comerciominho_06031875_318.xml
- conteúdo
-
«
hm
w
h
i
hw
im
w
—
———————-----------------------
NUMERO]
318
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
'Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.°3E,
para
onde
deve
ser dirigida
toda
a
correspondência
franca
deporte.
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
WB
3
> ■ C A-S &£
ÁS TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^60®
rs.=Semestre 8o0
rs.=Provin-
cias,
anno 2&4Ó1J rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestrr>
1&250
rs.=Brazil,
anno
4&AO0
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
oull)&000
reis
e
B&500
reis
moeda
fraca.=Ânnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
?0
o|
o
d
’
abatimento.
*
1
Lê-se na
«Union»:
Curtas
ca>listas.
-22
de
fevereiro.
As
grandes
neves
hão
de impossibilitar
durante
alguns
dias as
operações
militares
nas
províncias
vasco-navarras.
E’
mesmo
provável
que
a dithcoldade
de municiar
as
tropas
aflonsistas,
que
se
fortificam
no
monte
Esqoinza,
e
na
linha
muito exten
sa
do
Orio
(os
caminhos
estão
inaccessi-
veis)
apressará
a
retirada
dos
aflousisias
sobre
a
linha
do
Ebro.
BKAG1-SABB4OO 6 »E
TIAKÇO
Determinação <le »»ua ex.a reviu,
o Snr.
Arcebiepe
Primai
Coincidindo
no
presente
anno
a
gran
de
solemnidade
de
Quinta
Feira
Maior
com
a
da
Annunciação
da
Santisma
Vir
gem Mãe
de Deus,
sendo
esta
santificada
e
de
preceito
de assistência
ao
santo
sa
crifício
da
missa
para
todos
os
fieis
;
e
sendo
vedado
aos
Sacerdotes
celebrar n’a-
quelle
dia
outra
missa
além
da
solemne,
própria
para
a
exposição
do
Santíssimo
Sacramento
: Conformando-Nos com o
De
creto
da
Sagrada
Congregação
dos
Ritos
de
12
de
Setembro
de
1716,
e
para
que
os
fit-is
não
deixem
de
assistir
á
missa
no
dia
indicado
:
Ordenamos que
em
todas
as
egrejas
parochiaes
das
Cidades,
Villas
e
fregue-
zias
ruraes
d’este
Nosso
Arcebispado,
cu
ja
população
exceda
a
mil
almas,
pos
sam
ser
celebradas
tres
missas, e
duas
em cada uma
das
capellas
publicas onde
é
costume celebrarem-se;
—
nas
egrejas
das
parochias
cuja
população
for
menor
de
mil
almas,
e
nas dos
conventos
de Reli
giosas
celebrar-se-hão
duas
missas,
e
uma
nas
capellas
publicas
d
’
essas
parochias.
—
ficando comprehendidas
no
numero
das
missas
concedidas
nas egrejas parochiaes
as
chamadas
d'alva;e
nas
capellas
e
ora-
lorios
dos
recolhimentos
de
pessoas
do
sexo
feminino,
bem
como
de
collegios
de
instrucção,
celebrar-se-ha
uma
missa
;
fi
cando
intendido que
estas
missas
serão
annunciadas a
toque de
sino,
rezadas,
e
as próprias
da
Quinta Feira
Maior,
deven
do
todas estar
terminadas
antes
das
9
ho
ras
da
manhã.
Nos
oratorios
das
casas
particulares
fica
prohibida
a
celebração
de
missa no
indicado dia,
se.n
qoe
esta
prohibição
sof-
fra
modificação
por
haverem
pessoas
que,
tendo
oralorio,
não
possam
concorrer
ás
egrejas
publicas;
pois
laes
pessoas
ficam
dispensadas
da
assistência
á
missa.
E
para
que
estas
Nossas
Determinações
cheguem ao
conhecimento
de
lodos,
a
quem
compele
cumpril-as,
os
Muito
Revd.
08
Vigários Geraes
e
Arciprestes
as
commu-
nicarão
a
todos
os
Revd.08
Parochos.
Braga
24
de
Fevereiro
de
1875.
José,
Arcebispo
Primaz.
Os
convencionados de Evara-
Nlonle
O
nosso
presado
collega
o
«Correio da
Tarde»
publica o
seguinte,
que.
com a
de
vida
vénia transcrevemos
:
Na
sessão
de
20
de
fevereiro
renovou
o
snr.
deputado
da
nação
portugueza
Fal
cão
da
Fonseca ,a
iniciativa
de
um
pro
jecto
de
lei
acerca dos olliciaes
conven
cionado
*
em
Evora Monte.
E
’
tão
justo,
é tão
sagrado
o
direito
que
esses
tão
valentes,
quão
infelizes
oí-
iiciaes
tem
ao
soldo
dos
postos
que
haviam
em
maio
de
1834,
como
injusto
e
escan
daloso
o
procedimento que
com
elles
lem
praticado
todos
os
governos e
todas as
CÔi
ll
‘
S.
Nas
convfençôes
de
Aldêa
da
Cruz,
pa
ra
a
entrega
do castello
de
Ourem,
assi-
gnada
por
Napier,
em
15 de maio
de
1834,
e
na
de
Castello
de
Vide,
assigua-
da
por
José
Ramon
Rodtl,
aquelle e
este
os
dois chefes
a quem
França,
Inglaterra
e
Hi
*
pajiha
encarregaram
de
salvar
a
cau
sa da Sor.
a
D.
Maria II,
pois
a
não
ser
isso,
os
olliciaes
que a
defendiam
de
cer
to
leriam
representado
a
triste
scena qae
coube aos olliciaes
do
exercito do
Snr
D.
Miguel,
foi
am
garantidas
«honras
e
empregos
acluaes»
aos
olliciaes
que
ahi
estavam.
A
noticia
d
’estas
convenções le
vadas
a
Evora,
diflundiu
nos
olliciaes
do
exercito
que
ahi
eslava,
a
certeza
de q»e
seus
postos eram garantidos,
pois
tão
cla
ro
estava
na
condição 5.
a
da
ultima
men
cionada
convenção,
<que
os
olliciaes
dis-
frutariam os
soldos
e
haveres
de
seus
pos
tos
actuaes»,
que
nãw
era
licito
duvidar
das
boas
intenções
dos
signatários
de
tão
importante
documento
:
e
causados
de
uma
duradoura
guerra
de
dois
annos.
Compa
decidos
da
miséria
a
que
era
levado
o
paiz,
com
o
augmento
dos
exercitos
estrangei
ros
que
já
pisavam
o
solo
portuguez,
antii-
ram,
não
sem
dôr,
a
uma coovenção
ge
ral, a
qual
se
celebrou
em
Evora
Monte,
estipulando-se
no
»rt. 3.°
que
os
olliciaes
militares
amnistiados
conservariam
seus
postos
legilimamenle
conferidos.
Assignada
a convenção,
os
olliciaes
ti
veram bastante
força
para
obrigar
os
sol
dados
a
depor
as
armas
;
qne
a
não
ser
isso,
talvez
todo
o
exercito
iria
engros
sar
as
fileiras
do
exercito
do
Snr.
D. Car
los
V,
que.já
se
ostentava
formidável,
e
que
deveu
a
sua exlermioaçã»
a
uma
trai
ção.
Finda
a
lucta,
pediram
os
olliciaes
do
exercito
do Snr. D.
Miguel o
cumprimen
to
dos
trabalhos,
e
na
constante
recusa
que
logo
encontraram,
conheceram
que
foram
logrados:
Debalde
tem
invocado a
dignidade
d»s
signatários
das
tres
conven
ções,
especialmente
da
de
Evora.
porque
lodos
tomaram como
pretexto
a
palavra
legilimamente,
sem
repararem
a
que essa
simbólica
palavra
não
envolvia
mais
do
que
um
sofisma
pois
em
contradição
com
ella
estava
o
reconhecimento
tacilo
que os
dois marechaes que
firmaram
a
convenção
deram
posl»
de
tenente
general graduado
ao
snr.
JoSé
Antonio
d’Azevedo
e
Lemos,
outro
signatário
da
mesma
convenção,
e
que antes de
rrgresso
do
Snr.
D.
Miguel
a
Portugal
i>ão
era
mais
do
qoe
coronel.
Nesta
recusa
estava
envolvida a
hon
ra e
dignidade
das nações
que
foram
os
seus
generaes
os
primeiros
a
garantir os
postos dos
olliciaes
do
exercito
do Snr.
D.
Miguel
—
mas
essas nações tem visto
sem
indignação,
despresar-se
o
que
seus
generaes
trataram,
calcando
aos
pés
não
só a
dignidade
dos
generaes
mas
das
pró
prias
nações
que
os mandaram.
O
Snr
D.
Pedro
V —
alguns
governos
—
e
alguns snrs.
deputados tem
promet-
lido
justiça;
mas
lodos
tem
sido
tão tí
bios
em
seus
exforços, que
o
anathema
vergonhoso
para
quem
o
sustenta
ainda
pesa
sobre
esses
valentes
militares.
Insubordinou-se
uma
porção
de
tropa
em
1846
contra
o
governo
constituído,
íi-
zeiam-se
promoções,
combateu-se,
e
pre
vendo
os
chefes
revolucionários
a sua
rui-»
na,
pediram
auxilio
aos olliciaes
lo
exer
cito do
Snr.
D.
Miguel
— não
se
recusa
ram
estes,
empunhaum
as
espadas,
e
foi
preciso
que
outro
exercito
hispanhol,
ou
tras
esquadras
ingleza,
franceza, e
hispa-
nhola
os viesse
desarmar
—
garaotiram-se
a
maior
parte
da-
promoções feitas
pelos
chefes
revoltosos, especialmente
o
de
sar
gentos
pata
alferes,
garantiram-se
titulos,
nomearam-se
d'esses
chefes
generaes
com-,
mandantes
das
divisões,
ministros
etc.,
mas
de
tudo foram
excluídos
os olliciaes do
exercito
do
Snr.
D.
Miguel.
Nào
os
ac-
ceilaram
os
vencedores de
Gramide,
nem
os-
recompensaram aquelles
que
lhe pedi
ram
auxilio quando
o
precisaram
—
Assom-
bra-os
a
todos
a
nobreza
de
caracter,
e
valentia
e
constância,
e
decidiram
fazer ja
zer
na
escuridão,
na
miséria, quem
os
ha
via
de
fazer
córar
de
seus
actos.
Confundiram-se
na
França
os
olliciaes
<le
Napoleão I—de
Carlos
X
—
de
Luiz
Fi
íippe
—da
republica
—
de
Napoleão
III
—
Na
Hispanha
serviram
os
olliciaes
de
D.
Fer
nando,
D.
Maria Chrislina, e
Carlos
V,
convencionados
em Vergaia.
Em
Portugal
são
excluídos
dos
gusos
de
seus
postos
ci
dadãos
que
em
outras
nações
serviriam de
emblemas
de
gloria e honra.
Como
haja
dinheiro
par»
grandes
or
denados
a certos
empregados
—
exorbitan
tes gratificações,
quotas
e
emolumentos
a
«utros
—
subsídios
a
thealros—
exposições
—
e laatas
outras
synecuras,
é
O
que
se
pre
tende
—
embora
padeçam
misérias e
mor
ram
á
mingua
cidadãos,
alguns
dos
quaes
affrontaram
as
hostes
de
Napoleão I
—
e
lo
dos
serviram
a
palria
até
que
seus
che
fes
lhes mandaram
embainhar
espadas.
Justa
é
a
causa
que
o
muito
nobre
snr.
Falcão
advoga,
mas
offereça
a
sua
justiça
tanto
ás luzes
da
razão
a
quem
tem
podido
decidil-a,
que
mu
lo
duvidamos de
svu
bom
exilo,
não
obstante
ter
muitos
collegas
filhos
ou
parentes
d’
essas
victimas
—
ler
ministros
que
se
valeram dos
infe
lizes
olliciaes
realistas,
em
dias
que
o
ceo
se
ostentava
carrapcudo—
tudo
esque
ce a
esses
cidadãos;
mas
não
desanime
o
snr.
Falcão
da
Fonseca,
porque
quando
nada
consiga,
folgará
sua consciência
de
que
fez
o que
o
dever
de
cidadão,
e
de
chrislão
lhe
impõe.
24
de
fevereiro
de
1875.
Um
convencionado
de
Evora
Monte.
1'iBboa
8 de
março
(Correspondência
particularJ
Realisou-se
hontem,
e coolinúa
hoje
a
inlcrpellação
ácerca
do
condido
de
Bra
gança
levantada
na
camara
dos
pares
pelo
snr.
bispo
de
Vizeu.
Escusado
será
diser
que
nos
agradou
a
doutrina
exposta
por
s.
exc.
a
rev.
ma
,
que
é
a da
Egreja,
e
o
snr
Barjooa
que
é
mais
habil
na
maté
ria
do
que
o
snr.
bispo,
apenas
se
limi
tou
a
encobrir-se
nas
prerogativas
da
corôa,
que
n
’
esio
ponto
ninguém
sabe quaes
se
jam,
porque
como
sabeis,
não
ha
lei
es-
cripla
sobre
este assumpto,
e
é
apeuas
uma
costumeira antiga
a
que
os
moder
nos
progressistas
se
querem
apegar
O
mais
bonito
foi
que
o
snr.
Barjooa
não
sabendo
por
onde
entrar,
nem
sahir,
li
mitou-se
a
diser
á
camara,
que
atlendesse
a
que
o
snr.
bispo
era
chefe
de
um par
tido
político, avançado, e que
n
’
este
as
sumpto
era
reaccioiiario.
Aqui
o
snr.
bis
po
ioi
leliz
porque
n<«tou,
que,
para
não
deixar
de
cumprir
com
o
seu
programma
de
liberdade,
é
que
elle entendeu
inter-
pellar
o
governo
sobre
este
assumpto
por
que
como
n’este
caso
se
tratava
de
uma
eleição,
e
n.ão
de
uma nomeação,
elle
via
na
insinuação regia
uma
violação
da
li
berdade
da
urna, a
qual
um
membro
d
’
es-
se
grupo
avançado,
como
lhe chamava
o
snr.
ministro,
lhe cumpria
defender.
Fallou
depois
o
snr.
Miguel
Osorio.
Esle
snr.,
que
não vê
senão
avejões e
fantasmas
reaccionarios
por
todos os
la
dos,
achou
pouco
o
processo
que
o
go
verno
intenta
contra
o
vigário
capitular:
queria-o
já
metido
na
cadeia.
Hoje
deve
fallar
o
snr.
Casal
Ribeiro.
Espera-se
n
’
este
discurso
declarações
im
portantes
que mostrem
que
s.
exc.a
não
é
já
um
devotado
amigo
do governo. Não
sei
se
os snrs bispos que
alli
teein
as
sento
faltarão.
Creio
que
o snr.
palriarcha
nada
dirá, porque não
é
orador;
porém
veremos
para
que
lado
penderá o
seu
vo-
lo,
ou
se
deixará
de
apparecer na cama
ra,
como deve
para
defender
os
interes
ses
da
Egreja
ameaçados
pela teimosia
do
snr.
Barjona.
Os
mais
bispos
esses
estão
na
*
dioceses, entregues
aos
seus
cuidados
pasloraes,
sem
se
lhes
importarem
muito
com
esle
assumpto
que,
parecendo
á
pri
meira
vista pequeno,
é
maior do
que pen
sam.
Deixem
o
governo adquirir,
pela ne
gligencia
e
abandono
d
’
elles,
ascendente
em
assumptos
d
’
esta naluresa,
e
depois
qoei-
|
xem-se.
Veremos
o
que
nos
diz
o
snr.
Casal
Ribeiro,
e
fallaremos
depois.
Um
jornal
d
’
hoje
mete
á
risota
ter
S.
S. mandado
perguntar
pela
saude
do
snr.
D.
Jorge
de Locio,
redactor
da
«Na
ção».
Ha
patuscos
impagáveis.
Hontem reuniu
a
assembleia
dos
«Soc
corros
na
inhabilidade»
e
depois
de
um
bom
discurso
sobre
o
relalorio
da direc-
ção
feito
pelo
snr.
Costa Pereira, e
ou
tro
pelo
snr
Queiroz,
a
assembleia
votou
o
relalorio
e
elegeu
os
membros
gerentes.
Tem esta
associação
600
socios,
e
no
fim
de 5
annos
soccor
e
os
inhabililados
de
trabalho.
A
’
manhã
reune
a
«Caixa
de
credito
industrial».
Ha
grande
celeuma
porque a
direeção
propõe
a
creação
de
um
quadro
de
empregados,
laes como
secretario
ge
ral,
2
guarda-livros,
caixeiros etc. Além
de
retribuir
os
3
dhectores
com
600^000
reis annuaes
a
cada um, e
o
secretario
geral com
7000600
reis e
o
guarda
livros
com
600^000
reis,
a
«Caixa»
pagar-lhe-ha
a
decima
industrial.
Do
que
houver
na
sessão
também
direi.
Os
jornaes
continuam
avaliando
a
pro
posta
da
reforma
do
correio,
de
que
disem
bem.
Eu
acho-a
mesquinha
e pequena.
Já
houveram
as
«ambulancias-postaes»
e
foram
extinctas
por não
darem
resul
tado,
segundo resava
o
decieto
da
ex-
tineção.
Hontem o
governo
mandou
suscitar
a
observância
de
certos artigos
da
lei
de
1867
sobre sociedades
anónimas,
visto
que
havia alguma
que
não
tinham
cumprido
o
preceito
do
deposito.
Progridem
aclivamente
os
trabalhos
para
a
«Companhia
de
Edificação Lisbo-
uense».
Parece-me
ser
uma
empresa
que
hade
dar
bons
resultados.
lambem
se
trata
de
criar
uma
«Caixa
de
Penhores»
com
o
capital
de
25
contos
para
salisfaser
aos
empréstimos
pequenos,
e dar
assim
uma modificação
ás
casas
de
penhores
que
ha
em
Lisboa
que
levam
um
juro
excessivo.
E-ti
instituição
sae
de
gente
humilde,
mas
muito
trabalhadora.
Na
H
*
spaiiha
o
bolsim
ateima
em
uão
ter
grande
fé
na monarchia
de
D.
Aflon-
so
XII.
Progridem
alli
as
conspirações,
e
creio
que
o
poder
nào encontra
até
bene-
volencia
da
parte
dos
seus
mais devota
dos
amigos.
Alguns
jornaes
d’esta
capital
andam
remoqueando
os
snrs.
duques
d
’
Abrantes
e
Linhares
por
lerem mandado
construir
uma
capella
nas
Larangeiras,
no sitio
onde
era
o
theatro.
Hontem
ouvi
falla
r
com
louvor
da
ca
pella, que
se
instituiu
no
Pinhal
Novo,
onde
é
o
entroncamento
do
caminho
dê
leiro
do
Sul
e
Sueste.
Disem-me
que
na
linha
do
norte
se
trata de
construir
uma
outra
no
entroncamento.
Faz-me
isto
lem
brar,
com
saudosa
recordação,
de
quando
visitei
a
mina de
S.
Domingos,
e
vi
que
um
protestante
linha
levantado
uma ca
pella
para
serviço
dos
oi
erários.
Sube
agora
que
a velha capella
foi
deitada
abai
xo,
por
alli
passar
um
filão
metálico,
e
que
se
levantou
um
novo templo,
mais
grandioso.
REVISTA. ESTRANGEIRA
A
cidade
de
Pamplona
ficará
pois ou
tra
vez subjeita
a
um
cerco
mais
rigoroso
que
o
ultimo,
e
cedo
ou
tarde terá
que
abrir
as
portas
ao
Bei
Carlos VIL
Segundo
a
«Correspondência»,
a
mor
talidade,
principalmente
em
donzellas,
foi
enorme;
os
comestíveis estavam
por
pre
ços
fabulosos; vacca
a
720
reis
o
arra-
tel;
cão
e
ca
vallo
a
540
reis;
uma
ca
bra
custava
14:400;
um
ovo
54
reis;
uma
gallinha
2$160
reis.
O
governo de
Madrid
’ dicidiu
confessar
a
sua grande derrota
de
Lácar.
Muitos
dos
seus
generaes
foram
demittidos
ou
chamados
á
capital ;
e
alguns
mettidos
em
conselho
de
guerra.
Officiaes
e soldados
hão
de
expiar
em
Cuba
a
sua ultima
fuga em
Larraga,
que
poz
em
perigo,
dizem,
os
nossos
inimigos.,
e
os
dias
e
liberdade
do
filho de
D.
Isa
bel.
O
famoso
Moriones, que
commandou
cinco
vezes
já
o
exercito
liberal sob
as
bandeiras
de Prim,
Amadeu,
Republica,
Serrano,
D.
Affonso,
succumbe
mais uma
vez;
Lazerna participa
d’essa
desgraça.
Que
mobilidade vertiginosa nos
com-,
mandos
militares
do exercito
liberal
!
Quesada
e Echague,
novos
chefes do
exercito
do
Norte e do
Centro
não
co
lherão
mais
louros
que
os
seus
anteces
sores.
Foi
agora
decretado
outro
recrutamen
to
de
70:000
homens
;
é
a sexta
depois
da
colligação
de
Cadix.
Com
este
recru
tamento
perfaz
a
conta
fenomenal de
600
mil
homens.
Não
julguem
que
todo
este
numero
mordeu
a
terra
em
frente
dos
exercitos
carlistas.
Uma
boa
parle
veio
engrossar
as
nossas
fileiras,
outros emigraram
;
e
mais
ainda
foram
os
que
se
livraram
pa
gando 2
ou
3:000
pesetas.
Como é
difiicil
cobrar
os
tributos,
acha
aqui
o
governo
de Madrid
um
meio
de
çncher
os
seus
cofres
completauaeple
des
pejados.
Emquanto
D.
Afiooso
condemna
a
co
vardia
dos
seus,
El-Rei
D. Carlos VII
com
pleta a
sua
cavallaria
e
premeia
a
cora
gem
dos seus
voluntários.
—
Lômos
no
«Cuartel Real»
o
se
guinte
:
O
general
Dorregaray
general
em
che
fe do
exercito do
Centro,
dirigiu
aos seus
voluntários
a
seguinte
proclamação
quan
do
tomou
posse
d’
aquelle
importante
com-
raando :
Voluntários
:
Escravo
do
dever
e da
honra
aprcsen-
tei-rne
ha
mais
de dois
annos
no
meto
de
vós, e
cumprindo
as
ordens
de
S.
M.
El-
Rei
(Q. D. G.) arvorei a
immaculada
ban
deira
tradicional,
e
por
ella
derramei
o
meu
sangue.
Mais tarde
fui
encarregado
de
reanimar
o
heroísmo
dos
vasco-navarios,
e
o
pu
nhado
de
homens
que
se
pôz
ás
minhas
ordens
converteu-se
em
breve,
apoz
algu
mas
victorias,
em
um
exercito
numeroso
e
aguerrido
que excita
com
justiça
a
ad-
miraçao
do
mundo.
Hoje
S. M.
El-Bet
houve
por
bem
con
fiar-me
0
commaudo
d
’este
exercito
do
Centro,
e
fazendo-o, escrreveu-me
uma
carta,
que
será
para
mim
a
maior
paga
que
poderão
alcançar
os meus
serviços.
E
’
natural
e legitimo
que
me
aparte
com
pena
d’aquelle
exercito
do
Norte,
que
vi
nascer,
crescer desenvolver-se
co
mo
um
gigante,
e
que
tantos
glorias
con
quistou
em tão
curto
praso.
Mas
S.
M.
Él-Bei
pôz
toda
a
sua
confiança
em
mim
quando me
mandou para
junto
de
vós, e
essa
augusta
confiança,
é
o
que
me ins
piram
o
vosso
valor
e
as
vossas
grandes
virtudes,
despertam
em
mim
novo
enlhu
siasmo e
maior
decisão
na
gloriosa
lucta
que
vamos
continuar.
El-Rei
chama-vos
á
sua
vanguarda
e
espera
que
abriremos
as
portas de
Ma
drid.
Voluntários!
Juremos cumprir as
espe
ranças
de
S.
M.
!
Para
isto
conto
com
o
vosso
reconhe
cido
heroísmo
e
com
a
mais
absoluta
su
bordinação,
sem
a
qual
não
ha
exercito
possível,
nem
ha
tão
pouco
victorias
pos
síveis.
Os
valentes
e
os
subordinados
lerão
em
mim
um companheiro,
um
pae.
Pa
ra
os
que
faltarem
ao
seu dever,
não se
rei
nunca
senão
um
chefe iutlexivel
e
se
vero.
Conheço-vos
e
vós
conheceis-me.
Por
vos conhecer
sei
que
cumpriieis
o
vosso
dever
;
por
me conhecerdes,
estaes
certos
de
que
farei
o
que
digo.
A
terra
de Jaime
o
Conquistador,
e
de
Aflooso
o
Mag
uaU
“"'
’
’
“
“
“
“
‘
“
“
u
em
outro
lempo
o
mundo
com
e
ruido
de
suas
proezas.
Dignos
netos d’aquelles
heroes,
haveis
de
resuscitar
as
suas
glorias,
e
os
tiran-
nos
de
Madrid
ver-vos-hão
com
espanto
chegar
ao
pé
das
suas
muralhas,
e
cravar
alli
para
sempre
a
bandeira da
cruz
e
da
monarehia
legitima.
Voluotarms
!
Viva
a
Religião!
Viva
a
Hispanha!
Viva
o
Rei!
Vosso
general
em
chefe,
Antonio
Dorregaray.
—Do
«Cuartel Beal»:
Estella
ás
12.
—
S.
M.
assignou
hontern
um decreto
concedendo
a
cruz
de
S.
Fer
nando
aos batalhões
da
Rainha,
segundo
da
Navarra,
do
Príncipe,
terceiro
da
mes
ma
; a»s
caçadores
d
’
Arlanzon,
segundo de
Castilha,
e
ao
primeiro
esquadrão
<io
re
gimento
de
cavallaria
do
Rei,
u.°
1.°
pelo
seu
comportamento
na
acção
de
Biurrum
e monte
de
S.
João,
n»
dia
21
de
setem
bro
ultimo,
depois
de
corrido
o
processo
que
prescrevem os
estatutos
da
ordem.
—
Reuniram
60:000
homens,
fazel-os
ir
até
perlo
das
posições
carlistas,
traze
rem de Madrid
o
filho
de
D.
Isabel,
e
no
fim
de comas
não
se
atreveram a
ata
car... deverá
chamar-se
medo
ou
covar
dia?
Que
gente
tão
assustadiça, tão
pusilâ
nime
e
tão insignificante
que
dizem
ser
os aflonsinos
!
E
ainda
a
«Epoca»
se
não
atreveu
a
fatiar em
ires peças
Placeucia
que os
nos
sos
voluntários
lhes
tomaram
na
surpresa
de
Lacar.
Vamos!
um
pouco
de
animo!
Não
é
quasi
nada!
Apenas
ires canhões
de
aço!
Peior
fôra
se
aprisionassem
o nino,
que
fugiu em hábitos
menores!
Para
a
ouira
vez
serão
seis!
—
Do
«Jornal
de
Lisboa»;
Os
batalhões
carlistas
que
estavam
em
Chelva
parece
dirigirern-se
para
Andilla.
Nos
arredores
de
Onda
estavam-se
reu
nindo
também
algumas
forças
facciosas.
—
Os
commandos
de
dois
batalhões
car
listas
pertencentes
á
brigada
de
Monet
fo
ram
confiados
a
dois
officiaes
prussianos
—
O cabecilha
Aharez,
indigitado
para
o
cargo
de
commandante
geral
de
Maes-
trazgo,
encarregou-se
do
commaudo
da
for
ça
que commandava o
cabecilha Monet,
o
qual passou a
fazer
parte
do
estado
maior
do
general
Dorregaray.
—
Os
carlistas
continuam
a
fortificar
Cantavieja, em
cujos trabalhos
são
empre
gados
os
prisioneirs-s
liberaes.
O
cerro
de
S.
Braz
já
está
entrincheirado,
e
actual-
meote
estão
construindo
as
muralhas
e
os
fossos.
Esperam
cinco
canhões.
—
E
’
cada
vez
mais
rigoroso
o
cerco
de
Bilbau.
As avançadas
carlistas
fazem
fogo
sobre
qualquer
pessoa
que
pretende
entrar
ou
sair
da
praça.
—
O barão
de
Benicasin
foi
nomeado
segundo
chefe
do
estado
maior
de Dorre
garay.
—
Os
carlistas estão construindo
trin
cheiras
no
logar
de
Carreras,
proximo
de
S.
Pedro
Abanlo.
—No
dia
17
de
fevereiro
houve
em
Estella
um
conselho
de
generaes presidi
do
por
D.
Carlos,
que durou
desde
as
6
horas
da
tarde
até
ás
9
da
noite.
—
O
«Cuartel
Real» publica
ô
relalorio
do
general
Argonez
a
respeito
da
parte
que
a
divisão
navarra tomou
na
batalha
de
Lorca.
Telegrammas da Agencia liavas
Paris
1.--A Assembleia
elegeu
Buffel
presidente
por
479
votos
em
546.
Martel,
Audiflrel,
Kerdrel
e Richard
fo
ram
eleitos
vice-presidenles.
Vários
jornaes
afiirmam
á
ultima
hora
que
BoufTet
acceita
detinilivameote
o
en
cargo
de
formar
gabinete,
que
se
suppõe
ficará
constituído
terça-feira.
A
condessa
de
Gkgenle
partiu
hoje.
Hcrmandez,
secretario
da
embaixada
his-
panhola
vae
acompanhal-a.
Belyann,
secretario
da
legação
grega,
entregará
brevemenle
a
resposta
do rei
Jorge
á
carta
de
D.
Affonso.
Idem
2.
—
Buflel conferenciou
largamen-
te
com
Mac-Mahon
e
depois
com
Broglie
e
Descazes.
Corre
que
acceilará o
encargo
de
formar
ministério.
O
ministro
da
justiça pediu
á
assem
bleia
que discutisse
o
relalorio Savary.
A
Assembleia
porém
adiou
a
discus
são.
—
Aile»
de
acceitar
a
missão de
cons
tituir
gabinete,
Buílet
leve
esta
tarde
uma
nova entrevista
com
Mac-Mabon,
pedind»
para
reflectir
e
fallar
com
alguns
perso
nagens
políticos.
Madrid
3.
—
Estão restabelecidas
as
com-
municações
com
Caníranc.
A
«Gaceta»
nada
publica
de
interesse
geral.
Dos
carlistas
nada se
sabe.
—Os
fundos
hispanhoes
internos
cola
ram-se
a 14,43,
14,50;
externos
18.50.
GAZETILHA
assignantes
d’este
jornal,
e
áquelles
que o
eram do
Futuro,
os
quaes
são
con
siderados lambem
como
nossos
assignantes
,
rogamos o
favor
de
mandarem
satisfazer
o
seu
debito,
•
que
podem realisar
enviando-o
em
valles
do
correio,
ou ordens
pelos
agen
tes dos
Ranços
d
’esla
cidade,
ou
enlregan-
do-o
aos
nossos
correspendenles.
Esperamos
lambem,
nos
avisem
quando
verifiquem
qual
quer
entrega
e
se continuam
ou
não
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar a
reiteradas
queixas
que
se
nos
leem
feile
quer
de
lerem
pago,
ou
mandado suspender a
remessa,
o
que mui
tas
vezes
não
chega
ao
nosso
conhecimen
to,
resolvemos
publicar,
em
secção especial,
os
nomes
dos
snrs.,
que
remellerem
cartas
á
administração d’
este
jornal,
pospondo aos
nomes
a
palavra
—
recebemos
—
, quando se
ja
remessa
de
dinheiro,
e
esl'outra—scieo-
les
—.
quando sejam avisos,
etc.
Os
correspondentes
auclorisados
para
receber
as
assignaluras são
os
seguintes
ill.
mos
snrs
:
Em Lisboa,
Ignacio
Francisco
de
Mo-
raes,
rua
de
S.
Lazaro
n.°
38 —
No
Porto, José
Carlos
das
Neves,
rua
das
Flores. —
Na
Covilhão,
Luiz Antonio
de
Carvalho.
—
Em
Vianna,
Francisco
José
d
’
Araujo Júnior.
—
Em
Ponte
do
Lima,
Antonio
Ferreira
Salça,
redacção
do
«Ecco
do
Lima
».
—
Em
Guimarães, J.
A.
Teixeira
de
Freitas
Guimarães,
S.
Damaso
17.
—
Penafiel,
Victonno
José
de
Carvalho.
—
Barcellos,
Francisco
José
Leite.
LauMperenne.
—
Expõe-se
hoje
no
real
templo
de
Santa
Cruz,
e segunda-
feira
na
capella
de
Nossa
Senhora A
Branca.
JHotieias «le
Avidago.
—
Escrevem-
nos
d’aquella
localidade,
em
22
de
feve
reiro
:
Desde
de
agosto
do
anno
findo
grassa
n’esta
povoação uma terrivel
moléstia no
gado
suíno.
que
tem
causado
um
prejuiso
superior
a
500^000
rs.
Ha
cerca
de
dois
annos
que
por
aqui
não chove,
reseolindo-se
potisso
a agri
cultura.
O vinho
e
azeite
que
tem
havido
é
em
tão
diminuta
quantidade
que
não
chega
para
consummo da
terra.
A
alimentação
dos
gados
bovino
e ca-
vallar
está
dando
seus
cuidados
aos
agri
cultores,
por
causa
da
carestia
de
pastos.
Se
continua
a
falta
da
chuva,
não
leremos
esle
anno
nem
azeite,
nem vinho,
nem
outros
cereaes
que
n
’oulros
annos
abun
davam.
—Eslá-se
procedendo
ao
estudo
d
uma
estrada,
que partindo
da
estrada
real
en
tre
o
Franco
e
Lamas
d
’
Orelhã
condusi-
rá
ao
Louro.
E
’
feita
á
custa
da
camara
de
Mwan-
della.
Oxalá que
brevemenle
se
ultime
esle
melhoramento,
de
tão
reconhecida
utilida
de para
estas
povoações.
—
O
templo
d
’
esta
freguezia
está
mui
pobre
de
ornamentos.
A
junta
de
paro-
chia
ha
mais
de
anno
que não
faz
sessão
para cuidar dos
deveres,
cujo
desempenho
está
a seu
cargo.
Seria
para
estimar
que
houvesse mais
solicitude
e
zêlo
d
aquelles
a
quem
com
pele
velar
pela deceocia do
culto,
e coad
juvar
o
seu
parocho
na
manutenção
e
au-
gmento
d
’essa
decencia,
cuja
necessidade
é
de
todos
sobejamenle
reconhecida.
—
Tenho
o
doloroso
dever
de
noticiar
o fallecimeuto d
’
um
moço,
a
quem
parecia
estar
reservado
um
brilhante
futuro.
Refiro-me
ao
snr.
Alfredo
Arlbur
Pa
vão,
filho
do
bem conhecido
proprietário
de
Lucçães,
o
ill.
*
10
snr. Francisco
de
S.
R.
Pavão.
O
infeliz
mancebo
succumbiu
da va
ríola.
Era
estudante
em
Coimbra,
onde go-
sava
de
geraes
simpatbias,
a
que
lhe
da
vam
direito
,
as
suas
bellas qualidade e
intelligencia.
Teve
um
enterro pomposissimo.
—
O preço
dos
cereaes
tem
aqui regu
lado
pelo
seguinte
vinho,
almude—
1^000
e 1^200;
centeio,
alqueire
—
360
e
400
;
tri.
go,
550
rs.
Mais
nada
por
hoje.
—
M.
M.
RevrÍMta
industrial—Gazeta dag
Fahrieanj,
—
Recebemos
o
primeiro
nume
ro
d’
esta
utilíssima
revista,
que começou
a
ver
a
luz
publica
em
Lisboa.
O
seu
programma
é
o
seguinte
:
1.
°
Generalidades
«obre
a
instrucção
profissional.
2. °
Artigos
de
instrucção
technica
es-
pecial,
descripçã©
de
instrumentos,
machi-
nas,
utensílios,
etc.
3. °
Estatística
industrial
e
descripção
de fabricas.
4. °
Variedades.
5
0
Noticiário.
6?
Annuncios de
interesse
para
a
clas
se
industrial.
Como
os
leitores
vèem, é
uma
pnbli-
cação
importantíssima
e
que merece
toda
o
auxilio
e
apreço.
Agradecemos
o exemplar
com
que
fo
mos
brindados.
O
annuncio
respectivo
vae
publicado
na
secção propria.
Conferencia.
—
E
’
ámanhã
a
quarta
conferencia
aos
socios
da
Associação
Ca
tholica.
Principia
ás
7
horas
da
tarde.
O
Fortim.
—
Com
esle
titulo
princi
piou
a publicar-se
no
Porto
um jornal,
cujo
primeiro
n.°
recebemos.
Longa
vida ao
collega.
iTOeBlioras.
—
Tem
experimentado
sen
síveis
melhoras
o
nosso dislincto
corre
ligionário
e
collega, o
ex.™°
D Jorge
Eu
gênio
de
Locio,
esclarecido
redaclor
da
<
Nação».
Partida.—
Partiu
aule-hontem
para
o
Porto
para
d’
alli seguir
para
Mafra, onde
vae
desempenhar
o
cargo
de
delegado
do
pro
curador
regio,
o
ex.
m0
sor. dr.
Augusto
da
Cunha
Pimentel,
ex-adminislrador
d’
es-
te
concelho.
Na
occasião
da
partida
de
s.
ex.a reu
niu-se em
Irente
da
sua casa,
no
campo
das
Carvalheiras,
grande
numero
de
pes
soas
de
todas as classes,
que d
’
este
modo
testimunharam
as simpalhias
de
que
justa
mente
gos>a, entre
nós, aquelle respeitá
vel
cavalheiro.
8. ex.a
foi
acompanhado
por
alguns
dos
seus
amigos
mais
dedicados.
Fallecimento.—
Falleceu
hontern.
ao
fim
de
penosos
e
prolongados
soffrimenlos,
a
snr.
D.
Anna
Mana
da
Conceição
Mat
tos.
virtuosa
esposa
do
nosso
amigo
o
ill.
mo snr.
Antonio
José
Henriques
de
Mat
tos,
artista distinclissimo
d
’
e"ta cidade.
O
seu
cadaver
é
hoje
dado
á
sepultura
no
cemiterio
publico.
Acompanhamos
aquelle
nosso
amigo
na
dôr
que
o
afllige,
e
aos
nossos leitores
pedimos
um
P.
N.
por
alma
da
finada.
Caminho
«le
ferro d«»
JlrnSto.
—
Pelo
snr.
chefe
de
trabalhos
do
6.°
lan
ço
do
caminho
de
ferro
do
Minho
foi
ex
pedido
ao
snr.
administrador
do
concelho
um oflicio,
acompanhado
de
exemplares
do
Titulo
III
do decreto
de
31
de
dezembro
de
1864,
para
que
seja
mandado,
nas
fre
guezias
circumvisinhas da
linha
ferrea,
pu
blicai
pelos
parochos,
á
estação
da
missa
conventual, os
artigos
do referido
Titulo.
Esses
artigos,
que
prohibem
o
transito
na
linha ás
pessoas
estranhas ao^
trabalhos
da
mesma, já
foram, por
duas
vezes,
pu
blicados
iotegralmente
n’
este
jornal
e
n’es-
ta
secção.
5.
João
de Jleus.—
E’
na
próxima
segunda-feira
a
festividade
d’
este
saneio,
na
capella
do
Hospital
de
S.
Marcos.
Medalha
eo«nmena«»rativa.—
t)
di-
redor
da
casa
da
moeda de
Paris
acaba
de
receber
do
gravador
mr.
Chaplain a
medalha
commemoraliva
do
cerco de
Pa
ris.
Na
frente
está
representada
a
cidade
de
Paris sitiada,
personificada
por
uma
mulher
de
estatura
avantajada, coberta com
um
capote
militar,
com
uma
espingarda
entre
as
mães,
encostada
ás
fortificações;
aos
pés
tem
uma
peça
de
artilheria.
Vê-
se
ao
longe,
de
um
lado
o
’
xMonte
Vale-
nano,
do
outro
os
principaes
monumentos
de
Paris.
No
reverso,
o
artista
gravou
o monu
mento commemorativo
de Champigny,
em
volta
do
qual
inscreveu
os
nomes
e as
da
tas
dos
cinco
combales
feridos
em
torno
de
Paris
:
—
Chatillon, 19
de
setembro;
Hay»
30
de
setembro
;
Bourget,
28
e
29
de
ou
tubro:
Champigny,
2
de dezerefbro
;
Bu-
zenval,
19
de
janeiro. Por
cima
lêem-se
as
seguintes
palavras
: Cerco
de
Paris, 1870-
1871.
Theatro.
— Lê-mos
n
’
um jornal
que
a
companhia
do
theajro
da
Trindade,
do
Porto,
»em
a
esta
cidade,
para dar
dois
espectaculos
com
a
opereta
O
verde
gayo.
Edital.—
Q
escrivão
de
fazenda
d
’
es-
te
concelho
aciba de
publicar
um
edital
em
que
«convida
lodos os
indivíduos
que
queiram
exercer
as
fm.cções
de
secretários
das
com
missões
parochiaes
que
lem
de
proceder
á
inscripção
e
descripção
dos
pre
dios
para
as
novas
matrizes
prediaes
(Ves
te
concelho,
na
conformidade
do
decreto
de 30
de
outubro
ultimo,
para
que
apre
sentem
n
’
esta
repartição,
desde
o
dia
1
a
17
do
corrente, os
seus
requerimentos
acompa
nhados
dos
documentos
de
habilitações
que
liverem
para
ojbom
desempenho
dos dites
cargos,
ou
exposições por
escripto em
que
demonstrem
provada competência
para
co
nhecerem
da
natureza
dos
prédios, apre
ciar
devidamente
o
seu
rendimento
e
to
das
as
mais circunstancias
que
influam
no
valer
dos
mesmos
prédios.»
Sinistro
marítimo.
—
Ha
dias
vi-
ram-se dois
barcos de
pesca
na
barra d’
AI-
vor,
morrendo
um
dos
tripulantes. Os res
tantes,
que
eram
tres,
foram
salvos por
Antonio
Cabeça,
prestando
este
serviço
com grande
risco
de vida.
—
(«D.
de
Noti
cias»).
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
Fainalicfto
16 de fevereiro de
1S9S
Encerrado
nas
quatro
paredes
da
minha
pobre e humilde
habitação, ouço ao
longe,
como
som
da
tuba
bellica,
uns
ruidos tão
lúgubres
e tristes a
que
jámais
posso
fi
car insensível.
Não
venho
á
imprensa
narrar
factos
menos
verídicos,
nem suscitar
odios
con
tra
quem não
é
digno
d’
e1les
;
faço
o,
por
que
intendo ser
um
bem
commurn,
um
dever de
cidadão
que
ama as
garantias,
direitos
e
bem
estar
dos
povos
:
e
já
o
le
ria
feito
ha
dous
annos
a
esta
parle;
po
rém,
(digo
com
Cicero) longe
absum
;
audio
sero.
Existe,
meu
caro
leitor,
na
extensa
quanto
populosa
freguezia
de
Joanne,
a
maior
e
mais bella
d
’
este
concelho,
uma
cadeira
de
ensino
primário
do
sexo
mas
culino...
Existe,
digo eu! Perdoe-me
o
leitor,
porque
errei;
mas
fique
certo
que
desde
jà
dou
as
mãos
á
palmatória.
Exis
tiu,
realmente
essa cadeira
; porém
hoje
nào
posso,
não
quero,
não
digo
que
exis
te,
porque, amante da
verdadeira
filosofia
nao concordo com
os
mathmalicos
que
de princípios
falsos,
tirana
conclusões
ver
dadeiras.
Era
outr
’
ora
a
escola
frequentada
por
mais
de
cincoenta
alumnos e
hoje
segun
do
noticias fidedignas
não
passam
de
se
te a
oito
diários.
Nunca
fui
mestre-es
cola,
porém
julgo
que sem
excepção,
lo
dos
elles
leem lestncta
obrigação
de da
rem
aula,
duis
vezes
ao
dia,
salvo
se
pe
la
não afluência
de
alumnos
á
aula
de
tarde,
o
commissario
dos estudos
do dis-
tricio
ass'm
o
julgasse
desnecessário
e
o
professor
viesse então a
conseguir
uma
licença muilo
justa.
A
aula,
pelo
que
observo aos demais
professores,
deve
durar
pelo
menos duas
horas;... mas, perdão,
leitor, já me
es
quecia
do
disse:
como
o
numere
dos alum
nos
é
ínfimo,
n
’este
caso
não
admiro
que
o
tempo
da
aula
exceda
de
um
a
tres
quartos
de hora,
nem
que
os
cinco
dias
de
aula
em
cida
semana
se
reduzam
em
algmas
do
mez
a
tres
ou
quatro
e
ás
vezes
(por
graça
da
cabula)
lodos
feria
dos.
Nenhum
professor
se
pode
fazer
subs
tituir
por
outro
qualquer
indivíduo,
sem
previa
licença
do respectivo
commissario
dos
estudos,
jámais
não
tendo
o
substi
tuto
as
habilitações
necessárias;
mas
aqui
lambem me
calo,
porque,
como
o
alum-
no
mais adiantado,
já
anda em
cartilha,
pode
com muilo
juiso professorar
os
de
mais
que
pelo
muilo
uso,
rasgam
as
pa
peletas
do
abc.
Finalmente,
amigo
leitor,
se
eu inten
tasse
provar
o
bom
regimen
da
escola,
bastaria
dizer
que
existem,
senão
porta
com
porta,
muitissimo
perto,
tres
esco
las
particulares
que
por
muilo
baratas
são
cursadas
por
mais
de
quarenta alumnos,
julgando o
povo n
’
isso
um
favor,
visto
as
intolerâncias
da
escola regia.
Pobre
gente
!
Comes
á
noute o
pão
que
de
dia
ganhas
e
ainda
hasde
pagar
ao
professor
particular
para
guiar
os
teus
fi
lhos
nos
primeiros
passos
litterarios
I
E
dizem
que
estamos
no
século das
luzes
!
A
quem
compeliria
dar
exactas
infor
mações
ao
administrador
do
concelho
e
demais
auctoridades em
escala
ascenden
te?
Que
o
diga
a
junta
de
parochia.
Ficarei
hoje
por aqui,
e
ser-me-ha
mui
penoso voltar
á
imprensa
para
fazer
pu
blico
abusos
que
compeliria á
auctoridade
remediar.
*
•
*
Para
que
se
conheça
do
destino
dado
ao
producto do beneficio que
promovi
em
favor
do
estudante
José
Manoel
Pereira,
beneficio
que
leve
logar
no
Theatro
de S.
Geraldo,
no
dia 21
de
fevereiro,
e
para
destruir
boatos
d
’
alguns mal-intencionados,
passo
a
dar-lhe
publicidade,
resumindo
os
documentos
que
possuo,
e
que,
por
bre
vidade,
nào
dou inlegralmenle.
Começarei pelo
recibo
do
beneficiado
que
é
como
segue
:
Recebi
do
snr.
João
de
Deus
da
Silva
Ferraz,
a
quantia
de
22$500
reis,
parte
do
producto, já
recebido,
da
receita
que
promoveu
em
meu
beneficio.—
João
Manoel
Pereira.
Por
um
certificado
subscripto
pelo
snr.
Lourenço
José
Moreira, fiel
do
Theatro,
vê-se
que
o
producto total
foi de
96$900
reis
:
(Testes
foram
entregues
ao
referido
snr.
Moreira
3l$900 reis
para
pagamento
do
aluguer,
empregados
e mais
despezas
feitas
no
theatro
e
imprensa
;
12
reis
ao
snr.
Manoel
João
de
Paiva,
como
impor
te
da
orchestra
;
9$000
á aclnz
Anna
Can-
dida
;
43500
á
actriz
Maria
Augusta:
pa
ra
despezas
miúdas,
como
luzes
para
en
saios, compra
de
dois dramas,
sellos,
stea-
rina,
ca
bei
lei
r ei
ro,
luvas,
carretos,
compar
sas,
etc.
1
l$300.
Ficam,
pois
restando
5$7O'J,
que
ainda
não
foram
recebidos,
e
a
cuja
cobrança
se
está
procedendo.
Com a
publicação (festas linhas
muito
obsequiará
o
De
v.
etc.
João
de
Deus
da
Silva
Ferraz.
Resposta a um
comniunicado de
Amare
*
Snr.
redaclor.
No
seu
jornal
de 18
devereiro
foi
inser-
lo
um
communicado
datado
de
Amares,
e
assignado
por
Anlonio
Ignacio
de
Macedo
Portugal,
contendo
um
acervo
de
mentiras
e
um
apontoado
de
inépcias,
que
complelamente
despresaria,
se
lodos
os
seus
leitores
me
conhecessem
a
mim,
e
conhe
cessem
também
lai
firma
que
subscreve
o
dito
communicado.
Quando
comprei
as
duas
quintas
da
Ribeira e
S.
Veríssimo,
colhi
do
vendedor
lodos
os
títulos e
esclarecimentos,
e
á
fa
ce d’elles certifiquei-me
com
os melhores
jurisconsulto
*
dos direitos
que
me
ficavam
pertencendo. Ir
consultar
sobre
isto
o
snr.
Antonio
Ignacio, era
inépcia
e
lempo
per
dido.
As
referidas
propriedades
compradas
por
mim
em
1869,
haviam
sido
arrematadas
em
praça,
pelo
vendedor,
com audiência
da
fallecida
D.
Maria
Antonia,
e
constam
do
respectivo
registo
•
predial,
em
virtude
do
qual
lenho
sobre
ellas
a
posse
civil,
como
tenho
a
posse
natural
com
a
morte
da
dita
D.
Maria
Antonia,
independente
«ente
d
aclo
algum
juducial,
e
como
já
linha
desde
1869,
sobre
todas
as ditas
pro
priedades
a
mesma
posse
natural
com
as
obras de
pedreiro
e
plantações
novas que
em
todas
ellas
fiz,
usando
do
meu
direi
to,
desde
a
referida
epoca.
Além
d
isto
estão
as
minhas
propriedades
destri
nçadas
das
alheias
por
acto
judicial
a
qae
se
procedeu
opporiunamente,
e
com
todas
as
formalidades legaes, em
virtude
do
que
sobre
isso
foi
ordenado
pela
Rela
ção
do
Porto.
1
Tudo
o
que
acabo
de
expor,
são
fa
ctos
consummados
a
garantirem
exuberan-
temeite
os meus
direitos
Já
vê,
por isso,
o
publico,
que é falsa
e
tola
a
aílirmação
de
que
eu
proposera
transacção. A
mim
é
que
foi
pedida tran-
sacção,
como
poderei
provar
com
docu
mentos
em
meu poder.
Eu
não
tinha,
nem
tenho
que
transi
gir;
pois
que os meus
direitos
são claros
e
terminantes;
e
o
que
tenho
lem-me
cus
tado
muito a
ganhar
honradaraente,
e
nào
é
para
ir
saciar
a
avidez
de
quem,
ven
do-se perdido,
quer
estorvar-me
no
livre
exercício
de
meus
legítimos direitos.
A
invasão
que se
me
aliribue
de
com
panhia
com
15
indivíduos.
na
maior par
te
impribos
e
de
má catadura,
repletos
de
armas
defezas,
de
facas
á
cinta,
e
clabinas
que
os
gabões
encobriam,
tem
um
tal sabor
a melodrama
de
theatro
antigo, e
a
see-
nas
recordadas
e
imaginadas
nas
enxovias
das
cadeias,
que
eu attribuo
essa
inven
ção
de
tão
negras côres
e
phrases tétri
cas
á má impressão
ou
disposição
que
no
espirito
do
snr. Antonio
Ignacio
deixaram
áquelles
einco ou
mais
annos de
prisão
nas
cadeias d
’esla
cidade
!
Invasão!
Eu
nào
invadi,
estrei
no
que
era
meu
cam
muitas
altenções
para
com
todas
as
pessoas
que
encontrei,
e
indo
acompanhado
por
meus
filhos que
não
le
vavam
armas
de
qualidade
alguma
e
por
alguns
jornaleiros
que
iam trabalhar
nas
minhas
propriedades,
e por
isso
levavam
fouces
e
mais
ferramenta indispensável ao
seu
serviço.
Em
vista
do
exposto,
julguem
as
pes
soas
sensatas
e
honradas.
Por
esta
occasião
reitero
o
meu
pedido
ao
exc.
,no ministro
das
justiças
pa
ra
que
olhe
com
benignos
olhos
o
con
celho
de
Amares,
onde
a
administração
da
justiça
contimh
a
estar
entregue
a
mãos
inhabeis.
Braga
5
de
março
de 1875.
Henrique
Bizarro.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Carlas
e
avisos
recebidos
em
5
de
março:
Porto.—
Albino
Pires
de Carvalho.
—
Recebido.
COMMERCIO
B
olsa
de
B
raga
3
de
março
de
1875
EflTeetuado
Banco Commercial
de Braga 58$100.
Dito
dito
58$300
Dito
duo
58$500.
Dito
dito (nova
emissão)
19$000.
Banco
Mercantil
de
Braga
2$400.
Banco
da
Covilhã
60$600.
Banco
de
Bragança 2$400.
Inscripções
d’assentamento
48,01.
4
de
março
de
1875
F.íTeetuado
Banco
Commercial
de
Braga
58$500.
Banco
do
Alemtejo
5$200.
Inscripções
d’
assentamento 48,20.
O
director
Anlonio
Teixeira Barbosa.
Resumo
do
aclivo
e
passivo
do
Banco
Commercial.
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
27
de
fevereiro
de
1875.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
:1559o$344
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
......
.
431:505$361
Leiras
caucionadas
.
.
.
20:804^600
Obrigações a
receber.
.
.
8:184$
129
Empréstimos
sobre
penhores
5:487$720
Operações
a longo
prazo
.
14:520$000
Papeis de
credito
.
.
.
12;521$650
Contas
correntes.
.
.
.
7:921$273
Devedores
no
paiz
.
.
.
65:759$4I9
Devedores no
estrangeiro
.
64:030$809
Diversos
devedores
. .
.
9:<)61$335
Efleitos
depositados.
. .
.
5:479$225
Moveis
e
utensílios
.
.
.
560$940
Despezas
de
installação
.
l:900$b00
Acções,
prestações
a
receber
23
1:87O$000
Passivo
896:201
$205
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:000$000
Deposito
á ordem
.
.
.
15:49$7600
Deposito
a
prazo.
.
.
.
41:046$2i5
Letras a
pagar
....
12:69
i$2
41
Diversos credores
....
5:635$630
Credores
d
’
efleitos
depositados
5:479$225
Fundo
de
reserva
....
l:500$()00
Dividendos
a
p«gar.
.
. .
2:800$500
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
H:547$764
896:201$205
Banco
de
Villa
Real,
3
de
março
de
1875.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
Banco
Commercial
de
Coimbra
’
Re«umo
do aetivo e
passivo em
*9
de
fevereiro
de 1S3S
Aetivo
Acções
para
emillir.
.
AccionLtas......................
Devedores e
credores
ge
raes
.............................
Transferencias
. .
.
.
Empréstimos
a
diversos.
Despezas
d
’installação.
Caixa...................................
Letras
a
receber.
.
.
.
Contas
interinas.
Despezas
de
escriptorio.
Moveis
e
utensílios.
Valores
depositados.
.
1.700:000$000
208:964$000
19:655$337
412$57O
15:906$715
1
7í5$484
20:90l$597
85:081$759
966$876
1
:822$595
.
1:005$500
.
2:823$360
2
059
255$793
Passivo
Capital
..............................
2.000:000$000
Ganhos e
perdas.
.
.
.
4:026$563
Depositos
á
ordem.
.
.
18:505$779
Letras
a
pagar^-depositos a
praso...................................
33
900$091
Credores
de
valores
deposi
tados
...............................
2:823$360
2.059:255$793
Coimbra,
2
de
março
de
1875
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Si.nlos.
AGBADECIMENTOS
Os
abaixo
assignados
não
lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
os
e
exm.os
snrs.
e
snr.
as
que
se
dignaram
cumprimental-os
por occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre chorada
fi
lha,
irmã
e
prima
D.
Thereza
Maria
de
Jesus
Rocha,
bem
como
aos illm.
os
e
exm.
os
snrs.
que
lhe
fizeram a honra
de
assistir
aos
oflicios
de
sepultura,
que
tiveram
lo
gar
no
dia 22
do
prosirno
passado
mez
de
Fevereiro,
o
fazem
por
este
meio protes
tando
a
todos
seu
indelevel reconhecimen
to e
gratidão.
Joaquim
José Marques
da
Rocha.
Anna Maria
de
Jesus
Rocha
Rosa
Maria
da
Conceição
Rocha.
Maria
da
Conceição
Rocha.
Bento
Lourenço
da
Conceição.
(2313)
Na
impossibilidade
de podermos
agra
decer pessoalmente
a
todos
os ill.in
°
s
e
exc.
mos
snrs.
que
fizeram
o
dislincto
ob
séquio
de assistirem ao
respondo
de
se
pultura,
que
se
resou
no
dia
22
de
feve
reiro
proximo
findo
na
capella
do
cemitério
publico,
por
alma
de
nossa
muilo
presa-
da
e
querida
filha,
irmã
e
sobrinha,
D.
Engracia
Augusta
Arantes
d
’Azevedo, e
se
dignaram
cumprimentar-nos
por tão
dolo
rosa
occasião;
o
fazemos por esle
meio,
protestando a
lodos
nosso
eterno
reconhe
cimento;
e
bem
assim
a
todas
as
exc.mas
snr.
as
que
por igual motivo
lambem
nos
cumprimentaram
antes
e
depois
do
seu
fallecimento.
Jo
*
é
Joaquim
de
Sousa Azevedo
Júnior
Josefa
Maria
Arantes d
f
Azevedo
Guilhermina
das
DoresAranles d'Azevedo
Pedro
Viclor
Arantes
d
’
Azevedt
Engracia
Luisa
Arantes
Maria
da
Graça
Arantes
Braga
Rosa
Candida
Arantes de Mello
José
da Rocha
Veiga. (2310)
ANNUNCIOS
ATTENCÃO
<T
Precisa-se
d
’um
homem
para substituir
um
recruta.
Preço
convencionado.
Carta
a
esta
redacção com
as
iniciaes
J.
M.
8.
______________________________
(2312)
Z.'X
Vende-se
uma
casa
feita de
novo»
com
grande
loja
para
armazém,
é/l-iás!
sita
na
rua
das
Agoas, com
n.°
91.
Vê-se
das
9
horas da
manhã
alé
ao
meio
dia.
Trata-se
com
Antonio
Silverio
de
Pai
va,
da
Ponte.
(2314)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.
*
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho até
mesmo
fundido.
(860)
Monle-pio
dos
artistas
de S.
José
Convido
a
todos
os artistas
do
Monte-
Pio,
que
estão
no
goso de
seus
direitos,
a
reunirem-se em
Assembleia
Geral
no dia
7
do
corrente
mez,
na
casa
n.°
1
da
rua
de
S. João,-
pelas
11
horas
da manhã/
para
se
dar
cumprimento
ao
disposto
no
art.
0
41
§
2.®
dos
Estatutos,
e
bem
assim
para
se
marcar
ahi
dia
pau
a
discussão
do
projecto
da
reforma
dos
Estatutos,
se
n
’
esse
acto
não
houver
tempo
para
se
ve
rificar
ou
começar
este
importante
serviço.
Braga
1
de
Março
de
1875.
O
presidente,
(2311)
Henrique
Freire
d'Andrade.
REVISTA
INDUSTRIAL
GAZETA
DAS
FABRIC
a
S
18
folhetos por
anno
Preço
da
assignalura
Por anno
............................................
2$400
Numero avulso............................
$240
Um
exemplar
grátis
de
cada
folheto
a
cada
socio
da
«Associação
Promotora
da
Industria
Fabril».
O
preço
dos
annuncio
é
convencional.
Cada
socio
da
«Associação
Promotora
da
Industria
Fabril»
dispõe graluitamente
de
um
determinado
espaço
nas
paginas
destinadas
para os
annuncios.
Adverteneia
A
publicação
regular
da
«Revista
In
dustrial»
principiará
quando certos
os
ne
cessários
rechrsos
para
a
impressão
da
l.
a
serie
de
12
folhetos,
sendo
esle
o
l.°
da
serie.
IIEIIIlhiil)
OO
Lliiúll
DRAMA
ORIGINAL
Km 8
netos
e 8 quadros
POR
Miguel
Boque
Marlins
Tavares
Preço
.
.
240
rs.
A
’
venda
no
Campo
de
D.
Luiz
1.®
n.°
29.
Deposito
de
vinhos,
vindos
de
Monsão
Rua d’
lnftas casa n.° 40
BRAGA
Quem
quizer
comprar
vinho da
colhei
ta
passada,
vindo
de
Monsão
e
armazenado
n
’
aquella
rua
e
casa
acima
mencionada,
queira
dirigir-se
ao
proprietário
do
estabe
lecimento
do
Castello,
junio
á
capella
de
Nossa
Senhora
de
Guadalupe,
onde tam
bém
os
consumidores
o
acharão a
reta
lho.
A
sua
qualidade
é
garantida
por
mui
tos
particulares
d
’esta
cidade,
que
d
’alli,
o
lem mandado vir
para
consumo
de
sua
casa.
(2285)
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
48
Comprãm
e
vendem
acções
de
lodos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
G
a
r
r
e
ir
a
semanal
A
’
s
quartas
feiras
■HMI1
U1L
NU»
»■£
Ji
BÍW
CA
i
1
1
1 IRA QU
1
Z A
&
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
BOYNE
.
.
13
de
Março
|
MONDEGO .
29
de
Abril
TIBER. .
.
29
de
»
|
NÈVA
. .
13
de
Maio
DOURO
.
.
13
de
Abril
|
MINHO
.
.
29
de
>
O
paquete
de
13 toca
em
S. Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O
h
preços
são muito rasoaveis
Esta companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
porluguezes
para servirem os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe tem grátis,
belixe com colchão e roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte do
caminho
de
ferro até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em casa
do
agente
n
’
esta
cidade, rua
do
Souto n.° 43. —
Em
Braga.
João Manoel da
Silva
Guimarães.
COIPAMIfâ
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
DO
PACIFICO
■
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A rica,
Islay'
e
Callao
CARREIRA
QUINZENAL
PARA PERA ARHKO K
BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços, conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
offerecido aos
snrs.
passageiros:
exeellentes
commodo», bom tra
tamento, bastante
espaço para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tem
gasto
SÓrnente
18
dias de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro do
P»rlo
para
Lisboa
Pernambuco
...................................................
Bahia.............................................................
Rio
de Janeiro
..............................................
Montevideo e
Buenos-Ayres.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay" e
Callao
. . . .
Criança» dos passageiros
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
Alé aos 8
annos
a
quarta
parle.
Alé
aos
3 annos
grátis,
uma
só
de
cada
farnilia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.a
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES EM
BRAGA
—
Almeida
&
i
ereria.
Trata
a
passagem
a
pagará
vista
e
a
prazo
com
fiança.
NOVA FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio
Germano
Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz toda a
obra,
assim
como
bombas, conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panei
las
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Retratista
e
pintor
Caetano de
Brito,
mudou a
soa
resi
dência
para
a
rua
da
Ponte,
n.°
96,
on
de
continua
a
exercer
a
sua
profissão de
retratista
e
pintor,
que
d
’
ha
muito
tem
exercido
n
’
esU
cidade.
Espera
dos
seus
amigos
e
patrícios
continuem
a
procural-o,
que
serão servi-
idos
commodameote.
(2304)
3.a
CLASSE
40$000
40&000
4B&000
54$000
126$000
2/ CAMARA
81 $000
90$000
90$000
90$000
189$000
l.a CAMARA
108$000
117&000
I21$o00
157$500
308$500
AT3
ENCAOi
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro proximo passado,
o snr.
Manoel
José
Ribeiro Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja Nova,
sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
jun-
clo
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro de
1874.
O
gerente,
(2174)
-Eduardo
Pacheco.
ALUGAM-SE
Os
altos da
casa
n.
22,
na
rua
do
Campo,
em
Braga,
com
excellentes com-
modos
para uma numerosa
famalia.
Quem
a perlender,
dirija-se
á mesma.
(2286)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAJ&A
Em
virtude
da
deliberação
d
’
assembleia
geral
de
15
do
corrente,
que
approvon
a
proposta
da direcção
para
a
elevação
do
capital
inicial de
600
a
1:000
contos,
fa-
zendo-se
para
esle
fim
uma
2.
a
emissão
de
400 conlos em
8:000 acções
de
50$000
reis
com o prémio
de
4$500
reis
por ca
da
uma,
a
direcção
no
seolido
e
em
con
formidade
com
o
disposto
nos
§
§
2.°
e
3.°
do
arligo
4.°
dos
esiatulos
convida os
snrs. accionistas
a
declararem
na
thesou
raria
do
Banco,
ou
na
sua
caixa
filial
do
Porto,
desde 15
alé
25 de
Março
proximo
futuro,
se
acceilam
as
acções
da
2.
a
emis
são
que
lhes
couberem
em
proporção
das
que
aciualmenle
possuem devendo
no
acto
não
só
aprezentar
as
acções que
possuírem
para
se
efíectuar
o
rateio,
se
não
lambem
verificar
o
pagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que
accei-
(arem,
e
a
1.
a
entrada
de
25
p.
c ,
ou
12$500
reis
por acção.
A
falta da
dita
declaração
e
pagamento
no
mesmo acto
será considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
quaes
ficam
de
conla
do
Banco
para
as
coL
locar
(nunca
por
prémio inferior) quando
e
pela
fórma
que
a
direcção
julgar con
veniente,
d
’
accordo
com
o
conselho
fiscal,
conforme foi
resolvide
pela
mesma
assem
bleia
geral.
Braga 18 de fereir»
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga
Os
direclores,
João
Evangelista de
Sousa
Torres
e
Almeida
Manoel
José
da
Costa Guimarães
Luiz
Anlenio
da
Cosia Braga.
(2298)
ÃTTENUI)
José
Cardes»
de
Carvalho,
vende
ou
ri
me
todos os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar
cellos,
e
Braga.
Trala-se
em
Ponie do Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
NOVIDADE
44,
Rua «lo
Souto, 44
Campos
&
Almeida, acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de iodas
as qualidades.
(2272)
No
largo de
S.
Miguel
o-Anjo,
n.°
7,
leccionam-se
as
seguintes disciplinas
:
Desenho
(corso
completo).
Arilhmelica
e Geometria.
Philosopliia
(corso
completo).
Preço
de
cada
disciplina,
8()0
reis.
Para
tractar
das
8
ás
10
horas
da
manhã.
(MOGIUFIA PORRGliEZA
E
9>FSCRIPÇÃO TOPOGRÁFICA
Do
famoso
reino
de
Portugal, com
as
noti
cias
das
fundações das
cidades, villas
e
lo
gares
que
contém, varões
illuslres,
Genea
logias
das
jamilias
nobres,
fundações de
conventos,
calhalogos
dos
bispos,
antigui
dades, maravilhas da
natureza,
edifícios,
e
outras
curiosas
observações
Autor o P.e Antonio
Carvalho da
Costa
Nova
edição
copiada
fielmente
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um
index
alfabético
de
todas
as
freguezias com
a
declaração
dos
nomes e Oragos,
que
actualmente
lem, nu
mero
de
fogos,
dioceses
e
concelhos
a
que
pertencem, e
correios
respeclivos,
o
que a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.
a
5, em
casa
de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(tres
volumes)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_06031875_318.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)