comerciominho_11031875_320.xml
- conteúdo
-
3.°
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 320
_
-■■■■■
-
-
,
I-,.
■
M
i
1.1 ■
[L] IIJ
_
l|
.
1
7ií
r-
V
...
»
I.-
--------------------------------------------
Assigna-see vende-se
no
escrip
.orio
do
editor
e
proprietário
José J/íxría
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde deve
ser
dirigida toda
t
correspondência
franca
deporte.
—
As
asst-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avu.so
10
rs.
A-S»
32
ÁS
TERÇAS,
quintas
e
sabbados
.
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.=Provin-
cias,
anno
2^400 rs e sendo
duas
4&000 rs.
—Semestre
1S250
rs.
=Brazil,
anno
4^400 rs.==Semestre 2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
$0
0
/
8
d
’abatimento.
BRAGA-
QUI1VT
A-FEIRÂ
11 »E
MAHÇO
(terrespon<lo“®ía estrangeira
PARIS,
1 DE MARÇO
{■Correspondência
particular
do tCommer-
cio
do
Minho
*
]
Foi
solemne
a
sessão
em
que
os
par
tidários
legilimistas
íiseram
um
esforço
desesperado,
menos
para salvar a monar-
chia,
succumbida
á
coalisão dos
centros
e
da
esquerda,
qne
para
lhe
preparar um
fim
honroso.
Depois
de
M.
de
la
Rocheile
que
leu
a
tocante
declaração
da extrema-direita,
de Franclieu
e
de
Belcastel
proferiram
palavras
muito
nobres
e
fortes
que
não
deixaram
de
produsir
em
lodos
os
prupo>
u
(
d
<
i
commoção
vivíssima.
«Nenhum
<i’a-
quelles
que
trairam
a
realesa subiu
á
tri
buna
para
explicar
os motivos
da
sua
defecção»,
disse
de
Franclieu
aos
trausfu-
gas
do
centio direito.
«Praticastes
um
acto
que
bem
reconheceis
indigno»,
exclamou
por
sua
vez
de
Belcastel
aos
mesmos
ho
mens.
Um
e
outro
protestaram
energica
mente,
em
nome
dos
direitos
da
realesa
e
dos
interesses
da
patria,
contra
a obra
constitucional
escandalosamente
machinada
por
geme
que
nenhuma
fé
tem
na
re
publica.
A
própria
esquerda
escutava
silenciosa
e
quasi
com
respeito
estes
protestos
em
lavor
(forna
causa
tão
gloriosa
como
legi
tima,
que parecia
perdida
para
sempre.
Os radicaes
ainda
os
mais
exaltados
não
poderam
assistir sem uma
especie
de
misteriosa
e
invencível commoção
a
esta
queda
momentânea
da
antiga
monar-
chia.
Como
presumo qne
os
leitores
co
nhecem
já
os
detalhes
d
’esta
sessão, passo
a
dar-lhes
outras
novas
actoalmente
em
voga.
Talvez lá
fóra
se
acredite
que
esle
re
conhecimento
olhcial da
republica
produ-
siu
uma
grande
impressão
em
o
nosso
publico;
pelo
contrario.
Hontem,
domin
go,
não
se ILeram
sentir
nenhumas
ma
nifestações.
Paiis
estava
tão
socegada
co
mo
nos
demais
dias,
e
posioque
tivessem
sido
annunciadas
as
illumioações,
nada
se
efiectivou.
A
noticia
da
votação
foi recebida
com
certa
indiflerença.
Nem
os
conservadores
nein
mesmo
os
radicaes acreditam
n’
esta
republica
nascida
de
combinações
parla
mentares
e presidida
pelo
marechal
de
Mac-Mahon.
A
Bolsa
exprime
muito
bem
este
es
tado
;
ha
alguns
dias
que ella
tem
ticado
a
pouco
a
pouco
estacionada.
Appareceu,
ha
dois
dias,
no
«Jornal
Oflicial»
uma
nota
para
moderar
os
repu
blicanos e
atrair
os conservadores.
O
pre
sidente
da
republica
declarava-se
firmemen-
le
resolvido,
antes
e
depois
da
votação
das
leis
constitucionaes,
a
manter
os
prin
cípios
conservadores
que
leem
sido
a
base
da
sua
política
desde
que
elle
está
nó
poder.
A
mesma
nota
annunciava
que
Bufiel
estava
encarregado
de
formar
um
novo
ministério.
N
’
esta
conjuntura
o
ma
rechal
de»xou
se
guiar
pelos
seus
conse
lheiros
ordinários.
Final
mente
os
acontecimentos
íiseram
no
voher
mn
pouco
a
fronte;
é por isso
que
elle
confiou
a
Bufiel
o
cuidado
de
o
tirar
d
embaraços
;
á
hora,
porém,
em
que
entrevo
não
é
certo
ainda
que
elle acceite
a
formação
do
gabinete.
N
’
esle
momento,
Bull-t
está
ausente
de
Paris,
por
motivo
do
fallecimento
de
sua
mãe;
mas
deve
regressar
esta
tarde,
e
então
conheceremos
as
suas
decisões.
Ets
os
nomes
nos
quaes á
ultima
hora
se
falia
para
nossos
futuros
minislios;
Buffet,
vice-presidenle,
ministro
sem
pasta
;
o
duque
de
Andrefíiet
Pasquier,
interior
;
Andras,
justiça
;
Decases,
estran
geiros
; Léon
Say,
fasenda
;
Mathieu
Bodel,
agricultura
;
Kranlz,
obras
publicas
; Val-
lon,
iustrucção
publica;
o
general
de
Cissey,
guerra; Montaignou, marinha.
Tal
é
a
lista ministerial
mais
espa
lhada
nos
nossos
círculos
politicos. Como
vêem,
é tomada
exclusivamenle
das
fileiras
do
centro
direito
e
do
centro
esquerdo,
ficando
a
direita fóra
de
toda
a
combi
nação.
A
política
da
direita
fica
bem
accen-
tuada
agora
;
é
uma
política
d
’
opposição
á
nova
constituição
republicana
e
por
con
seguinte
ao ministério;
ella
nada
quer
ter
de
comum
com o
governo,
e
não
tomará
parle em
nenhuma
votação.
M. de
la
Rocheile
assim o
annunciou
do
alto
da
tribuna na
declaração
de
que lhes
íallo
acimo.
Não
é
provável
que
toda
a
direita
per-
sisU
n
’
esta
altitude,
mas
os
legitimistas
puros
serão
fieis
a
si
e
a
seus
princípios.
—
Tenho-lhes
por
muitas
vezes
referido
as
machinações
dos
amigos
do
impei
io
e
a
soa
activa
propaganda.
Estas
machina
ções acabam
de
vir
a
lume
n
um
relato-
fio
lido
na
tribuna
por
um
dos nossos
jovens
deputados,
M.
Savaray.
Nada
vos
podem
dar uma ideia
da
có
lera
que
manifestavam os
deputa-los bona-
parlislas
ao
ouvir
as
terminantes
revela
ções
do
relalorio
da
commissão.
Eflecti-
vamente,
nã<»
é d
’
algumas
tentativas
isola
das
ile
propaganda de
que
elle
se
occu-
pa
; mas
apresenta
o
partido
honaparlista
consliinido
de
modo
para
poder substituir
a
soa
acção
á
forma
do
governo,
e
<iar
a
uma
verdadeira
insurreição
a
fôrma
(fu
ma administração
tegular,
contra
a
vonta
de
e
as
leis
do
paiz.
Tem
á
testa
um
con
selho
composto
ifantigos
ministros, pre
sidido
por
.M.
Rouber
;
lem
igoalmenle
uma
especie
de
conselho
(feslado que
intende
sobie as
questões
delicadas
e
contencio
sas;
uma
direeção
da
imprensa,
eic.
E
qual
é
o
meio
d
’
acção
de
que
esta or
ganização dispõe? M.
Savary mostra
com
uma
claresa
sinistra
os
chefes
do
partido
bonapariisia
como
os
ptio>es radicaes,
e
como
os
peiores
demagogos.
Um
jornalis
ta
conhecido,
M.
Julio
Omigues
lem
en
saiado na
imprensa
a
divisão
enire
o so-
cialLmo e
o
império.
A
«Esperança
Na
cional» foi
fundada
com
este
inioiio
c
com
adhesã
*
completa dos
amigos
do
príncipe
imperial,
como
provam
muitas
cartas
de
Clary
e
Franc«
jschini
Pielri.
O
mais
grave
é
que
em
1873
foram
di-tribuidos
alguns
n.os
da
«Ordre»
aos
cornmunardos
que
cumpriam
pena
no
íorte
de
Quélern,
e
que
a
partir
d
’esla
epoca
muitos
prisioneiros
entabolaram
correspondência
consecutiva
com
M.
Omigues.
A
prova
d
’
esles
factos
acha-se
nas
pe
ças
annexas
ao
relalorio
de
Mr. Savary.
Quanto
á
propaganda
feita
pelos
bo-
napartislas
em
tempo
d
’
eleiç.io,
o
depoimen
to
de
Mr.
Alicol, concoí
rente
de
Mr. Ca-
zeaux,
e
as
de
Deslions,
deputado
dos
Al
tos Pyoineus,
demonstram a
existência de
uma
especie
de
governo bonapartisia
ten
do
seus
prefeitos,
seus
maires e
seus
agen
tes.
N
’
este
departamento,
Garnier,
antigo
prefeito do império,
parecia
ser
o
verda
deiro
prefeito
;
os maires
vinham receber
d'elle
as
suas insitucções,
os
cavalheiros
de
prefeiluta juntaram
a
sua
meza,
e
Mr.
Ferraud,
o
perfeito
real, viu-se,
no
segun
do
escrutínio,
abandonado
pelos
funccio-
oarios
ás
suas
ordens.
Nos
campos
os
agentes
de
Garnier
an-
(iunciavatn
a
restauração
imminenle do im
pério
e
diziam
aos
adversários
de
Cazeaux
que elles
seriam
mui
favorecidos
com
a
volta
do
império.
A
intimidação
exercida
por
estes
agentes,
antes
e
depois
da
elei
ção,
era
tal,
que
foi
totalmenle
impossí
vel
a
Desbons
e
Alicol obter testimunhas
dos
factos aventados por
elles.
Depois
das
votações
desfavoráveis
ao
império,
a
situação
modificou-se,
e
poude-
se
obter
os
teslimunhos
necessários.
Para
terminar
a
respeito
dos ardis
des
tes
tristes
personagens,
allodirei
a
uma
canção
espalhada pelos
bonaparlitas
no
des-
partamento
de
Oise.
Esta
canção
é
odio
sa
;
eis
aqui
o
estribilho
em
toda
a
sua
insignificativa
incorrecção:
Viva
Napoleão
IV
!
Abaixo
os
parochos
!
Abaixo
os
senhores
!
Abaixo
os ricos!
A
propaganda
d
’este
regime
bonapar-
lista
não
obsterá
jámais as
simpathias
do
povo
francez,
muito
honesto de
sentimen
tos
para
se
subjeilar mais
uma
vez
ao
ju
go
*
d ’um
Napoleão.
—
O
novo
embaixador qoe nos
enviou
o
governo
de
Madrid
foi
recebido
no
sab-
bado
passado
em
audiência
publica
pelo
presidente,
a
quem
entregou
as
cartas
que
o
acreditam na
qualidade
de
embaixador
extraordinário
e plenipotenciário
de
D.
Af-
fonso.
Assistiram
á
audiência
o
general
Cis
sey
e
o
duque
Decazes
No
discurso
que
n
esta
occasião pronun
ciou,
disse
embaixador
que
o
seu
fim
era
entreter
e estreitar
as
relações
ami
gareis
que existem entre
França
e a His
panha.
Permiliam-me
os
leiteres
qoe
lhes
diga
que
estas
relações
nào
são
tão
favoráveis,
como
se
quer
fazer acreditar.
Esta
recep
ção
lem
mesmo
sido
um
pouco
criticada.
—
Temos noticias
mui
graves
da
situa
ção
da
nossa
colonia
do
Sénégal.
Ha
al
gum
tempo
já
que
se
faziam
sentir
rumores
de
conspiração
contra
o
proleclorado
da
França
;
um
morabilo,
de
grande
aucto
ridade
entre
os
seus,
preparava
surdarnen-
le
uma
insurreição
na
província
de
Cayor.
Eslava
precisarnente
de
inspecção
ao
Sénégal
o
general
de
divisão
d
’infanteria
de
marinha
Peliuser.
As
noticias
que
elle
recebeu
fizeram-lhe
ver
mui
sombria
a
prosperidade
da
nossa
colonia,
porisso
en
carregou o governador
do
sénégal
de
to
mar
uma
altitude
energica
que
podesse
impor
medo
aos
insurgentes
Feriu-se
então
um
combale
;
os francezes
eram
em
numero de
òOO.
emquanlo
que
os
insur-
gentes
eram 130
000;
não
obstante,
estes
foram,
dentro d’
tima
hora, derrotados.
Te
mos
a
deplorar
perdas
bastante
sérias,
mas
graças
a
este
exforço
coroado
de
successo,
a
Iranq
ui
11
ida
de
e
a
paz da
co-
louia
são
asseguradas
por
muiio
tempo.
H.
REVISTA ESTRANGEIRA
A
«Voix
de
la
Palrie»
publica a
se
guinte
paile
ácerca
da
tomada
de
Cari-
newa
:
Prals
de
Mollo,
22.
—
Grande successo
en
Carinena,
não
longe
de
Daroca
(Ara-
gão).
U
valente
brigadeiro
Buel
surprehen-
deo
e aprisionou uma
colUmna,
forte
de
500
voluntários
da
liberdade.
Todo
o
ma
terial de guerra
caiu
em
nosso
poder.
Dar-vos-hei outros promeuores,
que
fôr
recebendo.
Do
norte,
e
especialmente
de
Bilbao,
diz
um despacho
telegráfico
ás
folhas
frao-
cezas
:
Andaya
27
de
fevereiro,
4
e
30
m.
da
tarde.—
Os
nossus
batalhões cerram
por
tal
fôrma
o
cerco
de
Bdbao,
que a
guar
nição
não deixa
nunca
os seus
fortes. Hon
tem
(26;
bombardeamos
o de
Arlamancha.
O
inimigo
protegido pela
sua
arlilheria
ten
tou
uma
sortida,
mas
foi
repelbdo
á
baio
neta,
deixando
no
campo
40
mortos,
en
tre
os
quaes
1
capitão
e
2
oíliciaes.
As
suas perdas
foram
grandes.
Diz-«e
que
o general
Mogrovejo
inva
dira
as
Asturias
com
uns
12
batalhões
;
além
d
’
ootras
consequências,
a
maior que
leria
a
invasão
d
’este
general,
que teia
denotado
sempre
os
generaes liberaes,
seria
aprisionar o
exercito
e
colher
gran
des
recursos em
províncias,
em
que
a
guerra
ainda nào entrou, e
que
por
isso
os
tem grandes.
Esta noticia
carece
de
fundamento.
—
Da
«Palavra»:
Refere um
periodico
Irancez
que
o
visconde Veye
entregou
a
D.
Carlos,
em
nome
da
junta
carlista
da
Bélgica,
uma
luxuosa
caixa,
contendo
um
magnifico re-
wolver.
—
Assegura-se
que o
coronel
Sancho,
prisioneiro
dos
carlistas,
foi
sentenciado
a
pena
capital,
sendo
depois indultado por
D.
Carlos.
Telegrammas
da
Agencia
Havas
Paris
o.—A assembleia
foi
adiada alé
segunda-feira.
Mac-Mahon
recebeu
Btiífei
e
Dufaure.
Foi
prohibida
a
importação
de
caval-
los
allemães.'
Paris
5.
— Bufiel
renunciou
hontem
a
formar o ministério.
Espera-se
que
as
negociações
recome
cem
hoje.
Bufiet
esiá actualmenie
conferenciando
com
Mac-Mahon.
Paris
7.
—
Continuando
a
crise,
a
esquer
da
fará
ámanhã uma
interpellaçâo
sobre
as
causas
que
leem obstado
á
constitui
ção
do
ministério.
Londres
6.
—
Ganhou
em
Norwich o
candidato
liberal
a
membro
do
parlamen
to
:
em St.
bes
triunfou
o
candidato con-
ser
vador.
Berlim
4
—
O
governo apresentou
ás
camaras um projecto
concernente á
sus
pensão da
dotação
dada
pelo
estado
aos
Bispos
catholicos.
Montevideu
4.
—
O
congresso
terminou
as
suas
sessões.
Paris
4.
—
Falleceu
o
aslronomo
Ma
thieu.
director
da
intendência
de
Longi
tudes.
lendo
parecido possível
um
accordo
sobre
o
programma político
do
novo
ga
binete, Bufiett
e
Dufaure
tractaram
hoje
com
algumas
pessoas
que o
não quizeram
com
por.
Madrid
6.
-A
«Gaceta»
publica
varias
nomeações
de
governadores
civis. Não
ha
noticia
alguma
com
referencia
aos carlis
tas.
Madrid
7.
—
A
«Gaceta»
nada publica
de
interessante.
Madrid
8. —
\
«Gaceta»
não
traz
ne-
uhurn
decreto
nem
disposição
impor
tante.
Paris
4
(retardado).
—
Não está ainda
nada
definitivamerUe
resolvido ácerca da
formação
do
novo
ministério.
No
palacio
do Elyseu houve
um
gran
de
jantar
em honra
do
ministro
de
His
panha,
marquez^de
Molins;
á
noite
houve
reunião.
A
sessão
da
assembleia
foi
insignifi
cante.
Dufaure
e
Bufiel
ainda
não
chegaram
a
um
accordo
sobre
o
programma
e
compo
sição
do
futuro
gabinete.
Madrid 3
(retardado).
—
A
«Gaceta»
pu
blica
varias
disposições: reformando
a l
’
a-
hella
de
portes
<lo
correio
com
referencia
a
franquia
de
impressos
;
fixando
o
dia
31
do
corrente
para
a
entraJa
forçada
nas
filas
dos
recrutas
oo
serviço
militar
;
e
fi-
ualmente
reiterando
o
cumprimento do
decreto
sobre
a
liberdade
de
imprensa.
Fiquei
surprehendido
ao
ver
o
meu
obscuro
nome
incidido entre
o
dos
collabora-
dores
d'um
jornal,
que
se projecta
publi
car
em
Lisboa,
com
o
titulo
de
—
A
Re
volução.
Não
sei se
foi
simples
equivoco
dos
chronista
*
que
noticiaram
a
próxima
ap-
parição
da
referida
folha,
ou
se
eílectiva-
tneute
houve
da
parle
empreza
iniciadora
a
iutençào de me
conferirem
essa honra,
que
não
devo,
nem
posso,
nem
quero
ac-
ceitar
Seja, porém,
como
for,
não
ha
incon
veniente em
saber-se—
que
o
signatário
d’
estas
linhas
milita
em
campo
diametral-
mente
opposto
áquelle em
que
prometem
lidar
os
redactores
da
Revolução.
DIAS FREITAS
GAZETILHA
EXPEDIENTE
•
Aus assignanles
d’
esle
jornal,
e
áquelles
que o eram
do
Futuro,
os
quaes
são
con
siderados
lambem
como
nossos
assignanles,
rogamos
o
favor
de
mandarem
salisfazer
o
seu
debilo. o
que
podem
realisar
enviando-o
em
valles
do
correio,
ou
ordens
pelos
agen
tes
dos
Ranços
d’esla
cidade, ou
entregan
do-o aos
nossos
correspondentes.
Esperamos
lambem, nos
avisem quando
verifiquem
qual
quer
entrega e
se
continuam
ou
não
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar a
reiteradas
queixas
que
se
nos
leem
feito
quer de
lerem pago,
ou
mandado
suspender
a
remessa,
o
que
mui
tas
vezes
não chega
ao
nosso
conhecimen
to.
resolvemos
publicar,
em
secção
especial,
os
nomes
dos
snrs.,
que
remellerem
cartas
á
administração
este
jornal,
pospondo aos
nomes a
palavra
—recebemos
—
,
quando
se
ja
remessa
de
dinheiro, e
esCoutra
—
scien-
tes
—
,
quando sejam
avisos,
etc.
Ijausprrenne.
—
Expõe-se
árnanbã
na
parochial
egreja
de
8.
Pedro
de
Maximi-
nos.
baneos
em Portugal em
1MJ.—
Beílexòes
sobre
o
rápido
aogmen-
to
do
numero
das
instituições
bancarias,
e
breve
exame
d
’
esias
instituições
no
fim
do anno de
1874.
Por
José
Joaquim
Pin
to Coelho.»
Com
esle
titulo
acabamos
da
receber
um
folheio
de
7!
paginas,
que
nos
foi
offerecido pelo
seu
edttor
o
snr.
Ernesto
Chardron,
do
Porto
0
annuncío
vae
na
secção
própria.
Concursos.
—
Foi
aberto
concurso
pa
ra
provimento
das
seguintes
egrejas
paro-
chiaes
:
Ançãa
(N.
S.
da
Expectação),
concelho
de
(antanhede.
Azere
(S. Co?me
e
Damião), concelho
de
Arcos
de
Vai
de
Vez
Beivães
(S. Miguel),
concelho
de
Ponte
da
Ba
f
ca.
Cardiellos (Sant’Iag®), concelho
de
Vian
na.
Geraz (Santo
Estevão),
concelho
da
Po
voa
de
Lanhoso.
Linhares
(N.
S.
da
Assumpção),
con
celho de
Celorico da
Beira.
Mansôres
(Santa
Christina), concelho
de
Arouca.
Moreira de Geraz
(Santa
Marinha),
con
celho
de
Vianna.
Ossela (S.
Pedro),
concelho
de
Macieira
\de
Cambra.
Ourentã
(N.
S.
da
Conceição)
concelho
de
Caotanhede.
Sá
(Sa«ta
Maria), concelho
de
Ponte
do
Lima.
Sobral
da
Serra (N.
S.
da
Graça),
con
celho da
Guarda.
Tourega
(N.
S.
da
Assumpção),
conce
lho
de
Evora.
Valença
(S. Gonçalo),
concelho
da
Pes
queira.
Banhou
de Visella.
—
Na
camara
electiva
discutiu-se
e votou-se
o
projecto
approvando
o
contracto
feito
entre
a
ca
mara de
Guimarães e
a
Companhia
explo
radora
das
aguas de
Visella
Partuguezes fallecido».—
Fallec®-
ram
no
Bio
de
Janeiro
no
dia
13
de
fe
vereiro
os seguintes
:
Manoel
Craveiro
Saraiva,
40
annos,
viuvo;
Forluuato
Pires Loureiro,
30
a.,
rasado;
Joaquim
José
de
Magalhães,
16
a.;
Domingos
Antonio
Braga;
Antonio
da
Silva
Calçada,
36
a. ; Manoel
Simões,
50
a.,
c.
;
João José
Fernaudes,
25
a.,
s.
A
batata.
—
A
respeito da
introducção
e cultura d
’
esta
utilíssima
planta em
Por
tugal,
consta
de
um
documento
oflicial,
que
uma
senhora
portugueza
contribuiu
efficazmente para
tão
grande melhoramen
to
agrícola. Na
acla
da
Academia
Beai
das
Sciencias
de
Lisboa,
de
9 de
maio
de
1798,
está
consignado
o seguinte:
Em altenção
a
ter
D.
Theresa
Luisa
de
Sousa
Maciel
colhido
para
cima
de
400
alqueires
de
balaras,
em
lerreo® pela
maior
parte
até
então
inculto,
em
o
sitio
de
Villarinho
de
S.
Bomão,
onde
fôra
a
primeira
a
introduzir
este
ramo
de
agri
cultura
:
a
ter
descoberto
um
modo
fá
cil
de
conservar
as
batatas
por
espaço
de
um
anno «em corrupção ou deleriorameu-
to:
e
a
ter
juntado aos seus documentos
uma
descripção
da
sua
cultura,
em
que se
patenteia
maior
inlelligencia
do
que
nos
outros
concorrentes:
houve
a
academia
por
bem dislinguil-a
extraordinariamente,
conferindo-lhe em
prémio
uma
medalha de
ouro
no
valor de
50^000
rs.
P>r este
honroso
documento
vê-se,
que
foi
uma
senhora portugueza,
quem
mais
concorreu
para
animar e
popularisar-
se
entre
nós
a
cultura
de uma planta
tão
preciosa.
—( Gonimbricense).
Beapachos,—
Pelo ministério
das
jus
tiças íizrram-se
os
seguintes
despachos
:
Declarando
sem
efleito,
a
requerimento
do
agraciado,
o
decreto
de
23
de
julho
ultimo,
pelo
qual o presbítero
José
Mar
tins
de
Pinho
fôra
apresentado
na
egreja
patochial
de
Santo
André
de
Mosleiró,
do
bispado
do Porto.
O
presbítero
João
Lourenço
de
Sousa,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Cathariua
de
Caslello
Branco, na
ilha
do
Fayal,
do
bispado
de
Angra.
O presbítero
Antonio
Pinto
de
Carva
lho,
apresentado
ua
egreja
parochial
de
S.
Migue!
da
Varziella,
n»
concelho
de
fel-
gueiras,
do
arcebispado
de
Braga.
O
presbítero
José Maria Freire
de
An
drade,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Mathias,
no
concelho de-Niza,
do
bis
pado
de Portalegre.
O
presbítero
Francisco
Maria
Correia,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santo
Antonio
das
Vendas
Novas,
no
concelho
de
Monle-mór-o-Novo,
do
arcebispado
de
Evora.
O presbítero
Amonio
Maria
Gomes
da
Cost»,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
do
Bosario
de Bismuita,
no
concelho
do
Sabugal,
do
bispado
de
Pinhel.
O
presbítero
José
Domingues
Maria,
parocho
collado na egreja
de
Santa
Maria
cie
Azurara,
do
bispado
do Porto,
apre
sentado
na
egreja parochial
de
Nossa Se
nhora
da
Vicloria,
na
cidade
Porto.
O
presbítero
Francisco
Celestino
Gomes
Branco,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Eulalia
de-Anelhe,
no
Concelho de
Chaves,
do
arcebispado
de
Braga.
O
presbítero Domingos
Amancio
da
Sil
va, thesoureiro
da
egreja
parochial
de
Nos
sa
Senhora
da
Misericórdia
de
Bellas,
do
palriarchado,
provido
na
serventia
vitalí
cia
da
lhesouraria
da
egreja
parochial
de
S.
Nicolau
da
cidade
de
Lisboa.
O
presbítero
Joaquim
Pedro
de
Alcan-
lara,
parocho
collado
na egreja
de
S.
Pe-
dto
de
Melides,
do
bispado
de
Beja,
apre
sentado
na
egreja
parochial
do
Salvador
das
Alcaçovas,
no
concelho
de Vianna,
do
arcebispado
de
Evora.
O
presbítero
Joaquim Coutinho
de
Sou
sa, apresentado
na
egreja parochial
de
S.
Martinho
de
Alvandre,
do
concelho
e
bis
pado
da
Guarda.
Q
presbítero
Anlonio
Maria
de
Albu
querque
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Miguel
do
Bio
dos
Moinhos,
do
bispado
de
Vizeu,
apresentado
na
egreja
paro
chial
de
Santiago
de
Guimarães
no
con
celho
de
Mangualde,
da
mesma
diocese.
O
presbítero
José
Luiz
da
Cunha,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
S.
Paio
Dantas,
no
concelho
de Espozende,
do
ar
cebispado
de
Braga.
O
presbítero
Francisco
Pereira
Gomes
Soares,
parocho collado
na
egreja
de S.
João
Baplista
de
Barqueiro,
do
arcebispa
do de
Braga,
apresentado
na
egreja
paro
chial
de
S. Miguel de
Gemezes,
no
con
celho
de
Espozende
na
mesma
diocese.
O
presbítero
Salvador
Gonçalves
de
Barros,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Poiares,
do
arcebispado de
Bra
ga,
apresentado
na
egreja
parochial
de S.
Martinho de Beigozo, no
concelho
de
Mon-
talegre
da
mesma
diocese.
O
presbítero
Aquilino
Teixeira
Borges
Carneiro,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
Baplista
de
Fontoura
do
bispado
de
Lamego,
apresentado
na
egreja parochial
de
S.
Bartholomeu
de
Arouca,
da
mesma
diocese.
O
presbítero
Joaquim
Luiz
Ferreira,
apre
sentado
na egreja
parochial
de S.
Mani
nho
da
Lascosa,
no
conselho
de
Celorico
da
Beira
do
Bispado
da
Guarda.
O presbítero
d
’
Assis
Camolino,
apre
sentado
na
egreja parochial
de
Nossa
Se
nhora,
de
Assumpção
da
Villa
do
Touro,
no
concelho
do
Sabugal,
do Bispado
da
Guarda.
O presbítero Joao
Baplista
da
Guerra
Machado,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
Baplista de
Arnoia,
do arcebispado
de
Braga,
apresentado
na
egfeja
parochial
de
Sant
lago
da
Cruz,
no
concelho
ue
Vil
la
Nova
de
Famalicào,
da
mesma
diocese.
Eatatíatiea.
—
O
numero de
voluntá
rios
que
entraram no
se<viço
do
exercito
inglez
durante
o
eltimo
anno,
íoi
de
20:640,
emquanto
que
no
anno
de
1873
foi .apenas
de
17:194.
Este
aogmeoto
é
devido
á
falta
de
trabalho
Pela
mesma
causa
sem
duvida
dimi
nuiu
o
numero
das
deserções,
que
foram
5:702
no
anno
de
1873,
no
anno de
1874
5:575
E’
comtndo
um
numero
de deserções
bastante
crescido
que
não
abonam
muito
nem a
vocação
militar
dos
inglezes
nem
as
excelleucias
do
sistema de
alistamento
militar.
O
estado
maior
queixa-se
de
que
os
alistados
são
quasi
na
sua totalidade
de
masiado
pequenos, novos
e
fracos
para as
necessidades
do
serviço.
Gelo.
—
O
rio
Niagara
acha-se
cober
to,
mais
abaixo
da
catarata,
de
uma
pon
te
de
gelo
que
durará
até
á
primavera.
As
montanhas
de
£elo
chegam até
á
altu
ra
da
catarata,
e
os
que a
visitam
sobem
até ao
cimo
das
referidas
eminências,
pa
ra
gosar
o
panorama
qoe
d
’alii
se
disfru-
cla.
O
frio e
o
descimento
das
aguas
pro
duziu mais gelo
que
nunca
A.
mulher em difTerentejs
ida
de». —
A
mulher
de um
a
dez annos.
é
beija-flõr;
de
dez
a
quinze,
rouxinol;
de
quinze
a
vinte,
ave
do
paraiso
;
de vin
te
a
vinte
e
cinco,
rola;
de
vinte
e
cin
co
a
trinta,
andorinha ;
de
trinta
a
qua
renta,
gralha
; de
quarenta
a
cincoenla,
cruja;
de
ciocoenta
a
sessenta
ema
;
de
sessenta
em
diante,
não
é
nem
mulher
nem
coisa
nenhuma.
Proapeeto.
—
Foi-nes
enviado
de
Coim
bra
o
prospeclo
d
’uma
publicação,
cujo
ti
tulo
é
o
seguinte
:
Guia
histórica do
Bussaco com
gravuras,
por Augusto
Mendes
Sirnõesde
Castro.
Esla obra
eslá no prélo, e
vae
breve
mente
apparecer a
publico.
O»
vandnlo». —
Lê-se
no
«Coartei
Beal»:
Dizem-nos
de
Tudella
que
o
que
faz
ali
um
capitão
da
contra
guerrilha
aos
pobres
paes,
vae
além
de
tudo
o
que se
podia
imaginar.
Serra
Morena
passou pa
ra lá; nào
ha
ruína,
vexame nem roubo
que
fane
os
nossos
inimigos
para
se
vin
garem
de
pobres
velhos
que
não commel-
leram
outro
crime
senão
o
de terem
filhos
no
campo
carlista.
Estes
ou
leem
que se
arruinar
e
entregar
tudo
o
que
possuem
para
pagar
as
enormes
multas
mensaes
que
lhes
exigem,
ou
que
ir
morrer
ás
enxo
vias.
E’
tão
formidável
o
escandalo
que
nos
pedem
que
por Deus
se
faça
alguma
cou
sa
na
Navarra
carlista, em
represália
de
tantas
atrocidades,
ou
para indemnisar
os
espoliados,
ou
para pôr
cobro
a
tantas
bar
baridades.
.
Chegada
e
partida
—
Chegaram
a
esla
cidade
no
dia
9
do
corrente,
sendo
hospedados
em
casa
do
snr.
barão
de
Sou-
tello,
os exc.
mos
snrs.
Anlonio
Alberto
da
Bocha
Páris,
sua
esposa D. Maria
José
de
Araújo
Azevedo
e
Vasconcellos
Feio,
e
seu
primo
João de
Sá
Coutinho
de Macedo
Solio-Maior
Barreto. S. exc.
*
s
partiram já
para
Lisboa,
onde tencionam
demorar-se.
Fatalidade. —
Estando ha
dias
o
snr.
Baptisla
Velioso, na
sua casa
na
povoação
dos
Seixos
Alvos,
concelho
de
Tábua,
a
limpar uma
pistola,
com
a
bocca
do
cano
virada
para o peito,
a
arma
disparou-se,
causando-lhe
morte
instantanea.
Assim
o
refere
o
«D.
de
Noticias».
Telegrafia siihterraaea.—
Um
en
genheiro
catalão
submetleu
á
approvação
do
governo
um
projecto
de
telegrafia
sub
terrânea,
que,
apesar
de
mais
custosa
de
aaontar
que
a aetual,
uma
vez
feita
e
des-
peza,
fará
economisar
para
o
futuro
os
gas
tos
immensos
de
reparação
de
postes
e
collocação
de
fios,
que
ha
que
estar
a
re
compor a
cada
iustante
por
difíerentes
cau-
SuS.
Os
arames,
segundo
o
dito projecto,
iriam
por
baixo de
terra
a
uma
pequena
profundidade,
encerrados
em
tubos
de gom-
ma,
estabelecendo-se registos de
espaço
a
espaço.
Doi«
assassinato».
—
Diz
o
mesmo
jornal
que
na freguezia
de
Corraz,
Galliza,
em
frente
de
S.
Pedro
da
Torre,
do
con.
ceiho
de
Valença
do
Minho,
foram
ha
seis
dias
barbarameute
assassinados
o
padre
cu
ra,
por
appelido
Nogueira,
e
a
sua
criada
Os
assassinos
bateram
á
porta
e
apenas
esta foi
aberta
atiraram-se
áquelle
ecclesias.
tico
e
mataram-n’o
ás
facadas
e
o
mesmo
fizeram
á
criada,
a
quem lhe cortaram
os
peitos.
Os
criminosos
depois
apossaram-se
de
tudo
que
lhes
fazia
conta
e
evadiram-
se,
ignorando
se
ainda
quem
elles
eram.
I9ramn
«Angrento,—
Um
jornal
de
Sevilha
dá a
seguinte
noticia
:
Ha
bastantes annus
que
um
tal
An-
tonio
Lozano
matou um homem,
pelo
que
lhe
impuzeram
17
annos
de
presidio, os
quaes
decorrendo
®
tempo
e
em
virtude
do
bom
comportamento
que
teve
na
prisão
de
Sevilha
onde
devia
cumprir
a
sentença,
foram
rebaixados
a
nove pelo governo.
An-
te-honlem
terminaram,
e
por
tanto
ao
che
gar
a
tarde
enlrcgaram-lhç
a
sua
licença
e
fwi
posto
em
liberdade.
O
desgraçado
Lozano
tratou
de
o
dis
suadir
de
tão temerário
intente,
mas
o
seu
adversário
estava
tão
resolvido,
que
no
acto
empunhou
uma
navalha e aggre-
diu
Lozano, que
teve
a
sorte
de
evitar o
golpe,
e
puxando
também
de
uma
navalha
acommetteu o qo« assim
o
provocava,
dei
xando-o
ferido
de
morte;
e
d
’
aqui
o
des
venturado
a
quem
podemos
qualificar de
victima
de um fado adverso,
leve
que
ma
lar
agora
o
filho
do
que
assassinou
ha
tantos
aunos.
—
(<P.
de Janeiro»)
SECÇÃO DE COMMUlflCADOS
Amure» 9 de março de 1M75
Snr.
redaclor.
Deparei
no
seu acreditado
jornal
com
um
communicado assignado
pelo snr. Hen
rique
Bizarro, no
qual arvorando-se
em
lilleralo
e
jurisconsulto,
procurou,
a
seu
modo, cíTuscar a verdade
dos
factos
por
mim descriplos.
n
’
esse
mesmo
jornal
em
data de
18
de
fevereiro,
os
quaes ainda
rac-
iíico,
sem receio
de
que
o
futuro
os
des
minta.
Não
sou
dos
que entendem
que a men
tira,
a
calumnia,
a
ign«rancia
e
má
edu
cação
não
podem
apparecer
em
qualquer
jornal
em
letra
redonda.
t
Os
fados leem
demonstrado
o
contra
rio,
e
o
communicado
a
que
alludo
pro
va-o
exuberanlemente.
Não
é,
pois,
isso qoe
me
incommo-
da
e
surpreheude
:
—
surprehende-me
ter
apresentado
em
publico
o
snr.
Bizarro,
vestido
das
galas
de
eloquência,
um
filho
adoptivo,
que
deveria
apparecer
embrulha
do
nos
rotos
e
esfarrapados
paonos
do
seu
estabelecimento
!
E
já
que
procurou
uma
mão estranha,
a
quem
de
certo
pagou
para
advogar
a
sua
causa,
e
receio
que
as
pessoas
incau
tas julguem
pelo
que lèem, e
não
como
a
justiça
reclama:
cumpre-me
declarar,
com
referencia aos
facios
de
direito
que
indica,
que
o
negocio
eslá
aflecto aos
tri-
bunaes,
os
quaes
leem
de
decidir
de
que
lado
eslá
a
justiça.
Não
lem,
por tanlo,
o
snr.
Bizarro,
mo
tivo
para
se
queixar,
de qne
alguém
pre
tende
appossar-se
do que
é
seu.
Nào
póde
apresentar,
com
verdade,
fac
tos
que
comprovem
isso.
As
razões
que
apresenta
são
parciaes:
—
são
das
que
os
advogados,
mal
informa
dos, produsem,
mas
sempre
sob
as
con
dições
:
se
assim
é:—
segundo
peoso.
Os
cartorios
dos escrivães
são
os
gran
des
armazéns
d
’essa
fazenda
A
justiça
nào
póde
estar
ao mesmo
tempo
de
duas
parles
oppostas.
O
tempo
mostrará,
pois,
de
que
lado
eslá
;
e
o
publico
conhecerá se é
o
snr.
Bizarro quem
abusa,
querendo
apoderar-se
dos
bens
livres
que
lhe
não
pertencem,
ou
o
lepresenlanle
de
minha
finada
prima,
defendendo
o
que é
seu.
O
snr.
Bizarro
não
eslá
á
altura
de
entrar
em
apreciações
d’
esta
ordem.
Educado
nas
cavallariças
da
casa
da
Ribeira,
sem
instrucção,
cego
pelos seus
interesses,
guiado
por
ambiciosos,
e
ro
dado
em
parle,
de
firmas,
que
a
praça
i.ão
desconta
por
preço
algum,
porque
taes
firmas estão
cheias de
gentilesas,
não
pó
de
dizer
empertigado
:
a justiça
é
só
mi
nha
!
Nao
póde,
embora
a
sua
elevada
po
sição
o
audorise,
dizer
com
bizarria:—
en
tre mim
e
Anlonio
Ignacio
de
Macedo
não
ha paridade,
porque
as
minhas habi
litações,
as
minhas
virtudes, etc., etc.,
devem ecclipsal-o!
O
snr. Bizarro
julgou-me,
de
cerlq,
morto
para
me
vestir
com
os
negros
e
es
farrapados
crepes
do
seo
estabelecimento.
Enganou-se
Registo com indignação
as
calumnias
e impropérios
que me
dirige.
Ainda
tenho
a
força
precisa
para
me
desafrontar
perante
o
publico sensato,
a
quem respeito.
E’
pois
este,
e
não
e
insignificante pes
soa
do
snr.
Bizarro,
com
quem me
não
importo,
e
despreso,
como
se
deve
des-
presar
o
asno e
o
tolo,
que
me
obriga
a
vir
hoje
á
imprensa.
Protesto
não
descer
á
baixeza
de
res
ponder
a
sandices
e
invectivas
do
snr.
Bizarro :
e,
quando
mais
tarde
chagar o
desengano,
o
vencido
passará
por
debai
xo das
forcas
caudinas.
Antonio
Ignacio
de
Macedo
Portugal
CONFERENCIAS
NA ASSOCI.A-
ÇAO
CATMOI^ICA.
No
proximo
domingo 4
nao
ha
conferencia,
fica
esta
trans
ferida
para
o
dia
de
S. José
í
9,
o
que
se
participa
aos
socios
para
comparecerem
na
casa
da
Associação.
Principia
ás
7
horas
da
tarde.
EXPEDIEXTK
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
em
9
e
10
de
março:
Oliveira
d
’
Azameis.
—
José
Antonio da
Silva
Carvalho
—
Sciente.
Cabeceiras.—
José
Máximo
de
Carvalho
e
Sousa
—
Idem.
Alemquer.—
P.
Luiz
Ferreira
Onofre
de
Merciaua
—
Idem.
Ferreira
do Zezere.—
A. M.
Queiroz
<le
Mello
e
Castro
—Idem.
CONKMERCIO
B
olsa
de
B
raga
8
de
março
de
1875
EíTeetuado
Banco
de
Villa
Real
440300.
Dito
dito
440500
Dito
diio
para
liquidar
em
30
de abril
450000.
Ba
oco
Mercantil de
'Braga,
20550.
Banco do Alemtejo
50500.
Banco
de
Guimarães 92(0500.
Banco Commercio
e
Industria
12^000.
Inscripções d
’
assentamento
48,56.
Idem
idem
48,70
9
de
março de
Í875
EITeeluado
Banco
Commercial
de Braga
590500.
Dito dito
600100.
Banco Guião 1120300.
Dito
dito
1120400.
Banco
de
Villa
Real
440800.
Banco
do
Alemtejo 50900.
Obrigações
do
caminho
de ferro
do
Minho
e
Douro.
870900.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de Braga
em
27
de
fevereiro
de
1875.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
9250000
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
125:5140692
Leiras
descontadas
e
a
receber
961:1310575
Empréstimo
sobre
penhores.
111:1940167
Contas
correntes
com
garan
tia
.......................................
682:1230211
Agentes
no
paiz e
estrangeiro.
552:9010074
Títulos
e
papeis
de credite. 63:4570080
Diversos
devedores.
.
.
.
46:0750157
Despezas
de
installaçâo.
.
5:5000000
Moveis e utensílios.
.
.
.
1:3060734
2.550:1280690
Passivo
.
600:0000000
1.104:2510389
.
261:4200006
ro
270:7410698
.
85:3220834
. 35:9030165
.
60:8000119
.
109.0800000
.
12:00'0000
.
2:0020100
..
8:6070379
Capital.................................
Obrigações
a
praso.
.
Depositos
á
ordem.
.
.
Agentes
no
paiz e
estrangei
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito.
.
Leiras
a
pagar. .
.
.
iNoias
em
circulação
.
.
Fundo
de
reserva.
Dividendos
a
pagar.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
2.550:1280690
Braga 5
de
março
de
1875.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa farinha
de
saúde,
REVALESGIERE
»U
BARRY
de
Londres.
2
7
annos
d’invariave!
sueeessa
5
Toda
a
moléstia
acaba
cora
o
uso
da
deliciosa
Bevalesciére
du
Barry
que
tor
na
a dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
sornno. Cara
as
indigestões
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arroios,
Halos, amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesti-
naes,
diarrhea, dizenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
lalta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelbe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no peito, na
garganta,
do alito,
das
broochites,
da
be
xiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75
000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que de
Pluskow
da
exc.
ma
snr?
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores Manoel
Saeus
de
Jejada
da
Universidade
de
Cordova etc. etc.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
— Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha de lata, de
*
/
t
kilo,
500
; de 4
/
t kilo 800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
,
/
2 kilos, 30200
reis;
de
6
ki-
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000 reis.
Os
biscoitos
da
Bevalesciére
que se po
dem
comer a
qualquer
hora,
veudem-se
em
caixas
a 800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é
a
Bevalesciére
choeolatada
$
ella res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais fracas, e sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
dc
24 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY DU RARRY «fc C.a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77 Regent-Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os
seus pedidos ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Loteio,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da Ba
nharia
77
;
de
bequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coiaubra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pbarm.
;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua dos
Chãos,
Pipa
<5c Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pliarm.
;
Guimarães
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Lima
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarm.
;
Po
voa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia Torres,
pharm.
O
abaixo assignado
não
podendo
pes
soalmente
despedir-se
de
lodos
os
exc.
mc8
snrs.
que
o honraram
com
a
sua
benévo
la
amisade,
durante
o
largo
periodo
que
rezidiu
n
’
esta
cidade,
vem
por este
modo
testemunhar-lhes
quam
sincera
e
profun
da
é
a
sua
gratidão,
e
quam
agradavel
lhe
será
poder
prestar-lhes
ledo
e qualquer
serviço
em
Lisboa,
para
onde muda
a
sua
residência.
Braga 10
de
Março de
1875.
Frederico
Augusto
Pimenlel.
AGRADECIMENTOS
«
■■■
■afSMBI
Antonio José
Henriques
de
Mattos, Ma
noel
Bernardo
Henriques de Mattos
e
Jus-
tina
Rosa
da
Silva, agradecem por esle
meio
pelo
não
poder
fazer pessoalmente a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumpri-
mental-os,
durante
a
enfermidade,
e pela
occasiào
da
morte
de sua
presada
mulher,
cunhada
e
nóra
Anna
Maria da
Conceição
Mattos, protestando a
lodos
uma
eterna
gratidão.
Agradecem
particularmenle
aos
illustres
irmãos
das
Almas
da
Sé,
pelo grande
sa
crifício
que
fizeram
de
acompanhar
o
ca-
daver
da
finada,
debaixo d’uma
chuva
tor
rencial,
sacrifício que
os
doridos
tem
na
maior
consideração
(2319)
João
Pereira
Henrriques
de
Carvalho,
Maria
dos
Remedios Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Mequelina
Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Guilhermina
Pereira
Henriques
de
Carvalho,
Adelaide Pereira
Henriques
de
Carvalho,
e
Domingos Antonio
Pinto
dos Reis Barreio,
irmãos
e
cunhado
do
fabecido
José
Pereira
Henriques
de
Carva
lho,
capitão
que
foi d
’
infanteria
na
dispo
nibilidade;
summamenle
penhorados
para
com
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs ,
entrando
n
’
este
numero
a
dislincta
corporação
do
regimento
d
’
infanteria
8,
oíliciaes refor
mados,
e
respeitável
clero,
que,
além
de
o
lerem
visitado
durante
a
sua
enfermi
dade,
honraram
assistir
ao
seu
funeral
no
real
templo
de
Santa
Cruz, e
descer
á
sepultura no
cemiterio publico
no
dia
3
do
corrente.
Ao
ill.
mo
e exc.
mo
snr.
com-
missario
dos
estudos
e
illuslre
professora
do
em
geral,
assim como
os
nobres
aca
démicos
do
lyceu
bracarense.
A
’
s
ill.mas
e
exc.
mas
snr.
as
que
nos
honraram
com
os
seus
cumprimentos
de pesames,
e
ao
meu
particular
amigo
o
ill.
,no
e
revd.
mo
Luiz
Gomes
da Silva,
sempre
incaosavel,
muito
principalmenle
nas
aproximações
dos
últimos
moinemos
do
finado,
nunca
de
samparando
o
leito
da
dor,
e
conservan-
do-se
varias
noites n’esta
casa;
vão
por
este
meio
agradecer
e
protestar seu
pro
fundo
reconhecimento,
em
quanto
não po
dem
fazer
pessoalmente.
(2317)
João
Baplista Ribeiro,
summamenle gra
to a
Iodas
as
pessoas,
que
lhe
prestaram
serviços
por
occasiào
do
fallecimenlo
de
sua
presada
mãe, agradece-lhe por
esta
fórma
na
impossibilidade
de o fazer por
outra.
(2322)
ANMUNOIOS
No
dia
17
do corrente,
pélas
11
ho
ras
da
manhã,
se
hade
proceder
na se
cretaria
do
regimento
dhnfanteria
n.°
8,
á
arrematação
dos estrumes
das
latrinas do
hospital
regimental.
Quartel
eoi
Braga,
9
de
março
de
1875.
O
secretario,
Bernardo
Osorio
(2321)
Alferes.
mwào
Caetano
Brito
da
Cunha,
pintor,
natu
ral da cidade
de
Lisboa, residente em Bra
ga, como o
melhor retratista, pinta retra
tos a oleo,
de
tamanho
natural,
pelo
preço
de
60000
rs.,
como
outra
qualquer
pin
tura
por
preço
comodo.
Mulou
o
seu es
tabelecimento
para
a
rua da
Poate
n
0
96.
(2323)
Precisa-se
no
Porto,
d
’um
caixeiro
que
saiba
de
retalho
de fazendas brancas,
dá-
se-lhe
bom
ordenado,
e
quer-se
que tenha
de
dezenove
annos
de
edade
para
cima.
Dirigir-se
em carta
fechada
em
Braga
oa
snr. F.
J.
Fernandos de
Azevedo
e
no
Porto
a
L.
C.
R.
Praça
de
D. Pedro
n."
40.
(2324)
A.
RIBEIHO
Campo
de D. I
juíz
I
n.° lf
entrada
da
rua doa Capelliotas
Recebeu
bons failles
prelos
de seda
pa
ra
vestidos,
merinos
pretos,
ditos
de
lã
pu
ra,
alpacas
pretas,
véos
de
seda,
ditos
de
algodão,
2.000
metr«s
de
fazendas de lã,
que
eram
de
400
rs.,
vende
por 240,
cem
guarda
chuvas
de
seda,
para
homem,
de
10800
rs.
até
40500,
e muitos
outros
ar
tigos
que
vende
muito
barato.
(2320)
OS BANCOS
EM
PORTUGAL
EU 18T5
REFLEXÕES
SOBRE
O RÁPIDO
AUGMENTO DO NUMERO
DAS
INSTITUIÇÕES BANCARIAS
B
Breve
exame d’eatas instituições
no
fim
do
anno
de 1^75
POR
José
Joaquim
Pinto Coelho.
Vende-se em
Braga
na
livraria
de
Eu
gênio
Chardron.
Preço
.......................
300
rs.
Sociedade anonyma
de
responsa
bilidade
limitada
BANCO
COMMERCIAL
DE COIMBRA
São
avisados os
snrs.
accionistas
d
’es-
le
Banco
a
satisfazerem
a
5
a
prestão
de
10
p.
c.
ou
50000
reis
por
acção
desde
o
dia
11
alé
20
do
corrente
e
das
11
ho
ras
da
manhã
ás
3
da
tarde,
ern
Coim
bra,
na
séde
do
Banco,
no
Porto,
Die-
boa,
e
em
Braga,
nas
egencias
do
mes
mo
Banco.
As
disposições dos artigos
21,
e
22,
dos
estatutos,
vigoram
desde
já
para
aquel
le
dos
accionistas que esteja
em
atrazo
nas
suas
prestações
;
as
regalias
concedidas
pelo
artigo
12
continuam a
subsistir.
Os
accionistas
que
não
tiverem
os
esta
tutos
do
Banco
servir-se-hão
pedil-os
aos
agentes
nas
diversas
localidades.
Coimbra,
5 de
março
de
1875.
Os
gerentes,
Manool
dos
Santos
Júnior
José
Ilarbosa Lima
(2316)
J.
Melchiades Ferreira
Santos.
ATTENÇÃO
Precisa-se
d
’
um
homem para
substituir
um
recruta.
Preço
convencionado.
Carta
a
esta
redacção
com
as
iniciaes
J.
M.
S.
_________________________
(2312)
^
en(’
e
"se
Ufna
casa
fe'
la
de novo,
c
.
om
8
ra
nde
loja
para
armazém.
s
jt
a
na
rua
dag
Agoas, com
n.®
91.
Vê-se
das
9
horas
da
manhã
até
ao
meio
dia.
Trata-se
com
Antonio
Silverio
de
Pai
va,
da
Ponte.
(2314)
Deposito
de
vinhos,
vindos
de
Monsão
Rua
iTInflas rasa n.° 40
BRAGA
Quem quizer
comprar
vinho da
colhei
ta
passada,
vindo
de
Monsão
e armazenado
n
’aquella
rua
e
casa
acima
mencionada,
queira
dirigir-se
ao
proprietário
do
estabe
lecimento
do
Castello, junto
á
capella de
Nossa
Senhora
de
Guadalupe,
onde tam
bém
os
consumidores
o
acharão
a
reta
lhe.
A
sua
qualidade
é
garantida
por
mui
tos particulares
d’
esta
cidade,
que
d
’
alli,
o
tem mandado
vir
para
consumo
de
sua
casa.
(2285)
ATTENÇÁO
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o dia
30
de
No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de
ser agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova,
sahindo
todas
da sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.° 2,
jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1
de Dezembro
de 1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S..
João
n.
*
5,
com-
pra-se
toda a
qualidade
do
metaes,
e
ferro
velho
até mesmo
fundido.
(860)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA
Em virtude
da deliberação
d’assembleia
geral
de
15
do
corrente,
que
approvou
a
proposta
da
direcção
para
a
elevação
do
capital
inicial
de
600
a
1:000
contos,
fa-
zendo-se
para
este
fim
uma
2.
a
emissão
de
400
contos
em 8:000
acções
de
50$000
reis
com
o
prémio de 4$500
reis
por ca
da uma,
a
direcção
no
sentido
e
em
con
formidade
com
o disposto
nos
§ §
2.°
e
3.°
do
artigo
4.° dos estatutos
convida
os
snrs.
accionistas
a
declararem
na
thesou-
raria
do Banco,
ou
na
sua
caixa filial
do
Porto,
desde
15
até
25
de
Março
proximo
futuro,
se
acceilarn
as
acções da
2.
a
emis
são
que lhes
couberem
em
proporção
das
que
aciualmente
possuem
devendo
no
acto
não
só
aprezentar as
acções
que
possuírem
para
se
eflecluar o
rateio,
se
nào
lambem
verificar
o
pagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que accei-
tarem,
e
a
1.
a
entrada
de
25
p.
c
,
ou
12$500
reis por
acção.
A
falta da
dita declaração e
pagamento
no
mesmo acto
será
considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
<]uaes
ficam
de
conta
do
Banco para
as
col-
locar
(nunca
por
prémio
inferior)
quando
e
pela
fórma
que
a
direcção
julgar con
veniente,
d
’accordo
com
o
conselho fiscal,
conforme
foi
resolvido
pela
mesma assem
bleia geral.
Braga 18
de
fereiro
de
1875.
Pelo
Banco Commercial
de
Braga
Os
directores,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
Manoel
José
da
Costa Guimarães
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
(2298)
COROGRAFIA
l’«KTU(ilJEZ4
E
DESCRÍPÇÃO
TOPOGRÁFICA
Do
famoso
reino
de
Portugal,
com
as
noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas
e
to
gares
que
conUm,
varões
illuslres,
Genea
logias das famílias
nobres,
fundações
de
conventos,
calhalogos
dos
bispos,
antigui
dades,
maravilhas
da
natureza,
edifícios,
e
outras
curiosas observações
Autor
o l
’.e Antonio Carvalho da
Costa
Nova
edição copiada
fielmente
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um
iodex
alfabético
de todas
as
freguezias
com
a
declaração
dos
nomes
e
Oragos,
que
aciualmente
tem, nu
mero
de
fogos,
dioceses
e
concelhos
a que
pertencem,
e
correios
respectivos,
o que
a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua Nova
n.°
5,
em
casa
de
Manoei
Joaquim
de Castro
Loureiro.
Preço
(tres
volumes)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
lem
abatimento.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
BE
Antoiiio
Germano Ferreirinhn
NA
Travessa
de
S.
João
.
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas, conçollas,
columnas
para gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de todos os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Paquetes
.
13
de
Março
.
29
de
>
.
13
de
Abril
a sair
de
Lisboa:
|
MONDEGO
.
29
de
|
NEVA
..13 de
|
MINHO
.
.
29
de
BOYNE
TIBER.
DOURO
O
paquete
de
13
toca
em
S. Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O paquete
de
29
toca em S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O
h
preço»
ȉo muito rasoaveiN
Esta companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de todas
as
classes, cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor possível.
Cada passageiro
de
3.
a
classe tem
grátis, belixe
com
colchão
e
roupa
de cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte do
caminho
de
ferro até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimarães.
G
a r
r
e
ir
a
semanal
A
’
s
quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOB
DO
PACIFICO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A
rica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
QUINZEXzlD
PARA PI RAANIBIÍO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
ofTerecido
aos snrs. passageiros
:
exceilente»
comniodo», bom tra
tamento,
bantante espaço para
bngageus e viagens rapina»,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tem gasto
sómente
13 dias de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro do
P
r
to
par
a
Lisboa
1.
* CAMARA
Pernambuco...................................................
Bahia.............................................................
Rio
dc
Janeiro..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
.
. . .
Crianças
dos passageiros
Até
aos
12 annos
meia
passagem.
Até
aos 8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
•
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa um
paquete,
os
passageiros
dc
3.’
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa, comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
i
ereria.
Trata
a
passagem
a
pagará
vista
e
a
prazo
com
fiança.
MWH
K
WIS
D0
ALTO DOUBO
DA
CASA
DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as
seguintes
qualidades
engarrafados
e
aquartilhados
:
de
vinhos
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
150
>
>
>
.
.
.
•
.
190
>
Lagrima
.......................
•
.
200
»
Branco
de
meza.
.
.
210
tinto
de meza
fino.
•
.
270
>
de
prova secca.
.
.
.
300
JÒ
Malvasia
de
2.
a
.
.
360
»
velho. .
.
.
A
.
400
Bastardo
.......................
.
500
Abril
Maio
3.
a CLASSE
2.
* CAMARA
áOâOOO
40&000
45&000
54&000
126&000
81S000
90&000
90&000
90&000
189&000
108&00I)
117&000
121&500
157&500
308&500
»
Moscatel
....
. .
.
500
b
Malvasia ....
...
500
»
Roncão
....
...
700
b
Alvaralhão
.
.
.
560
#
Velho
de 1854.
.
...
600
A
RETALHADO
Vinho
part
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
Unto e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
N’
esles
preços
nãa fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará
ou pagará
50
reis
por
cada
uma.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
(Tassenlamento
e
coupons.
(I)
COMPANHIA
EDIFICADORA
E
INDUSTRIAL
BRACARENSE
Acha-se
definitivamente
organisada
n
’
es-
ta
cidade
a
companhia
denominada
—
EDI.
FICAOBRA
E
lADlSTRI AL BRA-
CAREVSE.
O fundo
social
da
companhia
é
de
1:000:000^000
réis
em
10
séries
de
réis
100:000^000
cada
uma,
sendo
por
emquan
to
emittida
apenas
a
l.
a
em
4:000
acções
de
25^000
réis.
Os
fins
da
companhia
são
:
1
o
Adquirir
terrenos,
e
n’
elles
edificar
iredios
urbanos modestos,
differentes
typos
e
tamanhos,
e
alugai
os
ás
classes
pobres,
operarias
e
remediadas
:
2. °
Comprar, alugar
e
vender
prédios,
quer
no
estado
em
que
forem adquiridos,
quer
depois
de reparados;
3. °
Negociarem
maleriaes
de
constru-
cção, principalmente madeiras,
e
adquirir
por
compra
ou
arrendamento
jazigos de
materiaes
proprios
dos
intuitos da
presen
te
companhia
;
4.
°
Montar
machinas
de
serragem,
moagem,
carpinleria
e
fundição
movidas
por vapor
ou
por
agua
;
5.
° Construir
edifícios
públicos
ou
par
ticulares
em
qualquer
ponto
do
districto
;
6.
e
Administrar
e
íiscalisar,
mediante
convenção
prévia,
os
que
por
conta
alheia
forem
feitos
n
’esta cidade
ou
nas
suas
immediações,
assim
como
mediante
a
mes
ma
convenção,
dar
consultas, elaborar pla
nos
projectos,
praticar
e
tomar
a
seu
cargo
todos
os
trabalhos
da engenharia
e
archi-
lelura
;
7.
’
Proporcionar
ás
classes
laboriosas
um
meio
facil,
moral
e
suave,
de
adqui
rirem,
segundo
suas
necessidades
e
aptidões,
uma
casa
própria
de habitação,
mediante
maiores
ou
menores
entradas
no
acto
do
con
tracto,
e
mensalidades,
annuidades
ou
pres
tações
á
vontade
da
parte,
até
preencher
a
soinma
estipulada
;
8.
°
Iniciar ou
desenvolver
qualquer
me
lhoramento
publico,
como
exploração
e
abas
tecimento
de
aguas,
saneamento da
cidade,
abertura
de
talhos
de carnes verdes e qual
quer
outro
ramo
de
industria
convenien
te
aos
interesses
da
companhia
;
9.
°
Crear
e
sustentar,
quando
as
cir
cunstancias
o
permitiam,
uma
escola
noctufc
na
de aprendisagem
de
operários.
A
abertura
para
inscripção de
acções
da
presente
companhia
terá
logar
no
dia
12,
e
não
nó
dia,8
do
corrente,
como
anterior-
mente
se
tinha convencionado,
por
se
não
acharem
promptos
os
impressos,
em
Braga
nos
escreptoiios
do
Banco
do
Minho
e
Banco
Commercial,
e
em
casa
do
snr.
João
Augusto
da
Cunha,
no
largo
do
Ba
rão
<le
S.
Martinho.
As
acções
são
transferíveis
até
á
rea-
lisação
de 50
p.
c.
de
seu
valor
nominal
e
a
ratificação
do
acto
da
inscripção
é
de
5
p.
c.
ou
1^250
réis
por
acção.
D
’
enlre
os
abaixo
assignados,
socios
instaladores,
será
constituído
o
corpo
di
reclor
da
companhia
Braga
2
de
Março
de
1873.
OS
INSTALADORES
José
Maria
Rodrigues de
Carvalho.
Visconde
de
S. Lazaro.
Jeronimo
da
Cunha
Pimentel.
Henrique
Guilherme
Thomaz
Branco.
Francisco
de
Campos
Azevedo
Soares.
Henrique
Freire
d
’
Andrade.
João
Carlos
Pereira
Lobato
Francisco
Casimiro
da
Cruz Teixeira.
Anlonio José
Gonçalves
Braga.
Frederico
Augusto
Pimentel.
Francisco
da
Silva
Araújo.
João
de
Mello
Falcão.
José
Alves
de
Moura.
Gonçalo
Antão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
João
Anlonio d
’
Oliveira
Braga.
Joaquim
Pereira
da
Cruz.
Fernando
Castiço.
(2325)
José
Cardoso
de
Carvalho, vende
on
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e pensões que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e
Br^ga.
Tiala-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira
,
rua
do
Souto.
(2226)
braga
:
typographia
lusitana
— 1875. - É o formato de
-
comerciominho_11031875_320.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)