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3?
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL &ELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
313
Assigna-see
vende-se
no
escripwio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Cosia,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ser dirigida
Ioda
a
correspondência franca
d«
porte,
as
a»i-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
interesse
particular. Folha
avulso
10 rs.
««MUÍHHMBãi
íãèuéuóra
BRAGA-TERÇA-FEIHA
tS I>£
FEVEKEÍ»®
A
perMefjíii^í
*
»-
a*»**
jeBUitwi»
Pernambuco.
NãQ
houve
ainda
epoca
em
que
mais
se
popolarisasse o
sistema
da
calumnia
e
da
mentira,
do
que
»a
aclual.
G
aças
á
imprensa
revolucionaria,
hoje
menie-se
por
otlicio e
calumnia-se po
f
moda.j
.
.
Voltaire
aconselhava
aos
seus
discípu
los
qoe
mentissem
sempre;
e
estes,
fieis
sempre aos
seus
conselhos,
não
lem
olvi
dado
um
momento
a
maxima
de
seu
mes
tre.
São
a
menlira
e
a
calumnia
as
duas
grandes
armas
nas
mãos
da
revolução.
E
é
por
ellas
e
com
ellas
que os
re
volucionários de
todos os
matises
tem
go
veinado o
mundo.
Quem
ha
ahi
que,
fiel
aos
dictaraes
da
consciência,
e
aos
preceitos
do
dever,
não
tenha
sentido
a
baba
imaiunda da
mentira
e
da
calumnia
roçar-lhe
pela
fimbria
do
vestido?
Mas
se
lodos
e
cada
um
no
logar
que
occupa,
lem
sido
já
victimas
d’este
ge-
nero
de
perseguição,
a
mais
daroniuha
e
a
mais
infame,
ninguém
ainda
levou
tão
longe
o
seu
soflrimento, n
’
esle
ponto, co
mo
os
pobres jesaitas.
Sempre
accusados
de
mil
crimes, sem
pre
perseguidos
sob
mil
pretextos,
embora
a
verda le
tenha
patenteado
sempre
»
ca
lumnia
dos accusadores,
e
a
injustiça
das
perseguições,
o
século
como
que
jurára
denegar-lhes
justiça.
E
esle
odio
á
inuocencia,
despeitado
pelo
remorso do
mal,
chegou
já
tão
lon
ge,
que
os
jesuilas
são
hoje
até
accusudos
dos
efíeitos
produsidos
pelos
desvarios
dos
mesmos
que os
perseguem.
Foi
o que
aconteceu
ullimamenle
em
Pernambuco.
O
marquez
de
Pombal
mandava
dispa
rar
tiros
sobre
o carro de
D.
José,
para
faser
queimar
o
octogenário
padre
Mala-
grida e
expulsar
os
jf.-uitas.
O
visconde
de
Rio
Branco
no
Brasil
prepara
com
leis
vexalorias
e
iníquas
uma
revolução
em
Panhyba
e
como
os
amoti
nados
gritassem
—
quebra
os
kilos,
manda
prender
e
desterrar
também
os
jesuilas,
como
amoliuadores
E
’
que
a
revolução,
sempre
a
mesma
em
toda
a
parte,
não
se
esquece
de
co
lorir
os
seus
actos
de
despotismo.
Bem
sabia
o
governo
de
>Rio
Branco,
que
os
jesuítas
nada
tinham
com
es
*e
mo
vimento
popular,
provocado
unicamente
pelas
medidas
governalivas.
Mas
a
occasiào
proporcionava-se
para
dar
vulto
a
uma
calu&inia,
qoe
repetida
inconvenienlemente
pelas
cem
boccas
da
imprensa
sectaria,
bem
podia
colionesia»
aos
olhos
da
ingenuidade
a
flagrante
in
justiça,
de
ha
muito reclamada pela
ma
çonaria.
Não
é novo
sistema.
Nós
o
vimos
reprodusir-se
na
Allema-
nha,
dirigido
por
Bismark,
como
alé
aqui
em
Portugal,
quaud»,
para
desaffrontarem
a
maçonaria
da
sombra
que
as
ordens
re
ligiosas
lhe
fasiam, os
liberaes
calumnia-
ram,
e perseguiram os frades.
Mas
se
eram
deveras
os
jesuilas os
instigadores
das
desordens do
Parahyba',
se
o
sor.
Rio
Branco
não
quiz
satislasar
apenas
as
exigências
de
uma
seita
tene-
biosa
que
odeia
o
jesuila,
porque
vê
n’
eile
o
primeiro
e
mais
forte
obstáculo
á
reaú-
sação
de
seus
planos nefandos, parque
não
fez
recahir
sobre
elles
o
rigor
das
leis
?
Estará
porventura
o
império
brasileiro
tão
pouco
garantido
na
sua
tranquilidade
e
segurança
contra
os
desordeiros,
que,
para
castigal-os.
apenas lhe
reste
a pro-
scripçáo
entregue
ao
capricho
de
qualquer
esbirro
?
'
E
os
jornae
*
que repetem
a
cada
in
stante
a
calumnia,
e
inaislem
ia
mentira
da
sedição,
altribuida
falsâtnenie
aos
je
suilas
de
Pernambuco,
porque calam as
prova
*
da
sua insistência?
Será
a
caridade
christã,
qoe os
fax
occullar os
factos,
com
que
tão bem
pe
diam
remetter
ao
silencio
os defensores
dos
jesuilas?
O
governo
que
conseguiu
faser pre
nunciar. arrastar á
barra de am
tribunal,
e
condemnar a
trabalhos publioos dois
prelados,
só
pelo
crime de
obedecerem
a
Deus, não póde
agora faser
castigar
os
que elle
accusa
de sediciosos
!
E
os
jornaes,
qoe
para
desacreditarem
os
jesuilas
no
espirito
dos
povos,
reno
vam
lodos
os dias
contra
eIJes as
calutn-
nias,
todos
os
dias
de»meulidas,
não
tem
um
só
facto
que
oos
mostrem
como
prova
da
sedição
pernambucana do
que
os
ac-
cusatn
!
Basta,
que
neo»
mais
é
preciso
para
nos
convencerdes
da
ville
*a
que
vos
ca
raclerisa,
miseráveis
calumoiadores
I
Recebemos
de
urn nosso
amigo e
col-
labt»rador
o
seguinte
bilhete
e
o
notável
artigo
a
que
se
refere.
,
«
Querida
redactar.
<Por
meus
peccados
vejo-me obrigado
a
lêr
o
«Mosaico
*
de
Coimbra
—
jornal
atbeu,
materialista,
e
positivista
franco,
onde escrevem
um
lente de Direito,
pel»
menos,
e
vários
académicos
da
laia
do
snr.
Magalhães
Lima.
Leio
este
e
outro»
papelachos
pest>fer«
*
s,
para
os
relutar. No
2.
°
n.° do tal
«Mosaico
,
encontrei
um ar
tigo
estapafúrdio
contra
os
enterramentos
e
a lavor
da
incineração
(ou
queima)
dos
cadáveres,
no
qual
e.nlre
outras coisas
ejusdem
fur/uris
se diz
que a
iworle
«é
um
facto
e
não
«uma
ideia
(?).
que <o
coveiro
é
tão
repugnante
como
o
algoz
frito
fera
á
força
de
ver
sangue»
(e
o
qne
xerá um
queimador
de cadáveres
?j,
etc.,
rtc.
*
*
*
<Estas
e
outras
determinaram-me
a es
crever alguma
coisa
contra
o
maierialao
académico,
quando
eis
que
me
cahiu
nas
mãos o
seguinte artigo,
truducção
do «Apos
tolo»,
que
peço
o
obséquio
de
tnseiir
nas
columnas
do
seu
catholico
e
acreditado
jornal.
Sou,
etc.
F.»
A
queimai
Os
«Annaes
Gatholicos»
da
França ex-
trahindo
do «Liberdade
*
de
Fiibourg,
o
artigo
que
em.
seguida
por
nossa
vez tras
ladamos
para
aqui,
diz
que
esta
gazela
é
uma
das
melhores
que
se
publicam
na
Suis-
sa
catholica.
Com
o
juízo
do
nosso
col-
lega,
saudamos
lambem
a
«Liberdade
*
,
e
temos
muito
prazer em
dar
aos
nossos
kiioies
seu
bello
artig»
:
—
Desde
moiio tempo que
só
se
falia
de
queima e
incineração
dos cadáveres.
Afiirmam
que
pessoas sérias
se
tem
apai
xonado
por
esia
requintada
novidade
da
antiguidade.
Em
meiios
logares
da
Suis-
sa
formaram-se
assoeiaçóes
para
a
queima
de
seus
membros.
Cada
um
se
compro-
melle
a
ser
queimado
depois
de
morto,
compromisso
lalvez
pouco
diHictl de
rea
lizar,
porque depende dos
que
sobrevivem
a
execução
da
clausula
principal.
Como
quer que
seja,
estas
sociedades
formam
adeptos,
e
paiece
conveniente
fallai
sobre
este
objeclo
que, ao
menos por algum
tempo,
será
a
ordem
do
dia
entre
as
na
ções
civilisada
*
.
Os
sectários
da
queima, em
cujo
nu
mero
vos
asseguro
que
nã
*
e»tou,
invo
cam
em
apoio
de
sua
innovação
as
seguin
tes razões,
que
vamos
escrupulosamenle
extrahir
de
difterenles
gazeias
:
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBÁDOS.
aaacscsssRaUB
P
reços
:
Braga,
anno
1^608
rs.=»Seniestre
SoO
rs.
—
Provin-
cias,
anno
2&ÍÓ0
rs e sendo
duas
Í&000
rs.=Semestre
1&250
rs.
=Brazil,
anno
íâiOO
rs.=Semestre
2$300
rs.
moeda
forte,
ottlO^OOO
reis
e
o<So00
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
?0
%
d
’abatimenlo.
f.° A aaliguidade queimava os cadá
veres.
logo
nós
devemos
tambeai
quei-
<»al-os.
Esle
sistema tem a vantagem de
simpdlicar
os
ultimes
deveres,
que
presta
mos
aos
mertos, porque só
se
trata
de
queimal-os,
e
recolher
as
cinzas
em
uma
sopeira.
3.
°
As
administrações munici^aes
não
ficam
obrigadas
a
ooostrair
ceu»iieri»s.
podendo
o
logares, qoe
esl^s
occupam.
»er
mais
utilmente
d«sti»ados
a acommo-
dar
os
vivos.
*
4.
° Evitam-se
os
perigos conta
gio.
5.
°
As favnilias poderão conservar
os
restos
de
seus
sieosbros
em
ura
anaario
eu
sobre
uma
mesa,
emquanlo
qoe
pelo
sistema de
enterrajneol»,
podew
apenas
lançar
enternecidos
olhares
sobre
uma
pe
dra
fria,
que
não
lhes falia
a»
cera-
fão.
6. E’
mais
agradavel
ao
morto
sar
quei
mado,
do
que
ser
enterrado.
Taes
são,
eonuaaeradas
se»
ardam, as
diversas razões qoe
irmos
encontrado.
Oc-
cupemo-nos
com
ellas
:
1.
°
A antiguidade queimava os cadá
veres.
Triste
razão,
que
só
tem por si
a
ne
cessidade
de
ser repelida !
A
antiguidade
pialicava
a
poligamia,
applaudia
os
com
bales
dos
gladiadores,
linha
escravos e
de«-
presava
a
mulher.
E
’
isto
uma
razão para
que
tenhamos
sete ou
oito
mulheres,
excitemoa
os ho
mens
a
ebtiangulafem-se,
tratemos
parte
de
nossos concidadãos
como
bestas
de
cargas
e
encaremos
com»
simples
machiiia
a mulhe
r
que
loi
destinada
para
ser
nos
sa
companheira,
e
encaniar
nossa exisiea-
cia
pelas múltiplas
graças
de
seu
corpo e
de
seu
espirito?
2
°
E»te
sistema
simplificará
os
últi
mos
deveres
que
se
presta
aos
mor-
108.
E
’
recuar
o
problema,
porque
resta
sa
ber se
o
mais
simples
«
necessariamente
o
melhor.
Quando
se
irata
de
honrar
aquelles
que
amamos,
similhanle
conside
ração
póde
ler
logar?
Rendemos
aos
mor
tos
os
cuidados
supremos,
por
mais
peni-
veis, e
por
mais
eastosos
que
sejam.
Sim
plificar
!
Como
é
isso tão do nosso
século,
que
só
cuida
de
viver
o
mais
commodamen
le
possível,
com» se
estivessemos
no
mun
do
para
isso?
E
afinal,
com
que
dôr
de
cotação não
irá
um
esposo lançar
nos
fóruns
munici-
paes
o
corpo
gelado
d
aquella a quem tan
to
amou
?
Não
é
mais normal
confiar á terra,
e
deixar
que esta
opere
lentamenle
e
lóra
de
nossas
vi»ta»
tma obra de
destruição?
Ua
certa
mente
muii»
de
brutal
em
adi-
var a
decomposição
do
corpo lançando-o
á
chamma
devoradma
; parece
que
se
lem
pressa
de
reduzil-»
ao
estado
—
pitada
de
cinzas!
Só
aq»elles
que
ailendem
ás
stig-
gesiões
de
um uiililarismo
grosseiro
po
dem
ser
reduzidos por
este
brutal
pro
cesso,
que
vae
de
par
com
o
vapor,
com
a
fotografia
e
com
a
peça Krupp.
3.
°
As
municipalidades
ficarão
dispen
sada»
de
levantar
ceailerios.
E’
verdade.
Serão
apenas
obrigadas
a
pòr
á
disposição
dos
contribuintes
um
for
no
banal, onde
irão
engollar-se
os
restos
d
’aquelles
q»e
nos
são
caros.
Um cheiro
de
ca<ne
assada
se
espalhará
logo,
e
des
pertará
•
appeliie
da
farnilia
do
defuncio;
as
cinzas
recolhidas
poderão,
porque
se
quer o
ulil
a
prop»sito
da
tudo,
ser
em-
piegadas
com
resultado
para
a
próxima
birrela,
e o
progresso
do
século
ficará
satisfeito.
Mas
a
consciência
e
a
sensibi
lidade
dos
corações
ternos
serão
profun
damente
offendidos.
4. °
Os perigos
do comagio serão evi
tados.
Esta
razão é
futil; um cemiterio con-
venienteaienle
preparado
e
conservado
com
cuidado
não
deve
desprender
miasma al
gum
funesto.
Os
cemitérios
portanto
não
podem ser
considerados
cúmplices
do
cho-
lera.
o.
# As
famílias
poderão
conservar
os
resto
*
de
seus
parentes.
Ah!
que
bna vantagem!
Ter
sobre
um
aparador,
entre
um
piano
e uma
mesa
de
irabalh»,
uma saladeira contendo
aquelles
que
la»l»
amaino
*
!
Prefiro
cem
vezes
lel-os
deitados
sob
a
cruz
modesia
do
cemit<
rio,
descaaçando
na
paz
da
solidão,
longe dos
gritos
humanos,
do
que
ver
consianlemt-n-
te
lugubre
urna,
assistindo
ás
rixas de
nossa
vida
febril,
exposta,
que
sei
eti?
a
ser
entornada
por
menines
desinquietos
e
participando
das
mil
vicissitudes
de
nos
sa
agitação
terrestre.
6.
°
E’
mais
agradavel
ao
moilo
ser
queimado,
do
que
ser
entenado.
A
ist»
respondo
que
nenhum
morto
ainda
nada disse
a
tal
respeito.
Mas
pa
rece-me
que
seu
veredictum havia
de
ser
diflerenie,
e por
minha
parte,
ser-me-hia
bastante
desagradavel
ser
coltocado
sobre
uma
grelha,
ainda
mesmo depois de
morto.
Pudena
desfiar aqui
as
razões
que
mi
litam
em
favor
do
slalu
quu.
Poderia,
en
tre
outras,
expór
a
razão
jurídica:
para
se
descobrir
se a
morte
é
resultado
de
um
crime,
recorre-se
frequetitemeule
á
ex-
humaçào e
á
autopsia
uo
cada»er da pre
sumida
viclima
:
é
por
e»te
meio
que
se
lem
podido
provar
scieulemente
muitos
dos
mais
singulares
euveneoamenins
«/es
te
século.
A
chirmca
veio
em
auxilio
da
medicina
legal,
e
a
analise
das
substau-
cias
toxicas
moendas
no
corpo
tem che
gada
a
um
gra»
surprehendeule
de pre
cisão.
Qoe
valor
lerá,
prevalecendo
o
sis
tema
da
queima dos
corpo»,
esle
elemen
to
tão
essencial
de
exame?
Lie procurar
o»
vesligios
de
arsénico
ou
do
acid«>
prus-
s«co
em
uma pitada
de
cinzas !
A
justiça
ficará privada,
por
e.-la
insensata
inven
ção de
queimar
os
corpos, de ,um
de
seus
mais
preciosos
recurso»,
de
um
de
seus
mais
uleis
meios
de
investigação.
Poder-se-ha
enveaen»r á voniade,
os
envenenadores
ficarão
impunes
por
falia
de
provas,
e
á
queima
do»
corpos
devere
mos
nós
esta
revoltante
impunidade.
Poderia mostrar-vos
lambem
que
o
en
terramento
do»
corpo»
é
o
unico
sistema
conforme
ao
ensino bíblico.
Ahi
se
diz:
«Tu
és
pó,
e
le
conver
terás
em
pó» e
nào
em
cm
za.
O
pó
é
precisameme
a
terra,
da
qual
loi
tirada
oossa
raça; sahiu
da
terra,
para
lá
deve
voltar
pela
iuhumação.
S.
Paulo
(1
Cor.
15.) falia de
semear
o
corpo,
e
o
compara
ao
grão.
O
que
é
semear
senão lançar na
terra?
O corpo
deve
ser
depositado
na
terra,
para
que
o
germen
de
um
novo corpo
possa desen-
volver-se.—
Não
se
obtem
uma
espiga lan
çando
ao
fogo
o
grão de
trigo.
Poderia
desenvolver
ainda
mais larga
mente estes,
diversos
argumentos,
mas
por
hoje
fico
por
aqui,
e
repilo
que
a
quei
ma
dos corpos
é
tão
contrai
ia
aos
ensi
nos
bíblicos
como
opposta
ao
bom
sen
so
e
contraria
ás
.ȋs
noções
jurídicas.
Queimar
os
corpos, é
fazer,
por
meios
arliíiciaes,
o
trabalho
que
deve
ser
feito
pela
terra,
é
faltar-lhe
o
respeito
devi
do, é
commeilet
urn
alternado
b>uial
aos
sentimentos nobres
e
delicados.
Esta
exe-
C.iavel
innovação
parece
inspirada
por
um
sopro
diabolico,
e
para
mim,
conservador
o
’
esle
dominio,
prefiro
a
terra
ao
fogo,
e
hei de
formaltnenle
oppor-me,
por
uma
clausula
de
meu
(estamento, que
meu
cor
po
seja
lançado
ás
chammas.
Quero
que
possam
dizer
de
mim,
ci
tando
a
velha
Imitada,
que
vai
muito
mais
do
que
as
funestas
inspirações
d
’
es-
te scculo:
Le
sieur
*
*
*
est
morl,
Est
morl el...
enterre.
®í>
de fevereiro
/
Correspondência
particular}
Pouco mais
adiantaram
os
trabalhos
parlamentares.
0
mais
notável
foi
a
lei
tora
do
projecto
do
codigo
de
processo
civil
pelo
snr.
ministro
da justiça.
Abriu-
se
a
sessão
ás
2
horas,
e
fechou-se
an
tes
das
4
horas.
Sempre
magnifico!
Realisou-se
honlem
a
procissão
de
Pas
sos.
Fez-se
como
é de
costume.
A irman
dade
ia
numerosa,
e
os
irmãos
que
não
ostentavam
as
insígnias,
levavam cirios
de
cera
amarella.
A
guarda
era
da munici
pal,
em força
de
150
homens,
e
a
musica
tocava
a
marclrô
da
Ilebrea
e
a
invocação
a
Deus
no
i°
acto
O
andor
do Senhor
era cercado
de
16
lanternas,
e
16
capu
chas;
o
paleo
ie
*
ava
10
laqteroas:
o
San
to
Lenho
cra
levado
pelo
snr.
D.
José
de Lacerda,
deão
da
Sé
Patriarchal,
re
vestido
de
pontifical
e
mitra damasceaa.
Viam
se
com
a
opa
vestida
os
snrs.
inar-
qu?ze-'
de
Vallada,
Vianna, Penalva,
con
des
da
Ribeira,
Villa
Franca,
Mesqoiiella,
Redinha,
de
S.
Vicente, viscondes
de
Tran
coso,
D.
Anlonio
e
D.
Francisco
d
’
Almei-
da,
diversos
negociantes, o
dr.
Pinto
Coe
lho,
e outras
pessoas,
cujo
nome
não
me
lembra. A
bandeja
desde
a» Ave
Alarias
de
quinta-feira
até
3
horas
de
sexta
leira
rendeu
cerca de
905000
rs.
Na
Graça
ao
entrar
a
procissão,
hou
ve
sermão,
lindo
o
qual,
patenteou-se
ao
povo
o
Calvarto
levantado
na
capella
mór
do
templo.
A
’
noute
houve
exercícios
espirituaes
na
Guia,
e
na
Ordem
Terceira
de Jesus,
muito
concorridos.
Chegaram
esta
tarde,
a
horas
que
não
po.dtam
já
ir
pelo
telegrafo,
noticias
de
que em
Ãzambuja,
villa
no
Riba-Tejo, e
umas
10
a
12
léguas
de
Lisboa
havia
tu
multos
por
não
quererem
entregar
os car
tórios
do
julgado,
que
foi
extinclo,
pas
sando
para
o
Cartaxo,
hoje
cabeça
de co-
mirca
e
a
menos
de
2
léguas
de
Santa
rém;
ao
passo
que
Ãzambuja
fica
4
a
5
léguas
do
Cartaxo,
que não
tinha
rasão
de
ser
comarca,
mas sim
julgado,
como
era
Ãzambuja, que
nem
julgado
fica. De
pois
que
mandaram
para
lá
tropa,
o
tu
multo
tomou
um
caracter
sério,
a
ponto
de
que
constava
terem
fugido
as
auctori-
des. Tudo
bellezas
do
snr.
Barjona.
O
Banco
do
Povo
deslribuiu
o
seu
re
latório
aos
accionistas—
dá
4
0/0
de
divi
dendo
n
’eslc
2.°
semestre
de
1874.
—
Tem
o
capital
de
100
contos,
dividido
em
acções
de
2-5000
rs.
cada
uma.
Ha
quem
diga
que
© sur.
ministro
da
justiça
vae
mandar
instaurar
processo
con
tra
o
vigário
capitular
de
Bragança.
Vere
mos
corno
o
caso
se
resolve,
porque
al
guém
a
(Firma
que
o
futuro
bispo assegura,
qne
seu
irmão
o
procurador
da
corôa não
foi
consultado
no
assumpto,
porque
o
ne-
giicin
correria
de
outro
modo.
Se
é
ver
dade.
quando receber
a
ordem
fará
seguir
aquella,
que
lem
que
ser
dada
na comar
ca
de
Bragança
e
o
juiz
pronunciará
o
vigar
io
capitular...
fundadw
em
que
lei?
Uma
portaria
não
é
lei,
e
menos
a
in-
sunuação
regia,
que
é
um
pedido,
o
qual
pela
própria
natureza
de
ser
pedido
póde
ser
recusado.
A
camara
rios
pares,
que
nada
tem
feito,
nem
mesmo
vigiar
pela
execução
da
lei,
vae
agora
entreter-se
com
uma
pales
tra
do
snr.
Carlos
Bento
sobre
a
conve
niência
do
governo
tratar
de
proceder
á
conslrucção de
casas
baratas,
e
assim a
camara municipal
vae
tratar
dos meios
para tornar a
cidade
mais
salubre.
Como
porém
estas
duas
questões
não se
fazem
só
com
palavras
a
sua
resolução
será
dif-
ficil.
Quarta-feira (24), é
a
sagração
da
egre
ja
parochial
de
Santa
Isabel,
uma
das
maio
res
parochias
de
Lisboa.
Vae
sagrar
o
templo
o
ex.
mo
Núncio
Apostolico.
A
ce-
remonia
começa
ás
6
horas da
manhã.
E
’
orador
o
rev.°
padre
Seabra.
O
Arcebispo
d«
Goa,
D.
Ayres
d
’
Or-
nellas,
foi
para
Coimbra.
Vem
a Lisboa o
snr.
Mathias
de
Car
valho
nosso
ministro
no
Rio
de
Janeiro.
O
homem
a que
ha
tempos
me
referi
por
ter
sido
queimado
u
’
Alcanlara,
no
Do
mingo
Gordo,
lançando-lhe
alguém
fogo
ao
papoto
de
palha,
já
fJleceu
no
hos
pital.
Os
petroleiros
devem
estar
satisfei
tos.
Foram
hoje
ordenados
5
diáconos,
alum
nos
lo
collegio
das missões em Semache
do
Bom
Jardim.
Está
já
oflicialmente reconhecido
o
go
verno
d
’
Hispanha.
O
snr.
Dantas
apresentou
em
audiência
publica as
suas
credenciais
ao
rei. Serrano lambem
foi reconhe
cido
e cahiu
diante de uma emboscada.
O
digno par
o
snr.
Ornellas
apresen
tou
na
camara,
a
que
pertence,
uma
re
presentação
dos
habitantes
de
Cab«
Ver
de
pedindo
o
estabelecimento
de
missões.
Ordenou-se
a
sua
impressão
no
«Diário
do
Governo».
O
deputado
p»r
Chaves
o
snr.
Guer
reiro,
mandou
uma
nota
de
mterpellação
ao
»nr.
ministro
do
reino,
sobre
»
facto
illegal
e
arbitrário
porque
está
passando
o
bispado
de
Bragança,
e
expres>amenle
o
concelho
de
Chaves,
na
parle
que
d*
z
res
peito
aquelle
bispado
ácêrca da
suspen
são
do
pagamento
de
côngruas aos
pa-
roebos,
determinada
pelo
governador ci
vil
de
Villa
Real.
E’
tempo
perdido. O
•
nr.
Bispo
de Vizeu
na
camara
dos
pa
res
annunciou
a
inlerpellação
ácerca
do
corifluelo
de
Bragança,
já
a
renovou,
e
até
hoje
•
»or.
Barjona
nada
disse.
Foram
bem
approvado»
os
pareceres
das
vacaturas
dos
circules
de
Braga
Cas-
tello
Branco e
Lagos.
O
snr. Pedro
Franco,
deputado
por
Be-
lem
e
presidente
da
camara
municipal
d’
aquelle
concelho,
apresentou
um
pro
jecto
que
acho
justo. E
’
que
a
derrama
para
a
criação
e
sustentação
dos
expos
tos
seja
feita
na
propvrção
das
despezas
que
cada
concelho
faz,
e
iȇo
dislrictal,
dando
liberdade
as
camaras
tnunicipaes
de
sustentarem
e administrarem
os
seus
ex
postos
por
um
regulamento
approvado
pe
la
junta
geral.
Creio,
que
todas
as
ca
maras
deviam
requerer
n'este
sentido.
Está
approvado
pela camara
dos
pares,
os
«rdenados
das professores
de
inslruc-
ção
primaria,
sendo
150^000
rs. Lisboa,
Porto
e
Funchal,
e
100,^000
rs.
para
as
outras
terras
do
reino.
Segundo
ura
telegramma
da
Agencia
Americana,
fiou»e
conflicto entre
Gregos
e
Arménios
em
Btthlem,
resultando
gran
de
n.° de
feridos
REVISTA
ESTRANGEIRA
EliivpanEaa.
São
absolutamente
destituídas
de
in
teresse
as
ultimas
noticias
da
guerra
que
nos
transmilte
o
telegrapho.
Por
isso
limitamo-nos
á
transcripção
do
seguinte
:
EXERCITO
REAL DO
NORTE
Eslado-maior
Parle
oílicial
da
acção
de
Lácar
.
Exm.°
Snr.
Depois das
gloriosas
batalhas
de Biur-
zun e
Barásoain,
que se
verificaram nos
dias
21
e 23
de
setembro
ultimo,
foi de
absoluta
necessidade
o eslabelecer-se
uma
linha
inlrincheirada,
que
partindo
da
ci
dade
de
Puente
de
la
Reina
terminasse
no
Carrascal,
já
para
estreitar
quanto
fosse
possível, o
bloqueio
da
praça
de
Pam-
plona,
já
também
para
libertar
esle
fa
moso
e
heroico
paiz
da rapacidade
e
de
vastação
do exercito
contrario.
Bem sa
bia
que
com
esta linha
não
evitaria
o
soccorro
da
praça
de
Pamplona,
mas
ti
nha
a
certeza
de
que
para
o
conseguir
o
inimigo
necessitaria
de
reunir
um
ex
ercito considerável,
e entretanto
poderia
dar
um
cheque
nos dois
corpos
de
ex
ercito
de
Morione
*
e
Pieltain.
compostos
cada
um,
de
35
batalhões, que
operavam
n
’
este
antigo
reino.
Assim
succedeu
;
o
exercito,
anterior-
mente
furibundo
republicano,
honlem, da
dicladura
despótica,
hoje
de D.
Affonso,
reuniu proximamente
60
mil
homens,
dos
quaes
30
batalhões
sob
o
commando
de
Moriones, rebaixaram a linha
por
Caseda
e
S.
Martin,
30
kilomelros
mais
á
es
querda
da sua]
prolongação,
sem que me
fosse
possível
oppór-lhes
uma
seria
re
sistência.
Foi
meu
primeiro
pensamento
abando
nar
a
linha
entrincheirada,
e
cair
sobre
esta
columna,
porém,
as
más
condicções
em
que
linha
de
lhe
dar batalha,
e
a
con
sideração de que
deixava
quasi
abando
nada,
e
a
grande distancia
esta
cidade
de
Estella,
em
cuja
conservação
está
interes
sada
a
honra
de
nossas
armas, fez
com
que
desistisse
d’
essa
idéa,
O
inimigo
pe
netrou
em
Pamplona
no
dia 2,
situando-
se
Moriones,
com a
maioria
de
suas tro
pas,
na
posição
estratégica
de
Tiebas.
Esle
facto,
que
aggravava
a
minha
situação,
mas
que
a
não
tornava desesperada,
o
havia
previsto
e
me
obrigou
a dar
um golpe,
de
frente,
obliquo,
apoiado
na
posição
do
povo
de Anorbe
e
a
estabelecer
uma se
gunda
linha
na serra
de Pordon, distante
10
léguas
da
primeira,
ficando
as
forças
inimigas
siiuadas
d
’esla
fórma
:
O
corpo
de
Moriones
fixou-se
onde
já
fiz
menção,
outro
corpo
forte
de
20
mil
homens,
em Tafalla,
com
uma
brigada
na
posição
de
Pueyo, o o terceiro em
Ar-
tajona,
de 15
batalhões,
formando
os
tres
corpos
um
triângulo
equilátero;
porém,
o
corpo
situado
em
Tafalla
veiu
acampar,
na
tarde
do
dio
1.°
uma legua
ao sul
de
Artajona,
cujo
movimento
não
me
cha
mou
a
attenção,
suppondo
que
o
faria
com intenção
de apoiar
a
dita
villa, pois
que
havendo-se
adiantado
a
fazer
um
re
conhecimento
sobre Anorbe.
fui
tão
ru
demente
atacado pelo
brigadeiro
Perula,
que o
fiz
retroceder
ao
ponto
de par
tida
em completa desordem
c
eom
per
das
de
consideração
; mas
não era
aquelle
o
seu
fim,
pois,
por
um
movimento
rá
pido,
executado,
durante
a
noite,
veiu a
siluar-se
nas povoações
d’
Oleiza,
Lorca
e
Lácar.
Desde
este
momento
a
situação
do
ex
ercito real em
Puente
de
la
Reina
e
valle
de
llzarbe
se
tornou
insustentável,
e
de
terminei
levantar
a
linha,
enviando
o
commandante
general da
Navarra,
com
10
batalhões
a
occupar as
posições
de
Estella, para
pôr
a
coberto
esta
praça,
e
eu
com
o
resto
do
exercito,
marchei
a
collocar-me
em
Ciranqui
e
Maneru.
Achavamo-nos
n
’
esta situação
na
ma
nhã de honlem,
quando
Sua
Magestade
El-Rei
chegou
ao
primeiro
dos
referidos
povos e me ordenou
que désse
um
forte
ataque
ao povo
de
Lácar,
occupada
pelo
regimento
das
Aslurias,
forte
de
1:600
homens,
e
pelo da Valência
em
igual
força.
A
’
s H
da
manhã
emprehendi
a
mar
cha
com
12
batalhões,
por
um
caminho
pouco
menos
que intransitável,
deixando
em
Ciranqui, em
frente
do
inimigo
si
tuado
no
monte
S.
Cristobal,
ficando
o
brigadeiro
Zalduendo,
com
3
batalhões
e
ao
coronel
Echavarrio
com
o
do seu com
mando,
no
forte
de
Santa
Lucia
afim
de
observar
e
fazar frente
á
«olumna
de
Mo-
rioaes.
A’s
3
e
meia
da
tarde
achava-
me
occtillo
na
distancia
de uns
i;600
melros
de
Lácar,
onde,
á
medida que
iam
chegando
os
batalhões,
organisei
as
quatro
columnas,
de
tres
cada
uma.
com-
mandadas
pelo
brigadeiro
Perula,
Val-
luerca,
Cavero
e
coronel D.
Calidonio
Iler-
ralde,
que
deviam
verificar
o
ataque.
Com a neeessada
aaticipação havia
dado
ordens
ao
general
Argonz
para
que
re-
coneeotrasse
os
10 batalhões
p«Mos
ás
suas
ordens,
no
povo
de
Murillo,
afim
de
secundar
o
ataque
pels
lado
do
sul
da
povoação,
e
os
regimentos
de
cavallaria
do
rei,
crusados de
Gaslilla
e
o esquadrão
de
guardas de
sua
magestade,
que
se
ei-
tuaram
na
estrada
de
Alioz.
lambem
ec-
cultos
e
mais
pcoximus
do
povo,
que
se
ia
atacar,
operação
que
devia
ler
logar
ás
4
da
tarde,
de^ignando-se
ao
comman-
dame
da
1.
’
bateria
de
montanha
o
ponto
para
a
collocação
das
peças,
de
que
se
compunhi.
A
’
hora
aprasada
saíram
as
quatro
celimnas
parallelameole
e
em
marcha
de
fileiras
de
qu.»tro,
por
uao
permittir a
satds
da
garganta, que
occtipavamos, ou
tra
formação,
e
conforme
iam
chegando
e
entrando
no
terreno
mais
aberto,
furam
organtsaado-se
em
columna
por
compa
nhias.
Apercebido
o inimigo
se
aparelhou
im-
medialametile
a»
combale,
estabelecendo-se
nas
casas
e
em
algumas
obtas
de defrza,
que
havia
construído
á
euirada
do
povo,
mas
ludo
foi
em
vão,
porque
os
batalhões,
que formavam
a
cabeça
das
columnas, «e
precipitaram
a
marche
marche
sobre
a
po
voação,
apoiados
pelos
que
occupam
o
segundo
logar
na
marcha,
ficando as
ler-
ceiras
de
reserv», segundo o
que
ordenei.
Durou
tiaia
meia
hora
o
combale,
fi
cando
coiupleiatuente
derrotado
©
inimigo,
que
ao
apoio
das fotças, que
sahiram
de
Lorca,
deveu
etn
parte
a
sua
salvação,
ficando
em
nosso
poder
3
peças.
d
’
arlt-
Ihena,
sistema
Placeocia,
de
3
centime
tros,
com
o
material
completo pertencente
a
4,
mais
de
2
mil
espingardas,
as
cai
xas
dos
legimentos,
munições,
bagagens
e
viveres,
e
cerca
de
300
prisioneiros,
entre
elles
45
feridos,
íicân
lo
no
campo
800 a
900
cadaveres,
levando o
inimigo
um
numero
considerável
de
feridos;
con-
si-lindo
as
nossas
perdas
em
30
mortos
e
uns
200
feridos.
Como
o
povo
de
Lorca
dista
de
La
çar
1:800
metros,
e havia nelle
situados
4
batalhões
inimigos,
e na« alturas
im-
medialas,
derivações
do
monte
de
S
Cn\»
tobal,
uma
outra brigada,
se
generalisou
a
acção a
que concorreu
lambem
o
resio
do
* corpo,
que
se encontrava
em
Oieiza
conseguindo desahjal-os
de
quantas
dosi.
ções
haviam
occupado,
até
muito
pela noi.
le
dentro,
em
que
mandei
retirar
as
tro
pas.
Hei
assistido
a
mais
de
120
feitos
de
arma
*
em
minha larga
carreira,
e
nunca
vi
tanta
heroicidade
como
na
batalha de
hontem.
E
’
impossível
saber de
todos
os
feitos de bravura, que
se
comnietleram
porque os
regimentos das
Aslurias
e
de
Valência,
que
occupavam
a
povoação
eram
dos
mais distioctos
do
exercito
contrario,
cheio
de
valor
e
abnegação.
Louvor
aos
braves
que,
de
um
e
outro
lado, hão
succumbido!
Não
é
possivel
que os
he-
roes
da antiguidade
podessein elevar
a
ião
alto
grau
o
mérito
de
suas
acções
guer
reiras,
que
nos
deixaram
consignadas
na
historia.
Ser-me-hia
impossível citar
©s
que
mais
se
distinguiram,
pois
todos
se
excederam
a
si
mesmo
no
cumprimento
no
seu
de
ver,
como
de
perto o
presenceoti S.
M.
;
sómente
m®
será
permitlido
indica S.
A.
R.
o
snr.
conde
de
Bardi,
que
a
cavallo
foi
um
doe
primeiros,
que entraram
na
povoação
de
Lacar.
Nossas
perdas,
acima
fixadas, são bem
insignificantes
ao
pensar
no
vivop
ataque
de
nossos voluntários
e
no
horrsroso
fogo
dos inimigos.
Ao
dar
conta
a
S.
M.
de
Ião
glorioso
feito d’armas,
convido
a
v.
exc.a
incline
seu
real
animo a
recompensar, com
sua
costumada
generosidade, o
comportamento
d
’
este exercito.
Deus guarde
a
v.
exc.
a
muitos
annos.
Estella
4
de
fevereiro
de
1875
—Torcuato
Mendiri
—
Ex.
n
‘
° ser.
capitão
general
mi
nistro da
guerra.
GAZETILHA
Lausp»-renne.
—
ExpÕe-so ámanhã
na
egreja do
convento
dos
Retrrdio
*
Conferenein.
—
Eflectuou-$e
no
pas
sado
domingo
a
secunda
conferen
ia.
na
casa
da
As-ociação
Catholica.
Foi
prelector
o
ex.
mo
dr.
Moreira
Gui
marães.
Em
o
nosso
o.°
de
quinta-feira
faremos
uma
resenha
do
seu
exceliente
discurse^.
ProciBHÍio
«le Preseom,
ao
—
Teve
logar
sexia-fjpira,
21,
a
procissão
to
Senhor
dos Passos,
da
cidade
do
Por
to, a
qual
esteve
interrompida trinta
e
tantos
annos.
N
’esles
últimos
tempos
em
que
se
renovou
a
sua
saida
tem
sido
feita
com
grande
esplendor
e
lusimenlo.
Os
jornaes da
localidade
fazem
minucio
sas
relações
das
pessoas
notáveis
que
iam
n
’ella, occupando
os
Jogares
de
dislinc-
ção
da
Irmandade,
atraz
da
qual
se
se
guia o
cabido.
Jlá
ffttleceu.
— A
infeliz
moça
que
ha
tempos foi queimada
na
occasião
em
que
subia
acima
do
fogão
paTa
prender
uma
corda
na
chaminé, n
’
om
prédio
ahi
para
a
Senhora
A
Branca,
falleceu
no
hospi
tal,
no
dia
19,
e
foi
dada
á
sepultura
no
dia
20.
Tlipatro.
—
Alguns
curiosos
levaram
ante-honlem
á
sc^na,
no
theatro
de
S.
Ge
raldo,
o
drama Carlos,
do
fallecido
escri-
plor
Almeida
Braga, e
a
comedia
Mari
quinhas^
leiteira,
do
snr.
Aristides
Abran-
ches.
Estas duas composições
agradaram
mui
to,
e
os
curiosos
foram
repetidas
vezes
applaudidos.
B
ubico
Cttmmercial
«le
Kraga
Tendo
saido
com
algumas
inexactidões
o
annuncio
para
a
2/
emissão
de
acções,
d’este
Bane»,
reproduzim«l-o
hoje
devida
mente
rectificado.
Publicações
—
Recebemos
e
agrade
cemos as
seguintes
:
— Os
dramas
da mocidade pobre,
de
Júlio Roquette,
vertido
por
Pedro
Cabral.
Fascículo
n.°
2.
—
Projecto
de
codigo de
justiça
militar
para
o
exército
de
terra.
viisMõeH.—
Estiveram muito concor
ridas
as
que tiveram
logar
na
freguezia
de
Painzella,
concelho de
Cabeceiras,
por
espaço
de
tres
semanas,
tendo
começa
do
no
dia 5
de
janeiro.
Foram
oradores
de
manhã
o
revd.0
padre
João
Manoel
de
Sousa
Teixeira,
de
tarde
os
revd.
08
padres
Manoel Santos,
João
de
Santa
Isabel
e
José
Pogeiras.
Uns
e
outros
fo
ram
incansáveis,
tanto no
púlpito
como
no
confissionario.
No
dia 28
do
dito
mez
teve
lugar
a
communhão
geral,
á
qual
concorreram
as pessoas
mais
gradas
d'a-
quella
e
d’
outras
freguezias,
achando-se
por
essa
occasião
vistosamente
ornamen
tado
o
templo,
e tocando
a
musica
do
excellente
professor o padre Gamillo.
Au
xiliaram
os
ditos
missionários
nos
seus
trabalhos,
além
do
revd.0
e
muito
digno
parocho
da freguezia,
que
prestou auxi
lio
em
tudo
quanto
lhe
foi
possivel,
os
snrs.
:
padre José
da Silva
Bacellar,
padre
Fernando
Augusto
d
’Araujo,
padre
Ma
noel
Leite
e
revd.
*
reitor
de
Caslellões.
Nenhum
dos
ditos
senhores,
apesar
de
ser
muito
instado
*
,
accedeu
a receber
gratificação
alguma
pelos
seus
trabalhos.
Deus premiará o seu
zelo
e
o
seu
desin
teresse.
•
•
*
Quatro abjurações da
maçona
ria.
—
Lemos
n
’uma correspondência
do
parocho
da
Franca (Brazil)
para
o «Apos
tolo»
•
«Falleceram
aqui
quatro
mações,
sen
do
ires
d
’
esta
parochia e
o
ultimo
da
do
Carmo, d
’
esie
termo.
S«o elle» José
Ri
beiro
Mendonça,
Joaquim
Gomes
Guima
rães,
Luciano
Barbosa
Sandoval e
Carlos
Anlonio
de
Oliveira.
lodos
os
quatro
receberam
«s
Sacra
mentos
da
egreja,
lendo precedido a
re
cepção dos
Sacramentos a
previa
abjura
ção da
maçonaria,
pois diversamente
os
não
receberiam.»
Graças
a
Deus
!
No
Brazil
os
secula
res
abjuram
a
maçonaria ; e entre
nós
até
se
procuram
moções
para
bisp«s
!
!...
«Caso,
n>as
nào
acaso:—
O
«Aposto
lo»,
depois
de
narrar
um
grande
escân
dalo,
dado no
Pará
por
uma
companhia
italiana,
que teimou
em
representar
peças
anti-calholicas,
apoiado pelos mações
go-
vernamenlaes,
accrescenta
: «Verá
o
lei
tor
corno
a
Providencia
vela
consiantemen-
te
pela
sua
egreja :
Lemos
na
Boa
Nova»
:
«Acaba
de
cair
victima
da
febre
ama-
rella o
snr.
Boldrini,
empresário
da
com
panhia italiana
e
lambem
uma
filhinha
ido
latrada.
«Altos
juizos
de
Deus:
«O
snr.
Boldrini,
açolado pela
maçona
ria,
levou
á
scena
o
drama
infame
«Ga
lileu.
Galilei
: e
agora
acha-se
diante do
tribunal
<le
Christo
!
«Hic digitus
Dei
est.»
«Querem
os
ímpios
expulsar
a
Deus
dos
«egocios humanos,
nus
enganam-se,
porque
não é
nenhum
rei
que
pos»a
ser
desthronado
ou
despedido pelas
turbss
r»a-
çonisadas.
«O
seu
throno
está
íirme,
e
sua
mão
omnipotente
esmaga de
tempos
a
tempos
os
violadores
da
sua
lei.
«Thronos
tuus,
Deus, in
aeternum.
«Adorando
os
decretos
de
Deus,
in
clinamo-nos
todavia
sobre
a
tumba
de
Boldrini,
e
levantamos
uma
prece
arden
te ao
Creador,
em
favor
d
’
esta existência
que
se
riscou do
tempo
»
Falleeimcn«o«.—
Acabam
de
f»lle-
cer
n
’
esta
cidade
duas
jovens
meninas,
uma
filha
do
snr.
Joaquim José
Marques
da
Rocha,
proprietário
e
negociante no
largo
do
Barão
de S.
Martinho,
a
qual
teve
homem
de
manhã
oflicios
fúnebres
no
templo
da
Ordem
Terceira,
antes
de
ser
conduzida
para
o
eemiterio; a outra
filha
do
snr.
José
Joaquim
de
Sousa
de
Azevedo
Júnior,
proprietário
e fiel
do Ban
co
Commercial
de
Braga
:
o
seu
ca
taver
foi
hontem conduzido
da
sua
casa
na
rna
de
Sauto
André,
para
a
capella
do
cemi
tério,
onde leve
responsos
de
sepultura.
Aos
paes
e
familia
das jovens
finadas,
damos os
nossos pesames. e aos
leitores
pedimos
um
P.
N.
por
suas
almas.
—
-Falleeeu também
o
snr.
Fr.
Bernar
do
da
Conceição,
da
Ordem
dos
carmeli
tas
Descalços.
Foi
hontem
levado
pelas
irmandades
de
que
era
irmão
para
a
egre
ja
do
Carmo, onde
hoje
tem
oflicios.
exemplo
a futuros eseri-
ptorea
! —
Decididamente
não vale a
pe
na
em
o
nosso
paiz
queimar
as
pestanas,
soífrer
muitas
vigílias
para
se
ser
homem
de
leltras
ou.de
sciencia.
As
tretas
sim,
essas rendem, e
qualquer
meia sciencia
consegue
fazel-as
passar
por
oráculo.
Para
prova
do
que
dizemos
ahi
está,
o
maior
preço,
que
alcançaram,
no
lei
lão da
Boa-Hora,
as
obras
do
sabio
ju
risconsulto portuguez,
o
sr.
Bruschy,
42-5000
réis
apenas
!
Entre
estas,
as
«Annotações
a
Waldek»
serão
sempre
um
bom
auxiliar
no estu
do do
direito
romano.
Foi
um
livro,
que
fez a
sua
gloria
académica
e
lhe
conquistou
uma
corôa,
porém,
passados
annos,
arremata-se
no
pantheon
da Boa-Hora
por
42^000 réis
!
Que
exemplo
a
futuros
escriptores
!
Alerta!
—
Mudou-se
de
tactica.
Já
se
não
empregam
unicamente
os
jornaes
hostis
ao
Catholicismo
em
elogiar
certos
11
.•.
aspirantes
a
Bispos.
Era
demasiadamente
calva,
Reconheceram-n
’
o.
Seria
a
tempo?
Duvidamol-o,
Aos
nossos
exeellentes
collegas
dos
jornaes catholicos
portuguezes
pedimos
attenção.
Sabemos
o
que
se trama
;
e alguns,
pelo
menos,
d
’esses
nossos
collegas,
não
o
podem
nem
devem
ignorar.
Querem
que
acreditemos n
’uma
sin
cera
conversão
?
Porque
não
vem
uma
relralacção
publica,
como públicos foram
os
erros
proferidos
diante de
contenares
de
ouvintes,
como
publico
foi
o
escandalo
Euricos
e
Lamnais
nas
columnas
do
Contmbricense
?
Sonhámos
que
ba
pouco
se
ouviu este
dialogo,
ou
cousa
similhanle :
•
Certo
individduo
com
duas
palavras
em
favor
das
irmãs
de
caridade
e ou
tras
duas
em
favor
do
l.°
mandamento
da
Lei
de
Deus,
alcançou
o
que
preten
dia.
Depois
comida
n
isca...
riu-se,
e
está
como
quer.
Arrependeram-se,
é
verdade';
mas
pe
guem-lhe com
um
travo
quente.
E
eu com tantas
centenas de
pala
vras
não alcançarei
coisa
nenhuma?...
E
’
verdade
que
eu
não
pertendo na
da
;
és
tu,
são
os
meus amigos
que
pre
tendem....
—
Mnda-se
de
plono
:
vae-se
aos
jor
naes ullramonlanos.
Elles
é
que devem
elogiar....
Mas
cuidado,
para que
peguem
as
bichas,
é
necessário que
também
fal-
lem contra
a
maçonaria
.......
/Da
Nação,
j
COSÍFE^EMCIAS MA
ASSOCIA
ÇÃO
CATHOLICA.
Continuam
todos
os
domin
gos conferencias
aos
socios
da
Associação
Catholica,
na
casa
da
mesma.
Principiam
ás
7
horas da
tarde.
ASSOCIAÇÃO CATHOLICA.
Por
parte
da
Junta
Directora
da
As
sociação
Caiholica
d
’
esta
cidade
se
faz
pu
blico
que
serão
admitlidos
graluilamente
na
E«cola
da
Associação
aié
vinte
alum-
nos,
filhos de
pae«
pobres,
embora
não
sejam
socios.
Os que
quizerem
este
beneficio
para
s£us
filhos
requeiram quanto
antes
com
atiestado
do
respeclivo
parocho.
O
secretario,
João Anlonio
Velloso.
COMHES&C1O
B
olsa
dk
B
raga
49
de
fevereiro
de
{815
F.ffeetuado
Banco
Commercial
de
Braga
595000.
Ba
oco
de Guimarães 4$ 400.
Fundos
hispanhoe»,
coupons
vencidos 35
p.
c.
O director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio-
>a
farinha
de
saúde,
KEVALÉBCIERE
DU
BARRY
de
Londres.
9?
annos d’invariavel sueeeaao
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as indiges
tões
(despepzias) gastdca, gasiralgia, fie,
gma,
arroios,
amargor na bocca, piluitas-
<>auseas, vomilos, irritação
intestinal, diar-
rhed,
dizenleria,
cólicas,
tosse,
athsma, fal
ia
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabeihe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peno,
na
garganta,
do
alito,
das
bcóncliiles,
da
bexiga, do íiga-
do.
dos rins, dos
intestinos,
da
mucosa
e
d<>
sangue.
Mr.
Liviogstone, celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre a
sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província d
’
Angob
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
el-
«les
não precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalesciére que Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
uentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
diíliculdade
de
eva-
-cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«complelameute
desconhecidas,
como
tarn-
«bem
desconhecem as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Saens
de
De-
jada,
doutor
da
faculdade Medica
Cirúr
gica,
lente
da
(Jnivertidadé
livre
de Cor-
dova,
medico em
proprio e
do
caminho
de
ferro de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o
uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n’
esta
cidade,
lembran-
do-me
o
de D.
Filippe
Zippina
emprega
do publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de Manila nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada com um
chefe
do
exercito,
a
qnal
continua
a
melhorar
com
o
seu
uso; de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita gravidade.
E
para
fazer
constar
em
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel Saens
de
Jejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
•vezes
o
seu preço e:n
remedios.
—
Preços
fixos da
venda
por
miudo em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de i
/ti
kilo,
500 ;
de
J
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
15400
reis;
de
2
*
/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6 ki
los,
65400
reis,
e
de
12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoilos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Kc
vaBeseiere
elaoeolrtttada;
ella
res-
titue
0
appettile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais fracas, e sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas, 820
reis;
de
48
chavenas,
15400
;
de
120 chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
HAHRY
MU
BARRY
«fc
U.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regent-Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Çentral
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisbaa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
& irmão,
rna
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbm,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveiro.
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
;
RarcelSoa,
Ramos,
pharm.q
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua dos
Chãos,
Pipa
<fc
Irmão,
rtn
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira»,
Anlonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarõem,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Feno-
Rei,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
Linao,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm. ;
Po
voo do
Vorzisn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aflouso
e
Barros,
droguistas;
Villa «lo
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
A&HADECIMENTOS
Padre
João
Rebdlo
Cardoso
de
Mene
zes,
summamenie
penhorado
pelos obsé
quios
que
recebeu
por
occasião
do
falle-
cimento
de
seu
muito
presado
thio
0
sor.
José
Cardoso
Pereira
Pinto
de
Menezes
e
não
podendo
pessoalmente
agradecer
a
lo
dos
os
exc.
m
®s
snrs.
e
exc.
nias
snr.
as
cujos
cumprimentos
e obséquios
recebeu
por
es
ta
occasião,
0
faz
por este meio.
José
Elias
Soares
Romeo,
José
Elias
Soares
Romeo
Júnior,
Elisa
das Dores
Mendes
Romeo
e
Emilia
Georgina
Mendes
Romeo,
marido,
filho
e
neta
*
,
agr
decem
cordealmente
a
todos
os
exc
IBí8
snrs.,
que
se
dignaram
visiial-os
na
occasião
do
pas
samento de
sua
querida
mulher,
mãe
e
avó,
D.
Maria
Casimira
de
Meirelles
Ro
meo,
e
bem
assim
a
lodos
os
cavalheiros
que
os
honraram
assistindo
no
eemiterio
publico
aos
responsos
por sua
alma,
pro
testando
a
lodos
0
seu
muito
reconheci
mento.
Braga
<9 de
fevereiro
de
<875.
José Elias
Soares
Romeo
José
Elias
Soares
Romeo
Júnior
Elisa
das
Dores
Mendes
Romeo
Emilia
Georgina
Mendes
Romeo.
(2297J
ANNUNCIOS
wsms
Tendo
fallecido
D.
Maria
Joaquina
Mar
ques,
da
freguezia de
S.
Pedro
d
’
Oliveira
d
’
esta
comarca,
e
deixando
em
testamen
to
0
legado
de
vinte
e
cinco
mil
reis,
a
cada
afilhado
ou
afilhada
de
Baptismo,
são
convidados
os
interessados
a
apresentarem
as
competentes
certidões
legalisadas,
no
praso
de
trinta
dias,
ao
testamenteiro
João
dos Santos
Minho,
á
rna
de
S.
João
n.
*
3,
para
se
tomar
conhecimento,
e
serem
attendidos
no
inventario
amigavel
a
que
se
procede.
Braga
20
de
fevereiro
de
1875.
____________________________
(2300)
Anlonio
Ignacio
da
Fonseca,
da
cidade
de Lisboa,
remetteu
a
Anlonio
Manoel
Ai
res Oliveira
da
cidade
de
Braga,
meio
bi
lhete n.
1564
da
luteria
de
23
de feverei
ro,
que
se
desencaminhou,
ficando
por
isso
0
mesmo n.°
sem
effeilo,
o
que
faz
publico para
os
devidos
efleilos.
(3302)
Precisa
alogar-se
uma
casa
em bom
estado,
sem
qne
seja
grande
e
com
pe
queno
quintal,
no
campo
de
Sanl
’Anna,
lado
do norte,
rua
de
Santo
André,
Cam
po
da
Vinha,
rua
de
S.
Vicente,
Theresi-
nhas,
etc.
Qnem
tiver
para
alugar
qneira
<iirigir-se
ao
snr. Manoel Antonio Corrêa,
no
Banco
Commercial.
(3305)
Pelo
juizo
de
direito
d
’esta
comarca
e
cartorio
do
escrivão
Esmeriz,
se
tem
de
arrematar
no
dia
28
do
corrente,
por
10
horas
da
manhã,
á
porta do
tribunal
ju
diciário,
silo
no
largo de
Samo
Agosti
nho, uma morada
de casas
e
eido
junto,
chamado
de
Cima
silo
no
logar
do
Ale
grete,
freguezia
de
S.
Miguel
de
Cabrei
ros,
avaliado em
8O5OOO
reis,
penhorado
a
Domingos de
Azevedo
e
mulher
Clau-
dina
Ferreira,
da
dita
freguezia,
na
exe
cução
que
lhe
move
Manoel
Joaquim
An-
lum-s,
solicitador
nos
auditórios
d
’
esta
ci
dade.
(3303)
Manoel
Joaquim
Antunes
Retratista
e
pintor
Caetano
de
Brito,
mudou
a sua
resi
dência
para
a
rua
da
Ponte,
n.°
96,
on
de
continúa
a exercer
a
sua
profissão
de
.retratista
e
pintor,
que
d’
ha
muito
lem
exercido
n
’esta
enfade.
Espera
dos seus amigos
e
patrícios
continuem
a
procural-o,
que serão
servi
dos
commodamente.
(3304^
A
VI
s
O
Belchior Pinto
dos
Santos,
viuvo
e
suas
irmãs
Margarida
Pinto
dos
Santos,
soltei
ra,
de
maior
edade,
e Joaquina Pinto
dos
Santos, viuva, lodos
moiadoies
no
Paul
da
Senhora a Branca,
da
cidade
de
Braga,
fizeram
procuração
publica
a
José
Fernan
des, proprietário
*
e
mestre
carpinteiro,
mo
rador
no
mesmo
Paul
da
Senhora
a
Bran
ca,
da
dita
cidade
de
Braga,
com poderes
de
vender
uma morada
de
casas
e
per
tenças,
sitas
na
rua
do
sol
da
cidade do
Porto
e
além
d'ouiros
também
0
de
su
bstabelecer;
porém a
dita
procuração
acha-
ee
revogada
e
cassada
por outia
que
fize
ram
a
Maria
Pinto
dos
Santos, da
dita
ci
dade
de
Braga,
e
para que
ninguém
con
trate
com
o
referido
procurador
ou
seus
Mibslalecidos
fazem
a
presen e
declaração,
ficando
assim nullo e
de
nenhum
effeilo
lodo
e
qualquer contrato,
que
porventura
se
faça
com
0
mesmo
procurador.
(2294)
SUBSCRIPÇÃO
E
RATIFICAÇÃO
SOCIEDADE ANONYMA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
CAPITAL SOCIAL-“BÈIS 1.5OO:OOO$OOO
DIVIDIDOS
EM
ACÇÕES
DE
500000
DEIS
&
Mà ©o islp
IMS
SÉDE
WO
PORTO
FILIAL
E2IMC
LISBOA
AGENTES
NA
EXTREMADURA
ou
outro
qualquer
ponto do reino onde convenha aos interesses do banco
Os
instaladores
d’
este
novo banco
previnem
o
respeitável
publico
principalmente
os
senhores
agricultores e industriaes
em
geral
que
a
subscripção publica
para
as
acções d
’
eale
banco
se
achará
aberta
no
Porto
no
escriptorio
da
casa
commer
cial
Pile
<fc C.a,
Ferraria
de
Baixo
139
no
estabelecimento
do
senhor Manoel
José
Moreira,
rua
de
Gedofeila
n.
os
45,
47
e
49.—
Em
Lisboa em
casa
do
snr.
David
Gonçalves
Chaves,
rua
dos Bacalhoeiros n.
*
51
—e
em
Braga
em
casa do
snr.
João
Baplisla
Lopes, no
dia
24
do
corrente
(quarta-feira)
das 10
horas
da
manhã ás
2
da
tarde
e seguintes
alé
se completar
a
subscripção.
Previne-se
os
snrs.
subscriptores
que
(em
a
ratificar
as
suas
assignaturas
com
2^500 reis
por
acção
no
acto
da
subs
cripção
de
que
se
lhes
entregará
logo
recibo provisorio.
Para
os
snrs.
subscriptores
antes
de
subscreverem
saberem
para
que
fim
subscrevem, declara-se
que
as
operações
do
banco
e
o
destino
para
o
seu
capital
será o
seguinte :
COH
DESTINO A
’ SEDE NO
PORTO
REIS SOOiOOO^OOO
Para
aequisição
do
terreno
na
rua
da Boa-Vista,
na
cidade
do
Porto
e
suas immediações
para
construcção
de
casas
pa
ra
arrendar
e
vender por preços
modicos,
a
promplo
pagamento
e
a
prasos,
próprias
para operários e artistas de
todas
as
clas
ses,
e
famílias
menos abastadas, e formação de
um
novo
bairro
i/aquella
rua,
ou
suas
immediações,
que
é
hoje
um
dos
mais
aprasiveis
e
concorridos da cidade
e
em
breve
a
principal
do
Porto
e
também
para
comprar
terrenos,
vender
e
edificar
pré
dios
em
outro
qualquer
ponto
da
cidade
e
seus
arredores
com
as
mesmas
condições.
HEIS
300i000^>00
Para compra e
venda
de
aguardente
de vinho, nos
mercados
do
Porto
e
Lisboa
(a promplo pagamento e a
pr^so), pró
pria
para
beneficiar
vinhos
de
exportação
e
fabrico da
mesma
quando
e
aonde
convier
aos
interesses
do
banco.
HEIS
34>®tOeO^OOO
Para
auxiliar
os
grandes
e pequenos
agricultores
e
industriaes
assim como
qualquer
empresa
de reconhecida
vantagem
em
algum
local
do
paiz
que
convenha
ao
baoco
e
fazer algumas
operações
bancarias.
HEIS
600(000^000
Para
auxiliar
os
do
convenha.
grandes
e
pequenos
agricultores
e
industriaes
na
Extremadura
e
fazer algumas
ope-ações
bancarias
quan-
Os
instaladores
d'este banco previnem
o
respeitável
publico
que
uão
obstante
o
capital ter diííerenles
applicações,
cada
uma
lerá sua
secção
e
escripturação
especial
devendo
contudo
os
snrs.
subscriptores
partilhar
em
geral
dos
interesses
geraes
do banco e
a
direeção
resolverá
sempre
lodos os
negocios
do
banco
de
commurn accordo.
Porlo,
19
de
fevereiro
de
1875.
»
OS
INSTALADORES,
Dr.
Anlonio
Pinto
Cardoso
da
Gama, do
Porto
Barnabé
Mendes
de
Carvalho.,
idem
Eduardo lUbeiro
Mendes,
idem
José
T/lomaz
Pille,
idem
Eduardo
Lyon,
idem
David
Gonçalves
Chaves,
de
Lisboa
Joaquim
Augusto
da Silva
Cordeiro,
de
Santarém.
Subscieve-se
em Braga,
em
casa
do
snr. João Eaptista Lopes, rua dos
Chãos. (3301,)
BANCO COMMERCIAL DE
BRAGA
Em
virtide
da
deliberação d’
assembleia
geral
de
la
do
corrente,
que
approvou
a
proposta
da
direeção
para
a
elevação
do
capital
inicial
do
600
a
1:000
contos, fa-
zende-se
para
esta
fim uma
2.
a
emissão
de
400
contas
em
8:000 acções
de
oOtjOOO
reis
com
o
prémio
de 4$500
reis
por
ca
da
uma,
a
direeção
no
sentido
e
em
con
formidade
com
o
disposto
nos
§
§
2.°
e 3.
*
do
artigo
4.
*
do»
estatutos
convida
os
snrs.
accionistas
a
dechracem
na thesou-
raria
do
Banco,
ou
na
sua
caixa
filial do
Porto,
desde 15
até
25 de
Março
proximo
futuro,
se
acceitam
as
acções
da
2
a
emis
são
que
lhes
couberem
em
proporção
das
que
aciualmente
pessuem
devendo
no
acto
eó
»j»reie«tar
as
acções
que
posuirem
para se
eflectuar o
rateio,
se
não
também
verificar
ojpagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que
accei-
tarem.
e
a
1.a entrada
de
25
p.
c
,
ou
12$500
reis
por
acção.
A
falta
da
dita
declaração
e pagamento
no
mesmo
acto
será
considerada
como
re
nuncia
das
acções
coruespondentes,
as
qu-
aes
licão
de
conta
do
Banco
para as
col-
locar
(nunca
por
prémio
inferior)
quando
e
pela
fórma
que
a direeção
julgar
con
veniente,
d
’accordo
com
o
conselho
fiscal,
conforme
foi
resolvida
pela
mesma
assem
bleia
geral.
Braga
18 de
fereiro de 1875.
Pelo
Banco
Commeicial
de
Braga
Os
directores,
João
Evangelista
de
Sousa Torres e
Almeida
Manoel José
da
Cosia
Guimarães
Luiz
Antonio
da
Costa Lraga.
2298
POR
J
DE LEMOS
Com este
titulo
vae
publicar-se
breve-
meule
mais
um
volume
de
versos
do
an
dor do
Cancioneiro.
De
duas partes
contará
este
livro
: —
1.°
llitimos
BSefle-
xoc
|
2.°
Horas
Vagao
de
Buarcos.
Receiando
o
auctor
de
que,
por
seu
silencio
de
muitos
annos.
o
favor
publico
se
tenha
esquecido
do
seu
nome,
fez-se
acompanhar,
n
’este
volume,
por dois
dis-
lincios
e
estimados
nomes
litlerarios,
o
Visconde
de
Jerumenha
e
A.
X.
l\
Cor
deiro.
A
benevolencia,
que
não
poderá
obier
por
si,
lh
’
a
graogearão,
de certo,
estes
dois
nomes,
de
cuja
boa sombra
se
serve
para
desvanecer
o
esquecimento
de
antigos
leitores,
e
alcançar
outros
novos.
Preço
do volume:
600
reis.
Quem
quizer
assigoar
esta
publicação,
dirijo-se a
Dias Freitas,
na
redacçâo
do
«Commercio do
Minho».
Obra
de
pedreiro
Quem
quizer
comprar oito
portadas
de
pedra
de esquadria,
sendo,
tres
por
tas
e
cinco
janelhs
todas
apilaradas
com
cimalhas,
póde dirigir-se
a
Antonio
Fer
nandos
da
Cunha,
morador
no largo
de
S.
Paulo,
n.°
3,
d
’
esta
cidade.
(2293)
Deposito
de
vinhas,
vindos
de
Monsão
Hua
d’luíiaM casa n.° 40
BRAGA
Quem quizer
comprar
vinho
da
colhei
ta
pa>sãda,
Ondo
de
Monsão e
armazenado
n’
aquella
rua
e
casa
acima
mencionada,
queira
dirigir-se
ao
proprietário
do
estabe
lecimento
do
Casteilo, junto
á
capella
de
Nossa
Seuhoia
de
Guadalupe,
onde
lam
bem
os
consumidores
o
acharão
a
reta
lho.
A
sua
qualidade
é
garantida
por
mui
tos
particulares
d
’
esta
cidade,
que
d
’
alli,
o
lem
mandado
vir
para
consumo
de
sua
casa.
(2285)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5, com-
pra-se toda
a
qualidade
do
metaes, e ferro
velho
alé
mesmo
fundido.
(860)
braga
:
typographia
lusitana
—
187
5. - É o formato de
-
comerciominho_23021875_313.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)