comerciominho_23011875_300.xml
- conteúdo
-
NUMERO
300
PfiTK
8.HC
A.-SI
sa
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
rs.=Semeslre
850
rs.=Pro®m-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1Ô250
rs.=Z?r«z»/, anno
4&409
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
Mm
reis
e
5&50Í
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
21
rs.,
repetição 10
rs.
Para os
assignantes
?0
®/0
d
’
ahatimen{o.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Cesta,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
com»
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
nados, e
que
também
já
foram
contem
plados no orçamento
do
Estado
da
índia
Portugueza,
devemos
esperar
que o
Nos
so
Ex.™
*
Successor
repafla
com
elles,
co
mo
parece
ser de
justiça^
do producto das
esmolas
da
Bulia
da
Cruzada.
Devemos
finalmente
lambem
esperar
que
S.
Ex.
a
Re».m“
, aproveitando
o
plano
da
estrada
que traçamos,
abrimos
e
limpamos
de
maiores
embaraços,
tudo isto
á cmta
de
muito
trabalho
e
graves
dissabores,
con
tinuará
a
abra
tão
meritória
corno
glo
riosa
da
restauração
completa do
Padroa
do
Portuguez
nas
índias
Orienlaes
:
e
que
tera
a
felicidade
que,
por
altos
juizos
de
Deus,
não
Nos
foi dado
gozar,
de
ver
ter
minada
a
nova
circumscripção
4as
dioceses;
providas
as
Sés
Cathedraes
de
Prelados
suflraganeos
porluguezes
;
e
os
povos
da
Indii
Oriental sujeitos
a uma
só
jorisdic-
ção,
como
tanto
convém
á
gloria
de Dens,
á
salvação
das
almas
e ao txplendor
e
cre
dito <Ja
Egreja
Catholica n
’
aquella parte
do
mundo,
onde
a
humanidade
teve
o
seu
berço
e
o
christianismo
o
seu
principio.
Repelindo aqui
os
louvores
e
agrade
cimentos
que,
em
a
Nossa
Saudação
Pis-
loral de
27 de
janeiro
d«
1869,
dêmos
ao
Nosso
Muito
Rev.
*
Desembargador
Provi-
sor,
ao
Muito
Rev.
*
Reitor
do
Seminário
de
Rachol,
a«s
Revd.os Professores
do
mesmo
Real
Seminário
e
aos
da
Villa
de
Mipuçá;
aos
Revd.
08
Vigários
Geraes
e
Su
periores
das Missões
em
o
Nosso
Arcebis
pado
de
Goa,
e
Bispados
suflraganeos
;
e
ao<
Revd.0*
Par^chus
e
Missionários do
Real
Padroado,
accrescentaremos
agora os
louvores
e
agradecimentos
que devemos
aos
111
in
°s
e
Rev.
m
*
s
Vogaes
«la
Junta
Go
verualiva
da
Nos«a querida
e sempre
sau
dosa Archidiocese
de
Goa,
pela
zelosa
e
eflicaz
cooperação que Nos
prestaram
com
toda
a prudência e
fidelidade.
Em
quanto
vivo
formes,
nunca
Nus
esqueceremos,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chris-
to,
dos lieis
da
Nossa
Archidiocese
de
Goa :
nunca
se
riscarão
da
Nossa
lembrança
os
sin
ceros
testimunhos de
respeito,
de
consi
deração
e
de
filial
amor, qne
recebemos
dos
chrislães
de
todas
as
Egrejis
e
Missões
que
visitamos,
e
bem assim
des
povos por
onde
fizemos
o Nosso
transito.
Considerados
debaixo
ifoin
ponto
de
vista
lodo
chrislão,
os
muitos
e
profundos
desgostos, por
que
alguns homens pouco
refieclidos
Nos
fizeram
passar,
serão
lam
bem
mais
um
motivo podero#»
do
Nosso
amor
para
com essa
Archidiocese
Primacial
do
Oriente;
pois
qne estas
provações, apu
rando
a
Nossa
paciência,
deram
occasião
á
practica
d
’
aquellas
virtudes,
cuja
recom
pensa Jesus Chrisio Nosso Salvador pro-
melieu
a
seus
dissipulos,
quando
sobre
um
dos
montes
da
Palestina
lhes
dizia: iBem-
avenlurados
os
qne padecem perseguição por
amor
da
justiça,
porque
d’elles
é
o
reino
do
Céo.
Bemavenldrados
sois,
quando
vos
injuriarem e
vos
perseguirem
e
disserem
lodo
o
mal
contra
vós,
mentindo,
por
meu
respeite.
Folgae
e
exaltae,
porque
o
vosso
galardão
sera
grande
no
reino
dos
Céos
;
pois
lambem
assim
perseguiram
os
profetas
que
existiram
antes
de
vós (1).»
As
virtu
des, como
o
ouro,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chrisio,
só
se
purificam tio cadinho
da
tribulação:
e
as
conlradicções,
a
lucla
in
cessante—
apanagio
da
vida humana e
con
dição
inherente
á
auclo
idade,
que sabe,
póde
é
quer
cumprir
com
os
seus
deve
res— bem
longe
de
destruir,
antes angmeti-
tam
os
sentimentos
benevolos
que
devem
imperar
n
’
um
animo
verdadeirameute
chi
is
lão
e
apuslolico.
Não
queremos
nem
«levemos
concluir
esta
Nossa
Carta
Pastoral
sem
perdoar
a
lodos,
e
a
lodos
pedir
perdão
de
qualquer
oflensa
involuntária,
que
entre
Nós
e
vós,
Xleus
Filhos
em
Jesus
Chrisio,
se
tenha
dado
;
e
bem
do
fundo
do
Nosso
coração
(1)
S.
Math.
V,
10-12.
BRAGA-
SABBADO «»
»K
JOEIRO
D.
João Cl»ry«oi»tom
*
«<e ÂíMerim
Pesson,
por mercê «le
Deu» e da
Saneta SȎ Apostoliea, Areebis-
po Metropolitano »le Gô», Pri
maz do
Oriente, Doutor
na Sa
grada
Thealogia
pela Unirerei-
da«Se
«le
Coimbra, Conaeiho
de
Sna Mageotade ^ideliosima,
Commendador da
Ordem Militar
de
Nosea
Senhora da Conceição
de Villa Viçoata, Par do Reino,
ete.
(.ConcluiãoJ
A
verdadeira
indigência
de
Goa
e
de fó-
ra
d'ella nunca
implorou
em
vão
o
Nos
so soccorro;
e,
se
davamos pouco
a
cada
um,
é
porque
tínhamos
de
atlcnder
a
muitos.
Amda
a
este
respeito
nem
a
pre
potência
nem a
amizade
tiveram
influen
cia
em
nosso animo . só a
mais
rigorosa
justiça
presidiu
á
distribuição
das esmolas,
que
foram
sempre
feitas
d
’
um
modo
re
gular,
segundo
consta
dos
livros
em
que
ellas
se
acham
registradas
com
declaração
das
pessoas,
dos
logares, dos
dias
e
das
quantias
repartidas.
Os
muitos e
grandes
abusos
que
havia
a
este
respeito, se
não
acabaram
de
lodo,
manifeslamenle
dimi
nuíram
;
e
é
bem
dc
crer
e
muito
para
desejar
que,
pelo
melhodo
da
distribuição
que
adoplamos,
ella
não
tome
a
enodoar
o
credito
dos Nossos
Successores.
Mereceu-Nos
também
especial
cuidado
a
administração
das
esmolas
provenientes
da
Bulia
da
Cruzada,
como
vos,
Meus
Fi
lhos em
Jesus
Chrisdo,
pei
leitamente
sa
beis
pela
publicação
das
contas
do
colre
rcspectivo.
E
são
digoos
do
maior
louvor
e
do
Nosso
mais
sincero
agradecimento
os
111.
11,08 e
Rev.
raes Vogaes
da
Commissão,
a
que encanegamos
a
gereucia d
’
este
ne
gocio
importante.
Com
o
producto
d
’
estas
esmolas
e
com
o
valioso
auxilio d’uma
subscripção
impor
tantíssima.
para
a
qual
a
Junta
da
Fa
zenda
do
Estado
da
Índia
Portugueza con
correu
com
avultada
quantia,
devidamenle
auctorisada
pelo
Governo
de
Sua
Magesta-
de
Fidelíssima,
podemos
erigir
um magni
fico
Seminário na
antiga
diocese
de
S.
Thomé
de
Meliapor;
o
qual
só
espera
a
presença
d’
um
novo
Prelado
para
funccio-
nar
regularmente,
como
tanto
é
mister
aos
verdadeiros
interesses
do
Real
Padroa
do
Portuguez,
que
lambem
são
os
da Egre
ja C<
lholica
nas
índias
Or.ienlaes.
(
um
o
producto
d’
eslas
esmolas
lemos
provido
o Real
Seminário
de
Raehol
de
roupas
brancas
para
a
sacristia,
de para
mentos
ricos
e
lambem
d’
oulros
par
a
uso
quotidiano;
sustentamos
u
’
elle
alguns
alam-
nos
pobres;
e pagamos gratificações
aos
Rev.
n,
°
s Professores
que
regem
mais
de
uma
cadeira, assim
como
ao
Revd.0 Di-
recior
Espiritual
do
mesmo
Seminário.
As
despezas
da
Bibliotheca,
com
a
fundação,
augmento
successivo
e
conservação
d
’ella,
leem
corrido
até
hoje
por
Nossa
conla.
Com
o producto
d
’
estas
esmolas
tam
bém
lemos
subsidiado
um
grande
numero
de
egrejas
pobies,
mandando
prevêl-as
de
alfaias
e
paramentos.
A
quantia
ainda
exis
tente-
em
colre,
que
relativamenle
se
pó
de
dizer avultada,
muito
é
para
desejar
que
tenha
o
destino
e appplicação
que
Nós
lhe
designamos;
e
na humildade das
Nossas
orações
não
cessaremos
de
pedir
a
Deus
nosso
Senhor
que
abençoe
tão
gran
de e
tão
ulil
melhoramento, que
deixa
mos
em
projecto
de facil execução.
Logo
que seja
possivel
funccionarem
os
dois Seminários
de
Feira
eFAIva e
Ala-
pé,
cuja
importantíssima
aequisição
podé-
inos
conseguir
do
animo generoso
dos
fieis
das
antigas
dioceses
de Granganor
e
Co-
chim,
que de
certo
modo
eslão
promplos
para satisfazerem ao fim
a
que são
desti
»audoso
e
com
a maior
e
mais
sancta
ef-
fusão
do
Nosso
afleclo
vos
damos
pela ul
tima
vez
a
Nossa
Bênção
Paitoral
em
no
me
do
Padre,
do
Filho
e
do
Espirito
San
eio.
Os
Revd.
08
Parocho»
e
M
issionarios
re
giste»
ne
livro dos decretos
esta
Nossa
Carla
Pastoral
e
a
leiam
na
cadeira
da
es
tação,
á
Missa
do
povo,
no
primeiro
do
mingo
depois da
sua
recepção,
explican-
do-a
na
respectiva
lingua
das
suas
mis-
rões.
Residência na
quinta
de
Sancta
Monica,
em
Coimbra,
28
de
dezembro
de 1874.
©
João,
Arcebispo de
Goa.
Primaz
do
Oriente.
---------- —-------------------
O
qne
vh
!
um
proteato iMRfosaiee.
Segundo
lemos
n
’
am
iproleslo
da
loja
maçónica
Trabalho,
da ilha
da
Madeira»,
publicado
no
cJorcal
do
Commercio»
de
19
de
desembro,
a
maçonaria d’
aquella
ilha
foi
accusada «pelo snr.
coronel
com-
mandante
da
divisão
militar,
A.
A.
de
MuCedo
e
Couto,
de...
(trabalhar
em)
pra-
mover
uma
revolução,
no
propesiio
de
se
proclamar
a
repnblica
e
de entregar a
(dita)
ilha
aos
americanos».
A
<
Maçonaria
do
Funchal»
cheia
de
indignação
(se verdadeira
ou
fingida
não
o
sabemos)
e
no meio
d
’
uma
furitsa
des
compostura ao
snr.
coronel
Macedo
e
Cou
to,
affirma
que a
Maçonaria
nada
tem
com
a
política,
e
que
só
trata d
*
exer-
clei
*
da
caridade
(velba
lactica
!)
Cileinos
:
<A’
Maçenaria
não
lhe
importam
as
ques
tões políticas
que
se
debatem,
etc.
A
Maçonaria,
do
alto
da
sua
generosidade
(!)
n
in
repelliéo
«s
mastins,
e
prosegue
na
sua
ampla
estrada aberta
pela
caridade,
ainda
orvalhada
de
precioso
sangue
de
il-
lustres
mártires
(da
caridade?...
Muito
nos
conla
’)
e
illumitiada
pelo
sol
da
ci-
vilisação»
(iie!)
O
peior
é
que
logo
abaixo
confessa
que
a
Maçonaria
só
não
ealra
em
«questões
políticas
que...
pela
sua
indole
e
fios...
estão fóra
da
alçada
e
das
aspirações
ma
çónicas»
(quer
diser
:
nào
entra
nas
que
não
quer
entrar).
Percebem
os
leileres? Querem-no
mais
claro?
Pois
então escutem
:
<A
Maçonaria
ama
a
liberdade
como
a
própria
vida
(a liberdade
d»
liberalismo,
isto
é,
a
liraonia
e
o
despotismo,
se en
tende);
e
pugta
slrenua
e
incançavel
pel^
conservaçã»
d’
aquelia
preciosa
conquista,
DEVIDA SÓ
AOS MAÇÕES
(SÍC
!
até
OS
ver-
sateles),
que
tem
custado
os
mais
heroi
cos
sacrifícios em
todos
os
tempos (!) e
em
iodos
os
logares»
(!!)
—
O
que
tem
feito
os
mações
por
toda
a
parte,
e
o
que
eslão
lasend»
agora
mes
mo
na Allemanha,
na
Italia,
na
Suissa,
no
Brasil
e
até na Turquia,
roubando,
expulsando
e
perseguindo catholicos,
pren
dendo
bispos, etc.,
etc.
?
—
Estão
amando
a
liberdade
e
pugnan
do
pela
liberdade.
Chri-sim»
I
—
E
nós que
•
não
sabíamos!
Também
ignoramos
que
a Maçonaria
fosse
religiosa.
Pois
«é
religiosa»: afiirmam-
n
’
os os
mações
funchalenses no
seu
pro
testo; e a razão
que
addusem
é
forte.
Se
fazem
proíis-ão
de
crer
no
Supremo
ar-
chileclo
do
Universo!
(Um
pedreirão,
já
se
vê
!—
Quem
lhe
subminisiraria
a
pedra
etc.
e
mais
a
ferramenta?—
por que
os
ar-
chilectos
não
são
ferreiros,
e
muito
me
nos
creadores
da
materia-piima).
Será
po
rém
verdade
que
só
quem crê
no
tal
Ar-
chileclo
p«de
ser
mação?
Os
Ur.
’
,
do
Grande
Oriente de Pariz,
e
d’oulros
orien
tes,
não
dizem
isso;
e
decidiram
muito
expressamente
que
a
profissão
de
atheismo
nào
é
impedimento
para
entrar
na loje
e
subir
até ao
ultimo grau
chafariqueiro
(Vej.
sebre
este
ponto
e sobre
muitos outro
*
re
lativos a
seita
do
triângulo
,
a
Maço
naria
Desmascarada,
—
Carta-inlroducçãe,
etc.)
Ora
a
.Maçonaria,
dizem o«
filhos
da
viuva,
que
í
a
mesma
em
toda
a
parte.
Logo...
tirem
o«
nossos
leitores
a
conse
quência
e
digam-nos
o
que
vai
o
protes
to dos senhores
maçonicos do Funchal
estampado
nas
pias
e
verídicas
columnas
do
<J.
do
Commercio»
de
Lisboa.
O
*
beneficio»
*
do liberalismo.
Vamos dar
aos
leitores
uma
bonita
amos
tra
dos
beneficies
que
irouxe
a este reino
a
liberdade
do .Mindello,
transcrevendo
do
Portugal
antigo
e
moderno,
do
snr.
Pinho
Leal,
o
seguinte,
que
submetlemos
á
con
sideração
da
genle
sensata
:
«Em <834,
muita
geme
de
sentimentos
vis
fez
mão
baixa
sobre
um
certo
numero
de
conventos,
que
íorom saqueados, esca-
pandu
bern pouco (o refugo) que entrou
no
thesouro.
Não
póde
pois
fazer-
*
e
um
calcula
apro
ximado
do
horror
dos
rnilhõe
*
a
que
mon
tou só
o
roubo
das
alfaias,
ouro,
praia,
joias
e
livros
dws
convénios.
(Quanto aos
edifícios,
campos,
cêrcas.
olivaes,
soutos,
coutadas,
etc.,
es
*
es
foram
quasi
todos
vendidos por
urna
bagaiella,
ficando a fa
zenda nacional ;sem
conventos e
quasi
sem
dinheiro).
Faliemos
nos
bens
mobiliários,
como
hoje
se
diz.
A
relação
dos
©bjectos
preciosos
per
tencentes
aos
conventos
suppi
imidos,
e
pu
blicada
em
18-42
pelo
thesouro
publico,
mostra
que
furam
suprimidas
480
casas
religiosas,
mosteiros,
conventos,
hospícios,
confrarias,
capellas,
irmandades,
eic.
in
cluindo
n
’esle
numero
a
egreja
patriarchal
e
a sé
de
Lisboa,
porque
mesmo
d’
esta
egreja foram
tirados
muitos
objectos
de
ouro
e
prata.
Em
visli
<ie
tal
relação,
o
valor
total
dos objeclos
amoedados,
ou
ven
didos
na
casa da
moeda
e
nos
diversos dis-
iriclos
do
continente
do
reino,
até
2
de
março de
1842,
era
de 1:549 marcos,
que
ainda
então
existiam
em
ser
na
casa
da
moeda,
e rs.
118:106^038.
lodo
o
mundo
sabe
que nem a
decima
parle
das
riquezas
dos conventos chegaram
á
casa
da
moeda,
ê
então
nào
exagéro,
an
tes
diminúo,
e
muito, dizendo que
só
as
preciosidades
tiradas a"s
conventos, valiam
—
o
mmimo—
1:200:000^000
rs.
Já
vêem
qne
nao
incluo
.iqni
as
riquís
simas
livrarias,
das
quaes
apenas
para
as
bililiothecas
publicas
foi
o
refugo,
porque
a
miior
parle,
quasi
lodo
*
livros
de gran
de
valor
—que
os
havia,
e muitos—foram
roubados,
ou
vendidos por
vil
preço.
Lm
frade,
meu
amigo,
e
homem muito
curioso e
instruído, teve
a
paciência
de
ava
liar
todos
os conventos de
frades do
con
tinente, que foram
vendidos, mas
segundo
dados
anbgos
(pelo
que
hoje
essa avaliação
subiria muitíssimo), e.
segundo
elle,
os edi
fícios,
cêrcas,
lóros
e
diflereni
>s
proprieda
des montavam
á
somma
de 17.720:090-5000
«eis
(44
milhões
e
300:000
cruzados
!)
Junte-se
a esta
quantia
a
dás
preciosi
dades,
1.200:001
>$000
rs. —
e
ahi
temos
18:920
coutos,
ou
47
milhões
e
300:000
cruzados.
Soppunhamos
que
os livros
roubados
va
leriam
500
contos
de
reis
—
sotnma
tudo
is
to em 49
milhões
de
cruzados!
Quem
for
de
boa
fé
e
se
quizer
dar ao
IrabOho
de
avaliar
alguns
conventos e
suas
dependencias,
desenganar-se-ba
de que
o
roubo
attingiu
uma
cifra muito mais
ele
vada.
Extinguiram
as
congregações
religios.
s
—
que
derramaram
as luzes
e
propagaram
a
sacrosanta
religião de
Jesus
Chrisio
peias
cinco
parles
*
do
mundo
—
que sustentavam
tantas
escólas
gratuitas
;
que
alimealavam
lautas
famiías indigentes ;
que
eram
pousa
da
commoda e
caritativa
de
viandantes
po
bres
;
que
pagavam
urna
cifra
avultadis-
siína de
decimas;
que só, íinalmenle,
espalhavam
o
saber
e
as
obras
de
cari
dade.
Supprimirarn
os
conventos
e
consentem
casas
pubiicas
de
tavolagem,
onde
o
chefe
de
família
vae perder
o
pão
da
sua
des
graçada
íamilia,
e
ganhar,
ás
vezes,
a
pros
tituição
de
sua
esposa
e
rilhas,
que a
miséria
(consequência
inevitável
do
jogo)
arrasta á
perdição.
Fecharam
os
mosteiros, onde se prega
va
a
moral e
a
religião,
e
deixaram
aber
tos e
a
multiplicar-se
por
toda
a
parle
es
ses
antros
ignóbeis,
esses
lupanares,
onde
a
juventude
(e
muitas
vezes a
velhice)
vae
sepultar
a
honra,
a saude. a
vergonha
e
os
haveres.
Finalmente,
chamaram
ás
infe
lizes que povoam estes hediondos
covis to
leradas,
—
e
aos
frades,
egressos,
isto
é,
ex
pulsos.»
REVISTA ESTRANGEIRA
noticia
da tomada
de Molina de
Aragã®,
diz elle
:
«Nove
batalhões
carlistas
e
200
caval-
los
entraram
por traição
em
Molina
do
Aragão
;
a
guarniçã®
resistiu
heroicamen
te,
causando
numerosas
baixas
aos carlis
tas.
Ao sair
da
p®voação
fizerain
37
pri-
nioneiro.»
São
admiráveis
estes
republicanos
ou
afíoiisislas
!
Até
quando
fogem
fazem pri
sioneiros 1
Não
é
esta
a
primeira
vez
que
nos
contam
milagres
d
’
estes.
Ha
lambem
uma
cousa
notável
no
te-
legrammz,
é
lerem
os carlistas
entrado
á
traição
e
resistir
a
guarnição
heroica
mente
!
Mas
ponhamos
de
parte
es«es pequenos
incidentes;
o
inquestionável
é
que Moli
na
do
Aragão está
em
poder
de
Car
los
VII.
—Vejamos
agora
os
jornaes
de
além dos
Pyreneus,
c®meçando
par
transcrever do
«Novel»,
jornal
que
lodos
sabem
ser
ins
pirado
pel®
gabinete
de
S.
Pelersburgo,
as
seguintes
linhas,
em
relação
á
Hispa-
nh#
;
<E’
de esperar
que a
Europa
não
tor
ne
a
inc®rrer
oa
falta
que
commeileu,
ha
alguns
wezes,
leconhecendo um governo
cuja
origem
provinha
da
força
militar,
e
não
se
firmava em base
alguma
legal.»
—
A
«Union»
publica um
importante
decumenlo.
Estarão
lembrados
os
nossos
leitores
de
que,
de
envolla
com
a longa
>erie
de
pelas
e
calumnias publicadas
pe
lo
*
*
affonsista
*
por
occasião
da
acclamação
dei
nino,
asseveraram
lambem
que os
prín
cipes da
Casa de
Nápoles
aband®navarn
D. Carlos
para
se
unirem
a
I).
Affonso;
pois
bem,
leiam
o
seguinte
que
publica
a
«Union»
do
dia
14:
Abstendo-nos
de
considerações
inúteis,
passamos
ás
transeiipções
que
de
mais
interesse
nos
parecem
:
Da
«Palavra»;
Noticias
de origem
carlista
datadas de
Tolosa
a
12
disem
:
•
«Todo
o
nosso exercito
recebeu
ordem
de
tomar
uma
vigorosa oflensiva.
l)
’
ahi
resultam
os
ataques
de
Vinaroz,
M<taró,
etc.
Na Navarra,
o
general
Ilurmendi
der
rotou
coopielamente em
Areso,
a
7
lé
guas
de Pamplona,
a
columua
affonsina
que
se dirigia
de
Miranda
para
Viaua.
O
nosso
clero,
apesar
da
linguagem
saductora
do
novo
ministro
Cafdenas.
per
manece
mais
dedicad
i
que
nunca
á
mo-
narebia
legitima
e
tradicional
de
Carlos
Vil,
o
qual
só
póde
restituir
á
Hispanha
a unidade
calbolica».
—
Do
<C da
Tarde»;
Madrid
16.
—Cwofirma-se
a
noticia
que
vos
dei
na minha
ultima
;
Pamplona
esta
em poder
dos
carlistas
;
embora
o
gover
no
pretenda
nccullal-o.
Já
boje estive
com
um
alfonsista,
meu
amigo,
vindo
do
Nor
te,
e
perguntando-lhe
noticias
da
capital
da
.Nav.
rt
i,
poz
o
dei® polegar da mão
direita debaixo da
barba
e
disse:
Foi-se.
E
’
a
esta
noticia
que
se
attribue
a
resolução
de
marchar
it»mediaiame«ie
para
o
Norte el nino
com
todas
dS
forças que
d
’
aqui
possa
levar, e
creio que
se
realisa-
rá
esse
projecto,
mas
não
falta
lambem
quem
creia
que
se
elle
fôr,
e
soflrer
um
primeiro
revez não
valtaiá
a
Madrid.
Os
carlistas
esperam-ao
anciosos,
para
lhe
faserem
as.
hoti-as
devidas.
A
posição
d
’
esles é inque«lionavdmen-
te
melhor.
A
primeira
batalha póde
ser
a
morte
do
partido
affonsista,
mas
nã®
o
seria,
ainda
quando
perdida,
a do
partido
carlista.
Cosfirmarei
também
o
que na
minha
ultima
disii em
quanto
aos
enlhosiasmos
com
que
lem
si
I®
recebido
em
Hispanha
o
(
ilho.de Izabel;
a
verdade
é
que
esse
enthusiasmo
é
todo
oífiçial,
e
que
o
povo
o
tem
em
Ioda a
parle
recebido
com
a'
maior
ittdifferença;
assim
como é
verdade
que
depois do
ultimo
pronunciamento
teem
augmenlado
muito
as
deserções do
exer
cito
liberal
para
o
exercito
carlista.
D.
Affonso
é
muilo mais
fraco
para
combater
Carlos
VII, do
que
soa
mãe
para
combater
Carlos
V
; nã®
só
porque
o
exercilo
de
Carlos
VII
está
muito
mais
foi
te
do
que nunca esteve
o
de
Carlos
V
;
mas
porque Izabel não
linha
a
com
bater
senão
os
carlistas,
e
seu
filho
tem
que
combater
contra
os
carlistas
e
conlia
os republicanos. E lauto
ist®
é
verdade
que
por
munas
parles
se
armam
gueiri-
Ihas
republicanas,
e
algumas povoações
ainda
o
não acclamaram e
oulras,
passado
o
sobresalto
do primeiro movimento,
leem
uovamente
proclamado
a
republica.
—
Ha
uma
noticia
importantíssima
que
o
telegrafo
deixou
passar,
não
sabemos
como
;
«Os
carlistas
tomaram
Molina
do
Ara-
gâo».
»
E
’
mais
uma praça
que
está
em
poder
de
Carlos VII,
é
mais
um
grito
enthu-
sia-tico
com
que
os
voluntanios
da
legi
timidade
saúdam
a
entrada
do
filho
de
D.
Izabel
em
Hispanha.
E
os
fundes
públicos
respondem
ao
enthusiasmo
geral
que ha
pelo
joven
Af-
fun-o,
baixando,
baixando
sempre.
—
0
telegrafo
confirma
hoje
e
amplia
S.
A.
R.
o
duque
de
Parma
nos
fez
a
honra
de nos dirigir
o
seguinte
despacho,
que
desmente
cerl®s
boatos
espalhados
pe
la
imprensa
afloosista :
«Snr.
Laurentie.
2
rue
de
la
Vadliére,
Paris.
Durango
II de
janeiro,
5
horas da
tarde.
Duque de Parma,
condes
de
Caserla
e Bardi
vos
pedem
desmintaes
energica
mente
que
sairam d’
aqui, ou
que
tenham
tenção de deixar
o
quartel-real
carlista.
—
íloberte.»
Ainda
faltava
mais
este
desmentido
aos
aflonsistas!
E
haverá
ainda
quem
acre
dite
os
telegrammas
descrevendo
o entbu-
siasmo
do
pov®
hispanhol
por
el
nino,
e
as
victorias que
obleem
as
forças
aff®n-
sislas
?
Mas
querem
mais
desmentidos!
Leiam
o
seguinte
documento
emanado
da
perfeitura
de
Anxerre:
«Disseram
alguns jornaes:
O
snr.
Pre
feito
de
Yonne
foi
a
gare
de
Laroche,
saudar
o
rei
de
Hispanha
na
sua
passa
gem.
E
*
ia
noticia
é
completamente
falsa».
Mas
basta
de
desmentidos,
que mais
não
são
necessários
para
se
conhecer
o
que
são
e
o
que
valem os
aflonsistas,
bem
co
mo
as
suas
operações militares.
—
Na
Biscaia,
Carlos
VII
dirigiu
a
Bal-
maseda,
á
frente
de
muitos
batalhões,
e
para
ameaçar
a
província
de
Santander.
Em
Paris
corria
que
Moriones se tinha
pronunciado em sentido republicano.
E
um
despacho
de
Bayota
para
a
Agen
cia
Havas
aflirmava que
o
deputado
Leon
Merin
tinha
saido
d’
aquella
cidade
com
alguns
amigos
seus
para
sustentar
em
Serra
Morena
a
causa republicana.
Versalhes
19.
—
A assembleia
approvou
26
artigos da
lei
de quadros
do
exercito.
Berlim
19.
—
Warner
foi
nomeado
con
tra-almirante.
Londres
19.—A
casa
Rolschild emilliu
o
empréstimo
brazileiro de ciuc®
milhões
a
96
1/2
devendo
e«cerrar-se
a
subscripção
no
dia
21
do
corrente.
O
delegado
da
junta
carlista
em
Lon
dres
conferenciou com
D.
Carlos.
Pernambuco
20.
—
Foi
coosammada
a
revolução
em
Monlevideu.
O
governo
foi
derrubado
pelo
partido
colorado.
Formou-se
um
governo
provisorio.
Ha
ti
anquillidade.
Consoada para o SS.
Padre
Pio
IX
Transporte recebido
..........................
34$860
Um anonimo
de
Canedo
(Celorico)
610
Um
dito..................................
500
350970
Estes fieis implorara a
bênção
de
Sua
Santidade.
GAZETILHA
Villa Xova
de
Famnlicão
1»
jasieiro. —
[Do
nosso
correspondente/.
—
Por
m.iis
que os
habitantes
d
’
esta
vil
la
se queixem
da
falta
de illuminação,
não
h», por parle da cantara
municipal,
pro
videncias a
tornar.
Quem
paga
psra as
despezas
obrigató
rias,
e que a
camara
sacie
no
orçamento,
le®m
direit®
a
exigir
a
*
juiilo
q«e
lhe
per
tence.
Se
a
illuminação
hade
continuar
como
até aqui,
—poucos
lampeões e
esses
mes
mos
quasi
apagados,
é
melhor
acabar
com
ella
por
uma vez.
A
illuminação
não
melhorando,
em
lo
gar
d®
utilidade
para
»
terra.
toroa-«e
in
conveniente
porque
serve
sómente de
ca
pa
p«ra um
tal
Janga andar
de
noite,
á
hora
que
melhor lhe
parece,
com a
esca
da
a®
honobro
para...
Espero,
p»is,,que
a
camara
torne isto
na
devida
conta,
tanto
em
melhorar
a
il
uminação,
como
em
subsliteir
o
lai Jan
ga
por outro
homem
de
bons
costumes.
Mão
sou
eu
que
o
pede
:
é
a
moralidade
publica
que
o
exige.
Falleceu
honiem
de
manhã,
na
fregue
zia
de
Roivães.
d
’est
*
concelho,
o
ill.
mo
snr.
Bernardo
José
Ferreira
de
S®usa,
o
qual
deixou
testamento cerrado,
feito
a
24
de
abril
de
1874,
no qual
deixa her
deiros
os seus
quatro
irmãos
e
irmãs
Del-
fina
Maria
Ferreira
de
Sonsa,
Juslioa
Gui-
Ibermi^a
Ferreira de
Sousa,
Francisco
Vi
cente
Ferreira
de
Sousa
e
Domingos
Gaspar
Ferreira
de
S®usa, e pela
fórma
seguinte
:
Aos
trés
primeiros
lodos
os
seus
bens
mo
biliários,
dinheiros
direitos
e
acções
que
lhe
pertencessem
ou
viessem a
pertencer.
Deixou
a
sua
sobrinha
Julia
Etelvina
Ferreira
de
Sousa
a
quantia
de 480000
rt
is.
A
Henriqiveta
que
aclualmente
eia
fa
miliar
c»
sua
casa,
24^000
reis,
a
cada
um
dos
creados
ou
creadas
que
existirem
em
casa
na
occasião
do
seu
fallecimento
90000
reis
a
cada
um.
A
’
confraria
do Santíssimo
Sacramen
to
da
sua
freguezia
de
Roivães,
480000,
a«
Santuario
do Bom
Jesus do
Monte
de
Brag»,
240000
reis.
Dou
á
família
do
fitado
os
meus
pê
sames.
— Houvehontem.no
lheatro
d
’
esta
villa,
o
primeiro
baiile
de
mascaras.
Nâo
este
ve
muito concorrido ao
principio,
mas
das
10 boias
em
diante
a
animação cres
ceu,
acabando
á
ur»a
ho
a
da
madrugada.
Os
republicanos
e
aflonsinos
que
ba
n’
esta villa,
estive
am
algtttts
dias
muilo
contentes
por
verem
os
fundos
subirem,
mas
agora já
andam
uulra
vez
de
cara ao
lado.
Não
sabesv
estes patetas
que a
causa
aflotisina
não
se
póde
julgar
segura ?
Coitados !
O
tempo
os
desenganará.
Ficamos
hoje
por
aqui.
—
K.
O
loiar» e » weieEirii».
—
Desde
a
mais
remota antiguidade
uma
coióa
de
fo
lhas
de
louro
é
o
simbolo
da
sabedoria
e
da
vicloria.
Entre
os
romanos
era
cos
tume
enfeitar
de
lour®
as
portas
dos pa
lácios dos
Cesures.
As
carns
que
os
ge-
iieraes
victoriosos
dirigiam
ao
senado eram
envolvidas
cm
folhas d esta
planta.
As
lan
ças,
as
tendas,
e
os
navios
tambçm
se
adornavam
com
ellas
;
e
depois
da
victo-
ria
lodos
os
soldados
levavam
ura
ramo
de
loure
na
mão.
Na
edade
media,
uma
corôa
de
louro
era
o
prémio
que se
conferia á
mocidade
estudiosa;
e
uas
universidades,
dava-se
aos
poetas,
aos sábios,
aos
médicos,
e
aos
artistas
que
se
abalisavam
por
seu
mere
cimento.
Os
ramos
entrelaçados
com
as
bagas
de
loaro
eram
prova
authentica
de
sabedoria. D’esle
costume
deriva
a
pala
vra
baccalaureato, baccalauri,
baga
de
lou
ro.
Ainda
hoje
se
dá
este
nome
ao
acto
em
que
ao
estudante
é
conferido o
grau
de
bacharel.
Na
Universidade
de
Coimbra
ainda
se
conserva
o
uso antiquíssimo,
de
adornar
com
ramos
de
louro
as
varandas
das
escadas
e
via
latina
no
dia
das
lhe-
ses
e
dos
capellos.
Assim escreve
o
«Conimbricense».
Velocípeeiís€a.
—
Um guarda
das
flo
restas
de
Bricy,
escreveu
a
seguinte
car
ta
a®
«Progresso
de
Nancy»
:
«O
oflicial
húngaro
Zubowilz
percor
reu
em quinze
dias
a
cavallo, a
distancia
de
Vienna
a
Paris ou cerca
de
1:500
ki
lometros, o
que dá uma medida
de
93
ki-
lometros
por
dia.
Desejando
também
entrar
na Inala, es
tou
disposto
a
percorrer
no
meu velocípe
de
Lucifer,
uma
distancia
de 1:500
kilo-
melros
em
quinze
vezes
2J
horas, ou
100
kilometros
por
dia.
O
prémio
d
’
esta
corrida
é
fixado
em
50
mil
francos.—
Honaberdon.»
Koubo
naerile^o.—
Dizem
de
Col-
«ar, (França)
:
«A
populaça®
da
nossa
cidade
acaba
de
ser fundamente
escindalisaJa
cora
um
crime,
um
acto
de
vandalismo
dos
mais
revoltantes
Era
a
noite
passada,
alguns
malfeito
res escalaram
uma
janella
situada
ao
la
do
norte
da
cathedral,
e
entraram
na
egre
ja, ou.ie,
á
falta
de
inurumentos
pioprios,
despedaçaram
as caixas
das esmolas
e
es-
vasiaram-n
’
as.
Também se
apoderaram
d
’
alguns
vasos
sagrados.
Para
irem
menos carregados,
quebra
ram
os
cálices
e só
levaram
a*
parles
su
periores
que
são
de
metal
precioso ;
os
pés
dos
cálices
são
de
metal
commum,
foram
encontrados
pelo
chão.
Em
consequência d
’
este crime,
os
si
nos
da calhedral
não
mais
locaram.
Unia
multidão
visita
a
egreja
e
acotovella
se
nos
corredores da
sacristia,
onde
estão
ex-
po-tvs
os restos
dos
objectos
mutilados
pe
los
vandaios.
Até
agora
a
justiça
ainda
não
sabe
quem
íoram
os
malfeitores,
mas
fazem-se
pesquisas
activas
para
os
descobrir.
A
ida «le 13.
ao
sxorte.—•
D’
um
artigo
do
«Jornal
da
Manhã»
exlrahi-
mos
os
seguintes
paragrafos
:
Julga
Affonso
XII
qu-,
indo
ao Noite,
conseguirá
qoe
deponham
as
armas
as
tre
pas
que
lhe
disputam
a
corôa
para D.
Car
los.
Talvez
vá
fazer
uso
do
dinheiro
que
restar
dos
cento
e
cincoenta
milhões
de
que
se
fez
acompanhar
para
o
Norte
o
marechal
Serrano,
que, segundo
se
diz,
se
prepara
para
vir
para
Lisboa.
Em
lodos
os campos
ha
traidores;
mas
em
lodos ha
egnahnente
honestidades
que
não
se
deixam
abalar.
Pamplona
estó
tomada.
Os
carlistas
vão
atacando
as
posições do inimigo,
e
o
no
vo Alexandre
vae
partir
contra
elles,
mas
a
sua
viagem
vae
scr
muilo dilatada,
po
dendo
ser
de
poucas
horas.
Teme
;
receia
;
lern medo
; mas
incul
ca
ser
um
destemido Mavorte
que
dará
ca
bo
da
gserra
com
a
mesma
facilidade
com
que
deu
cabo
da
instituição
do
jury.
Aié
aqui
festejos
reses
;
enthosiasmos
dilitaotes,
pumbas
e
cavallos
otf-recidos
ao
rei,
espectacalos
de
gala,
paradas
mi
litares
; e
emquanto 14
mil
homens
davam
brilho
á
recepção
do rei,
e
2
mil guarne
ciam
o
caminho
de
Valência
a
Madrid,
os
carlistas
iam
sobre
Pamplona,
e
tomaram-
n
’
a.
Primeiio que
tudo
estavam as
<au<.
*
ades
do
real
palacio,
das
damas
de
h
>oor
de
D. Izabel,
das
fidalgas
da
sua
eô<
te
que
lhe
chamaram
santa.
A
guerra
d;
puis;
talvez porque
pense o
rei
que
emquanto
estiverem
armados
®s
carlistas, não
trata
rão
depol-o
os
que
se
conservem
fieis
á
revolução
de
setembro.
A
gente
nem
sabe
o
que
elle quer
:
se
vae
para
o
Norte
ensaiar
um
drama,
ou
representar
uma
comedia.
fúblíeaçSes.
—
Recebemos as
seguin
tes
publicações,
que
muilo
agradecemos:
—
In/ancias
celebres
, narrando
fados
his
tóricos
para
estimulo
da
mocidade,
liliistra-
das com
50
lindas gravuras.
Esla
obra
é
escripta
por
M.
,De
Louise
Colei,
e
traduzi
da
p<
r
M
Pinheiro
Chagas.
—
Novo
secretario universal
commercial
porluguez,
ou
melhado
de
escrever
toda
a
especie
de
cartas.
13.
a
edição, augmeniada.
£
’
compilada
por
M.
A.
S.
—
Itélatorio
e
contas
do
Asylo
de
Santa
Eslephania,
da
cidade
de
Guimarães,
do
anno
economico
de
1873
a
74.
—
Os
Dramas da
mocidade
pobre,
por
Jslio
Roquetle.
i.°
fascicul®.
Esla obra
é
traduzida
por
Pedro
Cabral,
e
editorada
pela
Eibliolheca
dos
dois
mundos.
—
i.elalorio
da
Direcção
da
Associação
commercial
de
Lisboa
apresentado á
Assem
bleia
geral na
primeira
sessão
ordinama
do
anno
de
1875.
Ineendio,
—
Foi
devorado
pelas
cham-
mas
um
grande
armazém
em
Hull.
O
valor
dos
cereaes,
que
elle
conti
nha,
calcula-se
em
140:0000000 rs.
As
proezas
«le Eliansark.
—
Foram
presos,
na Allemanha,
daranle
o
anno
de
1874,
mil
e
quinhentos
padres
pelos
ser
vos
do chanceller
allemão.
Muilo
deve
a
Bismaik
a
religião
calho»
iica
1
!...
PariL
—
O
«J.
de
Lisboa»
diz
que
ainda
eslão
complelamenie
desvanecidos
todos
os
receios
de
novos
insultos
e
ataques
aos
súbditos
portugueza residentes
no
Pa
rá.
O jornal
«A
Tribuna
*
prosegue
na
sua
«iognagem
insolente
contra os
dignos
olfi-
ciaes
da
corveta
«Sagres».
Os
ânimos
es
tão
muitos
exaltados,
e
receia-se
serio
con-
flicto.
Motieias
«ie Roma.
—
No dia
12
o
Santo
Padre
recebeu no
Vaticano
os
mem
bros
do
collegio
escossez
que tinham ido
felicital-o,
e
depois >••66560
lambem
os
geraes
das
diversas
ordens
religiosas.
Res
pondendo
aos
discursos
que
uns
e outros
lhe
dirigiram,
Sua
Santidade
lhes
recom-
mendou mui
particularmenle
que
procu
rassem
manter
o
e
*
pirito
religios»
Do
famoso
reino de
Portugal,
com
as
noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas e to
gares
que
contém,
varões illuslres,
Genea
logias
das
famílias
nobres,
fundações
de
conventos,
cathalogos
dos
bispos,
antigui
dades,
maravilhas
da natureza,
edifícios,
e
outras curiosas
observações
Autor o P.e Antonio Carvalho da
Costa
Nova
edição
copiada
fielmenle
da
{anti
ga,
mas
ampliada
com um
iodex
alfabético
de
todas
as
fregoezias
com
a
declaração
dos
nomes
e
Oragos,
que actualmenle tem,
nu
mero
de
fogos,
dioceses
e concelhos
a que
pertencem,
e correios respeclivos,
o
que
a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
5,
em
casa de
Manoel
Joaquim da
Costa
Loureiro.
Preço
(Ires
volumes)
I40OO
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
(2263)
A
saude
do
Sob«r«»o
Pontífice
era
excellente.
Conflieto
grave.—
Em
Teberan
(na
Pérsia)
houve
ultimamente
um
conflicto
grave
entre
un»
poucos
de
e«nucos
e
os
creados
das
legações
de
França
e Áus
tria.
Quando
passam
pela»
ruas as
«lulheres
do harem,
é
costume
o
recolber-se
toda
a
gente
e
fecham-se
a» janella».
Os crea
dos
d
’aquellas
duas legações,
ae
passarem
as
mulheres,
recolheraca-se,
mas
esquece
ram-se
de
fechar
as
porta»
e as janellas.
Então
os
eunucos penetraram
no
cdtício
e
atacaram
os
creados,
que
se
defenderam
valorosamente.
Dn lucta restltou
a
mor
te
de
alguns
eunucos.
Em
consequência
do
conflicto
trocaram-
se
algumas
notas
entre
as
duas
legações
e
o
governo
persa,
que
afinal
deu
plsna
satisfação
aos
offeodidn».
Appeln ;í earidade.—
Uma
familia
distincta
e
ootr’
ora
rica
de
bens
de
fortu
na,
composta
de
cinco
peisoas
sendo
pae.
mãe
e
tres
innocentes
creancias, encoa
tra-se
hoje a
braços,
com
a
mais completa
miséria.
A
favor
d
’
esta
infeliz
familia,
tão
dnramenle
provada pela
Providencia,
vi
mos hoje
implorar
a
caridade
de
nossos
assignantes
e
leitores,
ficando desde
este
momento
aberta
uma
subscripçào
n
’
esta
redacção
e
em
ca
*
a
do
snr.
Manoal
José
Vieira
da
Rocha,
rua
de
Souto.
Binheiro
reeebido
Transporte
..........................................
184500
Em
casa
do
snr
.
M.
José
Vieira
da
Rocha
:
24^900
Um anonimo
J.
C. .
.
.
. .
400
»
»
J.
A.
P.
.
.
.
.
54000
>
»
A.V.
A.
.
.
.
.
14000
A
’
caridade.—
Na
rua
do
Charqueiro
n.°
12
existe,
em
grande
necessidade,
uma
snr.a
por
nome
l).
Anua
Augusta
do Sa
cramento.
viuva,
velha, doente e alienada.
Pede-se
em
nome
da
caridade
ás
pessoas
bemfazejas a
soccorram
«««
uma
esmola,
pelo
amor
de
Deus.
COHHERCIO
B
olsa
db
B
raga
20
de
janeiro
de
1875
EíTeetuado
Banco
da
Regoa—374000.
Banco de
Villa
Real
364900.
Dito
dito
364950.
Dito
dito
374000.
Banco
do
Porto
444900
Banco
do
Douro
—
724500.
Banco
da
Covilhã
654600.
Dito dito
654200
Dito
dito
654300.
Dito
dito
60430O.
Banco
do
Minho
1254500.
Dito
dito
1224000.
Dito duo
1224200.
Obrigações
do caminho de
ferro
do
.Minho
e
Douro
864-500
Idem
idem
864550.
Idem
idetn 864600.
Fundos
kispauhoes
a
dinheiro
17,30.
21
de
janeiro de
1875
EíTeetuado
Banco Commercial
de
Braga
634800.
Dito
dito
614709.
Banco
de
Villa
Real
374000.
Banco do
Douto 724600.
Dito
dito
734300.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
*
Merendo
estrangeiro
Londres
19.
—Bolsa
:
Consolidados ing.
92
1/2; hisp. ext. 22
5/8; port.
47
1/2.
Pari»
19.
—
Balsa
:
3
0/0
fr.
á
vista
62,10;
a prazo 62,13;
5
0/0
fr.
a
dinhei
ro
100,30;
a
prazo
100.25
;
port.
47
1/2
Cambio
sobre
Londres
25,15
1/2.
Antuérpia
19. — Bolsa:
portuguezes
47
0/0.
Amsttrdam
19.
—
Bolsa:
portuguezes
46
3/8.
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas
c«m
0
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde
,
REVALESCIERE
DU
BARRY
de
Londres.
37
aRno»
«rianvariavel
suceesso
3
Depois das adessiões
de
muitos
mé
dicos
e de
vários
hospilaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
eflicacia
d’esta
delicio?a
farinha
de saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gaslrica.
gaslralgia
,
ílegma,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomilos,
irritação
intes
tinal,
diarrea
,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressâo.
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S.
0
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
dos doutores
Manoel
Saenz
de Jejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cara
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
w.
s.as
os
hellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales-
ciére á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
iutensissimas
dores in
testinas,
e insomnias pertinazes
; graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a consideração
com
a
qual
0
distin
gue
0
seu
attento
venerador
—
V
icenti
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20 de
março
de
1867.
Achando-me
peifeitamente
com
0
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu inestimáveis
efleilos,
em
particular
modo
n
’
aquelles que
padecia-o de
hydropesia.
'Ires
d
’
esles
cu
raram completamente.
—A
tosse
produzida
pot
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção de
orina
e
das
moléstias
de
estomago, afas
tando
de
qualquer
indivíduo a
hypocon-
dria
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0
seu
preço
em remedios.—
Preços
fixos da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
*
/ 4
kilo,
500
;
de
i
/
i
kilo
800
rs
;
de
una
kilo, 14400
reis;
de
2
kilcs, 34200
reis; de
6
ki-
los,
64400
reis,
e
de
12
kilos,
124000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
14400
reis.
O
melhor chocolate
para a
saúde é
a
Sievftle«cière
ehoeolntada;
ella
res-
titue
0
appeilile,
digestão,
somne,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne, e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em caixas de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820 reis,
de
48
chavenas,
14406 ;
de
120 chavenas, 34200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
B
lItaY
»U
H8ARRT
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent-Slreet
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisbo»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de Vas-
coHcellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.;
Bureellom,
Ramos,
pharm.;
Rragn,
Pharmacia
Maia, rua
dos Chãos,
Pipa
<fc
Irmão,
rua
do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharn.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharrn. ;
Ponte <!o Ijima,
A. J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aílonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ESPECTACULOS
THATRO
DE
S.
GERALDO
Domingo
24
de Janeiro
6RIIDE
BAILE BE MASCAKAS
Principia
ás
8
horas
e
acaba
á
meia
noite.
AGKADECimElfTOS
José
da
Silva
M«relim,
negociante
d
’
esta
cidade,
summamente
penhorado
pe
los
obséquios que recebeu
de
todas
as
pes
soas
de
suas relações
e
amisade lauto
n’
rsta
cidade como e<a
S.
Paio
de
Merelim,
(d
’
onde é natural)
por
occasião
do
falle-
cimenlo
de
soa
prosada
mãe,
o
qual
teve
logar
no
dia
14
d»
corrente, serve-se
d
’
esle
meio
agradecendo
a
todos
especialmente
ao
revd.0
parocho
da
referida freguezia.
Proiesla
a
lodos
a
sua
gratidão
indelevel.
(2253)
Os obaixo assignados
agradecem
por
esta
fórma,
não
o
podendo
fazer
pessoal-
menie,
a
todas
as
pessoas
que
lhes
pres-
tsram
obséquios
e
assistiram
aos
respon
ses
de
sepultura
de
seu
chorado
filho,
sobrinho
e
primo,
João Joaquim
da
Silva
Lobo
Júnior.
Enuilia
Candida
Guimarães
da
Silva
José
Francisco Guimarães da
Silva
PJ
José
Francisco da Silva.
(2256)
coroafu
mrom
E
DESCRIPÇÃO
TOPOGRÁFICA
ALWAM-SE
Os
altos
da
casa
n
0
22,
na
rua
do
Campo,
em
Braga,
com
excellentes
com-
modos
para
orna
numerosa
familia.
Quum a perlender,
dirija-se
á
mesma.
(2237)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho até
mesmo fundido.
(860)
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Motta,
se
tem
d
’arrematar
no
dia
31
do
corrente
mez,
pelas
10
da
manhã
á
porta
do
tri
bunal
judicial
da
mesma
cidade,
em
praça
voluntária
duas
propriedades
chamadas
do
Privilegio,
situadas
na
freguezia de
S.
Victor da
mesma
cidade,
que
comprehen-
dem
um
praso
da
Real
Collegiada
de
N.
Senhora
d
’
Oliveira,
feito
pelo revd.
0
cabi
do
da
cidade
Guimarães,
com
0
foro de
560
rs.
em
dinheiro
e
2
gallinhas,
em
cuja
praça se
declararão
as
condições
com
que
tal
arrematação
das
ditas
proprieda
des
é
feita,
as
quaes
propriedades
são
per
tencentes
aos
menores
filhos
que
ficaram
dos
exc.
“os
João
Pereira
Coutinho
de
Ví-
Ihena
e
Menezes,
e
sua
esposa
D.
Maria
Joanna
de
Castro,
da
casa
das
Brelhas,
da
cidade
de Lamego.
(2238)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
In
dustrial
de
Villa
Real
Sociedade anónima
de responsabi
lidade
limitada
Por
ordem do
exm.°
presidente
da
as
sembleia geral,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
no
dia
27
do
corrente,
por
10
horas
da nunhã, 00
edi
fício
do
Banco,
para a
discussão do
rela
lorio
da
Gerencia
e
parecer
do
conselho
fiscal.
Villa
Real,
16
de
janeiro
c’
e
1875.
O
secretario da
assembleia
geral,
(2259)
Dr.
José
Agres
Lopes.
BANCO
COMMEKCIAL
DE
BRAGA
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
le
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral extraordinária,
no
dia
15
de
feverei
ro proximo
futuro,
pelas 10
horas da
manhã,
na
casa do
mesmo
Banco,
afim
de
discutir
a
proposta
da
Direcção,
para
ser
alterado
0
§
8
do
art.
2,°
dos
Esta
tutos
bem
como
a
elevação
do
capital
do
Banco.
Braga
14
de
Janeiro
de 1875.
O
presidente
da
assembleia
geral,
Francisco
de
Campos
d'Azevedo
Soares.
ÁTTENUO
José
Cardose
de
Carvalho,
ven
Je
ou
ri
me
todos
os foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e Braga.
Trata-se
em
Ponte
do
Lim
»
com
0
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga
com
0
snr.
Antonio José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
Aluga-se
ou
vende-se
Uma
morada
de
casa»
de
dons andares
na
rna
de
Santo
Antonio
das
Travessas
n.°
16.
Trata-se na rua
do
Souto
u.°
59.
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
0
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado,
0
snr.
Manoel
José Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho,
deiíou
de
ser agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos, Monsão
e Egreja
Nova,
sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S. Francisco n.°
2,
jun-
clo
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Germano
Ferreirinha
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas á
ingleza
de todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz, e toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
c
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
í mm
li
PRIMEIRA
E
ANTIGA
£
RORÍZ
1
CASA
FELIZ
PORTO
NA
QUINTA DE RORIZ
1,
3-RUA
DAS FLORES-
1,3
1
-
RUA DAS FLORES
-
3
3
PORTO
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
RÉIS
5.000S000
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
COTIPRI E VEMBE
Loteria
da
Santa Casa da Hisorieordia de
laisboa
ç
*
InHerÉpções
de assentamento
Exlracção
a
25
de
Jane
ir»
FORNECEDOR DA
CASA REAL
DEPOSITO CEXTRAL, RUA DAS FLORES, 35 37 E 39
O
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
tral,
se
fará
o
desconto de
6
por
cento
sobre
os pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que seja feito
do di
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a sua
boa
qualidade.
Dita»
de eoupons
Ditas de
divida externa
Titulos
hispanlioes
internos
Ditos
externos
Coupons
dos ditos já vencidos.
so-
$3
*
Sacca,
toma
leiras
e
dá cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de titulos
de
divida
publica
uas
mesmas
praças.
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
j
AFIANÇADO NO GOVERNO
CIVIL DO PORTO, NA
CONFOR- |
MIDADE
DO
EDITAL DE 28 DE JULHO
DB 1860
«j
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento bilhetes
iniei- K
ros
a
5$000
rs.-Meios
dilns, a
20600
—
Quartos, a
10300
—Oitavos,
a
680—Cautella»
da
500, 250
e
130
rs.
-í
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
&
encommendas
que lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
j
da
que
sejam em
grande
quantidade,
•
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correi®
; e
no
lim
da exlracção remette
a
lista
dos
prémios
aos seus H
íreguezes,
mas quando
a
não
recebam em
tempo
com- 4
petente
terão
a bondade
de
a
requisitar. (G *
)
£
TABACARIA
BRACARENSE
Run
do
Souto
n.°
«9, 99 A, 99 B.
Esquina
da
rua
de
Jano.
Grande
deposito
de
tabacos
Os
acreditados tabacos
da
Companhia
Lisbonense
em
Santa
Apolonia
continuam
á
venda n
’
esle
estabelecimento, assim
como
tabacos
das
primeiras
fabricas
na-
cionaes
e
estrangeiras,
especialmente
Cha
ruto
Bahiano.
Grande
reducção
nos
preços
dos
Rapés.
Aos snrs. consumidores das seguintes
fabricas
:
Companhia
Nacional
de
tabacos
em
Xabregas
—
Companhia
Lisbonense
em
San-
tc
Apolonia
—
Real
fabrica
Lealdade
e
Fa
brica
Portuense.
Grandes
descontos
aos
Snrs.
Es
tanqueiros
da
cidade
e
pro
vinda.
Procurações,
sellos
e
estampilhas
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense,
aonde
se
continua
a
receber
leiras
inu-
lilisadas.
(2144)
W
ã
w
soto
~
h
.°
w
Queiroz,
com
loja
de
calçado
feito
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades,
encarre
ga-se de
toda
e
qualquer
eucommenda
que
se
lhe faça,
tanto
para
homem ou
se
nhora
como
para
criança.
Todas
as
suas
obras
são
feitas
com
perfeição
e aceio
e
de
boa
qualidade,
e
tudo por
preços
os
mais
rezumidos
possível;
espera
pois
que,
o
publico
o
obsequeie sempre
com novos
favores,
os
quaes
promelte
retribuir
com
a
exactidão
de
seu
trabalho.
ALM
A
7^'
JSvÁ
ECGLESIASTICO
E
CIVIL
DO
Arcebispado de Braga
PARA
Publicou-se
este
almanak
o
unico
au-
ctorisado
por
S.
Ex.
a
Rev.
ma e
que
se
pode
seguir
com
segurança
n
’este
arce
bispado
emquanlo a
jejuus e dias
Santos
etc.,
etc.
Acha-se
á
venda em
Braga, rua
do
Souto
casa
dos
snrs.
Rocha
e
Germano,
rua
Nova
casa
do
snr.
Bernardino José
da
Cruz
defronte
da
Mizericordia
;
em Gui
marães,
Vianna,
Villa
do Conde,
Arcos
de
Val-de-Vez,
etc.
Preço
.... 40
réis.
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
112
—
Rua
das Flores
—
114
P
O R T O
N
’
este
estabelecimento
que,
como
é
sabido,
é,
no
seu genero, um
dos
roais
felizes
do Porto,
encontra-se
á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios
das
loterias,
cujas
extraeções
geralmenle
tecm
logar
mai»
de tre»
vezes por mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as encominendas que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respeclivo
importe
em
vales
do
correio,
ou mesmo estampilhas
sendo
pequena quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes que
em
outros
sorteios
hajam
saido
premiados,
mesmo
qne sejam d
outios estabelecimentos. E
linal-
menle
remettem-se
«grátis»,
lindas as extraeções,
as
respeclivas
listas
geraes
de
todos
os
numeros premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de dez numeros seguidos,
de 60000,
30000,
10000
e
400
reis
; e
finalmente, collecções
de
50
numeros
diíTerenies,
pelos
preços
de
20000,
50000,
150000 e
300000
reis.
A
QUÍ&i COStfVIER
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente
todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
este
genero
á
commissão.
Oflerece
para
isso
vantajosas
commissões
; e dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que em tal
ramo
de
negocio
se
podem
gosar, as quaes
se
podem
comprehender
assim
:
'
Negociar sei»
riwco ;
porque se
acceita
de
novo,
em
conta,
a íazenda
que
até
ás
vesperas
das
extraeções
os
pretendentes
não
hajam
podido vender.
Remeltem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e planos; e
atlende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou
afliançado
por
qualquer
nego
ciante
d’
esta
cidade,
em
cujo caso póde
ser
feito
no
íiin das extraeções.
Ao
me^mo
est
tbelecimenlo se
encontram
já
os
bilhetes e
fraeções
para a loleria
ex
traordinária
de
Dezembro.
(947 C.)
(235
F.)
João
da
Cosia
Palmeira,
Tem
para
vender
em
sua
quinta
em San
ta
Eulalia
de
Tenões,
os
seguintes
enxer
tos
:
Macieiras francezas,
Espriégo pardo,
dito Hispanhol,
e
Camuês
de Rája,
ditos
de
pereira
franceza,
varias
qualidades,
pe-
reiia Marinella
e
de Christo,
ameixoeiras
Rainha
Claudia,
(ou
Carangueija)
Dame
Ruberle
muito
grande,
Jellorson grande
amarella,
e
avermilhada,
pecegueiros
ma-
luculão
prelo, arnareilo
e encarnado,
no
gueiras,
larangeiras,
damasqueiros,
bem
como
estacas
de
choupo,
salgueiros
com
raiz;
para
jardins, roseiras francezas
de
varias
qualidades,
ditas
camélias
ou
do
Ja
pão,
Sensitivas.
Tudo
preços
favoráveis,
(2224)
Recibos
das
inscripções
Achara-se á
venda
na
lypograíia
Lusi
tana,
rua Nova
n.®
3,
os
novos
recibos
alterados,
e
conforme os
annuncios
do
snr.
Delegado
do
Thesouro.
No Porto
.- pharnincia Albano praça <!t
D. Pe<lro, 96
etn Li.-boa
:
phtumacia Oli
veira, rua
dos
Retrozeiro»,40
(776)
A’
LOJA
CVCHAPUZ
Armas
de
caça
vindas
direc-
tamente
da
Bélgica.
f’
2236^
Collegio
da
Regeneração
N’
esle
collegio
e
casa
d
’abrigo,
situa
do na rua
dos
Pelames,
faz-se
toda
a
qualidade
de enstura,
obra
branca
e
de
côr,
cosida
á
machina
e
sem
o
ser.
Quem
perlender
póde
ali
dirigir-se
que
encontrará
pessoa competente que
se
en
carrega
das
encommendas
que
promelte
bem servir—
o
que
além
de
ser
uma
cari
dade,
os
preços
serão comraodos.
Para
mentos
para
egreja
Acham
se para
vender
na
rua
do
Sou
to,
d
’
esta-cidade,
casa n.° 41 de
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
os
paramentos
se
guintes
:
Paramento
quasi
novo,
de
seda
de
ma
tizes
de
ouro,
com galões
e
franjas
do
mesmo,
constando de
casula
doas
dalma-
licas,
com
suas eslolas
e
manipulos,
véo
de
hombro,
bolsa dos
corporaes,
véo
de
calix
e dous
panos d
’
estante,
louvados em
1300000
reis.
braga
:
typographia
lusitana
— 1875. - É o formato de
-
comerciominho_23011875_300.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)