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3.’ ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 37
Assigna-see
vende-se
no escripiorio do
editou
e
proprietário
José
Afaria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaluras
são
pagas
idiantadas
;
assim
com»
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
bolha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^660
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas 4&000
rs.=Semestre
1S25Ô
rs.=./?nm/,
anno
4&400
rs.
—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5^500
reis
moeda
fraca.
==Xnnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
?0
°/0 d’abatimento.
BRAGA-TERÇA-FEIRA O »K
fevereibb
Os
c$Uholie«a
liherae».
Dissemos
em
um
dos
precedentes
n.08
o
que
devia
tmlender-se
por
ca
lho!
i
c
ismo
liberai;
cumpre-nos
agora
saber
quaes
se
jam
os
catholicos
liberaes.
As
paixões partidariau que
tudo
alte
ram. tem
por
veses
invertido
o
sentido
de
Pio
IX,
quando falia,
e
qoand»
se
queixa dos catholicos
liberaes;
e
d
’
ahi
vem
que
muita
gente
considera
o
Papa
inimigo
de
tal
ou
qual
partido,
d
’
e»ie
ou d’aquelle
sistema
governalivo.
E
’
um
erro.
A
Egreja
Catholica
não é
partidaria,
e
muito pouco comprehettde
a
sua
grao-
desa,
e
sublimidade,
quem
pensa
qoe
Ella
se
rebaixa
até
ao
exclusivismo dos
par
tidos.
A
sua
missão
é
muito
alta,
para
que
desça
a
occupar-se
de questões qoe
podem
importar
lemporalmente
a
algu»
*
de
seus
íilhos,
mas
qoe
nada
interessam
ao
lim
sobrenatural
e
elern»
que
Ella
tem
em
vista conseguir
para
lodos.
Verdade
é,
que não
poucas
veses
os
partidos, dominados
por
um
sentimento
verdadeiro,
ou
por
uma preoccupação
es
tulta, fogem
de
seu
seio,
regeitando
a
sua
direcção
salutar.
Verdade
é
que
não
raro
acontece
ver
os partidos hoslilisaudo-a
e
movendo-lhe
pei
seguições.
Quando assim acontece, e
nós
o
ve
mos
a
cada
instante
a
Egreja
queixa-se,
lamenta
a ingratidão
dos
seus
íilhos
re
beldes,
e
sem
que
se
entremetia
nas
di-
vi-ôes
que
lemporalinente
separam
os in
divíduos,
e.slo
ça-se
em
recondusil-os
lo
dos á
unidade
da
fé,
que
lai
é
a
sua
mi
são.
Quem
são
pois
aquelles
a
quem
Pio
IX
chama
catholioos
liberaes?
betão
porventura
os
que
por
entende
rem
que
o
povo
deve
ler
uma
tal
ou
qual
participação
no
modo
de se
adminis
trarem
os
estados,
querem
uma
repre
sentação
nacional
e
se chamam conslilu-
cionae-
?
Sei
o-hão
os
que
per julgarem
que
um
paiz
pó
le
governar-se
independentemenle
da
monarchia
se
disem
republicanos?
Não,
embora
em
ambos
estes
partidos
avultem hoje
muilo
em
numero
os
calho-
licos
liberaes.
Não
são
peculiares
a
este
ou
áquelle
sistema;
pois
tao
catholico
liberal
loi
o
marquez
de
Pombal
no
tempo
da
monar
chia
pura,
como
o
são
hoje
Bismatk
na
Allemaiiha,
Rio
Branco
no
Brasil, Cano-
vas
del
Caslillo
na
Hispanha,
u
snr.
Bar-
jona
de
Freitas
em
Portugal,
lodos
com
a
monarchia
constitucional;
ou coiao
o
lem
sido
e
continuam
sendo
os
republi
canos
de
França,
Suissa
e
Hispanha.
Póde
seguir-se
em
lhe.se
qualquer d
’
es-
les
sistemas,
sem
que
para
isso
seja ne
cessário
despir
as
candidas
roupagens
de
verdadeiro
catholico.
Mas
infelizureule
muitos
ha
que,
ha
bituados
a
peasar
livremenle
em
polilica,
julgam
poder
introdusir em
religião
o
mes
mo
sistema,
e
esquecendo
a
maxima
de
que
in
necessariis
unilas,
pensam
em
acomodar a
Egreja
aos
seus
caprichos,
formando uma
especie
de
calhoiicismo a
seu
gosto.
São
estes os catholicos
liberaes.
E
poderá
o
Papa
annuir
a
laes pre-
leusões,
só
por
que
os
indiviuuos
que
as
nutrem,
pertencem
a
tal ou
qual
grupo
político
?
Não,
que
trahiria
a
sua missão augusta.
Se
possível losse,
no
momento
em
que
o
íisesse
deixaria
de
ser
o
Vigário
de
Christo,
o
guarda
fiel
da
verdade
divina,
que
não
transige
com
as
velleidades
hu
manas.
O
Papa
não
se
importa que
cada
um
pense
em
polilica,
como
lhe
parecer
mais
racional,
mas quer
que
em
reúgião
lodos
se
submetiam
á
aucloridade
dt Deis,
cujo
representante
é
«a
terra.
O Papa
uão duvida
transigir
com
qual
quer
governo,
quando
regularmente
esta
belecido, mas quer
qoe
esse
governo
com
prehenda,
que
o estado
não
é
tudo,
e
que
a
Egreja
lem di-eilos
que
devem
#e«
acatados.
Os
que
pensam
que
pelo
facto
de
te
rem na.
mão
o
bastão
do
poder
lempo-
ral,
podem
empolgar
lambem o
báculo
do
poder espiritual,
os
que
quereín
pôr
a
mitra
ou a
lheara,
por
baixo
do
chapes
d
’
esiadisia,
os
que
em
vez
de
curvarem
o
joelho
perante
a
aucloridade
divina, pre
tendem
obrigar
Deus
a
que
venha
pros
trar-se
a»»le
um
capricho humano, são
pois
os
catholicos
liberaes,
de
quem
Pio
IX
justamente
se lemr,
ainda
mais
que
dos
proprios
corno)
uoistas.
E
digamol-o
uma
vez
ainda
; são
el
les
na
rea!»dade
os
mais perigosos, e
aqtiel-
les
sobre
quem
principalmenle
deve
cair
toda a responsabilidade dos males
que afli
gem
a
sociedade,
e
dos
maiores
ainda
que
parecem
estar-lhe
immioenles.
Os avoengos
hiatorieos do« libe-
rae«.
ESTUDOS ACERCA
DOS FARISEUS
[CuntilHlaçào]
11
—
Da
origem
dos
Fariseus.
Para dar
uma
coma
exacta
da
erigem
e
das
causas d
’uma influencia
tão
prodi
giosa,
é
mister
remontar mais
acima
do
que
o
havemos
feito
indo
apoz
de
Josepho.
Os
Fariseus
leem
recolhido,
ou
para fat
iar
mais
exaclamenle,
usurpado
a
heran
ça
d
’
om
grande e
antigo
partido,
essen
cialmente
nacional e religioso.
Elk-s
unham
a
prelenção
de continuar
a
tradicção
u
’es-
ses
Israelitas,
que
a
Escripiura
de-liugue
com
honra, como
os
assíduos.
quer
dizer
os
homens piedosos
por
excellencia.
Sabe-
se
que
e>ses
lieis, que são lambem cha-
mauos
«os
voluoiarios
da
lei»
(1
Macch.,
11.
42)
se
tornaram
os
primeiros
e
os
mais
valentes auxiliares
de
Mathatias
e
<le
Judas
Micchabeu
na
guerra
sanla
contra
a
idolatria
e
a
lirannia
Syria.
A
seu
exem
plo
O"
Fariseus se
inculcavam
anles de
tu
do
como inimigos declarados da
corru
pção
dos
gentio
*
e
como
observantes
es
crupulosos
da
lei
de
Moysés.
Quanto
a es
ta.
elles
timbravam
de
a
praticar
de
um
mudo
mais
perfeito
do
que
o
resto
dos
Judeus,
seguindo
as
tradicções
que
se
Iransmttliam em
suas escholas.
Mas
já
seu
nascimento
lhes
creava
um
privilegi»
de
disiincção
parlicuhr.
Elles
se
gloria
vam
efleclivamenle
de
descenderem
d’essa
porção
pura
da
nação
que
não
havia
ja
mais
profanado «o
germen
sanlo»
mistu
rando-o
com
o
saugue
dos
idolatras. U
Fariseu
do
Evangelho
não
exprimia
pois
mais do
que
um
sentimento
commum a
lodos,
quando
elle
em
sua
orgulhosa ora-
çao
dizia
:
«Senhor,
dou-vos
giaças
por
que
eu
não sou
como
os ouiros
homens...»
(Luc.,
XI,
52).
Todas
estas
prelençõea
e
estas
tendên
cias
achavam
sua
expressão
no
proprio
no
me
da
seita.
Segundo a
etimologia
mais
geralmeute
recebida,
o
nome
de
Faris
u
(Perunc/iim)
indica
á
leira homens
separados,
digamos
antes,
homens
dislinclos
:
distiucios
tanio
dos
Gentios
como
da
massa
commum
dos
Judeus pela
pureza de
sua origem, poi
seu genero
de
vida
mais
perfeito;
accres-
cenlemos
ainda, dislinclos
por
sua
scien-
cia
da
lei.
A’
perfeição
da
piedade
legal
os
Fari
seus
pretendiam
ajuntar
a
chave,
quer
di
zer,
segundo
a
força
da
figura
hebraica,
a
aucloridade da sciencia.
Devia
ser
este
o
seu
principal
titulo
de
glorit, o
prin
cipio
mais eflicaz de
sua
influencia.
Aqui
remontemos
ainda
na
historia.
O
captiveiro
de
Babyloaia,
com
as
des
graças que •
haviam provocado e
cujos
vestígios
permaneciam
impressos
sobre
as
rumas
de
Jerusalern
e
na
pobresa
do se
gundo
templo,
havia
»<ido
para
os
Judeus
uma
dura, mas
salutar
eschola. Nunca el-
ks
tinham
melhor compreheodido
a
ne
cessidade
de
se
ligarem
eslreitamente
a
seu
Deus.
D
’
aqui por diante
sua
inclinação
para
a
idolatria
estava
domada.
A
recor
dação dos castigos
com
que
Deus
havia
ferido
sua dcfecção, subsistia profundamen-
te
gravada
em
seu
espirito,
e
elles
não
procuravam
mais
do que. merecer
por
sua
fidelidade
tornar a
ganhar
para
sempre os
lavores
do
Senhor.
Graças
a
esta
expe-
'iencia
dolorosa
e debaixo
da influencia
do
sabio
Esdras,
o
zólo
da
lei
e
do
cul
to
divino
tomou
um
novo
e
poderoso in
cremento. Não
sómeule
Israel
quiz
reno
var
do
modo
o
mais
solemne
a
obrigação
de
observar
todas
as
prescnpções
de
Deus;
elle
desejou
melhor
conhecei
as,
a
firo
de
peder
seguil-as mais
plenamente.
Aqui
co
meçou
o
poder
dos
Escribas
ou
dos
in
terpretes
e
dos
doutores da
lei.
Seus «bo
fes,
os discípulos
d
’Es.Jras,
apparecerarn
desde
então
aos
olhos
do
povo como
maio
res
do
que
os
reis
: deuominaram-os
as
grandezas
da
época
(gcdole
hader).
Elles
se
elevaram
até
acima dos
sacerdotes.
Gon-
la-se
um
facto
que
oflerece
d
’
tslo
uma
prova
sensível.
Um dia
em
que
se
cele
brava
a
festa
da
expiação,
o
povo
recon
duzia
em
pompa o
grande
sacerdote
para
a
sua
morada.
De
repente
viram
appare-
cer
os
dous
celebres
doutores
Schemaiah
e
Ablalion:
tolo
o
cortejo
immediatameote
abandonou
o
chefe
supremo
da
religião
e
se
enfileirou
na
comitiva
dos
dous
mes
tres.
Estes
Escribas podiam
competir
com
os
proprios
reis,
assim como com os
gran
des
pontífices
;
acabamos
de
dar
d
’
isto al
gumas
provas.
Ora,
depois
dos
Asmoneus,
era
espe-
cialmenle entre
os
Fariseus
que se
acha
vam
ou se
formavam
os
doutores
da
lei.
Elles
passavam
pelos
interpretes
os
mais
exacios
e
os
mais
conscienciosos. Sobie
iodos
os pontos
respeitantes
ao
culto
di
vino,
ás
preces
e aos
sacrifícios,
não
se
seguia
senão as
suas
decisões. Centenas
de
mancebos
vinham
assentar-se
aos
pés
dos
seu-
mestres
os
mais
celebres
e apren
der
d’elles
o que
chamavam
a
justiça
da
lei.
O
apostolo das
Gentes
nos oiz
tile
mes
mo
o
ardor
com
que
elle
havia
seguido
estas lições dos príncipes
da
sciencia
ju
daica,
ardor
qoe
elle
soube
tao
Dem
trans
portar
para
a
sciencia
de
Jesus
Christo.
Eis aqui
o
que
se
refere
de
um
man
cebo,
que,
quasi contemporâneo
do
Salva
dor,.deu
seu
nome
a
uma
famosa
eschola.
Hillel,
da
tribu
de
Benjamtn e
do
sangue
<le
David,
linha
vindo
de
Babylouia
a
Je
rusalém
para
ouvir
as
lições
dos
mestres
que
havemos
já
nomeado,
Schemaiah
e
Ablalion,
debuxo
do
remado
do
segundo
Hyicau,
o
ultimo
dos
Asmoneus.
A
po
bieza
o
havia
reduzido,
para
viver,
a
fa
zer-se
simples jornaleiro.
Elle consagrava
o
mero
dinheiro
(pouco
nws
ou
menos
um
franco)
que ganhava
por
dia,
parle
para
o
sustento de
sua
famiiia,
parte
para
pagar
sua entrada
na
celebre
eschola.
Mas
algu
mas
vezes
faltava-lhe
o
trabalho
:
portan
to,
nada
de
salaDo,
e
a
porta
da
eschola
licava
fechada
para
o
lervoroso
discípulo.
Uma
noite
de
inverno,
que era a
vespe-
ra
do
sabbado,
Hillel,
repellido
pelo
por
leiro.
subiu
a
favor da
ub^emidade
sob'e
uma
das
janellas
da
casa,
afim
de
ver e
ouvir
d
’
ali
os
venerandos
mestres.
Sche
maiah e
Ablalion
o
acharam
no
dia
se
guinte
entorpecido
pelo
frio
e
pela
neve
e
o
tomaram
a
chamar
á
vid»
:
«Elle
mere
ce,
dizi»m
elles,
que
por elle quebrante
mos
o
repouso
de
sabbado.»
Os
Fariseus
eram
portanto
minto
par-
licularmente
investidos
da
confiança
de
seus
concidadãos
na
obra
que
respeitava
aos
interesses
oi
mais
queridos
e
os
mais
pre
ciosos
da nação
a
conservação
e
a
expli
cação
das palavras
dirigidas
por
Deus'
a
sen povo,
de
suas promessas,
de
seu
gran
de
deíignio
de
redempção
por
um
Medias,
filho
de
David.
Felizes se houvessem
po
dido
comprekender
sua
mis'ão
I
Felizes
se
houvessem
sabido
dar
ao
culto
da
lei
>ua
direcção
verdadeira
e
conduzir
o
povo
in-
lelligeme
que
os seguia
com tanta
docili
dade áquelle
que
é
o
fim
e o
termo
da
lei,
o
Chri't«. salvador
«Judeus
primeiramen
te,
depois
Gentios», segundo
a expressão
de
S.
Paulo (Bom.,
I,
16).
(
Continua)
-------
—
■■■
*
■
-i
■
---------------------
Da Degeneração
transcrevemos,
com a
devida vénia,
o
seguinte
artigo:
O
espectaculo
que
ahi
estamos
presen
ciando
da
creação
successiva
de
novos
ban
cos,
a
especie
de
febre,
que
se
tem
apo
derado
de
quasi
lodos
os espíritos,
ainda
ha
pouco
desconfiados
de
operações
de cre
dito
de
qualquer
especie,
levam-nos a
fa
zer
algumas
considerações
a
este
respeito,
pensando
ser
um
dos primeiros
deveres
da
imprensa
periódica
o
de
dirigir
o
es
pirito
publico,
e
esclarecer
a
opinião
na-
quillo,
em
que
lhe parece
andar
desvia
das
do
bom
caminho.
Como
de
todas
as
coisas
óptimas,
é
o
abuso
do
credito,
perniciosissimo
:
tão
cen
surável
é a
economia
e
a
prudência
absur
da
e
exaggerada
que
encerram
os
capi
tães
nos
cofres
sem
os
tornar
produclivos
para
o
seu
dono
e
para a
sociedade,
como
a
ambição
e
a
audacia
imprevidentes,
<|iie
fascinadas
por
lucros
desrnjrcados
se
aba
lançam
a
todas as
em
prezas,
dão
aos ca
pitães
emprego
pouco
seguro
e
garantido.
Os
estabelecimentos
bancarios
são po
derosos
instrumentos
de
credito,
preciosos
agentes
de
circulação
dos valores,
indis
pensáveis
meios
para
a
prosperidade e
pro
gressos
públicos; mas
é
preciso
que
pelo
seu
grande
numero, não
distraiam
os ca
pitães
de .applieações
indispensáveis
ao
fo
mento
e
prosperidade
de
certas
industrias,
e
sobre
tudo
da
industria
agricola,
que
tanto
entre
nós precisa
hoje
delles
Acreditar
por
outro lado,
que
os di
videndos de 8
e 10
por cento, que
lem
dado
ullimamente
uma
grande parte
dos
bancos
do
paiz
podem
continuar
na
mes
ma
cilra,
elevando-se
extraordinariamente
o
seu
numero,
é
èrro
que
hem
cedo fará
sentir
as
suas
consequências.
Bem
sabemos
que
a,
ordem natural das
coisas
hade
remediar
estes
males, e
tra
zer
pela
diminuição
dos
juros
e
lucros
dos
capilaes bancarios
a
reducção
do
seu
numero ;
mas
é
certo,
que
até
lá
podem
haver prejuisos e
sérios,
para
os
que
não
allenlando
bem
n
’
eslas coisas,
se
deixam
arrastar
por
um
lucro
imaginário
e
pela
esperança
de
proventos,
que
se
lhes
af-
íiançam seguros.
Escrevemos
para
os
homens
pouco
vis
tos
n
’esles
negocios,
e sobre
tudo
para
os
qne
andam,
por
assim
dizer,
fazendo
apren
dizagem d’este
jogo
de
capilaes,
e
de
bol
sas, que
demanda muilo
juiz.o,
muita
frieza
d
’
animo,
muita
pratica,
para
não
dar
lo
gar
a grandes desenganos
e
decepções.
E
preciso
vôr
as coisas
como
ellas
são.
O
Minho,
a
província
talvez
em
que,
ainda
ha
pouco,
menos se
acreditava
na
segurança
dos
capilaes,
que
não fossem
dados por
hypoiheca
e
fiadores, em
que
acções
de
bancos,
inscripções,
acções de
caminho
de
ferro,
etc.
etc.,
eram olhados
como
litulos
de
duvidosa
garaniia,
o
Mi-
‘
T^nrrwrTTi
WMaÉBMFMiMBiíiTMrrr
t"~
*
'
~
'
nho
entra
hoje
n
’
nm
periodo
de
reacção
contra
este
modo
de pensar e
proceder,
reacção
exaggerada
como quasi
todas
as
reacções.
Para
o
homem
pouco
habituado
a
jo
gos
de
fundos,
e
operações
de
bolsa,
nada
inafc
facil,
do
que
o
deixar
arrastar-se
á
vista
de
lucros
e
benefícios,
realisados
em
poucas
horas,
a
um
enthusiasmo
preju
dicial,
como
o
jogador
novato, que se apai
xona
pelo
jogo
de
parar,
porque
uma
vez
viu
ganhar
em
poucos momentos, ou
elle
mesmo
ganhou
algum
dinheiro
a
uma
ban
ca
onde
o
levou
o
acaso
ou
a
curiosidade.
Um
grande
numero
de bancos, des
proporcional
aos
recursos
e
capitaes
d
’uma
.província
011 d’uma
cidade,
é
um
mal;
a
demasiada
quantidade
de acções
e
papeis
de
credito que
lançam
para
o
mercado,
ha
le
fazer
necessai iainente
diminuir-lhe
o.
valor,
e
trazer
talvez
o
descrédito
d’
uma
instituição
utilíssima.
Por
outro
lado, os
directores
dos
di
versos
estabelecimentos
hancarios,
limita
da
extraordinariamente
pela
concorrência
a
area
das
operações
seguras,
hãode
aba
lançar-se
a
esp-culações
arriscadas, para
conseguir
manter
os
seus
dividendos
a
par
dos
outros,
quando os
não
possam dar
superiores.
O
espaço
de
que
podemos dispor
não
nos
permitte
demorar-nos
hoje
sobre
um
assumpto,
d
’
importância
verdadeiramenté
capital,
paca
o
qual
chamamos
a
attenção
dos nosso
*
collegas
da
imprensa,
e
de lo
dos
aqiiclles
a
quem
póde
interessar.
A
«Nação»
publica
o
seguinte
:
<1>
a ífoUBÍSiailO
Não
nos
surpreheodeu
a
farça poliiico-
militar, que pôde-
elevar
ao
throno
de
Hispanha
o
filho
de
Dona Izabel.
A
viagem
ao
Norte,
emprehendida
por
Serrano,
excitou-nos
a
desconfiança,
de
que
se
preparava
acontecimento
extraor-
.dinario
:
Aquella
«generosa»
e
«energica»
de
cisão
de
ir
«debellar
de
vez»
o
cartismo
quando
as
forças,
com que
contava o
pa
laciano
e
prudente
Serrano eram
os
esmo
recidos e
minguados
batalhões,
tantas
ve
zes
batidos
pelo
exercito
real,
e
aquelles
milhões, arranjados
«á
ultima
hora»,
e
qne
o
venturoso
duque
levou
nas
suas
bagagens
para
o
Norte,
deram-nos
moti
vo
para pensarmos,
que
nào
era
de
ba
talhas,
que
se
tratava,
mas
de
pacifica
e lartufa
politica
e
de
negocios
domés
ticos»
.
Sahiu
Serrano,
o
representante
do
im
pério
ibérico,
e entrou
logo
D.
Aííbnso,
o
principesco
«cosinheiro»
da
«conserva
da
liberal»,
o
«Bei
cidadão»,
monstro
hor
rível
metade
homem
metade
bode, isto
é,
meio-calholico
e
meio
maçou.
O
magnifico
ministro
do
Rei
da
Prus-
sia
não
desejava
por
certo
esta
mudança
,
nos
negocios
da
sua
pupila,
a
Hispanha
maçónica
Era
o
império
ibérico,
que
elle que
ria
uma
hybrida similhança
da
«Italia-una»
um
pacto
completo
e
poderoso.
Porém
es>e
negocio
de
prussificar
a
Península
é
problemático;
porque
além
do
amor
dos
porluguezes
ao
«ninho
seu
paterno»
e
dos
bons
hispanhoes
não am
bicionavam
o
nosso
espolio
(apesar
de
Caries
VII
saber o
idioma
de
Portugal,
cousa
esta
notada
pelos
«ingénuos
libe
raes
como
prova»
de
iberismo) a
massa
das
duas
nações
peninsulares
é
essencial
mente
catholica,
e
uma
vez
ferida
em
suas
crenças
por
«um
maior
e
mais
des
mascarado»
despotismo, e
este
cahiria
fei
to
cascos
de
capacetes
prus>ianos,
como
cahiu
iodo o
orgulho
das
servis
e
demo-
cr.tas
legiões
do primeiro Cesar
dos tem
pos
modernos.
Um
meio
termo
hypocrila
era
por
tan
to
a
única
taboa
de
possível
salvação
*
da
maçonaria
hispanhola,
tão
maltratada
do«
*
fanalicos»
e
«selvagens»
carlistas.
Com
dolorosos
suspiros
estenderam a
vista
anciada
para
o
horisonte,
cuja
li
nha
continuada
viria
passar
por
cima
de
Lisboa,
e lembraram-se
então
dos
«ir
mãos» lusitanos,
que
sabem conservar
di
reito o
papelico
oriente,
a
honra
e
os
co
mestíveis
da
farnilia,
e
que
de
mitra
ma
çónica
e
de
rosário
e
bentinhos
pendu
rados
ao
simboiico
avental,
vão
dando
«chá
a uns, grossas
«fatias»
a
outros,
enganando
os simples
e
engordando
os
espertos
!
Eoi
reclamado
o
«libado»
o
balanço
aííonsisla»,
e
subiu
ao poder
ojoven
Prín
cipe,
que,
ha
pouco,
«repeliu»
em
aren
ga
solemne
as
palavras
dogmáticas
do
partido
conservador
da seita
maçónica,
dizendo-se
com
secco
enthusiasmo
—
-res
peitador
da
Egreja
Catholica
e
das
con
quistas
da
revolução
«liberal»—
absurdo
este
de
sentimentos,
igual ao de
quem
de
clarasse,
que
«amava
a
Deus
e
ao
Diabo,
e
confirmasse
este
sacrílego
disparate
com
um
gesto
dramático,
pondo
nobre
mente
sobre
o
peito
a
mão
tremula
de
profunda
commução
!
A
ultima
«bernarda», que
se
fez
no
visinho
reino,
é repugnante
a
todo
ho
mem
de
bem,
que
não
esteja
corrompi
do pela devassidão
d
’este
«baixo império»,
em
que
jogamos.
Parece
impossível,
que
uma
nação
res
peitável
como é
a
Hispanha,
se
não
en
vergonhe
de
consentir nas
altas
regiões
do
poder,
homens
proprios
para
íignra-
rem
em
companhia
ambulante
de
bobe
io
i
os.
Nunca
vimos
melhor
representados
os
typos
salientes
da
revolução.
Homem
prejuros,
deshonrados
por
con
tinuas
e
escandalosas infedilidades
e
re
belliões
;
feras
que
se
dilaceram
por
am
bição
de
governar
;
réos
dos
codigos
mi
litares e
civis
por
crimes
de
lesa-mages-
lade,
e
lesa-nação
;
ridículos
mentirosos,
que desceram
a
calumniar princezas,
que
lhes
davam o
exemplo do
heroísmo
no
campo
das
batalhas,
que
elles
tantas
ve
zes
trocaram
pelo
da
intriga abjecta ; efe-
meros
estadistas
que
sabem
governar
agio-
ticamente,
fazendo fabulosos empréstimos,
arrancando
o
alimento
ao
povo,
que
dei
xam
nas
turturas
da
carestia e
pobresa,
emquanto
elles
offerecem com
descaro
milhões
aos
generaes
carlistas,
que
não
podem
ser vencidos
pela espada;
catur
ras diplomatas, que
pertendem
sustentar
seu
prestigio
politico
com
boatos
pueris,
contradicções
evidente', e
que
não
teem
pejo
de
receberem
a
«legitimidade»
de
seu
poder
.
das
bayonetis
(faina
soldadesca
avinhada,
pizando
aos
pés
todas
as
tra-
dicçõés
diplomáticas,
todas
as
inlituiçÕes
nacionaes,
mesmo
aquellas,
que
elles
fi
zeram
com
a
ponla
da
espada
revolucio
naria
!
E
’
por
taes
homens,
que
a
Hispanha
tem
utlimamente
sido
representada, e
é
com
parle
d
elles
que
governará
o
prínci
pe
«ZiôeraZi-caiholico!
E
a
Europa
oilicial,
votando
ao
ostra
cismo
o
unico digno
e
capaz
de
dar paz
e
honra
á
Hispanha,
tratando
com
gla
cial
despreso
o heroico
Carlos
VII,
tem
apertado
a
mão áquella
geme!
Rebaixado
está
o
nivel da
seriedade
e
da
dignidade
diplomática,
e
infeliz
épo
ca,
em
que
os
governos
da
nações
descem
a serem
cúmplices
dos
réos
dos
codigos
políticos
e marciaes
!
28—
1—
73:
D.
José
de
Almeida
e
Silva.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Vamos
transcrever alguns
períodos
da
correspondência
de
Madrid, em 31,
para
o
«D.
Popular»,
jornal
notoriamente
in
suspeito
:
«Os
fundos
desceram hontem rn
bolsa
49
cêntimos,
e
á
ultima hora continuava
a
haver
tendências
para maior
baixa,
em
consequência
dos
graves rumores
qne
cir
culam
com
respeito
ás
coisas
do
Norte
e
dos
quaes
vou
ser o
ecco
fit-l
para
os
(Ilustrados
leitores
do
«Diaiio
Popular».
«Parece,
segundo
as
informações qoe
tenho,
que
a
brigada
Despujols
foi
batida
pelos
carlistas
nas
posições de
Pueyo
e
Artajon»,
não
iallando
quem aílirme
que
perdeu
grande
numero
de homens
e algu
mas peças
de
arulheria,
e
que
succumbiu
no
combale
um
brioso
mancebo
que
tem
um
nome distincto no exercito
hispanbol,
nome
que não
declaro
por
motivos
que
fa
cilmente
comprehenderão.
Também
se
af-
lirma
que
o
general
Moriones batteu
e
destroçou a
ala
esquerda
do
exercito na-
varro,
triunfo que
lhe
custou
vários
feri
mentos,
mas
nenhum de
gravidade;
que
ha
muitos
soldados
mortos
e
que o
com
bate
foi
ferido
entre
as
povoações
de
Ca-
teda
e
San
Martin de
U«es.
«O
certo,
o indubitável
é
que
a
acção
sustentada
deu
nova
e
grande
força
ao
partido
carlista..
.
»
Eis
o
que diz
um
correspondente
in
suspeito
para
um
jornal
igualmente
insus
peito, e
chamamos
especialmente
a
atteu-
çào
do
leitor para
a
conclusão
que
o
cor
respondente
ura
:
«O
certo,
o
indubitável
é
que
a
acção
sustentada
deu
nova
e
gran
de
furça
ao
partido
carlista.»
1
—Do
«C.
da Tarde»;
Os
jornaes
francezes,
só
trazem
tele-
grammas
do
Norte
de
Hispanha
até
24
de
janeiro,
e
embora
mestrem
lodos
o
bom
espirito
do
exercito
e
faliam
até
de
algu
mas
vantagens
obtida»
pelos
carlistas,
são
todavia
destituídos de
interesse.
Transcre
veremos
por
isso
apenas
os
dmis
seguintes
telegrammas:
Seo
d
’
Urgel,
24,
pela
manhã.
—
O
ge
neral Lizarraga, d’accordo
com
o
general
Dorregaray,
percorre
as
províncias
de
Mur-
cia
e
de
Guadalajara
(visinhaoças
de
Ma
drid) requisitando
armas
e cavallos,
e
recebendo
tm
toda
a
parle
as
contribui
ções.
Muitas
centenas
de
castelhanos
leem
vindo
engrossar
o
nosso
exercito.
Paris
4
—
A
modificação
ministerial
não
se
realisará
se
não depois
da
votação
definitiva
da
constituição. As
auctoridades
de
Melz
embargaram
a
pastoral do
bispo,
porque,
fatiando da communhão dos
san
tos,
allude,
á«
orações d’
esles
pela
sua
patria.
Desmenlem-se
os boatos de
desordens
na
China.
O
banco
da
Bélgica
reduziu
a
taxa
do
desconto
a
3.
—
Corre
o
boato
de
um
projeclo
de
casamento
entre o
príncipe
imperial
Bona-
parte
com
uma
princeza
dinamaiqoeza.
Berlim
2.
—
Eoi
regeitada
pelo
synodo
de
Posen a
proposta
aili
apresentada
para
que
fossem
separados do
ministério
pas
toral
«s
sacerdotes
que
negam
a
divinda
de
de Chrisio.
Berim
4. —
as
credenciaes,
acreditando
o
conde
de
Hatzfeld
como
representante
de
Allemanha
em
Madrid,
foram
assignadas
no
dia
primeiro e
enviadas
no
dia
se
guinte.
Vienna
4.
—
O ministério
serviu deu
a
soa
demissão.
Diz-se
ser
em
consequência
de
pressão
por
parte
da Prussia.
Madrid
G.
—
A
«Ga.ceta»
diz
que
o
ti
roteio
de
uma
guerrilha
cai
lista
junto á
cqrca
da
ermida
de
S.
Ch.-istovão, matou
o
commandanle,
um
sarceiilo
e
que
foram
sele
soldados
feridos.
O
rei
estava
*
n'aquel
le
sitio,
passando-lhe perto
alguns
projectis
confundindo
o
ajudante
ao
lado
do
rei.
Es
te
mostrou
grande
serenidade
permanecen
do
no sitio
do
perigo.
Moriones
ataca
San
ta
Biíbara,
unico
ponto
onde
ha
carlistas.
O
rei
sahiu
bontem para Arlajona
por Car
rascal.
Salva
Pamplona
o
rei
depois
de
visitíl-a
iiá
revistar
a
guarnição
e
volta
rá
a
Madrid.
Não ha
nenhum
decreto
im
portante.
No
bolsim
de
hontem á
noite
os
fundos
hispanhoes
cotaram-se
a 48,85.
Versalhes 5. —
A
assembleia
approvon
em
segunda leitura
a
proposta
relativa
ao
livre
fabrico
da
dynamite,
e addiou
as
se>sões até
quinta-leira.
GAZETILHA
Lausperenne.
—
Expõe-se
ámanhà
na
egreja
da
Sé.
Doença.—
Acha-se
gravemente
enfer
mo
e
ricebeu
hontem
de
manhã
o Sagra
do Viatico,
o
rev.°
f>-.
Bernardo
da Con
ceição, religioso
carmelita
descalço.
Portugal
antigo e E&»o
*
>erno.
—
Recebemos
o
63
e
64
fascículos
em que
começa
na
leira M
o
5.°
volume
d
’
esta
interessante
obra, de
que é
aoctor
o
snr.
Augusto
Soaies
d’
Azevedo
Barbosa
Pinho
Leal. N’estas
3
folhas que vão
até pagi
nas
32, comprehende,
entre
outras
des
ci
ipções,
a
de
Mafra.
Sentimos
que
a
pequenez
do
nosso
jornal
nos
não
permitia,
na
aciualidade,
transcrever
a
sua
bella
descripção.
Não
cessaremos de
recommendar
esla
inteiessante
publicação.
I>oie crimes.—
Ern
a
noite
de 29
de
janeiro, em
S.
Romao,
comarca
de
Cèa,
um
indivíduo deu
uma
cacetada
na
cabe
ça
de um
outro,
por
nome
João de
Bas-
los,
cunhado
do
prior
d
’
aquella
freguezia,
o
que
o
deixou
em
perigo
de
vida.
N
’
essa
mesma
noite
um
sujeito
brazi-
leiro,
residente no
Carvalhal,
estando
pa
ra
se
deitar,
sentiu
gente
em
casa,
e
no
momento
em
que
se
dirigia
para
a
porta
recebeu
um
liro.
Falleceu
no dia
30
de
janeiro.
Já
eslão
presa» varias pessoas, diz
o
«Diário
de
Noticias
*
.
Subserípção. —
Na
casa
Havaueza,
largô
do
Barão
de
S.
Martinho,
está
aber
ta
uma
subscripção
a
favor
da
infeliz
viu
va
e
filhos
de
Rodrigo
da
Cosia
Leite,
cujo
falleciinento
noticiamos nó
passa
do
n.°
Imploramos
o
concurso das
almas
ca
ridosas,
para
a
realisação
de
tão
grato
pensamento.
A
viho
.
—
Do
snr.
delegado
do
Procu.
rador
regio
da
comarca
de
Barcellos
rece
bemos
o
seguinte
:
Foram
entregues
a
este
juizo
uma
ca
deia
de
relogio.
dous
auneis e
um
alfine
te,
tudo de
ouro,
e
um
sabonete
de
pra
ta,
aprrhendidos
no
dia
28
de
janeiro
lin
do
em
poder
d
’om
indivíduo
suspeito,
pre
sumindo-se por
isso
furtados.
Convida-se
po.r
este
rneio qualquer in
divíduo,
a
quem
por ventura
peueoçam,
para vir
verificar
a
sua
identidade.
Delegação
da
P.
Regia
na
comarca
de
Barcellos 6 de fevereiro
de
1875.
O
delegado,
Nuno
Caetano
de
M
Serrão.
Administração
do eoncelEto de
SBríícp».
— Por se
achar
impedido
o
hon
rado
administrador
d
’
este
concelho, tomou
hontem
conta
do
respeclivo
cargo
o
seu
digno
substituto,
o
snr.
dr.
João
de
Paiva
de
Faria
Leite Brandão.
CtonneBIao de
SPistrscto. — ()
Con
selho
de
Districlo
na sua
sessão
de
sexta
feira
ultima
tomou
a§
seguintes
resoluções
:
Foi de
parecer
que
podiam
ser
appro-
vados
os estatutos
da
confraria
do
SS.
Sa
cramento,
da
Ireguezia
de
Santo
Estevão
de
Penso,
do concelho
de
Braga
;
—
da real
irmandade
do Senhor
Bom
Jesus,
da
íre-
guezia de-
Fão,
e
da Sociedade
instructiva
e
recreativa
da villa
de
Fale.
Foi
mais de parecer
que
se
conce
desse
licença
a
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha,
desta
cidade,
para
estabelecer
uma
fabrica
de
fundição de
ferro,
com
as
con-
dições
e
clausulas
designadas
nas
informa
ções
do administrador do concelho,
e
di-
rector
das obras
publicas.
Foi
lambem de
parecer
que estavam
nos
casos
de
ser
approvados
os
orçamen
tos
das
seguintes
corporações,
relativos
ao
anno
eeonomico
de
1874-1873.
Np
concelho
de
Barcellos
—
Do SS.
Sa
cramento
das
freguezias de
Cambezes, Grei-
xomil,
Feitos,
Santa
Lucrecia
d
’
Aguiar,
Durrães,
Sarna
Leocadia
de
Tamel,
e
de
Nossa
Senhora
das
Neves, da Ireguezia
de
Vi
a
lodos.
No
concelho
de Braga—
Do
asylo
de
D.
Pedro
V.
e
da
irmandade
de
S.
Braz,
da
freguezia
de
Terreiros.
No concelho de
Celorico
de
Basto
—
Do
SS.
Sacramento,
das
freguezias de Gemeos,
Rego,
Carvalho
e
S. Romão do
Corgo
G
*
u-
rilhe
e
Ribas.
No
concelho
de
Vieira
—
Das
Almas
do
Bom
Jesus
da
Paz,
da
freguezia
de
S.
João
da
Cova.
Confirmou
os aforamentos
requeridos
á
camara
municipal
de
Barcellos
por Ma
noel
José
de
Miranda,
da
freguezia de
Ro-
riz,
e
á
de Villa
Verde
por
João
d’
Araujo
da
freguezia de
Cervães
e
por
João
José
Gonçalves,
de
Freiriz.
Approvon
o
termo
d’arrematação
da
obra
dos
encanamentos
das
aguas
pluviaes
dus
edifícios
pertencentes
ao
município de
Braga.
Approvon
a
postura
da
camara
de
Frfe,
sobre
pastagem
de
cabras.
Auclorisou
a camara
municipal
de
Gui
marães
a
contrahir
um
empréstimo
de
l0:090->000
rs.
applicados
para o
córle
da
alpendrada
da
alfaodega,
abertura
cTuma
nova
rua
entre
o
largo
do Anjo
e
o
Ter
reiro
de
S.
Francisco,
e
para
a conclu
são
das
obras
de
melhoramento
do
Campo
do
Toural.
Julgou-áe
incompetente
para tomar co
nhecimento
de
recurso
perante
elle
inter
posto
contra
a
eleição da commissão
re
censeadora
d’
esla
cidade.
AHMoeiação
CatEaaliea.—
Em
lodos
os domingos da
próxima
Quaresma
tem
de
haver,
na
casa
da
Associação
Catholica,
conferencias,
que
principiarão
ás
7
horas
da
tarde.
Violação *
le
sepultura.
—
Le-se
no
Jornal da Noite:
«
O
sr.
administrador
do
concelho d
’El-
vas
foi
prevenido
no dia
30,
pelo
guar
da
do
cemiterio,
de
que
appareccera
ar
rombado o
jazigo
do
sr.
visconde
de Ma-
riares,
fallecido
ha
uns 5
annos
n
’
aquel-
la
cidade,
e.
que
este
acontecimento tive
ra logar
na
noite
anterior.
As
auctoridades
judiciaes,
e
o
delega
do
de
saude,
foram
em
seguida
ao
cemi
tério,
e
ae
local
designado,
e
reconhe
ceram
effectivamente
o
arrombamento
do
alludido
jazigo,
descobrindo
a
separação
do
caixão
que
encerrava
os
restos
mor-
taes
do
sr.
visconde,
e
d
’oulros
que lhe
estavam
juulos.
Procedendo-se
ao
respectivo
exame,
vi
ram
mais
que
o
caixão
de
madeira,
que
resguardava o
de
zinco,
linha
sido
aber
to,
e
rasgado
esle
ultimo, no
sitio
do
peilo,
na
interção
de se lhe
roubar,
co
mo
effetivamante
succedeu,
uma
coramen-
da
e
algumas
medalhas millitares, chegan
do
ainda os
criminosos
a
quebrarem
um
dos
dedos
da
mão, para se apossarem
d’um annel
!
Esle
acontecimento,
novo
para
Eivas,
tem
dado
muito
que
fallar,
e
as
aucto-
ridades proseguem
incançaveis
por desco
brir
tão
grandes criminosos.
Recaem
algumas
suspeitas
nos
propri
os
empregados
do cemilerio.
O
coveiro
já
oi
preso.
I
Falleeimento.—
Falleceu
cm
Aveiro
o
snr.
capitão
de
engenheiros,
Francisco
Anlonio
de
Resende
Júnior,
um
dos redac-
tores
do
«Campeão
das
Províncias»,
e mo
ço
de
grande
talento.
Sentimos
profundamente
este tristís
simo acontecimento
e
tomamos
parte
na
magoa
que
lacera
os
nossos
illuslres
col-
legas
d
’
aquelle
importante
jornal.
Aos
nossos
leitores
pedimos
uma
ora
ção para
suílragar
a
alma
do
finado.
Notícias
da índia.—
São
cada
vez
peiores
as
noticias
vindas
d’
esta
infeliz
colonia.
Os
salteadores
continuam
a
praticar
impunemenle
as
suas
proezas, sem
que
o
governo
disponha
da
necessária
força
para
os
castigar.
As povoações armando-
se para repellir as
aggressões
dos bandi
dos,
e
ainda
utlimamente
esle»
tiveram
de
desistir
do
ataque
á
aldeia
de
Dalbem,
por
causa
da
altitude bellica
dos
habi
tantes.
O
administrador
da
4?
divisão pediu
uma força
de
100
praças
afim
de
perse
guir
os
salteadores;
porém o
governo
contentou-se
em
lhe mandar
alguns
dias
depois
19
cypaios.
Coetumen
da
Suissa.
—
O
«Paiz»
dá
noticia
d
’esta
de
mulheres,
que
é
uso
celebrar-se na
Suissa, no
segundo
domin
go
de janeiro.
Esta
festa,
diz
elle,
muito
curiosa,
tem
conservado
a
sua
originalidade
nas
villas
de
Argovia.
Durante
lodo
o
dia
do
segundo
domingo
de
janeiro, as
mulheres
novas
e
velhas,
ricas
e
pobres,
tornam-se
senhoras
absolutas.
Os
homens
devem curvar-se e
obede
cer
aos
caprichos
d’ellas.
As
partidas
de
divertimento,
os
banquetes,
os
passeios,
tudo
é
organisado
e
dirigido
pelas
mu
lheres;
mesmo
na
dança, as
raparigas
esperam
que
as
venham
convidar
para
dan
çar.
Os
homens
não
podem em caso
al
gum,
emillir
a
sua
opinião.
Devem
su-
jeilar-se
a
uma
obediência
passiva.
E’
inútil
acrescentar,
diz
o
«Boletim
francez»,
que
muitas
casadas
e
solteiras
se
aproveitam
do dia
para
exercerem
as
suas
vingançasinhas
..
Ao
dar
da
meia
noi
te
a festa acaba, e
todas
entregam
o
sce-
ptro
da
realeza
ao
sexo
forte
e
feio.
vapor
«Ventíi».—
Tem
continua
do
a
ser
extrahida
de
bordo
do
vapor
«Ves-
ta»,
ullimameme
naufragado,
alguma
da
cargi
que
vinha
no
mesmo,
a
qual,
com
quanto
em
parte
venha
avariada,
não
se
considera
lolalmenle
perdida.
O
que
se
perde
totalmeute
são
alguns
generos,
laes
como
arroz,
chá
e
assucar,
porém as
fa
zenda', campeche,
etc.,
lem-se
consegui
do
saha'
.
A
descarga
é
feita
durante a
maré
bai
xa, em
que
o
vapor
fica
em
secco.
As
malas
do
correio
também
já
pude
ram
extrahi
as.
O
snr.
Alexandre
Miller,
consignatário
do
vapor
e
agente
da companhia
de
se
guros
L
yds.
tenciona empregar todos
os
exl
irços
para
ver
se
salva
o
vapor,
haven
do
esperanças
de
que
o
possá
conseguir,
como
st-
conseguiu
salvar
o
vapor
«Opor-
to»,
que
se
achava
em
identidade
de
cir-
cumstaueias.
—
(«C. do
Porto»).
SECÇÃO BE COMMDIfICADOS
Imuioralldade
praticada no
julga
do
tfAinares,
comarca
de Villa
Verde.
Cada
vez
se torna
mais
precisa
a
at-
tençãu
d»>
snr.
ministro
da
justiça,
para
a
extmeção
dos julgados,
com
especialida
de
os
pertencentes
á
comarca
de Villa Ver
de,
pela
mineira
como
alli
se
administra
justiça
aus cidadãos
que
teem
a
infelici
dade
de
alii
possuírem
bens.
E
para
se
lazer
ideias
do que
se
está
passa
?
io no
julgado
d
’
Amares,
vamos
in
formar
o publico,
com
verdade,
dos
factos
alli jralicados:
fenio
fnlecido
a exc.Iua
srir.a
D.
Ma
ria
Anlonia
de
Macedo
Milheiro, no
dia
3
de
janeiro p.
p.,
na
casa e
quinta
da
Ribeira,
freguezia de S.
Pedro de
Figuei
redo, da
qual era
usofructuaria
a
dito
se
nhora,
por
se
ter
arrematado
em
praça
publica
a r.iiz
das
ditas
propriedades,
e
hoje
em
poder de Henrique
José
Feman-
des
de
Jesus
Bizarro,
da
cidade de
Braga,
pela
compra
que
fez
ao
arrematante
Louren-
ço
José
Cordeiro,
da
mesma
cidade,
cujas
propriedades
se
acham registadas
na con
servatória,
com
todas
as
citações
e
pre
cauções
prescripta
*
na
lei.
Acontece,
porém,
que no
dia
25
do
mez
de
janeiro, se
dirigiu
ao
local
da
Ri
beira
o
dito
Henrique,
com
seus
filhos,
a
pedido de Anlonio Ignacio
de
Macedo
Portugal,
e
do
legatário José Cândido
de
Magalhães
Menezes,
escrivão
da
administra
ção
do
mesmo
concelho
d
’
Amares,
que
re
sidem
na
mesma
propriedade,
visto
que
na
mesma
viviam
por lavor
na
companhia
da
fallecida
D.
Maria
Aotonia.
pedindo-lhe
ao
mesmo
tempo
que
levasse
os titulos
e
prasos para os
examinar.
Na melhor
boa
fé
apresentou-se
na
di
ta
casa
da
Ribeira,
aonde
foi
bem
re
cebido,
bem
como
seus
filhos e
seu
pro
curador
Silva
Leite
e
vários trabalhado
res,
para
darem
principio á cultura
dos
mesmo
bens.
A
familia
da
casa, depois
de
ler
toma
do
chá,
com
os
seus hospedes, partiu
pa
ra Amares
o
dito
snr.
José
Cândido,
le
vando
na
sua
companhia
o dito
proprietá
rio
Henrique,
ficando
na
mesma
casa
e
quinta, seus
filhos
e
seu
procurador
es
perando
alli
seu pae.
N
esta
occasião,
tendo
os
ditos
seus
fi
lhos
pedido
licença
para
cosinharem
o
que
levavam
para
jantar
elles
e
trabalhadores,
foi-lhe
negada
esta,
e dizendo-lhe
que
se
retirassem
d
’
alli
para
fóra.
e
que
se
não
por
bem
haviam
de
sair
á
força.
Seu
filho
mais
velho
dirigiu-se ao
en
contro
de
seu
pae,
informando-o
«lo
que
se
passava,
e quando
regressaram
á
quin
ta
gritava-se á
voz
d’
EI-Rei,
contra
o
di
to
proprietário
e
seus
filhos,
insultando-os
de
ladrões,
amotinando
os
povos d
’
aquel-
la
freguezia, aonde se
encontrava
o
rege
dor
da
mesma,
com
policia
armada,
que
em
logar de
auxiliar os
legítimos
proprie
tários,
pelo
contrario,
foram
os
primeiros
qoe
agrediram
expulsando-os
d
’
aquillo
que
era
seu.
O
proprietário,
dirigindo-se
ao
seu
ad
vogado
na
comarca
de
Villa
Verde
o
snr.
Gama,
expondo-lhe
o
que
se
linha
pas
sado,
'fez
um
requerimento
ao
snr.
juiz
onJinario,
*
do
julgado
d’
Amares,
para
se
rem
citadas
as
pessoa#
acima
ditas,
como
intrusas
que
são
n
’
aquella
propriedade,
desde
a
morte
da
usofructuaria.
Este
re
querimento,
tendo
sido
entregue ao
oflicial
de
diligencias,
Marlinho, afim
de
fazei
ci
tar
os oitos intrusos,
não
foi
possível po
der verificar
a
dita
citação,
fazendo
en
trega
ao
procurador
Silva
Leite,
dizendo
que
não
podia
verificar
a
citação.
Em seguida
fez-se segundo
requerimen
to,
fazendo ver
ao
merelissimo
juiz,
as
dilliculdades
que
se
encontravam
em
não
poder
verificar
as
ci
ações requeridas, pe
dindo
providencias,
e
para ellas serem
fei
tas
como a
lei
ordena.
Esle
requerimen
to,
apresentado
ao
escrivão
Plácido,
pelo
advogado
do
proprietário,
o
snr.
dr.
Ga
ma,
para
dar
a
execução
no
qne
se
linha
requerido,
não
foi
possível
poder-se
fazer
as
intimações
requeridas,
passando o
es
crivão certidão
de tudo
que
se
passou.
Parece
incrível
que
um
empregado
de
justiça
passasse
uma
certidão,
que
por de
cência
não transcrevemos
aqui,
por
em-
quanto,
mais
tarde
a
analisaremos,
para
demonstrar,
ou
que
elle
foi
enganado
pe
las
pessoas
com
quem
se
informou,
por
que
é
publico
e notorio
que
os
réos
se
achavam
n’
aquelle
concelho,
exercendo
um
d
’
elles
as
funeções
do
seu cilicio.
E
’
por
essa
razão
que
no
principio
d
’
este
com-
municado
pedimos
a
alteução
do snr.
mi
nistro
da
justiça
para os
povos
dos
con
celhos
da
comarca
de
Villa
Verde
que
se
lem
tornado
incentrica
em
iodas
as
épocas
e
com
especialidade
o
julgado
d’
Amares,
as
dilliculdades
com
que
luclam os
cida
dãos
que
leem
a
infelicidade de
possuir
al
li
bens.
Estamos
convencidos que
o
meretissi-
mo
juiz
de
direilo
da
comarca,
quando
lhe
subir
á
conclusão
o
processo
com
os
factos que
vão relatados, bade
fazer
jus
tiça,
porque
assim
o
espera
o
requerente
e
proprietário.
Braga 8
de
fevereiro
de
1875.
Henrique
Bizarro.
COHHEHCIO
B
olsa
de
B
raga
5
de
fevereiro
de
1875
FÍTectuado
Banco
Commercial
de
Braga 593700.
Dito
dito
60$000.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro.
88$000.
idem
idem
87$800.
Etn
6
de
fevereiro
de
1875
Effeetiaaclo
Banco
Commercial
de
Vianna 120$000.
Banco
Commercial
de
Braga 59$700.
Dito
dito
60^000
Banco
de
Vilfa
Real 33^500.
Dito
duo
35$I00.
Dito
dito
35$200.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro
88$000
Inscripções
d’
assenlamenlo
47,30.
Fundos
hispauhoes,
coupons
vencidos 34
p.
c.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
BANCO
DO MINHO
Be sumo
do
aclivo
e
passivo
em
30
de
janeiro
de
1875.
Activo
Dinheiro
em
caixa
:
metal.
.
127:194^709
Letras
descontadas
e
a
re
ceber
..................................
757:227-3237
Inscripções
e
mais
papeis
de
credito
.............................
267:9603272
Devedores
no
paiz
.
.
. 597:6493600
Ditos
no
estrangeiro.
.
.
89:6713692
Empréstimo
sobre penhores. 107
:6283905
Contas
correntes.
.
.
.
675:8253181
Acções
de
c. própria.
.
64:800-3000
Edifício
do
Banco.
.
.
.
11:3713593
Letras
ein
liquidação
.
.
7:2363303
2.706:5653492
Fassiv-o
. .
600:0003000
. .1.409:1283367
.
.
141:5103237
.
.
77
(>043475
.
.
272.7823156
.
.
30.0003000
even-
.
.
17:4693905
.
.
87:3303000
.
.
5:6433H6
.
.
5:0973-36
Capital.
Depositos
a
praso
Depositos á
ordem
Leiras
a
pagar
.
.
Credores
no
paiz. .
Fundo
de
reserva. .
Dito
para prejuízos
luaes
..................
Nolas
em
circulação
Dividendo
a
pagar.
.
Ganhos
e
perdas.
Braga
6
de
fevereiro
Os
2.706:5653192
de
1875.
GERENTES.
Francisco
Casimiro da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Besumo do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga em
30
de
janeiro
de
1875.
Aetãvo
Acções,
prestações a
receber
9233000
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
621:8093131
Letras
descontadas
e a
receber
897:4603078
Empréstimo
sobre
penhores.
113:7203867
Contas
correntes
com
garan
tia
.......................................
560:1023601
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro.
496:7823806
Titulos
e
papeis
de credito.
82:3573680
Diversos
devedores. . .
.
72 6863308
Despezas de
installação.
.
5:5003900
Moveis e
utensílios.
.
.
.
1:3063734
2.852:6513205
Passivo
Capital......................................
600:0003000
Obrigações
a
praso.
.
.
.
9.38:9643873
Depositos
á
ordem.
.
.
.
810:1303800
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
204:0303001
Diversos
credores.
.
.
.
70:1253864
Leiras
em
deposito. .
.
.
24:6173660
Letras a
pagar......................
65:7623773
Notas em circulação
.
.
.
95.2493000
Fundo de
reserva.
.
. . 12;00J3000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
7:0233475
Ganhos
e
perdas. .
.
.
4:7553556
2.852:6513205
Braga
5
de
fevereiro
de
1875.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres e
Almeida.
Luiz
Anlonio
da
Cosia Braga.
SAÚDE A TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde
,
revalesciere
DU BARRY
de
Londres.
annow
d’invariavel
hucccsso
5
Toda
a
moléstia
acaba com 0
uso
da
deliciosa
Bevalesciére du
Barry
que
tor
na
a
dar
a
saúde,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
0
somno.
Ctira
as
indigestões
(dispepsia)
gastrica,
gasiralgia,
flegmas,
arroios,
fatos,
amargor
na
bocca,
pitui-
las,
nauseas,
vomitos,
irritações
intesli-
uaes,
diarrhea,
dizenieria,
cólicas,
tosse,
asthma, falta
de
respiração,
oppressào, con
gestões,
mal
aos nervos,
diabelhe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das broochiles,
da
be
xiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do
sangue.
75
000
curas
entre
as
quaes
conlam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
‘
na snr.
a
marqueza
de
Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens
de
Jejada
da
Universidade
de
Corduva etc.
etc.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
ciacoenla
vezes
0
seu preço em
remedios.
-
Preços
fixos
da
venda
por
rniudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
i
/
i
kilo,
500
; de
^2
kilo
800
rs
;
um
kilo,
13400
reis;
de
2
1
/
2 kilos,
33200
reis;
de
6
ki-
los,
63400
reis,
e
de 12
kilos,
123000
reis.
Os
biscoilos
da
Bevalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
13400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
lievftBewcáère
;
ella ies-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
13409
;
de
120
chavenas,
33200
reis,
ou 25 reis
cada
chavena.
BAKRY
»<J
BA5ÍR1'
<V
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regeni-Sireet
Londres; Valverde,
1,
Madud.
Os
pharmaceuticos,
droguGias, ner-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Lorpo
Santo 16,
íLisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
& Irmãos,
rua
Aurea,
12.
JPorío,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
; J.
Pinio
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra, V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
l
osla,
pbarm.
;
Bareelioa,
Ramos,
pharm.-;
Oraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
òc
Irmão,
rua
do
Souto,
Dommgoi
J.
V.
Machado,
praça Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira,
pbarm.
;
(duimarãets,
A
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
l
*
ena>
flel,
Miranda,
pharm.
;
Pont»
d«»
Lima,
\.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa «£o
Varzim, P.
Machado
de
Oli
veira,
pliarma.
;
Vianna
do
Caatello,
Aílooso
e
Barros,
droguislas;
Willa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
ESPECTACULOS
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Terça
feira
9
de
Fevereiro.
GiUADE IJAILE DE MASCADAS
Preços
para
as
3
uoiies
:
Camarotes
de
1.
a
ordem
43500;
2.®
ordem
63OOO;
3.a
ordem
23100
Entrada
geral
240. reis.
Principia
ás 8
horas e acaba
á
meia
noite.
AGRADECIMENTOS
João de
Sou
*3
Guimarães,
mulher
e
fi
lhos,
immensamente
penhorados
para
com
todas
as
pessoas
seculares
e
ecclesiasticos
que
se
dignaram
assistir ao
ofiicio
fúne
bre
que
no
dia
20
de
janeiro ultimo
se
celebrou
na
egreja
dos
Terceiros
d
’
esla
cidade
pela
alma
de
sua
sempre
chorada
filha
Maria
José
da
Conceição
Soares,
e
bem
assim
a
acompanhal-a
á
ultima
mo
rada,
veem
por
este ineio
agradecer-lhe
protestando
a
todos infinda
gratidão.
ANNUNCIOS
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
um
an(^ar’
co,n
quintal,
sita
na
rua
Alcaide,
com
os
n.os
11
e
12. Quem
a
pertender
dirija-se
em
car
ta
fechada
a
Bernardino
Anlonio
Peixoto
Caslello
Branco,
em
Terras
de
Bouro,
ca
sa
da
Pena.
NOVO
SECRETARIO
PORTUGEEZ
Saiu
a 13.
a
edição
de
1874,
do «No
vo
Secretario Universal
e
Commercial Por-
tuguez»,
ou
methodo
facil
de
escrever
to
da a
especie
de
cartas,
tanto
commerciaes
como
particulares,
a
parentes, amigos,
de
agradecimento,
de empenho,
de
supplica,
de
felicitações
de
anno»,
de
participação
de
casamento,
e
cartões
para
o
mesmo fim,
formulas de
requerimento
e
memoriaes
pa
ra
todas
as
prelenções,
etc.
A
parle
com-
mercial.
egualmente
desenvolvida,
offerece
grande
numero
de
modelos
de cartas
com
merciaes
para
todas
as
transacções
com
merciaes, contendo
mais um
tratado
de
civilidade
e
orna
labella
da
duração
dos
luclos,
etc.
1
vol.,
preço
600
reis
na
li
vraria
editora
de
J.
J. Bordalo,
rua
Au
gusta,
24
e
26,
e
remette-se
para
as
pro
víncias
franco
de
porte
a
quem
enviar
o
seu
importe
em
estampilhas
ou
sêllos.
Também
se
vende
em
Setúbal na
ca-
pella
Central
;
Porto
e
Coimbra
nas
prmci-
paes
livrarias.
Minho
District
Railway
Compa-
ny
limite
d.
Por-
ordem
da
direcção
sjjo
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esia
companhia
a
satisfazerem
no dia
10
do
corrente
a
pres
tação
de
90000
reis
por
acção.
A
’
sua
opção
esse
pagamento
poderá
effectuar-se
no
Banco
Lusitano,
ou
n» Cai
xa
filial
<i’elle
no
Porto,
no
Banco
do
Mi
nho
em
Biaga,
e
no
de
Guimarães
em
Gui
marães, a
credito
d
’
esta
companhia
Os
certificados
d
’acções,
acompanhados
pela
cautella
de
qualquer d’
esses
estabele
cimentos
bancários,
deverão
ser
apresenta
do
*
no
Escriplorio
da
Companhia
(rua
dos
Inglezes
n.°
27
a
29,
para
n
’
elles se
pas
sar
o
respectivo
recibo.
E.
Moser.
(2283) Secretario da
Companhia.
A
sttbscripção
para
a
Companhia
The
Arnazon
Tirg
3c
Lighlerage
Company
Li
mited
cominiía
aberta
ate
12
de
Feverei
ro, nesta
cidade
em
casa
do
ex.
,n
°
Vis
conde de
Lazaro.
Os
directores
já
es
tabeleceram
negociações
para
a compra
da
flotilha
precisa,
contando
portanto
come
çar
as suas
operações
no
Amazonas
em
junho
proximo.
(2284)
João
Pereira
da
Siha.
residente
na
freguezia
de
Palmeira
e
sua
irmã
Maria
Joaquina
da
Conceição,
residente
em
Bra
ga,
presentemente
habilitados coherderros
nos
bens,
chamados do
Monte,
sito
*
na fre
guezia
de
Prozêlo,
concelho
d
’A mares,
tu
do
por
inventario de
seu
fallecido
Irmão
Manoel
José
da
Silva
Biaga,
fazem
publi
co
que ninguém
de
hoje
em
diante
con
trate,
quer
de arrendamento, quer
de
ven
da
d
’
arvores
ou
qualquer
objecto
perten
cente
aos
ditos
bens,
a
não
ser unicamen
te
por
meio
do
primeiro
aonunciame
pa
ra
assim
não
allegar
iguorancia
em
qual
quer
acção
que
se
venha
a
intentar.
(2282)
A direcção
annuncia
que
desde
o dia
10
do
corrente
e
a
continuar
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
das
10
horas da
manhã
ás
2
da
tarde,
se
pa
ga o dividendo
de
1$200
reis por acção,
correspondente
ao
primeiro
dividendo
d’
es-
te
banco,
na
Covilhã.
Casa
do
Banco.
Porto,
snr.
Vieira
&
Leão.
Lisboa,
>
Custodio
Silva.
Braga,
*
João
Manoel
da
Silva
Gui
marães.
(2281)
Covilhã. 3
de
fevereiro
de
1875.
BANCO
DA POVOA
DO
VARZIM
O
dividendo
de
400
reis
por
acção,
equivalente
a
6
por
cento
ao anno,
do
capital realisado,
paga-se
no
Banco
Com
mercial
de
Braga
e
no
Banco
de
Gui
marães,
desde
as
10 horas
até
á
1,
de
vendo os
snrs.
accionistas
apresentar os
seus
titulos
legalisados.
Povoa
do
Varzim,
30
de
Janeiro
de
1875.
Os
directores,
José
G/mes
Moraes.
.4.
R.
da
8.
Vieira.
Ao
possuidor
dos
titulos
de
15
acções
que
não realisou
a
segunda
entrada,
lem
bra-se
a
disposição
do
art.
6.° e
seus
pa-
ragrafos
dos
estatutos.
(2278)
BANCO
COMMERCIAL
t>E
GU1MARAES
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada.
A commissão installadora
participa
aos
snrs.
subscriplores
que,
em
consequência
da
grande
cifra
a
que
montou
a
ratifica
ção
provisória,
resolveu
elevar
o
capital
do
banco
a
600:0000000
dividido
em
12:000
acções
de
500000
reis
cada
uma,
fazendo
em
seguida
o
seguinte
rateio, que foi
o
mais
equitativo
âpossivel, allendendo
ao
grande
numero
de subscriplores
que
houve
para
menos
de
100
acções
:
De
1
acção
até 25
.
.
.
i
/l
de
acção
«
26
«
51
<
«
«
4
50
.
100 .
•
’
/2
.
1
de
de
«
«
«
101
«
4
199
.
•
•
2
de
«
«
200
«
«
299
.
•
2
de
4
«
300
•
4
399
.
.
’
3
de
«
«
400
«
«
499
.
.
4
de
«
«
500
«
«
599
.
•
.
5
de
4
« 600
«
4
699
.
•
.
6
de
a
<
700
«
4
799
.
•
. 7
de
«
«
800
4
4
1200
.
•
.
9
de
«
« 1201
para
cima
3h
p.
c.
São pois
convidados
os snrs.
subscrip
lores a ratificar
definitivamente
as
acções
que
lhes
locaram
em rateio
nos
dias
9,
11
e
13
do
corrente,
pagando
n
’essa
oc-
casião
20500
por
cada
acção
que
lhes to
cou,
recebendo
no
mesmo
acto
as
som
mas que entregaram
como
ratificação
pro-
visorio,
o
que
lerá
logar
:
Em Guimarães,
em casa do snr.
Domin
gos
Fernandes
Guimarães,
praça
do
Toural.
No
Porto,
em
casa
do
snr.
Joaquim
Ferreira
Monteiro
Guimarães, rua
dos
In-
glezes.
Em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
Para
melhor
regularidade
do
pagamen
to
e
ratificação
lerá
esta
logar
no
1
°
dia
para
os
subscriplores
de
1:000
acções pa
ra
cima
;
no
2.°
dia
para
os
subscriplo
res
de
500
até
mil
e
no
3.°
para
os
res
tantes.
A commissão
desejava
apresentar
des
de
-já
aos
snrs.
subscriplores o
esta
luto
do banco,
mas
não
lhe
sendo
isso
possí
vel
em
consequência
do
muito
trabalho
que
tem
havido,
fal-o-ha
o
mais
breve
que
lhe
for
possível
e
n’elle
serão
indicados
os indivíduos
que a
commissão, em
con
formidade
com
a
faculdade
que
lhe dá
a
lei
de
22
de
Junho
de
1867,
escolheu
pa
ra
os
diversos
cargos
do banco.
Guimarães,
3
de Fevereiro
de
1875.
Os
instaladores,
Domingos Fernandes
Guimarães.
Joaquim
José
de
Azevedo Machado.
José
Ferreira Mendes
da
Paz
José
Chrysostomo
da Silva
Basto.
Anlonio
Cândido
Augusto
Martins.
(2289)
NOVO
HORÁRIO
José
Anlonio
Monteiro
e
Joaquim
Vina
greiro,
annunciam
ao
publico
que
a
dili
gencia
que
sahe
de
Braga
para
Ponte
do
Lima
ás
9
horas
da
manhã,
principia
a
sahir
desde
o
dia
8
do
corrente
ás
8
ho
ras
da
manhã
e
chega
a
Ponte
ás
12 e
continua
a sahir
de
Ponte
para
Braga
ás
horas
já
annunciadas.
Braga
5
de
Feveriro
de 1875.
O
gerente,
(22.9)
A.
J. Loureiro.
METAES
VELHOS
Na
travessa de
S.
João n.® 5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de
metaes,
e ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
NOVIDADE
44,
Bua «lo
Souto, 44
Campos
&
Almeida, acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
Vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
tod-s
as
qualidades.
(2272)
ALMEIDA
òí
PEREIRA
Largo
do
Barão
de S.
Martinão
n.°
i8
Cotnprain
e
vendem
acções
de
iodos
os
bancos
e companhias,
e
inscripções
d’assentamenlo e coupons.
(I)
Collegio
da
Regeneração
N
’
esle collegio e
casa
d’
abrigo,
situa
do
na
rua dos
Pelames,
faz-se
Ioda
a
qualidade
de
cuslu'a,
obra
branca
e
de
tór,
cosida
á
machina
e
sem
o
ser.
Quem
peHender
póde
ali
dirigir-se
que
encontrará
pessoa
competente
que
se en
carrega
das
encommendas
que
promelte
bem servir—
o
que
além
de
ser
uma
cari
dade,
os
preços
serão
commodos.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Aat«mi®
Gersuansí Ferreirãnhtò
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda a obra, assim como
bómbas,
conçoilas,
columnas
para
gaz, pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos os
tamanhos,
canos
para
agoãs
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços do
Porto.
ACÇÕES
Juão
Manoel
da
Silva Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e vende Acções
de
todos
os
Bancos e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
José
Cardos»
de
Carvalho, vende
ou ri
me
todos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
reeebe
nas comarcas
de Villa
Verde,
JBar
-
cellos,
e Braga.
Trata-se
et»
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga
com
o
snr.
Anlonio
José
Gonçalves Nogueira, rua
do
Souio.
(2226)
A
’ LOJA
Armas
de
caça vindas
direc-
tamente
da
Bélgica.
f2236^
ATTE:VÇAl»
A
Nova Empreza de
Trens,
annuncia
ao publico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado, o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova,
sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2, jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga 1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
EGGLESIASTICO
E GIVIL
DO
ArcebiffpMdo
de Braga
PARA
Publicou-se
este
almanak
o único
au-
ctorisado
por
S.
Ex
a
Rev.
ma
e
que
se
pode seguir com
segurança
n
’
este
arce
bispado
emquanto
a
jejuus
e
dias Santos
etc., etc.
Acha-se
á
venda
em
Braga, rua
do
Souto
casa
dos snrs.
Rocha
e
Germano,
rua
Nova casa
do
snr. Bernardino
José
da
Cruz defronte da Mizericordia
;
em
Gui
marães,
Vianna,
Villa
do Conde,
Arcos de
Vál-de-Vez, etc.
Preço
.... 40 réis.
(MOAFIA
MRmUEZA
E
BE8CRIPÇÃO
TBPOGBAF1C/4
Do
famoso
reino
de
Portugal,
com as noti
cias
das
fundações das
cidades,
villas
e
lo-
gare
*
que
conl-m,
varões illuslres,
Genea
logias
das familias nobres,
fundações
de
conventos,
calhalogos
dos
bispos,
antigui
dades. maravilhas
da
natureza,
edifícios,
■
e
outras
curiosas
observações
Autor o P.e Antonio Carvalho da
Nova
edição
copiada
fielmeote
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um
index alfabético
de
todas as
freguezias
com
a
declaraçao
dos
nomes e
Oragos,
que aclualmente
tem,
nu
mero
de
fogos,
dioceses
e
concelhos
a
que
pertencem,
e
correios
respectivos, o
que
a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.
ft
5.
em
casa de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(ires
volume
*
)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
Paramentos
para
egreja
Acham
se
para vender
na
roa
do
Sou
to,
d
’
esta
cidade,
casa
».°
41
de
Manoel
José
Vieira
<la
Rocha,
os
paramentos se
guintes
:
Paramento
quasi
uovo,
de
seda
de
ma
tizes de
ouro,
com
galões e franjas do
mesmo
constando
de
casula
duas
dalma-
ticas, com
suas
estolas e
inaninulos.
véo
de
hombro, bolsa
dos
corporaes,
véo
de
calix
e dous
panos d’estante,
louvados
em
I30$0tl0
reis.
Recibos
das
inscripções
Acham-se
á
venda
na
typografia
Lusi
tana,
rua
Nova
n.°
3?
os
novos
recibos
alterados,
e
conforme os
annuncios
do
snr.
Delegado
do
Thesouro.
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BRAGA
: TYPOGRAPIIIA
LUSITANA
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_09021875_307.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)