-se
e
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
i
correspondência
franca
de
porte.
=■ As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
JS?»TSLJjESKu>4C^-S^a
’
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1$600
rs.
—
Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2^400 rs e
sendo
duas
4&000 rs.
^Semestre
rs.
=
Brazxl,
anno
4&400
rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.
=Annuhcics
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles
Í0
*/ c
d
’eb«tin!Ciilo.
A’
MDRTE Si FARX.ÃO DE Ní. S.
JESfS
CHIUSTO.
Pendente
o
rosto
sobre
o
peito anciado,
Que unge
a
morie
d
’
um
ciuel
pallor
Vertendo
sangue,
que
em
torrentes
corre,
C’
os olhos frouxos que
desbrilha
a
dor;
Cingida
a
fronte
de
cruéis
espinhos,
A
fronte
augusta,
onde o alto ceo
reluz,
Eu
vejo
a
Christo,
com
os
beiços
lívidos
de
agudos
pregos
a
pender
da
ciuz!
Ahi,
nas
ancias
de
um
cruel martírio.
Sente, inda as
chamwas
do
amor
mais
forte
No
seio
gélido
; e
ao
Pae
supplica
Perdão p
’ra
os
ímpios
que
lhe
dão
a
morte
!
Mas turba
infrene
de
cruéis
soldados
Vosea,
brame,
conira
o
Redernploi ;
Cumula
insultos,
zombarias,
mofas,
Vertendo
o
vaso
de
infernal
rancor
’
....
Diz
Elle:
Hei
sede!
com
suave
acento,
Que
a
morte
extingue
n
’
um penar
ciuel!
Novo
tormento
os
deicidas
acham
:
Chegam-lhe
aos
lábios
acetoso
fel!
Então
Jesus,
ler-se
cumprido
vendo
Das
Sacras
Leitras
ioda
a
predicção,
BRAGA-QUIJJÍTA-FBIRA
«3
ASM
MARÇO
A
Paixão de NTosao
Senhor Jesus
Cliristo.
E’
chegsdo
o
tempo
de
lacto
e
lagri
mas
para
a
liei
Esposa do Cordeiro
Im-
maculado.
A
Egreja
Catholica,
dolorosa
e
triste,
tfesies
dias
de
compuncçào
e
sentimento,
mostra-nos
a
Cruz,
instrumento
de
sop-
plicio
para
a
grande Victirna
do
genero
humano.
E
foi
essa Cruz,
levantada
pela
mão
ímpia
do
deicidio
sobre
os
píncaros
do
Golgolha,
a
bandeira
a
cuja
sombra
tran-,
slormou-se
o
mundo.
Foi
ella
que
jorrou
scbre
a
sociedade,'
perdida
nas trevas
do
paganismo,
a
celes
te
luz da
verdadeira
civilisação.
Entre o
mundo
antigo que
se
esmo-;
ronava
em
ruínas
e
o
mundo
moderno que
se
levantava
cheio
da
vida,
apparece
a
Cruz,
hasteada
nas
summidades
.
do
Calva-
rio,
como
lúgubre
recordação
do
passado
e
doce
garantia
do
futuro.
Symhese
sublime
de
todas
as
grandes
verdades, -é
d
’
ella
que irradiam
Iodas
as
esperanças,
é de
lá
|ue
ttuem
todas
as
consolações
para as
maiores
crises da
vida.
Livro
sempre
aberto
para
todas
as
gerações que
passam,
la
está
como
um
farol
seguro
n
’
este
pélago
do
mundo,
Ião
revoltoso
e
encapellado.
E
ai d
’
aquelle
que
se-
atrever
a
fechar
os
olhos
ao
que esle
livro
ensina
a
to
dos
1
Ai
do
que
pretender
dobrar esle
ter
rível
cabo
da exisiencia
na
lerra,
sem
a
Cruz
pur
guia!
A
breves
passos
sentir-se-ha
precipita
do
n
’
um
abismo
insondável
de
dores.
Nações
e
povos
só
se
perdem,
quando,
dominados do
orgulho,
fogem
do
caminho
que
a
Cruz
lhe
aponta.
No
momento
em
que
o
Filho
de Deus
desceu
a
operar
o
grande
mistério
da
Re-
dempção,
o
inundo
esLcelava-se
em
pe
daços.
E
nem
a
filosofia,
nem a
litleraiura,
nem
a política
poderam
conter
a
socieda
de
que
seguia ligeira
o
caminho
da
dis
solução
e
ruina.
Carecia
de principies
que
a
sciencia
não pódéra
dar-lhe.
Precisava
de
ideias
que
os
grandes
gé
nios
não
chegaram
a
descortinar.
E
o
homem,
escravo
de
suas
paixões
estercia-se
de
sofírimeulos
n
’
um
ergástulo
de
crimes.
Soou
porém
a
hora solemne
.da
rege
neração.
O
sangue
da
Victirna
expiatória
lava
as
manchas
da
humanidade
envilecida.
E
o
sacrifício
tremendo
abre
as
por
tas de
um
porvir, alé
enlào
appelecido,
«nas
nunca
alcançado.
Que
reviramento!
Uma
Cruz
escorrendo
sangue
faz
de
um
covil
de feras
uma sociedade
civilisada.
O
homem,
abatido
honiern,
levaoia-se
boje
com toda
aquella
dignidade
que
4
ie
-
í
I
annos
de
sofirimentos
e
torturas
lhe
negaram.
Seus
sentimentos
que
eram
como as
vagas
enfurecidas
de
um mar
agitado,
tor
nam
se, n’um
momento,
doces
e
serenos
como
as
límpidas
aguas
do
arroio que
corre
mansamente.
E
a
Cruz, alé
então
destinada
aos
maiores
facínoras,
é
agora a
chave
de
oiro
para
os
grandes
interesse»
da
humanidade
inteira.
Que
espantosa
revolução!
Seria um
filosofo
que
a
operou?
Oh! sim o
Evangelho
lambem
tem
a
sua filosofia
;
mas
uma
filosofia
sobrena
tural,
e
divina,
que não
se
enraisa
na
terra.
E’ uma filosofia
que
vae
muito
além
das
profundas especulações do
sabio.
E
*
finalmenle
a
filosofia,
que
depois
de
nos
haver
recuperado a
nossa liberda
de
e grandesa,
nol-a
salva
sempre
que
um
cataclismo
social
as
põe
eu:
risco.
Ha
19
séculos
que
assim
tem
sido
e
assim
coniinuaiá
a ser.
Debalde
os
déspotas
da
lerra
apoiados
na
força
da
maleria,
lem por
veses»
ten-
lado
arrancar
a
Cruz
do
coração
dos
po
vos,
são
elles que
de
lá
se
vão.
E
o
’este
baloiçar
continuo
da socieda
de,
as
gerações
desapparecem,
como
as
ondas
que
passam,
e
a
Cruz
prosegue
em
sua
derrola
civilisadora.
Que
importa
a
espada
dos
Neros
para
deprimil-a
?
Que
valem
as
subtilesas
dos
solistas
para
desacredital-a?
Os
cresos
caem, os
soíistas
morrem,
e
ella,
sempre
impassível
no meio
das
grandes
commeções
que
agitaru os
povos,
reapparece
mais
bella, como
o
sol
da
ma
nhã
após
as
tenebrosas
sombras
da
noite.
Onde eslào
hoje
lodos esse»
poderios
immensos que
se
levantaram
para destruir
a arvore
que o
sangue
do
justo
iegára no
Golgolha
?
Desappareceram
como
o
fumo,
que
a
mais
branda
viração
dissipa.
Sumiram-«e
nas
profuodesas
incommen-
suraveis
do tempo.
Mas
a
arvore
gigante
conira
a
qual
se
arremessaram
com furia,
lá
está
ainda,
presidindo
ás
gerações
que passam.
O
’
Ciuz,
ave!
esperança
unica
dos
que
sofirem
!
A
verdadeira policia.
O
snr. miuisiro
do
reino
acaba
de
propor
ao
pailamenio
um
projecto
de
lei
augmeniando
os corpos
de
policia
civil
na»
cid.ades
de
Lisboa
e
Porto. Por esle
projecto
é
elevado
o
numero
dos
guardas
dos
ditos corpos,
são
creados
dois
loga-
res
de
escrivães
para os comrnissariados
do
Porlo,
que
custarão
actualmenle
720$
reis,
e
mais
uns 26
logares
de amanuen
ses
para
as
secretaiias
dos
coimnissaria-
dos
de
ambas
as
cidades,
cujo
ordenado
importará
em
6:240^900 reis
por
anno.
Não
discutiremos
a»
vantagens de si-
milhante
projecto;
não
perguntaremos
se
ha,
ou
não ra»ào de
queixa
da parte
das
outras
terras
do
reino,
vendo
que se
faz
Ião
avultada
despesa
com
a
policia de
Lis
boa e
Porto,
quando
n’
essas
outras
terras
ques-
coipos
estar
do
publico.
Mas
o
__
o
e
pu-
evita-se
principahnenie
moraliSan-
",
e fàbcndo-liie
aborrecer
alé
a
do
delicio
o
que
lem
feito
os
nossos
governos
sentido
?
no pio-
moraiisadores
do
po
v
o,
...tos.
despa-
sua
conducia
quasi
que
se
póde
diser que
não
ha
po
licia
alguma.
Não
abordaremos
mesmo
a
outra
tão
de
saber
se da
creaçâo desses
de
policia
civil
se
lem
tirado
lodo
o
re
sultada,
que
se
devia
esperar,
altendendo
á
avultada
despesa,
que
com
elles
faz
o
paiz;
e
se
nas
duas
ciaade»
assim
poli
ciadas
a
custa
de ioda
a
nação,
tem
cora
eíleito
diminuído
a
criminalidade, depois
de
creada
a
policia civil,
n
’
uma
proporção
que
satisfaça
ainda
os menos
exigentes.
Sobre
outro
ponio
versarão
as
nossas
observações
ácerca
d
’
este
objecio.
Reprimir
o
crime,
e
punir
os
delin
quentes
é
na
verdade
um
dos
mais
im
portantes
deveies de
todo
o
governo
soli
cito
pelo
bem
r----- -
crime
não se
e»ila
só
prevenindo-o
nindo-o;
r
do
o
povo,
ideia
E
n
’
esle
Primeiramente,
Icem
aiteudiJo
no
pro
vimento
dos
parochos,
que
são,
ou
devem
ser
os grandes
i
___
sómente
a
empenhos
e
patronai
chando
indivíduos,
que
pela s
"L
são
um
exemplo
permanenie
de
corrupção
e
de
immoralidade.
Depois
permilte
que
por meio
das dife
rentes
camadas
sociaes
circulem
livremenle
as
doutrinas
mais
subversivas
e
desorga-
nisadoras, em
jornaes,
em
livros,
em pam-
llelos,
em
lodo
o
genero
de
publicações,
em
que
impudenlemeuie
se
ataca
a
reli
gião,
base
de Ioda
a
moral,
se
ensina
a
não respeitar
alguma
auctoridade,
se
sus-
leula
a
liberdade
do
mal,
e
se
lisongeia
os
insliiíctos
bruiaes
das
massas,
fasen-
do-lhes odiar
aquelles,
que
em
nome
do
Crucificado lhes
pregam
os salutares
prin
cípios
da
moral
chrislã.
Armam-se
e
pagam-se
500
e
tantos
homens
em
Lisboa
e
Porlo
para vigiarem
e
prenderem
os
ladroe
*
,
e
consente
se
que
dos prelos
d
’uma
e
d
’
oulra
cidade escor
ram
diariamente
as
mais
corrompidas
feses
das
doutrinas
communislas
e
inieruacioua-
EST-ET
I3..W
Declara
os
homens de
Maria
filhos
Na
fiel
pessoa
do
querido
João.
E
alio
bradando: Cviisunimalum
esl
!
Dirige
aos
ceos
o
seu
olhar
sem
luz;
Ao
Padre
Eierno
a
alma
innoceiite enirega,
E
c’
um
suriiso expirou
Jtsus
!
PRODÍGIOS
AtQHPAXlIA-
RAM
A MORTE DE J. C.
Esle
espectaclo
de
horror
Toda
a
naiuresa
cbura
;
E.
assombrada,
deplora
A
morie
do
Creador!
Solta
o
ceo
sentido
pranto
Em
longo,
rouco trovão
E
a
noite,
d’
afllicçâo,
SuL-te
o
sol
estende
o
manto!
Contra
a
terra o
mar
em
ira
Brame
de
raiva
e
de
dor;
Quer
vingar
sru Creador,
Que lá
no
Golgolha expira.
Os
rochedos
de
Sião
Quebram-se
com duro
embale;
Toda
a
terra
se
debate
Em horrível
convulsão
!
Rasga
o
mundo o
seio duro
;
E
dos
lumulos quebrados
Fo^era mil
e
mil
finados
Da
moite
ao império
escuro.
E
do templo
desolado,
Do
raio
ao
roxo clarão,
Vê
se
em
ioda
a
extensão
O famoso
veo
rasgado.
Só
eu
não
morro
de
dor,
E permaneço
inseiuivel,
Vendo
caso
tão
horrível:
Expirar
meu babador?!
STABAT MATER
DOLOROSA.
Gemia
a
Mãe
dolorosa,
Conturbada
e lacrimosa,
Soluçando
junto
á
cruz!
Lacera-lhe
o
peilo
a
dor.
Vendo
morrer
seu
Senhor,
O
seu
Filho, o
seu
Jesus
!
Que
torrente
de
amargura
Inundou alma
tão
pura
!
Oh
grande
Deus!
que
supplicio!
Oh que afilictivos
momentos!
Ver
o
Filho
entre
tormentos
Consutumar
seu
sacrifício
!
Que
dura
espada
de
dor
Feriu seu
peilo
de amor,
Seu
maternal
coração!
Que
angustias
e
que
tormentos
N
’
aque!les liistes
momentos!
Que
cruel
tribulação!
Como
mãe
Ella
sentia
Os tormentos
qne
sofirii
O
seu
Filho,
o Salvador
!
£
lambem
o
que
custava,
O
preço
por
que
comprava
O ceo para o
peccador
!
Junto á
cruz
expiraria
A
doce
Virgem
Maria
De pesar e
de
aíllicção,
Se
não livesse
gr«n
’
parie
No
nosso
feliz
resgate.
Na
obra
da
redempção.
Que
homem
cruel
veria
N
’
estes
trances
a
Maria,
Sem
chorar
de
compaixão!
A
quem,
vendo
jazer
morio,
E
sua
mãe
seu
conforto
Não
esiala
o
coração?
O
’
Virgem,
ó
Mãe
d
’
cncantos,
Quero
juntar
os
meus
praotos
Ao
leu
pranto,
aos
pés
da
Cruz
:
Chora
tu por
leu
amor,
E
eu por
ser peccador
;
Choremos
ambos Jesus!
Braga
21
de
março de
1875.
«/.
B.
da
S.
Ramos.
listas,
segundo
as quaes
a
propriedade
é
um
roubo,
e
os
ricos
umas harpias,
que
sugam o património
do
povo.
Pretende-se
que
o
povo
se
contenha
deante
do
terçado
e
do
capote
do
policia
civil
;
e
lolera-se
a um
jornalismo
soêz
e
desbragado,
que
negue
ahi
lodos
os
dias
a
immorialidade
da alma,
e
os
castigos
da
outra
vida,
únicas
verdades
que
são
capases
de
evitar
os
crimes,
porque
fal
iam
á
consciência e
ao
coração do
indi
víduo.
Propondes,
senhores,
um
augmento de
alguns
contos
de
reis
na
despesa
com
a
policia
de
Lisboa
e
Porto.
Pois
tanto
ou
mais
qne
isso gasta
o
paiz na
compra
do
veneno,
que
vós
deixaes
ahi
circular
livre
mente
em
livros e
periódicos,
e
que
mais
tarde
InJe
produsir
todos
os
seus
funes
tos
resultados,
ante
os
quaes
os vossos
exforços
serão
baldados
e
a
vossa policia
completamente
inútil.
Mais,
muito
mais
do
que
vós
obtendes
com
os
vossos
regulamentos
e corpos
po-
liciciaes,
obteria uma
associação
«la
dou
trina
christã,
que
ensinasse
ao
povo
a
guardar
os
dez
preceitos
do
decálogo.
Um
conselho,
qoe
vós
decerto
não
to
mareis
:—
Reprimi
essa
imprensa
lebertina
e
impia
;
e
dentro
em
poucos
annos
po
dereis
dispensar
tamanho
apparato
repres
sivo.
A
criminalidade
terá
diminuído
pelo
monos
ciocoenta
por
cento.
M.
8.
-------
,
1
■'
--------
CtorresjíOBVlenicia
estrangeira
PARIS,
16
DE
MARÇO
(Correspondência
particular
do
<
Commer
cio
do
Minho»)
Os
diflerentes
jornaes
d
’
esle paiz
te
rão
posto
os
leitores
ao
corrente
da
cri
se
que acabamos
de
atravessar,
das
lulas
que
temos
sustentado
para a formação
d
’
um
ministério,
e
íinalmente
do
resultado
de todas
estas negociações.
Não
me
oc-
'
coparei,
pois,
d
’
esse
assumpto:
o
espec-
laculo
d’
estas
conferencias
enervantes,
destas
discussões
inleis,
é
por
demais
humilhante
para
a
França
para
que
sobre
elle
me
demore.
O
nome
de
nossos
novos
ministros
é
lambem
já
do
conhecimento
dos leitores;
resta-me,
pois, dizer
duas
palavras
a
res
peito
de
cada
um
d’
elles,
para
que pos
sam mais
precisamente avaliar
o seu
pro
cedimento
futuro.
Dos
novos
ministros
de
qoe
se
com
põe
o
gabinete, quatro
pertencem
ao
an
tigo
ministério.
A
’
excepção
do
duque
De-
cazes,
são
todos especialidades
:
Cissey,
um
general,
é
ministro
da
guerra;
um
almi
rante,
Alonlaignac,
da
marinha
;
um
en
genheiro,
Caillaux,
das
obras
publicas.
No
entretanto,
esta
fracção
do
gabinete
não
parece
nada
solida
:
Cissey
acaba
de
sof-
frer
um
grava
cheque
por
occasião da
dis
cussão
sobre
a
lei
dos
quadros,
pelo
que
se
presumia
que elle
pedisse
a
sua
de
missão,
o
que
se
não
verificou.
Caillaux
será
batido,
sem
duvida,
na questão
de
caminhos
de
ferro,
que
não
tardará
a tor
nar-se
tempestuosa. Decases
deve
esperar
uma
lucla
encarniçada
na questão
das
ca
pitulações
orientaes,
e
sobre
muitos
ou
tros
pontos
da
sua
política,
que,
natural
mente,
não
poderão
ser
approvados
pelos
catholicos.
Bem
cedo,
pois,
elle terá
de
escolher
ainda
alguns
ministros,
e
nós
sof-
freremos
idênticos
combates:
Emquanlo
aos
novos
membros
do
ga
binete,
M.
Buffet
que
é chefe
e
ao
mes
mo
tempo
ministro
do
interior,
já
d
’ha
muito
é
conhecido dos
leitores.
Foi
mi
nistro
durante
o
império,
e
era
por mui
to
tempo
a
antipathia
dos
republicanos,
para
quem
hoje
é
a
satisfação
e
a
tran
quilidade.
Tal
é
o
reviramento
das
coisas
cá
de
baixo.
M.
Dofaure,
o
ex-ministro de
Thiers,
não
é
menos
conhecido,
nem
eu
tenho
necessidade
de lhes
dizer
que
é
persona
lidade
mais importante do gabinete,
pois
que
elle
representa
as
esquerdas
reunidas,
que
são
hoje
tão
poderosas.
Desde
o
co
meço
das
negociações, o
centro
direito
diva a maior
importância
ao
seu
concur
so que
drvia
completar
a indigna
união
existente
entre os
orleanistas
e
os
repu
blicanos.
Tudo,
porém,
faz
suppor
que
não
será
duradoira
a
união
no
ministério
;
já
se
leem dado
ali
divisões, e
separam-no
em
dois
campos:
a
maioria
de que
é che
fe
M.
Buffet,
e
a
minoria
que
seguirá a
política
de
Dufaure.
Temos
depois
M.
Leon Say,
que
já
foi
ministro
das
finanças,
e que
tem
mui
tos
detractores
no
mundo
financeiro.
No
entretanto os
legitimistas
teem
fei
to
o
que
lhes
é
possivel
para
fazerem
ele
ger
M.
de
Chambad-Latour, mas leem-
se
visto
hostilisados
pela
formidável
coa-
hsão
ligada
contra
elles.
Hoje eleger-se-ha
o
vice-presideote
da
Assembleia,
e
os
nossos
amigos
votarão
por
M.
Luciano
Brua
;
elles
não
padiam
faser
melhor
escolha,
porque
M.
Brun
é
um
catholico
fervoroso,
ao
mesmo
tempo
que
é
um
dos
mais
íntimos
amigos de M.
o
conde
de
Chambord.
Mostra-se,
porém,
actualmenle
tal
ani
mosidade
contra
todos
aquelles
que
usam
do
nome,
por
ora
tão
respeitável, de
le
gitimistas,
que não
nusamos
predizer a
M.
Luciano
Brnn,
qual o
resultado
que
d’
isso
advirá.
Terminadas
as
diversas
nomeações,
e
regulados
muitos
outros
pontos
secundá
rios,
isto
é.
dentro
de
dois on tres
dias
quando
muitn,
a
Assembleia tnmará
ferias
de
Paschoa
que
se
prolongarão
até
a«
fim
do
mez
d’
abril.
Durante
esse
tempo,
a
commissão
encarregada
das
indagações re
lativas
aos
bonapartistas,
terminará
os
seus
trabalho^,
e
a
Assembleia,
á
sue volta,
determinará
qual
a sorte
que
devem
ter os
intrigantes,
que
por
todos
os
meios
pos
síveis,
teem
tentado
fazer-se
eleger
depu
tados.
A
causa dos
bonapartistas
tomará
dentro
em
pi>uco,
um
caracter
mais
inte
ressante
ainda
do
que
até
aqui,
porque
o
nosso
ministro da
justiça,
M.
Dufaure,
es
tá
decidido,
segundo
se
afirma,
a eom-
municar
á
commissão
os autos
judiciaes
dos
bonapartistas,
que o
seu
antecessor.
M.
Tailland.
constantemente
se
recusára
coníiarlhe.
Graças a
esta medida,
em
bre
ve,
toda a
França
terá
completo
conheci
mento
do
que
é
o
bonaparlismo,
e
não
quererá
mais,
seja pelo
preço
que
for,
ver
se
outra
vez,
sob
jogo
tão
odioso. M. Du
faure acaba
de
prevenir
a commissão
de
inquérito,
de
que
hoje
mesmo desejava
conferenciar
com
ella
para
eflectuar
uma
conciliação
amigavelmente.
M.
Dofaure,
co
mo
acima
disse,
está
disposto
a
fazer
esta
commuoicação;
quereria
sómente,
enten-
der-se
com
a
commissão
a
respeito
de al
gumas
peças,
que
seria bom
reservar,
em
razão
de certas pess«as
que
ellas
encer
ram,
e
coja
divulgação poderia
dar
logar,
segundo
elle,
a
serio
*
inconvenientes.
A
proposito
dos bonapartistas,
len»
braram-nos
certas
minuciosidades
bastan
te
curiosas, relativas ao
modo
porque
es
te
partido arranjou
um album
cheio
de
assignaturas
qoe,
com grande pompa of-
fereceu
á
sua
rainha,
a
viuva
de
Chislehurst.
Hi
alguns
dias,
compareceu
no
tribunal
de
Aix
um
indivíduo
acusado
de ter falsi
ficado
bilhetes
do
banco.
Furiosu
por se
ver
descoberto,
e
nada
mais
lendo
que
per
der,
annunciou
aos
juizes qae
ia
dar-lhes
noticias
interessantes
a respeito
dos bona-
partistas.
Com
eíTeito,
contou
que algum
tempo
antes,
algumas notabilidades do
partido,
conhecendo
a
sua
habilidade,
tinham
vin
do
ler
com
elle e
lhe
tinham
perguntado
se
elle
seria
capaz
de
encher
d
’
assignatu-
ras
as
paginas
d
*
um
album
que destinavam
á
imperatriz,
ao
que
elle
respondera
que
nada
era
mais
facil.
Immediatamente
se
en
tregou
a
essa
tarefa,
e, com o
auxilio
d
’
um
almanak,
conseguiu
saber
a
adresse
dos
principaes
negociantes da
cidade,
que
co
piou
no
dito
album
com
as
assignaturas
e
moradas
de
cada
um
d
’elles. Apenas
cheio,
foi
logo
enviado
a
Chislehurst
e
exposto
no salão
d’
honra
da
imperatriz
á
admiração
dos
visitantes.
Esta maneira
de
proceder
prova suffi-
cientemenle
a
sinceridade dos
bonaparlis-
las.
Hontern teve
logar
em
Roma a
preco-
nisação
de
seis
novos
cardeaes. Esta
nova
interessa
toda
a
christandade Os
nossos
leitores
leem,
por
teem
certo, conheci
mento
destes
novos cardeaes
;
todavia,
per-
milta-«e-nos
o
dizer-lhes
qoe
d
’
estas
no
meações as
que mais
effeito
produziram
em
França
são: a
de
Mgr.
Ledochoweh,
arcebispo
de
Gnesen
—
Posen,
preso
e
des
tituído pelo
governo
prussiano.
E
’ desne
cessário encarecer
o
acto
da
heroica
co
ragem
que n’
isto
praticou
o
nosso
muito
venerado Pio
IX.—
Ameaçado
pela
Prussia,
não
teme
dar
a
um
dos
seus
mais
fieis
de
fensores
a
prova
mais
alta
de
estima
e
afleiçào, que
podia
dar-lhe
nomeando-®
car
deal.
Antes
de
ser arcebispo
de
Posen,
Mgr.
Ledochowsk
tinha
sido
núncio
apos-
tolico
da
côrte
de
Bruxellas.
A
outra
nomeação a
que
acima
alludi,
é
a
do
arcebispo
de
New-York,
Mrg. Mac-
Closkey.
Os
preparativos
da
egreja do
Sagrado
Coração, proseguem com
grande
activida-
de;
os
trabalhos
progridem
consideravel
O
ministro
da
agricultura, M.
de
Meaux
pertence
á direita
moderada,
e
é
o
gen
ro
de M.
de Monialembert.
Não
é
neces
sário
dizer-lhes
que os
legitimistas
estão
mui
descontentes
com
o
procedimento
de
M.
de
Meaux,
que
elles
justamente
con
sideram
como uma nova
defecçã®.
Os
legitimistas
vão,
pois,
separar-se
em
dois
campos,
cujos
actos
e
c
*
ndula
não
poderão
confundir-se:
a
extrema
di
reita,
áqual
se
unirá
uma
grmde
parl^
da
direita
moderada,
permanecerá
fiel
ás
suas
crenças
e
princípios,
c®ntinnará
a
sustentar
Henrique,
V,
ainda
na
adversa
fortuna,
e
não
appoiará o
governo.
Os
le-
gilimistas
tibios,
os
que são
indignos de
um
tal
nome,
volver-se-hão
para o
sol
nas
cente,
e
imitarão
o
procedimento
interes
seiro
dos
orleanistas,
sustentando
todos
os
actos
do
governo.
Resta-me
ainda
fallar-lhes
de
M.
Val-
lon.
o
novo
ministro
de instrucção
publi
ca.
Não
obstante
ser
catholico
e
auctor
de
vários
livros
religiosos,
elle
é
um
uni
versitário em
toda
a
açepção da
palavra,
e
hostil á
liberdade
d
’
ensino
superior;
por
isto,
como facilmente se
comprehonde,
M.
Vallon
não póde
ser
agradavel
aos
ver
dadeiros
catholicos.
Pretende
se,
por
isso,
que
Mr.
Du-
panloup,
bispo
de
Orleães,
defensor
da
liberdade
d
’
ensino,
fez,
ainda
que
vã
mente,
todos os
esforços
para
impedir
que
V/llon
entrasse no
ministério.
E
’
inútil,
segundo
creio,
recordar
aos
leitores
que
‘é
este
o
mesmo
M.
Vallon,
cujo
projeclo
de
lei
foi
ultimamente
adaptado
e
fez
pro
clamar
a instituição
da
Republica.
Depois
de
citados
taes
nomes,
pódem
os
leitores
comprehender
qne
em
todos
estes
acontecimentos,
é
ainda mais uma
vez
a
intriga
orleamsta
que
triunfa.
Ninguém
ignora
que
o
novo
ministé
rio,
formado
com
o
consentimento
das
es
querdas,
é
o
resultado
das
manobras
or-
leanistas.
O
plano
dos
príncipes
d’
Orleães
é
servir-se
agora
da
republica
contra
o
império,
para
a seu
tempo
chegarem
a
con
fiscarem a republica.
O
duque
d
*
Aumale,
já
o
hei
dito,
é
a
alma
d’
esta
conspiração,
não obstante
o
querer
mostrar,
ha
algum
tempo,
que
que se
afastou
da
política;
e
eu
não
exa
gero
dizendo-lhes
que
elle
é
tanto
o
ho
mem
de M.
Gambelta
como
de
M. Bo-
cher
Por
motivos
diflerentes, o
presidente
do
centro
direito
e
o
chefe
da
esquerda,
trabalham
ignalmenle
para
o
êxito
da
mes
ma
política.
Gambetta
acceita o
duque
de
Aumale como
presidente
da
republica,
pa
ra
d
’
este modo
dar cheque na realeza
e
no
império
;
em
seguida
a
elle marcham
Ferry,
Picard
e
outros republicanos
do
mesmo
genero,
qne
hoje
não são
mais
do
que
orleanistas
disfarçados.
Entramos,
pois,
com
este ministério,
n
’
um
período de intrigas
e
dissensões,
de
qne
orleanistas, republicanos
e
booaparlis-
tas procurarão
igualmente
aproveilar-.se.
N
’
estas condições
comprehendem
se
fa-
cilmenie
que
se esperasse
com
certa
im
paciência
a
leitura
do
programma
minis
terial.
Esta leitura
foi
feita
por
M.
Buf-
fel,
que
fez todo
o
possivel
por
agradar
aos
conservadores.
Estava-se
bem
longe,
ouvindo
este
es
tadista,
do
programma
radical
traçado pela
maioria de 25 de
fevereiro.
Na
sua
declaração,
M
Buflet
alludiu
a
um
projeclo
de
lei
sobre
a
imprensa
que
proximamente
devia elaborar-se.
Sobre
isto
oiço
dizer
que
a
lei
d’
imprensa
não
é
ja
sómente
projeclo,
mas
que
está
com-
pletamente redigida.
Depois de abraçar
muitos
pentos
geraes
que não
são mais
que
a
repetição
<l
’antigas
leis
promulga
das
sobre
o
mesmo
assumpto,
o
projeclo em
questão
comprehende
um artigo
que
é
ob-
jecto
de
geral
desapprovação.
Não
visa
a
menos
que
violar
uma das
decisões
da
Concordata,
que
dava
plena liberdade ao
nosso
episcopado,
e
a
imitar
o
procedi
mento
arbitrário
de
Bismark.
Se
a
nova
lei
sobre
a
imprensa
é
vo
tada,
os
bispos
francezes
não
mais
terão
o
direito
de
publicar
suas
pastoraes
nos
periódicos,
sem
auctorisação
previa
;
res-
tringir-se-hão
a
lel-as da
tribuna,
e
a
af-
fixal-as
á
porta
das
egrejas.
Bem
comprehendem
os
leitores
que
é
impossível
pregnosticar
longa
vida
a
um
ministério,
que
começa
por
este
acto
de
injustiça
a
sua
entrada no poder.
A assembleia procedeu
hontern
á no
meação do
seu
presidente,
logar
vago pe
la
entrada
Buflet
no
gabinete.
E
ainda
um
orleanista,
M.
o
duque
d
’
Audriffet-
Pasquier,
que
occupará
esle
logar.
Os
membros
d
”
esle
partido
teem a faculdade
de
se
introduzirem
em
toda
a
parte.
mente,
não
obstante
Mrg.
Gtiibsrt ter
decidi-
do
que
a
primeira
pedra
d
’
esta
egreja,
levanta
da
como
prova
da
intensa
fé
qoe
se
nutre
no
coração
dos
francezes,
devia
ser
lançada
no
dia
29
de
junho
festa
de
S.
Pedro.
Esta
cereraouia,
a
que assistirão
todos
os
bispos,
prometle ser
esplendida.
As
offertas
reco
lhidas
para
a
sua
construcção
ele^am-se
já
a
um
numero considerável,
e
atiestam
mais
uma
vez
a
generosidade
dos
nossos
compatriotas.
O
movimento
jubilar
começa
a
fazer-
se
sentir
por toda
a
França.
Em
Paris,
com
especialidade,
tem
tomado
proporções
as
mais
consoladoras.
A egreja
de
Nolre-Dame,
melropole
da
nossa capital foi
designada
como
a
prin
cipal
estação
dos
parisienses.
Um
numero
incalculável
de
pessoas
afllue
diariamente
á cathedral.
Nós
mesmos
temos
sido
tes-
timunhas
de
lào
grandioso
espectaculo,
e
ficamos
agradavelmente
surprehendidos,
ao
ver
lào
agradavel
movimento suscitado
pe
lo
jubileu,
movimento
qoe,
n’
esta
época,
não
ousávamos
esperar.
Parochias
inteiras,
com
o
seu
cura
á frente,
cheg
m
de
todas
as
partes.
O
alrio
e
proximidades
de
Notre-Dame
estão
conslaalemente
cobertas
de
carroagens
e
o
interior da
velha
ca
thedral
não
pode
oflerecer
a
rainirna
cir
culação
:
a
multidão
acerca-se
das
reli-
liquias
insígnias da
paixão
e
na
egreja
resoa
incessanlemente
o
canto
do
miscrere
e
do
stabat
mater.
Eu
não sei
exprimir-lhes
a optirna im
pressão que
este
espectaculo
produsiu
na
multidão
dos
curiosos
e
indifferentes,
que
a
elle
assistiam.
Os homens,
as
mulheres,
as
crianças,
orando
pela
Egreja e
pela
França,
pela
patria
espiritual
e
pela
patria
temporal,
implorando
a
piedade
do
ceo
para
a
nos
sa
sociedade
tão
enferma
e
tão
ameaçada,
não
é
iudicro
da regeneração
moral
que
se
opera
n
’
este paiz
?
Em
Versalhes,
onde
se
acha
a
sede
do governo
e
da
assembleia nacional, hou
ve
igualmente
uma
procissão
de
jubileu,
presidida
pelo
bispo
da
diocese,
Mgr.
Ma-
bille.
Em
tempo
nenhum
se
notou maior
edificação
em
todas
as
classes
da
socieda
de.
que
alli
se
achavam
numerosarneole
representadas.
Um
grupo
de
mais
de
ses
senta deputados
ia
á
frente
da
multidão
compacta
dos
homens.
Estavam
alli
pre
sentes.
operários,
ofliciaes,
soldados,
ho
mens
d
’aita
sociedade,
magistodos
de
dtf-
lereules
edades
e
opiniões,
mas
led
'?
uni
dos
n
’
um
unico
pensamento
de fé.
llaec
esl
vera
fralernilas,
quae
vicit
mundi
cri
mina, Ghristum
secuta
esl.
H.
'
Eisfoon
8?
de marp
{
Correspondência
particular)
Realisou-se
hontern
a
procissão
dos
Ramos
nas egrejas
da
Sé,
Magdalena,
Conceição
Velha,
Sacramento,
Marlyres,
Filipinhos,
Santos,
Santa
Isabel.
Capella
Real
d
’
Ajuda,
e
de tarde
a
dos
Passos
em
Almeda,
Loures,
e
a
dos
terceiros
do
Carmo
em
Lisboa
,
levando
as
seguintes
imagens
:
Senhor
no
Horto,
Senhor
Prezo,
Senhor
Açoutado,
Pedra
Fria,
Ecce
IIo-
mo,
Cruz
ás
Costas,
Crucificado,
o
es
quife
com
o
Senhor
Morto,
sob
o
paleo,
e
a
imagem
de
N.
Senhora
da
Soledade.
O
préstito
era
formado
pelas
ordens
terceiras
do
Carmo,
S.
Francisco
da
Ci
dade
de
Jesus,
e
Santo
Agostinho.
Pena
é
que
a
ordem
do
Carmo
não
colloque
as
imagens
na
egreja
parochial,
como
lhe
é
permillido
pela instituição,
pois
que
não
me
parece
muito
decente
a colloca-
ção da
imagem
do
Crucifica
lo
no vão
da
escada
n
’
um
patim,
embora
lhe
armem
uma
capella,
nem
a
da
collocação da
ima
gem
do
Senhor
dos
Passos
na
capella
e
as
outras
distanciadas
n
’uma
casa,
quan
do
a
ordem,
se
fosse
administrada
por
outra
forma,
podia
nas
lojas
da
rua
de
Oliveira
estabelecer
um
magnifico
sanc-
tuario,
digno
de
ser visitado
por
todos.
O
legado
rende
600$000
reis,
e
a
ordem
gasta
na
procissão
cerca
de
200$090
reis
;
rfão
tem
hospital,
deixando
assim
de
cum
prir
o
instituto,
ainda
que dá
esmolas
aos
irmãos
desvalidos.
Ila
quem
julgue
que
o
snr.
padre commissario
Torres
se
apo-
zentará,
havendo
um sub commissario.
Também
me informaram
de
que
um
bra-
zileiro
abastado
oflerecera
á
imagem
de
N.
Senhora
um
rico
diadema,
no
valor
de
mais
de um
conto,
sub
conditione de
nun
ca
ser
tirado
da
imagem, e
que
a
meza
o
não
aceitou,
declarando
elle
então
que
iria
ao Porto ver
se
lá
lhe
aceitariam
a
condição.
Dir-lhe-hei
que
a
ordem
terceira
de
S.
Francisco
do
Campo concedeu
ás
ir
mãs
hospitaleiras
de S.
Francisco
uma
par
te
do
edifício com
o
fim
de
alli
fundarem
a
creche
e
um
hospital para
irmãs
po
bres.
Hade ter
já ouvido
fallar
no drama,
Os
Lazzarislas,
do snr.
Ennes,
redaclor
do
Paiz.
O
enredo
tem
tanto
com
lazza-
ristas
como
nada,
porque
baseia-se,
se
gundo
me
informam, no
facto
d’
uma
fi
lha
natural
do
rnr.
Magalhães,
pae
de
José
Estevão
e
cunhado
do
snr.
Freitas
e
Oliveira, ter
ido
para França professar,
não
nos
lazzarislas,
mas sim
n
’
uma insti
tuição
de caridade.
Creio
que
o
snr. Oli
veira
não
ficará
satisfeito
por
andar
um
seu
parente
a
servir
d
’
alvo
ao
publico.
A
camara
votou
a
generalidade
do pro
jecto da
instrucção.
Não
é
obrigatorio
o
ensino
da
doutrina
chrislã
; os
alumnos
receberão
este ensino,
se quizerem.
De
pois
d
’
isto ainda
não organisarão
os
pre
lados
a
catechese de
doutrina
chrislã
nas
parochias,
pelo
menos semanal?
Também
foi
votada
a
reforma
postal,
e
a
auctorisação
para
a
construcção
dos
edifícios do correio
de
Lisboa
e
Porto.
Igualmcnte se
applicam
certos
rendimen
tos
do
ministério
da
guerra
a
fortifica
ções.
Para
material de guerra
são
pedidos
600
contos,
200
até
fim
d
’
este
anno,
e
400
por
todo
o
anno
economico
findo.
O
ordenado
dos
professores
primários
ficou
fixado
cm
1000000
reis,
1200000
e
1500000
reis
annual;
a
despeza
passa
pa
ra
as
camaras
municipaes.
Onde
irão
ellas
buscar
tanto
dinheiro
para
pagar tanta
coisa
?
Um
jornal
da
capital
lamenta, que as
irmandades
não
fossem
tributadas para
as
escolas.
O
referido
jornal
não
sabe que
os
rendimentos
das
irmandades,
são
lega
dos,
e
capellas
subjeitas
uns
a
encargos
pios,
taes
como
missas,
orações
fúnebres,
e
outros
suífragios, e
os
legados
subjeilos
ao
cumprimento
do que
o
legatario
dei
xou.
Como quer
o
alludido
jornal
subjeilar
o
rendimento
de
5
°/0 ao tributo? Lá
ia
affectar
a
s
legados
pios e capellas;
tan
to
sssim
é
que
a
irmandade
da
Lapa,
que
é
obrigada
a
dar
6000000
reis de
esmo
las,
se
tivesse
que
pagar 5
p.
c.
do
to
tal
estes
6
)00000
reis
não
lhe
eram
isem-
ptos,
e a
lei
ia
tirar
á
pobreza
d
’
aquella
freguezia
300000
reis
annuaes;
e
seria
com
esta
verba,
que
se
sustentaria
a
escola
parochial
?
Seriam
iseinptas
da
lei
as
irmandades
das
Misericórdias?
Demais
as
irmandades,
estão
sujeitas
á
violência do
governador
civil
lhe
arreba
tar
no
fim
do
anno
as
sobras
dos
ren
dimentos, para
os applicar
ao
que
elle
quizer,
e
d
’
esie
modo seriam
dois tribu
tos
:
as
sobras
e
os
5
p.
c.
do
novo
tri
buto caso
elle
fosse
admillído,
e
se é
de
justiça
pedir
ás
irmandades
5
p. c.
dos
seus
rendimentos,
tendo
muitas
d’ellas
já
escolas,
hospitaes,
ministrado aos
seus
irmãos
soccorros
pecuniários,
médicos
e
enterros
quasi
todos
;
porque
não
os
pe
dem
também
ás
outras
associações de
recreio,
ás
de soccorros mutuos
e ás
de
classe? Só as
irmandades
é que
hão
sof
frer
esta
injustiça!
Nada
querem
da
Egreja,
senão
o
que
ella
possue.
Não
ha
novidades
políticas.
A
febre
bancaria
continua. Ha
já
em
projecto
ou
tro
banco
sob
o
titulo de «Ilhas
e
con
tinente»,
além
do
banco «Lisboa
e
Aço
res. »
Acha-se
installada
a
comrnissão
da
«Cai
xa
de
Empréstimos
Lisbonense,»
com
o
capital
de
50
contos
em
5
series
de
10
contos
e
em
acções
de
50000
reis
pagas
em
prestações
de
5
p.
c.
Esta
caixa
tem
por
fim
emprestar so
bre
penhores,
de
ouro,
prata, joias,
pa
peis
de
credito
do
governo
portuguez ou
estrangeiro,
acções
de
bancos
ou com
panhias,
sobre
mobílias,
roupas,
louças
novas,
Tactos,
fazendas
nas
alfandegas,
ou
sobre
conhecimentos
d’
ellas,
sobre
pré
dios
com
hypothecas,
vender
e
comprar
prédios,
cobrar dividas
á comrnissão
e
receber
contas.
Receber
dinheiro
em
c;c.
de
1005
até
maxima
quantia,
e
fazer
trans-
acções
commerciaes
e
industriaes.
Já
vê
que
esta
instituição
mira
a
pequenas
ope
rações
a
que
os
bancos já
não
chegam,
nem
querem
porque
lhe
dá
isso
grande
incom-
modo.
A comrnissão
installadora
ficou
compos
ta
dos
snrs.
Augusto
José
de
Quiva,
ca
pitalista,
proprietário, e
dono
da
fabrica
de
arames,
na
rua
do
Príncipe,
onde
ha
■de
ser
feita
a
subscripção
; Carlos
José
Bastos,
proprietário,
Nicolau
José
Ferrei
ra
da
Conceição,
alfaiate estabelecido
na
rua
Augusta
;
José
Geraldes
Almeida
Pin
to
de Queiroz, solicitador encartado
;
Ben
to
Guilherme
Bacellar
e Silva, industrial,
Alfredo
Theodulo
Kopke
Correia
Pinto,
caixeiro
da
companhia
tabacos
Regalia
;
Fernando
Antonio
da
Costa
Pereira,
pro
prietário
e
delegado
da
administração
mili
tar
na
engenheria militar.
Os
fundadores
além d’estes
são
:
João
Manoel
Gonçalves,
proprietário
e
industrial,
dr.
Francisco
Ma
ria
Pereira,
José
Rodrigues
Adrião,
ser
ralheiro,
João
Vicente
Duarte
Ferreira,
director
da
typographia
do «Diário de
No
ticias»,
Veríssimo
Gomes
Ferreira
Lobo,
industrial,
Antonio
Marques
Quintães,
cai
xeiro
do
commercio
no
escriptorio
da
pharmacia
de
Azevedo,
no Rocio,
Fran
cisco
Leite
Brito
e
João
de
Mendonça, re
daclor
do
«Diário de
Noticias»,
Pedro
Re
go,
merceneiro,
Domingos
Augusto
Garcia,
jurista,
Anlonio
Rocha, empregado
no
com
mercio,
e
J.
T.
Montes,
sollicilador.
REVISTA ESTRANGEIRA
O
«Univers» e
a
«Union»,
de
Paris,
publicam
uma abreviada
traducção
da
pro
clamação
de
Cabrera
ao
partido
carlista,
e
o
resumo dos
artigos
do
convénio
pro
postos pelo
ministério de
D.
Affonso,
e
acceites
por
Cacrera.
Sobre
o
primeiro
documento,
diremos,
por
agora,
que
quem
o
analisar
com
im
parcialidade,
nào
encontrará
n’
elle
senão
orgulho
e
despeito.
Quanto
ao
conveni»,
diremos
que
os
hispanhoes
se
lembrarão
por certo ainda
do
de
Vergara,
feito
com
condições
mais van
tajosas,
por
um
general,
á
freme d
’
um
exercito,
e
que
o
proprio
Cabrera
não
quiz
acceilar,
prolongando
por
mais
al
guns
mezes
a
guerra
civil.
São
decorridos
35
annos, e
ainda
se
nào
conseguiu
organisar
solidamente
um
governo,
n
aquelle paiz.
—
Corre
que
Cabrera
já
enlrára
em His
panha,
a
km
de
se
pôr á fiente
d
’
alguus
dissidentes.
Não
sabemos o grau de
veracidade
d
’
es-
ta
noticia;
todavia quer
ella
seja
verda
deira,
ou
não,
acreditamos
que
a
felici
dade
não
sorrirá
muito
ao
velho general.
Perigoso
seria,
e
muilo, se
elle
estivesse
á
frente
do
exercito.
—
Seguem
se
os
documentos
a
que acima
alludimos
:
PROCLAMAÇÃO
AO
PARTIDO CARLISTA
Devo
e
desejo
explicar
ao
meu
partido
o
acto
voluntário, espontâneo
e
patriótico
que
venho
de cumprir reconhecendo
por
rei
D.
Affonso
XH
:
collocando
como
.sol
dado
a
lealdade
antes
de tudo, vou
fa-
zel-o
com
inteira
franquesa...
Deus
e
Patria
e
Rei,
diz
a
nossa
bandeira, Deus
em
primeiro,
depois Pa-
tria.
e
finalmente
o
rei.
Esquecer
a
Deus, destruir
a
sua
Patria
por
um
rei,
é
rasgar
em
pedaços
a
nos
sa
bandeira
Não
é
‘
isso
o
que
eu farei;
como
catholico,
como
hispanhol
não
o
pos
so
fazer,
e
porque a
religião
e
a
patria
reclamam imperiosamente
a
paz,
e
porque
a
Providencia
em
seus
altos
desígnios
o
exige...
Preencho
o
dever
d
’uma abnegação
fecunda
com
uma
convicção
profunda,
e
em
acceitando
um
facto
consummado, re
conhecendo
D. Affonso
XII
por
rei,
de
ponho
nas suas
mãos,
para
que
elle
a
guarde
e
honre,
a
bandeira
que
eu
sempre
defendi
e
que
tem
escriplos
os
princípios
sagrados
da
nossa
santa
causa
Não
escreverei
aqui
o
capitulo
das
fal
tas
commettidas
:
não
opporei aos
insul
tos,
ás
calumnias, ás
indignidades
de
qoe
lenho
sido
objeclo,
amargas
criticas
ou
accusações
rasoaveis. Em
tudo
o
que
se
passa
vejo
uma
grande
desgraça,
e
o
meu
coração
é
muilo
nobre
para
não
respeitar
o
infortúnio
do
m-u
partido.
As
mesmas
causas
que
em
1839 e 1848,
tornaram
inúteis
os
nossos
esforços,
rea
pareceram
em
1875. Devemos
nós sus
tentar sempre
esia
lucta
surda,
sntreler
es
te
germen
de
discórdia
que
conderana
a
nossa
patria
a
um
eterno
martírio?
Deve
mos nós
prégar
a
caridade
sobre
os
cadá
veres?
Fundar a
ordem
sobre
a
desor
dem
?...
A
vossa
causa
lem
contado
sempre
heroicos
soldados,
mártires
sublimes,
ad
miráveis
sacrifícios
;
porque
não
temos
triunfado
?
Permitlinae o
guardar
um
respeitoso
silencio.
Mas
sobre
a
minha
palavra
de
cavalheiro
e
de soldado, crede-me
eu
co
nheço
as
causas
(d
’
esle
insuccesso);
e
porque as
conheço e
amo
a
minha
patria,
dou este
passo
com
a
intenção de
salvar
os
princípios
que
sempre
defendi,
e
quero
defender
ainda,
e que,
assim
o
espero,
vós
•
me
ajudareis
a
defender
sobre
um
terreno
nobre generoso
e
fecundo,
aonde
estarei
ao
vosso
lado,
ou
onde
morrerei,
se Deus ouvir a
minha
supplica,
depois
de
ler
obtido
para
vós
a
admiração
de
vossos
proprios inimigos.
O sangue
generoso
dos
nossos
soldados
espalha-se
em
combates
gloriosos
mais
es-
lereis.
O
paiz,
que
conhece
o
seu valor e
a
sua
habilidade,
espera,
mas
debaldè, a
menor
informação
sobre
a
polilica
dos
ho
mens
que
os
dirigem.
Temos
na
nossa
frente
a
Europa
liberal,
e
nada
se
tem
feito
até
aqui
para
associar á
nossa
cau
sa os
elementos
associáveis
que
ella
en
cerra...
Depois
de
me
ter
escutado,
o
partido
carlista
terá,
assim
o
creio,
a
sabedoria
e
a
justa
apreciação
necessárias
para
for
mar
de
minha
condueta
um
juiso
justo;
porque
se
até
aqui
lenho levado
a
abne
gação
até
soffrer
em
silencio os
ataques
e
as
calumnias,
deveres
mais
imperiosos
que
os
da
prudência
me
obrigariam
a
re
velações
que
é
melhor, para
honra
da
his
toria,
sepultar
n
’
um
generoso
esqueci
mento.
Appello
para
a
vossa
rasão e para
os
vossos sentimentos
expondo-vos
lealmente
a
minha
resolução. Se
a
imitardes,
fareis
uma
cousa grande,
porque
obedecereis
á
voz
do patriotismo,
que
põe
a
paz
acima
de
tudo.
Pelo
contrario
a
nossa
bandeira
será
rasgada
;
vós
ficareis com o
rei
;
eu
me
porei
do lado
de
Deus
e
da
patria.
Romon Cabrera.
ARTIGOS PROPOSTOS
POR
O
MINIS
TÉRIO
DE
D.
AFFONSO
XII
E
AC
CEITES
por
cabrera
.
Artigo
1.°
As
províncias
vascas
e a
Navarra
continuarão
a
gosar
de
seus
res-
pecúvos
foros
do
mesmo modo
que
antes
da
presente guerra.
Mas
o
governo
se
con
siderará
como
livre de
toda
a
obrigação
para
com
aquella
de
suas províncias
qne
se
nào
submetter
ao
rei
Affonso
XII, no
praso fixado
peio
artigo
6.°
Arl.
2
0
Serão
reconhecidos
todos
os
empregos,
graus,
tilulos,
condecorações
dos
generaes,
chefes,
oíliciaes
e
outros
que
certa
e
posiiivamenle
tiverem feito
parte
do exercito
carlista,
qualquer
que
ante-
riormente
tenha sido
a
sua
conducta
no
cumprimento
de
seus
deveres militares.
Pelo
3.°
artigo,
os
militares
compre-
hendidos
uo
precedente
artigo
serão
in
corporados no
exercito aífonsista.
Pelo
4.° o
reconhecimento dos graus,
titulos
e
condecorações
não
terá
logar se
não
depois
d
’
um
maduro
exame
dos
do
cumentos
autênticos
apresentados
pelos
pretendentes.
O
general
Cabrera
será
en
carregado de
proceder a
esse
exame.
O artigo
5.°
estende
aos
empregados
civis
o
que
acaba
de
ser
regulado
para
os
militares.
O
artigo
6.°
declara
que os oíliciaes ou
empregados carlistas perderão
todos
os
direitos
acima
mencionados
se
se
não
sub-
metterem ao
governo
d’
Affonso
XII no
mez
que
se
seguir
á
publicação
d
’
este
presente
convénio
na
«Gazeta dc
Madrid».
O
artigo
7.®
confere a
Cabrera o di
reito
de
propor
para
graus, condecorações
ou
recompensas,
os
oíliciaes
que,
sem
le
rem
exercido
commando
activo,
tiverem
merecido
este
favor
por
sua
conducta
nas
presentes
circumstancias.
Pelo
artigo
8
° o
reconhecimento
dos
graus
e
empregos
estende
se
nas
mesmas
condições
ás
forças
carlistas
de
toda a
pe
nínsula.
Pelo 9.°
o
governo
se
obriga
a
repa
rar,
d’
accordo
com
as
côrles, os
prejuisos
materiaes
soffridos
pelas
communidades
e
particulares dos
pontos
que
são
aciualmente
o
theatro
da
guerra.
Data
da
acceilação:
Paris
11
de
março
de 1875.
Ramon
Cabrera.
Este
convénio
tem,
além
das
assigna-
turas
do
duque
de
Santona,
marquez
de
Manzanedo
a
de
D.
Raphael
Merry
do Vai
por
parle
dos
affonsinos.
GAZETILHA
O
Bnr.
areei»iss»o coailjuetor.—
Co
mo
noticiamos, chegou, na
tarde
do
dia
22
a
esta
cidade,
o
ex.
mo
e
rev.™
*
snr.
D.
João
Chrysostomo d
’
Amorim Pessoa, coadjuctor
e futuro
successor
d
’
esta
archidioeese.
O
venerando
prelado estabeleceu
a
sua
residência
uo
Seminário
de
S.
Pedro.
Foram
esperar
s.
ex.
a
rev.
“
a
varias
de
putações,
sendo
do
cabido,
corpo da
Re
lação,
camara
municipal,
liceu,
Associação
Catholica,
corpo
docente
do
Seminário,
e
alumnos
do
curso
theologico
;
os
snrs.
go
vernador
civil,
administrador
do
concelho,
juiz
de
direito,
delegado
do procurador
régio,
e
mnilos
particulares
das
mais
ele
vadas
classes
sociaes,
que
em
22
coupets
foram
uns
até Villa
Nova
de
Famalicão,
outros
até
Arnoso
e
o
maior
numero
a
Maçada,
donde
o acompanharam
até
ao
Seminário.
Ao
chegar
a
comitiva
ás
barreiras
d
’
es-
ta
cidade,
repicaram
os
sinos
de
todas
as
torres
e
queimaram-se
alguns
fogueies,
de
monstração
que
se
repetiu
na
Praça
d’
Ale-
gria
e campo
de
D.
Luiz 1.
A
estrada-rua
que
passa
junto
do
Se
minário
achava-se
embandeirada, bem
co
mo
os claustros
e
janellas
do
mesmo
edi
fício,
no terreiro
do
qual
esteve
locando
uma
banda
de
musica.
No
Seminário
esperava-o
o
sor.
Arce
bispo
Primaz
e
sua
familia,
que o
acom
panharam
á
capella.
A
noite esteve
o
mesmo Seminário
il-
luminado,
bem
como
algumas
casas
do
campo
de D.
Luiz
I,
e
subiram
ao
ar
al
guns
foguetes.
Na
occasião
da chegada e
á
noite
es
palharam
os
seguintes
versos,
cujo
auctor
é
um
alumno
do curso
theologico:
Ao
Ex.
,no e Rev.mo Snr.
D.
João
Chrysostomo d'Amorim
Pessoa
I
Salvé,
claro
Pastor,
que
em
agra
lida
P’
la
salvação dos
homens
trabalhaes!
Salve,
excelso
Varão,
que
a
vossa vida
Inteira
ao
bem
da
Egreja
consagraes!
II
P
’los
éccos
do
Oriente
lá
resoam
Vosso
nome,
virtudes
e
saber
!
E
as auras
que
de
lá
vem
apregoam
Que
sois
digno
de
um
báculo
suster.
III
Vinde!
As
saudações
ternas,
jubilosas
Do
futuro
clero,
hoje,
recebei!
E
que
Deus vos
dè
bênçãos
copiosas,
E
dias
flizes
para
a
vossa
grei
!
I
Salvé
Pastor
I
Espera-vos
ancioso
O
rebanho
que
Deus
vos
destinou
;
E
o
Ancião
venerando,
virtuoso,
Já
cançado
d»
muito
que
lidou.
II
Debaixo
da
mão
vossa
proteclora
Seguros
vossos filhos
viverão!
Ruja
medonha
a
tempestade
embora
E
invista
contra
nós
cruel
tufão
!
III
Pae,
ensinar-nos-heis
a
doce
via
Da esperança,
da
fé
e
do
amor:
Filhos,
com
grata
e
docil
alegria,
Fieis
seremos
sempre ao
bom
Pastor.
Nov»
bibliotheen.—
Acaba
de con-
stiluir-se
no
Porto
uma
nova
empresa
edi
tora,
sob
a
firma
de
Gama
&
Moreira.
Segundo
um
programma que
temos
pre
sente,
esta
bibliotheca
dividir-se-ha
em
tres
secções:
scienlifica,
litleraria
e
in
dustrial
; procurando d’esle
modo
alliar á
instrucção o recreio,
e
ao
recreio
a
uti
lidade.
A
primeira
obra
com que
abrirá a.
primeira
d
’
estas
secções
é
o excellenle
li
vro
de
Mgr.
Gaume,
A
Revolução;
a se
gunda
com
o
romance
de
Eschrich,
Os
Filhos
da
Fé,
e
a
terceira com
o
Trabalho,
semanario
illustrado, que
será
distribuído
como
brinde
a
lodos os
assignantes.
Entendemos
que
esta
empresa
é
digna
da
coadjuvação
de
todos
os
que
se
inte
ressam
pela
diffusão dos
conhecimentos
uleis
e
das
boas
doetrinas
sociaes
;
porisso
a
recommendamos
aos
nossos
leitores.
Toda
a
correspondência
inherente
a es
ta
empresa
deve
ser
dirigida
aos
snrs.
Gama
<fc
Moreira,
rua
dos
Martyres
da
li
berdade,
n.°
205,
Porto.
Santos Óleos. —
A
sagração dos San
tos
Oleos, é feita
pelo
ex.
mo e rev.mo snr.
arcebispo coadjuctor
na
capella
do
Semi
nario,
e
fiada
a
ceremonia
são
os
mesmos.
condusidos
procissionalmente
d
’
aquella
pa
ra
a
sacristia
da
Sé.
Re»enba
«la conferencia
recita
da,
no dia
de S. José, na Associa
ção
eatholiea pelo dislincto eccle-
siastico, padre
M.
F.
Marnoeo e
Sousa.
—
0
orador,
depois
de
mostrar
as
chagas sociaes,
e
os
males
que
minam
a
Europa,
apontou,
como primeiro
remedio
para similhaotes desgraças,
a
organisação
chrislã
da
familia,
como
base
da
regenera
ção da
sociedade
civil
e
polilica,
e
como
molde
d'esla
organisação
a
familia
do
sa
grado arlisla de
Nazarelh.
E
se
o
maior
mal
da
socidade
aetual
é
o
não
reconhecimento
da
soberania
de
Deus,
uas
instituições
o
primeiro
remedio
era
o
reconhecimento
da
personalidade
divina
na
primeira
de
iodas
as
sociedades,
qual
é
a
sociedade
domestica.
O
sentimento
do
amor,
base
da
familia
e
o principio
da
auctoridade,
garantia d’es-
sa
mesma
sociedade,
teslimunharam
a
um
tempo,
a
soberania de
Deus.
A
constitui
ção
da
familia,
segundo
o
exemplo
do
patriarcha
da
nova
lei.
S.
José,
era
o
se
gredo
misterioso e
divino
e
a taboa
da
salvação
para
a
sociedade
que
naufraga.
No
desenvolvimento
d
’este
assumpto,
o
orador
houve-se
com
a
pericia e
talento
que
lodos
lhe
reconhecemos,
e
a
que
pres
tamos
sincera
homenagem.
Senhor
aEeee
íSomo».—
Sae
boje á
noite,
da
Misericórdia
a
procissão
do
Se
nhor
«Ecce
Ho mo».
A
solentnidade do» Ramos e
Passo»
na freguezia de
Villarinho
do eoneellio de
Villa Verde.—
Fize
ram-se
estas
solemnidades,
no
passado do
mingo,
na
freguezia
de Villarinho,
com
muilo
explendor
e
pompa,
o
que
em
par
te se
deve
ao snr.
José
Antonio d’Araujo,
da
freguezia de
Athães.
No
sabbado
á
noite
houve sermão
an
tes
de
sair da
capella
de
Santa
Lusia,
a
veneranda
Imagem
do
Senhor
dos
Passos,
que
foi
conduzido
procissionalmenle
para
a
egreja
parochial.
No
domingo de
manhã teve
logar
a
solemnidade dos
Ramos,
precedida
de
ser
mão,
e
de
tarde
a
de
Passos.
A
missa
foi
celebrada
pelo
exc.
mo
sor.
padre
Manoel
José
da
Rocha,
prégador
regio
e digníssimo
abbade da
Correlhã,
no
concelho
de
Ponte
do
Lima
;
e
serviu
de
mestre de cerimonias o
snr.
conego
hono
rário,
abbade
de
Sande.
Tanto
os
dois
sermões
precedentes
co
mo
os
do
Prelorio,
Encontro,
Calvario,
Descimento
da
Cruz e Soledade
foram
pré-
gados
pelo
referido
celebrante
o
snr.
ab
bade da Correlhã,
que se
houve
distincla-
mente
como costuma.
A
estas
solemnidades
aflluiu
numeroso
concurso
de
povo,
reinando sempre
a
me
lhor ordem.
Ambulâncias
Carlista».
—
Do
Di
reito,
do
Porto,
transcrevemos
o
seguin
te
:
Recebemos
do
illm.°
snr.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
de
Braga,
a
quantia
de
setenta
e
sete mil oitocentos
e
dez
reis
para
as
ambulâncias
carlistas
;
recebemos
mais
de
um
nosso
assignanle
do
Porto
treze
mil
e
cem
reis,
e d
’
oulro
nosso
assignanle,
lambem
desta cidade
quinhen
tos
reis
para
o
mesmo
fim.
Um
tigre feito
borrego.
—
Em
quanio
Cahrera
se
mostrou
fiel
uo
seu
legitimo
rei,
os
liberaes
chamavam-lhe
o
tigre
torlosino
ou
do Maestraxgo,
agora
que
o
homem
virou
a
casaca
renegando
do
seu
passado
chamam-lhe
o
heroe
do
Maeslrazgo.
Snrs.
aífunsinos,
podem
esfre
gar
as
mãos
com a
aequisição
de
um.
. ..
cadaver
!
(Idem)
O
convénio.
—
Diz
urn telegram-
ma
de
.Madrid
que
se
tropeça
com
gran
des
diiTiculdades
para
se
consegnir
um
convénio
com
os
carlistas.
Tem
rasão
:
tropeça-se
com
a
lealdade e
dedicação
dos
generaes,
chefes,
ofliciaes
e
voluntarioss
carlistas
a Deus
e Patria
e
ao
Rei.
No
campo
carlista
não
ha
traidores.
(Idem)
l)e»i»i«vbo».
—Eflecluaram-se
em
11
e
12
do
corrente os
seguintes
:
Bacharel
Manoel de
Barros
Nobre,
de
legado
do
procurador
regio
na comarca
de
Serpa
—transferido
para
a
de
Moi menta
da
Bei
a.
Bacharel
Joé
Maria
das
Neves
Rebel-
lo
Velloso, dito
na
comarca
de
Villa
Fran
ca
do
Campo—para
a
de
Serpa.
Bacharel
Manoel
Joaquim
Tavares Men
des Vaz
—
nomeado
conservador
do
regis
to
predial
para
a
camarca
de
Lagos.
Bacharel
Bernardo
de
Albuquerque
Cabral
Silva Amaral—
idem
de Alcácer do
Sal.
Bacharel
Jacinto Soares
Amado
da
Cu
nha
e
Vasconcellos
—idem
de
Soure.
Bacharel
Eugênio do
Canto—
nomeado
guarda-mór
da relação dos
Açores.
Alexandre
de
Sena
Cnnhal,
sub-dele-
gado
do
procurador
regio
no julgado de
Coruche
—
exonerado,
como
requereu.
José
Maria
Barbosa
Pila,
contador
e
distribuidor
do juiso
de
direito
da
comar
ca
de
Cnba
—demittido.
Carlos Augusto Cordeiro—
nomeado
para
o
dito
oflicio
de
contador.
Miguel
Joaquim
da
Silva
Leal—
no
meado
tabelião de
notas
do
supprimido
julgado
de
Villa
Nova
de
Gaia.
José
Camillo
Dias
de
Almeida,
escri
vão e
tabelião
do
juizo
de
direito
—tran-
ferido da
comarca
de
Celorico
de
Beira
para
a
de
Gouveia.
José Joaquim
de
Miranda
Esteves
—
nomeado
para
o
dito
oflicio de Celorico
da
Beira.
Augusto
Cesar
de
Magalhães, escrivão
e
tabellião
do
juiso
de
direito
da
comar
ca
de
Penaíiel
—
transferido
para
o
oflicio
de
escrivão
do
juiso
de direito
da
1.
a
vara
do Porto.
Manoel
Maria
Ferraz
de
Abreu
— no
meado
escrivão
e
tabellião
do
juiso
de
direilo
da
comarca
de
Eslarreja.
Anlonio
Pinto
da
Cunha
Barbosa,
idem
de
Fronteira.
Bacharel
José
Maria
Cardoso
de
Lima,
delegado
do
procurador
regio
na
comar
ca
de
Anadia
—
autorisação
para
fazer
uso
de
anterior
licença
por
doze
dias,
sem
prejuiso das
audiências
geraes.
Peln
sagrada PaixSo s Morte
«le
Jesus Christo.—
Pede
o
entrevado
Anlonio
dos
Grangmhos
uma
esmoía
ás
almas
caridosas
e
bemfazejas,
pois
está
vi
vendo
em
extrema
miséria,
e
tendo
em
sua
companhia
sua
mulher
aleijada
com
uma
ruptura. Vivem
n
’
um
quarto
ao
rez
do
chão
na
rua
do
Alcaide,
n.° 17.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas e
avisos
recebidos em
23
e
24
de
março:
Guimarães.
—
Domingos
Bibeiro
da
Costa
Sampaio
—
Recebido.
Padre
José
Leite
de
Faria
Sampaio
—
Idem.
Fornos
d
’
Algodres.
—
Joaquim Dias
de
Andrade—
Sciente.
Lisboa.—Anlonio
Joaquim
da
Costa
—
Idem.
COMMEltCIO
B
olsa
de
B
raga
23
de
março
de
'1875
Efifect
wafio
Banco
de
Bragança
3$300.
Dito
diio
3$3ò0.
Banco
Commercial
de
Vianna
5$700.
Banco
do
Ãlemtejo
6$0ó0.
Banco Mercantil
de
Braga,
3$750.
Banco
da
Exlremadura
2$700.
Banco
de Chaves
3$5Ó0.
Banco
Commercial
de
Brsga
(nova
emis
são)
19$500.
O
direclor
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
ASBASECESM
Convalescente
da
grave
enfermidade
que
utlimamente
soffri,
sirvo-me
d
’este
meio
para
lavrar
um
testimunho
de gratidão a
todas as pessoas
que
se
interessaram
pelo
meu
restabelecimento.
Manoel
Vieira
Reis
Júnior.
$
.'&fT
# |
V'-
*
:
'
*
•.
M
I
’
*
'
Pede-se
a
quem
achasse
um
praso
da
Commenda
de
Ronfe,
e
um
pequeno
li
vro
de recibos,
passados
por Anlonio
Joa
quim
d
’
Oliveira
Brandão,
da
cidade
de
Braga, pertencente
a
José Joaquim Cardoso
de
Menezes
da
cidade
de
Guimarães, o
queira
entregar
a
Anlonio Joaquim
d
’
Oli-
veira
Brandão,
rua
do
Caslello
n.
5,
e
re
ceberá
alviçaras.
(2335)
Eua
do Souto, (esquina da
rua de
Jano)
N
’
esta
casa encontram
os
snrs.
estan
queiros
da
cidade e
previncia,
tabacos
das
seguintes
fabricas:
Companhia
Nacio»al
em
Xabregas.
»
Lisbonense
em
Santa
Apo-
lonia.
Real
fabrica
Lealdade.
Fabrica
Portuense de Miguel Augusto.
>
Boa-Fé.
»
Liberdade.
»
Fidelidade Portuense.
Commissõe»
aos
snrs.
estanqueiros
as
mais
vantajosa», inclusivé
Xabregas,
fumos
15
p.
c.
e
rapé»
30
p.
c.
(2340)
O
conselho
administrativo
d
’
infanteria
n.°
8,
faz publico,
que no dia
3
d'abril
hade proceder
á
arrematação
de
vários
objectos
de
eslanho,
pertencentes
ao
hos
pital
regimental,
cuja
arrematação
lerá
lo
gar
no
quartel do
dito
regimento
pelas
11
horas
da
manhã.
Quarteiem
Braga
22
de
março
de
1875.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(2336)
Alferes.
companhia
geral
rra
-
CAPENSE
Abre-se
no
dia
5
do
prox>mo
Abril
o
pagamento
do
dividendo
de
l$000
rs.
por
acção,
votado
na
assembleia
geral
de 18
de
janeiro,
e continua
ern
todas
as
segun
das,
quartas
e
sextas
feiras não
santifi
cadas,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
1
da
tarde.
Braga,
23
de
março
de
1875.
Os
directores,
Henrique
Freire
d
’
Andrade
(2338) José
Ferreira de
Magalhães.
MONTE
Plu
DE
S. JOSE
’
Tendo
a
Assemblea
resolvido
reunir-se
na
segunda
feira
29
do corrente mez
pelas
U) horas
e
meia
da
manhã
na
casa
n.°
1,
da
rua
ile
S.
João
para
discutir
o
proje
cto
da
reforma
de
Estatutos, convida a
comparecerem
a
.-esse
fim no
dito
dia, ho
ra
e
local
a
todos
os
socios
que
se
acham
no
gozo dos
seus
direitos.
O
Presidente
Henrique
Froire
d'Andrade.
(2337)
ÉDITOS
DE 30 DJAS.
Pelo juizo
de
direito
d
’esta
comarca
de Braga
e
carlorio
do
escrivão
Ribeiro,
a
requerimento
de Josefa
Maria
Carvalha,
viuva
que
ficou
de
José
Ferreira
Salsa,
do Campo
de D. Luiz
I.’ d’
esla
cidade,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
de
25
de
fevereiro
ultimo,
citando
todas
as
pessoas
incertas
que
se
julgarem
com al
gum
direito
á
lierança
ou
espolio
de
seu
filho
José
Ferreira
Salsa
Júnior,
negoci
ante
e
residente que foi
na
cidade
do
Pará império
do
Brazil,
para que
na
2.
a
audiência
do dito
juizo
que
hade
ler
logar
no dia 5
de Abril
seguinte
pelas
9 ho
ras
da
manhã
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Saneio
Agostinho d’
esla
cida
de,
verem
oílcrecer
os
respeclivos. artigos
de
justificação
e
habilitação,
e marcar-
se-lhes o
prazo
legal
de
2
audiências
para
opporem
o
que
tiverem
e
seguir os
mais
lermos
até final,
sob
pena
de
revelia e
lançamento.
(2339)
Vende-se
uma
casa
feita de
novo,
con)
grande
loja
paia
armazém.
—
sita
na
rua
das
Agoas,
com
n.°
91.
Vê-se das
9
horas
da maubã até ao
meio
dia.
Trata-se
com
Antonio
Silverio
de
Pai
va,
da
Ponte.
•
(2314)
Joaquim
Ahes
Vinagreiro
e
José
Fer-
nandes
Lage,
foem
publico, que
desde
g
dia
22
do
corrente,
augmentam
com
mais
uma
diligencia,
a
sua
carreira
«liaria
que
teem
d’
esta
cidade
á
Povoa
de
Lanhoso,
saindo
d
esta
cidade
ás
7
horas
da
manhã
e
3 da
tarde
até
ao
dia
31
do corrente,
e
chegam
á
Povoa
ás
9
da
manhã
e
5
da
tarde,
não
teem
demora
em
parte
alguma,
e
sae
da
Povoa
para
Braga
ás
mesmas
horas
e
chega
ás
9
da manãhã
e 5
da
tarde,
não
tendo
lambem
demora
alguma.
Os bilhetes vendem
se
em Braga
em
casa
de
Domingos
Alves Pereira,
á
Por
ta
do
Souto,
e
na
Povoa
em
casa
do Fer
rador.
Preço»
De
Braga ao
Fojo,
e
vice-versa,
80
reis
De
Braga
a Cobellas,
idem,
120
rs.
De
Braga
ao Pinheiro,
idem,
dentro,
200
rs.
e
fóra
160.
De
Braga á
Povoa,
idem,
dentro
210
e
lóra
200.
Do
Fojo
o
Cobellas,
40 rs.
Do
Fojo
ao
Pinheiro.
100
rs.
Do
F> jo
á
Povoa, 120 rs.
Do
Pinheiro
á
Povoa, 60 rs.
(2332
A)
Banco Commercial,
Agricola
e
Industrial
de
Villa
Beal
Sociedade
anonyma
de responsa
bilidade liunitada
Havendo
de
ser
substituidos
os títu
los
provisorios
das
acções
d
’éste
Banco
por
títulos
definitivos
de
uma,
de
5
ou
de mais
de
5
acções,
como
faculta
o art.
6.®
dos
Estatutos,
são convidados
os
snrs. accio-
nistas a
entregarem até
ao
dia
15
d
’
abril
proximo
futuro,
impreterivelmente,
na
sé-
de
do
Banco
e
suas
agencias
no
Porto
e
Braga,
declarações
em
que
indiquem
a
fórma
porque
quiserem
lhes
sejam
passa
dos
os
títulos
definitivos.
Na séde
do
Banco
e nas
agencias
do
Porto
e
Braga
fornecem-se
os
impressos
para
as
declarações..
Villa
Real
10 de
março
de
1875.
Os
gerentes
Francisco
Ferreira
da
Cosia Agarez
Agostinho
José
da
Cosia.
f2328
)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Asit<»raio
dermano Ferreirínba
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos preços do
Porto.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
du
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
NOVIDADE
44,
«3o Souto,
44
Campos
&
Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
rnoda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus de todas
as
qualidades.
(2330)
AÍ1CÔES
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—Rua do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(58
1)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_25031875_325.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)