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3.°
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 324
Àssigna-see
vende-se
no
escripiorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda*
1 II
»
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
,
Agora
o
artigo
do
«Quartíl
Real»:
O TUMULO DE LAMA.
I
O
silencio,
muitas
vezes,
revela
pa
triotismo
e
abnegação
;
outras
vezes,
é
apenas o
sirnbolo
da
vilesa.
Madrid
e
tona
a
Europa
occupá-se
mui
to
da
altitude de
um
homem
que, nos
úl
timos
annos,
leve
como
certas
aves,
hor
ror
profunda
á luz, e
que
occultou
a
sua
personalidade
nas
sombras da
incerteza.
Sem
embargo
dos
murmúrios
que
le
vantava
similhanle
altitude
indefinida,
nós
guardamos
silencio.
Quando
de
alias re
giões
nos
chegavam algumas
palavras
de
legitima
defesa
ou de admirável
previsão,
restringiarao-nos
a
transcrevi
as,
sem
que
jámais
sahisse
outra
cousa
dos
bicos
de
nossa
penna ácerca
de
D.
Ramon
Cabrera,
que é
a
pes«oa
de
que se
traia.
Mas
este
silencio,
levado
alé
hoje ao
cumulo
da
prudência
como
a
expressão elo
quente
de
nosso
patriotismo,
devemos que
brai-o
e
rompel-o.
Seria
agora
o
cumulo
da
vilania,
e
a
infame
cumplicidade
de
uma
infame
traição.
Chegarn-nos
á^mãos cartas de
toda
a
parte em
qoe
nos
exprimem
a
indignação
e
o
despreso
produsidos
em
toda
a
Hispa
nha
carlista
pela
descoberta dj>
conspira
ção
de
Cabrera contra
a
santa
causa
da
patria
e
da legitimidade.
Os
mais
antigos,
os
mais
enthusiaslas
partidários
d
’
este
homem,
outr’
ora
um
ído
lo, aterrados e
escandalisados
perante
tão
inverosímil
iniquidade,
exclamam,
arre
pendidos
de
seu
antigo
èrro:
«E
’
mais
odioso
que
Maroto!»
E
esle
grilo
retum
ba
n
estes
lieis
valles,
repeicutido
de mon
tanha
em
montanha
pelos
éccos,
como
o
grilo
de
alarme
do
patriotismo
vigilante.
Aclualtnenle
abriram-se-lhe
os
olhos.
O
idolõ
já
não é
mais
que
um
pedaço
de
madeira.
O
lerrivel
gigante
não
passa
de
um
moinho
de
vento.
O
grande homem
não
é
senão
um
homem
lançado ao
mar
que mergulhou
nas
ondas
que
o
engoli
ram, einquanto
o
navio
impeilido
pelos
ventos
da
prosperidade
e
da
fortuna
pro-
segue
sua derrota
triunfante.
II
Uma
naturesj
inculta,
nascida
para
a
guerra,
vestígios,
talvez,
da
antiga
raça
celtibera
;
uma
especie
de
Virialo,
arrasta
do
pelas
grandes
paixões,
capaz
de
se
ba
nhar
no
sangue,
e
de
se embriagar,
ao
mesmo tempo,
na
laça
de todos
os
pra-
.-eres sensuaes
;
um
almogavar
selvagem
e
independente
como
as
aguias das moma-
nhas,
e, como
ellas,
sem
a
consciência
de
seu proprio
mérito,
tal
foi
esse cele
bre
guerrilheiro
de
Tortosa
qoe
despresoo
a
batina
de
estudante,
para
rapidamente
se
transformar
no
mais
audacioso,
mais
feliz,
mais
heroico,
e
o
mais indisciplina
do
de
todos
os
generaes
carlistas.
Quando o
tempo
tiver
acalmado
a
par
cialidade
dos
juisos,
os
peitos
negros
do
esplendor
e
do
génio
militar
de
D.
Ra
mon
Cabrera
d
’outro
tempo
resahirão
fpr-
çosamenle
;
e
quando
a
historia
recontar
que essa
naiuresa
inculta,
esse
Virialo
tur
bulento,
esse
almogavar
cuja
linguagem
era
um
rugido,
se
transformou,
no
deeli*
nar
da
vida,
em
um
gentleman
dado
ás
mais
remontadas
concepções políticas,
em
humilde
discipolo
da
pacifica e
bysantina
folha
aíloosina
«La
Epoca»,
—
as
gerações
futuras,
gargalhando
um
riso
homérico,
reconhecerão
a
justeza
d
esle famoso
pro
vérbio
:
«Os
embecis
dizem asneiras,
mas
os
grandes
homens
fazem-n’
as.»
E
’
impossível
de.-conhecer
por mais
tempo
o
seu valor
real
e
as
suas
verdadei
ras
faculdades.
PWmL.ICA.-S
ee
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ã^ra£râiã3MãêiHmããBããrââ£v£ãõããâãttiisM
*
Miacúaà^Mãi>caK>
*
e>aBa>ei
P
reços
: Braga,
anno 10(600
rs.=Semestre
850
rz.=Protin-
cias,
anno
2^400 rs
e
sendo duas 4&000 rs.=Semestrp
1o2o()
rs.=
/?razt/,
anno
4Ô400
rs.==Semeslre
2^300
rs.
moeda
forte.
OU10&000
reis
e
5&500 reis
moeda
fraca. ==
Annuncios por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
?0
d
’
abatiirento.
.
T
s
S
õ
ÊÕ^
x
SÍ
b
E
s
ÍW
w
S
BRAGA
—
TEKÇ.-A-FEIKA
«3
DE
MARÇO
Siiccessoa il’íIâ»»partEta.
Trasladamos
da «Uaioti»
de
Paris
de
14
do
corrente
a
caria
que
lhe
enviou
seu
habitual correspondente
no
campo
carlis-
ta,
acompanhada
com a transcripção do
ar
tigo
que, ácerca da
iofamia
receotemente
commettida pelo
lamemavel D.
Ramon
Ca-
brera,
escreveu
o
«Quartel
Real», orgão
oílicial
dos
carlistas,
como
é
bem sabido
por nossos
leitores.
Este
notável
artigo
da
folha
legilimis-
ta
hispanhola
deȎ
archivar-se
como
um
documento importante
para
a
historia,
por
que
revela
a
causa
que
determinava utn
silencio
cerrado,
firme
e
inabalavel
con
servado nas
altas
regiões
do
partido
car
lista.
quando
se
invocava
dentro
e
fó
r
a
d’
aquelle
paiz
o
nome
de
Cab'era,
extra-
nhando-se
a
sua
abstenção da aciual
lu-
cta,
abstenção
que
era
fundamentada
e
explicada
até
hoje
a
capricho
da
imagi
nação
de
cada
qual.
Agora
estão
bem
extremados
os
cam
pos.
Us
carlistas
puros
nào
eram
os
ca-
brerislas.
Os
carlistas
puros
acercam-se
do
seu
rei; e os
cabrerislas
diiigem-se
para
os
arraiaes
inimigos.
Se
o
coração
humano,
o
sentimento
da
honra
e
da
dignidade
política
e nacio
nal
lamentam
allameiite
o
facto,
a
critica
histórica
.registra-o e acha
muitos exemplos
similhantes no
correr
dos
séculos.
Ho
mens ha e
tem
havido,
que,
alçados
ao
periheliu
da
gloria
e
do
renome,
deslum
bram-se,
desvairam,
hesitam,
osciliam,
e
cahem.
Escreve
o
correspondente da
«União»;
12 de
março
1875.
D.
RAMON CABRERA.
«E
*
com
naiural
repugnância
e
dor
profunda
que
pronunciamos
este
nome,
hontem
ainda
iiluslre,
e
hoje
recordando
as
defecções
monstruosas
de
Maroto em
política, e
do
padre
Jacinlho
tm reli
gião.
Sacrificando
inteirament.e
nas aras
do
dever,
reproduzimos
a
8.
palavra por pa
lavra,
o
despacho de
Estélfa
que
nos
de
nunciava a sua
traição,
e
vamos
reprodu
sir
agora,
tambern
texiualmente
o
ailigo
que
lhe
consagra
o
nosso
jornal
oílicial,
o
«Quartel
Real»
de
9
de
março.
Que
poderá
responder-lhe o antigo
es
tudante de
Tortosa,
nomeado
conde
de
Morella
por
Carlos
V,
marquez
del
Ter
por
Carlos
VI,'
condecorado
com
muitas
grã-cruzes,
e
que foi
em
tempo
o
terror
dos
liberaes
que
o
insultavam
com
o
epi-
theto
de
tigre
do
Maotrazgo,
e
que
le
varam a crueldade
até
fm.ihrem
sua
pró
pria
mãe
sexagenaria?......
Sob
o
ponto
de
vista
militar,
é
impos
sível
qualquer
resposta.
A
disciplina
' dos
exercitos
não
adraitte
discussão política
ou
publica;
quando
um
general
ou
oílicial
tem queixas a
ofierecer,
apresenta-as
era
conselho
de
gueira.
A
própria
França
republicana
consen
tiria
que
qualquer
dos
seus generaes
dis
putasse
as
deliberações
da
assembleia
?
Sob
o
ponto
de
vista
realista,
presu
mindo
qoe
havia
rasão,
quanto
mais
ele
vada
fósse
a
posição,
tanto
mais
o
patrio
tismo
aconselhava
que,
corno
Montesquieu,
se
envolvesse
no
manto
da resignação,
esperando
melhores
tempos
Sc
[).
Ramon
Cabrera
nunca
se
deci
dia
a
fallar, como
o
annuncia
o
seu
jor
nal,
nós
pudemos
allirmar
:
Que
o
exercito
carlista
não
seria
fbr-
temeute
abalado.
Não
o
seria
nem
mesmo
um
só
de
seus
combatentes
;
Que
a
resposta
do nosso governo
seria
ju»mediala e
severa».
não
poderá produsir
iodo
o
resultado
que
deve
esperar-se
de
tão
grande
melhora
mento;
mas prolongado
alé
Chaves
e
Ve
rim
será uma
grande
artéria
çle
vida
c
riquesa.
Acresce
a
isto
que
este
prolon
gamento
póde ser
menos
extenso
do
que
a
estrada ordinaria
pelo
grande
desenvol
vimento, que
esta
necessita
para
galgar
os montes;
e
será
este
caminho
de
ferro
um
dos
mais
curtos
de
lodos
os
interna-
ciouaes
projectados.
Animado
por
taes considerações apre
sentou
o
snr.
deputado
por
Villa
Verde,
no^so
conterrâneo,
uma
proposta
de
a<idi-
tamento
ao
artigo
l.°
do
projecto’
dos ca
minhos
de ferro da
Beira
;
quando
este
se
discutia
ua
camara
elecliva,
para
que
o
governo fosse
auctorisado
a
proceder
ao
seguimento
do
caminho
de ferro
de
Braga
alé
Chaves.
Vamos
transcrever
o que
o
illustre de
putado
disse a
este
re-peilo
na
sessão
de
10
de março,
não
faseudo maiores
commenlarios
a
uma
medida que' eslá
no
coração de
todos
os bracareuses
e habi
tantes
deste districtp.
«O
snr.
Alves
Passos:
—
Não
é
minha
intenção
tomar
tempo
á
camara
addusin-
do rasões,
que,
por
serem
ininhis,
seriara
fracas,
em
favor
d
’
este
importantíssimo
projecto.
A
camara eslá
tão
convencida
da
sua
utilidade
que
llie
deu
approvaçào
nriapiiue
na
sua
generalidade,
parecendo
apenas
dis
cordar
em
pontos
secundários
e
na
fórma.
Eu
voto
por todos
us
caminhes
de
ferro,
todos
os
melhoramentos
de
que
pos
sa
resultar
o
desenvolvimento
moral
e
material
do
meu
paiz
;
nem
tne
enlibia
i/este
proposilo
a
grande
despesa indis
pensável
para
taes melhoramentos;
por
que
a
minha consciência
me
diz, e
a
ex
periencia
lem
mostrado,
que
os
resultados
compensara
bem largamente
o
sacrifício.
Também não
é
tninba
intenção
res
ponder
aos
argumentos
dedusidos
coid
en
genho
e arte
pelo
stir.
Luiz
de
Campos,
cuja
eloquência
acabamos
de
admirar,
em
hoora
e
gloria
da
tribuna
parlam
ntar.
O
meu lira é unicamente mandar
para
a mesa
uma
proposta,
que,
segundo
as
prescripções
do
regimento,
p.incip.o
por
ler.
(Leu.)
Snr.
presidente,
direi
muito
poucas
pa
lavras
para
sustentar esta
proposta,
cuja
conveniência
e
importância
se
u.e aaiguca
de
simples intuição;
mas
peço
licença
para
ler
á
camara
algumas
frases
do
exçeiieute
relatorio
com
que
o
snr.
Andrade Corvo
justificou o
projecto
do caminho
de
ferro
do
Minho:
«Paja qne
as
vias
ferreas déètn
ao
paiz
a
facilidade
de
comráuiitcações,
que
desenvolve
a actividade
industrial
e
anima
e
robustece
as
forças
prodúcti
vas
da
na
ção,
é
necessário
progredir
ua
sua
cou-
slrucção.
«E
’
urgente
prolongar
a
linha
princi
pal
até
ao
extremo
norte,
e
ligar
sticces-
sivamertle
com
essa
linha
os
ramaes
que,
divergindo
d
’
ella,
atravessem regiõe-,
fer
ieis
sim,
mas
pouco fecundadas
{
elo
tra
balho.
«A
parle
do paiz,
onde
a
população
activa
e
laboriosa
se
accumula,’ e onde
o
progresso
da
riquesa
se
manifesta de
anno
para
anno,
ao
n-
rle
do
Douro,
uão
póde por
-mais
tempo
estar
privada
de
uma
machina,
tão
poderosameute
prudu-
cliva.
como
são
os
caminhos
de
feiro.
«Ha
despegas
impreteriveis
que as
na
ções
não
podem deixar
de
faser,
mesmo
para
acudir
aos
apuros
financeiros
que
temporariamente
as
perturbam.
«Para
augineotar
a
riquesa é
preciso
augmeniar
os
instrumentos
de
producção,
e
nenhum
é
mais
fecundo
do
que
este,
quando
applicado
a
utn
territotio
tão
fér
til,
tão
populoso,
como
o
Minho.»
Sor.
presidente,
depois d
’
estas
fnses,
Que
julgariam
do
Cid,
despindo
sua
armadura
e
quebrando
sua formidável
es
pada,
para
envergar
o
habito
escuro,
e
escrever,
com
um numero da
«Epoca»
na
mão
esquerda
e
uma
penna d’
ouro
na
di
reita,
sob
a
inspiração
de um
Homedes
(*
),
o
plano de
uma
conspiração
contra
seu
Rei,
como
poderia
fazel-o
urn
d
’
esses
con-
doltieri
revest'dos
com o
uniforme
do
exer
cito
liberal?
Pois
eis
ahi
a
estranha
situação, o
con
traste
comico
que
solicita, a
altos
brados,
um
coro
de
(Jflenbach,
que
se
criou
a
si
mesmo
Cabrera
por
sua altitude,
aggre-
gando
assnn
á
vergonha
do
fim,
o
ridí
culo
dos
meios.
O
papel
de
traidor
e
de
bufão
con-
fundiram-se
d’
esta vez
no
mesmo persona
gem,
para
que
a
justiça
humana
pare
diante
d
’
esla
nova
alternativa
:
«Justiçarei
o
traidor,
ou rirei
do
bufão?»
Oh !
como é minguada
s
grandesa
dos
homens
!
Nada
ha
mais
vasio
que
a
cele
bridade
que
se
nào
basêa
na
virtude.
Creae
reputações,
elevae
idoios.
levantae altares...
Certo dia,
o
vosso idolo
adorado,
mofan
do
<Je
vossa
adoração,
desce
do seu
altar
e
dá-se ao
inexplicável
goso
de
se
degradar
a
si
mesmo
Em
uma
das
grapdes
festas
da
còrte
de
Napoleão
I,
no
meio
de
todos
aquelles
explehdores
e
riquezas, o
príncipe
real,
que
se
chamava
então
—
o
Bei
de
Buina
—
lodo
triste
e
pensativo, contemplava,
atra-
vez
das
janellas,
as
creanças
que
brinca
vam
na
rua.
—
Não
sois
felizes
no
meio
de
todas
as
grandezas
da
côrte
de
França?
—
pergun
tou-lhe
Napoleão. Que
tendes, meu
filho?
Que
desejaes?
—
Ah
!
meu
pae—respondeu
o
prínci
pe
—
que
iȋo
possa
eu,
como
aquellas
creao-
ças,
rolar-me ná
lama
1
D.
Ramon
Cabrera disfructava
um
pas
sado
glorioso,
se
não
sem
mancha.
Tinha
diante de
si um
futuro
mil
vezes mais
glorioso,
sem
manchas
e
sem
nuvens.
Nun
ca
o
destino
se
pflereceu
a
ura
homem
tão
favoravelmente.
Pois
bem,
D. Ramon
Cabrera
viú,
atra-
vez
dc
sua
gloria
passada
e
futura
os
ho
mens
da
Revolução
hispanhola
rolar-se
na
lama
;
e
quando
a
nobre,
a
catholica,
a
antiga
Hispanha
dos
Albas,
dos
Cordovas
e
dos
Bazands
lhe
oflerecia
um
mundo
de
esplendores
e
de
grandezas,
o
almogavar
Tortosiuo,
depois
de
entregar
a
sua
fama
e
o
seu
Coração
a uma
lica
protestante
iiigleza, responde
com
modos
repugnantes
:
«Ah
!
que
eu
não
possa,
como
aquelles
homens,
rolar-me
na
lama
!»
E
não
só o
diz, senão alé
que
o
faz.
D.
Ramon
Cabrera
ac.
boa
sua vida
polí
tica
chafurdando-se
na
lama
I
Quem
leria
pensado
que
simiihante
,ho-
mem
teria
escolhido similhanle tumulo?!»
C.
V.
(»)
Um dos
sobrinhos
de Cabrera
que
foi
ha
alguas
dias,
ao
departamento
dos
Baixos-Pyrenens, visitar
de
sua
parte
mui
tos
chefes
carlistas.
Ile
Uraga a Cltaxeis.
E’
sabido
que
o
commercio e
prospe
ridade da
cidade de
Braga
augmentará
rapidamente
logo
que as
communicações
entre
os
dois
pontos
estiverem
concluídas,
não
só
as ordinárias
pela
estrada
em
con-
stiucção, mas
as
aceleradas
pelo prolon
gamento
do
nosso
caminho
de
ferro
até
á
fronteira de Verim,
cortando
assim os
obstáculos
e
abrindo
as
portas
ás
rique-
sas
agrícolas,
alé
agora
encerradas
no
alto
d
’
este
dislriclo
e
uas ubérrimas
planícies
de
Barroso.
/
O
ramal
do
caminho
de
ferro
de
Bra
ga,
em
quanto
não
passar
d
’
esla cidade,
ão
auclorisadas,
de
um
estadista consum-
rnado
e
tão
competente
no
assumpto, não
precisaria
de
diser mais
nada
para
sus
tentar
a
minha proposta.
Quando
os
caminhos
de
ferro
se
diri
gem
a
abrir
províncias
tão
populosas
e
ricas,
como
a
província
do
Minho,
são
sempre
bem
aproveitados
os
sacrifícios
que
elles
custam
e
dão
louvor
e
gloria
a
quem
os
decreta
ou
inicia
O
caminho
de ferro
de
Braga,
desde
que
sae
do
Porto,
tem
uma
direcção
para
leste
da
província do
Minho, mas
em
Nine
des
via-se
para
o
litoral,
seguindo
para
Vian
na
e
para
a
fronteira
da
Galliza, isto
é,
desvia-se
complelamente
do ceniro
para
a
beira-mar
e para
o
norte
da
província,
deixando
em
Braga
o
termo
do
seu
ra
mal.
Ora,
a
camara
sabe
que
os
caminhos
de
ferro
do
litoral
não
podem
ler a
in
fluencia,
que
leem
os
que
alravessam o
centro
das
povoações,
para o seu
desen
volvimento.
Temos
uma
desgraçada
expe
riência no
caminho
de
ferro
de
Lisboa
ao
Porto.
Se
o
caminho
de
ferro
de
Braga
se
guir
(Festa
cidade
para
Chaves,
entrando
no valle
do Cavado,
pua
o
atravessar
defronte
de
Villar
da
Veiga
e
tomar
a
margem
direita
d
’
este
rio,
d
’
ahi
pela
fre
guesia
de
S.
João
do
Campo,
vertentes
meridionaes
da
Serra
do
Gerez,
abas
do
monte
da
Gralheira,
concelho
de
Mot>-
tealegre
até
Chaves,
e
d’
aqui
á
fronteira
na
direcção
de
Verim,
o
que
se
me
afi
gora
pouco
diflicil,
era
rasgar pelo
centro
toda
a
província do
Minho,
a
fértil
região
de
Barroso,
abundante
em
lãs
e
gados,
e
communicará
a
próviocia
do
Minho
com
u
alio
da
província
de
Traz-os-monies,
e
com
a
fronteira,
pela
linha
mais
curta.
[)
’
esle
modo
serão
allendtdas
todas
as
con
dições
a
que
devem
corresponder as
linhas
térreas; setão
favorecidos
os
interesses
do
caminho
de ferro
do
Minho,
cujos rendi
mentos
hão
de
triplicar
; promover-se-ha
o
desenvolvimento
material
e
moral
das
ubérrimas
regiões
atravessadas
pelo
Cavado
e
pelo
Homem,
e as
ferieis
planícies
de
Barroso;
emíim,
completada
esta
linha
ferrea,
teremos
notado
o
paiz
com
um
dos
seus
mais
grandiosos melhoramentos.
0
seguimento,
pois,
do
caminho
de
ferro
de
Braga
é
uma
necessidade
publica,
e
não
me
demorarei mais
treslas
conside
rações
para
não
gasiar
tempo
á
camara.
Mando
a
proposta
para
a
mesa,
e
es
pero
qoe
o
snr.
ministro
e
a
commissão
de
obras
publicas
a
acceitarão.
Acceitan-
do-a
não
comprometterão
as
finanças do
paiz,
porque
na
proposta
se
atiende
a
esla ci cumstancia
disendo
—
quando
as
for
ças
do
lhesouro
*o
permittirem. E deixo
á
escolha
e
illustração
do governo
o
sis
tema
da
conslrucção,
de
via larga
ou re-
dusida,
como
o
julgar
mais
conveniente;
para
isto,
e
para
Indo
quanto diz
respeito
ao
bem
do
nosso
paiz,
ponho
inteira
con
fiança
no
governo.
i
Idem
50
.
Está
votada a
lei
dos
caminhos
de
fer-
I
ro
das
Beiras e do
Algarve,
o
que
se
í
realisou
depois
do
discurso
do
snr.
dr.
Teixeira
e
outro
do
snr.
Osorio^
sobre
1
os pontos
estratégicos
que
devem
ser
res-
!
peitados
na
sua construcção,
pedindo
es
te
senhor
deputado,
que
fosse ácerca
de
tal
construcção
ouvida
a
direcção
de
en-
genheria
militar.
Depois
d
’este
tour
de
force,
,a
cama
ra
votou
uma
enxurrada
de
projeclos,
e
entre
elles,
o
que
regula
a
promoção
dos
'
ofliciaes
de
administração
militar
e
a
lei
de admissão.
Não
direi
nem
uma
só palavra sobre
o
facto:
reservo-me
para
depois
de
passar
a
lei
na
camara
dos
pares.
Aqui
aflirma-se que a
camara
será
encerrada
no fim
do mez.
O
snr.
ministro
da
guerra
pediu
pa
ra
ser
legalisada
a
despeza
feita a mais
no
seu
ministério
com
material,
e
pede
que
no
anno
economico futuro
se
possa
gastar 600
contos
com a compra
de
ma
terial,
que
elle
julga
necessário.
Em
quanto
á
camara dos
pares,
se-,
guiu
a
approvação
de
diversos
projectos
que
tinham
saido
da
outra
camara.
Leu-se
na
mesa
a
seguinte
Proposta
Proponho
que
ao
artigo
1.’
se
addi
*
cione
o
seguinte:
N
0
4.°
Ao
seguimento do
caminho
de
ferro
de
Braga
até
fronteira
na
direcção
as
circumstancias
do
tirem.
—
0 deputado,
Chaves,
e
d
aqui
á
de
Verim, quando
lhesouro
o
perrnil-
Alves
Passos».
19
de março
/
Correspondência
particular)
Começa
agora
o
bom
tempo,
e
já
era
tetnpo
I
Até
aqui
não
faltou
frio,
vento
e
chuva-neve
:
parecia
que
eslavamos nas re
giões
do
norte
!
Com
o
mau
tempo
ecc»r-
reram
muitas
plemises,
pneumonias
e
bronchites,
muitas
tosses
convulsas
nas
creanças,
chegando
algumas
a
morrer
(Fes
ta enfermidade,
como
foi
uma
creancinha
do
snr.
Monleverde, e
o príncipe
lem
sof-
Lido
bastante
a
ponto
de
ser
necessário
mudar-lhe
a
residência da
Ajuda
para o
Alíeite
da
outra
banda.
Domingo
lemos
a
procissão
do Enter
ro, que
doas
vezes
passa
no
Chiado,
e
que
é
a
delicia
dos
passeantes
d
’
esse
dia. Por
verdadeira
devoção e recolhimento vão lam
bem
n
’
ella
e
acómpanhal-a
muitas
pessoas,
mas
não é
o
maior
numero.
N
’
esta
porem,
digamos
isto
com
urgulho,
deve
ser con
tado
o
snr.
D.
Luiz,
sua
esposo
e
filhos,
que
antes
de
sair
a
procissão
costumam
ir
beijar
com
verdadeira
devoção os
pés
de Jesus.
A novidade
política
mais
fresca,
é
que
não ha
novidades políticas. As
cortes
de
vem
fechar no
dia 2
de
abril,
e
assim
o
declarou
francamente
o
snr.
Fontes,
presi
dente
do
conselho
de
ministros,
no jantar
que
hontem
teve
logar
em
casa
do
mar-
quez
de
Vallada.
A
camara
dos
deputa
dos
vae
ter
sessões
noctiirnas
para
dis
cutir
a
tempo
varias
medidas
de
mais
importância, como
é
o
codigo
militar,
a
reformi
da
tnstrucção
primaria,
e
entras.
Muitas das
propostas
apresentadas
não
te
rão
discussão
n
’
esta
sessão,
tal
é
a
re
forma administrativa,
a
do
codigo
civil,
etc.
A
lei da prorogação dos
prasos
para
o
registro
e
para o
pedido
dos
foros
venci
dos
antes
da
publicação
do codigo
civil, já
passou
na
camara
alta e
lerá
ainda
n
’
esta
semana a
sancção regia,
para
ser
publica
da
antes
do
dia
22.
N
”
esta
lei,
por
esfor
ços
do
deputado por
Villa
Verde,
o
snr.
Alves
Passos,
foi
incluída
a
faculdade de
reunir
os
foros
da
fazenda e
donatários
vitalícios,
por
20
pensões sem
landemio
algum,
sendo
o
preço
total
dividido
em
4
prestações
pars
serem
pagas
em
3
an
nos
;
e
os
foros
atrasados
foram reduzi
dos
a
ametade,
e concedide
a
faculdade
de
os
pagar
em
pequenas
prestações, ca
da,
uma
não
excedente a
um
fóro
ou
pen
são
annual.
Esle
beneficio
feito
aos
foreiros é
de
grande
valor,
apesar
de
nào
ser
tanto
quan
to
elles desejariam.
0
sor.
deputado
por
Villa
Verde
deve comtudo
eslar satisfeito
pelo
que
obteve no
parlamento
em
favor
dos
foreitos,
e estes,
principalmenle
cs
de
Villa
Verde,
devem
também estar con
tentes
com
o
seu
deputado, que
fez
quan
to
podia
em
defeza
de
tão
justa
causa,
e
conseguiu
mais
do
que
outros
lem
con
seguido.
Hontem
deu
o
nobre
marquez
de
Val
lada,
pessoa
muito
conhecida
n
’
esse
dis-
triclo
e
cidade,
onde
tem
muitos
amigos
e
caseiros,
um
Lauto
e.appaotoso
jantar
de
33
talheres,
ao
governo
e
seus
amigos
mais
intimo».
Assistiram
do governo
o
sur.
presidoate
do
conselho,
Fontes
Perei
ra
de
Mello,
ministro
do
reino, dito
da
justiça,
e
«las
obras publicas
:
o
presiden
te
da
camara
dos
pares,
marquez
de
Avila
e Bolama
:
o
presidente
e
secretaries
da
camara
dos
deputados,
general
Bego,
Quin
tino
de
Macedo,
Telles
de
Vasconcellos.
visconde
de
Arriaga,
Pinheiro
Chagas,
Fran
cisco
Costa, Jeronimo
Pimentel,
Alves Pas
sos,
Carrilho,
Vilhena, Assumpção,
Mar-
çal,
Bochas Peixotos,
Monteiro,
Teixeira
de
Vascoucellos,
Aleneastre,
Avila
Júnior,
etc.
etc.
Na
presidência
e«tava
o
nobre
marquez
de
Vallada,
dono
da
casa, tendo
á
sua
di
reita o
snr.
Fontes
Pereira
de
Mello e á
esquerda
o
snr.
Sampaio,
ministro
do
rei
no
:
e
presidia do
outro lado
o
snr.
mar-
(fuez
de
Avila
e
Bolama,
presidente
da
camara
dos
pares,
tendo
á
sua
direita o
snr.
Barjona,
ministro
da
justiça
e
da es
querda
o
snr.
Mamede,
presidente
da
ca
mara
dos deputados.
0
menu
foi
o
seguinte
:
LISBOA,
16 MARS 1875
Potage
á
la
Royale
Petits
pâtés
purée
de
foie.
RELEVÉS
Poisson
sauce
Tarlare.
Filet
de
boeuf
à
la
Macédoine.
ENTRÉES
Filets de
volailles
aux
truflés.
Filets
de
perdrix
à 1
’
Escarlate
Truffé.
Mayonnaise
de
homard
à
la
Russe.
Piineh
à 1’Américaine.
RÔTI
Paon
sauce
Périgueux
LÉGUMES
Asperges
sauce
Hollandaise.
ENTREMETS
SUCRÉS
Gelée Californienne.
Charlotté
au
Chanlilly.
Éclairs
au
chocolat.
Glace
Dessert
V1NS
Madre
Sec
|
Rhin
Sauterne
|
Champagne
Bordeaux
|
Porto
Xères
L1QUEURS
Cognac
—
Anisette.
0
assei»
da
meza, e
a
riqueza
de
cristaes e
alfaias era
deslumbrante.
0
pa-
bcio
estava
artisticamente
illominado,
e
decorado com riqueza
e
gosto.
Póde Jizer-
se
que
o
nobre
marquez
de
Vallada
deu
em
honra
do governo uma festa
principes
ca.
Adeus,
que está
um
sol
de
primave
ra
e
não
posso resistir
a
ir
assoalhar as
minhas
costas,
que
já tinham
bolor
do
inverno
e
da
falta
de
ar
puro.
Até
outra
vez.
—
A"
Idem
flS
(Do
nosso correspondente).
A
livre
pratica
dada
a
2
vapores
vin
dos
do
Rio
de
Janeiro,
unde
grassa
a
fe
bre
amarella,
tem trazido a
população
em
sobresallo.
Ao
passo
que
se
dava
livre
pra
tica
a
estes,•deixam-se os
passageiros
de
outro vapor
no
Lazareto.
N’um
dos
vapo
res
que
teve
livre
pratica,
veio
o abasta
do
capitalista
e
industrial
João Paulo
Cor
deiro.
Segundo
me
informam
pessoas respec-
tivas, quando
o
vapor
chegou
o
snr.
mi
nistro
do reino
não estava
na
secretaria.
Os
passageiros
reclamaram,
como
é
costu
me,
contra
a
quarentena.
Depois
segui
ram-se
telegrammas
do
delegado
em
Be-
lem
para
a
secretaria,
e
certas
influencias
qoe
alli
mandam
mais
que
o
ministro,
in
tenderam
que
deviam
dar
livre
pratica
aos
passageiros.
Admira
que
o
director
não
ti
vesse a
prudência
de
ouvir
a esle res
peito
os
membros
da
junta
consultiva,
que
dizejn
á
bocca cheia
que
não
foram
ouvidos.
No
dia
seguinte
houve reboliço na
secretaria,
e julgo
qoe o
ministro
queria
proceder
contra
os
taes
influentes,
mas
dadas
as
explicações
tudo
ficou
em
san
ta
paz
Hontem
alludiu
a
esle
facto
o
snr.
conde
de
Cavalleiros, e
o
snr.
ministro da
fazenda
promelieu
que
o
seu
collega do
rei
no,
havia
de responder.
Folgamos
que
o
par
interpelante
fosse
o
snr.
conde,
porque
é
homem que
ninguém
*
é
capaz
de
tor
cer.
0
que
se
diz
geralmente
é
que
estes
favores
de
não
se
cumprir
a
quarentena,
é
para
que
o
imperador
do
Brazil a
nào
faça
quando
aqui chegar.
Isto
é
mais uma
pro»a da
egualdade c
liberdade
com
que
nos
andam
ahi
todos
os
dias a
prégar.
As
inscripções
vão
subindo.
Ficaram
hon-
lem em
Lisboa a 50,
e
em
Londres
50
1/8.
Sua
Santidade
vae
nomear
cardeaes
Mrs.
Manoing,
arcebispo
de
Wesminster,
Deschamps,
arcebispo
de
Molines,
Lode-
chwski.
arcebispo
de
Posen,
e
Mac-Cloo-
kei,
arcebispo
de
Nova-York
Também
se
diz
que já
foi
preconisado
o
snr. Martens
Ferrão,
bispo
eleito de
Bragança.
Hoje
veio
annuncio
para
que os snrs.
subscriptores
da
Companhia de
Credito
Commercial
rectifiquem
as
asOgnaluras
com
5
p.
c.
do
capital
subscripto.
Finalisarei
esta
exlractandoo
program-
ma dos exercícios
a
fazer
este
anno,
na
escola
pratica
d
’artilheria
nas
Ven
das
Novas
:
é
destinada que
vá
para
alli
uma
força
de
476
praças
de
pret,
38
of-
íiciaes,
56
cavallos
e
98 muares:
2
ba
terias
de
campanha, de
c.
8,
systema
fran-
cez,
1
do
sistema
prussiaoo
e
1
de
mon
tanha.
Os exercícios
da
escola começam
em
12
d
’abril,
e
terminam a
12
de
ju
nho.
Constarão
do
seguinte
:
Acampamento
para
1
bateria de
mon
tanha.
Bi
vaque de
2
baterias
montadas.
Conferencias
e
resoluções
de
proble
mas
relativos
á
arma
de
artilheria.
Conslrucção
de
1
bateria
enterrada
com
paiol
considerada na rectaguarda
da
linha
paralella para 2 bocas
de
fogo;
bateria
de
tiro
indireclo,
abrigos para
baterias
mon
tadas.
Escola
de
avaliação
de
grandes
distan
cias.
Fabricação
d’artigos
pyrotechnicos.
Fachinagem.
Fogo
de
baterias
permanentes,
e mon
tadas
contra
a
baterja
enterrada,
conside
rada
de ataque.
Fogo
de
noite.
Manobras
das
baterias
montadas
e
de
montanha.
Passagem
a
vau d
’
aguas
correntes,
pe
las
baterias
montadas
e
de
montanha.
Prelecções
aos
sargentos
e
furriéis so
bre
tiros
de
bocas
de
fogo,
armas
portá
teis,
metralhadoras,
uso
de
instrumentos
de
verificação,
traçado
de baterias.
Reconhecimentos
militares.
Tiro
com
as
diversas
especies
de
bo
cas
de
fogo.
Tiro
com
armas
portáteis
(clavina
e
rewolver).
Tiro
com
fogueies
de?
guerra
e
incen.
diários.
Tiro
de
prémio.
Tiabalho
topográfico.
Uso
dos
chronografos.
0
artilhameuto
das baterias é
feito
pe
la
seguint»
forma
:
Bateria
de
morteiros,
2
de
277
milí
metros
e 2
de
226.
Bateria
de
tiro
directo,
1
peça
de
fer-
de
15 centímetros,
2
ditas
de
bronze-
de
11
centímetros, 1
obuz
de
226
milíme
tros.
Bateria
da Costa
1
peça
de
bronze
de
13
centímetros.
2
ditas
estriadas
de 12
centímetros
de
praça.
1
dita
idem de
12
centímetros
de
cam
panha.
1
morteiro
de
300
milímetros.
Bateria
de
Ricochete
1
peça
de ferro
de
15
centímetros.
1
dita
estriada de 8 cent.
1
dita
estriada
de
campanha
de
12
centímetros.
1
obuz
de
223
milímetros.
Bateria
de
tiro
indireclo
2
peças estriadas
de
sitio 15
centíme
tros.
I
»
»
de
12
centimetros.
To«L<s
as
peças
e
obnzes
são
montadas
em
reparos
de
sitio,
exceptuando
a
peça
de
13
centímetros
que
é
montada
em
re
paro
de
praça
e
costa, a 12 centímetros
da
mesma
bateria
em
reparo
de
ferro,
de
marinha,
as
de
12
centímetros
de
tiro
in
direclo
que
serão
em
reparos
de
praça,
e
as
de
campanha
nos
reparos
proprios.
Haverá
alvos para
os
tiros
collocados
a
distancia
conveniente;
o
alvo
dos
mor
teiros
de
277
milímetros
será
uma
blui-
dagem simulada de
4
melros do cumpri
do sobre 4
de
largo.
O
alvo
da
bateria de
costa
será
nm
rec-
tangulo
de
madeira de
15
metros
de
com
prido
sobre
4 de
madeira.
As
ponterias
serão
feitas
meta
’
e
pelos
ofliciaes
superiores,
e
metade
pelos
infe
riores.
A bateria do
sistema
prussiano
darí
*
cada peça
72
tiros
sendo 49 directosr^O
mergulhanles
com
granadas tareadas
e
ro
lhadas,
4
direclos
e
5
mergulhantes
oom
granadas
carregadas
e
espoletadas,
4
di-
i
rectos
com
granadas
com
bailas
carrega
dos
e
espoletadas.
Na
bateria
do
si«lema
francez,
dárão
crda
peça
72
tiros,
sendo
42
direclos e
10
mergulhanles
com
granadas
tareadas
e
rolhadas
; 5 direclos
e
5
mergulhanles
com
granadas
carregadas
e
munidas
de
!
espoletas
de
percustão,
5
direclos
com
|
granadas
cirregadas
e
munidas
de
espole-
’
tas
de
b
mpos.
Na
bateria
de
montanha,
cada
peça
dará
72
tiros,
42
directos
o 10
mergu-
I
lhantes
com
gpnadas
tareadas
e
rolha
*
j
das,
5
direetos e
5 mergulhanles
com
;
granadas
carregadas,
munidas
de
espole-
|
tas de
percussão,
5
direclos
com
grana-
•
das
carregadas
e
munidas
de
espoletas
de
de
tempo,
5
directos
com
grãnndcs
com
bala
e
munidas
de
espoletas de tempo.
As
.
cargas
nas
peças
de
bronze
serão
de
100
a
150 grammas
de
polvora.
3
»xuw<«m«w
:
uiiutJ»»»>.wM»»——
■
—
——-•—
-------- -
-------------------- ---
-
—
-■
Continuam
aclivamente
as
negociações
entre
os
Bancos ,
para
estes
constituíram
uma
companhia
com
o
fim
de fazerem
as
viagens
para
Moçambiqne.
O capital, l.
a emissão,
200
contos,
da
Sociedade
de
credito
commercial
foi
co
berto
antes
de aberta a
subscripção
pu
blica, a
tal
ponto
que
um
dos
-
ccionistas,
o snr.
Rosa
Araújo,
teve
que
ceder
as
suas
acções,
ficando
só
com
50
acções
de
10$000
reis.
-
O
Banco
Lisboa
e
Açores
também
te
ve
uma
boa
subscripção,
estando
já co
berta.
Hoje é a
reunião
dos
fundadores
da
«Caixa
de
empréstimos
lisbonense»
com
um
capital
de
20
a
30
contos,
divididos
em
acções
de
5$000
reis.
Dir-lhe-hei
na
segunda
feira
os
seus
verdadeiros
intui
tos.
REVISTA
ESTRANGEIRA
apoiada
por
um
batalhão
foi
repellida
no
dia
6
em
Lanciego,
pelas
forças
carlistas
commandadas
pelo
snr.
capitão
Gil.
—
Em
Conchas
foram
rechaçadas
for
ças
affonsinas
que,
sairam de
Miranda,
causando
a
esta
ires
mortos
e
grande
nu
mero
de feridos,
não havendo da parte
dos
carlistas
baixa
alguma.
Um
telegramma
de
Estella é
assim
concebido
.
«Os
representantes das
deputações
ir
varras
dirigiram-se ao
paiz,
dando a voz
de
álerta
contra
a
conspiração Cabrera,
tão
felizmenle descoberta,
e renovando
os
seus
votos
de
adhesão
e
lealdade á
pes
soa
e
causa
de
S.
M.
El-Rei,
nosso
se
nhor,
D.
Carlos
VIL
Segundo
um
despacho
que
communica
aos
jornaes
franeezes o
New
York
Herald,
Cabrera
crendo
impossível que os carlistas
sustentassem
a
linha do
Carrascal,
e
apro
veitando-se
do
descontentamento,
que
se
apoderaria
d’
elles,
lendo
de
bater
em re
tirada,
Cabrera
intentaria
fazer
crer
en
tre
elles que
havia
traição.
Então
elle
appareceria,
e
fazendo-se proclamar
gene
ral
em
chefe,
ter
se-hia
passado
com
o
exercito
para
D.
Afionso.
A
honra de
se
descobrir
esta
conspi
ração
cabe
a
D.
Carlos, segundo
afiirma
o
alludido
jornal.
Confirma-se
a
entrada
de
um corpo car-
lista
nas
Asturias,
para
ajudar
a
suble
vação
n’
esla
província.»
O
Nacional
publica uma
correspon
dência
de
Madrid
de
que
o
C.
da
Tarde
colhe
o
seguinte
:
A
guarnição
de
Bilbau
soffreu
ifuma
sortida
perdas
consideráveis;
e
para
des
truir
a
mau
effeilo, dizem
que
as
forças
carlistas
foram
completamente
derrotadas,
quando
quizeram
entrar
á
força
na cida
de
invicta, deixando
no
campo
muitos
dos
seus.
Isto
porém
contradiz
o
facto
do
desfavor
em
que
caiu
o
general
Sala
manca,
commandante
de
Bilbau,
e
que
foi
chamado
a
Madrid
a
toda a pressa, e
para
mais
ainda
temos
o
silencio
obsti
nado
da
Gaceta.
E
porque
razão
se
cala
lambem
o
re-
vez
do general
Despujols no
Centro,
quan
do
é
certo
que
Dorregaray
o
bateu
duas
vezes
a
seguir,
tomando-lhe
a
artilheria ?
O
Imparcial
provocou
a
desconfiança
com
algumas perguntas que
fez
ao
mi
nistro da
guerra,
para
socegar
o
paiz
ácerca
da
columna
Despujols.
Determinação de sua Ex.a revm?
o
Snr. Arcebispo Primaz
Coincidindo
no
presente
anno a
gran
de
solemnidade
de
Quinta
Feira
Maior
com a
da
Annunciação
da Satisiina
Vir
gem
Mãe de
Deus,
sendo
esta
santificada
e
de
preceito
de assistência
ao
santo
sa-
criticio
da
missa
para
todos
os íieis
;
e
sendo
vedado
aos
Sacerdotes
celebrar
n
’
a-
quelle
dia
outra
mis<a
além
da
solemne,
própria
para a
exposição
do
Santíssimo
Sacramento
:
Conlormando-Nos
com
o
De
creto
da
Sagrada
Congregação
dos
Ritos
ue
12
de
Setembro de
1816,
e
para
qne
os
fieis
não
deixem
de
assistir
á
missa
no
dia indicado:
Ordenamos
que
em
todas
as
egrejas
parochiaes
das Cidades,
Villas e
fregue-
zias
r-uraes
d’este
Nosso
Arcebispado,
cu
ja
população
exceda
a
mil
almas,
pos
sam ser
celebradas
ires
missas,
e
duas
em
cada
uma
das
capellas publicas
onde
é
costume
celebrarem-se
;-r
nas
egrejas
das
parochias
cuja
população
for
menor
de
mil
almas,
e
nas
dos
conventos
de
Reli
giosas
celebrar-se-hão
duas
missas
e
uma
nas
capellas
publicas
d
’
essas
parochias,
—
ficando
cômprehendidas
no
numero
das
missas
concedidas
nas egrejas
parochiaes
as
chamadas
d'alva’
,
e
nas
capellas
e
ora-
lorios
dos
recolhimentos
de
pessoas do
sexo
feminino,
bem
como
de
collegios de
iustrucção,
celebrar-se-ha
uma
missa
;
fi
cando
entendido
que
estas
missas
serão
annunciadds a
loque
de
sino,
rezadas,
e
as
próprias
da
Quinta
Feira
Maior, deven
do
todas es,lar
terminadas
antes
das 9
ho
ras
da
manhã.
Nos
oratorios
das casas
particulares
fica
prohibida
a
celebração
da
missa
no
indicado
dia, sem
que esta
prohibação
sof-
fra
modificação
por
haverem
pessoas
que,
lendo
oralorio,
não
possam
concorrer ás
egrejas
publicas;
pois
taes
pessoas
ficam
dispensadas
da assistência
á
missa.
E
para
que
estas
Nossas
Determinações
cheguem
ao
conhecimento
de
lodos,
a
quem
compete
cumpril-as,
os Muito
Revd.
0!
Vigários
Geraes
e
Arciprestes
as
commu-
nicarão
a
todos os
Revd.os
Parochos.
Braga
24
de
Fevereiro
de
1873.
José,
Arcebispo
Primaz.
GAZETILHA
Lausperenne.-
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
do
convento
da
Conceição.
Asilo
«le S. José.—
No
dia
do
san
to
Padroeiro
esteve
exposto
ao publico
o
asdo
dos
entrevados
d
’
esla
cidade.
De
manhã houve
missa
cantada
pelo
ex.
mo conego
Figueiredo,
digníssimo
fis
cal
d
’
aquella
casa
de
caridade.
Na
missa
foi
distribuído
o
Pão
Eucharistico
aos
asi
lados, assistindo
ás
ceremonias
religiosas,
além
da
junta
administradora,
os
ex.
mo®
snrs.
governador
civil,
conde
de
Bertian-
dos,
viscondes
de
Pindella
e
de
S.
Laza-
ro,
abbade
de
Soutello,
reitor
dos
oríãos,
tenente
coronel,
delegado
do
ihesouro,’
administrador
do
concelho,
vários
outros
cavalheiros,
e
muitas
senhoras
das
mais
disiinctas
d’esta
cidade.
Durante
todo
o
dia foi
grande
o
con
curso
áquelle
humanitário
estabelecimento,
onde
á
limpesa,
boa
ordem
e
aceio
da
ca
sa,
sobresaia
a
satisfação e jubilo
dos
asi
lados.
O
ex.
in
®
visconde
de
Margaride além
de
entregar
ao
asilo 903900
reis dos
di
nheiros
-
dos
santuários,
deu
do seu
bolso
para
ajuda
d
’urn jantar 223500;
um
ano-
nymo
133500;
o
snr.
Custodio
Amorim,
da rua
do
Soulo
43300;
um
outro auo-
nymo
9^000;
o
snr.
visconde de Mootariol
9:5000
para
ajuda do
jantar;
o
ex.
mo
commendador
Fulgencio
5$000:
indo
de
graça
todos
os
clérigos,
meninos
orfãos
e
o
snr.
Manoel
João Paiva
com
vários ar
tistas
da
sua orchestra,
pelo
que
honra
e
louvor
a
todos
seja.
As
bandejas
n’
esse
dia
renderam
reis
1-3550.
Em quanto
esteve
exposlo
o
asilo
ao
publico
locou
no
alrio
a
banda
dos «Ar
tistas».
Não
podemos deixar de aproveitar
esla
occasião
para
dar
os devidos encomios a
toda
a
respeitável
direcção
d’
aquelld
casa
de
caridade,
e
especialmente
ao ex
Jno
di
rector
do
mez,
o
snr.
Braga,
de
Lomar,
pelo
muito
qne
se ha interessado pelo
bem
estar,
boa
alimentação e
limpesa
dos
asilados,
mandando
calçar
a
todos
de
novo
em
dia
de
S.
José,
á
costa
do
seu
bolso,
Acções
de
tal
ordem
só
a
consciência
de
seu
auctor lh
’
as
póde
agradecer
Quem
dá
aos
pobres,
empresta
a
Deus.
PerMegaiição
a»
CatBioIichino__
Parece-nos
qne
vae
iniciar-se
também
orna
perseguição
religiosa
directa
e
formal
no
paiz
fidelíssimo.
Ouvimos
ha
pouco
di
zer,
e
vários
jornaes
foram écco
d
’essp
boato,
chegando
até
a
dar
a
noticia como
verdadeira,
que
o
es.’no
e
rev.
mo
snr.
Vi
gário
Capitular
de Bragança
ia
ser
"pro
cessado.
Pozetnos
a
noticia
de
parte,
por
que,
digamol-o
francamente,
entendemos
que,
apesar
de
não
faltar
vontade
para
isso
a
certas
auctoridades,
em
cujo
nume
ro
incluímos o
respeclivo
ministro,
have
ria
receio
de
levar
ávante
tal
medida
que
vae
ferir
profundamente
o
sentimento
dos
catholicos
e
com
especialidade
dos
habi
tantes-
d
’
aquella
diocese.
Agora acabamos
de
teceber de Bragan
ça
uma
carta
de
pessoa
fidedigna
e
que
está
muito
informada,
na
qual
se
nos
diz
o
seguinte
:
*
Está
na
ordem
do
dia
o
nome
de
Ca-
brera,
nome
a
que
d
’
oravante
rodeará
uma
tristíssima
celebridade.
As
partes
telegráficas
transcriplas
pe
los
jornaes.
ainda
que
todas
saidas
da
mesma
fonte,
dão-nos
a
noticia de
que
o
velho
general e
seu
sobrinho
se
apre
sentaram
na
embaixada
hispanhola
em
Paris,
onde
prestaram
juramento
de
fi
delidade
a
D.
Affonso.
Fallam-nos
também
d’
um
manifesto
de
Cabrcra,
cuja
publicação
foi
prohibida
pe
lo
governo
madrileno.
Demos
graças
a
Deus.
A
Providencia
que
d
’
um
modo
tão
visivel
protege
a
causa
de
D.
Carlos,
não
a
desamparou
no
seu
maior
perigo,
pondo a
descoberto a
mina
subterrânea
que o
segundo
Maroto
pretendia
abrir,
e
a
qual,
se não
fosse
contraminada
a
tempo, e
chegasse
a
fa
zer
explosão,
reduziria
o
cartismo
a
uma
pastelaria
carlo-liberal, muito similhante ao
convénio
de Vergara.
D.
Carlos,
além
de
valente
soldado,
é
inabalavel
em
seus
proposilos:
consul
ta,
mas
não
se deixa dominar
;
recebe
todos
os
hispanhoes,
sem
se
importar
com
a
sua
procedência
;
mas
não
acceila
impo
sições.
Comoé
sabido,
Cabrera
quiz,
em
lem-
po,
impor-se
a
D.
Carlos,
fazendo certas
exigências
entre
as
quaes
se
nota
a
«li
berdade
de
cultos.»
O
monarcha
regeitou
um
tal
programma.
Lide
irae.
Por
isso
conservou-sc
sempre
afastado
quando o
seu
rei,
como
o
dizia,
mais
d’
elle precisa
va.
Agora,
porém, que
o
exercito
se
acha
perfeitamente
organisado, tanto
em
o
Nor
te
como no Centro,
Cabrera
apparece
em
Paris,
envia
seu
sobrinho
Homedes
a
Bayon-
na,
e
emissários
ás
províncias.
Para
que
?
Se
D.
Carlos
o
tivesse
chamado,
escusa
va
dc
taes
manejos.
Logo
era
a
urdidu
ra
da
traição.
Os
fumos da
riqueza
e as
exhalações
corruptas
do
protestantismo
inglez
eston
tearam-lhe
a
cabeça.
Se
Cabrera,
porém
morreu para
a
legitimidade,
o
remorso
e
a
condemnação
de
todos
os
homens
de
bem
nào
o
deixarão
viver
em
paz.
A
historia
registrará
o
nome
glorioso
de
D.
Carlos
VII,
como prototipo da
hon
ra e
da heroicidade, e será
inexorável
pa
ra
com
todos
os
traidores.
Não
deixaremos
de
registrar,
que
já
ha
mais
d
um
anno
um
dos mais
dis-
tinctos
membros
do
jornalismo
porluguez,
e
que
tem
admiravel
tino
para
conhecer
os
homens
e
as
cousas,
chamava
a
Ca
brera
um
mau
hispanhol.
A
attendermos
ao
seu procedimento
desde
o
principio
da
guerra, e
ao
elogio
que
os
jornaes
mais
avançados
do
libera
lismo
lhe teciam,
chamando
homem
da
situação,
áquelle que
d’
antes
era
o
tigre
tortozino,
chegaremos
á
conclusão,
que
de
ha
muito
andava
moiro
na
costa.
Se
o
nome
do
velho soldado
é
hoje
a
ordem
do
dia, d’
aqui
a
um
mez
ninguém
d
’
elle
fallará,
e
terá
de ir de
novamente
encobrir-se
nos
nevoeiros
londrinos,
cor
rido
da
sua
própria
vergonha.
Louvemos,
pois, ao
Senhor
dos
exér
citos,
que
não
abandona
os
que
combatem
pela
sua causa
sacrosanta.
E
hoje,
que
em
toda a
parle
se
pro-
trae
a
guerra
contra
a
Egreja,
e que
nas
montanhas
do Norte
de
Hispanha
um
pu
nhado
de
bravos
Incta
pelo seu
Deus
e
pela
sua
patria,
é
necessraio
que
todos
orem
para
que
lhes
não
falte
o
auxilio
divino.
Petite,
pulsale
;
pedi,
pedi com
instancia
e
até
com
importunação,
man
ada
o
Divino
Mestre.
—
Passemos
ás
noticias
da
guerra
:
—
A
partida
do
cabecilha
Zurbano,
«Hoje
mesmo,
domingo
da
Paixão, se
inquiriram
as
lestimunhas
do
processo
con
tra
o
legitimo
Vigário
Capitular.
Espera-
se
que
seja
pronunciado,
porque
se
diz
que
o
juiz
de
direito,
o
snr.
Cândido
Albino-
Freitas
Lobo,
está
resolvido
a se
guir
em
tudo
a
opinião
e
vontade
do
snr.
ministro
interessado
n’
esta
questão,
por
elle
levantada
em
despreso
dos sa
grados
direitos
da
Egreja.
Não
tardará,
pois,
que
o
snr.
dr.
Antonio
d’
Oli
*
eira
Moz,
mestre
escola
da
Calhedral, o
Vigário
Capitular,
que
tão
di-
gnameute
lem
sabido
defender
aquelles
direitos
da
Egreja,
seja
meltido
na
ca
deia
como
criminoso
por
exercer
a
juris-
dicção
que
canonicamente
lhe
foi
con
fiada.
Islo
produzirá
profunda
sensação
e
ge
ral
desgosto
n
’
este
povo
que
é
essencial-
inente
catholico
e
que,
porque
o
é,
sente
vivamente
estes
ultrages
ás
suas
crenças
e
á
sua
fé.»
Vejamos
no
que
param
estas
cousas,
e
se
o
Vigário
Capitular
de
Bragança for
preso
e julgado,
nós
stigmatisaremos co
mo
nos cumpre
este
enormíssimo
atten
lado,
fazendo
sobre
o
caso
as
considera
ções que
elle
pede.—
fPalavraJ
.
Ao
snr. ministro dos justiças.
Tendo
sido
postas
a
concurso difleren-
tes
egrejas
do
concelho
de
Villa
verde, Ar
cos,
Barca
e
Ponte
do
Lima, e
algumas
d’
ellas ha
mais
d
’
anno,
qual
será a
rasão
porque
não
lem
sido
despachadas?
Será
por
falta
de
oppositores
idoneos,
ou
por
motivos
políticos?
No
primeiro caso, por
que
se nào
mandam abrir
concursos
por
pro
vas publicas?
E
no segundo
que
havemos
de pensar
?
Anniverçario
natalício.
—
Com
pletou
no
dia
19,
18
annos de
idade
a
Serenissima
Senhora
D.
Maria
José Bea
triz.
Augusta
Irmã
do
Senhor
Dom Mi
guel
de
Bragança,
e
esposa
do
Archidu-
que
Carlos
Luiz
da
Casa
da
Baviera.
A’
Senhora
Archiduqueza
da
Baviera,
a
seu
Augusto
Irmão, o
Senhor
Dom
Miguel,
a
sua
Augusta
Mãe
e
Irmãs,
enviamos a
respeitosa
homenagem
das
nossas
felici
tações.
Conferencia.
—
No proximo domingo
haverá
conferencia
aos
socios
da
Associa
ção
Catholica.
BençSo
das Palmas.—
No
domin
go
passado,
houve
no
Bom
Jesus
do
Mon
te
Bênção
das
Palmas.
Foi
grande
o
nu
mero
de
pessoas
que concorreiam
áquel
le
pittoresco
local.
Houve
lambem
a
mesma
solemnidade
nos
templos
de
S. Vicente,
e
Sé.
Lausperenne
em
S.
Vicente.—
Esteve
esplendido
o
Lausperenne
em
S.
Vi
cente.
As Matinas
foram
a
grande instru
mental
da
capella
dos
snrs.
Paivas.
Semnna Santa.—
Eis
a
solemnidades
que
na
presente
semana
leem
logar
na
Sé.
Quarta-feira.
De
tarde
oíhcio das
Tre-
vas.
Quinta-feira.
Pontifical,
Bênção
dos Oleos
e
exposição.
De
tarde,
Lava-pedes, sermão
e
oílicio
das
Trevas
Sexta-feira.
Oílicio
e
procissão
do
En
terro,
e
de
tarde
officio
de
Trevas
e
ser
mão
da
Soledade.
Sabbado.
Bênção
do
Cirio
Paschal
e
da
Fonte
Baplismal, e
missa
de
Alleloia.
Domingo de
Paschoa.
Pontifical,
procis
são
da
Resurreição
e
Bei.ção Papal.
Procissão
«le
Passos
em Prado.
—
Teve
logar
uo
domingo
a
procissão
de
Passos,
em
Prado.
Concorreu
alli
muito
povo
d
’
esta
cidade.
S.
José.
-Na
tipografia
onde
se im
prime
este
jornal
foi.
por
uma
devoção
particular,
guardado
o
dia
de
S.
José,
e
por esse
motivo
não
se
publicou
a
nossa
folha
no
dia
20
Pedimos
desculpa
aos nos
sos
assignantes.
Resenha.—
A
que
tínhamos
feito
do
discurso
recitado no dia
de
S.
José
ua
casa
da
Associação
Catholica,
pelo rev.
m0
snr.
padre
Marnoco,
será
publicada
no
proximo
n.°
O
novo arcebispo.—
Chegou
hon-
lem a
esta
cidade,
pelas
4
‘
horas da
tarde,
o
ex.
m0 e
rev.
mo
snr.
D. «-João
Chrysoslomo
d
’
Àmorim
Pessoa,
coadjuctor
e
futuro
suc
cessor
d
’
este
arcebispado.
No
proximo
n.°
daremos
mais
desenvol
vida
noticia.
O Bispo
«le
Urgel
e D. Carlos.
—
O
«Monde»
publica
os
seguintes
docu
mentos
:
«Senhor.
—
O
manifesto
dirigido
por
Vos
sa
Magestade
aos
hispanhoes
por
occasião
da
usurpação
do
infante
de Hispanha,
D.
Affonso
de Bourbon,
encheu
de
regosijo
todos
os
bons
hispanhoes
e
creio
que
ater
rou
lambem
lodos
os
maus.
Confirmou elle
a
minha
profunda
con
vicção de
que
Vossa
Magestade
recebeu
do
Altíssimo
a
missão
de
matar
a
Revolução
e
de
perseguir
os
restos
d
’
ella
até
Jerusa
lém.
Bemdiclo
e
glorificado seja
Deus,
e
mil
vezes
felicitado
Vossa
Vageslade
como
o
ministro
privilegiado
do Deus
dos
exerci-
tosí
Considero
estas
ultimas e
brilhantes
victorias,
pelas
quaes
dêmos graças
a
Deus
nas
nossas
egrejas,
e
que
os nossos
ca
talães
festejaram
com acclamações
frené
ticas,
como
a
paga
d’
esta
grande
fé
e
d
’
esta
grande
coragem
que
vos
hão
de
dar
o
nome
de
Carlomanno.
Venho,
senhor,
depôr
a
vossos
pés
os
meus
calorosos
respeitos
e
felicitações.
Como
sou
o
ultimo
dos
vossos
Prela
dos,
assim
também
sou o mais
fiel
dos
vossos vassallos.
Aos
pés
de
Vossa
Magestade
©
José,
Bispo
de
Urgel.»
«Rev.
mo snr.
—
Recebi
as
felicitações
que
me
dirigiu
a
12
de
fevereiro, e que
agra
deço
de
lodo o coração
O
manifesto
que
dirigi
aos
hispanhoes
por occasião da
elevação
de
D.
Adonso ao
throno
de
meus
antepassados,
não é
um
protesto,
mas.
uma
advertência
feila
á mi
nha
querida
patria
dos
perigos
que
a
amea
çam e
das
catástrofes
que
a
esperam.
D.
Aííonso não
é
senão
a
revolução
disfarçada
debaixo
da
purpura
real,
e
a
impiedade
coberta
com
o manto
da
fé
cbristã,
para
melhor
especular
com
os
sentimentos
catholicos
e
monarchicos
do
povo
hispanhol
!
Creio,
como
Vossa
Reverendíssima,
que
Deus
quer
que
eu
mate
a
revolução
que
é
causa
da
dôr
de nossa
Egreja
e
da
vergonha
e
ruina
da
nossa
cãvalheirosa
nação.
binto-me
com coragem
necessária
para
continuar
tão
nobre
empresa,
e
com
pro
funda fé
de
a levar ao cabo.
Com
o
favor
de
Deus e a
valentia
dos
meus
exercitos,
a
minha bandeira, que
já
é
o
terror
da revolução,
se
converterá
um
dia
não
longe em
um
emblema
de
paz,
e
nas
soas
dobras
virão
abrigar-se
as
cren
ças
do
meu
povo,
a verdadeira
liberdade
e
a
civilisação
christã.
As
nossas
con»lanies
viclorias
fazem-
me esperar
que
Deus
ouviu
as
nossas
ora
ções;
os
verdadeiros
hispanhoes
estou
cer
to
que
conveem commigo
n
’
esle
poncto,
e
que
continuarão
a
pedir-lhe
que
triun
fe a minha
causa,
que
é
a
de
lodos os
po
vos
chrisiãos.
Guarde-vos
Deus,
rev.mo
snr.
—
Vosso
affeiçoado,
Quartel
Real
de
Estella,
4
de
março
de 1875.
—
Carlos.»
Catástrofes.
—
Em
Nova-York
occor-
reu
uma
lenirei
catástrofe.
No
dia 26
do
mez
passado
desmoronou-se
o
teclo
da
egreja
catholica de
Santo
André,
sita
em
Duame-slrest,
quando
um
sacerdote
esla
va
prégando,
e
o
templo
cheio
de
fieis.
O
numero de
viciimas
é
muito
crescido. Es
te
sinistro
foi acompanhado de circumslan-
cias
particulares.
O
pregador,
o
padre
Carroll.
fallava
da
necessidade de
todds
se
prepararem
para
a
roorie
e
todo
o
audiiono
estava profun
damente
commovido
pela
sua
palavra,
quan
do se ouviram
dois
estalidos
horríveis
e o
teclo
veio
a
lerra
aiaiando
a
muiios
e
en
volvendo
a
ludos
em
pó
e
entulhos.
A
sceoa
foi
dolorosissima.
Parece
que n’es-
te
assumpto
ha
responsabilidade
a
exigir
ao
«Department
of
buildings»
que
devia
ler
aonunciado o
estado
perigoso
da
egreja.
—
Em
Molena
de
Aragão,
Hispanha,
também
se
deu
uma
calasbofe
lamentá
vel.
A
egreja
de
Santa
Maria
dos
Condes,
que
havia
sido
incendiada
quando
os car
lislas
entraram
na
cidade
por
estar
ser
vindo
de
quartel,
e
que
por
conseguinte
havia
soílrido
grandes
deteriorações
que
se
estavam
reparando, desmoronou
se
envol
vendo
nos
entulhos
muiios
dos
infelizes
que
occupavam
o
edifício,
e
dos
quaes
haviam
sido tirados já
cadaveres,
ate
ao
n.°
de
14.
Áié
agora, diz
o «Imparcial»,
não
sa
bemos
que
se
tenham
recebido
mais
pro-
nuenores
d’
esie
doloroso
acontecimento,
sen
do
os já
obtidos
sulliçienies
para
contris
tar
o
espirito
mais
forte.—
(P.
de
Ja
neiro).
PeJtt
sagrada Paixão e
Morte
de
Jesus Christo. —
Pede
0
entrevado
Anlonio dos Gianginhos
uma
esmola
ás
almas caridosas
e
bemfazejas,
pois
esiá
vi
vendo em
extrema
miséria,
e
tendo
em
sna
companhia
sua
mulher
aleijada
com
uma
ruptura.
Vivem
n
’
um
quario
ao
rez
do
chão
na iua
do
Alcaide,
n.°
17.
SECÇÃO
DE
COMMUHICADOS
o
dizer
n
’
um
dos
proximos n.
os
,
se
essa
Re-
dacção
toma a
responsabilidade
do
escri-
pto
;
e
no
caso inverso,
quem
é
o
signa
tário
d
’
elle.
Por
cujo
motivo
lhes
ficará muito agra
decido,
o.
De
V.
Exd.a
com
mt.a considera
ção
e
respeito,
ail.° v.
or Obrgd.
0
Braga
<7
de
março
de
1875.
Joaquim
Lopes
Coelho
d’
Advim Barroso.
Em
resposta ao
snr.
Barroso,
cuja
c?r-
la
deixamos
fielmente
exarada,
lemos
a
dizer
que
não
é este
o
logar
proprio
pa
ra
dar
satisfação
á
exigeocia
de
s. s.
a
A
nós
nos quer
parecer
que
o
escri-
plo
a
que
o
snr.
Barroso
allude,
não con
tem as
oflensas de
que
tão
arnargamenie
se
queixa.
No
entanto
s.
s.
a
póde
obrar como
lhe
aprouver.
A BB.
EXPEDIENTE DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos em
18
e
22
de
março
:
Arganil.
—José
Antonio
de
Paiva
—
Re
cebido.
Castro
Daire.
—Antonio
José
Leitão
—
idem.
Trancoso.
—
Luiz Maria
Cardoso
de
Mat
tos
—
Idem.
Lagos.
—
Francisco
Antonio
Perico—
Id.
Mortagua
*
—
David
Rodrigues
de
S.
Jo
sé
—Idem.
Snr.
redador.
Só
agora
li
no
seu
acreditado
jornal
n.° 3
í8, de 6
de
Março
corrente,
um
com-
iDuuicado
apocijpho,
em
que
seu
auclor,
de
mistura
com
meia
duzia
de
palavrões bom
básticos,
se
uccupa da
Cadeira
Oílicial
de
inslrucçàu
primaria,
d
’
esta
freguezia
de
Joanne.
Principia
elle,
em
estylo Poético,
(se
não
patético)
como para
dizer
ao
publico
que
ia
faliar
á
ve’
dade.
Ora,
V. Exci.
a
,
não
pode
ignorar,
que
a
todo
o
cidadão
assiste
bom
direito
para
man
ter
a
sua
honra
e
boa
reputação;
e
a
mim,
como
Empregado
Publico,
Professor
encar
regado
da
regencia
da
referida
Cadeira,
maior
obrigaçao
me
corre
de
não
deixar
passar
sem correctivo,
as
imputações
ca-
lumniosas,
que,
no
citado jornal
um
Snr***
me dirige.
E
para
que
eu
possa
lomar
patentes
quam
falsas
e
calumniosas
são
essas
as
serções,
e
defender-me
pelos
meios que
o
Direiio
priíniitir,
vou
rogar
a
V. Exci.
a
Esiarreja.—
José Agostinho
da
Silva
—
Idem.
João
Marcos
Ribeiro
—
Idem.
Ferreira
do
Zezere.
—
Anlonio
Maria
de
Mello
Queiroz
—
Idem.
Cabeceiras.—Francisco
Botelho
de
Car
valho
e
Almeida
—Idem.
Villa
do Conde.
—
Francisco
Nicolau
Mandille—Sciente.
Lisboa.—
Padre
Antonio Joaquim
de
Moura
Calvão
—
Idem.
Torres
Vedras.
—
José dos
Sanlos
Di-
niz—Idem.
Lisboa.
—
Antonio
Joaquim
do Vadre
Manique
—
Idem.
Antonio
Joaquim da
Cosia Beato
—
Idem.
Villa
do
Conde.
—
Rodrigo
de
Souza
Carvalho—
Idem
CDMMEHOW
B
olsa
,
de
B
raga
19
de março
de 1875
EÍIecíuatlo
Banco
Commercio
e
Industria
125850.
Banco
Nacional
55800.
Banco
de
Villa
Real
445850.
Banco
Mercantil
de
Braga
35650.
Banco de
Bragança
25950.
Dito
diio
35000.
Banco
Commercial de
Vianna
5-5500.
20
de
março de
1875
EÍTeetuaoIo
Banco
Commercial de
Braga
(nova emis
são)
195300.
Dilo.dito
195600.
Dito
dito
195800
Bar-co
Mercantil de
Braga,
358u0.
Banco
de
Bragança
35050.
Dito
dito
35100.
Dilo
dilo
35150.
Dito
dito
35200.
Dito dilo
para liquidar
em 31
de
março
35100.
Dilo
dito
35250.
Dito
dilo
35350.
Dilo dilo para
liquidar
em 5
d’abril
35100.
Dilo duo
para
liquidar
em
31
de
maio
35600.
Banco da
Covilhã
625950.
Banco
Mercantil
de
Vianna
65500.
Banco
Cómmercial
de
Guimarães 45100.
Banco
do Alemlejo 55850.
Dilo
dilo
para
30
de
junho 65200.
Dito dilo 65400.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
Pede-se
a
quem
achasse
um
praso
da
Commenda de
Ronfe,
e
um
pequeno
li
vro
de
recibos,
passados
por
Anlonio
Joa
quim
d’O!iveira
Brandão,
da
cidade
de
Braga,
pertencente
a
José
Joaquim
Cardoso
de
Menezes
da
cidade
de
Guimarães, o
queira
entregar a
Antonio Joaquim d’Oli-
veira
Brandão,
rua
do
Caslello
n.
5,
e
re
ceberá
alviçaras.
(2333)
ÉDITOS
DE 60
DIAS
Pelo
juizo
de direito
d'esta
comarca
e
cariorio
do escrhão
do
commercio,
Frei
tas,
a
requerimento
de
Anlonio
José Pe
reira,
negociante, d
’
esta
cidade,
correm
edilos
de
60
dias
a
contarem do
dia 9
do
corrente
mezdemarço,
pelo
quaes
cha
ma
e
cita
a José
Antonio
Martins,
mora
dor
que
foi
na
freguezia
de
Cunha, d
’
esla
comarca, e
hoje
ausente
em
parie incer
ta
no
império
do Brazil,
para
fallar a
pre
sente
acção
de
libello
proveniente
de uma
letra
por
aquelle
firmada
na
imporlancii
de 2405000
rs.
aqual
citação
edital tem
de
ser accusada na audiência
do
dia 13
do
proximo
mez
de
maio, pela 9
horas
da
manhã
no
tribunal judicial,
colocado
no
Lrgo
de
Santo Agostinho
d
’
esra mesma,
e
n
’
esla
audiência
se
lhe
tem
de
assignar
0
praso
de
3
audiências
para
contrariar
quando
não satisfaça
ao
artigo
1086
do
cod.
Com.,
as
quaes
se
costumam
fazer
todas
as
segunda
e
quintas
feiras
de
cada
se
mana
não
sendo
dia
saoio
ou
fetiado,porque
0
sendo se
fazem
nos
dias immediatos.
de
baixo
da
pena
de
revelia
e
lançamento.
(2333)
Joaquim
Alves
Vinagreiro
e
José
Fer-
nandes
Lage,
fazem
publico,
que desde
0
dia 22 do
corrente,
augmentam
com
mais
uma
diligencia,
a
sua
carreira
diaria
que
leem
d’esia
cidade
á
Povoa
de
Lanhoso,
saindo
d'esta
cidade
ás
7
horas
da manhã
e
3 da
tarde
até
ao dia 31
do
corrente,
e
chegam
á
Povoa
ás
9
da
manhã
e
5
da
tarde,
não
teem
demora
em
parte
alguma,
e
sae
da
Povoa
para
Braga
ás
mesmas
horas
e chega
ás 9
da
manãhã
e
5
da
tarde,
não
lendo lambem
demora alguma.
Os
bilhetes
vendem
se em
Braga
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira, á
Por
ta
do
Souto,
e
na/
Povoa
em
casa
do
Fer
rador.
De
Braga ao Fojo,
e
viee-ver>a,
80
reis.
De
Braga
a
Cobellas,
idem,
120
rs.
De
Braga
ao
Pinheiro,
idem,
dentro,
200
rs.
e
fóra
160.
De
Braga
á
Povoa,
idem, dentro
2í0
e
fóra
200.
Do
Fojo
o
Cobelhs,
40 rs.
Do
Fojo
ao
Pinheiro, 100
rs.
Do
F
jo
á
Povoa,
120
rs.
Do
Pinheiro
á
Povoa, 60
rs.
(2332)
Banco Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
iical
Sccâediaile
ano8iy«#aa respoBksa-
biliíBacSe 8uniUda
Havendo rfb ser
substituídos
os
títu
los
provisorios
d>
*
>
acções
d
’esle Banco
por
titulos
definitivos
de
uma,
de
5
ou
de
màis
de
5
acções,
como
iiculta
0
art.
6.°
dos
Eslalufos,
são
convidados os
snrs.
.accio
nistas
a
entregarem
até
«o
dia
15 d’
abril
proximo futuro,
iinpreierivelmeule,
ua sé-
de do
Banco e
suas
agencias
no
Porto
e
Braga,
declarações
em
que
indiquem
a
fôrma porque
quiserem
lhes
sejam passa
dos
os
titulos
definitivos.
Na
séde
do
Banco
e
nas
agencias
do
Porto e
Braga
fornecem-se
os
impressos
para
as
declarações.
Villa
Real
10
de
março
de
1875.
Os
gerentes
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez
Agostinho
José
da
Costa.
(2328)
PAPEL
De
livros
velhos
para
embrulhos,
a
peso, e
barato.
Vende-se
na rua
Nova
n.°5.
Grande
sortimento
de chapéus,
alta
no-
vidade para
senhora
e
criança,
cascos
etc.
Recebem-se encommendas.
Rua
do
Sou
to
—32.
(2327)
Vende-se uma casa
feita
de
novo,
com
grande
loja
para
armazém.
s
jla
na
rua
(
j
as
Ag
Oas
,
com
n<o
91.
Vê-se
das
9 horas
da
manhã
até
ao
meio
dia.
Trata-se
com
Anlonio
Silverio
de
Pai
va,
da
Ponte.
(2314)
DENTISTA
HENRIQUE A. RÍÍUFFE
32,
Bua
do
Souto,
32
Continúa
aberto
o
estabelecimento
des
de
as
9
horas
da
manhã
ás
4 da
tarde.
pkevevçao
Francisco
Plácido
da
Graça de
Sousa
Lima, di
villa
de
Barcellos,
para
os
ef-
feilos do
a<t.
1033
do
cod.
civ.,
previne
a
todas as
pessoas
para que
uão
contratem
com
D.
Maria
da
Conceição
Paiva
Leile
Brandão,
João
Nepomuceno
da
Rocha
e
mu
lher,
D. Joaquina
Amalia,
José
Emilio,
D.
Florinda
de
Jesus,
D.
Adelaide
Sofia,
Augusto
Jusiioo,
Juslino
Augusto,
e
Ma
noel
Antonio,
todos
da
freguezia
de
Go-
diuhaços.
D.
Luisa
e
marido
0
dr.
Al
berto
Borges,
d;>
freguezia
de
Villa
Verde,
Francisco
Antonio
da
Rocha e
mulher,
da
freguezia
de
Penascaes, e
D.
Emilia
da
Graça
e
marido,
da
freguezia de
Barbude,
viuva,
filhvs,
genros
e
noras
do
lallecido Se-
cundino
Antonio
da
Rocha,
da
dita
freguezia
de
Godinhaços,
sobre
os
bens
da
hirança
do
mesmo,
sem
que
se
mosire
paga
ao
annunciante
a
divida,
juros
e custas (cer
ca
de
9005000 rs.)
em
que
se
acham
con-
demnados por
sentença,
já
transitada,
pro
ferida
pelo
juiz
de
direito
da
comarca
de
Villa
Verde, em
acção
promovida
pelo
an-
nunciaole
no
carmrio
do
escrivão
Brito,
e
execução
pendente
no escrivão
Machado,
soí»
pena
de
nulidade e
de
tudo
lhe paga
rem pelos
seus
proprios
bens.
Barcellos
10
de
Março
de
1875.
Francisco Plácido
da Graca
de
Souza Lima
(2329)
NOVIDADE
44,
Rua «lo @uuío, 44
Campos
&
Almeida,
acabam de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«uliima moda»,
da
ácredilada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porio,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todaá
as
qualidades.
(2330)
João
Manoel da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
AflatíjEaio OernuiBio Ferreirinla»
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal, sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços do
Porto.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S. João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
BRAGA: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875,! - É o formato de
-
comerciominho_23031875_324.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)