comerciominho_25021875_314.xml
- conteúdo
-
3.”
ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
314
---
:--------------------------------
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editou
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para onde
deve
ser
dirigida toda
i
correspondência
franca
de
porte.==As
assi-
gnaturas
são
pagas
idiantadas
; assim
coiuo as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
: Braga,
ann©
l$60l
rs.=
—
Semestre
850
rs.=Prorín-
cias,
anno
2&408
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre 1Ã25Í)
TS.=>Brazil,
anno
4S400
rs.=
*
=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
«;
ou
10&000
reis
e
5&590
reis
moeda
fraca.=4nnuncios
por
linha
|
20
rs.,
repetição
10
rs. Para os assinantes
20
°/0
d
’abatimento.
f
BH1GA-ÇITIMTA-FE1HA ®S
FEVEREI»®
€/4>
b
*
i
*
®
b
estríRRíjjcí
PARIS,
16
DE
FEVEREIRO
(Correspondência
particular
do
iCemmer-
cio
do
Minho»}
Somos
chegados
a
uma
nova
erise.
Es
tá
aberia
a
lucta
para
todos
os
partidos
e
ninguém
sabe
qual d
’elles
triunfará.
Na
sexta-feira
assisti
a
uma das
ses
sões
mais
agitadas:
a
camara
linha
a
de
liberar
sobre
o
projecto
de
lei
que
con
fere a
todos
os
francezes
o
direito
de
concorrer
á
eleição do
senado.
Uma emen
da
concernente
a
esle
principio
linha si
do
adolada
na
vespera,
graças
ao
appoi®
da
extrema-direita,
qoe
linha
suas
rasões
quando
votou
um
artigo
qoe
investisse
to
do
o
corpo eleitoral
do
direilo
de
nomear
os
senadores.
Eis
como
se
explica
este
procedimento.
Ha
alguns
dias
havia-se
realisado
uma
conciliação
entre
os
membros
do
centro
esquerdo
(republicanos
moderados)
e
o
cen
tro direilo
(orleanistas)
Estes
últimos
vo
taram
ha
algum
tempo
uma
proposta
—
a
emenda
Wallon—
,
que
declarada implicita
mente
que
a
republica
era
o
governo
do
paiz.
Bem
que
o
centro
direilo
fingisse
.unir-
se
a
esla
forma
de
governo,
ede
enten
deu
todavia
dever
impor
condições
a
seus
novos
alliados,
estipulando,
entre
outras
coisas,
que o
terço
dos
ktnadores
seria
nomeado
pelo
marechal,
e
qoe
os
»u
m
dois
terços
seriam
designados
por
ebito-
res.
O
centro
esquerdo
acceilou
tacita
mente
eslas
condições.
Esle
accordo
loi,
como
os
leitores
coi»-
prehend/m,
mui
mal
visto
dos legitimis
las
que
olharam
os
membros
do
centro
esquerdo
como
transfugas,
e
prometteram
vingar-se
d’
esta
indigna
defecçào.
Não
tardou
a
oflerecer-se
uma
occa
sião
opportuna.
Um
inembio
da
extrema-esquerda,
M.
Pascal
Duprat,
recusando
ratificar
as
con
dições
acceites pelo
centro
esquerdo,
pro-
poz
uma
emenda que tirasse
ao
chefe
do
estado
o
direilo
de
nomear um
terço
do
senado.
Ora
uma tal
emenda
não
podia
de
modo
algum
convir
ao
centro
-
direito,
cujo
plano
transtornada
complelamente.
Esle
plano
é
simples,
e
digno
em
tu
do
d
aquelles
que
o
conceberam.
Como
os
orleanistas
são
os
mais
fervorosos
amigos
do
marechal,
cuja
confiança
procuram
poi
lodos
os
meios
captar,
elles
esperam,
e
estão
mesmo
d
’
isso
persuadidos, que
iMac-
Mahçn
não
usará
de
seu
direilo
senão
em
beneficio
do
partido
orleanisla
;
d
’
este
mo
do
o
proprio
presidente
introdusiria
no Se
nado
60
orleanistas,
isto é
o
teiço
dos
memb<os
da
segunda
Camara,
com
o
du
que
de
Autnale
á
sua
frente.
Quanio
aos
dois
outros
terços
do
Se
nado,
os
cidadãos
seriam
ubiiga«os
a
e-
colhel-os
nas cathegonas
espeeiaet' dr
ci
dadãos
tavoraveis
á monarchia
pailamen
lar.
D
’
este
modo
o
centro
direilo
obtma
a
maioria
no
Senado;
o
duque
de
Au-
inale
seria
nomeado
presidente
e
logo
que
vagasse
o
poder
execuuvo,
este
príncipe
succederia
ao
marechal
de
Mac-Mahon.
Tal
é
o
plano
acariciado
pelus
paiti-
darios
dos
príncipes
de
Orleães.
Vê
se,
pois,
que a
emenda Duprat não quadrava
a
estes
desígnios.
E
é
juslaaiente
por
es
la
rasão
que
os
legitimislas,
querendo
ti
rar
'Vingança
da
deflecçao
de
seus
ami
gos
alliados
favoreceram
a
adopçào de
tal
emenda.
Que
sairá
d’e>la
conjunclura
?
Depois
do
volo
successivo,
e
isolado
dos
artigos
que
compunham
o
projecto
de lei,
quando
a
Camara
foi
chamaria
a
votar
o
ensemble
do
projecto,
o centro
direito
votou
contra
;
elle não
podia
sanccionar
uma
lei
na
qual
estava
um
artigo
que
destruía
todos
os
seus
planos.
Recorren
do
a
esta
hábil
tactica,
a
extrema-direita
esperava
demolir
complelamente
a
andai-
mada
das
leis
consiitucionaes,
que
são
tão
funestas
a
seus
legilinos
projecto»
de
restauração
monarchica,
e
destruir
por
ouiro
lado
a
alliança que
se
estabeleceu
entre
os
dois
centros.
Esta
alliança
é,
com
efleito,
completameile
desfavorável
ás
nos
sas
esperanças.
Fui
hoje
a
Versalhes, e
mtiilts
depu
tados
me
asseguraram
qoe
os
doi«
ce«-
tros
iam
organisar
um
Senado
sobre
novas
bases;
outro»,
porém, que
se
dizem
bem
informados
annunciavam
que
os
dois
cen
tros
estavam
decididamente
baralhados,
e
que
toda
a
espeiança
d
’
uma
aova
recon
ciliação
parecia
de
todo
perdida.
Estes
últimos pretendiam
mesmo
que
o
duque
de
Broglie
ia
formar
um
gabinete,
cujo
programma
seria
analogo
áquelle
que
foi
eonstitnido a
24
de
maio
de 1873.
Este
ministério
teria
conseguintemeate
por
objecto
combater
os
republicanos
e
sub
stituir
ao
governo
aetual
o
do
conde
de
Chambord.
Apesar
de
tudo,
eu
não
presto
moita
fé
á
constituição d’um
tal
ministério,
por
que
lhe
faltaria
o
appoio
dos
legitimislas
e
dos
bonaparlistas,
A
extrema-direita
não
confia
muito
no
duque
de
Broglie,
e
não
conta
co»
elle
para
collocar
Henrique
V
sobre
o
throno
:
lograda bastantes
vezes
por
promessas men
tirosas,
ella hesitará
em
aventurar-Sc
a
no
vas
combiaações
cujo
fim seria
confiar
im-
mediatamente
a
M.
o
conde
de
Chambord
o
poder
que
lhe pertence.
Quanio
aos
bonapartistas,
elles
são
hos
tis
á
constituição
de
lodo
e
qualquer
mi
nistério,
preferem a
anaiehia
que
favore
ce
melhor
seus
desígnios.
Emquanto
que
os diversos partidos
se
esfacellam,
os
imperialistas
trabalham
oa
sombra
;
corrompem
o
povo,
subornam
o
exercito,
e
aproveitam
a impunidade
que
lhes
asseguram as
discussões
bysautinas
da
Camara.
Para
vos
por
ao
corrente
da
situação,
eis
aqui
as
forças
numéricas
das
partidos:
Como
se
vê,
supprimindo
os
bonapar-
tistas
as
forças
dos
republicanos
e
dos rea
listas,
equilibram-se.
E
’
juslameote em
lai
paralellismo
que
suscita
®a camara
tão
numerosos
e
triates
confliclos.
D
’
este
modo
é
claro
que
a
JiaaolBÇâ®
ó
uma
necessidade.
Algous
deputados
repelliram
a
ideia
de
dissolução
apresentada
na
sexta-feira
ulti
ma
pela
esquerda
; todavia
declaram
que,
se
a
camara
regeilasae
defiaitivamente
to
das
as
leis
conslilucionaes,
elles
votariam
energicamente a
dissolução.
E’ o mais provável
que acontecerá,
e
não
se
pórie
aewlir
esla
decisã»
que dava
ensejo
a
que
o
paiz
faça
conhecida
a
soa
vontade.
A
Iludi
mais
acima áa
maquinações
sem
pre
reoascentes
dos
bonaparustas
e
aos
exforços
para
ganhar
o
poder.
Não
obstante
o
seu
trabalho estão
sen
do
iioje
mais
impopulares
que
nunca
e
odiosos
a
lodos
os
partidos.
Toda
a
im
prensa
se
occupa d
’um
processo,
termina
do
hontem
no
tribunal
do Sena, e
inten
tado pelo general
Wimpfíen
contra
Pau
lo
Cassagnac,
direclor
do
jornal
bonapar-
lista,
o
«Paiz.
Nas
columnas
d’
este
jornal
era
accu-
>ado
de
traição
o
honrado
commandanie
do
exercito
de
Sedan,
por
occasião
da
ca
pitulação
d
’
esta
cidade,
emquanto
qne.-
co
mo
ninguém
ignora,
é
sobre o
proprio
Na-
poleãe III que
pesa
a
deshonra
d
’esta tris
te
pagina
da
nossa
historia.
O general
accu>ou
Cassagnac
do
calum-
nia, e
estes
debates
mostraram
uma
vez
mais
a
responsabilidade
que
acerca
d
’
este
triste .facto
incumbe ao ex-imperador.
Muitos
generaes
foram
ouvidos
como
les-
Umuohas,
e
os
seus
depoimentos são
mm
mteressames.
O
do
general
Docrot,
es
pecialmente,
produsiu
uma
sensação
pro-.
luoda, e
d
’
oravanle
terá
o
valor
d’
oma
pe
ça histórica.
Deste
depoimento resulta que, se se
houvesse
continuado •
movimento
de
re
tirada
ordenado
pelo
general Docrot,
o
exercito
não
leria sido
obrigado
a
capitu
lar.
Julio
Fabre
foi
o
encarregado
da
de
fesa
do
general
Wimpflen,
e
este
celebre
advogado,
apesar
de
sua eloquência, não
cunseguiu
lra»er
a
felicidade
ao
seu
clien
te,
que
foi
condemnado
nas
custas d®
processo.
Esta
sentença
produsiu
profunda
estranliesa,
poique
mostra
até
que
ponto
a
nossa
magistratura
é
eivada
ainda
de
bonap»
rtismo.
—
As
conferencias
da
Quaresma em
No-
tre-Dame,
egreja
metropolitana
de
Paris,
começaram
com grande
successo
no
domin
go
ultimo.
O encarregado
d’
estas
conferen
cias
é
o
p.e
Monsabré, celebre
orador
da
ordem
de
S.
Domingos.
O
eminente
reli
gioso
continuará
a
desenvolver a
intro-
ducção
geral ao
dogma catholico,
que
elle
tinha
começado na
Quaresma
do anno
pas
sado.
O
orador
lem,
até
ao
presente,
es
tabelecido
as
provas
da
exisiencia
de
Deus,
estudado
a
sua
essencia,
seus
atributos
;
agoia
propõe-se
estudar
a
obra
de Deus
na
creaçáo
e
o
plano
de
sua
providencia.
No
ultimo
domingo
a
sociedade
dos
circulos
catholicos
d
’operarios
fundou um
novo
circulo
em
Patignolles,
o
bairro
mais
populoso
da
capital.
Um
auditorio
superior
a
duas
mil
pessuas
rodeava
a
tribuna
onde
se
via
Mg
r Chaulet
(POutremont, bispo
de
Maus
;
o
duque
de
Tremours
;
o
du
que
(1
’Alenson, um
certo
numero
de
de
putados,
ofliciaes
de
todas as armas,
no
meio
d
’engenheiros e
commercianles
mui
conhecidos.
A
política
foi
complelamente
banida
d
’esla
sessão,
e
os
oradores que
fallaram
inspiraram-se
sómente
do
amor
de
Deus
e
da
dedicação aos
operários.
Estes
circulos
são,
em
sumina,
cor
porações
obreiras
destinadas
a
prezervar
o
trabalhador do
contagio
dos
maos
exemplos
e
das
doutrinas
funestas,
e
estas
reuniões,
tendendo
a
estabelecer
relações
entre
o
pobre
e
o
rico,
conservam á
ju
ventude
obreira
o
espirito
christão
e
as
tradicções
santas.
M.
o
conde de Mun,
fundador desta
obra
abençoada,
fez
a ex
posição
dos
trabalhos
de
Brest,
deNanles,
de
toda
a
França,
emfim.
A
sua exposição,
cheia
de graça
e
simplicidade,
attingiu
o
fim proposto.
Reconhecia-se
ali
verdadei
ramente
o
homem
d
’
uma
grande obra,
que,
com
a
sociedade de
S. Vicente
de
Paulo,
está
encarregada
da
reforma
da
nossa
so
ciedade operaria.
/7.
A
luetn é
0 triunfo.
Para
a
Egreja
Catholica
é
uma
gran
de
honra
ser
perseguida
actualmenle pe
las
tres
potências da
Europa,
que
se
col-
locaram
fóra
de
todas
as leis dos
povos
civilisados
e
do
direito
das
gentes,
a Pnis-
sia,
a
Italia
e
a
Suissa. Para
estas
lies
p®tencias,
o
direilo,
a consciência,
a
li
berdade
nada
são.
sendo
ludo
força
bruta,
como entre
os
selvagens.
E
’
em
virtude
d
’
esle
principio
que
el
las perseguem,
que
desterram
e
despojutn.
Desde
que
es
Bispos
e
o
Chefe
dos
Bispos,
o
Papa,
não
tem baionetas para
se
defen
derem,
e
que
na
Europa
não
ha
um
po
vo
catholico
que
possa
ou
qoeira
castigar
com
as
armas
estes
ávidos
perseguidores,
não
param na
lucta
que
emprchenderam
contra
a
Egreja.
Cada
dia
traz
novos ataques, e
novos
attentados.
Na
Prnssia,
não
haverá
um
B
spo
que
não
seja
arrancado
a
seu
rebanho e
pre
so
:
tod®s
foram
multados,
e
mais
de
1
500
padres
gemem em
escuras
pri
sões.
Na
Suissa,
é
um
crime
irremissivi
I
peante
a
lei,
para
o
catholico,
chamar
na
hora
extrema
a um
padre
fiel.
D
s-
giaçado
do
padre,
ainda quo
s ja
fraocez,
que
fôr
consolar
a
um
moribundo e le
var-lhe
os
Sacramentos
da
Egreja.
Os
guar
das,
esquecendo
qoe
sua
missão é
limptr
as
estradas
dos
ladrões
que
atacam
os
viajantes,
cercariam
lego
a
casa
e
prende
riam
o
padre.
Na
Italia.
prenderam
o
Papa,
expulsa
ram
os
religiosos,
tomaram
seus
bens.
Restava
á
Egreja algumas
terras
que
lhe
tinham
sido
doadas
por
diversas
potências
da
Europa,
entre
ouiras
p-la
França,
pa
ra
a
diflusão
do
nome
christão,
e
estas
terras,
que
são
nossas,
acabam
de
ser
ven
didas
em
Roma, aos
olhos
da
Europa,
que
contempla
e
consente
estes
attenta-
dos.
Os
catholicos,
contristados
pelo
espe-
claculo
de
tantas
perseguições
e
pelo aban
dono
em qoe
deixara
a
Egreja
os diversos
povos
da Europa,
se
perguntam com
dôr
se
a
lucta
lhes
não
será
fatal, se a
Egre
ja
poderá
resistir
até
ao
fim
a
tantos
príncipes
e
reis conjurados
pa
a
desumi
a.
Nós
lhes
responderemos com
seguran
ça
que.
não
obstante
os
artifícios
e
o
poder
de
nossos inimigos,
a Egreja
ha
de
triunfar,
e
mais
cedo
do
qoe
se
pensa.
Não
tratamos
aqui
a
questão
no
pon
to de
vista
sobrenatural.
Todos
os
catho
licos
sabem
que a Egreja
é
immorlal,
que
está edificada
sobre unaa
rocha
solida,
e
que
a<>
portas
do
inferno não
prevalecerão
contra
ella
Foi
o
divino
Fundador
da
Egreja
quem
pronunciou
esla
sentença e
nós
sabemos
que
a
palavra de
Deus
não
engana.
Ora,
se
as
portas do
inferno,
que
se
deslocam
no
correr
dos
séculos
estão bo
je
em
Berlim,
em Roma,
em
Berne,
e,
hoje
mais
amda
d®
que
nos
tempos de
Nero.
do imperador
Carlos
IV,
de
Frede
rico
Barbaruiva.
ellas
não
prevalecerão
con
tra
a
obra
de
Jesus
Chi
i-lo.
Fadamos
com
homens
que
julgam
as
cotws
sob o
pon
to
de
vista
humano,
e,
com
as
únicas
luzes
da
nossa razão,
podemos
affirmar o
triunfo
proximo
da
Egreja.
E
*
facil
darmos
a
prova.
A
Egreja,
em
lucta com
os
governos
tpe
indicamos,
é
a
força
moral,
isto
é,
o
homem
completo
combatendo contra
a
for
ça
material
e
céga. Ora,
quem
ignora
que
a
intelligencia e
a
sabedoria
só
*
triunfam
dos
mais numerosos e
aguerridos
exerci-
tos?
A
espada
decepa
cabeças, mas
não
dá
a
victoria,
e,
depois
de muito
sangue
derramado,
chega
o
dia
em
que
os
mor
tos,
do
funda
de
seus sepulchros,
sol
tam o
grito
horrível
que
espanta
o
ven
cedor
e
faz-lhe
cahir
as armas
das
màos.
O
sangue
de
Dantoo e
tantas
outras
viclimas
de
Robespierre
suflocou
a
voz
do
liranno
quando
lhe
era
preciso
toda
sua
eloquência
para
se
defender,
e
póde-se
di
zer
que
foi
arrastado
ao
cadafalso
por
todas
as
viclimas
qne
alli
fez
subir,
e,
em
lucla
sanquinolenta,
a
victoria
tocou aos
mortos e
aos
vencidos.
O
mesmo
aconte
cerá
em
Roma,
em
Berlim
e
na
Soissa.
Tantas
viclimas
da perseguição, tantos
pa
dres
e
religiosos
expulsos
de
seus
piedo
sos
asylos
;
mortos
de fome,
de
desgos
tos,
e
de
miséria,
farão
em
um
dia
subir
da
terra
ao
ceo
um
grilo
poderoso
que
al-
trahirá
a
maldição
celeste
sobre seus
fero
zes
perseguidores.
A
causa
da
Egreja é a
causa
da
justi
ça.
A Egreja
combale
pelos
grandes
prin
cípios
Sfrbre
os quaes
está
fundada
a
so
ciedade
humana,
pelo
direito
de
proprie
dade,
pela liberdade de consciência,
pelo
respeito
á auctoridade,
e se
fosse
vencida
n
’esta
lucla
gigantesca,
o
que
seria
da
so
ciedade?
Os
laços
que
unem
entre si
os
homens
e
os
povos
seriam despedaçados,
e
uma
barbaria
mais
espantosa
do
que
o
dos
selvagens
que
erram
nas
ílureslas
da
America
se introduziria
no
mondo.
Emíim,
esta
causa
é
a
da
honra.
A
Egreja
não
quer
que
o domínio
da
con
sciência
seja
aberto
aos
príncipes,
que
na
da
tem
que
ver com
ella.
Defende
a
li
berdade
e a
dignidade
do homem
creado
á
imagem
de
Deus,
e
que
lirannos
ce
gos e
cruei
*
querem
escravisar,
como
no
tempo
dos
Gesares
inimigos
da
Egreja.
Não,
não
podia
morrer na
espantosa
confusão
que
invadiu tudo, esta Egreja
que defende
tudo
quanto
ha
de
grande
e
de nobre
no
mundo,
e
signaes
certos
nos
fazem
comprehender
que o
triunfo
se
apro
xima
UM CATIIOLIGO BRAZILKIRO.
Não
nos
illu
liamos quando
supposemos
que
seria
coroada
do
exilo
mais
lisongeiro
a
empresa
das
damas
legilimistas de
Por
tugrl,
associadas
para auxiliar
a
virtuosa
rainha Margarida
de
Bourbon,
na
sua
hu-
manitaria
tarefa
Os
resultados
teem
correspondido
á
giandesa
da
ideia,
e
sustentado
os
bons
créditos
do
nosso partido, e do nosso
paiz.
Os
donativos
afíluetn,
e,
sob
a
eflicaz
direcção do
snr.
Jacinto
de
Siqueira
Freire,
lhesoureiro
da
commissão
central,
vão
sen
do
enviados successivamenle
para
as
ara-
bulancias
carlistas, onde,
como
protesto
solemne
contra
as
infames
aleivosias
da
imprensa
revolucionaria
dos
diflerentes
paí
ses,
são
recebidos
sem
dislincção
de
pro
cedência
política,
e
tratados
com
igual
des
velo
os
feridos,
que ficam
no
campo da
lucta.
N
’
um
dos
últimos
pajuetes,
que
d
’
aqui
sabiram
para
Bordeatix.
mandou
s.
exc.
a
uma uova remessa,
na
composição
da
qual
se ailendeu
com
zelosa
solicitude
ao
que
mais
conviria
para
a
commodidade
dos
pobres
enfermos,
durante
os
rigores
da
presente
estação.
Assim,
além
de
32
Unções,
30
fronhas
de
almofada,
876
chumaços,
216
ligadu
ras,
144
toalhas,
e
77
kilograminas
de
fios, foram 50
cobertores
de
lã
inteira
mente
novos
e
de
superior
qualidade,
o
que
nos
parece
constituiria
só
por
si
uma
ofleria
condigna.
Quanto
á
penúltima remessa, já
o
snr.
Jacinto
dè
Siqueira
Freire
téve a
certesa
de
que
chegara
incólume
ao
seu
destino,
pois
que
ha
poucos
dias
recebeu
s.
exc.
a
da
sur.a
condessa
de
Flores,
dama
de
S.
M
a
rainha, a
seguinte
honrosa
carta,
que
aqui
vamos
inserir
no
proprio
idioma
em
que
vinha
escripla :
«Ex.
m0 Snr. D.
Jacinto
de
Siqueira,
«Muy sr.
mio:
S.
M.
la Reina
me
encarga
decir
á
V., en
su
Real
nombre,
que
se
ha
recibido
el
ultimo envio
de
oo^e cajones
de efeclos
para
las
ambulau-
cias,
que V.
ha
lenido
la
bondad
de
re
mitir;
que
agradece
á
V.
muchisimo
e«t«
soccorro
y
que
le
da
á
V.
por
ello
las
gracias
mas
espresivas
;
rogandole
al
pro
prio
tiemp©
que
se
digne
V.
ser inter
prete
de
su
Real
gralitnd
coa
las
perso-
nas,
caridativas,
que han tomado parle
coo
sus ofrendas ei
esta
obra
de
mise
ricórdia
y
hien
saciai.
<Con
esle
motiva
leigo
el
gusto
de
oferecerme
una
vez
mas
de
V.
«Maria Teresa
de
Flores.
«Pau,
26
Eiero
7o.»
Estas
delicadas
e
apreciáveis
palavras,
que
nos
ensoberbecemos
de
trasladar,
se
rão,
de
carta,
a
justa
compensação dos
esforças
já
feitas,
e
um
lisongeiro
incen
tiva para
as
que
ha
a
faser.
(Da
Nação)
REVISTA
ESTRANGEIRA
Do
correspondcate
«ia
«Palavra»;
Sabe-se a
deipeito
do
silencio
do
go
verno,
que
a
general
Loma
tornou
a
ser
atacado
na
sua
linha
da
esquerda
do
Orio
e teve
de
retirar
para
S
Sebastião, o
que
deixn
na
mesma
siluaçãa
em
que eslava
ames
de
emprehender
av
aperações
e
con
firma
as
deducções
que
fiz
na
minha
ul
tima
em
preseaça das partes
publicadas
pelo governo.
Por
Ondarroa
desrmbarcarai»
os
car
listas,
segundo
as
informações
mais
di
gnas
de
credito,
quatro
mil
carabinas
e
quatorze
canhões. Ei
já
sabia
esta
noti
cia
ao
escrever
a
carta
anterior,
porém
deixei-a
de
parte
por
me
parecer
exage
rada,
comi
efleitivamenii
o
era
da
fórma
porque
•’«
deram.
H
*
je
afirmam
na
os
propriis
liberaes.
Em
Estella
vai»
ser
ouvido
em
audiên
cia
contradictoria,
confirme
os
regulamen
tos
da
ordem,
o
con le de
Bardi,
D.
Hen
rique
de Bourbon,
qte,
se
bem
me
re
cordo,
é irmão
do
rei
de
Nápoles •
qual
solicita
a
cruz
laureada
de
S.
Fernando
por
seu
proceder
io
ataque
«le
Lorca.
E
’
uma
«rande
e
respeitável
ceremonia,
tanto
mais
que
é
a
primeira
vez,
desde
que
se
fundou
a
urde»,
que
vae
ser
feita
a
instancias
de
um
príncipe.
Confirmam-se
plena«
*
eole
todas
as
in
formações
que
cimmnniquei
na
milha
al-
lima a
respeito
do
combate
dado
em
Chelva.
Já
está
lambem averiguado
que
n®
combate
que
ha
p®uco
deram
os
carlistas
perto de
Reus
contra
•
regiment»
/ijo
de
Ceuta
e
alguma
artilberia
e.cavallena, os
liberaes
foram
muito
maltraclades,
dei
xando no
campo
um
grande
numero
de
mortos
e
feridos,
uns
100
pri-ioneiris
e
perdt^hfo
um
canhão.
Póde
dizer-se
qie
os
carlistas
da
Catalunha
ião
teem
ou
tra
artilheria
seaão
a
que vão
tomando
ao
exercito.
Os
periidicis mini^teriaes
fizeram
gran
de
arruido
e
ameaçaram
os
carlistas,
ne
gando
ao
mestto
lemp®
a
noticia,
p»r ®s
tes
haverem
dito
que
as
suas
forças
ti
nham
eitrado em
Igualada,
e.
apesar
d'is-
so,
coosta-me
q«e estivam
ainda
alli
ha
Ires
dias, rm numero
de
3
000
homens.
O
governo relatou o
ataque
dos
car
listas
em
Cervera,
que
foi
repellido,
a dar
mos
credito
a
uma
parte
muit® pomposa
do
brigadeiro
Arrando,
conhecido
pelas
suas
exagerações,
e
os
carlistas
sustentam
<pie
consegiiram
o
seu
fim;
porém
sobre
este
assumpto
não
tenhi
ainda
informa
ções
prepiias.
Telegrammas
da
Agencia
Havas.
Berlim 20.
—
E
’
prematuro
o
boato
de
que
Bismark
se
retire
a
vida
privada.
Trata
de
diminuir
as
suas
occupações
em
conseqiencia
do
seu
estado
precário
de
saude.
O
imperador
Guilherme
está
me
lhor,
mas
ainda
não
póde
sahir
dos
seus
aposentos.
Versalhes
20.
—
Na
reunião
da
esquer
da
resolveu-se
u«animemenle,
menos
cinco,
incluindo
Grevy,
que
se
votasse o
proje-
cto
Wallon,
ainda
que
as
modificações
pedidas
não
sejam
admittidas.
—O
ceulio
direito
declarou
ioacceita-
veis
as
modificações
que
a
esquerda
re
clama
no
projeclo
da
lei
do
senado.
Roma
20.
—
0
ministro
dos negocios
estrangeiros
respondendo
á
camara,
disse
que
as
•
relações
diplomáticas
com
a
His
panha
serão restabelecidas
o
mais
breve
possível.
Idem
21.—
A
encíclica do
Papa
aos
bispos
allemães
ordena
aos
fieis
que
se
abstenham
de
ter
relações
com
os indiví
duos
que
acceilarem
cargos
ecclesiasticos
da
parte
do
governo
prussiaio.
Visconli
Venosta.
interrogado
ia
ca
mara
sobre
a
eventualidade
de
um
futuro
conclave,
o
que
foi suscitado pela
nota
de Bismark, disse
que
o
primeiro
dever
da
Italia
será
salvaguardar
a
segurança
do
eoncl
*
»e
e garantir
a
tranquillidade.
Depois annunciou
qie
o
rei
respondeu
á carta
de
D.
Affnnso.
Paris
21
—N»
reenião
da
estrema es
querda
depois
de longa discussão,
decidiu-,
se
votar
o
projeclo
\V»ll®n.
Gambetta
fall®a
a
favor
do
projeclo.
—
A
«Gaceta»
publica
©s
projeclos
se-
gaintes:
©orneando
Lazerna
primeiro
aju
dante
do rei.
Qaesada
chefe
do
exercito
d®
Norte. Eihague
chefe
do exercito
do
Centro.
Foi
determinado
que
Primo de
Rivera
reassuma
a
capitania
general
de
Caslella,
seido
substituído
no
Norte
por
Echevar-
ria.
Foram
feitas
varias
promoções
e
con
decorações a
militares.
Náo
ha
noticias
dos
carlistas.
Cempaniaia
Í'a3e Kimclns-
Iriaã
ASracareiase.
Reuniram-se
segunda-feira,
22
do
cor
rente,
em
casa
do
abastado
capitalista
d
’
es-
ta
cidade,
o
snr.
dr.
José
.Maria
Rodri
gues
de Carvalho,
vários
cavalheiros,
com
o
fim
de
organisar, como
resolveram
or-
ganisar,
uma
companhia d
’
esta
natureza,
destinada
a
occorrer
á
grande
falta
de ca
sas,
que
as classes
pobres
e
remediadas
estão
sentindo
geralmente
;
e
facilitar
ás
pessoas
pouco
abastadas
a
compra
de
ha
bitações
commodas
por
meio
de
módicas
annuidades
;
e
lambem
auxiliar
varias in
dustrias,
qué
carecem de
conveniente
des
envolvimento
e
progresso
por
falta
d’
ani-
tnação
e
principalmenle
de
capital.
Applaudimos
ardenlemente
este
pensa
mento,
que
ao
mesmo tempo
que
vem do
tar
esta
cidade
com
importantíssimos
me
lhoramentos,
proporciona
aos
accionistas
um
bom
e
solido
emprego
para
os seus
capitaes,
que ficarão
garantidos
pela
pro
priedade
e
hypolheca
dos
prédios
que
se
construírem,
e
acoberto
das
eventualida
des
a
que
se
sujeitam
os
collocados
em
muitas
associações
d
’outra
ordem.
São
installadores
d’
esla
companhia
os
snrs.:
Jusé
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Visconde
de S. Lazaro.
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
Henrique',
Guilherme
Thomaz Branco.
Francisco
de
Campos
Azevedo
Soares.
Henrique
Freire
d
’
Andrade.
João
Carlos
.
Pereira
Lobato.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
Frederico
Augusto
Pimentel.
Francisco
da
Silva
Araújo.
João
de
Mello
Falcão.
José
Alves
de
Moura.
Gonvalo
Amão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
Fernando
Castiço.
( Regeneração
)
GAZETILHA
IjauipereiiMe. —
Expõe-se
ámaobã
na
egreja
do convento
do
Salvador.
UestMcamecto.—
Becolheu Imolem
o
destacamento
«lo
regimento
d
infanteria
8,
que
eslava em MJgaço
e
S. Gregorio.
A©
aproximar-te
do
quartel
foi
recebido
pelos
companheiros
do
corpo
com
demon
strações
de
regosijo,
subindo
ao
ar
alguns
foguetes.
Transeripfão. —
Entre
outias
parles
telegráficas
ofiiciaes relativas
á
revolução
no
inteiior
no
B«azil,
o
«Apostolo»
trans
creve
•
seguinte
:
«Recife,
28
de
dezembro,
12
h. 15
no.
da
tarde.
,
Óptimas
noticias
que
devem
alegrar
a
todos
<>s
homens
bem
intencionados
O
presidente
de
Párabyba
communicou
que a
tranquilidade
se
achava restabele
cida
nos
mpucipio»
de
Arêa,
Ahgòa-iNova,
Alagôa-Grande, Independencia,
Bananeiras,
Ingá
e
Pilar,
não
tendo
sido
alterada
no
de Mamanguape
Consia
lambem
que
alli se tem
feito
importantes
diligencias nos
focos
da sedi
ção.
Foram
presos
cento
e
tantos
dos
com-
proineltides no
movimento.
As
auctornlades
se
achavam
no
pleno
exercício
de
suas
funeções.
PROSEGU1AM
AS
DILIGENCIAS
NO
INTENTO
DE
AVERIGUAR
A
ORIGEM
DA
SEDIÇÃO
E
PUNIR
OS
SEUS
PRIN.
CIPAES
CULPADOS.
Os
novos
pesos
e
medidas
foram
res-
tabelecidot.
As
forças
não tinham
encontrado
re
sistência em
parte
algunaa.
Já
não
appa-
reciara
dois
sediciosos
reunidos.
*
As
província
*
do
Rio
Grande
do
Nor
te
e
das
Alagôi.s
ficavam
em
plena
paz.
Aqui,
ena
Pernambuco,
desde
o
dia
19
não
tem oecorrido
novidade
alguma
nas
comarcas
distantes
50
léguas
da
capital.
Creio que
brevemente
terei
a
satisfa
ção
de
annunciar que
morreu
de
lodo es
se
movimento
que inquietou a
muitas po
voações,
fez
algumas viclimas
e
envergo
nhava
a
nossa
civilisação.
>
O
<Ap®slo!o»
acrescenta
:
«Como
vê
o
leiter do
que
fica acima
transcripio,
no
Recife
proseguem
as
dili
gencias
para
descobrir-se
os
cabeças
da
sedição,
e
no
entanto
são
deportados
os
jesuítas
com®
responsáveis
da
mesma!!.,.
Nunca
se
viu
despotismo
igual,
vergo
nha
igual,
cinismo
igual
!»
De
resto,
algumas
outras
noticias
do
interior
não dão
as
coisas
lào
cor
de
ro
sa
como
aqui
se
apreseitam.
O
gaverno
maçonico
mais
cedo
ou
mais
tarde
ha de
colher
o
que
semeou.
Noticiaa
ct«rli«tas.—
Da
correspon
dência
de
Madrid
para
a
«Palavra»,
ex-
tractamos
o
seguinte
:
No
dia
10
voltaram
os
carlistas
a
ata
car
as
posições
do
Orio
que
Loma
defen
dia,
e
posto
não
se
tenha
feito publico
este
successo,
é
facto
que occorreu e
«jue
fui
desfavorável
ás
tropas
liberaes,
porque
©
mesmo
Loma
em
carta
de
12
diz,
que
intesitaram
forçar-lhe
as
posições
da
es
querda
do
citado
rio,
que
é
o
mais pró
ximo
de
S.
Sebastião,
seu
ponto
de
par
tida
;
é
pois
claro
que
o
inimigo
vindo
de
Navarra
não
podia
intentar
esta
ma
nobra
sem
desalojar-lhe
previamente
a
di
reita
que
linha
mais
immediatamente
á
sua
frente.
Desalojou-a
com
efleito
na
dita
que disse,
causando
lhe
não
poucas
bai
xa
*
,
contratempo
que
•
citado
general
at-
iribne
á
ineptidão
e
pouca
energia
do
bri
gadeiro
Oviedo
que
a
defendia
e
com quern
por
este
motivo
parece
que
tem
pendente
iivsa
grave
questão,
e
deve
pelo
menos
tel-o
reduzid»
a
certos
pontos
da
esquer
da
no
combate
de
12,
porque
Ursubill
está
n
’
esta
parle
e
muito
perto da
origem
do
citado
rio
e
em
Ursubill
havia
no-tM»»
13
forças
carlistas,
segundo
noticias
eíli-
ciaes.
E’
este
seguramenle
um novo eo-
coatjo
desgraçado
para
as
armas
liberaes,
que
te:»
•
iiconveniente
de
separar cada
vez
mais
das
forças
que
hoje
occupam
a
linha
d
’Arga- em
Navarra
o
corpo
d’
exer-
cito
que
devia
aoxilial-as
por
Vera e
Le-
saca,
passando
por
Aspeitia e
Aseoitia.
Talvez
em
operações
successivas
determi-
aem
de«cer
por
Velabieta
e
Tolosa, porém
esta
marcha
consider
*
m-na
os
militares
mais
perigosa
que
a
principiada
a
executar.
Como
parece
que havia
por
parte
do
governo
o
piai® de
que
o
séu
exercito to
masse,
em todas
as
c
«
m
arcas
onde
lavra
a
-guerra,
uma
vigorosa offensiva para obri
gar
o
inimigo
a capitular
com
as
condições
que
se
lhe
quizessem
impor,
que
é
o
seu
desejo,
o
do
Ceotro
ainda
que
disitmdo
pela
falta
da divisão
de
Despujols,
enviada
ao
Norte,
dividiu-se-
ííi
tres
brigadas
ás
ordens
do
geneial
Quesada, valoroso,
pru
dente e
entendido, qie durante
os
seis
unnos
da
revolução esteve
sem
commando,
diriginuo-se
a
(.helva onde
o
esperavam
os
carlistas.
Não
convinha
a
estes
um
combate
diílicil
para
defender
uma
p®voaçâ®
aberta
que
tem
de
ser
abawdonada
pele
inimigo
e
que
elles
oçcuparão;
por
tanto
limita
ram-se
a
disputar-lhe
a
passagem
nos pon
tos
que
julgiratn
mais
conveaiente,
cau
sando Ibe perdas,
conseguindo quebranlal-o
e
ir
acostumando este
exercito
aos
com
bates
de
verdadeira
importaucia
pelo
nu
mero.
L®graram
seu
intento
até
certo
pon
to,
e
ainda
que
Quesada
foi
a
Chelva
co
mi»
tencionava
custou-lhe
umas
300
bai
xas,
e
duas
companhias
que
flanqueavam
a
direita
ficaram
prisioneiras
per
haverem
caido
em
uma
d’
essas
emboscadas
tão
ta
ceis
de
preparar
em
terrenos
escabrosos
como
o
é
o
iheati® d
’
esle
combale.
Os
carlistas
aflirmam
que
as
suas
baixas
não
chegam
a
30
e
que
a»
dos
liberaes
se
aproximam
de
100, porém
vê-se
pelas in
formações
d
uma
e
outra
procedência
que
as
dos
carlistas
são
muito inferiores
ás
do
exercito
do governo,
que
sei de
boa
fonte.
Entretanto
Gamuindi
com
3:000
car
listas
inutilisava
o
caminho
de ferro
entre
Arisa
e
Arcos,
destruind®
estas
estações
e
impedindo
o
movimento
dos
trens
que
3
afiirma
não
permillirá
circulem
d
’or«
áva«-
te, o
que
hoje
pelo
menos
occerreu,
pois
só
chegou
o
correio
de
Guadalajara,
e
os
que
haviam
de
sair
per
essa
linha
o
fi-
ser
am
esta
noite
na
parte
em
que
ha
em-
putmes.
pela
de
Tudela.
Gonzaies
Boel,
a
quem
suppunham
derrotado
perlo
de Molma,
posto
não
se
íisesse
publico,
achava se
ante-hontern
mui
to
iranquillo
ao
que
parece,
nas
imme-
diações
de
Siguenza,
tendo
em
sobresalto,
a parte
libeal
das províncias
de
Molina
e
Guadalajara,
que pedra»
ao
geverno
as
auxilie.
Na
Catalunha
nada
importante
tem
oc-
cornido
desde
o
combate
de Prade»; hoje
sabemos
que
a
vinda
do
general
Martinez
Campos,
que
commanda
no
antig»
princi
pado,
tem,
enlte
outros
objeclos,
o de
reclamar
do
governo
reforços,
«em
os
quaes
considera
impossível
emprehender
operações com
exilo,
julgando
uma
ver
dadeira
vergonha
que
as
forças
militares
se
encontrei»
alli
na defensiva e
gvral-
meote
encenadas
nos
pontos
fortificados.
Eni
1
eci snen to. —
Acaba
de
chegar a
noticia
de
ter
fallecido
o
Senhor Infante
D. Sebastião de
Bourbon
e
Bragança,
In
fante
de
Portugal
e
Hispanha,
filho
da
Sereníssima
Senhora
D.
Maria
Thereza,
Princez.
da
Beira
e
do
Infante
de
Hispa
nha
D.
Pedro.
0
«Diário» de
19 traz a
seguinte
por
taria
:
Ministério
dos
estrangeiros
—
Sua
Ma-
gestade
El-Rei
em
demonstração
de
sen
timento
pela
morte
de
Sua
Alteza
Real
o
Sereníssimo
Senhor
Infante
D.
Sebastião
de
Bourbon
e
Bragança,
seu
primo,
toma
luto
por
tempo
de oito
dias,
a
começar
de
hoje,
sendo
os primeiros
quatro
dias
de
luto
pesado
;
e
ha
por
bem
ordenar
que
a
côrte
tome
o
referido
luto.
Siicemhos,
—
Foi
cumpleiamente
des
truída
por
um
incêndio a
egreja
de
Déclug,
situada
a
tres
kilomelros
de
Douai.
0
fo
go principiou na sacristia
e
desenvolveu-
se
com
lai
rapid
z,
que
em
menos
de
duas
boias
o
edifício
eslava
reduzido
a
cintas,
podendo
apenas
salvar-se
vavos
sagrados.
Também
houve
um
grande
incêndio
em
Jacmel
(Haiti),
sendo tresentai casas
presas
das cliammas.
Os prejuisos
são
cal
culados
em
1.500:000
francos.
Arvores
caininemoraíívs»». —
A
Inglaterra
lem
ainda
a
amoreira
de
Shaks-
peare.
Sobre
o
tumulo
de
Virgílio
cresce
ain
da
o
louro
centenário.
Os
boababs
de Cabo
Verde,
as
weling-
lonias
da
Califórnia
recordam
os
primeiros
séculos
da creaçào.
Os
cedros
do
Líbano. os
teixos de For-
tingais
e de
Braburn,
no
condado
de Kenl,
remontam
aos tempos
bíblicos.
As
oliveiras
sob
as
quaes
Jesus
Chrb-
to
descançou,
ainda
existem,
a
acreditar
na
tradição.
0
ca
valho
capella
de
Aliouville,
perlo
de
Yvetol, nasceu
de
uma
lande
que
ger
minou
pelo
anno
1000
No
bosque
de Viocennes,
admirou-se
per
muito
tempo
o
carvalho
famoso
de
baixo
do
qul
S.
Luiz
distribuía
justiça.
Ainda
ha
pouco
via-se
em
Roma
orna
lafangeira
plantada
por
S.
Domingos
em
120
’)-
no
convento
de
Santa
Sabina
;
e
uma
outra plantada
em
<278
por
S.
Thomaz
d
’Aquino,
no
rnosleiro de
Foudi.
Conserva-se
tambem
‘em
Versailles
uma
laraugeira
chamada
o
Grande
Bourbon
e
que
foi
plantada
«-m 1411
por
uma
das
avós
de
Joanna
Albrel.
Os
antigos
persas tinham
a receito
da
cultura
das
arvores
a
seguiute
maxi
ma
:
—Ter
um
filho,
lavrar
um
campo
e
plantar
uma
arvore,
são
os
tres
ados agra-
daveis
a
Deus.
Portnguezes
falleeidon.
—
Desde
15
até
21
do
mez
passado
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os seguintes
súbditos por-
luguezes
:
José
Cardoso,
27
annos, solteiro
;
Vi
cente
Oracio
Osorio
Coutinho,
32
a.,
s.
;
João
Gomes,
21
a.,
s.
; José
de
Barros,
22
a.,
s.
; José
do
Couto
Santos, 46
a. v.
;
Ramiro
Antonio,
21
a.,
s.
; Manoel
Lopes
de
Azevedo,
35 a.,
s.
;
Del
fina
Maria
das
Dores,
7(> ».,
s.
;
José
Barbosa
André.
36
a.,
c.
;
Antonio
Manoel
Ribeiro,
26
a.,
c.
;
Francisco
Pinto
Ribeiro,
38
a.,
c.
;
Joaquim
José
de
Meirelles,
30 a.,
s. ;
Ma
ria
Luz
dã
Conceição,
75
a.,
v.;
Anto-
nio
Pereira
Cardoso,
30
a.,
s.
; Casmuro
Alves,
22
a.,
s.;
João Vieira Braga.
73
a.,
v.;
J«>é Nogueira,
53 a.,
c.
;
Antonio
Joaquim
da
Cunha,
38 a.,
c.;
José
An-
lon
o
da
Cunha,
23 a.,
s,;
Manoel
Miran
da
da
Silva,
25
a.,
s.;
Francisco
de Sousa
Rocha, 12
a.;
Brigida
Pinto
Varella,
55
a.,
c.;
João
da
Silva Netlo,
18
a.,
s.;
Joaquim
Ferreira da
Silva,
45
a.,
s.;
An
tonio
Rodrigues,
39 a., s.; José
Teixeira
Simas,
31 a.,
Antonio
Teixeira
dos
San
tos,
28
a.,
s.;
Joaquim
Antonio Ferreira,
30
a.,
c.
(|« amigos e «• amisades.—
Diz
Fr.
Heitor
Pinto,
no
seu
excellente
livro,
Imagem da vida
christã:
Os amigos
não
os
apparelhes
depressa,
e
os
que
appare-
lhares
não
os
deixes.
Assim
como não
co
nhecemos
a
fineza
do
alambre,
se
não
o
esfregamos
:
assim não
conhecemos
a
lealdade
do amigo,
salvo
se
o
experimen
tamos.
Assim como o
destro
alfaiate
antes
que
corte
o
panno,
e ouse melter
n
’
elle a
te
soura,
o
mede aos
Cotados,
e
ainda aos
palmas, e o
assigna
com
giz
:
assim pri
meiro
que
tomemos
um
amigo,
o
havemos
por
diveraas
maneiras
de
provar
e
expe
rimentar.
Muitos h«
que
se
dão por
nos
sos
amigos,
que
a
primeira
adversidade
em
que
nos vêem,
nos
desamparam
e
des-
apparecern
;
cedo
começam,
e
cedo aca
bam .
—
Assim como
as
ervas
do mez
de
ou
tubro
nascem
frescas
com
as
primeiras
aguas,
mas queimam-se
logo
com
os
frios
de
novembro
;
assim as
amisades
incons
tantes
começam
com
as
primeiras
palavras
da primeira
vista, e
acabam-se
á
primei
ra
experiencia
que
se
d
’
ellas
se
faz.
Como
tem imperfeito
amor
e
nadam
ainda
como
cortiça
na
praia,
sem ousarem
a
meller-
se
no
alto
do
verdadeiro
amor,
com
qual
quer
onda
andam
para
traz,
e
deixam
a
amisade
começada.
Tem
mil
pareceres
di
versos, ha
n
’
elles roais
mudanças
na
von
tade,
do
que
lem
ura
pintisirgo
de
cores;
são
mais
acatasolados
que um
collo
de
pom-
ba
ao
sol:
não
lia
peão
que
dê
tanta
*
vol
tas
coimo
elles:
mais moviveis
são as
ro
das,
mais mudáveis
que
as
grimpas,
mais
inconstantes
que
navies
sem
lemes
no
meio
do
mar,
balidos
de
vários
ventos. Hoje
são
vossos
amigos,
ámanhã
lhes
pesa
de
o
ser,
o
outro
dia
lhes
pesa
de
lhes
ter
pesado.
—
Os
amigos
velhos,
leaes
e
approva-
dos,
de
cuja
firmeza
lemos experiencia
e
íitme
cnnliança,
havemos
de
conservar por
muitas
vias,
e
não
os
havemos
nunca
de
deixar.
O
amigo
antigo
não
o deixes. Quem
deixa
o
amigo
velho
e
approvad»
pelo
no
vo
e
sem
experiencia, é
como
quem
cor
tasse
o
pé
da
carne,
e
em
logar
delle
pozesse
um
de
vidro.
Mas
alguns
folgam
mais
com
os
amigos
novos,
porque
os
li-
sonjam,
que
com
os
velhos,
porque
lhes
dizem
a
verdade :
querem
quem os
en
gane,
e
não
quem
os
desengane:
que
rem
amigos
que
o
sejam
nao
de
suas
pes
soas, mas
de
seu.s
vícios,
e
que
em
fim
não
sejam
amigos, mas
aduladores.
Amam-
se
tanto
a
si,
é
tão
sobejo e
desordena
do
o
amor
proprio
que
se
tem,
que cui
dam
qoe
acenam
em
tudo:
e
não que
rem
ver
quem
lhes
mostre
que erram
em
alguma
cousa.
Vivem
tão
enganados
comsigo
que
ião
querem
desengano.
—
Quem
lava copos de
vidro
não
hade
sopesar
tanto
a
mão
que
os
quebre,
e
quem
repreheode
um
amigo
não
hade
assentar
tanto
a
mão,
que
magoe. Se
a
coireição
fraterna
é
tão
encommendada
no
sagrado
evangelho
entre
lodos,
quan
to
mais
entre
os
amigos.
Assim
corno
o
mel
posto
sobre
a
chaga
a
faz
arder e
doer,
mas
elle
doce e util
:
assim
a cor
reição
do
amigo
posta sobre
a
culpa,
ainda
que
pique
e
magoe,
comiudo
ella
é
suave
e
proveitosa.—
(Conimbricense)
<>«
elephanten
na guerra da
AbyMMiuia.
—
O tenente
do
exercito
in-
glez
J.
W.
Ochlerlony communicou, ha
tempo,
á
associação
veterinária e
medica
de
Londres
observações
importantes
sobre
a
utilidade
dos
elephantes
c©mo
auimaes
de
carga
Segundo
este
oíficial,
a
guerra
da
Abyssinia
poz
bem
em
evidencia
o
pro-
veilo
que
se
póde
lirar
do
elephanle
do
mestico corno meio
de
transporte
No
meio
das
dificuldades
sem
numero
que
apresen
tou
aquella
notável
expedição,
viu-se
que
este
animal
é
capaz
de
sofirer
enormes fa
digas
e grandes
transições
de
clima,
com-
tanto
qne
se
empreguem
os
devidos
cui
dados com
a
sua
hygiene,
e
que
haja
pa
ra
corn
elles uma
continua
allençào
por
parte
dos
conducteres
O
frio
é
o
peior
inimigo
dos
elephan-
tes,
cuja
pele
é exlremamente
sensível.
Quando
elles
chegam
a
cooslipar-se.
é bas
tante
diílicil
o
coral-os.
IlIiiMtre
enfermo.—
Acha-se
grave
mente enfermo
o
exc.1110
snr.
D.
Jorge
Eugênio
de
Locio,
redactor
da
«Nação».
Já
tomou
os
saciamenlos.
Fazemos votos
ao
céo
pelo
restabeleci
mento de tão prestante
cavalheiro.
Oa
vegetaes nos quartos de dor
mir.—
Pergunta-se
muitas
vezes
porque
razão
se
aconselha
não ter
plantas
nos
quarios,
diz
a
«Correspondência
de
Coim
bra»,
visto
que
os
vegelaes
produzem
oxy-
genio
e
purificam
o
ar,
extrahiudo
lhe
o
acido
carbonico.
Ha
aqui apenas
uma confusão.
Sómen
te
as
partes
verdes, as
folhas,
decompõem
o
acido carbonico
e
desenvolvem
o
oxy-
genio,
e
só sob
a
influencia da
luz,
mes
mo
da
luz
difusa.
Logo
em
todos os Jo
gares
onde
ha
luz,
os
vegetaes
herbáceos,
a« plantas de
largas
folhas, desenvolvem
oxygenio
e
são por
tanto
uteis.
Durante
a
noite,
quando
não ha
luz
as
plantas
respirara
como
os
animaes
;
roubam
nos
o
oxygenio,
elemento
essen
cial
da
vida,
e
exhalam
acido
carbonico
;
diminuem-nos
por
tanto
a provisão
de
ar
absclutamente,
como
fariam
muitas
pessoas
encerradas
na
mesma
casa.
Devem
por
tanto
aíTastar-se
dos
quarios
de
dormir
desde
que
acaba o
dia.
Em
resumo:
de
dia,
os
vegeiaes
col-
locados
not
nossos
quarios
ou
salas são
verdadeiros
agentes
de
saneamento
;
de
ooite são uma
causa
permanenie
de
cor
rupção
do
ar.
Bibliotheeas
populares. —
Exis
tiam em
1874
em
França
773
bibliothe-
cas publicas
populares,
contendo
volumes
838
032,
o
qual
dá o termo
médio
de
9
bibliothecas
com
9:500
volumes
por
depar
tamento.
No
entanto
conlam-se
em
Fran
ça
14
departamentos
em que nào
ha
ne
nhuma
bibliolheea,
e
7
em
que
só
ha
uma.
Comparada esta
estatística
com
a
de
ensino
publico,
resulta
naturalmente
que
ha
menos
inilnicçào
nos
departamentos
qoe
a
mais
ou
menos
completamenle
care
cem
de
bibliothecas
populares,
em
quanto
que
inslrucção
está
mais
generalisada
nos
departamentos
do Senna, Deux
Sevres,
Jo-
nese
e
Aisne,
que possuem
maior
numero
de
bibliothecas
populares.
Das 773
que existem em
todo
o
terri
tório
d» França,
265
são
creadas
e
sus
tentadas pel
*
s
municipalidades,
e
508
por
particulares,
sociedades
operarias
ou
mi
nistro
*
de
differentes
cultos.
Grande
frio em Stockolmo. —
Diz-
se
que
em
Stockolmo
a
temperatura
des
ceu
a
36°,
o que
fez
suspender
o
movi
mento
dos
caminhos
de
ferro.
E
’
certo
que
a rapidez
de
20
a
25
ki
lomelros
por
hora
produz
ainda maior
abaixamento
na
temperatura,
tornando
im
possível
a
respiração
do
machinisla,
fo
gueiro
e
oalras
pessoas
eollocadas
sobre
a
machina.
Esta
baixa
temperatura
é
causa
de
mui
tas
desordens.
Os
melais,
e
especialmente
o
ferro,
di
minuem de
volume
;
congelam-se
as sub
stancias
gordurosas
que
lubrificam
tode
o
machimsmo
;
e
o
j«go
de
pistões,
válvu
las
e
freios
torna-se
muito
irregular;
a
agua
solidifica-se
nos reservatórios
e
nos
tubos
de
coramunicação
com
o
tender
da
machina.
Emfiin
o
frio
stmpre
augmenlado
pe
la
rapidez
da
locomoção,
involve
a
caldei
ra
e
torna
muito
diíicil
a
producção
do
vapor; accrescentemos
ainda
que
o
vapor
introduzido
oos
pistões
esfria,
dirninue
e
perde
grande
parte
do seu
puder e
da
sua
elasticidade.
O
Rívonte
«I
aa
Oliveiras.—
Lê-se
na
«índia
Catholica»
:
«Estando
em
Jerusalem,
escreve
uma
dama
viajante,
fomos
cumprimentar
a
prin-
ceza.
de
la
Tour,
d
’
Auvergne,
que
reside
ahi,
e
que
acaba
de
comprar
,o
monte
das
Oliveira»
para
os
catholicos
4)01’
100
mil
dollars,
cedendo-o
ao
governo
francez.
Por
sete
séculos
elle
havia
sido
perdido
aos
catholicos,
depois
qúe
os
Cruzados
foram
repulsos
de Jerusalem.
Ella
agora
está êrt-
gindo
um
convento
no
mesmo
sitio
onde
Chrisio
orou.
A
oração
está
iuscripta em
trinta e
duas
lioguas
sobre
0 muro
d^
pateo.»
—
(Apostolo,
do
Rio
de
Janeiro)
COMFEtlENClAS
VA ASSOCIA
ÇÃO
CATHOLICA.
Continuam
todos
os
domin
gos
conferencias
aos socios da
o
Associação
Catholica,
na
casa
da
mesma.
Principiam
ás
7
horas
da
tarde.
ASSOCIAÇÃO
CATHOLICA.
Por
parte
da
Junta
Directora
da
As
sociação
Catholica
d
’
esta
cidade
se
faz
pu
blico
que
serão
admitlidos
gratuitamente
na
Escola
da
Associação
alé
vinte
alum-
nos,
filhos
de
paes
pobres,
embora
não
sejam
socios.
Os
que
quizerem
esle
beneficio para
seus
filhos
requeiram
quanto
antes
com
alteslado
do
respeclivo
parocho.
0
secretario,
João
Antonio
Velloso.
COHOKHCIO
B
olsa
de
B
raga
22
de
fevereiro
de
\875
Fífeeíuado
Inscripções
d’
assentamento
48,00.
Banco
Commercial
de
Guimarães
3$000.
Banco
Commercial
de
Bragança
2$500.
Banco
do
Minho 118$OOO.
Dito
dito
119^000.
Em
23
de
fevereiro de
1875
EfTeetuado
Banco de
Guimarães
3$000.
Banco de
Bragança
2$500.
Banco
do
Minho
118^000.
0
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
BA»
Dl
Soeiedade
anonyma,
responsabi
lidade limitada.
Capital
500
contos
em
5:000 acções
de
100&000
reis
cada
uma.
SÊ
DE
E71 VIAlViVA.
Previne-se
aos
snrs.
subscriplores
que
a
raclificação de 5
p.
c.
é no
Banco
do
Minho
no
dia
l.° de
março
desde as 9
horas
da
manhã
ás
3
da
tarde,
da
fôr
ma
• seguinte:
De
1
a
2,
1.
De
3 a
5,
2.
De
6
a
10
4.
De
11
a
15,
6.
De
16
a
20, 8.
De
21
a
25,
9
De
26
a 30, 11.
De
36
a
40,
13.
De
46
a
50,
16.
De
57 a 60,
18.
De
61
para
cima,
25
p.
c.
Os
instaladores
Elias
Augusto
Vieira
d
’
Araújo.
*
Antonio
Maria Baplista
Camacho.
João
Abel
d'Oliveira.
José
Martins
Barbosa.
José
Luiz
Gonçalves Júnior.
José
Pereira
de
Campos.
Manoel
Pinto
Lopes.
(2306)
PHARMACIÃ
Vae
ser
arrematada
em
praça,
no dia
7
de
março,
uma
das
melhores
pharmaeias
de
Ponte
do
Lima,
construcção
moderna.
Dá-se
sociedade,
querendo, a
quem
arre
matar,
sendo
pessoa
habilitada.
Dirigir
á
rua
de
D.
Pedro
n.°
1,
em
Ponte
do
Lima.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
dè
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
SUBSCRIPÇÃO
E
lUTIFICACÃO
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA
BANCO
COMMERCIAL
DE
DRAGA
Em
viriaie
da
deliberação
d
’
assembleia
geral
de
15
de
corrente,
que
approvou
a
proposta
da
direcçãe
para
a
elevação
do
capilal
imc'al
de
600
a
1:000
contos,
fa-
I
zeode-se
para
*
s>e
fim
uma
2.a
emissão
de
400
coutos
em 8
000
acções
de 50$000
«•eis
com
o
prémio
de
4$500
reis
por ca
da
orna,
a
direeção no
sentido
e
em
con
formidade
cem
o
disposto nos $
§
2.°
e 3.
*
do
artigo
4,
*
dos
eslaluios
convida
os
snrs.
accio»is
‘
as
a
declararei»
na
thesou-
CAPITAL SOCIAL —RÈIS 1.500:000$000
DIVIDIDOS
EM ACÇÕES
DE
50^000
HEIS
11
00
IMS
SÉDE
WO PORTO
FILIAL
JEZIMC
X-eISBOA
AGENTES
NA EXTKEMADURA
ou
outro
qualquer ponto
do
reino ende convenha aos interesses do banco
Os
instaladores
d
’
este
novo
banco
previnem
o
respeitável
publico
principalmente
os senhores
agricultores
e
industriaes
em
geral
que
a
subscripção
publica para
as
acções d
’
este
banco
se achará
aberta no
Porto
no
escripierio
da
casa
commer
cial
Pile
<5c C.
’
,
Ferraria
de
Baixo
139
no estabelecimento
do
senhor
Manoel
José
Moreira,
roa
Je
Cedofeila n.QS
45,
47
e 49.—Em
Lisboa
em
casa do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros
n.
*
51
—
e
em
Braga
em
casa
do
snr.
João
Baptista
Lopes,
no
dia
24
do corrente
(quarta-feira)
das 10 horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
e
seguintes
alé
se
completar
a
subscripção.
Previne-se
os
snrs.
subscriptores
que
tem
a
ratificar
as
suas
assignaturas
com
2$500
reis
por
acção
no
acto
da
subs
cripção
de
que
se
lhes
entregará
logo
recibo
provisorio.
Para
os
snrs.
subscriptores
antes
de
subscreverem
saberem
para
que
fim
subscrevem, declara-se
que
as
operações
do
banco
e
o
destino
para
o
seu
capitai
será
o
seguinte:
COH
DESTINO
A
’ SÉDE
NO
PORTO
REIS
300:060^000
Para
aequisição
do
terreno na
rua
da
Boa-Visla,
na
cidade
do
Porto
e
suas, immediações
para
construcção
de
casas
pa
ra
arrendar
e
vender
por
preços
modicos,
a
proinpto
pagamento
e
a
prasos,
próprias
para operários
e
artistas de
todas
as
clas
ses,
e
famílias
menos
abastadas,
e
formação
de
um
novo
bai»ro
n’
aquella
rua,
ou
suas
immediações,
qne
é
hoje
um
dos
mais
aprasiveis
e
concorridos
da
cidade
e
em breve
a
principal
do
Porto
e
lambem
para
comprar
terrenos,
vender
e
edificar pré
dios
em
outro
qualquer
ponto
da
cidade
e
seus
arredores
com as
mesmas
condições.
REIS
300:000^000
*
1
Para
compra
e
venda
de
aguardente
de
vinho,
nos
mercados
do
Porlo
e
Lisboa
(a
promplo
pagamento
e
a
praso),
pró
pria
para
beneficiar
vinhos de
exportação
e
fabrico
da
mesma
quando e
aonde
convier
aos
interesses
do
banco.
REIS
300:000^000
do
Banco,
•«
na
sua
caixa filial
do
Po’
to,
desde 15
até
25
de
Março
proximo
íutoro,
se
acceilam
as
acções da
2
a
emis
são
que
lhes
couberem
em
proporção
das
qoe ac
ualmente
p»ssuem devendo no
aci®
Bã»
só
>|»rr
’entrr
as
acções
que
possuírem
para
«e
eílectuar
o
raleio,
se
não
lambem
verificar
•
pagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que
accei-
‘arem. e
a
1.a
entrada
de 25
p.
c
,
ou
12$500
reis
por
acção.
A
faba
da
dila
declaração
e pagamento
no
mesmo acto se
i
á
considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
quaes
ficam
d»
conta do
Baoco para
as
col-
locar (nunca
por
premiu
inferior)
quando
e
pela
fórma
que
■
direeção
julgar
con
veniente,
d
’
accordo com
o
conselho
fiscal,
conforme
foi
resolvido
pela
mesma
assem
bleia
geral.
B^ga
18 de fereir
*
de
1875.
Pelo Banco Commercial de Braga
Os
directores,
Joáo
Evangelista
de
Sousa
Tones
e Almeida
Manoel
Jot>é
da
Cosia
Guimarães
Luiz Antonio
da
Cosia
Braga.
(2298)
Tendo
fallecido
D.
Maria Joaqnioa
Mar
ques,
da
freguezia
de
S.
Pedro d
’Oliveira
d’
esla
comarca,
e
deixando
em
testamen
to
o
legado
de
vinte
e
cinco
mil
reis,
a
cada
afilhado
ou
afilhada
de
Baplismo,
são
convidados
os interessados
a
apresentarem
as
competentes
certidões
legalisadas,
no
praso
de
trinta
dias,
ao
testamenteiro
João
dos Santos
Minho, á rna
de
S.
João
n.®
3,
para
se
tomar
conhecimento, e
serem
attendidos r.o
inventario
amigavel
a
que
se
procede.
Braga
20
de
fevereiro
de
1875.
(230>)
CAS'1
Precisa
alugar-se
uma
casa
em bom
estado,
sem
que
seja grande e
com
pe
queno quintal,
no
campo de
Sanl’
Anoa,
lado
do
norte,
rua
de
Santo
André.
Cam
po
da
Vinha, rua
de
S. Vicente.
Theresi-
uhas, etc.
Quem
tiver
para
alug.
r
queira
Jirigir-se
ao
snr.
Manoel
Antonio
Corrêa,
no
Baoco
Commercial.
(2305)
Para
auxiliar
os
grandes e
pequenos
agricultores
e
industriaes
assim como
qualquer
empresa
de recaohecida
vantagem
em
algum
local
do
paiz
que
convenha
ao
banco
e
fazer algumas operações
bancarias.
REIS
600:000^000
Hetratisla
e
pintor
Caetano
de
Brito,
mudou
a
soa
resi
dência
para
a rua
da
Ponte,
n.°
96, on
de
continda
a
exercer a
sua profissão
de
retratista
e
pintor,
que
d
’
ha
muito
lem
exercido
n
’
esta
cidade.
Espera
dos
seus
amigos
e
patrícios
continuem
a procural-o,
que
serão
servi
dos
commodamente.
(2304)
Para
auxiliar
os grandes
e
pequenos
agricultores e
industriaes
na
Exlremadura e
fazer
algumas
operações
banca-rias
quan
do
convenha.
Os
instaladores d’
este
banco
previnem
o
respeitável
publico
que
não
obstante
o
capital
ler
dilferenles
applicações,
cada
uma
terá
sua
secção
e
escriptoração
especial
devendo contudo
os
snrs.
subscriptores
partilhar
em
geral
dos interesses
geraes
do banco e
a
direeção resolverá
sempre
lodos
os
negocios do
banco
de
commum
accordo.
Porlo,
19
de
fevereiro
de
1875.
OS
INSTALADORES,
NOVIDADE
44,
Rua »lo Souto, 44
Campos
<5c Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima moda»,
da
acreditada
fa
brica dos snrs.
Maia
e Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e consertam cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2272)
Dr.
Anlonio
Pinto
Cardoso
da
Gama,
do
Porlo
Barnabé
Mendes de
Carvalho,
idem
Eduardo
Uibeiro
Mendes,
idem
José
Thomaz Pille,
idem
Eduardo
Lyon,
idem
David Gonçalves Chaves,
de
Lisboa
Joaquim
Augusto
da
Silva
Cordeiro,
de
Santarém.
No
largo
de
S. Miguel o-Anjo,
n.°
7,
lecciooam-se
as
seguintes
disciplinas
:
Desenho
(curso
completo).
Arilhmelica
e
Geometria.
Philosophia
(curso completo).
Preço
de
cada
disciplina,
800
reis.
Para tractar
das 8
ás
10
horas
da
manhã.
Subscreve-se
em Braga,
em casa do snr. João Baptista Lopes, rua dos Chãos.
(2301)
111
—
■
—
—
1
—
■—
—
braga
:
typographia
lusitana
— 1875. - É o formato de
-
comerciominho_25021875_314.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)