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-
3.°
ANNO
1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO.
315
Assigna-see
vende-se
no
escripmrio
do
editor
E
proprietário
-
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nqva
n.°
3E,
para
onde
deve
ser dirigida
Ioda
i
correspondência
franca
de por.e.
as
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspon
en-
cias
de interesse
particular.
Foiha
avulso 10
rs.
.....
—• TTr
i
-iirwií
i
... ...
....................
a
*
o
&
blical
-
&s
se
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol$60ft
rs.=Semestre
850
rs.=Protnn-
cias,
anno
2^490
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Senicstrp
1&250
r&.=Braztl,
anno
4&409
rs.—Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&506
reis
moeda
fraca.
=Annuncios
por
linha
29
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
90 ®/
0
d’
abatimento.
BHÃGA —
SABBAIJ®
*
1 »E
fevekkir
®
Proeva
<le livrea-pensadore»
Mi
tigada.
Aos
homens
do
«Paiz»
e
a
outros
da
mesma
laia
oílerecemos
o
seguinte
:
aOs
livres-pensadores,
não
tendo
sem
pre
á
mão
um
enterro civil
(como
o
de
ha
poucos
mezes.
em
Coimbra)
consolam-se
manifestando o
seu
despreso pela
sepul
tura
das
pessoas
honestas e chrisiàs.
Sabe-se
que
por
toda
a
parle,
nas
pro
víncias,
os
funcraes
sã» precedidos pela
Cruz
airaz da
qual
caminha
o
clero. Se-
gue-se o
caixão,
escoltado
por
parentes
e
amigos.
Ninguém
deixa
de
saudar
aa
pas
sagem
o
cortejo fúnebre;
somente
alguns
livres-pensadores
afiectam
desliuguir
a
por
ção
que
elles
julgam
digna
de
uma
bar-
relada
d
’
aquella
a
quem
recusam
e
*
ta
hon
ra.
Passam
per
diante da Cruz
cum
o
cha
péu na cabeça e
com
o cigarro
na boc-
ca
fenlie
nós,
felizmente, são mui
raros
os
que
a
isso
se
atrevem...
alé
mesaoo
por
que
o
nosso
povo
ainda está
muito
fa
nático).
Alguns
chegam
a
aíleclar
crrtos
ares
ainda
raais insolentes.
Por
exemplo
chegado
*
junto do
caixão
tiram
o
seu
chapéu
e
fazem
uma rasgada
continên
cia.
Pois
bem
!
Parece-nos
que este mane
jo
é
absurdo.
Como!
Recusaes
saudar
a Chri
*
lo
que
é
a
ressurreição
e a
vida
—
ressurectio
et
vila,—e
saudaes
um
cadaver
!
Esqueceis-vos
pois de
que
foi
a
res
surreição
de
Christo
que
pôz
uo
despojo
d’
esie
christão o
germen
da
immorlalidade
que o
torna
respeitável?
Se
o
Chrislo
nào
tivesse
ressussitado,
esle
cadaver
não
res
suscitaria,
e
se
este
cadaver
não
deves
se
ressuscitar
um
dia..., não
é
mais
que
um
punhado
de
podridão
boa tão
somen
te para enterrar
o
mais depressa possivel
e
sem
ceremouias.
Os
que
creem
na
ressurreição
dos
cor
pos,
e
só
elles,
teem
rasào
de
render
hon
ras
fúnebres
ao
despojo
humano;
os
ou
tro
*
...,
que
fazem
discursos
oos cemité
rios,
cedem á
rotina,
aos
preconceitos, ao
respeito
humano,
—
tudo,
coisas
não-filoso-
íicas,
e
indignas
de
servir
de
regra
a
um
livre-
pensador...
Sabem
os
livres-pensadores
o
que
é es
ta
Cruz
a que
elles
recusam
o
mais sim
ples
sigoal
de
respeito? E’ o
instrumento
da
salvação
da
humanidade.
«Foi
uma
Cruz
de
madeira
que
salvou
o
mundo»,
que
o
salvou
não
só
temporal
mas
até
espiritual
mente.
Sem
a
Cruz,
a
maxima
parle
do
genero
humano
seria
como outr
’
ora
a «coi-
za»
de
um
punhado
de seuhores.
A
Cruz
é
o
verdadeiro
estandarte
da
civilisação...
A
barbarié
reina
por
toda a
parle
«nde seus
dous
b
aços
se
não
estendem.
Entre
a
Europa
e
os
povos
do
Oriente
petrificados
no
meio
de
sua
podridão, não
ha
outra
diflerençí
mais
que
a
Cruz.
Vós
aao
podeis
saber
estas
coisas,
ó
livres-pensadores
!
mas
isso
não
as
impe
de
de
setern verdadeiras,
e
a
vós
de ser
des
uns...
palermas,
honrando
a
carne
podre
e
o
esqueleto
de
um
X
ou
de
«m
Z,
e
negando
a
mais
ligeira
saudação
á
imagem
do
filho
DE
DEUS
vivo.»
(Vej. «Univers»,
de
12
de
janeiro).
Praza
a Deus
que
a
lição
approveite.
Conferencia,
Por
falta
de
espaço
não
demos
em
o
n
0 antecedente
a
resenha
da
conferencia
ullimaiuente
recitada
na Associação Ca-
tholica,
pelo
erudito
dr.
Moreira Guima
rães,
o
que
passamos
a
fazer :
Em
presença
da
iucla
que
na
actuali-fdeduzem,
formam
todas
as suas
theorias.
~
_
:___
_
___ _______________________________________________ ____
«
~k
dade
o
catholicismo
está
sustentando,
ain
da
n
’
aquelles
povos,
que,
ua
crença
ca-
tholica
poderam encontrar os
flwrões
bri
lhantes
que
adornam
e
embellesam
as
pa
ginas
mais
gloriosas
da
sua historia,
o
orador entende que
os
defensores
da
ver
dade,
os propugnadores do
bem,
não
de
vem
um
momento
de
repoiso,
um
instan
te
de
socego.
E
’
por isso
que
o orador
sobe mais
uma vez áquella
tribuna
para
impugnar
as
absurdas
prelenções
dos
adversários
da
nossa çrença
e
mostrar
a
competência
e
legitimidade
do
ensino
catholico
para
o
ensino
da
verdade,
ainda
na
sua
maior
elevação
e
transcendência.
Atacando
as
doclrinas anti-calholicas,
o
orador
não
o
faz
para
ostentar
erndic-
ção,
ou
porque
siga e
professe
as
doc
lrinas
que
lhes são
opposlas;
mas sim
por
ser
contrarias
á
verdade;
mas
sim
por
irem
de
encontro
á
crença
mais sublime
e
aos
mais
nobres
sentimentos
da
huma-
nidade
;
mas
sim por
serem
a destruição
constante
da
paz
individual
e
publica
;
mas
sim
po'
serem
como
a apothese
das
pai
xões,
que
não
cessam
de
lisongear,
a
mais
horrorosa
blasfémia.
Além
disso é
neces-
sario
oppor
poderoso dique
á
devastado
ra
torrente
das
calamidades
a
que
arras
i
ta
uma
tal
doclrina.
Ainda
que
todas
as calamidades que
o
atheismo,
mais
ou
memos
disfarçado,
na
aclualidade
tem
acarretado
e
vae
acar
retando
sobre
a
terra
que
o
acolhe,
são
provenientes
d’erros
e
absurdos
mais
prá
ticos
do
que
theoricos,
e
como laes
visaram
sempre
a
corromper
o
coração
da
huma
nidade
; ainda
assim
não
deixam
de
pro
curar envohel-a
nas
trevas
da
ignorância
e
do
erro.
Estabelecendo
a
duvida
negativa
como
base
e
fundamento das
suas demonstra
ções, é
sobre
ella
que
querem
architeclar
o
edifício scientiíico;
nunca
se
esquecendo
de tirar
como
legitima
conclusão
de
seus
ensimentos
a
negação da existência de
Deus
e
da
vida
futura.
Em
vista
de tão lamentável
absurdo,
pode-se
allirmar
sem
rodeios
<;ue
assim
como
o
atheismo
pratico
é
o
ultimo
termo
do
mal.
o
atheismo
doutrinal
é
a
qltima
expressão
do
erro
Ainda
que
tal
é
a
doctrina
atheista,
que,
mais ou
menos
desenvolvida,
é
a
de
lodos
os acatholicos,
vemos
hasleado
por
esles
o
estandarte
da
revolta
em
nome
da
razão
de
que se
dizem
vingadores
e
da
sciencia
de
que
se jactam
de
sacerdotes,
arrogando
a
si
a
honra e
a
gloria
da
civi
lisação
dos
povos
!
E
’
pois
em
nome
da
sciencia
que
o
orador
levanta o
repto,
que
nos
hão
lan
çado.
procurando
seguir
em
tào
santa
missão
a
senda
que
leem
traçado
os sá
bios apologistas
do
christiaqismo.
Para
se
ostentarem
de
illuminados,
pa
ra
se
jactarem
de
benemeritos,
os inimi
gos do
catholicismo
apresentam
suas
er
róneas
theorias
com
o
nome
pomposo
de
expressão
legitima
da
sciencia,
ou
an
tes como
sendo
a
mesma
sciencia.
E
poderão
merecer
tal
nome
as theo-
rias
mesquinhas
e
erróneas,
*
enão
absur
das
e
ridículas
dos
socialistas
e
demais
doutrinitarios
anli-calholicosdo
século
19?
E
o
que
o
orador
vae examinar.
Não
obstante
se
apresentarem
sob
va
rias
fôrmas e
diversas
numenclaluras
os
en
sinamentos dos
nossos
adversários,
todas
essas
doctrinas leem
um
pomo
commum,
que,
pelo
facto
de
ser
o
principio
gera
dor
de
todas
ellas,
poder
considerar-se
como
sinlhese
de
lodos
os
sislhemas an-
li-caiholicos
:—
é
a
negação
absoluta da
realidade
sobrenatural,
não
admillindo
coisa
alguma
além
do
que vêem
e
do
que
apalpam.
Para o
fazer
estabelecem a du
vida
negativa
como base
de
seus
racio
cínios,
e
nas
consequências
que d’
eila
O
orador examina
em seguida
a
ab-
surdidade
d
’
este
principio,
e
passa
a
de
monstrar
atheismo
sagradas,
ainda
se
cessando
de
mais
negando
sciencias
examina
que
a
dosordeta produzida
pelo
não se
limita
só
ás
sciencias
ás
jurídicas
e
ás moraes,
mas
estende
ás
sciencias
físicas,
não
de
as
apoucar
ao
que
n
’
ellas ha
baixo
e
corruptível —
a
matéria,
sempre
o
principio,
de todas
as
que
é
o
proprio=
*
=Deus
;
o
qne
pelos
ensinamentos do
atheismo
em
filosofia, em
zoologia
e
fisiologia,
em
critica,
em
geologia,
e
em
politica.
O esclarecido
orador
termina
demons
trando,
com muita
eloquência
e
vasta eru-
dicção, que
a
verdadeira
sciencia salvado
ra,
a
única
que
póde
elevar
e
regenerar
o
homem,
é
a
que
evangelisa
S.
Paulo=-
O
Chrislo
crucificado-^.
liiwboa *44
de
fevereiro
/
Correspondência
particularJ
Asseverei
lhe
que
o
snr.
Casal
Ribei
ro
se
distanceara
do
governo,
e dir-lhe-
hei
que
outro
tanto fez
ou
está
para
fa-
ser
o
sor.
procurador
geral
da
coroa,
Máriens
Ferrão.
Do
primeiro
corre
que
se
íiliára nos
históricos,
seus amigos
d
’
outr’
ora,
do
segundo disem-me
que
irá para
casa
tratar
de
si
e
da
familia.
Também
em
tempo
lhe
commumqoei
que
no
partido
histórico
havia ministério
formado;.
para corroborar
islo
acrescento
agora
que
hontem
se
fallava
n
’um minis
tério,
dado
o
caso
de
haverem
novas
de-
serçõe
*
,
pela
seguinte
fórma
:
Presidência
e
guerra
duque
de
Lonlé,
que
é
general
de
Jivisão
reformado;
fa
zenda
tarlos
Bento,
conselheiro
do tribu
nal
de
coutas; marinha
duque
de
Pal-
mella, é official
da
armada
;
justiça e ec
elesiaslicos
Barros
e
Sá, é
juiz
relator do
supremo
conselho
de
justiça
militar
;
es
trangeiros Casal Ribeiro.
Em
quanto
ao
remo
e
obras
publicas,
segundo
uns,
se
riam
divididas
estas
duas
pastas
conforme
melhor
conviesse,
ou
pelo snr.
duque
de
Loulé,
Carlos
Beolo,
ou
Casal
Ribeiro
Fala-se
lambem
que
não
haveria
tal
vez
duvida
em
dar
a
pasta das obras pu
blicas
ao
snr.
Vaz
Preto, ou
a
Pinheiro
Chagas
que
e
apadrinhado
por
esle poten
tado
Beirão
sendo chamado para
o
reino
o
snr.
Correia
Caldeira, para contentar
a
(acção
Avilisla, e
quando
por
qualquer
motivo
nào
conviesse o
snr.
Vaz
Preto,
nem
os
seus
afilhados,
•
seria
chamado
um
engenheiro do
partido
reformista
e
n
’
elle
importante,
contentando
assim
este
grupo.
Por
este
modo
o
gibmete
teria
adeplos
entre tod«s
os
grupos,
porque
os
histofi-
cos
respeitariam
o
governo
visio
que
lá
tinham
o
seu chefe,
os
regeneradores
es-
lanam lá
representados
pélo
snr.
Barros
e
Sá, os Avilistas pelo
snr.
Correia
Cal
deira,
e
os
reformistas
ptdo
ministro
d..s
obras
publicas.
De
fóra
ficaria
a facção
constituinte,
que
é
pequena,
mas
para
a
qual
creio se
reservavam
alguns
logares
administrativos.
Embora
me
compra
dar
esta
noticia,
tomo
chronista,
creio-a por
ora
pouco
verosimil,
porque
o
governo
conta
com
uma
grande
maioria.
Ua
quem
veja na
carta
do
snr.
Casal
dirigida
ao
sur.
Carlos
Bento,
e
publicada
no
«Jornal
do
Comrnercio»
de
domingo
tratando
d’
assumplos
ruraes.
como
que
o
<nicio
de um
programma
de
um
futuro
governo.
Está
gravemente
enfermo o snr.
D.
Jotge
Locto,
illustrado
relactor
da
«Na
ção»
e
notável
cavalheiro Estimamos
de
todo
o
coração
suas
melhoras.
O
conselho
escolar da
escola
politechni-
ca
encairegou
o
snr.
conde de
Ficalho
e
Bocage
de
apresentarem
um
projecio de
organisação
da
mesma
escola.
A companhia
do
Gyranasio
partiu
ho
je para
Coimbra
onde
vae
dar
3
recitas
até domingo,
com as
comedias
Familin
Mergal,
Mentira
sobre
Mentira,
Quem
muP
to
fala...
Dar
no
vento. Os
dois
pallelols,
e
os
trabalhos
dos
irmãos
Davenport.
Está
já
em
Lisboa
o
vapor
«Setúbal»,
que
fazia
as viagens
entre
Alcácer
do
Sal
e
Selubal.
Vae
fazer
as
viagens
para
Bo
leai.
Sempre
conseguiu
a camara
de
Lisboa
um
novo
empréstimo.
E
’
de
160 contos.
As
bases
são
as
do
antigo
empréstimo,
e
é
prestamista
o
Banco
Lusitano.
Dizem-
me
que
é
para
acabar
os
paços
do
con
celho.
A
Associação
de Nossa
Senhora
de
Lotir-
des,
em
Santa
Martha,
vae
tractar
de es
tabelecer um
asilo-escola a
que dará
o
ti
tulo de Pio IX.
Dei-lhe
conta
que
o
governo
propoz
que
se
desse
á
casa
F.irrobo
300
contos
nominaes
;
agora apparece
um
requeri
mento
do
sor.
Pimenta
e
seu
sucio dizen
do
que elles
são
os
lesados,
e
não
a
fa
milia
Farrobo.
A camara
alta
discutiu
o
accordo
com
a
companhia
do
caminho
de
ferro
do
nor
te.
Foi
combatido pelo
snr,
Fransini,
e
defendido
pelo
snr.
Lobo
d
’Avila.
A
ca
mara
approvou
o
projecio.
Na camara
dos
deputados
apreseola-
ram-se
pareceres
para
augmento dos
qua
dros
de
saúde
no
ultramar,
e
um
outro
declarando
sem effeito
a caita de
lei
que
auclortsava
100
conto
*
de
reis
de
despesa
extraordmaiia
em
Angola.
Occupou
depois
a
camara
a
proposta
do
snr.
Mariauno
para
se
nomear
uma
commissão
esjrecal
para examinar
os effei-
tos
práticos
da
ultima
divisão comarcã.
Fallaraqi
o
snr.
Thomaz
Ribeiro,
que
é
o
chefe
de
granadeiros
ministeriaes,
Eduardo
Tavares,
Barros
e
Cunha e o
snr. Mano
1
d’
Assumpçào.
Aqui
andam
todos
preocctipados
com
as
noticias
de Hispanha,
e
emboia
alguns
jornaes
digam
alguma cousa,
como
o"go
verno
de la
nada deixa
passar,
pouco
se
pode
saber.
Afíirma-se
que a doença
do
rei
D.
Aflonso
é
gravíssima.
Diz-se que
na
Andaluzia
a
agitação
é
grande. No nosso
lelegialo
ha
recomméni.^Ões
ácerca da
transmissão
do^
ttdegrammas,
porque
não
querem
alarmar
a
opinião
publica.
REVISTA ESTRANGEIRA
Do
«Cuartel
R»
‘
al»:
Estella, 11.
—
Coincidência
singular
!
En
tre
as
pessoas
importantes,
que
n
’
es<es
últimos
dias
teem
apresentado
a
sua
su
bmissão
a
el-rei
Carlos
V||,
uns
são
anti
gos
republicanos,
que
vèem
em
D.
Afbmso
e
ultimo
resultado
da<
ideias,
que
até
aqui
defenderam,
em
boa
fé;
outros
antigos af-
fonsinos,
qne não vêem
em
D.
Aff
mso
o
que
ambicionaram
em
seu
coração d
’hispa-
nhoes,
ma
*
tudo
ao
contrario.
Uns
e
ou
tros,
ao
por
ao
lado
do
throno
legilimo,
os
seus talentos
e
as
suas
espadas,
de
claram fasel-o
porque
só
alli
vêem
has
teada a bandeira d’Hispanh.i.
—
Uma
partida
republicana,
que
ha
pou
cos
dias
se
ap<esentou
em
Langares,
cam
po de Carinena,
encontrou-se
com
algumas
forças
carlistas,
reinando
entie
ellas
a
mais
perfeita
harmonia
;
depois
no
diser
dos
republicanos,
não
sairiam
mais
a
comba
ter
carlistas,
senão a
combater
os
seus
contrários,
isto
é
o
governo
de
D.
Afiooso.
No
«Diário
de
Notcias lê-se:
Sublevação
carlisla
«Porto
23,
ás 4
h. e
30
m.
da
tar
de
-
(A’ redacção do «Diário
de
Noticias»,
Lisboa).
—
O
snr.
general
Vasconcellos
re
cebeu
telegramma
official
da fronteira
do
'
Norte,
dando-lhe
noticia
de
uma
subleva
ção carlista
em
Orense.
A
isto
acrescenta
o
«C.
da
Tarde»:
Esta
noticia
é
importantíssima,
e
cen
íàfma,
até
certo
ponto,
as que
«e
depre-
Ifendem
dos
jornaes de
Hispanha,
sobre
«
estado
de
excitação,
em
que
se
acha
o
paiz
visinho.
Nã
>
o
é
menos por se
re
ferir
a
uma
província
em
que
leem
abor
tado
todas
as
tentativas
de
sublevação
car-
lisla.
Da
«Union»:
«Ainda
qne
a
cidade
de Daroca .esti
vesse
defendida
pelo
coronel Saocho
e al
gumas
forças
d
infanteria
e
cavallaria,
de
cidi
tomal-a,
por
um
assalto audacioso.
As
duas
horas
da
manhã,
ataquei
as
mu
ralhas e
as
duas
portas
da
cidade
prote
gidas
pelos
fortes.
O
inimigo
«iefendea-se
vigorosamente
e
o
ataque
durou 12
ho
ras.
A
cavallaria
depois
de
nos
haver
car
regado
inutilmente,
foi
obrigada
a re«»der-se.
Tenho
em
meu
poder
dois
chefes,
tres
capitães
e
uma
centena de
soldados.
Um
dos
chefes
é
o
coronel
Sancho,
que
man
dou
fosilar
ha
tempos
os
commandanles
das
íorças
carlista»
de
Nueros
e
Bederas,
sem
lhes
permillir
que
se
confessassem.
Aprisionamos
110
cavallos
arreatados,
e
igual
numero
de
sabres
e
carabinas
Re-
aington,
um
deposito
de
munições, e
nu
merosos
petrechos
de
guerra.
O
inimigo
teve
raiais
de
40
mortos
e
numerosos
feridos,
entre
os
quaes
se
con-
ram
muitos
oíficiaes.
Nós
tivemos
apenas
5
mortos
e
15
feridos
Esle
successo
encheu
de
enthusiasmo
as
tropas
e
as
populações.
Daroca,
7
de
fevereiro.
O
b<igadeiro
commandante general
do
Aragâo
:
Gamundit.
GAZETILHA
BXPED1EHTA3
assignantes d’
este
jornal,
e
áquelles
que
o
eram
do
Futuro,
os
quaes
são
con
siderados
lambem
como
nossos
assignanles,
rogamos
o
favor
de
mandarem
satisfazer
o
seu
debito,
o
que
podem
realisar
enmando-o
em
valles
do
correio,
ou
ordens
pelos
agen
tes
dos
Bancas
d’esta
cidade, ou
entregan
do-o
aos
nossos
correspondentes.
Esperamos
lambem, nos
avisem
quando verifiquem
qual
quer
entrega e
se
continuam
ou
não
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar a
reiteradas
queixas
que
se
nos
leem
feito quer
de
lerem
pago,
ou
mandado
suspender
a
remessa,
o
que
mui
tas
vezes
não
chega
ao
nosso
conhecimen
to,
resolvemos
publicar,
em
secção
especial,
os
nomes
dos
snrs.,
que
remetlerem carias
á
administração
d
*eslo
jornal,
pospondo
aos
nomes
a
palavra—
recebemos
—,
quando
se
ja
remessa
de
dinheiro,
e
esCoulra
—scien-
les
—
.
quando sejam avisos,
elo.
Os
correspondentes
auclorisados
para
receber
as
assignaluras
são
os
seguintes
ill.
mos
snrs :
Em Lisboa, Ignacio
Francisco
de
Mo-
raes,
rua
de S. Lazaro
n.°
38.
—
No
Porlo. José
Carlos
das
Neves,
rua
das
Flores.
—
Na
Covilhão,
Luiz Anlonio
de
Carvalho.
—
Em
Vianna,
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
—
Em
Ponte
do
Lima,
Anlonio
Ferreira
Salça,
redacção
do
«Ecco
do
Lima —Em
Guimarães,
J.
A.
Teixeira
de
Freitas
Guimarães,
S.
Damaso
17. —
Pena
fiel,
Victonno
José
de
Carvalho.
—
Barcellos, Francisco
José
Leite.
Lauaperenné.—
Expõe-se
ámauhã
na
Venerável
Ordem Terceira
de
S. Fran
cisco.
Kegia
prole.
—
A
’
«Nação»
acaba de
ser
ceinmuoidada
a
seguinte
fausta
noli
cia com
a
qual
milito nos
congratulamos;
S.
A.
a
Senhora Infama D. Maria José
de
Bragança,
Princesa de
Baviera,
deu
á
luz
felizmenta
uma
íilha.
Felicitamos
a
augusta
familia exilada
por
esta
festa e
alegria
familiar; os filhos
são
a
honra
e
a
bençáo
dada
aos
paes
;
a
illustre
progenie do
grande
homem
de
bem,
que
reinou
em
Portugal, augrneolao-
do-se
e brilhando
no
mundo com as
vir
tudes
e
altas
qualidades
que
a
adornam
serão sempre
uma
preva,
deque
a
patria
foi
pnvada
de
uma
grandesa
moral.
Oxalá
que
dias
melhores
acabem
esta
calamidade
e
que o
anjo
recemnascido
seja
o
núncio
de
melhores
dias.
Conto.—
Eis
aqui
um
delicioso
poema
traçado
em
breves
linhas
:
Um
príncipe
indiano
contemplava
cer
to
dia,
com
extasis,
tres
fragrantes
rosas
encarnada», que se
ostentavam
na
mesma
haste:
—
i
Quanto daria eu,
exclamou
arreba
lado,
para
que
uma
d
’
estas
rosas
se
con
vertesse
em
mulher,
e
lel-a
uma
noite
por
esposa
!
—
i
Pois
seja!
disse
lhe
o
génio,
sur
gindo
de
repente
da
terra.
Uma
d
’eslas
rosas será
lua
companheira,
desde
a
pri
meira
hora
da
noite
até
á primeira
da
au
rora
.
E
fez-»e
o
milagre.
Ao
despertar, o
joven
priocipe
não
en
controu
já
a
seu
lado
a
belleza
suave
e
perfumada,
que
tivera
por
esposa
durante
a
noite.
Então,
correu
ao
jardim,
e
encontrou
as
tres
rosas
encarnadas,
no
mesmo
ramo.
—
jl
ifeliz
de
mim
!
j não
poder
en
sa
ber
qual d'estas
tres
ílores
foi
o
meu
ami
go
intimo
!
—;
Inuo
ente!
—
lhe
responde
o
genio,
apparecendo
de novo.
^Ha
nada
mais
fa
cil
que
distinguir
o que
desejas?
A
rosa
que
passou
a
noule debaixo
do
leu
teclo, é
a
que
não
recebeu
o
orvalho
do
ceu.—
(Diá
rio
de
Avisos).
Seria
caatigo?
—
Diversos
jornaes
no
—Do
liberal correspondente de Madrid
para
o
«J.
da
Manha»:
Ninguém
sabe
o
que
se passa,
e
to
dos
presenlem
que
se
passam cousas
gra
ves.
Indicam-nos os
aclos
oíficiaes.
as
prevenções do
governo
e
a
anciedade pu
blica.
Correm
rumores
extravagantes,
boatos
de
sensação,
canards
assustadores.
Mas
ninguém
se
atreve
a
atfirmar
que
o
que
se
diz
é
verdade.
Sem
embargo, todos
crêem
que acon
tecimentos d
’
alta
transcendência
e
altíssi
mo
valor se
estão
dando nas
regiões of-
(iciaes,
senão
nos
régios
aposentos do
pa
lácio
da
praça
do
Oriente.
El-rei
está doente,
gravlmente
doente,
perigosameole
doente.
faulmente
doente,
diz-se.
Uns
dão e>ta
noticia
daado origem
á
enfermidade
no
sobresalto
do
ataque
do
monte
Esquinza,
onde
el-rei
perdeu
a
se
renidade ao
ponto de
ser
pieciso
segural-o,
quando
viu
cerca
de
si
os
campeões
do
absolutismo.
Outros
attribuem
a
deteriora
ção
da
saúde
de
D.
Aííonso a uma
im
previdência que o ia
victimando
Conta-se
que no
regresso
de
S.
M.
a
Madrid, na
noite
em
que
pernoitou
em
A
vila,
de
certo
por.
descuido,
deixaram
no
quarto
do rci^hma braseira
acesa
e
que
por
pouco D.
Aííonso
não
morreu
asfi
xiado.
—
Do
«Jornal
de
Lisboa»:
O chefe
de
artilheria
carlista
D.
Juan
Mana
Maestre,
desmentiu
a
noticia de
te
rem
desertado d
’
aquelle
corpo
47
oíficiaes
conforme
os
jornaes
noticiaram.
Os
affonsistas
retiraram
toda
a
sua
ar
tilheria
do
alto
de
S.
Chintobal e
de
Olei-
za, transferindo-a
para
Larraga.
A brigada
de
Perula,
que
eslava
em
Estella,
foi
rendida
por
tres
batalhões
ala
vezes,
commandados
pelo
coronel
Fortun.
Organisou-se
um
esquadrão
de
caval
laria,
denominado
de
Bourbon.
Foi de
guarnição
para
Estella.
Está
quasi
restabelecido o
general
car-
lista
Mogrovejo.
D.
Carlos
nomeou
general
o
marechal
de
Campo,
D.
Torqualo
Mendiri,
e
ma-
rechaes
de
campo
os.
brigadeiros
Berriz,
Perula,
e
Egaua.
Os
batalhões
navarros
usam
o
seguin
te
uniforme:
calça»
de
paono
côr
de
pa
nada,
capotes
cinzentos
com
duas ordens
de
botões,
e vivos encarnados,
polainas
de
panno
prelo, e
casaco
e
boina azues.
As
chapas
das
boinas e
os
botões
dos
uni-
ftrmes
são
de
metal
doirado,
tendo
na
parle
superior
uma
corôa
real,
e
na par
le inferior
a
legenda
C.
Vil.
Com
as
espingardas
colhidas
no
cam
po
de
Larca
e
Lorca,
armaram
os
chefes
carlistas
mais
tres
batalhões, qne
íoram
immediata
nente
manda
los
para
Tolosa.
—
Do
correspondente
da «Palavra»:
Dizem
os
carlistas
qne as
deputações
vasco-navarras
oílereceram
a
D. Carlos,
pa
ra
responder ao
novo
recrutamento
orde
nado
pelo
governo,
íazer
nas
comarcas que
dominam
as suas tropas
orna conscripção
que
produza
de
25
a
30
ntil
homens,
se
se
lhes
poder
proporcionar
meio»
para
ar-
naal-os
e
equipal-os.
Ainda
que
não
lenho
certeza
do
facto
e
me
parece
exagerada
a
cifra, é indubitável
que
alguma
cousa
se
projecla
n
’esle
sentido,
e
não
signifi
cam
outra
cousa
os
desembarques
d
’ar
mas
utlimamente
feitos,
de
que são
ca
rece
o
exercit»
alli
existente,
pois
tem
as
que
lhe
são
precisas
e
as
suas
fabri
cas
bastam-lhe
para
coacertar
as
que
pos-
sue.
ticiam
que
uma enchente,
como
nunca
se
viu,
submergiu
toda
a
cidade
de
Santo
Amaro,
na
Bihia, escapando apenas
a
pra
ça
da
matriz
da
Purificação.
«Nas
egrejas
dos
Humildes
e
do
Ro
sário
subiram
as
aguas
oo
subpedaneo
do
altar-mór.
Muitas
casas
foram
levadas
pela
correnteza, muitas
desgraças
tiveram
logar
alli
»
Nã«
distando muito
de
Santo
Amaro
as
cabeceiras
do
rio,
e
nem
batendo
gran
des
chuvas
de
vespera,
o
povo
tomou
a
inotdação
c«mo
um
castigo,
lundando-se
no
seguinte
:
<0
dia
da
enchente
era
o
anniversarie
da
instalação da Maçonaria
u
’e
*
4a
cidade,
e
estaca
preparada
para
esle
anno
uma
festa
muito
estrondosa
;
porque
tinha
de
eslreiar
a
Loja
maçónica;
e
até da
Ba
hia
vinham
convidados
para
soleinnisar es
ta
infame
e
pagauesca
festa
«Andam
per
aqui
(os
maçons)
muito
raoíioos,
e
temem
reunir-se
;
porque
em
toda
parte
os
estão
accusando
de
terem
trazido
este
castigo.
<E
quem
póde
com
seguro
fundamen
to
duvidar
do jnizo
do
povo?
Por
ven
tura
os
elementos
nào
podem
servir
de
instrumentos
da
justiça
e
da
vingança
de
Deus!
Quem creou
a
chuva
?
Quem é que
abre
as
cataratas
do
eéo
?
Quem
é
que
as
pode
fechar ?
Deus,
e
Deus
»ó.
«Os maçons são
ou
não
muito
culpa
dos7
!
Deus
sabe
até
que
ponto chega
a
innocencia
e
boa fé
d’
esse
povo
que despre
za
o pov«
pobre
e necessitado,
seu
ir
mão
de
carne
e
osso,
para
tripudiar
em
festas
qne
celebram
nas
trevas,
e
que
a
Luz
e
a
verdade condcmnam, e
condem-
narão
eteroamenle.
«Tudo
podí
a
maçonaria
menos parali
sar
o
braço
da
justiça
de
Deus,
que
nem
tudo
deixa
para
punir
na
outra
vida...»
A«
ceitversSea ao
Catholicismo.
—Dá-oos
a
seguinte
nelicia
«EI
Mensajero
del Pueblo»
de
17
do
corrente:
«Parece
que
a
familia
real
da
Prussia
fez
todo
o
possível
para
impedir
»
conversão
da
rai
nha
viuva
Maria
de
Baviera,
prima
do
im
perador
Guilherme.
Accresceola-se
que
incumbira
a
princiza
Isabel,
irmã da
rai
nha,
de
que
permanecesse
a
seu
lado
e
proc«rasse
dissuadil-a. Diz-se
mesmo,
que
desde
12
de
outubro,
dia
da
conversão,
rompeu
a
familia
real
de
Berlim
toda
a
a
relação c
*
m
a
egregi
*
«onverlida.
Asse
gura-se,
por
ultimo,
que
vários persona
gens
imitarão
em
breve
seu
exemplo.
«De
Mtinich
escrevem
o
seguinte:
—O
rei
Luiz
de
Baviera
está
estudando
com
muito
ardor
as
obras místicas
orthodoxas
do
Calholicismo,
como por
exemplo,
os
livros
de
Fenelon,
de
Themcz
de
Kempis,
etc.;
pelo
que
abandonou
complelamenle
o
seu
estudo
favorito da
lilteralura
anti
ga
e
do
theatro
allemão.
Os
diários
ca-
tholicos
allemães alhrmam por
e>les
sim-
plumas
que
uma
transformação
em
senti
do
religioso
se
ha
operado
no espirito
do
iei,
o
qual
se
lem manifestado
mui
fa
vorável
ao
clero,
e
que
a
politica
anli-ca-
tholica de Bismatk
falhará
em
fienle de
um
a4lver»ario
tão
decidido.»
—
(Apostolo,
do
IL«
de
Janeiro).
Uma
IkispaiiholMda.—
Viajava
(Pu
ma
fragata
uma
senhora
summamenle
me
drosa ;
e
um andaluz
recreava-se
referin
do-lhe
casos
pavorosos
succedidos
no
mar.
—
Imagine
v.
exc.
a,
—
disia
elle,
—que
uma
vez
um
tubarão
comeu
uma fragata.
—
Mentira
!
—replicou
a
senhora,
—
uma
fragata
não
cabe
ua bocca
d
’
om
tubarão
4
—
Gomo
não
cabe?
E
’
que
era
muito
grande.
V. exc.
4
não
come
uma
noz
?
—
Eu!
quebro-a,
—
disse a
senhora,
—
e
como-lhe
a
parle
carnosa.
—Pois
bem,
o tubarão
metteu
a
fra
gata
na
bocca, quebrou
a,
comeu
a
liipu
lação
e
atirou
a
casca
fóra.
Ao
ouvir
isto
a
senhora
morreu
de
repente,
allirma o
«Periodico
para
lodos».
KrepresentaçSo dos povos de
Cabo
Verde em
favor d«»8 JliMSÕeM.
—
O
«Diário
do
Governo»
do dia
20,
in
sere
a
seguinnlti
representação
em
favor
da
organisação das
Missões.
«Dignos
pares
do
reino.
—
Aos
cabos
verdeanos
chegou
a
noticia da
que
os
indio-portugueztis
vos
peticionuram
em
favor da
organisação
da
missão
colonial.
E
sabendo
que
prestastes
ás
suppli-
cas
d’
esses fieis
portuguezes
benevolos
ouvidos,
confiávamos
em
que
não seria
fechada
a sessão legislativa
do presente
anno
sem
ser
votada
essa
medida
de
má
ximo
alcance
religioso
e
temporal.
t\ão
succedeu
assim
infelizmente
;
e
eis
porque
nós
portuguezes
cabos
ver
deanos
vamos
juntar
as
nossas
vozes ás
dos nossos
irmãos
da
índia,
cujas
peti
ções e
propostas
por
esle
modo
gosto
samente
subscrevemos, e
vos
imploramos
que
não
deixeis
passar
outra
legislatura
sem
votardes
a
grandiosa
medida.
E
se
é
verdade
que
a
Egreja
cabo
ver-
deana
parece
querer
resurgir
da
longa
noite
em
que
tem
jazido,
nem
por isso
deixa
de
ser
verdade que
escasseia
aqui
a
evangelisação,
e
que
sentenas
de missio
nários
que
nos
enviasse
a
metropole,
ain
da
assim
as necessidades
seriam muito
superiores.
E
’
necessário
que
a
missão catholica
penetre
o
certão
do
continente
africano,
é
necessorio
que
se
diífunda
abundante
por
lodo
este
archipelago.
Esperar
isso
do
clero secular da
me
trópole,
os
factos
já
superabundantemen-
le
lêem
demonstrado ser
essa
uma de
plorável illusão
;
o
clero d’esla posses
são
é
e
será
ainda
por longos
annos
insníicienlissimo.
E
no
entretanto
a
melropole
muito
lem quo
aproveitar
n
’
esles
descuidados
domínios,
se
d
’
elles
se
quizer
occupar
co
mo
deve.
Cumpre
levantar
esta
província
á
al
tura
das
exigências da
civilisação; dará
então
cem por
um
;
mas
para
se
attin-
gir
essa prosperidade
é
condição
primei
ra é
indispensável
a
evangelisação.
Já,
pois,
se
póde
facilmente
concluir
como
nós portuguezes
de
Cabo Verde
im
ploramos de
vós
a
providencia
mais
effi-
caz
para
o
engrandecimento
nacional.
Santa
Catharina
na
ilha
de S.
Thiago,
24
de
agosto
de
1874,
—
(Seguem-se
228
assignaluras)
Secretaria
da
camara
dos
dignos
pares
do
reino,
em 18
de fevereiro
de
1875.
—
Diogo Augusto
de
Castro
Constando.
»
Oxalá
que
laes
supplicas
sejam
alten-
didas
pelos nossos
governantes.
Estamos,
porém,
tão
desafeilos
a
crer
realisarem-
se
medidas
de
verdadeira
utilidade, que
pouca
esperança
lemos
em
que
assim
aconteça.
A liga
«fle
s. Sebastião.
—
Da
cor
respondência
de
Londres
para
o
magnifi
co
jornal
«O
Apostolo»,
do
Rio
de
Ja
neiro, transcrevemos o
seguinte
:
The
Cruzader
(O
Cruzado)
é
um
pe
queno
periodico que
aparece
aqui
em
Londres
cada
quinze
dias
e
é
orgão
de
uma
Associação
intitulada
«Leheague
of
Sainl
Sebastian»
(Liga
de S.
Sebastião),
que
se
fundou
aqui
depois
da
usurpação
italiana
que
traiçoeiramenle
se
apoderou
dos
Estados
da
Egreja
e
do
Papa;
o
ob
jeclo
e
fim
da
mesma
«Liga»
é
concor
rer
por
todos os
modos
licitos
que
se
possa
para
restituir
ao
Pontífice
e
á
Egre
ja
seus
legítimos
direitos e
domínios.
Esta
«Liga»,
bem
q«e
logo
a
ella
se
associassem
varias
pessoas
importantes
e
distinclas,
já
por
classe,
já
por
talento
e conhecimentos, adiantou ao
principio
lentamente,
e sobre tudo
sem
fazer qua
si
ruido
algum.
Estabeleceu
o seu
orgão,
o
«Cruzado-,
cuja
principal
missão,
é
bem
desempenhada, tem
sido
publicar
no
ticias,
documentos,
artigos
defendendo
os
bons
e
legítimos
princípios
políticos
e
re
ligiosos.
Não
faz grande
bulha
no
mundo,
e
assim
mesmo
houve
quem
escrevesse
a
Gladstone,
denunciando-lhe
esse
grande
propugnador
do
Papismo
como
cousa
pe
rigosa
para
o
protestantismo.
Gladstone
respondeu
formal mente ao
tal
denuncia
dor,
que
trataria
de
indagar
e
de
in
formar-se
a
respeito
d
’
es»e novo
instru-
menio
papislico;
e
republicou
a
carta
nos
papeis
públicos.
Então
Mr.
Gorders
Mil-
ne,
um
dos
membros
da
Liga
de
S.
Se
bastião
para poupar
ao
ex-ministro
mais
trabalho,
escreveu-lhe
mui
sacudidamen
te
dizendo
:
«O
fim
e
objeclo
da
Liga
de
S.
Sebas
tião
é
sómente
ajudar
e
concorrer
por
lodos
os meios
legaes
e
justos,
fazer
lodos
os
esforços,
para
restabelecer
o
Pa
dre
Santo
em
todos
os
seus legítimos
direitos
como
Soberano
dos
Estados
da
Egreja.
»
Esta
Liga dever-se-hia
estabelecer,
propagar
e
aclivar
por
todo
o
mundo
Ca-
tholico;
pois
é
na
verdade
uma
vergo
nha
que
mais
de duzentos
milhões
de
Catholicos
sejam
assim
ludribriados
por
um
punhado
de
maçons
piemontezes
e
italianos.
&■«»£•
t«goaeze« faileeíslo»
.
—
Fellcce-
ram
no
Riu
de
Janeiro
de
24
de
janeiro
a.
1
de
fevereiro,
os
seguintes:
José
Machado
Gascão,
93
a.
v.;
José
Coelho
da
Silva,
35
a,
c.;
Maria
Candi-
da
Soares,
31
a.
c.;
Anlonio
da
Cunha
Ferreira,
39
a.
v.;
Joaquim
Coelho.
40
a.
s.;
'daria
Margarida,
29
a.
v.;
Caro
lina
Ferreira
da
Silva,
21
a.
s.;
José
An
3
tonio
da
Costa,
45
a.
s.;
Manoel
Dio-
nysio,
41
a-
a.;
José
Duarte
de
Azevedo,
25
a
s.;
Maria do
Carmo,
66
a,
v.; Ja-
cintho
Pereira,
40
a.
s.;
Jeão
Silveira
de
Andrade, 55
a.
c.;
João
do Rego
Vi
veiros,
38
a. s.;
João
das
Neves, 48 a.
s
.
João
Moreira
do
Valle Guimarães,
54
a. c.;
Pedro
José
Rodrigues." 28
a
s.;
Eduardo
Bernardino
Couto,
23
a.
s
;
Ma-
thilde
Rosa
da
Conceição,
29
a.
v.;
An
tonio
Martins
Vianna,
40
a.
s.;
José
An
tonio
Gomes,
45
a.
s.:
Joaquim
de
Sá
Raposo,
30
a.
c.;
Maximino
José
Pereira
de
Campos,
30
a.
s.;
Joaquim
de
Pinho,
25
a, s.;
Eduardo
da
Silva,
21
a. s.;
Bel-
miro
Martins
Lopes,
36 a
c.; Manoel de
Sousa
Patrício,
33
a
c.;
Francisco
José
Espiudola,
35
a.
s.;
Antonio
José
Pinto,
33
a.
s.;
Augusto
Gomes, 17
a.
s.;
José
Ribeiro
de
Freitas
Guimarães, 14
a.
s.;
Antonio
Moraes
das
Neves,
22
a.».;
Pe
dro
Fernandes
de
Lima
56
a.
c.;
Kosa
Maria,
38
a. s.;
Francisco
Leite
da
Sil
va,
44
a.
s.
i
jVaufragio.
—
Dizem
de
S.
SebasDao
que
uma
d
estas
noites
se
fez
em
peda
ços
uas
rochas junto
do
pharol
de
Socoa
o
brigue
goleia
«Juan
Daniel,
em
viagem
de
Cardiff
para
Bayona
e carregado
de
carvão.
Aífogaram-se
quatro
tripulantes,
sal
vando-se
o capitão
e
dois marinheiros,
graças
ao
auxilio
dos empregados da
al-
fandega.
Boa noticia.—A
«France
du
Nordx
diz
que n
’estes últimos
dias
se
notaram
em
Bolonha,
bandos
de
aves
bravias
que
passavam em
numero considerável por
cima da
cidade.
Aquellas
aves
dirigiam-se
para
o
nor
te,
o
que
é
indicio,
no
dizer
dos
velhos
cassadores,
do
fim
do
inverno
e
de
vol
ta
de
uma
temperatura
mais
agradavel.
[P.
de
Janeiro).
Tranger
«
pção. —
Referindo-se
ao
príncipe
conde
de
Bardi,
que
tão
dislinc-
to
se
tornou
na
batalha
de Lacar,
escre
ve
o
correspondente
da
«Palavra»:
E
’
effectivainenie
um
facto
provado
que
ao
penetrar
na
povoação
de
Lacar,
na
primeira fila
e
coin
grandíssimo
ris
co
de
sua
vida,
procurou
detel-o
o mar-
quez
de
Valdespina,
a
cujas
ordens
mili
tava,
mas
o
príncipe
voltando-se
para
el
le
disse-lhe
altivamenle
:
«Ignora
o
gene
ral que
me
chamo
Henrique
de
Bour
bon ?»
phrase
propria
de
um
dos
netos
de
Henrique
V, Fdippe
V e
dos
Condés,
tão
caiumniados
pelos
revolucionários
e
tão
credores
dos
respeitos
de
lodos
os
que
se
-presam
de
homens
honrados
e de
nobres
sentimentos.
Pelo
facto
de
haver
traniposto
a
ba
teria
inimiga á
frente
de
uns
poucos,
fa
zendo
com
que
fosse tomada,
pede
este
príncipe
em
audiência
contraditoria,
a
cruz
laureada
da
ordem
militar
de
S.
Fernando,
insígnia
que
muito
poucos
pos
suem
e á qual
aspira
todo
o oíTicial
bra
vo
e enlhnsiasta
pela
nobre
carreira
das
armas.
Vou
explicar
a sua
significação.
Quando
um
oíficial
atravessa
só
a
li
nha inimiga;
quando
á
frente
de
forças
inferiores
a
uma
terça
parte
ás
do
ini
migo
lhe
loma,
em lucta
aberta
e com
perdas de
consideração,
posições
em que
tenha obras
de
defeza
;
quando
com
uma
terça
p>rle
dos que
o
acommellem
de
fende
e
conserva
um
ponto não
fortifi
cado,
perdendo
menos
da terça parle
da
sua
gente,
e
quando
arrebata
uma
ban
deira
ao
inimigo
antes
de dispersar-se.
póde
pedir
a
cruz
a
que
me
refiro,
a
qual
só
se
concede
a
instancias
do
que
julga
merecel-a. No
momento em
que
faz
subir
a
sua
petição
fica
submelliilo
a
um
conselho
de
gnerra,
perante
o
qual
tem
direito
a
oppor-se
á
concessão
lodo
o
militar que
as-istiu
á
batalha,
seja
q
uai
fôr
a
sua
classe
ou calhegoria.
Se o
facto
que
motiva a
petição
fica
provado
«de
um
modo
tão
claro
como
a
luz do
meio
dia»
(palavras
lexluaes
do
regulamento
da
ordem)
concede-se
a
con
decoração,
que
é
collocada
sobre o
peito
do
que
a
oblern,
á
frente
do exercito
formado
em
batalha
e
locando
á
sua
pas
sagem a marcha
d
’
honra;
porém
se
não
fica
verídica
e
claramente
demonstrado,
a
petição é
annotada
como falta por
teme
ridade
na
folha
de
serviço
do
que
a pediu,
privando-o
do
direito
de solicilal-a
de
novo,
até
que
por
uma
acção
de
verda
deiro
mérito
se
lhe
levante
a
prohibição,
a
menos
que
renuncie
a
ella
antes de
pronunciada
a
sentença
;
o
que
dá
logar
a
que
muito
raras
vezes
se
arrisquem
a
pedil-a
os
chefes
e
oíliciaes
do
exercito,
e
qu
*
só o façam
quando
leem
a
certe
za
de
hav-r cumprido as condições
"do
regulamento.
Esta
graça
exclue
a conces
são
de
qualquer
outra
de indole
militar
pelo
mesmo
feito
d’
armas.
Asylo «le D. Pedro V.—
O snr.
Je-
ronymo
da
Cunha
Pimentel
apresentou
na
sessão
do
dia 15
um
projecto
de
lei
para
ser
concedido
ao
asylo
da
Infancia
des
valida
de
D.
Pedro
V,
d
’esta
cidade, o
edifício
do
exiincto
convento
de
N.
Se
nhora
da
Penha.
Despachos. —
O
«Diário»
de
19 e
20
Ipublica
os
seguintes
:
Ministério
da
justiça —
Por despachos
de
11
de
fevereiro
:
Bacharel
Eduardo
José
Coelho, juiz
de
direito
da
comarca
da
ilha do
Pico
—
transferido,
como requereu,
para
a
comar
ca
de
Rezende.
Bacharel
Fausto
da
Veiga
Campos,
de
legado
do
procurador
regio na
comarca
de
Caslello
Branco
—
nomeado
juiz
de
direito
para
a
comarca da
ilha
do
Pico.
Bacharel
Luiz
Cândido
de
Faria
e
Vas-
concellos—nomeado
delegado
do
procu
rador
regio
na
comarca
de
Caslello
Bran
co.
Bacharel
Bento
José
da
Silva
Lima
Júnior,
delegado do procnrador
regio
na
comarca
de
Loulé
— nomeado
juiz de
di
reito
da
comarca
de
Redondo.
Bacharel
Narciso
Maximiliano
Alvares
de
Carvalho
—
nomeado
delegado do
pro
curador
regio
na
comarca
de
Loulé.
Bacharel
Albino
Antonio
Leite
de
Re
zende,
delegado do
procurador
regio na
comarca
da
Feira
—
nomeado
juiz
de di
reito
da
comarca
de Idanha
a
Nova.
Bacharel
Manoel
Ferreira da
Silva, de
legado do
procurador
regio
na
comarca
de
Valença
—
transferido
como
requereu,
para
a
da
Feira.
Bacharel
José
Vicente
Correia
dos
San
tos
Lima,
dito
na
comarca
de
Ourique
—
idem
para
a
de Valença.
Bacharel
Bernardo
de
Mello
Cabral, dito
na
comarca
da
ilha
das
Flores
—
idem
pa
ra a de
Ourique.
Bacharel
Antonio
Rodrigues
(1
’
Almeida
Ribeiro
—
nomeado
delegado
do
procura
dor
regio
na
comarca
da
ilha
das Flores.
Bacharel
Filippe
de
Sousa
Magalhães,
delegado
do procurador
regio
na
comarca
de
Moimenta
da
Beira
—
transferido,
como
requereu,
para
a
comarca
de
S.
João
da
Pesqueira.
Bacharel
Augusto
da
Cunha
Pimentel,
nomeado
delegado
do procurador
regio
na
comarca
de
Mafra.
Bacharel
Eduardo
Martins da
Costa,
delegado
do
procurador
regio
na
comarca
de
Baião
—
transferido, como
requereu,
para
a
de Vianna
do
Caslello.
Bacharel
Antonio
Henriques
Rodrigues
da
Costa
—nomeado
delegado
do
procu
rador regio
na
comarca
de
Baião.
Bacharel
Manuel
José Dias
Salgado
Car
neiro,
delegado
do
procnrador
regio
na
comarca
de
Villa
Nova
de
Foscôa
—trans
ferido,
como
requereu,
para
a
comarca
da
Guarda.
Bacharel
Joaquim
Felisardo
Rodrigues
de
Sousa
—
nomeado
delegado
do procu
rador
regio
na
comarca
de Villa
Nova de
Foscôa.
Manuel
Maria
de
Almeida
Simões,
es-
crivão
e
tabellião
do
juizo
de
direito
da
comarca
do
Sabugal
—
transferido,
como
requereu,
para a
comarca
Occidental
do
Funchal.
José Augusto
de
Oliveira
Velloso
—
nomeado
escrivão
e tabellião
do juizo
de
direito
da
comarca
do
Sabugal,
ficando
sem efleito
a
sua
nomeação
para
a
comar
ca
Occidental
do
Funchal
Manuel
Apparicio
Bella
Vista
—
nome-
do
escrivão
do
juizo
de
paz
do
districto
de
Villa
de
Rei,
comarca
da
Certã.
Ministério
da
Marinha
—
Listas
de fo
ros
que
hão
de
ser
a<
rematados nos
dias
20
e
22
de março,
nos distr^clos
de
Faro,
Porto,
Vianna
do Caslello,
Lisboa, Evora,
Santarém
e
Coimbra.
Ministério
do
reino.
—
Despachos
: no
meando
guarda-mór
de saude
em
Tavira,
Antonio
Pinto
Roqnete
;
exonerando por
o
pedirem
•
o
conde de
Samodães,
de
vice-
inspeclor
da
Academia
das
Bellas
Artes
do
Porto
;
e
Joaquim
Namorado
Cordei
ro de
Carvalho, de
secretario
do
lyceu de
Evora
;
jubilando
:
o
dr.
José
Gomes
Achil-
les.
lente
de
prima
e
de
lheologia
da
universidade
;
e
Manoel
Caetano
Cardo
so
Júnior,
professor
primário
de
Arma-
mar
;
nomiando
subslilulo.de malhema-
tica
da
universidade,
o
dr.
Alfredo
Rocha
Peixoto
;
creando
cadeiras primarias
:
pa
ra o
sexo
masculino,
na freguezia
de
S.
Martinho
de Travassos, concelho de
Povoa
de Lanlioso,
e
freguezia de Barco,
con
celho
Ua
Covilhã
;
para
o
sexo
feminino
:
nas
freguezias
de
S.
Theotonio.
concelho
de
Odemira, Espinhei,
concelho
de
Penel-
la,
e
Nossa Senhora
da
Conceição,
con
celho de
villa
do
Bispo
:
exonerando
de
administrador
do
concelho
de
Constância,
Francisco
da Silva
Mendes
;
approvando
o
orçamento
supplementar
da
camara
muni
cipal
de Leiria
para
74-75
;
authorisando
a
estar
ausente
de
seu
lugar,
por
tem
po
de
60
dias,
José
Marliniano
Dias da
Silveira;
provendo
por
3
annos na
ca
deira
de
ensino primário
da
freguezia
de
S.
Gião, concelho de
Villa
Verde,
Anto
nio
Pinto
Pereira
Maia.
CONFERENCI
AS MA ASSOCIA
ÇÃO CATHOLICA.
Continuam
todos
os
domin
gos conferencias
aos
socios
da
Associação
Catholica,
na
casa
da
mesma.
Principiam
ás
7
horas
da
tarde.
ASSOCIAÇÃO CATHOLICA.
Por
parte
da
Junta Directora
da
As
sociação
Catholica
d’
esta
cidade
se
faz pu
blico
que
serão
admittidos
graluitamenle
na
Escola da
Associação
até vinte alum-
nos, filhos
de
paes pobres,
embora
não
sejam
socios.
Os
que
quizerem
este
beneficio
para
seus
filhos requeiram
quanto
autes
com
alieslado
do
respeclivo
parocho.
.
O secretario,
João
Ántonio
Velloso.
COU.TIEKCIO
B
olsa
de
B
raga
24
de
fevereiro
de
1875
EíTeetuado
Banco
Porluguez
106^500.
Banco
Commercio
e
Industria
10^900.
Banco
de
Bragança
2$250.
Banco
Commercial
de
Guimarães
3$000.
Inscripções
d’
asseotamento
49,50.
Etn 25
de
fevereiro
de
4875
EíTeetuado
Inscripções
para 30
de
março 48,20.
Ditas
a
dinheiro
48,10.
Banco
de
Bragança
2$à00.
Dito
dito 2<$600.
Dito
dito
2-5700.
Banco da
Regoa
39$000.
Banco
do
Minho
1185000.
Banco
Mercantil
de
Braga
2$300.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
AGRADECIMENTOS
D.
Anna
Casimira
da
Cúnha e
Silva,
D.
Anna
Jolia
d’
Almeida e
Serra,
e
seu
marido
Augusto
Eduardo d
Araujo
Cerveira
e
Serra,
agradecem
penhoradissimos,
a
lodos os
ill.
mos
e ex.
moS
snrs.
e
sur.
as
que
se dignaram
cumprimental-os
por
oc
casião do
fallrcimetilo de
seu
muito
que
rido
e
chorado
neto
e
filho
Francisco,
bem
como
a
todas
as
pessoas
que
assistiram
aos responsos
de
gloria,
que
na
capella
do
cemiterio
publico
tiveram
logar
por
alma
do
mesmo
seu
neto
e
filho
Pedem desculpa
de
cumprimentos.
(2308)
Padre João
Rebello
Cardoso
de
Mene
zes,
summamente
penhorado
pelos
obsé
quios
que recebeu por
occasião
do
falle-
cimenio
de
seu
muito
presado thio
o snr.
José
Cardoso
Pereira
Pinto
dc
Menezes
e
não
podendo
pessoalmente
agradecer
a
lo
dos
os exc.
m
°s
snrs.
e
exc.mas
snr.
a8
cujos
cumprimentos
e obséquios
recebeu
por es
ta
occasião,
o«faz
por
este
meio.
José
Eiias
Soares
Bomeo,
José
Elias,
Soares
Romeo
Júnior,
Elisa
das
Dores
Mendes
Romeo
e
Emilia
Geo
r
gioa Mendes
Bomeo,
marido, filho e
neta
*
,
agr
decem
cordealineote
a todos
os
exc in
°
s
snrs.,
qne
se
dignaram
visiial-os
na
occasião
do
pas
samento
de
sua
querida
mulher,
mãe
e
avó,
D.
Maria
Casimira
de
Meirelles
Ro-
uieo,
e
bem
assim
a
todos
os
cavalheiros
que
os
honraram
assistindo
no
cemiterie
publico aos
responsos
por
sua
alma,
pro
testando
a
lodos o seu
muito
reconheci
mento.
Braga
<9
de
fevereiro
de
<875.
José
Elias
Soares
Romeo
José
Elias
Soares
Romeo
Júnior
Elisa
das
Dores
Mendes
Romeo
Emilia
Georgina
Mendes
Romeo.
(2297;
ANNUNCIOS
si
msu
Sociedade
anonyiua,
responsabi
lidade
limitada.
Capital
500
contos
em
5:000
acções
de
100$000
reis
cada
uma.
SÈDE
EH
VIAWVA.
São
convidados
os snrs.
subscriptores
a
comparecerem
no
dia
l.°
de
março,
desde
as
9
horas
da
manhã
ás
3
da
tarde
no
Banco do
Minho,
onde terá lo
gar
a
racliíicação
de 5
p.
c.
ou
55000
rs.
por acção da
fórma
seguinte:
De
1
a
2,
1.
De
3 a
5,
2.
De
6
a
10.
4.
De
11
a
15,
6.
De
16 a
20,
8.
De
21
a
25,
9
De 26
a
30, 11.
De 36 a
40,
13.
De 46
a 50,
16.
De
57
a
60,
18.
De
61
para cima,
25
p.
c.
O
motivo
da
ractificação
ser
no
Ban
co
do
Minho,
é por
o
snr.
Antonio
José
Alves
de
Castro,
assim
o
exigir
; todavia
os
titulos
provisorios
serão
rubricados
pe
lo
mesmo
snr.
Alves de
Castro,
na
occa
sião da
ractificação.
Os
instaladores
Elias
Augusto
Vieira
d
’
Araújo.
Antonio
Maria Baplista
Camacho.
João
Abel (^Oliveira.
José
Martins
Barbosa.
José
Luiz
Gonçalves Júnior.
José
Pereira
de
Campos.
Manoel
Pinto
Lopes.
(2306)
Ama de
leite
Precisa-se
d
’
uma
ama
de
leite
que
te
nha
bom
comportamento.
A
que
esliver
n
’
eslas
cireumstancias,
dirija-se
a
esta re-
dacção,
que
se
lhe
indicará
com
quem
deve
tratar.
(2307)
PHARWIACIâ
Vae
ser
arrematada
em
praça,
no
dia
7
de
março,
uma das
melhores
pharmacias
de
Ponte do
Lima,
construcção
moderna.
Dá-se
sociedade,
querendo,
a
quem
arre
matar,
sendo pessoa habilitada.
Dirigir
á
rua
de
D.
Pedro
n.®
1,
em
Ponte
do
Lima.
Tendo
fallecido
D.
Ma
Ha
Joaquina
Mar
ques,
da
freguezia
de
S.
Pedro
d
’
Oliveira
d’
esta
comarca,
e deixando
em testamen
to
o
legado
de
vinte e
cinco
mil
reis,
a
cada
afilliado
ou
afilhada
de
Baptismo, são
convidados
os
interessados a
apresentarem
as competentes
certidões
legalisadas,
no
praso
de
trinta
dias,
ao
testamenteiro
João
dos Santos
Minho,
á
rua
de
S,
João
n.®
3,
para
se
tomar
conhecimento,
e
serem
atlendidos
no
invenlariu
amigavel a
que
se
procede.
Braga
20
de
fevereiro
de
1875.
_____________________________
(2309)
,
ALMEIDA & I ERE1RA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções dé
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
«/assentamento
e
coupons.
(I)
SUBSCRIPCÃO
E
RATIFICAÇÃO
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
CAPITAL
SOCIAL —RÉIS 1.500:000$000
DIVIDIDOS
EM ACÇÕES
DE
50$000
DEIS
a
om ©o
àm
Mtó
SEDE
,W© PORTO
VIL
XA.X_ EM
x-
X
S
U
«3
A
AGENTES
NA
EXTREMADURA
ou outio qualquer
ponto
do reino onde
convenha aos
interesses do banco
Os
instaladores d’este
novo
banco
previnem o
respeitável
publico
principalmente os
senhores
agricultores e
industriaes
em
geral que
a
subscripçao
publica
para
as
acções
d’
este
banco
se
achará aberta
no
Porto
no
escriptorio
da
casa commer-
cial
Pile
&
C.
a
,
Ferraria
de
Baixo
139
no
estabelecimento
do
senhor
Manoel
José
Moreira,
rua
de
Cedofeila
n.08
4o,
47
® 49-
Lm
Lisboa
era
casa
do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos
Bacalhoeiros n.° 51—e
em
Braga
em
casa
do
snr.
João
Baplista
Lopes,
no
dia
24
do
corrente
(quarta-feira)
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
e
seguintes
até
se
completar
a
subscripçao.
Previne-se
os
snrs.
subscriptores
que
tem
a
ratificar
as
suas
assignaturas
com
2£500
reis por
acção
no
acto da
subs-
cripção
de
que
se
lhes
entregará
logo recibo
provisorio.
Para
os snrs. subscriptores
antes
de
subscreverem
saberem
para
que
fim
subscrevem,
declara-se
que
as operações
do
banco
e o destino
para
o
seu
capital
será
o
seguinte:
COH
DESTINO
A
’
SÉBE
1Í0
POMO
BANCO COMMERCIAL DE
BRAGA
Em
virtuds
da
deliberação
d
’
assembleia
geral
de
15 do corrente, que
approvou
a
proposta da
direcção
para
a
elevação
do
capital
intcial
de
600
a
1:000
coutos,
fa.
zendo-se
para
esle
fim
uma
2.a
emissão
de
400
contos
em
8:000
acções
de
50^000
reis
com o prémio
do
4$500
reis
por ca
da
uma,
a
direcção
no
sentido
e
em con-
formidade
c»rn
o
disposto
nos
§ §
2.°
e
3.°
do
artigo
4.®
dos estatutos
convida
o&
snrs. accionistas
a
declararem
na
lhesou-
caria
do
Banco,
ou
na
sua
caixa
filial
do
Porto,
desde
15
até
25
de
Março
proximo
futuro,
se
acceitar»
as
acções da
2 a
emis
são
que
lhes
couberam
em
proporção
das
que
acualmente
possuem
devendo
no
act»
não
só
aprezentar as
acções
que
possuírem para
se
eflectuar o rateio, se
não
também
verificar
o
pagamento
do
pré
mio correspondente
ás
acções
que
accei-
tarem,
e
a
1.a entrada
de
25
p.
c
,
ou
12$500
reis
por
acção.
A
falta
da
dita
declaração
e
pagamento
no
mesmo
acto
será
considerada
como
re
nuncia
das
acções
correspondentes,
as
quaes
ficam dt
conta
do Banco para
as
col-
locar
(nunca
por
prémio
inferior)
quando
e
pela
fórma que a
direcção
julgar
con
veniente,
d
’
accordo
com
o
conselho
íiscal,
conforme
foi resolvid»
pela mesma
assem
bleia
geral.
Braga 18
de
fereir»
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga
Os
djreclores,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
Manoel
José
da
Costa,
Guimarães
Luiz
Anlonio
da
Costa
Braga.
(2298)
CASA
Precisa
alugar-se
uma
casa
em
bom
estado,
sem
que
seja grande
e
com
pe
queno quintal,
no
campo
de
Sanl
’
Auna,
lado
do
norte,
rua
de
Santo
André,
Cam
po
da
Vinha,
rua
de S.
Vicente,
Theresi-
nhas,
ele.
Quem
tiver
para
alugar
queira
Jirigir-se
ao
snr.
Manoel
Anlonio
Corrêa,
no Banco
Commercial.
(2305)
Retratista
e
pintor
REIS
300:0»0^«00
•
Para
acquisição
do
terreno
na
rua
da
Boa-Vista,
na
cidade do
Porto
e
suas immediações
para
construcção
de
casas
pa
ra
arrendar
e
vender
por
preços
modicos,
a
prompto
pagamento
e a
prasos,
próprias
para operários
e
artistas de
todas
as
cia—
ses,
e
familias
menos
abastadas,
e
formação
de
um
novo
bairro
n
’
aquella
rua,
ou
suas
immediações, que
é
hoje
um
dos
mais
aprasiveis
e
concorridos
da cidade
e
em
breve
a
principal
do
Porto
e
lambem
para
comprar
terrenos,
vender
e
edificar
pré
dios em
outro
qualquer
ponto
da
cidade e
seus
arredores
com as
mesmas
condições.
REIS 300:000^000
Para
compra
e
venda
de
aguardente
de vinho,
nos
mercados
do
Porto
e
Lisboa
(a
prompto
pagamento
e
a
pr^so),
pró
pria
para
beneficiar
vinhos
de
exportação
e
fabrico
da
mesma
quando
e
aonde
convier
aos
interesses do
banco.
t
REIS
800:000^000
Para
auxiliar os
grandes e
pequenos
agricultores
e
industriaes
assim
como
qualquer
empresa
de
reconhecida
vantagem
«m
algum
local
do
paiz que
convenha
ao
banco
e
fazer algumas
operações
bancarias.
Caetano
de
Brito,
mudou
a
sua
resi
dência
para
a
rua
da Ponte,
n.°
96,
on
de
continua
a
exercer
a
soa
profissão
de
retratista
e
pintor,
que
d
’
ha
muito
tem
exercido
n
’
esta cidade.
Espera
dos
seus amigos
e patrícios
continuem
a
procural-o, que
serão
servi
dos
commodameote.
(2304)
Bà
Ti»
POR
J DE LEMOS
REIS
«00:000^000
Para
auxiliar
os
do
convenha.
grandes
e
pequenos
agricultores
e industriaes
na
Exlremadura
e
fazer
algumas
operações bancarias
q
uan-
Com
esle
titulo
vae
publicar-se
breve-
mente
mais
um
volume
de
versos
do
au-
Clor
do
Cancioneiro.
De duas
partes
contará
esle
livro
: —
1.°
UHiinos K3efle
*
$
2.°
Horas
Vagna de Bnarcoí».
Rt-ceiando
o
auctor
de
que,
por
seu
silencio
de
muitas
annos,
o
favor publico
se
tenha
esquecido
do
seu
nome,
fez-se
acompanhar,
n
’
este
volume,
por
dois
dis-
lincios
e
estimados
nomes litlerarios,
o
Visconde de
Jerumenha
e
.4.
X.
B.
Cor
deiro.
A
benevolencia,
que
não
poderá
obter
por si,
lh
’a
gtangearão,
de
certo,
estes
dois
nomes,
de cuja
boa
sombra
se
serve
para desvanecer
o
esquecimento
de
antigos
leitores,
e
alcançar
outros
novos.
Os
instaladores
d
’
este
banco
previnem
o
respeitável
publico
que
não
obstante
o
capital
ter
diíferenles
applicações,
cada
uma
terá
sua
secção
e
escripturação
especial devendo
contudo
os
snrs.
subscriptores
partilhar
em
geral
dos
interesses geraes
do
banco e a
direcção
resolverá sempre
todos
os
negocios do banco
de
commum
accordo.
Porto,
19
de
fevereiro de 1875.
Preço
do
volume:
600
reis.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
a Dias
Freitas,
na
redacçao
do
«Gommercio
do
Minho»
OS
INSTALADORES,
Dr.
Anlonio
Pinto
Cardoso da
Gama,
do
Porto
Barnabé
Mendes
de Carvalho,
idem
Eduardo
Bibeiro
Mendes,
idem
José
Thomaz Pille,
idem
Eduardo
Lyon,
idem
David,
Gonçalves
Chaves,
de Lisboa
Joaquim
Augusto
da Silva
Cordeiro,
de
Santarera.
José
Cardos»
de
Carvalho,
vende
ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e
Braga.
T'ala-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
Subscreve-se
em Braga,
em casa do snr. João Baplista Lopes, rua dos Chãos.
(2301)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_27021875_315.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)