comerciominho_19011875_298.xml
- conteúdo
-
3."
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
298
Assigna-see
vende-se
no
escripmrio
do
editor
e
propribtari
»
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
devo
ser
dirigida
ioda
a
correspondência
franca d«
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
; assim
como
as
corresponde»-
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^680.
rs.=Semestre SoO rs.=Prom-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
ItóO
rs.=#r«zí/,
anno
4^400
rs.==Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
oSoOO
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’abatimento.
BRABA— TKRÇA-FKSStA 19 BE
JA3ÍE1RB
B.
JoSo
«■«
’ A morim
PeMoa, gíffir sisercê «le Deu« e dn
Snnetn
Sé
Apoatoliea, IrceSíiM-
po 9IeeropoKiCaB>o tfe Gô», Pri
ma»
«So OH®2®te» B
omío
#*
rat»
Sa-
grada
Tlieologia pela Universi
dade
de
Coianbra,
íl'» C&sxsellao
de
Siaa Hageistade
^idelitasima,
Uonnnendader
da
Ordem Ylilitur
de Moesa SewtJa«
*
ra
da
ConeeiçAe
de Villa Viçosta, Uar do Heino,
etc.
[Continuação]
Certo
de
havermos
cumprido o
Nosso
dever
e
socegado
com
o
testimunho
irre
cusável
da
Nossa
consciência,
não
ergue
mos
até
agora a
voz
para
Nos
queixar
mos
da
injustiça
com
que
fomos
nggtedi-
do
;
mas,
no meio
do
Nosso
silencio,
ge
míamos
com
a
lembrança
de
que os
au-
ctores
do
mal
teriam
de
dar
estreitas
con
tas
a
Deus,
que
manda,
pela
voz
do
ApoUolo
das
Gentes,
que
não
seja
recebida
accusação
alguma
contra
qualquer
sacerdote,
não
sendo
ella
comprovada com
duas ou
ires
testi-
muohas
(1).
O tempo,
com
tfieilo, que
é
o
grande
instrumento
de
que
Deus costuma
servir
se
paia
di-sipar
o
ê?ro
e
confundir
a
ca-
lumnia,
já
dc
sobejo
Nos
tem
justificado;
e,
passada
a
h»ra
sombria da
tribulação
com
o
apparecimento
do
sol
di
verdade,
assim
como
em
Nosso
coração
de
Prelado
e
Pastor
Evangélico
não
existe
o
mai
*
le
ve
reseoliíuentQ a
este
respeito,
assim lam
bem
esperamos
—
e
esta esperança
muito
Nos liscngeia
—
que
não
haverá
hoje
pes
soa
alguma
que,
de
boa
fé,
pos<a
e
quei
ra
duvidar de
que
não
cumprimos o
pro-
gramma
exposto
na
Nos^a
primeira
Sau
dação
Pastoral
de 8
de
janeiro
de
1862,
sendo,
como
fomos
sempre
em
todos
os
actos
do
Nosso governo
nessa
Archidio-
cese,
um
Prelado
Catholico
e
Portuguez.
Não,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chrisio,
não
perdemos
uma
só
missão ou
egreja
do
Real
Padroado nas
Índias
Orientaes
;
an-
gmentamos,
como
vós
sabeis, o numero
d
’
ellas.
Não compromettemos
por modo al
gum os
direitos
incontestáveis
da
Corôa
Portugueza
n’
esta
tão
gloriosa
instituição
;
asseguramol-os antes
por
maneira
tal
que
hoje com
motivo
juslificado
não
poderão
deixar
de
ser
reconhecidos.
Não
deprimi
mos
a
Nossa
aiictoiidade
e
dignidade
Ar-
chiepiscopal
e
Metropolha
;
fumamol-a
pe
lo
contrario
solidamcote,
e a
levantamos
ião
alto, quanto
Nos
foi
permilti
o
em
di
reito
e
conforme
as
prescripções
da
Con
cordata
de 21
de fevereiro
de
1857,
que
já
achamos
feita,
quando
tomamos
poise
da
Nossa
queiida
e
em
todo
o
bmpo
sau
dosa
Árchidiocese,
Primacial
das índias
Orientaes.
Cumprimos
este
Tractado
solemne com
inteira
boa
lé
; e
vós
não
igooraes
que
o
cumprimos sempre
da
maneira
mais
van
tajosa
para o
Real
Padroado,
que,
se
uãu
estava
morto,
estava
moribundo,
segundo
a
expressão
de
muitos homens
sensatos,
prudentes
e
verdadeiramenle
conhecedores
do
estado
de
profunda
decadência,
em
que
elle
se
achava
e
Nós
o
encontra
aios.
Para
Ibe
dar
alento,
vida
e
o
necessá
rio
vigor
ordenamos,
depois
de rigorosos
exames
c
conscienciosa
escolha,
duzentos
e irinla e dois
Presbíteros,
e
deixamos
mais
de
trezentos
alumnos
do
Nos>o
Semi
nário
iniciados
já na
sua
ordenação.
Tam
bém
para as missões
do
Real
Pidroado
na
Asia,
na
África
e
na
Oceania
manda
mos.
durante
a.
Nossa
residência
em
Goa,
cento
e
ciueoeoia
e
dois missionários.
Ou-
(1)
Adversos
Presbyterum
acctlsationera
noli
recipere.
nisi
sub
duobus
aut tribus
testibus.
—
Ad
Tim.
V,
19.
Tos
muitos
teem sido mandados
depois que
a
doença
grave
e
leimota
Nos
obrigou
a
vollar
ao
reino.
Por
esta
fórma
todas
as
egrejas
e
mis
sões do
Real
Padroado tiveram
os
seus
fcspectivos
missiouario»,
como
consta
dss
mapas
estatísticos,
que, sobre
tão
impor-
taate
matéria,
enviamos
para
a
Secretaria
de
Estado
do
Ministério
da
Marinha
e
Ultramar.
[Testes
mappas,
alguns
dos quaes
foram
publicados
no «Diário
do
Governo»,
consta
que
havia
ua
Nossa
Archidi«cese
de
Goa
e
Real Padroado
mil
Ecelesiasti-
cos
aproximadameme,
sendo declarados
nos
mesmos
mappas
seus
nomes,
naturalidade
e
empregos.
Por
occasiào
da
Nossa
visita Pastoral
ha»ia
na
freguezia
de
Aldoná
vinte
e dois
sacerdotes;
na
de
Calangule
vinte
e
ires;
na
da
Raia
dezesete;
na
de
Chandôr
tre
ze;
na
de
Chinchinim
dezesete;
e
assim
nas
outras
proporcionalmenle.
Nós,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chrisio,
descemos
a
estas
particularidades
para sacudirmos
do
Nos
so
manto
de
Prelado
da
Arohidiocese de
Goa
o
pó
da calumnia,
que
injustameote
loi
lançado
tanto
pela
má
fé
como
pela
má
vontade.
(
ContinuaJ
-----
---- ------------------------------
A
Egreja
e o Estado.
Entre
as
muitas
proposições
erróneas
enunciadas
por
uma
parte
da
imprensa
li
beral
na
recente
questão
sobre
a
eleição
do
vigário
capitular
de Bragança,
ha
duas
especialmente,
tão
escandalosamenie
falsas,
que não
devem
passar
sem
o
devido cor-
rectivo.
São
ellas:
l.
a
Que
a
Egreja
não
é
uma
sociedade
independente,
mas
uma
parle
consliluitiva
do
Estado,
e
subardi-
nada
a
elle:
—
2.
’
Que
pelas
vantagens
e
garantias,
de
que
gusa
a
Egreja
quando
reconhecida
e
defendida pelo
Estado, deve
a
este
uma
inteira submissão.
Estas proposições,
com
elleilo,
são
do
numero
d’
aquellas.
que
mais
duramente
ferem
o
ouvido
catholico,
já
porque
ten
dem
a
annullar
compleiamente
a
acçào
legitima
da Egreja,
que
deve
ser
corople-
tamente
livre,
já
porque
atacam em
seus
fundamentos
a
sua
divina
constituição,
segundo
a
qual
a
mesma
Egreja
tem
o
direito
de
governar
com
iodepeodeocia
as
cousas
attinèntes
á
salvação
das
almas.
E
todavia
não
no<
surprehende
simi-
ihante
doutrina,
que
se
deriva
do
prin
cipio
da
soberania
do
povo,
proclamado
pela
escolla
liberal.
Se,
como
esta
escolla,
eiradamente
ensina,
a
soberania
reside
essencialmenle
no
povo; se a
lei
não
póde
ser
senão
a
expressão
da
vontade
geral
da
nação;
se
nenhum
co»po, nenhum
indivíduo
póde
exercer
auctoridade
;
que
não
dimane
ex
pressamente
da
nação,
a
consequência
ló
gica
de
tudo
isto
é
que
a
Egreja
não tem
aucloridade,
nem
poder
de
legislar,
pois
que
esse
puder
e
essa
aucloridade
nã®
di
manam
por
certo
d
’
aquelia
fonte, unica
(jue o
liberalismo
lecouhece
—
a
soberania
popular.
Outra
é,
porém,
a
lheoria
calbolica,
a
lheoria
verdadeira,
com
a
qual
unica
mente
a
rasão
se
conforma,
e
que
repousa
ao
mesmo
tempo
sobre
a
solida
base
da
revelação
divina;
lheoria,
que
vamos
ex
por
em
poucas
palavras.
Deus
é
a
fonte
unica
de
todo
o
po
der.
Pessoa
alguaia
n
’
esle
mundo
exerce,
individual ou
coílectivameute,
a
soberania
porque
a
tenha
de
direito.
O
verdadeiro
soberano
é
só
Deus.
Só
d’
elle
se
deriva
o
poder,
para
os
reis
ou
para
os
povos,
como
quizerem,
purque
isto é
uma
ques
tão
á
parte,
que
não
tratames
de
discuti;
agora. A
verdade
summa,
a
verdade
capi
tal
é
que
o
poder,
a soberania,
debaixo de
qualquer
forma
que
se manifeste
sobre
a
terra,
nã«
póde
provir
senão
do
que póde
tudo,
do umeo
essenciahnenle stberano
e
independente,
ist®
é, de
Deus.
Ora
Deus,
Senhor
e
Creador
de
todas
cousas,
fez
•
homens
corpo
e
espirito,
e
depois
d
’
esta
vida
mortal
nos
destina
uma
outra
vida,
onde seremos eteroamente fe
lizes, ou eternamente
desgraçados.
Para
preparar
o
homem para
o
gôso
d
’
essa
fe
licidade
eterna,
fandeu Deus
a
s«a
Egre
ja, assim
como
para
assegurar
a
uessa fe
licidade n’este
mundo
permittin que
vi
vêssemos
em sociedade,
çu
antes,
fèz-no
*
uns
entes essencialmeule
sociáveis.
O
que
é, pois,
a
sociedade? E’
uma
reu
nião
de indivíduos
ligados
entre
si
peles
laços communs
da
obediência
á
lei,
e
da
■lependencia
de
um
poder publico.
A
so
ciedade
assim
constiluida
é
o
Estado.
O
poder
exercido
por
homens
não
po
de
vir
todavia
dos
homens.
Se viesse
do»
homens
seria
a
lirannia.
Gome
muito
bem
diz
mr.
Nicolie,
nenhum
homem
tem
di
reito
sobre
outro
homem,
e
por
conseguin
te
um
numero
de
homens,
por
maior
que
seja,
lambem
não
pode
ter
esse
direito.
Um
eminente
escriptor
moderno,
que
não
era
catholico
nem
clerical,
como
hoje
se
diz,
o
illustre
Guizot, dheorrendo
so
bre
o
mesmo
objecto,
na
sua Ilisloria
daí
origens
do
governo
representativo,
chega
á
seguinte
conclusão:
«E
’
pois
a
voz
do
«genero humano
quem
proclama,
que
toda
<a
soberania
de
direito
aiiribuida
a ho-
«mens,
um,
muitos
ou
iodos,
é uma men
tira
e
uma
iniquidade
*
.
Logo,
se
o
poder
não
vem
dos
homens,
vem
necessariamente
de
Deus.
E
eíTectiva-
mente
Deus,
auctor
da
sociedade,
annexou
o
poder
á
natureza social
do
homem,
co
mo
condição
indispensável
á manutenção
da
mesma
sociedade,
mas
esse
poder
só
pó
de
deduzir
a
sua
legitimidade
e
eíficacia
do
reconhecimento
da sua
verdadeira
ori
gem. Por
outros lermos,
o
homem
só
le«»
o
direito
de
mandar
e de
ser
obedecido,
quando
manda
em
virtude
do
poder,
que
veio de
cima
que
não
é
feitura
de
pesioa
alguma
sobre
a
terra, mas
sim
de
Deus,
auctor
e
dono
de todas
as
cousas.
Este
é
o
principio
Catholico,
tão
ter-
minantemente
enunciado
nos
Livros
San
tos. «Por
mim
leinam
os
reis,
e
decretam
«os
legisladores
o
que é
ju>lo»
diz
o
au-
clor
dos
Provérbios.—
«Não
ha
poder,
que
«não
venha
de
Deus,
repele
S.
Paulo;
e
«os
que ha
foram
por
Deus
ordenados».
Este é
o
direito
divino,
que
os
inimigos
da
Religião
motejam,
e
que
alguns pre
tendidos
catholicos
desconhecem,
ou
fin
gem
desconhecer. E
todavia
não
se
pode
ser
verdadeiramenle
catholico
sem
profes
sar
o
principio de
que
lodo
e
poder
vem
de
Deus.
Ao
passo
que
a
doutrina,
que
acabi-
rnos de
expor, repousa
toda
sobre
a
grande
verdade
<la
exisiencia
(le
um
Deus
Crea
dor,
Soberano
e Omnipotente,
a
lheoria
re
volucionaria
da
soberania
do
povo
e
da
om
nipotência
do
Estado
só pode
ler
por
ba
se
o
atheismo
e
o
materialismo.
Theoria
errónea,
lheoria
absurda,
lheoria
fatal sem
pre
em
suas
consequências,
e
qne
tem
mai«
de
um
ponto
de
coniacio
com
o
cesaris-
mo
p
’
gão, sob
cujo
império despolico
ge
meu
a
humanidade
por
espaço
de
tantos
>eculos.
«Tonaae
as
ires
grandes
formas
de
go-
«verno,
dizia
Guizot—
a
monarchia
a aris-
«tocracia
e a
democracia,
e
vê
le
se
en-
«contraes
uma
só,
em
que
a
sob
“
rania
de
«direito,
atlriboida
a
um.
a muitos
ou
a
«lodos,
não tenha dado
em
resultado a
li
«rannia.
Os
faelos
leem
tido
ra/ão;
leem
«tirado
de
principio
a sua consequência
ne
cessária.»
Se
o
nosso
espiiilo
se
apavora
dean
le
da ideia
de
um
cesar de-potico,
con
vertendo
em
lei
a
sua
vontade
soberana,
não
menos
espavorido
recua
deante
d'es-
n
a
preconisada
soberania
do
povo,
leruivel
alavanca
do
liberalismo
moderno,
requin
tada
até
ao excesso de
se
afiirmar
que
—
«o
povo não
precisa
ter
razão para
que
seus
actos
sejam
validos»
ou
que
—
«não
ba
poder
u
justiça
acima e
fora
do
povo,
porquanto
o
homem é
o
único
e verdadei
ro
soberano dos
seus
destinos.»
Temerosos
princípios
são estes,
que
le
vados
até
ás
suas
ultimas consequências,
hão
de
produzir
um
dia o reinado da
for
ça
bruta,
a
anarchia
e
a
dissolução
so
cial.
Para
nós
fica
pois
assentado
que o
po
der
exeruido
pelo
Estado
não
procede
dos
humens, mas de
Deus, auctor
da
socieda
de.
Além
dos
vínculos,
porém,
que
ligam
os
homens
na
sociedade temporal, ha
ain
da
outro
vinculo,
que
os
liga
espirilual-
mente
com
Deus. E'
a
Religião.
A
Religião
comprehende
o
conhecimen
to,
o
serviço
e
o
amor de
Deus,
a
que
toda
a
cicatura
humana
está
indeclinável
mente
obrigada.
Deus
revelou
desde
o
prin
cipio
aos
homens
a
maneira
porque
que
ria
ser
conhecido,
servido,
adorado
e
ama
do.
Mais
tarde
enviou
ao
mundo
seu
pio-
prio Filho, e estabeleceu
a
Egreja. \
Egreja
ficou
sendo,
como
muito
bem
diz
um
escriptor
distincto,
a
fórma
exieiior
d
’
esse
vinculo
espiritual,
que
liga
o
homem
ao
Creador.
Assim
como a
Religião é o
conhecimento, o
serviço
eo
amor
de
Deus,
assim a Egreja
é
a
sociedade
de todos
os
homens,
que
conhecem,
servem
e
amam
a
Deus
em
espirito
e
verdade,
ou
por
ou
tros
termos,
é
a
sociedade
dos
Fieis,
uni
dos
pela
mesma
crença
e
sob
a
mtsma
au-
cloridade
religiosa.
Desfarte
o
Estado
e
a
Egreja
são
duas
sociedades
dislinclas,
ambas
fundadas por
Deus,
mas
paia
fins
diversos.
Aquelle
tem
P®r objecto
o
bem-esiar do
homem
n
’
e»te
mundo;
esta prepara
o
homem para o
gôso
d<>
felicidade eterna
na
outra
vida.
E como
o
fim
da
Egreja
é
muito mais
al
to, muito
mais
importante
e muito
mais
extenso,
do
que
o
de
Estado,
lambem
Deus,
auctor
de
uma
e
outra
sociedade,
deu
todavia
á
Egreja
poderes
muito
mais
extensos,
uma
ba>e
muito mais
solida
e
meios
muito
mais eílicazes
do
que
ao
Es
tado.
«Todo
o
poder
me
foi
dado
no
ceo e
na
terra».
Assim
como
meu
Pae
me
en
viou
a
mim,
assim eu
vos
envio
a
vós.
Ide
pois;
rnsinae
todas
as
nações
a
ob
servar
as minhas
leis; e estae
certos de
que
até ao
fim
do
mundo
eu
estarei
sem
pre
comvosco.»
Ei
*
o
titulo
anthenlico
da
transmissão
do
poder
divino
á
Egreja
de
Jesus
Chris
io.
Não
podia essa
transmissão
ser
mais
ampla,
nem
feita
em
termos
mais claros
e
positivos.
Quem
assim
falisse,
não
po
dia
queier,
nem consentir por
forma
al
guma
que
outro
poder
se
levantasse
no
mundo
sobre
o
poder da
Egreja. Este po-
der
nada
menos
é,
do
que
o
direito
de
governar
com
indej
endencia
as
cousas di
vinas, cujo
deposito
foi
confiado
á
Egreja.
«Como
senhora,
e
não
como
escrava
(di
zia
o
grande
orador
sagrado,
Laccidaire)
foi
ella
enviada
aos
homens
para
distri
buir-lhes
a
pala'ra,
a
g-aça
e
lodos
os
effeilos
do
seu
ministério,
não
á
vontade
d
’
elles,
mas
sim segundo a
prudência
e
a
justiça.
>
Se
pois,
como
deixamos
provado,
a
fon
te
de
lodo o
poder
e
Deus;
se
o
poder
por
elle
conferido
á
Egreja
é
muito
su
perior
ao
poder
lambem
por
elle
irans-
mitlido
ao
Estado,
como
pretendem ho
mens,
que ainda alardeiam
de
catholicos,
sustentar
a
submissão
d’
aquella
a
este,
a
superioridade
das
leis
d’
este
sobre
as
leis
<l
’
aquella
?
A’
luz
dos
princípios
catliolicos,
a
Egre
ja
é
uma
sociedade
perfeita,
uma socieda
de
constituída
por
Deus,
que
abrange
no
seu
seio
todos
os
fieis,
independente,
e
cu
ja
exisiencia deve ser perpetua.
Logo
tem
ell?»
o
direito
inherente
a
toda
a
socieda
de
legitima
;
o
direito
de reger-se
por
suas
próprias
leis.
d
’
escolher
livremeute
os
seus ministros. «Altendei (diz
S.
Paulo)
«por
vós
e por todo
o
rebanho,
sobre
que
«o
Espirito
Santo vos
constituiu
para
re-
*gerdes a
Egreja
de
Deus. (Act. apost.
XX,
28).»
Sabemos
que
alguns, á
força
de
que
rerem
limitar
este
poder
ás cousas
puramen
te
espiriluaes,
quasi que
o
annullam
com-
pletamente.
A
estes
taes
já um popularís
simo
escriptor
francez,
mr.
de
Ségur, deu
uma
peremptória
resposta
tos
seguintes
termos
:
«Nosso
Senhor
Jesus Christo
encar-
tegou
os
pastores
da sua
Egreja
de
fa
zerem
conhecer
e
praticar
aos
homens
não
só
toda
a verdade,
mas
igualmente
toda
a
justiça,
toda
a
moral e
toda a
virtude...
Esta
missão
abrange
portanto
muito
mais
do
que
o
dogma.
Todas
as
questões
hu
manas,
quaesquer
que
sejam,
de
*
de
o
mo
mento
em
que interessam
a
consciência
e
os costumes,
são
por
direito
da
alçada
da Egreja.
Ninguém
pó
ie declinar
a
su»
competência
sem
se
revoltar
contr»
Jesus
Chrhto, que
lhe
deu
toda
esta
missão
:
«Quem
vos
escuta, escuta-me,
quem
vos
despreza
me
despreza».
E
como
Deus
as
siste
iufallivelmente á
Egreja em
tudo
o
que
é
concernente
ao
cumprimento
do
seu
dever,
só
ella
é
competente
para
regular
tudo
o
que
é
do
seu
dominio,
tudo
o
que
é
subjeito
ao
seu
tribunal,
e
tudo
o
que
pertence
á
sua
jurisdicção.
Os
nossos
jor
nalistas
de certo
gritarão
e disputarão
con
tra
isto
tanto quanto
quizerem
;
Deus
po
rém
assim
o
regulou,
e
o
que
está
feito
está feito.»
Fuml&ndo-se
no
seu
incontestável
di
reito a
Egreja,
desde
o
seu
principio,
pão
só
promulgou
leis,
e
a> fez
observar
pe
los
seus
lieis, mas
repelliu
sempre
as
prescripções
dos
poderes
mundanos
quan
do
estes
queriam
melter-se
nas cousas
per
tencentes
ao
regimeu
da
mesma
Egreja.
«Sabeis,
príncipe augusto
—
escrevia
o
«papa
S.
Gelazio
ao
imperador
Anastácio
—
«que
dons
princípios
governam
o mundo,
«a
saber,
a
sagrada
auctoridade
dos
pon-
«lifices e
o poder
real.
Ora
posto
que
vós
«tenhies
em
vossa
mão
o
governo
tempo-
«ral
do
genero
humano,
comtudo,
na
or-
«dem
espiritud,
eslaes
subjeito
aos
minis-
«tros das
cousas sagradas, do
mesmo
mo
ído
que
n'aquillo,
que diz respeito
á
ad-
«ministração
publica,
os
pontífices
da Re
«ligião
obedecem ás
vossas
leis,
por
que
•
sabem
que
o
poder
vos
foi dado
por
uma
^disposição
da
Divina
Providencia.»
.
Não
são
menos dignas
de notar-se
as
palavras
dirigidas
por
Gregorio
11
a
Leão
o
Isaurico.
«Assim
como
o
pontífice
não
«tem
que vêr com
a
corte
do
príncipe,
«nem
lhe
assiste o p»der
de
conferir
as
«dignidades
seculares,
assim lambem
o
«imperador
não tem
que
vèr
com
as
egre-
«jas,
nem
deve
intromelter-se
nas
eleições
•
sagradas
do
clero»
D
’
eslas
citações
po
díamos
amontoar
crescido
numero
se
a
bre
vidade
de um
artigo
nol
o
consentisse.
E
debalde
allegará o
Estado
para
exi
gir
da
Egreja
uma
céga e
omnímoda
sub-
jeição
ás
suas prescripções,
o prolectora-
do,
que
n’alguma
parte
exercer para
com
elh.
A
qualidade de prolector
nunca
deu
o
direito
de
escravisar
o
protegido.
Além
d
isso,
se
esse
Estado
é
Catholico,
por
sem
du»ida
lhe
corre
a
obrigação
de
pro
teger
a
Egreja,
que
também,
pelo seu
la
do,
lhe
presta
os
mais
relevantes
servi
ços.
E
limitando
as
nossas
observações
«/es
te
sentido
ao
nosso
Portugal
-
da
'o
mes
mo,
porém
não
concedido
que
se
deves
se
considerar
a
Egreja
subordinada
ao
Es
tado
nos
paizes,
que
a
admiltem
e
reco
nhecem
como
sua,
pelas
vantagens
e
ga
rantias
de
que
ahi
goza
—
perguntaremos
quaes
são
entre
nós
aclualmente
essas
van
tagens
e
garantias
que
possam
servir
de
titulo
ás
pretenções
de
supremacia
do
Es
tado
sobre a
Egreja?
Importam-se
por ven-
tira
os
poderes públicos
com
os
ullrages,
que
uma
imprensa
libertina
e
desenfreada
ahi
está
fazendo
con'Unlemente
aos
do
gmas
da
Religião Catholica
e
á veneranda
pessoa
do
seu
chefe
visivel
?
Não
são
lettra
morta,
já
de
ha
muito,
as
leis
que
man
jam
punir
os
que
insultam
d
’
esse
modo
a
crença
da
maioria
do
paiz,
e
mesmo
os
que
desacatam
por
qualquer
forma
as
ce
rimonias
e
os ministros
do
culto
catho
lico?
Os factos,
que
com
vergonha e
mágoa
ahi estamos
presenceando
a
cada
hora,
res
pondem
bem
tristemente
a estas
pergun
tas.
Se
é
verdade
que o
governo
paga a
alguns
dos ministros
ecclesiaslicos,
é
igual
mente
verdade
que
empolgou
•
patrimó
nio
da Egreja,
calcando
escandalosariente
aos
pés
o
§
21
do
art
145
da
Carta,
em
que é garantido
o
direit»
de propriedade
em
toda a
sua
plenitude.
Por
conseguin
te
não podem
ser
enesradas
essas
côn
gruas,
que
sahem
do
thes«uro
publico,
senão cimo
uma
re«lit«içào devida,
e
ain
da
assim
bem
mesquinha
em
comparação
do esbulho,
que
se
praticou
para
com
a
Egreja.
Em
todo caso
essa
protecção,
que
alar
deiam
não
é
um
favor, mas
um dever,
visto
que
a
Religião
Cathclica
é
a
da
gran
de
maioria
da
nação
portugueza,
que
de
seja
e
quer
vêl-a
mantida,
acatada
e res
peitada.
e
não
abandonada
e
escravizada,
e
que
por
forma
alguma
póde
lelerar
a
Egreja
quasi
que
redusida á
impotência
de
cumprir
o
seu
altíssimo
e
importantissim»
fim.
Ainda
mais:
A
lei
fundamental
do
Es
tado
preceitua
aos
poderes
públicos o
en
cargo
de
manterem
a
Religião
Catholica, e
por
conseguinte
a
Egreja,
porque Religião
e
Egreja
são
inseparáveis.
O
chefe
do
Es
tado,
quando
sobe
ao
throno,
é
obrigado
a
prestar
juramento
de
mauler
a
Religião
Cstliolica
Apostólica Romana
(Carta
Cons
titucional
art.
76).
O
mesmo juramento
prestam
o
herdeiro
presumptivo
da
corôa
(art.
79), os
conselheiros
d
’
Estado
(art.
109)
etc.
Ora
quem
diz
manter,
diz conservar,
guardar, defender,
e
não
destruir,
mudar
ou
alterar
uma
cousa. Logo
é
do
espiri
to
e
da
lettra da
lei
fundamental
que a
Egreja
seja
conservada
em
Portugal
tal
qual
a
instituiu
o
seu
di»ino fundador, isto é,
uma
sociedade necessária,
perfeita,
inde
pendente,
e
não
simplesmente
um
elemen
to
do
Estado,
subjeito
a
este,
e
regulan
do
pelas
leis
d
’
esle
as
suas próprias
leis.
Póde
sustentar
essas absurda^
propo
sições
que
nos proposemos
combater,
um
jornalismo
sem
crenças,
inimigo descober
to,
ou
disfarçado
do
catholicismo,
e
que
julga
ter
vibrado contra elle
um
golpe
mortal
logo
que
haja
desprestigiado
e
ma
nietado
a
Egreja
escravisando-a ao
Eslade.
Mas
os
poderes
públicos
não
podem
abra
çar
essas
pérfidas
insinuações
e
tradusir
na
pratica
essa
doutrina
a
nti-ca
lholica
sem
irem
de
encontro
á
lei
constitucional,
sem
faltarem
ao
se«
dever
e
sem
trahi-
rem
vergonhosamente
os
seus
sagrados
juramentos.
1).
MIGUELSOITO-MAYOR.
--------
-—
lifinfooa
IS de
janeiro
/
Correspondência
particular)
Do
relatorio
que
©
snr.
ministro
da
fasenda «presentoo á
camara
dos
deputa
dos,
vé
se
que na
gerencia
de
1873-1871
a
receita
extraordinária
foi
de
reis
26.179:032^046,
e
a
despesa é
de
reis
28.479:331^398,
havendo um déficit
de
2.300:300^352
reis.
Do
mesmo
relatorio
vê-se
que
a Junta
do
Credito
tem
em
divida de juros
atrasados
de tilulos
que
não
estavam
na posse da fasenia
reis
876:000^000.
A
reserva
custou em ar
mas
a
bagatella
de
736:000^000 reis.
O
numero
de
praças além das
18:000
pan
prefaser
as
30:000.
Custou
736:OOO?5OOO
reis,
bem
como
o
excesso
de
cavallos,
além
do
numero
fixado
no
orçamento
rs.
28:000^0
)0,
isto
na
força
armada
; hou
ve
um
excesso
de
despesa de
1:732:000^000
reis.
A
exposição
dos
nossos
vinhos em
Londres,
e
a
de
Vienna
d’Auslria
custou
33
OOO^OnO
reis.
Em
eatradas
fez-se
despesa
extraordi
oaria
além
de 1:050:000^000
reis,
cerca
de
299:000^000
reis.
Com
a
conslrucção
dos
ramaes de
ca
minho
de
ferro
de
Extremoz e
do Gua
diana
despendeu-se
190.000$0íl0 reis.
Com
a
doka
de
Pont)
Delgada
na
Ilha
de
S. Miguel,
83:000^000 reis.
Com
o
hospital
Estephanea
em
Lisboa
8:000$000 reis,
e
na Penitenciaria
em
Campolide
60:000^000
reis.
Nos
caes
e ponte da
alfandega
cerca
de
42.000^000
reis,
o
que
prefaz
um
to
tal
<ie
2.445:000-^000
reis.
Em
quanto
á
receita
diz ainda
o
mi
nistro
no
relatorio,
que
houve
a mais,
no
anno
eeonomico
a
aclual, calculado
o
1.
*
e
2.®
se«eslre
de
1874:
2.181
572$
197
reis,
sendo impostos
direclos 808:385$686
reis.
Sello e
registre
332:483$582
reis.
Impostos
iudirectos
1.050:702$929
rs.
Nos
808
coutos
dos
impostos
directos
compreheude-se
contribuição
industriai
214:000$000
reis.
Renda
de casas
53
contos.
Sumptuaria
13
c.
Ifnpo»to
de
mina»
32
c.
Imposto
de
viação
275
c.
Imposto
de
registro 197
c.
Imposto
de
consumo
em
Lisboa
34
c.
Imposto
de
importação
531
e.
Imposto
do
tabac©
175
c.
Imposto
do transito
nos
caminhos
de
■ferro
18
c.
Imposto
do
real
d
’
agua
53
c.
Devendo porém notar-se
que
os
direi
tos
de mercê
diminu
iram
em
14:000$000
reis;
aos
bens
naciooaes
o
rendimento
diminuiu
em
78:782$17Ó
reis,
mas
au-
gmentsu
em
foros
10:000$000
reis,
ca
minho
de
ferro
de sul
e
sneste
34:000$000
reis,
correio
9
0l)0$000
reis,
imprensa
2:000$000
reis.
Na
emissão
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
a
1.
’
serie
qu
**
tinha
sido
feita ao
preço
de
77$500
rei»
p«r
cada titalo
de
obrigação
90$()00
reis,
foi
agora
a
2.
*
feita
a preço
de
77$000
reis;
a
somma
nacional emillida foi
de
i
755:000$000
reis
e
o
capital
oferecido
excedeu
47
veses
o
que
se
pedia.
Quando
se
fechou
o
relatorio
a
divida
interna
ficava
a
47,70
lendo
n
’
um
periodo
igual
ficado
a 45,50
a
externa
eslava
a
45
e
a
48
3/4.
A
desamortisaçã»
dns
bens
de
mão
morta
deu excellentes
resultados.
Ila
4
annos
antes
167;000$000
reis
que
foram
á
praça
deram
583:000^000
reis,
sendo
a avaliação
de
449:000$000
reis.
No
1.®
semestre
em
que
for
ara
du
rante
a
actual
gerencia,
459:000$Õ00
reis
deram
na
praça
498
000$000
reis.
Em
17
aonos
lendo sido
vendidos
em
praça
bens
das
corporações
de
piedade,
beneíiceocia,
irmandade
e
confraria,
isto
é,
bens
da
Egreja,
10.081
:000$000
reis
que
Oram
empregados
em
2.36
j
:000$000
*eis.
Diz-nos
o
mesmo
relatorio
que
o
mo
vimento
commercial
tem
sido
o
seguinte,
em
relação
ao
augmento
de
imposto
:
Importação
1870
25
34l$000
reis.
1871
27:166$000
reis.
1872
29:124^001)
reis.
1873
32
41!$000
reis.
Exportação
1870
20:293$600
reis.
1871
25:461
$000
reis.
1872
23:260$000
reis.
Ha
na
importação,
no periodo
le 4
annos,
um
augreemo
de
7
070$000
reis
em
quanto que
na
exportação ha
um
au-
gmento
de
2:967$000
reis.
Aqui
leem n’um
rápido esboço
o
que
de relance
poude
apanhar
no
relatorio
do
ministro,
nã
>
ficando
por isso desculpado
de
tratar d’
este
assumpto
n
’outra carta
com mais
desenvolvimento
como
o
caso
pede
e
é
a
índole
d
’
essa
folha, muito
mais
em assumptos
ecooomicos e
finan
ceiros;
por
isso
serei um
pouco
extenso
quando
elles
se
referirem
ao
aosso
com
mercio.
Sobre
este
assumpto a
Associação
Commercial
de
Lisboa
distribuiu pelos
seus socios um
magnifico
relatorio
do
qual
extractarei o
que
fôr
de
interesse.
Hontem
na
camara
dos
pares
o
snr.
Vaz
Prelo,
e
na dos
deputados
o
snr.
Pinheiro
Chagas
exigiram
explicações
do
governo sobre os
factos
praticados
pelo
coronel
Salgado
em
Peoamacor.
O
governo
respondeu
pela
bocca
do
snr.
ministro
da
guerra
que
o
nececio
estava
aílecto ao
snr.
procurador
da
corôa,
e
que logo
que
elle
désse
parecer
procederia.,
O
dcpntado
ticou
satisfeito,
isto
é,
satisfez
as
eaigen-
cias do
snr. Vaz
Preto
e
segurou a
elei
ção.
O
snr.
Vaz
Prelo
prometteu
apre
sentar
documentos
que
a
ser
exacto
o
que
elle
diz
aos
seus
amigos,
devem
ser
cousa
curiosa.
O snr.
J«sé
Maria
dos
Santes
apre
sentou
uma
proposta
para
serem
elimina
das
as
decimas
ao
fuucciooalismo
que
ainda
as
tem;
isto
desde
1
de
janeiro
de
1875
e
o
snr.
Pires
Lima,
vigário
geral
geral
de
Aveiro,
para
se eliminarem os
tributos das
côngruas
parochiaes
desde
o
começo do
anne
eeonomico
futuro
*
Am
bas
as
propostas
foram
declaradas
urgen
tes
e
enviadas
á
commissão
de
fasenda.
Na
quinta
feira.
14, o
csnsul
hispa-
uhol leve
a
bandeira
içada, e
á noite
illuminou
a
frente
do
edifício do
consu-
lad»,
tendo
o
dístico
D.
Affonso
XII
e
um#
corôa
real.
Não
houve
musica
nem
fogueies,
como
alguns
asseveraram,
o
gue
p«dia
occasionar
sério
conílicto.
Foram
já,
segundo
é
agora estillo,
renovados
os
projectos
da
reforma
da
Carta.
O
partido
reformista fez
a
sua
apresentação
pelo
snr.
Francisco
Mendes,
e o
histórico pelo
snr.
José
Luciano.
O
snr.
Mariano de
Carvalho
apresen
tou
um
project©
para
o
governo
pagar
á
cidade
de
Lisboa
o
que
lhe
dever,
que
não
é
pequena quantia
Como
é
causa
jusl»
não
é
aprovada
V..e ser
creado
um
posto
medico
no
Arsenal
de
Marinha
para acudir
ás
neces
sidades
do
pessoal
artístico.
Dizem-me
que
o
procurador
geral
da
corôa
já
deu
o
parecer
ácerca
do
couOicto
de
Bragança.
Não
ha
um
deputado
que
o
peça
para
ser
publicado,
e
ver-se
a opi
nião
do
snr.
Martens Ferrão.
Está
quasi esgotaria
a
edição
do
al-
manak do Bom
Catholico,
livro
ulíl
e con
veniente
que
tenham
as
pessoas,
que pre-
presam a
moral.
Costa 100 reis,
e
ven
de-se
na
livraria
Catholica,
rua dos
Ca-
pelli
*
tas n.°
82
O
seu
editor
é
o
snr.
Duar
te
Ferreira, tipografo
c director
da
ofiicina
tipográfica
d«
«Diário
de
Noticias».
Camara
<!o®
pares.
Marinha
e
Ultramar
—
Visconde
da
Praia
Grande
de
Macau,
visconde
da
Sil
va
Carvalho,
conde
de
Linhares,
marquez
de
Sá
da Bandeira,
visconde
de
Soares
Franco,
duque
♦de Palmeia,
José Ferrei
ra
Pestana
Inslrucção
Publica.
—
Visconde
de
S.
Jeronymo,
visconde
de
Villa
Maior, J
Fer
reira
Pestana,
J. Ferrer Netto,
marquez
de
Vallada.
Obras
Publicas.
—
Larcher, Franzini,
marquez
de
Ficalho,
visconde
de
Algés,
Eugênio
de Almeida,
Mello
e
Carvalho,
Lo
bo
d
’
A
vila.
Legislação.
— Sá
Vargas,
Moraes
de
Car
valho,
Bazilio
Cabral,
Martens
Ferrão
e
viscondes
Alves
de
Sá,
de
Fornos
,
Sea-
bra.
Nerjocios
externos.
—
Duque
de
Loulé,
condes
de
Castro,
Casal, Torre,
e
vis
conde
de
Algés.
Guerra.
—
Marquezes
de
Sá,
Fronteira,
barão
do
Zezere,
D.
Antonio
de Mello,
Barros
e
Sá,
Palmeirim,
visconde de
Cam
panhã.
Eclesiásticos.
—
Palriarcba
de
Lisboa,
conde
do
Casal,
visconde
de S. Jeronimo,
Moraes Carvalho
e conde
de Rio Maior.
Fazenda.—
Rebello
de
Carvalho,
Braam-
camp.
Lobo
d
’AVila,
Casal Ribeiro, Mar-
lens
Ferrão, J.
Lourenço
da
Luz,
Gam
boa
e
Liz.
Administração
publica
—
Reis
e
Vascon-
ceilos,
Braamcamp,
Lobo
d'Aviia,
mar
quez
de Ficalho.
visconde
d
’
Algés,
mar
quez
de
Vallada,
Eugênio
d
’Almeida.
Agricultura
,
commercio
e
industria.
—
Barão
de
S. Pedro,
Vaz
Prelo,
marquez
de
Souza,
conde
de
Aviiez,
visconde
de
Olivaes,
visconde
'Monforte,
barão
das
Larangeiras.
Petições.
—
Conde
de
Cabral,
conde
da
Fonte,
conde
da
Louzã,
Xavier da
Silva,
Sequeira
Pinto.
Na
camara
dos
deputados
foram
elei
tos
secretários
os
snrs.
Ricardo
de
Mello
e
Morna
e
Vasconcellos
,
e
vice-secrelarios
Alfredo
Peixoto e
barão
Ferreira
dos
San
tos.
São supplentes
á presidência
os snrs.
Bivar,
Sieuve
de
Menezes
e
visconde
de
Carregozo.
Commissão
de
guerra.
—
General
Rego,
Quintino
de
Macedo,
Plácido
de
Abreu
Palma,
visconde
de
Villa
Nova
da
Rai
nha, Avila
Camara
Leme, Pereira
da
Cos
ta,
Namorado,
Magalhães.
Marinha.
—
Mattos
Correia,
viscondes
de
Arriaga, Alijó,
o
snr.
Arrobas,
Car
los
Testa,
Palma,
Camara
Leme,
D. Al
ves,
Frederico
Costa.
Inslrucção
publica.
—
A.
J.
Teixeira,
Souza
Lobo,
Carlos
Testa,
Forjaz,
Pinhei
ro
Chagas,
Teixeira
de
Vasconcellos,
Al
ves
Passos
e
Vilhena.
Obras
publicas.
—
Palma,
Plácido,
Ar
robas,
Ferreira
Braga,
Lourenço
de Car
valho,
Julio
Ferraz,
Pedro Roberto,
Fal
cão
da
Fonseca,
Magalhães.
Legislação.
—
José
Luciano,
Mexia,
Vasco
Leão,
visconde
de Moreira de Rey,
Dias
Ferreira,
Thomaz
Ribeiro,
Marçal
Pacheco,
Mello Simas,
Jeronymo Pimen-
tel, Luiz
Bivar,
Augusto
Carneiro,
Len-
caslre,
Pinheiro
Ozorio.
Fazenda.
—
A.
J.
Teixeira,
Mattos
Cor
reia,
Plácido
d
’
Abreu,
A.
J.
Seixas,
Dias
Ferreira,
Braamcamp,
Arrobas,
J.
M. dos
Santos,
Perdigão,
Carrilho,
visconde
de
Guedes
Teixeira.
Administração
publica.
—
Perdigão,
J.
Pimenlel,
Vilhena,
E.
Tavares,
M.
As
sumpção
Wanzeler,
A.
Godinho,
Thomaz;
1
Ribeiro,
visconde
de
Moreira
de Rey.
Administração
da
Casa.
—
Visconde
de
Carregoso,
J. M.
dos Santos,
visconde
de
Azarauginha.
REVISTA
estrangeira
O
«Jornal
da
Manhã»
publica
o se
guinte
telcgramma
:
«Foi
descoberta
em Madrid,
uma
cons
piração
contra
a
vida
de
D AíTonso,
sen
do
presos
Carmona
e
outros.
O
rei
viajou
de
dia
com medo
dos
carlistas.
E
’
impossível
que
Pamplona
resista.
Ha
quem
diga
que está
em
poder
dos
carlistas.
D.
AíTonso
foi
recebido
friamente
em
Barcellona.»
Nem
a
nós,
nem
aos leitores,
causará
espanto
a
primeira
das
noticias,
que
aca
bamos de ler.
Relativamente
a
Pamplona,
diremos
que,
alem
do
que
d
’
igual
lheor
encon
tramos
em vários
jornaes e
correspondên
cias
enviadas
de
Madrid,
lemos
conhe
cimento
d
’
uma outra parle
na
qual
se
afli
rma
do
modo
mais
positivo
a
sua
to
mada
pelos
carlistas.
Esperemos,
todavia,
pela
sua
inteira
confirmação,
que
não
se
fará esperar.
Os
últimos
telegrammas
referem-se
á
entrada
de
D.
AíTonso
em
Madrid,
e
fal
iam
dos festejos e
enthusiasmos
com
que
o
rei
foi
recebido, e dos
enthusiasmos
e
festejos
com
que
os
fundos
baixaram
a
16.
Sem
nos
incommodarem as
ovações
que
ainda
troam no
imo
d
’
alma
do
íilbo
da
innocenle,
temos
a
salisfacção
de
dar
a
conhecer
aos
nossos
leitores
óptimas
noticias
dos
desalentados
carlistas.
São-nos
fornecidas
pelo
nosso
collega
do
«Correio
da
Tarde»,
a quem
passa
mos
a
ouvir:
Loma,
defensor
de Serrano,
foi
balti-
do pelos carlistas
em
Unrieta,
pouco
an
tes
do
sr.
duque
entregar
o
governo,
Loma,
defensor
de
D.
AíTonso, acaba de
ser batido,
segundo
nos
allirma a
Union
do
dia
10.
Vejamos
o
que
diz
aquelle
bello
jor
nal
:
«Um
de
nossos amigos
leve
a bon
dade
de
nos
communicar
a
seguinte
no
ticia
que recebeu
esta
manhã,
por-via
le-
legraphica
:
Loma.
á
fronte
de quatro mil
homens
attacou
as
linhas
carlistas,
e
foi
com-
pletainente
battido.
«O
laço
aífonsista,
continua
aquelle
jornal,
não
levou
a
felicidade
aos
adver
sários
do
rei
Carlos
VII.
Contavam
com
o
eíleito
do
enlhusiasmo
de
momento,
promovido
pelo
chegada
do
íilbo
de
Iza-
bel.
Em
logar
de
uma
vicloria leem
a
registrar
um
derrota
os
hisloriographos do
novo
reinado,
e
provavelmente
não
será
a
ultima,
porque
o
ardor
dos
carlistas,
longe
de
ter
affrouxado,
tem
crescido,
tem-se
desenvolvido».
E
á ultima
hora
escreve
ainda
aquel
le
jornal
:
•
Os
telegrammas
da
Agencia
Havas.
ás
ires
horas,
confirmam
a
derrota
<dos
qualro
mil homens,
conduzidos
por
Loma
contra
as linhas
carlistas.»
Escusamos
dizer
ao leitor
ao
impor
tância
d’
esla
noticia ;
todos
a avaliarão
devidamente.
Continua
o
mesmo
jornal
:
Recebemos
hoje
jornaes
de
Pariz
do
dia
11,
e
vemos
n’
elles
confirmadas as
noticias
que
hontern
demos,
com
a
dif-
ferença
de que
o
Soir,
em
logar
de
fal-
lar
de
uma
vicloria
obtida
pelos
carlis
tas
no
Norte,
falia
de
duas.
Publica
aquelle
jornal
o
seguinte
des
pacho
:
Hendaya,
9
de
janeiro.
Qualro
batalhões
sabidos
hontern
para
abastecer
Astegaraga
foram
repeliidos
pe
los
carlistas.
Por
outra
*
’
parle
o
general
Loma,
á
frente
de
quatro mil
homens,
foi
igual
mente
batido
e
obrigado o
retirar
para
Santander.
Fallando
d
’
esles
brilhantes
successos
diz
a
Union
que
não
recebeu
ainda
os
pormenores.
A
Voix de
la
Patrie,
do
dia
10,
diz
a
este
respeito
o
seguinte
:
«Qualro
batalhões
atTonsistas
atacaram
na
quinta
feira
um
batalhão
e
meio
de
tropas
carlistas
em
Asltgaraga,
queimaram
cinco
casas
entre outras
e
palacio do
marquez
de
Valdespina.
Depois
de
um
forte
tiroteio, fugiram
os aíTonsistas,
dei
gio
aperfeiçoado
que
elle
inventara
e
em
que
trabalhára
por
tempo
de
vinte
annos.
Tem-se
visto
manias
mais
extravagantes
e
não
é
isto
o
extraordinário.
—No
dia
em
que parar
o
meu
relogio,
dizia
muitas vezes
o
velho
Stiebmann,
mor
rerei...
A
minha
vida
está
subordinada
á
d
’elle...
Riam-se
ao
ouvil-o
assim
divagar.
Ha
dois
dias
o
relogio
começou
a
adian-
lar-se
de
.modo extraordinário,
e
depois
a
atrazar-se.
Erana
sobresallados
absurdos.
—
Estou
muito doente, disse o
thio
Stiebmann.
e metleu-se
na
cama, com
a
imaginação
preocupada,
e
atacado
de
fe
bre
violenta.
Hontern
de
manhã,
o
relogio
parou.
O
velho
relojoeiro,
vendo
immovel
o
pontei
ro dos
segundos,
levantou se
a
meio
da
cama,
«ollou
um
grilo
estrangulado
e
caiu
de costas, morto
por
uma
comm«ção ce
rebral
causado
pelo
que
vira.
Titulo
e
companhia.
—
Lê-se na
«Justiça»
:
O
imperador
da
Turquia
usa
o
titulo
que
segue
:
«Senhor
dos
Senhores,
Dominador
So
berano
da
Arabia,
Pérsia
e
Grécia, Rei dos
Reis,
Glorioso,
Grande,
Invencível e
Sem
pre
Viciorioso,
Imperador
de
Constantino
pla,
Distribuidor
de
Corôis
aos maiores
príncipes
da
Pérsia, Soberano
Senhor
de
ambos
os
mares,
e
lodos
os
paizes
adja
centes,
Senhor do
Oriente
e Occidente,
proleclor
das
Sagradas e
Augustas
Cida
des
de
Meca
e
Medina,
e
de
uma
infi
nidade de outros
paizes,
reinos,
impérios,
etc.
o
A
proposilo
do
titulo
do
imperador
da
Turquia,
lembra-nos
um pintor
porluguez.
que
esteve
muitos
annos
no Brazil,
ten
do
á
frente do estabelecimento
uma tabn-
leta
que
dizia
:
Trinta PP
Alguns curiosos,
querendo saber
a
ex
plicação
dos
trinta
PP,
dingiram-se
ao
pintor que
lhes
disse
:
Chamo-me
Pedro
Palma
Peito
Pegado
Ponce
Pacheco
Pires
Paul
Pereira Pinto
Peixoto
Piméntel
Pio
Pisarro
Pardal
Pa
catas.
Pobre Pintor
Porluguez.
Pinto Por
ias,
Palacioc, Pirâmides,
Painéis,
Paisa
gens,
Por
Pouco
Preço.
—
Com
efleilo
são
muitos
PP, respon
deu
um
dos
visitantes
!
—Ainda
tenbo
mais
cinco,
respondeu
o
pintor,
Pareço
Pobre,
Porém
Possuo
Pa-
lacas.
Uanco
eomatiercial.
—
Foi
no
dia
16
a
reunião
dos
accioontas
d
’
este
banco,
os
quaes
’
approvaram
unaniraente,
e
com
louvor,
e
relalorio
e
psrecer
do
conselho
fiscal,
o
qual
determina
que
o
dividendo
»eja
de
4
p. c.,
ou
2$250
reis
por
ac-
ção,
o
pagamento
do
qual
se
acha aberto
ás segundas,
quartas
e
sextas
feiras.
frio em
í*
ari«.
—
Ao dia
primei
ro
do
anno
os
liens
que
circulam
em
Pariz
e
nos
arredores
não
puderam
servir de«de
as
nove
horas da
manhã.
Nas
ruas
viam-se
muitos
trens
abandonados
cujos
cocheiros,
tirando-lhes
os
cavalios,
corriam
a
abii-
gai-os
nas
cavalliariças.
Alguns
cavalios
cairam
; não
poderam
ser
levantados e
fi
caram no meio
da
rua
apanhando
chuva
glacial.
D
’
esies
houve
alguns
mortos;
e
um
jazia
cadaver,
ainda
ás
ires
horas
da
tarde na
rua
Monlpensier.
Morreram
ires
pessoas
viclimas
de
que
das
desastrosas
por
haverem
escorregado
no
gelo
;
e
ficaram contundidas
mais
de
duzentas por
idêntico
motivo.
Uma
pobre
mulher,
sentindo-se
attaca-
da
pelas
dores
do
parlo,
pediu
a
dois
vi-
siuhos
que
a
acompanhassem
ao
hospital.
Partiram
lodos
ires,
mas
dados
alguns
passos, não poderam
avançar
mais
e
caí
ram.
Appareceram
dois
policias
que,
Ri-
foimados
do
acontecimento,
e
não
vendo
outro
meio
de
conduzir
a mulher
ao
hos
pital,
o
que
se
tornava
urgentíssimo,
se
deitaram e
foram
com
os
propries
corpos,
ajudados pelos
dos
dois
companheiros da
mulher,
impellindo
esta
por
cima
do
gèlo
na
direcção
do
hospital.
Quando estavam
perio
d
’esle,
uma
nova
diílicaldade se
apre
sentou,
na»ceu a
creança.
Um
dos
poli
cias
abrigou-a
debaixo do
capote, e
conti
nuou
a
peregrinação.
Finalmente
chega
ram
ao
hospital,
que
era o
La Riboisié-
re,
onde
a
mãe
e
o
filho
ficaram
em gra
ve
perigo
de
vida. Os
policias
e
os
visinhos
da
parturiente
ia«n
bastante
molesiados
e
foram
lambem convenientemenle
soccorri-
dos.
N’
aquella
noite,
muitas
pessoas, embar
gadas pelo
frio
e
pelo
gèlo, não poderam
recolher-se
a casa, e dormiram
nos
ora-
nibus
e
em
ouiros
lugares
em
que
con
seguiram
abrigar-se.
xando
em
nosso
poder
muitos
prisionei
ros
e
espingardas.
«A
lucla
recomeçou na
sexta-feira
(8)
pelo
lado
de
S.
Marcial.
Muitas
casas
entre
S.
Marcial
e
S. Sebastião
foram
in
cendiadas
pelos
aílonsistas,
qne
nisso
imi
taram
os vandalos.
As
oito
da noite
con
tinuava
com
todo
o
vigor
o
fogo
da ar-
lilheria,
e
o incêndio
se
propagava,
fazen
do
fugir
os
povos
assustados
pela
fero
cidade dos
aíTonsistas.»
Este
ataque
de
que
a
Voix
de
la
Pa
trie
nos
não
dá
ainda
o
resultado,
é
aquelle
de
que
*
faliam
já
a
Union
e
o
Soir,
noticiando-nos
que
a
vicioria
se
de
clarara
mais
uma
vez
pelas
armas
legi-
timislas,
e
que
Loma
fugira.
Mas
voltemos
á^ Voix de
la
Patrie, diz
ainda aquelle
jornal
:
«A
deserção
augmenla
nas
fileiras
li-
beraes.
«Dois amigos
nossos
que
hontern,á
noite
chegaram
do
Quartel
Real,
onde
estiverem
dois
mezes,
confirmam
que
o
espirito
das
tropas
e
das
povoações
nada
mudou
com
a
acdamação
de D.
AíTonso;
não ha
uma
defecção,
pelo
contrario
o
enlhusiasmo
pela causa
real
é
tal.
que
mulheres, meninos
e
velhos,
lodos tra
balham
ao
magico
grito:
Viva
Carlos
Vil.
«El-Rei
está
em
Durango.
SS.
AA.
RR.
o
Duque
de
Parma
e
o
Conde
de
Caserta,
o
primeiro
coronel
de
cavalla-
ria,
e
o
segundo coronel
de
artilheria,
estão
ao
lado
de
S.
M.»
GAZETILHA
■-----------------------------------------------------------------
F
-------------------------------------------------------------------
S.
SebaMtinc».
—
Festeja-se
ámanhã,
na
capelia
das
Carvalheiras
a
imagem
do Mar-
lyr
S.
Sebastião,
que
é
celebrada
pelo
ca
bido,
o
qual sae
proc'ssionalmonie
da
Sé
para
esse
fim,
em
comprimento
d’
um
voto.
Anteriormente
a
1834
foi
sempre
acom
panhado
pela
camara
municipal.
A
Eg«’eja
e
o
Estado.
—
Chamamos
a
attençào
dos
leitores
para
o
magnifico
artigo
que,
com
este
titulo,
hoje
publica
mos,
devido
á
peuna
d
’
um
dos
mais
dis-
tinctos
escriptores
calholicos
portuguezes.
o
exc.
’110
snr.
D.
Miguel
Sotlo-Mayor.
Ao
beoemerilo
puMicisla,
agradecemos
a
valiosa
oíTerla
cem
que
honrou
o
nosso
humdde
jornal
ff
*
ublicMçõeff.
—
Recebemos
as
seguin
tes
publicações, que
muito agradecemos
:
—
O
Matrimonio
—
Sua
lei
natural
e
his
toria—
Sua importância
social.
Traducção
do
bacharel
Luiz
Beibão
da
Fonseca Pin
to
de
Fiei
las.
Esta
primeira
parte
fórma
um
bonito
volume
de
213
paginas, conteúdo
onze ca
pitules
onde
são
magisualmente
deseovel
vidos
os
seguintes
assumptos
:
—
Sociabilidade
do
homem.
—
Origem
da
sociedade
—
A
familia —
O matrimonio.
—
Princípios
da
lei natural
que
lhe
servem
de
base
—
Consequências
do
primeiro
principio
da
lei
natural
do
matrimonio.
—
Intervenção
que
leem
nelle
as
demais sociedades
—Novas
consequências
do
primeiro
principio
da lei
natural
do
matrimonio.
—
A
auclur
idade
ma
rital
e
o
pátrio
poder—
A
indissolubilidade.
— Segundo
principie
da
lei
natural
do
ma
trimonio—
0
divorcio
—
Ultimo
principio
da
lei
natural
do
matrimonio.
A
monugamia—
Influencia
doprincio
da
monagamia
na
for
mação
do
sysiema dotal
e
do
rejimen
de
communhão
de
bens
entre
esposos.
Esta
obra
impor
tamis-ima
foi
editora-
da
pela
Livraria
Internacional
de
Teixei
ra
de
Freitas, em
Gmma
ães.
—
Queixa
apresentada
ao
corpo
legisla
tivo,
em
virtude
do
artigo T45
§
28
da
car
ta
constilacional
da
monarehia porlugueza
por
Antonio
Joaquim
Pereira
de
Carvalho,
contra
o
ministro
das ubras
publicas,
com-
mercio
e
industria,
o
exc.
m<>
snr.
conselhei
ro
Antonio
Cardoso
Avelino
—
Cantos
matutinos
por
Francisco
Go
mes
d*
A
morim.
Terceira
edição.
E
editor
d
’
esia
obra
o
snr.
Ernesto
Chardren.
—
Relalorio
do
serviço
do
eommissaria-
do
porluguez
em
Vienna
d'Áustria,
na
ex
posição
universal
de
1873.
dirigido
as. m.
el-rei
o
snr.
1).
Luiz
I,
pelo conselheiro
Fradesso
da
Silveira,
commissario
regio.
EíTeitos
«ia
irnivj
isaução. — Exem
plos numerosos leem
já
provado
que
ter
ríveis
eíleilos
a
imaginação podia,
em
cer
tos
casos,
exercer
sobre
o
organismo.
Eis
mais um
:
Ha
oito
mezes,
diz
um
jornal, um
po
bre
e
velho
relojoeiro
de
nome
Frederico
Stiebmann,
perdera
a
razão
em
consequên
cia de trabalho
excessivo.
Imagináia
que
a
sua
alma
havia
passado
para um
relo-
Ambulaueias
carlistas.—
(Do
«D
reilo»,
do
Porto)—
Recebemos
do
ill.
mo snr
Manoel
José
Vieira da
Rocha,
de
Braga,
a
quantia
de
duzentos,
vinte sete mil
e
sele
centos
e
dez
reis,
para
as
ambulancias
carlistas.
Idem
de
um
snr.
ecclesiastico
nosso
assignante,
500
reis.
Cempanhia
geral
Hraearense.
—
Foi
hontern
a reunião
dos
accionistas
d
esta
companhia
aos
quaes
foi
apresentado
o
relalorio
e
parecer
do
conselho
fiscal,
que
foi
unanimenle
aprovado,
sendo
dado
um
volo
de louvor
á
actual
gerencia,
que
dessa
dislincçào
se
torna
digna
não
só
pelos
bons
serviços
prestados, mas
ainda
pelos
sacrifícios
com
q»e
para
isso
leve
de
luctar,
especialmente para
o
augmenio
do
preço
do
carvão.
Foi
proposlo
e
votado
um
dividendo de
4
p.
c.,
ou
1^0(10
rs.
por
acção,
cujo
pa
gamento
só
póde
ter
logar
no
mez
d'a-
bril.
Nomeou-se
o
conselho
fiscal
para
o
que
foram reeleitos,
por
acdamação,
os
snrs.
Manoel
Ignacio
d
’
01iveira
Braga, João
Luiz
Pipa
e
Antonio
de
Moura Monteiro.
Fallecímento.
—
Acaba
de
fallecer, na
casa
paterna,
na
freguezia
de
S.
Salvador
de
Ruivães,
concelho
de
Famalicão,
o
snr.
Bernardo
José
Ferreira
de
Sousa,
proprietário
pharmaceutico
e
droguista,
que
foi
na
rua
de
Santa
Thereza,
da
cidade do
Porto,
onde
viveu por
largos
annos,
gosando
sempre
dos
melhores créditos
de
honradez
e
pro
bidade.
Foi
sempre
bom
amigo
e
bom
irmão.
A
estes
damos os nossos
venlidos
pesames
corno
amigo
e
proximo
parente
d
’
esta
ca
sa.
Pedimos aos
nossos
leitores
um
P.
N.
por
sua
alma.
A.......
.
..
AGRADECIMENTOS
Os
abaixo
assignados
agradecem
a
lo
dos
os
cavalheiros
de
Cabeceiras
de
Bas-
lo
que
os
coadjuvaram
e
prestua»
valio
sos
serviços
nas
ires
recitas
que
alli
fo
ram
dar
nos
princípios
do
anno
corrente.
A
lodos
a
soa
gratidão
e
reconhecimento
indelevel.
Jesé
Antonio
Nunes
Ferreira—
Antonio
José
de
Sousa
Ribeira—
Henrique
Augus
to
Rouífe-João
de
Oeus
da
Silva Ferraz.
Antonio
Polycarpo
Cardoso Cruz,
Fran-
cisca
Amélia de
Magalhães Cruz,
e
seus
fi
lhos, agradecem
a todus os
Exc.
ulos
surs.
e exc.
,ní,s
snr.
as
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
mui
to
presada
irmã,
cunhada
e
thia
Emilia
Candida
Cardoso
Cruz.
ÉDITOS
DE
30
DiAS
Pelo
juiso
de direito
secundo substitu
to
desta
comarca
de
Braga
e
cartorio
de
Ribeiro,
correm
éditos
de
30
dias
a con
tarem
do
dia
23
do
passado
mez
de
de
zembro
do
anuo
findo,
a
requerimento
de
0.
Candida
Erneslina
Castro
Pereira,
d
’es-
ta
cidade,
pelos
quaes
chama
e
cita
to
das
as
pessoas
incertas
que
se
julgarem
com
direito
jus
acção
ou
hipolheca
ás pro
priedades
que
arrematou nos
autos
de
pro
cesso
de
falleocia,
perante
o
juiy
cornrnis-
sario e
cartorio
de
Freitas,
contra
o
fal-
lido
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves,
d
’
esta
cidade,
peia quantia
de
8 606$000
rei»,
que
o
arrematante
depositou
em
poder
do
curador
fiscal
Manoel
Antonio
da Sil
va Pereira
Guimarães,
cujas
propriedade»
são
as
seguinte»:
Uma
morada
de
casas
torres
e
eido
junto-
Outra
morada de casas
torres
e
ter-
reas.
Outra
morada
de
casas
torres
e
ter-
reas
e moinho.
A
leira
do Carvalho.
A
leira
grande.
A
leira
chamada
do
Aveleiró
As
leiras
chamadas
da
Veiga.
As leiras
chamadas da
Orligueira.
A
leira
chamada
da
Fora.
Campo do
Corlelho.
Campo
do
Linheirinho.
O
piado
chamado de Madadcllo.
Outro
prado pequtno
chamado de
Ma-
dadello.
Os
prados chamados
do Agro.
O
campo
do
Agro.
O
ca
n.po
da
Sublevada
e
Oeleirinhos,
tudo
junto.
O
campo
das
Vessadas.
Os
campos
chamados
das
Pereiras
e
Panincaes.
A
leira
e
maia,
chamada
do
Pinheiro.
A
bouça
chamada
do
Lagido.
Uma
bouça
no
logar ou
sitio da Boa-
Visia.
Um
montado
no
Pedroso.
A
boeça
chamada
do
Aflonso.
O
eampo chamado
da
Estivada, todos
íitos
na freguezia
de
Adaufe, limites
de
Palmeira,
d
’
esta
comarca,
e
para
na
au
diência
do dia
28
do
corrente
verem
as-
«ignar
o
praso
de
2
audiências
afim
de
allegarem
lodo
o
direito que
tiverem
ás
referidas
propriedades
e
hoje
ao
sobredito
deposito
cujas
audiências
se
costumam fa
zer
todas
as
segundas e
quintas
feiras
de
cada
semana
pelas
10
horas
da
manhã
no
tribu
nal
da
1?
instancia,
sito
no
largo
de San
to
Agostinho
d
’
e
*
ta
mesma,
debaixo
da
pena
de
lançamento
e de
se
julgarem
as
leferidas
propriedades
por
sentença,
livres
e
desonoradas
de
qualquer
onus
para
o
ar
rematante,
e quando os
haja
passarem
estes
para
o
sobredito
deposito. (2252)
rmw
Quem
quizer
comprar
uma
rica
crnz
de
metal
que serve
para
qualquer
confraria e
por
preço
muito
rasoavel,
falle
na
Praça
d
’
Alegria
em
casa
do
negociante
Manoel
Jguacio
da
Silva
Braga,
onde
a
referida
cruz
se
acha
para
ser
vista
por
quem
a
pertender.
(2253)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA
A
Direcção
annuncia
que
o
dividendo
do 2.°
semestre
de
1874
é
de
4
*
/
s
por
cent«
ou
de
2^250
por
acção, pagando-se
na
thesouraria
ás
segundas, quartas
sex
tas feiras,
das
10 á
1
horas
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
rezidentes
no Por
to,
pódem
receber na Caixa
Filial do mes
mo
Banco
n’aquella
cidade.
Braga
18
de
janeiro
de
1875.
BANCO
ALLIANÇA
Dividendo» do 3.° semestre
de 1WJA
Na
IhesQuraria
do
Banco
do
Minho
pa
ga-se,
desde
o
dia
20
do corrente
em
diante, o
dividendo
do 2.
*
semestre
de
1874,
das
acções
d»
Bauco Alliança,
na
razão
de
4
p.
c.
ou
2$100
reis
por
acção.
Braga
18
de
janeiro
de
1874.
(2257)
Banco da
Povoa
de
Varzim
Por
ordem
do
snr.
presidente
da
as-
secsb
!
eia
geral
e
para fins
designados
no
artigo
19.°
$
l.'
J
dos
estatutos
são
con
vidados
os
snrs.
accionistas
a
formar
as
sembleia
geral ordinaria
na
sede
d
’
este
banco,
no
dia
20
do
corrente
mez,
ás 10
horas
da manhã.
Povoa
de
Varzim,
2
de
janeiro
de
1875.
O
secretario,
(225
i)
José
Francisco
da
Silva.
SwÕ
Jerooimo
Joaquim
Carneiro,
da
fregue
zia
de
S.
Martinho
de
Dume,
d
’
este
con
celho,
faz
sciente
a
todos
os
snrs.
ourives,
ou
pe>soas
que
dão
dinheiro
sobre
penho
res,
que
tendo
conhecimento
de
dois
cor
dões
d
’
ouro,
um
que
terá
31
a
32
oitavas
de
peso,
e
outro
terá
o
valor
de
cem
mil
reis
pouco
mais
ou
menos,
queiram
ter
a
bondade
de
dar
parle
ao
abaixo
assiguado,
que
lhe
foram
roubados
desde
o
dia
10
do
corrente
per
diante.
S.
Martinho
de
Dume,
17
de
janeiro
de
4875.
(2256)
Jervnrmo
Joaquim
Carneiro
.
‘
91
«
’
u
OlUOg
Op
V.DJ
BU
EIE&UJ
-UO
clp
os ‘
sopunuuu
sop
Bzod
-sop
t
opuráted
‘
ouioquip
uie
Bq
*uunb uiiín
ossopuod
uionQ
0GVH0V
HfiDgTH A
RN1
CA
Si > 2 Sà. %
M
A
Paquetes
a sair
de
Lisboa
:
O
paquete
de
13 toca
em S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente, Rio
de
Janeiro,
Montevideu
o
Bue
nos-Ayres.
O
b
preços
são
muito rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portugueses
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna hoje
o
melhor
possível.
Cada passageiro
de 3.a
classe
tem
grátis,
belixe com
colchão
e roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em casa
do
agente n’esta
cidade,
rua
do
Souto
n.e
43.
—
Em
Braga.
João Manoel da
Silva
Guimarães.
G a r
r
e
ir
a
semanal
A
’s quartas
feiras
COMPANHIA
BB
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
1)0
PACIFICO
'
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso, A
rica,
Islay
e
Callao
CARREIRA QU1NZE2VAI..
PARI PERSAIHB11CO E BAMIA
MONDEGO
.
29
de
Janeiro
|BOYNE
.
.
13
de
Março
NÈVA
. .
13
de
Fevereiro
|
TIBER.
.
. 29
de
>
MINHO
.
.
29
de
>
|
DOURO
.
.
13
de
Abril
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas vautageu» como
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
excelientcB c®Mimo«aos, bom tra
tamento,
bastante
espaço
para B>agagens e viagens raptâaa,
pois
que
OS
Paquetes
do
Paeifleo
tem
gasto
sómente
13
dias
de Lisboa
ao Itio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro do
P<
rio
para
Lisboa
<8®s
passageiros
3.’ CLASSE
2/
CAMARÁ
L
*
CAMARÁ
Pernambuco
.
...............................................
40&000
81^000
108&000
Bahia
..............................................................
40&000
'
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro
..............................................
45^000
90&000
121&500
Montevideo
e
Buenos-Avres
.........................
54&000
90&900
157^500
Valparaiso,
Arica,
Islay”e
Callao
....
126&000
189^000
308^500
Até
aos 12
annos
meia
passagem.
A'é
aos
8
annos
a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
família.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.’ classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
Pereria.
Trata a
passagem
a
pagará vista e
a
prazo
com
fiança.
Arrematação
de
vinho
J
No
dia
24
do
corrente
mez,
pelas 10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
aon
de
se
costumam
fazer
as
arrematações
por
este juizo,
se
tem
<i
’
arremal
*
r
3:815
litros
de vinho
tinto,
ou 161 almudes,
237
li
tros
de
vinho branco
ou
10
almudes
;
per
tencente
ao
orfão
Jȋo
Rebello
Peixoto
d
’
Araujo.
Quem
o
pertender
póle
compa
recer
no
duo
local no dia
e
hora
designada.
(2251)
m
wM
■
Previne-se
a
todos os
snrs.
que com
pram
cobre,
e
aos
snrs.
guardas
barrei
ras,
que
vindo-lhe
a
rogar
uma bicha
de
um
lambiqoe,
inteira
ou
partida,
ter
a
bondade
de
prevenir
o
snr.
Antonio
Mo
reira
Coelho, morador
na
rua
de
D.
Pe
dro
V,
que
sendo
a
mesma
que se
quer,
dará
a
gratificação
de
9^000
rs.
(2247)
Anlonio Moreira
Coelho.
BANCO
DD
MINHO
A
gerencia
do Banco
do
Minho
annun
cia
que
o
deviuendo
do
2.°
semestre
do
airno
1874,
é
na
rasão
de
4
0
/°,
ou 4^000
reis por
acção.
e que
principiará
a
pagar-
se
ua
próxima
segunda
feira
18
do corrente,
continuando em todas as quarta
*
,
sextas
e
segundas
feiras,
desde
as
10
horas
da
mauhã
até
á
1
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
do Porto,
pódem
receber
o
dividendo
na
Caixa
Filial
do
mes
mo
Banco.
Braga
15
de
Janeiro
de
1875.
ÍCÇÔBS
João
Manoel da Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
(581)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAG.A
São
convidados os
snrs.
accionistas
d
’
es-
le
Banco «
reunirem-»e
em
assembleia
geral
extraordinária,
oo
dia 15 de
feverei
ro
proximo
futuro,
pelas 10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco, afim
do
discut>r
a
proposta
da
Direcção,
para
ser
alterado
o
§
8
do
arl.
2.°
do
*
Esta
tutos
bem
como
a
elevação
do
capital
do
Banco
Braga
14
de
Janeiro
de
1875.
O
presidenteda assembleia geral,
Francisco de Campos
d’
Azevedo
Soaras.
Domingos
Clemente
Vieira Machado
escri
vão
de
Fazenda
do
concelho
da
capital
do
dislriclo
de
Braga, por
mercê
de
sua
Magestade
El-Rei
que
Deus guarde,
etc.
Faz
saber,
em
observância do
Regulamento
de 28 de
Agosto
de 1872,
que convida todos
os
industriaes
d’
este concelho,
para
que
desde
o
dia
lia 3l
do cor
rente
entreguem as
suas
decla
rações
na
Repartição
de
Fazen
da
do
mesmo
concelho, desde
as
lõ
horas
da
manha
até
ás
3
da
tarde,
em todos os dias
não
san
tificados,
em
cujas
declarações
deverão
mencionar
as
industrias,
profissões,
artes
ou
ofíicios
que
exerçam
;
as
rendas
das
respec-
tivas
casas
de
morada,
próprias
e
arrendadas,
e
em que
as
referi
das
industrias
são
exercidas;
e
bem
assim mais,
qual
o
numero
de criados,
cavalgaduras
e
vehi-
culos,
e
d
’esles
qual
o
numero
Ue
rodas
que
contém
;
e
se
nos
mesmos
usam
de brazão
dar-
mas.
E
para
chegar
ao
conhecimen
to
de
todo,
foi
allixauo
este
edital
em
todas
as
«'freguezias
do
concelho.
Repartição
de
Fazenda
do
concelho
de
Braga,
9
de Ja
neiro
de
1875.
(2249)
Domingos
Clemente
Vieira
Machado.
.
anco
de
Guimarães
Por
ordem
do
exc.™0
sor.
presidente
dassembleia
geral,
são
convidados
os
srs.
accionistas
d
’
este Banco,
para
se
reanirem
no
dia
25
do
corrente,
pelas
10
horas -da
manhã
na
casa
do
Banco,
para
se
discu
tir
o
relalorio
e
comas
da
gerencia
e
pa
recer
do
conselho
fiscal,
em
conformidade
do
arl. 42
dos
Estatutos.
Banco de Guimarães
12
de janeiro
de
1875.
O
secretario da
assembeia
geral,
(2243
A)
Anlonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
José
Cardoso
de
Carvalho,
vende ou ri
me
todos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa Verde,
Bar-
cellos.
e Braga.
Trala-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
Aluga-se
ou
vende-se
Uma
morada
de casas
de
dous
andares
na rua
de Santo
Anlonio
das
Travessas
n.°
16.
Trala-se na
rua
do
Souto
n.°
59.
BRAGA
: TYPOGRAPHIÀ LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_19011875_298.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)