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3.’ ANNO 1375
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
322
Àssigna-see
vendc-se
no
escrip.orio
do
kditor
e
proprietário
José
Maria Dias
da
Cosia,
rua
Nova
n.° 3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
j
correspondência
franca
de
por’.e
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
idiantadas;
assim
como
as correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
WJ
SB
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1$600
rs.=Semestre
850
rs.=/
?
ne
n?,-
cias,
anno
2^400 rs e sendo
duas
4&000 rs.=Semestn 1S25Ô
rs.=/?razí/,
anno
4^400
rs.=Senaestre
2&300
rs.
moeda
forte
oulO&OOO
reis
e
õ&oOO
reis
moeda
fraca.
—
Ãnnuncios por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assigoantes
%
d’
abatimenío.
BRAGA—TERÇA-FEIRA 1G BE
MARÇO
SiisceBHos
de
Iliapanlia.
Acabamos de receber
o
jornal
«L
’
Union»
de Paris,
de
segunda
feira
8
do
corrente,
e
n’e!le
deparamos
com
o seguinte tde-
grarnma
de
origem carlista
:
«Esiella 5
de
março,
ás
3
h.
da
tarde.
A
conspiração
que
Cabrera
tramava
contra
o
partido
carlista,
acaba
de
ser
felizmente descoberta.
Debalde
tentou
elle
subornar
nossos
chefes
e
voluntários
com
o
dinheiro
recebido
do
governo
de
Ma
drid.
Foi
desmascarada soa alia
traição.
E
’
immensa
a indignação.
O
exercito
e
o
povo
acclamam
e
glorificam
o
rei
Car
los
VIL
Larzal».
A
surpresa
d’
esia
noticia
inspiroo-no»
profunda
sensação dolorosa por nos
des
terrar
d
>
espirito
o
respeito
e
a
admira
ção
que
desde
tenra
edade
consagrávamos
ao
heroe
de
Mordia.
Para
os
homens
que
pensam,
que
crêem,
que
se
eolhusiasmam
em frente
das
paginas
d’
oiro
escriptas
com
a
espada
brilhante
de
nru
heroe. é
sempre
excru-
cianle
o
espectaculo
de
ver
assombradas,
em
um
momento,
«qucllas
paginas
e
em-
baça
lo
o
brilho
d
’aquella
espada,
que Con
stituíam
uma
lenda
immorredour
a
entre
os
povos
em
cujo território esse
heroe
obrou
prodígios.
E’
triste
presencear
como-
se
precipita
na
execração
da
historia
um
nome
qoe
a
hislori-i
parecia
ter
gravado
em
cara
cleres
indeleveis
!
E
’
triste
ver
riscar
com
uma
infjmii
o
nome
que
estava
esculpido
com
gloria
!
E
’
triste
ver
que
no
ultimo
quartel da
vida
provoque
a
indignação
pu
blica
quem na
sua
primavera
se
cobrira
com
os
luurus
da
vicloria
conquistados
nos
camp»s
da
batalha pela
força
das
crenças,
do
génio
e
da
espada
!
Sic
transil
glo>
ia
mundi
!
Mas
se
o
lucto
nos
cobre
a
alma
po»
tão
lamentável procedimento,
lambem,
por
oulro
lado,
se
nos
alegra
o
coação
por
observarmos
que
nem
jogando
a
ultima
partida
—a
infamia da
mais
negra
e
revol
tante
traição—poude
o
allonsísmo—
esse
ul
timo
arranco
da
revolução
h«spa<-hola
—
'
conseguir
vantagem
alguma
sobre
os bra
vos
e
fidelíssimos
voluntários
que,
pela
cau
sa
tres
*
eses
santa—
da
rrhxião,
do
rei,
e
da
pitrta
—
offerecem
e
derramam
o
que
o
homem
possue
de
mais querido
na
terra
—
a
fasenda
e
a
vida.
E
um
symploma
iufal
ivei
da
vicloria.
E
’
mais um
e
talvez
o
ultimo
desengano
dos
que
cuidam
que podem grangear
triun-
lu,s
laceis
fasendu estampar na
fronte
de
um
heroe
do
passado
a
ignominiosa
le
genda
da
traição!
E’
mais
uma prova
inconcussa
de
que
onde
e-lá
o
dedo de
Deus
está
a
felici
dade,
e
a
alègria,
e
a
vicloria.
Digitas
Dei!
RevoLe-se
em
diabólicos
planos
a
revolução,
e
lodos
se
descobrem,
se
Irustram,
e
se dissipam,
como
urna
nuvem prenhe
de
raios
se
dissipa dos
céus,
varrendo-a
os
zephiros
do
norte.
Digitus Dei
!
-Só
o
dedo
da
Providen
cia
guia
e alenta
os
bravos
restauradores
da hg
tiinidade
hi-pauhola, e
com
tila
a
legitimidade
na
Europa.
Digitus
Dei
!
E
basta.
Cmifiando
n
’
elle
deveras,
eis
a palma
da
vicloria
finjil
comno
*
co.
C.
V.
A
cxgiíâeação do
Catlieeigmo peio
M.
R. Abbade
Giaitloi».
E’
muito
triste ver
um
homem
que
nãu
sabe
dar
razão
das
suas crenças
ou
defender
as
opiniões
que
pos»ue.
Crer,
sem>saber o que
crê,
ou
a
natu
reza
do
objecto da
sua
crença,
quando
não
é
signal
de
uma
iuteiligencia
limita
ria,
é
indicio
de
culpável
desleixo
ou
in
cúria.
Credulidade
não
é
fé;
e
a
convicção
que
na
*
ce
de
um
verdadeiro
conhecimen
to,
d’
aquelle
conhecimenio
que
nos
é
for
necido
pelo
exame,
pela
investigação e
pe
lo
recto
e
bem
dirigido exercício das fa
culdades inteliectuaes. não é
convicção’
,
mas
sim
uma
confiança
apalbica
em
um
apoio
incerto,
de
cujas
condições
de
ffr-
mezi
r
estab
lidade
o
imliflerentismo
nào
nos
move
a
curar.
E
’
o edificio
levantado
sem
alicerces
e«)
terreno
arenoso,
prompto
a
desmoro
nar-se
ao
primeiro
ímpeto
da
lortneola
baimal;
sem
consi
*
lencia
para
poder
re
sistir
au
embale
da
tempestade
invernosa.
Este
es'ado
rachilico
de conhecimen
tos religiosos
acha-se
todavia
mais
gene-
ralisado do
que
se
imagina,
principalmen-
te
em
Portugal.
E
’
em
observando
esle
fenomeno que
os
aggressores
do
Chrislianistno irem-lhe
lançado
em
rosto
o
sarcaslico
—
Credo
quod
absurdum—com
que
pretendem
meiler a
ridículo
as
crenças
do
povo
catholico.
Coriba
esUs
e
outras
armas
com
que
o
cOílumarn
aggredir,
deve
o
catholico
e'tar
prevt-uido;
e
o
meio de
se
preve
nir
é
mstrumdo-se
nas
verdades da
reli
gião
que
professa e em saber dar
a
ra
zão
'las suas
crenças.
Ila
muitas
obras
escriptas
por
varões
abaíisados
que
Iractam
d’
rsies
pontos
sum-
tiMiuenie
importantes para
to<lo
o
ebris
Ião,
ftirneceodo-llre
as
armas
jfiensivas e
defensivas
de
que
necessita
como
soblado
da
ciuz
e
membro
da
milícia
de
Chrisio;
umas
porém são
em
muito
extensas
e
ou
tras
em
demasia
re.-triclas.
Pila
casa
Cbardroo
acaba de
ser
pu
blicada
uma
obra
que
reuoe
em
pouco
e>paço
uma
grande
cópia
Ue
informações
sobie
ponclus
de
duutrina
e
moral
chns-
tã,
obra
de
nola»el merecimento
e
a
nos
so
ver
em
nada
inferior
ao
bello reper-
loii.)
de
deutrni
chustã
du rev.
0 Aimé
Martin
que
tão
ap<ecia'o lem
sido.
E
’ esta
obra
a
explicação
do
Cathe-
cismo
pelo M
B.
Abbade
Guillois,
e ver
tida
em
porluguez p-lo
reverendo P.
ho
-
cho
de
Cacia,
o
snr.
Francisco
Luiz de
Seabra,
filho
do
digno
par
do
leino
e
quondam
lerlor
da
universidade de
Coim-
Ina
o
snr
visconde
de
Seabra.
Esta
obra
du
reverendo
Guillois
me-
leceu
a e-pecial
approvação
de
Sua
San-
clidade
Pio
IX
e
da
illustiadissima
hierar-
clua
catliqlica
da
França
;
e
a
versão
por
lugueza
é
ornada com
uma
carta
appro-
vaioria
do
t'xc.
“
‘
°
e
iev.
,n0
snr. Bispo
Goude.
D. Manuel Correta
de
Bastos Pi
na,
cuja
muita
e
reconhcc.idissima Compe
tência
para
avaliai
o
mérito
de
qualquer
obra
religiosa
sàu
suíliciente
garantia
da
mesma.
t.onsia
a
obra
do
Padre
Guillois
de
ires
volumes
nitidamente
impressos
e
cui-
dadosamtnle
revistos,
em
que
se
encon-
iram
a
definição e
explicação
dos
misté
rios de
r-ussci
fé,
dos
nios
e
ceiemo-
nias
da
Egreja,
assim
como
de
diversos
puuctos
de
mordi,
enriquecidos
com
ci
tações
de
vários
«uctores
sagrados
e
pio-
fanos
que
se
leem occupado
de
ponclos
relativos
á
instituição
e progressivo
desen
volvimento
do
Clirislianismo até
aos
nos-
*os
dias.
Esla
utilíssima
obia tem
a
grande
vantagem
de
ser
de
máximo
proveito
pa
ra
o
educando
como
paia u
docente; por
que
'se
para aquelle é
um
compendio
ou
de possa
colher
muna
matéria de inslruc-
ção,
para
este
serve
de
vale
mecúm
ou de
prompto
expositor,
a que possa
em
um
mumeoio
recurrer
em um
d
’esses
casos
fortuitos
ue
que nenhum prufessor,
por
mais
habilitado
que
seja,
eslá
exemplo.
Todo
o
christão
tem
não
só obrigação
de
saber
as
verdades
da
religião
que
pro
fessa
mas
lambem
de
dar
razão
das
soas
crenças
e
saber
defeodel-as
em
caso
de
necessidade.
Po<-
isso
é
que
o
Apostolo
recommen-
da
insiàtilemenle aos
seus discípulos
que
estejam
sempre
promptos
a
responder
áquelles
que
lhes
pedissem
a
razão
da
sua
esperança.
Parati
eslole
semper
ad
salisfactionem
omni
poscenli
vos
ralionem
de
ea,
quce in
vobis
est.
spe.
(I
S.
Pedro.
III.
15
)
«E^tae
sempre apparelbados
para
res
ponder
a
todo
o
que
vos
pedir
razão
d’
aquella
esperança
que
ha em
vós
»
Instruamo-nos
pois,
pela
leitura
de
bons
livros
que
nos
edifiquem
e
illumi-
nem
a
nossa
fé,
afim
que
a nossa
igno
rância sobre
e^le
poncto
uào
forneça
aos
nossos contrários motivo
para
escarnece
rem
de
nós,
e
nos
censtitua
um
ludibrio
e
uma
irri-ão no
meio
dos
levianos
que
de
tudo
mofam,
e
que
de
»i
mesmos
se
ririam
se
soubessem
a
triste
íigura
que
fazem.
R.
G. WOODHOUSE.
das
plagas africanas são o
cautério
do
crime.
A
lei
—
como
a
temos—
castiga,
mas
não
regenera.
A
lei
impõe
a
mune
desesperançosa,
mas
não
lalha
novo e
melhor
caminho
pa
ra
os
transviados.
A
lei
aponia
ignominias,
mas
não
re
põe no
seu
logar
o
cidadão
honesto
e
hon
rado.
Tomemos
folego,
e
olhemos
com
dôr
para
este
quadro que por ahi >e
nos
mos
tra.
Invoquemns
as
almas
nobres
e genero
sas
que
esião na
emiuenrij
tios
poderes
públicos. Invoquemos
os
homens
de
boa
vontade. Invoquemos cs
apostolo^
de
to
das
as
ideias
grandiosa».
E
’
tempo
de
se
levantar no
paiz
om
b
r
ado geral
a
fivor
de
um
sistema <le
pri
sões
mais
humanitário de
maior
regene
ração
e
luz
para
os encarcerado
*
.
Não
nos
deliciemos »ó
com
o
aspecto
garrido
e brincào
da
locomotiva, levante
mos
os olhos
para essas
mas»as
sombSias
(pie
eslancearn,
d
’
onde
a
onde,
que
es
condem
muita
lagrima
e
mui.ia
mLeri;>, e
digamos
com
o
coração
cloio
de
afiecto
:
—
lambem
alli
residem
homens,
que são
nossos
irmãos;
vi»ern
u
.
h
trevas, mas
levemos-lhes
a
luz;
nào
lhe»
roxeemos
os
pulsos, illuminemos-lhes a
alma.
. ■
■——
In»
brado claristão.
Agora
que,
mais
do
que
nunca
se
fal
ia
em
progresso
e
civilisação,
agora
que
pelas
cidades
e
aldeias
rodam
carros,
sil
vam
locomotivas,
zumbem
milhares
d.e
vo
zes.
pregoeiras
de
melhoramentos
male-
riaes: seja
licito
a um
obscuro
e
hu
milde
obieiro, nas
lides
da
imprensa,
le
vaular
um
brado a
favor da
relorma
das
prisões.
Ninguém ignora
o
estado
lastimoso
e
deplorável
d
’esles
edifícios,
que,
em
geral,
mais
parecem
destinados
para
irracionaes
do
que para
entes
humanos.
Passa-se
ao
Lido
do
-'prisão,
e
de
lá
•ae
uma
corrente d’
ar
nauseabundo
e
in
fecto.
Cá
fóra
luz, e lá
dentru
Ceva
*
!
Cá
fóra o
chilrar
das
aves,
e
lá
dentro
nem
um
conforto
sadio
para
o
corpo
e
para
a
alma
!
A
prisão
está
convertida
em
antro,
a
correcção
em
supphcio
!
O desgraçado
que
vae
para entre ferros
é
como
se
fosse
fespiiar
miasmas
sobre
uma sepuliuia.
E
todavia preza-se <le
hu
manitário
esle
século.
Abundam os
Los
pilaes
e
os
asilos.
A
uíficina
soccorre o
homem
do
trabalho.
A
mão
,
caridosa
es-
cooiie
a
esmola
no
seio-
do
pi>bte
—
Nào
faltam,
por
certo,
espirit
as
levantados
que
saibam comprehender
o
bem
nas
suas
mais
esplendidas
manifestações, e
que
o
váo
espalhando,
n
bremente,
á custa de
mil
sacrifícios.
Para
estes
batalhadores
in
cansáveis
é
dura
e
aspera
a
vida,
mas
o
futuro reserva-lhe
uma
recompen-a
-
a
im-
mor
lalidade.
Porém
que
é
o
que
se
lem
feito
a
favor
dos
encarcerado»?
Que
lei
humanilaria
se
lem
posto
em
pratica
para
melhorar o
nosso
sistema
de
prisões
?
Por
emquanto,
não
vêmos
senão
a
en-
xoxia
com
lodos
os
seus
horrores : o
ar
uisalubie,
a
creança
junia
ao
assassino,
o
pequeno
criminoso
ao
lado
do
grande
criminoso.
<-
Por
emquanto,
ainda
o
ar
puro
não
de
sinfecta
o
interior
das
prisões.
Por
emquanto,
ainda o
sol brilhante
da
regeneração
moral
ê
social não leva a
vida
de
consolação
aos
desventurados
pre
sos
.
Por
emquanto,
ainda a
escola
e
a
ofii
cina
não
'eem
distralur
os
ocios sombrios
da
masmorra.
Por
emquanto,
a
doce
esperança
de
melhores
dias
não
vem
rejubilar
as almas
do-<
criminosos.
Os
miasmas
do
cárcere
e
os miasmas
(Estrelia
d'Alva).
il.
DE C.
ILlghem 13 de atsarç»»
/
Correspondência
particular
)
Não
lhe
lenho
escripio
pelas causas
que
explicarei
em
ca»
t.»
particular
au
pro
prietário
d
es
*
a
foiba.
c.mqu
;»oi<;
a
poiiti-
ca
oceupa-se
a
camara dt.s
deputados
com
a
discussão
dos
C<>mmho»
de
leno d.,s
Beira
*
e
Algarve, sendo
co<nt
*
é
pruvav-d
e
logicó,
qoe
cada
deputado
»>
peça
para
as
suas
iocalidaites.
Ni
e>peci
dida<ie
abrio
o
debate
o
deputado por
Viz.{> Luiz
de
Campos,
e
fel-o
em
boa
fórma,
e
de tuu-
do. que ainda ne..hum d.s
uiini»tedae
*
lhe
destruiu a
argumentação.
O
debate
continua
tendo
áce>ca
<b
l!e
t-.mado
a
pa
lavra
o
snr. Alves PrfSso»,
que
pedju
a
continuação da
unha
de
Braga
a
Traz
os-
Montes
U
debate
continuará
ainda
talvez
pela
semana
que
vem.
Como sabeis,
o
snr.
miuiblro
do
reino
apresentou
logo
no
começo
um
projecto
sobre
a
inslrucção
publica,
m,'s
a
commís-
são
alteiou-lbe
prohindame.uie a
iudob1
,.
mandando
qtie
a
despeza
da
vscolia
seja
por
conta
dos
concelho»
Nâo
lem
em-
menda
esta boa
gente,
e
não
se
lembram
qoe em Hispanha
o»
prole-sores
para
dei
xarem
de
morrer
de
f»me
liberam
que
la
zer
com
que
u
governo
central
lhe
pagasse.
Tombem
os
senhores
da
commissãó impmm
ás
irmamlade»
o
imbuto de
*
5
(í
c.
de
seus
rendimentos. Eu
»ernpre çt cgunlarei
:
e
aquellas-
irmandade»,
que já
sustentam
t
s-
coias
a
expeusa-
»;.as?
E
as
que
vivem
»ó
de
esmolas,
e
não
leem
outro
rendimento,
que
é
só
dado
pa
ra
o
culto?
D
estas
cousas
talvez
se
não
lembrem
os
senhores
da
cominis-ao
E»la
geme
nada
quer
da
Egreja,
mus
va,e
sempre
apanha,
do do
que ella lem.
O
snr.
Ca»al
Ribeiro apresentou
um
projecto
de reforma
sobre a
admissão
dos
Paies,
restringindo-o»
a
certas Calhegmias
e
pedindo
o
curso
scit
diiíícd
da
universi
dade
e
escolas
superiores,
uào
contando
u
este
nuintio os
insiiiutos
de
agiicuitu-
ra,
nem
o
industrial,
nem
o
curso
supe
rior
de
letra»,
a
prupo&la aiudu
torna a
camara
mais
aristocrática do
que
é
Como
não íhe
escrevi
a
seioana
passa
da
nào
pude
dizer-lhe
o final
da
inlerpei-
lação
do
snr.
bispo de Vizen
sobre
o
con-
Hieto
de
Bragança
;
basta
saber
que
o
pre
lado
conservou-se
na
sua
altura,
que
o
ministro
da
justiça
fez
liasco,
como
.lam
bem
o
fez
o
conde
do
Casal,
quando
en
trou
na questão
canónica.
•
O
«Jooal
do
Commercio»
torna
a
ler
accessos
de
clerofobia.
Anda
a.
grilar
de-
saforadamente
porque
o
duque
de
Abranles
e
Linhares,
vae
na
quinta
das
Larangeiras
levantar
unia capella e
ler
lá
uns
padres,
que
ora
diz
jesuilas, ora
lazarislas...
Parece
que
os
vermelhos de casaca
sem
pre
preparam
trabalhos,
para
que
na ca-
mara
haja
inlerpellação
ácerca
d
’
esle
as
sumpto.
Eslão
preparando
a
egreja
para
o
Sep-
lenano
das
Dôres,
que
começa áinanhã,
visto
esle
anuo
resar-se
das
Dores
no sab-
bado 20.
pelo m
uivo
de
na
sexta-feira
19
haver
festa
a
S.
José,
qne
prefere
por
rito
maior.
Do
que me
consta
ha
Septeoario
nas
seguintes igrejas:
Santo Antonio (do
Carmo),
parochias
de S. Nicoian,
Sacramento.
Santa
Justa. Encarnação,
Martyres,
S. Mamede
e
Santos,
e
nas
ermidas
das
Dôres
em
Belem,
Boa
Morte.
Boa
Nova
e
na
eapel-
la
real
da
Conceição Velha.
Eslão
adoplados os
estatutos
da
nova
Caixa
de
Empreslimo
Lisbonense,
fundada
com
intuitos
eguaes
á
Economica
Penhoris
ta
do
Por lo.
Preseguetn os
trabalhos
para a
com
panhia
de
edificações,
tanto em
Lisboa
co
mo
fÓfi.
A
policia
acaba
de
prender
duas
crian
ças,
que
pediam
esmola
no
Arco
do
Cego.
Conheceu-se
que
eram
de Mangualde, don
de
vem um
enxame
d
’
ellas
para
Lisboa,
todas disformes, tortas,
aleijadas e
cegas,
declarando
algumas
d
elias
que
eram
as
sim
porque
as
aleijaram para
commercia-
rem
com
ellas.
Não
haverá
em
Mangualde
administrador
do concelho?
E
o ministro
do
reino não
dirá
nada a este
respeilo?
O
que
lem dito a
imprensa
sebre esta
pa-
lifâDa sem
nome?
Dizem,
que
a
policia
descobriu
um
roubo
importante
praticado
por
uma
expos
ta
da
Santa
Casa,
que
eslava
servindo
no
domicilio de
um dos
trunfos
políticos,
mas
que o
negocio
eslá
atabafado
porque
na
casa
do
lai irunfo,
deixavam
andai
a
ex
posta na
roa
em
recados,
o
que
é
con
tra o
regulamento,
e
que
por
isso
se
faz
silencio
no
negocio.
Julgo
que
entre a
meza
da
Misericór
dia
e
alguns parochos,
ha
polemica
por
causa
das
ceilidões,
e
pehs
informações
que
lenho,
as,
rasões eslão
da parte
dos
parochos.
Alguns
julgo que
eslão
na
re
solução
de
oão
encher
os
impressos,
sem
passa
*
-os
no
papel
sellado
para
evitar
du
vidas.
Dizem-me
que
o
empregado
da
ro
da
faz
ás
vezes
exigências
desarrasoadas.
Basta
que
tenha
láo boa
educação
como
o
das
creadas
;
nào
é
necessário
mais.
Quando
haverá
um
ministro
que
cum
pra
a
lei de
1851,
entregando
a
adminis
tração
da
Misericórdia
de
Lisboa
a
seus
legítimos
possuidores,
á
—
irmandade
?
Funcciona
já
a padaria
do
Asylo
da
Mendicidade,
da
qual
poujeo ou
nenhum
lucro
tirará
o
asylo.
Vae em
progresso
a
lavandaria
esta
belecida
em
Lisboa.
Agora
projecta-se
dar-
lhe
maior
desenvolvimento.
Já
eslá
fuuccionan
io
a
Caixa
de apo
sentações.
Darei
sobre
ella
esclarecimen
tos.
O «Joroal
do
Commercio»
e
«Diário
Popular»
d*
hoje.
trazem
furiosos
artigos
contra
o
revd.0
prior
dos
Anjos,
porque
este
dando
a
ctmmunhão
conheceu
estar
na
egreja
o
snr.
Kandal,
protestante,
e
que declarára
qne
nao
podia
continuar
a
administração
porque
aquelle
snr.
se
acha
va
ali.
A
senhora,
que ê
catholica
levan
tou-se,
e
seguiu
seu
marido,
corno
é
cos
tume.
Vera
agiya
as
itiveclivas
do estillo,
e
o
labeo
de
que
se
pediam
esmolas
a
família
d
’
elle
e
que embora
os
pedidos
fos
sem
dirigidos
á
mulher, o dinheiro
era
do
maculo.
A
’
manhã,
sei,
contioúa
a
grita,
nos
outros
jornaes, porque
unta
commissão
de
patriotas
tem andado
pelas
redacçÕes
a
exigir
reparação,
de
modo
que
pela
lheo-
ria
d
’
esta
geale,
no templo
catholico póde
entrar
o
bereje
sem
que
haja
o direito
de
lhe
dizer
:
saia?
Onde querem
ir?
REVISTA
ESTRANGEIRA
A
noticia
de
maior vulto que
hoje nos
trazem
os
jornaes,
vae
na
secção
princi
pal da
nossa folha.
Occupa-se d’ella
um
nosso
collaborador
disiinctissimo.
Para
alli
remetlemos
os
leitores,
e
passemos
ao
pou
co
que
Ibes podemos
apresentar.
—Do <C.
da Tarde»:
Una
despacho
telegráfico
de
S.
Sebas
tião
á
«Union»
diz. o
seguinte.
S. Sebastião,
6
de
março.
—
«Falh-se
de
uma
concentração
carlista
nas
frontei
ras de
Biscaya e
da
província
de
Santan-
der.
O
general
Loma
prepan-se
para
en
viar
reforços
ao
general
Villergas,
que
está
perlo
de
Bamales, cobrindo Santauder.
Esta
manhã,
um
comboio
importan
te
foi
conduzido
para
Usurbil
e
Orio.
Os
carlistas
ameaçam
seriamenle esle
ultimo
ponto.»
—
Este
lelegramma
é.
importante,
não
só
porque
é
«
confirmação,
de
que
os
carlistas
tomam,
em
toda
a
parte, a
of-
fensiva, senão
lambem porque
Orio
sé
riamente
ameaçado
pelos
carlistas,
é
pon
to
onde
se
tem
disputado
a
passagem
de
Loma,
e
onde
já tem
soflrido
diversos
de
sastres.
Por
outra
parte,
dos
difterentes
tele-
gfarnmas,
que
encontramos
no
«Quartel
Beal», vê-se
qual
é
o
estado
do
exercito
«liberal»,
d
’
oode se
eslão
passando
mui
tos
soldados
para
o
de
D.
Cados.
—
Estella
2.
—Hoje de
madrugada
apre-
sentaram-se no nosso
campo
17
soldados
e
um
commandante
do
exercito
inimigo,
que
ba em
S.
Chrislobal.
—
Idem 3
—Apreseotou-se
hoje
a
S.
Mageslade
o
príncipe
de
Roumelia,
Coos-
lamino
de Gika,
que
vem com desejo
de
servir
no exercito
real.
Quando
o
Rei
chegou
do
passeio,
al
guns
soldados
prisioneiros
sollicitaram
de
Sua
Mageslade
licença
para
entrarem
no
serviço
da
sua
causa.
Também
hoje
houve
algumas
apresen
tações,
e
lodos
aflirmam
que
o
inimigo
está
acovardado,
e
falto
de
muitas
coisas
indispensáveis na
guerra.
—
Figueras,
6
de
março. —
«Houve
um
serio
combale entre
Bagnolas
e
Gerona.
O
general
Cirtol
foi
batido
pelas
forças
de
Savalls
e
Huguet,
e
retirou
para
Gero
na
com
perdas
consideráveis.»
A
noticia,
que
ha
dias, demos
da
en-
entrada
dos
batalhões aragonez^s em
Ca-
rnena
e
das
perdas
que
soflreram
n
’esse
ataque
as
forças
«liberaes» é confirmada
senão
plenamente,
ao
menos
atlestada pe
los
jornaes
de
Bayonoa.
«O
brigadeiro
Boet,
com
os
batalhões
aragonezes
entraram
em
Cariãena
e
acres
centam
que
aprisionaram 300
soldados
e
500
voluntários-
da
liberdade.
Todo
o
ma
terial
caiu em
poder
dos
carlistas.
A
noticia
porém
ainda
carece
de
con
firmação.
»
O
lelegramma
da
Havas
expedido
hon-
tem
de
Madrid
dá
como
derrotadas
as
forças
de
Ceuia,
Cucala e
Vallés.
Ora
em
relação
a
esse
«feito
d
’
armas»
diz
o «Eco
d
’Espana»:
<Por
noticias
que
circulavam em
Cas-
tellon
sabia-se
que
a
colnmna
Morales
Reina
«havia
sustentado» algumas
horas
de
fogo
com
as
forças
de
Cucala »
O
lelegramma
e
um
supplemenlo
a
es
ta
«lacónica»
noticia.
tio
até
serem
votadas
as
leis
de
impren
sa
e maires,
escolhendo
’estes tanto
quan
to
possivel
nos
conselhos
muuicipaes.
Fa
rá
energicamente respeitar
a
constituição.
Chama
a
si
os
moderados
de
todos os
partidos.
Pede
á
assembleia
que
se
não
approva
o
programma
o
declare
immedia-
tamenle.
Apphusos
do
centro
e parte
da
direita,
e
sile«cio
da
esquerda.
Não
hou
ve
votação
sobre
o
programma.
Continuou
o
discurso
sobre a
lei
dos
quadros
do
exercito.
Depois
foi
levanta-la
a
sessão.
Paris
12
—
Todas
as
esquerdas
appoi-
aram
o
gabinete
posto
que
os
radicaes
fi
cassem
descontentes
com
a
declaração
mi
nisterial.
Por
consequência
o
governo
lem
certa
grande
maioria.
Idem
13.
—
Var^os
jornaes
republicanos
manifestam
a sua
decepção
pélas
declara
ções
ministeriaes.
O
conde
Arrnand
ministro
da
França
em
Lisboa
foi
nomeado
cominendador
da
Legião
d
Honra.
Madrid
13.—A
«Gaeela»
publica
o
de
creto
reformando
a
bolsa.
No
bolsim de
hontem
o< fundos
inter
nos
estiveram
a 15,80
GAZETILHA
Telegrammas da
Agencia
Havas
Paris
11.
—
O
«Jornal
oflicial»
publica
rá
hoje os
decretos
nomeando
o
novo
ministério,
que
é
compostu
da
fórma
se
guinte:
Buffet, vice-presidenle
do
conse
lho
e
ministro
do
interior;
Dufaure,
mi
nistro da
justiça
;
Léoo
Say,
ministro
da
fazenda
; Wallon,
ministro
da inslrucção
publica
;
Visconde
de
Meaux,
ministro
da
agricultura
e
do
commercio.
U
visconde
de
Meaux
faz
parle
da
direita
da
assem
bleia.
Conservam
as suas
pastas:
—Duque De-
cazes,
ministro
dos
negocios
estrangeiros
;
general
Cissey,
ministro
da
guerra;
Al
mirante
Montaignaa. ministro
da
marinha
;
Caillaux,
miuiítro
das
obras
publicas.
O
duque
de
Audiflrel-Pasquier
será
elei
to
presidente
da
assembleia.
—
Assegora-se
que
é
este
o
program-
ma
do
ministério:
dissolução
da
assem
bleia
no fim do
outono;
eleições
por
de
partamentos;
levantar
brevemente
o
esta
do
de
sitio,
excepto
em
Paris,
Lyon
e
Marselha;
oão
demillir
nenhum
funccio-
narie;
nova
lei
de
imprensa
armando
o
governo contra
as
publicações
revoluciona
rias.
Provavelmente,
será
communicado áma
nhã
á
assembleia.
Versalhes
42.
—
Buffet
leu á assembleia
um
programma
político
muito
conservador.
Tranquiiisa
a
opinião
dos
funccionarios
con
tra
a
inlerpellação de
que
foram
objecto
as
leis
consiitucionaes.
Diz-se
que
as
populações
serão
ethcaz-
mente
protegidas
contra
as
paixões
sub
versivas
;
que
eooservará
o
estado
de
si
Aos
asfignanles
d'esle jornal, e
áquelles
que
o
eram
do
Futuro,
os
quaes
são
con
siderados
lambem como
nossos
assignanles,
rogamos
o
favor
de
mandarem
satisfazer
o
seu
debito,
o
que
podem
realisar
enviando-o
em
‘
valles
do
correio, ou ordens
pelos
agen
tes
dos
Bancos
d’esla
cidade,
ou
entregan
do-o
aos
nossos
correspondentes.
Esperamos
lambem,
nos
avisem
quando
verifiquem
qual
quer
entrega e
se continuam
ou
não
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar
a
reiteradas queixas
que
se
nos
leem
feito
quer
de
lerem
pago,
ou
mandado
suspender
a
remessa,
o
que mui
tas
vezes nào
chega
ao nosso conhecimen
to.
resolvemos
publicar,
em
secção
especial,
os
nomes dos
snrs.,
que
remellerem carias
á
administração
d
*
esle jornal,
pospondo
aos
nomes
a
palavra
—
recebemos—,
quando se
ja
remessa
de
dinheiro,
e
esfoulra—
scieo-
tes—
,
quando
sejam
avisos, ele.
Lnusperenne. —
Expõe-se
hoje
na
egreja
de
S.
Viclor,
e
quinta
feira
nos
Congregados.
iProcineílo
«9e
Passea. —
Verificoo-se
anle-hontem
a
solemnidade
da
procissão
de Passos,
n’
esta
cidade, a
qual,
como
dos
mais
annos,
foi
feita
com
todo
o
ex-
plendor.
Quasi todos
os
Passos
estavam
linda-
meute
adornados.
As
via-sacras,
que
começaram
pela
meia
noite
de
sabbado
e
se
snccederam
alé
ás
quatro
e
meia
horas
da
tarde
de domrn-
go, eram
acompanhadas
por grande
quan
tidade de povo, tanto
da
cidade
como
das
aldeias
mais
convtsinhas.
Trataineuto
dos
vinhedos. —
Diz
o
«
Piogresshta»
,
que
alguns
dos
lavrada-
res
do
concelho
de
Coimbra
substituíram
a
cal
em
pó
ao
enxoframenlo
das
vinhas.
Consta-nos
que
são
maravilhosos
os
resul
tados
obiidos.
A
cal
em
pedra
é
recolhida
a
uma
casa,
onde
pela
humidade
atmosférica,
se
vae
redusindo
gradualmente
a
pó.
E’
n
’
este
estado
qoe
se
polvilha com
ella
a
videira
e
os
cachos.
Se
continuar a
dar
resultados
simi-
Ihanles
aos
já
obtidos,
faz-se
uma eco
nomia
de
mais
de
60
por cenlo.
Vale
a
pena
experimentar.
Ijourenço
Marques.—
E
’
admirá
vel
o
desenvolvimento
que
vae
tendo
de
anno
para
anno a praça
de
Lourenço
Mar
ques.
O
seu
commercio
só
com Porto
Na
tal
linha
sido
em
1864
de
4:599
libras
esterlinas;
segundo
o
valor
estatístico,
e-
em
10
annos elevou-se a
48:361
libras!
O caminho
de
ferro
que
vae ser
construí
do
de Lourenço
Marques
para
a
republica
de
Transwall
fará
d
’
aquella
possessão
por
tuguesa
a
mais
importante da
nossa
África
Oriental.
O
clima
de
Lourenço
Marques
é
excellenle.
—
fC.
de
Portugdl)
Publicações.—
Recebemos
as
seguin
tes,
que
muiio
agradecemos
:
—
Collecção
de
sermões
inedilos pelo
be
neficiada Malhào.
E’
o
n.
* 13
d’
esta
bella
collecção,
e
contem os sermões da
Nati
vidade
e
do
Rosário
de
N.
Senhora.
—
Odesmodernas. Por Authero
do
Quen-
lal.
2.
d
edicção,
contendo
varias
composi
ções
inéditas.
—
Manual
de arboricultura, ou Tra-
clado
lheorico e
pratico
da
cultura
e
ex
ploração
das
arvores fructiferus.
Por
Ale.
xandre
de
Sousa Figueiredo,
professor
<j’
a,
gricullura,
e
agronomo
do
disiricto
de
Fa-
ro.
1
’
caderneta.
Estas
duas ultimas obras são editoradas
pelo
infatigável
edilor
do
Porto,
o
snr.
Ernesto
Chardron.
Curiosidade.
—
O
«Jornal
de
Bruges»
conla
a
seguinte curiosa legenda
:
«Sabe-se geralmente
que
os
cisnes
qne
passeiam
nos
canaes
do
Bruges
fo.
rara
impostos
a
esta
cidade
como
puni,
ção
de
utn
crime commettido
pela
sua
população. Pedro
Lanchais
(pescoço
com
prido),
auditor
de Bruges,
trahido
por
um
amigo,
foi
posio
a
tormentos
e
de
capitado
pelos
burguezes
revoltados con.
Ira
Maximiliano
de
Áustria,
em
fevereiro
de
1433.
Lanchais linha
no
seu
brazào
de
arruas
cisnes
de
pescoço
comprido.
De-
pois
d
’
este
crime
político,
todos
os
que
na
Flandres
usavam
do nome
de
Lanchais
mndaram-o
para o
de
Corlhals
(pescoço
curto)
e
a
cidade,
para
expiar
a
sua
fa|.
ta, foi
condemnada
a
sustentar perpetua-
mente
cisnes
nos
seus
canaes, o
que
tem
cumpri-lo
alé
hoje.»
Bello
qundr».—
Não
polemos
dei
xar
em
silencio
o
seguinte
quadro do
mais
sublime
palhelico,
diz
o
«Correio
da
Tar.
de
»
:
Passeiava D.
Carlos
um
dia
pela
cordi-
lheira
de
Monte
Jura, e
encontrou
no
ca
minho
cinco
homens
t>
’
um
grupo,
no
meio
do
qual
faliava
um d’
alles
que
linha
mais
idade.
•
D.
Carlos
chegou-se
a
elles e
pergun
tou-lhes
:
«Qne
fazem aqui?»
Os
inter-
pellados
descobriram-se
immediatameate,
e
o
mais velho respondeu
:
«Seohor:
sou
pae
de
to
los
estes
ra
pazes,
e juntos
servimos
a
V.
M.
no mes
mo
batalhão.
Com
cinco filhos entrei em
campo;
hoje
tenho
só
estes
quatro,
por
que
o
quinto
cahiri
morto n
’
este
logar
que
estamos
pisando.
Trsuxe
hoje
aqui
meus
filhos
para
re-
sarem
por
alma
do
irmão
e
para
lhes ensi
nar
como devem
morrer
em
defesa do
seu
Deus
e
do
seu
Rei.
D.
Canos
cingindo
nos
braços
aquelle
valente
disse-lhe
:
«
E’s um
soldado
leal,
e
digno
de
to
da
a
ininha
estima.»
«E
’
dever
meu,
respondeu
o
pae;
e
nem
meus
filhos,
nem eu
faltaremos
nun
ca aos
nossos
deveres,
e
para
os
ter
bear
presentes,
viemos
a
este
sitio,
onje
morrer
o
meu
querido filho.»
D.
Carlos
enternecido
separou-se
d
’
a-
quelies
valentes,
aperlaodo lhes
a
mão
em-
quanto elles
bradaram
calorosameute
: Vi
va
o
Rei
!
Anedocta.
—
Baddy,
era
uma
irlande
sa,
mas
pouco
forte
na
sua
porção
inlel-
lectual,
desejando
contrahir
os sagrados
laços do hymneu,
e
conhecendo
ao
mes
mo
tempo,
vae
[>
’utn
bellu
dia
procurar
o
seu
cura
de
Biywatez.
— Quanto
levarei
vós
para
me casar?
lhe
perguntou.
Ó ministro
sorriu-se.
—
Cinco
schillings
é
d'ordinario
o
que
me
dão.
No
rosto
da
irlandesa
se
divisou um»
suave
expansão
e
depois de
ler agrade
cido
ao
bom cuja,
Baddy
se
retirou.
No
domingo seguinte
no
fim
da
prati
ca,
Baddy
se
apresentou
ao seu
pa^ocho,
vindo
então
preparada
com
os
seus
me
lhores
adornos.
—
Que
quereis
minha
filha?
lhe per
guntou o
venerando
ancião.
—
Eu,
venho...
como
vós sabeis...
para
me
casar.
—
Pois
bem,
onde
está o vosso
noi
vo
?
Baddy
olha estupefacta
para
o
minis
tro
:
—
O
noivo?
balbuciou
ella.
I
—
Sim
o
noivo,
pois não
é
indispensa-
Baddy
como
assombrada,
e
d
’
um
modo
que
traduzia
bem
a
sua
indignação,
disse:
—
Mas
então,
senhor,
na
conta
dos cin
co
schillings
não\está
o
homem
cornpre-
ãeodido
?
Aãe
pegam as bixas.—
«Os
eatho-
licos
liberaes
(d
’
ambos
os
sexos)
que
cer
cam
D.
Aflonso
esforçam-se em
fazer
acreditar aos
«innocentes»
que aquelle
«reisinho»
é
muito catholico;
e
até
que
rem que
elle
«decrete»
a
unidade
catho-
lica
em
Hispanha
!
Primeiramente
póde elle
fazer
isso
que
se lhe
pede?
Não
é
um
«rei»
constitucio
nal
no
moderno
sentido
da
palavra
—
rei
que
«reina»
mas
não
governa?
Em
segundo
logar,
não
haverá
nenhum
compromisso
com potências
heterodoxa»,
como
a
Prussia, a
respeito
«la
liberdade de
culto
etc.?
•
Terlio,»
dada
que
isso
praticasse
per
manecendo,
como
não póde
deixar
de
per
manecer
em
todo
o
governo
liberal
o
«prin
cipio
da
soberania popular,
>
as
côrles
li-
berangas
qoe
logo
se
reunissem
e
os mi
nistros
<responsa
*
eis>
estariam
por
isso
’
Ora
senhores (e
senhora
*
)...
<não
pegam
as
bixas». como bem
diz
o
dosso
collega
da
<Nação
».
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
■£?
anuo» iCinvarinvel sweresiso
2
Saude
a todos
pela
deliciosa
Reva
lesciére
Du
B
arry
,
que cura
as
indiges
tões
(dispepzia)
gastrica,
gastralgia,
fleg-
ma,
arrotos,
amargor
na
bocca, pituitas,
nauseas,
vomilos,
irritações
ioteslinaes,
diarréa,
desenteiia,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração, opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito,
na garganta,
do alito,
das
bonchites,
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos
rins,
dos intestinos, da
muco
sas,
do
cerebro
e
do
sangue. 75.000 cu
ra,
entre
as
quaes contam-se
a
de de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de Pluskow, da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Breban,
dos
dos
dou
tores
Manoel
Sâeoz
de
Cejada
da
Univer
sidade de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado do
celebre
dr.
Rudolph
Wur-
zer
:
Botin,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é o
melhor
absorvente
;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e restaurante substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E’ de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habiluaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
alfecções
nos
rins,
e
na
bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflam-
mações,
e
caimbras da
uretra,
dos
rins
e
bexiga,
nos
apertos
e
bemorroides
bem
co
mo
nas
enfermidades
pulmonares,
branchi-
tes,
na tosse e consumpção. Tenho
a
con
vicção
que
a
Revalesciére
du
Barry
lem
a
propriedade
preciosa
de
curar
as
mo
léstias
hecticas.
Dr.
Rud.
VVurzer
membro
de
muitas
sociedades
scientiíicas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de lata,
de
*/4
kilo,
500
;
de
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
*/
5
kilos,
30200 reis;
de
6
ki
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoilos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a 800
e
10400
reis.
•
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
eboeolatada;
ella res-
litue
o
appettile,
digestão,
somno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas de
folha
de
lata
deiO chavenas,
500
reis;
d« 24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
,
B1RR1 DU BARRY
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme, 26,
Pariz
;
77
Regent-Slreet
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
<fc
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
LLisbo»,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia 77;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho de
Vas
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
SECÇÃO
BE COMMUNICADOS
Amares 8 de Março de 18V&
Snr.
redaclor.
♦
ir
•
Não
sei
se
é
a
v.,
se
ao
snr.
director
do
correio,
que
devo dirigir-me n’esta
occa
sião.
A v.
compete-me
pedir-lhe
a
inserção
d’
eslas
linhas,
no
seu
muilo
lido
e
acre
ditado
jornal;
e ao
snr.
director do
cor
reio
as
providencias
necess»rias
aos
abusos
que
se
comoieltem
na
distribuição
do
cor
reio
rdeste
concelho.
Aqui, snr.
director,
recebem-se
as car
tas a
maior
parte das
vezes demoradas,
dois,
tres
e
rnai«
dias,
embora
qualquer
indivíduo
seja
assiduo
em
as
procurar on
mandar
procurar.
Procura-se
hoje
uma
carta
e
obtem-se
do
distribuidor a
resposta
secca e descar
nada
—
não
lem
—
.
e
d
’abi
a
dias
lá
appare-
ce
a
carta
ainda
com
mais
demora
ás
ve
zes.
•
Com
os
jornaes
tem-se
dado
factos
mui
tíssimo
mais
escandalosos
ainda.
Ha
dias
em
que a
maior
parte
dos
assignantes
re
cebem os
numeros
das
suas
assignaluras,
e
outros
ficam
a
*
er
navios,
devido
ao
distribuidor
Ido correio
e a
alguns
polí
ticos
pohes
que
o
rodeiam
e
que
lêern
periódicos
sem
nunca
gastarem dez
reis
com
a
assignatura d
’elles.
Chegando
ao
correio
um qualquer desses
que
formam
grupo
com
o
distribuidor,
tem
logo
uma
folha
ás
suas
ordens;
e
se
n
’
ella
encon
tra
um
artigo
ou
escripto
que interesse
ou diga respeito
a
algum
seu amigo,
diz:
«Quero
mostrar a
F.,
e
logo
volto»
;
mas
nem
logo
nem
nnoca-, e
o
pobre assignan-
te
lá
fica
em
trinta,
sem
saber
o
rumo
que
levou
o
seu
periodico,
e
muitas
das
vezes
praguejando
contra
a
administração
do jornal.
Com o
«Commercio
do
Minho»
tem-se
dado
isto
por
mais
que
uma
vez,
e
com
o
mesmo sujeito.
Os
escândalos
que
acabo de
enumerar
são
attestados
pur
muitíssimas
pessoas.
Snr.
director.
pedem-se
a
dividas
pro
videncias
a
estes
abusos
de
que
leem
si
do
viclimas
muitíssimas
pessoas.
A
v.
snr.
redactor
pela
inserção
d
’
estas
linhas,
con-
fessar-me-hei
sempre
grato.
De
v.
etc.
«
*
«
EXPFÍME.VTE
Dl
ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
em
13
e
15
de
março:
Gouvea.
—
José
Homem
de Sousa
Por
tugal—
Recebido.
Eivas.
—
Ezequiel
Cândido
Augusto
Ce-
zar
de
Vasconcellos—luem.
Paços
de
Ferreira.
—
José
Pmto
d
’
Aze-
vedo
Dias
Torres
—Liem.
Anadia. — Joaquim
Pedro
Nolasco —
Sciente
Covas
do
Douro.
—
Francisco Pereira
de
Sousa
Pinto—
Idem.
Evora
Monte.
—
Fernando Maria
Ribeiro
—
Idem.
Povoa
do
Varzim.—
Padre
Manoel
Lo
pes
da
Costa
—
Idem.
Covilhã.—Manei
d’Almeida
Teixeira
Jú
nior
—
Idem.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
12
de
março
de 1875
EÍTeetuado
Banco
do
Alemtejo
60100.
Banco
Nacional
60100.
Banco
Mercantil de
Braga 30800.
Banco
de
Villa
Real
450500.
Banco
Commercial
de
Braga 610000.
Banco
da
Covilhã
610100.
Banco
de
Bragança
20750.
Dito
dito para
liquidar em
15
de
maio
30300.
Banco
da
Regoà
430650.
13
de março de \875
EíTectiaado
Banco
Commercial
de
Braga
610000.
Dito
dito
600800.
Banco
Mercantil
de
Braga,
309uO.
Banco
da
Regoa
450400.
Banco
do
Alemtejo
60000.
Dito
dito
60030.
Dito dito
60100.
Dito
dito
60150.
Banco
de
Bragança
20800.
Dito
dito
20750.
Banco
da
Covilhã
640500.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
*
2
DU
BARRY
de
Londres.
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão, rua
do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Cuãmarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do Lima.
A. J.
Rodrigues Barbosa, pharm.; Po
voa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
MnaasBsaanaaH
João
Baptista
Ribeiro,
summamente
gra
to
a
todas
as
pessoas,
que
lhe
prestaram
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
mãe,
agrsdece-lhe
por
esta
fórma
na
impossibilidade de o
fazer
por
outra.
(2322)
Na
impossibilidade
de
podermos
agra
decer
pessoalmente
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
que
fizeram
o
distincto
ob
séquio
de
assistirem ao responso
de
se
pultura.
que
se
resou
no
dia
22
de
feve
reiro
proximo
findo
na
capella
do
cemiterio
publico,
por
alma de
nossa
muilo
presada
e
querida
filha,
irmã
e sobrinha,
D.
En
gracia
Augusta Araptes d
’
Azevedo,
e
se
dignaram
cumprimentar-nos
por
tão
dolo
rosa
occasião; o
fazemos
por
este
meio,
protestando
a
tpdos
nosso
eterno
reconhe
cimento;
e
bem
assim
a
todas
as exc.
mas
snr.
38
que por
igual
motivo
lambem nos
cumprimentaram
antes e
depois
do
seu
fallecimento.
José
Joaquim
de
Souza
Azevedo
Júnior
Josefa
Maria
Arantes
de
Azevedo
Guilhermina
das
Dores Arantes
d'Azevedo
Pedro
Viclor
Arantes
d'Azevedo
Engracia
Luiza
Arantes
Maria da
'Graça
Ar
ante
9
Braga
Rosa
Candida
Arantes
Mello
José
da
Rocha
Veiga.
(2326)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa Real
Sociedade
auonyma
de responsa
bilidade
limitada-
Havendo
de
ser
substituídos
os
títu
los
provisorios das acções
d
’este
Banco
por
tilulos
definitivos
de
uma,
de
5
ou
dc
mais
de
5
acções,
como
faculta
o
arl.
6.®
dos
Estatutos,
são convidados
os
snrs.
accio-
nislas
a
entregarem
até
ao
dia
15
d
’
abril
proximo
futuro, impreterivelmente, na
sé-
de do Baueo e
suas
agencias
no
Porto
e
Braga,
declarações
em
que
indiquem a
fórma
porque
quiserem lhes
sejam
passa
dos
os
títulos definitivos.
Na
séde
do Banco e nas
agencias do
Porto
e
Braga
fornecem-se
os
impressos
para
as
declarações.
Villa
Real
10
de
março
de
1875.
Os gerentes
Francisce
Ferreira
da
Cosl^i
Agarez
Agostinho
José
da Cosia.
[2328]
PAPEL
De
livros
velhos
para
embrulhos,
a
peso,
e
barato.
Vende-se
na
rua
Nova n.° 5.
PREVENÇÃO
Francisco
Plácido da
Graça
de
Sousa
Lima,
da
villa
de Barcellos,
para
os
ef-
feitos
do
art.
1033
do
eod. civ.,
previne
a
todas
as
pessoas
para
que
não
contratem
com
D.
Maria
da
Conceição
Paiva
Leite
Brandão,
João
Nepomuceno
da
Rocha
e
mu
lher.
D.
Joaquina
Amalia,
José
Emilio,
D.
Florinda
de
Jesus,
D.
Adelaide Sofia,
Augusto
Justino, Justino
Augusto,
e
Ma
noel
Anlonio,
todos
da
freguezia
de
Go-
diohaços.
D.
Luisa
e
marido
o
dr. Al-
berte
Borges,
da
freguezia
de
Villa
Verde,
Francisco
Antonio
da
Rocha
e
mulher,
da
freguezia
de
Penaseaes,
e
D.
Emilia da
Graça
e
marido, da
freguezia
de
Barbude,
viuva,
filhes,
genros e noras do
fallecido
Se-
cundino
Antonio
da
Rocha,
da
dita
freguezia
de
Godinbaços,
sobre
os
bens
da
hirança
do
mesmo,
sem que
se mostre
paga
ao
annuncianle
a
divida,
juros
e
custas
(cer
ca
de
900^000 rs.)
em
que
se
acham
con-
demnados
por
sentença,
já
transitada,
pro
ferida pelo
juiz
de
direito da
comarca
de
Villa
Verde,
em
acção
promovida
pelo an-
nunciante
no
cartorio
do
escrivão
Brito,
e
execução
pendente
no
escrivão
Machado,
sob
pena
de
nulidade e de
tudo
lhe
paga
rem
pelos
seus
proprios
bens.
Barcellos 10
de
Março
de
1875.
Francisco Plácido
da Graça de
Souza Lima
(2329)
Grande
sortimento
de
chapéus,
alta
no
vidade
para
senhora
e
criança,
cascos etc.
Recebem-se
encommendas.
Rua
do
Soa-
to—
32.
(2327)
DENTISTA
IIEYRIQUE A. ROUFFE
32,
Rua
do
Souto,
32
Continúa
aberto
o
estabelecimento des
de as 9
horas
da
manhã
ás
4
da
tarde.
BANCO
COMMERCIAL DE
BRA
GA
Em
virtude
da
deliberação
d
’
assembleia
geral
de 15
do
corrente,
que approvou
a
proposta da
direcção
para
a
elevação
do
capital
inicial
de
600
a
1:000
contos,
fa-
zendo-se para
este
fim
uma
2.
a
emissão
de
400
contos em
8:000
acções
de
500000
reis
com
o
prémio
de
40500
reis
por ca
da
uma,
a
direcção
no
sentido
e
em
con
formidade
com
o
disposto
nos
§
§
2.°
e
3.°
do artigo
4.°
dos
estatutos
convida
os
snrs.
accionistas
a
declararem na thesoti-
raria
do
Banco,
ou
na
sua
caixa
filial
do
Porto,
desde
15
até 25
de
Março
proximo
futuro,
se
acceitam
as
acções
da
2 a
emis
são
que
lhes
couberem
em
proporção
das
que
aciualmente
possuem
devendo
no
acto
não
só
aprezentar
as acções
que
possuírem
para
se
effectuar
o
rateio,
se
não
lambem
verificar
o
pagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que
accei-
tarem,
e
a
1.a entrada de 25
p.
c
,
ou
120500
reis por
acção.
A
falta
da
dita declaração
e
pagamento
no
mesmo acto
será
considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
quaes
ficam
de
conta
do
Banco
para
as
col-
locar
(nunca
por
prémio inferior)
quando
e
pela
fórma que
a
direcção
julgar
con
veniente,
d
’
accordo
com
o
conselho
fiscal,
conforme
foi
resolvido
pela mesma assem
bleia
geral.
Braga
18
de
fereiro
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga
Os
direclores,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
Luiz
Antenio
da
Costa
Braga.
(2298)
Caetano
Brito
da
Cunha,
pintor,
natu
ral
da
cidade
de
Lisboa,
residente
em
Bra
ga,
como
o
melhor
retratista,
pinta retra
tos
a
oleo,
de tamanho
natural,
pelo
preço
de
60000
rs.,
como
outra
qualquer
pin
tura
por preço
comodo. MuJou
o
seu
es
tabelecimento
para
a rua
da
Poute
n
0
96.
v
■
;
(2323)
Precisa-se
no Porto,
d
um
caixeiro
que
saiba
de
retalho
de
fazendas
brancas,
dá-
se-lhe
bom
ordenado,
e
quer-se
que tenha
de
dezenove
annos
de
edade
para
cima.
Dirigir-se
em
caita
fechada
em
Brasa
oa
snr.
F.
J.
Fernandes
de
Azevedo
e'
bo
Porto a
L. C.
R.
Praça
de
D.
Pedro
n.
*
40.
(2324)
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
com grande
loja
para
armazém.
s
ita
na
rua
das
Agoas,
com
n.®
91.
Vê-se
das
9
horas
da manhã
até
ao
meio dia.
Trala-se
com
Antonio
Silverio de
Paí-
Iva,
da
Ponte.
(2314)
.07
iiuit
PORTO
NA
QUINTA
DE RORIZ
3
PORTO
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COHPHA
E
VEMDE
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
Exlracção
a IS
de
Março
Inscripções
«le assentamento
Ditas
dc coupons
FORNECEDOR
DA
CASA REAL
Èí*
Vtf
&
fei.
& '
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
1,
3-RUA DAS FLORES-1,
(
junta
á
egraja
D
a
misericórdia
)
SOBT
ê
GHABDE
»
èis
5.000$000
Lute
ria (ia Santa tasa «la VliMericordia «le
lAsboa
PRIMEIRA
E
ANTIGA
RORIZ
T WSA
FELIZ
*
M. .....
DEPOSITO
CENTRAL, RDA AS
FLORES,
33 37 E 39
O
proprietário annuncia
aos seus
freguezes, e
ao
A
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado na
sua
fabri-
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen-
trai,
se
fará
o desconto
de
6
por cento
sobre
os
pre-
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para cima.
Salisfaz-se
com
promptidão qualquer
pedido que seja
feito
do di-
??
lo
genero,
tanto
d
’esta
cidade
como
das
províncias
e
V se
garame
a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de
divida
externa
Titulos
Itispauhoes internos
Ditos externos
Coupons dos
ditos já vencidas.
so-
©O’
Sacca,
loma
leiras
e dá
cartas
de
credito
bre
Lrsboa
e
diversas praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de compra e venda de tilulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSE
IGNACÍO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO
CIVIL DO PORTO, NA
CONFOR
MIDADE
DO
EDITAL DE 28 DE JULHO DE i «60
Tem
á
venda
no
seu estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
5^000
rs.-
Meios
ditos,
a
2$600
—
Quartos, a
1$300
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo satisfaz com
promptidão
iodas
e
quaesquer
encommendas
que lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain
da
que
sejam em grande quantidade,
»
vindo
acompa
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio;
e
no
fim
da
exlracção
remelte
a
lista
dos
prémios
aos seus
freguezes,
mas
quando
’
a
não
recebam
em
tempo
com
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
*
)
’&«èW3g.
m ui
«
DO
ALTO DOURO
DA
CASA
DE VILLA POLCA
RUA
DO
SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sonido
este armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados e aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
tilho
Unto e
120
o branco.
Vinho tinto
dc
meza.
.
.
.
150
.
.
.
190
»
>
» . .
>
Lagrima
....
.
.
.
200
»
Branco
de
meza.
.
. .
210
»
tinto
de meza fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
...
300
A
Malvasia
de
2/.
...
360
»
»
velho.
.
.
.
400
>
Bastardo
....
.
. .
501'
»
Moscatel
....
. .
.
500
»
Malvasia ....
.
.
.
500
»
Roncão
....
.
.
.
700
»
Alvaralhão
.
.
.
.
. . 560
»
Velho
de
1854.
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar-
Responde-se
e
garanie-se
a pureza
e
boa
qualidade
de lodos
csies
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por
meio de qualquer
processo
chyrnico.
N’esles
preços
nãa fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará
on
pagará
50
reis
por
cada uma.
COIMM
á
IMIRTUGI
j
EZA
E
DESCKSPÇÃO TOPOGRÁFICA
Do
famoso
reino de Portugal,
com as noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas
e to
gares
que
contem,
varões
illuslres,
Genea
logias
das famílias
nobres,
fundações
de
conventos,
calhalogus dos
bispos,
antigui
dades.
maravilhas
da natureza,
edifícios,
e
outras curiosas
observações
Autor o P.e Antonio Carvalho «la
Costa
Nova
edição
copiada fielmente
da anti
ga,
mas ampliada
com
um
iodex
alfabético
de
todas as
íregoezias com
a
declaraçao
dos
nomes
e
Oragos,
que aclualmente lem, no-
mero
de
fogos,
dioceses e
concelhos
a
qtiv
pertencem,
e
correios
respectivos,
o
que
a
torna
mais preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
5,
em
casa
de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(Ires
volumes)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
/NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
tíww
ift
AiMJH
112
—
Rua
das
Flores
—
114
FERRUGINOSO,
CLARO
E
TRIGUEIRO
P O R T 0
N
’
este
estabelecimento
que,
como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dps
mais
felizes
do Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os sorteios
das
loterias,
cujas
exlracções
geralmente
teem
logar
mais «le trea
vezes
por
uiez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do seu
respectivo
importe
em
vales do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em pagamento
ou desconto, os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
meamo
que
sejam «1’outroa
estai.eletíms-ntoM,
E
final
mente
remettem-se «grátis»
,
findas
as exlracções,
as
respeclivas listas
geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
iodas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de
dez numeros seguidos,
de
6$000,
3$000,
l$0G0e
400
reis;
e
finalmente,
collecçôes
de
50
numeros
differemes,
pelos
preços
de
2$000,
55000,
15$000
e
30$000
reis.
A Qtn&SI
COOT1SB.
Este estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as pessoas
que,
em qualquer
ponto
das
provincias, queiram
vender
este
genero
á commissão.
Offerece para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de negocio
se
podem
gosar,
as quaes
se podem
comprehender
assim
:
Vegociar
«em risco ;
porque
se acceita
(le
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
exlracções
os pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Bemettem-se as
listas, parles
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se a
ioda e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feila.
O pagamento, porém,
tem que
ser adiantado
ou
affiançado
por
qualquer
nego
ciante
d
esta
cidade,
em cujo
caso
póde
ser
feito
no fim
das
exlracções.
(M.
»)
A.
RiBEíuO
Campo
de
D.
Luiz
I n.° 1, entrada
du
x-uu dos Capei listas
Becebeti
bons
failles
pretos
<le
seda
pa
ra vestiJos,
merinos
pretos,
ditos
de
lã
pu
ra,
alpacas pretas,
véos de seda,
ditos
dc
•ilgodào,
2
000
melros
de
fazendas
de
là.
que
eram de
100
rs.,
vende
por 240,
cem
guarda
chuvas
de
seda,
para
homem,
de
I$800 rs.
até
4$500,
e muitos
outros
ar
tigos
que
vende
muno barato.
(2320)
NOVIDADE
Ruo do Souto, 44
Campos
&c
Almeida,
acabam
de rece
ber
grande
sortido
de chapéus de feltro
e
seda, «ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
sors.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
lod-
s
as
qualidades.
(2272)
ÂuuOíiiS
João
Manoel
da
S/lva Guima
rães.—
Rua
de
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende Acções
de
lodos
os
Bancos e
Companhias, Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
NOVA
FUNÕÍ
ç
ÃÕT
l
ferro
'
DE
AíatouÉo
Ges-REiiam» FerrezB-iatau
NA
Travessa
de S.
João
.Aonde
faz
toda a obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panei
las
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos para
agoas
e
gaz,
e
toda
á
obra
de
fundição,
como
,
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
ttor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
DE CHEVHIER
|
v
'avallf.iro de Legião de
Honra, O-ffteiai
b
!
do
Medjidié
e Comntendador da
ordem
g|
d'lzabel
a Catholica.
|
O oleo de Chevrier
deve
o seu
aroma
Ru subtancias balsamieas que
aimi;
■
! uigiiieuiâo as suas
propriedades th^ra
Hj,>• titicas ao mesmo
tempo que
o torna-
g
’
H.daveí
ae tomar-se.
M
O senhor Ch«vrir-r
completou a
su •
&
!"--cuberta associando o lodureto de teria
B <<> s-u oleo
d*- figado <ie Bacalhau.
E't«
g oleo
de ílgad» de bacalhau fe» ru-
nl^ínoho
po.ssue todas as propriedades d(
eo
e do ferro, é de facil digestão e
||i
.unca causa
prisão do ventre
B!
Todas a« celebridades medicas o
pre
11
.'icm ás
outras preparações
ferrugmo-
Ipas.
Convém em todos os casos em que
li
t-mprega
o ferro :
Tísica
pulmonar,
íe.ronchites,
Rachitismo, Escrófula
*
.
g.Ginpigeus,
Gota,
Rh-umatisnao, Dys-
•Upepsia,
Convaleceucias demoradas
IiiFraqueza
de
constituição.
ókpositoem
paris
: Pharm.
CHEVBIEK.
£i,
Faubourg
Monlmartre.
No Porto
.
pliarniHcia Albann praça <fe
D.
Pedro, 96 eni
l.nboa ; phnimacia Oli
veira,
r»in dos Retrozeiri>».40
POR
J.
DE
LEMO
’
S
Com
esle
titulo
vae
publicar-se
breve
mente
mais
um
volume
de
versos
do
au-
ctor
'lo
Cftucíoneiro.
De
duas
partes
coutará
este
livio
:
—
1°
llHím#»»
*
Siefiie-
xoa
? 2.°
Mora» Vaga
*
«le Ihtarcoti.
Receiando
o
aoctor
de qne,
p<»r
seu
silencio de
muites annos,
o
favor
publico
se
tenha esquecido
do
seu
nome,
fez-se
acompanhar, n’
este
volume,
por dois dis-
lincios
e
estimados
nomes lilterarios,
o
Visconde
de
Jerumenha e
.4.
X.
li
Cor
deiro.
A
benevidencia,
que
não
poderá
obter
pur
si,
lh’
a
graogearão,
de
certo,
estes
dois
nomes,
de
cuja boa sombra
se
serve
para
desvanecer o
esquecimento
de
antigos
leitores,
e
alcançar
outros
novos.
Preço
do
volume:
600
reis.
Quem
qnizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
a
Dias
Freitas, na
redacçâo
do
«Commercio
do
Minho».
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
du
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875; - É o formato de
-
comerciominho_16031875_322.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)