comerciominho_09031875_319.xml
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0
COMMMCIO DO MINHO
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
319
3.
’ ANNO 1875
Assigna-see vende-se
no escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
=
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PWBUÇ2VS
0Z
«■
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
rs.=Semestre
850
rs.=Provín
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre
1&250
rs.=fírazil,
anno
4&400
rs.=Seinestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles
d
’
abatimento.
Carta
Eneycliea
DO NOSSO SANCTISSIMO PADRE
O PAPA
PIO
IX
Aos
Arcebispos
e
Bispos
da
Rússia
Aos
nossos
veneráveis Irmãos
Arcebispos
e
Bispos
da Prussia
PIO
PAPA
IX.
Veneráveis Irmãos, saode
e
bênção
Apos
tólica.
O
que
nunca
acreditaríamos
possível
recordando
as
especulações
levadas
a
cabo
entre
esl«
Sé
Apostólica e
o
governo
prussiano
no
anno
vinte «m
d
’
este
sécu
lo
para
o
bem
e
salvação
da
causa
caiiio-
lica,
reaksou-se
actual mente
do
modo
mais
lameniav-el
no
vosso
paiz,
Veneráveis
Ir
mãos.
Ao
socego
e
á
paz
de
que
gosa
*
-i
a
Egreja
de Deus
entre
vós,
succedeo
uma grave e inesperada
tempestade.
A
’
s
leis
recentemente
dicladas
contra
os
direi
tos
da
Egreja, leis
que feriram
tantos
fieis
e piedosos
servidores,
não
só
do
Clero como
lambem
do
po
*
o,
accresce-
ram outras
que alteram
complelamente
a
constituição
divina
da
Egreja,
e
anuullam
OS
sagrados
direitos
dos
Bispos.
Porque
estas
leis
concedem
a
juizes
secidares
o
poder
de
despojar
os
Bispos
e
outros
superiores
ecclesiasticos
da
sua
dignidade
e
da
sua
jurisdicção
episco
pal.
Estas mesmas
leis
prcvocaram
nume
rosos
e
grandes
obstáculos aos
que foram
chamados
a
exercer
a
jurisdicção
legítima
durante
a
ausência
dos
Pastores,
cabeças
do
rebanho.
Estas
leis
permitlem
30
*
Ca
bidos
das
egrejas
metropolitanas
eleger,
contrariando
os
Cânones,
Vigário
*
Capi
tulares,
quando
a
Sé
Episcopal não
este
ja
vacanle.
Sem
fallar
de
outros
ponto
*
,
não
auctorisarão
esias
leis
os
prefeitos
a
nomearem
espontaneamente
Bispos
homens
qne
não
são
catholicos, conferindo-lhes
a
administração
dos
bens ecclesiasiico
*
des
tinados ao
sustento
do
Clero e das
Egre
jas?
Conheceis infelizmenie
bastante,
Ve
neráveis
Irmãos,
os
prejnis-'s,
vexames
e
maus
tractos
que
produziram
essa
*
leis,
e
a
execução
d’
ellas.
Não
queremos
insis
tir
n’
esle
ponto
para
não
augmentar
a
dôr
geral,
lembrando
tão
tristes
aconte
cimentos.
Não
podemos
porém
deixar
em
silen
cio
as
desgraças
que
afflgem as
dioceses
de P
osen-Gnesem
e
Paderborn.
Depois
de
prenderem,
e
piocessarem
os nossos
Ve
neraveis
Irmãos
Miecislas,
Arcebispo
de
Posen-Goesen,
e
Cornado,
Bispo de
Pa
detborn,
despojaram-os
cem a maior
in
justiça
da
sua
Sé
episcopal e
da
soa
ju-
risdicçaw;
assim
ficaram
as suas
dioceses
privadas da
abençoada
direcção
d<»s
seus
excedentes
Pastores, e
estão
sujeitos
a
a
um
abismo
tie
misérias
e
calamidades.
Verdade
é
que
recordando
as
palavras
do
Senhor,
devemos
applaudir
em
vez
de
las
timar
os
Veneráveis Irmãos
de-
que
aca
bamos
de
fallar
: «Bemavemurados
sereis
quando
vos
odiarem
os
homens,
quando
vos
insultarem
e
injuriarem
,
repellirem
por
m-ldicio o
vosso
nome,
por
causa
<io
Filho
do
Homem.»
(S.
Luc.
VI,
22.;
Estes
Veneráveis
Irmãos não receia-
ram o
perigo eminente
nem
as
penas
cwin
que
os
ameaçavam essas
leis;
não
só
de
fenderam os
direitos
da
Egreja
e fizeram
respeitar
os
seus
preceitos,
senão que
tiveram
a
honra, como
os
demais
Pasto
res
do vosso
paiz,
de sofher um
juizo
iníquo,
deixmdo-se
impôr
as
penas
só
re
servadas
para
os
criminosos.
Deram
assim
o
mais
bfilhante
exemplo
de
virtude,
ser
vindo
por
esle
modo
de
edificação
a toda
a
Egreja.
Muito
embora
lhes
devamos
fazer
bri
lhantes
elogios
eia vez
de
derramar
lagri
mas
de
compaixão,
comludo
o
rebaixamen
to
da
dignidade
Episcopal, o
alaque
di-
rigio á
liberdade e
aos
direitos
da
Egre
ja,
a
perseguição
que
soffrem
na
Prussia
os
ciados
Bispos,
e
todos
os
demais
Ir
mãos,
exigem
que
Nós,
em
virtude
do
Nosso
poder
concedido por
Deus,
elevemos
a
voz acctisando
essas
leis e
as
más
ac-
çõe<
que
fazem
e
farão
commeller
e
que
defendamos
contra
a
força
impia,
com
to
da
a energia
e
aucloridade
devida,
a
li
berdade
da
Egreja conculcada.
Para
desempenho
dos deveres
d’
esta
Sé
Apostólica,
declaramos
publicamente
pela
presente
Encyclica,
a
quem
competir,
bem
como
a
todo
o orbe
calholico,
que
e
fsas
leis
são
nullas,
porque
são
inteiramente
con
trarias
á
constituição
divina
da
Egreja.
Por
isso
que
não
foi
aos
poderosos
da
terra que
Deus
submetleu
os
Bispos
da
soa
Egreja,
no
que
respeita
ao
serviço
sa
grado,
mas
sim
a
Pedro,
a
quem
con
fiou
os
sees
cordeiros
e
as suas
ovelhas.
(S João,
XXI
—
16
e
17).
Por
esia
rasão
nenhum
poder
tempo
ral,
por elevado
qne seja,
tem
direito
de
despojar
da
dignidade
episcopal
os que
fo
ram
postos pelo
Espirito
Saneio
para
reger
a
Egreja.
(Apostolos
XX
—
28).
A
esta
triste
situação
é-
mister
accres-
centar
mais
o
seguinte
fado,
indigno
de
uma
nobre
acção,
e
que
será,
oão
pode
mos
deixar
de
o
esperar,
severamente
jul
gado
até
pelos
homens,
qoe,
sem
serem
catholicos.
são
imparciaes
*
.
Estas
leis
são
excessivamenle
severas
e
ameaçam
com gravíssimas
penas
os que
lhes não
obedecerem.
Teem
a
força ar
mada
e collocam
pacíficos
e
inoffensiv/>$
cidadãos
no
doloroso
e
lamentável
estado
de
homens
opprimidos
por
um
poder
con
tra
o
qual
teem
que
Inctar.
porque
a con
sciência
lhes
ordena
que
se opponham a
similliantes
lei
*
.
Parece que
estão
feitos
não
para cidadaos
livres,
aos
quaes
só
lu
direito
de
exigir
tuna
obediência rásoavel,
toas
para
escravos
obrigados
a
obedécer
pelo
terror.
D pois
do que
levamos
dicto,
não
crê-
mos
(pie
pos.
*
arn
desculpar-se
os
que
por
temor
obedecem
aos homens
e
não
a
Deus;
ma
*
seȋo
prmctpalmenle
culpados
os
lio-
men
*
sacrílegos,
que
ousarem
tomar
pos
se
das
egrejis
e
exercer
o
ministei
lo
fun
dando-se
unicamente na
prolecção
do
bra
ço
secular;
esses
não
escaparão
á
justiça
du
Deu-.
Pelo
cont-atio.
Nós
declaramos
que
todos esses
homens sacrílegos
bem
como
lodo»
os
que
de
futuio
commelte-
rem
SHnilhanle
crime,
usurpaudo
um
car
go
ecclesiastico,
(ica
*
ão
em
virtude
dos
Sagrados Gauones,
de
facto
e
de direito,
incurso
*
em
exoommunhão maior; e
ex-
horlamos
os
fieis
piedosos
a
que
não
as
sistam
ao
saneio
sacrifício
celebrado por
esses
iiomens
e
a que
não
recebam
d’
el-
les
os
Sacramentos. a<sim
como
também
3
que
evitem
traelar
e
conversar
com
el
les,
para
que
o
mau
fermento
não
infec-
cione
a
bua
massa.
No
meio
de
siinilhanlts
tribulações,
a
vos
*
a
iolrepidez e
perseverança
foram
gran
de
lenitivo á
nossa
dór.
O
te-lo
do
Clero
e
os
lieis
vos
imitaram.
Veneráveis
Ir
mãos,
na
ardua lucla
que
tende
*
travada.
A
sua
firmeza
na
defeza dos
direitos
e
<!os
deveres
catholicos
é
tal,
e
tão
louvá
vel
esle
procedimento,
que
despeitaram
a
altenção
de
todos
os
homens, até
dos
mais desviados,
excitando
a
sua
admira
ção.
E
como
não
seria
assitn?
Se
é
gran
de
a
desgraça
dos
soldados
que
perderam
o
seu
chefe, grande é lambem
a
gloria
do
Bispo
que
seive
de
exemplo a seus ir
mãos
na
fé
Porque
rasão não havemos
de podo
adoçar
as
vossas
tribulações?
Renovando
porém
e
atlirmando
outra
vez o
nosso
protesto
contra
tudo o
que é
contrario
á
constituição
da
Egreja divina
e
aos
seus
direitos,
e
contra
a força
que
tão
iojuslatnenle
se
empregou
contra
vós,
affirmamos
lambem
que
nuncx
vos
falta
rão
os
Nossos
conselhos
e
os
ensinos
ade
quados
a
estas
circumslancias.
Saibam
os
que
são
vossos
inimigos
que
vós
não
dirigis
nenhum
ataque
á
au-
ctoridade
real,
e
que lhe
não
causaes
pre-
juiso
algum
recusando
dar
a
Cesar
o
que
é de Deus,
porque eslá
escriplo:
E’
mis
ter
obedecer
primeiro
a Deus
do
que
aos
homens.
Saibam
egoalmeme
que todos
vós
es-
laes
dispostos
a
pagar
o
vo
*
so
tribulo
a
Ce
*
ar
e
a
obedecer
em
tudo
o
que
é
de
poder
civil,
não
par força,
mas
pela
vossa
consciência.
Tende
valor,
e
conti-
nuae
como
até
aqui
cumprindo
ambos
os
deveres
e
obedecendo
á<
leis
divinas,
e
d
’este
modo
será
grande
o
vosso
mere
cimento,
porque
tereis tido
paciência de
não
deixar
de
sofirer
em
nome
de
Jesus
Clirisio.
Olbae
para
Aquelle
que
vos
precedeu
era
maiores
tribulações
e se
submeileu
á
pena
de
morte
cheio
de
ultrajes,
para
que
os
que
cressem n
’Elle,
aprendessem
a
fugir
dos
favores
do mundo,
a
não
re
cuar
ante
o
terror
e
a
amar
as
tribula
ções
por
amor
da
verdade
e
a
temer
e
fu
gir
das
doçuras
da terra.
Foi
elle
que
vos
collocou
em
a
linha
da
batalhi
e
vos
concederá
a
força
ne
cessária
para
o
combatr.
N
Elle
assenta
a
vos
*
a
esperança
;
subioettamo-nos
á
soa
vontade
e
imploremos a
sua
misericórdia.
Bem
vêdes
que
não
faltou
ás
suas
pro
messas. Tende
confiança ;
Elle
vos conce
derá
tudo
quanto
vos
prometteu.
«Tereis
tribulações
no
mundo, porém
Eu
venci
o
mundo.
»
Tendo
fé
n’
esta
sictoria.
imploramos
huinildemeote
ao
E
*
pinlo
Saneio
para
que
vos
dê
paz
e
graça.
Como prova
do
Nos
so
particular amor,
Nós
vos
concedemos
do
intimo
d’
altna, bem como
a
todo
o
Clero
e
a
lodos
os
lieis
confiados á
vossa
guarda, a
Nossa
Bênção
Apostólica.
Dada
em
Roma, juncto
de
S.
Pedro
;
aos
5
de
fevereiro
do
anno
de 1875, vi
gésimo
nono
do
uo
*
so
^Pontificado.
Pio,
P
apa
IX
—
TERÇ VFEIRA
» I>E
NIAKÇd»
Lamenta-se
hoje
muito
o
estado
de
decmiencia
religiosa
em
que
nos
encontra
mos
;
e
effecttvamente
assim
é.
Nunca
o
sentimento
religioso foi tão
abando
no
povo
portoguez,
como
presen-
lemenle.
A
religião
que
em
outras
eras
passava
como
proverbial n’
esta
nação
fi
lelissima,
e
pela
qual
os
nossos
antepassados
tantas
veses exposeram
a
vida
e
derramaraTm
o
seu sangue
em luclas
heroicas,
corno
qoe
esfriáia
em
muitos peitos
que
olvidaram
a
mais
nobre herança
de
seus
maidres.
Mas
esle
mal
que
é
gravíssimo,
por
ifso
que
d
’
elle
deriva
lambem
a
decadên
cia
moral,
civil
e
politica
das
nações,
tem
en.tie nós
uma
causal, utn
pouco
mais
singular
que
nos
povos
estranhos.
A
impiedade,
enlte
nós,
em
poucos
obedece
a
um
sisiema.
Na
maior
pane
é antes
filha
da
ignorância.
Da
pouca e
ruim
sciencia
que
os
nos
sos
jovens
recebem nos
estabelecimentos
scieniilicos do
paiz, e da
falta
de
evan-
gelisação
do
nosso clero,
nasce
sobretu
do
esta ignoraucia,
que
enfatuada
com
os
palavrões do
romance
e
do
jornal,
gera
os
pretendidos
sábios,
na
maior
parle
in
scientes,
quando
se
apresentam èm
publico
fasendo
alarde
da
sua
descrença
Na
act
uai
idade
entre
nós
tudo
se
es
tuda
superficialmenie
;
e
com
especialida
de
quando
as
sciencias
locam
de
perlo
com
a
religião,
mais
por
alio se
passa,
cuiiio
que
para
dar
logar
a
que um estu
do
mais aperfundado,
venha
descobrir
o
erro,
o
embuste
e
a
mentira,
postos
em
circulação
pelos
moedeiros
faLos
da
scien
cia
e
da
litteratura.
D’
isto
nos
sobejam
todos
os dias
as
provas.
E
para
admirar
seria,
que
qualquer se
deixasse
vencer
pelo
que
diz
ou escreve
um
ou oulro
titulado
pelos
nossos
esta
belecimentos
scientiíicos, sabendo-se
bem
qual
o
genero
de
Sciencia
que
n’
elles
se
ad
ministra.
Ila-os
lambem, veidade
é,
que
não
ca
recem
de
illustração
profana;
mas
que
mais
ignorantes
em
leligião
do
que
qual
quer
dos
simples
fieis,
pretendem
emn-
tudo
ser
ouvidos
como
oráculos,
quando
alirain
para
entre
as
massas
com
a im
piedade,
de
que
se
fasem
apostolos.
Nós os
vemos
per
ahi
a cada
instante
e
que
cheios
de
arronancia
e
orgulho
qoanuo
declamam
contra
o que
elles
cha
mam
reacção
e
clericalismo,
escondem-se
e
não
appar»-cem
todas
as
veses
que
de
frente
se
lhes
apresenta
quem lhes
levante
a
lu«a.
E
se
fo
*
semos
a
numerar
quantos
des
propósitos,
coiitrasensos
e disparates
por
alli
lemos
quolidianamenle
em
jornaes,
que
para
muita gente
passam
por
sisudos
e
illuslrados...
'
Não
vae
ainda
b<
muito,
que um
pa
pel, para ahi
publicado
ás
sextas
feiras,
esbravejava
contra
um
padre
por
e*
le
en
sinar
a
Ave
Maria
a
quem
a
ignorava,
al-
legando
como
rasão
que o
texto
podia
al
terar-se,
quem
sabe
se
com
algumas
pa
lavras
da
marselhesa?
No mesmo
papel,
mas
em diflerente
n.°,
diz-se
que tão
louco
e
disparatado é
o
dsseito
de
Monsenhor
de
Noronha,
in
cansável
evangelisador
das
nossas colonias,
quando
aflirma, o
que
é
incontestável,
que
o
ensina
religioso
é
o
unico
civilisador —
como
o
dos
que pretendem, que
se
não
póde
ser
calholico
e
hberal
;
e
para
prova
não
do
primeiro,
mas
do segundo,
dispa-
rale
trasido
para
comparação
’
,
diz-nos
logo
n
’
um
artiguiio
subsequente
que
«o
Synodo
de
Pósen n-geitára a pretensão
louca
e
disparatada
dos
clericalislas
faualicos,
em
que
agarrados
ao
bordão
quebradiço
de
se
não
poder
ser
calholico e
liberal ao
mes
mo
lempo,
pediam,
que
fossem
separados
do
ministério
pastoral
os
sacerdotes
que
negam
a
divindade
de
Chrisio».
Infira-se d
’estes dislates
inquestionáveis,
qual
a ideia qoe
o
pobre
articulista
faz
do
que
é
ensino
religioso,
do
que
signi
fique
a
palavra calholico no
sentido
reli
gioso.
e
se
ao
menos
tem
uma
n<»ção se
quer
da
Divindade
de
N
S.
Jesus
Christo,
o
primeiro
dogma
do
Christianismo,
e
sern
o
qual
poderá
a
Jmiitir-se
o
boudhismo,
o
mahometismo,
ou
o
alheismo, mas
nun
ca
a
religião
christã!
E
com
lodo
laes
desconchavos
escre
veram-se.
publicaram-se, e
quem
sabe
se
houve
quem
os
acolhesse como
verdades...
O
’
ignorância
!
REVISTA
ESTRANGEIRA
E’
do
insuspeito «Jornal
da
Manhã»
o
seguinte
quadro
:
Correm
em
Madrid
rumores
alarman
tes.
Diz
se
geialmeme
que
os
carlislas
tornam
imbecis
a
tropas
aflonsinas
;
que
AffoUvSO
XII
corre
o
risco
de
perder a
coiôa ;
que
já
passou
pela
humilhação
de
oflerecer
a
mão
á
filha
do
duque de Mont-
pensier
para
qoe
esle regeite
o
«ff
reci-
meuio
que
lhe
fazem
do
th<ono
de
S.
Fer
nando alguns dos revolucionarias
de
Sa-
gumo
;
que
a
desunião
entre
os
partidá
rios
do
restabelecimento
da
monarchi-
ameaça
um
pronunciamento
revolucionaiio»
que
as
tropas
do
Norte
se
mostiain
com
;
que
arrependidas
de
lerem
secundado
o
grito
de
Marlinez
Campos
;
tudo
isto pas
sa
a
fronteira
;
dá-se-lhe
importância
mes
mo
onde
ha
muilo
escrúpulo
em
dar
no
ticias
que
influam para
a
baixa
de
fundos
;
e
o
primeiro
jornal
de
D.
Alfonso
não
res
ponde com
a
indicação
de
actos
que de
monstrem
que
ha
mais
do
que
exagera
ção.
falsidade. Diz
apenas
que
os
rumo
res
que
se
deram
ha
muitas semanas
sào
absurdos
e falsos
Todos andam illudidos!
Todos
são
alar-
mislas
!
Até nào
ha
quem
não
se mova
senão
arrastado
pelo
dinheiro
de
D.
Car
los
que
ao
mesmo
tempo
dão
desampa
rado
e
sem
real!
Só
a
«Epoca»,
e
os
in
teressados
em
que
a
verdade
Seja
enco
berta,
é
que
faliam desapaixonadamente!
A
situação
de
Hispanha
é
cada
vez
mais
melindrosa.
Parece
que
a
princeza
D.
Maria
Isabel,
em
vez
de
trazer
o
ramo
d’
oliveira,
foi
portadora
de mais
um
pomo de discór
dia.
—Do
«Jornal
de
Lisboa»:
Algumas forças
carlistas
sob
o
comman-
do do cabecilha
Verdecho atacaram
na
noi
te
de
26
a estação
do caminho
de
ferro
Oe
Castellon.
Aquella
cidade
está
sempre
em
constante
alarme,
e
ultimameute
cons
tava
que
as
forças
carlistas
de
centro
ten
tavam
um
ataque
em
regra,
para
cujo
íim
se
estavam
reunindo
alguns batalhões
em
Alcora, sob
o
commaudo
de
Dorregaray,
achando-se
toda
a
sua
cavallaria
em
Vil-
lafames.
—
Os
carlistas
e?lão
fortificando
as
posições
de Ga.stellfolii
para
resistirem
ao
ataque
das
tropas
do
brigadeiro
Despu-
jols.
—
Os
carlistas
continuam
aclivamcnle
os
seus
trabalhos
de fortificação
em Ao-
doain
e
Agra.
—
Estão-se
concentrando
na
província
de By scaia,
e
principalmente nos
valles
de
Metia,
e
em Anatia
alguns batalhões.
—
A
divisão
carlista
que
opera
na
Guipuzcoa
tem
sido
reforçada
com
alguns
batalhões.
—
Os carlistas
continuam
a
disparar
al
guns
nros
de
artilheria
contra
Irun,
e
Fuenlerrabia,
conservando
os habitantes
e
as guardiçóes
d
’
estes
dois
pontos em
con
tinuo
sobresalto.
—
O chefe
carlista
Mecorea
com
quaren
ta
guerrilheiros
peneirou
por surpresa na
cidade
de
Dun,
e
aprisionou
alguns solda
dos,
retirando
se
em
seguida protegido
pe
la
escuridão
da
noite.
—
Cinco
batalhões
guipuzcoanos per
tencentes
á
divisão
<»o
brigadeiro Egana,
foram retirados
da
linha
de
Aodoain,
e
enviados
para
Ordena,
afim de
fazerem
parle
de um
corpo de exercito cujo
inten
to
e
plano
são
ainda
desconhecidos.
Todos
os batalhões byscainhos
que
es
tavam
nas
Amezcoas
atravessaram
a
pro
víncia
de
Alava,
e
marcharam
para
as
En-
cartaciones
e
para
Durango,
nos
arredo
res
de
Bilbao.
A
divisão
byscainha
que
penetrou
nas
Encariaciones
é
commao-
dada
pelo
rnarquez
de Valdespina.
—
Na
margem
esquerda do
Orio
em
Lazarte
e
Uzurbil
estão
postados
cinco
ba
talhões
carlistas, fortemeute
entrincheira
dos,
os
quaes
lem
por
íim
cobrirem
To-
losa.
Estas
forças
são
commandadas
pelo
brigadeiro
Egana.
—
O general
Dorregaray
continua a
reor-
gaoisar
aclivamente
o
exercito
carlista
do
centro.
—
Sào
da
correspondência
de
Madrid
pa-
ta
a
«Palavra»
os
dois
exlractos
seguin
tes
:
...
Apesar
do
que
disse o
governo,
é
exaclo
e provado
que
a
sortida
feita de
Bilbao
contra
as
suas
obras
de
ataque
á
freme
da
linha
de
Arbolancha
foi
funes
ta
ás forças
affousinas,
que,
apesar de
se
baterem
valorosamente,
tiveram
de retirar-
se
ao
seu
ponto
de
pailida,
depois
de
soflrerem
perdas
que
os
mais moderados
avaliam
em
300
homens,
entre mortos
e
feridos
e
alguns prisioneiro?.
As
noticias
que
o
governo
permittiu
publicar
confessam
180
baixas,
não
poden
do
dizer as do inimigo
porque
não
foram
vistas,
cousa estranha
em
quem
se
cha
ma
*
vencedor
e
diz
ler-se
apoderado
de
posições
inimigas,
que depois
abandonou
pur
prudência,
se bem que
confessa a
semi-destruição
de
duas
companhias de
foraes
(guarda
do
paiz
ás
ordens
das jun-
cias
foraes).
Também
dizem
os
carlistas
que
no en
contro
que
ha
tres
dias
houve
em Ur-
súbil
contra
as
foiças
liberaes que
leva
vam
um comboio
para as
tropas
destaca
das
na
parle
esquerda
do
Oriu,
que
es
tas
occopam,
lhe
foi
funesto,
não
obstan
te
o
que
se
disse
na
parle
publicada; e
posto
que a
noticia
não
possa
hoje
ave
riguar-se,
é
de
exlranhar
que
o
governo
conte
que
se
conduzia
um
comboio,
e
uão diga
se
chegou
ao
seu
destino.
GAZETILHA
EXPEDIENTE
assignantes
d
’
esle.
jornal,
e
áquelles
que e
eram
do
Futuro,
os
quaes
sào
con
siderados lambem
como
nossos
assignantes,
rogamos
o
favor
de
mandarem
satisfazer
o
seu
debito, o
que
podem
realisar
enviando-o
em
valles
do
correio,
ou
ordens pelos
agen
tes
dos
Bancos
d’esla
cidade,
ou
entregan
do-o
aos
nossos
correspondentes.
Esperamos
lambem,
nos
avisem quando verifiquem
qual
quer
entrega e se continuam
ou
nào
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar
a
reiteradas
queixas
que
se
nos
leem
feito
quer
de
terem pago,
ou
mandado
suspender
a
remessa,
o
que mui
tas
vezes
não chega
ao nosso
conhecimen
to,
resolvemos
publicar,
em
secção
especial,
os
nomes
dos
snrs.,
que
remellerem cartas
á
administração
d
’
este
jornal,
pospondo
aos
nomes
a
palavra—
recebemos—
,
quando
se
ja
remessa
de
dinheiro,
e esl'outra
—
scien-
tes
—
,
quando
sejam
avisos,
etc.
Lausperenne.
—
Expõe-se
na
quar
ta-feira
na
capella
de
Nossa
Senhora
da
Lapa.
Anedocla.—
Certo
rapaz
apaixonou-
se
pela
viuva
d
’
um
boticário.
No
dia
do
casamento,
esta,
que
desejava parecer
mais
nova
do
que realmente
era,
tanto se
pin
tou
e
repintou
que
o
noivo ao perguntar-
lhe
o
padre
se
a
recebia
por
sua
legiti
ma
mulher,
respondeu
redoodamente
que
não.
—
Como
se
entende
isso
redarguiu
o
sacerdote, veio
á
egreja
para
se
divertir?
—
Deus
me
defenda
1
—
Então...
—
Eu,
sor.
padre,
queria
casar-me
com
a
bolicaria,
mas
não
com
a
.botica.—
(«J.
da
Noite.»)
JlfescoJjPrt;».
—
Francisco
Pasquali,
joven
italiano,
inventou
agora
uma nova
locomotora
mais simples
do
que
as
que
até
hoje são
conheci las, e
muito
mais
economica.
Percorre
n
’
mn
dia
a
distancia
que as
outras
percorrem
em
tres;
e
gasta
a
terça
parle
do
carvão
que
as
conhecidas preci
sam
para trabalharem
no
mesmo
tempo.
Além
d
’
isto
occupa um
diminuto
espa
ço
e
uão
é
tão
grande
o perigo
da
expio
são.
Diz-se
que
tudo
ú n
’ella
original
e
que
está
destinada
a
produzir
um
revolução
scienliíica.
<0 fantasma,—
Ha
pouco
tempo
ain
da
que
em
França se
deu
um
facto
cu
rioso.
Os
habitantes d.
’
uma
casa
eram desper
tados de
noite
pelo
galope
d
um
cavallo.
Com
o
receio
fle
serem
escarnecidos,
nenhum
d
elles
relatava
o
que
sentia,
por
que
criam-se
sob
o
império
d
’
uma
allu-
cinação.
Um velho,
mais
corajoso
que
as
ou
tras
pessoas,
abriu
as
cortinas
da
janel-
la
e
distinguiu
ao
clarão
da
lua
um
fan
tasma
branco,
galopando
n
’
um
ginete
prelo.
Este
velho
foi
visitado
por
um
sobn
nho
que
luctara
com os
prussianos,
e
dis
se
que perdeu
o
medo
de
fantasmas
ao
avisial-os
pela
primeira
occasião;
e
que
na
próxima
noite
veria como
se
passava
o
negocio
Com effeito,
na
noiie convencionada,
desceu ao
ouvir
o
barulho
e
atirou-se
á
frente<do
animal
que
susteve.
Eslava
sobre
o
cavallo um
homem
em
camisa.
Tinha
tomado
também
parte
na
mesma
guerra, em
que
recebeu
uma
ferida
na
cabeça.
Este estado
produziu-lhe
desarranjo
men
tal.
E
julga«do-se
perseguido
pelo
inimi
go,
saltava
da
cama, ia
á
cavallariça
d
’
um
visinho onde
eslava
um
cavallo,
montava-o
e
fazia-o
galopar.
Cheio
de
cansaço,
voltava para
casa
depois
de conduzir
a
cavalgadura
á
mes
ma
cavallariça,
e
deitava-se,
sem
depois
se
lembrar
do
que se passara.
O
quadro
de Santo Agostiulie.—
Esta
preciosidade
artística,
roubada
por
mão
sacrílega da
cathedral
de
Sevilha,
e
devida
ao
pincel
do
grande
Murillo,
que
foi encontrado
longe
do
seu
logar,
nas
mãos
de
vendilhões,
foi
já
restiluida
ao
cabido.
O
quadro
soffreu
bastante,
mas,
se
gundo
a
opinião
d
’
alguns
pintores, é
fá
cil de
reiocar.
Foi
recebido
com
jubilo
e
o
povo
ao!
carlistas
ha grande actividade
para
o
au«.
O.
romnpll em vivas.
—
(t
A
lalaia
»\
u
nrírunisarôn
.
*
vel-o,
rompeu
em
vivas.—
(«Atalaia»),
tírave
denordem.
—
Commumcam
de
Alemquer
ao
«D.
de
Noticias» qoe
proximo
d’
aquella
villa
houve
uma
gran
de
desordem
enire diversos
trabalhadores,
da
qual
resultou
íicar um
com
o
craneo
fraclorado,
em
quatro parles,
a
golpe
de
enxada,
lalkcendo
no
hospital,
outro
com
o
beiço
superior
cortado,
outro
com
o
bra
ço
direit»
partido.
Eftelifjiâo e
politieã.—
Lemos
em
a
«Nação»
:
«No
ultim©
nurner»
do
«Bem
Publico»
lê-se
uma
«linha
solta»
que
nos
parece
va
ler
mais que
longos
artigos, e que algnern
já
compartu
a
um
sopro
com
que
se
desfazem
cenoucastellinhos
de
cartas
que
as
creaaças
se
enlreteem
a
fabricar. •
Eil-a
:
«Um
nosso
collega
no
jornalismo,
á
força
de
querer
separar
a religião da
po
lítica,
perlenção
aliás
muito
rasoavel,
den
tro
porém
de
certos
limites
diz
que
a
Egreja
«é
complelamenle
indifleiente
ás
fôrmas
e sistemas
políticos,
e
a
que
go
verne Pedro
ou
Paulo.»
«Parece-nos
que se deveria
fazer
distin-
cção
entre
pratica
e
lheoria,
sobre
tudo
eowe
abslraclo
e
concreto
;
porque
dou
tro
modo,
tomada a
preposição assim
em
absoluto,
sergtiir-se-hiam d’ahi
grandes
absurdos
e
contra-sensos;
a
Egreja
seria
atrozmente
calumniada
; tida
por
ingrata,
sendo-lhe
igualmente
«indifferentes»
os
que
a
estimam
e
os
que
a
aborrecem;
accu-
sada
faLamenle
de
uão
cumprir
a sua
mis
são
de
recommendar
obedieucia
aos
gover
nos
legilimos
;
e taxada
com
evidente
injustiça de
admiltir a
perniciosa
e
revo
lucionaria
lheoria «dos
factos
consumrna-
dos-,—lheoria
que ella
repetidas
vezes
tem
condemnado
e
ainda
ultimameute
fulminou
no
«Sillabus.»
«Em
conclusão
:
«é
necessário
distin
guir
para
não
confundir.»
Com
estas
poucas
palavras
se
desfazem
muitos
equívocos. «
Pedimos
ao
nosso
presado
collega
do
«Catholico»
que
as
transcreva.
Vão
com
pletar
em
certo
modo
um
artigo
que
ha
pouco
appareceu
nas
suas
columnas
de
pois
de
ter
apparecido
nas
nossas.
Os
irsaiAoM Davenport.
—
Segundo
vimos
annuuciado,
leremos
hoje e
áma
nhã
no
Theairo
de S.
Geraldo,
dois
es-
peclaculos
dados
pelos
celebres
cordoma-
nos,
os
irmãos Davenport.
Tomam
pane
no
cspectaculo
alguns ar
tistas
dramáticos do
Porto.
Prentiots da loteria.
—
Os
nume
ros
premiados
na
ultima
loteria
de
Hes-
panha,
extraída
em
22
de
fevereiro
que
o
snr.
Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
ven
deu
no
seu feliz estabelecimento,
no
Porto,
foram
os
seguintes
:
Numeros
1859.
3472,
10837,
18757,
21792. 28104,
com 300
pezetas, ou
54$
réis
cada
um
Na extracção de
3
de
março,
foram
pre
miados
os
seguintes numeros :
Numero
9400,
com 3000
pezetas,
ou
5J0$000
réis.
Numeros
2039,
2567,
7280,
7649,
8350.
8411.
8935, 9070,
11441, com
600
pezetas
ou
108$000
réis
cada
um.
Numeros
134,671,
1580,
2947,
2973,
3965,
4081,
5309.5134,
5775,
6666,
7816,
8041,
10996,
11926, 11927,
12370,
com
400
pezetas
ou
72$000
réis
cada um.
Conferencia. —
A
que
oo
domingo
teve
logar ua
Casa
da
Associação
foi
re
citada
pelo
diácono
o
snr.
José
Maria
da
Costa
Dias.
Os
laços de
parentesco
e
amisade
que
nos
ligam
ao joven
conferente,
não
nos
permiitem
fallar
desassombrosamente da
sua
estreia,
que
no
proximo
n.°
resumi
remos.
Santíssimo
Coração «Io Jesus.—
Por
um
rescripto
apostolico,
são
conce
didos
n’
este
anno
cem
dias
d’
indulgências
a
lodos
os
fieis
que
visitarem
a
Imagem
do
Santíssimo
Coração de Jesus,
na
egre
ja
do
Collegio
Urselino,
em
cada
umas das
primeiras
sextas
feiras
dos
mezes.
Esperamos
que
todos es catholicos
bra-
carenses
se
appreveitarão
de
tão
grande
beneficio.
Partida.—
Parte
por
este
dias
para
Lisboa
o
illustrado
engenheiro
civil,
o
snr.
Frederico
Augusto
Pimentel,
que ha
cer
ca
de
quinze
annos
lem residido
n
’esta
ci
dade.
Este
distincto
cavalheiro deixa saudo-
si%simos
os
muitos
amigos que
com
o
seu
finíssimo trato
e
excellentes
qualidades
ti
nha
conquistado
em
todas as
classes
da
sociedade.
fíotieias
de Hispanha.—
Do
cor
respondente da
«Palavra».
—
«Nas
fileiras
meino
e
organisação
de
suas
forças,
tan
to
no
Norte
como
no
Centro
e
na
Cata-
lunha,
e
D.
Carlos
para
premiar,
segundo
diz,
o
sacrifício
dos
se«s
e
animal-os,
ele
vou
Saballs e o rnarquez
de
Valdespina
á
cathegoria
de
tenentes
generaes;
Furtun,
qne
commandara
os
ala
vezes,
a
marechal
de
campo;
Iparríígwirre,
seu
sec/etario
de
campanha,
lambem a
marechal
de
campo,
e
o
coronel
Calderon,
chefe do
seu
ba
talhão
de
guias,
a
brigadeiro.
D.
Carlos
Calderon, oflicial procídente do
exercito
e
addido
militar,
que foi
á
embaixada
d
His-
panha
na
Rússia,
é
um
joven
de
30
an
nos,
possuidor
<ie
doze
oo
mais
milhões
de
reates, que a
revolução lhe
embargou
por
estar
no
campo carlista.
No
Centro,
a
Of
g<tnisaçãQ
dada por
Dor
regaray
tomou
o
aspeeto
de
severidade,
que
alli
é
necessária.
Um
joven
tenente
coronel,
filho
de
um titul.r,
apesar
da
sua
posição
e
haveres
foi
fusilado
por
fal
sificar
a
assigoatura
de
seu chefe
e
extor
quir
3:000
duros,
e
o
commandante
de
armas
de
Valderobles foi
exonerado
e pre
so
por desvio
de
fundos.
N
’este
ponto
apresentaram-se
a
pedir
para
tomar
parte
ua
guerra
dois oíliciaes
prussianos
que
antes
d
’
isso
estavam
em
Valência;
mas,
segundo
parece, foram
ad-
mitides
para
serem objecto
de
grande vi-
gilancia
porque
se
duvida
d'elles,
as»im
como
no
Norte
se
receia
de
algumas
pes
soas
que
se
apresentaram a
oflerecer
os
seus
serviços.
E
’
de
temer
que se
uns
ou
outros
commettem
a
menor
imprudência
tenhamos
algum
especlactilo
sanguinolento.
A
praça de
Castellon
está
bloqueada,
e
ante-bontem
á
noite
tiveram
grande
susto
os seus
defensores,
o
que
prova
que
não
decresceu
a
guerra
n
’
este
poolo
como
se
dizia.»
Remessa
de soecorros para a»
ambulaneias
legHimistas de 3Iis-
panha.
—
Ha
noticia
de
ter
chegado
já
ao seu
destino
a
ultima
remessa
de
soccor-
ros
para
as
ambulaneias
legitimistas
deHis-
paoha.
Assim
o
assegura
ume
carta,
que
aca
ba
de
chegar
da
comrnissão carlista,
cons
tituída em
Bayonna
de França,
e
que
vem
dirigida
ao
thesoureiro da
comrnissão cen
tral
de
senhoras
portuguezas,
o
snr. Ja-
cinthe
de
Siqueira
Freire.
Devemos
á
amabilidade
de
s.
excJ^o
prazer de a
haver
lido,
e
a
honrosa
per
missão
de
transcrevor
d
’
el!a
o
período se
guinte
:
«Vos
envois
sont
les
plus
beaux
et
les
plus
appréciés
de
tous
ceux
qui
nous
par-
viennent.»
Gloriem-se,
pois,
as
nobres
ligilimistas
de
Portugal,
e
o
seu illustre
e
solicito
the-
soureiro
de
saberem que
os
seus
donati
vos
são con iderados
entre
o
partido
legi-
limista
hispanhol,
como
os
melhores
e
os
mais
apreciáveis, qne
lhe
são
mandados,
e
prosigam
no
seu louvável
empenho,
at-
tingindo, ao
mesmo
tempo,
dois
grandes
fins:
o
de levar
o
conforto aos
pobres
fe
ridos,
e
o
de mostrar
á
Europa
que,
os
bons
créditos
da
nossa
terra
ainda
são
sustentados
dignarnente.
(Da
>■
Nação»)
Carta
de Pari».—
Recebemos
uma
carta
do nosso
illustre
correspondente
de
Paris,
que
publicaremos em
n.e
de
quinta
feira.
Casas
de jogo. —
Por vezes
temos
lembrado
ás
authoridades a
necessidade
de
providenciarem
convenientemente
a
respei
to
das
casas de
jogo,
que
são
a
ruina
de
muitas
iamilias
e
a
perdição da
moci
dade.
Felizmente
leem
sido tomadas
algumas
providencias;
estas,
porém,
a
darmos
cre
dito
ao
que
nos
asseveram,
não são geraes,
o
gue
ê
sobremodo
censurável.
Pedimos,
pois,
que se
faça
inteira
jus
tiça com
o
que
muilo
lucrará
a
morali
dade
publica.
O
melhor
é não rasar
—
O
«Jor
nal
do
Gommercio»
extraiu
o
seguinte
da
comedia
de
Henrique Gomes
intitulada
—
A
lo
que obriga el
honor—
em
que
se
ex
põe
os
motivos por
que
convém não
casar:
Se
é
altiva,
é
intratável; se
é
néscia,
é
impertinente; se
é
formosa,
nada sente;
se
é
leia,
é
irremed4avel
;
se
é
ciumenla,
é
atrevida;
se
é nobre, ninguém
lhe
agra
da,
se
é
pobre,
é
desconfiada;
se é
rica,
é
esquecida;
se
é
pura,
muito
melindro
sa;
se
é
impura,
é
um
satanaz
;
se
é so
berba,
um
ferrabraz; se falia
,
pouco, é
maliciosa;
se
falia
muito
é um
moinho;
se
é
liberal,
é
perdida
;
se
é
avara,
mal
nascida;
se
é
louca,
um
desatino;
se
o
marido é
algum
tanto
bom,
é
ella
alguma
coisa
má
;
se
não
tem
cada mez um
ves
tido,
ha
cada
dia
um
veneno;
se
não
a
3
estimam,
não
ama;
se
nao
ha
passeio,
morre,
e
se o
ha
é
tudo
guerra.
A
mais
firme
é
a
mais
volúvel
;
a
mais
sóbria,
mais
errada;
a
mais
docil,
mais
constante
;
de
modo
que
a
melhor
mulher
para
o
homem
é
nenhuma.
--
—
----
COVFE'IKVC[<S
NA
ASSOCIA
ÇÃO CATHOLICA.
Continuam
todos
os domin
gos
conferencias
aos socios da
Associação
Catholica,
na
casa
da
mesma.
Principiam
ás
7
horas
da
tarde.
ASSOCIAÇÃO
CAT1IOCICA.
Por
parte da
Junta
Directora
da
As
sociação
Catholica
d’
esta
cidade
se faz pu
blico
que serão admittidos
graluitamente
na
Escola
da
Associação
até
vinte
alum-
nos,
filhos
de
paes
pobres,
embora
não
sejam
socios.
Os
que
quizerem
este
béneficio
para
seus
filhos requeiram quanto antes
com
attestado
do
respeclivo
parocho.
O
secretario,
João
Antonio
Velloso.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA-
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
em?
e
8
de
março
:
Povoa
do
Varzim.
—
Antonio
Gonçalves
Vieira—
Recebido.
Villa
Verde.—
Abbade
de
Doçaos—Idem.
Lisboa.—
Prrbr
de
S.
Jorge
—
Sciente.
Abrantes.
—
Francisco
Gamboa
de
Sou
sa
Pinto
—Idem.
Barcellos.
—
Antonio
Arantes Midões
—
Idem.
Porto.
—
Manoel
Theotonio
Ribeiro
Viei
ra
de
Castro
—
Idem.
Villa
Nova
da
Cerveira.
—
Antonio
José
Ferreira
Gondarem
—
Idem.
Lisboa.
—
Manoel
Pereira—
Idem.
COHJIE»CIO
B
olsa
de
B
raga
5
de
março
de
1875
EíTeetuado
Inscripções
d
’
assentamento
48,2o.
Banco
Commercial
de
Braga 58$200.
Banco do
Alemtejo 5$250.
6
de
março
de
\875
EíTeetuado
Banco
de
Bragança 2$W0.
Banco
de
Coimbra
15^000.
Banco
Commercial
de
Vianna
4$900.
Banco
Commercial
de Braga 19$000.
Inscripções d
’assentamenlo 48,25.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
BANCO
DO
MINHO
Resumo
do
activo
e
passivo
em 27
de
fevereiro
de
1875.
Activo
Dinheiro
em
caixa
:
metal.
.
189:073$200
Letras
descontadas
e
a
re
ceber..................................
861:482$885
Inscripções
e
mais
papeis
de
credito
.............................
85:894$534
Devedores
no
paiz
. . .
511:607$972
Ditos
no
estrangeiro.
.
. 146:012^703
Empréstimo
sobre
penhores. 101:658^905
Contas
correntes.
.
.
.
536:243^867
Acções
de c. propria.
.
64:800^000
Edifício
do
Banco.
.
.
.
ll:643$088
Letras
em
liquidação
.
.
7:236$303
2.515:683^457
Passivo
Capital....................................
600:000 $000
Depositos a
praso
.
.
.
1.313:238
$266
Depositos
á
ordem
.
.
.
152
116
$803
Letras
a
pagar
.......................
U3:714$721
Credores
no
paiz.
.
Fundo
de
reserva.
.
Dito
para
prejuízos
liiaes
...................
Notas
em
circulação
Dividendo
a
pagar.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
192507$914
.
.
30
000$000
even-
.
.
17:469$905
.
.
87:122$500
.
.
2:192$116
.
.
7:321$
>32
2.515:683$I57
Braga
5
de
março
de 1875.
Os
GERENTES.
Manoel
Luiz Ferreira
Braga.
,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
THEATRO
DE
S.
GERALDO.
Terça
feira
9
e
quarta
10
Espectaculo
dado pelos
IRMÃOS
DAVEMPORT,
No
qual
tomam
parte
alguns
artistas
dramáticos,
do
Porto.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde
,
HEVALESCIERE
DU
BARRY
de
Londres.
97
annos d’invaríavel sueeesgo
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
delicioía
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gaslricas,
gas-
tralgias,
flcgrnas,
arrotos,
ventos,
flatos,
ainargôr
na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vó
mitos,
irritação
intestinal, diarrea,
disente
ria, collicas,
asihm,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no peito,
na
garganta,
do
ahto,
das bron-
chites,
da
bexiga,
do fígado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as quaes
con-
tam-se
a
do
duque de Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Bréhan,
dos
doutores
Manuel Saens
de
Jejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:
—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente qne
minha
filha com
o
uso
d
’
esta
drliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière cliocolatada,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cutanta,
que
lhe
impedia
dormir
por causa
da
comixão
insuportável
que
padecia. —
De
V.
S.
a al
terno
venerador,
P
errin
de
la
II
ittoles
,
ao
Visconsulado de
França.
Cura
78:121.
(Herpes)—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia havia
muitos
annos
de
Herpes, foi
curada
com-
plelamente
com
a
Revalesciére.
—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura 56:936.
Barr (Baixo Reno) 4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma mudança
maravilhosa,
lendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
forças,
mas também
parecendo-me
que
es
tou completamente remoçado,
tornou-me o
appelite,
que
desde
muito
tempo
linha
per
dido,
e a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.— Preços
fixos da
venda
por
miúdo em toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de lata, de
*
/
4 kilo,
500
;
de
*
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis;
de
2
*
/,
kiios,
3$200
reis;
de
6 ki-
los,
6$400 reis,
e de
12
kiios,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e
l$100
reis.
O
melhor
chocolate
para a
saúde é
a
Revalesciére
ehoeolatada ;
ella
res-
lilue o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó em caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas,
820
reis;
de
48 chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY DU BARRY
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz; 77
Regent-Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Eisboa,
(por
grosso
e
miudo),;
Carlos Barreio, rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desf-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da
Luz e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm/i;
Draga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Châo%
Pipa &
Irmão,
rua do
Souto, Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimnrdies,
A. J. Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel.
Miranda, pharm.
;
Ponte do
Lima,
A. J. Rodrigues
Barbosa,
pbartn.
;
Po
voa
do Varzim,
P.
Machado
de
Olk
veira,
pharma.
;
Vianna
do Castello,
Aflonso
e
Barros, droguistas;
Villa do
Conde,
A. L. Maia
Torres,
pharm.
--------- -------------------------
O abaixo
assignado
não
podendo
pes-
soalmcnle despedir-se
de
todos os exc.
m,s
snrs.
que
o
honraram com
a
sua
benévo
la
amisade,
durante
o
largo
periodo
qne
rezidiu
n’
esia
cidade,
vem
por
este
modo
testemunhar-lhes
quam
sincera
e
profun
da
é a
sua
gratidão,
e
quam
agradavel
lhe
será
poder
prestar-iiies ledo
e
qualquer
serviço em
Lisboa,
para onde
muda
a sqa
residência.
Braga
10
de
Março de
1873.
Frederico
Augusto
Pimentel.
AGBABECIMENTOS
Antonio
José
Henriques de
Mattos, Ma
noel
Bernardo
Henriques
de
Mattos e
Jus-
tina
Rosa
da
Silva,
agradecem
por
este
meio
pelo
não
poder
fazer pessoalcnente
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumpri-
mental-os,
durante
a
enfermidade,
e
pela
occasião
da morte
de
sua
presada
mulher,
cunhada
e
nóra
Anna
Maria
da
Conceição
Mattos,
protestand»
a
lodos
uma
eterna
gratidão.
Agradecem parlicularmenle
aos
illustres
irmãos
das
Almas
da
Sé,
pelo
grande
sa
crifício
que
fizeram
de
acompanhar o
ca-
daver
da
finada,
debaixo
d
’
uma
chuva
tor
rencial,
sacrifício
que
os doridos
tem
na
maior
consideração
(2319)
João
Pereira
Henrriques de
Carvalho,
Maria
dos
Remedios
Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Mequelina
Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Guilhermina
Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Adelaide Pereira Henriques
de
Carvalho, e
Domingos
Antonio
Pinto
dos
Reis
Barreio,
irmãos
e
cunhad»
<lo
fal
ecido
José Pereira
Henriques
de
Carva
lho,
capitão
que
foi
d’
infanleria
na
dispo
nibilidade;
summamenle
penhorados para
com
os
ill.
raos
e
exc.
ni,s
snrs
,
entrando
«feste
numero
a
dislincta
corporação
do
regimento
d’
infanteria 8,
ofliciaes
refor
mados, e
respeitável
clero,
que,
além
de
©
lerem
visitado
durante
a
sua
enfermi
dade,
honraram
assistir
ao
seuluneral
no
real
templo
de Santa Cruz,
e
descer á
sepultura
no
cemiterio
publico
no
dia
3
do
corrente.
Ao
ill.
mo
e
exc.
mo
snr.
com-
missario
dos
estudos
e
illustre
professora
do
em
geral,
assim como
os
nobres
aca
démicos
do
lyceu
bracarense.
A
’
s
ill.
mas
e
exc.mas
snr.
aB
que
nos- honraram
com
os
seus
cumprimentos de
pesames,
e
ao
meu
particular
amigo
o
ill.™0
e revd.
1110
Luiz
Gomes
da Silva,
sempre
incansável,
muito
principalmeute
nas
aproximações
dos
ullimos momentos
do
finado,
nunca
de
samparando
o
leito
da
dor,
e conservan-
do-se
varias noites
n
’
esta
casa;
vão
por
este
meio agradecer
e
protestar
seu pro
fundo
reconhecimento,
em
quanto
não
po
dem
fazer
pessoalmente.
(2317)
Os
abaixo
assignados
não
lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.os
e
exm.
os
snrs.
e
snr.as
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
fi
lha,
irmã
e
prima
D.
Thereza
Maria
de
Jesus Rocha,
bem como
aos
illm.
os
e
exm.08
snrs.
que
lhe
fizeram a
honra
de assistir
aos
oflicios
de
sepultura,
que
tiveram
lo
gar
no
dia 22
do
proximo
passado
mez
de
Fevereiro,
o
fazem
por
este
meio
protes
tando
a
todos
seu
indelevel reconhecimen
to
e
gratidão.
Joaquim
José
Marques
da
Rocha.
Anna
Maria
de
Jesus Rocha.
Rosa
Maria
da
Conceição
Rocha.
Maria da
Conceição
Rocha.
Bento
Lourenço
da
Conceição.
(2313)
Pelo juizo
de
direito
desta
comarca
ecar-
torie
do escrivão
Freitas,
correu
um
pro
cesso de
separação
de
pessoa
e
beos,
en
tre
fheresa
de
Jesus
Simões
e
seu
ma
rido
Vicente
Martins, ambos d’
esta
cida
de, em
cujo
processo se
julgou
a
separa
ção;
mas porque
os
conjujes
se
reconci
liaram,
reslabelecendt
a
sociedade
conjugal,
foram
perante
o
respeclivo
juiz
de
paz
con
ciliar-se,
e
juntando
a conciliação
ao
pro
cesso,
foi
julgada
nulla
a
separação.
O
que
se
annuncia
para
dar
cumprimento
ao
disposto
no art.
1225 do
Cod.
Civ.
e
§
úni
co
do
art.
16
do
reg.
de
12
de
março
de
1868.
Os
solicitadores,
Paulino
Evaristo
da
Racha
(2318)
Mantel
Joaquim
Antunes.
Sociedade
anonyma de
responsa
bilidade
limilada
BANCO COMMERCIAL
DE COIMBRA
São
avisados
os snrs. accionistas
d
’
es-
te
Banco
a
satisfazerem
a
5
a
preslão
de
10
p.
c.
ou
5$000
reis
por
acção
desde
o
dia
11
até
20
do
corrente
e
das 11
ho
ras
da
manhã
ás
3 da
tarde,
em
Coim
bra,
na
séde
do
Banco,
no
K’
orto, Dia-
boa,
e
ern
Braga,
nas
egencias
do
mes
mo
Banco.
As
disposições
dos artigos
21, e
22,
dos
estatutos,
vigoram desde já para
aquel
le
dos
accionistas
que
esteja
em
alrazo
nas
suas
prestações;
as
regalias
concedidas
pelo artigo
12
continuam
a
subsistir.
Os
accionistas
que
não
tiverem
os
esta
tutos
do
Banco
servir-se-hão
pedil-os
aos
agentes nas
diversas
localidades.
Coimbra,
5
de
março de
1875.
Os
gerentes,
Manoel
dos Santos
Júnior
José
llarbosa
Lima
(2316)
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
ÃTOCÀO
o
Precisa-se
d
’
um
homem para
substituir
um
recruta.
Preço
convencionado.
Carta
a
esta
redacção
com
as
iniciaes
J.
M. S.
___________________
•
(2312)
Vende-se
uma casa
feita
de novo»
com
grande
loja
para
armazém-
sita na
rua
das
Agoas, com
n.°
91.
Vê-se
das
9
horas
da
manhã
até
ao
meio
dia.
Trata-se
com
Antonio
Silverio
de
Pai
va,
da
Ponte.
(2314)
ATTÍ^ÇAO
A
Nova Empreza
de
Trens,
annuncia
ao publico
que
desde
o
dia
30 de
No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova, sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1 de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
PRIMEIRA
E
ANTIGA I
RORIZ
<HSA
FELIZ
l-.'4
PORTO
NA
QUINTA DE RORIZ
POBTO
JOSE'
I.
FERREIRA
RORIZ
1,
3-.RUA
DAS FLORES-1,3
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA
K
VENTDE
Inscripções
«le assentamento
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
kè
«
5.000$000
Eoteria da Santa Casa
da Hi«erieordia de
Eisboa
Exlracção
a
18
de
Março
FORNECEDOR DA
CASA REAL
g
DEPOSITO CENTRAL,
«UA DAS FLORES,
3S 37 E 39
O proprietário
anauncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
S
publico,
que
em
lodo
o
sabâs
fabricado
na
sua
fabri-
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposite Cen-
trai,
se
fará o
desconto
de
6
por
cenlo
sobre
os pre->
g
ços
estabelecidos,
de uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
«p
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feiio
do
di-
to
genero,
lauto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas de coupons
Ditas de divida extern»
Titulos
liispanhoes internos
Ditos externos
Coupons dos ditos já vencidos.
so-
Sacca,
loma
leiras
e
dá
carias
de credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de compra e
venda
de
titulos
de
divida publica
nas
mesmas
praças.
JOSÉ
IGNAGIO
FERREIRA
RORIZ
g
AFIANÇADO
NO GOVERNO
CIVIL DO PORTO, NA
C0NF0R-
MlDADE
DO
EDITAL
DE 28 DE JULHO
DE
1860
Tem
á
venda
no
seu estabelecimento
bilhetes
intei-
•£?
ros a 5$000 rs.-Meios ditos,
a
2$600
—
Quartos,
a
1$300
—
Oitavos,
a 680—Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que sejam em grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
no
fim
da exlracção remelle
a
lisia
dos
prémios
aos
seus
çfy
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam em
tempo com-
peleoie
terão
a bondade de
a
requisitar.
(G
*
)
METAES
VELHOS
Na
travessa de
S.
João
n.®
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
REVISTA
INDUSTRIAL
GAZETA
DAS
FABIUC
a
S
18
folhetos por anno
Preço da
assignalura
Por
anno
............................................
2$100
Numero
avulso.............................
$240
Um
exemplar
grátis de
cada folheio
a
cada
socio
da
«Associação
Promotora
da
ludusiria
Fabril».
O
preço
dos
annuncio
é
convencional.
Cada
socio
da
«Associação
Promotora
da
Industria
Fabril»
dispõe
graluilamenle
de
um
deiermiuado
espaço
nas
paginas
destinadas
para
os
annuncios.
Ad
verteneia
A
publicação regular
da
«Revisla in
dustrial»
principiará
quando
certos
os
ne
cessários
recmses
para
a
impressão
da
l.
a
serie
de
12
folhetos,
sendo
este
o
l.°
da
serie.
SlllhhlKI
o
ílt)VBÀ
k
àllíHl
DRAMA
ORIGINAL
Em ®
actOM
e “* quadros
POR
Miguel
Boque
Martins
Tavares
Preço
.
.
240
rs.
A’ venda
no Campo
de
D.
Luiz
l.°
n.°
29.
Deposito
de
vinhas,
vindos
de
-
Monsão
Rua dTufias easa n.° 40
BRAGA
Quem
quizer
comprar
vinho
da
colhei
ta
passada,
vindo
de
Monsão
e
armazenado
n
’
aquella rua
e
casa
acima
mencionada,
queira
dirigir-se
ao
proprietário do
estabe
lecimento
do
Castello,
junto
á
capella
de
Nossa
Senhora
de
Guadalnpe,
onde
lam
bem
os
consumidores
o
acharão
a
reta
lho.
A
sua
qualidade
é garantida
por
mui
tos
particulares
d
’esia
cidade,
que
d
’
alli,
o
tem
mandado
vir
para consumo
de
sua
casa.
(2285)
"
almeida
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de lodos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
«Tassentamento e
coupons.
(I)
NOVA LOJA
AFOHTL.NADA
DE
112 — Iduct,
das
Flores
—
114
P O
R
T O
N
’este estabelecimento que,
como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os sorteios
das
lolerias,
cujas
exlracções
geralmenle
teem
logar
mais
«le
tre«
vezes
por
mex.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respeclivo
importe
em
vales do correio, ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em pagamento ou
desconto,
os
bilhetes
que
em outros
sorteios
hajam
saído
premiados,
mesmo qne sejam «1’outrog estabelecimentos.
E
linal-
menle
remetlem-se
’
«grátis»,
lindas
as
exlracções,
as
respectivas
listas
geraes
de
lodos
os
numeros
premiados.
Para
que
esle
licito
e
vantajoso jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos e cautellas
de
600,
500,
300, 250,
130,
100
e 40
reis;
dezenas
de dez numeros
seguidos,
de
6$000,
3$000,
1$000e
100
reis;
e
finalmente,
collecções de
50
numeros
diflerenies,
pelos
preços
de
2$OOÔ,
55000,
15$000
e 30$000
reis.
a
QUEM COBTUIEB
Este
estabelecimento
fornece convenientemente todas
as
pessoas que,
em qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
esle
genero
á
commissão.
Ofierece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de negocio se podem
gosar,
as quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar
sem
risco
;
porque
se
acceila
de
novo,
em
conta, a
fazenda
que
até
ás vesperas
das
exlracções
os pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
attende-sc
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou
affiançado por
qualquer
nego
ciante
d’esta cidade,
em
cujo
caso
póde
ser
feito
no fim
das
exlracções. (M.
«)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio
Germano
Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas para
gaz, pe-
zos
novos,
panei
las
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Retratista
e pintor
Caeiaoo
de
Brito,
mudou
a
soa
resi
dência
paia a
rua
da
Ponte,
n.°
96,
on
de coniiuúa
a
exercer
a
sua profissão de
retraiisia
e
piuior,
que
d
’
ha
muilo
lem
exercido
n
’esLa
cidade.
j Espera dos
seus amigos
e
patrícios
icominuem
a
procural-o,
que
serão
servi
dos
comniodaineute.
(2304)
1LD6AM-8E
Os
altos
da.
casa
n.
22,
oa rua
do
Campo,
em
Braga, com
excelleotes com-
luodos para
uma
numerosa
famalia.
Quem
a pertender,
dirija
se
á
mesma.
(2286)
BANUO
CUÁ1.VIER.C1AL
DE
BRAGA
Em
virtude
da
deliberação
d
’
assembleia
geral
de
15
do corrente,
que
approvou
a
proposta
da
direcção
para
a
elevação do
capital inicial
de
600
a
1:000 coutos,
fa-
zendo-se
para
esle
fim
uma
2.
a emissão
de
400 contos
em
8:000
acções
de
50$000
reis
com
o
premio
de
4$500
reis por ca
da
uma,
a
direcção
no sentido
e
em
con
formidade
com
o
disposto
nos
§
§
2.°
e
3.°
do
artigo
4.°
dos
estatutos
convida
os
snrs.
accionistas
a
declararem
na
thesou-
raria
do
Batico,
ou
na
sua
caixa
filial
do
Podo,
desde
15
até
25
de
Março
proximo
futuro,
se
acceilam
as
acções
da
2
a
emis
são
que lhes
couberem
em
proporção
das
que
aciualmente
possuem
devendo
no
acto
não
só
aprezentar
as
acçOe.s que
possuírem
para
se
effectuar
o
r£-
*
l°,
se
não
lambem
verificar
o
pagamento
pre
mio
correspondente
ás
acções
q
ue
accei-
tarern,
e
a
1.a entrada
de
25
p.
c
,
ou
I2$500
reis
por acção.
A
falta
da
dita declaração e
pagamento
no
mesmo acto
será
considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
quaes
ficam
de
conta
do
Banco
para
as
col-
locar
(nunca
por
premio
inferior)
quando
e
pela
íórma
que a
direcção julgar
con
veniente,
d
’
accordo
com
o
conselho
fiscal,
conforme
foi
resolvido
pela mesma assem
bleia
geral.
Braga
18
de
fereiro
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial de
Braga
Os
directores,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
Luiz
Anlonio
da
Cosia
Braga.
(2298)
GOROGiUFlÁ PORTUGUEZA
E
DKSCRIPÇÃD IOPOGKAFICA
Do
famoso
reino
de
Portugal,
com
as noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas
e
to
gares
que
conlem,
varões
illuslres,
Genea
logias
das
famílias
nobres,
fundações de
convénios,
calhalogos
dos
bispos,
antigui
dades.
maravilhas
da
nalu/eza,
edifícios,
e
outras curiosas
observações
A
«ator o l
*
.
e
Antonio
Carvalho «Ia
CoHtn
Nova
edição
copiada
fielmente
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um iodex
alfabético
de
todas
as
freguezias
com
a
declaração
dos
nomes e
Oragos,
que aciualmente tem,
nu
mero
dé
fogos,
dioceses
e
concelhos
a
que
pertencem,
e
correios
respectivos,
o
que a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua Nova
n.®
5,
em
casa de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(tres
volumes)
•
1
$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
lem
abatimento.
José
Cardoso
de
Carva-lho,
vende
ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões que
recebe
nas comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e Braga.
Trata-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e em
Braga
com o
snr.
Antonio
José
Gonçalves Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
BRAGA : TYP0GRAPHIA
LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_09031875_319.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)